Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03713


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Full Text
Anuo XXVIII
Terga feira 20
DE
deJuIho de 185*2.
N. 15).
PfMAMBlICO.
Biatoo UBORirplo.
l'.il.MHrn JIll.Kllli'i,
Mitrlrae.tre............
for eniMtre.............
Poi ann I *>'
PiSODIHTtO OTllMSTIll.
*.ri '.' Ude Junho Minas... 26 deMaio
M.rahto. 21 de Jilo S.Paulo. 8 de Jnnlio
r'ri. 'de dito R. deJ.. 2 d Julho
Pirahlba 9 ieJnlho|Bahia... 31 del
4/000
8/000
lo/OOO
4/500
nu-iii inini. AUDirieoiA*.
lOSeg.S. Vicente.
20 Tere. S; Jernnymo
l'.iinli.iii.i.
21 iin.iri S. Prxedes
!2 Qulbt. S. M mi M.
33 Sext. Apolllna-
rlo b.
;!i s iii. S. cbriillaa.
M 11..iii 8. Th.Ug.i
p. ;','....
Jmttodi Orfk&o
:, e5. a 10 horas.
1. tara do civil.
3. e 6. ao meio-dla,
t alinda-
3. eS. i 10 borai.
2. tara do civil.
\. esabadoaao melod
fllo.
Tet(te hados.
>.
Crr sceaie 24, a l hora e II ralnutoi da m.
Chela a 3l ao7 minutos da manha.
Mingoante 49, a> 5 boras e 4s mlautoa da m.
Nova i M, a I hora 46 minutos da inanbaa,
niAMiaiapu
Primeira Aifi horai e 54 minuto* da machia.
Segunda s 7 horaa r l minula da Urde.
* fian
>al oa ooiniioi.
0laana e Parahiba, ia iegundat e sextas-
felrai.
Rio-Grande -do-Norte e Victoria ai quinta
lelraa
Bonito,Caru ai n, e Garanhuns no le lidecad
rale.
Flores,Ouricui y, F.xu c Boa-Vilta 13 28.
Ollada, todoaoa das.
Todos os Corrciospartemaomelo-dla.
BTOTIOIAI HTIUHOIIBU,
Portugal
Heapanha
Franca ..
Blgica...
Italia..;.
Alemanba.
Prussia ...
Dinamarca
Rtissia...
Turqua.
isde Junho
8 de dito I
8 de dito
5 de dito
1 de dito
3 de dito
2 dedito
30 deMaio
28 dedito
26 de dito
Austria..
Suiaaa....
Suecia...
Inglaterra
E.-Unidos
Mxico...
California
Chlll.
Buenos-A.
Montevlde
2de Junho
I dedito.
aa de Malo
8 de Jnnho
23de Malo.
9 de dito
l de dito
10 de Abril
i'i .ti- Maio
o )de Junho
OAMBIoa BB 19 DJtHO.
Sobre Londres,a 27 27 '|, por d. i/ooO
a Paria, 345
Lisboa,lOOpor canto,
mu,
Ouro.Oncas hespanholas....,.,..... 20/000
Moedas de 6/400 relhaa......... 16/000
. dr 6/400 novas......... 16/00O
* de 4/000................ 9/000
Prata.Pataceabrasilelroa........... 1/120
Pesos columnarlos............. 1/D'0
Ditos mexicanos........ 1/800
EXTERIOR.
Sriumla pastoral do Sr. arcebitpo de Varis
pata desenvolver e confirmar o decreto do
concillada mema cidade contra os erras
,/ue deslrom tu fundamentos da suitica e da
earidade.
(ConlniiBt}Ho do n. 158.)
V.
O amor sobrenatural to neos, assim um-
d.iao senlioienlo inslintivo quo esla no run-
lamenlo de nossi natureza, opera enlao a
transfonnacSo do Indas as virtudes huma
as, alguroas vezes pomposas, convimos Da-
lo, mas sempre cstivcis e debaixo deste
raio >lo sidas almas, torna-as fecundas
bellas, icrituriasdcuma recompensa itn-
incns e eterna.
Vos n3o podareis mostrar urna dellal que
n.io sej, como bem poderiamos demonstrar
logo, utna flor desla arvore divina, aberla
ao suproda caridado Sanio Agoslinho no 15 capital da admi-
revel obra dos Coslumes da Igrtia Calkolica,
mo.tra como toda a sciencia pratica da mo-
ral so resume na earidade. Este grande Dr.
quu piMietrou tanto as profundezas da dou-
Irina rhrisl3, v desle modo no amor de
rteo, do qual suppe sempre o amor do pr-
ximo insoparavel, o principio e o termo de
tmlas as virtudes Ellas So tolas, com cf-
feito, como tendencias diversas do amor,
outros lanos movimcolos particulares do
coraeflo para com Dos romo soberano hem
soberana perfeicSo, soliera sabe loria, sobe-
rana paz, soberana unidade.
Assim pederamos dizer, imitaclo deste
grande interprete da lei da candado, quo a
prudencia a qual n.io era entre os -
.sonlo a habilitado da astucia, a p
que vos perseguem o calurnoism a flm de
que sejaes os nio* de vosso pai celeste, que
laz pascer o seu sol sobre bons e mos e ca-
lur a chova indlstinclamente sobre osjustos
e injustos.
Ouvi finalmente o teslemunhn do illustre
uctor do Genio do CAri'Kiansmo: (itianto
n earidade, filha de Jess Chrislo, diz o pfif-
losopho-poela, ella sijtnilica no sentidopro-
prio rae e contentamenlo. A religiSo qae-
rende reformar o.coracSo humano e voltar
em proveile das virtudes nossss afTii;<5ei e
nossss ternuras, mvoiiioii urna nova pai (fio,
ella no servio-se para exprimi-la nem da
patarra amor que nSo he bastante severa,
nem 1 patarra amizade que se parda ao t-
mulo, nem da palavra piedade, muito vi-
iiaba dojjguiho ; pas scliou a eipressao
IcAoriMf cari Jaclrr a ^rol encerra a
tres primeiras e letn alguma cousa de
celest, pois dirige nossas inclinscOes para
o c> purificando-as e referindo-as ao Crea-
dor ; deste modo ella nos ensina ests ver-
dade maravilhosa que os homens devom,
por assim dizer, amar-se atravex de Daos,
queespiriluslisaseu amor, e no dr-ixa se-
nlo a immorlal essencia, servindo-lhe do
passagem.
Mas se a earidade he urna virtude christfi
directamente emanada do Elorno o do seu
Verbo, ella tamhom esta em estreila allian-
(a com a nalureza. He nesta harmonia con-
tinua do CO e da Ierra, de eos e da humt-
nidade que se reconhece o verdsdeiro ca-
rcter da rolegiSo. iluites vozes as inslilui-
c,us moraes o polticas da antiguidadc es-
tflo ero contradic.lo coro os senlimento da
alma.
t) t-lir i ..l i-i n i -ni i, pelo contrario, sempre
i'pgoi em harmona com os coracOes n1o orde-
ilitica da "a viiludcs abstraas e solitarias, mas
lm!.'rco''7ar,tee,m"ma pala'vra de elevara virtudes liradas de nossas necessidados e
>i......... ,.hr,. .na rio nolra. uleis a lodos. Elle collocoua earidade como
lempos anteriores ao chriatisnismo: islo
nSo poda ser; como a le da gracia nSo fez
senllo aperfeigoar a nalureza, era misler que
os elementos desta primeira transformarlo
fossem adiados no aeio da propria natura-
ia. As allegos benvolas no homem li-
tiham sido enfraquecidss e circumscritss,
mas nSo exlinctasj e islo provam os versos
sublimes e sempre spplaudldos de Teren-
cio :
Sou homem, o nada do que respeita
a humanidademn heestranho.
a Homo aun, Attmani thil a me alitnum
puto "
Desle modo, lu r.annla le, fraleroidade,
beneliceocia, dedicar;9o eram sent melos
embenlos at um cerlo ponto,.VaaV pro-
piios pagSos, concordamos nislo; ea pa-
la vi a que os rene earidade tomada lingua
grega, tinha viudo a ser j a mais bella da
lingua latina, antes mesmo da consagraeflo
que dalla fez o Filho de Daos. Som diRl-
culdade admiramos com todo o mundo esta
bella passagem frequentemenle citada de
Cicero, bem que su caiidade phlosophica
seja ainds, romo se vai ver, mui pequea,
mui miseravel avista das grandezas e das
magnilicencias da earidade christfia.
No domioio do bello moral, diz, pois,
0 illustre oraJor romano, nao ha nada que
brilhe com mais vivo esplendor e se exlen-
da mais looge do que a oni3n do hornero
con o seu semelhanle: sociedade onde
lo los os boos silo de alguma sorte poslos
em oo n mu ni, he a earidade ou o amor do
genero humano
l-.-ie siMiiHlenlo lem suss raizos na ter-
nura pal 'mal, depois iinin in as familias
pelos lanis do mal inionio 0 da sllinidado,
estende-se fra, primeiramenle pelos ramos
ilo parentesco mais remoto, depois pala ai-
liancas e amiaadea, pelas rel*c,es do vizl-
iiMain; i, pela parlicipacSo nos tnesmos usos
as ni,-siiias leis, pelos tratados e pelascuu-
federaces dos povos, finalmente por um
in.menso l.u;,i que abraca a Inimanidade in-
teira. Mesta lime,i universal, dar a cada
um o que he seu, manler a igualdade entre
lodos os membros do genero humano, lie
observar a juslica ; virtudes que teem por
coinpanhetras a piedade, a bondade, a do-
cuia, a bonelicencis, e lodasas qualidsdes
desti genero.
Que o poola tenha pressentido o que ia ser
solemnemente proclamado por Chrislo, es-
grande fraternidado dos homens, esta
sol lanedido do natureza e de raca, esta
sympatlia universal que be a sua conse-
q'uoncia; quo Cicero tenha prophelisado
1 i ni be n, por as-un dizer, estes son limen-
tos evanglicos, reunindo debaixo do nome
anda apenas conhecido, do earidade lirio
o quo elle poda conhecer de,mais lerno e de
mais capsz de unir os homtis; sabemos
propria fortuna sobre a ruina de oulra, uleis a lodos Ele collocoua cndale con o
depois desl.transform.c3o, podo se chamar una fonle de abundancia nos desertos da
um amor que discerno o bo.n do mal, do vid.
utna maneira 13o prompta quanlo segura e ** ...,,..,.
esrolneosmeosmaislavoraveis para ir a Parece-nos quo serSo bastantes estas noc.lo
lieos com setis irmfios, tirando com solli- geral da earidade, e estes graves lostemu-
rittnle de debaixo dos psdelles as podras e nbos para fazer cornprehender qu3o mal
os espinhoa quo s3o os escndalos e as mi- inspirados s3o aquellos que, nestesullirnos
aeriaada vida lempos, repudiando o fruclo o mais divino
' Doslcniodo'a juslica paga quo DB0 era do christianismo, teem querido substituir
senilo urna tcrpelua e suprema njur.shu- ao amor de Dos sobre todas as cousas, e
niaindade, porque quena ser restricta e uo prximo como a nos mesmo, por amor
>em misericordia no homem privado, im- de Dos, a esto amor mato-que o mundo,
placavolesembrandura no homem publico, mats fecundo que a natureza, mais for lo
sempre cercada de espadas, de foxueir.s.de Tlc a morle, um sentimenlo puramente bu-
torluras, n3o he oulra cousa, debaixo da lei mano, honroso sem duvida, mas fraco, ali.
da earidade, senilo um amor de Dos como limitado e impotente como tudo o que vem
principio de ordom, pro;ieot!endo cada vez do homem.
mais com os progressosdo Evangelllo.a Ira- Privados da luz da fo, elles quizoram pas-
/er os homens ao respeito de se.is uireilos sar sem Dos na oriem da mora como o
mutuos pela igualdade, e a substituir ao ri- linham crido poJcr psssar sen tille na or-
01- de seus sunplicios a dojura da per- dem da sciencia. Depois de ter rcgeitado a
5Us3o palavra revelada, eslo grande luzeiro que
l'or'tanto. forca Ja alma queoulr'ora n.io allomia s almas, repalllraa de MM COM.. as jlllel|ig,nci,s 0|eViJlls 8,SIDaioros
erasenoava OS&nUClO de coragem pela Ys sua graca e seu m"r- nual algumas vozes o humera so prccipilava sobre si tnesmos, pretendern! loucamenlo
namortecom a hrutalidalo do gladiador char na nalureza humana, isolada assim
para divertir a mullilSo, outras vezes af- de seu aulor, toda a virlulc, loda a sabo-
kelavaa insensibilidado na dor como o es- dona, toda a pcrfoicSo, o por consegu ule,
toicoparalisongearo orgulhodos philoso- toda o Teltcidade. KntSo, pois, no soDerbo
phos, osla foica que procurava sempre o sen designio do no fazer nada senSo em nomo
Iriumplio allrontando os porigos e os obsta- do homeiu.pclo homem e para o bomem.elles
enlosa liin de conseguir salisazer a paix3o so osforcaiam para destruir nfin somente a
do poder ou da gloria ou do prazor, heago- i nocSo clinsta, seno ale o proprio nome
ra entre os chrislSose principalmente entro da caridado. E em um seculo vtsinho do
os martyres, um amor sublime que sollrc \ nosso, a luz do chnstiatiismo, um phlloso-
ludo por Dos o por seus irmilos, que per-: pho dirtgindo-se a um pobre ousou fazer
doa generosamente aos seus inimiguS, e nolouvir esta liornvel blasphemia : l'edes-mo
meio do suas torluras,surri mesmo para os,quo te succorra pelo amor de leos? Esta
seus algozes. palavra gola o meu coraco. I'ede-me an-
l'oristoa lemperancaqun n3o era Molo l"S em nomo da humanidade, que elle so
a arte de conservar a propria saude para go-i abrir misericordia, a
zar mais lempo os praseres dos sentidos, l'hilosopho insensato, no Veis que repu-
rustadadignidadeda alma, lio entre osdis- disndo a virludo do ceo por esla virtude da
ripulos de chrislo, e principalmente no pa- trra, poes no lugar de urna doce e fecunda
drecatholtcoounairmS da earidade, um ircali lade, um palillo e estril fantasma 1
n.T..,f costo Je eapiriio o de corpo qu Jc,lo r.S veis que psi us caiidaiiu pnra a nu-
modo se conserva puro de toda corrupco, t manidada, lie remontar Ja rivilisaco a bar-
a/m dedicar-se commais liberdade c in-jbaria, do cvangelho ao paganismo, da l-
leiluencia, aqui em comquistar almas para : berdade escravidfio Ah I por favor con-
heos, all em consolar a humanidade sou' e-. la-nos a historia da humanid.do, mas n3o
duru, -. vas procurar os elementos desta historia en-
V|. Jtre os antropophagos da America e da Ocea-
Esta nica lei de amor, com sou duplo oh- nia. Pede os antes aos povos os mais po-
jeclo, Dos e o homem, he a fonte de lodasiliciados, aos pliiloso.dios mesmo da Grecia
asolnigacOes moraes, o fundamento deto-'o Roma; depois vem, para convencer-nos
dos os precetos, diz SSo Thomaz. Moralia I p la em parallelo com as maravilhas da ca-
iii praeeplis claritatis fundantur. .ridade.
yuemiiaoconhcceoni'gnilcotratatlo del Eis-aqui, charissimos irmos, como so-
liomatnot|ualestesabiojurisconsulto mos-jparando-sc ta fonte nica da verdade e do
Ira de urna maneira ISo eminentemente phi-amor para nao seguir aenSo sua soberba e
losophica.por deduces taosmpleseto ca- tenebrosa raslo, o homem cheg( ao odioso,
ras, 13o lgicos, ao mesmo lempo como o'ao absurdo. Nos vimos em sua applicaco
amor de Dos, soberano bem e ultimo (m
de uossa existencia, decorre doamor do pr-
ximo, islo he de toda a crealura seniolbanle
a mis e destinada para a mesma falici lado;
e como depois, do amor de lieos e do prxi-
mo, esta primeira e dupla lei de nossa na-
tureza, decorrero todas as leis naturies e ci-
vis sobre que respousam a sociedade huma-
na, a ordem da religio, a polica dos Esta-
dos, os deverrs o os direitos de cada um,
asobrigac,csdo individuo oda familia, a
-mi,hule dos juramentos, e a inviolalmi-
dade dos contractos. Todo o mundo moral,
secundo o nusso grande jurisconsulto, gyra
porlanto sobro este nico eixo : a earidade.
Uacon, antes do Domat, o tinha igual-
mente comprobendido. A religiSo clin-la,
de um s feto, diz esle celebre philosopbo,
lomaos homens para lu... aa virtudes,
i i, 11 ni i tillo em sua alma a earidade, que he
llamada convenientemente o laco da per-
leicSo, vinculum perfectionis porque elfecli-
vameuln esta virtude reno e encadea to-
das as outras... He fra de duvida que um
homem cuja alma ar.ie com o fogo da ver-
phos, aoa meninos abandonados, as Magdale-
as arrependidas ?
Mostrmonos pois em Sparta ou em Roma al-
gunii cousa que se pareca com os asylos Innu-
aaeraveis da csrldade. Muito se tem exaltado a
hospilalidade dos amigos e elles desconhece-
ram a mais tocante de todas, aquella que o co
ofierece trra nesses palacios do pobre que
traiein o titulo sublime de Hotcl-Dicu, nos
lian s Dos mesmo parece com eli'eito aguardar
todas as miserias do mundo para as confortar.
Queris alguns rasgos do amor do pobre en-
tre os pagaos ? ouvi.
Pialan, na sua tepnbllca, Platio o maior mes-
tre da sabedoria humana considera o pobre co-
mo um animal Impuro do qual a gente se deve
livrar.
Plauto, interpretando no thcatro o senlimen-
to publico dos Romanos, ditia: Paz bem mal
Muelle que d pao ao mendigo, porque perde
o que di e faz prolongar os solfrimenios de um
nfelii.
Maximiliano Galerio, quereodo fazer a assis-
tencia publica com pouea despeza, uiandou
reunir todos os ineudigos de Roma, metteu-os
em navios velhos, os quaes iiiaudou metter ao
fuodo no mar alto.
Nao queremos diser que todos cates horrores
fossem entre os Gregos e os Romanos, conse-
quencias de sua civilisaco, todava nao pode-
mos deixar de faser observar que estes mesinos
homens que sao tidos em multas colisas como
modelos admlraveis, taires Inimitaveis princi-
palmente na pratica das artes, que exerceram
mesmo algumas virtudes humanas no mais al-
to grao, apezar de tantas lu/.cs, de torca e de
loria cahiram na maior baixesa a respeito da
humanidade e da beneficencia.
Ah he porque todas as all'eicdes benvolas
do homem linham sido desviadas do objecto di-
vino pelo qual sao santas, fecundas, uolversaes
e tinham aldo despojadas ao m, un teinpo da
novel sobrenatural que hs torna duradouras, u>
vencivels, eterna como eos mesmo. Pcidenilo
o amor de Dos, elle linha perdido o amor dos
seusseinclhanles, e pelo peccado tinha cabido
quebrando-se debaixo do imperio do egosmo.
Vasta ruina do mais suberbo edificio da croa-
cao, no seio da qual este monstro do ser huma
no que por natureza nao adora, uao ama seno
a si mesmo, que ludo rrfere a si, m:trc-se de
sua paixo, apartado da prospendade, da su-
bstancia dos outros hoineus, de auaa lagrimas,
de 8eui suore e de seu sangue 1
Ah.' he porque o boinem uo pode veocer o
egosmo com a trplice concupiscencia onde es-
te furioso inimigo tem suas raixes, onde adquirc
todas aa suas forcas acnao por uina forca supe-
rior, por um soccorro sobrehumano que Ibe ve-
tilla do co. Ora esta forca superior a natureza
que o ha de fazer triumphar da eobica e do
egosmo, de s mesmo linalmeute, nao pode ser
seno o amor de Dos reconquistado, o amor
eterno esem limitea, infundido milagrosamen-
te no homem.
Um da pois a earidade viva c substancial
veio estabelecer-se neste mundo para rt-geiic-
ra-lo, ouiiim...... unid deste modo a graca com
suas inspiraces, e cis-aqui ligeiraiiientc essa
historia maravilhosa segundo os testemuubos
os mais autnticos do co e da Ierra.
X.
lieos que he a earidade cierna por essencia,
diz o apostlo, do amor, ainou de tal sor-
te o mundo, que deu o seu lilbo nico, alim
de que todo o homem que er nelle nao mor-
ra, mas tenha a vida eterna. I- este amor de
eos para com hosco se maiiifesta principal-
mente nislo, que Dos nos ainou priucro
quando nos nao oaimivamcs, e estavamos na
iujustica, no criine e na morte. Foi enlan que
elle determinou enviar-nos seu lilho como
victima de propiciaciu pelos noasos peccados,
.mu de que regenerados em seu sangue, rc-
onclllados por seu sacrilicio vivessemos de ali
VIO diantc urna vida divina e panicipassemos
um diada sua gloria depois de termos seguido
seus cxemplos e praticado suas virtudes.
O verbo de Dos, ooedeceudo a seu pai, des-
ecu pois i trra para unir-sc nossa natureza
perdida pelo peccado, abysinada na concupis-
cencia endurecida pelo amor proprio
alim de
no lid do seculo passsdo, estas tristes don-
trinas que desherdam os povos de (odas as
consolat;Oes do co. Quizeram fazer urna
sociedade sem lieos e sem earidade; e os
homens em nomo da humanidade onvia-
vatn innxoravelmente uns aos outros a mor-
te! Foi necessario quo a religio do Jesus-
Chrislo o -lia enlrasso com a caiidade dvi
na, alim de res'abelecor a ordem, a juslica,
a paz, o amor de nossos semolhantes, algu-
ma cousa cmlim que se parecesse um pouco
mais com a vordaieira humanidade, ou los
se antes a perfeicSo della. EntSo a socieda-
de, depois de ler sido abalada, abatida pe-
la tempestado, ergueu-se e lem florescido
debaixo de suas iuspiracOes celestes.
