Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03740


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Full Text
rr
vSl\0 DE i839. QUINTA FEIRA
T*
*
CAMBIOS.
Fevrreiro ao
Londres > l/ 3o 3/4 Ds. St. por ifooo ced.
Lisboa 80 por 100 premio, por mUl. ollerccido
Franca 3ao a 3a5 Hi. por franco.
'Rio de Janeiro o par.
goedasde6|4oo Uf 700 as velhas noval i 4|ooo Sf 100 a 3|oo
Pesos Coluranario 1I640 a i|65o
Dittos Mexicano* ifooo a i#6ie
Pauces Braaleiros i/j(64o a i|65o
Premios das Letras, por mu i|4 a 1 11a por 100.
Cobre ao par

PARTIDAS DOS CORR10S TERRESTES.
21
m FEVEREIRO. NUMERO 43.
Todo agora dependa de n&s Besaos ; da nossa prudensi
moderaco e energa: continuemos como principiemos,
seremos apontados com admiraco entre as Nacoes waiseul-
Ul.
proclamaco da Assemblea Geral do Brasil.
Subsereve-se para asta folha a 3fooove. por quartel, pagos adt-
anudos nesta Typog- ra das Cryes D. 3, t na Praca
da Independencia 'x ;' a 38, onde se reeebem correspon-
dencias legalisadaS; .anuncios: insirindo-se estes gratis
sondo dos proprioi f, antes, e vindos assignadoi.
DAS DA SEMANA;
Cidade da Paraiba e Tillas de sna preteneo .
Cidade do Rio Cdade da Portales* e Tillas dem .......
Villa de (oianoa.............
Cidade de Olinda ..........'..
Villa de Santo Antio...........
Dita deGaranbuns e PoToaco do Bonito. ....
Ditias do Cabo Serinhaem, Kio Formoso, e Porto CalTo
Cidade das Alagoas, e Villa de Macai......
Villa de Pajau de Flores. .........
Todos os correios partem so meio dfa.
i-
Segundas a Sextas feiras;
Todos osdiae.
Quintas feiras.
Dias 10, endcada awi;
dem i ii, *i dittodido.
dem dem.
dem 13, dittoditto
18 Segunda S. Tbeotonio Prior. Audiencia do J. de D reito da i. Tara de manh.
19 Tarca S. Conrado F. R. de manh e aud. do J. de D. da 1. Tara de manh.
jo Quarta Tmpora. S Eleuterio B. M. SessSo da Thesouraria Qusrto cresc. as 5 bor.
e V] minutos da tarde. < '
ai Quinta S. Haiimiauo B. Relaco e aud. do J. de D. da a. Tara de manh.
aa Sexta Temp. O mist. da Paix. d ti. S. J. C. Se, da T. eaud. do J. de D. da 1. T. de ni.
a3 Sabbado S. Laxaro Mong. Re. de roanh. e aud. do V. G. de t. em Olinda
a4 Domingo a.da Quaresma. S. Mathias Ap.
Mare cheia para odia ai de Fevereiro.
As io horas e 54 minutos da manh. As 11 horas e 18 minutos, da tarde.
BIAUIO S FE
PARTE OFFIGIAL.
PERNAMBUCO.
THEZOURARIA DA PROVINCIA.
Expediente do da ao de FeTereiro de
839.
Oficio Ao Exra. Presidente da Pro-
vincia informando o requerimento do l'ro-
mo.or Publico da Comarca do Brejo'Joze
Bandeira de Mello.
Dito Ao misino Exm. Presidente in-
formando o requerment de Telesfero
Marques da Silva e Francisco Marques
da Silva.
Di io Ao Administrador da Mesa do
Consulado partecipando Iheo i iidefc men-
t do requerimento de Antonio Biptista
Ribeirode Faria.
Dito Ao Inspector rfAlfandega parte-
cipando-lbe o endeferimenlo do requeri-
mento de A, Scbaramm em que pedia a
restituirlo de 579s 15o rs. importancia dos
direilos de consumo de 780 giauadeiras,
que rrinettt u para Luanda.
Dito Ao Director i< lerino d'Academia
Jurdica de Olinda respondendo Ihe que
ficio expedidas as oidciis a Recebedoria de
Unidas intemas, para rtceber at i5 de
Marco dos Estudanles da raesma Atado
ma a laxa da sua 1. matricula.
I'oi tana Ao Thesoureiro da Fasenda
mandando enliegar ao Thesoureiro das
Rendas Provinciaet a quanlia de io.-oooj
teis das despesis queso fisero pela Re-
paitica5 das Obras Publicas com a coos-
iiuc o, e reparo de diversas obras per ten-
cenes Administracio geral, durante os
metes d'Abnl Desembro.
Dita Mandando carregar em Receila ao
TheztureirO das lleudas Provinciaea a
quautia de que trata a precedente.
Diversas lleparticoens.
MEZA DO CONSULADO.
__ A Pauta be a mesms do num. ig.
I
OBRAS PUBLICAS.
Pela Adminisliaca Fiscal das Obras Pu-
blicas compra-se a madeira segainte. : a sa-
ber i5 estelos de 48 a 5o palmos de cum-
prido e 14 a 16 polegadas de face em qua-
dro d grosso : ii lindas de 4 palmos de
corupridu; e 3i ditos de 3o palmos de com-
prido ambos com la polegadas de face em
quadro de grosso: 8 vszas de ^6 palmos
de comprido, e 10 polegadas de face em
quadro de grosso ; as pes-.oa que a quize-
iem vender podem comparecerem na Salla
da dita Admtnistracab todos os dias uteis ,
a doras do Expediente para tractar do seo
juste.
Amaro Francisco de Moura.
Administrador Fiscal.
. O Administrador Fiscal das Obras Pu-
blicas aviza aos Snrs. Jos Francisco de
Faria Sales ; Manoel Gonsalves da Silva ;
Jote Machado Soares ; Manoel Correia Ma-
ciel; Gonsalo Francisco ChaTer Cavalcan-
ti Ucha ; e Joa Paulo de Andrade que
empreitara avenda de madeiras para a di
la Repartirlo ; ossinco piimeirosSnrs. em
3o de Abril doanno p. p. e o ultimo no
primeiro de Jonho do mes rao anno 5 ubri-
gando-se a dar dita madeira no- prazo de
seis mezes contados do dia em que assig-
naifo o papel de tracto ; que tendo a mul-
to lempo Andado o dito prazo de 6 meses ,
hajio de remeter as madeirjs que tratario ,
as quaes se fazem de urgente necessidade
para as Obras para que forio encomenda-
das ; cuja falta faz-se muito a prejudicial
conlinuaco das mesmas Obras.
Amaro Francisco de Moura.
Administrador Fiscal.
Pela Administracio Fiscal das Obras Pu-
blica se compra*o oitenta pernetes de ferro,
a quem por menor pnco Tender, e em me-
nor lempo os a-promptar : os ferreiros que
os qu'Zt-rem Tender pedem concorrer na
Sala da dita Administracio para tratar de
seus ajustes, no da a3 do correte, do
meio dia alhe as duas horas,
Antonio Francisco de Moura.
Administrador Fiscal*
PREFEITKA.
Parte do dia 19 de FeTereiro da 1839.
lllm. Exm. Snr. ForaS presos hon-
tem a minha ordeno e lTer5 hoje desti-
no ; Vicenta Ferreira de Soz preto ,
pela 1." Patrulha do Porto das Cano*s ,
por ser encontrado tarde e fazer-se sus
peito ; e Joio Gomes Ferreira tamben)
preto,i e Jof o Antonio da Silva Mates,
indio pelo Sub-prefeito da Freguezia de
Santo Antonio pelo mesmo motivo.
E' o consta das partes boje recebidas
ensta Secretaria.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeituia da
Comarca do Recite 19 de Fevereiro de
1839. Hlm. e Kxra. Sr- Francisco do lle-
go Barros, Presidente da Previnci"*
Francisco Antonio de S Brrelo Pre-
feito da Comarca.
Diario de Pernambuco.
Baha D s jornaes recebidos desta
Provincia al a5 de Jineiro p. p. conbece-
mos, que u'ela continua n reinar a Iran-
quillidade; pois a requisico de la Muni-
cipaes decavallaiia, feita pelo Dr. Tosta
ao Govemo, nao foi motivada pela per-
tutbacio da ordem ; (como espalhart al-
gn amigos da desordemj ma por causa
particular.
