Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03316


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Full Text
- m*


NANO DE 1835. QUINTA FEIRA


I i DE
\. sa
DIARIO DE PERNAMBICO.
PeRnambuco, ha Tkp. dePinuiro c Paria. -1835.
DAS DA SEMAXA.
&; r.raaroaowwjBMMi &.-1
11 ^JjS, Anastacia M. aud. dos J. do C. de m, c de t. le da
12 Terca IjoannaP. Re. de m. e aud. do J. de O. det. I.ua
en. ios 53 m- da t.
13 (uarta N. s. d. g Mrtires sessao da Thca. Pul).
14 Quinta S. Gil Re. de m. aud. do J. do C. dme
ile !
15 Sexta S. Izidro L. Ses. da T. P. de m e aud. do J. de O. de t.
18 Fa hondo S. JoaoNepomocL>noRel.de m. aud. do V. G de t
(m Olinda.
17 Domingo. S. Patcoal.
hido agora dVpej de de nos meemos, da nosa prudencia, modo-
rncao. e enefgfa: contiuneoios como principiamos,, e aeremos a-
poniados coui admiracao entre as Naques mais cultas.
Proclamarn da Jsstinblca Gcral Jo Bratil.
Subscreve-se a 1000 rs. nuMwac pagos aguantados nc*ta Tipogra-
fa, P na Praca da liid.-pendencia 37 e 33 ; onde se reccl-cm
correspondencias U';ra!ifatlas, e nnmincios j aaerinrijqvo esles gra-
tis sendo dos proprios as;nuntes, e vindo assiguados.
PERNAMBUCO.
. Assemblea Provincial.
JlLlm. Snr.Tendo a Assemblea Legislativa. Pro-
vincial Bpprovado as desptz.s feitas pelo extinelo
Conselho Geral na scsso passada, nomcando V. S.
para receber do Cidado Manocl do Nascimento da
Cosa Mooteiro, o saldo favor do dito Conselho, que
existe em seu poder, na importancia de 18$334 em
]>rata 960 res, e 2l9$720 reis em sedulas: man-
da assim c< mmu'uical-o V. S. para sua inlelligen-
t id.
Dos Guarde a V. S. Secretaria da Assemblea Leg.
P. 2 de Mio de 1835Liurcntino Antonio Morei-
ra de CarvalhoSnr. Jooquim Francisco de Mello
Cavalcanli.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olmda Todos'os dias ao raeio dia.
Ooiana, Alhandra, Paraiha, Villa do Conde, Manianjrtiapc, Pi.
lar, Heal.de S. Joan, Hrijo d'Arcia, Rninha, pnmoa!". Aova do
So'uza, (Idade do Natal, Villas de (oianninha, e Nova da Prince-
sa; Cidnli- da Prtale*, Villa* do Anuirs Monte mor noTo,
Ajacaty Cafccavel, Canindc, Grama, mperafria, -S. Bernardo
S. Joao do Principe, Stl.rar. Novad FJH.v, t.~, S. MjrtheM, Ri-
Bchqdo lanjrue, Sanio Antonio do .lardim,' Qncxcrauobim, Par-
iaiba Segundas e Sexta* feiras ao meio dia.
Saato Antii'o Toil is asonaras fiara* ao meio d;a.
Raranljun, c Bonitonos dias 9 e 23 do mez ao meio da.
flores-*no dia 13 de Cathi nea ao meio dia.
Ferinliaein, Rio Pormozo, e Limeiras-Segundas, Quartas,
Slt s^iira-. ao meio di
O.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Conlinuacao do expediente do da 9.
'Ffieio -Ao Comandante do Paquete Leopoldina,
dizindo-lbe ; que o mesmo Paqnete, segundo est or-
denado, deve mprclcrivelment.- sabir no tlia 15, e
que si o mesmo Ccmmandante est doenle, como par-
ticipa, dever passar o commando ao seu immcduto,
nao pudendo por tanto ter lugir o transferir-se a sa-
bida para o dia 2, por nao dever st ffrer o servico
Publico, a betn deeommodos particulares.
Portara-Ordenando que o Iromedi.lo do Pa-
quete LropolJina tome o commando do mesmo Panno
le, visto ter dado parte de doente o respectivo Com-
mandante, e inteligencitndo-o, que deve sabir im-
preterivclmente no. dia 15 da corrente, como est de-
t rminado. r
Illm. SnrS. Exc; o Sur. Vire Presidente
enva a V. S. as inclusas partecipac -s officiaes, que
devem reverter a esta Secretarla, do ciado da guerra
.-com Cabauos, para ser ludo presente a Assemblea
^crgislaliva Provincial para seu conbecimciilo. Dos
Guarde a V. S. Secretaria do Gov/rno de Prrnambu-
co9deMaiode 1835-^Manocl Paulo Quintella, Se-
cretario InterinoSnr. Laurentino Antonio Moreira
de Carva'bo.
Illm. Snr.S. Exc. o Snr. Vire-Presidente
da Provincia manda remetler a V. S., a fim de ser
presente a Assemblea Legislativa Provincial, as inclu-
vicopi.s da nica Proviso pass.da a Felippe Lopes
JVcto Jnior Pryfcssor '.< Francez do Liceo d'estaCi-
dide, e do o ffieio pelo qual o Presidente da Provincia
mandou cumprir o Aviso expedido pela Secretaria de
litado dos Negocios do Imperio a respeito, que ]i foi
enviado. V. S. por copia. Dos Guarde a V. S. Se-
creuna do Govemo de Peinatnbu o 9 de ,Mio de
1835-M,noel Paulo Quntela, Secretario Interino
Scnbor Laurentino Antonio Moreira de Carva-
'bo,
Dia 11. .
"7 Es,e Governo'em resposta aocffi.io de V. S. de
28 dop.ssjdo me, em que ponderando o embirao
em un

i .(., :.. ..... i......-. .
