Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03718


This item is only available as the following downloads:


Full Text
V
w
. M
. -V IheBMri -i.

Anuo XXV11I
Secunda feira 26
DIARIO DE
deJulho de 1852.
N. 164.
PEMAMBICO.
IltE(H) A lBOH.Il'OiO.
P.SAMIHTO AuUKTinci.
ii,irlmeire............
,,, semestre.............
Por anno........i.....
PAOODINTIO DUKIHKSTIll.
ro ouartel.....
1 ilr Jullio Mima... 26 de Maio
n de dito 'S.Paulo. 18 de Jnolio
13 de dito ll.cli'J.. Ifi de Julho
is a* Julho Hahia... jo de Julho
4/00O
H'/mm
IVUOO
4/500
Mtranbao.
L'ear.-.-
j'.rahiba
di*.-* iti. AvsnorolAs.
2GSeg. S. Sjnfronio.l Juta-od Or"
27 Tere. Si /'antaleaoj', e 5. s 10 borai.
1 luedieo. i. Mr | 28 Quart S. Inocencio 3. e 6. ao melo-dia.
18 Oiiinl. S Martha. I Fatcnia.
i 30 Scxl. 8. DoDalilla ; .1. r 6. l 10 hor.it.
S. Rufino. 2. vara do civil.
3ISab. S. Ignacio. u csabadosao raclod,
1 Doin. rt. Auna Mi! MitacHo.
da >s Virgem. ,Tercas e sibados.
Cretceate i 24, a l hora e n minutoa da m.
Chela a 3l aoa7 minutoa da manbSa.
Mlngoanle 9, aa 5 boraa e 4a minuto* da ro.
Nova 17, a i hora 46 minutoa da manba.
rauaiani aioor
Primelra ai 11 hora* e t? minutos da manha.
Segunda 0 e 6 minutos da tarde.
rmniiAi sos COBBIIOI.
Oolaana e Parahiba, s eguada. c seztaa-
felras.
Rio-Uraude-do-Horte e Victorian quinta*
felraa
Bonito,Caruara.e Garanhuos no lt I5decad>
mu.
Flores,Ourlcurj.F.iu e Boa-Vista 13 e28.
OliBda, todoaos das.
Todas os Correiospartemaomelo-dla.
TOTicraa TiuuorinA*.
Portugal lSde Junho
Hespanba 8 de dito
Franca.. 8 da dito
Blgica... 5 de dito
Italia.... 1 dedito
Aleroanha. '.' de dito
Prussia ..'.J dedito
Dinamarca 3n de Malo
Russia... 28 de dito
Turqua. 26 de dito
Austria.. 2|deJunho
Suissa.... i de dito.
Suecia... ?s de Malo
Inglaterra 8deJnnho
E.-nldoa23de Malo.
Mxico... 9 de dito
California I dedito
Chili. 10 de Abril
Huenos-A. de Julho
Montevideo de dito
canso* Di 2 Bat
Sobre Londres, a 27 27 '|. por
> Parla, 345
> Lisboa,lOOpor canto.
Erica.
Ouro.Oncas hespanbolas..
Moedas de 6/400 Telhas..
de 6#400novas.
de 4/000........i
Prata.PalacSesbrasileiros....
Pesos coluniuarlos.....
Ditos mexieanoa.......
JOIHO.
d. i/ooo
29/000
16/OtiO
16/000
9/000
1/920
1/J20
1/800
que forein celebrados coin a adminlstracao ilembro de 18M>.Igusl copia se remeUeu a
provioclal. excepto nade empreitadae engaja- Icontadoria de marinha.
mentem geral de que trata,oartigo *. [)ito.Ao commandante do presidio de
do regui.incnto de 10 de iulho(d^,l'"" Fernando. Inleirado do conteudo do seu
--r .I.!..... | tinecao alna a reapelto .lelles, e no capitulo >">. que proidenciarei sobre o que nelle
Helara a maneirn por que deve ser execulaao 5. n;nnui7llUeno,e cunc(.de a i,e, ttulos. |expde Vmc. Sendo o fim da concessSo do
o ^ 9.' da artigo 15 do regulameato de 15 de __0 mC5mo, que lobre o offlelo do intimo embarque de genero, por conta do* parli-
in-iro deltHi. | collcctor de 10 de otilo, era que pergonta, a culares, o abastaatentodelles Dnssa lina, pa-
circular de^i ra se ni 'Inorar a sorte dos que nella habi-
tan), e nSo havendo duvida sobre o damno
PAUTE OFFICIAL.
MINISTERIO DA JSTICA.
DECRITO 1010 dK de 8 julho de 1852.
llel por bem, para obstar as duvidas que viata da. providencias dadas na clre
correm sobre a verdaleir. ntelligencia do de .ete.nbro do anuo pataado deve
roiisidc-
--------------- i"'ii| w t til w i m,iiiiw i ii i i i 'i .'.' i u w >i < i i a i i -'
,r..eexonerado da reniessai das^"'dd"; de qu ciusaa) as beDlda espirituosas, tina en-
S'9.>do rL!.*?^r^UL'nle,?^.-d0J-1A.d.! I que trata oartigo 12 do regul.mento de 14 de
lro de '832: cumpre rcanonder amrniati-
ente, pola que havendo-se determinado esta utortsado para etnpregar todos os
tac* remessas fossem felias pontualmcnte meios de reprimir os abusos, de que trata
!,',_ tendido, que o cutnoiandante desse presidio
occorrem
i 9. do i
narco de 1812. declarar que, tanto dos des- ',,, de ,832T cumpre responder affirma
pachos do recebimento da appellagao, ou de vllne
ilcnegacSo do recebimento d'ella como que lac5 remessaa fossem felias p
daqurlles palos quaosse recebe appella^So .a* theiourariaa as provincias, e directamente Vmc. no dio ollicio. O melhor regulamento
om um s olcio, ou em ambos, cabe agr- ao iheaouro na do Hlode Janeiro, deve-ae con- do presidio he a probidade do commandan-
'., i neucSo. ou de ii>maL. ... I lid/jai o uif ,p;""7|a.8 ila ;i''fr*V"*"'* *'m te na qusl se encerra a humanidade ou a ca-
le Su?? tfsmos, aHTllu1T0fwi.enai"IueV no caso contrario, dar-se- riuaue para com os miseraves sentenciados
I hla urna duplcala intil cin pura perda dos a pard, g
"'-Ao'sr. ministro d, justica, que podendo >"inle esl* Vmc. autoris.do para
acontecer que alguns tabellies entendam que. e fazer COSSar OS abUSOS, que contrarie.n
Jn^nfmnto o secretario de estado u'.n duplicata intil em pura pera. ao. a plr J. odi8rTincit awle, e por conse-
dos negocios d. juslie, o lem assim en- e,c^ "^. mlnlro da juslicli qUepodendo 8uinleel Vmc. autorisado para reprimir
tendido e fa^a execatar. t .,,.,.,., nue alguns tabellies entendam que, e liXW COS
nao obstante as ordena expedidas por S. Exc. es" virtudes ; certo de que achara apoio
em virtiide do aviso dcate miuiaterio de lo de nesle governo, em ludo quanto for tenten-
novembro, e da circular de I! de aetembro dodeao desempenho do importante cargo que
annopaaaado, devem continuara remelter ao* foi confiado Vmc,
collectores as relaedes deque trata o artigo 12 |)jt0.A thesouraria da fazonda provin-
do regiilimento de M de Janeiro de i832.roga-cialaulorislll de confora)d,de com
z&ttsxfizxjsttii' i*?'** a,manda,r ^r'v"
tualmente revogado o mencionado artigo. | thesoureiro pagador da repart;So das obras
- A da Par.iiyba, declarando que, vista da publicss, em vista do pedido que remelle, a
circular de il de abril de 1840. para execueau quantia do 3:008,080 rs., que o engenheiro
palacio do lliode Janeiro, em 8dejulho de
I85, 31* da independencia e do imperio.
Coa a rubrica de S. M. o Imperador. Jos
Ildefonso de Souza Ramos.
MINISTERIO 0A FAZEXDA.
expedienta: do da 10 l't: JIMIO.
Ao administrador dn recubedoria, para
restituir a Ladislao Antonio Pacheco a im-
portancia do sello prono
^^ottorTque" ndoT.'.rtiio."27 gSZ^jtffZSSsl .tt?f>rl! aTd;^rbommuoicU-Se ao menClon-
U c 35 do rogulamento de 10 de )lbo de ,, annoem uianle f, aulor(sado 0 lllcnlo ao direclor _..,., ,
IKJOsu deviam pagar o sello lixo do 160 rs. daquaniia de l:l#9M pela forma designada Uito.A mesma para mandar pagar ao
Cumpre advortir-se o emprogado respecti- !no artigo ,5 da le de 0 de aetembro de ,8an, na dolegaJo supplente do termo du herinhaem, do do mencionado brigu
rnnii.,1 que inde- do 8. do artigo 3. da lei de 23 de outubro de director d'aquella reparlico requisitou pa-
us ttulos de no-1 '""'i P^laqua' passara-^aser despea geral as ra occorrer as despezas a cargo da mesnia
vi, para prestar mais attOy8o~ ao expedion- qual foriiquidada a parte da divida reclamada caso csteja legal a conta que remmotte em
t a Mti Cargo para que nSo se produzam pela adminislracao d faienda provincial, pelo duplcala, a quantia de 57,120 rs., que se
laes engaos. que despender remas congruas yencids pe- despendeu com o sustento dos prezos po-
passem a eflectivos, nos corpos emlque se acha-
res aervlndo, nsprlmelros cadetes Manoel Joa-
qulm Paes Hrrelo, e Joaqulin Herculano Pe-
reira Caldas, e os soldados Francisco das Cha-
gas, Francisco Antonio e Francisco Atbanaslo,
pracas do segundo batalhao de artilharia a p,
e que se acham nesta provincia.
Dito. A tliesouraria de faxenda, commu-
nieando que por decreto* de 28 de Junho ulti-
mo, segundo constou de partlclpaco da repar-
licao dajusticade5 do correte, furam removi-
dos os Juitc* munleipaes e d'orphos Joo Fran-
clico Duarte do termo de|Nataretb para o de Ga-
ranhuua e Ueinetlerlo Jo'. Vclloao da Silveira
deate para aquelle termo, por assim o havercm
pedido. Fieram-se a respello as necessarias
conjinunlcacoes.
Dito. A mesma, inteirando-a de que por
decreto de 80 de junho ultimo, fol nomeado
Joaqnim Theodoro Alvea para o lugar de soli-
citador do* fritos da fazenda. Expediram-sc
respeito as convenientes communlcacoes.
Dito. Aa ebefe de polica, dizendoque com
as copias, que remelle, das ioforma9de6 da
theaouraria de fazenda e arsenal deguerra, res-
ionde ao rnelo de 3. me, relativo a falta de
ornscimento de agoa, veas, peonas e tinta
guarda da cadeia dcsta cldadc no dia 10 dcste
raez.
Dito. Ao Inspector do arsenal de marinha,
para mandar receber do inestrc do patacho
Sanlissima Trindatle, e entregar ao comman-
dante do brfgue-escuoa Kadorinlia, os volumca
e inaia objectos remettidos pelo arsenal de guer-
ra da corle para as provincias do Rio Grande
do norle, teari, Maranho e Piauhy ; bem co-
mo recolhcr quelle arsenal um caixio com ar-
tigo* bellico* para a Parahyba, aliin de ser pa-
ra alli enviado por qualquer barcaca, que S.
me. contratar, entregando ao conducior o rn-
elo que remelle, dirigido ao l.xni presidente
daqurlla provincia. OjBciou-se ao comman-
le-escuoa para receber
geral e ao depois ao Sr. desembargador
procurador da coros.
ni.siii-.ti 'ii:-.
Appellante, JoSo Tavares Cordeir; appel-
lado, los Connives ReltrSo.
aiviaoM.
Passaram do Sr. desembargador Pastos
ao Sr. desembargador Lefio os seguintes re
cursos etn quesSo:
Appellante, Filippo Ribeiro Servulo de Li-
ma Cavalcanti ; appellado, o juizo.
Appellanles, Miguel Con^alves Rodrigues
Franca e oulros ; appellados, Jos RomSo
Con^alves Mu ni/, c outros.
Appellanle, o curador geral pelo pardo An-
dr; appellado, Jos Roberto de tloraes
e Silva.
Appellante, Manoel Corris Maciel; appel.
lados, Nicolao Alves dos Santos e outros-
l'assou do Sr. desembargador Lefio ao Sr.
lescmbargador Rebollo a seguinte appella-
cSo em que sSo :
-A' tncsourariadn Piauhy.sobre o ollicio "" P'0^05 d,e,J8 de oul"',ro ae,d"Jm.- oros da cadeia d'aquella villa, desde o I. da
,8 de evcrHro com os segantes quesitos: ; *$?&*\% "d'e %% dcC0"ld dc J Je'ro .i o ultimo de junho ****
ime.ro, qual o ve-cimento que compete a I ^ni^.^wa^qo., fobr.0 no. ommunicou-ie ao delegado do I.'denle
un empregado quesubsltue oulro em sua 'mero de letras c linhas que deve comer cada termo. ...
talla ou impedimento, quando nSo porten- laudadeceitidoae observe a dlsposi;ao do re- Dito. -AO Commandante do brigue escu-
re a mesma clssso; segundo, qual a gral- gimeuto de io de outubro de n5l, acerca das na Aodorinha dizendo quo n9o obstanle o
licaco do substituto do procurador liscal certides pastada* pelos t-icrlvcs e tabellies que S. Me. allegou para deixar de comluzir
na liviuilliese il0 >i 2 do arligo 5t do decreto do judicial, devendo cnl er-ae a disposico para o Itio Grande do Norte o preZO dejus-
da ordem dc 14 de maio i8;i6, as laudas que ,jca> que |ne fu remettido polo chele de po-
lorem criptas sotnente em parte. |lcjaj transporte a seu borlo o refori.lo pra-
do 22 de novembro do anno passado; lercei-
ro, se o procurador liscal continua a perce- .
bei a gratificado correspundente niotade
do ordenado cnnlorme o artigo 8 d lei de
- Ao presidente da provincia dollio.de Ja- S(J para 0 enlrflg,r a0 Exm. presidente "d'a-
neiro, respuudc-sc ao olhcio de 8 de maio, que
tiausmitlio osquisitos do secretario dogoverno quena provincia.
29 no novembro de 1841 como procurador da provincia a respeito do regulamento de 10 Dito.Ao procurador liscal da thesoura-
dus l'eitos, ou smente o ordenido de res dc julho de 1850: quanto'ao prunelro, que o* ra da fazenda provincial para informar so-
800#000 conforme a tabella mu' vi ao refe- contracto* de obras c quac*quer outros, que bre o resultado da nolilica^So, feita aos fo-
ndo decreto c nuarto como devo provi- l'orem celebrados com a ailioiuistr.icaii provin- reros de trrenos do marinha da ra do A-
denciar no caso do f.lt, simu tanca do por- **;**,au SuXSStt t&SS pn- para r1on,stru,rKe"' M.Me fr9nte de
jraria : resnon- V q ar"8 J-> > c"*- suas propnedades, c bem assim em que con-
de regulamento, estao comprehendido,no n. ^J^, noli,c;cao> e 0, que tormos SC
leiro c o continuo da thesourana : respor
-------------- ni' < |^ ii i.t ni i ii <", i .i i. t i.'ii.i|iii ni ii'u
do-ac quanto ao prmiciro, que dov sor re- ,jg0 ,_.( g, ._ v0(Jue este arIigo ni
snlvi lo polas disposiOes do decrelo do n Unccalo aiguma a respeito delles : u
acha, remetiendo urna lista dos notificados,
de julho de 1846; o segundo resolve-0 o enbum favor se concede a taes titulo*; e DitoAo julz municipal snpplente da 1."
arligo 34 do decreto de 22 de novembro de se o regulamento qunesse isenta-los do sello vara dcsta culadc lntoirando-o do haver de-
1R50, cumprindo representnr-se ao tbosou-
ro, quando se de o caso figurado, par ar-
bltrar-se a gratiOcaoSo; desappareca a du-
vida do lerceiro em face la or lom dn 24 de
Janeiro dcste thesouraria de Minas e ja
i-ommuncada a aw tln-sourana i'in 3 de
tpresiamcntc o determinara, como se v dos l'erido o requenmcnto, em qUJ JoSo Theo-
S)3, e ". do artigo i3: quinto ao segundo, doro dos Sanios sulicitoua remocSo do son-
que nao devendo cubrar-se sello em duplcala tenciado jeu prente, JoSo Ferreia de Lima,
d. urna iransacelo qualquer, a vista do a.tigo do presid-le Fernando para a cadeia desta
!.J.- eaq^2cot^7,'rp;vi.^s0naoe,: && ? "-"O ??-**
sujcito. ao sello proporcional "do artigo 7, uoent- o im.mssibiiilado de prestar servico,
marco, nSo devendo entrar effl duvida que (i.eaolixo doanigo 15: nu caso figurado o segundo Inlonnuu o commandante d aquel-
aos procuradores fiscaes, alm dos venc- privilegio nao lem o carcter de gracaou raer- le presidio. Communicou-so ao mesmo
montos de quo traa a sobredila ordem, c; he meramente urna estipulacao do contra- coinmanlante.
fimnetetn os que lile foram marcados na lo. acto principal dc que se deve cobrar ores- Dito.A cmara municipal de Garanhuns
i.hel. dc '>'de novembro passali; eso- P'ctivo Imposto: accresccndo nao ae conceder devolvendo o termo de arrematadlo das
breoqusrWpii^ra o correi1;, da Ihesoura- ^^^^V ^^^o" rendas d-.que.le municipio, a fim deque a
-lmenos quanl0 ao tercetro, que ".Wret.rlado gover- mosma camal, dec.re, qual a le em que
a servir de porteiro e continuo
nn que diz respeito ao cano'io, que sera 110 ucve observar a provideucia do artlgo~73 em
encarregado a um empregado da tliesoura- hypothese aualo^as.
ris, e nomcar-se-ba interinamente quem
sirva de crrelo.
A' de Goiaz, declara-so quo regular-
mente procedeu suspendido as gratifica-
rles dos empregados da ihesourana desde
GOVERNO l)A PROVINCIA.
EXPEDIENTE DU DIA 22 DO COBBENTE.
Ulllcio.Ao i-iiiiim.iii ni das armas par
se Tundou para fazer tal arremati;3o, vislo
que ii.in a autorisa a que vem citada em seu
ollicio de 7 do crranle.
Uilo.A mesada Santa Casa de Misericor-
dia de Olin la. NSo tendo Vmcs. prestado
as informados que se Ibes exigiram em da-
ta de 16 de julho do anno passado, sobre o
V/III'JIU. tl7 t.iriiitiiniiiiu *JtJ.-> ni uinj llil ii i a E sr i tiat
quecomecou a execucSo do decreto de 22 mallar p0r em l.berdade 0 recrula Auto- requer Jienlu dejse Francisco da Silva, a
de novembro de 1851, visto como sendo Francisco dos Santos, poner apresen- c!"Ci Ue U!H 4errenok marinha no lugar
esse decreto costerior I autorisacJo da taes ,, ij(,ncn legal. Commiinicou-se ao ,' enominado Arrombados, que se diz-lha si-
^ratificaOes, evidentemente coiisiderou a delea;ado do ,o jTsiricto dosle termo. ,do Jado por atorameuto pela mesa regedora
sua necessiiiade. Quanto ao augmento.lo |l0._A lhesourana dc fazenda Iransmt-!''
ordenado dos procuradores socs, adver- [|ndo por copia, o aviso do ministerio da
lo-so que sendo esse augmento devido pelo ro.irin)l], de 12 do corrente, declarando que
trahalbo que leem os procuradores .iscaes fuj approv,da a deliberacSo lomada pela
romo procuradores dos fetos, nada lem do presdoocia de mandar saplisfazer a quantia
entender com a lei dc 29 de novembro de o 640,000 rs., como inlemnisac3o dasava-
1841 e decrelo de 22 de novembro de 18al. n,s causadas pelo abalrnamento do vapor
a seu bordo e condusir a seus destinos os indi-
cados oijectos.
Dito. Ao director do arsenal de guerra,
para que remeta urna relafo numrica dos
jornsleiros d'aquelle arsenal (por classes) da
feria de 21 a 30 de junho c dos serventes : nu-
tra igual das duas ferias do primeiro a 10 e de
II a 20 do corrate, notando as ddterenaas lia-
ra miis c para menos de urna a outra feria em
cada urna daa classes dos jorualeiros e a respel-
lo dos serventes, e fazendo as precisas observa-
res acerca dessas inudaocas, mormente do
pessoal, que esllvesse na feria de 21 a 3o do
mesiao mez dejuuho, e fosse despedido, e li-
nahnente informe ae o pessoal existente he bas-
tante para oservico do refeiido arsenal.
atacadoa tinham ido a um dlstrlcto infectado.
7* Que quando a febre amarella reina em
um dislrlcto, a reclusao a mais rigorosa nessa
localidade iienliiiiiia proteccao offerece contra
a propagavao da molestia.
8 Que, por outro lado, sao trio notavels as
vantagens que se colhem removendo os habi-
tantes de una localidade Infestada e disper-
sando oa doentes por districtos saudaveis, que
por ineio dcsta uulca medida se contein mul-
tas ve/.rs e sbitamente o progresso de urna
epidemia.
9 Que esta disperso dos doentes nunca he
acompaiibada da transmisso da molestia, nem
mcaiiio no caao de seren mandados os doen-
tes para a* enfaasnarla* de um hospital a col-
locados no mel de enfermos que tena outras
molestias.
10
couctlii
a de que a causa excitante, qualquer que seja,
da febie amarella, he local ou endmica em
suo origein.
