Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03770


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Full Text
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ANJNO DE i839. SEXTA FEIRA
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o y
CAMBIOS
fevereiro 2o
tarin. 3o ,,a 3o ^Ds. St. por ,#oop ced
Lisboa 8o por ioo premio, por metal, offerccido
Franca 3ao a 5a5 Ka. por franco.
Rio de Janeiro ao per.
Moedas de ttfloo 14f7oo as velhas noval i4#4oe.
4|ooo8fiooa8#3oo
Pesos Colomnano ifoso a ifooo
Dittoi Mexicauos ifOio a i/oao
Patacoea Brasileirot if64o a i|66o
Premios das Letras, por mar i i|4 a 11|? por ioo.
Cobre ao par
PARTIDAS DOS COR RE OS TE R RESTES;
VI
'. (<*
^S
1. DEMARCO. NUMERO 50.
Tndo agora depende dt nos mesroos; 8 nossa prudencia
modera co e nergia: continuemos como pi ineipiarooa,
seremos apontados com admiraco entre *s IVaca niis cul-
tas.
Proclamaco da A tiembla Geral do Brasil.

Subeercve-se para esta folha a 3|ooo rs. por qaarul, pagos adl-
antados nesU Tipografa, ra das Crasas D. 3, e na Praca
da Independencia D. 37 c 38, onde se receben) correspon-
dencias iegalisadas, e anuncios 1 insirindo-M eetes gratis
sondo dos proprios aiNgnantcs, e vindos assigaadoi.
DAS DA SEMANA.
Cidade da Pariiba e villas de sua proteoeo
Cidade do Rio (randa do Norte, villas dem .
Cidade da Fortaleza villas dem .
Villa de Goianna........
Cidade de Olinda ... .
Villa de Santo Antio .......
Dita deGeraabuns Povoacio do Bonito.
Ditus do Cabo Serinhacra, Rio Formato,
Cidade das Alagoas, e Villa de Maceio. .
VilU de Pajau de Flores...... _.
Todos os cor reos partero ao aacio dia.


. .
. .
. .

e Porto Calvo
i Segundas Sextas feirasi
Todos os dias.
Quintas feires.
Diae 10, e *k de cada mex;
dem t t, 9> ditto dido.
dem ideen,
i dem 13, ditto ditto
a5 Segunda S. Cesario Claudano M. Audiencia do J. de Direito da a. vara de manh;
ib Terca S. Torcato Are. R. de manb e and. do J. de D. da t. vara de manbi.
27 Qua'rta
S. Leandro Ave Scssio da Thesouraria P.
Quinta S. Komi o Al. Relacio eaud. do J. de D. de a. vara de manhi. Loa cheia 6 as
hor. e -17 minutos da tarde.
1. de Marco Sexta S. AdiiSo M. Ses. da T. eaud. de J.de D. da 1. v. de m.
a Sabbado S. Simplicio P. Re. de manh. e aud. do V. G. de t. em Olinda
3 ttoaaingo 3. da Qoaresma. S. Hemetcrio. M.
Mere cheia para odia 1 de Marco.
As 5 horas e 18 minutos da manh. As 5 horas e TO&HI BE FEUtftAH
PARTE OFFICIAL.

