Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03313


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Full Text

NANO DE 18.35. SEGUNDA FFJiA

11 DE MA:o. N, 77.
IIIMIMBMlliflIMIl .Kl'l'l lli
ARIO i>E PERNAMBVCO.
I HBl -o, v I Ti .". nr. I'imiiho e Fria. 1835.
DAS DA SEMANA-
11 Segunda S. Aafstaeio M. aud. Bos Js. do C. de ui. e d t. *. da
T. P. i
12 Ti ::.am I', t'.e!. de m. e aud. do J. de O. de t. La
di. nos 53 m- da t.
13 Quina N. >. d s Marti res sepilo da Thez. Pul.
14 Quinta S. Col Re. de m. aud. do J. do C. de- m. r
ilo I.
:> Sexo S:IztWL>s. daT. P. ie qt'eaiid.'Ao'J, de O. 'de i-

1G Fabbado S. Joao Nepomoceno Rcl.-dc m. aud. io V. G.det.
rra-Olinda.
17 Doningq. 5. Paicoal.
Tudo agoradeperde di- aba roesmoa, racao. e energa! continuemos comoprincipiamos, e seremos a-
puntados com adiniracao catre as N'acoes uiai cultas.
Proclamado da Atsernllta Gtral do Bratil.
Sul>srrevese a 1000 re nun-aes papos .'a alados nes-ta T>pot?r:i-
fa, na PraCa da Independencia N. 87 e 38; onde se reccliem
pomlencias l;-';als;ida, e aniiuncio-; nsvi-indo-se Sil
tis sendo dos proprios a-.t-iguantcs, e viado assiguados.
PERNAMBUCO.
Assmblca Provincial.
n
*>S!I!*
PARTIDAS r.OSCOHREIOS.
Oiinda -Todos os das no me i. da.
Golaqa, Alhandra, Paraiba, Vi'.li do Conde, MamanMape, Pi-
lar, leal d' 8.' Jlo. Piejo dWivia. Hninha. lVmia!, Nova do
lade do Natal, Vil'as de G irada i'itc-
,:.i; Cidade da Porlah
fir '} i. I nardo,
do Prncipe. Sobrar, Vova
Santo Antonio-da Jardn, Qnexeramobim, c 1...
Sai ;'""-
os (ii.is 'J e '..':> do i.ioz ao mei dia.
Florea no da 18 di di l.
Serinhaem, U9 Porraozo, e Lim Quartafl e
lo da.___ ^ f, ]i Ki
Twyiiffl<*M<* Acta da 17. 5esso ordinaria da Assemb*ea Legisla-
tiva Provincial aos 29 de Abril de 1835.
JLjSlando presentes 28 Srs. Diputados fallandocom
parlicipaco de doente o Snr. Depulado Manoel Ca-
vajeanli, o Snr. Presidente abri a sesso ndepen-
dente da liitura du acta antecedente era consequeneia
Te nao ter fallida -bogado o Snr. 2.* Secretario, po-
rcm lego rrue chegou o mesmo Sur. 2.* Secretario l"oi
approvada a acta con duas emendas. O Snr. 1." Se-
cretario 1ro as pecas sfguinles : hum cilicio do Secre-
tario do Governo incluso hum offi io do lutpeclor da
Tljezouraria, repicsenUndji a di.fkiildadc ,'ue ha de
poderem os Collectores do Interior cobrar1 as eoMectas,
e executar n Le de 3 de Outubro de 1833, o qual foi
acommii^ao de estatifica, humas informaees do Exm.
Presidente da Provincia a respeito da dmso das Co-
marcas, termos, e destrictos : me5ma commisso ;
humas nTormaios da Exm. Presidente contra o ex
Porteiro do cxtincto Conselho de Provincia dundo os
motivos porgue se f-z nomeacao do porteiro actual, o
Sur. Depulado Padre Gama requereo, que a faced'
estas informal oes dExm. Presidente.da Provincia se
desso lufjar defeza : foi npproeado. Estando na an-
ti Sala o Snr. Depulado Bafala o Snr. Presidente njii-
dou a comiiii-so de poderes dar o seu parecer sobre o
seu diploma, e depois d-i referida commisso adiar,
tjue o seu diploma eslava conforme com acia geral o
mesmo Snr. Depulido Barata acorrpatih^do dos Snrs.
