Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03671


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Full Text
ANS DE i838. QUINTA FEIRA
CAMBIOS.
Dezerribro ' Londres 19 l)s. St. por jfooo ced.
Lisboa 90 por 00 premio, por metal. Moro.
Fraoca 3a5 53o Rs. por franco.
Rio de Janeiro no par.
Moedas de6#i<-o 14/J00 as vellias novas i4f000.
40U0 S^uoo a 3/>>oo
Pesos Coluoinarios 1ff6ion i#63o
Di t tos Mexicauos !#).)() h 1^600
Paucfes Hrasileiros ijjniy \jf6io
Premios das Letras, por inez 1 a i|4 por .00.
Cobie ao par
PARTIDAS DOS CORRElOS TERRESTES.
Gwlade da Paraiha t villas de sua preterirlo ....
Cidade do Rio 'iraiHe do Norte, e filias Mimo -..).. t
Gidade da Fortaleza e villas Llera....... Segundas Sextas Mni.
Villa de Goianna............1
Cidade de Olinda............ Todos os das.
Villa de Santo Anto........... Quiutai fei'as.
Dita deGaranbuns e PovoscSi d.i Rotu...... Das 10, ">i dcada mei.
Ditias do Cabo Serinbaem, Mi Fonnoso, ePoilo Calvo Mero 1 11, e ii ditto I:-'r>
Cidade da* AUgoas, e Villa ile Alacei...... dem ideo.
Villa de fajan'de Flores.......... idera i5, dittoditto
Todos os correioj partem ao mt-io dia.
20 DE DEZEMBltO. RUTERO %7f%
Tildo agora depende de nt>s meamos ; moderaco e energa: continuemos como principiamos,
e seremos apontado* coin admirarn entre as IN'acoes mais cul-
tas.
Proclamaco da Assamhlea Geral do Brasil.
Subscreve-se para esta folha mil reis mennaes pagos adl-
anlados nesta Tvpografa, ra da< Orines I). 3, e na Praca
da Independencia D. $j e 38, onde se rccebem correspon-
dencias legalisudas e annuncios: insimulo e este pralw
sendo dos prop 10* assignanies, t vindos assignados.
DI 4.S DA SEMANA.
17 Segunda S. Bartlioloineu 'le S. Germiniano. And. do Juiz do crime de t. e sessio da T. P.
18 Terca N. S. do O. Kelacfio de manlii nnr. doJ. dos Uif. de tarde,
ir) Quarta Temp jej-mi S. Fausta. Sesso da 'l'hesouraria Provincial.
t.i O .intn Jeium S, Domingos de Silos Ab Relaco de manli. e and do .!. dos orlaos de tarde.
?. Sexta >)< Pemp. jejum S. Thom Ap.
ta Sabbarlo Temp ieium S Honorato M. Relar'ode manli e and doV. G. cinOUnda.
a5 Domingo J> ao Advento S. Servlo.
ftlar clici para odia 10 de De/.embro.
As horas 4^ rnontoi da manfa -- As 8 hora 6 minutos d tarde.
PARTE OFFICIAL.
PERNAMBUCO.
COMMANDO DAS ARMAS.
Expediente do da 11 de Desembro de
)838.
Officio Ao Ex na. Presidente, envian-
do-Un- o requerimento do Capito de t.
Linha Aviilsn Manoel Jos de Serpa que
pedia prorogicao da 11 cenca que gosava
im forma da Lei por imis lium anuo e
informando que estando este olBcial in-
capaz do activo servico Jpor molestias e
uvanctda idade, o consideravj no caso
de ser favoravelmente difrido.
Dito Ao <'ommandante interino do
4.a Corpo de Artilfieria mandando assen*
lar voluntariamente praca ao paisano Au-
gusto L>ai Ferretea fornecendo-lhe a
cautella em conformidade da Le.
Dito Ao Piefeito da Comarca accu-
sando r.'cebido o sen officio de 7 do porre-
te que ttactava do andamento do Pro
cess feito ao Capitao de 1. Linha Mi noel
Jjaquim Paes Sarment na Provincia do
Rio Grande do Norte
Portara, Ao Commandante interino do
4- Corpo d'Artilheria mandando dar
demic.i .10 I. Cadete Francisco Aflbnsn
I'errcira por ter acabado o lempo do seo
eiigajamcut-i como voluntario.
AN NUNCIO.
Tendo o Regente em Nme do Impera-
dor por Aviso da Ri-particio da Guerra
de l4 de Novembro ultimo determinado ,
que por csia Provincia *e abonasse a fa-
milia do Sor. Capitao de 1. Linli 1 lo
Ejercito Manuel LuuTapili d'Alboquer-
que Maranbo a quanlia de de/, mil rea
mensaes por corita de seos voocinientos ,
para qu* esta onl-iu pjs>a ser CUinprda,
o C'iminandnnte das Aunas faz Constar a
familia desle Sor. Oificial 0i a Pesr>i
que a represente, qu comprela na Se-
cretaria Militar coiiipelentemente habilita-
da para recebar aiensalim uU; a referida
quanlia.
fasor mens^o nss (u!a los ti* nvsma ds quanlia- que perten-1
cem a Receita Geral e do quanto dos 3!
1 |a por cento do novo Iinosto perten^e
a amortisaca do p pe e a amoiti>nco
da divida exlerna.
Dito Ao Commandmle do Corpo Po-
licial com o req.iermento de Manoel Pe
dro da Foncera para informar a re.speito
da sua pretenCr
Diversas Reparticoens.
MEZA DO CONSULADO.
A Pauta be a mesma do num. /->..
ARSENAL DE GUERRA.
Tendo o Arsenal de (in-rra de fa^er
eonduzir do Engenho Giqui urna peca de
bronze de Calibre 5 ; convida -a quem de
tal cinduco se queira encarregir que s
derija ao mesmo Arsenal para tractar do
ajuste.
Arsenal de Guerra 18 de Deserobro de
i838.
Jos Carlos Teixeira.
Director.
OBRAS PUBLICAS.
Os OTteiaps de Carnjna que 'e qnise-
rem emprear na* ob fortificHco apresenlcm-se ao [nspectoi
Gaial das Obras Publicas na respectiva
Reparlicao ou o Snr. Teen e Joaquim
.Tose de Faria Nevea paia trataren) do
Ajuate.
Iiisperci d-'s Obras Publicas 17 de De-
/.piabro de 1838.
Moracs Ancora.
Pela fnspeegfo G-ral das Ohra" Publi-
cas convida-e aos OiBciaa d-- Carpna i|U-
se quise rea emprear as roeanjaa nbraa *
ajioresen'arem-se ao Inspector C*ral dellas 1
'i r-spectiva Reparticfo, para iritinm do
ajuste.
Inspecc^ das Obras Publicas i~ de !)
sembr de :85o.
Momea Ancora.
PRFEITURA.
STo RaTns "Preident" da Provincia
Francisco Antonio de S Brrelo Pre-
felo dt Comarca.
CMARA MUNICIPAL DA CID A DE
DE O INDA.
S.'sso Exlraordinaiia de 3o de Agosto de
iu38
Presidencia dj Senhor Gufdes*
O Presidente abri a Sessa estando pre-
zente os Snrs. Vareadores Lage Jnior ,
Maciel Monteiro Alhuquerque Rozel-
"s, e F*gueiredoj filiando com cauza os
mais Senbores.
Lida Actt da antecedente fui appro-
vada.
O Secretario dando conta do expedien-
te mencitinou hnm officio do Vice-Piesi-
denle da Provincia rernHiiendn o ngula-
mento de num. i. a -j." e \'\ expedido
pela Secretaria de Estado pos Negocias do
Imperio pira que a Cmara desse execu-
co n.i piteque Ibe tocar inteirada ; e
foi respondido ao mesmo Exm. Snr. so-
bie sua recepcao
Outro do Fiscal da S presentando es
livros da| mu las do trimestre fint'o em
Junbo do coi reie ar.no e paitecipOO o
nao estado da Bica dos 4 c.'ntos e cal
sam-nto das ras : inteirada.
Nesta SessaS p-los Su. Vcreadores M-
ci.d \1 ulciro e Passos menibros da
Comrr.iS'.'io e revisao dat cotilas do Pro-
curador Diniz doquartel vencido em Mar-
co foi presentado as ditas emitas com 0|
parecer, o ficou adiada para em lempo|
ser aprovado o Sor. Vareador Lsage J-
nior propoz que se officiasse ao '.xm. \ i-
ce-Preziderte subre as Pinturas por ja se
acbar fin do o anuo na forma da Le.