Assim como, depois de urna noite tem
pestuosa, &c vcem as llores dos campos Jci
ladas por Ierra e em JosorJem, anda re-
passadas da chuva,orguerein-so pouco a pou-
co pelo sopro da brisa matinal, e aos raios
do sol que torna a appsrccer, exhallarero
outra vez os seus perfumes no seio da natu-
reza consolada, assim acontece a nossas al-
mas devastadas pelas dbxods, assim acon-
dndeira earidade est em um grao do pir-Jtece as proprtas nacOea quebradas pela lem-
leicfio uo qual nSo poderia jamis chegarjpeslade, quandu verr, procii'ar a inlluencia
eom lodos os precetos e com lodos os ro-]da earidade de Jesus-t.hristo.
cursosda philusopha mural..." \ Ah seu nomo s, este nomo cbeio uo un-
fodas as qualidades humanas que admi-!c3o e d suavidade, quando lie bem colo-
ramos mais, contiuua llacun e queoSo mais
liquidado a nossa natureza, eslo sujeilas
a eicessos; ajearidade smenlo n3o esta su-
jcilaaelles. os mijos ambicionando um
poder igual ao de Dos prevaricaran! e ca-
hiram, Eu subire, disse Satanaz e serci
igual ao Alus.iiim.
ii homem aspirando a urna sciencia igual
a de eos, cabio tambero : Vos soreis como
il- uses, gabendo o bem e o mal- a Mas as-
pilando a urna bondade seniilhanto a bon-
dade ou a earidade de Dos, nem o anjo nem
u homem correram nem tifio de currer ne-
nhum perigo. Nos somos at formalmente
.....miados, a imitar esta caridado infinita :
i A mai vussos inimigos fnzei hem aquol-
les que vos aborrecen]; orai por aquelles
i'ireliendido, dosperla no ospinlo e faz seu-
tir no coraco tudo o que ha do mais sagra-
do nos cos o du mais doce na Ierra. Elle
he a irradiarlo do amor eterno de Dos so-
bre a humanidade decahiJa esolTredora, he
a effusSo da alma misericordiosa de Chrislo,
he o mais puro resplendor da virtude, he a
peifeicdo do cvangelho.
VIII.
Mas, porvenlura a earidade nJo data se-
nSodostempus evanglicos? PJe-se di-
zer gue ella foi desconocida.dos aotigos?
Us proprios pagSos nao empregavam esla
palavra para signilicar todas as alfaice* be-
iieDcoutes dos hutnens entre si?
mu, sem duvids, queridos iranios, a
earidade n3o fui totalmente ignorada nos
c3o para se faierem inlerpreles das necessi-
dados de sua poca. Elles ouvem o grito
intimo da natureza, o vem a ser us cebos
liis della entre os povos. lio por isso que
os homens superiores cstSo sempre adianto
do sou s-'culo, que muitas vezes nSo o com -
prehende. Estas bellas palavras do illustre
orador e do grande poeta que, sem Juvida
alguma, n.io tinha dellas tuna completa in-
telligeucia, si,,, p os, se o quizerem, como
o reflexo, em sua tmaginaeSo, da aurora du
evangelho, cujo sol ia logo nascer no horl-
soule, o qual havta de Iluminar com todos
oa seus resplenJores
E
llex
nell
coma earidade evangelici. O ora lor ro- no5i najCCu de nossa raca, nosso sangue eorrcti
mano, com effeito, cicumscreve a sua ca- e, suas velas, e o genero humano pode contar
ridade no circulo ou dassympathias nalu- um Dos cmsuasgeoealogias. Dos fe-sc II-
rses, o que r.io he : virtude, ou Jos sent- Uo d- hs:r.c:r. afim de que o !-:::=:: rsssg fe:-
mentos fundados na reciprocidad, oque to filbo de Dos, e que a humanidade toda ,-
ufio conslue ..*,. Jotto, como Cicero "'^^l^^^l^-
masmo mgenuamento confessa no nrn des- CODfude desta soric na naiurea hma-
la passagem nfio rec mliecendo nada de na iraD,form.-|,. para faacr da familia de
mais bello que a simples equiJade. Adaouma raca divina, quein nao v que o
Toda a questfio entre a earidade humana alllor dos homens, confuudiudo-sc cnlo com
de Cicero e a earidade divina de Jesus-Chris- o amor de Dcos, cresce por urna conseqtien-
to esta,pois.nesle ponto : fazer bem aquolles cia neccssarla nal proposiccs mesuio doin-
auo no-lo fazem; ou fazer bem Aquellos finito
nesmosqi,_nos'fazem roa,. 0,.f e o, JZ&g&t&lStZSi
foi cnxerlada na estril humanidade para fe-
cundar as almas, para dilatar os coraces, pa-
ra faae-los maioies que o mundo, to vaslo co-
mo o ceos!
. XI.
No dia em que o verdadeiro filho de Dos se
fez verdadeiro filho do homem alim de que
tambem o homem fosse lilho de Dos por urna
verdadeira adopeo, lornaiiio-nos irmos de
Jess Chrislo, nao s cmquaoto homem por
nossa cominum descendencia de Ado, seniio
taiubein cmquaoto Dos, por esla liacao adop-
tiva de seu pai'
* Vede, esclainou o apostlo San Joao no ex-
ipor saber oque ora o genero hu-. tase de sua admiraco, que amor o pal celeste
mano dos pagSos, 0 tambem dos philos.l-nos.tcmq.ic nao squer sejamos chamado, se-
pliosedosUtas: g, po, OM..Jila- *. ^S^T^S^Mm
ceda algumas vezes os limitas da patria,LJ ,'a finmeB1,d^ das bondades divi-
nSo ia jamis alom dos povos alliados e os llas?) iesiercapeito lodo o temor de lllusao e
escravos, islo he, os dous tercos da popu- dc engao, o mesmo lilho do Eterno, dignando-
lacfio do globo incoolestavelmento 080 fa sc leconhecer esle titulo dc nossa adopcao nao
ziam parle delta. Apesar das frases pom- ae envergooba de dar-nos o doce nome de ir-
posas do Cicero sobre o immenso laco que mao na vespera mesma dc sua ascenco ao co,
liga a humanidade inteira, apesar do bello c de sua cxaltato na gloria : lde, dizel a
meus iriiiaos, ipil- eu vou para meu Pai, que lie
vosso pai, para meu Dos, que he vosso Dos.
Ofc isto lie, admlrabilissimo! Ocoracao devera
fundir-se em amor, queiidoi Irmiai Vldcle
aliaren chtritatcm didit noliis Pntcr, ulJUli no-
nlincmur til ic/tus l
Mas d'abi que novos lacos de lema amsade
entre os bomens Hitaos j dc um mesmo pai
na trra, que he Adi, aoinos anda lilhos de
mu mesmo pal celeste que he Dos .' por con-
seguinle duas vezes Irmaos entre nos, como su-
mis perfeito ? Jesus-Christo responJeu no
seu ovangelho: Se amis os que vos amam
onde esta a virtude ? onde esta o herosmo t
E senilo fazeis bem sen3o aos que vos fa-
zem tambem, que Tazeis de mais que os pa-
gSos? Porin amai os vossos inimigos, dai
o bem pelo mal, orai por aquellos que vos
perseguem; entSo vos pareceris com o
vosso Pai celeste que faz nascer o seu sol e
calor o seu orvalhn,sobro os miles como so-
bre os 'bons.
M pois, para apreciar esta earidade para
como genero humano, no sentido de Cice-
iga
verso de Terenci proclamando una sorte
de solidariodade entre os bomens, o estran-
geiro n.io deixava de ser considerado como
um inimigo pelo Romano; elle era um bar-
baio que cumpria, depois de o ler vencido,
quando nfio ssssssinar ao merlos sempre re-
tiuzir a oscravidSo.
IX.
Finalmente sejam o que Coren]para um pe-
" lindos, estas no-
prcssentimenlos,
queiio numero de hoines distinclos, estas no-i mus duas vexes Irmos em Jess Cbristo
bello, nressentimentos.i Al, I se cada un. de meus semelbaiitcs he
bres o inleiiLi i-, estes
estas grande
lisacao paga
contramos a
dias c de todos os paites,
amor natural dos hoineu
. inspiraedes, se coosiderain a civi- meu irmao por tantos ttulos, se elle bei non ra-
que preceden ao chrlslianismo, en- do com tanto amor da parle de Dos, se o cdo
hluos factos pblicos de todos os Ibe deu tanta dignidade c lautas grandezas, que
los os palies, a impotencia deste deveres me nao impe esla fraiernidade......
amor natural dos homens, desla philantropia, Cumpre portantei que eu ame este liouneni,
intilmente decorada com o nome dc earidade,'este Inlelu, este pobre, quem quer que elle se-
porque della com eireito nao tem seuao o nome. ja, uao so como meu semelbantc, cono "m.
Esta humanidade Uo pomposamente descrip- ra inielligeate e crealura dc eos, que traa na-
ta por Cicero, nao impeda o direlto de morte turalmente alguna lrat^oa,inc.o Pjd" e'lc-
do pas sobre os lilhos. a exposicao legal dos mas anda como sua imagem viva, '""""
recem-nasados. os horrores da cscravldo, as por sua mao divina e resgalada a preco mesmo
I nar com elle e comlgo emjsua gloria, ou antes
que eu ame a Dos, nelle e elle em Dos por
nm mesmo acto de amor, com urna ternura de
ni......
Eis-aqui a fraternidade chrislaa O que he
sua alma, sua essencia, sua perfeico, como v*
des, he a earidade. Aperfeicoe a earidade, diz
o apostlo, o vosso amor de irinan : In amore
fraternitalis charilaem.
XII.
Vs sabis, diz o apostlo S. Paulo aos Gorln-
lliios, pira os estimular na assistencla fraternal,
qual foi a bondade dc noaso Sr. Jess hrlsto,
que sendo rico de todos os bens da divindade,
se fez pobre por amor dc vos, afim deque vos
tornassels ricos pelo efl'eito desta sorte de ein-
pobrecimento involuntario.
A esmnta humilia, quando nao he o amor
que a fai. Itepillo enlao oque me olTercccis,
aqui com altivez ou vaidade, all com couatran-
glmenlo ou tristeta, mas ae vos Inclioardea pa-
ra mim cordialinentc como um irmao estende
a mao a seu irmao, se me derdes o vosso coi-a-
co antes de me dar o soccorro deque necessi-
lo, entao o meu coraeio se dilata, c ebeio de
reconheclmenti, se derrama no vosso.
Nao me pesa mais ser adinitlido por lima
parte, por pequea que seja na participacao
dos vossos bens, porque me tuestes entrar an-
tes disto na coiiimunhao de vossas allcicdes e
de vossas ternuras. Ah para que eu conserve
a miiili i dignidade de bomem, para que nao ao-
ja huuiilhado por vossos dons, importa que es-
tabelefais, pelo amor, entre vos e miin, una
especie de igualdade, como o expde S. Jaques
em sua adniiravelepislola, a igualdade mesmo
dos lilhos de Dos.
He o que fez o lilho do cierno : antes de dar
esmola ao genero humano, antes de dar-lhe as-
aistencia e soccorro, e prodigalisar-lhe os seus
beneficios, elle comeca por despojar-se de sua
gloria, alim dc aproiimar-sc m.iis fcilmente
de nos. Faz-sc primeiramenle filho do hoiuein,
nosso linio asa Ado, e desde que lornou-se
vosso irmao, logo que sc uiostroii, por assim
dizer, nosso igual, d*se lodo ioteiroi d-nos
seu coraco, suas alleicoes, sua alma, seus pen-
amenlos, seu corpo, suas lagrimas, seus tra-
balhos, sua vida, sua morte, sua humanidade,
sua divindade, todas as consolaces dc sen evan-
gelho, todas as gracasdos seus sacramentos, to-
dos os attraclivos dc suas virtudes e de seus
exemplos, todas as riquezas dc sua misericor-
dia, lodos os thesouros de sua eternidade.
E agora, depois que fui regenerado por elle,
nao tenho smenle que vigiar na minha digni-
dade de homem, em miuhas relacoes <-,,,,,._,,.
bomens; deves, principalmente, quem quer
que sejais, ler cuidado em nao oficndcr minha
dignidade de chrislu. Deveis em incu chrislia-
nismo, honrar minha realeza dc lilho de Dos,
e em minha pobreza, meu primelro direito
cclesle_fellcidade.
Porlanto, cu christo, lilbo dc Dcos por adop-
o, lriiwo dc Jess Chrislo, herdeiro do reino
do eco, nao posso nada recabar dignamente se-
no de Dcos, ou em seu nome, porque s lie a
elle que posso pedir sem me aviltar; e quando
nc dirijo a vos para obter um soccorro para
a minha miseria, lie como ao ministro dc sua
providencia e ao despenseiro de seus bens :
vos i,.10 sois sen.ni o depositario dos seus dous.
He por isso, charissimos irmos, que o chris-
to pobre pede esmola em uome dc Dos, c
pelo amor de Deas, c o que elle pede a seu se-
mentante mais ry*o, em nome de Dcos, nao he
tanto anula o soccorro m.terlal como urna pro-
va de seu amor dc irmo. h Km nome de leos,
a i 111 I ni, .' isto lie, pl I ni, I hu lile O iniol.
Jepois o -,,i ,.-oi i o.
Mas, diris vos talre, eolio nao fazem in-
ii-iiiiii, i,i, mal aquelles que repellen a esmo-
la como urna huiiiilhaco?
Elles teem razio relativamente .icsmola an-
tiga, a esmoia pbilosu|ihica ou paga, a esmo-
la puramente humana cm una palavra, fructo
deuma generosidade valdosa, ou dc una pie-
dade insultante. Sun, esta esmola, que he a
dadiva do homem ao bomem, em nomo e do
homem be um aviltaincnto daquclle que rece-
be, e loda a alma um puuco nobre nao querer
della a mais pequea pareclia. Mas nao a tem
relativamente aquella que se pede em nome dc
Dos, e se d da parle de Dos; nao a tem re-
lativamente earidade chrislaa, c se a repellem
he porque nao a coinjirehendcm.
Nao, a esmola divina, a dadiva de Dos por
Jess Chrislo, c do hoinem pelo amor, a eari-
dade, finalmente, para tudo exprimir dc una
VOZ ?!!! ama I* ncnmnaravcl palavra. ah. esla
uo liiiini Un a, ella cnobrece e une mais os ho-
mens. Poique de una parle r(nal he o lilho que
se nao cucheria de gloria em receber os dons
dc seu pai, e de um tal pai como penhor de
suas ternuras ? Ede outra parle, como be que
a distribuico mais igual, c sobre tudo mais,
cordial, do que o pai da aos seus lilhos, nao
augmentarla a concordia c a unio dos ir-
mos?
Eis-aqui na igreja oque he o soccorro frater-
nal, a assistencla evanglica, a esmola cjiris-
ta, e esta palavra fere a voasa delicadesa pela
lembranca de ludo o que ella tem de humi-
Ihantc frada f dc Jess Chrislo, chamal-a pe-
lo nome o mais sublime, pelo seu verdadeiro
nome, pelo nome da divina earidade.
XIII.
Jess sempre principiou obrando para depois
cnsiuar.
O exemplo da earidade fraternal l'oi dado, ca-
rissimo IrwiO, mas resta ao divino Salvador for-
mular o prccello antes de consumar seu sacri-
ficio. Era na vespera dc sua morte. Mena
charos filhlnhos, disse elle aos seus discpulos,
filioli, pouco lempo teuho para estar coinvos-
co i oeste momento supremo vou dar-vos um
novo inaiidainenlo, o qual he de amar-vos uns
aos outros como cu vos tenho amado. A Iguus-
instantes depois, o Salvador do mundo reno-
vandoadiviiiaallirmacopclaqualinsiiluia, por
assim dizer, a earidade na Ierra : Sim, conti-
na elle, o meu preceilo he este, amai-vos uns
aos outros como cu vos tenho amado E para
que esta virtude, que elle quer recommendar,
seja bem coinprehendida, crescenlalmiiiedia-
tamente esta explicaco que fai sobresahir, ca-
da vez mais, seu piinclpal carcter. Nlngucm
pude ter um amor maior do que dar a vida por
seus amigos : lajorem liar diltcliontm n'tno lia-
Otl, ut ammamiuam ponal quii pro amicii sitia. "
Meditemos sobre as clausulas deste testamen-
to de amor.
Primeiro que ludo, por que he que Jess
Chrislo falla aqui da earidade como do scuuui-
co niandamenlo, como sc nao livesse dado ou-
tros? Ah! responde S. Gregorio Magno, he
poique lodos os mandainenlos sc referen! a ea-
ridade como ao seu principio, he porque ludo
quanlo o Salvador ordenou cm seu evangelho
depende do amor dc eos c do prximo, assim
como os ramo de urna arvore sahem todos de
um s tronco c dependen! de ulna s raz. Is-
to he, queridos irmos, como vides, inteira-
menle conforme com o que j vos explicamos
mais longamente.
Depois para bem comprchendeio pcnsanicn-
to do salvador do mundo facamos observar es-
tal Ires cousas:
Primeira, que he um mandante novo, logo
anligo preceilo promulgado po
que devia formar como a essenela de sua dou-
Irina. A earidade be, pois, propriamente lilba
de Jess Chrislo, eo preceilo do amor frater-
nal be exclusivamente seu.- Nenhuma rellglao
pude revindica-lo, elle uao he o fruoto de ne-
nhuma phllosophla.
Terceira, que o modelo de nossa earidade he
Jess Cbristo ineaino, o qual nos ainou a pon-
to de dar sua vida por nos. De sorte que de-
veis amar o vosso prximo nao s .nr com o
sacrificio de vossos bcus, de vosso repouso, dc
vossa saude, mas sc sua salvacSo o exegir,
at com aacrllicio mesmo de vossa vida, com
um total de desinleresse, ou quer fortuna pa-
ra voasa familia, quer de gloria para vosao no-
me, nicamente pelo amor de Dos ede vosao
irmo.
Vossa coragem se perturba voaso coracao
bestial.... Vede Jess Chrislo, vosso mode-
lo elle vos d como o exemplo a gnu; i de o
imilar.
Dilata! pois a vossa alma ao sopro da sua.
Ah .' seu amor nao se limita eos judeos, aos sa-
bios, aos homens de bem. Elle estende-se a
todos o homens. aos pecadores, como aos jus-
tos, aos impos como aos piedosos fiis, aos
seus inimigos ns mais ligadaes, como aos seus
amigse aos seus descipulos. Seus inimigos !
Depois dc os ter intilmente reprehendido com
suas mais doces palavras, eiuvo depois dos ter
clieio nao de seus beneficios, i mol a por elles
a mais preciosa de todas as vidas. Porem vc-
dc-o na cruzl... Ames dc expirar, elle ora com
urna ternura infinita pelos seus algozes, oflere-
cendo a seu pai, como expiaeio de seus crimes,
esle mesmo sangue que derrainam suas inos
sacrilegas '
Assim como, brada com todas as suas for-
cas ao mundo novo o aposlolo Sao Joo, temos
reconhecido o amor de Dos para com nosco
por isso queden sua vida por mis, assim tam-
bem devemos dar nossa vida por nossos Ir-
mos. <>
Eis-aqui o espirita do sacrificio, desconhe-
cido do mundo antigo, levado alaos ltimos
limites! he o triumpho, lie a perfeico da ea-
ridade.
XIV .
Finalmente, eis-aqui o cspetaculo maior e
mais seductora que Dos pode dar s sus
crealuras inlelligeutca, no lim dos scalos,
sobre as ruinas do universo, quando o ven.
se assim posso dizer, do Sacramento da pobre-
ta for levantado lace do mundo e vos poder-
des ver com oa vossos olhos mesmo tudo o que
havia de formidavel e de seductor ao mesmo
lempo na sanco que n Eterno quiz dar a lei da
earidade. Ouvi: he Jess Chrlsioquein fal-
la.
Quando o lilho do homem vierem sua ma-
gcsladc e todos os anjos com elle, enlo ac
sentar no throno de aua gloria e todas as na-
edessero reunidas diantc delle; elle separara
Ulnas das outras como o pastor separa as o ve I lias
dos bodes e collocar as ovelbas i su/a direiu
e os bodes sua esquerda.
Ento o re eterno dos secutas oir aquelles
que estiverem asua direita : Vinde, bemdilos
de meu pai ; possui o reino que eslava prepa-
do para vs desde acrcaco do mundo, porque
Uve lome e me destes dc comer, Uve sede e
me deste de beber ; eslava sem asylo e me re-
cebestes, n c destes-mc vestidos; enfermo e
visitasle-me ; preso c viestes ter coraigo. Eolio
os justos Ihc dirao. Senhor quando foi que vos
vimos ler lome e vos demos dc comer ? quando
uvesles sede, e vos demos de beber ? quando
sem abrigo vos rccolhcmos, c quando n, vos
demos os nossos vertidos? Quando estiveste
doentc ou prezo e vos visitamos f Eo Hei da
qlorin Ibes responder: Em verdade, vna digo,
cada vez que o huestes ao menor de meus r-
maos, foi a mim mesmo que o lizeates.
Depois dirigindo-se para os que estiverem a
suaesquerda, Ihcs dir: Ilelilai-voi de minha
presenc.a malditos, lde para o logo eterno que
fui preparado pelo demonio e por seus aojos,
porque live fome r.ao me destes dc comer ; ti-
vc sede e nao me destes de beber ; estire sem
asylo c nao me rccolhesles, n, e nao me ves-
lisies; prezo ou enfermo, c nao me vlsitastes.
Ento estes tambem tomarn a palavra c
Ihc diro : Quando toi Senhor, que vos vimos
ter fome, sede, estar sem asylo ou n, prezo
ou doentc c nao vos soccorreinos ? E elle Ihcs
responder : Em verdade, vos digo, cada vez
que o nao lizesles ao menor ne meus irmos,
por que foi a inini que o nao Hzestes.
E estes irao para o supplicio eterno ; c os
lustos para a vida eterna.
Eis-aqui o que leiuCSCli3&s3880 crs...cr:.o
da pobreza. Considcral polsaquelle que se diz
occullo no mais pequeo de vossos irmos,
tende piedade de Jess Chrislo no infeliz que
vos supplica e respeilai filialmente debaixo dcs-
ses andrajos a magestade mesmo de Dos. JVao
esquccals sobre ludo que a aeco judiciaria, no
grande dia das relribiiivfle consistir toda nlsto
c nicamente insto: Como observaste! lei da
assistencla fraternal?