Deputudos Doutor Vieira, e Rfjdri{-,ues Sfrtte prestou
o juramento du estillo, e toinou nssetilo. *OSnr. De-
pulado Doulor Pedro Cavalcanti requereo que visto
ja a Assemhlea haver resolvido, que o Snr. Doutor
PeixotB de Brito era Supplehte eoni 138 vutos e ter por
cons(f,uinle mais voo que o.Snr. Depulado Bnata a
Assenfcplea o amj^isse; ao seu si io independente de
B%iloroa, o que foi-pprovad, e oslando tambem na
anli sala o Snr. Doutor Pixoto de Rrilo acoroparrhhdo
da mesma commisso prestou o juramento do estillo, e
tomou assento. O Snr. Depulado Doulor Urbano re-
quereo que por intermedio do Presidente da Provin-
cia se mandasse chamar os mais Suppl'jntos sem sere-m
precisos os seus diplomas, o Snr. Doutor Piixoto fez
a emenda aditiva seguinteem quanto se nao impri-
mir a ultima apuraco frita pela commisso de poderes,
iiol'iapprovado. O Snr. Depulado Doutor Vieira
appressntando hum officio do Juiz de Direito de Na-
zareth que por eng-wo-lhe foi entregue fez sobre elle
dois requerimeritos pedindo no primeiro que o mesmo
tdcio fosse a commisso de estalislica e dos negocios
Ecclesiaijicos paraeieaco de huma nova Matriz na-
quella Villa, p*:dindo no segundo que fosse remellido
a commisso de fiscalisico das rendas Municip,ie a
Portari* de 11 de Outubro de 1832 e o officio do Pre-
-,ii!i:nie da Provincia de 18 de "Julho de i vi-i que
vero por copia junto ao Relalorio do Juiz de Direito
da comarca de azarc;h relativo a mposirio de 400
rei|, que se paga por C; da cabeca de Gado que se ta-
ina naquella comarca, para que a mesma commisso
de u seu parecer sobre a legalidade daquclla imposi-
eo. ambos oro-.ipprovados. Leo mais o Snr. 1."
Secretario hum officio do Juiz de Dir.ilo de Paja de
llores sobre a dvi35o dos termo?, foi a commisso de
Estalislica, huma partecipaco do Padre Manoel da
Fonceca Silva declarando nao poder ser ossiduo nos
Irahalhosda Assemblea Provincial por estar doente
prometiendo ajudar oslrabslhos da mesma Assemblea,
mas, que se chamasse o Supplente, do que fieou a As-
semblea nteirada: outra partecipaco do Deputado
francisco Joze Correia declarando estar doertte, hum
officio do Secretario do Governo em que pedia c Exm.
Presidente soluco da duvida a respeito do lugar de
Patro mor da barra, que duvida o mesmo Exm. Pre-
sidente prover, foi a commisso de legislaco. O Snr.
Presidente nomeou para a commisso pira fixar as
forcas os Snrs Deputados Francisco de Paula, Firmi-
no Ancora, Manoel Bezerra Cavah nti, e para a com-
misso de Legislaco os Snrs. Depulados Doutor JVlei-
ra, Doutor Vieira de Mello, Doutor Peixoto. A co-
misso de pelicoes leo o seu parecer sobre a pertenco
dos Ajudantes de ordem do Exm. Presidente offere-
cendo hum projecto, em que manda dar a estes a mes-
ma gratificaco, que lem os ajudantes do Commandan-
te das Armas, o qual foi imprimirse. A commisso
tle Polica dco o seu parecer sobre a cenia feita por
Manoel do Nascimeoto Montciro, membro do Conse-
lho Geral relativo as dispezis fcitas com o mesmo
Conselho, o qual parecer foi que achou legalisadas as
contas determinando a Assemblea a pessoa quescen-
carregasse de reeeber o saldo, foi approvado, e para
receber o saldo foi nomeado o Snr. Diputado Manoel
Francisco. A commisso de Justiya leo o seu parecer
sobre a pretenco de Joze Ribeiro lo Amara!, o qual
foi que osolcitador aelual nao estava legal, por cau-
sa dasua proviso nao ter passado pela Chancellan i
e que o Fxm. Presidente devia prover em sen lugar o
reiiuerente, em conformidado do que j havia dito, fi-
eou adiado pela opposico que f-e o Snr. Deutado
Padre Azevcdo. O Snr. 2." Secretario offereeeo hum
proieclo sobre a r nrre;o dos vadios o qual t-'vc a pri-
meiraleilura. Bntltou cm discnsso o papeccr adiado
da commishodos negocios Eeclesiasticos sobre a prelen-
co 'do Padre Francisco Xavier de Lim* o qual pare-
cer 'he que se devia suprimir o seu em prego de Ad-
ministrador da Madre de Dos foi approvado. En-
Irou em discuco o pjrecer i\d mesma commisso so-
bre a representado tos habitantes de Paja de Flores,
que eslava adiado, o Snr. 2. Secretario requereo de
novo o adiamento em consequencia de nao saber a dis-
posico de hum Alvar em que se haseava o mesmo
parecer, foi approvado, o adiamento. Entrn em dis-
eusso outro parecer da commisso das cmaras sobre
as posturas das cmaras, o Snr. Deputado Joaquim
Rafael requereo que as posturas das cmaras fossem
discutidas quando fossem remettidas as posturas de
todas, as cmaras, nao foi approvado. Entrou era db-
eusso o proieclo 8." Bao passou a segunda discusso.
