Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03735


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Full Text
ANNO DE i839. SEXTA FEIRA.
CAMBIOS:
Fevereiro i*
Londres "3o \i 3o 3/4 Ds. St. por ifooo eed.
Lisboa 8o por Franca 3io a 3?5 Rf. por franco.
Rio de Janeiro ao par.
MoadaadeGfioo 14I700 s velhts novas lfioo.
,, fooo 8| 100 a otoo
Pesos Columnariot i|63o a i#6"5o
Dittos Mezicauos 1/600 a if6o5
Pataces Brasileiros i|63o a if65o
Premio das Letras, por raax 1 i|4 a 1 11a por 100.
Cobra o par
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTES.
15 DE FEVEREIRO. NUMERO 38.
Todo agora dependa de n&s mesmos; da oossa prudenei
tnoderaco a energa: continuemos Como principiamos,
a seremos aportados eom admira co entra as Naces mais ti; i
Proclamadlo da Aigemblca Gara) do Brasil.
SubscreTe-se para esta folba a3|ooo rs. por quartel, pagos adt-
anudos nesta Typoerafia, ra das Cruzas D. 3, e na Praea
da Independencia D. 5j a 38, onda se recebera correspon-
dencias lega usadas e a anuncios: insirindo-sc astas gratis
sando dos propriot assignantes, a viudos assignados.
das da semana:
Cidade da Paraiba a Tillas de su pretenco .'
Cidade do Rio Grande do Norte, a Tillas dem .
Cidada da Fortaleza a Tillas dem.......
Villa da Goianna............
Cidade de Olinda............
Villa de Santo AntRo...........
Dita de Garanbuns e Povoaco do Bonito. ....
Dittas do Cabo Serinbaem, Hio Forraoso, a Porto Calvo
Cidade das Alagoas, e Villa de Macei. .....
Villa de Pajau de Flores...........
Todos os eorreios partem ao meio 41a.
Segundas Sextas reirs;
Todos os dias.
Quintas feiras.
Dias i o, e 34 dcada me*,
dem i ti, e n dittodido.
dem idem.
ldam 13, dittoditta
11 Segunda S. Lasara R. Audiencia do J. de Direito da i. Tara de minhC.
13 Terca S. Eulalia V. M. R. de manb e and. do J de D. da i. vra de manh.
i3 Quarta de Cinza rjejum atea Pacoa excepto os Domingos; S. Gregorio 3. P. Nao ha desp.
4 Quinta S. Valentim M. RelacSo eaud. do J. de D. da a. vara de manh. La Nova ai
hor. e ti minutos da mauh.
i5 Sexta S. Faustino e Jovita Mns. Ses. da Thes. e aud. do J. de D. da i. v. de m.
16 Sabbado S. Prolirio M. Re. de manh. e aud. do V. G. de t. em Olinda
i; Domingo i.da Quaresma. S. Silvioo8.
Mari cheia para o dia i5 de Fevereiro.
As 6 horas e 6 minutos da manh. As 6 horas e 3o minutos da tarde.
B
PARTE OFFIGIAL.
PERNAMBUCO.
Diversas Reparticoens.
TRIBUNAL DA RELLAQAO'.
. Sesso de i4 de Fevereiro de 1839.
Na appellaca Civel do Juizo de Direito
desta Cidade appellante Francisco Das
dos Santos co.no Administrador de sua fi-
IhaJosnna, appellado. Joaquim Msnoel
de Azevedo Escrivao Chaves ; se julgou
pela confirmabas da sen tenca recorrida.
Na appelUca Civel do Juiso de Direito
da Comarca de Goianna, appellante D. Fe-
iicianoa de Jess Mana e appdlados D.
Victoria Benedicta Senhoria Alves de Sou-
za eoalros, EscrivaoBandeira ; foi jul-
gada pela reforma da sentenca appellada e
carccedores os appellados de Accso.
Na appellaca ivel do Juiso de Direito
do Civel desta Cidade appellante Manoel
Catlano de Pinbo Mendonca e appella-
do o Juiso Escrivao Ferretea ; foi refor-
mada a sentenca appellada para o fim de
julg r como julgario improcedente o meio
de juslificaca devendo convencer o Jui-
.zo ordinariamente
Na appellaca Civel do Juizo de Direito
desta Cidade, appellante Manoel Jos
Ribeiro e appellada Mara Victoria da
As&umpcSo E->criva Rebello ,- foi juga-
da pela confirmaca da seutenca appella-
da.
Na appellaca Civel do Juizo de Direito
da Comarca de Macei appellante Jos
Profio Toxeira de Mendonca appellado
Jos Antonio Pereira Escrivao Bandei-
ra ; fui confirmada a sen lenca de que se
ppellou.
MEZA DO CONSULADO.
_ A Pauta he a mesma do num. u7,
C0RRE10.
O Brigue Trinmfo Americano recebe
a mala para Lnboa no da 16 do cor*
rente as 11 horas da mauhia.
A Escuna Lebre recebe as malas para
Macei, Babia, *e Rio de Janeiro ama-
iilia 16 ao meio dia.
A Galera S. Rita, recebe a mala para
Lisboa boje 15 as lo horss da manba.
OBRAS PUBLICAS.
Manoel Joze Marcelino e Francisco Viei-
ra da Silva Guimaraens biancos pelo
Sub-Prefeito da Freguesia da Boa vista ,
este por ser acolitador de ladtoes e a
quelle por ter esptncado a um menor: An-
tonio Tavares pardo, pela patrolha do
districto da Passagem por ser encontra-
do tarde da noite e faser-se suspeito ; e
Miguel Antonio, Goncalo Jos de Men-
donca e Mara Benedicta, pretos pelo
Sub-prefeito da Freguesia da Se' o 1.
por tuspeita de ser escravo e estar fgi-
do, o a.* por ter sido encontrado coto
um cavallo furtado e huma preta fgida,
e a ultima por estar fgida.
E' o que consta das partes boje recebi-
das nesta Secretaria.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeitura da
Comarca do Recife 14 de Fevereiro de
83c, ____

ARSENAL DE GUERRA.
O Arsenal da Guerra compra cabo de
Jnho velo para taco, pedras de fogo
' inglesas, ac da Suecia ou de correia e
Luna em picas.
Arsenal de Guerra i-\ de Fevereiro de
ftta.
Jos Carlos Teixeira.
pueclorj
Pela Administraca Fiscal das ObrasPu-
blicas se arrenda ama cas terrea n. lugar
d<> Manguioho para servir d'Armazem pa-
ra recolher os materiaes e utensis perlen-
centes aos trabalhos das obras do mesmo
Manguind : a pessoa que a tiver e qui-
zar arrendar pode comparecer na Salla da
dita Administraca para traclar do seo a-
juste ; assignar o termo d'arrendamento.
Amaro Francisco de Vloura.
Administrador Fiscal.
PREFEITURA.
Parte do dia i3 de Fevereiro de 1839.
Illm. e Exm. Snr. Das partes boje, re-
ahidaa np.sia Secretaria cainita atad, fora
presos hontcm a minba ordeno para' te-
rem o competente destino ; Valenta Fer-
reir da Silva pardo soldado do 4*
Corpo d'Artilheria pelo Sub-Prefeito da
freguesia de Santo Antonio e Luiz de
Franca e Manoel Piodrigues Pinheiro ,
tambem pardos pela t. patrulha do dis-
tricto das 5 Pontas por suspeita de serem
couiventes nocrime que hontem commet-
teraalguns soldados do 4- Corpo de
Aitillier ia tomando do poder de doos
soldados do Corpo .Policial a presos re-
mettidos pelo Sub-Prefeito da Freguesia
dos AIfogados os quaef sao tambem sol-
dados do dito Corpo d'Artilheria de cuja
dezordem resultou 6car bastante espancado
um dos dous sobredi tos saldados de Poli-
ca ; Crispim Marques preto por outro
soldado para huma averiguado ; Mara
Cezar parda pelo mesmo Sub Prefeito
de Santo Antonio por estar em desordena;
Pedro, preto escravo de Joto da Silva
Santos por um* Inferior do Corpo Poli-
cial para urna averiguaca; Feliciano
Gomes da S Iva parda pela 1. patrulha
do districto do Cortume por ser desordei-
ra ; e Joa do Espirito Santo, tambem
pardo por um soldado de Polica por
havel-o injuriado.
N* oceoneo mais novidade.
Dos Guarde aV. Exc. Prefeitura'da
Comarca do Recife i3de Fevereiro de
1839. Ulm. e Exm. Sr- Francisco do Re-
g Barros Presidenta da Provincia.
Francisco Antonio de S Brrelo Pre-
feito da Comarca.
Parte do dia 14.
Illm. e Exm. Snr. Ferio presos non-
lona a minba ordem e tivera o compe-
tente destino : Antonio preto, escravo
de Lui dos Santos pela 1. patrulha do [eute he de necessidade que um dos Of-
districto do Porto das Canoas por estar flciaes seja encarregado da guarda, e ar-
FALLA
Coro que o Exm. Presidente da Provincia
da Paraiba do Norte, o Dontor Joio Jo-
ze'de Moura Magalhes, abri a se-
gundo Sessio da segunda Legislatura
da Assemblea Legislava da mesma Pro-
no dia 16 de Janeiro de 1839.
