Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03731


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Full Text
AUNO DJ5 i83q. SEGUNDA FfitBA
*=f
CAMBIOS;
Fevrreiro 8
Londres 5o l/i 3o 3/4 Di. St. por ifooo eed.
Lisboa 9b por ioo premio, por mul. oflertcido
Franca 3io a 3a5 Rs. por franca.
Rio de Janeiro ao per.
Moedas de614oo 14/700 as velhas novas i{/?oe.
,, <|ooo 8/100 a 8/100
Pesos Coluranarios 1163o a 1 |65o
Dittos Mexicauos ifooo a i|6o5 '
Pataces Brasileirot'i|63o a i|65o
Premios das Letras, por atas 1 i|4 a i ira por 100.
Cobra ao par
PARTIDAS DOS CORREIOS TERR1STES.
11 DE FEYEREIRO, NUMERO 34.
i >
.'l '
Todo agora depende da nbs mesmos j da nota* prudene
moderaco a energa: continuemos como prineiptarooi,
a seremos apuntados com admiraco entre as Nacovamailtul-
las. i -
proclamaco da Asscmblca Gsrl do Brasil;
Cidada da Paraiba e Tillas de sui preteocSo ....
Cidade do Rio (randa do Norte, e villas dem .
Gdade da Fortaleza e Tillas dem .......
Villa de Goiaria ...........
Cidade de Olinda-..............
Villa de Santo Anta* ...'........
Dila deOaranbuns e Povoaco do Bonito.....
Dinas do Cabo Serinbaem, Kio Formse, a Porto Calvo
Cidade das Algoas, e Villa de Macei. ;
Villa de Paja a de Flores. '......
Todos os correis partera ao sacio da.
Segundas Sextas feiras;
' *rr *
Todos os di
Quintas feiras.
Dias 10, a4 de cada mal.
dem i i!, a ai ditto dido.
dem idem.
dem 13, ditto ditU
--------------*!
Snbscreve-sc para esta folba a3fooo rs. por quartal, pacoaadi-
anudos nesta Typografia, roa das Crutes D, 4, a ua Praea
da Independencia D. 3? a 38, onda se recaben}correspon-
dencias legalizadas, a annuncios: iusirindo-se tiwi (ralla
sendo dos proprios assignsntcs, a vindos assignudot.
DAS DA SEMANA;
11 Segunda S. Lasaro f. Audiencia do J. d Direito da a. vara de minh.
a Terca S. Eulalia V. M. R. de manhi e aud. do J. de D. da i. vara deroanhl.
13 Qiiarta de Cinsa rjejutn atea Ha coa excepto os Domingos; S. Gregorio a. P. NSo ha dcsp.'
4 Quinta S. Valentn M. RelacSoe aud. do J. de D. da a. vara de manh. La Pova a i
hor. e (> minutos da raauh. ,
i5 Sexta S. Faustino ajovitx Mm. Se*, da Thes. e aud. do J. de D. da i. v. da m,
16 Sabbdo S. Profan M. Kel. de manh. e aud. do V- G. de t. era Olinda
i; Domingo i.9da Quaresma.S. SilviuoB. .' <'
.['
Mar chfia para o dia ti de Fevereiro.
As a horas e 54 minutos da manh. As 3 horas e 18 minutos da larde.
: v '
PARTE QFFICIAL.
PEIVUMBUCQ.
COMMANDO DAS ARMAS.
Espediente do dia 5 de Fevereiro
18J9.
de
ir me o v onseino ua invesugacao, qu
va quabficar desertor raais coas
-lhe, qudpela Presidencia,, aupe-
leapnraria sa>-JtdJberao commanica-
Officio Ao Ex). Presidente, res
pondendo ao seu officio do t. do cor-
rente dando-lhe as informaces que pe-
* dio a respeito do Edificio do Coeiho e
Quartel do l\ ispicio, e propondo-llie s me-
lnoramentos e consenos, de que o ulti-
mo necessitava para o alojaipento do Esqua-
drio de Arlilheria a Cavallo que te vii or-
ganissr. r
Dito Ao Commandanta interino do
quarto Corpo de Artilheria, maodando-lhe
apresetttar o soldado 'X' 1 burci Vieira d'A
raujo, que se chava auzente do Corpo e
castigal-o por esta falla.
Dito Ao mesmo, mandando conside-
rar addido ao quai lo Corpo do seu .Com
'mando o soldado Clauduet Antonio do'
primeiro Balalbiq Eipedicciomrio que foi com bexigas recolbido ao Hospital
Regtmenlal para ss-r traejado.
Dito Ao mesmo mandando-lhe a-
presentar o soldado Manoej Joje da Silva,
que te acbava ausente do Corpo e castga-
lo por esta salta.
Portara-- Ao Commandanle da quarta
Companbia>do primeiro Bilalhio Expedi-
ciouaiio ao Sul, para que consentiste y ir
ver. au familia o Alferes Anto-
a Ierra
nio F|
je mea
japtioa de Miranda, que devia bo-
mtfecolber-a* a bo#lo.
Expedientado dia 7.
Officio -- Ao Exm. Presidente, diseodo-
lbf, que urna das*cliaves do Cofre do
Conseibo Administrativo do quarlo Corpo
de Arlilheiia quebrou-se dentro da feixa-
deira edevendo ser com uj-gencia con-
sejada bouvesse S. Ex. de mandar sa-
li&faser a r< quesicio 441a he enviava.
Dito Ao mesmo Exm. Senhor, pos-
derantlo-lbe, que lendo chegado a este
porto na Escuua de Guerra Piraja', a ma-
ior parle da teiceira Companhiado primei-
ro baulho Expediccionsrio ao Sul, Com-
mxndada pelo Teoente Sebastiao Antonio
do Reg barros, depois de huma longa vi-
- agem de tres meses, tendo apeuas recebi-
tio qq Mraobo alguns refrescos, acba-
va-se presentemente com m racio de bor-
do para boje, segundo informarva o res-
pectivo Commandanle, e por isso pareca I
)usto e Ihe pedia, tivease a bondads de
dar suas deierminsces ao Inspector do
Arsenal de Marinba, a fim de mandar pa-
ra bordo alguns refrescos, evfacoes de car-
ne verde em quaulo se demorar-so na bar-
ra, e mesmo algum sobreseante para a
continuacio da vi< Dito Ao mesmo- Exm. Senhor, com-
que se achava na Corte o Alferes avulso
Silvestre Henrique de Pinbo deste 7 de
Desembro do annayoximo passado, e que
tendo o Commando das Armas proced
do como Ihe encamina a Resoluate de ?6
de M/o de 1835, tinha nesfroata de
formar Ihe o ( on'selho de investigacio, qu
o dev
lando
la Thfonraria sa>Jecb
ces sobre ve'Mftnentos abonados a es
te < fficial na Corte bouvesse de instruil-o
acerca deste objcto e de insinual-o, no
procpdimeBto que com elle deia ler ,
verificada existencia de taes communica-
c$es. : -
Dito-- Ao mesmo Exm Senhor, sig-
nili.-ndo-lhe que posto por officio de 3o
de Janeiro ultimo Ihe livesse co'mmunica-
do, que nenhuuia pessoa se Ihe anre*ea-
tara por psfte da familia do Capino Ma-
noel Loi Tapeli, a6nJWe recebar a presta-
do mt nsal djs Ujjfo'oq rs., que o
R-gente em nqje^doflrapqjadbr Ihe man-
dara binar por epata de shus vencimeQtos ;
linha.hora e cffWmunici-lhe% que "ojh,
Lu .da'Concei^aio mano do dito C'pi-
tio Ihe apresenlara umf.-'cirtaf authori-
sando-o pars*receber tal prestacio, e que
em consequencia ordenado havja ao Com-
mandanle interino do qu-rto Corpo j pira
que o ncluisse na folba das presUces ios
offieiaes e cobrasse da Thesourara a do
Capillo fpeti fasendo della entrega a
sen procurador.
Dito Ao Inspector da Thesouraria,
communicando-lhe o faftcimeoto do pri-
meiro Sargento de Anilberia Reformado
Manoel "Gome" Feneira, aoccp'rndo pelo
Hospital Reg mental onde se achava em
Iractamento ateo dia quatro do corrente,
anterior ao seu f Dito Ao mesmo envi-ndo Ihe em
proprios originaos duas relacSea das pra-
cas do primeiro Batalhio Expedicionario
ao Para' que deixando prestactie a suas
familias nrtla Provincia, esliverlo em ser-
vido ali at o ultimo de Setembro do anno
p. passado.
do quarto Corpo d'Aililheria para o in-
cluir na Ujb* das prestac s dos offieiaes,
tirando Ihe. a que Ihe pectence, e inlre-
gaudo-a a Luir da Cdjjfceico, procurador
emano do dito Capitao, servindo sa S
S. de dar su detetminaco s neste sen-
tjdo. ,
Dito Ao Coman lana interino do Cor
po de Artilheria autorisando para'co-
brar, e pagar ao procurador dp Capillo Ta
peti a prestacio de 10^000 rs. menciona-
da, no offi C9 antepedehte.
