Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03784


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Full Text
ANNO DE 1839. SECUNDA FEllU
CAMBIOS.
Marco 16
' Londres 5o l% por iooo cd.
Lisboa 80 por 100 premio, per metal, oflerecido
Franca 3ao a 3a5 Rs. por franco.
Rio He Janeiro ao par.
Moedas de 6|4oo 16/100 as velha notas 14/90.
<|ooo 8iooa'8|3oo
Pesos Colnranarioa 1/6S0 a 1/670
Diltos Mexicanos ij*63o a i|65o
Pataccs Hrasileiroi i/65o a 1/670
Premios das Letras, por mei 1.i|4 a 1 ip por 100.
Cobre ao par
PARTIDAS DOS CORRE10S TERRESTES.
18 DE MARCO. NUMERO 64.
Tudo agora depende de nbs mesroos; da npssa prudencia
modoiacio e energa: continuemos como principiamos
seremos apontados con admirado entre as Naee mait col
Us.
Proclamado da Aswmble. bar. I do Bra.il.
Cidade da Paraiba., e Tillas de na pretcocSo ...
Cidade do Rio f>rand do Norte, e villas dem .
Cidade da Fortaleza e illas Idea ....:.
Villa da Goianoa............
Cidade de linda ............
Villa de Santo Anto...........
Uita deC-aranbuu e Povoaco do Bonito. ....
[hitas do Cabo Serinhaem, Rio Forraoso, e Porto Calva
Cidade das Alagoas c Villa de Macei. .....
Villa de Pajau de Floree........
Todos os eurreios partera ao mcio dia.
I Segundas a Sextas feiraij
Todos os dias.
Quinus feiras.
Diai 10, e 24 decada
dem 1 II, 31 ditto dido.
dem idem.
dem 13, dittodiUa
Snnser.ve-.e par. esta folb. .3#ooo rs. porcfnartel, pagos adl-
antados nesta Typograhs, ra das Cruie D. 3, m Praea
da Independencia D. 37 38, onda sa receba, correspon-
dencias legalisadas, e annuucios: iusirindo-se estes cratil
sendo dosproprioi auignantei, e rindo assignadol.
DAS DA SEMANA.
18 Segunda S. ('.abrid Are. Audiencia do J. ds Direilo da a. Tara (fe manht
19 Terca S. Joit Esposo da N. S. "anua.
*o (uarla S. Manmlio umiense Are. Sesso da Thesouraria P.
i Quinta S. Bento Ab. Heladio e aud. do J. de D. da a. vara do msnh
22 Seit.AsDore.deN. S. Ses da T. e aud. do J. de D. da 1. v.dem.' Quarto. eres*,
as 3 hor. e 6 minutos da mauli. x *^ ~"~1
>5 Sabbado S. Felis e seus Corar.. Min. Re. de manh. e aud. do Y. G. de t. ira Olind-
?4 Domingo de Raro, s S. Agapito B.
filar cheia para o dia 18 da Marco.
Al 7 horas e 41 minutos da manfa. As 8 Loras e 6 minutos da larde.

PWkH
PERNAMBUCO.
ConclusaS da Falla com que o Exm.
Snr. Francisco do liego Barros Presi
dente desta Provincia, abri a Assem-
Llea Legislativa Provincial no dia' pri-
meiro de Marco do correnta anuo.
Arrecadaclo de Rendas.

Na conCormid vincial de 8 d" Jiinho de r83t, e 'Jq da de
2 de Maio de |838, fornanematados to-
dos os impostos existentes, a que elles se
referetn menos por f.ilti do Lincadores,
os rendimentos do imposto de ai poi o/j
do cjinamo d' iIi Smili lem Limoeiro, Rio Por rnoso e
Bonito que p.lis ultimas arremataed..'* se
.cliava ero a4uf'>oo reis.
As Rendas Administradas arrecada se
presentemente pela Meza do Consii1 do ,
pela Coll ctoria Ger.l do Municipio d'esla
Cidade pejus C Hedores do* mais Mu-
nicipios. A arncadaco por meio d'esles
Collectores cuntinua a ser feit 1 do raesmo
modo, e com os niesmo* inconvenientes,
que rai'iiciii i no passado.R-Liloiio.
Quanto i Collectoiia Geial cicada pelo
R< (ulamento Provincial de 10 de Maio de
1838 com uto Cullidor uro. Eicrivo ,
tres Escriturarios um Amanuense, e um
Gualda e Coruio, te a se. cargo a co-
branza dos impostos, que outi'ora ai na -
d.'a os Cullidores dos tres Bairros d'tsta
Cidade, e da Povoacao dos Aflamados ,
cum os mais que eia ncebidos pela ix'l i ne-
ta Thesouraria do Sello, A Presidencia
tomou o excediente de orginisar esta Cul-
lectoria em consequencia de ler deex'tuUi
o novo Regulamenlo de 3o de Maio de
i83o, que maiidou crear urna Meza do
Consulado, e oulra de Rendas internas
Gerats abollado a Thesouraria do Sello ,
e de nao ser conveniente em visla do Arl
20 d este Regulamenlo e do que este
respeitoji vestxpuz o auno passado, que
a Me/.a ie Tiendas internas Geiae conli-
nuasie a ter na srrecadacfio das Reodas
Provincues as incumbencias da mesma
exilada Thesonraria. Nenhum augmen-
to de despesa se fez cometa O'gantsacio,
porque os referidos Emprega/Jos (cario
(uudo pela arrec.id.cio dos imposto* que
se achatio a cargo dos Collectores, as mes
roas Commisses que estes percibiio, e
pelos que leetbia aquella Thesourari* a
de 7 por cera correspondente as gratifica-
coes que se paga vio ; mas, se ella mere-
cer a vos.aapprovacao, muito convem, que
estas diversas ConimissSes sejfo reduzidas
urna so, e se cltvem a 7 por cem fa-
sendo-se ento urna nova divisfo pelos Em
pregados e.que o idiantamento das despe-
s juddiciaes aeja fo.ln pela Fasenda ,
por que, contendoas Colleclas urna muti-
phcid..de de pequen.s addieces, as Com
rois.Ses respectivas nao compensa o o em-
pate do valor destas despezas. A Mesa do
Consulado continua a arrecadar os impos-
, que estavio a cargo da exlincta Me-
deUiversis Rendas; mu por esta ar-
recadaco esta-se pagando a Administracfo
Geral em virtudedo ja citado artigo 20
do regulalamenlo urna qaota correspon-
dente as despes.s que se fasem na mesma
Viesa can arrec.dacio das Rendas Geraei,
a qaal pode importar annualonento em
7:910,1000 reig segundo veris no Orca-
mento que vos appreseoto. A este res-
peito tomareis as medidas, que vos parece-
rem mais convenientes.
Em comprimento doaitigo7. da Lei
de a de Miio de 18.8 pissei a faser as ne-
cessarias recommendac5es para que na
Provincia das Alagoas se fscalise, earreca-
de o disimo do algoda desta Pravincia da
mesm. forma que aqui h observa com a ar-
recadaci dos direitosque a ella pertencea,
e para facilitar esta fscalizicaS e arreca
daca, mmdei que na Villa de GarauHuns
uns Po#oac5es de Agoas-B-Has, Alinho.
e Papacara houvesse Agentes encaregados
de examina' a quantidade de alg-.d- que
seexpoda para a sobredita Pioviocia das
Alagoas, nao consentiodo, que se transporte,
saca alguma.sem que leve a marca desta Pro-
vincia, e seja acompanhada de guia. Tai-
vez que seja conveniente augmentar o nu
maro destes Ageutes, e mesmo estabelece-
loi nos lug deve ser feita ; mas nao podeodo oinda
calcular o valor d'este reodimento e as
vaotageos, que se podem dar a taes Em
pregados, julguei dever por ora limitar-
me a aquella medida.
I'.is, Senbores, o que ora me ororre ex-
por a vossa conideracio ; ese nao lenh .
sali&feito as vossas esperancas suppra s
minhas faltas a iiluslrayio e patrio
tismo qae vos destingue; e o meu
maisemeaes deejo de concorrer com vos-
co para a prusperidade de que he suscep-
tivel, e unto merece a nossa bella Pio-
vincia.
Est .berta a Sesso.
Recifeem o t. de Marco de i83g.
Francisco do Reg Barros,
Presidente.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PROVIN-
CIAL.
Acta da 9. SessSo ordinaria da Assemblea
LegislatTi Provincial em I a de Marco
da 18J9.