II. Que as condices que lem influencia so-
bre a localisacao da febre amarella sao conhe-
Sue nenhum dos factos precedentes pode
aTlWxMn*Conctiisa'o algunia, a nao ser
Appellante, o juizo; appellados, os herdoi-Jcidas, definidas, eai certo ponto removiveis;
ros de Lourenfo Antonio de Albuquorque
Mello.
Passaram do Sr. desembargador Luna
Freir ao Sr. desembargador Talles as se-
guintes aiiiicllac/ies om < 1 ii.- s.mi :
Appollanle, o juizo ; appellado, Goncallo
Jos dos Santos.
Appellante, a justiga ; appollado, o juizo de
direito.
Appellante, o juizo Ja fazenda; appellado,
Manuel Bento de Men lotiza.
Appollanl", Severino Francisco Bczerra ;
appellula, (enerosa Francisca de Jezu*.
Ap;icllantc,Franci-co Cavalcanti de Vnscun-
cellos e Mello ; appollailo, Manoel Guedes
Condim.
Appellanle, Manoel Perei'a Pinto; appel-
lada, Josepha Leonor de Araujo.
Passaram do Sr. desombargador Telles ao
Sr. desembargador Pereira Moulciro as so-
guintes appellacOes em que sfo :
Appellante, o juizo ; appellado, Raymundo
Corroa de Araujo.
Appellanles, Manoel Prudente do Jezus o
sua ni lihi'i- ; appellado, Jos Pereira da
Silva Cimillo
iiisriiinuic/iKS.
Ao Sr. desombargador Itebello o seguin-
te aggravo em que sSo :
Dito". Aomes'mo, para que dos Africanos Aggravanle, Caetano Sllverio da Silva ; ag-
livrcs alli existeute* mande entregar at 20 ao gravado, Flix Venancio C.intalicio.
inspector do arsenal de marinha para l serem Ao Sr. dosembargadur Luna Freir O S6-
empregados em semen, devendo S. me. logo guinte aggravo em que sSo :
que os mandar entregar remelter a secretaria Aggravanle, Luiz Antonio Barbosa do llrto;
da presidenc.a urna rclacuo dos que ficam no a(!grvado, Manool Alves Cardoso.
arsenal a cargo de S. me.Commuaicou-seao c i, i -. iv.ii. ..
referido inspector. Ao Sr._des.-mbargj.lor Telles a segu.nto
DU*.--Ajate de direito do civel deiUcl- >PPWfiaO em que sSo :
dade, reraetteodo urna portara que lile fai en- AppelUnt-, Mnoel_ Perejra viada pelo presidente do supremo tribunal dc
justica, e exigiudo que remcua secretaria da
presidencia a tus resposta. Igiij.es ao jui dc
lireiiodas comarca* do Cabo c iNazarelti.
Dita. A thesouraria da fazenda provincial,
tranimittiodo as contas das despeas feitas com
o sustento dos presos pobres da codeia de i-
arcili desde Id at 31 dc maio ultimo, e bem
assim com aieiic c pavios pam illumiaaca da-
<(uella eadeia, aliui de que, estando uos termos
legaes,seja paga a aua importancia (22/Slu rs.)
Jos Mari* Ferrclra da Cunha. Commuui-
cou-ie ao delegado do primeiro dislrlcto do
termo desla cidade.
Dito. v mesma, para que estando nos ter-
mos legaes a conta que remelle, mande pa^ar
ao resieclivo foroecedor a quanti de loT^i,
appellados, Joto Francisco Paes Brrelo e
sua mulher.
Ao Sr. desembargador Pereira Monte.ro
a seguinte appelIat;5o em que sSo :
Appellante, o juizo appella fo, Nicolao Ga-
lla Qt.
eso precisamente iguaes s causas localisa-
doras do cbolero e de todas as mais molestias
epidmicas.
12. Que, como acontece em todas as de mais
molestias epidmicas, pruporco que estas
causas localisadoras sao removidas ou diminui-
das, cessj. a febre amurella ou reapparecc coui
iii.iKii t s intervallos e com carcter mais benig-
no.
13. yue, alcm das causas communs ester-
nas e localisadoras, ha urna causa constilucio-
oal predisponente dc transcendente importan-
cia, a saber: a iiho aclim.ilisacao, isto he, o
e&tado do .systema produsido pela residencia
em um clima fri ; por outras p-ltyras, o san-
gue europeu esposto a acfo dc um calor tro-
pical, rcsultaudo darjui que deve haver o
naior cuidado cm evitar que os individuos
recentcmenle chegados zoua da febre ama-
rella vaopara um distrcto onde exista ou re-
centeincute existlsse a febre amarella.
i. Que os meios de evitar a febre amarella
nao sao as restricoes das quarentenas, neiu os
cordes sanitarios, mas siui obrase medidas
sanitarias que teoham por lim remover e pre-
venir as ditkrentci coudiedes localisadoras e
quando essas obras permaneoles sao linpra-
ticaveis, convein fazer sabir a populacho, tan-
to quanto for possivel, das localidades infec-
tadas.
Km concluso. julgamos do nosso dever de-
claiar que na analyse c exame cuidadosos euil
nuciosos que fuemosdos muitos depoimentos
c resposlas que tivemos presente, e dos quaes
deduzinos as precedentes conelusdes, nao en-
contramos um so faci ou observapo opposta
ao seu teor geral. INo eoconirmos um 60 l.n
lo excepcional.
Vimos, he verdade, queasopinides de algu-
in.s autoridades que nos mereccm grande res-
peito, nao estavam de accordo sobre alguns
pontos, mas lem estes relacao pe; ruaior parte
com objectos purameute prolessionaes e scien-
tilicos.
Quanto graude qoesto pratica de saber,
qualquer que seja alias uaiureza c modo da
propagaco da febre amarella, se as quaren-
tcna e os cordoea sanilaiioi evilam elAcazuien-
te sua inlroducfo e propagavao, eremos sei
'boje un
EXTERIOR.
FEBRE AMAIIEI.A. INSFICIfc.^CIA DAS
QUA.H.BNTRNAS.
Londres 17 de abril dc 185-j.
A inspeefao geral de saudeacaba dc apresen-
tar ao parlamento o seu segundo relalorio. O'
que se dopeodeu com o sustento dos preso* objecto dc que trata he a febre amarella, e so-
pohre da cadeia da cidade da Victoria desde o Dre este assumpto sao mullo intereisnntes c
prioie.ro de abril at o ultimo de juubo deste valiosas as ioformacoes ministradas. Kis as I
anno. Coroinunicou-se ao delegado do prl- coiiclutes dn junta.
inelro distrcto do termo desla cidade. 1 Que as epidemias dc febre amarella re-
Dito. Ao major eucarreijado das obras mi- bentini simultanimentc em cidades dilleren-
l-unnime opiniodc que nada se cousc-
>3o dcpois dO meio d,a. :guJccu..,c.saS medidas, bremo. Haver lamben,
a iiieaina uiidiiiiuidude de opiulao quanto a es-
ta outra conclusa pratica, que a substituido
dc medidas sauitariaa oo liygieuicas restrlc-
re* e isolamcntos dasquarculfuas, daro una
proteccao multo mais certa c cmcai.
Uquetudo liuiiiildemeute cerlilicamos a V.
Magestadc.
Shafttsbury
Kilioin Chadwiek.
T. Soullxwood Amitlt.
(Jornal do Commercio)
litares, para que a vista do omcio, que remelle ie8, distantes, cem pontos dillerentes e distan-! .. ,,,",'. ,,.,'./.. ,
domareclial commandante das armas, Informe te.de urna mesma cidade, multas vene* em Creio que he na fe um tVo,i (j
sobre os consenos deque necessita o quartcl circiuiutancia cm que a coinmunicacao com as Il historia do um rochedo do imn
pois quo este regulando os vencimentos dos Amaz0ns com a polaca Sarda S. CeoVa-
procuradores hscaes, nao ctiiou da materia nl ._|gu,| copa iSnielteu-se ao capilSo
especial do juizo dos fetos da fatenda. ,do corpo.
DEM 22 DE JUNHO. Dito. \ojuiz relator da junta de justiga
A' thesouraria de Pernambuco, deca- transmitlindo, para S'.'r rdatado em sessSo
rando que os rouhocmentos, que se pas- da mesma junta, o processo verbal feito ao
san aos fornecudores de gneros para os soldado do 10 oatalho do infamara Mi-
arsenaes pira haverem o seu pagamento, guel lliboiro dos Anjos. Commuoicou-se
n5o s estSn sontos do sello proporcional ao comm.tndo das armas,
espressamente pelo artigo 23 6.do regu-i Dito.Ao chefo de polica interino, para
lamento dn 10 de julho de 1850, como do que indagando quaes os prezos que lem ja
sello lixo, vista d generalilade uos ter- cumprido suas senten;as. providencie sobre
nios do artigo 52 7 ihi--e outros seme- sua soltura, visto ser contra a lei que con-
Ihantesquando foiem apresentados pelos tenue estar prezos depois de salisfeita a
mesmos fornecedores mas as transieren- oonilemna^o.
iias desses ttulos pagaoa selloproporcio- Dito.Ao inspector do arsenal do man-
ual, conforme o artigo l."do sobredito re- nha remetiendo por copia o aviso da.repar-
ffulamaoto, 1.a classe, e fieam obrigados [Uffio da marinha do 12 do corrente no qual
linda, apparecendo agora em mo da parle
o ollicio do inspector da thesouraria e mais
papis, que se haviam remettido Vmcs.
com o citado ollicio tenho de exigir-lhcs no-
vamente a mencionada inlormai;3o, preve-
nindo-os de que se n3o apresenlarem dnn-
Irodoum praso rasoavel, importar o seu
silencio o abandono do terreno em quesillo
que ser enlHo concediJo por aforainento
ao supplicanto, vislo no se julgaiom Vmcs.
com diroito a elle.
Portara.Ao agente da companhia das
barcas de vapor para mandar dar passagem
para a Baha por conta do governo a Ma-
noel Pereira que teve baixa do servico do
exercito,
IDKM DO DlA 23.
tiln ni. Ao Exm. presidente da Parabyba,
aecusando recebido o omcio, coin queS. Exc.
reinetteu dous exeinplares do relatorio apre-
sentado a assembla daquella provincia no acto
da abertura de sua cessao ordinaria do corren-
te anno.
FRANCA.
Pars 1 de junho.
que se
.... silua
da companhia de artlbces, remetiendo logo o pesssoaslufcctadns he|iuipossivel. | do no moio do mar e que lie o terror dos na-
retpectivo orgamento. 2o yUe as epidemias de febre amarella sao vegantes. A agua he azul, o i;o puro ; o
Portara Ao agente da companhia das bar- precedidas geralmcntc pela occorencla de ca- .vento bonancoso enfua as vellas, e o ma-
ca* de vapor, para mandar dar passagem para sossporadicosou Individuaes dessa lolermid.- i rmlieiro canta na frgil taboa qu o sepa' a
provincia do I'ar no vapor 1'araaseemuin de, sendo tambein cnlmuns esses casos spora- doabvsmo. Depois iinmediatamento ello
i,lusardepassagetro. dce.ladoarr.Ma- dicos as staSoes em que nao reina epidi.nia a v* prtir-se e abrir; dizse-hia quo urna
noel dos Marlyres.
alguma.
3 Que as epidemias de febre amarella, bem
revalidarlo se o importe nilo for satisfeito
no ilcvido tempo.
DEM ?,1 DE JU.MIO.
Ao director geral interino das rendas, que
minpre responder ao collector de Mclheroy,
'|nr oa contratns de obras e qiiarsquer outros
FOLHETIM.
0 CONDE DE CUUmULO
(por mol; cenTilhomme.)
PROLOGO.
0 CAPITAD BRAMANTE.
vi.
A nvefat&o.'
Ojovcn pastor tinha apenas pnsto o pe no
! tii ii quadrado que devia atraressar pata chc-
-"iiii, quando creo ouvlr na obscuridade
ii.r, um arruido de votes confusas alguns
passus distante de si ; elle la passar alm, mas
uino quer que o nomc dc Hramaote Ihe feris-
bcoh ouvidos, leineu que bouvesse abi algum
perigo para ocapitao, e protegido pela som-
ora espessa que envolva o paleo, escorreguu
com precaufo ao longo da parede e consegua
*Pproxiiuar-se daquelles que com.derava ja
como inimigos de Hramanie, sem desperlar-
hes a .Titpicao.
Kslsbem certo doquedizei? murmurou
unta voz de timbre duro e imperioso.
Quanto a isso, capitau, fie-se em miui,
Dio be sem razo que me cbamain furo ; de
barriga pelo chao clieguei entrada dacuii-
olia, e de l vi ludo o que se paisou na sala. ..
(*) fide Diario l3.
Dlio. Ao mesmo, dizendo que pelo conhe-
clmenlo que remelle licar S. Exc. certo de que
e declara' que o"de 30 de novembro de 50 o commaudante do vapor Poraeme recebeu da
nSo prohibe passagem temporaria de qual- *ouraru de fasenda para entregar naquella
quer olficial de um para oulro vaso de guer-
ra, quando a urgencia ilo servigo publico
assim o exigir, conforme o disposto tu mo-
provincia um calxo contendo os livros deque
trata o ofliclo de S. Exc. de 20 de maio ultimo.
Dito. Ao commando das armas, trans-
mitlindo por copia o aviso do ministerio da
dificaQo 5' do decrelo n. 475 de 23 de se- guerra dc 2de junho ultimo, ordenando que
-
um s Instante nao os perd dc vista.
Podes aancar-ine que o caplto Braman-
te nao sabio da sala ?
Nem um minuto.
Nao o viste tirar da algibeira um papel
pon tranca-lo em alguma paite, ou para en-
trega-lo a algiiein ?
Cerlificu-vos, capitao, que elle nada dis-
so fez. Uemais nao hea seu coinpanheiro que i saltado, perguutou :
leria confiado um objecto de importancia; (Jueheisso? que querem coinigo ?
altenro ao que em derredor delle se fazia.
Rraccioli aproxlmou-se de Hramante e ba-
icudo-lhe no br.Ti,o, griUu-lbe:
Hola, capitao! bola, capito !
I ni ronco cuergico foi a nica resposta de
Bramante*
Francesco lcvanlou a cabeca. c esfregando
os olhos como um homcm que acorda sobre-
m3o invisivele silenciosa desprendo urna
que afgu.nas 'vezes se estendam a grande ex- Pr uo.a todas as pegas. He o rochedo fa-
tenso do paiz. limitam-se mais frequente- tal que coro urna Torga irresistivel attraho o
mente ao espaco onde rebentam, nao envol- Ierro que prende todos os pedagos do navio,
vendo toda urna cidade, c algumas veces nem e ontrega os seus restos ao Ocano,
mesmo um grande distrcto dessa cidade. IScsfa immctisa Ocoania, da qual lizeram a
U Que as epidemias de febre a-> arella nao se qita parte do mundo, lia um continente
issa Europa c a que
zem que he urna ter-
TB1BUNAL D KELACAO'.
SESSAODK 10 DE JULHO DE i852.
Presidencia do Exm Sr. conselMro Azcvedo.
As 10 lloras da manhSa, estando presente,
es Sn. desembargadores Bastos Le3
Itebollo, Luna Freir, Telles, ePereira Mo-
teiro, faltando com causa os Srs desem- passo que poupamintelramente, oul'aiem mui- ra na qual a nalureza derramou todas as
bargadores Villares.Souza, e Valle : o Sr. to pequeos estragos as vi/.inbancas imine- -
presidente declara aberta a SMlSO.
SCOte v epmrmiasae ienrra-i tena uno se ,(, parle llO muildo, ln
Le5o '""''" edistriclo a distrcto por meio fc de com nossa
dc uina regra de procressao gradual, mas ...."_ .,,.,..u. i|
Mon- Ulllila, veicBs 0SSO|a; ^crlas localidade.. ao Australia l'iztn
suas prodigalidades, e que rounio a dupla
dalas," com as quaes etto os habitantes cm vegetacilo da zona trrida o da zona tempe-
constante cotnmunlcaco. rada. Ha um meio seculo urna rafa nova.
5 Que as epidemias dc febre amarellaquan- sempro Ojia rica allglo-saxonia, ten), como
do invadem um dislricto nao se coiiiniunicam cm loua a partfl por 0ue ella val, renovado
da casas primciraiucnte atacadas para as ca- a sua E|la ah| ,em creau0 immen.
sa. iminediatas, c d'all para as ad acei.tes, pMtaM0M quaes vagueiam manadas
o------- i estendendo-se assim como dc um ceniro ; ao- k"."""" "i ___o____________
Appellante, ajustas; appellados, Antonio 1 tes, pelo contrario, se limitam rigoro.ameute numerosas o as quaes lazem ao mesmo tem-
rnuita. veze* a certa, caas de urna ra, a ccr- po a riqueza da colonia e da molropole.
tas casa, de um lado da ra, a ccrlos quartos Ah ella lem fundado una socedade novi.
na mema caa, e muitas vetes uiesiuo a cer- socedade mixta como foi a que principou
tos quartos no inesmo andar. Koma, porm cliei. tambem de energa, de
0 Que em geral quando a febre amarella re- audaca c do industria ; fcita para ir ao lim
benta n'uma familia, s umou dous lndividu-|a t,r|.iCO(1|0,|omar. Est0 millldo >"<>
os sao atacado, ocapando geralmeute o, en- crejcU p0JS a0 sol 0 eslendia em seus mag-
ferinciros : c que quaudo inultos meiubros de h""""-"________ ,i..j.. .,..
urna familia Sao succc.sivainenle atacado., o nificos prados as suas cidades nasceu-
adoccein os cnlcrmeiros, he que a epidemia
ou era geral na localidade, ou os individuos
JULGAMENT0S.
Aggravantc, Jos dos Santos Souza Los;
aggravada, D. Mara Francisca de Soua
Hamos. Negaran, provimeoto ao ag-
gravo.
Pereira Itaraeho o outros. Julgaratn itn
procedente a appellaco.
DlLIGENCiaS
Appollante, ojuizoda fazenda; appollados.
os herdeiros de Mauoel Jos Vianna.
Mandaran, rom vista ao Sr. desembarga-
dor procurador da coroa.
Appellante. o juizo de auzentes; appella-
dos, Antonio Jos Pereira de Mirauda e
outros Mandaran) com visla ao curador
puis a jul^r pelos seus vestidos, be um pobre
pastor mais capaz de fallara autinaes do que
de oceupar-se de negocios serios.
M-ravilhosainente I elle nao esteve ain"
he
Lom vosco nada, respoudcu Braccioli
com o capitao que temos negocio.
Nestecaso. convein acorda-lo.
Isso he mu fcil de dlter-se.... mas creio
s nem um instaote depois que recebeu esse {que valeria tamo como abalar urna pedra.
papel das milos da duquea lleatrls, elle o tcm
por tanto com sigo ; e diics que est dormin-
do?
Como uina marmota cm seu buraco.
Pos bem I te elle sonhar que ser inforca-
do amanb, jamis ncohum hoinem ter tao
bem distinguido em sonho o seu destino.
Quanto a VOI outros, cantaradas, podeis con-
tar com urna boa recompenra da parle do du-
que. Vamos acordar es.e charo Hramante.
Antes que estas ultimas palavras fossem
pronunciadas. Francesco, que tudo tinba ouvi-
do, entrou outia vez na sala na qual havia del-
xado o capitao. Este dormia anda. Dous mi-
nutos se passaram e Francesco, que bem como
logo veremos, os linha sabido nproveltar, viu
entrar cinco bomens armados.
l'.n ilraecioli coin qnalro soldiidos de sua
tropa.
Sentado em frente de hramante, com o co-
tovello apoiado sobre a meta c com a cabec3
na ni.io, Francesco fingi nao dar ncuhuma
Francesco ergucu-sc c sacudiudo vigorosa-
mente o HUiigo, gritou-lhe aos ouvidos .
Hola, caplto I
Um grunfiido profundo fez comprebender
que a voz do joven pastor tinha sido ouvlda.
CapilSo, capitao Hramante, redobrou o
pastor, sacudindo-o dc novo, acorda, aqu
estio ims senhores que querem fallar-vos.
Hramante levantou penivclmente a cabeca
tornada pesada, c sabrindo as palpebras,
disse laucando para r'rancesco um olhar ei-
tincto :
Ah 1 ah I tens alguma cousa que dizer-
rac, rapai..... Poiibem, lalla, eu te escuto.
INrio, ineu charo Itiamanle, disse entao
Hraccioli, nao, mi he esie meucebo, mas eu,
Itraccioli, capltoo de urna companhia de ar-
eheiros ao servico do duque de Mil jo, que pe-
co \'o* digneis conceder-ine um momento de
atteii(i.o.
Ouvindo a vosde oraccioli, bramante Jbrio
lutciraiiicnte os olbos, c a sorpreza que expe-
runentou, ao v-lo em sua frente acompanba-
do de quatro soldados, pareccu dissipar, em
grande parte, a uuvem espessa que Ihe obscu-
reca a inttelligencia
Vos aqu! capitao Hraccioli, disse elle em
fim, e diieis que viodes para tallar-me ?
liso vns espanta, capllao Hramante, e
todava, ainda que lenhas repellido bem bru-
talmente a mluba amizade, be por vosso inte-
resse que venho neste momeuto fjllar vos.
Hramante franzlo as sobrancelhas, eomprc-
bendo linmedialaineutc, nao obstante a fumaca
do vial.o, que um to terno Inlcressc devia
oceultar alguma intenco prfida.
Vejamos que he, exclamou elle com im-
paciencia, apressemos-uos em acabar com isso
o que queris coinigo.