Porem vede tambem a aan{ao divina do
iiian! miento da earidade. E dillerenlemenlc
dos legisladores humanos que nao sancclonam
suas leis seno pela amcaca do casligo, vemos
aqu na mesma proporco a recompensa ao lado
da pena: eternidade dc goio para os observa-
dores do preceilo, assim como para os viola-
doies delle eternidade de suppllcios. Assim, n
quer a suprema igualdade : assim odecretou a
soberana juslica.
Treme! pois infractores da le divina; mas
vos ota almas compassivas. regozijdi-vos.
Taat sao charissimos irmos, as fecundas
emanaedes, os fruclos davida, asgiandczas, as
sublimidades, as magnificencias, ou antea,
como diz Sao Paulo, a largura e o comprimeu-
to, aalluraeaprofuiidida.de, lodasas divinas
dimencocs, cm urna palavra, da earidade nu-
Caridadc ebrista pois em quanlo esla virtude
tem por objecto ao nicamo lempo eos e o pr-
ximo quer dizer no senlido mais perfello pos-
sivel, humanidade, fraternidad, assistencla.
porem inlloitamenie anda mais que islo ; ella
diz amor do pioximo como a si mesmo e debai-
xo de alguma relafo, mais que a si mesmo em
eos, por Dos, por amor dc Dcos : islo tac
amor humano divinizado, amor sobrenatural,
amor universal, amoranectivo o elteclivo ; por
uuc a earidade de Jess Christb encerra nao so
M senlinientos iolimos destas virtudes moraes,
sobrenaturacs, mas lodas as manfesucoes,
todas as obras que sao a sua prova exterior o
nalpavcl: o allivio das miserias corporaese.es-
- i .i: ..... .1 t mi i> n noiipril filil I
iriuaesj os beniliciosde lodo o genero como
ijnaes dc cominiserafo, os soccorros de di-
versa natureza, a prolcco do infelii, a ins-
trueo gratuita, os bons consclbos, a conso-
lacao as penas, as exortafes no desespero,
a correco fraternal a edllicaco do bom exem-
plo, a paciencia a benigoidade, a inansidao, a
docura das maoeiras e das palavras, a indul-
gencia para com as fallas das outras, a toleran-
cia das pessoas e das opinloea, o recelo dc nu-
inilhar e dc otlcnder noasos semelbanlcs, o ol-
vido das injuria, o amor da pas c da OOOf'-
dia, o desinleresse, a ded.cacao, o expirlto m.
sacrificio, o humla, dos cmodos, do re-
pouzo. do bem e da proprKZVidaem certa. ,.Ou
Suena, de eiterminio, o desprezo dos bomens, dc: sangue .
nalmeiite o leu sacrificio por hecatombes, nos Cumpre que eu o ame, nao so porque nc meu
ih.iro nara dlvertimenlo da mulUdo. irmo pela ordem da nalure, pois uescenae ua
'"rbe^e.rc.mc.gr'ai.. apena,' er. compre- inesmaVc. -., -*"_? S?^ ~SSZ13, ^TZbmS^rKri jo," germen, ora
hendida entre os povos pagoi; a compalxao ambos ana raca divina, como o -o, por urna mscnu.m ,, a
do. desg.ac.dos era reputada umafraqne.a ; e ordem mal, .levada por conuguinte a.nds mal. perfei^odo amor ,^. p^g ^ ^^ ^
assi.iei .i a do pobre em geral, quera uo. prova real. ._,,,,, rhrlaiao
que foi pratica.'a entre elle.? Onde e.l.va.n es- Cumpre. enj amaMlnn. que NOaajcai0 Cfcrlalio. llia,ldimeD,0 de .e,u,CUrU.
BESTS^^ ......5od'ma'
i?^^nk;
perulade que Ueoa 6-'. I .,,.,,. du
w pral aaasid. .
preceilo do amor fraternal.
fiel observancia du


.*Ur-

XVI.
A historia no* entina, charlssimot irmaos,
que o.postlo de ceridade, Jtfo Evangelista
sobrecarregado de nos e de trebalhoi, ,e
laaia levar ..s etie.ublit do fiel*. Nao poden-
.lo far itt.it longo* disoursiot ""1,1""3,1;,
repetir cora un eiprcsso ofeeta de ternura,
estas palavras do Divino Salvador. Meut oha-
roirllniuhos, filioli, nal-roa uoi aoeoulroi.
Cancados de oul-lo repetir coniiantemente
estas paUvrai, umdlateiit diicipuloio interu-
uam deite modo: Maatre, porque dlaeii aempre
i ineiina oouta ? Sao Joiolhea deu elU respos-
M digna do discpulo do amor: Porque este
lie o mandamento do Senhor c se for observa-
do aera bastante. Quia prtcrptum Domini, l
I r< olum tat sufficit. ,._
Ccrtamente isto he bastante para o hornera
e para a socledade ; para a vida presente como
par. a vida futura porque abl esta a periUelo
'ilil eal a fellcldade, ah ett* a plenitude dos
destino* humanos I -
Ah ae ai nuvens sombras que desde lao
longo euipo ameaeam o inundo, nao folien,
ainda corladas pelea ralos do .mor divino se
Dos, que he o Toco desie amor, nao o alimen-
taste na trra no selo de tua Igreja, se elle se
extinguiste em uossat almas, desesperaramos
.la talvacio da humanldadc. Mas ha de aconte-
cer brevemente, temos a doce conliaiifa disto.
que os homens, desengaados de tua propria
tabcdorla, e reconhecendo a inculcada de tua
polilica para consolidar a ordem aoclal, se
aproilmaram de Jess Chriito para receber a
vida, que elle velo traicrao mundo c que elle
communlca aos seut discpulos pela candarle
Baila elles tomaro parte no espectculo o
nals arrebatador que a religiao pude dar a tr-
ra, o de urna socledade unida pela prohtsao de
urna mesina f, por um inesino espirito de
amor, nao leudo seno um coracao e urna ai-
iin, c oll'ereccudo ueste mundo nina imagcm
"sin.'chafisilmos Irmaos, nutrimos esta con-
solador, esperanca que val augmentando cada
da no fundo do nosso coracao. Ah. e la re-
beuia a uosso petar cm transpones de alegra,
nuando vemos tu.lo o que se fat, cm Dome ao
uno. de Ucos c do proilmo, nesta grande clda-
de, orgulho da F.anca,j ( no dlier incsnio dos
outros povot) a capital da civihsacao, pela glo-
ria das sciencias c .las lettras, asilm como pela
nrlanldade de seus habitantes, c que pode com
juila raiao chainar-se aluda a capital da carl-
dade, por causa da multidSo de suas creacoes
caridosas, de seus eslabelctimeutos de bene-
ficencia evangclica.de suas ohias saolis de to-
da a natu.eza.
Percorrci o inundo desde o norte al ao sul.
desde o oriente al o occidente, e mostrai-nos
um lugar, se poderdes, ou.ic o supcrlluo da ri-
quea se dilluuda mais abuod.ntc e mais cn-
genhosaineulc sobre as miserias humanas. Ein
ni mIiii ii. i parle se da mais neni melhor. princi-
palmente nao se da melhor, isto he, com mala
conlcnlaiiicnlo e com mais delicadtia.
Insistimos nisso, carisiiino unaos, porque
n modo de eaercer a caridad*, segundo o lesle-
niunho do santo apostlo augmenta ingulai-
niciile a sua ill'icacia c o scu mrito. All, inals
que cm nenhuina oulra parle, a desigualdade
incvilavel da fortuna e das condiedes parece
desapparecer, ell. he compensada pelo menos,
lauto quaulo he possivd, pelo espirito de sa-
crificio, pela espontaueidade das dadivas, pela
benevolencia dos proccdiinentos, pelas atten-
eflet do amor, pela ternura da dedicacao, por
ludo que desarma a inyeja c uue os homens en-
tre ti. i
Parit/ cidadede inaravilhas, cidade sem ri-
val, oque me admita em teu se.o, n!o sao es-
tes palacios retplandeceutcs de ouro, onde as
grandezas huinau.i de scrulo cm seculo tein
deixado ao passar com o vestigio de suas recor-
dares, o esplendor de sua magnificencia;
nao sao tttet muscos oude se paicnteia, pelos
cuidados da tcienria, aos olhos maravilhados,
aqu at pruduccocs dos diversos reinos da uatu-
rea all ot primores das arles c da industria ; nao
sao nema columu que eleva o grande impe-
rador at aot cos, com csia espiral de bron-
e onde esli gravadas para assombro das gc-
racoei futuras, os (alto d'armas. as victorias c
as couquistas de que se euchem urna das vidas
at tuais prodigiosas da historia, nem este arco
de trlompbo levantado gloria do graude ex-
crcito, o qual excede todas as proporcoes co-
nhecidas dos amigos, cm materia de temclban-
tes uionumculos, e cujo ceutro carregado de
Iropheos militares, parece de longc querer con-
fundir-sc com a abobada estrellada.
O que admiramos sobre ludo, o que los
agrada, o que Del loca, o que contemplamos
com es lase, be o espectculo desla caridide
acliva, iufaligavel, que te multiplica em lodot
ot pontos da capital, para correr em socorro
dos pobres, do eulermos, dos vclhos, dos doen-
les, dos orpbos, dos ignorantes, dos desgana-
dos, dos detamparados, dos cegos, dor surdos-
mudot, dot alienados, dos presos, dos cuu-
deinnadoS: de todas as victimas cnilim do vicio
uu d. miseria, levantando em nmiie de Jfu
Chtalo, magnificas babitaccs para esta huma-
nidad* pobre c lotfrcdora, edillcaudo hospitses
e hospicios, errando csciiplorios de bcuellcen-
cia, cstabeleceudo dispensatorios, conslruindo
catas de refugio, dotando escolas, abrindo sa-
las de asylo, e recolbcndo uestes diversos mo-
nuuicntus de scu lelo, todas as cofermidadet
ripiituaes c corporaes, nao para eapo-los as
vistas dos sabios como objeclot de curiosidad
oude estudo, mas para cuidar dellas, para mi-
tiga.las, para cura-las, se for pottivcl recor-
renda a lodos ot recuso, da arle e cusa dos
niiii dispendiosos sacrificios-
Klt-aqui os palacios e os museos da religiao
que ni i ni.un ao lado dos seus templos sagrados
com um esplendor diante do qual empalide-
cen! todas as gloriasda Ierra I
Ah quanlos bracos, quantos nobres cora-
yoet e piedotat associaedet de que a caridade se
serve para combaler todos estes males Alin
das astoclaces geraes que se diflundein em
lodos osbairros de Paris e vo procurar a mise-
ria dcbaiio de todas as suas formas, diiigindo-
sc cada urna dai dores da vida alim de des-
Irui-las ou ao menos de calma-las, de eucou-
tra-las por assiin diter, no nielo de tuat divi-
na* consolacdes, ha aluda em cada parochia
edificios particulares, dos quaes o sacerdocio,
inspirador ordinario e alma de toda a creaeo
i-ajbulose, he mais especialmente o centro, o lo-
co sempre rdeme c que soccorrein as necesi-
dades as mais urgentes do pobre e dot infeli-
tesnesto porco de nosso rebaoho. Aqu no
poderiamos euumerar-vos urnas c outras, tao
numerosas lio ellas, c a lisia su dcstas assso-
ciacci e dettet edificios com a limpies eipotl-
aode seus estatutos que se Imprime ueste
momento por nossa ordem, I'ar um livro que
na pequenbct de seu volume, !ia de ser um dos
mais bellos inouumenlos levantados gloria da
caridade de jess Cbristo.
Aiuda menos pederamos diicr-vos a mulli-
dlo de homens e de mnlhcrcs de toda a con-
dlco e de toda a idade, que tomam parte nes-
lat obrat. Sao em primeiro lugar os pastores
das almas, os quaes, depois de as ler nutrido do
pao espiritual, do aiuda, qu.ndo pudein, o
pao do corpo as suas pobre ovclhas. Sao cstat
li'gioet de saotot padres, vlgariot lambem da
caridade de Christo, para o aervico qur da pa-
rochia, qur dos hospitaes, qur dat prlaoi-s ;
depois estas outras legies sagradas, que coad-
i'iv.iin lo poderosamente nosso ministerio,
queremos dizer as diversas ordens de padres
regulares estabclecidos na diocse em segui-
incnlo dos quaes vemos a milicia mais humil-
de, porin mu popular, adiniravel pela sua de-
dicacao, dos irmaos da doutrma chiistaa.
Ao lado detlcs hroes da caridade se collo-
,nii as virgeos consagradas particularmente ao
teu culto: as iilhasda caridade de San Vicente
de Paulo, as agoslinhas do Ilotcl-Dieu, as hos-
pllaleiras d San Thomaz de Villa Nova, as ir-
naas da caridade de Nevers, as Irmas de Santa
Alaria, as de Santo Andr, as de San Jos, as de
INossa'Senhora do iiom Pastor, e tantos ouirot,
culo* noinet ctcapain nossa memoria, as
fiuacs, tcinelhantesas industriosas abelhas, tra-
bilbain a poriia e cuiu urna sania rivalidade,
c -. seut retlrot, em preparar para os membros
solTredoresdeJesusCbristo.oineldas suavida-
des celen**, o balsamo que deve cicalriaar suas
C Mas'll que o espectculo augmenta e torna-
se cada ve. mais tocante! Do telo mesmo do
mundo corrern, debaiso das baiideiras de Jess
Ubrlsto, chelas do tanto zelo da caridade, co-
hortes sein numero de cbrislaos ricos, de man-
cebos distloctos, de honettos operarios, os quaes
derraraam sobre ot pobres, com urna larga
arte de teusbens todas at consolares divinas
humanas: s3o as numerosa* conle rencias de
Lu Vicente de Paulo, a* sociedades de San
Krancitco llegli, de San Francisco Xavier, do
ralroclnio de San icolo, dot amigos da in-
fancia, dot aprendizet e de outrot aluda que
somos forcadoa a passar cm silencio
Mas quetn poderla diier principalmente o te-
lo deltas mulheret clirislaat, as quaet tsbenrio
onclllar todos o* devrret da socledade e da fa-
.nllla com as oceupaedet da mais acliva bene-1
ucencia, moatram-se anlamente orgulbosa* de
sen titulo de dama da carld.de, ou da miseri-
cordia, ou da inatcrnldadc, ou dat prllet, ou
do patrocinio, ou de Sant Anna, ou de Sinla
denoveva, u doi pobres enfermos, ou dos hot-
pliaes, ou dat sallas de asylo, ou dot balrrot, <
por um acto heroico, faiem-se mendigantes em
proveito dos inlseravi-is; tubllmet mendigan-
tes de Jetut Cbrltto, esicndendo a mao para to-
dos este* ettabeleclmenlot que acabamos de
mencionar c para os que nao mencionamos,
entre os quae* nao nos he todava permllildo
omlitlr a obra dos Petits-Seminalrct, a dos Car-
ios e o de Mara Therea I
Els-aqul o grande exercito de Jetut Christo,
para o qual pedimos ao co arcot de trlumplio
pomposos e tubllmet differentemente dos da
trra, quando debalto da vista proplietlca de
nossa f, teu divino chefe appareceodo-nos s
ponas da cternldade, na frente dos seut, de-
pois da conquista do inundo pela caridade, sol-
tamos com o psalmisla este grllo de victoria :
. Principe da milicia celeste, abr at vottat
portas! Abri-vot, dllatal-voi, porta* cele-tei
para que dcii passagein o rei da gloria I E ot
aojos reiponderio; Qucni he ette re de glo-
ria? E ni cantaremot: He o tenbor, o for-
te, o poderoso! He o Senhor que trlumph. nos
cmbales do amor contra o egoiamo, que tua-
j'iga seus inimigos forja de gracas e de bene-
Vas cmquanto senjo faz esta entrada trlum-
pbal, bendito sejals ueste mundo, todos vos
que com tanta coragem e peneveranca vot en-
tregis aoa penivels trabalhos, as fadigas quotl-
dianas da caridade Sein duvida o vosso cora-
cao chelo de esperance e de amor abl enconira
consolaste* inefavels. mas ao lado dcstesgozot
lulliuos da coniclencla, ha tambem algumas
vezesbcui repulsas e huinlIhacSet, inultos en-
fados c engaos. Ah! Dos o vi: olhaiparaa
recompensa c consolal-vo!
Ilcndito sejals, vos todos, joven* christaos,
que fugindo doi cipcctaculos e dos praurea ao
mundo, achais vossa fellcldade cu. visitar os
pobres, em recolher ot meninos abandonados,
em Instruir uns cm seu* deveres, em dirigir ou-
tros em seu tirocinio, em morallsar os jovent
operarlos, em pagar as habitaedes des tea. em
latisfazer as divida daquellcs. em rehabilitar
os calamentos illisltlmos, em consolar ai lami-
lla* aujeitas as provacdei, em loccorrer 01 In-
digentes, cm cniugar nalmcnte ai lagrimal
de lodos o lufcllzes!
Benditas sejals, inulheres cbrisOas, que con-
sauracs osuperlluo de vossas riquezas, de vosso
Icmpo. c mesmo de vossa ternura de mal, ou a
conservacaoda virtude, ourcpaiacao da In-
nocencia, c prodigallsais os cuidados os mais
tocanics aquellas a quem chamis vossas hlhas
adoptivas c vossas irmes cm Jess Christo,
uas caiai de patrocluio, ou as olHcinai, na ci-
dade ou nos ai rabaldcs. Sanias herona! da ca-
ridade, os nomes de muilas de entre vos, com
a lembranca de vossas obras, podcraui escapar
nossa memoria, mas nada be esquecido.lian-
te de Dos, nada o lie em nosso coracao de ar-
cei Ispo : benditas sfjam vos todas para aeui-
btc! Eabcncoadas sejam vossat familias, voi-
sos filhos, finalmente tudo quanto vos b*
Ah! o vosso arcebiipo folga de derramar
deslc modo sua alma sobre vs, com suas allec-
tuosas heneaos I Elle tente-te feliz c orgulhoso
de contar-vos entre o seu rebanho. Oh. >i>s
Ihe prestaes um loccorro immenso no cumprl-
menlo do sagrado ministerio; e por vosso dedi-
cado concurso aligelralt o peso de tuas tolicl-
tudei, voi o aluvial* de urna parte de tuai ler-
rivel reiponsabilidadc. Elle vos agiadecedlan-
le de Deose por Jeiut Christo, e ahm de licar
luite para com vosco, protnelte redobrar, por
ro, suas supplicas e leu amor no altar do la-
Ccrtamente (comprazemo-uos ao findar, cm
proclamar eala intima conviccao a face dn inun-
do) se Paril fosse amcacado pela colera celeste,
coiiis outr'ora as cinco cldadei peccadoraspor
causas dos crlmes numerosos que nellat te
coininctllam, ^ossa caridade, charlssiinoi Ir-
maos, mais orte que a inlquidade, desviarla o
ralo Irlngador e Dcos deliaria subsistir esta
rande cidade, por causa das obras caritativas
que nella tendea felto Assim, consoladores de
Paris em suas miserias de todos os das, sois
anda os seus salvadores dame da justica alvi-
na Sim, queridos liles, vos dais a sociedadc
oribunda vida que bebis primeramente
para vos, para vossa alma, nadlviua canJaue.
O' raridaJe amor de Dcos c amor de nos-
sos irmaos, que emanis Incesiaulemcnte do
coracao de Jess como de uuia onte ineigota-
vcl. vi mcsina sois a vida da .lina e a vida da
cltdailc. Vinde pois destruir em cada um de
nos at o ultimo vestigio de nosso egosmo e de
nossa cnica, depois absorvel entre nos todos
os elementos de dlviso, causa dai ruinas dos
povos Fazcl divina caridade que lodos os hd-
uicns uao coniponliaiu mais que urna grande
familia de irmios, que elles nao conb.ec.am nem
eicluso uemlimllescni las mutual aliel{ocs.
auc cada um dellei, cm urna palavra, concorra
para a harmona universal, sacrilicando-ie por
lodo! poique ha lugar para todos no coracao
que abril para o Individuo, para a familia, para
a cidade, pare a patria, para o muudo, para o
uuiverso. .
E ser a nossa prsenle pastoral lida na prati-
ca da inissa parochial, nas igrejas c capellas de
nossa diocese, do domingo depon de sua recep-
"'o. ..... .
>aa cm i-aris ueuniu ue umiu signai e sciu,
de uosias armas e rubrica do secretado gcral de
nosso arcebispado. .
Domingos kugino Marta.
(Uo Numeitr.) _
PERMAMBUCQ
Henartico da polica.
DA 17 DEJUUIO.
Illm. e Exm. Sr.-Segundo as parles que
me foram dirigidas consta teretn sido pre-
sos minlia ordem, o pardo Manoel JoJo
dos Sanios, para averiguaces policiaesj
ordem do subdelegado da freguozia de San-
to Antonio, o creoulo Januario Candido
ICugenio sem declaracSo do motivo;
orJem do subdelegado da freguezia de S.-
Jos, Caetano de Souta Monteiro, por ter
quebrado a cabera de um preto ; o do sub-
delegado da freguezia da Uoa-Vista, o prelo
Jos, escravo, sem declararlo do motivo.
O delegado do termo de Nazarelh partici-
pou em olllcio sob a data de 10 do correle,
que nos limites daquelle lermo com o de
Po-d'-Alho entro os engenhos Cursahi e
Lavagem no dia 18 de julbo ultimo so acha-
vam de emboscada tres individuos bem ar-
mados e que, tendo elle, e o delegado de
Po-d'-Allio a quem tambem chegou esta
noticia feito marchar duas forcas para alli,
nada mais haviam ostes encontrado alm
dos vestigios do se ter faito a mestna embos-
cad!.
Dos guardo a V. F.ic. Delegada de poli-
ca do primeiro districto desto lermo, 17 do
julbo de 1852. -- IIIm. o Kxm. Sr. Dr. Fran-
cisco Antouio Hibeiro, presidente da proviu-
cit. -- Antouio Itangel do Torres baudeira,
delegado.
Pubhcayao a pedido.
Do co desee um ralo de luz n pOe
termo ao chorar, ao praolo
desumporscao, ao delirio !
