Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03781


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Full Text
w
ANNO DE, i839. QUINTA FELRA
CAMBIO.
-5^ Blarco i5
LcadreJ ic ii a 3i Ds.
St. por ifooo cu.
Lisboa 8o por ioo premio, por metal, oilerecido
Franca 3io a 3a5 Ks. por franco.
Rio de Janeiro aopar.
Moedas de 6f oo uf<)ao as reinal or a i 14/70*.
<|ooo 8/100 a 8/3oo
Pesos Columnarios ifo'So a iffi-fo
Di 1 tos Mexicanos ifao a i|63o
Pataces Brasileiros i/65o a 1/670
Premios das Letras, por mas i|4 a 1 ij-i por too.
Cobra ao par
PARTIDAS DOSCORREIOSTERRESTES;
14 DE MARCO. NUMER 61.
Todo agora depende da nbs mesmos ; da nossa prodeoei-
oderacio a energia: continuemos como prrneipiamo
seremos aponlados com admiraro entre aa N ac<5ea mata ul
Ul.
Proclamado da Aera ble* Geni do brasil.
Suoeereve-ie para asta folha a3/ooo rs. por qnartel, pagos adf-
anudos nasta Typograria, ra das Cruias D. 3, a na Prata
da Independencia 67 a 38, onda sa rctebem correspon-
dencias legalisadas e annuneios: iuiirindo-i- ettei a-ratis
ando dos proprioa asaignantes, a viudos aaaigoados.
Cidade da Paraiba a villas da sua pretenco .
Cidade do Rio <*rande do Norte, a villas dem .
Cidade da Fortaleza a villas dem .......
Villa de Goianna............
Cidade da Ulinda ............
Villa de Santo Antio...........
Dua de Garantios a Povoeelo do Bonito.....
Dittas do Cabo Serinhaem, Rio Formlo, a Porto Calvo
Cidade das A lagoas e Villa de Macelo......
Villa da Pajau' de Flores..........
Todos os aorreios parten) ao meio ala.
SagaodasSiUi faltan
Todo* os das.
Quintas fairaa.
Dias 10, e -4 da cada
dem 1 tt, 11 dittodida.
dem idam.
dera 13, dittoditta
DAS da semana.
> Segunda S. Candido M. Audiencia do J. de Direito da a. vara da manh'.'
i' Terca S. (ire^-rio P. Dr. de manh a aud. do J. de D. da 1. vara deroaiib.

5 Quera S. Rodrigo M. Sesteo da Tbesouraria P.
14 Quinta S. MathiTdes Rainha. Relacineaud. do J. de D. da a. vara de manh.
5 Seita ComineinoracSo de N. S. Jesirs Cliris'o.
Ses. da T. e aud. da J. de D. da 1. de m.
doV. G. dat. em Olinda
neinoracao
La Nova al 11 hor. e 5o minutos da man ti.
bado S. Ciraco M. Ral. de inanh. a aud.
17 Domingo da Paixfio S.'Patricio Ap. da Irlanda.
Mar cheia para odia it de Marro.
Aa 3 horas a a minutos da raauh. As a horas e 6* minutos da tarde.
3
PERNAMBUCO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PROVIN-
CIAL.
Arta da 7. Sesso ordinaria da Assemblea
Legislativa Proviocial em 9 de Marco
de 18J9.
Presidencia doSnr. Paula Cavalcsnti.
Feita a chimada e seando ae prsenles
ao Snrs. Depotados, faltando cota csuu
participada os Snrs. M-ciel Monteiro,
Doutoi Pedro Cavalcantl, U'bano, Meira
Doutor Mendes, Doutor Cintra, I)>utor
Brito, Icidro, Machado Ros. Coelhoda
Silva, e Manoel Cavalr-anti bro o Snr.
Vice-Presid-nle a Sessio e lid e appro*
vada Acta da antecedente, dea o Snr.
l. Secretaria conU do expediente-: cinco
ofiicios do Secretario do Govorno pgrteci-
pando em o pnmeiro que (lera o Exm. Pre-
sidente aa precisas ordena ao Inspector da
Tbesouraria para abrir asento ao novo
Continuo da Secretaria da Assemblea a fa
de ter lugar o seu pagamento em os devids
lempos ; em o aeguudo que fura remetti
do por copia a Cmara Municipal de Olinda
o Parecer da Commissio de Contas das
Cmaras dado sobre o requerimenlo do A
judante do Poleiro da mesma Cmara pe*
pedindo approvacio do ordenado que ella
Ibe concedi em o 3. e 4* que a so-
bredita Cmara foiio tamben remestidos
por copia os pareceres das Commisses de
Jos ica Civil e Criminal e de Contas das
Cmaras aquello julgandoos Vereadores
da transada Cmara izemptos de repor por
seusbens as qu a Piocissao de Corpo un Dos, e propinas
aoaOuvidor e Juiz de Fora, e este d.ido so-
bre o requei iroeulo do Fiscal da FVeguesia
doP. da P-nella pedindoque o seu ordenado
fosse igualado ao dos Fiscaes da S e S
Pedro Matur, e finalmente reaaetendo com
o5, 36 Exemplarea doOrcemento da re-
ceita e uespesa Provinciaea para o anoo de
1840 a i4> : Ficou a Assemblea inti
riia. Uun Requerimenlo de Jacinto
cWr-sj-kn MofBC ds CftfrtM -.ediiido a
Assemblea liceuca para annular o arrenda
meulo victacio que fizerio os Padres da
extincu Congregado de huma morada de
maaJuao t'euro Elias Xivier pelopreco
nuual de abtijooo reis, qieando as casas
lendem boje l,bous'reis, leuda ni o sup-
plicaute e ueiece dar alem de intentar
a sua cusa a cauza da nullidade. A Com*
m-io ue Jusuca Civil e Criminal.
1. parle da ordena do dia.
Foi lido um parecerjda Comissiode Ins-
irucao Publica exigindo para dar o seu paie-
*r *obre o lequenmelo de Jos Crupim da
Atsumpcao, Esludante do Liceo, que o
' 'specuvo Duector inloimasse sobre ron-
lucia .colar do pretndeme 5 foi appro-
i'oi tambem lido, julgado materia de
deliberado e mandou se imprimir hum
projecto do Snr. Pereira Monleiro, da
pondo que as Contrarias Ordens Religio-
sas e Irmaadsdes, fquem possuindo legili
mmente os bens adqueridos al boje en-
trando cada huma dell-s para a Thetou-
raria Provincial com 5 por cento do teodi
ment annual dos bees por huma so vez.
3. parle da ordem do dia.
Foi regeitado em primaira diacusslo o
projecto n. 3. do crreme anno dispondo
que neiihum Oeputado Provincial durante
a Legislatura fosse prvido em Emprego
Provincial a excepcio daquelies que por
accesso Ibe tocass-m. Houve lugar cooce-
utivamente a aegunda ditcossio do Pro-
jecto n. 3 d<* 1BJ8, determinando que
orno cato deauspeicio dos J-iis'- do Ci-
ve| oo Crime da Comarca do Rrcife se
observe o artigo 7. da Lei Piov ncial de
14 de Abril de 186; o Snr. JMabuco de
Araujo olTereceu a seguinte emeuda addi-
tiva 1 E dados por suspeitos lodos os Juises
da Comarca do Recife patsario at caucas
para os das Comauas visinhas mais prxi-
mas : o Sor. Mello esl'outra depois da
palavra auspeicio acrescenle-te e nos
impedimentos lemporaes qaalquer O Sr.
Dantas o seguinte Addicione-te ao artigo
no caso porem de impedimento por mais
de doos meses o Presidente nomesi ham
quesubstilaa preferindo chamar huv dos
Juises de Direito de Comalia do Centro
sefor poti'ivel, salva a redaccip ; o Snr.