Ilonvera varios requei imentos de pir-i
tes que se despacbario e por ser dada a j
hora o Prraidente levantou a S^sso. Dj
q' fiza presente i-m q' asaignarsS. EuJosel
Jjaquim de Figueredo Secretario o es-
cien. Guedea, Presidente. [Maciel Hon-1
tiir-i, Albuquerque, [-^"^e Jnior, l(-
zelits, e Figueiredo. Est confoime. '
O Sepretfin.
Juse loaquim de Figueiredo.
THEZOURARIA DA PROVINCIA.
Expediente do dia 18 de Dt/. mbro de
i838.
Officio Ao Exm. Sr. Presidente da
Dito Ao Procurador Fiscal para de*
licenciar a entrada no Cofre da mesma
I nesuui'aria das Letras, que lem de pas-
r Antonio Jos Teixeira Bastos pela
quanlia de 5:81^918 reis que deve, a
Fasenda Pnblc- emo fiador do falecido
Collector Manoel Rodrigues de Oliveira.
Dito Inspector d'Alfandega. para se
Ao Consulado Russo nesta Provincia foi
dirigida o Regulament segunte para
Parte do dia I o de Dosembro de i83. I gnvvniO dos N-vios mercantes.
1 'i
1
I!!m. e Exm. Snr. Participo a \
Exc. que fur*o presos bonteon a miiiba
ordem e tivero destino : Luiz, e Ve
rissimo, pardos eteravoa este d- Heicula-
Piovincia Com a F de officio d0 Major no Alves da Silva e aquelle de Joo V-
Jos Gabriel Je Mores Mayer. | rissimo o primeiro pela palmlba nc.-r
legada de reciutar na Freguesia da Boa-
I vista por diserque ; tinba Bpedrejado ,
e o segundo pelo Sub Prefecto ii^ Ba -
vista a requisicaS do seo Senlu.r ; e que
1 nfe occorreo mais novidadei.
U.cs Guarde a V. Exc Prefeitura da
Comarcado Recife 19 de Desembro de
i t838. Illm. e Exm. Sr. Francisca do Re-
\ gulamento pira >dmssio dos navios
ni're-ule, carrejados do algoda no
poiti s Rustoa no Biliico.
I. Dj tramito ou pasagem dos navios pe-
los nuil-. d-> Jiiicirujici.
i. Os Navica carregados de algndao,
de>tinadoa para psportoa Hussos no Blti-
co pascando p-lo Sonda grande i>u o
pequeo Bellotl o Canal de Ilulstun clie-
gados le um lugar que nao si-ja leronbe-
ido como inleiiameitte sadio pelo Oukase
de 23 de Maio de 1828, sao obrigados a
apresentar ants de poder entrar no Blti-
co, buin Certificado inealteste a sua pu-
rficaoo ou Ojiado da sauidade saptisfa-
loria co^no exige o rtgulamento de a5 de
Maio de 18ib.
a. Todo o navio cirreado de algodo
que ebegar aos pintos Russos <\o Bltico
de bum lugar que lenba sido reconhecido
inteiameuie sadio pelo Ookase. de 2a de
Maio de 18^8, deve exhibir em sua pas-
sagem pelos mares de D-namaica provas
especiaes do estado Satisfattorio do algo-
ds5.
3. Sao reputadas provas do estado sa-
tisfactorio do algud'o.
()'')s PassaporU-s d'Alfandega dados nos
portos nao suspeitos com ii.dicaco a
quantiddde, eorgem do algodo ca regado
nos ditos portos 'b) Cert ficados do ni smo
tbeor dados pelos uossos Cnsules ou
Cnsules das Potencias a que portence-
rem os navios se estes documentos foru
dados nos poitos aonde o algodo foi car-
regido.
4. Todos os navios cn 1 carregamento
parcial ou inteiro cnristir em algoda de-
vem-se muir absolutamente de 11 i> Certi-
ficado em devisa I-mu dos Estab-leei-
mentos d- Quarentena Diuamarquez sera
n que nao seio adm ttid s em nossos por-
to*.
5. Logo que os nivios nao forcm mu-
nidos d<- bum Passapjrle da Alfande^a ,
ncm de um Certificado Consular que attes-
Ir a (uanlidade do algodo ou sua nrigetn
de lii;ar nioauspeitp de sua pu ific c 0
em huma Quarrntena e nusmi os que
nao livereni CeitiGcdo de Ouarenlena
sern ebrigades ( fie elles s* dirigirem com
este algodo de. bum lugar inti-iramente
sadio para algum pnrto f!uso a f iser Qua-
rentena em Dinamarca e dabi munir-se
dol precisos Certificados e em d-.-vida for-
ma sem o que nao se d -ixar.i continuar sua
viagem pos que nao aerS odmittidos
008 pnilos llussos. *
(i. Se as men-ndorias cbegdas a birdo
de um navio contiveiem algodo viudo do
Egypto oadeqoalquer outro lugar sus-
petlo e que o (invern de Dinamarca re-
conbCa dever esiar sugeito a desinfeccio
equeseja. descarreg.ido por este motivo ,
o resto do carregiivento leste navio ser
considerado aospvito e como tal dever
ti*- er urna purificnco .ii exime exterior
relativamente ao enfardamiento 1 e as capas
das m.'icdri.is : o navio mesmo dever
sei purificada, segundo o regulamento de
Quaientena e a equipagein sugeita a
um Quarentena deobseiraco de i/j-dias,
coiiUUos do da pnrifieacfo das meicado-
riat depol rentena do lugar os munia do Certificado
lieceaaario s--m u quil esses navios nao
ser.,6 recibidos nos poiloj Russ.s.
II* Sobre a admisso dos navios nos por-
tos Ruases.
7. Em consequencia das rpgras prece-
dentes nao seio recebidos nos porto
Ru>sos e admittidos a dtscarga tcnio a


i~
-t,im-'l*gu
E!L!!8!L.iJi
DIARIO
f*KB
qaelles navios carregados de algoda que
exhibirera um CeWificado d ura dos s-
ta b^ca\me*jliQs ,de Qua.reniena Dinamar
quez qae ateste a seguranca do algodio .
assim como a descarga da-tundan sttHpert*
D3ra ser devidaroenle purificado \ <
o.uvio ea carga rt-sMpl d I) i;>u .ten bao
Stdp igualmente purificado -e que i.rqai
pagem tenia cumprido u tcini-i <
de QuarfHeo* de obsurv$b.
8. Simples Quitacoens do pagamento
dos Di re tos do Sunda sen os sobrtfiH -
docum -utos oadseraS recpnbrjcidos suffi-
cieles quaido forem ey.bib.id os par in-
vios carregados de aigad*o e estes sm.
tratados do mesiau moii<> q'. os q' nao < tt
verem munidnsKe competentes. Cerfifivji
dos relativamente ao si-'u estado aniiurto
isto be gero reenviados a Elseneur. i>ra-
lirar-se-ha da mesma maneira a rspede
dos navios que leudo deixado era Elseneur
o algoda suspeito par'ahi ser purificado
oblera a perpiissi de subir desle iu,;*
sem lia ver sido inspeccionado em c.onfor-
midade das desposicoens do arL.tj.
O Mihis^ro o Interior, e .$ creta lio
d'Estado. Aisignad.) 1) Roudc.
Periiambco Sos ib1 de Deserabro de
i8i8.
Gaudino Agostnhu de Barros.
por una dos ministros.da fa..eoda a quera
S Ex. costumava col*r.a casaca sempre
que a pilhava a geilo e lie de erer que
quera lo amigo su lera" decl arado do pys-
sado n5 depres, em sbjecio fio impor-
Unte, a licao nslriio'.ivi que 0 pasado
'. x,
to dos i '
sabVqoa n is medid-.s q
.IjbfP-TU'i-i l'a H r*>pl>tiiC'i dij
que commecil a .->e.- liesaptedadsm
.dula. N-wKi Ir lo c-ilo como ""'^pji
k era casa eraqu^ nao ha pi, iodos r*
lilaos i io.
(I.). U^i-ei>.il de a9.de cu:-;:;!'.).
RIO DE JANEIRO.
O agio da moeda de cobre.