Presidencia do Sur. Paula Csvalcanti.
Feita a chamada e adiando se prsenles
a4 nrs. Deputados, faltando com ca-
za part.cipada os Senhrea Maciel Mon
'o, Manuel. Cavalcanli, Uihano, Rifael,
l)r. Brito e Izidro o Sr Presidenta abri
a Sessio e lida e approvada a Acta da ante-
cedente, tendo declarado o Snr Reg Mon-
eiro que votara em segunda discus.io
contra o pruj-cio nomero 21 de i838, o
Sur. 1. Secretario deu conta do expe-
diente : hum requerimenu de D. Luiz Ivi
genio da Locio Silbis, Poiteiro da Inspe-
ecio do Assucar, 0 Algodio pedindo 1
r*
gratiicacio de ioos'000 alem do ordenado
que percebe, que Ihe fiquem perten-
cendo as pequeas amostras de assucir tra
sidas pelos furadores para a Inspeccio :
Commis.iode ordenados ; hum parecer da
Comissfo de Instrucco publica attendendo
ao requerimento do P. Ignacio de Almeida
Fortuna e oQ'ereceado a respeito hum pro-
jeclo de Lei dispondo que o Presidente da
Provincia seja autoris.do a provel-o na
substttuico das Cadeiras da Giammatica
Latina desta Cidade indrpendento de no-
vo exame e concurso, o que para sua ju -
bil.cio entrem em conta os annos em que
ensinou como professor Regio de Gr.ini-
matica Litina em a liba de Pamarac ; foi
o proieclo julg.dos m .loria de deliberac&o e
mandou-sa imprimir.
Ordena do dia.
Continua a segunda discussfo addinda
do projecto n. 1 de 1839 com a emenda
do Sor. Dmtas ao 2. artigo, o qual sendo
lido, o Sr. Monte requereo o adiameoto do
Projecto, queapoiado foi regeitado sen-
do o sobredito artigo a. approvado com
a emenda do Snr. Dntas ; lulos consecu-
tivamente os artigos 3. 4- e 5. fo-
ro approvados ; o artigo 4 cmase-
guite emenda do Sor. O iotas ; depois da
mesma Congrua diga-se, direitos paro-
quiaes que perteocem ao parocho da an-
tiga Freguesia de Biserro's, sendo regeita-
da esl'outra suppressiva do mesmo artigo
offeresida pelo Snr. Naboco de Araujo
Supprima^se o artigo 4* > f' PproTado
finalmente o Projecto para passsr a lereei-
ra disrusiio amo artigo additivo do Snr.
Dantas O Parorbo da Freguesia de Bi-
serros lera' o pea o das duas Freguesias. Em
segunda discuti foi tambera, approvado
0 Projecto o. 4 deste anoo, e em terceira o
Projecto n. 4 de 18J8; forlo rejeitados
em segunda discussio o Projecto n. 27 de
1838 e em primeira o Projecto numero
5 do corrente. Seguio-se a segunda disus-
sio do projecto n. 28 de i838; o Snr.
Carneiio Leio ; requereo qae elle reveMes-
se para a cummiss.5 para reoiganisal o con-
forme as Cuntas appresentads ltimamen-
te pelas Cmaras ; approvado o requeri-
mento foi a discussio addiada. Entrou 6-
naloeuteem segunda discussfo o Titulo 4*
das Posturas da Cmara Muncipal do Re-
cife com a emenda substitutiva do Snr.
Carneii'o Lefo ; lido o primiro artigo da
.Hienda e posto em discussfo ; o Snr.
Tiburtiuo ofereceu a seguale emenda j
depois da palavra liconca se diga da C-
mara Municipal o Snr Nabuco de Ara-
ujo esl'outra ; depois da palavra obras p-
blicos addiciooe-se; em quanto nf o estiver
01 (anisado o plano de que-(rela O artigo
a. ; apoiadas huma e oulra foi a discussfo
addiada pela hora, tendo a palavra o Sor-
Ca valho de Meodonca. O Sor. Presidente
lev.alou a Sessa dando para ordem do
dia : Leitura de Projectos Parecarex, e
Indxacoes, segunda discussfo do Prcjei t
o. i5 de 1838, terceira dos projectos os.
a3 e aG de 183o primeira dot projectos
ns. 2, G, 7, o 8 desleaono, segunda dii-
eussio das Posturas da Cmara do Ra-
dio.
Thomaz Antonio Maciel Moutero,
Presidente.
Antonio da Costa Reg Monteiro,
1. Secretario.
Joxe Thomaz Nabuco de Araujo Jnior,
2. Secretario.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedientado dia 11 de Marco de i83g.
Ofncio_ Ao Commaudanta das Armas,
para faser postar o Batalhn Provisorio no
Largo do Convento do Carino as 3 heraa
da tarde do dia i5 do corrente mez afim
de que reunido aos Corpos da 1., e 2. Le-
'gioens da Guarda Nacional deste Munici-
pio e ao Corpo de Polica acompaohe a
Procisa do Seuhor dos Passos que tem
de sar do mencionado Convento dando
as providencias preciis para que is 5 ho-
ras da tarde do dia 14 se achem na frente
dalgreja Matriz, de S. Fr. Podio Goncal-
ves lodos os Officiaes Infeiiures da 1. L-
nha, aimde acompanhar e guarnecer o
\ndcr do Mesmo Seuhor que va ser de-
pozitado no referido Convento.
Dito Ao mesmo convidando o para
achar-secom os Offices de I. JLioha a.
horas da tarde do da 1 \ na Igreja Mlriz
deS.Fr. Pedro Gonclves para compa-
nliar o Andoi- do Sr.uhor dos Passos que
Tai ser depositado uo Couvento do Car-
mo.
Dito Ao Commandante Geral do Cor*
po de Polica para da mesma forma echar-
se com os Officiaes do mesmo Corpo na
tarde do dia 14 na Igreja Matriz de S. Fr.
Pedro Goncalves
Dito A o mesmo para marchar com
o Corpo do seo Commando para o Largo
do Carmo as 3 horas da tarde do dia 15 do
coi rente afim de que reunido ao Bitalho
Provisorio e aon Corpos das duas L gioens
da Guarda Ncional desta Cidide acotnpi-
nhe a Prociss.5 do S-nhor dos Passos ;
deveudo dar as providencias pera que os
Inferiores de seo Corpo se ach^m na tar-
de do da 14 na frente de Malnz de S. Fr.
I'edro Goncalves para acompanhar e guar-
necer o Andor do Mesmo Seuhor.
I>ito Ao Commandante Superior da
G. N. do Recife para oid>-imr que oa
Corpos da 1. e a. L^gics de seo Commao-
do marchen) para o Largo do Carmoaa 3
horas d> tarde do dia i5 do corrente on-
de se Ihe reunrs o Corpo de P. licia e o
Batalha Provisorio a fim de aob o sao
Commando em Cbefa acorapaoharem a
Procissa do Senbor dus Pas. s 1 dvcuelo
igualmente oideuarque na tarde do dia 14
se achem na fenle da M-tnz de S. Fr. Pe-
dro GonclvfS um dos Batlh5es da Guar-
da Nacional que esleter de folga e os la-
ferioresdo.de mais Corpos alnn de acao-
danhar e guarnecer o Andor do Msimo
Senbor qae tai icr depositado.
-_.
a


pa a iJ> D I P El
vjt
M B G O
Diio A o Inspector da Thesooraria ,'e pipo o Canoeiro do competente frete a
m*iand-lh a conta da despesa feiu na (defolvendo-lhe a requ:sic5 dos novos ob
jectos necesario* ao Forte para, que a
reformasse.
Hito Ao Commandante da Fortalesa
deTamsndai uccusando o recebimento
dos tes rnelos de 4 6 e 7 deste mes, e
dando varias providencias sobre o destaca
manto.
Dito Ao Commandante interino do 4
Corpo d'Artilheria mandando considerar
addidas duas Pracs da Companhia qoe
guarnece a liba de Fernando e recolbido
do destacamento o soldado AUgoas.
Dito Ao mesmo, mandando conser-
var preso ate segunda ordeno o Tenente
Joaquim Rodrigues da S.lva.
Dito Ao Coronel Commandante das
Classes communicando-lbe prisafi do
liba de Fernando com os deportados da
Provincia da Bahia no semestre de Jullio a
Desembro do anno passado afim de que
baja de sacar pela sua imporlaucia roo-
tra a Thesouraria d'aquella Provincia.