Pereira Monteiro o seguinte artigo subs-
liiumvo No caso* de suspiv.io da tres
Juises do Civil seguir-so-ha o que est
disposto as Ordenar,5ea do Reino e as
bUspencdes dos Juises do Crime sera' no-
meado pelo Prt>idea)ie da Provincia hum
lUcharrl ; apoiados e continuando a dis-
cusSo forlo filialmente, approvados o Pro-
jecto com a emenda additiva do Sor. iNabu-
co de A/aujo, e regeilada as demais emen-
das. Seguio-se a (eiceira discussio do
Projecto numero i5 de i83t providenci
ando aubre o caso em que fosse pronunci-
ado o Presidente da l'rovincia e detesse
da ter lugar a sua suspenso, que foi ad-
uiado pea hora. O Sor. Vice-Presidente
Ir-vanlou a Sessad dando para ordem do
dia: Leitura de Projectos, Indicaces, e
pareceres de Commitsfo continuacio da
ordem do dia ja designada, segunda-dis-
cuasio do projectos ns. 1, e 4 '' t83y, se-
do Liceo resolver a reqnerimento da
Commissio de Inslroocfoj Publica, que o
Director do mesmo Liceo informe sobre
a conducta escolar do pretndante ; com-
pre por tanto que V. S. commuoiqae ao
Exm. Snr. Presidente da Provincia i
fim de expedir a conveniente orden a rea*
peito.
Dos Guarde a V. S. Secretaria da As-
semblea Legislativa Provincial la de Marco
de 1839. Illm. Snr. Jernimo Mnima*
no Figuera de Mef/o, Secretario da Pro-
vincia. Antonio da Costa Reg Mooteiro
1. Secitlario*.
i83g *- PROJECTO N. 8.
A Assemblea Legislatiea Provincial de
Pernambuco
RESOLVE.
Artigo 1. Os alumnos d' Aula de Dese-
nlio do Liceo desta Cidade, que forem
Guardas Naciooaes s ficfo isentoa do ser-
vico da Guainicio.
Artigo a. A qualificaco dos Guardas
Nacion.es conlinna a ser feita pelos Com-
mandantes dos Corpos com recurso para o
Commaadaote Soperior.
Ficio revogadas todas as disposic5es em
contrario.
Salla das Sessdet da Assemblea Legisla-
tiva Provincial de Pernambuco ta de Mar-
co de 1839.
Lopes Gama.
1839 PROJECTO N.,9.
A Assemblea Legislativa Provincial de Per*
na m buco
RESOLVE.
Artigo nico. Naj duas Freguesias da
Cidade de Olinda havera' hum Sub-
Prefeito.
Ficio revagadas as Disposicoes em con-
trario.
SIW dasSesses d' Assemblea Legislati-
va 1'rovmcial de Pernambuco la de Marfo
de 1839.
Lopet Gama.
1839-PnOJECTO --. 10.
A Assemblea Le-gi-laiiva Provincial de Per-
nambuco
DECRETA:
m alacio nio la vi ara' o componente Acto
sem que o arrematante Ihe aprevenante
o ronbecimento de meia siza.
Art. 5. O Notarios, eEscriviet de
Paidevtm ter hum livro numerado, ru-
bricado, e encerrado o dos Notarios pe-
lo Sub prefeito, o do* Escrivfes de Paz pe-
los respectivos Juizes para nelie lancarem a
nota das Escripturst a qual contera' a penas
o dia mez eanno do contracto os nomes
dos contialenles, as condieces e claozu-
las de venda a declaraco de pagamento
de meia siza o preco da mesma venda, a
o noma do E*cravo vendido.
Art. 6. Os Escrivlea de Pat, Notarios
e Tabellifes remelterio meosalmento a
Tbesouraria Provincial, ou ao Colector do
lugar huma rellacao das Escripturas que ti-
verem feito conlendo a reapeito de cada
hum as declaracoea do artigo antecedente.
Art. 7. Fica em vigor o Alv. de .
deJunbo de 1809 aparlo em queniofor
alterada por esta Lei e de-rogadas as Lea
em contrario.
Naboco d'Araujo.
gunda do numero vj de ib38, piuir:rs
do n. a8 do mesmo anno, terceira do nu-
mero 4 de 18 J8, primeira do numero 5 de
1839
Tbomaz Antonio Maciel Monleiro,
Presidente.
Antonio da Costa Reg Monteiio,
1. Secretario.
Joze Thomaz Nabuco de Araujo Jnior,
a. Secretario.
EXPEDIENTE DA ASSEMBLEA.
Illm. Snr. A Assemblea Legislativa
Provincial, para poder deferir a prelencio
de Jos Crispi de Assumpcio estudaole
Artigo 1. He nulla a venda de escravos
que se oio fi/.er por Escriptura Publica.
Art. a. Compete commulativamenle aos
Tb*lliies, Notarios a Escrivies de Pas
fazer as sobreditas E-crpturas nio poden-
do levar por cada huma dtllas mais que
1600.
Art. 3 o OsTabelliies, e Escrivies de
P,iz niulavraii'j esUs Esciipturas de ven-
da sem que. o vendedor ou comprador Ibes
aprsente conliicimento de ha-erern pago
o imposto da meia siza, devendo elles exa-
gerar o meamo, onheciment verbo ad
verbum as escripiuras*
Art < O E-crivao de qualquer arre-
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 11 de Mairo de 1839.
Oficio Ao Inspector da Tbezonraria,
para informar com urgencia e cirrstaciada-
mente sobre a ex-cuza que a exiinrta Jun-
ta da Fasenda dio a l.ei de 9 de Dezem-
bro d* i83o, que extingui nesta Provin-
cia a Congregacio dos Padres de S. Felippe
Neri ; a lim de que possa a Prezidencia
salisfaser ao que Ihe foi determinado pe-
lo Imperial Avizo de 8 de Outubro do
anno passado.
Dito Ao Prefeilo da Comarca do Re-
cife para remetter a Secretaria da Provin-
cia com a bievidade po&aivel os mappaa
da populscio dosdillereiif.es Districtos <'U
Freguesias desta Comarca que aervirad
baze ao mappa geral que remetieu com o
seo oficio de a5 do mez prximo passa-
do.
Dito Ao mesmo, enviando-lha para
que leona ucuii*euenta destino, o auto
de visMria feito ao Praca da liba de Fer-
nando Luiz Gomes fallecido no Hospital
d'aquelia I lia onde ae achava cumprin-
do a seutenca de 4 ""nos o meio de ga-
les.
Porlatia Nomenndo Jor* C-tetaoo
de Medeiros para o Caigo de Sub Prefeito
da Freguesia do Biejo.
Dita Nomeaudo a Salvador doa San-
tos Monteiro para o mesmo Cargo de Sub-
Prefeilo da -Kreguezia de Cimbres.
Oficio Ao Prefeito da Comarca do
Rrejo communicaodo Ihe as Nomeacofta
supra e enviando lh os Tiiul-sdo No-
meados a fim de os fazer entrar em ex-
eicicii.
Uno Ao Inspector do Ais'nal de Ma-
ri 11 ha auclorisaodo-o para ceder por em-
prrstimo a Francisco Marques Rodrigos
& Irmios Consfjiiaui ios da E-cuna Vir*
gioia os dous paos pedidos -u seo reque-


3
DIARIO DIPEINAMBOOO
MMW
DM
K
r i ment para maitareo de vela xo ,, e pao
de b jarrona obrigando-sn elles a restila-
ir outios de igual qualidade e dmencss
como propoz em seo olHcio desta data.
Dito Ao Administrador Fiscal das
Obras Publicas para faser descarregar a
carga depedra decalcar vinda da Una de
Fernando no Brigae Hoa-venlura.
Dito i Ao Juit de Direito Interino do
Crimeda i.* Vara nomeando-o paia l'rn-
zidir o andamento das rodas d.i Lotera do
Seminario de Olinda o que bad* ter lu-
gar no dia 18 docorrente no Consistorio
da Igreja d Rozario.
Dito Do Secretario da Provincia ao
Escrvad da Lotera do Seminario coiomu-
nicando-lhe a Nomeacao supra.
Dito Do mesmo Secretario ao da As
semhlea Legislativa Provincial, enviando-
Ibe de ordem de S. Exc. o Snr. Presiden!*
da Provincia una repretentacio de huma
parle dos habitantes dos Municipios das
Villas Bonito, e Garanhuns pedindo o
reslabellecimentoda Comarcado Bonito,
afim de que seja aprezentada a Atsemblea
Legislativa Provincial.
ito Do mesmo ao'dito S'cretarioen-
vando-lhe as colleccoens dos Actos Legs-
litivos das A Sergipe, S. Paulo, Santa Catharina ,
Uahia e Piauhy.
THEZOURARIA DA PROVINCIA.
EDIT AL.
