Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03733


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Full Text
p
^-"
ANUO DE 1839. QA.RTA FfilRA
CAMBIOS.
Fevereiro n
londres > 1/a 3o 5/4 Di. St. por ifooo ced.
Lisboa 80 por 100 premio, por metal, offerecido
Franea 3a a 3a5 U. por franco.
Rio do Janeiro ao par.
Moeda da6#oo UI700 ai yelhai novas ^/ioe.
4fooo8#iooa Sfioo
Peoi Coluranario 1 jf63o a 1 f65o
Dittoi Meticauoi ifooo a i|6o5
Pataces Brasileiro i|6jo a l|6So
Premio dai Letra, por mex 1 i|4 1 i|3 por loo.
Cobro ao par
PARTIDAS DOS CORREIOS TEKRESTES.
13 DE FEVEREIRO. NUMERO 3*.
Todo agora deptnde da nb raesmo ; da nossa piudi.i>
moderaco o energa: conlinuemo como p'i iiici|>an.c*
e. aeremos apontadoa com admira cao entre ai Hafffe* n.ais eul'
tu.
Proclaraaco da AMtmbfea Garal do Braiil
Sabacreve-se para alta foftra a 3|ooo n. por quartal, pagos arft-
antadoe neila Typografia, ra daa Grutas D. 3, ana Piara
da Independencia D.Jt-j e 38, onda a receben) oarritnett-
deociai iegaliidi, e annurcio iotirlndo-te ettts giali
lando doi proprios asiignann, rindo aitigoado.
DAS DA SEMANA.
Cidade da Paraiba a Tillas de ana pretcofio .
Cidade do Rio (randa do Norte, a vilU Idera .
Cidade da Fortaleza a Tillas Idcrn......
Villa da Goianna.....,.
Cidade de Olinda ...*
Villa de Santo Anteo...........
Oita deGaranbum a Povoaco do Bonito.....
Dittas do Cabo Sarinhaem, Rio Formoio, a Porto Caito
Cidade dai A4agoai, Villa de Macei......
Via de Pajau' de Flore!........ .,
Todoi o corraioi partera ao meio dia.
! Segunda' S**a feirai.
Todoi os diai.
Quintal feiraa.
Diai 10, e <4 de cada
Idea i ii, a ai dittodido.
dem idem.
dem 13, diltoditte
ii Segunda S. Lasaro R. Audiencia do J. de Direilo da 4. vara de rnanrr.
a Terca S. Eulalia V. M. R. de manbi e aud. do J de D. da i. Tara de manhV
13 Quarta de Cinsa rjejura atea Pa coa excepto os Domingos; S. Gregorio a. P. Na
4 Quinta S. Valentini M. Relaco eaud. do J. de D. da a. vara de manba. La
lior. e d minutos da mauh. *
i5 Seila S. Faustino e JovHa Mni. Se. da Thei. a aud. da J. de D. da i. v. de m.
ir> Sabbado S. Prolirio M. Kel. de manb. e aud. do V. G. de t. era Olinda
17 Domingo i. da Quaresnra. S. Silviuo B.
Mir cheia para odia de FevereirO.
As 4 horas e 3o minutos da inanh. Ai 4 oras e 54 minutos da Urde.
o lia il'tsp.
iNuva a 1

m s f
PARTE OFFICIAL.
PERNAMBUCO.
COMMANDO DAS ARMAS.
Expediento do dia 8 de Fevereiro de
1839.
Officio Ao Exm. Prndente, remet-
iendo Ihe, <* informando orrqiierim soldado Reformado Marcelino Lopes de
Lima que a S. M. I. solicita va a G1 ac de
mandar que loase extencva a seo reapeilo
a ResolucaS d'Assemblea Geral de 5 de
Agosto de i&ij, concedeodo Ibe urna I'en-
ca mental de ios'res por ler perdido
urna peral no sei vico Nacional, e se adiar
em Idnticas riicuiiatanciaa doa-qua forn
pela relerda Lei graciada.
Dito Ao CapitaS Oommandante inte-
rino do 4** Corpo d'Arlillieria duendo
llie que duut soldados de nome Manoel
Jos Francisco marcharan na Brigada
Expedicionaria a Bihia una pertencente
3. Companhia e ouiro a 1. do Corpo
do seo Commando, que a da 3. falecera no
Hospital daquella Provincia de hum feri-
roento que recebeo no ataque do dia 17 de
Fevereiro do auno p. p. e o da 1. fora
aimplesmenle ferido no da 4 de Janeiro
do mesmo anno. Que estes ero os e*cla-
recimentos obtidos e por e|le solicitados
acerca de semelhante objecto.
Dito Ao mesmo, remetiendo-Ibe a
guia do soldado do 7. Btlalha de Cas-
aadores addido ao Corpo do seo interino
Commando JuIh Ribeiro da Silva de-
vendo lira/-I he os vencimeutos, que se
Ibe eslivessem a dever segundo a mesma
guia menos a Elape que someote se Ihe
abonara do da em que passou Gcar
addido.
Portara Ao Major Commindante do
Depozito mandando d ordem do Exm.
Sur. Preiidente dar demicaS ao lecruta
Luiz da Franca filho de Maria Gomes,
reciutado pelo Prefeilo de Gomia por
naO estar no caso de servir na 4Primejra
Liuba,
jar rromens que tenbf o sido Soldados pe-
lo menos 4 anuos e que nao sejao muito
velbos para sereno empregados em limpe-
xa de armamento,: quem estiver nestas cir-
cunstancias e quiser dirja-ae ao mesmo
Arsenal a Talar com* o Director. Adver-
te-se que devem vir munidos'de suis es-
cutas no caso' de nao seren condecidos
pelo mesmo Dirrctor.
Arsenal de Guerra g de Fevareiro de
1839.
Jos Carlos Teixeirt.
Director.
OBRAS PUBLICAS.
Precisase de quatro Serventes .para
traba Ida rem na obra do Quarlel das Cinco
Ponas quem como tal e quiser empre-
gar dirija-te ao Sor. Tenente Joaquim Jo-
te 4* JtVeia Nvi ao aneamo Quarlel pava
Ibe dar trabslho.
Inspecca das Obras Publicas 7 de Fe-
vereiro de i8jy.
Moraes Ancora.
Pela Administrabas Fiscal das Obras Pu-
blicas se arrenda orna casa terrea no lugar
do Manguind para servir d'Armazem pa-
ra recolber os materiaes e utonsis perten-
cenles sos trabadlos das obras do mesmo
Manguinho : a pessoa que a tiver e qui-
i< r arrendar pode comparecer na Salla da
dita Administraca para tractar do seo a4
juste ; assignar o termo d'arreodamento.
Amaro Francisco de Vloura.
Administrador Fiscl.
Policial, por ter eipancado a 1 mulher pe-
las 11 doras da noile; Amaro Jos, pardo,
por um soldado do mesmo Corpo, por ser
encontrado a correr a ca vallo e ter pisa-
do urna mulher ; Joad preto escravo
do Reverendo Goncalve* de tal por ou-
tro soldado do dito Corpo, por ter dado um
empurraS em outro de que deo huma
grandequeda, e fcou astas maltractadi;
Joi5 pardo alienado por lium paisa-
no por telo encontrado n vagando pelas
ras com escndalo da moral; Vicente,
tambem pardo escravo de M a noel de
Queiroga pelo Sub Prefeito da Fregoe-
zia de Santo Antonio por ter furlado u-
mas tabuas teu Meslre ; Jos preto ,
escr.ivo de Manoel Ferreira peU primeira
Patrulha do destricto do Corredor do Bit-
|o por ler sido encontrado sobre um ca-
vado em osso, e fater-te tuspeito de o ha-
ver luilado ; Manoel Pe&Un* pardo, pe
lo Commissario de Polica do deslncto da
Capunga por se nio ter querido prestar
ao servico da pohcia; e Anna Mara,
branca pelo Comvissaiio de Polica do
destricto do Manguind, por ter de cosiu-
me acoulr ladiea, e assassnos.
E' o que eousia das partes boje recebi-
das nena Secretaria.
Dos Guarde a V. Esc. Prefeiturn da
Comarca do R cife ti de Fevereiro de
ltijpetc.
Diversas liepartijoens
MEZA DO CONSULADO.
. A Paula be a metma do num. *?.
COUREIO.

O Paiaxo Bom Jetus recebe a mala para
o Rio Graude doSul 110 da i4 do cr-
reme.
A Sumaca Dtlinira da qual he Meslre
Jos Junquim Alvrs sai para Ceai 110
da ao do cnente.
ARSENAL DE GUERRA.
O Arsenal de Guerra pieciti ,je engs-
PREFEITURA.
Parte do dia 10 de Fevereiro de 1839.
