Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03727


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Full Text

ANNO DE 1839. QUARTA FJ2IA
CAMBIOS.
Ferereiro 4
Londres 3c /a 3o 3/4 Dj. St. por ifooo ced.
Lisboa 80 por 100 premio, por milil. Mom. #
Franca 3ao a 3a5 Rs. por franco.
Rio lie Janeiro ao par.
Moedas de 6|{oo tjfSoo as reinas novas i ifooo 8/100 a 8>oo
Pesos Columnario 1/620 a i/6o
Dittos Mcxicauos i/58o a 1/600
Patacoes Brasileiros 1/630 a i/64o
Premios das Letras, por mee 1 a i[4 por 100. <^/j
Cobre ao par w
PARTIDAS DOSCORREIOSTERRESTES.
Cidade da Paraiba e villas de ana pretendi ....
Cidade do Rio brande do Norte, e villas dem ) _.,.. #...,
Cidade da Fortaleza c villas dem....... Segundas t* .
Villa de Goianna............ I
Cidade de Olinda............ Todos os das.
Villa de Santo Anto........ 1 Quintas feiras.
Dita detiaiaidiuns e Povoaco do Bonito..... Dias 10, endcada mes;
Dittas do Caiio Serinhaem, Mi Formoso, e Porto Calvo dem 1 11, e 11 ditto dido
Cidade das Alagoas, o Villa de Macer....... dem dem.
Villa de l'ajau de Flores....._..... dem 13, ditto ditto
Todos os correios partera ao raeio fia.
6 DE FEVEREIRO. NUMERO 30.
Tudo agora depende de u6s raesmos da nessa prudencir
moderaco e energa: continuemos como principiamos,
e seremos apontados com admiraco entre as Naees oais eul-
las.
Proclamado da Asseroblaa Cera I do Brasil.
Subscreve-se para esta folha a3/ooo rs. por qimtel, pagos adl-
antados nesta Typograii, ra das Cruses I). 3, na Praea
da Independencia D. 37 e 38, onde se reeebem correspon-
dencias iegalisadas, e annuncios: iusirndo-se estes gratis
sendo dos proprios assignantes, e vindos assignados.
DAS DA SEMANA;
4 Segunda S. AudrC Corsino C. Audiencia do J. de Direito da 1. vara de manir.
5 Terca S. gueda V. M. R. de manh e aud. do J. de D. da 1. vara de manh.
6 Quarta As Chagas ileCliristo. SessSo da Thesouraria de manh. Q. ming. as 4 hor. e 18
minutos da mauh.
; Quinta S. Romualdo Ab. Helaran e and. do J. de D. da 2. vara de manh.
o Sexta S. Jomo da Mulla Fundador. Se-;, da Thes. e aud. do J. de D. da 1. v. de m.
g Sabbado S. Apol na V M. Bel. de inanh. e aud. do V. O. de t. em Olinda
10 Domingo da Quinquagesima. S. Escolstica V-
Maro cheia para odia 5 de Fevereiro.
As oho'ras e 6 minutos da manh. As 10 horas e 3o minutos da tarde.
3J
PARTE OFFICIAL.
PERNAMBUCO.
COMMANDO DAS ARMAS.
Expediente do da 3o de Janeiro de
1839.
Oficio--Ao Exm. Presidente, disen-
do-lhe, que tendo pelo Peridico Di-
ario de Peinara buco feito annunciar as
disposices do Regente em Nome do im-
perador a cero da preatacao mensal de
10 mil res que se mandara abonar a fami-
lia do Capita de primeira Linha Manoel
Luii Tapeti, at O presente ninguem se
Ihe tinba apresentado paia receber tai pres-
tacio o que llie communicava para deli-
berar como mais acei lado fosse.
Dito Aa Inspector da Thesouraria,
para que Ihe derolvesse as los d'officio dos
soldados do quarlo Corpo de A ni Hiena ,
Joaquini Jos de Santa Auna, e Jos "Vi-
cente Neto, que Ihe Torio enviadas com
oficio de 10 de Junho do anao prximo
paseado.
Expedientado dia 3i.
OficioAo Exm. Presidente, pedin-
do-lhea expedieco de suas ordens para
que fossem dimittidos o segundo Cadete
Uibano da Silva Pereira, e soldado An
Ionio Jos Kodrigues ambos do 4-
Corpo d'Artilheria, julgados pola Junta,
de Saude- em sesso de houtem inhabeli-
lados para o ser vico do Exercito.
DitoAo mesmo Exm. Sur., commu-
nicando-lhe que por Portara de 7, en
deste mez havia mandado dimiltir por te-
real accbjdo o seu tempo, como volunta-
rios o Furriel da Compauhia de Fernando
Augusto Jos Leopoldo, e o Cabo da Com-
paubia de Artfices Braz Jos da Silva ,
e como recrutado o soldado do quaito
Corpo de Artilheria Juse Joaqun? dos
Santo.
Dito Ao raesmo Exm. Snr., devol-
vcndo-lhe com inlormacao sua o requeri-
meuto de Joio Antonio Lima acompa-
uliado da respostu do Cornmandaote inte-
rino do quarto Corpo de Artilheria sobre
o objecto.
Dito Ao Exm. Presidente da Provin-
cia das Alagoas, respondendo aos seus ofi-
cios de i5, e 18 deste mez, e disendo Ihe
que c)in quanto osAvizosde aa, e a3 de
Julho de i836 consrderassem as Com pa-
nillas ^e primeira linha daquella Provin-
cia perlencentes aos Corpus de.-la, elle* nao
oereciao asclaresai, quo demandavo oh-
jectos desemelhante naluiesa e obriga-
lio ao Goveruo Provincial a pedir anida
ao Central os esclarecimentos que convi-
nliio ser dados, para de urna vez terminar
urna queslo de que a mudo ambos seoc-
cupoo \ que seni sertm dados estes escla-
cimentos sem que o Exm. Ministro dis-
ai'aao positiraneuta se a tropa daque'la
Provincia fasia parto dos Corpon de Pr-
nambuco, se como agregada, ou effectiva,
e Gxasse o numero de pracas com que se de-
via contar, nao poda mandar abrir os as -
enlmenlos destas pracas, e considea-las
da Provincia. Que em vista do ex posto
poda inferir que os desertores que ali
seachavo presas nao deviio aqu respon-
der Conselho de Guerra ; porcia que se
faltassem officiaes para a forroacio do Con
seibo, ou houvessem outros inconvenien-
tes que retardassem por mais tempo o jl-
gamento dos desertores nenlium obsta-
culo encontrava para que respondessem
nesta provincia huma vez que com elles
viessem as fes d'officio, Conselho de Dis-
ciplina e testemuuhas d'accusacio, e de
defesa. TVrminva fasendo algumas oh-
rvacoes bobre os vencrnentos destas pra-
cas e reclamando a viuda dos tres de-
sertores d > quarto Corpo., que ali foro
capturados
Dilo Ao Exm. Commandante das Ar-
mas da Corte aecusando recebido o seu
oficio de 29 de Deserobro ultimo que in-
volvia as guias dos Cadetes Francisco da
Costa Reg Monteiro e Jos Ignacio de
Miranda Reg Monteiro, que peitenceodo
ap pnmeiro Corpo de Cavallana ,f fiseram
passagem para o quarto Corpo de Artilhe-
ria d< Ita Provincia.
Dito Ao Prefeito da Comarca res-
pondendo ao seu oficio desta dseta e di-
sendo-lhe que ficava entregue do deser-
tor do quarto Corpo de Arlilheria.
Dito Ao Commant'ante Geni do
Corpo de Polica, disendo-lhe em respos-
fa ao seu oficio de hoje, que ficava sci-
ente de qu ut" Ihe communicava, acerca
do foruecimento da Guarda da Cadeia.
Diversas lleparticoens.
ALFANDEGA DAS FAZENDAS.
O Brigue Infles Cognac Packet, viudo
de Liverpool, entrado em 4 do L'or-
rente : Capitana Johm Todbuuhjr, con-
signado a Rozas e Braga.
Manisestuu o spguint.
a4 Fardos com fazendas 140 Caixas enm
ditas a6 Barricas com Ierrajera libo Cai-
xas com Sabio 79 Barricas com Serveija
i Caixa com un app relho p ra Carro.
