Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03741


This item is only available as the following downloads:


Full Text

USO Dfi i839. SEXTA FELRA
G A IB IOS;
Fevereiro ai
Londres 3c l/a 3o 3/4 Os. St. por ijooo ccd.
Lisboa 8o por ioo premio, por metal, offerecido
Franca 3ss a 3a5 fea. por franco.
Rio efe Janeiro ao par.
Moedasdc6#4oo nftoo as velhas novas i4|3oe.
4|ooo 8/100 a 8|ioo
pesos Coluinnario i|64o a i#65o
Oittos Meiicsuos i/ooo a foio
Pnuces Brasileiros i|64o a i#65o
Premios das Letras, por mei 1 i|4 a 1 ira por 100.
Cobre ao par
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTBS."
Cidade da Paraibe e villas duerna preteoeSo ,
Cidade do Rio Cidade da Prtatela e Tillas dem......,
Villa de Goianna ...........
Cidade de Olinda ...........
Villa de Santo Anto ..........
Dita de Garanhuns e PovoacSo do Bonito. ....
Dittas do Cabo Serinbaem, Rio Formoso, e Porto Cairo dem 1 n, ai ditto dido.
Cidade das Alagoas e Villa de Maeai...... dem idera.
Villa de Pajau' de Floree.......... dem i3, ditto ditte
Todo* O* crrelos partera ao raeio da.
22
DE FEVEREIRO. NUMERO 44.
Todo agora depende da nos meamos ; da aossa prudenci*
moderacio e energa: continuemos como principiamos,
seremos apontados com admiraco entre as JNac mais aul-
las.
Proclamado da Assemblea Geral do Brasil.
Subsereve-se para esta folha a 3|ooo rs. por quartel, pagos adl-
antados nesta Tipografa, ra das Crasas D. 3, na Praea
da Independencia 5j e 38, onde se receben correepe*-
dencias legalisadas, e anauncios: insirindo-se estes gratis
sendo dos proprioi assignantes, e vindos assignados.
DAS DA SEMANA.
Segundea Sil
Todos os d,
Quintas feras.
Das 10, ea4decedi.
hor.
18 Segnnda S. Theotonio Prior. Audiencia do J. de Direito da a. Tara de manhl.
19 Terca S. Conrado F. R. de raanli e aud. do J. de D. de i. vara demanda*,
ao (ua'rta Tmpora. S tleuterio B. M. Sesso da Thesoureria Quarto cresc. as 5
e v minutos da tarde.
ai Quinta S. Maximiauo B. Relaco eaud. do J. da D. da a. Tara de manh.
aa Sexta Temp. O mlst da Paix. de N. S. J. C. Se*, da T. e aud. de J. de U. da i. T. de m
a3 Sabbado S. Laxaro Mong. Re. de manb. e aud. do V. O. de t. era Olinda
a4 Desmugo 1. da Quaresma. S. Malhias Ap.
Mar cheia para odia aa de Fevereiro.
Al 11 horas e 4a minutos da maoh. As 1a horas e 6 minutos da tarde.
mijkmm smb
PARTE OFFIGIAL.
PERNAMBCO.
COMMANDO DAS ARMAS.
Expediente do da 18 de Fevereiro de
i839.
Oficio Ao Exm. Presidente instan,
do pela satisfacio do pedido que llie hsvia
enviado acerca do concert da feicba-
dura do Cofre do Concelho Administracti-
to do 4- Corpo d'Artelheria.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. enviando-
lhe o requer melo do Alfares de 1. Li-
nha Expedicionario ao Sul Joaquina Isi-
doro d'Oliveira que pedia poss. fornecida
urna ressulra a seo Gibo Joaquina Esteves
d'Oliveira de 14 anuos de id.'de afim
dt que nao fosse remitido para o Exerc-
to eno atienco ser a nica pessoa que
velava na guarda de sua famila em quan-
to elle ausente combata contra os inimigos
do Estado, e informando que sua pre-
tencio sobre ser de juslica se b sea va na
Lei do recrutimento que tzemptava seo
filho por ser menor de 18 annos.
Dito Ao Inspector do Arcenal de \a-
rinha disendo-lhe que podendn acon-
tecer que o Comandante e Officiaes do
Bitalham I. de Cacadores tivessem ne-
cessidade de transporte para bordo da Char-
ra Amphiti'ite e que a falta dille pade-
ciese o service ; rogiva-lhe livesse a bon-
dade de mandar fornecer o transporte que
o Majoi* Comandante do mesmo Batalha
Ihe requisitasse, para objecto de servico.
Dito Ao Mejor Comandante do i.
Bitalhio Expediciousrio ao Sal duendo
Ihe que Ihe constava existir na Charra
urna laucha, ou bote der tinada para as com-
rounicaces de trra e por isso julgava
desntcessaria a requisicio que Ihe hivia
feito de um bote para esse fim ; mas que
em caso de nece.-sidade devia requisitar
traospoite ao Inspector do Arcenal de Ma-
rinha a quem se passava a oGciar. Con
cluis comoiunicando-lhe, que as outras su-
as requesedes tiohfio sido elevadas soco-
nhecimento do Exm. Snr. Presidente e
que anda nao foiio mandadas satisfazer.
Dito Ao mesmo procurando saber,
se o soldado Manoei Domingues de Santa
Anna s ..chava abordo da Amphitnte ou
ae bavia seguido j para o Rio de Janeiro.
Dito Ao Comandante interino do 4,
Corpo d'Artelheria previuindo-o de que
tinbio de embocar na Charra Amphitnte
6 prac. Domes sn Ihe iudicou, e q' tendo el as de se-
iem desligadas devia com antecedencia hir-
Ihes pastando as competentes guias.
Oficio Ao Exm. Presidente, envian-
do-1 he o requenmento do l. Sargento
Expedicionario ao Sul Jorge R0J1 igues Si-
dieua no qiul pedia pe inicio pira levar
consigo sua familia e que ae Ihe mandas-
se abonar aa conmedorias do estilo e in-
formando quanto primeira parte pela afir-
mativa disa respeito da segunda que
so Ihe competa racio de bordo durante
avagem.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., devolven*
do-lhe o reqaerimento da Mi i do Soldado
Manoei Domingues de Santa Anna e in-
formando que este soldado seguir para
o Rio de Janeiro com a 3. Companhia
do 1. Baialho a que pertencia ; que es-
lava no caso de ser dimittido por isso que
j servir na guerra do Para e ser seo
11 mi lio bem soldado boje tornado in-
valido em consequencia de um ferimento
que recebeo na Campanha ultima da Babia ,
e finalmente que nao se p >d ndo por aqui
presentemente dar-lhe demicio pareca de
juslica que so reclamssse o seo regresso ao
Exm. Ministro da Guerra expondo-lhe as
ras-s j ponderadas.
Dito Ao Coronel Comandante das
Classes disendo-lhe, que continuando a
permanecer infermo o Tenente Estevio da
Cunha Mendes ihe consedia prorogacao
de licenca que gosava para se tractar, ale
o fim de Marco vindouro.
Portara Ao Major Comandante do
D posiio mandando dar demicio ao re-
cruta Joze Francisco Nepomuceno, por
nio estar no caso de servir na 1. Linha ,
e assim o determinar. o Exm. Sr. Presi-
dente em seu despacho do 1. do correte.
Diversas Reparticoens.
ALFANDEGA DAS FAZENDAS.
O Brigue Ingles Fleta viodo de Hali-
fax entrado em 20 do correte Capium
Dogo Flockhurt, consignado a Me. Cal-
moul & C. -
Manifestou o seguinte
2117 Barricas com bscalbo 35 Meias
ditas com dito 3oo Pez de laboado de pi-
uho.
EDITA ES.
Perante o Inapector Interino d'Alfan-
dega Jacome Gerardo Mara Lumachi de
Mello se ade arrematar em basta Publica
no dia a5 do Corren e pelas onze horas
da manhai o seguinte impugnado por o
Guarda Francisco Andre Corcino Rocha
no De>pdio de J ze Biptista Ribeiro de
Faria sub o numero 4>7 00 valor de 48s
res.
4 Bancas de Salla.
Alfandega ao de Fevereiro de 1839.
O Inspector interino
Jacome Gerardo Mana Lumachi de Mello.