.' "-".I"' "*v uu IH'U IjUU Ui: C( dU l'l" OS
li '' qUt'' Pr03 em conscquencii da revo'ta
* Jacuipe c Panellas, se acbo todava st tn o compe-
Uute l rocesso, que l|,eS prove culpi, cxig lobcnits-
cinreciineutoa sobre o estado da guerra iva a divr-
Ibeem quinto a primeira pjrto que; acb.ndo mui
judiciosas, e prudentes as ponderatSes de V. S-, e
se nao senlindo com poder para prevenir, e araptelar
os males que se seguir.io da soltura desses individuos,-
que, ainda qtir nao jurdicamente provado, mas sufi-
cientemente sabido, livi rao buma pirle activa n'aquel-
la revoltaj c suas desastrosas consequencias, julgou
acertado submelter este negocio deliberacao da As-
semblea L. P., cuja diciso acbo prudente que V. S.
espere. Em quanto segunda tem o prazer de afir-
mar V. S-que a visu das novissimas communica-
.toi's do Commandante era Cbt-fc, com a apresettaco
doi pertinazess e indrmaviij Indits de Jaruipe, a
guerra parece extinguir-se totalmente. Ete Gover.no
por esta occasio louva o zello e intiire'za, com que V.
S. curopre os deveres a scucargo; esperando tpie
ser sempre ess a sua naarcha, murcba rpie deverio
seguir lodos aquelles Alagistrados a quem o Governo,'
ea Le entrega o sagrado depsito de sua runfianca.
Dees Guarde a V. S. Palacio do Govenro de Prnam-
buco 11 de .Maio de !835 Vicente Tbomrz Pires de
Figuereao CamargoSnr. Dontor J.mquim Nuues
Machado, Juiz de Din lo Cb"e de Poeia.
Nenhuma disposico se cnconlra na Lei d.?18
de Agosto de 1831, e menos no Decreto de 25 de Ou-
tubro do mno subsequen'e, que servir posi de' pre-
texto psra excusar-se qualquer individuo, que tendo
osquisilos enidos pelo art. 13 do mencionado Decre-
to, for eleilo offical das Guardas Dacionaes. Se o Ve-
nador que Vv. Ss. indicio em ?eu cliio de 29 do
rrez pre.timo fmdo, f'i pleito Mjhr das'Gaafdas Na
cionaes dess* Municipio, elle nao pode dexar de en-
trar no cxerciio diste l'uslo do quil a Lci o nao i-
templa: o motivo em que se elle quiz bizcar para.a
pretendida escuta nao pn!e nuned milir a respeito'
da nomcaco que obteve; porque ao Vereador t 6.
permissivel pelo 2." do Ai t.. 8 do j cittdo Oecrelo
requerer a sua excluso da Lista do sel vico ordinario,
e p.issat.do por conseguale a ser considerado como
da Lista de reserva, nao est por sso inhibido de ser
eleito Official. Como porem o-, exerei, ios de Verea-
dor, e de QiBciars das G. N. parecem incomptiveis
com o dcsempcnlu) das |\m)c5.-s de ambos eles cargos,
enteodo que o Major eleito deve, sem deixiro Posto,
ser sobiliiudo no Commando por um dos Capiles
maii amigos doCcrpo aloque ctsse nempregodo Ve-
nador que actuabvnte oceepi. E d'csla forma tetibo
respondido ao scbrcdilo seu officio. Dto Guarde a
Vv. Ss. Palacio do Governo de P. 11 de Maio de
1835 Vicente Thomaz Pires de Figiicrpdo Camargo
Sois. Presiienle o Veritdorcs da C. Muniripal di;
Naiarelb.
Derunformi lado comoarl 32 da Lei. do 1. do
Outubro de 1828 delibi-rou esa Cmara nao admitiir
o Vereador Joao de Motlr* Borboz, por t;r elle fi!ti-
doadecencia, ecivlidadt; reeomtnendJda pela m^slta
Lei, nao ter querido ollir aoidem, qu^ndo foi a
ella cbamailo. Nao poda iiDrcm a Cmara demellil o,
como fez, e patiecpa em umVi'u de 28 de Marco n:
passado ; ese esse, eoulros Vereadores sem impedi-
mento justificado tem faltdo, e continuare m a faltar
ssessoe-, no arl. 28 da citada L,ei do 1. de Outubro
si.! maleado O meio uu punir semtibani'.s i'jilis. U-
liinamente uzandoesle (ioverno di atuldade que Ibe
pon fe re o tnesmo 'iig. 32 pelo (pial dehb rou a Ca-
mila nao a inillir o Venador t iu qt^Cstlo, oidcna tioe
c !c seja nowiacatc udmillido poi esperar que se baia
corrigido desaas falhs, com a pena que ja so freo ; o
ordemna outro sim, q' a Cmara Ihe laca ler este offi-
cio, e da parte do Governo o admoeste a ser mais exacto
no cumprimento de seos deveres, e a nao dar motivo
a novas queixas, e repmntacoes.' Deste modo tc-
nbo respondido ao mencionado officio de Vv. Ss. de
28 de Marc-o. Dos Guarde a Vv. Ss. P. do Governo
de P. 11 de Mao de 1835Vicente Tlioma* Pires
de Figuerendo CamargoSnrs. Presidente e Verea--
dores da Cmara Municipal do Limociro
-Offici, \o Fxm. Presidente da Provincia do*C
ara, dizendo-lhe ; que por falta de prLoes seguras e
pelo grande numero de prezos que ora n'ellas exlj
tem hfo podem por mais tempo ser conservados os do-
is presos Gamillo Joze Moreira JacaraconM, e Fran
c.sco Joze da Silva, que d'aquella Provincia vieram
remcllidos para esta, pelo Paquee Pangonia: e nue
uet 'ncsms presos flfiord re6re*am" Paq-
-Porlaria-Ao Ajudante d'ordens^de Semana,"para
rair cmb.rcar no da H do correnlo os presos de
que tr-ta o cffioo prerpdcnte.
Ao Commandanl.; do Paquetejeli^, para rece-
bcr os presos de que Iractam as pecas preceden-
tes.
-Offi, io-Ao Exm.^mmandante das Armas para
mandar entregar ao Officnl que esliver de s, mana as
ordena do Govrno o 2. Sargento Antonio Joze do
Esp.r.lo S..HIO, e os Soldados Elevara Joze de Arauio
eJ ;ze Mnrt.os dii.Peni, que d.vem eumprir senten-
cas cm a I'ha de I,i r.ando de Noronlia.