5o Barris com Chumbo ii ditos cem tin-
tas laoGibos com louca 5o Meios ditos com
dita Si e meia Toneladas de ferro 59 Em-
brulhos com ferro aoo^ Barras de ferro
4 Folhas de ferro 10 Barricas com Oleo
delinhaca a Barris cem Sal 1 Caixa co-u
Idroinetro 1 Barrica com agoardente 8 Bi-
j'oruas 3o Barricas com leriajem.
Fora de Manifest*
a Gigos com louca 1 Meio dito com dita
4 Caixas igoora-se 1 Cama 1 M- za 1 Em-
brulho com roupa e livros a Portamanti
1 Birnca com ferrajeui l Balnnca 1 Gigo,
com mindezas a Culx&es 1 P de ferro
1 Cminha com m chapeo de Senhora
I Caixinha ignora-se I i.ata com queijo
I Embrulho com pao verde.
O Brigue Americano Lexinglon vindo
de PhiUdelphia entrado em 4 do cor-
rente Capitam Wm B-u, Consignado
a Joo Matheus.
Manifestoa o Seguinte.
3";6 Barricas com farinha 100 Meios ditos
com dita Joo B^rriquinhas com Bolaiinha
a5ooo Pes de laboado de pinho 45 Sac-
cas com pimenta 4*5 Caixas com Cha 10
Barris com pdtaca 5o Duziag de cadeiras
ao Biriicas com tnrinha de millio 100
Caixas curo Vellas de Spermacele 1 Volu-
me com fumo 4 Barris com vernis 6 Bar-
ra com agoa-ras 10 Fardos com fazendss
ao Barris com carne de vaca 5 ditos com
carne de poico iota Barricas abatidas
II Ditas com lampos 72 15 in iq inlns
batidas 6 Ditas com lampos 59 Volumes
com Drogas.
Fora do Manifest.
i Caixinha com alpista
EDITAL
Peranre o Inspector interino d'Alfande-
ga se arrematar uu dia 7 do corrente tres
caala com ao arrobas de dece de diversas
qualidades e orxata em latas empugnados
pelo a. Escripturario Ji ze Fidelis Barrozo
no despacho de Antonio Joze Pinto Gui-
maranes sobre numero 3790 no valor de
iaoj'000. ,
Alfandega 5 de Fevereiro de lig
O Inspector interino
Jacome Geraldo Mara Lumachi de Mello.
MEZA DO CONSULADO.
Rendimendto da Meza do Consulado no
Mez de Janeiro p. p.
Dizimo do Assucar desla
Provincia. .... i6:85ij'828
Dito do Algodio de dita. 3.d84!>49
Dilo do Caffe de dita. l6s't>J7
Dito do pniuo de dita. 4,?^u
l'axi de 4" rs. por csxa de
algodio inspectado. 1323x00
Dita de 160 rs por caxa de
Assucar dito. 55isaoo
Dito de 4 rs- Por Fecho
de dito. ..... 45'88o
Dito de ao r.-. por barrica e
caxa de dito..... 4'AI?a0
Dilo de 5f rs. por Eacravo
exportado. i85sooo
Diaconto do 16 por cento
dos ordenados de Dezem-
bro....... 76O76
Direitos de 7 por cento de
Ex portapio.....
Dito de a por cento de dita.
Dito de Ancoragem. ,
Dito depositados que exece-
derio d'anno.
Emolumentos de Certides.
a?:oo5jaoo
72:843*167
a'384
10:817 Ig&j
33S.79
6J963
io5:7o8f827
Rendimento-das Provincias.
Dizimo do Assucar das Ala-
go8.....
Dito do Algodio de dita.
Dito do Asssucar da Para-
liba.......
Dito do Algodio de dita.
Dtto do dito do Rio Cr
de do Norte. .
1:1008917
44 H33
aiafitit)
7'7a5
109:324s000
Mesa do Consulado i. de Fevereiro
de 1839.
No impedimento do Administrador
Francisco Manoel d'Almeida Catanho.
_A Pauta he a mesma do num. a7.
COItREIO.
O Brigue Portuguez Fama da Douro ,
Capito Jos Joaquim de Sousa sae para
Lisboa no dia i5 docorrente.
O Brigue Febs destino de que he Capito
Luiz Gonces de Figueredo sae para o Rio
Grande do Sul hoje 6 do correte.
ARSENAL DE MARINHA.
O Arsenal de Vlarinha preciza comprar
os gneros eguintes Bacalho Sebo em
vellas'vellas de Spermaeete Arroz,
e carne salgada ; as pessoas que estes gene-
ros tenhio e quizerem vender, compareci
no raesmo Arsenal as 11 horas do da 6 do
corrente afim de se efiectuar a compra.
Arsenal de Mrinha de Pernambuco 4
de Fevereiro de i83g.
Manoel de Siqueira Campello.
Inspector.
PREFEITURA.
I Parte do dia 4 de Fevereiro da 1839.
Illm. e Exm. Snr. ForaS presos boa-
tema, minha ordem e ti vers boje dis-
tino : Antonio Soares da Silva Manoel
Turnes Luiz Nuoes da Cruz e Joaquina
dos Santos brancos Geraldo Joze do
Espirito Sauto preto e Luiz Joio Bebi-
auo pardo pelo Sub-prefeito da frYe-
guesia de S. Antunio por estarem pelas
II horas da noite em casa de urnas mulhe-
res de vida publica no beco do Monteiro
com grande alarido e encommodo da vi-
siobaca j Baziho Fcireira tjranco pela


^
2
DIARIO DI PER4JAMBUGO



.


l. Patrulha do districto do Corpo Santo
por estar brgando cora ama mulher,; Si-
nhoria Mana Joaquina da Conceicio,
tambem branca pela mesma patrulha <
motivo ; Victorino dot Santas e Auto
nio Piulo de S<>uza Esprtete tarobnn
brancos Antonio Gu.lbernn e Theo-
doro Antonio Das pardo* Mara V an
na da Santa Anua, branca, e Vicencia Ma-
rta d> Rosario, Mara do Rosario da Appre-
sentaco, pardas peo nesmo Subpreleito de
Sinto Antonio o i. e a. p-li meara >
motivo dos quatro primen os presas, o
3. por ter sido encontrado tarde da uoite.
e supol-o fgido di Eveuna Labre, a ouj
guirnicio perlence ; o 4- Pjr lei* s"lu
encontrado tambern tambem tarde a dor-
mir no Porto ; e a 5. b e J. por
estarem fazendo grande algazirr. en-
commodand > a visinhaoca Roza, preU ,
escrava de Joze Vietra, pela a. Patrulha do
Corpo Santo por estar fgida; Jos Tha-
ofilo tambm preto por mi.a por ser
de conducta m ; J>sefa tambem prela ,
escrava de Mauoel Brinco, por um sida
do do Gjrpo Policial por ter ferido com
urna pedrada a outra pr. ta ; Mauoel d>
Paz tambem preto pela i. Patrullia
da destricto de S. Joze por ter ferido a
Antonio Marianno ; Mauoel BiplisM da
Silva, pardo, pelo Sub prefeito da Bor-
vistai por ter resistido eutrega de um
ccete, com o qual eslava anuido, Cns-
piniano preto, escravo do Reverendo
Fr. Thomaz por haver ferido a oulro preto,
Maooel Ferreir, tambem piel, e Flo-
reucio de Barros, pardo, pelo Sub-pre-
. Iciio dos A Bogados este por ser *u*pl"
de furto de elvallo e aquelle por ser de
pessima conducta ; e VI a noel d>s Vngeiu
Flores pelo Sab-prefeito da Freguezia de
Maranguape por tai- espaucado grave-
mente a Mara Bibiana.
E' o que consta deis partes boje recebi
das nesta Secretaria.
Dos Guarde a V. Exc. Prefetuia da
Comarca do Recite 4 de Fevereiro de
i8iq. lllui. e Kxm. Sr- Francisco do Re
go Barros Presidente da Provincia.
Francisco Antonio de S Brrelo Pre-
fcitu i iimatM,
Administrscio do Patrimonio dos O. fos.