Dito^. Ao Juiz Interino da 1. Vara do
Crime da Comarca do Recife, oomeando o
para servir de Auditor de Guerra, visto
ter se escuzado deste Emprego o Hachare!
Joze Bernardo Galvad Alcanforado que o
zercia.
Dito Ao Commandante das Armas,
commanicando-lhe o conteudo no pie
esdente oficio.
_ Igual com unicaca foi encamiuhada
ao Inspector da Thetouraru.
Dito Ao Juiz da 1. Vara do Civel desu
Comarca enviando-lheo Inventario a que
se proceden na Ilha de Fernando pe lal-
lecimento do 9. Ttnentede Artilheiia Jo-
ze Francisco da Costa, q' ali se acba desta-
cado a fim de que em conlorroidade das
Leis existentes Ihe d o conveniente dtaii-
LO.
D. Ao Director do Liceo dests Cidade
para q' em conformidade do que resolveo a
Assemblea Legislativa Pioviocial infor-
me eom a possivel brevidade sobra a con-
ducta scollar de Jore Crispim d'Assump-
ca5 Estudante do mesmo Liceo.
Portara Ao Director do Arsenal de
Guerra ordenando-lhe que mande rece-
ber do Canoeiro Antonio Elias da Costa o
objectos constantes da relaro que se Ihe
remette viudos ds Fortalesa de Pao Ama-
relio e que se acho em mo estado e os
faca recolber aos armazens do mesmo Ar-
senal afina de terem a applicacio qoe con-
vier mandando pagar ao dito Canoeiro a
quantia de dez mil res porque loi justa a
condcelo dos ditos cbjectos.
Dita Ao Commandante do Palazo
Conceitio para se faser de vella no dia 17
do correnle para a Provincia do Rio G-an
de do Norte com escalla pela da Paiahiba,
recebendo a seo bordo os objectos que Ihe
sera enviados do Arsenal de G. afiu de os
entregar aos Exms. Presidentes das rueucL-
onads Provincias.
COMMANDO DAS ARMAS.
Expediente do dia 11 de Marco de 1839.
Oracin. Ao Ezm. Presidente rogando-
Ihe houvesse' d'ordenar ao Director do
Arsenal de Guerra reesbesse ali os objectos
que constavao da relaci que Ihe enva va
viudos do Forte Pao Amarello e bem
assim de mandar pagar ao Conetiro Auto
nio Elias ds Costa a quantia de ios1 reis
importancia do frete da condcelo de taes
objectos.
Dito Ao mesmo Exm. Sor., devol
vendo o requerimento de Manoel Soarea da
Silva que pedia demicaS para seo filho
Manoel Soares da Silva Jnior soldado
desertor do 7. Batalhio de Cacadores, soh
rondicca de dar em seo lugar um bomem
izempto de recrutamento e informando ,
que estando o Batilhad 7. no Rio Grnde
do Sul., a que alise acbando o seo aichi-
vo impossivel se torna va i 1. formar, st
eom e'eUo eia de-er tr o (11 ho do Suppli
canta e que a sua proposit era vauta-
josa para o ssrvico sssim podesse S. Exc.
anuda.
Dito Ao mesmo Exm. Snr commu
nicando-lhe que em cumprimento ao A
viso Imperial de 17 de Dezeobro do auno
p. p. e disposicoes do seo oficio de a5
de Janeiro deste anno se ha va nesta da-
ta dissolvido a Companhia que guarneca
a liba de Fernando e mandado ligar an-
as prseas ao 4. Corpo d'Arti beria em
qualdade de eff-ctivas contiiiuuido no
destacamento em que se achavad.
Dito -. Ao Prefeito da Comarca, disen-
do-lhe em resposta ao seo ofiicio desta data
que conservava em prisa o Tenente Joa-
quim Rodrigues da Silva e que S. S. Ihe
houvesse de diser se pelo ferimento qu
referido Tenente Osera se tintn ou uao
procedido judicialmente.
Dito Ao Commandante interino do
Forte Po-Amarello disendo-lhe que
ao Arsenal de Guaira ficaria recolbidos
os objectos que censtava5 da retacad qus
otampanhara o seo ofiicio de 4 deste mez
Tenente cima referido.
Portara ^-Ao Tenente Coronel Com-
mandante da llha de Fernando mandan-
do considerar nesta data dissolvida a Com-
panhia que na mesma Ilha fasia a guarnica
e as suas prseas pertencentes ao 4- Corpo
d'Artilheria.
Dita Ao Commandante interino do
4. Corpo d'Artilbaria mandando ligar a
o mesmo Corpo como effectivas a 46 Pla-
cas que forma va a Companhia de 1. Li
nha da Ilha de Fernando dividindo as
pelas Companhias tirando para ellas sol-
do e etape do da 11 de Fevereiro deste
anno e fardamento do i.a de Janeiro.
Diversas Reparticoens.
ALFANDEGA DAS FAZENDAS.
A Polaca Hespanhola Aristides vinda
de Barcelona Malaga entrada em i5 do
corrente CapitaS Pedro Antonio Mrisla-
ny, conseguinada a A Schramm.
Manifestou o seguinte.
De Bircelena.
188 Pipas com viuho 10 meas ditss
com dito 60 barris com dito.
De Malaga.
1010 Caizas com piasas, a5a ceins
com figos, 5o caizas com ameixas 6)
quartolas com azeite, 11 barricas com al
pista, 16 pipas com vinho 66 barris com
chumbo.
Fora do Manifest.
4 Caizas com bixss.
EDITAL.
Peranteo Inapector d'Alfaodegase ha de
arrematar em basta publica no dia ao
do correnle bum aderesso de filagram e
sete pares de meias curtas de seda preta ,
apprehendidos pelo Guarda Jos Clemen-
te -Pereira dos Santos.
Alfandega 16 de Marco de 1839'
Manoel Zefinno dos Sautos.
As arrematacoens ja annuciadas te*
rao lugar no dia 18 do corrente.
O Snr. Manoel do O' Rodrigues Azeve-
do que tem dependencia pendente ao Ins-
pector queira apreaentar-se-lhe.
MEZA DO CONSULADO.
A Pauta be a mesma do nure. 56.
CORREIO.
0 Drigue Constante recebe a mals para
o Rio de Janeiro b< je 18 as 4 bous da
tarde.
OBRAS PUBLICAS.
Os officiaes de Pedreiro, e Serventes que
quiserem trabalhar na obra do aqueduclo
da estrada doa Affl'ctos dirija-se ao En-
carregado da mesma obra que Ibes da-
r trabalbo.
1 nspecio das Obras Publicas 16 de Mar-
co de 109.
Montes Ancora. ,
PREFEITURA*
Parta do dia 16 de Marco de 1839.
Illa, s Exm. Sor. Participo a V.
Exc. que das partes hoje recebidas consta
nio haver novidad alguma.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeitura da
Comarca do Recife 16 de Marco de
1839. Illm. e Exm. Sr: Francisco do Re
go Barros Presidente da Provincia.
Francisco Antonio de S Barreto Pre-
cito da Comarca.
E D IT A E S .
A Cmara Municipal da Cidade do Reci-
fe e seo Termo &c.
Fsz saber que pelo Doutor Juiz de Di-
reito interino da i.* Vara do Crime desta
Comarca Ihe fora feite a devida parte;
cipac5 sobre nave r designado odia i3
do prximo futuro mez de Abril por as
nove horas da manhia para dar principio
a 1. Sessio ordinaria doa Jurados deste
.corrente anno, na casa de suss Ses-oens ;
em consequencia do que tendo-se feito o
>ortea ment na conformidade do Cdigo do
Processo Criminal Cor. sorteado* oa 6
Jurados que sao os seguiotes Senhores.
Francisco Joaquim Cardoso.
Jo5 Monteiro Malvinas.
Pedio Josa Nones.
Jos Marianno de Araujo Silva.
Joaquim Rodrigues de Miranda.
Coronel Aleixo Jos de Oliveira.
Jos Antonio Pinto.
Padre Mantel Juliio.
Luiz Antonio G> ncalves.
Francisco Joae Cavalcante Galv.tS.
Jos6 Rufino da Silva Hamos.
Francisco de P.ula Lopes Reis.
Manoel Antonio doa Passos e Silva.
Francisco Antonio das Chagas.
Joaquim Lopes de Almeida.
Tenente Sebaatia Lopes Guimarsens.
Jos de Alemao Cisneiro.