.-Portari.-Ao Offi | desemana para fazer embar-
car em a Sumaca Bom fim na vespera de sua sabida os
l.idiviJuos de que tracU o precedente officio
- Offiiio-Ao Inspector da Thezouraria, para envi-
ar com brev.dade Sccef.ria do Governo copias au-
Iheuli.as daso.dcns que cxislern na'mesma Tbezou-
ranaarercadaobolbo d. Reparticlo do L.stro, a
fim de ser em enviuda, a Asitmblca Provincial, nue as
exige. < '
A Commivsa'o administradora dos bens dos Hos-
pilaes deCar.dade, para informar qual o estipendio,
ou ordenado que percebe Vicente Ferreira dos Gui-
mataes l'eixolo, como Cirurgio do Grande Hospital
a fim le se remetler Cita infurmaco Assemblea P
que a exige. '
~,->'t.i"H- lomeando Inimerior Interino das
obras I ubl.eas c 2/ I enenle d'Ar.i'beria e Lente do
Calculo Amonio Lg.dio da Silva, vi,t acbar-so mpe-
tu lo o lente Coronel Engenheiro FerminoHer-
culano, por ser Mimbro da Assemblea L P creli
rar-seajura aCo.-.e o l.Teneme Vicente Delgado
Frer* de Caslillu. 6
-Olicio-Aulnspclor daTbezour.ri., communi-
can.Io-lhea iiomeavj dequelraclu a antecedente Por-
tara.
Portaria-Ao Tenenle Engenbeiro Caslilho, para
entregar ao 1 enenle Egidio da Silva. Iolerino fs.
Rector das obras Publicas, a Inspcc.* das mesmas o-
brasi e preveiiindo o mesmo Tenenle Caslilbo, que
seiptompte a fi.n deembircur pira a Corte, ero con-
sequenen da ordeni d.i Regencia que Houve por Con-
cluida a Commisso deque otiolu encarregado.
Cuntinuiti -e-ha.
s
i


**
2
DIARTO DEJfWNAMBCO.
y H "'i ii-L
*
l
M.Llm. e Exm. Snr,Em resposta ao of-
ftco en que V. Exc. partecipaudo-me da
oscollia que a Regencia em-nome de S. M.
o Imperador se dignou fnzer de mim para
o cargo de Presidente d'esta Provincia, me
convida a lomar a direccao dos negocios
Pblicos, indicando Ihe o dia, e hora em
que deve Irrigar *sse a*|o; cumpre-me
responder V.lxc. que ? depois do in-
serramcnPr rto A*srmlrrca Provincial he
(|ue poden i tomar a direccao dos negocios;
lauto porque rssa he a disposico literal do
Art. 23 da Lei -Constitucional de 2! de
Agosto de 183J, como porqu estou certo
que o servico publico nao sofrer com
demora, estando V. Exc. a frente dos ne-
gocios. Aproveito a occasiao para paten-
tear V. Exc. os sentimentos de respeta
e consideraco pela pessoa de V. Exc. a
qtiein l>eos Guarde. Pombal ISdeMaiode
1835Illm. e Fxm. Sur. Vicente Tlmmaz
Pires de Figueredo Ca margo, Vice Presi-
dente desla ProvinciaFrancisco de Pau-
lu Cavalcanti d'Albuquerque.
DIVEfif AS REPARTICO'ES.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do 2V> 70.
EXTERIOR.
Cosequencms da morte de Francisco 1.
A
morte do Imperador d'Austria tetn
dado lugar s conjecturas as mais contra-
dictorias sobre as eventualidades que po-
dem sobrevir a este acoutecimento. Nao
he porque o desaparecimento deste Mo-
narca possa produzir un efito i inmedia-
to na niarclia da poltica Austraca, porque
he bem sabido o pouco que elle influa nos
actes rio gabinete de Vienna. O seu suc-
cessor nao parece dar tobem por si mes-
mo materia nem a temores nem a espe-
ranzas positivas. Apezar de quanto se
diz das grandes facuidades deste Principe ,
lie milito para recear que elle nao faca hu-
ma excepcao hereditaria fraqueza da
sua raca.
Toda a questao se reduz pois a saber
se Mr. de Mellernich continuar ou
nao no temon dos negocios, e quaes serao,
no segundo cazo seus successores. Se el-
Je se sustenta no seu posto nada se mu-
dar na poltica da Corte de Vienna ; se ,
pelo contrario elle o cede a outrem nao
lie possivel que huma reaceo Se opere
.em fovordo liberalismo reaceo que por
agora Ihe ser mui dficullozo a abrir ca-
mnho atravez huma mullidle de obst-
culos que a ignorancia o fanatismo ,
e a m vntade Ihe devem infalivelmente
suscitar.
Haj muito tempo que se falla va em
Vicua das ooeuJtas intrigas tendentes a
limitar a omnipotencia do Ministro Austr-
aco- Huma fraeco da Aristocracia per-
tendeudo iiuma paite mais ampia na di-
reccao dos negocios faria indirectarnen-
te a guerra a M. de Mellernich. Elle e-
ra aecuzaelo de favorecer em demazu os
nrojecios awbicLezS da Kussia > e *'
bandonar ev,ar4ewe*e-a .Turqua que
durante a5^3,rrasyzsick) Impera-
dor contra patelo dea-swnpre provas
de alliado *fn&n r4*| tTAwtria. Increpa-
vao no aspenanifftle de fcaver conservado
por nimios .wos.ww Calabswens de Mun-
kats o Priiicipe'SfaJtale -primeiro che-
fe da insurreicao Grega entretanto que
em contradicao com esta attenco para
com a Turqua o Ministro nada fizera
para impedir os (tezagiiizarios da ttir-sia
a respeilo desla potencia.
Apezar de todos estes indicies das ma-
nobras dirigidas contra o diplmala de
Vienna nada entretanto fazia su por a
existencia de huma oppozicao organizada.