Euiuu em discusso a contnuafS do projecto sobre
o meio circuante. O Snr. Deputado Ancora reque-
reo hum commisso a quem fossem remeltidos lodos
os proj'-clos sobre o mesmo objeclo para examinando
estes ouerecer bu. proiectp. Sur. Padre Azevdo
requereo, que se convidassem todas as pessoas para of-
ferecer o seu projerti. O Snr. Doutor Urbano re-
querco que se dissidisse esta queslo preliminar se esta
commisso pode no projecto que olerece alterar o valor
da moeda. O Sur. Deputado Sete requereo que a
eommisso que houvessc de se criar appresentasse o seu
projpcto sem attencio a precedencia alguma. Entrou
em diicusso se se devia primeiro votar sobre a cria;
)
cao da commisso ou se sobre o requorimento do Snr.
Sete docidio-se que se volasse sobre o requerimenlo do
Snr. Deputado Sete, e pondo-sea vataco o requeri-
mento do Snr. Sete foi approvado. O Snr. Depulado
Padre Gama requereo que tambem se posess- a vola-
co o requerimenlo do Snr. Azevedo, o qual entrando
em votaco nao foi approvado. Votou-se depois seso
devia nomear a dita commisso resolveo se pela alir-
mativa, e logo o Snr. Presidente nomeou para a com-
misso os Snrs. Deputados Rodrigues Selle,. Padre
Gama, e Doutor -Urbano. O Sr.r. Presidente
dando para c-dem do dia o projecto 12 sobre a organi-
saco das diversas rendas levanlou ascssu pelas 2 ho-
ras e raeia da taTde.
Tlioma-'- Antonio Macitl Montciro, Prez.
TjMircnlino Antonio Moreira da Caroalho, 1." Se-
creta iiok # g
Di: Francisco de Pula-Bapsta, 2." Secrclaiia
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 5.
i Endo a Regencia em Nomo do Imperador o Snr.
D. Pedro 2. por Carta Imperial do l.9 de Abril p: p:
desonerado da Prezidencia desta Provincia ao
Excellentissimo Senhor Manoel de Carvalho Pa-
valho Paes de Andrade, ordenando-lhe que fizesse
entrega da administraco da mesma Proviinia a V.
Exc., que foi nomeado para o substituir 5 e leudo cu
romo Vice-Presidente em cxercieio recebido abert
lidoa mencionada Carta, cumpro-meassim partecipar
a V. Exc. para que baja de vir lomar adireceo dos
negocios pblicos da Provincia, servindo-se de indi-
car-me o dia e hora em que ter lugar esse acto, a Gm
de que se expesso as ordens para seu conveniente ap-
parato, e para que nao filtcm as formalidades do es-
ty'.o. 1
Approvcilo esta occasio para palentear a -V. Exc.
os sentimentcs do meo respeito, cortsideraco e astima
pela Pessoa de V. Etc. a quero Dos Guarde.- Pala-
cio do Governo de Pernambuco 5 de Maio ie 1
Illa, e Exm. Snr. Francisco do Paula Cavalcan\i-de
AlbuquerqueVicente Thomaz Piros de Figueredo
Ci margo. *
Officio AoCommandaule Superior das G, Ir.
d'este Municipiof dizendo-lhe, que o Cprpo Munici-
pal Permanente tendo somente 2 cornetas experimenta
sensi*l falta d'elles, eque o respectivo Cortmandartfo
pede que dos milites cornetas que servem pa*JLegoas
tle que S. S. he Coramandante Superior Ihe sejo c-
cedidos /< entrando fi'-'s-'c numero I*rancisco Luis do
.Seixas do Ratalho do Recife, o Joze da. Paz do da
Boa-vist, os quaes prcfertjm servir no dito Cbrpo Per-
manente ; e que povtanlo o Governo, adiando jukIu
esta requiscio, ordemna que ella seia salisfeita. parte-
cipando-lbe depois a sua execuco para se fazerem as
competentes partecipncoes Thczouraria.
Aodito dicndo-lhe 5 que tendo o Vire Gontil
Portuguoz representado contra o Major de Legio A*!*-
Ionio da Silva Gusmo por ter compeilido dois Por-
, it-7.es ao ser vico das Guardas Nanonaes, nao obs-
tantes es ttulos legtimos quo apresento de sua natu-
ralidade, c despacho do Governo ; eumprc que 6'. >.

I


mm^m****
V
2
DIARIO DE PERNA.MBUCO.

)
informando-se a este respeito do mesmo
Major, communique o resultado ao Gover-
no, para que tome definitiva resolucao.
Ao Inspector do Arsenal, em'respos-
ta a um seifofficio relativo as vigas que
se mandaran- fazer em a Galera S. Joao
Baptista, dizendo-lhe que sobreesteja no
-cumplimento da ordem que se llie dirigi
a tal respeito, visto que se reliraro de bor-
do da tnesma Galera todos os presos que la
esta vio.
Ao Juiz de Direito da Commarca,
communicando-lhe q' se expedirn as or-
dens competentes a fim de que se poste em
a Cadeia da Cidade de Olinda urna guar-
da de doze homens da G. N. d'aquella Ci-
dade, que passa a ter os venc montos do
Exercito.