Corrern doces rteles lagrimas, ex-
presso t alivio da saudade e da
dr.
Um hornero havii, ainda lia pouco, cheio
de sevo e de vida, de mocidadee vigor. Fe-
liz porque era idolatrado por urna espoza
virluoza, cheie de espirito, mooa a bulla.
feliz'porqueera amalo por urna lia, sua ei-
Reltente mi adoptiva ; reliz porque era ama-
do por todos os seus, e por innmeros es-
t ran los.
Que maior ventura sobre a trra, do que
ser assun idolatrado e amado por tintos e
tSo paramento como o era eue botnem 11 ?
F.ello nilo era smente amado: nenbum
diasabor, nenham remoreo pertorbava a
(ranquillidadcde sua alma, nem a doce pn
em que vivia no aeio de sua familia, onde se
Ta revivar em qMtro belloae indi tenros
fructos de seu doe e poro matrimonio.
Feliz inda porque em leu coracSo nilo
dava ao odio um momento de guarida, per-
doando aempre as ofTensis; felix porque um
sii feito nSo podia nutrir contra ello nem
odio nem um.i querer.
Feliz porque som reflexo e sem calculo
e s por mero impulso de seu coricSo, pro-
curava fazer feliz, ou mitigar as ponas do
todos os que via so*rer.
Como maior ventura sobre a trra ?! ven-
tura paciflea e tranquilla, sem o estrondo
das grandes glorias mundanas, sempre, a-
companbadas.por duros penares!
Duarte Cocino de Albuquerque Mello, era
o nome'desso honem. Nome glorioso e aem-
pre glorioso a seus filhos e a todos osseua ;
nome seoipre grato n saudoso a todos que
com elle trataran).
Duarte ja n3o existe !..
M9o latrocina disparou sobre elle um tiro
mortal I... e em tres das Qnou-se...
MSo latrocina, latrocina e ingrata, a quem
ello dera guarida, trabalho e pSo!
Como viver sem soffrer?
Duarte nunca soffrera, porque nSo teye
grandes penares; e sua alma grande sabia
disterrarcom ar risonbo todos os sofTrimen-
tos ainda os menos communs, por isso leve
utna agona de tros dias e agonit bem cruel
rulan fu que sofTrcu.
Duarte sodreu todos os tormentos causa
dos pelo rerimento e pela quela ; soffreo
porque deixava urna mulher consternada,
em cujos bracos se va ainda recostado nes-
sesdias de agona ; soll'rou porque deixava
seus tenros filhinhos, que felizmente nSo
via entilo.
Duarte solTreu, soffreu com grande cora-
gem e resignado ; porm nSo aollre mais.
Feliz quem se vai dessa morada de pro-
vaneas, em gratja de Dos.
Feliz quem se vai chorado por tantos
Feliz Duarte, que repousa na mansSo dos
jusios
Soflre quem fica, pols dte combaler a
tristeza e a dor, que ciuiam a morte.
SolTre quem fie*, pois deve procurar o
prazer e a alegra, que dSo vida.
SolTre quem llca, pois sent a saudsdo e a
falta do queso foi
Mas Doos tambem lica que supre a tudo e
a todos !...
ConsolicSo!...
nanlos e qu9o caros e doces lacos rom
peu a mSoassassioa, dispedacando easa vida
preciosa .'...
Duarte, o meu Duarte cholo de vida e
vigor.'., roubaram-m'o... nSo, elle no
morreu, malaram-o'o 11 eis o que frequen
temente repele consternada e quasi em dili-
riosua idolatrada consorte !...
Quantos maridos hel eu visto como elle I ?
Onde encontrar um par tSo feliz ?
Raso, rasSo do sobra tem a consternada
esposa Ella no superara a sua dr se Ihe
no acodisse o bem do co.
O' meu Dos! Soccorrei-me !... a
i.i'iiiiira-su ella ou lembram-lhe este sao-
to remedio.
Quem j ochamou do intimo d*a!ma que
o no encontrasse em sua afflic3o ? I...
Desee do co um raio de luz, e pio tor-
mo ao excosso da dr !
Duarte he feliz no seio do eterno, lie pre-
ciso viver: seus filhos a salvam ; seus filhos
todos ainda de idade, em que nSo sabem
sentir...
Corrern doces tristes lagrimas, expressao
e alivio da saudade e da dr...
. Duarte ... exclama sua mi inconso-
'vel
Filhos assim tenho visto; mas filhos de
ni .lis que Ihes deram o ser.
Duarte, Duarte....'! clamam tantas vo-
zes amigas, cortadas por suspirse ligri-
mas t...
Tantas vozos de eslranhos, que o nSo po-
den) esquecer um momelo I...
MSo cruel assassina I Como cortaste o fio
dessa vida a tantos lio catira ?...
Terra desgranada sobre si ctlno a mal-
dicSo do Senhor...
Oque nos restar de Duarte i1 Urna grata
recordagao de seus dits pacficos;
Doce consolado para os que amam sua
memoria.
E como ha rasSo para lauto sentir...
Anda ello era menino, e sem arte, ja seu
co'acSo a todos sabia agradar: com pura
ingenuidade, j prudente discripcRo, ctpti-
vava lodas as aiTeic.Oes. OrphSo do mi, se-
guio a carreira das letras, na qual tinha a-
penas entrado, qutndo se finara seu pai.
Urna ta sorvio-lhe de pai e do mai, seus r:-
cursus eraui irauvA iiIo Brain pul couso-
guinle as privates de seu pupillo: mas
Duaite era todo conformacSo ; sua alma
grando nunca soube sontir privices. Cur-
sou a escola juridich de Olnda, cidade nini-
to sua amada, pois nella nascera ; e entre os
seus companheiross deixou amigos e af-
feiQes. Assiduo e estudioso, ganhou mais
que a aeicao, ganhou o respailo de seus
meslres. Seu trabalho era cornado pelo a-
proveitamenlo com que sempre se distin-
gui, favorecido por notavel talento, e feliz
memoria. Com vinte e tres annos de idade
rocebeu o grao de hachare!, e foi ealabelo-
cer-se, como advogado, na comarca do Ca-
bo, rosoluto a ligar sua sorte com a de urna
virtuosa donzella, cujo coracao correspon-
da s palpitarles doanu, e cujo nome, do-
ce para elle, era o deleito de sua alma en-
tretida por sonbos lisongeiros que, nas ho-
ras do repouso sua imaginafSo construa
emquanto que com o trabalho e paciencia
visava no futuro o da cm que seu amor pu-
Jesse ser coroado por um triumpho sa-
do. ,
Tres annos depois, em um domingo .lo
EspiritoSanto, os votos de seu coracSo fo-
ramsatisfeitos. Duarte ctsou-se.
Entao deixando a villa do Ctbo onde resi-
da, foi habitar em um sitio retirado, coc-
cupou-se da agricultura, alen dos traba-
lhos forensos.que nSo deixara. Passadostem-
poscomec.ou a assenltros fundamentos de
umengennode assucar em outro sitio para
onde se passar*. Cornos fructos de seu tra-
balho constante e eturado, e de sua regrada
economa, preparava assim um garante d
educacao e do futuro desous qualro filhi-
nhos que ja conlaYa.
Seto annos haviam decorrido, depois que
se castra.
Tudo era prosperdadee esperance..........
Nunca elle deixara a prolIssSo de advoga-
do, que exerceu sempre com summa habili-
dade honra e dignidad, o que Ihe ganbava
cada dia maior crdito e clientella. Algumas
vezes exerceu interinamente, bemquecons-
trangido, as funeces de mgistrado, quan-
do as circumstancias da comarca exigiam
delleeste sacrificio, pois nunc*negara ciu-
sa publ ica seus moderados servidos. No exer-
cicio das funeces magistraes, soffreu mur-
muraces do partido a cujts ideias se in-
clinava, por nSo condescender com seus ca-
prichos egostas, ou nSo acompanba-lo em
seu exaltamento ou excesso, quanJo cum-
priaaleicom vigor e equldade. Aspaixes
politicts nSo deixam comprehender um bo-
niiMii assim. Quem mais tolerante do que
elle !
Duarte nSo procurava smenle mitigar a
pena do que via sollrer: nunca vi maior gos-
to para servir sem ostentacSo, e com tanta
.2
simplicidade, ainda mesmo com prejuizo de
leus interosses, elle voav de orna a oulra
parte, onde quer que sa precisa va del le :
nao pareca um hornea de sua potifio. E
como ae prestava ao grande, prestava-se ao
pequeo, assim ao de coadicclo livres co
mo ao escravo. Suis maoeiras tfio francas e
singellas, pormettiam que todos se Ibeabris-
sem, e de lodos o ftzlam amigo. Com que
.razer contemplava ella um homem assi-
duamente dedicado ao seu trabalho, e como
o ajudava em seus exforcos I i"
Sua face, fora das horas de prnocupicao,
sempre prasenteira, levava a alegra e o
contentamento, onde quer que se achava.
Onde era esperado, todos o esperaram an-
ciosos; e quando chegava, todos conten-
tes e quasi a urna voz prooupciavam seu
nome............%
Foi n'um desses dias em que era espera -
do na villa do Cabo, onde ia tratar de seus
negocios forenses, que a m8o do monstro
assassino, asseitou de contar o Do de sua
existencia.
Duai te nSo morreu logo porque teve co-
ragem de Oogir-se morto diante do mons-
tro que o lerna, o qual, empunbando urna
faoa nua, o arrastrara pela lama e pelas pe-
dres, para com mais seguraoca, dispoja-lo
da todos os objectos de valor que levava
com sigo...........
Transportado para a casa de um amigo,
prxima ao lugar do delicio, em breves ho-
ras vio-se nos lricos de sua amada consor-
te e em companbia de muito dosseus, e de
innmeros estranhos. Aproxma-se o mo-
mento fatal.e como julgassem sua esposa sem
forcas para resistir ao ultimo golpe : com
engaos e (orles pretextos reliram-na cons-
ternada para a casa de sua mi, a qual aa-
siste ao moribundo at ao seu ultimo ins-
tante.
O lempo Invernozo obriga a infeliz a des-
viar se do caminho, e passar na frente da
casa, onde haviam sete annos, passra a
noitedas nupsiaseos seus primeiros tem-
pos felizes
Era tambem em um domingo do Espirito
Santo, que isso tinba lugar.
Nesse momento urna ave de cor negra atra-
vessa os ares!
A'vista da ave agoureira, a infeliz lente o
presagio da morte.
Um passaro negro !?...oh meu peito
palpita com forca...Duarte morreu /!.'?...
exclama ella com voz quasi extincta com
effeito pouco depois Ihe chega a noticia
fatal...
Duarte j n3o era dcste mnndo !
Tudo acabou-se para os que sem Duart
oBo presara a vida.
Mas abi ficam seus filhos, innocentes e
bellos.
E Dos ahi est, que o tem em sua gloria
e que vale tudo, e a tolos val lie.
Todos que vivem tem urna mlssSo a cum-
prir, e para viver, he preciso achar-se na
vida prazer.
A consternadlo foi grande ; masdeseen
do co um ralo de luz, e pz termo ao cho-
ro, ao pranto, desesperacSo ao delirio !....
Corram doces tristes lagrimas, expressSo
e alivio da saudade e da dor !
.... 9 de junho de 1852.
.4 rfe Albuquerque.
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento dodia I a 17. .
dem do dia 19......
.186:331,815
. 5:121,727
191:453,542
Desearrega hoje 20 dtjulho.
Brigue inglez Richard o resto.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 18. .26:421,217
dem do dia 19........1:171,036
27.592,253
DIVERSAS PROVINCIAS
Rendimentododialal8 .1:033,066
dem do dia 19........ 106,284
1:129,350
I \|iiii'lai.;io.
Gibralttr, brigue inglez Colctiester de 205
toneladas, conduzio o seguinte : -- 3,070
saceos com 15,350 arrobas de assucar.
Liverpool, patacho inglez Banshce, de 219
toneladas conduzio o seguinte : 1120 sac-
eos com 5,600 arrobas de assucar, 101 sac-
cas com 5g arrobas e I libra de algodflo.
Parahyba, hiate brasileiro S. Jo3o, de 44
toneladas, conduzio o seguinte : -- 19 bar-
ricas rarinha de trigo, 2 ditas bolaxnhas,
12 ditaa bacaltiao. auu arrobas de carne, 1
canastra batatas, I sacca soblas, I caJxa
pomada, I embrulho miudezas, 6 volumes
azendas, icaixao objectos para chapeos, 1
barrica alpista, 1 caixa drogas, 3 barricas
vinho, 3 gigos louc, 1 barrica servja, 1
caixa caoella, 1 quintal de chumbo, 2 ca-
xas passts, 1 dita queijos, 195 barricas fari-
nha de trigo, 3 canastras slhos e sebolas, 2
barra manteiga, 1 sicca olio, 240caixas sa-
b8o, 6 saccas bolaxi, 4 dittas arroz, 1 dila
bilros, 2 barricas assucar,4 caixas rap, 100
saccas rarinha,4bairioss litas de trigo,1 cai-
xiii vidros.
RECEBEDOR1A DERENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 19.....4:940,120
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 19.....808,521
Pauta
dos preeos correnles do assucar, algodo, e
mais gneros do pait, que se despachaos na
mesa do consulado de Pernambuco, na te-
mana de 19 a 24 de Julho de 1852.
Astucar ein c. br*nco I. qual. Arroba
mase.....
- har. e sac. brauco.....
> maic.....
refinado.........
Algodlo empluma de I" qual.
Dito......... '
Dllo...........3-
Dito cm enroco.........
Espirito de ngoa kixlente.
Ago'.rdente c.x.ca ,
Dila de canoa.....
Dita resillada......
Ocnebra.......
Dila.........
Licor..........
Dito......, ...
.rroz pilado2 airnbat um Alqueira
Dito em casca......
Azcile de mamona ....
Jilo de iiiendobim .
Dita de pciic ....
Cacau..........
Arara .........
P.ii..gaios.........
Dolad............* A"ob'
Biscoilos ...........
Caf hora........... "
Dilor.stolbo......... "
Dito com casca......... *
ilo mido............
Carne secca........* *
Cocol com casca....... cenio
Charuto*liona ..... *
Ditos ordinario* ..,'.... *
Dito regala e primor "
Cera de Carnauba......Arroba
Dilacni \clas......... "
Cobre novo mod'obia......Ubra
Canad
Canad
Polij.
. Lanada
Garrafa
Cenada
Arroba
. Din.
Um
2,100
l,7oo
1,400
2,350
I ,000
2,500
5 g00
.s,1.1111
5,100
1.475
480
280
3)0
300
400
180
400
ISO
4,000
1,200
I,a00
I,a SO
5,00il
10,000
3,000
S.500
5,000
4,000
2,400
3,200
0,400
2,6110
3 0110
1,400
000
2,500
S,500
8,000
100
f
IMsr.
Arroba
Uin
Alqualr*
Arroba

. Alquelre
Arroba
Alquel'e
Arroba
, Ccnlo

Couroi de llol salgados ,. ,.
Dito espigado* .... ..
Dilodeonea Vi
Dilode de cabra cortdes' *.
Docet de calda .' ...'.
DitodeGoiaba .....t
Dito secco. ......*"*
Jlei..............
Estopa nacional......
Dila eslraiigeira roo de obra
Espauadores grandes......
Ditos pequeos.......
Farlnha de mandioca ....
Dita de mlllm........
Dita de araiula......
Feijao........:
Fumo bom..........
Dito ordinario.......-
Dito em foltia bom ....
Dito ordinario. ,......
Dito laslollio .... >
Iptcacnnha.........
txonim*...........
G.iugibr* ,.......
Lenha de acii.s ....*.
Dllaa de toroi .....
Pr.ncli.t de amar. de2 costad* Um
Ditas de louro.........
Cunado de amaiello de !i zio
p. dec. 2'/, .Id* I.....
Dito dito usu.es. .......
Costudiuho de dito .......
Soalhoili-diio ,........
Forro de dito.........
Costado de louro.......
Costadnlio de .liiii......
So.lho de dito.........
Forro de dito.......'
Ditos de cedro......
Toros de tatajuba .'
V.iae de [>iniii.i....., .
Dila* de agullhidaa '
Ditat.de qulri*.........
Rodas desiiupira para carros .
Elios de ditas pura dito* .
Mcl;ii*o.............
Milhu.............
Pedr. de amolar.......
Dllaa de filtrar.........
Ditas de relilo.........
Pona* Piassaha.....,
Sola ou vaqueta......
Sebo ein rama......r .
Pelles de carneiro........Urna
barca parrilh......., Arroba
Tapioca............ *
Unbaa de boi.........Cenlo
f.# IM
.
15,000
100
' 24
2AO
40O
400
1,000
1,000
3,000
1,000
1,000
1,000
3,200
4,Mi
5,000
2,000
0,0110
5,000
2,500
a5,n0n
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2,000
1,600
9,000
11,000
7,000
Quintal
Duiia
Par

Canad
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Um
, Cenlo
Mullo.
Mel
Arrolla
20,000
10,000
1,000
6,000
3,500
0,000
5,200
3,200
2,200
2,000
1,200
1,280
1,600
900
40 000
18 000
,140
1,200
640
0,000
800
1,21)0
320
1,900
4,000
100
17,000
1,600
200
ves da Silva, Rossell Hellors & Compiohia,
Jos Rodrigue* Tereira.Deane Youle Com-
panhi, Antonio Fraoeisco da Silva Carneo,
Antonio Joaqun) de Soaza Ribeiro,Novaes r,
Companbia, Manoel Joaquim Ramos e Silva
Manoel Jos Ilbeiro.Jos Cypriano de Moraes
Lima, Jaoiotho Uoabto. Caetano da Costa
Moreira, Jos Antonio da Cunha & Irmaos
e Antonio Gomes; Marcelino deSouza Perei-
ra de Brito, em Lisboa, Antonio Ferreira da
Silva Santos, ao MaranliSo, Novaes & Passos,
oo Rio de Janeiro, Araujo & Carvalho.na Bi-
bia, Manoel Ferreira dos Santoa Magano, era
Santa Catharina, Antonio Ferreira da Silva]
em Santos, Manoel de Souza Gomes, Manon!
Jos Rodrigues Valadares, e Francisco Jo.
s da Costa Araujo, no Rio Grande do Sul,
para que comparecam por si ou por seus
Erocuradores bastantes no da 20 do corren.
smez'a I hora da Urde, na casada resi-
dencia do Dr. Jos Hay mundo da Costa He.
nezea juiz municipal supplente da segunda
vara e do comtnercio, na ra da Madre de
Dos do bairro do Rteife n. I, primeiro an-
dar, para o lim cima indcalo, fleando ad-
vertido* que nenbum credor era adtnitliiln
por procurador, ae este tiBo livdr poderes
ospeciaos para o acto, a que a procuracio
no pode ser dada a pesaoa que seja deve-
dor ao falido, nem um mesmo procurador
representar pordous diversos credores.
Recito 16 de julbo de 1852 O escrivlo in-
tirino, Manoel Joaquim Baptista.
Companhia de Beberibe.
A administracSo da companbia de Bebe-
ribe contrata com quom mais der e taolho-
res garantas otTerecer, a cobranza da tachi
do 20 ris por balde d'agoa,vendido nos chi-
farizes ; acceita propostas para o -contrito
de toda a arrocadafao, ou de cada um dos
bairros da cidade ; as quaes devem ser en-
tregues em carta fechada no escriptoriodi
companhia aleo ultimo do corrente mez, e
lixar-se-ha o contrato no dia quesera in-
nunciado no principio do mez futuro.
O director, JoSo Pinto de Lomos.
Movimento do porto.
Navio entrado no dia 19.
MaranhSo e Cear -- 35 dias, brigue escuna
brasileiro Graciosa, do 168 toneladas, ca-
pitSo Jos llana da Silva Porto, equipa-
gem 20, carga arroz o diversos gneros;
a Jos Baptista da Fonseca Jnior. Pissi-
geiros, Mr. Charles Pavion e 1 criado ,
Francisco Jos Pacheco do Medeiros esua
filho, I). Vergeliua Pacheco de Medeiros e
3 escravos, Jos Pacheco de Medeiros ,
com sua senhora, 3 meninas e 2 escra-
vos, I). Francisca Mana de Miranda el II-
Ibo, Marcos Jos a Silva e Jos Joaquim
Duarte.
Navios sahidos no mesmo dia.
Para com escala pelo Cea escuna brasi-
lera Emilia, capitSo A. S. Maciel Jnior'
carga diversos gneros. Passageiros, lu/
Nemezio dos Santos, padre Diogo Jos de
Souza Lima, Jos Ciraco da Rocha, Joa-
quim Jos Pereira, e Clarismundo Facun-
do de Castro Meuezos.
Em commiss3o brigue escuna de guerra
brasileiro Lcgalidade commandante o
capitSo tenent'i Amazonas.
Ass pela Parahiba- hiato brasileiro S.JoSo,
mestre Jos Autonio Fernandes, carga va-
rios gneros.
Liverpool por Macei patacho inglez Bats-
kee, capitSo William Eales, crga assucar.
ObiervacaO.
O brigue inglez Eochanlress, que tinha
sabido para o Canal no dia 17 do correte,
enlrou boje oeste porto com agoa altarte.
,p&
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesourariada
fozenda provincial, em virtude di resolucSo
do tribunal administrativo de 15 do corren-
te, manda fazer publico, que nas sesses
seguiotes do mesmo tribunal, que sSo nis
quiutas-feiras, continuaran as prsoal dos
contratos de obras publicas abaixo decla-
rados :
Conclusao da parle da cisa de detenciio,
constante do raio do norte, casa central da
iospeccao goral e casa da administrado,
avaliada em 70.000,000 rs.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INGLEZBS
A VAPOR.
No dia 21 ilt'sli- mez, ospera-
se do Sul, o vapor Severn,
commandante Chapman o
qual depois da uemora do
costume seguir para os portos da Europa:
para passageiros, trala-so em casa da agen-
cia, na ra do Trapiche Novo n. 42.
__Pola segunda sec(3o da mesa do con-
sulado provincial se faz publico, quedodn
2do corrente mez so principia a cobrare
imposto de 20 por etnto do consumo das
agoas-ardentes de prodcelo brasileira do
segundo semestre do anno (iuanceiro de
1851 a 1852
Publicacoes Iliterarias.
