Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03647


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Full Text
>NNO DE i838. TERCA FEltU
. -, ^
CAMCIUS.
SetemUro 17.
Londres a8 l)s. St. por 1//000 ced. efectivo.
I.islioa 110 por 100 premio, por metal. Num.
.Kim.icj :>o 545 Rs. por franco.
Uio Moedas de 6#4 ,, 4#000 Sjjfoo a h//io<>
reos (loluiimaios id'iQO a i^tigS
DltOS Mexicanos l#8o a I#691
l'.iiacvteui Biasileiro i/jogu a |?(>()i
Premios d.u telina p >r mez 1 11 1 e l2 por 109.
Cobre a pnr cento de descont
PARTIDAS DOS COREIOS TERRESTITS.
Ciilade da Paraiha e vil as de sua prete> cio ....
<:,,jade'il.,moi.-a...cd.j Norte, 8 vidas dem Segundas e Sestas fees.
Cnlnde d.i l'ortalu^u e villas dem.......
Vina de (jojanua............ 1
Ciilade de Ulinda............ Todos os dias.
'Villa de Santo Anl-r) ......... Quintas feiras.
Dita de G.irnnliuns............ I lias- 10, cao decad mez
JMtas do Cabo Scrinhaem, Rio Formoso, e Porto Calvo dem 11, e 11 ditio dido.
Fajan' de Flores............ dem 17, ditlodiltu
Todos os correios partera ao raeio da.
8 DE SETEMBitO iNU- ) **
T6<|o'agora u'epaade de tos iusmei ; na i-
inodeia,co e ner^ia oiiijn 1..u...> m>oi 1
< (oremos apuntados com uilunraro caire as'JN
tai.
Procliimacoda Assewblea Ger.d '
^,0.. ;:.-
Snli-crcve-sR para esta folha a mil reis maniaca
BAtados nesta Typoerfilia, ru< da tlruzo, I> >
da independencia U. y; 38, oiue se rtcebeaa 1
denca, le-.ilis.'ulas e nmfftciol : siriiio aUt.i grli>
sendo dos uiourius assignaBlas, viudos asignados.
" DAS DA SEMANA.
17 Sexuada S. .Pedro-de Ar&uesM. Aud. do Juizdo criroa de tarde e sesso da Tlies. P
jij Terca S. Jos d Cupi rtiuo. llclaru do maubaud. do J. dos rf. de larde. La r>.
asOU 2 mu. (la laide.
19 Quai'U ftemp jejnin 3. Jaiuario0.fi. Sesso da 'Tbesouraria Prov.
in O inta 'jcjuiuK> BubiquiO M. rlelacodu itaub e audiencia do J. dos orf.los de larde.
til Sexta tlrtiiji. jejnin) b. Slatlicns Ap.
uj Sabbado (lemp jrjuui; S. alaarioio Relarode tiianb eaud. do \'.G. eiulinda de tai d:
23
Domingo
O. Lino I!.
Man': clicia para o dia 18 de Scteinbro.
As 4 Uoias 3o tuiuiitus da lu.iuli -- As .{ hutas j^ minutes da tarde.

PARTE OFFIGIAL.
r:o DE JANEIRO.
CAMARV DOS-SENADORES.
Sesso em 3 > do Jullio de i33S.
Pressidencia do Snr. Mrquez de Dae-
pendy.
Feila a chimada eachando-s's prevente
.numero legal dos Snrs. Senadores, o Sr.
Presidenta abre a s.-ssIj, e lida a acta (Ja
Anterior he approvad 1,
O Sor. primeiro secretario da' conla da
expedit-ute.
Oi'daiiido dia.
Sendo introducida, o ministro da "tier-
ra eoni as foi nulidades do estilo, loma
assenlo, econlinua a secunda discusso
do) pargrafo a. da artigo primeiro das
emendas da o mata dos Snrs. deputados'
as propost s do goveruo ?obre as pi om 1-
<,l-s cojnoclanieul com as emendas ds
Sur*. Alves ranco o Saturnino.
IJ.s.: tro : e poslo a votos .0 2, do artUM I.
das emend >s da outra cmara, lie r.-,; il 1-
di por 15 votos contra 1 {, te ido i-
j'ial dosliuj as emendas fetas ao re-
ferido pargrafo p.do Sors.j Alves Branco
e Siluruiio.
Knlrando de novo o ministro tem lu-
gar a segunda diapusMO Jo ^ das da cmara dos Sara, depulados, o veui
a mesa a seguate :
i. Dando graduac/ies, ordens militares,
e inesmo o titulo de bario, aus olciaes das
mesmas guardas nicionaes ([13 o ttveiem
msrtcidj, ou vi<.rem amarecer, palos
mesmos servicos militares contra lebelJ.-s:
Ksla lei someme durara' al serena uilei*
mente destruidas as re 'lii ;s actu .Im tule
existentes. Salva a redaccao. Alves
lira neo.
Ilt .ipiiidi, e a discusso fica adJiada
_.pela hora.
Rciii audo-se o ministro com as forma-
lidades desui ii:troduc(,ao, e o Sr. Presi-
dente d para ordena du da, a materia da-
da para hoju, e, em'chegaudo os miuis-
tros, a materia addiada.
Levanlou-se asessa as duas horas da
larde.
CMARA DOS DEPU'fADOS.
Sis-au em 3o de Julbo.
Presidencia doSnr. Araujo Vianna,
Logo que so rene numero legal de de-
pulados, heaberla asessa, lidaeappro-
>i(li a acta da anterior.
_0 Senhor primeiro secretario da' con la
do expediente.
Ordem do dia.
Continua a discusso da urgencia pro*
posla emoulra sesso, pelo Snr. Soua
Frano, a qual julga-sa discutid 1 e hu ap-
provada e entra em consecuencia ;ui
diacuss:! 1 o seguinte proj co.
A assemblea ejeral legijlativa resnlve :
A''ti;oi. O director do Curso uridico
deUliuda ti,:.t au!oriado paca admiitir a
lser aclo do terceiro anuo os esludantes
Candido Josa do Maura, 'ranciscj Joa-
i|uim Pereira Ciidis e Antonio Duarie
Silva Valeiica, O a matricula do quuto
anuo, hu.ni v./. (|ue como ouviotes, mos-
trein ter salisfeilo as obrifjacis das res-
pectivas aulas, o nao teuh.io fallas, qui se-
gundo os estatutos f is -m perder o anuo
Paco da cmara, dos depurados 3o de
raajo da iSJS. J. J. de Maura'Maga.
Iliaes, Joo Cipistrano liandetrado Melio,
Rispo de Cuiab.
Soni debate he approvadn e adoptada, b
remettida acommisso do redaccao. 1
Continua a discusso de uJdiam'iita ao
projecto do djcito, acerca do numero da
desembarga do res com que detem sar or-
inis>da a re.'aco metropolitana do im-
perio.
Tanto o adiamento proposto pelo Sur..
Montesuma como pelo Sor. Otloui, de-
pois dejulgados discutidos, nao sao ap-
p.-ovitdjs.
Continua 1 torce ira diicusia do proje--
cto.
U Snrs. Castro e Silva uffarece buns ar-
tigo; addilivos, que nao s> appoiidos.
Di-se por discutida a materia, conclue-
se a le retira discusso, o projecto he ado-
ptado, e renitUe-S3 a commisso de redac-
cao.
Entra em diicusso o projecto so-
bre (ixaeo de forc^s de mar.
Sao approvados sem debates os seguin-^
tes ailigos :
1. A i oreas navaes activas do imperio
pira o servico do auno inanceiro, qu do correr do primeiro do Juao da 18J9
ao uLioio do Jmihode tS-jo, constaro das
embarc.ices que o goveino julgar neces-
sarias, cujas tripulaces nao deveraa ex-
ceder a 3,ooo pracas do lod.,s s el uses.
a. O carpo de ai tubera de marinba po-
dera' sai" ellav.ado aoseu estado completo.
3. Nao sera' admillido na academia dos-
guardas ro.irinhas, nenlium ulumno a-
baixo de 14 e cima de ao anuos de idade,"
t que nafj lonhi, alem dos conbecimen-
tos exigidos na lei do primeiro de ubril de
17)0, sufheienlo inteligencia de gramma-
tica portuguesa, e dos principios geraes
dageogr-aa. O governo designar o m-
ximo donumoro de alumnos que devem ser
admitlidas a matricula do I. auno da mes-
ma academia.