Perante a Administradlo do Patrimonio
dos Orlaos se hade arremattar a quem ma-
is der as vendas da casa n. i a esta na ra
do Cebo do Burro da Boavista pelo lem-
po e com as condic-is que serio prezen-
te no acto d'arremuacio; as pessoes que
nella qmzerem laucar poderio comparecer
no da o do correte mez as 4 horas oa
tarde na casa das Sasses da mosina Admi
nistracio com seus fiadores.
. i
Salla das Sessdes da Administracio do
Patrimonio das Orlaos t de Fevereiro
ioJq.
Joze Mara da Cruz.
Inspector.
RIO DE JANEIRO.
IMPERIAL COLLEGIO DE PEDRO II.
Entre os actoa que temos assistido ratis
singular, e mais tocante, nio podemos uei-
xar de enumerar a prime ira distnbuicio de
primios do Collegio da Pedro i. Esta ce-
remonia que deuar lio atil qua dura-
doura lembranca em lodos quauto< virao
coroar-se com immarcessiveis palmis seus
esludoseseus traadnos, leve lugtr n'uj
dos mais vastos laloes daquelle Edificio, no
qual estavam apinhoados mais de mil es-
pectadores prenles pela maior p inigos dos educaodos. Novo realce rece-
bia a solemmdade da presenca do Anguslo
Mouarcba, cujo nome impasto ao Estaba
lecimento Ihe ass^guia perpetua utiuu >de ,
Assimam igualmente os Erna. Regento -
Tutor, e lodos os Ministro., presmr
dindo a reumio o digu> fu.idtdo
do Collegio o Sur. Alimtsiro mt rio du
Imperio.
sala ornada com descea* se nao com
pompa} era bnlhan a la pala animada, ex
pre*>iva, e alegra plysiouomia de todo*
ta.es meninos que lio ricos destinos piea-
riam a nwsa, Patria no di ero que lio
meus, vierto elle* ton* o lugar, e a in-
fluencia que na Sociedade Rrasilaira asse-
gura urna valida e bem desenvolvida e
aducico.
Urna couzi nica temos de lastumr fai
a falta de Senhoras quslle acto ; lugires
reservadas Ibes hiviio sido deslio 'do ; u-
ma duzia, quanlo muito conorreo. Dir-
e-ha caso que s alumnos do Cullegi i nio
Menhim Mil, oulrmus, q-ie. compart-
lliem seus triumplioi, que partecpaoi da
us jbilosr1 Plisamos que nio, Pansa
nos queseas vais, se as Irrain los a
lu unas deixiram de cunpirecar, uio (oi se
nio porque ni > soubaram q-in o puliam
faser que a fe va de seus fijli os e ir.ojs
era.especialmente fasta dallas.
Passamos a d.ir urna breve de*c<-ipcio de
tu lo quinto da mais ooiavel oacorroo.
R c bi Jo o Imperador a pela do Edificio
por toda a Cirporacia do Cillegio ,. Alum-
nos, e Professores de pois de por algum
tempo .haver descanc do no loeulorio d<
casa dirigi-se pelo interior do Eli'L-io
inraa silidt destnbuicio dos premios. A
elieg.ada de S. M. I. a orqmsta ex cutou
agrande ouvertura de LisIjIc de Auber.
S'gui-se-lhe o Hymno Nacional cuitado
pelos, alumnos, presididos pelo seu proles
sor Francisco da Cru< Pinto.
Termiu ndo este aclo o Professjr de
Rhelonca, o Sur, Ooutor Joiquim Gietauo
di Silva, recitou oa form dos Ettatutoi
um brilliante discurso, cuja integra dare-
mos em prximo numero.
Enlio o S'. Capellio, fizendo as vezes
do Vice-Reitor, fez a aprezentacio dos pre-
miados ao Sr. Mimstro do Imperio, o qud
naiidando que se proclamassem seUi no
mes, o Secretario os leo pela ordena das
Aul.is que peitencia, e das doutrinas
i|ue estudavi.
O* premiados cuja lista daremos em s,e-
guimentoa essa exposiyo aproximara-
se ao Throno per turno d* Aula e rece-
bando da, mos do Vice Reitora cora e os
livros quelhes era d-stiuados acompa-
uliandu urna breve allccuco que abaixo
transcrevemos, cortejava e agradecia a
S. M. I. lomudo depois os seus lugares
Nos uitervallos entre as diversas Aulas
e domiinas premiadas cantarad us Alum-
nos estrophes do Hymno de Pedro II. com
um coro hovu dedicado ao mesmo Augusto
Senlior.
Terminada a destribuicao dos premios
fez o Rerm. Vice-Reitor o discurso de agra-
decimeuto que ab uxo trouscrevemos ; s guiu-s-uma cantata composicio do mes-
mo Professoro Sr. Luz, s-mpie execuuda
pelos Alumnos ; desliaguiudo-se entre el-
le os Alumno* Jos Alexaudrino Utas de
Moura Siqueira, e Antonio Mariauode A
zevedo sendo igualmente dignos de elogio
lodos o* Seus Collegas, pela uobre emuia-
ciocom que se ponara no desempeuho de
suas partes.
Houve entio urna breve contradanca,
-em que 8 Alumnos mostrara <|ue na edu-
cac j que recebia nio era excluido o agra-
da vel.
A Overturade Ephigenia do mesmo Au-
ber lerminoU a festividade.
Tamaulio fui o eulbuzasmo dos Alum-
nos iju alguus ha vi tu' preparado disctaos
para leciialem e se nao fizeiad para nio
tornar mais lunga a solemuidade e cancar
os e pedidores.
Um ex pie ii di do banquete foi em segu-
nenio servido aos Amuiuos, piesidido pe
lo Exm. Minisirodo l.ape.u, a cuja mesa
seatara5-se os t'rufess#es presentes e os A-
lumnos premiados ;- numerosos bciodes que
euio tivero lugar vieiad depor a bem do
espirito qu: anima essa porcio da Mocida-
dada u esta casa.
(Crrelo Oficial.) (Sete d Abril.)
Exterior.
A guerra entre a Inglaterra ea Russia.
No Nacional de Pariz deparamos com o
sequile ecomo se refere a una questo
que lioje oceupa todos o* jo> uaes da Eu
ropa, julga nos por isso dever dar-lhe lu-
gar as nosias columnas :
-- Por mmtas veses temos tratado do es-
pirito bellicoso que de lempos a lempos
apreseotio os Joules Ingleses lloje po-
rem as circunstancias sao mais serias, os
da, eactba pelas armas urna luda diplo-
natica que se nio pode terminar se nio
pela forca.
Vamos porem a ver qual he a situado
los negocios. Na Persia a Russia em lo-
gar da haver .sida veoctda, H ter perdido
lodi a* sms posic5<4s com alguem per-
tand.i conserva pilo contrario a vanta-
gem qaa sempre levo. O cerco da Harat
vii solo aaiertado com todo o vigor O*
quiixumis do Enbaix.d>r Iiglez foram
inuteis e palas mimas s)tfci*l, a cidade
reduzida a ultim extremidade ja se nio
poda sustenta-- nem urna semana A es-
ti hora est tudo decidido, e o alliada ,
>u antes, o in.iriim-mto de Nicolau lal-
vez oceupe o ponto importuite que a
Inglaterra olha como a chave das lu
dns.
Ao lad i do Sultio, a altitud-' da Russia
he anda mais ameacadora. Todos sab-m
|iie a Porta concluio com o governo Bii
lanico um tractado de c immercio, que res-
tab-l ce t >das as c >inmuuic mas prohibidas palo tractado de (Jukiar
kel>-*si, Peloartigi 5 d-ste tractado ,
o Sultio abre os Dirdanellos aos vasos In
fiases sem restricco alguma. A Russia
que se vio privada dos privilegios que lia
mais de j5 anuos sao o objecto da sin am
lucio iez coiivtar ao Suho que se per
sistisse em semelhante tractado seria el
e lido por urna declir.'.ci > de guerra. O
Sultio assustado m nd>u emu1 diatunerd"
recolher a armada Turca |ueja navegava
ao lado da Inglesa'"; e curia o boalo em
Con^tantinopla que o Grio Senhor pe-
dir a Lord Ponsonby que se modificassao
tal artigo 5.