Senhores Diputados Assemblea Legis-
lativa Provincial.
Venho boje em cumprimento da Lei
iustruir-vos do estado dos negocios Pbli-
cos, e indicar-vos as medidas que mais
redimi as necessidades daProvincia. Fra
iropossivel oQVreeer-vos um qusdro com-
pleto sobre semeihante objecto : a scien-
cia da Administraca lio difcil, lio va-
riados, e complicados sao os diversos ra-
mos do servico publico que quando
mesmo essa tan fa no fosse superior a exi-
guidade de meus talentos o curto espaco
de trinla e quatro dias, que cooto de Pre-
sidente me nao pe mine expor-vos de-
baixodeuma ordem perfeila os msis segu-
ro meios que cumpre por em pratica pa-
ra promover os melhoramentos daProvin-
cia. Taes ttulos me dio direito a voisa
indulgencia ; mas cello das vossas I uses, e
Patriotismo, bem coma da alia Misso deq'
sois encarregados, apesar da imperfeicio
dos poucos ejclarecimeiitos que me fo
rio subministrados, passo a saptisfizer co-
mo me he possivel o preceito da Lei.
Secretaria do Governo.
Crescendo o Archivo da Secretaria na
razio do progressivo augmeulo do exped'
exigirem. Julgo conveniente alterar est
disposiclo em favor dura ofhcial mais
antigo, quem se deve dar um acrescimo
de vencimento proporcionado a este novo
encargo. Pela quanlia marcada no Artigo
S. %-x. da Le de a9 d'Abril de 18^7
foi arrematada a obra destinada para Se-
cretaria da Governo a qual se acba qua-
si concluida mas nao oiferecendo elle as
precisas comodidades para um ll 6m ,
julgou-se mais conveniente que na predi-
la obra nova se colloca^sem as salas do do-
cel, audiencia, licando a Secretaria no
mesmo lugar em que ora. se ada.
Seguraoca e tranquilidade Publica.
Tenho a satisfaced de annuuciar-vos ,
que toda Provincia se acba em paz, e tran-
^-ili.l^d. f o cap,iij Oe ordem que
tanto caracteriza os Paraibauos continua
a reinar sem interrupto. A paz geral-
meniB sentida como primeirn necessidade,
pois somrnte a sombra (Itlla se podem
obler os progressos materiaes do Paiz, a
industria ganha incremento e se desen-
volv o trabalho a-lmiravel instrumento
de concordia. Seria completo o quadro da
seguranca, e Iranquilidaoe d'esla Provin-
cia
se el
em desordem cono outro; Antonio, lam
b m prelo escravo de Francisco Joaquim
pelo Capila Antonio Alfonso Vianna por
estar apedrejar algumas pessoas no acto
de passar a Procissa; Fraucisco, tambem
preto, q' diz ser forro, por um Guarda Na-
cional por estar em desordem e querer
dar em um Corneta do Corpo Policial;
raniameoto de todo os papis, elivros;
cuja melbodica claai6caci<* sobre concor-
rer para que elles se no extraviem muito
simplica e facilua o Irabdho. Pelo Ar-
tigo 15. do Regulamento do i. de Ju-
dio de 18J7 o Amanuense mais moder-
no o encarregado do Archivo da Secretaria,
e de pastar aa ceitides que as parlas
, assim como est livre do fre-
nes revolucionario que lanos estragos
tem feito em oulros pontos do Imperio ,
podesse ezpelir dosu seo rgjes sceleratos,
que zombsndo das Leis e das Autoridades,
e certos da impunidade, seabalanca a
perpetrar toda a casta de i rimes pondo
assim em desassoego os pacficos habitan
tes. Daspaiticipaces teetbidas dos res-
pectivos Prefeitos e que vos serio en-
viadas veris os cn'mes commeltidos em to-
da a Provincia em os ltimos meses do
anno prximo pascado, e ento conbece>-
reis que os crimes contra a 3eguranca de
pessoss sao desgracadimenle os mais fre-
cuentes. Conlinua, Senhores serios
qoeixumes contra a impunidade, a qual
seria erro altribuir a cauzas iaoladasv A fal-
ta de urna Polica rigorosa, revestida de
forca para prevenco e repressio do cu-
ino leis talvez pouco convinhaveis s nos-
a circunstancias, e siluacio, e es.sas mal ex-
ecutada, e cumprdas a facilidade que teas
os crimines de se evadirem vigilancia
da Juslica, favorecidos pela naturesa do
terreno, o azilo que elles encontrao d*
parte de modos, que os acoulao, e rece-
Lem 00 coniventes ou guiados por fal-
sos principios de filantropa, e finalmente
a falta de ptizess seguas, sio cauzas con-
comitantes alem de oulras que concor-
rem para a falta de castigo e as-
segurad o arrojo e insolencia do perver-
so. Feliz o paU Senhores se vos, co-
nhecedores de todos estes obstculos os
podeides remover por meio de Leis jus-
tas e sabias, que se tornem protectoras da
seguranca publica, e individual.
Culto Religioso.
A Religio que tanto inobrece o bo-
mem, que o liga ao Eule Suprimo, e que
regulando as suas acedes o torna mais per-


B Ik\
D I P El II'AJtf BOO
w
feito, contnbue encsmente pira a per-/ Provincia. Existetla)u Provincia 45.A,,*
frigio da Sociedade. Na verdade em roda (la* de priraeiras Letlras ; 36 de Menino,
da Religo que os povos fasem o seu mo-, e 9 de Meninas. A excepclo das i Aulas
vimeoto de civilisaxio : liles se desorgani- da Capital lodas as mais seguem o ai-
slo, e arruioo quando desconhe. em mi
abandonan o impulso do seu entro vivifi-
cador. Se ninguem deaconheee a exce-
lencia da Religia, tamben se nio p-de
desconheccr que o homem arrasado por
suas paixes fcilmente se esqueceria dos
se-us deveres, se a Le Religiosa a todo o
momento lli'os nio lembrasse por roen.
do culto dos ritos, e das ceremonias. Kra
o motivo, porque desveLdament* o L"g's-
lador tracta de prov r i'om os indispf ns
veis meios tanto a sustenco dos Ministro
da Religo, cdiho a edificacio e reparo
dos Templos dando ao cito todo expen-
dor de grsndesa que inspirera respailo,
e devoco. Prla Lei d'O carnelo do an
no Gndo forio roelhoradas ascorg'uis d.us.
Parodio desta l'fovincia, e sena inu-lo
para desejar que ellas fossein sioda aug-
m-ntadas, pira que elles lve,sero Om.i x
istencia cumraoda, e honrada,, ab-ilind-
se inleiramente o uzo d recber heneas s
pela pra'ica exercicio dos Sacramentos ;
o que improprio da dignidtde e saiiti
dade da Rebgio cujas funeces nao de
veril ser sugeitas preco. As quantia
consignad. na mesnu Lei para conseil.
da Capilla de S Migu-I d* FregtttfSM do
Taipu. para as Matuzes do Piltr. e d* B-
hia daTraico, nao forio despendidas, u q'
ei-leaiino.se devora' elf cluar. Kxpediro-se
ltimamente as convenientes ordelis, per*
ser enipiegida a somma, mircada na Lei
d-i Ufcamento do presente anuo para repa
ro das Malriies das Villas da Campia
Grande, e Catle do Rocha Sniiodiaer
vos que a vossa bciielici Le de. >.\ de A
bul de i83y, (jue autotisou o ingresso de
di-z Novicos em cad-i um dos tres Conveu-
lo desta Cidade, ai "da uo leve execucio.
A admissio de Religiosos coaita a qual
lauto b/adoalguns sofistas eu repulo de
utilidade. nao u > so por que ess s lleligi-
ojos servirlo para njudar os vig-rios no
Ministerio PaiochUl, com por quedelles
depende b..cic'. .lentes le moles, e
Mosteiros, rectos pela ca dade e Piedade
Religiosa e que eau/aria rompai-
xio vel os cahir em ruinas qnaudo
nos recordarnos, que em todos os lempos o
Claustro p-e--t.ni eminentes ser vicos ao p-iiz,
e Humanidade.
Inslruecio Publica.
A educafia publica que tem por ob
jeclo formar o coracie espirito da moci-
dade inspiraudo-lhe habites que IIk
dad o g-.-l > da virluda e ensinando-lhe a
pralica dos seus deveres deve merecer
seria atlenca do Legislador. Das infor-
. maces, que tenbo colindo, posso ase-
verar, que a inslrurca elementar lie a-
inda bastante deleituosa o que he devido
nao > inegul-iridade do metbodo de
ensiiio, mas falta de habis Proessons
para todas a escalas. Cumpre que huma
Lei prescreva um sistema de ensino uni
forme para todas as auhs e mais com-
pleto b perfeito do que aquelle. que se
acha determinado as Leis Provineiaes do
19 de .Mam de i8.!S e ti de Maio de
i-S 17. Seudo mega vel que he assas (ra-
fa dhosa a occupacid de instruir a nocida-
de, nao he possivel, que seja chamados
no individual e simultaneo. Estou hem
longe de pe smdi -mi, q' o metbodo Lan-
casteriano esteja n'esta C'dade perfeit*
mente desonvolvido. Faliag. carias apro-
priadas, 'compendios escWhid.* casas de
urna const'ucc particular, .ifimdq' oj
b-llosistm* leulia o s'-'i |>erf a 'andamen-
to, e instruidos os meninos por um metliodo
mis fcil e mais natural, dentro em pOTCO*
te, o pis-fo oplicar-se esludos miore, ou
11 diversas oeciipens tu vid. Achia-
se vigas s Ca leas de priH>irils ljutrS *J*
Meninos da Vi'la do Conde, Plane, Poih-
lial Povoaca5 de 8111U Amia do Con^o,
e de Maniras'da Villa Real de S J o ; e
para Uas'"ath resf. O Govemo mandn publicar novd-
fiilaes e espera que orevemente essas
Cadeiras sejo preeochidas. Convm ,
Mfi., que' deliberis hie a jubacio,
( Mir di la a.o Prol'es.sor Publico jde primei-(
ra f'i ras, (aCid tenha lugar o ,povmnlo da Cadcira e
iiao-padfi oensiim Publico. Com rasao
apparece aluma repugnancia em aceitar-
e pira compendio das Escolas b Opscu-
lo intitulado Palavras d'um crete. _
Nen pelo seu estilla nem pelas sas duu-
ItiiMseil- p-tii: convir cap.icidade dos
Alumnos. Devendo os meninos ser ins
ir litios nos seus deveres e nos prim-iios
el.m-ntjs da Moral e da Regiio, mu
lo importa que a sua pequea compre
liensio seta fortificada pelo soccor-m de
modelos bem escolhidox, tanto por um esti-.
lo fcil, como por urna composicio dar,
e correla que coutendo em si ideias
pierizas, e exactas sirvi de dispertar a
aelividade e sagaedade do espirito.
Juljj) conveniente, que para as E colas
d'esta Provincia se adopte a Tabella das
I) utiras que por Aviso da Secretaria
d'Estado dos JV"g>cosdo Imperio de (i
de Agesto de iSi foi mandada observar
pelos l'rofeasores das E-colis de primeiras
Letras da Capital do Imperio a Provin-
cia do Rio de Janeiro. O Liceo desth
Capital he c.imposto das Aulas de Latim ,
Franciz, Rl/etonci Gebme'ria Plii-
lozophia Racional e Moral. Este Ettabf
beimento ionio urna lustiiuicio nova ,
nao pode inda produiirus dezmados fins,
e mesmo o plano de esludos deve ser roais
exlenco e roais apropriado s nossas ne-
ecssidadesf cirounstaucias. Cnvem ensin..r
doutrinas filosficas rasis ex encase mais no-
vas do que a Ligica o Outologia das
vellias Eicolas. O es'udo da Geographia,
e Historia pela sua importancia e para
que seja aprendido com metbodo e regu-
landade vleve formar urna Cadeira sepa-
rada da Rethotica. Reputo igualmente
necessario urna Cadeira de Dezenbo. Na
opiniio debons eseriptores elle fax parte
da Iastroccio primaria do d,ual se nio
pode prescindir em todo o plano de edu-
caciobem regulada. I 1 m- sm 1 qnem o con-
sidere como o complemento da inteligencia
humana. Sendo o nosso paiz esseneial-
meute agrcola e d'uma reconh--cida fer
lilidade ama das cou/is n-civas a Lavou-
ra be sera duvida a falta de inslruccio.
Eu vos lerabro Senbores ama Cadeira
d'Ag-icullura que preste uleis conbeci-
raentos aos nossos lavradores para se po
ao Magisterio homens habis com o peque- derem aproveilar ds immensas riquezas
no estipendio, que ora percebem. Aug-
mentar por tanto seus honorarios, m-rcar-
que encerra nosso solo abundante, ensinan-
do-ihes meios mais seguros de lavrar e
Ibes gratificaces em rasa.) do aprovnita- cultivara trra fecundar terrenos incul-
ui.-nio dos alumnos, fixar o num de
anuos para a jubddca e mo mesmo lempo
sujeilal-os urna rigorosa isiatisac e
deleminar mesmo os casos era que elle-,
possa ser demittidos t< i meu ver ,
meios seguros de se obteiem bous Meslres;
a cerlesa do castigo t> o ati activo das re-
compensas os excitar a cumprir lielmen-
io seus deveres. Najulgo poivm com-
pleto o plano da educaxao da moc dide ,
em quanlo aquelles que se destinan ao
Magisterio nio forera babeliados n'uraa
Escola Normal, e para ese Gm seria con-
veniente que alguns mogos de reconlie-
cda capacidade lossem estudar .cuati
das Rendas Provineiaes na .scola normal
(Capital da Provincia do Rio de Jantiro,
e dapoifdu terem adquirido a precisa ins-
ii necio se eojprffgsiem no Sft steiio da
los eolhr as produccoens que ellea do
espontaneamenle, e que esla peididas ,
e naiursliaar aquellas, que anda nio sao
conhfcidas. A par da Agricultura deve
1 a meiecer vossos desvelljs o esludo da E-
conomia Poli 1 ira caja sciencia lendo por
lim conduzir o homem a felicidade pela
produccio mulliplic-ico e bom uzo m
1 i,pi s*s, coinorre tflcaimcnte Mri o bem
da P tria e da liun-anid-de. Eu nlo ig-
noto o est ido das lleudas Provineiaes; m.i>
cumpre. faser lodos os e,fot eos para oes
tabeiecimenlode esc las em que se ensi-
nem as aitt-s e sciencias lio necessarias
peifeicao da socmdade. Desejo em fitn,
que, dando-se urna nova organisscio o
Liceo seja este revestido dvioda digni-
dad a consideiac 1, e venba a ser hum
v.rdadeiru fuco d luzes e deposito de
principios Nacionas. A Biblioteca que
pela Lei deii de, Marco de |836 se man-
du crear n'esta Capital' ainda na5 leve
principio. E' a^fssario que habilitis
0 Govemo cms npeios indispensaveis p- ra
a compra dos primgfros livros que sirvi
decomeco esse ltabelecimenlo : entre
tanto nii)sarl|fta de propoiito lembrar
que as CaiinAa municipies da Provincia
ttveii} ser su'lioi'isad S a receber domlivos
de lod3s os habitantes qu-quisr-rem con-
Pa-r para lio til lustiiuicio exempU
do que por Le se ach determinado par-
1 Provincia do Maraoho. A'em das Au-
Us de primeiras Letras i'V !"" s ,clV5
reunid-s no Liceo existem mais 6 Ca
tleiras de Latir aa Vihaj Moya de S'uza,
Pombal Brejo d'Areia ,. lampina Gr-n-
de Mamairguape e l'ilir. Ainda nao
viera os mapas do um rodos Alumnos ,
que frequenla estas Escolas e do seu
adiantameuto, p" se pider ajuizar da
sua utilidade e estado em que ellas se
acha.
Estalislica da Provincia,
A esUlist.c de iim Paii om-i nao !gno-
raes, um do.objeetas la imais alta "impor
lanci. C inher*nd'tse pflr ella lii'o s a
situaco extenco e superficie do terri-
torio, roais inda ludo o que ronstitue a
l'orca-de hum Estado, debaixo de dilf*rer>
tes relac'S ella offerece ao Legilador
dados eguros, sbie o qaes possa basear
seu,. clculos, edesta sorle se turnio en
case.s as Lis e iustiluivoes, que protegem
os inleresses socue. Sinto porem aunun-
ciar-vos, quenada vos po--po di.er sobre a
EstatiaUca da provincia. As informaies
exigidas de diversas Aulboridades sobre a
populacao livte r e sugeita e que tem sido
remetidas nio podem deixar de ser im
perfeilas, nem e po-sivel por semelbanle
melhodo avllir-ae a populacio da Pro-
vincia. A penas se aproxima da exactidio
o mapa da poplapio desta primeira Co-
marca orginisado pel-> respectivo Prefei-
to, o qual voh sera' apresentado e debe
veris que a Fre>iuesia desta Cidade con
tem mil e a094 Togos, e 9,066 lnhilantes,
e toda a Comarca, jauicnila *et Sub Pr-
feitnras dez Freguesias e seis Munici-
pios encerra em si l/f-94 fogos com o
numero de 55:14 habitantes. E' de ne-
CHsaidade crearse urna Coromissao dees-
tatislica composia de pessoas intelligentes
e que tehhioos* crssanos conh omentos
da materia a qual seja encarregad nio
s de levantar a carta crografica da
Provincia, ms ainda preparar todos os
maleriaes pira organisacio da sua esta-
lislica devendo determinarse em Lei
o elenco das materias, q' devrm formar o
objejlo tie seus importantes trahalhos fi-
cando a roesina Commissa aulhorisada a
exigir por intermedio do Governo, de
todas as autoridades da Provincia as infor
macoes, e esclarerimentos, que julgar'ne-
cessarios* para confeccio de urna lio nteres-
santeobra. Seria intil lemb-ar-vos, que
esta commissio sem urna suficiente grali-
ficacio mal poderia deseropenhar toardua
tarefa. Em comprimento da Lei provin-
cial de 1 de Marco de 18^7 dirig circula-
res todos os Prpenos.da Provincia exi-
gindo o numero de fogos ou familias'
que contera suas respectivas Freguesias
bem cmo relaces de bitos casamentos
e baptismo. Todas estas informacoes, bem
como outras exigidas sobrn diversos nbjec-
tos, sero remetudas a esta Assemblea a
proporgio q' forem enviad 'S, e bem q' ellas
nio deixem de ser inexactas, e defeiluogas,
alientos os obstculos qun sempre appa-
rerem,' com ludo importa na5 despeesar es-
tes meamos elementos, como trahalhos pre-
vios que corregidos devera concorrer
para formnca de urna boa estalislica.
O Capild Engenheiro empregado no ser-
vico desia Provincia se acha enerregado
de ievava.itar o Iraco da san aciii divi-
sad com a de l'ernambuco, que deve prin-
cipiar d is proximidades da Povoaca de pe-
dra de Fogo at a Costa do mar: bem romo
a Planta de huma 1. a divisa mais con-
veniente pela qun. fique pert.-ncendo
esla Provincia toda aquella Povoaca e
edaTquara; porem a falla Je instru-
mentos, os ques ja requesitei ao Governo
loaperial ainda in.6 reu piincpioaes-
Ist-strabalho. l'ermelli, Senbo.es, que
vos lumbre, que devechegar ao cpuluci-
menlo da Asaemblea Geral Legislaltva
necess'rdsde qde de qVieseja desmembra-
da da Provincia de Pernnmbuco a parte
da Povoac-i5 de Pedras de Fogo, para ea-
coporar-se a esH Proviucia nao s por ser
esta deviss mm m*. oavel como porque
aaim se eyilaQ confl ctts de jurisdiccafi o
indubitavelmenle com esta medida mui-
to utilisa: a Polica e Admiiiislr'acao
da Juslica.
Polica.
A Polica est cirgo de Pr^feitos, e
Sub Prefeilos -onfotme Lj provincial de
1 5 de Abril de 1837, e Resoluc de 4 d-i
Julbo do mesmo anuo. Bem que desta
ltistituiCH al^urrs buefrcios se tenlu,
colhid'o ,'om ludo da manei.a como ella
-ciualmenie esl orgaui**d 1 nao pode,boa
prebencher todas as imprtame* funcc-M
de qne est entv.rre^ada. Manter a ordein
publica garantir a seguranca individua1; e
de propriidde reseguir, e prndel-
os deliiiquenle* n dhef Indas as roas
para desc ibrimiplos di crime ; e das seus
autores prevenir e fim os delitos, sao
slribIcS'S da polica que. pna serem
execulad is meios ampios e efficazes se tor
nao indispensaveis. Alem d'uma loica,
que a p diciadeve ter sempre prorhpla para
obrar convenientemente, cumpre, que el
la possa dispor d'algumas soifem'as, pora
pagara agentes e pessoas estranlus que
na pesquisa dosciimes faca servidos ex-
traordinarios, bem como na descobaita
dos criminosos. En chamo, Senhorcs a
vossa alterico sobte Uo importante objec-
10, e peco vos que habilitis o Governo
com os meios que em vossa sabedori jl-
gards rieessaiios, pta cuidar como de
ve, na seguranca individual, e de pro-
prieda le em quanfo s i.iao eslabelece ura
sistema de polica mais regular e perfei-
to que a meu ven dee sr uniforme
em todo o lmp>co e por consguinle da
competencia da Assemblea Geral Legisla-
tiva.
Crpo Policial.

Pela Lei da creacio d'esle Corno foi mar-
cado o numero de 5o pracas de lofanjaiia,
e 3o de Cavrallaria. Esla lorca aclia |io
aeu estado completo; e na confoimidade
da raesnia Lei existem Destacamentos em
arabia as Comaic.s do centro da Provincia.
Continua este < lorpo a prestar servicos .0-
bedecendo ao nhammenlo das Aulhonda-
des Policiaesem ludo quanto concrnenle
a mar.ut.ncao da ordera e ieguanca p-
blica nas de necessidade Senh res,
t)ue elevis o seu numero, e alteris em al-
{urnas partes o seu RegulamenlO. Divi-
didas as Comarcas da Provincia em diversas
Sub-Prefeituras, convem, que cada um
dosSub-Peleitos tenha urna fores prom-
pU, deque possa dispor, pata atalbar
<|iialquer desordem perseguir e.prender.os
enmino.-os; para satisfazer a todas ellas
precisoes conhecereisser diminuto o nume-
ro aciu-il de pracas do Corpo Policial. A-
inda que as Authondades Policiaes lenhaS
o direito de lequsitar forv da Guarda Na-
cional v* los, qued'ordinanoapparecem, para que
com presteza sesalisLca as requisices da
mesmas Aulboridades Alem de que de-
vendo ser rpidas e serretas as.operaces
da Polica, mal se poder preencher eate fim
sem urna foica prompta para as fazer execu-
tar. Jdlgo convenienielemhrarivosaereado
d'uma Companhia de oitenta homens com
a denomioacio de_ Urbanos- ou oulra
quejulgaidesmaisapropriada para fa/er
a polica nocturna d esU Cidade auxi-
liar Corpo Policial; epara esse fim pe-
deris adoptar muitas das Disnosices do.
Decreto de 4 de Fevereiro de i836 no que
for aplicavel as circunstancias peculiares da
Piovmcia. Se esla medida merecer a vos-
sa apr-vacio, mi'jr numero de pracas se
podei destacarlo Corpo Policial para fa-
zer a polica do Campo. Oulra inslituicao,
que me parece vautajosa, eria a creaeso
em todos os Municipio d'um Corpo com-
post d'um ceno numero d peasoa, que,
sendo excluidas da Guarda Nacional, de-
vem coro ludo p.e.lar alguns servicos f
Sociedade visto que dejfructad os seus
beneficios. As Cmaras Mu.niCipaes sao ,
as que eu julgo apropiiadas para a orgam-
s-cao de tus Cnrpbs dehaixo das IiiSiruc-
ces e dutecao do Governo. Deven el-



aa>
DIARIO DK PBRNAMB'flCO
!$ ser empregados na guarda das prizes ,
ni c indcelo dos pretos e recrutas na
j> i/.i de criminosos e pretos fgidos, e
a-m miiiaa dertgencias a bem da seguranza ,
e r ininojidade geral das Municipios, de
v--f-io as raesmas Cmaras dar-Ibes o ne-
< '-sirio suscrito equartel, ficndo au-
ll. i.rjsaatasa laiicir urna mdica- contribui-
r i directa sobre o habitantes dos Munici-
IM"S |> ira. mi 11 ii te ura > e sustentado dosra-
(- ni* Corpos, Turnando, Seiiho>es,ao
Co io Policial cumpre, que o seu R-gu-
lainenloseja mais austero m de se. po-
der manter urna rigorosa disciplina como
i'xig* o interesan publico, E' indisponavei,
(iie o Corpa Policial seja sujeilo 90 Itegu-
lamenio de primeira Linda en algins ca-
zos como sao rebelbo, invazio de ni
migo* externos e r-edicfo praticada pelo
ini'sino Corpo ou parte d'elie pura obs-
tar a posse de seus Cheles, ou dequaes-
quer Empregados Pblicos nomead s
o npeleqtem' rile ou para o fim de os pri
var do xercjcio de $bus.E rapiegos. S a
quelb-s que sao encarregados da segura oca
publicas* lorna agentes provocadores de
um tul ci ime de nrcessjdade que a Lei
se tutne para com lies seve.ra. Dev*m
.pr scipver-se penas de prizo cintra o
Guarda, qu- uao prestar auxilio ao Oida-
dio que o reclama un delera da sui p*s
soa e direiios bera como contra aquelle
que deixar de, prender o criminoso, aeou-
lalo, ou facilitar Ihe a fuga. O qe fal-
tar ho Servido da Compandia por miis de
4 doras eoqu.i abandonar a sentinella
roerecem ser punidos com prizo esujei
los ao Recrutanvnto. Jalgo tambem ne.
cessano que alteris a forma do proces-o
para ojulgamenio dos Guardas Policiae*,
concillando as fui muas garantidoras da li
be/dade e inuoceiipia do li) com a cele-
ridade, epromplidao, que Soci*dade
exige na pudico dicrime. Taea fio as
correcce-mais essenciae, que se d.vem
fjzer no Regolamento. \s as examinareis
em vossa sbadoria e julgareis se si o.