4. O governo fie:-autorisado a .ajustar
maiinheiros, apremio, preferindo os na-
cin aes aos tstraugeiros e nao havendo
quem ussim (ueira servir, peder' recru-
lar, na forma das leis as pracas necessa-
rias pira completar as torcas decretadas
no a digo 1.
Entra em discusso o seguinte artigo i.
U governo taca ta/nbeni autorisado para,
alea do saldo.dar as pracas do corpuda
artlhria der mtrinln,'que deveiido ter'
baixa poe aeabirem se ti tem po deservico,
quise re m nelld continuar, huma gratifiaa-
ci i i; ni ao mesmo sold, em qmuto fo-
ren pracis do pret; e a recular na for-
mi disteis, aspracis quo de mais forem
u.cessarias paracoaiplelar a fotca do dito
corpa.
La se, e he appoiada a s(?gv^Ic emanda
do Sur. Rodrigue! Torres.
Em logar ds palavras -- i;;ual ao mes-
mo sold d:gi-se igual ao sold da 1.
praca,
D'poisdi' breves ohiervac^s das Snrs.
Coelbo e Ridrigues Torres, ulga-se dis-
cutido o artigo que lio upprovad com
a euj Mid.i do Snr. Torres.
Entra eni dist-usso o artigo G. que he
tambm approvado depois debiives reQa-
U artigo 7. ha approvado sem debate.
Julga-se concluida a segutida discusso
da irouosla <|ut p,ssa para a terceira.
Cor^nua a discusso addiada em huma
dassess-s do ine passado, dos seguiules
artif;osaildili"os ao projecto 11. l.
Da commisso de conslituico. A mes-
ini santa casa ha aulorisadi para possuir
lodos os bens de raiz, que no futuro ier
a adquerir por ttulos da herac*, legado,
ou doaeaa ; dispensando se, pira esle lim
somonte, as leis da amortisaeo.
Aassemb'oi geni legislativa decreta:
Fica ^aratilida a santa casi da misericordia
do Rio de Janeini a posse do terreno que
existe anwxo ap hospital mihlac dtsta cor-
te, com obrigac.in de construir hum cemi
terio para sepultara gratuita dos melitarc->
_ Maura Magallies.
O Snr. Vaz Vieira marida a mesa a se-
guinte emend 1 que he apoinda :
Em Ves do ttulo de heranca, legado, ou
doaco, diga-so :-- por qualqutr ululo
legir.
Dase a materia por discutida. Appro-
va-se o 1. artigo additivo com a emenda
doSfir Vas Vieira, e pegeita-sa o segun-
do. Rinette-se o projecto com as emen-
das a psro va das a commisso do redaccao,
para depois ir a ompriinir e entrar era 3
discusso. p
Entra em discussio o artigo primeiro da
seguinte resoluco,
Artigo 1. Ogoverrro Tica drsde ja au-
torisado a faser uin siipp'imentocxtraordi-
1 i. ao cofre provincial da poviucia da
Santa Catharina da quantu de sess uta
ceios doris, dos quaea serao postos
.luarenta coulos a disposico da respectiva
assomblea provincial, e vinte coritos a dis-
posico do presidente di provincia que os
empregar do- modo seguinte :
Arl'go a.. A assemblea legislativa pro-
vincial dpplmatj^J^qu"1'3 que cima Ibe
dtfsiTTr3riO reparo chaestrado ecami-
nhos pblicos. constru > ri*..iuiiW'S e
mais obras publicas destruid is e damnifia-
das pelo extraordinario tempord occixido
na sobrtdila provincia em Q mez de marco
do correle armo.
Artigo 3- O presidente da provincia ap-
plicr a saturna que esta lei po; a ua dis-
posico :
1. Emsoccorrer os habitantes qu, por
occiduo do leaipuia!, Osario reduzidos u
miseria, lacililarido-llies o emprtgo em al-
uA genero de industrii por onde, ad-
quiri meio de subsistencia.
a. Em auxiliar os lavradores que per-
derao os seus estabelecimenlos agriculis,
osseus gado, eassnas pliitacts.
3. Em prevenir o flagelo da Ionio qia
arocara a provincia.
Artiga 4. Fifia su ti vigor qualquer dis-
posico m contrario.
Paca da cmara dos deputados, 18 do
tnaioda lt38._ deplado, Jernimo
francisco GoeMo.
Julgada concluida a discusso dcsta r*
lucio, quo depois do adoptada, vao u coto-
misaa da redaca.
O Sr. presidente da' para ordena dn 1.
a'eu di materia addiada, os projecto* des-
t'taniio, maieros i6, suhre hypeleeei
5a sobre reUcfei : e mime rus 5ja, e 56
la9e 53 de 18J7.
Segunda pan-i da ordem do cia, prn
co n. 74 de 18J7, tobre a interpretar 1
do acto addicional ; e praposlas do gov
no, recosidas 1 projtcics nunaerus 5i, S
e 3 deste anuo.
Levniia-c a scM dcpio das duas h*-
ras da taide.,
PEUANMI5UC0.
CVERINO DA riOVIAClA.
-Expediente do dia i5 de Selembro do
I38.
Oilicio Aocommandanto .la-, armas,
dt-volvt-ndo lhaaguia, n requerhnelil do
soldado M. .lose.Rodrigues, qaeregressmi
da tilia dei'Vrn.nido a lino de qua u ni ni -
de demiltir do seivic> de piimeui liuha,
para o qual foi udevidanaeulu rocrulado ,
visto ser casado. .
Dilo \o inspector d.- Thcsourariu,
para mandar pegar a conta que sr Ihe re-
melle na importancia du leis 45v<;5 que
d'-pendeu o inspector do arsenal He mari-
nba, com o sulenle de it seuMneiades,
quo lora 1 retmltidos pira a Iba do Per-
nando na nrcuna Victoria, fu-ando 11a inle-
ligencia da que tal despesa devevera' ser
tirada da quota mateada para a cuuducco
dos preses polarefj
Uilo no met.mii, para faser pagar em
os lempos marrillos no contracto ao boti-
cario Joo da Rocha Petatillo* ai remude
do 'oriucimenio dos medicamentos para
0 hospital rpgifnenl.il o que so lim ettive-r
1 d ver guiando -ai pelas respectivos for-
mularias, e torito de arrem-daco, aun
por copia Iba enviar o commaudaule das
anuas.
Dito Ao commanc'ante das armas,
coniiiiuuicadolha a expedico da ordem
siipr.i.
D.lo AoPrefeito da comarcado Li-
moeiro rcspondendo-lho, que sj nao mar-
ch( u desla ciclado o deslacaineuto p:ra sua
comaica, dequetiatav a circular de ij|



*
DE .PER NAyM BUC'O.
II ..... II



de Julho prximo pascado, foi certamaute
porque tendo as pracas que a | formava a
extinda Sasso de Campanhia feito seo
engajameulOJ no Carpo Policial segundo
Ihes foi pronaeltido 6cara5 logo po eco-
noma do semco consideradas como des-
lacadas precisando somenle marchar, co-
mo marchou o seu respectivo Coraman
danto com aquellas Pracas que fallassum
para preeacher o numero de u5 marcado
na citada circular.
Dito Ao Inspector Geral das Obras
Publicas, communicando-lhe vista do
seo oficie do 3o da Agosto prximo findo
sorvindo de informacao ao reqnerimento
de Venancio Pessoa de Mello encarraga-
do da Ponto dos Carvalbos em que pedia o
pagamento da gratificoco do eses de Ju-
lho, que foi expedida ordera ao Admiuis-
trador Fiscal que Ihemande pagar o que
selheestiver adever; cumprindo que o
dito Encarregado deve continuar em exer-
cicio somente no caso de que a sua presen-
ta seja iudispensavel para a concluso dos
trabalhos porque ficou respoiwavel o Ar-
rematante da Ponte.
Dito Ao Inspector do Arsenal de
Mariana, approvando o fretamento do
Brigoe Triunfo Americano, palo prrc
dea:i5o?ooors., para levar gneros a I-
lha de Fernando, e trazar um completo
csrregamenlo de pedra.
Portaria Ao Boticario Joaquim Jos
Pinto Guimaraes, recommendando-lhe ,
baja de arbitrar os precos rasoeveis por-
que se podero comprar os medicamentos
precisos para o Hospital d > Corpo He Po-
lica como Ihe foi incumbido por Porta-
ria de 18 de Julhop. p., a fim de que te
ossa preceder a arreroataco ua forma da
ei.
COMMANDO DAS ARMAS.
Expediente do da i? da Setembro da
^ i838.