D lo -- Ao Inspector Geral das obras
1'ublic.is, communicando-lhe haver o Exm.
Si'. Presidente msndado applicar a obra do
Caes da Ribaira, acal, perl nc ente a obra
do novo Hospital Regiraental, qy^a ficou
parausada e disendo-lhe, que tendo dita
cal de ser mandada condusir pelo Inspector
de> Arsi-uelO* llarulta com "tilo so devia
entender a respeito, devendo assstir a
entrega o Mejor Felinoe Duarte Pereira, e
urn dos Membros da t'onimisaio de que el-
le (Ancora) era Presidente.
Dito --Ao Inspector do Arsensl de Ma-
rinba commuoicsnd-lhe 9 exposto
no antecedente officio e disendo-|he
que sobre a conduceaj da cal se devia pri -
meiramente entender com o Inspector das
Obras' Publicas. .
, Pitq.- Ao ISfajor Fe\ippe Duarte P-jrei
ra ., d sendo-Ihe que leudo acal destina-
da a obra do novo Hjspial a seu cargo,
de ser aplicada a do Caes da Ribeira, con
vinha que com na dos Membros da
Commisslo nomeada para tomar-lhe con-
las assistsse a entrega da mesma pal,
Dto Ao Coronel Commandanle das
Cl'sses, communicando-lhe em resposta ao
se'u officio de G do correte, que em ordena
do dia de hoje'se liuha providenciado, subre
alictrif do Alferes A.-de Olinda Caval-
canje.
Dito Ao Major Commandanle do De-
posito, mandando considerar prapas do
mesmo com data de hootem aos rcrutas
Antonio Marques Pereira do Vare, Joa-
qun! Feliz Coeiho Lturenlino Francis-
co das Cha gas, Manoel Coeiho Lucio de Le-
Dito..Ao mesmo remettendo-lbe se- moa e Manoel Jvde Medeiros.
meihantemente a rellacao das pracas do 2.
B'.ulhiq qu perssaec!-5 no>Para' rq,
servico, do^rim-iro de Fevereip de 1837
ao ultimo de Agosto de 838, prevejiio-
ro-o de que a ola de excesso de licenca
feila na relaclo ao Alferes Manoel Joaquim
Madureira devia ficar sem ffeito por
ler o mesmo Alferes oblido a qui proioga
9I0 da I cenla, e recebido ^enciinentos,
conformemente aguia que pWa aquella Ra-
partco se Ihe passou, e qta* O Alferes
Maibias IJvrreira da Silva tendo sido de-
millidoaa de Marco de 187, nenhum
abona se Ihe devia faser. desse dia em
diante.'
Dito-- Ao mesmo, disendo-lhe, que
teodo-se d' ordem do Gpverno Imperial
da. abonar a familia do Capillo Manoel Lu
meiro de Marco deste anno em diente, ha-
Dito Ao Comipandante da Forlklesa
de Itamaraca' couredendo-'Ihe f. culdde
para vir a Capital condusir sus familia,e I a
Ui de objeclos de particular inieresse sen.
Dito Ai> Commandanle nlerino do
quarto Corpo de Artilheria. remellendo-
'ue aseerliddes de exames do primeiro an-
uo Mathemal.co e D. seribo de paisag-m
dos Cadetes Francisco da Costa Reg Mon-
leiro e Jase Ignacio de Medeiros Reg
Monteiro a (im de que as Gzesse notar em
teat assenlos,, eaichivar-
Dito -- Ao mesmo devolvendo Ihe ss
les j'ufficio de dous soldados que tiniilo de
ser propostos para R-lonna, a fim de pas-
ssr outras dando-Ibes a data de 11 de Ja-
neiro do correnta anno.
Dito Ao mesmo, dando-lhe os escla-
1) >s tinha por terem sido presos dous
dias depois de abandonaren! o Corpo. *
D.to Ao mesmo, remettendo-lhe a
Guia do' Soldado Invalido Jone Vicenta
Neto, para que o aichirasse por ello
passasse a' de officio que devia acooa-
panhar a piopusta.de Reforma.
Portara*- Ao mesmo mandando dar
demisslo ao Saldado Estevio Bispo, por
nio estar no caso de servir em primeira li-
nha, eassim o determinar o Exm. Seuhoc
Presidente em officio de boje.
THEZORARIA DA PROVINCIA.
Expediente do'dia 7 de Fevereiro 1839.'
' Officio Ao Administrador da Mfi do
Consulado partecipando-Ihe a entrega n
Thesouraria de ra Liv'ros de Rrceita escri*
plurados na mesma Mesa no pretrito an<-
no financeiro d 1837 a 1838 que acom-
paiihsto o seo officio da mesma data.
Expediente do dia 8.
Officio Ao Contador da Thesouraria
Provincial com a copia do officio do Exm.
Presidente da Provincia de i5 de Janeiro
p. p. para ficar na intelligencia de que em
seu cumplimento se tem -de abonar ao
Inspector das Obras Publicas da mesma
data em diante e em qutnto se nao man-
dar o contrario', a gralificSca meosal de
(ioj'reis por cunta da coasignacaS para
as mesmas obras.
' Portara Ao Thezoureiro da Fssend.i
mandando entregar a Christova Dies-
lel a quantia d a5:695.fV4J reisem Bilhe-
tes n'Alfndega vencer valor de rea
a4:o6li'3iS que recolbeu ao Cofre da
mesma Thtsouraria em Notas do Novo
Paurauv
da aooaar a lamina ho \^epno nianoei *yu- *"' -,-------------- >-.-
iafTapeti a prestacio mental de dea mil rcimentos que pedir, acerca dos dous
res por conta de seus vencimentos do pri- soldados que no dia 5 Ihe forio remetti
dos em qualidade de ausentes, e mandan-
do sutn-n'" notada diierci5 qut am-
Diversas Iiepartioens.
ALFANDEGA DAS FAZENDAS.
EDITAL.
^eraqte o Inspector d'Alfandega em a
porta da mesma se hade arrematar uo da
i3 do curente pelas 11 horas da manilla,
segniule abaix-J declarado impogoado
pelo Guarda Avjlso Pedro Jos Balboo
da Molla* no Detpacho de Manoel Airea
daCunha ob N. 3885. '*
3 Jogoa de bsucas da Jacaranda.
Alfandega 8 d Fevereiro de 1839.
O Inspector interino.
Jacome Gerardo M^8 Lumacbi de Mello.
MEZA DO CONSULADO. 4
_ A Pauta ha a meama do *
CORREIO.
A Escuai R&M fc,b-f Cd*nuft*


w
^
DIARIO DI PBKI1AMBUCO
__T
dante o i.* Tenenle Jezuino Lamego
Costa recebe as malas pira Mteei Bi-
hia e Rio de Janeiro no da i4 5 lio-
ra da tarde.
_ O Brigue Portugus Oliveira recebe
a mala para Lisboa hje as honze Loras
da manhai.
i
(le
ARSENAL DE GUERRA.
O Arstanl de Guerra precisa deenga-
jar homens que teohlo sido Soldados pe-
lo mnoa 4 annoa ye que nafi seja muito
velboa para seren empregados en limpe
aa de armamento : quem estiver nestas cir-
cunstancias equiser dirjase ao mesmo
Arsenal a falar com o Director. Adver-
te-se que devem vir munidos de suas es-
curas no caso de nio serem conhei dos
pelo mesmo Director.
Arsenal de Guerra 8 de Fevereiro
i839. .
lose Carlos 1 eixtira.
Director.
O Arsenal de Guerra comp a pregos
em barra esso. de correi* pedras de
fogo Inglesas taboas de p.nho e Ion > em
pecas: quem tiver e quiaer tender diri-
ja-se ao mesmo Arsenal com -s amos-
tras-e presos que s comprar a qum por
menos der. Tambem compra c;.bi de li-
nho velho ou averiado.
Arsenal de Gueria 8 de Fevereiro de
i83o. .
Jos Carlos Teixctra.
Director.
OBRAS PUBLICAS.
Precisa se de quatro Serventes para
trabilbarem na obra do Quartel das Cinc -
Ponas, quem como tal s quiser emp e
gar dirija-se ao Sor. Tenenle Joaquim Jo-
ze de Faria PJeves no mesmo Quartel para
Jbe dar habilito.
Inspecca das Obras Publicas 7 de Fe-
vereiro de 1839.