Na porta d'Alfandega perante o Inspector
da mesma, se hade arrematar em hasta
l'ublica no da 25 do correte pelas 11 bo-
da manhaf dez duzias de Cadeiras de Ser
deira no valor de lajooors. a duzia e
trez, e meia duzias ditas a i4'4 rs. a du-
zia, impugnadas por o Amanuense interino
Ignacio Francilco Martina, no Despacho de
Joze Baprista Ribeiro de Fara n. 4107.
Alfandega ao de Fevereiro de 1839.
O Inspector interino
Jacome Gerardo Mara Lumachi de Mello.
MEZA DO CONSULADO.
Pauta do Pieco corrente do assucar, e al*
godio, a mais gneros, que se despa-
chad na meza do consulado de l'er-
nambuco, na semana de -ai a %"] do mez
de Fevereiro de 1839.
Ass. B. N. I. sorte.......... 2U900
,, a. ,,........... aUBoo
n 3 > ........... aH20'
1,600 4.............. 2?5
, 5. ........... au.100
,, 6. ........... aa5o
Dito velho 1. aorte.......... aU6oo
a. ,............ aU5oo
,. 3. ........... 4oo
I,00 4- M ........... ^
5. ........... a'oo
,. ., 6. ........... lU95
Ass. M. N. i. aorte ........ 1U700
i,5oo a. ........ f00
Dito velho 1. aorte ........ iU43o
9^ a- ........ I00
Algodio 1. wrte........... 7U800
a. ........... >8oo
n 3. M ........... 5U8oo
Jos Maria Cesar do Amaral.
Joio Francisco Duarte.
Feitores e conferenles.
CORREIO.
A Charra Aophitrti, recebe a mala pa-
ra o Rio de Janeiro boje (ai) ao meio dia.
ARSENAL DE MARINHA.
EDli'AL.
Causando embaraco e mesmo damno,
as embarcaces miudas do trafico do Porto
d'esta Cidade a c. nservscio de ancoras e
e aocoreUs dentro do Mosqueiro ; isto he
d'aquelles u'esies objectos que ficao de todo
emcoheiios as mates cheias : o Inspector
do Arcenal de Marinba eucarregado da Po-
lica do Porto faz sciente aoa respectivos
dornos que quanto antes os hajao de tirar
dos lugares onde existem sob pena de que
assim o nfo pralicando aer tal tiabalbo lei
lo pelo mesmo Arsenal ao qual se indem-
nizar da despeza que com elle se fizer.
Inspecao do Aisenal de Marinha de Per-
nambuco 19 de Fevereiro de 1839.
Manoei de Siquera Campello.
Inspector.
PREFEITURA.
Parte do dia ao de Fevereiro de 1839.
Rlm. e Exm. Snr. Forad presos hon-
tem a minha ordem e tiveraS boje desti-
no : Trajaoo preto escrsTo de Nicolao
Rodrigues e Pedro Marcelino Ribeiro ,
semi-hranco pelo Sub-Prefeito da Fre-
guezia de Santo Antonio este por ter in-
sultado a urna muiher e constar que coa-
turna andar armado de urna pistola e
aquelle por ter pertendido fugir para An-
gola ; Reza prela, escrava de Joze da
Cunha Morena e Joanna tambem pre-
ta e escrava de Paulo Joaquim Pimenlel ,
pela Guarda da Ribeira por esteren em
desordena profferindo obscenidades es-
botetiando-se mutuamente, Antonio tam-
bem preto, escrivo de Joze Epifauio Du-
rio pelo Sub-prefeito da Freguezia da
Boariata por ter arremessado ao chao um
minino ; Juo Jacinto de Carvalho bran-
co pela primeira P.arulha da Santa Cruz,
por infraccio de Posturas ; e Joze Maria ,
indio pelo Sub pu-leiio da Fieguezia dos
A logados por suspeiu de ser desertor do
1. Lu.hi.
E' o consta das parles boje recebidaa
ensta Secretaria.
lieos Guarde a V. Exc. Prefeitura da
Comarca do Recife ao de Fevereiro de
1839. lllm. e Exm. Sr Francisco do Re-
g Barros Presidente da Provincia.
Francisco Antonio de S Brrelo Pre-
feito da Comarca.
A imprensa do Ro de Janeiro.
Si lei existe que nem huma utildade
preste, porque tem-se reconhecdo quan-
to illusoria sua garanta a que pu-
ne os abusos da liberdade da impien-a,
Quaudo um homeiu vos insulta depaLvras,
vos o levaes ao Juiz de Paz e fasei com
que se Ihe applique urna peana corporal:
se outro porem vos insulta por modo mais
vehemente anda, e se para confidente do
seu crime loma o publico todo imprimindo
seua naques contra esse hornern ns5 se
exigem penas algumas Assim de duus
chimes ita mesiua ii'.tuiesa o menos gra-
ve he castigado, o mais grave fica inpu-
ne Extravagante incousequencia Assim
vossa honra, a de vossa familia toda que
tanto zelaes, tos as bareteaes a audacia de
um follicularo .' Pasis bem, que a lei
impotente para proteger-Tos ; s sus pro-
teccao implorar, achar-vos-heis burlado :
e vosso detractor juntando oescarneu ao
crime, alardear seu triunfo sobre a im-
potencia da lei e sobre vossa honra. Toda-
va, poder isso assim persistir por muito
lempo ? Nao : urna lei viciosa, improfi-
cua, que nem huma gaianlia ofierece, de.
Te quanto ante ser reformada. Ou risque-
ieda constitoicio do imperio a restriccio
q' ella imj5e a licenciosidade da imprensa
e esiabtli ca-se como o acaba de faser
Fructo Rivera em Monte-Video, a plena
e inleira liberdade de assassinar com a pea-
ni Ann
^.^-ae. ..,- ismm


\
r
i
d'ip er m vm b u g o
-N
ou ento emndese essileiqtle dio I dimerlto: Eu rae mararlthr todos os das,
deque Vnliaire, quVno's fez CorinVcer, e
saborear Locfce ; Voltafire que combiteo ,
e vertceo tintos pn juiz 's mta'phyaicos, le
nIn continuamente urqelamadd e propa-
gado nqnelle. A Relrtiii'o', diz elle eni
vinle lugares de criado human* ; e por
issova'i segundo os lempos, e loares ;
a Moral toda divina ; foi afpressa em
n, pela rrtSo da grande Ente'; e 0or is'so
que ns S"iis* principios sao os me'sirfs em
todos os Poros: c a prora qu- elle d d'.'
ta fdsa estarci, que em loda- a parte
assassiuio e, o ronbo, fura poslos na
cla-sedos criraes ; qHi- em toda a parte foi
condimnada a violencia, e a fraude. Qui-
zara en tamhrn qu se disiWae que a
Physica. de creaciodiriria pois que os
homens nunca variars snb d'esta Setenis ; e todo- ennrornV ena di-
er, qu- o f >go quente o sol luminoso,
e'a agoa liquida. Certo que doi^s bomens
nao piilia viver junios sem onhecer que
se um matasse, trua nu perturbara as rantagens da sus
SoeirfVde ; e (|iie se depois de teremi ene-
ira lo a entender so ; e a eonrir em pfo se
fazereni mal, infringisser m au ajustes ,
inda a scguranca desapnareceria toda a
felicidade (icaria aniquilaba, da mema
orle que nio podiu existir sem on^eeer,
qu se queiraara com'foso, e se mollia.
ciiri ag. Ej taos os grteros hi
na
<' sino huma buila.
Nio queremos sensuras previas nao
juisos priraliros 5 nio queremos peni-
que cada peridico (raga assignado niuit'
de um editor responsavel ; que este preste
para poder escrever, urna cando q' chegue
para assegurar o pagamente das muila-
fm que poss incorref e que a legisla-
do penal a respeito dos sliuro* da imprensa
seja modificad* deminuindo se ou antes
supprimindose iuteiramente a p-na corpo-
ral, e nggravando-se a p- na pecuniaria,
ficando pala seu breve pagamento res pon
sarel a cauco d. edictor, e em segundo
lugar, eos falta delU, hypothenada'a im-
prensa que o houver publicado.
Urna le dessas temos que en nada of
fende os principios de l-berdide e equ-
inos que ella nica seria capaz de
acabar de bum golpe com todas isas in-
famias com que a imprensa 1 pp sionista
procura facilitar o triunfada anarqua edi
immoralidad.).
(f) Chronists).
ConliuiicSo do N. 29-
4* Da propenso a clTender B Sociedad*, e
os mus meuibros ou das inclinaces vi-
ciosas.
