Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03654


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Full Text
ANNO DE i838. QUINTA FE1RA
CAMBIOS.
Se terebro s6.
.Londres a8 Ds. St. por i#ono ced. efectivo.
Lisboa no por 100 premio, por metal. Hora.
l'Vanca 3p 345 Rs. por franco.
Rio le Janei ro epar.
Moedas de6#4oo ifyooo as velhas novas i4#8oo.
,4#ooo 8#inoa jjf-ioo
Peso* Columnarios i#>QO a 1^700
Di tos Mericauos ijfJ a i^ogo
Patacoeus Brasileos ijjffgo a i#6g5
Premioi das Letras per mez 1 a 1 e \\i por 100.
.Cobre a por ccnto de pesconto
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTE8.
Cidade da Paraiba villas de sua pretenco '.
Culada do Rio '"rraiHe do Norte, e villas dem .
Cidade da Fortaleza e villas dem ..... .
Villa de (ioianna............
Cid >de deOlinda............
Villa de Santo Anto...........
Dita de Garanhuns............
D ttas do Cibo Serinhaem, Rio Formoso, e Porto Calvo
Pajau' de Flores............
Todos os correios partera ao raeio da.
aj DE SETEMBRO NUMERO ^9.
Tudo agpra depende dje nos wesmos ; da nc ssa prudencia,
modeiscSo e'energa: continuemos como principiamos,
e seremos aponlados cooi dminro entre as .Vacajes hus cu-
Iss.
Proclamarlo da Asseit ble.i Ceral do Brasil.
tto<
[ Segundas e Sextas faina.
Todos os dias.
Quintas ieiras.
Dias 10, e on dcada mez.
dem 11, e li dilto dido.
dem 17, ditto dilto
24
a5
97
So
Segunda
'Ierra S
Quarta S
14 mm.
Q.fntaS
Serta S.
h'nbbado
Domingo
ubsereve se pura esta folha a mil reis mensaes pacos adi-
antados nesta Typngralia, ra das CruStl D 5, e na Praaa
da Independencia lj e 8, onde se receben, correspon-
dencias legalisadas e annuncios : ir>sirin1o se estes gratis
sendo dos proprios assignanles, e vindos assignados.
DAS DA SEMANA.
W. S. das Merccs. Aud. do Juizdo crimede tarde e sessfo da Tlij. Prov.
Firmo, bispo; rlelaoKq de maobiad. do J. dos tnf. de tarde.
Cypriano M. Sesso da Thesouraria Provincial. -Quarto* c escenle as7 lloras.
da tarde
Cosme e Da mi."o M. RetUcto de manh e audiencia do J. dos orfos de Urde.
Venceslao l>. Benito daTIiesouraiia Pub. o aud. do Juiz 1K1 Civel de tarde.
?I S. Al guel Aicanjo.
S. Jernimo l)r. da Igrrja.
As 11 botas 4
Mar ebeia pura o dia 27 de Srtembro
a minutos ia maiilm As m horas6 mili
horas 6 minutos da tarde.
PARTE OFFIGIAL.
PERNAMBUCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente dodis aa de Siembro de
i838.
Oficio Ao Cornniandinte das Armas
para mandar rec be 00 desembarque e re
colber ao Deposito quarsnta e sete recru-
tas fiados di P.irsibi na Escuna Lfbi-e.
Dito Ao (.'inraandanie da Encuna La-
bre, para dar fundo no Lim servar-se sobre velli, e desembarcar os
fa recrulas que traz da l'ara b sen bur-
do, para o que Ihe ser muida lis pita
Inspector do Arsenal de M.rinia as pre-
cisas erobircaces
Dito A lnjpactor do Arsanal de
Marinh 1, para mandar desembaicar os re-
crulas e fazel-os entregar a ordem do Comraau-
dante das Armas.
Dito Ao isiesmo, respondendo-lhe,
que estando dad'is outres pruvideucus pa
ra a conduecao dos recrutas d.>s Alaguas,
nao be roais preciso o freimiento da era-
ba.'cacio que os devia condusir.
Dito Ao mesmo, envan lo-Ilie por
c?pia o Aviso (11 Secretaria di Mirinha do
ai de A; >sto fndo pelo quil'Djiermtna o
Rifpuiie interinoem Nomo do I operador,
que o mesoio Inspector faca organisar so-
bre sui m lis estricta responsabelidado no
principio de cada mez, e remeta na pri-
meira occasio a referida Secretaria u inappa. dos operarios do Arsenal, deca
rando a quanto montara a feria dos di-
tos operarios no mez antecedente ; e o mi*
is que consta do citado Avito.
Portara Ao mesmo, ordenando que
faca comprar 280 sacas de i'ariuba de
mandioca e cora as 314 que existem no
Arsenal, as mande embarcar n> navio que
se destina para a Ilha de Fumando,
Oficio Au Inspector da Thesouraria,
cominuiiicando-lbe a expedieco da or-
dem supra.
Portara AoCommandante do P-itaxo
Conceico, ordenaodo-lbe, que carregue
aquella madeira que eii ver proinpta a em-
barcar na provincia da Paraiba, e regres-
se a este porto afn de seguir para as Ala
goas, visto que a sua prieira Commisso
fot prehenxida pIa Escuna Lebru,
Expediente do dia 24.
Oficio Ao Commandan'.e das Armas,
communicando-lhe, que I ti expedida
a couvt iiieute ord-m para ser ferropeado
o soldado do quarto corpo de Artiberia
Maooel Claudino Guiraares.
Hilo Ao mesm para remeller a pre-
idencia em virlude do Imperial Aviso de
'J7 de Agoilo prximo lindo, urna relU-
0 nominal dos otficiaea do e ercito, quu
esta provincia se acltio servindo o Cargo
de Juises drt Direito professand) Medi-
cina ou oecupaudo emprrgos de F-sendi
eexigindo di-Ues por escripto a nec-asa-
ra dcclara(,-j se querem cuntiuuar a per-
tencer ao exercito ou se preferem antes
a oceupacioqu-! ora ex'truita-, aG>n d cr
ludo levado ao c-ijihecimnnto do Regente
uterino ero Nome do Jmpsrador.
Dito Ao nspecror da Tbesouraria,
enviando-lbe em confoi midad> do Impt>ri
I Aviso de 3o de Agosto ultimo, a gui ,
do Cipilao do quarto Corpo de artiberia
Srgio Terlulianno Castello Branco, afim
d- quea vis,ta della ae regule a mesma
Ttfc'touraria, no pagsmento dos suidos
do sobredito oficial,
Dito -- Ao mesmo, partocipando Ihe
mi* pur a.vo 4m Sicretnri.i da Marinha,
de ando \gosto deste anno foi decliraddk
que a qmntia de 7;5oos'joo reis despen'
didi coro o fretamnto di Gilera Flor do
Rio Grnde, e Palaxo Francelina que
levaro as aoo e tantas Pracas para o Rio
Grande do Sul dove ser debitada ao .Mi-
nisterio di Guerra.
Igual cotnraunica?o foifeita ao Ins-
pector do Aisenal de iMirinlii.
Dito A \d inistraca dos Bens dos
orfaos, enviando Iba o rt-querim-nto e do-
cumentos do Padre 'Lauianimo Antonio
Moreira rja Cirvalho, que devrrio ler
acompanbado ooIjio que Ihu foi expedi-
do pela Presidencia em dita da 19do cor-
rente mee.
D.to Ao Prefeito da comarca de Sin-
to Anio, respondiendo ao seu oficio, em
que representa a decessidade da nomeacio
de u:n Circareiro pira a C'deia da Vil-
la do Bonito ; que ni c3uformidsde do
D-cretodea8 do Vovecobro de i8.13 d>ve
nomeiar umapssaoa pira o lugar di car-
cereiro daquella Cadeia, vencendo smen-
te as carceirageos e mais iBolurot-ntos
que Ihes pertencem, e sem direito a rece-
ber ordenado da Fasenda publica .
___1 iii
DIVERSAS REPARTICOEiVS
THEZOURARIA DA PROVINCIA.
ANNUNCIO.
A arremataco das Rendas da Fortale-
zi, e Quirtel do Bom J-zus das Portas ;
do Telliuiro que aervia de Cavallarica
doextincio Regiment de Artiberia, e da
Casa contigut a* meslo Tellieiro se lia
de concluir no dia i.'de Outubro proxi-
o rindouro. O que de ordem da Tin
zouraria de Farenda se faz publico ; verlindo aos licitantes que o prtgo. da
primeira propriedado be de i:o5o,ooo ra.
o do aegunda de 37,000 reis ; eodi ter-
ceira de 47,080 res tudo por trez an-
uos.
Secretaria d% Tbasourariade Fasenda de
Pernambuc > a4 de Set mbro da i838.
