Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03660


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Full Text
ANNO DE i838, QUINTA FEIBA
Cambios.
Dezembro 5.
Londres 39 Os. St. por ifooo ced.
Lisboa 90 a g5 por 100 premio, por ractsl. Moni.
Franca 335 a 3o Rs. por franco.
Rio de Janeiro aopar.
Moedas de6#4oo 15/000 as velhas navas i<|5oo.
fooo 8/oo a 3j*ioo
Pesos Coluibnarioa i#6to a i|63o
Dittos Mencauos i#6 >o a igbio
Pataces firasileiros i|6io a i/65o
Premios das Letras, pjr mez 1 a i|4 por 100.
Cobre a p. c. disconto.
PARTIDAS DOS CORR EIS TERRESTES.
6 DE DEZEMBKO. NUIKERO >66,
. T*do agora depende de nos msanos ; da nosea prudencia
moderacSo e eiiergia: continuemos cosi principiamos,
t seremos epenudoa com admrracSo entre as fiacoes mais cal-
tas.
Proclamacao da Assemblea Geral do Brasil.

Subscreve-se para esta folba a mil reis mensacs pagos adi-
anlados nesta Typograh'e, ra das Grutas I). 3, c ua Prapa
da Independencia D. 1>j e 38, onde se recebem correspon-
dencias legMisadas e annuncios:, usjriido-Ke este gratis
sendo dos proprios assignantes, e vindos essignados.
DAS DA SEMANA.
Cidade da Paraiba e Tillas de ua preteiico ....
Cidade do Rio'rreaJe do Norte, e villas dem 4 1
Cidade d Fortalesa villas dem '......
Villa de Goianna............
Cidade de Olinda............
Villa de Santo Anto............
Dita de GsranhuOT e Povoaco do Bonito. ....
Dittas do Cabo Serinbaem, Hio. Formoso, e Porto Calvo
Cidade das Alaeoas, e Villa de Macei. .....
Villa de Pajaupde Floree............
Todos os correios partera ao meio dia.
Segundas Sertas feirai.
Todos os das.
Ouiutas feiras.
Das 10, e ?4 de cada mez.
Iilem x 11, e ai ditto ditlo.
Liem dem.
dem i3, ditto dille
Segunda S. Francisco Xavier. Aud. do Juit do crim de Urde e sesso da Thes. P'
Terca S. H.rl>>r V- M. Retaceo demanda aud. do J. dos (M. de Urde.
Quarta S.-Geraldo Are. Sesso da Thesouraria Provincial.
Quinta S. Nicolao B Keiaco de uianh. p audiencia do J* dos orlaos de tarde,
Sexta S. Aniliinsio Are Seiso daTbes Puhlica, e aud do Juiz do Civel de larde.
Sabbado >< Conceico de N. S. Fadroeira do impeli. Quarlos creicenle m 8 Loras e
imn. da manila. .,
9 Domingo 2 do Advento S. Leocadia.
As
Mare cheia para o dia de De/, embro.
! horas 5b uiiuutos da manb As 8 bora 4 minutos da Urde.

PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.
CMARA DOS DEPUTADOS.
Conlinuacao da Ses*a de 22 de Setem-
bro.
0 Sor. Vianna como relator da commis
sao de orcaraento aprsenla o seguinle.
A asseroblea geral legislativa resolve :
ArL nico. O governo fica autori-
sado a haver por meio de empresiimo,
ale a somma de quatro mil e seis ceios
cont* de reis para supprir o dficit do cor-
rente anno fiuanceiro.
44 Emendas da commsSo.
44 O artigo nico d* proposta do governo
seja substituido pelo seguiutu :
44 Artigo 1. O governo he aulorisado a
despender, no correte anno 6nanceiro,
(juantia de rs. 3,800:000?, alem da despo-
sa fixada para o mesmoanno na iei de
11 de outubro de 1837.
'* Artigo 2. Este crdito ser dm dido
pelos ministerios, pela seguinle forma :
** Ao miaislerio do im-
perio
44 Ao ministerio dos es-
trangeiros
44 Ao.ministerio da Mari-
ana
" Ao ministerio dn guer-
ra
44 Ao ministerio da fa-
snda
I

5o:oooUooo
163.375U000
8a6.8a4i7o
9ai:i55U648
837 o4^Ui8a
Artigo 3. Para suprir a deficiencia das
rendas ordinarias o governo fara'arreca-
dar doaprimeiro de Janeiro em diante,
quaes quer iraposicoes que ten bao sido de-
cretadas na Iei do ores ose rito para o anno
finanoeiro de i83g-*-- 1840, e que nao te
oblo levado aclaasula de seren cobradas
desde a sua publicarlo.
Artigo 4. Da mesma data em diante, o
governo lara' arrecadar, em todaa as al-
landegas do imperio, dos 15 p. c. a qtie
esto sugeitos os gneros de importacau,
4 porcento em ouro pelo padrio estabe-
lecido na Iei de 3 de oulubro do i833. O
producto desta impstelo sera' integral-
mente remellido para Londres na urtmi
especie, eser exclusivamente empreado
no pagamento doajuros e na amoilisacSo
da divida externa.
Ai ligo 5. Durante o anno fiuanceiro
desta Iei, cootuuara ainda suspensa a
amoitisacio dos empresmos brasileiros
m Londres ; e para a am'orlisacao da di
?ida interna fico applioadas a apoiiees
peiteoceoles ao cofre dos depsitos.
Artigo 6 Quando nao basteen para pre
heneber somma deste cred to as rendas
decretada nos artigos antecedentes o go
verno podet baver eiss talla com o pro-
ducto da venda das apoiiees de filudos
pblicos de seis porcento, que fica auto-
wado a emittir cm qoalquer meicadoque
llie ofereca maiores vantagens com a
condigio, porem, He serem pagos os juros
dellas no Hio de Janeiro, pela caixa da.
amertisacio, independdhtemente da apre-
senlacao das mesmas, ficando para esse
fin somonte, revocadas as dispjsicoas
em contrario da Iei de i5 de Novembrode
1897.
O governo dar os regolamentos preci-
sos para 8 boa exrucio desta medida.
Artigo 7. As disposices do artigo an-
tecedente poderlo tambem applicar-se ao
resto do crdito de 4 558 cotilos se o go-
verno houver de reahsa-lo pela emisso de
a plices,
Artigo 8. Fica tamhm o governo anto-
risado a aceitar propostas de possuidores
de apoiiees da divida externa, que queiro
receuer no Rio de Janeiro o equivalente
dos juros dellas.
Artigo 9. O pagamento dos quatro por
cenlo em ouro podera't portadores i m letras sobre Londres a pra-
ziment do governo.
' Artigo 10. Ficlo revogadas as lew em
contrario.
Paco da cmara dos deputados a a de
setena bro de 838. Joaquim Francisco
Vianba.
Novo calculo segundo as ultimas in-
formar Oes do Thesoro.
T,bella n. 1.
Saldo que passou de i8J5
a 183b para o auno de
1836 a 1637 2,481 789U
A deduzir;
Da columna de notas, cedo-
las, etc. 365,i 54D
Letras a vencer at 18(38 \n^bSU
beta declaraco de especies >5o,uocU
Receita de i83'6a 1837, se-
gundo dados do tbe.ouro i4,33a,yi2U
Receita de S Pedro am-
souieiro calcula sement
em 8,3o8LT rs., a vista de
bum balancete, calculado
pelo que rendeu u'outros
anuos 5o,oooU
Despesa como abaixo declara 18,259,95811
Dficit 4*4,8340
DesenvoUimento da despesa.
da nao contemplada.
DitadoEspifito Santo
Despera de i836 a 1837, se-
gundo dados do tbcsuuro
Resto a pagar
16,04.4 U
13 g'6.3ooU
5..749U
7
D.-speza flxada na Iei do or-
camenlo, segundo a tabella
do thesoro
Maior despesa felo ministe-
rio da mar i n ha
dem pelo da guerra
dem pelas saques do Rio
Grande
dem no ministerio dos es*
trangeiros
Sopprimenlo aS provincias
O que de mais gasloa a Ba-
ha
Dilierenea do cambio
Costo do p'pe, chapas, ma-
chinas juros a casa de
Simuel ele. 17,289,
L- i4.5 ao cambio de 28
Juros do crdito de i,5oo
conlos
Juros de a, 143 contos
l'remios ti corretagens
dem de letras
Letras em circularlo
12,44 i,o88U
770.656U
1,243,76111
A discussio fica addiada pela hora.