C, o
orno pois sja um projTlo quimrico o
de tirar se aos homens lod* a occasiio de se
offenderem mutuamente, i>o resta nitro
m-io para imped-los de o fazer senao tirar
Ibes o desejo d'isso 1 e como a accao das
leis repressivs nao sen lio completa nem
a sa execuco lio infallivel que possa a-
niquilar immediatamenle o desejo de com
rnelter urna accao prejudicio todas as ve.
z-s que elle se despertar 110 espirito a um
liomem ; coiivcm paia coffiluler o mal mo-
ral em urna Njcso recorrer a todos os mo-
dos indirectos d'infiuir sobre as nelinaces
de seus mabres. Sao cutres tantos meios
auxiliares dos quacs oda um bem fraco.
mas cuja unio tem todava um grande po-
der e vem a ser om supplemento impor-
tante imperfei^o dos meios mais ennr-
icf
Aqui que o nosso assumpto se torna
immenso porqiianto nada lia no Vlundo ,
que nio influa prxima 011 remotamente
sobre a propenses dos homens : com lu-
do, se, como est demonstiado lodosos
actos da nssa vontade nio sao mais do que
consequencias dos actos do nos-o uizo, sp-
gue-s que para conducir quel'U nao
se li ata se,iio de dirigir este ; e que o un
o modo de fazer querer urna cousa faze
la julgar prefeiirel, Assim tudos estes
meios lio diversos d'obrar para bem 011
para mal sobre as inclinacoas dos homens se
leduzem em concluzio a doulrina los bem ,
ou mal. Esle va^to syslema d'educacao en
yclopedica se divide naturalmente em duas
parles mui di.lindas : a educacio dos ho-
mens e a dos meninos. Occupemo-nos
primeiro d'aqu-lU de queaoutra nao ser
senio urna consequeucia.
5. Da educacio moral dos homens
J que nao podemos gozar, e soffrer sp-
no era consequenci de nossas faculdades ,
taes quatssio; j que nio est em nossas
roaos fazermo-nos difTerenles do que so-
mos : jaque nada podemos mudar u'aquil
lo que consllue a nossa naturez? e a de
todos os entes que nos cerca5; ja que lo
das as vezes que dcsconhteemos esta Purea
maior s sentimos impotencia, e con Fu-
si o segue-se que o noss maior interesse
eslndar as leis d'esse poder invncivel .
conhteer o que elle ; e que a vruade o
nico ciminho da felicidade. Mas como
ludo se b-mita, e liga por urna n'uttioTo
infinita de relaces j como neiihuma verta
deestreme, e estranha s outr'ss, deve
mos d'ahi concluir que neiihuma e ndifie-
rente para a nossa f. licid de que henh
raa realmente intil eque lodo o erro
pernicioso.
Aisim om erro I) m anligo e absr
lo o de crer que os pr iucipiot da Moral ex
islem como infusos rm's nossas cabecas qu
sio es mesmos em todas ; e em coufo aii-
Oade deste sonho, snpijr n'elles rifo se
v.o
verdad?s tioestremadas, que uinguem p
'le desconliece-las. Mas o qu prova isto r
Tem por ventura deixsdo d* haver diver-
gencia sorire as mais impoilantes conse
quencias d'ess^s v rdades, todas as ve/es
que o se nexo cheg a ser lo delicalo ,
que nem lodos os espiritos poisao percebe
lo ? E ser a Moral mais isenla Peste in
conveniente do nue as out>as tciencias? E
1 1 il .... f _
o que se n o porjera sustentar. Certamen
te o erro de Moral, que consiste em pen-
sar qu iodos os nossos vicios provem do
diieit de proprledade ou qu se a a'ma
morresse como corji, nao trr'umos inte-
resse. em ser probos absolutamente do
mesmo ge'rer qu erro d Pbjsica que
consiste ein julgar que i trra i Immovel,
ou que o a> riio pesado : tanto um cmo
o otro pVcdem efe'se rilo conhecer a cau-
sa tos effWts apparentes e nio se ir a pos
a cabe a ctos p'rinomoos'.
Desterremos pois esse anligo prejuiro ,
que na"o milis" dd qVe on ramo triquetle ,
'I ie supptinha innatas todas is noVss idIs ,
isto e nossas prtepSe existindu an-
tes (pie as' tendamos pVrcebid ; e reconhe-
c -nos quen Maral urna Sciertcia que
comp<).n"S, assim como todas t ootrs,
dos resultados de nossas experiencias e
refl-ji5es. S'iihs pi imeiras lioc'5'S as nsis
si m pies sio evidentes por si mesm -s ; todos
as reconhecem : mas as d'uma ordem mais
sublime nfio sefaiem i'gtllm'ente percejiti-
veis 4 todos DS espiritos e ao pasio qii el.
las se complic, dilato, e recahem sobre
relac6es mais roafliplrcids, excvdem 6l-
cnce d'um numero maior d'hmens. De
bald faramos-, com que um selvagem
comprebendesse a delicadeza dos nossos sen
timenkos nraes 6a o ehcideam'fenlo dos
nossos deveres sociaes nio menos do que
os mais cientficos cOnlucimentos da Pliy-
sica; e muitos homens que se dizem civi-
lisados, sio lio incapazes d'uma como
d'outia cousa. Anda acurescentaiei mais :
nio sendo Moral outra cousa sent o co-
nhecimenld das nossas propenses sen.
timemos acerca da nossa felicidade ella
urna mera aplpicacao da sciencia da geracio
d'esses senlimenlos e das ideas, deque
elles deriv.O. Os 4eis progressos pois nio
podem anteceder os da Metaphysica ; e es-
ta como o prova a raso e a experin
cia sempre subordinada ao estado da
Phystca d qile aquella nio mais do que
urna paite. ( 1 ) Seg'ae-se por tanto qu a
Moral sM|rrWf>lodas as Sciencias a ul-
tima, qu se ape'rfeidoa sempre amenos
adianlada sempre arJIella sobrp que as o-
p'inioif tia's s devfW dividir: p >r isso,
s o liottrmos', achuremos qua os nossos
principios m ora1' jW^ lao longe de ser uni
formes, que lia etfe resp-ito tantos mo-
dos de rer e sentir quanlos individuos;
<\W esta drersirt^rfe qu- consllue a dos
cira'r'tfs'- e rf'oesem o adrer-tiroi"*, cada
homrfha feri s-u sv.tena de Mor 1 quelite
pnnrio, ou antes um montio confuz '
rPidis sem nexo que nio merece o norn-
de systema mas que Ihe faz as rezes d'el
A' vista do exposlo lalvfz paree' qne
todo quinto se pode fazer pin torimr tu
dis est pan se esldhelecer urna Moral m is si, e
mais certa se reduz a multiplicar e rer
feicoar o mais pnssivel o seu ensino direc-
to : todsvia lien' |ng9 est de tirar ta'
condumio. Observarei i" que sobre a mas-
sa total d'um Poro nonquissimos homens
tpm lempo, e vontade d- seguir um longo
curso d'instr'c'ptN). 'Airida mero* ha
quem'tenha a cXfa retes an vas* sf r^rn'i d'ihis bm li'fkjdas.
3o Felizmente s o Legislador na Socieda-
de obrigado a pissuir tod.is as partps ds
Moral, se;rundi urna ord-m lio m-lhodi
ca por dedueces to rigorosas; tedas
os aemais cidadios so liao mistr de conhe-
cer alguns resultados p incipaes de
maior importancia quasi como os artistas
que para exercerem a sua arte contenta
se com algumas regras exnerim ntaes e
psssa mui bem sem profundar as sabias
theorias, sobre que ellas sio biseadis. 4*
Accrescentarei que de lodas as verdades ,
qu conb cemos. as que peior sabemos,
sio sempre aquellas que nis fors ensilla-
das direclamente porem as que n* mis-
mos deduzim s da observacio das cus n ,
que nos c-rca, as que nos sao diariamen-
te recordadas pela experiencia de to-
dos os instantes, essas sao as que realmen
le possuimos as que s inlroduzem em to-
das as nossas combinac -s e as que influ-
em sobre todas as nossas aeces. (a) Fi-
nalmente convem nio esqucrr que o lio-
mem tem smente tres osp"Ces de necessi-
dades a sati>lazer; as necessidad css, de conciliar a benevolencia dos seus
semelhantes, e a d grangear a sus pro-
pria e de se.nlir-se amado e contente de
si mesmo. Ha s tres cousas, que evitar
para ser feliz, a punica o opprobrio, e
ormorso. Por tanlo nao ha mais do que
tres motivos para conforraarmos as nossas
aeces com os preceitos da Moral, quando
os cinhecemos para nos conduzirmos do
modo o mais virtuoso isto, o mais til
sos nossos semelhantes e a n) mesmos.