Perante a Thesouraria de Fazenda desta
Provincia se ha de arrematar a quem ma-
or pieco offtrecer, ubs dias 13 it
19 de Abril prximo vindouro, os Con-
tractos das Rendas Provincias abaixo decla-
rados por tempo do auno Gnaoceiro d-
1839a i8.{o,- a saber.
O Contracto da ImpozicCo de 20 por
canto snbre a Aguardante do Consumo de
toda a Provincia, dividido em Municipios.
O dito do Dizimo do Cepm da planta
dos Municipios do Recife e Olinda.
As pessoas, que pretenderen) licitar
dever comparecer na Salla das Sps&'S da
referida Thezouraria nos indicados dias
horas do seu Expediente habilitadas na
forma da Lei de 3 de Agost j> de 179) e
igualmente seus Fiadores.
Secretaria da Thesouraria de Fazeada
de Pernambuco 11 de Marco de 18 9.
Joaquim Franc seo Bastos.
Official Maior.
Diversas Repartiyoens.
MEZA DO CONSULADO.
_ A Pauta he a mesms do oum. 56.
CORREIO.
O Pataxo Nacional ConceicaS de qoe he
Commandante o i. Tenento Jaaquim
Jozed'Aguiar pertende sabir para Para-
Juba e Rio Grande do Norte uo dia 16
do correte mez.
OBRAS PUBLICAS.
Pela Administraca Fiscal das Obras
Publicas se compra urna porca de pedra
do Rio de Janeiro que chegue para calcar
un terreno, que tem duzentos e vinte
palmos cbicos : at pessoas que a lverero
e queira vender podem dirigir se i Salla
da dita Admiuistraca lodosos dias utnis ,
a horas do Expedieule para tratarem du
seu ajuste.
Amaro Francisco ele Moura.
Administrador Fiscal.
TRIBUNAL DOS JURADOS.
Sessaddo da ta de Marco de 18J9.
Jury de Accuscelo.
Denuncia de Patricio Anlooio Torres
Bandeira como Admistrador de seo fillio
menor contra a preta Benedicta e$cra va
e Joo Francisco de SoiUd Pcixe, por
crime de urna bofetada ; foi feondemnada a
100 scou tes.
Sumario ex offieo contra Serafim dos
Anjos por adiada de urna f*o de ponta ;
foi absolvido.
EMTAL.
Manoel Joze Ferreira do Nasciroentn Fiscal
da Freguezia da S de Olinda &c.
Faz saber, aos moradores das ras de
sua Freguezia por onde tero de pst*r no
dia 17 do correte a ProcssaO do Seuhor
liom Jezus dos Martirios, cujas ras nao
ignoraS pelo costutoe, as qiiMrao mandar por
00 asseio omilhor possivel-, o mesmo Fis-
cal convencido do amor resoeito que os
seos Concidrfdios" tem a Religia h aos seos
icios nio nu/.a spontar no presente P.dilal
>s penas marcadas as Posturas da Cmara
Municipal a tal respeilo.
Olinda n de Marco d 1839. E eu
Jobo Antonio Carneiro Villela Porteiro
da Cmara Municipal o Escrevi.
Manoel Jos Fer-eira do Nascimento.
Fiscal.
Artigo traduzido.
Cartas do Para va Gibraltar nos in-
formad que os Fianrezes fora tranquil-
lamente e*.ublecendo-se nlo suero Ma-
pa prximo ao Amazonas ponto de que
1 p-.ircs roezes para c repentinamente se
izerad senhores mas que alem disso es-
tava5 estendendo suas usurpacSes para toda
a parle. Huma rarta recibida de hum In-
glez residente no Para dos mais intelli-
gentes mu conhecedor de quanto res-
pea o Brasil, refere essa materia da ma-
neirs que segu a colonia (Francesa)
sobre o Mapa he representada vigorando
coro admiravel incremento ; ella tem cons-
tantemente doos vapores emcarreira entre
aquello lugar e cayenna ; sobre huma ses-
mat ia de trras a os necessarios otencilios
agrarios etc. dio a cada colono trint> pezos;
e cinco pezos de cada cabrea de gado que
traz comsigo. Fora disso tem estabelecido
huma tarifa de premios para animar a cria-
cao de gado ea prodcelo dos gneros de
comroercio dentro do Distncto o qual
por ora parece nao ler limites niguas vis-
to contiuuarem em suas usurpacoe*. lie
de lastimar, que o oosso Governo nfo o-
Iheparaisso, tanto mais que. se elles as-
sim forera andando, como quereos incul-
car bem depressa estarlo de posse da par-
te melhor de hum das mais bellas Provin-
cias do Brasil. Elles conservad agora cons-
tantemente hum Brigue de guerra estacio-
nado no Rio.
Esta violado do territorio Brasileiro f>
eommettid." no meio da mais profunda paz
entro a Fi anca e o Brazil sem a menor som
bra de pretexto qualqu-r nio serem
humas preteocSes antiquadas, fundadas
em homa construccio errnea dos termos
de hum tratado obsoleto e incoherente-
ro- nle redigido. Aproveitera o momen-
to em que o Governo do Brasil se ochava
erobi'acado com as revoltas da Rabia e do
Rio Grande e quando suppmih*5 este p.i-
iz ('Inglaterra) totalmente oceupado com o
Canad e os negocios do Oriente. Como
pretexto preliminar de entabollarem esssi
psssadas contendas, valerto-se das recia-
macces feilas de prejuizos e damnot sol'ri-
dosporcertos navios mercantes Francezes
no Para durante os disturbios causados
pelos Indios acabando com a invatio e o
saque da piaca. Essas reclamares fora
logo e logo intentadas por huma somma
exo'bilantissima, como no caso r*cenia,
do Mxico e nio se dando a probabilida-
de de huma breve demissio da sua vali-
dad e de hum ajuste ulterior, os
Kiaiiozes tomars a Li pelas suas roaos ,
e de hum golpe desmembrara do Brasil
hum territorio abrangendo a porco m-
Ihor de 3oo milbas, sedeosla, sem con-
tar a extensio pelo Sertio dentro, ale'
qualquer limite coro que ao depoia se com-
padt ca a sua discripco confinante com as
frontinas do l'ei e da Colurobia*
A Provincia do Para he bum importan
tis-imo meicado para as Manufacturas Ingle
zas, rujo pedido aumentava de anno em ino,
e se cousiderava capaz de hum incremento
quasi indefinito'para o consumo d* popu-
laclo sertaneja, foia do de numerosos
Tribus to desconhecdos aos Europeos ,
como o si o aa immensas matas e regios
que elles habitad. Este prospero negocio
esto' cono ludo eea consequencia da poli-
cio, eoi que se acha o territorio Brasilei
ro como forjadamente oceupado pelos
[Ysncpzes, em vesperas de ser infringido
e de ficar lalvez tio completamente piralisa
do e eoi lado assim como oulros ramos
de comroercio o esli actualmen'e sendo
por timiihantes aggress5es Francesas em
Argel e no Senegal'
Do facto de hum Brigue de guerra ficar
constantemente estacionado no Amazonas ,
na visinhauc inmediata do estibelecmon-
to novo sobre o Mapa tio repentina e
suhrepticiosamente arrebatado, nodia se
evidentemente inferir, que os Fraocezes
estavad resol vicios manieren pela forca o
que linli5 adquirido pela surpresa e n do-
lo, e eslas trausaeces nefarias 110 Brasil
parecem corroborar a couviccio geral entre
as classes mercantis de que tio nicamente
parte de hura 'systema geral, edoptadoe
seguido mais ou menos aberlamenle pela
Russia e ma > encoberto (porem sum-
pre de combinaco) pela Franca para so-
lapa>em o i ulerease do comroercio Britni-
co aonde quer que possa. Atiribue se a*
este syatema o bloqueio do Mexicj e de
Buenos Ayres posto debaixo dos pretextos
os mais frivolos e absurdos sendo o pre-
uizo causado ao trafico Fraocez, erara-
iio da sua insignificancia de bem pouco
momento ao passo que o do commercio e
doc.'bedal Inglez he de huma importancia
incale ulavel.
(Do Courrier.j
(Correio Brasiliense.)
Memoria sobre o Eclipse do Sol de i5 de
Marco do anno de 1839.
Coeli euarrant gloriara Dci.