O Legalista debaixo do titulo de F.s
cndalos da Impunidade e Mofas da Lei
queixa se amargamente por se ter represen*
lado na cadeia a tragedia, de D, Ignz de
Castro, fazendo oreo, Sergio, o papel
de D. Alfonso; o Sabino de D. Ignez
de Castro; e o Mattos o de D. Pedro: en-
tremeltendo-se nessa seria tragedia (pala-
vraa do Redactor) todas as combarias e
galhofas que a sua devassidio Ibes inspi-
rou para mofar em da Legalidad* ; natsini
tratao com todo o despiezo as Leis, e as
Aulhoridades.
Urna nova publicacio Hites aria intitula-
da* O Brasileirp ra aer dada a luz uessa
Provincia, debaixo dos auspicios de seu
Preaidenle, o Exm. Sr. Thonaz Xavier
Garca de Almeida. De sua grande utili-
dadeconbecer o nossos Lei lores vis-
ta do programla por seus Aolhores ap
presentado ao publica, e por nos tbaixo
copiado. -
PROSEFCTO.
Da nova publicacio Littersria intitulada :
O BBASILEIB.U. Sub os auspicios do
lllm. e Exm. Sr. Presidente da Provin-
cia Dez. Thamaz Xavier Garca d'AI-
Deida.
Si a prosperidade das nacoes se firma
principalmente no aperfeicoamentodas mas
sas, de que ellas se compoem : se este a-
pe feicoamento s Ibes pode provir da ma
ior porcio de conliecimenios uteis adquiri-
dos melboramenlo de costumes temor
de Dos, e fiel execucio de seus manda-
dos : urna publicacio feita em lingoa ver-
ncula e rnitnsalmente publicada, que
expondo com fidelidade todos oa acontec
mentos apreseolar noticias geraea de iitte-
ratura f ciencias, e artes e dos progres-
sos que as mesmas vio fazendo n'esle Im-
perio e as mais partes do mundo, nao
s parece ser recnmmeadavel. mas al de
summa necessidade.
Mudancas extraordinarias nova ordem
as publicas oceunencias requerem do Fi-
losofo, e do Estadista urna profunda in-
vestigado sobre a origen. coodicio e
aulbeuticidade dos fados, asi ira como urna
judiciosa censura e imparcialidade ingo
nua na sua xposicao.
Alm d'isso, sendo o Brasil uro pas to-
do agrcola, em quanlo as outras classes
doscidadios, segundo as uaa differenles
oceupaces, eempregos, tem parleoipado
da dili'uso geral das sciencaa, e ostruc-
cao, a classe agricultora tem recebido be-
neficios lo lemiados qusnto arteficiaes.
A primeira tsusa do atrazento, e falta de
stiencia u'essa importantissima classe ser
meibor, e maij prora pamente removida,
maicando-llie o beneficios que d'ella po-
dem derivar em quasi todos os ramos das
suas operacSe. A segunda causa que be
a ferlilidade da trra e a benigoidade do
clima ,' ceder somenle tal augmento de
renda por Ierra mais fetil, que obrigue o
ag cultor que pos-ue essas vanlagens a
adquirir tanto conliecimento, do que ne-
cesaita o agricultor quem estas sao ne-
gadas para se por no mesmo | que el-
le. A agricultura pois se attenlamente
reflecta mos, bem longe de ser independen-
te das .ciencia, requer a iustracio, e
soccorro de mu tas se quisermos promo-
ver o seo adiantamento. Designando r-
pidamente quaes estes seja se esta bale-
cera a educa rio propri para o agricultor ,
e ser condecida a sua necessidada, e van-
tagem.
Em primeiro lugar o agricultor deve
estar em estado de poder medir o seo cam-
po ; d'isto nio pode haver duvida e bu
preciso ser ceg ou contumaz para susten-
tar que o agricultor instruido n'esle ponto
nio he menos dependente, e mais hbil a
dirigir melhor a sua oceupacio, que aquel-
lo que ignora este ramo de scieocia.
Em segundo lugar, um conln-rmenlo
de mecbanica he necessaiio um agricul-
tor. Seria com efieilo eslranho ai, em
quanlo a mais ordinaria a importante o-
peracio da agricultura se exe. uta com ins-
trumentos eslriclamenle menh nicos, o
queso postosem sccao por meioa lambem
mechanicos se consideravao meibor a Ier-
ra do que outras \ e um exarne de di a-
renca entre ellas mostrar que as me-
Ihores sio construidas mais conforme aos
verdadeiros principios da mecbanica e ao
conliecimento cientfico do modo porque
ellas executad meibor o seo trabalbo : estas
observares se appliuara a muitos oulros
instrumentos ruraes.
Em tercero lugar a cliyraiea est connexa '
com a agricultura e deve formar parle da
educacio de um lavrador. Nos estamos a-
inda muito atrazadoa nos coubecimentos
respi divos ao alimento das plantas, ma-
neira porque ellas o lomar* e ciicunstan-
cias favoraveis ao seu crescimento e pro-
dcelo ; mas esta,ignorancia bem longe de
ser urna objeccio para esta ramo de educa-
cao agrcola, be um argumento mais forte
para nos em pregar moa no seo estudo. Por
quanto nio podendo duvidar-se, que os
procesaos da vegetacio,, a analize, e ope-
racio dos extrumea a>,t*rreno sio estri-
ctamente cliymicos nenhum melhodo pa-
rece melhor pata os illastrar, do que habi-
litar o agricultor por urna educacio cbymi-
ca explanar os fados que elle testemu-
nba, e. chamara experiencia em soccorro
de suas observacis sciacUificas.
Em quarlo lugar a Bulaoica orna vea ad-
dida educacio do agricultor promette aer
de um servido essencial. O Agricultor Bo-
tnico que pode classificar, e distinguir
as differenles relvaa, pude s escolheodo
as especies propriss, inlroduzir berras
maisvicosas, ofertis, e remover a ob-
jeccio especie da la voura de que se aca-
ba de fallar.
Em ultimo lu^ar seria ^desejavel, qoa
educacio do lavrador abraogesse alguna 00-
ubeciiueotos de anatoma, doencas de a*
vahos, gado vaceum, e langero, para
que elle nio eslivesse nteiraroente merc
d'aquelles, que essey fim sio obaesados
em qualoar ineidente e que de todos os
prelendentes arte de orar si indubi-
tavelmente os mais ignoran tes a afierra-
dos s suas opinies.
Urna consequencia occasional, porem fe
grande importancia resultara de dar ao
agricultor ama educacio tal, como a que
tu Ano



r<*x
%
\
temos brevemente trabado, alm do co-
nhecmento directo, e beneficios, que ella
Ibe communicasse, Ihe fara remover a-
quelle apego costumes antigoi igno
rante desprezo de melhoramento de qae
os lavradores era geral, e mu justamente
ao accusados. Apasar disso, estamos cec-
toa, qae a publicarlo de extractos das ma-
terias i apontada* Ibes ser de immensa u-
tilidade, e por coasequencia ao povo es
geral.
O quinto acharaos de expender acerca
da agricultura, mesmo positivamente -e
pode dizer de todas as artes mecnicas.
Tod)s sabemos, que quinto en mecnica
se opera no Brasil, he quasi s fi'ho da
fertilidade de flenlos, que formigad por
todo o vasto Imperio da Santa Cruz, r
qmsi geralmente se encontra as classes
menos abastadas; ha perito olBoial de
qualquer arte, ou omcio, que nem sabe
assignar o aeo nome c se elles so com a
aatureza apr sentad resultados tfo felices ,
* quanto nio chegar quando methodica-
ente instruidos poderem desenvolver na
pratica o grande volume de talento que
outhorgou Ihes a natureza, favoneados
pelos principios theoricns das artes? !
Sim he de ludo grande susc ptivel trra
do Brasil.'' .'.....e como todos os c-
dados cumpre cooperar cora seo contin-
gente para o melhoramento do pas natal,
por isso he qut os Redactores do Ora
sileiro propoem-se a sobrecrregar-se de
urna trela completamente superior snos
talentos mas nunca reeeiavel seos exfor
eos. Os roelhores tratados de >odas as ar-
te e ciencias x"io por seo turno extrac-
tados; seos conliecimentos se devulgxrd;
oBiasilcom isso muito aproveiter.