O Snr. Presidente d para ordem do
(fia a mesma materia de boje, e mais os
projectos ns. 142, i5o e i55. ( .,
Levanta a sessaS depois das duas hore
da larde.
1.1
56,c95
1967140
55o,oooU
i86,oooU
859 552U
i5a,8o
1 K),3loU
75,oo5
i5o,8o6U
5o,i8jU
3o8,i5>U
88*9,5o6U
Saldo que passou ao anno de
i83; a i838
N. li. ISao vema qui conlumpIaU^ ainda
a despexada provincia do Espirito Santo,
e nem as despezas da provincia do Rio
Grande.
Segundo as observaces do thesoro,
ainda ha de testo a pagar mais do......
754 749U "
Receita de 1837 a 1838 or-
eada pelo thesoro
Crdito concedido em 18^7
Saldo presumvel de i836
a 1837, segundo ai nfor-
macio do thesoro
Maior receita no'Rio Gran-
de, pelo que icndtu no
anno passado
Dita naj Alagoa, que o the-
i2,266 545U
4',558,oucU
)
N. B. Calcula-se o saldo'Jde g'ao,9,7U
rs. e nao o de 88(j,5i(jU reis, por ser es-
te o que d o theswure como disponi el.
Tabella o. 2.
Receita de i838 a 1839, or-
eada pela cmara 13^663,289!}
Oque poderlo produzir no
segundo semestre deste
auno os imp- stos que se
mandarlo cobrar de Ja-
neiro por diante oo,oooU
Dficit provavel 2,173,577!)
Oespesa segundo a tabella
tfpreseuUda pelo goiirno 16297,16411
A ded
uzir
Amortisaco dos empresti-
mos B. L. 67,244 ao
cambio de io
A quautia de 28,58.) L. 18
9
Premios de Lil befes
537 945U
228,f379U
i75,674U
Suprimenlos as provincias 58o,oooU
920:97U
N. B Na receita de 13.663.289U reis
vem a do* Rio de G randa coiittmpiada na
somma de6j(, produsir.i mais que. 19 1,73aU rs como'no
anna passado; mas, apear dessa falla, a
39.6J2U jreCeita ordinaria produio mais desu
i sonata.
PERNAMBUCO.
THEZOURARIA DA PROVINCIA.
Connusclo do Expediente do dia i."
de Dezembro de i838.
Officio ,,Ao Inspector do'Arstn'al di
Marinha para enviar no dia 3 do corren-
te mex as coritas da desp-is* d ) mosmo Ar-
senal do mez de Outubro p. p.
Expediente do dia 3.
Officio Ao Exm. Snr. Presidente da
Provincia apresentando a representacio
do Inspector d'Alfandega., em que expoenx
a necessidade de tiomear-sa dous Supplen-
tes para a Commissso das Maquinas.
Dito Ao Inspector da Altaodega'fpar-
tecipando-lbe ler sido ndefirido o reque-
rimento de Lenoir Bessuchet i Puget, em
que pedio a restituir; t do valor de huma
caixa de conservas que o Escripturario
Confeiente achou de mais do declarado
no Manifest da carga da Galera Indus*
tria viuda da Bbia a sua consignaclo ,'
com declaraco porem de que elles devi-
vao ser indemnisados pelo anprehenscr ,
dos direitos que p.igaiio.
Exediente do dia 4.
Portara Ao Thesourero dos Orde-
nados mandando pagar ao Continuo
Thesourero da Relelo a quantia do reis
io3,3(>9 res importancia das despesas fe-
tas com us procesaos chimes por parte da
Justica.
Dita Ao dito mandando p'gar ao
Poileiro damema Thesouraria a qu-inlia
de 1 58 o.-pi reis, importancia das despesas
feihis no mez antecedente c-m compras do
gneros jornaes dos ser ventea, e outras
dtspesss muidas.
Diversas Repariyoen
MEZA D CONSULADO.
.A Pauta he a mesma do nuqu 25o.

CGRR10.
Achoii-se dentro ,da Caixa do Correio
huma Carta para o Senhor Aneelmo Fran-
cisco l'erel le Secretario do Goverob em
Mbranhlo ; e nao devendo ser illa levada
poro entermediodis Adminisiiacaen* dos
Correios aoseu convenanlo destino pelo,
iro estado de stu feixo : dirij-se a esta,
Adaiaistraca a pessoa qu a Uocou ua


D I A
R I O
E9
D
um
R
P K R
wmmmm
NAM BUGO.
referida caixa para effeito de ser milhor
mente feixada ouobreiada.
O Brgue Varalo l qual he Capillo
Antonio Gomes da Silva sai para Lisboa
no da 11 do crrente.
OBRAS PUBLICAS.
Nosdias i5, 17 e 18 do correnle
mez ir a praca para ser arrematada a ree-
dificarlo da ponte sobre o rio Tracunbaem
na estrada de Goianna avahada un reis
i:5a5,34- O Licitantes devem compe
tenlemente habilitados de Fiadores idneos
comparecer nos referidos dias ao meio
dia a dar os seus lances na Repailiclo
das Obras Publicas aoodc est patente o
espectivo orea ment para ser examioado
pelos Perlendentes em qualquer dia til as
horas do expediente.
Inspeccf o das Obras Publicas 3 de De-
zembro da 183b*.
Moraes Ancora.
PRFEITURA.
Parte do dia 4 de Descmbro de i838.
Illm e Exm. Senhor Paitecipo a V.
Exc. que des partes boje recbalas so
mente consta que Torio presos hontem
a minha ordem e tiverfo destino: Anto-
nio Jos dos Reis, pardo e Jos Mara ,
indio este pelo Sub Piefeito da l"re;ue-
7.1a dos Affogados por estar a sollicitar a
os Almocreves para o condosirem corosigo,
sendo elle soldado do 4* Corpo de A- -
tilheria ; e aquello pelo Sub Prefeito da
Bia-vista pjr queixa de Mauoel Felis de
Castro de ter elle ferido a um seo escrav
Tendo eu communicado V. Exc. na
minha parte de hontem que na noite d .
dia a do correte mez e 00 lugar da Trem
pe Tora ferido gravemente no baixo ventre
um Inglez por outro seo Concid>>da5, o
qual deixara de ser preso por nlo tr sido
conheeido e nem encontrado segundo
rae informoa o Sub-Prefeito da Fregue-
sia da Boa-vista ; de meo dever signifi-
car agora a. V. Exc., que o mesmo Sub-
Prefeito acaba de partecipar-me que mi-
lhor informado deste caso soubera que
flese pascara do modo que passo aex-
por e no como Ihe haviio dito.
Vindo na dita noite de a do correnle 4
Ingieres p pela estrada de Joio de liar-
ros encontrarlo casualmente em um Car-
neiro de um pardo que a piucos passos
o segua e uto foi bastante para que o
mesmo pardo insultasse com termos inju-
riosos aos ditos Ingleses e os fosse acora-
nanhando at o lugar do Corredor do Bis-
po onde armado de urna faca de ponta.
(Vira gravemente ao Capillo do Brgue
Tampico com urna facada as costas que
atravesspuat os rins ao irmio do Ne-
gociante Cornelio Kelley com outra facada
no baixo ventre a qual Ihe fez logo da-
taros intestinos ; e levemente ao Capillo
e Piloto do Brgue Luiza Wansley ; e co-
mo este successo fora passado em lugar
Cuco tranzitado, e o Inglez que a patru-
1 encontrara ferido no largo da S. Cruz
nada soubesse informar-lhe a respeito ;
bastante tempo leve o assassino para fugir,
e por-se a salvo das diligencias policiaes.
