Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03373


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Full Text
Anno XXVilI
Quinta feira 28
DIARIO
necio suaoniFglo.
PaosatiiSTo Aduktado.
p ir trimestre !
Por leraenTe ...,....
I" ir IODO .....a..*.....
PiaoniNtao nuriiMBiTiB.
Poi quartel.............
OTIOI ASI DO 1 M P EHIO .
Pit.:.. 2de0utbr. Mlnai. 8 de elbr.
Maianbo. 5 de dilo S.Piulo, i deCulbr
Or.... 9 de dito M. Parahlba isi edito Babia... lo de dito
4/0 OU
8/000
IV"'11
4/r.oo
de Outubro de 1852.
JN. 244.
ssm
PEIMIIBICO.
-'."> Sek. S. Crisplm.
2t> Tere. S. I .v ii i,m.
j7Quart.S, Elrabao.
Jalla di OrpkS*
I,e5.a lOborn.
I, tirad"civil.
iS Qulni. + Simoc.3. e 6. ao meio-dla.
e Judas Tdeo. Fasenda.
?ci Seit. S. li-invi nl.i ']. e6. f 10 horai.
ai.Sab. S. F.unom. ; S.
Macario.
i Dom. 22. S. Quin-
Uno.
2. r do civil.
4. eiabadoiio melod
((fiO.
Tercae libado!.
Cieiceate 20, u I hora* SI minuto dam,
Chela a 28, ai i boras24miautoi da m.
Mlugoante B, as 8 horaa 18 minutos da m.
llov i >, aa 4 horas e 46 minutos da m.
fllilllil oji
Primelra is 4 horas e 3o mlnutoadi tarde.
Segunda 4 li.ira r >\ minutos da raiabaa
uatllil oa oonrioi
Qola.nae rarahlba, Aaietjunda e aeitaa
leiras.
Rlo-Grinde-do-Norte a Victoria a cjulata
talras
lonito, Caru.ro,e Garanhusss oo l'e 15 decada
miz.
Florca.OurlcurT.Exu e Boa-Vista 13 a 28
Ollnda, lodosos das.
Todos os Correioa parlera ao meio-dia.
troi
Portugal
Heapanh
Franca..
Blgica.'.'
Italia..!.
Alemanhai
Prussia ..
Dinamarc
Russla.
Turqua
14 de Selbr
lOde dito
8 de dito
& de dito
4 de dito
i 3de dito
. :l !< ilitu
ail de Ag.
!9 de dilo
25 de dilo
Austria.
ISuilia....
Suecla...
luglalerra
E.-Unido
Mxico...
iCallfornla
iChill.
.'Ruenos-A-
iMontevIdea
J de Selbr.
de dito.
28deAgoslo
8 de Selbr.
2o d'Agosto
3 de dito
l'i di- dllO
9 de di'0
J8 de Selbr.
5 de dilo
OIMBIOI BB 27 DC OBTDBBO
Sobre Londrea.a 28 por 1/000 d.
Paria, 30
Lisboa, 95 por canto.
UII,
Ouro.Oncaa heapanholaa......'',
Hoedas de 6/400 velhai.....
de 6/400noTaa.....
de 4/000............
Prata.Pataefleabraailelroai......
Peaoscolumnarioa.
Ditos mexicanos. ......
'29/000
16/uOO
16/000
U/000
1/9/0
1/970
1/800
PAUTE OFF1CIAL.
GOVEllNODA 1'ROVINGIA.
EXPEDIENTE DO DA 20 DE OUTUl'RO.
OfRcio Ao coininaniio da armas para dei-
xar o primeiro teneole da terceira elasse do
exercitn Hanoel de Mello e Albuqucrque gotar
da licenca, que Ibe foi concedida, poravlio de
20
ripios.Prupriodala, communistno, de lu-
do lomemos um pouco, segundo as ci
cumstancics.
No mnu modo do pensar a pondul
i licenca, que ibe oi concedida, por amo oe ,,, j um 9rinci.,in pl- dir ludo! B senSo, not i
de deiembro do anno prximo passado, para Cmlisac-io quu uscniauu um yi ;"{ r- I r,,,nBr, ,.r,|Uil>
nlinuar a re.idimc.t. provincia, visto terli ra o oulro, Mguodo al mccmi d do Malo eca RrHu.U
le pago, .egundo consiou do conheciinenio, momento, m.a que sompre val marcando aos iavradorea insirumi
que a presentou na secretaria da presidencia, os j um progresso de mais, depois do SJ na-
direilusc emolumentos, relativos a referida ii- vor mclinailo multo eberlamenl1) para a
libenlado absoluta ,lo individualismo, Tul-
la par a Oeoesaidaila da acg.lo goveroa-
cenca.
Dilo A thesounrla de faienda para que,
estando nos termos legacs asconlas que remel-
le, mande salisfazer ao delegado lupplenle do
termo de Caranhuns, coniforme requisita o
ebefe de polica interino, a quaiiliade/2/0rs.
despendida com os recrutas, que arhando-se
apurados, fnn de serem envi.dos para esla
capital, fnrain depois pojlos em liberdade, ciu
cumprlmento asoldeos da presidencia Com-
municou.se ao mesino chefe de polica.
Dito A inesina Iraiismittindo, por copia, o
aviso circular do ministerio da juslica de 29 de
setembro ultimo, determinando, que aquella
Ibcsouraria remella infalivelmeiite nn primei-
miinlal Eis as palavrss do Sr. Billault.
Nilo ha pois verdad noste mando, nSn h
principi'H, pois que a pndula deve oscitlar
Accresceiido que em nosso lempo esto he
o corjimunismn verdadeiramente perigoso.
Por quo razSoi1 Porque debaixo desta forma
la| nos o vemos a cada passo a ponto de inva-
" quo este pede que o
mente ans artistas,
insirumenfos de Irabalho, o
quo libra no rnesmo quo convidar q estado
para que os arrebate a oulrns artistas ; a
outros lavra lors; ageite qiir quo o estado
empreste sem juro*, o quo oSo he possivel
faz^r sem violar a propriedado aquelle ou-
lro reclama a educarlo gratuita om todos os
-------------------- |tllJI|,fl.{.IUU. |IUUIIhli>, UCIUIIII. i(ii' wo.tv^,-
Wem me enhilo dizon lo que o estado nao los do paiz. io devoiados por succcsira< gera-
procede assim em favor de lodo o mundo, coes delles ;c provaveluicolc em nenhum ou-
mas tao somonte em pro de algumss cas- [ tro a mautenca ofcial hclJo vasta em propor-
sej, porque a isto responderei : EntXo dis- \ {So da populaco.^ Nenhuin ministro aeaOouM
robriu-ie o meio de cmpeiomr o communismo.
En vi, Sr. Thiers, que ostas deduce^"*
poem ser postas em duvida com o auxilio
ii lima mu lacil conliislo. Cilar-S"-me-
hlo factos administrativos muj legtimos,
casos em qu a intervenrjSo do estado he
15o equitativa qu3o til; depois esttbele-
cendo urna apparente analoga entre estes
casos eaquelles contra os quaes eu me pro-
graos : gratuita1, isto ho, a cusa dos contri- nuncio, porine-ho esle dillnmma : Ou
rfeumnr/Bcipiopirooufro.sejyBrfo ni necea- buinles. Fulano exige quo o oslado aub- deiien ver ocommun.smo na proleccto, ou de-
sidadjdo momento. 0" melaphora anrnlal vencioiio as ssociacOea de obreiros,, aos [veis ve-loem nos conduziras tu so le dcix.rom prusguir? ihealros, aos artistas, ele. Mas estas subven-1 Esto dilemm. he um laco uo qual n3o
Ces silo oulros Untos valores suhtrah-,quero cahir; eeis porque vejo-me obrigado
dos quelles que os haviam legitima- indagar qual a circumstancia precisa quo
monte ganho. Sicrann n.1o de>cnsai om-jda a inti'rven;3o do estado o carcter com-
qusnlo o estado OSo houver aitiflcialmenle munista.
Coma mui juiliciiisamoulo di tribuna, Sr. Thiors, Oda se podo dwc, an-
da mi'iios escrover ludo ao mesmo lempo.
Enlenda-s< bom queen nilo examino aqu
o lado economice do redimen protector; tam-
ro de Janeiro prximo futuro ao dito inlniste- bem n<1o Indago so dobaiXO do ponto deviaV
rlo mu demonstrarlo, aegundo omodello que i, da riqueza nacional elle laz meis bem do
j Ihe foi enviado, de loda a despea feila no j qlin ,,!_ u milis ma\ do que bo.n. U nico
ejercicio de 1851 i8i2 com o servico domes- oni llue cu quero'provar he que esse re-
mo ministerio, continuando a faier iguac. re- M |i1o he (iutra colls, ,_, ,, m,n|.
mess.s cm lodo os annos na poca designada.
Dilo A Ibcsouraria da fozenda provincial
para mandar txamioar e pagar, eslondo no
termos leuaes a cunta que iciiicllc, na impor-
tancia de l6l/i20 rs. da dcspcia teila do pri-
meiro de julho ao ultimo de arlembro desie
anno, com o sustento dos presos pobres da ca- entender purcommiiniimo? Ha muitis mo-
\gi
resUcSo do eommunimt. ((tuve, Sr. canse-
Ihci'o Alces llranco?}
UsSrs. Itillaulte l'romlhon comecaram a
de uiinslncici ; ou vni) leular conclu-U.
Mas primoiro q'iitulo o qm so deve
deia do termo de Saolo Antao Uoinuiun-
cou-se ao chefe de policia inierino.
Dilo Ao inspector inleiino do arsenal de
ni mnli i Para que essa reparlicao nao sofl'ra
embaracos no andanicnlo dos negocios seu
cargo, e entretanto se exerca a inspecco
Hscalisaco que exige a legislacao vigente, em
virlude da qual esle goveruo expedio a ordem
de 20 do passado cumpre, que csa reparlicao
enve uina rclacSo dos gneros cniais objectos
do supprimenlo inensal. dcclaraudo-sc a i[u.iu
lidade, c o preco por que devem ser compra-
dos litis de que cite governo approvc a mes-
ma r. I.i(.i->, e essa reparlicao compre em todo
o inez o necessarlo, devendo faMT pedidos es-
pecises, quando occorram precises que nao
icnhain sido previstas ou que versem sobre for-
neciiuentos de sua nalureza extraordinarios,
(cando cm vigor a referida ordem com a pre-
sente drelaracao, casdemais do governo ge-
ral e provincial relativas a materia de que
aqui se traa, sendo para notar que o aviso de
Mdeagosto de ISi7 n. II), he bem expresso e
ex, 11,-, ni vo da mancha por que devem er lei-
los os fornecluienlo cargo dos arstnaes de
marnba. nao conseiitiiido em compras sem
constar, que os armazens eslao desprovidos, e
prohibindo a aggloincraco de genero, e liquo
vine, na iolclligencia de que os regulaiueiilos
ile-.s i reparlicao, que csiabclccem maneira
de se fazcreiu os forne, iiiieoti iucliislvc o de
.1 de dezembro de 181", naodispeiicam a ioa-
peccao do governo, e eui lodo o caso os forne-
cimenlos, e ludo o mal que corre pela repar-
licao esl dependente de sua ipprovaeio o que
quer diier, que a reparlicao deve picstar es-
clareeimeutos ao governo sobre a inellior ge-
rencia dos negocios seu cargo, bucur o seu
apuio c auxilio bem do crvico publico.
Dilo Ao Padre Francisco Virissimo Ban-
deira dizendo que visto ler sido smc. removido
por portarla de 6 de setembro ultimo, da ca-
deira de piimeiras letlra da povoaco de pe-
dras de Kogu para a da Kscada, por nslm o
haver requisllado, coiivem. que, solicitando
na sccrel>ria da presidencia a cuupctculcapos-
tilla, v quauto ante (ara a nova cadelra pois
nao pode sisis continuar na amiga, niormeulc
lendo smc. declarado, quando requercuarc-
niocao, que era impossivei residir por inais
lempo i ni aquella povoaco.
ERRATA.
Na parto ollicial Ministerio d,i f.izi'iiua,
piinlic.nl no Diario de honlem, lallou men-
cionara datada circular que liede23dosetem
bro ; e do aviso, o qual ho de 6 do correnlc
me/ de outubro.
EXTERIOR.
CARTA DIRIGIDA AO Sil. THIERS PELO
SR. BASTIAT.
Ao Sr. Thiers.
(Conlinuacllo do n. 2i3.)
Enlie o Sr. Rillault o vos, Sr. Tolera, nJo
lia senao urna iiiir reiii..i : ambos vos cann-
nli-ii--- na mesma eslr.iia, quo lie do com-
munismo. VosporciB smenlodosTes um pas-
eo, e elle deu duus. baixo desto ponto de
vista a vantagem, ao menos os aua ollio.
rsta do vosso lado Pelo quo loca porni a
lgica, vos a perdis, poique romquanto
niaicheis de cosas vnltadas para a pio.irie-
ddo,comn o Sr. liillaut, embor mnis de
vagir do quo elle, todava deve-llie ao me-
nos ser muito lisongciro que ihe sirvis do
mvalhciru.' Foi una inconsrquenria que o
Sr. Ilillaullsuulio evitar. Mas, sinlo diic-lo
foi para tambe n cahir em urna Uiata logo-
machia .' II. Rillault lie 13o illust'ado que
nao p lo dcixir de sonlir, ao menos confu-
saniiinl", o perigo de cil i um dos seus pas-
sos em una va que vi i ler ao communismo.
Ello nilo so expon escarneo do apreaen-
FOLHElf.
0 PALACIO PINOOAN. (*)
pon fi%t- ISogeno l^cautooir.
PAITE l'RIMEIRA.
IV

Vina historia o loar.
Entretanto dous homens linham sabido do
palacio Cardeal, e ambos casieavain aa deoe-
grlda asas do Louvrc. Neaia noitc tao sombri.
que se poda iropefar a cada paiso. ambos ca-
iiiiuhavam a passo firme e sem dlzer palavra.
Pompeo segua o aeu guia malcarado, e esle Ihe
epveiava lodo os moviiucutos. O Italiano foi
mu ni rompeu o silencio.
Ao vr-ine assim losiiliilamenle honrado
com a conlianca uo cardeal, disse elle com Iro-
na ao seu compaoheiro, cu poderla crer, ae-
() Vide Diario n. 243.
los, diziam.derealuar a cominunidade dos
liens, ao menos de lanta-la. U Sr. da Lamar-
tine contara qualro. Vos Sr. Thior.-', pensis
quo ha milhares; e eu son oa vossa opi-
niio nesla parto Cui lo purm quo lo los
elles se podein comprehenler em tro-; cate-
goras geraes, urna s das quaes oHcreco
ver ladoiros pe igJS.
I'nmiiirainente dous ou muilos homen
pndem resolver-so i p<)r o sou trabalho e a
iiiviiae.n i'iiiii-ini o, o cmquauto olios
n. i leulaiem portuibar a seguranza, uem
Hilen le. a lilierdade.nem usurpar a prop'ia-
dadj dosoulros directa ou indirectamente,
se algum mel fazem, s a si o fazem. A
tendencia de tl genio ser sompre de ir
oin ri'inotos ormos promover a realizado
do seu sonli i.
Quem quer que tiver refloclido sobre es-
tas materias rccouliecera que osses mesqui-
nhos apenas pureccro victimas da suas
illuaOea. En oa nossos dias os communislas
desta rs iccin deram ao seu Cliimorico Ev-
seu o nnincdo Icaria, como que tondo o tris-
te present ment do horrivel desfechii pan
que elles aSo empuchados. Devexoi doplo-
iar i cegueira deises antis, ios quaes ion
obngai; io nosaa dar culis 'Dios se ellos esti-
vessem cm e-la lo do pr .-.lir-llios ouvidos,
mas nada lem quo temer a socio lado dis
suas chimeras.
A secunda Saperia rio coiihnunismo, fegu-
ramentu niais brule.I, ho esta : fasir urna
maun de toioe o valora existentes, e iivtdi-
los igualmente. Esla es. BCn bi cspoli'iqSo
convurlida em regra do inanlee universal.
H a deatrai(8o llflo Fomento da proprieda-
e, siiiilo taiibem do trali.ilho o do muvel
fono levantar o preco do um producto pnrj gual lie a missSu do eatido ? Quaes s3o
bom daqnellequoo vender, en hora em do- as cousas que os cidadlos devem cuuliar i\
Irimonio do quem o comprr. Sim, sol) es- forrja com mu m ? Quaes silo as quo dovem
t forma ha bem pou cas pes.oas que umi licar eserviJas pan i aclividado privada?
voz ou outra nilo aajSo communislas. Vos o' llcsponderaestas qucstOes fura com por um
sois, Sr TliiTS, o Sr. Rilhult he,e em Fran- curso de poltica. Folizmenlo para resoiver
o problema eu u.i i procisu disso.
Ilisliat.
( Traduzida pelo X. )
(Continua )
Qa cui io que lodos o snoom algum grao.
Pareoe-me quo a int-rvenijilo do estado
nos reconcilia enm a inlerveiii;no lineando
a esponsabilidade sobre lo ion mundo, is-
to he, sobro ninguam, o que f.,z eoin quo se
gozeidus bous alho-o com porfeiU Iranqui- L0ND,1ES> u DE SETES,o pB Isi.
Ildado de coiiscienea. >0 dl.al0 a, sei,0, passada publicamos
O honrado Sr. Tourretl, um dos homens duas cartas de nosso correipondenlc de Porlu-
inais probidosos quo so lem sonlado nos Sa|, acerca do aspecto de iiiellioranienio, que
bancos iiiinisleriaes, nilo comeQriu por ven* apreseniain ocommercio e as iiuaocas deate
tura ,1o modo soguinte a exposir;3o do mol- pais. Maslao estraubo nos he a esle lespeiio,
vos do projeclo de loi sobre us araneai i a- mesino o seu nome : tao inveterada be maxi-
gricultura? AMo ft.isla, Oi/i.i ello, dar a pode sabir de Portugal causa boa e
instiuccao para cultivnr as artts ; cumpre ain- Uo oaiumado. damos lodos a olba-lo un.ca-
. ,'.,." n, raente como uina scena de lerreinoios e revo-
da forneceros instrumentos do Irabalho. Do- -ej eBMOflMBU(li, uc um n0,su couicm-
pois desto prembulo ello submetleu a as- por,co estomagado, julga que fomos Impel!-
sembles niciun.l um proj.'Clu de lei, cujo dos menciona-lo, smenle pela absoluta csca-
primeii'o irtigo he deste theor: cei actual de noticias.
a Ait I.0 Fies aborto no ornamento da Oh/ Portugal I bem; j foi elle outr'ora
1819 au ministro da agricultura e do com- uui p.iz. Nos lempos anligus oppzaoi Koma-
merc o um credilu de 10 milhes destinado "- pertinaz rcsilencia em epochai pos-
a fazenvancosaos p-onnelanos e assoc.a- t'ores produzmo principe llennque, c o hc-
*- '-"'- "' r "i <">" roe, bem como o escriplor dos Lunadas. Ha um
to s do propnetanns do fundos ruraes. ,,,, algull, alu,nfa tl, rcpu|,a
Cumpre observar que sn a luigui legisla- dc ,ui ,ne,r0p0|e lce grande Importanciaco-
tiva so prezasse de exiclido, o artigo dovo- ,o tiieatro de uoisas guerras com Napoleao ; e
na ser rodigulo dosle mo 10 : ha vinlc anuos que faz ruido com uina sucecs-
O ministro di agricultura o do CODjmor- sao disputada. De l conliuu.remos de ccrlo
a molestados, tal be a fragilidadc das itaaea de
seu proprio poder. S do lempo, do deseovol-
vimento de um espirito inais ilustrado, e do
fortal.'cimento gradual das Inslirliices poliii-
cas, podemos esperar o remedio para um mal
le especial.
Porcui a causa inais limnediala desta mr-
bida conipressao, pela qual o commercio desle
paiz, alia lao favorecido pela nalurea. pare-
ce iucapas de augmento be a alta tarifa, que
ale boje se lem manlido sobre as imporlaces,
e que pa rllcularmente respeita suas. Ella
paralya o couiinercio regular, rendendo ape-
ii.s uina miseria ao lisco ; porque emqualquer
parle de Portugal onde pode descinbarcar-se
um fardo de fazendas Inglezas, d-sc um es-
candaloso sj leon dc coiitrabando, por cujos
lucros disputan) todas as calnegorias c claases,
c a que o commercio licito serve apenas le ca-
pa. Do ilirelios juntamente devidos, muilo
poucos se pagam, por decencia, no entretan-
to que o grosso do que entra no paiz s paga
aos contrabandistas e ao funcionarios, que el-
les assalarlam c empregam. Ma o contra-
bando he despendioso em toda a parte, porque
os contrabandistas lem dc manter-se, bem co-
mo os olliciacs da alfandega ; c por este modo
o preco das fazendas llruanica lem subido
ponto de all'ugentar a demanda. Tem-se por
vezes representado ao governo Porlugue que
elle deve promover o coiuuiercio e ao iiiesmo
lenpo o iiitcressc dc suas rendas, reduziodo
a tarifa ale onde seja preciso para anoiqtiillar o
contrabando e <|oaudo este paiz vio-se lia
pouco cm io p com a Ilespaulia algumas
tentativas forain ieitas para indiizir o governo
Porluguez a asas procedimenlu que Ihe era por
sem duvida vanlajoso, cosn qiiamo o nisi fos-
se para seus visiubos.