A penas cbeg-iu esta noticiu a Londres ,
todas Imnrensa peridica soltou um grito
de indignacio : desapireceram as co-
res polticas : tories, vfhigs, e radicaes,
latimaram ao ministerio que mo-trasse fir-
mesa, e que respondesse com a bocea dos
canhes a tio insolentes exigencias. Oj-
eamos o Tunes o orgo-'mais importante
dos tories.
,,...... J o distemos e hoje pero-
timos ^qqe o tractado assignado por Lord
Porisunby, eo Plenipotenciario Turco e-
quivalle a urna declarac> publica a um
desafio a insaciavel ambicio e ao ressenti--
ai uto implica vel da Russia : este era o
resultado de urna poltica p-evidente ....
Sendo como o tractado do interesse
deambis as potencias contrahentas dte
cada urna dellas proseguir na sua execu-
co e a Lord Palmeiston incumbe a im
periosa obrigacao de desenvolver todo o
vigor que a forca britanuica ihe ministra....
.... Recontamos a Lord Palmersloo
todas as considerarles de humanidade de
boma e de boa l .' Dhvh immediatamen-
te prestar Torquia nm soccorro prompto
enrgico contra as agress5es.de Nicolao.
Em nome de todo o pavo Ingle/. Ihe in-
timamos que uo exponha o puz vergo
nba que Ihe resultara se um Ministro In-
gle tivesse a coryarda de recuar na pre
seuca de tio avultado interesse. Se a Rus
i-i ameaca a Turqua por_que esta al-
liada da Gri 15 itauha punir immediata-
mente a insolencia do autcrata C i-
mece pois a reinar a actividade nos nossos
arsenaes faca-se um chamamento a todos
os bracos reunam-se os nossos marinhi-
(os em lodos os portos, e mandemj
um r> I jico de homens e de artilheria para
as nossas esquad,ras d'esle e oe,te ... Se
os ministros se nio comportaren! desta
maiieira serio cem vtzes mais criminoso
e despresiveis do que se nunca houvesse
encelado essas negociaedes diplomaticis ,
cujo resultado foi provocara vipgancadi
Russia contra um all.ado, qu leriamos
acovardiade abandonar Nio ha um
uglez a qualquer cor poltica que pertenca,
que hesite ero. votar aos ministros os meios
necessarios para comecar prosegair e ac-
celleiar a guerra contra essa corte insidio-
sa ialsa, e semi-baibara qux ten a sua
sede em S. Petresburgo. Nio ha uro so
partido na luglateraa que nio desse gri-
tos de alegra na hora ero, que sojubesse
que se havia assignado uma triple a l\auc<
entre a Turqua, a Aus na e a Inglaterra
para deteuder a liberdade do Ponto-Euxi-
iio .. Dizemos, a Lord Palmerston des-
carregai j os vossos golpes ou entio nun-
ca os descariegareis....''
lornies de todas as cores instaos com o O Morning Ad-vetiser que representa o"
ministerio para que desembanhe a espa-' pinides inteiramente oppostas as do Ti"
mes depois de se congratular coa os seus
collegas pela uniformidade de sentimentos,
que apres^ntam quaudose trata de de-
fender a honra e dignidade do paiz cou-
tinui.
.... E' tai somante na Asia qa
Russia nos parece tem val porque na
Europa drrz mil soldados Ieglezes apoia-
dos pelas esquadras que devian vigiar
as costas, erara bastantes para; destruir
lo iaa as prelences do autcrata em ma-
nos tempo do que o iuimig precisara pa-
r.i ir conter a Polonia, a Polonia sempre
dispoala in-urreicio .... ou para man-
jar a Varna com que respondesse aos raios
dos can boas britannicos D-testamos
i guerra em principio toma-la com> cru-
eluade indigna da civilisaco; mas ha oc-
ciziio em que uio s os interesses e a
honra de um povo, mas al o direito da
humanidade a eximgem e esta ocuasiio
chegou. As agressas da Russia nio tena
conta os seus actos de ferocidade enver-
gouham toda a Europa ; as suas intrigas
pira minar o poder britnico sao assat
condecidas ,- nao temos outra altenativa ...
guerra .'.... guerra .' Facimos pois guer-
ra Russia pela violacadfdo seus tratados,
p la sua imulencia contra o Sulta em
consequencia do tratado de Uukiar Sk^le
i e sobre tudo por haver exterminado
a ge ieioa naci Polaca que defenda
uma uacionalidade santa e reembecida na
Europa. Nao receie Lord Palmeaston as-
sumir grande reponsabilidde ueste mo-
mento---Delenda est Cartlago --tal e de-
visa de lodo o Inglez eo Ministerio en-
vergonhaiia o Paiz e se deshonrara a si
se nao comprehendesse a unanimidade
desta opinio e nio obrasse em conce-
qufncia della... "
Todos os demais Jorraes de dififi rentes
cores aprsenla idntica linguagem o San
que representa o partido reformista semi-
radical alliado do Ministerio nao di (fe re
dos outros s exprime a sua opinio cora
mais moderacad e termina asseverando ,
que a guerra com a Russia inevitaTel,
e que esta a occasiio mais favoravel.
Cannmg dizia que na Inglaterra ,
na ausencia do Palamento a imprensa era
quem governava ; se assim Lord Pal-
merston na5 se deve demorar em corres-
ponder aos votos da opmi. ; mas al
agora ainda nao sabemos que ss tenham
dado novas ordens aos Arsenaes nem
que se tenham armado novos vasos de
guerra. Comtudo imposs vel que s
cousas durem muito tempo no estado frgil
ero que actualmente se achara : a forca dos
cootecimeuto Iez sabir a dipom minli da pruJencia em que muito cusa so
tem sustentado at agora. O problema apie
santa duas faces araeacadoras para a Ingla-
terra, uma na Asia outra na Europo.^eja
se esg-jtaram todas as ra<5es excepto a do
calibr, a ultima e amis forte de todas.
Todava e notavel, que, nesta xpressad
da opinio publica na Inglaterra associem
todos a Gri Bretan'ia Austria e Turqua,
o da Franca nem uirn palsvra. Tratara de
resolver a quastaS do oriente e parece que a
Franca foi riscada das Cartas geogrficas,
Bem pode ella agradecer ao governo, que
com o seu system a collocou na Europa em
to elevada posico qna pouem ser discut-
las e resol vidas quest5es importantes <
territorio, de poltica e d commercio
diante da Franca sem o concurso da
Franca e at apesar d Franca.
(Nacional de L. de at de D^zembro.)
Variedade:
A Cacada era um Cemiterio,
Acabava de dar 5 horas na casa da c-
mara de Badn qumdo o digno Spackmaon,
aotigo mordomode Maigrave d'Ampacb ,
e depois proprietario da Hospedara d A
guia Negra a melhor meza redonda que
havia em todo o circulo da Su*bia abrin.
do gravemente os dois hlenles da porta de
uma sala, onde estava reunido* Uns ao
nospedes alegras e lodos mais ou menos
com vontade de conwr gracis s virtudes
aperitivas dos banhos, aonunciou para
aatisfaeao geral, que o jaular eslava na ma-
za*


fnp

DIARIO DE PERNAMUOt?
. Havia urna hora que todos fallava setn
dizer coma que valesse a pena, e todos
ria5 si-m saber deque, quando de repente
sino,.1. 9 pergunta Ah queris saber
onde pissei a noite r1 4 dirigida por Frede-
rico de Loweostein em voz alta coodessa
de Limliurgo su < visinha encadeou, como
por mihgre, todas eslaslitiguas que tra-
billuv .6 (o expeditamente.
_ Mas sabis vos, senbora,' continuou
o mancebo no meio de una silencio que,fez
corar forlemeute a sua visinha sabis que
me tendea perguntado urna noisa que eu
justamente estiva contando a lord Hellis ?
. E poderei* ajuizar de quinta a narra-
co era interessaiite, acrescentou lord Hel-
lis., pais que ella nos occupava a ponto de
nos fuer esquecer a presenta destas se-
nhoras.
Cortamente alguma historia bam terri
vel? disaea cond-ssa cra certo ar de des-
dea que Ihe absentara s mil maravilhaa.
_ Ulna verdadeira noite dos misterios
de Uiolto respondeu Lownstein.