Vosso bem, repito, disse Hraccioli; vos ten-
des com vosco, caplto. um papel da mais al-
ta importancia.....Hramante pertuboa-se,
__ Este papel, que possnls dc poucas horas
para c, he sem duvida dc grande preco aos
olhos do Sr. Viiconli, para com o qual poderla
ainda augmentar vosso favor; mas^ sois to
modesto, capilo, que poderes nao querer
aproveitar esta magnifica occasio.... he isso
oque, em vosso luleiesse, recelo vossos ami-
gos, he por isso que cu, queme preso de ser
contado uo numero dos mais dedicados, venho
rogar-vos que me confiis esta peca to precio-
sa .iiiiii de leva-la de vossa parte ao duque,
nosso senhor, o qual a lera, se me nao engao,
com um vivo interesse.
Ali he para Isso que vlesles disse Hra-
mante, cujo rosto lun vcriuelbo de colera.
Elle levaotou-sc sbitamente e quiz lancar
mao da espada, mas esta tinba desapparecido
e elle a vio na> maos de um dos soldados de
Braccioli.
isso estava previsto, capitao Hramante,
dissc-lhe framente Braccioli, bem vedes que
nao vos resta seno obdecer.
Naosei deque :re fallis, respondeu Hra-
mante tornando a seniar-se, nao tenho coinigo
nemhum papel.
Ah! com llcenca, capitao, disse ento
Francesco, com llcenca! tervos-bia o vinho
feito perder a memoria? He to verdade que
tendea com vosco um papel, que cstou vendo
urna pona dellc sahir da algibeira de vpsso
gibo.
Hraccioli poz-se arircom um ar dc trium-
pho, Hramante olbava lisamente para o pas-
tor.... Francesco aproveitou-se de sua eatu-
pefaccopara tirar-lhe destrmente o papel c
eotrega-lo ao capitao Hraccioli.
Desgranado! eiclamou Hramante, que
0 teste?
aw O dever dc um amigo, pois este bom
capitao assegura que esse papel deve ser para
vos uina lo ule dc fortuna. Vos n;1o compre-
heudeis nada de vossos iuleresses, meu amigo,
e visto que bebemos juntos, terel ao menos a
satifaco de vos ter servido contra vossa von-
tade.
Bramante cahio opprmido em sua cadei
ra-... nao havla mais lugar a lular, elle se re-
conhecia vencido,
lili camaradas, disse Braccioli a seus
soldados, escuiai bem a teitura disto para que
possals afirmar em caso dc necessidade que he
este mesmo o papel que achel na posse do ca-
plto Bramante. I
E .aneando sobre este um olbar chelo de \
tea o luxo de sua adolescencia, quando o Ua-
balho repentinamente para, as cidades fi-
uuih crueldadc triumphaulc, abri a caria c
leu:
Signor Ericcio, Francesco Bussoni, lillm
de Pieiro Bussoni, de Carmagoola. no Piemou-
le, veio espressameote a Mllo para fallar-vos
da parte de seu pal, sobre certo objecto qne o
nomc de Ihissool vos recordar sufnclente-
mente c que v6 smcnle podis esclarecer...
Fcrido de estupor leuura deslas linhas.
Bramante olhava lisameutc para Braccioli
tendo a boca aborta.
Francesco, calmo, c indill'erentc, briucava
com um copo, com o qual dava na meza pan-
cadas surdas e compassadas,
O rosto de Hraccioli, medida que este ia
leudo, ia exprimindo o desapontamento a o
inesmo tempo o mais cmico e o mais furi-
bundo.
__Ob o que significa isso i1 exclarnou elle
machucando a carta se:u acabar de l-la ...
Que motivo ha para os incolerisar assim f
_ise lrani|UIIamcute Francesco. Isto segni-
iicaque, preso na mesma galera que a duque-
za lleatriz e querendo a*>soluiamente fallar ao
signor Ericcio, roguei ao capilo Hramanie que
Ibc enviasse esta caria.....Ora como quer que o
siguor Ericcio apparecesse logo depois, mmba
carta tornada intil, ficou na algibeira do ca-
pitao. Appareotcmcnteo vmbo nnha-ine apa-
"ida tudo isso da memoria.
Nao ha aqui mais que uina s cousa que me
espante, he qoe trez ou quatro linbas rablsca-
das por um pobre guardador de rebanbos como
cu. possain lerav.r.udc que Ibes allribuis r
seiam capazes de atlrahlr o favor do priucipe
sobre a cabeca de meu amigo, o capllao Bra-
mante. Emfim, isso assim deve ser, pois vu
MUTILADO
f i
j
I"


>>
'

v.
cim desertas e entregues tos volhose is
crcancas, os campos sSo abandonados o as
uianidas desamparadas sem defeza s bes-
tas selvagens, e a populago toda intuir,
arrastada por mua corrente irrasistivel, se
precipita violanlamente aobre un s ponto.
O imn qu i attrahe a si todas estas Torgas
vivas, lio o oiro. Kstos milhares de homens,
com olhos cliamojantcs, face inflammada,
que doixam suas casas, seus campos, sus
lares, o armados do chuco e do enxsdSo, se
vae a escavar convulsivamente as cntranlus
da trra s3o procuradores de oiro. All
se teto oncontrado minas de urna riqu"za
inaudita, do una fecundidade fabulosa e
que fazem empallidecer a California, l'al-
lavamos das lite urna oiles; crer-se-hia
lor oconlo d"/lad"i qiiando se le as narra-
rOes extraordinarias quo vem da Australia.
Debaixo do ,ne-uii ponto no visla pitoresco,
parece que o espectculo lio dos oais cu-
riosos.
Imaginii, diz urna das cartas publicadas
polos jnrnaes inglezes, uin vallo encantador
orlado de bosques, no fuo Jo di qual ba un
vnrdejanle tpele bandado par urna agoa
lmpida. He abi o lugar. \ >st i momento
ello est absoluta ment coitido como um
cortijo por escavagSes oe perto de oitops
quadrados, e variando era profundidade de
seis a quareuta pos___A quantldadode ou-
ro que se lem tira lo ja bu ncrivel. Da um
* buraco tirou-so at 1,400 libras esterli-
n*(J6,000 francos); deoutro 1,800 libr.
estar!.;la.ooo francos). Um dos meus aun
(ro! coi easa do qual escreeo neste numen-
l tirlinas,'35,000francos) por urna semana de
tratfflfo.... Em ura pequeo espago do al-
gumas contenas de passos, pode-sc ver mi-
mares di: homens traballiar, oceupados co-
mo abelhas n quasi com o misino genero
de rumor, o qual he produzido pelas panca-
das dos aiminbos. Riles esto di tal sorte
uoiilosque se nSo p le passar por entre el-
les sem os incommodar.
I.emos ainda cm outra carta.
Um hoineui trabalbaudo moJeradamen-
le podo Faser 30,000 francos por anno de
producto liquido, pagas tolasaa suas des-
pezas mesnio enm a laxa actual. Alguns bi
que tom feito 250,000 francos em dous me-
zea ; estes eram quatio que linliam um mi-
Ihar para dividirem entre si.
Una outra carta diz :
Sais semanas, um mez, quinze da-, oito
dias smente proiluzcui s nimias enormes.
Vi quatro homnnsli poueo lempo carroga-
rem em una carroga nina caixa que elles
mal podiam conduzr; era o prolucto de 6
s .manas de traballu. : havia all inais de da
zentas libras de onro. a
l'.j loriamos fazer mu i tas nutra miagues
lesle genero, poder-ee-liii ver quo rerlur
bag.lo esta lubili irrupgSo de riquezas nao
langou om Iqdas as relagos sociaes, do
mesuras e econmicas da colonia. Os a
cbadores de ouro, seniclhanlo as pessoas
que tivessem indi o maior premio na lote
na, ou qua tivessem rccsbldo urna heranga
pela qual uilo esperavam, celebram a sua
iin Iiip i por extravagancias. Alguns ha quo
O onro sobe cabega a da urna sorte de em-
briaguez. Et.t'C ellos passam-so fanlazias
a imitaran de ( I >,.>l i ; um intro luz un
bilheto do 5 libras esterlinas (195 francos)
entre iluas fatias dn pSo com maloiga e o
romo a mola de Sandwich ; oulro faz una
halla com dous hilheles eOSBOgole como
una pilula. Outros pagam as menores cou-
sas com bllbetes, sem esperar pelo tinco ;
itiii e-s ouro polas j mollas, nem mesmo se
coutam. Um homein a quem acaham de
roubar 7ou s.ooo francos, levanta as espa-
doase diz tranquillamenle : Essa he boa I
anda ha milito.
Alas ueste la lo hrilhantc, ha um reverso
Se o ouro tlvesse ebegado progressiva ers-
golarment*, sem duvida seri unn fonie
nova e natural de prosp'eridade ; mas elle
chegou como urna on'a, ot?m feiio ama
verdsdelra inv.is.1o no moin ilesa sucie la-
de apenas csliholeci la o organisada. i:omo
o verdadero trahalno, o trabalho segundo
iioni'Mi, i regnt,remunerado conforme as
soes obras poderla existir diinle desta es-
magadora concurrencia di riqueza sobada t
Teui-sn visto porlaito lo o > us habitantes
que podem trabalnar dclxara trra, aban
donar ,-s nasl gens e es rebanhos par i cor-
rer as minas ; lem-se vistoto los os quo n>
goelavam as cutidos ou eram empioga los
n i iiiJustna.uo servigo publico ou pi i lo,
.ili.in lunar lulo para ir apanhar ooro s
mSos cheias; t'"n-sn visto as equipagns
de todos os navios desertar em uussi para
seguir a invencivcl correte. He alguma
eousa que deve parecer com o aspecti que
apreseulava Pars, ba alguns dias dur nt i a
revista eo logo de arteflelo i '"da n popula-
g3o aglomerada no campo de liarte c a ci-
liado submeigida un um profundo silen-
cio.
O rei Mi las, como lo loa so lembram, op-
pnmia sous vassallos com o trabalho as
minas de mi i. Um philosopbo Ihc fez no
lantai manjares de onro, que o monarrha
ichou pouco comiveis. NSo precisamus
completar a moral.
us colonos da Australia eslSo neste mo-
mento na poslgao do re Midas ; elles n.1o
teem imis do quo no alimenten!, u mi de
quosevistam; so leom ouro. Ha alguma
C lusa agr lavel ao lado do que ha do triste
om suasqueixas. Um dellos cscreve do Mel-
bouzne, aldeia principal i
Eu uo deixana de comprar ueste mo-
mento um pardo botas por qualquer prego
que fosse. Procuro pao em Colliiigwoo.l por
lavor. O padeiru uSo quer obrigar-so a dar
in'n regularmente. I'ago 5 shcllings por
u'm balde de agoa c30shcllings nr u
medida do cevada para o meu cavallo. In-
dos us criados do juiz partirn j elle nio
l 'i le servir-so do sua carruagor; seus li-
Ihos lava ni us facas e os gnfos o levam seu
pai para o tribunal om urna cadeinnba. >
Oulro escrove :
Disse au criado do holil quo desso a
niiuha roupa para lavar, resdoii eu-me que
nSo so podiaacliar lava je I ras Pira mu lar
.... jaiiiB
roupa era preciso comprar outra. Os bo-
tinscustam 70 francos. Paz-seum grande
consummo de vinho do Champagne, de li-
cores e de crvela engarrafada. Umvende-
lliBo das minas botuu honlein nas pratelei-
ras 1,-JOO duzias de garrafas e vende por dia
70 dunas sos mineifos que vSo e vol-
tsm. a
Um oulro, a quem todos os seus criados
delxsram, e que trata do seu cavallo em
quanlo > mullier serve na cuzinba, os-
crevn :
Um dos memhros do nosso clubs, um
grande proprielano de rebanhos, o que nSo
sabe como recolha a ISa, foi s minis ver
so alugava alguns homens. Pcrguntou-lhes
quinto queriam de salarlo ; elles responde-
rn que queriam toda a 13a. E como elles
partisaom, cliamaram-no e disseram : Se-
nhor precisamos de um cuzinbeiro, se vos
coiive.ni este lugar, vos daremos 20 francos
por dis. >
No meio desta abundancia de ouro. sSo
principalmente os prnpii-I nos da Ierra
que teeni de soffrer; o commercio a reta-
mo he iinre-e -nte porque tidos os objectoa
de consummo tem cnegado a pregos ex-
traordinarios. Mas a classe que coustitueo
fundo de urna sociedalo regular, aquella
que tem rendimentos llxos, est completa-
mente arruinada e da grilos de affligSo.
Acabamos Je receber, diz urna carta es-
cripta do Melbouzno, da descoberta de no-
vas minas; parece pue ba ouro p.-lo mun-
do inteiro. Em presenga de iguaes fados
como a colonia mo fica arruinada? Como
se poder conservar o trabalho? Suppo-
nti mus que no correr do anno vindouro
cheguem aqu 100,000 emigrados ; beart
por vontura um s na cidade ou nas quintas
para gauhar alguns shellings por semana,
quando se ple fazer 1,200 francos perda
nas minas ? Fra insensalo cr-lo.... Se ao
menon as minus de ouro tivessem limites, se se
podesse esperar que ellas dei-eriam acabarlos-
sos infclicidwles seriam urna qutslSo de lempo;
mas uo ; as betas de ouro sdo sem limites, el-
las sdo mexgotaveii. '.!
Ha proverbios sobre o embarago das ri-
quezas > ; ha comedias sobre as infelici-
dades do um amanto feliz mas uada he
igual a expresaSo ing'nua desto desespero.
Em nosso estado de socio lade, onde todos
mo so rujam absolutamente sobre o ouro,
custaso a iuiaginar um liomem chorando
miseria o ai r meando os cabellos porque as
minas do ouro ameucam ser inoxgolaveis
O ouro he de tal sorte a iigura classica, po-
pular, consagrada da riqueza que, desespe-
rar por achar bastante, parece paradoxo.
Todava be milito verdaJe que a colonia
propriamcnlo .iili esta arruinada ou para
istu. Na California o ouro nada incummo-
dou ; elluio ttnba la cono na Australia
urna cultura que arruinar, mn estado social
quo agitar, nSo havia o fructo accumulado
do trabalho de cincoenti annos. Este ouro
t3o cubicado, cabio como um facho no meio
desta civilisago nasceule ; o colono con-
ten, la tristemente seus vastos prados, nos
quaes uilo aparece mala a figura do homein,
e seus rebanhos abandonados aos c0es sel-
vagonseas molestias. Elle podecom gran-
des gritos bragos, bragos, bragos Elle en-
va dinlieiro, manda militos para a luelro-
polo para quo em troca Ihe mandem ho-
mein. A melropole commoveu-se, o neste
momento a emigrago para a Australia ba a
ordem do dia. A Inglaterra condueu-se n3o
s por causa de sua colonia, seuo por cau-
sa de si mesma ; porque ella se via acom-
mettida em urna das Tontos principaes de
sua industria. SSo os rebanhos da Austra-
INTERIOR.
2
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Sergype d'EI-Rei 5 de julho de IS52.
No mez passado dei principio a missSo de
correspondente (*), o suppondo a sua ben-
vola acolhida vou continuar adar-lhe conta
dos factos e necessidades desta provincia.
0 publico que critique e moralise o que
nSo sei dar talvez senSo n e cr.
O invern vai forte, do modo quo as cheias
teem passado alm dos pontos costumados ;
e a provincia por isto cada vez to'na-se me-
nos IranzitavelAnda ha pouco lempo pas-
sando na villa do Rozario do Ctele, fui
obrigado alti demorar-me emquanto as pre-
tendidas pontes do Siriry e Cabob me des-
sem sabida, para levar avante a viagem quo
faxia. Ao menos a cmara dessa villa deve-
ria exforgar-se para conseguir meios para
concert destos restos de pontes, que mais
tarde nada mais serio.
A chuvamal que tem afastado os devo-
tos da mi.isa, e outros das /iras, tem sido
ao mesmo lempo um bem para a lavoura
As canas estam ,de admirar em vigo; e nSo
sei onde se ir com tanto assucar, porque
engenhode dous mil pues pode fazer na sa-
fra presento quatro mil. So a safra da be-
terraba for boa na Europa eslou que sobre-
ra o piego desta nossa produccio, pois me
dizem que o invern tem aido o mesmo ms
oulras provincias agrcolas. Por ossas e ou-
tras crises, que podem apparecer no marca-
do, eu sou de opiniSo que os proprietarlos
se deem a outros ramos do cultura. Aqu,
por exomplo, s se planta a cana, sendo a
Ierra fertilissima para o fumo, caf e bau-
nilha. O 'uni da muito no mercado da Euro-
pa, no ontrelanto de nos s a Baha vai lu-
crando com esse ramo de producgSo. E
quanlo noganharia Sergype coma bauni-
1 'ni, que por ahi nasce o produz no campo ? !
E a baunilha d'aqui que revalisa com a do
Mxico I mas beque niuguem quer se afas-
inr da enliga rutinae quem nao he senhor
deengenho uSn vem de bom pai. Os wiew
proprios me tinm constantemente dasem-
prezas que tenho em visla, o com ludo ain-
da espero tirar o premio que offerece o go-
verno a quem lheapresjntar mil pesdebau
mina em cultura ; uo tanto pelo premio
como pelas vantaguus que me aguardara o
futuro. NSo sibatnos aproveitsr a riqueza
do nosso paiza necessidade futura nos en
sinar, como boa mestra, que j vai sendo
no velho mundo
Sempre fui muito brasileiro, o por isto
grande amigo dos Indios, apesar de ter o
suiitimenlo de ni i baver dril s recebido
urna s gota de saugue para o meu nisci-
meolo : doia-nio n'alma sompre que iia o
harbarismo com que foram elles tratados
pelos nossos colonisadores, e ainda mais
quan N> via o desprezo de nos proprios, que
quando uo driles descendentes tiulumos
visto a luz primeira do seu sol, inspirado o
ai primeiro de sua atmosphera, bebido a
agua primeiro de seus rios, e comido o pao
e fruclas primeiras de sua trra. O gover-
no pouco amparo tem prestado a essos mais
puros filhos do Brasil; e uo ha por ahi
quout u3o se considere injuriado quando he
chamado Indio, ou delle descontente; o
que para innn seria gloriaeu quera ser
Indio e de instrucgSo para reclamar do paiz
os direitos devidos, e entre os meui mostrar
a gloria de possuirmos essa cor de cobre da-
da pela primitiva do nossa Ierra Por lei
tomos no imperio diversas aldeias, e tiesta
provincia quatro -Pacatuba, S. Podro, Agua-
0 presidente, o Sr, Oliveira e Silva, anda ta para os ties Juizes de paz. Adeus. Em
de passeio na cidade da Estancia em compa- outra tu ais direi. Seu criado..
nbia do barSo de Maruim, e por isto me pa-
roco que a viagem he mais poltica do que
recrcitiva, iltondondo que este ultimo se I
tem constituido chefo do partido camondon- '
go.Foram talvez desmanchar o feito pelo
O Casuiinliu
OS NEGOCIOS DES. PAULO.
Desde que oomegaram aa eleigOes para
Sr. Botopesioa queT serve "de" eefe Vos .dous senadores naqueila provincia, que as
rapias ou legaes, e cuio geito poltico natu- occurrenclas all bavidas linliam excitado
ral amestrsdo pela grande esperiencia he "esta corle algum interesse, para o que a
do muito nolar. Estes dous cteles teem opposigSo minio havia contribuido com
visitado constantemente s comarcas da pro- suas exaggerages o calumnias, o nSo me-
vincia, apesar da lama e atoleiros da gema nos Jornal Commercio quo, gozando de
do presente inverno.-Muito podem as ves- crditos de imparctal, adrante em suas
peras de eleicBes! columnas urna correspondencia escripia por
Dizem que o presidente tem representa- um d98 m,is decididos opposicionisUs de
d
de fazer neste mesmo anno a eleigSo para
doputados provinciaes, para se ii em con
Dizem que o presidente tem representa-1 "m j0S
o ao governo, mostrando a necessidade ; *,u'0,
A imprensa governlsta nesta corte nem
sempre podis acompanhar a sua adversaria
formidade coma lei deeleiges: mas uo
sei como ficar o acto addicional aparte
que concede s assemblas provincises o
biennio. Mandar quem pode, oddecer
quem serve.
Al o presente nSo sabio luz do dia o
Argos, nem o"iro peridico de Matas libe-
raet, como se presums. NSo sel se os par-
tidos d'aqui querem seguir o que a princi-
pio seguiram os nortistas e Bulistas do Rio
repellindo militas das suas iniquas aecusa-
coes, por quanlo erSo ellas em tal abun-
dancia, que, bem que fosse coobecida sua
falsidade pelos precedentes do aecusador,
comtudo nSo era possivel disculi-las com
coohecimenle de causa, e apenas com urna
genrica impugnacSo.
Depots da viuda de iustro presidente de
S. Paulo, o Sr. Nabuco, esperava-se todos os
dias quo rebeotasse a bomba que em si
Grande do Norte, em quererem ambos per- guardava o Sr. Pacheco, e estavamos anl-
tencor aos saquaremas-Deos nos livre de i0 ta predispostos, tanta vonlade havia
tal miseria' (la conhecer-se o que na realidadeoccorre-
NSo ha ierra mais c.satnenteira do que ra em S. p.nlo durante as eleiges.secom
esta : mas nSo pense que he o amorfllho
da pratica de dous jovens, ou do jogo de
sunsuniares, nem tambem amisa le n ron-
si lum; 1n do familia que fuodamentam um
pedido de calamento, lio sim o interesso, e
em regrs geral s o interesse. NSo indaga-
se se a moga he bonita ou feia ; se de cabel-
los brancos, pretos ou louros; se secca co-
mo sipo, ou grossa como pipaS querem
saber o dote costumado em tal cojo de sua
pretengSo, ou oque della poder vir pelo
inventario pore/le a cada passo feito. Se
engaar tambern se pensir que o inters-
re s existo nos moros; po'quo os pas de
familias nSo esquecem esta base para conce-
der consortes s suas fllhas. A felicidade
he que, apesar de tSo falso fundamento
para tSo sagrado sacramento, pouca pros-
tiluicSo conta-se, poucas nodoas sobre as
familias existem, n quase nenhum divorcio
ha : isto prora, em verdade, a boa ndole
moral e educagSo das senhoras e honiadez
dos homens. Depois de feito o contrato de
casamento, e se he este desmanciiado por
efloito o Sr. Nabuco havta-se tornado um
llolopbernes, ou um Ali-bach, que quando
o Sr. Pacheco sollicilou da cmara tempo-
raria ii nu urgencia para apresentar o seu
requerimenlo pedindo inforuiages acerca
do procedimenlo do Sr. Nabuco,|loi ella ap-
provada por exlraordiuarn maloria.