Moraes Ancora.
PREFE1TURA.
Parto do da 9 de Fevereiro de 1839.
lllm. e Exm. Snr. Parlecipo i V
Exc que forafi presos bontem a minha
ordem e recolhidos ao CalUbouct do
Corpo Policial: Jos Pereira Cassiqua .
pardo por a soldados do B-Ualho Pro-
visorio por ter assassiaado a Jernimo
Jos de Lima no lugar de Fora de Portas;
Joaquina Theresa tambem parda, ptlo
Commissario de Polica de Fora de Portas
por briga furto de urna japona, e insulto
ao mesmo < ommissario-, e Jos Ignacio de
F re tas e Francisco Fernandes tambi-m
pardos pelo Sub-Prefeilo da Freguesia
de S. Antonio., este por suspeita de ser
desertor do Batalba Provisorio, de que c
praca ; e aquelle por ter sido quem atirov
e ferio gravemente ha tempo o Commissa-
rio de Polica do atierro dos Affog-ulos An-
tonio Luiz de Freitas e se Ihe ter bont m
apprebendido urna faca de pona com a
qml eslava armado e resisti prisaS em
pleno dia, tentando ferir a quantos elle
Se aproiimavad.
Nada mais consta das partes hoje recibi-
das nesla Secretaria.
Dos Guarde a V. Exe. Prefeilu a da
Comarc.i do Recife 9 de Fevereiro de
1839. Ulm. e Kxm. Sr- Francisco do Re
go Barros Presidente da Provincia
Francisco Antonio de S Brrelo Pre-
feito da Comarca.
ANNUNCO.
O Sub-Prefeilo da Fregosia de Santo
Antonio, e eucarregado da Polica do
Bairro do Recife a pedidlo do Sindico da
Ordem 3. de S. Francisco declara, que
a Procissio de Cinza segu da mesma 1-
greja de S. Francisco pira o Recife e
passar pelas masda Cadeia Cruz, dos
Tanoeiros Corpo Santo Vigario, se
guipela travessa do costume em fente
a Igreja da Madre de Dos e na volla
passai pelo Colegio ruaa do Livrameuto,
Direita,e Horlas, e seguindo pelo Pteo
do Carmo ir pelas 1 uas do Rosario es-
trena Queimtdo e Cruzea e ae teco-
Iher a sua Igreja e roga os moradores
dessas mesmas ruis que baja de mandar
al.mpar suas testadas afira de p -der tran-
zitar com asseio' a mesma Procissa.
Luz Francisco ilarb.lho.
3." C. e Sub-Prefeilo.
Falla com que o Dr. Juiz de Direito do
Civel e interino do Crime do Comarc
da Boa-vista abri a prim-ir SesMl
dos Jurados no dia 3 de Dezembro de
1838.
S*nra. Jurados. Ni quilfdade d Juiz
de Direitodo Crine interino lesta Comar
ca, me aprsenlo boje ebeio de jubilo e
gloria nesle honroso Tribunal, f^ara par-
tiliiar com vosco dos imcommoilos e fdi
gas que result dos arduos trabalhosque
vamos encelar. Desdeja pesso diseu')). ,
se a marcha por mim adoptada como Pe
zident leste Mostoso Tribunal, nao
corresponder as vossas esperancas. Esta
reuniio Surs. nao pode deixar de ser gra
la todos os coraedes verdaderamente pa-
triotas ; por quinto, s a ninguero he des-
coiihecido q ie a in.stituiga dos Juradjs ,
leve por motivo milbor, e mais segura
execuca !U>tica ; se a excedencia desla
iiistiluic"8, com diz um Escritor", lem
sido proclamada p,-las Nscoent antigs e
modernas como urna insigue desecuber
la, que franquendoos homens o Ca-
minho da rasio, e juatic os pretende
salvar d'innumeraveis males que os erros
do intendimento e are.5 daa'*jwixoens o
Itavia arrastalos^nao resta dvid .Srs.
que o principio Wroa emiltido he verda-
ileiroi ito he que esta respeilosa reuma.,
nehe certamente de praser e ronsolacafi
ao hornera amante das inslitucoes livres.
Dentis ,- se pira go-a'-se de hbeidade b
indispeusavel que.haja seguranca e se
para existir esta torna-se d'absolula ne-
cessidade que se puna o crim e absolv
se o innocente e se emfm >b desta manei
ra as Leis lerio seo inteiro vigor, e as Au-
iborid.ides podero livrimente desempe-
uhar as funeces de seo* Empregos ; o qu>
vos rests, Surs, Jurados sei;So cubeitos
deregozijo entregaides ao sule'mue exeici-
cio para que. a sorle vos deparou ? Antes
qu luJo nflectis Sari. qua se em to-
da a organizac<<5 social, para que ella se
nao separe de,seos eixos se cont.iiln
em seos limites*, e que (o instituida, torna-se precito que os
individuos que e>mpoem se liguora res-
ti idamente auaseos deveres afim de que
f,e poisa recar o menor mal possvel; com
quanta maior rasa5 nao se deve observar
huiu tal principio na organisacio dos Jura-
dos que lem de decidir Jo que o hornero
lem de mais precioso na sociedade quero
dizer, d vida.' Logo, Surs., se tendes
patriotismo inligridade, independencia .
e professaes principio de just'ca com> de
tudo estou persuadido, n5 deixeis escapar
o criminlo ao castigo que justamente me
rece. LembraivoS dos novos crimes que
pode coninieiter o delmquente impunido.
do augmento dos malfeilores e por con
seguinle o mal que cauza5 a ordem publica.
Lembraivos que sois responsave9 pelas
vossas decisoofts a D%os a vossa propiia
consciencia e so publico ; e (|ue a Socie-
dade tanto ganha em absolvendo se o in-
nocente como castigando-se o culpado ,
porque se este offende as Leis daquella ,
todos sa5 interessados na punicaS le seme
litante allentadi, que al*ca aos dreitos
de cada hum ,'e se aquelle as n5oFnd. -o
ser igualmente do in'eres*e geral sena:
castigue. Lembrai-vris ainda, que em
Ituma Comarca como esta liosamente cria
da, onde o criminoso pode fcilmente sub
trahir se ao crime, ja pela exlenc.5 loca-
lidade e falta de populaca que na mesmi
rido ao seo valimento ou de algum seu
parete, oualguma outra cauza seme
litante ; e ornis he, sem refleclrem ,
que em aasim obrando Ieva5 a Sociedad* a
o ultimo apuro e em breve ser nececes
sario que o Cid do picilico por si mesmo
time a viugnc* das injurias dixando ao
Ttibunal dos Jurados vergonhosa tris-
te e escandalosa tirela nao de aliviar
au innocente opprmido m cadeias aos criminosos tornando se ap-
prov.idj'es a- sfo$ delictos Eu vos p 1-
leria ap.eserHar innumerave.is exmplos .
do quilo acabo de diser, mas para q' cansar1
a vossa paciencia para que roubir o pre
dos > tempo quand'i vos mc^amo mui-
tos nasa desconhecidos ? Releva ainda
dizer Surs.. que as vossas deci-5e$ de
ver ser dadas segund o que senlird. s
em vossas consciencias tendo em vista o
crimo suas circunstancias esuaa proras
nao vos e.-quecendo ja mais do solemne ju
ramento que prestasteis quB far na ver-
dade esqueeer ao homem de b resse, a influencia particular e ludo que
nad disser respeito a Jusl c 1 do ju'gamen-
10. Em summa, Srs. lembrai vos que o
Publico est ltenlo p-ra o resultado de
vossos trabalhs afim de bem diser-vos ,
e encher-vos de agredecimeulos se fordes
rectos em vossas dechoens ou cobrirvos
de b Ides Srt vos apartardes dos sagra-
dos deveres inseparaveis a hum Jurado in-
teiro e independ-ole
A SessaSdurou deis dias e nella fo'io
julgados com criminalidad^ lodos os Pro-
cessOs que enlraiSo rJwa 11 Jury d'AccusM-
c5 a excepca de hum montando 0 nu-
mero Has que foiio julgados com materia
para Accuzacc.fi a 39. Pelo segundo Jury
f>rio julgados 6 procesaos dos reos que se
achava prezos, sarain lo condemuadus l\ :
a saMJter a a>pena ultima 1 a gales per-
petuas e nutro a 1 gastaos meSes el
lias, de riiis-o simple* ; e 1 ab Foi encerrada a Sesso eom o sUJcinto
Diacuiso seguinle :
SeDhores.