Seahores disse o mtnceb continan,
do a sus narraco anda que f .caes zona-
baria de mino confesso altamente que sou
lauca pela cae 1 de furia e nio lia Hornera
no mundo to feliz com> eu quando se
me offarece occasiio de urna cacada desta
natureza. Nao lia embaraco nao ha obs-
tculo algum que me deteuha.
Desde que estou em Biden, poucas oc-
casids linha anda tido de satisfacer a mi-
cha paixo favorita quando am honrado
maltez deste paiz com quem ha pouco to-
niei conhecimenlo me veio propr urna
partida que deveis imiginar bam que nao
deixei de acceitar.
A a leguas d'aqui pouco mais ou menos,
alguma, cousa para o lado de Carlsruhe,
est a antiga abbadia de Ererfeld, situada
junto a am bosque, abundante em caca e
bem guardado. Fui all que me promet-
teu conduzir-me o meu guia com a ex-
pressa condicio de que eu nio dira a nio-
guein o fim da nossasorlida e que far>-
mos si, de noite ao sahir da la.
Fazii ideia de um sugeito de 5 ps e 6
polgadas, de olhar atravessado, formas de
tlileta ; sera medode Dos nem do Diabo,
andando sempre armado at aos denles ,
que desperara um tiro no sau prximo
com a moma alegra de coraco, como se
fossem urna lebre, eainda assim nao seria
perfeita a ideia que farieis de Horatio S-
chemnilz meu honrado amigo : em quan-
to ao mais um exc lente enmarada a
pontodeser escravo de sua palavra, cheio
de honra e de lealdade como um bandido
da {Navarra, e incapaz de tocar em um ca-
bello da cabrea a qaiquer que o deixe em
pu exrcer sua pequeua industria.
Honlem noute, pelas 11 horas em
ponto esta va a la a despontar quando
a graciosa figura do meu tratante meappa-
receu aporta. Mas desta vez nao trazia
arma alguma : toda a sus bagagem consis-
ta em um grande saco de lona, vinte sacos
de rede para coelhos, e os dois melhores
furSes que jamis apparecera em mercado
algum de Badn.-
Da repente nos achraos a cavallo : eu ,
com a minha espingarda pendente, elle
com os seus utensilios presos ao arpio da
sella e assim partimos intrpidamente pa-
ra fra da cidade. Muito tempo havia que
corramos, quando chegados entrada de
um espesso bosque de carvalbeiras da qul
Se avislava os muros de um vasto mosteiro
arruinado, o meu homem me annunciou
o termo da nossa viagem. O aspecto des-
tes lugares era to selvtico e medonho ,
que por duas vezesolbei para Horatio para
verse nota va nelle os sinaes do mesmo
Schuchry,
Acreditaes as almas do outro mundo?
mePergun(ou elle bruscamente depois de
uarer prendido os nossos cavallos debaixo
do tecto arruinado de um velho casaro.
'Santa como tu as lebres feiticeiras ,
>be espondi.
Entosegui-me. Eabrindo carainho
por entre o mallo espinhoso dequeestava
1 cuberto o pateo, diiigiu-se para um grande
edificio que reconheci, pela nave, ser a
ntiga capella do logar.
V l bem meu valento Ihe disse
en-, para aonde me levas, e o que vamos
fazer.
Rezar o oficio dos defunctos, me res-
pondeu Scheuinitz.
E emparrando com o p urna a>orta ca-
ronchosa oceulta atraz do altar introdu'
ziu-me sem mais ceremonia no cemiterio da
abbadia.
ma multidio de tmulos com inscrip-
c5es apagadas pelo tempo grandes lapidas
sepnlchraes meio escondidas entre a her-
va uma geracio inteira dormindo em paz
neste azilo, ruinas de um da perdidas en-
tre as ruinas de um secuto.
Estaes prompto me disse Horacio ?
J entrarse) todos.
Entrao todos ? mas do quem me fal-
las tu f
Eisa boa dos coelhos que andavao
ao pasto. -
Como assim .' disse eu espantado,
pois este o logar de cap ?
. A raposa pouco Ihe importa onde est
a sua presa, me respondeu elle. Ha mul-
los anuos que estes senhores houverao por
bem eleger aqu o seu domicilio, sem que
pessoa alguma tenha ousado expulsal-os ;
tanto pode neste pobre mundo a supersti-
co, e como o logar seco tranquillo ,
bem abrigado, leudo perto pelo lado do
norte um bosque anda novo ao sul feriis
planicies depressa multiplcar aos ce-
ios. Vede vede que bella c aelheira a-
crescentou elle dando alguna passos ; o
mesmo eleitor a oio tem to abundante.
Com effeito todo este cemiterio era uma
immensa toca de coelhosj ionumnraveis
lo sas se cruza vao em todos os sentidos, co-
ma as ras de uma cidade bam povoada.
Cada campa offarecia uma multidio de lo-
cas abertas, e o terreno e cavado por to-
da a parte, soava debaixo dos nossos ps
aomo a abobada de um subterrneo.
En lio esta a vossa herdade? disse eu
a Horacio.
__ Oiaei antes a mioha dispensa me res-
pondeu elle, porque ha dous annos pelo
menos que tiro d'aqui uma pequea renda
annual, que me alimenta a mim minha
raulher, e meus filhos. Urna vez deito o
furio a um frade outras vezes a dois, e
segundo a occasiio e a necessidade. Hoje
se quizerdes chegar a vez do prior,
Istodito lavou me junto a um tmulo se-
parado que me pareceu mais sumptuoso
que us outros, e tomando logo todas as
bocas das loisas com as redes de que ia mu
nido, metteu mao aljiva para tirar os fu-
roes.
At all, confesso, que a estranhesa dd
espectculo e do lugar linha un tanto es-
friadoa minha paixo, mas estes prepara
tivos a reanimaras a mea pesar; e anda
mal os furdes nio tinhao sido laucados ,
queja com a espingarda na mi e o dedo
no gatinho euespreitava com o olho aler-
ta que apparecessem os habitantes do lu-
mnlodo prior.
A accio se travou acaloradamente mas
com um choque desusado, que a nada se
assemelhava do que at entio linha ouvi-
do : era alguma cousa de aasustador e hor-
rivel que se nio pode explicar. Urnas ve-
zes uma mistura confusa de sous extrava-
gantes uma especie de chocallar de ossos
humanos; depois de repente um rumor
surdo similhanie ao que se sent quando se
lanca a ultima porcio de trra sobre uma
sepultura.
__ E tivesteso animo de disparar! res-
pondeu uma senbora. -
_ Com bem pouca destreza ao principio,
disse Loweinstein.'mas brevemente tendo j
passado o meu terror, me vi tio senhor de
mim como o soldado que se costuma, ao
fogo : e quando depois de ter vsiiado va-
rias outras locas a aurora nos adverliu que
era prudente retirarmo-nos, conlava-mos
ao lodo 8a cabecas ; 3a morios pela minha
parte, e 5o prisin iros de Horacio.
Ahi est accrescentou o cacador a his-
toria de toda a minha noite e de vinte
pessoas que estamos mesa nio ha quatro
que se nio hajaS tornado cumphees desta
profanacio das sepulturas.
..Como assim ? exclamad todos ao mes-
mo tempo, olbando Inciosamenle uns para
os outros. il 1
__ Comando destes bellos coelhos do ce-
miterio, respondeu LoWeiosleio, apon-
lando com o dedo para um prato quasi des-
pejado: esahindo logo para fugira indig-
nacio de alguos dos hospedes cujas vas
digestivas se enjoavaS de nausease horror,
desappareceu da sala, levando apoz si as
maldicoede grande parte dos commensaei.
Vinguemo-nos gritara com ama colera
verdaderamente feminina todas as senhoras:
e all mesmo se entrou em deliberacio so-
bre a naturesa da peca que se pregara a
Frederico em represalias.
A idea que mais naturalmente se apre-
sentou foi a de assastar Loweinstein ou
pelo menos de por prova a sas bravura ,
que elle se jactava de ser i n fall vel. Deci-
diu-se por tanto e assentou-se unnime-
mente sem mais ampladiscussfo, em que
se dedicara parte da noite seguinte a uma
scena de almas do outro mundo.
Feitas as principaes disposices lord
Hellis se encarregou da distrihaicio dos pa-
pis e dos vestuarios, bem como dos pre-
parativos necessarios.