Assim que o Sur, Calman, se assenta
emeima do rhes'ouro, cunto ministro d
fasetid.i, relie nta6 emmetiatimente mil ca-
lamidades, qu 'diSigem anaci, e a le-
fio as bordas da sepultura e umi deltas
tem sido sempre o depreciamento do meio
circuanle. Esta triste oiofina, cqmpanbei
r nseparavl do Snr. Calraon como a
sombra do seu proprio corpo. deixou se
sentir horrivelmente na sa "dooin'istracao
de i8'.8 a i83n; e agora er 18J0, tem
Subido a um exoesso tal, que nunca o po-
"10 'afreo tanto, nem te+e nunca motivos
tio justificados para queixar-se dogover-
no,' quera'rroco das irais lisongeiras pro
rni>M !h* a?"-**' mrs derilni-4'Veis* reali-
dades. O ccbre ja tem sobre o p^pe!, o
agio de dez a dose por cento, os gneros
de pfimeira neeessidade cuslo ao miseravel
poto odobro do que rusia vio antes de iq
d setembro de 16.07 Qual sera' a r'-
sSo disto ? Ha quera diga que no priraei-
ro ministerio do Snr. CaltiVon urna tran
sacio ruinosa ao estado, ja se sabe, ralla
cora o agioteiro Buscliental elevou o cobre
a hum valor muito superior ao das notas,
e todos seooncordio, que o cobre que entilo
se cunbavao 110 tbesouro, em vez d mandil
trocar-se au povo mal chgova' para en-
"cber a bolsa ao tal agioteifo liifta ou nio os lucras cora a bemfei-'or
que tave t/essa epocu enriquecendo -se
arabos dentro em pouco lempo a cu
ta do pubre povq, qu foi quem a
teio p>gr o puto. Agora murmura-se em
otra transacco, a qual se .iltribu gral
mente o agio do cobre. Fallase que W-
tira, ba meses para os litados Unidos
ti'fjguro de carcter mcun.bi!!. prirui
plmente de fascr cunbar all ctbre, e in
troduzi-lo dcpois na circularo do Brasil.
sendo necessario para augmentar oslo
re* da industria entre os irt-ressdos, re
duiir por ora'o povo, pelo'qiie pertence
cobr, adieta de pao e agoa segundo a
frote favorita do ministerio. O ^aflamen
lar nio acredita em boatos, mas sem em-
bargo disto jttlga do seu dever da. sta
noticia ao Snr. ministro da fasenda ,' a
quero ra ai to respeta, eespera qoe S. Ex.
nio se demor trm tomar as medidas con-
TtmieMes, ja para evitar a in'troduccio
do obra falso dos Estados Unidos quan
do a6peculco s^a verdadelra ja para
faser essar o agio da moeda de cobre 5
q*ie he buma trisle r*lidade lembra
outrosim entre outras providencias, a
de. Ba, mandar desensacar cerca de du-
sen tos tonto* d res dr. cobre que exis
tem no theaouro 5 e eslabelecer di.Heren.tes
casas eirort) onde o povo posta irre-
ceber a bemdita smolla, deixando la ficar
as nota, qup se vaSredfisindo a papcishU-
Bk-U^ltima providencia p foi 111
cireqnetanoias mudos mehot critica, en-
ptfiaeitfeda com muitos bons Resultados j
) B P C B K A M B U G O
nodo Maranbgo igAe outubro de- i838.
- Vicente Thomaz Pires de Figueredo
Caoxargo. Setibor Coronel Joo Paulo
ias C*i;neiro .Jtafcito da Comarca de
Casias
(Pubiiead.rOfficial.de 3ide Oulubro )
AURORA DA BAHM.
r-IARANHAO'.
OPFICIO.
Fico nti*egue do seu <>fnio de?gd<>
corrente encontrando tielle ccci.siio dr
AS RECOMPENSAS 0 BRASIL.
E' d'esta ([loria >> i'1" contefrte ,
jtMJ a mirilla lerraauei, h minlja gente.
Forreira.
Bstenle speciolas so as theorias nVles
d iis versos.apresnntailss pelo grande Fr-
reira, mas in-wlizmente tem ido sin-
pre desmentidt* na praftai p*r todos os
bomeiis de todas ss epot'bas. O pie que
louvar o amor consagra a ordena e
tranquilidade em que se-liim;o as nos-
sas instiluices, e.O-nesejo, qu t anima, debera deseropeoliar as novas 'uu-
ccoes, d que se acba revestido, lenbo toda
via a dUer a V.^. que a-, noticias qn alu
loria espallndas carecem de 'ouGriaacao
por seren acpmpanbadas de circunsluicias
lio inexitas, que lasem duvidar da veracidad*. A Escuna Bella Maria exis-
te qo Para', e, por con?eguiijte i|o podi.i
trasera noticia de tr a onl-ra sofndo a-
balo em a ProvinciadeS -Paulo ; o Br-
gU 29 de Agosto acba-se desarmado np
Porto do'Rio de Janeiro lamban na'o po-
dia servir derefu*ioTa'Exa>. Presidente do
Cetra' contra as manobras, e audacu do,
ilesordeiros. Tem-se alem disso noticias
da Corte tliejao de stembro e de Per-
nambucp tlie 18 do corrente : as IMIas de
arribis esss Oida'ies nao tractfb di edi-
, boato imprime o nconU'ast apcrifo: se por oulra parte se attender
que sao facis' as coinmumcicSes do C^a-
ra' pira esta Provincia ,e para a de Per-
narbuco he muito para admirar-se que
o Presidente daqulia l'rovi'ricia, a ter ha-
ciJo i'nlriij'!1*,r!*'C*!?, nio a tf-
ulia noticiado ais das duas nltimamenle
menMonadas a Gm de llie seren prestados
os necessarios socorros, para detallar a a
narquia : tal omissao. e o silencio a es-
te resprito de cartas viudas do Pianhy, e
officios da Tu tova cora data recen lissi ma
convencen) de que tanto crdito se deve
d ir a sedico doCeara quauto a de S.
Paulo.
Acrese* que oofficial de Egenheiros ,
queabipropalou os lUrn-stos ium>res de
queapaz tinha .ido perturba l'rnvncias do imperio e iiite tiwba cena
peno q
mente inleres.sede avislai--sa cora esie (1 >
vmo divra S'b'-r ou inl'orm u-se de que
O caminho nuis breve para yir esta Ci-
, Soque para aqiii o ontloziria >e-
Ki Parnatilia ; por,onde l.e fcil tSr ver
que t (ins orcolios o podeiii d
ltr do seu rumo iratoral e tevSf-q n
esse (ntro setidu seu (iestino
la!.
visla de tudis estas r. ]-xas, qne
mo a- tropel se me suggerrrio pela le-
lora de seu referido oi&r^i spu iti
do a pensa: <:i" o sobreriito offio
g.'nb-ir:.; he um aventurcirn iiidi.;i-o dele,
e teirbo fund.uiienio para cier nao ser niais
da q' umCadete do Corpo de Arlilliena <)'
tambera se chama Fernanda, mancebo de
eosluraes devassos, e entregue a toda a sor-
te de vicios manchado coin a noli de
desertor, e que por incapaz fui demettida
do sprvico.
Este hornera sempre foi anarquista,
pregn sempre ideias exageradas,' e nao
be a primeira vez que espallia noticins si-
milhantes. Cumpre pois que V. S. o fa-
ca prender e remetter para a qui com .se-
guranpa, e possivel brevidade ; par quin-
to inda dado qoe fossera verdadeiros os
boatos que por abi tem derramado, e que
elle seja ofbcial de Engpnheiros, ou de
oulra arma torn-se mui suspeito, por
nio- ter acompanhado o Presidente, em
torno do quat a honra e o dever designa
o lojjr qu o militar deve oceu;?a- pri'nci
plmente' as desastrosas occasies em
que narquia ergue sen estandarte.
Deos(Iuar tero por dever zelar e bem tratar a seo fi
H10 quaudo este llio nao compensa e a
gradee* os disvellos paternos, taxa-o jm
mediatamente de.ia^iato; e*i esle^pKse
vera em Ihe .desagradar, quando o n
deberde, disiwta.itii.M-A&c de bu'
forma bem diffurenle, do que practicara ,
si ess4be fosse grato. A consorte que
ciosa do esposo, pelo deVf*T -(|ue Ihea
isle adviiba-lbe os pensamentqs, res-,
se-il'- se e queixa-se a.margam.ente quan-,
do seos extremos |he nao sao compen.s.'do.s,
Ocaixeito, e criado queaerye JS.ve-
ladamenle a seo mo quer alem do seo
esijijuladosaLiiio huma jiatiGcacio que
i.e eonlierer huma earnpeusace de seo es
mero e ladinas. Aquelle q.ie Jili/.oin
de desinteresado amigo, uio vendo retri-
buida sua ami^ade i-iuma do amigo ; e si
esl nnisade vai graxlualinerili: boBVendo/iaifi-
>;oa e afina) se desvan-ce. Nao lia final
mente huma s aeco bumana, que nio
seja guiada pelo inteiesse ou mais imme-
diato, ou mais 1 emot>. Ecomo nio ser
tssim si no mesmo Ente Supremo existe
interesse? a l e a reli.giao no* ensinad
que Dosl'ormou o lvune 111 para roaior
ostenlaco da sua gloria O Divino \le-
ire, .sendo ma+iraiado pi lo, horneas ingra-
to*, com nuanlo elle viesse ao mundo na-
decer peU sua redempeo com ludo dis-
se 'Poprile ra<~u quid l'eci tib, aut in
qHo coiiliisUvitie.J /_ A sacra 'Biblia nos
enaios que guando o homeip per<-ouf)eus
dsse pcasnil-; me fecisse hominera. A-
lem de todas estas lio palpaveis, o verdi-
cas razoens ; a lib-rdade (Je obrar conferi-
da aojenero humano nao foi o mais justo
meio que esC"lheo o Sahio CreadeV para
com lodj juslica poder castigar ds ingra*o<.
e premiar us virtuosos? / parece lia nem pode Irrver opposifo ;' lio <-vi
denles argumentos; elles sao taes, que
nao nece-sii-.o deniuostracao para qo*;se-
ja'5et*ltfO!t: ea visja dVH-s, do que nos
aprsenla a hisioru de. todo o mundo em
mjs os lempo e. d'aquillo que em n<>
mesmosse passa, n nos1 dicta o saneo in-
timo, podemos!tirr por corolario que o
interesse eserce a mais poderosa ilfluencr'
em Indos os qpattens e que indas as aecSes
hu 11 e iilbas de hum
intereiise qnqtfer.