Ao passo qu ouvimos hum geral quei-
xume contra a icistituicafi lo Jury talvez
bizeado nos tristes resultados q' tem apare-
ci em muito? Tr bunacs dos Jurados
ao payo que tmlo paree se iudispor con-
nstiluicao vos nesle
ha e ja pela nem huma Polrcia e mais
que tudo por huma proteca mal nlendid*
( nafi obstante mais de huma vez ter sido
funesta aos roesmos prolectores.) Lem-
braivos digo que e >i huma tal Comarca
este respeiciavel Tribunal se dev revestir
de toda a ciicunspecco e inteireiza,
fim de que serrando d'esta arte os ouvidos
aos vis petitorios e etnppenhoi de ho
mens que em vez de olh irero para o b'^m
da Sociedade mirio ti > somenlc para eo
amor proprio interesse ou caprixo ,
querendo a,$ claras proteger hum criuiino-
tra huma t. 5 belli
remontado Serla5 acabaes de mnstrar ao
Brazil que s majajs W inconvenientes
apparecidos nie> safi pMVetflenies da insti-
imcao e sim dos in(!l*dio%que com-
pofln. O ex-mplo que acabaes de dar
v.s lorn*Ocredores da estima e elogio le
vossos ConcidarJos, e com*particultridad
me Acceitai po's os merecidos louvores por
lafi importantes servicios prestados nossa
chara Patria. A vossa docilidade ; e toa-
eca mbn* com que s-mpre me ouvisteis
na pen sa e honrosa tarefa da vos aeri-
gir, 9a5 ouiros tan'os penhoreTdo rneo-i-
gr-decimenlo. O Supremo Autor do U-
uiverso vos queya dar perseverancia para
progredirdes entvossos justos esabios jul-
gimentos. Resla-me nualatente pedir-vos
d seulpa de qualquer falta ou mesmo er-
ros, 11' eu luja commltido, lembrando-vos
que so existir o forio filhos do entendi-
menti, e n;>5 da voutsde.
Alexsndre Bernardino dos Reise Silva.
trei na Villa com os paizauos, que ti a ha para
sustentara ordem mas infelizmente achei
o Commissario Joo Onofra bast me en-
fermo pela lula que leve ; e achei o Juiz de
Paz Coelho commandando o destacamen-
to ; reuni > dito forca que ea levei; ppo-
curei saber d >s ordens dadas, e q/denei a
sua conservacJIo, mas nada agrada va a esse
Juiz, senao o mando de tudo; fez detalhes
sem ordem minha e dava oulras secretas.
As duas horas da madrugida, mandei dar
dous tiros para experimentar se a tropa t-
cudia qu-lle lugar, por ser c.->se o signal
lado eu melbor conhecer o animo da
tropa correra em fim todos o* que esia-
vaO na Villa e os aeliei cim firmeza. Li-
go me appsrceo esse Juiz Coelho MtraT*
nhando o meo proced nenia em ludo
mostrando querer chamar si o comman-
do foi quaudo eonheci que os m. os sol-
dados nos piquetes mai- di.Untes da Villa ,
e as armas irm'-id s dando as peiorcs aos
meus ; Ivh urna conferencia com-elle na
qual conheci a malieia na trama, que me
preparava e o mesmo eonhetera os sol-
larjos que logo me representarao diat-
do-rae parte, que o Juiz, Jepois queso
apartou de mim f;i ao quartel e orde-
nou que nio roc^bedeeassem ; prender, assios como ao C*bi*06 linita,
por ntuilo atrevido e suspei(ono mas
nio tiitlla fofCas suficiefttes para resistir a
dous ataques juntos : porque o Raimundo
Gomes eslava pedo da Villa em observa-
c-s porque de martlti veio urna sua espia
Vi la ; eeu vendo a adiada e que eu
PROVINCIA DO MARANHAO'.
Illm. Sr. Accuso a recepeo do r.ffiio
do V. S. de deseseis do cornnte que me
cuinpre satisfazer assim. No dia treze des-
te mea e n io no dore com* partecipei a
V. S. em otficio numero oitenta foi que
Raimundo Gomes tomou a Villa da Manga
eom 12 homens somenle, e praticou oque
j partecipei. Eu sem forca algurna entao,
tialei le reunir alguns paizanos que ao ca-
bo de cinco das numeiei quarenta, espe
rando a que r "ut de V. S. (tara poder
reprimir sem litante atleniado porem sen-
do elle informado dos meus pasaos fugio
em o dia 17 ao tempo que o Comraiss >ri..
Jno Onot'e com o Juu d* Paz Coelho ,
o atUcava ; fugiram einfim s malvados
detrs, equalroc-ntose noventa e oito car-
zo conhecido somenle por este ter rccbr- tasos. Hooteta aa iovb horas da noile -
nao podia escapar retirei-me s cinco horas
da raanbaa ; e dixando de fortefic.r-me
em minha casa vim para a de meu Pai
em lugar denominado Agoa fra onde.
espero que V. S mt soccorra com Iropa da
primeira linh nunca menos de cincuenta
pravas ; pois eonstt que o inimigo espera
refurco de algumas partes, inulto princi-
palmente de Campo-maior. He preciso
nular que alem dos empenhos qu-teste re-
voltoso faz de1lej-6r o Presidente la Pro-
vincia, diz elle, que osen forte diiiar
abaixo a Lei do- Prefeilos. Eu estou mar*
cado, por esse tiranno assim como o Co-
neg Jno liia-io Sr. Coronel Coqueiro,
Raimundo do R-go, e outros por conside-
rar cheles do partirlo chano. Elle Gomes
i'fficiou-me que me demitlisse ao que nao
aitnij; e s pertendo pelir a S. Exc. essa.
demissloquando esta levolta for acabada.
Reenvi os c Arios de V. S. para o Sr. Sub-
l'releilo do Cud, eCapilao Pedro Ale-
xandiino por nao ter piesenteraenle ma-
neiras de as mandar entregar; rogando a
V. S. baja de providenciar respeito pois
acbo-me igitVtmente preciso dizer a V. S.
que nenlttnna muuirip tenho; por isso
(jue alem da que a liopa trouxer necessa-
110 que venha outra de sobrecelente. E'
bastante o exposto para V. S. soccorrer-me
com a brevidade possivel.
Dos guarde a V, S. Sub-Prefeitura do
Iguai 18 de Dezembro de i838. Illm.
Sr. Coronel Jo feitoda ComarcaJo* lgypto Pereira da
Silva Coqu.iro, Sub Prefei.o.
_ Acsbo de receber o sfo oficio de 19
do corrente e por elle vejo as*f$jjdeiicias
qun deu m;.ntfcndo#rchar 3opr9as da
Companhia de Ligeiros commandadas palu
Tenenle Fomnalo, e a5 paizanos dubatio
docommando do Cidado Atailonio f..-
mfbdj Guimries^a i.ero so encontrar
com a gente reunida pelo Juiz de Pa*aWo
segado Destriclo Jor Peliciano no lugar
do Pentiado a fim de-coadjuvavem o Sub-
l'refeitodolojuar na dispersio dos facci-
norosos qu e atireverafi a perturbar a
ordem na mesma Villa. Sobre o que cum-
pre-me em resposia declir s S. que
esteGovernoseacha plenamente satisfeito
de tao sabias como rpidas medidas que to- '
mou as quaes lendera nao s a obstar o
progresso de semelliaple distuibio, como
a convencer aos inimigos do socego pnb'ico
de que a Lei, e as Authoiidades tema
foica sulBcicnto parauso fazerem respeitar,
e de protegerem ao Cidado pacfkof e la-
borioso cootra as empiezas do malvado. O
Governo, que j tove occasiio de experi-
mentar a envidado e energa de V. S. nos
..occorros que prestou a Comarca deCaxias,
para destiuicao do Quijombo de escravos
fug dos, qorf appareceo no Codo nao
duvidou umso" instante de que ora eropre-
gase todo o sen irlo e xfr?os conlrt os




DIARIO DE rEBNAMfceO
tediciosos do I usr e assim bem longe de
assusljr.se com a apparicio deste pugill
de salteadores est persuadido de qu *
Torca que essa PierViitfra fez marchar uni
da as 3 > praxis do Corpo de Polica qur
nmliH ji fui daqui mandada para aquella
Villaiscr mai que suficiente para rest.be-
Jrtjer a pa alialleada. O que nao obs
lante. cim i nio devamos confitr de pro-
babilidades e contingencias, ser uri
que I c descer para o ponto amaneado a
gente que d'ahi mandn para o Urub
I1.' d sneces*ario recoromendir Ihe toda a
deligancia possivel para a prizio d'esse Rai-
mundo Gomes que le intitula Cnmrnan-
daiile da forca sediciosa e seus sequases .
remetiendo os a esta Capital, a fi-n de se-
rete punidos com lodo o rigor da L* Nio
d-vo ommitir nVsaa occasiio-, qn tendo o
Sub Prefeito do Rosario requisitado a este
Coip'iii Tinte- e urna granaderas com o
competente correrme, e mil cartMxos a fim
d* ai mar e municiar <>s homens que reu
nio para v-lnr ni manutena > da ordem e
soceg i eoj o respectivo Municipio, bro
como rJafeodl -o de qudquera^gressio, fui
aalia/eitoesle pedido : o que II.e partecipo
pera sua inteligencia.