Pouco antes da meia noite hora deter-
minada para a reuniio, ctda um oceupou
o seu posto na hospedara da Aguia Preta ,
e, cousa rara em tio numerosa conspira-
ci, ninguem linha atraicoado um segredo
de que dependa todo xito da empresa.
Veio primeiro o dr. Martineau ridicu-
lamente embrulhado em um grande lenool
J*que o cobria da cabeca aos ps, com urna
mortalia
Seguia-se-lhe segundo, terceiro fantas-
ma etc.
Mas o que havia de mais aasustador
no meio desta comprida procissiode espec-
tros, era, sem duvida, um grande frade
da ordem dos penitentes brancos que mo-
va debaixo do sea capuz uns olhos terriveis
echeios de fogo.
Chegados ao quarto que eslava por bar
xo do theathro da accio o cortejo lgu-
bre parou no ms.or silencio t xas senhoras
se pozora5 ra circulo junto da escada pa-
ra nio perderem uma palavra da scena e
ao dar meia noile apagadas as luzes, e
substituidas por outras produzidas por es-
topas molhadas em agurdente e sal gros-
so se comecou a levantar muito de vagar
um ale.po cuja existencia ignorava Lo-
weiastein, e que havia sido denunciado
aos actores por um creado da hospedara.
Havia pelo menos boas duas horas que
Loweinstein dorma profundamente, es-
quecendo as docuras do repouso as fadi-
gas da noite precedente.
Oespertoa em sobresalto, attribuindo
primeiro a sua agitacio a um sonho : mas
qual foi a sua surpreza quando eotre as a-
bertas cortinas do l-ito elle se viu face a
face com urna vislo horrivel, um espeettro
espantoso que proferia em soos lgubres
_ Loweinstein Loweinstein profana-
dor dos tmulos ora por tua alma, por-
que he chegada a lu% hora Outra fan-
tasma surgi insensivermente debaixo da
xio, atravessou o quarto com passos vaga
rosos, e parando no mesmo lugar que o
outro oceupra repetiu da mesma sorte _
Loweinstein! Loweinstein, ora por. tua
alma. _
A visio continuava ; a am espectro se
succedia outro espectro, mas todos debai-
xo de differentes formas.
Era a vez do grande diabo de frade.
. Arredai-vos! homns ou diabos ex-
clamou convulsivamente Loweinstein,
laucando mi de um, par de pis-
tolas que eslava bem certo de haver car-
regado Arredai-vos, ou disparo. E
como o penitente branco avancava sempre ,
elle disparou'ambas as pistolas a um lem-
po. O fantasma invulneravel dea um pas-
so depois lancando desden liosamente duas
bajas sobre a cama do mancebo ia pela
terceira vez recomecar a apostrofe fatal.
quando se ouvio nm gemido agudo am
grito de affliccio, um ai, que parta do
coraco : Frederico de Loweinstein tiha
morrido e lord Hellis (o penitente bran-
co) abraca va um cadver a quem forad
ioutes os cuidados do doutor Martineau,
para o tornara chamar vida.
(Nacional de Lisboa)'
Avisos Diversos.
COLLEGIO PERNAMBUCANO.
Boa Vista, Ra Nova da Viracio.
Acha-se aborto o Collegio Pernambucano
desde o dia 4 do correle. Os cheles de fa-
milia ou correspondentes dos alumnos que
leem de matricular-se podem dirigir-se
ao mesmo Collegio para a respectiva Ins-
cripcao,
a roa Direita na psMaria D. 33 a-
luga.se escra vos de ambos os sexos, para
venderem pi ajustando-se para isso por
aluguel ou por vendsgem.
Roga-se encarecidamente a todos os
Snr. visinhos da roa da glora e mora-
dores no Bairro da Boa-vista, que quan-
do hoaverem de mandar deitar siseo fora
por seas escravos de os mandarem no
fundo (na mir) da Olaria em que mora
na mesma ra o Snr. Ignacio Alves da sil-
va Santos para se dar principio a hum a-
terro que se tem de faser en todo caes,
e como seja mais cmodo este despejo aos
mesmos moradores ; rasio por que se pede
ao respeitavel publico este obzequio alem
do que muito ficar obrigadi as pessoas ,
(herdeiros da propriedade a cima) a quem
por direito que Ins pertencem se achfo
como dominio, e posse de semelhanle ter-
reno.
Quem quiser trocar ou traspassar
moradia de huma casa na ra da Gloria
numero 10, por outra em qualqoer ra
em Santo Antonio ou mesmo na Boa-vis-
ta, ainda sendo oito mil reis de aluguer,
tendo os commodos qae se precisa, seo-
do a que so traspaca e 7U000 ; dirja-se a
mesma roa da Gloria no mesmo numero. .
Hum pintor hbil chegado prxima-
mente de Hamburgo offerece os seus ser-
vicos a aquellas pessoas que quiserem man*
dar pintar as suascasas e traballiara' com
promptido e a prego cmodo ; quem
se quiser ulilisar do seu prestimo dirja-
se ao beco do Cabouce D. 15
Arrenda-se annoalmente huma boa
casa terrea a pouco acabada, e sita entre
as duas estradas do Manguinho, e Aflictos,
defronte do sitio da Senbora D. Laurianat
caja propriedade tem quatro baos quar-
tos, excelentes sallas estribara e quintal
murado: os pretendentes entendio-se com
o Eserivio Almeida, que tem poderes para
User tal arrendamenlo.
A pessoa que anunciou no Diario n. aO
de precisar de 4 ceios-mil reis ajuros,
querendo a dois por cento ao mes, sendo
estas Grmas de pessoa seguras, derija-se a
ra da Sanzalla Velha venda n. i3 se di-
ta quem o da.'
Offerecesse huma pessoa qae se acha en-
tregue de ama venda para tomar conln
de outra sendo o dono pessoa capaz ; po-
is larga a em que est por motivos que o
que se oferesse podet declarar: quem
precisar aonuocie por esto Diario para ser
procurado.
Roga-se encarecidamente ao Snr. que
tirou ( talvez por engao ) huma carta vin-
da de Maranho em 3 de Fevereiro com o
nome de Joze Francisco Goncalvez Jnior
que ira entregar na venda nova defronte do
Theatro.
_ Arrenda-se hum Vinculo de Ierras
lavradias, e de creacio na liba de S. Mi-
guel 1 no pateo da Magdalena, sitio da viu-
va D. Catharioa.
_ Quem precizar de um preto ptimo.
padeiro dirija-se a ra do Fagundes sobra-
do D. 15.
__, Precisa-se de allugar huma casa ter-
rea com cmodos para pequea familia,
tendo quintal e cacimba e nio excedendo
a iol rs. mensaes : quem a ti ver anoun-
cie.
Bento Joze Alvs morador na ra da
Cadeia n. 45 recebeo pelo correio huma
carta da Babia, contando noticias de Fami-
lia para outra pessoa do mesmo nome,
e por isso aviza, quem pertencer dita car-
ta qae aprocure na casa indicada ; para
evitar outros engaos roga a esse Sor.
B. J. Alves recerachegado da Bahia qae
pelo Diario faca publico onde rezide.
__ De hum dos sitios da Capunga desa-
pareceo no dia 3i de Janeiro huma vaca
com huma cria hum garrotinho preto,
e huma vaca rapoza; a pi imeira he de cor
esbranqaicada, e o bezerro' beamarello a-
gemado: as pessoas que das ditas reses ti-
verem noticia, ou as tiverem apanhado dis-
persas podero avisar a sea dono Jacinto
Moreira Severiano da Cunha na roa do
Collegio que gratificar assim como esti
prompto a salisfazer qualquer deairuico
que ellas tenhs feito em lavouras.



T(J
DIARIO DE PE R.N&MB UC O;
!

I
1
_. Jezuina Candida Monteira d'Andra-
de prcfessora publica das primeiras letras
do baino de Santo Antonio avisa as suas
alumnas, que se aeha com a su aala aber
* ta atraz da Matriz do raesmo Burro D.
7 primeiro andar.
_ Precisa-se de un moco de i4 '6
annos de idade para caixeiro de unta pada
ra na ra nova D. 16.
