Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03320


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Full Text
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~*w~
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ANNO'DE 13.35.
FEIRA


a
19DEMA:0. N. 84,
DIARIO DE PERNAMBUCO.
PeRnambuco, na Tvp. dePinhiho e Faria. 1835-
DIA'S DA SEMANA.
18 SegumlaS- Venancio aud. dos Js. do C. de m. e. de t. scs. da
T. P. e f h. de t
19 Terca S. P-dro Seletiio Re. de m. e and. do J. de O. de t.
Quart. ming. as 8 h. e 18 m. da ni.
20 Quarta ". Beraardiuo de Sena sesso da Thea. Pul).
91 Quinta S. Mancos B. Re. de m. aud. do J. do C. de m. e
de t.
22 Sexta S. Rita de Cassia Ses. da T. P. de m e aud. do J. de O.
det-
23 Sabhado S. Bazilio Are. Re. de ui. aud. do V. G. de t.
em Olinda.
4 Domingo- S. Afra
Tudo agora dcuei de de nos mesmos, da nossa prudencia, mode-
racno, e energa! continuemos como principiamos, e seremos a-
pontadoscom admiraeo cutre as Nacoes mais callas.
?
Proclamarn da Assemblea Geral do Brasil.
Subscrcve-ie a 1000 r. mensaes payos abantados nesta Typogra-
fia, e na Praca da lnd. pendencia N. 37 e 38 onde se recebem
corre-pondenc.as legalizadas, eannuncios; inserindo-se estes gra-
tis sendo dos proprios assignantcs, e viudo assignados.
m
PARTIDAS DOS CORREOs.
Olinda _Todos os diasan meio da.
ioi.ina, Arhandra, Para iba. Villa do Conde, Mamanguape, Pi-
lar, Real de S. Joan, tarjo d'Areia, Ratafia, P,.mbal, Nora de
Souzn, Cidade do Natal, Villas de Goiwininha, e Nora da Princi-
za; Cidade da Fortaleza, Villas do Aquirs, Monte mor novo,
Aracaty t'ascavd, Canind, Granja, Imperatriz, S- Bernardo,
?. Joao do Principe, Sobrar, Nova d El He y. Ico, S. Matheus, lt
acho do sangue, Santo Antonio do J.inlim. Qnexeraiaobin, e Par
naiba Segundas e Sextas feiras ao meio da.
Santo Anlao Todas as quartas feiras ao rillio da.
Garantan, e Bonitonos das 9 e 23 do mez ao meio da.
Floresno dia 13 de cada mez ao meio di.
Serinhaem, Rio Formozo, e Limciras Segundas, Quartas,
Sextas feiras ao meio dia.
^iTM.^ywglB3rj!ErjgaiBfiiWE^^ j6&s.\rsix ^sauyaasgasc-"aKgpg^acs3tata-ga.w.'aiafeiBBBgrj
INTERIOR.
Rio de Janeiro.
-i.
Proclamar, o.
Araenses! Homens frenticos, e mal intenciona-
dos deslustrarlo a gloria da Provincia que primelra
proclaroou no Brasil o Syslema Constitucional; dero
ao Mundo huma prova de que nao sao dignos da Li-
berdade Constituindo-se juites em causa pfopria, em
lugar de recorrerem arrGoverno Supremo, e de apre-
se rilaren as suasqueixas para serem otlendidas confor-
me o merecessem, rttrocedero do estado social ao es-
tado selvagem, julgaro que deviao fazer jtislica a si
mesmo pelas suas mios ; as primeiras Authoridades
Provinciaes en hiri aos golpes dos seus punhaes; e a
integridade do Imperio, base essenrial da nossa paz
irterna, e da nossa futura prosperidade, fui offendicla
em huma Acta publica, cotn escndalo to inslido,
ql* fiivolo pretexto Qm mais se poder jutgarj.eguo,
onde se commettem to horrorosos attentados Qiiem
poder confiar naquelles, que com mossacrilegas lela
Ihfio a propria Patria !
Paraenses! Prestes est a anarclua a devorar-vos,
so vos nao arolheis proteccSo da Lpgalidade. A Re-
gencia, em Nome do Imperador o Snr. D. Pedro Se-
gundo, Desempenhando hum dever sagrado, e Con-
doendo-se doshorreffs, que vos ameaco, Offerece-
tos ainda hum meio de salvaco no Presidente, que
vosenvia. Acceitai-o com enthusiasmo ; repousai na,
pureza das suas intences, confiai na prudencia das
inslrucioes que se Ihes communicario ; nao temis que
o innocente seja punido de involta com o culpado ; e
Taris a abundancia restituida a vossos campos, a pros-
peridade a vosso commercir, o soreg a vos, a vossas
esposas, e a vossos filhos. Viva Sua Mage'stade Impe-
rial o Snr. Dom Pedro Segundo. Viva a Constitui-
cSo Poltica, e a Integrigade do Imperio. Vivo os
bons Paraenses.
Pajacio doFiode Janeiro em tres de Aril de mil
o> ceios trinta e cinco, dcimo quarto da Indepen-
dencia, e do Imperio.
Francisco de Lima e Silva.
Joo Braulio Muniz.
Joaquim Vieira d Silva e Souza.
PERNAMBUCO.
Assemblea Provincial.

Atta da 22.* Sesso ordinaria da Assemblea Legisla-
tiva Provincial aos 6 de Maio do 1835. "
JEiStando presentes 26 Snrs. Deputados, faltando
sera causa partecipada os Snrs. Deputados Dr. Meira,
comeausa partecipada, Dr. Urbano, Dr. Pedro Ca-
valcanti, Padre Olanda Cavalcanti, e Joze Ramos, o
Snr. Presidente abri a sessio independente da leitu-
ra d'acta antecedente por nao ter vindoo Snr. Dr. Ur-
bano, que por falta do 2.* Secretario Dr. Baplista ti
nho feilo a mesma acta. Entrou-se no expediente, e o
Sur. 1. Secretario leo asseguintes peca : hum officio
do Secretario do Governo, a respeilo da Cmara da
Villa de Serinhaem sobre. caderas de prirreiras le-
tras : asarlas Presidenciaes, relativas ao Concurso das
cadeiras da llngoa Ingleza, e Franceza : hum offi.-io
do Secretario do Gbvcrno, inclusos outros officios,
que do lisongeiras esperanras de que estja terminar-
se a guerra dos cibanos. O Snr. DeputaJo Ancora,
requereo, que fieossem dois das sobre a mesa, para al-
guna Snrs. Deputados lerem ; porem o Snr. Deputa-
diJ Francisco Cuvalcanti requereo qu depois de lidos
fossera remedidos outra vez ao Governo, o que foi ap-
provado. O Snr. Deputado Dr.^iagas requereo, que
se oficiasse ao Secretario do Governo a fim de que,
quando mandar imprimir as leis sanrrionadas, se-
jio numeradas, tendo attenco que a ordem desta nu-
meracSo corresponda, qn.inlo for possivel, o data do
dia, em que foro remedidas ao Exm. Presidente da
Provincia, foi approvado. ntrou em discussao o art.
4 o do projeito 10, que faz extensivo a esta Provincia
o AI vara de 25 de Abril de 1818. O Snr. Deputado
Padre Gama requereo, que primeiro se posesse a vo-
taco, se se devia criar huma meza de diversas rendas,
e-depois se nella se devem arrecadar os dir i tos, do
que faz menco o dilo art. O Snr. Deputado Padre
chagis appresentou a emenda seguintefica creada
huma mesa de diversas rendas Provinciaes, encarre-
grda de arrecadar nicamente o que pertencer a re-
celta Provincial, Meando o que perlence a receita ge-
ral para a meza ja creada, a qual emenda foi appro-
vada, ficando prejodicado o requerimento do Senhor
Deputado Padre Gama. Entrou em discussao o art.