Entre tanto fico dando as providencias pa-
ra que semejhante malvado seja capturado
e punido como convem a Jntica hu-
manidade e a segoranca publica.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeituia da
Comarca do Recife 4 de Deaembro de
1838. Illm. e Exm. Sr. Francisco do Re-
g Barros Presidente da Provincia
Francisco Antonio de S Bar reto Pre-
feito da Comarca.
Parte do dia 5.
Illm. e Exm. Sor. Forlo presos hon-
tem a minha ordena e tivera destino :
Este vio pirto menor, escravo de Jos
C&auu pelo Sub-Prefeito d Fregoesia
de Santo Antonio, por estar fgido ;
Faustino Ribeiro de Lima pardo e An-
ata preta ear-r do Podre Ffaadtco ,
pelo Sub-Prefeito da Freguesia da Boa
viata esta por tambera estar fgida a
qurlle por suspeita d ser o assassino dos
quatro Ingleses, que forlo feridos no dia
a do correle; Vlanoel da Conceic.6,
pardo e Joio preto escravo de Jos
Joaquim Elias dos Praseres pelo Sub-
Prefeito dos Affogados eate por supol-o
fugido, e aquelle desertado; e Manoel
Flix pardo pelo Sub-Prefeito do Poco
por estar as circunstancias de sentar
praca.
O meamo S..b-Prefeito partecipou roe
que na noite do dia a do correnle o pardo
\ntoiiio Pcreira corneta-mor do Balalhlo
de Guarda Nacional daqu*lla Freguesia fo-
ra a casa de Theresa de Je-us, moradora
na Casa Forte e a espancara bastante com
um ccete fasendo-ihe iguslmente alguns
ferimentos com una faca de punta ; pelo
que se procedeo ao comp ente Auto de
vistoria na o (Tendida, tendo o aggressor
deixado de ser preso, por nio ter sido en
contrado
Nada mais consta das Partes hoje rece-
bids nesta Secretaria.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeitura da
Comarca do Recife 5 de Dezembro de
1838 &c.
ANNUNCIO.
O Cnsul de Portugal precisa ajuatar
para a Provincia de Angola dous Mestres
Aguardenleiros e outros dous manipula
dores de Assucar. As pessoas que estive-
rem as circunstancias de bem desuno pe -
nbarem ali ou ensinarem a confecca
d'estes dous artigus de Cosamercio e de
ludo o mais que for a elles concernente ,
podem dirigir se Chancellara do Con-
sulado na Praca do Commercio defron-
te do Corpo Santo, para tratar-se do ajus-
te e das necesarias estipulacoeos com que
se pretende faser.
NOTICIAS DIVERSAS.
O Brgue Pingum chegado hontem do
Rio de Janeiro trouxea noticia da entra-
da de Fructo em a Capital de Montevideo,
no dia a4 do passado mex, embarcando O
ribe era hum navio de guerra Americano ,
nue se achftva as aguas de Montevideo.
Contao nos lamb ra, que tem havido gran-
de emigracio dos farrapos do Rio Grande
para o Estado O- iental, e que he ella prin-
cipalmente devida ao grande incremento de
forcas, que ltimamente tem engrossado o
Exercito Imperial n'aquella Provincia on-
de se achavao j todas as tropas da Baha ,
Pernambuco e mais Provincias do Impe-
rio. Espera se que comecando as hosti-
lidades e que tomando o Exercito Impe
rial a iniciativa nos ataques contra esse pu-
gillo de scelerados se expurgue de todo a
infeliz Provincia do Rio Grande da horda
feroz que tanto lem assolado essa parte
do Continente Brasilero. As forcas Impe-
riaes seacha animadas do melhor espirito,
e ludo presagia o prximo e completo tr-
umphoda legalidade oaquella Provincia.
Do Rio de Janeiro nada consta de nota-
val ; esperad se muitos despachos no Dia
a de Dezembro anniversario do natalicio
de S. M. I. e individuo ha que ronta
impacientemente os dias t que chrgue a
auror. do dia a, em que so descortinar
(segundo dizem) a grande contradanza de
Dezera barga dores Juizes de Direito fi
mmente de tod >a, quantos ospera grecas
do Governo Supremo, para o que cada
qual allega nio pequeos servicos xsl o Governo seiba consiliar todas essas
exigencias que nio sio poucaa na presen-
te poca, sendo o melhor meio para hum
lio bello fim oda seguir em ludo a jusli
ca cenando ouvidos aos empenhos e a
quaesquer outros ttulos pouco honrosos
paia si, tendo nicamente em vista o m-
rito e todas as mais qu< idadea que cefac-
tersaos bo na servidores do Estado. Des
ta forma, julgamos que as queixas serio
menos justifica veis e nocivas do que d'ou-
tra sorte qtia*ndo, por acaso se pretira
os hons Cidadaos', porque nio tivera em-
penhos, nem padrinhos,
(Correio Mercantil.)
As leticias recebida* da Rio Grande ,
quechega a 3 do crrante (outubro), alo
bastante satisfatorias, econtradizem em lu-
do as que a respeito dos negocios da Pro-
vincia nos tinba vindo por via de Monte-
video.
Algumas cartas que vimos assegurao
que havia chegado ao Rio Grande hum O-
ficial, que acompanhra o Brigadero Cal-
dern ao Estado Oriental e que este Ofi-
cial Irazia oficios para o Presidente com a
agradavel noticia de ter aquelle Brigadeiro
reunido para mais de 800 d cava llar i a ,
com o* quaes ficava pata eutrar na Provin-
Ct&a
Muitos dos prisioneiros feitos na inf-liz
accao do Rio Pardo tinha conseguido fu
g.r das fileiras dos reb-ldes, havi.s*
apresentada no Rio Grande. Por elles se
soube que Nelio eslava no passo das pdras
com a,000 homens e que Canavarro ha-
via marchado com 700 para o lado do Ja-
guario. A c dumna da Legalidade que
defende o Rio Grande e a passagem de
S. Gincalo, compe-sse j de 3.aoo ho-
mens, animados do melhor espirito e bem
disciplinados.
O Pre dente ora esperado no Rio Gran-
de ., no dia 5 do correnle. Em Porto Ale-
gra, nada havia occorrido de impoilan-
cia.
A expedico da Babia chegou barra
doRioGr. das embarcaces tinha entrado j o resto
suppunha-se que poderla passar a bina no
dia 4. Hd )
Buenos-A i res
O bloqueio nio pode durar por muitos
mezes anda o desenntentaraento h lio
geral que terems huma revelucao se Rosas
persistir. Desde ai do crreme os vasos
da esquadra franreza capturaran ao a 3o
lanchas ou saveros que tentara entrar ou
sahir. Alguns vio ser vendidos em Mon-
tevideo outros estio j armados e servem
para o bloqueio. Dizem que morreti
dictador Francia. (Jornal do Com.) 1
(Id.)
Em menos de tres mezes daqui parti
para o Rio Grande do Sul, huma brilhanl*
expedico composta de perto d 800 ho-
mens e agora sabio outra de mais d-'
aa7 fim de ali se unireu ao Exercito da
Legalidade, e ludo lo acontece na Presi
dencia do Exm Sr. Thomaz Xavier Garca
d'Almeida ; por tanto, louvores sejada-
dos sua sabia e activa Adminitracio
quem o Governo central, e os opp-essos
habitantes d'aquella malfadada Provincia ,
vem a dever este nio pequeoaux'lio con-
tra os malvados rebeldes que ali se acha
r< unidos e mantillos pelo exaltadsimo
anarchico partida na diligencia de conse-
guir a total ruina eaniquilacio de to ri-
ca e bella Provincia. Sendo pnrem de no-
tar que nio tendo a Bthia mesmo antes
da revoluco de 7 de Novembro, podido
prestar-se com taea, soccorros sob o funda-
mento de nio haver gente e dinheiro suf-
ficiente, e podendo-se dizer, que depois
da dita revoluco ficou quasi inteiramente
exhausta de huma e outra cousa ceroo he
notorio fosse o Exm. Sr. Thomaz X apezar di-so o unic > cap..z de fazer apromp
lar e expedir huma to avahada porcio de
gente em to curto spaco de tempo e ,
>-m huma crise tio mesqninha como na que
nos adiamos. Nio podemos deixar de lou
var tmbenla grande actividade e zelo do
actual Commandante da Policia o Illm
Sr. Tenente Coronel Antonio Joaquim Ma-
galhes e Castro, peta parte, que respeito
ihe cabe na prompta execocio das ordens
do Governo. (D'Aurora.)