I 101 m, ,s,- (: pode ngar que ho-
mons lia qu,e pt h m; cji'uiijicio orga-
niea educado, ou cirrttnsbinctas, pare-
cen-tr-d los d.i iut're.se ; mas he
isto ueaa pefeila illusaq. Nao to s-
ineiii" ols i mereces fsicos, que por taes
devem ser reputados urna oulra qnalida-
d* de iiiU;resse inda he mais poderosa e
influente no eoracap do honiem polido e
de nobe/a d'alma qur he o interesse mo-
raja Aquelle que vende pelo ouro o des-
envolvimenlo de sims wc6es e que firma
na riqueza toda a sua prosperidade uma
vez nao recebendu a paga de seos feitos ,
escandaliza-se; mas, como srdidos pre-
textos molivar- a serie de seos feitos o
seo ressentimento he to precario, e su
perGcial, quinto o premio, que tinha ero
vistas receber. Nio acontece assim com o
mortal, cujo peito se iuflimma pelo amor
da gloria. Aquelle, que tendo por norte
o justo e o recto busca em toda sua vi-
da regular suas aeces pelo termmetro da
virlude ; que despieza muitas vezes o ouro,
s por nao cpmneHer non .ccJo que Ihe
parece menos airosa : que ebeg sacrifi-
car sna vida entre as balas, e arriscarse |lb 3. de i, Linha 100 boraens e com
aos maiores perigos era defeza dos objectos,
que Ihe sao mais caros ; esse jamis pode
perder-de s,eo coraco o indelevel reSsffliti-
mento que Ihe proven ha de extorsao fei-
ta a gloria ganhada com o cusi deseo
sangue : e *e ver prestar-se ao demerito,
aquelle* premios que por jus Ihe perten-
?nlo sobre maneia rxacerbado
quando por *u ediu-acio nao d : conbu-
k i seos ju-aIos sentiinentvs jamis se Ihe
poderi desrauecer a mancha negra 'que
..-aco.su.ppiita.
Por muilos Stculos os roaiores homens
convencera-se |e a neeessidado dos pre-
mios e dos castigos era paralela e equi-
distante entre si na sociedade mas com
andar do lempo, e o augmento nas luzes ,
If-ni-seconbecrdo, que lie nyelhor pieve-
nif os mimes-, do qu eastigal-os e que
os premios ao a arma mais vule-pte ,para
\encero ceracio humano, e chamal-o
pr-tica das acroJs virtuosas.
Ede foi o syslema com^que Alexandre ,
e IXapoleao podeia5 commettei' as I canijas,
queJioje o mondo- .(-uciM-a C o ueico ci que ae pode sustentar,um Go-
veino (|ualqtier. JWm nao abemos
poique mo lado, quando todos os Gover-
es-de f* crear proselvlos, e na maior somma de
sympjlbias |iopulare f..m.consistir o ali-
crce da sua seguranca ; o Governo do
Brasil, quero tiansacio, que era de lac-
lo e de direito ,quer presente, que
he lio sraenle de furto julga funda-
mental as columnas di sua perpeluosidade
sobre as enon>'-es massas de descontentes,
qoe.o mesmo Governo tiabalba por aug-
mentar de tia em dia efuerrrdo por Tor-
ca que os Brazileiros iie lod s as classes
pre'slcm os.mai* re/>vante| servicos, e d-
',,1 so depois cora Fe> reir
'' En d'esia g'o" ia slico contente ,
Que a niinhateiraamei.ea miriha gfrtte.
Protestamos abo e era muito bom som,
que somos prol'"''d.neiite resp.itadores do
oosso goVeVno eque nos noassisle o me-
nor intento dedeneg.ir suas accSeS ; mtfS
eiamos imparciW e aimlysemoj. aiguns
de'.seus imuyejs l'eilos d'esde a Indepen-
dencia.
Em i8i lancott mSo oGoverno Impe-
rjaltU Brigadei0 Pedro Voaiui jiaf se
rnseguir o uiumpho d-S armas Bras.lelras
na B,.hia 5 lendo se devido u e.*te general
ludo quanlodebom uubzou a B.itia du-
rante a lucta com us Hopas Luzil..nas, com
elle praticou ,0 Imperador quando em
owis pequeo poni acaba de pralicar o
Governo de 7 ele Abril, ou antes de S-
u-oibro com o disliucio T.nenle Coionelp
$r Lui/da FiancS Pinto.
Em i8i.f, quando os e.sCoHndos da *
cao ir^clavuo de consolidar a Intua Iclici-
dade do Brasil, organM"U> huma ( onsti-
luicic capaz de funda mentar a veniuiu do
pos Brasileiro, oGoveroo Imperial dis-
lOlve a Consliluiote, desterra o* seus mais
.1. lindo, membio> edVsla me laz a.Na-
ia 1 ma.s degradante di.leUa. A-
qyrela pnesioa tropa, ,)' com pteu sangue, e
M.ji lioh. colocado 0 Imperador 1.0 1 ro-
o, solesw.i rabera o Diadema B.a .ileiro,
ti.nl..; pautado a arvdre da L'berdade,
.ni pi.-mio d'Vsi-s si vicos hedt>so!vda e
. olciaes, postas avul\os, comccaiaa
menospabid^ aoltrendo das Cmaras
iodos os baldees e do govetno o maior
desprrzq pqsivel.
Manda oGoverno Imperial para I resi-
dente da Babia o Viscohde de CamamrV;
>e|i|.>>nliiroe- ciitra este siibi i.o sin al-
ta c'onsideraco : e o Impe. ador era ve*
de altender assupplicas do povo Bdh'ian',
mandando hir o P.esideiite Corte me-
nospiezpu es votos da B .hia e por accinte
ao povo mandou-o de novo para a Presi-
dencia, e agraciado com o titulo de Vis-
conde; e foraS*estas rasoes as qu indu-
zirao a crer muila gente que oassassino
doinlelix Gardilbo, Uoba sido o mesmo
Imperador .'
Em 1829 (si bem nos recordamos) sa-
blpvara-se no Rio de Janeiro os AllemSes
dos Baialhe.s ay e u8; e nio echando o
Major do dia ao Comroandante das Armas
(o Sr. Vsconde do Rio Pardo; no seo quar-
tel para Ihe dar parte d'aquelle successo ,
dirigio-se -o C\m, Sr. B-uto Barroso Pe-
reira entSo Ministio da Guerra o qual of-
deriou que aquelle M*jor tomasSe no Bata-


i_-
DIARO DE PEANA M BUCO
5
elies fosso obstar aquella levante dando-
lhe ordem de alirar, si aquelles resists-
sera: concluida esta, diligencia e soceg
da capital tendo-se matado mais de o
Allemies o Sr. Ministro da Guerra ,prj-
curou S. M. para llie parlecipar do suce-
dido : e encontrando se no arsenal cora.o
Imperador, e o Coraraandaute das Armas.
bij u a mato a S. .VI e,reprebend-todo ;5
aquella pela falta de compi/meuto deseos
deveres deo u Este parte do sopead ido.
Pergunla-ihe n'este acto <> imperador ; a t
que n r.-sponde pela vid dos Allemes.?
responde-lhe o Sr. Brtp Pereha qu-m
responder pelas vidas dos Brasileiras que
elles asssiuara. Foi bastante este faci
pira no da iramediato o Imperador dimit-
til o S'. B -lito Birroso Pereira ,. era seo
/' lo;; ir nmear o Sr. Rio P^rdo .' I mttS .