Ora, dstes tres motivos, o ultimo o
unico que o ensino directo pode augmentar
e fortificar. Os dous primeiros, que sio
incompravelrhehte mais poderosos sobre a
uuasi tolalidade dos homens podem ser ou
favorecidos, ou aUnullados, u al torni-
llos enrgicamente contra'ios por todas as
instiluic-s sociaes conforme forem boas
impeifeitaiou ms. Ve se pois, q' o ensino
directo, anda o m- llv>r, tilo p le produzit
ontro ell'eito mais do que fazer entrar n'um
pequeo numero de cabecas todas as ver-
dades abstractas- da ai Mra
e 1u por
consegu inte bem longe oe ser o si u Omco
ou principd apoo a s ua liblidade l!W(,'
se a accelerar o succpsso das pequ,z le genero, e aperfeicoar a tbeorta dVsti
sciencia ; mas'nio" pode chepar a difuodjr
e pfnp'gir a; sus practica. ^ O ensino dd
a homens feit"S Tornfara n'um paz a'gUn
Moralistas especulativos mais Ilustrado!
p-irm nuuoa Uii immediatamente ntiil
vi-tn^so o grnsio da N'-icio.
OsL-R'sIjdjres, e Gorernantes sao os
verdadeiros preceptorej da massa do gei,ero
buman, os nicos cujas lices lemelfi,.
ca. Vio cessarei de rpVif, qUH pnn(lii
pilnente a inst uccao moral consiste tud,
ms actos da legi,laco e administraeio.
J vimos qu3 grande o seu pt)dl>r p,rj
augmentar ou diminuir o numero rftf c.
ca.ies que os bomen tem de $e dSv.
rem e ira reprimir as ecas r< r>r*-hena.
veis.
( 1 ) A rasfo d'esta .dependencia na 5 e
assaz pa'pavel. Porque, nio preciso es
grandes conliecimentos physicos para bem
observar o modo, porque se forma as
nossas ideas, e as mais admirareis deseo
bertas em Pliysica sio ainda mui insuffici
entes para nos revelar as causas d'esla ge
rsc,io das idiS. Par'eceria
pois que es
. lando estas duas Sciencia- separadas por
que 01 gen mais celeste d que em todas asjlivas impenetra veis sio ndependente* u
outrasrdea, que existen ifr tfdfto ehth-'raa daou'fi. Tbdifia tomb o ospirilo I bff.
humano sempre impaciente de ligar as suas
ideas com? o observa Smith tanto mais
leiher'nrio em explica?es quinto menos
1 ico de factos capazes de contradize-las
acontece que a manis das hypotbeses domi
ni a Pbysica nos lempos ('ignorancia e
siibjuga ainda mais a Metapbyuca como
menos cnobec da. Dahi nascera lodas as
aupposices gratut,s dos espiritualistas e
lodosos sonh' s da Pbilosoph Platnica ,
quebarulhaai da militas cabecas, trans-
portando-as siena dos lemtes doconhecitlo
para as fazer rag.r at as raas'do pnssivel 5
o estes sonho-. desapparecem gradualmente
a proporcio que os progressos ds Physica
augmenta a massa do que condecido ,
dio-nos animo para consentir em ignorar
mos o que est alm e nos desgosta de
buscar advinlul-o.
("i) Era isto que fa/a dizer a urna
mullier d espirito ; A raso esclarece mas
nao guia. Accrescrnle se : quando as suas
iecif-s nio se m transformado em ha-
Mostremos cous Igns tXenp|M
que elle nW 'menor para sdlTc^r us ger!
me* das inclina9.>s viciosas. (3)
fjm Moralista demnstrala muito bem a
se"ijs otfviite* o leitor qV seells fi/.erem
conducta nfl seio A su* fanfilia privar-
e-hio d'uma felicidade interna que II,(J
hoovera grangeado'mil vezes mais docu-
ras, do que as riquezas que ambicion.
O tefislador (fje < stabelece a igilildade das
pirtilhas e a impossibilidade d testar,
aniquila com um traco de penna at o ger-
men lodo o se.(ilmento de rivalidad entre
os prenles, etrna os cuidados da amnaii
inaccessiveis ainda susp-iU de sereu i.
teresseiros.
Plorar s". ha fcilmente que para un ho-
rnern ser feliz, deve fazer por ter otni com-
panheira que Ihe conrenha e filhos que
se I lie ass-raelhem ; mis s a le do divor-
cio destr o tres quartos dos casamento
por interesse, manten a uniao nos outroi
pela possbilidade d se romperem e me-
Ibora todas as educacoes pela boa imelli-
g'-ncia dos pas.
Um pobre professor repetir lodos 01
das que cada um se dere decidir segundo
a sua rasio; aue ell a nica guia do ho-
rnera ; que s ella basta para Ihe fazer co-
nhecer que elle tem um rerdadeiro inte-
resse em ser justo : pouCo aproveilar. 0
Legislador dixar de assalariar quesq'uer
padres e de consentir qtie elle >e iniro-
metta em cousa alguma dos actos eivis e
do ensino : ao cab de dez annos lodos
pensarn como o professor, sem que tila
lenha dito urna s palarra.
ulrose esbofar para fazer rer qus 11
virtudes eos talentos sio as nicas qu di-
dades preciosas conforme a le recoiihe-
cr ou proscrever a igualdade das candi-
c-s, assim a opiniio geral ser pi ou
contri elle.
De balde mostrar que os sucessos nu
sciencias sio o meio mais meritorio de ser-
vir a patria, se se observar que um ve lu-
co asi to adquire n'um anuo mais conside-
rado e crdito do que um grande hornera
por longos trab ilhos.
' bm fcil de demonstrar que uns ho-
rnera que f-z por grangear urna subsisten-
cia commoda por meio d'uma niustri* de-
decente e til ao seu paiz goza de mais
satisfado interior, do que aquelleque viva
de vergonhosas hapecas, ou que definhl
na ociosdade. Todava, se mil caminhos
se abirem para se adquirir riqueza pe'*
rapia e pela fraude ou para se receber
do Estado grandes beneficios sem os haver
merecido, todos se precipitado por elle*}
entretnt(> que se todos os meios de fortu-
na demasiadamente rpidos forem pieve-
nidos por urna administrado econmica
dos b-ns do Estado, por urna giande se-
guranca e facilidad- d'emprestiraos qoo
f-z ahaixar o preco do dii beiro por urna
grande bberdade em exrcer lodosos gene-
ros d'mdusti ia (ibeidade, em que rom-
prebendo a d'iirpo t'do e exportado, )
que diminue os lucros pela concoireiicia ;
finalmente se a prompta dispersio das
(3) Nnguem se deve admirar dea-
char aqu recordadas instituites mencio-
nadas nos artigo antecedentes; poiquanlo
lepnmir o criine diminuir as suas occa-
sies. t-cmbaler as incliiinces viciosas,
a eitos que muias ve7.e se confuiidem,
muisas vezeso mesino considerado debai-
xo de tres aspectos diiTerenti-s.


f
^mm

W V$
DIARIO DE R IIAMO0*
3
fortunas adquiridas for favorecida pela
gmldade das partilh'S e impossibilidade
ilf tentar ver-iH-h logo dedicaren! se to-
do* alrabalbos uttis e tomarem os costa -
mes d- urna vida activa e di una exilen-
le a modesta.
Por rasfjue ae P" fidelidade de-
ili amUade e o respeito innocencia,
I i.iqiia a le favoreca as denuncias e
,dinitu as eonfiaraee, part s* vereca mu
ii|)lm.r as Uatio-s e cjidemoace in-
justas.
So a multiplicidad dos seqaeslras fa-
i mais administradores (ornarem-s* ve-
Iliacos e mais velbacos vircm a seradim-
nistrsd >res, do que todas as lices do man-
do p ider prevenir.