Ate boje a geographia nio tem methodo
mais seguro para determinar a dilf-n nc*
de longitude de lugares distantes, do qoe
a observadlo completa, iato he, principio
e fin de hum eclipse qualquer do sol, ou
estrella; roas a dos tolaes acontecidos ero
grandes alturas sobro o horisonte e dos
annulares perto delle, tem interesse espe-
cial, porque uoem tambera a vantagera de
se poderem eliminar algumas duvidas que
anda exislem sobre rnrtos pontos de astro-
uoma*physica. a inflexio e irradacio que
parecer fazer variar, anda que pouco, os
dimetros apparentes do sol e da la, e
por conseguate alterar os instantes do prin-
cipio e fim dados pelo calculo.
Alero disto, o espectculo dos tolaes
tem alguma cousa de singular. O celebre
Clavius que presenciou hum em Coimbra
no anno 156o ,'diz-o escuro era, por
assim dizer, maior e mais sensivel que o
da noit'; nio se via aonde por os ps, e
as aveacahad era trra attonitas com lio
sbita obscuridade. Em hum mesmo lu-
gar da trra passaS-se amitos seculos sem
se ver bum eclipse t,otal do sol, de soita
que o stronomo inglez Halley no princi-
pio do secuto passado, tomou o peoivel tra-
balbo de calcular os que tiaha sido visi-
veis em Londres aos precedentes} e resul-
lou que nio se lioha visto algum naquella
cidade desde o anno He 114o at 1715, is-
to he 00 espaco de 575 annos.
Nesteaonode 1839, em id de Mareo,
teremoa em todo o Biasil o espectculo do
eclipse do sol, de quasi todas as graodrzas.
Total e central em varias partes do interior,
particularmente as provincias de S. Pau-
lo, Minas, EspiritoS nambuco. Em todo o seo litoral sei par-
cial posto que de nolavel grandeza. A-
presenio aqu o principio efim em lempo
medio de cada lugar, e a grandeza em d-
gitos (o dimetro do sol divide-se em i
partes que se cbama dgitos^ para os prin -
cipaes porto; observados servir a rec-
A entrada em todos so deve esperar n|.
parte superior do disco do sol, direita do
ponto mais alto; e em as lunetas pela par,e
inferior i esquerda do ponto oais baixo
do limbo. Para o Rio de Janeiro o .
guio central he da 6 graos ; assim as lu.
netas, a entrada ser mu perto do ponto
mais baixo esquerda.
Pelo raappa se v que Porto Seguro he o
que tem maior eclipse e Ihe falu para *r
total i|i8i do dimetro do sol que nesie
dia he do 3a' 11" i. Ora nestas circum.
tancias, foi o de a3 de Setembro do tono
de 1699, visto ero Grpsvvald na Pomera-
oa ko qu-il faltou i|i8j para ser total, q
o dimetro appareote do sol era de 3i' 5(j"
6, conforme as taboas modernas; *.
gundo refere a Historia da Academia das
SciencKS de Pars (snno de 1700), oesey.
ro foi tio grande que nio se poda ler neia
escrever ; vi5 se Venus e Mercurio, en
estrellas Regulus e Virgo. Assim, e rom
maior rasio, em Porto Seguro no man-
te da menor claridade. (que ha de ser s 10
horas 57 minutos e 47 segundos da 01-
nhi) se devem ver Venus e Mercurio e a
estrellas da priroeira grandeza P.scis Au-
tralis Erdanus, tedos ao oriente dome.
ridiano; eLyra, Aquila e Cvgnus, eo
planeta Saturno ao occidente ; e anda al-
jumas da segunda grandeza das conslelli-
cohs Andrmeda, Pegasus, Aries, Cctus
e Pavo.
O do Rio de Jneiro est quasi nascir.
cumatanciaa daquelle que acontecen noto-
no de 17 G, vi-lo em Pars, que foi de
109667 dgitos, istohe, faltou-lba qutii
a duodcima parte do dimetro do sol par
ser cubera pela la. Deste se rwfere tu
mesma historia (anno de 1706) que a luz
restante do sol era de huma pallidez espao-
tosa e lgubre; sem embargo, todos os
objectos te distinguia com a mesma tacili-
dade que nos dias claros.
Em quanto aos totaes procurei alguu
lugares do interior, prximos do litoral, e
acbei quatro ao Noroeste de Porto Seguro,
nos quaes se ver o eclipse total e central.
Eis aqu as suas posices geograpbicas,
como tambero os rumos a seguir e as dis-
tancias em legoaS que deve caminhara-
quelle que se propozer a jornada por tcrri
de Porto Seguro para cada hum delles-
Lalila. Sal Ldbgs. Oeste Eumo. N. 0 Diituciu cm legan.
tfi'lJMO" 40IO' 4" 8326' 22 2,5
46 2 27 30 57 J5 65 2 llljl
45 li> 30 10 39 20 39 16 17 l'J 2,3
lificar as suas longitudes.
Principio Fim
li. m. s. h m. s.
Rio Grande 8 10 28 man. 10 41 32 man.
G. em dgitos
P. de Sanioa 8 40 25
K. de Jan. V 8 44
Perto Seguro 9 37 7
Baha 9 45 5
Pernaab. 10 13 51
Maranho 9 37 41
Para 9 20 1
11 24 40
11 45 57
0 21 17 tarde
0 31 13
1 2 26
0 12 1.
11 42 55 man.
9.5263 Sul
11.3138
10.9384
119336
11.7913
11.4592
7.2493
5.8059
No ullimo destes lugares dursco das
trevas ser de 3 m. 55", isto be dequiii
quatro minutos. Esle eclipse pode seirirt
determinar as longitudes dos lugares paci-
paes do interior do Brasil, d que nao ha
idea alguma.
Advirto que as longitudes e latitudes dos
portos, excepto do Rio de Janeiro fora
extrahidas das Tablea Requisitas (Inglezas)
doaonode i836; para o Rio sirvo-meda
laiitude aa* 54' a", e longitude a h. a .
14 s. ; e todas as longitudes se refeiema
Greenwicb. O acbatamenlo i|3oo; orno'
vimento horario da luasempre variavel; e
todos os elementos pertencem s taboas,
pelas quaes se fazo A Imana k Inglez.
Finalmente, ueste eclipse nola-se que,
nio obstante o Maranbao e Para estarem
mais a Oeste do que todos os portos, si-
tuados desde o Rio al Pernambuco coffl-
tudo veo comeca-lo mais tarde como fa-
c Imente se enfeude. Mas nao ser a lio f-
cil para aquelles meamos lugares (queettao
ambos aoSul do Equador. e igualmentet
la fica ao sul de seus zenilhs no principio
do eclipse) discernir, se he diveito o t"'
lo da paralaxe sobre a distancia da la ao
equador. No Maranho o ngulo paral-
lctico oriental be obtuso no principio,
no Para, agudo; donde resulta queso
primeiro cabe a parle inferior do vertical
lora do parllelo da la e no segundo ca-
be deotro ; hora dirije se ao oorte e ou-
tro ao sul, e deste modo dminue a distan-
cia no Maronhio e augmenta-a no ParS.
Demais, se no Maianhioo fim do eclipse
em lugar de acontecer as vitiubaness do
zenilh ao norte houvesse de acontecer ao
sul, a Parallaxe produziria entio o eMW
contrario, augmeutava a distancia. ra
nenbuma guia para distinguir estes casos,
nos d a analise da formula da Parallaxe o
dccliiiacfo, e o mesmo digo sobre a de laliW'


D I AR i DE Pl
RNAM&CO
de quando referimos o astro acliptict;
consequ ntemonte em o C4lculo dos ecli-
|ises para a Zana Trrida a fim de evitar
equvocos, parece mais prudente uzar das
formulas que dio as distancias apparentes
aos polos do equador ou eclip ica ou em-
pregar ouiros telboios e jamis s das
parallaxes em declinoco e lalitude. Rio
de Janeiro i" de Janeiro de 18J9. Ma-
xmiano Antonio da Silva Leite.
(Jornal do Commercio.)
Variedades.
MORAL.