digms de vossa silencio. Cabe aqui Se
odores, dizer-vos, que por Aviso da Se
cretaiia d Estado, dos Negocios da Guerra
de a de LNovembro no auno prximo pas-
ando inand u O Governu de Sua Magestade
Imperial e Conslijucionel crear urna Com-
p.ndi Provisoria de Capadores de primei
ra Linba com o numero de oitenta praeas,
para ser eropregada no servico da Provin-
cia at que pela organUapao doQndio
do Exercito se destine o lugar definitivo da
arada, eCorpo que deva per-encer.
se exped.a ordeps activando o R-ci a-
lamento, fim do qU a dita Compandia
se orgHiusequauto aotes; mas, .conside-
rando, que esia forpa de primeira Linda
anda diminua, sollicite do Governo
Imperial, exemplo do "que praticra os
uieiis Antecessores, aereado d'um Corpo
de primeira Linda composto de 3 Com-
pandia de Capadores e urna d'Artilheria,
para ser empreado no servico da Piapa,
guarda, dos Estabelecimeotos Pblicos,
Fortaleza da Barra, e Reductos da B-diia
da Tiaico. E' de crer,. que o Governo
Goral, sempre empenbado em promover
feheidade das Provincias manter a segu-
ranea publica, e Integridad* do Imperio ,
concordar na existencia d'esta forpa to
ii'-cesssria al mesmo fiara man dar para
qualquer ponto do Lcpeno ondea otdem
publica seja ameacada, como ltimamente
acontecen com esse resto de Tropa fiel ,
que daqui parti, e que, reunida, a bri-
osa Brigada de Pernambuco foi coadjuva
os exfuicos de seu irmos Baliianos que
;:::;;....vnG ii-| causa da Lri e do Throno
de M. o Imperador durante essa bem
condi-cida remita de triste e dolorosa le-
co(dacio. m
Guardas Nacionaes.
Do Mappa que vn* ser apresntado ve-
ris a oiganisaco, d di por meu Anteces
sor Guarda Nacional d'esta Provincia., a
quaTse compa de 8 legies debixo de 4
Comandm Superior.-s alem da Legio do
B'ejo d'Area e de 3 Bttaldes avuUos de
GuarHbira, Patos, e Albandra. j exig
dos respectiva Cln-fes mformaces circun-
stanciadas sobre a forpa numrica decid
lita dus Bitaldes seu estado de discipli-
na e inslrucco para que o Governo com
todo condec ment de cauza possa delibrrar
acertadamente, e eupregat Jmelo's taar
cados em Lei, para dar a Gu nal aquelle grao desconsideracin de que.
laat'o carece. Por officio. t^ue reeebi do
Commandante Superior Interino d Villa
de Souza vim no conhfcimento de qu* a
Cuirda Nacional d'aqueile Dtricto se ch i
integramente desarmada e al me cansa ,
que'Xistera Btialhdes, cujas Guardas se
nao arha fardados. Nao possivel po^
semeld me m.meira manter se a disciplina
de taes C'>rp >s. Senhores, nao nos Iludi-
mos 5 a Guarda Nacional n'esta Prqvincu
assim como em todas as oulras do Impi/io ,
tem encontrado bastantes dificuldades e
obstculos para, o seu andamento ,' e pro-
gresso grandes esforcos trabalhos
preciso rTnprefjar para fizer della um
verdadeira Milicia Nacional, qnp preened.
il vid.mente os abitares fins da Lei da sua
creapo, Em obsequio a verdad* forzoso
coufessar que a Guarda Nacin il do Mu
nicipio d'esta Capital tem prestado mtiiio
bous servicoa. Sobre ella pe2a oswvico ^\^
Guarnico d'esta Cidade; e em virtud? da
Resolupio da Assemb'i Geral p de O*-
luliro de 1H.57 e Decreto do Governo de
l5 to m-srao meze ahno sn acln orginisa
do um I),sUt amento de 1^8 pracis, Ujei-
t,j disciplina e Ret>uiaibento da Trop
Je primeira L>nbi. E* orna nova razio ,
que. clama pela creapio d'um Corpo de pri-
metra Luida pois nao c.mve.m que Ci-
dadios industriosos e aplicados o Scrvie<
da Lavoura, seja ronstantemenle disira
didos de suas occopaces para por longo
espapo de temp > fazerem o servico da Gua-
nicio das l'r^pss e Cidadris, R leva aind
ponderar, que os obstculos que encon-
ira a Guarda Nacional para o seu regular
andamento slo em paite devi los aosdefoi
los da Legislacio p rque ella ~e regula
Prevenisteis aiguos inconvenientes pela
vossa L i de t4 ''* Marco de id3^ que
deu ao Governo O direito dn n mear os Of-
ficues da Guaula Nacional, mas permilti,
que vos diga que o metdodo da qualifiea-
c o dos Guardas, de que trata o Art 8 da
referida Lei, i.fierecu menos garantan ,
lo que os Conselhos de qualiGcco que
fora abolidos. Enfeudo, que urna Junta
de tiuiuens esvoldidos mi apta r do que
um Capillo de Compandia para examinar
as coudiccoes de elegibilidad* e designar
os Cidadios em cujas roaos o E-tado de-
p >zita as armas para sua S'guranca e de
leza dos seos dtreitos. Terminarei Se
nitores este artigo asseverando que. a
Guarda Nacional, constiluindo parte da
Foipa Publica segundo a letra do Art.
l45daCoost. do Imperio, pertence ao
Poder Legislativo Geral sua organisacio ,
e disciplina e que s Aasembl-s Provin-
ciaes >6 cumpre ptovidenciar quaoto a no-
meapio suspencio e demissio dos OfB
ciaes. Taes slo os sentimentos do Gover-
no Geral manifestados nas Inslruceo-s que
compnhara5 o Decreto de g de Dczembro
de i855.
Administrapio da Justica-
Sendo o principal fim de todo o Gover-
no a seguranpa dos direitos iodividuaes a
iidmiuistracio da Justica tem necessaria-
mente urna relapo mui directa coro a pros-
peridad* geral do Estado. A nossa Legis-
lacao Senbores anda est longe de pres-
tar todas as vaulagens, que redim5 im-
periosamente os tnlertsses sociaes. Multi-
plicadas censuras tem apparecido de todas
as partes especialmente contra o Cdigo
do Processo. Conbecem-se em verdade.os
defeitos que existem na formucio da cul-
pa na qaadficaclo dosJuizes, na forma
dos recursos e ero toda a organisapla do
Processo al a rxecuco da Sentenpa, Nao
cabe putera nos limites d'um Relatorio da>
desenvolviuiento lio importante materia,
at mesmo porque s a Assemb i Geral Le-
gislativa quem compete conbecer dos
vicios radicaes da nossa Legislapio tanto Ci-
vil cono Criminal, e applicar-lhe prom-
pto remedio, resolvendo o problema de
garantir o futuro pela seguranpa. do presen-
te. Limilar-me-e poisa dar-vos contada
pratica da Admiiiislr8po da Justica n'esta
Provincia em o auno prximamente findo.
O Jury nlo se reuni eiB.alguus Termos
desta t'rovincia. Cn> as Villas de Binaoei-
ras, eS. Joo deixou (|- liaver S* ss| ,
assim como nao douye a 3' d'esja Cidadc ,
e a" de M'anjajnguapfl apes.tr da Jeremem
dregadb os Jizes de* Dtreilo das respecti-
vas Comarcas todas as diligencias recoro-
mandadas peb Cdigo do Processo. D.is
mapas existantes na Secretaria que vos
serlo aprsentados, veris, qu? o auno
jkjsado 'xi i. Sesslo do Ju y dos di(T-
rentes Termos d*Comirca do Pombal fo
r5 subnaettidos ambos os Conse|hos acj
Proc-sio* ; rr i. "e Sessio do Jury
da Vii| da Iadependencla na :r Sessl
das Villas Je S.-Joio, e Cm-ceiras e na
. di Villa de Campia Grande perten-
eentes a Comarca do 15 eo d'Area fora
submettidos i3 Processos; e 53 na ultima
Sessio do.Jury d'esta Cidada e na i. *
. da Villa do Pilar. Nao conven oc
cuitar.vos que grandes clamores e gra-
-va-" menlo d'este (ioverno contra os notorios a-
liuzos pralic derisoes dos Jurados. Assevera se que
alguna Juizes se deixa corromper por in-
fluencia e pedidos departes ititeiesudas
no livramento de rcs culpadissimos ab
solvendo se grande numero de criminosos a
d speito de provas irrefragavris dos aucloc
e depnimentos das testem inlias, e o que
nais epesar da espontanea cuifssio dos
raesmos reos prezos em fl.gr.inie Sendo
re's se o Jury', como ninguem nega a
salva guarda das fiberdades publicas,
tanfliem inegavel, que para elle nos asse-
urar a exacta a'pplicapio da L"i, outra
garantas nos d ve offerecer. Dos Prrzos
sentenciados em diversos Tiibunaes da
Provincia, a5 fora cohdemnados a gal*
perpetuas e um apena de raurle pelo Jmy
do Brejo L'Area com recurso, pendente para
o Jury dVsta Cidade. Por falla de infor-
maces nio vos posso apresentar urna r-
senha das causas, civeis julgidas perante
o- Juizes do Civel e Orfio ; ellas j fora
axigida, e vos serlo presentes logo que
me forera enviadas a fim deque formis
o vossb juizos,.bie esta parte to importan-
te da Administi'fipio da Justica. Pelo Art
41 da Lei Provincial de i5 d'bril de t837
torn suprimidos os Destrictos dos Juizes
de Paz e marcado um Juiz para cada Pa-
rochia sem algurua jurisdii'ciii criminal e
somente revestido da faculdade de Conciliar
as parles litigantes atlriduicao nnica que
se corripadere com o wu carcter ; e que
parece I de quiz dar a Contduipio do Im-
perio no Art. i (ja. Se um dos pontos es-
sedeiaes da Legislacio se dirige a evitar ,
quinto possivel. os pleitos entre os Cida
dios nio se pode desconliecer a milidade
do Juizo Consiliatqrio ea julgarmos pe
l.s conwliapes, feita pelo Juit de P
da Freguezia d'esta Cidade podemos con-
cluir que aa demandas diminuem consi-
deravelmente. Dos termos de conediaces,
que no auno prximamente ftndo se effec-
tuara peanle <> dito juiz de Paz apa-
recen! cenlo e cincoenta e daas conciliaces
e setentae nove termos em que as partes
nio fora chamadas concordia. E' lem-
po, Sen dores, de chamar a vossa altenpio
sobre a sorte dos promotores pblicos.