Agora apparecens com efleito em Portugal
algumas medidas sobre esta malcra que con-
siiltam uoso os seus interesses como tainbem
o uojsos. J ah foi adoptado a respeilo de al-
guna artigos o direilo de 15 por cenlo ad valo-
ran, c diz-se que esla tasa se far exlensivaa
a toda a laiifa. Isto trar por ln a cilinccao
do commercio de contrabando na cosa. E lan-
taa sao as parles inllurnles interessadas nesle
cainmerelo, que nos deverianio* admirar dc
encontrar o iuleressc publico com lauto poder
i ni uo, paiz, dc cujo noinc al parece que se
nao po le faser boa incuc io alas esle inyslcrio
aera cedo resolvido.
Em quaulo um commercio dc contrabando
vai a nidos vistos dccaliindo, vem oulro de ca-
rcter inais promelledor igualmente a olhos vis-
tos lomaudo o seu lunar. O. contrabandistas
gualmmilo necess,,.a,lo delles e a ?-.. ce. m, c ,aler ._,.,., coi as fazena, Brilauca. idini.d. por um
lid., perleneem ral he provavclmenlc a luccessao dc ideas, ,,ajJ[0,I(.lto ad mhrem, lcra de ver logo a
sao sera esle fado CO nmunisll, e geno- que houve no peusameulo dc noiso ranMilipo- cllCnsa c vasta pillianca as provincias
raliaiiilo-sonilo Constituir elll o commu- i aneo, coinquaolo elle apenas nos passasse dc redusida a um simples talo por
nis-nii? relance pelo, olhos. Co,.cebe,nos bem que onde llicid...las Hriianieas para a
U.nuf.Clireiro l,a quo p-erereri. antes "Tul'rtH^lh.TBM^ "T T-? tte,u T
morrer do que ronbar u/seitil. n^o lem "^^^^^
o menor escrpulo em aproianier ao poder meramente com oihar para duas longas car- reilgoacao, com que
I ... I .... ...I.. ....lina.. I. ...... ....,,, loi ..l,j* I .. ..... I..... ...II. n ...I...- ^U Iii.iii.i. i- ...Ii. .-.. O f I -
legislalivo osla peti^u. Fasei una lei que la, em lypo niiudn, sobre as fiuancas e com-
eleveo preco do meu panno, dumeu ferro, do inercia de Portugal, e que nao lem a curinsida-
meucirciodepcdrii.emepon/ianocasodcex- de U-las, plc com facilidade loma-las eir-
dinheiro dos meas compradores daineuic por especlros do passado ; como um
simples desenterr de velbos inanuseriptos.
lon/utr
actualmente parece sullrer os seus ludiistriu-
so do mar.
O seguudu e menos imincdiato obstculo ao
iiielboraiiienlodc Portugal leus sido a fallado
Sr lla-tiat ous dr/cr quo o coviuiuiisimnlo quo so et po ler nilo se appressar em res- ,'demos agora fazc-lo com Intereiie; elle he o
he perigoso Sera elle eomniunist ? Mi o ponder: Isto lo me perlence eu lo estou en- pait do globo o mais bem situado, e que leus
lesconliavamos, porque CO ninumslis, so- entrgalo dc viola'as proprisdadts, mas sim
cionismo podo o dovo sor
commurflsino, nao he a esta especie quo cu
acabo de caractoiisir.
O communismo poro n revesto umi ler-
ceira lrma.
Fazer inlcrvir o oslado, commotler-lho i
mi-sflo do pesar os lucros o do equilibrar
as fortunas, lirandu de uns som o seu cun-
senlimeiilo para dar a oulros som relribui-
c3o, encirrega lo do realizar a obra do I i -
velaniento por meio da es.liliceo lio som
duvida llguma tamlrm communismo. Os
proceisos ompregadus pelo astido para con-
seguir esle lim, nem tSo pouco os bellos
iiiiiiie- com quo ornam esto punsimcnlo,
ii.oi iiie i' ii.la o a i--.i'in-..i. Quer o osla lo
proniova ir .h/.ir.iu do mesmo pcusimon-
lo por mcios dirccios ou indirectos, pela
iiii-ii pedido, talvez quo senSo vej i nisso so-
ii.'ih Uin I .el i isoltldo do es ii;-.n;.'io legil
o ii- nao morecera ainda o nomo de commu
nism'i: mas sa todos os trancazos unsais
oulros viore.ii fazer a mesma supphca, e se
a assemblca as exiininar com o lim mani-
fest de realisar t'igualdade das /orlunas, he
neslo principio, seguido dos seus effeilos,
que ou vejo, e quo vos nSo podis deixar de
ver o ciinmunismo,
I' me i ni >i 1,1 que o poder legislativo pi-
ra loalisar o sou pensanienlo so sirv do Bu-
prega 10 da alfanlega ou do culloctor, da
t- 111111: i:e. i Oiocta ou do imposto indirec-
to, da icsliUicSu uu dus premius. Julga-so
StficcSo ou polo imposto, pela tari'f.s o "Ho autonsaJo a tirar e a dtrsem coaipen-
ta dc crciiilo nacional, e o estado lucerlo dc lo-
do ns seos governo, leus tornado iuipossiveis
as estradas dc ferro. Agora sao ellas porem se-
riamente considerada, eos fundos vo appa-
recendo A menos que nao sobrevenda outra
revoluco, devenios cedo contar co.n dill'ercn-
les hutas em andamento, c com a locomotiva
aurorada abiiudo o vasto interior deste paiz
nossa, mercadorias c aos seu vajaules. Mao
se pude iinagiuar lo adequado como isto para
anula usis estreiuros heos, que nos uncn ao
nuaso autlgo ,lliado ; nada inais proprio para
crguer linus pouco Portugal a riqueza e gloria
queja leve, quaudo seus principes, lizerao de-
vas ar com orgullio o oceaoo ens busca de no-
vos reinos. Mas as dua medidas que mencio-
namos devem caiiiiuh.irjuntaa. Nao responde-
"*, ^S&JMSS^&S* i::i^de^n! mticn^ar'sr^die^aL'^stradis'Tfcr
veniade da minha prOpOtfl^fiOi iNSo, o com- ^e,n ,0 nioiino principio. jvrea, e inais populoso* da Europa. Poucos pro-
munismo n OStanlflflOb a forma a nitisltiaim, qual lia a asseinlilc nconal. o que Ibe digo; Eu que nao pmiaiu ser cultivados em Poriug.il.
de pura f simules espoliado ; o nSo he peri- oxeco um inicio achoque os m.-U4 Incros K"e presu-se a produc<;ao de todas as varie-
goo porque melle horror nao s3o sullic.ontes, pe;o-v,s pmulo H* dV" JLtt ^AuSS
APre,so-mc em^eclar.r que se o protec- promulguis u. decr. to antorisandoos Srs. -^^ .^
tSSemelhadO ao collectors a percsberrui mouproveitou.n trar-uos quio promptameule elle poderla ob-
miscr.iv.il tntmo, nflo maisde cada Umi .r oma bun deinana, basta observar que ain-
ha Fra00tfza
pelo dimito ao trabalho, que-" o aprsente
sol) .i iiivocic.;.o da igual! ic, da oliJari'-
nlior. que tratare de algum negocio delicado.
Delicado, sim.
Isto quer diier, difTlcil.
Onde esi.irlaa homa sem o perigo, sruhor
Pompeo ? ci eu que sua eminencia sabe a quem
csculhc.
Pompeo inclinoii-se, o malcarado dobravao
passo.
Scnhor ou cxcellencla, contlnuou Pom-
peo, temos de andar multo lempo assim ? Gus-
to de saber para onde tou.
dua eminencia se digna esquecer d'ondc o
senbor vero, bem ouvio as suas palavras.
Sci que devo ao senhor una obediencia
completa.
(i si > dc v-lo animado destes sentiinen-
los, senhor Pompeo. Aflaal o cardeal he gene-
roso.
."' i l.i temo tanto como sua clemencia.
_ benhor Pompeo, disse o malcarado Indi-
cando ao Italiano dous campaoariozinhos, cuja
lecha |m im ii ,v.i a cerraco aqui be o Chalelet.
Urna priso, bem sel.
Tranquillise-se que camlnbaremos pelo
lado opposlo.
_ Sim, mas permitte-mc que Ihe Uca urna
simple* mlleio*
Pos uo I eu o escoto. .Se o Sr. me con-
tarse mesmo mu i historia, cu nao lefia o (Inci-
to de ullenrifr-me porque anda temos que an-
dar inulto.
Kxcellencia, disse Pompeo, permita que
me admire aqui da minha sbita lortuna. Ha
bem poucos das que habito ein Pars, trago um
s-i; i i. (lie clleque -i mi* missSo sej t equ
-librar os lucros ? Obaello nn consequeit-
clle, una espada cm iii.o estado, um cnrpo de
esqueleto, mcu caiacio, mlnhas calcas, em
una p ii ivr.i, todo o meu trage esta" safadlssl-
uio, e todava be a inim que sua eminencia se
digna de encarregar de urna couimissao secreta.
Kicclleucia.quc commissiio importante he essa?
e para servir de cspantalrio dtantc da Greve es-
tou proniplo. Os c >rvos fugiro logo que eu me
aproximar, os libertinos e os ladres raogerao
os denles. .Sera para isso que acompanbo a vos-
sa scnhorla t
*- Pompeo, respondeu o gula do Italiano de-
pois dc urna pausa, rene luda a tua coragein.
Uar-ac-ha caso que temas inedo dice.
Kxcellencia, respondeu Pompeo, u.io co-
nheco o inedo mas se se (rata de alguina dcs-
sas acedes lenebroias dianle das quaes a poli-
ca de um ministro nao recua....
i', neste caso o que acontecer .'
Neste caso, seniior, digo-lhe que conta de
balde com o mcu soccorro. iua eminencia po-
de t.w.cr de mi ni o que quiter,
Preferes enlo a culera do cardeal?
Sei que ella helerrivcl, respondeu Pom-
peo; inultos cxemplos recente m'o tem pro-
vado isso; mis sua eminencia nao me pude
obrigar, ..
A obedecer a elle ou a mlmT Como assim?
ditsc com inimi o Immeiu mascarad<>, o car*
deal le den a rscolha. Aa prlaAM dc Par* va-
lem bem as de Floreuca, nelias le aloja rao
cusa do rei por poucos cscrupul s que lenbas.
K Greve be a nica praca em que se dao os es-
pectculos pblicos deregosljos, mas nella se
capote de diversas cores, lia remendadVcsti enforca. O Sepa he claro e bello; mas be dit-
umcimparuuor ue uigo e uaiaiat. c que ja Vttt\uann sem a meratica de um grande
boje he umifraode c constan^.l'"*^-- ^fl" ^croilimo uo ,tu commercio, c isto etnhece
ses mesmos gneros. Sua populaco he indos-
elle que oAo he possivel esperar-se sem huma
i ... i. _. I Clt 'IU*; H'l" II' imj)lll UjliiViai-ai. "-i altana i
mosaciuuiloamaine da paz c do socego, como f' rcduilua.'|-araa .cio de estrada.
se evidencia des MI proprlas revolufc. perio- ^'^. ,,ntan,ca. lera elle de Insistir pelo
dica. aue icrminaus semprc em acconimo- ,: ,.,..,
dacOca amigaveis. que ,em os vencedo.es cuui.uerco Ingle., li.re.
dacoes amigaveis, q
uo poder e os veucidoi na lista das pensoes.
Porqua raio, pois, um tal paii nao he o nos- |
so luclhor freeucx, c na porpurco das vanta- I
geni de acu territorio ? Porque r>o nao aprc- i
seuia elle lodos oannos umaugmeuto uo acu :
commercio ? K porque rato v-se redu/.idu au
estado dc nSo poder lielmentc desemprnhar t
tudas as suas nbiiga^cs publicas cuntrahidas
com os seus credores, nao s cxirtngelros, cu-
( Vo Times. )

Communicados.
Vamos lalvar dc um perpetuo esquecimen-
to o nome do antigo pola pcrnaiiibiicano, o
padre Manoel dc 3ouza Magalhiei.
Auniiiudo o grande Frcderico da Prussia ao
mo nacionae ? A respusta encoutra-sc em di- convite dc contribuir para o levanlameulo de
versas circuinsiancias mais uu menos notor ,s, uina eslalu.i a Voliaire, ainda vivo, responden :
mas nao absolutamente fataes ao seu prugres- Klcvar, lirar da ordem cominu
su. A inua i liirolldadc e inconstancia do po-
-----.1 s. ,-'------ssgsi1
creto. Ests decidido ? dize, sim ou nao.
O guia da Pompeo pronnuciou estas palavras
com uina voz tao sombra que o Italiano estre-
meceu. Ao sahlrdo p.lacio Cardeal [inhamoio
desarmado por ordem de llicbeliru. Em qual-
quer outra occasio elle c lerla decidido a Icrir
cie companheiro tao mal segoro; porin seu
poder oceulto c tenebroso o a.siisiava O con-
cclcbrcs, e lazer juslica ao
os homens
he
lente ponho uina condiyao a esla obediencia
passiva.
Oual? vejamos falla,
Est vlslo, proeguio o Italiano, que Ira-
U-se de algueus que o scnlior odia: quero di-
ser,..- dc i u. ni que odia a sua eminencia.
-- Talvez.,..
I'oisbeml senhor, servico por servico.,..
aco'dc*e"bouie'in Ihe pareca lao vegoso co- Ku lambem odio a alguem.
mo ode nmreptil. -- A quempodes luodlar. Pompeo? pergun-
Pompeo ignorava o seu nome ; ludo oquesa- ton o mascarado. ... .
bia, era que elle o escolbera para instrumento \ BnlU'O direl, senhor, odio a um homem,
c o tinha sua'disposico. Us olhos do cardeal ha quinze annos
eiiavam d'alli em dlanlc aberlos sobre suas
neno-es acfdc
O caes dc Gesvres e.lendla cnlo dianle del-
les sua fachada escura, e na outra cmrcmiilade
da Vont-au t nanee, no ngulo do caes dos Mor-
\jbnd\u o relogio do palacio prosegua em seu
som melanclico.
Mil formas caprichosas se desenbavam nos
cantos das ras, lias frentes obscuras das caa.s,
noi ilancos das lojas e das torres que llanquea-
vain o caei.
Pompeo camlnhava na mai viva agitacao,ora
ipreisando o passo, ora moderando-o. O que
elle ia f.zer era o segreao desit homem, e aeu
-- II quinze annos! Com elfrito isso he que
he odio, tiue vinganca ou que amor pude du-
rar quinze annos, Pompeo?
Uem se ve que o seubor cunea amou, nem
odlou.
O mascarado guardou silencio.
Quando o senhor souber o que me fez esse
homem, prosegulofompeo, talvez comprehen-
derque ea deieje vingar-me. Ha quinze an-
nos esse Iriiu.-ni habilava a Italia; mas nao
era Italiano, elle nascera no territorio francez
Nesse lempo cu nao era este trale Pompeo que
o senbor parece conbecer, cm vez dessea veall-
dos miseravela eu coinprazia-inc eni s trajai"
rala n io quena de modo algum couliar-lhe es- eslolos de luso, e assignalava-iise por Inda a p.r-
b .*.... __,. _-,.,_ ._ r._ ni- .i......... ...... i.d. i i.. r,-,,.- mi, ni era
e segredo. Talvez contasse lazc-lu cahir em
algum layo, ou exigase delle lira criuie njloao,
eiilretanto Pompeo nao liaba armas....
Pois bem! disse o mascarado, capero a la
resposla I
Senbor, respondeu Pompeo arrancaiido-se
do leu loubo silencioso, estou proinpto. Su-
te pela despeza que (azia. Florease! iuleira era
nrgiilhosade mus.
Vi mil i vida era a de um lilho-fainilia suiup-
luoso e desoecupado, o jogo e os loucos amores
a coinpunham. Aos vlnle annos eu era o ni-
co descendente deuiua familia uobre c opuleo-
la, mcu cavillos, nnulias armas e incus lacaio
igualmente se nos desculpar, vistas ai boai
inlen(dea. Qnem desconhece. que nn Brasil as
bellas arles (entre as quaes figura principal a
poesa ; bao .le mister decidida, e grande pro-
lecco para que possam arvorecer do chlo hu-
milde, cm que apenas abrolham, ou trlstea ve-
getam, e vrenles c fructuosas concorrerera pa-
ra o enuraiidccimenlo e glora da patria r Seja,
pois, lambem, a quem competir, Incentivo, e
memoria o transcripto dctame e comporumen-
to daquelle famuso rei, cerca dos nossos genios
contemporneos, que por ventura defnbem, e
sem fruetiearens desapparecatn, em atraso e
,1, ir unen io da grandeza e esplendor nacional,
falla de mi benfica, que os soilenba e or-
valhe.
O grao de cultura das bellas arles em um po-
vn he a prova incontestavel do grao de sua c-
i.Ii.i, i. eo bom patriota nao pode ser indif-
ferentc grandeza e gloria de sua patria, nem
desconhece, como epigrammalisou Dlnlz :
Que uao da patria aos hoineus ae derrama.
Mas dos homens patria Uninortal faina. (I)
Nao he a erudicao variada, c amena a chave
sem a qual se nao entra s scienciaa abstractas,
c as de una ulllidadc inais sensivel? E estas
nao relribuein s lettras os recebidos servicos,
enriquecendo-as e aperfeicoando-as ? Certa-
mente e eaislem lo fortes liaces e depen-
dencia entre ellas, que nao he possivel jamis
siarem em divorcio. Muguem ignora coua que
fcllt resultado os sabios da Grecia e Roma ein-
pregavam os adornos da eloquencla era seus
eacriptos philosophicos. Voltairedisse: lllcur
eit demontre (jepartcdrs philotophci )qut tespre-
ceptes cmbtllit par t'imagination, Ii mesure, el
t'harmnnie fotU effet sur tous tes ptuples ; Usss
so'ivicnnent que Cassandre disait la carite, masa
qu'ctte cesta de ptrtuader, lorsqu'ille fut aoandon-
rie d'Apullon. He a esla reunio feliz da eru-
dicao ln i lu i nii', c do profundo aaber ( diz ou-
lro autor ) que a Grecia deveu lodo o aeu lus-
tre e aupcriuridadc Empedocles, Epicbarmo,
Paimenides c Arcdelau sao celebres assim en-
tre os poelas, como enlre os philosophoi. S-
crates, que se pode chamar o pal da philoso-
pbia, cullivuu igualmeutc a cloqueada e a
poesa. Xenofuute, seu discpulo, reuuio em si
o orador, o historiador, o sabio com o estadis-
ta, o guerreiro, c o homens do trato e commu-
nicaco do mundo. Ao a nome de Plato toda
a aublimidade das scienciaa, e toda a amenlda-
de das leitrasse presentan! ao espirito. E Aris-
tteles, esse genio universal, leva a luz a lodos
os gneros dc lilleralura, ealodaaaa parleidas
icieuciaa.
Entre o Romano enconlra-se o mesmo. Lu-
crecio emprega as musas latinas em cantar as-
suiuptos pbilosophicos. Varro, o inaior sabio
do seu pas, divide u seu ocio enlre a philoso-
phia, historia, o catudo das antguidades e os
desenfados da poesa.
Octavio enlre a maiures oppre*ioes
Compunha versos doutos, c venustos.
I) que de Sciplao se sabe, e alcanca
lie as comedias grande eipcriencia.
( (uniVs. )
huilln os principios da sciencias seiiam mo-
lestse icpellentes, se as leltras no Ihea prea-
tassem encanto!. Ellasembellesam todos oaa-
uiii1.1 que tocam, a verdades em suas inaos
se tornam mais sensiveis pelas manelras eoge-
nhosis, as imagens risonhas, e liccfles meimo
b asquae as oll'erecem .o espirito. Espa-
Iham lloies sobre a materias as mals abllrac-
las, esabem loma-las inleressanles.
I.iuzXIl dina : OsGregos lizrraiu poucas
cousas, mas ennobreceram o pouco que flze-
raui com a subliniidadc de sua eloquencla. Os
Krancezes tecui feilo grandes cousas, e em gran-
de numero, mas nao teeni sabido rierer-la9.
t)s Romanos san ns nico, que liveriiu a du-
pla vantagem dc fuer grandes cousia, e de as
celebrar dignamente. He anda um re, que re-
ouhece que a gloila das nacet est as maos
dos homens de lellms.
Pelo que loca particularmente poesa, ella
arte divina, ioventada para felicitar a Ierra, c
benidizcr o nn, j Horacio dizia a Augusto :
episl. i. I. )
Os lencrum puerl balbumque poela ligural:
rtiTU.1 jl, ,l,K,rni> |,m niin. .tinionibu. jur.m i
Moa eliaiu pedas precceplis toriual amida,
A.ti ii ,ii.. elinvidia corrector, et iice.
IIcele faca refer: oiitntia tmpora nolis
Instru! eaeinplls: Inopcm aolatur, et regruui.
E Fcrreira, cu ta a Hitaneor :
Nem deli desprezada tambem seja
Das nove irmas a grave, c doce lyra.
Que leu pello Inquieto aasente, e reja.
Deleita suavemente, amansa a ira,
i mu .i.un nossos aecloa. move, abranda :
Inspira altos conecilos, baiios tira.
Pode sr tambem (diz Hendan) que esla
preeminencia nos objectos agrad.veis de lille-
ralura c dc gosio, conlribua para conciliar a
una nacao a benevolencia dos oulros poros.