Probidade,
Probidadehe un atierro a todas as vr
tudes civis. K* muito mais cuitoso, do
que ge. alente se pensa o cumprir ex-
actamente todos os oficios, que devenios
prestar aos oulros horneas, visto que as
paixoens mormura ;delles o humor se
lhes oppoem a natureza repugna ao seu
completo, e o amor proprio se arma con-
tra tiles, (uando o homem olba, sem
espantarse para todos os devetes a que
esia l.gado para com a sociedade da com
islo urna prova de qoe ainda se nao deo a
o trabalho deicbserval-os, como he neces-
sano : he so debaixo dos auspicios de re-
ligio que os direitoa os mais agrado*
da sociedade podem estar em seguranca ,
e podem ser respeiudos. Uin homem
que tem sacudido o jugo da religia em
neiilium.. parte poda encontrar motivo as-
saz poderoso para faser-se fiel aos deveres
da Probidade. E qual ser a cus, que
possa cecupar o lugar da religiio ? O iu-
teresse, certa mente pot- he o maior
movel da conducta dos bomens ; talvez um
mteresse de honra mas sempre bnm
toletease human* o qual'aem tem a De-
us por objecto sem a outra vida por fim.
Debalde gabar o h.mem a sua probidad:
se ella nao for para aasim d.sermos,
fortificada pala rel.gi*, 0s direitoa da
sociedade corrern um grande risco. Con-
cordo em que os ae*s interesses podem
laser-me guardar certos exteriores que
enganem vista que se en os nao guar-
dam o risco que corra seria maior
doqueotrabalho, que live em fingir es-
tes externes ; a Probidade, por coose-
quenas he tuda defeituosa pUUCo du-
ravel, qu-ndoella nio he apoiada pela
ehgia. Poii, se he precisamente o 111-
teresse quem me conduz, que arriscarei
eu se pud.r, em ectult.r a um em en-
gaar a ouiro em supplaatar a este em
dezacredttar aquella em urna paUra em
destruir Indo quanto me oliendo ludo
quanto me desagrada ? Que ganharei eu
omconstrangu-mepor amor de pessoas ,
que pouco temo ou de quem nada ospero?
(ue proveito tirarei de mil sacrificios des-
cnhecidos dos quaes os homens mesmos
sao ala testeu0b,f^ Quanti occasies
nao apparecer, em que o interesan de
escutiir a minlia paixadexcedea' o de esco-
lar a miaba razad > O prazer que temos,
quando satisfasemos urna paixio que nos
tiranmsa com torca e com vivacidade ,
e que tem o amor proprio em aens interes-
ses, commumeute o q' nos consideramos,
como o mais capaz de contribuir uossa sat.s-
lacao e nossa felicidade..Sendo as paixdes
mmtas vezes opposlas virtud* .e incom
pativeis com ella he necessario para con-
tra-balancar o seo eFeito por hum novo
P-*o na batanea da virtude, e este pezo
Mo pode ser posto sanio pela leligiao.
tu tenso direito de exigir dos homens ,
que tiles me rendio o que elles me deven;
mas para obrigal-oa a isto he necessa-
rio que da miuba parte eu ihea renda tam
bera ludo quauto Ihea devo. Eis-aqui o
grande principio da moral deste homens,
que pretendem que a religiio nao tem
uenbuma influencia sobre os cosiumes;
a, por que eu 4>uho outro inteiesse pre-
sente, muito mais forte, o qual be huma
PUio furiosa de augmentar os bens de
satisfasr aos rneus goslose de engrandecer
ae ; slesei, succeda oque succeder ,
o movel da ininba conducta. Todos os
("minos honrosos, regulares honestos ,
que me nao apartaren do meu fim K serio
0 meu ffosto respeital-oj-ei, e rei o
cuidado de gibar em altas vosea a minha
Probidade, minha senciridade minha
sabedoria; e (odas as sordas intrigas,
queme abreviarem ocaminho,que con-
duz a-este fim serio postos em u>o ; nio
be assim que raciocina que pensa que
se conduz todo o homem apaixooado, que
nao he retido polo freio da relgiso ? Que
de occastoeos nio apparecem em que io-
dos os interesses do homem no sistema da
incredulidad conspirio a tentar um co-
rsead pe j lado de sua fraquezi, e a com-
promeltel o com as leis da probidade ? A
honra est a salvo a impunidade eat
segura, a paixa he viva o praxsr he
picante a fortuua he brilhinte 6 carai-
nho he curto he s preciso um pouco
d subiilesa, e de m f pira surpreoder a
simplicidade e seduzir a innocencia j um
pouco de maledicencia para apartar um ri-
val perigoso, e supplantar um concurrente
formidavel; un pouco de adutacio para as-
segurar-me de um protector injusto e
por consequencia adquirir um criminoso
apoto; um punco de dissimulacio para
chegar ao cumulo dos meu* desejos. D-
reieueste passo, ou nio ? NaS, me diz
a probidade. Nio, me diz a honrar' Nao
me diz a sabedoria. Ah No meio de
tantos attrativos, no meio de rasoens t-
foites seris vi fiaca voz, seris vos
escutada se a religiio nao vier apoi ir-
vos com os seus orculos ? Quem de o
quererla estar a descricio da bum sabio
sem religiio ?
Irmgmai, como quizeides um homem
probo; se este homem nio tiver religia,
sua Probidade me ser suspeita nestas
circunstancias decidas. Qiantis cca-
zioeus menos tocantes na verdad*, po-
rem muito mais fiequentes se encootra,
emqueo interassehumano na5 he. assaz
violento para poder obter de mi o ludo
qoanto o prximo tem direito de esperar:
pois he necessaria muita fiddiidade muita
attencaS para presta rmos a cada um o que
se I lie de ve, e muita constaucia para nao
faltarmos com o que se Ihe deve prestar.
Os que vos cercad e que continuamente
os sollicitio ssS, algumas vezes, eatra-
nhos e talvez importunos e ainda mes-
mo iuimigos. Nao importa ; estes Tnimi-
gos esses importunos, esses eslraogeirus,
tem] sobra vos por cauca de auas ielco
eos, legtimos direitos ; e voz tendea ,
a ssu reapeito por vossos impregos por
vossas occupaccoeus, por vosso estado ,
deveres indispenaaveis ; o jue elles exigem
de vos se reduz somente a mediocres at-
t-ncoens, a ligeiras utilidades, a verda-
deiras minuciozidades, a simples bagatellas,-
mas ou sejio minuciosidades bagatellaa,
ou o que \ii quiserdes sao obrigapoeus,
reaea de que depende a boa ordem ; o-
brigacoens s quaes tem se tanto maior
repugnancia quanto ella he eaurada por
um movimento da imaginaca por hum
golpe de mo humor, por huma sitnaca
bizarra do espirito que podem ser o ef-
feito do temperamento, ou de algmas
conjecturas independentes da liberdade.
Em fim he quase sempre fora de lempo
que apparecem os deveres sociaes ; he, por
exemplo quando o cuidado vos roe, quan-
do o tedio vos abate quando a preguica
vos be quando oceupados nos iuteresses
caros, ou nos divertimeutos agradaveis,
vos seiia conviniente um pouco de diocanco:
entad he quando se faz preciso deixar lu-
do vencer a repugnancia e a disposicad
actual do humor,
Ora qual he o incrdulo, ainda -sendo
homem de bem, que, so' por principios
da sabedoria mundana querer sacrificar
estas couzas ao bem da sociedade ? Elle fa-
r esta peraoua^m em publico mas em
particular, elhAabera' mdemnisar-se de
ludo, e fara' pagar bem caro aos seus ,
em todo o resto ao da alguns momentos
de constrangimento que tem passdo com
outios. E' por tanto um principio cons-
te que s na religiio pode-ae encontrar
MODESTIA.
Depois da bitalha de Choronea, Philip-
pe rei de Itfacedonia entregou-se, por
algum tempo aos mais vivos transportas
de alegria par am>r de sua prosperi da-
de ; mas logo depois elle refhctio sobre o
seu estado, e, para evitaros progressos
doorgulho, incumbi elle mismo a hum
dos seas escravos o cuidado de vir todos os
diasao amanhecer repetir-lhe estas pala-
vras: Rei levanta-te e lembri.te de
que es homem.
O celebre Pau' Eaailio acabava de ven-
cer a Perso e <1 submetter para sempre
ao dominio Horneo Macedjnia patria
do grande Alexandre, e de ouiroi monar-
cas lio poderosos. O modesto conquista-
dor boga daencher-se de um orgulbo
vio, oceupou-se liuaomente em fazer se-
rias reflexas sobra o capricho da fortuna.