Bem se sabia'que M. Mellernich podia
com humeo rasgo de penna sepultar nos
Calaboucos de Spielberg todos quantos o
inquietassem e por isso ninguem a berta -
mente ouzri expor-se ao seu odio, e afron-
tar o sen poder.
Nenhuma tentativa podia pois appare-
cer contra o Ministro c muito mais por
que protegido pelo Imperador sobre o ,
qual elle tinha huma ascendencia Ilimita-
da appoiado por huma grande fraeco da
nobreza que elle tinha sabido angariar ,
anda m iseflcazmenle elle era soccorrido
pelo clero e sobre tudo pelos Jezuitas.
Estes homens aecuzados de haver poslo
hum termo s reformas do Imperador 3oze
2. c /que os havia expulsado do Imperio ,
tero adequerido huma immensa influencia ,
nao s pas tobem sobre o espirito de toda a po
pulaco Austraca.
Para contrabalancar esta poz'wjo for-
midavel de M. Melternich os seus ad-
versarios procurarlo e conseguiro inspi-
rar no Principe Imperial huma invencivel
a nt i patina contra o favorecido de seu Pai,
e elle nao duvidava manfestal-a em todas
as occaziocs que para isso se apprezenta-
vo. Entao M. Melternich quiz de hum
so golpe contrariar as esperanca* de seus
inimigos procurando aastar o Arquidu-
que Fernando da Successo ao Trono e
substituilo pelo Arquiduque Francisco,
seu Irmo. Mas elle nada pode contra
a firmeza do Prncipe Imperial que se-
gundo dizem Ihe deelarou inergicamen-
te que a primeira renovaco de huma
to e-tranha propozico ( a da renuncia-
do de seus dreitos bem definidos pela
pragmaticasaneco de Carlos VI ) el-
le nao Ihe respondera de outra maneira
que nao fosse com huma bala. Depois
nada mais se fallou sobre este objecto e
a coroaco do herdeiro presumptivo co-
mo Rei de Hungra he huma prova su-
ficiente que se renunciou pertenco de
despojal-lo de sua heranca.
Se depois se operou alguma reeoncili-
a^Eo entre estas duas personagens ou
bem se o Rei de Hongria se afastou ain
da mais do Ministro, dando ouvidos op^
pozico sem nome que entretanto passa^ s^erao para o. corpora9ojs Religiosas r iii
______i:u__..i ....; K..m4 miouin an. nroia fiuf iiinfriipm dft hna fe noder con-
porser liberal ; exaqui huma questao so-
bre a qual ninguem est anda (le acord ,
mesni na Corte da /\usna; lie inauDi-
tavel que M. Melternich pora em pratica
todo os seus recursos para conservar o
poder, r que s*4iuma manifestac/io iner
gica das numerozas fraccoes di Monar-
chia contra este Ministro que he por el.
las detestado he que poder lancalo fora
do iminenle posto que oceupa- A linlia de
conducta que devem seguir seus successo-
res para a conservacao integral de tantos
elementos heterogenios com as couceeoes
ao espirito da epocha he hum problema,
que nos abondonamos ao tempo o etiidado
de rezolver as difliculdades.
( Le Tsmps. )
Continuoco do Commiiw'cado a cerca
dos bes das Ordena Regulares #.
\JS inimigos gratuitos das Corporac-
es Religiosas, em falta de solidos -argu-
mentos recorrem como se pratica r
quem se ve baldo de provas a razoes es-
peciosas e nao pr.ucas vezes ao ine\rota-
vel manancial dos paralogismos. Huiis
dizem ejulgaojter levado as rampas, (pie
se cada Frarie pelo voto de pobreza nao
pode possuir bens*, segue-se necessaria-
mente que a communidade tobem os
nao pode possuir. Outros recorrem ao
mare magnum et spatiosum da relaxa
cao em que vivem os Frade?. Respon-
damos por jiartes.
Nao procede em mf u humilde juizo o
prmeiro argumento isto he ; entendo ,
que nao ha incompatibilidade alguma em
nao serem proprietarios os individuos de
huma corporaco e pdelo ser a corpo-
raco tomada colectivamente. Os bens
de qualquer familia perlencem de direito
rio s aos pais como aos flhos ; mas
bem se sabe que estes nao poden diapor
delles em quanto vivem em communida-
de em quanto nao passaa a herdeiros e
emancipados. Outro sim o Thezouro,
que oulr'ora se chamava Real he hoje
Nacional quero dizer; he huma propri-
edade da Najao ; e quem dir que d'ahi
se deve concluir que ou que qualquer ci-
dado pode dispor dos cofres pblicos ou
que visto nao serem estes propriedade in-
dividual nao tem a Naco direito de pro-
priedade ? Nenhun cidadp he senhor de
quantidade alguma do Thezouro e toda-
va o he a communidade e nisto nao des-
cubro contradieco. Devenios pois con-
cluir, que as Corporacoes Religiosas sao
proprietarias de seus bens, as o sao as familias, assim como o sao as
Nacoes 9 com a differen9a de que esse
direito de propriedade acha-se restringido ,
isto he ; que as Ordena Religiosas n |o-
dem em virtude da lei alienar bens de raz.
O Frades "cotnoj fiz ver e safo
todo o mundo, arrotearo cultivro,
beneficirp as Ierras brutas os mani-
nhos e matagaes ; que a piedade dos fi-
is lhes doou poresmolas ou Ibes deixou ,
como legados : e se os trabalhos da indus-
tria sao em todos os Povoso mais legitimo ,
o mais seguro titulo da propriedade de qual
/juer ; por que mancheta injustica so o nao
creio que ninguem de boa fe poder con-
trariar estas verdades excepto, se esti-
ver persuadido, que os rrades nao sa
subditos do Estado nem pertencem es-
pecie humana.
Passemos ao outro argumento ou ^li-
tes paralogysmo bazeado na relaxado ,
incuria e disperdicio dos Frades. Nsv>
correr por minlia con la a defeza do seu
proCettimento ; pois confesso que os Fia-


DIARIO DE PERNAMBUCO.

