Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03772


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Full Text
i I
|lWO DE i839. SEGUNDA FELRA
CAMBIOS.
Marro a
Londres 5c i/i 3o 3/4 O. St. por if000 cid.
Lisboa 80 por 100 premio, por metal, ofl'erecido
Franca 3io 3a5 Rs. por franco.
Rii de Janeiro o par.
lioedas de6fi>o 1 4I700 as velliai novas i*.
ifooo 8f 100 a 3f 3oo
Pesos Columnario 1640 a i|66o
Diltos Mexicauos foio a 1J020
PatHCes Hrasileiroj l|64o a l|66o
Premios das Ledras, por mez 1 i|4 a 1 ip por 100; fa
Cobra ao par
PARTIDAS DOSCORREIOSTEftRESTES.
Cidade da Paralba a trillas de sua pretendo .
g"iRia,:X^\^rI.dT : : : NM^!^
Villa da Goianna............!
Cidade de Olinda............ Todos os das.
Villa de Santo Anto............ Quintas feiras.
Dita dearanuuns a PovoacSo do Bonito. .... Oias 10, e a{ decada raei.
Dittas do Cabo Serinbaem, l'.io Forraoso, a Porto Calvo dem 1 II a ai ditto dido
Cidade das Alagoas, e Villa de >!.;ei.^ ... dem dem.
Villa de PajauFde Flores.......... dora 13, ditto ditto
Todos o* correios partera ao raeio da.
/
4 1>E MARCO. NUMERO *:
Todo agora depende de nos niesmos ; da nessa prudauoi
moderaco o energa: continuamos como prineipiaruc-.,
a seremos apontados com admiracio entre ai Naces mais cul-
tas.
Proelamacio da Assemblaa l>eral do Brasil.
Snbsereve-se para esta folha a 3|ooo rs. por quartet, pagos aa-
anUdos nesta Typoeraiia, ra das Cruzas D. 3, a na Pa ja
da Independencia U.37 a 38, onda se receben) correspon-
dencias legalisadas, a annuncios: insirudo se estes giV.U
sendo dos proprios asignantes, a viudosass ignadoi.
[IAS DA SEMANA.
4 Segunda S. Casimiro Rei Audiencia do J. de Direito da 1. vara de manh
5 Terca S. Theolo B. Re. de manb e aud. do J. de D. da 1. vara de manliS.
(i Qiurta S. Olltgario U. Ses&So da Tbesouraria P.
7 Quinta S. Thoniaz d'Aquino Dcutor. Relacoeaud. do J. de D. da a. vara do manli".
8 Sexta S. Joo de Dos Fundador. Ses. da T.'eaud. do J. de D. da 1. v. de m. Quari. nt.
as 11 lior. e 9 minutos da mauh.
9 Sabbado S. Francisca Romana Viuva. Re. de manh. a aud. do V. G. de t. em Olinda
10 Dosaingo 4.da Quaresma. S. ftlelito. c 3n Com. Mai.
. .. ,
Mar cheia para o dia 4 de Marco.
As 7 horas e ti minutos da manlii. As 8 lloras e o minutos da tarde.
E
PERNAMBUCO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PROVIN-
CIAL.
Acta da 1. Sessio preparatoria d'Assem-
biea Legislativa Provincial de^Pernam-
buco aos 27 de Fevereiro de ttij).
Presidencia do Sur. Maciel Monteiro.
Reunidos os Deputados na respectiva
Salla das Sesiea em conformidad'] como
Regiment o Sor. prim iro Steretario
procedeu a chamada o verifiou-se efiba-
r.mse presentes os Snrs. Thonw. Antonio
Maciel Monteiro}, Antonio da Costa R^go
Mouttiro, Feiis Peixoto de Brito e Mello,
Manoel Ignacio de Carvalhu Mendonca,
Manoul Mondes dajCunha e Aze.vedo, Mi
guel do Sacramento Lopes Gama, Frenois-
co Elias do Reg Dantas, Jotquim Rafael
da Silva, U'b*no]i>abino Pessoa deMel
lo, iJoquim{Francisco de Mello Cavalcanti,
Francisco Xavier Pereira de Brito, J0S0
Francisco Cavalcanti [Firmino Pereira
Monteiro, e Jos Thomaz Nabueo de Ara-
ujo Jnior. E ninguera mais comparecen-
do o Snr. Presidente levantou a Sessio de-
pois do meio dia.
Thomaz Antonio Maciel Monteiro,
Presidente.
Antonio da Costa R^go Monteiro,
I. Secretario.
Joze Thomaz Nabueo de Araujo Jnior,
a. Secretario interino.
Acta da a. Sessio preparatoria di Assem-
biea Legislativa Provincial de Pernatn-
buco em o dia u8 de Fuvereiro de
i839.
Presidencia do Snr. Maciel Monteiro.
Presentes o Snrs. Deputados Doutor
Pedro Cavalcanti, Paula Cavalcanti Ma-
ciel Monteiro, Urbano, Meira, Peixoto de
Brito, Lopes Gama Reg Dantas, Reg
Monteiro Dr. Cintra, Padre Christovlo,
Curneiro Leo, Padre Monte, Mello Ca-
valcanti izidro, Pereira Moot iro, Joo
Fiai.ci.-co Cavalcanti, Mello, Nabueo de
Araujo, eCarvalhode Mardonca, faltando
com cauza parlecipaa os Snrs. Dr. Brito,
Dr. Mendea e Padre Rafael, e sem ella os
demais, abriu o Sur. Presidente a S-s-:ao,
lida e eppspvada a Acta da antecedente
Ceclarou o Snr. primeiro Secretario que
assava a parlecipar ao Exm. Presidente da
'rovincia que havia o preciso numero de
deputados par a iostalacio da Assembiea.
Houverio lugar consecutivamente as elei-
ces de Presidente, Vice-Presidente e Se-
cretarios, que devem de servir na presente
Suasfo e lorio eleitos : Presidente o Snr.
Maciel Monteiro por unanimidade. tendo
obtido bum voto o Snr. Paula Cavalcanti *,
Vice-Presidente o Snr. Paula Cavalcante,
com j6 tendo obtido voto os Snrs. Car?
neiro Lefq i. Joio Francisco 1, Reg
Dantas 15 i. Secretario o Snr. Reg
Monteiro com 10 ,, e a. atoco
8
de Araojo com 10, decidindo a sortea
f*vor do primeiro, que com o segund em-
patou : suplentes l. o Snr. Pereira Mon-
teiro com 9 ; 2 Reg Dantas com 4 reca-
iiirao os demais votos nos Snrs. Peixoto
de Brito a, Padre Cbristovo 1, Dr. Men
des i, Tiburtino 1. O Snr. Presidente
nonieiou os Snrs. Reg Dantas Pt ixoto
de Brito e Doutor Cintra, para comporem
.1 Deputacao que deve irceber, e acom-
nbar o Exm. Presidente oa Sessao da ios-
talaco. Levantnu-se a Sessao as 11 horaa
e mi.'ia.
Thomaz Antonio Maciel Monteiro,
Presidente.
Antonio da Costa Reg Monteiro,
I. Secretario.
Joze Tbomiz N-tbuco de Araujo Jnior,
. Secretario.
Acta da 1. Sessfo ordinaria da Assembiea
Legislativa Provincial em o 1. de Marco
de 1839.
Presidencia doSr. Maciel Monteiro.
Recolbidos os Snrs. Diputados a Sflla
das SessS>-s d>-pois de haverera compareci-
dn ao Aito Religioso determinado em o
Artigo 1 a do Regiment, e feita a chama-
da eachaudo se presentes os Snrs* : Doutor
Pedro Cavalcanti, Paula Cavalcanti, Maciel
Monteiro Urbano Meira Peixoto de
Brito, Lopes Gama, Pereira de Brito ,
Doutor Mendes Biserra Cavalcanti, Reg
Dantas, llego Monteiro, Doutor Cintra ,
('arvalho de Mendonca Padre Rafael ,
Tiburtino Doutor Chagas, Padre Chris-
tovio, Carneiro Lco, Pereira Monteiro,
Jlo Francisco Cavalcanti Machado Rios,
Mello, Nabueo de Araujo, e Neri Ferreira,
faltando com cauza partecipade o Snr. Ma-
noel Cavalcanti, e sem ella os demais Snrs.
foi a Sessao suspensa at a chegada do Exm.