Oficio Ao Exm. Vicepresidente,
disendo-lhe que ero 9 de Abril do cor-
rente anoo havia communicado a Presi-
dencia o estado ruinoso da Capilla da For-
talesa de Tamandar e que se nao tendo
iulgado conveniente proceder .ao concert
sem que o Major J. G. de M. M apre-
sentasse o relatorio do estado das Fortifica-
coens da Provincia o que se verifioou em
3o do mesmo mes, parecia-lhe convenien-
te segundo as roclamaces do respectivo
Commandante quese mandasse reparar
a Capella concertar ecaiar os quarteis,
se S. Exc. assim Ihe approuvesse, visto
que aestacio principiava a dar lugar a
factura de obras de semelhante naturesa ,
para o que enviava por copias o relato-
rio o orcamento apresen lado pelo dito
Major, aparte relativa a Tamandir.
BitoAo mesmo Exm. Snr. ponde-
rando-lhe que 00 anoo de 1824 < eainda
quando Cadete obtivera I cenca pira es-
mdar na Academia Militar o Capito do
actual 4* Gorpe d'Artilberia Sergio Ter-
tuliano Castel Branco, que na Corte se
tura conservado a 14 annoa. Q.ie cons-
tando-lbe ter elle concluido os seos eslu-
dos e sendo bem sabida a falta d'officia-
cs, que prezentomente tinba o 4- Corpo;
rugara a S Eic. houvesse de solicitar do
Exm. Ministro da Guerra o recolhimento
desle Capito ale s porque sua pre-
zenea vira tornar menos pesado o servico ,
como por que o instruir as funceas do
jeo Posto, que s podio ser precisamen-
ssbida pranean do.
'Jilo Ao meso Exm. Sur. ponda-
ido-lhe a falta d Oficia- no 4' Gor-
ArtilherU ponto de se acharem i
minas eommaadadas por um Oficial,
<~.diudo*lhe que houvesse de mandar re-
ir o Tenente Joaquim Ignacio de
- . elto oque eslava as circunstanci -
i-eulher.
Ao masmoExm. Sor., remet-
1 a guia do soldado Menoel Josa
s que S. Exc. havia ordenado a
iditte da Ilhade Ferdtndo o fi-
ar a esta Capital, o que ee ti-
cedo servindo-te S. Ere. de
-ihi o destino que pertendia
. ,j oMatfo.
Dito Ao Exm. Presidente di Provin-
cia da Parabibi do Norte, fasendo-lbe ver
o engao que honr no passac a guia do
soldado Vicente- Duarte Pinheiro que Ihe
tinha requisitado e solicitando outra.
Dito AoQuartel Mostrado 4.9Cor-
po d'Artilharia remettendolhe o reque-
rimento da Guarda Nacional de Unna
Placido Jos da Roxa, para quo-sobreel-
le e sobre o conteudo no oficio que Ihe
enviara do Inspector di Thesuurana, des-
se os esclarecimentos pedidos.
Portaria Ao Major Commandate do
Deposito mandando excluir do mesmo ,
pasear guias, e remetter com pasaagem
para u 4." Corpod'Arlilheria a 4 PMpas
cujos nomes hio discriptos na relacia que
se Ihe eoviava assignada pelo Secretario
Militar.
Dita Ao Capillo Commandante inte*
rio do 4- Corpo d'Artlheria aulbori-
sando-o a xeceber as pracas mencionadas
na antecedente Poetara.
ERRATA.
No expediente do dia ie no office di-
rigido ao Tenante Coronel Firmioe Her-
culahode Moraes Ancora litabas 3 col.
1. as palavras _. encari-egando-lhe a a-
presentacio dos trabtihos leia-su enca-
recende-lhe a apresentacio &c.
"DIVERSASREPARTigOENS.
MEZA DO CONSULADO.
A Pama he a mesn do num. 199.
CORREIO.
Existe na Administracio do Correio os
offi::ios abneos.
Auto* em que sao partes Francisco de
Soj/.i B.-ito e outros Administradores
da casa da Francisco Antonio Rodrigues
Vi.iina com Antonio Josa Vianm.
Carta dt Vice-Presidente da Provincia,
ao Mililitro da Fasenda interesse de Jos
Caelano Harbosa.
Dito dito dito ao dito da Guerra, inte-
resse de Francisco Ferreira Abantara.
Dito dito dito ao dito da Guerra inte*
resse de Manuel ferreira de Mmeida.
Huma carta segura a Francisco Mximo
de Brito.
ARSENAL DE GUERRA.
Nao se tendo podido conseguir arre-
mstacao dos Crros Manchegus annunc*-
da para o dia 14 do crrante por nao
aparecerem licitantes : o Director do Ar-
senal de Guerra faz sciente que tr lu-
gar a arrematacio dos ditos Carros bo-
je 18 do corren te me/, das 10 horas da
manha ate ao meio da:
Arsenal de Guerra 17 de Setembro de
1838.
Jos Carlos Toiserra.
Director.
PREFEITRA.
Parte do dia 1 ti de Setembro de i838.
Illm. e Exm. Snr. ForSo presos hon-
tem a tninha ordem e tivero o compe-
tente destino : Joaquim Francisco, bran-
co e Francisco Jos do Carmo, pardo,
pelo Sub-PrefeitetfM Freguesia de Santo
Antonio este a HHjisico do ds Bu-vis.
ta, por suspsita da ser elle o acelerado ,
qaa, palas ooze horas da minhaa do dia
antecedente, ferira morlslmeote no peto
direito com um grande estoque o infeliz
hsspanhol Fetippa Arrias atraz da Matriz
da dita Freguesia da Bw-vista pondo-se
loge em fuga pelo lugar do Coelho para o
djs Afogados pelo que deixeu entfo de
ser prso tendo-se depois ach.tdo no oi-
t?o das enes d\ rus da Alegrra o sobre-
dito estoque, urna pistola carregsda es-
corvada e iengatilhads ,e um jaqoeta
vema de panno parda, que He havia
deitado, para ma's desembaracada-eeato
poder eerrer peis que era pjrs^gaido per
dais Commissarios de Polica da' Boavis*a,-
cwipret3, s"odo depoi coodusido pelo
reffrido'9t-tW>refeto de Santo Antonio a
presence do mesmo Arrias foi por el.e lo-
go reconhecido perante varias testemunhas
como o proprie que o havia fendo, asse-
verande o dito Arrias estar em seu perfei-
to sentido e ser certa a su declaracao 5
e aquetle por ser encontrado oceulto nos
mangues dos Affag., e ser suspeita a sua
conducta; Jos Therooteo dos Santos e Ma*
noel Paulino Vierra, pretos, Manoel Fran-
cisco Mend^., pardo e Pedro da Rocha,
indio, pelo SubPrefeito dos AffagaJos
o i.* por ser suspeito o a.
por ser hum
malvado o 3. por ser encoatrado tarde ,
e suspeito e o ultimo por Ihe ter sido
apprehendido hum punbal.
E' o qu conste das partes hoja recebi-
das n'esta Secretara.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeilura da
Comarca do Recife 16 de Setembro de
1838. illm. e Exm. Snr. Francisco de
Paula Cavalcant de Albuqueique Vice-
Presidente da Provincia.. Francisco An-
tonio de S Brrelo, Prefeito da Comarca.
EDITAL.
O Domar'MtM Meirdoa da Cunta hxt
wdo Juit de Draeito da a. Vara do
Crime da<3omarca*i Recife de Per-
nambuco Presideute do Jury na 3.
Sessao, tic.
Faz sabor que tendo-se convocado a
3. Se>saodo Jury para o dia 27 de Agosr
to forio surliados os Juises da Faci se-
guimos quecomparecerioe foroassidu-
o's: Joio Manoel de Barros Vanderlei.
Jos de Monte Lima. Francisco Radri-
guM Chanda. Jos Mari* Giraldes. An-
tonio Ricardo do R*go. Tenente Caroue!
Mane*! Jos da Costa. Tenente Coronel,
Manuel Jos Martins. Padre Joaquim
Rafael da Silva. Manoel da Mota Sdvei-
ra. Tbomaz Dias Solo. Jos Domingos
da Costa Cardial, Joaquim Lopes de Al-
ineada. Joo Pires Ferreira. Coronel ,
Josa Bernardo Salgeiro. Jos Amones do
Oliveira. Padre, Francisco Coelho da
Lentos e Silva. Capito, Luiz da Coala
Porte Carreiro. Joio Moreira Manjas.
Manoel Pinte. Thomez Ferreira Ramos.
Pedro Ignacio Baptista. Francisco Josa
Marinho. Va no I de Soazi Raposo.