3
mm
\
m
des infelizmente ir.ui longe cstao hoje da
Hegra de seus pied-osos e respcitaveis Ins-
tituidores ; e muito desregrada moral ca-
be que teiilui quem se nao escandaliza
do desleixo irregularidade e fraseara ,
tin que vive huma grande parte dos Fra-
des : nas qual lie o eslado a condic.no ,
e classe que lia ja escapado ao subtil ve-
neno da corrupCjo? Quant<-s sao os secu-
lares exactos no cumprimento dos seus de*
veres ? Qnaes e quejandos os Magistra-
dos incorruptiveis ? Quaes os homens ca-
zados fiis a suas espozas ? Quanlos os pa-
s de familias cuidadosos na educa cao mo-
ral de seus filhos ? Quaes as Senhoras \er-
daderamente honestas morigeradas, e
piedosas ? -Quaes os Funccronarios Pbli-
cos desde os degraus do Throno al
banca do Escrivo que sejuo zelosos fi-
is e bons servidores da Naci ? De to
dosbem se pode dizer com Virgilio Ap
parent ram nantcs in gurgile vosti
A immoralidade filha legitima f e
primognita da incredulidade Urna satu-
rado ao menos no nnsso Brazil todas
as gerarquias e condicoes da sociedade :
e pr que especie de prodigio s o ente
Frade escapara ao universal contagio ?
Nihguem rasce Frade : a educaban pri-
maria que recebemos na caza paterna
he a que oomtmimtnente nos abre as por
tas da virtude ou do vicio : a co'rrupc.So
vemdoseciilo: o moco ; qirando abraca
a vida Religiosa j vai canegado de ma-
us costumes j vai contaminado da pes-
te universal ; e foca grande maravlha ,
se as paredes do claustro o limpasscm de
todas as manchas. A' vista das razuev a-
legadas se deveni ser abolidas as Ordens
Religiosas ; por que se achao relaxadas ,
despedidos devem ser quazi todos os Em-
pregados Pblicos e anniquiladas a mor
parte das Tfistituic.oes sociaes : mas de pas-
sagein notarei, que os que mais se enfu-
recen) contra o desregramento dos Frades,
nem por isso sao pessoas de costumes taes ,
que posso sair limps se levados forem
ao cadinho da ob-ervaco.
Mas os.Frades, f cjamo cerlos zelo-
sos liberaes do allieio e groi Econo
mistas polticos do que nao he seu ) os Fra-
des deshar to os bens nem do ao Esta-
llo os proveitos que poderio dar se
mais bem administradores fossem os seus
patrimonios : logo devem estes ser Jhes ar-
rancados das mos ; e para que ? Para em
nom>, e st>be a cor da chamada Nacao
*tfque serve de madrinha a i nn limera veis
velhacos ) passarem s cobi^osas maos de
mea duzia de espertihes veitearem se proveito sob o pomposo e
apcrifo tirulo de beneficio publico, de
eatabelecirwentos proveitosos. Com esna
gaza poltica abrem-se as cazas Religio-
sas lira sea propriedade a seus legitimo*,
e antiqusimos senhores e em ultima a-
nalyze converteiw se em patrimonio de cer-
tos miqueletcs que he a que se reduz a
final de contas o pomposo e authorlati-
vo nome de Nico.
Nao desonherv ouam ornarlas sao
estas verdades grey empalmadora e aos
cegos idolatras das noviciados : bem sei ,
que estas minhas reflexoes nao vo de par-
emia com as tao apregoadas Lizes do se-
xmo : mas se estas descerni os olhos para
os por cobi<;osOs no que he allirio decla-
mo > que prctiro pennauccer na miulia ce-
gucira : antes rgo que uzurpador.
He inegavel que hoje as fazenMafe
dos Conventos nao rendem nem a terceira
parte do que rendero em outros lempos :
mas donde provm essa falta ? I-to he ,
que compre indagar. Os inimigos ranco-
rosos dos Frades e amicissimos dos bens
destes ludo lauca o por conla dos mesmos
Frades que no seu filosfico pensar sao
huns entes de outra especie sao huns bi-
xos extravagantemente vestidos a quem
a Constituido liberal apenas deve outor-
gar a grac,a de andar em dous ps e sus
tentar se do ambiente : mas eu cnlendo ,
que a causa d.iquella mHgoa vem de mais
longe. I J. muito que os Governos id-
eados do Filosofismo tFabalhao por des-
truir as Ordens Religiosas como se estas
fossem em temp^lgum o foco das dou|ri
as anrquicas. Em conseque.nri; desse
sptema porjnjjmj-parle coniecro a li-
beralizar privilegios dispensas pelo-
Frades Ae os requerio com gravissimo
detrwnenWi da disciplina Monstica e
d'aqui a relaxaban, e* desordem dessas
Corporales por outra prohbindo o in-
gresso de Novaos vo Ihe manso e J
mar.so extinguindo as forcas :, o numero
dos Frades lem concideravelmente decres-
cido j pelos que tem finado j pelos
que ho deixado o Claustro e nao haveo-
do operarios nao havendo onde esedher
administradores nao admira que ftla-
xac,ao prosiga a mais e mais e os lu-
cros da cultura e industria vao a menos.
Quahdo os Ccnyenlos eraosufficientemen-
le prvidos de Frades fizero prodigios
em collieitas ruraes, <*m edificaces de
predios urbanos &. : hoje que. os re-
t uzi rao quazi nu I liria de claro esJ^
que muito menos podem fazer. Ist acoW
tece em todas as classes e corporayes ,
sem que se possa Janear a crime ; e por
huma filozofia propria e particular dos
nossos innovadores gulosos so he crime nos
Frades ; quero dizer ; sao culpados os
Frades ; por que o Governo Ihes tem or-
denado que sejo pouquissimos e se vo
finando lentamente.
( Continur-se-hd.)
O Escriptor do Carapuceiro.
E
PubhcagSo d pedido.
Governo e assim nao j)rcvio a occazi
de ser desmnscarada sua impostura e s
cuidou de dar pasto ao seo genio atrahila-
rio e intrigante. l? xegou o feliz momento os Suplicantes a-
paressem sem nodoa alguma em suas repu-
tabes, e aquelle Teen te Coronel na qua-
lidade desprezivel de calumnuulor e lu
o processo aprova desta verdade.