A nura eclesistica e os adubos, cora
que tem querido gsnbar campo o hypocrita
interesse sobre a verdadera religiio ehris-
tan tem produzido fous terriveis elf-itos
em a nossa populacio ; e tanto mas terri-
veis quanto mais extremosos elles se tor-
nad : um pelo lado da demasiada crensa,
que preoecupa a nossa ^entedo recouc-vn,
3uasi a matar parte: outro pela falta
e respeito que nos inculcados filsofos
(alguna, em nosso ver, supinos ignoran-
tes) se ostenta inda nos mais serios actos,
que a re giio nos ordena.
A nossa latera tura nem por isso est n'a-
quelle p, em que deveri* estar. Quando
lod'S as nsedes a chao em sua propria lin-
goagem, quanto precisad para a completa
formatura de seos mais uteis coiihecimen-
tos, nos, por infelicidade do Brasil, ne-
cesitamos de mendigal-os em bngoas es-
trsnhas que, alm de nos oTerecer van-
tagens na rufo de 5o por cento, do que
poderiamos obter em nossa lingoagem ,
tornad se sobremaneira escassos ao geral
da populacio, e por piecos pelos quaes
nem todos podem obter taes voluntes.
Um outro objecto ha que sendo sobre-
maneira interessante ao total da populacio
Brasileira se Ibe torna summamente diffi-
cil, qual he a serie da legislacio dos cor-
pos Provinciaes,' Geral, e Decretos do
Poder Executivo i todo o cidadio deve sa-
ber quanto esta obrigado, deve por tan
Co todo o cidadio conhecer da legislacio pa-
tria e especialmente d'aquella que ten
de, interesses provinciaes. Leis ha ,
que por seo assump'to, e redaccio nio se
tornad accessiveis de toda as classes; po-
rem nio ha Um que sendo bem comentada,
dente de ser entendida, e por consequencia
abracada, e observada-
A reforma de eoatumes he igualmente
um objecto de tanta transcendencia que
toda a Coica de illustracio se torna pouca ,
quando tendente tal fim e as circuns-
tancias m que sa acha o Brasil. Deba-
xo d'este ponto de vista be que o Brasi-
lero redigido por urna sociedade de Ili-
teratos, colligmdo as iutes da Europa, e
reflectindo-as d'esde o Prata at o Amazo
Has ae encari ega de mostrar dentro dos
seos limites, tanto os traeos da historia do
tempo, como es bnlhanies productos da
lilteratura e das arles em geral. As sci-
ocias serio por lie ex i bi das em todo o
lastre dos seos progressos acluaet, e na sus
importease appUcacio utilidade geral. As
lea, qaa por seo torno foiem emanando
jt Corpos legislativoa avrio eommenta-
Jas a sua ulili lade sa far sentir aos po-
tros bem como ao Governo as uecessida-
m da populado. Um dastiacta, a sepa-
D UII D'lP liaiMIDflO
Mu e moral,
as a verdadeira
WM
rado logar cabera Religi
fazendo-se sen ir V massas
le do Supremo Creador, a os de veres,
que somos todos obrigadot para com os
nossos pais, filhos, prenles], amigos,
superiores, todos os homens em geral, e
a Suprema Di indade. E para faser esta
puhlicacio mais amena aos Nacionaes e
talvec interessante aos Estrangeiros, t.im-
bem admitlir em suas paginas lugar desti-
nado lilteratura Portugueza.
Para darmos urna idea mais clara deste
escrpto o dividimos em 4 distinctas partes ,
saber :
i. RELIGIAO MORAL 4. A-
GRICULTUIU. COU MERCK) AR
TES MECHANICAS. 3. LEGISLA-
DO. (*) Ll rERATURA. 4. SCIEN-
CIAS. MEMORIAS, E CORRESI'OJ-
DEN^HS SCIBNTFICAS. NOTICIAS
D\ EUROPA.
H- esta a ardua porm utilissima tam-
fa, de queso fazem cargo os RR. -BRAZI-
LIRO que, alm de seos trabalhos *
. lucubracoens, esperara que tolos o-
.eos com p triotas em qualquer ponto do
Imperio os coadjuvem eoviando-lhes snas
observaedes discorsos e memorias so-
bre Lilteratura Scta'icias e mais ohiec-
tos que constituem o todo d'esta Publica-
ci os quaes prom pamente terio lugar
gratuito na paginas do RRASILKIRO--;
e aproveitem com prz *r esta occasiio', pa-
ra mostrar, que no Imperio do Brasil, nio
s ha talento a engenho, mas tambem
ligio, e o saber : que d'este modo coope-
rara eficazmente para desvanecer o errado
conceito, que alguna fazem das Scieneias
em todos os pontos do Imperio do Brasil :'
ma* nem por isso deixario de ser acceitas,
e publicadas com especial agrado quaesquer
correspondencias scienlificas e memorias
que por Srs. Estrangeiros hajam de ser re-
medidas aos RR.
Deve-seaqui observar, que os principi-
os em que se basea o Brasileiro sao os
mesmos em que os DD. RK. do Por-
tnguez- que tratando se de objectos polti-
cos guardr-ee-h com a mais ertricta eeve-
ridade o decoro, e respeto devid nio s o
NOSSO AUGUSTO vIONARCA O SE-
NHORD. PEDRO II. mas tambem s
Lis, e s A ut bondades constituida ; e ,
sem faltar verdade nunca ahusar-se-toj
da liberdade da Imprensa para marcar
personalidades sempre odiosas e fulmi-
nar ataques contra individuos indefezos ,
ainda quando cdpadoa. Nio se podem os
RR. do BRAZIi.EIRO furtar ao ri-
goroso dever de faaer publico que seo
credo poltico he o da o< dem integridade
do Imperio e a sustentacio do Tbrono de
S. M. I. Elles se propoem nicamente a
ver si com seos esforcos produzem algum
melhoramento em seos concidadios; e
para prova do amor gratidio e raaneito ,
que consagrara ao NOSSO ADORADO
MONARCHA custo de dispendios mai-
ores apresentar no frontespicio de um
dos primeiros nmeros do Brszileiro que
formara o i. Volume, a AUGUSTA
EFPIGIEDES. M. I. C.
Confiando que os seos esforcos nio
serio infructferos, ousara as (pessoas en-
carregadas n'este arduo empenho esperar
de seos concidadios para quem particu-
rmente escrevera a approvacio de traba-
lhos que 10 tem por mira o bem Publi-
co e gloria do NOME BRAZILE1R0.
Condicdes. Cada folheto d'esta l'ubli-
caco constar de cena ce irte ? inte oito
paginas ; em moito boa brocliura bom
papel, e hotos t y pos.
Publicar-se-h mensalmente e logo
que baja numero suficiente de subscripto-
res sabir o primeiro numero que ser
annuneiado pelas folhas publicas.
Cada 3 nmeros formai um Volme.
Asubscripcio annual, para o Brasil aera
dei6'rs.; por seis mezesg'rs.; por tres
metes 5frs. sendo o pagamento feito no
momento da recepcio do 1. numero ; e
para qualquer paiz estrangeiro ser sempre
na razio dos cambios, de forma, que regu
le com os precos do Brasil.
Todas as cartas memorias e &c. serio
remettidascom a asignatura, e reconheci
ment das firmas de seos authores e terio
o segunte sobrescripto Aos Redactores
do Brasileiro Baha.
A' excepci' dos jornaes de permuta pe-
lo BRASILEIRO nenhum porte de
papel ser p>(J pelos RR,. Sobscreve-se
na Typogrxfia da Aurora da Baha na qui-
na oppoata do'Ajube, numero 6, e ns
Cidade haixa na loja numero 78, quina das
Grades de? ferro.
No fim do 3. numero do Brasileiro ,
que formar como se dissn, o 1. Volu-
nte hir o ndice das materias dos 3 n-
meros e a lista dos nomes de todos Srs.,
que fuerero o obsequio subscrevem para es-
ta Publicacad Literaria.
NOTICIAS PROVINCIAES.
Santa Calharina.