ELEMENTOS.
DE
^
IHOMEOPATHIAI
*
SAII10 A LUZ A 3.' E ULTIMA PARTE
desta obra composla pelo professor do J
homopathlaGosset llimont Gustar
5/000 a obra inteira at 30 de junho,
d
natura
* OS me! .
tudo da nova medicina, como para #
todas as pessois de boa vontade quo J
guizerem convencer-se por.experien- $
c.as da vordade desta doutrina, por }
ser ella muito clara, e a intelligencia 9
de todos,
No consultorio homopathico ra t
dasCruzes n. 28. 4
i.aooo a obra inteira at 30 de junho,
lia em que fJcar encerrada a assig- **
natura. Esta obra he til, tanto pira *
os mdicos que sededicarem ao es-
Avisos martimos.
I-HI
Para Lisboa sahe no primeiro do goslo
o briguo portuguez Laia de que he cipilSo
Jos de Ahreu; pira o reslo da carga ou pis-
sageiros, trata-se com o mesmo cipilSo m
prara ou abordo, ou com os seus consigna-
tarios.
Para o Aricaly segu em poucos das o
arremitacSo o offereciment feito pelo "'rua do ,gp n" D.t,:.
licitante Jos Concalves da Porciuncula, de rara a Dama
2 por cento. Sahe com a presteza do costume a velei-
As arrematares soro feitas na forma dos ra ej bem conheclda escuna brisileira Ade-
iris. 24 e27dalei provincial n. 286 de 17 laida : quem nella quizer carregar, queira
de miio de 1851, e sob as clausulas espe- dirigir-se a rua da Cadeia do Reolfe 0.29,
piai ib nniineia.lfia nn .. ilil Traliicbd NOVO ii. 16, SOgUuG SS
E |iara constar se mandou alixar o presen- dar.
t, e publicar pelo Diario. | I'ara o Rio de Janeiro.
Secretan* da thesourarn da fazenda pro- .. ._. _._linn nnrinnal Olin-
vincial de Pernambuco 16 de julbo de 1852. O brigue escuna nacional Ulin
-Osecretario, Antonio Francisco d'Annun- Ja, capital) Manoel AL erreira ,
ci,ca0-_________ segu para o Rio de Janeiro, com
muita brevidade, por ter a maior
parle do seu carregamento enga-
AdministraQSo do patrimonio dosorphSos. jarja para o resto e escravos a
i. ......... ailminiaf malsn 1. ftnlr I ninnfS '
Declaraijoes.
administracSo do patrimonio j. raia-sp rom n ronsirmata-
dos orphacs, se b3o de arrematar a quom "ete>
po
Peranle a
rr menoslizer, os reparos de quo precisa o rios Machado & l'inheiro, na rua
collegio dosorphSos, oreados em 287,680 Vigario n. in, segundo andar,
rs.,os de pedreiro, e em 451,580 rs. os de uu "B"" J> b
carpina : as pessoas que su propozerem a ou com o capitao na praija uu
arrematar ditosconcerlos, poderSo compa- commercio.
recer na casa das sesses da mesma admi- cu Araralv
nistracao no dia 22 do presente mez as 4 i ara o Aracaly.
horas da tarde. Sahe com brevidade, o bem conhecido HU-
NO mesmo dia serSo tambem arrematadas te Novo Olinda : para carga trala-se com o
a quem mais der, as rendas dos predios do consignatario J. J. Tasso Jur
dito patrimonio, que ainda o n3o foram.
Secretaria da administracao do patrimo-
nio dos orph8os 17 de julho de 1852. Ose-
cretario interino, Jos Victorino de Lemos.
Hanco de Pernambuco.
Os descontos da semana que decorre de
Leiio.
Por ordem do Sr. Dr. juiz municipal
supplente da segunda vara uo civel e do
commercio, se fra le!13o, por intermedio
1. O senhor doulor juiz do dircito, chefe gravitas do seda averiadas d8< "'V.
de polica interino da 'provincia, manda ta- abordo do vapor nacional S. SebaiM> "
-ecimenlo dos inters- fregado ao sul do Macei na sua ultima.
zer publico para conhecimenlo dos inters -
adOS que na delegacia do tormo do Cabo gem do Rio de Janeiro para es
xiste douscarall'-s, um caslanho e outro quarU-feira.ai ^corrento, m
eilu porlo:
OieO-dH
Brunn Prieger
oura.e a Manoel Luiz, que loram pre- por rawrnawi u" "e"". ". .i. lima
jseacham-serecolhidos cadeia daquella conta e risco de quetn .pertencer, _do urna
villa, segundo communicou o respectivo do- porc3o de rarinha de 5r,g0la-i'nFiiine na
legado em olllcio de 30 de junho ultimo; do da escuna.hanovori.n. HeleoeElline
accrescSntandoquet.es objectos Ihe pare- sua recente viagem dVJ,ffte.iM"d
ciam pertencer a Luiz Pereira Vianna, mo- terca-feira, 20 do corrente, as 10 hons
rador no eogenbo Cateude.vislos os annun- manbSa, no caes da WOdega- .
"os por este mandados publicar oosjornaes O correlor Miguel Carneiro, fara leii
deta capital-Antonio Jos de Freita, prl- no dia sexta-fe.ra 23 do corrente, W "
ras da manhSa, no seu armazem m
Trapiche n. 38, de varias BO "'
para sala, gabioete, quartos,
cosinha.etc.; assiin como ui
vocados, arnn de ellegeram os administra- carteira de amarello, propria par qu--.--
dores da casa lallida, d novo faco sciente estabelocimento.ricos aattM^JC.
aos mesmos credores.residentes nesta praci. nicOes douradas para aall IOUJb"
Viuva Amorim & filho, Olivei'a lrm3os & candielros.quadioscomes ampassemio^.
Companhia, Antouio Ignacio da Medeiios papel, panno, chapa de mela 1 OOlro"
JoSo Tivars Cordeiro, Amorim & Irmaos, los objectos : e ao meio dia em ponto ir
JoSo Leile Pitia Orliguoira, Manoel Concal- leilSo urna porco do sal rehnado.
desta espita
meiro amaouense
ailiiua, uuoouqiiii"". --- i ,
-"ao'sTeodo reunido os credores do Trapiche n. 38, de srl mobili*. propr -
fallido Leopoldo Jos da Csola Araujo, no 9Hgn^f^ff^JS^i
dia 13 po corrente mez pora que foram con- cosinha.etc.; ass n como um t'"0'
Ul" :_' .r... j .n.^.n. n. ...iminuin,. f.rinir. dn amarello. nrooria para quaiqu"
IrMel
-.


-

Avisos diversos.
. Antonio Jos Miehido Guimsres J-
nior subdito deS. M. Fidelissim, relira-se
r.u' fra do Imperio.
Quem precisar de urna emi de boa con-
ducta, P" ctM e'r"n88ir : ennuneie.,
. Na ra do Crespo n. 10, precisase fal-
lir com os senbores Antonio Vicente da
. ., aqIooo de Souza Giraldes, J080 Joa-
quim abollo, e Manoel Dias de Uaoedo, ros-
goito i negocio.
.. precisa-se de um pequeo portuguez,
,lc 19 annos de idade, pouco roais ou me-
nos, para caixeiro de urna vend : na prica
di Boa Vista o. 5.
.- ouem precisar de urna ama de leite
forra, com todas as cualidades precisas pa-
s croar queira dirigir-se a ra do Col-
legio n. 17, terceiro andar.
-- Precisa-se de um cilxeiro, que lentia
pratics de venda, e que d fiador a sua con-
ducta : om Fra de Portas n 135.
Precisa-se de urna escrava ,
que saiba bem engommar e cosi-
nliar, |>ara urna casa estrangeira
de pouca familia ; paga-se bem :
na ra da Cadeia de S. Antonio
n. 7, em frente de S. Francisco.
-- precisa-se alugar urna escrava, que
iba lazer todo o servico de urna caa do
ronca familia sendo de agrado paga-s
bem : defrontc do theatro do S. Francis-
co n 8.
-- l'recisa-se "lugar um preto, para o ser-
vico de um rapaz solleiro ; quer-se que as-
a fiel, o que nao seja bebado : na ruado
Trapiche Novo n. 16.
Osenhor l.uiz Ferreira Novaos, mora-
dor nss Cinco Ponas, queira ter a bondade
de appareeer na ra do Pillar em Fra de
Portas n. 131, a negocio que nuil ignora.
No dia 17 do corrente desappareceu o
prolo Concallo, creoulo, quo representa ter
15 annos, com falta de denles no lado supe-
rior, lem urna pequea belide no olho es-
nuerdo, he meio fulo, com pouca barba, e o
meihorsignalquctcm he ter os dedos dos
psvoltados para dentro, he bem conhecido
do muitas pessoas nesta prace, por ter ser
vido em muitas cocheiras; suppe-se ter si-
do seduzido e leudo para fra : por isso o
abaixo asignado roga a polica desta pro-
vincia, o aos capitaes de campo.que o pren-
dam e levem-o ao seu sitio capellinha do
Slnndsgo que s^ gratificar generosamen-
te Sobastino dos oculos Arco-Verde Pcr-
nambuco Cavslcanti.
-- Precisa-se de urna ama forra para urna
rasa estrangeira de pouca familia: na ra
da Aurora n. 8, segundo andar.
Precisa-so alugar um primeiro andar,
quo tenha boa sala de frente, anda que seja
de poucoscommodos no interior, na ruado
Cnllrgio, Queimado, Hozarlo, Livramenlo,
(iu dan Cruzas: na ra do Queimado, loja n.
II se dir.
-- O lente encarregado da modic.50 e
demarcarlo dos terrenos de marinha, con-
vida ao senhor Manoel Alves Guerra Jnior,
para comparecer na casa de sua residencia,
na ra liireita n. 78, alim de so Ihe marcar
ndia.em que lem de assistir a medicSo do
terreno, que lhe foi concedido por afora-
monto, no bairro da Hoa-Vista, cm frente ao
nuarlel do Hospicio.
Ignacio Jos da Silva, morador na ra
dos Martirios n. 12, declara que de hoje em
iliante se assignar por Ignacio Jos Coelho
da Silva por encantrar outros de igual
no me.
A pessoa que annunciou no Diario de 3
do corrente, prerisar saber se existe nesta
cidade, Tliom de Souza, podo dirigir-se a
ra do lirum ferrarla do finado Joaquim
bernardo que alii o achara.
-- Aluga-sc o lerceiro andar e sotSo da
rasa n. 7 da ra da moeda.com muitos cum-
niodose bem fresca; a tratar no segundo
indar d mesma casa.
100,000 rs. do gratifica?!.
Iinsappareceu no dia 7 de maio prximo
passado, o pardo Leonardo, de idade 18 an-
nos, pouco mais ou menos, e tom os signaes
seguintes :baixo.o peito um tanto meltido
para dentro, cabello carapinhudo e al o
neto da testa, o falla de vagar. Este escravo
vinha todos os dias vender leite no Kecife,
do um sitio da Boaviagem, pertencente a
Juanna Maria dos Passos, de quem foi escra-
vo : quem o appreheoder e levar a ra da
Seiizella Velha, defrontc o n. 1M, segundo
andar, recebera a gralificacjlo cima.
No dia 21 do corrente so ha de arrema-
tar cm basta publica do doutor juiz muni-
cipal da segunda vara, urna casa de sobrado
de dous andaros, sita no paleo do Terco por
exeCugBo de llenrique Forsler & Companhia
P".-./-:i I,..,;. PAPfnt!
Iber.
Na ra da AssumpcSo n. 16,enlia-se ro-
zarlos a 60 rs. a duzia.
Uannuncio pola repartirlo da polica
datado de 10 do corrente,inseriJo no Diario
de Pernambuco de segunda -lera 19 do ni os-
mio moz, relativo a prisSo de Ignacio Jos d
Sdva pur crimo de reduzir a escravidSo pes-
soa livre, mo se entende com Ignacio Jos
da Silva, estabelecido com loja de fazendas,
na rus do Crespo desla cidade
Precisa-se alugar urna prela escrava
para todo servico interior e exterior de urna
casa que a familia lie d tres pessoas, e que
-seja capaz de lomar conta da casa, e quo seu
senhor se responsabilise por ella i quem a
livor annuocioou dirija-so ruado Aragn
nodiairro da Boa-Vista, casa n. 33, para tra-
tar a respeito.
Antonio de Alenlo Cisneiro, declara
o respeitavel publico ser morador em Be-
beribe, nositodonominado Campo Grande
--J. II. Gamsly embarca para Europa os
-cus dous filhos menoros Fernando Camslv
e l'rederico Gamsly subditos suissos.
Doseja-se alugar um prelo fiel, anda
que idus.i, para sn vico de estribara : na
mi do Trapiche Novo o. 16.
-- Aluga-se urna escrava : quem precisar
dirija-se a ra do Moodego n. 123.
-- iju.'in precisar de urna ama com muito
bom leite, dirija-se a ra de Santa Hita n.
88, que se dir quem quer,
Aluga-se um excellentc muleque para
casa e.-trangeira, o qual sabe bem servir e
preparar urna mesa, entende de bolieiro, e
qualquer outro servico que se lhe mande
1 -/.r desempenha satisfaloriamente,he mui-
to fiel e humilde : quem o pretender diija-
so a na do Vigario n. 20, segundo andar.
Alugueis.
Est para arrendar-se o ar-
mazem da casa da ra do Tiapi-
1 i ir n, 14 : trata-seno escriptorio
no primeiro andar da mesma.
--No dia 13 do corrente as 7 horas da
noite fugio do engenbo caxoeira deSeri-
iiliaemo escravo Mitheus.levou urna argolla
no pescoco.calca de algod&o de listra e cami-
sa de madapolo ; e tem os signaes seguin-
tes : estatura regular, espadado,ps seceos,
porem achatados com callor de liagdo.e com
aiealiizes as nadigas ; a tal argolla se elle
li'er tirado deve ter a marca no pescoco.tem
mi ais esses signaes: cara curta porem bonita,
heicos grossos e muito regnsta, roga-se as
autliundades policiaes ecipites do campo a
captura do dito escravo i quem o pegar leve
a ra Nova sobrado n. 58, primeiro andar
que ter bem recompensado.
Loja 4a caUleiro'e ermeiro.
Pommaieau.no aterro da Boa-Villa n. 16,
participa a seui freguezes, que resolveu-so
ofio sabir pira a Franca e continuar leua
negocios ; alm disto previne que est para
recebar um grande sortimento de objeoles
iperfeir,oidos e do mellior gosto possivel,
doi quiei lie afSinca a bol quililide.
O abiixo assignado constmdo-lhe ter
sabido no Diario de Pernambuco, as parles
da polica, tenido preso por crime de furto
um escravo de Pedro Ferreira Cu i manes,de-
clara que tal parte lenSo entende com elle;
porque escravo neuhum seu foi preso.Pe-
dro Antonio Texeira GuimaiSes.
Josc Ignacio peroi', morador no
lugar do Mogeiro, declara pelo pre- jp
sent, que lendo fallecido seu ir i .lo
Antonio Francisco Pereira, morador
na barra de Natuba ; roga as pessoas
que tiverem letras ou outros quaes
ts quer documentos, assignados pelo
ai dito seu irmUo, que hajam de decla-
rar por esta folia a remelioreiii vi 0-
riginaes ou publica forma, para o di-
to lugar do Mogeiro, para seren in-
cluidos no inventario, que se est
procedendo do dito fallecido.
JmmMrWmillrWmmmmm***
Roga-se ao Rvm. Sr. I. C. 0. P. B., que
morou na villa de Porto Alegre da provin-
cia do Rio Grande do Norte, e agn mor
nesta provincia, minde pagan divida quo
S. S. contrahio na dita villa no dia 20 de ou-
tubro de 1815, e consta de urna obrigaco
pertencente D. II. O., da cidade do Natal,
em cujo poder existe o mencionado crdito.
Offercce-se urna senhora de bom col-
turnes pira ensinar meninis ler, escrever,
contar, bordar, fizer laberinthos, marcar, e
tolas as qualidades de costuras; tambem
recebe pencionislas, assim como tambem
ensina escravoi; e taz almocos e juntares i
is pessoas que se quizerem utilisar do seu
presumo, dinjam-se io pateo do Terco, casa
nova, aindasem numero, ahi achirdo c
quuie tratar.
Aluga-se um primeiro andar de um so-
brado, na ra do Raagel, defronle da boti-
ca ; a fallar na ra do Gsbug, loja do Joa-
quim Jos da Costa Fojogei.
Adverta-ie ao Sr. Manoel Jos da Cosa
Oliveira, que lhe he mais airoso pagar o or-
denada deseucaixoiro Manoel, que tem de
relirar-se para o Rio de Janeiro, bem como
30,000 rs. aos Srs. Meurom & C, pelos quaes
ja foi chamado juizo, do que andar gas-
tando o dinheiro de seus credoros com ca-
prichosas denuncias.
precisa-se dj urna escrava para todo o
servico de urna casa, pagi-se bem ; no ater-
ro da Boa-Vista n. 77.
l'recisa-se fallar aoSr. JoSo Baptista,
arrematante dosservicos da Africaua Maria:
anuncie para ser procurado.
A negocio de inlcresse se faz preciso
fallar com o Senhores herdeiros das pes-
soai seguintes: l.uiz dos Smtoi Azevedo,
Ignacio Joaquim doa Sinlos, Jos do Ama-
ral, Antonio Gongalves de Carvalho Vieiri,
Cypriino de Birros Leite, Manoel Joaquim
di Lima, Francisco Zabuln de Almeida Pi-
ras, Josc Jorge do Rozario, Fraucisco Jos
Ferreira da Silva, Manoel dos Passo Gomes
de Oliveira, e Francisco Jos de AzeveJo
Santos; no atierro da Boa-Vista sobrado
O. 17.
Agencia de leildes.
Gregorio Antunes de Oliveira participa
ao respeitivel publico, e particularmente ao
commercio desla praca, que se acha nomea-
do agente de leilfles, por titulo concedido
om 15 do corrente, pelo tribunal competen-
te, em consequencia do que tem estabole-
cido urna casa de lelles na ra da Cadeia
do llecife n. 8, primeiro andar, aonde pule
ser procurado, e ahi recebera em deposito
quaesquer objectoi que quizerem pOr em
leilao, presliido-se o annuncianto igual-
mente a lser leilOes as casas, e armszens
particulares, que o quizerem honrar.
~ O senhor Jacinlbo Jos Nunes Leite,
tem urna carta na ra do Trapiche n. 17, e
precisa-sc fallar com o mesruo sonlior a ne-
gocio do seu inloressc.
lliciaes de funileiro.
Na loja Ua ra da Cadeia do llecife n. 61
precisa-se de olliciaes de funileiro.
O abaixo assigmdo deixou do vender
espirito di producto bnsileiri, ni sua ta-
berna na ra das Cruzes, desde o primeiro
dejullio.
Bento Ferreira Bailar.
Precisa-se alugar um sobrado de um
andar ou um sogundo,que tenha soiao o que
seja no bairro de Santo Antonio; quem ti-
ver algum desoecupado ou pa-a se desoccu-
par, dirija-se a ra da Ordcm Terceira de S.
Francisco n. 6, ou no Manguinho, casa junto
pallarla iln pnhnr Lana.
' Manoel Jos More'ira tem justo e con-
tratajo os gneros quo exislem na taborna
sita na ra do Livrimenlo n. 5, pertencen-
te io Sr. Antonio Ferreira de Souza e para
que chegue ao couhecimenlo de quem pos-
sa interessar fiz o presente, nSo se respon-
sabilisando por qualquer transaccao que
se (enha feito t o dia 19 do corrente, com
o mesmo.
- Perdeu-se no da 16 do corrente mez ,
um relogio de ouro orisuntal, com trinso-
lim de cabello e passador deouro, aoatra-
vessar da camboa do Carmo: roga-se a quem
o achou, quereudo-o restituir, dirijasoa
ra Velha n. 39, que ser gonerosamente
gratificado: gralifica-se tambem a quem o
visse ipanhar, ou der nolici delle.
-- Perdeu-se desde a ra do Cabug at a
ra do Vgirio, um trancelim de cabello en-
castoado em ouro ; quem o tiveo icbado le-
ve-o a ra do Cabuga, loja de ourives de Mo-
reira & Duarle, quo se recompensar com
o valor do trancelim.
O Sr. Manoel de Almeida
-- Na ra do Livramento, sobrado n. 10,
se dir quem vende Ires trancelins, dous
cordOes, um adereco, vallas, brincos, inno-
lOei, mcdallias, ildoetei, umi corrente pin
senhori, nm ponteiro, tres relogioi, urna
corrente, um par de casticis de priii, co-
Ihe-es para cha, ditas pire sOpa, Ovellas pi-
ra eos, ditas para luspensorioi, um fiquei-
ro, e um palitelro.
-- Ni rui do Livrimento, sobrado n. 10,
se dir quom d dinheiro premio.
A abtixo aaiignidi, tendo emprestado
quatrocentos mil ris a seu filbo Bento Fer-
reira Bailar, pira estabelecer-ae com taber-
ni, faz sciente io respeitavel publico que
ninguem contrate negocio algum com elle a
respeito da dita taberna, sem enlender-so
com mesma abaixo assignada.
Anua Francisca Silva Hallar.
Manoel Alves Guerra J-
nior mudou o seu escriptorio, para
a ra do Trapiche n. i4.
AQGfla) 099^9vvl__
m> da ao de junnodo cor-
rente anno, desappareceu do *
? sitio das rozeiras, do major
t Joaquim Elias de Moura ,
?' defronte da capella do Ro- i
zarinho, o seu escravo creou- i
lo, mestre pedreiro, de no- 4
me Silvano, com os signaes
seguintes: estatura regu- ..*
I lar secco do corpo bem g
^ preto, cabeca pequen, olhos ^
vivos, pouca barba, jbran-
Jj quejando, e com suicas linas 4
? e coinpi idas, muito fallo de '?