O Sr. Pacheco, forte com os precedentes
que favoreciam a sua c .usa, oceupou quasi
toda a sess.io desabbado(26de Junho)em fa-
zer o histrico da presideucia do Sr. Nabuco,
analysaudo um por um lodos os seus aclos,
verdadeiros, suppostos e imaginarios, e
julgando-os duma manoira desairosia no'
broza de caracler do seu contandor, quo de
vera estar n'um leito de ospinhos, so por
ventura em sua consetencia nSo eslivesse
oxtrcino do toda a culpa.
O Sr. Pacheco como para mulbor servir
ao triumplio do seu contendor, reuniu em
um fexe tudas as especies de secusages
por conlradilorias, baixas, invorosuneis e
irrisorias, que fossem para, pelo vulto que
li/essein, esquivar-se da prova,|a maiordtfi
vonlade do pai ou da moga se diz entre nos culdadeque o deputado paultstano encon-
que o pretndeme levou bamb ; e se pedi- lrav em su" 1 eiu verdade foi esse
do apoitas e logo recusado se diz que levou 1 fWo J" que uaulragou con. toda a sua
taboca: e o bamb ou taboca entram entSo fortuna, despeno da aite com quo soube
em ordem do dia. Ainda este nno um ou lec,e,r l,'lad sua accusagSo.
dous bacharois, que d'abi vieram formados, ,A pnmeira .vista de certo pereceo a to-
oncontraram bimbus formidaveis-o bemldos 1ue0 sr. Nabuco uiinc.lmenle sahna
desapuntados licaram. Eu como velho be da Pus,Vao em que o havia eollocado o seu
que sei apreciar os desmantelos de cabega, contendor; a niodoragao quo parecen que-
o sonhos dourados desta rapaziada, que r,er aecUr Sr- bebeco, o seu immeuso
quase sempre esbarra-se em realidade sec-, discurso, que oceupou quasi toda a sessflo,
ca e positiva como o diroito civil, ""J"" as prediaposigas que haviam, ludo
Aqui fleo, deixandoomais que me lem- poderosamente eccorna para prejudicar o
brar para a seguinte; lite dizendo por ul- presidente de S. ulo, A impressao pois
timo que est cabindo cantaros um na" que deixava o Sr. /achoco com a suaaccu-
1 irln il.H mili nn,la.~...n,4..l... .,,....
d'agua.
Adeos; receba do
Cotinguibeiro.
Gloriado Goil 21 de iulhode 1852.
He esta a tercclra que tenho a honra de
dirigir-lhe, tSo somento para satisfazer meu
genio noticioso.
baque rorncenm ISas s manufacturas da zeda e Gr : e o quo se'tem conseguiJo
Inglaterra. Oulr'ora os inglezes tiravam aj com estos adiamntenlos?! Apenas rouuir
ISa ou da Ilospanlia ou da Allcmanha ; bajos dispersos e conceder pequeos terrenos
vint" ou vinto cinco annos elles a lirava da[ par, ponto dercuniSo: mas por ventura
Australia, que para elles he inglexa. Le-1 deu-so-lhes mestres nas aldeias, inspscgSo
moa oulro dia que em 1828 a Australia uo, immcliata e rogulamenloa para o commum
enviiva pira a Inglaterra senilo 120,000 li-; trabalho, garautias espaciacs para osdirei-
liras o que o an 10 passado linha enviado 43 i tos concedidos?! NSo; pelo menoi aqui
inilhij'.s. lliclla pois quem alimenta boje| niu -continuam como selvagens soivindo
tolo o fabrico inglez. (ira so o rebanhos I de escravos a certos directores, e suas ter-
morrerce l.SeoOo houverem mSos para a| ras invadidas o apropriadas pelos pe ei*a(/oj,
colheita da ISa, si finalmente a materia pri-jqUe ,ho sSo leinitrophes ( nSo fallo se>t ex-
na faltar, o que ha de ser das manufactu-i cepgSo ). Muito breve pretendo faze( urna
ras da Inglale'rai'oquo ha doser de l*eds, visita a cada urna das aldeias, depois do
urna das capitaes do Norto, o llalifax,Brad-| qUe mais alguma cousa direl.
ford, Kochdalee HuddersQeld, e sua coroaj ^ polica vai cuidadosa, sofrendo os
le horesceiites aldeias ? Os oporanos des-J nssassmos, forte perseguigSo. Das hl que
las nianulacturasfo.-mam urna das elasses f0j preso no lugar chamado Brejo, por dali-
as mais prosperas, as maisestabelocidas, as gancias do propietario ocapitSo los Paos,
mais affeieoadas a ordem e a tranquillida-, um t| Innocencio-assassino de mais de 15
de; queVlriam a ser elles so por accasoo! mor,cs esta fora j havia escapado spes-
trabaltto Ih-sfaltissaimiiediatamoiite ? To- quizas da sempre lembrada administragSo
uo Sr. Pirlo, o.deum modo notaveluto-
o diteis, mas pelo incuos havtds de couuordar
que be mu cxtraoidinano.
Ksla explicagao pode ser verdadeira, dis-
aeHraccioti, aeiitaedar ao Iraiialho de respon-
der s uliiuiaa rcllexues do pastor man *e o
eapitao Rrainaotc quler tomar sobre si visitar
oulra ve/, aalgllndrn de seu gibio, adiar nel-
la, esi.,11 eerto dissu, oulra cuusa que cate io-
signilicanlc bilhetc!
i; un mil cuiiiprcheudeu, acui poder expli-
ir o conio, que acabava le ser salvo por l-rau-
ceco. Elle meileu a mo ua algibeira e nada
adiando deulro, moalroii a Braeeloll que ella
eslava vaaia.
Kste (nu s a pensar, mas depois de uin mo-
mento de ailcndu, disse:
i.on.un este mancebo, eu nao o cooheco,
mas nSo o crelo to aiuiplcs como o quer pa-
recer.
Iinin inte laiieou um olhar inquieto sobre
Francesco. A calina linpercubavel do joven
pastor o tranqullisou .... esle se deixou correr
sem uenbiiina dilliculdadc. Kllc nada tinlia
com sigo.
Ilraccioli batteu com o pe c lomou-sc lvido
de furor.
C. ipin Ilraccioli, Ihe disseenlao braman-
te, vos vicstes aqu, segundo me dlsscates,
guiado pelo Interease que tmala por inlin; eu
das ota questes preocuparam mtiit" os
inglezes, e com asua energa acoslumada
pozeram mSos obra para dar impulsos e-
migracBo.
Importa que elles marcliem deprossa, por-
quo teem pouco lampo, alguma cousa como
iiiiii iu6e.s, para iiiandar para a Austra-
lia a provisSo de bragos que Ihe lio indis-
pensavel.
NSo cumpre calcular smenlo na ruina
das pastagens e dos rebanhos, a perda do
capital actual, cumplo coular tarnbeni com
o tompo o trabalho preciso para refaze-lo,
para n lomar a Cioar. Foi precizocincocn-
ta annos de industria, de trabalho do ho-
mem para fazer da colonia o quo ella lio bo-
je, para levar para ah o aclimataros reba-
nhos; cousas estas quo nSo se fazem em
um dia.
E agora, admettindo que a Inglaterra en-
ve para a sua colonia alguns militaros de
homons, quem nos diz que, logo que os o-
inigrados clteguem, elles nSo deixem tudo
rando dentro de um subterrneo ou caver-
na por muito lempo, d'onde sabio bydropi-
fi; e como serpete, para mais algucm
matar com o seu veneno do malvadeza, foi
em breve rcstabelecido ; mas islo para nSo
entrar no tribunal terrivel da eternidaJe
sarao Java mu lo n.teres-r a defeza que por
ventura lizesse o Sr. Nabuco
Na sessSo de segunda feira(28 doJunho) o
Sr. Nabuco solncilou da cmara oulra ur-
gencia para fazer 'a sua defeza, a lim de a-
companbar os arligos de accusagSo do seu
coutendur, em quanlo eslivesse prximo o
seu effeilo. A cmara innuio fcilmente
pedido tSo justo, e urna attengSo ainda mais
puradaacoinpanhou o discurso do aecusado,
quo apenas era interrompido por apartes re-
ar possa o dislincto militar, quo soube cum- ", "' ,? 3 i.V.,imTIVTi ,
3sn^^jhea-l21 5Xis^.Ue,gagoeraCtlda "" fa'S"
dislincgSo departidos: militar rspoitador """ ""-" 3e5fS2f-
da honra, da aiizade, e dos que eram dota- I P|an0 'lo l"car'0 do St- 5,"buco ful
dos de probalidade, e quo na sua vida pu-
mui bem concebido. S. Ex. deixou de res
blic. nesta froguesia, nota alguma tem ase- P"8r .lu'J ?. ,1uo resp.rava dissengos
Ihe por. Dos o leve, e oacompanho ao seio
de seubatslhfio, companheiros, o amigos,
quetSo lioalmente soube adquirir por suas
eximias qualidades. L diz o anligo rifSo
que quem he bom n.1o dura a elle de-
vemos cm grande paite nosso socego o
passificagSo pela maneira digna porque sou-
be tratar-nos. NSo sei a que altribuir deva
sua mudanga ; porm se me nSo engao,
nio oceulta, c malfeitora andou por ahi;
mas eu nSo quero me capacitar que o Exm.
internas do parlido, que perlence, ponto
em que a opposigao inleressava mais, para
poder attraliir a si alguns descontentes,
despeitados por nao haverem sido comteui-
plados em suas aspirages. Em vez de en-
trar nessas discusses ordinarianieiile odio
su., Sena proveilo nem do publico nem dos
governistas, o Sr. Nabuco ubiou acertada-
renle, abandonaudu-us, langando solne
lacs tactos o veo do esqueciiuenlo, mos-
trando nisto urna generostdado de proceder,
iiij ni iiiiuiiui.111 lili ni.o*,iai iiuauL.iu, ,, ,__ ,,.. _
commandanto das ar as aceitasse urna do- gj colloca mullu acima dus beu9 detrac-
nuncia contra o nosso alferes, por que nem j
s oSr. Sera nSo so deix illudir com os ;
malvados ( quo oulro nomo nSo merece o
impuro e reprobo denunciante do Sr. Vas
conccllos,); por ser pernambocano distinelo,
e conbecido do seus patricios, como mesmo
nSo lem o dito alferes por onde se Ihe oo-
nha pecha alguma ( quanlo a nossa (ro-
.guezia e oulras partes por onde tomanda-
sem quo primeiro fosse litigado pola jusliga do> segundo eslou informado.) O nosso
da Ierra para exemplo dos mais. I ex-commandante conservou sempre harmo-
0 jury rcune-se com regulandade; o as na com ,s autoridades tanto policaes.como
suas decises, como em quase lodo nosso cvis; tanto assim quo nunca foi censurado
paiz, he mus das vezos benvolas para com por nenhuma deltas, e ahi esl o nosso co-,
uns, e rigorosas para com outros. I'ouco rone| neg, e o Dr. Jos Maria, que digam simples exaosicao uu argumento accusalo-
tempo ha que na villa do Maruim rocobeu a j quai ()s servigos que prestou o aosso alferes. i rl .em hl a sua resposta, 13o futis
O plano de defeza do Sr. .Nabuco restrin-
gio-su ao que era puianieuteoffensivo ao
presidente do S. Paulo como autoridade, e
a sua pessoa em particular. A's allegages
infuudadas du Sr. Pacheco oppuuba S. Ex.
ou argumento lgico lirado da tuturea e
alcance da aecusagao uu um documento
tSo forte doprovas, que dcixava prostrado
e confuso o seu adversario, ludo o que a
opposigSo accuuiulou para accusa-lo, cabio
por le ra em presenga da sua argumentagSo
robustecida com testemuntios irrefraga-
veis, com provas couvincentos. As vezes a
ponna degules perpetua um reo, de cujo
processo s poderia vir absolvigSo, visto ser
luda i. prova do prcsumpgo, o que foi cla-
l'ara aqu veio um lente, e eu agoiro
mal sua polica, nSo porquo dexe de cum-
prir seus deveres; mais porque j he velho,
feza, fundando-se no art. 36 do c. crim.
Protestaran! por novo julgament : vere-
mos o resultado. No ltozario, no lim do
passado mez, absolveram-se 3 ros-um
menor de 17 annoscrimo do ferimeotos,
c justilicavel por ser em defeza ; urna mu-
liara correr s .ninas; que tondo urna vez |ner casada, por baver manda lo surrar ou-
ebegado em um solo tentador, nSo sejam lra por causil d(! cUm0s; e outro por andar
tacados da fobre do outo? O g iverno in-
glez vai mandar tropas; mas terSo ellas for-
ras do impedir dissergao ou de resistir
mesmo tontagSo ? Quis custodict iproscus-
todes ?
John Lemoine.
(ournal des Debis )
ramente demonstrado pelo advogalo da de- (e hade sem duvida querer descangar por ser
militar veterano (em sua probssSo) e lucro
algum daqui tirar, quando nSo tem lirado
de sua veterana carreira, e anda est em l-
ente, tendn tompo sufliciente para ser te-
nenie-coronol, segundo me infonuaram.
As ininhastrausatas correspondencias tem
dado oque fazer a muita gente : uns dizem
que ho anligo noticiador dePau i'.xlho seu
autor, outros que he o nosso respeitavel Vi-
gario, ou seu irmSo i sompre os alvos das
calumnias dos malvolos), e linalmenteque
he o bonemerilo Vigario de TracuSnhem ;
coitados, todos estSo innocentes, e seu cria-
do asusinha est pondo ua ra os podres
dos capadocios, que com mostras de vir-
tude, apresenlam suas malvadezas e indig-
nidades. AqualiflcagSo para votantes esl no
com armas prohibidas. 0 menor o a mu-
llier nSo podiam entrar em julgamento por
parto da jusliga, visto os crimes screin clas-
silicados no arl. -.'"i do c. crim. pelo que
dispe o art. 37 do c. do proc, segundo a
muito illustrada opiuJSo do Sr. Dr. Men les
da Cunda,
(*) NSo fomos entregue da carta
menciona o nosso correspondente.
Os Rlt.
H
que
que rinantc tlnha'Udo mala de um duelo, e exclamou o capuao inaravilliado. Aprc I se el-
lodos tinhain sido funestos a scua adversarlos, les o tivessem procurado ah.
Ouando nos aprouver, capitn Bramante, I Eotao he verdade, capttSo, que este per-
diese elle, esforcando-se por faier boa cara, me gaminho vos cipOc a lio grande perlgo I
achrela einpre prompto. Se o duque de Uilao soubesse que lenlio
Depois, voltando-se para seus soldados, ac- tomlgo esla pagina escripia, eu serla enforca-
crescentou: do antes de una hora.... isto vos espanta!....
Nada mais temos que faier anu, par- enforcado como um salteador!
tanlo,. Neste caso, se me permlttls que vos dum
Kilos sahlram todos cinco, e Bramante ficou conselho, releva absolutamente que vos desem-
outra vea su com Francesco. baraceis dcste porgainlulio, sobre o qual licai,
Mi' dase elle depois de ter assecura-! ceno, vossus inimigos rao tocar a rebate.
do que Ilraccioli e seus arcelms estavam J Sim, guardado contigo de boje por dlanle
luiiiie, u.io mellareis agora a ezplicacao dcste seria urna grave iuiprudencia, disse Bramante
invstrrio? I pensativo : mas a qucut encargar de um tal
" lie limito boa voutade, respondeu Fran- deposito? l'enlio inultos amigos... mas, eo
' os perdoc, sao com bem poucas excepces Ci-
ganos que se acampam por toda a parte c nao
cesco.
File conlou cnto a conversarlo que tinba
ouvido no paleo.
Apenas tve conbeclmento do perigo que
vos ameacava, acciesceiitou elle, lomel logo o
meu parlido. Toraei acalrar com precaunio,
tirei-vos da algibeira do giliao o nico papel
que abi aeltei, c subsliluio-o pela carta que li-
nha escrlpto ao scnbor Brcelo, a qual he a que
o vosso bom cantarada, o capltuo Ilraccioli,
ainda agora sedeu ao trabalbo de 1er.
Vos leudes espirito como um diabo, ex-
clamou Bramante com forca.... mas que fitcs-
quero reconbeeer tSo grande obsequio, e he,'tes do pergaminlio? Nao o tendea com vosco?
tambem pelo interesse que tomo pela voasa' Oh! eu tinlia previsto o que acouteceu.
pessoa que voj bei de Indicar ainanbSa certa Onde esti pois elle ?
parada fra dos muroa da cidade. Acho-vos' Franceaco destampou urna das duas garrafaa
em perfeito catado de graca, e eu serla um lo- valias, e liranda della o pergamlubo c a cruz
grato se nao aproveltaisc esta occasslo para de coral, entregou ambas as cousas a nra-
bi ii -vos de par cm par as portas do co. \ maule.
Braccioli ao pode dcixar de estremecer, por- '
Pcrfcitamcnlcbem.'adiniravelmcnlclJem!
erSo quando Sua Ex. descia a analysodeta-
lltada dos fados, explicaudo-os sem forgar
a historia, e a logici ,sem malsinar as m-
leneo s,n ea.inl i do cartas do Sr. Pacheco
desabava sem esperaogas.
Em summa S. Ex. excedeu, com a sua ha-
bilissima e jutilicada defeza, expectativa
dos seus proprios amigos; que hojo no
podem cuinpirii 'iider como um partido
que so respetla, langisse mo de meios 13o
ignominiosos para lerir um advorsario leal,
para explicar emlim a sua derrola, queren-
do por tal guiza illudir o publico; pois nio
se ignora que urna das ideas que pretende
a opposigSo de S. Paulo que passe sem exa-
me, lio quo olla ho Uo forlo all, como no
Itio de Janeiro o partido saquarema. Se-
gundo ella, he 18o fiac o partido ordeiro
em S. Paulo, que s a forga e com violen-
cias poder vanela ; como so ua memoria
de todos nSo eslivessem presentes as vic-
luoram em ncubuiua, rudca companheiros a
quem n" falla a-boa vonlade, mas que ador-
mecen! a cada inoinrnlo sobre una pona de -
e" como cu ainda agora, como eu, Braman- principio pareceu-tne um pouco eatravagante
e menor..... copo de vinho da llalla, j ti- coriginal.... porm quanlo mais neta peno
nnaqesquccldo que era portador de um papel quanlo mais nella reicto, mas reconheco que
tinteiroje eu eslou pe lindo a Deus urna mu- i lorias de 1836 gda I84M01 quo oso pode-
*smm*m*mmmmtmmmma**** m.a
bido, c que sobre tudo inore lora dos estados de
Vltceotl.
_ Por Jpiter! um tal liomcni me converia
utaravilbosainente, mas onde encontra-to?
Unta proposta, capito, queris que seja
cu esse lion.....?
Vos? exclamou lirantante espantado.
Eu mesmo! Crcdc em itiinlia amisade?
Como me aena pe inundo duvidar della,
depois do que acabis de fazer.
Desconlial de miuha discicco ou de >i-
nl.a intelllgeitcia?
Estou convencido de urna tanto quanlo da
outra.
Lntao a minha idade pdc ruib u.i;n
vos.... mas que importa a idade se o corceo
tem j tudo o que convem para amar, compre-
hender c Icmbrar-se ?
Entao capera!, disse Bramante levantando
os cabellos, como para dar mais clareza e fres-
cura a suas ideias; a proposta, confesso, ao
no qual esto escriptos cui lettras de sangu
passado de urna pobre ni.u e o futuro de aua -
lli.i! Alil nao sou mais digno desta missaosa-
grada, e o que acaba de aconlecer-me he um
aviso o co, o qual me ordena que procure um
li tiii i i aeguro, leal um desses homens in-
flu aoa quaes se posaa conar um segredo dc-
baixo do sello da honra, c que pretam antes
delxar que lhe arranquen em vida ai entra-
nhas e o coraco do que cntrega-lo.
Sim, dase Francesco, para taes deveres be
preciso nm homcm, cuja ainisadc vos aeja to
conbecida que nao icoi.a.s que temer ser tra-
com eHeito sois o bome.a que me convem
F'rancesco Busaoni, aceito de boa vonlade o
vosso oercciuicitto; mas hcindlspcnsavel que
saibais qual be a importancia do segredo ides ser depositarlo.... Toma!, 14-de este perr
gaminho, que me entregou esta inanha a du-
que/a Beatrls, e sabercis to bem quanlo cu, de
que se trata.
Mas estes caracteres sao tracados com tin-
ta vermelba, observou Francesco.
_ He o sangue da duquesa, disse Bramante.
Da duquesa exclamou Franceaco empal-
Udecendo de horror lembranca da acea at-
terradora que o nuine tiesta muther faz.a no-
V'i.ieute surgir a seus olhos; elle enxugou o
suor que Ihe molhava a fronte, c pox-sc a 1er o
pergamlnho.