Continuar-se-.
i
COMMANO das ARMAS.
Llm e Exm. Sr. Acabo de rece-
ber, por escripia participaco do Ex Vi-
gario de S. Benlo o Padre Joze Anto-
nio de Mello de chegar no dia quarta
/eitra seis do corrente ao engenho Caxo-
eira Dan (es urna legoa destante deste A-
campamento com o CUefe dos Cabaos
Vicente Ferreira de Paula Barrinhos ,
Cabocolos de Jacuip Papa meis e sua
comitiva para o fim de aprezentarem-se
je gosrem do Indulto concedido pelo Exm.
Governo Provincial ; e creio que desta
vez ficar de toda extincta a guerra de
Panella9. Esta gente cojo numero ex-
cede de mil pessoa9 entre homens mulhe-
res e meninos segundo me informa-o Cr-
relo portador do olficio tem fome e nu-
dez e infelismente chega agora o Correio
d'essa Capital sem trazer noticia ne ter
partido ti'essa Praca farinha de que tenho
urgente necessidade, e as fazendas que
j ped para vestir essa desgranada gente ,
o que me tem consternado e obriga-me
a pedir a V. H x. veloz remessa d'esses
gneros. Deo Guarde a V. Ex. Quar-
tel do Commando em Cliefe em Agoa Pre-
ta 4 de Maio de 1835. Illm. e Exm.
Sr. Joze Joaquim Coellio Commandan-
te das Armas de Pernambuco.
Joaquim Joze Luiz de Souza ,
Commaudante em Ctiefe.
DIVERJAS REPARTICO'ES.
Quartel dos Municipaes Permanentes 6 de
de Maio de 18.35.
ORDEM do DA.
F>
lea sem effeito a pena de prizao con-
forme o disposto no Artigo 3. do Decre-
to de 13 de Outubro de 1832, imposta pe-
lo Commandante Geral na Ordem do Dia
4 do correte aos individuos de seu Com-
' mando que escreverem para as folhas
Publicas contra aigum de seus Superiores,
por ser um direito garantido pela Consli-
tuico do Imperio lodo o Cidado fa-
zendo o somente respoosavel pelo abuso
de liberdade de Imprensa ; e espera o mes-
mo Commandante Geral que os Perma_
nentes solcitos como se tem mostrado
unidos e exactos na observacao das or-
dens Superiores observem pontualmente
o mais que se conten na dita ordem. As
signado Francisco Antonio de S B ir re-
to, Commandante Geral. Est confor-
me. Tito Fiock Romano Secretario.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta fie a mesma do N.* 70.
VARIEDADE.
Influencia das sociedades de temperan
ca nos Estados-Unidos,
JOLA dt-z annos contava se nos Estados-
Unidos tres a quatro milhoes de pessoas
que fazio hum uzo habitual de bebidas
espirituosas ; e como era reconhecido
desde milito lempo que entre os indivi-
duos que tem contractado este custume ,
ha ao menos hum sobre dez que torna-se
intemperante ,* avaliava-se de tres a qua-
tro centos mil o numero dos bebados em
toda a Uniao. N'esta poca a embria-
guez azla espantnos progressos. Alguns
philantropos julgarao que nao podia ha-
ver outro remedio contra esse vicio vergo-
nhoso e tantos respeitos funesto do que
huma total abstinencia de licores fortes.
Esta idea deo nasciment s sociedades
de temperanca associacoes cujos mem-
bros tomo a obrigaco de renunciar in-
teiramente ao uzo das bebidas espirituo-
sas. A primeira das sociedades deste ge
ero estabeleceo-se no estado de Massa-
chusset em 1826; ellas nao tardarao
se espaldar nos outros estados da Uniao ,
e no de New York conta-sehoje mais
de oi tocen tas. Hum numero immenso de
individuos pertencente s classes laboriosas
se tem afiliado estas pociedades. Os do-
nos de Officinas poderao por consequencia
abandonar o costume de distribuir licores
expirituosas seus Officiaes e estes nao
deixaro de continuar trabaldar com o
mesmo zelo e coragem.
A reforma a mais extraordinaria pro-
ducida pela influencia das sociedades de
temperanca foi a dos marinheiros que e-
rao tao apajxonados pelo grogue que es-
ta bebida fazia parte de sua racao. Hoje,
quatro centos navios pelo menos sahem dos
portos dos Estados-Unidos sem ter dr-
elo huma so* gotta de licor espirituosa. Os
marujos cimo que huma tassa de caf
qnente he mais efficaz para entreler suas
forcas. Essa sobriedade da parte dos em
barcadissos teve hum resultado curioso;
he huma reduccao de cinco por cento que
fizero as diversas companhias de seguro
sobre o importe de suas primagens para
os navios que nao embarcan b:bidas espi-
rituosas.