S denles, s tem na mandibu-
4t la superior um dente canino,
8 peitos caJielluilos com al- ||
guns cabellos brancos, tanto 9
i trabalha com a mao direita,
como com a esquerda, com +
a qual toca viola; pernas fi-
* as, com urna cicatriz ver- a
K melha na canella e outra no
peito do p da outra perna ,,
levou caifa cjaqueta branca,
e um bonet branco de ca- .
bello e palla; tem sido vis-
i> to pelas Cinco Ponas e Boa
Vista : quem o pegar, ou
a,) delle der noticia certa, v ao
* dito sitio, que ser recom-
3
-- Precisa sn de nm raixriro que tanba
bastante pratica de loja de miudezas, e que
d fiador e sua conduela: na ra da Cadeia
do Recife, loja n. 31.
O abaixo assignado fas publico a quem
conhecimeto deva ter, que mo tendo lu-
gar asociedade que havia engajado cora o
Sr. Jos Antonio de Paula Maduieira, em a
loja de miudezas que posiue na ra larga
do Rozario n. 38, noque ambos concorda-
ra m ; por isso pelo presente da por exone-
rado o dito Sr. Madureira de todo o direito
o activo da mesma loja, assim como oda
igualmente de qualquor responsabllidade
do passivo que por ella lhe possa recabir,
por isso que tudo corre e continua a correr
por conta delle annunciante. Jos Das da
Silva Cardeil.
BELLAS. ARTES
qualquer ostabclecimento : a tratar II
lo Croipo n. 11.
f
Alugim-se e vendem-se bizas na
praca da Independencia n 10, con-
fronte ra das Cruzes.
O abaixo assignado pharma-
ceutico approvado transferio os
estabeleciinentos de pharmacia e
drogas, que tinha abertos, na ra
da Cruz do Recife, e na ra estrel-
la do Rozario, para a na Direita
n. 88, onde continuar a prestar-
se aos seus freguezes, e aquellas
pessons, que o quizerem bonrar
com sua confianca no desempenbo
dasfuncoes de sua arte. (J mesmo
abaixo assignado tem um comple-
to sortimento de drogas e tintas
para aviar qualquer encommenda,
nao s da provincia, como para
fra, o que promette fazer por pre-
cos rasoaveis e com promptidSo ;
tendo como seu administrador no
mesmo eslabelecimenlo ao Sr. Joa-
quim Jos Moreira, bem conheci-
do nesta rutado pelos seus conbe-
, i lina, creOos, papel de superior qnalidaae,
cimentos de pharmacia o qual rormalo grande, no pateo do Coliegio, loja
Publicaram-se ultimameute na imprens
de msica, na ra Bella n. 28, as seguintes
pecas de msica :um numero de lindas
quadrilhas para plano e flauta a 1,000 rs. ,
para flauta s a 500 rs., a muito applaudida
mndinhaquer ofadoquor a surtopira
piano a 640 rs., para violo a 500 rs., modi-
nha abaianada-o encontrpara piano a,
610 rs., para violflo a 00 rs., mndinha alia I est tambem mi irisado em ausen- n. 6 do Joo da Coala Murado.
armizom do lourji do Porto, de dilTerontcs
oorese delicados gostos: e vende-ie por at-
os do que em outra qualquer parta; elle
pols que be pecblnchi.
Kapdc Lisboa e Meuron.
Vsnde-se rap de Lisboa i 40 rs a olUvt,
otreioitsvii por loo rs. } dito Meuron i
1,000 rs. s libra, e metas libras a 500 rs.. a s
20 rs. s oitav i os ra da Cldtia Velha nu-
mero 15.
-- Na loja de miudezas di roa do Crespo
n. II, vendim-s linbas de oarrltel de 900
jardas n 100, 120 o 150 a 80 rs.; o mesmo
vendedor se responsabilisa pela qualidade,
cartas porluguezas e francozas selladas,pen-
tes de marfim de muito boa qualidade.
Vende-se um preto bom padeiro, viu-
do do Ceir : quem o pretender diriji-se a
ra da Cruz do Recife, casa n. 28 segando
andar.
Vendem-se ns ra das Cruzes n. 93, se-
gundo andar, urna parda de 30 annos, com
lodas ss habilidades, e ptima para tomar
conta do arranjo de urna casa ; duas pretas
mc;:s, urr.a crcoula o outra do nacflo, que
engommam, cozem, cosinhsm e lavam de
sabflo ; e urna dita da Costa vendedeira de
fazenda e quitandeira ; e um escravo para
todo servir,o,tento da praca como de campo.
Vonde-se urna preta moca boa lavsdei-
in e vendedein derui, he emconti, porque
seu senhor quo he preto da Costa se disgos-
tou delli por a mesma o nSo querer servir:
na ra larga do Rozario n. 35.
Desenlio.
Vende-se tinta de diOerentes cores muito
noite oh que silencio, valsa a seneitiva, pol-
ka s pernambucana, tudo em um folbeto,
por 1,000 rs., bella flor, polka, para piano a
500 rs., inodinbao meu primeiro bei)o
para piano a 1,000 rs., urna linda valsa para
violSo a 400 rs., dnis vilsas madrugada
e o saltopara piano a 320 rs., a luzeada,
Vende-se urna escrava creouls de 90
ca do abaixo assignado a fazer as tnnos Ue ldad(Ji sam Joiog e Je bomU flgu.
suas vezes em qualquer objeelo ra i na ra Direita n. 61.
tendente ao mesmo estabelecimen- Arados da fabrica dos Srs. Ranos-
me e Mav
to. O mesmo abaixo assignado pro-'
ilirar l.rpvpmenle i Proprios para plantar o alimpar canni de
grande valsa, rara flauta a 320 as metic publicar brevemente urna ianHum - A. Colombier, mudou a sua loj de al- rclacao de todo O sortimento que tada fabrica na Inglaterra sendo muito su-
aiatecom roupa feiti, p ara a quina atraz da tem com
malriz loja n. 2, sendo sempre mestre o
hrasileiro Manoel Jos Ferreira : na mesma
luja cima tom um sortimento de palitos de
pao fino de cores.
'-**- :** *9'9<
Paulo Onlenoiix, dentista <9
V rt-niicez,olTerece seu prest- 9
iiiuiio publico para lodosos *-
nii-lriis de stlll |>riiti--:i" :
j kpiis iilhiiiiw nrprns periores a qualquer que tem vindo a este
os seus ui irnos precos. mcrca(10iCspropMr0p,,,rap,aotM.einqualquor
I crimnhiicii, f.7 de abril de lo.ia. terreno e do qualquer largura, por ter um
Jos da Rocha Paranhos, irranjo proprio para abrir fechar a aiveci.
nn.innr\nnn nnnn->nAA. O bico,aivecae sola desles aradoa passim
OQOOQOOOQOOOdSOOOO porum processo que da-lbe a consistencia
Segeiro. O do ac temperado da maneira que sSo de
Alberto Prevostsegeiro tem a hon- g mnita duracSo alm de que tem bicos de
de prevenir a. respeitavel publico S sobre-excelleute: ns rus do Trapiche n. 14.
- Vendem-se osseis primeiros volumse
ra de prevenir ao respeitavel pu,,,.,. _
queostabeleceu-so noheccodo Tam-
annos de idade, altura regular,
##*la>i*$i.#*l O preprompto para servil-as com bre- (& niercadonas di Alfandeg, por muito ban-
it nn rfia ,, ,|o O vidade epre,o commodo. Omesmo Q J? preSa : na loja de fazendas, na ruado
Desappareceu no da ai do ^ cncarrog..sev ae quaiquor concert q Cr'P ., _M .
pnssado mez um cabra de nome $ tendente .o seu obelo. WmZlSMAtSLiSt^SLSlSSll
.r Xnnn*ny.. nnnnA i Antonio, que representa ter 3o OOOgOOgQ&QOOQOOeOQ da, com 7 quirtos, 2 grandes salas forradas.
corredor ao lado, cosinba fra, estribaril
para 2 cavallos, quarto para pelos, quintal
todo murado; he pechincha pin quem qui-
zo, comprar : na ra Nova n. I, eiquini ao
voltarparaa ra dasTrincheiras, ahi se di-
r quem fiz negocio.
Attencao.
Vcndc-sc um cabn do 35 annos, porcom-
modo preco, a causa porque se vonde se di-
r ao comprador: na ra de S. Concjlo nu-
mero 34.
Vende-se um ferro de fizer hostias,
obra superior, e por preco commodo : no
passeio Publico, loj n. II.
-- Vende-se umi cideiri de arruar, em
muito bom estado, do gosto moderno, rica
pensado cotn generosidade.
*a**64r****^a***** bem feito do corpo, pes pequeos,
oierece-so urna muiher para ama de be aleijado do braco direito ao pe
rasa, para lavar e engommar, menos com- j mlineca proveniente de feri-
prar na ra; quem a quizer procure na ra 1 ___.4-
dos copiares, sobndinho n. 3. ment d arma de logo, e tem lodos
- O thesoureiro da lotera de Nossa Se- QS costumes e fala do mato. Ette
nhora do Rozario faz publico, que appire- .,,j aW P on_
ceram os dous billietesinteiros de ns. 197 cabra foi lurtado em iSj.J, e an-
e 1980 >U :). 4.' parlo da 3.' lotera a favor J0 pe|0 serl5o em yanos lugares, ^^^S"""."...
das obras da igreaacima; licam som effei-i f ...i. j Santnie tiompanlna,
lo os annuncios publicados no Disrio do tomo losscm Uiacuo uo exange, nespeiiosamente anminciam que no seu ex-
Pernambnco e na Imprensa.
AOS denles.
J. Jam dentista, noticia ao publico
contina a por donl
lana incorrupliveis;
do um ou todos sef
d'aurora
i tomo lusstm twavaav u wev, Respeiiosamente annuncism que no seu ex-
Rrcio de Bananeiras e Catle ate tenco estabelocimenlo em Santo Amaro,
Lok _~ _.-,{. na,-a sla iid>- cootinua a fabricar, com a malor perfeico
'i85a, em queveio paia esta da- eproaptldlo, todaqualldede de machinis-
nSo licnido os denles t3o bem collocados
que n3o se possa diOerencir dos proprios
naturaes,podcndo-S mastigar qualquer co-
ni'da sem sentir a menor ilor nem receio
de os quebrar, lmbem calsa os denles na-
turaes furados da caria com ouro ou prala,
prevenindo assim a conlinuaco da caria e
dores e mesmo evitando por essa forma de
passar a caria dos dental furados para os
oulios saos, como bcm.alimpa osdcntesem
geral, tirando as carias ou pedras quo tanto
os damnilica e coopera para o meo aliloda
mo, e mandar entregar na ra dos eposito de machinas,
Pites na Boa-Vistan, ao, que se ronstrudasno dito seu estabeleeimento.
recompensar generosamente. ah achiraooscompndores um comple-
m i i r,on.^n I ,.,l to sortimento demoendas do canna, com
Manoel Joaquim Larneiro Leal. tod(js os melll0ramen[0s (slguns dcl|es n0_
A O commercio. vos e originaes) de que a experiencia de
Oex-corrctorgerol desta praija, ibiixoas- muitos anuos tem mostrado neressidade.
signado.naopdefurlar-seaodevordeavisar Machinas de vapor do baixa o altapres-
aocorpoducommercioeingeoal.emormenle so, tachas de lodo tamanho, tanto batidas,
aos Srs. negociantes, que lo exuberantes como fundidas, carros d" m3o, e ditos para
provas de bom conceilo lhe liboralisaram conduzir formas de assucar, machinas para
bocea nSo sendo tirado; ha dez anuos que durantC(, longo espaco do mais dotreze an- moer mandioca, prensas para dito, fornos
o annunciante exerce sua prolisso oesla|Doa quo tendo desistido daquello empre- de ferro batido para farinha, arados do fer-
cidade, eos muitos exemplos que tem dado i 'se (,,, BOi.ul|meole munido do titulo roda mais approvada construccJo, fundos
nesse longo lempo ser quinto basta Pr* de'agentu de ic-ilOes, concedido pelo mor-[para alambiques, crivos e portas para for-
garantir sua residencia m rui Nov n. 19, ;issjnl0 tribunal do commercio, e por isso inalhas, e urna iutinidade de obras de ferro
primoiro andar.
->
sempre iirompto a bem servi-los d'hora om quesera iiiadonlio enumerar.
<:
Botica homopathica.
28 RA DAS CRUZBS 28,
i\,~.;.../,, *\Ar ,,* nharmnrf.uHco
approvado.
Este estabeleeimento possue todos
os medicamentos at agora experi-
mentados, tanto ni Europa como no
Rrasil, e preparados pelas machinis
da invencSo do f)r. Mure.
PRECOS.
das cartetras homopalhicat.
Emcarteiras de 12 tubos grandes 12/
94 -"'''
i i 91 pequeos 15/*
Tubos escolhidos (cada um) 1/ 2
Tintura s demedicamentos em B
frascos de 112 oiiqi (cada umj 2} ^
Ha mais, alom destas, outras muitis ^
ciixas com glbulos e tinturas por m
presos variaveis, conforme o tama- <(
nho ea qualidade das caixas, e a 4
& quantidado dos remedios e assuas 4
* dynamlsacOes, etc.
AVIAfJ-SE GRATUITAMENTE
para os pobr'S, todas as receitas que J
para ali mandar qualquer professor. *
a>
;AAA4AA3iAA:AkA! Nogueira deixou de sercaixeiroj iblicacoes Uomeopathicas.
vante, com o mesmo zelo c Hdelidade, que
1 o tem ciroctorisado. Francisco Com. s de
, Oliveira.
Por baixo da secretirii da polica tom
urna sala, auo se ulugs, e he multo propria
^ para hooiem solleiro: a Iralar na ra uo
Crespo n. 10.
lima senhora brasileira, com lodas as
habilitares precisas, tanto do escripia o
conlabilidade, como de costeras, borda-
dos, laberinthos, etc., se offeroco pira re-
ceber en sua casa, na roa das Laraugeiras
n. 23, meninas para serem educadas; o
mesmo receber alguma escrava, sendo de
boa conducta; e promelte, no desempenbo
de suas imircoos, deixar salisfditas squel-
las pessoas quo de seu preslimo se quize-
rem utilisar, mediante urna mensaliJade
mdica,
JARDN DAS DAMAS.
Constando que algumas pessoas estSo
persuadidas do que a assignatura da segun-
da serio deste peridico cusa 3,000 rs. e no
2,000 rs., como a primeira, declara-seque
eslam em erro; o preco da assignatura por
cada sorle do seis nmeros he sempre 9,000
ris. As serios avulsas hoquocustam ris
3,000. Assim se deve entender o annuncio
que tem sido publicado neste Diario.
Tinturarla da ra Velha n. 79.
Na ra Velha n. 62, linge-so toda a qua-
No mesmo deposito existe urna pessoa in-
telligento e habilitada para recebor todas as
encommendas.etc. etc., que os annuncian-
tes, contindo com a capacidade de suas of-
finis e macliinismo, e pericia de seus ofi-
ctaes, se compromeiiem a azer execuiar,
com a maior presteza, perfeico, e exacta
conformidade com os modelos, ou dese-
nhos, e instruccOes quo lhe forem forne-
cidas.
Compras.
dos abaixo asignados, desde O dia I a 25 DE AGOSTO sahir lz a continua- flidaue do fazendi, para a cor queso quizer
,1 miT-nlP -^Machado & !c3o da palhogeoesia homeopathica.compos-: com promptidSo, e de modo quo se nSo ro-
a do corrente. fllacliaao 'Jde JmedfcimenloiBU,piM> {r,dui,j,|brca acor primitiva: As pessoas da c.da-
l'inheiro. Idomanual dolilt.JAUR, oade 12 modici-do de Oliuda que tiverem objectos pira tin-
Perantec juizo dos feitos ,1a fazenda menlos brasileiros exlrahida da obra inti- [ gir podom lovar a ra de Malinas rorreira
na primeira audiencia, tem de ser arrema- lulida Doutrinada Escola Homopathica do casa ,lo Sr. Cosme, allautc.
lados por execucSo da fazendt provincial, rio DE JANEIRO, pelo Dll. MURE. Esto vo- -
os bens seguintes por venda:- urna parle da lume sor augmentado da Theoria da appli-
cisi de sobrsdo 11. 2,siti ni ra da Cruz.ava- caco das dozes pelo Dr. Mure, lacuna im-
isda ern 3:832,529 rs. ; outra diti da casa porlantissima deixada por llahnemam ao
terrea.siti no becco da Virac3o,ivaliada em cuidado dos seus discpulos. Recobem-so
7,000 rs ; cujas partes tocou a mesma fa- assignaturus a 3,000 rs. pagos na "occasi.lo
zonda no inventario dos beus do finado Jos Ja entrega, no consultorio do prof humeo.
pilha Cosset Ilimoui, ra das Cruzes n 28.
Dos Dispde.
Acaba dechegardo Rio de Janeiro, tradu-
rs., por execucao movidi contra Jos Ro- zdo elD portugoz, o excellentc rommce de
drigues do Pfj^j.i"^"1.^11,^ SSSSXL Alexandre Dumas.quc tem por Ulul, Dos
DispOe, vende-se na livrnia da praca da In-
Affonso Rigueia, para pagamento do sello
de befante, A renda anuual da casa n. 9,
sita na travossa do hospital, avaliada em 96/
ditos bens compareca na sala das audiencias
s horas do coslume.
as horas uo cosiume. dependencia n. 6 e8, a 8,000 rs constando
- preciss-se de urna negra, pin vender ^l6 "lumej.
ni ra ; quem quizer alugar, dirija-se a Ira- l'n.aannrlps
lar na rui larga do Rozario n. 38. | assaportcs.
O professor publico de lalim, da fre- Tiram-se pissaporles pan dentro o Tora
aueziadeS. Jos do Recife, abaixo assigni- do imperio, assim como folhas corridas, e
do faz sciente ao publico que mudou a sua ttulos de residencia, e despacham-se escra-
aula e residencia para a casa terrea n. 33, vos ; tudo com muits promptidSo, e com-
sita no largo do Terco. modo preco 1 na ra estrella do Rozno so-
Mannei Frincisco Coelho. brido n. 28, segundo andar.
~ Aluga-se um grandesolflo para peque- Precsa-sedo dous contos de ris a juro
na fimiliaoualgum moco solleiro, na ra quo se convencionar, com garanta cm prc-
do RanKel n. 47 a tratar no rmazem de ioderaiz: quem se propuzer annuncie.
lenba do caes do Ramos. -- Precisa-se allugar umi ama forra ou
_ Precisa-se de um eaixeiro quo lenba captvi para lodo e servico de urna casado
pralica de negocio de venda : a tratar na pouca ramilia, n'umsilio porto dosta prica.-
rui da Seozalla Vellia, vende n. ib.
na ra da Cruz n. 47.
*
-
-.1
ao respeitavel publico
^ Jos Amolelo, dentista e sangrador,
fj exorce com prmptido as funccOes
de sua ai te, das 8 as 9 horas do dia,
E li as 6 da tarde, e nos domingos it
5 ao meio da, tira bem denles, calsa
g bem ns denles fundos, sopaia perfei
tamente os dentes da ficute, sangra
<* bem, e applica bem ventosas sarga-
fr dase secas, pelo preco mais commo- S
4. do que poder.tanto no largo do Roza- g
| rio junto di igreja, casa da estrolla J
a> n. 7, bairro de Santo Antonio, como
m fra della ; mandaudo-lhe por escrip- I
a.) lo.iodicirao o lugir, nomo da ra, J
^ numero da casi, com o nome do mo- w
a, rador. *
N. B. Para lirar dentes e sangrar a
n pobreza pagar o que poder. e>
*,****SS #*
Firma-se papel.
Ni livraria do pateo do Coliegio 11. 6, de
Joo da Costa Dourado, onde ha muito bom
papel de peso ealmaco de qualidade supe-
rior ; e firma-se com bonito typo por um di
minuto preco.
- Alnga-sea grande loja da ra estrella do
Roztrio n. 43, com armcSo propr para
Andrede & Leal.
Comprara moleques, creoulos.nu mulatos
de 12 a 16 annos de idade, o tambem rece-
bem aprenrtizes captivos ou livres pan is
diversas ollicims de sua fabrici : a tratar
na mesma, na ra Imperial n. 118 e 120,com
Manoel Carneiro Leal, ou no deposito di
mesma, na ra Nova n. 27,rom Joaquim An-
tonio dos Santos Andrade.
-- Compra-se urna preti que seja moca e
liol, sabendo cozer, engommr, lavr e co-
sinliir; na ra do Queimado, loja n. 4l, se
dir quem compra.
~ Na ra da Sonzalla Velha, defronte do
Sr. Marlins, pintor, compram-so todas as
qualidades de ferros velhos e melaes do to-
das as qualidades, assim como ourelos de
pannos linos, casimiras e lodss asqusli-
dades de uiulambos, que servirem para fa-
zer papel ; assim como cabos velhos, lo-
nas, ect.
-- Compnm-se escrivos de imbosossa-
xos, do bonitas ligurss, de 10 a 25 annos,
lano para a provincia comb para fra, pa-
gam-se bem : ni ra di Cacimba n. II, on-
de morou o linado vigario do llecife.
Compra-se toda a qualidade de metal
vcllio : na ra Nova defronte da CouceicSo
n. 38._______________.
possivel: na rui Velha n 57.
O Para criados. O
/ Vende-se chpeos envernizidos.ga* j
X 13o de ouro e priti pin guirnecer g
^* os mesmos, assim como glOes es- n?
*? treitos, tudo por commodo preco :
O na praca da Independencia n. 17, 9
OOOOOOOOOOOOOOOOOO
Para latociros e funileiro*.
Vemle-se na ra Nova n. 38, defronte da
ConceicSo cadinhosdo n. 1 ale n. 40 a 120
rs o numero, areia de moldar, thezouras
grandes, muito boas, vidros para vidraca,
tanto em caixa como a retallio, muito bara-
tos, oleo de iinhaca, lezouras pequeas, mo-
las para esporas, rozetas para as ditas, ver-
uiz copal, l'olna de flandres em caixa, e a
rota i lio mais barato do que em oulra qual-
quer parte.
Vendem-se duas bonitas prot s som
habilidades, um preto de buuin guia e
muito moco, um dito bom para campo, um
dito de moia idade bom para todo o servico:
na rn da Cacimba n. II, ondo morou o fi-
nado vigario do Recife.
Folha de llandres.
