Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03557


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Full Text
Anno de 1840. Sexta Feiha
,
^Tudo agora depende de nos meamos; da nos prudencie, modera-
S80 energa : continuemos como principiamos e seremos ipontados
eom admiraco entre as Nares mas cultas.
Proclcmaco da Asstmblta Geral do Lratili
O
Subsereve-se para esta folha a 3jFooo per nesta Typografii., ra das Crnzes D. 3, e na Praca da Independencia
ns. 67 e38, onde se recebem correspondencias legal isadas, eamuucios,
nsirindo-e estes gratis, sendo dos proprios assignantes, evindosassie-
nados. a'
Partidas dos Correios Terrestres
Cidade da Parahiha e Villas de sua pretendi X '..". .\
Dita do Rio Grande do Norte, e Villas dem.......(
Dita da Fortaleza e Villas dem..............|Seg..e Sextas feras.
Cidade de Goianna.....................)
^iad5 1? V'-d"......................TodM diasS
Villa deb. Anto ......... ............Quintas feir^s.
Dita de barannuns e Povoscao do Bonito.........lo, e 24 de cada mes
Ditas do Cabo, Scriubaem, (lio Formozo, e Porto Calvo. 1, 11, e ai dito dito
Cidade das Alagoas, e de Macei............I,i,,n i Villa de Paja de Flores.....................dem 13, dito dito
Todos os Correioi parlem ao meio dia.
PHASES DA LA RO MEZ DE JULIIO
Quart. cresc. 6 as 11 h. e 43 m. da man.
La Chcia ai4-as 3 h. e 10 m. da tarde
Quart. ming. a 11 as 4 h. e a5 ra. da tarde
La Iiova a a as 7 h. e 8m. da tarde
Man ehcia para o dia i\ de Julho.
As ia horas e 3o minutos di manlij
As 1a dorase 54 minutos da tarde.
2i de Jutjio. Numero 100.
CAMBIOS. Julho a3.
I.ondreirTTTiT 3o d. por l/coo ced.
boa.......70 a 7 por o;o premio, por metal oflerecido
V"",0.......aoireiii por franco.
liio'de Janeiro ao par.
OURO Moedas de 6.floo rs., Velhaa i{|5oo a lfiot,
s Ditas Novas i _,, *>its d* oors., fooo 8/aooj
rKA 1AJ Pataces Kissileiics .___iffoo a
Pezos Columnarios--------------,gfifo a
Ditos Mexicanos-----------------:,'(ilo a
t Miiida....... j.....1 #440 a
Descont de Rilhetes d'Afandega t 1/8 por too ao meu
dem de Letras 1 i|4~ por boas linnas offercido,-
Moeda de cobre 3 por io>, de disc.J
Das da Semana,
gtHo
IftCo
ao Secunda S. Jeronymo Emiliano -- Audiencia do Juiz de Direitoda i'ri
ai Terca S. Prasedes Virg. --Reiaco e Audiencia do Juiz de Direito' da
1. vara.
aa Quarta S. Mara Magdalena. Audiencia do Juiz de Dircito da
3 vara.
a3 Quinta S. Apolinario B. Audiencia do Juiz de' Dircito da i va-
ra. ,
24 Sesta S. Christina. V.- Reiaco e Audiencia do Juiz de Direito da 1.
i 5 babbado >fc S. Tiago Ap. "'*
a6 Domingo S. Auna MSy da Mfj de Heos.
RIO DE JANEIRO.
CMARA DOS SRS. SENADORES.
Sessao em vj de maio de i84o.
Presidencia do Snr. marquez de Paranagua'.
Reunido numero suflicienle deSnrs. sena-
dores abre-se a sessao ; e lida a acta da an-
terior lie approvada.
Sao lidos os seguidles pareceres.
Ilum da commisso de instrueco publica
nos termos se^tiintes.
bre a mesa para entraren! na ordem dos tra-
badlos.
Ordem do dia.
Sao approvadas em terceira discusso, para
serem remettidas acamara dosSrs. deputados,
as resolucoes do senado que approvo a ten-
ca do rapito de mar e guerra, Carlos I.011-
reqcoDanckwardt, e a penso de D. Delfina
Maria do Nascimento.
Entro em ultima discusso as emendas no-
vas feitas e approvadas na lerceira discusso
do projecto de le que estabelece as bases
para o contracto do casamento de sua altesa
impenal a Senliora D. Januaria.
O Snr. Costa Ferreira t Eu desejara
A commisso de instrueco publica, tendo que o nobre autor da emenda me explicasse
sido encarregada de dar o seu parecer sobre' eomo entende que se deva recorrer ao apra-
o andamento que deve ter huma resolucao que i zimento 6e he na maioridade ou na mino-
no anno passsado veio da cmara dos Snrs. de-
putados, autorisando a diversos directores a
admittir alguns acadmicos a matriculas e
exames no anao de l83f) : e sobre que a mes-
ma commisso havia dado o seu parecer fa-
voravel aos pretendenles mas que nao pode
ser decidido pelo senado por nao caber em
tempo ; entende que a referida resolucao M. o imperador
nao pode ter lugar no presente anno por se 1 neste caso que eu desejava que todos os passos
Iiaverem mudado as circunstancias dos oslu-'que se dessem a respeito do negocio em ques-
ridade.
O Sr. Paraizo Snr. presidente hontem,
quasi no fim da sessao, eu dei huma expli-
caran para que a minlia emenda fosse bem en-
tendida. Disse ento que a met ver, a se-
cunda parte do artigo I20 da constituicau
comprehendia o caso da menoridade de S.
e que era precisamente
dantes que a obtivero ; e que porisso nao,ta"o fossem em ludo de acord com a vontade
pode ser approvada, ficando livre a cada humj de S, M o imperador : este he o sentido da
dos interessados requerem o que Ibes con- minha emenda, e creio que terei saplisfeito
requerem o que
Paco do senado 16 de maio de t84o.
Marcos Antonio Monteiro Lourenco Ro-
- minha emenda, e creio que terei saplisfeito
ao nobre senador.
Approveitarei esta occasiao para observar
que o jornal da casa inverteo o principio do
drigties deAndrade~J. 13. L. Ferreira de argumento que hontem produzi, e espero que
Mello. Jsejafeitaa retificaco necesaria.
Hura, das commmissoes reunidas da fazen-1 O Snr. Hollanda Cavalcanti Eu observo
da, marinha e guerra as quaes nao encon- ; hum embaraco, sei nao se filbo do nosso regi-
trao duvida em que seja approvada a resolu-j ment ou de precedentes que as veses regtt-
cao vinda da cmara dos Snrs. depu'ados, J lo as nossas votaces ; e vera a ser que, es-
que aprova atenea concedida ao major re-'lando o projecto votado em terecira discusso,
formado de cavallaria de primeira lnha do talvez nao tenha mais de ser votado.
e reunidos em numero legal os Snrs. deputa-
dos abre-se a sessao., le-se e approva-se a
acta da antecedente.
O Snr. primeiro secretario d.i conta do ex-
pediente lendo os seguintea officios.
Do secretario dV*ffl?;!o participando que
o senado adoptou e vai dirigir : saneco im-
perial duas resol uces approvando a pensao
concedida as filns do lente general Mano-
el Jor;e Rodigues e apposentadoria conce-
dida ao padre Francisco Manoel da Silva.
Fica acamara inteirada.
Do mesmo secretario, communicando que
por ollicio do ministro do imperio conslou ao
senado que o Regente, em nomo do Impera-
dor, sanecionara as resol ucoes urna appro-
vando a pensao anntial de J00U000 res con-
cedida menor Elisa Va/, de Pinto Caripe-
ba e outra declarando nulla e de nenbum
efifeitoalei daassembiea legislativa dj pro-
vincia de Sergipe. demitindo o bacharel Va-
noel Joaquim de Sotiza Brito do lugar de juiz
de direito da comarca a Estancia. Fica a c-
mara inleirada.
Do mesmo, pnrtecipando que por oBcio do
ministro da fasenda conslou ao senado que
o Regente em nome do imperador saneci-
icao que reduzio a 10 por ceuto
uepaga a imperial soesedadedo
J'ica
exercilo Manoel do Nascimenlo da Costa Mon-
teiro.
O Snr. presidente observa que o projecto
ainda ha de ter huma votaco final depois
Hura, das commisses reunidas de mari- de votadas as emendas,
nha e guerra, e de asenda, sobre aresolu-} Depois d hum longo debate em que tomo
cao vinda da cmara dos Snrs. depulados que parte na discusso, varios Srs. senadores ;
approva a penso concedida ao vice-almi- julga-se discutida a materia e sao appro-
rante reformado Trislo Pi dos Santos, para vadas as emendas novas, e igualmente o pro-
veriicar-se na pessoa de sua filha D. Ilenri- jectoassim emendado, para ser remeltido
queta ; e as commisses, nao encontrando commisso de redaeco.
duvida em quo seja approvada, refietem O Snr. Presidente d para ordem do dia :
todava, que, declarando o decreto do gover- 1. e a. discusso das resoluces approvando
no o nome inteiro da agraciada D. Henriqueta a tenca concedida ao raajo- Manoel do Nas-
Adelaide Pi, a resolu:o s faz menco do cimento da Costa Monteiro; e as pensoes
primeiro nome o que poder indu/ir alguma concedidas a D. Henriqueta, filha do vice-
duvida, e nestes termos deixo a deliberaeSo almirante Tristo Pi dos Santos, e ao sol-
do senado, ou emendar a resolucao. ou per- dado Luiz da Rochada Silva; easaposen-
guntar-se por oflicio cmara dos Snrs. de- tadorias concedidas a Daniel Rodrigues de
pillados se consente na alleraco tomo por Souza e Eelicianno da Silva Tavares,
veses se lem feito em casos scmelhantes, quan- Segunda discusso das resoluces approvan-
do parecer ter havido engao. do a penso do major Solidonio Jos Antonio
Outro, das commisses de fazanda e de Pereira do La;o, e a lenca do brigadeiro 13er-
marinha e guerra, as quaes sao de parecer nardo Jos Pinto Gavio Peixoto.
que seja approvada pelo senado precedeudo Segunda discusso da resolucao numero 53,
as discussoes do eslylo a proposico vinda de 18J7 que extingue o vinculo de Jaguar,
em que he com as emendas U de 18J9 das cotnmis-
e sobrando
da
j cmara dos Snrs. depulados, ^... approvada a penso concedida ao soldado Lu- soes de legislacao e de lazenda ,
iz da Rocha de Souza. tempo trabalho de commisso.
Dous, da commisso de fasenda, a qual he Levnnla-se a sessao a huma hora e tres
do mesmo parecer a respeito da proposico quartos.
CMARAS DOS SRS. DEPUTADOS.
Sessao em a~ de maio.
Presidencia do Sur. Marcelino de Brito.
A's 10 horas da nianha faz-so a chumada ,
onou a resol tic
os direilos que
mineraco brasiletra de Gongo-Soco.
a cmara inteirada.