Manoel Jos Aires da Costa. Migusl Jase
deAlmeida Pernambueo. Bfaooel Anto-
nio da Silva Mota. Jos Ignacio Ferrai-
radaSihra. Juse da Silva Baga.,Luiz
Pedrodai Neres. Patricio Josa Borges de
Freilas. Ignacio Firmo Xavier. Joze
Thomaz de FreiUs. Teoeute Mauoel
Felis Ramos. Francisco Mano lavares. Josa Ignacio da Cmura. Fo-
rio dispeocados por apresentarem escusas
legitimas os Juses de Faotos sorteados A-
aro Fernandea Daltro Jnior. Luir An-
tonio Goncalres. Barnardino Jos Sarpa.
O Gonego, Francisco Antonio Mendes
Guijio. Josa Mara de Amorim, Joso
Maxado Freir Pereira da Silva. Joa-
quim Pedro do Reg Bsrreto. Dr. Fran-
cisco Jos de Almeida. Padre, Joaquim
da Assumpco Joaquim Jos Coimbra.
Jos Zacaras de Carralho. Jos Fran-
cisco Ferreira Cato. Forio multados por
nfio comparecerem os Jui*ea de Faclu sor-
teados por no apresentarem esftuzas le-
gitimas o Padre Joo Vicente Guedes Pa-
checo 00 gra3 mnimo o Capito Mor Jo-
io Civalcati de Albuquerque fde Igaaras-
s] no grao mximo Joio Gomes Fer-
reira de Abreue Mello no grao miximo,
Joaquim Jos de Albuquerque no grao
mximo, Antonio Lurz Goncalves Ferrei-
ra no gno mnimo Manoel Ignacio de O-
lvera no grao mximo Narciso de Ara-
ujo e Silv no grao mximo Jos Camel.
ka Pessoa nogra mximo Jos Vieira da
Fraga e Silva no grao mximo Joaquim
Correira Gomes no $ro maximJ Joie
Felis de Andrade no grao mximo Fran-
cisco Antonio Cabial no grao mxima_,
Felis Jase da Gamera Pimental no grao
minimo. Forio chamados em rirtude da
Le para compirecerem na mesma Sessio
por nio liaver o oum.* completo exigido na
Lei os Juises de Factos seguinte* que
comparecerio e forio assiduos Angelo Cus-
todiodos Santos. Josa Thom de Aguiar.
Antonio Pires Ferrara. Teneote Coronel
Manoel Jos de Castro. Jos Francisco
de Andrade. Jos Mara Cezir do Ama-
ral. Gustavo fae do Rogo. Antonio
A Ivs da Fonceca. Tenente Coronel,
Jos Francisco de Ctaby. Coronel, A.
lexo Jos d'Oliveira. Joo Francisco Do-
arte, Padre, Joaquim Antonio Goncalves
Leca. Jos Bernardo Fernandea Gima,
Antonio de PinhO Borges. Padre, Jose
Marinho Falcio Padilta. Manoel Joaquim
Gomes. Francisco Antonio Pontual.
Francisco Ribeiro Pires J.mior. Fr.ni-
cisco da Silva Lisboa. Luiz Pires Fer-
reir. Dr. Francisco Bernardo de Carva.
Ibo. Francisco Xavier Carneiro Lins.
Victorino Jos deSouza Travasso. Fran-
cisco Sergio de Mttos. Manoel Joaquim
Pereira Lobo, e Hur. ubno Alves da Silva,
que nao compareci era mandou escusa
foi multado no grao mximo.
E para que chage a noticia daquclles
que tal annuncio convier maudet lavrar o
presente vai por mim assignado e sella-
do com o Sello do Juiso que he ou vaina
sem sello ex cauza.
Recite 17 de Setembro de 1838. Josa
Adooso Guedes Alcanforado Escrivio o
subscrevi. Dr. Manoel Mendes da Cu-
uha e Asevedo.
CMARA MUNICIPAL DI GOMAR.
CA DO LLVIOliiRQ.
3.* Sessio extraordinaria de 5 da Julho de
z838.
Presidencia do Sanhor Lira.
Feita achantada comparecerio os Snrs.
Vareadores da Sessao passada.
O Presideute declarou aberta a Sessio,
e lids a acta da antecedente fot appro-
vada com a seguidle emend 1 do Snr Ve*
reador PnhO deOlivaes que a negativa
do augmento de Ordenado ao Porteiro,
he primeiro por haver parcisao de dinhei-
ro para pagar-se esta casa de Cmara,
segundo outras muiUs/lispsas que lea a
fasar sem ter fundo suficiente pois que
todos os seos rendiraentos sao contingentes
a eiepco dos foros.
Compareceo o Fiscal dista Villa 4r
cont de sua Uribi5>a'1 sppreientoit
lium termo de echada de huma multa da
5,ooo rek o qud foi entregae ao Procu-
rad >r que estando presente se Ibe car-
regou quec>na brevidade pjssivel tro-
asse a si neta da Cmara por outra de
dohrado peto.
Por dar a ora foi levantada a Sessao do
qua para constar mandariofaser esta acta
quj aesignarao. Eu Joio Saraiva de Ataujo
Galro Secretario escrevi. Feliciano Pe-
reira de Lira, Presidente. Mismito
Antonio de Pioho Obvies. Sevenno
Alexandre Villarim. Antonio PeresQutn-
laes. Antonio Joaquim Fe reir.
CORRESPONDENCIAS.
Srs. Redactores. Tendo apparecidoem
o n 7 do Argos Olindense hum artigo de-
nominado Interior contendo dous t-
picos de doutrina errnea e mesmo sub-
versiva da ordem nao quiz, como Lja-
do amante de meu paiz, deixar de duet
duas palavras, para que se nao persuaaa
alguem ,' que o Argos disse maranihas.
O f he o seguinle paradoxo de l'J
Quanto menos forca tiverem as lera
religiosas em hum paiz tamo man1 en
ser virtuoso feliz livre e socegado
O 2" he sobre a liberdade de consc.encia.
por onde entendem esses Srs. ^f.e^
queniodevnra existir huma ',.''._
Estado, oucomo vulgtrmsnte se du, o
ma Religio dominante. ., A
Antea porem de entrar nesta bitalh
to fazer o meo acto de f P*ven.lBder:
respeitarel publco que ha o *a>ov (U ^
dade quem roe impele a isto c ,.
mesmo condemno esses fanticos .
rautos, quo mdavem da boa ns p
nidss alheias : Elle decidir de quo P
est a razio. ...mri-
Primeiro que tudo dirci. qn* a a"le$la
dade daTracy he suspeita P9r Philosopho era decididamente ma en ^
ta, e como tal devia ser iiidifferento
ligiio queelle t.nha por mero in
da Poltica &c. &c. Depois diste, ^^
factos desmentem as theorias, q. ,
mos pensar desta? Onde u"[a
tmq, onde nai> poder, ibfl*W'


DIARIO D
P E UNA M BUCO
predominio a ideias religiosas, do que
entre os primeiros christios e onde tam-
bem se to homens de untas virtudes ? Os
proprioi inimigos da nascente I'jreja se
maravilhava como diz o proprio histo-
riador Gibb ou que certa mente nio he
suspeilo e at o Sceptico Bs yle, que nio
era orthodoxo chama aos primitivos chri-
stios Potro bem afenturado. Onde
tem havido m ais tranquiltidade e o p6vo
tenha sido mais laborioso e maia morigera-
do da que no Parag4*V debaixo do go-
verno quasi theocratico dos Jezuilas ? Tu-
do entre elles se fazia por principio da re-
ligio e a sociedade se compunha de
bonspais, filhos obediente*, amigos fiis,
todos emim feiizes e satisfeitos! .' As-
sien o diz Anquetil, Segur e outros mui-
los historiadores, e o mesmo Abbade
Rayuai, authoridade de pezo para muita
gente, o coufessa ein a sua historia pililo -
sophica das Indias Occidentaes. Se pois
emalguns paizes inleirameute religiosos,
onde estas deias fazia o principal elemen-
to da sua existencia civil e politica o po-
vo foi mais morigerado, e mais feliz do
que neohum oulro, de vemos concluir,
que Tracy se enganou e proferio hum
paradoxo quandoproferio- qu quinto
menos torca tiverem as ideias religiosas ein
bum paiz tanto mais elle ser' virtuoso ,
livre, feliz, e socegado.
Tai vez que os Sr. HR, do Argos para
sustentar a opinio de Tracy, que bem te
v, tambem be sua, appellem para as
guerras de Religio lerabrando os hor-
rores dos Albigenses, dos. Calvinistas, dos
mesraos Catholioos os massacres das
vesperas Sicilianas, as de S. Bartholomeu,
e as iniquidades da horrivel Inquizco :
mis prova isto algama cousa ? Taes des-
gracas e horrores forao abuzas da espiri-
to religioso, e argumentar com abuz js he
lgica da ignorancia, ou da paxo. Se o
predominio das ideias religiosas torna o
paiz, que as segu, miis ou renos des-
grasado na razio directa d<*$M mesmo
predominio, como querem Tracy e os
Srs. do Argos segue-ss necessarlamente
peta razio cintrara que mais feliz sera
o povo, que for menos religioso e que
o mais venturoso de todos seria hum povo
de Alheos porque entre elles nenhuma
forci exercem as ideias religiosas ; e sir-
va de exemplo os das falaes da Revolu-
co Fraoceza e os fructos que colhera
os Francezes do total enfraquecimenlo das
ideia- religiosas .'.'!
Vamos agora i libardade de consciencia,
que os RR. do Argos entendeos, deve ser
tal, que se nio d prrfe.enca a nenhu-
ma, e que em as nossaslgreja celebren) os
seos sacrificios os Padres de diferentes Re-
ligides enterrando se no mesmo cnsele-
rio o Catholico o Judeo o Protestante ,
o.Mouro, ogentio, ic.&c.
Nosei que houvesse, era que haja
Governo, que intente acabar con* a liber-
dade de consciencia, porque emfim de
internis solus Deus ; e sendo a Religio
hum Culto de amor, gralidio, &c &s.
do hamem para com a Divindade, quem
se atrever a querer dominar o pansa me a -
lo a o coracio dos outros i* Pense pois ca-
di hum como quizer a respailo de Reli-
gio que ninguem o tolhe nem se po-
der loler; mas quando passa ao exte-
rior entio muda o negocio muito de fi-
gura ; entio j o Governo pJe e deve en-
trar a ) conhecimenlo disso e tomaras suas
medidas.
Hi huma especie de profissio de f
f diz J J. Rousseau em a sua carta a Vo-
taire datada de 18 -de Agosto de i;56]
que as leis podem impr pjrque havei
relgies, quedestrua os fundamentos da
Sociedade, ai quaes davem ser proscri-
ptas por bem da paz e seguranza do Es-
tado. JN'us nao queremos [ accrescenla
Portalis J eslabalecer profiss alguma de
l, nem exterminar ninguem por suas
opinies : mas ha Sceitas a respeito das
quaes concorda hum grande numero dos
tolleranlistas que se de re m restringiros
principios de huma tolloiancia indefinida,
por serem seus dogmas incompativeis com
as bazes de todo o govern j bem organiza -
do. Entre estes tem o primeiro lugar os
Alheos, cuja doutrina tendee destruir os
fundamentos di Sociedade; seguem-se
depois os Anabaptistas, que ensina aer
peccada mottal o sentencear pena de
morte o nosso prximo ; os Qaakers, que
considerad antechristt toda e qualquar
guerra mesmo defensiva e qua con-
demna a todos os que pega em armas,
anda que s*ja pata causa miis justa &c.
&J. Soria injusto o perseguir estes secta-
rios ; mas porque razio serio elles com-
preheirdidoe t-m hum systema de tulleran-
cia illimitada? Parque se Ibes bao de
subministrar meios da propagar a sua dou-
trina e bao de ser admiltidos aos Cargos
pblicos? Si taes sectarios forem conse-
queniet com seos principios nio podem
ddixar de ser perigozissimos ao Estado.
Rjprova os Srs. Redactores do Argos
oarl. 5Tit. i" da nossa Coustituicio e
desejaria, que no Brazil nao houvesse
religio prcvhegiada &c. ; mus eu pens o
contrario pelas razes seguintes. Sa o Bra-
zil osse devidido em ditferenle* sceitas
Religiosas como he a Mlemtoha a Prus-
sia, a Suissa, o os E dados unidos da A-
merica, canvinha, que houvesse esa lol.
lerancia indefinida ; mas teodo -ido Ca-
tholico Romano desde o s*u colnaoo, o
sendo ainda boje afterrado relig o de
seus Pais, seria hum despropozito satisfa-
zer meia duzia de dissideotes Com o risco
dasegnnnca publica ao meaos daadhe-
zio hum systema, que feria a quasi lo-
dos no que elles tem de mais sagrado.
Ss nos remontarmos aos verdadeiros
principios da queslio, veremos, que a so-
ciedade civil so deve o<;cupar-se do carpo ,
edos interesses puramente materiaes; e
que pelo contrario a sociedade religiosa s-
menle deve cuidar da alma e dos interes-
ses meramente espirituaes; que o Migis-
Irado civil nio tem por si mesmo poder .al-
guna para augmentar a influencia da Reli-
gio ; assim como o depositario da Autho-
ridade Eclesistica nao p le applicar a in-
(uencia da rehgio a bim da Sociedade
civil: donde se segu que para se conse-
guir este bem ha mister que sa reuni os
pjdsres da'Igreja e do Eitado ; e isto por
meio dsjrttm picto eotre as duas Potencio*
as quaW'tendo abiolutament independeu-
les, cada htimaem seu respectivo circu
segue-e que sta alliauc se deve operar
livremenle e fundar-se no mutuo inte
resse e contacto. Ora se da miioi ia dos C'"
dadSos, que professa huma religio he
que vem principilmente o seu titulo para
ser religio Nacional; repugna que haja
duas revestidas deste carcter no mesma
Esta lo o pretender o contrario seria ali-
mentar o espirito da discordia.
Tem-se sentido geraimeute que a diver-
sidade de R-ligi5js devia produtir graves
! inconvenientes para o so.*ego publico : a-
i p#tar das h-llasiheorias, que a este res-
peito nos appresenta os Publicistas mo-
deros nio ha remedio senio confessar ,
que pretendendo cada huma se>r a nica
verd ideira ao menos a mais perfeita to-
das nutrem a ambicio de elevar-se sobre a
ruina de suas rivaes. A tollerancia, que
algumis professa, nunca he real por-
que he resultado da indifferenc e naste
cazo nio ha tal rligiio; ou he fillia da
necessidade de manter-se contra t>s que
sio mais poderosas e entio he s appa-
renle, pois machina orcultamente para
sahir da nferoridade, que a humilhi.
A conveniencia lio gibada que existe
entie a* difieren les sceitas da Allemanha,
e dos Estados unidos, ntsce d hum prin-
cipio fatal, desgracidimente introduzido
em ascommunh&es heterodoxas; princi-
pio j vaticinado por Bissuet e pelo pro-
prio Lulbero e de que sa queixao os de-
fensores dassas meseaas sceitas, como a
ultima corrupeo das ideias religiosas. Es-
te principio he o detestavel indiSerentia-
mo.
A tollerancia ciril he neeessaria e or-
denada por J. C.; mas nio a religiosa ou
doutriiiara Toda a conviccio he por si
inlolleranle. S-t t-u eslou certo qua o
trez ngulos de hum triangulo sio iguaes
a doi-. ngulos devo considerar errnea ,
ou louoa a opinio contraria; perseguir
a quem pensassa divers mente de mim se-
ria huma njustiea, mas tambora deverei
crer que'he indiffereote a verdade, ou
o erro? Que ideia dever-se-hia fazar de
huma Divuidada quem he indiferente
o culto que se l,ha presta t So Ella quer,
que reconhecimos a sua Natureza e Divjn-
dade em Je/as Cliristo, o Judeo, e o De-
} isla, que O detestaS, devem ser abomi-
naveis seus olbos: o se J. C. nio he
Dos, oChrislio, que portal O adora ,
f'iz-se reo da impiedade e idolatra. Se o
Atcorio he inspirado por Dos, o Chri-
stio, que o rejeita he rebelde sua pal.i-
vra e so he hum tecido de impiedades ,
o .Mahomet 100 blasfema contra a stbedo-i
ra de Daos a quem, o altribue. O mes-
mo se deve dixfcr de todas as sceitas; sn sao
verdades devem admittir-se, e se sio er-
ros ao contrario condeinnar-se.- e se Dos
se agrada de todas indistinctamente dei-
xa por isso mesmo de ser Daos; e eis co-
mo o Indiferentismo religioso vai parar
infallirelmante no Atheismo I Ora visto
isto o que vira a ser em ultima analyse a
rligiio/ Hum "invento dos homeos,
hum engodo, hum divertimenlo, huma
cousa de mera convenci.
Que Sacerdote Catholico ira celebrar o
sacrificio do Cordeiro [inmaculado em hu-
ma Mosquita em huma Synagoga ou
em li un Pagoda i* He precedo especial do
Culto Cathalico, que uenham contacto re-
Ltivjn nte a cousas religiosas lenhimos
com os que estio lora dilgrej, e como
sepultarse, e sacrificar da mistura o
Catholico com o Protestante o Judeo o
Idolatra ic. ?
Finalmente tenha cadi hum a regiio ,
que quizer, suas Igrejas sera forma exte-
rior de templa ; p le at qmm quizer ser
Atheo: se nislo obrar mal, Daos Ihe to-
mar essas cotilas. -Querem mus (barda-
da ? Para que miis tollerancia do que es-
ta? Mas actu os Srs. RR. do Argos ser
palitico o conveniente, que hum Povo
todo Cttholico, saja desp >jado do bem ,
qua mais aprecia, e que se arrisque a se-
guranza publica para ensaiar iheorias e
contentar hum pequeuo numero de dissi -
denles, muitasvezes, que discorda sera
saberem pjrque? O Publico sensato que
o decida
Hum Bibiano Catholico.
Sjiihores Redactores. Queira ter a
bandida da publicar esta oficio easmi-
uhis breves rcfl;xoens a seu respeito.
OfEcio. Sando-me partkipado em A-
viso de 16 de Agosto p p., que o lixm.
Regente Houve por bam appruvar a Pro-
pssta que fiz de V. S para Substituto
di Cadeira de Latim do Colegio das Arles
desta Acdemia assim Ih'o communico a
fim de V. S. solicitar o seu Titulo pala
Secretaria d'Estado dos Negocios do im-
pario.
Dos Guarde a V. S. muitos annos. O-
lioda i5 de Setembro de i83tf. IIIm
Sor. Pedro Biserra de Souza Beltrand ,
Professor Substituto de Latim no Colegio
das Artes Miguel do Sacramento Lopes
Gama Director interino.
Nio aproveitou o folhetinho ouLibeU
lo lamoso que o Sor. Bicharel Pedro
Pereira di Silfa Guimaraens mandou im-
primir no Rio de Janeiro com o fim de de-
satufara mu ira desacreditando os hon-
rados Examinadores, os Oppositores o
digno Snr. Buirque eal ao integerrimo
Sur. Director, d'Academia. De nada ser-
vio a sua diitrbe pjrqm o Cramo nao
fez caso do tal Manifest zangado e ap-
provo.1 o propoato pelo ditr Saohor Di-
rector.
Teuha piciancia o Sr. Bicharel Guimi-
raeua qua o seu folhetinho foi lempo,
e dtspesa perd da ; porque os seus dictos,
as suas calumnias as suas rases de cabo
d'esquadra nio podam discorar a boa repu-
lacio dos respectareis Srs. Florentino, Re-
g Birros Buarque e do Sr. Director ,
cujozello actividido e exacto cumpri-
menlo dos Estatutos silo publicas, sao
notorios sio documentaos e nao podem
ser oscuiicidos pelos, saus gratuitos ini-
migos. -
Uireclor mus exacto mus r.anso pela
regularidad:, e progreso dasta Acidemia
nuncaohouva. Isto verdade inconlesta-
vel q' ninguem podera contrariar con pro-
vas, eua-se pois o Sr. Baehirel de es-
crever laicidades cuide n'outra vida faca
por adquirir dinhairo pela Advacacia ou
procure algum lugar condigno a sn alta
calhegoria ; que assim Ih'o aconselha ;
O VADEstncou..
A ? I Z O 8 DIVKRSOH.
Pa ra do Fagundes sobrado D. 15
faz-se preguinhas em harturas para carni-
zas com tal prefeico como aqui pouca a-
parecem e sem as romper com alfinete ,
como coslumao fazer; por proco muito c-
modo.
_Manda-se cooduzir material do por-
to para a obra por preco romodo : a tallar
na roa Direita padaria D. S \.
Precisa-se allugar huma caza terrea,
ou sobrado, quesejade preco da oito mil
reis, at dez, no bairro da Boavisla, ou
em Santo Antonio : quem a tiver auiun-
cie, ou dirija-se a ra Velha na taza
junto ao Nincho.
Precisa-so de 2o9sJ'ojo reis a dois por
cento ao me/, por tempo da seis raezes com
boa firma : annuncie ou dirija se atraz da
l'enba defronte do Nicho D. 11.
Segunda vez se rog por este Diario
ao senh -r capila do Brigue Africano para
que tenha a hondada de ir a ra da Cruz
venda 11. Ja a fim responder a huma carta
vinJade Lisboa.
Qnam quiser arrendar um sitio da
Ubi, ierras doEngenho Apipucoscoin boa
casa da viveuda casa para pretos estri-
bara bom cercado para animaes e p-
timas torras para plantar : dirija-se ao
Capttio Antonio Lina Caldas, no sitio de
Agua da i'raia.
A pessoa que precisar de urna mu-
Iher pirda para ama de portas a dentro
sendo casa de p.quena familia ou bo-
mem sdteiro : annuncie ua mor^dia para
se procurar*
_ Quem precisar de hum Portuguez,
chegado pro unamente da Cidade de Lis-
boa para Caixeiro de qualquar arruraaca;
annuucie.
Arrenda-se para se passar a L esta ou
anoualmente um sitio na passagem da Ma-
gdalena com boa casa de vivenda que aco-
moda grande familia pelos muitos uomrao-
dos que tem ; tendo o dito sitio bastantes
pea da larangeiras e mais diversos arvo-
rodos grande baixa para capim, e hum
bom viveiro ; quem o perlender pode di-
rigir se ao mesmo sitio que he de D. Cla-
ra Francisca de Lima Gondim ou no
Reeife na ra di Senzaila velha easa
D. 44*
__ Arrenda-se, por tempo de hum anr
no huma morada de caza terrea bastante
grande, no lugar do Manguinho, defron-
te do sitio da henhora D. Lauriana e no
correr do sitio do Dezembargador Maciel
Mouteiro, a qual tem sufficienles cmodos
para grande familia e possue estribara
para dous cavallos e com seu quintal obli-
rado : os pretendentes entenda se cora o
Escrivio Almeida que tem poderes para
fazer tal arreodameulo.
_ Arrenda-se ou vende-se huma boa
caza, toda envidracada, cora quintal de
qun'bentos palmos, a maior parte mura-
de, cacimba de agoa de beber, bastantes
cmodos e asseio no lugar da Estancia ,
com portio largo, e plantado em trras
proprias: quem a pretender dirija-se a
ruada Cadeade SaotaAnlonio D 9.
__ Na loja sita na Praca da Baavista D.
15 continua a vender-se por precos mui-
to cmodos at 0 dia do leilio os objectos
gMMiinles- registros, estampas de ima-
gens de santos encaixilhadas em molduras
douradas, ou sem caixilhos, retratos de
D. Pedro e de D. Mara segunda, de Na-
polen, a de militas outras personagens ,
fato para hornera feito ultima moda, es-
tojos para senhora, oculos para todas as
vistas, instrumuntos cyrurgicos, e mui-
tos outros objectos pertencentes o esta sci-
encia, vidros pira palanquins iMlas
para viageos recammendaves pelos^us
commodos e seguranpa molduras doura-
das para quadros e para taitas cha medi-
cinal da Suissa, licores, aguas-arden les ,
e vinhos da difTereules quahdades, cliam-
paiilw hum apirelha de porcelana bnn-
quedos para metano, caixas para tabaco
de muito bom gosto *, e muitos outros ob-
jectos o que como lica dito se vende par
tonto ou a retalho maior vantagem e c-
modidade do comprador.
A penltima casa D. ta ao chegar a
o Pateo de S. Jos, lava-so engoma-sa
eom perfec.io e por manos preco que as
mais engomadeiras.
m


-7-F-
*
DIARIO p E E i\ K A M B C O.

A luga-se o segundo andar da cssa viagsm o Patacho Brasiletro Dona Anna ,
I). 10 liU na ra nova ; quem o quiser, -forrado de cubre e de bol marcha at
dirija-se a mesmi. I o da a3 da orienta \ quem nq mesn)
fr:cisa-se deum portugus que sai- quser carrejar ou hir do pissagern, diri-
hi ler escrever, contar, e que cntcnda. ja a pracinha do Corpo Sanio D. by.
alguma coisa de negocio e que tenha da
na ICO auno deidad** equtirahir pa-
r lora da provincia ; quem esliver neslas
ciicunst acias annunce.
. Qjem precisar de umacaixeiro por-
tugus para venda ou par armasen* o
niesmo paracobrarteas e d fiador a sua
conduela dirija-se a ra do Collegio De-
cima 9'
Jorge Rrorklehurst, 'endo de re-
tirar-s para a Ei.ropa avisa ao rtspeita-
el publico que em sua auzencia ficara
f.zenda suas vi-ze, o seu Guardo Livros
oSr. Jo.i; Rdgivty pelo que llie tem
confiado lodos oa poderes,
Alu^'a-oo ou vendr-se um sobra-
dinho ira ni i de Si Miguel dos affogados ,
feito a moderna e muilo fresco : a tra-
tar no mesiuo ou na ra do Queimado
t. iJ.
... Precsa-se de arrendar un sitio, que -
tenha baa casi e pasto para 4 Mecas du
leile ; e rtoe *]a omito pesio da praca : na
rua d S. (litiunia, D 8.
-----P.ecisa-sede OTM Uvid-ira que
d fiador que se responsiibelise por as pe-
ca de roti,>a que halar fora : na ra di S.
Hita nova, D iS.
Arrenda-se animalmente ama casa
graudocoia bastantes cummodosao lado da
Igreja do Monlero, muito fresca, com
grande quintal e hoaj arvores de-fiuctas,
com sabida para o Rio, e tedas as p.opor-
cos para se passar a lesta coro comodid i-
de :. na rua Direiti subrado de deis anda-
rea D. io.
Quera tiver pira aludir urna car
noa que carregu mil lijlos, procure
na ra di Alfandega ralba casa n. 3 de
Joaquim Leocadio de Olive-ira Guimaraes.
- Qaem precisar da urna ama de leile
sem cria dirija-so a Olioda, ruado coi-
xo.D. 15.
Qaem precisar de ium hornera, de-4*)
annos de idadi ,'casado e para administrador de alguma f.uemii de
algodo ou para qualiiur outra oceupa-
cla annuncie.
-O S.s. Assignanles do Jornal Pana_-
rama, que ja reeebsraa a primeira ealecu,
3'iciro mandar hucar a uiezes : no foite
j Mattos D. 9 e sapiisfazer a importan-
cia d i uno presente.
Por anuo, ou pan s" passar a fes?
t,i duas moradas de c isas no lugar do Piza ,
urna de sobrado com commodos pira gran-
de familia com grande quintal e exci.l
lentes us de frucleiras e a oulra inais pe-
quena com ben commodos ; queman pre-
tender, alugar dirija-se ao Recife ra da
cadeiaa faltar com n vi.uva do lidiar.
----O Secretario da Su-iedadu F-uler-
piua avisa aos Socios da mesan, que na
quarta tira 19 do corrate llavera sesso
exlraordinaiia
Picci se de arrendar um sobivadi-
nho na ra Direita ; .quera o liv.-r e o (|U-
ser arrendar daado-s-* 'ndor idneo ou
dinheiro adHitado, annancie,f ou dir-
jase a xua da sar.zalla veiha U. ,\ \.
-----------------------------------------, .
AV|SOS MUUTJAl>*
P'RK IdVF.R!'O0L, a Ihrca llaj.y
ILnuvqueGuy ; quem quiser carregar ou
hir de pa.-sagin Jitij^-se noi seus .onsi-
gnataiios Crabtree Il.-yirorlh & Campa-
i.hia ra da iMoedi 1^0,
PARAS- CATMAIUNA com escala
paU Rio de Janeiro al o dia ajt do corren-
t^^ihii o lingue Minerva de p imei
ra mar. ha forrado e encavilhulo de co-
bre pode ainda recebsr cirga para ambos
os partos, e tea*, superiorescommodos pa-
ra pajMgeiros ; Iraty-.-a coru'>s Consigna-
tarios Santos Brag, na ra da Moeda JN'a-
mero I41.
PARA LIVERPOOL a muito rellcra
Barca Ingiera Istbeila* Capilio Ryme.-,
de primeira classe (AI) saiiia com toda
brevidade teoto a niai jr pai te de sua car-
, ga prampta ; quem quiser cirrtgar ou hir
tl Me. Calmont & Companh-a ra da ca
deia vfilha.
PARA O RIO DE JANEIRO, gq
LEILAO.
Que fazem N. O. UieheriSi (> >qp-
nhia, 11 i sua re-idencia ra 'la Craz
11. 03 de fazendas limpas e averiadas ,
quinto feira-ao du correle as 10 horas
da manha.
C O M I* li A S .
4Jai qnarto de sella gordo e quo
seja l>2in aidi^'o; *|uem o liver anuirncie.
VENMAii.
-Um escr;.vo de ao annos hom offi-
cial de sap.'ttro ptimo pagem e ser-
vente de urna casa ; i pelas una boa
oozinh iia e engouimadeira dua cozi-
iihJ lavio roupa ecou:paoe vendem
ni ra ,- 1 escravos mocos ptimos para
lodo o seivj;<> de campo, o da praca ^
e-uma molata de ao annos-de id..de cpse,
engomma, e faz lodo oservico de urna
asa: na ra de agoas verdes sobrado D*
3.6 defronle do consi>topiode S. Pedro.
Um negro de bonita figura, da jo
annos do idade hom cozmhciro e ca-
noeiro : na quina do beca do Ouvidor no
segundo andar.
Um negro de dada da 36 annos ,
bom canoeiro e proprio pua lodo o see-
vico : n< atierro da Boa-vista terceiro so-
biadodapa te do sul junt > a ponte.
- ()> diarios dos pobres, de Lidioa ,
desde Abril l Agosto : na .praca da Boa
vista venda D.Q.
A vc.-daJeira agoa de flor de laran-
ja ni ra d> Florentina hindo do 'pateo
do paraso na segundo casa nova do lado
direito, ns mpsma casa, se continua a ven-
der os ros parisienses.
-----Duas escraviis de naco da costa,
e outra de naco
angola
ambas muilo
boas qiiilaiiderass e a da costa vend.-se
oomiumcria de li mezes e tem muito
bom le te para criar f cji:i!i;i com oer-
fefio o diario de urna casa e se afinei
qu-f nao se vend* p ir vicios netn acluques,
e^i vista do comprador se dir o motivo;
n ra do Cald i'Piro O. O casi i* fez
frente com o fundo da Igrej doi Marti-
rios.
- Umaescrava dp ang >o anuos p meo miis ou m.'in;, lava, co-
zin-ha e engomma e com principo*de ,
costura dez vceas de leile, urna garrota, j^j' m""i v"sivel que lena, he ler pouco ca-
e urna hezenv pequen 1 : na ra nova so- ,,*!'3 "a cibica finalmente b quasj pel-
brado I) 19 no segundo andar. |ad;'5 e a segn o" a be secca f!h e tem
Um bxudo e um ci. ij lodojmui j1,,,to aoouvido 3 marcas de fogo ; quem
cantadoies : na ra de S. Thereza venda Pegare, levar jqiito acareo da CtfncHico
D. 13 f 'oio 'l^ria S:vo ou a Joao Gomes Lial
- Peonas de escrever n 18 1 cada mi- Mra recompensado.
code a penans filas de Garsa a alo r^. -- Km dial do miz de Jullio fu^io
da vara e muilo hom soi timnitos de bv- ,,rIi:' Prt-ta ^ri oicao Menguell 1 dame
-eos: na ra dos Quarltis ai mseos de miu-
dezas I) 6 e 7.
Urna boa casa terrea, boa galn.
do ; una cadara com sua caixa e corr-
ame ainda em muito bom uzo ; e urna ca-
si tenen na praca da Boa visla : na praci-
ulia do livramento no segundo andar do
sobrado D. 2 i.
A posse ds cem palmos de terreno
no atierro dosaog-idos j quem- quise- an-
nuncie
Um prela para fora d provincia ,
mi para o ma> cozinha eng >mmo e
ha boi quitsndeira : ni ra do Livramento
1). 18 no segundo andir.
- Um terrenocom 58 palmos ou 29
defronte da ribeira do peixe : a tratar na
ra da praia serrara junto ao tanque de
agoa.
-.- Umaescrava de na^ao Hig/ila do
idade de 21 4 sa annos, sendo para fora
da provincia a visla do comprador se
dir'i <* motivo : em fura de portas venda
de Diogo Rodiigues,
-. Um cavallo rucho escuro bom
esqnipador, carregador e passeiro : na ra
do Arago D. 37.
U na negunha de i3 a 14 annos de
idade que Sibe coziuhar o diario de i|ina
casi, e tem principio de engommado: na
ra do Livramento no terceiro andar do
sobrado D id do lado da ra Direita.
Ou alagase urna canoa-quo carreg*,,
10 a tapessodS : na. ra do Vigario ou-
uiero 27.
Rap princeza da falo ica de U:sboa ,
e d superiorqualdade : na ra da Cruz
11, aa em casa de Antonio Jos de Amo-
rim
Urna escrava crioula de idade de ^0
aanos cozinha engomma e cose chS:
na la das Trincheiras sobrado D. jj.
KSClAViS FUOII>ON.
- No 5 do..o, p. fugio um cscravo de
norae Benedicto naci angoli dai(l.ide
de a8 a 3o annos baixo do corpa; po-
rem reforcado cabeca grande, testa al-
guma coisa franzida olhos m :ios verme-
Ihos, nariz chato boca 'arg, barb'
eiivolta do quei.-o falla muito desemba
rassada que parece ser crionlo e em
cus ditos fie Instante pronostico tem so-
bre o lombo esquedo.5 on b sicatrizes de
venlozas, quelevou he cabelludo por
lodo o corpa principalmente na barriga e
pernai, levou vestido camisa e calta de
brira brauco r fugio c.im um ferro no
pesco-;o oqual ja poder ter tirado, he ser-
rador, e foi gir.h id ir de ra, e ltima-
mente estav,i Icballmido em padatia
quem o pegox.levea ra da sanzajia. relbi
D. 4f) MUJ Sl-'r:* geuerosnmento recom-
pensado.
^ Fugirono dia o Isabel e fta-
ria ambis boceteirns levando urna miu -
ilesa; a primeira chela do corpo ,e o si-
com porlo uo lado j.trdina e sist?rna ,
que conserva agoa da chuva por todo an-
Thereza, de idade de i> annos |
rojisoij menos, com os signnes sf guiles :
baixi do carpo car,a bastante brigojM ,
costumatrazersempreum lenco amanad.,
na cabeca para esconder os calHos por es-
no e grande quintal murado em Olm- 'arem todos.brancos e eila querer-se fe-
da ra do porto seguro o lado de S. 1 e- ctur de moca, tem-se desconfi inca que-fos-
Jro Apostlo : a tratar.aa mesm ou no SH desecaminlia la piro S. Anio ,- roga-so
Varadouro defronle da cap.lli de S. Se- portaoto as aulhoridades polteiaes ou aos
baslio n. ti sobrado d> d >s andares eapitaes de cam,po (jue d(.Ua liver not'cia
e no recife ra da* larangeiras D 8 no pri- ,qe a levem a pjraca da Boa vista D. iti ,
.meiro andar. j qua seria generosament recompensados ;
Um hom cavallo de sella, e dais qu> "! como se protesta contra quem a liver
arlaos: u,i ra larga do Rozaiio boU-quim occulla.
.do Albuquerque. Fgioum.a negra da costa de no-
Urna escrava de naci angola ao- 1 -me Cathiuina ja dosa algqm tinto ful-
ca peruima engommadeira cozinha ,"'*, quebrada de ambas as (verilhas, quan<
faz doces de t das as qualidades ; e um anda deita os peitos pira diante sendo
moleque de idade de 10 annos ; pastando muito a trapalli ida ni falla)}; quem a pegar
Igr*fj dos ,Marlirios no primeiro andar ,,!Ve a ua do Arago I), '-j f que ser *~
do primeiro.S)brid.. j nerosameiile recompensado.
-r- Um sohradinho novo que o oitaoca ""- Roga-se aos Srs, Suh-Prefeilo desta
na frante da (groja dos Martirios, e.a fren- e ra" comarcas aulhoridades policiaes ,
te pora dentro do becoque vai para o Ter- capites de campo e pessoas particulares,
50: a tratar na ruajta Gloria D. 5o. que souberem ou virem uuiescra.vo de po-
* Um bom baalieiro de cobre estinha- me Joio naco mucambiqua por alcu-
*nho paquete, idade de i.\ annos, seia
pouta do barba bolso e giosso ben fa|_
ante levou calsa de panno da algajjj0 ^
trra o camisa de mangas curtas do pje,
mo, consiaqueo roesmo jiassou no i\^la
de Agosto pela Villa do Pa d'AHi,-:
companhia de um comboio com c.-jr,s j
agoa ardente dizendo i|ue hia para o riacho
desangue, e da-se de gritificaco 0,u,
a quem o Iev3r a rua da Cruz tm casa el-
Joao Le 1 le P.ta rfniein.
--- Daeogenhomatnba no dia 3J jQ
mez p. p. fugio um relo de noiae Conra-
do bom official de -sapaleiro (Jau^ u
a n e tantos annos a 3o, crionlo, estatua
biix.i, mal leito de peinas, cora os p,
chcios de cravos e muito barbado, ner-
leiu-e no Doulor Joio Maurico Cavalcanti
Prefeilo da Coma.ca do Limoeiro o qua
graljicara quem o apprehendur e entre.
gar no ilecil'i u }aat|QI01 J; de Mello ou
u Jos<: Joaf|uira dos Piis. Este escravu
presume-sequo fugira. para o Ricil'e com
a iuteiico deembucar aaiao Maraohao
d'cnde he natural a ttulo de forro,
NodiaaJ do p. p, fugio do tn-e-
nho Gougacari oescravo lVicano da a-
me Gonsulo I idino, estafara mediaoj,
cor bem preta rusto carnuJ a, e nao feo,
pouca ba'rhi, com todos os denles, ps o
mcs porporcioii'das moco quo po le.
ler 3o uunos levou baeta encarmdae
chapeo do pallia camisa o seroula dj ul-
godo da trra tuda novo ; roga-se a
quem o apprehender, de o levar uo mea-
clonado engenho freguesia da Iguarassu' ,
a entregar a Francisco Honorio B.zerra do
Menezes e no Recife a Francisco Xavier
Martina Bastos na rua da cacimba, que
ser generosamente recompensado.
dio vi m carro do porto
naviosshidosnodiai5.
ARACATY; Sumaca Brasleira D^lmira,
M. Jos -Joaquim Alves carga varios
g'eneros ; p.iss .geii os Brasiteiroi Aue-
cl.tode Enner Souia Manuel Das,
sua muliier eseu cimbado Theodocjo
Augusto Pamplona um criado, e 3
esepavos e o proprielsrio da raesjM
Sumaca Joo Chrisoslomo de Oliveira ,
com 5 escravos ,Jos Francisca S, Paio
e seu P. Joo Francisco de S, Paio e 1
escravo Joaquim L'heraia l3mo?o con
dois filiaos menores Antonio Manat
Aires de Oliveira Luiz'Jos da Cimba
C 11 rea e um escravo Antonio do
Azev.do Pereira e um escravo.
ACARAGU'; Sumaca Brasleira Carlota,
M. Jos Rudrgues Freir carg vanos
gneros ; passigeiroB larasileires Paulo
Nunes d. Ser, a, JosBaplista de Lima,
Jos do Reg Mello Antonio de Olan-
d'a Cvale uui Frapcisco Assis da Cos-
ta e seu IrmlO Joo Ctvalc.ui de A-
bujuierqne, simio Pita de Olanda Por-
to Carreiro com sua mulher, o dois
escravps Joi<|uim Rodrigue, do as-
ermito, Padre Luiz Antonio da Ri-
oha Lima Aflenlo Jos Monteifo Ju-
hiriba e um escravo Antonio Frn-
ci-code. O aero/. com i escravo, Eran-
cisco Rodrigues da Silva.
EMT.AD9 N DIA 16.
BAHA ; i3 das Escuna Brasleira De-
hheiacode i(J.-)Tonel., Cap. Joh|oiu
Jos da l'.ocha Pereira, carg 1 carne;
proprielario Roza? Irmaos, passagofo
l'.rasaiiosD. Mana Anglica de Oli-
veira, e umasobrinha meuor cuia
escravos.
SAIIIDOS NO MESMO DIA.
ASSU'; lliate Brasileiro He|culador,
M, Domingos Antonio de Azevedo ..car-
ga varios gneros ; pissageires l>ras-
leiros Januario Francisco da CosW e
um filho ronor Jero-'imo Ignacio de
Bircellos cora sua familia Maooel V'
resBolelho, e Portuguezes MenotNf*
s de Miranda, Jas Antonio de SiquT
ia e um soldado.
OBSERVACOES
Bfctrou para dentro no du 15.dp corrnte,
a Barca Ingleza Bovina que lioba lua-
diado po Umeiri no di 1.4-_______.
runa. M.V TiawPB DK r' '
ri* di
.. ,838.


Full Text
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