PERNAMBUCO.
GOVERNO* DA PROVINCIA.
Expediente do dia a3 de Fevereiro de
i839.
Oficio Ao Inspector da Thesouraria,
com'municsndo-lbe que attendendo a pre-
sidencia ao que Ibe represeotou o Direc-
tor interino do Curto Jurdico de Olinda,
^epedio ordem ao Director do Liceo
para que os professores ou substitutos das
Cadeiras de Lata, Rhethorica, e Inglez
se dirija ao mesmo Curso a Gm de proce-
dereoa aos exames preparatorios e em
cunsequencia cumpre que durante os dias
em que esliverem oceupados nos ditos ex-
ames mande abonar a cada um a gratifica
ci de u> rs. devendo levar esta des-
pesa ao Ministerio do Imperio na forma
do Imperial Aviso de 11 de Janeiro de
1828.
Dito Ao mesmo, comrounicando lbe
que tendo a presidencia para a boa execu-
cio do artigo 7. da Le Provincial nume-
1 ro 63 de a de Mato de i838, dado as ins
trueces que por copia se lbe remelle ;
compre que Ihe d o devido cumprmeoto
pela parle que lbe toca.
Dito Ao mesmo envaodo-lhe a re-
lacio dos officiae* do primeiro Batalbio
Expediccionario o Sol,que requerero dei-
xar a suas familias nesta Provincia as pres-
taces indicadas na mesma relacio: e or-
denaado-lhe que mande abonar as ditas
prestaces na conformidade d*s ordeus Im-
periaes.
Dito Ao mesmo, ordenando que
mande pagar as pracas constante da rela-
cio que se lbe enva a gratificarlo mar-
cada no Decreto de a de Novembro de
i835 para os que voluntariamente assen-
tarein praca teudo lugar o primeiro pa-
gamento nopret do ultimo deste mer., por
finalisar o primeiro trimestre, visto que
(iiUs pracas servindo no Corpo de Enga-
jados que foi mandado extinguir, acceita-
rio a proposico qu zer pela Piesidencia em officio de 7 de J\o-
vembro do aono passado.
Dito Ao Commandante das Armas,
communicando-lhe o eonteudo no preceden-
te oficio.
Dito Ao Commandante Geral do Cor-
po de Polica respondendolhe que po-
de demiltir o soldado da segunda Compa-
nhia do dito Corpo Pedro Celestino Caval-
caute, visto nao poder continuar a servir
em copsequencia das enfermidades chro-
nicas que p.deoe.
Dito Ao Inspector Geral das obras pu-
blicas, ordenando-lbe que mande concluir
com a possivel bievidade o cooterto que so
eslava lasendo as estivas da Cocba ve-
Iba da Companbia montada do Corpo do
Polca.
Dito Ao Presidente da Relacio, enji-
ando-lbe a denuncia dada pelo Promotor
Publico da Comarca contra o Juiz de Di*
reito do Civel da segunda Vsra Jos Joa-
quina Germniano de Moraes Navarro, por
baver este proferido tres sentencas setn
dar os fundamentos de sua decisio como
determina a ord. Livro 3. Tit. 66
J. a fim de que faca apresentar em Re*
icio a referida denuncia e tenba o an-
damento legal.
Dito Ao Promotor Publico da Comar-
ca do Recife, eommunicando-lbe o eonteu-
do no precedente officio.
Portara Nomoando a Jpo Marinho
de Soura Le o para o Cargo de Sub-Pre-
feito da Freguesa de Maranguape.
Officio Ao Prefeito da Comarca do
Recife eommunicando-lbe a nome-
acio supra, e enviando-lhe o titulo
do nomeado a Gm de o faser entrar em
exercicio.
DitoAo mesmo communicando-lhe
que foi expedida ordem ao Director do Ar-
senal de Guerra para mandar concertar a
feixadura da porta da prisio das mulhe-
res na Cadeia desta Cidade conforme se
requisitou em sea officio de a a do cor-
rente.
Dito Ao Director do Liceo para ofi-
ciar aos professores ou Substitutos das
Csdeirss de Latim, Retborica e Ingles,
para que se dirijio ao Curso Juridico. a
fim de procederem aos Exames Preparato-
r ios, de vendo parteci par-Ibes que pela The-
souraria sera* abonado a cada um dos
mil res nos dias em que estiverem oceupa-
dos no dito Curso.
Dito Ao Director Intirioo do Corso
Jurdico de Oliinda communicaado-lbe
o eonteudo no precedente officio
Portara NomeandooBacbarel Forma,
do Joo Jos Ferreira de A guiar para ex-
ercer interinamente o Logar de Juiz de
Direito da primeira Vara doCrime.
Dita Removendo o Juiz de Direito da
terceira Vara do Civel desta Comarca
Rento Joaqum de Miranda Henrique, pa-
ra Juiz do Civel da Comarca do Brejo, e ao
Juiz do Civel desta Felis Peixoto de
Brito e Helio, para a terceira Vara do
Civel da Comarca do Recife.
Dita Removendo o Juiz de Direito do
Civel da segunda Vara da Comarca do Re-
cife Jos Joaquim Gemniano de Moraes
Navarro para Juiz do Civel da Comar-
ca de Goianna, e ao Juiz do Civel desta Co-
marca Urbano Sabino Pessoa de Mello
para a referida segunda Vara do Ci-
vel.
Officio -- Ao Bacharel Rento Joaquim
de Miranda Henrique, ordeoando-lhe que
parta (juauo antes para a Comarca do
Brejo a fim de entrar logo a servir o Lugar
de Juiz do Civel daquella Comarca para
onde foi removido.
Dito Ao Bacharel Jos Joaquim Ge-
meniaoo de Moraea Navaro ordenando
que siga qoanto antes para a Comarca de
Goianna a fim de entrar logo no exercicio
de Juiz do Civel d' aquella Comarca.
Na mesma conformidade se officoa ao
Jais do Civel da Comarca de Goianna Ur-
bano Sabino Pessoa de Mello, para vir to-
mar conta da a. Vara da Comarca do Re
cife ao Juiz do Civel da Comarca do Bre-
jo Felis Peixoto de Brito para entrar no
exercicio da terceira Vara e ao Bacha-
rel Jlo Jos Ferreira de A guiar para en-
trar logo no exercicio de Juiz de Direito
da primeira Vara do Crime.
Officios Ao Presidente da Relacio ,
e ao Inspector da Thesouria, commuoi-
cando-lbes as remocoes de que tratad as
precedentes Portaras e Officios.
Dito A Cmara Municipal de Olin-
da approvando a arrematacio do Contra-
to da afilaclo e revisio dos pesos e medi-
das pela quantia de 33os'ooo rs., e orde -
nando que ponha em administracio os
Contractos das Bailancas de pesar assucar
00a trapichea oreados em 1-.076U600 rs.
COMMANDO DAS ARMAS.
Fevereiro de
Expediente do
dia aa de
l83o.
Officio Ao Exm. Presidente, envi-
ando-lhe orequerimento doCirurgiio mor
do i. Batalbio Expediccionario ao Sul,
que pedia faculdade para deixar a sua fa-
milia nesta Capital os sidos vencidos des-
de o 1. de Setembro do anno p. p. e
os que se fossem vencendo, e informando
sobre sua pretencio.
Dito Ao Prefeito da Comarca depre-
cando-lhe a prisio de um desertor do De-
posito cu jo nome se Ihe indicou j assim
como sua filiaco e sigoaes-
Dilo Ao Prefeito da Comarca do Li-
moeiro, deprecando-lhe a prisio de hum
desertor do 4- Corpo d'Artilberia cujo
nome filiaco e signaos se lbe enviou
em urna nota.
Dito Ao Commandante interino do
4. Corpo d'Artilberia remetiendo lbe
as guias das a3 pracas do 1. Batalbio Ex*
pediccionario ao Sul, que. por doente fa-
rad desembarcadas recolbidas ao Hospital
e adidas ao Corpo do seo interino Cum-
ulando.
Portara Ao Major Commandante do
Deposito mandando dar demicio ao re-
cruta Miguel Wenceslao por ter sido il-
legalmente recrutado e assim o ordenar
o Exm. Sor. Presidente em officio de bon-
tena datado.
Expe
diente
do dia a3.
Officio A o Exm. Presidente devol-
vendo o requerimento de Antonio Pereira
da Costa que pedia demica para seo fi-
Iho Antonio Vicente de Paula por ja ter
dous filhoa com praca no Batalbio 7. de
Cacadores e informando que nada po
dia diser de positivo quanto a estes dous
filbos porque o Batalbio a que pertenci-
a estava fora da Provincia e quanto ao
terceiro para o qual pedia baixo tinha
desertado a 16 do correte.
Dito 4, Ao Prefeito da Comarca, de-
precandoilbe o traoaferiaento do Sargento
Ajudante J. R. S., da prisao Civil onde'
se achava para a Fortalesa do Brum e '
que Ihe bouvesse de informar qual o mo-
tivo de sua prisio, para ser a yerbada em f'
seos assentos.
Dito Ao mesmo denrecando-lhe a
prisa de um desertor do Batalbio Provi-
sorio de Cacadores cojo nome signaes,
o filiaco se lbe enviava em urna nota.
Dito Ao Major Commandante do De-
posito e Presidente do Conseibo de In-
vestgacad que tem de qnalificar a desercio
do Alferea S. H. de Pinho disendo Ihe ,
que o Tenente Francisco Jos dos Passos
se Ihe aprentaria para depor no Ginselho.
Dito Ao Coronel Commandante das
Clssses, disendo-lhe que tendo o Tenen-
te Francisco Jos dos Passos de depor no
Conseibo de Investigaci que tinha de qua-
bficar desertor o Alferes Silvestre H. de
I'., o mandasse apresentar ao Major F.
I D. Pereira Piesidente uo mesmo Conse- -
Iho.
Dito Ao Msjor Commandante do
Doposito raandanao excluir e remetter
ao Commandante interino do Batalbio
Provisorio de Cassadores ns soldados Inno-
cencio Jos e Manoel Flix que per-
tencendo a este Batalhio aozentara-se ,
farad depois presos e remedidos incom-
petentemente como recrutas para o Depo-
zito sob seo Commando.
Dito Ao Commandante interino do
Batalhio Provisorio communicando-lhe,
o exposto no antecedente cfficio e man-
dando castigar aos dous soldados pela au-
zenciaque eommettera. f
Dito Ao Commandai.te do Forte Pao
amarello disendo-Ihe que no destacamen-
to futuro se faria a mudanca do Cabo para
soldado, conforme requisita va e que fre-
tasse urna canoa, e n'ella remettesse para o
Arsenal de Guerra, acompanbado de in-
ventaro 00 relacio, os objectos que no
Forte exstiio sem utilidade se acaso po-
dii' ainda ter al urna applicacio.
DitoAo Commandante do Batalhio
Provisorio, mandando addir o Sargento
Ajudante Jorge Rodrigues Sidreira e con-
sidralo preso por crime civil duposico
d'authoridade competente.
Dito Ao Commandante [interino do
4* Corpo d'Artilberia loovaado o pro-
cedimento que leve na occasio em que si-
gnos soldados do seo Corpo tomaro das
mos de dous soldados de Polica dous
desertles que pelo Sub-Prefeito dos Affa- ^
gadoa era enviado ao Prefeito da Comar-
ca approvando ta bem as providencias q'
deo para sanar a desordem o x. Tenente
Manoel ferreira d'Almeida que se achava
d'Estado maior e mandando castigar cor-
poralmente aos dous soldados que em qua-
lidade de presos se escenario do poder dos
de Polica, por deverein acompaiihsr a es-
tes para o qua riel de Polica ata que ti-
vessem pela Prefeitura destino o nio for-
car a quem os condozia a envalos para ss
5 Ponas. Que deixava de mandar casti-
gar ao Corneta Paulino, e a mais dous
soldados que pelo.Jgpuselho de Investigaclo
forio julgados implicados na dvAordem



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attenca terem sido na occaaiio da de-
zordem por elle Commandante do Corpo
castigado coa praocbadas.
Dito-. Ao Commandante interino do
4- Corpo d'Artilheria ordenando Ihe,
que en lagar do Cabo que mensamente
dea taca para Pao Ama relio deva mandar
hum toldado equeo destacamento deve
ser do i- de Marco era diante composto
de um Inferior, e aete soldados.
Diversas Reparticoens
MEZA DO CONSULADO.
_ A Paota he a meama do num. 44-
CORREIO.
Brgue Escuna Eugenio recebe a ala
para Loanda no da a de Marco.
ARSENAL DE GUERRA.
O Arsenal de Guerra compra perno aiul
e preto para fardamento de tropa r qu-m
o livor dirija-si ao mesmo Arsenal com aa
amostrase ltimos precos.
Arsenal de Guerra s8 do Fevereiro de
1839.
Jos Carleo Teixeira.
Director.
PREFEITURA.
Parte do dia 38 de Fevereiro do 18J9.
Illra. o Exm. Snr. Consta das partea
boje receidas tiesta Secretaria que forio
presos bontem a minha ordena, para terem
destino : Francisco das Cbagas, preto, pe-
lo Sub-Prefeito da Fregueste de Santo An-
tonio por ter dado urna bofetada em urna
prela com a qual estafa em desordena ;
Jote Goncal ves Simes, branco, pela Guar-
da do Caos do Collegio por ter encostado
ao mesmo urna canoa em contra vencao
das Ordena ; Joa6 Soares Pastos semi-
bjaneo polo Commandante da Guarda da
Ribeira, por ser seductor de escravos para
fugirem ; o Domingos Rfbello da Luz,
branco, peso Sub-Prefeito da Freguesia
da Boa-vista por ter faltado ao servico de
Polica e que nio occorreo maia no vi da -
de.
Dos Guarde a V. Exe. Prefeitura da
Comarca do Reeife 28 de Fevereiro de
i83g. Mm. o Kim. Sr- Francisco do Re*
go Barros Presidente da Provincia.
Francisco Antonio de S Brrelo Pre-
fsito da Comarca.
CURSO JURDICO.
Em resposta ao seo oficio que V. S.
me derigio em data de t do correte re-
quisiundo alguna Proieseorea do Liceo
d'esta Cid.de para ajodarem nesaa Acade-
mia os Exames Preparatorios; compre
diser-lbe que nio pode ser saplisfeita a sua
requisicio avista das raaoena expendidas
pel Director do referido Lese no oficio
por copia incluso.
Dees Gnarde a V. S. Palacio do Go-
rerno de Pernambnco em 7 de Fevereiro
de 1839. Francisco do Rege Barros
Snr. Director do Corso Jurdico de O
linde.
Illostrissimo e Excedentsimo Senhor.
Delermina-me V. Eecellencis, que avise os
Professores deete Liceo para birem faser
oa Examea Preparatorios do Corso Juridi
co em Olinda : mas antes de obedecer, co-
mo me eumpria permitta-me Vosea Ex-
cedencia poder faser a seguinte declar-cio;
mandando a Lei Provincial, .que baja
exames em todas ss Aulas da Provincia an
tea das Ferias do Natal, es Instroccoens
de a5 de Oatubro marcarlo o mes de No-
vembro para terem principio easse Exsmes
O segundo aa formes abi determinadas to-
dos os Professores sfo obrigados ao eom-
parecimento por todo lempo que durad os
Actos no Liceo, e anda ao depois alguns
Jo i n dispensa veis para amistirem aos Exa-
mea das Escollas menores da Cidade : sen-
do pots os Exames de corso obras de su -
perrofeefo pora es Btn pregados do Liceo,
nio ser da ntencio de Vosea Excellencia"
querer dispensar esse dtepesicad da Lei
para obrigar os Professores do Liceo ao ex-
traordinario acrescmo de trabalho que
o Director daquella Academia busca im-
por-noa. ExcellentNimo Senhor, oa Pro-
fessores do Collegio das \rtes do corso sfo
tanto como oa do Liceo estes naS podem
comparecer em Olinda sera dtepeta alem
doa incommodos da viagam e privaci-
eos que ali se encontrlo quando aquel-
les esto nos seus domicilios com todas as
commidades : mas tal he a inconsidera-
cio, q' todoa oa annos o Liceo he incommo-
d.docom atraso daa soaa Aulas por serem
muitas veaea dispensados ni q' por Lei tio o-
brigados squelle dever. Rogo pois s Vossa
Excellencia se digne dispensar-nos para
sempre deste onus adicional pare mais de-
xafogadamente desempenhar-mos nossos
deveres.
Dos Gusrde s V. Eie. Liceo 3 de
Novembrode i838. Illm. e Exm. Snr.
Francisco do Reg Barros Presidente
de-te Provincia. Laoreetiao Antonio Mo-
reir de Carvalhe, Director do Liceo. Es*
t conforme. Manoel Paulo Quiolella.
Illastrimimo o Escellentisso Sentar.
Avista da resposta da Vossa Excellencia
de 7 ao meo oficio de 6 do corrente, soo
a diser que posto respaile moito ss del-
beracoens de Vossa Excellencia, todava
nlojolgo decoroso ao lugsr, que oceupo
nesta Academia o deixar passar por alto a
ripresentaca que o Director do Liceo
dirigioa V. Exc. em 3 de Navembro pro*
xitno por oceasiad de requisitar desea Pre-
sidencia Professores do Reeife que vies-
sem sjudaraqoi aos Ex mes Preparatorios.
Nada me parece mais justo do que o que
elle alega a respeito do encommodo e dispe-
Kasdesses Professores em vi rem i Acade-
mia para os ditos Exames o que ludo tai-
vez se sanases se V. Exc. por ventura
Ibes mandasse abonar huma diaria para to-
das aa veses que tivessem de vir c ptra
esse fim. Mas o Director do Liceo ns
contente de produzir aquellas ratSes ( qne
serian suficientes naS havendo Lei eipre.s-
que a tanto os obrigue ) engenhou
outras que jnlgo pouco exactas o de ea-
minho como que aproveitoo o lanco de
maltratar-me o que en de certo Ihe nio
mereca.
Pri'iieiramente he jndubitavel que oa
Exames Preparatorios do Curso Jurdico
servindo para todo o Imperio e os do Li-
ceo tendo o seo prestimo ciacunscripto leo
somonte a esta Provincia, deve o numero
de examinandos aqu ser infinitamente ma-
ior, que ali anda sera metter em conta os
que tem de matricular te no mesmo Corso;
e por tanto he inexacto o equiparar os tra-
bnos destes dois Estabelicimentos* Em
3. logar taS bem o he o diser-se, que o
numero dos Professores do Collegio das
Artes he o mesmo que o do Liceo ; porque
alem de haverem ali de mais aa Cadeiras
de Fronomia Calculo e Prsica acres-
ce acharem-seaqoi vsgas a Cadeire de ln
gle, e a Substituido de Philosophia.
At aqu ha inexactida da parte do Dire-
ctor do Liceo; porem quando elle Usa de
inconsideracio o pedir eu a V. Exc os Pro-
fessores do Reeife quando acretcenta ,
qoe sao c dispensados dos Examen Prepa-
ratorios e teto muitas vetes 0$ Professo-
res do Collegio das Artes he injusto, e
Sratuitamente procura vulnerar a re puta o 5
e um Empregado que am nada Ihe ce-
de o paseo relativamente ao cumprimeoto
de sen dever injusto porque desdo a cria
ca5 deste Corso Jurdico que as meus
Anteriores sempre fixerio taes requtecoen
Presidencia julgsndo-se para isso aotho-
risada pelo Imperial Aviso de 11 de Ja-
neiro de 188 ; e o corto ha que oa Exma.
Snrs. Presidentes tem constantemente an
nuido a isso e o mesmo Director do Li-
ceo acha-se assignsdo nos Litros desta Se-
cretaria en qualdade de Professor e Exa-
minador de Prepararlos. tComo pois to
fcilmente chama inconsideracio a boma
practica constante approvada por todos os
Exms. Snrs. Presidentes fundada em bo-
as rosoens de publica utildade que pa-
rece deprebender-se do citado t A viso
Gratuitamente procura vulnerar o mnba
reputacaS ; porque bem deixar rever in-
teuceo do assaear-me a peche de que din
es nomos ato esiricu obrgeca j oigo pens dos Exsmes os Professores do Coln- pontos ; casias, como dis Smitb sempre
gio das Artes. Desafio ao Director do Li
reo para mostrar qual a dispensa que eu
dessea hum s desses Professores. Se os
do Liceo slo pon tuses no desempenbo do
seo Magisterio blode ser tanto, porem nio
mais que os do Collegio daa |Artes ; mas se
algum destes deixa de comparecer be s
por ter dado parte de doente ; o se o Di-
rector do Liceo tem Lei, que o authorixe
s coagir aquellos s se prestaren) no servico
publico sinda quando dio parte de enfer-
mos tanto me nio conceden) os Estatutos
qoe regem eata Academia.
Tendo respondido a pouco decorosa e
injusta representaclo do Director do Liceo,
a quem sempre tratei com respeito e a-
miaade ; e rogo a V. Exe. baja da per-
doar me o roubar-lhe o preciso lempo com
hum objecto, que eu nio tomaria em gros-
so, se nio offendesse e minha honra, e a
desti Academia.
Dos Guarde a V. Exc mu i tos snnos.
Secretarte da Academia Jurdica de Olinda
16 de Fevereiro de 1839- Illm. e Exm
Snr. Francisco do Reg Barros, Presiden-
ta da Provincia. Miguel do Sacramento
Lopes Gasea Director interino.
Posto que o Imperisl A viso de 11 de Ja-
neiro de 1828 por V. S citado para fon -
dementar a ohrigacio em que esto os Pro-
fessores do Liceo desta Cidade de ir a essa
Academia para examinar os Estudantes
que pertendem faser exame de Preparato-
rios ja nio possn ter validada, depois qoe
aquel le Estabeleciment passoo a ser in-
teiramente Provincial, todava attendendo
as raides de utildade e conveniencia pu-
blica tenho nesta dada expedido ao res-
pectivo Director as convenientes ordens ,
para que os Pi ofensores ou Substitutos de
Lstim Rethorica e Ingles do mesmo
Liceo se dirij*6 essa Academia para pro-
ceder aos mencionados exa mes preparatori-
os ; o que partecipo a V. S. para ana intel-
igencia e em resposta aos seos oficios de
16 e aa do corrente mes.
Dos Guarde a V. Exe. Palacio do Go-
verno de Per nam buco 1 i de Fevereiro de
18^9. Francisco do Reg Bsrroe. Snr.
Director do Curso Jurdico de Olinda.
Diario de Pernambuco.
O dia primeiro de Marce para Pernam-
buco um de seos diss fastos pois nelle ae
d principie a os patriticos trabalboa da
Asaembla Provincial; essa sagrada reo-
nilo de sabios, e virtuosos Eleitos, qoe,
ns presenca immediata de seus constituin-
tes, e longo dos sfsgos da pomposa
Corte pode muito melbor attender s Ae-
cessidades do povo, que eleva para ali oa
seos caneados olhoa como para o logar,
donde Ihe pode emanar o desejado ssntel-
mo.
Mes ter o povo Pernambucano experi-
mentado todo o bem, que esperar poda
das qostro seesoes pasuda ? Nio tem elle
visto com magoa gastar se tantas veses o
lempo precioso em qoestSes mnuteis, e
mesmo dictadas pelo espirito de partido?
Nio tem elle sentido o grvame de novaa
contribuices ? Nio tem elle condecido a
innlilidade da mullidlo de Leis, das quaes
muitas nem executadss tem sido ?
Nos desojaramos (e espranos que ss -
sim sncceds) ano oa nossos Legisladores se
veja5 iseotos daquella pecha, qne contra
este Corpo assaca o immortal Benjamn de
Constant quando dis: A multipticidade
das leis lisongea nos legisladores duas indi-
nscoes naturaes a necessidade de obrar,
e o praser de se faterem necessaros. ..
Os legisladores dividem entre si a existen-
cia humana, por direito deconquisa co-
mo os generaes de Alexandre repartilo o
mondo.
Todos os polticos consideras a multipli-
cidad das leis, como urna enfermidade,
propria dos go vernos representativos aa-
sim como i proprio doa absolutos a necessi-
dade del las; importa pote aos nossos Le-
gisladores o curar noa destn enfermida-
de, que j nos vai sendo epidmica.
E' dah, que esperamos tambem n reme-
din que faca cessar o exeeseivo augmento
dasdeapesas Provinctees. E' por amor del-
tas qoe estamoa aobrecarregsdos de
M
tem ama in fluencia ais, ou menos deu.
gradavel seje qual for a sua especie. Na
verdade qoe satisfaclo ter o edadlo da
ver lindos passeios, sobarbos edificios, ai
ooites desputando a claridade do dia, w (
sna essa estiver escora os eus vestidas ro-
tos a sua familia sem nio, o o suor do
seo rosto quasi todo applcado pira ai
despetss publicas e por ventora para L
cnpletar a alguns zangues ? a
Todo o imposto intil, 00. excessiro;
da umescriptor, deve numerarse entre
as aeces commettidas contra a prop ied.
de ; o o qoe excede s necessidadea retes
cessa de ser legitimo dis Benjamn. Bsj
que o imposto continas elle sejs. q0
mal nec-ssario, com todo por esta Bes-
ana rssio, que os legi Udores deven conj
elles obrar como se obra com todoa os na-
les desta naturexa ; fasendaw> o ais leve,
que ser possa. a
Slo tantsa; e lio argntea aa necessida-
dea qne agora se nos entoldad que pe-
queo seria o espaco de nossas coluamu
para fasermos o seu esboco ; por Unto coa*
tinuaremoa a clamar a prl da felicidad
publica, todas os veses, em que ao nos ofiW
cer occasiio; contentando-noa por hora con
rogar aos nossos Illustrea Deputados lan-
cean as vistas sobre a immoralidade da ma
ior parte da Provincia, pondo urna barrei-
raessa torrente de assassinios, que ss
commettem toda bota o em todo o lo-
gar ; nio una polica ambulante quem
deve arrancar da mo do assaasino o pu-
nhal homicida ; outraa providencias sao
eeeessaries. Tal texee encontr n remedio,
que reclamemos no moral, o nio nn
pbysico. O mal vado sabe da pristo, a-
inda mate aequioao de commetter no ros st-
teotadoa : para elle a cadeia um magaiE-
co palacio, porque a sua cesa peior qus
elle. Que aproveita que a Polica'pren-
da este ea squelle desordeiro i E' mrlhor
prevenir n mal, qoe caatigal o. E memo
como pode urna Polica mbulanle preso-
nir, que os cidadios poM6 trsser aroui
curtas f
Tambem a moralidade, o a hamanidtot
clamaS por nossa boca o meto por oes
poesaS ser conservados sempre em am sxils
os doudos incuraveis. Se ellos por sen
estado de alenselo nio accommetlen w
pessoss, que encontrad, at aa propriai
creancas; ao menee a sna nudes escandili-
xa; pois algons traxem despidos aqetllti
mesraas paites, que a decnuca msndt oc-
cnliar
Ootros msles nos sffligem, o nos sffli-
gem multo; o um delles o a mofo, qae
stres annoa tem demniBcado o algodis,
com mu cencideravel prejuixo dos agricul-
tores e por consequencia com grande di*
minuicio das rendas publicas. Este obje-
cto sem contradieco credor das BMI
serias attencSes dos nossos lllustres Leji-
Isdores ; e, como o nio suppomos irre-
nediavel, lembra-nes que nm premio,
proposto aquello, qae descubrir o modo de
evitar to grande damno serte o meio, os
que se poderte lancar mo e quanto sa-
tos. ,
Taes slo, lllustres Senhores Depotadoi,
os tpicos, qoe, por hora podemos'
presentar vossa sabedoria, o patriotismo,
para delles poderdes tirar os resultados,
que forem otis a Provincia, qne vos ele*
geo, e qae tem pregsdas ero tos todss
soss esperancas: estes nio serlo frustra-
das; estamos convencidos disio, tasto
maia porque confiamos no voseo pstrtotu-
mo.
E* i porta dessa caxa respeitavel q*
vs ides (como convem e esperamos) os-
por todo o espirito de partido, de patrona-
to de interesse, o de nimisades. Se ao*
fosse concedido o para frasear, diramos
ue, quando uEvangelho nos dis, q1'*
esos Cbristo nio accoiUva nn'sata aquel*
les, que nio vinha ornados dos vestaos
nupciaes quera diser, qoe se alo deve"
riao acceitar na sala das sess&es aquelles se-
obores Deputados, que nio et'T"*!"
v< stidos com as cundidas vestes do msis de-
cidido patriotismo. E' porta desee ca*,
por onde deveria correr o Letbes, a dos
de que todos os lllustres Senbores Depot--
dos bebendo de soas aguas, se esqueces-
sem de sene pareutes de seus amigos *
at de si mesmo*


.f*

PIAR O DI riHNAMiOC^
Variedades.
la trcelo Popular.
Una observado mui imple* bota para
demonstrar a necesidade e> ulilidade da
initruccio popular e para combiter rieto-
rosaaeente e reduzir so silencio oa mi
gos e defensores da ignorancia do doto.
O hornera nao be ligado a dereres o
brigaeoes, moo porque he hum ter mo-
ral; eniobe ua ser moral, senio hein
telligente. Oa deveres Jo bomom nascem
amorrara com a aoa intelligenda. O me-
nino o berco nao lea deterja : o insensa-
to tambero os nio tem : nrm o bruto. Se
o hornera perde o uso da mo, oa ^0* de-
vero ceesad ou fic ao entretanto aatpen.
os) o srenaeea, atando elle recobra
O seo juito e a sua inteligencia.
I?ar- que p bomem porem cenheOa *
posta cumprir o* aeoa dereres j tta^.*
um corto grao de cultura id Qas faeolda-
de. >em uso naoc elle peder bem go
Teroar a ua caa nem educar con Tenien-
temente oa aeoa filho., d,r pr0n>ntP1
regulamentoa e cooaelhoa a aua familia :
nem pre-lar oa aeoa aemelhaate. oa arri-
ce., quedelb derem esperar, nem, final-
mente, render verdadeira. rascara!,
dign* homeoagen ao seo Creador. -
Comraeie, pois, om perigoso erro _
dire rasis-conme|. grande eriroe
quemaeoppoeaesu'llo menaarla lio
fat-iL cultura. Con Tem ante, con el ha la ,
nromorel-a, faTorecel-a, mmm |rtb,_
Ibar incesaet-raente na nstrucclo de to-
dos, os homeoa, aem exeepclo sicoma;
derramar a lu doa conheeinsontos uteis
demaneira que a ana be6ea influencia
ebegue a todas as classes da ociedade.
Monenos engaemos, confundindo
ai ideas que esto palanas exprimen.
Quaado deaejamoa por exemplo que
oa l.omens, destinados para o exercicio da
lavoura para aa aftea fabris, para os va-
na misteres da aoeiedade saibeo ler ,
na queremos que ellea ae habilites para
ler muito hroe, para gastar nieto a vida ,
par mea* a ser grandes letrado* i nio
pretendemos eocher o mundo de sabios e
eruditos. Cumpre ter ideas maia i usas da
nstrucclo que recebemos, e dos resultados
que della preteademos obter. O noso 6m
be lo somante que cada individuo tenha
os meioi de empregar, com maior prorei-
lo seo o da aoeiedade aa feculdedea. que
Dos Ihe coocedeo; que tenha oa recursos,
deque pode precisar rra qualquer s> tus-
lo, em que a Pro?idencia baja de o eollo-
car.
Os meninos pobres que frequenta bj
escollas elementares, tir6 desde logo a
grande uubdade de livrar-ee da occiosida-
de, da disfrcelo e dissipacio do e-pirito ,
dos perigos de urna vida Taga e desoecupa-
da, da inclineco ao jogo e aoa folguedos
tumultuosos dquella idade. Ao mesmo
lempo o contrabiado o habito da applica.
ci da ordem da obediencia do amor
do trabalho da piedade, da reciproca af
feclo de ana para com outros, ele.
Alem disao : a simples initrurcJo de ler.
escrever, eoonUr deaavolve, pooeo ou
muiio, nea meninos aa euae f.culdades, e
bes di um corto grao de cuitara moral.
Os liomens que teem aprendido aquellas
res, anda qaaadoem toda a aoa vida nio
abia un s hvro sempre serlo maia in-
teihgeate, maiadoeeis, maia ranears ,
couaequeatemente melhorea, e maia ha
beis nmciaea de leosofficios, do que qoel-
>, cujaa facoldades ae teem conservado
como entorpecidas no meio da groaaeira e
MlupHia ignorancia.
Ult mmente ae algaos destes meninos
pobres sebirem dae escoba com nnia grao-
de a bem determinada propeneo para oa
"oa, apara testudos, oque, certa-
mente, se alo Tarificar aa maior parte,
por taso a ociedade perder. Muitoa
bomena se tem collocado por este modo em
ama ordem superior aua primeira coodi
eso, e tem feito relevantes servcos sei-
** as artes, os esudos e huma ni da-
de. CJuaotomaia, que ha hroe, coja
lora lie aempre boa. a mil, a tabea ne-
f"*"1 en qualquer situado oa estado do
*. O* meninos que frequent5 aa
collas, aprendendo bem o seo catecismo,
o primeiro psaso para o mor da reli-
ligilo : depoia de grandes lerfo ota goato e
niidade o divino Erangelho. prouTera
a Dos, qne todosgasUssem nesta admira-
re! liclo urna hora de cada dia 1 Outros lo-
rio tambem com fructo as obrinhss ele-
mentares e populares, que tractaS de seos
oficios, artes e mistaras. O habito des-
ta leilura influe pouco a pouco nos costo
mes, e he um dos meios de evitar oa vi-
cios que acompenhaS a occiosidade. Taes
lo os resultados da primeira instrucc**0-
Temos visto peesoas, alias sensatas rece-
r e reprovar a propagacio do entino popu-
lar por um bem entra nbo motivo. Dae *
dueacio (disem elles) ao filho de um artfi-
ce, de nm agricultor : elle deizara logo a
profissfo de seo pae. Qoando a nstruc-
clo se firer com mam ninguem qUerer
ejercer officios humildes e laboriosos.
' Parece, em Terdade, incrivel, que ba-
ja homens to pouco reflexivos, oa lio
preoecupadoe, que deam poso a to intil
objecefo.
Se um bomem rico ("por exemplo) cha-
mar sua casa o filho do seo quinteiro, oa
de am oficial pobre, o mandar educar com
seospropriosfilhos, o fiter trajar vestidos
ricos e precioso Ihe fizer aprender as
lingo sabias, e aa arteade lato, natural
parece. que o menino venha por lempo a
desdenhar o estad, a vida, o officio de
seo pae; que Ihe neja penoso e repugnante
(anear mo ao arado, enchada, ao ma-
chado ; qne ae nio jolgoe igual, mas su-
perior aoa seos visinhos; e al qae venha
a dse jare a pretender emprego*.
Mas ae aqu He homem rico tirer orna
generosidade msis ilustrada ; se em lo-
gar de dar ao menino pobm ama educaclo
brilhsnle, mas perisosa, estabeleeer na
su aldea ama escola elementar, a que pos -
5 concn er todos oa meninos pobres e
onde se nio entinen estados algans u-
perfloos ; por certa qae todos os meninos,
qae a frequeatarem receherafi ahi princi-
pios religiosos, ideas e mxima monea ,
regras de bona e virtuosos coatamea todos
aprenders s ler, eserever, e coatar : ta
dos saberfi bem o seo catecismo, e respei-
taro as obrigaedes religiosas eivis, e do-
mestico t nada oa excitar a abandonar, e
a inda menos a des presar o officio de aeoa
paea; aada concorrer para alterar essa i-
gualdad* que ae deseja conservada : em
fia* nio basar na aldea sanio urna nica
differenea : que oa seca habitantes serlo
asis inlellieenttrs e menos oeciosos : que
terlo maia jaito, e mals probidad" : qae
aler, ensequentemente, nm pouco
maia que d'antes.
Aa escollas Domingueins.
Roberto Raikea fondsdor das escolas
domingaeiras, ateen em Gloeester em
1736; exercia a profisslo de impressor
na cidxde onde neacera. Mondo de um
ardente amor da amaaidade tomn primei
ramate nm grandimimo interesse na sor-
te doa presos ; parem reconbacendo que a
aa ignorancia e embrutec ment repillao
qua>i inveacivelmente qaalquer tentativa
de melboramento moral, cjmprebendeo
qae era prenso, antea de todo, cuidar
na educaclo doa rapases do novo. Mago-
ado ao ver todos os domingos os meninos
da aua parochia andarem aa balhas as
roa, n'um estado lamentoso de desampa-
re e miseria, eaeolbeu qoatro molberes
do sea bairro, qae dirigirlo pequeas es
cholae de leilura o pagou-lbea um schel-
Iing(i9a rtiit) cada domingo, debiixo da
cndilo de receberem nes-es das tantos
minos qaaatoa Ibes enviassea. O pastar
da parochia offereeea-ae a auxlhar-loa aa
manatencio da boa ordem. Oa meninos
vinhlo para a escolla aa dez horas, a
ssbio ao a meio dia : voltario
huma hora depois, e erlo todos junto
condusidoi o templo: depoistornarad pa-
ra a aechla, oadeesludavaon eetbessiamo;
as cinco horas e meia despediao-nos, e elles
toIuto pacificamente para auas caso.
Esta inaiituicio tese o mais feliz resaludo.
Roberto Rsikes imprimi om livrinbo
conlendo exortaces pas, e diatribui-o pe-
los escolaros Para recompense-loa dava
Iba ejemplares da Biblia Manlinha re-
laces freqoenlea coa as familia da seo
meninos por qae sabia quanto he pode-
aa licoes do escholas. A institnicao de
Raikes aropagoa-ae pelas cidsdes e vi las da
Inglaterra. Em 1785 formou-se urna oci-
edade central da escollas dos domingos,
debaxo da di recelo d William Fox, pi
socesaor do filntropo de Gloeester. Es-
las esehoUs forlo introduaidaa em 1800
00 pait de Galles e passados tras annoi ja
se contarlo 177 eschoUs frequentadas por
800 meninos.
Em i8o3 formn-se em Londres urna
grande tiociaclo, com o titulo de t Uoilo
das esohoUs do domiogo. Esta aoeiedade
tem publicado grande numero de obra e-
lemenlsres, a fondado bibliotecas popo
brea nos conselhes
O bem be amo sement fecunda ao
principio erlo ss eschobs regidas por mes-
tres asalariados, o qae fasia qae na con
ceibos pobres fosse menor o numero d'elle,
mss em breve appsrecerlo pedagogos vo-
Inotorios, zelosea de educado religiosi
aeatatarefa foi reclamada qual prinrile-
gio honroto o pasado algum lempo os
proprios deseipula vierlo a ser mestra,
e deotre ee abirlo prefeaora distinc-
toa.
Conto-se boje tu Inglaterra i3,ooo
eschobs do domingo dirigidas por
140,000 mestra que eaiinio grstuitsmen-
te i:5oo:ooe discpulos, e na Estada-
Unidos 1:000,00o de discpulos o 100,000
mestra.
Lancaster nm dos inveactorm do me-
ihodo do entino mutuo, converando orna
occatiio com Raikea pergnntoa-lhe se
entre a presos do condado tinha eneondo
algumas veas discpulo* aus : Riika li-
aba carado da educaclo de mullos muha-
rra de menina pobres ; qusl aria a pro-
fonda alegra do velho venerando que
consagrara aa foreas da aoa vida a ama
empresa lio bella quando responda a
Lancasier: a Nanea.
Oala' qne semelhantra instiluico fos-
ara iatrodoiidas e animadas em Portugal
onda a educaclo de eertaa eloses he nulb
A immoralidade anda quas sempre a par
da falta de instrocclo ; e o qoe se pode es-
perar de individuos de tenra idade, a quem
as anas familia apenas conteniera em ca-
ta ai hora da comida, oa qoando teem
delles precislp, pois ate cbeglo a a orde
nar Ibes expresamente qoe vio para a roa.
O ralo do db pealo o atea dapraados
em reprehenaveb jogo o traveuuras,
Coa a idade crescea-lha a apetites co-
mo alo tem meios para atitfaselas, nem
idea algosa do que be justo ou injusto,
nem ja pode ha ver fraio qoe a dome nio
ha exresso a qne nio a entregoem, a urna
ves eocetada a carreira do erime cmi-
nha a pasea de gigante paia a aua per-
dilo.
Nos desejara-mos qae quando a pea
falbssem aa filho com aquella educaclo
que anda o mais pebre pode dar
Iba, foem ponida eorrraccioaalmente.
acata Hapanhol... Vista da Cidade a por-
to de Maralba em Franca, centro do
commercio do Levante... Vista de alguna
monumentoa celebres da Toscana em Ita-
lia... Vista da pnce do grio thatro do
Brnxellas capital da Blgica... Vista magos-
toa do paUcio, e jardim da Toillerias
em Pars \ raidenca da Monarcas Fran-
cexes... Vbta do anligo. e meio arruinado
templo de S. Vandil em Normandb, Fran-
ca... Vista da grande e magnifica praca de
S. Marca em Veneaiat Italia-
Os Sra. asignantes slo avisados que
cada bum delles pelo importe da sua nica
subscripclo tem a liberdade de traier
comaigo a aua Senhora am pager mais
segunda ubecripefo. A.visa-a tambem aa
qaeainda qoisarem subserevar, que as vis-
tas que j tor5 exposias, o arlo de aovo
00 fim s Bm de qae cida bum posa go-
ur do espectculo completo. As hora slo
sempre de 6 ss 9 da tarde. O preco da en-
trada he de ii'000 rs., e da subscripclo
para o total de 6i'ooo res.
Avisos Diversos.
pois atsma persuadidos de qae taes
puntoes muita remnos poupirilo -
quellea, e muitus Crimea a esta, e que
assim approveitra a necio cidadio qoe
criada como brutos, so arvea da des-
honra I-a.
., (Correio Mercanl.j

COSMORAMA.
Mudenca da Vistas.
Desde abbado pasado qoe exislea na
expoicio aa vistas agoiotes, que seraS
ib preter relmenle mudadas no da abba-
do a de Mareo; a aaber: Vista do PaUcio
de Aranjuezem Hespsnha... Combale Na
val de Navarino entre a -frota Tara e
a*frotas Christauscombinadas, rea bo-
ma nao da frota combinada combalendo
contra dua nao Tur. as dssquae* huma
est iateiramente deabaada, oulras a pi-
que. V-a as tripulacoa procurando a
sanelo em cima daa ruina* fluctuintes da
sea navio apedacados... Vista a mais pit-
toresca e mais romntica e encant. dora de
bum dos mais lindos valea da Suissa...
Magnfico palacio, e jardim do Luxembur-
go em *'*rii... a. e tdmiravel rtta d^
Cidade de Lisboa, muito superior a da ni
timaeiposiclo... Vista da Cidsde de Ca
dix tomada da parte da trra fi
rea a iofluncia' domsstica para fectindar [a o lethao, qoe liga nt> praa
m Manoel da Rocha Santos qae pre-*. (
ten temen te se oceup* no trabalho de Ciri-
ero fax-se-lhe preciso por meio dale u-
nuncio partecipar ao retpeilavel publico
desU Provincia e a toda a aus htbt- 7' j
Untes que por se incootrarem dous no*
me Ruas cima declarada e porqas en-
tre araba podera' ha ver algum engao por
respeto do mamo nome e aeren entre
ambos algum prejudicado por etle motiva -
faz mudar o seu nome o qoal va i ab siso
assignsdo qae tere' o mesmo valimeoto a
seguranca com lodo o vigor ; o qual sem-
pre eonservou o sobredito nome cima e
da data date em diante tad ament ficara'
valiao o dito nome ababo, e sua firma
costumada a qual se establecer por toda
a parte onde forem e andarem as anas as-
signaturas e negocios que fiar. Mano-
el da S -ntos Firmo de Jess.
A pessoa q' estirer n.. circumtsnciss
de ensinsr Gramtica Latina em hum En-
genho duas legoas distante do Recife para
o Cabo,: annuncieou procura em Olinda
o Profesar de Philisophia do Carao Jur-
dico ra de S Pedro Novo numero 2.
Arrenda-a duas Olarias na ponte de U-
101 cora barro dentro e duas anoa, bu-
oa de 800 tijollo ootra de /foo, e tam-
se vende ao mesmo que arrendar maia de
200 carra de lenha de mata e tres qnartaa
do trafico da Olaria ; quem a pretender
dirija-a a roa DireiU D. 36 para tratar do
do ajuste.
_, O abaxo assiguado faz publico, que
D. Ria Mara do Carmo Mondones per-
leude forrar a eserava Florenca a ttulo
de que a mama eserava d o dinheiro da
seu vlor, e como a sobredila aerara per-
tenca aocazal do falecido Pai d aulber do
annuncante, Jlo Nepomucemo Pa da
Mendoaca, e porque a dita earara a acbo
embargada em consequencia de am embar-
go qoe o annuncante fet annuoebda,
por estar delapidando a beos do cazal,
tem ter pago as divdat do mamo, e nem
dado partilba amulbor do nn uncan te a
nem pago a mesma i:aoofooo a Unta mil
ra. ; o 00 em quanto tem usado da ap ru-
sa de forrar aeraros gratuitamente a ti-
tulo della darem dinheiro como fet com
aacrava Gertruda, qae o anaanebnte
va i pravar peraate o Jatt competente, a
quando aja verdico que a diu eserava te-
nha o dinheiro do valor de sua alforrb ,
deve ar avahada j udci simen te", visto a
aonuocada nio Ihe poder dar o valor por
n tber-a a quem podem perlencer em P*fU-
Iha, alem de aUrem embargados judici-
almente sobra OS quaes ella nio pode du-
pori e o valor da dita aerara legalmante
r.liadi judicialmente sej palo no Depo-
rto Geral, e a o contraro acontecer fia
iolgada nolis a alforrb.
Boilio Abes de Miranda Varejlo.
_ Qaa n preciar da hum moco brasi-
leiro de dexesel snaos, de muito boa con-
ducta fa a caixeiro de ferragem tu 0.0-
dezas, de que tem suficiente prslica pro-
cure na ra da Quarteis nadara de M*oo-
aue ac ti 4.U.O -^......-----------.-
firme v el Antonio de Jeius que a Ihe dir qoem
a aoonti hea ptaa eco qoem a deve entender


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^|J0 DE PE

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MBDC
O
fa
.
_ Quena precisar xle um homem para
administrador de um engenbo ou sitio ,
cajo ten 5 escravos e um qosrto di-
rjate roa do Rosario a renda de Ma-
noel Pereira Lemos.
Os Srs. Joio Antonio d Siqueira, e
Jos Tarares Cajoeiro qneirio annuecier
suas moradas para se tratar negocio de
interease.
Quena quiser dar ioo'000 a premio
de dois por cent o ao mes dirijs-se a rna
de S. Rita nova D. 8.
O Sr. francs professor particular de
primeiras letras, que ensinou urna menina
do Sr. Antonio de Brito, no atterro dos
aifogados dirija-se a ruados Ceelboacasa
ultima de Sr. Francisco da Silva ; e na
mesma precisa-se de ama ama de leite pre-
t captiva.
_ Precisa-se de ama pessoa para mar-
cador de buhar que seja hbil : na casa
de nev do beco do tbeatro.
_ Monsieur Hepolitomarcineiro frsncez
no atterro da Boa vista D. j do lado do sul
se acha com um grande sortimeoto de mol-
duras douradas tanto para guarnicoes de
salas como para quadros e igualmente
bons vidros de todos os tamanhos, e de boa
qualidade ; assim como troca quadros ve-
Ihos por novos segundo o ajuste; e con-
I /.certa toda qualidade de pian nos no peior
estado que ellas estejSo.
Si Urna mulher de bons costumes se
offerece para ser ama de alguma casa; quera
se quiser utilisar dirija-se a ra da Con-
ceicf o da Boa vista D. 44*
Antonio Jos Pinto Guimaries tas
publico que coro prou por tonta dos abai-
xo assignados os billietes seguintes da se-
gunda parte da i5. Lotera do Seminario de
Otinda': n. i552 meio bilhete e n. 3884
um bitbete inteiro por conta de Bento Ri
beiro Machado Guimarea do Maranhio e
do raesmo annuncacte; n. 44> meio dito
por conta de Luiz Antonio Pinto Guima-
raes n. 439 meio dito por conta de Cus
todio Pinto Guimaries e do qu>-m mais
pertencer.
Na loja de Jos de Menezes Jnior ,
acba-se urna carta vinda de portugal pi-
ra a Senhora Rosa Francisca de IVJiranda
S. Tiago e como se ignora sua residencia
pode a mandar procurar ;i qualquer hora do
dia na referida loja na quina do Passo da
roa do collpgio.
O Secretario da Sociedade Terpsi-
chore convida a os Srs. Socios da mesma
para reunirem-se hoje primer o do corrente
pelas 6 horas da tarde ua sala de suas ses-
ses.
Aluga se 4 canoas com bons ensera-
das e seus csnoeiros para conduzir car-
ga para bordo das embarcac5es 00 pa-
ra qualquer porto: a fallar no principio do
atierro dos atfogados em casa de Silvestre
Joaquim do Nascimento.
Arrenda-se una grande sitio na casa
forte principio da estrada que vai para o
arraial com casa de pedra e cal arvores
de (rucios e muito terreno para planta-
coes e para criar vaccas por preco c5
modo : na ra do Collegio D. 3.
_ Urna Senhora estrangeira e vinvi,
prope-se entinar engonrmar e em ensa-
boarcom perfeicfo, a pretas captivas : as
pessoas que sequierem utilisar de seo pres-
umo dinjo-se a fora de portas na ra no
va de S. Amaro do lado direito D. 3j.
No Beco do Peixe frito D. 4 existe
um passaporte que se .tomn da mi de
um preto que diz o ter acbado.
Da-se 1 o000 juros de a por cen-
to ao mes sobre pinhores de ooro ou pra
U : na roa nova D. 33.
Deseja-se raber se nesta Cidade ou
fora della existe o Sr. Padie Loiz de Mello
natural de portugal da freguesia de S. Ma-
naba de Alquerobim ou dirigir-se a ven-
da nova defroote do Tbeatro.
_ Troca-se um sobrado de dois anda-
res e solio com pequeo quintal, bas
tante arraujado, no Gm da ra Direita ,
por outro uno, ou mesmo de um andar ,
e solio que teoha quintal suficiente para
fazer estribara para dois cavalles : a tra-
tar na ra do Collegio D. 4 no primeiro
andar.
Quem preciar de um padeiro bom
forneiro dirija-se a ra nova venda De-
ce 33.
Quem precisar de folbas corridas J
oa passaportes tanto para dentro do Im
ptio como para foftt delft / e por preco
commodo dirija-se a roa da Gttia das 6
horas da manbi as 8 e do meio dia as 4 ho-
ras da Urde, na casa D. 1 no primeiro
andar.
Botanici e Agricultura
_ O Sr. Ramei, florista francs tem a
honra de prevenir os Senhora* apaixonados
de flores e fructos que a sua partida est
fichada para o dia 4 do corrente portan-
te osque desejarem prover-se de um formo-
so e bonito sortimento de flores de dife-
rentes especies, deroseiras e &c. ou de
arvores fructferas cuja descripco tem ja
sido publicado por este Diario devorad
foze-lo at esse dia designado ficando
cerlos que o aonnnciante deisaro satisfei-
tos esses Senbores apaixonados tanto pa-
lo bom estado beleza e variedade de an-
sa plantas como pele, preco rasoavel a que
as vender.
A pessoe qaeofferecoo ::5oo,ooe> H'
pela casa da quina da rna do Fagundes ,
que foi tratar na mesma ra em casa do Ca
pito Felis Corroa da Silva caso n deaeje
comprar, aparece no mesmo lugar que o
dono promete a dar mais encouta visto
se querer retirar brevemente.
_ Felis Peixoio de Britoe Mello diri-
ge suas saudosas despedidas a os habitan-
tes do Brejo' da Madre de Deoa, o -da Vil-
la de Peaqueira e Ibes agradece a emita*
de e bom colhitnento com que o trata-
rao durante o lempo que ali exercea os
lugares de Juit de Orfios e Municipal ,
e Jais de Direito do Civel, o offerece a tio
dignos Habitantes seus servico* nesta Capi-
tal.
Pede-se ao Sr. Bernardo Fernandes
Gama de aparecer na camboa do Carmo ,
loja de ourives ou annuneie ana morada.
Precisa se de urna ama de leite forra
ou captiva: nesta Typografw se dir.
Rogase a qualquer pessoa a quem
for offerecido um par de brincos de fila-
gri com diamantes cravado* no mesmo, ba-
ja de tomar e levar a Camboa do Carmo
D. 8.
Precisa-se de alagar urna ou doas ca-
noas de conduzir agoa: na rea do Cabog
D. 4.
Comprou se um motaqne bastante
bocal, e deo se a vista 100,000 e- como
agora se desconfia do vendedor por nao
ter aparecido se faz publico para no ca-
so de aparecer algum prejudiesdo anun-
ciar sua morada quedando ossignaes e
B mencionados cem mil re, Ihe ser en
trege. ; *u}d
Avisos Martimos
PARA O PORTO segu viagem o Bri-
gue Ventura Feliz com toda brevidade 5
quiser carregar ou bir de passagem dirja-
se ao Capito Antonio Francisco dos San-
tos 1 ou ao seo consignatario Jos Baplists
Ribeiro deFaria.
PARA O RIO G. DO SUL segu via-
gem por estes oito das a Escuna Isabel 5
anda recebe alguma carga e passageiros
para oque tem excellentescommodos; quera
quiser carregar ou bir de passagem en-
ten da-se com ou Capito ou com A mor m
Irmio.
PARA LISBOA pretende largar no dia
10 do corrente o Patacho Po/tngues Do
is Irmios Capito Jos Francisco Lessa ,
por se achar com seu carregamento qaasi
todo promplo inda pode reoaber alguma
carga bem como passagairos para o que
tem bons commodos 1 trata-se com o Ca-
p lio ou com aeus consgnatenos Mendes
& Oiiveira, na ra do Vigario 0. i5.
PARA LISBOA com toda brevidade o
Brigue Portugus Nova Anisada, de pri-
meira marcha forrado de cobre, Capillo
Joio Pereira Borgea ; por ter urna grande
parte de seu carregamento prompto ; quem
no mesmo quiser carregar ou ntr.de passa-
gem pai a o que tem excellentes commodos,
dirija-seao mesmo Cepille-. na., praca ou
a seas oonsignaurios Mondes & Oiiveira,
na rus do Vigario D. i5.
JLeilo
dos 1>ertences da Eseotta Americana fctH-H de por preco ^wirrtnonV, tanto porJnD-
to como a realho :' na praia do Collegio
Retara naufragada no RieGrande do or
te ficou transferido para terca feira 5 de
Maree, no caes da alfandega, as 11 boras
da manbi.
___________^________________________________________
Compras


Um sitio com casa de vivends de pe-
dra e cal, para poaca familia; quem ti-
ver annuneie.
_ Umpode tipoia con) serpentina,
novo, ouemmuito bom uzo j quem ti
ver annuneie.
Uma negrinha creoula anda que
seja doente e que teoha de 3, a.nove an-
uos ; e tambera um escravo moco que tam
bem seja doente; mas que preste algum
servico : na rna nova ao pe" da poente pe-
nltimo armasem do lado do norte.


Vendas
____
_______
_ 0 Leillo annunciadb para o dia a8
r**q afea fsTVfit'' "dJtTo*-
M Urna escrava maior de u5 annos, en-
tende de cozinna, engommado e <&c. : na
praca da Independencia loja do Sr. Meros;
assim come um bom relogio ingles para ci-
ma de-mesa. r
_ Hsmbrgos estopas, e bretanbas
de linbo em pecas de 6 varas : em casa de
Hermano Mebrtens na ra da Crus De-
cima ai.
No pateo do Terco sobrado D. 6 no
i. andar urna mobilha de angico cons-
tando de dusia e meia de cadeiras, um so-
f 4 bancas e urna de roeiu de sala.
_ Presuntos e queijos ingleses cham-
pagnhe, e conservas e outroa gneros : na
ra da alfandega velba armasem o. 3.. ,
Urna escrava de naci com 3o an-
nos de idade cosinha o diario de urna ca-
sa lava de sabio, e be ptima para en-
chada : na ra Direita D. ao do lado da
Igreja do Livramento.
Na ra de Queimado loja de 3 por-
tas defronte do beco da Congregado,
nove vergas de lonro que tervem para
qualquer embarcacio.
Por preco commodo urna canoa de
car re ira bem enea ver nada com 3o pal
mos de comprido., e 3 de largura; na ra
do Livramento loja de ouca e mulbados
D. lo. iq sttp
Urna venda com poocos fundos, s
desobngas : na roa Direita D. ao.
ti escravos mocos e de bonitas fi-
guras entre elles duss negras com crias :
na ra da Penba no segundo andar do so-
brado D. y.
Urna escrava noca para todo o ser-
vico de urna casa : na roa de S. Jos D-
cima 4> ......
Um pian uo de armario de ama das
melhores fabricas de Pariz cem excellen
tes vozes e proprio para ornamento de
sais por ser muito rico e degosto mu-
lo moderno, e ontros pianos, assim como
para se alugar : na rna da Cruz n. (jj.
Diversos objeetos proprios para tbe-
atro ; na rus da alfaodega velba a fallar
com Jos Torcato Pinna. jttt-* f>
m Urna loja de fazendas na rna do
Queimado D. 11 com poneos fundos s
uioheiro ou a praso ; e com papel de ar-
rendasnento por mais de 6 annos : a tratar
ua mesma, -* me a ,n 1'
Urna negra do gento rebolo boa
lavadeira e quitandeira com um filho
de 9 annos sendo.para fora da provincia-
quem quiser enuncie.
Dois terrenos de 3o palmos cada um
e de fundo de a5o, com arvoredea de fru-
ctos na solidado estrada que vai para o
manguinho : a tratar no mesmo lugar,
aobrado de om andar com mirante.
Um negro sem vicios, proprio para
todo o seovico de urna casa e tambero
para ama botica por Icr ndo muila pratica;
ou troca-se por urna escrava : na praca da
Independencia loja do Sr. Meros.
_ Urna porcio de cera de carnauba: a
fallar com M a noel Francisco da Silva em
sua loja na pracinba do Livramento.
_ O novo e bem construido Bi igae lo-
gias Falcan forrado e encavilhado de co-
bre e prempte para seguir viagem : a
tratar eom Me. Calment & Compendia.
Tres s 4 arrobas de bachos de peses-
"' .v.fvrb SpSrvSev a
armasem de Manoel Antonio Ramos,
_ Duss escravas de naca mocas e de
bonitss figuras eozinbao engomms ,j*
Iava5 roupa ; euma negrinha de la annos
de idade com bons principios de todo o ser-
vico de uma*casa : na ra de Agoaa verdes
casa terrea D. 37.
U Um sitio oa estrads de Joio de Bar-
ros foreiro, de que he proprietario Da.
mingos Antunes dos Res : a tratar na
ra estreita do Rosario na venda junto a
loja de couros.
_ No armasem- de Antonio Joaquim
Pereira defronte das eteadinha da Alfan.
dega ateas eom milbo a i44 1 ditas eom
boas bervilhas, e tambera as arrobas, e
muito superior arroz de vapor gigos eom
batatas e bom chi em caixa de ti m li-
brea.
Um ca vallo pedrer de bonita figura,
bom carregor baixo at meio e esqupi
e urna emma r na portara do hospital do
Carmo.
__ Muito superior arroz de vapor viudo
ltimamente de MaraobCo be a melhcr
qualidade que ha presentemente no mer-
cado em porces e a retalho e he mais
barato do que outro qualquer por ser em
primeira mi: na ra da sansalla nova
D; 1. ti^M '"d
_ Um sobrado de dois andares e sotio
com bom quintal e cacimba na travessa
de S. Jos do B. djp Santo Antonio ; na
ra do Collegio D. 3.
_ Uma quartao alaze novo e gor-
do e carxegador : na ra velba D. 7.
__ Uma negriuha de naci Bengaella,
de idade pouco mais ou menos 16 sanos,
tem boa figura cozinna o diario de' uma
casa muito hbil para todo o servico de
uma casa e principalmente de porta den-
tro : na ma por detrs dos Martirios De-
cima 29.
... Um lindo moleque de naci, de ida-
de de i4 annos,. nao tem vicios nem acha-
ques, fas todo o servico de orna casa ; uma
escrava da costa mui fiel tem aa annos,
paga, por dia 480 e uma dita de nielo
benguella de idade de ao annos: passan-
do a Igreja dos Martirios no primeiro an-
dar do primeiro sobrado.
.*t


-------------
Escravos Fgidos
ao
Fogio uma negra da costa ja idosa,
no ultime de Desembro do anno passado ,
e consta que anda por varias parces elU
be algum tanto fulla alta quando anda
abre alguma coisa as pernas e deita os pel-
los para fora he quebrada de ambas as
verilbas, que estala pava fora ; quem a
pegar leva a ra do Aragio D. ij que se-
r recompensado.
1. _.. o-------r-----------'' '--------
Movimento Jo Porto
" NAVIOS SAHIDOS NO DIA i-j DO P.
. -tiilsai anlq!' ***'n "
RIO DE JANEIRO ; Brigue Nae. S. Ma-
nael Augusto, M. Antonio Henriques
Mafia, carga sal; passageiro um brasi-
lero. -
ASSU'; Sumaca Nac. Bem Sucesso M.
Luis Gomes de Figueiredo em lastro.
CEARA'; Sumaca Nac. Dehnire, M. Jo-
aquim lveo carga varios generes, pas-
sageiros 5 braaiUiros uma brasileira ,
a porlugueus, e 4 escravos pertenoente
s os mesmos.
ENTRADO NO OA 7

LISBOA ; 34 m Brigue Nac. Orates
de a4o tonel., M. tedro Jos de Salle.
CHrga diversos gneros : a Joio Pinto de
Lemas* *
OBSERVACOENS.
Deo fundo no lameiro pelas 8 horas d
manbi do dia vj do p. e fea-se de vfcl-
la as 6 da urde do mesmo dia a Barca
lngleza Maocbester de 17$ tonel., M*
Samuel Roadock, dq Terra Nova em
34 das carga bacaiho : a Latbasa1. ^
Pbrn. wa Irr, 0B si. t. de r. r'i^M
T

--------- -
aaammas.
aw_


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