Presidente da Provincia, depois de apos-
sados os Snrs. Presidente, e Secretarios
eleitos e de ter o Snr. 1. Secretario lido
hum officio em qoe o Secretario do Go-
verno parteclpava que S. Ex. comparece
ria ao meio dia.
Dada a hora aprazada, e annunciada a ebe-
gada de S. Ex. 'ornarlo os Srs. Deputados
psra a Salla das Sesses e houve ento lugar
a introdcelo de S. Ex. acompanhado pela
deputacao que para o receber tinha sido Ho-
rneada e tomando o devido assento recitou
o seu Relatorio concluindo que eslava iber-
ia a Sessio 5 despedido com as mesmas
formalidades da introducio, e lida eap-
provada a acta da antecedente, o Sr. Pi e-
sidente levantou a Sessio as a horas da
tarde dando para ordem do dia a elleicio
de Commissdes.
Thomaz Antonio Maciel Monteiro,
Presidente.
Antonio da Costa Reg Monteiro,
1. Secretario.
Joze Thomaz [Sabuco da Araujo Jnior.
a, Secretario.
EXPEDIENTE DA ASSEMBLEA.
Illm. Snr. Reunidos no dia do boje os
Membros da Assembiea Legislativa Pro-
vincial para a Susso preparatoria, e tendo
comparecido numero sumeiente para entrar
nos trabalbos que u Le lhe incumbe ;
manda a mesma Assembiea na conformida -
de do seu Begimento enviar a V. S. a re-
lacio nominal das que comparecer, pa-
ra ser apreseutada ao Exm. Sr Presidente da
Provincia.
Dos Guarde a V. S. Secretaria da'As-
sembiea Legislativa Provincial dePornam-
buco a8 de Fevereiro de 18.19. Illm
Senhor Jernimo Martiniano Figueira
de Mello, Secretario da Provincia. An-
tonio da Costa Reg Monteiro, primeiro
Secretario.
Illm. Snr. A Assembiea Legislativa
Provincial em Sessio preparatoria, resol
veu que V. S. venha quanto antes tomar
assento como Depututado Supplente- O
que communico a V. S. para sua inteligen-
cia,
Dos Guarde a V. S. Secretaria da As-
sembiea Legislativa Provincial de Peroam-
buco a8 de Fevereiro de i83g. Illm. Sr.
Domingos Afonso Neri Ferreira. An-
tonio da Costa Reg Monteiro, i. Se-
cretario.
Iguaes foro enviados aos Snrs. Antonio
Carneiro Machado Rios. Doutor An-
tonio Afonso Ferreira, e Reverendo Luiz
Carlos Coelbo da Silva.
Illm. Snr. -- Tendo a Assembiea Legis-
lativa Provincial procedido a eleico da
Mesa que deve dirigir seus trabalbos na
Sessio ordinaria deste anno e suas proro-
gracoes,assim como as sessdes extraordina-
rias sahiro eleitos Presidente o Sr. De-
r.embargadorTliomaz Antonio Maciel Mon-
teiro } Vico-Presidente o Snr. Francisco
de Paula Cavalcanti d'Albuquerque; pri-
meiro Secretario, o infia assignado; se-
gnndo Secretario o Snr. Doulor Joze Tho-
uiiiz Nabueo de Araujo Jnior; eSupplen-,
tes os Snrs. Doutor Firmino Pereira Mon-
teiro, e Doutor Francisco Elias do Reg
Dantas : o que communico a V. S. a lim
de levar ao conhecimenlo do Exm. Snr
Presidente.
Dcos Guarde a V. S. Secretaria da As-
sembiea Legislativa Provincial de Pernam- I
buco a deMircode 1839. Illm. Sor. Je- j
ronimo Mattiniano Figueira de Mello Se-
eretarioda Provincia. Antonio da Costa
Rege Monteiro 1. Secretario.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 28 de Fevereiro de
i83g.
Officio-Ao Exm. Snr. Bispo Deoce-
sano, communicatido-lbe que visto nio
poder S. Ex. Reverendissima ir celabrar
a Missa voctiva do Espirito Santo, no dia
da abertura da Assembiea Legislativa Pro-
vincial por se acbar inrommodado se*
gundo partecipou em seu < lucio de 27 do <
correte tem a Presidencia oficiado ao
i Reverendsimo Chantre da SedeOlinda pa-
1 ra ir cellebra-la,1 urna vez que be elle a Auto-
ridade Ecclesiastica a quera compette exer-
enr tal futu-'j-.o no empedimento de S. Ex.
Reverendsima.
Dito--Ao Rra. Chantre da S de
Olin ter lugar no dia 1. de Marco prximo fu-
turo, a abertura da Assembiea Legislativa
Provincial, e nao podendo S. Ex. Heve-
rendissima celebrar a Musa voctiva do Es-
pirito S 'Oto por sh acbar incommodado ,
baja S. S. de vir cellebvar dita Missa, na
Igreja Mstriz d Fr. P;?dro Gonsalves ,
viila ser a Aulorid:jde Ecflusiwtica a quem
compete exercer esta fanceao no impedi-
mento de S. E. R.
Dito Ao Commandante d.s Armas,
para ordenar que seja post-'da dcsta data
em diante urna sentinelli, a porta da Casa
onde se fez a op"racao do troco da moeda,
conservando-se ali de noile e de dia at se-
gunda orde.au.
Dito --Ao Inspector da Thesoura,
communicando-Ibe o cont^udo no prece-
dente officio.
Dito Ao Presiden'e da R lacSo en-
viando a denuncia dada p-lo Promo-
tor Publico desta Comarca, contra o
Juiz do Civel da teiceira vaia Beoto Joa-
quim de Miranda Henrique por haver pro-
cedido illegalmenlo aarreOMlacfo do urnas
C^sas e Armasens perteicentes a Viuva
eOrfos de Agostinho Eduardo Pina, a fira
jdequesijaa mesma denuncia apr.-.v.:ttadi
em Kelaco para ter o andamento legal.
Dito -- Ao Promotor Publico d t Comar-
ca do R'cife, communicando-Ibe o conteu-
do no precedente ofncio.
Dito -- Ao Inspector do Arsenal de Mi -
rinna para faser quanto antes removt-r a
cal que so acba r-m urna das Companhias do
Quartel do Hospicio, confornse lhe foi
ordenado em 6" d coriente mez.
Dito Ao Com'naiidjnte- do Brigue
Contanqa para uo dia primeiro de Muico
em que se bc a S-.-cSo da Assembiea Le-
gislativa Provincial faser dar salvas ,
e embandeirar o mesmo Brigue.
I"uai communicacao foi feita ao Com-
mandante da Esc un.- INit'ieroy.
Dito.Do Secretario'da Provincia, ao
da Assembiea Legislativa-Provincial, com-
municando lhe que foi presenta a S. Ex.
o Snr. Piesidento da t'iovincia o seu offi-
cio desta dala acompanhado da lista nomi-
nal dos Snrs. Deputados Provinciae que
comparecern a Sessao preparatoria, o que
S. Ex. manda partecipar-lbe, para ter pre-
sente a mesma Assembiea que devendo o
Acto da abertura desta tectuar-se uo dia
primeiro de Marco ter isto lugar a urna
hora da tarde do referido dia.
_ No Numero antecedente no artigo
Expediente do dfa -i\ de Fevereiro en*
lenda-se ser este do da a6 etc.
MUTILADO


T
'

^W
n.

\
DIAR| DIPEIMAMBDGO
Diversas Reparticoeiis.
ALFANDEGA DAS FA'/ENDAS.
Rendimentns d'Alfandcf;a 1 P-rnumba-
co do mil prximo passedn.
Direitos fio i$ por cento
de Corvammo
I).tos de 5o per cento da
Plvora
Ditos per cento do
Cfa
Ditos de a por cento de Re-
(rportsca
Ditos de 2 por cenlo de
Baldr-ecfO
Expediente de i i |->.*por
rento
Arroarenagem de i4 por
rento ao mu
Dita Addicional de 3 ija
por cenlo
Premio de |n poreento'ao
mes
I\!u!las de 5 por cento cal-
culadas nos D.sanchos
Emulu.iientns de Ortidcens
como d.>Litio respectivo
a fl 4i
Multas Aviilsns como do Li-
vro respectivo fl. 5t e 6
93aL'6iC
1:96 U260
i58U3io
i5iU68o
7.647G082
a.U556
16:881 Ui56
1.-129U1Q0
7 U6a5
ioo:473U3y8
14U >oo
3 I qU63(.
to ao ditas om servrja 58o barricas com
roenteiga loogigosccm louca 55o fogSes
4o toneladas de cifTa5 de pedra 1 cadeira
1 cama 1 caixa com um estojo 18 volumes
com amostras 2 cmbrulhos con roeiss I
aero rom rolhas 3 gigos co garrafas a5
embrulhos.