Como temos pir huma das maiores
necessidades do Braail a da populacio li-
vre e industriosa, rouito folgaraos em an-
nunciar nos nossos leitorea, que em urna
das provincias do imperio se trata de pro-
mover a intruduccio desse elemento, o
msis essencial da forca', da rquesa eda
segu anca publica e, milito mas, por-
que vemos que se trata essa medida da t-
nica maneira que julgamos proveitosa, ist<>
he pela dstribuico de trras e a Idea ment
da nova populacio. A lei que aqu trans-
crevemos da assemblea de Santa Calharina
adopta estes mens ; e estamos persuadi-
dos que, sendo o seu penssmento bem de-
senvolvido na exerussio prebeneber o
fim dos Legisladores.
O presidente da provincia, aotorsado
pelo artigo la da Lei provincial n. 49 de
15 de unho de 1896, ordena :
Artigo 1. Ficam creados dois dstrclos
decolonia deduas legoas em quadro hum
as margen* do Rio Branco do Norte dis-
trito de Irasruhi, termo da villa da Lagu-
na, na direcci > do caminho ltimamente
aberto para a villa de Lages.
Artigo a. um dos dislrictos te marrar
do mencionado rio para Leste e o outro
para Oeste, fronteiras Itum ao outro, pas*
sando o caminho entre ambos e nos lu-
gares designados pelo fiscal de Imaruh
IVianoel Juaquim de Souza em sua infor-
macio de 4 de Setembro deste anno.
Artigo 3. O juiz municipal do termo ,
logo que receber a presente ordem, nome-
ara' um demarcador dos mais habis do
mesmo termo, e mandara' medir e de-
marcar, com as formalidades da Lei, os
raenciouados dous dislrictos pelas quatro
face; e nio sendo isso possivel, ao me-
nos pelas frentes.
Artigo 4. O demarcador reservara' em
cada distcicfo mil bracas de frente cm
os fundos compelanles no lugar que em
cada hum for mais p'ropro para funda-
cao do arraial, e para logradouro pu-
blico.
Dar planta dos terrenos medidos ; e
far a deaciipcSn delles, e dos marcos a
presentando ao Juiz municipal aconta do-
cumentada das despesas que na medicao,
e demarcacio se fizerem, para que, sen-
do tudo presente a eata presidencia, Ihe
sejio pagas na forma da legislarlo em vi-
gor.
Palacio do governo da provincia de San-
la Calharina, em 27 de Oulubro de i838.
-Joab Carlos Pardal.
(Despertador de 4 de Desembro.)
SUBSCRIPtJAO'
(*) D*b*i< deste titulo puldicar-se-ha
peridicamente todas as Leis e Hesolutdes
da nossa Assemblea Provincial, desde a
sua iwuUcio em |835.
Para a familia do falescido Snr.
Soares Teixeira de Goveia.
Lacio
Os amigos do finado senador do Impe-
rio e presidente da Relacio, o Snr. Lucio
Soares Teixeira de Gouvea abrir,, urna
subscripcio a fim de formar hum capital
para a sua familia que supprisse o que a-
quelle integro magistrado legislador e
Mini-tro por seu desnteresse e limpesa
de mos deixou de adqoerir. Homero
subia j a subsciipcio a 8:000^. O Exm.
Snr. regente do imperio e alguna dos
Exm. Mu tetros linhao subscrito avultadat
quantias, bem como outroa Cidadios ; e
consta-nos que o mesmo benhor Araujo
Lima, aiem daquautia com que aubsae-
vera se encarregara da despeza da for.
matura de hum dos orphos do Ilustra
1, que se acha na academia de Sao
finado,
Paulo.
Semelhante procedimento hemnitoloq.
vavel e eminentemente animador da pro-'
bidade e desenteresse dos servidores do ei.
lado pois que confiados em tal exemp|0
nio receario que as suas familias snffr|0
e se degrandem pla indigencia. E, por
outra parte este facto nrOv queoegoj,.
010 nio tem ainda sufiocado no Brasil oj
aentmentos do interesse publico e da bs.
neficencia ; que a virtude tem aqu adnai-
ra dores.
(Despertador de 7 de Novembro).
Instituto Histrico e Geogrfico.
No domingo a5 do crrante leve lopr
a sessio do Instituto Histrico e Geogra6.
co anteriormente annunciada. Forio 01
estatutos adoptados, para regerem desda
ia havendo somante de ser modificados
qoando experiencia mostrar alguns de.
fe i tos. Fol nomeaJo o Conselho Gerd
composto dos egnintes mnmbros 1
Presidente, o Snr. Visconde de S. Leo-
nold" ; vice-presidentes, e directores dn
Sessdes de historia e geografa os Svit,
Mareehal Cunha Mallos, e Candido Jase
de AraujoVanna ; Secretario perpetuo,
bibliotecario e archivista o Snr. Conego
Janoario da Cunha Barbosa; orador 0
Snr. Pedro de Alcntara Miemeyer Blle-
garde ; Secretario adjunto, o Sr. Dr. F,m.
lio J. da Silvn Mia ; Theaoureiro o Snr,
lose Lino de Moura. Elegerio-se lia-
bemascommssdes que determinlo 01 es-
tatutos ; e a sociedade, assim constituida,
vai entrar emmedistameate nos seus trabf
Ihos.
O Snr. conego Januario da Cunha Bar-
boso leo hum discurso inaugural, que, a
julgar-mos pels mpressio que fez em nos,
e pela sensscio que produzo na Assemblea,
he huma das produeces mais brilhantesda
literatura brasileira. Vigor de pensaron-
tos rigor de raccionio profundidade de
erudicio, fogode entusiasmo palrioticoe
literario, puresa de estilo e forca de elo-
cuencia tornio, no nosso conceito, mui-
to recomendavel aquello discurso.
A assemblea votou unnimemente e
consignoo na acta agradecimentos aos do-
us benemritos autores da proposta do ins-
tituito, os Snrt. Cunha Mallos e Cuaba
Barbn.
(dem).
Modo
NOTICIAS INDUSTRIAES.
Artes Fabris.
de limpar perfeitamente os tonii
velhos, barricas &c.
Lava-se priroeiramenle o tonel con
guns baldes de agua, para Ibes tirar a ma-
tar immundice ; depois para huma va-
zlha da grandeza de huma pipa deagoar-
denle ; tomio-se 10 e meia caadas dea-
gua, na qual se incorpora huma esoada
de chlorureto de ral ; deiu-se
composiedes na vasilha que se roUe
em todos oa sentidos por paco de hum
quarto de hora ; depois lava-se umitas ve*
ses com a$>oa pura.
Durante algum tempo exala se hum chei-
ro forte de chlorureto de coi ; porera me*
nos de 3 horas, se dissipar nleirameDla.
Nio ha que recelar que este cheiro se cota-
munique ao viuho ou serveja.
Maneira de restituir as plumas o lustro s
. brilho.
Segundo bum naturalista de Mancbester,
nada he mais fcil do qne restituir as pa*
mas ou penas empastadas das aves, a sa>
forma brilho e flexibelidade. Basta pa-
ra isto mergolha-las por um momento
agua a ferver e secal as ao lueae. Pode-ss
dele modo restituir as aves enviadas de
paizes remotos, coja plumagem teuha sof-
Irido algama alteracio durante o Iraosilo,
tota a beleta que liubad quando vivas.
(id-;.


T7
l
DIARIO DE PERNAMfeOCO
/
V
.f^i'
f
DISCURSO.
Pronunciado polo Sr. conego Janaario da
Cunha Barbos no acto de ir.stalar-se
o Instituto Histrico e Geegraphico
Brasileiro, em a5 do Nobembro de
i838.
Continaacio do n. ii$.