Os Soldados nao ficaro traz dos
marujos. Por ordem do Prezidente as
distribuicoes de Whisky s tropas tem sido
em parte suspensa e sua suppressao to-
tal he fortemente recommendada pelo de-
partamento da guerra. eflvito produzi-
do sobre a massa da na cao nao he menos
notavel. Hum relatorio dirigido ao Go-
verno em 1831 demonstra que no anuo
precedente a quantilade de licores espi-
rituosos vindas do estrangeiro e importadas
em New-York para o consumo interior ,
tinha diminuido de l;117#7I8 gale* ,
valendo outro tanto de pezos fortes. Em
quanto aos espiritos fabricados no paiz ,
a diminuic,o linda sido de dow milhoes de
gales valendo cinco milhoes de pezos.
Cs quatro annos que lhes succederao nao
poderao deixar de augmentar resultados
oue nao sao menos importantes sob o pon-
to de vista moral do cjue respeito das fi-
na ocas.
( Temps. )
Conlinuacao do Cammunicado a respei-
to dos hens das Corporagoes Religiosas.
O
S apaixonados pela dissoluco^ das
Ordens Religiosas pegao se expressao -
hens de mao morta e nella julgio ter
huma trincheira a qoe se refugiem e
donde se defendao de todas as replicas ;
mas felizmente palavras nao mudao a na-
tureza das couzas. Como as corporacoes
Religiosas nao tem filhos e seus bens de
raiz nao podem ser alienados derao em
chmalos de mao morta ; porm que dam-
no vem d'ahi riqueza do Estado, huma
vez que os Frades cultivan as suas trras,
pago como outro qualquer dizimos ,
decimas e sao em tudo proprietarios pro-
ductores ? Tao bem aos Clrrigos tem-se
limitado de certo modo o direito de pro-
priedade prohibindo-lhes as leis Canni-
cas o mercadejarem ; e nem por sso lla-
vera quem' diga qoe os seus hens sao de
mao morta.
Mas os Frades ( dizem alguns ) nao
tem herdeiros ; por sua mor te nao se re-
parten* os bens &. E queriduvida que
hnn9 vao soccedendo ao9 outros e
rigorosamente os segundos entro na he-
ranca dos bens, patrimoniaes dos primei*
ros ? Por ventura a partilha dos bens de
sempre dum meio de prosperidade para as
familias ? Sao inumeraveis os exemplos de
cazas de huma riqueza colossal a qual
por morle dos pas dividida pelos berdei-
ros, tem-se deteriorado e at perdido in-
teiramente passando indigencia e
mendicidade aquelles que na cazo paterna
vivan em sobeja abastanca.
Alm disto os Conventos tem sido cons-
tantemente o azilo e refugio da pobre-
za donesta. Muitos pais a quem falta -
vao meios de dar estado ji seus tildas, met-
tiao-os nessas corporacoes ; onde tinlmo
segura duma subsistencia decorosa sem
serem pezado9 ao Estado sem persegui-
rem o Governo pela fome canina de em-
pregos pblicos, que he doje dum dos
gravissimos flagellos do nosso JSrazil. O
Governo tem vedado o ingresso nds Or-
dens Monacaes : mas todos os dias v-se
bloqueado de pertendentes que por todos
os meios imaginaveis procuro empolgar
Empregos ; por que as luzes do seculo ,
ao menos c no nosso Brazil, tem ensina-
do a quazi todos que o melbor regimem
possivel de viverem duns do trabaldo dos
outros e sustentar-se huma caterva de
embonecrados vadios cusU do Tlezou-
ro Publico.
E o que nao teria eu de dizer se me
desse larefa de enumerar as familias e
ino'iyiduos a quem sustentan as Corpo-
racoes Religiosas ? Discorra quem quizer
pelos nossos campos e v ver talvez com
espanto quantas familias subsisten! da sua
industria nas trras dos Conventos Beue-
dictinos e do Carmo mediante hum su-
avissimo foro e quantos at por calida-
de: Extingo se essas Corporacoes respei-
taveis e veremos, se os filntropos, por


DIARIO DE PERNAMBUCO.
3

quem se retalharem essas herdades hao de
ter para com a pobreza a mesma conci-
deracao a mesma caridade que tinhao
os Religiosos.