5. O Snr. Deputado Padre Gama fez a emenda se-
guinteondeo Presidentejulgar mais conveniente
supprimindo as palavras em hum dos quartos Terre-
os do convento doCarmo, e fui approvada a emenda.
Entrou o.art, 3., ficou adiado. O Snr. Depu'ado
Dr. Brito fez a emenda seguinte. ao projecto n. la,
sobre o regiment da mesa de diversas rendaso rc-
gutamento para mesa de diversas rendas ser feilo pe-
lo Presidente da Provincia, e depois de feilosubmet-
lido a approvtco d'Assemblea Provincial. O Snr.
Deputado Pidre Gama appres<>utou a emenda seguir-
te. O Presidente da Provincia lar o regulamenlo pa-
ra a mesa de diversas rendas Provinciaes, e o pora le-
go em execuco, dependendo da approvaco d' As-
semblea Provincial, o que disser respeilo aos emprega-
dos, e seos ordenados, foi approv_ada. Entrou em
discussao o projecto n. 11. OSnr. 1. Secretario re-
quereo que nao entrasse em discussao o dito projecto
por nao ter Auctor, como requer o regiment do
Conselho de Provincia, porem nao foi approvado. O
Sr. D. Dr. Brito requereo o adiamenlo e f> ap. En-
trou em 2." discussao o projecto n. 1. O Snr. Depu-
tado Dr. Chagas appresentou a seguinte emenda-
Toda eseriptura, procuraclo bstanle, letra, protes-
tos, e carta de lib rdade, e mais pipis ser lancaJa
seguidamente no livro das destribuicSes conforme a or-
dem cronolgica, e numeraco decenal sem que a fal-
ta d destribuito involva nullidaJe, e foi approvado.
Nao se votou sobre o art. 2. do projecto, purjaficar
comprehendido no primeiro. Foi approviao o art.
3., e entrando em discussio o 4. soflfreo a emenda
seguinte do Snr. Deputado Padre Ga na, que foi ap-
provadao Destribuidor que nao cumprir o disposto
nos antecedentes arllgjs incorrer na pena de perdar
deolfi-io. Passou o projecto n. 1 a 3.* discussao, e
entrando em 2.* discussao o projecto n 2 soffreo a
emenda seguinte offerecida pelo Snr. Depulado Dr.
ClugasOs termos de protestos e aponlamcntos. En-
trou em discussao o 2." arf. foi approvado. Entrou
discussao p 3." art. e tendo offerecido o Snr. Deputado
Dr. Chagas a emenda aditiva-protestos e apontamen-
tos foi somente approvado o art. e nao a emenda. En-
trou finalmente o art. 4.* e foi approvado, passando
o mesmo projecto a 3.* discussao. Entrou em 3.a dis-
cussao o projecto n. 3O Snr. Deputado Padre Ga-
ma auctor do mesmo projecto offereceo a sefuinta e-
mendao dia 1.* de Abril Anniversario da Represen-
tado Provincial ser festejado com erobaii-J%ira>
ment as embircacG's de guerra, esalva de 21 iros
nis Fortalezas sem que por isso baja feriado e foi ap*
provad, approvando a Assemblea que fosse remedido
acommisso de redato. O Snr. Presidente deo pa-
ra ortjem du dia a 1. discussao dos projeclos nmeros
20, 21, 22, e23, e 3. discussao do projecto 4, a
levantou a sesso pelas 2 horas da tarde.
Thomaz Antonio Ala cid AJonteiro, Prez.
Lauren lino Antonio Moreira do Carval/io, !. Se-
cretario.
Dr. Francisco de Paula Baptista, 2.* Secretario.
i
JLLIm. Sr.r.A Assemb!ea Legisl.tiva Provincial,
Ijndo approvado o parecer, por copia incluso, da C5-
miiso dos negocios das Cmaras, sobre urna proposta
da Cmara Municipil de Cimbres, em que pede a mu-
danca daquella Villa para a PovoacSo de Pesqueira;
resolveo, que se exigissem d Juiz de Direilo da res-
petiva Commarca informal oes exactas cerqa desteob-
jecto. V. S. levar o expendido ao conhecimento da
S. Exc. o Snr. "Vice-Presidente, fim de expedir a
necessar ordem ao referido Juiz.
Dos Guarde a V. S. Secretaria da As. Leg. Pro-
vincial 4 de Maio de 1835 Laurentino Antonio Mo-
reira de CarvahoSnr. Manuel Paulo Quiniela-.
PARECER.
A Commissao dos negocios das Cmaras examinou a
proposta da Cmara Municipal da Villa de Cimbres,
em que pede a mudanca daquella Villa para a povoa-
co de Pesqueira, alegando, que nesla povoaco ja se
exercild todos os actos pblicos, e contencioso* da
juslica -, que a'i abundo os recursos, que falli iu
pibre, decadente, e abandonada Cimbres ; que o co-
mercio promelt'e al prosperar com urna feira ; e qua
alem disto os proprielirios, e mais moradores se offere-
cem a fazer m Pesqueira a Cadcia sua custa.
A Commissao cqm quanto reconheca, que as indi-
cadas vantagens da povoaco de Pesqueira sao altendi-
veis, bem comoa olferta dos proprietarios e habitan-
tes deTaterem a Cadea sin custa, todava persude-
se que a sede 'da Villa deve ser colorada no lugar mais
centi al do termo (quando isso he possivel) para ser i-
gualmente commodos aos habitantes os recursos ja mu-
nicipaes, ja judiciarios de que lio mister ; e como a
Cmara nada diz a esle respeilo ; he a Commissao de
parecer se pecio informaies exactas ao Juiz de Dt-
reito da respectiva Commarca. Salla da Assemblea
Legislativa da Provincia de Peruambuco 2 de Maio
de 1835.
A. T. A. M.
Joaquim Francisco de M. C
F. H. de Moraei Ancora.

f
r


DIARIO DE PERAMBUCO.
5
GOVERNO da PROVINCIA.
Contmuagao do expediente do da 14.
^3^' (Jamara Municipal de Nazaretb para declaror
os nornes dos Juraes de Pas eleitosque Tallos de zelo
iielt bem Publico e nsensiveis a honra de obler os
Hifiagios do Povo rccusam lomar posse; a fin de
que o Governo possa dars providencias que a met-
nia Cmara pede.
A'Ornar Municipal de Itlamarar em res-
posta ao seu fficio de ft-fcitacaty^ela posse do Exm.
Sr. Vicepresidente, dizendo-lhe que o.Governo o
recebeu com especial agrado ; e que no fu I uro lison-
geiro que a mesma Camaia anl'olha tem S. Ex. a
mira e para conseguil-o cmprrga todas as suas
facilidades, edezcjos, que jamis sera8 frustrados
si os bons Pernambucanos ce nrorrerem para firmar
slidamente o Imperio da Lei.
Ao Commandante Superior da G. N. para
templar do servcoo cidado Joaquim Jote d'Oliveira
Vice Cnsul da Repblica Oriental, como ordt ranou
a Regencia em Aviso de 5 de Fevereiro p. p: ex-
pedido pelo Ministerio da Juslca.
Ao Inspector da Thetouraria enviando-lhe
paia lbe dar cumplimento a copia do Arito expedi-
do pelo Ministerio da Marmita pelo qnal a Regen-
cia Home por hem suspender a execulo da ordem
que mandou comprar urna embarcacao que servisse
' de Paquete do Norte.