Quera annunciou querer1 comprar um
escravo cozinheiro sendo queira um de
idade de i7 annos, naci mucambique ,
cozinheiro, e socador de asnear sem vi
cios nem achaques dirija se a loja de ca
bos junto a<> Corpo Santo de Caetano da
Costa Moreira dir quem vende.
Preciss-se de dois serventes para o
Hospital de Candado: a entenderse com
o Regente.
_ Dentro do Recife no forte do mallos
ra do Amor ira em casa de Antonio Jos
Fraiicisco Vriga^achio se duas fcaitas
urna para a 5edJw\Clara Mara da Con-
ceicio e a outru para o Sr. Joio Jos Pin-
to de Oliveira rega se de as ir recebar.
-_. Precisa-se de um portugaez para cai-
xeiro de urna loja de fazendas que nao te
nba mais de la a 16 annos de idade, e d
tiador idneo: na ra doQueimado D. II.
_ Precisa-sede alugar uma casa tenca
ou sobrado de um andar que tenha quin-
tal e cacimba no bairro de S. Antonio u
Boa viata na ra do Hospicio na segunda
casa adiar quem precisa.
_ Quem ti ver urna preta boa vendedei-
ra na ra e a queira alugar recebendo 6^o
por dia dirija-se a praca da Independen-
cia loja de Chapeos D. a8 e 29, que dir
quem precisa.
_ A pessoa que quor comprar urna flau-
ta em boa uzo dirija-se a ra do Livramen-
to D. 4 bindo pela pracinha do lado es -
querde.
_ Felippe Nuri Calaco nao tendo po-
dido dar principio suas lices no dia 4
do correte como havia annunciado de
clara que o far impreterivelmente no dia
*4 podem portaatoos Srs. que se qui-
serem instruir nao s as lingoas franceza ,
e ingleza como tambem oa sciencia da
extesKao procura-lo no principio da ra de
Hurtas no primeiro andar, do sobrado I)
ti Ciando certos que o anounciante ensi
nafa de geometra nao sa parte necessaria
para a Academia como aos que quise-
rem tudo primeiro auno matheoaatioo.
_ Na ra de agoas verdes lado da
Igreja de N. S. do Terco casa terrea de
unta porta e duas janellas que fie 1 defron-
te de um sobrado de um nnd.tr precisa-se
de urna roullier que sai ha coziohar e
fazer o ser vico interno de urna casa de pon
ca familia.
_ Desapareceo no dia a t do mez passa-
do um alfinete de peito de ouro com
esmalte azul elavradode differentes bi-
jnhos, obra muito conhecida e proprio
de Senbora da ra nova casa de Vladaroe
Theard, roga-se a quem for oflvrccido de
o tomar e levar a mencionada casa qne
ser bem recompensado.
_ Precisa-se de alugar urna preta que
satba coziuhar eogommar, e todo o mais
servico de urna casa dirija-se ao aterro da
Boa vista casa do cbapeleiro I) 47-
_ O Snr. que segunda feira 4 do cor-
rente annunciou querer alugar urna casa
para pequea familia pelo o aluguel de 10
mil rs., querendo urna terrear na B la* dirija-se a ra da Madre de Dos nu-
mero a4*
Hypolile Lavenue marcineiro fran-
cez no aiterro da Boa vista D. 7 do lado do
sul fabricante de pianito avisa as pes
sois que tiverem oa meamos para concertar
que elle lem trabulhado 4 annos em Pariz
n'umasdat melhores fabricas de pianno e
que se obriga a concertar inteiramente lo
dos e quaes quer desses instrumentos que
te Ibes appnser-t.ir por mais arruinados qur
estejo e compra tambem piannos velhos,
e precisa de um aprendiz.
Da-se ociedade em urna das melho-
res vendas na Boa vista dentro da ribeira,
a qualquer rapaz que Ihe convenha, por
que a dita venda faz muito negocio e co-
mo o dono della, faz urna viagem para fora,
Ihe convem dar sociedade para tomar conta
delta : e na falta se admete um rapa?
que
a sua
_ Aluga-se a loja do sobrado da quina
da ra do fugo que faz quina para o pateo
de S. Pedro : a fallar no sobrado por cima
da mesma.
_ OCommandanteGeral do Corpo de
Polica convida ao Snr. Antonio Jos dos
Santos Bemfica acoro parecer na Secretaria
do mesmo'Corpo para Ihe transmetir o que
o Exm. Sr, Presidente da Provincia foi
servido resolver a cerca dos roaleraes que
o mesrao Sr. Bemfica tem na Companhia
do referido Coi pQ
_ Precisa sedei :4<>o,ooo a premio por
lempo de 1 anno dando se para seguran-
za predios livres ; quem quiser dar an
uuricie.
Em casa do Sr. Gonsalo los da Cos-
ta e S morador na rus da Madre de Dos
prn uma carta vinda de portugal para o
Sr. Jos Bernardo Simoes, roga-se portan-
te o d'1" Sr. a bem de sen interese queira
ir recebe-'*
_ O Procurador da. Cmara Municipal
encarregado da affercio deste Municipio ,
avisa que no presente mez de Fevereiro
finda-st! a mesma bflvricio.
A v i sos Ma r i t i ni os
tome conta por bataneo dando fiador
_a conducta quem pretender rabos os
negocio, falle Antonio Joaquiro Ferreir*.
PARA A ILHA DE S. MIGUEL com
maior brevidade sahir o muito veleiro ,
novo e bonito Patacho Porluguez Paque-
te da Tcrceira ; quem nelle quiser carre-
jar ou hir de passagem para o que tem ex
callentes comraodor dirija-se a Jofio da
Costa Lima, na praca do Corpo Sinto ,
junto a diversas rendas no primeiro andar,'
ou com o Capitana bordo.
PARA O PORTO sahir com a brevida-
de possvel o Bngue Portuguez Flor de
Beiriz Capilo Jos Thomaz de La ,
quero no mesm^ quiser carregar ou hir de
passagem para o qntj tem exo-llent s com-
modos entenda-se com o dito Capitio ,
ou com Joaquim Jos de Amorim.
PARVO MARANHAO' segu viagem
com mnita brevidade o Brigue Uibano ,
Cpilao Manoel Joaquim do^ Sintos; quem
nelle quiser carregar 011 hir de passagem. ,
dirjase ao mesmo Gaptio. ou a seu con-
signatario Manoel Joaquim Ramos e Silva.
PARA O RIO L)E JANEIRO sahir
por toda presente semana o Brigue Brasi-
lero Santa Alaria Boa Srte 1 qusl anda
pode receber alguma carga miuda afiele ; a
quem convier carregar ou hir de passagem
pode enender-se com Jos Gonsalves Cas-
can na ra da cadeia n. 45, ou com o actu-
al Capillo Jos Joaquim Das dos Prazeres,
na praca.
Ltel 1 alo
_ Que fazera Mj. Calmont & Compa-
nhia por via d;> corretor geral Oliveira,
de varias fazendas limpas e avahadas no
seu armaz-m da rua da cad>iaD 65, Quar-
la f'ira 6 do corrento, pelas 10 ho>as da
manb, era continuaco aoja principiedo
em 29 de Janeird ultimo.
Duaa marqoezas de conduru* sendo
uma prpria para condusir-se para fora,
e tambem uma cadeira denominada poltro-
na,, por preco com moda : na rua do Ale-
erira casa junto aonde inoroj o Sr. Barata.
Urna venda oos 4 cantos na quina da
ra do Colrelo oa Boa vista i a tratar no
atierro da Boa vista na venda de Manoel da
Silva Guimares.
_ 4 cazaes do pombos muito bons ,-
por preco commdo: na ra do Livramen-
10 D. a-
_ Um cabrnha de idade de it annos,
proprio parn qualquer ofGcio : na ra es-
treita do Rozario D. loa. ,
__ Umescravo.de cor parda, de 18 a
ao annos de idade sem vici Uem achaques
de bonita figura mestre canoeiro e ser-
rador : passando a IgMJa dos Martirios no
primeiro nndar do primeiro sobrado.
O Engenho do Reg moente cr-
reme com trras suficientes para a a 3 mil
pies boas mallas entre S^rinhaem e
Unna a legos ao Rio Formoso : a tra-
tar com o proprieta rio JoSo Mauricio Tei
xeira de Albuquerque em seu sitio -era
C o 111 p r a s
_, Uma rede de bom goalopara lipoia :
na "V do Crespo I). 8 lado do sul..