Antonio Jos de Albuquerqoe.
Joio Carneiro d Cunha.
Antonio Mauricio Cavalcante.
Padre Manoel da Fonceca e Silva.
Jlo de Souza Lea5.
Antonio de Sooza Lea.
Padre Bento Manoel de Souza Castro.
Manoel de Souza Rapozo.
Francisco Jos Vianna.
Ignacio Neri da Fonceca.
Themotio Pinto Leal.
Diniz Antonio de Maraes e Silva,
Manoel Luiz Viraens.
Jos Luiz Ionocancio Poggs.
Goncalo Jos da Costa e Sa.
Baebarel Joao Francisco Coelbo Bitan
court.
Francisco Manoel de Almeida Catanho.
Antonio Baptista Ribeiro de Faria,
Ignacio Firmo X Jacome Gerardo Maria Lumachi de Mello.
Padre Francisco Jos de Almeida.
Rufino Jos Correia de Almeida.
Joze Joaquim Umbe.linode Miranda.
Manoel Joaquim Gomes.
Major Joaquim Mauricio Vanderley.
Jos Pacheco de Queiroga.
Jos Maria da Punfic.ic.ad.
Padre Francisco Jos Ta va res da Gama.
Joao Antonio Esteves da Silva.
Joa Rafael da Silva.
Cosme Joie de Mello.
Vicente Ferreira Gomes.
Zacaras Rodrigues de Souza.
Pnente Coronel Manoel Jos da Costa.
Jos Miguel de Souza Magalhsens Jnior.
Manoel Bernardino Monteiro.
Joa Ferreira doa Santos.
Felippe da Coneeica Cavalcante.
Antonio Bernaido Rodrigues Sella.
B uno Antonio de Serpa Braoda.
Antonio Francisco da Costa.
Coronel Bento Jos Lemeoba Lins.
Vicente Antonio do Espirito Santo.
Os quses sio os que deverao servir em
dita Sessio sendo para cujo fian em
vitlude do sil. a36 do mesmo Cdigo,
convidados pelo presente, e bam como to-
dos os ni ais interessados, comparecer
no dia e hora designada sob ss penas
da Lei se faltarem.
P eo da Cmara Municipal da Cidade do
Recife em Sessad Ordinaria de i5 de Mar-
co de 1839.
Jos de Barros FalcaS de Lacerda.
Pro-Presidente.
Fulgencio Infante d'Albuquerqun e Mello,
Secretario*
Felis Bizerra de Mello Leit*5 Fiscal do
Bairro do Recife &c.
Fas saber aos B alicarios residentes em
dito Bairro sob a pna comminada ao i.
5. Tu. a. das Posturas Muoicipaes ,
que n6 dever prontificar receitas ssg-
nadas por Hnnrique Kanse pois que esse
Snr. tendo apresen lado a Cmara Munici-
pal sua Carla pira o fim de ser registada
e dar exercicio a sua arte esta indiGrio o
seo requerimento por nao ler o mesmo
cumprido com os quizitos exigidos no I)-.
creto de 16 de Outub'ode i83a : da me*.
roa maneira acientifica aos habitantes do re-
ferido Bairro que nio devem chamar tal
Facultativo para Ins ministrar qualquer
remedio por se achar elle por isso inha-
bilitado.
Bairro do R-cife 18 de Marco da 18J9.
Felis Bizerra de Mello Leila.
CONSULADO DE FRANCA,
O Gerente do Consolado de Franca
nesta Provincia avisa aos Senhores Neg,
cianles tanto Nscionaea como Estrao^eiros.
qua a B.arca Francza Carlos n Adolfo,
recebe a mala para Bordeauz hoje 18 do
correnle aa cartas seri entregues ni
Chancellara deste Consulado ate as 5 horas
da larde precisas.
Consulado de Franca 17 de Marco ds
i839.
Pelo Gerente do Consulado o ChanceU
ler interino do rnesmo. J. S. Peretti.
Com mullicado
O herosmo pertence posteridade: a
justica pertence todos os lempos. Enca
o presente de respeitos e a gloria Ihe con-
cilla tod'admiracfo do porvir. Este peque-
no prembulo, Srs. Redactores, preconisa
huma acco de justica de verdadeira phi-
lantropia, d virtude de religiio. Ella
peru-nce toda ao Exm. Sr. Francisco do
Reg Barros nosso digoo Presidente. He
por isso que seu oome nassar pusterid*-
de nos f.stos da nossa Provincia e que fu
honra desde j todos os seus concidadios.
Farei publico o rasgo de justica de S. Ex.,
que com quanto nio abranja beutficio
meu nao ae pode julgar meaclado de li-
sonja o meu elogio.
Tendo fallecido o solicitador da Faeendi
Nacional desta Provincia, Jo-c Ribeiro do
A m ral entre as lagrimas d'huma numerosa
familia, qoe s nelle tinbao Pai, e o ar-
rimo, sem Ibes d izar ouiro apoio mi<,
nem oulra esperanca, do que hum fi 1 lio de
seu mesmo nome estej antes da roorte
de eu Pai exercia interinamente o mesmo
emprego, tendo oblido provmento, s
com esse meio de subsistencia leve a ven.
tura de prestar a seu velbo Pai, e a suas
irroans, o retorno dos disvellos da sua in-
fancia. Oh Ainda nos apuros domsti-
cos, quanlo he satisfatoria a virtude! / O
Sr. Jos Ribeiro do Amaral (filho) apresen-
lando su" aplidi-, seu proced ment, al-
cancou de S. Exc. o Sr. Presidente a ser-
venta vitalicia do referido offico... Ou-
iros muilos o pretenders*
O Exm. Sr. Presdeme sstisfez a justi-
ca porque o pretendeute mereca: fez
honra a saa pessoa porque remio ss ne-
cessidades d'huma familia ; tornou-se ani-
da osis digno da gratidio publica, porque
reparti doa heos da Patria huma pequeoa
por cao com o mrito, e a virtude / B -sta.
Se coutassemos sempre o mesmo de todas
as Auihoidades.....'!.'... T.
A ddaracfo do Sr. Upes Gama. O Seto
d'Abril. O Ministerio.
A declaraclo do Sr. Lopes Ganas sobre a
impulaeao que Ihe lizera o Observsdor do
Sete de Abril, imputado que todos os nos-
sos leitores provavelmenle sabem m 1ue
consista, longe de satisfszer aos coirts-
pondentes daquella folba que lano odio
tem palenteado contra aqu* lie cidadio so
contiario tem servido de thema paia novas
aggresses que fazem horrorizar aos uo-
meos sizudos e mpaiciaes, que detestaca-
lumnias, quessbeo r sjieiur a verdad
s justica.


V

diar de pbrnamIOco
s
O correspondentes do Sete de Abril mu
to erradamente assegur .5 que o Sr. conse-
Iheiro Lopes Gima fufio da quest? e que
be fa'sa a declaracio que elle fez obre a
dissolulfo do gabinete. Nioguem, aenio
os detractores do illuilre coDselheiro dir
que elle fugio da qu stio : elle antes tra-
tou-ade hum nodo cora quinto succcin-
lo, bastante comedido ecom dignidadee
clareza. Que quenao os seus destffectos ?
Que o Sr. Lopes Gima respondes-e a tor-
p-s injurias que nem ofFeodem ao conceito
qu* elle geralmente merece nem podem
agradar a hornean alguno, dotado de pru
dencia e de huma mediana educicSo ?.' O
Sr. Lopes Gima desprezou-as, e, assim
obrando, deu-lhes a merecida importan-
cia.
Sobre dissolucio do gabinete elle ape-
nas limitou-se a explicar o facto tal qu| se
tinha pastado, arredando assim a calum-
niosa arguicio que Ihe hara sido feita pelo
Observador. Mas dizem ainda os adver-
sarios do Sr. Lopes G j;recerem o seu carcter. Ou o facto
narrado pelo Sr. Lopes Gama he falso (o
que todos acreditan;, ou he verdadeiro.
No pnmeirocaso, a nenhuma outra cousa
se pode attribuir o tal manifest a se
nao a huma estpida impostura couque o
Sr. Lopes Gama tenta persuadiros incredu
I s de que goza illimiUda confianca do
Exm. Regento do Imperio e que tero hu-
ma importancia tal qual nunca tere ou le-
ra: no segundo caso, porem, nioguem
deixar de concordar que o nobre conserva-
dor dos Inglezes d hum passo falso que
o far coxear em toda a carreira de sua vida
publica, a
Tal he o dilemma que o S-Me estabelece.