Do ministro da fasenda, transmitlindo os
decretos de 5 e i5 do corrente, pelos quaes
otlo aposentados Joo Antonio de Loureiro
po Itifjar de oflicial maior de secretaria e
Toscano de Vasconcellos, no lugar de segundo
escriturario da contadoria da tesouraria do
Para e o bacharel Joo Carvalbo de Sou-
za e Mello no de procurador fiscal da tesou-
raria da provincia do Rio de Janeiro, A'
commisso de pences e ordenados.
Do mismo ministro, enviando a reprc-
senlaco do administrador das rendas do mu-
nicipio sobre a evccusso do artigo 9 S 4 ('a
le de aa de outubro de i836, de modo que
produza augmento de renda. A' commisso
do orea ment.
Do mesmo remetiendo a copia do officio
dirigido ao presidente da provincia de S. Pau-
lo cm o de Marco ultimo com o que sa-
tisfaz ao que Ihe lora requisitado. A' quem
fez a requisico.
Vae a terceira commisso de fasenda o re-
querimento de Miguel Tavares,
A' de pensoes e ordenados o de Fortunato
Massiote. ,
Fica sobre a mesa para ser tomado em con-
siderado o requerimenlo do lente coronel
reformado de artilberia do exercito Joaquim
Felippe Lamprea Mimoso.
Le-se e entra em discusso o seguinlo re-
querimenlo.
Requeiro que o ofiicio do ministro da guer-
ra, com a reiaco dos otliciaes que nao sao de
primeira linba, galardoado; pelo governo
tjansajio em virtude da lei de 16 de agosto
de iHJrf, v;i s commissesile marinha e guer-
ra e constiluico. a fim de darem o seu pa-
recer sobre a leg didade com que foro pro-,
macos sobre o estado de tranquilidade da
provincia das Alagoaa ; esea assereblea pro-
vincial foi ou nao instalada no dia 3 de rnaid
corrente ; e se o nao fui e dUsoIveo-se ,
quaes as cauzas que a isso derao lugar.
Km 'a de maio de 1840. Ponte; Vis-
guero.
So produzidas breves refiexes pelos Srs.'
Ponles Visguciro Ntines Machado, Car-
neiro da Cunba e Dantas, e a discusso iea.
addianda
Primeira parte da ordem do dia.
Continua a discussio addiada da sessao an-
terior da resolucao que espa.si as eletcoea
pira o armo de t8ji e emendas apoiadis.
O Snr. Ferreira da Costa pede a palavra
e requer o encerramento da discuso.
O Sr. primeiro secretario examina o nume-
ro dos Srs. depulados que tern votado a favor
c contra, e declara que lem fallado contra Ires,
e nove pro
Consulta-se a cimara sobre o encerramen-
to e decide-se pela afirmativa,
Pe-se a votos a resolucao do Snr. Carnei-
ro da Cunha tul e qual se acha c nao se ap.-
prova.
E' approvada a emenda do Snr. Casado que
diz que as eleices leio lugar de outubro at
marco de i84i.
Entra em discusso o seguinte artigo ad-
ditivo.
Nenhuma provincia ter na represen! icio
nacional menos de dous depulados. ~ Coe-
Iho.
Sao apiadas as seguintes emendas e arligos
ad'litivos.
O numero dos elleitores para a legislatu-
ra de 184a ser o mesmo que dero os cole-
gies na primeira legislatura de 1827, nao po-
dendo augmentar-se se nao na raso do hum
at o iiiinicro de dez eleitores, de 9 at ao,
que approva a aposentadoria de Daniel Ro-
drigues de Souza ; e da que declara o ven-
c ment que deve d'ora em diante perceber
Feliciano da Silva Tavares, aposentado
no lugar de recebedor do sello, novos e ve-
Ihos direilos da provincia da Uahia 1 fico o-
movidos tacs otliciaes para graos superio-
res de primeira lnha qtiando a lei autorisa
somente a conferir graos iguaes.--Gonsal-
vei Martina.
Depois de algum debate posto a votos e
approvado.
Le-se e entra em discusso o seguinte.
Requeiro que se pecio ao governo infor-
e assim por diante. Carneiro da Cunha.
Pela palavra fogo enlendc-sc fami-
lia de urna, duas, tres e mais pessoas, vi-
vendo em coramum embora emancipadas.
Resende.
Artigo. as ditas eleices se observarn
as instrucoes de a5 de marco de 1824 e
mais disposices posteriores, com as seguin-
tes al te me es.
i. Ko poder ser augmentado o nu-
mero dos eleitores que actualmente existe em
cada urna das parochias do imperio, deven-
do as parochias que tiverem sido creadas da
novo dar o numero de eleitores que ihe cou-
ber deduzi'io o total daquella deque tiver
sido desmembrado o territorio para a nova
criaco. IS'as que forem alteradas augmen-
tar-so-ha ou deminuir-se-ba o numero do
eleitores correspondente alteraco, da
maneira que o augmento em urnas seja igual
a deminuico em outras.
a. Os presidentes das provincias, ou-
vnlos os parachos e juizes de paz e cmaras
municipaes faro com as necessarias antici-
paces as alteraces de que trata o antece-
dente.
. 3. As mezas parochiaes sero compos-
tas alem do juiz de paz e parodio, de dois se-
cretarios e tres escrutadores os quaes sero
tirados sorte d'entrc desoito scdulaseni que
estejao escrtptos oulros tantos ames ,
sendo
>eis propostos pelo parodio seis pdo juiz de
paz e seis pela respectiva cmara municipal.
AjS tortea serio liradas por un menino em
publico com a maior solemnidade no mo-
mento de se. dar comeco cleico devendo


DIARIO H PERHAMBOCO
r "j "'i. -" W i ^
os proposto terem sidoantec;"idamente avisa- -preoizos esclareeiWlfcntos a fim de poderem ser
dos cara oconparecimeato. Salva a redac- levadas ac seu conteniente destine, noticiando
cao. Carnetr Leo. j outro sica r.o publico que as q rflrt,
K as parochias em que se nao procedeo ; de se entregues a esta AdeoiotetracSo ebjJchar-?8 a ponte dos Afi
ideieio | ra a legislatura de |833 ou cujas en diant para Paizs Kstrnngeiros, e ajele coberlade camm, qi
eWic&es utio eunrflladas e se nao procedeo a devoo ser encaminha.l n a huma outra drai- 1 apedrecer .1:. madeirr ,
ii-i_. J--I-___.......__________J ; __n--IM. '.:_. .!,.,-< In-rovin o-i ccwl (i: r as llftWM f.llfiG? O
conhecitaento de Governo a necessidede de
fuser algunsreparos nadita porte : iiftelrada.
Oulro do rr.3srao Inspjator fasendo ver u-
Alibgados bastante suja ,
:e muito concurre pira
a fim esta Camera
11 ;u>Jiiauaa c- ac uau uiuvcutu u | u^*e>u 01*1 cir-aunm*.* -> ^ -------- -**--- Ir # > 1
jo, dar: o o mesmo numero de e- islraet Mai tima deste Imperio para ser 1 dr.r as providencias, tjae esti versa \ seo ar-
derlo na ultima eietefio. Salvar, d'ahi entlo reroeitidas, d I ss previ- cauce : irada o que oncarrega
novas vsHidss
leilons que
red. "o. Soaza r raneo
Sul>stitua-:;e a expresso arhrmativadar
os mesmos eleilorespela negativa nao da- Negocios do Imperio Je 36 de Feverc;ro deste
r; riior numero de elsilores etc. Salva auno.
ament pagar a cota o s?u re porte |m
virtudc do Av'.zo da Secretaria de Estado aos
a rediKvo. Souza Franco.
Additivo. A provincia de Sorgipe dar
para a leeiataiora rutara mais doia deputados
e ura senador Paco da assewnleo geral ti
de maio de i h<;o. Mcjnsenbor Silveira,
Art Auditivo. A provincia do Har dir
mais dois deputados e um seuador. Souza
Franco.
O Snr. Coeihooflerece a seguinte resolu-
cao como artigo adJilivo queja se atha
impres&a, e do Sur. Cerque!ra Leite.
A asser.iMea geral legislativa resol ve :
Art. 1. Coda urna das parecidas do impe-
rio as futuras eleices para a legislatura
de iG/j dar o mesmo numero de eieitores
que deo na ac-jai de s838 anda quj tenha
havido allcracac no numero deseas fogos por
annexameno de territorio.
Art. 2. As paroclas que forera altera-
das por demembr amento de territorio daro
menor numero de eleitores em attcnco ao
disposto no artigo antecedente, o qnal sera
fixado pelos respectivas cmaras municipaes ,
sob informaces des parochos.
Art. 3. N'as paroclas criadas depois das
eleiies primarias para a presente legislatura ,
tambtm ser regulado o numero dos seus e-
letores pelas cmaras municipaes conlorme
o artigo antecedente.
Art. 4. F'icco rehogadas 3 disposices era
contrario. Paco da cmara dos deputados i5
demaio de i8/}0. Pedro de Alcntara Cer-
queira Leite.
Torno paite na discussao da materia os Srs.
Coetho Carneiro da Cunda Antanes Cor-
ris Sou^a Franco e iJenriques 3 rcen-
de a discussao ica addiada.
\Jo Meza para serem insiridas na acta
do boje asseguintesdeclaiaeoes de veto:
Declaro que volei centra a reoiuco que
addia as eleices geraes para a futura legis-
latura. Paco da cmara des d;-putadcs 27 de
njaiode 11-.o. Limpo d'brco.
Declaro que votei contra o addiameato das
leici-s geraes para a futura legislatura. --
Pa da cmara dos deputados 27 do maio de
184o. Andrtdii Macliudo.
Annucia-so achar-sc na a-:e-r*.la o Esa.
Sor. ministra da guerra que recebido com
s formalidad, do estillo e octupa o compe-
tente logar.
Segunda parte da ordotn do d:a.
Fixaco das torcas de Ierra.
Entra em discussao o I. artigo da proposta
que ': o seguinte :
Art. 1. As forcas de trra para o anno fi-
nanceiro de 1841 a 184a constar?.
, i. Dos cfficiaes geoeraes do do estado
maior do exercilo pracas e arsenaes cor-
po de engeiiheiros e offidaea de coros.
^. a. Delrezemil prac3s de prct de linha,
em circunstancias ordinarias e deseceis mil
em extraordinarias.
. J. De duas mil pracas de pret fora da
linha.
, 4. De oilo companbias de artfices.
Fallo n'esta discussao os Snrs. Uttoc,
Bruno Antonio do Serpa lirando. *
Administrador.
PREFEl'TPtA.
Parle do dia ai do correns.
111 m. e Exra. Snr. For6 iionlem presos
pelo Sub-PrefeiEoda Freguesia do Recife a
parda Thercza Marta dfc JetttS do Nascimento
por estar ebria, c bagando ce ai outra; foi
soita pelo Cemmissario de Polica do distri-
cto do atierra dos Alogados, por atravessa-
dar de teneros de priiueira necessidade An-
tonio F.odrignes Barretto leve c mesfgodes-
tir. : e rolo Cub-Prefeito de Otimla o pardo
Antonio. Ferretra por ser de pessima condu-
cta, ebrio, t: insultador da vistnbanca : foi
remeltidG Salla para recrula de Mariuha.