Os Suplica;ites Exm. Sr. alem o su-
mario improcedente poderio aprezentar
outras provas de suas conductas patrio-
tismo e amor a ordetn a Lci e felici-
dade de seo Paiz mas o nao fazem j>or
(ue para o cazo prezente basta-Ibes o su-
mario.
Avista do exposto requerem a V. x.
que visto estarem sem ctdpa Ihes levan-
te a suspenso. Pede a V. Ex. Sr.
Vice Pr,ezidente Ihes defira como costu-
ma. JE Receber Meree.
Fica de nenlium eff ito a suspenci
dos SupJicafites visto que nao 1les resul-
tou criminalidade do Smnario., a que con-
tra elles proceden o Juiz de Paz respecti-
vo quando fbrao acusados de coimiven-
tcs com *os .sediciosos. Patacio do Go-
verno de PernnnWo 7 de Maio de 1835.
Camargo,
THEA TRO.
XlOje 1 h do correte, Beo ra Floresta Bmileira ce reprexentar peta prioi-ira
rez a excellente peca denominadaAmor e Filosofi.i,
00 Triunfo das Senliora. : esta graciosa peca era
adornada de modinlias de excellente gasto. No nm da
pega se cantar um excellente dueto \ seguir-ae-li o
pantomimoA recruta na AlJeia, o qne ser ejecuta-
do com sna moeica propria: rematando o expectacolo
com oBaiano.
PBLICACA LITERARIA.
im Obra Intitulada Do Estado actual da Monarqua
Portugueza, e das nneo cansas da sua decadenciaa-
clia-se k venda na roa Nova D. 6. O seo conteudo j
tem sido por vezes annuBciado. Todos os senhores
que asignara para a sua impress5o, seja na praca d.t
Independencia, seja em listas particulares ou outras,
que ainda nao reerber os seos exemplares' podem
dirigir se mesma casa cima.
_JXm. Sr. Dizem Antonio Attreli-
ano Lopes Coitinho Major n Balalho de
(i. N. da Villa de Nazareth e o Oapi-
to do mesmo Antonio Joze Campello ,
que tndo sido os Suplicantes falca e ca-
lumniozamente denunciados pelo intrigan-
te Tenente Coronel d'quelle Batalhao Jo-
ze Porfirio Lobo d'Andrade Lima ao Go-
verno da Provincia como coniventes e par-
tidarios dos sediciozos de Marco ; oro
para esta catiza mandador processar, e
ispetisos do exercicio de seos postos ; e
por que Exm. Sr. nao resultasse culpa aos
Suo!ic;nte do processo elles o offeresem
ao cOnhecimento de V. E.v. para que co-
nhe^a a columnia, e '^idade d'aquelle in-
trigante Tenente Corone^. Elle nao pen-
sou Exm. Sr. contra os Suplicantes ; acreditou que a
falsa denuncia ficaria s em acalnmnioza
partecipa^o que dos Suplicanles deo ao
AVlZOfc PARftCULRES.
O
Abaixo assignado, fiw sciente ao respeitavel pu-
blico, que rendo em seo poder, um bilhle de cobre,
de Talor de vinte rri reis, passado pelo senhor Mar-
celino%e Campos Quaresma, ventido em diaa de Oti-
tbro doanno de 1834, acnntrceo perder-se o refe-
rido bilbete, e como Ihe desse o passador ordem (Ih
igual vallor para o seo Procurador o senhor Antonio
Paz da ilv, por isso fica sem eTrrito a referido hi-
Ihete, o que faz certo pelo presente annuncio ao mes-
mo Publico.
Francisco Ta vares Benevides.
UP* Pergunta-se ao seuhor Juiz de Paz do Des-
tricto de S. Joze da Coroa grande, desta Provincia,
termo do Rio Formoao : 1, porque consente, que
more ainda em casa da Viuva Felicia, o intitulado
Commandante. Joaquim Mpndes, sem pagar renda,
ou atiaguel algum ; que mais de i annos se encacboo
dentro da mesma, as*im como por aboleto; quando
pelo contraria a pobre dona mora em urna cabana de
I""?1 t .
Pergunta se ao mesmo senhor, se amia nao sabe,
que Antonio Mendes foi pronunciado em a devasta,
3ue se tirou na Povoaco do Abroo, em consequencia
a morte feita na pessoa do Alferes, Francisco de Pau-
la Rapozo? !
Pergonta-9e finalmente, se no sabe quem pou-
ces dias matou a Manoel do Nasciment ? Oa s
nada dissoque se Ihe pergunta souber ainda, o per-
puntador est prompto dizer-Ihe a verdade desUs
prrpo- :c5ps j com tanto, q' o senhor Juiz do Paz dea*
providencias da lei, que at *gi> parece as nao ter
dado.



!*!*
mhrn
4
sij^^stimituBtti'suiti^iidMsaamsaEa-i "tiM
Sou, senhorcs Redactores, de Vmcs. seo venerador
O Perguntador.
!GP" J. Ilersehel Ooculista Mecnico lem a honra ^
deoflerccer a sua arle ao Publico, como Occulista, e
igualmeule, fazer, o concertar toda qualidade d'oecu-'
los, para qualquer vista, por dbil que aeja tanto para
ver de perto, como ao longe, conque toda classe-d'oc-
culfis, Telescopio,, c microscopios, e fat vidros dra pfpul Ingleza, e de Cristal, para eonservaco
das vistas debis, e lira ferrugem de toda quaJidade
de vidros lapidados ; por isso supplica ao Publico, que
lite honre com sua concurrencia, q' elle tretar de ser-
vi lo a sua satlsfaco :as pessoas q' nao poderem ir a sua
caza, poderu manda-lo chamar, q' elle propiamente
servir: sua residencia na ponte velha casa em frente
a do senhor Csto, e das onre horas do dia ateas 2 da
tarde na ra da Cruz n. 10 noarmazem do senhor John
Dows'y.
fc3- Est vago o partido denominado, a palha para
plantar canas de Livrador, com todos os com modos
sufficienles, e bons para todo, pertencente ao Enge-
nho Picha, da Frefjuezia da Luz.