MEZA DO CONSULADO.
Rendime-nlo da Mesa <\o Consulado desta
Cidade no mez de Fevereir p. p.
Direiios de 7 por ceoto de
ExportacaS
Dito de 9. por cpnto de diti
Ditos de Ancoragem
Ditos depositados que excede-
rao do armo
Emolumentos de Cerlidoens
Siza de 5 p*r cento da venda
de Embarcacoens
Papel dos Passapoites Irnpe-
riaes
Mulls por infrarco do Re
gulamento
Dizimo do assurar dos Alo-
goas
Dito do algndo de dita
Dito de dito da Parahiba
Dito de dito do Rio Grande
do Norte
Dirimo do assucar desla Pro-
vinc.i
Dito Dito do Caf
Ditodo fumo
Taxa de 4o reis por sacca de
algodo inspectado
Dita de ito rs. por caixa de
nssuear dito
Dita de 4" reis porfeixode
dito dito
Dita de 70 reis por barrica e
arca de dito
Dita de 5,ooo reis por esera-
vos exportado
Descont de it porento dos
Ordenados de Janeiro
55:i<>4<<)'*<)
723 i)84
10:045 946
335.076
5440
300,000
,2oo
6891
6S:3ia,474
1:973.670
52,295
a5",392
97,854
6^:685,685
i3:343,74i
4:o35.379
31,800
11,424
121,66o
5o/ 63o
a3,5ao
3ao,i4o
135 000
85,158
87:296.187
Pernambuco a de Marco de 1839.
O Aministrador.
Migoel Arcanjo Monteiro de Andrarie.
_ A Pauta he a mesma do num. 44'
CORREIO.
O Pataxo Nacional Aurora de qae hp
G pa rn o Rio de Janeiro no dia 10 do corren-
te mez.
T-tal OOiS'.-jUuaB
Aandrg 1 de Marco de >85o.
O Ecn*o d'Allaodega.
Jaccme Gerardo Mara Lumachi de Mello.
{EDITA L.
Persnln o spector d'Aifndega Mano-
I /' Crino des S intos se bad arrematar
'm basta pub'ica no (lia 5 do corrente pe-
los on70 horas da manha, oseguint im-
pugnado p ir < Gualda Joo Din;/ Silva ,
no Despacho de Manuel Joaquim Ramos e
Sdva sil numero 4228 no valor de a5U
n is
.Stis Comroorias de Jacaranda.
Alfandeg a de/Marco do i83o.
Minoel Zcfirino dos r.tos.
O Brigue Bracileiro Orestjs rindo de
Ltsbca entradoem 28 de Fevereir pr-
ximo pistado Capillo Pedro Jcse de
Ss1le, consignado a Joao Pinto de Le-
aba.
Maaifeston o seguinte.
14 Pipas com vinbo 221 lirrir is com
dito 27 pipas com vinagro 11 b'rria "rom
celte 147 barricas com peixe salgado 62
caixotes cm vi.iho 5 volumes caro diver-
sas miodesas 8 > pedras de cantina 3 cii-
xotes coro rap 4a barricas rom carne 1
calile com doce 63 barricas com azelonst
3 barricas com frutas secas noo molh< s de
sebollas 13 caixaa com toiirinbo.
Fora do Manifest.
6 Cadeiras 1 espelho urna meza o caitas
cora drogas 6 hrric*s com ditas 10 birr-
caa com b'-icalho ico ser# coro flgoa,
a ditas com rimeixis io barricas com tou-
cinho 5o barra com carnes a caixas com o-
bras de lalaS 10 pip.s com vinbo a barris
com dito 5o mo.'bos de s bollas 1 caix Ir
com cast^nbas 1 ancoren com aardiobae
12 caixas com vidros 1 d|* com broxas 19
barricas com biUxa loditscom se mea'.*
1 dita com gru de hico 4 ditas com m-ci-
es 2 caixaa com amendoas 1 dita com cho-
colate 3o Hncortt^s comameixas 6 caixas
com passas 1 embmlho com fasenda 12
peles de lixa 1 livru de msica 1 sacco
com 7 J9 patacoeoi.
O Brigue Ingles Medias, vindo de
Liverpool, entrarlo em 28 do Fevereir
p. p. Cpio Tbomaz Keay consig-
nado aJchuston Palr & Comp.
Mauifestou o seguinte.
274 Caixas com fasendas de algodo
a1 fardos com ditas de dito 5 caixaa com
ditas de linbo 19 fardos com dita 7 caixa
com ditas de lia 4 fardoa com ditas 1 cai-
xa com diversa* fisendas 109 barricas com
ferragem 6 caixas com ditas 1 mbrulbo
com livros iropressos 1100 caixas com sa-I por lar arrebatado e furtado um mini-
bio 34 ditos com cobre 2 barricas com di-1 no quaotia de a5,ooo reia em sedulas e
Maaoel Agostinho Joaqun) Pereira Si-
moens e fx>urenco Justinianno Ferreira
pardos, pelo Sob-Prefeito da Fregusia dos
A Bogados, por pertencerem Escolta,
que condusia .doia SOgeitos qae hav si-
do por ella presos por ladros de cavado e
que 00 lugar do Barhdho fora assasaina-
dos na noite do da 27 do mez p. p., de
que se procedeo nos lera os da Lei.
E' o que consta das partesj hoje, recebi
das nestSicretaria.
, Dos Guarde a V. Exc. Prefeitura 'da
Comarca do tecife 3 de Marco de
1839. Illm. e Exm. Sr- Francisco do Re-
g Barros Presidente da Provincia.
Francisco Antonio de S Barreto Pre-
feito d* Comarca.
TRIBUNAL DOSjJURADOS.
Si>ss5do da 28 de^Fevereiro de 1839.
Jury de Accuzacco.
Denuncia de .Tose Felis da Assumpcio ,
contra Manoel Caetano da Silva por feri-
mentos ; o Jury af bou materia] para accu-
zacco.
Dita de Jos da Silva Neves como Ad
ministrador do seu escravo Adi contra
Jos Antonio de Almeida por ferimentos;
o Juy achou maiena para accuzacco.
Sumario ex officioconlra Manoel Fran-
cisco de Souza por furtos de cavados 5 o
Jury achou materia para accuzacco.
Di l o contra 1 rancisco escravo de Mano-
el Vicente Calado por faca de pona ; o
Jury achou materia pata accuzacco.
Dito contra Manoel And re e Manoel do
Nascimento por ferimentos ; o Jury'achou
materia para accuzacco.
Dito contra Jos Correia Soteno por
crime de faca de porta 5 o Juiy nao achou
materia para accuzacco.
Dito contra Jos Cardoso de Mello por
faca de pona ; o Jury nao acbon materia
para accuzacco.
Rendimentos da Meza das Rendas Geraes
Internas no mez de Fevoreiro p. p.
Diario de Pernambuco.'
Cartas de Hachareis
Matriculas do Curso Jurdico
Direitos Novos e Velhos
Dizima de Chancellara
Direilosde Chancellara
Siza dos Bens de Raz
Impostes de i|a por cento so-.
bre aa letras ajuizada
Impostos de Lejas bertas
Ditoa sobre Seges e Carros
Ditos sobre Barcos do Interior
Sello dos papis
4.000
a:534U4oo
i43TJi4
9U570
18U000
7.-638365
i7Uo2i
I98U200
isURoo
qU6oo
85976-
PREFEITURA.
Parte do dia a de Marco de
i839.