Nada mais consta das partes hoje recebi-
das.
CMARA MUNICIPA DA CDADE
RECIFE.
DO
pectivo I scu'.
necessaria
mandar
so pcb'.Lc.:c.
fastr
a nmpeza
Editaos p-
ra ;uo a limpeza tanto das pontes a ^ovea-
c.-o'doa Affogados comd as deata Cidadc ,
fosse feta por arrematacSo*
Oulro o mesmo Inspector --cace ver J
necessidade c Umpesa, c: a exiga pon-e^do
Recife, q' so oncarrs^r-.sse ao Fisal rWpjCtvc
limpesaR yar.'.i., a r.e r.o Gulc'iSSSQ ac mes-
mo Inspector faseado ver os uotivOB por que
se nao tera mandado faser taea Utopetas.
Outro do mesmo Inspector participando
estar prompto para qualquer dia e hora ,
que esta Cmara marcasse para assistir
visloria q.ie se tem de proceder na casa de
Joaquina Cundido Gomes na ra nova : iu-
teirada.
Outro do mesmo Inspector exigindo con
brevidade remessa das chaves da casa dos
Jurados visto que a falta della causa bastan-
te alrasamento obra, que ali se est fasenco:
inteirada.
Outro do mesmo Inspector, informando fa-
voravelmrnte o requerimento de Fox e Sto-
dart, una vez que o trapiche que pretn-
dela construir por detraz da casa dos herdei-
ros de Antonio Marques da Costa Soares ci-
ta na ra da senzalla nova seja feito de ma-
neira que nao empeca o tranzito publico e
nao Ibes d dircito obstar direceo que
possa vir ter o Caes, que na quelle lado vier
edificar-se para o futuro : addiado.
Outro do Cidado Jo= Antonio da Silva
(irillo, partecipando acbar-s% residindo nes-
ta Cidad tendo deixado de residir na Co-
marca de Goianna desde o dia 27 de Marco
doeorrenteanno 5 o que jul;avadeseo dever
communicar Cmara na qualidade de Elei-
tor eJuiz de Paz Supplente da Freguezia
de S. Frei Pedro oonsalves: inteirada.
Outro do Fiscal Barata exigindo qnantia
de i^Uafco reis que despendeo com os en-
terramentos constantes dos recibos juntos :
que se passasse mandado-
Sesso extraordinaria do dia 18 de Maio de
.840.
Presidencia do Snr. Barros
Comparecer;) es Snrs. fiios Fessoa, Sou-
za Oliveira, e Vianna ; fallando com causa es
mais Snrs.
A berta a Sesso e lida a Acta da antece-
dente foi approvada.
O Secretario dando onta do expediente
ment'ionou os seguintes officios.
Um do Exm. Presidente da Provincia re-
metiendo os exemplares dos Aclos Legislati-
vo: de N 76al 96 inclusive, do hegula-
mentode H 3? e das deusesdo Govrrno
de Ti. lioal 171, i85 e 16 destribuidas em
i cader&os pertencenles ao 4hno prximo pas-
cado ejuntamente com eslaso seo respecti-
vo ndice ; deliberou cmara que se eccu-
zasse o recebimento dos referidos exemplares ,
Outro do mesmo Exm. Presidenle remet- enterram?nto de um corpo apparecido nolu
tendeos exemplares dos Actos Legislativos de gar da Ribeira constante do recibo junto e
n. 65 75 inclusive dos Hegulamentos de cora o transporta de 2 pobres doentes para o
N. 25 a 56, edasdecisoes do Governo de Hospital de Coridade : que se passasse man-
K. 13o a |5q t deliberou a Cmara que se ac- dado. .
Ontro do mesmo Fiscal partecipando que
o Fiscal do Municipio d'Olinda Vlanoel Jos
d'Almeida, continua exorbitar de suas atiri-
era arre^alacao os moveis existentes na casa \ buicoes querendo fiscalisar o lugar da La-
dos Jurados e entregase as chaves da mes- punga na parte perleuceateaeste Municipio :
ma ao Irspectar Geral daa Coras Publicas que se officiasse a Cmara d Olinda remetten-
couforme requisilava ; intoirade e que se do por copia representacao do l-iscal aci-
tua alma em &n meu bom amigo parece
contribuir para fazer-te feliz na carreira de
vida que adoptaste La de cima das Berras
sem pretencSes nern dozejos ambiciosos, nao
te ccoaimodfo *:s escarancas malogradas de
um j a cablea e^c?3siva da culros, as maldi-
ces dos vencidos e os bradea de triurapho
dos vencedevee. Ero quanto gevernisias e op-
posicioniste^s travao lula 3 morle tu folgas
em ver creseor. e frrxiScar esses arbustos be-
maventuradoa cujes fructes realisaro em
nossa bella provincia todas as pcrter.tosa's ma-
ravilbas do El-Dorado. Todava errado jui-
;o faria ?. teu respeito se por ventura te sup-
poesse inteiramene indiderente s cousas da
patria. Ningucm saas do que eu sabe que o
triste estado em que ella actualmente se v
contrista sobrecanera teu coracSc e que se
poi'.co ifateressfl mostras. as artiraanhas dos
p jrtidoa grande empenbo tomas nojiem es-
tar e prosperidade do paiz. Mas nao in-
tento meu querido Z. dirigir-te urna car-
ia toda rechiada de noticias e questes polti-
cas. Fie- tua recommendaco de te nao es-
pancar a paciencia com assdbptos desses jaez ,
procurarei enlreter alguns momentos teus pre-
parande-te um manjar mais accommodado ao
teu paladar.
Eu sei que nem os annos nem os trabalbos
diminuiroem ti aquelle gosto particular que
outr'ora mostravas pelas cousas que apresen-
to um lado faceto e divertido ; e pois meu
bom amigo quero dar-te um prazer envian-
do-te urna analyse succinta e consciencosa do
discurso o mais original e gaiato que ha sido
proferido em nossas cmaras desde que ellas
existem. Por esla vez nao te oceuparei a at-
tenco de outra cousa guardando-me para
quando baja mais lempo e paxorra tractar
de oulros assumptos.
O discurso a que me eu reliro foi pronun-
ciado em a sesso de tdeJunhop>r aquelle
nobre depulado por S. Paulo, o Ilustre An-
tonio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e
Silva to condecido pela birra que tem aos
mocos. Ha muito tempo nao se ha proferido
as cmaras cousa que cauzasse mais sensa-
co no publico. Uns o recebero com signa-
es do mais vivo desgosto nao sei se direi ,
tedio em quanto que outros individuos de
crenca robusta e f viva suppondo sublime
quanlo nao entendem anula a esta hora es-
cusrsse a sut recepcao
Ui'iro do mesmo Exm. Presiden'e ordenan-
de qus esta Caaara fizesse desocupar e por
Alvaies Machado
Souza Franco
Limpo
de Aireo e exigem afumas expiieacows do
Sur. ministro da guerra ( as quaes S. Lxc
Batidas en paite pois que nao eslava ao ta-
cto de todos os objecloe sobra que lora in-
terpelado.
A discussao fica addiada pela boia.
O Exm. ministro ietira-se com a mesma
formalidade com que cnlrou.
O Sr. presidente d para ordem do dia a
mesma levanta a seso pelas duas horas
da tarde.
Diversas Beparti^oettS
CORREIO.
A Administraco do Cis'e'O Geral desta
Cidade pertcipa aos Snrs que na caixa do
Bitsmo Correio lancaio carias para os Snrs.
ftjanoel Francisco da Cosa Joo Jos Perei-
ra deCarvalho, V. Ju Vidal Medina e
Jos Manoel de Lima *$J ^-Jf| ^ g^ ^^'.Tmf'^
SSfflaiftiWi^ cpaitcci^ndo, qnephavia le.ado ao ,
remetssse quanto ans as referidas chaves ,
pasr.ar.do-se es movis da casa dos Jurados pa-
r-i salla da Cadeia.
(J'itro do mesmo Exra. Presider.'.o commu-
nicando em resposta ao fficio desta Cma-
ra 'e a 3 do mez prximo pascado que n-sst:
dala so h- oiciado ao Jusz de Direito da 2.
Vara do Crime desta Cidadc, order.ando-lbe,
que transfira para i5dc referido nc: de Maio
abertura ds 2. Gesso ordinaria dos jurado",
visto nao seguir-se d'ahi inconveuiente al-
gum e haver nesle tsmpo casa necessaria
para dita Sesso : inteirada^
Oulro do mesmo Exm. Presidente em ad-
ditanento a seo officio de 25 do mez pro::R-.o
passado oidenando, que se entregaos a?
Inspector Geral da: Obr-isPublicas pa chaves
da casa dos Jurados : inteirada.
Outro do Deputadc Joaquina Manl Vie-
ra de Mello partecipando que por motives
de molestias e outros er^oramcilos ce farai--
lia nao poda tomar (.ir'.c noi trabalbos da
Asserablea Gral e ar^iouvess <'Catria-
ra da chamar aquella dej Suplentes que
o devia substituir : deliberou a Cmara que
se oflSciasse ao Supplente Ur. Manoel Mer.des
da Cunba c Azevedo rcmettendo-lha o res-
pectivo Diploma para coro elle tomar assento
na Camera dos Snrs. Deputados.
Outro do Tenente Coronel de Enger.heiro
Inspector Geral das Cbras Publicas parteci-
pando ficar entendido de nao ter esta Cmara
ainda recebido do Engenbeiro J. Boye.- a nota
da direccao que deve ter o Caes projectado do
Forte do Mallos pira o Norte : inteirada.
Cutio do mesmo Inspector Geral das Obras
Publicas agradecendo a commuiiicaco que
esta Cmara I he fuera de ameacar o mais
eminente perico o pacadisso, que
e se passasse manuauo. \ ~ ...
Oulro do Fiscal da Boa-vista exigindo t*o embasbacadi de queixo taludo anlo
auantia de .U-, 60 reis, que despendeo com o cuncepcoes mais elevadas, iimgens mais estu-
, ..____________:,i~ !.,_ pendas, rasgos poticos mais sublimes que
quantos se acho por ahi assim era chassicos e
romnticos E' pena meu caro nao teres
esludado Medicina para me dizeres se o par-
to de U Camarilha fui ou nao sui geueris, *
ou se appresentou os mesmos symptomas dos
partos ordinarios. Mas no anliciparei ideas,
que cumpre primeiro lazar-te a synopse do
discurso.