O autor destas reflexes confia demasiado
nocreditoque julga merecer do publico
II.vea ehi hum s homem de aenso que
se atreva, a pensar que hum magistrado
de lio boa nota hom cidadio lio
hooesto, to probo, qual he o Sr. Lopes
Gama. oosaria invocar o testemunho do
Exm. Regenta em huma quesio de tanto
peso, seoo fosse verdadeiro o que avanca-
va?_Nio; ninguem pensar tal. Desde
que appareceu a declarado do Sr. Lopes
Gama, todos Ihe prestaran inteiraf, to-
dos Bcara acreditando que o facto existi
tal qual o nobre conselbeiro o aprsenla.
Mas, no segundo caso, diz o Sete isto
he, se o facto he verdadeiro, o Sr. Lopes
Gama dea hum passo falso, irahiu os se-
gredos da amisade.
Nao, Dio sao justas as exprobraces do
escritor. O Sr. Lopes Gama foi provocado,
jorcado a publicar a declaracio que todos
vimos, nada mais fez do que aclarar a ver-
dade de hum negocio que seus adversarios
apiesentavadesfigurado, para sobre elle
cbamarem o odioso; e com isto nfo atrsi-
coou os segredos da amisade; porqoanto ,
de novo observamos elle nio se affoutaria
adaraexphcacioque dea, se ella p>desse
compiometter de algum modo o Exm. Re-
lenle ou offender o melindre deste cida-
uso, com quem os -ntagonistaa do Sr. Lo-
pes Gama o medrad eslreilamente relacio-
indo embora parec que antes o querem
i'ier pasear por hum btoofio que faz alar-
de de possuir, mas que nao possue, esss
estrenas lelaces de amizade com o chefe
temporario do poder supremo. Dentis.
desde que cessia os motivos que obstavad
o Sr. Lopes Gama declarar ao Sr. Detem-
bsrgador Cavaicaoti de Licerda o negocio
para queo Exm. Regente o chamara, ti-
nha cessodo de existir o segredo.
Mas, coovem notar, o Sete de Abril be
contradiclorio : em hom dos seus nmeros
os dizque, ainda mesmo no caso de sa-
hirem eleitos na lista triplico os Srs. Cal-
mon e Lopes Gama este contavt que seria
escolhido apesar d'aquelle ser ministro;
o uto motivo para o Sete bater ao Sr.
Lopes Gama, ponderando qjo, existindo
oesmo entre o Exm. Regente e o Sr. Lo-
pe Gama sympalbias mui grandes de ami-
gue (foi uto pouco mais ou meos o que
la I o Iba disse por palavras diversas, e o
Ibrooiata fez o mesmo raciocinio) elle e-
ra hum baaofio, era reprehensivel por
compromelter o carcter de hum seo ami-
go (o Exm. Regente), fazendo crer que o
egeote sacrificara os interesses nacionaes
a amisade, e sujeitaria ao patronato a com-
"'naci, a honra e dignidade do seu gabi-
M\p. Em oulronumero, perem, insina
que o Sr. Lopes Gsma se jactara que, en-
trando elle na lista trplice hatera cri-
se ministerial eque se operara huma
nova comhnacio no gabinete, do qual elle
entio faria parte. De sorte que prime i
ramente, para ser escolhido senador, o
Sr. Lopes Gama nao precisara ser minis-
tro; mis depois diz-nos o Sete que elle,
no momento de ser escolbido da lista tr-
plice seria chamado, ao ministerio.
Noasa intencio (he de mister que neste
artigo o repitamos) nossa intencio nio he
-dvogarmos a eleicio do Sr. Caetano Mara
Lopes Gima, com quem nenhumas rela-
ces de amizade temos. He-nos como in-
'lilT-rerite que elle saia ou nio elrto. Se
tantas vezes temos nesle e no nosso psssado
artigo eserito o seu nonas, se temos tocado
na su > eleicio he por Termos a maneira
porque alguna homens imprudentes, com
alguna artigoa pouco pensados que fazem
imprimir no Sete de Abril. em qaanto pro-
curas deprimir hum cidadio de mrito, s
porque os seus amigos o aprontad aoa e
leitores como candidato involvem com es-
ta questio sem o peniarem talve, a ques-
tio importante da cdservacio do ministerio
sendo elles os primeiros a provocarem ama
declaracio cortamente necessara ao estado
aquechegraaquettio, eque, entretan-
to, veio lancar os snimos na incerteza ,
veio rnubar ao gabinete grande parte da
confianca que merec i, veio roborar o boa-
to da scisio que existe no ministerio, o a-
brir Ihe talvez a sepultura.
Pensem como qaiserem pensar os corres
pondentea do Sel, de Abril suas catilina-
ras contra o Sr. Lopes Gama nio os con-
duzem aos fios que elles tem em vista. El-
las respirad muito rancor e demasiado inte-
resse na excluio dessecandidato. Ellas re-
velad que ha algum intrigante que, com
mi orcu'ta est agitando o descrdito
laquelles cidadios que receia Ihe podero
fazer sombra.
Para que identificarse a causa de um
homem com a canza da naci? ... Por
oulro lado, paraq' tanta bulbo contra boma
nullidade, como ao Sor. Lopea Gama cha
mios seos adversarios? O que tem resul-
tado dessa polmica do Sete, borrifa-
da de fel ? talvez grande mal para a catira
publica ; porque revelacoes so fuerio que
despertarlo os snimos dos mais indiile-
rentes...
Nio T ninguem boje er que o actual
ministerio aemnre esleve em boa harmo-
na entro s. He huma triste verdadeque
bouva, que ha talvez anda grande desin-
teligencia entre os ministros que todos
pedirio suas demisses, e que talvez de al-
gum delles chegou a la vrar-se o decreto de
demissio. Ao conhecimenlo de ludo
isto oes conduzirio as imprudencias dos ho
mens influentes do Sata de Abril !
Qusndo se desengaara' alguem que cer-
tas defesas mais compromettem do que ap-
proveiiio ....
Nos de todo o corelo desajamos que o
actual gabinete se nio dissolva. N>ssas ro-
fl-xes nenhum Gm taro contrario a sua
conservacio. O que temos em vista he
mostrar por um lado, se lano for possi-
vel, que a linguagem acerba de alguna cor-
respondentes do Sete contra o Snr. Lopes
Gama, nio pode cauzar quebra ao carcter
deste cidadio/nem a qualquer oulro igual-
mente de mrito, contra quem for emprega-
da), e que he bem digno de notar-se que por
maneira lio impropria se procure suhju
gar a consciencia dos eleitorea .... o,
por outrolado, que muito servico faria o
Sete de Abril cauza publica, se recusasse
inserir em suas columnas alguna artigos
que, em cerloscasos, estabrlecem prece-
dentes ten i veis, planto esuania ntreos
oaturaes deste imperio, e em outros, com-
prometiera o mesmo governo que nelles se
procura defender.
Ao Sele somos gratos (apesar da injusta
remessa ) por alguos elogios qua nos tem
tributado : mas a linguagem da verdade ha
para i.s superior a ludo. Quadto melhor
nio fra que todas as veses que esta folha
sustenta aigumas medidas do governo e
o defende, nunca recorresse a certas pbra-
ses que, se as veses prometo o riso ou de
leitio o paladar de algum leitor de godo
menos delicado, nio tem o acenso do c
dadio sisudo, o que ainda mesmo recoohe-
cando-se a justica da del esa condeso ua-
se t aprsalo.'
5
Huma opiniio, que acreditamos sar
falsa por ahi circula que o Senhor
ministro da Justica tem influencia na
redaccio do Sete de Abril. Isto mismo
era mais hum motivo para esta folha ser
algumat veses mais circunspecta. Essa o
piniio foi qua induzio a mui tos penssrem,
quando appareceu o artigo que deu logar
a aquella declaracio do Exm. ministro da
justica e interino do Imperio, que o ar-
tigo fra inspirado por hum membro do
gabinette : essa opiniio foi que fez. muitos
acreditaren, que o artigo do Observador
era obra de alguam que fasia parte do mi
nisterio.