Mr. de La Beaumelle que escreveo
liuma obra com o titulo Imperio do Bra-
zil, depois de ha ver por elle viajado co-
mo era homem de profundo saber com
quanto fosse Calvinista e con^eguinte-
mente avesso a Instilnices do Catliolecis-
mo assim discorre cerca das nossas
Corporales Religiosas Huma vanla-
gem incalculavel tem o Brazil que o po-
de dispensar de contrair emprestimos ou
facilitar Ihe os meios de os pagar e vem
a ser ; a i m mensa ex ten cao dos dominios
Nacionaes, de que pode dispor. Eti nao
pertendo incluir nelles as propiiedades dos
filhos de S. Bento e de Santo Elias. El-
las devem desde logo ter huma existencia
confirmada', e nao ser concideradas se
nao relativamente agricultura. Hum
Convento he hnm propietario que be-
neficia pereitamente os seus bens, que
faz sempre avancos para melhorar a cul-
tura e tem reservas para reparar os ma-
us annos. Nao quero dizer, que nao se-
ja para deztjar que deixandose que
os piedosos Cenobitas gozem das suas ri-
quezas nao devao elles ser animados pa-
ra as empregar conforme ao espirito pri-
mitivo de seus Instituidores. J l vai o
lempo em que os Discpulos de S: Ber
nardo derribavo as florestas de Franca :
boje que os signaes do cambio podem
suprir as forjas fizicas nao ser (ora de
lugar ver de novo levanlarem-se Conven-
tos no mejo de dezertos atrabir em tor-
no de 9i huma populacao laboriosa aug-
mentar de huma vez a prosperidade do es-
tabelecihiento e dos Colonos seu9 de-
pendentes fazendo desl'arte descer ao
inesmo tempo sobre o paiz a bencao do
Ceo pelas suas oracoes e a prosperidade
temporal pelos seuslrabalhos. Com quan-
ta utilidade nao t propria se nao do Es-
tado e dos particulares nao empregao os
Religiosos o fructo das suas economas ,
applicando o que poupao cultura da
trra Em Franca antes da desastrosa Re-
voluto que disseminou por todo o mun-
do o veneno da sua doutrina destruidora
( diz hum Aulhor e&timavel ) nao se vio
dominios mais bem cultivados fornecidos
de habitaces convenientes, e de laboro*
sos habita/lores do que os das Ordens
JRetigiosas principalmente dos grandes
proprietarios comoerao ento os Bene-
dictinos os Bernardos e Cartuchos ; e
islo so* independente do agradecimento Na-
cional que se Ihes deve e da utilidade
da sua profissao devera defendelos da
destruicao epidmica ,' que os persegue :
pelo que antes de se proceder abolicao ,
que se Ihes prepara parece-me devora-
se examinar com imparcialidade se a
sua existencia he vantajosa ou nociva ao
Estado ; se os bens de que pertendem
despojar a esses Cidados Religiosos vi-
rao a cahir em melhores maos se as
suas herdades e fazeadas serao melhor
cultivadas se nos lugares onde elles ha-
bitu serao os pobres mais bem soccorri-
dos pelos novos proprietarios. En deixo
de parte como se v ointeresse da Igre-
ja, edaReligiao; porque boje nao en-
tro muito na concideracao daa modernos
politicos cujo fim he destruir quanto lie ,
sagrado e que os nossos Pais sobre tudo
promoverlo e zelro. Em todas as su-
pressoes feitas e por fazer nao attenle-
mos se nao para o bem fizico e tem-
poral. E qual ser elle ? Que ganharo
nisso a Nacao e o Governo ? Qual quer
que seja o rezultado em nada melhora-
ro os Povos ; pelo contrario nao ser por
ventura arrancar pela raiz hum'arvore
frondosa e fructfera que levou seclos
a crescer ? Nao ser cortada pelo pe* com
o machado como pratico os selvagens ,
para colher poucos fructos que so* mo-
mentneamente Ihes sao iteis ? Como se-
rao administrados tantos ricos esfabelcci
mentos Monsticos ? Como serao conser-
vados esses grandes edificios construi-
dos com tanta solidez f Essas bellas terr
ras povoadas de obraros e cultivado-
res que nao sentem hnje a pobreza a
fume e a mizeria f Ah '. Mudem di se-
nhores que em pouco tempo nos nao ve
remos mais do que os campos em que
extstio Troia.
At aqui as judiciosas reflexoes de Mr.
de La Beaumelle : e que serios pensamen-
tos nao subministro a quem desapaixona-
do sabe meditar em os negocios da vida /
A materia he vasta : voltar sobre o mes-
mo assumpto o
O Esciiptor do Carapuceiro.
B
CORRESPONDENCIA.
Srs. Redactores.
Om he o erro ou engao, que se po-
de desfazer.
Milhor refleclindo e bem advertido
conheci que exhorbitei de minhas limi-
tadas facilidades quando em minha Or-
dem do Dia 4 do corrente impuz pena de
prizo conforme o disposto no Art. 3,
do Decreto de 13 de Outubro de 1832 aos
individuos do meu Commaftdo que es-
crevessem para as folhas Publicas con-
tra algum dos seus Superiores ; confesso
Srs. Redactores ,- que so o amor a dece-
plina e a boa intelligencia entre' os que
tenho a honra de Commandar me lvou a
penna assim irreflectidamente- Para sa-
tisfacao do Publico e dezafrnta efe Ley,
que julgo ter offendido quando meus de-
zejos catar a ella o maior rtspeito e
submissao ; rogo a Vms. se sirvo dar ao
pn-lo estas linhas e quanto antes e a
emenda a mesma Ordem ; assim como o
art. do Processo Criminal em que fallei
em esclarecimento a outra Ordem fui o
165 e nao 195 como sahio impresso.