Bastara' que os funcionarios pblicos
pos-o eflecluar sbitamente urna excessva
quantidadri de compras e vendas pita
transformar lies queras partes delles em
especuladores de donativos com vial,cao dos
tem dever< s, h despeilo d todos os ser-
mes phiiosopbicos, ou religiosos, eoque
muilo mais forte apesir de toda a vi
;il nicia da mesla L' i. Em qnanlo da
(ipioiio publica, o grande numero dos cul-
pados bem depresse a loimt nuil.
E' desnecessario multiplicar mais destas
ril.ciVi. Accumulei kii) grande numero
deltas muilo menos para provar urna ver-
dad* to clara, do que par* dar ejemplos
das desposicoes que considero t-rena maior
influencia sobre moralidade dos homens.
( l'iaduzdu )
(Coutiuuar-se-ha).
Com mullicado
Duas palavras sobre o communirado de
hum Peruarobucaao publicado em o
Di i lio n. 4->-
Desde lempos immemoriaes (coaseca-
reraos lambem ) ornara de forroo.so pal.t-
vreado e dieces pomposa os cbarlaties as
formlas de seus especficos e remedios u
niversaes. Nenhum pretndante deide a
fundaco da Sorbona, al nossos dias,
deixou de fazer valer sen mrito per* n te a
Auloi idade concessora na melbor frase
do Mundo, ssoalhando virtudes, conhe-
cimenlos ser vicos e al futuros de utili-
dad- j que pe lacos de Cicero, de Demos
tlienes se escolhiio ; latinidades : o hebrai-
co, at ogrego e caldeo vinha muitas
veses adulara eloquencia e provara capa-
cidad do opositor Sira Senh res Redac
clores ; mas nem par isso se poda com es-
ses preliminares contar mulo com s scien-
cia do proposto $ ero capas cortadas e a-
Imhavadas nao por aqu.lle que s trssia,
roas pelo alfaite. Deste jaez se pode con-
sideiar a introduccio famosa queixa do
Sur. Hum Pernambur-ano que pira
contar que o Snr. Manuel Ptdro dos Res
foi reprovsdo no exame par Pratico do
porto, invocouos manes de <|uantos Sler-
litki Slerkks composero laboas de loga*
rit limos : nao nos assemelhemos pois, e
deixando a carreira brilhanle a aparatosa
do Snr. Hum Pernambucano tratamos
de mostrar-l!ie e so respeilavel publico,
que o Snr. Pernambucano, acreditou de
leve em alguma informacio em demasa ex
Bgerjda.
1. Faz este Snr. crer, que huma fami-
lia em l'ernambucco possue exclusivamen-
te a praclicagem do porto, he hum erro,
ou antes huma faUidade 5 por que exis-
tindo presentemente onze prcticos seis
de carta inclusive o Snr. Parrad mor, e
cinco de brenca entre esses somente dous
sao irruios, e o dermis nio sj aparenta-
dos ; be facto publico, que desmeute esta
primeira faUidade.
a. Ostenta o Snr. Pernambucano ,
qnanta pode a sua eloqueneii ostentar a
moravilha de ter o seu aGlhaddo como
Comrnudaiito de bum Paquete, servindo
nelle de pratico da costa e do porto do
Para' demnuindo graluiluroenle ao Esta
do essa despesa e assira provando a sua
excellencis, e preferencia aos acluaes pr-
cticos de Pernambuco,- porem naadveitio.
que essa ostentacfo preferindo o melindre
e capacidaJe de mullos, estes haviio de
faser ver ao respeilavel Publico, que esse
rneiito nao be lio babalisado, sabendo-se,
quemnescurr Alcntara, tvn tizo Ib >tto
borda, que o seu afilbado levava sed pra-
ctico pela costa, eofasia entrar no porto
do Para, demandava de seis a sote pes de
Agoa como qualquer alvnrenga, que pas-
sa in mine por cima de restingas, bmos,
Ienc5u e toda a qualid nao adveriio, que a pesar da pnq picdade des^a alvarenga, qusndo o se
afilhado entrava ou sabia do Porto de Per-
nanbuco eropre era coa practico como
se Ihe pode provar por documentos re$ul
tando do expendido a iliaccio que poda
me-mo conceder-se ao sen afilbado, o mais
completo conhecmento da costa e do por-
to do Para s-m com ludo isso provar o
conhecimento practico do porto de Peraam-
biio e o facto do exame o convence-
i Queixa-s o Sr. Pfrnarnburano de que
nio acertando as respostas ao exame o seu
itilhado, os examinadores nem porisso Ihe
n<>tavio quaes as marcas de que 0 inque
ro. He notavel a arguicio.' O acto
linhaporfimun exame, e nao oroa lic-
co Je praicagem ; que obrigacio ha-
vi de transformar-se os Examinadores em
Mestres e a salla do Arsenal em escolla?
Se o6m do seu afilhada era apren-
der a practica do porto, nao er -
quella a occasiio ,e assim provada est a le-
viandade da arguicio e sua futlidide.
Em q 11a uto manobra lio hem niolem ra-
*io por que a manobra la fora he huma e
dentro do porto, e ns sua entrada he
milito mus minuciosa h differeate. Se
bastasse possuir huma carta martima do
porto para poder ser pralieo do meamo,
entao rss-'s naesmos extrang-iros, que clie-
go aqu pela primeira vez nio neccssila-
ra de prcticos, para a entrada e sabida;
verdade lo saliente que esse mesmo tu-
tor da'Car la existente citada pelo Padri-
nho do afilbado, Diogo Jorge de Brito. to-
das as veses que veio a Pernambuco cha
roava Practico, para metter a embarcaco
dentro e botalia para fora. Ora pa-
rece que esta prova nio tem rcsposla.
4- He outra espinlia ter dito o primei'O
Examinador queomappa do seu afilbado
nao servia para o exame. Nao se pode du
vidar da exalida da resposta. O exame
practito do porto nao he exame de carta
topogrfica o sen objecto be outro -, esse
mappas, embora Iraga huma ou outra
marca n5 Irazem mesmo todas aquellas,
que em hum caso ae precisa, ora varian-
do os casos, como vari 5 os venios, e as
oceurrencias, esta claro, que sem se res-
ponder a todas as duvidas enlasucitadas
nao se pode salisfaser o fian ; islo he pro-
var a idoneidad e capacidade de exercer
a arte. E pe grataremos lambem, trasera
os mappas do afilbado a mareca respecti-
va ? Nao, logo, abstraiodo do mais, be
evidente que o mappa fui beta regei
Udo.
5. Mais huma faUidade lambem profe-
rio opadrinho, quando avancou no seu
Communicado, que o segundo Examina-
dador nao sabe escrever ae quiser, se a
fectar duvid-r, nos lh'o protaremos mos-
trando que esse examinador sabe ler e es-
crever
6 Outra faUidade he aquella que
profere o Padrinho quando afirma, sem
necio de ser desmentido., que esse Exa-
minados practicn tres mezes e vaporou-
se depois, aba pouco lempo reapircceu,-
e porque h- competente tem caita geral.
Proferio sim nio s huma como muitas
falsidades o Padrinho em lio poucas pa-
lavras e Ihas memoramos. Esse hornero
de quem o Padrinho a vanea tanto ; prac-
licou neste porto dnis anuos relirou se
daqui em i8ai por ser Poituguez ,
e p-cato loinnu em i8a5, sabio nova-
mente por sq'iella primeira razio, em
18J1 e pela ultima ves lornou em i836;
logo he faUo que practicasse somente
'res mezes he falso que se tivesse e va-
porado, e he falso que ha pouco lempo
reapparecesse; e que por compadrescos
' blivesse a caria geral. Desejaremos sa-
ber a que allude esse Padrinho, quando
filia em conop dresco tendo o hornero
'le que se trata oblido a caria em i8ao ?
Querer inculcar o Pedrhho, que o Com-
judie du Examinador he o Illm. Ins-
pector actual e que pelo mesmo princi-
pio de conpadrsco ii fluir na reprova-
cio do Afilbado ? Querei persuadir por
ulrtf, que o Compadresco de 1820 e
prejudicou e a seu Afilbado por ser o
Examinador hum fillio, huma crealura
desse compadresco ? Ou por huma ou
por outro forma nio conhecemos o senti-
do darefixii. S-r. Rodadores o que
entendemos he sim que o Padrinho
qmz desculpar a infelicid.de do seu Afi
Ihado qui fazello conliecido mas eco
vez de procurar meios honestos sera pre
judicar o 3. despenhnu se offendendo
quem nio he capaz de o oflender nem a
seu Afilbado e que apezar mesmo das
oUeo-as escripias desejara poder escoar-
so a esta sisa pies resposta.