Vende-se folha de flandres de todas as
qua!idd grossuras, lanto em pore.Vi
como em retalho, por preco muito razoavel:
Vendas.
Igual pechincha nunca se vio
14o rs o covado
Vendem-se chitas escarales muito linas
de ramagens para cobortas a 110 rs cada
um covado: na ra do Crespn. 14, loja
de Jos Francisco Dias.
Vende-se urna mulata de 22 annos, de
bonita figura com principio de eugom-
mar, cosinhar e coser na ra Velha, casa
n. 54.
Vende-so urna moca c linda escrava
parda, de 18 annos de idade, sadia e reca-
tada, propria para mucamba : na ra do
Queimado, loja n. 51.
Vende-se um oratorio grande, parase
dizer misse em casa : na ra de S. Gonca-
lo n. 90. ....
Na ra do Coliegio n. 7, icaba de abrir-
se um pequeo, mis mimosamente sonido,
ra Nova, loja de ferragens n. 6 de Va-
tim da Silva & Companhia ; e tambem so
compra cobro e latan yelho.
Vende-se vinho de champa-
nhe legitimo e de superior quali-
dade : em casa de J. Kcller &
Compaa 1 na ra da Cruz u.
55.
CERA EN VELAS.
Vende-se cera em velas das
melhores fahricas de Lisboa e do
Rio de Janeiro, sortimentos mui-
to variados e a precos commodos :
n ra do Vigario n. 19, segundo
andar escriptorio de Machado &
l'inheiro.
SALSA MIIIIILII.I
DE
As numorosas experienciasfeitis como
uso ds salsa parrilba em lodas as enferme-
dades,originadas pela impureza dosanguc,
e o bom xito obtido na corto pelo lllm.
Sr. Dr. Sigaud, presidente da acadomia im-
perial de medicina, pelo lllustrado Sr. Dr.
Antonio Jos Peixoto cm sua clnica, onm
sua afamada casa do siudc na Gamboa, pe-
lo lllm. Sr. Dr. Saturnino do Oliveira, me-
dico do exercito e porvarios oulros mdi-
cos, pormittem hoje de proclamaraltamenta
as virtudes oflicaies da
SALSA PARRILHA
DE
Nota. Cada garrifi contetn duas ibns
de liquido, e a salsa parrilha do Brlstolhe
garantida, puramonte vegetal sem mercu-
rio, iodo, potnsium.
Vende-se a 5/000 rs. ovidro na botica do
Sr. Jos Marii Gon;alvcs Ramos_: ra dos
(juarteis negada ao quirlelde polica.



4
}\CIDPEDEP\IMS.
Kua do Collegio n. I\.
J. Falque, dono da fabrica cima mencio
nida, participa o respeilavel publico de
Pernambuco, e principalmente a seus fre-
guezes, que elle recebeu pelos ltimos na-
vios, vindos da FraAga, um grande e rico
soi i miento dos molhores chapeos de sol de
seda, que tem vindo a esta praga, proprios
paraaeslacSo do invern, e paira senhores
de engenho, por serem muito fortes ; sor-
timenln de chapeos de sol de seda de diffe-
rentes qualidades de 5,000 rs. para cima,
lindo sorlimenlo de chapeos de sol de seda
para senlioras de lodos os feitios e tama-
nhos, que vende muito emconta ; ditos de
panno para meninos de 1,500 a 3,000 rs.| di-
tos para homem de ferro e de balea de
2,000 rs. para cima ; ditos de junco de t,500
rs. para cima; grande e escolbido sortimen-
to de chamelotes, sedas e pannos em pega,
para cobrir armacOes servidas, baleias de
indiisas larguras e tamanhos, para vestidos
e esparlillios para senhora fazem-se um-
bellaa para Igreja; concerta-se toda e qual-
quer qualidade de chapeos de sol, ludo por
minio menos prego do que em oulra qual-
quer parle. Vende-se em percho e a teta-
Iho. No mesmo eslabelecimento acha-se
nm bonito sortimeoto de bongalas.
3,000.
Vendem-se cortes de. brins trancados cs-
curos de puro linho a 2,000 rs., dito de pele
do diabo a 900 ou 240 rs. ocovado, cortes
de camhraia de salpicos de cores e brancoa
com scte varas a 4,500 rs. o corte, e 720 rs.
a vara : na ra do Crespo, loja n. 6.
Aloinhos de vento
rom bombas de repuxo para regrar borlas
e baixasdecaplm na fundigSode W. Un
man: na ra do llrum ns.6,8 e 10.
CHA PRISTO
Vende-se superior cha prelo,
em caixas de 3o libras cada urna
em casa de J. J. Tasso Jnior, na
ra di> Amorim n. 35.
* ARADOS AMERICANOS.
. Vendem-se arados anic-
I ricanos, chegados dos Esta- jj
a> dos Unidos, pelo barato pre- *
J> 50 de 4<>,ooo rs. cada um: na
J. ra do Trapiche n. 8.
#*^ *##**?**
-- Vendem-se por pregos commodos.seis
bois de carro muito mansos, lillios do pasto
o nuvos: na ra Nova, loja de chapeos n.52.
farinha de trigo
SSSF.
Fontana.
No armazcm de J. J. Tasso J-
nior, na ra do Amorim n. 35.
Deposito de cal e potassa.
No armazcm da ra da Cadeia
do Kccil'c n. 1a, lia muito supe-
rior cal de Lisboa, em pedia, as-
sim como potassa clicgada ltima-
mente, a precos muito rasoaveis.
Armazcm de vinhos.
Na na da Senzalla Vellia n. 48,
vendem-se vinhos de Lisboa e Fi-
guciru, dos maissuperiores que ha
110 mercado pelo diminuto preco
de 200 e i4 rs- a garrafa, e i,5oo
a 1,800 rs. a caada : para confir-
mar d-se a provar, e para ver da-
se a beber ; he baratinho, a elle
fregueses que he bom vinho.
Deposito de cal virgem.
Cunha & Amorim, na ra da Cadeia do
Recite, n. 50, vende-so barris com supe-
rior cal om pedra, chegada pelo ultimo
navio de Lisboa, por menos preso do que
em outraqualqncrparte.
l'otassa americana.
--No auiigu opusilu da cadeia veiha, n.
i* existe urna pequea porgao de potassa
americana, chegada recentenicnte que por
superior rivaliza com adaltussia: veude-
se por preco razoavel.
Agencia de Edwin Maw.
Na ra ilc Apollo n. 6, aruia/.ein de Mc.Cal-
111..ni v Coinpmili. 1, acha-ae conaianlemeole
liona aortimenios de taina de ferro coado e
batido, lano rasa como fundas, moendas In-
riras todas de ferro para animaes, agoa, ele,
ditas para armar cm madeira de todos os ta-
mauhos c madellos o mais moderno, machina,
horiaontal para vapor, com forca de 4 caval-
loi, coucos, paasadeiras de ferro esianhado
para caaa de pulgar, por menos preco que oa
de cobre, eacovens para navios, ferro inglez
lautoem harrascomo em ircosfolbas, eludo
por barato preco.
;-> farinha de mandioca J
Vende-se, por prego rasoavel, la- ^
^ rinha de S. Mathcus a mais nova ^
J quo existe nn.sto mercado : na ra ^
2*. da Cruz n. 34, delronte da I ingoota. jAAAAiftiiliili^b AA^.is.v'V'li.ftAA!!
AI.I.M.I A
da fundicao Low-Mooi.
KUA DA SENZALLA NOVA J. 4a.
Neste estabeleeimcnlo conti-
na a lia ver um completo sorti-
mcuto de moendas o mcias moen-
das para engenho, machinas de
vapor, e taixas de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos, pa-
ra dito.
A iao rs- cada um.
Na ra do Queimado u. 3. defronte do
becco do Peixe-Frito, vende-se leucinhos
de cambraia pintados, para m3os de senho-
ras, pelo baratissimo prego de seis vintens
Deposito de panno de algodSo de
febrica Todos o Santos da Ba-
nhia.
Vende-se por preco commodo
o bem conhecido panno de algo-
dSo desia fabrica em pessa, a
vontade do comprador no escrip-
torio de lNovacs& Companhia, oa
ra do Trapichen. 34>
Vendem-se asseguintea ementes:
nabos.rabanos.rabanetes encarnados o bran-
cos, sebola, couve trinxuda alface ala-
ma, repulhuda.chicoria, senoulas, feijSo
cacrapato de tres qualidades.ervilha torta e
direita, fava, coentro de touceira, salga, to-
mates grande, repolho, couve lombarda,
saboia. e mustarda : na ra da Cruz n. 46,
defronie do Sr. doutor Cosme.
A a4 r8> ocovado.
Defronte do becco do Peixe-Frilo, loja n.
3, vende-se cassa chita, cores filas, de lin-
dos padrOes, pelo barato prego de doze vin-
tens o covado; bem como chitas baratas
e outras fazendas mais.
a 180 rs. o covado
Ilefronle do becco do Peixe-Frito, loja n.
3, vende-se alpaca de algodSo pelo barato
prego de qualorze vintens o covado; esta
fazenda torna-se recommendavel 0S0 o
para vestidos de senhora, como tambem
para palitos e casacas de homem.
Amigo deposito de rap princesa
de Gasse do Rio de Janeiro ,
grosso, meio grosso e fino na
ra da Cruz do Recife n. 3.3.
Viuva l'ereira da Cunha,encar-
regada deste deposito scientifica
aos consumidores deste rap, que
para melhor serem servidos seus
pedidos, tem estobelecido ser pr-
vido o deposito mensalmente com
remessas feitas pelos vapores da
carreira, e assim podero seus fre-
guezes ter rap muito lresco, cir-
cunstancia a mais escencial ; sup-
piido pois regularmente este de-
posito com rap assim fresco, he
Espclhos porpouco dinheiro.
Na ruada Cruz n. 20, casa de Avrial Ir-
mBCs r. Cnmpaiilru vondem-se ptimos ea-
pekbos, com moldura, e sem ella, chegados
ullimamento da Franga, jor prego dimi-
nuto.
Farinha de mandioca a 1,600 rs. a
scca.
No armazem de I. J. Tasso Jnior: na ra
do Amorim n. 35.
Do Chile e de Italia.
Completo surtimonto de chapeos do Chil-
le,os mrlhores em alvura e durago que tem
vindo ao mercado, o por prego muito ra-
zoaveis, ditos de Italia para dmense se
nhoras, sendo estes ltimos ptimamente
apparelhados: na loja e fabrica do chapooi
da praga da Independencia na. 24, 26, e 28
iiocniiK superiores.
Na fundigSo deC. Starrl Companhla,
em S.-Amaro, acham-seavenda moendas
de caima, todas deferro.. um modeloe
construcgSo muito superior
A Amazona.
Chapeos de seda para as senlioras pissea-
rem a cavallo.e mesmo a 1 de nova moua,
e muito bem onfeitados, hooels de panno
para senhoras e meninos, de todas as quali-
dade, chapeos de castor de diflerentos co-
res para meninos e meninas, com effeites e
sem elles, ludo por prego muito oommodo;
oa loja efabrica de chapeos da praga da In-
dependencia ns. 24, 26 e 38.
Para debrunr palitos.
Fitas de superior qualidade, e differentes
padroes, e larguras por mdico prego na lo-
ja c fabrica de chapeos da praga da Indepen-
dencia ns. 24, 26, e 28,
De castor a 6,000 rs.
Chapeos do castor brancos inglezes, de bo-
nitas formas, a 6,000 rs na loja e fabrica de
chapeos da praga da Independencia ns. 24,
26, e 28,
Oleados para mezas.
Vonde-se oleado piolado, de muilo boni-
tos padrOes de quatro a oito palmos de lar-
gura, epur prego muito barato na praga da
Independencia loja e fabrica do chapeos, ns.
24, 26, e 28.
Toda attendoao baiateiro !
Kua do Crespo n. i4, loja de Jos
Francisco Dias.
Existo um delicado sorlimenlo do finissi-
De castor finos. Na loja das 6 portas.
Superiores chapeos do castor branco de Chitas escura a mi vintn,cte, meia
formas modernas, e muito leves, a 10.000 j pataca e doos tuslne, longo brancos para
ri., superiores e moderno chapeos de seda } mSo de senhora e meninas a dous tuslOes,
franceze, a 8,400 r., na loja e fabrica de, longos pequeo para menino a quatro Tin-
chapeos da praca da Independencia n. 94, i len,e multas outras fazendas por prego ra-
26,0 28. aoaveis.
vende-se, no escrlptorlo doa aenhore -- Vende- urna preta moga e adia, en-
Carmiroda Cunha di Companhia, na cidade igommadeira, cosinhelr, eostureire, lava e
dal'arahiba, osuperor rap Paulo Cordel- i faz o maia arranjo de casa tem muito boa
ro, chegado ltimamente do Kio de Janeiro, conducta, e foi recolhida ; urna pardinha de
Palitos a n 000 rs dM nn08 mu't0 bonita, chegaJa do ert8o
Vendem-se palitos feitos, de panno mes-
ciado, pelo baratissimo prego de 12,000 r.
cada um : na ra do Queimado, loja do so-
brado amarello n. 29.
Vende-sea excellentj typo-
graphia do Diario Novo estando
bem montada, tanto debonspre-
los, como de lypos : quem a pre-
tender, dirija-se' a rila da Prnia
n 55, a tratar com a Viuva Roma.
Ancoras para navios.
Vi'inli'm s" em casa de Ricardo Royle, na '
ra da Cadeia Velha n. 37, ancoras de supe-
rior qualidade, e por commodo prego.
Vondem-se superior champagne,vinhos
finos engarrafados de diversas qualidade,
flanella muito encorpada, e bolachincha de
ptima farinha, chegada ltimamente de
Lisboa, por commodos pregos : na ra do
Vigano n. 19, pritneiro andar.
Na ra Nova, loja n. 2
Ha um sorlimenlo de calgido par homem
e senhora, dito para meninos, chapeos fran-
ceze flniasimos, ditos de 111'iimus; ven-
dem-se sinente a dinheiro vista.
Cal virgem.
Vende-se cal de Lisboa a mais nova do
mercado: na ra do Yigario 11. 19, primei-
andar, escriptorio de T. de Aquino- Fonseca
& Fillio, ouoa ra do Trapiche, amazem de
Antonio Augusto da Fonseca.
para pagamentos, e um moleque de getean-
iins tambem pega : na ra larga do Rozarlo
n. 35, loja.
Na loja n. 2 da ra Nova vendem-ae ca-
sacas de panno lino a 16,000 rs., ditas a 20/
rs., palilOs de casemiras a 20,000 rs., ditos
de panno de cores a 20,000 rs ditos de pan-
no de coros a 12,000 rs ditos de brim,ditos
de ganga, casemiras finas de cores ricos
cortes de setim,bordados de varias cores que
servem para casamento.
tmm mMummmmmmmmmmmmm
Aviso para qnem quizer.
! A. Colombitz avisa aos seus j&
f freguezes da sua loja de al- 5
faiale, com roupa, feita que *
transferio para a da esquina,
1: atraz da matriz, loja n. 1 em m
% que est o Sr. Nabuco.sendo
9 sempre o mcstredaofficina o *
0 brasilciro Manoel Jos Fer- -
tt reir. Na mesma loja cima 9
ai 1 ft
S tem sempre um completo 3
i sortimento de roupa feita. m
:mmm*mw9 mwmwmmwmm
Vende-se umaescrava. crcoula.sem vi-
cios nem achaques.com idade que represen-
ta 20 annos, por prego commodo: quem
convier dirija-se ao Mondego, sitio que foi
I do finado padre Manoel Julio.
simas chitas de cores com salpicos, os mais
!,,>,-i I (mu i'ine i'sta boa nitada lindos gustos que tem vindo ao mercado a
paraallirmai que esia om P""ual 210 rs. o covado, ditascores do vinho e caf,
se tornara recommendavel a todos muito miuiiiuhas do novo desenlise cores
os tomantes: os precos sSo os de, multo rxs 200r. ocovado, d.tasdc dif-
. ,',-,. ferentes quahdades a 160 rs. ocovado, linis- 3 400, 3,600, 4.000 rs, e muito lino a 5,200
seu principio estabelecidos de 1 80] sjn.,s a\ptkts e todas as cores a 640 r. o
rs.. as duas nrimeias qualidadeS; covado, ditas com tos de seda e de novas
. r.!. ,-i ,1 ', |;_l cores a .ooo rs., ditas pretal pon flores
imitando chamalote do seda a 1,100 rs. o
covado, cortes de casemiras de llaealgodSo
de lindos gostos a 1,600 rs. o corte, os mais
superiores brins de puro linho e de riquis-
simas cores a 1,280 rs. a vara, brins de puro
linho de moa s cOr, fazenda propria para
palitos a 320 rs. o covado, as verdaderas
bretanhas de rolo do 10 varas a 1,800 rs. a
pega, idem de 5 varas, fazemla muilo encor-
, pada a 1,000 rs. a pega, assim como muilas
Deposito da fabrica oe joos os, outras fazenda que se vendero por muito
menos prego do que em oulra qualquer
parte,
No Hotel Recife, ra do Trapichen. 5,
%if Palitos feitos. _=? casa da'l'ortuna, na ra Dire:ta
Na ra Nova n. 26, tem para vender-se
palitos de panno verde c prelo muilo bem
feitos, e mais barato do que em outra qual-
quer parle; a elles anles que se ac bem.
Tudo sao pechinchas.
Vendem-se chitas linas a 120,110,160,180,
e 200 rs. o covado ; pegas de ditas a 5,000,
5,500. 6,500, o 7,000 rs.; chitas para cober-
ta decOr lixaa 200 rs- cortes de caiga de
brim de cOr a 1,000 e 1,200 rs. com tres e
meio covado, corles do afamado Ramhreo
a 1,800 r., fazenda de multa duraglo para
caiga ; madapolOes a 160, 180, 200, 220, 210,
e 280 rs. a vara ; pegas de dito a 2.800,3,000,
n. 7.
Na ra cima e na praga da Indepcndun-
ci, loja do senhor Fortnalo, est i venda
um completo sortimento de cautelas e bi-
| Ihete da loteria de Nossa Senbora do Roza-
rio, cujas rodas andam no da 29 do cor-
rente.
e 900 rs. a ultima, sendo de 5 li-
bras para cima.
Vende-se cal virgem cm pe-
dra, cabeca de carneiro do ar-
mazem de assucar da Viuva l'e-
reira da Cunha, na ra da Cruz do
Recie n. a3.
O lili ..
Santos 1111 llahin.
Vende-se.emcas deN. O.BieberAC,
oa ra da Cruz n. 4, algodSo transado
quillarabrica.muitopropno parasaccosde yende-sc farinha de mandioca por 2,000 rs.
assucar eroupa deescravos.porpregocom- a s(ccai ne muilo nova c de boa qualidade.
modo.
Vendem-se lonas, brinzSo, biins, e
mcias lonas da Russia ; no armazcm de N.
O. Iliebcr & Companhia, na ra da Cruz
n.4. *
- Na ra do Crespo, loja n. 5, vendem-
se cortes de ineia-casimira de pura 13a, c
goslos muilo bonitos, polo mdico prego de
2,560 rs. o corte; brim pardo de linlin, su-
perior fazenda, a 640 rs. avara.
Multas fazendas porpouco dinhei-
ro na rua do Crespo n. 6.
Corles de brim escuro de puro linho a
1,440rs. ,ditosdelislradebomgostoa2,000
rs., dito amarello a 1,800 rs. riscado de li-
nho pr<> 1 n o para caigas e palitos a 180 rs. o
Vendem-se estotras do palha de carnau-
ba, regulares e grandes, dx i varas de cooi-
primcnlo; chapeos do palha a 8,000 rs. o
rento; felles de cabra a 20,000 rs. ren-
lo, chegados agora do Aracaty : na rua da
Cadeia do Recife n. 49, segundo andar.
Sa patos .'
Acabam de chegar do Aracati ns mais
apreciaveis sapatos de couro branco. O
forte cabcdal de que s3o leitos.a batida sola,
e a moderna forma os confundem depois de
engraxadoscom a bela graxa delata deSas.
S. Masn, com o calgado melhor da Europa,
elles se vendem a 800 rs. o par, e a graxa a
120 rs. a lata, ora bem,isto chega a todos ; e
recouimendar a compra dcslc calgado leilo
no paiz he duvidar da protecgSo que se tem
rs. ; algodSo trangado, proprio para lenges
e toalhas a 3,600 is. a pega ; e outras uiilas
fazendas por pregos extraordinariamente
baratos: na loja da estrella da roa doUuei-
mado n. 7, confronte ao becco do l'eixe
Frito.
Voltarete.
Vendem-se cartas finas para voltarete pelo
barato prego de 500 rs. o btralhc: na rua
do Queimado. loja n. 8, defronte da botica.
11 i Hieles 8,000
Meio 4,000
Quartos 2,200
Decimos 1,000
Vigsimos 500
Calcado.
Sapalos de couro de lustro, francezes e
de Lisboa, para senhora, a 1,280 rs. o par ;
na praga da Independencia, loja do Arantes
n. 1:1 e 15.
Queijos baratos.
Noatterro da Boa-Vista n. 49, venda no-
vaena ruad'Aurora n. 32 vende-se queijos do
reino a 640 rs., por estarem alguma cousa
seceos.
Vendem-se 4 escravos mogos, de boni-
tas figuras; sendo, um bom carreiro, um
Brim trancado de paro linho a 3ao t?'o.'d.iu'i%^ *'"* "*
covado Modas francezas.
rs. o
Na rua do Crespo loja da esquina que vol-
ts para cadoa vende-se brin trangado par-
do de linho puro a 320 rs. o covado.