(Id.)
\
Artigo deum carta da Babia.
No dia aa de Outubro as 4a horas da
larde electiou se o embarque do nossoa-
migo Jos Joaquim Coelho ; antes dssa
hora ja se achava postado no Arsenal de
Marn ha o Corpo de Policia, todos os Mi
litar*s, e grande numero de pessoas gradas
da Cidade ahi forio presentes. A rica
gallla ja o espera va o Intendente da Ma-
rinha tinha promptilieidu outro barcas
para as pessoas que o quisessem acoropa-
nli>r khordo ^mharcados o Presidente ,
o Jos Joaquim e avultado numero de
pessoas distinctas ao som de Msica Militar
seguirlo a direcejo da Charra Carioca ,
que devia rttceber o Ilustre viajante ao
passar pela Fortalsa do Mar rect b?o urna
salva de ai tiros que foi correspondida
pela Crvela 7 de Abril, onde urna banda
de Cornetas tocava quando por perto pas-
sava.
Assira embarcou o Militar que terri-
vel no Campo de batalha soube distrocar
as cohortes inimigos da 'Inlegrdade do
Imperio e manso no regaso di p 1, soube
captivar coracoens }/ deixando todos sau-
dozos em sua separacio.
Os presos pela nbeldia senlem a sua fil-
ia e havendo elle cousedido a alguns dos
menos comprotneltidos a Praca por ho-
menagem o Promotor ( que se tornado
cebb e ) officou logo ao novo Comman-
dante das Armas, disendo-lbe que tendo
oseo antecessor abusado de todas as Leis,
consedendo homenagem a alguns presos
Militares pedia urna relacio dos meamos
presos que Ihe sendo dada tornarlo a ser
recolhidos. Cumpre notar que o Promo-
tor soube das humenagens e em quanto
presente esteve o Jos Joaquim nio se a-
lie veo falar em sem<-lhante oouza con-
servando sempre a mesma communicacio
araigtvel e at elogiando-o em Odes.
O meio empregad- pelos progressislas es-
tonteados para desapreciar e pelos re-
volucionarios para pe turbar o Brasil,
he pondo o em paralello com os Estados-
Unidos d'America.
Comparemos:
Collocado em vasto e rico terreno fa-
vorecido de climas lio variados, que o
brnda de tod za : regado por magestosos ros banhado
de marea piseosoe 0 bonanctis seos habitantes dotados de viveza e espirito,
nada falta para a prosperidade do Brasil, e
o Brasil nio prospera.
A America do Noria coberta de nev,
doentia; terrenonm grande parte estril,
mares tempestuosos &c. prospera poirto
de hombrear com aa mais poderosa* Na-
ces. Hum e oulro paix fora colonaas ;
hum e outro conquislara siw independen-
cia : hum e outro formra seu congresso,
sua constituido politic* segundo os prin-
cipios beraes ambo* tro os Baststf ele-
mentos de prosperidade : este marcha com
passos seguros1, aquello vacillando.
Porque ?
Os americanos do norte eomo seos pas,
respeitava as leis, linha o amor, e ha-
bito do tiabalho o espirito de associacio ,
o gosto e meamo a necessidede do* con-
forlos ou commodos da vida combinada
com a economa foote da independencia ;
linlu esse orgulho nacional coro que o
inglez ergue a abeca ero toda a parte on-
de se acho tnhaS essa aristocracia de clas-
ses que faz com que o oficial de qualquer
oficio se vmglaria de primar entie seos pa
es; entontad, como os inglezes o God
save the Ring (1) em p e descobertos j
tinhaS a mesma veneracio pela religiao ;
tinhao finalmente o h-bito da ordem, e
liberdade leg^l, e honrosa pertinacia nos
costuroes nacionaes.
Os P0rtugue7.es, decabidos de gloria
tanta que d sua historia o vesix da f-
bula, no remanso da inercia conservaos
tradiccio dos passados feitos, que Ibes
mantinha a filaucia, falhando-lhe o vigor:
sua l.ngosgem era do tempo da valenlia ,
suas acc's do quebramento das forcas.
O governo arbitrario os acostumou ao-
bedecer por medo a lei perdeo sua magia,
o hornera foi a le: a loquisicio queimou
aa candidas vestes da religiio ; as fogue-
ra, as torturas, os carrascos nlooiciaO,
aterr. 5, e o terror abafou o nome de Dos.
O inquisidor foi a rrligiio e a hypocrina
o cullo : cahio a loquisicio quebrou-se o
freio, deaembestou a libertinagem fi'"*
da ignorancia, e da oppresso, e immo-
ralidade : o clero perdido o dominio pelo
fogo foi desapreciado e Ihe faltarao o
saber, e virtudes paj-a manler sua dignida-
de. 1
Acostumados conquistas nio conheciao
as Vanlagens do trblho ; as docuras oo
lranqu.Ho bem estar era Ihe desconbeci-
dss, e ai eseusados os cenforlos, indi-
pensaveisaos Inglezes. O fidalgo roisw-
rava a altivez do "viso-rei com a baixeza u
cortezlo ; lavava as mos em hacia de pre-
ta tinha resposteiros, erlos paoos de
(1) Dos guarde o rei.


DIARIO DE r>ERi\AMBUCO
.%
raz rfao tinha lencies nem pratos. 0<
f irrapos do mendigo sao menos nojentos ,
do que o vestido de vetado nodod dea-
znite ; aquelle more o d este o despiezo.
He a soberbia que em seos parociimos ,
perdida a dignidade quer arremedar a
n obres i he Joio de Castro e A (I >n*o de
Albuquerque em ntreme/.. O arti ta en
vergonh va se de seos misteres : o carpin-
tero sahia da ribeira coas a ferramenta de-
baixodo cap te Neo huma ordem nan-
huma ordem nenbuma adminstraciu o
patronato*, a venalidade, a irreligiio. nao
pro iu/em respeito pelas Authoridades ;
no criaS amor pela sociedade nio dio
ufana pelo nome da naci; e he todo iaso
que forma o patriotismo.
As riquezas das canquistas sao epheme-
ras sua cousequencia he a arrogancia e o
luto, que gera ocioaidade, e ignorancia :
0 ocioso quer gosar sem trabalho e a ig-
norancia nio sabe produzir. Quando tra
halhar he vilesa e se tem o habito de posar
sem trabilho faltando os maios, oque
sesgue? pilliar oaliinio, ou, como se
dis hoje nivelar as fortunas. Ora tire-se
bum povo assim disposto, o freo da
religiio, o medo a os governantes, e di
ga-lhe que seja republicano, ou o que
quizerem que elle ha de commetter todos
os desatinos para gozar sen trabalhar. Mal-
diciosobre o malvado, que spanha o en-
sejo para fazer a detgrac dos outros!
Aquella foi a heranca dos Estados-Un-
dos na poca de sua inaependencia esta
a do Brasil (a)
O* Americanos do Norte nada tivera
qa fazer tudo estavt era seos eixos; a
maquina nacional proseguio no caminho da
prosperidade. Nem mesmo precizra5 ex-
forcar seos espirito* pira produzir l ti-
nha en Inglaterra os escri plores as im-
prensis que para elle trabalhava de
meias ; era a mesma linguagem o mes-
mi espinto: assim, ninguem duvidou
bir habitar huma trra onde havia segu-
ramca de vida, e de propriedade onde a
lei governava, onde a religiio era venera-
da. (3").