Cumpre repettir : acreditamos que esta
opiniio he mal fundada ; mas se o Sete
t-m verdaderas ay mp.ilhia* pelo nabre mi-
nistro da justiqa nunca devara compro-
metiel-o. Nusso collega nos ha de perdo
ar a franqueaa ; nos a empregamos disposio
ja a receber alguma ramease; mas a em-
pregamos, nio com lengio de desacradital-o,
simde amigavelmente advertil-o que sua
predilfccio pelo nobie ministro da justica
nio o deve levar ao ponto da as ve/.es dar
lugar a pensar-se que este nobrv ministro
nutre ideas mais elevadas de patriotis-
mo, do que alguna dos seus collegas em
quem suppomoa sentui-ntoa igualmente pa-
triticos.
Todos os que se ioteressio pela conser-
vacio do actual gabin-te nio devem pro-
mover ou directa ou indirectamente des
harmona entre os seus membros O ga-
binete de 19 de S tem oro tem feito ser-
vicos reaea oa paiz ; maa elle pode cahir
com discredito se a intriga ebegar a do-
min.il o. Nio queremos cancar oa leito-
res, e por isso aqu concluimoa por lioje
nossas observages.
O Cinc-innato.
(Jornal do Com merejo;.
HOSPITAL DE CARIDADE.
, CIRUBC1X.
Srs. Redactores. Tendo na minha cli -
nica cirurgicado Hospital de Caridade co-
lindo hum facto de elepbantiases do es
croto curada pela aelomia huma das
mais atrevidas opersces, devida ao genio
da cirurgia moderna, ej ha muito ins-
cripta na lista das conquistas de nossa arte ,
sem que al h<>je contemos nesta provincia
hum s exemplo ; ha vendo ao mesmo tem
po entre nos tantas pessoss afectadas d-se
mal, e cirurgiSss habis, que, talvez,
por se nio ol-recer occarf o nio a teohao
praticado : rogo-Ibes queirs prestar bu-
manidade e sciencia o importante servico
de publicar pelo seu scredilado Diario,
(visto nio termos aqu jornal algum espe-
cial medicina) a soccinta discripcio que
me fornereo lio enteressante cazo.
ObsTvscio. JernimoCaetano dos San-
tos, de idade de 38 annos temperamento
limphalico, no decurso do auno passado veio
ao hospital de Caridade consultar ms, por
hum tumor consideravel qoe nos escrotos
traxia ha muitos annos. Aprezentou-se-
me no ai do seguiote : Espessas e extensas
cicatrizes as virilhss resultantes de bu
bons venerios que ba i4 annos son. era.
e em cuja poca aeus escroto* comecara
augmentar em grossura e volume e qoe.
por esta circunstancia pareca reconhecer
por causa a typhilis. O penis, ffastado
do tumor pelo estado cartilaginoso, em que
ae aihavae formando com tile hum ngulo
agudo, era de 6 polegadaa de compiido
sobre 4 1/ de circunferencia e quase ci-
lindrico. O tumor, de forma e volume
de huma jaca, e tocando nos joelhos
quaado o enfermo se punha de p, tioha
o polegadas de circunferencia superior-
mente, 14 i/anomeioe 11 inferiormen-
te, e do pubis a extremidade livre 9 pole
gadas. Na maior parte de sua suptrficie,
sobre ludo no penis e parte do pubis, vii5
se bum grandeoumero de tubrculos, do vo-
lume de grandes ervilhas, indolentes de
consistencia igual i da pella a que adbe-
ria por huma base menos larga que seus
corpos, a qual, assim como elles, era car-
tilaginosa em muitos pontos. No resto de
sua extensio cruslas em certos lugares e
em outros largas excoriarles oa antes ul-
ceracei eomfcaales, donde tnassudava
hum pus cboroso mui ftido. O tumor
pezou depois da operacio 10 libras.
Tendo reconbacido huma elepbantia-
ses dos A rabea nos escrotos mas em tai
estado de degenerescencia que s na ope-
racio via hum ultimo recurso, contra hum
mal incnravel, nio hesitei propd la ao en-
fermo o qual, fatigado pelo peso enorme
das partes affectadaa annuio promptamen-
te ; mas nio podendo logo elle sli ficar,
porseacharem ocenpados todos os leitos,
aconselbe-o, que ae recolhesso outra ves
ao hospital dos Lazaros, onde, elle disse*
me, se ach.*va ha 4 annos por esae mo-
tivo, e, logo que houvesse logar o faria pas-
ear para este. Proporcionando-se pouco
depois o en*jo de poder ser admitlido a-
vizei ao Sr. Freitas Barboaa membro da
Administracio dos Eslabelecimantos de Ca-
ridade que ordenasse a passagem do en-
fermo daqoelle para este hospital; ao que
este Sr, as&enlio e fea executar rompa-
mente.
Assim recolbido o enfermo immediata-
mente consult-i a seu respeito os Srs. duu-
tores Falippe Neri, Loodoo Pinto, Dor-
nellas cirurgiio Baplisla os quaes nio
obstante convirem comigo nio ser possivel
conservarem-se su lucientes relalbos de pal-
le, com que se cobrissem osorgiosprolificoa
no caso de se encoatrarem sios ; como o
enfarmo estava resignado ludosoffrer pa-
ra se desembaracar do seu mal, votamos
quase lodos pela operacio, firmados no
pieceito : Mellius remediumanceps quam
nullum. a
Depois de preparado o enfermo conve-
nientemente no dia 16 de Novembro pe-
la* 11 horas ds manha, ajudado de meus
c di- gas os Srs. doutor Pinto, cirargides
Baplisla e Alves, e em presenca de muitos
empregadoa da Caza e pessoaa de fra,
praliquei pois a operacio, segundo o metbo-
do de M. Larrey: achaodo-se os testculos
sios no meio dessa massa informe, posto
que reduzidos a hum menor rolme o
direito a 5 polegadas dictante do anel ingui-
nal e o squerdo a 4 fora introduztdoo
no novo escroto formado por dous reta-
Ihoslateraes da pella da visinhauca do tu-
mor munidos por 4 pontos de sutura ; e
o peuis que lamben se achata no mesmo
eslsdo, e cuja glande dista va do prepucio
a polegadas, foi forrado com o retalho su-
perior ou do pubis mantidos os a bordos
pur 2 pootos de sutura; applicsmos aigu-
mas liras aglutimativas, pranchetas de fios,
compressaa e huma atadura em spic suste-
ve o todo.
A operacio durou em ludo 4o e tantos
minu os, em rasio do estado cartilaginoso,
em que se acharad os tegumentos principal-
mente do penis, coja defficultozissima des-
seccio absorveo quase lodo o lempo : o p-
dante leve huma ayncope ao terminar a o-
peracio; poueo mais de a libras de sangne
t'erao perdidas, e s tivemos da fazer a
lorsio em i erleriollss da vergonhosa in-
terna. O enfermo foi posto 00 regime das
grandes operacbes cirurgicas, e a ferida
curada simples e methodicamente. O tra-
tsmenlo nao foi perturbado por a ce deoto
algum; e, 36 das depois da operacio o
enfermo sabio i roa pela prime ira vez ,
inleiramente reslabelecido.
Resta-me agradecer aos Srs. doutor Pin-
to, cirurgi-'s Baplisla o Alves pelo bem
que desempenharad suas funecss na labo-
riosa larefa de qoe me encarreguei; a aoa
Srs. doatores Felippa Neri, Loodon o
Dorneiias, apesar de nio poderem assistir
pelos seus negocios, pela bondade com
que se piestara dar seus pareceres,
quaodo para isso os convida!. N. B. con-
servo o tumor escrotal em minba casa, a por
alguna das o sogeito desta observscio, psra
serem vistos por aquellas pessoas que qui-
zerem. Pernsmbaco, i5 do Maco de 1839.
Jos Francisco Pinto Guimari^s,
Cirurgiio do Hospital de Caridade*
Avisos Diversos.
O Thesoureiro da Sjciedode Tbealral
convida aoa socios da mesms, queirio hir
receber os bilhetes que Ibes perteneca,
para a recita do dia 19 do correte.
Quem ti ver para alugar hum mole-
qua que tenba i para i4 annoa: de-
rija-se a esta Typographia queacbu< wos
quem tratar.


V
DIARIO DE P E R N A SI BBC O
s portuguet de 3o annos de idide
[>ropGe-sai servir algum mesti* da esco
a ou a oulro qualquer Sr. pel-> sustento,
coma condico porem dellie ensiiiar a es-
crever contar do que a lera alguna prin-
cipios : m ra nova armasen ao p da
ponto onde se vende quartinhas.
Deseja-se fallar a pessoa encsrregada
da cobranca da congrua do Vigario ioto
rio da (Veguera do Papacassa Jos Joa
quim da Costa a negocio de inleresse.