Illm. e Exm. Snr. Fora presos hon-
lero a minha orden e tiverio deslino :
Antonio Soares da Costa pardo Fer
nndo, prelo escravo de Berchiol Jozc
dos R-is e Rafael Antonio d'Azevedo ,
pardo o 1. pla 1. patrulba do dislri-
cto da Madre de Dos por estar bastante
rbro, o a. pelo Sub-Prefeito da Fre-
s:uesia do l>-v.if*: por supol-o fgido, e o
ultimo pelo Commissario de Polica do
districlo de Fora de Portas por ter espan-
cado a urna mulher; Jos Lu.ii de Souza,
branco e Antonio Bonifacio semi-bran-
co pelo Sub-Prefeito da Fregusia de S
Antonio por suspeita de terem furtado
urna negrinha que comsigo trouxero'de
fora ; Francisco, prelo escravo de Luiz
Antonio Vieira por um soldado do Bala-
Iho Provisorio por estar em briga com
outro ; francisco das Chagas tambero
preto por outro soldado de Polica pelo
mesmo motivo; Manoel do Reg Barros,
pardo, eJose Joaquim de Sania Anna .
preto pelo mesmo Sub-Prefeito de Santo
Antonio, este por ser conveniente em
furto de escravos e aquello por ter insul-
tado a urna mulher ,- Joo Baptista tana
bem preto por um soldado de Polica
n:537U96
Meza das Rendas Geraes internas a de
Marco de i83g.
O Administrador.
Antonio Ferreira Duarte Velloso.
EDITAL.
A Cmara Municipal da Cidade de O-
linda em virtode da Lei, &c.
Faz saber que pelo aviso da Secretaria
d'Estado dos Negocios do Imperio de ao de
Desembro doanno p. p. e oficio do Exm.
Presidente da Provincia de 16 de Feverei-
r do corrente anno se hade proceder no
dia 3 de Maio pelos Eieitores da presente
Legislatura a Elleica de um Senador por
esta Provincia que prehenxa o lugar que
se acha vago pelo falecimento do Marechal
Jos Ignacio Borges conforme dispoero as
Instrucces de ab de Marco* de i834 De-
creto de 39 de Julho de 1828 de 28 e
3o de Junho de i83o o na mesma occa-
z*o se procedei a Elleic'o de Deputados
para e nova Assemblea Legislativa Provin-
cial estas Elleicoeos sero feitas na Cathe-
dral desta Cidade.
Pelo presente Edital se faz cente aos
Elleitorea desie Municipio para que com-
para cao no referido dia.
E para que chegue a noticia a todos se
mandou publicar o presente pela Imprensa.
Olioda em Sessad de 18 de Fevereir de
i839.
Joze Joaquim d'Almeida Guedea.
Presidente
Joze Joaquim de Figueiredo.
Secretario.
Recebemos jornaes da Bahia at 20 do
passado (FevereiroJ, e delles sabemos,
que o estado poltico daqut-lla Provincia n{
tal, qual convem causa publica, \n.
da que elles unnimemente* dg6, que
tranquillidade'oo periga, com ludo con-
fessaS o estado de desassoego em que e.
t o povo pela noticia de urna grande rus.
ga que lem da apparecer brevemente, ic-
companbada de sanguinolentas vingancaj.
havendo j sido indigitadas algumas pej.
soas que forzosamente deven de aer im.
motadas para salvaco da patria. Grande
parte das familias que se acbava fara da
cidade, passando a festa tem-se r do apressadamente ; em fim ludo ali ter-
ror, e tudo sustos, principalmente depoij
do farto succedido na guarda da Ribeira,
o que se v la parte geral da Polica qU9
concebida nestes termos Dia(8 (de Fe*
vereiro). Sahira as patrolhas.....D'n-
ma hora e meia em diante eateve o corpo
em armas pelo eslrondo d'alguns tiros di-
dos na guarda da Ribeira pela aentinella
Jas tullas e 4 soldados que acodindo
de 1 eforco esta em consequencia dos
dous tiros, continuars a atirar mais 5, 011
6 pelo mot vo de ser a referida sentinella
apedrejada por dous vultos que tentarlo
stacal-a depois do que desappsrecerafi
sero alguma octra novidade
Este suecesso, que em outra poca no
teria orcupado urna duzia de pessoas, se
tem 1 por causa das noticias anteriores,
figurado com urna forma gigantesca, de
modo que cada qual o mede conformes
; randera do medo deque est possuido.
Os Redactores Legalistas do como causal
desle terror a impundade de que gozaS
os fautores da revolucio como se ver do
oficio do Promotor publico que abaixo
copiamos e de um Commonicado coa o
titulo de Urna Viso __ que juntamente
trariscreveri-mos.
No dia a de Fevereir leve logar a aber-
tura da Assemblea Provincial com as for-
malidades do costume, e o Exm. Presiden-
te repeli a Falla que publicaremos en
lempo. Foi eleito Presidente o Sr. Fran-
cisco Goncalves Martins com algum ca-
me do r. Reboucas que se relirou da ca-
sa no mesmo instante, emqueo Vce Pre-
sidente o Sr. Dr. Prxedes Froes declsrou
ter sid eleito Presidente o dito Sr. F. G.
Martins com 13 votos. Continuava os tra-
b.lhos da Assemblea, donde ee esperava
mu tos bens.
Promotoria Publica.
Exm. Snr. De certo parecer es Ira-
nho a V. Exc., que o Promotor Publico ,
para cumprimentodo art. 37 a. do C-
digo do Processo recorra primeira au-
ihordade da Provincia; poim isto que
em um Paiz bem constituido e obediente
sLeis, cujos Em prega dos sao servos de
seos deveres, seria hum fenmeno 5 na
Babia, na poca presente be huma ne-
cessidsde que me coage ; por quanto as
authoridades secundarias, quem devera
primeiro requisitar providencias i respeito
ile abusos to escandalosos acerca da impu-
ndade sio as propriasa dar incremento.
Os mandados geiaes contra os pronuncia-
dos pelo Jury existem em suas roaos,- mas
os Reos, os pronunciados vaga* por toda
parte, toda hora, por todos os Distric-
los eat, ninguem crer and. 5 de bra-
co dado com os Juizea da Paz, que tena
por obrigaco captursl-os .' Insto pelo pre-
enebimento da Lei, e estas minhas ins-
tancias tenho ou huma nao resposia, ou
vocalmente huma advertencia, e exhorta*
cao dos Juizes e de muitos Cidados
Sr. Promotor seja mais brando, deixe Iiir
as cousas como vo, nao queira arrostrar a
opinio geral, basta de punico, ele. etc.:
ora com feito se reflexionar sobre o
nosso estado presente ; comparando-o com
o da entrada em Marco alguma cousa ha
de que o hornero, pensador deve tirar jui-
zos. Entio 1 energa se raostrava em lo-
dos muitas prisoes se flzera for5 pe-
los seos factos, e pelo teslemunho publico,
indiciados os factores de nossos males,
quaea era oa procesaos da revolucio, e al
'/o primeiro Jury tudo agoitrava hum exem-j


pe*
V
T-*-
/
r
DIAKI5
e
PI r n a Mide fe
3
x
po para os revolucionarios do Brasil; nin-
gera ousava interesssr-se por hum dos
facciosos; porm drscerra-s por ham
pouco o escaro veo de nossos padec mantos,
e de toda parte sarjen) padrinhos amigos,
pirantes; invaden) todo, todo corrom
perneos malvolos de NoTembrosfo san-
t ficados e os princpaes se espernegs
por esta mesan Cidsde, qqe a qneria em
cinzas contesta rpida mudenca, ea me
atrevo julgar queaopiniio publica da
Babia declara se pelos feitos de 7 de No-
vembro, e seos consequentes, e nisto es-
coro meo Juizo : Se recorro para os Juir.es
de Paz nenhum Reo he criminoso; nem
os Jiim de Direito nem o^Capelles Mo-
res do Ezercito, nem os Majores, nem os
Coronrsete. Se me volto para o Tribu-
nal do Jury | sahem os Ministros da Ma-
rinha os Commandantes da Esquadra fac-
ciosa e todo o Ministerio 5 os Campees
dictadores das actas os qae fizera senti-
nas no Forte de S. Pedro, e fora ata-
que etc. Se appello, se denuncio de al-
gum Empregado, que sabio de spos debe-
res l est a nobre relelo da Babia pa-
ra os absolver e julgar improcedente o re-
meso da Justica ; para dar Habis Corpos
Reos ainda responsavei* por outros cri-
mes e ento gemem os prlos com inju-
rias, e sarcasmos ao Cidadio que defen-
d a mesma justica. Se por milsgre sabe
algnm punido e recorre para os Jnlgados
de Cachoeira, he esperado com estrondo,
"tirapos, e puros sahem <>s CapiteS por
bravura, os Chefes de Polica etc. etc
Ofa se og Juizes de Paz (digo eu) forraa
hnm Corpo de Cidadios escolbidos ge os
Jurados o fazem lambeta a Relacio uni-
dos este muitos amantes da rebelda *
aalluvio de facciosos impunes dTo di-
7r, como avancei, que a opinilo publi-
ca he a favor delles. Mais temer sP jpve o
incremento que tomaS os inimigos de hum
estado quando suas opnios esto apoiadas
pelo gral do que quando ellas se arma
para as fazer acoitsr pela forca ; porque
no primeiro caso se ellas f dem pnhlica custoso he vencel-as tanto ;
quinto fcil batel as no segundo.