O Brasil lev d deraolir para edificar
de novo: teve de aprender n nin se a-
p*end, nem na historia, nem na cabeca
alheia he passando pelos degros da civi-
1 i sacio vencendo difficuldades, rompen
do impeoilhos vingando tropecos. Nem
bista a scieucia sao precisas facts e
nem lio pouco basta sibel-os; he preciso
ve-Ios nascer entre nossas n.o-, para bem
cOmprehendt-los!
Em quanto os Estados-Unides consol-
davao sua independencia a velha Ingla-
terra na sua marcha sizuda e megestosa,
continuava a dar aos Americanos o exem-
plo de ordem, e da dignidade que Ihes
excilava aemulaco. (4)
Em quanto o Brasil apalpava os trilhos
com incert-is passos Portugal I he da va o
exemplo da desorden., da vacillaca da
(a) Qaem herda navios e arnaazens ,
fica negociante e quem herda ionusca
ferro ge na e pergaminho, fica fofo-, e
desordeiro.
(3) Acompanhia de emigracio -sta-
belecida em Badn Baviera, e e Wur-
tembergexpedio de lba, t i8>4 34.5oo
colonos. J)e i8a5 i8a8, l53 5oo. De
1819 i83a, 290S De i833 i83/i,
i49>* Em i835, 8>ooo. Ero i836, dos';
justificando todos que possui fundos pa-
ra principiaren seos estableciroentos co
rao consta da cfTerta feila pela cotnpanhia
ao marechal CUusel, para mandar colonos
a Argel.
(1) Em 1783, quando terminou a
guerra da independencia a divida publi-
ca era de 4?:ooo,ooo de dolais sem que
podessem pagar o interesse e o papel rao-
eda correo pela oitava parte do seo valor:
te 1*790 nenhuma operaco de crdito se
pode f*ser. Em 1790 a divida fundada
era de 79:124,464 dollards, qual, ac-,
cresceo que lizeia as guerras com
Franca, Inglaterra, e potencias barbares-
cj* alem do importe di compra da Lon-
sianna e todava conseguirad pagar em
45 annos nio pelo mgico e fie i lo das ins-
liuicoes democrticas (o congrego ftavi*
declarado que os recursos erao insurhcien-
tes para amorlisar o capital) mas pelo des-
envolf intento do commercio e industjia e
onseivcio da ordem publica.
anarchia que mais perplexo n tornava.
Se procura va guia em seos eso ripios, de-
parava-eirn a I i cenca com o delirio dos
utopistas a falsa sciencia de impostura ,
peior do que a ignorancia.
Aquello, que attender posica do Bra-
zil na poca de sua independencia quea-
I untar tantos males herdados tantas
exemplos desorganisadores, e descosido das
provincias e desligado das castas as
difficuldades de comanunicacoes. ser obri-
gado a faser elogios ao bom senso de seos
habitantes que cercados de precipicios
sostiverio o Imperio.
Foi esse bom senso que nos fez passar
da monarchia absoluta para a constitucio-
nal e com tal acert o imperio ganho
nome consideracio e crdito ,. (5) elhe
abri poi vir tio brilhante que a poltica
ciumenta das velhas nacoeas se arripiava '
Cabido o pazadello que suffociva a to-
dos todos quiria o nfimo todos aspi-
ra vio essa aura suave que afaga a liber-
dade' legal. A presanca das ultimas co-
hortes oppressoras excitava a salvacio da
patria ; a guerra estraageira que se se-
guio, fez emmudecer dissensoes domesticas
e reuni os nimos.
A liberdade na infancia he gulosa e se
nio he bem nutrida devora a si mesma : o
alimento Ihe deve ser administrado pela
mi da prudencia. Em revolucio o pri-
rfieiro passo he fcil Insta erguer huma
bandeira um grito; porem sol tas as
as red as nio ha forra que a contenha .
e dirija : ent- o que quer maoter-se nos
limites da ra*fo he detestado dos parti-
dos eo que toma um partido sabe dos
limi'ea da rasio : e sem -.-lia tudo h de-
/.ordem. S se esn,brenhe no emaranhndo
das revoluces aquetle que tiver alma
dura profunda indifferenca pelo interes-
se publico., nu pelo de outrem ; que tiver
a forca de soffrer insultos e ultrsges sem
mudar de cor apuelle emfim que nio
amar, nem os hnmeiis nem patria
Deixando lempos remotos, e povos
distantes de n*'>s attenda-se ao acontecido
em todos os Estados da America, ouiVra
Hespanhola que com pequeas diflfr-
r!Tiv3? se achando ns ssessa pcsicao que
o Brasil excedem mii patria em desor-
dem em desgracas em miseria : apenas
a Ha va na se sustenta conservandose na
dependencia da Hespanha ; e por ver-
gonha dos homens o Parahuay debaixo
do despotismo de Francia ,' que sobrepo-
iou no governo do basti dos capities ge-
neraes !
Nenhum conhecimento administrativo,
nenhum conhecimento da propria situaeso
falso zelo demasiado amor proprio sci-
encia a pparen te fome d'aura pudlica re
quinto em pretendido liberalismo, quesup-
poem poder-se trasplantar de chofre insti-
tuicoens de povos feitos de nacoens car-
rejadas de fructo da experiencia illystra-
das religiosas para um povo que ain
da esperguicando esfregava os oihos de
longa somnolencia ; que media sua forca
pela extenca do paz suas virtudes pela
virgindade 'das matas ; querendo ouvir a
mesma eufona.no termo liberdade, sahin-
do da boca hootem escrava com que s<
na boca lia seclos livres.
Como a natnresa as sociedades no va5
de sallo : os mesmos homensquecom Luiz
IX marchamo para lerusalem fervorosos
decrenca e feocidade : que com Francis-
co i>* romperan laucas pelas Damas : que
com Hennque 3. sei iio machiavelistaa de
profisso sanguinarios sem remorso :
senlimentaes e pregadores de Philoso-
phia com Luiz XVI, preci->ariio fundir seo
vicio radical no molde de hoje para com
Luiz Felppe serem industriosos, negoci-
antes e trataren! da liberdade do justo
meio de outro modo scriao hipcritas ,
inculcando sentimentos que nio tinhi>
ideas a que de repente se nio podi6 afa-
ser, eesses falsos iiberaesou comprimidos
espersriio e afastariio a pressio para to
marem seo elasteiio, ou teriio ganho a
doenca da quadra essa ambicio vaga, in-
quieta invejosa frentica, indolente na
irritabilidade amiga do luxo ioimiga do
(5) Guando todos 09 Eslsdcs da Ame-
rica do >ul a Hespanha e Portugal fasi-
io banca-rota o crdito do Brazii se con-
.O crdito he a vida dos
trabalho, que sem meios quer alcancar cr-
dito riquesa gloria couas, que a
fortuna vende e niod, ambicio, que
exije tudo dos outros sera nada conceder
de seo cabtdal e que tanto mal faz
sociedade quanto mais se irrita contra
ella : queem todas as phises polticas cau-
sas militares de dainos querendo ( em
todas as id des e na mocidade mais que
em todas ) tudo sem trabadlo e sem
compeniio : essa doenca que no predo-
minio quer que roarchem ncando estaci-
onaria sua capacidad faz que da falta de
harmona as facilidades nasca a desgra-
cada incoherencia e anarqua
Esses genios improvisados em quanto
dura rabonada, fascinan os olhos de
vista corta porem taudand >o vento ca-
be o idolo frgil o hroe desaparece e o
vulgo se envergonha de seo pasmo at-
tentando nos despresiveia fragmentos : po-
rem tarde porque o mal est feilo.
( Continuar-ae-ha. )
LOTERA DO LIVIWMENTO.
no
As rodas da Lotera deven andar
corrate anno por estar j mu adiantada
a venda dos respectivos hilhetes, e para
que se possa com segursnea brevidade
possivel marcar o di 1 impreterivcl do an
damento dos ditas r<>das faz-se preciso que
concorra os amadores deste jogo a darem
prompta extraccio aos referidos bilheles
comprando os que resta por vender, O
novo plano convida e os premios de que
se ellecompoem assegur.- hura* festa ven-
tajosa a quem tiver a ventur.' delles llic ca-
berem em sorte. '
Avisos Diversos.
servava intacto.
Estados !