A' medida que ia avanzando nesta leitura,
pareca que tomava nella cada ves mais inte-
resse; bem depressa a sorpresa e i emocao ae
|,in i ii .un em suas fei(0rs, e elle acabou de de-
vorar essa peca cotn .n olhar inllaininado, co-
mo ae ella tivesse comida unta revelaco do
eco ou do inferno, como se tivesse sido para
elle, para elle proprio urna sentencade vida ou
de mortc,
(inaudo elle acabou de ler, cahlo e.n una re-
flexo profunda; catava paludo, e seus olhos
laiicavaiit relmpagos.
Knlodlssc elle com sigo, essa Blanca Vis-
conti, que todo o inundo ssuda com o titulo de
princesa, oceupa uin lugar que nao he o seu, e
oceupa-o nu detrimento de u.na lilha legitima,
que lu roubada sua mal, ha quinte annos, por
l'.rii rii'... Por Kriccio! repeli elle, ehaqui-
le aunos! AS! que revelaco! que abys.no ago-
ra entre ella e mita I
Elle callou-se c deixou-sc absorver eui acus
pensamenlos. O desespero pareceu ao princi-
pio aniquilar todas aa suas faculdades, e duas
lagrimal correrant-the pelas faces ; mas de re-
pente levantando a fronte e sacudludo aa som-
bras preoecupaces que acabavam de pesar lo
fortcmeote aobre sua alma, disse agarrando com
Vigor no braco de Bramante.
i. ipil ni, cede aiiiMiin, e respondei-tnc !
_- Que tendea, Francesco? F.tti emocao.....
este rosto desfigurado 1
_ Capitao Bramante, respondeu Francesco
com um to grave c rellcctido, nao me dissci-
roso partido ganbou elegflestcnJoconlrj
ai o governo j como se nSo eslivesse tj0
prxima a eleigo de senador de 1817, ara
que um candidato adversaraio da grei do-
minante dessa pocha nSo fosse incluido
na lista trplice despeilo dos domina-
dores I
A defeza do Sr. Nabuco foi completa e
S. Ex. aosenlar-serecebeooscumprirueiiii
tos dos seus amigos, satisfeitos cini o se.
triumpbo ; e alm disto foi um servico
eminente que S. Ex. fez a causa do gover.
oo, restabelecendo a verdade dos faci.
e comprovando a allegagSo de que uno
oBo foi preterido o programina de juslir-a
tolerancia com que inaugurou a sua eleva.
r.'ni o sempre patritico gabinete de29de
setembro, e o seu continuador.
Felicitamos oSr. Nabuco pela sua vicio-
ria, ella far, senSo emmudecer, tomir
mais circumspectos os seus adversario!
que retiraai-se confusos pelo desastre qu
araban, do soll'rer. He este sempre o pre-
mio da imprudencia e do capricho.
(Correio da Tarde.)
PERNAWBUCQ
RECIPE 24 DE JULHO DE 1852.
AS G HORAS HA TtRDE.
Betroipccto Semanal.
Trea vaporea entraran, em nosso porto do.
rante a semana decorrida, o que deu sollrivd
alimento a curiosidade do publico, sempre Ij.
tninta denovldades.
Na terca-feira'2l do corrente chegou dos por.
tos do norte o S. Salvador, tendo deiado lodii
as provincias em santa paz. O melhoramento di
segurauca individual, que por all contlnii
inaniTestar-se, M a noticia mala grata e Ilion.
gelra, que nos trouxe o mencionado vapor, oio
viudo j esse catalogo horriveh.de assassiiuioit
de outros crimes, que inuitas vexes regiitrauoi
em noasas paginas, mas e.n seu lugar u dosde-
linquentes cahidos cm poder da justica, cuj
activldade tem-se mostrado lncessanlc na npr.
aeguieo e captura dos mesmoa. Perinitaia i>i
cosqueesae inelborainento se i a progressiroe
duradoui'o, e que nao arrefeca por qualquei
motivo a energa e severidade dos adtniuitra-
dores daquellas provincias, que bem cooipre.
henderatn ser a sua principal tarefa a garaoii.
pratica dos direitos dos cidadoi.
A nova provincia do Amazonai, j represea,
tada ua cantara dol de pillados, tratava de ele-
grr seu senador, tendo obtido neisa ctiso
maior numera de volos nos collegios da capi-
tal ede Maus, os Srs. Ferreira Peuna, J. A. de
Mu.nui i, e Tenreiro Arauba.
Achava se na cidade de Betcm, uin iniiguc
artista francs, chamado Fellppe Dcbarr, o
qual ao passo que devena a populacu no ih,
tro da Providencia, conloaseis admiraveiin.
gos phaulaslicos, faxia laubem curas milagri.
sas com u auxilio da sua machina elctrica, i.
qual tres choques foram bastantes para teiii.
luir a falla a u.n mudo, que leve a dita de o
receber. Oxala que todos os mgicos c peln-1
queiros se applicasscm como este actos que
taes de pbilanlropia e caridade.
O terrivel flagello dafebre amaren i ia enla-
tando a cidade de Sobral, no Ccar, na qual se
dcacnvolvia grandemente, lasendo crescidoDu*
meto de victimas, como cosiuma. V-sc, pois.
que o maldito contagio, que por nossa deigra-
ca, ou antes pur uossos peccados, nos accom-
inctteu, c coiu tanta rapides ae propagou, to
muito tardamente nos querer deixar, nao
sendo mesnio constante nem regular a sua dei-
apparlcao noa lugares, que unta vez visliou, '
como o tem mostrado a irrupeo que ult.ma-
iitcte fez na corte, o, casos ttcs que tem aii-
parecido nesta provincia mis ou menos fre-
q ii n n ineme, e tambem ua do Para, onde ala-
da uo mes passado succedeu um.
Vieram de passagem no S, Salvador os Eints.
presidentes do Autaionas e do Maranbo, que
nellc rec.nbarcaiB.it no dia seguinte, para o ilio
de Janeiro, aendo acompanbados ate o cae.
de ni 111 nli i pelo 1 un. presidente desta provlo-
cia, cominandanic das aruiaa, officlalidade, c
unta guarda de honra com duas baudas de m-
sica, que Ihcs fez as continencias do eslylo.
Tambem seguio para o sul no referido va-
por o Sr. brigadeiro Jos Leile Pacheco, que
aqui veio inspeciouar das Iropas, c que lu
honrado com igual acompanhamonlo.
No dia 'li uiiiiini do Ilio de Janeiro o Ha-
ll ia o vapor inglez Scvern, o no dia Segua-
le o vapor brasileiro l'araensc, que se dei-
xou preceder por aquello, pela demuiaqua
leve na sua partida da corte.
A nova mais inlcrcssante, que trouxonm
os sobredtus va me., foi a dissulugSo di
honrada sala do Bueuos-Ayres polo governa-
dor L'rquiza, o qual, para nSo ver perdida i
sua obra de regeneragSo, segundo dizem,
languu mSo deste oxaediente, alias muito
ou. voga boje, e, gragasa Dos, sempre bem
succedido. Us representantes amotinanm-
se com o accordo celebrado em S. Nicolao,
o pretendiam frust.-.-lo; porem no melhor
do gusto foi a sua obra eslorvada, e as tem-
pestuosas sesses da cmara acabaram por
aquello modo, escapando muitosd'entreos
-obre 11 Los da prisSo c do exilio.
ti projectado duello entro os F.xms. sem-
dores, marquez de Caxias e conselueiro Mou-
tozuma, fui igualmente urna iuleressiate
milicia, e que forma serio asiumpto as con-
versagfles. Dos nos livre, disseraui rauilos,
que entro nos so desenvolv, e entre em
moda, essa susceptibilidade extroma sobre
o ponto de honra, que na Franga modelo
multiplicou de tal sorte os taes ronibale-,
que s no lempo de Luis XIII, oito mil car-
tas de purdo fonm, em menos deiOaa-
nos, concedidas a gentis homens, que por
aquella forma se mancharam com u homi-
cidio. Tambem, Kicbelieu que comprecn-
ola quanlo o exemplo era contagioso e lu-
nosto, parlindo do alto, enviava implacavel-
meute ao ultimo supplicio, quando podia,
os senhores da mais olevada gerarchia, UJ*
como o conde de la Cbapellee o duque -.
Uouteville.
Os trabalhos das cmaras legislativas pro-
seguiam sem maior novidade. Discut-*4
no senado a le da HxagSo das forgas do le-
ra, e na cmara dos deputados o orgnica-
to do ministerio da justica, depois do discu-
tido o do imperio.
No mesmo dia -li, jolas 3 horas da tarde
pouco mais ou raeuos, liamos nas guateado
Itio o desastroso incendio, que all tuvo lu-
gar no odicio da Quarda Velha, quando ou-
vimos os sinos e enmelas locaren, o i
ataaBBBBaaaaaaaai
gora que se uuha
tes ainda agora que se llilhaul VUto snni
camponczei fazerem-ic pruneiiament coa-
dottiere, e de condotlicrc rlevarcin-sc ate -
rem gonfaloueiroa da igreja, condestave".
iiiesino principes ? ,
_ A llalla conta mais de un desses.
Eque he preciso para ser un. bom coa-
dottiere ?
ntelligencta, c principalmente una con-
cern a toda a prova.
- lista be..., capitao dai-.nc cita crut c ew
pcrgaininbo.
Aqui eitao... mas cxpllca-me...
Que queris vi que voi explique, caph'
bramante? A mo de Deas anda em tudo iqiw
hoje se lem pasaado entre nos, e a palavra Hu-
mana nada tem que faier abi. lie Deo quem
vos dlsie que me uilerecesseis esta sania '
sao. He Dos quem me ordena que aceite.
como eo, euco.no vos, abandonamo-nos a cj
impullaosuprema, Adeos, capitao Bramantn
ou antes, t oulra vez, pois alnlo, c estou u
certo dlsso como se tivesse neste momento o
ante dos olhos o livro de nossos dous deslio1'
que havemos de tornar a ver-nos um da ...
O eco vos ouca, meu bravo Francesco'
Al nutr.. vei.... ale oull.l VM
Os doua amigos abracaram-se longa e iiic
ciosamente como acontece sempre que o cor
co trasborda, e que as palavras sao impon'"''
para traduxlr o penaainento. Depoii eion
Francesco parti, reconduzldo at 4 ra l"
capito Bramante.
(Continuar-M-no,-
MUTILADO
m*m&i




de fogo ; nBo houe, porm, felizmente In-
cendio algum, sendo o alarma causado por
urna porcflo do ptioiphoroa, qoecartoren-
dedor linba junto ribeira do bairro de S.-
Antonio, e quo arderaro, sem se coramuni-
caro fogo a mais objeeto algum. Todava as
bombas do arsenal de guerra e quartel de
policia foram promptaaem accudirem.
fto dia 23, aniversario da accIamagSo da
in imri la lo de S. M. o Imperador, estiveram
cmbandeiradas as fortalezas e embarcares
surtas no porto, havendo as salvas do eos
turne.
No mesmo da 33, de-Dparalo horas da
u.i-, indo a cavallo para o seu sitio na Ca-
punga certo estrangeiro qualifirado, antes
de rhegar a ponte da Magdalena, sentio pas-
sosquoo seguiaro,,e voltando-so conheceu
que era acompanhado por dous individuos,
osquaes marchavam agachados para so en-
cobrirem com a auca do cavallo : immodia-
lami'io deu aquelle de esporas ao animal,
a estes largaram igualmente a correrem,
mas nSo o pouersm alcangir. Se laes indi-
viduos n'iu ui'.ini h.lrcn-. como he de sup-
por, cntSo muito so assemellya a sua gra-
ga mu os preparativos e diligencias que os
mesmos fazem para o roubo.
Vcio da Bahia, e achc-se oesta cidade o ce-
lebre nigromante allemSo, oSr. Ilerr Ale-
xander, que tanta admiregocausou na cor-
doUio de Janeiro, onde recebeu de S. M
1. urna rica dadiva, em signal do alto apreco
e consideraco, om que o mesmo Augusto
Senhor leve o seu maravilhoso talento ar-
tstico. OSr. Alexaoder leudo igualmente
divertido a populacho da Babia, na cidade de
S. Salvador, a cuja oxpectativa correspondeu
da mearas sorta que a da cile, no quer
deixar tambem de visitar-nos e pretende of-
ferecer-nos algumas representages. Conta-
mos pois que o nosso publico Ilustrado no
se. mostrara menos apreciador, do quo os
das duas mencionadas cidades, dos prodi-
gios de uin raro talento, muito principal-
mente quaudo este he cercado de outras ex-
relenles qualidadcs, como acontece cura
Mr. Aloxander, a quem temos sempre visto
Iralarnas gazelas por um completo cava
Iheiro.
Enlraram durante a semana 13 embarca-
rles esahram 15.
Itendeu a elfaiidoga 34:157,004 rs.
Kallaceram 35 pessoas, sendo 8 homens, 6
mulhcrcs o I prvulos livres, c 3 homens, 3
mullieres e 1 prvulo, escravos.
vou pira a renda,eeslava com um f.-irilo desque a pagado mesmo governo iie summa
cortar peixe quando chegou o inspector el mente liberal, nflo se podendo at altribuir
me prendeu, roas elle nSo vio o faeno, so nalao seu bom servigo a falta de competencia
casa do subdelegado be que deram com de que gota, porm sin ao deanimo ou
elle. (difcleocia doieapilaes.
Finalmente, nBo podamos deixar da rs-
tranhar que as duas linhas, que no referido
Diario escrevemos, detsem lugar a sermoi
tratados de urna maneira to brusca pelo
Sr. Agente, cuja correspondencia s nlo
regeitamos, para que se nlo suppozease que
o espirito de parcialidadee injusliga nos le-
vava a lolhcr a defesa i alguem.
Acrimoniosa como est ella, nos uo he-
sitamos em transcreve-la gratis ; e igual
rrocedimento teromos, sempre que se tra-
tar do alguma resposta a artigo da redaccSo,
convindo porm muito que as susceptibili-
dades e arrogancias se curvem peranto a c-
vilidade e acitamento, que entre pessoas s-
ras o de educagSo se devem guardar.
3
LtcparticSo da policia.
DIA 42 de JULHO.
lliiii. e Exm, Sr.Cumpre-me levar aoco-
iihorimenlo do V. Exc que honteiii loram
presos; a minlia nrdeni, o preto EslovOo
Marques do Nascimento, pnr correcgSo;
ordem do subdelegado da f'eguezia de San-
to Antonio, a parda Alexandrina Marques de
Jess, por briga, a cabra Amia Joaquina,
pelo mesmo motivo, o prelo escravo Manoel,
por desurden) ; ordui do subdelegado da
freguezia do llecife, Antonio Jos dos San-
tos, por insultar a urna palrullia, que ron-
dava naquella freguezia, e ler dado urna be-
ldada n'un dos soldados ; orJem do sub-
delegado da freguezia da Boa-Vista, Anto-
nio .ii / do Nascimento, por suspeito de
desertor, o prelo Antonio dos sanios, para
averguagos puliciaes, e a preta livre An-
tonia, por ter manda m espancar outra pro-
la ; a ni.I mi do subdelegado da freguezia do
Poco daPanella, a parda Francisca Rosa Pa-
checo, e as pretas Culliarina Maiia da Cun-
reigSo o Mara da ConccigSo, seui declaragSo
do motivo.
lieos guarde a V. Exc. Delegacia de poli-
ca do primeiro districto deste termo, 44 de
julbo de 1852. -- lllni. e Exm. Sr. Dr. Fran-
cisco Antonio Itibciro, presidenlo da provin-
cii. Antonio llaugel do Torres llandeira,
delegado.
iuiz : -- A que horas chegou do mar?
fleo : II i va ni de ser 7 horas.
Jifia : A faca era de ponta ?
Reo :Era sim senhor, mas eslava mui-
to gasta o at amarrada com barban!".
uiz : Onde linha a faca quando Ih'a to-
mara m ."
Reo : -- Eslava dentro da camisa.
Jui's : Porque motivo trazia essa faca ?
Reo : --Era do cortar iscas ; quando sal
tei da jangada e guardei os trastes mo cs-
queci ilelid, tanto que na venia me avisaran!
que eu a tinha na cintura e enISo guardei-a
na camisa, foi quaudo vcio o inspector e me
prendan,
Ju:--A venda ora muito distante do
lugar onde eslava a jangada ?
Reo : NSo, senhor.
Juiz: Antes de ir venia foi em sua
Casa ?
Reo : Nito senhor, fui logo para a venda.
iuiz : Conhcce as lestemunhas do pro-
cesso P
Reo : NSo, S'nhor.
Jm'j:--Tem algum motivo a que altri-
bua a esto procedimento do Justina ?
Reo : NSo, senhor.
Iuiz : Sabe escrever
Reo : ~ NSo, senhor.
Lulas as pecas do processo c fritas as al-
legares pro c contra.
O Sr. Presidente faz o relatorio da causa e
entrega ao consellio os seguinles
O.UESITOS.
1.' O reo Manool Joaquim praticou o lac-
lo de usar sem licenca de faca de ponta ?
2. Oreo praticou noiteo mencionado
Jacto P
3 Existem circuinstancias attenuantes a
favor do reo i1
O jury respomleu aos 4 primeirosquesitos
sim, por unanimidade, e ao terceiro sim,
por 10 votos, ileu-se a circunstancia alte-
luanle de tor o reo commeltido o crimo no
estado de embriaguez.
O Sr. 'residente faz o concelho voltar
sala das conferencias rara declarar se a cir-
cunstancia attenuanie de embriaguez foi
acompanhado dos requisitos que exige para
ella se dar o $ 9. do art. 18 do cdigo cri-
minal, ao que lando o jury respondido af-
irmativamente por 10 votos.
O Sr. Presidente condemna o reo a 35 dias
de pnsSosimples.
I'rocede-sea chamada c sSo multados em
10,000 rs. por se haverem retirado antes de
lindarse a sessfm os Srs. Joaquim Ignacio
de Caivalho Mondonga e Jilo llolngues do
Miranda.
riodehoje. De V. 8. atiento venerador e
criado.
Thotnar de Fari.
Reoifaa4dejulhodel85. ___________
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
"endjment do da 1 S. .
dem do dia 2*......
Correspondencias.
DIARIO DE PERNAIBUCO.
HECIKE 25 DE JULIIO DE 1834.
4.
JURY 1)0 KECIFE.
SES.VO IDINAUIA EN 17 DE JCL1IO
DE 1852
l'i csidencia do Sr. Ur. Manoel Cleincntino Car-
neito da Cunha.
A'sonze horas da manilas, ieiln a cha-
mada o acliando-se presente 38 sennores ju-
rados.
OSr. Presidente thre a sessSo.
Soiteia-se o cousclho que tem de julgar
ao reo Francisco Amonio, aecusado pelo cri-
ino deortensas physicas leves.
Prestado o juramento e l'eilo o interroga-
torio do rslylo; )
SSo lidas as pe;as do processo e lindas as
allegasOos preconlra.
O Sr. Presidente faz o relatorio da causa e
entrega ao couselho os quesitos, aos quaes
tendo este resiiuiidiJu negativamente.
OSr. Presidente abaolve o reo, appellando
da -inleiir.i para o superior tribunal da rc-
lacSo.
.' SESSA'O OrtDIN'ARIV EM 19 DE JULIIO
DE 1854
Presidencia do Sr. Dr. ManoelClementino Car-
neiro da Cun'wi.
A's onze horas da niaiiliHaf, feta a chama-
da o achando-so presente 39 senhores ju-
rados.
USr. Presidiare abre asdjLsSo.
Sorteia-se o consellia, que tem de julgar
ao roSimSo Arrjonin de Smla-Anna, aecu-
sado pelo crime >la uso de armas defesfs.
Prestado o juramento de cstyloheo reo
interrogado sobro ojfarto porque he aecu-
salo. '
SSo lidas as per;as do proceso o Ondas as
allegacijcs pre contra.
OSr. Presidente faz o relalorio da causa e
entrega ao consolho os qUcitos, aos quaes
temi este respondido.
OSr. Presidente condemna ao rc> a 35 dias
de prisSo simples, grao mnimo do artigo em
que o mesmo se acha incurso.
4.' SESSA'O OnDINARlA EM 20 DE JULIIO
HE 1852.
Presidencia do Sr. IXr. Manoel Clementino Car-
neiro da CunAa.
Adtogutlo, oSr. Dr. SebastiSo Accioli Lins.
A's onza horas da manhSa, foila a chama-
da, acham-se presentea 36 senhores ju-
rados.
OSr. Presidente abre a sossSo.
Sorteado o couselho que tem do julgar ao
reo Manuel Joaquim.
OSr. I'reaiiieii/:Faz ao reo o seguinte
INiEUHOOATOHIO.
Iuiz : Como se chama !
Reo -- Manoel Joaquim.
Jaia Qual be a sua proflssSo '!
Reo : Mannheiro.
Jim : Que idade tem ?
Reo : 89 annos.
Jiu; : -- l'or quem foi preso ?
Reo : l'or um inspector de Fora de
Por las.
Jti : Porque rasSo o prendern)
fl* : Eu tinha ido de manhSa para o
mar a cheguei das 7 para as 8 horas da imi-
te ; ora o Sr. subdelegado j andava para me
Fazendn, no linal do artigo do nosso Dia-
rio la 24 do corren te, urna levo censura a
companhia de vapores brasileiros, estava-
mos bem longo do pensar que loriamos de
voltar ao assumptn ISnredo, e sm motivo
idntico ao que nos levou a faza-la ; mas a
laso nos obriga o Sr. agente da referida com-
panhia nesta praca, com a defesa que mes-
ma companhia assentou de fazer na corres-
pondencia, que deixamos inserta em ou-
tra parle, e na qual quiz o dito senhor, sem
mais iien menos quebrar prdigamente
urna lanja em obsequio dosseus commit-
lentes.
Dissemos all em duas palavras quo os va-
pores brasileiros eram inconstantes as suas
viagens, e que quas sempre andavam va-
stos, porque recusavam muitas vezes 1ra-
zer objectos do frete. Quanlo inconstan-
cia desculpou-se oSr. agente com o governo
e rom as exigenchs do servido publico, o
quanlo recusa dos fretes negou brusca-
mente o Tacto; vejamos pois se a rasSo anda
sempre com a arrogancia c grosseria.
NSo ha ninguem que s'nSo queixe da ir-
regularidade dos vapores brasileiros, e do
pouco caso que fazem elles de alguma car-
ga, que se I lies olferece conduzirem. Para
prova do primeiro acto n3n precisamos mais
do que chamar a memoria dos leltores as
frequentes demoras nts sabida dos mes-
mos, o que n jo pode ser motivado soman-
te pelas exigencias do governo, porque se
assim pode acontecer, como tem acontec
do, urna ou nutra vez, todava na inaior
parle dos casos so ellas ISn destituidas de
fundamento, quaoto o parece ter sido desta
vezado Paraem, visto que nSo consta ter
tioclle passageirps do governo ou outros
objeclos de consideracao perlencentes ao
mesmo, pelos quaes esperasse dous das.
Anda esta bem fresca, e na lembranca
de todos, a arribada de um vapor, que da-
i|ni sabio para o Sul, a que no lm de trez
ou ou quatro dias voltou d Macei por fal-
ta de carvSo Anda ha tambora quem se
lembreda incalhacSodo S. SnbastiSo na i-
llia de S. Alcixo, ao sul desta provincia, em
urna noile de bom lempo e excellonte luar,
e tendo o mesmo vapor partido do nosso
porto n dia dessa ni sim noite ; successo
que obrigou muitos passageiros a volta-
rem.-escandalisados cora o motivo que a el-
la deu lugar. Todas estas faltas e irregulari-
dades, portante, licam a cargo da compa-
nhia, dos seus agentes e empregados, cujos
descuidos eommissOos nSo podem ser con-
testadas, por quede loJossSo sabidas.
A preferencia que tem dado ltimamente
os passageiros aos vaporea da companhia In-
gleza he bem patente ; o nSo tem ella tai-
vez outra rasSo mais poderosa fora da cer-
teza e regularidade das viagens; assim co-
mo da vigilancia dos empregados no serv-
50 dos mesmos.
Polo que respaila ao segundo fado, te-
mos anda agora cm nosso poder duas car-
las do nogociantes respeitaves do Ro de
Janeiro, as quaes se queixam elles de nfio
terem ali querido admittir cousa alguma
no vapor Paraenie ; o podoriamos tambem
invocar o testoruunho do algumas pessoas,
a quem se tem recusado recebar al asen-
commendas do mais pequeo volume, s
porque causam tal ou tal eocommodo aos
empregados, ou porque be preciso escre-
verem-se mais duas linhas nolivroda carga.
Ja v pois oSr. agente quanto somos com-
petentes para dizer que os paquetes andam
quasi sempio vazios, ese demais tem S. S.
o llvro mencionado, nos temosos despachos
u declaracijesdosqueixozos, a quem temos
constantemente ouvido.
Compre aqu notar de passagem que, em
nosso entender. sSo os vapores obrigados a
recebar toda a carga que poderem com-
portar, sendo apenas admissivel a preferen-
cia entre os volumen de diversa natureza,
segundo o seu maior1. ou menor risco de
ava i i. So o governo Hics tonco Jo urna pa-
ga para facilitaron a CommunicacSo entre
as provincias, pareco-nos que n'esla facili-
dadedecommunioacO:s se coinprcnnndern
os transpones do'alguns ohjectos que de-
mandara prompta rooiessa, e eis-aqui qual
razSo do nosso zelo, nlo haven lo uoslal-
- so nSo
Senhor Redactor. NSo sendo nrmalo
estado da freguezia da Gloria do Goit, at
Janeiro deste auno, pois tem soflrido em
todas as pocas suas decepcOes, com ludo,
nunca tive intencJo de escrever para o pu-
blico, attendendo a mnha incapacidado in-
telectual ; agora porm, que um dever de
justica me obriga, nSo posso deixar de fa-
zer.
Sendo eu, senhor redactor, um campo-
nrz mediocre, tanto em poltica, como em
o servico rural, nem pnr laso dexo de sen-
tir os males, quo opprimom o meu paiz ; o
exultar ao mesmo tompo, quando vejo al-
gum progresso na ordem da administraco
publica, o be esto o meu designio.
Em o dia 9 de fevereiro deste anno, che-
gou nesta povoacflo um destacamento do
9. do infantaria, commandido pelo alteres
Jos Francisco de Moraes Vanconcollos.subs-
tituido em 20 do corrente polo lenle Car-
pes,
Aqu, senhor redactor, eu nlo posso, as-
sim coato todos os glorianos probos, deixar
de carpir a nosa sorte infeliz ; nSo o digo
com relacSo ao novo commsndanle, porque
nSo sabemos ..nula o que far, e sim lamen-
tamos a falta de um bravo ollicial.
A fregue/ia da (.loria, senhor redactor,
que ha tantos annos lem jazulo cm um com-
pleto abandono policial, ini.di lo com os
assassinos e ladres; veio agora gozar de
piona paz seguranca individual com a
permanencia do senhor Vasconcellos.
Louvores sejam dados a esle joven Ba-
hiano, que com madureza e jusilla recta,
em o curto periodo do cinco mezes e meio,
soube procurar a captura dos facinoras.seni
attend ir jamis cundidlo alguma de pesgoa;
i' ix.di lo de algum molo a nossa Ierra
isenta uestes monstros inhumanos
Em abono da verdade, senhor redactor,
seria faltar com um rigoroso dever, se por
ventura deiasse de paentear ao respeita-
vel publico, os esforcis que empregou o se-
nhor Vasconcellos, pan aliviar osta Ircgue-
zia de i ao pesado jugo ; passandu quasi to-
las as noites com o seu destacamento, pelos
.214:018,851
. 6:469,968
220:488,819
Desearreaam hoje 267I julho.
Brigue inglez Har Brigue escuna brasileiro Laura merca-
dorias.
Polaca brasileira Santlssima Trindait -
o resto.
CONSULADOCERAL.
Rendimentodo dia 1 a 23.. 28:400,360
ldemdodia24........ 556,343
28:956,683
-......
DIVERSAS PROVINCIAS.
ciaron ser livre, e lillio de Manoel Francisco,
morador no lugar do Barro Verrnelho, por
andar vagando nesta freguezia sem destino:
a quem tal menor poaaa interesaar, rompa
delcvol de urna queda,tem olhos vivos e ps
pequeos; levou camisa de riscado o caiga
deiittra.sem chapeo; he natural da villa de
ti,aranhuns,julga-seestar oceulto em alguma
Rendimentododia 1 a 23
dem do dia24.,.j ., ,
1:259,244
66,259
1:325,503
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PEIINAMI1UCO.
Rendimento do dia 24..... 296,045
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimnnto do di* 24.....972,417
PRAfA DO RECIFE 24 DE JULIIO DE 1854
AS 3 HORAS DA TAR'IE.
Revista semanal.
Cambios- O vapor Severa foi portador de
aaques negociados a 57, 21 1(4,
27 l|J calguns a27di4d por
1/rs.
Algodo- Venderam-se algumas partida:
a 5/700 de prlmeira aorie boa.
c a :'ii o da regular, e de 5j!0fl
a 5/300 o de segunda sortea
vicrain ao mercado TSsaccas.
Assucar Tem estado estagoado, e tem
tendencias para t>aKar,pi'nc-
l' 11 nuil ic oa de qualidades in-
feriores.
arrot -. Vendeu-sede 1/700a 2f050 por
arroba do pilado a vapor.
Bacalhao Kntrou um carregamento o
3nal di/eni acbou compiador
e 12/para cima: retalhou-se
do amigo de li)500 a n#pnr
barrica.
Carne aeccai A do Rio Grande obteve de
2*50 a 3/por arroba, cade
Buenos Ayrrs de J/tOO a JfiOO;
da prlmeira licoucinser :ti,ur.O
arrobas, c da seguuda 9,000.
Far. de trigo Nlo teve alirraco de prejo c
licam em ser .1,700 barricas.
Krclcs- Nmla se fez.
Discontos -'- O bancodiscontou letras a ven-
cer cm oulubro a seis por cen-
to, c oito por cento ditas a seis
o e/e- ; c os particulares a no-
ve por centu vencimentos em
Janeiro e fevereiro.
! J ai no no poito 48 embarcaces, sendo 1
gne
Banco de Ptrnambuco.
O consolho de DireccSo doclara que oa
desconloa da semana que deecorre do 26 a
31 de julho, so oa de ( por cento ao anno,
para as letras a veocerit o flm de oulubro,
" para at 6 mezes, de 8 por cento ; sendo o
expediente para os mesmos descontos desdo
as II horas da manbSa.as duas da larde. O
mesmo Conselho reolvru.e faz corlo aos Srs.
Accionistas.quea ultima prestarlo de 25 por
r en loe un que de conlormidade com os esta-
tutos, deviam entrar de 15 a 31 do agosto.pa-
ra a caixado Banco, Dea transferida para oc-
casiSo opportuna, que sera devidaniente an-
nunciada por este mesmo Diario Banco de
Pernambuco 24 de Julho de 1854, =0 escri-
turario, Francisco JoSo de Barros.
JoSo Jos d Mnraes, fiscal da fieguozia de
S.Jos do Recite. Facosaber a quem convier
o artigo das posturas municipaes em vigor
abaixo transcripto
Titulo 11.
Art. 4, Ficam prohibidos os attrevessa-
dores o corretores do brinda, legumes e ou-
tros gneros quo sSo levados para os mer-
cados pblicos da cidade a povoados do mu-
nicipio : os infractores serSo multados em
30,000 rs., 6ondo esta multa commutada em
oito dias de prisSo aos que nao a poderem
satisfazer Frcguoza dcS. Jos 4 de julho
de 1854.JoSo Jos de Moraes.
THIiiSO
TCRCAFGIRA 27 DE JU-
LHO DE 1852.
PRIMEJRA UEI'I1ESENTAC\0 DO CELE-
BRE MGICO ALLEMA.
IIEHK ALEXA,\illte.
Ilerr Alcxttiidrc regressandode bu*
viagem, por toda Ainerira Septentrional e
Austral, o ltimamente do Rio de Janeiro o
Babia, tem a honra de participar ao publico
de pernambuco, quo vai dar algumaa ropro-
senta(Oos de sua arte;
MGICA APPARENTE.
aii-tn.o .., .16 brasileiros, I bremeose, 2 liano-
bosques, no rigor do invern, em busca dos
facinorosos! Seria fallar, torno a dizer, a
um iIom't sagrado, se os liabilants da Ira
i,o.-/.o da Gloria, nao dessem um testeaiu-
iilio de lidelidade o de giatidSo, ao senhor
Vasconcellos ; nao s pela sua boa admiuis-
IracSo, e energa policial, que aqu mos-
trnii, e orno pela disciplina militar dos seus
suboroinadoa.
Continu o senhor Vasconcolloa a trllhar
estecaminho de honra, revestido somprnda
o-i ii;i e probidade de que he caracterisado,
que desta sorte os gloranos o esperam ver
com um futuro feliz ; e o exercito brasilei-
ro contar lamham com um militar diatinc-
to cm as suas lileiras.
Receba portanto, senhor Vasconcellos, os
nossos volos, om signal do leeonhecmeuto
o gratidao, de que asamos ponhorados.
uigoe-se pois, senhor radaclor, do inse-
rir ern o seu bem conceituado jornal, estas
toscas linhas, o que muito lite agradecer
O Gloriano.
veramos, I bespanhola,
gucias._______
6 Dglezas, e I portu
Movimento do porta.
m*
Navio entrado no dia 24.
Italia -- 3 dias, barc
Scotts, de 236 tana
more, equipagem
Crabtree *t Companhia.
Navios ahidos no mesmo dia.
Cibraltar -- brigue inglez Colchoslor, capi-
tSo Thonias Evans, carga assucar.
Santa Cathanna-- brigue braaileiro Valle ,
ciiHi.ii Silverio Antonio da Silva, carga
varios gneros. I'assagoiro Manoel An-
tonio dos Santos.
/Vamos entrados no dia 25.
Ass --64 dias, barca brasileira Rolioa, de]
305 toneladas, capitSo Alexandre Antonio Os senhores que quize/em camarotes, ou
Pereira, equipagem 14, carga sal; a Amo-lcadeiras para as ditas represenlagOes, p-
rim ; IrmSos. Veio largar o pralico o dem-so dirigir ao Ihcatro a qualquer hora
segu para Paranagua.
dem-- 48 das, escuna brasileira Tentado-
ra, de 116 toneladas capitSo Belmiro
sal ; a Antonio Alves do Miranda Gui-
marSes.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio de Janeiro--brigue brasileiro Flor do
Rio, capitSo Jos Francisco Lopes da Cos
ta, carga carvSo depedra. Couduz 2 es-
cravos.
III ni. Sr. Redactor do Diario de Pernambu-
co:Sn seu jornal de hoje, e no linal do ar-
tigo da redaecaSo enlenleu V. S." quo mui
justa era a sua censura aos vapores ua com-
panhia brasileira, da qual eu sou agente
rioata provincia, fallando a respeito do vapor!
I'araense, quo devendo sahtr do Rio do Ja-j
neiro no da 10, s a 14 satura, o fazendo
couhecer, por esla forma, que ha incous- dem patacho brasileiro ilermina, rapilSu
tincias quo desacreditam a companhia, o] Ignacio da Fonseca Marques, carga carvSo
vSo contra os seus interesses, e asseguran-
do a proposito da andarem quasi sempre
vazias, ao ponto de regeitarem objeclos da
frete : se eu nSo fora agente dessa r imna-
nhia,e nSo estivesse bera lufonuado, me-
ihor do que V. S.' e com mais conhecimen-
to de causa, deixaria correr sem a minima
observagSo, a publicasen feita por V. S,',
reservando rara mim o juizo quo me pare-
Baptista do Souza, equipagem 10, carga dura necessidado de fazer grandes despezas;
de podra.
EDITA ES.
prender por causa de urna caixa de tabaco lado dos interesses da companhia
que eu linha comprado a um moleque, a porque evidentemente andam elle ligados
qual tornou a entregar ao domno ; d'ahi com os interesses dos particulares, queuao
____________________" -____------------------- sSo servidos de grat;a
I ') Dalia de publicar-seo interrgalo- Nlo acreditamos noa liap'nd.oa; a aacri-
no como de costme, por nSo ter podido as- fieos que a companhia tem Majmnjmt
;X2i:xs^^e"pUaMet^
Manool Joaquim da Silva Ribeiro, -fiscal cm
exercicio da freguezia de Santo Antonio
doRecife.etc.etc.
Faco publico para conhecimento dos mo-
radores desla freguezia o artigo abaixo
i a cerca do quo lera e deixando o mas- transcripto das posturas municipaes em vi-
mo dirello a outros nas mesmaa circums- gor e bem assim quaes os lugares que por
tmeias; enlendo porom quo, como agotite odital da cmara de 5 de marco de 1849, fo-
desaa companhia, nSo devo deixar duvido- ram nesta freguezia marcados para os des-
asa aa pessoas, que i falta de esclarecimen- pejos.
tos positivos, fiquem fazendo mao conceito TITULO V.
dos vaporeada dila companhia brasileira, e Art. 5. Depois quo acamara municipal
das pessoas que a dirigem c representara, e designar os lugares para nelles se lazer o
com esse proposito, porjoa V. S." ltenla a doposilo das immundices, os queas langa-
ana mparcialidade e tolerancia, para con- rara fra dessos lugares, e presentemente as
sentir nesta minha resposta no seu concai- nSo langareai ao mar, pagarSo a multa do
tuado jornal. 4,000 rs. As vasilliis nas quaes seconduzi-
A rregularidadequese tem dado nassahi- rara as immnndicesserSocobertas o lavadas
das dos vapores do Rio do Janeiro be sem- depois do dwprjo, o nlo se poder fazer es-
pre dovida ao governo, com o qual a compa- te servico daade as 7 horas da manhSa ate as
ulna osla contraclada, bem de exigencias 9 da noite. sob pena do pagarem a inulta de
do servigo publico, e nunca 4 companhia, 2,000 rs. Exeeptua-so o despejo de aguas de
que conslantcmento se tem prestado nos lavagons de roupa, casa e cosinha, assim
dias aprasados com os seus vapores, nSo s como o liso.
ara asimilas do Norte e Sul, como para Lugares marcados na freguezia do Santo
commissOes urgentes do mesmo governo, e Antonio, para nelles se fazor os despejos,
sendo para isto a companhia obrigada a Primeiro ein frente da ra do S. Francis-
fazer graves sacrificios pocuniares, o do seu co, no Muodo Novo.
possoal, me parece quo, ao contrario se Segundo no flm do hecco em que termina
loma miis digna do elogios, que de censu- a ra doKanged, pelo lado do Sul.
ras acrese vehementes. Terceiro no lim da ra do l'ocioho.
A grande actividade que a companhia tem Smeote nesles lugares, e depois das ho-
duaeuvolvido com sote vapores, sempre da ras marcadas se pdem fazer os despejos ,
maoeira mui satisfactoria, ha merecido os devendo as vasilhas seren cobertas.
elogios das pessoas entendidas; a entre E para que o citado ai ligo e odital soja do-
esses culendedores, os do proprio governo, vidamenla observado, o n3o baja ignorau-
a de almirantes estrangelros que tem es- ca, lavrei o presento, que sera publicado
lado no porto do Rio de janoiro. Paisa n lo-
tnepois, que aiuda por esle lado, nSo sao os
vapores da companhia brazileira, merecedo-
res .le censuras.
NSo sera V S., por corto pessoa mais
competente para dizor, e menos : ili im
quo os paquetes andgm sempre vazios,a re-
ega nesta subdelegada para Ihe ser entre-'casa a titulo de forro,poishe muito sstucioso,
ejotem feito.apontos de illudir varias pes-
soas, portanto roga-se a todas as autorida-
des policiaes, cipitSes de campo, a qualquor
pessoa, qneo peguem o levem a ra Direita,
vonda n.76, de Joaquim Antunes da Silva.
Aviso .
A pessoa que aonunciou no Diario de 24
ter negocio a tratar com Mara Lourenga.so-
bre um escravo fgido, adverte-se que osla
senhora he fallecida, porm i de dirigir-se
a ra Nova no billar fraiicez, ou na Gamboa
do Car no, com o abaixo assignado quo he
seu gonro. Jos de Carvalho Raposo.
-- (juem quizer dar 600,000 rs. com hypo-
thera sobro de dous buus escravos, publi-
que seu mime e osa.
Precisa-se de urna ama forra ou capti-
va para utna casa estrangeira, que engom-
me e faga os mais arranjos do casa : a tratar
na ra Nova, luja n. 30.
-- O abaixo assignado, pnr alcunha Anto-
nio Jos Duarte Coimhra, faz ver ao respei-
lavel publico, principalmente aquelles que
com o abaixo assignado tem transaeges,
que d'ora om diante assignar-se-ha pelo no
me que Ihe fra alcunhado.
Antonio Jos Duarte Braga.
Quem precisar de um cosinheiro para
o diario do urna casa, dirija-se a ra dos Pi-
res n. 28, quo se dir quem he.
Quem annunciou querer comprar una
mobilia, querendo urna do pao d'olbo, obra
do Porlo, em muito bom estado, comparega
na ra Agusta n. 33, que achara com quem
tratar, de manliSa at 10 horas, a das 3 da
tarde em diante.
Aluga-se o segundo andar do sobrado
da ra da Cruz n. 18 : a tratar no armazom
do mesmo.
-- Aluga-so um esrravo para o serrigo iu-
temo e externo do urna casa do li.im.oni sol-
teiro: na ra doSeve, casa terrea o sotSo,
defronto do Ihoatro.
Jos Marcos de Jeius Andrade vai a
Portugal.
I'iccisa-se de ura padeiro para admi-
nistrar urna padaria na cidade da l'arnhyba;
a tratar na ru da Ca.lea do Reeifc n. 23.
--Na ra do Seve, casa terrea esotSo quo
lica defronto do Uicalro publico, prccis.i-se
de urna ama de Irito quo nao telilla lilho.
Miguel Loii Duarte Amaral, subdito
portuguez, retira se para fora da provincia.
Moje 21 do correnle, as 4 horas da tar-
de, a porta do Sr. Dr. jmz de orpllfins, se ha
.de arrematar um escravo pardo, ofjjelal do
aapateiro, pcrtoncuiilu a Manoel Gentil da
(Josla, enjo escravo vai a praga a requeri-
nienlo do tulor do mesmo menor, por des-
necrssaiio.
M.n a Francisca de Souza Ramos faz
scienlu ao publico, que ten lo sido arrema-
tada em praga publica, a botica de seu ma-
rido, Jos Mara Gongalvns liamos, polo mes-
mo exequeulc Jos os Santos Suuza Los,
pelo prego do 9 conlos o lanos, para paga-
mento de sua execugSo, quo lie da impor-
tancia de nove cenluse tanlns muris, de-
vendo dito arrematante rccolhor ao deposi-
to publico o excedente, aiuda u nao l'-in rel-
io, nSo obstante j llio ter sido ordenado
pelo juiz a requerimonto da aiinuucianto,
quo tambera tino cxccugSo apparelhada con-
tra dito seu marido, c como dito Souza Los
nSo pussue bem de raz, e pertende, para
11 a o la r a aimu :.c,i ule e llludir O jili/o vil
der ocrultamente dita botica ; sciontilica a
annuncianlo para que ningucui contrate di-
la venda, quo certainento nSo pode deixar
de ser uenliuma, vislo quo o arrematante
mi tem querido recolh^r ao deposito o pre-
go da rrematagSo.
Na manhSa de terga-feira, 40 do cor-
rente, sendo accoinettida de acc sso de lou-
cura, una parda do nomeGerlrudes,bastan-
te velha, moradora no lugar do Barro, fre-
guezia dos Algados, uusentou-se do rasa,
indo vestida do san e cabegSo : quem a en-
contrar mando por caridade entregar no di-
to lugar, no sitio prximo ao do inspector
do quartei'So Manoel Vicira, ou na ra do
Queima lo n. 10, primeiro andar.
-- De boje em diante, o redactor do Apos-
tlo do Norte, conscio do glorioso futuro da
liiiiioiiii la le, vai mandar a alguns brasilei-
ros, (a excepgao dos empregados pblicos) e
eslrangeiros, cartas dccouvilo para a subs-
cripgu do mesmo peridico, assim como
para a coadjuvagSo da compra de tuna lypo-
grapbia. O lempo da grande tormenta se ap-
proxima ; quoui lem olhos para ver, veja, e
quem lem rntendimento, nSo so deixe ll-
ludir.
fondo de annunciar a puMicagSo do
peridicoA Herona Reublicana -em for-
mato da UniSo, 1,000 n. por serie da trozo
nmeros, o redactor confia de tSo primoro-
so sexo o hotii exilo desta empresa, e pro-
testa envi lar lodos os esforgos para roalgar
a obra prima e o remato do Omnipotente.
Subscreve-se na typographia da viuva Ruma
e na ra rstreiladu Rozano n. 20, no pri-
meiro andar, e vender-so ha a vulsoa80rs.
-- Troca-seuma negra de 18 annos pro-
oria para o mato, por urna quo tenha as ha-
bilidades seguinles : quo coza, engomme,
cosinlie e saiba tratar do meninos; agra-
dando nlo se duvida dar a volta quo mcre-
cor : a tillar na ra de Santa Rila n. 97.
Estas re.iresentagcs apprasiveis e scon-
I ilic.i-, se rompo >m do experitiucias, phisi-
cas, illusoos pticas, metamorphoscs chi-
. | micas, ligeiresas de mSos, produzidas com
a mais maravilhosa rapidez, devi la a una
pratica laboriosa de muitos anuos, como
tambora de mitaees dos milagros dus m-
gicos da anligui lade.
Na certeza de que o i Musir pub|ico desta
principa
marica, serSo desnecessaros os do mais elo-
gios do mesmo.
Depois da >.' i .i lor exec.otado urna
linda ouvartura, te.rSo principio ostrabalhos
do celebre mgico, dividido em 4 parles.
DUAS IIIIHiS DE MGICA.
do dia.
lieiT AleXUdre descjandosalisfazcr
ligiiamiiite ao respelavel publico, v-so na
e por tato paja deaculpi do elevar os piegos
da maneira seguiute : -
prlmeira ordem
Segunda dita
Terccira dita
i.ih ni i dita
Cadeirai
Platea
fa in imaiihjMm
10,000 rs.
14,000 rs.
10,000 rs.
5,000 rs.
3,000 rs.
2,000 rs.
Avisos martimos.
-- Frela-ee para o aracaly,uu.Cara a cscu"
na brasileiro Tentadora, e tratar com Anto-
nio Alves de .Miranda GunuarSes, ou com
Novaes Companhia.
I'.ti.i o liio de Janeiro.
Era poucos das, a veloira escuna Caanle
Mara, portar parte da carga engajada: pa-
ra o resto, escravos a frete a passageiros ,
para o que tem bous coniinodos, trata-se ua
roa do Vgano n. 4.
Leilo.
pela i m prensa
Freguezia do Santo Antonio do Recifa 24
dejulhodel854.
Manoel Joaquim dn Silva Ribeiro.
i laaitsfc'JMi-1.. i ima
Dveha
lyocs
geitamconduziralguns objeclos de frete: \/ice Confutado de Sardeillia cm
esta assergSo de V. S. nSo he bem fundada, p i
nem p le merecer rasoavel desculpa, ainda rernailiuuco.
mesmo considerada pelo lado de zello que Precisa-sa obter informagOes exactas rela-
V. S. se quor arrogar, ora beneficio dos in- livas aos finados oidadSos sardos, JosCar-
leresses da campanliia brazileira : a esla ul- bone, o qual Mleceu haver 18 para 20 an-
lima partedoescriptode V. S devo dizer nos n'algum lugarejo per lo desta cidade,
que muito mal o informaran!: os paquetes ten lo assuoiido o nome do Pinto; o cm se-
andSosempreabarrulados do carga eencom- gundo lugar, do Antonio Orlaudiui, suppfJe-
raendas para os dilTerentes portos, c isto pu- so ter t lo algum eraprego na alfandega.
de ser attostado pelos proprios passageiros, Rogi-se portanto encarecidamente aos re-
cujas bagagens por nSo caborem nas escoti- verendos paroc:ius, o a qualquer outra pes-
Ihasepaioes, muitas vezes sSo arrumadas soa que possa satisfazer a estas avengua-
nas cmaras e no convez. Oen. de drigir-so por escripto a este viee
Creio ter dito o necessario cm deffesa da consulado sardo, sito na ra da Alfandega
companhia brazileira de paquetes do vapor, Velha n. 1.
e dos seus directores, e mais empregados, -- Pela subdelegaba do S. Jos do lenle,
esperando assim ter desvanecido qualquor se annuncia, que foro apprehendido no da
iinpressSo desfavoravel, que V. S. talvez 43 do correlo, um menor de J2 annos de
por oslar mal informado, insoriu no seu Dia- idade, de nome Manoel Gonealves, que de-
-- Miguel Carnciro far lellSo no dia ter-
ga-feira, 47 do correnle, as 10 horas da ma-
nhSa,no seu armazcni na ra do Trapiche n.
38, de diversos trastes novos e usados, ca-
mas de ferro, pianos, prensas para copiar
cartas, balangas, candieiros. vasos para llo-
res, quadros com estampas, pistolas, bande-
jas, obras de prala usida, e outros muitos
objeclos que valam a pena seram arremata-
das ; assim como ao meio dia em ponto ir
a leilSo urna porgSo de charutos da Bahia, e
dous cavatina proprios para sela.
JuliSo Tegelmeier, far IciISo, por in-
tervngalo do agenta Oliveira, de toda a mo-
bilia de sua casa, consislindo em sofs, ci-
deiras usuaes, lilas do balango e dobiagos,
consolos, mesas redondas, tuncas do jogo ,
commodas guarda vestidos, marquezas,
toucadores, espolhos, relogio do cima da
mesa, piano, Linternas, candieiro de globo,
louga (ara mesa, vidros, trem do cosinha e
outros muitos objeclos asss necessarios :
quinta feira, 49 do rorrete, as 10 Horas da
inanlia na Ponto d'UchOa sitio do 8r.
Baptisla, defronte ao do senhor commenda-
dor Francisco Antonio do Olivoira
La^mpras.
Avisos diversos.
-- Compra-se, ou arrenda-se um sitio _
que tenha boa baixa para capim, e pasto pa'
ra 6, ou mais vaccas de leilo, o se tiver arvo-
redos do fructo melhor, anda mesmo que
a casa n.io saja muito boa, e que nSo dista
da praga mais do legoa e raeia : quem o ti -
ver, annuncio por esta Diario para ser pro-
curado.
Coropra-se um preto, que seja forte ,
e que nao tenha vicios, notn aohaques, para
servigo de casa : na ra do Amoro n. 25.
Comprase una preta, que tenha bo-
nita figura, quo saiba engommar, cosinhar,
e que nSo tenha vicios, num achaques : na
ra do Amorim n. 25.
-- Compra-so um bom escravo crooulo ,
nSo sendo de mais de 20 a 22 annos de da-
le, paga-so innii i bem, sendo da ptima fi-
gura na ra do Vigario n. 9.
Vendas.
~ No dia 4ti do corronto mez, pelas 4 ho-
ras senhor dnutor juiz do orphos, no principio
la ra de Hurtas, confronte ao hecco de S.
Pedro, urna morada de casa terrea nn ra da
Praia do Caldereiro n. 6, pertencente a he-
ranga do finado Jos Antonio de Moraes,ava-
hada em 1:400,000 rs. : quem a pretender
dirija-se ao sobredito lugar as horas indi-
cadas.
Ilerr Alexandre tem de se retirar pa-
ra a Europa no primeiro vapor inglez, que
por aqui passar.
Aluga-so um preto mensaiment-, pan
o servigo de urna casa, que seja fiel, e que
nSo se embriague: a tratar ua ra das Cru-
zes n. 4,
Recompensa.
Ilesa pparoreu no da 21 do crrante mez,
o moleque l.uz, de idade 14 annos, pouco
maisou menos; cor fulla,do bonita figura,
tendo no lado direilo do rosto um lalho in-
Loteria de Nossa Senhora do Ho-
zario da lioa Vista.
As rodas desta lotera andam
no dia quinta feira 39 do corren-
le, no consistorio da igreja de Nos-
sa Senhora do Livrajnento; o res-
to dos bilhetes estio a venda non
lugares do costume.
Vende-se urna preta moga : na ra da
Cadea, loja n. 50, de Cunha & Amorim.
Casa da fortuna, ra Direita n. 7.
Na casa cima e ni praca da In-
dependencia, loja do Sr. Fortu-
nato, est a rend| um grande sor-
timento de cautelas da lotera de
Nossa Senhora do Hozario, cujas
rodas andam no dia quinta feira
29 do corrente.
1-
10
01
o.
dal

i
, /
II
.
MUTILADO
* '?


JUoinhos de vento:
com bombas de repuxo para regrar hortas
e baixaadecaplm nafundicflodeD. W. Bow-
man;na ra do Brum ns.6,8 e 10.
CHA l'HETU
Vende-se superior cha prelo,
en caixas de 3o libras cads urna :
ciu casa de J. J. Tasso Jnior, na
ra do Amorim n. 35.
ARADOS AMELUCANb.
% Vendem-se arados ame- j
q iicanos, chegados dos Esta- 9
dos Unidos, pelo barato pre- 9
90 de 40,000 rs. cada um: na ^
% ra do Trapiche n. 8
mor,
Farinha de trigo
SSSF.
Fontana.
No armazem de J. J. Tasso Ju-
na ra do Amorim n. 35.
Deposito de cal e potassa.
No armazem da ra da Cadeia
doRecifen. ia, ha muito supe-
rior cal de Lisboa, empedra, as-
sim como potassa chegada ultima-
nicntc, a precos muito rasoaveis.
Armazem de vinhos.
Na ruada Senzalla Velha n. 48,
vendem-se vinhos de Lisboa e Fi-
inicira, dos maissuperiores que ha
no mercado pelo diminuto preco
de 300 e 340 rs. a garrafa, e 1, 5oo
a 1,800 rs. a caada : para confir-
mar d-se a provar, c para ver da-
se a beber ; he baratinho, a elle
freguezes que he bom vinbo.
Deposito de cal virgem.
Cunha & Amorim, na ruada Cadeiado
Itocile, n. 50, vende-se barris com supe-
rior cal em pedra, chegada polo ultimo
navio de Lisboa, por menos prego do que
em outra qualquer parte.
l'otassa americana.
No antigo deposito da cadeia velha, n.
12 existo urna pcqueua porcao de potassa
americana, chegada recentcmente que por
superior rivalisa com a da Rusta: vnde-
se por preco razoavel.
Agencia de Fdwin Maw.
Narua de Apollo n. 6, armazem de Mc.Cal-
nioDlK Companhia, acha-se constantemente
....... lortlmenlo de tai de ferro coado e
batido, tanto rasa como fundas, moendas in-
rirastodaade ferro para animaes, agoa, ele,
lilas para armar em madeira de todos os ta-
maitos e madelloa o mala moderno, machina
11111isu11i.il para vapor, com torca de 4 caval-
loa, coucos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de pulgar, por menos preco que 01
ilecobre, escovens para navios, ferro ingle
liniocm barrascomo em rcosfolhas.etudo
por barato preco
ACIDADRDBlPARIS.
1 ** ***. -^'JL
1 \ 1
Hua do Collegio n. 4*
J. Falque, dono da fabrica cima mencio-
nada, participa ao respeitavel publico de
Pernambuco, principalmente a seus fre-
guezes, que elle recebeu pelos ltimos na-
vios, vindos da Franca, um grande e rico
sortimento dos melhores chapeos de sol de
seda, quetem vindo a esta praca, proprios
para a estaco do invern, e para senhores
de engenho, por serem muito fortes ; sor-
tmenlo de chapeos de sol de seda dediffe-
rentesqualidades de 5,000 rs. para cima,
lindo sorlimento do chapeo de sol de seda
para senhoras, de todos os feitios e lma-
nnos, que vende muito em conta ; ditos de
panno para meninos de 1,500 a 3,000 rs.; di-
tos para liomem de ferro e de balea de
2,000 rs. para cima ; ditos de junco de 1,500
rs. para cima; grande eescolhido sorlimen-
to de chamelotes, sedase pannos em peca,
para cobrir armacOes servidas, baleias de
todas as larguras e tamanhos, para vestidos
e espartilhos para senhora ; fazem-se um-
bellas para Igreja; concerta-se toda e qual-
quer qualidade de chapeos de sol, ludo por
muito menos preco do que em oulra qual-
quer parte. Vende-se em porcao e a reta-
Iho. No mesmo estabelecimento acha-se
um bonito sorlimento de bengalas.
A 340 rs. ocovado.
Defronto do becco do Peixe-Frilo, loja n.
AGra 4
DA
1
SALSA PARRILH A DE BRIST0L
iMSA FAIiESa" SAMS.
A salsa parrilha deBriatol data desdo 1838, e lem constantemente mentido sua reputa-
cSo, sem necessidade de recorrer a pomposos annuncios de que as pro^aracOes dn m-
rito podem despeuser-se. Usucesio doDr. Bristol tem provocado infinitas i ovejas, a
entre outras, as dos Srs. A. K. D. Sands, de New-Yorlt, preparadores c proprielanos de
aalsa parrilha conhecida pelo.nome de Sands.
Estessenhoressolictr3oeinl842 1 agencia do Salsa parrilha de Bristol, o como n3o
o pudessem obter, fabriearllo urna imitarlo de Bristol.
Eis-aquiacartaqueosSrs. A. R. D. Saodaescreveram ao Dr. Bristol, nudia 20 de abril
de 1842, e que seacha em nosso poder :
Sr. Dr. C. C. Bristol.
Bfalo, etc.
.Viss i apreciavel senhor.
Em todo o anno passado temos vendido quantidades coisiderareis do extracto de
salsa parrilha de vm. e pelo que ouvimosdizer de suas virtudes aquellos que a tem usa-
do, julganios que a vendada dita medicinase augmentar muitissimo. Se Vm. quizer
fazer um convenio comnosco eremos que nos resultarla multa vanlagem, tanto a nos
como a Vm. Temos muito prazer que Vm. nos responda sobre este assunipto, e se Vm.
vier a esta cidede daqui a um mcz.ou cousasomoluanie, loriamos muito prazer em o
ver em nosaa botica, ra do Ful ton 0.79.
FicSo asrdeos de Vm. seus seguros servidores.
(Awignados) A. R. D. Ssnds.
COlTOLUSAb-
1.a A antiguidade da salsa parrilha de Bristol, he claramente prorada, pois que ella
data desde 1832, e que a de Saods so appareceu em 18*3, poca na qual este droguis-
ta nao pode oblara agencia do Dr. Bristol.
8.* A superioridad o da salsa parrilha de Bristol he incon testa vol, pois que nfio obs-
tante concurrencia da de Sands, e de urna porcSo de outras prepararles, ella tem man-
lido a saa reputaco em quasi toda a America.
As numerosas experiencias feitas com o uso da salsa parilha em todas as infermida-
> farinha de mandioca
Vendo-se, por preco rasoavel, la-
rinha do S. Matheus a mais nova ,
_ qua estala UMto morojo : 1111 ni
^ da Cruz n. 3*, delronte da l.ingoeta.

<3
<-
<
AAiliik**** AftMMAMM
AGENCIA
da fundico Low-Moor.
RA DA SBNZALLA NOVA N. 42.
Noste estabeleeimento conti-
na a haver um completo sorti-
incnto de moendas o meias moen-
das para cngenbo, machinas de
vapor, e taixas de ferro batido e
ruado, de todos os tamanhos, pa-
ta dito.
A 130 rs. cada um.
Na ra do Qurimado h. 3. defronte do
heceo do Peixe-Krito, vende-se lencinhos
de cainbraia pintados, para mSos de senho-
ras, pelo baratsimo preco de Mil viiilens
rada um.
Veodem-so os verdadeiros selins in-
glozes, patente, de molla e sem ella : na
ra da Senzalla Nova n. 42.
Vende-se marmelada nova, vinda l-
timamente de Lisboa : na ra da Cruz n.
46, delronte do Sr. r. Cosme.
Vendem-se relogios de ou-
ro epr&ta, patente inglez: narua
da Senzalla Nova n. l\i.
Arados de ferro.
Na fundicSo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se aradosdeferrode diversos mo-
delos.
Deposito de panno de algodao da
febrica Todos os Santos da Ra-
nina.
Vende-se por preco commodo
o bem conhecido panno de algo-
do desta fabrica ; em pessa, a
vontade do comprador no escrip-
toriode NovaesPt Companhia, na
ra do Trapiche n. 34.
_Vendem-se as seguintes sementes:
nabos.rabanos,rebneles encarnados ebran-
cos, sebola. couvn trinxuda alfaco ala-
moa, repuiliuda, chicoria, senoulas, feijSo
Garrapato delres qualidades,ervilha torta e
direila, fava, coenlro de touceira, salea, to-
matas grandes, repolho, couve lombarda,
.. il'Dia, e rouslarda : na ra da Cruz n. 46,
defroute do Sr. doulor Cosme.
Com toque de mofo.
Na ra du Crespo loja da esquina que vol-
la para a cadeia,vende-se chitas escuras com
pequeo toque de mofo a 5.500 rs. a peca,e o
i-ovado a 160 rs.
k 380 rs. o covado
Ucfronte do becco do Peixe-Frito, loja n.
3, vende-se alpaca de algodao pelo baralo
preso de quatorze vintens o covado; esta
fazenda torna-so reeommendavel no a
para vestidos de senhora, como lambein
para palitos e casacas de liomem.
Taixas pura engenho*
Na fundico de ferro de D.
W. fiowman na ra do firum,
p&ssando o chafariz, contina a
haver um completo sortimento
de taixas de ferro fundido e ba-
tido, de 3 a 8 palmos de bocea,
as quaes acham-se a venda por
preco commodo e com prompti-
do, embarcam-se, ou carregan-
se em carros, seta despezas ao com-
prador.
Senzalla Nova n.42.
Dipii- iid da fabrica le Todos os
sanios na Babia.
Vende-se,em casa deN. .liieber&C,
na ra da Cruz n. 4, algodao transado a-
quella fabrica, muitoproprio para saccosde
assucareroupadeescravos.porpresocom-
modu.
Vendom-se lonas, brinzSo, brins, e:
meias lonas da Russia ; no armazem deN.i
O. Bieber & Companhia, na ra da Cruz
n.4.
.Na ra do Crespo, loja n.5, vendem-l
so cortes de meia-casimira depura ISa, c1
gostos muito bonitos, pelo mdico preco dej
2,560 rs o corte; brim pardo de linho, su-
perior fazenda, a 640 rs. avara.
Algodao para roupa de escravos.
Vende-se algodao muito encorpado, pro-
prio para roupa de escravos. com pequeo
loque de atara, a 140 rs. a jarda ; dilo
limpo a 180 rs. : na ra do Crespo n. 5.
Sorlimentos de panos finos e case-
miras de todas as qunlidades.
Na ra do Crespo loja da esquina que vol-
ts para a cadeia,vende-se panos finos pretos'
a 2,800, 3,200, 3,500, 4,000, 5,000 rs., e fran-
cez muilo superior a 6,000 rs., o covado, di-
to verde a 2,800 rs. dito a:ul a 2,880. 3,500,
4,000 o covado, cortes de calca de casemira
preta enfestado a 5,000 e 6,000 rs., dita ran-
ceza elstica a 8,000, 9,000 e 10,000 o corte, |
o outras muilas fazendas por preco com-
modo.
Cortes de brim de puro linho.
Na ra do Crespo loja da esquina que vol-
ts para a cadoia, vende-se cortes do calca de
hrlm ile quadros, e listras de puio linhoa
1,280 c 2,000 rs.,ditoinli'iro pardo a 1.280e
i>,000 rs. o corle, nscado de linho de lislra
a 720 rs. o corte. .
Cambraias de salpico bionco c de
cor, lencos de cambreia de
linho.
Na ra do Crespo loja da esquina que vol-
la para acudeia, vende-se cortes de caintraia
de salpico braeo a 4.0C0 rs., dito do Cira
4,500 rs., lencos de cambraia de linho e 500
e 600 rs. cda um.
Mocadas superiores.
Na fundicSo de C. Starri Companhia,
um S.-Amaro, acham-seavenda moendas
de caima, todas deferro, e um modeloe
construccSo muitosuperior
Espelhos por pouco dinheiro.
Na ruada Cruz D. 20, casa de Avrial Ir-
mlos & Companhia vendem-se ptimos es-
pelhos, com moldura, e sem ella, chegados;
ltimamente da Franca, por preco dimi-:
uto.
Farinha de mandioca a 1,600 rs. a
sacca.
No armazem de I. Tasso Jnior na ra
do Amorim n. 35.
Toda attencoao baiateiro !
Ra do Crespo n. i4, loja de .los
Francisco Dias.
Existe um delicado sortimento de finiss|-
simas chitas do cores com sslpicos, os mais
lindos gostos que tem vindo ao morcado ai
240 rs. o covado, ditas cores de vinlio e caf, |
muito miudiuhasde novosdesenhos e cores,
muilo fixas a 200 rs. ocovado, ditasde dif-j
fereutes qunlidades a 160rs. ocovado, finis-|
simas alpakas de todas as cores a 640 rs. o
covado, ditas com (os de seda e de novas
ditas pretas com flores
Quarteis pegado ao Qaartel de Polica.