Sea ludo isto juntarmos as ideas dos
defensores dos Reos que a Babia podia
spparar-se quando quizesse 1 que a acta
nada fez que quem entra e serve as
revoluces depois de feitas grito, nlo
tem crime que o povo no deve obedien-
cia ao Governo. que o desampara e as
explcaces de Direito sobre rebeltifo, e
cabecns e cmplices, moito alcancamos
de mo para o futuro.
Nao est segura a causa da Le, quando
poneos a guardiS, ea maior parte s detra-
he a crimina e ataca a peto descoberto.
Ser possivel, que entre 60 Cidadios da
presente Sessfo nao contasse a Justica .pu-
blica com oitocaparea de punir de casti-
gar bomens cujos crimes eraS sabidos, e
provados? !! A' vista d'este qusdro pa-
rece que he luctar em vio contra a massa
geral, e que se deve largar hum lugar,
que compra inimigos, e nao pode desas-
sombrar a Babia ; mas arrear as armas ten-
do entrado em combate he covardia, e
por isso cora estas rpflexes, das qnaes des-
colpar a franqueza, levo ao conhecimen-
tode V. Ezc. o reprebansivel desleixo com
que as authoridades, que tem por obriga-
cio prender os criminosos dpixa aalvo o
Che fe de Polica da Novemhrizada, sen-
tenciado em crimes cujas penas, pelo ar-
tigo 3o8, noadmiltem recurso para novo
Jury; portanto o Juit de Cachoeira nao
podendo tomar oonherimento fura do arti
go3o8, nao podia absolver n totum o Reo,
devendo pois camprir as condemnaces de
que a Lei no deo recurso; taes sin as pe-
nas dos artt. 201 que se sabe ter sido nal-
las o Reo condemnado bem como em ca-
iras que por ausencia dos autos se nio
pode saber ao certo; portanto, de V. Ex.
espera a Justica Publica o dessggravo das
Leis. Dos Guarde a V. Exc. Babia 7
de Fevereiro d* 1809. Illm. eExm. Sr.
Presidente da Provincia Thomaz Xavier
Garcia d'Almeida O Promotor Publico ,
Jos Vieira Rodrigues de Carvalho e Sil-
Ta (Correio Brasiliense.)
COMMUNICADO.
Urna Viso.
Era mais de urna hora da noite! O reo
eslava tenebroso, e urna t dessas estrel-
las to brilhantes nos paires dos tropicoa ,
se nlo divisara no firmamento Marchara
eu silencioso, pela ra da Preguica on-
de se acha a monteadas essaa tristes rui-
nas que a demagogia nos legou S pen-
sativo e absorto n'um turblhio d'ideas
pavorosas, que m'inlundia, j o aspecto
das ruinas j o escuro da noite, caminha-
Va eu paraganhar minha morada, quando,
de repente ente mim se apreseota dous
fantasmas! Recuei espavorido, e a falla
perdeo em mim a sua natural accio Meos
membros trsraa e quati hia a desfalle-
cer quando urna voz ronca ntercortada
de suspiros e de lagrimas assim m diz _
Nada temis honrado Legalista Nos so-
mos os msnes de dous infelizes Babianos,
que perdemos a vida nos campos de Piraj,
pela Integridad do Imperio e pelo Thro
no Imperial Foi para visitar estas ruinas,
e para averiguar o actual estado de noss pa-
tria, *j\ por momento, largamos habitado
dos justos.' Vinde, sentai vos comnosco
em cima d-stas tristes ruinas, e escutai-nos
por um instante.
Eolio tornando mim recobrando o
animo e o alent que parecia faltar-me
de todo principio, nos sentamos sobre al-
gamas pedras de urna casa cujaa paredes
nicas rotas em alguns lugares e com
grandes fendas em outros parecia de
prompto se desmoronsrem sobre nos. Re-
flecti neste p respondeo entio. Nio s tu legalista since
roesem mancha? Si na, manes respeita-
veis, e serei em quanto viver. Pois bem;
oco te preserver da catastrophe, que re-
ceias e elle austera essas ruinas em quan-
to debaixo dellas existirem os verdadeiros
filboa da trra da Santa Cruz .' Calou-se,
e o outfo fantasma proseguio na seguinte
narracao. Dize-me, honrsdo legdsta ,
qoe be feilo dos nossos bravos irmios de
Piraj ? Gosa elles das venturas que o
meusangue, e de tantos fiis Brasileiros
Gustosamente comprou ? Que he feito des-
ees monstros, q' me roubara a cara esposa,
os innocentes filhos e os disvellados ami-
gos ? PagaraS elles j com o seo sangue
esse lo precioso derramado por mim e
por milhares de outras victimas de suas a-
trocidades? Dize-me,- e essas viuvas es-
tes innocentes orphios, como vivem ? Sio
elles consolados e amparados \.Ao paternal
Governo por quem dei para sempre a mi*
nha vida 7 Esses innocentes meninos as-
sassinados cruelmente no raeiode orna po-
pulaco inerme e Iraicoeramente exposta
piotecco de Bthiense, fora seos ms-
nes devidamente vingados como clama
os cos ? Essa miseria publica que tocn
todos os Babianos, durante o reinado da
traico da irreiigiio e do crime foi el-
la j recompensada com a punicio dos cau-
sadores de tantas e lio inauditas desgra-
cas ? Esses homens notaveis pela sus cora-
gem e civismo esses valentes Escriptores
da Legalidade qoe com a pena na mo ,
amedrontavaS tanto rebelda, qaanto os
canhoes de Piraj, j fora louvados e pre-
miados pelo Governo legitimo ? E onde es-
to elles ? Que fazem ? Sio ainda fiis a
nossa causa ? Advoga com denudo e com
sincera devoco os interesses da santa lega-
lidade ? Ah se quanto vos perguoto he
real, que de consolacde* nio levaremos nos
aoa manes dos nossos cantaradas, que ha-
bitad comnosco na morada dos justos! Sir,
nos biremos contentes esatisfeitos ns con-
sideradlo de ter sido j premiada a virtude,
e castigado o crime.' Daremos por bem paga
a perda de nossas existencias vendo nos-
sas fiis esposas abrigadas da miseria ; nos-
sos innocentes filhos protegidos por um po-
der terrestre que os tornar um dia tio
bona cidadios quaes fomos sempre! Sino,
nos partiremos consolados, e abeocoaremos
a Ierra da Santa Cruz pedindo sem cessar
ao Dos dos justo-, queira afastar delta pa-
ra sempre essss scenas de anarchia que
fora a causa da nossa raorte e da de lan-
os uleis cidadios i Abencoaremos mais
lodos esses vossos fiis companheiros es-
se governo paternal, que assim tem sabido
consolidar urna victoria tio sanguinosa e
que deve ser a ultima na earreira dos cri-
mes de nossa patria Dize-me, honrado
legalista he tudo isto assim ?