Joaquina Franeis-.o Basto**
Oliciiil Maior.
MEZA DO CONSULADO.
A Pauta be a mesma do uum, *o5.
CORRE.
O Hiate Portuguez recebe a mala para
a Blna no ciia 2b* do correte as 11 bo-
rdada nanbia.
ARSEVAL DE MARINHA.
O Inspector do Arsenal de Marinha ,
tem precele de comprar pira o mesmo
Arsenal caihrosde 3o palmos: as pessojs
que tal objecto tiver.-m compireco na ca-
a da Insprcio para tratar do aju te.
Arsenal fie Marinln de Pernambuco a5
de Setembr do i838,
Francsco de Assis"Cabrale Teive.
Inspector,
O Arsenal de Marinba desta Provincia
precisa comprar os objectos seguintes cal
de Olinda 5oo alqueires, pedra de cas-
ca mil pa moa : as pessDas que taes g-
neros liverim e quiserem vender, xliri-
ao-se qua toantes a tiat-ir com o respe-
ctivo Inspe tor.
Arsenil qe Marinba de Pernambuco a6
A
s Caoi
Inspect >r,
de Setembrb de i8.58
Francisco de Assis Cabra! e Teive
OBRAS PUBLICAS.
Pela Administraco Fiscal d3s brts
Publicas *e hade vender em asta publica
a quero nuis der urna pirco de madeiras
velhas, liradas da ponte antiga da tra-
vista naconformid.ade do Rrgulamento
art. 33 ; avahada pelo respectivo Mestre
Carpinteiro era 35 000 reis : os perlen-
dentes pndem concorrer na Salla da dita
Administraco Fiscal no dia a3 do corren!
mez de Selembre do meio dia as duas ho-
ras ; pudendo desde agora hir ver, no
armasem de Palacio velho a dita madei -
ra ; para o que falar ao Mestre Carpi-
na qu ali se echa na oficina para Ihe
mostrara dita paadeira : sendo o paga-
mento no mesmo aclo logo que se con -
clu 1 dita arremataco ; declaraudn qu 2 se
vende toda a urna s pessoa e nao em
porcoens.
Amaro Francisco de Moura.
Administrador Fiscal.
PREFEITURA.
Parta o dia n(j de Setembro da 1838.
Illra. e Exm. Snr. FoiSo presos hon-
tema minha ordem e tiveru o compe-
len e destino : Manoei Jos Coelho, bran-
co marojo porlugue/. pelo Sub Prefeito
da Freguesia do Recife a rcquisici.a do
respeelevo Cnsul; Pedro Ab-xandre,
tainbem branco pela 1. patrulba do dis-
tricto do Corpo Santo, por st-r encontrado
depois de moia noito debaixo de hura le-
Ihei o; Jos prrto, escravo de Jos Xa-
vier d'Ohveira Antonio Jos e Jos An-
t >nio Rudrii-ues pardos, pelo Sub-Pre-
feiio da Fiegursia de S. Antonio o i.
por igual motivo o a. por ter furtado um
buril com roantpga de urna canoa na pra-
ia doColl.gio, c ujo barril toi restituidt
a sen dono pilo nv-sm.) Sub-Prrfpito e'o
3. por ser desodeiro ler dado dus
bofetadas em Josfifu Mara e deitado abaixo
a porta da casa da mesma no logar d*. Ca-
banga; Joaqum preto escravo de Virgi-
nio Ihtbosa, pela patrulha do districlo
do Crmo poro ler encontrado tarde b
supol o fgido^ Andr Rolrigues da Silva
Ignacio Rodrigues IWarinlio pardos rs-
euros, pelo Sub-Prefeito do Freguesia dos
Atogados este por ter de coslutne e oT-
ficio furlar verduras nos sillos e aquella
por ser ebrio, e vadio.
Foro laiabeni presos hoje a minha or-
dem pelo dito Sub-Prefeito dp Santo
Antonio e tiberio destino ; Manoel Fran-
cisco de Mouza e Thomat de Aquino Lo-
pe brsncos, ste Ador do Theitro desta
Cidade por ter sido conivente no assass-
no, feito na noite do da i(i do corrente
mez no marojo inglea e aqu-fle por ser
tambem ciinivente nodo purda l rnirenca,
cujo cadver foi s puliado no Isthmo de
Oinda e encontrado pelo Snb-Prtfeifo
di Freguesia de Pedro MurlYr
E' oque consta das partas boje recebi-
das n'esl S'creleria.
Dos Guarde a V. E\c. Prefeitura da
C imarca do Recife aG de Setembro da
i8 Ulna, e Exm. Sur. Francisco de
Paula Caaalranii de Albuquerque Vice-
Preaidente da Provincia. Francisco An-
tonio de Si IWiaau, Prefeito da Comarca.
EDITA!,.
Hoja pelas 10 horas da manha tei(
principio a arremataco das 5 luzes de a-
Z te para a Cadeia desta Cidade na Salla
das Sessoens da Cmara Municipal dtsta
Cidade.
O Secretario interino.
Francisco Antonio Rebello de CiivallioV
CORRESPONDENCIAS.
Senhorps Redactores Qju3lro ou crol
co Eslud-ntes do Curso Jurdico de Olin-
da stirao a campo com o seu Argos OIin
dense e assentaro esses pobres Mecos ,
que esavo escrevendo no P auby e quo
elles que mal podem ter cstudado an-
da assim supeificialmente os Preparatori-
os qoe de ordinario vio pregados coni
cuspo sabem ludo, e nao s tem profun-
dado as sciencias como o vas issimo cam-
p Literatura ; e isto com poucos ann i
de idrfde e con bem pouca applicaco.
Coitadinhos / Sio Narcisos namor.idos da
si mesmos. Inculcaro-se por grandes*
critic sUraodo a huns, expixindi a outros
por tal geilo repai lindo a gloria Iliteraria,'
que enh ma Ihe fica em casa. To beru'
quisero lirar a terreiro o bem onceitua-
do Escriptor doCarapuceiro. e chamaro-
o contra o senlimento de todo o Brazil iW
lustrado charlato Estupido &c. &c.
Oua Rapaziuhos Extrnordir


fgmii........i
DIARIO DE PErHAMBUGO
rouito provavel que o erudiclo Escriptor
do Carapuceiro disprese esses dislates:
mas to Sors. Redactores nao me pude
conter vendo-o censurado por qiiatro
rapizlas, que anda dado que tenha ar-
fara talento nao possuem nem podem
ossuir bastantes coonecimentos para se
consliluirem contrastes, e censores de
produco littcrarias.
Reprovuro elles muito o diser o alustre
Escriptor do C irapuceiro Dalai Lama do
Ja po. Zombaiio escarnecerlo ejulgi-
rao ler dado q nau e citro Casado Gi-
raldas pira mostrar que o Principe espi-
ritual doJapaoheo Dui i. Que deseo-
berta Os Mogo sao humas Aguias. Mas
venhaa c meus Meninos aprendi ,
se quisereai saber. Ha huma Rel.giio
Ramada o Budhisroo que he muito di-
latada. A .pessoa do Datai l.ama ou
Summo Pontfice do Tibst he conciderado
pelas Budliistas, como encarnaco de un
divndadeBudhica,quesempie leve predi-
lecto pelos pases situados ao N. da India.
Esta R~ligio, boje iulitulada do* Boddhss
eoncerva-se no Nipal, no Tibet, em lej-
lo nos imperiosBrman e An-Nam ,
na Chin Corea e 3apao. ,'
Assim o dia o' Tractado de Geografa
Universal, tirado de Adr. Balbi; &c. por
huma sociedade de Litteratos Portugueses,
publicado no correte anno Ora se o Da-
lai Lama he adorado lio be no Japi,
como hum encarnacio do Divodade,
que ejerce es funeces de Summo Pontfice
aer asneira o diser, l>. pao.? Que d*em a isto meus Meninos
encyclopedicos ? Ah So aind existisse-
mos nunca deslendrados Jesutas que
dvo bem boas pslmatoadas al em bar-
bad5?s', e qua seria dos Escriptores do
Argos ? ....
A historia dos Pocjs Artesianos foi in-
ventada por ioimigos da illuslre Escriptor
do Carapuceiro, que Ihe assacario essa pe-
cha nofacaahato Canal, e Pedro -i.0. O
Nobre DepuUdo exigi que aparecesse o
seu requerimento original feilo Assem-
blea. Repondaa-a-la., que fcsle*
ouvdo? Nao G un boa raethodode calum-
niar ? Senhor F. diase tal parvoice em
seu requer ment. O offendido exige ,
que seexibi o proprio^o riginal. A re-
posta he : nio appartce : somio-se nao se
ha vendo somido outro rouitos de igual ta-
ma nho ; ou menores. E advirta-ae.que
o honrado Diputado nunca servio de Se-
cretario para se poder diser que saiou
da mesa ou da Secretaria o seu papelzi-
nho. Finalmente Sors. Redactores os
latidos do Argos nio podem desconceitu-
r o bem estabelecido crdito luterano do
Carapuceiro. Se esses rapases tem inve-
j* estudem appliquem se sejo mo-
destos, conbecio que anda nio sao causa
alguma na Repblica das Letras cuiden
principalmente em estudar as materias da
Academia que Ihe devem roubar todo o
lempa ; e assim Ih'aconcelba.