Ao Inspector inlerino das Obras Publicas para
faier npiTtenlar quanlo antes na Secretaria da As-
amblea Legislativa que para a mesma Secretaria se
luandarcm promplinVar.
Portara Ao In.spector do Arsenal de Ma-
riuhapra facer apromptar cm urgencia a Escuna
i, .deAbril, pafa condutir mantimen'os e niais
gteros ao Rio Forinozo para onde deve sahir ter-
ca ou quarta feira prxima fu tina.
O Vice Presidente da Provincia ordemna que o
Sr. Secretario lntciino desle Governo faca cassar a
^arfci de Serventa de oficio de Sohritador da Fa-
fenda Publica que foi conferida a Manoel Fermino
de Figueredo e a pas>e a lote Rihriro do Amaral,
que foi injustamente preterido no Provimento d'es-
teofiic'o, como se conbeceo em a Assemblea Legis-
lativa Provincial^ aprovando dois Pareceres de com-
niissi.5 de Justica civil sobre os Requerimentos des
mencionados Fe mino e Amaral. Palacio do Go-
verno de Pernam buco 14 de Maio de i835. Ca-
ma igo.
Dia I g
MLi.M. e Exm. Sr. Muilo me conformo com a
redcelo que V. Ex. por seu zelo e inleresse pe-
Ja. econonaut de Faxenda Publica, julga qiie' se deve
laxer no pe>soal das Guarnipoens das Fortalezas d'ts-
ta Provincia urna vez que nao prejudica o servico,
como V. Ex. faz ver em seu officio de 14 do crlen-
te, e mappa que o acpmpanbon demonstrando
poupar a mesma Fazenda Publica mentalmente por
van flepai-tica a qnantia de 6i2$000 r..
Pode pois V. E<. expedir as suas ordens pi-
ra que olla se pon lia em pratica do i. de Juuho
em diante e eacctileos' loUvores que esle Governo
dejustica lbe deve tributar pelo seu patriotismo, e
servicosa bem da p,ro*ppridadePublica. Dos Guar-
de a V. Ex. Palacio do Governo de Perambuco
i5deMaio de j835. -- Vicente Tbomas Pires de
Figueredo Camarga Illm. eExm. Sr. Joze Jo-
aquim Coelho, Commandante das Arma*.
. flicio -- Ao Inspector da Tbezouraria para
expedir as precizas ordens, a fim de que tenha effei-
to a medida que em seu oflicio propot o Exm. Com-
mandante das Armas, a fim de ser pago o sold a-
tnaaado de a'gumas companbias do y. Balalho de
Capadores de primeira Linba y que nao d( n m sof-
ber atraso, estando oulras Companbias em dia ,
desordem esta originada pela estada no Acampamen-
to de parte do Corpo.
- Ao Exm. Commandante das Armas commu-
ncando-llieo conlheudo do precedente oficio.
Ao Juiz de Direilo Cbefe de Polica nterin*, des-
ta Cidade, dizeiido-lhe que ; para a formaca do'
Jtny de Revista despeemoarl. ai da Lei de 18
ile Agosto de 183 r que o Juiz Criminal do Muni-
cipio tiendo rece b i (lo dos fui/es de Pas las Parochias,
o Curatos'nina lista dos Offiriaes e Officiaes lufe-
noreadas'G. N. do Municipio, que liverem mais de
a5" nwo de idade, formar em prezenci de dous
VereadWes do lugar si dulas dos nomes dos ditos Offi-
ciaes, Officiaes Inferiores e postas em Urna na
caza da Cmara r tirar a sor te doae Jurados, os
quaes'prcsedidos pelo dio Juiz formar-o o Jurv de
Revista : e> qde a ris'a desta desposico da Le he e-
videnle que deswcessaria se torna se nao occioza
a exigencia que f numero dos Baydfioens d'esle Jtfuniripio e os lu-
gares de suas paradas cppr iso entepde o Governo
que cingindo-se o dito Juiz de Direilo a dpsposico da
Lei dtveexegir dos Jiiiz.es de Pasas li-lns dos Odici-
aes, e Inferieres da G. N. do Municipio, e com el-
las proceder a IuslalicSodo Jury.
Ao Com manda n le du^ Forcas Martimas, dizen
do-lhe ; que itenueiuio o Gove no a repretrn'aciu
do Admiustsaddr da Meza daDiversas Rendas so-
breo de.-falqueque^sofrea F..zenda Publica em seos
rendimentoseiu consequencia de rao baver registro
na Barreta, por ondesaem sem obstculo as peque-
ras emba cacoens de cabotagem sem despacharcm
os gneros que condutm que o mosmo Comman-
dante das Forsas Martimas faca immediatamente re-
pomo eslade em que d'antes se achava o registro da
Bela lecomroendando tanto ao encarrogado
d*s'. como ao do da Barra toda a vigilancia, c
bom desempenho do quelhes est iucumbido por or-
dens anteriores.
-- Ao Adinirlislrador da Meza das Diversas Ben 'as
communicando-lbe o conlheudo do precedente of-
ficic.
A' Luis Candido Carneiro da Cunha dzendo-
lliequebeaThezouraria que elle deve requerer o
pagamento das despezas, que fez com a gente que
empregou por ordem do Antecessor do actual Sr.
Vice Preziilenle, para perseguiros negros do Ca tu-
ca e que por tanlo voilam os papis relativos a es-e
objecto,
Ao Commandante Superior da Guarda Nacio-
nal d'esta Cidade para despensar do servico ordina-
rio es empregados da Cmara Municipal d'ejta Oda-
de; a saber o Capillo do Batalhio-da Boa-vista Pr-
xedes da Fonccca Colimbo, Francisco Amancio
Martina Joze de S. Anua e Francisco Antonio
Rabelld de Carvalho, Guardas N. do Batalbo de S.
Antonio.
'Illm. Sr. -- S. Ex. oSr. Vice Prezidente en-
va a V. S- para serpretente a A-semblea Legisla-
tiva Provincial o ReUtorio do Juiz de Direi'o interi-
no d Comarca de Goanna sobie as necesidades da
mesma. Dos Guarde a V. S. Secretaria do Gover-
no d Perambuco 15 de Maio de i855. Mano-
ei Paulo Quintela. Sr. Laurentino Antonio Mo-
re-ira de Carvalho.
S. Ex. oSr. Vice Prezidente a vista do inclu-
so officio da Cmara Municipal desta Cidade, exi-
ge que V. S. remettaa tres Anthenlicas da Eleicio
dos Membros da Asseinblea Provincial Legislativa ,
que para ah foefto a pedido da mesma Assemhlea.
Dos Guarde a V. S. Secretaria do Governo de Per-
ambuco i5 de Maio de i835. Manoel paulo
Quintela. Sr. L. A. Moreir de Carvalho.
COMMANUO da ARMAS.
JILlm. e Exm. Si-. Com s.iptisfac.i commoni-
co a V. Ex. que hontem recolheu sea este Acampa-
men'o o ex-Vgario de S. Bento Jote Antonio de
Mello leudse despe li lo de Vicente Ferreira de
Paula para nao vol'ar mais a snn Companbia com
esle Padre vieram os capitans Joao Soares Anto-
nio Gomes e o Com.pandante dos Indios de Jaoui-
pe lo los com suas companbias e a segurau-
do-rae que o Poro est resolv.lo a sahir das maltas,
quero facinorozo e atrevido Vicenle Ferreira de
Paula queira, quer na5 queira, e que se elle (iranias
maltas com Oa negres hirS buscar a todos prezos ,
ou morios.
A toda estcenle tenbo sustenlado, e vestido
com fazendas compradas por S. Ex. R.na., e por
mim neste Acampamento para serem pagas pela Pa-
gadura porque a necessidade assim o tem exigi-
do e en n>.5 disprezo o menor momento oppor-
.tuno para afr-icar o partido do Chefe dos Salliadore.s ,
e chamar osPovos a obediencia.
Caplaens dos Calanos que se acham com o sal-
liador Paula me tem mandado prolteslar sua adhe-
so, declarando que es'a a espera de ver a ultima
rezoluca d sle Chefe e que eu posso contar com
ellos e suas tropas seja qual for a ana resolucaS.
O C'inhado do difunto Cipil^o mor dos Indios
de Jacuipe Joze Nunes foi a Japaramduba buscar to-
dos os ludios para se pa-sarem de Vicenle Ferreira
de Paula e vuem estacionar-se neste Acampamento
on le querem confissar-se casar-ae crismar-se ,
e batisar s'usflbos para depois hirem a Limeiras
buscara S. Cae tao eficarem morando em sen a
liii.il sugeito.s aocapiap mor queel'es escolherem,
eeuapprovar, al que o Exm. Governo confirme.
Os ludios referein-me que queivndo Vicente Fer-
reira de Paula Ciisligar aos lrc6 primeiros Indios,
que se me a presen lai ag pol-o terem feito sem sua
oidem pegnam todos em armas, e se opuseram
ao castigo, e elles pediram me que mandasse suas
racoens sepaiadas; por que o menino Ptiula na re-
part:cadrpi-ef>renciaa.opapa-mes, eeu dis-
ce-!hes que viessem para Acampamento, o que
elles pronielteiam cumprr. Debandados as orde-
nancas e lecolhidos os liuS, qcuu ncain
as peinas de Vicente Ferreira de Paula.
Esle Salliador atrevido que supondo-me mais
ignoraQle do.queelle, a npuco iiiandoy-me um re-
cado mv esrripio pedpido-iue que mandasse pren-
der a todos os Cabanga qUeyie&sem *o Acampamen-
to sem licenca sua. Estou ansioso pela viuda das fa-
zendas, que ped para vestir estag;nle.
Os negocios da guerra marchad ademiravelmen-
te e estou cheio de confiansa de os ver brete con-
cluido!, emboca Vrenle Ferreira de Paula n. se
aprsente com os negros por que se o fiser na5 fica-
rum so nos mallas lio inomfnlo era que declarar
aos Indios, e ordeuaneas que os va buscar pura se-
rem gratificados. Deus Guarde V. Ex. .- Quar-
t.-l do Commando em Chefe em Agoa preta iy o*e
Maio de i835. Im. e Exm. Sr. Joze Joaqiiim
Coelho Commandante das Ai mas de Ptinanibu-
co- Joaquim Joze Luis de Souta, Com. em ch^fe.
DIVERJAS REPARTI9OES.
EDITAL.
O Donlor Joaquim Mines- Machado Juiz de Direilo ,
e Ch. fe de Policia^esla Cidade do Recife de Per-
ambuco e seo termo Se. Se.
W Ac saber aos que o prezeule vrum que na
Ssafi do Jury prxima paseada, que leve principio
em 6 de Abril do oneniecomparecerao com ast-idu-
dadeosSrs. Juizes de Fado seguintes Joze Peres
campello, Manuel Jozepuaile, Beruard.no Perera
demo, Joao deFreilas Barboza Padre Francisco
Xavier, JoaMaria seve Manuel Jote dos Santos,
Antonio Prisco da Fonceca carneiro luis Gomes de
Fgu. redo ,' Joaquim da roncera soares de Figuere-
do, Justinopereirade Farias, padre Bernardo lucio
Penclo, Fiauchc de Assis campos Antonio Anaea
jacome pires lus Braz campelio Joze Mana Cez*r
do Amaral, Joaquim Ignacio de carvalho Antonio
Ferreira Duarte Vellozo, Joaquim Ignacio cornada
Brilo, jo88 Antonio de Miranda Jote Narcuo ca-
mello, Manoel Goncalvesda silva, Aiitonio MartinS
Ribciro Antonio Francisco de castro Joze Jerni-
mo Rodrigues chaves Amaro remandes Gama, Ben-
to Joze remandes Barros, Thomas Joie da silVa Gus-
mo, Miguel A.cbanjoMonieiro, fallando com cau-
za justa e por isso fora dispensados os ara. Ju-
izes deFactoscguintes Francisco Ignacio d'Atay-
de JOZe Manoel de oliveira Miranda Padre Lino
joze Goncalves d'olivira Francisco camello Pcssoa
deLacerda, Joao Francisco poajes Bi^nd.5, Joa-
quim de Pontea Mai uho Jernimo Anlunes Torres ,
jo, 6 Baptista de aouza Padre Manoel Thomas Rodri-
gues cam ello Nicolao Joze vas salgado, Joao Xa-
vier carneiro da cunha Francisco Rodrigues cbaii-
da Francisco de Paulo Corroa d'Aiaujo padre Joa-
quim Brrelo padre Antonio da Trindade Auluijes
Meira Francisco xavier carneiro da Cunha Joze
pires Eerreira P;idre Joaquim Rafael da silva, Fran-
cisco Carneiro Machido nios Joa Coelho da
silva Domingos de aouza Lea Mi*>el Marques
Grangeiio, Francisco joze de m"oS > .sendo k")
bem dispensado depo's de ler comparecido a roaior
parle da Sess 5,-Vicente Mendes d'Azevedo ; e lal-
lava sem cauza jusla que por isso Ibrao multados
os Sr^. juixesde Facto wg la Pereira da silva Francisco da silva s. Thiago,
pelia Gomes Coimbra Constancio da silva Neves ,
joao Baptista de s joze Francisco xavier de Lima ,
e JozeMaria Pereira Girald. s. Folio convidados pa-
ra snpprirem os que faltaraS, e comparecerao^ pon-
toalmente, eservira lodo o tempo da seceso, qs
S s. Francisco Joze do Reg Padre Benlo Manuel de
souza Castro Francisco de Paula Lopes Rea Fran-
cisco Alexandrino de vasconcellos Callaca Antonio
Luis de souza Antonio Joaquim de Mello pa-
xteor Antonio Joza Bandeira da Mello, Fran-
cisco Ribei 10 de Brito Joze Joaquim das chagaa,
Francisco Bernardo Preir dos santos, Joze da siva
Guimaraens Jnior Thomas Ferreira Ramos e Jo-
ze Alexandre Ferreira. Despachara-se 3a proces-
sos pelo Jury de aecuzaca e 10 pelo de senlenca ;
e se feixou a sessa do dia 7 do crrente. Ruede de
Perambuco de Maio de i835. Franqisco Ma-
noel Pereira DuUa o fu escever.
J. aiuim Nuncs Mazado.


.. r
DIARIO DE? PERNAMBUCO.
s
m
MEZA DAS DIVERJAS RENDAS.
A pauta he. a mcstna ffo NA 70.
Cofteio.
41: _
/ jumaca i'ormozadeque Mestre Jua Joze d'O-
Jrveira sai pura o Rio Grande do Sal no dia *4 da
correnle.

NOTICIAS NACINAES;
Ecebemos ft'lhas do Rio do Janeiro, Bahit, Mi-
nas, Se/gpe e Rio Grande do Sul, e por ellas pode-
rnos a'segurar ios nossos.leitores a Iranquilidade da
vj.ip'i'j cvajUi-.^a.". pai'tfs uO amperio, pressiiiduido
^la caliginosa intriga, que assim como ca, por f anda
mais violerj'a e sistemtica oppocm algumas veze
jurniidaveistropessos marcha da Adninistragio. A
seus manejos poi se atribu a delonga dos auxilios
que se tero de mandar ao desdiloso Para,, pondo etn
aclividade temerosos boatos de huan revolugo Hay-
tiaija: existi ou nao esses planos, e^ses clubs nfer-
naesda ultima d#sgrtiga doBrazil, o serlo he, que a
expedidlo aoPar se tem demorado mais do que seria
preciso u'hum Governo activo edeembarajado, em
Jjto urgcnlissirao caso. J nio he duvidosa a Pessoa
do mvoRegente; :oSnr. Hoilanda Cavalcante tem
oblido sobre o Sur. Feij para tnais de quatro ceios
vottos. Se'por ventura a prevencio d'hum partido,
ou a raridade do mrito no Brasil o elevarle cpula
.social* o esplendor da sua fortuna ni o he para inve-
jar. Na Asserablea lihha passado quase toda em se-
gunda discncio, a lei sobrea desapropiacio por ulili-
dade Provincial ou Municipal. Muita alinelo ser
mislerPeruarabuco, quando por c se proposer a
inesuia Je i!
Do Rdatorio do Presidente de Santa Catherina
n'abertura d' Asserablea no i. de Marco colhe-se,
que a sua Receita pode montar a Rs. 33:473#ooo, e
sua des pesa heorsada em R 54'846^ooo, vindo a
ler hum dficit de Rs. ai;375$i6o. Por lantoaMu-
nficen cia dos cofres Narionas nao pode al ter aeg-
esgen*rofas$ e por isso (diz com mufla graca hum
satyricodaquella Provincia) Nos os Galharinenses nio
podemos-er milito liberaes, porque temos pouco di-
uheiro. Do Rio G. do Sul nio se conhece qual a Re-
ceita e Despeza da Provincia por apresental-as oPre-
sidenle em tabellas reparadas, de que nio temos no-
ticia. A Asserablea s.' nslallou no dia a de Fevere-
ro. Haviio grandes de>confiangas de introducto de
raoeda falca de prata, sobre que havio provas emre-
geicio de pagamentos. O Nol'eiador chama assim a
alten co dos Habitantes: CidadiosRio-Grandenses
Elles conlio (os falgos moede:ros) com a impunidade,
en obilissimaj coadjuvaco dos Compadres, e amigos-.
O Mestre de huma Polaca Sarda loi por empale ua
voaco do Jury, absolvido do crime de introductor
de meda de obre; efasendo grandes cortejas na
salla do Jury em agradecimeulo de o deixarem im-
Ju ne dcpois de passar hum m bous fictos
para harer percas e diluaos. L e c
Ji !
A Provincia deSergipe parece estar onteulissim
ton, seu novo Presidente o Dr. Manoel Rineiro da
^tvaL.sboa. O liilerece por elleataqui mostrado
pelo melhodico andamento do bem publico ; a exac-
to que almeja ver reinar as funcS* publicas ; e a
nirmeza das suas provideucias sao louvaveis. (Nolici-
ador Sog.pe,,.sf) Vimos hum officio seu, a./juz de
* az^io Ueairicio da Matriz da CiJade onde recomen-
dava vigilancia, cautela, e aclividade conlra a iusur-
.reicao daescravat.ua quee ;iSergipe perlendia seguir
os passos dos da Babia. Tiobem mer,c,iio sena des-
vellos o melbora meato da iiittrucao u'.lica corregiu-
uo os Pi-ofcssorej e a organisacio da Guarda Nacio-
nal. AchemosgaJante huma recomendaclo do Pre-
sidente ao Gonego Vigario G ral deSergipe, proh-
banlo o sandar-pe os prenles eamlgos dos S.crisiies,
e contrae (quaudo dopwi* de aigu.na ausencia re-
gressao a cidad,) om.va.s!grwe com que os Fiis an-
nunciao asfuuces do Cullo Divino: islo he cora re-
piqurg de sino so. &c.
Ouro Pelo i. o de Abril. A Asserablea L. Pro-
vincial enceri-qu hoje a SUa primeira sessao, depois de
dous mezes de trabalhos. breve extracto que pa-
nucamos das suas actas habilitaro o publico a julg,r
do laerec.menio dos seus trabalhos; alguna dos quaes
lo.aomiporlanles, e devem produsir os melhores re-
sultados, quando lenho boa execi.clo.
A le que regula a iuslrucio primaria abrindo os
UMShosda Adminislraio paia proceder livi emente a
ippeito das escolas publicas; a lei das estradas rodi-
rfc'uu segundo os luminosos principios do seculo, com
Huautoencoulrc no conuco grandes diRculdades, po-
de todava ser dentro depoucos anuos huma fon le de
bepeficios incalciilaveis para toda a Provincia. Alga-
mas providencias forio dadas a bem da Municipalida-
de, ese olempouiopermelio que este anuo sedesse
legularidade a toda imporlanlissinia adrainislracio,
he provavel que no futuro maisamestrada pela expe-
riencia e pe|a I icio, leudo mais adiantados os iraba-
lho.ideste genero poss-a a Assembleadar-lheo impnloo
deque ella carece para que o publico colha os fr'uctos
d'buma lio sabia iusliti(;io. A expecla<;io puUica
naofoisaplisfeitana parte inuilo essemial dos traba-
lhos legislativos, islo he, no sistema da arrecadacJo
e deslribnicio das rendas publicas: a ncerlesa das ren-
das assigualndds Provincia .dependente ainda de ul-
terior deiiberacio do Poder Leg. geral inhabilitario a
Asserablea para se oceupar uesla sessio de objecto de
lana mignilude. Mas ua ses io futura csse dev. r ser
o priraeiro cuidado de uossos Legislad re (Uuiver-
A Provincia da Babia goza va Iranquilidade, eos
recelos dasublevaco dos Afi canos a.refecia de dia
em di?, mas uem por isso o Governo eas Autboridades
policiaes deixio dees'ar vigilantes. Foi aprisiona-
da huma Embarcaco de transporte de escravos : o
proprietario disia e juntamente o Meslre ser acarre-
gacioparaoE-ladoiieulal, no meio dessa duvida
chegou ao Rio de Janeiro huma declaracao do Gover-
no de Monte-Video, emeomo nio havia authorisado
a imporiacio de escravos no seu territorio : a vista da
declan.co havia desaparecido o esperlalhio proprie-
tario.
A Provincia do Espirito Santo gosava perfeila
tranquilidad^ pelo que consta dehuma. parle do seu
Presdeme o Snr. Manoel Joze Pires da Silva Ponles,
dactda de 2 i de Marco ao Excel. Ministro da Justi-
ca.
CORRESPONDENCIA.
Snrs. Redactores.
JLil o Aristarco N. 7 deSabbado 16 do correnle
Majo, em cuja pagina tercena columna primeira com
mais Irez Collegas son argido de medroso, e cora-
modisia por se denegar Uabeas-Corpus i ao Snr.
Teuenle Coronel Manoel Antonio de Almeida, ua5
oUtanle verilicar-se a hypothese do 4. do Arl.
355 Quando a aucloridade nao tenha direito de o
fazerVerei, se posso mostrar, que os Presidentes
lera ainda aucloridade para mandar prender. O C-
digo do Processo Criminal noArt. i^5 perrailte
prendeis-se sera culpa formada aos criminosos em fia
grante delicio, e aos indicados em crimes em que nao
tem lugar a flanea. Ora o crime imputado ao Sur.
Tenente Coronel, era de ser envolvido emsedic'6,
ou de ineutar depr ao ex-Presidente Carvalho, que
o prendeo. O Art. 111 do Cdigo Criminal aos cabe-
Qasdesedigae impoem a pena de prisa com Irabalho
por 3 1a anuos. Vamos, que o Snr. Almeida na3
ibsse cabi-c, mi nicamente cumplice dassedices
uliiraas, e todas com castigo separado, ou acumula-
do vista do Art. 61 do Cdigo Penal, e ellas como
crimes polticos nao necessila demuda prova vista
do Artigo i45 do Cdigo doProces-o, e esla prova
deve realisar-se, quamlo for possivel ( final do Arl.
148 deste Cdigo) e 11^.0 quando esla l'eiTendo as rus-
gas, deso le que nein as lesleraunhas, nem Guardas
Naciouaes querera appartcer, e ellas aqui u.16 lera l-
do, se nao pequeos intersticios, ou intervallos, e
esses maneira do fgo debaixo das ciuzas, que c im
qualquer pequeo spro sedeiviao, (cando aqiulle
logo palale. E lodo o lempo h;ompetenle, e pro-
prio viola do Art. if do dito Cdigo, salvo d cor-
rendo no ci me prsenle dez anuos face da Jusl.c 1,
e nao escondido della, conforme dijpoem o Art. 56
desle Cdigo. Tornando ao fio do discurso, se o Snr.
Almeida nao foi cabega, mas cumplice, vem a ler o
o a ha i i ment da terca parle visla do Art. 35 do C -
d go Penal. Por consequeucia est incurso no mxi-
mo da cuinplcidadef que vem ser oilo annos de
prisa cora trabalho por se abaterem quatro anuos,
ou a terca parle de 12 anuos. Por s ona5 p le obler
flanea visla do Artigo 101 do citado Cdigo do Pro-
cesso por esle dine^a em 3. lugar nos crimes, cu-
jo mximo da pena consistir em seis anuos de prisa,
uem o requerido Uabeas-Corpus vita do seu
Art. 35a. Ora os crimes em que se nao pode ohter
flanea, sa5 equiparados pelo mencionado Art. 175
aos crimes cm flagrante. O que comthettem etes,
podem, e devera ser presos por qualquer pessoa do
p6vo, corao dispoem o Art. i3i do assaz citado Cdi-
go do Processo Crim nal. E sendo essa obrigapa da
qualquer pej-soa do pvo, nao dever ser de huus
Presidente da Provincia, masque nenhuin emprega-<
do, obrigado raanter a seguranca, e tranquiHidade
della ? !! Art. 3. $ 4- da Le de 5 dOatubxo de
i834, e alera di-so os mais empreg class--, e gradaa^ad estando sujeitos elle?!!! Art.
1. dessa Le. Isko era o mesmo, que querer tos
sera meios, ou ligar-lhes os bragos, e mndalos obrar.
Dii talvcz nicamente os inimigos do socgo pu-
blico, qoe elles nao devem ultra passar tal Le vista
do Art. 13, ou ultimo della. Mas perguutarei. Por
ella nao declarar, que elles sao, por exemplo, os
Presidentes das Junta* dp Jn.iir.i Mili-ar, ees o tU>-
xra de ser ? E nao esla ainda em vigor o Arl. 36
do mitiga Lei de ao de Outubro de i8j3, en Arl. a.
da Lei de i3 de O ilubro de 1827, <|ue osfizerao Pre-
zidentes labem deslas Junlas? De mais, elles pelo
Arl. 2. da sua Lei ulliina, edaantiga, islo he, de
20'deOutubro de i83. Art. 21 tem o tratamenlo,
e continencia militar, outro hora destinada aos Capi-
lies Generaes. Talvez em virtude disso elles couti-
nnrio ser os Presidentes das Junlas do Desembar-
go do Pago as Provincias, onde as havLi, corao cm
Goyaz. creada peio Alvar de a5 de Maio de 1818,
em Mallo Grsso, creada pelo Alv. de 20 deSelem-
bro de 1813. Cesra taes Junlas do Desembargo do
Pago, nicamente quando ele loi extinelo pela Lei
de aa deSelembrode i8a8, eauterioimenle ellas es-
(vers em vigor, mesmo depois da Lei de 20 de Ou-
tubro de i8a3, que nao Ibes d taes presidencias do
Desembargo do Pago, enoeutaiito elles as exeicia
por seren os substitutos, e successres dos CaplSes
Generaes. Eestes nio tinba a regala demandar
Snendtr'i Por cerlo quesim? Eos Presidentes ain-
la os prolotypos del le-, ou os apon lados para seus mo-
dales, nao tem al aqui exeixido esla jurisdiga pro-
visoriamente al a eutaega dos presos s Justigas res-
pectivas? E se Ibes tem ettranhado, ou feito proces-
so por isso? Ausento, que nao. S agora, comodis-
se cima, os inimigos da tranqiilidadepublfca sao os
nicos, que Ibes negao lal regala, s os que querera
reduzilos cifra, ou aulraalos, s os que querem,
que elles seja meros espectadores das rusgas, ou a-
quelles, queJhes sao opposloi para lerem o recente
xito do Lobo, Presidente do Para. Se o Legislador
quizesse, que os Presidentes f.sem aulraalos, nao
Ihes daria tantas regalas, quanlas se actu no seu re-
giment novissimo de 3 deulubro de i83, e por
isso la estranhado pelos anarebistas. O certo he,a
que algunsnomeados para taes cargos cora taas re-
galas, os lem regeilado pelos estrvos, queencontra
no exercicio deJlas. Estas negativas, e duvidas de tes
(anarchislas) ainda faro com que algum requeira
huma inlelligencia explcita sobre tal resti icea, s
desejada pelos partida ros de Vinagre, Malcher, &c.
&c. Porm olhem elles para o flm trgico desle ul-
timo concorrido por aquelle primeiro, seu socio no
crime. A liga entre mos he momentnea, Acaba-se
logo na oblenga, ou divisa da preza, ou dofini d-
sejado. Km ultima analyse, de quera se deveria lr
maiormdo de huma Aucloridade, que eslava ex
pirar, e deixar o terreno Pernambucano, ou da as-
cendencia de bum militar de patenle j subida, e que
campa ler ineias doblas para emprvgalas fina de ob-
ler (anda por nefas) pelo menos a suspensa dos Tor
gados, qnebein que inermes, eindigenles, tvera o
dendo denegar-lhe lidieas-Corpus pelo cri-
me unicaraeijle desedca ?J! Do que fca ditlo,
parece, que nao se obrou porraedo; ms cora alguns
fundamenslegaes. Ten lio sido extenso, Snrs. Re-
dad ores, por ser estimulado pelo Snr. do Aristarco,
a esperem-me at outra, em que for novaraente pro-
vocado por esle Sur., ou por quera o imitar, delra-
hiudo a rain ha vida principalmente publica. Sou seu
Assignante assiduo
Joaquim Francisco Go/calvas Pon ce de Leo.
AVIZOS PARTICULARES.
VrS RR. da Quotidiana respondera ao mu digno
Z, que no Corpu de sua Fofas serio sempre adoiilti-
dasas correspondencids, que forem de interesse pu-
blico, nao s de seus Asignantes, como tiobem ds
qu-lquer outra pessoa, que esteja no gos de seas di-
reitos polticos ; toda a vez que se submeto a paga
do deminuto contado das Hutas impressas (que o
que algiyis nio entendem) marcado no l.'n.* da seo
a. vol. publicado no dia i de Janeiro p. p.
%ty Quem annunciou querer comprar urna gui-
tarra em meio uto ; dirija-tea rus direita n. 59.
fcy* A sen hora que se prope a eosinar, e que an-
nunciou no Diario desabbado advets que noseoan-
nuncio houve umeng.ino ; eTem a ser qu.c em lug^r
de sobrado da esquina que bata para arda da Lapa
leia-se sobrado que faz esquina para a ra da Yfoed*.
'r^ O.ienhor ourives da Pasmado que foi Dele-
gado em Olindi queirs rain Jar entregar os 4$QQQ
que lomou a urna pessoa para factura da um telm dou-
rado, e a mais de deis annos nio tem dado campa-
mento a palavra j e adverte se ao mesmo senhor qae
e a ultima vez que por este Diario se ala a este reipai
to, paii s pstoa pagar a por o sea aoma par aten-
MIITII ADO



h
DlAHfd DR PBRNMBUOO
pgaps&zrsEz
o. e nzr dos meios que a le em casos taes faculta.
^jy Osbaixo assiffnado senhor do Engenho Pirn-
pima Freguezia do Cabo, faz soiente que no da 25 de
A'bril p. p. fugiode sua compahhia um pardo de no-
rae Antonio Fragozo do Monte com estes signaes ba-
X", seco do corpo, rosto descarnado, olhos grandes,
sobrancelhas pretas, cabellos crespos, tcn urna sica-
tris sobre asna suhrancelha, e tum cutra em sima do
beico que pouco se divulga, levando comsigo dois es-
cravos, e dois cazallos do supra senhor do Engenho
ora dos escravos urna marra da mesma scbre o nariz, queixo cumprido,
beicos finos, o outro molrque crilo de nome Joze
ntaisbaixo, cara abocetada, testa pequea, denles que-
brados, e tero na maca do rosto urna marca, os (aval-
les lem os signaes seguirtes : um de estribara, eo
outro quarlo ruco perlrez capado.
Paulo Caetano de Albuqnerqoe.
_WT Regase aoycnhor J. F; 9. F. queipa levar os y
13 pataioes que em Limeiras tomou emprestado a O.,
que ficou de entregar nesta praca quando regressou
to mesmolug.r, ao senhor T. por ordem da mesma
pessoa que o emprestou ; e nada disto fe, e nem sap-
lisfaco um dado, do contrario annunciar seu nome
por extenco.
^jy O abaixo assignado com venda nos 4 cantos da
Boa-vista D. 214, segunda vez -viza aossenhores Col
leloresda agoardente que elle deixou de vender Ul ge
ero desde o 1. de Margo de 1885.
Manoel Domingues Pereira.
^ry Prfcisi-se fallar cornos senhores Manoel Cor-
reia Lial, Manoel da Vera Cruz de Albuqnerque U-
cha, Francisco Joze Pereira de Carvallio Duro, Joze
Soiivs Filgt eir, e JozeNarcizo da Costa Rocha, ou
quena suas vezes fizer, para negocio de seus interesses :
annnnciem suas moradas para screm procurados.
$y O Professor de MiiemotechniaeTachigrnphia
participa ao respeitavel publico, que em consequen -
ca de se ter preenchido em Olinda o numero dos Subs-
criptores por elle detejado conforme aos seos prospec-
tos elle abrir o seo 1* Curso, na dita Cidade, im-
prelerivelmente nodia quinta feira 21 do correte mez
as tret horas e meia prerizas da tarde, na salla da Aca-
demia Juridic3, seguindo ao depois as licoes trez ve-
es por semana. O roesmo Professoro per ten de brir
tiobem o seo 1. Curso no Recife nos-das de interval-
los, porem as 6 horas da tarde logo que o numero drs
subs raptores tiver chegado a 50. As pessoas por tan
toque anda dezejio Jsubscrever, sfo convidadas a
fazer quanto antes, a saber, para o curso de Oinda
at o da 20 em casa do senhor Dr. P. Autran e para o
curso do Jtecife'na loja de livros da praca da Indepen-
dencia n. 37, e 38, ou em caza do Prdf.-ssor ra da
Scnzalla velha no segundo andar por sima do arma-
?em do senhor Franco.
J.-. J.\ Gonnet.
tjry Qualquer prssoa que tiver cavallos nesta pra-
ca e nao tenha lugrr sufficiente pa os ter, offerre-
se urna grande estribara siluada em um sitio em Agoa
Ira de Olinda com muito bom lr*ctamenlo e seguran-
za parces animaes, tu8o por preco commodo diri-
ja se ao atierro da Boa-vista D. 40que se Ihe dir com
quera se deve ajuslar.
tcy Aluga-se urna negra para o servico de urna
pequea familia que nao exceda de 200 reis diarios,
Ludo se o sustento: na ra do Livramento loja de
couros D. l4*
|py Qoem precisar de] urna mulher para casa a
qualdemeia idade, viuv4, e branca, sabe dirigir
qualquer delerminaco que se Ihe d respeito ao ar-
ranjo de casa, a qual mora na ra do Fog 1 na loja^ do
Depoziluro Geral Maciel, chamada a casa das pioho*,
a fallar com a mesma.
$y Quem offereceu-separa o servico da casa de
um homem solteiro, no Diario de Sabbido, apareca
ja ra da Florentina casa nova de Joo Zurrick a por-
ta raais prxima ao lampio, das 6 as 8 horas da ma
nba, ou d^s 3 as 6 da tarde.
^y Roga-se ao Jurjsconultq Snr. Perguntidor do
Diario n. 81, que se sirva cit a Ley, que veda ao
Cidadooccuppar dois lugares nao enrompatives, pa-
ra. ..
O Repergtador.
gy Na tarde de hoje 16 do correte Maioappare-
ceo urna cranca perdida que diz ser filho de Joaqnim,
e Jozefa de.lal moradores no PombJ a qual vinha de
tamisa, e descalco a quem perlencer a ditacnunc di-
rija-se a casa do Juiz de Paz do 5. Destricto Rodolfo
'Joo Barata d'Almeida-
*y O Juiz de Paz do 1. Deslricto da Cidade de
Olinda, faz saber a quem convier, quena cadea da
mesma Cidade se eha recolhida urna preta de na?5o
Cabond de nomt Roa, qe f< aprehendida por f-
gida; quem for seo dono, apareca que mostrando le-
'hmente ser sua dila preta lhc sera entregue.
^y Qaem livor para arrendar um sitio desde o
Hospicio, al Santo Amaro, ou desde a Boa-va at
o Mangoinho ; dinja-se a ra da Cadea do Recite n.
56, ou snnunrie por este Diario para' ser procurado.
"*ry Em 19 do corrente pelas 3 horns da larde ?e
hade arrematar una escrava; quema perlender diri-
ja-seao l.'Deslrirto da Boa-vista, em casa do Juiz do
Civd.
jry Quem quizer dar meninos para se ensinar s
ler, es'-rever e contar ; lirija-e a Camboa do Carmo
r.o sobrado dentro de b so lapido a fJ.!sr com oses-
-mn dono.
Juizes de Paz, e ao senhor Commandante do Registo
nlo deix^m passar um f s^-ravo que tem ; os signaes se-
guintes : xima-se SfbsUio, uavo mocanibique, altu-
ra regular, groce do corpo, ror preta, rara redonda,
e carnuda, beicos grandes, tem um carneo na munheca
de urna nao, eum joelhoccm ossoyahido para forao
que s se v levantander-se a calca, cojo escravo a pou-
co veio da Bnhia por ler sido furtado, levou camisa e
calca de algodo.
Antonio"Rebioda Silv P r ira.
fty Preciza-se de 100$ reis a juros de dois por
cento ao mez, dndose de hipoteca urna morada de
cisa terria em O'nda ; no beco de Joo de Barros casa
do nixo.
^3T" Quemannunrou querer comprar urna mora-
da dr casa na cidade de Olinda ou Recife ; dirija sea
ra do Amparo sobrado n. 51.
COMPRAS.
JLrOus globos, um terrestrp, epulro'reloste, do da-
metra de qninze polep.adas para mais, em bom estado :
na ra do Ca'abou?o velho D. 10, 1 andar pela ma-
nh, ou annuncie.