Mas anda contina o Padrinho a dar
regias e eslabellec* qua be preciso, pa
ra que taes reprovacoe te nio repittio .
que se taca huma norma de exames.
queial, S*s Redacfores, nio quer o bo
siem inculcar de Legislador Huma nor-
ma de exames naturalmente hum cathn-
sismo ordenado ent per, untas respostas
para mlbor intelligencia das crianpas ; e
que tal li o Afiliado por quem 01 a esse
Padrinho i*
Nio ouvio, o Padrinho sobre que ver-
so u o exime e qud he a sua materia ,
ou se ouvio a memoria e a intelligen-
cia nena Ihe conservarlo as palavrss ,
nem o sentido alias nio aaneara lan-
os paradoios,
A norma oh rasio do exame, como
Ibe queira chamar o Padrinho consisti,
e consiste sempre em reconhecer se o
Examinando est presente, no conheci-
mento pralieo dos fundos da mareacio
nesses fundos e canses das halisas cer
tas, baixos variac-s de mares e mais
accidentes', que mister se torna ao prac
tico saber exactamente para bm exercer
o seu oficio a nio. hum catht cismo como
ds -mos exige o Padrinho.
He de notar, que eslremando-se tanto
o Padrinho esa render encomios ao seu
Afilbado nio nos provasse so menos .
quando afirma da sciencia practica, que
elle tem do Para fados positivos, v. gr .
que nessa extraordinaria precUfo, que
h iuve de prcticos daquelle porto aesse
assedio e rebebi, o seu Afilbado mel-
tesse tantas embtresces dentro, d ilasse
tantas fra porera nem huma ao me-
nos tras elle em abono de seu Afilba-
do por onde fioamoi convencidos, que
nem sao t-filosos conhecimenlos sssonlha-
dos, nem tamaito o patriotismo que se
anota. Finalmente espanta era demasa
que hum Afilbado a. Tenente da Ar-
mada abandono >t ae a brilhanle carreira
da Marinha podando ser hoje Capitio
Tenente para mendigar triste reputa-
co e mesquinha g nsncia no exercicio de
practico de hum porto podendo em pou
eos annos ser talvez Almirante &c. &c. ,
quem tem tantos conhecimenlos tantos
merecimentos nio abandonan a espada
pelo remo a gloria a reputacio e a rique-
sa pela abscuridade e a pobresa.
Sis Redactores foi forcoso fazer ver a
verdade ao Publico para que o silencio
oio sanctificasse falsidades se aio fra
esta a razio, que me moveo, nio me >-bali-
caria a fallar, e com islo lenhc t6cluido,pro-
roettendo com ludo mostrar por documen
tos; quanto a vaneo caso o Sr. Hum
Pernan bucano a isso novamente me
provoque.
Son seu constante leitor.
Pernambucano as direitas.
Avisos Diversos.
_ Na noite do dia ta para 13 do corren-
te furtars na Estancia sitio do Dubuurcq
10 camisas de homens com a marca L A.
B. que estava no quarador e hum laxo
de cobre do pezo de ia para 15 libras ;
previne-ae ao Publico que no caso de ihe
ser ciTerecidos ditas objectOB de os apre-
hender e faser publico ppr esla folba.
Precisa-se fallar ao Sr. Ma> anoo Jos
Homero, morador ero Porto de Pedra e de
presente nesla Preca.annuncie sua moradia.
Quem precisar de huma ama seca ,
para casa de hornera solteno, ou casado,
que lenha pouca familia sendo de cas
para dentro nacional como estrangeiio :
dirija-se a rya Nova ao p da po .le da
Boa Vista, Udo do Norte penltimo ar-
masen).
Ainda se continua aforar os ter-
renos situados na estrada da solidade para
o inanguinho defronte mesmo da ponte ,
e da parlada eirada que segu do rnau-
guinh> para a Igrej* dos AfiLctos come-
cando logo do fim das casas novas do De
zembargadur Vlaciel M iKeuo conlendo o
fundo de e da pilm >s que se afora lao pal-
mos ditos, ( na r.z de 3'zo rs. cad.i uro
palmos, advcrl lid porem que uro e ou*
tro terreno, he todo enchuto e beneficiado,
e promptos para logse edificaren propie-
dades independenle de outro qualquer
trabalh'i, quando pelo conlraaio sucede com
outios terrenos por aquellas immediaca-s ,
que em laroacal, se (em aforado pelo mes-
mo preco ; os prelendenles enlendo-s-a
com o Escrivao Almeida que est munido
de poderes para faz-r os aforamenlos.
_ Arrenda-se annualruente urna boa
morada de casa terrea sita no lugar do
manguinbo confronte ao sitio da Senbo-
ra D. Lauriana a qual ten 4 bons quar-
los boas sallas estribara e quintal
murado : os preteudenies entendise com
oescrivo Aloeida que est munida da
poderes para fazer tal arrendamento.
Apessoa que qu'zer comprar 1 doza
de cadeira, e 1 camap dourados (Je palt-
nha a banquinbas de abrir de vilete,
loquidros grandes 1 .xi-io aparelho de
louca szul 1 glubo grande de meio de
sala, 3 marquezas, a camas de cazado
cora colxoens hunsbaus, caixas, ecai-
xoens grandes de louro e de pinho, ta-
boas grandes, e piquias d<- costado de ama-
relo, j uz'das, urna grande trempe de
ferro com dez lugares pira porem se pa-
nelas, tudopor preco cmodo :em Oliuda
defronte do Carmo no sitio que foi do
D.iuior Bernardo.
8^> Na ra do Rangel D. 9 lado do
nascenle, lavsro se meas de seda a lus-
trio se por preco crommodaro.
Prncisa-se dealugar huma casa terrea,
que lenha quintal e cacimba, as remedia-
cues da ra Nova aununcie, ou dirija-se
a ra Nova Loja de Frederico Chaves
D. 5.
'- Precisa-se de urna negra para o er-
vico de urna casa de pouca familia diri
ja-se ao hospicio na casa que era a igreja
Ingleza.
_ Quem quiser dar aooUooo a juros so-
bre hypoteca em huma casa livre, aunua-
cie,
Bernardo Fernandes Gama vende o
terreno que fica por detrs das casas da ra
da Santa Cruz contiguo ao cilio do Snr.
loo dos Santos os proprielarios das ca-
sas da roesma ra que quiserem dar mais
txtenca aos seus quintaos querendo
comprat-o annuncic
Os Pais, eMisde familia que de*
seja ver os seus filbos bem adiantados ,
em ler, escrever, econtar, cozer, fazer
laberintos, e marcar de (odas asqualida-
des e tambera se recebem crias de ambos
os sexos e ensina-se com (oda a peifeicio
e aptidio possivel a doutrina, a ajudar
Mi sa e lambem se lecebem meninos pen-
sionistas e da-se o maior trato e esmero
possivel, se os Pais se convencionarem no
ajusie, econdices, lano da praca como
do mato; alias para as.-istirem (oda a s' man<<,
e irem no sabbado ou vespera de Santos ;
ludo sto se ajustar muilo cmodo : quem
quiser se uliisar deludoisto, dirija-se por
delraz de S. Jos da parte do sul D. \.
~- Pelo Juizo do Civel da egnnda Vara
se ha de arrematar a quem mais der por
urna caza terrea sila na ra do Cotovello
D 3 ea pouco acabada ; sendo a ultima
Praca no dia 26 do corrente.
_ Quem precisar de folhas corridas ou
passapoiles, Unto para dentro do Imperio,
como par* fora delle, e por preco acomc-;
dado dirija se a ra da Guia casa D- ia ,
que abi achara quem disso se quer incum-
bir.
Precia-se alugar se le serventes^ para
trabalharem as escavaces que se esto fa-
zendo no Reduelo do Bom J.zus das Por-
tas pagando-se por cada um 64o res por
dia: quem liverdilos serventes cu parlo
delles pode diiigir-se a ra do Livramen-
to do lado da ra Direila no terceiro andar
do sobrado D. 18, que l achara com queaa
tratar.
__ Alug-se o segundo andar de um Sl>.
lirado, no Forte do Matos para peque(U
(imilia ; na ra do Crespo loja D. "



r*-*"
>A
DIARIO DE PRIAMBCO;
_ Precisa-se fallar ao Sr. Gaspar Jos
Dias Paredes e ao Snr. Jo> Gonsalves
Torres; queirfio annunciar a suas moradas.