. Drios Girdea..V. S. Palacio do Gover
no dp Maranhio a4 de D z mbro de 1838
Vicente Tboma/. Pires de l'igueiredo Ca
margo. Sr. Prefeito da Uomaic do Ita-
pueuni. -
_ Coiislando-ran que os sediciosos ila
Villa da M^nga n-eu cbefe o fu-moroso
Raimundo Gomes procurad evadir s p lo
lado da Parnahilm limitrophe da Comarca
de su u isdiccio apesso-me ein fazer-
llie f sla eommuuicacio rerommeadando-
Ilio o.maior empeniio e di-licencia na ap
prehencao dos mesmos. E se elles se pas-
sarem para 1 Cora nci da Parnahibr,
Provincia do I'iauhy podei V,* S.
entender-se com o Prefeito respecii-
vo, que o Tsente Coronel Jjs
Francisco de Miranda O/.orio, Cidadio
respeitavpl, amigo da ordena e que na
d quarlel anarquistas.
Dos Guarde a V. S. Palacio do Go-
veino do Maranlio ero ?5 de Dezerohro
de 1858. Vicente Thornaz Pirs de Fi-
gu<-iredo Caraargo. Sr. Coronel S^verino
Alvead* Carvalho, Prefeito da Comarca
do Bieju.
MARANHAO' i.'DE JANEIRO.
* Noticias do Iguar.
Ficam cima estampadas algumas pecas
r fficiaes quo dio noticjas do motim que
houveem i3dopassado na Manga e do
estado em que actualmente se acba aquelle
municipio. Por 111 formadles particulares
c infirmadas em parle pelas raesmas pecas
ofEeiaes, podemos vir no conbi'cimento da
<>rigem desses tumultos; foi o recrutameo-
to violento. O prefeito do Itapucui diz
i|ue existem descontentes por essa cusa ,
e o presidente da provincia oidena que se
ja demittido O c mmissario Joio Onofre ,
por ha ver prendid > varias testemunhas que
vinham jurar n'uin processo de mul.
Com ludafli porania inexpliravel conlradic
cao. declara que a priso nio sena Ilegal;
se as testemunhas estvessera aujeitas ao
rcruUwaenlo como se fosse licito nter-
romper assim a marcha da jujtica e como
sea priso*djs testemunh-is sob o pre-
texto de recrulamenlo, rito podasse ser
Kan mi-10 de as fuer callar ou perjurar!
Tudose v na administrado do Sr. C-
tenor os paisanos ou guardas nvcionaes e mi occasio em que hm fora d" semear-se
1 intriga entre os cid adis amigas dior-
l-m d-viam tod'is procuoar unir-sa par
li- coimurn acoordo coralnteiem a desor
l'ii. Acuo nio sei favorece' os amoti
assim vimos os ti que compunha o des
(acmenlo da Manga unirem se, com ama-
nha facilidade aos 10 amotinado* com que
ali Rntir Raimund .Gimes.,
Accrescentem s islo o m us trat s os
1 1
troncos e os viramundos nu** nos consta
rudos o eonfvwidir ocn ellas n'uma'com-
iouiD perseguico a un cidadio honesto ,
terem sido restaurados pejo comni JoiOnofre, na Manga e pelo comis- Vlanoel
quf
sario Lindoso, de um dos disli icios do
Rosario, e cerio na 1 leiemoi que admi
rir n-^s da surprejta'feita villa rii Man51
Disem que o tal Riinaundo Gjmes achira
li um sen irmio a ferros no viramund ;
ora similhantes perseguices bao por fi>rct
fazpr dv/scontenti-s e o descouteritamento
in^Thomens grosseiras entre os quaes ha
Iguris criminosos nio pule deixir dt pro
duiir reaulfsdos iguaes aos da Manga qu-
Francisco (que at fj qnem ensi-
nou a 1er os filhos do coronel Coq'aei'o)
" por elle ser homem de cor e por ha
ver conomettido o cri;me de Igar-se oppo-
sicio ? ^caso nk'o ser obrigar um homem
a I mear S9 na e ir reir 1 do crime o ameaqa-
lo com um recrulamenlo de que as leis o
isentam? ES. Ex. (ainda o repelimos^
nao se pejou de mandar publicar essa odio
sa 4 unc sean levemente ao menos con-
traria la.'
lio fataes podemser. Assim, o sub pref-it.i \ Naddmenos nosso derer confessar
do Rosario tendo a consciencia dos pro
pnos feitus j recaa ifjuae tentativas, e
mandou pedir ao presidente arm nic5-s para defez da ordem, cuja per tur
lucio pode tr lugar em conaeqoeneja dos
sena errse prepotencias
Estes senhares d is prefeituras asspnlarn
quisi todns que p-lo faci da sua cre.acin
restiurou se o absolutismo puro ; assim fa-
la-noa um na nova ordem de cousas w
expresslb technca que sempre serviu pa
tj designar murlanc de systeJna ; ou ros
levantam gohlBty, e pon os reculas em
troncos; nutroi ac ins Iham ao governo
com adm ravel aangue fri que mande re
crut >r para grum-te um cidadio p^cific,
estabtleciqjiom negocio, e vereador de
cmara, porque srj assim nos poderem >s
livrarde um mulato lio prejudicial ; ou-
tro finalmente assevera que > por falla de
focas fTio pren leu um juiz de paz con-
tra quem apenas l'inh 1 algumas suspeitas !
E em ludo isto o que mais para notar
o silencio d- S- Exc. que "nVspresando o
consel^jp do coioiiel Coqueiro pois nio
mandot reci utar o vereador bem como as
ecusaces do sub prefeito Jes Egyplo
contra o juiz de paz, pois nio suspendau
a este com ludo nio se quiz dar ao traba-
Iho d Ibes fazer sentir que os vereadores
se nao recrulam, e que os sub-prefeilos
nfo tem autoridade para prenderem juizes
i.- paz; silencio tanto mais digno de repa-
ro, qunrt)o4>. Exc. leve a desgracada lem-
brsnca de mandar publicar tss>s insina
ces esobre ludo, o extravagante uffi jo
observacea urna
do coeSMlel Coqueiro
leila
iremos sem
margo, e podemos ler por ceno desde ja fugiram por outro; essas aecusacoeg
que es insolente commissario se justifica-
l
a faCiliiieute parante o governo, diseodo-
e apenas que as testemunhas podia e de
*viam str recruladas.
Este s facto poda explicar tildo; mas
cumpie acrescentar qua por causa do re-
crutamt uto indistuiclo e illegal a maioi
parte da popUoio do diversos pontos
coiih-'cida sob o uome de forros ( e que S.
Exc chima cabras muda de Pern-mhu
co) tt-m abandonado as suas casas ericas,
deixando ao desamparo as familias : no Ro
atrio, por exemplo a gente pob'e esta
pascando por ledos os inconvenientes d-
miseria e da fume, por biver fugidoa
maior paita dos pescadores. Outro raoti
tendeMUAue domina em todas as partici-
P'Ceg^ie'flzeravji o prefeitire a sua cauda
de subalternos ao presidente di provincia ,
avrgaaer, o quererem atribuir o desa-
guisado da Manga influencia do partido
da opposico 5 verdade que o prefeito a-
penas contenta se de diser qu<* eises succ-s
aos alo sem duvida fomentados pela raiva
de pai tidretas di-cabidos ; que o cornm I
Coqueiro s diz que a cimora e os juizes
de paz sin bemlev, e que na cmara ha
um mulato paejuicial que influa milito
com os da sua/jpr, que gustam de gente
igual a si ; verdade qu* o suh-prefeito
rcusa um juiz de*piz bemlev de se querer
arrogar todo o mando e de ha ver d ido as
peores armas (_iiio sabemos porque arte ma
gic-<) aos paisanos que. 8. Irouxera da fa
zenda Agua fra ; inas essas vagas e
fuleis aecusaces nenhum peso mereceiio ,
se se altender que ese juiz de p.-z calum
niado nio duvidou unir-se ao detestado
commissario Joio Onofre, ajuntar gente,
e marchar para a villa de modo que en-
trando elle por um lado, os amotinados
sobrf
tullo cahirio ae se allender que nem um
.homem nolavel tomou paite na desor-
ffm. .. INao ; a opposic o nada tem de
comnfVm com os pe turbadores da ordem ,
e muito menos com assassinos eomo nos
dizem que lio ese Riimundo Gomes, eo
j.u irmio ; o que a opposicio fez foi cla-
mar altamente con|ra va peiseguices e vio-
lencias que produsiiam a desordem.