Arrenda-so non sitio junto ao riacho
de agoa fra na estrada de bebiribecom boa
casa da vivenda para familia dita para
feitor, e pretos, estribara para 4 cavados ,
padaria com os seus perteoces baixa para
cspim parte dista plantada banlieiro de
madeira no mesmo riacho, e galiuheiro,
algunas arvores de fructos e outras pro-
porces que a vista do pretndanle se dita: a
tratar na mesma estrada no sitio Jacai com
o seu proprtelara Antonio L-andr da Sil-
va ou na roa estreita do Rozarlo sobrado
D. a7 a Luiz de Franca da Silva.
O accisonista das cautelas correspon-
dente as 3 Loteras fai sciente que a d'-^Se-
minario corre raprelerivelmente no da 18
do crrante conforme ja annunciou o Sr
Thesoureiro; por issa avisa aos amadores
dstejogo que concn o a comprar, pois
s resta no pequeo numero das ditas na
casadesua residencia, ra de N. S. do
Terco D. 9 enoslugirrs ja annuociados,
na asesina casa veade-se ua. ios bilhrtes a
3,8oo 1 e no beco largo.
Precisa-se de umi prela escrava ou
rnolecotesem vicios pira o servico externo
de ama casa de imilia ; quem os quiser
alugar annuncie sua morada.
Manoel Franc.sco Ponles faz publi
co que torn comprado por ordem do Sur.
Custodio Dias de Oliveira do Maranhio
7 bilhetes e um meio dito da segunda pai-
te da 15. Lotera do Seminario de Olinda
pertencentea^a dijereis pessoas, e em lu-
do ara meios bilbeles n 63y Jos Antonio
Ribeiro Puca e Beuto Goncalves Machado,
64l de Antonio Pereira da Silva Guimari-
es 4858 de Jos Pereira da Silva Guiraa
lies 636 do Jernimo de Abreu G4 de
Custodio e Francisco Jos Lopes 4^3 de
Custodio e Antonio Pereira da Silva Gui
maies 4670 de conls de um annimo e
um meio b.lhete n. 4tt de conta de Cus-
todio Dias de Oliveiva.
_ Quem precisar de sal de Cdiz, pro
curo no escritorio deL. Gomts Ferteira &
Maosfield.
_ Manoel Ji>s Cbalassa fazscienlea to-
dos credores do finado Aulonio Joaquim
Rodrigues que no praso de 10 d-as apre-
senlem suas contas a Jos Soares Ferreira ,
para tomar conhtcimento se so ou nio le-
gaes, a fina de se juslifixar legalmeote, po>s
vai--se fechar o inventario e quaudo
o nao faci nao serio admitidas.
Mugase um pianno com boas vozea
por preco comraodo., ou vende se: na rua
da Florentina defronto da casa do Sor,"Ei-
No dia 14 do corrente fuilarao do
sitio cacimba do Monte em Olinda, um
cavallo melado, com cimas e cauda prela ,
3 ps hrancose om preto pequeo com
urna sicatriz na sarnelba sonde leve ger-
mum com mal de besla na testa sonde
tem cabellos brancos ferida no espinhico,
e coma'gumas pequeas peladuras pretas pe<
lo corpo que panceta serem sarnas ,
roga-se as aulhoiidades policiaes que o
virem bajo de o lomare mandar o sitio a
cima dito ouannuociar.
_ Deseja-se saber se a parda de nome
Mara Baplistda em Oiinda na Capelladr
N. S. do O', filba de Jos Antonio Pessoa
morador na alagoa do carro foi Baplisada
pur forra ou captiva, foio padrinboa Fran-
bre pinhorea de ooro ou prata annuncie.
__ O abaixo assignado lendo em o Dia-
rio de 16 do corrente um annnncio do Sur.
Amonio de Souza Itangel, com o filo de
ver se por es*e meio prohibe ao absixo as-
signado vender as Ierras do sen sitio na
rua da S. Cruz ou mesmo toda proprie-
dade em o qual annnncio diz que a casa ,
o sitio Ihe est arrendado por 6 annos, co-
mo de facto est ; porem o Sr. Rangel qu-
audo o arrendou sabia que essa casa se
achara hypothe?ad ao Sr. Francisco Ma-
noel da Silva Tavares por um cont e
tantos mil ris, e sabe tamben que essa
hypotheca est vencida e sibe timbera
que o Sr.Tavare com razio quer o seu
dinheiro e sabe tarabem que o annunci-
anle nio quer dar outros bens para p'ga
ment seoio o que est hypolhecado, e
sibe multo bem que o anounciante nao tem
direiio algum a brohibir que o Sor. 'lava
rea ponda a casa em praca para seu paga-
mento e deve saber que vead-se a pro-
priedade para pagamento e que anda que
(.1 divida nio ouvesse que a casa sem-
prese venda porque seu dono a quera
vender e que portento nio tem salisfa-
cio alguma a dar a seus nquelinos. Ber-
nardo Femandes Gama.
_ Mr. Rissel relojoeiro francez, na
alten o da Boa vista ; acha-se prompto a
concertar qualquer relogio que Ihe seja
confiado pelo mais commodo preco elle
obriga-se restituir o dinheiro que tiver re-
cibido em pagamento de qualquer concer-
t que nio for bem execut >do.
Avisos Martimos
PARA O, PORTO segu viagem com
toda brevidade a Barca Porlugueza Tenia-
do i Capillo Emido Jos de Oliveira;
quera na mesma quiser carregar ou hir de
I pasngero para o que tem ex clientes com
i modo dirija-se ao mesmo Capillo ou
a s'u consignatario Manoel Joaquim Ramos
1 v Silva.
PARA MACEIO* o Patacho Bom Fira
! Flor de A misada a sabir cun toda
i brevidade anda recebe alguma carga ;
qem quuer carregar ou hir de passsgem
para o que tem excellentes commodos di
ao Capilio a bordo ou a Joiqui
_ Muito nova e superior salsa parrillas
ebegada prximamente e por proco com
modo : na rua da amalla velha casa de
Manoel Francisco Poules.
_ Um sobrado de um andar era chaos
proprioa,, com quintal e cacimba na iu
dasaozalla nova : a tratar na rua do eucau-
tamento armasem da assucar n 91
_ Um sitio em S. Amaro ora varios
arvoredog de fructos duis viveiios : na
rua da Cruz 11. 34 a fallar com Pedro Mar-
ciano.
_ Sacas com farinha de mandioca de
S. Matheus a a5fja, d.la mais fina a 35oo
dita a 44^0 e tambera muito superior de
mag urna porco de sacos vazios, e azei-
te de carra palo a iGjo pelo miudo : na rua
do colUgio armasens D. 11 e i3.
_ A dinheiro para faxar Contis, por
muilo menos do cusi o resto das fazen-
das de ama loja consistindo em bcos ,
filas, madapolds, ca-sas rocas, luvas .
e oulras muitas fazends inglezas e france
zas por atacado ou a relalbo : na rua do
Hospicio naquarla casa terrea "do Exro. Sr
Jos Carlos Marnck.
_ Sacos vazios noos para assucar ,
e farinha : em casa de lleruuno Mehrlens,
rua da Cruz D. .>.
__ Um sitio na povoatjio dos allomados
com ditas grandes propriedades de casis
terreas leudo una solio que he o mes-
roo que um andar defronte da l,;reja m
Rozario da mesma povoaco com sabida
para a estrada.da Piranga com um hom
viveiro, lugar para olaria bastante barro
para lijlo baix para capm mais de
Soopsde coqueiros laraDgeras cju
eiros e oulras arvores duas cacimbas ,
sendo urna de excelleute agoa de beber e
oulra com bomba e tanque para banho ,
com a vista do comprad t se mostrara me-
Ihor o que mais lem, como seja estribara ,
sanzalta e ic. e tambem se troca o dito
sitio por onlra propriedade nesla praca e
da-se a praso : a tratar ua rua da cadeia
n. arj, ou no mesmo sitio.
_ No armasem de Fernando Jos Bra-
gnez superior touembo, em volumes
grandes o pegu'-nos e a retalho.
__ Urna ii'';ra de noco de >.\ annos
de idado robusta e diligente para lodo o
s-rvico cozinba o diario de urna casa ao
comprador se dii o motivo : na rua do
mvte ao uapiiao a ooruu ou a jovquim ~-~ r-- --,-- 7 .