SI
"3
ni
Bg
-*3

3<
3
a 0 0 as fl -,
C 7 1 u, < *
_, 3 v M
",s:8-SgSp'2-iS
"**. 1.111 ti 1*141
A 160 rs. cada um. 1 vd8*,! ua" "Tfl* d" ,s'u ,n,,os:
n e j 1 j >,. I? ruado Collegio n.10.
Defronte do becco do Peixe n-^mmmmm^mmm^mmm'mmam
to, loja n. 3, vendem-se lencinhos EscraVO futidos.
de cambraia pintados, paramSode.---------------------{------------;--------
meninas e senhoras, de muitos Desappareeu no dia 8 do
bonitos desenlio, pelo baratissi- j presente mez, um escravo de no-
mo preco de meia pataca cada um; me Jos que representa ter 4"
dar-se-hao as amostras com o com-lannos, grosso do corpo bastante
gordo, meio fulo; nariz chato, de
nacSo, tem urna perna grossa, um
escroto grande, que estava em cu-
petente penhor.
A i3o rs. o covado.
Na ra dnQueimido, defronte
do becco do Peixe Frito, loja n. 3,
vende-se riscadinho azul, com a
largura de tres palmos, pelo bara-
tsimo preco de seis vintens o co-
vado; esta fazenda he muito reeom-
mendavel aos senhores chefes de
familia; .d-se aa amostras com
penhor.
5,000 rs.
:
O o
&BB
-9
2 --o
8 ^-f s &*!!*
i a a
% 2 Bt'lsISai o b|." > e.
&
- nS'oane''t
o_os zzs s1 a
a g
'~ / c7 3 v> ft"T| o < 55
ttrssit
ifi.#S
o. a g s 9 -.
C c S g = J,
. o *- 2 tro
3
*" a ST
IfsMfuHtilt^
vi1!!!1 ^s^8:5!!!*"
58,25ti-?s-l?Hfs|
i.ii&3|r|'l?R3lfii
S^s'ISt.i-gf^fef1!
?:'jt, S o a.
5 =?
en 5.H O c '
f c 3 a & 5
u; er
go
O o o ?D
3-=- ag.
|f|9fvS
0> a 1 f ^
3. o 2
f i
./3 3 = 2 5 I*
Bs'5-?fs3
irfiE
3 3 5 = en '*
!S PiliSFiaS
= 'H,
5 9
3
2
e
i

To.
f,"1 S"
o
9
BB
a
83
3B
s
oO
w O
S9
IA O
si
2.
2-o
o ^
a, 3.
na
S.
B3
II
=
9s
xi -
C T3
n *
r, 5"
5 I
h
- 2.
op 5
2 5'
mu S;
c c 3 (o :
SgesB ->'
ca2 5 t.
SS8"*?
g q o. a
sii*i
^5 ?" 9>ea
o
m
-a ss
g '" n
' S.2.S
a, i
zs
X> -I
c o
5-o
_o>
lii.ll
=> 3 -
V. C ,Q b V '"
^ B n *z p r-ja
" 2. & d
il
9 P I "
Sl-g-3
g-aS'-s-
V*H 9
ilill
^ f- 3
H
c.2.
cores a 1,000 rs.,
imitando chamaloto de seda a 1,100 rs. o
covado, cortes de casemiras de ISa e algodSo ., ,
de lindos gostos a 1,600 rs. o corte, os mais Vende-se a excellent- typo-
superiores brins de puro linho e de riquis-, ~ranhia do Diario Novo., estando
simascoresa 1,880 IS. a vara, brins de purol 6 f .. J.Knniani-
linhodeu-na s cor, fazenda propria para|bem montada, lano ae Dons pro
palitos a 320 rs. o covado, as verdadeiras, |os como de typos : quem a pre-
tender, dirija-se a ra da Fraia
peca, idem de 3 varas, fazenda muito encor-
pada a 1,000 rs. a peca, assim como muilas
outras fazendas que se vndenlo por muito
menos preco do que em outra qualquer
paito,
Vendem-se esteiras depalha de carnau-
ba, regulares e grandes, da 2 varas de com-
nrimento; chapeos depalha a 8,000 rs. o
cento; pelles de cabra a 20,000 rs. ocen-
to, chngados agora do Aracaty : na ra da
Cadeia do flecife n. 49, segundo andar.
No Fasseio Fublico n. 17, loja de
portas.
Vendem-se chales de ISa e seda o molhor
que se tem visto neste mercado pelo haralo
preco de 3,200 rs.; ditos de ISa a 1,000 rs.;
ditos de tarlatana a 1.000 rs., cortes de cas-
sa-chita, bonitospadrOes, a 1,800rs.; chi-
tas pera cobertas, cores fixas e bonitos pa-
drOes a 800 rs., o covado; ditas para ves-
tido a 160 e 200 rs. o covado ; meias
cruas americanas para bomem duzia
2,200 rs., psr200rs.; beins de linho pro-
piiouara palils, a 240, e300rs., ocova-
do: cortes para colete de ISa e soda a 800 rs.;
lencinhos para mo de senhora com bico em
volta a 880, e 320 rs., e outras multas fazen-
das por precos cmodos.
Desenlio.
Vende-se oU de differentes cores muito
ilna.creOes, papel de superior qnalidade,
formato grande, no pateo do Collegio, loja
n, 6 de Jlo da Costa jurado.
n 55, a tratar com a Viuva Roma.
Ancoras para navios.
Vendcm-se em casa d Iticardo P.oyle, na
ra da Cadeia Velha n. 37, ancoras de supe-
rior qualidade, e por commodo prece.
.- Vendem-se superior champagne.vinhos
linos engarrafados de diversas qualidades.
flanella muito encorpala. e bolachincha de
ptima farinha. chegada ltimamente de
Lisboa, por commodos precos I na ra do
Viganon. 19, primeiro andar.
- Vende-se na ra do Pillar n. 113, urna
preta de naci, propria para, o malooual-
gum engenho, por ser rflforcda.
.. Vende-so effectivamcnle cal preta e
branca muito fina, assim como vende-se o
corta-se vidros de lod.s as dimeosOos: na
ra do AragSo n. 8.
-JoaoonneMyinglez.coniIojadealfaiate
ni ra da Cadeia doRecife n. 16,acha-se com
um grande sorlimento de roupaj feitas no
paiz evindas de Inglaterra da ulli ^a moda,
as quaes sevondorSo por todos os precos a
dinhoiro. ... ,.
- Vendem-se novas cassas chitas de lin-
dos goatos a 2.840 rs. o corto, Cassa de qua-
dros fina a 280 rs. a vara: na rnado Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
- Vende-so uo'a moj e linda escrava
parda, de 18annos deidade, sadia e reca-
tada, propria para mucamba ; na ra do
Queimado, loja n. 39.
aterro da Boa-Vista n. 33,
Hecebeu-se um novo e lindo sortimento
de chapeos de sol do ultimo gosto, tanto de
se la como de panninho para hornero,e ven-
dem-se por menos que em outra parte;tam-
bem tem para vender um grande sortimen-
to de sedas de todas as cores e qualidades,
panninhos para cobrir armaees servidas,
baleias para vestidos da senhora,ese con-
1 certa chapeos velhos; ludo isto cima dito
A9 isa faz por menos preco do que em outra
^ 'qualquer parte.
yP Vende-se um bonito relogio para cima
M. de mesa de meio do salla, pelo barato preco
'de 50,000 rs: na praca da Independencia
s i n. 4.
------------------------------- Panno prctofooa 3,5oo rs.
Cal virgem. ocovado.
Vende-se cal de Lisboa a mais nova do v ,
mercado: na ra do Vicario n. 19, primei- Vende-se panno preto lino, a
anJar, escriptoriodeT. deAquino Fonseca a,5oo rs. o covado : na loia de
* Filho, ouna ra do Trapiche, amazem de c-i_ a. c' 1 n 1
I* lores c Sa, narua da Cadeia do
Hecile.
rali vi), Tevou vestido urna calca a-
zul de ganga, camisa branca, cha-
peo decouro, foi escravo do cap-
tozinho : rogi-se as autoridades
policiaes e capitSes de campo, a
captura do mesmo a entregar a
seu senhor, na ra da Madre Dos,
Joaquim da Silva Lopes.
Desappareceu do abaixo assignado um
, escravo por nome Victor, cabra, escuro, de
Superiores chapeos de sol de seda ingle- |aid(J de a0 gnnog c,,s, brinM ,,_
zes chegados pelos ltimos navios, pelo -, egcur, be olllcial de sapateiro.altura
rrinu o preco de 5,000 rs. cada urna : na I rvazalar. bem fallante; desappareceu desde
ra do Collegio n. 4. o dia lerea-feira 3do corronte : queosol-
Lalcado. 1 var na ra do Queimado n. 13, seragralifi-
Sapatos decouro de lustro, francezes o cado.Antonio Goocalves da Silva,
de Lisboa, para senhora, a 1,280 rs. o par ;' Aindaacha-se fgida anegra escrava de
na praca da Independencia, loja do Arantes nome Oelfina.que desappareceu no principio
o. 13 o 15. de maio passado,a qual fol comprada ao Sr.
Novo sortimento de fazendas, na;ManoelJo.quiml-ascoalliamos, tem os sig-
. ... .. I naes seguintes: idade 50 annos pouco mais
loja da ra do Lrespo n. O. ou mnnos, levando um vestido, de chita, e
Superiores cortes de cassa-chita,de novos'outro de siseado, he alta o magra, ecom
desenhos, a2,24Oe8,5O0 ; cambraias frao-i poucos denles na frento, levou com sigo
rezas decores a 440 a vara; chita para co- um panno da Costa tem de costume as
berta, de tintas seguras, a 200 rs. o covado; vezes andar vondendo agoa e tambem fruc-
cassas lavradaa a 2,400 a peca ; dita de fio- tas. Roga-sea todas as autorida Jos policiaes
res, com 8e 1/2 varas, propria para corli- g capitSes de campo ou qualquer petsoa que
nado de cama, a 3,500 a peca ; cambraia de ella livor noticia a mande apprebonder e
salpico!, tanto brancos como decores, a levar na ra do Apolloemcasa doSr. Norber-
4,500 a peca; lencos do cambraia do linho joaquim Jos Guedes. Existindo suspeitas
a 480 e 5(0 ; pecas de chitas escuras a 5,000 qUe est occullada.
corles de brim de listras, depuro linho, a 100,000 r.s. d' gratificacio.
9.000 oeorle; dito liso a MNlMI! "s- DMippirMail n0 dia 7 de maio'proxlmo
cado de linho a 180 ocovado; dld." de."i^! passado. o pardo Leonardo, de Idade 18a n-
dlo, proprio para escravos, a 160 o 180 o ^ m tam os s,
covado; p.nno preto iWMMM *2?\mfUSlm :-baixo,o peito um tanto metlido
do: e mu.tas outras fazendas, por pro0 dentr()i Ca|)e||(/C,rai,llh,d e at o
commodo. : meio da test, o falla do vagar. Este escravo
Para latoeiros e funileiros. [vinda tolos os dias v.mdi-r leite no Recifn,
Vende-se 111 ra Nova n. 38, defroute da de um sitio da Boaviagem, pertencente a
ConceicSo cadinhos do 11. 1 ate n. 40 a 120 Jotnna Mana dos Passos, de quem foi escra-
rs o numero, areia de moldar, thezouras vo : quem o apprehender e levar a ra da
glandes, muito boas, vidro pira vidraca, Senzella Velha, defrontc o n. 144, segundo
tanto em caixa como a retalho, muito bara- andar, recchera a gratificacao cima,
tos, oleo de linhaca, tezouras pequeas, mo- 50,000 rs. de gratitlcacao
las para esporas, rozetas para as ditas, ver- I Co engeuho Santos Jlcnd-s, no dia 13 de
niz copal, ulha de (landres em caixa, e a junho, ausentou-se a escrava Mana, de 25
retalho mais barato do que em outra qml- i annos, creoula, rula, de boa estatura, e bom
quer parto | corpo, os ps carnudos, lem alguns cabellos
-- Vende-se um Ierro de fazer hostias, no buco, bem ladina, com desembarat.0 na
obra superior, e por preco commodo : no falla ; trajos.saia do chita encarnada, cabe-
passeio Publico, loja n. II. < J c". <" ('8 ISa rouxo- PJe mu-
enfi\mnnnne\rxnn\mrar>fi\r*nn darostrajos; o andar da Jila negra he pisar
99 doro, e he desfajada, denles perfeitos, foi
'vista na ribeira de Pao-d'Alho : roga-sea
sua entre-
na Ign-
acio do
O na praca da Independencia n. 17.' O i U ITe,r'- Boa Rrlflc.j0,
OOOQOQOOOOOOOO0O cralifica-sc com 50.000 r. a quem appre-
Igual pechintha nunca se vio a hender ummuleque crilo, por nomeMi-
6 ... guel, de idade de 15 a 16 annos, fgido
1-Io rs. o covado / desde sexta-ieira 28 do maio prximo pas-
Vendem-se chitas escarales muito finas gado, de gancho ao pese.icn.gecco do corpo,
de ramagena para cobertas a 140 rs cada cor bom preta, beico inferior grosso, com
um covado : narua do Crespo n. 14, loja marcas de chiclo pelas cosUs, vestido de
de Jos Erancisco Dias camisa dealgoilSo hranco com mangas cur-
Na ra da Cadeia do Recife n. 16, exis- tas, calcas du algodSosinho de listras azues;
te vindo de Inglaterra de prximo urna pur- lio bastante ladino, tem falta de cabellos na
CSo do palits, calcas o colotes do todas as cabera por ler andado vndenlo fructas,
qualidades de fazendas e goslos modernos.' mandioca, macaxeira pela ra; este mole-
Na ra do Collegio n. 7, acaba de abrir-1 que quaudo Ihe fallam, esta sempre com os
1 se um pequeo, mas mimosamenle sorlido, olhos inquietos, e fazendomovimentoscom
I armazem de louca do Porto, de difiranles os dedos das miios. Polo ser que so intitu-
corese delicados gostos: e vende-se por me-'le de forro, e que d outro nome, comoj
nos do que em outra qualquer parte; a elle. tirou o gancho do pesenco que tinha quan-
poisque he pechincha. do fugio de casa. Portanto roga-se a todas
No eacriptorio de Novaes c Companhia as autoridades policiaes, capitSes de campo,
tem para vender por preco commodo o se- o mais pessoas, que lactni todas as diligen-
guinte : panno de linho muito fino, linha de i ciaa de capturar este moleque, o manda-lo
Itoris, dita de cabeca encarnada, chapeos do t entregar a seu senhor, Jos Saporiti, mo-
Chille grandes, ditos pequeos ordinarios,'rador no pnrfcipio da estrada dos .Milirlos,
ditos pequeos muito linos, cera em velas I Ua Tabrica decaldereiroda ra do Brum
de bom sortimento, fechaduras lisas, gran-' n.28 ausenlaram-se, no da 10 do passado,
des e pequenas.dilas de broca grandes e pe- o preto Antonio de inran Cabinda, estatura
quenas na ra do Trapiche n. 34. regular, cabellos um pouco brancos, ebeio
No armazem do caes da alfandega n. 7, do corpo e muito cabelludo nos peitos, ros-
tom para vender o seguinte : vinho do Por-' to carregado; costuma em suas fgidas fre-
to muilo superior cm barris de 4.a, 5."e 8.*;, quentar a Solidado, Manquinho e Afbga-
pregos de construccSo, cal virgem de Lis-;. dos, e em sua ultima fgida foi pegado no
boa: a tratar no mesmo armazem, ou com .engenho Cucadistricto do Rio Formoso: e
Novaes & Companhia, na ra do Trapiche no dia 13 do correnle o preto Alexandre, de
n. 34. ; nacSoS. Thom, alto, corpo reforjado, e
AttencSo. alegre, e j foi escravo do Sr. Bolly e do
Na fabrica de chapeos Je sol, no
Aotonio Augusto da Fonseca
Tudo .-fio pechinchas.
Vcndem-aechitas finas a 120,140,160,180, anligo deposito de rap princeza
)fMi va ii owmln nanma to Hila e AikA 1 g~\ *a rfk a
de basse do luo de Janeiro ,
fraucez Melequer, morador no Rio Doce, lu-
gar que o me "oescravo costuma freqaen-
lar as dive as fgidas que ha feito .-
roga-se as wUiiJades policiaes e a quem
quer que delles der noticias, dirijSo-sea
mesma fabrica que ser recompensado.
Fugio no dia 21 do correte, o preto
Joo, de idade avancada, he baixo e gros-
so, tem pernas arqueadas e os ps feios, he
vagaroso quim \\ 1111 U, 'co-liiina Irazer as
calcas regacadas : levou chapeo de paloa ve-
Iho e roupa azul: no inetvmo dia fugio um
moleque de momio I.uii., o\r fulla e bonita
figura, tendo no ladoMdireilo do rosto um
tallio in lelevol, de uoW queda; lem olhos
Tos, ps pequeos | le-
ecalca de listras ; he
que j coiumettcu
gumas pessoas com
e natural de Gara-
grosso, meio grosso e fino na
ra da Uruz do Recife n 3.3.
Viuva l'ereira da C'unha, encar-
e 200 rs. o corado; pecas de ditas a 5,000,1
5,500. 6,500, e 7,000 rs.; chitas para cober-'
la de cor fixa a 200 rs. ; corles decalca de
brim de cora 1,000e 1,200 rs. com tres o
meio cuvados, cortes do afamado BinibreSo
a 1,800 rs., fazenda de muita duracilo para
calca; madapoioesa 160.180, aoo,82o, 210, regada deste deposito scientifica
e 280 rs. a vara; pecas de ditu a 2,800,3,000,' 8 .. """"
3,400,3,600, 4,000 rs, e minio lino a 5,200 aos consumidores deste rape, que
rs. jnlgodo trancado, propno para lenccs para mcllior serem servidos seus
e toalhas a 3,600 rs. a peca ; eoulras iuitas '.:. ,_ .. .,
fazendas por precos extraordinariamente Pedidos, tem estabelecido ser pro-
baratos: na loja da estrella da ra do Quei- vido o deposito mcnsalmcntc rom
mado n. 7, confronte ao becco do P.ixe reH,essas feitas pelos vapores da
Brim trancado de puro linho a 320 carreira, e assim podero seusfre-
rs. o covado. guezes ter rap muito lresco, cir-
Na ra do Crespo loja d esquina que vol- cumstancia a mais escencial ; sup-
la para cada vende-se brin trancado par-'p,do pois regularmente este de-
do de linho puro 1 320 rs. o covado. -. 8 ,. "
(hita para coberta, cor lixe a Pos,l com raPe '> f'esco, he
2oo res covado. para alhrmai que esta boa pitada
Na ra do Crospo.ioja da esquina que vol- se tornara reeommendavel a todos
ta para a Cadeia, vende-se chita para cobor- OS tomantes : OS precos sao OS de
ta de novus padies e cOr lxe a 200 rs., o
covadn.
- Vendem-se barris de tire
sen principio estobelecidos de i28o
u.em lotes, a rs., as iluas primeiras qualidades
conteni do comprador : a fallar com Ma- nnn {. ihii ium
theus Austin & Companhia, na ra doTra- 9 a ul,lm8 sendo de 3 li-
pidio n.36. Inas para cima. 1
vivse bastinte esp
vou camisa de risca
muilo astucioso, p
igual crime e illudio
o titulo de ser livre ;
DDlIDl: porlanto, roga-se a todas as auto-
ridades, capitSes de campo e a qualquer
pessoa que os pegar de os levar oa ra Di-
reila n. 76 ou 78, venda drf Joaquim Antu-
nes da Silva, ou no deposito de assucar de
Jos Fraucisco de Lima,'que serSo genero-
samente recompensados.
No da 23 do junho, ns oito horas da
noite, desappareceu o escravo Tnom, le na-
CSo Angola, de idade 40 annos, pouco mais
ou menos, giosso do corpo, meio fula,nariz.
chato, o beico de baixo groaso, tem urna
quoimadura ua p do lado esquerdo, perna
lina, os dedos dos ps bastante estrepiados
dos matos, he um tanto baixo, levou vestido
calca branca o nada mais ; quem o pegar le-
vc-o em Fra de Portas, ra dos Guararapes,
na ollicina de ferreiro de Domingos Jos Pe-
reira da Costa, que se recompensara.
50,000 rs. de gmtilicacSo.
Desappareceu no dia 25 de dezembro do
anno prximo passado, do poder do aenbor
Francisco Ignacio Mendes.do Rio de Janeiro,
o seu escravo Alexandre, de nrcSo Cacaoge,
estatura regular, o qual tinha sido aqu do
Recife, do senhor Lua Carlos Fredenco de
Sampaio, que por intermedio dos senbores
Amorim lrm&os, o havia remellido para a-
quella corte ao senhor Jos Antonio de Fi-
gueiredo Jnior, que all o vendeu em 17 de
juino de 1848 ao referido aenhor ateml s,
em poder de quem dito escravo tere bexi-
gas, que Ihe occasiouaram urna belide em
um oiho, nao se sabe ae no direito ou no es-
querdo, ignorando.se 11111 bem ao.carto qual
a idade que representa : quem o pegar le-
ve-o a ra do Vigaiio, casa o. 7, uiido ser
promptamente |pago da gralilicaeSo cima
indicada.________________
Pian.
TiP. uk M. F. dk Fabia. 1852.
MUTILADO
t -


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EL4RVO4W7_7D8TZ1 INGEST_TIME 2013-03-29T17:30:58Z PACKAGE AA00011611_03718
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES