Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03734


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Full Text
'-
- -
ANNO-DE i83g. QlNTA FfclR
i j "iu'i
C AMBIOS.
Fe-vereiro i3
Londres lie 1/a 3o.5/i Os. St. por i|ooo ced.
Lisboa 8a por iaa premio, por mul. oll'erecido
Franca 3d 5a5 Rs. por franco.
Rio de Jane! ro ao par.
Moedasde6f4oo Mfjoo as velhas novas i ,, 4fooo 8|iooa 8fioo
Pesos Celoraiiarioi i|63 > a if65o
Dittos Metica'uos 1/600 a i/6o5
Pa1 taces Urasileiroi i/63o a 1/6S0
Premios das Letras, por met ni arija por ido.
Cobre ao par
PARTIDAS DOS COHREIS TERRESTES.
Cidade da Paraiba e Tillas de sua pretenco
Cidade do Ilio Cdade da Fortaleza villas dem........ Segundas **xUs f.irai.
Villa de Goianna............)
Cidade d Olinda............ Todos os "
Villa de Santo Anto............ Quintas fe" s.
Dita deGaranbuns e PovoacSo do Bonito. Dias 10, e H de cada mas.
Ditlas do Cabo Senoliaem, Uio Formoso, e Porto Cairo dem 1 1 i, li ditto dido
Cidade das Alagoas, e Villa de Maceid...... dem hiera.
Villa de Pajan de Plores.......... dem 13, ditto ditta
Todos os Crralos partero ao sacio*dia.
14DEEVERE1R0. NUMERO
'ludo agora dependa de nos meemos ; da nossa prudencie
moderaco a eueigia : continuemos .como prinepiairo-.
e seremos apontatios com admiradlo antro as Waces mu eu.'-
...
Proclamacao da Assemblea Geral do Brati .
Subscreve-se para esta folba a 3f 000 rs. por quartel, pagos artl-
aritados nesta Typografia, ra das Crozes 3, e na Prer
da Independencia U. 3 7^ 38, onde se receben* eorresr.r *>
dencias legalisadas, e annoncios: insirindo-sc estes gratis
sondo dos propros assitjnantes, o vindos assignados.
DAS DA semana;
11 Segunda S. Lasaro l. Audiencia do J. da Direito da a. vara de manh.
1a Terca S. Eulalia V. M. R. de manh e aud. do J de O. da 1. vya deroanh.
i3 Quarla de Cima ijejum atea Pa coa excepto os Domingos; S. Gregorio a. P. Mo lia desp.
14 Quinta S. Valentn M. ltelaco eaud. do J. de O. da a. vara de inanh. La Nova a 1
hor. e (minutos da mauli.
i5 Seits S. Faustino e Jovita Mis. Ses. da T|ies. e aud. do J. de D. da 1. v. de m.
16 Sabbado S. Prolirio M. Re. de manh. eaud. do V. G. de t. em Olinda
17 Domingo 1. da Quaresma. S. Sil vino B.
Msrcheia para odia 14 de Fevereiro.
As 5 horas e 18 minutos da manhi. As 5 horas-e 4a minutos da larde.
..
WUOOLO B F
mAM
PARTE OFFICIAL.
j
PERNAMUUCO.
COMMANDO DAS ARMAS.
Expediente do da 9 de Fevereiro de
189.
Oficio Ao Exn. Prezidente remet-
trndo-iheem duplicado o mappa da foica
effectiva da Guaruicad pertencente ao
mez de Janeiro ltimo.
Dito Ao ro-srao Exm. Snr. remet-
tendo llie informado o requerimento do
ex a. Cadete do 4. Corpo d'Artilheria
Francisco Tliomaz Bmdeira que pedia
sor novanteme ao seivtco admittido.
Oilo Ao mesmo Extn. Sr. ponderan-
do-lhe a necessidade de ser com urgencia
desocupado o quartel do Hospicio para re-
ceber o Esquadrad d'Artilheria a Cavallo'
que se hia orgaoisar e pediudo a expedi-
ca5 de suas ordena para que os materi.es
pertencentes a ebra do novo Hospital Re-
gimenlal, fossein transportados ao Arse-
nal de Guerra pira Ibes dar a appl cac-6
que mais c inveniente fosse'; menos a cal
que deurdemsua foi reservada para a
ubia do Caes da Ribeira.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. signifi-
cando llie,queem 16 de Julho do auno
p. p. buvia lemettidoa Piesidencia huma
conta irgalisada do faldamento a vencer
quo a Caixa Administrativa do 4. Corpo
de Arlilheria abonara a 44 Pracas, que
marcharse ao Rio Grande- do Sul emNo-
venibio e i%y excluidas depois de or-
den u>'mesma Presidencia, e pediudo
houvesae de dar as convenientes delernii-
nacuena u firu de ser endeniuizada a t ai*
xa daquelle Corpo da quantwde 343,71a,
importancia dos ditos fardanientos, consi-
derando-s esta dispesa como extraordina-
ria da mesoia foima que se praticara
co. as Piacas de Cassadores que mar-
churo ua mesma occasu e que nao ten-
uo aie o presente suluca a respetto deste
"egovu|, Ue novo iogva-lbe mandasse re-
aiiaai o pagamento da quautia em quts-
UG,
Oito Av mesmo Exm. Snr. remet-
leiiuw llie e 11.lorm.mdo favoravelmele o
. qu-nuieuto do Sigenlo Ajudante'do 4.
Co;pu de Artilliena Courad. Jos de Lo-
teua Figueredo que pedia licenca para
ln-qucuiar os Kslucs iMathematicos que
no i,neo destaCidade se ensino.
Dito __ Ao Commaodate interino do
liaidlbau, Piuvisono de Cacadores pide-
iiauuo Ibe, que fisesse destacar para a For-
taleza de ltatuaiac o soldado Jos Eloy ,
que devn w ali eiar M o fim de Marco vin-
#uouiw e liir p-go de soluo e Etape ate
o ultimo do coireute mez.
^ Oilo Ao Commandante interino da
onalesa de ltaoiarac communicacdo-
Ibe oexposlo uo antecedeute oficio, ac-
etesteuiaudo q' o deslacameii)o q' pelo 4-
C t*< uhade aviar pan ak a suLstiluti
o actual contara com ama praca'dejmenos.
Dito Ao ( ommandaute interino do
4. Corpo de Artilberia ordenando-lhe,
que dimiouisse urna praqa no destacamen-
to, que segundo as ordens tinha de en-
viar a Fortalesa de Ilamarac uo 1. de
Marpo vindouro.
Dito AoMaior Felppe Duarte Perei-
ra remeitendo-lhe os papis q\ie servio
de fundamento ao Cincelho de Investiga-
P' que tem de quahficar a deaerca do
Alferes Avul->o Silvestre llenrique Pinho ,
< fim de que como Presidente! do mesmo
Conselho Ihe desse prompto andamento.
Dito Ao Commaodate interino do
rktalliao Provisorio de Cassadores com-
municando-lhe qua tinha nesta data no-
meado Os Tenenles Joaquim Josa de Souza,
e Francisro Joaquim Machado Freir,
para Yogara du Consvtho de Investigac^O .
que tinha Avulso Silvestre Henrique de Pinho, e
que desta nomea<;a flsesseconstar aos re-
feridos Oficiis.
Dito Ao Major Commandante do De-
posito procurando saber se houverad so-
bras no Rancho do&recrutas e se pela a
firmativa qual a importancia dos meamos,
que por inaneira alguma se admiltina di-
vidas h>o mesmo Rancho e que measal-
mente communica^se se houverio ou nao
sobras no mez antecedente.
Dito Ao Te'i en le Coronel Firmino
l-ri ulano de Moraes Ancora communi-
cando Ihe que devia entregar ao Admi-
nistrador Fiscal das Obras Publicas para
serem guardados nos rmaseos de sua Re-
parlicd os materises per te ti cenes a obra
do novo Hospital Regimental, a cargo do
Major Kelippe Duarte Pereira preceden-
do o competente inventario menos a cal
>|uede ordeut do Exm. Snr. Presidente ,
foi mandada applicar ao Caes da Ribeira.
Que em vista desta disposica podia a
Commissa deque elle era Presidente con-
cluir os seos trauallios e apresentar o re-
zultado deltes.
THEZORARIA DA PROVINCIA.
Expediente do dia 9 de Fevereiro 1839.
Portara Ao Thesouri'iro da Kasenda
mandando assinar a D. Josrfa Thomasia
Telles de Menezes viuva do Tenente Co-
ronel Reformado Francisco Antonio de S
15 in eto duas Letras da quautia de 6a,a5o
res cada urna a f. ia meses precisos ,
e a oui rs :>4 < importacia da demasa do
saldo de 4J? a 6o| rs. que se Ihe man-
do 11 pagar, contada de aa de Abril a 3i
de D>sembr d* iKa.
Dita Ao Thesoureiro dos ordenados.,
encarregado dos pagamentos militares ,
mandando pagar a D. M.* da Apresentsc-i
viuva uo a." Tenente de Piimeira Liuha
reformado Francisco Alves Monteiro a
quautia de 7U700 res demasa da do
sold que o dito fallecido venceu do i.
a ai de Marco dj armo p. p., da anterior
ao do aeu fallecimeuto.
Dita-. Ao dito mandando' tamben pa-
gar a Francisco Alves Monteiro Antonio
Martina Monteiro n Alexandre Siraa ,
herdeiros habilitados de seu finado Pai o
a. Tenente e 1. Linlta reformado Fran-
cisco Alves Monteiro a quautia de 7^700
rs. di masa do sold que o dito nado ven-
ceu do 1. a ai de Mateo do auno p. p ,
dia anterior] ao do seu fallecimeuto.
-
Expediente do dia i3.
Portara __ Mandando'abonar ao The
zoureiroda Fasenda as Srdulas e conhe-
cimentos constantes de huma relac' que
a acompanbtm que no mesna dala se
remetterad ao Thesouro Publico Nacional
pola Escuna de Guerra Nocional Lebre,
de que be Commandante o 1. Tenente
4*uHo l-iwfcO Costa. -^t^KSeS
Dita Mandando abonar ao mesmo no
Li vro de Receita e Despesa dos rendimen-
tos applicados a amoni^ac-o do papel a
quautia de rem coritos de res em NotaS do
Novo Padro que na mesma data se remet-
terad ao Tliesoui o Publico Nacional pela
Escuna referida na precedente.
Dita Mandando abonar ao dito a
quanlia de 4:000s' is.'em moeda de ci'bre,
que na meuna data se remetl>>tio ao l'h '-
zouro Publico N. cionalpela Escuna tefe-
rida.
Dita Mandando abonar ao dito no
Livro de Receita e Devpesa das olas do
Novo Padra applicadas a substiluicao das
Sedulas e Conheci metilos e troco da mo-
eda de cobre a quautia de 3do:o68U566
as Notas constantes da reltcaS que acom-
pan lio u que na mesma dala e pela Es-
cuna ja referida se remettera'o o Thesou-
ro Publico Nacional.
Diversas Ilepaii%oeiiS.*
ALFANDEGA DAS FAZENDAS.
As arrematacoensannuciadas para odia
iJ do crrente, fica transferidas, para
boje 14 impreterivelmente.
MEZA DO CONSULADO.
_ A Paula he a mesms do num. a7.
OBRAS PUILICAS.
Precisase de quatrd Serventes psra
trabillian-m na obra do Quartel das Cinco
Ponas quem como tal se quiser etnpre-
gar dinja-se ao Snr. Tenente Joaquim Jo-
ze de Paria lN<-ves no mtsmo Quartel para
Ihe dar tmbalbo.
lofpecea dis Obras Publicas 7 de Fe-
veiuiioe 1839.
Moraes Ancora.
Pela Administracafi Fiscal das Obra;,u-
blicas se arrenda urna casa terrea no lugar
do Manguioho para servir d'Armazem pi-
ra recolber os malcriacs e utensis per n-
c. ntes aos trabalhos das obras do mesmo
Manguinho : a pessoa que a livor, e qoi-
zer arrendar pode comparecer na Salla da
dita. Adminislraca para tractar do seo a-
jusle ; assignar o termo d'arrendamento.
Amaro Francisco de Moura;
Administrador Fiscal.
PREFEITURA.
Parlado dia ia de Fevereiro da 1839.
Illm. e Exm. Snr. Fora5 presos hon-
tem a minba ordem e tivera destino :
Jos Francisco preto escravo de fran-
cisco Falippe de barros Jnior pela I.
patrulha do di'trirto do Corpo Santo, por
briga ; jse Justino tamben preto pen
patrulha de Cavallaria de Polica, pelo
mismo motivo $ fMirtpe Ua Si\ Porto ,
branco a Jzabel Mara parda, pelo
Sub Prefeito da Fre^uesia de Santo Anta-
nio esta por ter mandado dir com o pos-
tigo da janella da casa de sua visinha
sobre o rosto da mesma deque Ibe re-
sullou umpolmio na testa ; e aquello por
ter espancado cruelmente a um seo Caixei-
ro, quebrando-lhe a cab Coelbo pTeto, escravo de Antonio Viei-
ia Coelbo por bum Sargento do Corpo
Policial por furto ; Francisco Mano. I
dos 'Santos pardo por um soldado do
mesmo Corpo por ter injuriado e pro-
vocado ao mesmo soldado ; Francisco, tam
bera prelo escravo de Antonio Vieira
Corlho ; por outro soldado por furto.
E' o que consta das parles boje recebi-
das nesta Secretaria.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeitura da
Comarca do Recife ia de Fevereiro de
1839. illm. e Kxm.Sr- Francisco do Re-
g Barros Presidente da Provincia.
Francisco Antonio de S Brrelo Pre-
feito da Comarca.
A Imprensa na Franca e na Europa.
Foi em i588, que pela prmejra vez ap-
pareceu na Inglaterra um jornal peridico.
Forero omito antea desta eperha ja os p-
riodicos erao conbecidos. Tcito conta
que Junius Rusticus redimi no reinado de
>ero as -- Acta diurna, lsso nao obstan-
te anda esta' em duvida se estas Mima
ollereciam muitss couzas uteis e verdicas.
O bom lempo da Imprensa lie aquelle, em
que reina a libertado de cada um expri-
mir !>ua opiniio he enlio que "Vil* gu-
sa de todas as suas prerogativas, e qae me-
Ibor se Ihz coobecer o mi poder.
A Historia da Imprensa Francesa d urna
preva d'isso ; os seus primeiros passos foro
insignificantes, comeca pelo Mercure Frail-
eis ou contiuuacio da Historia da Paz;
isto acontecen no principio do secuto 17,
poca, em a qual Veneza publicou um
peiiodico que receben o norae de G^zela
lie Veneza do nome de urna pequ-na moe-
da Veneziana (gaxzela) que exiguo como
preco de cada numero. IVpois do Meuu- (
ie Fraileis segu o Mercure de Franca^
roja existencia chega a itiii } ressantia-sa


t
---



2
DIARIO DIP1MAMBOO
wmssa
--

i
pal objecto publicar versos sem energa,
madrigaes epigraromas e cantigas. A
uhima pirte da Collecco era consagrad*
a noticias, .uu exime das questSes scienti-
icas e literarias ; todos oa assumptos poli-
ticos Ihe eiam lolerdicios ou so menos
estes artigas oso podiio ser publicados sem
. permiti regia
Por outro lado os enconvetfentes, qu^
.stavo empreados na .redaccio -tartas
Mercurios ou deles J >naes. nao oflWeci-
o as garantas que de direito se d-ve
oje esperar dos Eiri|.t3lre Polticos.
lN.-i.lium delles linba ess- mdepouiencia ,
sem a qual nao p9de o Jornalinoo existir ;
era preciso obedecer ao caprichos de uro
senhor poderoso.
Duron este otado de eousis a' a revo-
lucio ; porem emo o Jornalismo excedu
.limites e com a Franca de urna rede
iraroansa,
O progresso continuou na rev .llugio de
Juliio, e buje em da a Franca crota jio
fornaes dos quaes mais de 3o > publicio-
seemPaiis. Este 3jo Jornaes dividem-
se em al Joruaes polticos qu lidanos
3 Jornaes pequ< nos igtialraent" quotidia
nos j 37 Jtirnies nao quulidianos ; a xl
ligtosos e Moia.es, dostes lo Protestante ;
: 88 de Lgislacio eda Jurisprudencia; 3 de
(ounomia Poltica, e Adromistraco ; n
de Historia Estatistica e Viagana ; 44 d'
LUeratura ; 9 de Helias A'tes Pintura e
Msica; a de Alte The*tral ; i5desci
encas IVlathematbias, e II -lona Natural ;
28 de Medicina; 12 de Arte Milifr e'.la-
nnha ; aa de Agricultura e Economa
Rural ; la de Commercio e Industria ; 7
destinados a Instruccj Publica; 10 para
as mulberes, jevens mfr.inos; 11 p ra
as modas; 4 colleccS's pilorec*s ; 7 de
avisos, e i5 revistas. Emqtianto a Imp en
sa departamental compoem-se de a58
Jornai s, dosquais sao 153 Polticos. 4
Literarios, e 101 destinados as noticias lo-
caes.
E' bulante singular que a imprensa
Francs baja sem pie de ressentir-se de su
o rige ni : a roaior pretenv" de bum jornal
pntoicideem Varis lio ser Literario ; todas
as oulras partes sso sacrificadas a Litera-
tura, e as Artes, que no fundo sao a-
mis bem tratadas. Un jornal francez nio
falla nem d s movimenlos dos poitos ero
dos ptecos crrenles dos gneros nem do
estado daa roariafaturas nem do estado
das eolheilas : a navegicao interior, as
diierentes naturesas de transporte, nao
osoecupo. Us i4 Theatros de Pars a
pwblicaco dos romances as exposic5es do
Lonvre, as Ses'ses da Academia, depois
contos, novellas, e a final columnas inter-
minaves de variedade: eis aqu o que
contitue a parte essencial de hum Jornal
francez. Durante as Sesgues das Cmaras,
o os debates truncados sem piedadn.
segundo ocaprixo do Jornalista, Na Ga
zete o discurso de Mr. Beny r absorve
todas as columnas ; os seus adversarios a-
clio-se rednsidos ao silencio ; o Narionel
s onve a Mr. Comenin os Debats calcio
aos ps iodos as atagoni-las do Ministerio e
s ctiao lugar paia os Oradores do gover-
110. Um dos meus amigos, Atnenc no de
Massactiussets, que paia viajar em Fran-
ca tinba alcancado iosti u esCooper, s lia o Nacionel, a rotaba
leilura favorita segundo os constlbes de
Mr. Gallatiu, era a dos Debats. Nada de
mais cmico do que as nossas rouversa-
c5es e rtflexes sobre a situ icio dos par-
tid j eos Franca. O Minde.io dsia eu ao
meu amigo be ebeio de forca e de elo-
queneia. Gomo assim, responda elle pois
vos acbaes Mr. Mauguin Mr. Pages, e
Mr. Arago, inferiores a Mr. Viennet ea
Mo Perd ?... voi nao ledes. Eu o leio
mullo escrupulosamente, tornava Ibe eu ,
as nada disso vi; coa efieito o meu
Jornal occullava ludo, quanto contrariava
suas opinies. Nao be asim que n> en-
tendamos a Imprensa na America.
A Blgica segu as sesmas fases, que
Franca como esta nu andou por mili-
to lempo de gallaba*. O seu prinviro
.Jornal heaGazelte d'Anvrers, que come-
cou com suas publtchces em i^a3 e que
appaxeceu duas veses por semana, a quin-
ta e sexta fira; a sua red&cco he em bo-
|*o*Vz. Depois della sego-se a Gaseite
xe L*rde, oa noticias estraordiuM do; di-
versas lugares. La Gasette de Ler
arranjad, tanto n rtvrmaB, eomo pH
distribuCBodasraa*ris, p^ modefo da
G-zette d'Anwars, o sen formato era em
quarlo, papel muir* pequen; redigwJa
em Francez. Aqu comeee um long- t
terregno. durante o qual a iroprenaa d*
Blgica fica estacionaria porem na p el
Ja sacud est* letKargi brevemente a
Cidade V Anvrers, que pena li'iha *m
lu n .1, nio conta menos de, seis. Este
progresso continuou durante estes urtifl*
anno boje em da BruxMlac te 4
Jornaes, Luvsini, Anwrs 6 Grand 8 ,
B' uges Ostende. e Fwnea ; M y 7 ; Liege. Vervins 7; RurentoedH 1 ;
Liixe'mburg Ar!m3; Nemur e Deuant
2; ao todo 8 Jornaes.
As outras N*ces do Globo fra a A
merica que ^6 sua parte coula a8 >o J,oc.
naes tem finado bem tras da America,
da Kranca e Blgica. Hoje em di a India
s tem 27 Jornaes a Australia 17 a Chi-
na um somente o 'Canto Hegisler' ;
Turqua a a Grecia 4 Hespanha a
Italia, e os mais paites da Europa, aatodo
71 O que representa pela Enrop* a pa-
la A*rica um Mal de 4P" Jwnaet.
( Revoe Brtanique' N a8 de 18J8.)
(Do Correo da Minas .)
Variedades.
Um amigo rte Vobair.
Mr. d'Aruiersoii diz ter noventa annot,
apesar de na realidade ter tres ou quatro de
menos porque est na idade em que o a-
mor proprio nos lava a qaerermos ser mais
velbus do que na realidade somos. S"ja
como for Mr. d'Armerson i Luii i5 e
Mdame de Pumpadour Luiz 16 e a guer
ra dLlmefica, Mara-Antonieta e Mira
be* 11, Rubespierre e a Revoluca de >7p3 .
a Convenci a o Directoiio, o General
Bonaparte a o Imperador Napnlen, a
Restauracio a os ('em diaa, a Revotado
de Julbo e o que se tem .seguido. De todas
estos cousaa, de todos essea bomens que
faxpm de memoria a ivosst Ai nffl re-
poilorio de recordaces, lio variado e in-
finito, Mr. d'A'manson nia sa le rubra se
nao d'um (romera, Vollaire, de uri uni
ca cousa a -ua amisade com Vollaire. Vio
l dizer, Mr. de Vollaire, diante d'elle;
nio pode tupportar similhaate blaafemia.
Mr. Alexandre ou Mr. Cesar sao nomes
que asgim pronunciados Iba na monifira
os ouvidos. O appeitido da grande s o
adjeetivoque admita, quando falla do seo
immortal amigo o que nunca fas sem tirar
o chapeo.
Esta nica lembranca 00 melhor es*
ta religio (porq-ia Mr. d'Armerson como
verdadeiro VaUariano nao quer ter ou-
tra) aprsenla ao mesmo lempo am certo as
pedo da caudura e graca que larnbem
ao mesmo lempo provoct o riso e as lagri-
mas, e que se percebe al as maneiras e
modo de andar do pubre velbo. A maior
ventura, que conla na sua vida, foi o Ur
servido ha algn* annos de modello p-
ra se fazer a estatua do auctor da lien riada
Na realidade tem conservado sempre e
vestuario e as maneiras d'aquelle lempo. E
(acl conhecel-o na ra pelo feitio da ca-
zaca, pelos espatos com fivellas de prala
pela desmedida grandeza do coleta de seda
com flores de ouio a piincipalment pela
cabelleia ; tem um^ que pertenceu ao glan-
de hornero., e per ella que o cabelleireiro
Ihe fax as suas. Mr. d'Armerson tam
bem notav. I pela maneira de andar voltan-
do-se sempre a cada passo para o lado e
di/, elle que costume que Ihe 6cou do
lempo em que andava de braco dado coro
o immortal. Finalmente a contemplacio
perpetua em que Mr. d Arreen on tem pas-
sado a soa vida diante do proprio Vollaire
e do seu retrato Ihe coromunicou ao sorri>o
a finura do satcasmo aos olhos a bonho-
mia affectadss, signaes que caracterisava
a fiziononiia do p .marcha de Ferney.
Mr. Darmersun tinha apenas dezoito an-
nos esahia do collegio quando foi apo-
sentado a Vollaire na brilhantt hab.lacio
que estese aprazia em chamar a sua sol
dio. O Collegial enlhuziasta que oome-
cav- j a occuparse de littoratoa* avio
com Madama Duehatelel e Madenaoianile
CorneiUealetura da Tiagediad Agaiho-
.cie, Eatalatlura feita pelo poeta septuage
narie coa too o fugo da primeira idide-,
inspirou aro mancebo urna composicio em
verso, na qoil eaprimia em estilo dithy-
rarnbico a soa admiracio. Vollaire aclmu
moila grao na &r* e desde logo ficnu
estimando tanto oaoclor que fiaou elle
sendo sen protegido amigo. Desde entio
nunca discpulo deixou de admirar o mes-
tre al quv a moite inierrompi-u estas re
Htco sao tim de dex anuos.
E* 11ra gosto ouvir Mr. d'/Vrmenson con-
sar todas as aventuras glandes e pequeas,
que se passarad enlie V0llsire e elle Uesses
dez annos memoraveis desde o dia em
que repreentou na pre em do grande ho-
mjrn o papel de Gourville na Comedia o
Depositario, at aquella glorioso eaprasi-
vl, em que ajudou a arrastrar a carrua
^m do seu .migo na epocha di sua entra-
da triumphar.te em P-iiz e teceu depois
com suas proprias mos a coroa qu.- foi col
locada no seu busto por occa>iio da primei-
ra re presen taca o de Irene.
Era sua casa que interessante ouvir
ou ver Mr. d'Atraer soa* O seu qu>ro es-
t eheio de ifliquias ^tn pertencera ao
grande hornea* a cada ua della tem a
sua monografa parte. Tres principal
mente sao conservadas com lodo o re*pet
e al com todo o amor. Urna dellas a
aenna eom que Voltaire escreveo o sen
Candido a a segunda lima chavana
de porcellana em que elle toma va o seu ca-
f todas-as manhis a terceira urna caixa
de tabaco de msdeira de earvalho muito
mal feila a que seu possuidor nunca mus-
tia sem contar a histuria, que Ibe diz
respeito.
Luis 5 qu, depois dhaver renun-
ciado oofficio de rei, se dedicou ao de tor-
neiio, no qual se nio era peifeito, era
palo menos assiduo, lembrou se em 1739
de presenleai no din de auno bom todos os
seus validos com uaixas feilas por elle. E-
rao pedacos de madeiraa despejados penas
da casca-; mas como a mi que Ibes linba
tocado Ibes dava valia extraordinaria os
coitezios introdnsira de tal maneira a mo-
da que por muilos mese ninguan ansa-
recta ffa Corle sem tirar debaixo daquelle^
vestidos bordadas de ouro urna rodella de
madeira tosca a anal trabalhaua que irrti-
tulava caixa da rei a> da qual tomava
a sua pitada com os dedos carregadv de ri-
ces diamantea.
Qaanda esta mana das cortejaos i j
eaquicendo, e t nem o propio rei della
sa tambre va Votlaira, que entio eslava
era Panz aesncou nma audiencia particu
lar do Subersne para Ihe sorlicitar um fa-
%of importante. Tende Jeito giande mal
a.s Jesutas foi iriamente recebida pelo
rei, qua ara confessado por elle* e co-
uliereu logo, que, se eom tanta facilidade
Ihe havia coneedido esta audiencia o fim
nio era dasajar ouril-o, a sim rep-e-
heedel-o. A posicio era por extremo de-
I i cada e o hornera ais esperto aquella
poca bavia j lanc-do meo d lodo os ie-
cuisos sena conseguir moderar o enfado do
raonarcha quando o sen vastisaimo genio
Ihe sugg'iiu urna deesas ideial que s a el
le parleaicem. Por febcid^de ou de pro-
posito (razia com sigo urna daa taes caixas
do rei. Escolhendo o momento em que
Luiz i5 Ihe lanvava era rosto com mais a-
Icrimonia o seu perigoso carseter d inde
pendencia, tirou com rouita gravidade a
caixinha da algbeira e offareceo urna pi-
lada d tabaco a Sua Mageatade. A finura
desta bem applicada lisonja desarmou o rei
tornairo, que merguUieu sor rindo os dedos
na caixa a Vollaire relirouse aalisfeilo al-
cancauda o q'ie quera.
Mr. d'Armenson corita do seu immortal
amigo immrnsae ancdotas deste genero
que elle sabe poique a Sua memoria fiel
o nico livro em que esli escripias. Tu
daa aa venes que encontr o e.-tiraavel v. lia i -
nbo nunca leixo de o chamar a terreno
cerca de Vollaire e de falhear vidamente
o thesouro de suas rreordaedes. Por feli-
cidade nio ten elle o defeiio da idade,
generoso, prodigo, a aerifica ao prase
de augmentar a gloria do aei amigo o goso
egosta que fas muita gente avara do que
sabe e oa dia sena depois de mutlas ins-
Dous mexes tinha levado a ersaiar e*ta
peca e prometrta o mais brilbante successo
nio s pela novidade d assumpto e situa-
coes patticas como pelo talento e Irelleza
de Mademoiselle Gausin enrarregada do
principal papel. Esta linda acti iz,' que de-
pois se fe lio celebre havia inspirado ao
aurlor de Z.irs entio anda moco urna
violenta paixio da qnal ella llie prohib u
por muito eempo de nao fallar senio em
verso. Pens'ra por isso todos os bigra-
fos do poeta que nunca elle pourde exprimir
o seu amor em prosa desdenbosa actriz.
M is tal nao opiuiiO de Mr. d'Armen-
son e eis aqu o aeontecirnento qd o pro-
va segundo a propria rerellacio de Vollaire
ao seu amigo.
N espera do dia destinado para a pri
meira represen'acio de Zaira fez-se oen-
saio gara! desta Tragedia c a illuminacio
completa, vesln-irio'esceriario. O auctor
presidia esla ultima prova decisiva ro-
deado de numerosos amigo, bomens de
letras ecartezios ,.com o fim de ver o es-
toque a i>ua obra prod'uzit nesta gnte. En*
tre este* sa achava o Duque de Sivr. y,
veflir mailo rio conhecido em Parix pela
sin intima anmade coia o regenta, e pel
extrema beneficencia de seu galinteio. Co-
mo homem d goslo era muito aff icoado a
Vollaire e este tinha em grande conta os
s -us conselho. r-
A peci andiu muho lempo sem r inter-
rompida por obsevacio alguma. No mo-
mento, porem em que Zura enlrou em
scena preparada para desposar Oro-mane ,
o Duque de Sivr y sollou um gesto de pro-
find.. descontentamenlo a inclinado-sn
para o auctor Ihe not"U ao ouvido que o
toucado de Mademoiselle Gausin era nn-
propri Vollaue recdnheceu logo que e-
rajudicioa aobservacio, e tractou dea
communiear immediatamenie adlrix com
lana delieades que mereced logo a ap-
piovacia gerl.
Ero lugar de turban* orienfal qtfe *
M Gausin Ihe competa traaer, jnlgeu ella
dever prender aos cabellos o veo imdicio-
nal das noivas parisienses coran pretexta,
que este Ibe ia melhor se parecer. Ora a-
pesar d>tol rancia SesTfi retfl'pd acerca do
vestTrio o anachron sao era tio saben-
te quede certo o pobfkn o nio honvera
supporiado ; o que muito podia prejudcar
hio^ a peca come tambero, a actriz'. Tal
foi a rasao plausivel que o auctor e osen
areopago oppo era ao motivo frivolo de
Mademoisell Gausin : mas esta un logaa
deaequiescer a esta lio jiidiciosa opnffo ,
mantuve a sua eom aquella altivez- propria
de urna rainhade Theatrd, cujo poder Ihe
d todoodiieito de ser caprichosa. Era
vio Ibe replicaiaS qua a mais insignificante
ostoreira e o operario mais ignorante sa-
bia que os Musulmwro us turbantes e
nunca veos de noivado Francia e qua
toda pfala Ibe g>itaria que sefosse lau-
car luica. Do ulto da sua grandeza res-
pandeu a aclrix que poueo Ihe importa va
a erudieeo das eeStureiras e dos operarios
e que se vprali ao elivesse salisfeila
com o seu toucvdo o mais que havia de
faaer era laiier-lle urna coroa para con
ella se eneitar que tal era a maneira cor-
tea e deeada que cora alai tiiihi sempre
usado.
Prcnunciou cora raaia foica eslas ulrimaa
palavras como para com ellas dar urna li-
cioaossens adversarios. Vollaire redar-
ga loga em norof de seua amigos contra a
injuslica da allosio e proeurou convencer
pr outro lado a actriz, mostrando Ihe que
nenhum toueado Ihe ficava mal mas que
apesar disso-o tuibanie faxia sobresahir mais
que o veo a sua rara bellet'. Foi ludo in
mil n o auctor e a actriz se ia envolven- ^
da n'uroa disputa na qua4 apparecia oa
resseniimenti s particuUrt-s do adorador mal
reerbido e da amante infoitanada qnando
o hbil coriezao, qne sabia da paxao mal
correspondwla de Voltaire interfeio como
pacificador para peo-par ao aeu amigo um
escndalo que poda ser tio funesto ao
seu amor eom sua peca.
A Senboca disse elle indomavel ai-
re, lera d'hoje al amanhi bstanle lempo
para se decidir e a noute ha de ajudal-e a
rtflectir.,..
M. Gausin fex um g-st afirmativo se
dixer palavra ecomio a representar o
tan ras.
Urna das qae conta de melhor voatade
aqueee raiara priaraita rapraseistavaosfa seu papeL O Dmaoa etVigou
J|rt r 'peraasa d etaii^aartn o auctor a


m
D I AH 1 DE TE
R
N A' M B t C 3
dia segunte a sna inimiga sitas refi>x5es.
V oluiri! segu 11 filosopbicamente este con-
Seibo da experiencia e nao appareceu no
s
.The-toro enio para assistir representa-
cto da pec,a no camarote do Duque de Si
Vl.y.
()< applausoa unnimes que i ouvinio a
I "fas a* cenas nao poderam abran.lar a in-
qu -tac.io com que esperara o roonvn'o ero
qu~ Zira devia appueeer com seu vestu
ario de noiv* de Orosmane. Porro que
adm racio e alegra quando vio brillar
na beca de M. Gaussiu uro magnifico
turbante ornado de perolae e domantes r1 !
Oragracasa Daos J dase o Duque de
Svrey sonindo con s des mea c noite produxiram o elfito que desea-
veu.
E as vossss meu querido Dique res-
pondeu Voltaire foraoa excellenles : ex-
tremamente deleitado pel.i condescendencia
inesperada da altiva actriz que tanto con-
tentiva \ eu amor pr.opriode auctor ean
raava as esperanzas do seu amor.
Mfcsdepressa vaio uro ternvel pensamen
to destruir a su felicidado. O turbante
era d. masi..do rico e nao pedia ler sido
comprado por INI. Gaussin ; algue.ro Ihe
fez presente delle ; e quem ? uro rival f-
\}t decerlo .' Esta cruel raciocinio toroou ,
Voltairn ti triste como al ali eslava ale-
gre ; s va urna desgraca aviltantc naquillo
mesmo que ba pouco elle charaaia um tri-
unfo e os olhos que de quando era quan-
do Ihe lancava a actriz erara oulrai tantas
frecbas qti< Ibe atravessavum o cornc-m.
Aquelle toucado bem rico disse elle
o seu amigo como que para se eertificar
da su* desg'-aca : qua.uo vos parece que
poderia custai ?
Cinco mil escudos pouco raais oa menos
disse o Duque de Sivrey como sngue
fro ordinaria de bomem entendedor1.
E advinhando l.igoa suspmta pungente
de VoHaire em logar de tratar de a des-
vanecer esteve se recreando ate ao fim
da represen tacao em cravar o puuhat no
orac do poeta.
O applausos prolongados com q' no fim
la TugeUla rol receDiuo o orar Uu ptrrta,
oenlhusiasmo que ousou aos espetadores
a sin Zura fiseram esquecer por a Iguns
momentos os receios do amante : raras no-
vamente assiimiram toda a sua forca quan-
do se tralou de ir cu ropri retentar VI. Gaus
sin pela pai te que leve no bom succes o da
peca e agradecer-lbe ao mesmo lempo a
sua docilid >de.
Apenas entraram no camarim da atriz os
dois amigos acharam-na rodead de huma
multido de adoradores que da salla ti-
nbam afluido c-xa do Tbeatro e de
todas as actrzes do Theairo que vinham
admirar o rico turbante. Este concurso lu-
muhuario abri respetosamente' caminbo
ao auctor e seu companheiro Voltaire
depois .deter agradecido bella Zaira o
sucesso de que Ibe era dewdor barbucia-
va algunscumpnmentes ambiguos ao rico
toncado quando ella u interrompeu e
Ine disse ao ouvido com urna voz que nun-
ca chou mais suave.
Como era poasivel que nf m ren-
dese a um comporlamento tt.5 delicado
ti magnifico?
Quecomportamento heesse deque fal-
lis t> 1'ergiMtoii o poeta admirado.
- Vamos vamos replicn a actriz com r
aind rmis agradavel e apertando a mi do
auctor, be levar muito longe a disenca :
advinhei ludo e desmentiris a vossa gene-
rosamente de hon\fm, zombando boje da
mmba giatidk.
Sois vos, Sen hora que estaes zoroban-
bo responneu Voltare que justamente
pensava o que disia e que ja principiava
suspeitar pelo ar de riso de seu amigo ,
que. elle era o cumphee de M. Guaissin-
Ja vejo exclamou ella que rae que-
ris pruvar que sois! ta5 bom cmico co-
mo eu trgica, pois bem vamos ver te sois
capaz de sustentar o vossa papel em pu-
blico.
No mesmo instante e sera esperar res-
posta do poeta comecou a contar a todos
s que eslavam presentes a quetta qie
l'nba tido com elle na vtspcra a respeilo
do turbante que elle quena substituir ;io
v" de que ella havia leito escolha.
Nio cedemos iic um n outru, disae ella
comcertoar decandura; e noute quando
do
entrava para casa achei em cima ao meu
tocador o lindo turbante que ac.
bies de admirar. Por maior que fosse a
minha teima era impossivel deixar de ce-
der a urna licam to corte/ e genero-a e-
tambem nao posso deixar de tributar a mi-
nha gtatida ao sea auctor, que deb.Me
procura occullar se e que nio h se dio Mr.
de Voltaire.
Todos o reconheceriam logo como eu o
reconheci, eontinuou a actriz Pasando cir-
cular um p>pel qo> tirou do sera, por estes
deliciosos versos, que compsrihavam o
presente e cujo estilo inimitavel se des-
cobre atravez da escripia disfaread*.
Depois de haverem lido os versos flearam
todos da opiniio daairiz Voltaire desco-
briologoa enigma sobre ludo qusndo
vio subir a cor ao rosto do seu amigo, por
occasisB de ouvir gabar os versos.
Snr. Duque disse Ihe elle ao ouvido ,
fostes va que ,
Silencio interrompeu o Cortezfo; bem
sabis que estou reformado no ei rcito
de amor, e por isso deixi-me lcar inc-
gnito neste negocio, nao importa que o
meu prsenle yos seja, altribuido como os
meu versos passam por vosaos fleo papo
com uzura. N5 pretendo hoje em di e
nio conhecer e avaliar o ercter das mu-
Iheres quiz faser ama simples experien-
com esta em proveito da vossa tragedla :
voltai esta experiencia em provoito do vos-
so amr, se tendes tanto talento na prosa
como na poesa; e dentro em poneos d as
Gaassin nr coanoaco detta aventura.
Mr. d'Armenson afBrmaqun o Deque de
Svrey se nio engaoou, e eu aferedito o
seu lesterouho. Rditor J,
( Do Nacional de Lisboa. )
i irdes conla ter-se uzado do mesmo ar-
I trio no Maranho, procedendo-se judi-
calente^, e dando-se Sentenca contra o-
a prodigiosa multido de formiga* qne
festava um convento da frades francis-
c no.
(Ctirohica Waranbense).
LOTERA do seminario.
O Reitor do Seminario F.piscopal de O-
limla faz scientn aos amantes da Lotera ,
que as rodas da Lotera concedida f.ivor
da instruccio dos Estudantes pobres anda
im|)reterivelment<* em o da 18 de Maroo
no Consistorio da Igreja de Nosa Seniora
do Rosario.
COLLEGIO PERNAMBUCANO.
i
Boa.Vista, Rua-Nova da Viracio.
Acha-ae abeito o Cnllegio Pernambacano
desde o da 4 do correte. Os ebefes de (
milia ou eonespondentes dos alumnos que
tem de matricular-se podem derijrir se ro
mesmo Collegio para a respectiva [nsciip-
cio.
THEATRO.
Animaes escota man gal dos*
Nio bou ve um nico mero que nos lem-
pos de ignorancia deixassem de por em
pralica os embaidores para colherem frue-
tos da credulidade do novo. A excom-
tuntas VMBes derrubou r>U grandes da
trra julgou se que tambem poderia ferir
oa brutos e que a estes nio Valeria contra
ella a sua irracionalidad*. Ainda quasi no
nosso lempo se ex-commungavo no Alen-
tejo os gafanhotot e se Ihis ordenava
nio destruissem as searat ; porem dous
seculos antes este uzo era geral e delle
se contad repettidos e notaveis exem-
plo.
Pelo meado do secuto 16. padeca o
principado das Asturias urna terrivei pra-
g*i de ratos, que devoravo os fructos e des-
truiio as sementeiras. Recorreram pri-
meiro contra elles a exorcismos mas ven-
do que os ralos nao erara diobos toma-
raro urna resolucio extravagante. Ked-
ziram a materia a termos de justica, pe-
rante um tribunal ecclesiastico, para que
este a vista do prncesso fulminasse sen-
tenca contra aqaelles sevandijas. Deram-
Ihes adevi gado, e procurador, q' os defTen-
dessem : rpreaentaram estes que oa ralos
e>am creaturas de Deus, e que se este os
havia creado naquella trra be perqu
Ibes perleuciam os fructos delia. Apesar
da alegacio tiveram os ralos sentenca con-
tra e ordem de despejo, pena de excoro-
mu nbao se nio fgissi-m para as monta-
nhas. E' tradicao entre os povos das As-
turias que, allegando os procuradores
Idos ratos, que nio podiam os seus consti-
tu n tea cumprir a sentenca por cauza de
varios ribtnos que tinbfo de pastar es
juises mandaram atravessar sobie os ros
barrotes que Ibes servissem de ponte, e
que entio os ratos obedes-eram estando
muilos diasa passar para as serras exerci-
tos e exercilos delles. E' fcil de conhe-
cer o crdito qne tal tradiccao merece :
maso extravagante processo aiuda o viu o
historiador Davija.
Esta piatica supersticiosa era tambera
v.ilgar ero Franca no seclo io., segundo
refere o padre Lebrun na Historia Critica
das Praticas Supersticiosas : nesta obra
copia o auctor por inleiro a sentenca que
ojaiz ecclesiastico do bispado de Troyes
fulminou contra os bichos que infestavam
aquelle paiz, declarando-os malditos e a-
nathematisados se nio saitsem immedia-
mente daquele districto. O l'adre Ber-
As pessoasque costuma trabalbar no
rvicr bracal do 1 beatro compareca
Sexta feira e Sbado para o ensaio das
Machinas as y horas da noite cojos en-
aaos sio pagos por metade, do. dia do
Theslro.
Avisos Diversos.
O Snr. Ramel florista tem a honra de
avisar aos Srs. amillonados por plantas e
fl >res, que dentro em poucos dias elle par-
-tia para o Rio de Janeiro, com as suas
l.rc* J k*me iv > c por
taillo fkria> Si-nliorra aatt em
quinto se nio retira desta cidsde, conti-
nuo a vender pelos mais mdicos precos ,
que I be for possivel, os objectos ja anunci-
ados por este Diario.
As pessoas que o quiserem honrar com
sua confianca, achario momentneamente
no seu deposito na ra Nova n. 17, t.>da
qualidade d' arvores arbustos oa s
loriveis, ou fructferos,' sendo os mais
nota""Vnestes ltimos e que mais.proba-
bilidade mostrar de se allimenlar--as perei,
ras, macieiras, ceiegeiros, damasqaeiros-
ameixeiras persegueros amendoeiras ,
groselheiras; e dos fl.iriveis a Camelia d
cinco especies fRosa do Japio) das quaes
afumas especies j aqoi sao conbecidas
grande quanlidade de roseiras de immen-
sas variedades, laes como a rosa da musgo,
a rosa de lodosos meses, a rosa cornada,
a rosa de Bengala &c. as dalias e as Cal-
imas. Tem tambem sement de todas as
bortalices da,Europa e tenientes de toda
a qualidade de flores.
-- Alguna Senhor, que precisar de um
c-.ixeiro de venda portuguez, poda procu-
rar na ra do Cano D. 1, que achara' com
quero tratar.
- Jos Fachinetti, Italiano ,-Mestre de
Muzica formado nos Collegios de Paria,
M10 e Genova Compositor de Muzica,
autor de varias Operas, tocador de Piano,
e oufros rouitos instrumentos oflerece se
ao Publico l'eriiambucano, pea dar Incoes
tarto de contraponto como de canto e to-
que de qualque instrumento, aesm como
est pro 1 pto a com por a ni 11 sica propria
para qualqoer poesa ou para banda mi-.
litar, ou festividade de lgreja: quem se
qfeiser utilisar dos sens prestimos o pode-
n procurar as Boticas dos Senhores Bar-
te om'U e Ramos na ra do Roaario larga,
o 1 na ra Collegio D. 9, segundo an-
dr.
_, Nesta Typografia existem duas car-
ia! vindas de uro remoto Serlo ; huma
p ra o Senhor Vlanoel Ferrera d'Amorim
rrurador que foi a he na Boa vista em a
na do Pires eoulra mais moderna para
o nesrao Snr. : roga-se ao mesmo que
qa-ira as vir receber ou possoa que suaa
viMs faca ; adverte-sc que he urgente i-
teresse a for do dito Senhor Manol Ferri-
ra d'Amonm, e deseja-se concluir este ne-
gocio.
Quem quizer huma ama teca de
bons cusiumes e faz. o arraojo de ama
casa e prefere bomem Estrangeiro o
que teja solteiro : quem quizT dirija-to
na ra da rVnba D. 5.
Arrenda se hum Vinculo de trras
lavradias*, e de creara o na liba de S. Mi-
guel .- no pateo da Magdalena, sitio da viu-
va D. <'atharina.
Quem quiser comprar urna morada
de caza terrea de p'dra, e cal, com duas
camarinbas chaos foreiros situada airaz
do assougue Velho que vae para a roa do
Rozario da Boa vista : as pessoas que a pre-
terid, rem por preco cmodo dirijhfi-se a
Fora de Portas passando o Arsenal 3o pu-
ente ao entrar de Fora de Portas sobrado
b.xo, o prim-iro d'un J andar onde
axar com quem tratar, que o mesmo
proprietario Faustino deCarvalho.
_ Tendo o abaixo assignado em quali-
dade de Director intemi do Arsenal d^
Gueria, publicado em o Diario N. 3a de
8 do corrente miz as compras, e brns
manufacturadas em todo o lempo de sua
interinidade ; e como bouvesse alguns en-
gaos que raister se fazem esclarcelos,
declara por tanto para pl-no conhedmento,
que as compras feitas a Antonio Das da Sil-
va Cardeal nio fora em o mez d-. Janei-
ro e sm em o 1 de Feverero presente;
e bem assim que nio foi incluido em aso-
bras manufacturadas tl armas granadeiras,
1 prensa para sinete e 8 caxdes para ar-
mamento, que foi ludo concertado por
Joo Arsenio Barbosa.
Um rapaz brasileiro de 5 annos de
idade, de excellente conduela deseja em-
prrgar-se em algum escriplorio para o que
tem,os precisos quesitos porque tem bom
talho de letra e escreve com acert : quem
precisar do seu presumo annuncie para ser
procurado.
Precisa-se de urna ama sendo ds
meia idade para,sima para o servico in-
ior.o externo de casa de ma peojteua fa-
|;, seuOu tsoraaa ffe" prenles que h
deva acompanbar: far-se- um ajuste
vautajoso: a que esliver nestas circunstan-
cias, annuncie.
-- As Pessoas que tiveie pretose quisei
alugar para faser um atierro na tua da Paz
ao Carroo velho, dando se 64o res diarios
assim tambem se convida a qualquer pes-
soa forra para o mesmo ervic a di-
rigir se ao nrmasem de madeira defronte
do tanque d'agoa a tractar com Domingos
Jos Rodrigues de Azevedo.
_ Na Aula de Primeiras Letras da ra
da Cadeia Velba n* 19 continua-se de Sex-
ta feira i5 do corrente em diante as lices
de Escripluracio Mercantil, pralica d'es-
crever em Livros etc. etc. conforme j se
tem praticado ; por tanto os Srs. j enga-
jados, podem comparecer no mesmo dia
e horas do cnslume ^e os que quizerem se
aplicar a hum lo justo e necessai io fim ,
derija-te antes do dia indicado a ver os
Estatutos, econdic5ds com que a mesma
Aula he regida.
_ Precisa-se de um bomem para inbi-
Ibar em hum sitio : no atierro da Boavia-
ta Inja de Funileiro de Geraldo do Ama-
ra rite-
_ Precisa se de um portuguez, ou i-
Iheo que seja de prximo ebegado para
feitor de campo de huma Fazenda de algo-
dio : quem estiver nestas circunstancias ,
dirija-se a ra do Cuelbo caza ultima do
Sr. Francisco da Silva.
_ Precisa-st de huma ama de leit.- cati-
va seno filho, e sendo sadia na tua do
Codho caza ultima do Sr. Francisco da Sil-
va.
_ Aluga-se 5 escravos para todo o ser-
vico excepto o de pedreiro ou de oiaria :
quem isso Iheconvier annuncie.
__ Precisa-sede urna ama para f'zer lo-
do o servico de urna caza e que saiba en-
gomar : no beco do Sarapalel no sobrado
novo de a andares no 1 andar.
__ Guillebert Capilio da Barca Frsnceza
Ccmelia aviz< aos seus passageros como
aos carr-gadoresqu~ a sabida do seu Navio
est determinada para o da 28 do crtente.
_ O Sr. Adriano Jo Soares qoeira an-
nunciar a sua morada para se Ibe entregar
huma encomenda mu Ja do Msrauhio.



~1
D-IAE'IO DE pERNAHBCCO.
Miwrtf?
'. f
-H
CJ.iein precisar de uro horaem que
en ende de nadara dirija-se a l<>ja nova
id ntiudezas da ra dos Quarteis.
_ assiocislas das c-iutellaa correspon-
lenJeott-s as Loteras du Seminario, Livra-
iiihiU e Boa vista faz scienle aos amado-
res que a do Seminario corre mpreterivel-
mente no dia 18 de Marco conforme an-
nunciou o Sr. Thesoureiro, por so avisa
aos apaixonados que concorro a comprar
US caulellas antes que se acabem em casa
le t>ua residencia ra de N. S. do Terco
IJ, je nos lugares ja annunciados.
Um hornero de mais de fia annos de
-idade, cora crecida fraila nesta Cidade ,
e bera conhecidoseu cocoportamento leu)
precisa o de viajara ero de sua saude. sen-
do por mar seolerecea quein quiser se
utilisar de seu presumo, para tratar deal-
guns negocios, ou cobrancas em Lisboa.
I'orlo Rio de Janeiro Babia e &c< e
mi ioio para fazer companhia (ieimeule a
liidae voila de algueru que delle precisar
al aqu; todo negocio iar coinmodaiuenie;
quera delle precisar annuucie para ser pro-
curado pelo roeamo, que a presentar pessoa
capaz c de crdito que informe sua con-
ducta.
Quem perdro urna caixa de prata de
tabaco dirjanse a ra da Cruz n. 6 i, que
ti indo os siguaes lhs ser entregue
_ Na ra Direita padaria D. 33 alga-
se escravos de ambos os sexos para venJe-
rem pao, ajustndose para isso por altiguel
ou vendagem.
U Secretario da Sociedade Apolinia
convida aos Membrosda Commissio Admi*
nistrativa, parase reuinrernua salla de su-
as sesses, boje quinta feira 14 do correte
pelas b' horas da Urde para se uomearera
os empregados e distribuirem-se os cou-
vites para o baile de !\ de Marco.
_- Piecisa-se de una ama de leile que
sej forra ou captiva e sem iillio : no
innasem de assucar da ra da Cacimba nu
mero 5.
_. Quem ti ver uina preta boa vended, i-
ra na ra e a queira alugar rocebtodo 700
rs. por dia, irija-se a praca da ludrpeu
enca loja de chapeos n. ai e 29.
_ Mia-eM5r*os de ambo os sexos ,
e de qualquer idade, pagaudo-se ia,ooo
raensaes para veudurem na ra : ijuein
os tiver dirija-se a ra do Hurtas sobrado
juuto a igrrja dus Martirios.
Precisa se de um bom Cozniheiro ja
de idade: em casa de Me. Calmont S Coin-
pauhia ra da Cadea teiia.
_ Precisa-se de 4ao>0o dando se Gi-
mas : aununcie.
_ O Proiessor de Geo^rafia e Histo-
ria do Liceo convida a louus aquelles que
quiserem unan icular-se em sua aula par*
compareccrem no memo Liceo das 10 bo-
tas ao meio da, a lim de aeie.rn matricu-
lados.
__ Urna Senhora. branca muito lio
nesta se oil'erece a ser ana ue lene ; quem
precisar dirija-se a ra Direita padaria dt
Francisco Jcs Monteiro.
_ Precisa-se de uusa mullier para fazer
o servico tulerno de urna casa : na ra do
Rangel ao segundo andar do kuorauo Da-
cuna aa.
_. Perdeo se no da 12 docorrenle um.
chave grande de wa-i de.de as 9 puntas
at o largo do Terco ; quera a acou di-
rna-se as 5 ponina veud* 10 que ser
jccOI pensado.
_ A quem desaparecco urna africana
com urna cria ou quem se julgar lera ella
direiio, procure ao lttueule loruuei Jo-
aquina u'Auuuuacio siqueuu Varejao ,
qudala delia noticia.
__ l)a-e a juros de 2 por cenlu ao mr
aobie Grutas a contento a quanlia Ue un.
couto e duteuto sal rs. : iicu l'ypwgrb
se dua.
_ A professora paiticular, que mu*
no i.a andar du auai.du 1). tu dclroule Uo
Tiieatro, avisa s auia uiscipu.a-, o o queda
coovrer que coutiuu uu i-Xeititto de seu
niagiateiio.
__ A pessoa que annunciou 110 Durio de
Ouarla teira terjiaiu alugai- o prelua di-
iiia-se ao aimasoui de uiadciruauo puilu
U4s canoas da la nova elronle do lauque
de agoa em uina casa nova que anula c,ia
B ctixfco a fallar com Uouiiu^us Uodn-
jjues e A/.evdo, ou auuuucie u mo-
tada. .
De&eja se Lilur com o Sur. Autinio
Dias da Costa qu veio de pasage
Barca de vapor S.Salvador da Babia;
ra'da Crua u 27.
Avisos Martimos
FRETA-SE o Hiate Sao Sebastio, Mrs-
tre Joaquina da Costa para Mncei ii
0 Aracaiy 00 outro qualquer porto : a
tratar coro Jos Gousalves Braga junto 'O
aico deS. Antonio.
PARA O HA V BE a Barca Francesa
melia Capito Guillebert sabii at
do mez coi rente ; quem quiser carre
ou Mr de passagem para o que tem
lentes commodos dirija nejaos seus
signatarios Lenoir Besochbl & Puget.
PARA HAVIBURGO, lera a maior jar
te de sua caiga promla e sahir at o hca*
1I0 mez o rquilo velleiro e benito Brigue
Hamburguez Cami'S forrado e encavi
1 liado d>i cobre ; quem quiser carregar ou
hir de passagem diiija-se aos seus corisi-
gnatarios N. O. Bieber run da Cruz u-
mero (.i.
FRETA SE para qualquer porto da Eu-
opa a Gil ota Holandesa Harmona mifi o
veleira e forrada (e robre a tratar com
os seus consignatarios N. O. Biebi-r ua
da Cruz.
Rap de Lisboa ultimamente chegado
a 5o rs. a oilava Jangua pernambncanas
de cera de carnauba, .de G un libra iguaes
hs de-Lisboa navalhaa de baiba e ca-
ivetes auprefinos, e outras muitas miude-
zas tudo a pnco commedo : na ra lar-
ga do Rczario Toja le miudezas 7.
Rap montando o princesa de Lis
boa por pn-fo commo.lo e de qual.da
de superior: em casa de Me. Caloiout &
Comnanbia ra da Cadea vlha.
_ Quatio escravas entre estas urna boa
eicrTva com urna linda ciia, a qual ja se
pode tirar amaina e a dita escrava serve
para criar po/ ter bom corpo e he inu-to
sadia : na ra da Peuha no segundo andar
do sobrado D. *). ,
Nacas, de Fox & $lodart, ha uin
bom sorlimeulode maquinas de vapor, de
condensaco, e alta p.esso de forca
de 4 arrobas, 8 cavallos Unto para en-
genlio de assucar como serraras de madei-
r'as, e outros quaes quer fins a que as quei-
rao aplicar; igualmente tambero se vende
iissentamentosde taxasde Ierro lauto coado,
como balido de todos os laman boa e quali
dades ; assim como, mais um magnifico
soi tmenlo de moendas de ferro para osen
genhos de lodos os tamaitos tanto ver-
patos a botinados de bom bezerro sapaid,
de duraque para Senboras e meninos, di-
tos de coi da van ditos de duraque selirn
e marroquim irancezea fcotinzinhos e sj.
patinhos para meninos chinelas para hp.
mem sapatos de bezerro francs de sol
fina e grossa chapeo do Chile de todas as
qualidades e bichas de boa qualidade
tudo a preqoeoromodo: na praca da Inde-
pendencia n. 7, e 8.
_ l'ara fora da provincia uma escra-
va de Angola moca de bnnila figura ,
sabecoziuhar, engommar ns.boar co-
ser cha e propria para lodo,o servico de
urna casa : na ra do Livramento D. 4 io-
do da pracinha.
jEscrfivosFiigidos
C o ni pras
__ Um porcio de lijlos d alvenaria ;
na ra nova U. 9.
' G.fobos de vidroou mangas de pen-
durar ja servidas : a fallar cora o Em-
presario do Tlteairo.
Dos esciavo ladinos, mocosa sem
vicios : na uta da Cadeia em casa de Me.
Ctlmont & Companhia.
Ven d s
N- ijaOr.- miuorezss na ra la'i,- d
I'.,.' 'lio L). 7 mmicj pupa (> i... lrlt-> ,
modernas de Rossine e varios aulbores,
em livros'de todos os tamaitos encader-
uaco franceza chegadas uestes dias e
por preco commodo.
Potassa Russiana em barris de 4 ar"
robas : em casa de Hermano Hebitens, ra
da Ciuz IJ. ai.
_ Urna negra de naci que represen-
ta 20 anuos de idade, faz lavarinto e todo
o servico de urna casa : atraz da Jgreja da
Matriz da Boa vi,ta casa terrea juuto ao so
orado do Vigtrio do Cabo.
Urna negrinha de idade de 10 annos
loj de ferragem Da-
turas : na ra nova
cima 10.
Feixes de lenba muito secca que
costuraao a carregar os pretos na cab-ca ,
de bom camprimento e g'ossura, entre
os ijities se aproveita muito vrame para se'r
ca e por pn-c > convmodo ; adverle se
que sao mais de 80 feixes, e caso agrade
ao comprador se continuar a fornecermeo-
salmente quem quiser aiinuucie.
Um violio com excellenles vozes e
por preco commodo : em fora da po-1
1 eoiia 'e Jos Martins Pinbeiro.
l'otassi em barris grandes t peque-
os por preco commodo, e de muito ba
qualidade : cm casa de Me. Calmont &
Companhia ra da Cadeia.
JJoia moleques de naci cambnda,
com idade da 1.4 annos du bonitas figu
ras um cscraro de cor parda bom er-
iador e canoeiro, com ai anuos de idaJe,
sem vicios uem achaques e vende-se poi
preciso ; um dito de 4o annos de idade
muito forte sabe cozmhar, e he muitf
Gel: passandoa Igreja dos Martirios u
1. andar da primeiro sobrado.
5o moios de sal, pouco mais ou me
nos, e. chegado ultima mente de Lisboa
a tratar com N. O. Bieber O Compauhia
la la da Cruz i). 63.
_ Urna venda na ra Direita D. 20, co
poucos fundos : a tratar na mesma.
-- Urna bonita escrava de 24 a a8ann
dei dide cozinha o diario de orna casa
engomma e faz |odo o mais servico : n
rus Direita do lado da Igreja do Liviauwir \&x,
lo sobr'do D. 20,
licaes como hoiisont-l, para animis e
p&ra agoa e da mai* superior conslruco
das fabricas de Inglaterra ; havendo de
mais a grande vanUgem dse mandar um
engenheiro sendo necessaio faser qualquer
assentamento dss referidas maquinas; ven-
de.-se mais bombas de ferro vulgares ,
ditas de patente, chamadas de repudio;
o nutras muitas fazendas por preco commo-
do ; os pretendentes dirijo se a ra da
sanzala nova D. 1.
Os livros seguintes : Lices de geo-
grafa e chronologia do eusino da Un
versidade de Coimbra nova geografa do
annode 18J7 em francez por Crozal ,
grammatica ingleza por Ja:ob de Castro,
log>ca de .Condiliac em francez, lingoagem
da razio fbulas de la Fonlaiue, as obras
do Guardo Livro moderno e a< odrs de
Horacirt em porlu'guez : no atierro ta Boa
__ Uma comodi muito bem feta : ns roa da Peuha no se-
gundo andar do sobrado D. 7. ,
_ Uma canoa abeita anda em bom es-
tado, eque conduz 5oo lijlos de alvena-
ria grossa : no eslaleiro de Francisco Jos
Maris, defronle do convenio de S. Fran-
cisco.
Tres propriedades, sendo uma na
rui da alegra bstanle grande, moderna,
e assoalltada un solio e trepeia com
varauda de ferro na frente e com cano
para desaguar as agoas do quintal para a
ra; outra no coi lume dos Coelbos junto
a olaria do Sr. Miguel Carneiro feta a
moderna com solo e trepeira oites
dobrados com giaude quintal que vai al
a carabea e com terreno ao lado para edi-
ficar s outra grande casa e a outra na
solidade junto ao sobrado da viuva do Mar
lilis, leudo um grande quintal com alguns
arvoiedos de fructos cacimba c reno a murado na ireiile que se pode
edificar duas grandes qasas : a tratar na ra
de S. Gonsalo D 11 ou aimuncie.
_ Uma preta de nacao de 20 annos de
idade sabe cozinhar, engomroar, e lavar
roupa ; e uma raolt-ca de idade de i. i5
anuos com bom principio de fazer o ser-
9o de uma casa : ua ra de Agoas verdes
D. 37.
-- Ou alngi-se e troca-se diariamente
vellas de cera demeia ijuarla at toucheie
ros por preco commodo: n< ra do Ran-
gel D. 9 sobrado de um andar.
_ UmaesiraV ci.ouU moca e de Lo-
nila figma pejada de .} mezes e quando
esi parida tem muito 1> ,111 leite para cnar ,
lie bou engomotadeiia co/mba o diario
de uma casa eosaboa Lz llores, e cose
cha. a vista do comprador se dir o motivo,
pielere-se para (ora da provincia ou para
o matto i quem a quiser anuuncie.
_ Por preco commodo 120 naves de 4
palmos de comprido e alguaias de mais
de palmo de grossura e 180 ditas de 35
at 38 ditos 3 de 45 ditos a ditas de
Go ditos 20 ditas de cainacari e 3oo
caibros ludo por preco commodo ; a fallar
com Luiz Jos Marques, que-far lodo ne-
Roga-se as aulhoridades policiaes,
eapilies de campo e p-ssoas particulares
desta e mais comaicas1 hajao de erapregar
-iras vistas sobre um escraVo de naca ^s-
sange de nomo Jos idade de ao annos ,
estatura baixi grosso do corpo cor pre-
ta poUca barba tema pf-rna direita bas-
tante grossa de erisipela procedida de uma
dentada de cao, fugio no dia a4 de Dezem-
bro do anuo passado cujo negro ji foi
vislo em Nazirelh por isso que desconfia-se
estar acoitado em alguma casa pplo que se
protesta com todo o rigor da Le contra
quem o tiver oceulto ; assim como qiiem o
pegar leve ao seU Sr. o Major Consseiro ,
no Bairro da Boa vista casa terrea junto ao
sobrado lio Sr. Vigario do Cabo por de-
traz da Matriz.
JNo mez de Novembro do auno pas-
sado fugio um preto de-uoine Joaquim, na-
ci heuguella idade de 30 annos esta-
tua regular cor bastante pieta p direi-
to enfhmado oj ddos da mo alguma coi-
sa alenos levando vestido uma calsa da
linhaca, e uma jaqueta uzada ; esse es-
cravo foi do finado Joaquim dos Santos
Ferreira do engenbo cotunguba ,# hojo
acha se t mbargado p> la Senhora D. Joa-
funoMtria l'ereira Vianna ti-n'lr. Wull
Ut-pusiiirto-, IVdr. 1 Ignacio de Miranda ,
antro siin o referido tscravo foi acostuma-
do a vida cempestre e por isso he de so-
por que a sua fgida fosse para fora d*
Cidade ; quem o pegar leve ao dito dejiosi-
tario na ra do Livramento D. a que ser
recompensado.
Em Noverobro de i838 fugio doen-
genho Teixeira, junto a Villa da Goianna,
um molatinbo de uoma Malhias idade de
ao anuos, baixo grosso do corpa, I-
gum.i coisa escuro, e bonito de reslo. So
me.ido de Jaueii do coi rente fugio do
engenbo Caxoeira juuto Villa de Goi-
anna um negro de nome Felippe de na-
ci angola idade de 60 anuos, alto ma-
gro cab^Qa comprida lem na boca dois
denles de menos na fenle e foi escravo
nesta praca do Sr. Estevao da Cunha Meu-
des Azevedo ; quem os pegar leve uas bar-
renas no bairro da Boa vista era casadle
J.'- Antonio Alves da Silva que gratif-
cala.
-- No dia ai do p. fugio um negro de
nome Manuel, baixo fe grosso do corpo,*
de nacao S. Thom, tem a falla muito va-
garosa no p uireito junto ap toruozelo
urna grande costura proc dida de uma fe-
rida que leve levou vestido calsa de es-
topa grossa e camisa de algado di mangas
curtas e levou com sigo um caneco pmia-
xio de v Joaquim de Souza finio, que giaiihcai.
Movinientodo Porto
INAVlOSAilADONODIA ta
TRIESTE ; Brigue Inglez Malcolm, j\ll-
tre J. Maleokin c.nga assucar.
OBSERVACOENS
Entrou dentro do Mosqueiro o Brigue In-
glez l-'aniiy
(OCIO. .,
p Botins de Lisboa meios ditos, sa pBRs. baTtf, db *. r, pb r, H>ig.


Full Text
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