Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03475


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Full Text
Anuo XXVlI
Quarla feira 11
DIARIO DE
migo a svBoaivc/lo.
PlOlMKISTO AdUNTDO.
Hit trimestre............ 4/000
Poriemestre............. 8/000
Por uno........-...... I.'ijfiwa
Paooniririo DOrilMESTIB.
Por quirtrl............. )/:>00
forioiAa no Imperio .
Pari. .. i de Julho Minas... M de Julho
Maranbao. 21 de dito S.Paulo 17 de Julho
Cear. .. agdedito (t.dej.. 2- de Julho
Parahtba 2 le Agosto alna... i de Agosto
Bli.-Di IIHMA. aui>iciAh.
Seg. S. nonl.'o. I luiodi Orphao
10Tere. S. I.ou-',e5.i lOhorai.
renco. 1. vara do civtl<
II "ii.ii (S. Tiburcio, 3. e 6. ao racio-dia,
l'Quiot. S Clara. I Faienda.
II Seit. Ss. Il> ixilico 3. e 6. al 10 horaf.
e I 1-..1 ni i 2. vara do civel.
i Sab. S. Euseblo. 1. csabadosao melod,
lo 11 .ni 11 Asiump- Milac&o.
cao ila Ss. V. Tercas e sobados.
IMI1I1EI,
Creaceatei 22, ai 3 horas e 48minuto! da in.
Chela a 29, aoa 48 miamos da tarde.
MingoanteiS, aoa 32 minuto* da m.
Nora I i, aoa 21 minutoa da tarde.
lauaiaDl OJl
Primeira 0 e 30 minutos da tarde.
Segunda o c 5* minutoa da manha.
tiiTiiu oa OOBBUOI.
Ooiaanl a Parahiba, a segundas e leitaa-
feiraa.
Rio-Grande-do-Morle e Victoria ai quinta
felrai
Bonlto,faruarn,eGaranhuni no l'e l&riecad*
miz. \
Florai,Ourlcury.Exu e Boa-Vlata 13 a 28.
Olinda,,todoa o dial.
Todos os Corr'i'is parlem ao melo-dia.
a*a>-
OTICIAB ISTBSSOIIB1S.
Portugal Itde Julho Austria a de Julbo
Heapanba l de dito Saina.... 3 de dito.
Franja.. 8 de dito Suecla... ac de Juulio
Blgica... 3 de dito 'Inglaterra 8 de Jnlho
Italia..:. > da dito E.-Unidoa de Junho
Alemanba. 3 de dito Mxico... 3 de dito
'russia ....' de ilii" California Idedilo
Dinamarca 3S de Junho Chlll. 9 de Maio.
Ruilia... 2'J de dito Huenoa-A. 3 de Julho
Turqua. 20 de dito iMontcvIdeo 5de dito
cambios II
Sobre Londrea, a 27 Parla, 345
Lisboa, l 00 por cento.
Tina.
Ouro.Onjaa heipanholai...
lioedaa de 6/400 reinal
. de 6|400noyai
de 4/000.......
Prata.Pataedeabraiileiroi..
Peaoa coluuinarioa..
Ditos meiicanoi.....
AGOSTO
a por d. 1/000
.........29.WOO
.........16/010
.........16/000
......... kflJOO
......... 1/920
........ J
PARTE OFFICIAL.
GOVERNOA PltOVIiNIA.
EXPEDIENTE DU DA 30 DE JULHO.
OlcioAo Exm. presidenta das Alagiias,
devolvendo, julgados pela junta dejustlcs,
cinco procesaos vorhas das pravas menci-
nalas na relapso que remette.
folacfto a que se refere o officio cima.
Blalliao 12. de infantera.
Sodlado, Alexandre Perelra Riito
Manoel Antonio do Nascimento.
Sebasliflo Tnomai d'Oliveira.
Franciaco Jos de Mello.
Cantillo Jos Antonio.
Olciou-se oeste sentido ao Exm. presiden
te do Cear, devolvondo-se o processo do
desertor JoSo C.apristano da Silva.
DitoAo coTimanlo das armas, devol-
vendo os processos verbacs das pracaa men-
cionadas na miarlo que remelle, fin de
que mande cxecular as sentencias nellcs pro-
feridas rea junta dejustica.
Rclndio a gue se refere o officio cima.
s>. bal ilhii.i do aitilhsria a pe.
Soldado, Fnliciano Primo de Jess.
Manoel Joaqun) de barros.
llono'io Jos da Mocha.
Cosme Ferreira da Silva.
Batalh3o 9 de infinitan i.
Soldado, Francisco l'cilro90.
Venancio remandes do liveira.
Batalhflo 10.* de infantaria.
Soldado, Miguel Hibeiro dos Alijos.
Corpo de polica.
Soldado, Feliciano Beierra de S. Tiago.
Dilo Ao mesno, para mandar por em
liberdade os recrutas Antonio Jos dos San-
tos e Francisco Xavier Ferreira, quo foiam
julgados incapazes do servico mililar.
Dito ao inspector da thesouraria de fa-
zenda. Tendo-se passado titulo do afora-
mento dos terrenos de marinha ns. 165 A e
165 II a Cahriel Antonio, que agora pede li-
ceo;a para cede-los a Manuel Ignacio de Oli-
veira, sendo que esse titulo lie datado dn
12 deste mez, como se v dos documentos
quevicramcom a itifoimaciio do V. 8. de
M. preciso he que se examine, em face dos
que instruirn.) a |.clic3o do mesmo Ca-
briel Antonio, relativa concessflo doafo-,
raiiii nin, qual o fundamento con que po-
dio as mariulias, e a depen lencia das casas'
que possuo o ra Imperial, c fazem parle
da ce.ssAo ou venia relativamente a lias,
pois urna cousa he dependereo) ilai referi-
das mariulias, e por i>so talvez ler precedi-
do nina pusse do sup.diante, posto quo
sem titulo du governo cmcessio que se
Ihe fez em 9 do passado, e outia pedir se o
aforamentn s com olio do se augmentar
o val r it = s propriedades na occasiSu de so
venderem, caso em que dar-se-hia urna
coucessau alcatifada por ohiepcao osubicp-
r;3o, visto como n3o lio licito pedir afora-
in.-n n de marinhascom o lim dn vende-las
o sim rom o de anroveila-las, Inven.lo di
parte do cuncessiunano intcnco e meios
de o f izer. Para, pois, tor lugar a licenrja
que pede o menciona lo Gabriel Antonio,
informe V. S. coa reier.-ncia s considea-
fjes, que licam expendidas, e tnnha omI
vista quando se trata de aforamnnt is de ter-
renos, o olllcio deste gjverno, de 12 do cor-j
rente mez, e se Ihe parecer juslo que nl-j
guns titules sej.un c.ssados por so darem
a -cu respeito os motivos ncllcs ponderados, |
represente coro o que Ihe occorrer.
DitoAo mesinii, intrirando-o de Invor
o Exm. presidente da Parahyba rommuni-
cado haver recebido do commandanl.) do
vapor Paroense o caix5o com hvrosquo por
aquella thesouraria foram forneci los para
a companhia fxa da mencionada provincia ; i
r Ik'ni a--un expedido as convenientes Of-j
dens para ser indenmis^da a n.csma tbaaou-l
raiia da quantia de 88/000 ri<, importan--
cia dos leferi ios livros.
DitoA' thesouraria da fazenda provin-j
cial, communicando haver autorisado ao
director das obras publicas a conlialar com
o arrematante da obra do segundo lauco da j
estiada do norte, Jos Lo.os Cuimari.'s, a]
construcr,3o do tres bombas, que do no- j
cessirias referida obra, visto que o mes-^
mo arreiiitanlo so obnga a faze-laa pela
forma desciipta no orcamento que ron>ette,
e com o abale de 5 por .- fliciou-sc nes-
te sentido ao referido director.
DitoA' mesilla, inleirando-a de haver
oftlciado ao director das obras publicas para
desfazer o engao do quo iquelll thesoura-
ria traa, visto ler elle declarado que o li-
me do arrematante da ob'a da ca.Jeia ve.lia
da cidade de Coianna be Victorino Moreim
de Souza, e n3o Victoriano Moieira de Sou-
za, como et escripto no c Tlilicado a que
a mes thosou-aria so ref ir.N-sto sen
tido ofllciou-se ao menciona.lo director.
DitoAo commandante do palaclio l'ira-
pnma, dizen lo que se Smc conseguir ama-
nhSa o embarque do restante da cerg que
tem de levar para o presidio de Fernando i
lempo do uliir A barra.dovera fazer-se do vo-
la o patacho sob seu eumm^ndo amanha
iiie-in .; no caso contrario, porm, Ticar
transferida a sua partida para o dia 1 de
agosto prximo vindouro.
Dito.Ao mesmo pira raceber a seu bur-
do o transportar para o presidio do Fernan-
do o alferes do 9 hatalho de infanlarii Ma-
noel Sabino de Mello e o soldado da compa-
nhia de utilices, Antonio Joaqun), bem co-
mo dous caixOes, o uin embrulbo conten lo
artigosdo fardamento para as pracas deli-
nha sil i destacadas.
Dilo.Ao agento Tiscaldas rondas provin-
ciaesda Parahiba.Visto dizer Vmc. na sua
nforrr.BcIo do 27 do corrente, que os mes-
tres das o in'.i.'.i- vindas da sua provincia a -
pres'ntam como documentos comprohato-
rios do carregamento, com que sahiram dos
porlos, ondo nSo ha alfandega, ou outra re-
parlica lis 'il, a- guias exigidas icio arti-
go 3 da lei provincial n. II e regulamento
do 31 de junho de I86, rubricadas pelo ins-
pector da d'iiinislrac,So do rondas provin-
ciaes e por elle fornecidas as autoridades
aoliciaes das locali lades que as expedem ao
partir dossas ombarcaciles, sendo aqui apre-
sentadas Vmc. para loreui o seu visto, e
depois a mesa do consulado geral, que lhes
d o bilhete de desea.-ga; out'O sim dizen-
do Vmc. quo os mostrea estilo na posse ami-
ga de aprezeilar nossas oceasio-'S dous ma-
nifest* da carga que conduzem as barca-
Cis, por elles feitos e assi^nidos, servmlo
um para ser entregue, unido a guiB, na me-
sa do consulado, onde lica arc'iivado, n ou-
Iro para cumprir o preceilu da alfandega,
que os obriga a nella darom lambem entra-
da, o linalniente dizeudo Vmc. que sSo es-
sas guis, quo anthcnllcam a veracidade da
qtmililailo do gneros, com que suhiram
.la Parahiba as. mencinalas barcacas, se-
gue-so nito ser vexitoria a exigencia da al-
fandega desta provincia, em cumprimento
do a't. 9 do r''gu!amonto n. 710 le 16 de ou
lubro de 1850. consistente na apresentscSo
de uro manifest, ou lista especificada da
i- ir-' i. li'jili-aii i por qualqucr autoridide
do lugar, a alfandega onde dovom dar eu-
ros de emprestimo e fazendai titulo de sup- rrcolhlioi no cofre da faienda; e qualqucr
primento ao destacamento, e engaar no dito empressjhno lelto a particulares, depois da sua
Itelemberg, sendo de advertir, que o meocio- puhlicafeio be injustificavel, c Vmc. d
nado urgcnto nao pode continuara perlencer todaa al providenclaa para que srjo pre-
ao corpo, atienta a sua conducta, i enchida as vislai benefcas da lei, toda
Dilo A theaouraria de fisenda ditendo li-. favoravfl aos orpbads, nao consentindo cin
car intelrado, pela relapo (|ue acompauhou o que leus dinbelros lenbain outro destino =
cu officio deu9 do crreme dos precos por
que contratou com Joao Francisco do (lego
Mala a compra das madeiras requisiladaspelo
commandante do presidio de Temando, e de-
clarando, que approra o dilo'contrato.
Dito Ao ebefe de polica accuaaodo rece-
bido o olllcio em que : inr. cominunlca, que,
por ter dado parte de docole o riscal do con-
tracto das carnes verdes, nomclou, para o
substituir, o agente da frfguesia da Boa Vis-
ta. Joaqulm Correa di Costa, e declarando
que annue a Uso se o impedimento nao se
prolongar, caso em que se dever dar parle a
presideucla, para providenciar a respeito.
DiloAo commandante do presidio de
Fer.iaudo para que remeta na 1 occasiao de
transporte algunscalxdes de areiade eacrever.
Dito Ao juiz de pal presidente da junta
i u.iliii.Mil.ii a da fregueiiad' A 11 i treta iccu-
sando recebida a copla, que Smc. icmetteu
da acta, da quallfica^o doa votantes d'aquella
freguezia.
Portara Concedendo ao amanuense da
secretaria da presidencia, Jos Antonio da
Mlva Mello, uin mei de licenca com ordemna-
do para tratar de sua saude Communicou-ae
a thesouraria de fazenda provincial.
Dila Aocominaulaute do patacho Pinpa-
" i. para transportar a sen bordo, para o pre-
sidio trata a relaco que remelle, os quaes aerao
enviados pelo juiz municipal da Ia vaia desla
cidade Oflkiou-se ao arsenal de marinha
para fornecer aos referidos sentenciados as
necessarias rafflrs e ao cominaudanle do men-
cionado presidio remetiendo as respectiva!
guias e coininunicou-se ao dito juiz.
Ilclacfto que se refere o o/ficio cima.
Padre Antonio Carlos, de Franca Mcuevides.
Joao Paulo da Silva.
Domingos Jos Vieira. de ('arvalho.
Victomio Jos da Silva LciUo
Antonio Joaquiui Antunes.
n ir hit .lu" ile Sena.
Florencia Maria.
Feliciano Jos Galdlno dos Sinlos.
Joaquim da Silva Cusino.
Jes Amaocio.
DEM DO DU 2 DE AGOSTO.
OITicio Aojulz de dircilo da comarca de
Goiauna rccoinineudaudo, que uo desempe-
nho daa obrigaces, quelite iocutnbcni os re-
gulamentos o. 130 de 31 de Janeiro de 1812,
artigo u09 c de l', de in.irco de I8U, n. 143,
rtlgo 36; tenha em vista a lei de 13 de novem-
fteste tiplido olciou-se aoi juites munl-
cipaei de Iguarass, Llmoeiro, Cabo, Brejo,
Caranhns, Flores, Boa Vista, Agua Preta,
Ouricun c Garuar e aoa pritneiroi mp-
ttentei.doa termos de Scrinbaein, Cimbres e
acrala.
Dilo-- Ao director das obraa publicas para
Informar, ae se frz alguma obra nova na ca-
ricia dsrCIdade de Goianna, e por que se
ii.io prereniram as reformas radicadas pelo
promotor publico, e delegadu d1 aquella co-
marca, lobre que Smc, loformou ein *0 de
Julho ullitno,
Dilo A thesouraria da faienda provincial
enviando, por copla, o orcainrHlo e clau-
aulas da obra do 10 ItOOO da eairaila da Vic-
toria, a Mu deque ponha em arremataciio a
refei ida obra conforme eitiver em piailca
Commuolcou-se ao director daa obras publi-
cas.
Dilo Ao juiz de paz em eiercicio na fre-
guezia de Serinbaetn -- Em resposta ao seu
officio de 30 do mez passado, boje recebido,
teoho a dlier-ihe, que, a duvida de que fai
ni. m. i", nao devia ser motivo para interrom-
per os irabalhos da juuta de qualilicacao, pols
que, pelo avilo por Vmc. meamo citado, v-ae
a Insubsistencia de tal duvida, sobre aqual
alias deveria Vmc. ler pedido csclarecimcnlos
directamente a o iioverno. Cumpie pois que
Vmc. se regule pela circular de '.'i. de juniio
proiimo passado, e que lata a convocacaodos
votantes, eleilores e supplcntea para a elcico
de 7 de setembro pela qualilicaf o do anuo
passado, proscguimlo entretanto na reviso di
qualilicacao do correle anno para poder ser-
vir na eleico de 7 de novembro fuluro, Mean-
do na inlelligencia de que ueste mesmo sentido
e iiihci.i a cmara municipal dessa villa.
Dilo A cmara municipal de Scriuhaein.
Ein resposta aos aeus offtclos de 17 e la do mez
paisado, hoje recebidos, teoho dlier-lb.es,
quepoi este governo tetn sido dad-s todas as
ordena e in trucedes para que se fisesse a revi-
sao da qualificafao deisa parochia com a neces-
aaria antecedencia, liui de que podse ter lu-
gar as epocbas marcadas por lei, a elelco
dos vereadores, juizes de paz c eieitores, j
dirigindo circulares s cmaras e juizes de
paa em dalas de 12 de mato de u5 de junho, ja
oIBciaudo-sc especialmente Vracs., cao juiz
depazdessa freguezia ein t dejuubo, sen.o. de
notar, que, tendo-se nessa inesina dala olficia-
do ao presidente dessa cunara, recoinmcndan-
.In-llii', que Immediatamcnle couvocasic os
verea'dores para dar execupo ao mencionado
procura destruir as quarenlenas, qti outras
naces tSo Ilustradas quanto a Inglaterra,
ain la manlm e recommendam.
1.N3o duvidamos que epidemias de
fabre amandla pnssiin rdbnlar srnulti-
iiiiin cidada, e algumas vezes nem mesmo
um gran lo districto dessa cidade, como
S'iccedeu om Vera, na Hespanhs; mas nSo
eremos que isto tenha sido observado no
Brasil. Se tiln ou outra ra pode ter es-
neamente ein diltereuts cidaJes, distantes'capado emalguma cidade do Imperio, islo
urnas das outras, u em pontos diorentes o' nado significa, pois que o mesmo pode suc-
distantos, e muitas vezes em circiimslancias; ceder em qualquer outra epidemia ; e se em
em que a cjmmunicacSo com as ppssoasj Vera se lirr.ilou a febre amarella a um so
infectadas he impussivel, porquantn isto sejquarteirSo, islo so deve *s medilas ssnjta-
observa na marcha de outras epidemias,
como ha succedido com o cholera-inorbus;
'ras, e o mesmo tem succedido naquelles
lugares em qun os accommettidos pela fe-
bre hSo sido postos em quarenlena, como
so obsorvou em Ronda, onde essa fehre se
desonvolveu depois que dous estrangoiros,
vid.los de Halaga, a communicaram a urna
mull.'! que, cihinlo no da 27 de julho de
1803, ni.i r.'it no dia 4 de agosto depois de
ter tido o vomito preto, e assim outrns; en-
tretanto que, pustos em quarenlena todos
os habitantes da vizinbanca, s urnas cin-
coenta pessoas della foram victimas, liini-
tando-se a isto os estragos.
4.ia lu tiim.'-. sem he9ilac3o que as
e.ilemias do febre amarella pndem nSo
communioar-se dn districto a districto por
mi'iu a-s.ila il.i mullas vezes certas localidades,
ao passo que poupam iiiteiramentn ou fa-
zem nimio poqumios estragos as vizinhan-
qas i unir lialii-, com as quaes os habitan-
tos est3o ein i' un iiiuii.'ara i constante ;
mas disio nada seple deduzir a respeito
da nSo-lransmissSo da molestia de indivi-
duo a individuo : o que be certo he que
mas isto ra.i tem sido observado no Brasil,
onde a febre a narella s appjreco naquol-
les lugares a que vSo ter os .!... .'-, e ero
que se eslabeleoem focos di infece, dos
quaes se erradiam os miasmas; eoquedi-
zemns relativamente a epidemia qun, das-
envolvendo-se na llahio om 1819, ainda la-
vra em algumas provincias do Imperio,, (oi
observado tambem na epidemia de 1686.
Emquanto ai'oiuambuco n3o chegou o
biigue fraucez Acijon, a febre amarella nSo
se havia declarado; entretanto-, apenas a
burdo i!'--" navio, prucodento da Rabia on-
de reinava ent.lo a febro o donde trouxnra
iluentes, se formou um fuco de infcccilo,
vimos o mu"!'a iiiui invadido, passanio
ella dosso navio aquolles que se ar.hivam
Tundeados em sua circumvizinhanca, como
fossem a Josepliina, o Constantino e ouims,
e desse depois a mu i tus; mas, mesmo as-
sim, na sua marcha, moslrou a febro que
parta tlns focos de InfeccSo, como lueco-
deu no Imii o da Boa-Vista, un le era situa-
da a enfermara ingloza .tue liavia recebido quasi se npio o mil se transmite pela com-
dnentos, e no bairro deS. Frei Pdro Con- municacSode possoas procelenles de focos
trada~na coufor.nidadu do art. 10, poii a bro de 1841, ariigofi ^ 4 cas InsirutOes do
mesma auloridade que legaliza as gu'as po- thesouro publico nacional de 12 de maio de olllcio de 4 de junho, al i-gora nao tenhain
do logalisar o manifest o fcchal-O cun i81i n. jl. para se tomar elTecliva a aua ce- Vmea. aecusado o aeu recebimeoto.
uhnMr-rinln n alfaudeea desla uruviucia cucao, c nao lercm os orphaos piejudicados, He pois mdlsculpavel a Talla da revisao da
subrescripto 1 allauuega uesia provincii, ;ildo a ,ei qucr proteger e acautelar o quallficacao, e na conformidade da le de 19
como diz o inspoctorem sua mformacSo !llr 4, ten patrimonio, c informe Smc. de agosto de 1846, ac.ao responsabllisados os
por copia junta, quo esta ile accordo com co, oque ocorrer a repello doac importante que a ella llverem dado lugar. No caso de se
o Citado regulamento, e Ihe roroelto para objecto Ueste sentido olttciou-ae a iodos os nao ultimar a revisti Indevldamente Interrom-
sua iulollfgencia, podendo requerer ao ins- juizes de dlrelto das comarcas da provincia pida, prevalecaa doanno aulerior, como ja se
pector o qun for co npalivcl coro a fiscalisa- excepto os desla cidade, | deelaro'o em circular de 76 de junho ultimo, c
c3o e favor devido ao COHimercio de cabo- Dito-- Aojulz de orphafls deste (eruto por comeguintc tem acamara lempo de officiar
~ CO- Sendo preccito da lei de 13 tic novembro de ao presideote da assemblca parocbial, que
.,.. 1841. artigo 6, 4* l", que osdioheiros perteu-, he o loestno dajunla de qualillcacSo para ta-
p,adesl.ioni'.'.oedai..roi'mac3ido...spector ^^i; r0hai J eslei!o e, I10'dcr e!i a coovocacao 10 dlasintei, e preceder a
eleiciiij no da 7 de setembro, observado o ti-
tulo 4 da citada lei; e entretanto prosiga a re-
visan para poder servir oa clel$ao de 7 de no-
vembro, obscrvatido-sc o que est determina-
do na inencloiiiida circular ; e tendo a cmara
em vista a importancia do objeelo e a respon-
labelidade legal, que pesa sobre quem da cau-
sa a a ni se ellecluarein as cleirjei, c provi-
deuciando, para que ellas ac re!iscm no seu
municipio.
Portarla-- Concedendo ao soldado particular
da companhia tixa de cavallaria desta provin-
cia Jeremas Bringuel de Alineida Guedes tres
mezesde liecuca com venciineuto para tratar
de sua saude. Communicou-sc ao marc-
chal commandante dai aunas e thesouraria
de fazeuda,
tagemilasua provincia. Keinoltuu-se cu
tf*^^^9*^S^!^JS'^l ceotc, aosorpba"i, nao' esiejo em poder de
da all.ndegaao presidente d aquella pro- a|(,U(.111 ,, no cofre da fazenda nacional
VilICia. mulo de cnipreslinio, vencendo juioa a fa-
Dilo. -A cmara municipal de linua vor dos orphaOs, aqual dlsposico tem por
Tend vmes. ropresriltadu em 24 deste mez |m assegurar-lhes a entrega desses dlnbelrol,
sobre o extravio de livros, que i-sliveram a quando deveretn passar para o seu poler, e
cargo dosccielaiio JoSo Paulo Ferreira, e enistiudo aclualmeule no cofre da thesouraria
ospocilicadauintedos livros 6 e7.'de ter- aquauba de rcis 4:.ii/830rcis,l rolh,da
mis de foros do U.ro das acUs dos t,.ba. ^^^^^^^T^o
Ibosdi cam.ra, o dn .le lancmiento de lau- ll5o lelu ,ido rcculhlda, na conformidade da
demos, cumpre, que informem, que prov ciWda lei, e das iosiruecea de la de maio de
delicias lem dado para supprir o desappare- igja n. ftli advertindo que a lei abiangc os
cimentes dosdiloslivros.econsoivar o patri- diuheiros de orphai emprcslados a parlicula-
monio da cmara, que por esse acontec- re antes de aua publicacao, para aerem ar-
meiitii Ii30 deixa de Ino pertncer, sendo recadados c rccolhidos no colrc da falcada, c
corto que a legislocSo civil e crimiml Ihe of- ferecn'recursos co",itra os foreiros ou ren- J^* -- *f**JSfi*
dciros, que se aproveitarem du extravio ^ao""-.."..^^, vlsias henclica. da lei.
dos livros para negarem o senliono t.a mu- loda favoravel aos orpi.aos, nao consentindo
nicipali ladee se apropriarem fraudulenta-
mente do seu patrimonio.
Portara.Concedendo a Antonio Das da paes dos lermoa seguioles:
Silva Car eal a licenca que pedio para man-
dar con.luzir para esta opilnl 485 pranclies
dn auiarcllo, que em cumplimento do avi-
so imperial fez corlar na matas de Agua
i'n-ta, .' recomniendaiido as autoridades lo-
caes, que au ponlian) o menor impoiimcn- ;
lo ao trans.crto de ditos pranchOes, lando Sendo preceifo da lei del3 de novembro de
porem o maior cuidado pata quo se nSo I811, orligo, 6 4 que os rilnheiroi per-
calves, para onde, contra as ordnns do go-
verno, oram levados mullos individuos c-
commellidus a bordo; de surte quo o bur-
ro do Santo Antonio, quo lie central, aclinu
se entre os dous grandes centros de i ifoc-
cSo, que niii 1 u larm en) cominiiuicar-lhc
o mal. Em 1.1 lis as ci dados, villas e po-
voaces a que foi ter a febre, acoinpanhou
sempre aquellas que communicivam com
os contros de infnccSo, que se 18o firman-
do successivamemo ; do son que nSo se
vio a epidciiia nos lugares qun nSoseaclia-
ram em OontaCtO com laes pessoas, o aqtiel-
les quo n.1o linlia-n casas agglnmeradjs
eram monos accommettidos por ella.
-' Algumas epi lemias de febre ama-
rella s3o procedidas de esos destacados
011 individuaos; mas, sendo progro-siva-
monte accommeltiilus outros individuos, ti
mal vai apreseutamlo o carcter endmico ;
todavi 1 nSo he possivel confundir cssns casos
destacados ou individuaes rom os espor-
dicos, pois que- os pnmeiros so manifestam
SOD a influencia epidmica, mi -....... que
tnm a denominacilo de espormlicos aquellea
que sobreven) indilTernntnmente o cm qual
quer lugar,' itidepundenlementn de quil-
quer iflueucia epi lemici ,- e porque cm hit.
lugar 11 febre amarella soplo mostrar de
urna maneira espordica, mo ho permiltido
confundir casos espordicos com os desta-
cados que se ebsorvain 11 > principio das epi-
demias. Isto, que so m 11 as C|.idemias de
febre amarella, lambem se observa cm lu-
das as epidemias; o ho sabido quo, depois
da haver cessado qualqucr epidemia nos lu-
gares, cm que reinuu por algum lempo,
ficam germens do mal que se manifest em
um 011 nulio individuo, toniando-se mais
re, etidos os casos, se a esticSo se assrmellia
Aquella cm que x: iiimi I sl-ni em gruido
escalla ou epidmicamente, e revesluido a-
lu. um epidmica se a agglomerac3o de dono
les constituir focos de ihfecc3o que n3o fo-
rem destruidos.
em que scus dinheiros tenham outro destino.
Nestc sentido olllciou-se aos juizei munici-
Communicado.
A FEBRE AMARELLA; INFLUENCIA DAS
UARENTENAS.
do inf.ccSo com outrns que delles se acham
dictantes; e porque certas pessoas podem
n iu contrahir o mal, n3o se S'gue quo ello
ni., seja transmitido pela commuiiicafSo. A
febre amarella 11...1 he endomica na Europa ;
entretanto all lia lavrado |or vezes, sem-
pie importada por navios procedentes de
porlos em quo ella reina ; e se nSo se admit-
t'.s-n a cun.....mi- .can entre centios de in-
fecrjio e lugares n.1o infectados, nSo era
possivel Txplicar todas essas epidemias que
i.111 apuarecido e por vezes devastado a
llespanlia, dalia, etc.
Ileverdado que oSr. I.ouis, um dos mem-
bros da commiss3o franreza encarregada do
estodar a epidemia do fehre amarella que
reinouem Cibraltarem 1828. tratando dcs-
-.1 febre em um mantiscripto que at 1840
n jo linha sido publicado em Franca, emliu-
ra j eslivesse traduzdoem inglez e impres
so em Boston pelo Sr. Shattuck, discpulo
da escola de medicina do Pars, diz que ella
p !o mostrar-se de una maneira espordi-
ca, mas accrescenta que d'oAi se nflo d concluir que ella nio /a contagiosa ; e refe-
riudo-se a epidemia quo lavrara n'aquella
parte da ll^spanba oceupada pela Inglaterra,
diz que a febre amarella pode all dosenvol-
aer-.-o indepondenteoiniite de communica-
c3o rom a America ; sem que todava esse
distincto medico prove t|ue a epidemia de
1828 11.1) fui i:np.irh'ila ou communicada ;
declarando ello quesera dar urna interpre-
lacSo demasial-munte larga aos factos se
so concluisse d'aln do um modo absoluto
om favor da n3u-rontagio dessa molestia.
5.0N3o descubrimos que possa influir
sobre a opini3o da tian-missSo da febre
amarella por meio da comtnunicico o
que se l na 6.' conclus3o do relatorio. As
epidemias do fehre amarella, quando inva-
dem um districto, n3u se cummunicam, di-
zem os membros da lns,iccc3o Geral de Sau-
de do Londres, das casas primeirameule
atacadas para as immediatas, e dessas para
as adjacentes, estendei.do-se assim como
de um centro, e podem tambem limitar-se
rigoiosamoute por vezes aceitas casas de
urna ra, e muitas vezes mesmo a certos
qflartoa no mesmo indar;mas, comquanto
I O cbolera-morbus, que accommettou Pa-
rs om 1832, n3o desearregou logo seus
golpes sotire muitos individuos, comu po-
ilers fazer vista da rapidez de sua marcha
je ihtensidade de sua forct I princi iaixlo,' Jo dtividomos de que alguma epidemia
ero 26 de marco dessi anuo, na mi Mazar-, possa ter laes caprichos, a epidemia quo
no, onde fez sua primeira victima, passou |reinou nesla provincia em 1850 n3o os tere.
Ha em Inglaterra tima tendencia extraor- logo depois a diversos quirteii '.-', o ruta |e purquo urna epidemia possa apresenta-los,
Aqui,
ileem abusos por occasiSu dessa licenga. lencentcs aos orpliads nao estejo em poderde
Communicou-seaoinspoctur do arsenal do alguetn, c sim no cofre da f.zcnda naclonaj a
Olinda, cujo tbcsotirciro rccolhcu. 3:018/442
ISaiarclh........................ 3;83il(il0
Goianna........................ uiisiOOO
Santo Anio................... 2:ij7ti diarla para facilitar o commercio ; o taes os arrebal.les; faubourgs ) de S. Antonio, du o3o se segu que sempre os tenha.
Rio Forinozo .................. i.inyti.'.: sSe os empenhos em livra-lo de qualquer S Honorio e de S. Tiago sn acharam sob sua se sallou por alguma casa, seguo ras;
Honito.......................-, v.W cmbiraco quo possa ontrariar sua marcha, influencia; de sorte queja no dia29oter- mas, sen. lo rpida sua marcha, e em todas
DI10Ao juiz municipal de Pao d'Alho qUe at mesmo com as medidas sanita- ror pinico era geral. llevemos, porm, no- asdirecc'S, furam apparecendo invadidas
ras he pouco severa essa nacSo. Admi- lar quo, so em Pernambuco, depois da epi-' as casas do lodos osbairros, e muitas ruis
ramos esses esforcus em activar os meios demta do 1850, e em outros lugares, se ha 1 houvcram em quo nenhuma casa escapou.
de riqueza; mas sentimos que nem sem- observado casos espordicos, nao o tem si- F.sses caprichos pJe ler a febre amarella.
marinlia.
IPI.lt UO DA ". .
titulo de cniprestiiiio, venceudo juros favor
Idos orphads, a*qual disposifao icol por m
. assegurar-li.es a entrega desses dinheiros,
OIRcio Ao coinmando das armas para que quando deverem pissar para o seu poder, c meo pela lnspecc3o Ceral de Saude de Lon-
vista da petifo de Manoel llolembergde nao cnisliiulo actoalmente na thesouraria da | dre.s, e transcriptas 00 Diario de ['ernambu
pre a humanidade se possa lisongear de
taos esforcos. As concluso 'S extrahiJis do
relatorio aptesentado ao Parlamento Brita-
FOLHETIM.
0 CONDE DE C1RMGN0LLC
(POR MOLE i.kmii.iiom.mi:.
E di pois de ler abrafado o pal que chorava Ida inontanha que lao bem conheclo ; cada
"-""NadaVmer pal, respoiideu" gravemenle a de pratei, ocoudesenlou-ae entre o velbo e a pasao le.nbr
nao li-ns nada que coniar-me hoje?
avememe a -
rapariga, cujo olhar e*prunia uu.a-esupcfac-
L Kntno MDU-inc algum deesas bonitas $.10 ingenua a flaU da unidanca que nellc le li-
aras que cantatas.ao bem oulr'ora, c que esta | nha operado. Quanla grandeza, quanto pensa-
nobrcwapai oiive ha tanto lempo. Usnos nimio, quanta Inlelligencia a cabeca ha paraeao.e a rapariga ficou admirada de ornar
pouco tai inculta e lo umplcs! Lra um outro a ach-r no conde de tarmagnola palito ar-
boinem diante do qual Micb lla senlio-se qua-
ava*lhes uina emoco deliciosa, el-
es coniaram um ao outro todos os sedimen-
tos, todos os petares, todas as aspiraedet que
i-iili-iiii cbeii suas almas durante essa longa se-
PRIMF.IliA PARTE,
vi.
Ilichaclia.
Era quasi meio-dia; o velho Pussoui r Uieha-
ella, aua ilha adoptiva, tinham entrado em ca-
la para abi procuraren) uin abrigo contra o ca-
lor do dia, aiuboa ealava uceupadoa em seu
trabalbo habitual, o qual consislia em tecer,
para faier ceatds e chapeos, os juucos que crea-
elam as fralda da nw.ntauha onde Mlcbaella
01 ia colher lodos os diaa pela manbaa.
A rapariga era ainda uiais bella lalvcz do que
no dia croque Francesco adcixra para laucar-
se na carreira arriscada em que linda echado
tanta gloria, e rspargido lamo esplendor. As II-
nbas do rosto estavaui mais delerminadaa, o
carcter da pbysionomia n.elhor indicado, e o
olhar linha alguma cousa de doloroso e de re-
llcclido que idelalisavaa cabeca, subsliluindo os
11II.1... di' iinu alma entristecida a essa pri-
meira llor du niooidade de que ouli'ora ella era
ornada.
O silencio reinara ha mallo lempo entre o
velho e a rapariga ; nao ae ouvia outro ruido da
parle de fraqt.e o zumbido dos iniecros alados
que se apegavam s llores para beber-Ibes o
uceo.
Kntao.Michaclla, dille por lim o velho,
(*) Vlde Diurto d. 177.
divertir um pouco
Se est certo disso, mcu pai, respondeu
Mlcbaella sempre no meamo lom, cantarel de
boa vonlade mas se pelo contrario, esses can-
tos Je outr'ora, em vez de dissipar nossa tris-
teza, devem auguicnla-lo, lenibrando-nos que
enlo eramos tres a ouvl-los, nao ser inclhor
que eu fique silenciosa?
Poi.rc ineuina! suspirnu o velbo, por mais
que eu faca, lodos os meusesforcos paradislra-
hir-tc do przar que le upp'ime nSo tem outro
resultado que faic-lo reviver cm teu coraco.
Ah depois que branccico veio a ser o nobre
conde de Carinagnola, o valido do duque Vis-
conli, o orguiho da Italia, elle nos esnreve, he
verdade, de quando ein quando para contar-
nos os ptogressos de seu poder e destiagioria...
mas nem por isso dcixa de estar perdido para
mis! .
Nao Ihe cptobemos isso, mcu pai, repli-
cn a voz calma e melodiosa de .Mlcbaella,
Francesco nao he mais um limplea pastor, que
nao tem outro cuidado no inundo que seu pai e
sua esposa. Hoje a Italia inleira oceupa seu es-
pililo, luda sua inlelligencia he absorvida pe-
lui mais graves iulcrcsse, pela guerra e pela
poltica..... Como, pois, no nielo de um desti-
no lao brilhaule c lao oceupado pollera elle
I. .librar--, .leste pequeo canto do Picnionte,
c dos dous entes obscuros que aqui deliou ?
Mu lu II1 eren ouvir um suspiro responder a
estas alllmal palavras, ella vollou le e deu um
grito de espanto ao aspecto de 11111 descouheci-
do que eslava iinu.ovel sobre o limiarda pona,
depoia a aurpreaa e a ciiiofao pintaram-se so-
bre seu rosto, e aps 11111 luoincuto de hestta-
yo, ella laov...i-se de um lalto nos bracos do
eslrangeiro, caclamando com tranaporte : Fran-
ceacoI Frauceaco:
Sim, innilia adorada Michaclla, Franceaco
que nao cesiou jamis um s Instante de pen-
sar ein seu pai c cm sua esposa.
si intimidada.
Euto, disse o velho com transporte, nao
he uin sonho, he inclino meu lilho, meu pro-
prio filho que he o famoso C.rmagnola, o Illus-
tre capilaocujo nome he repelido al nos re-
cantos mais obicoroi deste paiz?
__ i in.. gloria! csclamou Michaclla, mas tim-
ben) que abysino esta grande fama tem carado
entre o nobre conde de Carmagnola c a pobre
Michaclla I
Vosse nao pode ter tal pensamento, disse
Caiinagnola. Ainda que eu fosie principe da
l.i'inli ndi.i, Michaella, c voss eillvesje con-
fundida as ultimas elasses do povo, nao leria
jamis outra esposa, poli l vosse" recebeu o
un u juramento, s vosse poiiue o meu amor.
i h in1 Francesco, diueMichaella aperlan-
do-lbc a inno, laei lentiineotoi nio me lorpre-
hendem de sua parte, mas cumpre que eu !'
daga que nao posso deiiar de tremer ao pee
nenio de trocar a condlcio obscura, ein qu'
tenho vivido al hoje, pelo desiloo billhanl
que esl reservado aquella que liver o leu
noine.
Michaella, reipondeu Fnnceico, mea pal
Ibe diiau.aubaa um segredo que voss ir...
ignorado al hoje, e nii.ni coinprehcoder que
ella alto destino nada tem que deva espanta-la,
voss iuui| 1 ein i.dci.i lambem que a gloria que
lenbo adquirido, e a alia policio a que me le-
nbo elevado me eram necessarias para ser seu
esposo.
Comoaaslin! cu, pobre orphaa, sem no-
me, sem fortuna, sem familia.....
Vossl comprehender ludo Isao Michael-
la, repito-lhe, quando meu pai Ihe liver ludo
revelado.
O dia panou-se para estas tres personagem
na mal doce iullmldade. Pela larde taru.agno-
la e a rapariga percorreratn juntos aa veredas
denle e a ternura p olunda que a tinham sc-
dusido no pastor Francesco.
No diaaeguiule logo ao amanhecer, quando'
Michaella foi preparar o queijo e os fruclos que
deviam compor o almoco, Carmagnola levou
leu pai para debaiio da velha larangeira, da
qual seavlstava todo o campo, c seutando-se
junto dcllr sobre uin bancu de verdura que el-
le proprlo tinha outr'ora elevado ein torno do
tronco secular, disse-lbe :
Meu pai, escule-me emquanto Michaella
est longe.
Falla, mcu lilbo, eu te esculo disse o
velho.
Meu pal, cu j Ihe coniei outr'ora a histo-
ria de eatrix Tenda, dessa infeliz duquesa de-
capitada na praca publica porum crime Imagi-
narlo, e cuja morte operada miuli 1 vista, me
.ncoo n'alin 1 tantos gerinel de piedade e de
.dignaco. Vou agora acabar urna confiden-
cia da qual vmc. recebeu enlo uina parte,
Meu pai, o duque Visconti linha duaa thas.
uina, naacida de urna cantora chamada Azzo-
lena, tua amarla; a outra, frucln de sua unio
cojn aduqueza Uealriv. Deasas duaa meninas a
primeira eal boje na corte de M.lo com o 110-
111c e com o mul.i de priucea, cntrelanto que a
ouln, a Ulna 'de Ueatrii, a verdadeira herdeira
dos beni a feudos do duque, passa a vida na
obscuridade no fundo de urna pequea aideia
do Piemonle..... esla, mcu pai, vmc. a couhe-
ce, ella tem vivido junto de vine., ella o chama
eu pai.....he Hichaellal
Michaella a menina que me foi couliada I
exclamou o velho eatupefaclo.
bim, mcu pal, aquell, que vine, recebeu
das uiosdo Pieinontei Ericcio, aquellaa quem
amo com todas ai forpai de iiiioha atina, he a
lillia de Viiconli, be a aoberana legitima da
Lombardia.
du sem que em todo o imperio se nSo en-
contr um ponto em que essa febro no la-
vrn epidmicamente ; e estamos persuadi-
dos que assim iremos al que a constituirlo
almospberira so modifique e causas que
escapan) nossa iavesligacflo cessem do li-
brar.
3 "NSo duvidamos que em alguns lu-
gares as epidemias de febro amarella se
tenham limitado, e possam s-lo uo espaco
en quo rehentara.n, no envolvendo tola
a*aaaaBaaavaaBBaBBBBBBBBBaajaaBaBaa
I u-v.111 eslava mudo c iinuiovel de sor-
presa.
Vmc salina mais larde, meu pai, porque
raio Ericcio, o qual conhecla aua discreco e
sua honradez, o escolhra pira cumprir essa
uiisso de coulianca. Eu Ibe cspticarei porque
razo elle exlgu ser o nico depositario desle se-
gredo, alim de tirar parti-li. dellc, em caso de
uecessidade, e como se aproveilava do sileucio
iii.lillricni. que Yi-conii guardava acerca da
li.lii para faz-lo cre- que ella eslava perdida
para sempre, morta talvez.
Mas dizc-me ao menos como souocascs
dliso.
Soube-o, meu pal, porque a Providencia
assim o quiz, porque o pastor Francesco tem
sido uin iustrumeuto as mana de Dos. Todas
essas revelaedes ae lircram succeasivaniente, e
cm uin s da. Pela maiiha eu advinhei que a
calma de Ericcio occullava una perturbaco
profunda; algumas horas depois vi caliir a ca-
beca da duquesa, c senli Instinctamenic o dese-
jo de a v.ngar 1
Pela tarde a 1 mear iu ae coinpletou no fundo
de urna laveroa, onde um bravo capito leudo
como pote ter qualquer outra opide,mia ;
mas .i'.iiii se 11.11> sogue quo ella se nao trans-
miti pela i'iiiiiiiiiiuii'.i.;."...; sem cunlar que
ninguem anda negou que houvessem pes-
soas refiactarias a certas molestias, mesmo
eminentemente contagiosas; o islo bastara
para explicar qualquer desses caprichos,
io ios os membros do Conselbu (eral de Sa-
1111> 1 Liado Publica quo i.in ao hospital pru-
visorio da illni do ogueira, onle eram re-
ceblas as pessoas accoinmoltidaa pela fe-
conlm o voto supremo daduqueza ealrlx, vol
de aanla, voio de marlyr eipresso por ella urna
hora aules de sua .norte, reconhecer que a hon-
ra me ordenava obrar como lenbo obrado. Aqu
esl esse pergaminbo e urna cruz de coral que
pertenceu mi de Michaella, vmc. testltu.r
ludo a ella depois de a ler preparado cun pru-
dencia pa.ao aegredo leirivelque Ihe deve ser
revelado. Pobre menina! vine, bem sabequain
facilmenlc se exulta ma scnsibilidade, quanto
se coininovc e se quebra ma alma delicada
menor angustia; tome, pois, as inaiorea prc-
cauedes, meu pai, para comar-lhe eisa historia
lombiia.
Vai, meu lilho, disse o velho, podei des-
cansar em miiiba ternura.
Estou tranquillo, meu pai,sobre este pon-
to ; boje mesmo torno a partir para M1U0 don-
de nao passo estar longe aem perigo; quando
julgar couvenleute, mandarei participar a vmc.
o da em quedeve ir ter l comigo. O horneen
que Ihe ha de trazer eate aviso de minua parte
he um amigo experimentado, uin valenlc ca-
pito que o acompanhar e proteger se for ne-
cessario. Sobreludo, quaesquer que forein ai
coniianca cm miin deu-ine um escrilo da mais iustancias de Michaella, nao vamesqu-i cu o
alia importancia, trocado pela propria mo da chame, Islo he, antes que eu esteja en) estado
pobre marlyr, e que uo poda mais deiiar-me
nenbuina duvida sobre a orige.n de Michael-
la !..... Vmc. coinprehende agora, meu pai,
de proclamar e apoiar leus dlrenos, pois liso
cria cxp.'.-l-. a urna morte cena.
b tranquillo, nos nao sabireinm daqui
porque raso quix elevar-iuea altura a que te-"iem que leubaiuos recebido esse aviso.
nho chegado..... visto que a grandeza de MI-] A ebegada de Mlcbaella com o almoco rom-
cbaella nao mudava uada no amor que seolia peu a conversafo, todos se pozeram logo a
por ella, c cu quera ser seu esposo! mas antea comer.
de ludo, cumpila rcstiluir-lbc a posicao a que Carmagnola proloifgcu o mais que pode essa
t. ni. 1 dircilo, e he por isso que, forca de per- comida preparada e presidida por Ulcbaella, cl-
aeveranca e com a ajuda do co, o pastor Fran- le acbava u.11 prazer lao calmo e Ido doce oesta
cesco esl boje l'eito o conde de Carmagnola. I Intiinidde, essa comida frunal debaixo da ve-
Iba larangeira recordavadhe le..brancas to
ebeias de eucantos que via coiu dor aproximar-
le a hora da partida.
Foi preciso eu.fi... resignar-ie a isso, mas a
dor da separaefio foi alteuuada pela certeza de
se lomaren, logo a ver para nao se separaren)
ras sombras do crepsculo, Car-
Mcu lilho, respondeu o velbo, admiro
nobreza do lim que te propoieale, lano quanto
a Inlelligencia e a cncrgia que tena deaeuvolvi-
do para o conseguir; mas disc-me n-ll.-cu.li-
nos pe. igos sem numero a qu te expunhas a
ti e a Mlcbaella para translornar dous deslinoa
que leriam aido to feliaea na condico obacu-Q inais.
ra em que a Providencia oa tlnba reunido ? I A's priinei
Sim, meu pal, rellecll aliso, respondeu olinagnola toruou a partir para Milo onde ova-
conde, mas quando vmc. liver lido o eicrito que I raos preceder. (t'oaimuar-je-na.J
r'
I
t


bre amarella i bordo dos navios surtos no' do do navio bativo icune-tiicolas, delle S-
ancoradouro, excepcflo do Dr. J. Ferrelra; fiio incommodadoe foi atacado pela febre
aa Silva, foram por ella atacados; mas o do qua morreu no fim ds 5 ou 6 das, com-
mesiuo Dr. Ferreira d;i Silva, achando-sejmunicaodo-se depois ai p9sos tiveram de
ero Paria err. 1837, em 'quo reinou em gran-i morror ni meama casa em 1801 em tiorne
de escalla a grippe, nflo foi por ella accom- em consequencia da adrnissSo sem quaren-
mellido; o que pro va que esse nosso da- tena do navio hcspanhol Anna-'Mara ; em

tiucto collega he refmctuno a essaa epide-
mias ; nSo se devendo todava d'ahi concluir
que ofio possa alguma vez contr lur algu-
na deasas epidemias, porqunnto o Dr. Valli,
medico toscano, que escapara da peste em
Conslantinopla, e nflo fon atacado p-la fe-
bre amarolla em ll'-spanhs, moriera na lli-
vana dessa aTfecfSo em 1816, dozaseto
dias depois de sua chegaia, e lato smenlo
por querer estuia-la em seu paiz natal.
6.* Pode ser que, quando a febre ama-
rolla relenlo em urna familia, so umou
"dous individuos sejam por ella atacados,
escapando os oulros e os onfermoiros : mas
ainda nflo compreliendomos que de urna
oxenpeflo, por quinto so como yxceptflo po-
demos admiUir usta ssor^ilo, so conclua
que a febre amarella nflo se transmille pela
communioeflo. Su o mal tem podido cons-
tituir mu foco de infstalo, ossa oxcopfjJo
se no dar ; e tanto isto he verdide, que
08 autores do rolatnrio, em sua 6." conclu-
sflo, dizem que para que muitos membros
1849 na Bahia pelo briguo norte-americano
Brasil procedente de Nova-Orleans, donde
trouxera doent*s; o cmliin em t850aqui
pelo navio frncoz Alcyon procedente da Ba-
ha, como 11 milis ; no Para pelo brigue
dinamarquez Pollux e charra nacional Ca-
rioca ; e em Cayenna por um navio francez
procedente daquella provincia (*j : se de
lugar a lugar, ah eslSo tojas es- s epide-
mias que tem lavrado na Ejrupa, e as que
das capiteesdas provincias do Imperio fo-
ram Invadas as cidades,villas e povoacas do
interior por pessoas, quo a tinham contra
hilo nos centros de inTeccflo. Se tudo islo
se acha lirmado pelo tcslemunho de pessoas
respeitivria ; se nos mesmos observamos
isto, como podereme-s pois dizer que a febre
amarella nflo se transmuto por infeccao;
realliandO-M a transmissflo com mais pies-
tesa eem niaior escala se certas circuinsUn-
cias se podem dar, ou ajudar o sou desen-
volvimento ? Para isto era preciso que Tos-
semos cono B. Itush que, tendo ao prnci-
de urna familia sejam successivamente ata-1 pi dilo que a febre amarella era contigiu-
aoVune preciso que a epidemia se torne ge-Isa, suslontou depois o contrario; declaran-
ral na localidade.
ftonhum.i conclusflo do relatorio da ins-
peceflu geral de saudo de Londres so prosla
melhor a contradicho do que esta. Se em
urna familia, dizem os autores dosse relato-
rio, mmoi de seus membros to sugestiva-
mente accommeltidos, ou udoecem os entermei-
ros, a epidemia he tjerat na localidade, ou os
individuos utacados tinham ido a um districto
injeetado ; e eremos quo nada juslilica me-
lhor nossa opimflo do quo estas palavras
lio evidente quo, sendo geral o mal, elle
accommellera maior numero de imlivi luos ;
e pur cmisequencia, para que o mal ataque
em iiin.i familia um ou dous individuos, he
precisu que a epidemia tenha pouca exlen-
sflo, ou antes que os raios infectantes, que
paitirniu dos focos, aprsentelo pouca inloii-
sidado; por quaulo, sendo feliru amar-lia
devnla a infectos miasmticas, osla claro
do porm antes de morrer que elle havia ce-
dido a considerares paiticulares, pois que
nunca linha cessado de crer qua ella era
contagiosa !
7.'. Quando a febre amarella reina-
em um deslricto, dizem os sutures do rea
torio, a reclusflo a mus rigorosa nessa loca-
lidade neuliuma protecedo offerece contra a
propagarlo da molestia ; mas nos estamos
longo do concordar com tal asseiffln qua s>
acha em contradicho com a que se ueduz
da 6." conclusflo e equivale rejeicflo
das quarentenas. Se individuos, que vflo a
destncio infectado, podem, vollaiido as suas
familias ou casas, fallir .lenles do mal que
a'li fonlraniram, o transmilti-lo a mullos
membros dessas familias, ou a pessoas des-
sas casas, como pensam os autores do rela-
torio, esta claro que, se fussu prohibida a
cninmiinicaco de individuos sflos com esse
qoe, quanto oais sobreca regada esliver a I deslricto, nflo so dara a transmissflo da fe-
atmospliea de molculas miasmticas, | bre a essos indiyiJuos, do mesmo modo que
mais inlensidade llavera na transmissflo
do mal ; assim como, se os autores do re-
laliii ni dizem que, para quo muilus ineui-
bros de una familia sejam successivaniciite
accommllioos, he preciso que tcnliam ido a
um dist'icto infectado, admilluin a iufeceflo,
0 adu.itiludu esla e po- tul modo, he evi-
dente que admillirSo lamlioin que essos
individuos, accoinmeitidus, e rotundos no
mesmo ponto, podeui constituir locos de
inlec;flo dos quaes, p.rtindo os miasmas,
S9 espallia.a o mal que ira lorn indo ouvos
focos, e assim aCbar-se-ba nivailnla luda
urna cidade; o neui de oulro modo pode-
nam os autores do lelalorio explicar
cominuuicacflo successiva ua febre mui-
tos meuibios de urna lamilla. A drultiii.lo
a Irausuiissflo do mal pela COmmuuicaOflO
de individuos sfus com oul os inlectidos,
s por terem ido a algum de-tnclo em qu
esses individuos se acliavam, e h.viain
cuustituido focos de inlecgao, nflo podo-
rflo ellos deixar de aujeitar-so as conse-
queucias, que d'ahi se deduzrem; por
que, reccbeudu como verdadu que, para
quo mullos membros de urna familia rosi-
doulo em lugar, onde nflo leina a febre,
sejam successivaroeuto accommeilidos por
ella he preciso que ou seja geral a epide-
mia, ou teiiliam ido, isto tic, comniiimca-
do com oulros individuos, quo se acli.m cin
oulro lugar infectado, nao he possivol 10
cusar-se as dedceles de tal SMOrcfiO -Nos
sumos do numero daquelles que reconhe-
coiu quo a febre amarella nJo lio contagio-
sa, euiliora adimliaiuos, a vista du helos
vonlicados, que tal se possa tomar em
certas circunstancias; mas, se a febre a-
marella so pode propagar pela infeccao, isto
lio, do um individuo doeule a nutro que
ae acha na almusphera ambiente daquellc,
o quo racoiihecein c coufessain tcitamen-
te os autores do rotatorio, osla claru que
a trausmissflo he anda mais pengusa, por
quanto nflo su upra polo conlacio da su-
pertele cutnea de um individuo sflo cun
a de oulro, que se acha em estado de -ande,
o sim pelo ar almasplierico impregnado
de miasmas inliciouaiiles que, indo por-so
em contacto com a mucosa broncnea.
Irn .iiille o germen do mal..... porcjto Lil,
quo lio sullicionte para fazo-lo desouvol-
vur-se no individuo sflo, o que com mais
dilliculda le su podu evitar
Aquelles que sii-ienl.i i as quarenlenas,
n,m o fazem por quo estejain convencido
de quo a febre amarella saja seuipre conta-
giosa. Como um individuo sflo, indo i
bordo de um navio ac bmettido pela febre
oqual uo seu tanto he um dcstriclo infec-
tado, pode Cunlrahir o mal, do me.ni i mo-
do que os membros de urna familia, segun-
do a expressflu dns autores do relatorio ; e
como niuguom podo apreciar qual seja a
soiiuiia de uiiasmas infoccionautos que ve-
iiu i a produzir o individuo, que a bordo
adquinu o mal, he pelo monos prudente
que so evite a cominuuicagao com un na-
vio, em que reina a febre, ou qua procede
de porlos em que ella lavra, por que dasse
individuo, que o contrahiu a bordo, pode
irradiar-se, e podem vir a ser comprme!
tidos oulros individuos da familia, e dea-
sea participarcm oulros, e tornar se assim
epidmica, isto he, geral em urna cidade ou
destncio. O que lie, que se ha bservadu
por toda a parte em quo so tem desenvol-
vido a febre amarella 1 Semere lia mu na-
vio, individuos ou olijectus procedentes de
lugares em que ella rumava, queeXplicam o
seu desenvolviineulo, a menos que ella nflo
rebente espontneamente em algum lugar
sol a Hilluencia de Cousas especiae-, como
se diz qua succedora em .New-Yorck en
1805; e aquelles que nflo aimittom que
ella possa transmitiir-se por meio da com-
miiiur .(.'."ni, invocando oxcepr;Oes, que nao
lurain bem averiguadas, nflo oxplicam ossa
coincidencia A razflo he clara: sempre
que ella lem rcinadu em um paz, oude nflo
he andemica, encontra-so um ponto de
contacto enlro o lugar, cm quo lavrava
precedentemente, e o em que veio a desou-
volver-se; sempre lia urna cous, qie
poem cm relarjflo esse ponto com o infecta-
do, o por islo nada Ue mais rasjavel uo
que pievenir-se a cojiinuuicacflo a fijj de
ovilai-se a transmissflo e propag'agflu.
O quo se tem observado no desenvolvi-
roento de qualquer epidemia de febre ama-
rella .' Se do na.io a na vu, ahi lemus, ilm
do oulros factos, o do brigue francez Val-
nurc procedile de Kurt-ltoyal, na Martini-
ca, oude enlflo lavrava a febre, cominuni-
cando-a,depois de um combate em alto mar
com o brigue inglez Carnation proco lente
da Europa, e que l'Ora venc lo, tripular;.in
desse navio, que anda nio havia lucauo
ponto algum da America, e nflo tiunadoen-
tea a bordo ; e o do navio francez Alcyon,
viudo da Bahi, ondo rainava a Tabre ama-
rella, tendo .lenles dalla a bordo, don d
ae communicar* as tripulacoes de oulros
navios i se da navio trra, alil estflo entre
muitos as epidemias que se desenvolvern)
em mi em Bascelona importada pelus
taitte-Vierre e Grandture procedentes
da II.vana ; em 1800 o 1819 em Cadix im-
portada de Vera-Cruz oda llavana por na-
vios dessesportos; em 1803 cm Malaga por
intermedio do bufannueiro que, indo a bur-
eases, segregados das familias desde qu
com estrelos infectados liouvessem cum-
mumeado, nflo passariam omal.s pessoas
dessas familias ; esc pur dcsirirto nflo se
plosuui'r smenlo urna poreflo de trra
em que habilaiu indivi luos, mas lugar cm
queseacham nessoas reu .idas, como o bor
dude um navio, lima fortaleza ele, claro
tambem he que, prohibida a commuuicacflo
com o linid i us navios ou com essa furia
leza. o mal cessara por fall de elementos
pro, rios o qu-- se preslem a sua propaar;flo,
cumo so se tralasso de um incendio; isto he,
sendo atacados aquelles que suas predispo-
sienes cuncor.essem para o desenvolvimen-
lo da libre, mu rendo uns e Salvando-se ou-
lros, nflo leudo ella mais pessoas a acoromet-
ter, cessara ; poiquauto, pira quo conti-
nenla operar os seus principios infeccio-
nantes, he prociso que iiajain Individuos a
quem iiifeccionein. neo que dizemos s
losse lirmadu em raciocinios, ainda poder-
se-.'iia allegar que, sendo caprichosa a na-
tnre7a, os felos provavam o contrario
mas Tactos exislem.que islo mesmo provam
Citaremos alguna, principiando pelo que
di/. I .a mili ii-1 li i ii i a respeiloda epidemia de
I.ionio em lnot
A lormalida le da quarentena a respeito
dos navios despalillos linha cessado iirn
l.iorne cm lT do juuho(18i)3), e foi restabe
leci la a 2 do solembro seguinto. Nessa in-
tervallo, Isto he,em 18 de agosto cliegou o
navio Anna-Varia cummaiidadu pur Salva-
dur Liaiuosi viudo de llavana, e qua duran-
te a viajen! havia perdido quasi lulos os
seus marujus accommeltidos pela febre ama
relia : esso navio a.iroientuu-se em Cadix,
onde nflo fuiad.nitti lo, permillin lo-so-lhe
porm lomar nova equipagem, o dan lo-so-
ilio umu carta .lesaudu limpa por ter sabi-
do desse ultimo porto, Depois de haver pas
sido o listreito da Uilvallar, tocou em Ali-
cante, onde tomou alguma carga, o d'ahi
l'.i I o para Llorn) consignado a casa du II i-
puny Irmflus ; e como sua equipagem nflo
apres Mitava allerat^ao alguma muroida, Ihe
fui permitlida a entrada do porte. Apenas
a carga lu dusoinbarcada,ciiiio doente i ar-
nazeurrio de IlupOOV o morreu no seguido
il.. com todos os symptoma.) da febre ama-
lla ; dous rnarujos, quo liaviam adulcido,
desembarcaram e lo.ain alojar-so em urna
albergarla, onde morreram ires dias depois.
Unzo pessoas dessa mesilla albergara con-
tradir sui'cessivamenle o m-il : um napo-
lilano, quo ahi se achava alojado, sedeu
pressa em .Lixar a albergarla; mis seis
dias depois foi accommettido e merreu. Um
padeiro, quo havia foruecido pflo a equipa-
gem, sua multier, lillios e cumpanheiros
contralliram-na tambem, e tiveram igual
surte, odo mesmo modo tres Calafates em-
pregados no coucerlo do navio ; e como es-
tes ltimos moravam no aiiarleirflo de S.
Joflo, ahi constiluio-s i o foco de infecto.
Os guardas de saudo, postos a bordo do In-
na-Maria durante a quareiituni, que s foi
de doie das, lambem foram victimas da Li-
bre amarella; quatorze pessoas da familia
ou visinhos dos calafates foram accommet-
tiJas ; o negociante Pachude que bavia
comprado de sou eabelloiro um pluma viu-
da da America pelo capilflo desse navio,con-
trabio a moleslia, quo cun.'iuiii.-ol mu-
llier o urna criada, morrendo todos tres, as
sun como o cabellereiro ; os cerregadores
dos fardos empregados no desembarque dos
assucares.dus naos do tinclura, couros etc.,
mor; t un tambo.n om poucus lias, S de
pois desses tres ullimus casos he quo a com-
missflo de saude,procodendo a informai;es
severas, soube que o navio linha partido da
llivana, o nflo directamente de Cadix, onde
por um favor criminoso se Ihe havia dado
urna carta limpa ; mas ja oa larde, por-
quanlooc>pitfludo navio, quo chira doen-
le na albergarla da Locando, onde se aclia-
vam tres de seus rnarujos, morrera,morreo-
do tambem o estolojadeiro esua mull,t, a
lavadeira desse astabelecimeuto, um Capi-
llo do 62 regiment de inL.nl .n i franceza,
os quaes liaviam sido accummelti lus, assim
como os denoiiiiiiadusScagnassi, Minassi e
I a vol mi vuiniios da alberg.na.que tiuha i.
cuuipradu ruupas dos fallecidos ; duus la-
nocirus, um cirpinteiro, un carpina e um
pintor quo liaviam trabalhado no concert
do Anna-Maria, a do mesmo modo o cura
de S. Joflo, que Ihos prestara os snccoirus
religiosos. O teuente-general l.avaletle,
governador da ci la le, vista de urna caria
do Dr. L"for.', medico do eXercito, cuuvo-
cou um cunselho, em que se acuaraui os
.i.e lieos l.acuslu. Mocchi Giovaunolli, Pas-
quetti e Brignole. us cinco primeims de-
clararan! que a febre era epilemica o nflo
contagiosa, mas o Dr. Brignole fui do opi-
uiflo contralla, fazendo observar que se el-
la fosse simplesmenlo epilomica e depen-
dente do esta lo da atmosplior<,invadira to-
dos os quarleires da cidade principal-
mente o dos jmieos, quo era o meuus sadio.
porco, situado ao meio-dla e exposto is)et-
hilaces des fossos da cidade, eoiquanlo
que ella se havia flxado em um s quartei-
rflo, e mesmo em algumuruis rnenle.
Pasqiietti o llrignolo foram depois accom-
meltidos pela febro, da qual morreu este ul-
timo no dia 4 de outubro ; entretanto o ge-
neral Verdier, que commandav entflo um
corpo de tropas francezis, nflo obstante a
opiniSo da maioria dos mdicos, mandn
sihir da cidade a guirni$3o que ae acam-
pou provisoriamente em Montanero, com
prohibieflo severa de communicar rom a ci-
dade. eide enlflo eslabeleceu-se urna
commissflo permanente de siudo, um hos-
pital noarrebalde deS. Tiagorecebia os ae-
commettidoi, e um local fora da cidade ser-
via para a pui itie.ie.io e .lesiulere > dns ob-
jectos destinados aos doenles : a divisSo
franceza transporlou-se depois para Pisa
oom o hos it 11 militir, e a molestia enfra-
queceu-se pouco e pouco pelas prec.ueO s
tomadas, e estava exime la no dia 13 do do-
zembro : oo dia 24 desse mez fechava-se o
hospital de S. llago, ea guarnieflo franceza
voltava a Liorna no dia 10 do Janeiro.
A Espejo a febre amarella foi transmittida
tambem em 1801 por um almocrove proce-
dente de Malaga, donde chegra a 27 de a
goslo : s 5 horas da larde metteu-se cll
na cama j mui doente, e expirou s 2 d
maullan. A Junta fez iinm.idi.:Lmenlo inliu-
mor fora da cidade o cadver. Esse almo
creve, havendo chegado s portas da cida-
de, tinba mandado chamar sua mulher para
que esta fosse pedir a um de seus amigos
que Ihe li/.esso urna cabana no campo, visto
que olle se achava accommettido pela febre
quecuntrahira em Malaga, nflo querendo ser
caus do assolamenlo do paiz em que mo-
ra va ; mas sua mulher o fez mudar de pro -
poaito ; e tendo elle trizido algumas mer-
cadorias, e indo diversas pessoas a sua casa
p febie ea communicaram a outras; entretan-
to tendo a Junta feito solaroquaiteirflo, em
que resida o almocreve, a febre ahi licou
continada.
A Mantilla foi ella communicada por um
fraile vindo de Malaga esse religioso alo-
jou-sn cm casa de seu cunhado, onde se poz
logo de cama por j so adiar doente, e mor-
reu no fim de cinco dias. Seu cumalo, a
mulher, e urna pessoada vizinhanr;a que os
frequentava, ronlrahiram a Tabre e dola
morreram promptamente. A Junta, infor-
2
santos do mal. segregando nos aquelles,. aquado na decima concluido dizem que ne-
irocuramos salvar estes; entretanto que os nhum dos ictos por elle apresenlalos pode
conciliar-se com conclusflo algum, a nSo
ser a de que a causa excitante, qualquer que
seja, da febre amarella, no local ou endmi-
ca em sua ongem. Que a causa eccasional
apostlos da silppressSo nSo fazem mais do
que eXpor os bons, sem ter a certeza da sal-
var os doenles. Se vissemosqus da inter-
rupcdlo de communicacllo enire os indivi-
duos que inda nflo se acham accomoetlidoi
e os doentes, nSo poda provir resultado al-
gum, seriimos o piimoiro a pedir asuppres-
sflo desaas medidas sanitarias ; mas nossa
consciencia muito soffreria si livessomos de
lastimar qualquer imprudencia por nos
eommeti.la similhanto de Chicoyqeau ; o
como somos de opiniSo que a vida val mais
duque todo o dinheiro que da suppresso
das quarentenas possa pravir, pugnamos
antes por aquella do que pelo interessecom-
mercial que, quando sol';;, muito, nflosoT-
Trer tanto quanto urna pupila^flo inteira
em lut com urna epidemia tflo medonha c
moihiera quanto he a Tebre amarolla.
9.'. To positiva he a 9.' conclusflo
do relatorio que, quando mesmo uo lives-
semos T.clos om contrario, a ella nos appo-
rlamos guiado smenlo pela razflo. Minea.
dizem os autores do relatorio, a disporsflo
dos doenles he acompanhada de transmis
sflo da moleslia, nem mesmo no caso de se
rem os doentes mandadus para as nnTerma.
ras do um hospital e collucados no meio
da enfermos que tem outras molestias, ere-
mos que ahi, orno em oulros poulos, os
membros da Inspecfflo coral deSauie de
Londres nflo s foram Iludidos, (Mo se
acliiiui t:ni cmira liee.lo com o que j dis-
seram
Se nflo ha .iuvi la de que a febre amarelja
se co'innumca de individuos doentes a indi-
viduos que se acbam em estado de saude ;
se nflo ha instrumento que aprecie nem
somma de miasmas mf.dantos que de qual-
quer doeole se exhalam, nem a aptidflo ou
predisposicao que tem qualquer individuo
para contrahir qualquor airecfflo epidmica
ou contagiosa, ne indubitavel que entieos
doentes, que lem de ser dispersados, al-
guns podem haver quo exlnlem de ^i tan-
la somma do miasmas infeccionantes quan-
ta seja bastante para que aquelles quu Uve -
rem es.a a, ti i.io ou predispusisflo para Cou-
tinti.i'-m a febre venlian a sor por ella accom-
meltidos ; e se so encontrarem nimio, iudi-
viduos com essa predisposi;So, muilos po-
der.o ni a ser os leos do iufeceflo, dos
quaes nflo deixarflo do partir raios, que
irflo ferir outrus individuosquipurso acha-
rem atacados por outras affecsOes, nflo per-
mada do occorrido, fez evacuar a rua em ,
quo essas pessoas haviam morrido, as com- uran> a aplidao para conlrahi-la, quando
munic-os foram corladas, eos habitantes "e sabido que a coustitui?flu atmuspuonca
sequestrados: ossas medidas tiveram ao '""ue indistmclameritesobro os individos ;
principio satisfactorio resultado; mas ou. e por consequencia a disporsflo dos doentes
Iro rradeo um almocreve, tendo tambem Pode,ra lnuer bonehcios aos mesmos doen-
chegadodeMalagaa oulro quarteirSo, ah tes 'Persados, mas tambem podara ser
mo-rcram, assim como onze individuos da caus de propagacfl do m.I om diversas di-
vi/iiiiiiiica ; o por este m ido a Tebre se foi r,"cC0es.
commg.iicando de proximidade em proxi- NSo he smente a raza.) que suggere ar-
midade, e ganhou quasi toda a cidade. I gumenlos conlra a conclusflo apresentada
A'Vera foi importada a febre por urna fa- pelos autores do relatorio : fictus lia, que a
milia procedente de Carlhagena, mas limi- destruem. Todos sabem,em Pernambuco,
lou-se a umsquarteirflo, porque lodis as quo homens de diversos pontos da provin-
cominunicaces com elle foram interromp- ca, vindo a capilal, voitavam as suas resi-
das. A* Ronda douseslratigeiros, proc-den- dencias, ou j soUrendo visivelmento ou
tes de Malaga, se alojaran) em casa de urna coma febre em estido de incubaeflo : sa-
mulherque, caaindo doenlo no dia 27 de bem mais que esses individuos nem sempre
julho do 1804, morrera a 4 de agosto, depois podiam alcanzar os lugares em que tinlum
de ter ldo o vomito prelo; um vizinho ca ls familias ote porque o mal os uSodei-
inu doente pouco depois, e morrreu no ter- -"va progredirem em suas viagens; e sabem
ceiro dia : lo los os habitantes da vizinlian- emlim que morrendo, ou nos lugares de sua
ca foram submettidosa quarentena, 50 pes- habitacflo.se tinham a felicidade de alcan-
soas murreram victimes da febre, mas ahi a-los.ou naquelles a que podiam chegar,
limitaram-se os seus estragos transmitliflo o mal a algumas pessoas que
rn___n. n_ r; ;......; i.__..m com elles eslavam em commuiiicacflo, do
jrSrATA,^toZtol i- Ka ?-; f' p"fe.
intendente da llavana; U pessoas que com- Por ? mo'10' ,"? sumP^ ".co'"P.Vi .
municaram com a equipagem forra as pri- 'M"8" aue ""u"a ?" -C,"'"1I J*
metras accommettids;e um grande nune- ^ pontos que secundariamente se acla-
ro de individuos, que rugirn, para o campo 'f'""didos. Se as h.b.ticos crflo conti-
e cidades Yizinb.s, lev.ram coinsigo a febro, uas ou -"i prximas urnas das oulras, co-
e a communicaram a seus habila.ites; entre- mo "" edades, yillas e povoaces, princi-
tanto que familias inteir.s, que llcaam cm P" ,m"nte "fiSS^'S ^nUSJ hh~
Cadix, conseguiram escapar do mal avilan- ferlas co,'dlf J lusalubridade, a febre
do lo lo contacto com oulras pessos. Pallo- vr.va com inlensidade, to,n.ndo-re esses
ni, as suas Osservojioii m.dk-Hesulla natal- '""" antros de in eceflo; enlretan o que
lia Itbrite dominante m Livorno, publicadas E2^L2fS P ? "i* e,,tre',Jsa,'"1"
om 1801, assegura que as pessoas, quo du- curnmun.cacflo dos individuos; a se islo he
ranlo a epidemia dessa cidade nflo .veram verdade, parece que a dispercflo dos doen-
communica^flo alguma com os doentes, fo-
ram preservadas do mal.
8.". Ileconhecemos as vantagens, quo
resultan! da remoeflo dos habitantes de urna
localidade que se acha infectada, e da dis-
porsflo dos doentes por dostrictos sau lavis;
o ailiiiiilniios que por este meio se possa al-
gumas vezes conler a propagando de algu-
ma epidemia ; mas que nicamente esta
mndida sanitart cnnlenha muilas vezes e
sbitamente a marcha de qualquer epide-
mia, nflo ; porquanlo nem Tactos bem vori-
lioados lato demonstrara, nem so pode, por- "ccomn.etudo pelo mal,.embora multo acu-
se haver conseguido un bom resultado em mal. P-'ecesse estar, deixou *Mtoa
urna epidemia devido a circunstancias que bordo, onde la muito poucas vezes. U.n dos
nos rscp.ro, concluir que sempre, uu mes- mos da caTra foi acconimettido, eo dito
mu multas vezes, se conseguir igual re- capilflo, que Ihe tinh affeiSflo, o fez Irans-
sullalo. Ad uittindo nos a propagacfl' do Prtar para torra, recolhendo-o na casa em
mal por meio de iiifeccJo, nflo podemos dei- 1ue s," a ,ia aloJ"Jo- s".uaJ" n rua Jas Cru-
Xarde recunhocor qui a dimiuuifflo da in-
l s nflo he 13o IuoH'oii.-i .a quanto fazem
crer os autores .lo relatorio, que levaram a
exagerado a ponto de dizeremque essa dis-
persflo nunca era acompanhada da transmis-
sflo da molestia ; quando na historia da epi-
demia, que emCadix reiuou em 1793, ti-
nham facto em contrario, isto nflo he tudo.
O capilflo do navio portuguez Novo Ven-
cedor, achando-se nesle porto quando a fe-
bre amarella comegou a fazer victimas no
ancora louro em I8&0, cuiou de enlreler o
man: asseio em seu navio ; e lomendo ser
/es de S. Autonio. bairre central e queso
lensidade do centro infeccinenla ser o por ultimo To. invadido ; mas, a noilo, ton
resultado, que tolo o hornera da arle deve du, nos noJ,cla du corrido, que ora umi
antes de lado procurar conseguir; mas nflo '"fracso das oriens do goven.o, como in
he possivel assegurar que, ja havendo diver- numeras se deram, llzomos remover para o
sos focos de iufeceflo em direcces diversas, hospital proviso. 10 da liba daNugueira esse
eja em muilos individuos achando-se a fe- doente, embora esse navio estivesso consig-
J
bre em estado de incubaran sbitamente
ser o mal subjugado.
O quo dizem os autores do relatorio na sua
8 conclusflo he urna confissflo tacita nflo s
de que a felire amarella pJe transuiitlir-se
do
nado casacommercialdos Snrs.Thomaz de
Aquino Fonceca Ai Filbo, e ponderamos ao
capilflo o perigo a que elle mesmo se expu-
nlia acoiiselhaiido-o que empregasse os
meios desinfectantes preconisados em toes
caaos. NSo podando o capilflo oppor-se a
ndmiiuos infectados a outros, que ain- lno,,t ontonl embora pouca im%rUnc.
i 11(111 1.11,111 n ua orna rr\ i< > 111.1. 111 a .ni 1.. *_. _
da o nflo foram e se acham na mosma loe 1-
dsse na occasiflo s uossas reflexes, carre-
lidade, polo que adroiltem que da remoeflo, ||e megmo o doente, que horas depoi,
dos habitantes se colhem grandes yaul.gensmurrer. no iu, pas3,dos,|guns d1.s,
nflo sendo isto outra cousa mais do que a | .... .-.,m-..I 1. f-h." A. ..i
iiiturrupcflo do conlaclo medalo ou iiuino
dalo entre as pessoas sflas e aquellas que
eslflj accommettidas pela febre; senflo de
que da diiiiinuicjlo de inlensidade dus focos
la iufeceflo, os quaes se formam com a ag-
acnavasse accommettido pela febre, da qual
ainda nflo havia grande numero de casos, es-
se capilflo que morreu victima de sua im-
prudencia, caliindo-lhe em gangrena lo lo
o lado do lirneo at ao hombro, lugares que
tinham estado em contacto como doente
i 1 1. 11 .---------------------- ir tinham estado ca contacto como doonie.
glome.acflo de doenles emum mesmo edih- S9 u m,| limiasso ao capilflo, poder-se-
co ou local pode fazer que o mal, nflo sen- d dj -. 4 d brasiloiio,
ilo ,11.1111. O.l i.kI^iu (i.f.u.nDtf (*j USr. Ernesto Viaud, cirurgiflo da 111a-
riuha franceza, diz que ein Cayenna, onde
residi qu .si quatro anuos, ( duas vezes
tem apparecido a febre amarella desdo o
cometo deste seculo : om 1804 e 1850; a
primeira vez levada por um navio dos Es-I quarentenas: "pelocontrario, nflo sendo pos-
tados-Uunidos, a segunda por um naviolsivel acudir ao mesmo lempo aosaccoin-
francez procedente do Para. I metlidos u aquellos que inda so achara
do alimentado pelas incsinas causas infec
donantes, se torne monos gravo, e por con-
sequeiuia menos sejam as terminales fe-
laes. Nislo concordamos nos inleirameule,
nflo s quanto a febreamarella,senflo quan-
to a qualquer outra epidemia transiussivel
e alimentada pela infecrjflo ; porquanto bas-
ta o bom senso para que se c mueca que,
aiigmonta.ta a intensidade da causa ou a
quantidadede miasmas infeccionantes,m resserflo os estragos, e queseo mal se podo
communicar pela infeccao de individuos
.Lenles a individuos que dola aluda se
actiam livres, segregando-se esses indivi-
dos doenles, ou evilando-se a cooimuni-
caeflo que c un elles possaro ter os que nflo
foram accommotudos, seleonsoguira sublra-
Inr acflo das causas infecciuiianlos, isto
he.dos Tocos de inTeccSo esses individuos
que podem dnixar de ser victimas da epide-
mia Mas, se isla he tflo claro, que at o bqm
senso acon.,clh, claro lambem he, pois que
he a doducfflo dos mesmos principios, que
reclusflo rigoiosa dos doenles as locali-
dades, em que lavra a febre, pode offerecer
proleccflo contra a p ojiagacao da molestia,
que sitiada, por assim dizer, termioar pela
iala de elementos proprios ao seu eulrete-
ni afelo.
Sabemos que he triste reccorrer-so a me-
did, s do rigor ; e nos, por a lii.il; 1 Lis em
cortos casos, nflo sumos menos humano do
que aquelles que pregara a suppres;9o das
nem residente ero Pernambuco, e indo al-
gumas vezes a bordo, conlrahira a febre no
ancoradouro, onde reinara epidmicamen-
te ; mas no mesmo sobrado resida o Sr.
11.. Manoel Jos da Silva Neivas, que entro-
tinha retaques com esse capilflo, o qual foi
da febreamarella em sua origem he local
ou endmica,he cous deque ninguem pa-
rece duvidir, e nesta pane comprehende-
moso que dizem os autoros do relatorio,com
elles concordando; mais declararem que
nonti.i ni dos factos, qoe apar$sentiram, pu-
de conciliar-se com conclusflo alguma, e ti-
raren! conclusOes taescomo as que se leem,
he cousa que eacapa noasa compro. 10 .gilo
Se alguma cousa potemos deducir de todas
as conclusOes apics aladas pelos autores do
relatorio he que os factos os convencer!, a
elles coufessam isto mesmo,declarando mais
abaixo que nflo encontraran! um s facto
ou olnei v.i;"i. 1 opposla au seu theor geral;
e de sm.s dedueces secolligeevidoutemen-
te que a Inspeccflo Coral de Saude do Lon-
dres procura supprimir to ls as modidas de
segregar-So, islo he. as quarentenas ; mas,
depois de declarar quo os faclos nflo se po-
dem conciliar com conclusflo alguma, a nflo
ser quo a causa de febre amarolla he local
ou endmica em sua origem, tirar, em ma-
teria de tanta grvida le, as conclusOes que
apresentaram os autores do rolatorio.he pro-
ceder sem razflo; e a nflo ser isto, repelimos
com toda logenuidad-e, nflo comprehen-
demos o pensamenlo dos illustrados mem-
bros da iilspuogilo.
11..Aquelles que tem estudado a fe-
bre amarella nos logares, em que ella
reina endmicamente, prelendem que as
causis occasionaes dessa Tebre sflo conhe-
cidas, delinidas o at cerlo punto reraovi-
veis ; e nflo duvidamos que, se causas idn-
ticas se derera em lugares, em que ella se
ha turnado eudemica, essas causas possam
ser do mesmo modo apreciadas, e at cario
ponto removiveis mas, se se querdoluzir
dahi que no Brasil a Tebre se tem lomado en-
dmica, e por consequencia suas c.us s sflo
ou podem ser conhocnlas, delinidas e t cer-
lo ponto removiveis, com.nelle-se um erro ;
porquanto a Tebre amarella nom lie endmi-
ca no Brasil, nem se pude d>zer quo tal se
ha tornado. Nflo he esta a primeira vez quu
nlro nsapparoce essa febro : ja no fin do
XVII seculo iavrou ella por espaco de seis oyj
sete anuos em Pernambuco e Bahia, sendo
como so sabe, importada das Anilinas por
um navio, quotrouxn da liba de S. Tho.i.
barricas du carnes podres que, aberlas na
rua da l'raia do bairro do S. Antonio ( Per-
nambuco ) transinittoram-iia a um tauneiro
que calilo iinmediilaineule e morreu breve-
mente, coiiiinunieaii loa a qual.o OU CHICO
pessoas da casa, propagandu-se dahi, como
o ili 1 11 1.11J Forreara da llosa em suaG'onir 1-
/uicdo pestilencial de l'ernambuco, e Rocha
Pilla em sua America Portuguesa, e confirma
o Dr. Francisco da Fonseca lluiinq.ies em sua
Medicina Lusitana ou Succorro llelphico, obra
publica la em 1731 em A.nslerdam e que pos-
suimos ; o om 1819 tambem foi ella impor-
ta 1a a Baha pelo brigue norte-americano
Brasil, proco lente do \ova-Urloans, o qual
por urna siugularidalo ii.il.ivol, alm de
doenles que linha a bordo, Irazia e desem-
barcara bairieaS de carnes pudres que fu am
aberlas ; passando-se a fubre desse navio pa-
ra um brigue sueco, que Ihe licava vizinho
Ceifando-lne toda a ipula^flo ; e do mesmo
modo que em 1686 a Baha muitas vidas
custara a imprudencia cominetiida em Per-
nambuco, assim a esta provincia o mesmo
succedeu pela imporlacao da febre trazida
polo brigue francez Atajan, como ao Para
pelo brigue dinamarquez Poffuze charra
brasiloira Cario? ; mas, se a epidemia do
XVII seculo durou por espaQu de seis on se-
te anuos, u se a do 1849 ainda faz estragos no
llrasii, nflo he isto rasflo para quo se crea,
que ella se ha tornado endmica. Pelo con-
trario, devemos suppor quo osla, deixando
germens que, alimentados por cenas cir-
cumstancias, fazem apparecer esses caso
espordicos ao principio, e depois epidmi-
cos se nflo se empiegam medidas enrgicas
eapropriadas, como succed.i quando oncon-
ira nos paizos, a que he levada, circumslan-
cias acommtdadas ao seu eutretiinento, to-
ra a marcha e talve a duraeflo da epidemia
do XVII seculo ; mas dahi so nflo deve con-
cluir quo a lol.ro. amarella Ionio i-s- end-
mica entre nos, para dopois deduzir-ss quo
convoni snppriinir as quarentenas ; assim co-
mo no se poje dizer que, ocholera morbos,
que se desenvolvou em agosto do 1669 em
Lon-lies, se tornouendmico nesso poni da
Europa so por ter reinado em Inglaterra
ato 1672, sendo doli victima o iinmortal
Sydeobem.
Em principio de 1851 tiremos aviso de quo
na rua da Caa do bairro de S. Fre Pedro
Concalves existiam em urna casa dlvursos
manilo, accommeltidos pela febro amar
00 paiz, embora fossem nascidos mesmo em
Pernambuco eresidissem no territorio desta
provincia, como succedeu com diversos, po-
dendo-se al suppor, que nesses a Tabre
grassava epidmicamente ; em segn lo lu-
gar, Lio gertluiente accommetteu a po-
pulacho a epidemia de 1850, que poucos
silo os individuos quo dola nflo solrera 111,
nao sendo commum a repelifflo da mo-
lestia em individuos queja a tiveram, econ-
linuaram a residir no mesmo lugar, atra-
vessando urna epidemia, o que muito con-
vem ponderar, porquanlo durante a mesma
epidemia o mesmo individuo pode ser acom.
mettido duas, tres e quatro vezes, morren-
do na ultima, como succedeu aqu a urna
fraucoza, podando tambem se-lo novamen-
to se mudar de clima, como succedeu ao Dr.
Valli quo. tendo-a na llespanhe, fui della
victima na llavana ; e lin .Im.iuie, llvenlo
suppor-se que a consliluifflo atmosphorlca
se vai nio I,lio iu lo, o por consequencia per-
dendo sua influencia morbiflea sobre o or-
ganismo, nflo a mura que a Tebre se nflo es-
londe.se pela cida le ; quando tudo islo, as
medidas sanilariaa adoptadas, e a e-tagflo,
etc. coutari.iva.il a sua transmissflo ; o que
sa nflo dara, se acaso a Tebre se livesse tor-
nado ond 11110.1, porm que enlflo nesle caso,
permanecen lo as cousas no mesmo grao da
inlensidade, ella rovisliria todos os annos a
forn.a epidmica, com mais ou menos inten-
aidade.
12 MingdVm ha que duvide de que,
diminuidas ou removidas as causas loca-
lisadoras de qualquer epidemia, esta aeir
enfraquecendo ou cessara, embora tenha
de reapparecir depois, so ciusas occa-
sionaes cuncorrerem pira isto; mas nin-
guem lambem ha, que possa asseverar que
nflo reapparecer com carcter mais benig-
no, o isto eremos com rasflo, porquanto o
concurso de causas pode ser manir, o eotflo
o mal lera inaior inlensidade, visto que a
niln. 1.1.1 le do mal osle em relar-alo com a
inlensidade da aceflo determinante. PJe,
no roivp .1 en 'iien'o, ja nflo atacar igual nu-
mero do individuos, enlretenlo ser mais
grave, como so nolou nos casos ltimamen-
te observados no ancoradouro; e todos sa-
bem que o carcter da all'eoc.lo nflo he ma-
ligno ou benigno porque ella accomraette
ni.1;.ir ou menor numero de pessoas. Seu
carcter esta em relarjflo com os estragos,
que ella determina, e com a terminacdloque
1.1111 ; e .Invitamos que, sem um instrumen-
to especial quo aprecie a intensidade dessas
causas infeccionantes, instrumento que an-
da nflo exist", e provavelmente nunca exis-
tir, se po sera a gravidado da epidemia. Se em todas
as circumstancias se conhecessem as cau-
sas determinantes de qualquer epidemia i
so ellas po lessem ser isoladas, destruidas,
melhor fura dirigir os esforr;os em comba-
ter essas causas ou em remove-ls ; mas isto
nflo nos parece possivel, pelo menos em
grande numero de circumstancias. Muilos
tom dito, e os autores do relatorio repetem,
que as causas locaes do cholera-morbus sflo
o.i'......1 las, delinidas o al certo ponto re-
moviveis; islo be, que ossas causas sflo lo-
caes eentretidas na ludia por um concurso
do circumstancias proprias dopiizem que
corro 11 Canges : essas causas|s so desenvol-
vem pela influencia dos raios solares em cer-
ta quadra do anuo ; entretanto o citolera-
no; hos, em voz de conservar-se nos luga-
res, em que he endmico, de tempos a lem-
pos, o sem que so possa explicar, transpoem
os seus limites, percorre a Europa o,aira ves-
san lo o Allanluo, cahe sobro a America do
vu o, iconiiiiiotto.i lo ,. a Sua marcha paizes
situados quor ao Norte quer ao Meio-dia, e
"ni o.tac ., diH'eieules S.ixeauaas lorali-
s olores, dizem OS animes do relatorio, sflo
precisamente iguaess da febre amarella ;
entretanto a febre amarella s tem ido aos
paizes 11 quo ha si lo importada, emquanto
que cholera-morbus por si mesmo deixa
is seus dominios, sem que ninguem o va
buscar, ose precipita noespagn; de sorte
que p le sor comparado a urna erup^flo vol-
cnica cuja lava sj derrama por todos os
paizes.
Sibe-se que as condifes que determinan! e
favorecrinodescnvulviineulo da peste, aao, lan-
tu quanta a obiervafn permiti verificar, a lit-
io! .o 1 1 siin lerreuoa de alluvlao ou pantoao-
sos, 11.11 ar quenlc e bu.nLlo, a residencia ein
casas baixas, mal arejadas c em que inoram
multas pessoas, a accu.nulacau de grande quau-
lidade de materias auimaes c vigetaes em pu-
Irefaecio, una ali.nenticiio insulnciento e In-
salubre, una grande miseria phyaica, o estado
habitual de soll'ri.iieiito moral, a negligencia
das le. de hygienc publica c privada ; entretan-
to a .it-.......1 ao..... causas faiem deienvol-
ver-sc ein certas lugares, ein que he endmica,
pude Iransiiiini.-se pela iufccco miasmtica,
isiu he, pelo ar carregado de miasma exbala-
das o .s carpos empellados; e os membros da
com.nisio da te nle.ni'i real de medicina de Pa-
rs nao se cuntenlara.ii suieute com acoDse-
lni a sappressao dessas causal. Pelo coolra-
embora nSo reinasse entflo tal alTec^Io ; ejrlo, recoinmendam as quarentenaa: os navios,
sem per la de lempo ns e outros moinb'Ot ldiin elles, qualqucniue leja ma carta de nu-
lo Cunselho Geral de Salubridad'! Publica
fomos ao logar indicado, a com effeito en-
contramos um cadver e dous doenles, dos
quaes um ja a expirar ; e nessa ocesiflo To-
mos infrmalo.-, de queja Les liaviam sido
victimas da Tebre. Esses inTolizes perten-
ciama marinlia mercante, e havendo dona-
do seus bordos residiam, emquanto nflo cu -
conlravam ciigajamento, nessa rasa, onda
alem da Talla do asseio e m comida viviam
desregradamonla. Nessa lempo nflo reinava
a Tebre, como disseinos; entretanto casos
espordicos haviam constituido nessa casa
um foco de infeceflo, do qual parteriara os
miasmas, se nflo conseguissemos que Tosscm
empregadas corlas medidas sanitarias, prin-
cipalmente a proliilug i 1 de nessa casa se re-
coberem mais pessoas de bordo ou nflo ach-
inadas. E po ler so-hia, s por isto, dizer-
se que esses casos, evidentemente espor-
dicos, procedan de estar localisada entre
nsa Tobro amarella? Nflu por certo ; en-
tretanto ae livessemos procedido de nutro
modo, se, om vez de fazermos inlerdizer es-
sa casa, a dcixassemos Tranca aos rnarujos,
nflo s oulros seriain victimas, como o (o-
rain aquelles, enmura de diversas nichos e
nflo pertencendo ao mesmo navio, senflo o
mal, encontrando elementos proprios a sua
propagaeflo, lomara mais inlensidade, e a
zona desse loco do iufeceflo su alargarla. Nos
primeiros mezes deste aiinu reapparreeram
gravemente atacado,eum pardo captivo,que casos do febre amarella a bordo dos navios
estivora em contacto com o mesmo moco ancorados ueste porto : leudo por este mu-
do navio, foi victima da febre. Ainda nflo j0 comecado a epidemia de 1850, reclama-
be tudo. Irnos iminediatamente providencias relati-
Na enfermara ingloza, situada no Alterro vas interrupr.io das commuuicaces com
da Boa-Vista, houveram desde principio ca- jos navios accomntellidos, quodeviam sor re
sos de febre amarella, sendo nella admelli- movidos para lugares isola los, dundo nao
dos Individuos que a tinham contradi lo a viessom sobre a cidade correles de vento,
bordo; maiso mal trausmettin lu-se a plur- o a organisagflo do um lazareto na ilna do
maceulico, que moneo, e vin lo a ser por Pina, lugar que offerecia as melliores con-
elle atacado o facultativo desso estabeleci- IdicOes para isto ; mas essas medidas nem fo-
mento, foi evacuado o edificio, transportan- ram observadas restrictamente, nem logo i
do-se osdoentas parafrada cidade, o em- o dahi rosultou quo o mal levo do ir inva-
pregando-se na casa os meios desinfestan- dindo diversos navios ; entretanto a remo-
les; entretanto prelendem muilas pessoas'eflo, que se conseguiu alinal, dos doentes de
que foi da ad.nissflo de taes doenles, ou do bordo para o lazoeo. isto he, o enTraqueci-
Tco de inTeCtfloqua uesse eslabelecimemo maulo dos focos de info.c3o, foi seguida de
seformou, que procoleua iovasflo do bair- satisfactorio resultado, e apezar de terom
ro da Boa-Vista, que he o mais disiento do apparecido em Ierra alguna casos espuradi-
porto; sondo cerlo que a febre nello princi- eos de possoas nflo achinadas, viudo de bor-
piou epidmicamente antes do quo no bair-.do ou du centro, a febre nflo se lornou epi-
rode S. Antonio, percorrenda ella a rua do demica, como poderia succoder.
Atierro onde cumo dissomos, estava sita-1 Talvoz senos diga que, lano a febre se
da a enfermara, nflo transmiti de individuo a individuo que,
Out'os factos po leria approsentar ; mais apezar do hiverein esses casos espordicos,
cujipre nflo estender muito as nossas relie- nflo se generalisou ; mas a respusla nos pa-
SOes. rece fcil. Primoiramente, mais do um caso
10. Nao podemos bem comprehender so deu na mesma habitando, sobre tudo se
o peusamonlo dos autotos do relatorio os individuos ainda nflo eslavam aclimados
deque livcr lido, durante aviagciu, ou que ti-
ver sua cliegada a um parlo Trance, um
doenio da peste uu de i/ualquer molestia sutpeita,
sollrcr tuna quarcuieiia de rigor, cuja dnraco
ser determinada pela auturldade aanllaria do
porto : us p 1 -a.;< o ... e a equipagem aero trana-
portidos para o lazareto e aoirerain una qua-
rentena, que ser de quiote dial pelo mcnoi e
de, viute ao mais: as niercadorlaisero desem-
barcadas e .neja lis; o navio, bem anclado,
bem lavado, bem ventilada, bem parificado,
eonservir-se-lia vasio durante um mea pelo
menos: guardas de saude podero serpollo! per-
to do navio para sobre elle eierccrein a neces-
Iftrla vigilancia, mai ler-lhes-ha eipresaauentc
proliibidu, ...; .11 como a qualquer pesioa, ir to
navio 001 quarenlcna, qualquer que leja o pre-
texto : as bagageui e vest.ntfotai que uo tlve-
rein lido veniiladis em alio mar, e que chega-
reill ao l.u... eio francei, em caiai forradas de
cliuinlin no porto de partida, serna ventila-
das e |....... a 1 pelas purificajea que fore.n ne-
i'cs.iin para prevenir qualquer perigo,
etc. Entretanto procedem por ene mudo a
respeito de unta alieccao, cujalrioiininibilida-
dc por me.o do coolacto dos doenles, legundo
a iiicsuia Academia declara, ueubuuia observa-
(o rigoroia prnva.
i!." A i.o-acliuiafo nos paizes uter-
Iropicies, em que reina endeinicanicnlc a fe-
bre amarella, he urna das prediipoi^oes pa-
ra corneal.I-la mas, ic ella be transportada a
outros lugares, em que uo lavra liai.uualineii-
te, quasi todos 01 seus habitantes sao mais ou
Huno, acconiinellidus: e illa foi obiervadonao
s aqu, senao em tudos os pontos do lira..I, to-
d.via aquelles que mi eslavam achina.los, fo-
ram mais grave.nenie atacados, pelo que o ca-
talogo das victimas da epidemia de 1819 quaii
que se compoeiu de cslraugeiros. O autores
do reliii.i.i pretenden!, em sua 13' con-
clusao, que lie Jo estado do systcma, pro-
dutido pela reiidencla em um clima fra, que
lavo, ece a 11 ni.un...... da Ttbre aquelles que
aluda nao se acha.11 achinados, porquanlo o
aogue europio, dizem elles, expolio accao
de um calor tropical deve aolrer ; pelo menos
lie o que se dedut de lual palavras, mal, se
at cerlo ponto 1ec.11 ellei raio, Isto he, ae no
palies cm que a febre he eudemica le obierva
o que dizem, nao be o que uo Braiil ie notou.
Qtiaai lodoifuramiucceaslvaincuie accoininci-
lidos, naciunaes e estraugeiros; idiueaie e.ie o
foram mais gravemente, do que rca.Ulou inultas falleeram ; m. a febre unto baila a
porta do nacional como do eilraogelro..
Nao he o estado do .yiteina, produz do pela
residencia cm um clima fri, que predlipoem, a
febre ; ainda ltimamente laclo, bem veribea-
dos e condecido de l loa. moilraram que tan-
to eram accoininetlidos os eslraugciro.coino 01
ho.ueni du centro da provincia e ae cun
a.iuell" mu.truu -e ella cruel, nao menos cruel
Tulnara elles ; de lorie que ein cada lermloa-
Cao fatal descobrlamo uin individuo nao aleilo
a iioia atiuoiphera e ua ordem deise indivi-
duos he que em ierra ae nolaram euei caioa
espordico, de que o Comelho Geral de Salu-


,
,/
_
bridado Public tem fello menco em aeua al
limos rrl.itoi ios.
Coocordaruoi no que ditera 01 lulore do re
laloiio nal ulilmaa linfaaa da i3. con-
clu3o, lulo he, que deve haver todo o cui-
dado em evllar que individuo, recealemeule
chegadoi n uin paii em que lavrou alguina epi-
demia de febre amarella vo residir em um di-
trlclo em que eil.ta, ou livesse eiisildo rcen-
le.nenie essa afleccao; mas nt.to concordando
ii.ii podemos deiiar de nolar a coniradicco em
que tornam a cahir os autores do relatorio. Se
se deve c.nprcgar o maior cuidado em evilar
que pessoaa nao achinada. v diilricto, l porque nelle cxislio recenteinentc
a febre amaiella, como pois nao se deve evitar
a cominunicacao de petioai que podem contra-
hir a fe-re coin aqiiellcs que a tem, nu coiu um
navio ou casa em que ella reina ou rcinou ? He
verdade que os autores do relatorio fillam de
aona da febre amarella; mas nao temi ellei
limilado essa sonaaos paites em que a febre rei-
na endmicamente, devemos suppor que elles,
alargando o circulo, dentro co.nprehcndeui lo-
dos aqurlles palies, em que ella tem lavrado ;
tanto inals que, pelas idcias emittid.is as con-
clusdei, inda que um tanto vagamente, pare-
ce que ellos creem que a febre he endmica na
p ii- ni Intertropical di America; oque todava
uAo prrjudica a nossa opiniao a respeito iia lu-
lercepco de coiilini.Dlcicao, entre lioinens saos
e doeotes.
14 Os melos de evitar a febre amarel-
la, dliem os autores do relatorio, nao sao as
reuricede dai quarentcnas, nein os cordei sa-
nitarios; mas aun obras e medidas sanita-
rias que tenhain por flu remover e preve-
Nio lie esta a primeira vei que se recom- triniportado. mesmo a grandes distancias; con
3
meuda, que convern fazer sahlr a populado
das localidades Infcctada: no f>" do relatorio
ap'esentado em 2 de abril de 1846 Academia
Real de medicina de Paria pela comir.liiJo en-
carregada de esludar a peste e as quarentenas,
jque se'refere as medidas que devem aer to-
madas, se acaso easa iffeccao vicr a rebentar
em uina cidade trncela, lemoa a inesma re-
commeniiacao ; e como nesse se encontram
preceitoi que se acham de aucordo cornos pre-
coaisados pelo Conielho Ueral de Salubrldade
clulndo de tildo quanto haveinoa dito,que con-
veui inanler a. quarentenas, e criar latatt-tus
Iiciii situados que oUerrcaru todos os reur
sos necessarios.
Cremoa haver refutado cotn precisan c cla-
reza as cooclusOea do relatorio da lnspecco
Geral de Suade de Londres: se oto demos
materia lodo o desenvolvimenso que ella pode-
rla ter, fol porque, deiejando seguir na respos-
ta a mesina forma adoptada pelos autores do
relatorio em suas conclu.de., e devendo re-
Publica, e prn|iosi5es que Justlflcam nossa opi- trtnglr o mala poasivel o nosso trabalho para
nhio, passaremos a ctla-los Se a pesia ma- que podesae caber em um jornal, nao nos era
nifestar-se em uina casa, dliem os inembroi da j permlltido proceder de oulro modo ; mas o qur
co.mni.ao, em cujo numero flituram dous dos liavemos dito deisa evidentemente ver qusl he
uossos liistlnclos professores, ser necessario nossa opiniao a respeito da nalurea da febre
nan lar iranaportar iiniiiedlatainente o lndlvl-[ amarella e dt sua transmlsiSu, e o que penaa-
duo accommettldo por ella para algum lugar
distante, i r i.-11 iiin-iiii- arejado, onde receber
todoa os cuidados que reclamar o aeu calado.
Todos os oulros bab.tantci da casa sero .ub-
neltidos vigilancia de uin medico, a casa, eva-
:usda, ser alimpada, lavada, ventilada, pub-
licada, c devera licar vasla durante um mes
pelo menos. Se diversas casas viercm a ser
accoiniurilidas, guardar-sc-ha com cada uina o
que lica indicado. Uemais eciiar-sc-ha ou
mesmo obiigar-ie-h o maior numero poasivel
dos habitantes a sabir da cidade, se Ihes mar-
:audo lugares de refugio, sendo submellidas as
nedidas de isolamcnlo necessarlaspara impedir
a propagarlo da inoleiiia pelas populare! vi-
liiil.at. Se cidades inteiras vierem a ser o thea-
tro de urna epidemia de pesie, casas dispos-
coeidavero ser postas em execuco em maior
escala e cum uina rlgoiosa seveiidade, sem que
iiuailto lar noa.ive (las luc-llinanes ii-icuwim, --------------- ---------- Z~ __ -.....,
mas dio pode., o, concordar com i.to. Se ac- accom.ncll.do. pela peste, co locando-os em lu
nn.. Brasil a febre amirglla, sendo endmica, Igarea altos, be... ventilados, de modo a prev
procedc,.e de causa? lcaflsadoras, conhecid.s; nir a formacao de focoipc.li.cnci.ei. Keco
a cooviccao, n;o podemos dueces irrecusave
uei.ardeios, i pela, quarentenas. Se porm conheccr a necesidad, da. qua.en.a. com o
marchada febre amarella fosse limill.aule W de segregar os doenlca. e evitar a com-
do cholera-iuo.bus azlalico; islo he, se essa mumeacao que com elles nossa tero resto da
febre voasse por cima do. cordc. sanitarios a populacao
tataretos, c .e da collocacio dos duentcs em lu-
Ki-.iiinni.il> o scu trabalho os autores do re-
gares Isolados nao resultasse ao menos a vaina- latorlo dcclaram que na analyc c exa.nc cui-
ge.n da diniinuicao do. focos infectantes, rcjei- dadoso. e minuciosos, que litctain dos mullos
tariainusesses nifios, porque ncnbuma noces- depoiuienloi c respostas quellveram presentes,
sld.idc temos de insistir por medidas sanitfrias nao caconfara um w /arlo ou obscrvvfa appoi-
iii'-llii-.ii1 i '" "" 'l"c ilaicram em tuai coiclusoes, iimtojae-
ileconlieceinos oa inconvenientes que ha nas /o excepcional ; acc.esceulaiido que viro opl-
quarentenas, mo relativamente i populaeJo niOeadealguinai autoridades, que ibes aere-
no acerca das quarentenas
Dr. ioaquim d'Aquino Poniera, Presidente do
Consclho Ueral de Salubrldade Publica.
5 de agosto de iSv.
Correspondencia.
Sri. Redactores'
lie esla a quinta ve que oceupo as columnas
do seu importante jornal defendendo a polica
do Pofo da Panella tao tenaz quanto Injusta-
mente atacada pela Imprenta ; c ser a ultima,
porque ja se val realisaudo o que eu previa, e
disse na mlnba segunda correspondtncla pu-
blicada em o seu Uiari n. iGa de J3 do pas.a-
mei. A Iiitprenm desaponuda por llie baver
eu contealado todos os factos, pelo quaes tem
pertendido responsabelisar a polica daquella
freguezia e ter convencido ao publico de que
ellea ou sao absolutamente falsos e inexisten-
tes, ou sao falsas aa circunstancias de que se
os revate, recorre, em o seu n. 170 de b do
correute, aos doestos, armas que nao cosluuio
jogar : nao a accompaoharel pois nesse novo
terreno para onde inc convida; e relirar-ine-
liei do combate deixando-lhc o campo livre.
Mal ames que o faca, ainda por esta vei direl
alguina cousa, e icsponderoi a alguna dos seus
argumentos, ltimamente produzldos ; para o
que peco a devida veula.
Coiilestei que na freguezia do Poo se com-
niettessem l'ioquoules furtos e roubo.; rospon-
doii-me i Imprrniti com a historiado uina casa
cujas porta* posteriores, diz, forain adiadas
urna vez abortas, do que dedusio por necessa-
ria comequonc'a, que ali se coimneltiain fre-
queutes furtos c roubus, embora nao appare-
cesse pessoa alguiva roubada.
Mo.lrei que era falso o assas.inato, que diste
a Imprenta haver sido perpetrado em huma
planta do capim do oulro lado do Capibaribe;
ii i :. replicou a respeito,
Dcuuuciou a Imprenta a achada de hum ca-
dver 'in estado de pulrcfacco, e censurou a
polica do lugar por no baver verifleado de
n 'ni fusso, o au ter procedido competeu-
le vesloria provoi-llie que a polica proceder
i respectiva vestoria, c verificara ser o cad-
ver de hum prcto, esciavo do Sr. &nastacio
Francisco Cabral, que havia suecumbido ter-
rolos que oflerecam todas as couimodidailos e lauto islo nao dove p^ssar som rellexot-s. reio rIvei iniermidade que padeca; respondeu-se
vantagori. necessaria^; mas, se nao fot pos.i- que temo, lido nos melboros traualhos pubii- [ mCi que a pulicia devia prevenir laes lacios, c
re salvara popul.ic.io ao mcsiuo lempo que as cados no brasil dopois da epidemia de |84U, ere-1 8er dcligenlc na preveuco dos deudos,
pessoassiibuielllda. s quar.ulenas, nos re.lg- mospoder allirmar que lodos concoraiii eral pj ,Ci,usado o Sr. subdelegado do Poco de
uareinos a Irisle siluaca. do juiz que se v obri- que a lebre amarella iol importada, e se n^us- ; COn>ervar duas uiulberes presas mullos dial
gado aas.ignar urna senteuca do morte. Km di- unllio por infecflo l o lionselho Oeral deaalu- se|rl nem au ,neilu, |hcs haver declarado o mo-
versas concluies do rolalorio se dcscobre a bridado l'uiiiic.i dosla provincia he lunliini llvl) (((, sua priso ; mostrol que ellas linhain
conviccoMue lera o eus autores, de qne a le- desla opiniao, c ji o ha dito eu. alguns escup- pCna, 5u(r|iio vinlc c qualro lluras de deten-
bre amarella se traiismitlo por iufccco: na los, e parece-nos que, lendo a Inipeccuo Ooral ( lia|la me replicaram.
camina It a conclu.o recoiiiiiiendam elles que de Saudc de Londres de Iralar da fobro aman-I- j Lancoua Imprenta em conla polica do Poco
se faca sabir a populaeJo das localidades iulic- U om l8i devia cousult-r cssasopiniOcs: por i cspaiicainonlo de Joao Joaquim Rabello
taitas; c como poli rejcilam in Uinine as qua-( quanlo ainielligoncia c insiiuccau nao.aoiuio- pruVei-ll>e, que esse facto se dea antes de en
I I i I 1 ti t. ''Mil' l'MI lili ,11111 III ...-.-.^ -j-------, "i------- -----------------B ------------
renienii? Todos recunheccm quao dilicil. se uopolio de uacao alguma, c a experiencia se au
nao linpossivel. serla fazer sallir toda a popula-| quire c un a ubservacfiodoi factos ; c endo um
cao das localidades infectadas ; o quo uau he urna verdade, parece que mais saberao da te-
novo, c nial, decincoenta mil habitantes de bre amarella aqnclles que com ella lutaram no
Piow-Yoik praticaram voluntariamente durante brasil, do que us Miembro da luspeccao, que
a epidemia que nessa cidade rciuou em 1805; nao liveram occa.io de observa-la cm Loudres,
mas. se islo nao be fcil, parece racional que c podom eslar illudidos. Se porm os Miembros
se segrege do resio da populacao aquellos que da luspucao. dispresaiido a opiniao dos inedi-
prnceder.-m de porlos iufeelados ou a que, la- co. brasileiros, o que nao eremos, s deixaram
vrjndo a febra uo ancoradouro, vir a coiurau- levar por certas mforuiacde, lizeram uina iiiju-
\ ra nossa clas.e, c coiiiuicneram uina
v
nicar-sr
d
Marshal 11 ul aconselhar a Iracheniomia como t.io g
eio curativo da epilepsia e apoplexia; quau- le observada.
pruvei-lhc, q
Irar cm exercicio oSr. major Sena, a cuja ac-
tualldtderae refer em miuhaa corresponden-
cias, c que o ollendido se recusara a dar o me-
nor esciarccimriilo que oncnlassc a polica, e
Icmbrei- Ihc, quo ella podia iudicar o auctor,
se sabia, para a polica instaurar o compelec-
le procc.o : recusou-sc ella a is.o, arreme-
caudo sobre iiiiui o dever de o iudicar, como
se a denuncia do autor nao fosse huma seque-
la da denuncia do ficto.
rouse liuaiiuenie a fmprenffl para dcscon-
a polica daquella l'reguozia o espanca-
i, e os humillos,
de Apipucos : ja
lie sabido que a Inglaterra lem abolido ou s'aiisfaloriamonlo I be respondi sobre estes dous
i. i Til de novn o
re elles, forja lio,
que cu anda a combata oe.sas ullimas pusi-
cos, a que procurou abrig.ir-sc
Disse a Imprenta que Joaquui Parahibano
Saturno nue mdicos lia. uue oninain pela "'j'"13 P"i'iue uin medico val oulro, e una (al- mar a polica daquella Ireg
suppre So 3.quarentenas e' enlao, allegan- ta.porque, iirmando-s somou.e em corla, o,,.- me,llode J8,luhll Paiahiba,10
do'excepeoe. ou faci, mal ave.-igoadu. ou cae- ">" apar.ara.n da verdade. que diz vagueara... por trras i
UdOI o lu..prelado, .i su> vuntado, pretendom He sabido que a Inglaterra lem abolido ou | saii.laloriamoi.lo Ihe respond
nueaieBregacaodosdoenle.esuareclusoci.i notavoluume dnninuido as quarentenas rclau-| pontos ; mas como em seu n
lugares apropriado nao ollorecein prolocco vaiucuie aos navios procedentes do Levante, aliucadaiuente recalcitra sobr
alguma a favor das localidades uo infeccin i- icm fazer conhecor ao rr.lo do mondo os mon-
das ; mas, quando vemos em Inglaterra o Sr. \ vos de soguranca queadecidira.ua alienta
Mai-.li.il Hill acon.elhar a Iracheoiouia como lao grvente contra as leis sanitarias geralinen
eutretanlo a coini.iissjio 'la Ac
do vemos que na Europa, dopois de se luver
exaltado a de.coberta da vacciua, que sen ra-
ao se allribue a Jenuer que nao folenlo 0
teu prlmeiro experimentador e propagador, lio-
mens se levanlam agora e sustentan, que o Hui-
do preservador da varila nao Irouxo bcnelicios
humanida le, porque, se por um lado esla al-
deana Real de medicina de Paris. que por ceno
val a lnspecco Geral de Suade de Loudres. em
seu relatorio, cxlranhando esse prooodiiuenlo.
declara que a Franca nao pode seguir siml-
Ihantes cxemplo. ; accrcscentando que, se seu
rgimen sanitario deve ser profundamente rao
diocado. he nccc.saiio que ella eapouha com
feccao perdeu sua i.ilou.iiiadc, pelo contrario franqueza c clare/a os factos que a|dccide.na
por oulro grande progresa, vai fazendo a fe- dar, a diminuir oua apeifeicoar as precaucoe
bre typhoidc que o Sr. II. liayard denomina va-
rila .nier.ia, nao nos adu.iiHiiios que u edlc.n,
prcvaleceudo-sc de exccpfes e de lacios mal
avetigoados, e que lalvez nao lvesseu. vislo,
puguem pela suppressao das ipnrcuienas cm
todas as cirouiusiaucia9, porquanlo j. rinitis
um medico e.crcver soh.e a febre amarella e
dar con.olhos se... que anda a houvesse visto
Admiramos sim, que inulto votos, s comu
lim de suatenlar-se uinaideia,se arrisque gran
de numero de vid... de .....a populacao: e de-
sejariainos ver como procedcriaiii esses uiedicos
e... frente de navios que levassein Furopa
doentes dessa febre. Cliicajncou, sediizidu
tambera por cs.as ideias, que paraserem mais
facilmenle recebdas douoininai.i phylantroi>i-
eai. suppondo que a pesie uo era Iransmissl-
vel Franca, co.niiienei. a falal nuprudoucia,
com sua opiniao,de expo-la furias des.o lor-
rivel llagello: e.sa li|.rudenca porm cu.Ion
a vida a ...ais de ce... mil peMOM na Proveuca .
i'niri'i.iiiin, apezar de tacs eie.nplos, anda bo-
je ha quem pugne pela suppres.ao das qua.eii-
lena. Em lato' Iravou-sc a discusso na Aca-
demia Real de medicina de Paria a respeito da
traosmi.sao dessa mesilla aeceo, c depois de
forte e luminosos debates, uo I. de dc-
zembro desse anuo adoplava ell.-i, como con-
cluse delinllivas, que a peste, no estado
epidmico, be Irausmissivcl, quer nos lugares
em quelavia, quer lora desses lugares; ac-
ere.ceulando que ella se transmute por ...eio
de miasmas que se escapa.n dos corpoi dos
doentes, e que esses in asma., espalhados pelos
lugares fechados e mal ventilados, poden, crear
focos de Infeccao; e concluindo dizque ~qual-
quer que soja a caria de saude, se dnraun- a
viagetn, ou se sua chegada ao porto houver
un. ou diversos calos de peste, ou tmenle de
moleslia tutpetla, os pa.sageiros e a equipage...
devero ser subn.ellidos moma quarenteua
que estaran, sujeto se sahlssem deum lugar
cu. que renasse a peste epidmica, sendo ena
qua.enlena felta no lazareto! que le acharao
d.sposlos de uianeira a assegurar o isulaueuto
dos doentes. e ao mcs.no lempo urna pcrfe.la
ventilaco ,* devendo porm o navio ser sub-
metiido a uina quaremena de rigor, cuja dura-
cao e coodices sero delcrmiuadas pela aulu-
ridade superior.
He sabido que as duas Turqulas, a Syria e
principalmente o Egypto sao os palzes e... que
anda se desenvolvo apeste; e que essa aflec-
co, que depende de certas cuud.cdes que de-
ten., lua.n e favorecen o seu desenvolviinenlo,
como j disseu.ns, reina por vezes epidmica-
mente, o que nao priva de que nos iniorvallos
de una a uuira epidemia bajara cosos espor-
dicos; e he tajnbe.u sabido que, una vez des-
envolvida, os miasmas que le exhala... doi cor-
poi dol individuos accomi.tenidos a trans.iit
lem a oulros, viudo essa i.a..s.nissoa operar-se
por Infeccao. Oulro nao he o modo de deseu-
volviiuenio da fabre amarella, e sua Iransmis-
so se opera da inesma mancira; e assi.n he, se
a dlllerenca entre a lebre amarella e a pesie
eil iioi lollrimentos e lesdcs, pretendeudo
raeamo alguns que at hi.bons se encontram
nos lndividuoiaccoramettido. por aquella aflec-
co, parece que a rato* no.aconiflha que adp-
tenlo!, a rnpeilo da febre amarella, aquellas
medida! que a Academia Real de medeciua de
Pan, compolla de illu.lracaei recooheclda
por lodo o mundo scieotilico. volou em o I.
de dezembro de 1848 relativamente pesie ;
ii.rdidas que te.n por lim evitar a infec-
cao, mel de trani.nlsso delta, como o he da-
quella. Reconbeceiiioiqueso Alustres orno-
inei dos autores do relatarlo, mas s bailamos
a cabrea aos dctame! da Sciencia; e como aeui
principio, le batean aobre a experiencia, que
be filha da observaco, s seguiremos aquellos
preceito. que e.ltverem conformes com a ob-
ervajo, embora embalso de qualquer eicrip-
to vejamos nomos reipellaveis.
lomadas contra a inlroducco de um llagello
lao inedoi.hu quanto a pelo, e que mostr lam-
be.n como, aprivcitando-se dos ..ovos dados
scientilicos, se pode atlendcr a reclamaeOe
fundadas, scni ces.ar todava de conservar re-
liglosaracnte o respeito setnprc devido saude
publica.
Nas ultimas linhas das concluscs da lnspec-
co se lo que he hoje unnime a opiniao de que
uada se consogue comas quaretilenai e corde
aullarlos, qualqner que tija allit a naluref 4
mmli da prviuiijnca da Jcbre amarella ; e islo,
alcni do sor ...exa'tu, porquanlo mullos mdicos
no brasil pen.am dsonamente, cnlsando ueslo
ii lubridadc Publica de Pcinambuco, excepto se
os mdicos desto luipeno nao e.ilra.n om linlia
de coma, merece serla reflexio. Qualquer que
seja a ualuieza c mudo de propagaco da lebre
amarella, so inule.s as quarentii, dizcm os
amores do relalono ; de son que, quando ...es-
tilo fotse eminentemente coniagiota a febre,
quando rae.mo se commuinque com a maior
evidencia de individuo a individuo, as quarcu-
tas serlo Inule.s Islo com elle.lo ae. la para
admirar, se em u. philosopl.o inglez de gran-
de nota, Mallhu, nao Icsseraos que Se um
homem que nasco cm um inundo ja secupado,
se sua familia uo leu. ..icios para manlc-lo,
ou se a sociedado nao carece de scu trabalho,
HM homem nad lem liireilo a reclamar urna porca
qualquer de nulrioi, e he realmente de mal m
ierra. No grande' banquete da ..almeza ..Soba
lugar para elle ; a uaiureza ordeua-lhe que se
rente, e olla ...esuia uo tardar em fazer cum-
plir essa orden ; se nao lesseuios uo memo
escriplor que : tada uin neste mundo res-
ponda des. e por si! Tamo peor para aquelles
que liode mais lolire a tena I Hu.llsslraut.a-
balhoso setia se se quitesse dar pu a todos
aquellos que morrem de fonie 1 Quem sabe
...es...o se f.caria bastante para os ricos Como
a populacao leude iiicessanleinenle a exceder os
...oios do lulisiiloncia, a caridade he urna loucu-
ra, um incitamento para a miseria ;<; ese Marcus,
discpulo de HullliUI e de Ad.Smilh.no lives-
e proposlo seriamente liecatou.uas de rocem-
lascidos, a asphyxia dos lilhn. do pobre E
como se lodas oslas aflinnacese negaces.que
se leen nas conclusoes do relatorio, nao fossem
bastantes, concille... os seus autores dizeodo,
que creen haver lamben, unanlu.idade de opl-
in.'i.i quanlu coiiclusao pralica que clles tira-
i-.imi, islo he, que a subslituico das medidas
saiiilariasou bygicuicas as rcslriccftes c isola-
n.eutos das qarontonas daria urna prolecco
11, uno mais cena e ellioat; enlrelanto ainda ahi
uo loram ellos ueu mais exactos, nem mais
felitel, e se poseiam em cou.radic{o com o
queja havia... d.lo; porquanlo lodos nao creen,
que seja possivel casa subsliluico, c dizeudo
elles que a suhsl.lu.cu das medidas sanitarias
c hygieuicas s re.lricfei e i.ola.i.cmos da.
quarcutenas dar urna piotcccao mullo mais
cllicas c corta, icoouboce.u que os isolau.enlos
e reslricvdesdisqnarcaieuas dio cela c efli-
car. protecfo, seudo smenle multo mais cor-
la c ellicas essa prolccjao com a adop(ao das
medidas .ailara, c hygieincas ; o que se acha
ovideule.nenlc en couiradicjo con. o que di-
tem na ultima conclu.o, cuque alliru.am que
as reslr.cjes das quarentenas e cordoes lama-
nos nao sao meios de evllar a febre auia.elli.
Entretanto nos, terminando tambera e.laa re-
lelo, dlreni.iquea febre amarella, como a
peste, e irausmitie fura do! ecutros epidmi-
cos por in l.-i i o ni i lima ii' i i que os faclos mos-
iran que os accomiuetildo, pela febre,viciando
o ar das localidades nas quaes se acham, pdem
orear fuco, de Infeccao, su.cepilrcis de trau-
iniltrem a febre ; que os leos de iufecco po-
den, persistir ines.no depoii de lereui sido li-
rados os doentes, e que e.iei fucos de iufccco.
havia sido horrivelmcute espaucado, que Aca-
ra como tnortu, c que aiuda na occas.o, en
que esac faolo se publlcava, sua vida corra
porigo: mostiei-lbe que todas essas circuim-
lancias eran, falsa., que o olfoudido fura en
pe.sua immcdiatameuie depois do itten.adu
queixir-se aoSr. subdelegado, que fora calcu-
lado en. viole das o lempo necessario para o
seu completo rosial-eleciuiiilo, c que no 1er-
eeirn ouqua.lo da aodava elle pelarla; ...as
a Imprenta procura..do sustentar a gravidade
das ultonsas do mesmo Parahibano explica a
sua sabida a ra pela sua nimia pobreaa, c ac-
eres* eta, que ello tinl.a a i!h \a fracturada
om ifi us lugares, e a cicatriz de bu.u auitsz
aberlu e sangrando.
Ora, Srs. Redactores! Pois o corpo do rico
he mais ftaco do que o corpo do pobre ? Sao
diversos os ele.neulu-s, que os co.npoc.n Se
Joaquim Paiahibauo poudc logo sabir ra,
tul porque as oilonsas reoebidas o nao inhi-
balo d.sso, e .i un de puno., gravidade, ali-
as ou elle fosse ico ou fosse pub.e seria for-
jado a guardar o loilo.
As li iiun i, da cabeca dcicoberlas pela Im-
prima sao por .ella inesma repellida. Ka ca-
becasu oque pode ler fracluiado he o crneo,
o mugue. ignora que aa fracturas do crneo
sao oilonsas de summa gravidade pela forte
cou.prosso quo a paucada que as occasiuna
deve ..ecos.ana.nenio produair subre a masaa
e.ccpbalica, c uo lie crriau.eute com duas
ii.i i .- i- desla i. iiuro-1, que algue.n ainda
mesmo sendo pourc poder sabir a ra ao ler-
cciro ou quario dia. Por unto do que lica
pouderado resulta com toda a evideucia, que
us dous leri.ueuos couluaus, que Joaquim Pa-
rahibano solfr. u na cabeca, nao Ihe causaran,
fractura alguma se nao apenas romp.nenio du
lesstdo i oiiilai', c simples suiuco de conli-
uuljade.
Quinto cicatriz.le u.n anlraz aberto c san-
grando, que diz a Imprenta ler-se observado
uo corpo do mes... i'arahlbano, parece-n.e,
que Is.o se nao pode laocarcu. coula das oll'rn-
laa receb.dai. t se o aotraz eslava aberlo e
sangrando, como he que ja eslilla a sua cica-
triz, que he a marca ou impresso, que dei-
sa a ferida cenada ? Nao co.npreheudeudo, se
isso l.isso dito por oulrem..... mas cuino lie
dito pela redaccao da fmpee.i9a, nH0 le pode
avanjar, que c.ucuu : o deleito sera duvida he
de turaba curia inlelligeucia.
Nao podeudo a rcdacyo da Imprima ganhar
o n.cuor terreno com gravidade dai oUu.ai
que, diz, sollrera Joaqu.ra Parahibano, para
censurar ao Sr. subdelegado du Poco por uo
baver lugo preudldo ul indiciado! criminlo!,
aldale agarra a urna imagina, ia tentativa de
homicidio dizeudo, que esla se acha de algu-
ma siio provada pela emboscada, pela aupe-
noridade em torcas, e pela nalure.a das olleu-
iai
Srs. Redactores, a redaccao da Imprenta,coin
quera lobo lauto aprendido, me dar cerla-
Mieute liceuca para divergir de sua opiulu.e fa-
zer um breve .eparo s suas sabias preleccc. so-
bre a lelualiva de bouiiodioe aprlso preven-
tiva
Esta loi collamente a primeira vez, que ou-
vi dizer, quo a cu.buscada, a super.oridade
eu. furcas, e a uaturesa ou gravidade das ollen-
sas soi viam para qual.licar a tentativa de ho-
micidio! Pois s se espera un. homem para o
as.a.s.uar ? E como prova a Imprenta, quo ot
agg.es.orea de Joaqun. Pa.rab.bauo o espera-
ra..., c uo bouvo cutre elles u.n encontr ca-
sual ? He preciso nao fama.lar lano
Se a emboscada he iiia-imissivel para quali-
licar a leulativa de homicidio, a superiondade
em lorcas ue.n ...crece as hourai de uina ictia
iiiiii i,.!'! os hoiueus vigorosos, de urna cons-
truco allelelica, ou de grande foren muscu-
lar apenas eguosscm seu braco ocluir qual-
quer oulro .ud.viduo, eslava.u commelteudo
lenjltira de mue, o que seria por dermis ab-
surdo !
fiada dire acerca do mal material remtan-
le das utlensas ou acerca da nalurea destas
como pruva da lo.ilativa de homicidio; por-
que a menta redaccao ie refuluu, quaodo dis-
se que poda haver loi.laliva de ...o.le sendo o
culo leve ou .ueimo aera que baja lei-
morte, como sao o coinprehendldo. no art
io5 do nono cdigo pen.
A. redaccao da Imprenta nao altendeu que o
art. i g ao do cdigo diado textualmente
transcripto do cod. pen. Franc. de 1810 exige,
para que a tentativa de crin.e posta ter puni-
da, que ella seja manifestada por actos exte-
riores ( expresso, que foi suprimida no moto
cod. Franc. de -jS de abril de 183a); que baja
principio de execucio, c que esta se nao rea-
lile por circu.n.tanclai independeiei da von-
tade dodeDquente F.ra purtauto Decenario,
que a Imprenta provatae anda a ixiitencia de
se tereciro quesito, Islo he, que o assassinato
de Joaquim Parahibano se nao reallxra por
clrcumstaocias indepeudentes da vouiule dos
aggressores, pata mesmo segundo os seus
principio? poder dar alguma cor a phantasiada
tentativa de homicidio.
Sn. Redactor, nada ha mais -I lio.I, dizem
todos os criminalistas, que tenho lido, do que
qualllicar e caracte.laa. a tentativa de homi-
cidio; puis que a primeira, uu para melhur di-
zer, a regra nica a seguir na apreciaco do
faci he a intencionaldade do agente, e todos
saben., que hcqua.l i...possivel sondar os mis-
terios da vontade humana, e devassar os pro
fundos arcanos do pen.a.ueolo. Se pois na
especie a inlenco doi agente, nao tinha lido
p.evinleute manifestada, ou por qualquer
forma enunciada, s pode ser ella dedusida
por presu.upci.es, c enl.c estas neuhuma be
.or niioiiio ...ais poderosa do que a qualidade
do Instrumento empregado na perpciracu do
delicio, pretumptio ex eo qaod plerunque /i(, diz
i.uj no Ora nao leudo o. ollensores de Joa-
quim Parahibano empregado contra elle oe-
uiiuin desses loslru.neuios homicida! que de
ordinario ae emprega... uo! aisassiualos, como
sejam os instrumento! cortantes ou perfura..-
tei, e .ir n is de fogo, poli que a nieama Im-
prenta reconhece que elle tora ii.npleiu.caie
espaucado, he obvio, que se ibes nao pode
atribuir a inieuou de o matar, e cousesiuime-
uicuie na cenaora de dlrelo nao pode u faci
pralicado ser capitulado leulativa de homici-
dio.
Nao se podendo a tac- da le classIAcar o
faci em queilo como tentativa de homicidio
segue-se, que os iudiciados criminosos nao
podan, ser presos sera culpa formada, ass.u.
censurado deve.ia ser o Sr lubdeiegado do
Pu(o. setal livesse pralicado, e a icdacyao il.i
Imprenta primaria eu. o fazer.
So viugasseui os priucipos que a redaccao
da Imprenta proclama, c que eu Ihe faco a
juslija de crer, que us nao prufossa, ningucm
ii.a.sdeixaria de ser preio sem culpa formada,
c desappareccria agaraulia, que noi d o art.
iT'.i ji 8 da consi. do Irap. Ah quanto nao
clamara que proclama taes p.tuciplos, se
os visse o nu.i si applicados.' Quauto nao seria
invocado o citado arl. da cons. Lomo nao li-
na inierprelrado o art. 175 do cod. do proc.
crlm, Mas enlo com toda a juanea le Ihc
dira, comu dilse u juiz ao chancelter Poje
qu.e ae qucixava das fu..na. opprossivas, que
elle iih'si.u creara, patert lujem IMAM ipte tu-
lerit.
DIVERSAS PROVINCIAS
Rendimenlodo i 9.
Idemilo dil 10..u :!
Kxporinro.
RioGri*nda dnSnl, brigue brssileiro Fe-
iiz Destino, de I9S toneladas, conduzio o se-
guinte : 49 arrobas e 16 libras de eslop
do reino, 938 meios de viqueta, 1204 barri-
cas com 7363 irrobis e 19 libras de as-
sucar.
lies.moda carga to hialo l.igeiro, de 76
tonelidas : 50 barras de (erro,- 25 hirrios
o mi faiinha de trigo, 19 ditas com sorvojl
o licores, 14 datas com assucar branco o ro-
finado, ISO caixas com charutos, .2 bar ia
vlnho,80canas doce, 6 pipas vinlio, 3 gi-
gns l-Mir.i, lo barricas enchadas, 26 dnlna-
diQas grandes, 7 grades de* ferro, 5 birria
Mita doce, C5 fardos e ni> caixis fszendas,
15 garrafon pimenta da India,10 birria com
bolaxinha, 17 folhss de ferro, 8 cimbeles
aso, 10 barricas enenadas, 18 caixas tnii-
George Pston, comsua senhora, retira-
[se para Inglaterra.
935,722,1 Antonio Ricardo do Reg embarca pi-
132,199 8 ra o llio de Janeiro, os seutesenvos, Vicoo-
-------------1 te, eJosquim.
1.067,9211 Oabaixo lsignado, como o Sr. Jos
....... jGireiro di Cunlia, protestaste chimi-lo
juizi) sendo qun nao receba em tres das a
quiln 11 d 17,000 ra., que diz-lhe ser devldi,
o abaixo assign. do se aguarda para no mes-
mo juizo mostrar cotn toda a clareza que O
Sr. Jos Carnetro labora em grande esque-
cimento, ou lio de mi lo, querendu haver
do abaixo assignailo o qun em si ja tem.
Jaoquim dos Santos Azevcdo.
Acha -se justa e contratada a compra da
casa terrea sita na ra Helia n 27, perten-
cnie ao Sr. Jos Fernn ios Eiras : quem a-
i'ii-i-M' com algum direito a dita casa an-
nuncio da dala .leste a 3 das.
No .na II do conente se deve arrema-
tar em hasta publica do Dr. juiz muinicipal
da primoira vara, um sobrado de dous anda-
res no pntoo do Tenjn por exccut,flo do Hen-
rique Faustos & Cnmpauhia, contra Francis-
co Martina Ferreira e sua rnulher.
Us senhores dos bairros de
dezas, 2 caixas chapeos, i caimslras batatas,
14 caixas sali.io, 6 barricas bolaxinha e bis-
coulo, 2eaixih passas, 5 caixaijcha, 19 cai- S, Pedro Gottf-Jdlves, OJnlO AntO-
xas c 12 fardos fazendas, 2 volumes charu-
tos, 8 caixas follia de (landres, 3 voluni'S
chapeos o clavinotes, 3 b.rricas servoja, 6
barricas encmdaa, 3 ditos progns, 3 caixis
ferragens,50 panelas de f-rro,3 caixas lou^n,
2 caixas vidros, 3 caixas linhas,2 frasque-
ras o 1 barrica genebra, 1 caixa linhas, 4 di-
tas ......il, 3 barricas lirores.
REGEBEDURIA Ul. UF.MiA.s INTERNAS GE-
RAES DE PEItNAMBUCO.
Rendimento dodia 10 207,760
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do .lia 10.....1:993.858
Movimento do porto.
Srs. redactores, quaudo mesmo alguma d.i-
vida houvesse sobre a classiticaco do facto e...
questo, acudo a disposis.'u do ciado art. 175
facultativa, uo devia o Sr. subdelegado man-
dar proceder priso prevcnlivadosuidiciados
Todos conbccc.n os incuii...iodos e males pro-
vientes de unta priso : a banca, que se pode
conceder verilicando-se ser ocri.ue atiancavel,
como lembra a Imprenta, he urna cou.a cnslo-
.a, e o seu processo dispendioso, c se atinat o
reo nao chega a ser prt.nuuciado, quera com-
pensa lano, neo.modo. lamas despe-
zia, lantoa ptejuizu Por estas considcra^-es
udos osjuriscunsullos ie levanlam conlra ai
prilei preventiva!, e recommendam a case
respe.lo a ...ais .cllcclldae escrupulosa reserva.
Em apolo do que icuho dito para uo amouioar
cnaedes, cilaie uiiicamenle a valiosa aulori-
dade do uuu illuttrado e vclho amigo o Sr. Dr.
Manoel Mendos da Cuuha Azovclo uo seu ira
portante opsculo .ulitulado Observ-cdes lo-
bre varios arligol do Cod. do Proc. Crin..
quaudo anallaa o a.ligo citado.
Finalmente pelo quo diz reapeito aos homt-
Jtei, aobro que me provoca a redaccao da Im~
piensa, seeu uo reoeiasse inolesia-la, d.-lho-
la.qul ella nio eslava habilitada para fazer taes
ceuiura., ne.u polica do lugar, nem poli-
ca do termo, nem a da provincia ; dir-lhe-ia
que ella nao poda tratar deita ...aieta sen
suicidar-se, dlr-lhe-hla lamben de que dala el-
los vaguean, por aquellos lugares... ...as na mi-
nha demonstrarlo lalvez fosse uender a pei-
soas, que me nao olToudora.n, o que un cos-
lumo fazer ; se alguma vea o lenho feito, lera
Ido seu.pre e.n justa represalia e iria locar
tas cimas de alguem, de quem ful amigo e
cuja memoria rospeilo. Nao o farei aiuda que
seja forcado a coulessar-me vencido.
ta Srs. redactores, como a redaccao da Im-
prenta le... sabido victoriosa eu. lodos us re-
cuniro., e se te.n conservado iuabalavel e.n lo-
dos os seus reducios, segundo ella o assevera:
Isso he be exltaordiuar.", porm ainda mais
o be o d.zer ella que nao quer olfeuder ao Sr.
subdelegado do Pop, c que toda a culpa pesa
sobre o governo, que Ihe nao presta meios pa-
. i prev.ulr e reprimir os Crimea, ao mcsu.n
lempo que aecusa aquelle subdelegado do de-
leito, de.xaudo de faier us cu.pos de delicio ;
de occullar os crimei c seus autores ; de con-
servar ...ulheres presas muilus das sera Ibes
declara.' o motivo de sua priso, ele, para o
que uenhuma necessidade ha iuierveuco do
governo ; e al sem duvlda por atieuco
ao Sr. Sena le publica como succedido na
freguezia do Puco o que lem OCGOIrido em
ouiras f.eguetat, como se ve na Imprenta
m. li>7 de 2 do corrente, na qual se publica
como sucedido uaquolla freguezia o assassinato
de JooCavaicaule de Albuqucrquc que leve
lugar pelo entrudo adiante da ladeira Un Maca-
cu, e freguezia de San Louronco, onde victi-
ma era ...uradora. Nao se pode dar conttadic-
i.ni mus flagrante!
.Nesta occa.io uo posso doixar de agradecer
aos senhores redactor do pe indico L'niao, a
exprossde. liaoogeira. e obsequiosas que me
lem dirigido, e declarar-lhe., que neuhuma
a.neaca descubro na. seguimos palavras da /m-
prensa u. 105: -As conveniencias polticas uo
nos i ni i calar a liugoageui da verdade o da
ju-t'oa Pra queinquer quedella sefizer credor.
-Apenas enxorgo ..ellas uu.a protissu.dn. pilo-
clptos da redaco: cu nao estou no caso de se
lie fazerem a.Meacas.
F'indarel, senhores redactores, esta queja vai
um pouco lonsa, pedlndo-lbes o ob.equiu de a
in.erlren em leu jornal; e declarando a quem
quer que seeucarreguu de doe.far-itie, que o
pode fazer impunemente, e que Ihe perdn de
lodo o ineu coraco; tenho uelle profundamen-
te gravada! as sublimes expr ssd que do alio
do sagrado lenho dirigi ao seu eleruo pai o
nosso divino Itedeinplor. Sou seu ourlgadis.i-
iiin servo. = A. J. de Woraet Silva.
IIo. iio 9uc agosto de l8S2.______
ISavtos taidos no dia 10
Aracaty -- biate brasileiro Ligeiro, meslre
Joaquim Jos Alvcs das Nevos, Carga va-
rios gneros, i'asssgetros, Jos Joaquim
da S'ilva'Matuto, Antonio Porcira da fra-
Q, loto Rodrigo dus S.nlos, SiOlIn Tul-
les de Menezes Juru.nenh, Joaquim Fer-
nando llaslos, Antonio Jdt de Freitas e
sua familia.
Rio do Janeiro--galerita brasileira Sant-
sima Ti iudado, capit.lo Joaquim i, in.-nl-
vos da Mala, carga carvao de peiraeal-
godlo,
Em eonimissle) escuna necional I. n ma,
Comiiiaidsnlo Joaquim AlvesMnreira.
qgRjsn.n
nio e S. Jos, que nao assigaaram
a colleta do importo de 20 por cen-
to, sobre as go'ardentes, queiram
ir assignar at o im do inei cor-
rente, na ra das Larangeiras n.
18, para que nao se chamem ao
depois a ignorancia.
0 Befo bilhele n. 5758, di decim quer-
a lotera a beneficio da Santa Casa de Mise-
ricordia do Riu d-i J.nei o, foi com.irado por
ordeua do Sr. Joaquim RomSo Setbra do
Mello, do Rio Grande do No'te.
-- Sr. Joaquim ivr-ir.i da Costa Laran-
geira, queira anparecer na ra da Cadeil
Velha, luj 1 n. 38, a negocio.
-- Prccisa-se de urna ama do leite, que
seja fo'ra : na ra da Guia 0. 9.
Alii/a-s por 10,000 rs mensaes, um
mulatiulii. do ida le do 14 aunos, multo es-
perto lio!, faz algum servico de cosinha e
serve pitra mandados, e tem outras habili-
dades, que se dirilo aos preteudentes : na
ra do Hospicio n 46.
--Na ra ;ir_.i do llozario, esquina do lln-
zirio estruita, venda n. 58, deieji-se fallar'
com o s-i.hor Francisco de Salios Cuimnraes
o i: Mili,i i|iianln autos, porque o n nu unca u-
lo lem de se reinar para fra da provincia.
-- Fernando Jos da Rocha Pinto remello
para o Uin do Janeiro seus escravos l.uiz,
P ......I., a t
______^_______* [crroiilo, de II anuos, Justino, pardo, do 13
OdoutorJnse Rayiniindu da i:osta Menezes,! sn.ios, Manuel, creuuln, dn 15 aunus, Jos,
juiz municipal su pplsnti! da seguudk vara I parlo, de 17 anuos, Damino, creoulo, de 18
edo cominorcio nesla cidade do Rccifo de|annos, o Filippa, creuula, de 25 aunos.
I'O' uambuco por S M. I. e G. o Senlior I). I .. Uesponde-sn ao senhor Jos Das da Sil-
Pedro II que Heos guarde ele. [vaque Anlouio Jos da Foti>eca foi morto
Fa?o saber aos que o presente edital virem I dia 6 de jnnlio de 1848, e por isso o no-
que no dia II de agosto prximo segrale, ] .fe procurar ira corre lor da igreja de Nossa
nacas das audiencias, depois de meio dia,; Senhora do llnzano do bairro uo Santo Ao-
soha dearrematir em prici publica por ; tuuio, nndo so acha cnterrido.
venda um terreno na nova travessa que se-
gu da na da Solcdado para a estrada da I.--
lancia, com 32 palmos de fronte e 125 ditos
de fundo, chaos proprios, ava'iado por 210^
rs., poiiiuiiii !n a Jos Anaclcto na Silva, por
eX"Cuciio de Manoel Fonseca de Medei.os.
t para quo cheguo a noticia de todos
m nil.-i passsr o presente edital. e dous do
mesmo teor que serao anisados na praca do
comniercio e casa das audiencias, e publica-
do pela imprenta.
liado o passalo nesta cidade do Recife de
Periiambuco, nos 20 de jolliode 1852. lu
Manuel Joaquim ilaptista, escnvilo interino
o escrevi.
Jos Raymundo da Costa Menezcs
RMM "
Um ero lor do mesmo.
Compra.
Dechtra^es
0 arsenal de niarlnlia compra 800 varas
do panno de algodSo, fabricado na Rabia,
proprios para saceos ; 60 travs de cicupira
tnerim, tendo Je comprimonlo 40 palmos de
largura por urna face,8 polegadas, e por nu-
il.'i 9 dilas ; 30 ditas du 50 palmos de com-
piiuionLo u 9 poegadas eu. quadl'o ; 150 .li-
tis de 40 palmos de.oompri.iienlo, tendo de
largura por una face 8 pulegadas, e por ou-
tra9, sendo a madeira de cmbiriba, sapu-
c.'i.i, iii.io.ir.in.lir ii, ni. i'i.rmv'in de II. gro ;
30 ditos de 16 a 50 palmos do cumplimento,
9 polegadas cm quadro das mesthas quali-
dades acuna .lilas, todas estas tm.deiras an-
nunciadas devciu sor du primeira qualida-
de, e sem dcfeito algum: As pessoas que
taes objerlos lin-r-in, apresoiitaro as suas
proposias, em curtas fechadas, no da 12 do
corrente.
THEATR0
Compram-se dous mulatos de 12 a 16
atines do idaile, que siivam para pagens: a
iratar com l.lii Gomes Foiroira, noMon-
dego.
Compra-so um lavatorio que seja bom
o n5o esteja em muito uso : ua rui larga do
llozarii. n 2S luja. ________________
V eutict.
Chegaram em fim as muito
desejidas macliin-.s de pressao pa-
ra cristeis : na ra Nova n. 38 ,
deronte di Conceicao, aonde se
vi.'iiiii-iii pelo diminuto preco de
4,ooo rs. cada urna ; assitn como
un completo soriimento de trem
de cosinha, oruo para assar pe-
rnos e galinhas; candieiros de la-
i :'i< de dous biros, para lojas, ou
vendas-, ditos de esluilantes, muito
barato>-, pratos, cliicras e pires, tu-
do muito bom e barato.
Vendem-se caixas com vi-
drosa 8,000 rs cada urna ; ditas
com Itillt.1 de andres, sortid is a
: na rita Nova, luja de
defroute da Conceicao
COMMERCIO.
eriui---------------- -
urna vea formados a bordo de um uavio, pela I monto algum; a.liu. como podeng'
preaeofadcuraoudiver.o.doentei.pddeinierlraentoi gravls.iu.oi .era baver tenuva de
ALFANDEGA.
Rendimento de I 9 .
dem do dia 10......
QUINTA FE I HA 14 DEA-
GOSTODE 1852.
SEXTA HEPRE3ENTACA
I DE
MGICA APPARENTE
DE
IIEIIK ALE\A.MIEI
Os procos s3o os ja atinunciados.
Principiar as 8 doras em ponto.
Avisos martimos.
49:105,385
Deicarregam hoje 11 di agosto.
(larca americana Eldorao -- familia do
trigo.
Pataclio americano Loper -- fariulia o
bolacbinha.
Patacho bnsileiro Santa Cruz merca-
dorias.
I ni un ri i i nu
Para a Babia.
A escuna Adelaide, vai sabir em
2 poneos dii9: para o resto da pou-
to.380,733 ca carga, que Ihc Lilla, trata-se na
ra daCadea do Recite n. ?3, ou
na do Trapiche Novo a. .6, no se-
gundo andar.
JLeilao.
Mi,: ii I i, 11 u.n ro li:ii i'-ililo no dia sex
ta-feira, 13 do crrente, as II iiiir-s da ma-
nh.'i.i era ponto, no seu aiuiazetn na ra do
- ii, ii.: i i -ni o ni -, .... ..i -i. ,ii i., i ua uo
Pat.cho imencano Loper, yindo de P.lli- T,plc,lt 38, do diversos obiectos que es-
1,.!.... nnn. .iti.u.ln a U, l.nitf SlltfllM A- r, _
delphia consignado a Malucos Austin &
Compairtiia, manifesiou o seguinte :
1181 barricas farinlia de trigo, 50caisas
cenlos de algoililo, 77 dilas cha, 9 ditas ca-
denas, 150 barricas bolachinbs, 1 barril
carne salgada, 1 catxi eslampas o molduras;
aos consignatarios,
llura niin-i ir l lia Eldorado, viuda de ll.il-
timore, consignada a Deane Youle & Compa-
nhta, manifestou o seguinte :
liv.". barricas e 100 ineaaditas familia de
trigo, 50 caixas caJetras, 105 dilas cb&, 100
barris bauha de porco ; aos colisigoslirios.
CUNSULAUOERAL.
Rendimento de 1 9. v nu,-j.it
dem do dia 10 ...: .j.. ..;.:.- 936,074
8:038,878
18o demorados, os quaes, serao entregues
por qualquer prero oirerecido, visto turur
do sur entregues aos seus respectivos donos,
ciso no se ekTectuu a arrumala(iIo.
l.cilao.
Quarta-feira, 11 de agosto.no armszetn de
(niuV'ii.i Al l)ias,no caes da alfandega.se ven-
der em leilo, cerca de 80 canaatras de ba-
tatas de Lisboa, dragadas Diurnamente no
brigue Novo Vencedor ; os lotes aerflo a voo
lade dos compradores-, principiar as 11 lio-
ras. ______
i
Avisos diversos.
Jos Moreir Lopes relira-se pan
do Imperio, a tratar de sua salido.
lora
19,1)00 rs
liinileiro
n. 38.
Vcnde-se um pilauquioi novo : na ra
Imperial n. 171.
(.'aleado.
Saraliies de lustro o bizerro para homens,
e meninos,sapatos do lustro, setim e corda-
v.lo para senhora : no atierro da Roa-Vista.
lujan 58. junto 10 selleiro.
(iravatns de setim.
Gravitas de setim de bonitos padrees, di-
tas pretas das melbores 4,500 IM o lenco :
no atierro da Uoa-Vista ti. 58, junto ao sel-
leiro.
i'erlumarias.
Agoa de lavando, colonia, patchouly, bl-
nha de varias quali lades, sabonetes das se-
ntioras, pos para dentes, pomadas e outras
muit-is peifumarias, por preco rasoavel :
no alterro da Roa-Vista loja n. 58, junto 10
selleiro.
Para os senhores oliciaes de sapa-
teiro, que quizerem ganhar di-
nheiro.
Vendem-se, por muito diminu-
to prc.0, pelle.s de bizerro de lus-
tre, he boa fazenda, e quem duvi-
dar, dirija-se ooaterro da lo! Vis-
ta, loja de cacado n. 58.
As pechinchas acabam-se.
Vendem-se chitas linas a 120, UO, 160,
180, a 300 rs. o covado, p^ca* de ditas a
5,000, 5,500, 6.500 e 7.000 rs., cintas para
coberla de cor lixa a -200 rs su errares cor-
tes de casomira de 13 pura a 5,500, e ditos
de meia casemira tambem de 13a a 3,000 rs ,
corles de calca de gambroSo a 1,800 rs., di-
tos de hrim a l,00rs. e 1,200, cbitis Iran-
cezas largas a 280 rs. a vira, roadapolOes li-
nos a 120, 160, 180,200,220, e210.a., e
muilo lluo i 280 rs. a vara ; pec,as de madi-
pol3o 2,200, 2,800, 3,000. 3,400, 3,600 e
4,000 n e muito fino a 5,200 rs., pecas de
IgodSo transado, proprio para escravos e
toalhas a 3,600 rj pecas decassapa.a ba-
badosa 2,400 rs.,e outraa muil faz-nas,
por prerjo exlraorlinriamente baratos : na
loja d estrella da ra do Queimado n. 7,
coufronte ao becco do Peixe Frito.
- Ven le-se urna bonita escrava, com ha-
bilidades, de 22 anuos de idade, con. umi
cria : ni rui Velbi n. 54.
Vende-se utnescravn denacSo, moco,
padeiro, e temeapacidado pan entregar pSo
s om qualquer freguezia, e o motivo da
venda ae dir ao comprador: na rui di Sen-
zalla Nova n. 4.


ir
UM
^h
I
J
Moinhos de vento:
com bombas de repuxo par regrar borlas
e baixasdocaplm n fumligflnde I. W. Iluw-
minina rui do llrum ns.6,8 e 10.
* A KA DOS AMERICANOS. 1
g Vendem-se arados ame- 2
m rcenos, chegodos dos Esta- 9
dos Unidos, pelo barato pre-
9 90 de 40,000 rs. cada um: na '
$ ra do Trapiche n. 8.
Deposito do cal e potussu.
No armazeni da ra da Liadeia
dollecife n. ia, lia muito supe-
rior cal de Lisboa, em pedia, as-
uim como potassa chegada ltima-
mente, a precos muito rasoaveis.
A 120 rs. o covado.
Na ra do Queimado, defronte
do becco do Peixe Frito, loja n. 3,
vende-se riscadinho azul, com a
largura de tres palmos, pelo bara-
tissimo pre90 de seis vintens o co-
vado; esta fazenda be m uito recom-
mendavel aos senhores cheles de
familia; d-se as amostras com
penhor.
l'otassa americana.
__No antigo deposito dacadea vellia, n.
12 Miste urna pequea poic.lo de potassa
americana, chegada recentemente que por
superior rivalisa com adaltussia: vnde-
se por preco razoavcl.
Agencia de Edwin Maw.
Na ra de Apollo n. 6, arma/ein de Mc.Cal-
m" 111-v Companhia, acha-ac conatantemente
bous aortimentoa de taixa de ferro coado e
balido, tanto rasa como fundas, moendas in-
elrastodaade ferro para animaes, agoa, etc
ditas para armar cm inadeira de todos os l-
mannos e modellos o mais moderno, machina
horsonlal para vapor, com forfa de 4caval-
loa, coucos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de pulgar, por menos prec.0 que os
de cobre, escovens para navios, ferro iuglez
lautoein barrascomo em arcosfolhas,eludo
pur barato nreco.
AGENCIA
da fundicao Low-Moor.
ItUA OA SENZAI.I.A NOVA Ji. 42.
Neste estabeleeimento conti-
na a haver um completo sorti-
mento de moendas o meias moen-
das para cngenbo, macbinas de
Vapor, e taixas de ferro batido e
coado, de todos os tamaitos, pa-
ra dito.
Vendem-se os verdadeiros sens in-
glozos, patente, de atolla e sem ella : na
ra da Scnzalla Nova n. 42.
Veiiiiein-.sc reiogios de ou-
ro epr&ta, patente inglcz : na ra
da Senzalla Nova ti. j/.
Arados de ferro.
Na (undigSo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arado ule ferrode diversos m-
dulos.
Deposito de panno de algodao da
febrica Todos os Santos da Ba-
nbia.
Vende-se por preco commodo
o bem conhecido panno de algo-
dao desla fabrica : cm pessa, a
vontade do comprador: no escrip-
toriode Novaes& Companhia, na
ra do Trapiche n. 34
Vendtm-se asseguintes sementes:
nabos,rbanos.rabsnetes encarnadose tran-
cos, sebola, couvo trinxuda alface ala-
tna, repulbuda, chicoria, senoulas, feijo
arrapa to de tres qualidades.ervilha torta e
dimita, fava, coentro do touceira, salga, to-
mates grandes, repoiho, couve lombarda,
saboia, e muslarda : na ra da Cruz n. 46,
defronte do Sr. doutor Cosme.
Taixas para eii/jen/ios
Na fundicao de ferro de D.
W fiowman na rita do Brum,
pasaando o chafariz contina a
haver um completo sortimento
de taixas de ferro fundido e ba-
tido, de 3 a 8 palmos de bocea ,
as quaes acham-sc a venda por
piuco commodo e com prompti-
do, embarcam-se, ou carregam-
se em carros, sem despezas ao com-
prador.
Vendem-seamarrasdoferro: na "ja di
Sonzalia Nova n.42.
familia de mandioca
S- Vendo-so, por preco rasoavel, la- ^
j. riuba de S. Malheus a mais nova ^
,fj que existe neste mercado : na ra ^
'j. da Cruz n. 34, delrontc da l.ingocta. <^
Vendem-se lonas, bnnzao, brins,| e
meias lonas da Russia ; no armazeni de N.
O. Bieber & Companhia, na ra da Cruz
n.4.
Algodao para roupa de escravos,
Vende-sealgodao mullo encorpado, pro-
prio para roupa deescravos, com pequeo
loque de avaria a 146 rs. a jarda; dito
limpoa 180 rs. : na ra do Crespo n.5.
Sortimentos de panos finos e case-
miras de todas as qualidades.
Na ra do Crespo loja da esquina que vol-
ta para a esdeia,vende-se panos linos pretos
a 2.SO0, 3,200, 3,500, 4,000, 5,000 rs., e ran-
cez oiuno superior a 6,000 rs., o covado, di-
to verdea 2,800 rs. diloa.ul a 2,880, 3,500,
4,000 o covado, corles de caiga de casemira
prela entestado a 5,000 e 6,000 rs., dita fran-
ceza elstica a 8,000, 9,000 e 10,000 o corte,
o outras muilas fazendas por preco com-
modo.
rioeudas superiores.
Na fuodigo de C. Starr Companhia,
em S.-Amaro, acbam-se a venda moendas
de caima, todas deferro, e um modeloe
cooslruccSo nniito superior.
Cortes de brim de puro Imito.
Na ra do Crespo loja da esquiua que vol-
ta para a cadeia, vende-se cortes de caiga de
brim de quadros, e listras de puro lioboa
1,280 e 2,000 rs.,dito inteiro pardo a 1.280 e
2,000 rs. o corte, riscido de linbo de listra
a 720 r6. o corte.
Chita para coberta, cor fixe a
2oo res covado.
Na ra do Crespo,loja da esquina que vol-
ta para a Cadeia, vende-se chita para cober-
ta de tiuvus padrOes e cor lixe a 200rs., o
covado.
4
;\CIDI)KDKPAHIN.

itua do Collegio n. 4
J. Falque, dono da fabrica cima mencio-
nada, participa ao respeitavel publico de
Pernombuco, e principalmente a seus fre-
guezes, que elle rreebeu pelos ltimos na-
vios, viudos da Franca, um grande e rico
-ni i uiii'iitc dos molhores chapeos de sol de
spda, quetem vindo a esta praga, proprios
para a estaeflo do Invern, e para senhores
deengenhn, por serem muito fortes ; sor-
timento de chapeos de sol de seda dedilTe-
renlesqualidades de 5,000 rs. para cima,
lindo sorlimenlo de chapeos de sol de seda
parasenhoras, de todos os feitios otama-
nhos, que vendo muito emeonta ; ditos de
panno para meninos do 1,500 a 3,000 rs.; di-
tos para homem de ferro o de balea de
2,000 rs. para cima ; ditos de junco de 1,500
rs. para cima; grande e escolbido sortimen-
to de chamelotes, sedase pannos em peca,
para cobrir armsgfs servidas, balcias de
todas as larguras o lmannos, para vellidos
e espartilhos para senhora ; fazem-se um-
bellas para lgreja; concerta-se toda e qual-
quer qualidade de chapeos de -ni, ludo por
muito menos prego do que cm outra qual-
quer parte. Ve^e-sc cm porcSo e a rete-
Iho. No mesar* estabeleeimento acba-se
um bonito sortimento de bengalas.
Fazenda da moda.
Vendem-se superiores cortes de cambraia
de salpicos hrancos do cor, pelo diminuto
prego de 3,500 rs.: na ra do Crespo, loja
o. 6.
Cal virgem.
Vende-se cal de Lisboa a mais nova do
mercado: na ra do Vigario n. 19, primei-
andar, eseriptorio do T. de Aquino Fonseca
& Filho, ouna ra do Trapiche, amazem de
Antonio Augusto da Fonseca.
A 5,ooo rs.
Superiores chapeos de sol do seda inglo-
zes chegados pelos ltimos navios, pelo di-
"iiiiii" prego de 5,000 rs. cada urna : na
ra do Collegio n. 4.
Novo sortimento de fazendas na
loja da ra do Crespo n. 6.
Superiores cortes de cassa-chita,de novos
desenhos, a 2,240 e 2,500 ; rambraiis fran-i sa, pata fechar contas
Ancoras para navios. Oahaixo assignado faiscien-. Nova fabrica de tamancos. Puro no da 6 do cor-
ndem se em casa de RicarJo Royle, na he ao respeitavel publico, que ac-' Na rua larg do Rozario n. 16, vendem-ae'rente m egcravo mulato, de
la Cadeia Velha n. 37, ancoras de supe- i j .__!._ _u -LJ lw I tamancos pan senhons e meninos S00 rg. |____' '
ba de receber pelo vapor Baha
na, um esplendido sortimento de
bilhetes, mcios bilhetes, quartos,
oitavos e vigsimos da decima quin-
ta lotera do Kio de Janeiro, a be-
neficio das casas de Cardado, eda
decima quarta do hospital da Mi-
sericordia, cujas listas chrgain pe-
lo primeiro vapor do da 19 a ai
do corrente mez, por tercm corri-
do as rodas da pi imeira a ?8 do
mez pussado, e da segundan 7 do
da, peloscommodos pre9os abaixo,
em sua loja de lerragens, na ra rio
eninas a "" |.v....^...^.., .,.,,..,.., v.
do a se-, nados n. 37 e 39, de Porto & Com-
a de l-|Pann'a nas 1uaes 8e recebe em
Ve
ra da Cadeia Velha n. 37, ancoras de supe
lior qualidado, o por commodo prego.
Vendem-se botijas, e Mandes vasios, de
varios lmannos e por ludo prego : na ra
do Roiario larga n. 36.
-- Vende-se uipa mulata, de 30 e tantos
annos: na ra do Livrameiito, sobrado n. 1.
Vende-se um escravo de negjlo Angola,
do idaile30 annos, oflltial dealfaite: quem
quizer dirija-se a ra Augusta n. 34, das 6
as 8 horas da nionbSs, e Jas 2 as 6 da tardo.
-- Na casa n. 36 na ra do Cano, vend-
se urna canoa decarreira, nova, bem cons-
truida, propria para navegar.por prego com-
modo ; a qual so acha no porto da ra Nova.
Cheguem a prcliincha.
Chales imperiaes de cores muito bonitas,
padrOes adamascados proprios para senho-
ra andar em casa, polo baratissimo prego presente, e estao expostos a ven-
de 1/280 cada um : na ra do Queimado,
n. 8, loja defronte da botica.
No Passeio Publico loja n. 11.
Vendem-se challes de 13 omitando a 13.Queimado, junto ao becco da Con-
e seda muito grandes a 2,000 rs., ditos de regac30 n. 3.7 e na praCa d
quadro a 1,440 rs., lengos do rambraia bor-; ?
dados para mos de senhora o meninas a independencia, loja nova de cal-
200 rs., ditos de chitas linos emitan 1
da a 320 rs., challes do 15 o seda
5,000 rs. fazenda superior, casemira _
godSoa 320rs. o covado, cambraiis lizas pagamento bilhetes e cautelas pre
de 10 varas a 1,800 rs., curtrs decassa chitas j Hp niialrniT nterin rln Hin
a 1,200 rs., ri,cadosfraiicezcsa210rs. oco-.mla,aoSV ^ a ^ er K,.
vado, pannos linos do todas as cores do 4,000 de Janeiro, ou tiesta provincia. O
at 6,000 rscisemiras pretas superior2,800aka:xo ass:nfi0 ,ter|gra nup oh
res, merino preto superior a 3,000, 3,400,i ,.1?'s,n''CI "ociara, que os
e 3,800 ra. o covado, setim macao o corlea seus bilhetes e cautelas, vao rnltri-
3,800 rs cortes de vestido de sedas a 18,000 ca(jas pei0 mesmo, e loco que che-
e 15,000 rs. ocorte, brim de cores de puro '__ ,. ( _^ ._ _*.
linho a 1,500, 1,200, e 1,000 rs. a vara, cor-
tos de coleles de fusles de cores a 640 rs.,
madapolfles entrelios a 3,0U0 3,500, o 3,800
rs., e outras umitas fazendas que se vende-
rSo a dinheiroa vista e pregos que agrada-
r.'ni aos compradores.
Lotera de Nossa Senhora do Rozario.
Na casa da Fortuna, ra llireila n. 7, e na
praga da Independencia, loja do Sr. Fortu-
nato, estSo a venda bilhetes e cautelas des-
la lotera, cujas rodas breve ter oseuin-
fallivel 1.11 laiiienlo.
Bilhutes 8,000
Meios 4.H.0
Quarlos 2,200
Decimos 1,000
Vigsimos 500
-- Vendem-se, a dinhoiro, saccas com fa-
rinha, a 2,000 rs.; caxas com as melhores
velas de carnauba, violas do CeBra, a 10,000
rs. a arroba ; caxas para rap, que pareccm
de tartaruga; esleirs muito grandes ; una
boa marca de 600 mcios do sola, muito gros-
Igum mofo e
cezs de cores a 410 a vara ; chita para co
berta, de tintas seguras, a 200 rs. o covado;
cassas lavradas a 2,400 a poca ; dita de flo-
res, com 8 e 1, 2 varas, propria para corti-
nado de cama, a 3.500 a pega ; cimhraia de
salpicos, tanto brancos corno de cores, a
4,500 a pega; lengos decambraia de linho
a 480 e 560 ; pegas de chitas escuras n 5,000
cortes de brim de Iistra3, de puro linho, a
2,000 o corle ; dito liso a 1,440 e 1800; ris-i
i'.idu do linho a 180 o covado; dido de algo-I
do, proprio para escravos, a 160 e 180 o
covado; panno prclo a 3,(100 u 4000 o cova-
do : e minias outras fazendas, por prego
commodo.
Aviso aos pas de familias.
Na ra do Collegio 11. 7, acha-so um sorti-
mento de loura do Porto do diversas quali-
dades branca e de cores, a qual se vende por
prego muito barato e serve para quem tcm
pouco dinheiro; a ella antes que se acibe
porque he pechincha, edepois nSo val nada
ose eu souberavamos, vamos fregu-
zes. Na mesma luja se vendem trezc caxas
vnzios em quo velo a louga.
i^~ Palitos Pcitos. _?>
Na ra Nova n. 26, tcm para vender-so pa-
litos de panno verde e prcln.muilo bem'fol-
tos.e mais barato do que em outra qualquor
paite; a el les antes que se acabom.
Vende-so um roquete rico o urna toa-
Iha toda de ronda, muito em conta : na ra
da Cadeia do Itec.fe n. 3.
Yendc-sea exccllcnt: iypo-
10 Diario Novo estando
na ra da Cruzado
armazem de Luiz Jos de'S
guem as listas, sao pagos iude-
chatamente nas mesmas lojis o-
seus respectivos premios, sem dis-
conto algum. Antonio Jos Ro-
drigues de Son/. 1 Jnior.
Bilhetes inteiros 21,000
Meios blheles 11,000
Quart'is 5,5oo
Oitavos a,800
Vigsimos i,3oo
- Vendem-se toalhas de labyrintho mu
Tinas e grandes, de bretanha,com bico ao re-
dor, obra muito boa ; lengos de labyiinlhos,
de brelanha, e rendas: na ra da (adela do
lleulle n. 49, segundo andar.
-- Vende-se um silio m Varzea dos me-
lhores quo all ha ; teni c isa commoila para
familia, coebeira, estribara, arranjoi para
escravos c criados,o terreno chega al o rio,
lem baixa para capioi, arvores do frunlo,
larangelras, jaquoiraa, mangueiras, o cafe-
zeros, novas e volitas etc. ; ulTi disto mili-
to Ierra desoceupada, que convenientemen-
te pode ser aproveitada ; trata-sena ra de
Santa Hitan. 37.
-- t'eij.oi misturado,c do qualidades se-
paradas, de muito boa qualilade, chegad.)
agora do l'onedo : vende-se no caes do lla-
mos, na barcaga Amizade, oni porg3oear-
retalho, por commodo prego.
Vendem-se dous molee0"s. mano;, nm
de 18 annos, e outro do 20 annos, ambos
bOOl canooiros, e um enten le de 1 e Inoro,
muito h*hes para todo o servigo : na praga
da Independencia n.6e8, ou na ruado
Crespo 11. 17.
Vende-so um ferrode fazer hostias,
novo em folha, por prego commodo: no Pas-
seio Publico, loja 11 II.
- Vende-se um morada de
Vendem-se catecismos roroauos, con-jcasas) ''ta a moderna, com tljoloe
forme o decreto do concilio tridenlino.man-; cal, sita na ra do Motocolomb,
dado publicar peloSS.Padro S.P10 V., e ver-
tido em lingoa vulgar, pelo reverendo Do- por preco muito em conta : a tra-
mlngos Lopes da Costa o Cruz : na loja da|tar na ra Imperial n. 3i.
ra do Crespo n. 23, de Joaquim Ferrnira .. vende-sa a loja da praga da Indepen-
Ramos, o na ra do Encantamento, arma- p0nca n, 5 com mjuiiezs3 u som ellas, a
~ n. 11; adverle-se que o prego dos en- 1 vontade do comprador :
ruados he de 2,500 rs., e dos de brochu- ,0j,.
Recife n. 33
Araujo.
Vende-se urna rica rede de palha toda
feita de renda, com f.rnjas de panno e
fabricada no Para : quem a pretender diii-
ja-se ra da Praia de S. Rita Nova, sobra-
do da quina que olha para a ribeira,; na
mesma casa se vendem dous relnjios de pra-
la a moderna e por prego commodo.
AttencSo-
Ricos aparelhos de metal litio e boa gos-
to para servigo de cha, de 6 pegas princi-
paes por prego commodo : na loja do ierra-
ragens de Antonio Joaquim Vidal : na ru-
da Cadeia do Recife n. 56-A -
Agua filtrada.
Pias de pedra proprias para filtrar agua,
muito bem feitas por prego commodo na lo-
ja de ferragens de Antonio Joaquim udal :
zom
cadern
ra 2,000 rs.
Cusinha com limpesa.
trata-se na mesma
|oja
~ Vende-so para as festas um bonito ca-
briolel usado, porm moderno, o com to los
si.iheirosabe dar valor: na loja de ferragens
de Antonio Joaquim Vidal: na ra da Ca-
deia do Rccifo n. 5G,-A.-
Kicas formas.
peneirar a massa co mais preciso, assim co
111O cobertas para pretos, de rame e de me-
tal ludo por baratissimo prego : na loja de
F'erragens de Antonio Joaquim Vidal : na
ra da Cadeia do Rccifo n. 5G.-A.-
Preguezes.
O feijo fradinho esl-seacabandoporquo
graphia
bem montada, tanto de bons pre-
los, como de typjs : quem a pre-
tender, dirija-se a rila da Praia
n 65, a tratar com a Viuva Huma '
Familia de mandioca a i,Goo rs. a
sacca.
No armazem de J. J. Tasso Jnior: na ra
do A mu no d. 35.
Vendem-se novas cassas chitas de lin-
dos gustos a 2,240 rs. o corle, cassa de qua-j
dros lina a 280 rs. a vara: na ra do Crespo, vende-se muito barato, quem n3o com-
loja da esquina que vol la para a Ca leja. | piara um slqueiro de feijo por 5,000 rs.,
Deposito da fabrica de Todos ox quando o molatmho esta por 18,000, e
Santos 11.i !:iliii. 2U,00i: rs siiilo comprara, quem nSo lizer
Vende-se,cm casa de .V u Riebor& C, economa, bu na taberna da ra da Senzalla
na ra da Cruz n. 4, algodflu transado a-l Velha u. 104, que faz esquina para o beco
quella fabrica,mutoproprio para saccosdej Largo.
assucar eioupadcoscravos.porpregocom-. Sapillos de borracha.
r0;lu' Vendem-se superioressapatos de borracha
inm trancado de puro linho n .i.>o riodoi uliimamenie pelo vapor Pr-iomiuco-
rs. O covado.. nodo Para na ra da Cruz confronte a Liu-
Na ra do Crespo loja da esquina que vol- vi 1
ta para' cada vendo-so bnn trangado par- Venein-se accoes da cxtinc-
do de linho puro a 320 rs. o covado, j ta companhia de Pcrnambuco e
Vendem-se saccas cooi fa-; larahyba no eseriptorio de Au-
relos : na ra da Madre de Dos gusto C. de Abren : na ra da Ca-
armazem n. 20. j dea n, g.
Rom e barato.
Na ra do Passeio Publico, loja o. 9, de! A ifJo rs. cada um.
Albino Jos i.eite, vendem-se ricos chales| Defronte do becco do Peixe Fri-
Todos os necessarios para cosinga, tanto fs seus apparellios quasi novos, dar-se-ha
de ferro, estanhado, eforrado de porcelana, em c<"''' ; a fallar no alerro da Doa-Vista,
e mullas outras pessas, que s o boro co-1,0Ja de chapeos deso n. 22 Na mesma loj
a um globo molerno, mu pequeo e bo-
nito traste para alumiar urna sala eleganlo.
-- Vende-so um engenho ao norte da ci-
dadede Macf sete legoas, beira-mar" me-
nos de urna legoa, tom o embarque menns
Formas para oastelOes e pudns assim co- ,, ,,,-,, um carro ol res ca|I
mopeneirasde metal braueo p opnas para -- -
de 19a e seda a 3,200 rs.; dilos de 13a a
1,500 rs.; dilos brancos a 1,000 rs.; chapaos
do sol a 1,000 r.; ditos a 1,400; sargelim
de todas as cores a 200 rs. o covadu ; panni-
uho cor de rosa, azul e preto a 200 rs. o co
to, loja n. 3, vendem-se lencinbos
de cambraia pintados para m5o
de meninas e senboras, de muito
vado; grvalas de setim de todas as cores,) bonitos desenhos, pelo baratssi-
ullinio gosto, a 1,500 rs. ; ditas de seda a _,. j __._ j
mo preco de meia pataca cada um;
dar-se-ha amostra com o compe-
1,000 rs.; ditas de cassa a 100 rs., lengos de
vapor os mais bonitos que tein apparecido a
200 rs ; linhosazues e do .cores para jaque-
tas a 320 rs. o cuvado ; castores proprios pa-
ra caigas 200 rs. : corles de cassa chita
com sete varas a 2,000; corles de colele de
(oslan a 640 ; ditos de 13a e seda a 800 rs.;
lengos de bico a 320 e 400 rs.; chitas linas
de todas as qualidades e cores filas a 160,
200 e 240 rs.; e outras muitas fazendas por
commodo prego.
Cortes de cambraia de salpico
brancos e de cores, a 3,5oo rs., o
corte.
Na ra do Crespo, loja da esquina, que
volta para a Cadeia, vendem-se cortes de
vestidos do cambraia de salpico brancos o
de cores, pelo diminuto prego de 3,500 rs.,
o corte ; meias muito linas, para homem ,
com pequeo defeito, a 2,400 rs. a duzia.
Palitos feitos.
Vendem-se palitos feitos, do panno muito
fino, preto e de cor. s, por prego muito od
conta : na ra do Queimado, loja do sobra-
do amarello n. 29.
Taixas de ferro coado.
Vendem-se taixas de (erro coado, de su-
perior qualidade e por prego commodo : na
ra da Cadeia Velba n. 37, casi do Ricardo
Royle,
tente penhor.
Panno preto, filio, fraocez, a 3,000
rs. o covado.
Vende-se panno preto fino ,
francez, a 1,000 rs. o covado : na
loja de Plores k S, na rua da Ca-
deia do Recife n. 47. Na mesma
loja vende-se n, rodap novo de
labyrintho, por preco muito com-
modo.
Manual eleitoral.
Vende-se este oxcellenle manual conten-
do a lei regulamentar das olcigOes, e os de-
cretos do governo sobro a mesma, com no-
las explicativas, pelo prego de 1600: na
praga da Independencia, livraria n.6e8.
-< Vende-so urna prela moga, que cusi-
nha, lava e vende: na rua larga do Rozario,
loja n. 35.
Na rua do Collegio o. 7, acaba de abrir-
se um pequeo, mas mimosamente surtido,
armazem de louga do Purto, de difirentes
cores e delicados gustos: e veode-se por me-
nos do que em outra qualquer parte; a elle
pois que be pechinclia.
por da, minio bom u'agoa, a ponto de nun-
ca Ihe filtHr por mais secca que soja a esta
go do anno.boin corcado.sendo as obras do
mesmo de palha, composto de muitas var-
zes excelentes de cana, l 11 Jo na praia dous
curraes de peixe, os quaes se acham presen-
temente de novo levantados, e muito abun-
dante de peixe : quom pretender dirij.i-sc a
rua do l.ivramento n 28, sobrado do um
andar, onde ach.-r com quem tratar, ou em
casa do sonlior .Manuel Cungalvcs di Silva,
que bellamente informara as vanlaguns ded-
il propriedado, que se vonde com a safra ou
sem ella.
Vende-se urna bonita oscrava quo en-
gomma, coze e cosinhs, urna nogrinha de
13 annos que coze bem, urna preta do mcia
idade mais muito forte e sadia por 320,000
rs., Ires molecotes, um preto do 25 annos
bom cosinheiro, o mais algunsescravos: 111
rua das Larangeiras numero 14, segundo
andar.
-- Vendem-se onze escravos, sen lo urna
linda negrinha, creoula, recolhida, do idade
15 anuos, coze bem ; um moleque de idade
16 annos com principio de cosinha; um di-
to de idade 15 annos, ambos creoulos; seis
escravos de lodo servigo ; Iros escravas que
cosinham,lavan, e sSo quitandeiras ; na rua
Direita n. 3.
Vende-se a terga parte do engenho Al-
to de Joan Fornandes, situado na freguezia
de Serinhaem : quem preten ler dirija-se a
herdeira D. Luiza Joaquina Rangel em sua
propriedade Cuieira, na freguezia do Igua-
rassu'.
Vende-so urna cama de amarello cjm
enxergOes para a mesma, por muito dimi-
nuto prego; na rua das Trincheiras n. 34,
loja demarcineiro.
Vende-so um oscravo, creoulo, cot. I s
para 19 annos Je idade, sem vicios nem a-
chaques; na ru> do Collegio n. 19, primei-
ro andar.
Vende-so ou troca-se por lijlos de al-
venaria um burro muito novo e bonito, j
domestico e passeiro, destes qu'tvieram ul-
iimamenie do .Montevideo; no armazem da
rua Nova n. 67.
Nova fabrica de tamancos.
Na rua larga do Rozario n. 16, vendem-se
tamancos a retaihoe em porgo, pelo prego
o mais em conta possivel, c obra mu bem
acabada, nSo sendu inferiures aus de lora, e
leudo a vantageni para os senhores compra-
dores de oblerem o sortimento, contarme
Ihe convier e o precinho mi ha de de-
sagradar, como se podcrSu certificar, diri-
g nJo-se a mencionada fabrica.
-- Vende-se urna liberna na ruado Hos-
picio 11. 1 : a tratar no aterro da Roa Vista
11. 86; 1 qual se vende porque o dono lem
de se retirar; adverle-se quo a casa lem com-
modos para familia.
Vende-se mu escravo muito mogi.de
bonita figura, e ptimo cosinheiro ; o tam-
ben se permuta por outro que tenha de 10
a 20 annos de idade : na rua da Tenba n. 5,
segundo andar.
cada par, por ettarem com
amarrotidos.
-Acaba de chegar do Rio de Janeiro urna
modinha em msica pira Piano, a qual lem
por titulo
Eu tenho no peito
O mal da paixSo,
vende se por 330 rs. na praga da Indepen-
dencia livraria n. 6, e8.
5,000 rs.
lieos capolinhos do cambraia transparen-
te bordados com muito gosto, quem no ti-
vur ile seda aproveito a occasio, e prego de
5,000,que no paga o trnbalho; s3oeconomi-
cos porqUT se Iiv0o,e graves pnr que sSo de-
centes : no rua do Crespo loja de 4 portas
D. 19.
-- Vendem-se oilo caixilhos envidragados
proprios para qualquer armago a 2000 rs ,
urna poila envidragada com qualru palmos
de largura e novo de comprimento pur
5000 rs : na rua do Passeio Publico, loja
numero 9.
~ Vende-se um escravo, do todo servigo,
por prego commudo : na rui de llortas, de
psito geral 11, 140.
Vende-se urna porgfio de harriscom
mol, emeonta, com os cascos, ou sem el-
le*, e a porgan a vontade dos compradores :
a tratar na rua da Cadeia Velha, loja n. 22.
Palitos a iq,ooo rs.
Vendem-se palitos de panno mrsclado, do
varias cores, pelo diminuto prego de 12,000 "' "PS"PP"
ra.: na lo|a do sobrado amarello, na rua do |!?m ?
Queimado n. 29.
Vendem-se saccadas do granito e de
pedra, ombreiras, vergas de pedra para por-
tas e janellas, depositadas na uslrada Nova
de Santo Amaro, defronte da fundigo dos
senhores C. Star & Companhia: a tratar com
I-:. Bol ti. na rua da Cruz 11. 51.
Ven le-se um terreno do marinlia n
226, sito na rua Imperial do DaJlTO do Sanio
Antonio, om frentoao rio Capibarihc, o qual
se acha ja beneficiado, e em parte uceupa-
do com alerto, alguns coqueiros o duis pe-
quenas casas terreas, com 76 bragis de fren-
te, contadas no alinhamenlo da sobrcdila
rua Imperial, e de fundo 113 bragas e4 l|2
palmus : trata-se na rua da Cruz 11. 51,cum
K. Rulli, procurador bstanlo do dono au-
sente.
~ Vendcm-so folhasde papelffo fino, for-
radas de um lado, proprias para cnitSOdo
llieatro, ou caixinllas para clcheles : lio
armazem da rua da Cruz n. 51.
8. Flix.
Chegaram os verdadeiros charutos de S.
Flix, e ven lem se na raa do Queiinadu, lo-
ja 11. 9.
Vende-so um escravo de boa condue-
la, cusinha o diario deuma casa, propria pa-
ra todo servigo o ganha na rua ; na rua do
Cullegio n. 3.
Vende-se a verdadeira salsa
parrilha deSands; na botica in-
gleza, da rua da Madre de Dos
n. 1.
Vendem-se dous alambiques
Je carapuca por metade do seu
valor : na rua Nova, loja de Jos
ttaptista liraga.
-- Vende-se um cavallo rudado muito bo-
nito, e esta bastante carnudo, muito bom
passeiro, e anda baixo, por pregu cummudo;
na rua do Vigario,armazem de assucar 11.29.
Vende-se urna prela moga, sem vicio
algum, que sabe lavar eengommar bcm,e
cusinha sulTrivel: na travessa da Tiempe
n.9.
MWmWmWBW^&**:: ':--: -;
SGantois Pailhctck Companhial
' Conlinua-se a vender no deposito"
geral da rua da Cruz 11. 52, o excel-&
a l-wtee bem conceituado rap areia
i prela da fabrica deCantois Pailhct&St
If Companhia da Bahia, em grandes e^
'i pequetas porgues pelo prego estabe-fi
t: lecido. 1
*j*.iaai*S*-S?**'^J** W.1K*MXV *XMM*x v*><
.*--" ^- > v. nu,..<.. v._.M...-iaitfV llPXP
Vende-se vinho de champa-
nomc Marcoliiio, de iC a iR an-
nos de idade, de bonita figura ,
bem fallante, com os signaes se-
guintes : estatura biixa, rosto
comprido, oluos pardos, sobran-
ceibas bem pretas, sem barba, ca-
ra lisa, cor bem alva, ps bastan-
te grandes, levou vestido caiga de
casimira azul escura, com listra ,
camisa branca e chapeo preto, e
em mangas de camisa, porm he
de suppor, tenlri mudado para o
traje branco, e ande calcado; este
mulato tem principios de sapatei-
ro, e be provavel se intitule por
forro, ha noticias de que elle an-
da nesta cidade e seus arrebuldcs,
e tem casa aonde se occulta, pelo
que se protesta usar dos meios da
lei, contra quemo oceultar: quem
o pegr, leve-o a seu senhor, na
rua da Cadeia do Uecfe, loja n.
i-i, que ser recompensado.
Desappareccu do engenho Novo doCi-
>, um preto chamadu Ambroiio, e outro
Siman, o primeiro ift i ladcde24annos, bas-
tante preto, e tem denles alvos; o segundo
de idade 50 annos, principiando a pintar:
quem os aprehender dirija-se 1 rua do Col-
legio n. 13, que sera bem recompensado.
100,000 rs. d Desapparcceu no dia 7 de maio prximo
passado, o pardo Leonardo, de 1 la.i-18 an-
nos, pouco mais ou monos, e tem os signaos
segujntes :batxo.o peito um tanto metilo
para dentro, cabello carapinhido e ate o
meio da testa, e falla do vagar. Este esenvo
viuha lo los os dias vendor leit) no Recife,
de um sitio da Ruaviagcm, pertencente a
Joanna alaria dos Passus, de quom fui escra-
vo : quem o appreheoder e levar 1 rua da
Senzelli Velha, defronla o n. 144, segundo
andar, recebera a gratilicago cima.
"10,000 IS.
(lraiili,'i-se com 50,000rs. a quem appre-
hender um moleque, creoulo, por nome Mi-
guel, de idade do 15 a 16 annos, fgido des-
de sexta-feita, 28 de maio prximo passado,
de gancho ao pescogo, secco do corpo, cor
bem preta, heigo inferior grosso, com mar-
cas decnicote pelas costas, vestido do ca-
misa de algodao branco com mangas curts,
Caigas de algojfiusinho de listras azues ; he
bastante ladino, lem falta de cabellos na ca-
bega por ler miado venden lo fruclas, man-
dioca, macaxeira pela rua; este molequo
quando Ihe fallan esta semprecom osolhus
inquietos, fazendo inovimenlns com os do-
dos das iinois. pele ser que se intitule de
forro, e que d outro nome como ja lirasso
o gancho do pescogo que tinha quan lo fri-
gio de casa : portento roga-se a todas as au-
toridades policiaes, capitSes do compo, o
mais pessnas, que fagam tolas as diligencias
de capturar este moleque o n anda-lu en-
tregar a seu senhor Jos Siporili, morador
no principio da estrada dos Mil icios ou no
Recife, rua da Cruz n. 18, primeiro andar,
das 9 lloras da miiiha as 3 da tarde, que se-
r3o recompensados com a quantia cima
prumcltida, como protesta lamben contra
quem o tiver occullo, e o nao quuira entre-
gar, obrigando a pagar-lhe os das de servi-
go desdo o primeiro dia da fgida, o lazar-
illo sutTer as penas quo a lei marca 1 este
respeito.
No dia primeiro do correnlo fugiram
do engenho Guerra de Ipojnca dous negros;
um cuaniailo Flix, creoulo, alto, hem pre-
to, inulto barbado, suissas grandes, cara
descarnada, nariz grande.e toma muito ta-
baco ; fol do serillo do Cenr,levou bastante
roupa, um capote de baieta verde,cbapo de
palha novo, nunca larga o ccete da mo, o
qual he de quiri todo cheio de entalhns n fo-
rado, era o feilor desto engenho ; o outro
chama-so Jos Muniz, creoulo, baixo, aver-
nlie legitimo e de superior quali- meihado, pouca barba, muito fallite, t
1 idc : em casa de J. Kcller &
oilipil 55. nb/'i , na rua da Cruz n.
(Icsso.
Vende-se gesso em barricas, chegado l-
timamente :em casa, de I. Kcller & Compa-
nhia, na rua da Cruz n. 55.
Taclias de ferro.
Na fundicao da Aurora em Santo Amaro,
o tambern no deposito na rua do llrum logo
r.a enlrada, e defronte do arsenal do mari-
nha ha sempre um grande sortimento de
tachas tanto de fabrica nacional como es-
cicatrizes de foridas tas pernas o nas nade-
gas de surra, fui do senhor Jlo dos S int"!
INunos de l'liveira do Pao-d'Allio, c usa nin
eslefugio para o Recite : quem os pigir 10
ve-os ao mesmo engenbo a Manuel Cantillo
Pires Falco.
- Anda acha-se ausento a negra, escrava,
de nome Hollina, que desapparcceu no prin-
cipio de maio do crrenle auno, a qual fol
comprada ao senhor M>noel Joaquim Pas-
choal lia mu-,lem os signaos seguimos : ida
de 50 annos, pouco mais 011 menos, levando
um vestido de chita o outro do riscado, he
alta, magra, e con poucos denles na frente,
levou comsigo um panno da cosa ; tem do
trangeira, batidas, fundidas, grandes, pe- c"s'uni0 s ve*<" ""dar vendendo agoa e
quenas, razas c fundas ; o em ambos os lu- >"bem fructas ; roga-se a to Jas as auto-i-
gares existem guindastes, para carrrgar M- (J,de9 P"llcles e PUSes le can o,ou qual-
noasou carros, livros de dospeza : os progos1u,,r P"8!08 *lue J?lla tl,or "olicii, aman-
sao ns mais commodos.
Moendas patente.
Acabam de chegir moendas e meia moen-
das de varios lmannos da patente de A o
B, de Mornay em casa de Itotlio o RiJoulac,
rua do Trapiche n. 12, anude lanihem se
achara arados de ferro do modelo mais ap-
ile apprehender e levar na rua do Apollo,em
casa du senhor ISorberto Joaquim Jos Gue-
des. Existem suspeitas que est oceultada
dita escrava; as pessoasque Irouxerem se-
rio giinerusamente rucompeusadas.
- Desappareceu a 10 de maio de-te anno,
a negra Joaquiea.de naci Cagange, que re-
presenta ter de 35 a 40 annos, cheia do cor-
proyado para a planlagao da canna. Estes po, altura regular, cor fula, ulhos pequeos.
arados sao construidos na fabrica mais ac-'ecom carne sobre elles; tem urna costura
credilada em Inglaterra e con tem vanlagens de um talho na cara do lado eaquardo, po-
sobre os.outros arados.tanto no seu arrinjo rin amiga que mal se porcabe ; nariz chato.
como DI sua dur.ic>. falta-lhe alguna dentes da frente sendo de
( .IIA EM VELAS. um e outro lado, ehe feii; tem urna empin-
Vende-se rpra pin vpla< Jn.' ge em todo o rusto quo parece sor hexigas:
venae se cera en velas, dos |Peitosmuitupequenuse mrenos,- lemal-
melhores iabricas de Lisboa e da gumascicairiies de relhu nas costas; tem
Rio de Janeiro, sortimentos mui- ,s "fdcs imantadas para Irai que mais
. ; mostra quando anda;quandu fugiolinha um
lo variados e a precos commodos : p mais grosso ; levou diversa roupa que so
na rua do Vigario n. 11, segundo Da<>sabedeque usar; he bom falante que
__j 1 s, parece ser creoula; ltimamente csteveoc-
'-, eseriptorio de Machado & cupadaino servigo de cosinha.e tem por eos-
andar
Pinbeiro.
Vendem-se chapeos do Chily, bons, por
prego commodo : na iua do Trapiche n. 8.
Escravos fgidos.
- llesappareceu do engenhu Velho, hon-
tem, 3 escravos ; um de nome Alexandre de
idade de 30 annos, grosso do corpo, outro
de nome Domingos, de idade de 25 annos,
magro, cor prela, o outro de nome Jos,
mualo,idade 50 annos, cor fula, grosso com
alguns cabellos brancos.ecom a barba bran-
ca : quem os pegar dirija-se ao lugar cima
iudicado, quesera bem recompensado.
50,000 rs. de gratificago.
Do engenho Santos Mendes, no dia 13 de
junho, ausenlou-se a escrava Maria, de 25
annos, creoula, fula, de ba estatura, e bom
corpo, os ps carnudos, tom alguns cabellos
no bugo, bem ladina, com desembaraco na
falla ; trajos.saia do chita encarnada, cabe-
gSo de cassa, chalo de 13a rouxo, pJe mu-
dar os trajos; o andar da dita negra he pisar
duro, e he desfargada, denles perfeitos, fui
vista na ribeira de Po-d'Alho : roga .se a
apprehengSo da mesma oscrava.e sua entre-
ga no dito engenho, ou nesta cidade na pra-
ga do Commercio n. 6, a Manoel Ignacio de
Oliveiri.
turne andar soja ; quando foge costuma an-
dar pelos arrebalilcs desla praga quitandan-
do, lavando, ofTerecendo-se para ama, e in-
titulando-se forra ; qualquer pessos que es-
leja servindu-se com ella na boa f,queira
denunciar-se, e do contrario se usara dos
meios que Ihe faculta a lei : roga-se as au-
toridades policiaes, capitSes decampo, ou
qualquer pessoa, que a prendam ou fagam
prender, e levar ao seu senhor Domingos da
Silva Campos, na rua das Cruzes n. 40, que
ser gneros mi.'ule recompensado.
DSo-ge 50/000 de gratifisago.
Do engenho Santos Mendes, de Laurenti-
no Comes da Cunha Pereira Boltrtn, no
dia 13 de junho passado se ausontuu a es-
crava Maria, creoula, de 28 annos, fula, de
ba ostalura c bom corpo, pos carnudos,
cabellos no queixo boigus grossos ; levuu
sabia de chita encarnad, cabigilude Cas-
sa, e chales de la rucho, mas po Je ler
mu lado de trages; piza duro e desfarsida,
tendo os dentes perfeitos. F01 vista na ri-
beira de Pao de Alhu, e presume-so quo
osteja acoitada por alguem, o que verifi-
cndole protesta-so exigir os das de
servigo na raido de 800 rs. diarios : roga-
se a apprehensflo da dita escrava, a entre-
ga no referido engenho, ou nesta cidade,
praga do commercio n. 6 a Manoel Igoacio
d'Ulivoira.
PERN. : Tvp. DB 11. F. vr. FaMIA. 1852.


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