_ Quem annuncinu querer comprar
urna meza de meio de salla; que*rendo urna
de Jacaranda com muito pouco uzo dirija-'
se a Solidade casa terrea junto ao sobrado
doSnr Fraiciaco GoncaUe- da Rocha.
Quem sobar urna caite de rap de
prata dourada de molde moderno e com
bastante peso e quiser restitu:r leve a a
ra Nova a casa do Dr Paula que dando
os signaes eertos receber e gratificar ,
ou a n nuncio.
Precisa-se de um Mestre de Arithroeti-
ca e Geometra p:ra ensinar a um meni
no par lempo das ferias: a pessoa q'se adiar
nestas circunstancias se queira encarre-
gao deste trabalho tenha ahondado de
declarar a sua moradia para ser procurado
ou dirigir-s" a casa do Inspector do Arse-
nal de IWarinha em Fora de Poitas no mes-
mo Arsenal.
_ Quem quiser vender um palanquim
novo, nu uzado : dinja-se ao Paleo do
Terco D. )3 ou aouuncie sua morada
para se procurar.
T'oca-se urna Imagem de Santo An
tonio que nio exceda na altura de palmo
e meio ou de um palmo reforcado: quem
a tiver e quiser trucar annuncie para
ser procurado.
_ Na ra da Madre, de Dos casa junto
a )<>ja de ferragem defronte da Guarda se
vendem sorvetas de todas as qualidades e
muito nVm feto, e com todo o asseio a
preco de cento e vinte reis onde achar
pronto a qualquer hora,
t Sendo oanauncianto casado com u
raa filha do falcando Joio Nepomoceno
Paz de Mendonca. parece de direito que o
annunciante tenba parle as propiedades
que faz mencio a viuva daquelle, em sen
aniiuncio ensindo em um dos Diario da
semana passada huma vez que as pro-
priedades annunciadas, inda nio fora p*>r-
tilhadas logo ento pode o annunciante,
receber os alogueis das asesinas que Ihe
pretencer protesta contra os inquelinos
das ditas casas logo que pague todo o alu-
guel a viuva, enio lera vigor os arrenda-
mentos que a mesma faca das rasas sem
que o annunciante concorde ; casa da
ra da malri da Boa-visla D 1 parte
da dila foi dada em partilha ao annunci
ante cerno se v.' do Inventario que exis!c
no Cartorio do Tabeliao Reges apesar
do annunciante nio ter podido tomar pos-
se por aparecer questo entre a mesma
viuva a outros por ser urna das casas
qu ella viuva disido qnando fez sua
composici, e que agora diz ser euganada;
porem engaado pretenda a viuva que
fosse o annunciante e protesta contra a
Inquiiina da mesma de deixar de pagar o
lluguel ao annunciante, e nesta parte es-
t demonstrado que aquelle annuncio foi
precipitado, proprio de um cavaleiro d in-
dustria que pretende faser sua fortuna a
cnsta das viuvas, para faser hrpotecas de
i"] cootos ;dizei-me meu cavaleiro onde
ganhastes lautos conlos se foi as guerras
ou com as viuvas, olliai que hura anidado
prlicastes com aquel! 1 da (jambos do Car-
ino, osuira do Atierro nao vos safastes
bem. Meo cavalleiro despedsse-me tio
gruceiramente da procuracio dando a en-
tender ao Publico que eu dava m conta a
minba constituiote -, caso negido que assim
foce sabei que sou cazado com nica filha
daquella viuva, e outro filbo ella nio tem
aquem a prejudicasse: como pela primeira
es que iofelismente escrevo para o pu-
blico seja contra minba Soggra esta se ja a
rasio de vecolber me.ao silencio porem o
vosso genio maligno permitle que eu d
esta satisfacio ao Publico que felizmonle
he a que abaixo transcrevo ; e ajuizai que
quem nao deve na passa letra da qual
inda estou por ver o dinbeiro. Resta-rae a.
(starmos conlas doi.de Agosto do cor-
rente anno t a dala em que me revogas*
tes a Procuracio, elembrai-vos que a 14
de Maio do mesmo anno foi para a miriln
casa morar aquella viuva onde estivestes,
pouco mais ou menos te* o fim de Sslem-
bro .* os dinbeiros que tenlio recebido dos
allugueres consta dos recibos dos Inquili-
nos. Como fostes franca em escrever pu-
ra o Publico revogando-me a l'rocurac5o ,
islo be depois que desembaracei as casas
annunciadas e siipri todas as demandas da
casa da dita viuva que chegaraS ao nu-
mero de 6 que parte de lias estio acabadas
eoutrasquasi findas* tambem declarai se
a viuva tem dado ao annunciante alguma
cousa ou por conta do que Ihe pode per-
tencer ou por dadiva assim como se tem
pago as dividas do Cazal quanlos escra-
vostem vendido e quanlos tem forrado,
como se v das Notas do Tahelliio Bezcr-
ra Cavalanti : nio tem dado partilha ao
annunciante, tudo para vos be ganho,
pois disso tendes feilo modo de vida e
para mim prejuizo, consaltai a Ord. do L,
4o tt. 10*7 Suponho ter suficientemente
demonstrado ao Publico a vossa m f, Re-
cife.3 de Dezembro de i838 Bazilio Al-
ves de Miranda Varejo.
Digo eu abaixo assignada que nesta data
torno a justar contascora roeoGenro e Pro-
curador Basilio Alves de Miranda Varejo
pelos dinbeiros que por vezes me tem en-
tregad por conta dos allugueres das nos-
sas cssas que elle recebe levando em conla
as despezas que com as minbas demandas
em feto desde i3 de Novetnbro de 18J7
que com o dito Sr. ajustei conta e nesta
data Ihe passei huma letra de 6441"?'<>00 r*"
tirando eu t boje embolcada do alluguer
queme perlenre das mesmas casas e tam-
bero a parle da Calecida minlie filha Dm-
belina e bem assim as custas das deman-
das que temos vencido : declaro que nio
entrou neste ajuste de contas o funeral da
falecida minba filha Umbelina qoe o mes-
mo fez por minba ordem e nem a referi
da letra queassima trato que anda me ax-
a dever; e para firmesa do que pedi ao Sr.
Joaquim Dionizio Barbosa este por mim fi-
zesse em que somente me assigno. Boavis-
ta 31 de Julbo de 188. Rita Mara do
C>rmo Mendonca. Como testemunha que
este escrev Joaqom Dionisio Bubosa,
Thomaz Antonio Maciel do Cont Jos
Francisco^Je Salles. Reconheco verdadei-
ra a letra e signaes retro. Cidade do Re-
cife 3 da Dezembro de 1838. Em lestemu-
nho de vei dade o o Tabebio Publico Juio
Francisco Regs.
-^> Quem quiser comprar hum terreno
un ra da praia com 60 palmos com ali-
cerces na frente e dos lados, e tambem se
vende, e s metade, com todo o material
que existe no tiv-srao atraclar na ra da
praia S-rraria do Cordial, imito ao tan-
que de Aj'oa. Na mesma parte ha mais
para veuder 16 ciixas de amaiello para
assucar grandes e bem feitas e faz-se
mais algumas de encommenda a 8Uoo>.


DIARIO DE PERNAMBUCO.
Quem precisar de um rapaz portu-
guez de aoanuos de i da de para caixeiro d
venda o qual tem bastante pralica diri-
ja-se a praga da Boa vista D. 4
O abixo assignado morador e nego-
tisnte na Villa do Aracaly da Provincia do
Cear tendo tido negocios coa a casa da
viuva dos Santos RIendonca e Compauhia .
tem com a mesma ajustado e saldado todas
as suas contas desde ao do Dezerobro de
1836como constada conta corrente e reci-
bo geral passado na mesma conta que se
cha em seu poder e como a mesma cas*
llo teoha remetido aoannunciante urna le-
tra de i.'960^600 ja paga no mesmo ajuste
de conta como o prometteo fazer pelo re-
cibo passado na conta corrente, por esta
razio e para evitar dundas para o futuro,
fax-publico que nada mais deve a dita casa,
e que a letra mencionada de irotosoo he
inesequivelem qualquer rolo que se ache
Jada em transporta mesm caa. Anto-
nio Ferreira dos Santos Caminha.
Arrenda-se por dois ou 3 mezea
urna casa de sobrado no lugar do coi turne
dos Coelhos } quem pretender dirija-se ao
meMno lugar no sobrado por cima di esa
da balance.
Urn moco brazileiro qup abona a
sus conduela quer ariunnr-seWi alguna
oceupacio de escripia ou outra qualquer
que seis limpa ; a quem convier an;.iince.
Quem annunctou querer comprar
uma por co de garrafas vazias dirija-se a
solidade em urna casa de 5 j mellas e urna
porta i unto ao sitio do Vieira.
Piecisa-se de um bomem para uofl-
tar praca na piimeira linba por outro ;
3uem quiser e estej. mistas ciicunstancias,
iriji-seao Recife ua ruada cacimba no
armasem de asiucar n. 5.
Lembra-se ao Sr. Colector em respos-
ta ao seu abnuncio no Diario do ). do
corrente que nem todos os sitios esto no
caso de serem coletados por seren predios
rsticos de que a lei nao falla. Nao se
eocontra na de 9 de Maio de i654 que
crion as Decima ; nem na de 37 de Junho
de 1808 que n fez extencivas ao Brasil ;
nem na de 37 de Agosto de 18 io que k> tra-
ta de predios urbanos. A ordem de 39 de
Dzcmbv s 835 s* SosrCvvss de pti-
ineiro de Selembro de 18J6 nao sao leu,
nem par ellas se podem fazer tunar os pa-
vos debairo do peso de um novo tributo
Ha sitios que nlo tem casas as ru desta
Cidade, nem em Villa nem lormao lu-
j;ar di'tavel por nao couterem cento e ciu-
coenla casas coul guas ; antes se achp izo-
lados de visiobos e habitados por escra-
vos em pregados no ser vico de sua agri-
cultura por conseguinte sio piedios rus-
ticos e estio fora da lei, que Asfeinbla
Proviocial nao poda alterar por ser lei
da Assernblrjj Geral.
- Todo* os proprieta 1 ios de sitios ja
colectados ou para eolletar a fim de se
Ibes impor Decima nao tendo os mesmos
sitios casas situadas em algu.n dos arrua-
naentos desta cidade altanada* pela Ci-
tnara Municipal do Destriclo; querendo
assigaarem na represenJacau que sobre
aquelle objeclo se val levar ao conhecimen-
to do Sr. Inspector do Thesouro Nacional,
podem comparecer em casa de Francisco
Manoel da Silva Ta vares ra nova D. 7
em qualquer dia da Semana de manlia as
7 horas at as 9, e a tarde de 2 as 5 at
o dta i5 do corrente em que devtr- fi-
ear prompla e assignada a dita reprsenla-
ci;
OfFerece-se um menino de idade de
i3 annos, chegado a 14 diasdo maleo tP
ere ve sufr vel conta bem b.-m niorige
jado e di fiador a sua conducta, para
caixeiro de loja quem o pretender anuun-
ci para ser procurado.
Aquellas pessoas que encomendarlo
bilheles da Lotera da Matriz da Boa vista
na botica de Joio Ferreira da Cunda, quei-
fo ir buscar at o dia 7 do corrente.
A pessoa a quem convier ensinar
greramalica Istina e mais alguns prepara-
torios aos filhos de um Sr. de engenho dis
tanta desta praca if leg-as apareca at o
9 do corrente na casa u. t 1 na ra da Cruz;
kssim como urna Seobora que queira en-
sinar as Gibas do mencionado.'
-- l'eta Juiso da primeira Vara o Ci-
vel, Eicrvlo Almeida no da 7 do cor-
rente se hio de arrematar em praca publi
cente do fallecido Antonio Simoes Rocado ,
avahados cada urna 64o rs., nvos,.por
expeuco de seutenca de rsula Maria das
Virgens.
Precisa-se de alugvr um sobrado, ou
um primeiro andar com as lujas em ra de
negocio ; quem tiver annuncie.
Avisos Martimos
PARA LIVERPOOL, sdrcom toda
brevidade o iMacho Inglez Tampico Ca-
pillo R. Crichlon ; quem no mesmo qui-
ser carregar dirija s aos consignatarios
IIi risons Liiham & Hibbert, ra da Al
fandega velh >. 9
PARA O PORTO segu viaguem com
(oda a brevidade o IV.tacho Portuguez
Primavera, de que be Capito Jos Carlos
Ferreira Soares por ter maior parte de
seo cawgamento prompto 5 quem no mes-
mo quiser cariegar ou' hir de passagem ,
para o que lem excellentes commodo*, di-
rija-se aos seus consigni'taiios Mendos e
Oliveira ou ao mesmo Capitio
PARA O MARANHAO' Segu via-
?,<-m com toda brevidade o Brigue Escuna
Dante 3. Capito Jos Riendo de Son-
sa ; quem no mesmo quiser carregar Ou ir
de p ssagem entenda-se com o Capito n
praca do commercio ou com Joo Vieira
Lima, ra do Vigarion. 17.
PARA O PORTO segu viagem a Bar-
ca Bella Pernambucana, Capito Manoel
Francisco Ramalho sadir c >m muila
brevidade ; quem nelU quiser carregar o
hir de ptssagem dirija-se ao mesmo Ca-
pito ou ao seu consignatario Manoel
Joaquina Ramos Silva.
PARA A liAUlA, Sahir com toda a
brevidade possivel a muito velleira Suma-
ca Brasileira Minerva forrada de cobre ;
quem nella quiser carregar ou bir de passa-
gem para o qu; lem excellentes commodos.
dirjase a Francisco Marques Rodrigues
A Ir roaos, ra do Trapiche quina dados
Tanoeiros n. 12.
i*e ti & o
Ovidio, Virgilio Oracio ;
Fbulas ; quero
Quinla feira 6 do corrente pde-se em
arrematacio a quero mais der a casa de so-
brado da ra da Aurora D. 7 os preten-
den tes podem com anircedencia hir ver a
casa e quando quiserem podem pedir as
chaves na ra da cadeia do Recife n. 4o*,
ou na mesma ra primeira casa terrea a
arrematacfo ser na praca do commercio ,
e ter principio as 10 horas do da e fim
aroeiodia, advertiudo-se que ser a ul-
tima praca.
C/u fazem N. O. Bieber & Compa-
nhia de 74 barris de superior manteiga,
hoie 6 do corrente na p .1 ta da Alfahdega
peas 10 horas da manhi.
-- Que pretende fazer Joa5 Ferreira de
Brito, no dia 7 do correle pelas 9 horas
da manh os praca do commercio de varios
micames pertencetile a Sumaca Vencedor:
a amanas de ferro 9 crrenos para ca-
xis m lesecarretas bronzisdas, lerra-
gens do leme de bronze 16 bigo*-nas, en
sarsa de linbo todo panno de lana em
bom uzo e urna poicfio de ferro.
Folhinhasdealgibeira contendo alem
dos objertos ja annuuciados um comple-
to Almanak da provincia ; pelo preco de
3ao : na praca da Independencia loja de
livros n. 37 e 38.
* i'5a garrafcs pinbordos 1 bMn?a )- Uuu monda de casa terrea ni ru di
Compras
"*-- Os Iivro? seguintes : Urna obra de
Voltsire j um compendio de filosofa por
'nele ; e um Atlas em bom uzo : no pa-
leo de S Pedro D. 8.
Urna morada de casa, qu nao exce-
da a um cont de res ou alias se hypo-
theca se por a ou 3 anuos : ir ra Augus-
ta teicaira casa depois do sobrado, ou an-.
nuncie.
Yendas
Manoel coco D. ao : a tratar no forte do
mattos no segundo andar, do sobrado que
faz quina com a ra da Lapa de ma.nb
ateas 9 horas.e a Urde duas as 4.