Soude Vms. com toda Estima, e con-
cideracao. ,
Muito atento Venerador e Servidor.
Francisco A. de S Barreto-
SONETO.
A morte do Padre Virginio Rodrigues
Campelo Vigario de Campia Gr
de, e Deputado Assembla Pro-
vincial de Pernambuco por J.
M. C. de C.
M,
.Orireo o protector da humanidade ,
Eximio Cidado e generozo ;
Por quem hoje suspira luctuozo
Pernambuco em mizerrima orfandade. (a)
D'angustias, de pezares de saudade
O Patrio Rio, o curso magestozo
Suspemieo hum momento s lacrimoso
Seos lamentos mandou a Eternidad?.
Grandes, pequeas, Ninfas, e Postores,
Todos a morte lamentavel, dura ,
Carpindo estocom magoas, com clamores.
Dos homens, escrevei na sepultura ,
Fo Virginio o maior dos Bemfeitores(b)
'alma mais bella virtuoza e pura.
AVIZOS DO CORREIO.
\3 'Brigue Eslrela recebe a malla para o Maraubio
hoje 11 as 10 horas da manhi.
%X^ O Brigue Espirito Santo Especulador, recebe
a malla para Lisboa boje 11 ao meio dia.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
D
Evendo principiar hoje 11 do corren-
te Maio, a cobra nca mensa 1 desta folha,
faz-se sciente aos Snrs. Assignantes resi-
dentes nos Bairros do Recife, e Boa-vista,
que fica authorisado de hoje em diante de
receber o importe da nova assignatura nos
referidos Bairros, o Snr. Joaquim Joze
Moreira. O qual tobem receber as as-
signaturas atrazadas, apresentando o com-
petente recibo. Nem hum Snr. Assignan-
te dever pagar sem exigir o recibo do
mez, nem Ihe ser levada em conta tfsu^a
paga, se nao a vista delle. Os Snrs. As-
signante residentes no grande Bairro de S.
Antonio devero pagar as suas asignaturas
tanto antiga, como moderna, ao Snr. Fra-
cisco-Antonio dos Santos, authorisado para
cobrar nos dous Destrictor deste Bairro.
com as mesmas precauces expendidas. A
nova assignatura dacta do corrente Maio
em diante: he de 1000 reis pagos no prin-
cipio do mez.
Os Redactores.
LEILAO.
O
. Leilo annunciado para o dia 8 do carrente mei,
da Galera Tos-ana Reiulula fica transferido para o
da 12 domesmo mez pelas 11 beras do dia.
AVIZOS PARTICULARES.
O
r A baxo assigdo, fez sciente aos Collectores das
Agoardentes e novo inposto, que deixou de ter ven-
da na ra do CotoVello D. 25, pois mudou-a para os
3uatro cantos esquina de S. Goncalo e Cotovello, des-
eodia 10 do corrente Maio de 1835, e tobem troca
os patacesa 1$680, e sedulas a 10 por cento, tudo
isto escolhendo os trocadores a sua satisfaco.
Francisco Celestino Ramos.
^p3P" Joaquim Antonio dos Santos com venda na
Ribeira, retira-se para Macei, e roga aos senhores
que com elle tiverem conlas, hajio de asaprezentar.
O mesmes avisa a quem quizer ir de passagen, e lavar
alguma pequea carga para aquelle, haja de se^dirigir
a dita sua venda para tratar do ajuste.
Precisa-se faltar ao Sor. Henrique Joie de.
("a) Pertencia-lhe com justica o honro-
zo titulo de Pai da Patria e nao a cer-
tos politicos especuladores bem conheci-
dos porm que por desgrana nossa an-
da esto engaando muita a gente.
(b) Em todas as Freguezias, onde as-
sistio sempre ensinou gratuitamente Gra-
matica Latina e Portugueza^ a mocida-
de dando-lhe as melhores licoes de mo-
ral pelo exemp'o. Notas do A.
1


.





/


4,
DIARIO I)K PF^mArMBUCO

IKK
- Vi
l
f
/
Souz|*Rangel; rigir-ge a Praca da Independencia n. 37 e 38.
*3h Pede-seao Illm. Snr. Juiz de Paz de N. S.
do Loreto queira declarar por esta folhaem consequen-
cia do seo annuncio se seacha entre os cava los apre-
hendidos, um cavatlo russo cardao rm boas carnes,
cduuu vvirr.pr.da, cuitas roadas, da primen e sem mais ou marca algnma, o qual Ib i furtado no .
dia 26 de Abril, de-um sitio de Santo Amaro.
|p^ Quero annunciou querer al'ugir ura srlio
perto da pra brado de dois andares que ficu di fronte do oilao da
Igreja.
^^" Ninguem compre um negro de nome Benedic-
to, que foi do senhor Joze de Almeida Lima morador
no atierro, pois o annunciante o comprou, e anda o
nao recebeuve quem o comprar perde c pois est
comprado a S das, aseo legitimo dono: este escravp
perten.ee a Joze Claudino Leilc.