Suscitou-se na cmara temporaria rendida
discussao sobre a organisaco do gabinete ac-
tual. O nobre Andrada procurou demonstrar
que o 19 de maio nao fra organisado parl-
mentarmente: a fim de proval-o entendeu
deer lan9ar mo de um dos mais valentes ar-
gumentos aconselhados pela boa lgica isto
da allegoria. O nobre orador declara pri-
mriro que ludo de um modo o mais elegan-
te que possivel imaginar que o eleilor dos
ministros eslava ralado de congochas por se a-
charsem ministerio, equeo nico expedien-
te deque pode laucar mo foi lecorrer a urna
sabia e poderoso dama de que o nobre orador
serviu de padrinho baplisndo-a com o no-
1..3 de Camarilha. Ora incompleta e desen-
xabida (ora a ellegoria, se por acaso a Sra. L>.
".aaariilia 'ormasss o gabinete porcu|a fal-
ta eslava o eleito dos ministros ralado de con-
go:ha3. Epois o nobre orador incumbido de
mostrar cmara a maneira porque D. Cama-
ri!L" deu um ministerio ao eleilor dos miois-
tr3S Esta poderosa dama feo obre de-
putade quem o diz ) depois de tirar das pro-
arias entranhas, como a aranba os fios de
que lece a sua tea., inhalou algumas sementes
estranhas que voavo pelos ares como lazern
as plantas ; e depois fecundada por si mes-
ma pela energa propria como succede
com alguns insectos o pulgao por exem-
plo que nao precisa de copula ( sublime e
delicada revelaco ) para conceber concebeu
e logo eutrou em dores de parluri?o .. **
Ora meu caro, antes de passarmos adian-
te, nota toda a sublimidade desse engracado
mixtiforio: que soma de bellezas esparzidas.
por todo esse trecho 1 que estupenda vareda-
de de conhecimentos D. Camarilha mulher
e ao mesmo tempo aranba plaa, e pul-
gao D. Camarilha como mulher que pa-
re ; como aranha tira das prop ias eutra-
nhas os fios de que tece a sua t ; como plan-
ta inhala sementes extranhas que voao pelos
ares j e como pulgao concebe sem copula V
ma mencionada.
O Sur. Vcreador Vianna fez o seguinte re-
querimento q' oi approvado : Req. Illma.
Cmara, que pessa quem compettir um ter-
reno que suponho ser de raarinha ao p da
ponte de MiJclomb para raatadouro da
Povoacao dos ACogados conforme o parecer
de urna Comnissoda cosmt.Illma. Cmara,
fim da se evitar que ^e recolbo bois em
(tuintaos de cas partieuiaCM e lacarem-se
no meio a ra da mesma Pcvoac:?.
Desr'scb^ro-sealgjns ; ;qu;rieentos, E
por le* dada a !io;-a lavaatou-se Sesso e
mandaro lser c; prezcnle sra queassignarc.
E eu u^-ncio Infante de Albuquerque e
Mello, Secretario a .escrevi. Barros Prc-
PresidentO. Vianna Ciiveiru, Souza Pea-
sea, Ros. Est conforme.
O Secretario.
7'ilgencio Infante d- Albuquerque c Mofo*
ani^tncio.
O CoUecor da Deoima e mais Impostes
do Municipio d'Olinda, meada 'azer publi-
co que vai proceder oxecutivaLosn'.e contra
os Conectados que nao comparecero a pagar
no prasc marcado x. Decida dos Predios Ur-
banos a Taxa de 1U000 reis por escrayo e
es Impostos de Lojas, Tabernas Canoas e
de Olariss enclusive os atrasados : e para
sciencia de todos se faz a presente declaraco.
Collecloria d'Olinda 20 de Julho de 1840.
O Escrivo
Joo Gonsalves Rodrigues Franca.
1. Carta de A1istopl1ar.es ao seu amigo Z.
Bem sei, meu caro Z. que pouco apreco
das as questoes puramente polticas. Tua
boa ndole a aroenidade de tuas maneras ,
teu deseo de viver iia solido a candura de




Id roeu bom ami;,;
e sabe.
nenhumc
melle
^ ,--------?-4- -...._-,
que teus conhsc.aiciitos nc cv-atr, helor pro- ar'.manlias .
cura mcstrai-os i> .'ada pssso, :;nda que reja j :dido cr.-r-genhos de tigra' do no.
fazendo e todca jlJes ama indigesta cateles-1 nistro do Ir.-.pcric. D'ahi vers, meu
na : e pianndc-a cara de teus ouvinlea qre o Sr. Terral c anda mais horroroso qus
Se um on safara t-? censurar i a maicr parto I o Poli lomo da fbula, porque, alera de raons-
delles te lavaro s r.uvens suppondc-V bu- i.-?,h3rrendo,ingente, infera* c sata ura c'ho,
perior eos afamroos sete sabios da '
Que ao dois 03 tres asi^dos no meio
multa turba de loros ? Rari nant
tersar menos odioso a tcm :!e-
iobre mi-
ami.^o,
gite vasto; e ndda rr.ais,,
Mas vejamos como se aveio esse noneco,
que participa 3o rnesmo lempo da natureza da
mulber, da aranha, das plantas, e do pulgSc,
que coiicebe sem copula, chamado Camarade,
para dar ao eleitor dos ministros relado de
congochas, am ministerio. D. Camarilha en-
trou em dores de parturiqo, e o nobre debu-
tado de S Paulo como dotado que de pode-
roso talento d-3 analyse vae descrever cora to-
da a possivel e::actido urna por urna as dores
de D. Camarilha.
As primeiras dores (formaes palavras do 1-
lustre deputado) dera nascimento ao nobre
ministro da guerra. Logo depois a honrada
dama torncu a sentir novas dores e deu
r.-
forgi
pclido o Sr. Antonio Carleo !
Ij-is fallaair.da ur;.^ circunstancia que o
deve jer omidida G nobre And.ad tevun
to luz do da o nobre ministro da faie.:da
que, como observeu o llustre deputado por G.
Paulo (indubitavelmente o parteiro da hon-
rada dame que como lal nao havia de parir
vista de todo o mur.do), trouxe na mo anda
araarrotada a celebre proclamaco aos rair.e-
ros Mas reconbeceu logo a mi carinho- que
este flho por mui ligeiro a qualquer luo
de viraco fazia pirueta inteira f air.da c prc-
prio Sr. Antonio Carlos quem falla) o por seo
apenas o conserva :zem ceno drago do
jardim das Hespridos (que guapa compara-
co !) para vigiar o pono dourado e ainda
suceulento da fazenda, at entregal-o a ou-
trem que o saiba espreroer mellior.
Passadas estas duas dores, a nobre dama
senlio puxos lerriveis ( elle elle mesmo'
o proprio Sr. Andrada quera o diz) Gento
dores violentas, e no fim appureceu a figura
proeminente do ministerio, o obre ;.iin3ro
do imperio, l'olifemo da fcula -- monstrum
hoirendura informe ingens, cui lumen
ademptum !
Em a iuiuha muito humilde opinio este
trecho digno de urna epopea. Os pu/os
terriveis do-lbe urna grao:: inexplicavel e
o bem adequado da compareci excede as me-
taphoras mais arrojadas dos liomeros e Byrons.
Com tffeito quera conhecer o nobre ministro
do imperio nao podedeixar de exclamar que
Virgilio propheiisou o Sv Torres, quando
corapoz verso lio primoroso. A conguraco
monstruosa immensa e inlorme do nobre mi-
nistro nao poda ser mellior caracterizada. F.
o seu olho de menos, cui lumen ademptum ?
\erdade seja que s. exc. nao torto mas
quid inde ? Se nos por sermos ignoraiiluei ,
traduzimos por tal maneira o lumen ademp-
tum ; o que que embarga um Andrada de
nao iraduzil-o por myope, ceg ou ainda
vista de lyuce ? !....
Fm summa meu bom amigo, o rerdadeiro
de ludo isto que o nobre deputado por S.
Paulo j havia orado muito sem fazer urna ci-
lacSo preciso era portanlo mimosear os espec-
tadores com algum pedheo de latim ou grego,
ainda que alheio ao assumpto, e encaixado no
discurso a martello Ora ueste entretanto veio-
Ihe ideia o bello verso de Virgilio que elle
citou to indevidaraenle, e como era necessario
applical-o, e ento era a occasio de se fallar
no Sr. Torres nao houv'e outro remedio seno
o nobre ministro ser comparado ao Polifemo
da fbula, embora s exc. se pareca tanlo com
elle como o Ilustre deputado por S. Paulo. Da
mesma maneira, se em vez desse verso de Vir-
gilio o illustre orador se lembrara do
Cheios de trra e crespos os cabellos,
A boca negra, os denles amarellos,
teria comparado seu illustre antagonista ao gi-
gante Adamastor ou ainda rainha Dido ,
6e llie viera a lembranca o nunca assaz citado
Infandum, regina, jubes renovare dolorem
Mas, a discripeo do parto de D. Camarilha
ainda nao terminou. OSr. Antonio Carlos
com a mais minuciosa exactido, como nao se-
ria capaz de fazel-o a propria honrada dama ,
coma que depois das grandes dores que ella
bonuade declara- cauara qte tudo qua:.-
;o parlo do ministro j i ;perio ve qaaai
setapre ensopado em sossa ficante, eawo
appendics ou vabo-lava ^secundinas de D.
C'.r^rha o aao'.ho ecc QO"j.t de7e MttlTtlistr o coessivQ crdcv da coss- .'
feliz descobei-ta i adiado eagenboso o subli-
me !
Af;ora, meu caro Z nao suppces que 6 di-
oJliiio determina." a especie a rve petencetn
os filhoG de D. Camarilha ? NSo devero ei-
ies segundo a Gi-dcm gara das cousas, parti-
cipar da nobreza damSt, iso, seren tso
mesmo tempo homens, aranbas, plaas o pu.
aoes ? E' pena.que to notavel lacuna se en-
contr no discurso do eximio historiador de D.
Camarilha; que nao perdeu a Zoologa l....
Oue progressos nao faria cosa sciencia admit-
lindo .n seu vasto dominio novas especies de
animiet, ainda nao obatrvado, nem des-
:riptcs '
Depois do brilhanle episodio do parta de D
Cataarilha o nobre debutado por S. Paulo
apresena uua lista enonae de nomes proprios
part. mostrar que os reis fortes nao tinha
pejoas a quer.i eonsutar, nocareciai desses
ral^s-ievaa que lude viao, dbservavao e fa-
z.a" sem ajeda :em conseiho de ninguem. Di-
go que o Sr. Antonio Carie, nao teveem filo
probar outra cousa porque quando se disse
no cas que camarilhas hoi.vo sempre nao se
'.ve por certo outro fim en. vista que alfirmar
a ir-rj03Sbldade de govorv.ar sem conselho.
Segup-se um bello periodo indispensavel a
ledos cu discusos do illustre depuudo que
tcviiov a peilo poupar trabalho a futuros bio-
giap.ios, fazendo a cada passo a sua apologa
y a da sua familta a qual na phrase do ra-
ro orador orgulhosa, nobre e altiva !
MRUCfl
do cume da montanha ? E] Cruz D. i : a fallar com Uomrefoud Faux &
Mauvernay.