O abaixo asignado faz sciente a os
Srs. Ciedores de Vicente Jos de Souza ,
desapareci desta Cidade qUe al o da
37 do correle apresen cm as suas cuntas
na venda do dito Vicente n. 6 no largo
de N. S. do Terco para entr<*rem no ra-
teio a que se vai proceder no dia immedia-
ta pelos mais credoret e para que seuio
cltamem s ignorancia faz-se o presente.
Francsco Xavier da Fondea Coutinho
Offerece-se para ser ama de quolquer
casa de hornero solteiro, ama Senhura de
idade 5 quem precisar annuncie.
Preesa-ae de ama ama que cozinlie
o diario de urna casa e taro bem compre o
preciso para ella : na ra dos barbeiros De
cima 16.
A pessoa que ti ver para arrendar um
sitio perlo da praca : annuncie.
Quem precisar de urna pret* para
todo o aervico de urna casa, dirija-se ao
beco do sarapaiel D. 8
Aluga-se um sobrado CoO comino
dos para grande lamilla ; quem o preten-
der dirija-sea ra do Queimado loja de
3 portas defronte do beco da Congregas
_ Aluga -se urna morada de Asa terrea
acabada de novo cora soto e trepeira 8
quarlos commodos suficientes para uma
grande familia 5 os pretendenles procurem
em fora de portas n. 98 da numerario das
casas do patrimonio dos Orfios que acha-
rfo com quem trat. ai 10) e das duas da lardeas 6, adverte se
quea casa que sealnga he ro fora de por-
tas na roa nova do pilir.
Quem precisar de roupa engommada
com as>cio e perl'eicio dirija-sea ra da
Paz D. 11 junto a fabrica.
Quem quiser alugar uma escrava pa-
ra o sei vico interno de uma casa, diari-
amente ds-se 3ao e o sustento ; quem tiver
dita escrava para alugar dirija-se a f jra
de portas n. 98 lado do puente.
Di-se 900,000 a utos de dois por
centoao rnet, sobie fumas a contento*,
nesla Typografi.se dir.
Aluga se uma casa terrea na ra otra?
da Matriz da Boa vista, com bastantes com-
modos t quintal; quero a pretender di
rija-sea roa da Auro/a segunda casa de 3
andares.
Porfirio da Cunlia Mortii a faz sci-
enleao rrspeitavel publico que se aclia en
sinoudo giammaluM latina na roa velha
da Boa vista sobrado D. 33 todas as pe.-soas
que se quiserem uliltsar de seu piestimo
a poderlo procurar no lugar a cima indi-
cado.
Precisa-se de um rapaznho de ida-
de de 10 a i3 annos, eque seja ponuguei:
na ra nova L). n.
_ Faz-sa sciente a todos < 9 Snrs. cor-
respondentes de caixas da V1II.1 do ido For-
muso que nodevem pagar por cada cai-
xa que lecollier-se e sabir embarcada do
trapiche velbo debaixo do dito H10 Formo
so mais d que 4ooo de lete da embarca
ci 400 rs* do recolliiim uto da caixa
no itfei ido trapiche.
Aluga se o piimeiro andar da casa
n. 4*> IUJ ('a c"''"'' Becife onde
ouli'ora esleve o subelecimetito de nev
quem o pretender ulle ao Sr. Jo> Gonsal-
y. sGa.cio no a. andar do mesmo.
_ A pesoa que annunriou dar dinhei-
ro a premio em pequeas quanlias at aoos
ris dirija-se a ra de S. Rita Nova ca-
sa U. 8 pois oannuuciaule nio podes>
bir a ra.
__ Precisa-se de uma ama que saiba en-
gommar e fazer todo o mais ser vico de uma
casa: no beco do S.iapahI no primeiro an-
dar do sobrado novo.
__ Jos l'leyun tema honra de parteci-
par ao respeitatel publico, que acaba de
abrir sua fabrica de uurives filagraoeiro,
esmaltador faz tudo que conseme o di
to 016x10, como colares, corud-s brin-
cos fivellas para ciulos e outras man
tas com brochas ornatos completos e
meios ornatos lodos de (i.aga o mais mo-
derno e lamber faz as ditas obras em
ouro pohdo do gosio o rrais moderno que
be faz era Pariz, e nu Bio de Janeiro e lu-
do feUo com a maior perf< ico ; asxiessoas
que se quiserem uliltsar de sua confiaiica,
pbdem procurar no atierro da Boa vista O.
j9 pissando a pona do lado esquerdo.
_ O abaixo assgnade faz sciente ao res
peitavel publicoqueno dia 8 do corrate
apartoa a sociedade que tev6 na loja de
miadezas da ra do Qjeimado D. 5 com
Ensebio Pinto e desde ee dia nvante ,
qiits fica a assignatura s de seo nome e
fica esponsavel a pagar a todos os credores
os quaes podem presentar-Ibes suas contas
para serem embolsados da extincta firma de
liusebio Pinto & Companhia e receber dos
devedores o que devem a sociedade ,
por ter pago o que pertenceo ao dito Socio
cuino consta de neu recibo que passoa na
occasiio do apartamento da Sociedade.
Antonio Jos Fernandes da Cusa.
Alguma pesaoa de capacidade que se
proponha a ensinar 3 meninos a ler, escre-
ver contar e grammalica portugueza,
jimuncie.
_ Qiein quiser dar a5o,ooo a juros
por tempo de a mezes com boa firma ,
annuncie.
Avisos lUaritiuios
PARA HAMBURGO o superior Brigue
Ingles Fleta novo e de primeira viagem.
Capillo Flockhart forrado, eencavilha
do de cobre sahir nestes 15 das ; quem
quiser carregar ou hir de passagem diri-
ja-se a Me- Calmont & Companhia.
PARA O HAVRE sahir no dia a8 do
rorrent- meza Barca Franceza Casimir De-
l.ingne de superior marcha ainda pode
receber 100 a i5o sacas de algoda ; quem
quiier carregarou bir de passagem para o
que lem excedentes commodos dirija-se a
os s ;us coosignaiarias B. L isserre & Com -
panlna.
PARA \MSTEP.D\M a Galiota Holan-
desa H L. de primeira marcha; quem nel-
la quiser cir'egar, dirija-se i seu consigna-
lirio II E. Brender de Braodis ra da
Cruz D 4.
PARA o ACARACIT o Hiate Nacional
Quem Quiser sahir at a de Marco :
quem quiser cu regar, dirija-se a Domingos
Jos Vieira na praca do commercio ou
no trapiche da companhia.
PARA O .MAIIAMUO' sabe at o Om
do corieule mez impreterivelmente o bem
couhecido Brigue Escuna Laura Segunda ,
recebe alguma caiga, e passsageiros para o
que tem exceilentes commodos e escravos
a frete ; a tratar no forte do mallos coro
Fumino Jos Felis da Rosa.
ljei lo
No dia a. fera a5 do coVrente pqr
conla e risco de qu m pretencer, no caes da
alfindega nova as i: oras dos generse per
tences, salvados da escuna Americana sailors
lu n n .ufiagudos na costa do Rio Gran-
de do Norie de muitos differeules obje-
etus or ordem do Cnsul Americano.
Que pretende fazer James Tibler,
no dia J do crrente as 10 horas da raa
ubi na ra daCruc n. 45 > de mobillia ,
quadros uma pndula lie nova invenco
propria para ornato de salla, e outros obje-
rlos que se Ibe torno inuteis, por ter de
hir fazer uma viagem a Europa.
_ Para pagamento da companhia geral
extincta o eogenho Abura sito na co-
marca de Goiaiuia o qual tem una le-
goa de-frente e 3 de fundo e confina com
o* engeohos Bananeiras e Paquevira e
com o rio Parahiba : os pretendenles po-
dem dirigir-se a raa dos Qulrteis D. 4 >
00 1
ind
r.
Uma canoa aberta nova e que car-
raga mais de um milheiro de tijolos : na
roa da Cruz n. a8.
_ Potassa muito superior em barris :
em casa de Me. Calmont & Companhia.
Uma escrava parda de boa figura ,
com aa annos de idade sem vicio algum ,
e dois filhos simibrancos tendo um 4
outro 1 anno, pejada com
aunos
e o
; C o 111 p r a s
Um sobrado de um andar em qul
quer das ras principaes do burro de S.