I {{rucas ao Sr. 'B ir ruso Pereira, queem
i83i nao asseuliu aos rogos do raesono
Imperador quando vendo-se ucossado (>e-
io partido que o persegua foi em pessoa,
eclp almperatriz l'raia Grande rogar-
Ihe, (lie acceilasse de novo apasta da
. Guerra : tudo isto revenamos conforme
noficiara-nos e se dizia euto.
'Sa-bfl todo o Brasil que o hpnradissimo
Sr. lnnoceocio Jos Galvao foi dimiitido
por nSo votar por buma proposta do !\Ii-
ni trd da Faz-oda ; e por ejte podre capri-
cho per deo a T hezouraria da .Babia Imm
emprendo, a quera se nao pode exceder
era honradez e indiligencia. Por noli
vos de desagrado do Goveruo soffreo o Sr.
Jotjwnrl'nncio di Silva Pereira as mais
revoltantes injusticas, sendo este uresul-'
tado dos seos multse bous servicos e ac-
. companhadoa da mus recummendavel con-
ducta. Appa receso a reformas da'The-
zouraria Alfandega e Consulado ; ta
tou-se nicamente deackntiir a&lhados :
e alguns dos antigos erop.egados fic.ira o-
' ll|ndo ao signal como os Srs. Jos Joa-
qim de'.SirqUcira que morrep misera-
velmnte, e Nicolao Soars Tullenlino ,
qu leudo bous 3o anuos de servico na Al
fmidega, ficou fara do seu lugar., con
qbaiito tivesse era seo abuno os mais hon-
ijos attestedos de todo* os seos cheles., e
mesmo do fallecido Sr. Jaquim Carneiro.
Digamos imparciatmente, pode 4ium Ci
dadoassim malirniado ser amigo do Go
vvrno ? 'au foi era b-dde que o Padre Ig-
nacio Jos de Macedo pregando as Do-
mingas da Quaresnia naVlizericora'ia em"
f8aa dicte que Imperio do Bresil ha-
via ser imperio da Babylonia que pm lin-
go Cildaica quer dizer confu/o !
A tres annos lucta o Rio Grande rom os
narfiores trabalhos e sacrificios ; e entreten-!
too'Governo, com quanlo aulhortsado pe-
l Decreto de ifj de Agosto d'este auno
deixa de premia'r aos o'ffi iaes que m-
mensos servicos aii tem prestado, ppmo
sdeprehnde da Oidem do dia de ao de
Settrmbro do Presidente e Commandanle
d-s Atoas d aquella Provincia inserta no
Jornal d Commercio n. a8 : e hum Ai t
do Mercantil de la do mesmo S-Umbio
esim se expressa Nao pequeo des-
gto>to veio tiazer s fileias do exercilo a
piomocao que cima estampamos por-
que, d'ella foraG excluidos omites Cidadaos,
que se tem prestado em defe/.a da causa le-
gal ao mesrao passo que nulrns que pou-
co ou nada tem feito prol d'essa mesma
causa fora promovidos.
De huma carta do Rio Grande de ii de
Sfetetdbr inserta no Jornal do Comme.cio
n al se l que ali se assegma o que
Gteenfeli fora desprnSado do commaiuio
d*s forcas ijavaes ii'aquella provincia.
Ora i ale'm de ludo qut temos vis-
to e vimos de ex por he. verdade, que o
Governo paga com huma dimisso o com
maridante Greeiifell quB mis que liem-
htnn outro officidl de Vlaiinba tem pres
tado relevanlissimos servicos ao Governc ,
enlSo podemos affoutamente asseverar ,
que o governo do Brasil, quer ser dellen-
di'db e que se faca6 por Elle todos os es
forcoa e a final quer que todos diga con)
Fer reir
l'u d'esta gloria so fico contente ,
Que a minha terr amei,e a mihha gente,
Deshecesssro he Tancar mo de facios de
nutras Provincias qu-indo nos olbanflono
que te ni succedido n- Baha d'esde en-
trada doExefclo da Legalidade temo* so-
bejos argumentos paraprovar nossae asse-
6rt. i-UncrtooS a *ila sobre ossgra-
n
ciados por tervtoes prestados em Piraj.- ,
veremos hmens elevad >s depaiznos a Me-
jores e Tenentes Coronis honorarios ;
veremos proposts da G. N. exo ticas era al.
guias -partes : e com quinto o l Ait
i. do Decreto de iG de Agosto d'eate an
no, authortzisseao Governo para re'mune
rar servicos relevnles prestados em defeaa
da.ordena publica, e d* integridade do
Imperio Pr .movendo os militares do
exercito armida e Arlilheria de Vlar-
nha lies clisas s tem feito qa tal
Decreto anda nao cliegou talvez para aquel-
les que mais relevantes servicos iteraS
Falladlos positivamente do Sur. Tenerte
Coronel Mi noel Joaquim Pinto Paca. Es-
te digno Official, que dsae a Independen-
cialt.intOS serticos era prestado apenaiex
i^le I.im TflltfntQ Corone! graduid'o pus
l que bsianles annos qceupa. Elle na
qualidade de Quartel meslre general du-
r.nite a lucta de -{ de NoVeinbro foi irroan-
cave.1 nao ao com a 4ua .pessoa .roas al
.mesmo com osen dinheiro. A'elle encane
gou o Sr, Calla(lo-;de dar todas as provi-
dencias que ; quando no di l3de Mico parti de Pna-
\ sobre a linha inimiga. Foi elle quera
primeiro iKiticiot ao Exm. 'Presidente das
P'imeiras vanlagens, qoese.linhao^anha-
do, e p r si preveiiio aos Cominaudsnles
das Barcas,, e poples da Plataforma e Ila-
caniului para que acautellassem qualquer
desembarque. Foi igualmente elle, quem
lembrou ao-F.xm. -Presidente a ulilidade de
hum desembarque no littoral de Iupagine ,
que se elfectuou ; ,foi quem fez procaplis
ai.mp provipoent > de jnunices de boca,, e
de guerra todas as .linbas do exercilo
mandando igualmente com a maior activi-
dade, e telo, pes de arlilheria e ar
mameritos necessarjos para todos ns pontos,
e dando muias outras .providencias. Elle
armn muitas precas e remetleo.promplo
refurjcos frente.; ,pr.eencheo as requisi-
chs de todas as Brigadas : fe/, lecdlher s
Embarcaco-'S de guerra lodosos prisioiiei-'
ros remeilidos sua presenca \ fez sepultar
e queimar todos os cadveres encoiilrados
no campo, sendo estes'para mi> de du
zenlos: recolheo ao deposito de Piij lo,
dos os ai mmenlos, armas, muoices,
utensis, e outros objectos echados no cam-
po e nos pontos : e como zeloso dos |>tna
da Fa/enda Publica invenan >u-os, e com
penivel trabalhc e huma demora de mais
ao dias no campo ..o depois da entrada I /.
recoiher tudo ao Forje (lo M/ gU-rra. F elle (pude se du^T que v
nico) quem depois de lanas fvig -s, c
CUStOSOS tiabalhos djsse ao general lT^q.ie
reiiuuciiva todas as vantagens que por le
I lie podessem competir como Quariel mes
tre general. Ci E ao depois de lodos estes
trabamos, e (ii-tinteressado procedimeDiu
d'esle brioso omcial (jual o piocediroedio
do noiso Govr-rii'j? esquecei-se inteiiy-
mente do >r. P aprouve uquerer pr loica que o S. P-
nente Coronel Paca diga o-i dois versos ja
citados de Fer.eira.
Pedimos por tanto licetica ao nossp pre-
lado Governo, Respeitavel, paia l.he
leii.brar aquelle veiso de Frdro iNisi uli-
le qtjoil fai mus stulla, est glori.t ; i-
guajraente Lhe fazemos ver, que os pie-
mios da* Naces deven sersempre [ara o-
melhnres servidores do E*lado ; e que,
com quanlo o Sr. P nto P.ica pelo indepen-
de n te carcter, que lhe assisle, nada te*
nha podido, com tudo ba de sempre reco-
nhecercomo injuttica e ( nosso ver) nao
pequea, o terem sido altamente premia-
dos muilos alguns bem indevidamenie ,
sem terem servicos iguaes aos seos entre
tanto que elle por premio do quanlo fez ,
?xisle marcando o passo ao Tenenle Coro-
nelato que por outros servicos j couio
disfructa. Seja por ionio o quanlo temos
dito lomado da melhor forma pois o nos-
so fim he deseiar que o nosso actual Go
verno nao teniia eccasiio de receber uma
pecha qualquer e s slmejnmos a prospe-
ridade Nocional que jma.s pode progre-
dir no naci de injusticas revoltantes.