Elle dea amigavelmente a mi a' Perseo
para ajuda lo a erguer-se e dah rettrou-
se pira a sua tend, levando comrigo seus
filiaos eos georos, e os Glhos dos prin-
cipies oficiaes dj exercito ; e ali chegan-
do, ficou por muito tem^o pensativo,
sem proferir urna nica palivra. Os jo-
vens, qu4 0ceroava5, admirados deste si-
lencio profundo esperavao respeitosamen-
(e, que Paulo Emilio los 10 o primeiro a
dirigir-Ihes a palavra.
Finalmente o general, sahindo da saas
reflaxes Ihes diz com um tom grave a
seno: Vede, meus filhos, como um
si) instante foi suficiente para destruir
casa de Alexandre que chegou ao mais al-
to grao de poder, a que havia tujeilado a
maior parte do universo. Nos pisamos a os
pi este trono em outro lampo tio flore-
cente, e todos estes principes, a pouco
cercados de um exercito lio formidavel,
estio boje redozidos a receliereos da mi de
aeus inimigos um pouco de pi para sus-
tentar urna vida desgravada. A' vista de
um exemplo lio tocante dos caprichos da
fortuna qual de vos meas Cilios ousa-
sar lisonjear-se de urna felicidad* cons-
tante ? Nio vos deixeis pois cegar com este
orgulbo frivolo, que a victoria inspira a o
coracio dos mancebos, a reparai que o
momento da mais brilhanle prospeiidade
quase sempre aquella que a fortuna asco-
Ihe para faser-nos experimentar os mais ti-
rnicos reveses.
( Traduzido de Fillastier. )
LOTERA DO SEMINARIO.
O Reitor do Seminario Episcopal de O-
linda fas sciente aos amantes da Loterja ,
Jue as rodas da Lotera concedida a favor
a insti uccio dos Estudantes polares andad
impreterivelmente em o dia id docorrente
00 Consistorio da Igreja de Nosa Sanbora
do Rosario.
COLLEGIO PERNAMBUCANO.
Boa vista, Ra Nova da Viraco.
O Collegio Pernambucano encerra em
eo-quadro todos os preparatorios qoe a le
exige para as escolas de Direito e de Medi-
cina do Imperio, assim como o Curso
completo do Commercio, para os que se
destina a esta profitsio, a comecar desde
prnneiras letrss.
U* professore* das diferentes aulas lio
de um mrito reconhecido.
--Qitem precisar de um minino Brasilei-
ro de idade 11 annns para Caixeiro de
Joja de fasend.is ou ferragem o qual d
hum anno gratis para praticar : annuu-
cie.
Quem precisar de urna raulher para
ama de casa de homem solteiro auun-
cie.
Quem tiver urna preta cativa para a-
lugar quesaiba b->.m castr e engomar:
dirija-se a Intendencia da Marino*.
Quem perdeo urna letra de quinhen-
tos mil res, assignada por Igmidio Jorge
de Lima dirija-se a e-ta Typ. que dando
os signaes Ihe ser entregue.
-- Offerece-se hum Ponujuez, para cai-
xeiro de armasem ou venda, do qu* tem
bastante piaiica muitocpaz, poiadain-
formacoes de sua contucta com o asesino pa-
irad que hora tem ; quem delle precisar
annuncie por este Diario ou dirija-se a
ra nova D. 16 que se dir quem he o
proposto.
Arrenda-se hum cilio na passagem da
Magdalena quem o tiver, annuncie a mu-
radie.
Precist-se de allugar huma casa ter-
rea, no Uairro de Smto Antonio, cita
fcm o 1. a. oo i. destricto ; dan-
do-se alguns meses adiantados ; nesta Tipo
grafia se dir quem a quer.
Quem quiser comprar dez a doze al-
qneirede castanba de Caj', diriju-se a
ra oova ao pe da ponte da Boa-vista no
rmaselo onde para se vender Quarti-
nhas.
-- Huma pesso.i que sabe bem ler, escre-
ver a coatar offerecesse para eusinar me-
ninos fora desta praca e prefere-se o ir -
para o certo e mesmo para qualquer cai-
xaria : quem do seu prestio precisar an-
uncie a moradia.
Beseja-se saber a morada do Reve-
rendo Jos da Costa Correia de Bulbes
para Ihe ser entregue huma carta de im-
portancia, vinda de Portugal, e como se-
ignora se este Snr. existe roga-se a qual-
quer pessoa que interessea recepcio da dita
carta de annouciar a moradia ou diri-
gir-so ao atmasem da Alfaudega Vtilia que
se dir' quem se acha de possa da dita
Carta
Quem quiser comprar um citio na roa
de S. Francisco na Cidade de Olinda com
casa pertencente ao mesmo tudo com chaos
proprios os pretenden tes queirio dirigir-se
as cinco pontas D. 3. a qualquer hora do
dia.
Quem quiser comprar bons cpalos in-
gleses para homem, dicija-se a ruadaCa-
deia velha Loja N. 10.
Na loja do Encadernador na Praca
da Independencia D. 96 ha para vender os
seguintes livros : Ovres couplets de Vol-
8 vol. in 8_ dem deHelvecius 3 v.
Avisos Diversos.
urna justica exacta urna Probidade cons-
tante urna sinceridade perfeila urna ap-
plicaca til um deainteresse generoso,
urna amisade fiel, urna inchnaca bem fa-
zeja um commercio agradavel 5 em urna
palavra todos os incautos da sociedade.
( Traduzido de Diderot. )
-Um rapaz Porluguez de 16 a 18 an-
uos de idade desejando admittir-se a loja
de fasenda ou srmasem por nio se agr-
da> do negocio em que est oqngando-ae
a dar 1 3 meses gratis sendo para loja o
qual escreve. e conta sofrivelmente e ja nio
iguora o negocio : quem de seu preatimo
precisardirija.se ao beco do Podo das
Cinoas a segunda venda autes de ebegar
a casa de Paito, ou annuncie pira ser pro-
curado.
ney
dem de D'Alembert 5 v, Oevres
polit. de Bignon 4 v- Politique Naturel
2 v. Blackston 6 v.
Precisa-se alugsr urna caza terrea com
commndos para pequea familia, tendo
quintal e cacimba, e nao excedendo o seu
aluguel a Bs'joo reis mensies embora seja
em ra menos publica: nesta Typ. se dir
quem precisa.
_ Tra*passa se o arrrendamento de um
sitio muito grai.de pertencente aoSr. Fran-
cisco Goncalves da Rocha situado na roa
da Soledade, tem a frente toda amurada ,
com casa grande de sobrado a qual tem
commodos para numerosa familia e por-
fi grande independente da entrada do so-
brado o primeiro sobrado do lado de N.
Senhora da Soledade passando o sitio do
Sr. Vieira Cambista ; tem grande baixa
plantada de espim multas larangeiras, ca-
fzeiros mangueiras, cajueiros, e muito
bom parreiral ele* ce. tres cacimbas de
agoa de beber muito boa, dois tanques pa-
ra lavar roupa a tomar banhos, estriba-
ra e coxeira moito grande : a tratar no
mesmo sitio das 6 horas da minhi at as
9 e das 4 da tarde em vante nos diss u-
teis; e Dumingos e Dias Santos, todo o
dia em qualquer hora.
_ Quem liver para alugsr huma caza
terrea com quintil e cacimba no bairro
da Santo Antonio ou no da Boavista que
nio seja muito retirada queira annuneciar
ou dirigir-se a ra Nova loja de Fiederico
Chaves D. 5, que achata com quem tratar.
_ Compra-se um escravo sem vicies:
na ra da Cruz N. 60.


DIARIO DE PERNAMBDCO.
ftr-iuM'mam _ Pe-isa *e d* U1i feilo1 q'i-- Iraba-
lJuejuMo coat una pretos e para lomar
r.mia (J- mu itlo : oa roa larga a notario
'o a andar do subradu I). *> junio a bo-
tica.
_ Quem precisar d m criada portu
guez oh mesmo para f ir, dirija-sea raa
treit do Ruzario loja do Sr. Manuel Cor-
rea t. -t\.
Qu.-m precisar de urna roa para ca-
a de pouco familia, tii .lituo< na venda defruole. d* Iftreja.