A empreza de alguna noasoa escri plores
que tem escripto sobre as cousas d pa
tria nfo aera perdida para o noaao Ins-
tituto. Desae cb-dal difficilmente rea-
nido naa provincia pelos ncansaveis e
distinctoa litteratoa Berredo, Rocha Pilta,
hiapo Aseredo monsenhor Pisarro Frei
Gaspar Dorio, riscondes de Cairt e de
S. Leopoldo conselheiro Balthaiar Lia-
boa Rabello, Ayrea do Casal, L. Goncal-
res dos Santoa, Accioli B< llegarde e
outros maitoa, te formar no noaso Ins
ututo o corpo da historia geral brasilei-
ra encentrado pela philosophia de aeas
membroi e ligado em todaa as auas par-
tes pelas relacoes de seus factos afim de
aeren dignamente eompreheodido*
Eu quizera Sra aproreilar me dea-
te enaejo para lembrar roa o iocansavel
telo pela istoria e geographia do Brasil de
alguna doa litteratoa que bonriai a ma-
tricula do nosso Instituto; mas ae me
nio he dado tributar-lhes agora oa elogi
os, de que alo merecedores, eu devo
pelo menos, como orglo d voz publica,
e doa amigos da patria, declarar com
espeeialidade o nome do noaao honrado
collega e meu particular amigo o general
Cunha M-ttos. Injustica fra Srs. ,
nio tazer honrosa menca'o doa trabalhos
histricos j por elle tfferecidos ao publi-
co e agora meamo ao noaso Instituto. Ou
rutes ler riquissima memoria sobre a
naregacfo doa antigoa e doa andemos,
da qual resulta a descoberta da America ,
e tambem a do Brasil; bem pouca me-
ditacio ae percisa para se conhecer logo
que o seu excedente trabalho forma a in-
trodcelo danossa historia geral, em que
ha ir tuto ae occupa o noaao diatincto con-
aocio. O seu telo aera de eerto imitado
por outros ; e ul vez que o enaaio de hura
diccionario geographico brazileiro, coro
tanto trabalho reprehendido pelo Ilus-
tre socio o aenador Costa Pereira agora
tome o sen necessaro deaenvolviroento,
aproveiundo-ae o aeu autor doa esclare-
amentos que nos he permittido espe-
rar de maitoa pontos do imperio.
Desculpai-me Sra., se na fraca expsi-
to das vantagens, que podem emanar
da fundacio do noaso Insti'alo eu mais
Uve era vista a gloria nacional, que aero-
pre me faz bater o coracio em peito bra-
aileiro, do que a difficuldade das empre-
sas a que nos enteresasmos. Este ma-
gestoso edficio tem por fundamentos o
mord patria e o asaor das letras,
Nos nio seremos menos inflammados
de-te amor do que aquellea que, em ou
tras nacoea Ihe tem ii augurado tio glorio-
ao qaanto atil monumento. O Brasil
guarda as entranhas de soss trras e
assim tambem nos pe tos de seas filhos e
sinceros amigos thesouros preciosos, que
devem ser aproveitados por meio de cons-
tantes e honrosas fadigas. Sem trabalho,
aem persistencia as grandes empresas ja-
roaia ae conseguir a loria qie abrilanta
es nornes doa booa servidores da patria-
A geographia he a los da historia e a
h ib tona ; tirando da obscuridsde aa me-
morias da patria, honra por sao meamo
aos que Ihe eous'grio constantes desvellos.
Lia Sis. nfo esmorecemos vista dss
grandes dificuldadea que sahirS ao en-
contr doa nosaoa designios temos oa
o boa no bem doa noaaos patricios, na
gloria da nossa naci, na noaaa propria
honra e nos celebraremos todos oa in-
noa o da aiiniveisario do Instituto His-
trico e Geographico Braaileiro, de que
aoanoa creadores a presentando ao publi-
co relatnos digaos da sua silencio pe-
los atis trabalhos que fisermos.
Seja-me ainda permittido terminar cate
discaiso com hama invocacio ao Eterno,
tomado das paUvris do santo Isaiaa.
E tu Sr., ate* esa latero eterno,
raucas las, j aasomadas oeste horisonle.
E sempre de f.ce baja de encontrarse
elle verdade.
Miaaoaas esperancas camioba em Iri
umpho de molestas dificuldades.
O' quanto Sr., tu modas em assento
andamoso montanhaa empinadas !
Comprsxe-le em dar-lhe reg aborto,
que engrosse o planto dor disposto.
(Trad do hispo D. Fre Manoaldo.Ce
naculo )
Januario da Conha Baibosa i. secre-
tario perpetuo do Instituto H G. B.
(Do Despertador de 18 de Desembro)
Exterior.
por nfenitos a naos. Paco da Cmara Mu-
nicipal da Vila de Bananeiras en Seasio
extraordinaria de 6deSeteabro de i838 =
Illa. Exai. Sor. Doalor Bernardo Pereira
de Vasconcellos Menistro e Secretario de
Estsdo dos Negocios do Imperio. = Fran-
cisco Ricardo Pesaos Presidente. = Joio
Nepomoceno Borges Joio Manoel das
Chagaa = Antonio loze d'Oliveira ?Caator
Joze Fartado. Est conforme o proprio
O Secretario da Cmara
Jote Francisco de Salles.
PORTUGAL.
Recebemoa por via particular e inea
perada folhaa de Portugal aa quaes
trasem huma noticia que paaaamos a com-
m un i car.
Tentativa de veneno contra D. Miguel.
Com este titulo se l no Athleta do Por
to huso artigo copiado do Procurador doa
Poros, que refere este importante facto pe-
las palavraa aegulntea, referindo-se a c quejnlga fidedignas :
D Miguel preparara-se para sahir. e
pedio a hama malher, que fo sna aia,
huma cha vena de caldo, Foi- Ihe traaida ;
e, por acaso, quando estara rollado para
hum trem, compondo o lenco do pesco*-
o, vio que hama sombra ae aproximoa do
anparador, onde eslava a charena de caldo.
D. Miguel chama a aia, e peanla-Ihe
quemheque estara em casa. He-lhe res-
pondido que ninguem.
Ninguem .' (torna elle); has de beber
este caldo.
a Eu (responden a mulher) : pois V
M desconfia de mim ?.' Eu bebo, Se-
nhor....
a Espera torna D. Miguel: e corre em
basca aa casas todas, e fo encontra o seu fiel
confidente Jos Virissimo, a qoem determi-
na, sol) pena de morrer coa nm tira de
huma pialla que mpunhara, que beba
o caldo. O cumplice hesita oiha a pia-
lla lanca mi da cha vena bebe o caldo
fatal, e aendo Ihe prohibida a sabida, mor-
ra da morte que preparara a vis tima de se>
us desvarios.
(Despertador.)
LOTERA DO SEMINARIO.
O Reitor do Seminario Episcopal de O-
lindfaz aciente aos amantes da Lotera ,
3ue as rodas da Loteria concedida a favor
insti ucco doa Estadantea pobres andaS
mpreterivelmente em o da 18 de Marco
no Consistorio da Igreja de Noaa Senhora
do Rom rio.
PUBLICADO A' PEDIDO.
Illm. Exm. Snr.
A Cmara Municipal desta Villa tendo
sempre por norte a verdade depois desta
hem rarificada pelos factos nio p >de rer
mereulhada a mesma ; querendo-se com
a mentira a pervercidade e a falta de
patriotismo tirar-sea vertude a impar-
cialidade a justica e emfim o amor pela
"berdade ; e proaperidade de aeu Paiz; e
onde Exm Sar. ae encontiio hoje estas
boas qualidadea ? Na Pessoa do noaso dig-
no Administrador o Doutor Josquim The-
xeira Peixoto de Albuquerque! !.' Sna rida
publica lem sempre feito ana conducta aia e
ilibada the aqu a quando toda a Provin-
cia rogando a Providencia mil bena a Y.
Ex. por tio digna eacolha repouza noa bra
eos do aocego e garantiaa de aeus deveres ;
he rergonhoso aparecer tres, ou qaatro
homena iludidoa por hum nutro qaeren-
do a litlo de oreio-no deste Muncipio,
odea-lo para com Provincia toda e mesmo
para coa V. Ex. menoscabando a onra e
llrente AdminUtracio do Exm. Sr. Pei-
xoto. A Corporacio Municipal desla Vila
a nraito que reside naa mios dos sbaixoa
assignadoa; pelos impedimento e demisaios
dos mais votados e quando ella firme noa
principios de justica e equidade, tratara
de promover a felicidade do Municipio em
reunir-se horneas celerados ea numero de
quatro e arrogando a si aa atribuices de
Yeriadorea indignamente representa-
rem erimiaoaamente contra a primeira Au-
thoridade da Provincia Auihoridade s
digna pelo aeo peaaoal de elogios.
Avista pois de tal acto ilegal a Cmara
acordou para salvar a reputacio de aeo Mu-
nicipio e crdito do actual Presidente,
levar iato ao conhecimento de Y. Ex., pe-
diodo a conservacio de tio digno e lova-
rel Administrador. = Dos Guarde a Pes-
soa de V. Ex. como ao Brasil todo be til
CURSO MNSTRUCgAO' PRIMARIA.
No dia i .* de Marco do crrante anno .
na roa da Cadeia do R-cife, D 3-j ter
principio este Corso, tio interessanle co
mo necessario a todas aa classea da Socie-
dade; porque alem de fornecer sos meni
nos conhecimentos mais que suficientes da
Lingos Materna abrange oa objectoa mais
importantes do Ensinn Primerie.
Consta de duas Aulas com seas res pee ti
tos Professores.
Primeira.
Comprehende Ler Escrerer Con-
tare doutrina Cbristan.
Segunda.
Grammalica Portuguea licio doa
melllores Claasicos lanto poetas como pro-
aislas a analyse lgica nocSea geraea da
Historia Brasil' ira r Portagueza, e da Ge-
ographia noticia di Mrtbologia para in-
telligencia doa Poetas ele. Callrgraphia-
Arithmetica e Cathecismo da doutrina
Cartean.
Os Pais de familia reloaoa da illustra-
co de seos' filhos nfo derem desprexar
tio interesunte Estsbelecimento. Ainda
quando nio aspire i seqoisicio de estudos
mais elevados o mancebo que tenha pre-
henchido com applicacfo e aasiduidade as
duas classes do Corso, tea sea duvida ad
quirido conheciaontos para um dia po-
der diitinguir-se do commum dos bo-
mens.
Sio admittidoa na Casa aapracitada como
Pensionistas oa meioa-Pensionistaa os me-
ninos que pela distancia do logar nfo pos-
sao ali ir estodar, oa os que desejea obter
maior grao de aprOveitamento. Na mes-
ma caaa se ach5 tambem abertaa ng solas
de Latim e Philoaophia, j annanciadas,
lem de outraa particalaret para os Pensio-
nistas e meios-Pensionistas.
aa pora oitara mar vil ha do mundo... Vis-
ta do Tribunal da inquisicao em Hespanba,
v-ae oa diverso* tormentos que fazem pa-
decer aa victimas... Vista da Cidade de
Edimburgo em Escoaaia famosa pela aua
univerkidade... Vista doa restos do templo
da Concordia em Roma... Vista da Cidade'
e porto de Lisboa... Vista da praca e Igra-
ja de S. Pedro de Roma, palacio do Vati-
cano... Vists romntica e encantadora de
Chalet em Suissa, no Canto de Berne..-
Vista da Capella gothica do grande S. Ni-
colau em Hespanba, belleza das vidracaa de
mil corea... Inteiior de hum curro, e
combate de touroa em Hespanha...
Os Senhorea auigoantea sio avisados que
cada hum dellea pelo emporio da aua nica
subscripcio, tea a liberdade de traser cou
aigo a aua Senhora sea pagar mais se-
gunda subscripcio. Aviaa-se tambem aos
que ainda quiserem subscrever que aa vis-
tas queja foraS ex pos tas, o serio de noro
no fim a fim de que cada hum posaa go-
zar do Expectaculo completo. As horas sio
sempre de 6 as 9 da tarde* O preco da
entrada de 1 'ooo res, e da subscripcio
para o total de 6s'ooo reia.
Avisos Diversos.
SOCIEDADE THEATRAL.
O Secretario da Sociedade Theatral con-
vida aos Srs. Socios para a Sessio de Quin-
ta leira 1 do corren te, na qoal ae ha de
fazer o devido devidendo doa Cama rotea ;
por sao capera que bajaS de comparecer
todos, para aerea presentes essa deatri-
buicio| nio se chamando ao depois a ig-
norancia desea deliberacio: aendo a dita
Sessio emeaza do Sr. Luis Moreira de
Mendonca na ra do Rangel D. 16-
COSMORAMA.
Desde Sabbado paasado que exiitem na
expoaicio as vistas segaintes, qoe serio in -
fillivelmente mudadas no dia Sabbado a3
do corrente a saber Vista da aagnifica
praca de Lois XV ea Pars coa o famo-
ro obelisco Egypciano o Luxor e o noro ch
fai ir... Vista geral da sobarba Venesia ,
seo porto, seos canses... Vista da incrivel
e iooortal passagea do aoate S. Bernar-
do pelo Exercilo Francs coaoaadado
pelo General Booaparte v ae o hospicio,
e as peeas d'artilheris carregadaa cada ha
su por aoo soldados... Vista da Cidade e
porto da Bordeaaxea Franca, ana magni-
fica ponte construida por ordea de apo*
Uto qme pos prioeira podra, qoe pu-
_ Preciza-se de ama ama para urna
casa de muito pequea familia; dirija se a
ra do Rangel a'brado D aa aegundo an-
dar ou a esla Typogrsfia.
_' Deseja-se fallar ao Sr. Antonio Mo-
reira Vinha a negocio de seo inleresse; na
roa do Crespo loja D. 8 lado do norte.
No Armaaem de Fernando Joae Bra-
guet ao pe do arco da conceicio ha para
vender ae toucinho de mui superior quali-
dadr em volumea grandes e pequeos, o
aa arroubaa.
Na ra do crespo D. 8, lado do Sul,
ha para vender-se huma boa mulata aa-
dia e com habelidadea proprioa para ser-
vir em casa de familia declarase que se
vende para fora da Terra pois a vista do
comprador ae dir o motivo da meama
venda.
Na mesma casa cima precisa-se de ama
mulher de idade que queira ir para nm
Erigen lio tratar da esclavatura doente.
_ Bernardo Fernandes Gama rende o
terreno que fice por detras das casas da ra
da Santa Cruz contiguo ao cilio do Snr.
I o o doa Santos, os pro prieta r ios das ca-
da mesma roa qoe quiserem dar mais
extenca aos seus quintaos, querendo
compra I-o annuncie.
Precisase comprar ama cabra bixo
qoe pelo menoa d urna garrafa de leitos, o
tamb-m se trocara, por outra de casta do
Alenteio aioda nova; a qoem convier al-
gara deste negocio annuncie, oa queira
ter a bondade de dirigir-se a roa nova n.
io3.
_ Na ra do crespo D, 9 precisa-se de um
boa padeiro, e ae for preto, eacravo, ser
preferido.
Dezapareceo da Praia junto a Serrara
doCardial doua paca de Louro, coa 3o
palmos de comprido com aa marcas se-
guales : I S MS quea delle tiver no-
ticia oa podera' entregar na mesma Serra-
ra, que aera' gratificado do aeo traba-
lho.
Na meama cima ha para vender i4 ca- ,
xaa para socar assucar, fetaa de amalello
e pelo preco de 7,000 rs. cada huma. As-
sim um terreno com aq palmos de frente
e 3oo de comprido, com algumaa bemfeito-
riaa, cito aa ra da Praia na frente da Ri-
beira do peixe.
Alluga-seum terceiro andar de sobra-
do, coa bastantes commodos para huma pe-
quea familia ; qoem o perteoder dirja-
se a roa Nova D. 3a a fallar como o pro-
pnelario. Assim como Rifa-se um cvalo
de estribara boa carregador e gordo,
devididoa ea dote bilbelea, a des mil rs.
cada na : na mesma caaa.
_ Precisa-se alugar sete aerrentea par*
trabalharem aaa eacavacea que se esto fa-
zeodo no Redacto do Bom Jezua das Por
las, pagando-se por cada um 64o reia por
dia ; qoem tirar ditos serventes 00 parto
delles pode dii igir-se a rea do Livraa
to do lado da roa Direita no terceiro andar
de sobrado D. 18, que L achara com qoea
tntor.


T
pi^SAO,,,^ >MMf
<

_ Arreada -se animalmente urna casa
terrea abarracada de doto acabada se-
gando o gosto moderno cora sea corredor
lavado, sala de vesita forrada, cono 3a
palmos en quadro 8 janelas de peitoril
envidrassadas 8 qaartos salla de jantar,
cozinba foracom o assentamento do fogio
ingles com 5 fornalhas e sea respectivo
furno quintal grande com cacimba que
tem agoa para beber, sanzalla para t escra-
?os estribara para a carados com poi to
para a frente da roa iodependente da porta
principal, e tudo muito faem pintado e
suficientemente assiado coja propriedade
he situada na roa que rai da estrada da so-
lidado para a do Manguirrbo e junto ao
muro do Dezembargador Maciel Monteiro :
os pretendentes entendo-se com o escrivio
Almeida que est manido de poderes pa-
ra faier o arrendamiento.
_ Perdeo se no da iq docorrente des
de a ra de Hortas, direita pateo da Pe-
irlia ruado rangel, pracinha do Livra-
mento largo do collegio at a ra dos
tinoeiros o rollando para a ra de hor-
tas pelo largo do Ligamento urna cartei-
ra de marroquim encarnado < com un la
pis e 5 a 8 mil rs. em sedulas minias e
alguns papis entre oj quaes mu precos
crranles do Maranhio e varias lambran
cas que de nada ser vem a ninguem ; quem
a aenou e quiser restriir nio se exigindo
o diubeiro que trazia entregue na ra
direila botica que foi'do Sor. Ignacio Neri
da Fonseca, ou na roa de Hortas sobrado
junto a Igrrja dos Maitiiios que alem de
senio eligir o diuheiro se Ibe bear obri
gado.
_ Theresa de Jess, filha de Joo Car-
doso de Serinhaero tem justificado leg .1
mente ser filha do dito Cerdoso ; o qual
falleceo e como ella seja sua legitima li<-r-
heira pede-se aO Sur. Beroardino Jos
Arantes i. testamenleiro da qu para que deize em seu poder o que o seu
finado pai deixou por ser ella a unict ber
deira ate que se aprsente ao mesm > tes-
tamenleiro com os documentos legaes para
eceber o que he seu.
mm Vai prover-se a Cadeira de Priroei-
ras Letras do COLEGIO PERNAMBCA
NO. Aspessuasque sejulgarein habilita-
tadas para cimilhaute magisterio podem di-
rigir-se ao referido Colegio ale o da %-j
do correte Fevexeiro munidos de do
umentos que provean a sua aplidio e mo-
ralidade.
Avisos Martimos
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- :---------------------------------------------------------------------------------------'
PARA O MARANHAO' sahe al o fim
do coriente mez iropreterivelmenle o bem
conbecids Brigue Escuna Laura Segunda ,
recebe alguma caiga, e pm<>ageiro para o
que tem excedentes com modos e escravos
a frete : a tratar nO forte do mallos coro
Firmino Jos Felis da Rosa.
PARA LIVERPOOL o muito velleiro
Brigue Inglez Traveller que sahir at o
dia u6 do corrale ; quem quiter bir de
passagem para o qae tem excedentes coin-
modos, dirrja-se eos seus consignatarios
B. Lisserre i Companhia.
PARA A 1LHA DE S. MIGUEL com a
maior brevidade sahir o muito veleiro ,
novo e bonito Potadlo Porluguez Paque-
te da Terceira ; quem nelle quiser ca re-
gar ou hir de passagem para o que tem ex
cellentcs commodos dirija-se a Joio da
Costa Lima, na praca do Corpo Santo ,
junto a diversa* rendas no primeiro andar,
oa com o Capillo a bordo.
PARA LIVERPOOL o bem coohecidb
Brigue loglez Cybele foirado e.eocavi-
Ihauode cobre CapitSo Armsirony; quem
quiser carregar ou hir de passagem dirija
e a Me. Calinonl & Compaubia.
MSSMBV
tences, salvados da escuna Americana sailors
Return naufragados na costa do Rio Gran-
de do Norte de muitos drffefeules obje-
ctoa por ordenado Cnsul Americano.
-
C o ni p ras
---------
:l
_ Uma negra costureira, engommadei-
ra, e cozinheira paga-se bem '; assim co-
mo quarlos para carga que sejio fortes :
no pateo da Matriz emeasa do Senhor Si-
mico.
Um refe paia sargento de G. N. ,
que estej#em boa uto; na praca da Inde-
pendencia n. ig.
. Um por9*o de tedias novas, ou m
das : na ra de Agoas verdes sobrado De-
cima D. 3.
_ Uro preto bstanla ladino.* e que ta
nha muito boa figura ; na ra estrella do
Rosario sobrado que tem por baixo tanda
de baibeiro.
i---------
Ijeilo
Qae faz o Corretor ger*i Oveira ,
de grande diversidad de azendas limpas ,
eavariadas Quinta feira si do corren te ,
pelaa 10 horas da manhi no seu armaseis
da ra da Conceicao n. 34 no primeiro
dar.
No dia a. feira a5 do correte por
coala o risco de quem prelencer, no caes da
alfandega nova ai 11 otas dos gneros e per
Vendas.
_ Uma escrava parda de boa figura ,
com aa anhosde i da de sem vicio algum ,
e dois filhos simibrancs leudo um 4
annos e o outro i anuo pejad.i com
maisdet mezes sabe coser engommar,
cozmhar e com principios de bordar ,
a vista do comprador se dir o motivo ,
e o menos preco be moosooo : na praca da
Independencia n. ai e as.
__ Duas escravas de naci mocas e
de bonitas figuras sab' m engommar co
ser, cuzinhar e lavar roupa ; um preto
de idade de 18 anuos ptimo para todo o
servica; e um moleque de la auno- cozi-
nha o diario de uma casa : na ra de agoas
verdes casa terrea D. 3y.
_ Uma armacio nova em um boro, ar-
masem tanto para venda como para
compras de couros e assucar, e muito bom
para vender sal no atierro dos affjgados
ilebaixo do sobrado do finado Lima : a
fallar as 5 ponas ultima venda a direila.
Um carimbo de duas rodas com to-
dos os seiis perteuces : no atierro da Boa
vista em casa do segeiro Emidyo n. 3
Hum ptimo violio rom superiores
votes} na Ra Nova loja FiaocezaD. n
a i voliar para a cambo* do Carmo.
Uma rede de pescar camardes : na
ra da praia casa do Vianua.
Para forada provincia um negro cre-
oulo de idade de a5 snpus > bom ollicial de
sapateiro : na ra daCadeia velha loja de
fazendas L). a4<
Unta morada de casa terrea acabada
de novo de gosto moderno bem repar-
tida e propria para pequea familia., e
outr* anda rm c.ixao sitas n ruadajas-
mim que fica por detrs de Igreja de 6
Gonslo : traUr na ra da Gloria Dci-
ma a8.
Um braco de batanea proprio para
padaria a armasen de coaros e uma
poicio de cobre velho eoutrade chumbo :
oa ra do Aragio quiua do beco da Joo
Fiancisco, D. ta.
Um, cavado carregador baixo por 65
mil res ; no attei ro da Boa visu loja De-
cima 39.
Superiores chapeos da ultima moda
de castor preto e brauco, ditos de massa ,
ditos lie castor pardo e preto de massa paia
meninos, ditos de seda chegados ultima-
mente de franca para Senboras: na roa no-
va ioja D. 5 de Frederico Chaves.
_ Por preco cosnroodo um cavado ala-
zo, pouco gorda bom carregador, e
esquipador : na ra do Hospicio no ulti-
mo ilio que volta para o pumbal.
Um palanquim novo por preco co
modo z na ra de S. Jos D. i3 Udo do
nasceote.
coz
inhei
ro
-**.>.' ai
e socador
Una venda sita as 5 ponas D. 44
com poneos fundos : a tratar na mesma.
Bicos do linbo blancos o pretos \
e eslreitos rendas lisas de lodas as
argas fil de linbo liso e boi dado, lar-
go eslreito peicocinbo grandes e prque-
nos cambraia em pessiuhas para vestidos,
meias de seda borddaas, e ditas finas de al-
godio : na praca da Independencia D, a3
e a4 e na ra estrella do Rozario no pri-
meiro andar do sobrado por cima da botica.
Uta molqqe d i$ naos de idade ,
vicios nem achaques : n fd|U- na ra do
Amorm armasem do Sr. Reg das i I ho-
ras as 6 da larde.
Uma negrinha de angola de bonita
figura, cora idade de 10 a ta annos e
cora principios de costura : na ra nova
loja de ferragein D. lo.
Pedras demuinhos muito boas e por
pre90.com modo e Bichas do Porto ltima-
mente chegadas a 3*o rs. cada huma na
vendada ra doCollegioD. 10.
_ Potasia Russiana em barriz pequeos
de moitQ boa qutlidade: na ra do Vigario
escriptorio do Coronel Menezes n. 15.""
Rap de Lisboa ltimamente chegado
a 5o rs. a oilava bogias pernambncanas
de cera de carnauba, de G em libra iguaes
as de Lisboa oavalhaa, de barba e ca-
ivetes suprefinos, e outraj multas miude-
zas ludo a preco com modo : na ra lar-
ga do Rozario loja de miudezas D j.
Na loja de encaderoador da praca da
Independencia n. at, bs seguintes livros :
Historia Romana dita da Grecia Xiviei
de Mallos sonetos ue Diniz Ezoupo po-
ema des de Diniz obrigacrs do Jury,
Filosofi a por amor Annaes de Tcito ,
dicciona i da Philippon Belisario (j
orgicos portugueza Ct alia de Chatenai ,
Ttie Eutihipiiolis Songster, Romanorun
Pcnlificoa amores de Theagens.
_ Pillas da familia ero vidros de a5 ,
5o e 100, sag' de primeira e segunda sor-
te; elivros de assistira missa ( encadena-
do em nurroqiiim dourado : na ra do Vi-
gario armasem do Machado, n. 14.
_ Uma negra de naci de idade de
24 annos e de bonita figura lava rou-
pa cozinha e he qoitandeira : na ra da
cadea velha loja de ferragem D. ii\.
Uma linda escrava de napo mucam-
bique deit annos de idade, nao tem
vicios nem achaques engomma liso co-
zinha sofrivel, lava bem de sabio uma;
dita de naci da costa de ao a aa annos ,
ptima vendedeira e paga 480 por da ,
f.iz todo o mais arranjo de uma cisa : pas-
saudoa Igreja dos Martirios no i.an
dardo primeiro sobrado.
_ Brelauhas de linlio hamburgos e
panno de linhoem peca de 18 varas: em
casa de Hermano Medteos ua ra da
Cruz D. ai.
_ Um negro de angola, de idade de
pannos: no segundo andar do sobrado
da ra do Collegio D. 11.
_ ducho de pescada muito bom para!
grade ; na praa do collegio armasem de
Manoel Antonio Ramos
__ Um uegro fom officio de padeiro ,
de idade de 34 anuos sem vicio algum, e
tambe 111 Se troca por dois moleques de ida-
de do la a 14 annos, inda nao sendo mui-
to [adiuos cujo neg'ogauha 16,000 mm-
saes nao se vende por deffeilo algum .
quem pretender dija-*e para o ver a ru^
das larangeiras O. 5, e para o ajuste o,,
ruado Hortas sobrado jimio a Igieja do
M.'ilirios. ,
_ Uma morada de c.iss de dois anda-
res e solio acdbada em Agosto de 18J8 ,
com varandas de ferro e envidrassadas ,
com com roclos para 4 familias, por de
tra/. da Penba passaodo onincho do Noia
u. 3 ( : a, tratar na ra da Cruz casa n. 51
no primeiio a dar. ,
^. Feijao do Rio de Janeiro em sacas
dealqueireda medida velha a 1800: na
ra nova D. 2 e i.
_ Uma esorava creouU.de idade de ao
anuos, caziiiha engoinra. liso, e cose :
ni ra da Ciuz em, caja, ue Joaquim Auto-
louiu de \ajsconsellos.
_ Um quu-uio de carga casia 11 ha e
ens boa cine : na ra do Livramento
D i.
Um.veacrava de angola mopa e de
bonita ig.ia coziatha engomma cose
coa e eusaboa Ua ra do Jiivrameiilo
D. 4.
_ Um refe com.o seu competente tras
sado pelo preco do 14,000: na ra das iriu-
cheiras D. t.
Fazeoda de boa qua|idada para h-
bitos de leiceiros de S. Franciaoo : aa ra
doLivramentoD.no.
Azeite de carraatatO', medidas peque-
as ate garrafas a aa4'o, ede garrafas para
cima a it2o ede-canada para cima 1600 1
emOlinda ra de S. Joio n- 5.
ir r^ovo sortimtnio de taboai de piola,
de jsucar sem I a preco commodo ajtraz da casa da opeta
, armasem junto ao sobrado.
Na.casa de Fox S Stodart, h uat
)m sorlimentode maquinas de vapor>
condensaco e alta pressio e de fotfr
Je 4 arrobas e 8 cavailu* Unto para en.
genlio de assucar como serraras de madei.
ras, e outros quaes.quer fins a qae as quei.
rio aplicar; igualmente tambero se vende
assentamentos de laxas de ierro tanto coad
como balido de todos os lamanb/os e qualj.
dudes ; assim como mais um magnifica
soitmenlo de moendas de ferro para osea,
genhos de lodos os tamanhos tanto ser.
ticaes como hoiisonul, para anmaes e
para agoa e da mais superior coustruci
das fabricas de Inglaterra ; havendo d
mais a grande vanl&gem de se mandar ua
engenbeiro sendo necessaiio fazer qualquer
assehtamento das referidas maquinas; ven-
de-se mais bombas de ferro vulgares
ditas de patenta, chamadas de repucho
o oulras muitaa fazendas por .preco commo-
do ; os pretendentes dirijio se a ma da
sanzala nova D. 1.
jEscravos Futidos
Rogase encarecidamente a (odas 11
authoridades policiaes capilles de cam-
pe que virem 011 tenliao noticia de um ne-
gro a inda algum tanto bucal de naci c.
binda ', que desapareceo no da 19 do cor-
rente andando carregaudo areia da nucir
para a ra Direila o tevem ou manden a
mesma ra pidaria D. i3, que ser gene-
rosamente recompensado.
Da Villa do Drejo da Madre de Dos
fogio na mote do dia ao de Janeiro do cor-
rente um crdulo de no ne Jacob, de ida-
de de 18 a a annos officul de sapateiro,
os ps esparralhados, nariz chalo, sobre o
buco da barba tem uma pequea aicalriz
junto ao nariz ; quem o pegsr pode levar
a dita Villa a seu Seuhur Bernardo Jos de
Barros Correia qu se obliga a pagar to-
da a despeza ou uesla Ciade a Jos Fran-
cisco do Rf-go Rangel que ser genero-
samente recompensado.
Fugio no dia Quarta feira de eioza ,
de Oliuda uraescravo creoulo de nome
Joio, biStahte alio peritas muito finas,
ps grandes e beic-u muito allos he bao-
zeiro no andar ; quero o pjgar lef* no
mesmo lugar, ra do Ampiro casa u. u8.
3IoviiiKiito do Porto
:--------!----------------------------+
NAVIOS ENTRADOS NO DA 19
ACARACU'; 3l dias % Hiate Nac. Sanio
' Antonio de 49 tonel., Mestte Jos Gon-
sal'es da Silva caiga cou> o? e sola: SO
mesmo Mestre; passugeiio-. Joaquim Mo-
leira da Costa Antonio Pereiia Co-
pos, e Frailesco GonsaUes da Silva.
PARAHIBA} a dias, HiaieNac.S. S#
de aa tonel. ,' M. Isidoro Pereira..d
Costa carga milito e lenha: ao mes-
mo Mestie.
ACARACU'l aa dias, Escuna Nic. Boa
Jess de 64 tonel. M. Jos Gousalie*
Simes carga carne couios e sola : a
Manoel Joaquim Pedro da Costa; paisa-
geiro Manuel Joaquim Leile..
SANTOS ; 3o dias Brigue Nac Uoo
de 24y louel. Cap. Antonio Joae dos
II' i* em lastro de.pedra.
GRaNJa: a8dias, Patacho Le.l Cool-
lanfe', M. Joaquim de Azevcdu Senua ,
crga sal couios la e carne secca:
a Manoel Joaquim Ramos e Silva.
SAHIDOS NO MESMO DIA
RIO DE JANEIRO ; Brigue Nac. Olioda,
Cap. Domiugus Fiaicisco da Silva, car-
ga Varios genero ; passageiros Brasil*"
tu Custodio Evaruto SimpUciauao
o porlugut-z Antouio da bilva.Ltila.
RIOG. DU SUL ; Pala lio N-c, Bom Je-
ss M Joi Mana R.baa carga *-
J. sucar.
OBSERVACOENS.
Entrou para dentro o Brigue Ingle FUry'J1
qu no dia 18 tinba ficado no lameiro
l'alfiU lixr, B. .f.BIFi f Wy*
MIITI


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