Variedade-.
O Co e o Gato".
Tudo nslemindo trh seo presumo
nada hi que intil sja. Dm< Fil^offts,
que ha viso queinado as fiesta as, esludan
do a n.iluresi. estavo conversando hura
dia a respeito de quadrupedes, reptis, pei-
xe, aves, plantas, e arvore ,desde o ce-
dro do Liba no ate a mais insignificante
hervasinha. At cerlo ponto os doos Fi
I isofos biao em hirmonia o que nao dei
x de ser rtdtavel / sucedeu porm que
I liando sobre a natnres-' hbitos e pro-
niiedade do bicho, gato, se acabm a fe-
liz harmona, e a discusso se tomn a-
margi. Nenhum doS taes amigbs, chama-
das Filo'dfos. quiz descer di burra cada
.hnmqui/. levar a sua adiante; a queslao
tirnoii-se queslio de principios e ques
toes ilesia riiures< tem ventas.
Hum disa que o Galo era o miis mal-
vada e pengoio da ludo os uimaes :
ratoneiro, traidor, e divorista .' Queti-
ulia bdl'es e figui de Tigre, bem que nao
tivpsse sin l'oici e lamanho; motivo por
que o bicho bomem devia. dar gracas a
Provrdeicia porque seo tal bixo gato li-
vesse a mesma forca do Tigre, adeos do
genero humano. Pira sto o nosso Filo-
>olomurtopsquent.'dbeitou a bior;rafia dos
G.tos r-onipporaneos e dos falescidbs des
de o Galo privilegiado, que rilr'ou na Ar-
ca de No ; e eomo hornera sabio que era
fez ostentosa pml'u/.'o de Indo qae lera
Sjobr perigosissimas arranhadella* de Gatos!
cSilculou hum orcamenio mais ou menos
exacto, de todo o peixe foto, que os g*io
tinhao devorado* e da louca que tinho
iflcilo em caros e ^t nem lhe esquereu *
zan^oinba da bulha, qoe elles f.-sn de
iloile, em jaiiPiio. o que muitas -veses .dis
lrbia acontemplaco dos mais insignes
Filos' los d'.quein. e d'alem mar,; e en-
termrdiando seu discurso, de exemplos gre-
goSj latinos, e romanos conrluio fasendo
a apologa do Cao que segundo a opioiio
do Ilustre preopinante er;i o amigo do
li'iTiein. Coineu do.us rebuc>dos para mo-
Ihai a pdavra, e continui'U fasendo hum
relaloiio filosfico cinino das dualidades
das diversas nicas de Caes
O nutro lo liman romo este leimou
que o Gato era sfmilhantn ao LpSo em
seas movimentos ; que o galo era magna
mino e generoso: anim.l assiado que
sempie -iiipav a iingua depois d- comer.
Que era m..is moral do que o C ; poi
IMidibundo e envergorib olo namorava pe
las trapei as e pelos tediados, qinnd.i o
Cad imniuhdo edebnchado and.iva pelo
meio da nn alraz de qu .Iqu cidria.
Que quando f.isi assuis p. ces'idades bus-
civ.i os c utos e cob'ia com trra no
que mostrava o giau de riviiisaclo ajque
o P.ivu Gato linha hfg do. Que o Cao
era Aristocrtico, e dividido em racas ; e
para isso cilQtt as genealogas dos Jn*e$ bi-
ctMiihos como Caes de Agnu de C ca de
Perdiz, de Coerho, de Gado. Faldri-
queiros ae. ir. racas que elle cbamoo
seitas polic.is eqtieo'G.ao vr.\ animal
epiiblicano qu-n.io linha nobr./.i eIgum >
e apenas se contenlava com rspinhas, quan-
(looCaSea devofsla qu- n.ul.i o lar-
lava e que 'ah vinba a frase fome
canina .' E concluio volando contra o
Cao al mesmo di-'se elle porque in-
coumoda mtuto a Polica tanto que )a
por varias veses se tem levantado o Ha-
IrPs Coipirs a seu respeito-, e lem sido pu-
nidos de morte por turbulentos e inimi-
ges do socego publico.
Ora almem-osl .' Nenhum delles se
quiz dar por vencido O defensor dos
Cens ei quejido-s furioso exclamou :
O C5 .' O (o O amigo-do. hmem
l) companheiro de Tab'ias eile Ulis es! --
U ouiro mlendo-lbe o ponho cara gri-
lou : O Gato .' O Galo O Inspira-
dor de Leibnitz _
Ora como os Filsofos nao reconhecem
o Poder Moderador n. 5 bou ve quem os ac-
comraodasse se separaro c. lencos. O
amigo dos Caes correu a casa e achpu
que os Ratos Ibe tinhao roido ham'qurir<>
Inglez ehum par de cpalos .' Enlo tor-
nando a si ,disse Vamos! O Gato nao
he to inulil como Se disa O amhgo
dos (ja.lo* tambera correio a casa e
acbou que os Ladias lhe linha anomba
do a porta d jardim, que o liho o ron
bdo, e n'ingu'twi linha sentido! Enl&
. xlamou : Cpm ilcito o C*5 inda
nao he para despnsar .' ,
A que proposito por isso vira a historia
tu ii........ iwmmmmmBKxmm*mmmum
do Co e do Galo e dos Filsofos., i
per untar por ah alguna alma de Dos !
A proposito de nada, respondemos d*.
Seos Cms e Os Gatos governa-sera da
vito aindi que houvesse hberdade de
imprensa nos nao atieviamos a diaer
mal delles para nao entorpecer a marcha
do seu goveruo. Como porera ainda Ihes
uo chegou a sua vea diverrao-nas hom
bocado oin elles que-os taea bichiulios
sao pacficos. ( Papa Moscas. )
COMPANIIIA DO BEBIRIBE.
Avs.a-seaos Srs. que fora convila-
dos p^ra tomarom Apoltc-s da Goaipanhia
do 'li-beribe que hoje (segunda faifa 30
do correte^ as 11 horas-do dia tertrjgar
a primeira reunio na sala da Sociedad* A-
polinea a Gra de se nomear oGonselbo
Deliberativo em virtude do Art. 9 dos Es-
tatutos.
Avisos Diversos.
Os* Despachantes de Navios naoradot-
ie* na xuada AH'andega velha mudarse a
residencia- p-na a ra do Vigario.: quem
se quiser uulisar do seu presumo prare
na dte ra oobrado O. 2q defronte do
Consulado Francez que achara com quena
tratar.
_ Qjera quiser fletar a Escuna Inglesa
Aune >ie lote, de 1 So toneladas de primate
ra classe : quem pe teuder dirija-sea Di-
go Cockcbot & Corap. 0
-, A Sen hu a que se propoem a servir
em urna casa de pequea familia t dirija-
se a 101 da Uod.i no a. andar do sobra-
do que fir.i no liin da ra na beira da
aiaie lulo esqueruo que abi achara coca
quem tratar,
... (Jra menino Braaileiro de idade i%
para 1 annos que i escreve e canta
sol', vcl mente, se offerece para Caixiro
de qualquer aiiumaio: quem de seu
presumo se quiser ulibsar annuncia \ ad-
verle que d fiadora sua condurta.
_A |wrda que annuuciou querer aativ
vir em urna casa de pouea familia a quai
diz csinfia engoma e lava : dirija-se a
, ua da Cadeia velha numero 5*
Q da p.u. a ni., de casa de bomem solteiro ou
casado com pouca familia a qual .casinba ,
lava e engoma : quera a pertender an-
nuncie.
Precisa -se allugar buma asa torrea,
no bairro de Santo Antonio, para peque*
na i ,milia nao excedendo o seu alluguer
a Uooo feij: nesla Typografia n% dir*
qum a quer.
A viuva. Fabiana de Barros igw-
monte, pelo presente faz publico que nao
determinou, nao conseutiu, nao soube
nem convero na simulada venda, que seu
lidio Antonio Francisco do Reg Barros,
dos eseravos Clirislovao, Jos Benedicto,
Antonio, Siman, Lourenco, Roberto, Justa,
Rosa, e Jos Francisco, da annunciante a
Jos Candido, ou a Jos Luiz Bekrio JVIa-
vignier prevale8cendose para tsse acto re-
piovado, de huma procuraco, qoe por
meio de fo'rcS, e com ameacas fez a annun-
ciante firmar quando elle quiz faser a fin-
gida venda do Engenho tal j* vendido por
ella anunciante a Joaquina da Silva Priia,
a annunciante tem provas concludentespa-
ra mustrar a simuUcao, e uulidade dessa
venda dos ditos eseravos e protesta usar do
seu direilo dividameute contra o com-
prador, e contra quem mais no contrato
tiver figurado e mesmo contra aquella ,
ou aquellas pesaoas a quem taes escravo#
se transferirem : e desde ja adverte qua
uenhuroa pessoa compre ou poi quilqusr
outra Iransaca aceite oa sobreditos a
era vos.