Alhenas, que se chainava o olho da Grecia, se
salvou inais de urna vez pelo senliinenlo de re.
pcito que inspiriva cela superioridad! dc civl-
lisaco. A aureola de gloria, que ceroava a es-
ta patria das bella. arles, servia multo lempo
para cubrir sua fraqueza; e todoi os povos que
nao erambarbaros, se inlcrcsiavaro na conser-
varlo de urna cidade, que era o centro da ur-
banidade, e dos prazerea do espirito. Kis um
dos lacios, que nos ollerece a historia em com-
provaco do que diz o sabio Renthan. Quando
( I ) Pois que o prsenle rascunho he sobre
poesa, improprio nao he, que elle cum poe-
sas se encorpe, <

nenlsc.
H
eram citados. Um veulo dc desgraca soprou
rcpenlinamcnle sobre inim :, a inlidelldade dc
um intendente causoumlnba ruiua.
A' primelra noticia desle desaalre corr ca-
aa desse intendente, algumaa legoas relinda da
cidade. O accesso dessa habilacao era ilnlstro.
s os latidos dos caes responderam a pancada
que del. Esse homem.... apenas o entrevi; bas-
tava que elle foase meu rendeiro, e que eu de-
vesse receber delle saceos de ouro. Secca easa
fontc, apresenlei-ine em casa desse maudano
desconbecido.
Aproiimando-mc do lugar, onde elle ae ha-
via encerrado, senii-me atacado de um terror
subiio e Inslinclivo, pareceu-me que eu ia aasis-
iii .i .ii'11111 espectculo estranbo,... Umcheiro
acre de fumaca sabia do quarlo em que eslava
enlo o iuleodente. Como elle nao responda
aos ineus grsto, empurrel a pona, enlrd.
No meio do quarlo vi muilos recipientes c
alambiques; ao lado de um lorno eslava um
homem estendido. Que espectculo, Juno co!
um dessea vasos de .Ichimia de que elle ac ser-
.18, linha eatourado, e queunaduras recente! c
hediondas Ihe desfigur.vam o rosto. ..
Um insume antes elle pedi fortuna a oadl-
nhos mentirosos, um segundo depoia era um
monstrn. Seu apcclo fez-me recusr de agonia,
de pledade e de susto! Como elle viyia nesse
lugar lira criado algum corr de novo eidade.
e uina hora depoi enlrei cm meu palacio que-
ja fallavam em vender..,.
Foi enlo quejulguei a proposito inlonnar-
me da couducia desse miseiavel. Apenas che-
gou Italia, entrou logo a esludar i medicina


Lyiandro ic aiiinhoreou de Ailiuui diiculU
un nolle rom l|U0i coinpanheirol em um
fellm, ie dlilrulrl idtnente muralhai di ol-
,l,i,l,-, ou le a arralarla toialineulc. huta 11111
ceno Pbocio canta unido bellut coros da Elec-
tra de fcuriptdii: oom rile forain os atsucla-
doi de tal torta commovldos, que nao te poda*
rain reiotvr a destruir Uina cldade, que bavla
produiido lio bellos atpirllol, lio grandes pcr-
bonageos. Oh gloria e poder das ledras! En-
cantos da poesa!
Atrojal-voi, luocldade estudiosa e lusida
dai ao Brasil potico e grandioso, poemas ini-
snortaes, e immorlaliai-voi com elles. Mos-
trndolos ao inundo, universo, dizel-lhc, como
oulr'ora o grande Camoei a seu rei :
Veris amor da patria nao movido
De premio vil, mas nobre, e quasl eterno ;
Que nao he premio vil ser conllecido
Por uin prego do nloho meu paterno. (i)
Mas leinbrai-vos do que dii Marinonlel. 0
lim da poesa ( dli elle ) be recrciar, c recreiar
entretendo as paltes; mas para not dar um
prazrr pecfello e solido, rila jamis agita, e re-
volve, ac nao aquellas que not convin ter vi-
vas, e nao at que sao inimigat da bonettidade e
da prudeocia. O horror do crline, apa do qual
mirchaiii o opprobrio, o temor c o arrependi-
ineuto, tem contar os oulros tuppllcios ; a
compalxo dos deagracadoi, que lera quasi unta
utilidade lo eitensa como a bumanidade mes-
illa ; a admiraca dos grandes eiemplos, que
deiiam no corceo o estimulo da virlude ; um
amor heroico, e por conseguinte legitimo; eli-
aqui, no asaenso de todo o mundo, as paixei
que deve tratar a poetlt, que nao be Celta para
fomentar a corrupeo ooa coraedea dissipados,
mas para ser as delicias das almas virtuosas....
Nio he que a poesa se nao posta prestir a um
amavel brinco cjocoildadc. As musas sao n-
sonhai, e temprc amigat das Graca mas os
poematzlnhot sao antes passatempos do que
obrat: ellas devem oulros lervicoa aos homens,
cuja vida nao deve ser um diverliineoto perpe-
tuo: e o exeuiplo da natureza que ellas tomatn
por modelo, lb.es cnslna, que nada considera-
re! devem faser scui uin designio sabio, le-
denle perfelco daquclles para quem tra-
balham
Motejarlo, que quanlo rica dito ligeramen-
te he cansada repetico de erudico vulgar ?
ft'o disputamos; mal aao verdades ; c alten-
dam, que verdades ha to importantes, que por
mais que se rrpllam, nunca por Isto se incorre
na censura dos homens sabios. Dcita classe
cuidamos que sao as deque temos tratado. Nao
mala prembulo.
O padre Mannel de Souia Magalhes nasceu
na cldade de Olinda, na Treguedla da S, cons-
tando so do assantn do aeu baptismo, que este
l'6ra na cathcdral da mesma cldade no da 19
de novembro de 174-i pelo padre Francisco Olas
Bello, e padrlohos o alferes Joo Nunes da Fon-
seca cD Mara de Vasconccllos. O reverendo
Dr. Antonio de Souia Mairalhrs c D. Mara Jo-
s de Jess foram cus pas. Naturalmente ta-
lentoso, e nao descuidada a sua educir co-
mo nao foi, rpidos e brllhaiitc* progretsos em
rfeus esludos e as ledras fea Manuel de Souza
Magalhes. Drpnli de residir por algum tempo
no Hio-Grandc-do-Norle, de cusinar lalinidade
na povoaco do Po-d'Alhn, boje villa, desde
78 ale 1771. c de entinar por ultiuio a mesma
lingoa por rsparo de sele anuos cin Olinda, re
solveu-se ao eslado ccclcsiasllco. Os srus exa-
minadores o declararan! sempre aa milito digno
- lufllclentilslmo ; c na Infarmaco que dcl-
le deu o coadjutor da freguezia de San-Pedro.
Marlyr ( onde morava o pad e Mauocl do Es-
pirito Santo Saralva o declara de eslatura me-
diana, de cor clara, olhos pardos e rasgados,
cabello crespo i inuilo bem procedido, como se
v dos respectivos autos. Ordcnou-sc presb-
tero era 1778, Cultor npaiionado da erudlcao
brilbante e solida, adquiri nina cscolhlda II-
vraria, daqual al faz menc.io em seu tesia-
inenlo. Frequenlou o pulpito com milita acel-
taco e appjauso!, e foi poeta desde a puberda-
de. Fallecen aos 11 de novembro de 1800. c foi
sepultado naigreja de San-Pedro dcsia cldade
do Recite.
Dasmuilas poesas do padre Mannel de Sousa
Maglhcspoucas ciistein, algumas totalmcsHc
estragadas, c varias Ihc sao aliribuidas enga-
lladamente. Em seu testamento hu no dia 0
de novembro de 1800 declarnu elle que o Mnn-
tcdemyrra.c a Iraduccoemportugurzdas A'oi-
tu Clemmlinas, duas obras que compotera, a-
quella eslava a iinprimir.se na oflAcina de Ga-
Ihardo, e esta a tlnha entregue ao padre Mi-
noel Jos de Goes, da congregaco, para a f i-
zer imprimir tainbem em Lisboa i e que lirada
a despea, o que rendesseni deiiava para ali-
mentos da menina Joaun.i Maria Anglica. Ire-
moa publicando algumas das suas poesas,
medida que as foimos obtendo, rectificando por
nielo de diversos inanuscriplos, alias bem
raros i mas ol' recemos joi vcnoi N. SEMIO-
II \ DA PENHA, feitos para se eaniarem pelas
suas devotas em sua novena na igreja da mes-
ma -SLMI vm A nesla cidade, onde anda hoje
se uii.iin com a bella msica que Ibes compoz
o largento-inr Lult Aires Pinto, famoso m-
sico e contrapontisiu que apreudeucm Lisboa,
natural taiiibrm deste rtecife, onde viveu mui-
los anuos entinando piimcirai leilraa e inuaica'
e compondo esta, e poetando ; c as Dcima' ao
capilo-general D. Thomaz Jos de Mello, de
'iicn, c do teu anlecetsor Jos Catar de tic-
uetet, gotou o padre Magalhaei particular esli-
nii e ainiadc ; lanln increcimeuio elle linha
por sua inslrucc.io e moralidade, Rcfere-sc co-
mo causadas Deeiiwu a pouca consideraco, le-
no claro dcsprrzo, com que peraute o gover-
uador se expresiaram sobre a poesa dcscahin-
do um poueonu autor ausente, alguns figurOes,
que alias, por suas profisses c carcter, nio
deverlam astim couiportar-ae.
Quanlo aoseerioid N. -lEMIORA DA PENIIA,
os leitores entendidos acharan com prazrr nct-
les uin bjnino sacro verdaderamente sublime
Os Gregos, cuja orelha era tao seusivel e deli-
cada para o numero, liuhain reservado o p
(a) Cinco Brsilciros conheceuios f c perdo-
cm-nos elles se chocamos a sua modestia, nein
queremos excluir quaesquer oulros, de quem
nao temos cabal noticia, ou agora au nosre-
cordauos ) capazes por seu saber, c leconhe-
cida excedencia em poesia, de enrlquicerem o
Brasil com algm precioso poema de primeira
ordem, que aria os nossos encantos, e gloria;
os senbores doulores conselhciro Auloiilo Pe-
regrino Maclel Montelro, Manorl Odorico Men-
dcs, Domingos Jos Gootalves Magalhes,
Antonio Gonsalves Uias, e Joo Dapistrano Dan-
delra de Mello. Mal quem conseguir empenha-
los a tanto? o senhor Magalaes dizem-nos, que
trabalha ha modo em uina epopa oaenhor
Odorico Mcndes l se oceupa em tradutir a
Kneida, e nln sedir (|ue emprega mal o seu
lempo, mas tambrm se nao pode deiaar de sen-
tir, que havendo Ja tantas traducedes de Virgi-
lio, elle nao aproveitasse antes os seus talentos
ein algum poema original. K osoulius/ Basta
que pernatnbuco ja perdeo os senbores vigaiio
Fianclsro Ferrelra Brrelo, c padre Jos aari-
nho Falcflo Padllha nossos contemporneos, dos
quaes talvcs anda tratemos em artlgos especi-
aes.
com telo elle s Introduzlra, gracas ao teu
espirito essuas maneiras, em casa de meu lio,
o marqnet dePIzaiil. Meu to por ana inorte
encarregou-o dos ineus negocios ; minha for-
tuna, como ja disse. era consideravel, nao me
lali ivain amigos e invejosos. Estes ltimos li-
garam-se logo com o meu novo tutor, e ludo li-
eram por oompletar a minha ruina.
Aos trila aonoi, ene homem era ja un es-
tranho composto de todos os vicios. Mil aecu-
aces tenebrosas peiavam sobre elle, al tues-
iio ebegou-se a Impular-lbc o ter traKcado com
a vida de leus clientes; o veneno, estudo.no
'l'iii era venado, llnha-sc tornado car suaa
naos urna arma argura. Como elle era recebi-
lo as melhores catas da cldade, couheceu In-
aciislvclinenle todos os segredos dellas, Foi as-
aiui que chegou a descobrlro que cu escoodla
no fundo do meu coraco.
No mel das inhibas desordena t da miuha
vida insensata, cu havia observado urna 11109a
uobre e bella, digna em ludo pela sua graca do
pincel dlvloo de Rafael, to pura e to modes-
ta, que (arla inveja aos anjoa. Nao Ihe direi o
dactylo para os poemas berolooa : e ha o que
fe o nono Magalhes, empregando-o na mador
quantidade nesia pumoroia composlcio coin-
poslc-o lyrlca. Osiiniles, at inyilimas e bellas
alegora!, a riqueza dos termos, e expreaidei,
fortes e Imitativas, a docura e harmona, o fu-
go e a unofto dessea pouoos verlos caracteri-
sam a tubllinldade do ten estylo ; pola que cite,
teguodu Dr. Alambert, he aquella quefai rei-
nar a nobreza, a dlgoldade e a magetlade em
urna obra, n- qual lodos 01 peniatnentos lo
elevados, todas as espressoei graves, sonoras a
barmoniosai.
O outro poemeto em Decimal, a qua chama-
mos Satyra, est eicripto como epstola ao ca-
pillo-general. Oseu eitylo be simples, qual o
que convin i epstola, e fainilla,rldade de que
oaulor gozava com o Goveroador. No cslylo
epistolar a clareza e a nitidez unidas l graeal
naturaes baitam para o tornar agradavel; mae
nem por ist* o eslylo epistolar despiesa as fi-
guras de palavrase'de pensainentoa ; admlile-
as a aeu modo, porque ba metapboras para to-
das ai coiidicet: ai reticeociai, ai Interroga-
ces so-lbe permiltida; porque estas figuras
ao expresses mesmo da natureza, Tudolsto le
acha desenipenhado na Satyra, como a sua lellu-
ra reflectidaiiianifcsta ; co del zainos de ana lysar
e patenlear mludamcnle, porque Isto darla ao
preaeute artigo urna extenso Incompqrlavel.
Tem a Satyra alguns equvocos e anlilhese;
mas eltes seus alavios nos pareccm to naiu-
raea c eogracados, que nio noi retolvemos a
compreheud-los na bem justa proscrlpco doa
falsos bi libantes ; alm de nio serrn os equ-
vocos abiolutamenie banldoa da eloquencla,
com tanto que haja conveniencia com o as-
aumpto e genero de poesia ein que ae empre-
gaui, mulla moderaco, naluralldadc delica-
do goslo, nio pueril. Sem Incommodar Blgran-
des e pi 1 mili,>s mealre, notissimos aos Ilitera-
tos, mu unos que aot novlcoi em potica nio
desgostai o sal com que no ponto ineslrea
CoutoGueneiro.
Ui este :
Ora eu nao sou lo mo contra 01 collados
Equivocoi, que 01 mande deilerradoi
Onde mais se nao salba de tal gente ;
Auto mando-a vlver alegremente,
Ordenando que faca luai vetei
Na Saiyra jocosa, ein Entremese!,
E em algum epigramma, que he rlsonho .
Mas devem reparar, que Ihea dilponho,
Que nao v.o l metter-se de patrulba :
l'oucoa, que no queremos mulla bulha.
Apparecam do iudo, que appareceiu
Eructas, que l no oulono reverdecem.
Excepto em irona; porque nessa
Nao ba trauca, ou ferrolho, que os inipeca :
Porla franca : mas lein menos licenca
Oa de pura dieco, que os de seolcnca.
F. passando a anlithesrs, quanlos poetas
ciiitemporanens de Magalhes nao resvalaram
a oada passo desmedidamente nellai ? La fen-
riarU as superabunda, como o observa La llar-
pe. Mal 'on a dit r/iic peut-etre la til ixtrimt-
menl itrirur na la comportan pal. On a voulupar-
lir. lans doutt, de VanlUhut trop loitenue, trop
etudie'e, trv/i artitttmcnt arrange ; maii l'antithe-
te paiiaqere, rt tam afficlation, etl un tow d'es-
prit, el d'exprcitinn auui nalarel, auni noble, aul-
si leiieuxi/mitin nutre, e convcnienl tout letia-
jett. Di-lo Marmootel.
Parcce-uos, pois, que se o padre alanocl de
Souza Msgalhci poctasse boje, ou se no lem-
po em que vveu a provincia c o Brasil Ihe of-
rrecesiein o elementos das iciencias e ledras,
que boje felizmente possiiiinns, e se Ihc desper-
laiie a emulaco, leria elle sido um dos prlinei-
ros poetas brasileiros em lodos os lempos.
Antonio Joar/nim de Millo.
REPETICA.
O' Penha myitlca,
' ,i 11 (- em si conten
A fonlc prodiga
o Salvador!
Esses anglicos
Puros Espirito!
Vos dcni lonvor.
O" Penha myitic
tli doScnbor!
I
As penhas rusticas
Esteris sao :
Vs, Penda nica,
Dais fructo, e flor;
O Lirio candido,
O aalutifero
Fructo de amor.
O' Prnha myslica,
Mi do Senbor!
II
Das penhas solidas
Aginas reaes
Ao Co elevam-se
tlom mais fervor.
Os vos rpidos
Por vos pieraram-sc.
Ao Sunimo Ardor.
O' Penha myslica,
Mi do Senbor I
III
Na penhas cncavas
F.chosse do,
Que pelos mbitos
Causaui terror,.
Penha santlssima !
S em viis ouvem-ie
Echos de amor.
O' Penha tnystica,
Mi do Srnhor .'
IV
as penhas speras
Abrigo tem
Animaes tmidos
Do cacador.
Km veis intrpidos
O Homens livram-se
Do Tentador,
o'j'enha myitlca,
Mai do Senhor 1
V
A' penha ingriine
Subi Ar.io ;
Fni dai inos lnguidas
Sustentador.
Em vt o Miseroa
Na sorle horrfica
1 obrain vigOP.
O' Penha myslioa,
Mal do Senhor I
VI
Penha mais celebre.
Que a do Sinai,
1 '(ule o jusllsslino
Legislador,
Com dedo prvido.
Estampa o Cdigo
Das les de amor.
0' Penha inystica,
Mi do Senhor !
Vil
Penha benfica,
Nao por Moiss,
Mas pilo Altissimo
Ao Pcccador :
MI
Ni
i.., ..1 .a iii.ir/.:~iirtriaaiiiixtl
^erdade logo que a vi assim esqurcida de
Teda lquida-se
Em doce pelago
A leu favor.
O' Penha myitlca,
Mii do Senhor!
VIH
Sale forllaalraai
columna! fe
Da penha rgida
O Sabio Autor,
Para habitculo
Do Santo Espirito
Consolador.
O' Penha myslica,
Mal do Senhor!
IX
Penha mirifica,
Onde Jeiui
Qual larca inllanima-ie
Em puro ardor ;
E nio coniome-ie
Poli que be perpetuo
O aeu verdor.
I)'Penha myitlca,
Mi do Senbor !
X
Aqu suipendatn-ae
Votes morlaei.
Que flea lnguido
Todo o louvor.
A' noasaa clausulas
tic vono mrito
Superior.
O' Penba inystica.
Mal do Senbor 1
XI
Aos nosios nimos
Bem dcsiguals,
Fracot perlodoi
Nao tem valor.
Esies angellcoi
Puroi Espiritoe
Voa dm louvor.
O' Penha wyiUcv,
Mil do Senhor t
ARGUMENTO.
Refutam-ie os fundamento!
De alguns homrus entendidas,
Que ralbam doa inslruidoa
Fm oulros conhecimentos 1
Mostram-se 01 increcimentoi,
E excellencias da l'oeiia :
Que qual quer labedorla
( Se nao abusamos della }
A nossa venluia anclla,
A noisa fama avalla.
DCIMAS.
Quem ser lufticiente
A dar-te digno louvor,
Se o leu inerit,i, leohor,
He as vose transcendente ?
Dos homens o mais scienle
Al-una coma dir ;
Porem onde le achara
lluui sabio 1 yajvaJU be to raro :
Quem o ser .' IMtleclaro ;
So huin Poeta d aera.
Mas Letras o mais versado,
Sem Poesa, he pateta ;
S he sabio o que he Poeta,
Como ser demonstrado.
II11111 Juiz, hum Advogado
Sao mentirosos, Iratantei;
Os Mdicos ignoranics:
Os l'hllosophos aophlitas :
Charlalei os Moraliltas:
Os Aitrologos pedantes.
O bom Desembargador,
Claro Macedo, meu Brlto,
C. ,11 va I lin. Bastos perito,
O amavel coadjutor,
Contra mim todo o rigor
Pratiquem sem pledade :
Que eu amo a siuceridade ;
Sou Catio, em que me mellen) ;
Inda mesmo que me pellein,
Heide fallar a verdade.
Digam que he presumpeao minha :
Que me pode isto emporlar ?
Cada um deve chegar
A' braza a sua sardlnha.
Que materia me convinha
Mal ajustada, c mais bella '
Sem reserva, nem cautella,
O Poela he sem segundo ;
E a esses sabloi do mundo
Eu trato de bagatella.
Aitrea 10b o docel
Tem s da rapada a armacao ;
Seui copoi de vidro lio,
Sua folha de papel:
A bil.ine.i sem fiel,
Sem mostrar peso, ou medida ;
Ti,,/, urna venda fingida ;
E pela letra trocada,
Passa a Justlca vendada
A icr Juilica vendida.
Advogado o mai perfeito
Al Leis chama seu composlo ;
Mas faz do Direilo torto,
E da lorto faz Direito :
Torcendo as Leis a seu geilo,
Dcfendc sem coiupaiiu
Gomrasoes a sem raso :
E cisque as bolsas cibauridas,
Vo as Partes concluidas,
E os autos sem concluso.