" Manes respeilaveis respond eu com
terror mas cheio de confiaoca: eu sinto
ter de ensanguentar as feridas de nossos co-
races, e lastimo no fundo da minha al-
ma que tenhaes de ser os mensageiros das
tristes dssgracas da nossa Patria! Nlo vos
relatarei miudamaaie os motivos que te-
nho para assim fallar porquanto alem
de ser longa a cadeia das iniquidades, que
teria de vos relatar, o meu e os vossos co-
races nio poderia resistir, por corto,
nteira e minuciosa narrarlo do qnanlo hei
visto, depois do famoso triunfo de 16 de
Marco! Prescindo de responder cada o-
ma de vossas perguntas quando, com u-
ma nica resposta as posso abranger to-
das Manes dignos da miaba veneracio
Sabei, que a nossa Patria est para sempre
desgracada Vosso sangue, e o da antas
dignas victimaa nem se quer foi ainda
vingado com urna s gota de sangue rebel-
de .' Essas miseras viuvas, esses orfios
desamparados abi jazem no eolio da degra-
ca e da pobreza .' Esaea honrados defenso-
res da Legalidade, arranca j hoje, de
suas frontes os costosos loo ros da victo
ria tio decantada e que foi recebida com
applausos por tods a rrrs da S. Cruz! Es
ses Escriptores que denodadamente part-
Ihars os sacrificios e os riscos da Legalida-
de sim elles abi esto fiis e honrados.'
Mas seo prsnto nunca foi, se quer, escuta-
do por ninguem O governo tem cerrado
seus ouvdos aos clamores da Imprensa e
se alguma cousa tem feito. he ler allivado
os soffrimentos dos rebeldes, mandando-o-
pr com moda mente, dimnuindo, semt.re
que pode, seo infortunio; at* que os Ju-
rados os absolva para aeaapre e nos con-
demnem a nos Sim andamos nos, os
Legalistas, com as roopas do crime eoi
rebeldes trajando as candidas vestes da vir-
tude recompensada poucos sio os que ex-
isten! j as prises e esses mesnos sio
visitados e consolados at por Legalistas,
e desfruets todos os gozos da vida tendo
al theatro na cadeia, para se dstrshirem
das magoas que os afQigem (Ao acabar
estas pslavras os fantasmas se erguera ,
reeuara espavoridos e depois de peque-
a pansa, todos nos vertemos copioso pran-
lo). De novo nos sentamos todos. Eas
miseras creancaa (continue eu) barbara-
menta inadaa pal infama monilro
Ba biense nem se quer dellas se falla Es-
ses incendios, que levara a' mendicdade
tantos honrados psis de familias longe de
serem olhados com horror, tem bsvido at
Brasileiros, qw justifiquen! como um ac-
to de herosmo Esses bravos de piraj',
ah que premio tem elles merecido ? Um
completo esqueciment Sem fallar em al-
gamas poucas promoces, onde tem appa-
recido as vezes o capricho e o patronato ,
tudo mais tem recebido, por premio de
seos riscos e fadigas, o perda quasi geral
dos mais ferozes sectarios ds rebelda Que
homem ha ah, que nao verta hoje diario
pranto pela ingratidio do Governo ? Aban-
donar elle os seos fiis servidores enlre-
gsl-os a' vingaoca de monstros triunfantes
pela impunidade, que Ihes deo um Tri-
bunal, sustentado pelos escolbidos da Na-
ca! Onde a seguranca dos Legalistas
fiis, vendo em liberdade seos inimigos
oovindo seos insultos-e ameacas sem um
poder legal que os defenda ? Que partido
ti vemos nos em servir as bandeiras da ra-
te e da justica ? Foi para nos acharmos
hoje a' merc dos punbaes da demagogia,
que nao usa de outro instrumento em su-
as vingsneas ?
Nt he brbaro e iniqoo ; Manes vene-
raveis que assim se frustrem os penosos
sacrificios de tantos fiis Brasileiros ? Onde
hoje urna guarida segura para o cidada
honrado ? Em eua casa? E ahi mesmo
mos assassnas no poder roubal-o i sua
familia e Sociedade ? Terrivel condicio
be pois a nossa .'
Manes de Piraj eu vos pranteio i to-
dos .' Sim en contemplo com mgoa, que
scenas de horror e de vioganca so tenhio
de repetir ainda para que de todo sejaie
vingados .' Sim, o monstro da anarchia es*
voaca sobre nossas cabecea Elle lenta im-
perar aitda outra vez no solo da Babia!
Mas ahi .' que de males nao trar elle com-
sigo ? Homens allucinados que com o
mais inesperado perdi, deverie para
sempre apagar a chama da anarchia que
Ihes anima os peites devendo agradecer
nossa prudencia e liberdede, ouz ainda
experimentar a nossa coragem e valor ?
Sim, elles que venbio e nos achar
sempre unidos em defeza ds Legalidade....
mu o nosso segundo triunfo ser duradou-
ro.epara sempre expurgar nossa trra
d'essa cabilda da infsmea demagogos ..
Ea mesmo ; que brandi minha espada nos
campos de Piraj ; eu mesmo que vi mor-
rer meo lado tantos brsvos irmios d'armas
nio escotarei os qoeixumes do meo neito
contra leis injustas que lio pouco tem
garantido a minha honra a minha vida,
e os meos servicos Patria Voarei afou>
te unir-me Legalidade e juro que
vingarei para sempre os maos de tantos
bravos qo<* sio hoje vilipendiados por
ama ridicula e anarchica fracca da po-
pulacio Bahiana.' Dos viogotar meo braco
e a Patria aera para sempre salva de seos
feroses inimigos I Sim eu o juro e tres
veses o joro ante o Dos que m'escu-
ta !
Eis-aqui}, manes venraveis a triste
siluacad'esss Patria por quem ver tes-
tis vosso precioso sangue rou-
b nlo s vossas familias, cujo amparo ficou
para sempre perdido com a vosss morte !
Ellas mald.zemdiariamente a triste sorte ,
que Ibes legou o triunfo da raslo e da jus-
tica, mas cujas vsntagens forio sosente
para os inimigos da Patria e para os de
magogos que derramarlo vosso sangue .'
Nada ha, que as consol n'este pensar a*-.
margurado/ Cercadas de teores e innocen-
tes orfios, ellas se sustenta de lagrimas
e de suspiros Ellas cada momento on-
vem os novos triunfos da demagogia pro-
nunciados por um Tribunal que as Leis
e o Governo sustenta em pleno exercicio. I
Sim he esse o Tribunal revolucionario da
Franca que no lempo da repblica tantas
victimas levou guilhotioe Entre nos ,
os Legalistas vio sendo condemnados por
esse terrivel tribunal, proporcio, que os
maisssoguesedentos rebeldesvio sendo sb-
solvidos. > Sim, a demagogia triunfante
e absolvida tenia novos desastres masa
Legalidade segu seos passos e a observa
calada Apnas se a trombets da guerra
que nos saberemoa tomar a vnganca que
as leis nos roubaro a despeito dos nossos
sacrificios e do sangue por nos derrama-
do Mas que vejo ? Va ckon Sim ,
tendesiasio, e eu vos acompanho n'esse
pranlo de dor e de pezar .'
Ao proferir estas ultimas pslavras, olhei
em roda de mim e os fantasmas hsviio
desspparecido. Levanlei-me e prosegu
no meo caminbo ,'ouvindo urna voz surda
e arrastada que desia ao longe .... Mal-
dica aos falsos filhos da Patria Maldico
aoa Poderes, queprotegem o crime. e p-
neos a virtude Trem de pavor e che-
gando casa prostei-me ante o Senbor cru-
cificado e abracado com elle, disse com to-
da a contrflcio : Senhor Afastai
os males, que esto eminentes sobre a Ter-
ra da Santa Cruz Lencai sobro o Povo
Bahiano olhos de misericordia, e fssei
com que os1filhos d'esla Ierra catbolica pa-
ra sempre se abracem e se una Abr os
em hum s Isco firme e perpetua !
olhos d'estes filhos degenerados e fasei com
q' elles conbees o,vosso poder e se con-
vencaS de que se na trra fora elles in-
debidamente perdoados, no Ceo acharo
ara da a punica nfaliivel de seos crimes !
Salvai, Senhor, salvai a trra da Santa
Crui *
( Correio Mercantil.)
LOTERA DO SEMINARIO.
O Reitor do Seminario Episcopal de O-
nda fas sciente aos amantes da Lotera ,
Jue as rodas da Lotera concedida a favor
a instruecio dos Estudantes pobres sndS
impreterivelmente em o dia 18 de Marco
no Consistorio da Igreja de Nosa Senhora
do Rosario.
Avisos Diversos.
_ Sabio boje o Echo N. 91, e seba-se
venda na prsea da Independencia loja de
livree Ns. 7 e 38.
_ Precisa-se de urna ama para o ser vico
de nms caza de portas a dentro: nss 5
pontasloja D 34.