V^ Offereoe-se para caixeiro un rapaz Brazeiro
dando fiador a sua conducta para quaUjuer, caix ri,i ;
quem o pretender annu ie por esta flha.
H3F Prop5e-se a ser ama de casa tanto de homcm
so'leiro, como cazado, urna parda forra : quem qui/er
-utilizar-se do seu prcslimo ; dirija-se a ra do-IS'iiho
do Livramento D. 7, ou declare sua morada para ser
procurado.
,v*fc^' O ahaixo asignado tendo mandado pub'i ar
pelo Diario de 13 do por rente N. 79, que o senhor
ManoelFruclooto da fSitva tinha deixjdo de ser se caixeiro desda odia 10 do crrente.agora torna o a-
baixoassignadoa fazer avizo ao mes'mo publico, qj^e
Tica sem eVito o annunciado, pi1 quanto seo cai-
xeiro tornou a fic.r cm sua casa, desde o dia 12 do
frrenle.
Francisco Martins de Lomos.
^3" Allugi-se urna escrava para todo oservkode
urna casa de pouca famili, d-se 240 rcis diarios e o
hU de f orlas casa de Joo Mara Seve segundo andar.
* \py* A pessoa que perlende saber da morada de
Manoel Florentino, para Ihe falar, e entregar urna
tarta: dirija-so o ra do Collegio D. 9, 2." andar, de
manh at as 8 -horas, e de Urde de urna as trez.
fcy Urna senhor cazada assWlenle fcom os seus p-
renles afins : anauncia aos Pais de Familias, que a
brio aula para ensinar a ler, esrrever, contar as qqa-
tro especies, e gramtica da lingoa materna, coser,
bordar, marcar, e os rudimentos da F. Os senhores,
que lem meninas, e at mohnos pequeos, e se qui
zerem ulilisar do seo presumo podero dingir-se a ra
to palacete D. 22a tratar do ajuste, quesera mdico;
Ruando da parte d'annunciante o completo desempe-
nho da sua promessi, cujo rezultado, julga certamen -
le acreditar os seosesforcos.
C3* Quem quizer lomar a premio 400$ rtisem
sedulas, dando boas firmas, ou penltores : annuncie,
para ser procurado.
*J^" Preciza-se de'um caixeiro que d fiador, pa-
ra npgocio que exige pouca cacripluraco; na loja do
Mello, ra do Cabug.
&3T Quem precisar de un cuixeiro para padaria
e que enlende drsle negocio ; annuncie, ou dirija-se a
ra da Alvgria D. 24.
%&* D-se 400$, ou 500$ reis em moeda de
prota a juros de dois por cinto ao mez, dando-se de
pciihor ouro, praia, ou negros : na ra Direil se dir quem d.
V^ Quem annunciou ter buis mansos para ven-
der ; queira procurar a Francisco Goncalves da Ro-
i ha, ra da Cruzes, ou no scu sitio na travessa da
JYempe para soledade.
$ty A pessoa que annunciou pelo Diario de Ter-
.,. feira 12 do corrente precisar de 600$ reis a juros,'
sendo que queira lomar 100$ reis dando peiiho-
rs de ouro, dirija-se as 5 ponas loja de fuendas D.
10.
Vty Preciza-se fallar ao senhor Ignacio Francisco
. Gama, as cinco puntas D. 64, ou alias annuncie
)ua rezidenca para ser procurado, pois h negocio
de seu enleresse.
H3^ Preciza-se de um caixeiro, que entenda do
trafico de urna venda, equelle que esliver as circuns-
tancias, dirija-se as cinco ponas D. 61.
LOTERA.
^^ Crdito, que a Lotera ftena ganhado,
e a extraordinaria extiaccao dos seus bi-
llrcti s, prometteni o andamento das rodas
a o mez seguate.
s.
DIAailO DKPJSR BAMBUCO
ANKNCO.
Ahiu boje luz a Voz do B< bii ibi con-
tendo os seguinles ai lios -Fanatismo po-
lieo, ou i buzo," que se lem feilo da liber-
dade, f dimes commetidos cm st nome
Relexucs sobre o projecto do Sor. Dotitor
Baptisla para se prei'nirem nos Eir.preos
pblicos os que aprezcnlarcm att's'a^s
de picparctoi ios Neccssidad do Poder
Moderador na Sociedade Rc-cpo^a ao
Commutikado da Quofidiana sobre a ques-
tao do Sur. Manoel Zeferino- Estado do
i aa, ii(i-s^i!ade df quanio antes partir a
cano brt a guerra penodiqueira.
NAyfOSwVCiUA.
Para os poiXog To .Norte.
k^gue vw)|ei)i ate o :lia 25lk) corrente
o Iliate S. Juno ga|ilta : qu< o quizer
/.retaron ir de pssigetn.-dirija -,e abordo
do tnesmo a fallar com o Mostr Manoel
de Almeida Lima.
$
U
COMPRAS.
Ma morada de ctsa terrea, nfsla Csdade, ou
Frii~ j--------.-a irina, niMi csatle, ou na
d.' Ol.nda : annuncie por esta folha para ser procura-
do.
Um cavilo nao sendo velho, nem rom exa-
ques sendo acoartsnado milhor que ici.ha alpuro car-
reg n paco : na ra do Pmolo rasa junto a padaria,
e o sobrado, ou annunric.
tT3~ Un selim em
njeio uzo com seos perlences :
na mesmn casa atim.-t.
Bb" Urna vendj, smrfo em hom lugar, e trnha
commodos pira pequea familia, prefere^se o Bairro
de Santo Antonio : quem a tiver annuncie.
n
VENDAS.
Ma escrava de 25 annos, do gentio de Angola, la-
va bem de brrela e lem principios do engomar, e
muito propria para servigo de campo: na ra do Cres-
po U. 2, na loja de Joaqun da Silva Castro
?3- Capimdeplant8al20anrrob.com sepiran-
ca e commodos para cavallos, le-nl.a em ax,s a 20 rs. o
hixe, cafe da pnmeira sorte a 200 rs. a lb., e em
poroes de arrobas: na ciara dos Aninuros de
Joaqunido Reg Birros, ou na loja do ressooe Mello,
ra do Cabuga. '
r? Urna armaco e perteners de umi venda, cita
na ra do Rozarla Boa-vi.sla D. 7, por prreo com-
modo, t por tod,,v, qualidade de moeda ; dinieiro a-
vista : na ra do Ar..go venda dog.rapa D. 4
fe3- Bixas pequeas muilo boas : na venda grande
do bt-co da Lmgoeta de Manoel Goncalves Pereira.