-----Leilo judicial de trastes louca o
urna porco de damascos pertencente aos her-
deiros da fallecida D. Leandra da Costa Lira
hoie a4 do cerrente pelas quatro horas da
tarde no sitio do Leo no Hospicio.
CT" Alu;a-seum escravo perito n'arte de
pintor ; na ra Dsreita D. 3J.
Otr Lavao-se lavas de todas as qualidades,
assim como veos de seda e de linho mantas
de seda e de linho meias de todas as quali-
dades e banda de olieial dando-se cor que
as torna como novas : na ra do Vigario D
3i.
t3T Precisa-se alugar urna olaria que te-
nlia barro para facer tijollo e que soja pello
do embarque ; a fallar ua ra das Cruzes D.
15 no segundo andar, que se dir quera
quer.
tsr Qualquer Sr. que precisar d'um hbil
Piofessor para aprender, ou mandar ensinar
Rlietorica Philoso|thia Latim e Francez :
diiia-se a ru.i da (iuia N. 5q onde achara cora
quem tratar. Adverle que suas lices po
dem ser presenciadas por qualquer curioso e
que prometle em pouco lempo mostrar o seu
disvelo.
t^ O Sr. Bernardo Jos de Barros pro-
core urna carta viuda do Cear de Antonio
Kanetde Mello, conducida por Joaquim Do-
mingues da Silva em casa de Manoel (on-
calves da Silva.
ts&" Quera precisar de um rapaz de 17 an-
uos para loja (Se fcrra;em ou miudezas do
que lera bastante pratica annuncio para ser
procurado.
tsy D-se dusentos a trpenlos mil reis a
juros de i por cenlo ao rnei sobre penhores de
ouro e prata : na ra do Rangel D. 14 so di-
r quem os d..
elle que procura desmerecor-
esse atravessou o Atlanli-
para chamar sobre a patria que o vio nascer
todos 01 horrores de urna restauraco !....
Mps nao te he por certo desconhecida meu
amigo, a cci.sa da sanlia inaudita com que o
Ilustre deputado por S. Paulo persegue a
1 cnoria de ara fluminense benemrito t es-
se cidado commetteu ura crime horrivel,
digno da mais justa punico ; ousou medir-se
com o leu oiiciooo detractor e mostrar aos o-
ihos do publico seb seu verdadeiro ponto de
vista essa tilo jabada ir.telligcncia mais vasta
que o universo', essa to apregoade vontade
mais ferie que o destiro ; '
Nao obstante apezav da so/era punico que
merece lo horrendo altentado ncdt ha bi
que possa desculpar esse canlbalisco essa
brutalldado. inaudita cem que se vicie u segre-
go dos tmulos. e kmasa-M norte urna
sua victima, 'fim de e;:pol-n desarmada,
cem defsn&e Irriso de seus ioimigos. )ae
falta de delicadeza ou antes rr.e escndalo !
Talvez aehes, meuacigo, Uiom i.iir.has
censuras muito excesoivas, s que -i.ia en. u-
rca correspondencia toda faflklUar devara ou
ler mais alguma contar-placo paru co\2 a-
quclle que representou lo bem os interseos
do nosso Brasil no congresso portu^i.e.. Mas
como ter contemplacoes cem um horaeSQ*qeu
nao tem para com pessoa alguma que inju-
ria s nossas mais dislinctas notabilidades com
apodos indignos da tribuna e do puLl.co eom
ura hornera que sejulga noexcesso de urna
vaidde iuexcusavel cima de tudo c- de lo-
dos? 'poeta, orador, petrus in cuntts: ? !..,.
Meu Z nao me crimines por isso; porque
sabido que quem quer ser re-peitado princi-
pia respeitando aos mais.
Basta or hoie de
KSf O Sr. Jos da Costa de Albu [uerque
far o favor de annuneia. a sua morada para
_ por hoje de massar-te a paciencia ,
que desta vezj tens sido bem convidado. Fiel
tua recommendaco dirigir-te-hei algumas :
lindas quando me sobre tempo e paxorra. No : 'de tallar a negocio de seo nteres.
entretanto fica certo que agora ou em todo ou I W Quem q carrejar pira a cidade do
tro qualquer lempo nesla corte ou em qual- Goiana por proco cmodo dirija-se a Fora
quer parle do mundo a que me lance o meu de Portas da parte do mar a tallar com An-
11 ,>..;., T...._..:__.i <.. ,i.,.-
distino sempre serei o leu querido
Aristophanes.
(Do Brasil )
LOTERA DA M. DA BOA-VISTA.
O Thesoureiro da Lotera a benericio das
Obras da Matriz da Boa-Vista, cujas rodas
anda impreterivelmente no dia ultimo do
--------_ _.B--------,-------_-__..
Grande admiracao causou o nao daver o -~rz;------
Ilustre orador approveitadn a occasio para corrente Juldo declara que os b.lheteseslao a
linio de sua familia, fazendo venda nos lugares segu n tes : no Bec.e na
ampliar o domi
nova promoco de prenles como a que leve loja de cambio do Sr. Vieira e na de Mano-
logar era o anno passado cora a qual muito el Cardo* Aires ; em Santo Antonio,
U _J_ J-____ C____ C. Al.
wu ~ -----r--------' -------
magoido dizem, ficara o Sr. Alvares Vla-
chado.por nao ter sido promovido altadigni-
ces .
Mais adianle depara-se com urna longa dis-
sertago para provar o que sabera quantos le-
ra5 o tratado das penas e recompensas de Je-
remas Bentham isto : que o castigc '
preferivel ao premio para haver lugar a pr
Ionio Joaq'iim dos Santos.
\2T Precisa-se de allugarhumi casa ter-
rea para pequea familia, 011 mesmo hum an-
dar de sobrado, no bairro de Santo Amonio,
sendo o alluguel al aUoooreis; quem ti,
ver annuncie a moradia.
$25- Jos de Souza faz sciente ao rcspeitavel
publico que mudou o seo nome para Jos;
de S e Souza.
tST Prec/a-se alugar huma preta para,
vender na rua;a pessoa que a tiver annuncie.
SS^ Quem precisar de urna ama de casa de
portas a deulro para todo o servico dirja-
se a ra do Padre Floriano casa D. 8.
XS9" Arrenda-se um pequeo sitio no lu-
THEATRO.
Expectaculo novo de Mr. Vally Domin-
go 26 do corrente
loja
de Menezes Jnior ruado Colegio, ena
botica de Joo Moreira Maiques ra do Ca- (
cniu.|wr uw wr u tuvn.. ..-.Bm.- 'u, i /rar dos affogados ra do bom gosto com
dade de prente da noblissima fara,ha ten- \& \e^?^ ^^ {\ muitos arvoredos, e rauitas proporces para
do feito alias importantissimos serv.cos para Manoel de Sou*a Uapozo em cujos lucros f as viveir0i por ssl)qut.o
merecel-o. Tenha paciencia que as preter- tambera se trocao por outros premiados. ^^ ^^ ^. ^ & b^ mjr quem q
ces esto na ordem do dia. ,"r^~.nn"~ pretender dirija-se ao paleo do Terco sobrado
Decima 5.
tsr as trras que os herdeiros do enge-
SJe" ^ ;u *" "uw,,t"' n|,0da torre tem arrendado, acba-se um*
- que o castigo Depois que J^^J^^J^ pessoa de posse da campia que era lavra-
prefervel ao premio para haver lugar a pre- verera desempenhado ai.overtura se rtpre J p^ Fel e esta ,er baslan|e
venco dos delicies. Tenho por sem duvida, seniaia bellissima peca denominada O> Des- ^ oirereCe a qualquer pessoa que qui-
o que nao deixa de ser muito louvavel, que polismo forma a revolucao dos I ovos I inda 1^ c^lra(ar a ter,vaccas de Jeite quem
o digno deputado por S. Paulo reproduzin- a pera Mr. l^fin* "lTj' pretender dirija-se ao dito lugar,
do as ideas de Bentham nao cilou a aulon- traordinano Expectaculo. 1 O grao io0or 1 ]\'ll(rUem faca negocio comosbensde
dade desse celebre criminalista para nao di- baixando da ma.or altura do Theatro a comer ^ Jof ^ g^ casado que fol
minuir o conceilo que por certo merecem do e beber prezo por um pe.- a. \ grande co- ^ ^^ Krancisca do Rosario lalecida, por
paiz as suas proprias judiciosas asserces. lumna giratoria. d. O TOO de .ep 1 4 I Mg comQ iIlventari.nte tem de entregar
Nao pegara da penna para enderecar-te as O voo orisoiilal. 5. O voode vtercurio.. ^ U1MS dos her(|eiros daquella fallecida ,
toscas linhasque ah vo tracadas se por a- 6. A rapidez do rabe. 7. U cavaueiro e o ( ^ ^u^ ^ ^^ ^^ ^ g Frdncisco Go_
caso o nobre deputado por S. Faulo nao tocas- hornera onzontal 8. A baca e a escauera. ( ^ ^^ ^ aQ ^ elgQ sujctos os beQS dl)
se com um ar dezombaria e pouco caso n- -9 Agarrafa. 10. O^Hanoeino. 11. im mesmoInventarailt0 pereira e para nao ba-
desculpaveis,' em um nome sagrado ; se nao Palitos na Columna.- 12. Us bracos ocaiu- ver ignorancia ou desculpa se faz este an-
quixesse com o slylete do lidiculo lascerar a des. As posicoes Hercleas. 14. us a ^^ ^ temp0j |)reverii0do assim qualquer
morlalda de um finado illustre para escar- Voadores. cousa que apparecer possa.
tsy Aluga-se urna excellente casa, feita
moderna, com commodos para urna grande fa-
milia, por ser asobradada, sita na ra d'Ale-
gra; a tratar na ra deS. oncalo 11.
tsr Quem quiser comprar urna escrava de
naco que engoma ptimamente, cosinba, ro-
ze e faz doces, a qual vene-se por sua senho-
ra relirar-se para a Europa ; um bonito mo-
leque com 18 annos ; um dito com ao, ambos
de naco ; e urna moleca propria para moca-
ma, bem como outros escravos com habilida-
des, que se faro ver ao comprador; dirya-se
ra d'Agoas-verdes, D. 38.
S39- Jos Antonio Goncalve Bastos lar
sciente ao respeilavel Publico, qw.se retira
para a Babia a tratar de seu negono^ por
tanto roga a qualquer pessoa que se ulgue
seu credor baja de Ihe aprosentar a conla at
o dia 2Q do crrenle par ** Pa5a *S9,m
como roga tambera a quem ihedeve e Uvcr
rar-lhe as cinzas. Oh! nao avez primeira
que elle commette to nefando sacrilegio J
em urna occasio chamou dscusso para
escarnecel-a, a memoria desse illustre ilum-
nense. .. At quando esse Sr. deputado fol-
gar em aggredir os morios ? ..