,^j mm&tt4.:pm:,,,., ;..'-;, >
jl Vendem-se as modernas *
Rua do Atierro da BOa-Visla, n. 1
Buessard Mtllochau,
avisa ao publico e aos ssus freguezes, que
tem a venda presentemente um mui escolhi-
! do sortiir.entodas vordadoiras ultimas mo-
chilas francezas, de lustro e ** i das de Paria, em chapeos de palha daltali
. 1 a.. dilos de dita da China, brancos, ditos de
ramage, desenhos da ultima g 1 nlonde e de paiha, dito de seda, v, Iludo
moda, a lio C 3oo rs. o CO- ^'elc. Linios chapeos de meninos e meninas,
tvaito na rua rln r.rpuno I desed. o de palna ; chapos de palha da Ita-. ua lnB0>, lerando um remido, docilita
rauav na ag uccn>|w| |j,, muito linos, para montara; ncnscha- oulro jg fidc,do, he alia o magra, oc
covado, panno fino prelo a 3,0004,000rs. ot desent0|vij0 industria nacional; heporis
covado,uessasde chitas escurascorn 38co- so que oC avjsa a quem os quizer va na rur
vados a 4,500,5,000 e 5,500 rs., cambraia de
flores com 81|2 varas a 2,*00e3500rs. a pes-
sa, longos de cambraia do linho a 400,480,
e 560 is. proprios para m3o, riscado assen-
tados em algodSo muito encornado proprios
para escravos a 160,180 e 200 rs. o covado,
zuarte azul com 4 palmos a 200 rs. o cova-
do, e muitas mais (.zondas ,or prego com-
modo da loja cima referida.
~ Vendem-se amarras deferro: na "la da
Senzalla Aova n. 42.
Taixm para engento)*
Na uiiitdu de ierro de D.
W. Bowman na ruado Brum,
l> ,ss,nulo o chafariz contina a
haver um completo sortimento
de taixas de ferro fundido c ba-
lido, He 3 a 8 palmos de lincea ,
as quaes acham-se a venda por
so que se avisa a quem os quizer
rua larga do Rozario loja 11. 35.
Panno prelo fino a a,5oo rs.
ocovado.
Vende-se panno preto lino, a
2,5oo rs. o covado : na luja de
Flores &c S, na rua da Cadeia do
Recife.
Vendem-se saccas com farinha de man-
dioca, chega
do Cear, a 1,600 rs., e em
a a 1,...... rs. ; no armazem
de Govca & Das, defronte da escadinha da
Ifandega.
loja amarelld de n. 4 de | esecapotinhos'de rededoretroz edesola
Antonio Francisco l'ereira. |'bordados; cabegOos de bico de blondedi-
wiawusa aimuiiiaiMMia ts de l",,l brancos ; romeiras de bico bor-
*: dudas ; ricas capellas e caixos de flores,
' para casamentn ; turbantes, toucados e en-
jfeites para cabega; ricas flores decores;
capolinhos e camisinhas do bico branco : es-
Na rua do Crespo loja da esquina quo vol- se, 0bjectos de modas, recentamentechega-
la para a Cadeia, vende-se chita para cober-j ,0, 8H endei5o por prego mais em conts
ta de novos padrOes e cOr lixe a 200 rs., o ue em outr, qUaiqUer parle.
Chita para cobtrta, cor fixe a
2oo reis covado.
covado.
A 5,ooo rs.
Superiores! ohape s de sol de seda inglo-
zcs chegados pelos ultimo navios, pelo di--
rrinulo prego de 5,000 rs. cada urna : na
rua do Collegio n. 4.
~ Os llims. Srs. estudantes do quinto an-
uo sSo convidados para comprareni como
dinheiro vista, litas oncaruadas que ser-
vem para as suaa curtas de hachareis em sci-
cncias juridicas; fallemcom o senhor Nnhu-
da rua Nova
Vende-se urna molala ptima coz-
nhrira, e engomma soffrivelinente, e una
preta propria para servigo do campo, ou
quilandeira ; na rua atraz da matriz da Boa
Vista, n. 21.
Novo sortimento de fazendas na
loja da rua do Crespo n. 6.
Superiores cortos docassa-chita.de novos
drsenbos, a 2,240 e 2,500 ; ran>brai*s fran-
cezas de cores a 440 a vara; chita para co
, berta, de tintas seguras, a 200 rs. o covado;
; cassa lavrada a 2.400 a pega ; dit de llo-
co na loja de A. Colomhiez da rua
atraz da matriz n. 9.
-Vende-so um negro mogo, perito co-i"S, com 8e 1/2 varas, propria para curti-
zinheiro. de boa nomine!, o que se sngs.' "*'1- J= =*==. s 3.5S0 Pcv i eambrws ce
duas mulatas mogas do lin Jas figuras, 1 na- I salpico, tanto brancos como de cores, a
gra boa cosinheira, o muilo robusta o sab0: ?.50" P"c ; lengos de cambraia de linho
lavar roupa da rabilo e varrclla, um mulata I 80 e 560 ; pegas de chitas escuras a 5,000
o Publico n. ,7, loja ^^^^.ne^^^o^ *\^otW*&^iffi~$
portas
ditos de tarlatana a 1,000 rs., cortes de cas-
sa-chita, bonitos padrOes, a 1,800 rs.; chi-
preco commodo e com promptl-. tas para cobertas, cores fixa e bonitos pa-
dao," embarcam-se, ou carregam- drOesa 200 r.,o covado; ditas para ve-
Vendem-se chales do la c seda o melhor vom para cartas de hachareis, commendado
quesc tem visto neste mercado pelo barato res de rdem de Chrlsto, llosa, Cruz, i prego de 3,200 rs.; ditos de lila a 1,000 rs.; do Rapirito Santo: na rua Nova, loja n 2.
acia ; na rua larga un nozuriu 11. 2. ..,..._.-., _..-.------- ...
- Vendem-se filas encarnadas que Mr-|cadodolinlio a 180 o covido; didu de algo-
mcias
tido a 160 e 200 r. o covado
i-rua- ameiicanas para
2,200 rs., par 200 rs.; brins de linho pro- negra cosinheira,tod
Vendem-sn minio bonsqueijos de man
le en chamados do sertSo a 2,000 rs. cada
um : na rua Augusta, taberna de Victorino
Jos Correia de Sa.
Vende-se tres escravos sendo I molato,
se em carros, sem despezas ao com
41 1-' j- ,-. prio para palitos, a 240, o300rs., o cova- tratar na rua da Cadeia do Iteclfe n. 7, loja
AlgOllao para roupa ae escravos.; d0COrtes para colele de lilao seda a 800rs.; de miudeza de Antonio Lopes Percira de
; d.lo, proprio para escravos, a 160 e 18u o
covado; panno preto a 3,000 e 4000 o cova-
do : e' muitas outras fazendas, por prego
commodo.
Vendem-se as obras de Virgilio, Salus-
tio, II a ni 10, Selecta, Cornelio, Sintaxo de
Dantas, Novo Mcthodo, Magnum Lexicn,
Aventura de Telemaco em francez, Dicio-
Desapparcceu no dia B ia
presente mez, um escravo de no.
me Jos" que representa ter ,,
annos, grosso do corpo basUme
gordo, meio fulo; nariz chato, ,|r
nacSo, tm urna perna grossa, urq
escroto grande, que eslava em cu-
rativo, levou vestido urna calca a.
zul de ganga, camisa branca, cha-
peo de couro, foi escravo docatii-
tozinho : roga-se as autoridades
policiacs e capitScs de campo, a
captura do mesmo a entrega a
seu senhor, na rua da Madre Dos
Joaquim da Silva Lopes.
Desappareceu no dia 8 de julho do cor-
rente anno o caboclo Jos, escravo da |j.
checo, Filho & Hendes do Aracaty; o qU,|
escravo tem os aignaesseguintos ; o braco
esquerdo quebrado na munheca, cibel|j
pelos e grandes, bem fallante, o qual pn>le
ser que qiieira inculcar-se de forro, ln(m
caiga azul de algodSo, camisa de algoi|,lo il
listra, quando falla aperla um pouco a hn.
goa entre os dente : quem o pegar lerna
rua da Cruz do Recife n. 33, casa de l.uu
Jos de Sa Araujo, aondese acliava para ser
vendido, que se recompensara.
Desappareceu do engenho Fragosu.ter-
modeOlinda, o preto de nomeCuilherme,
de nagflo, bem ladino,estatura regular.meiri
corpo, bem preto; quem o encontrar leve-o
ao referido engenho, ou a rua da Aurora n.
II, quo ser bem recompensado.
Boa gralilieagln.
Gratifica-so com 50,000 rs. a quem appre-
hender um muleque crilo, por Dome Mi-
guel, de idade de 15 a 16 annos, fugnlo
desde sexta-leira 28 demaio prximo pli-
sado, de gancho ao pescogo,secco do corpo,
cOr bem preta, beigo inferior grosso, com
marcas de chicote pelas costas, vestid da
camisa dealgodSo branco com mangas cur-
tas, caigas de algodBosinhodelistras azuey
he bastante ladino, tem falta de cabellos ni
cabega por ler andado venden lo fructis
mandioca, macaxeira pela rua ; este mule-
que quando Ihe fallam, esta sempre com os
nilios inquieto, e fazendomovimentoscorr
os dedos das nulos. I'o Je sor que so intitu-
lo tiiou o gancho do pesengo que linha quan-
do fugio do casa. Portanto roga-sea todas
as autoridades policiaes, capitaes de campo,
o mais pessoas, que fagam todas as dilien-
ciaa do capturar esle moleque, o manda-lo
entregar a seu senhor, Jos Saporiti, mo-
rador no principio da estrada dos Alllictos.
Da Tabrica decaldereiro da rua do Brum
u.28ausenlaram-se, no dia 10 do passido,
o preto Antonio de naggoCabinila, estatura
regular, cabellos um pouco brancos, cheio
do corpo e muito cabelludo no peitos, ros-
to carregado; oostuma em suai fgidas fre-
quentar a Suiidade, Manquinho o Afoga-
dos.eeiusua ultima fgida foi pegado no
engenho Cuca districto do Rio Kormoso: e
no dia 13 do corrente o preto Alexandre, da
nagaii S. 'I humo, alto, corpo reforgado, a
alegr, e j foi escravo do Sr. Bolly e do
fraucez Melequer, morador no Itio DOcn, lu.
gar que omesmoescravo cosluma frecuen-
tar na diversas fgidas que ha felu:
roga-soas autoridades policiaes o a quom
quer que dalles der noticias, dirijo-sea
mesma fabrica quo ser recompensado.
Aindaacha-se fgida anegraescrava U
nome Delfl-na.que desappareceu nu principio
de maio passado.a qual fui cmprala ao Sr.
UanoelJoaquimPascoal llamos, tem os sig-
naes seguintes : idade 50 annos pouco mus
liomem, duzia de bonita figura, 1 negro canoeiro e urna I "ario om francei e porluguez por Constan-
lo do bonitas figuras: a Cl0i a uu" de c,sos de consciencia por
Vende-se algo d3o muilo encorpado, pro-| lenginhos para mSo de senhora com bico em Mello,
priopara roupa de escravos, com pequeo! volia a 280,e 320r., e outras muitas fazen-
loque de avaria, a 140 rs. a jarda; dito jas por pregos cumodos.
inipo a 180 rs. : na rua do Crespo n.5. .. Vendem-se novas cassas chitas de lin-
Sortimentos de panos linos ecase- dos gostos a 2,240 rs. o corto, cassa de qua. i0, loja n. 3, vendem-se le
miras de todas as qualidades. \T"S^%ZZF de cambraia pintados, par,
, loja da esquina que volla pai
Na ruado Crespo loja da esquina quo vol- ._ vende-se urna taberna, com poucos
ta para a cadeia,vende-se panos linos pretos fundos, sita na estrada nova da Soledado ,
a 2,800, 3,200, 3,500, 4,000, 5,000 rs., e fran- quc v pjira 0 Manguinho : a tratar com J.
cez muilo superior a 6,000 rs-, o covado, di-1 j Xasso Jnior, na rua do Amorim 11. 35.
lo verdea 2,800 rs. ditoa.ul a 2,880,3,500,
4,000 o covado, cortes de caiga de casemira
preta enfestado a 5,000 e 6,000 rs., dita fran-
A 160 rs. cada tm.
Defronte do becco do feixc Fri-
encinhos
ra mao de
meninas c senlioras de
1 seis v
cada um.
Vendem-sc os verdadeiros selins in-
gloze, patente, de molla e sem ella : na
rua da Ssnzalla Nova n. 42.
__Vende-se roarmelada nova, vinda l-
timamente de Lisboa : na rua da Cruz n.
46, defronte do Sr. r. Cosme.
Vendem-se relogios de ou-
ro eprata, patente inglez : na rua
da Senzalla Wova n. 4a.
Arados de ferro.
Na fundigSo da Aurora, em S. Amaro,
endem-earadosde ferro de diversos mo-
delos.
ceza clstica a 8,000, 9,000 e 10,000 o corle,
e outras muitas fazendas por prego com-
modo.
Mercurio.
Vende-se mercurio de primeira sorte: em
casa doAugustu C. de Abreu: na rua da
Cadeia do llecife 11. 48.
Cortes de brim de puro linho.
Na rua do Crespo loja da esquina que vol-
la para a cadeia, vende-se corles de caiga de
brim de quadros, e listras do puro linho a
1,280 e 2,000 rs.,dito ioteiro pardo a 1.280e
2,000 rs. o corle, riscado do linho de listra
a 720 rs. o corte.
Com toque de mofo.
Na rua do Crespo loja da esquina que vi-
ta para a cadeia,vende-se chita escuras com
pequeo toque de mofo a 5.500 rs. a pega.e o
covado a 160 rs.
Cambraias de salpico branco e de
cor, lencos de cambraia de
linho.
Na rua do Crespo loja da esquina que ral-
la para acadeia, vende-se corlede cambraia
de salpico hraoco a 4,000 rs., dilo de cor a
4,500 rs., lencos de cambraia de linho a 500
e 600 rs. cada um.
-se as amostras cora
pid.ma
He urna pecliincha.
Vende-se a dinheiro ou nraso a pailai ia do
largo das Cinco 1'unlas 11.154,assim como so
d o necessariosupprimenln dcfarinhas.seo
comprador der a necessaria garantia ; tam- ,
bem searrenda: a tratar com J.J. Tasso Ju- (l bccco nior, na rua do Amorim n. 35. vciuln--.se riscadinllO a/.ul, COIII a
Sentido! 3jj A he ao p do Kozazio largura de tres palmos, pelo bara-
ilr .Smil MiUiiiin. lissimo preco de seis vintens o co-
11.0'in te mandou esto doce? I'ereuntava___a...... r _j i_ ___
en. .un. mesa um hospedo a sen ,,g j de vadoi eS,a ^^^ M multo recom-
anlo amigos, ainda neiihun me n.andou, nii.'iiilavi'l aos senhores chefes de
que se compare com este, Iho tornou o ami- familia*) d
go, em abono da verdade que s ainda o sa- '
boriei igual a este, comprado ao J. J. Mon- penhor.
des da Silva n. 39 A da rua estrella do Ho- \a rua \ova n. a- deposito da
zario; amigo, satisfazei o appelite que esto r 1 1 j 1 u 1 1
l foi comprado j tamb m por me o terem taDHCl de Andrade ex l^eal
informado. Carissimos leitures, sendo o los- Ae|ia-se i venda machinas para destilar,
pede meu amigo,commiinicoii-mc o que re- alambiques, e serpentinas de cobre de tudas
lato cima, e eu para que o respeilavel pu- as dimengOes, assim mais todos os cobres
blico possa apreciar a boa qualidade e dar necessarios para o fabrico do assucar ; tam-
credilo a sinceridado com que Ihe fallo, os bem neste deposito, ou na fabrica na rua
convido a quo venham antes que se acabe, Imperial 11. 118 o 120 se reechem encom-
juntamente a muito acreditada holachinla mondas para qualquer obra de cobre, bron-
de ararula.biscoitinhos.fatias, e outras mni- zo, foiro e folln ; prometi-so toda a exac-
tas qualidades, como sejam ainenuoas con- lido o presteza.
folladas na ierra,bolinhos francezese amen- -- Vende-so um balcSo com nove palmos
doas linas de coros, tuilo pur commodo pre- de cuinpri lo, o taboa do amarello : na rua
go, como he de cuslume 110 39 A. do Cabug, loja 11. 10.
Poutas, ludo por commodo prego: quem
pretender dirija-sea rua do Livramenlo n.
26, segundo andar.
Vende-se nina negra moga, crooula, do
mato, e propria para qualquer servigo : na
rua da Cadeia do ftecife n. 24, primeiro an-
dar.
Vende-se a casa terrea n. 16, sita na
rua do Amparo da cidade do Olinda, conli-
mutog[gua ao sobrado em que morou o fallecido
,. I hispo I). Thomaz de Noronha a tratar na
bonitos tlesenlios, pelo uaratissi- rua njreita n. 141, segundo andar,
mo preco de meia pataca cada um; vende-so um moleque do 18 annos de
, 1 idade; na rua das Cruzesn.39, segundo
dar-se-ho as amostras com o com-|anJar. B
ptenle penhor.
A 120 rs. o covado.
Na rua doQueimido, defronte
Continua -so a vender batatis de Lis-
boa, novas a 1,000 ris a arroba ; na rua da
Cadeia do Recife II 25.
Escravos fgidos.
50,000 rs de gratifieago.
Do engenho Santos .Mendos, no dia 13 do
junho, ausentou-se a escrava alaria, de 25
annos, creoula, fula, de boa estatura, e bom
corpo, os ps carnudos, tem algn cabellos
no lineo, bem ladina, com desembarago Da
falla ; trajes, saia de chita encarnada, cabe-
gilojde cassa, chalo do lila rouxo, pode mu-
dar oa trajos; o andar da dita negra he pisar
duro, e he desfargada, denles perfeitos, fui
vista na ribeira de l'ao-u'Alho : roga-sea
ap|irchong3o da mosma oscrava.e sua entre-
ga no dilo engenho, ou nesla cidade na pra-
ga do Commercio n. 6, a Manoel Ignacio de
(Hiveira.
- Desappareceu ha 20 dias, o. consta que
anda procurando senhor, urna preta da Cos-
ta alta e grossa du corpo, alguma. cousa
fula, tem um furo aobru urna veuta, urna ci- .
catrizdetilho no nariz entre os olhos, uma idade que representa: quem o pegar 10-
dente da frento amassado representa ler( e-o a rua do Vigaiio, rasa n. 7, onde sera
quarenta e tanto annos.e de nome Josepha: I promptamente |pago da gralificagao acuna
quem a pegar leve-a na rua Nova, loja do j indicada. _____
chapeos u. 52. I Per. : Tu-, de M. P. ue fama. W".
e
. JCOItl
poucos dente na frente, levou com liare
um panno da Costa tem de coslume as
vezes andar vendendo agoa e tambem fruc-
tas. Roga-sea lodasas autoridades policiies
e capitSes de campo ou qualquer pessoa que
dclla liver noticia a mande apprehnnder a
levar na ruado Apollo em casa do Sr. Norber-
Joaquim Jos Cuedes. Existindo suspeilas
que est oceultada.
-- De 8 para 9 de abril de 1851, pelas
boras da mulo, desapparecco o csrravo da
nome Paulo, de nagSo Bonguella, reprosen-
ta ter de 25 a 30 annos, pouco mais ou me-
nos; tem os seguintes signaes : estatura re-
gular, cor preta, obello grande, ten lo urna
Taita na corda da cabega que inda corlan-
do se conhece, a qual falta he proveniente
do 0.11 rogar peso; rosto um tanto largo,
sem barba, nariz chalo, bocea grande e bei-
eos grosso, Talla um lanto fina e descanga-
da, conservando um pouco os beigos aher-
tos e os dente fechados, e om certas per-
gunlas usa da respostasenhor sim, 00 se-
nhnr nln- CT ,C O CU lie::',:':', :.:'.:; '.-
dous Turados na frente, um em cima e outro
em baixo que visivelmente se v; no peilo
tem a marca ij< querendo parecor urna nic-
dalha ; ealm desta, em um dos lados, lem
urna marca mais preta do que a cor docor-
I o, proveniente de um caustico; em um
dos dragos a marca \, o cm rima de una
das sol rancolhas urna costura de um peque-
no I'Iho que teve; quando anda ginga um
pouco com o corpo e dA um tal goito que
empina um tanto a barriga para diante,
trocando o joelhos para dentro ; tem o vi-
cio de tomar tabaco, beber garapa o agur-
dente : levou caigas de casimira azul trre-
te de listras ao compridu e atravessadas for-
mando quadros; camisa de madapoliln e
chapeo preto novo, de pello ; sendo muilo
provavel que tenha mudado o traje. Ksle
escravo foi de Antonio Joaquim, morador
em Fora de Porlas, com tonda de sapateiro
na rua da Cacimba; tendo o dito escravo
principio do mosmo oflicio. Iloga-se, por-
tanto, as autoridades policiaes o obsequio
de coadjuvarooi na captura do referido es-
cravo, e qualquer pessoa que o pegar sera
generosamente recompensado pelo seu tra-
balho e despezas, podendq entrgalo gas
ras da Cruz du llecifo n. 63, no segundo
andar, e Trapicbe-Novo n. 16, ou airas do
thcatro, armazcm detaboas depinho; na
Parahybe, ao Sr. Jo.' llibeiro diluanles,
ou aus Srs. Jos l.uiz l'ereira Lima & C.;
em Cedras de Kogo, ao Sr. Mariano damos
de Mondonga ; no Brejo de Ara, ao Sr. Jo*
Antonio Gongalves Luna ,'eem Coiaiina, ao
Sr. JoSo Francisco Fernandes. O abaiio
assignado est em diligencia do seductor
que Ihe roubou o seu escravo, c protesta
usar de todo o rigor das leis contra aquella
pessoa que o liver. Recife, 30 dejuoliodo
1852. Joaquim Lopea de Alien la.
50,000 rs. de gralificagao.
Desappareceu no da 25 do dezembro do
anno prximo passido, do poder do senbur
Francisco Ignacio Mendos,do Itio de Janeiro,
o seu escravo Alexandre, de nago Cagante,
estatura regular, o qual lin lia sido aqu do
Recife, do senhor Lula Carlos Fredenco do
Sampaio, que por intermedio dos senderes
Amorim Intuios, o havia remellido para a-
quella corte ao senhor Jos Antonio do! 1-
gueiredo Jnior,que nII1 o vendeu em 17 da
junho de 1818 ao referido sonhor Meles,
em poder de quem dilo escravo leve bexi-
gas, que Ihe occasionsram una blido em
um 111I10, nao so sabe se no direito ou no es-
querdo, ignorando-so tambem ao corlo qual


xrr* -


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