_ Escravo* fiara fora da provincia : na
ra das Cruzes sobrado de um andar Deci-
ma 18.
__*Uma collecio das leis do Brasil, ain-
da que nao eseja em muito bom uzo : na
ra da cadeia do Recife loja D. 19 ou em
OlinUa nos*"4 cantos D. a5.
Vendas
_ Uma bonita Sscrava de 18 a ao annos
cose chS e faz renda : em lora de portas
lado do mar casa D. 790.
_ Uma preta de naci de ao annos de
idade sabe cozinhar, engommar, e lavar
roupa 5 e urna motees de idade de i4 a l5
annos com bom principio de fazer o ser-
tico de uma casa : no pateo de S. Pedro,
sobrado de um andar D. 8.
ago fria de S. Amaro porto da Cidade de
Olindn.
Uma Mulata de ao annos de idade ,
boa costureira eengomroadeira e cozinha
o diario de uma casa : no arma em do Lo-
bo na na do Apolo.
Una preta de naci angola de idade
de 11 annos, engomma e cozinha : no
forte do mattns D. 7.
_ Travejamento e caibro : na praia
da Florentina dfronte da casa do Snr
JosFernandes Eiras que este mostrar
e dir com quem deve tratar.
_ Na casa de Fox & Slodart, ha um
bom sorlimentode maquinas de vapor, de
condnsalo e alta pressio ft de forca
de 4 arrobas, e 8 cavallos tanto para en-1
genho dp assucar como serraras de madei-
ras, e outros quaes quer fins a que as quei-
rio aplicar; igualmente tambem se vende
assentamentos de taxas de ferro tanto coado,
como batido de todos os tamanhos e quali-
dudes ; assim como roa'19 um magnifico
soi tmenlo de moendas de ferro para os en
genhos de lodos os tamanhos tanto ver-
tieses como horisontal, para animaes e
para agoa e da mais superior construco
das fabricas d Inglaterra havendo de
mais a grande vanlsgem dse mandar um
engenheiro sendo necessario fazer qualquer
assentamento das referidas maquinas; ven-
de-se mais bombas de ferro vulgares;
ditas de patente chamadas de repucho ,
o outras muitas fazendas por preco comm-
do ; os pretendentes dirijo-se a ra da
sanzala nova D. I.
_ Um molatocarreiro e bom traba-
Ihador de enchada e machado, e entende
alguma coiza de carpina : na roa larga do
Rozario D. 8 no segundo andar.
_ Um negro robusto e forte proprio
pana lodo o servico : na ra do sol arma-
sem por baixo do sobrado onde mora o Sr.
Gustavo.
Um cavallo melado novo e manteudo ,
por prego commodo e um escravo para
todo o servico; no aiterro da-Boa vista lo-
ja D 29
_ Para pagamento da Companhia Ge-
ral extincta de n Provincia, o engenho
Abura com uma I. goa de frente e 3 ditas
de fundo situado junto. Villa de Mocz,
comaica de Goianna o qual confronta
com o engenho Hanareias, e Pacavira e
tambvm com o rio Parahiba: ospretenden-
tes dirijo-se ao escriptorio da administra-
cao da spbredita Comp-mliia na ra dos,
Quarteis D 4 I. andar.
O engenho de serrar madeira movido
por agoa sito no Monteiro susceplivel
de pequeo concert, para o qual esli
os m-iteriaes promptos : os preiendentes
pirijio-se ao escriptorio de N. O. Bieber
& Companhia na ra da Cruz, ou na rua
dos Quarteis D. 4i n "andar, escri-
ptorio da administracio da Companhia Ge-
ral extinc'a.
Uma flauta vozes aiethodo e varias [msicas : nesta
Typotrfia.
Urna molala mor;a de bonita figura .
ecom muito boas habelidades : na rua da
Penha no priiueiro andir do sobrado da
quina por cima da venda de garapa.
Dos terrenos com 3o palmos de, fren-
te cada um e de fundo a5o, eom arvo-
redos de fructos no sitio na estradada q0e
vai para o manguinho : a tratar no mes-
mo lugar sobrado de um andar com mi-
rante.
_ Um escravo oficial de sapateiro e
hhb'I par todo o servico: no escriptorjo
da Viuva Costa & Filhos.
Superiores cirapeos pretos de massa .
ditos de castor branco e pn tos, da ulti-
ma-moda ditos elsticos bicha grandes
de Lisboa ; e na mesma se consertao e pe-
se a moda chapeos, de castor e de massa,
ludo por preco mdico ; assim como se
informan cliapeos do Chile: na fabrica jun-
to a cadeia.
_ Carne secca : a bordo do Brigue Vi-
ctoria defroute do caes da alfandega ; e
por bilhetes em casa de lnto Jos Alves,
ou de Jos Ramos de Oliveira.
_ Uma morada decusa de pedra e cal,
4 quarios e bem construida no atierro
dos afiogados : a tratar as 5 pontas de*
fronte da fortaleza D. 65.
Escravos Fgidos
Noda 21 do p. p fugio um escravo
do gento de angola mocds'-m barba, ca-
ra compridae despontada paraos queixos,
denles serrados com um delles da parto su-
perior preto por estar apodrecendo ore-
has bem pequeas nariz chato sellada
das verilhas dentro e as nadigas bem fora ,
pernas finase algum tanto e^biludas com
uma grande marca de fogo em uma das na-
digas qne diz elle ter sido uma bexiga que
se queimou qaando leve esla molestia na
angola, a falla desembarassada fugio com
chapeo branco de plha e maca de couro
de carneiro ou de caba e nio estando o
cabelle corlado ; se achara junto a coroa da
cabeca um mol lio de cab- los brancos ;
quem o pegar leve a casa de Manoel Buar-
que que gratificar.
_ Fugirio pela madrugada do dia 35
do passH'lo do lugar dos apipucos 4 Be~
gros de nomes Gaspar Miguel Zeferi-
no e Manoel com os signaes seguintes :
Gaspar, baixo e grosso do cjrpo e bem
preto ; Miguel baixo fullo e pouco
grosso; Zeferino^reoulo, bastante alto,
grosso em porporco cor muito preta ,
e olbos grandes Manoel a cabralhado es-
tatura ordinaria grosso do corpo tema
orelha esqnerda partida a muitos annos ,
levou esle ultima 16000 sendo 8000 em co-
bre e 8000 em sedulas e em sua compa-
nhia uma mola ti nh* ; quem os pegar leve
a apipucos em casa de Joo Ignacio Rebei-
ao Roma que gratificar.
No oa a4 do passado desapareceo
uma negra de nome Joanna de naci ,
de estatura baxa cor fulla falta de c-
belos na cabeca, o rosto com algumas man-
chas o dedo polegar da mo direita com
um penegirico ambas as pernas ebeias de
sicatrizes esla escrava lem um filbo mola-
linho aprendiz de ourives e como o
mestre fosse para o sertio vender obras ,
he de supor se que ella fosse no seguimen-
to do filho, levou vestido de 1 iscado e
pao da costa nzado e um laxo de cobre
que tinba hido buscar em Bebiribe ; quem
o pegar leve ao beco do encantamento so-
brado de um andar onde tem aula de me-
nas onde sera generosamente recompen-
sado.
tNAVlOSfcM HADOSINO DA 4
DA PESCA ; 17 mezes Galera Amrica-
cana Jubam Adonis de a68 tonel. Cap.
B-kiar carga aztte fundiou no la-
meirio pra refrescar, e segu pira o
noite da America.
NOVAZELAWDV; 70 das, Galera A-
mencana Baltium de arj8'lonl. ,*Cap.
W\W*m Kem carga aulle: Ordem.
SAH1US NO MESMO DIA
PHILADELP.HIA; Brigue Americano Ma-
gnum Cap. J. H. llatrirn.
MARAINHAO' peloCear, Biigoe de Guer-
ra lies de Maio, Comoaandante o Ca-
pnao de Fra^aU Joo Francsco Regis ,
conduzo Esm. Presdeme para -
vincia do Ceara. ^^^^^
Pro-
pEas. haTt?. di m. r# db t. 1839


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