&m meu caro Z., o hbil parteiro de D
Avisos li versos
%ZT Arrenda-se nui sitio no Caxang cora
bastantes ps de Urangeiras e outras fruleras,
. quejdo, ptimo par. nelle "'hr a-
Camarilha, fallando de urna de nossas glorias gnma m..rada de casa por ser o melrior ter
brasileiras mais puras mais Ilustres, mais reno daquelle logar : tratar na Prac.nha do
sagradas nao leve oulra phrase com que de- Livramenio loja D. so.
nominal-a seno a segunte um moco cha- BT Hoje .4 do corrente vae segund vez a
mado Evaristo. Tu sabes 110 entretanto, como praca por arrematacao porta do sor. Lr.
rodooBra.il, que esse moco foi elevado ao Bastos na ra da Aurora- um eserrvo crilo
i-, .eha. es^ffrer dando a 1^ ^^S^^Zl^i^^ ?* conlieir; c.p..eiro ed.u-
.MT-SS. Juo6 djenle J. be, aue elle .. ener6,a, aeu.id.de. ,
'" I lo.o em eraode narteo trium- 3T A crcoula, oue se offereceu para ama,
Lrid. e de,a ve, refere que o.r.u lalve,, wllifV^- T.^To ,e deWeu e J^. roa d. Sa,',u Tliere,, eo, caM do
omo^ondi,,aS,-oqoejUioceor!urn.p- pto*T" NUIW ^ S piaW o Sr. Silva lado do nasceole.
;


DIARIO DE
Christovo Diestel com casa de Cam-
bio na na Ja Cadeia do Recife faz cente ao
respeitavekpublico, que tem fcito sociedatle
ueste estebelimento coro o Sr. Alfredo Willers
desde o dia i. do corrente e desta data ero
diante fica o me*mo girando debaixo da firma
de ChristovSo Diestel & Companhia.
tjf" Nos abaiso assignados declaramos ao
respeitavel publico rjue temos passado pro-
curacio bstanle ao Sr. Gregorio Autunes de
Oliveira na qual llics damos todos os pode-
es para assignar e tratar qualquer negocio
liso da nossa firma sendo tudo relativo ao
nosso estabelecimento e que qualquer tran-
s icio feita pelo dito Sr. Oliveira ser valida
da mesma forma que se fosse feita por us, -
Cristovo Diestel & Companhia
:k,^- Aluga-se um armazem proprio fpara
qualquer negocio na ra do Rozario que vai
liara o Carreo D. 99 ; os 'pretendent.es dir-
jao-se a rua do Queimado loja de ferragens
D. 7.
rf Os Srs. Romrefond Faux & Mauver-
nay tem a boma de informar as pessoas que
teta relacdea de commercio com elles que o
sen escriptoriose transporten para a rua da
Cru/. D 1 na mesma casa onde resedio o Snr.
Luttkii s,
CJ* Mr. Vallv previne que havendo tra-
aido do Rio de Janeiro dilferentes joias e bri-
lhanles e querendo disfazer-se dos ditos
tos, as pessoas que quiserem comprar,
di 1 ijao-se ao dito Snr. na casa da opera que
elle vender pelos procos que lorem raaia com-
modos ; una memoria com um brilhante per-
feito pesando t quilates e um quarto urn
boiao esmaltado com um brilhante um par
de brincos de filagr com dous brilhanles. um
wineie de sen hora, esmaltado com 5 brilhan-
bs uta par de brincos esmaltados com 16
brilhanles urn par de brincos de filagr e
perolas unas pira menina um alGnele com
17 brilhanles oulro dito esmaltado ooin no-
ve ditos, ou.ro dito com i2 briihantes 3
botes de ouro pegados a urna corrente com 3
pequeos brilhanles um relojio de prata e
da moda com 4 pedra.
Avisos Martimos.
PARA ORTO DE JANEIRO segu via-
gem com brevidadeo Patacho Mara da Glo-
ria; |ucm quiser canegar dirija-seaos se-
ns consignatarios Amorfas Irmo na rua da
cadeia quinada Madre de Dos t ar,
PARALOANDA com escala
o Brigue Kra.-ileiroS Manoel
rado e pregado de cobre de boa
Rozario loja de miudezas D. 7, e na rua do
Collegio loja de relojoeiro. /
*+Xf Ou troca-se urna negra de naco de
bonita figurr propria para trabalhar de en-
chada por nao querer outro servico ; um
diccionario de Soura um dito de Fonseca para conduzir atierros 5 no armazem de Joao
A .. A'.t.. Cr.1:..'...^ T ... .mi.vv nn nrimnirr. f II O- ITII __... A- CnmmBVrIfl.
meno e branco em caixes de todo o tama-
ito por preco commodo : na rua do Ran-
GelD. ,4. ..
17 Presuntos ingles queijos londn-
nos btalas inglezas sapalos ditos carros
e um dito Calipino Lexicum ; no primeiro
sobrado de grades de ferro depois do beco dos
Martirios, defronte da Sacrista do Terco.
SS~ Um buhar com lodos os seus perlen-
ces por preco o mais era conta possivel ; em
Olinda rua de S. liento no penltimo sobra-
do do lado do poente !). 57.
S^* 16 vacas mui boas de leite enclusive
5 novilhas, e i msticas tourinas todas pre-
nhas, algumas a mojando e as mais vitelas;
no sitio dos arcos rua dos flatos em. Olinda.
^C3" Lindos challes de lanzinha lavrada de
Alera.inha de cores agradaveis e diversos
padroes por preco commodo ; no largo do
Livramcuto loja de faiendas D. 5, junto ao
alfaia'e;
ft^ Urna venda em fora de portas D 5 ,
com poucos fundos sendo metade a vista e o
resto a praso pertence a Joao Jos de Medei-
ros Mello ; trata-se na mesma.
Mr* Um realejo com tres selindros com
21 pecas de msicas na rua da cadeia do
Recife loja n. ti.
VS" Urna escrava de nacao ptima para
o servico de campo por 3oo,oo) e nao se
duvida dar a praso com letra de boa firma; na
ruada Cruz D. 5-.
X ssr Chitas de hons pannos e tintas fixas da
Nova Ilollanda pelo barato preco de 160,
Carroll & Filhos na praca do Commercio
IS- Roas cartas de syllabas e palavras em
letra redonda o raanuscripta a 80 rs. ta-
boadas com algumas definices de Bezout e
outros a 80 rs. encadernadas e sem encader-
nacao a 4o rs., um Tito Livio latino 1 u8o ,
um novo testamento de J. C 1600 ; na rua
direita 1) 26 loja de calcado do Snr. Rastos,
e no Recife rua do codornia n. 4 veda do
Sr. Jos Rodrigues. #
C^- Oito escravos urna molata de dade
de 10 annos boa figura ptima engomma-
deira costureira e coiinheira 4 Prijta
mocas, fazem to% o servico de urna casa, urna
dellas cose e engomma dous moleques de
idade de 11 a 14 annos urna negrinha da
mesma idade ; na rua de agoas verdes casa
terrea D. 3;.
ssr Um ptimo sitio na Povoaco dos
A Bogados defronte da Igreja do Rosario ,
com duas grandes moradas de casas cosinha
fora estribara para seis cavallos senzalla
para preto* duas cacimbas sendo urna de j
cassa de quadro 2800, ditas de riscadinho
58oo ditas de algdozinho de ao jardas -zHoo,
merin<5 de pelo de rores de superior qualida-
de 1240 o covado, chilla azul 160 dito ris.
cadinho 160 e 180 dito gangas de cores 180
dito panno de linho portuguez 5G a vara ,
luvas de algodo 4oo e a 48 Par m.eas
curtas para meninos a 2&0 ditas compridas
finas t^o meias de seda curtas e compridas,
luvas ditas e oulras muitas fazendas por
preco commodo ; na pracinha do Livramen-
to loja de Baptista Jnior.
tJ~ Urna escrava muito boa coiinheira e
engommadeira ; na quina da pracinha do Li-
vramento loja do Burgos.
527* Um escravo do genlio de angola de
idade de o annos com principio de serra-
doa ; na rua estreita do Rozario D. 29.
ssy Um escravo de bonita figura de ida-
de de aa anuos oluial de capatero ; na rua
nova armazem D. 34*
py Mo pedras marmore de ladrilho, che
gadas ltimamente por preco commodo em
casa de N. O. Bicber na rua da Cruz nu-
mero6J.
Kscravos Futidos
K3- Di fazenda macambira termo da Villa
e Posqueira Comarca do Brejo da Madre de
excelente agoa de beber e outra com bom- ijco y iugio um creoulo de nome Joaquim ,
banho, dois grandes vi- je iM\e e' 3Q annos, estatura alia, cheio
I .. ',. m ,-*\ > 'i firm '1 l'll__l_____.___..
ha e tanque para uuimu, uu $-, laetuaueoe >u unnus, csiaiuia ana, euciu
veiros grande orta logar para olaria com Q cor^Q t pernas grossas falla .algum tanto
barro para telhas lijolls e mesmo para rouca f conhecedor de estradas do serto he
loica, baixa para capira bastantes ps de escravo do Medico Brilo ; quem o pegar leve
, coqueiros, larangeiras cajacires,, e outras ao atierro da Boa vista residencia do mesmo
meias curtas de muito superior qnalidade a arvores de fructos, grande parreiral de ex- | Medico ou a Villa do Brejo ao Preleito da
280 o par, escuras, ditas branca para me- cellentes uvas com pilares de tijollos uma : dto Comarca que sera gratificado,
ninas a -S0 o par, cassa muito encorpada 200 cazinha para feitor no fundo do sitio sabida 1 ^g- iMu d,a ao do corrente sah.o da casa
a vara bretanha de rolo de 10 varas a aooo, i com portao para a estrada da Piranga cora de seu Snr. um escravo de nome P ranc.sco ,
panno da costa muito largo a tfo o covado I proporcSes para vacas de le.te lodo o anno por alcunho canario, naco cambla, com
cassa dequadrosde muito superior qualidade Unto na frente como no funda lugar para se osiigMM segu.ntes ; estatura mediana cor-
no Recife rua do Amorim casa D. 56 no se- uro de Moraes. sabe muda de traje a excmplo de outras In-
fundo andar. ^^" O compendio de Llieologia Morai para gulas, queja tem luilo poe se de calcas
rado e pregado de cobre de Loa marcha, tem aucerce cornao ue peara uc uaniuria : sppus ,---- f ()1 ,i cm
parte de sua carga prompta ; quem quiser da mesma, Outro terreno por delraz da mes- ojadoar. rinto. i^m u
carregar, ou Hir de passagem entenda-se com | ma rua com 60 palmos de frente para opoenr jr. FadreJoaquim ne a^ui i .. ,
o C.uitao Manoel Simoes ou com Bernardo te e rio e para o scente o fundo iBcientfi ^a nm',: piscopai > P ? ,
Antonio di- Mi...uda. para esa e quintal: Mais oulro terreno na ^^" A geograBa universal por Ba
II y --------
mais urna generosa gratiticaco a quu.n o
apresenlar.
0T Uesapareceo 110 dia 18 do corrente um
para casa e quintal: Mais oulro terreno na ^^" A geograBa universal por Balbl, com ne.,ro de naco Benguella inda bucal, de
travesada mesma rua com frente ao fundo seu competente Atlas o lalisman ou li- noino Gregorio estatura bastante alia cor-
___.1- 11. !- :._ W \AV nltan X/r\l i 11 .1 1. '""I
he i Id O
S3T Que faz N O. Bieber & Companhia .
per intei venco do Corretor Oliveira terca --.....--------------------(,
feira 28 do corrente as 10 horas da manh rnoleques de idade de 12
no seu armazem da rua ua Cruz dos seguia- lindos proprios para^ clici
tes artigos ; espingardas clavinotes espa-
das facas l'ornioes limas sovelas bro *
xas caivetes oliados, e oulras muitas
ierragens e miudezas
C o 111 p r i s
e passeiro ; na pracinha
cima 26.
tST Um preto de idade de 18 annos per-
fpito cozinheiro menos de mussas ties pretas
com habelidades de engommar e coziuhar,
a l4 annos, mui
proprios para cilicios ou pagens ; na
rua do too ao > do Rozario D. a5.
t-J~ Una escrava creoula de idade de 29
anuos cozinha o diario de urna casa, boa la-
vadeira e be nuilaudcira j na rua das trin-
lo e molestias de gado vaceura e cavall.ir j na
rua do Vgario n. 8.
- \3f O Projeclo de estatutos para a escola de
medicina do Rio de Janeiro para a faculda-
de respectiva pelo seu author o Illm. Snr.
Da. Domingos Ribeiiodos (uimaries Peixo-
to a preco de aooo cada folbelo 5 na rua do
\ guin. 8.
6ij? Uma sella para carneiro em bom uzo;
na rua do Noia D ib-
i-i" 4 negras entrando uma lavadeira e
ua
cheiras D. t
*3 Urna venda com poucos fundos, na ummolequc de idade de x% anno*; na n
- ruado lagundes D. 4, com commodos para do V.gano em casa da familia do Snr. Elias
C5- O bilhete inteiro n. iqqq da Lotera familia a dmheiroou a praso com bois fir- ^ellio Cintra no tercero andar.
da Matriz da Boa vista, que corre no ultimo roas ; a tratar ero fora de portas vendas De- ES" Una das melhores vendas do pateo de
do corrente da-se muito mais de seu valor ; 'cima t N. S.do erco D. 9 com muios comino o,
,u,em tiver annuncie I ^*5- Os seguintes livros por preco commo- PW aul a "> \ uma aJa de dS3,ble""
' st Urna pedia rama, ou de cevar; na rua 'do; Pofendorf, Bentham legislarlo, di- ca urna alcova, um bom sollo com janetas
JosQuarteisI). 2 lo. provas jurdicas Vatel, diccionario geo- para lora cozinha lora e cacimba $ a t.atar
.. ,. I'.nn mrUhnn prnmill lo wl'nlu .1. nti'ilipn i o llfll I llirilp/ Vi lia meSma.
t3r Uma molata ou creoula de idade de grfico diccionario Ingle/, e poi luguez co- ,,a mesma
18 a 20 aunes quesaiba engommar, coser, lecoens de Constiluicoes; na praca da lude- E"-r L)n
p coiniar ; na rua da Penha no fundo do Li- pendencia loia de encadernadpr. annos co
' .. 1 1 .. 1 !r _!!. i.i i-a iii
ma negrinha creoula de idade de 15
vramento no i. andar do 3. sobrado.
V e i d i s
U------- ----- ------- _-f------ -------- __ ......_
cha ja muilo uzados e cliapeo de palha ;
quem o pegar leve a rua da Cruz no segundo
andar j ou na rua da cacimba arma-
zem de assucar n. 5, que ser recompensado.
&r Domingas, de naco cassange ladi-
na idade de ltj a i 8 anuos bai.v do cor-
po cara redonda com uma sicalriz de ferro
ua foatedireita vestide sujo e quasi branco,
camisa de algodozinbo e panno preto tiza-
do fugio no da aJ do corrale ; quem a
pegar leve defronte do Corpo Santo casa n. 4, '
que sera recompensado.
jiovitiieiito do Porto
com bonita figura boa engomma-
.erior vinho tin- deiw > cli conlrd diacio.de uma
10 de um novo autbor de Lisboa, muito pro- lava de saLo a ianca-se a boa con-
prio para mesa, e tamben, em ancoretas de duela por ser recolhida ,e cla-se a contento,
____________ o caadas: no armazem de Femando Jos* rua direita D. 20 lado do Livramenlo.
----------''---------" ,, ii- -.Scrs Cholles de cambraias bordadas a ooao
T Cautellasda Soc.edade Fortuna Ty- Brague,,njMU^ J a^ d.^t la 4S0U lenfo. de seda de
,, -rafica, da Lotera da ftJ. da Boa vista g- W W*WJJJ ? cores ,a8o ditos encarnados da fabrica 2,0,
bando a tMp parte dos premios, caneado n:. da i 1 m nave ,a LJo do iuro ^ 1 .^ ^ ^ ^ corles de vestidos de cam-
n^wrtedeono.ooore tosmil ris, a 1-rancisco pnmeiracasa. hraiabordados aSoo ditos de cassa pintada
NAVIOS EN l'RADOS NO DIA a3.
SANTOS ; 18 dias Sumaca ac Bom Su-
cessode i4i tonel. M. Manoel Ignacio da
l'onseca equip. ^1 carga varios gene-
ros ; a Manoel Fiuzi passageiro um.
ILHA DE FERNANDO 5 5 das Briue de
Guerra Inglez Partridgo, Commandan-
le o primeiro Teneute Moar.
SAIHUO ^0 MESMO DIA.
RIO DE JANEIRO; Patucho Nac. Espadar-
te M Jo= dos Sanio* Braga carga as-
sucar, passageiros um francez com familia,
e 6 escravos a entregar.
OiSERVAOOENS
A uma hora e 3o minutos fez-se de vella do
lameiro a Crvete Regeueraco e se,uio o
seu desuno.


CORRESPONDENCIA
/.
Snra. Redactorei.
Quando o Snr. Joo Carlos da Silva Guimares,
de quem s me iv.odo pata acautelara trras des-
te Engenho, bem louge se achava de roinha lembian-
ca ; qaando pacifico me achata cuidando nos tem-
eos, que ficni a laboriosa tarefa d'tium agricultor,
he quaudo recebo huma Carta de hum meu Amigo
conteudo huma correspondencia em queaquelleSur.
contra mira derrama o fel da mais acrysolada menti-
ra, do odio inveterado que me consagra, talvez por
encontrar em mim huma decidida resistencia ao frau-
dulento meio cora que quer raptar huma poico de
trras deste Engenho: no mesmo da chegando oa
meus portadores do Recife encontrei entre os Diarios
huma correspondencia contra aquelle Snr. na qual
nem directa, nein indirectamente lite parte: como
porem eu aeja atacado de Trente pelo Snr. Joo Car-
los, eis-ine envolvido em huma contestacio dedize
tu, direi eu, propria do carcter daquelle Snr., mas
por urm detestada. Felizmente nao son hum EX-
COMULGADO como o Snr. Joo Carlos da Silva
Goimarfes, que excepcio deseu iimioe sobriuhos,
oenb.U'ns outroa aaaig-.s tem na freguezias de Ipo-
juca, Serinhaem, e Unna, onde pelo contrario eu
cont hum Humero crescido d' amigos nesses, e em
outros muitos lugares, verdadeesta, que muito ator-
menta o eorac,i0 do meu antagonista, e talvez algum
desses meus Amigos, mais apaixonado conhecedor
do carcter do Sur. Joio Carlos, dissesse aquellas in-
contextaveia verdades, que se acho descritas pelo
Tira mascaras.Falta verdade no todo, mente
despegadamente o Snr. Joio Carlos, quiindo nega,
que por trez vezes piocurou, j por si, j porontras
pessoas cornoaudacio de que ia I la o -Tira masca-
ras -e excusado se torna a repeticao d'aquillo mes-
iio, que o meu Amigo Tira mascaras, (i6 verdi-
camente expon; nem voga a razio dada pelo Sr. Jo-
o Carlos de que os Illros. Snrs. Detemhargador Li-
ba-trio e Ur. Ferreira esta vio ao laclo da questio ; s
a refinada impostura de que muito abunda o carcter
do Sur. Joio Carlos, pode a vanear semelhante laici-
dad-, por quanlo aquellee Snrs. s tem conhecimen-
!o da deserco da A ppeilaci j, causa segundaria e que
muiio difiere da questio das Ierras em que tive-
rio de dar despachos, o Illm. Dr. Herculano Con-
nives da Rocha, como Juiz Municipal, eo Illm. Dr.
Manuel Teixeira Peixoto, como Juiz de Direite ; os
Anctos sao a pro va do que afirmo, e eis-aqui bem de*
raonstiada a talla de carcter, a mentira impressa do
Sur. Joio Carlos; e se elle talla verdade to desca-
radamente escrevendo para o publico, que nio dir
contra mim no particular Que falsedades, que
embustes, nio desenvolver cora aquelle seu ar pia-
doso, e devoto I Quando os Snrs. Dr. Alvaro
Barbalho L'choa, e Joio Manoel de Barros, ambos
rueiit amigos ( passando em minha casa de viagem,
me disserio, que estavio convidados para arbitros
pelo Snr. Joo Carlos, grata foi para mim esta no-
ticia por couhecer a honradez daquelles Snrs.; mas
foi mesmo pelo Snr. Joo Carlos conhecer a sua pro-
bidade, que nao quiz a acommodacio, inventou hum
quinto arbitro, e se eu concardasse quereria sexto,
stimo, at encontrar hum que Ihe desse as tninhas
tai-ras. Ah Quem nio te conheee, que te com-
f re. JH provavel que o Snr. Joo Carlos quizase
para quintos arbitros alguma das suas testemunhas
A TUDO PREZENTES, os seus amigos, os pardos
Ji.ze Clemente, e Manoel Buena, o primtiio va-
queiro, eo segundo nio sei o que.
Seria para mim o maior prazer se o Snr. Dr. M
dureira fosse hum dos arbitros, poique formava a
mais lisoogeira esperanca de acoinmodaco atiento*
os conhecimentos e probidade deste Snr. ; nem o 8- r
Advogado do Sur. Joio Carlos diminue hum s pi-
ce da estima, que Ihe tributo ; eu estou re lo que este
Snr. logo ser abandonado pelo seu coustituinte, as-
sim como j o folio o meu Advogado o Snr. Meira,
e o Snr. Joze Narciso ; e porque ? Por nio conse-
guirem huma Sentones difinitiva a favor de seu cona-
tituinle: a mema ideia que formo do Snr Mailu
reir era nada difiere do Snr. Manoel Carlos Vellozo,
e admira-me que o Snr. Joo Carlos peante os Snrs.
Joze Candido Rodiigues Ramos, Manoel Romeiro de
Gouveia, Manoel Luiz Pinto Ribeiro, e Guardiio
de Serinhaem rae dissesse, que o Snr. Velloso nio
era, nem jamis sei ia seu Advogado Se eu tivesse
hura carcter igual ao do Sur. Joo Carlos ( abeiro-
nuncio ) dira qual a paga, que elle deu aos im-
portantissimos servicos, que Ihe presin o honrado
Velloso j mas eu amo, erespeito muito ao Sm. Vel-
loso.
Peigunla o Snr. Joo Carlos Q^em pode acre-
ditar que eu transtoi na-se bilma viagein para apre-
sentar huma larca ?-Qucm ? Aquelle?, que couhe-
(iiii a sua hypocrisia ; iquelles, que sabeni das suan
trapaces, e j eu diviso huma pona sua em sua cor-
respondencia, ehedizerque eu re>peito a demarca-
cao hila por rcu pai ; engaase, porque aquelle pa-
|!f I que I tapamos para servir de liase arommoda-
ci, para nada Ihe pode Servir, principalmente af-
himondi o mearon nr, na presenca dos Sor--. Ma-
noel Buarquc de Macedo, Manoel Buarque de'Gns-
mo, e Antonio Carneiro Peixoio todo-, da C'idade do
Recife, que as Ierras dos Oiteiros nio erio suas; o
mesmo tornou a afirmar em minha casa peante os
Snrs. Joze Candido Rodrigues Ramos, Manoel Ro-
meiro de Gouveia, Manoel Luiz Pinto Ribeiro e seu
Amigo o Guardiio de Serinhaem. Minio agradeco
ao Sur. Joio Carlos a confisso lirre e expontanea
que faz de ter descuido em seguir a Appellacio ; va-
Iha-me esla confis-o porque, se a quesiao chiquillas
Ierras inda liverem de ser vintiladas, lie prmavel
que os depounentos daquelles Snrs., ajudein a ori-
entar os julgadores, quando nio foKscrn bastantes os
titulos existentes nos mesmos autos, e de passagem
lembio aoSnr. Joo Carlos, que infinitamente o-
ferem taes testemunhas daquellas que elle prod zio
a respeilo, as quaes maneira de menino de escola
iio em sua casa aprender as re-postas, que havii dar
ao libello por artigos, sendo instructor o Sur. Ber-
nardino Antonio Vieira, cutio residente em sua
Casa, e me>tre deseus meninos, boje Sur. d'Enge-
nho em tempo dar seu depoimenlo a respeito, e entio
ficar hum pouco conhecida a CNSCI1'J>NC1A LA-
TA do Sur. Joio Carlas.
He irrisoria, he digna de despreso a toleima e bru-
talidade com que o Snr. Joio Ca los diz que o Tira
mascaras escrevra para indispr contra elle os
Snrs. Desembargadore; esta lemhi anca he fillia de
huma abeca tapada; porque nio sao as correspon-
I


dencias, simas regiade Direito, que dirigem o jul-
gamento daquelles Snrs. : lie necessario que o Sur
Juan Carlos nao lenha mais iium resto de bro para
dizer, que s tere demandas com os Sars, d'Enge-
nho njo, Cauoinha, S.Paulo, e Genipapo; por*
que na verdade teve questo com o talescido Flix
Joze Cavalcaiiii, e os Snrs. do Recife que tivereui
curiosidade perguntero ao Snr. Padre Joaquim Ra-
pbael; he precito muito despejo para negar a que*-
tio que teve com D. Anna francisca Leocadia de
Mello, e a esperte;* com que aproveitando-se da
molestia de Joao Evangelista IWbosa, abri Iium va-
lado, serviudo-se do lempo da enfcrmidade, da inor-
te, e do njo da viuva daquelle Barbosa, para nos
dias de dr e alllicco daquella familia se apostar de
Ijiiiii taco de tena, e du o mesmo Snr. quantas
testemunhas quer para provar o que afirmo. Ser
mentira que entrn pelas tetras da propriedaJe Fei-
teiras perteucenles a Lino, que ditera ali arrancara
o marco que t'azta a diviao desie Engeuho com ..-
quella propriedade, e que por este motivo liouveio
veslorias etc. etc. ?
Ser mentira que man ion furUr por seus sera-
toa madeiras ueste Engenho e que existe huma
conciliario a respailo ? Sei mentira, que mandou
furtar madeiras em S. Paulo, e que a couduzia de
noite com laxos, e as deposiiava na propriedade Ca-
uoeiras, boje ruiuha ? Ser mentira que mandou
petos seus escravos, e mesmo com canoas furtar a
lenha nos meus depsitos, eque o meu 'eitor Fran-
cisco Gomes, sacudi os scus escravos, mesmo dos
meus depsitos, com 8 u iduzias de chicotadas ?
Ser meulira qus peloseu Caixeito Francisco de tal
mandou seduzr os meus tutelados- Paulo, Manu-
el, e Joze para abandonaren! miuha companUia, que
os mandou conduzir para o Reoile aonde Csliverfo
escondidos j tu 8 inezes ; que fez todas a deligen-
cias para casallos, com alguma de suas lhas, ha-
vidas de auas, e albeias caer vas ? Ser mentira ?
Mas os prime!ros dois daquelles meus Tutelados ex-
isleni nesle Engenho, por serem prezos por S. Exc.
o Sur. Presidente, e publicamente dizem o que a
cima digo, e Cartas do Snr. Joao Carlos, escritas a
respeito, existentes em meu poder, e j reeonbeci-
das, mais corroborio todo o expendido. Ah !
Muita paciencia, muito estudo me lem sido neces-
sario pai a supporlar o Sur. Joao Carlos, que accin-
tusamenle lem procurado precipitar-uie; Deosu le-
ve a salvamento para o Rio ue Janeiro Dos o con-
serve por l dilatados anuos: ao menos em quanto
o pao vai e vem fulgi as costas ; quero dizer, em
quaulo elle por la existir, nao llavera eductor para
os intus Tutelados, o deposito de miuhas leulias se-
r conservado, e as mu lias mallas uio serio rou-
badas meia noite, sim mesmo meia noite .' .'
Pa-so agora a responder a hum negocio espiulioso,
por uo dizer ludo, islo he, a respeito dos annun-
cios, e escritura de deserdacio feita pela falescida
m ni lia me, com cuja ituercao me brindou a delica-
deza do Snr. Joio Carlos, e he mai hum estimulo
da n.iiiha esliroacio para com o mesmo.
O publico sabe, que umitas vezes ha no interior
de Familias acoulecimeiilos, que a decencia nao
permitle vintilar j por tanto liniilar-me-he! .sitn-
plesmente a dizer, que miuha mi era huma Snra.
de idade ao p de to anuos, e que nada devia;
que liaba feito huma escritura de sociedade por ti
anuos, obrigando-se a nao fazer ueste espaco nego-
cio a ve-peiio do Engenho sem meu coucenso : inda
mais ; que por motivos particulares, e que preciso
seria ter huma Caa como a do Snr, Joo Cirios pa-
ra os publicar, me havia passado hum procuracfo
bastante, para eu vender aquelle Engenho Caitoeira,
quando occorressem certas circunstancias j que es-
tas se veriricario na sm chegada ao Recife d'onde me
enviou a sua Carta d'urdens em conformidade da
qual vendi o Engenho. Quanto escriplura de des-
erdacio, o Sur. que a deu por certidio, poderla
muito bem explicar o como isso Ib i ieito por
aer o escritor da mesma roas he uotavel, que nao
sendo desierdados os de mais herdeiros, nem por
isso se tenba precedido a inventario, e a partilbas
da quauia de mais de setenta mil e tantos cruzados,
e jaiba o publico, que o mesmo Snr. Joio Carlos,
quando procurav* obter de mim licenca para fater
Engenho d'agoa, me euviou hum recado por Fran-
cisco dos Santos Riheiro, duendo onde se achava o
dinheiro de amiba .Yle, ( que eolio se julgava perdi-
do ) a sua prata etc. etc. : quanto questo de nul-
lidade de testamento, he sem dunda outra invenci
da cabeea do Sur. Joo Ca los, nio no que respeita
existencia da questao, mas em meu Cimbado Feli
Joze Coiaibra estar s miuhas disposicoens, nem ex-
iste esse adiantamenlo de questio, por isso que nio
tbi apreseutado o hbbllo, porem j se acha Procura-
dor babuilado para defender o diikito de meus Tu-
telados, e be o Reverendissiiuo Snr. Antonio Alvea
da Silva Frene, alm de que o Promotor em virtude
da ley de ve defendellos. ,
Resta peiftUiitar ao Snr. Joio Carioso que signifi-
ca a impres-o d'liuma escritura, que be consequen-
cia da idade ayancada de miuha Me, e inda mais o
effeito de cerlas suge.-toes, |>or eu nio servir de
laclo para aquillo ; que se acha escrito na Carla en-
cravada na Escriplura ? O mesmo coulbeudo deasa
Carta nao lz coui que o publico tompreheuda algu-
ma cou.a, que eu juiuis quciena que sahisse do seio
da lamilla ?
O coucenso de miuha Me publicacio de lal por-
caria Daquella escritura, nao mustia, que, ou foi
COOttVangida, ou eslava alucinada ? prova isso al-
guiui ci'U a cunta a rasio, e direito que me assiste
na questo dan ierras Ueste Engenho ? Ser aquella
eacriptura razo suficiente para eu deixar o Sur. Jo-
ao Carlos fui lar as Ierras Ue que este Engenho se
av l:,i de utfMMi a ceuio e tantos aunos, por escripturas
decumpia, partilbas de invntanos, e arremataca
em basic pm.lica ? Ah l Snr. Joa5 Cario Sur.
Joa5 Carlos! V. S. V. S.!
Snrs. Redadoes, nmitas cousas me occorrem pa-
ra dizer ; a penna quer avancer j mas fallarei eu de
acontecimeulos que por desgraca lenlia havido na
lamiiia do Sur. Joa6 Carlas ; seguirei o in'Wi ex-
emplo daquelle Snr. ? Na5 ; os negocios de familia s
mesma lamilla cumpre decifra-los; por lai.to o
silencio be o que devo seguir e nao para disfoiso que
he s propriod'almas baixas, de coracoes mal for-
mados. He esta a primeira vez que encomdo a
Vnic., rogaudo-lliea iuserca desta ; que a re*pei-
to do Snr. Joa Cario ser a ultima, porque nao *
tou d'accordo a dar palha a bestas; equenaSpor fa-
vor declarar ao p deala, se fui eu o aulhor da cor-
respondencia do Tira mascaras, pelo que muito
grato Ibes ser o
Seo Assignanle e constante leitor
Antonio Francisco do leo Barros,
Engenho Genipapo ao de Julho de b^o.
Nao do Sr. A. F. do R. barros, o corresponden-
cia do Tira mascaras.
Os RR.
Pern, na Typ. de M' F. de Faria. Julho de 184.


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