Piuheiro Jacome na rua do azeile de pei- Rn;el no pnme.ro andar do sobrado da
xa n. 4a
jLeilao
_. O.t.irta F. ao do correla as 11 oras
da manli de urna porco de taboado de
pinbo nj caes da alfaodega.
_ Qae i*i o Corretor Oliveira do um
bonito sorlimeoto de fazendas ioglezas e
francezas, limpas e avariad.s no seu ar-
masem da rua da Conceicio D. 34 Quar-
la feira ao do correte pelas 10 horas da
uianba.
Compras
_ Um jogo da gamio ja uzsdoj, quero
j tiver anuuncie.
_ Um pao para tipoia, estando em bom
uzo ; quem tiver annuncie.
Para fora da provincia, urna escrava
prela ou parda quesaibabero coser, en-
gor mar, abordar: na rua do Quiimado
em casa de Antonio da S.lva Gusmo.
cisco Jos Bezerra e Anna
20 ou ai anoos declara a
ter dois rmios um de nome Felipe
de Moura e Joaquina e que seu
Fernandes a
mpsma parda
Jo
he-
r bem conhecido do Capilo Manoel B ir-
boaae dos negociantes Jos Pereira Guima-
ries e Francisco do Reg Barros.
Antonio da Silva Gasmio tem pre-
cisio de fallar aos Srs. Alexandre Caslro de
S Brrelo, e Felippe Paz Brrelo mo-
radores no engenho grvala a ao Sur.
Manoel Claudio Rangel que se ignora
onde mota ou pessoas que se correspon-
di com estes Srs.
. Quijo quitar 0,000 a pramio 10-
Vendas
_ Urna preta muito deligente sadis ,
e de boa conducta de dade pouca mais ,
ou meaos de a5 annos enssboa cozinha,
o diario de qr.lquer casa, vendedeira de
rua ; e um molalinho de 3 annos de idade.
ssdio e de muito viveza ao comprador
se dir o motivo da venda : na soltdade in-
do pala tiempa casa n. 17 do lado direito.
_ Sacos com albos em mmicas, e de
muito boa qualidade, ebegados prxima-
mente do Porto: ua rua Direita venda Deci -
ma 29.
__ Cbaropes da Groselas da vinagre,
e gommoso de superior qualidada ; na fui
ora D, 7* ai.
quina do beco L'CeO.
m Urna propriedade de trras proprias
margem do rio Capibsribe, e pertoiiesia
Prac meia legoa com alguna coqueiros ,
curo aHo palmos de frente, i,ooodeiun
dos, com testada para a estrada nasitui-
co a mais feliz para una olaria a qual j
lem nevamente construida de boas ma-
deiras, coberta de lelba, lendo dilo ter-
ieno muito boa agoa de beber, quema
quiser annuncie.
_ 5 escravos urna moca de muito
bonita figura petita eogoramdeira cjs
tureira coziuheira de um ludo al de
mass-is oulra com muito boa; habelida-
de- ; urna molala de tannos engomma.
cose, cot.inba etudofaz com pertteao-,
urna negrinha de 14 a i5 annos com boas
habilidades ; e um negro de nacfio de bo-
nita figura, bom canoeiro, propno pira
todo o seivi?o : na rua de agoas vtrdes
casa terrea D. i-).
_ Tres escravos de nsco de 18 a 30
annos mu lindse ptimos para palauquini
ou serrara por serem de boa altura, e nao
lem vicios nem achaques e a escravas de
oacio, de dade du 19 a ao annos, de
mu lindas figuras e ptimas para todo o
servico; psssandoa Igreja dos Martirios no
i.andar do 1 sobiado.
_ Urna venda na ma de Manoel Coco,
travessa que volta para S. Jos D. 11 : a
tratar na mesma.
Urna venda com poucos fundos e a
praso, na praca da lloa vista principio da
rua do Aragio D. 4a : a tratar na mesma
Charutos da Baha em crxas: na rua
da cadeia 0. 6.
__ Muito lina e substancial farinha de
Aramia a 3ao rs. a libra: na rua do Cris-
po loja D. 5 qu-, foi deTbomiz de A-
quino.
_ Um lerjeno com 5oo palmos de fun-
do leudo duas frente urna pira a estrada
que vai para o mangunbo ea outra para
1 estrada chamada do boi com urna casa
deniro com frente de lijlo cobit. de ( PER2, NA_ TYP, DE M. F, DE F. i83j
tellia : e o mais de taipa : de boa madeira;
a tratar na solidade estrada- que vai para o
Manguind sobrado de um andar com mi-
rante.
-- Rap princeza de Lisboa em libras e
as oitavas a 4o rs., dito area preta da Ba-
bia dilo de Pernambuco Jilo imperial,
rolao francez engarrafas de libra, cha tston
du primetra sorle dito perola dito ira.
pciial, bicos fiaos largos e ealreitos rea-
das largas e estrellas ditos das mesmas
largura mais ordinarios pira enfeitas de
veslid js ncas fitas de guarnicio de bom
<;osto ditas mais esireitas penies de lar-
taruga para marrafas estojos de duas na-
valhaa tisourinhas para unbaa ludo fino
e inglez pentes fins de maifim, ditos de
alisar fiuos de b.lbeia esuovas para den-
les ditas para roupi e cbelo caixinhav
(!' ogo de lotera chamado vispora lints
lina de esertver preta e encamada ba-
ldes de vidro pura colele estrilas e gUbos
p ira'officiaes Je G. N. e inferiores, tita
logo de varias quilidades e urna dasqita-
es nunca visto aqu pennas decscrevera
aoo o quarteiio as verdadeiras ptlulas de
l'arailia enirasecs de 5o e 100 com o ten
competente folbeto, supeiiores bichas clie-
;a .as ultini 1 raem ludo se vende a prteo
barato : na praca da Independencia D. ao,
o n 1 rua dos Qjarais D. 3.
Jscravos Futidos
_ Fugio urna n-gra da costa ja idosa ,
no ultimo de Dezembro do anno passado,
e consta que anda per varias parles, ella
he um tanto fulla sita quando anda
abre alguma cousa as pernas e deilas os
peitos para fora be quebrada de anbasas
verilhas que e..lufa para lora ; quem a
pegar leve a rua do Aragio D. 37 que se-
r recompensado-
Eugio 110 dia 2 de Fevereiro uma
preta de uume Francisca; naci cosa da-
de de 48 annos, alia, secua macis do
roslo alias be gaga e tem a perna direi-
ta zaimbra quaudo anda esta negra fo de
Macei, e comprada ao 1. Pnenle A-
nacleto de S. Auna e coma seja provatel
que para esse lado ( de Macelo ) teuha de-
legido sua fuga roga-se as authortdades a
quem competir a fiscal s-cij policial a este
respailo que atteudeado aos signaes que
se dio da dita escrava a luo aprehender,
e remedio para a Ctdade do Recife a Joio
Bapii.ua de-Si morador na rua de agoas
vv-rdrs sobrado D. o que aatisfar as des-
peas da aprehencio, ou gratificara a qual-
quer particular que desempenhar esta cota*
misso.
_ No dia u4 de Agosto do anno psisi-
do fugto da casa de Joaquim O. Elester,
morador ua rua da cadeia velha D. >4 1 '
esclavo de nome Benedicto de dade de
18a lanuos, ollical de Chapeletro), es-
tatura de 7 palmos pouco mais uu meuos,
rosto redondo, cor meia fula, tem a
guaes pequeos por c>rna dos olhos e anda
muito gingaudo levou uma camisa de ru-
cado azul o cala de panno da Costa; com
eUessiguaes lacilmenle pode ser conhecido,
sendo preso qualquer. das authortdades
policiaes o poduin mandar para a casa a ci-
ma mencionada que muito bem gratifica-
r aoa apprehendedoies com 100,000 reii.
i'
Movimento do Porto
NAVIO ENTRADO NO DI A 15.
PORTO; 35 dias, Escuna Porlugueza
Rozado l5o tonel. Capillo Joaqun
Alartins doa Santos carga gneros 00
paiz : a Jus Antonio Bastos 5 fssagei-
ros Jos Antonio Guimaries Aolouto
do Guerra Manoel los da Guerra ,
Balthazar de Moura Joaquim da Costa
O Silva., Manoel Lopes, Antonio Bar-
boza e sua mulher.
SAHIDOS NO MESMO DA
1
HAVRE ; Barca Francesa Canelie Ca-
pilio Francia Pires carga a'godio-__
4

_


Full Text
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