Meios B.Hieles da Lotera da Boa vis-
ta que vai correr no dia 11 do corrente
a 3s'8no: na praca da Independencia n. 4
Um molequede 17 a 18 annos sem
vicios nem achaqu-s cozinha o diario de
urna aasi etemalgum principio de sapa-
teiro ; e urna negra de a5 annos de idade ,
de bonita figura e urna quarto grande ,
possante bom passeiro, e esquipad r :
naa 5 ponas venda D. 10
- Putas-a Russiana de piimeira sorte ,
em barris pequeos : no escriptorio do Co-
ronel Menez-s ra do Vigario n. i5.
Rleios bilhetes da Lotera da Boa vis-
ta : na ra do Cabug loja de Francis-
co Garca Chaves.
>- Por preco commodo barris com se-
mejas de trigo comida muit<- boa para ca-
vallos e vaccas :,noRecfe ra da Cruz
n. t 1 na mesmi casase dir quem vende
uma lampada db prata propria para qual
quer Ij'reja.
Um molequeladino de i5 annos de
idade sem vicio e habel para todo o ser-
vico com princjpios de cozinba : na roa
doQueimadoD.il.
Uma preta de naci camhinda, que
representa 3o annos de idade a qual sabe
cozinhar o diario de uma casa he lavadei-
ra boa quitandeira e tambero serve pa-
ra o ser vico do campo por ja ternisto pra-
tica : na ra do Livramcnto do lado da ra
Direita no terceiro andar do sobrado De-
cima 18.
Urna eicrava de naci angola de ida-
de de 2o a aSanoos cozinba o diaria de
uma caa fas doces de varias qualidadps ,
e pam de l a vista do comprador se dii
o motivo : na ra do>Livramento D. 9.
-- Os seguirles livros latios todos
quasi novos
Qiinliaho, Telemaco ,
quiser annuncie. .
A posse de 15o palmos de terreno ero
S. Amaro, no alinhamento da ru da Auro-
ra ,.com todas as bemfeilorias : no pateo
de S Pedro sobrado de um andar D 8
bogias de eera de carnauba, muito
bem feitas 000 de Lisboa a 4ao rs. a
libra : na ra das Trincbeirac n 4a
Um armario grande de guardar rou
pa : na ra da Cruz D 9
Folhinhasde Reza de algibeira e
de p >ria : na botica defronte da Matriz da
15aa vista.
- Terrenos de 3o palmos de frente e
fundo 25o com bastantes arvoredos e
chaos propros na solidadena estrada que
vai para o manguinho : a tratar no mes-
mo lugar no sobrado de um andar com
mirante.
No atterro da Boa vista n. a3 na casa
onde moran estrangeiro Emidio um car
rinho para crimea e por preco commodo.
-- Um moleque de 14 annos de idade ,
com principios de sapaleiro : na : ra no-
va n. 33.
-- Ervilhas era conserva, vinbo de Bor-
deuax echampagnbe de primeira quaii-
de e tambera em meias garrafas charu-
tos : defronte da casa de nev ra da ca-
deia velha D. 7 primeiro andar.
SorveteS de diversas frucias os calis
a seis vinlens, do lamanbo dos que se ven
dem a i6aea aoo rs., e em muito assia-
da e fresca sala : na ra dos tanoeiros por
cima do deposito da nev. t
Um negro para o ser vico de campo ,
ou da praca : na ra do Crespo loja I). 11
Supeiior vinbo braoco de BucelLs
em barris de 4 em pipas papel de peso de
marca pequea e tambero em folio, brins
riscados de algodo para col>5es 3|4 de lar-
gura sapatos de marroquim duruque ,
e setim na rua.do Vigario 11. 16.
-- Musicis cnegadas de prximo para
piannoe violao sinfonas de Kossine, Se-
mirames Trancredo Cenorenlols, Bar
bero de Sevlha Armida Oitello, Tor-
vldo e Dorlisca Cruzeiros, Scip'o em
Cailhago, cassada de lenrique 4 Cegos
de Toledo, eouttas muitas modernes : na
piacinha doLivramrnlo loja D. ao.
Uma negra s:a vicio nem achaques :
na pracinba do Livramcnto loja D. ao.
-- Meios Bilhetes da Loleria da Boa vis-
ta, a 3J 8 jo cada um: as 5 ponas venda
V. 9*
- Uma bonita venda na quinada ra da
roda, com a frente para o pateo do Hospi-
tal .* a tratar na mesmo.
Urna barcaca de ia caixas deassucar
muito boa de vella : na ra da smala Ve-
lha a fallar com Joaquina de Souza Pinto.
Bilhetes e meios da Lotera da Boa
vista que corre ando correte os in-
leiros a 7000e meios. a 4o : na rus da
cadeia do Recife n. 55.
Mel de Abellia de superior qualidade,
a cinada ou a relalbo por preco commo-
do : na camboa doCormo D. 18. .
Dois corijs e um papa capim to-
dos booa cuitadoros : na ra de Hortaa
D 17.
r O sitio da 1 ti va no lugar da Ibra ,
com casa de vivenda e com arvores de fru-
cto com cercado suficiente para gado e
com maltas : t tratar no largo da Matriz
de S. Antonio D. 7.
Carne secca a da nova safra em mai-
ores e menores porcoes, a praso e a di-
nheiro a bordo do Brigue Amparo anco-
rado ha volta do forte do mattos ou a
tratar no armasem de Santos Braga na ra
da Moeda n. 142-
Escravos Fgidos
- Na noite do dia aa para a3 do passa-
do fugiro do pateo do T> re 1 sobrado u.
37 trez escravos vestidos de cal s de
f iscado e camisa de brira ; de nomes Ru-
fino Jos e outro Miguel ; a pessoa que
os prender leve a mencionada casa que com
milito generosidade ser pago.
- Fugio no dia 20 do p p. da Villa de
Serinhaem um negro creoulo representa
ter 4o anm s pouco mais ou menos esta-
tura regular, barrigudo, rosto descama*
do uma Mcalrir. que Ibe toma todo o na-
riz pela paite de cima e os ps spalheta-
dos levou vestido seroula e camisa de al-
godo uma japona cor de rap ja velha ,
porem desconfia-se que teoha modado de
truje; quera o pegar leve a Villa de Seri-
nhaem a casa de fien rique Jos da Silva,
que ser generosamente recoro pe naadr:
No auno de i8a5 frigio um mol'-qe
do gento de angola, de nomo Florencio ,
de idade de 10 para ra annos, cabeca pon-
tuda para tras olbos grandes pestaas
compridas falla descantada e uma con-
tuzo em .uma das peruas a cima do torna-
zelo da parte de fora consta estar no por-
to do calvo ou Rio formoso ; quemo
pegar leve a seu Se. o escr.ivio da provedo-
ria da Cidade de Oiinda J'o-quim Jos^ Pa-
reir dos Santos quesera lecompensado.
Furtaro do lugar da solidada do sitio
de Maria Jos da Conceicao no da 18 do
mez p. p. um moleque por nome Caetano ,
com os signaes s-guintes altura de 5 a 6
palmos testa de cantos olhos grandes j
nariz regular, boca grande e denles ra-
los com uma matea no peilo, e varias
sicatrizes as costas barriga grande, e
pernas finas e cheias de sarnas: quemo ,
pegar leve ao mencionado lugar, que ser
gratificado.
Movimento do oPrto
N A V IOS S A HI DOS NO DI A 4.
BAHA ; Sumaca Nac. Minerva, M. An-
tonio da Cunha Machado carga vinho ,
e cabos ; passageirot o portuguez Jo-
s Antonio Borges, e os brasileiros The-
moteo de Vasconcellos Btuncouit ,e a
escravos Francisco Moreira Sampaio,
ManOel de Freiws Cezar Ga rcez, e um
escravo-
MARANITA'; E*una Brasilera Virgi-
nia M. Francisco Bernardo deMaltos,
carga assucar agoa ardente leva de
* ps'.-.gem io escravos de varios donos.
BSERVAQOEr.S.
Fundiou dentro do roosqueiro a Galera ro-
gdza Diyope entrado no dia primeiro
do corrente..
Pee, ka Ti*, na m, r, D* ^# 838.


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