U Jos.
Senhoret Redactores. Estou contente
. porque os .cenhores do nobra orgulbo ,
isto he, os Sapienlissimos Redctor*. d>
Ar^os pormais males que atiraasem nio
acertara e querem supor autor da pou-
ras linhas do seo Diario a'gum capdlo ,
farda, sulaina (aamarra ) porem digo-
Ibes que seexpixaro completamente par
quj fui en mosmo o aotor da lembrance ,
eu m-smo que me assinei o paciente le-
torZ turno, agora ja sou pacin lissimo.
Ka. t-ra preciso dar tanto cavaco por su-
pol os copiando agrande mass-da do* ia ,
ia : perdoe eujulgueque nao era couza
sua porque vejo que Vmcs mossos mui-
to novo, e que nao rumprena suis obri-
gac^ns das aulas, nao teiio conhicimeo-
to d'aquellas materias dos ia ia porem
Ibes dire que nao sao m iteriaes para peri-
odico; equem qoiser saber d'aquill v ter
com Vanes paguem e Vmcs Ibes ensi.
carao ou repeiindo elles copiem ja que
Do ha em lusos onde recopiem : Dcos
queiran venha por abi algum pouco de
Botnica ou Anatoma j e se nio quise-
rvm copiar algum pouco de Carlos Mig
no. poique nao querem escre ver para
cpatenos enlio copiem algum pouco das
'acanitas do cavaleir F. mormente na parte
que ensina a enfar no silencio da noite
m. casas aiheias para desenqaieur peisoas
recatadas porque pod ser que algum dos
Senhores Redactores seja perito a isto, as-
sim como eiu dispresar e atacar a religiio
do Estado alem disto taes fac darlo a ruitos de *os collegas.
[ Continuar-se-ha. J
Sr. Echo da Religiio e do Imperio.
A corrercao severa melhor soITre ,
Ouero mrito possue quera o estima.
x Pope.
Forleficado com este pemmnto de Po-
pe no seu ensaio sobre a crjtict ; jolguei
fazer a Vro. humas perguntss qe podem
com a sua resposta servir de orrercao a al-
em, a mira d'instroccSo Pergunto
pois: i. Que juizo forma do {]
fact digno daltenco, annunciado de
Constannopla Gazeta d'Augsbourg
O Filho maia velbo do SoUia esteve doao-
te, e para conseguir a su cara o Sltao
sollicitou asOraces dos Padrea Chris-
los _!'..' ssira o li no fcho n. ab5,
Jornal impres o em Lisboa de 8 de Maio
destea.no a pag." 43;4 Mo te u.s
simultaneo com, outro nao menos oqueal ,
como lo a solemne Retraclioao do 1 rinci-
pe de Talleyraod que nio contente do
riunfo, que por eate modri dava a Rel-
fo Catholic: Ihe deo bu.r| realce mara-
vdhoroso delirando ser suk ultima von-
tade a ex posicio do seu Cadver em Vestes
Episcopoet.'.. no seu leit funreo de
Principe!.'! fazendo crer (que as Jerar-
chias siocouzas importantes, e de aba
conideracio, e tanto que ath depois de
roorto Iba attrahiriaS os respeiios, e me-
moria que desdenhava arrobante e hy-
pocrita nos temos de seua erms qae.con-
fesiou e de que se rerselo! E como
este acto derive o seu concei!^, e impor-
tancia da opioio, de que goz no mun-
do aquelle Principe e unido! aquell do
Sullao ; formem ambos huml argumento
novo, e muito victoriosocontib os Atheis-
tas, e Repupliqueiros cabecud.Js ; espero,
Sr. Echo u resposta Ab Sr Echo,
cinitrera a RelR o perseguida e insulta
da abrigar-se lana Turqua,?? Emfim ,
srva-se emittir a sua opiniio,- mas, como
eu nio quero p*ra o meu Prximo oque
nao quero para raim e psetiato qu-- a
sua respoals rnide espantar o bndo dos A-
madores de Tracy ou Atbeisla, e em
cardume no seu aWisooanle montono ,
mas picante soraMormarem tal g-asnada ,
qu o incoaaraouem e proioquera com
insultos, que he osea favorito recurso;
satisfeco-me com homa resposta digna de
sua priideacio mas que todava mo escla-
recado modo, que pode ser, aindeque
Vm. no aaesmo enaio sobre a critica de
Pope tenha tambem o seu recurso por-
que l dia......a imprensa g-me, cam
blasfemias louvadaa, permiltidas, detes
aaonstro oh Critica vngaiv.s : ers 664 i
elh6(i6 : pag- i9 qu* m' par*.ce ac-
comodar-aa o> t.e'a TiacyU, eafa se
Ibes acc.mod6 ; perdoem a applicaciu,
mas acceit*m os meus bon dtscjot.
a Se a Gram Bretanha. Paii classico
daLib-rdsde. Patria feliz d-G-nios Ex-
traordinaiios como Bacon. Newton Na-
i pier Harvry Boye, Hume Buike ,
I Pit, Canning e ath da famigerado e
celebrrimo Bentham: msis claro : Saos
Ingleses altivo>, e cosos da sua bberdade,
previstos* conbecdore de bous dreitos e
Enthusiastas tn ao eroismo por seu ca-
rcter Nacional, julgaelles, ou, jtea>.
re5 retrogradar, se suspeiiaro servilis-
mo .... se interpretaras ab-olutismo ....
I se enxergtra dispotimo no extraordina-
riamente Grande, e verdaderamente Pom-
poso Acto da C .roacio da sua Rainhe Vic-
toria., para cuja magnificencia esollemm
1 d.dc fora indispensaveis os Elementos da
nuil olla e da ais imposante ceosidera-
co que mais capaces sfio de dar valor .
fespeito, importancia brilho e lib
nexo nat consniencias para sefaelhantes Ac-
tos como fofa e sio As J rarcbi.is
tanto no temporal, como no espiritual, as
Precedencias, as C'jndecoraces as eti-
qaetas, e seus ornstos ricos, os Prrvile-
fiai____djs toques dasCoroas dos Gran-
(esnacabeca da lisiaba, e ath os pri
vibrios dos Estodantes de Westmnster ,
as Ceremonias Religiosas Chrislsns.....
e sobre tudo, e mais que tudo a Inyocaco
ao Grealor Spiritus feita na Caza do
Senbo .... A ceremonia e o facto de
sentar-sea Rainha na Cadeira de S. gu-
ardo ... ser ungida com o Oleo Santo por
hum Arcebispo, asOlfortas da R-iaha no
Altar do Senhor, o seu Juramento em |a>
me do S.nbor, e qnalejeote, o Beija-
mo____Sr. Echo, o Beija-mo I <-
Se eu nao me Iludo parece-me que
no Rio de Janeiro, e em ootras Provin-
cias a chusma do Mora vitas, e o cardume
dos Atheistas extranharao, discutiraO, in-
terpretaran absolutismo, aogurara dtspo-
ttmo, a de sucia cornos Rapubl quenos
Practico^, e com os Jovens Proslitos mui-
to graaoarao e esbravejara por se tor bei-
jado a Anglica Mi do nosso Joven e
Innocente Imperador, do nosso dolo da
nossa ivindadt Teneste o Augusto So-
nbor D. Pedro a !
Desejo peis saber para minha inslrttc-
cao, e para correccio dos Republqoeiro
Iludidos entre os quaes ba roailoa de m-
rito se aquella magnifico Acto da Ceroe-
cio da-Rainha Victoria, cuja narracio
circunstanciada, que ii nos Diarios de
Pernambucode n i3deste mes de 9?-
ptembro me fez huma viva emocao de res
pito e complacencia a'b aos deaejoa do
que passe rapio o tempo que estorva o
practicar-e o mesmo com o aos> Augus-
to; seaquelle Acto, digo, diminua al-
guma coosa, se lancou a me9 ligeira som-
bra no Ilustre e invicto caraelt-r Ingb-z .
em seu Rgimen Poltico, oo Constitui-
cio '? Sn nos os BrasiUiros nos julga-
mos mais adiantado em loses, e em civi-
I isa cao por consequencia para reprovar-
mos, coiidemnar-nos, criticar-ma, e
ridiculizor-m.-s oque elles veoora, e oo
que derac huma imporl.ncia altissime,
julgandcv-ohuma necessidode .. ?