Quem, precisar de urna ama seces pi>
ra casa de homem solteiro ; annuncie
S
MUTILADO



-%
_ Achou-se um alnete de peito; quem
fot seu dono dirija-se a ra da Cruz arma-
sen! d. 33.
O Provestor de Geometra do Colle-
gio das artes avisa a quem convier que
ensina particularmente, o preparatorio
exigido no Curso Jurdo -e o i. anuo
Datbematico por qualquer auctor que se
queira.
Luiz Pires Ferreira avisa que nn-
guem contrete negocio algum de compia
ou hypotheca com os predios de Jos Cor-
ris da Silva Lobato por isso que lera de
haver delle a importancia de un escravo
que Ihe vendeo pena de protestar contra
aquello que tal o fuer.
Arrenda-se um sobrado de dois anda-
res, e solio sitio nu rus do Ranget D. 20,
s quem sequiser propor a faier o concert
que o mesmo precisar por conta do arren-
damento : a tratar no sobrado por cima do
Bilhar que fiea no fuodo do Quartel do
Corpo policial.
Troca-se urna casa terrea sitajna ra
de S. Theroza por oulra n'tste. mesmo
Bairro nao sendo ein becos : os pretenden
tes snnuncie.
O Sr. Joaquina Soares de Barboza ,
queira annuociar a sui morada ou hir
receber urna carta vinda di Cidade do Por-
.toy em casada Matad FrancUco Pontos
" x na rus da sanzala velha.
, Aluga se uma casa nova com multo
bons commodos a margen do rio em
S. Anna defronte d.i passagem do ralde-
reiro : a fallar com Marianua Therexa de
JessSiqueira no Mannuinho.
Quem quise 3ooj'ooo dando por'ae-
guranca um negro que se ja robusto para
qualquer trabalho ficanuo os servicas do
mesmo pelos juros desta quantia drija-e
a ra Direita padaria di; 3 sobrados D> 13 ,
que so dir quem faz ente negocio.
O abaizo assignado faz saber ao res-
peitavel publico que Lento festejado a Sn-
tiseima Trindade no sen ninelio da na do
Livrameuto noanno dt: 1833 e como Ihe
sobrasse ,dinlierodas femlas que lie. u
deliberouse a comprar 3 blietef das Lote-
ras sendo o primeiro um b do Seminario], n. '.i;)- ?.. m: io bi -
Ihete da Lotera da Matriz da Boa vista n.
3727 o terceiro meiojdilo da Lotera de
N. S. do Livrameuto n. 1899 cojos bi-
lhetes ficio em poder do ano Hercuiano Jos de Freitas.
"" Alugase um mideque que c-zinha o
diario de uma cisa ; quem o precisar di-
rija-se a esta Typografia que se dir.
_ Precisa-se de uma ama pt>u ou
parda ou algum preto ferio que sirva
para comprar, e cozinbar ja idosos pa-
ra uma casa de homem solteiro : na 1 ua do
Crespo D. 7 no primeiro andar, na mes-
ma casa compra-se alguns quarlos.
M O Hospital de Ca idade-precisa de 4
serventes por 3a 4 das ptrcebeudoca-
da um 32. diarios.
p. dos pertences da Escuna Amer. Sailors
Return naufragada no RiorGranda'do or-
te ficou transferido para terca ferra 5 de
Marco, nocaes^daalfandega^arn horas
da manli.
._ Qae faz o corretor Oliveira de um
escolente sortiraenlo de fazendas limpas ,
e outrasavariadas, quarta feiraG do cor-
rente pelas 10 horas da manbi no seu
armasem da ra da Conceicio n. 34 no
primeiro andar.
Comp ras
Avisos Martimos
_ Uma tipoia, a negras mocas sen
vicios nem achaques que saibS entra-
mar coser, ecozinhar; 3 ou 4quartos ;
assim como se precisa de um feitor para
engenho : na ra Direita quina do bpco do
serigado sobrado novo de a andares a fal-
lar com Manoel Buarqtie de Mcde.
_ A obra intitulada a Campjneza Exal-
tada ; quem tver snnuncie.
_ Uma canoa aberta que carregue 1000
a iaoo ti jlos : no aterro da Boa vista De-
cima i5.
m. Urna negra ou molata que saiba co-
ser engommar cozinhar e&fazer do-
ces ; na ra do sebo n. i5.
Umaescrava, ou escravo, que co-
rinhe com perfeicaoe limpesa: na ra do
Queimado a fallar com Antonio da Silva
G us mo.
Uma barretina prompta para um G.
N. : nesta Typografia.
Vendas
PARAJBAHIA com escala or Mace.a
Barca de Vapor S. Salvador o* he no dut 4
docorrente a tarde ; quem quiser car-regar
ou hir de pas>agam diiija-so aos seus con-
signatarios Rozas Brag-i na ra do Vi
gario D. 5.
PARA LISBOA com toda bievidade o
Brigue Portuguez Nova A misado de pri-
meira marcha, forrado de cabr, Capillo
Jofo Peroira Borges ; por ter uma grande
parte de seu carregamento prompto ; quem
no mesmo quiser earregar ou hir de passa-
gem para o que tem excelleules commodos,
dirjase ao mesmo Capitio na praca, ou
a seus eonsigiiaiarios Mendes & Oliveira,
na ra do Vigario D. i5.
PARA LISBOA pretende largar no dia
10 do correte o Patacho Portuguez Do
is Irmos Capitio Jos Francisco Lessa ,
por se achar com seu carregamento quasi
todo prompto inda pode receber alguma
carga bem como passageiros para o que
tem bons commodos : traa-se com o Ca-
pitio ou com seus consgnatenos Mendes
& Oliveira na ra do Vigario D. i5.
.Leilo
O Leilo anunciado para o dia 28 do
Um preto de idade de 3o annos .
bonin figura boro padeiro forneiro n ,
a massador e faz quanto' perlenca a sen
"fuco e tambero cozinheiro na praca da
B >B vista boticajdo vSr. Jofio Ferreira.
_ 8> barricas vazia-que foro de fari-
nlt* de trigo: 3traz da Matriz da Boa vis-
ta no sobrado novo que se esid fareodo.
_ Um escravo de idade de 25 anuos,
robusto e de bonita figura bom canoei-
ro e. 4 moleqoes de 12 a i3 annos : na
pracinha do Livramento loja de Hercuiano
Jos de Freitas.
_ Por preco oommodo um cavalloMla-l
zio, carregador baixo ,^e esquipadort na
ra da* Flores D. 16.
*"" VIui exceHenles bichas ltimamente
clipgadas do Porto aos centos e em pe-
quenas porees : na rna Direita D. 13.
_ Sacos vazios novos para assuca- ,
e farinha : em caa de Hermano Meher-
tens, ra da Cruz D. a3.
_ Muito boa e nova salsa parrilha, che-
gda prximamente, e por preco commodo:
no Recife ra da sanzalla velha em casa de
Manoel Francisco Pontes.
_ Cobertores grandes bpspsnhoes
na roa da cadeia velha loja de Squza Bas-
tos.
_. Por 800 rs.. resumo d'Econnmia po -
litica por Maccolloch em portuguez : a
fallar com o destribuidor do Diario em O-
linda.
3 moradas de casas terreas novas e.
muito bem repartidas, com 4 quartos,
sala adiante e atraz cozinba fora e boro
3uintal sitas em fora de portas : na ra
a Cadeia velha n. 17.
_ Uma preta a uma molata que sabe fa-
zer o servico diario de urna casa um par
de esporas de prata uma chave com cor-
rente deouro para relogio um relogio de
cima de meza um jogo de mallas e ou-
tro de mangas de vidro 6 cadeirasdeas
sent de palinba 4 temos de medidas de
folba, um dito de pao do novo padiio,
potes de graixa grandes e pequeos, um
alfinete de diamantes um anel deabracos,
uma caixa de torar dando-se corda, uma
lanterna mgica 6 selios com arreios a
voltas de transelim com uma moeda da ou-
ro duas varas de cordio com uma vero-
nica um bon de panno azul com galio
largo, e masaos de cordas novas para an-
dantes : na ra da praia sobrado onde ou-
ve um harbeiro as lajas.