11 Ira. e Exm. Snr. Parlecipo V.
Ene. que da parles boje recebidas nest Se
cretaria consta somente, que foraS presos
doutem a muida ordem para terem desli-
no ; Manoe| Ferreira do Sacramento, par-
do pela 1. patrulha do dislricto de Fura
de Poitii, poi ler sido encontrado tarde
da noite e laser-te suspeito ; Joto J. se
de Moura preto pela 1. patrulha de Ca-
vallara de Puhcia pelo mesmo motivo j
e Jos Francisco Vieira, indio, pelo Com-
missario de Polica do dittiieto do Mangui-
nd por acoular Udroens e assassnos ,
com ot quaes vive de intelligeucia.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeilura da'
Comarca do Recife lo de Fevereiro de
1839. Illrn. e Exm. Sr- Francisco do Re
go Barros Presidente da Provincia.
Francisco Antonio de S Barreto Pre-
feito da Comarca.
Parte do dia ti.
Illm. e Exm. Snr. ForaS presos llon-
lem a miuha ordem e liveaa o compe-
tente deslino : Ropgon Inglex America-
no pelo Comma 11 danle da Guarda das Di-
versas Rendas por ter lunado hum pouco
de dinbeiro Vicente Ferreira de Souti ,
p/eto, pelo Quicial de Etdo do Corpo
A Franca e seus Bloqueios*
No Despertador de 2 do corrente echa-
mos extrada, da correspondencia do Naci-
onal o seguate : --
Ja temos feito conhecer a 8. M. o Rei
dos Franceses que se quer divertir-se, e
enlreler Ma Esquadra com um bloqueio e
guerra injusta sobre a repblica do Mxi-
co nos o nao consentiremos .. 1 Em urna
p Uvra i em mostrando os denles qualquer
i\aiao,por pequea qVja o Govemo Fran-
cs abale sua irae iudgnacio, segundse
vio com a Su isa e com os Estados-Unidos
da America.... ,
Falla-se que o noso Governo exige da
Franca em harmona com a promes>a sa-
grada do piincipe de Polignac, que era
primeiro Ministro a evacueeao de Argel,
de Cuuslanlina e oulras conquistas. Re-
pito que assiin se diz, o nosciiculos melho-
res informados.... Deque at esse mo-
mento tem divido coriespoodencia desa.
gradavcl eutie os Gabinete de Pars e de
Londiei, uso ha duvida; poiem se he
sa ordem e o destino da Esquadra. S
os Ingleses, dis elle, nao vio para ajudar
o bloqueio do Mxico uer como inmi-
gos, quer como amigos, o que he que pre-
tndeos faser ? Ea attitude de mera ob-
servado nio he digna delles, e nio sera'
desatenciosa paraos Franceses ? Nio sera'
expor a pax do mundo a ulgumi rivalidade
dos officiaes, alguma desinlelligencia ca-
sual o por assim em presenca dous Corpos
armados, cheios de ardor e de coragem ,
e que be observio com ciume ?
A' vista dos dous fechos, quesebamos
de notar he de crer que emfiu a Ingla-
terra vai dispertando do letdargo de abali -
ment, em que jasia e de que se ia apro-
veitando a Franca para sugeilar a seus ca-
prichos Com inaudita aburo d.i loica as na--
cr> da Ameiica alliadas tio teis da In-
glaterra, e que dando sabida a tantos ;
Mvroa de sua produces oceupao e ali-
meutio sua populacao inaouf ( ureir.
Entregue o lvre curso das couzas, a In-
glaterra nio tem que reoBar na Franca u-
ma rival meicantil especialmnile com as
^acSes Americanas, se poiem licito for
Franca aUpplantar a Lib. nl-de e Inde-
pendencia das Nacoes Americanas, e ga-
obar pelas armas, influencias, quem sa-
be ae ella niu dominara' nos iulerescea
mercan lia?
Felizmente a Inglaterra pelo que vemos
dispertou e ella nio consentir' que essa
Necio v sem ( nem lealdade augmen-
tando si-u territorio na America amea-
bando os Governos legtimos, suscitando-
Ibes difficuldades com estravag,n[es blo-
queios, incitando nbrlIiSes, e piotegendo
rebeldes, juntando suas amias as delles pa-
ra supplantaim os govrruos eslabelecidos
que de cerlo nao saenficario, para ob-
terem si u poio, os intereases das Na-
cSes a quem presidem ; emquaulo que os
cadilhos icvoltosos os baraleaiio as tuat
exigencias.
A quem duvidar do que levamos exposlo
sobre o comportamenlo da Franca pedi-
remos q' se record do q'fez ella com Frd-
cto Rivera contra Oribe e com o Urasil
na margem direitado OVapok.
Quando os tratados sao claros quando
sua letia nio deixa duvidas, quando tonga
pojse tem confirmado nosso direito a
Francaaproveila-se das perliubncdes das
provincia que confina 'com sua Colonia da
Ge ya na, e invade a parte do nosso terri-
torio que Ihe faz couta e ahi caiah.-lece*
presidios militares, e quando a piofineta
se aclur pacifienda, quando o Biasil re-
clama a observancia dos tratados, a reapei-
motivada pelo do Mxico e de Argel, pela
escandalosa connivencia, que bouve por I lo de seu territorio a Franca nao tespii-
a entrada da Priuceza da Beira e o filho de, ol responde com mofas !. 4. E ainda
mais veld'o de D. Carlos, em Hespanha ,
ou pela postes sao ioicoza, que tomaram
os Fiancezes do teriilorio Biasileiio, con-
tiguo ao Amazonas, nao posso cerlifical o.
Lk-su no Jornal do Commeicio de bou
tem um artigo doCourner Flaneis em
que tsse Jornal se mottra muito escanda-
llado por ha ver a Inglaterra mandado urna
Esquadra para a Costa do Mxico. O re-
dactor francet fat largas riflcxt sobre es-
la quem neslas ciicunslancias che qu9
a Franca he urna Naci am iga do Brasil,
que convem com ell ca e por intermedio di I-
la tratados e allia ticas i l ... Nio ; antes dn
ludo o qae devemos exigir da Franca be a
evacuacao do territorio B'rasifeiro sio ga-
rantus contra novas uzurpicSes. Cjuando
a Franca no-las liouver prestado, ciopo-
der-nos-bemos ligar com ella sem receio d
s.4 f pnica, sem descufiniv* de sutf-



- .' <"
OTARIO DI PKRMAMBUGO
r~:--------
SS^iipS
e-otn

tras occullu intences.
Ftlisroenta se pouco cuidadosos toaos
da manuteocio da Integridade do Imperio,
que oo lie meos alineada quando has-
teiio os Bentos Gonsalves e Sabinos, o
estandarte da rebelio as provincias do
imperio, doqne quando basteiioo Pav-
Iho da cccupaco eoi seu territorio, se
por isso que sanaos Traeos soffrenjos coto
resignacio quaesquer insultos, t cobarde
nao temos a neeissaria* energa par os
os repellir ou ineptos nao adiamos meius
de o alean car 5 outros vi/io que lomando
en) mi nossos direito.aaparando-nos con
su* protectora tutella obriguem l'raiici
a evacuar noso teiritorio, a respeitar n.s
sas fronleiras.
Se acndilarmos no roriespaiitenlrt do
Nacional transtriptos pelo Despertador, i
Inglaterra arreganh* os denle* para a Fran
ca, e entre as cous-is que as movem a egsaa
demnstralos sjipp ;em se que huma he
ou podese.r o cccupc;ao do territorio Mr-
sileiro : D-'Us qu**ira que assim seja. l)e-
us queira tendamos de dever esse f.vor a
Inglaterra t- que nos a diplomacia sij
bastante Inbil pia slcanca e>w firaiinn-
lera Integridade do Imperio, su teuwi
sua dignidade.
(S.te d'Abil)
w
Variedades.
CULTO.
Culto lie liomenagem, que rendemos a
Deus, porque he mrew s ibera.riO Senlin*
Distiuguem se duai qualidedei de culto .
oin inte, ior e nutro exterior : o iule.iioi
he vanavel e de huma obrigicio a m*>
absoluta ; o exterior nio lie menos neces
ario na sociedade rivil, anda que algumas
vese*dependa dos lugares e dos lempos.
O rulto interior reside na aJni*. A n-
rliuacio natural que os homens |jtn par
implorar o socorro de u n ente supremo as
suas calamidades, o amor, a veneracio,
de que se ellas vem possmdos, quando me-
dilio sobre as perfsicqes divinas roostia,
que oculto interior he o resultado d i s lis
jes da rasio eemant de bum ins|nrtp na-
lufal. Elle he fundado sobre a adroiraio,
que excita em nos a idea da grande/a de
Deus ; sobre o recouherimento de seus be
neficios; e sobre a coofissin de sus, so-
berana : o cor-co penetrado desUs sen-
lmenlos, exprime os p.lo maja vjvo r-
coohecimento. e pela m sis profunda b-
ruisso. Eis aqu as ofrendas,e os sacrificios,
dignos do Ente snpiemo ; eis aqu a verda-
dero culto que elle exige e que elle ap-
prova : tambera aquella, que quera esta-
blecer no mundo jems Cirsto, quando
a mulher Samaritsna que o interrogan!,
se era sobre a montan ha de Sio ou so-
bre a de Semerio que ele deva ser adiado
res/iond oq'os verdadeiros adoradores adora-
rlo em espirito,* verdade. E* assim q'tinhio
adorado a priroeiros paje do gneros ho,-
uiann que se chamo patriadlas. De pe,
agentados, deitados, com a cabeca cober-
n ou dtscuberla, elles louvaviu a Deus,,
bemdisia-no, protestavao-llie seu amor t>
fidelidad* ; tsr* contiiiuamente a divindade
apresentaaaaseu espiito tm todos os lu
gares ; elles cra-na em toda a parle :
toda a .upeificie da teira era seu templo ;
cujo torro era a abobada celeste. Oculto
santo, e desligado dos sentidos nao durou
por muito lempo na sua purera ; ainuto*
i6 se-lhes ceiemonias, e esta f0i a poca
do Uv decadencia, Eu me explico
O* bomens jusjanu-nto convencidos de
que ludo quinto pcssui.i peitenci* so Se-
nlior do universo' cier.o que era deaen
dever consagrar llie parte disto para lser
liumenagem d.. todo : l-qui nsseeraG os n-
cuficios, slibacSes, e^,s clrendas. K
i.o estes actos de religia s praticav^G no
meio do Campo ; poi(|ue oso hava anda
neo cidades nem UUs, era ca*aS i no
decuiso do lempo ii.constaucia do ar, e a
intimperiedasf-stacf loram cauza de se
faserein estes exercicios usa cavemos, as
rovas, e as choapana* para isso cuns-
titudas ; d^iju a rigem dos templos. Ca
da quai no principio fasia pesioalmeu-
meiue a Deus a sua l; ficio: ao depois esrollieam-se Jiiunus,
singularmente destinados a -taa iurictes -,
dabiaorigem dos padrea, fintas, IwaeM
vez Uiattiiiidos eaHe vil arfo risirelaMnt
o aparelho do culto exterior f dahi a rignm
das cerimooias. Uea wentario jog >s ,
danesa, que o por* aoiafuAdio cop a re*
ligo, o que nio ena ajniq,ie a sombra e
9 casca parecau essenmal ; e * uo numi'ro .le sibios coaterrou o lor.d*-
d*iro espirito do culto.
Entretanto a origen) do cuka exterior -
ra mu pura e mili innor-eute ; oa m.
meiros homens se lisongeavii pir m-u
de ceremonias sigiiifiostivas dse prou
siiem n coracao os sent meatos, q ie ellas
exprim.io : resultado fui mu !iVe loque se pensava,- porque oe aj,obul torio tjmado peJa eiui m-smo ; a r.-li-
ligiio o cousistia oos sir-rificiifs", nss of
frendis nos engomas 4e. e oque lnh<
sidoestahelecido para excitar ou vigorar
piedad sorvio de enfrsquel-a, e de ex
linguila.
Comoaa luses da razio nada dietsvio de
preciso sobre o modo de honrar "exterior-
meo|e a eus, casia pov0 ir.veulou im
culto \i a *e go^te : ajusta divieso ceM
i.i espantosa deaordem, iginlnien'e con
team n santidad- da lei primitiva e a fe
licidade da s-ciedade : as diff-rentes w\.
las que formn adversid-.de docilito,
jU'-rio s mulu deaprese, animosidades r
odio : dahi as gu rras de religiio, q,ie tem
feto correr tanto aaague.
Mas por isto que ka extranhos ahutos na
pralica do Culto exterior, aegoe-se pnr
ventura, que o culto .testa especie Md-va
r-j. ilar ? Nao certtmsnte ; por que elle he
'uuvavtl, ulil e mui avanlaj..so p>iS
contribue mais efhY-mente para o
pralica deate cuite soexerce com msior,
ou menor pompa e aimplicidade com
aa demoostrogoevif de penitencia ou de
alegra mais o* Renos sensiveis. N*
este O lof-r VOpro de ecamioarmos os
diversos Cult<> aloQiristaiiismo que exis-
tamoJH, u* ff^rmos as suas avanta-
BCIIS 041 W-eeai* defetos ; ser-uuB-a suf-
ficieateilsser que o mais racionavel 0
mais d'lfno do homem aquelle, que em
{paml e* o mais livre do entliusiasmu., e da
f*P"rslcao.
O Culto rendido ao verdadeiro Deus
smente chama-se Utria et- mesmoCul-
to transportado do readur ;s creaturas,
chama-se idolatra. Os (3si lid icos nnme-
io Cu'lO de iiyperduli* Hquellu que eHej
rendem Vrg-m ejdulia aquelle,- que
elles rendem afl'piltros Si utos.
( Traducido do Cavalhejro de Jaucurt. )
CRELDADE.
nada
imperio d piedad^ do que ter d.-bnxo d>s
ulhs os exemplos e modelos de,. ,irltt.
le. 0-a estes exemplas e estes modelos
nao pudem ser trucados se ni. p-loet cto%
exteriores de religiio e das demonttr*o5
es sensiveis qu.e\s aprmfntaS cert,,
que abol-ca de un Culto eiterior pre-
jud caria directamente ,.o b-m da iocieda-
dp humana em g-raJ e de civil em particular qu,.do mesmo o
Culto interior nao fOSJn extineto. Con
feSSO, que Sendo Deus *uicie| ,.M. exe.reil
no todas as ussas home>Mgens nao po-
de augmentar a sua gloria ; comtudo el-
aa. ervem df pir nos em estado de cum '
primos ao ilhoi nossos de veres e dft Irabs'
lliarmos deste modo p.ra a nosso propri'
felicidad*. Emuma psla.ra ecessida
de dos actos de m culto exterior, aind*
que desgracadamente se tenh aburad-
delle he com tudo fundada sobre a mes
ma natoresa do homem e sobre o inte
resseda sociedade. Esta sociedade he
fela de modo que nao parece qu- huma
rel.g.aS puramente epintual ||, fosse da
um g.ande uio, visto que todos oa homens
nio ssolgualmente capases de conhecer o
que elles de vem a Deus, nem igualmente
cuidadosos, dt pratical-o de nodo que a
maior parto dentre elles ten absoluta mente
aecessidadod* serem movidos i esta prali-
ca por meip de iustrnecoens, e de|exem-
plo dos outros. Simple* discu-sos serijo
iiisufficienies-os ignorantes, e eo povo ,
isto a rqaior parle do ge,.ro humano [
sa5 preciaos ohjecios que Hri os senb-
dos que desper'era a alteocad ; sifnaes e
notas, represeuUlivas renovadas p'epetu-
mente, sem u que com facilidade a Divin-
dade seria esqu cida.
Em fin o homem se nao pode dispensar
do* actos de um Cullo exteriur seno em
certos tempoa em certoa casos raros ;
por rxemplo quando no sen exercicio!
o homem so expo>es>e a algum grande mal,
e quando sua omisa 5 nio importo algum
abnegacada reilKia, nem algum signl
de despieso para com a ma;;etade divina.
Seo s^hiu h ridadode todas as repunli
cas ,^elie oa6 he o padre de todos os de-
Oze2i elle nem deve abjurar o Cullo de r*-
ligiao qe approve em *oa alma nem
pedubar o dos outros : mi o culto sppa-
iece aseesolhos, mesurado com praticas
su pe ranciosos a repreliencivea elle re-
prova esla liga impura lajiiais a igno-
rancia daquelles que a adopU a Ir ata
de i xclarecd a sem -esquecer ja aaais, que
a peisrguicaohe um fiftto. do fanatismo ,
da tirana que a reli;;i reprova.
FinaJmeiile, todas as n-cteus ChrislVs
prat.cao cora cuidado um Cuito exterior ie
rehgiao ; a^aada a f eme de eado
urna
A. Cru.dd*do e va* paixo faroz .
que cootem eos M o ligar, a iuliumanida
de, -i mi: loimiseracSJ. a vingausa eo
diarer, que tem o cruel d obrar mal por
e*usa ds insensibilidaiie do coracao ou
P"la satisfacao de ver padecer os outros.
Este Hiato detestavel povem da laxid* ;
datiraania; da ferocidade natural; do n-
ao de ver os horrores dos combates das
guerras ci*fs a dos qjtros espectculos
erueis; do habito de derramar o aangne
dos brutos* do eiempto; de um r.eb em-
fim destruidor, emiiersticoso.
Dig.i, q4a erudrfadf emarm da |ax.
di> : o imperador iVlauricib, tendn sonha-
do que os s.fdado, de nome Phocas,
p-rtendia assssmal o i n formn-se do ca
racter denle homem f a dizendo-se-lhe ,
que e|| en um covarde d,ln concluio ,
que poda commetter esta indigua acvo
Augusto dao urna prova endudente de que
a laxidao ea ciueldade erad irmias com
as barbaridad s, commeiidas contra os
pristoiteiros feitos na ha la Iba de l'hilp-
pe, onde se mostrou lio covarde que mes-
mo ni vespera deU balalha nbsndonnu o
fui eceultnr-sn un mei'v ds ba-
gagera. O homem bravo se satisfaz com
ver i seus pd< seu immigo a rofjar-lrin o
perdi elle nada exige mais do que isto ;
porem ao fraco, ao covarde u't satisfaz o
derram ment de singue. O massarre .
feito na occaaiio da victoria obra s da
canalha: o homem honrado defende o,
injpede-o e castiga o.
Oa tirannos sao erneis e sanguinarios ;
violadores do dreitos os mais sagrados da
sociedade; eMes praticaS a crueldad enm
o lira do se conse varem i si proprios. Plii-
liphe, rei da Macedonia, agitado pela
Ri-ande numiMo de moi tes commettidas
por ordem sua e, nio podendo confiar-se
nas familias, que elle haviaoffendido pa-
ra seguranca de sua pessoa, tomou o par-
tido de mandar assassinar Ihes os filiaos.
No reinado de Tiberio ste tiranno ve-
Ihaco, e dissimulad >, que snhio a o ihro
no por meio de arteficios commetterad-s
inauditas barbaridades ; e por firp ello efe.
iastiado de tal vida como se quizesae ris
cae da lembranca dos Romanos as suas cru
Idadea por aa de seu suicesor, anda
mais laxa, e mais malvado, que elle, es.
coliseo a Cnligula. Ao meu ver julgaS a-
certadamento os que pretendern que a
oaturezaquiz, avista daquelle roonslro,
mostrar o mais alio grao a que podem cha-
rjar as suas foicaa quando e tracta de o
brar mal. Em sua ferocidade ellechegou
ao poni de regosijar-se com o.s gemidos
dosqueia a morrer em virtude de mus
ordena: ultimo periodo do crtierdade. So
pliisla em sua barbaridade elle obrigou ao
joven Til>eria aquem hsj,a adoptado, a
aasasainar-sa; poique, dizia elle, nin-
(uero era |ierm.|lido |rs mas em o ne-
to de um Imperador. Qu*udo Suetonio
escreve, que um sigua! de clemencia ma-
lar aos que nos olTendem i bem visto
que elle eslava hoiraiisado da ciueldade de
mn Augusto, de uro Tiberio, de uro Ca-
ligulh, e da outros lira irnos de Roma.
A vista continua dos combate* primei-
ro dos aninxae depois do. glad'adoi es ,
no meio das guerras civia e de um go-
veano lodo arbitrario Ior non aos Roma
BOO feroces, e ciues. Nola-se,
qu
ral moi doce, e qna -ni > o bstante, com-
metteo tantas crueldades' adquiri um ha-
hito de derramar o sangue- hamano rom
o uso de assistir a estos espectculos Os Ro-
manos acostumados a zombar dos horneas
ti pesaaade aeus escravos, nio coohewr-
a virtud que nos chimtmm humanida-
de A du-eza que reina nos hahitaues
das colonias da America das ludias oc-
cidantaes, a quai atoad eslraiiua proVem
do uso ens que esli os seas habitantes
de castigar a e*|a desgranada porc-io do ge-
nero humano. Quando o homem cruel
no estado eiaal, a locura e hotedada na-
tural se eclipsad pritmptttni'Me ; o i igor
iajustiea, que as pesadas ii-fl xiveis no-
mea disciplina necessaiia pode aba
far lodo o seniiniei.io de piedada.
Tambera os que sio amigos de derramar
o sangue do ammaes t"in urna inclinario
visivel crueldade. E' por asa rasio,
que urna naci noasa vuinha, em ludo rea*
|ieito"a para cum a humauidade, tem ex*
cluido da lista do* jurados aquelle* homens,
que, pr ua pjnifissiu si ulhorisadoka
soaMiar o sangua dos sutmaas .' est co-
nbeaido que a pessos desta oidem nao
era5 capare* de julgar sobra a vida e mor-
le de seus similhantes. Pelo sangu dos
ammaes fui luilia a primeira espada dio
Ovidio:
Primo que a roede ferarum
Inxos'uisse pulo inarulatiim san;;uiiie fer-
Metam. L b XV. Fab. Y. (.um.
A exceasiva pal lio, que linlia Carlos
IX pela caca e o habito, que elle havia
c inii.ihido de ensopar as u-is maoa no san-
g'ie dos aoimaes nutrir- no de s>-nli-
mentoa ferocos, a insensiveiataato o fizo-
ra cruel, em um aeculo em que o hor-
ror dos combates das guerras civis dos
roubos s olrerecia exetnuios da cruelda-
de.
Que podero nio lem a *X"mplo e o
lempo Em ama d.* guerras civis dos
Romanos, um do* saldados de Pompeo ,
lendo iiivoluiilariamenie matado a sed ir-
mio que estava no partido contrario ma-
iou-sh a si mesmo da dor, e da vrrgoofaa.
Passadus alguna amio* ha vendo outr*
atmi eii|, tan* sut4du d mesitrarnco,
fui pedir a S"o capiiso a recompensa por
lar matado a se proprio iranio. ('Tcito
L III. Cap. Ll) Eiaa mesma accio quay
em urna poca ju'gada digna de dor e
desesperacio entre lano qu- em outr a
julga-sn merecedora de recompensa.
Mas o zalo destruidor inopira sobre tudo
a crueldad; a uina o< uvldade lauto roars
4espantosa quauto ella exarcieVa lianqud-
la menta e por falsos principios, que aa
suppe legui nos. Esla a fonivdas iicri-
veis barbaridades platicadas petos Espa-
aitoes contra os Mosko* es Americanos,
e os Habitantes 9 l'eises baixOH. Coala*
se, queo duque d'Alba durante os seto
unos do seu governo mandou Iwar a vi-
da ob'e o cadafalso a dezoito mil pes-oas ;
e esto brbaro te*e urna morle quieta ea
tretanlo que If-urique (V fui a*sa*kinado l
Quando a supersticao, da i ura do
bellos espiritas do nosso aeculo, espslhou
pela Europa est, doenua epidmica, cha-
mada ciuzai.'a a ito estas tiagen* do-
ultra-mar, pegad -s pelos frades | anima-
das pela poltica da Corle de Roma ; execu*
lada* pelos res, pelos piincipes- da Euro-
pa, e seus vassalos tudo em Jeiusilem,
>em distinrcio de sexo nem de idade foi
pagsado a fio de espada ; e, quando as cru>
/jdas chegara ao-S'rtto Senulehr, oroa-
d> s de suas cruzes anda gotejando-o san-
gue das mullieres que ac.liav. de massa-
rar depois de Iwvel as violado, beijarr
aterra, bmliadas em lagiimas. Tao ca-
paz a iiatuieza humano de associar cuma
maiorexiravagancid urna religiio doce, e
anta com o delesiavel vicio que Ihr op-
posto .'.
Tem-se notado (E-pirito da- Leis) e a
nota justa que os homens em eatiemo*
lelice* e em extremo desgranados s -
gualmenle propensos ciueldade: sirvair
de exemplo os conquis adores o algn*
rsticos paisanos de certos estados da Eu-
ropa. 5 a meducdade, e a mistuia ua ^
boa e da roa fortuna podem tef ao ho-
mem dcil e piedoso. mesmo que sa
nota nos liomen em paiticular se de bre na* diversas nacri. Entre os povoo
salvagens que paau urna vida durissim*?
ei ------------------------- -, I V-------9 |..-- y--------------------------------- -
Uaudio, que precia dotado de um nalu |e entie os povos cujo govtrtio t desptico
r^i
aaflM


**M*msm
*w
*> lirto de rn n a mbccg
v ende nli la miis 4o qtl* Um homem ex-
t-saiv,mente favorecido 'da fortuna enlie
ven'n qne todos o* outrssl'por elle cruel-
rent-maltratados o carcter ahi doroi-
' iraoie e" o da tiran ufa.
necesario caiife*4ar cota ngeriiiidade,
tiu wn lodos os paizes a huraamdade, lo-
nnii ro um sentido Uto o" u na quatida
de mais rara d> q.re se Venga. Quando
1ero a hiatorra d poros o mais pulidos ,
iKMittramns ahi tantos vxetnplos de barba'.
rwlul*. que nio podemos deixir de nfl,.
gir-eo., eeoufundir.ni*. Ka minio m
admiro, qWo, ta conversado, ouco a
^ pessois de certa ordem formare ji*o
xowtrano^ e#a KnYanidade geral, de que
*d-hornero deverhi de t*r penetrado,
encela,, por.xemplo, que, em mate
de jualica Mido-, qUH ipasj, de mor|(,
* crueldatfe. Concedo, que se exrci mu
la e.nbora lodo o rigor sobre o-cadaver d< s
eri.notos mas-, ret qa* elfos espiren,
nao justo, qiesofrao tormento lgum .
rpe.te-se a humanrdW-,, nda mpjino
na pessoa do* sceleratos ,,,, a tm 'viola-
ato ; u a resuelto anda me,mo nos bru-
tos; uou como fazia Montaigne a 1uW-
dadeaiadooeo.mW, que ,p,nno lvo .
- me nao ssoaao esquecer de que Pithagoras
eomprava os *pimaes a os caca dores com
esta mean ...te,ic|, porem mrfir p4r
ta dos horneo. *, ide lio diferentes
des^virWde, ijuevac.lo, M a*|i,re,.a
ti* dolado o harnea d-| nClinacSo para
.a deshora .nida-ie O principio flso d-
aw.stepmeiid.do rei do nnlverii etal>.-
Uc.do quetudo no mu,,,*,, foi fhhb _,
eaje., o abuso d *humas ,ms*, da es-
criptura aio cnlrbuiro tanto par dar
loica esta utcbsncio ?
Entretanto a a mesma religifo nos nrde-
a, quH lenhamee affeiclo osbrut.s:
nos devemos lavor as creatmas que nos
U*a rendid. iwifll, ^ ^ B0, go W(,
5.J(;u.ud-ni,raj ntrenos, e ellea ha
aigam cuujaaeicio,. e algum, 0hrig,ea> na
tur-Ua. Regorijo-sne, quando em Mon-
taiga* rtteaittcovatai senaimentos, e estas
f*proh*, que .opor mim igualin-nte
adoptada. Aoa horneas devenios jastial
e b--d.de ,. o. n-os fc.img..s deagra-
c*dos de,emo, dn.es de eompalxlo ? ao
menas pelos aentimentos de nossa frlicfda-
r da t sPiflMiodn ds crisis deste mirti-
do. fcaa coapauo cima especie de so-
Jiuimtlu, o ale simpMhia q09 estreha-
mente une a todos os domea.
L snu.n.r.os, h.sckIo, para intpirsir hor
ror, ettipreguemos as ristas nesses en-
ira, fetos para honrar a n-tarta huma.
na.
aaaaasM
| um Iiomom de qunm nada sa pode espe-
rar. O pobre ?elho no cimo de sui de-
iespere<;o por se ver constituido aiclima
do seu amor e boa fe* escafedt'o se par
a casa de 'im amijfo a qern foi pintar
com as mais viras cores o seu miaerriroo
estado. ,, Vts o merecis Ihe dii o a-
m^strado amigo ; visto que commettestes
urna Ma capital j mas em fin be preciso
reprala do modo que vou, a dser vos.
R-rnetter-vas-ei um saco cheio de dinheiro,
que ao rerjeberdes dever ser entra vis
ti por vossos filhos a qufm diris, caso
vos pprguolen dotil-o houvcsfs, qu^
he o rendimento de urna propripdad", que
havnis reservado, se elles o acrr-ditarem ,
ja dantemaS vos felicito pelo bonanr;oa".
laclo que vos aguarda. D to f/ilo.
Esta va o bom velho i mesa com os enera,
ios, desnaturados filhos quando Ihe
hite a pipta um homem qu o procura.
Conasa depon de Ihe ser tallado retira-se
para o seu q.iarto Onde se poam a contar
o dinheiro de modo que o sortt proveni-
ente do chnqo- das moeda. rhegasse ate
os ouvidns dos filhos que, perr-ebnd agradsvel runido apenas o velho voltoo
pafa retom.r o sen ssenio fhe disser-o :
Parece meu pai que vr5i na5 hos haves
sedido todo h vosso p triotismo e que ha
Ma reertado par vij Qrna boa parte _
N5 vas encona.tes lorn'U-llies o pai e
teria um mar de lagrimas a vert*r se na6
tivesse tido huma tad sahia ptecsuCaS
Q voa ao* ei.c-oni'ei mais criminosa iagri-
tido. Restad ai .da bens que os he de
deixar quelle de vs qUft comfO prati-
er mais primor e mimo. ., Os dous
filhoa cada um rom mais ardor preniet
terlo qoaoto quiseiio e haft rahaifo a
qiwnto promettera NunCao bota felho
ii i. ha sido to feliz .'
Chegi.u em fim o termo desna vid e ]
perto O conbeCe nio s pelassuaa Med'
es pliisicas e atoraos como tamben) prl_
pericia.Com que exenaiar sabe a arte primo-
rosa do que lie dotado por tanto como
generosos e v Amigos do E-trangeiro induitroso u
os don desde ja os parabens de terdes no
vosso seio a esse Cidado midf|lod"S lio
mens de honra e de educacafi ;>i<5s hon-
rado Farhinel em quem dedicamos res
paito, imparcialidad e cordial simpata ,
desejamos todas a? venturas e felicidades.
e ambicionamos dentro do nosso CoraCa
todas as venturas, e perennes fontes de
felicidades e goso de porfeit s. chegar i ditoso instante que volvendo aos
vossrrj tares tenhaes o praier de ver vos-
*a Patria eabraCir a um Mf carinhosa
que saudosa vos espera ; si.n s>udosaes
pera ver nos seos maternaea bracos bum
Ribo bonra d Patria que Ihe deo afp ,
e de uma Reapeitavel M< que Se disvel.
louem dar una lio sublime Educaija :
eis oque com f'anqueta 0 ditar pode.
Um sincero Bahiann.
( D* Aurora da B.hia.)
LOTERA DO SEMINARIO.
O Reitor do Seminario Rpiscop! de O
linda faz sciente ana amantes da Lotera .
que as rodis da Lotera concedida tolhr
da iostruecio dos Estudanles pobres anda5
irtlpreterivelmente em o dia 18 de Utar^o
no Con^'alorio do Igrpja de Nos.^a Senbora
do Rosario.
COLLEGJO PERNAMBCANO.
fioa.Vista Ra-Nova da Viraclo.
Aclia-ae abe- to o CoJIegio Pernambucano
antes^ue espirasse CWxa cbamot os desde o dia 4 do Corrente. Os hefea de fa-
sua pretenda e Ihes disse : Voa encon-
trareis ni>quHe cofre o meu testemento, e
nuil expressada a minha ultima vontade..,
Mal tinha elle dado os oJtim<* hocejos,
qnand.ins nlhos seta que corssaesp de fei-
aar Ihe os olhos aMharao*se a abrir-Ib
o cofr. Mas qual fea o fu espant quan-
do em vez de testamento achirlo uma pe-
quen clava com a seguinte inscripCio :
Teiiho deix.ido esta maca pera que com
ella se quebrem as oabacaa de todos os pas,
que, cerno eu se deserdarem em vida.
( Traducido. )
repreaeatar a mesrna divind.de.
t^iiMclD uep.Hs de lermos as passagena de
cru-ldad* de 1 iberia, e da CiliRuhi,- pas-
samos a admirar os rasgos da- bondade de
li-ajaoo, ed Mareo AurH'>; comee,
mus a ter m.-ihor ptaafo de r, meamos ,
puique a temos dos oulros bomens : ado-
ra um Pericles, porque nunca deo a
nuiguem motivos de dor, e de affliccio ;
um bpamiuondas esta alma para dizer-
hh)s assim de tao rica compleicl que
una a todas as suas irlodes a da humani-
Uadeemum grao entnente adqu'nio esta
virtude da natureza nlo dos milrn e
augmentou a com os piecetos da pdiloso
pina. Eafira s pode conhecer lo Jor da bondade e da compaxio aquelle ,
uue ae acha usa ciicunstanetas de necessitar
Uella: peU contrario detesta a crueldad o
que lem bom natural, e que condece por
|Miacipioaf nao s que a crueldad, a nao
**oMoi neuhuma qualidade boa mas
que ella o mais b.uxo de todo os vicios :
eu me lisongeio de que os meus leilores es
1io ass.iz convencido desla verdade.
(Traducido do Cavalheiro de Jauco'url.)
.*..-.._._
PublieacaS Pedido.
miliaou coriespondentes dos alumnos que
tem de matricular-se podem derigir se ao
mesoo Collegio pata a respectiva tnscrip-
cio.

50CIEDADE THEATRAL
Todo o hornero dotado de sentiraentoa
de honra devo extasiar-se de prater quan-
do dirige sua penna demonstrar o aseri-
te a honra en virtude f firmado nds oes-
tes inaballaveis prinripips temos o gosto
de dedicarmo-nos boje i palentiar ao Pu-
blico es qualidades que ernam o carcter
do Sr. Jos F.cliinelti.
Este Cidadio aparton s nossas plagas
OEmprezario do Theatro apresenlar
Domingo i ) do coi-rente aos lidia res So-
cios a Pe? Santa Cecilia e m FarCa Santo
Antonio de Lisboa nio Como se lem a-
pi-esentado em tetrJpo da seus antecessores;
nas por hum novo methodo de Majliiius-
mds e desenvolvimento : j em vistas
transparente ja' em novos vestuarios, ao
carcter Romano antigo, e huma ilota vis
tade Templo de Archilectura Drica ; fii
nhoente o Empresario espera que os Illus-
tres.Socios se dignem notar (alem do mais)
al o Vesluaiios da Compsrsaria a fim
de roelhorconli-cer'm que trabalha mais
pela (loria do que pelo interese; pois
haveudo pasto neala primeira IVca pertu
de 5oo,,ooo is. sesatisfsz com o quantita.
tivo da Sucindsde, quando o Theairo
em t.834 '> que profleasa be de Com- cheio Ihe r Amor Paternal.
Conaaa#, velho riquissimo dotado de orna
rxct-uim ternura por seus Silfos a bene-
ficio dt-sies dispz de todos <>s seus bens
* esperanca de qa eoutinuaria a ser por
# *Ues rrspeMado e auxiliado de modo ,
'* finabsaaSH os seus dias no mel da
'aiKjuiliJ.de k da abundancia 5 mas seus
ulbos em breve Ihe fiseracouhtcer o quau-
oaeelle linlu tu ganado ; pois a cada ios-
''t Ibe djvao a prova mais dicisiva de
que he fardo que se nio poda supportar ,
pozitor de Muzica formado na Univer-
sidade de Millsoe de Genova 1 o noa-o co"
raca, como verd.-.deiro amador des ho|
mens extranhos naturalidade do Paiz ,
que nelle se compoi la com honra no
podemos dei x >r de fasermos todos os Elo-
gios ao Sur. Facliinelti, |>ela maneira ge-
nerosa poli da franca e sincera com que
sempre se porlou nesta Capital durante a
s<.a estada : elle easinou abastantes Pa-
iricias nossas a sua Ai le filhas das prin-
cipara Fmiu lias dii Btbia e de todas go-
zou particular estima. Este Cidadio, que
foi sempre pelas suis .\la; animas quali-
lades e&limado nesle Paiz agora sau-
di zo nos deita e parte para a Provincia
de Periiambuoo onde pretende demorar-
se a annos : nos verdaderos conheceda-
res da piricia urdanidade, e sincera fran-
queza do Snr. Facliinelti nio podemos
deixar cheios de saudade de pranliar a sua
retirada e com uosco pranteiam (ambara
a mor parle dos con-coes Bibianos que
bi-m sabem apreciar as eminentes qusdda
des que ornam o carcter do Sur. Jos Fa-
cliinelti. Geneozos e Magnnimos Per-
narobucanoa 'le.sta Cidade pa^te para a
vossa carinhosa Patria o Sur. Fscbnelli ,
elle durante a sua estada nesta Provincia
ptuhoru o cbiafi daijuclles que bein de
iem o d<-aeju de conservar com decencia
este estabedeiment como particular, far
com que se nio poope a exforcoa a fim
de cada mez hir organisando novas Socie-
dades tob oa auspicios da piis&eira.
Francisco de Freita Gamboa.
Avisos Diversos.
_i Ns^Aula de Prime i ras Letras da roa
da C'deia Velba n.* tg continuase de Sel-
la fera 15 do corrente em diante as lices
de Escripturacio Mercantil, pratica d'es
crever em Livros etc. ele. conforme yk se
tem praticado ; por Unto os Srs. j enga-
jados, podem ca:s;.srecer 110 mesmo dia
e horas da costurOe, e os que qui/erem se
aplicar a hum lio justo e neeessatio fim ,
derijade antes do dia indicado ver os
Estatuios t econdico>s com que misma
Aula he regida.
_ Precisa-se de um liomem para traba-
Idar em huta sitio : no atierro da Boavis-
ta loja de Fumleiro de Geraldo do Ama-
rante.
_. Precisa tedeum porluguet, ol i-
Iheo, que aeja de prximo Chegdo par
feilor de campo de huma Fazenda d algo-
dio : quem estiver nestas circunstancias
dirjase i, 1Ua do Coellio caza ultima do
or. v naaaseq da Silva.
_ IWisa-se de huma ama de leit.cali*
n*mm*.*u tsdi, na ra do
Cocido caza illuma do Sr. Francisco da Sib
va.
-i Alujse 5 ejerovos para todo o ser*
vico excepto o de p;-drero u de otaria i
quem i*0 Ihe convier annuncie.
- Precisa-se de uma ama para fater to^
do o ser Vico de uma caza ; e que saiba en-
gomar : no beco do Sarapatet no aobradd
novo de a andares no 1 andar.
Guilleber Capillo da Baroa Franceza
Ccmelia aviza aos seus passageiros como
aoa carregadoies qui a saluda do seu Navio
est determinada para o da a8 do Corrente.
-*. O Sr. Adriano Jds Soares queira an-
nuociar a sua morada pata se llie entregar
huma ncomenda viuda do Vlaranhio.
_ Quem perdeo 110 dia 8 do corrente
mez um embiullio de sedlas naJoja de Li-
vros Praca da Inpependphela U*5j, e 38,
dinja-se ao r. esrao lugar,qQe, dndoos si-
gnara evidentes, se ibe entrgala.
_ Quem precisar de arria paia casa de
liomem solteiro : annuncie.
-Qjem precisar de umr.ip-iz Bracilero de
idade 18 annos para Caixeiro de leja d
fenageni oU fasenda e mesmo ma O
qual sabe ler escrever e contar, e d
fi dor a sua conducta : annuilcie para acr
procurado.
Nesla TjrpograBa exiitem duas car-
tas vindas de um lemoto Serllo ; huma
para o Seuhur IVIauoel Ferreir-d'Amorim
morador que foi ou he na Boa vista em a
>ua do Pires eoutia mais moderna par
o mesmo Sur. : roga-se ao mesmo que
qUeiraas vir receber, ou pessoa que suas
vesra faca adverle-se que he Urgente ui-
leressea for do dito Senhor Matioel Ferri-
ra d'Amoiim, e deseji-se Concluir este ne-
gocio.
*at Quem quizer huras ama seca de
boas costumes e faz o majo de ama
casa e prefere homem Eslrangelro e
que teja solteiro : quem quitar dirija-se
na ra da Penar D. 5.
Quem precisar de u.n Caxelro Brazi-
leiro para ra o qual d fiadora sua con-
d ra : annuncie.
O Sn'a Ramel fJoiista teto a honre de
avisar aos Srs. apaxonados por plantas e
fi >rea, que dentro em iioucrs*das elle par-
tir para o Rio de Janeiro, com as suas
coiecco-s d botnica e agricultura ; e por
lauto previne a essea Senbores, que era
qunto se nio retira delta cidade, conti-
nua a vender pelos mais mdicos presos*,
que Ihe for possivel, os objecto* ja anunci-
ados por este Diario.
As pessoas que o qUlserem honrar corr
sua Confianca, sedarlo nmttiHntuneament.;
no sea deposito na roa Nova ft. iji, (oda-
a qoalidade flariveis, ou tb fructferos; sendo os mais
nota veis oestes ltimos o que mais proba-
bilidade mostrar de se allimenUr-- as perei-
ras, macieiras, ceiegeiros, damasqneirsi
aineixeiras persegueiros amendoeiras ,
groselheiras; e dos flariveis a Camelia da
cinco especies ("Rosa do Jnpfio) das quaes
algumss especies j aqui sa6 conhecidas,
grande quanlidade de roseiras de immeii-
saa variedades, tais como a rosa da musgo,
a rosa de (dos os meses a ros cornada,
a rosa de Bengala.Ac. as dalias e as Cal-
mias. Tem i.i.ibem sement de todas as
hortalices da Europa e semenles de toda
a qualidade de !ln es.
AaPesaoas que liveie pretose quise!
alugsr para lser um atierro na ma da Paz;
ao Carao velbo, dando te 64a res diarios
a sira lambaiD se convide a qualqUcr pea-
soa forra, para o mesmo >ervico a di-
rigir se a armasen de' madeira defronie
d# tanque d'agoa a traclar com Domingos
Jos Rodrigues de Azeved-i
_ Arrenda se bum Vinculo de tetras
laviadi-s e de creaco na liba de 9 Mi*
guel 1.0 ateo da Magdalena, sitio da viu-
va D. Calbarina.
Mr. Kissel relojoeiro franCel ai
alieno da BoA visla acha-se pro rapio n
concertar qunlquer relogio que Ide seja1
confiado pelo msis c>>mmodo preCo ; e
ubi i;a-se a restituir o dinheiro que fvf
recebidoem peajaimeetn de qual>iu>i tott'
ceito que nio for bem csecalado.


DIARIO byPERNAMBCCO.



_. Pede seno Sur. que foi faJIar com
ana Seahora Da ra da Conce'cio da Boa
vista defroulc da lgreja sob'e um escra
vo que se achit no Maranbio queira
por obsequio dingir-se a meocionada casa.
_ O Sr. Joaquim loares de bubosa,
queira declarar aua^merada .pira se lite
entregar urna carta vindada Cidarie do Por-
to, ou procura la t-ra casa de Mauoei Fian
cisco Pontea na ra da sanzala velfaa.
__ O Secretario da Sociedade Apolinia
convida aos Membrosda Commissio Admi
nistraiiva, parase reuniremoa salla de au-
na stssSes, na quinta feira i5 do corrate
pelas 6 horas da tarde para se nomearem
os empregadoe, e distribuirem-se os con-
vites para o baile de 4 de Marco.
_. Piecisa-se de orna ama de leite que
eja forra ou captiva e sem fllio : uo
armasem de assucar da ra da Cacimba nu
mero 5.
_ Quem ti ver urna preta boa vendede-
ra na ra e a queint alugar reeebendo 700
rs. por dia dirija-se a praca da Indepeii
dencia loja de chapeos n. 38 e 39.
_ Jos Ployon ten a honra Ue parteci-
par ao respeitavel poblico que acaba d'abrr
sua fabrica de ourives filigraneiro e es-
maltador faz tudo que concerna o dito ol -
ficio, como colare cordn, brincos, l
vellas para cintos e oulras, mantas com
brochas ornatos completos e roeios orna-
tos todos de filagri o nais modernos e lam-
ben faz as ditaa obras em curo polido do
fosto nais moderno que se fui em Paria e
110 Rio de Janeiro e todos feilo coro
maior perfeicio ; as pessoss que quiserern
honra reru de sua coufianca pode procurar
no atierro da Boa vista D. 75 passaudo a
ponte do lado esquerdo.
_ Qualqner proprietario de fazendas
de criar ou de engenho que precisar de
un bomen capaz para ensinar aos eus fi-
llios a ler eserever e contar, arilhme-
lica e com toda a perfeicio do que tem
tido'bastante pralica ; annunc procurado e traUr-se do ajule, adver-
undo-se que quem a isso se propoe nao des-
pensar dar aos seus alumnos as precisas
noces de granmatica da liugoa materna ,
guogroSa, aiveraal e o nw que souber
t couber no possrvei.
_ Alnga-s9 escra vos de ambos os sexos ,
e de qualquer idade, p'agando-se 11,000
mensaes, para vendemos na ra: quero
os tive'dirija-ana ra de Hurlas sobiado
junto a lgreja dos Martirios.
_ Aluga-se una casa terrea na ra da
Gloria da Boa vista: a tratar na ra da Ma-
dre de Dos n. 4-
, Os Senbores assignantes do Panora-
ma poden nandar receber os seis compe-
tentes nmeros no eacriptorio de Francisco
be venano Rabello.
Existe una carta para o Sr. Dr. Ba -
rilio Quaresna Trrelo vioda do serlio ,
;,o armasem de poita larga no pateo da
Matriz de S. Antonio.
Pede-te ao Jileo. Sr. Prefeito por tu-
do quinto ba de nais sagrado deitc auas
vistas sobre un pequeo que di/.em ser li
lhodeF. J. D. C. pata ver se assm des-
canelo os vesinhos da rus da praia man-
dando-e contemplar no numero dos edu-
candos do Arceual de Guerra d'onde com
alguna disciplina venlia ser til a si ea
sua patria.
_ O abaixc assignadn faz publico que
he falso o aimuncio asaiguado pelo Sur.
Jacintbo Heleodoro iVlartyr dr. Ohveira, fin
que faz verao respeitavel p'ibticu que o
abaixo assignado lein turnado coisas para Si
em nome do dilo Sr; Jacintho por isso
que nao precisa de servirse de nooie alheio
para tal fazer e lambem o Sur. Jicintbo
nobeseu pal, que esteja obligado por
iiouillo que liouver de fazer o aiinuucianle,
e roga ao mesmo Sr. que seja mais pru
denle ijnauuo kiouverde publicar qualquer
nisa teudeiile a desacieiiilar a qualquip
pessoa a quem o mesmo e lenha gratuita*'
mente malquistado. Antonio Manuel
Tbenorio.
lentes conmodos dirija-se aos sea eou-
signatarios Lenoir Besuchet & Puget.
PARA OASbU'aahe com brevidadea
Sumaca Urasileira B)m Suceaso ; quem
quiser csrregar ou bir de passsgem, din-
Jaseaoseu proprietario Jos Mi noel Fl-
ua ou ao Mestre Francisco Gones de
Figueiredo. __
PARA A 1LHA DE S. MIGUEL com a
inaior bresridade sahir o muiio veleiro ,
novo e bonito Patacho Portuguez Paque-
te da Tereeira ; quem oelle quiaer carre-
jar ou hir de passagem para o que ten ex
cellentfs commodo, dirija-se a Jlo da
Costa Lima, na praca do Corpo Suito ,
junto a diversas rendas no primeiro andar,
ou com o Capillo a bordo.
Compras
_ Um realejo pequeo que tenha tres
finimos d- alto pouco nais ou nenos : no
breo da Pol pr detnz da praca da Inde-
pendencia venda D 5.
_ Urna escrava preta ou parda, que
saiha esigommnr, e que tenli* bonita figu-
ta : na na do sl arrriasfm por baixo do
sobrado onde mora o Sr. Gustavo.
V e ii (l a s
Avisos Martimos
PARA O HAVRE a Barca I Vane r.aCa
melia, Capillo Guillebeil saln.i ..:c aH
ilorx uu bir de pasUgem para o que km x<. I-
. Urna preta de naci', de bonita fi-
gura peifeita coziuhfia lavadf ira boa
engomniadeira roariscadeira fz doces
de vaiiasqualidades, rrina assucar, sabe
vender na iu* e he propri* para todo o
scrvico de urna rasa por ser bastante ladi-
na ; na ra da Penha to primeiro andar
do sobrado da quina por cima da vend de
garapa, adverte se que a dita preta se ven-
de por nao qufrersabir para fura da trra.
_ Um molatinlio de idade de i4 aunos
nuil broa parecido propno para pagem
ou para ser phcidu a qualquer officio : m
ra do Crespo 11.
_ Cliegadas prximamente do Mara-
ibao urna porco de pennas de Gun*.
mullo eucdrtiadas e cor de Rov proprsa*
paia lljres por preco commodo 1 na rita
da (Jiuz armasem n. 4>>
Oilo diuias e meias de contado de lou-
ro fin pianxes : na ra do Rangel venda
Da.
_ Muito kapeiior e nova salsa parrillia
chegada a 4 das do M aran bao u Escu-
ua Laura Segunda t na raa da tan'alla ve-
dis em c Botms francezes para Senhora a
J200 aupar: na loja francea da quina da
rua das Triucbeiras.
_ Dois moloques de naci cambinda ,
com idade de 14 unnos de bonitas figu
ras un esersvo de cor parda bun ser-
iador canofiro, comal anuos de idade,
sen vicios nrn chaqus e vende-se por
piecisio ; un dito de 4 > annos de idade ,
muito lorie sabe co/.mhar, e he, muito
lid: passaudoa lgreja do Martirios no
1. andar do primeiro sobrado.
5o muios de sal, pouco nais ou me-
nos, e chegado ltimamente de Lisboa :
a tratar com N. O. Birber & Cornpiuhia ,
n.t iua da i.iui D. ti.
bupfiio:e> chapeos prelos de maesa ,
ditos de cislor branco e pelos, da ulti-
ma moda ditos elsticos bicha grandi*
de Lisboa ; e na mesma se cousertio e pa
se a moda chapeos de caslor e de insssa ,
ludo por preco mdico ; assim como se
inlurmo chapeos do Chile: na fabrica jun-
to a cada.
Elidamos de ai a 11 palmos, Ca-j
bros de io ditos e outros ateases pira
ped:eiros no armasem da ra do sol por
baixo do sobrado onde mora o Sr. Gusta vq
_ Duas letras protestadas duas ditas
garantidas com pmli res de ouro, um s|
lio sem casa, urna mulata que sabe cozinba
ti riigoiinuar u.it.i,|iiite de nm sobrado na
iuad< Botario D JI un'par de espora j
de piala, ti oitavas de uro e prata una
cliave crreme de ouro para relogio, urna
baiideira de praia para menino Dos, um ;
alliiiftede diamaules i v lus de cordio;
com um iarrtftba de ouro lavrado um par 1
de boirs de dilos um bercode conduru ,
urna caiga giande um jogo de mallas,
una ldiitvua mgica um 1 alejo de cor-

das um relogio de cima de esa um ca-
bidi una pistola um babu encorado ,
urna picadeira de prata para cavaBo, b se-
lius com arreos um espelbo dourado 6
quadros du taboado de diveisas quali-
dades : na ra da praia por cima onde ou-
ve um harbeiro.
_ (Jm Bom vioiio com muito boas vo-
zes ; tiesta Typugrafa.
Rap pnnceza de Lisboa fm Ufara e
as oitavas a 4o' rs., dilo areia pnta da Ba-
bia dilo de Peinambuco dilo imperial,
rollo fiancez engarrafas de libra, cha isson
de primeira surte dito perola dito im-
perial bicos finos largos e estreitos ren
das largas e estrellas, ditos das mesnas
largura nais ordinarios pira enfeitas de
vestidos ricas fitas de guarniclo de bon
gusto ditas inais estrellas peutes de tar-
taruga para marris estojos de duas na-
valha tisourinhas para unba tudo fino
u inglez pentes finos de narfin, dilos de
alisar finos de balhaia estovas para den-
tes ditaspara roupa e cbelo caixinhas
de jogo de lotera chaado vispora tinta
(loa de eserever preta e encarnada bo-
les de vidro para colele eslrelas e gl'/bos
para officiaes de G. N. e inferiores lira
logo do varias qudnfades e una das qua-
es nunca visto aqu pennas de eserever a
aoo o quarleirio as verdadeiras pillas do*
fanilia en frascos de 5o e loo con o seu
competente folheto, superiores bichas clie-
gadas ultinanente tudo se vende a preco
barato: na praca da Independencia n. ao,
e na ra dosQoarleis D j5.
_ Un terreno a murado onde foi res-
lilacao alraz dos Martirios, con cen pal-
mos de fundo, e 3o de largura e um* por-
ciode madeiras do mesmo armasem un
oratorio grande tudo por preco .commodo :
passandoa lgreja dos Mu lirios 110 segundo
andar do primeiro sobrado.
_ U m terreno com 00 palmos de frente
e 3oo de fundo, tao al terrados com 160
palmo* de a lene leitos defronte da Ribei-
rado peixe : a tratar com o Cardial na roa
da praia serrara junto ao tanque d'agoa ;
siim como 10caixas para assucar, fetas
de a na re I o a 7000 cada urna.
Os hvroa saguintes : Liv-s de geo-
grafa e chronologia do ensino da Uni
vf rsidade de Coimbra nova giografia do
auno de 18J7 am francs por Croxat .
pr aromtica inglesa por Ja;ob de Castro,
lgica de Condillac em francs, lingoagem
da raao fabul is de la Fontaine, as obras
do Guardo Livro moderno m as odes de
Horacio em portugus ; no atierro da Boa
vista D. 16.
__ Para fora da provincia, urna escra-
va de Anjspla mt>c. e de bonita figura ,
sabe co'.iuhar, engommar ensabar co-
ser cha e propria para lodo o servico de
urna casa : na ruado Livramento D. 4 in-
do da pracinha.
_ Urna prela de naci de 30 annos de
idade sabe cozinhar, engommar, e lavar
roupa -, e una mokea de idade de i4 a i5
annos con bon principia de fazer o ser-
vico de una casa : na ra de Aguas verdes
D-37.
Uma bonita escrava de a/i a %S annos
dei dade cozinha o diario de una cu,
engonma e faz todo o mais servic : na
rui Direita do lado da Igrejodo Liviamen.
lo sobrado D. ao.
Escravos .Fgidos
Em Jovembro de i838 fugio rio
genho Teixeira, junio a Villa da Goianna.
um mulatinho de uome Malinas idade de
ao annos baixo grosso do corpo, al
guma cois* escuro, e bonito de rosio. \,
infado de Janeiro do crrente fi.gio do
engenho Car.oeiro juntos Villa de Goi-
anna um negro de BttsW Fflippt* de na
cao angola ,. idade de 5o auno, alto ma-
gro cbi;a coropnla lem na boca dois
dentp.s de menos na lient" e f 1 fscmvo
nesta praca do Sr. Eitevu da Cuilha Me li-
dia Aaevedo 5 qiif m os p*fi-r leve as bir-
icira no b.irro tU Boa vial* em casa de
Jse Aulonio Alves da Silva que gratif-
cala.
No dia i5 de Outobro doaniro pus
sado fugio urna parda de uome Lui/.a ,
natural da l'rovinria doCeaiS) com ossi-
gn^es s'g'iHiics : seecs.de corpo ja ve-
Iha com prisa das faces ja enrugadas,
aacosias um Unlo eoreovadaa, olhoa pe-
queos e nariz muito grosso faltando-
Ihe em um dos cantos da boca, um dente
dos da frente e do lado de cima cor um
tanto trigueira, ja com alguna cabellos brao-
eos t uza de cafurina crecida com peales ,
cuja escrava se ten intitulado forra mu-
dando al do nome a tuda certeza andar
pela Ctdadu de Oh oda onde s desconfia
achar-se acoitada em alguma casa roga-
se por la uto a qualquer Capillo de Campo,
que della liver noticia baja de aprender e
levar a seu Sr em fora de portas caaajn. ai a
quasi confronte ao arsenal de marinha, que
ser recompensado.
_ Fogio no dia 11 do corren te um pre-'
to de uome Caelaoo catraeiro, do gen-
lio de augola idade do 3o aunos esta-
tura regular brcos grossos naris chato,
con marcas de duas sicairises na cabeca ;
quen o pegar leveao beco da liogoela na
venda de Joaquin Jos Batallo que gra-
tifcala
_ No mes de Kovembro do anno pas-
tado fugio um preto de nome, Joaquim, na-
ci bengiiella idade de, ao annos esta-
tua regular cor bastante prela p direi-
to eiitlinado os dedos da mi alguma coi-
sa abortos levando vestido uma cafar* de
linhaca, e uma jaqueta uzada ; esse es-
cravo foi do filiado Joaquim dos Santos
Fereir do engenho colunguba hoje
ada se embargado pela Senhora D. Joa-
quina Maria Pereira Vianna sendo dalle
depositario Pedro Ignacio de Miranda ,
outio sim o referido escravo foi acostnma-
do a vida campestre e por isso he de su-
por, que a sua fgida losse para fora da
Cidade ; quem o pega/ leve ao dito deposi-
tario na ra do Livramento D a que ser
recompensado.
Fugirlo pela madrugada do dia a5
do passao do lugar dos apipucos 4 "*"
gros de noroes Gaspar Miguel Zeferi-
no e Manoel com os sigoaes seguinte t
Gaspar, baixo e grosso do corpa e ben
preto ; Miguel, baixo fullo e pouco
grosso ; Zeierino creoulo batante alto ,
grosso en porporcio cor muito preta ,
e olhoa grandes, Manoel a cabralhado es-
tatura ordinaria grueso do rorpo ten
orelba esqueida partida a sauitos annos
levou este ultimo 16000 sendo 8000 em co-
bro e 8000 em sedulas e em aua compa-
nhia urna molaliuha ; quem o pegar leve
a apipucos em casa de Jlo Ignacio Ribei-
ro Roma que gratificar.
No dia 9 do coi rente fugio um negro
de nome Francisco creoulo reprsenle
ler 4o anuos de idade, tecco do corpo,
estatura baixa pucha pela perna direita
qu nido anda anda que mal se peieebe,
ebup 'do do rosto con falta de cabellos
no meio do cabeca de carrrgar lina de cal ,
levou camisa de algodiocinho tiansedo ,
calsa de algodlo ja velha foi escra vo do
engenho Souzs de Goianna ; quem o pe-
gar leve a seu Snr. Luiz Pereira Raposa ,
110 pateo da S.Cruz, que sei gratificado
de seu trabalho.
Movimento do Porto
NAVIOS ENTRADOS NO DA 11
ASSU'} 7 das, BrigueNac. Paquete de
Pernambuco de 309 tonel. M. Manoel
Jos de Azevedo amos carga sal I a
Leopoldo Jos da Costa Araojo j passa-
sageiros os biasileiros lote Aulouio de
Siqueira o Aulouio^Manuel oareS de
Aiaujo.
SAH1D0S NO MESMO DIA f.
BAHA; Baicade Vapor Nac. S. Salvador,
M.JosGonsalvea j paasageiio o Ingles
W. G. l)oiifi'o*.
RIO DE JANEIRO ; Paquete Nac I. Pe-
lagonia Gumoiaudaoie o .'Tenenle
JoSo Nrpomuceno de Meoesea conduc
64 piaeaa do 1. c Batalho desla Provin-
cia enclusivo o Teueuie Sebastiio An-
tonio do Reg Bauoa, e Cir'urgiio Aju-
daniu Luiz de Jr'ianfa Pimenlel.
I'KRH. "Alir. '. Dl l83-


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