Antonio ,- qmm tiver annuncie.
_ Um escravo pedreiro : ua ra da ca-
deia velha 11. 5.
_ Umcasii de coelhos, sendo de cor
branca ou piulada ; quem tiver annuncie
Vendas

_ O Numero 8 do Carapucruro : na
praca da Independencia loja de livros n.
37e 38.
_ Uma preta creoula de idade de 19
annos, cozmha com perfeicio, engomma,
e cose cha fazlavarinto : no fim da ra
das Floies sobrado do Sr. Sibiiio confron-
te ao ta'nque d'agoa e junto ao Sur, Dr.
Cardiai.
mais de 6 mezes, sabe coser engommar,
coxinbar e com principios de bordar ,
a vista do comprador se dir o motivo ,
e o menos precn he i:ioof>ooo : na praca da
Independencia n. ai e aa.
__ Duas escravas de naci1, mocas, e
de bonitas 6guras sabrm engommar co
ser, cozinhar e bvar roupa ; uro p'eto
de idade de 18 anuos ptimo para todo o
SeswiaMt e um moleque de la anno- cozi-
nlu o diario da ama casa : na ra de agoas
verdes casa terrea D. 37.
_ Rap muito superior immitando ao
princesa de Lisboa : em casa de Me. Cal-
monte & Companhia.
_ Uma porcio de travs de mangue de
diversos tamaitos, e oulra d ta de caver-
nas desicopira : na ra da Florintina em
casa do Sr. Elias.
_ Retro* de todas as cores em libras ,
e as oitavas a 100 rs. e coifas para pa-
dre : na praca da Independencia n. 3J.
_ Uma escrava moca com cria sem
vicio algum : na ra da Conceiclo da Boa
vista loja de fazendas defronte da Igreja.
Um selim limpo com tod-as os seus
perteoces a moderna sendo os estribos
amarellos e picadeira tem tambem man
t ja servida e as silbas muito fortes e de
la; uma porcio de cordas de piano, que por
estarem guardadas s se v uns pequeos
deffeitos de ferrugem ama barretina em
bom uio de pello e com os seus com-
petentes cordSes para official de primeira
luihi tudo muito enconta : atraz da Ma
triz de S. Antonio sobrado ultimo ao ebe-
garo QuarUl de Polica no 1. andar ,
das 6 horas da manhl as 9 e meia, e das
a as 5 da tarde.
Cartas francezas e portuguesas para
jgar em porces grandes epequenas: na
ra nova loja D 7.
_. O Engenho de serrar mndeira movi-
do por goa silo no Monleiro sucepti-
el de pequeo conserto 00 sserilamen-
to e no na maquina que est pt para
se trabalhar com ella para o qual seacha
os roateriaes prorapto-.; os pretendenles
podem diiigir-se no escriptorio de N. O
Bieber& Companhia na ra da Cruz, ou
a ra d js Quarteis D. 4i > andar es
criptorio da companhia geral extincta.
_ Uma venda na ruado Padre Floria-
no na quina que volta para os assougui-
nhos, com poucosfundos, e ten) comino
dos para familia : a tiatar na raesma.
_ Uro escravo de a5 annos do gento
de angola bonica figura e seai vicios ;
e uma escrava da costa de 35 annos en-
.Jgoarma iso e cozinha o diario de uma
casa e boa buetteira : nos 4 cantos da
Boa vista D. 4a.
_ Uma linda escrava de naci mucam-
bique de 16 annos de idde nio tem
vicios nem chaqus engomma liso co-
zinha sofrivel lava bem de sabio ; uma
ditu de naci da costa de ao a aa annos ,
ptima vendedeira e paga 480 por dia ,
faz lodo o mais arraigo de uma osa: pas-
sando a lareja dos Martirios no i.an
dar do primeiro sobrado.
_ Uma armacio nova em um bom ar-
masen) tanto p.ra venda como para
compras de couros e assucar, muito bom
para vend r sal 110 alieno dos affogados
debaixo do sobrado do finado Lima : a
fallar as 5 ponas ultima vend-a a direila.
_ Duas molatas uma de idade de 18
annos com ama cra de 5 mezes muito
luiida e a outra de ao annos prenha de 7
para 8 mezes, ambas sadias e com algumas
habebdades : a tratar com o Mjor Anto-
nio da Silva Gusmio morador no sobrado
que faz quina pare o beco da Congregacio.
_ Um iivro contendo boas pecas para
uma fliuta : n ra do Cabug loja junto*
do Snr. Bindeira.
_ Um negro com officio de padeiro
de idade de a4 >nuos sem vicio alguotTl
tambero se troca por dois moleques de ida*
de do 1 a a 14 annos, inda nio sendo mui-
to ladinos, cajo neg'o ganba 16,000 m-n-
saes nio se vende por deffeito algara :
quem pretender diiija-se para o ver a ra
das larangeiras D. 5, e para o ajuste na
ra de Hurtas sobrado junto a Igreja doa
Martirios.
_ Uma barretina de G. N. do 1. ba-
talhio < com todos os seus pertences : no
pateo de S. Pedro loja de livros.
__ Superiores chapeos pretos e massa ,
ditos de castor branco e pretos, da ulti-
ma moda ', ditos elsticos bichas grandes
de Lisboa ; e na mesma se con ser Uo e p5e.
se a moda chapeos de castor e de massa
tudo por preco mdico ; assim como se
informio cliapeos do Chile: na fabrica jun-
to a cadeia.
Na loja de encadernador da praca da
Independencia 11. at os seguintes livros:
Historia Romana dita di Grecia Xivier
de Mallos souetos de Diniz Ezoupo po-
ema odes de Diniz obngacOes do Juiy,
Filosfica por amor Annaes de Tcito ,
diccio'narisde Phippon Belisario Ge*
orgicos portugueza Cecilia de Chatenai ,
Tne Eutihipnotis Songster, Romanoran
Pontificun amores de Theagens.
.. Bolina de Lisboa meios ditos sa*
patos a botinados de bom bezerro sapato,
de dursque para Senhoras e meninos, di-
tos de cordavio ditos de duraque selim,
e marroquim irncezes botinzinhos e sa-
patinhos para meninos, chinelas para bo-
mem sapalos de bezerro francez de sola
fiuaegrossa, chapeo do Chile de todas as
qualia>des e bichas de boa qualidade ,
ludo a preco commodo: na praca da Inde-
pendencia n. 7, e 8.
_ Um le'ecom seu trassado por 16,000
res : na ra do Cabug loja de miudezas
junto da botica.
jEscravos Fgidos
. Desapareceo no dia ao do crreme da
casa de ueveda ra da cadeia do R-ci'e um
moleque de naci baca de nomeJoaquim,
idade de i3a 14 annos, buxo, e refor-
cado tem uma marca de fogo no olho di-
1 eitoj quem o levar a mesma, casa ser bem
recompensado.
Rogase encarecidam-nte a todas as
autboridade policiaes capities de cam-
po que viiem ou lenbo noticia de um ne-
;ro inda algum tanto bucal de naci es-
binda que desapareceo uo da 19 do cor-
ieule sudandocirregaodo areia da nb.-ira
para a ra Dueila o lveos ou mandem a
mesma ra padaria D. i3, que ser gene
osameute recompensado.
Mviiuento do Porto
NAVIOS ENTRADOS NO DIA ao
RIO DE JANEIRO; Brigue Austraco
Picaro Joaquim de 27. tonel. Cap.
Bussanyih em lastro : a Sarrio; fund-
ou no lameuio.
SAHIDOS NO MESMO DIA
RIO G. DO SUL } Patacho N c. Bom Je-
ss M. Jos Alaria Ribas carga assu-
car.
SANTOS pelo Rio de Janeiro ; Paquete
de Peruarobuco Cap. Leopoldo Jos da
Costa Araujo carga varios gneros ;
p ssageiros Flonnda Alema de bou-
za e um escravo a entregar.
GOlaNNA ; lia e N^c. Couceicio do Pi-
lar M. Antonio de Sjuza Loro car-
ga varios gneros passageiro Mauoel
Francisco Ua Cruz.
OBSERVAgOENS.
Fes se de vella o Paquete Inglez que es-
lava no lameirio.
PRN. Wk Til-, B X. F. D w. -^ l839.
^


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EIYCIIF1H_GXATKL INGEST_TIME 2013-03-29T15:12:02Z PACKAGE AA00011611_03741
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES