Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03477


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Full Text


Anuo XXVill
DIARIO
b9o ba suBcainjIo,
Poiihkiu Aduhtido.
?dr trimestre............
feremeJtrc ............
Poi OH........,.....
PiaoDinrao DuramESTM.
Por quartcl.............
OTIOIAS DO Imperio
Para... de Julho Mlnaa... il deJiilho
Maraobao. 21 de dito S.Paulo. 17 de Jnllio
4/000
8/000
15/000
DA-DA IIM1I AminroiAg.
luitode Orpha
, eS.i lOborai.
I. tiara do civtl
(.'eir----- 29de dito ll. di-J.. 27 de Julho
r.irahiba J -.le Agosto Habla ... '.( de Agosto
9 Se,;. S. II .111' '.
I" Tere. S; I.ou-
renco.
, II i.iu.irts I luir,ni, '). e 6. ao rneo-dia.
V-''00 UQuint. S Clara. | Faltada.
' 13 ItXt, Si. II) |dlo 3. eS. l 10 horas.
e Casslano. 2. vara do civel.
l'Sab. S. liuiebiu, 4. esabadosao melod.

de Agosto de 1852.
N. 180.
PERNAIMCO
iraaiaii.
iCreacestei 22, ai 3horas e4minutoi da m.
[ Chela a 29, aoa 48 mloutoi da tarde.
Itngoante 8, a os 32 minuto* dato.
| Nova 16, aos 21 minutos da tarde.
ruiMii di ion
rOTIOIAI ITBHOEIB1I .
8 de dito
3 de dito
3 dedlto
15 Doi
i. H Assump-i Mtlac&o.
ila S. V. {Tercas e sab.dos.
Primeira s Moras
Segunda s 3 horas
0" minutos da tarde.
3'i minutos da inanba.
adama e Parahlba, ineguada extas-IPortugal
fciras. Jlli'sjianha
Rlf-Grande-do-Horte e Victoriau qulmta|Jrn
4ira. I.Belglca.
ito.Caruarn.e Garanhuns no |* IS dccad'lAlemanba. 2 de dito
_" |Prusia ... z dedito
Fiares,Ouricurj.F.xu e Boa-Vlita l3 e 28
| Olinda, todos oa dial.
I Todos os Corrrios partemao melo-dia.
i ide lullio Austria i de Julho
I dedito Suissa.... 3dedito.
Suecia... att de Juoho
Inglaterra 8 de Jnlho
E.-nldas 2de Juubo
Meiico.. l de dito
California < dedito
Dinamarca 35 dc*iiihoChlll. 9 de Malo.
Russla... 2 de dilo Buenos-A. > de Julho
Turqua. 2<>dedlto Montevideo 5de dilo
OAHBIOa BE 12 D AGOSTO *
Sobre Londres, a 27 '/, u 27 '|, por d. t/ooo
Parla, .1 l.'i
> Lisboa, 100 por canto.
METAEI.
Ouri'.One a; hcapanbolas............2r/n o
Muelas de 6/400 Telhaa... 5....*l/0tn
. .le lijillnnovas......... 16/000
. de4/000................ 9/u00
Prata.Patac5et>railelro........... 1/j2o
Peao coluinnarlus............ I/W
Di los mexicano.............. 1/800
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DU DA 3 DE AGOSTO.
Ollic!o,_Ao conunando da9armas, pira man-
dar por em liberdade os recrutas Hermano
Francisco de Paula, Juo Beulo de Carvalho, e
Trajano Pereira da Silva, o prlmciro por haver
apresentado isroco legal, e os outros dous por
nao terein a idade que a le marca para o servi-
do militar. -- Communicou-se ao delegado do
priuieiro dlstricto desle termo para fazer cons-
tar a quem competir.
Dito. Ao director gcral interino da instruc-
cao publica, dizendo que mande declarar por
cilii es, que tica desigoado o dia 4 de outubro
vindouro para o concurso i cadeiras de Ins-
truceao elementar, que se achaui vagas, da
Serra Taihada e logazeira.
Dilo.Ao .lu/- muin. ipil do termo de Santo
Auto, transuiittindo, com copia do aviso do
ministerio do imperio de 0 de julho ultimo, o
requerimento c mais papis, relativos a pre-
tencao de Francisco Antonio de Barros c Silva,
para que Smc. proceda a medico e demarca-
cao judicial de mil bracas em quadro das Ierras
da Aldeia da Escada pedidas pelo supplicante
com todas as declarares necessarias para que
liquem bein enroadas das oulras trras, aliui
dse evitareui para o futuro questes de imi-
tes, devendo o director geral dos indios assistir
a todos tsses actos ; c as despezas da medico e
demarcaco sereiu pagas pelo supplicaiite, c
exigindo liiialmentc, que Smc. depols de con-
cluidas todas as diligencias judiciacs, remeta
os autos p-rase proceder na lliesouraiia de fa-
zendaao contrato de arrendameuto, em confor-
nii l.i.le do ineuciouado aviso.N'este sentido
ofliciou-sc a Ihesouraria de fazcuda, ao direc-
tor geral dos ladlos c a Francisco Antonio de
Barros c Silva.
Dito,--Ao director das obras publicas, intcl-
santlo-o de haver espedido ordem a thesoura-
ria de fazenda provincial para mandar pagar a
Vicente Ferreira da Costa Miranda, arrematan-
te dos concertos da ponte de Motorolomb,
importancia da primeira preslacu a que elle
tem dircito,visto ler concluidometade das obras
doscu contrato.UIBciou-se a respeito a mes-
illa Ihesouraria.
Dilo.Ao mesmo, dizendo que mande adan*
tarpelo thesoureiro daquella icpartlcSo ao aju-
dante de engenheiros, Brrnardino Kunes de
Ollveira, a qusulia de 800/ para uccorrer as
despezas, que tem defazer com a coinmisso,
de que val ser encarregado nas comarcas de
Flores c oa-Visla.-Communicou-se a Ihesou-
raria da faienda provincial-
Dito. Ao administrador do correio, dixendo
riu resposta ao sen olticio de 2b' de julho, que
Smc. deve solicltardo governo imperial a or-
dem precisa para pagamento dos veiiciinenlos
dos empregados daquella reparticao, corres-
pondente!, ao mez dejunlio, visto que se acha
esgotado o crdito marcado para casa despeza
em o exercicio de 1801JHDS.
Dito.A Ihesouraria de faicm provincial,
Iransniittindo para que sejam salisfeilus, estan-
do nos termos Irgaes, as comas das despezas lej-
as com US picau i'.in i .- Ua ii. ( d^iuiuc uc
Goiaiina, desde marco al junho desle anuo.
Inleirou-se ao delegado do primeiro dislricto
desle termo.
Dito.Ao commandanlc superior da guarda
nacloual dos municipios de Olinda e Iguaras-
s. duendo licar nleirado de quanlo Smc. cx-
pde em o seuofficiode 22 de julho ultimo, com
referencia aos dous que envin, liruiados pelo
chefe de legio da guarda nacional de Olinda,
c pelo com mandante iulerino do respectivo pri-
meiro batalho, e exigindo que Smc. iufurmc.
quaes ot olliciaes do inesmo batallo, que se
achain servindo sem patentes, segundo decla-
ra o dito coininandanie, remetiendo urna rela-
cio de lodos os que csitvciciii em tac circuns-
tancias.
Portarla Ao commaudantc do brigne-escu-
na Olinda, para por em liberdade a Dionizioda
Cruz de Mendouca, que se acha a seu bordo
com prafa deGruiiiete, visto ler provado isen-
co legal. Goinmunicou-se ao deh gado do
primeiro districlo desle termo para fazer cons-
tar a autorldade que o capiurou.
Appellante, J.cni Viera da Cunha ; appella-
dn, Francisco Jos da Cosa.
Appellante, o juizo appellados, Francisco
Anfonio le Azevedo o sua mulher.
'M--.-I .i n do Sr. tlesembargatlor Dsstos
ao .Sr. desoinluirgatlor Leiloas seguintesap-
peilacoes em que sHo :
Appellante, ojuizo; appellado, JoSo llap-
tista Pereira Lobo.
Appellante, o juizr) ; appellado, Jos da
Molla.
Appellante, Brites Sebastiana deHoraes;
appellados, Jeroiiymo Barreiros Rangel e
outros.
Appellante, Francisco Jos Duarle Camarco;
appellada, Atina Joaquina do Nascimento.
Appellante, Joaquina Jos da Fonseca pela
preta Mara; appellada, Mariana Augusta
Montoiro de Mello.
l'ass.ni do Sr. desembargador Bebello ao
Sr. desembargador Luna Freir a seguinto
appellacflo em que silo :
Appellante, Joaquim Gomes da Silvoira ;
appellado, Antonio Foroira das Chagas.
Passou' do Sr. desembargador Telles ao
Sr. desembargador Pereira Montciro a se-
guinto appellaco em que silo :
Appellanle, ll. Anua Izabel do Souza LeSo;
appellado, Miiniel Joaquim llamse Silva.
IMs-iira'n do Sr. descnibsrgador Pereira
Monteiro ao Sr. desembargador Valle as se-
guiulcs a;i|,illani om que sflo :
Appellante, Manoel Filippe Ba Fonsoca Can-
de ; appellado, Jos llodrigues da Passo.
AppelUtilo, Sevenno Francisco l; / \ i ;
appellada. Generosa Francisca de Joztis.
Appellante, Manoel Pereira i'inlo; appel-
lada, Josepha Leonor de Araujo.
I'assaramdo Sr. desombargxior Valle ao
Sr. dcsenihurgador Villares as seguiulcs 8p-
l>i'!l;ic/i'- e-i, que s3o :
Appellanle, o juizo ; appellaiio, Vicente de
/atas,
Appi'llanle, Jos Bernardo da Silva ; appel-
lado, ojuizo.
DISTRIBUHOE'i.
Ao Sr. descmliargador Bastos o segua-
te aggravo em que s;1o :
Aggravanle, Joso tos Santos de Souza Lins;
agravada Mara Francisca de Souza Ha-
mos.
Appellante, a justica ; appellado, o escravo
Julilo.
Ao Sr. desembargador Itebello o soguin-
te aggravo em quo sSo :
Aggravanle, Jos Joaquim de liveira J-
nior; ajtgravado, o juizo.
N3o foram julgados os de mais feilos com
dia assignado por haver faltado a scssJo o
Sr. desembargadoracma mencionado.
l. ricanos comparadass betss de ouro da Aus-1 partido liberal contar na cmara dos re-
tralia Toda'a populacSo da Australia, se-1 presentantes pelo menos os tres quintos dos
ria a primeira em provocar e em facilitar a rotos. Elle tm de mai para si o prestigm
desercHo das tropas enviidas para viaga-la. I qoe se liga inlTuencia das grandes cidades
Ajutitai a isto quo ciegan na colonia ondas o.dos cnlros Indostriaes, cuj.s eleic,0es,
d Americinos da California,com ideas, eos
turnes e expedientes inteiramente contra-
rios s leis e aos regulamout is militares....
A origem do mal he quo he t.ln fcil tirar
ouro, como beber agoa no rio ou respirar
o ar na atmosphera. Nao ha poder huma-
no que possa mudar isto. s Americanos
fundadores da California tentaram um mo-
mento fazer das minas do ouro urna pro-
priedade nacional; mas renunciaran) promp-
tarneole a isto, e seu botn senso pratieo
suboielt 'ti-se sem murmiiracl" as lela mais
foites que s dos homons. A Australia co-
mo a California est aberta para todos ; niu-
gu 'o poler inipedi-lo.
Esta chegada dos Americanos que est
designada aqu, he anda um tra(0 de raca
e de carcter. Este Yankcc he encontrado
por tola aparte esempre insaciavel, sem
le, sem escrupulo,sem medo, sem rnpouio
File ja provou o fructosaboroso da mais bel-
la das Australiss e pode-se ler a certeza d
que elle anda tem o gosto. A absorpcSo
de Cuba he de hoje em dtanto para elle o
negocio de alguns annos. Ello usara do
mesmo para com as ilhas Sand\rch,ss quacs
elle j vai agitando para a ro|>uhlica e ane-
xarlo. Ao mesmo lempo o vemos pairan-
do sobre a China e o JapSo, o ei lo que se
alale agora sobre a Australia O ouro o
chama; elle ja esgotoj a California, e
abandona os restos para ir sobre urna presa
mais nova e mais rica.
A invasSodos Americanos ll" um dos pe-
rigos os mais omnenles da Australia, nilo
purquo a Inglaterra tetilla de temer urna
concurrencia de do-minio, mas porque os
V.inkces, principalmente os quecliegam da
California trazem consigo cosliiines que
l 'i ii.Mii multo diflicil o eslahelecimenta tle
urna sociedaiie regular, s colonos ingle-
zes se veem com um corto terror amcaca-
dos pela introdcelo da juslici summaria,
das commisses du vigilancia, das oxecu-
Qes populares e dojogn das facas americi-
nas, li na iindil" deste estado sncul de que a
California oflereco o dramtico tspectsculo.
nm 1832 como em 1850, recahiratn quasi
sem excep(flo sobre os candi latos liberaos.
asm-n Bruxellas, Han.I, ge, Antuerpia,
Mona, Touoay, Verviers, ole u'ram seu
votos aos homens daquolla opiniSo, e em
minios dest"S lugares o partido Calliolico,
nJo se allreveu mesmo a afTrontar a lula.
Pergunlar-se-ha o que pode ter casalo
a desintelligencia apparente que se mani-
fiiMuu nasdisposicOes de urna parte do cor-
po i'leitoral. Pas raztVs podem ser espe-
cialmeole assignsdas s perdas do partido
liberal. Beo que os espiritos tenhsm resis-
tido na Blgica ao violento movimenlo do
reaccSo que se tem oparado em outros pai-
zes contra as idtias democralicas, asim
como em 1848 el I es nao se tmham deixado
arrastrar pela contagiHo em sentido contra-
rio, todava umi parte da opinifio se ate-
morisou at em certo ponto, da especie de
solaceo em que o governo belga, entre as
o'i s dos liberaes, se acha no meio das
tendencias polticas actu>es. Este senti-
mento tem reunido em urna cornmunha'o de
opposicSo contra o gabinete liberal, muitos
grandes propietarios, urna parte da aristo-
cracia fioaoceira e o clero. Os primeiros
nilo pnrdoam ao gabinete, nem principal-
aicnto ao Sr. Frre, ministro da fazenda,
ter feito votar q projecto de loi sobre as
successes, e arguem a esle ministro ideias
tDuilo absolutas. O clero, cujas vistas de
domina;3o absoluta na Blgica nn s3o um
mystorio para ninguem, dejara encuntrar
mais lino la.le no ministerio, oqual nos pa-
rece todava ter levado em suss relacoes
com elle o espirito de conciliac3o tilo longe
quanto he possivel. Pove-so lamentar, no
iuterosse mesmo da religiSo, a li ru pouca
modera(3o de que tem dado provas o clero
belga, oqual acaba, nas ultimas eleices,
de compromeller de urna maneira bastante-
mente giave, por seus procedimentos apai-
xonados, a dignidade do suas altas e sne-
las finuv'i .-
A esla causa vcem-se junlar urna outra A
opoosicSo ieni feilo conhecer, com mais h
O Sr. Picftceo Pol< bem, que sej traicao.
,' mais una consequencia da interveucao
lodebila do governo nas eleices. I 'liando
O Sr. Naburo O nobre deputado nao he
capaz de mostrar que a carta cooteui urna
auieaca. m
O Sr. Pacheco Ese um particular assim
procedesse, encontrarla resistencia, salvo se
o houiein que recebesse a carta fosse despido
de sentiinenlos de honra, de bro e de amor
proprio ; elle se declararla em antagonismo
oonj o huiiiio que assim ousadameule escre-
vcsscaaV fc
QueixotMc-o Sr. presidente de S. Paulo de
que a sua circular loase sublrahida ou entre-
gue por algum traidor, S. Ex. sabe bem que
nao houve sublracco ; sabe que o individuo
que tem a honra de fallar a cmara ainda
nao deu prova alguma de haver usado de do-
cumentos que fossein subtrahidos. e fique
saliendo que, se tivesse sido sublrahida, eu
napa'apresentaifa. Se houve sublracco, n
fol feila por um Individuo sement, ento fol
por inultos.
Eu apreaenlcl duas circulares nesta casa;
outra eal no supremo tribunal de justica;
outra nas representaedes do governo; outra
no senado: portanto se houve sublrjciio fol de
militas; se houve traicao, inuilos foram os
traidores. Nao houve flieni urna nem oulra
couia. Pessoas que as receberam e nao qui-
zcram adherir as ordens, que as tomaram
como insulto, as entregiraui ao dominio pu-
blico. O Tacto he innocente ou ciiminoso?
Se he criminoso, dcixa de ser critnc porque
foi coininetiido nas trovas? Ha circunstan-
cia aggravaulc quaudo o cuno be coinmettido
de tioite.
O nobre presidente de S. Paulo commetteti
esse crinie de noite, nas trevas ; por isto o
criine nao devia ser denunciado? Nao se vai
procurar o individuo criminoso onde se
acha. O Sr. presidente de S. Paulo commel-
leudo um criuao, c cobrindo-se com a capa de
re-ervado rica livre da culpa ?
O Sr. Nahuco d um aparte que nao ou-
vimos.
todo o cusi; ounico crime paradle he per-
der.
Pero a S. Ex. que nao me tenha como hornero
disposto a malirata-lo ; estou fasendo esforcos
por inolesla-lo o menos poaslvel. Se contino a
fallar, nao he aenao pelo desojo de ser til
provincia. Estou convencido que a continuacao
do governo de S. Ex. ser urna calainida.de
para ella, e pola he da mu lia ob'ipar,2o pro-
clamar esla ininha oplnio peranle o pal/..
Se S. Ex. eslivesse demittido, ou se eu tives-
se cei teza que n-o continuara naquella pro-
vincia, e ia aditir outra qualquer cmo a da
'tabla, n.i puna, ondeo governo bem pode-
rla aproveitar os aeua talentos, eu nem mais
utna palavra dira. Nao tenho cessado de me
empenhar com o Sr. ministro do imperio, que
he Rabiano, para que nao per(ca sta occasio
de felicitar sua patria. O meu Um nao .he poi
doeslar S,- Ex, e se alguma "expreso nie tem
escapado, ou me escapar meos conveniente,
peco que me chamein A ordem.
S. Ex. (11/ manejar contra mim a arma do
ridiculo ; disse que aluda que eu ganhasse a
eleico havia de querer aparentar-ine um
O. Cuneil na provincia de S. Paulo. No ma-
nejo desle redlculo S. Ex. nao fol fells, a sua
graca pa*aou desapercebida ; nao fol applaudi-
da por ninguem. I nem poda ser, porque os
uieus hbitos sao inteiraineute outro, os h-
bitos do nosso paiz nao sai oa Jiabitos'da Ingla-
terra e Irlaipta, patria desse lioinem celebre ; a
compararao emlira nao fol feliz. Nem lodos
podem br.indlr a anisa do ridiculo, sem perigo
de se feriicm, e he por liso que eu lujo de
brandi-la. Nao Bco porem mal com S. Ex.
pela coiuparaco ; ella nao me deslustra ; de-
veria eu ler o bom senso de me conhecer, que
nao sou talhado para a vida queleve O' Connel,
mas seria uul de.ejo innocente, inoffensivo.....
O Sr. Prexidenlc Devo lembrar ao Sr. de-
putado que o lempo dejtiuado para os reque-
rliiicntos est passado.
O Sr. Paeliree Procurare! resumir-me o
mais que poder. Se o nobre presidente de S.
I'aulo vendo que eu sou inaeistrado, me com-
paiasse, por exeuiplo, a JcltVeys, esse parllda-
llo amia limadas considerarles que deve-! bilidade do que p.triolsmo, certas demnn<-
r3o mais detmiiiinar a Inglaterra a dar im- i traces que team feito ltimamente um
pulsoacmigracao, elim de que o elementa i grande rumor na Frang e na Blgica, e olla
de ordem e de desciplina inherente ao pnvo se tem eiforcado em provar que o successo
IDgle conserve sus supremaca inquellas do partido liberal devis dar um golpe mudo
vastas regies
A Inglaterra, finalmente, tom de fazer
um enrgico esforz nesle momento ; ella
tom tle mudar o curso onda da emigrado
EXTERIOI
TRIBUNAL DA RELACAO'.
SESSAO'DK 3 DE AGOSTO DE 1861.
Presidencia do Exm Sr. consellieiro Azevedo.
As 10 lloras da mauliSa, oslando prsenle,
os Srs. desembargadores Villares Leo,
Bsslos, Itebello, Luna Froitc, Tollos, Pe-
reira Monteiro, o Valle, faltando com causa
o Sr. desembargador Souza : o Sr. presi-
dente declara aberta a MllSo.
JULCAMB*TOS.
Aggravanle, Manoel AlvesCuerra ; aggrava-
da, Mana da ConceigSo Maciel Monteiro.
Negaram provimento ao aggravo
Aggiavante, Victorino Francisco dos San-
tos ; aggravados, ll. Flora Mara llinz e
outros lie-mu provimonto ao aggravo.
Appellanle, o juiz de direilo; appollado,
i .n luid Guedes da Silva. Julgaram im-
piocedeutea appella;3o.
Appellanle, ojuizo; appellado, Manoel Jos
Pereira. Julgaram improcedontc a p-
pellaclo.
Appellante, a justica; appellado, o juiz de
dirciitidi) Pencdo.Julgiram procedente
a aii' liai.'.'i'
Appellante, o juizo ; appellado, JoSo Soares
Pinto. Man laram descer os aulos para
.-oliiieni por traslado visto havor oulro
reo pronunciado.
App.'ll iiiic-, ju.i.i Evangelista da Coila e
Silva 6t Companbia ; appellados, James
Crablroe & Companhia e outros. -Conlir-
Biaratn a M-iit'oe.i.
Appellantos, Manoel Prudente deJezusesua
mulher; appellado, Jos Pereira da Silva
Carvalho. Coollrmarain a sentones.
Appellanlcs, e appellados, Jnaquim Lobato
Ferreira e Manoel do Aliiioida Lopes
Conlirinaram a sentenca menos na paite
quo condemnou nos reudimenlos depois
do deposito.
DESIGMt;ES.
Appellanle, o juizo; appellados, Fr. Anto-
nio do CoragSo de Mara e oulro.
Appellante, a justirja; appellados, Luiz Jos
Sarment e outros.
MVISOES.
i'.is-aiim do Sr.'dosembargaJor Villares
ao Sr. desembargador llaslos as seguintes
appellaeiii's om quo sSo :
Appellanle, Guilhermo Augusto de Miranda;
appellado, Jos Mara Eustaquio Vieira.
Appellanle, ojuizo; appellado, Podro da
.Silva Vasconcellos.
Appollautcs, Manoel Cucdes Gondim e sua
mulher; appellado, Francisco Cavalcan-
ti de Vasconcellos e Mello,
Appellante, Jos Alonso Jioucalves ; appel-
lada, D. Aona Poroellas de Uitancouil.
Appellante, o juizo ; appellada, P
FRANCA.
Furia' 1 de iuiiho.
Ha cortos periodos da historia que impOem
a nec'sstdd je de so dar om passeo al aos
antipodas. A Auslrjlia, cm rehcSo a nos,
OStaodu nesla feliz situac3o guograplnca,
i ma ni"- a liliordade de fazer nolla urna no-
va excursSo. Da DOSSI parte nao fazemos se-
nSo urna viagom do magiotljfio mas ru In-
glaterra, na Eneouil e na I lauda as socie-
dades do emigraco estSo em plena activi-
dade : nilo sin mais os homons que fallam,
s3o os meins de transportes.
Assim como dissomos outro dio, o ouro
chegou na Australia como urna verdadeira
iovasSo, lancando a pnrlurbacSo cm todas
as relages econmicas esociaos, dcstruin-
do a oidem oslnhclccida e arruinando o tra-
liallio accumulado de muilns ge,-ir;0cs. A-
psreceu por assim dizer com um mal aspi-
I ran lo o sanguo o a vida das extremidades
I paia n centro, e dando a todo un povo urna
especie de felire cerebral. Ja di-semos cuino
ailrahidos por este irrosislivci corruptor, to
dos os bracos tonham abandonado a cultura
dos compuse a guardo dus rebanhus para
so sopultarom nos minas, lie para preen-
cher as vagas feilas por esla dessercao ge-
ral e repentina que o governo Ingle! o lista
neslo momento icgies de emigrados. A
ag!a?3o foi tilo violenta o de tal surte s-
bita, que nocessita o emprego de meios ex-
traordinarios ; os esforc* dos particulares,
os das associacOes DO podiam mais respon-
der s exigencias do situac3o, e fui preciso
que o Estado interviesse e emprehendesse
elle mesmo a exportsgSoem missa dos tra-
bolhadoics. Mas urna primeira dilliculdado
se apresentou, a deachar novios do trans-
portes. Os navios do Estado eslo espalho-
dos por todos as estar;0os e ho necesssrio
lempo para chama los; e quaoto aos navios
particulares, a coucuirencia para passagem
he tal que elles tem desmedidamente levan-
tado seus precos ; porque oSo sSu os pobres
s.nenta que emigram ; so os procurado-
res de fortuna, os aventureros, OS empro-
hendedoros, os avarentos. Nessa populacSo
variada ao lado do E-cossez e do li Liudez es-
Taimados, ha caixeiros de casas do banco,
nobres arrulindos, advogados sem causas,
mediros sem clientela, os quars v3o procu-
rar a riqueta fcil o a fortuna aprossada e
que elevam a passagem leil3o.
lia oulras rasd"S inda que contribuom pa-
ra as dilTiculdedes de transporte. Os com-
mandantes dos navios sabem muilo bem que
orna vez chogando a essa torra, objccln de
tantas cobicas, o ver3o abandonados por
toda a sua equipagem. O proprio governo
desespera de poder conservar a bordo as
equipagens dos navios do Estado, c ollia a
tentculo lo ouro como mais fortn do que a
desciplma e o temor das lols.
Sahe-se j pelo exemplo do que so passa
no Canad, na frouleira americana, at que
poni os sol lalos inulezes s3o facis eui de-
sertar. No servico elles ganham alguns si-
dos por da ; junio del les o Americano, o
Yankco ganh 1 ou 2 dollors e deixam ainda
lugar para Mque chegam. .N'om s le.s as
mal severas, nem os premios olTerccidos
pola aprobens3o dos desertores n3o fazem As
r esla emigrafao, facilitada anda pela Belg
coiiial se revollou quasi por toda a parte
contra esta manobra ; entretanto ella tom
que ha muitos anuos se dirige da Europa; tido por elTeito separar do partido liberal
para o America, e arromessa-la sobre suas' um certo numero deelcitores, e podq-oa f-
- --'-"-- n>, ,oi ,.-(,..,,.., i ,,(,, .,. i-,,,,,, (de ,,.( iiainaut principaliiienlo mul-
le/ n is tros remos da Cram-Bretanna, na tv tanuidatus to partido calholico n3o de-
Inglaterra, na Esrossio e na Irlanda, um vdram a sua eleicSo senSn a urna semelhan-
moviuicnlo Consi leravel de expBtria(3o. te tctica. Se a opposicSo tirar disto um pm-
lle por centenas de mil que se tem contad)' veito msteriol, ello tere menos de felicitar-
os emigrados, 08 Irlandezes p'incipalmen- se pelas consequencias moraes de sua cun-
te, quo so lom embarcado em Liverpool duela, eho de prever que este assumpto ha
Mas quasi lodos toe n ido para a America,! de Irazer explicares mu pouco agrodavei
isto he, i i ido levar novas lorias, novos pira ella na prxima sosstlo.
luai;.-, um novo sanguo a urna potencia! Apezar do seu successo relativo, a oppo-
rival da mai patria. Arremessados pela I sicao so acha, cm summa em urna situa;3o
miseria e pela fume, elles leern dito a Ierra I muilo embarazada. O partido calholico sen-
que os reprllia de son seto um adeos quejtequo Ihe he impossivel ter preten;|}s ao
era OlUit'S vnzes urna mal.lic3o n umo j poder"; a impopularidade de que esla ferilo
amearji do vinganca. i em urna grande parte do paiz, nSo menos
E apezar dosla emigrarlo, a Inglaterra' que so fraqueza numrica na cmara dos
oulros resultados, succede que bajo traido-
res, e ueste caso vetn o desrjo da parte da
autoridade de ln,ar una vioganca desser
chamados traidores. Ncalas circunstancias a
snspeita, a desconliaiK,a bao de iniluir na ad-
iniimlra(n.
Exclamou S. Ex. Senhores osla circular nao
he seno nina prova da miaba lirmesa c leal-
dade. Pode ser que a circular expedida por
S, Ex. seja Ulna prova de sua firmeza psra
com o governo, do cuinpriinento de ordens e
niliaufocs que receben; mas ser setnpre
uina prova de deslealdade para com os ver-
dadeiros principios, un ao menos de pouca
reflexo da parte de S. Ex. que, colbcado na
pmie ni cm que se achava, devia meditar
muilo antes de fazer circular na provincia in-
Apressimo-nos em dize-lo, o senlimenl na-J lc',a Uln PaPF| concebido cm termos como
ainda nao houve exemplo.
" Sr. Nnbuco : Ainda nio houve ? Quando
eu fallar hei de prvoar o contrario.
autorldade Iiiloiveiu por este modo, alem dejn0 cruel, ene magisirado que inlluio para a
funesto nos.interesses commerciaes do paiz.
O Sr. PacUeeo : Foi S. El.
II i fazerjixcvalccjTra vo
o primeiro que
un. e coi
icondemnaco dos Sidneys e de outros, cuja-
memoria o parlamento reiiabilitnu depols;
emo eu me daria por ollcodido, eu repelliria
a comparaco .,.. ^
O Sr. Xabueomm Assim como eu repillo a
compararao.
O Sr. 'Pacheco Nao liz comparaco ; digo
que a de OT.onncl nao me oftende; foi um
liomcui amigo da liberdade da Irlanda, qnc
desejou quo ella fosse feliz; JeUicys pelo con-
trario, foi um magistrado que se ustentava nos
sru ollicio partidario cruel, c fez levar nomes
111 n-.li .i aocadafalso. Una comparafo deltas,
ou qualquer oulra que podesse lancar-se-inc
ne docsiaria ; a que o Sr. presidente fes a
meu respeito nao me oITcndc; nao Ihe tico
querendo mal por ella,
Disse mais S. Ex. que elle devia ser mais
acreditado peranle o parlamento do que cu,
porque, sendo presidente, nao foi candidato, e
eu era 'imldiii e juiz de direito, e nimgucm
ur inlerviesse com a autorldade.
di/i i que c
r
Koleiiei com esta aiuiiiiientaco. porque ella
t porlel lteui. I'o-S. 1.x.
promeisai e amea9... esqu.^c7ndo-,c de ^..e,,;',?', c0," lie- .nanc rdl'u," '%,PT,?V?i
devia conquistar as allclccs da.naioria do pail *". aproveitando-s. al da fraqueza com
por outros meios, que nao os da forra e da cor- > c. P<" f'." *' cabedal
rupfio, nem mesmo da Inlimidacao. ""_. oprescnle os tMMI
A crcular nao
n.'ni paga menos ca la anuo laxas enormes
para enlreter a chaga do pauperismo; o
lerno ni me/ e-t -n le sempro sua saccola
sem fundo, vordadeiro, Innnel de Panaide.
Nas iii'i.ii uiii.i- e nas ilhas do Escossia,
de conhcciinen-
e os argumentos
contra elle, havia de deixar de aproveltar-sc
de factos meus, se por ventura eu. como juiz
de direito, os livesae praiic*do cun o mu de ser
dleilo .' Agrade;o a jultica que me faz 3. Ex., c
peco-li-e que se tem lacios incusos aprsente,
euao declinare) a mluha defea.
E teria eu necessidade de iulervir como juta
de dircito nas elcicoes, apezar de nao ser liltio
da provincia e de nao ler riquezas, o que fui o
representantes n3o Ihe pcrmitlern ponsar
nisto. A composicSo de um minislcrio mix-
to he a coinbiiiac3u qual a opposic3o pro-
., .. r r r i -1 i -1. 11 ii i i i 11 111-1 i i' i ,
cura ligar-se. Urna primeira prova desle ge-. prcjdcnlc uo colllC|0o ,nl branca
nero, no lempo da adiniiiislractlo do Sr. ,,0is da rcvoluco de 1830; elle d
upca
O fr. Katiuco : A c reular n.-io tem scnic-
lli.ine i com a do Sr. padre Aleucar quando pre-
sidente da provincia do Catar.
OSr. Slcndes de Klmrida : Nem com a do
Sr. Alves llranco em 1847.
OSr. Pach'co: Nao triihoprezenle cssaseircula-
resmas creio que nao sero semelhanles deque
tratamos ; tambeiu nao as eslou defendendo.
Ha estodisias, como ja disse, que julgain que pr|ero a confessar ?...
o governo deve por si, Rielas autoridades,! Sr N6u
ou por seus amigos, fazerjA- an corpo oleito- 'que o Sr
ral o sua ventado, o bcmtfue resulta da sua I lip0i,,0 c Lima.
suslenlacao no poder, ou do principio qe re-I &&' Pachcco- Eu nunca fui imposto i
prsenla, mas nunca fazendo iulervir a auto- !,orca 1>rlu,a proT|noi, llu. S. i.au|o;' ,oubc
.... [conquistar aestima e asympalhiados Paulistas,
-aslniro Perier (e cssa esiinia, essa syinpathia provcui de al-
a, logo de- 'guiis servifossem iulerrupcu prestados; uas-
ngio circu- C(.nJ(jc ulua ucdicaco provada honrac ao
ei uiaso em resposta ao
deputado disse a respeito dos Srs.
rldade.
A esta escola porlencia o Sr
milharcs do seres quasi selvagens morreni Nalbonib leve bem pouco successo ; comlu- ares aos empregados, para que defei.des'sein'a I jj',.',',,"^ pro^iiicia^nrove'iii
do fro e de fume ; e na Inglaterra mesmo do n3o lio impossivel que so recorra a ella causa do governo, explicando os servicos des- (|IIe procuro pori'ar-rne nos actos da minha
perto de lO.OoO adultos s3o inscriptos noy. Outra vez em um futuro mais ou menos pro- te, e obemque resultara a Franca, onde se Ira- ,viua chainein alstoembora falla de modes-
regtstros dos pobres. S3o estes abundantes ximo ; mas por agora, eremos quii dillicil- lava de plantar o novo sjsienia. Isla tambern lla eu 0 0 cniendo assim, a probidade,
materias para urna emigrac3o em grande] menlo se encontrara no partido libaial ho- "!;" !Th m"!Zli!". .11 .al pr'ncipalniciite no empregado publico,
esco"
crise actual poder ter pora elle um lado
ilutar.
Todava exislo sempre a quesillo da cul-
tura das pastagens, da conservado dos re-
batihos, da colhelta das I3as, em urna pa-
lavra de lodo o Irabalho regular aorgani-
sado que a descoberla do ouro tem comple-
tamente perturbado. Os emigrados, sal-
lando em Ierra, coreram direito ao ouroe
o.l.i 83 demoraran! pora representar dra-
mas pas'oiise comer o lomilho eoser-
p3o. Onde achar pois pastores e pastoras ?
Pois bom .' imaginarsm procurados.....
na China .' N3o se sabe ainda que partees-
tes mysleriosos e fabulosos chinezes s3o
chamados para tomar uo ilumnenlo do
mundo. O celeste imperio he un imperio
fechado, mas fechado para aqulles que
,| um .-ni entrar e n3o para os que querem
sahir. Ninguem duvida que os chinezes
contribuem por urna poroso consideravel
para a populacho da california, que na cos-
ta do oeste da America e nos mares da Aus-
tralia se en ''Uitra por toda a parte estas
liguras originaos. Ora parece que os colo-
nos da Australia mandaram ja para a China
sommas ronsiileraveis para contratar bracos.
Na Inglaterra masmo se propoz mandar
fazer urna leva de homens nos poitos da
I,hia ,, fazendo-os prometter cultivar a
Ierra e nSo ir procurar ouro 0csnli3u que
fez brechas na muralha chineza, abriu
sabidas pelas quacs ha de passar urna par-
to do genero humano destinada acolonisar
os con liuontes desoccupailos, e n3o ser
urna das monoios maruvilhas de nosso
lempo esla estranha reunilo de rucas que
tem lugar entre uossos antpodas.
John Lemoire
(lournil des Debis )
FRA.NC.V 15 DE JUNHO.
Asoleicm qoe acabam de ler lugar na
:uclgica para o ivnovamento parcial da ca-
cooiiiioiiliu de origem o de lipguagem dos j mar dos representantes, tiveram um resul-
dous povus. todo que a opposi?8o considera naquelle
FOra muilo presumir da tutureza humana paiz com bastante rax3o como um successo
esperar quo os soldados ou os marinheirus'leliz, bem que em difinitiva os dous lercos
liquem heroicamenle em sou posto o se con-1 dos candidatos eleilos perleocam ao psrli-
tontem cumoseu miseravel sold quando Ido liberal. Amatoria consideravel que es-
s Ibes he preciso abaixar para apanhar te deveu s eleisfles de 18.7 e 1818, depois
ouro as mSos chelas. I de ler soffrdo na lula oleiloral de 1850 um
Um doslhometis da Inglaterra que tem a primeiro ataque, que todava nflo o liona
maioroxpoiiencia dos negocios coloniaes, lenfraquecido sensivelmetile, acba-sa hoje
Annoltail" Jos Conclves Torres: appel- Mr. WakeneldescreviaultiiiiomeulenoSpec- accommellida de urna maneira mus sena
A^ds, MaVi. d, Annunef.cSo da Siiv. Mot- talor : | sem todava perder .u..poi.e.o de maioria
la e oulros.
O que be a tcnlaci3o dos satirios ame- [ Com a nova reparticao dos sutTragios, o
licar compacto, he sempre o senhor da si-
tuarlo. N3o he pois provavel que por ago-
ra os homens que o representam no poder,
abandonen) a diroc(3o dos negocios.
t. j'ioa opposic3u combateu a reeloifBo
dos liberaos mesmo os mais moderados e
seu antagonismo u so derige aos membros
do gabinete individualmente, urna muden-
ca de pessoas deixaria as cousas pouco mais
ou menos no mesmo estado. Segundo todas
as aparencias, o ministerio actual se apre-
sentar tas cmaras, as quaes se devom reu-
nir em todo o mez de julho em sessSo ex-
traordinaria, iiliui de uceupar-se de diver-
sas questOes importantes, entre oulras do
projecto de lei sobre a organisa(3o do exor-
dio e do tratado com a Franca cuja negocia-
efioest actualmente aberta.
Conservando o poder o aabincte nSo faz
aim disto sean deferir aMesejo formal de
todos aquellos que sustentain na poltica.
Cumple reconhece-lo ;succeda o quo succe-
der, o ministerio liberal lera seguido urna
carreira honrosa, e apezar da uilliculdado
das circumstmeias que elle tem atravessa-
do, elle deixai a seus successores urna ii-
tii.ir.in i lili iiiInrin-iit i oielnnr mi que aquella
qne seus predecessores Iho titiham legado.
Elleresolveu pnncipalmonle com felicidade
a questflo linanceira que so apresentava ro-
deada de cumplir,e/i'.s ue toda a o.ii ne/1.
e adquiri nSo menos ttulos a gralido do
seu paiz pelas medidas que tiraran) a Flan-
dres de seu estado de decadencia e de mi-
seria.
Armani llerlin.
(ournal des Debis.)
tos, reside lainbcni no respeito das consejen- ,,;, ,aquella provincia, nao te,.do entiado
cm nenumiia das chapas dos partidos, e sen-
o que S. Ex. se esqueceu de dizer 'do eleiio ento pela oppos9o ; como fui nao
lelegados. Fez mais : dirigio-se di- s deputado geral, como deputado provincial.
Foi isto
aos seus deh _
rectamente ao corpo elcitoral, c delle exigi a elcilor da ininha fregueiia, juiz de paz,
votaco completa c inteira com declarado de I iiieiubro da cmara municipal, leudo apenas
que se mostrarla grato, se fosse servido, e cm ha tres anuos sabido dos bancos do curso ju-
antagonismo, se nao fosse atlendido. rnlicof
Disse cuque depols da conli.so doSr. prc-I poderia o povo de S. Paulo enganar-se por
,idenledeS.Pau|,.,conr.rmndosersu.acircu-!uma ,e7.; ,,,as na oulra ele9o de I842,
lar, a minha queslo com elle eslava termi-
nada : coouudu aproveilar-me-hei da palavra,
e acoinpanliarei algumas oulras prop0!joes
suas.
guerreado pelo governo e gueneada pelo mes-
I mu motivo actual, isto he pelo odio pessoal
que me vota certa personagem, ainda consc-
igui, gracas generosidade daquellc povo, ser
Queixou-sc elle de que a calumnia o esperas-1 eleilo deputado e o mais volado, nao exercen-
se na occasio das eleices como sc succedor a do emprego algum. Em 1819 fui lambein no-
todos os presidentes, quando as opposi(;des, lineado deputado e ainda foi o mais volado,
nao conseguem o trlumpfio na urna eleltoral; Durante cinco annos do dominio passado era
que a opposicao em S, Paulo linha necessidade ,' eu homeiii particular, nao acetelo lugar de
de inventar fados para desculpar sua perda ; 'juiz de dircllo de S. Juo d' I l-Kei e de Co-
que o Individuo que agora tem a honra de dirl-1 ruiba em S. Panlo, e sempre fui um dos sup-
gir a palavra a cmara tambern tinlia necessi- 'penles mais voladas do partido da opposicao.
dade de desculpar sua derrota, e que a lofel-| Nao quero, com isto, exceder-mc aos meus
cidado do governo era lal que, aiuda mesmo i illusues collegas nao: quero soiuente fizer
INTERIOR.
RIO DK JANEIRO.
CMARA DU5SBNIIOKES IMPUTADOS.
I'ivm i.'i.na do Sr. Maciel Monteira.
Sesiao" em 10 de julho d 152.
( CoDtiouatpo.)
OSr. Pacheoo Het.ro a expressao, se com
ella parecer que cu qui couciderar b. hx.,
comu pituco polido : inloha iulenco coinpre-
heade-te S. Ex., oat circuutiancias em que ac
vio, considerando honra da prisidencia ein-
peuhada nas e.elfes, leui desculpa quanlo ao
modo de se exprimir; se pentasse meihor, nao
faltarla s regras da corteila com as pessoas a
quem se dirigi.
fto qulz puls dlter que S. Ex. seja pessoa
pouco pollda; oque qulz foi combinar a cir-
cular com uina carta particular, e mostrar
que nesta n-o se ameacaria.
que a opposicao vrncesse, havia deduerque
houve forca, que houve coacco para mostrar
que o seu poder era immruso c que por isso
venceu: que eu procedera do mesmo modo
para mostr.ir que era um 0"Jonncl na pro-
vincia de S. Paulo. Senhorcs, este modo de
.i) mi un'ni tr j i he inuito trivial....
O Sr. A/tllo tranco Apoiado.
O Sr, Pacheco,,., nada prova ; serve so-
mente para fugir-sc da queslau; nao merece
resposta seria, (guando um presidente he ac-
ensado perauc a representado nacioual, pe-
raote o paiz, re fados por elle commettidus,
cumpre-Ih niio defender-se por esle mudo,
mas delir esses factos um por uin>...
O Sr, Nabttco Foi oque h; teuho coni-
ciencii disto.
O Sr. Pacheco O ficto de nao ser S. Ex.
candidato e nao ler ioteresse em intervir, tain*
bem nada prova: pul poda ser arrastrado
pur qunlquer oulro inovel : pelo desejo de sa-
llsfizer a inissao de qu foi iucumbido i poda
ser levado da crenca de que sua hunra eslava
cmpeiihada na eleico, que perdendo-a llcsva
desairado, c porUulo cumpria couqulsta-la a
todo custo.
S Ex. he de urna tempera forte, gosta de
ilustrar que a autoridade he tudo ; seus ami-
gos o proclamavam houitm de braco forte, tan-
to que dinam em S Paulo, que logo que elle
aqu cbegasie tomara a pasta do Sr. alauoel
Pelizardo (risadas J ; isto pela fama que adqui-
ri nas eleices de 8. Paulo. Os horneas deu
tempera, Involvldos em uina lua antes quirem
ganha*la, ciubora adquiraiu mo oomc, e se
Ihes mostr que sallarMn porclinade ludo, do
que seren paleados perdendo. E, na verdade,
o presidente que se rfvolveem eleices, cas
perde, cabe no ridiculo; os partidos nem por
i,so se condein delle, e pois quando um pre-
ver que me acbava na provincia de Paulo
em circunstancias tacs de uo precisar, para
entrar em urna lista de senador, da prolecco
do governo, e menos da minhs autoridade de
juiz; bastavaqueo governo uo empregasse
contra mim os meios inslitos de que se
servio.
E devo dizer que, animado por algumas
cartas de amigos que dsiam querercm volar
cm mim. Iimitei-ine a apreseiiiar-me, nao
dando algum outro passo ; nem mesmo usei
da impreusa a meu iavor, nem cuulra pessoa
alguma. Soinentc, depos.das eleices prima-
rias, quandoS. Ex. fez publicar a Aurora/'h-
Ihluna, falla que todo o mundo sabe que Ihe
periencia, que foi por elle montada como di-
nbeiro da ihesouraria, e que essa folba comc-
coua acomniei.cr-me, a iosullar-iue desa-
bridamente, conheci a necessidade de cellar
usservicosde alguns amigos que feiumenic
ainda tenho, os quaes tomaram a minha uelcsa
e repelram essas arguifes.
Punaiito, uo era necessarlo que eu me
apresentasse como juiz de direito; esses pou-
cs votos que Mive us alcancarla da mesma
maueira; o nobre presdeule sabe muto bem
auc na minha comarca uo uve lodos os votos...
Sr. fabuco Foi mais volado'
O Sr. Pacheco Nao trato do collegio da
capital, por que esse collegio cobrlo-se de hon-
ra nelle cslavam os verdadelros ebefes do
partido saquarema, e foi repelUda a iuauosi-
cao de S, Ex.
O Sr. fiabuco Em todo o circuito de sua
comarca fui mais votadofdo que em oulros lu-.
gares.
O Sr. Pd'-'.r,'> Pode ser; Isto pouco im-
porta.
Agora pergunto : os Srs. Drs. Uippolyto,
Lima e outros estio nestas crcumstancias ?
isjo se coudoein acn, e poi qu*i ". y,K- ,..- *. ui...... vo- "V t j_.....*
sidcnlc intervem, tem necessidade de vencer- No leudo iilbos da provincia, nao teudu neila
J MUTILADO


parcntellanem riqueza, nem grandes servieos,
deven, i lies ser lmpoitos a uina pruvincia ?
Kis o cuino se deve encarar a questo. En-
tendo que os individuo, que nao sao lilhos da
provincia, c que nella habilualmentc rcsldem,
11.iu deven deixar de ser allenidos mas cum-
prc que conquisiera a coulianca do publico
nuuca dcvcui ser Imposlos. Nao se me com-
pare pois com esses senhores, cujo caracler
particular nao lie da minba inlencao felr;
hito Ibes tenlio odio, c nem eu falle! dellcs do
modo por que ligurou S. Es. : voja-se o inca
dtscursso.
S. El, devla ser informado que en por es-
paco de IIS anuos, se nao fui ein tt. Paulo oche-
fe desse parlido, fui o seu centro. til pur elle
tudu quanio humanamente era poseivel lser ;
sacrilicius de tadaa casia lii pela provincia u
por nieus antigua. O ciuuie, a inveja, a ingra-
lido poderao diter o coulrariu i mas lie urna
verda.lc sabida. .Nunca hoiivc humen mas
naturalmente chamad 11 osle logar doque cu.
Dcosmelivrc 8r. presidente, que eu des-
sc ou .leva algn, da minba clcicaoa provnola por .....a liuuoslefo cu bata de wr
ramones be por isso que sentpre Bailo com
loda a independencia que conven, aos *P-
anianiei da naci, he porque """";
lei nesU casa por imposicao do I""""
ncm inclino por simples proicctao. Umuai-
"e'u aquM.cvuao pequeo ..orne que ..tereco
"iCndo'illnoiSrl. Hlppolylo. I.iin.cou-
Iros mocos, que nao sao llli.os da provincia,
Dtoe^SdUailr>>h>ll o,cu .im ful declarar
estado das cousas cm A'. Paulo na ultima
elcicao. O parlido da uppoalcuo fui balido pe a
lurea, os hou.cus prestigiosos da capital do
narldoduiiiioaulc nu resistirn ao guvcrnu,
lias licaram Inerte eu governo, leudo de un.
laduoscusecrelariuedo uulio o Inspector da
Ihcsouracia, um "abiauo, ouiro Maranlicnse.
fc/.a elelcoaillicialiiiente, salvo um ou outro
lugar da pr&vlucia ondeos chefes das locali-
dades, para nao se portal ein lulo, viram-se
toreados a asubinctter-se.
Concluo que o partido da ordem em >. Pau-
lo assiui reuovadu pelo governo com taes chc-
a provincia reppellira
systcma de aluntar algarlsmos sent eiamc da
imn.i.id ule delles. c dos servicos a que forana
applicadus. (Apretados. ) No anno Bnancelro
de 1831 a 1835, pela reparlicao da jusllc a nao se
chegou a despender 800:000.1; entretanto o
nobre depuiado n"io dir que entao se sallsfa-
sla melhor o servico e havla mais economa.
Agora compararei os batneos posteriores ao
auno de l8ltl, e ver a cmara que nao he ac-
to haver accresclmo de dcspea de 1818 em
dlantc. A despeacom cathedraes, paroehos,
etc. nao he nova, para dlier-se que accres-
ceu; era feita pelos provincias al certo lem-
po, c depols psssou para os cofres geraea. Pa-
ra que baja igualdade na coinparacao nao a
conlemplarei no resumo que vou eipor.
No ai.uodo i8t a 1847, despendeu-se ,....
l,47S:nOu.OOO; en lSi7 a 11*8 l,482:000/)00 ;
ein 18tS a i84g 1,379.1)00/000; em 18 a 1850
I,43D:OU0jU0U.
Ve-se, pola, que cm cada um dos dous an-
nos de ISiS a l8i9 c de 1819 a 1850, perlencen-
les adininlstracau do gabinete de de sc-
tciiibro, se despeudeu menos do que nos dous
anuos anteriores com o iiicsino servico.
(.-r. Pereira da Silva: Apolado.
O Sr. Ministro da Iiiilica : Compararei ago-
ra o orcamculo de 18a a l89, sustentado
pelo nobre deputado pelo Para, que entao la-
ta parle do gabine'.e, com o orcameoto actual-
mente oll'erecido considerarlo da cmara, e
ver-se-ha que este he tnaia econmico, lin-
portou aquelle, incluida a despega de I5io0o/
con. paroehos, vlgarios geraes, etc., ein....
,u8:0 'OJ : pede-se aclualiiiculc 2M);000j ;
nuil dcsla quaulia deve-ae dedujeras seguin-
tes : augmento de ordenado a 1 juises de direi-
to U.onOf, aosjuizes munlclpaes4o:oo0:>, aug-
mento de sold s pracas do c irpo de perma-
nentes 30:0 O, repressao do trauco 25:000/,
seminarios 2o:o0o ; importando esta despeta
nova en. 2il:"Oof> e deducida do pedido ac-
tual, vc-se que para o mesino servifo coni-
lemplado no urcai.iento de 1848 a 1849 se pede
agora sinente I,J9:I'0|, lslohe, menos ....
iyi):000/do que foi pedido c votado ein 1848.
Passarei agora, Sr. presidente, a cinr ininlia
opiniao acerca das emendas que se achaui so-
bre a mesa. Entendoque no oicamcnlo da des-
2
(Vi n.iu nou ir avaue <
t'sscs dous seul-orc podcriai. funecionar po- peta deve se limitar a volar as quanllas neces-
lllicamente se uuidose de accor.lo estlvessem'sanas para servicos decretados porJci.anierio-
cornos boinensde iuiporlancla lilhos da pro-
vincia. Uesic estado do colisas bao de provir
graves malos ; o futuro o dir.
1) Sr. Presidente Kepito ao
Sr.
depulado
que o tciiipodeslinadopara a discujsao de rc-
(iiierinicntoiJ-esl consumido; e nao possu
pietirira dlscussao du remenlo da justica.
O Sr. Pacheco Eolio V. E*. quer que cu
inlerroinpa o ineu discurso?
O Sr. Presdeme Eu julgava que o Dotare
depulado senta a necessidade de resumir o seu
discurso Naopusso rimar o orcauteoto da jus-
tica em csqueclmenlo, para se discutir c.msa
riue lalve/. nao teiiba tanta iuipurlancia.
O Sr. 'achico Se V. Ex. conteste que eu
conclua o met discurso quiudo chegar o da
dos rcqucriiiienlus. CU me 1 enlarei. Ilein.ciino
llcocoiii a p.lavra para couliuuar, sent 111c
O ir. l'resWen/e- O nobre depulado pode
continua, o seu discurso sbado. He oque tal
ves cu i devera icr feilo.
oiigoiEvro da justica
10 dajusuc. con. as emendas apreaeniada
I.Oini-sec apoiau-scasaicguinlcs cmeudas :
aoj}". Acoreweoe-ae creados mili
dous amanuenses para a secretaria da polica
de Pernaiiibueo. Ayiiior.
" Ao 8." Accrcscentc-sc elevada a
'210/a congrua do provisor do bispado de Per-
nambuco. Agaiar. >
., Ao $ i- do arl. 3." Accrcsccnle-ic
leudo equiparada a gralilicae.ui du chele de
polica do Ainaionas do de Malo-rosso.
Leilo da c*ii;ilur. < .
O Sr. Sou:a Humos ( ministro da justica J:
l'CCO A liiiilN. .
Sr. /' !/' 1 de Almeida : Peco a palavra.
O Sr. Pretidente : Ten. a palavra o Sr. mi-
nistro da justica. .
OSr. aonu llamos I ministro da justica )
Sr. presidente, ja o nobre depulado pela pro-
viuda da ll.hia, iiiembro da iorSOjiissao, res-
pondeu de mudo s uisfacioiio as observacoes
oomqos o nobre depulado pela pruvincia lo
Para cumbalcu o orjsintnto que a c haveudoouobre depulado pela provincia de
Minas Geraes. queem uliimo lugar oceupou a
allenco da cainnri, cuiuccado o seu discurso
por declarar que se por ventura se IraUsse to
de examinar os algansmos do oicainmlo, e de
confionlo-toscomas lee ordena que autori-
iam adespesa respecliva, dispensado estara
de lomar a palavra, nao linlia necessidade de
juslilicar a proposta siijeila a considerajao da
casa, cadianlada como le ada a sesslo deste
ni un-.e,11 que oorcamento leulia anda passado
na secunda discusso, cu nSo dcviria contri.
huir pura turnar o lempo que minio convein
leja bem aprurcilado eulreanlo como pre-
ciso dlcr miiilia opiuio sobre as dill'eienies
cinendas que se achaui sobre a mesa, aprovei-
tarei a occaslan par ol Tecer a ConSlderacSO
da cmara algumas breves e succiulas obser-
vc9ea aos discursos dos uobres depulados da
OppoSico. ,
O nobre depulado pela provincia do Para,
prop dogubiueie de iv de tetembro te augme
successivaucnle a dspota a cargo da repartl-
fo da juslia, sem que cnlrelaiilo o servifo
tenha melhorado. Para conseguir o seu pro-
posito o nobre depulado comparou as cifras
dos I1.1I inv'is desde o anuo de lB^a 1841 al o
annodeiSO a SI entre s'
to que se discuto. N~
res. Nao me parece que seja a le doorcamen
lo lugar praprio paracrcar-sc euipregos, au<-
meniir ordeuados, c decrel.tr-sc obras dclcr-
iniuadas de que nem ao menos ha planta e or-
eamenlos. As emendas que para isso sao olfc-
recldal, de ordinario sao taolis que nao pudein
merecer seria ulteneau da casa, c prestani-sca
ser voladas sem o maduro exime quesera ne-
eesfarlo. A cmara nao pdc deixar de sentir
os iuconvenicnles que de seinelliaulc pralica
teui resullatlo ; assim creio que a cunara ac
nuil com beniguidadc a rcclaniaco e pedido
que fufo para que so ein lcls separadas se trale
dacreaco de ciupregos, augmento de ordeua-
dos, ele.
Adiiiiltidu ou adoptado este procedimenlo,
me parece que inuitos beneficios virio| os d-
uheiros pblicos le cconomisarao 011 sero des-
pendidos con. melhor proveito. sposta asslin
a 111 liba opiuio, j v \ Esc. que me parece
deverem nesta occasio merecer a allenco da
cmara somcnie as emciidas da illuslre coin-
Continua a leuunda dllOUlsao do orcamcu-, misso; unnquc consigna a quunlia de 2Uil#
a ____________________..L.anl.. ,1a ifrnllllrtai.J\a^ i I 1 I i......
a argumentar!, do nobre depulado
Para se cli'egar ao resollado de conhcccr que
cm um ciercicio se lUciam econouiias, e em
outro nao, que uina administraran oi melhor
que outra, no he cerlainenle o uicio apropria-
du o de comparar os balances de um auno J01
os orcamenlus de ouiro ; a coinparafo deve
ser de balaucos com balaueos, de orcameolos
com ortameutos, c ainda isto nao basia, cuin-
pre examinar a inoralidadc da cifra despendi-
da ou votada, allender aapplicicodas verbas,
ao jervi{ottjuc se fas, ou a que oram desliua-
das.
Ser-me-ba fcil mostrar o vicio da argnmen-
la[o do nobre depulado, eslabelcccndo, se-
gundo o seu sjsteina, a comparafao do balan-
co do anno iiuunceiro de 1817 a 1848, em que
u nobre depulado leve parte na adiuinisiracao,
com o orcamculo que se discute c elle com-
bate.
Neste anno despendeu-sc i,4-i;Oon| pela re-
partirlo da juslica, uao se contemplando nes-
ta omina as despejas com os bisposparoehos ca-
thedraes ele.; pede-se presentemente j,a40:00u/
paia servifo scinelhanie, coulcmplaudo-se
porein os despeas a faier-se com os bispos,
paroehos, cathedraes etc.
Desta quanliapols deve-se abater as despe-
jas nao inoluidat com os bispos, paroehos, ele,
na importancia de 510:001"/ ; deve-se tamben.
abater a ditt'crenca que val entre o dispendldo
enloe o que se pede agora para as jusiicaa da
primeira instancia, vista como posteriormen-
te forain augmentados os ordenados dos juir.es
de direito, e dos julies u.unicipaes, crearain-se
novos lugares de juitcs. esUbeleceram-se aju-
das de cusi ele. dillereuca que monta a ....
j?nonos ; igualmente deve-ac dedurir a quan-
tia de 7in0o/ dill'erciifa que val cnire o dis-
pendido euio e opedido agora para o corpo de
permaueulcs, por quanto posiciiormeulc se
auguienluu o numero de pracas deste corpo, e
elevaram-se os sidos ; da mesma forma se de-
ve deduzir a quaulia de 2:oOOI que agora se
pede para despena con a repressao do trafico,
r. in ns a quaulia de20:0004 para os seminarios,
verbas que ligurain de novo no orcanenlo.
Estas qumiias euiportan em 8 abaleiido-sc no orcamcuto actual, se v que o
pedido he de l:38J;iooj para fuser-se o aervie
comoqualeiu 1847 a a8i8 se despendeu.....
1,482:00 i/, dillrrcnca para menos do que en-
tao se despendeu, 03:000/.
Continuando ueste proposito, se poderia en-
trar cm u ni came mala circuinstauciado, e ac-
crescentar que, em verdade, deve apparecer
esta dillereuca, porque naquelle anno para o
servico da pulida c seguranca publica voluu-sc
iT-i.-uo '3. despendeu-se iMa:00u/, e agora pedi-
mos sinente i.'> 1.nini^ ; para aguarda nacio-
nal votou-se 118:000a despendeu-se ia7:00n/
e agora pedimos lmente i iu.-oou/ ; para eveu-
tuaei, no municipio da corte, votou-se 8:000/,
despendeu-se I j;fHlo/, e agora pedimos para a
corle e provincias i0:00oj.
Isto serve para mostrar a cxactldo da obser-
vaco por inim feita sobre a improcedencia da
arguineoiacSo de que ae servio o nobre depu-
tado pelo Par, para combaler a administra-
(o que tuccedeu sua, e os inconvenientes do
para paganieiilo de gratiiicaces j votadas em
leiauteriur, c outra que augmenta cun l0:00o
a despeta com os seminarios episcopaes.
A le de orcamculo que vigora aulorisou o go-
verno a despender com os seminarios a quaulia
de 20*000/. Com esle recurso o goveruo deu o
auxilio conveniente aos seminarios do Para,
habla c de M ii nuil i; mas de igual auxilio uc-
ccssitaui o seminarlos do Maranbae, de Per-
u un lineo e de ni ib i.
OSr. Sartte CoOtoi E de San Paulo.
OSr. iliaiilroda Juilica : Assim necessario
he que se vol quaulia com que o governo pos-
sa preslar este auxilio a esses seminarios, por-
quanlo os 20:000^000 consignados se despendem
com os Ires seminarios que acabei de citar.
Deixei de mencionar o seminarlo da provincia
de San Paulo, porque aluda no foi despendida
a quaulia de 8:00/ votadas especialmente para
o seu cslabelecimento.
O seminario de San Paulo nao est anda cs-
labciecido, e' i---.'>a- i- r-o--------
do ordenad' lessores a qoanlta que se
pede, deixcl por laso de o mencionar. Ades-
pera com os seminarios destinados inslruc-
\-n du clero he de grande proveito, e nao pode
dcix.r de ser attendida
Agora, Sr. presdeulc, passarei a responder
aos nobies depulados pelo Para e por Minas Ce-
raes as outr.is cousUeracoes que lscrain.
0 nobre depulado pela provincia do Para cn-
leudc que a magistratura se aclis actualmente
multo mal orgausada, custandu mullo dinhei-
, entretai.m que o servico publico seacha
ein peior estado.
nobre depulado pela proriucia de Minas
eraes o acoiupanbta nesta opiuio, mas cada
um por sua rarao.
Na opiuio do ool depulado pela provincia
lo Para he vicie,luosa a actual organisa^o ju-
diciaria, porque os |uites muuicipaes nao olfe-
recem garanlia de independencia, e os juites
de direito, cutnquanto livessem melhorainento
de ordenado, ficaraiu pela le novissiina sobre
as remoces uiais sujeilos ainda ao arbitrio do
lou I goveruo, inleiraiiicnle sua discrico.
Ao contrario emende o nobre depulado por
Minas que o defeilo da magistratura esta na
independencia absoluta em que a pos a lei no-
vissiina sobre as reuioe.es, e que iiiipossihilila
_ o partido ila opposico a poder governar, quun-
e com a do orcatuen-'do chamado ao poder. Seinelhante iucnnvc-
proceJeiiic'nienle.quc tao grave pareccu ao nobre depu-
lado, puis merecen sua censura, elle o altri-
buio a um calculo do partido dominante para
perpetuarse no poder. Oesta simples exposi-
co resulta a scin-raso com que os Ilustres
ileputadus na oposico ajuuam da actual orga-
nisaco judiciaria, visto que se refutam iiiulua-
inenle.
Convcnho com o nobre depulado por Minas
que a lei uovissiina sobre as remoces Iras em
resultado a maior independencia dus juises, a
sua nao sujete.io ao arbitrio du goveruo; nao
posso poresst deisur de fater reparo que isso
merecesse a censura do nobre depulado, c o
incoiiiiiiodassc, quando a illuslre opposico re-
clama lodos os ili.is contra a prepouderancia
que, dit ella, leu. lomado o poder execiilivo
Convencido das grandes vanlagens de mau-
ter-se a independencia do poder judiciario, nao
acompauharei o nobre deputado u opiuio
por elle expendida, ser a dlltlculdide das re-
moces ernbaraco para um guveroo regular;
eutretanlo o irauquillisarei espondo-lhe que de
70 desciembro de i sis al igual da de 1851 fo-
i .mi removidos sem consultar-se a sua vontade,
apenas 28 juises de direito, e que desta data
cu. di me iiiram eslinclas tres varas do civel.
c removido siuenle um juitde direito du eri-
ja foi enviada a esta cmara a lista dos jui-
tes de direito avulsos: he muito limitado o >eu
numero.
aqui ver o nobre depulado pela provincia
de Minas tieraes que o pcsioal da magistratura
se cuuserva poucomaisoii meos o mesii.o com
que o uobre deputado j govcruou. (Apoiados.)
Quanlo aos juires muuicipaes, o nobre depu-
tado pela provincia de Minas (jeraes'acha insu-
(nciculc a organlsacao actual, porquanto cm
(iiasi todos os lugares taes fuucccs sao exer-
cidas poi subslitutos, homeiis leigos que nc-
cessitam de conselho.e que, oceupados cm ou-
tros inUlcres, nao se dcdicam com a assfduida-
dc neccssai ia ao seu cinprego, fuliain as audien-
cias, e por esla inaueira demorain a admiuis-
traco da jusiija.
Reconhcco com o nobre deputado o inconve-
uieulc que lia na adminisiraco da justica por
jites leigos, que embora lenliam a uielhor
vontade, a niaiur dedicaco ao servifo, nao po-
den, como os professionaes, dcscuipenhar sa-
tisfactoriamente as aliribuifcs do cargo. Mas
isto serve para refular ao nobre deputado pelo
Para, e me-mo ao nobre deputado por Miuas
Geraes quando pretendern, mostrar que o ser-
vifo leu. peiorado con. a actual organlsafo ju-
diciaria.
De lodo o eroslo pelo nobre depulado o que
se v he que inconvenientes resultan, de uo
seren lodos os lugares prvidos por juics let-
trados, de se acharen, inultos municipios en.
um estado scmefhante ao que existia antes da
Id de 3 de deienibro de I 41. Has enlao ne-
nliinna r.it.iu deveiiam teros nobre* depulado.
para fateien. censuras actual organlsafo ju-
diclaria, porque esle facto nao resulta della.e
,iui de circunstancias cslranhas, da falta de
nessoaa habilitadas que se proponham a exercer
esses lugares; ao contrario he csse syslema de
iustica barata que a le de 3 do dexembro de
1841 quit reformar, e com tanto uials ratao
quanto o nobre depulado acabou de convencer
a cmara ds Inconveniencia de nao seren lodos
os lugares prvidos por Julies le irados.
INo sjue dlx respeilo A adminlslrafao da justi-
ca schou tsuibem o nobre deputado Inconve-
niente em se nao crear na provincia de Minas
Geraes uina relafio; convldou-me a espora
inliiha opiniao a este respeilo. Bu o farei coa
loda a franqueza. Sou, como o nobre depula-
do. rllho da provincia de Minas Geraes; como
elle tenho o maior Inleresse pelo seu bem cslar,
pela sua prosperldade : sel mesmo que na ol-
dade deOuro-Preto e lugares vltlnhos ha uina
idela muito popular, a da creafio de uina rea-
fo alli, o que traria mais Importaucla i clda-
de, e a melboraria em inultos sentido..
Mis no me parece que estas raides sejam
sufflclentes pora justificar a medida que, em
iniuha opiniao, em T de consultar prejudica-
r a coinmodidade dos hahilanles da provincia;
j v o uobre deputado que eslou de accordo
com a opiniao de ineu Illuslre antecessor.
As difidentes povoaffles da provincia de Mi-
nas Geraes no conservan, relaces com a capi-
tal da provincia senflo as tendentes a negocios
com is reparlifdcs publicas que alli presente-
mente se acham eslabelecidas; todas as rela-
f oes da populaf o da provincia sao coui o Rio
de Janeiro {apoiadoi); he aqu o seu grande
mercado, he aqu onde lem suas rclafdes. Sem
duvlda-nenhuma eutendo que muito mala f-
cilmente qualquer povoacao de Minas Geraes,
a nao ser o Ouro Prelo e povoafes vitinhas,
traro os seus recursos i cidade do Rio de J i-
neiiodoque capital da provincia de Mina
[Anoiados.)
Porlanto, embora conhefa que a creafio da
relafo ein Minas traria melboramento capi-
tal, nem por isso advogarci esta idela. Proee-
dendo assim, eslou persuadid, que consulto
inulto convenientemente os interesses dos ha-
bitantes da provincia de Minas Geraes. (4-
poiados)
D'abl passou o nobre deputado a interpellar
me sobre alguns pontos do relatorio do no,re
ex-niinistroda justifa.
Perguntou o uobre deputado qual a inlnba
opiniao a respeilo da nropaganda mencionada
no relatorio. O uobrtrex-ministro, eipondo o
lisongelro estado da tranquillidade publica, dit
o seguinte: Enlrelanlo a propaganda que pro-
cura por ineios revolucionarios reformas radi-
caes as ioslituifdes do pali continua desco-
medida em sua imprensa ; reconhectdo porm
que suas declaraf oes nao encontrara apolo, re-
corre a novos meios, etc., etc.
nobre deputado nao pdc Ignorar que no
parlido da opposifo existe uina parcialidade
que calende que uas inititulf des do pait nao ha
indos sullicienles para a felicidade publica, e
que convm fater relormas radicaes, no pelos
ineios morosos eslabclecldos na conslllulfao,
mas por meio de urna conslllulnte para isso es-
pecialmente convocada. Nao pode ignorar o
nobre depulado que a imprensa da opposifo
as provincias do norte oceupa-se grandemen-
te desia ideia ; parece al que he o seu princi-
pio polilicoduiniuaute smente este. (A/ionnluf.)
Tamben, nao pode Ignorar o nobre deputado
que da Imprensa recorreu a parcialidade pol-
tica de que fallo para a organisafao de socieda-
des como nielo de propagar c realisar suas
ideias. O mesmo nobre depulado reconheccu
con. iouvavel franqueza o perigo c inconve-
niencia das ideias da parcialidade poltica a que
me rcliro, e as combaleu. Se, pois, helado
que por iiinoiieiii pode ser conlcstado, que no
partido da opposifo ha uina parcialidade que
por nielo da imprcusa ede associaces promo-
ve reformas as insliluifes, por meios que nao
sao os da constitus o ; se ludo isto nao lie dcs-
conhecido ao nobre depulado, be pira admirar
que Ihc merecesse reparo o dar-se disso uolicia
ao corpo legislativo no relatorio do ministro da
justifa. 'Apotadot'
Ouer o nobre deputado saber o alcance que
ten. cssa propaganda, c por sua vet e seu mo-
do apreciou a exposlf o feila no relatorio. Sa-
lisfazcndo ao nobre depulado, dlrci que a pro-
paganda lem pouco alcance porque o bom sen;
so do povo brasileiro be garanlia sufiicienie
conservafodas insliluifes. (4/.oiV!. nio do nobre depulado por Minas nao se conr
iignou esta noticia no relatorio seuo como
gabelo para se conservar no poder o parlido
dominante, iuculcando-se necessario, seoo
nm hnver tim pretexto para perseguifes.
Mas o nobre depulado ae refala, pereuianjso
que medidas ten o governo tomado para ni -
ter a orden ameafada pela propaganda. Se o
uobre depulado nao lem conheclinenlo de me-
didas extraordinarias, se estas nao se tem feilo
seulir em parle alguma ha de rccooticcer que
nao tem plau.ivel lundainculo a supposifac
que gratuitamente fet do pretexto para per-
seguifes, que nao polen estar, nem eslao na
men -un e uos desejos do governo, que se cin-
penha na pralica de una polilica de justifa e
uioderacau. A este proposito fet o nobre de-
putado algumas observafes tendentes a mos-
trar a inconstancia da polilica do governo na
provincia de PernanbUCO, a que julgodever
una resposta.
A poltica do gabinete de 29 de selembro di
pruvincia de Pcrnambuco foi constantemente a
in. ..ii i. nina poltica de justifa c muderafo ; e
os d.Itrenles presidentes que se ten succedido
al boje lodos se esforfarim por pralica-la,
lodos lem estado animados do mesmo pensa-
lll.el.i.
He verdade que seus, actos nao tein sido os
meslos, mas nem podan ser, atienta a dlvcr-
sida.lc das circuinsliucias cm que se lem adia-
do, e s dahi provu a dillerciifa com que a
illuslre opposifo avaha essas admlnlsirafcs.
OSr. Tosa, c de certo lempo em d visconde de Paran, acharam-se a brafes com
que tomare! em considerado a sua reclama-
rn : exlgirel informafes sobre o que occorre
a esse respailo, e comqusnto o governo nao
posss ter Ingerencia as dcclses do poder ju-
diciario, se o veame resultar de causas que es-
teja so seu alcance remover, ellas serio remo-
vldss.
A respeilo dos negocios da provincia de Per-
nambucOi de que ha pouco tratel, julgo conve-
niente acorescentar.uma observafio. Para con-
firmar a asserfo da dirersldade de poltica do
governo temse dito que laso provtn da depu-
tafo daquella provincia, a quem nao agradou
i minba adinlolstrafio, nem a do meu honrado
successor.
Por occasio da discusso que bouve nestt
casa quando se tratou da dispensa do honrado
ineinlir.i o Sr. Vctor de Otiveira, uoincado para
sneceder-mc, licou bem patente a minba po-
sifo para com a deputaf o de Pcrnambuco A
cmara sem duvida se recorda que, fatendo-
me o nobre ex-minlslro da jusiifsfa honra de
declarar que a minba exonerafo provlera de
repelidas instaucias miabas, que eu havla exe-
cutado fielmente o peusaiuenlo do governo, e
correspondido de modossalisfatorio sua con-
ii ni i fra na inaulfestaf o desta opiuio apnia-
do pela depuiafio daquella provincia ( atroia-
dos) o que nao acontecera se esses nobres
deputadus estlvessem ein divergencia as vistas
com que eniaaLn administrada a provincia de
Pcrnambuco. ( Apoiados.)
O Sr. Jguiar : llouve apenas pequeas di-
vergencia sobre cousas de pouca monta,
O Sr. Uinislro da lutlica : Julguel con ve-
niente faxer esiaobservafo para nao dar lugar
a suspeilas Infundadas.
Conclulo o nobre deputado o seu discurso
fallando acerca de e,ciees, e com especialldade
da provincia de Minas Geraes, cm que o nobre
deputado recela que a opposifo nao possa
plcii.ir a eleifio do modo a que direito, vista
da manelra porque as cousas ah se apre-
senlam.
le ni incommodado ao nobre deputado o gran-
de numero de recursos inierpostos da qualifi-
c i. .i.i; c eu, ao contrario, applaudo a disposi-
to assim manifestada em que esio os partidos
em Minas Geraes de plellar sua causa pelos
nidos pacficos c cstabelecidos por lei. ( A/.oiir*
rfos.)
Mas ein prsenos desses muitos recursos que
ten sido Inierpostos das qualificafes, c que in-
c.iiiiiiioila.ii ao nobre deputado, quer elle, para
bem baver-se ein negocio lo importante, sa-
ber se o governo pretende empregar violencias
para vencer as eleif oes ; e nao se contenta con
nalavras, quer lacios tamben c uiua declara-
c.io muito solemne se a lei eleitoral ser ou nao
reformada nesta scsso, visto os defeitos que
ella contui, reconhecidos cm muilos relat-
nos do ministerio do imperio.
A respeito da reforma da lei eleitoral, J o
Sr. ministro do imperio nesta casa lem dado as
explicares convenientes, que lias un para o
nobre depulado recoucccer que esle objcclo
lem merecido a alleuf o do goveruo, e particu-
larmente deve merecer desta cmara. Entre-
tanto, no curto intervallo que vai ale o tempo
das elelfes, nao poder ser aprcscnlada a re-
forma, e menos volada. A materia he sobre-
modo importanle, e nio deve ser tratada com
essa precipilafo. {Kpoiulos.) Assim j ve o
nobre depulado que nao poder a eleifo, que
se acha lo prxima, ser feila seno pela lei ac-
tualmente em vigor,
Dissc o nobre deputapo que, a nao ser refor-
mada a lei, e se o governo nao promelter abs-
ler-se de violencias ua eteifo, o abandonar
em sua provincia, porque j est cansado de
aconselhar resiguafo. Nao receie o nobre de-
putado por esse motivo tomar parte na eleifo
ein Minas Geraes. O povo mineiro, a quem o
nobre deputado pertcilainenle cunbece, he so-
breinaueua pacifico c generoso ( muitos apoia-
dos ) i o pavo unneiro nao precisa de quem o
....... ihc para que nao se lance no desvario
de perturbar a ordein publica {muitos apoia-
dos I ; be bastante que nao baja quem o insti-
gue, quem o arrasle a isso ( muitos apoiados ), e
eslou cerlo que nao baver ; e portaulo deve o
nobre depulado, despido de todo o recelo, con-
correr s unas e pleitear sua rceleifo.
Ua parle do governo, lid observador das leis,
nao achara eiubaraf o algum. U nico embara-
f o que a opposifo ha de encontrar as urnas
he a. opiniao ... ...... I da grande ... .... ... -lo.
pait, que forma da polilica do gabinete actual
um juito dlifercnle daquelle que os nobres de-
pulados da opposifo einiiiei un ( apoiados }; e
ser p*ra sentir que os .Ilustres opposicionis-
philo Benedicto Oituni, Francisco Augusto
Men les Monteiro, e Hernando Casemiro de
Proitss.
Coimeifc.
Nos abaitos issignadoa, commereianles
desta prses, do Rio de Janeiro, estabelecido
com cotnmercio defazendas secca, queren-
ilo regular a forma de nosaas compras, te-
mos unsnimemento resollido adoplar as
seguintes disposiciVs:
1.Desle agora aleo dia 31 do dezem-
bro do anoo crranle de 1831. nenburn de
ih'is comprar fazondas a crodilo para seu
cmi nrrein senSo nicamente por meio de
c.iiii'.ns assignada meiisalmenle sendo ao
prazo nunca monnr de 12 mozes, com a obri-
gaco do pagamento do premio de 3|4 por
como so mez, pelo tempo que exceder o
mesmo prazo, ludo de conformidad!, con
a segunda condiC(.1o do convenio britsnni-
co folio em 19 de uiai > de sis, e que prn-
cipiou a vigorar em o 1." de julho do mesmo
aono.
2."Aquello quo infringir a antecednnto
ilispnsic.nl, psgari urna millla de 4:000,000,
que teri a applicacSo que llie lor dad ( pela
rouniio dos signatarios das presitnles dis-
posicos pievalecondo sempre o que dece-
dir ainaiorip, a sbsoluta dos que coocorro-
iou a iiiesiiiii ri'uni.Vi.
3.Nomear-se-li*. d'entre os signstsrios,
e a plurotiJade de votos, urna comrnissio de
3 membros, para fiscalizar a execuefio des-
tas disposic>s, o convocar a reuniSo dos
signatarios lo las is vezas que o julgar con-
venientes aos interesas cotnmuns.
?." A primeira rouniio e a nomoacio da
dita comrnissioterio lugar immediatamsu-
te que 50signatarios tenham prestado o seu
assentimento s prosentes disposiedes, co-
iiitu; ni In mi noiild desdo eiiln a ebrigacSo
do eiTeclivo cumprimento das mesinas,
E porque de baixodo nossa f e honra nos
abrigamos a elmeiile cumprir ludo quanto
cima tic i exsrado, sulorisamos o preseu-
le cotn nossas assignaturas. Riode Janeiro
15 de Janeiro de 1851.
Lult Augusto Ferrcira.dc Almeida, Joao Au-
gusto Ferrelra de Almeida, Francisco Carlos de
Magalhes, Fouseca Ceile de Oliveira, Jos Joa-
quiu Ferrcira Paranhos, Castro e Carvalbo Rl-
beiro, Amaral c Bastos, Lili/. Antonio da silva
Guimarcs, Joaquim da Fonseca Guimares es
C, Parauhos Irraos ct C, Luli Marlins Morei-
ra, Francisco dq-Silva Mello Soares de Freitas,
Jos Viriato de rreilas, Santos ai Irmos, Jos
Exportaco.
Havre pelo Msnohflo, barca franceza
Havre, de 255 toneladas, conduzo o se-
guitii :
50 arrobas cobre velho a granel, 10 sic-
cas algodio, 20 arrobas detatajuba.
BarcMona, brigu hespsnhol Leponto, do
325 toneladss, conduzio 800 sacess com o
peso do 4,416 arrobas e 9 libras de algodio.
111 :ci. mi n i li i A LERENDAS INTERNAS GE-
RAES E PERNAMBUCO.
Rendimenlo dodiaia.....1:113,048
CONSULADO PROVINCIAL.
Rend monto do dia 11.....995,971
I lem do dodiaia......1:098,260
Pauta
mos gneros do pas, qut se despachan na
mesado consulado di I'ernamhuco, na se-
mana de 9 a IV ib: Kgoslo de 1852.
Assucar ein c. branco 1. qual. Arroba
bar.
mase,
e sac. branco
a m mase
refinado.....
Algodio em pluma de
Dito.........:
Dito...........a
Dito en caroco..........
Espirito de ngoa aslente. .
Ago'ardeute eaxafa .
Dita re canna.....
f)il> resillada......
Genebra.......
Dita.........
Licor.....
Dito.........
Arroz pilado2 airnbas
Dito em casca......
Azcilc de mamona....
Dito de mendobim .
Dita de peiic ....
Cacau..........
Araras.........
Papagaios ........
Ilolacbas........
biscoilos *.......
Caf hom.......
Ditorastolho......
Dito com casca......
Dito muido........
Carne secca ....
Cocos com casca ....
('Ii.i mos I .cus .
Ditos ordinarios
I* qual.
2.
Jos vicalo ue rreilas, aanios ai Irmaos, Jos: i)jl0 ,eitl|a e primor
Francisco da Cosa Chagas de Andrauc & Ir-1 Cera de Carnauba .
maos, Domiugos Jos da Silva Pastos, Soares Si; Dita en velas
.azaro Jnior, Barbota raga fc C., Dlogo Jos. o|irc ovo .toiPobra. ',
Leltc Gii1mar.es, Joaqun. Amonio Moreira ct: ,.,., d, Ho, c,
C., Jos Antonio dos Dan os 0, C Jos da Crin' u0.llds ,
\i.uni i & Irmjos, Pa'il Jnior ionio Jos do llego Pereira ai C., Jos Ferrelra! ^^ d ^ ^ndoV
ilc Mallos, llodrigucs Irmno, Manoel Jos \\(ce. i. c-\lda
Rodrigues Ci Irmos, Menocl Jos Roilrigues de n", 2. r,'\
empalo, Antonio Jos feixoto e A.cvedo, Cas-; r.', T* *
tro e Moura, Jos Casimiro de GoTM Baltio, j 2St, .' ',', .'..'.
Estopa nacional .
Cm h|,i
, Canad
. Botija
. Canad
. a Garrafa
um Al'|ucjic
. Canad
Arroba
. lima
. Um
Arroba
Como
Arroba
. Libra
. Libra
. Cm

. Libra
Antonio Jos Munteiro Amarante,'Hernardo
casimiro de Frenas S C, ((asios, Viera J C,
Mananto l'rocopio Ferrcira bage, Jos Floren-
cio Soares &t C, Jos \ntouio Monicito, como
gerente da casa de viuva Torres 5t C Joao
Correia Moreira Pinto A I'iuienu, Manoel da
Costa Farta tk. Companhia. Joao Goucalvcs
Pereira 6 Irmao Manoel Ferrelra de Fa-
ria l Im Francisco Jos Gon9aIresv Joatfuiui
LuuSoares, Oloui & C., Joaquim Jos Louren-
co Uias, Joaquim Jos Peixoto, AntonioCardo-
so dos Santos, por procuraco de Jos l'elxeira
da Cunlia Carnciro, Manoel Joaquim Goncal-
ves Uehello, liento Gomes de M*cedo llraga,
Maccdo it l.riic, Joao Gaspar Lobo St C, Joa-
quim Jos Moreira da Silva, Antonio de Almei-
da, Antonio Jos Leite Guimarcs, Manoel Joa-
quim da Costa cS, Leal & Fonseca, Antonio
Jos de Freitas Silva Guiuiariics, Manoel Ferrel-
ra Xavier dos Sautos. Machado, Carvalties 8c
Mello, Antonio Ferrcira Lapa, Pinhelro Filho fit ^',a*
Dita Mtraogsira m"io Espanador grandsi.....
Ditos j" | ui'.t-......
l-'.i'-mlm de mandioca ...
Dita da millio.......
Dita de aranili......
Feijiio........;
Fumo |)um.........
Dto ordinario.......
Dito en. lollia bom ....
Diu oflioario. .
Dito i i-iuilio ... .
Ineoacnnlia.........
(jomma |.........
Geni|;il>re ,.......
Leiiha de achai ....'.
Ditas de toros .
Pranobafl de amar
louro
. Arroba
*
, Um

Alquelrc
, Arroba
. Alqucire
Arroba
Alquere
. Arroba
, Cenlo
de2 distada Cm
Meiio, Amonio rerreira .ana, i'innnro tuno '"*', u j tt ,n
C Marques Lima, Moreira Coelho 4 Pacheco, I *-"*"*> d m"r,e"0 3i a4
Leite c AKUiar, Panlaleo 6 Faria, Francisco), P- "f c" /a-*00'*
Augusto MendosMontClro, JOS AUOUtO LISDoa ,%a *'"" "T"j*,' '.....
Hosa, Joaquim Jos da Silva Guimares, Anto- Cosladinlio e mo .......
nio Joaquim de Sampoio Castro, Joaquin Fran- oalhoiedito
cisco do Valle Guimares &C, Anselmo Mar- Forro de dito .
tins Correia 4C, Lui Aulouio Salgado, Jos Costado de louro
tas, representantes dn provincia de Minas, se Francisco Ferrelra, Hrandao e Macbado, Jos Costadinbo deduo
afastem, como do a entender, dos negocios Hernardino Texeira ot C, l'eiaeira Pinto & C Soalho de dito .
pblicos, quaudo ao contrario desejava que el-
los, acompanliaudo o sentimento da grande inai-
ria da provincia de Minas, quizesseiu contri-
buir com o seu talento, com o seu patriotis-
mo, para a sustentaco da elevada polilica de
justica c inaderaco que o governo se empenha
em execuiar, poltica nica capaz de desenvol-
ver convenientemente, c de lirmar os princi-
pios de ordem e de libcrdade cih que .asseutaiu
as uosta* itsiiluicOes, fra dai quacs, lie creuca
geral, nao poder haver felicidade para o pait
{ Muitos apoiatltis. )
A/yurio'rs. Diputados : Muito bem.
{Continua )
PERNAMBUCO
Hepartico da polica.
DIA 7DE AGOSTO.
II
recebi
Francisco Ferrelra de Andrade,Pereira e Ribei- burro de dito
ro, Antonio Machado .Magalhes, Antonio Mor- u,t0* de ccilro........
ges Pereira t C, Jos Joaquim Gomes uraga o; Toros ,de lH,aJu,,a
C, Joariuim CoocalvesdaGoslarf} C.Franeit- VaiaS de parreira.....,
co do Valle ulmares. Ditas de aginadas .
, I Dilas de qulris........
CStraCtO Je Ullia Carla da Jiania llodas desi.upira para carros
dactada no I de.agosto de 185a' JiX^'.''"" V" "' '
O prazo desta praca lie de onze Milho .........
, Padra de amolar......
tnezes, conla as-ignada, com a de- uitasdeiuirar........
claracao de 8 por o,o ao anno na' %$ / /.' \ W \
falta de pagamento, ou 8 por ojo de1 Piassaia............
abalimcnlo por prompto pagaren- ^1Z ",^T*. '. '. '. '. i'. .',
lo, e alguma lazeuda ha, ou casa ,fMei iesm\to........
'. San,a perruna.....>
mais precisada que ab^te de 9 a 10 Tapioca...........
poi 010 : note que conta"asggnada ,l
Quinial
Dulia
Par

Canad
Alqueirc
Uin
Cento
Mc-lho
Meio
Arroba
Una
Arroba
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Cento
2,101
1,700
1,200
2,2m.
I,fu
2,5o,i
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1,000
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1,000
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'1.1'11
5,000
1,000
7,Ono
4,000
3,000
.5,000
3,000
2,000
I,Gnu
9, 000
11,000
7,000
20,000
10,000
7,000
(i,000
3.600
6,0011
5.100
3,100
2,200
2,000
1,200
1,180
1,000
060
10.000
18.000
,11o
1,100
10
6,000
800
3,100
320
1,000
4,000
l8l)
17,000
2,500
200
m.oExm.Sr.--Segundo as partes iioje = 1 rnpomo (Iiip lolrn- nnU
, rcuebidas nesta roparlirjio furam hontem,nao "e mesm0 4ue lelra. P0,s
ZtZfiS. V*S^2!h>TZ .' V I ordem do subdelegado da fregu-: que aquella nao lie transm.ss.vel,
enrgicos uecessarios para salvar a orden pu- ui,ca. de Francisco Antonio t.oelho, a requisir;iio|
Bu achci a provincia em paz, nao encontrei du sou senhor; ordem do sublelegado da Cr ilc-scoiil lila iia iieiiliuui dos es-
1 ua inao, ames os compro- freguezia de Santo Antonio, Sima Mara do tabekcimentOS bancaes o i Ul'0 d
ouesiavau. ioragmos, ou Espirito Santo, por insultos, Luiz, escravo el ,. I, I a
hoinens com as anuas
mellidos na revolta
,,.,,. tonio Patricio Correia, por niliaci,-.ui de pos-
Eiiou certo que o Sr. Tosa, as clrcmnstan- turas municipaes
ciasciu que achei a provincia, einpregaria os Dos guarde a V Exc. Secretaria da poli-
mesinos meios, procedera como proced, assim cj, je Pernambuco 7 de agosto de 1852.--
coiuo devo declarar que se me aehasse afrente ,,, e Em. Sr. Dr. Francisco Antonio Ri-
j_ -J__ .. i, --..! I. ,.imi-iiii'ii Hi> Vrn .ni liiii'ii
7-;"------------- an,sn Oa*f.a... neiro, prosiuciuo ucsta pruviuuia.jusu w-
^'^Z^V^X^'^'^ olio'Rigueir. Costa, ebefode polica inte-
ires antecessores, para salvar a ordein publica rio,
c su'ocar a revolta. ( Muitos apoiados.) DEM DO DIA 9.
O honrado deputado o Sr. Victorde Ulivelra, lllm. e ElD>. Sr.Das parles bontem e ho-
que uio succedeu na adminlsiraco daquella e recebidas nesta repartirn, codsta tercm
provincia, achou-janasciicuinsianclaspacllicas gjdo presos a mjnha ordem, Antonio Jos
ein que a achei, e por isso sua adiii..islratao crmn para erigusr;aes orden) do
%l&XS^**ffi&?S '"o I? pri"e|w dsislr;ct0 des,le termo
oSr Rueiro talvet lela dilereuie, a provincia Francisco Manoel dos Santos, por ter que-
ja passou por um tumulto, lao sem proposito brado o termo de bem viver, Basilio, escra-
levaniadu i j uo he s a imprcusa que promo- vo do Rvd. Antonio JoaquiQi Soaros. para
ve a propagaco das ideas de urna consiiluiute correc^So ; or-lem do subdelegado ds fra-
que a cousiuuico desconbece ; psra isso orga- gezjs j9 S. Fre Pedro Concalves, o pardo
nisam-se associaces, que pelo menos iraaem ||ercuian0 da Silva, por ebrio : ordem do
gia do governo seno jusiija e moderafo, a de Jos Marques Vianna, por crime de dao,
lis con Isso se cuulcntava, uo tinha aspira- Jeroiiyma Mara da Conceir;3o, por desur-
ccs a realisar suas ideas polticas. Como quer dem, Romualdo Ferreira, por ter sido eti-
que seja, o actual presideule, o Sr. Dr. Ribeiro, contrado jugando, Godsfo Antonio Sevirioo,
conbecido por sua prudencia, moderacao e es- pari corfeC5s0 ; ordem do subdelegado da
piriio recto... ,,__-_ ,,.. ,, .., freguezia de S. Jos, Jacintho de Souza, por
O Sr. raUes:--iMoguem lhe pode negar ^ Gaudencl0j e'scr.vo do Jos llo Reg0i
OSr. Ministro da Justica : --.... he incapaz de o Quirino de Tal, por infraegao do postures
perseguices, e pelo menos nao vejo que se municipaes a ordem do subdelegado da
aponteru facios, freguezia da Boa-Vista, Antonio da Silva Pe-
Vm Sr. Deputado: -- Esli assassinande os reir e Loureiro Eerreira do Araujo, por
subdelegados, desobedientes.
O Sr. Apriato : Consliloinlcmenle. ( fli- Dcos gUar(|e y. Esc. Secretaria da poli-
'"{'!': K.- ,. i,i. An n cia de Peruambueo 9 de agosto de 1852.
PJ?^'&Z*^< '? Exm Sr.Dr. Francisco Antonio Ri-
uo coniosequUsuppor.inconsianie; domina Meiro, presidente desta provincia. Jos Ni-
sempre u mesmo peusainento de jusiisa c mo- colo Riguoira Costa, chee de polica inte-
deraco. fino.
luierpellou-me o nobre deputido sobre o es- wsw^m^^maa^Bm^etm^!^m>^^^^^si^
lado de tranquillidade da provincia da Baha, FuDUCaCO tS a nedldO.
para onde eonstava que boje seguiran, duas Y__________
^el^d^^^^lZ:^ oOJOHNALDOCOuUERCIO.D RIO DE
dade, sendo nteiramente Infundado o boato JANEIRO, AOS 16 DE JANEIRO DE 1852.
referido pelo uobre deputado. (Apoiados.) Os negociantes de fazend'S desta praga
l\o teuho uoticia dos procesaos que o nobre reuniram-se hoje de manilla em urna das sa-
depulado pela provincia de Minas Geraes disse J() ,nc0 coinmercial, e asontaram no
que lluhain sido instaurados emParacai com abano publicamos. Proco-
o' m de perseguir a.eu.co-rel,gion.r,0,;em f'? aqnornea5HO dk commissaode que
aparte jllie respond que eu nao tinha dellcs TV.,? i Tr.m aMIos o Su Then-
noilcia. Entretanto abanto ao nobre depulado trata o art. 3. oram eleilos os ors. meo
A RETIRADA DO INSIGNE ARTISTA
ermano Francisco de Ulioeira.
Semprc s furias do zoilo resislindo
E Impvido antolbaodo a dura sorte ;
Na secna cm doce e mgico transporte
Trlumpbos mil lu its conseguindo.
De animo tua alma revlstindo,
Com que o fado afrontavas duro e forte,
Parecas sobranceiroa lucsmtmorte,
E nome c gloria e fama adqulrlndo.
Mas ludo se esvalo, s o leu nome.
De todo o Peruambueo da incuioria,
O lempo, o fado, a inorlc nao consom,
Nao se pdeesquecer tamanba gloria 1
Inda incS'iio partir gosas renouie,
Levas os louros de iminorta. victoria.
**4
COMJvHRC.G.
w
ALFANDEGA.
Rendimento de I II .
Idom do.dia 12......
58:578,951
12:315,51*
70:921,405
Desearregam hoje 13 de agosto.
Bsrca ingleza -- Helia mercadoriss.
Patacho americano Loper fsrinha de
trigo.
Patacho brasileiro Sania Oti: o resto.
CONSULADOGERAL.
Rendimento de 1 11. ... 8:771,958
dem do dia 12.: .a.u.i .j.i. 706,210
Movnaento do porto.
/Vavios sahidos no dia 42.
Aracatyescuna brazileira Tentadora, mes-
tro, Belmiro Bsptista do Souza, carga fa-
zenliis e mais gneros. Passsgeiros Anto-
nio Joaquim Seve e sua familia, Juvencio
Alto dos Santos Mendonsa, Jo3o Francis-
co dos Santos Mendomja, Rosa Candida
' Cuedos Alcanforado.sua mu e urna IrmSa,
padre Joao Francisco da Costa Nogueira,
padre Francisco Ribeiro Begs, padre Jo5o
Urbano de Oliveira Anlonio Ferreira
dos Santos Caminha esaulilho, Francisco
Jos Ferreira Lima, Jos Bernardo Primo.
Mars. Iha -- palacbo francez La-Aspirante ,
capllSO Souques, carga assucar e couros.
Cear e MaraiihSo -- brigue escuna brssi-
lero Laura, capitSo Joo Leocadio Ribei-
ro, carga varios gneros. Passageiro bra-
sileiro, Jos Coelho Barbosa Porfirio.
Havre pelo Maranhao barca franceza Ha-
vre, capitSoMonnier, carga algodSoe las-
tro. Passageira D. Francisca Mana de O-
liveira Miranda Denea_ejejiJHjujjnenor.
tDlTAES.
DIVERSAS PROVINCIAS
Rendimentode 1 11.....1:068,255
Idatndo dia 12......K,,.
O l)r. Jos Raymundo da Costa Menezes,
juiz municipal supplenle do segunda vara
do civel o do commercio desta cidade do
Rcclfe de Pernambuco, por S. M. 1. e C.
Faco sabor aos que o presente eJital vi-
ren), que no da 18 do mez de agosto prxi-
mo futuro se ha de arrematar por venda a
quem mais der, depois da audiencia deste
juizo, na cssa das audiencias, duss casas
torreas, urna sita na ra das Cruzes o. 50,
avaliada en 1:000*000 rls, o outra sita na
ruada SoMade n. 8, avaliada om 800/000
ris, penhoradas por Luiz Manoel Rodrigues
\ nii'iii-.i contra Joaquim Csrneiro Leal o sua
mulher, 1). Maria Senborinha deAlmeila
Leal : c para que chegue a noticia de todos
maodei passar editaos queserSo publicados
pelos jomaos e alisados na pra?a do Com-
mercio e casa das audiencias.
Dado e passado nesta cidsde do Recifeaos
29 de julho de 1852. Eu Manoel Jos da Mol-
la, escrivao, o subscrovi.Jos Raymundo
da Costa Menezes.
-- Parante a thesouraria de fazenda tem
de ser contratada, no dia 17 do corrale,
com quem por meaos flzer, a caiacao do
interior da piaga 4'armas e quarteis da for-
taleza do Brum e pintura das portas e por-
tadas dos mesmos quarteis, tudo conforme
o plano abaixo transcripto: os preteoden-
47 76*itescorj>paresam na sala dassessfles da mes-
...!!;..'L, thesouraria, es U e i horas do referi-
1116 0191 do dia, compeleoiemente habilitados.
_____1___I secretaria d thesouraria de fszeoda de
9:478,168

.-" -
MUTILADO


..* *
3
Pernambuco 12 de igoslo de 1853.O oli-
eial-maior, Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Plano e ornamento para o calamento da pra-
fa d'armaa e interior das parejea do quar
tel di fortaleza do li-um, e para i plntu
ra das portas o porcadas do mesmo quar-
lel.
Caiar-se-hSo cam as demais que forero
precisas, afim de que fiquem bem brancas
ludas as paredes da prafa d'armas e do in-
terior dos quarteis, retocando-se o rehoque
un lo for de mistar, afim de que este tra-
liallio fique Ijoiii feito.
Pintar-se-hOo a oleo, com s domis quo
forcm precisas, e com as cores daescoina
do respectivo commandante, todas as por-
tas, jtnellas, portadas, ra les o balaustra-
das do mesmo qua'tel, repoiulu-se os vi-
dros que esliverom fracturados.
Recife 8 da agoslo do 1852.Jos Joaquim
Rodrigues Lopes, major do cor po deenge-
nheiros.
.1U..L
A corrento chineza.
Cooclue so a representado com a celebro
sorto intitulada O Milagro de Hindostn,
ou o moco suspenso no ar.
Quando.pela primeira vez e executou es-
ta experiencia extraordinaria na Europa ,
despertou toda a attencSo e causou admira-
(8o aos sabios e amigos da arte.
A Revista de Lima de 4 deabril do anno
prximo passado,diz, j om uro numero an-
terior deslo peridico, descrevemos os por-
menores desta grande espenencia, mas nSo
sendo fcil fazer-se urna circumstanciada
relafio dos seus intoressanlissimos dela-
llies nio lio i n-MVrl pela simples leitura, fa-
zar-se urna oxucta apreciado de tal mara-
vilha sum ve-la por-sa em pratica. Este ver-
dadeiro prodigio na arto mgica arrebata o
publico om toda a ostenfio da palavra.
lis preces silo 08 ji annunciados.
Principiara as 8 horas i'iu puni.
Aviso fe maritimos.
zem de Gouveia lio, polo maior preco, urna porfi de bata- .--,{
tas novas e grandes.de Lisboa, vindas ulti- 4a,no rermrfl av,sa re8Pc,la-
mamente pelo brigue Novo Vencedor. vel publico, que loram vendidos os
- Fernando.Jos da Rocha Pinto, remet- seeuintes, da primeira lo-
to para o Rio de Janeiro seus cscravos, Me-jr "8" r
reocia.creoula, de i Ja Jo Uannus; Jos da tena a beneficio da irmandade do
Banco de Pernambuco.
O conselho da direcflo declara quo os
descontos da semana que decorre de 9 a ti
do correte agoslo, conlinuaui a ser os de 6
por cento ao sniio para as letras a vencer a-
t o fim de ouluhro, e de 8 por cento at 6
niezes, sendo o expediente para os mesmos
mos descontos todos os dias uleia, -eui ex-
copcSo de alguui, desde as 11 horas da ma-
nhSa as duas da tarde, O mesmo conselho
resolveo, e faz certo aossenhores accionis-
tas, que a ultima presteco do 25 porcenlo
com quede conformnlade cornos respecli-
vos estatutos deveiiam entrar de 15 a 31 do
corrente, para a caixa do llanco, (ica trans-
ferida para occasiio oppurluna, quo ser
devidamente annunciada por esto mesmo
Diario.
e ordem do lllm. Sr. director geral
da instruefio publica, faco saber a quem
convier, que S. Etc. o senlior presidente da
provincia, houve por bem designar o dia 4
douutubro vindouro para concurso s ca-
deiras de instruefio primaria da Sarra-Ta-
Ihadae da Fazenda-Crando.
KEL COMPANHIA l>E PAQUETES INGLEZES
A VAPOR.
No dia 20 ileste mez, espera-
so do Sol, o licui conliccido
vapor Trviot, Commandante
Onslow, o qual depois da de-
mora do coslumcseguir parauLurupa: pa-
ra passageiros, trata-so em casa da agen-
cia, na ra doTrai'icho Novo n. 42.
Vice-consulado Pontilicio om Perium-
bucoi
Nccessita-so saber so existo nesta cidadee,
provincia o subdito romano do noineJos, gundo andar
que nos annos de 1831 a 1835 cmliarcuii em
Civita Vecchia com destino a este imperio,I
o qual lie lllho de Ros* Ferraii, viuva do __________ -__________^
Ronchi d,o castollo de S. Pedro em llologne- _. |||guel Carnoiro far letISo do da sei-
se, e casado com Adelai lo Ronaga. A oxis- tg.feira, 13 do corrente, as 11 horas da ma-
tir o dito senlior nesta provincia, icde-se- |,aa e, ponto, no sou armazem na ra do
Ihe para comparecer ncsle vice-consulado, Trapiche n. 38, do diversos objectos qu es-
11:1 ruado Sol 11. 1, a negocio de seu inleres- ,1o jcm0rados, os quaes serio entregues
se ; e o mesmo favor so roga a qualquor .10r qU,|qUer preco ollerecido, visto leram
pessoaque delle I i ver noticia ou o conheces- j0 ser eutrogi.es aos seus respectivos donos,
U brigue escuna Olinda, se-
gu para o lio de Janeiro no dia
15 do corrente, os senhores que
no mesmo tem de embarcar escra
vos, sao rogados a po-los a bordo
at as 10 horas da manhaa do re
ferido dia.
Para o Rio de Janeiro sahe
at o dia a5 do corrente, o brigue
nacional Recife, o qual j tem a
inaior parte da carga prompta, e
para o resto, passagiiros ou escra-
vos a frete, para o que tem muito
bom commodo, trata-se na ra do
Collegio n. 17, segundo andar, ou
com o capito Manoel Jos R-
beiro.
-- Para o Rio Grande do Sul seguir bre-
vo o brigue Social porter parto do seu car-
regamento promplo, o qual pode receber
alguma carga a frete, e quem prclender
podo tratar com Amorim Irmios : na ra
da Gru n. 3.
Para a Babia.
A escuna Adelaide, segu nes-
tcs 8 dias: para o resto da carga,
que lhe falta, trata-se na ra da
Cadeia do Recife numero a3, ou
na do Trapiche Novo n. iG, nose-
Leilao.
se, pelo que si Iho tierra agraJecido.
Publicic&es litterarias.
1 ELEMENTOS. 1
2 DE t
fHOMEOPATHIA^
2 SAII10A I UZ A 3.'E ULTIMA PARTE 9
S desta obra composta pelo professor de
* liomopalluaGosaet lmonl Gustara
2 5>000 a obra inleira at 30 do junho,
* dia em que licar encerrada a assig- J
9 natura. Esta obra be til, tanto para
os mdicos que se dedicaiom ao es-
9 tudo da nova medicina, como para
9 todas as pessoas do boa vontade quo
9 quizerem convencer-seporexperien-
( cins da verdad desta doulrina, por
ser ella muito clara, o a iiitelligencia
!> de todos,
? No consultorio homeopatbico ra
dasCruzes n. 28.
A tradcelo do manual de medi-
m
caso n.lo se efftct'-io a arremataf io.
A requerimeiito do depositario da mas-
sa fallida de Leopoldo Jos da Gosta Arau-
jo, ouvindo o curador fiscal respectivo, so
fura leilio por ordem do senlior doutor juiz
municipal supplento da segunda vara doci-
velo do commercio, e por iutervencSo do
agente Ulivoire, dos brigues nacionaes de-
nominados Destino, ero, e Paquete de Por-
nambuco, com todos os seus apparelhose
perteiices, taes quaes S3 acliain ancorados
neslo porto, onde os prelendenles podem
examina-los com anlicipacflo, pertencontes
a referida massa : sogunda-l'eir.i, 16 do cor-
rele, as 11 horas da m>iiliil,i em ponto,
polla da associacSo commcrcinl desta pra?.
- O leilo de batatas de Lisboa, annun-
ciaJo para o dia 11, licou transferido para
boje 13, no armazam da Gouveia e liias, de-
fronto do caes da alfandega.
Avisos diversos.
1
i llojo depois da audiencia do juiso dos
feilos da fazenda, tem .loser arremtalos
por execuQo da fazenda provincial os so-
gointes bens : por venda a casa terrea sita
na ra do Motocolomb do b.irro do affo-
gado n. 54, penhoradu a Manoel Goncalvcs
Sirvina, 265 chapeos por acabar, e outros
objectos de fabrica de chapeleiro.penhora-
los a frederico llassen a-aliados em 100,000
rs. Urna meza de pinho o outros oijectosa-
vallados em 3,000 rs.. pentioradosa Antonio
Joaquim Fornandes do Azcvedo : a cjsa "ter-
rea sita no Affoga lo n. 43, avallada om Toj
cia homeopathica do doutor
Jarhr.
16,000 rs. de assignatura.
Acha-sa quasi prompto oprixeiro volu-
mo da traducrao desta obra, a primeira e a
mais importante no seu genero: ha prova- rs., penhorada a Arma Joaquina do Sacra
vel que se possa entregar este volumeal o ment : a casa do sobrado do um andar ||.
dia 15 de agosto: e iicara aberta a asslgna- t lljl Godormz do bairro do ReOlfo
tura at o dia 30 de selembro ;.ara comino- n. 5. avahada em 700,000 rs., penhorada a
didade das pessoas de nutras provincias, ou viuva de Fellipe ltandeira de Azcvedo : a ca-
mesn.o desta. que queiram prostar sua as- | terrea n. 53, sita na ra do Ranga avaha-
signatura para terem o verdadoiro co nr>cn- da em 1:200.000 rs., penhorada a Joaquim
dio de medicina liomcopathiea, ntidamente dos liis Gomos, e DamiSo i.onsalvos Ro Iri-
impressoj assigna-se no consultorio horneo-1 gues Franca : o engenho denominado liar-
pathico do traductor o doutor Moscoso, na balbo sito na comarca do Galio com L-rras,
ra do Collegio n. 25, primeiro andar.
T R ATAM.ENTO""llOM EO-
PAT11ICO.
DAS MOLESTIAS VENREAS,
e conselhos aos doentes para se ciirarem ,
si mesmo, sem precisarem de medico,
pelo professor horrr&npatha
- Gossel-Bimont.
Sabio a luz eacba-se avenda no consul-
torio homceopalhico da ruadas Cruzes n.
28, Dlo prego de 1,000 rs.
THMTRO
SABBADO 14 DE AGOS-
TO DE 1832.
STIMA E PENLTIMA IiEPRESE.NTACAO
DE
MGICA APPARENTE
DE
ITEKR .ILEXAMIEH.
Esta stima representscSo, que compre-
hender urna colleccSo das mals difliciese
bellas sortes, linalisar com a experiencia
mais arrebatadora eextraordinaria de Her-
Alexander.
As sortes principaes so :
A Lyra do Apollo.
O exercicio novo, ou o recruta bom disci-
P Por mullos pedidos a repeticSo da adnii-
ravel soite da bandeira brasileira, que na
primeira vez caosou numerosos applausos.
A agoa de coco transformada emum lenco.
O molnho mgico ou o moleiro obe-
ditnte.
o mais pertences avahado om 30.000,000 rs
penhoradoa Jo.lo Baptista Pereira Lobo: a
renda annual da casa de sobrado de um an-
dar e sotSo n 41, na ra dos Gophrcs ava-
hada em 120,000 rs., penhorada a Jos Gon-
(alves da Silva : a randa annual da cusa ter-
rea n. 9, da ra da Lapa avahada em 48,000
por axecugao contra a viuva de loiquim Jo-
- dns Sanios : a reu(> ..ensal da olaria na
travessa do Luca avallada cmlOO.OOO rs por
exec>ic3o contra Francisco das COagas Ga-
valcante Pestoa : quem quizer, arrematar
ditos bens compareca a hora docostume.
Quem precisar alujar nina preta cosi-
iiboiiii, engommadeira, lavadoira.e tambum
empregada no sorvico externo, queiradiri-
jir s a r,:a da Goncordia, na primeira casa
dolado uo nascenle, que alii adiar com
quem tratar.
0 juiz municipal ede orplios, do ter-
mo de linda, chama por esto annuncio o
senhor Joaquim de Mello Cardoso,para rece-
ber o seu requer ment o documentos rme-
los, com que instruio sua pelicSo a S. M. I.
dirigida, pedindo o lugar vago deescrivio,
do cimo, civel, lab'hilo do judicial,o notas, i{|e Bcbiribc, mai'COll o ilia I do
o lembra-lho uue se, habilite na formado ce '
edital, que foi publicado pelo Diario do io corrente, para cltectuar o contrac-
do mez prximo passado.em virlude do pre-
ceito do decrotodo30 do agoslo do anuo
prximo (indo.
-- Sappareccu no dia 10 do corrente a
eserava Damiana, de 40 annos d-! Jado, na-
tural do sertiio do Ico, estatura regular, de
idade 16 annos
Gracas a Divina Providencia J o en-
thusiasmo pelas dnutrinas regeneradoras do
Apostlo do Norte vai lavrando por toda a
parte; agora mesmo receben o seu redactor
as mais sinceras felicitacOes das p-oviocias
do nortn, pela vigorosa energa qua lem em-
pregado em refutar os snphismas dos per-
versos defensores do imperio das trovase
miseria dos povos. Em resposta, o redactor
agradece t3o patriticas felicitares, e pro-
testa, qua jamis se apartar da senda da loi,
da honra, probidade, e toferancia.
Prccisa-se de urna ami de mia idade,
mas que saja capaz, para cozinhar e fazej" o
mais arranjo do urna casa de duas pessoas;
na ra da Roda n. 52.
A pessoa que liver para vender um
casalzinho do cachorros do lilla, ou atraves-
sados, sondo de boas qualidades o peque-
nos, dirija se a ra Direila u, 106.
Para no ha ver ignorancia, o autor do
annuncio publicado no Diario da 11 do cor-
rente, declare os nomes dos collectados quo
devem ir ssigoar a colleela ; porquantoo
Sr. arrematante andava prevenido com um
11 vio aonde todos os que vendem espiritos
assignaram: s no assignaram os que nSo
vendem, como o annunciante, que quera
vender pagando 8,000 ris de imposto por
trimestre, eoSr. arrematante quera 18,000
ris, pensando lalvez qua a arrerostacSu do
aguar,lenta lie a Gslifornia, onde a areia
das praias heouro; portinto se convenca
que he mclhor muitos oito mil ris do que
poucos dezoito : apparecerei para assignar
a collecta.
O Sr. Joaquim dos Santos Azevedo apr-
senlo recibo, e este reconhajido, em como
j pagou as 600 telhas e 100 ladrilhos que
comprou em fovereiro da 1847 a Jos Car-
neiro da Cunha por 17,000 rs., so nSo o II-
zerflcar condecido por mao pagador; as-
-ini como do baldo se torna chama-lo a jui-
zo, porque esta senlior nada tem em seu no-
mo ; protesta-so nada mais dizer porque
Pernambuco ho pequeo, a nos somos do
publico conhecidn.
0 Sr. Joaquim dos Santos Azevedo v
pugar 17,000 rs. quo dove na olaria dos Coe-
Ihos, quo em quanto no o fizer ver sern-
pro seu nomo nesta follia.
~ Piecisa-sodo um felor para urn sitio
perto da prac, preferin lo-se porluguez.ou
ilho ; a fallar no armazem de M. Carnciro,
na ra do Trapicho n. 38.
-- Na ra do Livramcnto n. 21, segundo
andar, compra-so toda o qualquer porfi
do ponnas do Erna, paga-se bom conforme a
sua qualidade etc.
~ Prosa-se do urna ama forra, boa la-
vadeira o engommadeira: na ra da Aurora,
casa do senhor Elias Uuptista, junto Ja casa
dos exposlns.
-- Torca-feira, desapparocau da Gasa-for-
te urna porca com 13 bacorinhos, a porca ha
vermcllia, c quasi toJos os bacorinhOi da
mesma cor, fui encontrada na ponte do Man-
guind, tomando a direefio da Solelade :
quem della souher ou pega-la, leve-a ao si-
tio do Chacn, junto ao do senhar Nuno Ma-
ra de Seixas, que sera generosamente re-
compensado.
AO PUBLICO.
Se tem h.ivido demora emse res-
ponder correspondencia de 31a-
ria Francisca de Souza Ramos, in-
serta em o Diario 11.175 de 7 do
corrente mez, he certamente de-
vida essa demora cstareni os au-
tos alTeclos ao mu digno superior
tribunal da relacao, dos quaes se
deve extrnhir certidao, com a qual
se responder categricamente ,
mostrando-se ao publico d'onde
partem as alsidades patentcadns
por Maria Francisca, ou antes al-
ue de sen nome se serve!!!
*
guem qi
Aluga-so a casa da ra da Roda n. 21:
quem a pretender, dirija-so a ra do Quei-
mado n. 10.
-' Aluga-so o primeiro andar, da casa da
ra da Senzalla Velda n 22 : a tratar na ra
do Acollo, armazem de assurar de Jos Ma-
ra Thomaz da Silva.
-- Pcde-se ao Sr. P. A. C. que tenhi a
bondade de mandar pagar no aterro da Boa,
Vista, loja n. 73, a quanlia de 14,000 rs., sbI-
do quo o mesmo senhor hi devo lor da car-
nauba, que sem o menor conhecimento da
pontualidado |do seus pagamentos, se lhe
lioii em junho de 1851,
Aluga-so urna mea agoa, no primeiro
boceo dn Gamboa do Carato : na prafa da
Independencia, liviana n. 6 e8
Bernardo Fernandes Vianna ombarca
para corte do Rio de Janeiro, dous escravos
ambos creoulos, de 20 a 22 annos de idado,
da 11.....Joo, e Domingos-
A pessoa qua deseja fallar com Manoel
Jos Vieira de Araujo : dirija-so a ra do
Trapiche Novo n. 18.
~ Quem precisar de um caixeiro para co-
branza, ou mesmo para venda, do quo tem
bastante pratica : dirija-se a ra larga do
Rozario, junio ao quaitol do polica n. 17.
-- llojo 13 do corrente, linda a audiencia
dojuizo dos feilos da fazenda, as horas do
costumo, lom de ir a prafa, porexecufio da
fazenda provincial, o sobrado do 2 andares,
sito no paleo do Hospital do Paraso n. 30 ,
avahado em 6:000,000 de rs., penhorado ao
coronel Jos Pedro Velloso da Silveira: quem
quizer ancm.ilar dita casa, compareca no
lugar indicado.
Aluga-so urna sala para homem soltei-
ro, por baixo da secretaria de polica, do
lado da :: 1 n 1 e : na ra do Crespo n. 10.
Companhia de Bebiribe.
A administracao da companhia
Sanlissimo Sacramento da cidade
de Macei, na praca da Indepen-
dencia n. i3 e 15, loja de calca-
do do Arantes, e na ra da Ca-
deia do Recife n. 46, loja de miu-
dezas de Jos Fortunato dos San-
tos Porto. Em quartos 3aQ8 ,
30:000,000 de rs. 54^19, 1.000,000
de rs.; 1880, 200,000 rs.; 4^97 )
100,000 rs. ; i83G, 100,000 rs.
a353, -ion,'oo rs.; 3172, looooo
rs. ; 1670 100,000 rs ; i3oG ,
100,000 rs. ; 3798$ 300,000 rs* ;
'i'1''-!)! 100,000 rs.; q386, 300,000
rs.: em oitavos 5491, 100,000 rs.;
4475, 100,000 rs.; 4639,100,000
rs.: em vigsimos 549i, 100,000
rs.; 3449 4o,ooo rs. ; 3733 ,
300,000 rs. as lojas cima men-
cionadas sao pagos em continente
os premios da referida lotera.
ti abaixo assinnado pode as pessns quea
lhe sSo devedoras de contas antigs, de v-
rem no seu armazem, na ra da Cruz n. 5,
stislazciYm.seiis dbitos at o dia 31 do
corrente; do contrario ver-se-ba obrigado a
promover a cobranfa-judicialmenle.
William Bauch.
Alugam-so e vendem-se Dixas na
prafa da Independencia n 10, con- *^
m9*9999>%9'M9>M%99999
Ama de leite.
Na Estancia, defronte do sitio do senhor
Cardoso Ayrcs, aluga-sa urna ama de leile
que nio aeja eserava, para criar urna recem-
nascida.
--a margem da estada da,Victoria, no lu-
gar Peres,ha para se vender 2 sitios um rom
casa e cocheira do lijlo e cal, ludo bem
construido e com sufllcienles commodos ;
1 'in jardlm e pomar composlo do differentes
fruteiras, como sejam laranjaira? : limoiras,
jqueiras, inangueiras, ligueiras, frutapSes,
saputiseiros,puheiras,paireiras,bananeiras,
macBea 600 pfis de abacaxis, muitos dos
quaes com fructos,o outros muilos diversos
arvorodos, que so deixam do declarar para
nao tornar este annuncio mais exlenfo; lin-
do plantado capim e terreno prra outras
plantafOcs. Uutro a pouca distancia,tem ci-
sa de tiipa, o rancho 1 ara comlioeiros, boa
planta decapim para invern everno.alguns
arvore los, e outras plantas e arranjos que
com a vista melhor so condecora : ambos
teemagua o rio para bando. O lugar de mui-
to sadio e aprazivel o parlo da prafa : ag-
rada lie propria para qualquer negocio.alem
dos que adi se usam por ser a mals commer-
ci.-d.i da provinca. Estes sitios que sarvem
de recreio e conveniencia desoja-se vendar
juntos.eaasim muitu meldnr negocio o mui-
to mais favoravel soraocomprador; tolavia
senio se poder assim se realisar talvoz se re-
solva vender separado. Os pretendentes di-
rijam-se aos referidos sitios.
tjrVV >
>
>
9
*
- .
os medicamentos ate agora expon- m
Botica homeopathica.
28 RA DAS GRUZES 28,
Dirigida por um pharmactutico
approvatlo.
Esteestabclocimento possuo todos
mentados, tanto nn Europa como no <5
Brasil, c proparados pelas machinas j
Mure. ,.
<
das cartiirat komiopatliei. ^
Emcarteiras de 12 tubos grandes 12/ <;
24 4 < 20# -
> 24 pequeos 15/ 4
T da invonfio do Dr. Mu
* PREQOS.
>
* Tubos escolhidos (cada um)
:-v Tintura s demedicamentos em
* frascos de 1|2onfa (cada iimj 2 ^
Ha mais, alom destas,outras muitas 2
S caixascum globulofe tinturas por ^
^ prefos variaveijk conformo o tama- ;> nho ea qualiffdc das caixas, efi
quanlidado dos romedios e assuas 1i
dynamlsacoes, etc.
AVIAO-SE GRATUITAMENTE <
* para os pobr 'S, todas as receitas que **
W pra ali mandar qualquer professor. J
Desappareceu no da 6 do
corrente, um escravo mulito, do
nome Marcolino, de 16 a 18 an-
nos de idade, de bonita figura ,
bem filiante, com os signaes se-
guintes : estatura baixa, rosto
comprido, olhos pardos, sobran-
ceibas bem pretas, sem barba, ca-
ra lisa, cor bem alva, ps bastan
te grandes, levou vestido calca de
casimira azul escura, com listra ,
camisa branca e chapeo preto, e
em inang is de camisa, porm he
desuppor, tenha mudado para o
traje branco, e ande calcado; estei-le bom caminho, para o Porto
*, i onde he o embarque outras 4 logoas, tem
mulato tem principios (le sapatei-matas suficientes, e paos de qualidade para
TO, e he provavel se intitule por o seu manejo, excelentes agas, muito ma-
r i. .;: .l.. il no.ro, boas trras do cannas, a ro? as, e pode
forro, ha noticias de que elle an- ser d agoa com pequeno trabalho apessoa
da nesta cidade e seus arrebaldes, que pretender dirija-se ao seu propietario
feitos da fazenda, perante elle tem de arre-
matar-so os s guiles bens penhoradoa pela
fazenda nacional a seus devedores, a saber:
a Jos Joaquim de Mmeida Guedes, a casa
us.-oliradada, sita nos Quttro Cantos em 0-
linda, em chos proprios, avahada em 700^
rs ,e um resto de movis lodos por 0,000 rs.;
a Antonio Jos de Albuquerque, um terreno
na praia do Caldeireiro cujo rundo alravessa
a ra da Palma o faz frente com a da Con-
cordia contendo dez palmos de largo e 469
de comprido por 1:400/ rs. ; a Antonio Jos
Pereira de Mendonfa, urna prensa de algo-
dio com halanfa e pesos tudo pur54,000 rs.;
a Jos Claudino Laite, urna eserava, creoula,
cosinheira, por 300,000 rs.; outra dita do
doutor Gitiranna por 450,0G0 rs ; um escra-
vo idoso com oflicio de canoeiro, dos her-
deiros de Francisco Joaquim Pereira de Car-
valho por 250,000 rs.; um carro do quatro
rodas por 150,000 rs. de Frederico llansem ;
um resto do movis do Ignacio liento de
Loiola por 15,000 rs.; e outros de Inocen-
cio da Cunha Goianna por 8,000 rs. : quem
taes objectos pretender comparefa no lugar
e hora do costume.
-- Fernando Jos da Rocha Pinto remolle
para o Rio de Janeiro seus escravos Luiz,
crroulo.de 11 annos, Justino, pardo, de 13
annos, Manool, cieoulo, de 15 annos, Jos,
pardo, de 17 annos, Damio, creoulo, de 18
annos, e Filippa, creoula, de 25 annos.
Companhia lusitana de paquetes a
vapor.
Manoel Dnele Rodrigues en-
crregado do recebimenlo das as-
signaturas, para a companhia su-
pra, faz publico que acceita qual-
quer numero de nssignantes, para
a referida companhia, at o dia la
de corrente, no qual se deve fe-
char a relacao; aspissoas que qui-
zerem subscrever, dirijim-se a sua
casa, na ra do Trapiche n. a6.
-- Acha-30 justa e contratada a compra da
casa terrea sita na ra Bella n 27, perten-
canio ao Sr. Jos Fernandes Eiras : quem a-
edar-se com algum direito a dita casa an-
nuncie da data deste a 3 dias.
i- Us senhores dos bairros de
S. Pedro Goncalves, Santo Anto-
nio e S. Jos, que nao assignaram
a colleta do imposto de 20 por cen-
to, sobre os ago'ardentes, queiram
ir assignar at o fim do mez cor-
rente, na ra das Larangeiras n.
18, para que nao se cbamem ao
depois a ignorancia.
-- O Sr. Joaquim Pereira da Gosta l.aran-
geira, quoira apparocer na ra da Cadeia
V'elha, loja 11. 38, a negocio.
Aluga-se por 10,000 rs. mensaes, um
niulatinho da idade de 14 annos, muito es-
perto a fiel, faz algum servico do cosinba e
serve para mandados, e tem outras habili-
dades, que so dirio aos pretendentes :
ra do Hospicio 11. 46.
Retrato da Daguerreotypo.
No atierro da Boa-Vista n. 10, sobrado, li-
ra-se retrato por daguerreotyro com toda a
perfeifio conhecida at agora. O artista,
tendopois, de se demorar poucos dias nesta
cidade, avisa as pessoas quedo seu prestalo
se quizerem utilisar, para que o procuren!
das 9 horas da manliia as 4 da larde.
Precisa-se de urna ama forra para cosi-
nbar o engummar para dous bomens soltei
ros : na ra Augusta n. 31.
-- Lava-sc o engomma-se, com muita per-
feffio o asseio : uo pateo da Ribeira do S.
Jos n 15.
Uesappareceu no dia 21 do
passado mez um cabra de nome
Antonio que representa ter 3o
annos de idade, altura regular,
bem feito do corpo, ps pequeos,
he aleijado do braco direito ao p
da munheca, proveniente de feti-
mento d'arma de fogo, e tem todos
os costumes e fali dj mato. Este
cabra fol lurtado em i83.'3, e an-
dou pelo serto em varios lugares,
como fossem Riacho do Sangue,
Brejo de Bananeiras e Catle at
185 2, em que velo para esta cida-
de para o poder de seu senlior o
abaixo assignado; roga-se por-
tanto as autoridades policiaes e ca-
pitaes de campo a captura do mes-
mo, e mandar entregar na ra dos
Pires na Boa-Vistan. 28, que se
recompensar generosamente.
Manoel Joaquim Carneiro Leal.
L'm rapaz que tem bastante pratica do
commercio, so olferoce para caixeiro do al-
guma padaria, ou de cobranfa tanto na p.'a-
fa como no malto, dando fiador a sua con-
ducta : a tratar na ra Direita n. 30.
Art-anda-seo engenbo Pituass, e tam-
bero ven Je-je a safra pendenle.quandocon-
venha ao rendataro, oongenho|tom iscoro-
modidades seguutes dista somante para
a cidade de Goianna, 4 leguas pequeas
^nora-se para urna en-
commenda urna ,,.ni *> bonita (1
gura, e urna preta, ou parda tam-
ben) de bonita figura, que tenham
algumas habilidades, eque tenham
de 16 a 18 annos de idade, agra-
dando n3o se olhi a preco : no es-
criptorio de Novaes: Companhia,
na ra do Trapiche n. 34.
Compram-so dous mulatos de 12 a 16
annos do idade, que sirvam para pagens : a
tratar com Lfiiz Gomos Feroira, no Mon-
dego.
Compra-se um lavatorio que seja bom
nao esteja em muito uso : na ra larga do
Rozario n. 28 loja.
Compram-so duas escravas, creoulis,
de 12 a 20 annos, p um moleque de 14 a 19
annos; ten .n boas figuras pagam-so bem:
na ra Nova n. 16.
Na ra da Senzalla Velha, defronte do
Sr. Martins, pintor, compram-so todas as
qualidades de ferros velhoa e melaesdo to-
das as qualidades, assim como ourelosde
pannos finos, casimiras e todas as quali-
dades de mulamhos, qua servirem para fa-
zer papel; assim como cabos velos, lo-
nas, eot.
-- Compram-se escravos da ambos os se-
xos, de bonitas figuras, de 10 a 25 annos,
tanto para a provincia como para fura, pa-
m-se bem : na ra da Cacimba n. II, on
de morou o finado vigario do Recite.
Compram-se garrafas e bo-
tijas vasias, pigam-se bem : no
aterro da Boa Vista, venda n. -]5,
junto a fabrica de charutos, no cor-
rer da matriz.
Compram-so os seguinles livros:--Flos
Sancturum, e recrcafOes philosopbicas pelo
1.1,1 e Theodozio do Almera ; na ra do
Uueimado, segunda loja n. 18, ou annuncie.
Compra-so urna mulata recolhida de
16 a 20 annos, da bonita figura,que seja per-
feta coslureira a engnmmadeia, agradando
da-se da 800 al 1:000,000 rs.: na ra Nova
11. 34, casa da modista brasiloira
v elidas.
no meemo engenho.
Lotera de Nossa Senhora do
to da arrecadacao da taxa de 20 rs.
por balde d'agoa : as pessoas que
se propozerem a contratar diri-
jnm-se ao escriptorio da compa-
lurBiuuMiiuiwui''') *.-. ,-.r... ., ., .. -
cor fula, discarnada uo rosto, sem os .lentes jnllia, 110 referido da, pelas 4 llo-
ras da tarde.
Aluga-se urna casa de dous
andares, ou de um andar e sotao ,
com commodos sufficientes para
; grande familia, nos bairros de S.
\ntonio, 011 Boa Vista : a tratar
na Solcdade, sitio dos J.e5es, a
qualquer hora do dia.
Precisa-S3 de um caixeiro portuguez ,
para venda, do 10 a 12 annos : na ra Nova
0. 55.
-- Aluga-se um moleque, de 14 annos de
idade : na ra do Livrameoto n. 1. Na mes-
da frente, tem um carofo no pescofo que
scinpie traz occullo com o panno da costa;
desconfla-se ter sido seduzida: roga-se as
autoridades policiaes Jesta cidade o do ma-
lo, e capities de campo, que a caplurem e
entreguem a sau senlior, na ra estrella d
Rozario 11. 23, que gratificar.
Offerece-se um homem de meia i lade,
sem lamilla, para faitor do sitio, o qual sabe
plantar tudo quanlo se cosluina em seme-
lliantes predios: quem de seu prestidlo so
quizer utilisar, dirija-se a ra do Pilar, casa
n. 5.
Precisa-se de um caixeiro, quetenda
pratica de venda, dau to lia lor a sua con-
ducta : no largo do Terfo n. 7.
Attenco.
Iloje 13 de agoslo, as 11 horas, no arma-
e tem casaaonde se oceulta, pelo
que se prdresta usar dos meios da
lei, contra quem o occultar : quem
o pegar, leve-o a seu scnbor, na .
1 1 V< 1 j a t 1 unnreterivelmente as rodas desta
ra da Cadeia do Kecile, loia n. k;n,. ..-
loteriu, o resto dos bilhetes estao
a venda nos lugares docostume.
Bosa rio.
No dia 36 do corrente,
andam
33, quesera recompensado.
--Madame Matdiau, criada quefoi de ma-
dama Bieber, tan a donra du prevenir ao
mudamismo pernamducano, que voio esta-
lieliT.T-s na ra da Guia n. 5,com o fim do
encarregar-se em fazer manteletes,vestidos,
mantudas, e maisarligos do moda ; lamben]
encarrega-se de outras quaesquer costuras,
Compras.
ma casa lava-se e engomma-se, porprafo
commodo.
Comprase para urna encom-
menda de fra da provincia, urna
eese'B por sua promptiJio e bom gostoa eserava parda, ou preta, mor e
concurrencia das pessoas que lhe quizerem^de|jonita (lgurai que sabi bem
-- lia inleresse de se tratar um negocio coser, engommar e vestir urna se-
com o senhor Antonio do Sa Cavalcanti Lins,'nuora nao se 0||ia a preco, sendo
a beneficio do dito senhor; por isso roga-se, 1 v-
declarar sua morada, e sendo que seja fra que agrade : na rita do V igano 11.
da prafa tambem se pode tratar com seu IO segundo andar, escriptorio de
procurador bastante ou correspondente nes- .,' 3 O" v 1
ta prafa, que poderio declarar sua morada MacUBUO & finneiro.
para serom procurados. Compra-se
--Jos Moreira Lopes, roga ao senhor Vi- urna colxa de damasco onoarnado; nesta
cenia Ferreira da Gruz, professor de primei- typographia, ou annuncie.
ras lettras da freguezia de Papacassa, o fa- Compra-se urna eserava, mofa ou de
vor de lhe remellaros competentes atiesta- meia idade, sendo ptima coznlieira paga-
dos para poder receber na thesouraria pro- se bem : na ra Nova n. 34.
viucial os seus ordenados vencidos,que deu- Compra-se urna canoa de carreira que
Iho om pagamento. nio seja muito pequea; no armazem da ra
-- Sexta-foira, 13 do corrculo.logo que se Nova o. 67.
A CIDADE DE PARS.
Pabriea de clmpeosde sol, na ra
do Collegio n. 34-
Alm do sortimento j anrunciado, recc-
bcu-se pelo navio Havre, ultimo vindo de
I un a, ion novo soitimonto do chapeos de
sol de seda e de panninho, para bomens e
senlioras, dos ltimos gostos; superiores
chapeos da sol de seda com cabos de cana, e
outros dos melbores que tem vindo a esta
prafa, que so continuama vnnder por mo-
nos preco queem outra qualquer parte.
Vende-se urna scrava, creoula, de bo-
nita figura, ptima cosinheira e engomma-
deira, e tambem faz doces, bol os,o piesetc:
na ra da Gruz n. 43.
-- Vcndo-se urna talha grande de folha:
na ra larga do Rozario n. 29.
-- Vende-so urna eserava, parda, de idade
30 anuos, com todas as habilidades necessa-
riaspara urna casa do familia : na ra da
Praia 11. 49.
Historia Sagrada.
Est a concluir-se a impressSo desta obra
de N.....de Rayaumont, correcta e altera-
da. Vendo-so na llvraria da ra du Colle-
gio n. 20, onde so recebem assignatoras a
5,000 ris cada nxemplar em broxura, c en-
cadernada 6,000 ris.
~ Vende-se urna tavorna, na ra Nova n.
71 ; os pretendentes dirijarr.-se mesma,
qua ah acuario com quem tratar.
Vendo-so doca da goiaba, de muito su-
poner qualidade, a 7,000 ris a arroba, em
calxOes da 4 libras cada um ; na vonda da
ra Direila n. 106.
Vondem-se as obras completas de Pau-
lo do Kock om francez, e outros romances
de diversos autores om Allomio, muito bem
encadornadas ; e tambem urna collecffto
das melbores operas : na ra da Cruz, ar-
masem n. 48.
Na ra Nova n. 8, loja de Jos
Joaquim Moreira & Compa-
nhia.
Vanda-sc chapos da sol de seda prelos
para botnem pelo baralissimo prefo de 4,000
a 5,000 rs., a ellcs antes que 6 acabem ;
jarros dourados da porcelana para flores a
4,000 o 5,000 rs. o par, chapeos 'raucezes da
boa qualidado a 6,500 rs., luvas de pelica
ponto inijlez para senhora a 1,500 rs luvas
de sola pespontadas para senhora com seu
toque de mofo a 1,000 rs, o par, ditas da lio
da escocia para homem a 320 rs., brancas
a 400 rs.,chapos de casfor brancos sem pel-
lo pelo diminuto prego de 4,500 rs e ou-
tras muitas fazendas que se venderio por
baratsimos prefos com dinhairo a vista.
Vende-se na loja de Jos Joaquim
Morei.ia & Companhia, na ra
Nova n. 8.
Lindas serpentinas de bronse douradas
do 4 luzes, lanternasda vidro com ps lapi-
dados de lodos os tamanhos a de varios pre-
fos, ditas com ps bronsoadas a 8,000 rs. o
par, lindas capailas brancas para noiva ,
meias de seda brancas e pretas de peso para
senhora, sapatos do setim brancas recebidas
pelo ultimo navio de franfa, luvas de to-
das as qualidades o de todos os prefos, di-
tas pretas de pelica para meninas do qual-
quer idea, chapeosinlios de soda para bap-
tisados a 5,000 rs.. Iions de palha da Italia
para homem a 2,000 rs., bicos do blonda
prelos e brancos, fitas riquissimas lavradas
o lisas, tudo por prefos que nio desagrada-
rlo aos compradores.
Vende-se a taberna da rua do Collegio
n. 17 com poucos fundos: a tratar na
III,'MN 1.
__Vendem-se com espanadoros sortidos,
bem feilos : quem os pretender, annuncie.
Vendom-sa queijos frescaes de Minas,
vindos pelo ultimo vapor, e caixas com 10
libras de figos de comadre, superiores : na
rua da Cruz, ven la d. 48 defronte do Sr.
Dr. Sa Pereira.
~ Vendem-se 4 escravos, sen Jo 3 prelos
de 25 a 30 annos, proprios para toJo o ser-
vifo, e urna preta de meia iJade, boa cosi-
nheira o lavadeir : na rua do Collegio n. 3.
Acaba m-se boje.
Vondem-se sapatOos da couro de lustre, a
2,000 rs. o par; ditos virados a 1,280 is. na
rua Nova n. 26.
Para os senhores olliciaes de sapa-
teiro, que quizerem ganhar di-
nheiro.
Vendem-se, por muito diminu-
to preco, pelles debizerro de lus-
tre, he boa fazenda, e quem duvi-
dar, dirija-se aoaterro da Boa Vis
ta, loja de calcado n. 58.
- Vende-se urna bonita eserava, com ha-
bilidades, da 22 annos de idade, com urna
cria : na rua Velha n. 54.
Vendo-so um palauquim novo: na ra
Imperial n. 171.
MUTILADO


r
Moinbos de ven*"
rom bombaad-remiT- J-* |;er,lrhrt"
e baixasdecaplm na rundigaodeu. w. Uow-
mao:na na do llrum ns.6,8 o 10.
Fazenda da moda.
Vendem-se superiores cortes de cambra!*
de salpicos brancos do cor, pelo diminuto
i reg de 3,500 rs.: na ra do Crespo, loja
n. 6.
Cal virgem.
Vonde-se cal de Lisboa a mais nova do
mercado: na ra do Vigario D. 19. primei-
andar, escriptorio de T. de Aquino Konseca
A Filho, ouna ra do Trapiche, amazem de
Antonio Augusto daFonseca.
Oeposito de cal e potassa
No armazem da ra da Cadeia
doHecife n. ia, ha muito supe-
rior cal de Lisboa, em pedra, as-
:tim como potassa chcgada ltima-
mente, a precos muilo rasoaveis.
lio rs. o covado.
Na ra doQueimido, defronte
do becco do Peixe Frito, loja n. 3,
vende-se riscadinbo azul, com a
largura de tres palmos, pelo bara-
tissinio preco de seis vintens o co-
rado; esta fazenda he m uito recom-
rnendavel aos senhores che fes de
lamilia; d-se as amostras com
penhor.
l'otassa americana.
No antigo deposito da cadeia velha, n.
18 existe urna pequea porgSo de potassa
americana, chegada recontemente que por
superior rivalisa com adaltussia: vende-
se por pre Agencia de dwin Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Cal-
illme Companbia, acba-e conitanleinenle
iiuna aorlimentos de taixa de ferro coado e
batido, tanto raaa como fundas, moendas in-
citas todas de ferro para aniuiaes, agoa, ele
itilns para armar eui madeira de todos os ta-
manhos e madellos o mais moderno, machina
borisontal para vapor, com for9a de 4 caval-
los, coucos, passadeiras pira casa de pulgar, por menos preco que o
tlecobre, escgveus para navios, ferro inglcz
ti-niiicn barrascomo em arcosfolbas,eludo
purbarato nreco.
AGENCIA
da fuudico Low-Moor.
ItUA l)A SINZAI.I.A NOVA .V. 2.
Meste estabeleeimento conti-
oa a ha ver um completo sorti-
mento de moendas o meias moen-
das para engenho, machinas de
vapor, e taixas de ferro batido e
coado, de todos os lmannos, pa-
ra dito.
Vendeai-so os verdadeiros selins in-
glozos, patente, de molla e sem ella : na
ra da Senzalla Nova n. 42.
Vendem-se reJogios de ou-
ro eprta, patente inglez : na ra
da Senzalla Nova n. '\i.
Arados de ferro.
Na (uiidc8o da Aurora, em S. Amaro,
rendom-soaradosdeferrode diversos mu-
dlos.
Deposito de panno de algodo da
febrica Todos os Santos da Ba-
nhia.
Vende-se por preco commodo
o bem conhecido panno de algo-
A 5,ooo rs.
Superiores chapeos de sol de seda ngle-
zes chegados pelos ltimos navio, pelo di-
minuto prego do 5,000 r- cada ama : na
ra do Collegio n. 4..
Aviso an pas de laminas.
Na ra do Collegio n. 7, acha-se um sorli-
nicnt') do louga do Porto de diversas qualf-
dades branca e de cores, a qual se vende por
preco muito barato e serve para quem tem
poucoilinbeiro; a ella antes que se acabe
porque he pechincha, e depois nflo val nada
o se eu souberavamos, vamos fregu-
zes. Na mesma loja se venden) treze caixas
vazias em qoo veio a louca.
ij^- Falitos Feitos. _>
Na ra Nova n. 26, tem para vender-se pa-
litos de panno verde e preto,muilo bem fel-
tos,e mais barato do que em outra qualquer
parte; a elles antes queseacabem.
Vende-se a excellente typo-
graphia do Diario Novo estando
bem montada, tanto debonspre-
los, como de typos : quem a pre-
tender, dirija-se a ruu da Praia
n. 55, a tratar com a Viuva Roma.
Farinha de mandioca a i,6oors. a
sacca.
No armazem de J. J. Tasso Jnior : na ra
do Amorim n. 35.
Vendem-se novas cassis chitas de lin-
dos gostos a 2,240 rs. o corte, cassa de qua-
dros na a 280 rs. a vara: na ra do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Deposito lia fabrico, de Todos os
Santos na Un lili.
Vende-se.emcasa defi. O.Bieber&C,
na ra da Cruz n. *,algodo transado -
qiiellarabrica.muitoproprioparasaccoade
assucar eroupa deescravos.porpregocom-
modu.
Brim tran9ado de puro linlio a 3ao
rs. o covado.
Na ra do Crespo loja da esquina quo vol-
ta para cadea vende-se brin trancado par-
do de linho puro a 320 rs. o covado.
Vendem-se saccas com fa-
Vende-se urna morada
cesas, feita a moderna, com lijlo e
cal, sita na ra do Motocolmb,
por preo muito em conta : a tra-
tar na rua Imperial n. 3i.
Vende-se para as fastas um bonito ca-
briolel nsado, porin moderno, e com todos
os seusapparelhos quasl novos, dar-se-ha
em conta ; a fallar no aterro da Boa-Vista,
loja de chapeos de sol n. 22. Na mesma loja
ha um globo moderno, mui lequenoe bo-
nito traste para alumiar'uma sala elegante.
O abaixo assignado fazscien-
te ao respeitavel publico, (pie aca-
ba de receber pelo vapor Haitia-
na, um esplendido sortimento de
bilhetes, meios bilhetes, quartos,
oitavose vigsimos da decima quin-
ta lotera do Rio de Janeiro, a be-
neficio das casas de Cardade, eda
decima quarta do hospital da Mi-
sericordia, cujas lisias chrgam pe-
lo primeiro vapor dodia 19 a 31
do conente mez, por terem corri-
do as rodas da primeira a a8 do
mez pnssado, e da segunda a 7 do
presente, e eslo expostos a ven-
da, pelos commodos precos abaixo,
em sua loja de lerragens, na rua do
Queimado, junto ao becco da Con-
gregac3o n. 37 A, e na praca da
Independencia, loja nova de cal-
cados n. 37 e 39, de Forto & Com-
panbia, as quaes se recebe em
pagamento bilhetes e cautelas pre-
miados de qualquer lotera 1I0 I! io
de Janeiro, ou tiesta provincia. O
abaixo assignado declara, que os
seus bilhetes e cautelas, vao rubri-
de Precos
que parecem imposaiveis: Retratos para salas.
160, 200, 24o. I No aterro da Boa-Vista, loja n. 73,
Madapolfies de lislras ou risesdosproprios vendem-se por mdicos precos bsseguintes
para camisaa ou vestidos pelo diminuto retratos; tanto em formato grande como om
preco del60rs. o covado, as muito acredi-1 uequeno: retratos do duque de Braganga I).
tadas chilaa caboclas muito (xas a 200 rs. [ Pedro I, ditos D. Pedro II, Almanta Garrete,
o corado; is mais finas chitas com no-Cesar de Vasconcellns, Vasco da Gama, Con-
ros desenhos fazenda do ultimo gosto e de das Antas, MarechalGuedes, BarSo de Sa-
cona muito fixaa pelo baralissimo preco1 brosa, General Povas, Jos B. da S Cabral,
de 240 rs. o covado; o afamado atoalhado, S da Bandeira, General Espartero. Duques
de Plmela e Terceira, co'iecgOes intejras o
avulsodo reinado de Portugal desdo D. Af-
fonso llenriquesa seguir aleo actual, ditas
dos amores do D. Ignez de Castro, tendo ca-
da collecgKo seis estampas em formato grin-
de, vistas da revolugao'da patulea, ditas de
alguna edificios notaveis de Portugal ; alm
reos : na rua da Madre de Dos ,| cadas pelo mesmo, e logo que che
armazem n. 20.
Cortes de cambraia de salpico
blancos e de cores, a 3,5oo rs.,
corte.
Narna do Crespo, loja da esquina, quej drgues je Souza Jnior.
volta para a Cadeia. vendem-se cortes de ,;,
vestidos de cambraia de salpico brancos e!
guem as listas, .sao pagos imme-
chatamente as mesmas lojas os
seus respectivos premios, sem dis-
conto algum. Antonio Jos Ko-
adamascado de puro linho com oilo palmos
de largura a 1600 rs. a vara ; finissfmas al-
pacas de cOres a 640 rs. o covado ; ditas
com Dos de seda a 800 rs. ; ditas prelas a-
chamaloladas muito finas a 880 rs, ; meri-
nos prelos de superiores qualidades a 1,800,
2,500, 2,800, 3,2C0 is. o covaao ; pecas de
berlanba de puro linho com cinco varas destes retratos existem outros mutos de di
fazenda muito tina a 2,800 a peca ; ditas de versas personagens, assim como muito ri-
algodfio com dez varas a 1,800, dem com cas estampas do Santos,
cinco varas fazenda muilo enrorpadaaj --Vende-se por manos do seu valor um
960; cambraias francezas muilo finBS,e pa-| terreno com a frente para a rua doJoSo
drOos inteiramenle modernos a 640 a vara ; Kernandes Vieira que va i da Soledado para
brins de linho mesclado proprios para pa-!o Manguinhu, c da fundos para a estrada
litos a 320 o covado, cobertores de algod.To nova que fez o Sr. Ilerculano Alves da Silva,
brancos o decores proprios para oscravos a que tambem vai para o Mnguinlio, cujo
1000 cada um; assim coma um grande .terreno tom da frente 58 palmos, e de fun-
sortimenlo de multas outras fazenJas quo dos 946, sendo os 58 palmos do frente e
se venderSn por menos preco do que em
outra qualquer prrle : na loja da rua do
Crespo, n. 14 de Jos Francisco Dias
Vende-se urna escrava nova e de bonita
figura, que sabe lavar e cosinhar o diaiio de
urna casa, parida de quatro niezes, e tem
muito tiom leite; propria para criar algu-
ma crianfa : na rua do Vigario n. 22, tor-
r no andar.
Lotera do Rio de Janeiro.
aos 20:000,000 DIRS.
Na casa feliz,
dos quatro cantos da rua do Queimado n. 20
vendem-se os muito felizes bilhetos, meios,
quartos, oitavos e vigsimos, da decima
quinta lotera da Candado, e da decima
quarla lotcria da Misericordia, cujas listas
chegsm at o da 20 ; a elles que eslo no
reslo.
Brins brancos entrancados, pa-
tentes.
Na loja da rua do Crespo n. 5 que faz rs-
uina para a rua do Collegio. vendem-se r-
os brins entrancados, muito finos, polo di*
da o desa fabrica ; em pessa, a
vontade do comprador: no escrip-
torio de Novaesck Companbia, na
rua do Trapiche n. 34-
-- Vendem-se asseguintes semenles:
nabos,rabanos.rabanetes encarnados ebran-
coi, sebola, couve Irinxuda alface ala-
ina, repulhuda,chicoria, senoulas, feijSo
(arrpalo de tres qualidades,ervilha torta e
ilireita, fava, coentro de touceira, salea, to-
lunles grandes, repolho, couve lombarda,
uliii;;i, o mnslarda : na rua da Cruz n. 46,
dofrome do Sr. doulor Cosme.
Taixa pava engenho
Na fundico de ferro de D.
W. Bowman na rua do Brum,
nassando o chafariz contina a
haver um completo sortimenlo
de taixas de ferro fundido e ba-
lido, de 3 a 6 palmos de bocea,
as quaes acham-sc a venda por
preco commodo e com prompti-
do, embarcam-se, ou carregam-
se em carros, sem despezas ao com-
prador.
Vendem-seamarrasdeferro: na "ja da
Senzalta Nova 11.42.

la>
1>
de cores, pelo diminuto preco de 3,500 rs
o corte ; meias muilo finas, para homem ,
com pequeo defeito, a 2,4uo rs. a duzia.
Palitos feitos,
Vendem-se palitos feitos, de panno muito
(no, preto e de cores, por preco muito em
conta: na rua do Queimado, lojadosobra-
doamsrello n, 29.
Ancoras para navios.
Vendem-se em casa de Ricardo l'oyle, na
rua da Cadeia Velha n. 37, ancoras de supe-
rior qualidado, e por commodo preco.
Chita para coberta, cor fixe a
2oo reis covado.
Na rua do Crespo,loja da esquina que vol-
ta para a Cadeia, vende-so chita para cober-
ta de novos psdrOes e cor fixe a 2C0rs., o
covado.
Meios bilhetes
Quart s
Uitavos
Vigsimos
22,000
11,000
5,5oo
2,800
i ,3o*
Vende-se urna bonita escrava que en-
gomla, cozo e cosinha, urna negrinha de
ISannos que coze bem, urna preta de mcia
idade mais muito forto e sailia por 320,000
rs., tres molecotes, um preto do 25 annos
boro cosinheiro, e mais algunsescravos: na
rua das Larangeiras numero 14, segundo
andar.
Vendem-so onzo escravns, sendo urna
linda negrinlis, creoula, recolhida, do idade
15 annos, cozo bem ; um moleque do idade
16 annos com principio do cosinha ; um di-
to de idade 15 annos, ambos creoulos; seis
escravos de todo servido ; tres esrravas que
- Vende-se urna mulata, de 30 e tantos] cesinham.lavam, esSoquitandeiras ; na rua
annos: na rua do Livrameeto, sobrado n. 1. Direita n. 3.
Farinha de mandioca
Vende-se, por preco rasoavel, la- ^
rmiia ,10 S. Mstheus a mais nova, <:
VZ que existe neste mercado : na rua ^5
1 da Cruz n. 34, delronte da l.ingoeta. ^
I*
1>
IV
Cheguem a pe chincha.
Chales impenaes de cores mu ito bonitas.
padrOes adamascados proprios para senho-
ra andar em casa, pelo baratissimo preco
de 1/280 cada um : na rua do Queimado,
n. 8, loja defronte da botica.
Vendem-se, a dinlioiro, saccas com fa-
rinha, a 2,000 rs.; caixas com as melhores
velas de carnauba, viudas do Ceara, a 10,000
rs. a arroba; caixas para rap, que parecem!
de tartaruga; esleirs muilo grandes ; uma
boa marca de 600 meios desoa, muilo gros-
sa, paia fechar^ontas na rua da Cruz do
Recife n. 33 armazem de Luiz Jos de S
raujo.
~ Vendem-se chapeos do Chily, bons, por
preco commodo : na rua do Trapiche n. 8.
Sapalos de borracho.
Vendem-sn superioressapalos de borracha
vindos ltimamente pelo vapor \'ernambuca-
na do Para na rua da Cruz confronte a Liu-
goela n. 36.
ta companbia de Fernambuco e
l'aruliviii no escriptorio de Au-
gusto C de Abren : na rua da Ca-
deia n. \>).
A 160 rs. oada um.
Defronte do becco do Feixe Fri-
1
eos
minuto proco do 1,500 rs. a vara, garnte-
se ser puro linho, e dam-6e amostras aos
compradores para poderem ver a boa qua-
lidade; assim como brins entrancados bran-
cos, francezes, pelo barato preco de 960 rs
556 de fuios do principio da estrada de
JoSo Fernandea Vioira foreiros a irmanda-
de de N. S. da Soledsde ; eos mesoios pal-
mos de froate da outra estrada nova do Sr.
ro, e be provavel se intitule por
forro, ha noticias de que elle an-
da nesta cidade e seus arrebaldcs,
e tem casa aonde se oceulti, pelo
que se protesta usar dos meios da
lei, contra quemo oceultar: quem
o pegar, leve-o a seu senhor, na
rua da Cadeia do Recife, loja n.
2i, que ser recompensado.
Desappsicceu doensenho Novo do Ca-
bo, um preto chamado Ambroiio, e outro
SimSo, o primeiro de i ladede24 annos, bas-
tante prole, e tom denles alvos; o segn lo
de idade 50 annos, principiando a pintar:
Vendem-se muito superiores sedas do co- quem os aprehender dirija-se a ruado Col-
res e prctas, para vestidos de senhora e me-1 legio n. 13, que ser bom recompensado,
nina, por preco muito commodo; no aterro .-
da Boa-Vista, loja de calcados n 14. 100,000 M. d gratlllca?ao.
Troca-se calcado por 700 rs. o par DoMppireeeu no da 7 da mato prximo
r -i passado, o pardo Leonardo, de 1 lade 18 an-
por se querer liquidar. 1 n0S( p0i,co ,n;,. ou menos, e tom os signaes
No aterro da Boa-Vista, defrontc da bone- I seguidles :baixo.o peito um tanto mullido
avara, e pardo'Intitulado entorta prego ca n. 14, acha-se um grande deposito dos|plra dentro, cabello carapinhado e at o
muito encorpado c puro linho, 1 610 rs. a ; melhores sapatoos que tem vindo do Araca- me i o da test', e falla de vagar. Estceacravo
vara. I ty, para lodosos tmannos, tanto para ho-
A i,q4ors., cada covado. Imenscomo para meninos ; assim como um
Na rua do Crespo n. 5, que faz esquina M-' v completo
> >* ti _*- --__1____._ _1 Kia -. lid IIC /
Escravos fgidos.
-- liesappareceu do engenho Velho, hon-
tem, 3 escravos ; um le nomo Alexsndre de
idade de 30 annos, grosso do corpo, outro
de nome Domingos, de idade de 25 annos,
magro, cor prele, o outro de nome Jos,
mulato,idade 50 annos, cor fula, grosso com
alguna cabellos brancos,ecom a barba bran-
ca : quem os pegar dirija-se ao lugar cima
iudicado, quesera bem recdmpensido.
Fufo no dia G do cor-
rente, um escravo mulato, de
nomo Marcolino, de 16 a 18 an-
uos de idade, de bonita figura ,
bem fallante, com os signaes se-
guintes : estatura biixa. rosto
comprido, olhos pardos, sobran-
ceibas bem prelas, sem barba, ca-
ra lisa, edr bem alva, ps bastan-
te grandes, levou vestido calca de
casimira azul escura, com listra ,
camisa branca e chapeo preto, c
em mangas de camisa, porm hs
de suppor, tenha muJado para o
traje branco, e ande calcado; este
lleiculano, e 390 de fundos em chSos pro- tau|ato tem principios de sapatei-
prios, com casa 00 entro de pedra e cal 1 _. :_.:_!.___
oacimba de muito boa agua de beber, todo
cercado, e com mullos arrorelos de fruc-
tos etc. : quem o pretender dirija-se a rua
do Crespo, loja n. 15 que se dir quem
vende.
- No trapiche do Ferreira, 01 rua do A-
pollo, vendem-se barra com superior cal
virgem de Lisboa a 3,500 rs.
-- Vendem-so apparelhos de metal para
cha, do bonitos e differentes modellos, pelo
diminuto preco de 20.000 rs., telhas de vi-
dro, candieiros do lati, caixas com folhas
de (landres sorlidas, ditas com vidros de to-
das as marcas e muito bem acondicionadas,
e por diminuto prego; na rua da Cadeia do
Recife, loja n. 64.
Sedas.
aortimenlo de calcados
EllfS;|S:^SS
Vende-se a torga parte do engenho Al-
to de JoSo Fernandea, situado na freguezia
de Serinhaem : quem pretenler dirija-se a I
herdeira D. Luiza Joaquina Itangel em sua'
propriedadeCuieira, na freguezia de Igua-
rassu'.
- Vende-se ou troca-se por lijlos de al-
venaria um burro muito novo e bonito, ja
domestico o passeiro, destes gu vieram l-
timamente do Montevideo; no armazem da
rua Nova n. 67.
-- Acaba do chegar do Rio do Janeiro urna
modinha em msica para Piano, a qual tem
por titulo
Eu tenho no peito
O mil da paixSo,
vende-se por 320 rs. na praca da Indepen-
dencia livraria n. 6, e8.
5,000 rs.
Ricos riijnil inlios de cambraia transparen-
te bordados com un.ito o.- lo. quem nao li-
vor de seda auroveitc a ScasiSo, e prego da
__ Venilem-sp arenes da extinr-! 5,000,qiienopaga o trnbalbo; sSoeconomi-
1 cs porque se lavflo.e graves por quo sSo de-
centes : no rua do Crespo loja de 4 porlas
0.12.
Falitos a 12,000 rs.
Vendem-se palitos do panno mesclado, do
varias cores, polo diminuto prco de 12,000
rs.: na lo|a do sobrado amarello, na rua do
Queimado n. 29.
Vendem-se saccadas de granito o de
to, loja n. 3, vendem-se lencinhosj pedra, ombreiras, verbas do pedra para por-
(> ramlinia ninliilna nars mni las e janellas, depositadas na estrada Nova
de cambraia pintados para mao de Saj||o Kmf0( defrole da fundia0 dos
te meninas e senhoras, de muito! senhores estar &Companhia: a tratar com
bonitos desenhos, pelo baratiss- E- ""''' ,na rua d ;:ruz 5'- m .,.,.
. -- Vende-se um terreno de marinlia n.
1110 preco de meia pataca cada um; | 226, silo na rua Imperial do bairro de Sanio
dar-se-ha amostra com 0 compe-! Antonio, em frente ao rio Capibaribe, o qual
. r ; se acha j beneficiado, eem parte oceupa-
tente penlior. | do com aterro, algunscoqueiroseduis pe-
Vendem-se lonas, brinzSo, biins, e
meias lonas da Russia ; no armazem de N-
O. Bieber & Compaohia, na rua da Cruz
11.*.
Algodo para roupa de escravos.
Vende-se algo dio muito encorpado, pro-
piio para roupa de escravos, com pequeo
toque de avaha, a 140 rs. a jarda; dito
Itmpo a 180 rs. : na rua do Crespo n.5.
jortimentos de panos linos e case-
miras de todas as qualidades.
Na rua do Crespo loja da esquina que vol-
la para a cadeia,vende-se panos linos prelos
h 2,800, 3,200, 3,500, 4,000, 5,000 rs., e fraq-
ues muiio superior a 6,000 rs., o covado, di-
ln verdea 2,800 rs. dito a. ul a 2,880, 3,500,
,000 o covado, cortes de caiga de caseuiira
urela enfeslado a 5,000 e 6,000 rs., dita fran-
teza elstica a 8,000, 9,000 e 10,000 o corte,
o outras mullas fazendas por prego com-
modo.
.Mocad.* superiores.
Na fundigao de C. -starro Companhia,
em S.-Amaro, acliam-sea venda moendas
de caona, todas deferro, o um modeloe
construegaomulosuperior.
Cortes de brim de puro linho.
Na rua do Crespo loja da esquina que vol-
ta para a cadeia, vende-se cortes de caiga de
brim de quadros.e lislras de puro linboa
1,280 e2,000 is.,dito inleiro pardos 1.280e
2,000 rs. o corle, riscado do llnbo de listra
a 720 rs. o corte.
Taixas de ferro coado.
Vendem-se taixas de ferro coado, de su-
perior qualidade e por prego commodo: na
rua da Cadeia Vclba n, 37, casa de Ricardo
lloylc,
Fanno preto, fino, fraocez, a 3,0OO! quenas casas lerreas.com 76 bragas de fren-
j- le, contadas no alinhimento da SObraditi
rs. O covaao. I l rua imperio e de fundo II3 bragas e t l|2
Vende-se panno preto, fino,! palmos: trata-se na rua da Cruz n. 5l,co
francez, a 3,ooo rs. o covado : nal
loja de Flores & S, na rua da Ca-
deia do Recife u. .'17, Na mesma
loja vende-se um rodap novo de
labyrintbo, por preco muito com-
modo.
Manual eleitoral.
Vende-se este excellente manual conten-
do a lei regulamentar das eleigOes, e os de-
cretos do governo sobro a mesma, c un no-
tas explicativas, pelo piego de 1600 : na
prags da Independencia, livraria n. 6 e 8.
.\a rua do Collegio n. 7. acaba de abrir-
se um pequeo, mas mimosamente sortido,
armazem de louga do Porto, de difTerenles
cores e delicados gostos: e vende-s por me-
nos do que em outra qualquer parle; a ello
pois que he pechinelia.
- Vendem-se tuathas de labyrinlbo mui
finas e grandes, de brelanba,com blco an re-
dor, obra muito boa ; lengos de labyrinlhos,
de bretanha, o reudas : na rua da Cadeia do
Recife n. 49, segundo andar.
Vende-se um sitio na Varzea dos me-
lhores que al I i ha ; tem casa com moda para
familia, cocheira, estribara, arranjos para
escravos e criados,u terreno chega at o rio,
tem baixa para capim, arvores do fruelo,
larangeiras, jaqueiras, mangueiras, u cafe-
zeiros, novas e velhas ele. ; alm disto mui-
to Ierra desoecupuda, que convenientemen-
te podo aer aproveitada; trala-se na rua de
Santa Rita n. 37.
llolacliinlia de Lisboa
Muito fina, ebegada recentemente, vende-se
em latas de 10 libras, por prego commodo :
na rua da Cruz n. 34, primeiro andar.
Vende-so umaUoeroa na estrada nova
da Soledade para n Manguinho, cora peque-
nos fundos.- a tratar com J. J. Tasso Jnior.
E. Itolli, procurador bastante do dono au-
sente,
Gravatas de setim.
Grvalas de setim de bonitos padrdos. di-
tas prelas das melhores s 4,500 rs. o lengo :
no allorro da Boa-Vista n. 58, junto ao sel-
leiro.
Salya parrilli.i ele Sands.
Vende-se a verdadeira salsa
parrilha de Sands: na^otica in-
,leza, da rua da Madre de Dos
n. i.
Vendem-se dous alambiques
Je carapuca por metade do seu
valor : na rua Nova, loja de Jos
llaptista liraga*
Vendem-se folhas de papelSo fino, for-
radas de um lado, proprias para cintilo do
theatro, ou caixinhas para clcheles : no
armazem da rua da Cruz n. 51.
Vende-se um escravo de nagUo, mogo,
padeiro, e lem capacidade para eutregar p3o
s em qualquer freguezia, e o motivo da
venda se dir ao comprador: na rua da Sen-
zalla Nova n. 4.
Vende-se urna negra, creoula, moga,
sem achaques, e propria para qualquer ser-
vigo : na rua da Cadeia do Recife n. 24, pri-
meiro andar.
Banheiros de xoque.
Vendem-se banhoiros de xoque, pelo di-
minuto prego de 40,000 rs. : na rua da Ca-
deia do Recife n. 64.
Calcado.
Sapaldes de lustro e bizerro para homens,
e meninos,sapalos de lustro, selim e corda-
vo para senhora : no atierro da Boa-Vista,
loja n, 58, junto ao selleiro.
lo diminuto preco de 1,440 rs. o covado; es-
la fazenda he multo propria para pannos de
mesa e pianos : na mesma luja ha um boni-
to mu 11H cun de chapeos prelos, para cabe-
ga, chegados pela barca franceza Havre, en-
trada leeentemente neste porto; asscuura-
se seren multo superiores e da ultima mo-
da, os quaes se venderlo por prego com-
modo.
Na loja n- 5, que faz esquina
para a rua do Collegio, de Guimar3es& llen-
riques, vo,.dcm-se chitas acelinadas cor do
roza, com paunos muito fortes, pelo barato
prego deliOrs. o covado ; assim como se
vende chitas muito finas e de muilo bonitos
padrRS, por muito barato prego, assim como
oulr. s maas fazendas que sSo patentes aos
compradores.
Na loja das seis portas.
Vende-se panno fino de todas escores, a
2,000 rs., proprios para palitos e vestidos ,
para montara, por ser muito leve ; chapeos
de massa francezes, a 5,000 rs. ; carapugas
de velludilho, a 320 rs., e muitas outras la-
zondas, que convi lam a trocar por sedulas.
Na loja das seis portas.
Vendem-se manteletes do fil prclo a
quatro mil ris; chales e mantas de seda ,
grandes, a oilo mil res; chitas escuras a
seis vintens, sele e meia pataca ; cassa pre-
ta, a cento e viole rs. o covado ; cassa para
babado, a dous tustes a vara, e mais fina, a
pataca ; lengos para mos de senhora e me-
ninas, a dous tustoes; lengos para meninos,
a quatro vintens, e lengos de Ufe, para hom-
bros de senhora. a deis tusld'S
Vende-se urna escrava moga, de bonita
figura, boa engommadeira, Cunsinheiie, o
que faz lodo o servigo de urna casa : na rua
do Arago n. 40.
Vende-se porque seu senhor se retira,
um preto do nago, muito fiel, o sem vicios,
perleito cosinheiro de casa cstrangeira : na
rua larg do Rozario, loja n. 35.
Ghegaram em lim as muilo
dcsejudas machinas de pressao pa-
ra cristeis : na rua Nova n. 38 ,
de se apurar dinheiro.
Calcados a 4o> 700, 800 e 1,60o
r-s. o par, no aterro da Boa-Vis-
ta, defronte da boneca n. i4-
Trocam-se os mais superiores sapatos de
couro de lustro francezes e de Lisboa para
s-nhora a 1
vinha tolos os dias vender loite no Recife,
de um sitio da Boaviagem, portencentea
Joanna Naris iIot Passos, de quom foi escra-
vo : quem o apprehender e levar a rua da
Senzella Velha, defronte o n. 144, segundo
andar, recebera a gratificago cima.
30,000 rs.
Cratifica-se com 50,000 rs. a quem appre-
hender um moleque, creoulo, por nome Mi-
guel, de idade do 15 a 16 anuos,.fgido des-
de sexta-feita, 28 de maio prximo passa lo,
de gancho ao pescogo, secco do corpo, cor
liro trances e "WIJ bem ptet beco infior grosso. com uiar-
,600 rs., ditos de cordarlo a 800; cgs ^^ ^ CMlM vsljJo ,,8 c,_
rs., ditos para meninos a 4i0rs. sapalOet'
, i misa de algodSo branco com mangas curtas
do Aracaly para homens e meninos a 700 rt. igodaoilnlu "-
- Venue-se urna pret., creoula, de n-| b,|nle t,B0 tem f.lt
"! caigas de algodBosinho de lislras azues ; he
" de cabellos na es-
piar conducta, chegada do Rio-rurmoso pa- tBf an,,tdo vendendo fructas, man-
ra pagamento, a qual faz dore de todas as. djoe>r m,ceira eU rua; esla mo|equ0
qualidades, cosinha muito bem, e na ven-, Jo |(le ,,,, esta semprecom os olhos
dedelri de rua; urna out-a que cosiohi, w-; ? fazenrto movimentos com os de-
va, e he vendede.ra; um preto cosintae.ro de u m'floa poJe ser se in(|lu,e Je
prolissao; na rua larga do """ n JV forr0i e qlle de oulro nome como ja tiraste
loj- .:., 6 lo gancho do peseogo quo linha quando fu-
-- Vende-se umprelo mogo, de bon.la (i- Jecasi. p0r,anlor0g.Ma todas aaau-
gura,proprioparaqiialquorservigo;oa rua;or.dadespoIjciaes> capjtae8 de con,p0i e
do Cresoo n. 16. ; majs pPSSoa8l qUe fagem tolas as diligencias
##S ^*##W I de capturar este moleque e inanda-lo en-
- Para militares tregar a seu senhor Jos Saporiti, morador
fc Vondem-so luvas do relroz preto, bo- 4 no principio da estrada dos Afiliaos ou no
t.y toes lisos doura los, ditos de Pedro II, Recife, rua da Cruz n. 18, primeiro andar,
das 9 horas da mantiSa as 3 da larde, que se-
r3o recompensados co'n a quantia cima
prometlids, como protesta tambem contra
quem o tiver oceulto, e o no queira*entre-
gar, obrigando a pagar-lho os dias de servi-
go desde o primeiro dia da fgida, o fazer-
IhesofTer as penas que a le marca a este
muito superior, cliegado (la noi- i respeilo.
lauda, em botiiSes de ao libras,! --Ainda se acha fgida a preta Verdi.na,
-' J ,- _~!com24 annos do idade, cor fula, cabellos
por 5,000 rs., cada botljao; na rua j grandes e repartidos, corpo secco, peilos
larca do lAosario, bolica n. 3G, de grandes, estatura baixa, olhos prelos e vi-
i .i i i- s.mivi vos, phisionomia carrancuda ; a qual foi es-
Battholomeu l'rancisco de Soasa. cri,;apdoSriKrancisco de Carvalho, e do Sr.
a>.' galSo de ouro largo e estreito, e es-
a> padas praliadas de boa qualidade; tu-
(f do por commodo prego: na praga da
4- Independencia n. 17.
Vende-se oleo de linhaca
*
negociante Vianna : quem a encontrar leve
ao seu senhor JoSo Valentim Villela, mora-
dor na rua larga do Rozario segundo andar
defronte da Conccicao, aonde se dma |b|- ,oteria
oe r...:.i.j. ..
Fumo de Garanhuns.
Vende-se superior fumo de Garanhuns,
PeccadosMortaes j'T.Sndo vender na segunda-feir. 9
1/ cautelista alustiano ae (lo correni 0 muleque africano donme
Aquiuo Ferreira avisa ao respeita- Antonio, at o presente no apareceu, elle
i i -,- .._..: r^> he bem ronhecido por andar sempre ven-
vel publico, que as suas mu >lor*|deodo tapioca! vende em um taboloiro
tunadas cautelas e bilhetes da de- grande de ps envernisados de encarnado, o
<1 fn rle*corn unla bandeja grande embaixo : levou
-i uos La u, camisa de chita azul do manga carta, assim
vendem pelo diminuto preco .Caridade, eda decima quarta lote-
4,ooo rs. cada urna ; assim como|ria do nospui da Santa Casa de
um completo sortimento de trei|MfoericordiaJ eslao a venda na
de cosinha, lomo para assar pc-lpraca da independencia n. i3 e
runsegalinhas; candieiros de la-|,5? |0ja de cacado do arantes, e
lio de dous bicos, para lojas, ou na rua da Cadeia do Recife, loja de com carne" sobre elles;'tom urna costura
vendas; ditos de esludantes, muito miule/il, de Jos portmto doB^^l^J^l^^^Z.
baratos} pratos, cbicrase pires, tu- Sant0Jj prl0. A decima quinta lo-p.^.-mealguns denles da frente sendo de
do muito bom e barato. teria das as (i r'ar;fiade corren'"'" e "utro l,do' e l,e fe,a; lem uma em>"n-
. leri uas casa!, uc _ariuauc cune ^ todo 0 ruSlu qua pirece ser bexigas;
peilos muito pequeos e murclius; lemal-
como caiga de riscadinbo roxo j desbotado,
e rola na frente : quom o pegar leve-o a
Sol iade n. 42, qu* ser recompensado.
-- Desappareceu a 10 de maio deste anno,
a negra Joaquina,de nag.io Cagange, que re-
presenta ler de 35 a 40 annos, chria do cor-
po, altura regular, cor fula, olhos pequeos,
gumas cicatriaea de reino as costas ; tem
as nadegas levantadas para trax que mais
mostra quando anda;quando fugio linha um
p mais grosso ; levou diversa roupa que se
nSo sabe de que usara ; he bem fajante que
parece ser creoula ; ltimamente esleve uc-
Vendtm-se caixas com vi- no dia a* de juho do correte an-
drosa8,ooors cada urna; ditas n0# e as rodas da decima quarta lo-
com folha de landres, sortuhs ,^a lera do nospjlai da Santa Casa da
i9,5oo rs. S na rua Nova, loja de Misericordia andaram no dia 7 de
funileiro defronte da Conceic5o Bg0>to j esperam-se as listas de
n. 38. ambas as loteras no dia 19 deste I cupadajno servigo de cosinha,e tem por eos-
a d laiSfLSkMMf b..mCZ'Pe,OVa,0rdaCOmPan,'abraHd.r3X.S^
nhAaTvdariasVq,:id.l udetshCeT^s si seira, e no dia .o pelo vapor in- do, r.ndo, **** "
nhoras.ps para denles, poma las o outras glez Tevi.it ; sao pagos em coat- [' "''".Jjus 2m eM.
selleiro. quaesquer premios vendidos as
As pechinchas acabam-se. lojas cima mencionadas.
Vendem-se chitas finas a 120, 140, 160, Meios bilhetes 11,000
180, e 200 rs. o covado, p.-gas de dilasa '_
Quartos .doo
Oitavos 3,800
Vicsimos i,3oo
Lotera do i.io de Janeiro.
aos 30:000,000 de rs.
Na lojademiudezasda praa da
muito fino a 280 rs. avara; pegas de ruada- ., 1 -: n a vendem-se
piau a 2,200,2,800,3,000,3,400, 3,600e inoepenuciicia n. venaem se
4,000 rs o mu.to fino a 5,200 rs., pegas de bilhetes inteiros, meios quartos,
agodao trangado. proprio para escravos e -t vigsimos da decima
toalhas a 3,600 rs, pegas de cassa para bs-, .0 '.. u_
bados a 2,400 rs., o outras muia fazenJas, quarta lotera do hospital da oan-
por pregos exlraordinriameiite baratos : na ta (Jasa da Misericordia : vem a
Una da estrella da rua do Queimado n. 7, .
co'fronte ao becco do Peixe Frito. |li>ta no primeiro vapor que che-
Vende-se a loja de orives do aterro da gar do Rio de Janeiro.
Boa-Vista n. 61: a fallar na mesma loja. .-,
-. Veude-se um escravo IfaiaU, mogo, e, ueaou.
fiianga-se a sua boa conducta: na loja de Vene-se gesso embarrices, ebegado nl-
lanoel Antonio Gongalves, na rua do Cabu-, tintamente :emcasajde_J_. Kellerot Compa-
5,000, 5,500, 6.500 e 7,000 rs., chitas para
coberta de corlixa a 200 rs superiores cor-
les de casemira de 13a pura a 5,500, o ditos
de meia casemira tambem de 13a a 3,000 rs ,
cortos de caiga de gambreSo a 1,800 rs., di-
tos de brim a i.Oi'Ors. e 1,200, chilas fran-
cezas largas a 280 rs. a vara, madapolOes fi-
nos a 120, 160, 180,200,220, o210rs., 0
Hanoel
g n 3.
I nbia, na rua da Cruz n. 55.
-se para ama, e m-
uer pesaoa que es-
teja servindo-se com ella na boa f,queira
denunciar-se, e do contrario se usara dos
meios que Ihe faculta a lei: roga-se as au-
toridades policiaes, espilles decampo, ou
qualquer pessoa, que a prendam ou fagain
prender, e levar ao seu senhor Domingos da
Silva Campos, na rua das Cruzs n. 40, que
ser generosamente recompensado.
- Anda acha-se ausente a negra, escrava,
de nome Delfina, que desappareceu no prin-
cipio de maio do crrente anno, a qual foi
comprada ao senhor Manoel Juaquim Pas-
en ou i liamos,lem os signaes seguintes: ida-
de 50anuos, pouco mais ou menos, levando
um vestido de cbila e oulro de riscado, he
alta, magra, e com poucos denles na frente,
levou coinsigo um panno da costa ; tem de
costume aa vezes andar vendendo agoa e
tambem fructas; roga-se a tolas aa autori-
dades policiaes e capiUes do cam jo,ou qual-
quer pessoa que della tiver nolicia, a man-
do apprehender e levar na rua do Apollo.em
casa do senhor Morberto Joaquim Jos Gue-
des. Existem suapeilas quo est oceultada
dita escrava; as pessoas que Irouxerem se-
rBo generosamente recompeusadas.
F. b FahIA. -- 1852.
. : '
MUTILADO


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