Cuidado Sr. Echo de novo o previ
no, veja camo responde, eu nao quero o
seu incommodo : aqoelle epparetoao Acto
por huma Naco ciosa de sua lberdade ,
he hum M >te aos Repobliqueros e
mate svon contradiccio mas como c no
Br*il o!* fovorece muito as p*lxoei,
tome sentido nao se exponha a algaa cbo
vero de bufooerias satricas que oem
sempre t9lamo de humor de aoffrer sem
retribuir e bal<* Vm. o eeutilul ou ,
ser conlKcidoopor __ Echo da RoligiS
do lmpvrio, para a sacia tsned pola rai-
va na> m contentar s em rosnar: queao
o avisa bem loe qoer '.
3 o O Argos n. 8 pa a, fallando dos'
Pottugaezea diz Basta recorrerroos
historia da Naci Portuguesa par ver-
moa qw riles fora conhecido^ maia por
Conquistadores e vaUmies Soldados, quo
por Litler.los .'! .' ; e diz mais quo ha-
damos muito pouco de sus virtud*, e
todos as seus vicios jPergumo eu, Sr Echo,
se o Argos falla d boa l...? ou falla, nao:
n> i. cas ha de concordar na sua im-
postura de emittir seo exame e se-n l-
cio verdad ira huma offeiisive opinuo ,
pui que iivhiv* o cucrito ..c i.urna ...a-
co, e favor ltie faco em clnm.r impottu
rao que tem outro norae, e nem sewpre
sVgiitrei rsca a vulium verbd-cent de
Hort> a em verdado o Argos mc-stra
nao ter ideas seguras e devidas daquella
Historia : no 2.* caso... permita que
Ihe diga pelos Nmeros olb boje publica-
dos Tu te p Uta Canis as vossas obras
dizem quena vos sois.
Nio posso todava Sr. Echo competir
em lases com o Argos e por isso seria
ousada bem reprovada em mim o susten-
tar polmica com elle ; porque elle be de
de bama esfera mu singular talentoso ,
e favorecido da Naluresa e de mais o Ar-
gos OSindense tem seis olhos e estes seis
vem maisqoedos: eu contenlo-ane cora
a minha boa f elle com o seo non
plus' ultra; mas he bom, que iba ,
qoe na historia de Portugal claudicou ,
ou, esbarrou, e creio sem decencia em
Poltica j sabemos o seu pendor, e em
moral a sa adkesao a Tracy, com oqtros
adminiculo, que tem escandalizado; as-
saz mostra que elle nao he sincero nem
creii quepisaoCeo por ler vencido hum
valle, deee saber, qoe nao tem dadoio-
teressealr-se, e que'ea me contento de
ser como pedra d amolar segundo Hora-
tio que nao cortando, faz que o ferro
corle; assim farei, quq o Argos reforme
sua opnilo respeito gratuita exprobra-
co, que faz a nossos Avs dequnm nos
desceaolemos nem acho prudente, e de.
licado aaenosprezar-mos e desconceituar-
moa aqutlleS de quem somos filhos, por-
que teobo para mim que a sua gloria re-
flecte para nos, como para nos a grosse-
ri, com que os tractar-mos, espaoialinentB
julgando, que qio estamos anda la me-
Ihorcdos, que possamos fazer taes expro-
bracoes.
Sem pois me ligar a preceilos chronolo-
gicos nem estudar em dar mrito as mi-
iihas lembrancas, procurando dar-lhes
bailesa, eordem; porque nao sei nem
vaidade me dirig* v direi somenle o que
me lembro ler ouvido a moas Aos, e a
at'ti Pay : mas aut-s de o fazer eu tenho
bum aigumeato muito victorioso mu sa
ductor, e mui publico que oereco ao
Argos, argumento que be a minha Egi-
de mpenewavel, que supre sobejamenle
a minha ignorancia, e qusl me reporto,
me refiro e para a qual appello cazo o
Argos, qiseira lecalciirar cabeculamente.
Sim, Sr. Echo, be este argumento de
qua fallo a .Erudita a nervosa a seduc-
tora Dedicatoria feita Naco Portuguesa
pelo seu illustre Filho, o Grande Sabio,
o Genio Original, Brilbante Ornamento da
Ltteratura, o Padre Jo/. Agoslinho do
L>Jacedo no sfeu Poema Oriente impresso
em i8l4, em cuja Dedicatoria, que he _
Huma Synopse magealosa da historia
d'-quella NacSo, elle com o seu valeuta
pulo coa o saber \ ,'istial, e com bu-
ma faiminamse elOqu ncia estdbelece argu-
mentos de todo aintuico, demonstra,
conclue e fas ver Que a Naco Portu-
gus na foi cacaos clebre pela armas ,
qu pela leira O;a, eu creio, que o
Args leudo a'Dedicaio a na hesitar em
retractar-as, o m-nos em m d-r-sa Cj*
hum Giganta em ltteratura c >as o cau-
Uasobas daquella Genio Extrcordma.
rio, ecoi quanlo a vaidade do Aigo o lave
cima das nuvens, nem car ca ca na Ierra
de luz elgiimj senao das de *u*s innatas
id-as, e superior capacid#de crea que
no.'cqu.c^<}UBuPdr Joi H"^'"
ho dj Macedo e*a noiis de 70 annos do
id .ds adquiri bu a'toFaada saber for-
c* de aturado estudt, de hum hbito> nun-
ca intenoropido d meditar e de faser
ia-ar mu oaed.t riec:a, e bastar ista para e*uslar o ar-
dor juvenil do Arg.s. Porwnlo, ti-ndo
referidosubslaocialmenle o qudza pre-
dita Dedicatoria ; parece-me ter dito o bas-
tante crer-se que o Argos ni tev tacto
critico, era exame Iranqndlo em failar,
com fallou dos Portugueses e conhece-
se io ler a devida nstruc^o daqaella
historia.
D.reiagora oque me lembra anda,, e
ma corre ao bico da pena para que conhe-
ca o Argos mais hura rzo da soa njusti-
c, ou, imprudencia: Joio de Birros,
Dioga do Couto Ff f nal Lopes de Csia-
nheda, Atonso de Alb.jo<-rque compo-
zera a historio da India, onde esta re-
concentrado lodo o bom gosio do verda-
deir. Atticismo: Fernio Lopes foiolay
da Prosa Prtguesa eo pruneiro taires
que na Europa tacieveo a historia digna-
mente : a hialori das viagens de Fernao
Meadea Pinto he tio admiravel ,e inters-
santa, que pode ser, nio conheca multas
iguaeso orbe litlerario: Em Oratoria tam-
bera a Naci Porlugueza possuio bcllissi-
mos monumentos : Joode Berros A'10*
nio de Casti ho nos Panegricos de D Jal>
3o, e da Infanta D Mara mostra oque
forap no g ero deraonslraliv : Oi W'
mes de iogo de i'aiva de Andrade, m
d Ir. Antonio Feio, eos do .Grande V>
eir sero em Indas as dades eternos o*
numentos de gloria : Em campozcao de
estilo medio os Dialogas de Fr. Hedor Pin-
to e os de Fr. Amador Arraes assin
como os de Francisco de Maraes autuor
da i" parte do lVaieirim de Inglaterra
os do Joo de Barros, em cuja classe def
entrar a bella e elegante traduccio do W-
thecismo do Concilio de Tremo ; n0^d'*"
logos de Fr. Heitor Pinlo se admira bum
verdadeira imagem da eloquencia dos a\
logos do Divino PlatSo a do eloquenii*
simo Cicero.
A Poesa foi a primera nelinaco do
Portugueses como affirmao mudos aum
res: Foi a Naco Porlugueza a 1. q-
Hespanht a cultivou como const as


D I X R O & PERNAMBUCO
S
tigos monumentos que exittem eomo
e as Poesas do tufante D. Pedro Gibo
de EIRe D. Jpo l.u, as do Re D. Diniz,
as do Guncalo Hormigos que florecee no
te rapo do Cunde D. lienrique, as de Af-
fouco Gtraldet queetcreveo em Redon-
dilbts hum Peema en qu con la es proe
zas dos Fortuguczes na bala I ha do Salado,
qndeelle se achuu e o Pecina da Cava,
que mostr sor composta na hngoa porlu-
gueze poueo teespu depoit da parda de Des-
palilla i e de pulios Poetas nioderno de
lodo o mundo coubecidos talvez que o
Argos de prelerencte ao grande Bocago:
mascuuipre, q.ie o Argos suba ais,
que os Turdetaiios Potos, que uccupaveo
a aaior parle do A.em Tejo e Algtrve,
erad engeohosoi, tmboo Poltica e aratvuo
a> ciencias e prezavao-se de ter leis ater
tas i:rq verso, e *us oul.quidades coser tedas
em litros ; o que mutila pouco raait ou
rueos, u 5c.j auuoa ante da eia Christan ,
e pode ver o .vrgos o que K.trabo diz dos
Tur dtanos, e venlicar o .Yjappa do Por-
tugal amigo e lood.i-bo pelo Padre Joo
bap.la de Ca tro loe. i.u a^ag aa des
Ue quando dala lilterelure i n Portugal;
uu o amor dcstes'Povos s Sueeras.
Para o estilo humilde e lcelo veja-
se a greca e a elegancia cooi que Louren-
c j de maceres, Pe nao Carduzo e Luiz
Ue Campes compozerao as sua* Ctrlas, e
sainas, como observa JYlauoel Severtm de
Faiu.
m .Comedias teja-te o que diz o mesmo
Severun das compozcee ue Francisco de
Sude Miranda liuloni Perreira Jor-
ge Ferreiia.
Km quauto Epop ... oh Oeos !
vej/i se u Ungiual Lusiada do lrainortal
Cainoe. a t." Obra regular deste geuero ,
que vio a Europa depon da Eneida e que
|l,e allralne o hsengeire o vicose- Tilulo
de Pnucipe ot Poeas em nosso dtaa
o insigue e erudito Padre Joze Agostinhe
de .VUctdo seu enla. Ecreveia6
mu.s Epopeas Gabriel Pereda de Castra,
VascoAloUsiuli da Quevado Jernimo
do Corte >-1, tiuula Fr a anaco de S e
Mt-nezet auiiior da) Melsce conquistada.
I) Joo de Castra fot quaa pnstuiro son.
dou os prine.paea furto do mar vermeino,
do quecoatpoz bum Hetaira em Latn.
Em Pwdora lote tnigJ: Grao Vts
c0 J que Uarecaa pelos tempat de D Joo
3. Gasp" IM > diacia)lo da Grnda
Rabel t' e -e lVlltfurl v"*'u e oi rt'Pu"
tdo o Rafael Pv-nuguez : liento Coelho ,
Francisco Vieira asiiaiada uaa Acatetniae
de Roma cae foi eaeatbio e foi hum
prodigio tro.
Sa Matttatalica nto deve otseos gran-
des progi quan lo ella coojccave a reuatcer na Euro-
i appareceo a laaasorlal luante iien-
,qe albo d Re L>. Joao i., qae a cl-
tivou, e a f culutar ea* Forlaal a d'a-
qui nascera para astiatdizer, os graa-
des descobnatentat, a oalrut de tamaa, a
todiU'adat Re^.es, qae Portugal fez
com pasmo, e admirado de tedo a mun-
do a quem '(>er *'*
Diplomacia deriva a KM laaportanci* e es-
labilidade coasulente.
He sabido que a celebre Pedro INunes
que exislio noculo i, be (ido por bam
dasgrandet Mlalcot uois irabalhou
luuit'o parafaciliUf a nategsco, iBTeaiau-
do diversos melhodos de determinar a La_
titude e instru.ntos ha, quj conservao
se nlo me engao o nomo Jo seu appel-
lido e algumat obras stiatadas dos sabio.
Ura: leaabro ata laubjm de auvir tal-
lar rooiio na celebre Idacio Bitpo de
Chaves de quem existe huaaa Chreuiet; e
notimbem celebia Aadr de Reseode ,
d- cujas idea se eproveiUra as Historia-
dores Chronologo Marianna E>caligero,
e Petau: Occupou Uaabem ditUnah iug em Litteraluia S. Martmbo Rispo de
Dume, e depais Arcebispode Brags. iVo
Livro do E>criptores Ecclesiasticos, l se
cha, elogiada por Sanio Itidoro de Setilba
a erudkco do Bispo d Girona, Joo ,
que era Porlugue eescreieo hunu pe-
quea Cbronica : Hum D. Mauricio Bur-
dio, Arcebispo de Braga foi Papa e
se chamou Gregorio 8, fot tido em grao-
de oouceito de Lillerato.
Ao Concibo de Bszilea (coro a devida
\eqia do Argos) andou EIRei D. Joao i .
por mu Embaixdoro Bispfr de Vise V.
Luiz do Aratfil, e Com elle o Deo de
Braga, ejvoArgos, que a hu cilio nao te, man da va hum hontem ten o-
pinio reconhecida de Lilterato nem hum
Cotapanheiro para sucia.". E depais
ao mesmo Concilio EtRei D. Duarte man-
dou D. AntaS Martins Bispo do Porto ; por
seus Tbeologos oa MestresFr. Jua Tho-
va da ordem de S. Agoslinho e Fr. Gil
Lobo da ordem de S. Francisco; e por
seus Juristas ot Drs. Vaso Fernandas de
Lucena e Diogo Alfonso Mangiancha.
No ai Concilio Geral de Trento, aa ter-
ceira abertura figurou muito entre os Bis-
pos o Arcebispo) de Brag D. Fr. Bartbo-
i looieu do Mrtires, e ptra se figurar en-
tre huma Assemblea de Bispos forcoso
be conceder, que sao necessarias muias
luses, e um ticto seguro dos conheciitK-n*
los datjurlle tempo, e entre os theologos
utrabio hum distincto concedo Diogo de
Paiva e Andrade. E quem ousera' negar
a opinia de literatos a hum Arcebispo de
Evora, D Jjo Cosme, Cardeal, a hum
Fr. Manoel doCrnculo, B spo de Bija,
a hum J<>a das R^gras, a Joao Perer*
Rtmos, a Jase Ferreii'a Barges, aPacoit
Jos de Mello, a Pereira e Souza, ao Pa-
dre Thealoro de Almeida, a nlonio Pe-
reira do Figueredo eathe Condeca de
Gijenli irisen, e a outdos muitos, cujas o-
ra-a deixo dn enumerar porque a >o pos-
so nem devo p-irteuder miis do que es
creve na citada Dedicatoria o Padre Jos
Agostinho de Micedo, citando contudo
o Conde de Puaguia Joi Rodrigues '
S, que fot a Inglaterra tratar- negocios da
Portugal oa crise molindiosa em que a
quella N'aca se achava com Oliveiro Cro-
weiel ? ? 1 1
Eu Sor. Echo neste proposito fui e-
zaciamenU como se diz aeiroulecara entre
dois gladiadores : hum |ogva o florete
como iVlestre outro ignorante dava pan-
cada de ceg e feria tem pieceito; e por
uiais que o Vlestre grilassn*- for?a de do-
res .ica jogo j o til igatraute consegua
ahilero Meaire : eu nao ilirei que con-
sigo para a Argos o '' Procuhud humi
bus toas de certo, ao abrigo d* Dedica-
toria dita, e do que rae leatbr ter ouvido
a rasus \v>'s, que levo escrito ; eu dtroi,
que obrigo o A g sur menos precitado,
uns delicado a ler hus a historia, por
que a lerabrar me de querer figurar, bus -
caiia quem me ajudasse, a supprisse ot
t olhas do Argos mis gracas i Dos a-
iuda nao est
ver pi a Publica, que nao pede taes fa-
vores e se ag >ra eterevo he para me in-
truir a un com suas respastas e d -s i-
tfrootar nessa repulaco que o Argos
ateachou off.-ndendo a hislo i de uossos
A vos.* u digo pois estas cousas, Vmc.
Sr. Echo penlia es no seu lugar, nt.is
tunha sentido Cuino o faz, olhe que os
Republiqu-irot lera mais olhot que o Ar
gos Uralense e podem enxergai' algura
poutiuho que Ibes sirva de doze emtica
para os seus vmitos viperinos parque
pura n.im-ar ncfla Gente lio necessarias
loo liugoas ms a de um tolo ou ,
raslditente esiala loo Pessoa*. 4' E final-
mtnte como o Argos recoohece a drlficul-
dade da trepai-mos a diihcil aaoulanha
da civilisica ; estirnarei saber se a causa
dessa dilBculiade he a Eicravaria, oulfeso
os vicios que herdamos dos Portugueses,
carao l>e diz: no primeiroc*so que E*.
era varia he, se Af;ica, o Prto9 ; ou ,
a Eaorararia deTracy, d'Halvecio de
lijlbic, de Epicuro c. se os Pretos sao;
se elle nao existira sempre no Brasil .
nao appareceodo enta as revolueoeo e
desgracados successos do Para, Rio Gran-
de (i Sul, di Bah &o. como h ira appi-
receo, sa forao os Pratos, que at dispase-
ra, e levara i etfeito ; e senio e uno
na verdade so os Escravos de Trscy e
dos Dotrinaiios Sens.lalistas ou Alheos;
qua remedio aoba o Arg.)*, senao aa oba-
ditncia Constiluici que nos rege e
to a.nor Manarchi* Representativa com
oSenbor D. Pedro a. ? ? ?
no u. caso : isto he os viciot bor-
dados dos Portugueses porque nao nos
emendamos de uma vez, porque nao sus-
tentamos todo> o Sistemis Jurado, nao o
allqdiodo com doutrinas..... porque nao
nos fraternsimos lodos e p rque os nos-
sos Avos de quem herdamas eases vicio*,
era mtit suboaistos Lei e nao filoso-
favo tanto e por isso nao appareciio
suicessos faltes p ? !
Espero pois as suas respostn do modo ja
decltrado ; mas nao to essuttado, que
deixe de fallar com firmesa, qae poder
com ellas conciliar sera trahir a verdade :
deixe o Argos descohrir defeitos e mis-
mo insultar o Echa e athe o Prudente
liario de Pernainbaco ; seria incoherente
se o nao fisesse... ah Eu Ihe applico por
minlia parle a Peras impassuit Jpiter
nobisdaa; Propicis repletara vitiis post
tergem dedil; ahenitante pecius suspen-
dit gravea' e por parte de Vmc. reetet-
to-oao que diz Jracio na sin arte Potica.
Essss obras pomposas que promeltem
ecusss grandes a veses seo relalhos &c.
baje vist o que o Argos contera.... qui-
xera o Cao que elle podesse lser a railes
sima parto do bem que o Diario faz cara
seu arintincios facilitando oCorantndo ,
eC 'inerciada vida humana, eescreven-
docora meditada critica, e firmesa impar-
cial, e sena* que ostente a ex.tracco das
seus Nmeros : do Ctrapuceiro ... diz
elle Risas ... li-ra sabe o gata as bsrbis,
que lambo ... o Argel tara oolhos, e birn
euxerga o sea abisma se inquietarse o Ci-
rapuc.-irj ; e com qusnto diga a verdade
ind ibilavel, nao be par certa por espirito
de judie* que o respeita... bula o Ar-
gos no Ctrapuceiro con as mot tisnadat
na critica ; e ver logo o seu memento
Argos qu! pulvii es et ui pulrerera
reve.teret *'e qusnto a Vmc. lembran-
do-rae que a no Bebsribo n> lempo dat
raarrecas mdei de hum tiro hintuau;
ijuindo provocado teja carrrgua a sen
Echo com o churabo ue kint, de Cousiu,
de Thorel, de Torombet e oulros e ver
que deita p)r trra a* Traeystis e Ben-
ihanitasdocida vez; e ie Republiquei-
ros o assaitireat arme-se das tetlat do
sea racciocaio tempere-as na historia re-
vocante horrorosa da Revoluco fran-
cesa na djs suceessos htrbiros e aos in-
cendios do Para Babia e Rie Grende
do Sul e cont, quo os far l'ogir ou ,
pelo mepos na o inquietaran muito carao
Ihe deseja, o seu
Afrairador < Constante Leitor.
Snrs. Rtdactoret Haro facto, na ver-
dade revolante, paren infelisra^ite api-
ree id o iii virios p Hito, da Imperio, aca-
ba de assustar ot pacficos Aligoannos,
descansado! a sombra da sabia udrainislra-
cio do Ex. r. Weves teu actual Presi-
dente. O
infeliz Joio Jase da Fonseca
Lessa, Jui; de Diredo nadia, loi L'ruel.aenlo assassiaado na Vii-
la do mesno norne com um tiro de baca-
mait; ua roite do dia 3 do crranle, den-
tro de sui piopria casa em campanhia
do Prefeitd da referida Comarca. Anti-
gs inimisa les particulares e o odio im-
placa vel de vari i pessoae iniluenlus nV
quedes ooolornoa sao a crasa, a que ge-
ramente sa attiibui sse.infausto acooteci-
ment j jurera o veo da sgredo, to de-
ficel de'omper era tos oueasies pcullio
anda o ouie do vil asiassiuo a despin-
to das reiteiradas diligencnt di justica e
di activdade do Exm. Presidente, sera-
pre inca risa vel na minuten^o da ordem
c preciosa tranquilidad; do povo confiado
polagivtrno Contrados seu > providentes
cuidados.
S. tx. apenas, constou-lhe esse crime
borre'oso. rnaiidou bum destacamento de
Jj boin ni pira a villa d palnleira', pou-
co distante d Anadia, command-ido por pet-
soasde canSauca a fi.n da auxiliar eomo
cumpria, a aeoo das actorida Jes crimina-
es, a quem incumbe o*cuuh<:cirnento do
facto evitando atsim- a reaces, que por
ventura padasso aparecer em mandudo
prejuiso da tranqulrdade publica que
seu dlustrado governo garante aos psei-
fieos Alagouino; eto acertadas tem sido
as providencias tomsdis a esse respeito,
que contamos nao ter de lamentar a re-
petico du actos seatelhautet.
Sirva-se, Seuhores Rodictores, dte pu-
blicar no seu canceitu ido Diario easa carii-
nha o seatimento a verdade inspira
Ca Aiagoaono.
Sari. Redactores Aparecondo um an-
nuucio no Diario numero ao5, de Bez Des-
hiyes ti Comp. Iivreiro con loja na ru
Nov* annuncitndo a venda mtteroeco
pios a nove otil rcis, pergunla.se a esses
Snrs. onde os drspacharo, pois na Al-
fandega por certo que nao, e tanto atsim
que uso poderle aprettntar a nimero d
d spaebo : doade se segu que ot tees
Marcbans-d'hibits, ou sao uns nabusfiros
ddsp esiveis, pois qtts fasem aaaancios
falsos sicora > lin de illudirem a i.npu-
gnaco com que seevitou a sua ratoniee,
esperless, en sao eontrtbandrstas desea ra-
los, (Mijos nones devea ter afixados as
proras publicas, prahbiuJo-llies a entrada
oa Alfandega.
Escolino pois os taes Marchaas-d'babits
oque mus Ibes convein entre este de-
lema convencidos de que com iae an-
nuncios s servem de Ibes por a Calva *
ostra
O Comprador de serncopiot.
Sn. Red. Vejo-tae forcoso fettr pa-'
blico htira acoidecim-Miio que ae alvceu
uestes das, temi o coranaiiarie do tnn-
guiaho Jase Jaai|uim de Alrarida te endi*
misad > <-na o abdxo aisign ido e qrterea-
do tingar-te nao achou outro meltier rao
do do i|ue o que pitto a expr : endo->
rae o dito couinaitstrio paisar pira e ta
p.-aca no dia 21 de Crrenle as ciaco ora
da larde, ejuntiu a sua gante eseenaet
tou na esquina da clsa nova no legar do
raaoguinho, e volteado eu ptra o mea.
cilio echegando em o dito lug>r qoae-
do vi, foi burasa pbucas de poulas de es-
pidas a roda de mita ; parando o es vallo,.
he quando tejo a voz da Cstnmisstrio
diser corre este hornera -- resptndi qu
neo era tuspeito, para ter corrido, i*ates da
oito horas, heqnando o dito coemissario
grita com arrogiacia torre este homena
(poetando para hum dos seut cada/.), e
como es vende ettivessam abortas, e deesa.
luz aomeiodarua, vi que o dito caifaz
queocommissario msndiva que mecor~
r.-ase, eetava com aras faca de ponte aa-
mi etquerdt ; vou s.dlantindo do cvala,
e virando, para a venda dice que toeoe-
temssrm de testemunhis, qus o commiH
me mandsv c rrer por bum hontem qu
esiata com urna lita na mo, para fingir
mea ter acbudo, e dice, que nao ne con-
cerna correr, etle commissario vendo o
seu plano perdido, dice que dtqudla ves
eu escapava, raais que elle me havia fe
zer a cama beit) faila ora, Snrs. Reda-
ctores, que hornera oceupa o lugar de co-
ra issa rio que nem pira escovar botas ello
serve. Isto anda n foi nade, vindo ea
ao Recife no dia -xi as eaesmss horas e
para evitar outro ataque, vira de Eand*>
be quando em minhas costas aparece na.
Cruz d Armas commissario dos Afiitoe
Fraucisco l'erreira, a cvalo com uma ea-
pid 1 na ralo avizando gente para se reun-
rem no manguinho, afira de reforcar a
palrulha do sen amigo Almeida, e pergun-
taodo os inesrnos para que fim, ests-tlisia,
<|ue era para ma picar, daquellu lugar
muguen o obedcc?u antes eorreu gcmle
bono de que os merit visinhos se juntas-
rara obra de (lose pessoas, e viero a mea
encontr, s a fim de ver se por etla ma-
neira evilava semelhante attentado, felis
mente na volta. nao os enrontrei. e assint
Snrs. Redactores estou certo qua o Illm.
Snr. Prefeito Itnre es vistas sobre este
commissarios o outros da sus qualidtdo
na falta, nao tei quando lera' fim o des-
potismo, que estamos em peior estada do
que d'antes
Seu Venerador e criado.
Francisco Antonio Rimot.
t VI^MMIVKKSOH.
Quem quiser comprar um talho de
cartar carne com todos os seos pertenece
e preco commode na ra do Rosario et-
treita : dirj.a-se atraz da Matriz da S.
Antonio casa D. 5 a falar com Jos For-
reir de Almeida.
Deseja-se taher te existe en Perasss*
buco Joo Antonio Baptiza d Costa na-
tural de Lisboa filho de Domingo* Jote
da Costa e D. Mara doCarmo Xavier,
pois seexiitir queira annuncier sua mora-
da pa/a ser procurado oa dirija-se a roa
do Rangel venda D. 9 que muito '
deeeja falar.
. .. 1 '.uet'



DIARIO D
PERNAMBlICe.
Adverte-ae nos sapientissimos Srs.
Escriptores da certa Periodi o encyclopedi-
no, que anda nij .pode deso hrir <. livro. ; a-
paginas e i linhas, donde S. S. !irra
nnssada de Phi&ioguoiaia e Frenologa ,
com que esfreguro a paciencia da Res-
peitavel Pub'ico ; pirem eu nao o cha*
mei plagiarios: e todo o mundo sabe, que
essas cousas aojo por aiii escripias em va-
rios livros Francezas ; portanlo nao se a-
gastem ero tenho mi genio e nem
di tem de divertir a frente com ; lgun9 bo-
cadinhosdeCailos Magno; mas se em-
birrio por ser coisi do sapateiro, ao me-
nos Iranscrevio a Donadla Tta-odara que
he ohrinha asss cunceituosa e doctrina-
da. Saibn tambem que nao hesapatei-
ro ; mas Alfaiate as sua* ordena. O "o-
s Firmo.
(Continuar se-ba. )
Quem annunciou no Diario de ler-
ca ffira a5 do corrente querercomprar uin
moleque sem vicios nem achaques, de ida-
fie de 10 a II anuos, sendo queira ande
ididede 10 anuos de bonita figura e
rnuito esperto pefo mdico pwc* do 3oo
mitris, dirija-se a ra do Hurtas Dci-
ma 65
Precisa-se de urna ama que tenha
bom leite : atraz da Matriz da Bji vista no
sobrado D. 17.
Quem precisar de urna ama paula
para dentro de urna casa cuja sabe coser ,
e engommarbem diriju-se antes de che-
gar o arco do Bom Jezus voltando a es-
querdana primeira casa.
Joaquim Jos Carvallo, professor
de sciehcias Ma'.heroaticas t e Phisicas ex-
plicadas ai artes : tem a honra de pirlici-
par ao respeitavel publico que faz o cur-
so em sua casa das (acuidades seguintes :
Arithmelics Algebra elementar Geo-
metra elementar e Descriptiva, e Ap-
plicida artes Perspectiva Hne.r, Per-
sptiva dos claros e das sombras Per-
sptiv das cores elevaeco e represen-
taco dos terrenos dos edificios, e das
ro quinas mecnica tnalylica e appli-
cada as arles Composico e theoria das
ti.-.quinas, PiopriedadeSj e r*!rt!!UU 'ios
materiaes maquinas elementares, maqui-
nas de tirar os fardos maquinas hydroli-
cas maquinas a vapor maquina a ven-
to. Deseohodo corpo humano e pintu-
ra a oleo pliisica e chimba traducir ,
e pronunciar a lingoa Francma. O pro-
' fesso' em certas horas no dia traba
Iba em retratos a oleo perfeitamente, pessoasqne se quiser servir do seu pretil-
nao dirija-te a ra das Flores D. i5.
Quem precisar da un hespiohol lie
idade de 18 annos para cozinhero, di-
rija-se ao beco largo na venda do Sr. An
tunio hespanhol.
-- Arrenda-se urna propTieda.de de tr-
ras arreda Jo di Villa de Goiunna hgoa e
meia .tem ludas as porporces para so
levantar um engenho d'egos leo finas
trras para plantacio de ranas c rio corrente d'agoa magnifica e com le-
poa poucomais ou menos em qtiadro. (nem
pretender dirija-se a Villa de Goianna na
ra do meio casa de Thonaz Antonio Cui-
maie*.
A pessoa que annunciou querer 3oo
mil rs. a premio de dois e meio por cento
ao mez e por tempo de imcet com hy-
poltaca em um escravo, dirija-se a ra
da Conceicao da Boa vista D. 34
- Alu^a-se urna cir.oa aberta que pega
em 600 lijlos de aivenaria grossa : na
ra estreita do Rozar o 3i.
Alug'i-se urna ama com muito bom
leite : na ra atraz dos Martirios D 3a.
Joaquim Fiancisco de Alem faz sci-
ente ao publico, que no dia ai para aa do
corrente lora a sua venda iberia cn o
fim derobarem o dinheiro que so achasse
dentro o que bem proveu o aoutileci-
nirnto, de nada mais faltar do que a cr-
teira r l qal foi adiada na praia aberta
com mai-.r parte dos pape i* ue circunstan-
cias, obrigaedes t letras viudo a faltar
duas carteiras de mairoquim, urna-verde
e outra encamada as qu guroas letras e pap.-is u> ciicunlancias ,
m como estes n* portero aprove kir a esssa
pessea que talvez us carnegasse na persua-
co de ser d nheiro da papel, por isso o
annanciante encarciJauieii(' pede ao au-
etor dese me-mo atentado baja a bem res-
. titoir-lbe essas"carlcirate naia popis, por
va do correio e por outra qoalquer pps-
soa ou mesnio manda-las botar por baixo
da porta da referida venda poispromet-
teo annunciante nao fazer endsjaces al-
guias a essa pessoa que Iho os trouxer ,
jamis se'r capaz de preceder criminalmen-
te visio que o annuociantu ni'da mais d-
se ja do que a restituico a' cima referida ,
e prometle tanto .... Visto que o annun-
ciante ja est de inteligencia com os donos
d'essas letras papis extraviados ; o mes-
mo annunciante faz publico a lodos es sie-
us amigos com quem tem transacui-s nao
faca negocio algum cim letras ou obriga-
ces quy Ibes sejo apresenladas por outra
equalquer pessoa que nao sja propia-
mente seos caixeiros e caso spareca pes-
80 aos meus amibos e deVedore bajo d
tancar mo d.i pes?on que Ihe ppreeiitf ,
coro intento de sobre elles ftzer ulguma
transa cao.
AVISOS 3I\KiTIAtOS.
PARA LISBOA segu viagem o Bri-
gue ortuguez Africano no dia primeiro
de Outubro ; q ipm quiser carreg de passagi>m falle com o (Japilo na
praca ou ao seq Consignatario.
PARA LIVERPOOL a muito velleira
Barca lngleza Itthelta Capitti Rymer ,
de primeira classe (AI) salii. cara toda
brevidade tendo a majur parte de sua car-
ga prompta ; quem quiser carrear ou hir
de passagem dirija-so aos Giiniignalarios
Me. Calmont ti Companbia ra da ca<
deia velha.
LE LA O.
Que fazem Russell Mellon & Com-
panhia Quinta leira :>.- do crtente, as
10 horas da manh de fazendaalinipu* e
a variadas na ra da cadeia do lucife De-
cima 13. I
C O M P It A S .
A quem por achamento ds ajguoia
obra tiveralguns pertences da mesma ,
assim como seja ciibros travessjens es-
cadas e raesmo cordas annuncie ou
dii-iia-se q ra do sebo na veuda Jo sobra-
do do Lavra.
V K N I) A .
Farinha de mandioca nova fina e
mu to superior chegada em 16 do cor-
rente no Patacho Amisade Constante anco-
rada na prnia do Collegio a 55oo ollquei-
re medida velha os pretendenles; pde-
nlo chamar o bote do navio para nao pa-
gar canoa o timuf-m em sacas nos arma-
ens da la do Coilegio I). 7 11 t i3
5700 ris.
Urna escrara da cosa da idade de
18 annos, boa engommadeirn, e cszinhei*
ra, e um relogiode caixa de ouro or pre-
cocommodo: na ra do Fogo sobrado de
um andar D.-16,
- Urna negrinha de idade de 10 para
: 1 annos bonita figura com principios
de costura e propria para aprender ludo
quantose Iheensinar, e um moleque da
mesma idade muito propiio para apren-
der qualquer officio, ou para todo o ser-
vico por ser muito esperto ; tamhem se
troco por dois moleques de / a |5 annos
ou por duas pretas do 3o annos a 40 vol-
tando-se o que se ajustar : na ra de Hor-
tasD.65.
Urna escrava de naco costa de ida-
de de aa a a5 annos de bonita figura ,
a qual s.be engommar e cozinhar e he
muito debiente: na ra Direita D. i5 ,
dir o motivo.
--- Biscouto de mantenga e de agoa de
exctente massa : na ruados Quarteis ca-
sa de pasto D. 8.
Tres moradas de cosas sendo a ter-
reas urna na ra do Nogueira n. a on-
Ira na rus do Noia n. 517, e um sobrado
de um andar de meia agoa no beco do por-
to das cauus no baixro do itecife n. 1J8 :
a tratar na ra do Livramento no sobrado
D.3.
-- Urna escrava de naco, de belissi-
ma figura coiinha ptimamente e en
gummi nlo se vende por viciosa ; mas
siirrpor preciso ; urna dita faz todo o
ser vico da urna casa, e um moleque de
10 annos de idade, proprio par apren-
der qualquer officio : passando a Igreja
dos Martirios 11O primeiro andar do pri-
meiro sobrado '
O aluga-se tima escrava que sabe
cozinhar o diario de urna casa cose e
lava roupa : na ra atraz da Igreja do
Martirios D. 5*'
Pecas d*e ouro antigs de ao.ooo
cada urna : a fallar com S. Daniels.
Urna negra de naci muenmbique
de idade de -o a a5 annos com princi-
pios de cozinhar ; e urna balanc.1 propria
para nrmasem deassucar, ou couros om
conchas de amarello e pesos at 6 arro-
bas.
Papel pautado para msica chega-
do prximamente ; na praca da Indepen-
dencia loja n. 2.
- Urna por^So de trra com 5oo pal-
mos de frente, com algumas arvoies de
fructo boa terrea para lavoura echaos
proprios no sitio do espmlieiro : a tal ar
rom o proprietario Silvestre Antonio da
Laage.
Urna cadeira com os aeus pertences ;
e urna casa terrea na praca da Boa vista ; e
uma b cia de rame: na praciuha do Li-
vramento sobrado D. 3.
--- Um ca vallo de cor preta do muito
bonita figura carregador de meio e es-
quipa .- as 5 pontas venda D 19.
Um canteiro com ra palmos de
co'tiprido e um palmo de quina viva ,
pr qo para d'itar pipas em venda: na
ra do Qtieimado loja de ferragem Dci-
ma 5.
Um negrinha de idade de 9 a 10
annos muito deligente : na ra de S
Thereza D. ai.
Uma casa terrea de meia agoi com
3a palmos de largo "e 180 de fundo no
GticiiG es nn'g-uCS parit.i- e nit-a m ja-
sa que foi do fallecido Pedro Umbelino: a
tratar na rr.a de agoas verdes sobrado D-
cima 10.
Uma bonita escrava do idade de i4
'a a5 aunos com boas habilidades : na
ra Direita D. ao do lado da Igreja do Li-
vramento.
Um molato moco ptimo para pa-
gem por saber bem montar a c.ivallo e
um preto proprio para todo o servico: oleo
de linhaca alvniada fu,;os de ferro
com todos os setis pertences de portas
cinzeiros de 3 4 e 5 buracos diversas
ferragens e quinque'arias Puxury do
Para : na ra do Vigaro n. ia
.Lonas largas de bamburgo de boa
quaiidade as pecas a dinh-Mro por preco
comniodo ou por junto com algum praso;
vuho do porto em pipas e meias pipas : na
ra do X igarion. 17, residencia de Joa
Vieira Lima.
Urna pipa vasia, um corij n um
bicudo todos muito bons canfldores : na
1 ua de S. Thereza D i3.
Uma escrava de naci angola cc-
zinha o diario d* uma casa o engoman :
na ra da Cruz D. 9.
Carne do certo por arrobas e a
miudo por preco corona1 do bichas pre-
tas de todos os tamaitos : na pruca da
Boa vista D 9.
Varios livres a maior parte de D-
reito, emciijonumeri.se compr^hendem
duas ebras as ordenaces, e a collecao das
leis desde i^5o a 1807 por muito com-
modo precu por estarem alguma coisa fu-
rados do bro somenle mas rouitos novos
eemboca estado, que perfeitamente se
entende o que c >ntein : no segundo an-
dar do sobrada da quna da rua do encan-
tamnto que deila para a praca do com-
meicio.
iliscouto em barrequinhns chegado
ltimamente de Lisboa e tamhem em li-
bras, e frascos com doce de calda, por pre-
co cornmodo : na rua nova venda De-
cima 33.
-- Uma negrinha de i3 a i\ annos de
dada cozinba o diario de uma casa e
tem principios deengommado : na rua do
Livramento no terceiroaudar do sobrado
D. 18.
Uma preta de meia idade cozinha,'
boa lavadeira e servente de uma casa; um
prtlo de idadtde 35 annos, ptimo par
todo o servico; uma molata de idade de ao
annos cose, engomma e faz lodo o
servico de uma casa ; e um escrtvo de ao
annos : bom ollicial do sapateiro e co-
zinba o diario de uma casa : na rua de
Agoas verdes sobrado D. au confronte o
consistorio de S. Pedro.
Uma parcao de cera de carnauba
e 4 grandes cnoas de amarello com o
comprimento de to a 70 palmos bastan-
tes grossa* proprias para barca)., ou
canoas de agoa: a fallar com Manoel Fran-
cisco da Silva na sua loja na pracinha do
Livrameiltu sobrados novos de 3 andares ,
ao lado da cacada. ,
- Uma casa terrea na rua do Padre
Floriano, com muito bom quintal, e ero,
optitimo lugar pava se por qualquer es-
tabulecimenlo como venda por ser rua
de transacao : a tratar na rua por detraz
dos Martirios D. a6*
Um ca vallo rucilho escuro bom
esqni pactar ^arregador e passeiro : na rua
do Aragio 1^7-
Uma cama de casado de jacarar.d
com seus competentes enxergoes ,- duas
cuberas de damasro muito ricas forradas
de carmesim, duas bandeijas de muito
bom gasto, um. sof de Jacaranda, um
apaielboda India para cha tinta por pre-
co commodo : na rua das Flores nume-
ro la.
- Urna molatinha de 11 annos de ida-
de, de bonita figura e que sabe ler, es-
crever coe e luz lavaiinto, e adverte-
se que so se vende para Iota da provincia :
no p incipio do atierro dos- a (legados no
primeiro sobrado do lado esqueido.
Uma negrinha oe idade de 14 a il.
annos, de naco angola boa quitundeira,
ou irocj-se por um preto que seja canoeiro,
ou que seja hbil para aprender o mesma
officio : na rua da Cruz no Itecife nume-
ro 38.
Uma cinca de ca retira cooci-rtada
de novo : na ru Diruiu quiuu de beco da.
senado no sobrad o novo.
ESC HA VOS FGIDOS.
No dia 23 dn corrente raez ]Tugio
um escravocrioulo de nome Miguel, of-
ficial de alfaiate idade de a4 annos de
boa estatura refeito do corpo, rosto com-
prido principio de buco, cabello grande,
uma marca na testa de uma precita o*
dedos das mios e ps compridos a mo.
e^querda foveira de uma qu.imadura de
lotfo levou vestido camisa calsa de al-
godiozinho aqueta de ricad > pardo ,
chapeo fino ja uzado levou comsigo un
calcao curto de ganga ja tizado, uma ca-
misa de paninho calsa de risoado de va-
rias cores uma aqueta branca ja uzada ;
quem o pegar leve adiante do Hospicio
passando o sobrado de oos de i'inho Itar-
ges no si ti.a que tem dois portees no mu-
r que ser bem recompensado.
No dia 14 de Maio do corrente fa-
gio um escravo do gento de angola de
orne Antonio, bem conheerdo peta alcu-
nho d-macaco e-cavo que foi de Joa-
quim Preira Xvier de liveira que tere-
serrara na rua da praia boje morador
na casa foi te os sigtides sao o* seguintes :
baixo magro cara comprida e descar-
nada bem feito de p e peritas os den-
tes da l'mta algum tanto a cangul.i;los e
a be r tos pouca barba, testa comprida ,
olhos grandes e na fiar do rosto e vivos ,
sabio com camisa e calsa de estoupa cha-
peo de pal ha ; quem o pegar leve a casa do-
Si. Padre Joaquim (ionsalves Rodrigues,
morador na rua do Fagundes quo sei
bem gratificado.
MOVIMIENTO DO PORTO
NAVIO ENTRADO NO DIA a5.
Deo fundo no lameirio a Galera lngleza,
Lady vioda da BAHA com 7 das, e
segu para M&UANHAO.
I ERM.H.V llP, JJB M. *. ifir. 83.
^B


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