O presidente*! provincia desprsou es-
sas aecusaces, da que nem ao menos tra-
ta as suas resposts ; e o Poblicador em
um artigo nio official, foi mais explcito ,
pois declara poailivamenle que as desordena
da Manga nem urna relacao tero com a po-
ltica ; porem lasumamoa que S Exe. nio
fizess sentir aos seua aeaotea a falsidade e
ine se os agentes do governo deram causa
; desordem com as suas prepotencias des-
firiram para nbate-la bastante zelo e
ciividade ; de modo'que as forcas que a-
juntararo, ajudadas da tropa que daqui
mandn o presidente, oumelhor, o major
Palca com extraordinaria rapidez dxvem
boje ler cabido com aqu-lle moviaento ,
que a nio ser proroptamenle atildado po
deria ler funestas consequ-ncias. Assim
orno no mais sio dignos de censura e vitu-
perio ni,lo o sio de todo o elogio.
Mas ser bom que o Sr. pieaident se
convenc quw a gl -na do governo nio con
>sle smente em empregar a-forca armada .
em repi-llir com energa os sediciosos em
pun los finalmente, com todo o rigor das
leis; ludo iss j um grande mal, e
muito mais glorioso seria o te-lo evitado
Ponha S. Exc. teimodesle i as violencias
l'e illi-gilidades que diariamente se esli ven-
lo por occasiio do recrulamenlo ; ponha
termo s exlor'ses que pi lo mesmo motivo
se estio prulicaiido em alguna pontos com
infamia como mineo se viu ; nio mande
>implesmente demitiir mande prncessar
s commissarics d- polica que ambara
cam a marcha da jusiica rferutando as tes
temunbas; reprehenda finalmente essas
provocac-'S ao crime e violencia essas
express5:s indignas como as que se en-
(onirao no officin do ctoii-I Coqueiro
Picamos que se assim proceder S. Ex ( >
que at agora nio tem acontecido^) se re
movero todas as occasi-s de desordem ;
e as classes inferiores cuja forca numri-
ca he immensa na nossa provincia, bem q
embrutecidas peti miseria e ignorancia,
sem motivos para odear as autoridades, nio
cederao lam fcilmente as i>ugei(5es crimi-
nosas de qualquer facciuoroso audaz e tur-
bulento.
Seria duro na verdade que a tranquili-
dad. de que gosa o Maranbio ha mais de
le t anuos houvessa de auora ser pertur-
bad 1 p- los des>jSoiismos e imprudencias de
alguna hax* de cauda curta e nos falla
mos assim a primeira autoiidado porque
amamos sinceramente essa tranquihdade,
em cuja sustentacio temos tanto inleresse
como outro qu-lqut-r
Antea de concluirmos fareroos notar q'
S. Ex. manda prender o facciuoroso R.ii
mundo Gomes e remete-lo para esta ca-
pital a fim de aquj ser punido com todo o
rigor das leis. Ora quanto a nos para que
lei se obaerve, seria necessai io que o
criminoso ossp punido la onde reside, e
onde commeteu crimes. Querera* acaso
S. Ex assentar-lhe praca? Quem sabe ? O
recrutsmento he huma nova panacea, que
cura todos os males.
(Cbronica Maranbense de 4 da Janeiro.)
vo de dejcontentmento ha sido o aervico 1 ,.-. -B---------- .c, T.nenm Coronel
pra que ae tem chamado por todo eaae rn- .ocongrueneia das saa. accusacSaa, a u de sus disciplina. .0 Snr. Tente Coronel
PARA'.
PubTieacao pedido.
Quartel General do Para 2 { de Outubro
de i838__Ordem do Dia N. 897-- O
Piimeiro Batalhio da Brigada de Pernam-
buco marcha para a Provincia do Rio Gran-
de de S, Ped'odoSul para continuai ali ,
como nesla Provincia a ser otila su Pa
tria esmagando Cabcca da Hy ira revol
cionaria e dando a todos exemplo de b a-
tnra acompanhada da Subordinado pri-
meira quiiidadede hum Militar, e da
consideraca e urbanida ie com os seus se
mebanles. Este Batalhio deve o Estado
Francisco Sergio de Oliveira que por mo-
tivos de servico Ihe ordeno nio acotnpanbe
o Batalha (*)e entregue < Commando ao
Snr. Major Joto Francisco Mello qoe s-
bila consrvalo na mesma boa disciplina
eo que o recebe, m, Tendo dH despedir-as
dos Bravos Militares que compoem o 1.
Uatalba da Br.g.d de Peroainhuco he de
meu dever louvar-ibes e agradecer-lhea
os seus bons servico* eo cordial iflecto
coa que se unirn settpie a mim. Fran-
cisco jjse de Sousa Soaats d'Andrea Pre-
zidente e Coa mandante das Armas.
_______i________________________- 1___-
LOTERA PO SEMINARIO.
.
Acluindo-se bastantemente adi-
anlada a venda dos bilhctesda Lo-
tera do Seminario Episcopal de
Olinda, o Reitor do mesmo Setui-
ario avilu ao respeitavel Publico,
|ue com a maior brevidade posai-
vel anminciar o dia to andamen-
to das rodas
COLLEGIO PERNAMBCANO.
Boa.Vista Rua-Nova da Viraco.
Arha-se abei lo o Collegio l'ern.mbucano
desde o dia 4 do corrente. Os che fes de fa-
milia cu conespoudentes dos alumnos que
tem de m ilricular-se podea di rigir-se ao
mesmo Collegio para respectiva Insciip-
co.
Avisos Diversos.
_ Chegira n'esta Cidade, vindos da
Bahia com o Vapor Salvador o Com-
positor de msica locador de Piano, a
varios Instrumentos de naci Italiano,
AI-stre de Cantoria formado nos CoJIegios
de Pars, Millo, e Genova, Auctor do
varia Operas em msica que execulaS se
na Europa; e Domingos Tribusi Ro-
mano Cantor Buffj ; o primeiro j co
nhecido no Brasil pelas lolhas publicas
da Bahia pelos OfEcios dos Exms. Pre-
sidentes daquella Provincia, e muitos
Certificados de boa moral e conducta,
nio que dos progressos que tem feito,
na formacio de boaa discipulas em msica ;
o a.*, na Cantoria como Cantor de Thea-
tro, e retratos tirados eutre os primeiros
Srs. da Babia ; os quaes sendo aqui de pas-
sagem off recem seos prestimos aos Ilus-
tres Srs. d'eita bella Cidade. Sua morada
provisoria, tua do Rosario, caza de Pasto
n ... ou dirigir ao Illm. Sr. Coosul Sar-
do na ra da Cruz ; sendo pioaptos a da-
rm liioe-. tambero de todas as Sciencias
cima declarado.; como tamben) ao Sr. Do-
mingos Lazar y na praca do Coromercio. A
O Sr. Passageiro do Brg. Portugus
S. Manoel, que por engao tomou conta
de huma cixa com roupa peilencente a
outro passageiro, a qual tem em cima da
lampa o letreiro de Antonio Pereira
e junto a feixadura diz Seminario --
queira por obzequio festituil-a a seu dono
assistente em essa do Snr. Antonio Pereira
da Cunha noRecife.
Quem quizer huma ama seca da
bons costomes e faz o arr.mjo de urna
casa e prefere homem Estrangeiro a
que sejs solteiro : quem quizer dirija-so
na ra da Pcuha D. 5.
Quem precisar de um Caieiro Brat-
leiro para ra o qual d fiador a sua con-
ducta : aiiiiuncie.
(*) Estou informado que o Senhor Ser-
gio fez lodosos esforcus para acompanhar
o seu Bat.iiio maa o Sur. Andrea vendo
que seus servicos eiii mau neefssarios no
Para o deixou Mear ; e com quanto o Sr.
Sergio reconhrcH as boas intencoens de seu
General nao se pode deixar de' -diser que a
sua ficada coitou parte da carreira militar,
porque nao entra em duvida que o Sul
olf^iece hoje mais vantagens aos que que-
rem seguir as armas que o Pa e por
consequencia fez o Snr. Andrea hum mal
[involuntario ao Sor. Sergio I


-

.,_ '#<*''
41
b 1 A R 1, Q PS
EBMAB.CO.
iii ii i
-
9
.
'!
