Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03746


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Full Text
' -' ^r^-
1
AiNiNO DE 1839. QUINtA FLVMX
c X
CAM BIOS.
Fevrreiro rt
Londres 3r l/i 5o3/4D. St. porifoooc-d.
Lisboa 80 por .oopramio, por raaial. offerecido
Franca ji 3s5 P.i. por franeo.
Rio da Jana.ro 'par.
Mocdasda6{4oo ufroo as velhaa novas i 4food"8fooa 3f3oo
Pato* Columnano ifr>4o a iff6o
Dittos MeicHUos i>6i? a if6ao
Pataces Brasilairos iftijo a rf'66o
Premie* da Letras', pur tuez 1 i|* a rtp por 100.
Cobra ao par
PARTIDAS DOS CORKEIOS TBRftESTES
28 DE FEVERELKO. NUMERO ^
Tudo agora dapanda da n6a meamos; aaodeiacc a energa : continuemos como pi itit-.;... o;
a seremos apontados ion admiraco entre as Nace io*> cul-
tas.
/ proclamado da Alienable Gara I do Brasil;
Sahscre*e-se par est tena a 3|pot> rs. por qiieMel, paire 1 adl-
antarios nesta Typdviafia, ru daS Cruze D. 3; oa '.-ac
da Independencia D. 37 a 58, onde se receben coneipcn-
ciencias legalisadas, aannuncios: insirindo-se estes gratis
salido dos proprios asaignantes, a fados assignados.
Das da Semana.
Qdade da Paraiba, a Tilia de soa pretendo .
Cida'dedo Rio C (Iscle da Fortaleza a villas dem .......
Villa de Goianna......*,
Cidade da Olinda............
Villa de Santo Anteo...........
Dfta Garantios e PovoacSo do Bonito. ....
Drttas do Cabo Sennhaem, rtio Konnoso, Porto Calvo
Cidade das A lagoas, e Villa de Macei......
Villa de Pajau' de Flores..........
Todos oa eorreios partera ao meio da.
Segundas 9estas reirs;
Todos os das.
Quintas feras.
Das 10, a ^4 decada mes.
dem 1 11, 11 ditlodido.
dem idem.
1 dera i3, dittoditta
2.5 Secunda S. Cesarlo Claudiano R. Audiencia do J. da Dreito dan, vara de manri;
a6 Teica S. Torcato Are. R. de manh e aud. do J. de' D. da I. vara de manb.
37 Quarta S Leandro Are. Sesaio da Thesouraria P.
atf Quinta S. Horneo Ab. Reluci eaud. do J. de JJ. da 1. vara demanb. La chela 6
lior. e 17 minutos da tarde. *
1. de Maico Sesta S. Adiio M. Ses. da T. e aud. do J. de D. da 1. v. He m.
2 Salibado S. Simplicio P. Re. de manh. e aud..do V. G. de t. era Olinda
3 Domingo 3. da Quaresma. S. Uemeleio. M.
Mari cheia para odia oR de Fevereiro.
As 4 Varas e 3o minutos da maub. As 4' horas e 53 minutos da tarde.

s#t
PARTE OFFICIAL.
PERNAMBUCO.
Diverjas Re^irticpe^s.
TRIBUNAL DA ftELLAQAO'.
Sesso de at de Fettrreiro de |rJ3Q.
Na appellag- Civel doJaisode Direilo
desta* Cid.ide appeVautu Francisco Vlano-
( (i* iv fiwfAV pjStjflatfa Fasenda
publica Escrivio tifia Ves ; fui a senten-
cia reformada julgahdo-se improcedente a
uutificac 8.
' Na appel)a1rIo CVel do Juiso de Direilo.
da Comarca rio ttreju da Madre de Dos,
appelUutes-Jose Rodrigues Lima e Oti-
lios e appellado Jos Pinto Cavalcanle ,
>crivio B.ndeira ; se jlgou pela confir-
mat-o da sentenca e reformidusquanto a
tondenacad das custas em ilob o. *
Na appt-llaeio Civel do Juiso \f unicpal
da Villa de S. Bernardo, appellante load
de Casi'o Silva e vleneses, e app-llado Jo
ao Gaspar Pe eir de O'iveira Bairos, Es-
crivoR'bello ; nao tomar" conhecimen-
lo da apptllacio por nao aer sentenca de-
finitiva.
Os Embargos de Mara Elias do Carmo a
o accordio a favor de Fiancisco Antonio
das Chagaa na c5 Civel ,
Esciivio fiaqdeira ; fuio drspresados
mandando-se cumplir o accordio embJr-
gado.
Os Emjjsrgosde Lua Gomes Ferreira
& Man6eld cipp, sios o Hcc'ordo a favor
de AntuMo Ricirdo do Reg Tutor Olaos filhos d- Catiaao La valho Hipos.
na ciuza de appelUcio Civel, Escnvo
Chaves ; foro desptesados.
Na appellHcao Civel do Juiso desta Ci-
dade, appellante Lu/. Amable Dubouri) ,
e app.ll'do Antonio Gomes Vill.ir, Es-
ciivo l'.istluimo ; se julgou hiillo o Po
itsso defl. 83 emdiante avista do in 'alisado a srrilpuv.* recorrida desendo
ituiiuar-sc o",Pri.cesso.
Na appelhcau Civel do Juiso desta Ci-
dade appelUntc Ltonir B-ssti-li'1 & P11-
f.el, appt-IUdo Jo 5if,esmuudo Pe relie,
fc.scnv.6 Chaves : sju:gou pela tefoima
da seiilt-nca appellada.
Ka appell.ii-it t.i-vel do Juiso de Dirrito
do Aro cal y appellaue Jos OomingVt di
Espinlo balito e appellado l'elipea Sil-'
*" Santiago, E->cnva Poslhuuio j se jul
gou pela con li.m 0 cao tia sentiMCM.
Na appelldcao Civ> I do Juiso v Di>eito
de G01.un-, appellante Francisco Manoel
Oa buva Gusmao e appellado Jos Lopes
de Ca valho, Escrivo Pcstbuiuo ; se jul-
gou pela confirnaco du senteoca,
iNauppeliaca Civel do Juiso do Civel
denla Cidude appellante Cuelan.) Peieira
Goucalves da Caoba e appellado Jos Jo-
ijim Oas dos Praesre 6criva Chi-
ves 5 foi a sentenca reforaiada e absolvido
O reo appellado de todo o pedido.
Na appell-cio Civol da C 'marca do Li-
moeiro appellante J:iaqnm J ise de Ve
ras Machado appelUdo Jos Ignacio dp
Soma, Esciiva Bandtrra ; foi a sentenca
confirmada.
Ni appllac.io Civ.1 desta Cidade ap-
pellante Antonio Rodrigues Smico, p-
pellailo Ignacio Feireira da Cosa Rscri-
vo Posttnimo ; sh jtilgou pela confirma-
ch da sentenca. '
N.i appellac' Civel das Alagoss, appel-
lartte Jos Jofn de Sjuz Mnreira appel-
lado Manoel Cornia do O', Esc ivf O
Band-ira; no tomaraS conh 'cimento do
recurso por nio ser ntcrposti> como man-
da a Le.
Na appel!*cfr> Ciel da Comarca do Na-
z.irelli ppellinitt* D. Anna Luiza do Sa
era ment appellada a parda Gerlrudes Es
crivad Reb-llo ; se julgou pela reforma da
sentenca appellada.
Na appellacio crime do Jury desta Ci
dade appellante Jos Aff nso Guedes Al-
canforado reo preso, appelUdo o Juzo ,
(01 nlgado improcedente o recurso da ap-
pellacio ; R<.crivso Badeira.
Na appelUcio CiVel da Villa da P'incesa
sppellanle Jminna Mara da Silva fVrrena
appellado o Reverendo Vigario Joaquim
Joae de Santa Anna, Escnvio R*bello ;
foi julgada pela reforma da sentenca appel-
lada.
Os Embargos de Francisco da Rocha de
AraUj opposlbs a o accordio contra elle
proferido nos autos de appellacio da Co-
marca do Ass ,'em que he parte Francis-
co X-vier deSeikas e ontros 5 Escrivio
Fe r 1 eir ; forio (i es presados.
Na sppellacao Civel do Juiso desta Ci
dade apipliante Jos Flix da Cruz e ap-
pellado o Reverendo D. Abludr do Mostei-
10 de S. liento Kicijva Posllium- -, se jul-
gou pela confirmaqio da sentenca.
Na ppellataQCiVel rfa Villa de S. Mi-
gucl das'Alagoas, appellante Joaquim Pe-
dro Rebello Qointella arjpellado Antonio
Concia da Malta Escrivio Chaves ; se
julgOU que na tomavitg ciinliecimento da
appeilacao por ser inlerposto foi a d > ter-
mo legal.
ALFASDEGA DAS FAZENDAS.
'O Brigue Escuna Hespanhbl GifM ,
viudo de Barctlona e Malaga entf'aiin
em at do correte Capita Ventura Malas
consignado a A. SbliiniD.
Mapifeslon o seguihte.
De Barcelona
i45 Pipas com vinbo 14 meias ollas
coin dito 1000 rrsteaa d'alhcs 118 luda,
com sgoarderite 200 g^rrafts com dili.
D.M -l-ga.
44 Quailolas com azeiie doce 65o raixis
compasa' 5 barucas com alpista |5 far-
dos com alfaspma 1 dito eom cominhos 4
potes com uvas 5j quarlol'S com vinlio
85 saceos com chumbo 5 pipas cora viuho
caix'is com bixas i caiza com sarjas.
Fora do Manifest.
I Caixa com figuras de barro, 1 dita
com Phosforo.
MEZA DO CONSULADO.
_ A Pauta he a mesma do nuro. 44*
CORREIO.
O Brigue Afric ano recebe a mala para
Lisboa hoje a8 as 10 horas da mantisa.
ARSENAL DE MARINHA.
De ordera do Illm. Snr. Inspector do
Arsenal de Mar inha'se faz publico que no
dia 1. do proxlitio mea d Via' cu se com-
pra i para foroecimentd do mesmo Arse-
nal os gneros 'egii^nles : arfo? 4 sacras.
vinagre 4 pipas, feijio 4 alqueires no-
vos, larinha 448 afqueirs dita medida.
Convida se por tanto as pessoaS que laes
gheros tiverem que compareci no mes-
mo Arsenal rio Indicado dia pelas it H<>raa
d DSatibi munidas das complanles a-
moslras, afim de que se faca a compra avis-
ta dos prec-s menores que apresentareas
em carta Teixada. '
Inspecao do Arsenal deMa Pernrsibuco a'5 de Fevereiro dei8Jt).
Alekandre Rodrigues dos Aojos.
Secretario do Arsenal'. -
Tendo esta reparticad necessidadade de
compiar ao quinta?'* de' ferr Jnglez em
vergalhoens redondos de nteia pulgada ate
huma : o Illm Sur. Inspector do Arsenal
convida as pessoas que tal obieclo liver a
que comparecaS para se ff-ctuar a compra
no rfia 1. de Marco prozima pelas' 11
horas di manhia apresentand > em carta
fexada os precos menores porque-poderem
vender.
liispoccaS do Arsenal de Marn lio de
Pernajhuco 2^ de Fevereiro de 1839.
Alexandre Ri>drigues d^s Aojes.
Secietirio do Arsenal. .
ARSENAL DE GUERRA.
O Arsen! de Guerra compra ^4 "'
ms de pedra de cantara lasrada H'i pl-
mos cbicos depedra de calcir: qu m li-
ver e quiser vender duija-se a esta Re-
pmtici pira Irartar.
Aisenal de Guerra 27 de Fevereiro de
,839 "
Jo3e Carlos Te i*.-ira.
Director.
OBRAS >UBLICAS.
O Administrador Fisc.il dns Obras Pu-
blicas avizs aos Snrs Jos Fra".cisco de
paria S-Us ; Manoel Gonsalves da Silva ;
Jote Machado Soare* ; Manoel Correia Ma
ciel ; Gansalo Fi ncisco C.havier Cavalcan-
(1 Ueha ; e J. Paulo de Andrade que
pinpreilara avnela de. madeiras para a di
ta Reparticio : os sinco pnmeiros >Snrs. ero
3a de Abril doanno a*, p. e o ultimo 00
priroeiro de Junho do mrsmo anno ; obri-
gtndo-se a dar dita madeira no prazo d"
seis metes coudos do dia em que assig-
nario o papel de tracto ; que tendo a min-
io lempo findado o dito prazo de 6 meses ;
hajio de remeter as madeiras que trataro ,
as quaes se fazem de urgente necessidado
para as Obras para que forio encomenda-
das ; cuja falta faz-se milito prejudicial
conliuuacio das mesmas Obras.
'" Amaro Franrisco de Moura.
Administrador Fiscal.
Pela Administrarlo Fijcl das Obras Pu-
blicas compra-se a madeira segaihie : a sa-
ber l5 esteios de 48 So palmos de cum-
plid > 14 a 16 polegadas de face em q(la-
dro de gross : i\ lu1 as de 4*> palmeado
compnuu; e 3i ditos de 36 palmos de com-
prido v ambos com 1 u poUgadas de face em
quadro de grosso : 8 vasas de 46 palmos
de comprido, e 10 polegadas de face em
qnadui de gro>so : as pes^oa que a quize-
rem vender podem c da dita Administiaca todos os dias uteis ,
a horas do Eipedieute para traclar do seo
juste.'
Amaro Francisco de Moura.
Administrador I'isc I.
Discurso pronunciado pelo Dr. Francisco
Joio Carnciro da Cunlia Juu de Drei-
to interino doCrime, na abeitura da
primeira Sesso doj Jurado* no dia i
do corrente
rs. Juizes Jurados. He sta a ytt pri-
meira em qu" me cabe tamben a honra
de abrir a primeira sessi dos vo'Sns au-
guatos irabalhos, e folgo em crer que Iri-
Ihando a carreira que lh, qui haveis ence-
lado ro desmentiris as bellas esperan-
cas, que em v's deposila os habitautea
de toda esla Comarca.
Fora lalvez excusado que cu vos d'sse
ronsclh >*,' que vos podesSi-m servir de se-
guro gui.i no desempeo') di/s vossos deve-
res ,.depisque lanos outros roais do que
en habis roais do que. eu ame^trados no
otficio de ju'gar vos tero apresenlado obser-
vaces, qup levava pm si im>re>so o cu-
nho da prudencia e.do espirto de lerli-
Afo mas torca lie que dando agora cum-
primento o meo imperioso dever, vos ex-
pnnlia qoellas consideraij^s que devem
de ser por v- alliiidid.s, e espero que as
blindas vozes serio devidamenle esruladas.
Vos hoje vos acbaes bansporlado ao
Sarictti.iriu da Leis. Vi boje vos acbaes
invpslidos da honrosa e peos misso de
julgar, a s compre pos, que despidos
de toda e qualquer baixa concideac o ,
cerrando os ouvidos todas essas influen-
cias, que tantas veze* uifelizncente ten ai-
do postas em jogo pelos accu/a.ios mos a-
migos taffeicoado p>cuiei* desterran-
do-as do vosso espirito nelle dr frau-
ca enlrada a juslica e veidade.
Nio b;isl porein esse rdeule z*lo que
em vos acredito ter segura mord hu
preciso ainda que s- ja elle temperado pela
cucunspeccio, e maduren que dvem
V.1
LADO


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Y/

1
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v

t> U B I O D P E R t A (BGO
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3.
de presidir s vossas decu'S pon so as
sim cortareis lodos os sofismas de que se
valem squelles que contra huma lio bella
instituirlo argumenla escorando *) nos
tristes abuzo*, deque lem ella sido algu-
uias vez<* viclinn. A silencio seguida e
murad no examedas provas que vos tem
de seren fornerid** no roeio dos dbale*
o escrupuloso cuidado, que vos deve de
Hcomiuulnr n* preseniacao dos argumen-
tos olTareiidos pelos acruzadore* e dnfen-
sores, a fra impissib.hdade que deveis
en fim demonstrar durante a indagacio da
verdade a descob-rta do cnme, ou reco-
iibecimcato da innocencia, sao sim poi
curto os se.uros meios de cim acert pro-
seguiros naespinhosa funcco dadislribui-
cj da juslici. Assim pais procedendo eu
t-speranco que v< btuireis dos vossos a-
nimos o triste preconceito da prev neto,
la j fatal a iaaocencia como favoravel a
inaldade, e de que itiaforlun.idaiuente al-
gons juramentos lem servido de prova.
Mis Sanliores se be triste se be dolorosa
esta prevencao quando acode em favor do
aecuzados reos de grandes crimes, quando
arrebata ao rigor das L"is aquelles sobre
que ile deveria ser descarriado sm Sa-
iiliores se entio se contrista oespiito do
lio nena recto > jusliceiro, vendo escapar
a puoico que o* esperava aquelles que
d'ell se bao tonudo dignos, vendo em
|. vio pedir justica aos Ceos j que a trra
Ihe tem negado a infeliz e desconsolada
viuva, que choras perita do seo caro con
sorte, o rio proprielario que a oiendicids-
de reduzido denuncia do ladrio da su* for-
tuna, a pudibunda donzella que entre o
embale da vergonba e do dever, aff on
tando lodos os temores aecuza o seo vil e
cruel seductor o roubador da sua honra ,
e em pega de lanos sacrificios recebe a pu-
blicidado de sua infamia que ale* aquelle
momento em silencio lamentava, j as suas
lagrimas devorando. Se hum tal espect-
culo revolta o bornem anda o mais flaug
matico quanto porem nioielalha o cora-
rlo do hornera Tensivel ver ser a innocen-
ria de emola rom o crime confundida. Eu
conln co Senbores quanto be doloroso re-
cordar fados que infelizmente nos sao pro-
firi- ; os lamenlaveis historias consigntdas
nos archivos da nossa Magistratura Popular,
esses erros falas que fiera recahir so-
bre a innocencia as appsrencias do crime
creadas, e augmentadas pela ardente pr*e-
vencio que aos olboa do Juiz desfigura a
imagem d'aquelles meamos que elle deve
ra reconbecer. As paixoes que d go eu,
os mesinas virtudes ento empecem as las
u/.es. Huma alma sensivel, e cheia de
mximas austeras se indigna a vista do
crime, e as negras ideas que esle Ihe sus-
cita cora toda a forca lefleclem sobre o ac
cusado e tanto mais nes*e perigoso senti-
miento se obsliua o Ju z quanto elle em se-
gredo a sua wilude lisongeia. E haver
por ventura erro mais funesto : alguma
se pode esperar dos remoisos do Juiz cor-
rompido mas nada be possivel aguardar
d'aquelle que por si raeamo seduzido nio
ach-a mais luz a vollar, pois todas tem em
pregado em se perder. No seu espirito lo-
diS as circunstancias, e provas se alterao,
e c-OTompem. Aos seos olbos perdem os
objectos a sua verdadeira cor e o miao
ar da innocencia Ihe nio cfferece mais ,
que o aspfdo do crime. Se \i queris
Senhores se v> deseja:s prevenir erros
to odiosos, jamis perdei de vista que
grande he a distancia que medeia do ae-
cuzados o criminoso jamis o olbeis eeno
com olhos de indulgencia e paz.
Deixarei agora e tratar do vosso porte
como Juizes para fallar-vos das aites peri-
gosas, dos argumentos, e ardiz faILces,
com que procura muitas vezes siguas ad-
vogados embar >s vos jas consciencias ,
mentindo assim a sua honrosa profiri ,
proaliluindo a sua nobre palavra a troco
de oiro vil mercadejaudo-a; conlra laes in-
sidias cumpre poi-v. s em guarda e he is-
to o que eu buscarei kcauteliar. Mximas,
doutrinas banaessio por elles rouius vezes
propaladas. A vida do Decusado quasi sem-
pie a ellas serve de thema increpa-vos de
temerarios se ouzaes pronunciar sobre a
injuslica, ou verdade de huma ecusacio,
motivo de nio possuires huma noticia cir-
cunstanciada do carcter, dos costuraos,
interesse* do ecusado. Pois que sei pre-
ciso rcVirer loda a.-^ua vida particular p<-
\
rajulgar de huma s accio, qu intemsa
o publico? ser uecawari^ preacrular no
monio dos anuo* p*ra esclarecer hum s
momento? sem duvida muilo seria para
desejir que fosse isto possivel: sem du-
vida muilo seria para desejar', que podes-
se lerjalliada a celeridade d"t>_ julgamenlos
cum n untadlo da sabedoi a', .mas. ludo
riu mo existe incluido no trisle dominio da
bitman dde tem seos inconvenientes ; no
estado pjlieo mais que em uulro qual-
quer aregra comraum e cerleira do M<-
istrado be transpor os pequen- m 'le* pa-
ra segurar as grandes vantagens. Quanto
rnaior for a vossa a'ienco sobre esle respei-
pt-iio mais forte ser a vossa co vie^iode q'
convem renunciar a estas perfeicS^ quim-
ricas em um mundo, no qual lodososeff;ilos
nio parecem se nao combinac-ta variadas do
b-sn com o m >l; e p'r oerto que na pratic*
nao poder ter amoral a infallibilidade,
que nao nos tem sido possivel prestar-lhe
na tbeoria. Alguns traeos bem escolhidos,
alguns momentos bem examinados na vida
do aecusado sao mais que bastantes p*ra ao
Juz aprese otar seos inleresses, e cos u mes.
Nasociedade poucas, raras sao as acees
soladas, o movimentoque ellas excitaS se
communica de hum a hum ,. a todos quan
toi ella toca : os horneo ainda os mais ru
des e grosseiros slo moralistas roui pene-
trantes aos quaeso interesse pesaoal 'rev
la, por hum sentimento fino, e delicado
todos os defeitos d'aquelles cujo conheci
ment. Ihe importa. Siiba o Juiz bem co-
nhecer, e destinguir os seus teslemunhos ,
e informacSes queira elle someole encon-
trar a venl..de, e em breve ser della ins-
truido. Assim pois despi-vos desses vaos
temores que vos serio innumeraveis vezes
ineutidos pelos a vossas consciencias seguras e nio preveni-
das e reconheci que a asesina raso repel-
le ecomlda a sua fotca abate quelUs
acensaces que ferem a verosimilbanca.
O li .i Seohore ao arduo das obrigacu
de julgadores a que i vede que as vossas decisoens bb ao talvez
os vossos futuros destino*: attentai que
boje sois joaes que anunba podereis
tornar o lo;r de aecusados ou aecusado-
res esa fim conciderai a opinia essa
formidavel potencia, qua fora dentro
dessu meam Tiibunal ">s espera para a
seu turno julgar-vos. Cada circulo he
hum tribunal tanto mais desapiedado quan-
to nao tesa regras que dirija : ahi to
dos os faclossa5}descutidos. os omens cita-
dos e julgados: apresentao-se apreciio-se os
tf siamunbcs pronuncia-se sobre os caracte-
res, sobre oscostumes, absolve-se, condem-
na-se e para os pequenosjnegocios se'em -
prega a mesma sagacidade e por ventura
as mesma formalidades que para os gran
des. Ah o Magistrado opina como cida-
da ; mas seos julgameutos deixa5 um pro-
fundo Iraco ; hoiuens interesidos.,em co-
nhecel-o com cuidado o recolhem pro-
cuia formar sobre o que veem hum agoiro
d'aquillo que nao descobrem e por couse-
guiule pelo horneen conhecem do Magistra-
do. Sun Surs. tal he o interesse dos nos-
sos concidadads. Procurai faser com que
o crime vos nao encare se nad tremendo
tentai desbastar as fileiras dos malvados
desgrscadamente ja tad ifigrossadas nao
prestis alentosa impunidade que espan-
tozamente lavra por as nossas Cidades e
campos : cerceae e de hum s golpe se
he possivel sufiocai e.-sa hidra renascente ;
e entaS veris como sao os vossos julga-
menloa proclamados como monumentos d paz, e liberdsde : vos presenciareis ac
ilirem as discucoens neste Tribunal como
ao triunfo das leis: em lugar de vans quei-
xas de imbcil piedade vos descubriris
scintilar com brilho a alegria, e macha
insensibelidade que infunda o amor da
virtude e o hoorror do crime ; cada qu*l
julgando ver o seu inimigo no culpado,
em vez de se Ihe antolhar duresa ao julga-
mento nao encontrar senaO a justica das
Leis. Aindacheiodestas teniveis iraagyns
tiestas ideas salulares cada cidadr vn de-
pozital-aa nojseio da aua familia e ah
por longas narracoens faitas com tamanho
ardor como vidamente escutadas seos -
Ihos em torno u'elle presurezos abrirao a
sua tenra memoria para em traitos inalie a
veis recebsr a idiw do crime e do castigo
o amor das Leis e da Patria o respeilo,
a coufuDC* pelo Respeitavel Tribunal,
que boj formis*. , sos campos laoab'm.testjBmunhas desses ex-
emplos os semearo ero torno das suas
cbonpanas e o gosto da virtude se arrai-
gar nessas almas geoswiras em quanto
que o seeUrstri atterrado de se r^r cercado
de tantos inimigoa renunciar talvez a pro-
ectos queniitlri e cujo resultado nio
seria seno* prompto que funesto. Sim
Snrs. em ta5 os o< nun^s vaanda da
b-ca emboca sera gostosamento repel
dos.
A imaginado me sedoz am;urando-rae
to fe'iz e lesong*ira rezolupaS repreaen
tada p-la presente sessJ, em que vuseom
os vossos esforco conseguiris atr'abir as
demonitracoens do re^onbecimento e ale-
gria do* noasos concidadas- A Justica a-
qui levantar o seu ibrono e O crime spe-
recer conderaado des*i *** condemnado
a dr a remoraos ainda mais erueie,
que ella. Nesie quadro me detenho ,.e to-
mado de praser ic-rMrei e" descurso
pelas ideias doces e agrad* q" n\e
inspira. A fama voa o sabe' tem tanas
coroa a distribuir humas ensangrenta-
das, e de fnebres espprestes circuladas,
estas s*5 as reservadaa aos feroz con,
quietadores : ootras porem mais hmrosas
anda que menos estrondosas, e ao *s *
bemfeilores da humanidade; ago" '
presentara os sen* honrosos nom e a
vida de que elles gosaS nao os tivesse
sempre presentes as nossas vistas. E a nobre
carreira destes. Srs., que vos cabe peroor
rer vos vos achaes reunidos no Templo d
Justica aproveitai d'est* solemnidade para
renover o tratado, que a natures* "co"
ceiba e a sociedad* vos confiou jurndu
vossos coracoens serdes rectos, e
em
justiceiros.
Francisco Joa Carneiro daCunha.
Cmrhunicado
O Irabalho sopor si, ainda que aplica-
do a um solo frtil, nio he a nica
condicio da abundaneia dos productos :
he misler qu" se sostido pelos cabedaes,
e q'a forct dos Irabalhadores sejio combina-
das entre si. Toda aactividade individu-
al do hornera apenas seria suficiente para
procurar-lhe alguns alimentos groceiros .
senio assocara as sua* furcas as dos sem
semelhante, se nf o trocasse continuamente
os seus meios com os delles.
A' medirla, pois que o .costume do
trabalho se desenvolve n'um, povo as as-
sociaces dos traballiadores deven crescer
proporcionadamente com o duplo fim de
dividir, ou classificar o trabalho e de
coordenar os seus exforcos ; deste modo
porem o aperfeieoamento continuo d to-
do e dos seus detalbei, e ariques* publi-
ca se vai augmentando por huma se-
rie regular de progressos engeudrados uns
pelos outros.
A industria tem por fim a produccio
material ou a morltficacio dos productos
naluraes para a satis fu cao das precisdes
humanas.
O agente fundamental e odispensavel
prodcelo, no sentido commercial, a ver
dadeira causa productiva be o trabalho
do homem quer diser a applicacio das
suss fsculdades musculares e intelectuaes
a um objecio determinado. Os rezultados
do trabalho do bomem vario conforme os
lugares e conforme o geno de civilisacao;
mas nem por isso he o trabalho sempre o
o nico agente da produccio.
Desde o selvagem que apanba na ribei-
ra do mar os peixes morto*, ou alcac no
mato at ao fasendeiro o manufacturen
ro primeiro comuif r imie do paiz, al ao
mesmo capitalista ou banqueiro o qual d
impulso a empresas e trabalho* seguidos
de geracio, todos elles obtera neste mun-
do por seus esforcos pessoaes, um* ex-
istencia proporcionada ao exercicio da su i
accio industrial, e o desenvolvimenio dos
talentos e do geito com que a dirigem ao-
bie os objedos do seu trabalho.
A classeiodustiialcomprehende todos os
cultivadores da Ierra, o* irablhadores, co-
mo os donos dos estahelecimentos agri-
culis todos os fabricantes o jornaleiro
parece querer somente urna forca musco-
lar: eo dono da fabrica maior do paiz to
dos os negocisntes o mscate mis pobre
e mercador, cujos navios fasem a volta
do mondo, oscapistilistas ou b*nqu que gosao somente de hum crdito poueo
consideraveb, al equelres cujos cofrOi
acoden as preciies financ'eirls de um grj^
verno.
Estas qnatro ramificaces da industria,
os aRricultores, fabricantes negociantes
e capitalistas, todos concorreal directamen-
te pelas vas que Ibes si'o proprias a
produzir e a por ao alcance de todos os
m^mbros da sociedade os vveres, vesti-
dos casas, como tambera os instru-
mentos materiaes da industria, das scieucias
e das bellas artes, na proporco progresi-
va do augmento da* nfecesidades do
homem o qual sempre corresponde ao
de^envolvimento das suas fatuidades.
O cultivador a>proveitando-se das for-
cas productivas' do solo traba!ha nelltf
directamente', e tira delle as materias pri-
marias da fabricaca ; elle principia con'
quista da naturesa pelo homem ; este ti-
tulo o poero no grao maisjmportante da se-
rie das obras da oaturesa.
Os^fabricantessugeiiio estas materias a
accio do homem e aos agentes naturaes,
cuja forca o sabio lem calculado : elles mu-
dio as suas formas; dividem e conbina-
se para as faser aplicavei* ou mais pro-
prissVipara assatisfacio das nossas preci-
sdes.
Finalmente os negociantes e os meica*
dores se oceupio dj transporte e da re-
partir') entre os consumidores de todos
OS productos da cultura t^das fabricas
Todos os objectos materiaes que ser-
vi ni Jao coasomo, sio na verdde produii-
dos somente por estas tres ordeos de tra-
balho, o qual se effeitus por duas va* ge-
raes poecm bem dislinctas a saber : o
emprego de utencilios e machinas de um
lado, ea diviso do trabalho do outro.
Existe porem ainda outro poder indus-
trial sendo este urna forca ihfeiramente,
moral por sua naturesa saber: ocre-
dito cujos effeitos ainda que invisivel
em cada um dos productos por si he lar-
gamente; confirmado pelo acressimo gerl
do bem et .r social.
Chamado a a existencia pelos primeiro*
progressos da industria, o crdito produi
huma reacio sobre a mesma industria, fa-
cilitando o troco os cambio-, eos meios
da cosnmunicacio.
O* espitabas e as companhias de bn-
eos sio os intermediadores da confianes
publica os agentes do crdito ; seu ira-
balho consiste em liquidar o mtis proa-
plamente e o mais econmicamente possi-
vel as contas relativas ao trabalho feito ,
e em prover os materiaes da prodcelo
para o trabalhojque deve ser emprehen-
dido.
A bse material dai produccio a blie
moriilinvel pelo homem, e pira o homem
directamente encarada e seguida at os se-
us ltimos lmites, be o planeta que nos
habitamos este globo terrestre com
plantas e us animaes que vivem na sua su-
perficie, e de cuja existencia nos sustenta-
mos todava subordinando-a e accommo-
dando-a a nossas necesidades.
Pal he apropridade fundamental do ge-
nero humano e o aproveilamenlo me-
Ihoramentodesta vasta faseuda, he ofimin-
varavel da accio industrial, considerada
englobadamente.
Eisaqui sobre que convergem, e a onds
principio lodosos exforfos indviduaesd
iudustia.
Estes exforos iodividuaes, caja ongso
se ada no interesse particular dos produ-
ctores otferecem ao primeiro golpe
vista oposi9oes e divergencias apaienle.e
muiias veses sio bistanle modificado, ou
ate mudados na sua direccio definiti"
pelos erros ou vicio da organisacio.
E^tas oposices, estas divergenciaa, e mo
dificacSes prorem da ignorancia dos pro*
ductoies, osquaes percebem s conluz-
mente as relace* do interesse particular,
com o interesse gerai, e da influencia de
costumes sociaes herdsdos dos lempos
do baibarsmo, contrario* ao estabeltci-
mentodaordem social ludustnal ou paci-
fica, .
Porem, apesar de todo* estes obstculos,
a massa da sociedade humana augmenta
de da em. da a sua accio productiva } lo-
dos os dias a oposicio dos interesses drov-
nue psla extencio aa ioslruceo, e a diver-
gencia das vistas desap-receudo oespin-


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to de associaco se desenvolve e a nosta tr-
ra || nlb parece aos cilios da philosopho
senio una oficina im-nansa na qual to
dos os individuos trahilhio juntos e em
omraum, cadi! liu't segundo a sm ca-
paC'Jade e as circunstancias pliydciS em
qui se'acha para o bera garal simultnea-
mente cJm o seu bam estar in li.lml.
O imeressa geral da socinda In, con o
qiul sa davem coirdanartodos os interanes
parlidilare, dascanc luje s ibre um ba-
se iraraoval c defina-se direc a e positiva-
mente aasim' : o iniHra.se garal da soeie-
dide, e da hu nimd le idleita be o *p-
lro iu U'int j e o m alhoraraanto o ans
rpido q le possivel for do globo Ierres
ira considerado cora agrande proprie-
dide fin lainantal da espacia human*.
Asura as contunaplices do uteritis* pir-
ticular d >s productores sobara di circulo
estreito d j egoitrao o circulo do patrio-
luna > oqnl nao he je hj un egoisino
iucijimI, cbegio inalrainte a philantro-
|iu ,i ir u n < esii a la q j : se corauuuiet c.i m
a do trabtlho cura mura, de ura system
da industria gjral e cotraopohtic >, con-
cebido sobr bates mateiies comp're-
heudendo territorios matares e sempre
matares, te que (i.talmente a trra uiteira
gej* considerada, como o objecto nico do
seu tr.ibalho.
D^ste modo, pois, todos s trbalbos in
dutlriaes podara ser considerados philoso-
piucamente como sub-dvizei de ura ira
balito nico a saber : a aeciu da ciaste
industrial sobre a naturesa.
Examinando agora o mecanismo desta
acco veremos qua todos os procesaos
da industria podara ser subordinados a
duas classes a saber : o empreg de
ntencilios de machinas, e a divisan do
trab.lho.
Dos instrumentos e das machinas.
Se o hornera nfio tivesse tido a sus dis-
posicio senio as fo'cas musculares com
que se ach* dotado pela sua organisa i se
os exforsot da sua inteligencia nao ti vassera
i ido oh tro resultado alem de dirigir o em
prego das suas (oreas, a industria huma
na tria permanecido dentro dos limites
Instante ettreito* ; e neste estado de fra-
quesa a lula do homem contra as
circuutancias phsicas contra as outrasespe-
cies .tuimaes, q' se oppoe ao seu deseovolvi-
mento, devia durar para sempre, e todo
o progresso da industria ou da populacad
tena sido impossivel.
I'orem os piimeiros trabalhos do homem,
execntado iu'teiramerite pelo xerocio dos
msculos, ere mirarlo nos mesmos ma-
teriaes da prodaccio dos elementos qoe
nos rodatio. Torcas naturaes que a iirteli-
genoia humana fez concorrer as suas vistas
e as quaes vieram augmentar as Torcas f-
sicas do trabalhador e facilitar ou demiou-
ir o seu trabalho.
As propriedades phiiicasua materia tem
sucessivamenle produr.ido os utencilios de
toda a especie, as machinas de transmisso
e de devisad, e todos os aparelhot pura-
mente mchameos : tendo pur objecto de
transmitir regularmente a forca humana,
aade nao pode ser applicada por si so, de
elr-ituar a-sua divisio sobre um grande
numero de pontos, e de utilisar as for-
cas anmaes e as for cas dos elementos dis-
persos na naturesa como a do vento, das
corren tesa t e das quedas d'agoa. Em se-
guida as machinas, (tas quaes os mesmos
u.eventos de com pos tos cbimicameote pela
sua excitaco reciproca desenvolvern!
novas torcas augmentando as que possuia
o hornera ; finalmente o progresso das sci-
enrias as discubertassuccessivas das pro-
priedades da naturesa fornecerio a in-
dustria apparellios productivos, nos qm-
*S a lotea ni senla ja nao exrce, aeuo
urna accio infinitivamente mruda.
Considerando n'ura ponto da vista de
calculo apphcado a industria, o empreg dos utensilios e das machinas abrevia o
t''mio do trabalho e favorece o 'acrescimo
"pido da prodcelo ao mesmo lempo
que permitte a reserv^cao da forca
"ni-rulir buraaun para obras ainda
m*is importantes, lehdo todava em mui
's occasies o trabalho bracal a vantagem
sobre o das machinas, para um lempo
proporcionado ds reunir sobre o mesmo
ponto, a fotca directora da inteligencia
forca paisiva dos mscales.
j n. s.
(Correio Mercantil).
_
Variedades
VIRTUDE.
Dametri de Phalereo, desterrado d
Alhenas por urna fcco injusta teve par
noticia em cimiulu. que unliaS sido pros-
tradas por trra as trezentas estatuas de
bronze que antes tinhtd sido erectas em
honra sut. Mis este grande homem fcil-
mente s<) contolou dasta desgraca ; e con
tinmndo su derrota exclamou: Diu in-
finitas graciS aos l>mzn, porque anda
possua a virtude, pela qual elles se digna-
rao' erigir mas.
Ao deixar a digmdade de Pretor Me-
tello ii n dos mis illu tigaloma, fo'i accusadi daconcusiao, e
de roubjs, Coaamettidoi no exerxicio do
seu lugar. O aecuaador exigi que o reo
fosse obrigado a appraseutar o seu diario ,
mas toda a assembla rendeo entf o s gran-
des virtudes do Pretor um testemunbo irre
fragavel de seu oiTecimento nao queren-
16 examinar aquello livro ; e cada um apar-
oudelle os olhos julg'ndo que commet:
teria a mais cruel injustic se duvidasse ,
ura so instante, da inlegridadc de Metello.
O livreiro Bai thier antes de dar luz as
memorias para a historia do Cardeal de
Kirh-lieu fz ver Rainha-mfi o temor,
que elle tinha de que certas pessoas da
corte, de quem a historia fallava dasaran-
tajosamente senio doestassem com aquil-
lo. Ide IIih diz a Rainha trabalhai em
pat; e fazei tanta vergonha aos vicios de
modo que > a virtude fique habitando a
Franca-.
Odiado ero por Cansa de suas cruelda-
des, coajuraraS se contra elle alguns dos
S 'nadores e determinaras dar o imperio
a l'isao cidadio o mais Ilustre do seu
tnrapo, no s por sua nobreza como pe-
la integridad de seu costumes ; mas a su-
blime virtude deste grande homem occasio-
nou-lhe, aelle, ea todos os conjurarlos a
rierda da propria vida. Elle tibha ama casa
de campo Onde militas vezes ero ia di-
vertirle, sem guardas, e quasi sera accom-
panhamento algara. Os conjurados tinha
resollido assassignal o tienta miiDi casa ,
o que tifio era difficil. Mas Pisfio ja mais
consinti em 1*1; e mesmo a esperanca da
suprema atithoridade nao o pode apartar
dos principios de urna austera virtude.
'4 Poi, dizia elle, aeria atro-mente violar a
hospitalidade consentir que tanto con-
fiava (i lia. Passados alguna tempos veio
em fim a descobrir-se a conjura co ; e o
virtuoso o g-neroso Piafo com todos os
conjurados foi victima de sua rirtude.
O lando oa Sidonios se curvarlo ao do-
minio de Alexandre Magno, este princi-
pe encarregou a Ephestiio do cuidado de
Ihesdar um re, coma condicio porem que
por elle fosse julgado o mais digno. Este
favorito. lendo-se agssalhndo em casa de
dous irmios ainda jovens e dos mais
concideraveis do paiz, offareceo-lhes o sce-
ptro; mas elles o refusario dando por
causal o no poder segundo as leis do Es-
tado subir alguem ao tbrono, ten que
fosse de singue real. Ephestiio admi-
rando esta grandeza d alma, pela qual esl-s
dous jovens desprezavio o q-ue outros pro-
curio a ferro, e fogo : ,, Continoai, Ibes
disse pensar deste modo vos que che
gaes a conhecer quanlo raelhnr 4 refusar
um reino que possuil-o. Mas ao me.
nos dai-me algum descendente de res ,
que se lembre quando for coroado re,
de que vos deve a v> a sua grandeza. ,,
Estea dous irmios vendo, que minios, de-
vorados de ambicio asptravio esta al
la dignidade ; e que para alcancal-a f-
zio servilmente a corte aos favoritos de A-
lexandre, declararlo, que elles nao conhe-
cio pessoa mais digna da coroa que um
certo Abdolonymo o qosl descenda an-
da que de longe, de testas coroadas ; mas
qaie era to pobre que para vi ver er
obrigado a cultivar diariamente um jardim
for da cidide. Sua probidade o havia
reduJo, as^im corno a outros aquelle
estado de pobreza; Occupadi nicamente
do seu trabalho elte nem tinha ouvido o
estrondo das armas que tinha abalado a
\zia intejra. Os dous irmios orffo logo
procurar a Abdolonymo levando-lli* as
vestes reaes e o encontrarlo arrancando as
hervas nocivas do seu jardim. SaudaraS o
Re e um delles tomando a palavra Ihe
diz : ,, Trata-sede mudar-vos estes trapos
por e-tes vestidos reaes que vos tratemos.
Oaixai este exterior vil, e baixo em qna
ha veis envelhecido; tomai um coraco
proprio.de um rei ; mas levai, e conservai
sobre o tliroao esta virtude que vos ha
constituido digno delle ; e quando v'
vos achirdes feto o soberano arbitro da vi-
da e da morte de lodosos vossos concida-
dios, nio vos esquecaes do estado, em
que, ouantes, pelo que fustes escolhi-
do. a Tudo isto Abdolonymo pareca
iirasonho; a, nada comprehendendo de
quanlo se Ihe havia dito, perguntou-lhes
se elles se nio |ejavs5de ridicularisal-o por
modo tio extraordinario. Os dous irmios.
vendo que elle tarda va em star o sen con-
sentimento, ornaraS no com as vests re-
aes O levarlo no presenca de Alexandre,
o qual Ihe diz : Teu ar nao desmente o
que se diz do teu nascimento. Porem eu
queria saber, com que piciencia lns tu
soflYido a miseria '! Os I)ao.-es perraiita,
respondeo Abdolonymo, que mi possa
suppoitar o pezpdesta coroa com a mesma
resignacio com que sofri o da desgraca !
O* meus bracos tem sido asm suficientes
para satisfazerem a todo- os meus desejos ;
e como nunca ti ve nada, nada me falta-
va. Alexandre f.-z-ndo, por esta res-
posta, urna alta opino das virtudes d-
Abdolonymo nio >> o acclamou rei ,
cono unto Ihe a os seus sladoa ainda mais
alguns logares visinhos alem de muitos
presentes com que o mimoseou.
(Tradusido.)
LOTERA DO SEMINARIO.
O Reilor do Seminario Episcopal de O-
I inda faz sciente aos aman les da Lotera .
que as rodas ia Lotera concedida a favor
da insli ucean dos Estodanles pobres anda
impreterivelmente em o da id de Harijo
no Consistorio da Igreja de Nosa Senbora
do Rosario.
THEATRO.
O Emprezario do Tbeatro avza aos S--
nhores que pretenderem ser socios, que
ainda se acha 4 lugares vsgos d- pestoes
que por molealsa retirarlo as suas assigna-
luras : os pretndanles pod>rio derigir-se
aoSr.lleirul.no Jos de Freilas Thesou-
reiro da Sociedade, eo Emprezario t o-
briga a dar-lhes no da 11 de Marco gra-
tuitamente (para verem a Peca de Sania Ce-
cilia) que Ihe ou verem pertenrido na pn-
meira note.
Avisos Diversos.
__ Comprad-se quartaos de carga nio
sendo velhos assim como escravos postan
les para iervico iuda sendo viciosos; e
tambera precisa-se de hum i fficial de tanu
eiro para ir trabalhar no mato poia d-se-
Ihe os utencilioa necessarios : na cata do
r. Snmico no Pateo da matriz de Santo
Antonio.
Quem precisar de huma ama s*-ca ,
para caza de homem solteiro ou caz do
que ten ha pouea familia sendo da porta
p.ra dentro ; dinja-se a ra das Trinxeiras
no pnmeiro audar D ti.
Precisa-*e alugar hum sitio, ou ca-
za na heira do rio, desde a pusagem da
Magdalena at Santa Anna : quem ti ver an-
nuncie para er procurado.
_ Quem.uver hum Olante que seja pe-
queo para vender e Taboas requezilas ,
dimuncie.
Hum Braaileiro casado de boa con-
ducta civil, moral, e bem eonhecido/
yesta Praca propop-se a entinar fml
Vella ai primairaa lettras Aritbmelica *
eGraasmatica Portuguesa, e juntaatrate
sua Ssahora easinari a lar, escrever a
contar coser e bordar pois j ambos
tem exerc.it ido este magisterio t a p*-sa
que precisar da seu presumo dirija-te a ra
lo A rg* ) no primeiro andar da sobrado
D. 4 a que se di' quem be es- pnitoa.
_ Huma nsuiher braaoaj de 4* >nnj
iro|ioem-se a ser aoaa de casa a ejuti lava,
engoma cotiaka e fas lodo o servido de
caaa i quem a pretender dirija se a ra d.a
Lapa primen o sobrado do lada esqaerdo
vindo da roa.,da Madre da Dos segundo
andar.
_ Perdeo se um livrinkV dos alaminas
sollilarios com a ep )* tota desde a Igre-
ja do Corpo Santo ale o principio da ra
de Hoi tas quem a ackeu leve o ao prin-
cipie da.roesma rtta|sauda D.aIJ, qu, ie:
gratificada.
_ Aluga-se urna negra para o servco
de qualquer csa a jual aaloe cosinhar la-
var e eeagoaoar be ouii fii-1 e n. be-
be o Snr. d- dita escrava afianes o que
cima declara : quem a pertender dirija-se
a na do Queimade loja D. j.
{Rogase aos Snrs. Francisco Antonio
Silva GuimaraensTeixeira e Manuel Jo-
y.* Vleira da Silvaqueira annuuciar pata
Ibes "ser entregue duss cartas viudas da,
Babia de importancia, ou alias hirem as
irceber .em nome'do Advogtdo Eduardo
Guilherme I, ite Mascarenhas o qual est
preso na Cadeia desta' Capital.
A pessoa q' estiver as circunstancias
de ensinsr Gramtica Latina em hum En*
genho duss legoaa distante do Recife para
o Cabo,: annuncieou procure em Olinda
o Prolrssor datPhilisophia do Curso Jur-
dico, ra de S Pedro Novo numero a.
O abmoassignsdo Cnsul da Bl-
gica ..nesta Provincia avisa aos Snrs. Nego-
ciantes para sua inteligencia que desde o
primeiro de Outubro prximo pastado oa
iln-eitos de pilotagem percebidos no porto
d'Antaerpia tofrerio a consideravel redu-
elo de a5 por cento.
M. C. S. Carnero Monltero.
_ Precisa-se falar $o Sor. Joa Jzidro
Lopes Lima : na ra do Queimado loja de
5 norias defronie do Beco da Congregaco.
_ Ainda se continua aforar os ter-
renos situados na estrada da solidada para
o inanguinho defronie mesmo da ponte,
e da parte da estrada que segu do man-
guinho para a Igreja dos Afilelos, come-
cando logo do fim das casas novas do De-
zembargador Maciel Monteiro contendo o
fundo de cadafpalmos que se afora tao pal-
mos ditos, f na riti de 3ao rs. cada um
palmos advert rulo porem que um e oo-
tro terreno, he todo enchuto e beneficiado*
e prompios para logo se edificaren) proprie-
dadet, independente de nutro qualquer
trabalho, quando pelo contraaio sucede com
outros terrenot por aquellas immediaces ,
que em Umacal, se tem aforado pelo mes-
mo preco ; os pretendentes entendio-se
com o Escrivio Almeida que est munido
de poderes para faz r os aforamentos.
__ Quem precisar urna ama para casa de
pones familia ou mesmo para um homem
solteiro ; porem que seja de portas aden-
tro : dirija-se a ra Direita I). ua.
_ Quem precisar de urna roolher par-
da capaz, para ama de ama casa, sendo
de Estudante : ijuem pertender dirija-se a
Ladeira de S. Pedro casa numero ao.
Na ra do Queimado loja D. j ha
hum Portugus que se pretende arranjar
em urna loja de qualquer negocio, tem ti-
do exercicio em loja de fasendas : quem
pertender dirija-se a dita loja.
__ Arrenda-se annualmente orna boa
morada de casa terrea sita no lugar do
manguinho confronte ao sitio da Senbo-
ra D. Lauriana a qual lea 4 bons qoar-
tos boas tallas estribara e quintal
murado: oa pretendentes entendi se com
o escrivio Almeida que est munido da
poderes para fazer tai arrendamenlo.
Bernardo Fernandes Gama, vende os
terrenos que Gea por dftraz das casas da
ra da Santa Cruz, os propietarios de di-
tas cisas quequiserem dar roaior exleocsd
seus quii'iaes : annunciem suas moradias.
_ Arrenda-se hum Vinculo de trras
lavradias e de crearlo na liba de S. Mi-
guel .' no pateo da Magdalena, sitio da u-
va D. Caibariua.
>



i" ))
y>
y
y
*. >-
'v<
Uroa mulher de bons cosrumes N
offerece pan ser aros de alguma casa; quero
seqoiser u'ilisar, dirija -se a iu da Cun-
ee icio da Ba nata B- 44*
Aluga se 4 canoa com bons ensera
M e seus eanopiroB pifa eonduzir car-
ga para a bordo das eniBrc-.c6s on pa-
raqualquT portee faltar no principio i
atierro dos aff igados em cusa de 6iJv. st'e
Joaqmro do Nascimeolo.
_ A pess"a que annunciou ler um pe-
qneno para a notte aorouder a canlbe|i-
rdadn dir:j<-sea ra da Cadeia Telha do
Recre n'aula de piimeiras letras n. Ij), de
meio da a* de em dianle.
_ A pessoa qtio annuncioa q'ierer ven
der roa escrava que tajba b? dirija se trada Matriz da Boa vista no
a. andar do sobrado n. 17.
__ Os enlsiesadns da casa do Capillo
or Francisco Xavier (Jacaleante de Vio
rae* Luis fazero corlo a t .dos sis que
pretendis comprar o t'H^iho A guiar fia
mesma casa que de todo se dtavanCi
dessa perteneso uro *e que Amador de
Araujo Cavalcanle Lins iiho do tobrodtta
Capillo mor, trac em Ju'zocoroo orlo pre
judicado urna questqcom M*noel Jos Ser
pa deque espera xito de anular a escri-
/ ptura passada po s?u pai, no lempo de aua
"itff 'm-nor idade, e 01 lio, oV- que resulta clia-
f marem todos os bens. a inventario pelo que
toda e qualquer venda antes de se ultimar
Ji, 9 aobredila queslio, se-o nulas e uova-
' asete inventariados o bens.
_ O Sr. A. J C. R. queira bir ttrtfa-
aer no praso de t dia o q'u -rleis que tst-
de*er do sobrado qjie alugou na
ra da O da Freguesi.i do Recife, ja a tan-
to lempo vencidos ; oque nao I .ceudo e
publicar o seu nome por extenso e a ma
neia indecorosa porque se tem portado ,
para conhecimento do nspti ave.1 publico ,
e prevenco para os Sciihorio de casa.
_ Cattale que tem amiunciado o reu
preslirno pa.a calalelar s rulo qae se olxi
gua a por estanque a canoa que se lie en-
tregar dinja-se so Moriteiro em Casa de
Jlo Fraiici.-co Sontos de Siqueua que
tem canoas p< _. Pteciaa-se de 1. truhaldador de ra;>ssei-
ra : na rus DueHa i) J3.
Precisa-se de loogooo a juros de a
-por cenlo so mez dimiu hypollit-ca em
ima escrava e sendo a letra g araulida poi
boa firma^ quem este m-goco quiser la
zer dirija-se a tua da Conc. icio da Una vis
tana terceira casa junto ao iNoit.no, ou
nnuncie.
, O Joiz de Diieito Interino do pri-
nieirs vara do ctime fa/. publico que des-
cacha na ra do collegio i). 5 no primeiro
andar.
_ Quem annuncioa querer comprar'
scravos ladinos para o servico de envendo
quen ndo 30aje imtMi os sexos, entre el-
kes d< is carrenus 4 njoiec. tes 3 mole-
.c*s dois dli.s uro oe 5 cunos, e miro de
a ditos e duas negra que c zinlo, en
gommo e mai m ptlo pr-co uro pelo
nutro de 400>"" '":'' ( >' des e (> fiendoo Oinht iro em pulJ*rJo coi>prado*
png- eeguiai.ca auuai _ Prcisu-ae 'i;' unn boa engommailei-
ra : na ra d<^oatte* no priniciro an-
dar do obrado D. 7.
mm Quem prcOMsr Ihas coinda dnipi-se a ra da Ca Rtcife r- 5g no segundo andar.
mm T'ic-i-se uro sitimdo de dois anda-
re e sotto com pi-queno qnint .1 lisa
tante aira*ija por nitro dito na ejesmo *" uro andar ,
e sotio que te..lia qu.ni. I suficiente p^ra
fazer est. ib rn para dos cavilloj ; afa
tar na ra do Colegio 4 l0 primeiro
and.ir.
_ Precisa ge alujur nm sobrado de uro
andar, na ra estrella do R.ario, Livra
ment Col'.egio Qoeimdo e Crespo :
na roa do sol arm s-in porhaixo do sobra-
do onde mora o r. Gustavo.
_ Quem auniin-iou querer vender
urna escrava q*ie sabe bm e zifibar dinja-se a casa di-Amonio du Sil-
'?aGusmo, ua iua do Q.jeimaKlo.
_ O Snr. Capillo Jo.qu m M^ria da
Silveira que annuuciou s ssitda para m
llfia Tercena'no'dia a de Marco, sendo
sjuttjra s ntarregar d eob.-ar ttma hera
I
>io v
lis ,'Cii
BE PRNAMBIICO.
HBSBBSBSl
EP

aoss
ma**.
cana dita liba ,'Cidade de Angra dirija-
S a Boa vista n ra do Pire D. l4'.
_ Precisa-se de uro criad.) para servir
a 3 rapu" em Olmda : no pteo da Ma-
triz de&. Antonio luja de Jos Brandlo.
A pessoa crava que sabe bem engoromar e connhar ,
dirija-sea ra nova D. VJ na mesma ca
tk precita- se de urna lavadi-ira.
_ J>i-sea.juros de dois por cento ao
mez at a quantia de jj.jo 000 sobre Grroas
i contento eu pinliores de ourtji : nest.
Typogr*fi se dir.
_ Quem perdeo no dia 8 do presenta
mez uro embru'ho de sedulas oa. loj.a de
livros da pr9 di I idependencia n. 7 e
J8 dinja-se ao me*mo lugar, que din-
do os sig n evidentes se he eutregar.
Avisos Martimos
P\IU O RIO DE JANEIRO segu via-
'.i> por estes oito das a E>cuna lz ainda rec be algunna carga, n passag-iros
paia o que i-m c >m nodos ; quero quiser
carregar ou lur de pas*ag-m entunda-se
com o C-pilao ol mm Arooriro (rmo.
P A R A O POR'f O segu viagem o Bn
roe Ventura Fe'iz coro to a brevidade ;
c|uiser carregar ou hii de passagem dirija-
ta ao Capito Antomo Francseo dos San-
tos ou ao seu c iiisignatario Jos Oapiista
itibeiro de Paria.
PARA O RIO D JANEIRO o Brigue
Constante forrado de cobre e de ha
roa cija as.diir corp muda b'revidade por
ter a tuii >r parte de aua carga prompta ;
ijuein qiser carregar uu bir de passag-m ,
para o que tero escelleiiles commodos 4i-
rija sea AJacbado Si Santos no forte do
.natos ou ao Capillo Mi noel Marciano
Ferreiiii.
PAKAMARSELHA, Livome, Geno
va, ou outro qualquer porto do Mediterr-
neo a Superior Polaca Espauhula Esperan-
V > Cap. D. Raimundo Malta ; quem q'ui-
-er c Me. Cslmont & Compsobia.
Ltel Jo
_ O Leilio annunciado para o dia *i8 ,
dos perlence da Escuna Americana Sadors
Kelurn iKufi agida no Rio Grand.- do Nor-
te ficou tranji'erido par terca leira 5 de
Ala ico no caos da aifandega, as 11 boraa
da inoiilia.
C o ni p r a s
_ Um peso de duas arrobas : na ra
Ducils padana i), la.
_ Uro quaito com cangallia e'cassam-
bas ; quem li.ver annuucie*
Cauoal de area pura entiilbo da obra
do ces da nbeiia ua ra dofl Quaileis
em casi do engeulieiro.
y. sfiavo i..uiuos de i5 a 3o anuos de
idade, coro olticio de pedicuro e ca pin 1
e Sr-o elles sendo d gradavel bgura ,
pira omivicj Ue engeuliy : airaz a Ma-
triz da Bj vista secunda cisa, a fdiar Com
ijuiuel Elias do .Vi.'Uia de inanlii ataVoi
y horas, e das du.is horas da larde endi
aiite.
Vendas
_ Duas ser a vas de riacho, mocas e de
bonitas figuias ruMOUa n, inm j e
laa loupa ; e urna uegrmha oe ia anuos
i" ilude com bous principios de lodo ose
vico de urna casa : na ra de Aguas eid>s
casa terrea D. J.
__ S co vaz.os navos ,p*ra sucar
e farinhi: cj casa de Hemono Al, briens,
na ra u* D i.
m, Lima molata anda imtca com ums
cria de j para t anuos ; sabe traiar do ar-
ranjo deium casa, cose engomma e co-
zinba : na roa do Li*r segundo andar do sobrado^jumo boiica do
5r. (Jiagas.
_ Um negro coro offcio de padeiro, com
>4 no de idadeV, ea cuja 00c upa cao ga-
nha 16000 ra. meniaes n6 se vende por
oicios pois pode se dar a contento, tam-
be m se troca por2 molequ.es anda musen
do muito ladinos ; quem, Qvpretender diri
ja se para o ver na ra das* larangebas pa
ixna D. 5 e pira ajuste na roa de Hortas
obrado junto a Igreja dos .Martirios.
Uroa esclavo creoutade i-8'a 90 a.n,
nos de idade cose clii cozinha o diario
ile urna casa e be rj^uitandeira : na ni 1
de Hortas primeira casa terrea do lado es-
q nenio bindo pelo pateo o Car roo.
Rap de Lisboa ltimamente chpgado
a 5o rs. a oilava bngi-s perriarobucanas
ije cera de carnauba, de G em lib/a igqaes
rs de l.ub'ia navaHias de barba e ca-
ivetes suprefnos, e o u ira i muitas miude-
7. is todo a preco cororoodo : na ra lar-
ga do R izario toja de miudezas D 7.
m O.seguintes livros na ru,a da Flo-
rentina casa ultima junto ao sobrado do
Eiras: l'ensa.Tientos sobre a filosofa da en
cr. dulidad- 8> mentada por VTmello 1000, manual Cbris-
(n 138), LouvQres ao S. S. Sernenlo
nuil rs., vida viotuosa 1000 modo de a
juizar por jurados a vol. aooo commen-
lario aobr o espirito das leis 16 >O mo
ral de confucio 1000, coligo de Napole|u
ifipo O'Jres ionges novella a vol. 1000 ,
p bacliarel de Salamanca a rol, aooo, dic-
cionario theologico 5 vol. 3aoo modo de
fe mentar a industria do novo 5oo reii ,
tialito das obng-ce por Traer a vol. I
mil rs. vida de Ernesto Gedeo 5oo rs. ,
roeditaclo robre a px >o de Christo 3ao
as. coracfo devoto 16 >j gemidos d >
Miii de Dos 800 rea.
_ Urna verrda na na doCotovello com
commodos para familia e quintal at a
roai : a fallai na mesma.
Sement de orlMice e bichas che-
goda ltimamente : lia praca da Boa vis-
la D. i.
_ Urna venda com poucoi fundos, sita
nos 4 cantos da Boa vista : a tratir coip
Jlo Alves de Carvalho Pono ou com Ma-
nuel Teiseira Barcelar.
Uroa rede de pescar rama oes t na
roa por detraz da do Faguodes da parte da
roai em cas do Vianna*
_ Uma negra moga cozinha engom-
ma e be lavadeira : no largo da Boa vis
uD 1$. ... .
_ Um liedo miilcque de naci, de ida-
de de i4 anoos nao tem > icios ero acha-i
ques, taz todo o serv co de uma casa ; uma
escrava d costa mu Sel tem a a anuos ,
naga por da 480 e uma dita de naci
beuguella de idade de ao anuos: pastan-
do a Igreja dos Martirios 110 primeiro an
dar do .pr.imeiro sobrado.
Um palanquim novo : na ra de S.
JusD, 13.
_ Um niolato de idade de ao a 3o an
nos boro corriroe trabalhador de cucha-
da e eutende alguina coisa de carpina: na
ra largado Rozarlo no segundo andar do
sobrado X) 8.
_ Barricas com farinha de milbn recen-
lemente ebegadas das .Estados Unido ,
e ditas de piegos prpprios para u?o dos
armasen de atsucar : em c l'orhler Companlua na ra do Trapi
cbo novo o 17,
Uma escrava de naci de idade de
a5 anuos, quilandeira .lavadeira cose
ilii e.ccsiulia -ultivel : na ra do Viga
no n. 17 no terceiro endar de manb at
8 horas e do meio dia as 3 da larde,
w- .Uroa purcio de cob-riores proprios
pnra escravalura : na ra do Crespo De-
cimfa la.
Urna escrava moca de. bonita figura ,
em vicio com nina cria de 6 mez^s e
tem ro,ia do Veras casa D.-J).
_ Para fura Ua provincia uma escra-
va creoula re idade de 18 a ao anuos co
/.i 11 ha o diario de uma casa, e engoroma :
na >ua da cidria .ve!ha loja de Jjaquim Jo-
s de Mello.
Jtt Uro piahno perpenilfcular rom mui
to pouco Uto ,.coro ri oilavase inei.i 1 na
ra da-Florentina D. 9.
_ Uma negrinlia de naci Bengur-lla ,
de idade pouco ruis u menos 16 apnoi ,
tem boa.figuia cozinha o diario de uma
casa muito h-bil pura todo o servco de
uma casa e principalmente de porta den-
tro : na tua por, cetiaz dos Martirios De-
cima 29.
Um eaqravb moco e bom trabalha-
Ihador de enchada : no pateo do Hosp.
tal do Paraso no sobrado pegado a oo
da Igreja. '
Dpi cavallos de estribara bons ar-
regadores: na padaria da roa do PeiVolO'
das 5 ponas.
_; Uma arncacio d toja no atierro da
Boa vista junto ao seg-iro Emilio: a tra-
tar na ra da cacimba armasem de Autonio
da Costa Ferreir,
J^scravos Fgidos
No dia 5 de Novembro do1 atino n,
i'ugiodo engenbo Piedade Termo da Vi|.'
la de IguarasW iim negro de angola
nome Dimingos Lopes fepresehla ter _
a 5o anuos de id.de com c .I)-IIos brc's .]
pelo lados das foutes baib'ib de boa
statura gros.o d corpa",' urna das per*'
ras maisgrossa e tero uma ri n sfr.-til
fot no ser lio e^Cravo de Fr-nciscs Carneiro
do I>oz-.no e supe se uidir fpot rquel-
les lugares por haver sido encontrado na
cha do cu pina com um sur rao de couro
deovelha as costas e urna espingarda
disendo a pest >a que o encontrou bir ao
serlo doJaa maridado de S6o45nr. hus
car bois^ Tutgs-se as autlioriood s polica.
es, espilles de campo, e inais essoas par-
ticulares, que delie liveiem' noticiay o
piefi io e loc^o couduzr ao referido en-'
genho, ou na tua Dneita D. 11 piioi^r()
andar por cima da botica 6u firKilmeiiie nol
ff jgados no casa de Jos Pedro Vellul0
que em quabiuer d. a despraete recompensar.
_ Na noite de Quima leira ai do QoT.
rept pelas selle noias desapareceo da
casa de Manuel Jos da ililva Neivu na ru
estrella uo Rozarlo Sobrado de dvis andar
que tem por bailo tenda de baibeiro um
rooteque meio novo ra Ierra que p uco
labe fallar, apellidad pelo nome de Gas-
par e sendo ptlo de Julo no poder da
Manorl Adro.no da Costa morador as 5
pontas quando d'ante. o posuio tem
milito Ijo.i figura, bem parecido tem do-
is denles da lenle d paite de cima ber*
los para os lados e a gerlgi va dos debai-
zo algum coisa rouxa representa de ida-
de i5 anuos pouco mais ou menos, foi
vestido com camisa de paniuhp 41 velhoe
rota pelas costas na paite esqutrda cilsa
de br 1 ni pai do de lista ja d-bolada e re>
meiidada rio assSento com cliitua de pintu-
ras encar arlas ; quem o ttver recolhido
laUez por v-lo vagabundo visto ada el-
le saber de ras ou delle ti ver noticias
certas dirija se a Cata a cima dita que re*
cebera uma recompensa de loos'ooo in.
_ Fugio 110 da a ,de ^eveieito una
preta de nme Francisca naci co'ta.
idade de -18 anuos ada secca macan!
lo rps.to altas be gaga, e lufa a peina di-
reita zaimbra quando anda esta negra foi
de Macei, e.lpicomprada ao i.'c Teen-
le Adelo Lopes de J. Anna e como e-
ja jirovavel t|ue para esse)ado( deM.cei)
tepha dirigido sua luga, roga-seas Auihu-
nda'des a quem.Competir a .fi>calisaclu po-
licial a e>|e re.;peilo qua alleudend a *
sigu.-es que se dio da.Iida escrava a '
aprehendei pieroetlo para a CirJde do
R'-cife a Joi. Baptista de S morador na
11ra de Agodt veides s. lirado D. 3 q"e
satisfar as despezaa da apprehencao OQ
grliBcar a qualquer particular que desem-
penhar esta eoiuiiussio.
Movitneiito NAVIOSaAillOS INO 1A ab
ASSU'; Brigue Nac U"iio Al. Antonio
Jos des neis em lastro.
AMSTAKDAM: Barca Prussiana Frede-
rica Mestre L Fiscbu Carga as.iucr.
MOgAiVHilQUEi Brigue Gobernador Vi-
dal M. iMcolu Alaria Passalaquio J"*
mor.
ENTRADQSJO DIA a6
GERSEY; da das, P.lacho Ingle I>s-
patcb de ida tonel. M-. liuch.m, '*
ga bacalbo : a Wc". Calm^nliSi Cum-
psnbia.
LiVERl'OQL; 33 dias, Biigue JngW
iViedtm de iy8 lor.tl.',', Cap. .KtJ
carga vaiios gneros;...Jqnbs Pctciso^
l'ittN. i i'vr. ukh; r.D lf9


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