?liando o Medico chamamos,
rae elle uin seguro foi le ,
Por dar-nos a salvo a luorte
Nono rllnhciro Ihe damos :
Se da molestia saramos,
Dizque a vida Ihc devemos ,
Porem em flm se morremoi,
Dis que a hora he definida.
Paiso bem a sua vida,
E nos a nossa pcidemos I
Dos Filosophoi, tirados
Os principio! evidentes,
Sio ai mentira! patentes,
O enoi continuado!:
Fin the.ies alainbasados,
Nao ha quem posta aturalloi.
Se |,enrodemos sondados,
Mil subterfugio! invenlam ;
Sabloi da Grecia le oilentnn,
Sendo de Trola cavalloi.
Sacro Jrrela, allegando
O Larraga, o Busembaii,
Corella, Castro Pallan,
Todo vermelho bufando ;
Os Decreto! vomitando,
Os Concilio! Synodaes,
Dccises, e Pastoraei,
Nenes incultos Hrasil,
He Touro doi Caririi
Entre os bandos recentaes.
Hum Pantorra reverendo
illuilo labio le inculcando,
Ail mira ai obras mostrando,
Ad extra as obras trazeodo ;________
2
a sua.
Meu tin mora na 'ti" GrUtt com minha
sua soberana bellota dianlc do espectculo des-!nial, eu eslou por lodo esle n.ex no convento de
Santo Ambrosio.... L be que esperare! a sua
respoita
sa fraliladc, ciiinprir csse dever religioso com
urna grftca iseota de repugnancia, seuti-mc en-
ternecido....
Todos os mendigos c euTcrinos all estaram a
mintia vista, ella percorra suai lileras profe-
riodo palivras de anlma;o c de bondade.
Contemplando-a fni-me impossivcl nao Icm-
brar-tuc dessa joven c bella raiuhada Huogria,
8unta Isabel, a qual tambem culdava dos po-
bres drcnles!
Acabada a ccremoDia, aproiiinci me della e
de sua mal; ella abaixou os olhos, c subtrauio-
se aos nicui coiiiprlmentos.
Oe-sc da ein diante nao sonhei seuao com es-
sa imageiii anglica A ideia de uuir minha sor-
le a to nobre pessoa era lalvct louca, he ver-
dade, poderla mesmo p*ssar por aihblcao ; por-
que essa, a quem eu jachamava minha uolva
no fundo do meu corafiio, era nerdelra de uin
nome e de urna fortuna cujo brilho eicedia o
meu.
y liando eu ia pedir a sua mao, soube da mi
aeu nome; tit un* crut aobre esse nome, que nba degraca c da miaba ruina..-. Na noite
talvea a eata^ boras csteja taicrlpto oa pedra de desse golpe lerrivel sd me restava fugir, vidos
um cenotaphio na Italii. Tinha ella ento dea-' credore parlilhavewn entredi oa meua despo-
sis anoos, as adulacn e ai sedueces de toda Jos, quando recebi um bilhele nestes termos:
a especie a-rodelavain. Quem se Iheaproiima- Nao desespere, Sr, Pompea, ae he pobre,
va sentla-se uielhor e porlmwdoj onvindo-a eu, gracas A Ueol. sou rica. Creio ir alem le
pela prime.ia vei envergonhei-mede serindiii- sem deseios convidaudo-o a pedir minha mo a
no della. lito fol ern Flesolc
ella cstava
montas sao
la va va 01 pe dos pobres na quiula-feiraiaiiia... assegure 1 miuha felicidade c no iiieimo tempo Deipreador iDoulo das comas tantas, elle
Teruina.
Recebeodo esta carta, quail que morro de ale-
gra. Eu que me Julgava indigno de tal ihe-
louro, la ver-me possuidor delle, cu a quem a
ruina e o deieipero ennagavain, escapav.i do
deietpcro c da ruina A boca da noite acbava-
mt dlanlc da vil/a Grllli. 'eu pedido foi rece-
bido com altivez; o deidein, e a friexa me ac
brunharam. Todoa labiam da ruina de minba
fortuna, que 1 m por uva poil a minba nobreza ?
Eu catava batanle envergonhado, e nio quiz
que oulrem o fosse tamben); por filo nao mos-
trei a carta que autorisava esse meu patso.
Voliei .illlii 10 ao convento de Santo Ambrosio,
e del parte a raluha joven e doce bemfciiora do
resultado da minha minio
Seu lio, accreaceotei, j deu sua palavra
ao chele de una familia to elevada como a aua,
t me reita agradecer Ibe e fugir. Elle dase-
me que ainanba devem llra-ladeite convento,
amanha a imhora deve aer mulher de outro 1
Aconteca o que acontecer, o coraco de Pam-
peo uunea baier aenio pela senhora ; ab I ilm
a senhora ser minha irina, e permiila-uie que
Ibe d este nome !
Ella liuba rtlremccldo ao ouvir o nome desse
brimem que sua familia Ihe impuuba. Era um
Sobre os Dogmas ditcorrendo,
Ot Myslerlot diteutindo ;
A01 rala ja preildlndo
l'regador, ou Mltilonarlo,
Elle um neiclo, um plagiario*..
Dentro d'altna me eitou rlodo '
O Gemetra, que llda
m um trabalho profundo,
Sabendo medir o mundo,
Nclle vive aem medida :
Pea bem 1 ainguem duvlda !
Mai noi di peoi Incrivel:
Goma 01 nmeros poiilvril ;
Nao fas calo em risflc varlaa
Por llnba Imaginarias
Das verdades infalliveli.
Obiarva o aitro Inflamado:
Malvendo luzlr noicarupoi
O brllhanle perilampoi,
A cauta ignora .* coitado 1
Pnenle o ar perfumado
De aromai encantador.
Que dit o Mor doi Doulore
Por obaervacdei tao bellas 1
Merltto da lu dai ettrellat,
Nada do chelro dai Horca. ( 3 )
A01 Aiirot refulgenle
Um cerlo errante chainava.
Digeuei Ibe toroava .
Ve, bom homem, que tu incntei:
O Aitroi obedienle
A'l Imposta! leis, que insserraui,
A sombra espena deiterram
Em peridica accio :
Ellei errantei nao sao ;
Os homens sio 01 que erram.
Tallas, que 01 astros ohierva
Na gruta ic precipita:
Dol-ie, luta, geine, grita ;
lis que o acode urna aerva :
Ah 1 meu senhor, iem reierra,
O que te convem nio vei.'
Oh I Quio neiclo, que tu l !
Luucura rnalor nao ha 1
Querer ver quem longe ella,
Sem ver o que tem aos pes.
Desle que Ji dito tenho
( E os que deixo de dlzer )
Que o mais libio vem a ser
O Poeta, approvar venho.
Sem que cigote lodo o einpenho,
Digo que sem l'oesia
A mesma facundia he Irla :
Nio ha sem ella eloquencla : (.1)
S ella anima a evidencia,
Dando s voses energa.
De que me serve exprimir
O que est no pensainento,
Se a Toreado meu intento
Veoho cu mesmo a destruir I
Nlnguem podera ouvir
(Inda na frase mais pura )
Asdescripcdes sem pintura,
Os discursos iem ardor,
O conceitos sera valor,
As narracoes sera cultura.
S do Poeta a cxprciiao
Fazdafonte urna serpete,
E fat mudar de rrpente
O mar em feroz dragio ;
Al Cloris muda em lefio,
Ai Flortndsi em penedoi ;
Fax lnfai dos arvoredoi.
No Ceo as Dore! colloca,
O astros por llores troca,
Vira ai almai em rocucdoi.
Alexindre susplrava
De Achilen grande dita,
Aoqual com gloria Infinita
0 grande Homero cantara ;
A nenbum sabio Invejara 1
Todos a elle cederain ;
A01 outroi nao le renderam
Dlitloccfiei to glorlosai I
.Vele Cldadel fumosas
Por Homero contenderam.
Se ai prov.11 nao lio completa!,
1 .mu Feoelon asaeVero,
Oue a Eicrlptura excede i Homero,
Cuino Homero aoi inals Poclai :
A Poesa dos Profetas !
De Job os altos tlenlos 1
De David 01 pcniamentoi! .
As belleza! doa 1.amares!
Sao ai provas singulares
Dos poticos portentos.
Em fim, Pretor cxcellenle,
Tenho j tocado a meta 1
Sendo o mais sabio um Poeta,
Voa louva condignamente.
Mas eu tico descontente.
Poli nem uin, nem ouiro lou.
E se aos Grandes aggravou
A minha proposlcio,
IVrdorui, pois como a Balo
Hoje uuia Beita 1 ilion.
Ora pois faier as pares
G'oalloineni de bem perlendo,
E lubuiliso me arrepeodo
Doa meui aiserlos mordazea :
Fon o pensar de rapases :
ito fol ein Flesolc nei lo de Florcoca, meu lio. O senbor he de boa familia, sei que velbo altivo e duro, que inelleudo-se ein inlri-
enlao .ahjorla u'uiua desiai ceri- lie leal i mai t.imbeiu tei que he Infeliz gal poltica!, te vaogloiiava de una vida de sen-
las e lio affeetuoias no nusso paz, S tenho ette mel de talva-lu, lalvet que elle lualidtde, e de desorden!.
i'l 1I111 mihr... i..,......... r..:_. .._ ... ......,... 1 ii..*,^.i. .._., -....-,............ ii..i., ...iilnr .11..nio ra cnus.ia mili, til..
( 3J Con/cclurrrtia se, que o luzir alternado
do perilampo proceda de que urna especie de
palp acodclle iuipcllia ohtmor fosfrico que
Ihe resida no venlre.e eilendendo mal a pelle
licivi esu 111111 diafana,e dexava ver*a lunnaii
claramente. Eaindaem i827odoutorAgoitinho
Albano da Silveira Pinto nal suas Primiirat
IJnli 1' de Chimica, e fotanica colloca proviso-
riamente a Aromilu nos oleo! hxos, ein quinto
os chiinicos nao averiguam com mais funda-
mento (diz elle ) nao so a composico dos le-
os llxoi, mai a cauza qucexplique ai diferen-
cai de seu respectivo cheiro, c as do modo por
invena um dcllcs se comporta cbimicaiuente
e que o aroma parece ser devldo ilmpleicmnte
a volatlllsacio da proprla lubitancia, e nio a
um principio partlcula-aromilico, por alguna
denominado eipirilrt rector das plantas.
(4) Petronioqueria, que 01 primeir.is es-
tuJoi da eloquencla fussein nutridos com a le I
tura dos poetas, e sobre ludo com a de Homero.
Tbeofrasto reconbecc, que a leltura dos poe-
tai he Infinitamente til jos oradoret. Longi-
no a recouicnda aos que ae querem elevar
alta eloquencla. Quimillano peoia como elles:
He noi poeta! (diz) que se deve proenrar o fu-
go doa pemamentoi, o sublime da expressio,
a forca, e verdade doi sentimental, eajuiteza,
e decoro dos caracteres. E La Harpe dlx,
que a poeiia fol o berco da lingoa Fraocea,
bem como de quaal todaiai lingoai conhecl-
dai ; no que he concorde D' Alambert, dlzendo
Quoi qn'il en loit, ce son le paites 7111 ont form
la tanguee; n'eitauul rharmonie de la poesie qui
a fail naitre cetle de la pro, lie poli evidente
a verdade daai-erco do nusso Magalhiei: e
polla ella, e o votos doi meitre cima, e vis-
to que formado governo do Hraiil nio s he
apta para formar oradores, mas driles tem
necesiiilade ; pergunto : He til, ou mi culii-
varmoa a poailar____________
.. i-'^--------a^__-L
nao comprebendia que a gente poeate ajoe-
Ihar-se n'um claustro com suspiros, ou remor-
ot, ai tocba da orgia eiciareclam anda la
fronte calma, e lualrrliioi a elle mesmo pou-
pava, vivendo rodeado de gente corropia c a-
villada.
nir-se alemelhanlc boincm anuitava aquel
la aquemeu amava, cedendo ana meus rogo!
ella toinou o partido que Ibe otTerecla a necca-
Idade, o da fgida.
Andunos vagabundo! leii mezei mudando
de cldade como proscriptos, oceultando-nosde
todos, chorando juutoi, sem cuidar que as la-
giimas, esse n elctrico das almas, fundem as
lympalhiaetndeiuuctiveli.
IH poucos recursos que escaparam da minha
ruina, foram logo consumidos, cumpria que
eu procurasse novos.... Urna banda de comi-
tlicri acabava ento de fimar-se algumas le-
guas longe da fronteia de Franca; esses ho-
mens propoteraiu-me tecretamente ser seu che-
fe. A llberdade da Italia se achava ameacada:
guerra se accendia na Valtelina. Minba reso-
luco era csnhrcida ; as promessas nao larda-
ram a deslumbrar-ine. Aquella que me acoin-
panhava, e da qail eu nao poda cooienlir em
eparar-ine, recebeu a confidencia dol ineus
projecloi. < oppot-ic a elles com toda a energa
da paito e do temor. Ella repreientou-me os
perigos e traicei que eu ia correr, neipondl-
Ibe com o quadro allliclivo de sua miseria, llo-
va rila sotuer assim sem queixar-se, nao podia
eu enlo soccorre-la ? S a cuno ella eomenllo
em ver-me entabolar negoclaces occullas, eu
sabia umitas vezes, e paiiava at uiuitoi dias
Cada qual no que aprendeu
Ser labio cunfetto eu ;
Se outra iclencla eitudou,
Nenhuin dellei ia obrlgou
A lber o eiludo meu.
Al razei deilai extremoi
Ai abomino, ai eacuio 1
Que lein o lber c'o abuto,
Que ni do lber farcino)
Do que eitudamoa utemoi
Com modo, e lobrledade.
Ela aqu a utilidade
(luda apelar doi cootrirloi)
Que noi faz ler neeeiiarioi
A' humana aocledada.
as leis gloria nao pequea
Teve l.u-iir ,u, I 11> 1.111.1 ,
Ein curar o corpo humano
Um Galeoo, uin Avicena :
Filosofou com sabia peona
Nenlon. e Coperuico igual : 1 ,V
Tbomaz de Aqulno em moral;
Euclldci ein Geomelria :
E Aroblinedes todava
Todos lein gloria inmortal.
Agora Iranicreverel
O que do Sabio le caereve :
Arte looga, vida breve ;
Eu lo id que nada aei:
Nem lito ineituo dirri;
Nao ici o que he ignorar :
1- iihn do erro, hel de errar ;
Minba inopia recoubeco.
Com o profeta coofeiso
A, a, a..., nio le filiar.

Achi-se recolhldo nossa bella capitil o
meretissioio Sr. Dr. los Thomaz Nabuco da
Araujo,.....um iloi pernimbucauon de adop-
(80 cujo renome iguilht o aeu merilo, c cu-
ja capaciJade lilteririi I11 sido em longa e
alunse provarjSo urna daa gtrantiaa de or-
dem, utn dos austenticulot do li lar pernam-
bucino n'esaa crise omino9a|do pro lominio
insoliio da poltica ubversora, o do favor...
Eis-ahi chegadoo mesmo corado pernam-
bucann nunca il>-sm- nli lo : o magistrado
iotegerrimoedecoDCoilu Brizileiro: o ju-
ris.nuilenle rsclirecido ; o homem polllico
elisio de probi lade e de bom senso, sem fa-
tuidade, e despido;do bajulatOes seducto-
ras ... 11 n.1- n 1-, que. o mime do Sr Dr.
JosThamaz Nabuco do Araujo, em seu re-
gresso da Corte, onde mu honrosamente de
sompenhou altas commissues, vugasse neo-
DIVER8A8 PR0VINCIA8
Rendimentodo 1 a 26 .1:503,813
dem do dia H7........ 36,1*5
t:139,958
i',x|i(>ilacao
Liverpool, galart ioglet* Sword Fisk, de
S24 looelidis, c 1111117.K1 o seguinte ;
t,3i saccia com 7,313 arrobas el libra
de algodSo, 800 barricis com 8,992 arrolus
e U libras de atsucir, 500 saceos com 9,867
arrobas e 6 libras de dito, 5 barris com 70
arrobas e 16 libras de dito.
Par;o de Catniragibe, biate nacional No-
vo Destino, de a!t toneladss, conduzo o
seguate:
30 voluntes (azoadas, 7 barris cal, 381
arrobas carne, 86 barricas bacalho, 9 vo>
lunii's drogas, 4 caitas cha, 5 gigos bata-
tas, 1 dito loma, 4 btrns manleiga, 4 vo-
luntes szeite doce, 9 ditos vinagre, 9 caixas
queijos, 1 pipa e 1 barril vlaho, 17 resmas
papel, I volunto ferrigons, 100 ditos mo-
tilados.
KI.U.IH.Iiolll A DE RENDAS INTEKNA8 GE-
RAES DEPERNAMBlir.O.
Rendimentodo dia 97.....508,990
CONSULADO PROVINCIAL.
Rnodimento do dia 37 1:109,560
Moviracnto do porto.
Navio snhido m di* 27.
Camaragibe biate brasileiro Noto Desti-
no, meslre Eslevo Ribeiro, carga varios
gneros. Passageiros, Francisco Pacheco
Soircs, Urbano Pereira Ferro, Miguel Ar-
chanjo da Silva.
EPITAE8.
0 Dr. Custodio tlanoel da Silva Guimarles,
juiz de direito da primeira vara e do com-
inorcio nesta cidade do Recife Je l'prnam-
buco, por S. M. I. e 0. o Senbor D. Pedro
II, que Dos guarde &c.
Faso saber aos que o presente edilal v-
reiii que se acha vago o ofllcio de porteiro
dos auditorios desta cilade, por haver fal-
lecido o sou serventuario J080 ianuario Ser-
ra-Grande; em consequrneis do que con-
vido os pretendentes ao referido ofllcio para
que, no praso de 60 dias contados da puhli -
gntto e in.perrebido na chiva Ierra de sua j" ,0 desle eiiMi moapresentem seus re-
adopco, no heroico e senipra roconhecido quorimoriios datados e assignidos por si ou
Pernimbuco, que elle mu dignamente re- geug procuradores, acompanhsdos de
presentou na prxima pissada legislatura : j foln, corrid,, certidfio de idade, examede
presumamos que o seu nome talvez 'osse gUuciencia e mais documentos que enlen-
um dos votados 10 ostrocismo desse replan- ufrem convenientes, sendo todos devida-
Mque por ah projeclam ni represonlacSo mente son,du. segundo o dlsposto nos ar-
geraldaprovincii ; porm elizmente vimos lignJ ,, e ,4 d0 rogulamento n." 817 de 30
o nome do anligo esempre leal deputado I de ,g0Sto de 1851
pernimhucino, novamente inscripto n'umi| E para que chegue a noticia de todos man-
chapa que pubhcou o n. do/J.nnode hon- dej *tt 9lli,ae4 p,rt serem, um publi-
lligosiianm-nos 1
ten. Higosi|anin-nos! F. entilo dtssemos
ao lanzar eslas lindas : NSo morreram ain-
di, nem morrera junis na vida politici dos
Pernambucanos a sympathia de quo gosa o
magistrado Nabuco. Eu Votarei nelle.
Um l'ernambucam.
COM HERCIO
ALFANDEGA.
Rendimentodo 1 a 26. .
dem do dia 27.. .
304:717,517
Dcscarregam hoje 28 u*e oufufcro.
Barca ingleza Bonita mercadorias.
Barca ingleza Lord John Russcll -- car vio.
Birca americana francs Watii furinha
de trigo.
CONSULADO CERAL.
Rendimentodo I a26 .28:831,697
Idemd0dil27........1:609,239
30:440,866
' yj Coperuico leve a gloria de demonstrar o gyro
da Ierra, e dos planelaa em torno do sol, ue-
lenvolvcndo, e aperfelcoando com iuai inedl-
Ucdei por mal de trlula annoi eala aotiga Ihe-
orla enslnada por Pylhagoras, e outroi mal nao
demonitrada, o que so coube a Coperuico, que
teve 1 (inlieiu algumas luzes da gravila(o- Foi
em seu lempo, que em flu se comprebendeo
ser melhor obiervar o nosso mundo do que
fazerum; e que urna boa experiencia, que
demonstra uin laclo, vale mais que uuienge
nboso systeina, que nada prova ; e cahlo ento
a liioMiil.i de ai moteles, pono que nao a iua
gloria, que he fundada em ttulos, que o lempo
t'-ni consagrado. Newton dcinonitrou depois
com a ni 11.0 evidencia o systema do inundo, e
ai leis do moviinenlo. Parece pois que nu fol
sem raso. que o nosso Alagalhcs cuiparelhou
aites doui grande! filsofos, dizendo :
Filoiofou com labia penna
Newtou, e Copernico igual.