^-y U.is pe tenes de azeite de carrapato, hanis
pipas, flande, e medid: ni rui doAragoD. 6.
^3- Uma venda com os fundos que convier
compiadqr ; e recebe-sccobre em pagamento: na .
quina que bota para a ra do sol, se dir quem vende.
^ 2 l)cr,ns dc cortinas de damasco encarnado :
quemas perlendrr annuncie por esta folha.
i VT9* Urna Eihica nova IraduzJa rn porluguez :
|ia Botica derontc da Matriz da Boa-viVta D. /O
ry -llcrnosde medida de fl.ndes, umde pu,
um lerno de pezo. de 8 libras a pea quart, e urna ba-
an?a, ludo quaze novo: na ra do Facundes D. 1.
lado direilo. '
Jyy Urna caixo muilo bom para ourives, urna la-
boeU, um .-oyiodu cima de meza, e 7 panellas de
folha para vender azeile : na ra das Flores D. 8.
fcrSr" 2 esi ravas, urna cp'a e a outra cabra sendo
urna costureira, e lavadeira, e tobem um buhar pro-
pro para casa de jogonpi ra do Vafadouro cisa ter-
rea com rollas pinlad-.s(or d<: chumbo, dtfronle do
semilerio de S. Sebastio em Oliuda.
&y Urna negra, muilo boa lavad tira, e |uitanJii-
ra : na ra do Collegio a fallar com Manoel Juaquim
doe^D. 9, 1. andar.
ao
a es-
G^= Couosde lustro, bzerros ditos, mar-
roquins, bizerros trancezes, ca mu rea bran-
ca e amarclla, selins franeczes, ditos In-
glezcs e de Senhora, cabezadas de lustro
corrtames de lustro para Guardas Nado-
naes, laitin, sapatos,.se botins para bomem,
dito para Setdiora, e meninas, riseado de
iinlio-para colcli.s, por pre9o commodo ;
na loja ranceza da praca do Livramento
h. 5. Na mesma loja, faz-se eoleboes, iji-
quer obra, e concertos perlencentes Ar
te de Selleiro.
AMAS DE LEITE.
fkJSU escrava com muto, o bom leite ; na ra do
Vicario n. 10.

ARRENDA MENT.
A.Rrenda-se o grande cercado da Fazenda-S. Joze-
duosJegoasalt-m do Rio doce, o qual admilte para
mais deduzentas cabecas de gado de refaier : quem o
pcrlender dirija-se mesma Fazenda, que la achara
com quem tratar.
-fcy Arrenda-se um sitio adianto dos A (Togados um
quarlo de legoana estrada da Emberibeira cazas novas,
boa agoa de beber, bastantes coqueiros e outras arvo-
res de fructo, baixi com capim, e Ierras de roca, por
preco commodo : a tratar com o propietario ao cor-
rer da mesma estrada mais adiante.
J.
ESCRAVOS FGIDOS.
_ Ulio, crilo, sapaleiro, com urna sicatrii no gor-
gomilo, eum lalho no quexo inferior, falla politicoe
com modos mezureirosj fugiJo no dia 31 de Marco
com ramisa de riseado azul, e ca'ca de estopa : os npre-
hendedores levem-o a ra do Vigsrio n". 10, que se-
rao bem recompencades.
ts3" Aos 11 de Marco de 35 desapiPeceo do Enge-
nho Gongoseri termo da.Vil'a de Iguarass um mulato
ciplivo de idade de 32 annos, figurado, pouco bar-
bado, cornos psj e p'trnas enxadns de urna erizipella
de annos, queja estem aristim, e Ibi encontrado no
Reeife tirando esmolla : quem o pegar levem-o ao lu-
gar do Jang em casa do Juiz de Paz do 3. Destr. lo,
quesera recompencado.
P3" Goncalo, de 20 annos pouco mais ou menos,
Ifem afigurado, de p'e per na, groio, bonito, sobran-
ceiba? grosss, grosso do corpo, bem fallante olbo
brancos; fgido os 12 de Abril do presente anno de
35 do Engenho Gongassari termo da Villa de Iguaras-
sii: osaprehendedores levem-o ao Eugenho Gong;,
que sero recompensados.
G'3" Fug-io um cazal de esclavos no en.
vulio Buranliun no dia sexta feira da Fai-
xo, o preto he alto, tem huma sieattiz
junto a o:te, e lium pe cuchado, repre-
senta 35 annos de idade, e a preta he alia,
temo nariz muito grande, e de 40 annos
de idade: a pc's^oa (ue dtiles .sotib.-r pde-
la din>;ir-sc ao 3. andar da c;ia n. ra
da Cadeia, p?ilencentes ao IVixoto ifasC
Puntas, que ser bem recompensado do seu
traba I lio.
NOTICIAS MARTIMAS.
Taboas das mates cheias no Porto de Pernambuco.
a
3
-1
9
o
15Segunda
16-T:----- l
17-Q. I
18-Q:----- 4
10S:----- 1
20-S:---- 5
21-D:----
4 b 30 m.
5 -- 42
6- 30
7 - 18
8 - 6
8 - 54
9- 42
\ Tarde.
t i l C*V dUflluv sus UU lo.
USBOA
B. Espirito Santo, Cap. Joaquim redro
e S e Faria : diversos gneros. Passgeiroi Fran-
cisca Joee da Fonceca, Marcelino de Campos Quares-
ma, e Manoel Antonio Monteiro.
TRIESTE; Polaca A ai triaca, Cap. Malheos Se-
glim : diversos gneros do pai ; a qual vai acabar da'
carreg.irno Lamciro.
Peni, na Tj/p. do Diario I357
-<


Full Text
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