_ Oa troca-se uma moleca de naci,
muito ladina ; e muito esperta para o ser-
vico de ca; e de idade de la annos ,
por um escravo voltando-se o que for de
razio: na ra do Rangel D. ta do lado do
poente.
_ Um pianno de vozes armoniosas e
por preco commodo : no 1. andar do so-
brado do depositario geral.
Um sitio no atterro dos aBogados ,
com viveiro 5o ps de coqueiros casa
nova de taipa estribara para a c;ivallos ,
com 319 palmos de largo, e de fundo t400
a 2000 da parte da msr grande } e urua
escrava para fora : na ra da Cruz D. 9
_ Para fora da provincia uma mole-
r creouU de i4 aunos : 11a praca da In-
dependencia n. 17 e dir.
_ Uma escrava de naci da costa de
bonita figura, cozinba lava, e engoma:
no rateo do Terco loja de ferragem D. 67.
Uma bonita moleca de naci loanda ,
de idade de 17 a > <" '> sadia
som vicio ltfm ; uma escrava de nacao
co ta muito fiel e pg por da 480 e
um moleque de nacS" benjjuella de idade
de la a 13 annos, lre de hecb.ga pasuan-
do a Igreja dos Martirios 110 primeiro an-
dar do primeiro sobrado.
Duas escratas de naceo mocas e de
bonitas figuras, eozinha tngomtuaS, e
Uvao roupa ; e uma negnnba de 11 annos
de ida Je com bous principios de todo o ser
vico de uma casa' r na ra de Agoas verdes
casa terrea D. 37. ,, .',
_ Um moleque creoulo de idade de i3 a
14 annos, de bonita figura, e proprio
para aprender qualquer offic'o, j* com
principios de cozinba: na ra do Livramen-
^0 armssem de mulbados, D 10-
-- Na ra do Queimado loja D. 7 um
cavallo de bons andares e de bo tama-
nlio por preco commodo.
_ Duas commodas americanas cora 4
gavetSes grandes cada uma e dois peque-
nos em cima umacarteira de uma face ,
toda de amtelo com armacio para por
livrosem cima, e diffarentes escaninhos e
gavetas dentro com a competente cadeira
com assento de palinha, uma meza de jan-
tar de abrir toda de amarelocom duas ga-
vetas e que abrange i4 pessoas duas
tosidas, e 18 gu.trdanapos tudo franjado,
e superior panno adamascado, a4 facas e
garios com calms de marfim mu fina* a
saber 12 grandes e 12 pequeas meio ap-
parelho completo de louija "azul fina, um
palitdiro moderno tudo em bom estado
preco commodo : na ra de S. Rita nova
D. 18.
Uma escrava de naci com 3o an-
uos de idade, coziuha o diario de huma
caza, lava de sabio e he ptima para en
chada na ra Direita D. ao do lado da
Igreja do Livramento,
2 propriedades da casas terreas : s
prmeira na ra da Alegra, bastante gran-
de moderna assoalhada, e forrada, coro
sotoe trepeira na frente coro varando de
fetro asegunda no cortume dos Coellios ,
junto a olaria de Miguel Carneiro da Cu-
tida, edificad* a moderna, deoiles do
brados com grande quintal que vai at
uma camboa que tem no fim do dito, e tem
um terreno ao lado para edeficar-se outra
grande casa ; a terceira na solidad* junio
ao sobrado da viuva do carpinteiro Martins
Com um grande quintal e com arvores
iiuctiferas cacimba com terreno a mura-
do na frente que se pode edificar duas
grandes casas : a tratar no primeiro andar
do 1. sobrado passando a Igreja dos Mar-
tirios.
Um negro com officio de paderro de
idade de 24 annos, em cuja ecctipacio ga-
nda 16,000 mensaes sem vicio de quali-
dade algum e da-se a contento ou tro-
ca-s? por dois molequts de i3 a i5 annos
de itiiiie na iui (i s latMgojra* padaria D, 5 para o
vlt, e para o ajustn., iui de lionas so-
brado junto a .greja dos Martirios.
N casa de Fox $ Stodart, ht um
bom sotlimeulode maquinas de vapor, da
condensaco e alta piesaio e de forc
de4arrobas, e 8 cavalios tinto para en-
genho de assucar como serraras de madei-
ras, e outros quaes quer fins a que es quei-
ro aplicar; igualmente tambem se vende
assentamenlos de taxas de ferro tanto coado,
como batido de todos os lmannos e quali-
dades ; assim como roais um magnifico
soi tmenlo de moendas de ferro para osen-
genhos de todos os tamaitos tanto ver-
tieses como horisoqtA, para auimaes e
r \\
para agoa e da oaii superior construcio
das fabricas de Inglaterra haveodo de
mais a grande vantagem de se mandar um
engenlteiro sendo necessario fazer qualquer
assentamento das referidas maquinas; ven
de-se mais bombas de ferro vulgares ,
ditas de patente chamadas de repudio ;
e miras muitas fazendas por preco commo-
do ; os pretendentes dirijio-se a ra da
sanzala nova D. 1.
jEscravos Fgidos
Roga-se encarecidamente a todas ai
authoridades poleiaes como cvis e mili-
tares assim como aos capilies de campo f
e mais pessoas particulares, que viren
hum moleque de nome Joio, de quioxn
annos de dado que desapareceo no dia
xQ de Fcvereiro tendo ido vender bolas
queimadas dentro de huma bocetinlta azul
c.im huma lunlha de meza de algodaziubo
dentro da bocetinlii,- com os kignaes se.
guiles: cor bem preta, cara redonda,
e com humas marcas de,b?xga, ollios gran.
d to rente orelh.is levantadas nariz x-tto ,
c. (liando falla lie muito aprestado levou
carniza de rescidinho azul j. desbotado:
quem o pegir leve-o a ra do Livi-ut! m,,
em cazada Senbora D. Joaquiu Maria Po-
reira Viana que dir quem be st Se-
nltora.
Fugio uma negra da costa ja idusa
no ultimo de Desembro do auno passado ,
e consta que anda por varias partes ella
he algum tanto fulla alia quattdo anda
abre ulgumacoisa as pernas e deita os fini-
tos para fora lie quebrada de ambas as
venillas, que eslilla pira fora ; quem a
pegar leva a ra do Arago D. 37 que. se-
r recompensado.
_ No dia a5 do passado fugio um mo-
leque creoulo de nome Jos de idade de
13 a 14 annos, rosto redondo ede bont>
ta figura levou vestido calsa de brim ji
uzada e camisa de dito no pese,ico levou
um ferro com um cano ; quem o pegar leve
a ra do Livrameuto arm tsem de mutila-
do D. 10 quesera recompensado.
Fugio na noite do dia 28 do passado ,
uma escrava de nome Catluu ina de incio
songo, idde de a5 annos jjouco mais ou
menos, bem parecida secca com a siit-
tura fina rosto liso pe: tus grossas ps
grandes, levou vestido azul com flores a-
ina relias e pao da cosa julgase andar
nesta Cidade ; quem a pegar leve a ra
de agoas verdes cassD. 10 ou na nu de
S. Jos D. \ ou na pracinha do Livra-
mento loja D. a6.
Mov-iiueiito do Porto
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 1.
BAHA; 4 das, por Macei, Barca Vapor
S. Salvador, Cap. Joio Huttbuiza ; pll-
sugeirosos Inglezes Fundn, Jlo G.
Noyel, E. Wartmanor ; Joaqun Alo-
xandrino de Andrade e um escravo ,
Joaquim de Azevedo Mouleiro e um
escravo, AntonioSoures Queiroz, Igna-
cio de Bairos Vu-ira toJuj brasiU-iios:
a Rozas & Braga.
SAHIDOS NO MESMO DIA
MARANHAO'i Brigue Escuna Nac Lau-
ra M. Francisco Ferreira da Si:va,
carga assucar, e b-cltto, conduz de pas-
sagem 4 escravos a entregar. '
ERRATAS
No Artigo Assassinio Juridicc Litiltl
i4 idignaeio lea-se indagacio. Linbas
5 casgadoslea-se castigados. Liabas ao
amor parle lea se a mor r>arte. Linbas
3o que tudo se commetem lea-seque tu-
do isto secommetta. Linbas g pessoas sa-
giados lea-se pessoas sagradas. Liiibas
5o mais immoraes lea-se mas iotmoraes.
I'brn. nA'jhrp, pii, r. di r, ^ 1839,


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