O accisomata da* cautelas c ureapon-
denle as i Lileriasfaz <:iente que a do S
miliario corre imprelerivelinente no di lo
do coireute conforme ja autiuiiciou o Sr
Thesoureiro ; por issu avisa aos amadores
esto jogo que coticonio a eumptar, poi.i
s resta nin pequeo uuiDe.ro da ditas na
casa de sua residencia, ra de .N. S. di
Terco D.g e m.s lugaresja annunctados,
na meama casa vartde-se meios blindes a
3,8oo e no beco largo.
_ Da-se a premio de dois por cenlo au
mez sobre Gimas a contento ou pmhnres
deouroa quautia de 4O|0u0 >' nes,a *T*
pog rafia se il'ua.
_ Felis Bezerra da Meil Leitlo Fs
caldo bairrodo Retife, pelo presente avi-
sa aos habitantes do metmu Bairro qua roo-
rao as ras por onde |wat de passar a Pro
ciasaodo Seuhor I5.m Jess dos Pasaos,
odia i5docotrente cuja* ras sao lo-
das sabidaa que as devea ter no jefeM-
do da no maior asseio, e Inapta possivel;
assim como os que tem caixa de assucar ,
e outroa objecios no paleo do Curpo Sanio ,
os dever remover logo de vesprra, para
o 6m de sahir a Procissao d j vS. para o Cir-
mo o que espera da solicituJe de ti"
conspicuas pessois, sej resli lamente exe-
cutado. #
_ Quem precisar d tira taixaro para
loja de lerragem ou ue fazendas c-negado
de prximo do fono dirjase a ra u
Livramento venda t. i.
Precisa-se alujar urna prela captiva
para servir a urna casa; na piucinha o
Livramento loja t. '.
quem quier carregar ou liir da passagpm
para o que lem excellaniescommodoa di-
ra ?e ao Capitao a bordo ou a Joaquim
Pinheiro Jicome na ra do azeile de pe
XH II. 4
C o m p r a s
_ Urna Cruz pendente d'Aviz: na pre-
05 da IndapeiidenciaTojs n. 9
Um cochino que leja bom quem
tiver anuuncie.
__ Duas moradas da casa tarreas hem
construidas coro dois annos de feitas com
quintaes e -cacimbas sita na ra da Palma ,
Vendas
Avisos Mari timos
PARA SANTOS e Rio de Janeiro o
Brigue Brasiieiro S. Jou Baptista a sabir
,m poucos das receba passgeirose es-
cravosa fn'le ; a tratar cun Jos Gonsalves
Ctscio no 2. andar ua casa da ra da ca-
deia do Becife n. 45 ou cun> Capitau Je
suino Jos Simes a burdo; adverteseque
este Brigue be torrado de cobie e aciba
de ser gora prunipliQcado Ue um ludo por
jssoesta o meihor possivd.
PARA O ARACATY o Patacho Mri
Luiza Mesire Ignacio Marques fonado
de cobre e rouilo velieno ; quem quiser
carrejar ou bir de pass.gem para o q.jf
tem excelienles com modos dirija-se ao
dito Mesire a bordo ou ao proprieiario .
-Antonio Joaqun de Sou/.a Ribeiro.
_ PARA ACARAC', e Giauja
segu vidgem com toda bivu jd.-. o Pata'
dio Leal Cunsiante M> sl.e Joaquiru do A
zevedo buira ; queco quiser cmeg-ir ou bir
de passagem dinja-seao rotsmo Jest'H ou
a seoconaiguaUnu Manuel Joaquim Ramos
e Silva.
PARA LOANDA o Brigue I'ortuguez
Josefa aabira al o da 20 dn corieiiu-
mez tiata-ae com o Capiu Manuel doa
Pasaos Comea ou na ma da Ciuz nume-
ro 5j.
PaRA O PORTO segu viagem com
mulla bievidaue pur ler a uiaior pr(e de
seu carregamento prompto o Brigue Pur-
luguezS. Mauoei Capilo iManoil Alves
da Cuiihn ; quem uo mismo quiaer caire
gar OU bir de passa^em duija-^e au mesmo
Capitioou a seu c-josiguauno Manuel Joa-
quim Ramos e dilva.
PARA O PORTO segu viagem com
toda bievioade a Barca Poiluguuaa Tenta-
dora Capuo Emulio Jo de Uliteira;
quem ua uiesma quiser csrrfgar ou bir de
pasaagem para o que lem ex ellenlea com-
iDbdoA uiiija-ae so mesmo Capillo, ou
a gen consignatario Manuel Joaquim Ramos
Silva.
PARA MACE10' o Patacho Bom Firo
Flor de Ai.ija.ie a taliir com toda
broviUaue f tuda icceb': llgVAW cirg ;
_ Urna negra, d** muito bonita figura ,
moca com uniic pios de 'ngommar e
c-izinhar Uva d- sabo muito boa ren-
deira 1 o roniprador so dir o motivo :
na ra da cadea do UtciV. casa t. 26 uo
1. attcl.tr.
_ Um moleque de idade de 18 h ao an
no ptimo cozinheiro : na ruado Cies-
po D. 5 no piimeiro aitdar.
Uma negra moca cozinha engom-
tna cose e Uva roupa : na ra da praii
sobrado onde as tojas beuve um baibeiro.
_ Um moleque creoula aanos com principios de cilicio de s'-p,-
teiro e he bom cuzintieiro : a fallar om
Joaquim Antonio Rodrigues na ra das
Ciuzes quina do beco que volta pura o pa-
teo do Hospital.
_ Li.na porcao de peonas deemtna, e
urna rede bordada p'opri* pira tipoia : no
aterro da Boa vista loja t. 9.
_ Sacas com farinha de mandioca de
S. Matheos^ a5(jj dita roais fina a 35o,
dita a 4 t^J etambam l'-m muito superior
de Mage" ; e urna porcio de sacos vazios :
na ra do colegio armazens D. 11 e i3, e
nos mcsmos azeile de carrapato a 16 jo pelo
miudo.
Urna escrava que sabe farer renda ,
tem' prii-cipos de engommado cosa chi ,
lava de sabio e cozmlia o diario" de urna
casa tem it) annos da idade ; a um pro-
10 velbo que enteude de plant*ces de si-
tio : na ra do Arsgiu ultimo sobrado ue
varaud*s de pao.
Tinta preta para escrever de supe-
rior qualidade e graixa de eatrela a im-
in-tacio da veinii, que serve para corr
ame de tropa arreaos da segas indepeo-
1.. de Pscovar: ua ra do Tiapiche novo
sobrado n. i3.
_ Urna carleira da urna s face toda de
amarello com armacio em cima para dei-
iaf Itvros, e dentro com di'.trentes gave-
linhas e escaninh'os de guardar pap-is, com
a competente cadeira com asseolo de pali-
aba a-cmodas ameiie\uas cada urna com
4 gavetas grandes, e duas pequeas m
cima, v urna mesa de jular toda de ama-
relo com a gavetas e aberta a commda
i4 pesa, meio apirelho de mesa de lou-
ca azu fina, la gaif.is e facas de cabo de
merfin de maica pequena ludo por pre-
'.ocomrD'do : nafUideS. Rita casa lei-
rea t. 18.
_ As bemfeitorias e a posse de um ter
reno no lugar lo manguiubo pegado a
casa do Reverendo I adre Jos GonStdves ,
untimente um tereno pioprio no lugar da
estrada nova da capung, com muito boa
baixa para capim : a trata na venda do fin
da ra do colcelo que faz quiua para a rus
do testo
. iu cavallo castanho muito novo ,
de bonita figura e bom carregador con
touos os arreios OU em elles : no pateo de
S. Jos Isdo do mcenle t. 9.
_ Utna escrava moca engomma cozi-
nha cose lava roupa ; e urna mulatl
de itia 18 annos de idade osebem, en-
gomina e corintia : na ra de agoas ver
des casa terrea t. i"].
Uun propriedade da plantare criar,
no lugar denominado irapia na ribeira de
capibaube termo e comarca do Brejo da
Madre de eos distante desta prac 3o
legosseom as commodidades seguiutes: lem
oo bracas de frente e urna legoa de fundo,
com aercido e currar p e urna gtande casa de viveuda para orna
grande familia que a 4 annos foi construi-
da : a tratar no paleo do Jiospilol do Pa-
raso esta trro t. 17.
que fica por dHrz da Ordem lerceirn do
Canuo desta Cidado : a fallar na venda de-
froute ra l'enba H. l'i.