Mas Newtou morreu em ITJT, c Voltairc
eicreveu, c publicou em i~38 01 elementos da
na loiotia, e Lacallc foi qurm Ihe corregioa
parte inatbeniatir.a, que lodot convem que nao
era o forte de Votaire, e assim fez este Ice, e
exedou a curtosidaJe fiancezaa ver o sysleina
de Newton, que olhavo com desprezo em
Franca cincoenta annos depois de publicado ein
loglate.ra lo visioha, a ponto de recusar o
chanceller de Aguessesu a Ma approvaco ao
Syilrne du Honde, preoecupado do cacrupulo
ciirino de que reconhecrr no mundo leis
nateriaes, loviolaveis, e omnipotentes, era
tornar intil uina cauza luprema [ e al o car-
dial Polignac combalcu no teu ^nli-f-urrerio a
dcscoberla Je Newtun como urna recordayo
peri|(o pois tambem, que se he para estranliar o que
entio se deu em Franca, nao he paraseesque-
cer neste rascunho cm honra do nosso Puela
o conheclmeuto que ctle em Pcrnaiubuco teve
da iilusolia de Newton em mullos menos annos
depois de publicados os elementos de Vollalre
cm Franca do que os que esta tardou cm 1 re-
ceber, e adoptar depois de publicada em In-
glaterra, e o justo spreco, c honra com que o
inesino Magalhes falla do grande, c Iminorlal
Newton; em Pernambuco, digo, cujas ida-
rdei com o velho mundo te limitavo a Poilu-
gal, onde a legislaran tloha cilabclecldo oa
uaioreiembaracos a introduce.u>. e circulafo
dos livros, e onde as obras filosficas de Vol-
taire nao ero entio lidaa, le nao a modo cas
portal feitadaa, pur terem lidoa mor parle
prohibida!, e algumai at queimadaa na iraca
publica pelo execulor daalta Justica.
cado pela imprensa e outro alindo na por-
la da sala das audiencias.
Odo c pissatlo nesti cidade dd Recife de
Pernambuco os 37 de selembro de 1859.
Eu, Minocl Joaquim Baptista, escrivo inte-
rino, o cscrevi.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria
proviacial, em cumprimento da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, de 39 de
selembro prximo passado, manda fazer
.280:561 516 I'"1'1'1''' Que nos dias 26, 27 e98 do corren-
24:156001 |te 'ra PrC pera ser arrematado perante
a junta da fazenda da mesma thesouraria,
a quem por menos (lzer, a obra do 99. lan-
(o da estrada da Victoria, avaliada em ris
13:9021310.
A arrematacSo ser feita na forma dos ar-
tigo! 34 o 37 da lei provincial n. 986 de 17
de msio, esob as clausulas especiaos abai-
xo copiadas.
As pessoss que se propozerem a esta ar-
ro iini.it;jo comparefam ns sala dis sesses
da mesma junta, nos dias cima doclaradoa
pelo meio dia, competentemente habili-
tados.
E para constar se mandn aflxsr o pre-
sente e publicar pelo Diario.
Secretarla da tnesourarii provincial de
Pernambuco 2 de outubro de 1852.-0 se-
cretario, Antonio Feneira da Animnciaro.
Clausulas especiad da arrematara
i'jl." As obras do 22. ntico da estrada da
Victoria serio feitas deconformidade com
o ornamento e plantas approvadas pela di-
rectora em conselho nesla data, e apresen-
tada aprovac3o do Exm. Sr. presidente
di provincia, ludo na Importancia de ris
13:9031310
2. O arrematante comecar as obras no
prazo de um mei, e concluir no de um
anno, contados da data da assignatura do
contrato.
3. A importancia dcsta arrematarlo ser
paga em quatro preslacOes iguaes da raanei-
ra seguinte:-a piimeira, quando o arre-
matante livor feito a tertja parte da obra do
seu contrato; a segunJa, quando tiver fei-
lo tlous tercos das obras; a lerceira, quan-
do fr recebida jirovisoriameole ; e a quar-
la quando fr definitivamente recebida, nio
devendo etTcctuar-se pagamento algum an-
tes de lindar-so o primeiro semestre do
cxcrcicio de 1852 a 1853.
4. Para ludo mais que nio estiver deter-
minado as presentes clausulas aeguir-se-ha
joquedispOe a lei provincial o. 386 de 17
de na ni de 1851.
Conforme. O secretario, Antonio Ker-
reira da Annunciaiio.
Deca raoes
-- 0 Dr. Jos Thomaz Nabuco de Araujo,
juiz de direito da primeira vara criminal
desta rom rea do Recife, faz publico que se
acha no exercicio da dita vara, e que reside
no aterro da Boa-Vista n. 37.
O arsenal do guerra compra azeltede
carrapalo e de coco, velas do carmuua, lio
de algodo e pavios: quem quizer fornectr
ditos gneros, comprela com sua propost
no di 29 do correte mez.
O arsenal de marinhs, precisa com-
prar pata fornccimenti) dos navios da ar-
mada, barca da escavano, e enfermara de
marin, om o mez do novembro vinnouio
ausente. Uina vet vollando para casa, achei-a
toda debulhada em lagrimas. Um repentino
error gelava. seu espirito, rila cstava pallida e
trmula.
CJue tem voss ? pcrguntet-lhe eu, apenan-
do suas luios frias entre ..s mlnbis.
Ella contou-me que por diversa! vezei u
'lomeiD, cujo nome ignorava, lomara introdu-
zir-seeiu minba caa, ora por ameac 11, 01a pela
brandura, que ein minha autencia interrogara
ineus criados, e podia ser um etpio. Accres-
centou que elle trazia nina mascara, que era
de mediana estatura e que sabia de noite.
Nao me vcio um sinslaulc a ideia de que po-
deisc ler uin amoroso ; cu Babia que estiva ex-
polio a dclaco, por io resolv lomar as inl-
nhas medidas. Annci meus criados, pui-uic a
eiprella, mas nada vi. Um bilhele adiado por
mim nu jardlm me conslernou, nellc bsvla a-
meacas coulra o nico amor da minba vida,
minha companheira era votada aos maiorea pe-
rigos seno se cooliasseiiiimedlatainente con-
duela do homem que havia de vir procura-la
pela mcia-noiie. Urna carruagem de posla de-
va recebe-la, e leva-la a Florenca para a coin-
panhla de sua lamilla.
Este bilbele posto assim n'um banco do jar-
dlm esperava a infeliz no teu lugar costumado...
Nessc dia tudu devia allastir a stipposicao da
iiuih.i volia, cu chegava feliz, com o coraco
palpitante d'iima recente viclotia, tinha inler-lvava
ceplailu os deipacbos que lam talvez decidir da
fortuna de mu imperio ; enes despachos esla-
v.iin assignados por Hlchelieu !.... Quando a-
uoiteceu, oceultei-ine, e esperel... A hora In-
dicada ouvt primeiro o rumor das rodal de uina
carruagem por balxo da varanda, depois entrevi
na sombra um homem de capole que se diriga
para a cicada. Tolhi a rcsplracio e arme! a ca-
rabina.
Ella tem fello j muilat veiei rogo lobre
traidore, dlsse eu comigo pondo o dedo no ga-
tilho, oh i desvra^ado deste !
Nrste momento uin veo esprsso cobrfo ineus
olhos, a lingoa prendeu-se-ine ao paladar, 01 joe-
llio! me (1 oiner.iiii.... Urna mulher panava
apoiada no braco de um homem, malcarado,
ella dsela precipitadamente 01 ltimos degroi
da 1 -oda. F.u a reconbrci, esperri que leu
guia dsse dous pasaos adiante della para ati-
rar-lhe, mas o uno miento febril, e couvulilvo,
que me agilava, frustrou minha eiperanca, o
tiro parti, porm o homem nao fui ferido 1
No mel da espeisura das treva ouvi panol,
c precipltei-me api do roubador. Quando la
passara vestbulo, a clandadede muliai lochas
me dealombrou, e ao mesmo lempo aentl-me
preio por vlnte bracos robustos Um afamo ln-
terceptou meus gritos, ful arrutado, e ouvi
urna voz que inceraconhecida ordenar que me
lancattcm nal mannorrai da cldade.
Apena! fol dada eita ordem, o rodar da car-
ruagem rilremeceu o chao, e um grito eicapou
do peito daquclla que o homem malcarado le-
(6'oitfi/iuar-ie-rt.)
. .


3
=5
os gneros aballo declarados : sendo olles
da melhor qualidade : arroz 87 arrobas e 36
libras.sssucar 15 arroba e 8 libras e 1|9, ba-
calbio 16 arrobas e 33 libras, bolacha 23 ar-
robas e I* libras, calle ero grao 8 arrobas e
19 libra*, carne verde 161 l| arrobas, farl-
nha 79 alqueires e l|9, feijSo 31 ditos, lenha
10:330 aonas, p8o 75 arrobas e 30 libras, sal
7|8e l|3, touclnho 10 arrobas e 34 libras. As
iessoasque se propozerem fornecer some-
tanles gneros comparecam nesta secreta-
ria da inspec(9o no da 38 do corrente mez,
aomeiodla, com cuas propostas em carta
foicliaila s as competentes amostras. Se-
cretaria da iAspeccSo do arsenal do mari-
nha de Pernambuco 33 de outubro O secretario, Thoro Fernn les Mideira de
Hastio .
--Pela inspeccSo do arsenal de mariulia
d'esta provincia se contracta em virtude da
ordem da presidencia do 18 do corrente a
remessa de diversos objectos para as provin-
cias, do Rio Grande do Norte, e Ceara. Os
capitaesde navios mercantes que tivoromde
segoir para taes provincias o quizercm fa-
zer esse transporte, cumparecam na secre-
taria da mosma inspeccSo, alim de tracta-
rem a cercado frolo dos ditos objectos. Se-
crolaria da inspectlo do arsenal do mari-
nii.i de l'cmambuco 33 de outubro de 1852.--
O secretario, Thom Fernandes Madoira de
Castro.
Hela capitana do Porto desta provincia
se engaja para servirem a bordo do hrigue
escuna Olinda na conformidade do aviso Im-
perial do 18 deselembro ultimo, as pra-
vas seguintes : 3 marinheiros do classo su-
perior vencendo 18,000 rs, por mez, um pri-
meiro marinheiro vencendo 14/ res, e dous
segn los ditos vencendo 10/ ris, alom das
gratificares marcadas na nolta que accom-
panhou o citado avizo ja publicado .pelos
jornaes. Secretaria da capitana do porto
de Pernambuco 33 de outubro de 1853.--0
secretario Thom Fernaudes Madeira do
Castro.
Sexta-feira 39 do corrento, depois da
audiencia do IIIm. Sr. I>i. ni/ dos folios da
fazenda na sala das audienclas,tem de se ar-
rematar em ultima prar,a por execucoesda
fazenda provincial os soguinlcs bens : 1 ca-
sa terrea sita na ra do fugo n. 51, avaliada
em 1:200,000, por axacuejo contra os her-
deiros de Amonio Francisco Marques ; ou-
tra dita n 67, narua]do Molocoloi.b por
150,000, por cxeruQu contra Antonio Joa-
quim de Mello ; outra (lila de taipa na rus
do Brum n. 2 por 260,000 e I terreno con-
tiguo com I pequea ras do madeira por
300,000, penliorados a Antonio Jos Pires da
Silva ; 1 casa lerrea sita na ra Velha n. 31
por 600,000,penhoraln a Auna do Carmo Fer
nandes ; outra dita do taipa o tijollo sita na
ra do Motocolomb n 73, penhorada a An
na Mana do Nascimento por 19,200 ris ; 3
ditas ns. 1 A e 52, na ra de S. Miguel do
Afogado.a primeira por 2:000,000 <; a segun-
da por 500,000 penlioradasa Jos Pelro de
Fallas ; outra dita de taipa n. 6 B sita na ra
de JoSo Ftrnandes Vieira por 120,000, pe-
nhorada a JoSo Evangelista da Cosa e Silva;
outra dita n. 52, sita na roa do Quiabo do
hairro do Afogado por 30,000, penhoradaa
liento Joaquim de Carvalho ; 1 olaria sita
nos CuClhos n. 23, com diversas bemfeilo-
rias por 1:200.000, peullorsda a viuva de
Antonio Jos do Almvida ; a renda annual
da casa de sobrado de I andar na ra do A-
pollo o. 17 em 120,000,| onhurada a Joabuim
Nunes da Silva ; a renda annual da casa ter-
rea o. 3 sita na ra da (loria da Uoa-Vist
em 96,000, por oxecus.lo contra os herde-
ros de I). Genoveva Perpetua do Jess Cal-
das ; a renda anuual da casa n. 26 sita na
ra das Cinco Ponas em 200,000, penhorada
a Joilo Joaquim de Figueiido. Comprela
quem quizer arrematar.
REAI. COMPANHIA DE PAQUF.TliS INCLF.ZES
A VAPOR.
* &R*Hl~- No clia 3I 'lPSto mcz' MP"
ra-se o poderoso c veloz va-
por Mcdway comniandante
Weller, o qual depois da ne-
nila do costumeseguir paraos pollos do
Sul : para passageiros, trata-so om casada
agencia, na ra do Trapiche Novo n. 43.
Banco de l'ernamliuno.
Os descontos continan) a 8 por cento
aoanno, por letras al 6 mezes. Compra e
vende letras sobro o Rio de Janeiro de
i|ual |ner quantia o a prasos rasoaveis. Ban-
co de Pernambuco 23 de outubro do 1852.
O secretario, M. I. deOliveira.
-- Os credoresdo falli lo Leopoldo Jos da
Costa Araujo, residentes nestaei lado, viu-
va A mu i ni i Filho, Oliveira 1'rriAos & Com-
panhia, Antonio Ignacio de Hodeiros, Jo3o
'lavares Cordeiro, Amorm A IrmSos, Jollo
Lete Pila Orligueira, Manoel Goncalves da
Silva, Kussel Mellen s ; Companhia,Jo< Ro-
drigues Pereira, eino VouR Cmiipanhia,
Antonio Francisco da Silva Carrito, Anto-
nio Joaquim de Souza Ribeirn, Novaes &
Compauhia, Manoel Joaqoim llamos e Sil-
vu, Manoel Jos llibeiro, ls Cypriano do
Moraes Lima, Jacinlho Elcsbo, Caclano da
Cosa Moreira, J s Antonio da Cunha & Ir-
mSo, e Antonio Gomes; Marcelino de Sou-
za Pereira do Brito.em Lisboa; Anlonio Fer-
reira oa Silva Santos, no MaranliSo; Novaes
*< Passos, no Rio de Janeiro ; Araujo tfi Car-
valho, na Babia; Manoel Ferreira dos San-
tos Magano, em Santa Cathcrina ; Anlonio
Ferreira da Silva, em Santos; Manoel de
Souza Gomes, Manoel Jos Rodrigues Valla-
dares, e Francisco Jos da Costa Araujo, no
Rio Grande do Sul; coinparccam por si ou
por seus procuradores bastantes, na casa da
residencia do llr. Francisco Rodrigues Selle,
juiz municipal da segunda vara o do com-
inercio, na ra da Concordia n. 21, segando
andar, do bairro do Santo Autonio, no dia
JH di, eo'reol : mez pelas II horas da ma-
nliSa, alim do deliherainm sobre o reco-
llilmento ao banco desta cidade, do pi i I le-
lo dos bens arrematados, o tratar-se de lu-
do mais que frtr conveni'nlo a massa falli-
da. O rscrivSo interino, Manool Joaquim
llaptista.
Em seguida a senhora D. Manoella I.ucei,
e D.Carmela cantaro a do a modioba bra-
silera,
Tenho ainda um coracao.
Terminar o espectculo con a muito ap-
plaudida
Tonadillia hespauhola.
PublicacSss litteraria.
Sanio a luz.
38 RA DAS CIIUZES 28
A continuado da materia medica homco-
pathira augmentada da theoria das dozes pa-
lo Dr. Muro.lacuna importanlissima datada
por llahnemann ao cuida lo dos seus disc-
pulos. Este volume conlm a patbogenezia
demais 12 medicamentos Europeos, e dos
12principaes medicamentos BRAS1LEIROS,
experimentados pelos alumnos da escola ho-
meopalhica do Rio de Janeiro.
. 'Para as pessoasqueja compra-
' ram os elemonlos de horneo -
pa thia o assignaram esta 2#000
Para as outras quo s quizorem
a dita obra. 3/000
Para os assignanlcs c mais
pessoas que ja compra-
ram os clomcutos de ho-
mcopatha 13,000
Para as outras pessoas que
quizerom a dita obra e
a carteira.
2. o
B E
"2s =
forra : na ra do QueimaJo n. 40, segundo
andar. ,
Os ere lores do fallido Sr. FirmnoJos
Flix da llosa sao convidados para urna reu-
nan no dia terca feira 3 de novembro pelas
10 horas da manh.1a,ero rasa do Sr. Tllomaz
de Aquiuo Fonsec i : na ra do Vigario n.
19, primeiro andar.
- Precisa-se alugar urna preta escrava ,
que sai lia bem cosinharo diario de urna ca-
sa, e que soja inteligento para comprar os
respectivos arranjos; alm do sustento, da
se o vestir e 10,600 rs. mensaes : quem ti-
ver annuncie, ou dirija-ce a travess doAr-
raial para a Casa Forte, no sitio que ol do
Sr. Paulino.
- Precisa se alugar por lempos, um pre-
lo escravo de boa conducta, para trahalhar
em um sitio jd-se o comer i o vestir e
10,000 rs. mensaes : quem tiver annuncie,
ou dirija-se a Iravessa do Arraial para a Ca-
sa Forte, no sitio quo fol do Sr. Paulino.
Ocaulclista Salusliano de Arruino Fer-
, r-ira faz sciento ao rcspeitevel publico, que
vendeu, na ra da Cadoia do Recife n.46,
| luja de miudezas de Jos Fortunato dos San-
los Porto, on. 3388 da lotera da Matriz da
Boa Vista em dous quarlos, em que sabio o
|premio de 10:000,000 de rs., e paga logo o
dito premio na loja cima mencionada.
Precisa-sede urna ama deleite que seja Recita avisa aos donos de estabeleci (tientos, -- No dia 30 do corrente mez, deiappare^
queeslam devendo o imposto municipal de'cru um crconlo de nome Salvador, com 36
2 e 4,000 rs., pertencente ao exercicio (indo, i annos'de idade : levou caiga de ganga azul
venham paga-lo al o lim do corrente, pois clara, e camisa de algodao branco, chapeo
no primeiro da novembro prximo futuro, de palba ordinario, alto, magro, olhos gran-
tom de ser remeltida para juizo a relacSo des, barba porbalxodo queixo, tem os de-
dos devedorea, alim de se tratar judicial-'dos de um dos ps arruinados de traballnr
mente da cobranca do imposto devido. em cal, e na sola do p direito tem urna el-
Aluga-se um sitio nos Aflictos annual- catriz de urna ferida que ha pouco sarou :
mente, o qual tem boa casa, coebeira e es-; quem o pegar e levar i casa n. 44 da ra da
Uibaria, e muitas arvores de fructo: quem Gonceicio, ser bem pago,
quizer.fallena ra do Crespn. 17. A pessoa que annunclou precisar da
- (C99Atl9Cl990^9 quantia de 150,000 rs., com seguranca em
IJeiitlnlu aiiici'lcnio. # urna escrava, dando os juros que seconven-
I). \\ Un j non. el- T cionasse : dirija-se a rus Augusta n. 18,
i ii i i.i" ili nli-l ii enii- -# que se dir quem d.
(imu u exercer a sua profls- r Offerece-se urna mulhor de idade me-
9 ao, ru/.iiiili) todas as opera- m\ dia para servirem casa do homem solteiro,
S <> pie luir ni precisas lie ou casado, sem pentOes de crianzas, a qual
iii:ililiii r iii(uri/.:i.l:in(i) pur cosinha um ludo: quem a pretender, diri-
* i ii-ii .riimii na ma residencia, R ja-se a ra da Guia, loja do marcineiro n. 7
9 onde pode ser procurado a Roga-se ao passageiro do vapor S. Sal-
puliquer hora : na rua da n vador, quo por engano.no dia 31 do coiron-
m Crnc n. 7, segundo andar, te levou um bahu'para Ierra lodo pregado,
9 no Iteelfc. ? fim cima com a marca de ferro F, baja de
S*f*J* e"""n''iar p.r este jornal pira ser procura-
Deaappireeeu no dia 7 de maio de 1851 d", ou dirija-se ao pateo do Carmo n. 13.
um mulato de nome Miguel, escravo, com i -- OITerece-se urna mullier parda, do boa
os signaes seguintes : idade 35 annos pou-, conducta, para ama do casa de homem sol-
= -
l
14,000
2 = i
Roga-se aos senhores assignantes, o favor
do mandar receber seus exemplarcs na bo-
tica humeopalhica da rua das Cruzas n. 28.
Na ni ".-na botica ha um grande sorlimento
je livros em portuguez e francez para as
pessoas quo se querem dedicar ao estudo da
nomeopatliia.
Sabio luz a lercoir* clircSo do resumo
de arvthmelici, pelo antigo professor de
i rimei'ras letras Cardim, quo tanta estima
tem merecido do publico ; vende-se a 640
rs.: na llvrana n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Avisos martimos.
Segu para o Asi o brigue nacional
Fortuna do Norlc.o qual pretende sabir im-
preterivelmente nest-a 3 diasi quem no mes-
mo quizer carregar ou hir de passagem di-
nja-seao escriploiio do Jos Candido de
Barros : roa da Cruz n. 66, ou com o capitao
a bordo.
Tara a Babia.
Segu com hrevidade a bem co-
nhecida escuna nacional Adelai-
de : para o resto dj carga, trata-
se na rua da Cadeia Velha n. a3 ,
ou na do Trapiche Novo n. iG, se-
cundo andar.
Para o Rio de Janeiro sahir com a
maior hrevidade, o bom conceituado hrigue
Paquete de Pernambuco, recabe carga e es-
cravos a frele, o tem nceiados commolos
para passageiros : quem pretender qual-
quer das cousas, plei dirigir-s: a seu
proprietario Manoel Conexivos da Silva.
-- Sefuo impretcrivelmente para o Rinde
Janeiro no dia 31 do corrente o bem conde-
cido patacho Valcntc; para escravos e pas-
sageiros, trata -so com ocapliao, na praca
do commercio, ou com Novaes & Compa-
nhia, na rua do Trapiche n. 31, scguudo
andar.
Para 0 ASS, com escal < pelo Rio Gran-
ito do Noile, sesue rom hrevidade o veleiro
hiale nacional S. lulo : quoni do mesmo
quizer carregar, dirija-sc a rua da Madre de
Ueos, loja n. 34.
Para Lisboa a galera po-tugueza Mar-
garida, capil3o Silveno Manoel dos Rsis, sa-
be a 10 do novembro vlndouro : quem qui-
zer carregar ou ir de passagem, para oque
tem excelh nles commodos dhija-se a<>s
consignatarios Oliveira Irmflos A: Compa-
n:ii:i, na rua do Apollo n. 14, ou ao referido
capitao, na pra?a do commercio.
l',irao Hio de Janeiro, com
muiU hrevidade, o hrigue nacio-
nal Uccife, o qual tem pirte do
carrega nenio prornpto: quem qui-
zer carregar, ir de passagem, ou
embarcar c.-cravos a frete, trata-
se na rua do Collegio n 17, se-
gundo lindar, ou como cipitao Ma-
noel JoSquim Lobato.
-- Segu para o Rio do Janeiro nestes 10
das o bnuo nacional Flor do llio, do ex-
folente marcha, forra lo o pregado de co-
hre, tendo j maisda melade de sua carga
prompta ; para o resto da carga a frele, es-
cravos e passageiros, trata-so no osciiploiio
de Jos Candi lo de Barros 11 66.
Leiloes.
THMTHO
Rccila extraordinaria livre da
flssignotura.
SA BRAMO 30 DE OUTUBRO DF.I852.
Depois de urna escolhida ouveilura, subi-
r a acea o drama em 5 actos, ornado de
msica,
), Cesar de Mazan.
Personagens e actores.
Carlos II., re de llespanha oSr. L. C. A-
modo.
D. Jos deSantarem -- oSr. J. A Costa.
D. Cesar de Baznn o Sr. J. J. beze-rs.
Mrquez de Montllor o Sr. R. J. de Araujo.
Um eapilOo da guarda real o Sr. M. J
Pinto.
Lazanllin -o Sr. J. Pereira.
fin barqociio o Sr. L. A. Mnnleiro.
Mantsna a senhora I). Manoella.
Marquezade MonlOor a senhora D.Amalia
Cavalleirns, soldados e povo.
-A roqueri ment do curador lisealda mas-
sa fallida do Joaquim Innocenrio Comes
se far leilo por ordem do lll n. Sr. Dr juiz
da segunda vara do civel e do commercio, e
por intervenan do agente Anlunes.do urna
porcan de miudezas quo so acham recolhi-
ilas no deposito geral, as quaes serio ven-
didas em 11 m ou mais lotes a vonlado dos
compradores, qiiint-fera 38 do corrent-i
as II horas em ont no annazem n jun-
to a casa daassoca;3o commercial para on-
de v3o ser removidas
O martelo nflo demo'ara de bater por
qualquer ohjecto que ss offerecor om arre-
matado, no armazem de M'giel Carneiro,
e por iniervencao do agento Roberls, no dia
mantilla em ponto.
iw*wih1^1 wmfmma* ^^
Avisos dversos.
Precisa-sc do urna ama de leito forra e
prefeic-se pari la de pouco.esem lilho : nes-
ta Typograohia rua das Cruzes,
Na rua da Cadeia do Recite, escripto-
rio n. 60, precisa se do um escravo para ser-
vico de casa de pouca familia; paga-se men-
salmcnte.
Exportam-se par o llio de Janeiro ,
gueda, parda, e Jo vos de Joilo Gomes de Souza.
~ Precisa se do um pequeo portuguez ,
p 1 -a caixriro do venda : no aterro da Boa
Vstan.68
Descja-se fallir com o Sr.
Jo5o di Silva llego : m rua do
Queimarlo, loja n. 17.
-- Precisase alugar 111:1 prolo Jo mela i la
le, pala o servico de urna botica : quem o
liver, dirija so a bolica do paloo do Car-
ino n. 3.
-- Aluga so o sobrado de um andar o so-
18o, da rua do Seve, contigua a casa em que
mora o Sr. Dr. Carvaltio oniprezario do
thestro, co:n commolus para grande fami-
lia, quintal, cocheira, estribarla e um vivei
ro: al-atar na rua da Cadeia doltecifen
53, ou no escriptoiio terreo n. 23, da rua da
Cruz.
-- Aluga-so o segando andar do sobrado
i da rua larga do Rozariu n. 48, .rom sol.io e
trapeira : a tratar na loja do mes un.
-- Aluga-sc um eacravg para o servico do
.pal i! ni: as Cinco Ponas n 38.
Collegio Santo Alfonso.
Ensinam-se neste collegio, durante as fe
rias do collegio das attes, todos os prepara-
torios : sendo as cadeiras de rhetorica e geo-
graphia regidas pelo Sr. doutor Innocencio
Serfico de Assis Carvalho ; as de francez e
inglez pelo Sr. Dr. Leonardo Augusto Fer-
reira Lima ; cas de philosophia e geometra
pelo Sr. Antonio Pedro de Figueiredo : as
pessoas que quizerom estudar qualquer des-
las disciplines poderBo dirigir-se ao men-
cionado colleg'o Santo Affonso, (la rua da
Cadeia do hairro de Santo Antonio, sobrado
n. 13, alim de se matricularem, por quanto
ssliccOes tem de principiar no dia 2 de no-
vembro prximo futuro.
O padre Manoel Vicente di Araujo em-
barca para o llio de Janeiro, o Siti escravo
Benedicto, cabra, a entregar aJoBoComes
de Souza.
-- OSr. Alexanlrodi Cunha, que Toi m-
sico do polica : que ra appsrecer na rua do
Crespo, loja n. 16, que so Ihn deseja fallar.
Bngomma se com lo la p"rfeicSo e a-
ccio, e por pieco commoJo : no pateo da
Penha, loja n. 4
-- F.xpnriam-se para o Rio de Janeiro, os
mualos, Luiz, de 20 annos, olllcial de fer-
reiro.e Marianna.de 30 annos.com mi cria,
escravos de Jo.lo Antonio Alves de Rrilo
A pessoa que precisar do urna ama for-
ra, para servir em urna casa das 6 horas da
inanhaa, al as 8 da noute: dirija-se a rua
de Manoel COco n. 36.
Aluga-se pelo tempn da festa, o sitio
da Capunga a margem do rio, da Viuva do
Antonio Unacio da Rusa com excellent^
casa e sol3o, cosinha bo lado, com commo-
dos para duas familias, quaitos para escra-
vos, cacimba e rslriharia todo murado 1 na
rua do Qiicimado n. 40, segundo andar ou
na Iravessa da Midro de Ojos, armaze u nu-
mero 13.
Joaquim Baptista dos Santos leva cm
sua companhia pa.ra o llio de Jarrciro, o pa-
ra seu servico, os seus escravos pardos, Ray-
mundn, e Valenlim, de 17 annos, o Ignacio,
de 15 annos.
Alugam-so duas casas no sitio do Ca-
jueiro, com commodos para familia encl-
lenlo banlio, por anuo, ouparaquom ti'er
Moni goslo do passar urna exeellenle festa :
para-ver tratar no mesmo sitio do Cajuei-
ro da l'assagom daM'gdalena.
Oahaixo assignado faz ver ao res a
tovel publico", que quem quizer mandar lio
gir ropa, tanto prctas, como de todas as co-
res : na rua Velha, casa do Iam|io3o 11 91 ,
que ahi achara quem linja e por barato pre-
50. Jos da Silva Mont'iro.
No aterro da Boa-Vista, sobrado n. 49,
Primeiro andar, precisa-se de urna mullier
forra ou captiva, que faga com perfeicoo o
servic/r interno de urna casa; da-so bom
tratamcnlo e pagase bem-
-- No atorro da Boa-Vis'.a, sobrado n. 49,
primeiro andar, so adiar uma'amado leite
forra e de exeellenle conducta, que tendo
acabado de amamentar urna cianea, se of-
fereco para continuar no mesmo mister,para
o quo so da informarles na mesma casa
cima.
No dia 26 deste corrente mez pelas 10
horas da nnito, appareccu um molequo no
sobrado 11. 3S da rua Nova, dorma lo na es
rada, ao fechar-Si a porta acor luu-sc o per-
gunlo'i-se-lho da quom era, disse ser do Sr.
Dr. Vicente, mirador 00 Monteiro,oque ell
moleque cbamava-se. Manocl.cntfin inandou-
se para dent'O e dormir para se fazer este
annunrin : quem Mr seu dono p le,o ir bus
.'ar na indicada casa pois nao so respnnsa-
bilisa pela fuga.
Em 19 do corrente dcsappareceu urna
preta, escrava, de nome Thomasia, creouia,
que representa ter 40 anuos, pouco mais ou
menos, e com os signaos seguintes: levou
vestido de csssa chita desbotada, um panno
fino prelo j usado ; e para maior facilitar a
i-aplura, ella he desdentada na (rente de ci-
ma, no queixo tem um signal de cabello, e
pos apalheta ios; cnsluma a mnsma escrava
andar pela F.strada .Nova, c de Olinda, onde
(em urna filba ; haveudo tambem descon-
lianca de ter ella lomado para o Pombal, do
cujolugar he ella lilha : rogase porlantoa
todas as autoridades policiaese capitaes de
cam;o a apprchendam o farjam con.luzi-la
rua do l.ivraroenlo n. 26,. onde so gratificar
generosamente.
Manuel Pinto, morador na povoac.a> de
llapissuma, recebe assucar para transportar
para o Recita, em hareaca o canoa, a piego
le meia pataca de freto por sacca de cinco
arrobas, e se rosponsabilisa por avarias mo-
tivadas por moi arranjos das embarcarles
quo o con luzirem; tambem se obriga a ven-
ler o 111 soi 1 assucar porCOmolfile de dous
por cunlo, comprando as encommendas que
pe lirem os donos do assucar, e conduzm-
rlo-ss at Itipissuaia livrc del'retes, o na-
quella povoacao se acha seoipre proinpto
tratar e un quem Convier,
-- Quem precisar de um prelo 0.050, bom
liolieiro o copeiro, e sebe fazor espanadores
com perfolrjao, dirija-se ao aterro da Boa-
Vista n. 84 ; vendo-se por seu dono retirar-
se para fura.
.- Oabaiio rssignadn, vendo no Diario n
213 um annuncio do urna casa, sita na rua
Jo Motocoloxbi), peoborada pela fazenda
provincial para pagamento da quantia de
150,000 rs., dio-i ,1 1 <|iio essa casa Ih" u
perlence ha mullos anuos, pois vondeu a
Jos Lucio Lins, morador nos Afogados, sem
(car deven lo cousa alguma a mesma f ,zen-
,|a.Antonio Joiquim de Mello.
Ao uu'ii nobre amigo o Sr. Cyrilo
Martins da Costa.
Partieipo-lbe que li o Diario de Peruam-
huco de 37 do corrente, e que nelle deparei
com o seu cavaquinhojconfesso-llie.nieu no
tire amigo, que o achoi muito afinadinho. O
senhortem tlenlo!.'! O sou admirador,
Antonio Jorge.
- No dia 29 do corrente mez se b3o de
arrematar na casa das au lienes, depois da
audiencia do Sr. Dr. juit de direito da pri-
meira vara do civel, por sera ultima praga,
diversos movis penliorados por exocusSo
de Maris Francisca da Paixo contra Marco-
lino llenriques Por, ira.
o procurador da cmara municipal dd
co mais ou menos, cor parda escura, altura
regular, rosto oval, cabellos grenhos, olhos
pretos, nariz regular, denles limados o es-
pontados, n5o tem barba esmente bufo;
ar muito alegre e risonho, tem as peruas
um.pouco srqueadas, he oflicial de sapstei-
ro, e por isso tom callos as m3os depuxar
olio Fui cria o escravo do padre Felippa
los Pessoa de Vasconcellos, morador na fa-
zenda Conceic3o da villa do Catle comarca
da Parahiba.que o vend-o ao capitao neca-
villaria JoSo Antonio Bezerra de Menezes,
e este o vendeo nesta praca a Jos dos San
tos Nevos: levou comsigo um Ijahu de couro
preio com bastante roupa, que furtuu de
rasa,l o 110 1 igualmento um annelSo de ouro
esmaltado com a firma R. A. A. oslas letras
do azul, dous bolOes de ouro, cada um com
um bi illi mi" e com esmalte azul ferrete,
coma configurarlo quadrilongo, e uutro
oval ro n um bullante e esmalte azul, to-
dos do grande valor ; luvou um chapeo do
seda novo, e na cibeca um do chile ordina-
rio, nao usa sospensonos.esim u na mirria
oa cintura ; consta que tirou passaporte da
polica como fono, e com nome mudado, o
que foi para o serlBo do riacho dos Porcos
d'ondn lie filho, e tem mais iraiBas : quem
pegar dito mulato t 'r a gratificarlo de 100^
s.alm das despesas que se lizer com s ap-
;.rehensSo, o que ludo pagar seuSr. Ruliuo
Jos Corris de Almsida, morador nesta ci-
Jade do Recita, rua da Santa Cruz da Boa-
Vista 11. 78.
Sala de sorvetcs para Senhoras.
Na rua estreita do Rozarlo n. 43, ha urna
sala espacoza para senhoras tomaren sor-
veles, pelo dimiuolo prego do 160.
Pede-se ao d'gno empresario do thea-
tro de Santa Izabel, abondade de levar a
srena as muitas applaudilis comedias, o
llemendao de Smirna, Fantasma Branco, o
os ricos dramas Stto Infantes do Lara, o Er-
mtao da Serra de Cintra, Santa Cecilia, e
oulros dramas que agradem maisao publi-
co do que o Ceg e a l.eilora, e oulros mu-
tos que so tonillo enfadonhos, e fazem
perder o gosto de se hir ao lheatro.-Os qu
veem rom os olhos di caa
Dosappareceram no dia 26 do corrento
os escravos seguintes:ElesbUo,pardo escuro,
representa ter do idade 35 a 40 anuos, refor-
r 1 lo 1I0 ro', o. barbado, rosto redondo, o
trun, a qual sabe cozer e engommar: quem
a pretender dirja-se a rua Augusta, casa
junto a de n. 31.
Tem-so justoe tratado a compra doum
sobrado do um a1 lar,na rua do l.ivramento
n. 39; sealgucm se achar com divida, pe-
nhora ou hypotheca, ou outro qualquer di-
reito, declare no praso de 8 das, do contra-
rio n3o ter mais lugar reclamarjSo.
A senhora D. Mara Avelina Monteiro
I m urna caria: na rua da Aurora n. 41, fia-
da do Rio de Janeiro.
D-se dinheiro a premio em pequeas
qusntias, nSo sendo menos de 50,000 rs. :
quem precisar, dirija-se ao becco du Quia-
bo n. 12, no balrro da Boa Vista, se dir
quem d.
Aluga-se pelo lempo da festa, um sitio
junto ao engenho da Torre, a margem do
rio, com grando casa, cocheira e estribara,
ron fruclas de todas as qualidades, e com
todos os commodos necessarios para qual-
quer familia : quem o pretender, dirija-se
a Ponte Velha n. II
Compras.
Compram-se escravos de ambos os se-
xos, para dentro o tara da provincia, agra-
dando pagao-se bem : na rua das Larangei-
ras n. 14, segundo andar.
Compra-se urna cabra (bicho) parida de
fresco, que sirva para dar leite a um meni-
no : na rua da Praia, armazem de carne
n. 37.
Compra-se urna burra de fer-
ro : na rui do Trapiche, arma-
zem n. 1 |.
Compram-se os primeiros cantos de A.
G Das : na rua do Collegio n. 8.
Coiipra-se parol para embrulho a
51.00 a arroba : na rua de S. Jos, vonda
n. 52,
-- Compra-so urna escrava de boa con-
duta, de 20 1 30 annos de idade equesaiha
engomar, cosinhare cozer, paga-se bem :
na p-nra da Independencia n. 24.
Compram-se escravas oevendemso, re-
cebm-se do commlssao, lanto -ara a pro-
vincia, como para fura dola: na rua dos
Quarteis n. 24, segundo andar.
-- Compra-se irna morada de casa terrea:
eaiio 1101011*/, iiaoinu, ivph ,mwnvi ;' .
nociiechu lo que parece upado, cabellos um q.im liver dirija-se casa ,u,,to ao labe-
lauto estirados, olhos, nariz e bocea peque-
mis, Tallas muito mancas, e eslas descanta-
dlas, ,1 moda do Para, d'onde voio ha pouco
to'npo, I ivou vestido calta de hnm branco
grnsso e enlraiicado e de feitio antigo com
altapSo e algibeiras, assim como levou ou-
tra por baixo de b'im pardo j desbotado,
e duas carnizas urna de madapolSo, e outra
de chila poi baixo, ja suja e desbotada, cha-
peo de palha, de aba estrella a Miniadlo dos
quouzanios imperiaes marinheiros, j usa-
do, e he de suppor que mude de nome o de
trages; Manoel, de cor a cabralha la, repre-
senta ter de idade 20 annos, cabellos r.i-
rapiuhailos, nari z afilado, bocea pequea,
falle lina o espilicada, quaudo falla he co 11
os olhos no Chto, pos e nSo grandes, o de-
dos compridos, levou voslido calta e camisi
de risca lo de algo lao americano, o por bai-
xo urna ccroula do algodao da Ierra, cha-
pea de couro ja usado, he do suppor que
medo de no ne o do trages, este escravo tai
compra lo ao Sr. Jos das Dores dos Santos,
lavrador do engenho Sauim, para onde se
suppOe ter fgido : quem os pegar lovo-os
na rua do Rozario Larga 11 24, quo soia
generosamente recompensado seu irabalho
-Dcsappareceu na noile de 18 para 19 do
correte do engento Congo, fieguezia da
Jacoca, um cabra do nome Justino devinte
tantos a trinla apuos do i lado, de altura
regulir e de corpo secco, ro.^to redondo,
olhos pardos, cabellos um pouco carapinha
dos, pouc barba, prrnas linos ecabelludas,
ps o m3os bom taitos, o tom nos bracos, ou
cm um dellcs bordados feilos de palavras ;
ho bastante ladino possanie, sabe tucar
gaita, tem pralica de viajar e he hbil para
todo o servico, sabo vaquejar e carrear; le-
vou camisa d'algoiao da ierra, outra d'al-
godiounlio trancado, outra dita tinta e ce-
rouiao assim cumo maluia dej pelle de ove-
Iha : roga-se as autoridades policiaca, capi-
tana do campo o mais pessoas que doli li-
verem noticia, que o prendam o facam con-
duzir ao mosmo engenho Congo a seu Sr.
Antonio (uiMiio do Souza, que ser berq
recompensado.
Anua Ferreira da Silva, aulorisada por
provisSo do Exm. Sr. presidente, doulor
Francisco Antonio Ribeiro, de 29 de julho
do corrente auno, tem aborto na casa de sua
residencia, na rua das TrincheiraS n. 50,
urna aula de nstrucc3o primaria do prlmei
o grao, para o sexo feminiuo : os pas de
familias que della quizercm confiar suas fi-
as, poderflo dirigir-so a mencionada caca,
a qualquer hora do dia, cerlo de que a an-
un 11 "i 1 n i" ompregar lodos os seus desvelos
om n8o desmerecer do seu conceilo.
Precisa-se do um amassador: no paleo
do Terco n. 30
No dia 30 do corrente, se deve arre-
matar em hasta publica do Dr. juiz da se-
gunda vara municipal, as rendas da casa e
sitio, no lugar do Hospicio, por oxecutao de
Manoel Pereira Magalhaes, contra os her-
deiros de Francisco Joaquim Pereira de Car
valu.
No dia 29 do corrente, so ha de arre-
malar om hasta publica do Dr. juiz da 1 ri-
meira vara do eivel, a paito da casa n. 81 ,
sita na rua do Mon lego, por exccutSo de D.
Conslantina Jacinlha da Motta.
Lotera da Babia.
Ni praca da Independencia n. 13 c 15, loja
de calcado do Arantes, e n. 37 o 39 do Porto
&Companliia, loja decalcado, o na ruada
Cadeia do Reoife 11. 46, loja do miudozas lie
Jos Fortunato dos Santos Porto, vondem-se
bilhetes, meius c quarlos da nona lotera da
V. O. Terceira deS. Fraucisco, a qual corro
no dia 27 do crrenle, o espera-sc a lista da
mosma pelo vapor brasileiro no dia 4 a 5 de
novembro.
Itillirles 4,400
Meios 2,200
Ouarlos 1,200
Aluga-se o segundo andar da rasa da
ruu do Queimado n. 32 com commodos para 1
familia.: a tratar na loja. ]
l*i3o Coelhn, na rua de S Francisco.
-. Comcram-se para a ohra
hospital de caridad* travejamei
Aviso as madamas.
- Na rua Nova n. II, loja de Nicolao Ga-
dautt, acabam de chegaros mais ricos man-
teletes pretos que tem vindo, lano em qua-
lidade de rnfetes como em feitio, por ser
o mais moderno e ter rollete, por barato
precn.
-- Vendeoi-se violfies pequeos, proprios
para senhoras e meninas aprenderem, os
mais bonitos quo tem viodo, pelo seu tama-
11I11); na rua Nova n. 11.
-- Vendem-e rabecas pequeas, proprias
para meninos aprenderem ; na rua Nova
n. II.
Vendero-se toucas ou enfetes para cs-
ht>Ca do senhoras, os mais ricos que lem ap-
parecido, e mais modernos, por proco mui-
to em conla; na rua Nova 11. 11.
- Vondem-so semillas de IBa pioprias
para tomar banlio, e muito baratas; na rua
Nova 11. II.
Para casamento.
Na loja nova da rua do Rangeln.Slem
para vender seda bronca lavrada, piopria
para vestido de nniva, pelo barato preco de
2/ o covado, sedas de luna cores largas, cor
de chombo, cor do perola, azul o cor de ou-
ro; capotinhos bordados para menina pelo
preco de 3,600; tambem ven lo-so um bom
violo com algum uso por preco rasosve!.
Oculo.s baratos.
No aterro da Boa Vista, loja n.
46, de J. S. de .Menezes, vendem-
se omlos de armacao de 890, mui-
to linos, pelo diminuto preco de
800 rs. 0 par ; assim como liadas
e modernas luvas para senhoras ,
de diversas cores, a 1,000 rs. o
par, e outras muitas ferragens c
miudezas, que tudo se vende mui-
to barato.
Pechincha.
No aterro da Boa Vista n. 'i'' >
loja de J. S. de Menezes, temum
i'iMiiile .sorlimento de luln'is, de
diversos tamanhos e gostos, por
terein alm da variedade das tin-
tas com que sao pintados, diversas
e lindas paizagens, he mais barato
do que em outra qualquer parte,
assim apparecam,freguezes.
Vende-se ama porco de
couros miudos : na rua do Cabu-
g, loja (loGuimaraes 11. 1 C
Aos senliorcs de engenho.
Na rua do Crespo, loja n. 12, do Jos da
Silva Campos & Com aniiia, tom para ven-
der adiuheio, os afamados cobertores do
algodao brancos, viudos da. Baha, sendo o
preco dos grandes 1.C00 rs., e dos peque-
os 800 rs., a porc1o he pequona, e portad-
lo devem-se aproveitar, porquo talvez n3o
ebeguem paraasoncomniendas.
Casimiras modernas, a 1,00o rs. o
covado.
Na loja defazendas da rus do Crespn.
5, que faz esquina para a rua do Collegio,
vendem-se casimiras do gostos modernos ,
a 1,000 rs. o covado.
.uvas de pellica para homem.
Vendem-se superiores luva- de pellica pa-
d.) erando r* homem, ponto inglez, por menos do quo
nas do 40 em ou'.ra qualquer parlo : no atorro da Boa
n')>i.....1 "u ,a..,...- .....j ..^uio ii w uiai- InUn VS
SroT-.1.^
pode dirigir se ao director da mesma obra pateiro : 110 aterro da (loa Vista B.M.
Antonio i'us Comes do Correio, para tratar -*- ^SSZlTSSSL!^
do ajuste.
Vendas.
Lotera do Kio de Janeiro.
annos, porita engomrnadeira, cosinhoira, o
sabe fazer pudids, pao-de-lo, e lu lo quanlo
diz respeito a forno. A mesma escrava.ho
capaz de Ira tarde urna casa com caixeiros no
todo como se mostrara ao comprador: no
aterro da Roa-Visla, loja n. 22, so dir oes-
*OS 20:000,rOO e 10:000,000 ders. trangeiroque vende.
li 1 j j 1 I. -- Rrunn Praeger i Companhia, teem a
Na loja de miudezas da prac Independencia n. 4 vendem-se 10, um lindo sorlimento de mobiiiadefer-
,..,, ,. ro. como S'jam, mesas redondas, cadoiras
bilhetes intciros, meios quartos, co'm brac,,seSemelles,esofas, tudodefer-
oitavos e vigsimos, a beneficio da ro.eoutnscom encostos o asseutos de po,
i5. lolerit dolbeatro de Nictlic- etc. ote. ....
rov ; vem a lista no primeiro va- Leie e adtnirai
,VJ 1 j 1 .: I Numa poca em que os boinens o as cou-
porque Cliegar do lo de Janeiro. iH5 p,rccomqUOtem chegadoaoseuullimo
Na mesma loja cima recebem-se grao deperfeicao, e que como por insulto
1 11 ..l. u>,I.Jai .Iq as iieracOes passadas, surge de dia em da a
bilhetes c cautelas premiadas da jalcrra'asin,smire.v,liiosjs descobor-
lotcria da Matriz da Boa Vista, 'las, coube a grsciosi patriado immortal
nm trnra das (iue tem a venda do Voltaire, o celebre invento de um pequeo
em troca uas que lera a vcuun uv |t||n)b()ne parl s0 ouiBr| ,., menos de em-
iti : foi vendido nesta loja em
cautelas o n 3388, que teve o pre-
mio de :0:000,00o ders., da Ma-
triz da Boa Vista.
Vendo so urna liteira muito forte : 110
Caes dn Ramos, armazem de lenhs.
Lotera de Nussa Senhora do
l\ oso rio-
Casa da i-mUna, na rua Dircita n. 7, nesla
casa, e na praca da Independencia lujado
Sr. Fortunato, e nos lugares do costume es-
tao a venda caiiieles, bilhetes o meios da lo-
tera cima, cujas rodas sndam impieleri-
vel por lodo o uitz do novombro.
Bilhetes 8.000
Meios *.<>00
yuartos 2,200
nacimos 1-000
Vigsimos 500
Vendem-se duas pipas novas, una de
arcos de Ierro, o outra de arcos de pao, que
(o de vinho : na rua de S Francisco, vcu-
da n.62.
- Vende-se gcllo, a qualquer hora do da,
nndeosiio da rua da Senzalla Velha 11.
118, 011 na rua do Trapiche n. 8.
Milho novo cm saccas.
No Passeio Publico, loja n. 15, vende-se
milho novo em saccas por mdico proco; a
ello, Ireguczes, anles que se acabe.
A 5,ooo rs.
Vendem-se chapeos pretos francezes, a
5,000 rs., cada um : na rua do Queimado
numero 9.
Barcge para vestidos, a Goo rs o
covado.
bsta fazenda feita de laa e seda,
olferece ao comprador, nao t a
commodidade do preco. como por
ser um vestido de lindo padrao ,
e que nSo precisa lavar-fe: na rua
do Queimado n. 10 acharSo os
compradores, nao s as amostras ,
como as pecas.
-- Vendem se chspos de pollo raspados,
de difTerenles cores ou mais bem enfeiti-
dos que tem vlndu, proprios para meninas
e meninos, por barato preco.
-- Vende-so bico de llnho, prelo adamas-
cado, proprio para guarnecer mantelete! e
lazer talhos de vestido, por serem muito
largos, e o mais rico que tem vindo, pela
sua quilidado e por barato proco; na rua
Nova n. II.
co minutos, o mais nxcellonte caf que se
pode tomar. O respoitavel publico desta
cidade be convidado, ainda quo naoquoira
comprar os referidos alambiques, a vir ve-
los na loja do miudezas da rua larga do Ro-
sario, junto a botica do Sr. Barlholomeo,
oudesovender3o pelo mdico proco de 4,000
ris.
Altencao m
Vendem-se superiores pentes de tartaruga
do diversos modelos para alar cabello, pelo
barato preco de 3,500, luvas prelss de seda
chamadas de torca I, para senhora, a 640,
ditas do pelica de muito boa qualidade, a
1,000 rs ditas bordadas com ricas palmas
de retroz e enfetes de fitas, como ultima-
mente se acha em moda, pal mdica quao-
lia de 1,600; dam-se as amostras: na ru
larga do Rosario, loja de miudezas doCar-
deal, junto a botica doSr. Barlholomeo.
Luvas de pelica
Para homem, a 320, ditas a 800 rs. quasi co-
mo as que custam 2,000 rs lencos de seda
de cores para homem e senbora, a 800 rs.,
dilos muito superioroi e de bonitos pa-
drn, a 1,440; franqueiam-se as amostras :
vendem-se na rua larga do Rosario, loja de
miudezas do Cirdeai, junto a botica do Sr.
Barlholomeo.
15^- Ricos leques de madreperola
com pennas.
Vendem-se ni rua do Queimado nova lo-
ja de miudezas n. 47, de Antonio Jos de
Azevedo, muio ricos leques de madrepe-
rola com linas tintas e delicadas pinturas,
assim como ditos com asteas de marfim
muito delicados, o mais barato do que em
outra qualquer parte.
v^y Caixas de guerra.
Vondemsecaixas de guerra grandes e
pcrjucnis, para os meninos brincaren! ago-
ra pelo lempo de festa, e mais batato do que
em outra qualquer parte : na rua do Quei-
mado nova loja de miudezas n. 47.
Aderccds prelos de hlagrana.
Vi>ndem-se na rua do Queimado nova lo-
ja de miudezas 11. 47 de Antonio Jos de A-
zevedo, mullos lindos aderecos de filigrana
com seus competentes brincos pelo diminu-
to preco do 1,000rs. cida um; a clles anles
que se acabem.
(3- Altencao ao barateiro.
Vendem-se na rua do Queimido nova Io-
ta do miudezas n. 47, deAntouio Jos de A-
zovedo, caixinhas de obreias a 40, rs. cada
urna, e'a 30 rs. a duzit, a ellas que estSo-
se acabando.
:-.



"

Sands
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brito, nico a-
genteem Pernambuco deB. J. D.
Sands, chimico americano, faz pu-
blico, que tem chegado a esta pra-
ca una grande porcSo de frascos
de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramvnte falsificados e
ireparados no Rio de Janeiro, pe-
9 que sedevemacutelar os con-
sumidores de t5o precioso Talis-
mn, de cabir neste engao, to-
mando as funestas consequencias ,
que sempre costumam trazer os
medicamentos falsificados, c ela-
borados pela man daquelles que
antcp5em seus interesses aos ma-
les da bumanidade. Portanlo, pe-
de para que o publico se posaa li-
vrar desU fraude e distingua a
verdadeira salsa parrilha de Sands
da falsificada, e recentemente a-
qui ebegada ; o annunciante faz
ver, que a verdadeira se vende
nicamente em sua botica, na ra
da Conceic3o do Recife n. 61 ; e,
alm do receituario que acompa-
nba cada frasco, tem embaixo da
primeira pagina sen nome impres-
jo, c se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o nvoltorio m-
presso do mesmo frasco.
IMoinhos de vento
com bombas de repuso para rograr hortas
ehaixadecaplm nafundicSodel). W. Ilow-
mn :na na do i: ruin ns .6, 8 .' 10.
Tnixas para engenhos.
Na fundicSo de ferro de D.
W. Bowman na ra do Brum
pr.ssando o chafar contina a
haver um completo sortimento
de taixa8 de ferro fundido e ba-
tido, de 3 a 8 palmos de bocea,
as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com prompti-
dSo, embarcam-se, ou carregam-
se em carros, sem despezas ao
comprador.
- Vcnde-seacxcellentetypo-
graphia do Diario Novo estando
bem montada, tanto debonspre-
los, como de typos : quem a pre-
tender, dirija-se a ra da Praia
n. 55, a tratar com a Viuva Roma.
A 5,ooo rs.
Superiores chapeos do sol de soda ingle-
zes chegados pelos ltimos navios, pelo di-
minuto preco de 5,000 rs. cada urna: na
ra dolCollegio n. 4.
Feijao novo a 6,000 rs.
No armazem de Goaveia & Dias, confron-
te a oscadinba da Alfandega.
Queijos do sertao.
Vendem-se muito bons e (rescaesqueijoa
do serlSo ; na ra do Queimado n. 1 *
A 6,5oo rs.
Vendem-se chpeosle castor braceos, a
6,500 rs., cada un : na ra do Queimado
numero 9.
Chapeos para senboras.
Vcndcm-se no aterro da Boa-Vista, loja
n. I, chapeos de seda com flores e bicos.pelo
preco de 8,000 rs. para cima.
- Vende-se urna escrava creoula, boa en-
gommadeira, cosinheira o costureira : na
ra Bella n. 16.
Na ra do Crespo, loja n. 6.
Vcndem-so superiores corles de camhraia
TiHlns na desalpioos, com 6 l|9 e 7 varas, a 3,500 o
Deposito aat ., a I /.' L iv n kh.r*, r gostos, a 2,240 c 2,500 rs.; casan franceza a
Vende-se,em casa de N. O.llieber&C, |40 rs;aTara corles de'brm trancado es-
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9-o..
na ra daCruz n. ,algodSotransado a-
qnellaabrica.muitoproprioparasaccosde
aasucareroupadeescravos.porprecocom-
IIHHlO.
a ao rs. o covado ou 4,5oo rs.
a pe9a.
Na ra do Queimado, loja n. 3, vendom-
se chitas escuras muito boas, e de lindos
matizes, pelo haratissimo preco do 120 rs. o
covado. ou 500 rs. a peca ; bom como ou-
tras fazendas baratas.
Cal virgem de Lisboa.
Vende-se superior cal virgem,
ebegada ltimamente de Lisboa, e
por prego muito em conta: no ai-
mazem do Caes da Alfandega n.
7, ou a tratar no escriplorio de
Novaes & Companhia, na ra do
Trapiche n. 34-
Fazenda da moda.
Vendem-se superiores cortes de cambraia
de salpicos hrancos de cor, pelo diminuto
preco de 3,500 rs.: na ra do Crespo, loja
n. 6.
l'otassa americana.
No antigo deposito da cadea velha, n.
19 existo urna pequea porfo depotassa
amoricana,chegada recentemente quo por
suporiorrivalisacom adaRussia: vende-
se por preQO razoavel.
Deposito de cal e potassa.
No armazem da ra da Cadeia
doKecife n. 19, ha muito supe-
rior cal de Lisboa, em pedra ,
aftsitn como potassa
coros e mesclados, a 2,000 rs. ; panno lino
preto, a 3,000 e ,000 rs.; lencos de cambra ia
de linbo, a 480 rs.; ditos de cassa grandes,
a 160rs.;risrado il liutio a 180 rs. o covado
o mullas outras fazendas em conta.
v3A> .a. ***?&* S &&'&'&&<*
A Botica homeopathica.
a, 28 ra das Cruzcs a8 ^
5 "a para se vender algumas caixas (
4 ricas com medicamentos om tintura. >
4 Cada urna sera acempanhaia do um ,
<) frasco com glbulos inertes ?
S- meio de os preparar. a>;
Vendem-se asseguintes sementes:
nabos.rabanos.rabanetos encarnados ebran-
cos, sebola, couve trinxuda alfaco ala-
ma, repulhuda,chicoria, senoulas, feijao
carrapato do tres qualidades,ervilba torta e
direita, fava, coentro de touceira, sal;a, to-
mates grandes, repolho, couve lombarda,
saboia, e mustarda : na ra da Cruz n. *6,
Je!ruine, do Sr. doutor Cosme.
Vendem-scamarrasdeferro: na "ia da
Senzalla Nova n.42
Farinha de mandioca a i,6oo rs. a
soecn.
No armazem de J. J. Tasso Jnior : na ra
o dAmorim n. 35.
Vendem-se lonas,
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o i- i
O cautelisla Antonio Jos
Rodrigues de Souza Jnior avian
aorespeitavel publico, que n i5.
lotera do theatro da imperial ci-
liada de Nictheroy, corre hoje a3
do rorrente, no Hio de Janeiro, e
que seus bilhetes e cautelas, es-
tao a venda era sua loja le ferra-
gens n. 37 na ra do Queimado
junto ao becco da Congreao, e na
mesma ra loja n. 12, de J0S0
laptista Kodrigues de -Souia, eno
aterro da Boa Vista, loja de miu-
dezas n. 48 de Antonio da Silva I
GuimarSes. O mesmo avisa ao res-j
peitavei publico, que na mesma
loja foram vendidos em vigsimos,
n. 3i3i,com 10:000,000de rs., e
outros amitos nmeros com pre- Jlu"r*O oitavos e vigsimos da i5.
miosde 1:000,000 ders., de ^oos '0,"ia. do,,heatro da imperial ci-
rs de aoo.ooo rs de 100,000 rs.', |d?de de N,ct'eroy, cuja lista deve
e de 40,000 rs.; convida pois aos v,r pc'o primeiro vapor, e trocara-
possuidores a virem receber seus t?.Por premiados da Boa
respectivos premios que imme-!.,1 s,a'
detamenle sao pagos. L ar0 Tiem P'""' c tenha pouco
dinheiro.
Hilhetes do Bio de Janeiro.
Aosao.ooo, io:ooo, 4:ooosf,
a:ono e i:ooo# de rs.
Na ra da Cadeia do Recife ,
n. 24, loja de cambio de Vieira da
Silva, iiclum-sc a venda os mui-
to afortunados bilhetes, meios ,
Bilhetes
Meios
Quartos
Oitavos
23,000
11,000
5,5oo
1,800
Vigsimos i.3oo
-- Vmi Iciii-s- linJos capotinbos de bico
'A
id
B 3 3 3
g g-g
C CA a 3 fl)
oj 1 n 1 a
I I
meias lonas da Russia ; no arma7em de N.
O. biober & Companhia, na ra da Cruz
"i 111 mi; DEPAKIS.
Fabrica de clmpeosde sol, na ra
do C'ollegio n. 4-
"""" 'j i'j Mrm do sortimento j annunriado, rece-
CllCgaaa Ul- beu.s0 pci0 navj0 ||aVre, ultimo viudo de
a precos muito ra-1 Franca, um novo sortimento do chapeos de
' ..1 .1., rail, a .!.. i\. 1 n il, tu 1 li.tllt hi Mli'lls !
Uol de seda e de panninho, para liomens e
Isenhoras, dos ltimos gostos; superiores
I chapeos da sol de seda com cabos ile cana, e
narudeApollon.6,a em de Hc.Cal- outros dos melhores que tem vindo a esta
A 1,280 reis
Vendem-se cortes de litas par calca, a
1,280 rs.; na ra do Crespo, loja n. 5.
Carnauba.
Vende-se a maia superior cera de carnau-
ba que ha no mercado, ppr menos prer,o
hrinzo, brins, e |do que em lualquer parlt,' cm ronsequen-
cia de so querer acabar ; 11.1 ra da Cruz,
confronte o chafariz n. 1S.
Potassa da russii, e cl virgem.
No armazem da ra do Trapiche n. 17, do
Jos I'orreira Basto, ha para vender superior
potassa da Russia, ebegada ha poucos dias,e
cal virgem da maia nova que ha no morcado
Vende-se muito em conta urna cesa si-
tuada na Casa Forle, londo do frente duae
jandlas e una porla, bom quintal com arvo-
res dn fructo, e excrllento cacimba : as pea
soasa quom somt-lhanle negocio Bonvier,
queiram dirigir-se a ra Imperial n. 79.
Vende-se urna preta creoula, do 24 a 2J
annos de idade, sem vicios, ncm ac'iaqur
timamente ,
doaveis.
Agencia de Edwin Maw.
,.rua de Apollo n.6, armazem de He.
mnntat Companhia, acha-se conatanieincntc praca, que se conlinuam a vender por me- saliendo engommar, lavar, cosinhar e co-
llona aorilmenio de taixa de ferro coado e. IIOs prefo quo em outra qualquer parle. jseralguma cousa: na Solodaile, no sitio dos
balido, tamo rasa como finidas, moendasin-, JJcnosito (le panno de algodao da qualro leOes, a qulquer hora se achara
ciraa todaade ferropara aoimaea, agoa.atc.,' I t.j. vt .1^ Icomquem tiaUr.
ditas paraarmar cm madeira de lodo..o ta-j fabrica de I OdOS OS hantOS (la I Ach.se vcnda a bo, ptn(1a d(1 rap(;
Bahia. 'princeza de Lisboa, om libras e meias,
Vpnrlp- venae-se o ucm conneciao pan ;le pi,|o vaporSeV(,rno. na r.ja da (.adl.|a ,,
no de algodo da Baha, proprio Recife, loja defazemus, deJoo daCunha
che n. 34*
Vendem-se sacess ;com gomma, muito
alva : na ra da Cruz n. 33.
-- Vende-se um cscravo, creoulo, com 22
annos do idade, ecom principios de pedrei-
ro : na praca da Independencia n. 19.
Vendem-se marmelada muito nova,
chegada ltimamente de Lisboa no brigue
Fiordo Mar, em latas grandes e peqnenas:
na ra da Cruz n. 46, defronte do Sr. Ilr.
Cosme.
-- Na ra do Hospicio, segundo andar o.
2, vende-se urna creoula do 35 a 36 annosde
idade, sem vicios, sabendo engommar per-
feitamrnte, lavar ile sabSo o varrella, cosi-
nhar e coser alguma cousa.
Em casa de J. Keller &
Companhia ra ra da Cruz n.
55, ha para vender dous excel-
tnanhoae madelloa o mais moderno,machina
horiaontal para vapor,com forja de 4 caval-
los,couco8,pa..adeiras de ferro esianhado
para caaa de pulgar,por menoi preco que os
de cobre, c.covena para naTios,ferro ingle
tanto embarrascomo em rcosfolbas.etudo
por barato un.....
41 ndos de ferro.
Na (undicSo da Aurora, om S. Amaro,
vendem-se arados de forro de diversos
mtelos.
Gomma de engommar.
Vendem-se saccas com gomma, muito al-
va, propria para engommar c fazer bolinbos,
por ii,i(i ser secca ao fogo: na ra do Quei-
mado n. 14.
Vendem-so os vordadeiros selins in-
glezes, patente, de molla e sem ella : na
ra da Senzalla Nova n.42.
Vendem-se relogios de ou-
ro epr&ta, patente inglez: na ra
da benzalla Novan. 4>-
AGENCIA
da fundicao Low-Moor.
RA DA SENZALLA NOVA N. 42
Neste estabeleeimento conti-
na a haver um completo sorti-
mento de moendas o meias mo-
endas para engenho machinas! lentes pinos fortes, e de urna das
de v.ipor, e taixas de ferro bat- melhores fabricas, chegados uili-
tio ecoado de todos os tama-mmente da Europa.
Batatas novas
Francezas, em gigos de 4o li-
bras, ebegadas no brigue Cesar ,
por precos muito rommoJo* : no
armazem da travessa da Madre
Dos n. ai.
A 2,000 rs. o corte.
Na loja da esquina, quevolta para a ra
do Collegio n. 5, veodem-se corles de meias
casimiras a 2,000 rs., e bonitos cortea de
cambraias francezaa de cores, a 3,200 rs. o
corlo.
fOTASSA.
Na ra de Apollo, armazem n.
2 B, de l^eal Reis, vende-se por
preo ra.-oavel, muito nova e su-
perior potassa, chegada ha pouco
do Kio de Janeiro.
Vi-nde-.su na cadeia do Olinda, lira es-
cravo, creoulo, de 23 annos do idade, muito
possante, para fra da provincia : quem o
pralender, dirija-se a ladeira do Varador
11. 14.
para saceos e roupa de escravos, ,'lagalhSes, n. si.
a vontade do comprador assim lAdarascaado monstro com 8 pal-
como fio de algodao da mes xa fa- v.h.T. .r*"'3, .
. j m "" ende-se na ra do Crespo n. 5, na lo-
bl'ica : no escriptoriO de Novaes Ja que faz esquioa para a ruado Collegio o
& Companhia, narua do Trapi- novo adamascado brancopsraloslhascum 8
, i. r palmos de largura pelo barato preco de
nhos, para dito.
Moendns superiores.
Na fundieSo de C. .-.tarro; Companhia,
em S. Amaro, acham-scavenda moendas
de canna, todas de ferro, e um modeloe
conatruceflo muitoauperioi.
Vende-so um bom escravo creoulo ,
ptimo para todo servico, principalmente
de campo, pois eotende muito do (ratamen-
to de gado : na ra Velha n. 14.
Cal virgem.
Vende-se cal de Lisboa a mais nova do
mercado: na ra do Vigario n. 19, primei-
andar, eacriptorio de T. de Aquino Fotseca
6. Flho, ouna ra do Trapiche, amazem de
Antonio Augusto da Focseca.
Urna encommenda de cobertores,
Que por seren poucos
NHo podem chegar
A todos os compradores,
a 1,600 rs. cada um : na ra do Crospo, lo-
ja 11. 6.
Alerta freguezus
Que sao chegados,
Cobertores de algodSo
Muito eucorpados.
Na ra do Crespo.loja da esquina quevol-
ta para a Cadeia, a 1,600 rs. cada um.
1,600 rs. a vara, na mesma loja ha um rico
sortimento de manguitos de emitirn para
vestido de senhora o mais moderno que tem
apparecido pelo pre,o da 1,000 rs. cada
um.
-- Vendo-semel de muilo boa qualidarie,
o por prego commodo : na ra da Concordia
relinacSo n. 8.
A 200 rs. a vara,
Na ra da Cideia Velha, loja n. 33, ven-
dc-se muito bom algodSo da Ierra a 200 rs.
a vii-, em pee., de 50 varas.
Vende-se farello muito novoe de .su-
perior qualiilade, no armazem de Uouvea
o Hias, 00 caes d'alfandega.
AltencSo.
Vonde-se, no aterro da lloa Vista, loj 1 n.
60, vcludinho prctb ; dito escarate; vclhn-
tina preta j toalhas adamascadas e guarda-
apos para mesa ; meias de lila para senho-
ra ditas para humeen ; ditas de laia pelas
para padre, e outras uiuilas fazendas, por
preco com modo-
Toda attenco ao novo sortimento
chegado da cidade da Haba !
na 1111 do Crespo n. 14 loja de
Jos Francisco Dias.
As muito acreditadas chitas caboclas do
novo-, gostos a 200 rs. o covado ; chitas li-
nas com novos desenhos e cores lizas a 240
rs. o covado ; chitas francezas da primeira
qualiilade a 280 rs. o covado; riseidos fran-
ceses os mais linos que tem viudo ao mer-
cado e de novos padres a 280 rs. o covado ;
su pe lores cortes de cassa chita mudo finas
a 2000 o corle, diversos padrOes de riscados
de ene lingindo seda do quadros a 220 o co-
vado ; alpaltas de cores fazenda do ultimo
gosto a 640 o covado; ditas com los de se-
da fazenda muito lina a 800; ditas prctas
lavradas imitando seda a 880 ; brim tranca-
do de puro lilil-, cor d lama de Paiisa
1600 o corte : dito amarello com urna lina
lastra rateada do muila duraco a 1600 o
corte: assim codo outras mudas fazendaa
e por muilo pequeo pre$o, como sejarn
uiad.ipi.lr.es, algudes o zuarques u uiais
fazendas baratas.
C >* Vendeui-se palitos preto mais ba-
rato do que em outra qualquer parle 1 na
ra .Nova n. 96 ; a tiles, com dinheiro.
He haratissimo e nao chega
a todos.
Vendem-se bahus de madeira
envernisados, de 12 at 20 pole-
gadas, com fechaduras, os quaes
serven para guardar costuras e
roupa de crianca, pelos baratos
precosde8oo, 1,200 c 1,44 rs :
no Aterro da Boa Vista loja de
sapatos n. 58.
-- Ven lein-se pecas de panno do linho da
Alle.nianha, com 10 varas, a 2,000 rs. cada
peca: na loj ido sobrado amarello, na ra
do (Jiicimado n. 29.
Bilhetes do Bio de Jonciro.
O cantelsto Salustiano de aqui-
no l'eiicira, avisa ao rcspeitiVi I
publico, que os seus billetes e
emtelos da decim-i quinta lotera
do theatro de Nithcroy, e-lao ex-
postos venda as lejas do cost-
me, a loieria corre hoje 23 do cor-
rente mez, c esperare a lista da
mesma nc vapor brasileiro no dia
4 011 5 de novembro. Sao inme-
diatamente pagos todos c quacs-
quer premios que sahirem nos bi-
lhetes c c.ulelas as lojas j au-
nunciadas.
Bilhetes 22,000
fllcios 11,000
11 no 1 los 5,5oo
Oitavos 2,800
Vigsimos i.*3oo
Pathogcncsia homeopathica do Dr.
A.J. Mello M01 es
Chegou no vapor S. Salvador, esta gramlo
obra em u*o volume. e do grande alcanso ,
para o povo eurar sem precisar de mdicos :
na roa do Ciespo, loja amarella n. 4.
O cautelisla Paria Barbosa
recelieti bilhetes da lotera do thea-
tro de Nictheroy, e os expoz a ven-
da 11:1 ra do Queimado, loja de
Gouveia & Leite, na mesma cai-a
paga sem descont os seus bilhetes
premiados. Eis os precos:
nlcir 22,000
I l,00O
5,5oo
\ondc so por 300,000 rs., urna negra de
40 annos de idade, de nacao da Costa, mui-
to sadia, sem vicios e de bonita figura ; pe-
, de qun a vendam porque quer andar na ra
vendendo, e oaenhor a quer para o servico
do casa : na ra do Livramnnto n. 19.
Vende-se um ezcellenla cavallo mela-
branco, verdadeira moda'do verSo, chega- ?,n0T? e corn to'101 5 ""dares : na co-
dos pe 1 ultimo navio Irancez, o por proco cheiradarua da Florentina,
muito em conta na loja de mojas france- "endo-sa para se fachar contas, saccas
zas, no alerro da Boa-VIlta n. I. com uni alqueire de milho novo : na venda
- Ven le-so um sitio na cidado de Coian- 'lo "l'cc" L,rB 1" vir" Prs a Senzalla No-
na, junto a igreja dos Martirio*, com 200 va 39'
palmos do frento o 600 de Tundo; conlm l'alits feilOS.
5 moradas de casas, S de pedra n3 do t-ipa, Continua-an a vender palito! do panno
60 pos de larangeiras de diversas qualida- preto o do crtr, muito bem foitos e de boa
des, 80 jaquelras, limeiraa, jabalicaheirns. qualidade, por preco muito em conta : na
ananasDiros.cafPseiros, palmelras, condecci- |oja do sohrado amarello n. 29.
n-s, cajueiros: quem o pretender dirija-se Arados amerietnos, becados dos Es-
a cidade do Olinda, na ra Nova junto ao pa- tados-Unidos; na ra do Trapiche n 8
lacio do Sr. bispo. elogios americanos, para cima de
- Vendem-se duas escravas do Angula, mesa, com corda para oito dias o dura 3o
mnrjas, do bonita figura, cosinhan, lav.im horaa, o o mais harat" que cm outra parto
de labio o varrella; urna negiinha de 10 an- narua do Trapiche n. 8.
nos, creoula, com principio de costura ; Ir. s Vonde-se um moleque do 24 annos do nn-
escravos do Angola sendo um vcllio e todos c.lo angula, de bonita figura, sem vicios
muito sadios: narua da Praia, armazem do nem achaques, bem possante, muito fiel,
carne n. 46. oplimo cozinbciro. tanto para casa estran-
-Na ra do Crespo n. 5 von.iom-se cortes geira como para nicional: na ra do an-
do vestidos di seda escueza de l2covados gel n. 44.
sem deleito algum a 10^000 rs. o co-lo com Vende-se urna preta moca que lava,
dinheiro a vista. Quem nao tora um vesti- cosinba, o he ven tedora, e tan.bnm propria
do de seda .... s3o poucos, e quem so demo- para rampo, por 450,000 porque seu dono
ra fica som etica para a festa. se re ira ; a ver, na ra larga do Ruaario n.
- Vendem-se duas escravas pardas, urna 35, loja, onde se recebem escravos parasi
o 14 o outra de 18 anuos, rccolhidas, bem vender por rommisso.
d
parecidas, sadias, sem virios, e tom habili
dades ; e tambem dous escravos, creoulos,
da mesma idade, muito diligentes, o cosi-
nbam o diario de qualquer familia: narua
da Cadeia do llccife, loja n. 4
as
Escravos futidos.
Desde o anno de 1848 que dosaopare-
c-iii um iiiulatinli 1 do nome Renedicto. de
Vende se una negra creoula, de30an- idade de 12 par 14 annos,
le idade. pouco laia ou menos, rom ha- o., .a. .1.
bilidadns .
' ..inou un id i1.,1 a iv aiKIOS. (' Ull US n'TIlf'IS
no. de xiade. pouco m.is uu menos, com ha- finas, cor clara, falla bastante frac., cabe'-
v^uTll0 Un"f 5"- '"tirado, o q'u-l pode com f.CilH.de p,s.
.,"'i uTi ?S" lerrea "? lrc"M' sar ror forro; cujo fui furlado porum siga-
?-,. n "* "' rU" d' U "" d0 cn8nnh" ''"w Nm. portencenle
**,." .. a Antonio Jo- Ferreira, na villa de Santa
-- Vondem-aedousc.rros muilo inanei- ,.,,7, do NcA pro.nci, ,,e A|,0 0
iTPrn.P".rirC! .C '/"IK' 'I" suPP0e-s fr seguido em dlreccJo para
c.mn.nht. '"' "" tr,"che dV "rnamb-ic, e por oonaMuInle he prova-
v i.'m ir. '. 1 r, "'queozista em algum dos engonhos do
- Vcndem-snlonasa im.tac.1o da Muss.a,'si d dil, provincia: quem o pegar e le-
nto cm conta : no armazn de I-os Bro-;,r a su scnhor> no engenho Alma decla-
rado, ou entregar no Reeif, na loja do
Jotqiiim iheiro Pontos, ser Kcncrosamen-
thors, na ra da Cadeia i!n Recife n. 62.
-- Vende-se .al doAss, a borlo da su
maca KIordoAngelim, tundead, no Forte'^ ^^i; XnZ%or".. "opr..*
ia'.? -,":J.r' a "" rua <-r"z do llcci- mein.annuncio que se faz a esto resuato,
to"v2.I2.1?. '% S''T:___________ <">' conseguin.e com ms facidado rde
Vende-se para fra da torra urna mula-
ta de 24 annos, emgommaJeira o com nu-
tras habili la les : em esa do Dr. Sarment
na ra da Cadeia de Santo Antonio.
.-- Vende-se urna inorada do casa, na ra
Imperial: tratase na mesma ra n 171.
.. [oda
ser pegado.
100,000 rs. de gratificacilo
Desappireceu no dia 7 de malo prximo
passado, o pardo Leonardo, de idade 18 an-
(nos pouro mais ou menos, e tom os signaes
Vende-se urna tahrrna na praca da ."BUintcs: thaiso, o pelto um tanto metti-
Boa Vistan. 5: a tratar na mrsma. ',0 f"r" dentro, cabello caraplnhado e ale ao
Vestidos \p Mtu Pita meio da lesta, e falla descancado. Es lo es-
VestlUOS Ce cassa SCila. cravovinha lodos os dias ven ler leilonolte-
Venlem-sccorlesdcvestidosdoc.ssasc-lrife.di. um sitio na Roa-viagem, pertencan-
da, pelo diminuto preco de 5,000 rs. cada teaJoanna Maria dos l'assos, de quem fui
corle: na loja do sobrado amarello, da ra cscravo: quem o pprehender e trouxer na
dii Queimado n 29 ra da Senzalli Velha n. 60, segundo andar,
Na loja amarella, dama doCrcs-jrccciicra agraiicacSoacima.
PO no "* Ul" mer> Pouco msis 011 menos, do-
u..a. .. ./..ik 1 ,.' 1 sipparecou um preto por nome Manuel,ere-
nn mr nrre I S,8S ^T"* '"Ul' U"Cal "'" DSl<"" ""
por menos prc5o dn que em outra qoalquwU|do 110sl, pr,ca,p0r I, baVer Irabalhado em
Ka nnP ^T mnsc "lo-,a 'M" ">"'>* lojas, o qul partonea .0 abaiSa as-
e 14,000 rs, o iscado monslro delinho, sign,do, e tem signaes seguintes :-bal-
Bilbete
Mco
Quarto
Uitavo 2,801)
Vigsimo 1,200
Casamento.
Vepdeni-se cortes de vestido dosclim, e
chanalOta branco, com babados, bordados
o mais rico possivel: na luja do sobrado a-
marello, na ra do Queimado n 29
Bichas, chegaias ltimamente de
farahiirgo.
Vendem-se e alugam-se bichas de llam-
burgo : na ra da Cruz do Itec.fe n. 43.
Vestidos a r,8b*u e 2,000 rs.
Cunliniia-.se a vender cortes de vestidos de
cassa do cor, com 6 vras, por 1,280 rs. Cada
corle; ditos de rlIClda francez, cores lizas, a
2,000 rs. : na luja do sobrado amarello, da
ra do Queimado 0.8*.
- Vende-so una coebeira, na ra de A
com 4 palmos de largura, a320rs. o co-
vado.
Vndese urna preta de olegante
figura, do 22 annos que engomma, co-
sinli lava muito bom, o faz todo o
arranjo de urna casa; >luas ditas com as
mesmas habilidades; um prelo bom para ar-
mazem de assucar; dous dilos bons para
lodo o servn,-o ; e um preto de meia idade
bom para sitio : na ra dos Quaitois n. 24,
segundo ai..| r.
Conlinua-se a vender farinha do reino
da mais nova a 90 rs, a libra, goma de engo-
mar a 80 rs. a libra, nianteiga inglcza, e
francezaa 480, e 560 rs. a libra, vinagre a
500 rs. a caada e 80 rs. a garrafa, cali de
carneo a 110 rs. a libra, pastal a 320 rs a
libra, li.-tna a 320 rs., o oulrus nimios gne-
ros do bom o melhor : no pateo do Carmo
venda na quina do becco da Bomba, po;
haixod i sobrado de um andar n. 13.
Vende se una armaeflo propria para lo-
ja de miiidezas ou qualquer estabelecimon
lo ; faz-se todo o negocio por seu dono ler
de se retirar : na ra do Pilar n. 137.
Vendem-se, tres moldeles de idade 14
a 16 annns, ptimos para lodo servico, qua-
lro escravos do bonitas liguraa, de servico
do campo, urna linda escrava de idade 17
annos, do boa conduela, um mulato de ida-
de 30 annos, que i-o.iiiha bem o diario de
urna casa : na ma Uireila n. 3.
Loja nova.
Ven Icni-s" na loja nova da ra do ngel
n. 8, capotinlios de seda furta-rores borda-
dos de matiz corn colelo de selim e gorgu-
r.iu branco um completo sortimento de
manteletes prclos muilo enfeitadose da ul-
tima muda, capolinhos de lil preto borda-
dos de teda, chales de seda do varios lma-
obos, vestidos de cambraia de cures de tres
babados, manguinhas de linho para vesli.lus
le manga curt, cortes de l de camello,
vostidos finos de cambraia branca com fron-
tispicio bordado, boas luvaa de seda ama-
rella para senhuia, um completo sorlimrn
lo do trancas pretas linas proprias para en
fetir vestidos, lencos do seda com franja,
los pretus de linho, muilo bom sortimento
de cambraias de seda, e de meias de fio da
Kseoea para senhora, e oulr.s muilss fazen-
das que se veuderu por preco caminlo.
Ven.le-so urna pela rno{a do muilo
bonita figura, com muilo bom leito, de 15
diaf, cusiiiha, lava e engomma ; um preto
moco de bonita liguia, e una preta idosa
pollo n. Sj, c un 8 cavados, um cirro e to- com gran Jes habilidades : a tratar na Cam-
ilos os mais lerlences : a tratar ra misma boa do Carino, primen o andar, de maiihSa
com Joa Caet.no Pereira, e Ignacio Jos'al as 9 horas, odas 3 horas da tarde em
Cabral. l diante.
ZO, quebrado das virilhas, um pouco grosso
do corpo, cor pela, olhos grandes, tem tres
cicalrizes no braco e mSo direita de urna
operacSo que havi. solTri lo ha pouco no
hospital ; ho de presumir que ande por esta
cidade, visto ser dalla natural, o ter alguna
prenles: roga-so as autoridades policiaes e
a toda e qualquer pessoa, a captura do mes-
mo, e o favor de o mandar entregar nesta
cidade om casa do senhor subdelegado da
lloa-Vista ulino Jos Corris de Almeido ;
e na cidade do Itio-Formoso a Francisca
Christina Lins, que ser generosamente re-
compensado : o mesmo ahaisu assignado
protesta com todo o rigor da-lei, contra a-
quclla pessoa, quem quer que seja.que o ti-
ver oceultado.Francisco Caldas Lina.
No dia 26 de si tem tiro prximo, pas-
sado, fuiiram 2 escravos com os signaes e
numesseguintes i limeiro Luiz, creoulo,
cor Lux na, do 24 a 25 annos de idado, bal-
so chcio do corpo, ps peq leos, pescoco
grosso, olhar crrancudo, nariz gramlo e
muito chato, e com marcas de lar sido cas-
tigado com acontes por mais de urna vez,
fui escravo do Sr. I.uiz do llego Barros, de
;u ni passou para o poder do Sr. Jos Ca-
nillo do liego Barros, ambos .--ir- aenho-
res moradores no Monteiro,o segnn lo M -
noel, cor irisada, creoulo ainda moleque,
balso, seco do corpo, e com um pe encha-
do, e urna cicatriz do golpe em cima do
I eilo do pe, c o dedo grande do mesmo to-
rado, cuja cicatriz por ser nova ainda tem
a pele branca : quem os aprehonder e con-
duzir a seu senhor morador do engenho do
odizio da freguezia do S. I.ourenco da Mal-
la, sera generosamente pago do seu Ira-
balho, o de qualquer despeza, que lizer
com a captura ; e nao queren lo leva-Ios ao
dilo oiigenho, poder procurar e entender-
so com os lllms Srs. Domingos da Silva
Campos, morador na ra das Crozes no Kc-
cife, tonente Sebastian J;is;do ego Brre-
lo morador uo Monteiro, e Francisco Ceza-
rio de Mello, morador em Apipucos.
No dia 23 do crreme desappareceu do
engenho Cimpapo da comarca da citado da
Victona um cscravo de nome Silvestre, de
nac3o Costa, tlio, seecodocorpo, pomas re-
gulares, bem parecido, e ho bnm fallante,
lem urna pequeiia ferida em urna das per-
uas; por isso roga-.su as autoiida lea poli-
ciaca, o aos Srs. cjpilos de campo hajam de
o upprrli -iider, po luiido-o levar ao mesmo
engenho, ou nesla praca a ma d l'raia n. 3,
|iu; s.-i:, i ;.-,-na ms un -ole reco ai pensados du
seu trabdllio.
l'rRN. : Trp. D3 M ?. DE Faru. 1852.


Full Text
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