,
_ O Sor. Ramel fl jrista-membro da so-
cedade real de agricultura de Franca tem
a honra de avisar aos Srs. amadores que el-
le acaba de chegar. a esta capital com nm
sortimenlo de toda a qualidade u'urvores,
arbustos ana que s dio flores, outros frac-
los, como rosa do Japi, on camelias ,
magnolias, detrs, dapheaa Rhodendrum,
frilsoias, jasmins, peonas, a borea melro
Sdaros, androroeiU, araleas, e roseiras de
man de aoo variedades, ceblas a flores
como jacttilho*, Julepas, jonquilbos, nar-
cisos, tuberosas, lirios, amarilis dalias
rainunculoa a anemonas Sementes de
orlalices e flores, arvores de fruclo, como
pereiras, macieiras, ameixeiras, perseguei-
ros, damasqoeiros, ceregeiros, amendoei-
rasf, groselheiras, ribes preto, svelan-
ieiros, nogueiras, c slanlieii os (marrons)
viahas das melhores especies de Franca, .*
Itm grande numero de outras plantas cu-
jo detalhest tornara mu longo, que se-
rio vendidas'ao mais mdico preco.
N. B. Osobredito Ramel roga aos S ir.
amadores de agricultura e botnica de o
Bio'confundixem com oa Charlatana que
tio indignamente abuzaiio a dias de sua
confianza.
Alera de que elle atreve-se a lisongear-
e que merecer' a confianca dos conlie-
cedores pele fresguidao, bom arranjo, v
aparencia de seus vegetaes, e o zelo que
pora1 a prehencher o* desejos desses se
nhores.
<0 Snr. Ramal encarrega-se larpbecp'de
mandar vir da Eur\>pa as eocommendas
,que Ihe izerem. Elle se transportara' a
casa das pessoas que Ihe fizerera a honra de
O mandar chamar. Os encaixamentos para
o interior far-se ha com toda a cautells q'
eiigem as sobredilas mercadorias. O seu
deposito ha na ra Nova n. 17, na livraria
Franceza.
"_ Jos Fernandes Gama tendo toma-
do posse Judicial de aio palmos do ten ene
silo no forte do mattos isto he aqu- II--
contiguo { para o lado do sul ou lado do
collegio ) ao armasen edificado por seu fi
nado Pai p Sr. Jos. Fernande Gama, ( ha
je propriedade do Sor. Francisco Manoel
da Silva Tavares ) roga aos Snrs. que tem
madeiras no mencionado terreno que te
nhio a bondade de as mandar tir>r visto
que o mesmo anounciante pretende edifi
car, cortos os Srs. que dentro de 8 dias nao
se dignaren) satisfazer a este pedido que o
annunciante entender que se Ihes tem con-
cedido licensa para requerer a quena ,com-
pedtr a remocio das madeiras a cusa de
seos respectivos donos a cada um dos
quaes pessoalmente se dirig fia se sou-
besse queco sao esses Senhores.
Quem quiser carregar oh fretar pa-
ra qualquer porto do sul na linca Alexan-
drina, dirija-se a rqa nova loja de ouca
;D. ia. '
_ Precisase singar urna casa terrea que
ni esceda seu aluguel a mai de 10,000
menes paga-se 6 metes adantados ;
quem a ti ver diiija-se a tu.- nova O. la.
_. O abaixo ssignado como socio do
fallecido .Antonio Jos de Olireira, na ven-
da sita na praca da Boa vista O. 4 roga
aos credo 1 es da mesme q favor de apresen-
tarem suas conlas correntes desde o dia prl-
meiro de Agosta at o prest nte no pra-
so de 8 dias contados de data deste a
fien de serem legalisadas. "Manuel Ro-
drigues de Albuquerque.
__ Na ra Direila D. 13 precisa-se de
ama pessoa para administrar a massejra ,
ou nm bom forr.eiro.
Quem ti ver escravos de ambos os se
ios acoatumadoaa venderempio qutr na
roa ou no mallo, e os queira alugar pa
gando-se aquella vendagem por i >t r-a que
convencionar, dirijo-se a tua D.n-iU pa-
dara D. i3.
Avisos Martimos
PARA A ILHA DE S. MIGUEL com a
maior brevdade sahir o muito veleiro ,
aovo e bonito Patacho Portugus Paqu.
t da-Terceira ; quem nelle quiser carre-
gar ou hir de passagem para o que l-rn ex
aellenles commodo* dirija-se a J-.i-i da
Gusta Lima, na praca do Corpo Smto ,
unto a diversas rendas no primeiro andar,
jfix ora o Capillo a bordo.
PARA LIVERPOOL o muito velh-iro
Brigue J.nglez Travellerj' quem quiser car-
regar dirjase a casa de seus consgnala
ris B. Lasserret Companhia.
PARA O MARANHAO'"segu viagem
em poneos dias por ier prompto a mai.t
parte de sua carga o Bergantina Brasileiro
Urbano Captio Manoel Joaquina dos
Santo-;'quem. no mesmo quiser carregar
ou hir de passagem para oque tem os mais
excellentes commodos dirija se ao mesmo
Capillo ou ao seu consignatario Manoel
Joaquim Ramos e Silva.
V e ndas
_, Pra fora da provincia, umaescra-
va de Angola mofa e de bonita figura ,
sabecoziuhar engommar ens;b<>ar co-
ser cha e propria para lodo servico de
urna casa : na ra do Livramento D. 4 i"-
do da pracinha.
_ Um sitio com a5s bracas de Ierra ,
com mais de 3o3 pi decoqueiros, na liba
deltamarac, peilencentea viuva e her
deiros de Fidelles Jos de Figueiredo 1 a
tratar na ra de Agoas verdes'sobrado que
faz quina para os Maitirios.
__ Bom viiho da Fig'uefra em pipas t
barris. no Recife ao p do arco "da Concei-
cio armasen 54-
Carne nova do sei la a bordo do Bri-
gue Escuna Maria e Luis defronte do Co-
legio : a tratar na ra da cadea velha ar-
masem n. i I ou a bordo.
__ Bretanhas de linho Hamburgos a^
panno de linho em pecas de 18 varas: era
casa de Hermano'Mehilens., ra da Cruz
D. a3.
_ Um negro bom para o servico de
urna casa e proprio para o servico de urna
botica por ter ja bastante lempo trabalha-
do nella : na praca da Independencia foja
do Sr. Meroj.
_ Um negro que reprsenla ter 16, an
nos de idade de naci angola bonita fi
gura a jjsla do comprador se dir: na ra
da Cruz n."-17.""
Urna preta de naci de ao annos de
idade", sabe coznbar, engommar, e lavar
roupa 5 c uma moleca de idade de \.\ a 1 i
anuos com bom principio de fazer o ser-
co de urna pisa : 00 paleo de S. Pedro
sobrado de um andar D. 8.
' Ban|ia de porco em pelle, e derrita:
na iua de S. Rita nova I) ao.
O Archivo iheatial com os mais no
vos dramas e dos melhores actores, com
as seguihles a lorre de nesd, o Pievaste de
Para ,~Bcamra ardenl.e os 3o annos ou
ojogador, Ricardo d AilingAanV o pobre
paslor, Calliar"ina Hward, os desafios com
a farca do urco e o'pacha Lucrecia BoV-
10
o cabrito montez : a nodoa de san-
jue, o gaiato de Lisboa comeda mgica
mourode Ormz toda comedia por 1000;
na ra da cadea loja de fazendas ao aira
vessar para o Corpo Santo.
__ Jma negra de ao a aa aonos ,^ de
bonilaTigU'ji e hbil para todo o servico:
na ra larga do Rozaro venda D. a.
_ Um diccionaiio MaRiium Lexicn
em bom estado : na ra estreit* do Roza-
rio botica de Joa'o Pereira da Sjlreira.
pas escrvas de naci com bioitas
figuras e com algums habelidades : ha
ra Uireiti loja de couros D. 18
Na rita nova no segundo andar da ca-
sa D. a6 hum, escravo moco bem f-1
lanle.
3o c.izars de pombos muito bons em
qualidade por preco commodo : na ra
do Livramento.p. a.
- Urna bonita escrava de aq a a8 annos
de idade cozinha o diario de uma casa ,
engomraa faz todo o mais servico : na
mi Direita do lado da Igreja-do Liviamen
lo sohr.ido ao.
Carlas abreviadas de silladas, e no-
mes, em lelra redonda, e manuscrito as
melhores e.as mais exactas possiveis au
gmentadas com algos conselhos de educa-
cao proprias para dispor mocida.de a<>
bom rgimen a 100 res; taboadas conten-
do a pumeracio fallada e escrita addi-
cio, mullplicaco, e algumas 4efinic5 de Besoul e outras explicacues conveni-
entes aos meninos a 100 iis : ha ra Di-
reita lado do Terco D. a6 loja de couros
do Sr. A a ionio Luiz Pertira Basto.
_ Uma obra completa de L* Croix: na
ra de Horcas 'sobrado da quina do beco
deS. Pedro.
., Luvas de linho seda e li para ho-
rnero e Senhora famosos algudiozobos ,
madapolOea bajas cansas cambraa de
quadrinho lenco, lilas, gangas azues
ingieras e francezas chitas chitas sus
pensorios mias comn/idas brancas e pre
Us. e outras, militas fazendas or preco
commodo': ha ra da Conceicio da Boa
vs,roja delront da fgreja.
_. Os seguintes livros': coTlecfips de
leis de i83a a 1837 com o indeee gesA,
historia do Brasil dita de Napoleio, #V
gulamentos das alfanJegas, paulas das di
tas', a voz do profeta resumo da historia
natural cons'tuco poltica guias dos
colleclores novo diccionario topogrfico ,
historia da revolucfo franceza, exam'e so-
bre o jury, annaes da legislaco'ao impe-
rio eos mir a forca d'amsade slita
ros de murcia, honrado negociante, os
amantes desgraciados, GiUii historia
de Roberto engao fatal., casamento por
vinganca diccionario dos verbos irregu-
lares da hngoa francezt, corografa brasi-
lira mestre firffccez f vida de faublas,
grammalica inglezi, manual de jardineiro,
questes sobre o cdigo do pomroercio, mor
ledealiguy linlias civs", polica de Pa-
ria, historia do" christansmo e outros
muitos livros por preco commodo : na ra
do Vigario 11. i(i
_ Um negro' creoulo de bonita figura :
na ruado Colegio D. uo primeiro, andar
por cima da botic. '
Uma escrava creoula de idade de 18
annos parida Instante sadia e com
muito leile, e sem a cria : na rui estfeita
do Rosario no o. andar lo sobrado da
quina do beco do Rozario.
_ Dois moleques de naci cambnda ,
com idade de 14 annos de' bonitas figu
ras, um escravo do cor parda, bom ser-
rador e coeiro. cm at anuos de idade,
sem vicios nem achaques e vende-se por
precisio ; um dito de 4 > annos de idade ,
muito forte sabe coznbar, o he mulo
fiel: passandoa' Igrja dos Martirios no
I. andar do primeiro sobrad*
5o moios da sal, pouco mais ou me-
nos, e chegado ltimamente, de Lisboa :
a tratar com iN. O. Bieber & Companhia ,
na ra da Cruz D 3.
-- Rendas de fil preto para tfbao
camuas da China' para coaserVTncua :
atierro da Boa-vista D. 16.
Urna escrava do angola de idade de
a5 annos cozinha o diario de uma casa ,
lava roupa, e he quitandeira : na ra da
Conceicio da Boa vista D 8 das 6 horas da
ruaobi ot as 8 ; e das 3 da Urde endianle.
Botina de Lisboa meos mos sa
palos abotinados de bom becerro, sapalo,
de duraque para Senhoras e meninos di-
tos de cordavio diios d*duwque ,' setim
e marroquim rancezes bcr\inziiihos e sa-
patiohos para meninos chinelas para ho-
rnero sapalos de bezerc/francez de sola
finaegrsssa, chapeo do Chile de1 todas as
qualidades e bichas de boa qualidade ,
ludo a preco commodo: na praca da Inde-
pendencia n. 7, e 8.
Escravos Fgidos
grosso ; Zeferino efeoofo i bastante alto?
grossu em porporco cor muito preta,'
e ollios grandes Manoel a cabralhado .es-
tatura ordinaria grosso do corpo tem a
orelha esquerda partida a muitos annos ,
levou este ultimo 16000 sendo 8000 em co-
bre e 8000 em sedulis e em sua compa-
nhia uma molatinha ; quem os pegar leva
a apipuc-s em osa de Joio Ignacio Ribei-
ro Roma que gratificar.
_ Fogioou furtario no dia 3 de Outu-
brode 18J8 a Este vio Vz de Carvalho>,
um seu escravo de nome Manoel naci
nagou cor bastante preta, representa ter
aa a a4 annos de idade etem os signaos
da dita nac;io e da Tapa, e algumas mar'
cas de bexigas-no rosto mormente em ci-
ma do naris tem a boca pequea e orna
> elida no, olho esquerdo do qual nada v,
levou vestido jamisa de estoupa calsa da
panno da costa e seroula de algodio e
carapuca vermelha ; quem o pegar leve ao
annunciante na sua I -ja na Cidada baix
da Babia ou em Pernambuco ao Sor. Jo-
s Joaquim de Mello na camboa do Carmo
D. 1 i que rrceber 50,000 rifi
S gundo feira 4 do corrente desapa-
receo uma negra da costa do nome Mara do"
Rozario, alta, Sfcea do corpo com falta
de todos os denles na frente o los e na-
riz pequeos, cor bastante preta le vou
vestido de chita encarnada e panno da
costa ja nm pouco uzado; quem a pegar
leve a-rua da Penha no i. andar do so-
brado da quina por cima da venda de ga-
raps que ser, bem recompensado, adver-
te se qu a dita'prela bastante ladina.
no
Fugo no dia 8 do correte um preto
de nome Joio creoulo de S. 'fhom de
idada de 18 a ao annos estatura haixa ,
olhos e cabeca grande semblante espanta*
do levou ca-lsa de estoupa e cimisa de r^
cado azul ; quem o pegar leve a res da
cadea v-1 lia loja n i5.
Fugio no dia 7 do corrente uma
escrava" de nome Micaella de idade de
35 annos .estatura ordinaria, ckeia do
corpo rosto comprido ja pintando de
alguna cabellos biancos.aps grossos
rachados levon vestido de chita com pal -
mai amarellas, e um panno da costa; quem
a pegar leve em casade Manoel G-Rsalves
da Silva ra da Cadaia que sei grati-
ficido.
Fogirio pela amadrugada do da a5
do pastado do lugar dos apipucos 4 ne-
gros de nomes Gaspar Miguel Zeferi-
no e Manoel com os signaes seguintes :
Gaspar, baixo e grosso do carpo e bem
" ,;- r "
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 8
RlOG. QO NQBTE 3 d. Sumaca Nac.
Temerida.de-, 'M. Jacintho da Rocha Sil-
va Jnior carga couros e algodio : a
M.moel Uuarfe ; passageiros Jos Gomes
da Silva f Vctor Jos de Castro com um
escravo, Roque Joaquim Gomes com 1
dito Gijilhei nie da Rocha Silva Lou-
renco da Paz Brrelo Jos Fernandes
Carnlho corp le.cravo, Luiz Pedro do
Lago Antonio Cavalcanti Bezerra com
um escrvo e o Italiano Ambrosio Lin-
trin Maria Marques com um filho me-
nor -'a escrayas a entregar.
ARACATy; 17 das, Sumaca Nac. Fe-
licdade de 8a tonel., M. Jo^ Rodri-
gues Binheiro carga carne sola e
couros : a Joio Chri ostomo de Olivei-
ra passageros Felis Canlalice com um
escravo, Pedro Antonio da Rocha com
um escravo Manoel da Costi Moreira,
com dois filhos e um escravo Jos
de Mallos e Silva Manoel Gonsalvrs
Viente e um criado Joio Jos Pereira
com um escravo Jos Lino Alves da
Cimba com uma escrava e outia a en-
tregar. % 4|
AHJ\ por Macei ao Iteras porto Barca de Vapor Nac.-S. Salla-
dor, Csptfo Jos Venceslao Gonsa I ves;
passag'Mos Manoel Maria do Amaral ,
Joio Diogo^ Fr. Manoel de ^ Felippe,
Fr. Francisco de S. Ignacio, Themo-
lheo de Vavcajhc- los Bilanceurt, Fran-*
cisco Moreira de Sampaio Duaite Mar*
ques de AraujoGoes Benevenuto Au-
gusto de Magalhies Taques Querino
da Rocha Galvo Jos Antonio Pexo-
lode Lacerda, Joio Gonsalves Ferreira,
Joio.Lideslo e Silva Daniel Luiz Ro- a
za Julio Cezar Berenguer Bilancouitt
Ovidio Borges de Barros Fernio Al-
varo da Cmara Paim, L-opoldo Baptis-
ta Madiireira Jos Pereira Martina ,
Jos Antonio Maria Tarkne Libanio
Nunes de Oveira Barros o Ingles
Anun Jorge Diniz, e os Italianos Do-
mingos Lazary e Djmicgos Tribnar.
SAHIDOS NO MESMO DIA
MACEIO* ; Brigue Inglez Li>orno, Ca-
pitao Benjamim David em lastro.
PATACHO Nac. S. Jos*", M. Ricardo da
Silva Neves em lastro.

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