Alluga-se huma casa no lugar do
Manguinho pequeo, qoase delroote da
casa de Francisco Antonio de Ohveira.coaa
frente para a estrada, fundo para o rio da
Capibaribe ecom cmodos para graod*-
mliaj a fallar ao major Jo.se Carlos Tai-
xeira.
_ Quem quiser comprar hum scmo-
meco, de bouiia figura, ptimo oficial
liecapaleiro por preco cmodo ; dirija-
se a ra doQueimado botica D. 8. ,


DIARIO DEPERNAMBUCO.
' O* presos abaixo assignados, da Pro
vncU d* B^hia leudo de em observan
ca as ordens imperial. seguir amauhi ao
seu destino, da liba de Fernando, pre-
tenden) por ete vehculo dar um publico
testemunho d'elerna gralido a todos aquel -
les prestaatissimos Snrs. Peruambucanos ,
erguanos, residente! n'esU H;>spilaleira
Provincia, dos quaes recebeii duran
tesua conservacao no forte Ho B'um .
muitissimos soccorroa, e los beneficios ,
de mistura cjm as mais evidenl. s demons
tracea de fraternidade. O abaixo assl
puados, prolesto aos refei idos seos Filan-
trpicos Bumfeiloies a mais cordial amisa-
de e parten pinhoradoa do bom acolhi-
menlo que na Capital d'esta p-ovincia s-
lhes liberaliaou : lenlindo os abaixo assi
gaadstnlo poderem faaer especi*! mencio de
todos os oracM bem formados, que boa-
rao 8 humanidade, eque nao polipario sa-
crificios, concernen tes a adoc^r o infurtu
rio dos abuso anignadoa recelosos de
ofender a modestia de seus zeosos prole-
ctorei. Os abaixo assignados debnlha-
dos em ligrimas, exp-imem da manelra
a mais viva a pngente saudade que Ibes
dilacera o coracao ao recordaren-se de
que lhes he forcoso ter de separar-se d s
Hroes Pornambucanos que tanto ", e to
omnimadamenteos honraia e a quem
sagrando em retriboicio sins respeito
zas (rofenagens e profunda consideraco
pa gama filarte o tributo derido a can-
dida virlude. Semelhantemente os abaixo
assignados se dirigem ao Dignsslmo S'
Capillo Antonio Gomes Li te-do forte do Brum, que lhes prodigalisou
nlo vulgares obsequios, a Briosa Oficiali-
dad* d'eslajguai nico e atormente .10 do
BiUlhio Proviaorio. Manoel Roaven
tura Farras, Pedro Ba bosa Lial Rodri-
go Xavier de Figueiredo Ardignac Igna-
cio Joaquina Pitomba, Manoel Vfarqu s
Cardoso Manoel Jos de Asevrdo Couli-
nho Joio da Paixo Manoel Florencio
doNascimento.
O Sr. Claudio Jote d* S Miza queira
procurar urna carta vinda di Babia, na ven
da de Manoel Ferreira Lima na la nov
defrontada Maliis.
Aluga-se pelo tempo de festa urna ra
8 ai apipuces a margem d rio capibara
be com duas salai 4 q'tartns cozlnha
fora um grande copia com assantos em
roda e est pintada de novo : a tratar n >
roa da Florentina D. 10.
A pessoa que annunciou querer alu
gar urna casa terrea no bairro de S. Anto-
nio nao olhando o preco com tanto qu<*
tenha quintal e cacimba e com 4 qoarlos,
dirija-sea ra nova no segundo andar do
sobrado D. 3a.
No engeuho amipe debaixo perten
cente ao abaixo assignado se acha um es-
cravo que foi tirado em casa de um ho
mem que inora encatoama termo de Ttgi-
cupapo e foi remetido para nvlhor segu
ranea para o tid> rngenho, cujo escr. nao sabe dizer quem he .seo Sr. ; quem for
seu dono dirija-aeao mencionado engeuho
que dando os signaes e dia que fugio llv
ser entregue -y na certeza de o annuncl-
aote nio se r9*pnrisabrl:sir pe'o dito escra-
to, Antonio Jos Vielra da Cunta.
O Sr. Jos TavaiesCajot-i/o e a
Stfnhora D. Hita Mana Ferraz qu iiu
terabondade de annunciar suas moradas.
Oab.iso assignado avisa ao respeita
vel publico que tendo recebido <'m paga-
mento 110 aerlo do Assu' na Villa de S
Anna do matto un letra de Joan Carnet-
re da Cunha arceita por J. a da Costa Vil
lar da quantia de goos.-oo a qual letra
devii se vetear 110 hm do correte ; tndo
apresentado dita letra ao acivilante no lu-
gar de pedras de fogo juntamente com
urna carta de ordens na qoal manda vn.o
entregara quantia de i-]5joo eqoe o
restante Gcasse depositado entre as mos di
dito Sr. Joio da Costa Villar t que por
o sacador Ihe fosse reclamado tendo rece-
bido dita quantia passou o recibo na letra;
* egoi a sua viagem para esta praca <
achaudo-se noengetiho d*s l'ges. deo por
falta da ilu letra, inmediatamente voitou
e fez scienle do acontecido ao dito Sr. Julo
da Costa Villar, para'nio pagar a pesoj
alguna a dtti letra parante tcstear.ur.has ,
e o anesmo aviso f;z ao sacador e como
teji d'aordao ficaella de nenbu'm ef
fetto, e cso ilguma peisoa a tiver adiado
poder entregar ao annunCantei\ ra do
sebo que recompensar. Pedro An-
tonio Victoriano dos Reis-.
1
\visos Martimos
PAR* ANGOLA com efcala por Ran-
guella segu vigem com brevidade a Es-
cuna portugueza Esperanca, do lote de ati8
toneladas de pram-ira marcha pregada
e forrada de cobre quem quiser earreg ir ,
ou hir de passagem dinja-se a 1111 de
Ctuz n 6 i'scriptorio de Jos Ramos da
Oliveira ou ao Capillo a bardo todos
os das at as 10 hor}s da niaub.
PARA MRA.NBA01 pf>- lodo o mes
de Janeiro o Bngue Evcuna Laura ve-
leiro e de reroiih'cida marcha quem qui-
rererregar, ou hir de passagem para o
qua '-ff-Tece m'gnifios com nodo lista-
se com o cipilo ou com Firmino Jos Fu-
hs da R'.i/.a, no forte do mallo.
PARA LSBO\ com toda brevidade
por ler a ma or parte da c'g certa o bero
eonceitoadoe con'iecido Bi'gnn Porlugusr
Rcpartp deque bet'apito Joio Antonio
Vieira; quem quiser carregar ou ir de pas-
sagem para o que tem encllenles enmmo-
dos dirija-se aa seu consignxtaiio Fran-
cisco Severiano Rdiella 00 ao Cxpito na
raca do C'ommercio
Jj e i 1 a o
Que fi/em Mano I Jos de Fontes
Braga & Compatibia na ua dos Tannei
09 no armase/u novo de molhidos por
conta de quem pretencer, de 6 caixes de
queij s flimengos, boje quinta feira ao
do Crrante as 10 horas da manbi.
-Hqe quinta feira ao do cfrente ha-
vera.l-'ilin a porta do armasem de Francis-
co J Bragiiez na Conceicao de urna
variada por conta de
pri'cO de salsa
(|n-ni pretencer.
^ /a. si v r a. s
Urna botica enm dinheiro a vista ;
quem liver aniiuncie,
Um escravo que ej'i mico e> que
saiba bem o officio de pedreiro : na ra do
Crespo D 8 lado do sul.
Vendas
Folhinhas de porta de
algtbeira e de Padre, para o
anuo de i83q pelos precios de
seis vintens as de porta doze
ns de algibeira e pataca as de
altnanak completo e de Pa-
dre todas impressas tiesta Ty-
pografia, em boin papel e ptimos
Typos; e bem condecidas pela
certeza do calculo, e redigidas
pela primeira pessoa que em Per-
nambuco fez folbinhas: as de al-
gibeira alem das noticias do eos-
tumerontem urna tabella chronolo-
gina dos principaes factos de,-ta
Provincia om ensaio Topogr-
fico da mesma segundo a divi-
so das novas Comarcas e um
Almanak completo: na praca
da Independencia loja de livros
n. 37 e 38 ra do C abug loja
do Sr Bandeira no ttecife ra
da Cadeia loja do Sr. Quaresma,
ra da Madre de Dos defronte
da Igreja venda que oi do Ke-
zende na lioa vista botica do Sr.
Jojipiim Jos Moreira defronte
da Matriz e em Olinda na botica
da ra do Amparo.
Um negro ladino', multo fiel de
naco angola hbil para lodo o servico ,
idade de a5 a 3o annos : na ra da satizalla
velha D. 1.
-- ao pecas de estopa, boa para fazer
sacos e alguna pecas milito propriaa pare
c i misa ec. Isas de negros : na ra da Cruz
D. *3.
Um diccionario Magnnm L-X'con e
urna orthofjrafia de Madiueira : na ra es-
trella do Rozario botica de Joio Pereira
da-Silveir*.
.- Um brirco de balahca grande propria
para armasem de aducir, e caf, muido
n-a Ierra de boa qualidad-* em poicao e
retaloo e recehe-se em g io para lorrar :
na ra do Am rm no forte do matto n 101
;? milheiros de tij'dos de ladrilbo ,
n^r nreco rom modo ; assim como paos de
mangu de a8 a 3o palmos-, e 1 e meio a
i de grossura : na ra da praia casa do Vi
anna.
Um r-avallo de b"m tamsnho e de
boa cor e de bon andares : na ra do
Q leimado loja D. 10.
Um escravo de bonita figura ,, sondo
para fora da^ir riada. : no engenho cara-
uba fregesia de Tracunbaem termo e
comarca de Nazareth da malta.
Rona de panno com fundo de olea
do : na ra do colegio O. a.
-- Urna cavallo alasio gordo e de
xcellentes andares : na ma de Hurlas so
lirado d quina do bco]ue olla para ra
da S- Thereza.
- Urna canoa-novi hm construida e
feita de prepsito para ennduzir familia ,
(embancada, tilda, o lod 1 o mais neces-
ario commodo para ao pssoas : na ra di)
Livram*>nln armasem i 4
- IVcos fines e rendas largas, e estrel-
las ditas mais ordinarias para enfelles de
vestidos ricas filas de guarnico de- bom
gosto ditas mais "streilas pintes de tar-
taruga para marrafas estojos de duas n
valhas e tisourinhas para rihaj tudo fino
" inglez pents finos de marfim para tirar
piollios esc iuv&s para dentes ciixinhas
de jogo de lotera chamado rispora para
devertimento da festa, tlnla deescreveren
carnada dita preta, calungas da varios l-
mannos mnilos jocosos e proprios par! pre-
r.^pios bots de vidro de varias qmda-
des para colele as verdadelras pulas da
familia em frailas de looede 5o. e bi-
chas superiores tudo muito barato : na
praca da Independencia n. ao e na ra
dos Qnartris D 3..
A d'nheiro ou prao a paderja da
ra D'ueita da paite do ncente D. 33.
com eommodos para familia : a Iratar na
ua da praia serrara d. Cardal ; ni ms-
ma precisa se de urna pnrelha de serradores
paga se por llnha ou por da. *
- Enxams, travs e outras militas ma
delrns : no a- m 'sem d capim i do sobrado onde mo'a o Sr. Gustavo.
-- Vlnte p tantas sacis de arroz do Ma-
ranho a ^s'ooo a rroba : na venda nova
defronte do Theatro.
-- Os segii'niea livros ja nzados : mil e
urna nqite Io zont acrecentada com um apendiy. e dnla
mappas de contas correntes no fim Car-
los Magno Paulo e Virginia : na ra do
Ringel D. i4-
Muilo Superior e nova salsa p irrilha
ch"fad.i iiro\m mente : em casa de Ma-
noil Franclaco Pontea.
-- Um ffqueiVo de muito bora goto ,
um apare Ih par* cha, urna rica escriva-
ninha doaa salvinhas dois pares de cas-
ticaes e um m-i* pequeo proprio p ra pi-
aiino pr. tnboe lisnura pe-tencente aos
mesmos caMica'S, raixas para rapabotoa-
duras e brincos tudo obra do porto: na
ru.a do Livramenlo I) q.
Um re fe com o competente tracado ,
urna barretina de seda urna dita de olea-
'lo urna binria e urna farda de panno
fino, lud com muito p'iDCO n/n e pelo
prern de 35,000 j na ra d D. 6.
- Um grande sortimento de calungas
de Verlas qu .li(Jads para o diert-
menlo de [nesepius : no atierro da Roa Va-
la loja D 16
- Um estravo de meia dade trblha
dor de mellada e proprio para sitio poi
estar a isso acosluraado : na ra d- D.6.
Utn terrino atm da greja dos Mar-
sola ^
tirios com .'\ palmas de largura e c?m
de fundo murado em roda ; e um gran-
de oratario tudo por preco commodo ;
pastando a Igreja dos Martirios no segun-
do andar do primeiro sobrdo.
Urna bonita escrava com 2$ annos do
iilade ptima cozmheira de tudo, insi-
gna lav^deira eengairiroa bem liso; na
ra Direita passando a venda do fallecido
Jos da Penha sobrado D ao.
Ou aluga-se e troca-se diariamente
vellas de cera de meia quaita al tviuchei-
roa por prego commodo: na ra do Ran-
gel D 9 sobrado de umandir.
Cara branca em porcio de cem libras
para cima no escriplorio dos Sr. Lenoir
Resuellet & Pugel a fallar com Jos Li <
zary.
Urna preta de naci : engomma co-
rintia bem, faz bolinhas e com princi-
pios de costura: na pracinha do*Livrmen-
to nosob.ado por cima dilojt do Sr. H.-r-
culano.
Rilinsde Lisboa., meios ditos, sv
p tos a bolinadis, ditos do orelha de bom
ber.erro ditos d cordavo de urna
ditos de marrOquim francer.es, pira homem
bolins para meninos aapatos de roarro-
qaim para Seubora a (ijo ao par ditos de
duraque preto e de cores ditos de marro-
quim e de duraque francezes sapatlnbos
para meninos de a a 9 annos ludo por pr-
co commodo 00 atterro da Roa vista loja
D. 9.
- PoUssa de superior qualidade, a aoo
a I bra : em casa de Me. Calmont & Com-
paup-ia
Escravos Futidos
-- Roga-se as Autdoridades policiaese
capites de campo fago prender o escra-
vo Antonio preto creoulo sem signai
de barba estatura regular nariz' chato ,
beicudo cam tres calombinhos nitre ns
peitos e ao lado um signal d-j ferlda ,
muito cheio de bichos nos pe camisa e
eroula de algodo di malta, chapeo de
palba consta que tomn o caminhu da S.
Antao; e mandar levara ra do Livra-
menio D 7
-- Benedicto, cabra de ao a aa annos
de idade altura regular, secco do corpo,
hos grandes e bem vivos um pequeo
talho scbe um das subrancethas dea-
tesabertos na frente e com bastale! ma-
Hhs ao pesc-aco official dn Vlaicineiro, e
natural do Rio Grande do Norte, fugio
a aa de Julhode i83a. Joo camundon-
go preto com -20a aa anuos de idade ,
baixo e grosso do corpo, olbos grandes e
espantadas, bcos grossos falla lambeta
grossa pouca barba offiral de marcinri-
ro fu;io a 1a de Agosto de i83a ; quem
os pgar leve a ra nova loja frauctz O 4
que ser recompensado.
-- No da 14 di Agosto do correnle fu-
gio da osa de Joaquina O. Kl>ter morador
na ra di cadeia Velha ]). 1,{ um escra-
vo de nome R-nediclo de id ule de 18 a
'pannos-, ifficial do chapeleiro estatura
de y palmos pouco mais ou menos rosto
redondo cor meia fulla tPin dais signa-
es pequeuos por cima dos olbos, e anda
ronito g-ngaudo levnu urna cam sa de ria-N
cado a/ul e calsa de panno da cofia ; foi
visto na Villa de Goianna e com taes si-
gnaes fcilmente pode ser couhecdo e
sendo preso qualquer das aulhoridas no.
liciaes o podem mandar para a casa a cima
mencionada, que muito bem gratificJi
'ios app eheniiedcres com 100,000.
Movmentodo Porto
NAVIOS SAHIDOS NO DIA 18.
TR1ESTRE 5 Barca Inglesa Mary S Ann ,
M R. lailtett carga assucar.
DITO, Brigue Ingles Calharina M. Wil-
lims Wlnticieay, carga assucar.
AS^L)' HiateS. Jos Brasileo ,';M. Jo
s Antonio Remandes, caiga varios g-
neros i passageirca Joio Ferreira de
Brito com um criado Vicente l'eneira
de Brito e Francisco Antonio de Aisis.
Pern. wTvb de M; f, de r, i838;
-r


Full Text
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