Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03321


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Full Text
r

-. .
ANNO DE 18.35. QIMRTA FEIRA
20DKMAK).
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DIARIO DE

iPkrwambuco, ir Typ. dePihuiro e Fari. 1835
iBjama^MB^mHa^^j^^g^;.. g^g^mgiwi: ''^w*s\sJZ3&
s
10
20
91
89
99
4
DIAS DA SEMANA.
Scpunria S. Venancio aud. do* Js. do C. de ni. e du t. es. da
T.T. efh.de t
Terca S. P dro Seleslino P.el. de ra. e aud. do J. de O. de t.
Quart. miar, as 8 h. e 18 m. d. m.
Quarta V Beniardino de Sena uesto da Tliez. Pul.
Quinta S. Manque B. liel. de m. aud. do J. do C.de m. e
de t.
Sexta S. Rita de Canil Se*. ikiT. P. do ra e aud. do J. de O.
de t.
Sabhado S. Bazilio Are. Re. de m. aud. do V. G. de t.
em linda.
Domingo. S. Afra
Tildo agora dcpe de de nos mer-mos, da noss* prudencia, modo
rnc:io, eenenriKl contornemos como princiaiaqwa. e kcremoi a-
ponudocom admiraca'o cutre as Nacoes mais cultas.
Proclamado da Jsscmblta Geral do'Bratil.
Subscreve-se a 1000 rs. men^aes paros mlmiados ne-ta T v porra-
fia. e na Praca da Independencia N. 37eSSt ordc te recebem
corre-pondenciae le,ralisada, e aiinunr.ios-, kMindo-.i: osles gra-
tis ueudo dos proprios asignantes, c viudo assignadus.


h
MITIDAS DOS CORKKIOS.
(Viuda Tollos os dias o nicit. dia.
Cotana, Alhandra, Par
wTWParg5BggF^gfmft
Gacanlmns, e Hu,iito-nos dial 9 e 91 do mes ao mcio da.
I lores no dia 13 de cada mea ao neio di i.
Srnntraein, Rio Pormb," e Linu-iras'Segundas, QuarUt,
._______ Sextas (Virus'ao mcio dia.
Oohnii Alliandra. Paraiba, Villa do Conde. Mainanguape, Pi-
lar, Keiirtf 9. -Joi, Rrejb rt'Arfcra, Rainha. Pembai, Nova da
. ouzH. ( i.lade lo Na!a!, Villas de Goiauninlia, e Nova diuPrinei.
sai Cidade da Fortaleza, Villas do. Afluirs, Monte mor or,
Aracaty Cafcavel, Caniqd, Granja. [mperairTs, S. Bernardo.
I J .iodo Ptmcpe, Sobrar. Novad BlRey, Ico, S. Malben?, lii-
arijo li,, sanjfue, Santo .Antonio Uu J-mlim,' Qnexeramobim, e Par-
pa ibaSecundas < Srxtas f;ias ao mcio dia.
Santo .Anfao- Todas as analtas fi-lras ao mcio dia.
Kgamtsaj-
GOVERNO da PROVINCIA-
Dia 16
MIi.m. e Exm. Si-. Acubo de ler o officio de V.
Ex. cotii il.ili do boje, acumpanhando o do Com-
inandaiileem chele das Porgas un operncoens que
parletipa achar-sc recolfiido ao Acampamento o ex-
Vigario de S. Bon'o Joze Anlonio de Mello, o Coni-
maiiJanie dos ludios de Jacuipe, e oulros Cutes
paicenos dos cabunos lodos con) suas coiiipauhius ;
e referindo mais alguina circuiulaiuias que pro-
gnosticioo breve termino d'essa drsa^troza guerra,
que tanlo u&S lm flabelado.
En sinto como V. Ex. o mais completo pra-
zer por (y sel i>fulorias noticias, e >pcro bn-ve-
iiK'iile cougialular-mecom V. Ex. e lodos os habi-
tante desta Provincia pela restituidlo da j:az, e trau-
quidade d'squelles lugares.
Q ajilo as lazind.i.sque o Conimandaule cm C!ie-
fepede, quena V. Ex. re.-pondvr-lhe, que etu
poucos dius la chegarao pela Escuna Nacional i.
de.Abiil.-que<8ta prestes a sair coiiduzindo lio
beni nina poicode faiinha. Quizero iuhs que V.
Ex. conlinuusse '-zrf.cenlcao incsmo Cotnuiaii-
datile eiu chele do muito que este Governo reconhe-
ce, e aprecia o seo incansvel telo e pei>evciarica
na honrosa tarelajque lomou sobre seus hombros.
DeoGuarde a V. Ex. Palacjo do Gove no de
Pernambuco i6de Imo de i8.)5. -- Vicente Tilo-
mas Pires de Figueiedo Cama-go. Illm. e Exm.
Sr. Comniandanle das Armas Joze JoaqiiimjCoelho.
^ A v'^ do que V. S. representa era seu officio
de 15 do car rente tenho de responder-lhe, que lasti-
rnaiido o iucommodo e perigo a que eslo expostos os
habitantes do seu Deslriiio, com as repetidas aparit-
s desses grupos de salteadores, admiro noter V. S.
era prega do todos os meios que as Ltis tem posto a sua
disposieao para os perseguir, e prender. Se na exe-
cocio do que aV. S. as mesmas Leis incumbem en-
corva algura embaraco, ne>te caso devedirigir-se di-
rectamente ao Juiz de Direito Chefe de Polica para
< instruir, e mesmo para subministrar-lhe as provi
dencias dequejulga precisar.. Quanlo porem a sua
ultima exigencia, isto he, de ser dispensado dQservico
Companhia de G. N. de seu destricto, pertencente
aoB.ialhodoPoco, fm de 6car debaixo de sua i-
m
medala mspecco, nenhum lugar tem, por isso que
V'fb: deve requisil.ar ao respeclivo Commandante da
retenda Companhia os auxilios que necessitar para
conservaco da ordem eseguranca Publica, requesico
que elle cerlaroenle se prestar, vislo que a Lei o te
obrigado. M
Deo Gyarde a V. S. Palario do Govefno de Per-
nimburo 16 de Maio de 1835-Vente Thomaz Pi-
res de l-igueredo CamargoSnr. Juiz de Paz do 8.
Restricto dos Aflictos Francisco de Paula Lopes Via-
" Lcrff* aSra desle P'lo Para essa Iiha Esc-
oa uom nm, a conduzir farinha, dinheiro, e alguns
objectosrna.squeV. S. havia rtquisitado que se, fa-
iem ani mister : as suas relaqes sero'enviadas pelas
competentes R..n.n;, s. Kt.j. ,. '
;, -r-...Vw.a. iidu iriuiu a lecuniqen-
ar-ine se nao a observancia da anteriores ordens, que
r este Governo Ihe tem sido dirigidas, cuidado na
prantato de mandioca, a 6m d<
HW poupar a graude
d. speza que a F.ncnda Publica se v obr.igida a faier i que, recebendo do encarregado das reroessas dos pe-
f*nm a f>iintiniia.l* ramamen A. i -.___... C ___I., i ______ _.___. w
com a continuada remessa deste genero. K sen.|o
essa Ilha to frtil, e produliva, havendo n'elU tanta
gente apta para Irabilhar, admira que cada hum nao
tire da Ierra ao menos o seu susteutu, ultimando este
parlicipar-lbe-heique por iropedimento do Kxm. Pre-
sidente me ai ho eu Admiuiitrando a Provincia como
Vice-Presidente.
Dos Guardo a V. S. Palacio do Governo de Per-
nambuco 16 de Maio de 1835Vicente Thomaz Pires
de Figueredo CamargoSur. Cezario Mariano de
AlbuquerqueCapilo CommandanU-da Hha de Fer-
nando de Noronha.
Pe Fscuna Bom fim vo remettidos, aecnapa-
nhados de suas guias a'gdns condemnados a degredo
para esse Presidio ; e Soldados para o Destacamento,
mandados pelo Commmdante. das Armas. Se qual-
quer degregado liver completado o lempo da sua sen-
tanca V. S. o far rpgressar, e bem assim todas a
qurlias ppssoas de arabos os sexos, e rscravos, que sem
nenhum processo ou sentenca condemnatoria tem sido
para ah remcllidas violentamente. O Barco dever
trazer a mainr quantidade de pedra que for pssivel
carregar. E exijo que V. S. remella huma relacSo
do numero de aniones vaceum, cavallar, ovelbum, e
cabrum que existe n'essa Iiha com decliraclo da sui
idade pouco mais, ou menos, diferenca de sexo, pres-
umo, e at do valor de cada hum d'ell s.
Di*os Guarde a V. S. Palacio do Governo de Per-
nambuco 16 de Maio de 1835Vicente Thomaz Pi-
res de Figurredo CamargoSnr. Cezario Mariano
ds Albuquerque Cupsto Coraaiadante u.i Ilha de
Fernando de Noronha.
OfficioAo Exm. Bispo, para se dipnar dar o seu
parecer sobre o requenmento da Irmandade do SS.
Sicramentn do Rerife, que tem de ser deferido pela
Assemb'.pa Provincial.
Ao Inspector da Thezouraria, on\ando-lh copia a Resnluco da Assemblea Provincial sobre as
con tas do Bnado Vilaca Thczoureiro dos Auzen-
,es'
A' Commisso Adminiilradora des bens do Co-
legio des Orfa'os, para dar o seu parecer sobre a re-
quisico do Director respectivo, relativa compra
de esaravos para o servico do mesmo Colegio.
Ao Director Interino do Curso Jurdico d'Olin-
da, para remeter Secretaria do Governo os Estitu-
eros e vveres para o acampamento quatro cenias va-
ras de aninhagem, mande promptamenlo fazer pela
maiinhagpra 200 saceos para fan'nha.
S. fixe. o Snr. Vice Presidente em cumpriman-
to da Rrsoluco da Assemblea Legislativa Provincial,
ordena que V. S. recolha a osla ecreraria a Carta
quei se Ihe passpu de serventa vitalicia do officio de
Solicitador do/Peifbs da Coro, Soberana, e Palea-
da Nacional, e das Justicas, e Relami desta Provin-
cia.
Dos Guarde a V. S. Secretaria do Governo de^e^
nambuco 16 de Maio de 1835.Manoel Paulo Quin-
tella, Secretario InterinoIllm. Sr. Manoel Fermino
de Ffgueredo Brilo.
S. Exe. o Snr. Vice-Presidente iranda remelfer
a V. S., para ser presente a Assemblea L. P. a copia
inclusa da Acta da sesso do Conselho do Governo da
23 d Juiho de 1831, que por V. S. oi exigrda em
officio com data de ontem.
Dos Guarde a V. S. Secretaria do Governo de
Pernambuco 16 de Maio de 1835Manoel Pado
Quintella, Secretario InterinoSnr. Laureiitino An-
tonio Moreira de Carvalho.
Da 18.
* Este Governo em resposta ao officio de V. S. de
11 do corrente acompanhado de outros do Chefe da I.'
Legiao, e do Major Commandantejdo Batalho de G.
N. d Recife em qup qaeixando-se do pfocedimento
doOfficial doCorpo do Municipaes Permanentes, que
estando de Estado Maior sellara a seo arbitrio G. N.
Ivo Antonio Ptdroso preso por faltas commeftidas no
servico, e recolhido aque'.le Quartel, exige que,
para a conservaco da disciplina, e regoUridade do
servico, o referido G. N. pelo seo delicio responda
na couformidode da Lei ;'tem a dizer a V. S. que
ouvindo a melhante respeito o Commandanto Geral
dos Parmanentes pira obter pleno conhecimento do
negocio, arhou que o Offieial d'Estado nlo rbrou ar-
bitrariamente quando soltou o Soldado Ivo Antonio,
pois que acbando-sc este pertencendo ao seo Corno,
no qual se havia engajado dias antes da sua prizo, so
por ordem de auctboridade competente o podia ali con-
servar. O Governo da Provincia porem attendndo
a rpprezentato de V. S. e do Coronel Chefe da !.
Legio a imelhante respeilo, e convencido de que,
tos da Biblioteca, on oulro qualquer regulamenlo em com a restricta disciplina dos Corpos, que tatito Ihes ha
que se achem designados os ordenados que devem ven-
cer os respectivos Empreados, a fim de se poder ex-
pedir os ttulos competentes.
Ao Administrador do Corrcio, dizendo-Ihe,
que para o Governo dar o devido cumprimeiilo ao A-
tzo da Secretaria de Estado dos Negocios do Imperio
de 14 de Marco p : p : que manda estabelecer um A-
gente encarregado da deligencia de receber a bordo
dos Navios as malas e cartas avulsas que os Mestres
das embarcaio: s conduzirem, arbitrando-se-lhe urna
gratificaco quenoonre a Fazenda Publica, misler
he que o mesmo Administrador informe quaTa grati-
ficaco que merece o dito Agente.
PortariaAoCo-mmandante da Escuna N. Pri-
mpiro de Abrilpira rereber e transportar para o Rio
Formozo os objeelos que he enviar o Inspector da
misler, be incompativel a mpunidade, dezejando a-
lem d'isto que a G. N. rhegue a aquella p de regu-
laridad?, e ordem indispensavel ao desempenho de
seus akos deveres, n'esta mrs'ma data expidi as ne-
cessirils ordens, a fim de q*he esse Soldtdo Ivo Anto-
nio, demiltido do Corpo Municipal, seja passado
ordem do Coronel Chele da Legio, para haver de
responder pelas fallas, que commellera. E oulro
sim qoerendo evitar accontecimentos sime'lnnto?; que
de futuro posso sebrevir, ordenou ao Commandante
Geral, que nao aliste no seo Corpo individuo aigum
sem que aprsenle licenca de seu Commandante, qo-
do seja G. N., ou prova de'que teudo-a requerido Iho
fora, sem justo motivo, denegada. Desta sorte tenho
respondido o officio de V. S. a quera devolvo os offi-
cios do Coronel Chefe ui Legio, do Mjor do Baia-
Thezouraria, e que Vo declinados para o Acampa- Iho do Recife, e o que rce+bi do Commandante Ge
ment. I ral corn'informaco.
~ Ao Cornmandanlo das Forsas Marilima, para : Dcos Guarde a V. 5. Tolacio doGcvcrno de ?cr-
i
U


"\
DIARIO DE
PERNWWUCO.
5-9515
-
>
na roboro 18 de !\I.iio de 1835.Vicente Thowiaz Pi-
res de Figueredo Ca margolllm. Snr. Coronel Com-
mandante Superior das Guardas Nacionaes Francisco
Jacinto Pereira.
OficioAo Etna. Commandante das Armas para
informar sobre a prelencio ctmlheuda no requerimen-
Ao de Francisco do Reg Barros Falcio dirigido
Regencia em Nome do Imperador, por intermedio
do Governo Provincial.
Ao mesmo, para esclarecer o Governo sobre
a representacio do Major Commandante da Tropa de
1.* Linha da Parahiba sobre osaren imentos dos Sol-
dados, que para esta Cidade escolta rio prezos.
Aos Dezembargdores (em 2 officios) Libanio, e
Silva Tavares, vogaes da Junta de Juslica convocndo-
os para Sesso da mesma Junta para o dia 20 do cor-
ren te.
Ao Dezembargador Belmonle, Juiz ReUtor da
Junta de Juslica, communicando-lhe o contheudo do
precedente o (Tirio.
Ao F.xm. Commandante das Armas a fim de con
vocar os Vagues Militares da Junta de Juslica ptra ses-
s5o em 20 do corrente.
-*- Ao Commandante das Forcas Martimas, di-
rendo Ihe que o Governo convem, que a Escuna, Flu-
minense subslilua o servico que presta no Registro do
Norte o Lanxo, e que este va para a Barra das Jan-
godas, como mesmo Commandante dasF. M. indica
em seo oflv io.
Continuarse- .
i
DIVKKCAS REPART10'ES.
Qurld do O-nirajiido Superior das Guardas Naci-
unaes do Municipio do Recifo 11 deMaio de i835.
ORDEM po DA.
MJf Evendo lodos os individuos que compoem a
udhroza coi.porucio das Guardas Nacionaes estaiem,
*ao fado da Lei de sua criacio mrmente daqu. lies
arligos quedisem respejto ao fin para que furto
organizadas e desuas mais rigoroZas obrigac.-s a
liin de que por ignorancia no cometi crimes, que
talvez nio quizessem e tenhio ao depois de ser por
tiles punidos oque tnuilo convem evitar: deter-
mina o lllm. Si'. Commandante Superior, que
lodus as vezes que qualquer dos Batalhoens que
t onipoem as duaa Legies deste Municipio se bou ver
de formar sejo lidos em fente das companbias as
.*,uas respectivas paradas particulares os artigos 6e-
guinles da mencionada Lei.
DISPOZICJE.' GER AS*.
Titulo 1.
Arl' i. c As Guardas Nocionaes sao' criadas pa-
ra defender a Consliluieio I.iberdade, Indepen-
dencia e Integridude do Imperio ; para mauter a
obediencia as Leis conservar ; ou restabelecer a or-
dem Publica e auxiliar o Exercito de zr das fronte i ras e costas.
Tuda a diiiberaciu tomada pelas Guardas Na-
cionaes acerca dos negocios Pblicos ora attenfado
contra a libeidade e mu delicio contrata Constiln-
ico.
Art. 5. Se a> Guardas Nacionaes tornaran de-
lilieraco spbvc os iregocios Pblicos ou resistirem
as requesiceslegaes das Aucloridadea Municipaes ,
Administrativas., cu judieiarias, o Presidente da
Piovinr.i as poder suspender em determinados lu-
gares.
Esta swpen*io durar por lempo de om anno,
se antea nio 1W revogada pelo Governo ou mau-
dada prolongar por Lei. '
Art. 7. Os Guardas Nacionaes nao poderao
tomar as Almas nem ibrmar-se-em corpo sem or-
dem dos seus cliefes ; e estes nao poderio dar essa or-
dem sem reqiiea:eo da Auctoiidade civil, que ser
lidfl a frente loa mesuios Guardas.
Art. i02. O Servico das Guardas Naciona-
es obligatorio,*e pessoal salvas as excepcSes adi-
arte declaradas Se.
S S. recomra.nda a trela observancia desta
ordena, pelo que os Sis. Cheles de Lcfio respon-
beliaario os seus subalternos. Joze Claudmo Les-
te Major Aldanle de Ordens.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do 2V. 70.
cWafe.
%. Snmar* P*qnefe b> Rio* re*e a malla para o
Rio de Janeiro nj*( EXTERIOR.
Discurso de Mr. O' Cnnelle na Cmara dos com-
muns em Sesso de 96 de Fevereuo.
IVIr. O* Connel se levanta, elle be anudado por
Vivos applausos de huma parte da Cmara.
Os amigos dos Ministros nos notao huma oppozi-
cio syMcniat'ra 5 como nio hade assim acontecer,
quand0 TPrT1oS do outro lado hiim appoio syst. ma-
lit ( applausos ) ; nao he justo que nos oppouha-
11108 roalirio a coalizfo ? A verdadeira questlo ,
^Uan,oamim, que se agita nesle momento, he a
u2.a da revolorio reformista. He verdade que qs
Mmsliosnos fazem magnificas promessas mas
ue boa fe segundo seus antecedentes, pode o I '*
acreoitar nelles ? Srmepedema minha opimo a
e8le respeito eu direi que a Inglaterra nodeve es-
pea,, grandes coizas da nova adminislraao, a Es-
001'a anda menos, e a Irlanda nada absolutamente
( A plausos) Os Ministros pedem que os jolguem an-
*" de os condemnarem porem nio tem ellcs sido
J* pormuitas vezes julgados e condemnados nao
'm elles sido os defensores de principios bolorentos
e podies enh tem elles gabado este systema de
corrupr6 como o bem ideal dos principios Consti-
tucionaes ?
Tem-se pretendido qne os Ministros devem ser
expulsos desde i: Em quanto a mim eu na8 sigo
essa rpinu.6. Eu penseque elles devem ntirar-sc
gradualmente ( Rizos) He verdade que huma vio-
lenta burrasca pod( ria lansalos po Ierra de hum s
golpe mas por esta maneira elles deixarin atraz de
si hum cheiro desagradare! entretanto que seguin-
do a outra marcha daria5 tenipo para acender to-
cllas para os allumiar e para purificar a atmosphe-
ra e trnala propria a ser respirada por horneas
livres ( Novos Rizos )
Eu rhego ao ponto mais importante para mim,
quero dizer o meu desgracado Paiz. Como ex-
clama o Orador voltando-se para os Ministros,
pertendeis voz governar a Irlanda .' A vossa prezen-
ca no poder nio lie ella s por si homa das grandes
calamidades que tem jamis pezado sobre esta infeliz
Irlanda Voz queris governar aqnelle Paii po-
rem quem sao os vossos al liados ? Nio contaes v6s
por entre os vossos amigos e vossos defensores to-
dos aquelles que e tem destinguido pelas suas per-
seguiros e por hum odio incarnissado contra o
men Paiz t Pergunto en pode ac.reditar-se que
a Irlanda possa ver a sanguue fri o seu governo
composto excluzivameute dos chefes do partido O-
rangista ?
Eu fiz por muilo tempo a oppozieao contra a
precedente AdminstracaB porem eu devo fazer-
ihe n*a iustica que depois d reeeica da minha
mo.i5 relativa dissoluca da unia os Ministros
d'enla manifestra5 o dezejo sempre crescente e
afirme rezoluca de satisfazerem s precizes e as
queixas asmis ju-tasda desgraciada Irlanda.
O Orador reproduzio aqu o quadro j tantas
vzes trabado por elle, dos mal s de toda a especie,
que tem oppremiJo a Irlanda desile a sua nniaS com
a Inglaterra, e declara que elle na8 tem nenhuma
confianca as promessas do actual Ministerio, rela-
tivamente ao definitivo arranjo da quesla dos di-
simos.
O Gabinete Tory prosegae o Orador privado
da maioria liberal da Naci na5 pode alm disso
pretender i sympathia dos Guvernos livres do Con-
tiuente ; mas por outro lado nao existe hum ty-
rano na Europa que nao se tenha alegrado de tor-
narem a entrar no poder os Ministros acluaes. Nao
recebera elles, com efeito asfelicitaces dos Mi-
guelistas, dos Carlistas e mesmo do Autcrata da
Russia do qual nao devemos fallar ao que pare-
ce se nao com respeio ? Eu me appresso de a-
crescentar que nao lembro este facto Com surpreza
on Com in teneos de o criticar, pois o acho mui
natural. Ha longo tempo que todos sabemos ; que
huma e>peciede sympathia letrica une todbs os i.
nimigos da liberdade espalhados sobre todos os pon-
tos do globo.
Dizem que eu eslava decedido a sustentar huma
administraca Uh g continuando sempre o meu
projecto de regeitar a unia. Eu o declaro altamen-
te e sem segnndas .tences, tudo o que eu pefeo a
hum Minrsterio Ingles, he introduzir no Biii ae
refbrnia humaimmenda tendente a por a Irlanda na
merma linha de Inglaterra e ludo o que farl go-
zar o meu Paiz das vanlageiw do Bill de reforma ,
podei contar com o meu apoio de entei essado ( Ri-
zos ). Eu m.o quero entrar im nenhuma A'lmiuig.
tiic. qualquer que ella seja eis-aquia minha pri-
meiracondica; as-gundahe por em execucaS o
principio proposlo pelo nobie Joa Ruesel, e se-
gundo o qual o excedente das rendas do clero pro-
tcalsuleem Irlanda, seria applicado a objectos de
caridade, e utilidade publica em fim a minha ter-
ceira condieiu lie a adopcao de hum syslema com-
pleto de reforma municipal submetendo e*t* ius-
titui^i- apro\ ac.. do povo.
Agora talvez se me peigunte em que parar a
qv>esli. da icgeic. da nnia. Eu respunduti se
se concederein ao meu Paiz as tres grandes medidas
deque eu arabo de filiar, eume obrigo a renuuc ar
a ella ; mas accresc ntarei que no cazo contrario po -
dein ficar cei tos qu eu prosiguirei de novo.
( Le Temps.)
FRICA.
Fernando Po 10 de Novembio de 1834-
Honlem chegou aqui o Barco Americano Ge-
neral Ilill que liaza noticia de se acharem 110 Mil
doEquadors5 embarcaces embregadas no-trafico
de esclavatura, ao Norte em Wydah 12 em Bony
6 no Velho Calabar 4 e huma em Camcroons.
Estes naviosba de levar perlo de 90,000 deVgraca-
dos. E>lou deinais informado que existen) ainda
cem navios que se esta apromptando com o mesmo
fim. Por ora s lemos huma embarcaca para cru-
zar que he o Lynx de modo que o commercio
de nosscs negociantes ficar arruinado se se nao a-
doptarem algunias medidas para dar cabodestes nial-
vados. Cinco navios ver-seba obrigado a ficar
no Calabar at" o prximo anuo por bes faltar car-
ga o querau-ar grande prejuizoaos propietarios
e Fazenda Nacional.
( Do Jornal do- Comm. )
COMMUNICADO.
Velho Pernambucano N. 14.
XJ.E inuito para admirar, que sendo tivz os tfere-
bros da Commisslo especial, encarregada pela nossa
Assembla de refundir varios Projecaosobre o meio
circulante, e formaliaar hum, sem uUeayf u a preee-
dentes fosse en o nico alvo das censuras, eoque
mais he, dos sarcasmos do Sur. Depulado Gervazio
Pires Ferreira, pessoa, a quem nunca offendi, antes
sempre tractei c so parecer a todo o mundo, que S. S. em vea de
combaler as ideas de hum Projecto, eito, e assignfldo
V^r lrez ( e para i^o bastava nao ser producoio sua )
s a mim se dirigase, e de que maneira ? Alirando-
me chascos ofensivos, doestando-me gralu.iaimnle,
se n talvez lhe occorrer, que son algum tanto capaz
de retribuir-Ule na mesma moeda, e pode ser que
com o saldo a meu favor. 1 j .
Nio Imagine o Snr. G., que deiXo ue penetrar a
q'se^nderessa a sua lathica jezu.ta, quand.poupando
aosmeus Illustres Colegas, meeiroa no Projecto do
cobr, s comigo embirra, e me chama a terreiro em
hum Peridico. O Snr. G. P. K com es.e seu parcjl
procedimento quiz lancar sobre m.m a odioaidade
popular de nio haver a Assembla lomado medida nl-
guma a respeito do mcio circulante,^ e dest arte des-
conceituar-me, ao menos na opia.ao.da gente irre-
fiectida, e dos que estio longe dos negaos publyos^
mas felizmente ninguem ignora, que qualquer epu-
tado nio em mais, do que hum voto.
E como a Conespondencia do Snr. G. comeca por
hum, que elle chama proverbio, tioliem eu comeca-
rei a minha resposta por outro proverbio, que d
- Prezumpco, e agoa benta cada hum toma a que
lhe parece O Snr. G. P. F. he dominado de hum
fundo de orgulho incomportavel. Logo que foi eleito
Depulado Provincial, etilendeo, que devia ser o Ora-
culo de Ddona em a nova Assembla j que os mais
Deputadoa seriio huns m-ros admiradores, e cegos
approvadores das suas opinies; e em consequencla
deo se tarefa de afogar a Assembla em hum de ano
de Projectos, onde apparecem couzas boas de mixtu-
ra com outras inexequiveis, oulras j creadas-pe* tt-
is, e outras monstruosamente concebidas: e he de no-
tar, que emtio grande abundancia, ou sobejido de
Projectos nio h hum, que neste, u n aqudle Ar .
.lo exorbite das atribuices d' Assembla Provincial,
e aleuns h, que em todos a eilo: e he este o su mulo
respeito, que o Snr. G. tribua a Assembla Gerai,
iiiva.ru-.do lhe as atribuices em oda a sua Protecto-
ra (permita-se-me a expressio) ; e s acatandr-as
no Projecto sobre o cobre, a fim de que se uRcna a
Constiuo da Imperio/>rovworwne^le',


lAtflO DE PERNAMBUC.
3
abm
Alm disto Projecto h do Snr. G. tio engorovi-
uliado cmseos Arligos, lio confuzo na divizio das
ideas, e at toimperfilamente redigido, que bem
podra rezolver-se era Irez, ou qualro, e todos intei-
ra mente dslmctos, como seja o do melhoramento
do nosso porto ; e de alguna a Assembla apenas lera
aproveitado a dea geral, aguareutando quazi tod seus Artigos. Mus o Sur. G., quatido se vk> na pri-
meira Assembla Provincial, assentuu, que era oulro
Moyss no meio do Povu Hebreo, e que dete Sinay
dictara a sua Lei a todo Pernambuco : porm os Is-
raelitas d'agora siod'outro jaez ; nao e-tivetio pela
inisslo oraculosa do ilustre Depulado ; e eis o mol i-
vo da sua raiva, da sua pouco decorosa despedida da
Assembla, e carregue eu com os sarcasmo-", sirva de
desabafo sua sauha, como se a culpa fra minha-
O Sur. G. com o .eu agastamenlo concebeo tal vez a
ventonha deque a Assembla, orfa deseu Pai tu-
tor, e orculo, dar-se-ia presea por lhe enviar huma
Depulago, suplicando humilde/ e chorosamente a
S. S., bouvesse de nio a desamparar, e (oinasse glo-
rioso ao seio da Represen Lacio Provincial sb condi-
cao de cruzar-.se esta a lodos os seus alvilres: mas
quauto nos bigudea o amor proprio A Assembla
ioi adinrente a despedida do Snr. G.
Tetibo feito o meu prembulo. Agora passarei
a responder sPerguntas do Snr. G. P. F., nio pela
ordem chronologica dos tempo* (expres-o sua mi-
mosa em varios r rojee tos, e que corresponde ao mes-
roo que beefde carne) ; porm sim na ordem por el-
le mesmo estabelecida.
A primeira respondo, qu nada h mais combina-
vel, do que ter eu mostrado, que era iuexequivel o
Projecto do Snr. G- P. F. relativamente ao carimbo
* da moeda, t no Projicto da Commissio apprezentar
a mesma idea de carimbo. Vejamos as razea. No
Projecto do Snr. G. inarcavio-.se dous mezes tio s-
menle, assim para a promptiticacio das sedlas, que
deviio ser de 800 e tantos conlos, como para o carim-
bo do cobre, que se recolbesse dentro do mesmo pra-
zo : e quere do, que aos portadores da moeda se des-
&e metade em sedulas, metade em cobre; e niosa-
beado-seao cerlo qnal a quanlia deste em rircuteco,
claro est, quc'Ou sobjai lo sedulas, ou fallaria cobre
para dar em troco, ou vtce-verm: e diz o Snr. G.,
que restriif o carimbo a huma quantdade deter-
minada ? Lea-se o seu Projeclo. De mais eu Ibe fiz
rer, que para dar-se em- cobre carimbado metade, do
trae se recolbesse, erio precizos annos, e nio mezes,
e por oonsequeucia inexequivel o Projeclo do lMustre
Deputado, que tanto se afadgava porhum remedio
promplo, radical aoflagello do meio circulante.
O Projecto. da ComnVssao pelo contrario da va tiez
mezes para a promptficacJo das sedulas, e carimbo,
ni de lodo o cobre, mas na razio do 10 por cenlo,
e o resto amortizavel no menor prazo posMvel, islo
he; proporclo que se fosse carimbando mais co-
bre; pelo queso exigia, que se carimbaste o cobre,
que fosse necessario para a quanlia dorccolhiinento.
Onde est pois a conlradccio?
A resposta segunda Pergunla elle mesmo a d na
terceira; pois confissando, que assignei o Projeclo
no sentido de Deliberaco, e nao de Decreto, he evi-
dente, reconheci, como sempre, que exorbitava das
atribuices d' Assembla Provincial, noque mostrei
fia meza de principios: e se a Assembla, nio obstan-
te o que se pssuu com o Projecto do Uiustre Deputa-
do, encarregona Commi.-so de organizar oulro sem
atlencio a precedente algum; queixe-se d'Assem-
bla, o que com efleito faz na terceira Pergunla :
mas porque Lgica atrabilaria, imputando essa culpa
a Assemblaf arremata, que esse procedimento be
alaca minba, dirigida mesma Assembla, e as
necessidades publicas? Eu nunca fallei com o res-
peitodevide Assembla, antes ra ni tas vetes tenho
eprimido o meu genio galholeiro em attencao, ea-
ata metilo ao lugar. O Snr. G. sim foi, que desd
primeiro dia ameacou a toda a Assembla de ser cor-
rida pedrada, se nio abracasse as suas deas a res-
peilo do meio circulante, no que nio fez menos inju-
ria aos Cidadios das galarias, a quem arvorou em
batalho ligeiro ; pois s este era capaz de apedrejar
a KeprezentacJo Provincial. O Snr. G. P. F. be,
que fallou ao decoro devido mesma Assembla, e ao
Publico, quando nomeado para buma Commissio,
em que entra va o Excel. Snr. Paula Cavalcante, rai-
vinhoso seexcuzou, acrescenlando, que tinba pejo
(formaes palavras) de entrar em conferencia com a-
quelle Snr. Pondo de parle a indignidade da accao,
ainda estou por saber a que propozilo vinha para ali
a palavra peto: mas penlenr-se estes, eoutros es-
corregosaoSnr; G.; por que hum homem, que s
fez 1 suido prtico as cifras, nio be muilo, que ig-
nore a propriedade dos termos.
A quarta Pergunla fcil be-responder, queaCom-
inissio, composta de individuos, que nunca perteuce-
rfo a 03 Concelhos d Provincia, nio estando versados
no Regiment, que acoda passo se est derrogand",
r
P
ensamenlos.
Finalmente melbor fra, que o Sur. G. tivesse me-
nos amor propiio; que fallasse lio somenta em ma-
terias de Deve, e Hade Haver, e em tudo mais dei-
xasse-seficar mudo (que nio seria a priineira vez),
abslendo-se de querer decidir de tudo em tom Pyta-
gorico, e de Gi io Mestre, quando em materias Sci-
eutiiieas ou de Lilleratura nem curio-o be. Nao du-
vido, (Me eu me eclypse ; porque muito maiores As-
tros tempassado por esse desgoslo : mas felizmente o
Snr. G'. esl izenlo defle j por que nunca brilhou, se
nio em adquirir cabedaes, para o que nio sio preci-
zos estudos.
Se a Commisso, a que live a honra de pertencer,
consultou a mais de hum Snr. Negociante, o qHe ali-
as lhe foi recomendado pela mesma Assembla ago-
ra para esta, e quantas huuver de dar ao Snr. G. P.
F. eunprecisarei ccessor algum; e o Publico'
instruido ser o nosso Uiii. As questes, qneiobre o
meio circulante se tefn ltimamente suscitado en) a
nossa Assembla, parecem aoSnr. Depudo objectos de
Ecconomia Poltica (ranscedentes, em cujos peuetra-
es t a S. S. he dado ter ingresso; mas nio he assim:
ner o Sur. G. tem rerdadeiros principios dessa Sci-
furSo pouc exactos, l forma da RdaccSo, or|u em.
nada otTende .bondade inirinzeca doProjeclo.
Na quinta Pergunla nio pode o Sur. G. combinar
com a boa ^ publica a deduecio de 2o por cento,
(piando h pouco j pagou 5 a moeda, queem virtu-
de da Lei de Outubi o sabio da Thezourm a. He este
o bordio, de qu se nio desapega o lllnslre Snr. De-
putado: mas be precizo, que todos saibio, que e*sa
grande qtianfia, de que tanta choradeira faz o Snr. G.,
andar por 4o conlos: .c de mais o seu Projecto nio
manda por ventura, que os portadores de moeda de
cobre p> reio 5 por cenlo na conformidade da citada
Lei ? Acca-'O excepluou o Snr. G. a os que entrassem
com aquelle dinheiro, que j em Iroco sahio dfl The-
zouraria ? T< tn este algum signal caracterstico, por
onde se distinga ? Logo lioliem o Snr. Gervazio foi
injusto, qmrendo, que os que j per d ro 5 por cen-
to, tornem a perder oulros 5. Se b nntica, tanto
est da parte do Projecto da Commissio, como do
Projeclo do Snr. G<: a difleruit-a esta s im mais, ou
menos.
Aclia o Snr. Deputado exorbitante a deduecio de
20 por cenlo, nio considerando, que o cobre esta-se
dando no Commereio com u rebate de 10 por cenlo.
E que iniquidade era esm} de que lano se carpe o
Snr. G. ? Smco por cenlo j exige a Lei de 5 de Ou-
tubro : a differenca he de i5. Ora os 10 sio do re-
bate comniercial: e quem nos diz, que antes do re-
col lumen to nio desceria a moeda a omito mais? Os
sinco restantes servira" para as dispezas do carimbo.
E nao val a pena esse sacrificio para se ter huma mo-
eda forte, que em menor quanlidade vem a obler
mais objectos de produccio ? De mais nio merecem
essa especie de multa todos aquellos que dei\aiio de
recolher o cobre no prazo marcado ? E o que dir o
Snr. G, do meu Ilhistre Colega o Snr. Dr. Uibano,
que sus'entou, deviio os s->uidores de cobre perder
metade dvste ? O Sur. Gervazio nio he lio ignoran-
te, que desconheca, que essa dedcelo de 20 por cen-
to nio causara e>seprejnzo, sobre que elle tanlo in- '
siste: mas eonvem-lhe intimar nesla idea a fim de
melhor apadi iuhar as suas opinies, e fazer-me odio-
so para todos, quantos nio sio capazes de entrar nes-
sesclculos, que vem a ser; o grande 11 umiro. Te-
nho respondido quinta, e sexta Pergnnla.
Bero quizera forrar-tne dolorosa necessiiladc de
responder stima Pergunla do Snr. G. P. F.: mas
des de que estudei a Artezinha, me entinarlo, que
pelo cazo, que se faz a pergunla, por esse mesmo se
d a resposta, alm dos antiguissimos proverbios, que
dizem 1 Quem nao qtier ser lobo, nio lhe veste a
pelle: quem diz o que quer ouve o que no quer.
Nao sei, qae analoga lenlia aqnestio da moda
de cobre com o Periodieo Carapuceiro, que screvi.
Se o Snr. G. quer desapreciar-me na oplniio Publica
por eses meus escriptos; engaua-se; por que a nin-
guern serve dedezar escrever hum Peridico; e o Snr.
Gervasio nio he juiz muito competente para julgar do
^mrito litterario de quatquer escrpto. O meu Cara-
IFpuceiro bom, ou mau tem sido transcripto em todas
I asFolhas do l'razil; algumas pessoas lein cito delles
I colee^es eneadernadas : e o Snr. G. o que be que
tem escripto, serio, faceto, didascaco, ou de qual-
quer maneira ? Nada, excepcio de humas pergun-
tinhas, de alguma Correspondencia, e tudo em hu-
ma die^ao ernaranhada, chea de Neologismos, e pro-
pria dv hum homem, quehavendo-se dedicado afin-
cada, e exclusivamente ao Corarnercio, por mais fi-
laueia, que tenha, de litlerato, nio passa de hum
bom Guarda Lvros. Tirem ao Snr. G. os seus infi-
nitos conciderando, conciderawlo, posto em fieira
huns apoz dos outros, o seu mimoso com nuanto, e
huma vez por outra o bolorenlo canvinluivelqu pou-
cos mais voeabnlos lhe nstio para exprimir os seus
enca, como lhe fizerio ver no Rio de Janeiro osSurs.
LuizCavalraole, eMartim Frartcisco, ix-ui oquea-
3u se discutio, sobra rapaeidade de qualqiicr pessoa
em i mediocre nsti ucclo.
Tenho concluido, tomando por leStemun|| ao
Respeilavel Publico deque fui indigna, e injusta-
mente provocado pelo Sur. G. P. F.; eque eslou
dispssto a repellir com iguaes armas os sarcasmos, e
doi-slos, qne me huuver deduigir, como ja fez, u
mesmo Snr, D maisjuuo, e prudencia, e nio desaliar com chjrifa,
e bu Id oes a quem nunca o mallraclou, s para des
bravar o despeito dse ver contrariado por quazi toda
a Assembl em seus Projectos monslruosos. Se bun
o dif, melhor o far
O Deputado Miguel do Sacramento Lopes Gama.
1
CORRESPONDENCIA.
T.
Snrs. Redactores.
__Endo jurado contra o Commandante da Escnn-
Vietoria Caelano Alvesde Souza que baslautemen-
te deixon-me no maior de no meo depoim< uto ficou bstanle enealucriido ; ad-
verlindo que nao jurei fal?o mais verdades que
deveni aparecer no mundo inteiro, que se la! o
nao fizesse seria nm monstro lougado despieza-
do da Sociedade : sim Srs. Redactores jurei verda-
de para minha delza logo nesse cazo hem do de-
ver meo ssim jurar em virlude qae pordus ve-
zes ou uiaisbem advert} eu u6 me cuno na mi-
nha conseiencia couza ulgunia ; nem hawa quem
me possaacuior crime : consta-me ( salvo o cito )
qneoSr. Pagador da Marinha passara urna Corti-
da5 ao Commandante da Escuna que os pagamentos
a GuainicaS da mesma Escuna era cada urna deper-
si; ahi nao falla verdade se tal cerlida6> ouve, o
Sr. Pagador tem pago a GnarnicaS chamando pelo
Livro de Socorros cada um depersi mais hu*stni
ttfa com licencas, outro em servicc nos^ eacalatres,
e outros a ferros no puraS 3t,cj somma da Wla-
ea5 he pw esta que o Si. Pagador fti o aiencianf-
do pagamento, islo he, d, as sedlas oo Com-
mandante, e elle no dia seguidle depois de se toaeer,
he que faz o pagamento cada nm depersi, netes
termos o immediat e o Escrivo servem de pape-
le a bordo quando a elles lhe pertence esta trela
do pagamento, e se fkzendo- ver ao Commandante
da Escuna no pagamento em 11 de Fevereiro co-
mo se mostra pelo Livro dos Socorros da Iseuna ,
depois de estar a nota de desertor no Gromete Ro
zendo Joze Gonsaltes o Sr. Pagador deo o Com-
mandante o sold deste Gromete, isto foi talvez f)ov
engao, mais como pelos engaos comem os EsoYi-
ves, motivo este que patenteio ao respeitavel Pu-
blico. Consta-me mais Srs. Redactores, que o
Commandante da Escuna, dit em muitos honres
onde s-e acha que me pertende perder m virlude
de ter taas pessoas a seo favor ; eu nio tenho pes-
soa alguma para minha defeza ; s tenho a jusiica ,
e principajmenle quando crimena lenho.
SouSR. Redactores com toda*as veras
Seo muilo Venerador Criadc obrigado.
Continuarrse-na.
Manoel Jore Vieira ,
a. Tenente Im media te.
Snrs. Redactres.
_L das perguntas sobre a subscriclo Porlugueza inse-
ridas no Diario N. 8* de Subbado 16 do correhto
rogo-lhes o favor de declararen! o que sabeora' ta
respeito. Sou 8c.
j. li.
Declaramos na6 ser assignada pelo Sr. J. L. as
pergunlas do D. Macarroneta.
F b OsR. R.
PubUeaco Litetatia.

kjHhio luz um resumo de Rhetorica em lingo* vul-
gar, eitrahido de Quintiltano, e Jernimo Soares Bar-
boza : acha-se venda na Pra9a da Independencia h..
37, 9 3.
ANNNCIO.
9Aiiiu luz a Voi do Bebiribi corriendo os seguinte
artigosReflexes sobre 3 uoifo dos partidos ejtre-
mosaavor do Snr. Hollandasobre a Assembla Pro-
vincialsobre o segundo gravara, que sofre a Agn-


w-

altura, e seu remedio sobre a norr cacao do Sur.
Paula para Preii lente, e nao Icr tomado posseRes-
posta ao Volho Pernarobucano sobre o Snr. Doulor
Loureiro Duas palarrinhas ao Arrtareo, e novos ar.
jumentos, e soluciu questio do Snr. Mmoel Z iVri-
10.
VIZOS PARTICULARES.
J? Az-se saber aoa Subditos Britnicos rezidentes em
Hernombuio que no dia Quinta feira 28 do rorrente
f>ek> meto da ter lugar noConsuUdo Britnico, ra
designados no Acto Geo: IV. Cap. 87.
%rj^ A Commissia Administradora dos Hospitaes
de Caridade pretende por m ariematuo as scguin-
tes moradas de casas pe tencentes ao rorsmo Haspildl :
urna propriedadede sobrado de 3 andares na roa do
Rosario Urg D. 1, e outra dita na ra do Cabng,
.O. 1, assin como, outra propriedade na rui do Amo-
rim D. 112. outra terrea na ra Velha D. 33, outra
na rui do Padre Floriano, D. 1 ; outra na ra de S.
Joze D. 3 ; outra na ra da Viaco D. 20 ; outra na
ra do Quiabo da Boa-vista ; outra na ra da Roda
D. 22 e duas em Fora de Portas D. 180, e 117 ; as
. peasoas que prelenderem dirijo-se, no dia 20 do cor-
rente pelas quatro horas da tarde na salla das suas ses-
.-s no mesmo Hospital.
t Padre Joze Theodoio Cordeiro.
Escrivio da Adrainislraco Geral dos Hospitaes.
/y* O Professor de Mnemoleclmia eTachigruplua
participa ao respeilavel publico, que em consequen-
ca dse ter preenchidoem Olinda o numero dos Subs-
criptores por elle dezejado conforme aos seos prospec-
tos;-elle abrir oseo 1."Curso, na dita Cidade, im-
preterivel mente no dia quinta feira 21 do corren te'mez
s tres horas e roeia precizas da Urde, na salla da Aca-
demia Jurdica, seguindo ao depois as Iho-s trez ve-
ces por semana. O mesmo Professor o pertende hbrr
tiobem o seo 1.* Curso no Recife nosdias de intervat-
ios, porem as 6 horas da tarde logo que o numero dos
subscrsptores tiverchegado a 50. As pessoas por tan-
toque ainda dezejio subscrever, sao convidadas a
lazer quanto antes, a saber, para o curso de Olinda
at o da 20 em casa do senhor Dr. P. Autrao e para o
curso do Recife na loja de livios da praca da Indepen-
dencia n. 37, e 38, ou em caza do Professor ra da
Scnzalla velha no segando andar por sima do arma-
em do senhor Franco.
J.*. J.\ Gonnet.*.
jry Antonia Joaquina Borges Franca, tendo an-
nunciado pelo Diario de Peroambuco N. 40, 44 e 73
cese dando o prazo de oito dias em cada um dos an-
dancios para aparecer a pessoa, que se julgasse com
direito ao dito terreno at hoje nao tem aparecido pes-
aoa alguma e por isso convida a quem convier a dita
oaapra comparece na casa de sua residencia para a -
justa re m ; o terreno por detrs dos poi toes das 5
ponas.
%cy Preciza-se de urna casa de dois andares com
sotfio, em qualquer ra que nao seja pouco transitada,
nos Bairrosdo Recife, ou Santo Antono* na ra do
Viga rio n. 10.
yC9" Quem preoizar de um Brazileiro que sabe ler
oscrever e contar, de bons costumes, o qualentcnde
epadaria; annuncie.
%3^ Deseja-se fallar nesla praca com o Snr. Reno-
Tato Arruda Marques, cazado coma Sen hora Luiea
Joze, queira ter a bondade de annunciarem a sua
orada, parase Ihe fallar a negocio de circunstancia.
fc_y Qualquer senhor Reverendo Sacerdote que
Joizer celebrar missas pelos Irma'os defuntos da Irman-
ade de N. S. do Livraraento dirija-se a mesma Igreja,
O preco de quatro centos res.
fcJP Quem quizer dar um cont de res a premio,
con hipoteca em casas, ou firma de proprietario ; an-
nuncie por este Diario.
*fy D-se 500$ reis a premio de um e meio por
cento ao mez em cobre corrente com o abatimento de
5 por cento por espaco de seis mezas sendo com boas
firmas, ou penbores de ouro e prata : na praca da In-
dependencia n. 19, se dir quem os d.
j^r* Joaquim Manoel Carneiro da Cunha, aviza
ao respeitavel Publico, e com especialidade aos Senho-
xes Negociantes, que nio aceitera em pagamento, e
era ficio negocio algom, com um bilhete passado em
data del 8 do corrente, por o Snr. Joaquim Francisco
de Mello Cavajcanti, da quantia de 803$003 reis a
vencer no dia 26 deste mesmo mez, e pagavel era se-
dulas, ou moeda de prata, como convier ao portador
no dia do vencimento coro o cambio, visto que oan-
nunciante o perder, e nao tem sido possivel o acbar,
e adverte que o passador ja se acha prevenido para nao
pagar a nutra pessoa que nao seja o annunciante.
"~ Quem tiver. quizer ilugar ama prata, ou
DIARIO DEPKRNAMByCO
X
um molequp, que sai ha comprar na ra, e que seja fi-
el, d rija-sr a ra das Flores f). 3.
\py O aoai.\.> asignado aviza nos devedores da
firmo dr Joze Coelho Ncves & Companhia que nao pa
guem mais de hoje em diarte ao dito Neves, vialo que
elleseoccultou e tem rece birlo dinruiro de vari.* de-
vedores sem o dar em cpnta a scci^dade, as>im como
qualquer ordem que elle lenha passado at esta data, e
para que se nao clwmem a ignorancia faz o presente
annuncio.
Joaquim da Silva Sales.
fcy O C^pito de Arlharia del.'Linha Manoel
d'Oveira Pars, f z sciente por Me Diario ao Snr. Fe-
lippe Neri Ferreira Thezoor'eiro Geral da Fazenda
Publica desta Provincia de Pernaoiburo ; o segtiinte--
Tendo o Bnuunciante prompto o seu Recibo do cor-
rente mrz de Maio do prezente aono, e dirigindo-se
com elle ao Recife para entregir ao seu Procurador,
o Sor. Joze Victorino Gmca ; foi este recibo perdido,
do bero do Quiabo. (lugar di morada do annunciante)
at o atierro dos Afogado, e por isso rog ao mesmo
Sur. Thezoureiro geral, que nao satisface 6 seo sold
do dito mez, a outra qualquer pessoa, e s sim aodito
seu Procurado Greca, send> por elle 8presentado o re-
cibo, e o mesrr.o especial favor roga aoSnr. Escritura-
rio encarregado de notar os recibos, que s notar o
recibo que for presentado pelo dito Sor. Graca como
seu Pracurador.
^y A pessoa que annunciou querer comprar um
Diccionario Francez e Portuguez, dirija sea loja de
relojoeiro no pateo do Colligio.
Vy Preciza-se dugnr um negro padeiro ; na ra
da Larangeira padaria D. 13.
D.
COMPRAS.
M sobrad de um s andar, ou um Cfcsa terrea,
sendo nos l.irros do Santo Antonio, e Boa-vista, ou
mesmo em Onda : quem o tiver annuncie por este
Diario.
W Urna negra, prenhe, ou piriJa, e quetenhi
as habilidades seguintes : engomar b-ra, rosinhar, fa-
zer alguns doces, e que saiba fazer bom p5o : no be-
ro da Bomba casa verde D. 5.
jry* Urna venda em qualquer dos Burros de San-
to Antonio ou Recife, sendo em bom lugar de nego-
cio : quem a tiver annuncie.
$cy Um corrame de lustro em bom uzo : annun-
cie.
fcry Um cavao de ambas as sellas que nio tenha
mais de 8 annos, e nao seja asacado, e lobem um se-
lim em bom uzo : na ra da Alegra prime.iro sobrado
que volta para o beuo da Gloria, demanh at as 9 ho-
ras, e d> t*rde das 3 as 6.
&9 Urna ca*a no Burro de Santo Antonio, ou
Boa-vista, que nao seja em beco esquizito, e que nao
exreda de 1:200$00 reis, pagindo-se em prata com
o cambio respectivo ; annuncie por esta fulha.
tfy Urna, ou duas redes do Maranho, e algo'
selins inglezes superiores: annuncie.
1
LEILAO.
D,
'logo Cotkshott & Comp. fazem lei'o hoje quarta
feira 20 do corrente de fazendas limpas e a variadas em
caiadesua residencia, ra do Trapixe novo n. 14, pe-
las 10 horas da mauh.
tCa* N. O. Bi-ber & Comp. fzem leilo de urna
porcao de v;nagre em pipas, mcias pipas, e barriz,
na quinta feira 21 do corrente ni porta da Alfandega.
jiy George Kenworthy & Comp. pertendem fa-
zer leilo de fizendas Ioglezas, limpas e avariadas,
no dia Sexta feira 22 do corrente, as 10 horas da raa-
nhi.
VENDAS.
U.
Ma negra en 311 de 17 annos, sabe lavar de sabo,
e barrella, com principios de cozer, e sabe vender mi-
udezas Ve. : n ra do Amparo sobrado o. 22, ou a-
nuncie : adverte-se que so se vende para fora da tr-
ra.
*7* Um temo de medidas de pu novas, e do no-
vo podri : no beco da Gloria D. 1.
jr^r* Um molatinho, de 10 annos, bonita figura,
bem esperto, sem molestia alguma : na ra das Cruzes
sobrado onde mora o Kscri vio Bandeira 3. andrr.
tK^T Urna venda em bom lugar com os fundos que
convier ao comprador ; recebe-se cobre em pagamen-
to, ou boas firmas a prazo : na ra da Alegra primei-
ro sobrado que volta para o beco da Gloria.
'tfj^ Conlinaase a vender rap Princesa, muito
bom chegido proximsmeatu; no slterro da Boa-vis-
ta loja de miudezas D. 24 ; adverte-se que a libra *
3#520 res.
y^ Urna canoa de conduzir agoa que traz de 20
reis o balde quinze patacas, em muito bom oz.o : no
sobrado da ra da Praia da Bibeira por cima do tan-
que d'agoa.
fc^ Pipas com agoardente de 22 gros^taboas da
pinho a 50 o p, colla da Bihia, e rap rea preta a
1-25-280 reis a sobre : no arraazem de assucar defrouio
da Igreja do CorpoSmto.
^p^ Oito milcoucos bons para embarcar : .quem
os pertendej annuncie.
y^" Bichas grandes e mcans : na praca da Inde-
pendencia loja n. 20.
*jr^r* Tboas de pinho de 3 polegidas de grossura,
e 30 a 40 palmos de comprido, e 2 palmos de largura,
c feixes de eamacari para assucar, por preco commodo:
no porto dasconoas armazem das casas novas do Mes-
quila.
3ry Urna cn'a de 22 annos, cosinha o diario da
urna cosa com perl'eico, coze chao, engoma liso, faz
renda, e doces de varias qoalidades, lava Je varrella e
sabo na ra Direita sobrado do beco do Serigado 1.a
andar.
^r3^ Um negro moco, cosinheiro de boa estatura,
e bonita figura, ou troca-se por um moleque : na ra
da Cruz n. 48.
&3J* Redes de lodo tamanho: em Olinda ra de
MahiasFernirj N. {\i.
ynf* Para fora da Provincia um escravo crilo, dd|
3o anuos" uo aterro da Boa-vista lado da Norte caza i
D. 7.
tjcy* Urna canoa ;ib >i ta que carrega de 1200a i3oo
/ijolos de alvenaria bera construida, eencavilhadd de
fero: fallar con Joze lliginod- Miranda.
I3" Diariamente capim de planta em boijsfeixes
a 120 rs. eficado deum dia parn onlro a 8o rs: na
venda da ra Nova aop da Ponte D. 36.
FURTO.
Rf
O dia 16 para l7*do corrente furUto do sobrado,
que deita o oilo para o Palacio velho de Olinda as se-
gu otes pessas de. prataduzia e meia de colheres de
sopa com 288 oitavas, e urna du/.is de colheres de cha
rom 84 todas sem uzo algum, algumas carrancas de ti-
lim ; um bocal de espada ; urnas colheres velhas da
sopa ; trez ditas de cha -, uos garfos, e alguns cabos de
faca; todas estas outra pessas sao velhas egrosseiras,
e com 500 oitivas pouco mais, ou menos; adverle-so
que a prata velha foi dentro de um bai'uinho velho
coberto de sola j preta pelo uzo, e criv*do de broxas
douradas, e as colheres novas embrulhadas em um
lenpo encarnado : quem descubrir lodo, ou parte des-
te furto avise a Marcos Antonio de Mccedo na mesma
casa cima quu ser bem recqmpencado.
ESCRAVOS FGIDOS.
fP Oanna, Songa, baixa e cheia do corpo, bem preta,
pernas grocas, pez un pouco mal fetos, idade de 15
pira 16 annos; foi vislida com cu boca o de amburgo e
saia de b ihados de riscado azul claro; fgida deide
quarta feira 13 do corrente : osaprehendedores levem-
o ao sitio Bebedouro do Cogenh > do Brum que sero
bem recompensados.
\t^ Fugio um roolato denome Joze Antonio em
1824, com idade de 10 annos, sapateiro, com os sig-
naesseguintes : cabello meio pegado, tfcta cys/a, o-
Ihos razos, nariz ch -to, beicos arrebitados, cara larga,1
orelhas acabaadas, bracos curtos, mos curtas e grqa
cas, pernas curts, e tem urna queimadura ou custul ,
ra della na juntada mo esquerda pelas costas. Es
mulato j andou no Certo das Piranhas com o nomo
de Joze Maranho : osaprehendedores levem-o a ra
do Palacete sobrado que foi do falescido Antonio do
Carmo, a entregar a sua senhora Jozefa Antonia dos
Reis, que recompencar bem.
NOTICIAS MARTIMAS.
Taboas das mares chelas no Porto de Pernambuc
3
-o
22Segunda
23-T:-----
24-Q. I
25-Q:---- -
26-S:---- *
27 S:----- -
28-D: -
10 h. 6
10 --54
11 --42
0-30
1 -- 18
2 6
2-54
m.
Man 1.5
Tarde.
Pern. na Typ.'do Diario 1835.


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