^y A obra da Historia Ecclezidsli'-a pelo Abbide
Ducreux, em bom uzo : na ra do Rozario que vai
para o Carmo D. 18, quazi defrontu dalgreja do Re-
zarlo.
IEILAO.
^iRabtlree Heyworlh & Comp. fazem leilo em sua
casa ra do Amorim no Forte do Mallos, hnje ter-
ca era 10 do correte pelas 10 horas da manh de
fazendas avariadas por conta de quem perlencer.
^jry N. O. BWber & Comp. fazem leilo de urna
porco de v;nagre em pipas, meias pipas, e barriz,
na quinta f^ira 21 do correte m pprta da Alfandega.
^y Diogo Cockshott & Comp. fazem leilo de u-
ma porco de presuntos seceos e toueinho inglez, ama-
rilla 19 do correle as 10 horas da manh, na casa de
sua residencia ra do Trapixenovo n. 14.
VENDAS;
U M cazal de escravos na ra do Rozario que vai pa-
ra o Carmo D. 18 quasi defronte dalgrep do Rozario.
tjry Vinho chimpinha, de boa qualidade, em cai-
xinhas de urna duzia de garrafas : na ra da Cruz n.
GO.
$y Um cazal de escravos mocos de bonita figu-
ra sem achaque plgum nem malestia, vndese por
percizo : quem os quizer diriji-se ra do Fogo so-
brado D. 13.
$y Carne seca inferior pnr dinhero que tenha
peso nao sendo fundido a 1600 rs. a arrob : na ra
do Colegio D. 9.
try Azeite decarrapatosem mistur blguma, ra-
nadas, e a ret*lhoa qualro patacas medida velha : aa
ra de Santa Rila 15 i do sobrado verde D. 11, junto a
Igreja.
^y Uma esTava de naco, e parida de pouco com
muito k>m leite para cri^r e tambem sabe c^-
zinhar, e vender fazenda, e juntamente uma lenda de
ferrero com todos os seos pertpnces a dinhero ou a
prazo, com boas firmas : na ra do Arago D. 18.
$y Uma escrava crila de 18 anuos, lava, engo-
ma, cose, ecozinha tudo com perfei^o : na ra do
Rozario D. 12, 2. andar.
^y Sacras dn arroz branco e de farnha, por toda
a moeda de cobre, |ue tenha o pezo e nao sendo fun-
dida : na ra dasCruzes D. 12.
^y Uma escrava de Naco, boa cosinheira, engo-
madera, e lavadeira de varrela, e todo o seo servico
de porta a dentro muito boa, um escravo crilo que sa-
be Iratardc vaccas, mngir leite, costumado a trabilhar
em orla, e tobem de foice, e machado, outro escravo
lnbem de naco proprio para Engpnho, um guarda
roupa de amarello uzado, vaccas c novhas, nmise
outras prenhas, e muito gordas, filhas do pasto, alem
das crtbecas miudas : na rna do Arago casa terrea D.
13 a fallar com Joo KoJrigues da Moura.
^y Frustos muito finos, meias de suda pjra se-
iliora, ditas de algodo bordadas muito finas, chapeos
fde seda e massa, e^cambraias bordidai da India: na
ua do LivramenioD. 8.
^y Vende-s, orirren la o Engenho, Ilapirema
do meio, freguezia de Pasmado, coromarc de Goianna
moente, o correnle, com moenda orizontal ; 250 carros
de sement, bastante fresco, e boasj'maitas: na ra do
Arago D. 13, ou no EngeohoTab freguezia da Ta-
quara.
$y Bam leite sem mistura : na ra Direita sobjt-
do da um andar D. 15.
^y Uma venda com poueos fundos oa Cidade de
Olinda na ra do Amparo sobrado n. 51 : na mesma.
$y Por moeda de cubre que tenha o pezo ; bala-
xas a*2$240 rci a arroba : na padaria da ra de N.
S. do Terco D. 15 ; e na venda junto a mesma tobem
se vende gneros seceos e moldados.
yy Sacas com sevada muito nova a 1^920 a ar-
roba, e em libra a 80 reis : na ra dos Quart<-s D. 2.
^y Um rooleque de 5 para 6 annos: na roa da
Cadea do Recife n. 56 se dir quem vende.
tpy viuito bom pao, hlala, bolaxinba, biscoito
feilo da milhor farnha, e por um hbil padeiro, por
moeda de cobre, que tenha o pezo, e para receber no
fim do mez por dinheiro legal, coro 5 por cento de a-
bate, recebendo-se vales diarios: na ra Direita pa-
daria nova D. 34,
gy Uma escrava de bonita figura com 20 annos,
enfoma lizosofivel, cose chao, fax renda, lava de sa-
bio, e hbil para lodo servico de casa e ra : no pateo
deS. Podro ladoesquerdo D. G.
^py IJma escrava do genlio de Angola, quilandei-
ra de ra, e Sobe o servico de casa.: na ra do Palace-
te no sobrado que foi do fdlcscido Antonio do Carmo
Cirurgo.
$ry U.ma venda na rua.de Manoel Coeo, na es-
quina que vlta paraS. Joze com poueos fundos ecuaj-
modos para pouca familia, D. 11 : na mesma.
$y U111 uiolato de 17 a i8annos, comprincipio
dealaate: no aterro da Boa-vista D. 17. _
^ry Uma crila de i4 annos, com [piincipios de
costura renda, engomado, ecoziuha: naBoa-viala
ra da Conceica D. 6.
^ry 5 de Peixe N. 17.
^J Um negro moco embarcadico, e uma cadeira
em meio uzo: na ra d Fagundes D. 19.
$y 5o bracas de amarra de ferro, nova, de polc-
gada : noFoite do Mallos, Prenca de Tavares.
fcy Um cavallo melado apalacado, queandahem
a passo: na ra do Hurtas, loja de lartarugueiro D.
^y Huma veuda.com poueos fundos, na roa do
Palacete esquiua do beco do Marisco: no Paleo de S.
Pidro O. 3.
tty Um negro de 28 annos : na ra da Cruz ar
niazem de Joaquin Antonio Vascouctllos & Compa-
uhia.
F.
ESCRAVOS FUGIDQ9.
. Rancisco, meio Mozambique, alto e xeio do cor-
po, cara cumprida, olhos vermelhos, alejado da mo
direita-, fgido a dois annos*, e j fui visto em Panel-
las de Miranda : os aprehendedores levem-o a ra
Direita D. 21,
Syy Agottinho,, n-.clo Angola, estatura alta, seco,
cor fulla, nariz chito, mos grandes, pernas finas com
IVrida em uma e oulra cora marca ; fgido no da 25
de Abril p- p. : os aprehendedores levem-o ao Enge-
nhj Bjslio que sero b m recompencado.
4
NOTICIAS MARTIMAS.
Taboas das mares clieia* no Porto de Pernambuco.'
22Segunda 1- 10 h. 6 m.. 10-54 1
ce 23T:---- S
13 24_Q:---- D. 11 -42
91 -O 25CJ:---- - 0 30
26S:---- r. 0 1 -- 18
a 27S:---- 2 6
28D:---- 0 2 54
Manh
Tarde.
Navio entrado no da 17.
1
RlO FORMOZO;3 das; S. S. Joze Viajante,
M. Henrique Carneiro de Almeida : asmear ; M. G.
da Silva. Passageiros 3, e 6 escravos.
Dia 18.
RIO G. DO SUL ; 22 das; S. Hespanhol Cons-
tanca, Cap. juo de mcnuC.o carne secca: s '
P. de Lemos. Ton. 75.
_______!______________'-'
L'ern. na Typ. do Diario 18.'5.


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