Nio possivel, que estes Empregados pre-
encha bem as funeces do seu ministerio
sem um estipendio rasoavel, que aligeire
seus tralialdos e fadigas e Ide adoce a
puzicio de aecuzadores. Lembrai-vo da
espinliosa tarefa dos promotores pblicos,
das variadas obi igac-s que Ibes sao im-
postas pelo Cdigo do processo, e das que
Ide incumbe a Lei provincial, como Cura-
dores do^Otfios dos espectivos Munici-
pios ; ese queteis maior inleresse no cum-
pr i ment dos deveres segu a mxima A-
meiicana iwgai, e responsabilisai os ser-
vidores do Estado. *
t (Continuar-se-ha.)
SOCIEDADE THEATRAL.
Os Senhores que se a'cha assignados e
os que houvereni de asslgnar para S ce*
dade Tbealral, farlo obzequio de reunir-
se boje i 5 as 7 horas da noite na i ua do
Raogel D. 16 primeiro audar Ciza de Luiz
Moreira de Mendonca.
COSMORAMA.
Ou Tbeatro Optico-pitloresco.

O Director proprietario do Cosmorain>.
alteudendo as rogativas que Ide fora
feits por diversos dos seus Illustres assi-
gnantes, deque as famil inda esta
passa >doasfestriS e nao volta senio no
fim da pieseole semana ou principio da
oul a; avisa ao Respeitavel publico, e COn>
especial pai-licularida as riu>tr familias
que. te (era dignado assignar sniucripcoens
para a tutalidide la vistas do seu Thea-
tro-oplico pitlot.-sco 5 que a i." muda'ca
(tas vistas que ira se acha expoilas tei*
logar no dia Sibbado 16 do coi rente. Em
c inaequencia, as pessoas que quiserem go-
zar do agradavel esp'taculo das la encan-
tadoras vista-, que se arha actualmente
cxp.'Stas ou que quiserem subscrever para
a lotalid ole sao convidadas ao faserem
antes do da to
O prepo he de mil reis de entrada por
cada pessoa, pagando meia entrada a
creanpts de menos de 8 anuos ; e o da
subscrippa pira a tolalidide de (j mil reis
oada pessoa podendo cada subsciiplor vir
todos os dias &e quiser.
O carla de enlrada que r'c be cada sub-
scriptor he itrauamtsstvel eJ oulra pea-
soa. _
O D. Proprietario approreila a occasia
para agradecer ao Illustrado e u iicioso
Publico Pernumbucano, o bom acoldimen-
to que tem dado ao seo eslabeleciment,
nspera que a deliesa e o natural das
novas vistas ha de justificar os (ouvpres
que todos em geral lem dado as vistas aclu-
almcnl xpostas.
Avisos Diversos.
_ Urna mulher desempedida se cffere-
CR*-se para ama : quem d'ella precisar an-
nuncie-
_ Precisa-se de um criado para o ser-
vico de poitas fora de urna c-s de peque-
a familia : na roa do Cabug junto ao
Sur. Moreira Marques, i." andar.
--Quem precisarde um rapaz Brezileiro de
id.de 18 aitnos para Caixeiro de loja de
ferragem ou fasenda e mesmo ra o
qual sabe 1er escrever e contar e da
fi-dor a sua conducta : ajinuucie para ser
procurado. ,
Quem tiver para alugar hum negro
Cuno-no : dinj i-se ao tanque d'Agoa. no
armazem do f.d(ecdo liento Joze da Costa
que achara com quem trocUr,
__ 4Quem precisar de um homent snllei-
ro para feilor de Engenbo : an nuncie pa-
ra ser procurado.
_ Na ra detrs da Matriz em o Bair-
ro da Boa vista casa D. 14 com todo o
zelo e por prepo commodo ensina-se me-
ninos ler escrever, confar por A rime-
tlica Geomi-tn.i.pruica e Gramtica da
Lingua materna ; por isso todos os Paisde
familia que se quiserem utilisar deste an-
nuocio ; dirija-se a casa cima dita. .
_ Na noite do dh 19 pa i3 do corre-
te furtara na Estancia sitio do Dubuurcq
10 camisas de homenscom a marca L. A*
15 que estava no quarador e hum taso
de cobre do pezo de ia para 15 libras;
pievine-se ao Publico que no caso de Ibe
ser cfTerecidos ditas objectos de os apre-
hender e ('.ser publico por esta folha.
_ Na Aula de Primeiras Letras da ra
da C. deii \ tilia n. 19 conii ma-se de Sex-
ta feira i5 do correnle em diante as lices
de Escripturapio Mercantil, pratica d'es
crever em Livros etc. ele. conforme j se
tem praticado ; por'tanto os Srs. j enga-
jados, podem comparecer no mesmo dia
m hnr* do ooatnme ,6 03 qU SUiZCrCS Se
aplicar a hum lio justo e necessario fim ,
derija-xe antes do dia indicado a ver os
Estatuios, econdices com que a mesma
Aula he regida.
_ Ura rapsz brasileiro de 26 anuos de
idade, de excellente conducta d--seja em-
pregar-se em algum escriptorio para o que
tem os precisos quesitos porque tem bom
tathode letra e escreve com acert : quem
precisar do seu preslioio annunct para ser
procurado.
Guillebert Capillo da Barca I'ranreza
Csmelia aviza aos s'us passageirps1 romo
aos carr gadores qu*" a saliida do seu Nario
est determinada para o dia 38 do crtente.
__ Precisa-sede um homem pata treba-
Ihar em hum sitio : 110 atierro d Buavis-
ta loja r|e Funileiro de G era Id > do Ama-
ra o te.


-^
DIARIO DE PERNAMBUCO.
1
r
I
I

.
_ Um hornera de mais de Ga snnos de
idade, con crecida familia nesU Cidade ,
c bem couhecido seu comportaraenlo tem
preciso de viajara bera de. sua saude, sen-
do por mar se offerece a quem quiser se
utilisar de aeu presumo, para tratar de al-
fiins negocios, ou cobrancas em Lisboa,
i'orto Rio de Janeiro Babia e &c. e
mesmo para fazer companhia Belmente a-
hida e volta de alguem que deile precisar
al aqu; todo negocio far commodamente;
quem delle precisar aoouncie para ser pro-
curado pelo mesmo que apresentar pessoa
capaz o de crdito que informe sua con-
ducta.
_ Precisa-se de urna mulber para fazer
o servico interno de urna Casa : na ra do
Rangel no segundo andar do cobrado D-
cima as.
_ Perdeo se no dia \i docorrente ama
chave grande de broca desde as 5 puntas
at o largo do Terco ; quem a acbou di-
rija-se as 5 puntas venda Dio, que ser
recompensado.
_ A quem desapareceo urna africana
cora urna cria ou quem se julgar tera ella
direito procure ao Tenente Coronel Jo-
aquim d'Annunciaco Siqueira Varejo ,
que data della noticia.
_ Jos Ployon tem a honra de p-.rleci
par ao respeitavel publico qu6 scaba de
abrir sua fabrica de ourives filagraneiro ,
esmaltador fax ludo que concernaa dito
oficio como :olares, cordes brincos, fi-
vellas de sinturas e oulras ; mantas com
brochas, ornatos completos e meios or-
natos todos de filagra o mais moderno ,
e tambem faz as sobreditas obras em ouro
polido degosto o mais moderno que se faz
em Pariz e em o Rio de Janeiro e todas
feitas com a maior perfeico as pessoss
que se quiserem servir de sua conlianca ,
podem se dirigir ao aterro da Boa vista
D. y passando a ponte do lado esquerdo.
_ Jos Bernardmo de Sena avisa a ot
seus alumnos qua segunda fcira ( 18 do
corrente ) pretende dar principio a o, seus
tiabtlhos literarios.
_ O Sr. Joaquina de Souza Mello sir-
-va-se ir receber urna caria que Ihe veio di-
rigida de Maranhio pelo Brigue Escuna
Laura Segunda em casa de Firmino Jos
Felis da Rosa ifb forte do malta.
_ Os Sis. que livero remessas de di-
nlieiro pelo Brigue Escuna Laura Segunda
tenbo a bondade de apreseutarem seus co
Tilica mentos para rece be re ra as quantias*
declaradas : no forte do manos em casa de
Fumino Jos Felis da Roza.
_ Um Pernambucano branco oficial de
calafate comconhecimento de toda e qual-
quer obra de seu officio, se offerece para
quem delle precisar tanto nesla praca ,
como para fura, por um preco ratoavt-l
calculando a qualidade das obras, o mes-
mo o le rece, tambem os seus serviros a os
Srs. proprietario* que liverem du" cdafetar
qualquer casa com l.>da perfeico e delica-
deza como podem atles^ar os Srs. que dt-lle
se tem servido 5 assim como convida a os
pas de familia que quiserem dedicar seu-
filhos ao oiiicio de calafute que elle ensi-
na sem Ibe causar menor despendi-, quera
delle precisar procure atraz de S. Jos casa
D. ia lodosos das a boca da noite.
_ A pes-.oa que annunciou ter uuia en-
comenda viuda do M aran bao para o Sur.
Adriano Manoel Soaies queira f.zer o f.
vor de mandar entregar em Olinda, na ra
de .Malinas Ferreira n. !\o.
_ O Sr. que annunciou no Diario n.
3a ter um sitio no lugar da passagem da
Magdalena com casa do pedra ecl, ca-
cimba com boa agoa, e estribara sendo
queira trocar por um sobradj em lora de
portas annuncie.
Joo Marinho Falco branco casado
morador em S. A11U0 Cirurgio Mor das
G. N. do mesmo Municipio faz sciente ao
respeitavel publico, que liaveudo encon-
trado varios Srs. com o noir.e, i;ual ao su
e com horror um seulenciado pelo Juiy de
Nazareth por ladro de cavallo para evi-
tar duvidas desta data endiante principia a
assignar-se por Joio Mannbo Lius de
Mello.
_ A pessoa que perdeo urn boto de
abertura ,* dirija-se a ra di Queimado lo-
ja de fazendas jauto ao do Sur. Gusmo ,
quedando os siguats Ibe ser entregue*
A pessoa pne annunciou querer ven
per urna escrava pejada, que sabe bem ea>
gomraar sendo queira vender para a*pro-
vincia dirjase a ra estrella do Rosario
sobrado que tem por baixo urna tenda de
barbeiro.
O armasem e 4- andar da casa da
ruada Moeda ltimamente reedificada; os
I tendeles dinjio-se a ra do Vigario
D. 1 a.
_ Um feilor que entend de horta para
um sitio : na ra nova .obrado D. aa.
_ Alugi-se um preto para tomar corrta
de urna rede de camaioes, que disto entenda
ou mesmo alguma pessoa forra : na ra do
Cabug D.4.
Avisos Martimos
PARA LISBOX o Brigue Portuguez
Africano, pretende sahir no ultimo do cor
rente ; quem quiser carregir, ou hir de
passagem falle ao Capito ou a seu consi-
gnatario.
FRETA-SEoHiate Sao Sebastio, Mos-
tr Joaquina da Costa para Macei at
o Aracaty ou outro qualquer porto : a
tratar com Jos Gonsalves Braga junto ao
arco de S Antonio.
PARA A LHA DE S. MIGUEL com a
maior bievidade sahir o muito veleiro ,
novo e bonito P. ti dio Portuguez Paque-
te da Terceira ; quem nelle quiser carre-
jar ou hir de passagem para o que tem ex-
celentes commodo?, dirija-se a Joio da
Coala Lima na praca do Corpo Stnto ,
unto a diversas rendas no primeiro andar,
ou com o Capito a bordo.
PARA O ASSU' sahe com brevidade a
Sumaca Brasileira B jm Sucesso ; quem
quiser cirregar ou hir de passagem diri-
ja-se ao seu pioprietario Jos Manoel Fi-
uza ou ao Mestre Francisco Gomes de
Figueiredo.
PARA LIVERPOOL o muito velleiro
Brigue Inglez Traveller que sahir al a
di* (> do correte quem quiser hir de
passagem para o quo tem excellentes com-
modos-, dirija-se aos seus consignatarios
B Lmerre & Coinp uibia .
PARA ORU DE JANEIRO e Smtos ,
-abir impieterivelmente em o dia 18 do
corrente o Brigue Brasileiro Paquete de
'ernambuco recebe passageiros para o
que tem excellentes cjmmodos \ quem Ihe
convier dinja-se ao forte do maltos casa
que faz quina com a ra da Lapa, a tratar
com o Capito e proprietario Leopoldo Jo-
s da Costa Araujo.
Compras
_ Uma mesa de meio de sala que leja
de Jacaranda ; quem tiver annuncie.
_ 4 naoleques coni idade de '4 a *5
nios na 1 u> Direita loja de couros .De-
cima 18.
_ Uma redoma de vidro que tenha
palmus de altura tora apiana .* na ra da
praia sobrado onde as iojas ouve um bar-
beiro.
_ Um cA.brinha ou molatinho de 9 a
1 a snnos, que seja bem parecido na ra
estreita do Rozario sobrado que tem por
baixo tenda de bai!.. 11 o.
Um auel, que tenha una pedra de
diamante que nao seja pequea : na ra do
Cabug loja de l'azeudas da quina dcfron-
le da Matriz.
Uuoa ou meiaduzia de cadeiras A-
mericauas ja tizadas e uma meza de pi-
nito grande e tambem uzada ; quem ti-
ver annuncie.
Um Diccionario dos termos t he ni eos
decozinha e copeiro em Craucez e portu-
guez ou em francez somente novos ou
em meio-'uzo : na praca da Independencia
Iojas delivros n. ij e 38.
Vendas
Na loja de encadernador da praca da
Independencia n. at os seguintes livros :
Obras de Maltos 3 vol. Segredo revelado
3 v. Sonetos de Diniz Historia Roma-
na dita da Grecia Poezia de Garfio ,
Versos de Belmiro, Poemas de Diniz,
Odes do mesmo Obrigaces do Jury ,
Gergica portuguesa Aula e Belizano.
Patino fino preto, e oulras qnalida-
des : pistolas para algibeira duas ditas
debronzede dois canos cada uma niva-
lh8es pura capadores e ^injaote, serin-
gas de estanto obra delicada e ootros ob-
jectos ludo por pteco commodo : na ra
nova ao p da ponte loja aonde se vende
quaitinhas.
Em o deposito de agoa e parlara
junto ao theatro a5o barricas vazias, pro
priai para eneber de assucar.
Um par de caslicaes de casquinha ,
e um jogo de mangas de vidro lizis, e 1
um berc.o de conduru' : na ra da praia
sobrado por cima donde teve um barbeiro.
Uma negra de angola de idade de
12 annospouco mais ou menos, com prin
cipios de costura : na ra nova D. i3,
no segundo andar.
_ Um cavallo castanho bom carregador:
atraz da Matriz da Boa vista D. i3.
. Por preco commodo duas marquezas
de conduru' uma propria para fora e a
outra s contera a armaco e urna cadeira
de assenlo grande denominada poltrona :
na ra do Atecrim casa junto onde morou
o Sr. Barata.
_ No lugar dos Remedios cem palmos
de trra com mais de 5oo ditos de fun
do defronte da Igreja e chios proprios :
na praca da Independencia n. a.
__ Por preco commodo uma amarra de
emb de la pclgadas cabos de cairo usa-
dos alguna de couro porcio de cabos
de linho psra estopa e poleame : a fallar
na ra do Amorim com o Marques das ca-
noas de agoss.
_ Uma negrinha de 9 a 10 snnos de
idade, muito sadia e hbil para todo o
servico : na rus do Livramento D. 10 no
a. andar.
_ Uma canoa d'agoa que carrega ao pa-
tacas bem construida e muito maneira de
coroa ; quem a quiser annuncie.
_ Uma flauta de ebana com 6 chaves
de prata eexcellente em vozes ; na ra
do Cabug loja do Sr. Bandeira Jnior.
_ Uma escra va ladina de naco songo,
de lida figura que representa ter ao an-
uos de idade, cose, lava, enngomma e
tz todo o servico de uma casa : na ra lar-
ga do Rozario no nrgmidu andar do sobra-
do D. 4 das a aa 5 da tarde.
_ Um terreno alagado no alinhament
da ra da Aurora com i5a palmos de fren-
te : na ra de S. Jos casa D. 8 ou na
penltima ja com atierro antes de chegar
ao sitio do Veiga.
_ Uma casa terrea no Menguinho pe-
gada a casa que fui de'plvora : no ierro
da Boa vista D. 33.
Uma bonita escrava de 34 a 28 annos
dei dade cozinba o diario de ama casa,
engomraa e faz todo o mais servico : na
ra Direita do lado da Igreja do Li vi amen-
to sobrado D. .><
_ Dois moleques de naco cimbinda ,
com idade de 14 annos de bonitas ligu
ras um escravo de cor parda bom ser-
rador e canoeiro, comal anuos de idade,
sem vicios uem achaques e vende-se por
precisa o 5 um dito de 4 anuos de idade ,
muito forte sabe cozmhar, e he muito
fiel: passando a Igreja dos Martirios no
1. andar do primeiro sobrado.
Superiores chapeos prelos de rrressa ,
ditos de castor branco e pretos, da ulti-
ma moda ditos elsticos, bichas grandes
de Lisboa 5 e na mesma se consertio e poe
se a moda chapeos de castor e de massa ,
ludo por preco mdico ; assim como se
intormo chapeos do Chile: na fabrica jun-
to a cadeia.
_ Um sitio ao p da povoaco de Bebi-
ribe com pasto para 5o animaos Ierras de
plantar baixa para cap ni: e 1 poldro cora
muito bons sudares : naiua nova D 3:j.
_ Um escravo creoulo com 30 anuos
de idade de bonita figura e um mole
que cambinda de la annos de idade com
principios decozinha : na ra da Cadeia
110 a. audar do sobrado do beco do Ouvi-
doi, onde morou o Doutor Benit,
Uma cabra bicho com duas cabritos
filhos de rassada cusa de Leste, por seren
muito prqueninos e muito boa de lejle ,
e por prepo commodo : na ra da Floren-
tina sobrado novo ao p da mir.
Rap de Lisboa ltimamente chegado
a 5o rs. a oilava bogias pernambncanas
de cera de carnauba, de G em libra iguaes
as de Lisboa qava|hs de barba e ca-
ivetes suprefinos, e outras rouiUs miude-
zas loio a preco commodo : na ra lar-
ga do Rozario loja de miudezas D 7.
Escravos Fgidos
_ PerdeQzse vindo da estrada nova do
pao d'allio pira o Recife na noite de quar-
la feira de Cinza um moleque que condu-
zia uma trouxa deroupa, de nome Fran-
cisco congo, de idade de 10 a 1 a annos,
vestido de calta e camisa suja e jaqueta la-
vada de riscadinbo encarnado, tem osolhos
muito vivos, e abogalhados os denles
abortos e bastantemente grandes e dois
ou 3 pequeos talhoi pouco abaixo de uma
das fonles he alguma coisa bruto porem
diz os nomesde todos os p'arceiros, e os
dois primeiros do seu Sr. o ab do qu*m o tiver adiado ou delle souber
fa^a o favor de dirigir-sea ra dos Marti-
rios no secundo andar do lerceiro sobrado
passando a Igreja ou do sitio que foi do
Amorim no principio da estrada nova ,
onde boje mora o Tenente Manoel Aniu-
nes Correia Gomes, que recebar em qual-
quer dos lugares 5o,000 rs. de gratiGcacio.
Francisca de naco costa idade de
48 annos alia secca macans do rosto
alias cor prela he aga e tem a perna
direita torta ; levou saia de chita branca
ja rota uma troixa com alguma roupa de
meninos e um leocol grande de panno de
linho ; quem a pegar leva a ra de agoa
verdes sobrado D. 3 com empeada, que
ser recompensado.
Roga-se as aulhoridades policiaes,
capites de campo e pessoas particulares
desta e mais comarcas hajo de empregar
-nas vistas sobre um escravo de naco c*s-
sange de nome Jos idade de ao annos ,
estatura baixa grosso do corpo cor pre-
ta pouca barba tema perna direita bas-
tante grossa de erisipela procedida de uma
dentada de cao, fugio no dia a4 de Dezem-
bro do anuo passado cujo negro ja foi
visto em Nazareth por isso que descoufia-se
estaracoiladoem alguma casa pelo que se
protesta com todo o rigor da Lei contra
quem o itver occullo ; assim como quem o
pegar leve ao seu Sr. o Major Cousseiro,
no 'Bairro da Boa visla c%a terrea junto ao
sobrado do Sr. Vigario do Cabo por de-
mz da Matriz.
. No mez de Novembro do anno pas-
sado fugio um prelo de nome Joaquina, na-
co beuguella idade de ao auuos esta-
tua regular cor bastante prela p direi-
to enfliHiado os dedos da mi alguma coi-
sa aberlos levando vestido uma calsa de
linhaca, e uma jaqueta uzada ; esse es-
cravo tui do finado Joaquina dos Santos
Ferreira do engenho cotunguba boje
acha se embargado pela Senhora D. Joa-
quina Mara l'ereira Vianna sendo dwlle
depositario Pedro Ignacio de Miranda ,
outro sim o referido tscravo foi acostuma-
do a vida cempestre e por isso he de su-
por que a sua fgida tosse para lora da
Cidade j quem o pi'gar leve ao dito deposi-
tario na ra do Livramento D. a que sei
recompensado.
Movimento do Porto
NAVIO SAHADO NO DIA i3
RIO DE JAINEIRO pela Babia trazends do
ultimo porto 18 das, Galera Brusileiia
Fiur do Rio Grande de aaa tonel. M.
Joaquina Thoraa/. de Lima m lastro :
a Mmoel Jos Fernandes de Lima, fun-
diou no lameiro, e segu para o Assu'.
S XHIDOS NO MESMO DIA
M3RQA i P|tcbo rts. Columbier M..
Ildefonso Ignacio Uts M-uezes, carga as-
sucar; passageiro um Atieres portugus.
HAMBRGO com escala por Ntw York ,
Galera Americana p.-iuvtan Mestre
Uooten carga assucar.
OBSERVACOENS
Seguio o seu destino a Barca Sueca liebre,
Mestre Pan. >iTxf. db k; t. dz f. r 1839


r
Tintura de Venus.
Para fingir os cabellos ca cor que se deiejar^
Esta maravhota composico inventada pelo famoso Kelper ohi-
mico de Berln tem merecido age ral approvucao de toda Allemaniia assim
como tem tidu em Franca huma inteira preferencia as outras invencoe*
desta cs|ece pelas ira mensa v.nitagen* que sobre todas ellas tm ,' 1. D"
evigir pouco teinpo para produiir o seo effeito". i. Do dar ao cabello a cor
que se dsieja. 3. De vigorizar oseo cresci ment ni logar do produxir ,
assira como muitas outras a dureza e caida d'eles. $. 3 eiu fim de ser dii
radaura por inuito nidia lempo.
Maneira de se servir da ditta Tintura,
Lavar-sc-h priraeiraniente bem os cabellos com agoa moma
immediatamente ao depois com a m.-sma e sabio. Uto feito entagoar-
c-lio bem os cabellos com agoa lirapa o tomando huma gema de ovo bem
battida esfrcgar-*e-hao perfectamente com a ditta j e sendo tirada toda gor-
dura natural, ou artificial, que podiao couter lavar-se-bo de novo com
agua atlie que ellos fiquem perfeitamente limpos e logo que elies estiverem
en\uto- applicar-ae-lues h a Tintura i fenut, pela forma e da maneira
eeguinle. ..
' Deitar-se-h em bum pires hnma pequea porcio da supra dittsi
Tintura e con adjwWi dwlrara pequeo pincel de barba molhadu em dit^
ta dar-se-h com igualdad nos cabellos a saber huma unina vez se ou
quitflc alourados duua Veres se acastanhadoa o 3 ou.4 vezes era fim f $m
e deejar que fiquem mais ou menos negros ; devendo tomar sentido a respe-
to das-suissas e outros cabellos prximos ao rosto ou pescoco de esfregar,
as Sirtes da plle tizinha com alguma substancia unctuoza (bem |eomo ba<
nha u ootra ) afiun de evitar que alguma tintura se despegando por accao ,
( quando anda n*o secoa ) do pincel, ou do proprio cabello nao venha man-
char o Asto. ,
A operacao acoabada e os cabellos seceos limpar-se-ha a gordura
do rosto esfregando os lugares com huma tonina e deitando em fim nos.
cabellos n^m pouco de olea ou bmil pode-se sahir a ru ; tendo altando
toda a operacao meaos de huma hora.
Esta tintura que como j se disse he milito attorativa resiste alera
'disso ao mais fortes detergentes-, de sorte que nao se corre o mnimo risco da
suiar com o suor nem o rosto nem a roupa. _..-,--
O deposito em Pernambuco dos frascos de Tinturada Venxu >"*
na loja de J. Merra Relojoeiro Praca da ludepeadeaci pelo preco do M(MIU
es. cada frasco.


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