__ Omanp;ra crenula de bonita figura,
de idadade aaanii'is com urna cria dea
a 4 Hanoi, tem vicios era achaques : en-
goman eozinha e um relog'o d. s&bo
nete de ouro muilo boro regulador :^ na
ra da Cruz em casa de Antonio Jos Coe-
Ihodo R zario.
Madapoles finos eordinarios, bons
algodozinho cimas finas chilla ; e de-
ferentes riscados famosas gangas listra-
das ditas aruis transidas, lila linhoris-
cado brins finos e ordinarios panno da
co>ta suspensorios grandes e pequeos ,
urna boa poicao de lencos decores bem sor-
tidos ditos de catata, luvas de liobo e de
seda pira Seohora, di las de la para horra* m,
revias pti-las de algodao para homem e mu-
Iher ditas branqaa para menino eassas
de babadtrs ditas lisas cambraia lisas
dequadros paninhos aca-sas ludo mui
lo em renta : ua ra da Conceicio da Boa
vial loj* defzendas defronte da Igreja.
_. Fszeudas pata habito dos lerc-iros
Franc scaoo : ua pracioba do Livrameolo
U.ao.
-- Rap princi'za de Lisboa em libras e
as uttavts a 4o rs., dito arei 1 prtta da Ba-
bia dito de Pemambuco (tito imperial,
rollo francez engarrafas de libra, cha ilson
de primeira son dito peroia ditb im-
perijl bicos finos largse estreitos ren-
das largas e estrellas ditos das mesmas
largura mais ordinarios pua enfeitaa de
vestidos, r>cas fils de guarnico de bom
oslo ditas roais estreilas penies de tar-
taruga para marrafaa estojos de duas na-
valh 3 tisourinhas paia unlia ludo fino
e inglez penles fins de marfim, ditos de
alisar finos de blhea escovas para deu-
les dilHspara roupa e cbelo caixinha?
de jogu de lotera chamado vispora lints
Tina do escrever preta e encarnad. bo-
lo.-s da vidro para cnlele eslrelas e globos
para oilicaes Je G. N. e inferiores, lira
logo de varias qu.lidades e urna das qua<
es nunca vislo aqu peonas de escrever a
aoo o quarleiro as verdadtiras pilulas de
familia ntraseos da 5o e loo com o seu
competente folheto, supeiiores bichasche-
gadas ltimamente ludo se vende a preco
aralo : ua prsca da Independencia t, ao,
e in ruados Otertela t. S.
_ Blcos de hubo pretoa e bran-os los
elenco de linho, escomilha preta para tu-
mos, fil de liuho platilhas de linho pu-
ro sedas de goslo para ve-iidoi meias e
luvas de seda preta eoutras mui tai fazen
das: napracinhadoLivramente t. a5.
__ Um sino na povoacio dos allomados
com duas grandes propriedades de csis
terreas teudo urna sollo que be o mes-
moque um andar deVonle da Igreja do
Rozarlo da raesma povoacio, com sabida
para a estrada da Piranga com um bom
viveiro, lugar para olaria bastaote barro
para lijlo baixa para capim mais de
5oo ps de coqueiios, larangeiras c.ju
eiios e outras arvores duas cacimbas ,
sendo urna dn excediente agoa de beber e
oulra com bomba e tanque para banho ,
com a vista do Comprador se mostrara me-
ihor o qua m .14 (em, como seja estiibaria ,
sanzalla e 5tc. e tambem se troca o dito
sitio por oui'a ptooriedade nesla praca e
da-se a praso : a tratar na ra da cadeia
u. 39 ou no mesmo sitio.
Ksc avos i^igitlos
_ Da obra de pedrero que esl fazen-
dooG.p1i.11 Joaquim Euas da Mura na
ra que vai para o Quarlel do Hjapiciw,
desapareceo um escravo muhcole tuda bu-
c.-l de'nomeSexla Feira, idade dn i5 a
i(j annos pouro mais ou menus levou tu-
mis* d aigodo e aeroula do mesmo pao
j* rota u qual indo buscar um b.lde d*
agoa no sitio do Exm. Dezembargador Ma-
ciel Monttiro n* mesma ra no dia la do
couenle, e por l desapareci ; quemo
pegar leve a me.ma obia que s-r recom-
peusdo-
Fugio de Macei no dia a de Janeiro
p. p, do poder de Luiz Jos de Barros L-i-
te, um seu escravo de nome Luiz craou
lo natural da Piassabussu' termo do Penedo
com os signaes seguintes : bonita figura ,
alto secco cor fulla cab-ca pequea ,
nariz alguma coiaa afi|ado^sam barba, re-
prsenla ter ao annos de iaade tem urna
sieatriz debaixo de barba e ao p do pesco-
co e tem mais em um dos ps urna uuha
rochada pelo meio, este escravo fui cria d
cas* da viuva bernardina Lilla da povoaca
di Piassabussu; q era o pegar leve a ra
larga do Rozario O. 7 qua ser recompensa,
do de en trabalho.
_ No dia 11 do correte desapareceo
um roolecote da nome Januario, de naci
cicange enrpo secco beicos finos, d
idade da 16 a 1; anuos bivou vestidocal-
sa e camisa de algudio queta de briol,
falla bem espbcado cujo moleque traba-
Ibava de servente de pedreiro e tem se
aplicido aprender o mesmo ofioo, e tra-
balhava ultimameote de colher ua ra da
Guia } roga-se a qualquer proprietario e
Mesire de obras tanto dela praca como fora
della o nio admita j a titulo de forro, e a
todas as auihondades a cujo cargo est a
polica e capites de campo o taca pren-
der a leva lo ao Recife a venda de Joaquim
JosGoroea que pagar loda a despea.
Uo dia quinta feia al do pastado
mea, pelas y horas da noite desapareceo da
casa de Manuel Jos da Silva Viva ua ra
estrella do Rozario S"brado de dois anda-
res, que tem por baixo leuda de baibeiro,
um moleque meio novo na trra que pou-
co sabe fallar apelidado pelo nome de
(iaspar e sendo pelo de Joao no poder da
Mano. I Adriano da Costa morador as 5
ponas nuando d'antes o possuio, tem mu-
la boa figura bem parecido tem dois
denles da frente da paite de cima abeilos
para os lados e as gengivas dos debaixo
alguma ecuza 101 xa representa ter de ida.
de if) Hunos pouco mais ou menos, foi
vestido com camisa de pauinbo ja velba e
rola pelas costas na parle esquerda ecal-
sa de brim pardo de listras ja desbotaiiae
reineudada no tsenlo com chita de pintu-
ras encarnadas ; quem o tiver recuibido
talvez por ve lo vagabundo ou delle liver
noticias certas, dirija-sea casta cima dita
que receber i5o,ooo ris.
Mo violento do Porto
NAVIO KTRAD0N0 DA 11.
MALAGA eBarc-lona 3i dias, Polaca Hes.
Arestides de sao tonel. Capitao Pedra
A. Maristam carga varios gaoerot; a
Scliramm.
SAHID0S NO DIA 11
AMSTARDAM ; Galiota Hollandezt Ar-
moma Cap. Arander Meydem carg
a* usar.
NORTEDA AMERICA; Galera Ameri-
cana Lousigaime Cap. Backer carga
azeile.
ENTRADO NO DIA n
RIOGRVNDEDOSUL; 40 dias Ga-
lila Hamburgueza lenles Jim de 110 to-
nel., CapitioSeill Geilts caiga pipas
vastas: t Schramm.
RIO DE JvNElRO por Macei; 5dido
ultimo porto, Patacho Nt*. 4 de Maiode
14a tonel., M. lzidro Domingues dos
Passoa, em lastro : ao proprietario Jo-
aqun Gonsalv.s l'erreira ; passageiro
Lauriano Jos Je Barros brasiieiro e
o Ingle Tujroaz P. com sua familia e 4
filbos menores.
SAHIDOS NO MESMO DiA

S. PEDRO DO SUL com escala pelo Rio
Janeiro Brigue Nao. Amparo, VI J>e
ue S. Auna carga diveisos gneros.
PER3- NA TTP, DE M. F DE F. 83>
ILEGIVEL


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