^C^* Roga-se mu encarecidamente a aulhordade
afj'in competir de reparar sobre o abuzo que orti-
ca o administrador, ou arrematante da illuminaco des-
ta Cidada que conserva por detraz da ra Nova esqui-
na que volt para ru3 do Callabouco novo, n mais
de quarenta das sem lampio a titulo de um pequeo
conserto: Fita* rogti va lazem os moradores que c-s.-
tao sofrendo este abuzo.
que ihe bzcqueio a sua fabrica de pao lodos os das
crri o spu contingente, quequerendo ulisarcm-se da
offerta que Ibas faz, quevema/ser, mandar es mesmos
sctihorr s buscar o pao, "e ludo o mais de que se qui-
zaren irtiiisar por meio de vales para salUfazerem men-
talmente na moeda legal que en to correr naco do
pagamento; com o descont de 5 por cento jen da
'lebra diaria.
Manoel Antonio de leas.
t3* D-se bom cobre cora abate de 5 por cento
por sedlas, ou prata de 75 ; quem assim tiver e qui-
zer trocar dirija-se a ra dos Quarteis D. 4.
\S&" Ao Sr. Juiz do Civel Marlinianno da Costa Bas-
to^aviza bum dos Erdeiros abaixo assignado do cazal de
Thomaz Antonio' Nunes'que sendo como he S. S.'
inquelino deste, dcve-Ibe assif.tir motivos de'sspei-
oo, para decidir asquestes desses Erdeiros, msxi-
me quando he sabido que S. S. anda sempre a dar-se
de suspeito as cauzas do seu Juizo, mas que por des-
graca de taes Erdeiros nao tem para com elles assim su-
cedido, antes pelo contrario nSo s S. S. as tem" julga-
do contra elles, e con tanta precepitacoque em huma
dessas quesloes, assim julgados negou que nos autos
exhlisse consiliaco estando ella a fl. 70 cu fl. 170 a
que faz coro que o annunciante diga que muito Ihc me-
rece o proprietario da casaem que mora S. S. e nada o
Direito dos Erdeiros, nao sendo por certo imparcial
hum Ministro que assim obra a face do Publico com
prejuzu de partes, nao podendo por certo valer a S.
S. a defeza que possa fazer o proprietario da caza com
o seo Genro se he que muito est fiado S. S. para dar
taes sentencas sem o menor escrnpolo: por quanto a
senleoea proferida a 2 do corrente contra os Erdeiios
sobre o pedido da ra da Aurora o em que S. S. mora
na questo de Embargos de terceiros a favor de Lou-
renco Joze de Carvalho possa" este haverasi, por di-
reito algum, sem citaco dos Erdeiros, que no m-
ndenlo da ruorle da Alai b sogra suas posseoes passao
imedialarrienteaseus filhos e lorno-se be'.ns comuns
cora o inventa rante, que nao he.mais que me.rq Ad-
ministrador mili fortes razoes de Direito se fez ver a
S. S. no alegado com Art. de Leis cita Jas, mas que S.
3. a tudo desprezou e riem as refutou, pela alta con-
sideracao de seussenhorios j por esta vez contenla-se
com o expendido. Recife 8 de Maio de 1835.
Vicente Ferreira dos GuimaresPeixolo.
WT' Preciza-se de urna pessoa forra ou captiva
que entenda alguma cousa decosinha, e que se sugei-
te a comprar na ra : poder servir alguma mulher de
deidade, ou homem : no beco do peixc frito venda
loo.
H91 Prec:a-sc de dinheiro a juros em sedulas ou
prt-, e B'-Sede hipoleca scravas pardas ou pretas :
quem CUzer dar dirija-se ao pateo de S. Joze D- 8a-
uo do n'jcente ; adverle-seque ucando as ditas es-
enras ora poder do annunciante, e este pagando o ju-
ros rjuese ajustar.
. tfiF* Dezeja-se fallar com muite empenho ao se-
nhor Antonio Flanes Ferreira, Capito do Brigue
""arque, de Saldanha, a npgocio de seu interesse, e
fw re Ihe entregar urna carta, de Lisboa no oilo da
Pen'-.a, esquina do beco da Carvalha D. 7.
^TJT* (,uem quizer 300$ reisem sedulas a premio
i penhores de prata, ooouro, e hipoteca em algum
predio deoen'aracado ; dirija-se Onda, ra de
Malbirs Ferreira sobrado D. Z, que se dir quem
2 C3fe negocio.
fc3^" D-c3 100$ reis juros de dois por cento,
peohores de ouro, ou prata : quem quiser atinan -
cie.
Preeisa-se alugar um sitio p coro urna cssa sofrivel : no armazcm de cooros no al-
trro dos Affogtdos no porto c!;s cinbs sobrado da
esquina no segundo andr.
^y Prcc.za-se de urna ama de leite, e preferese
captiva no armazem de couros na ra do IY'*oto.
^y Huem annunciou querer um cont de rea a
juros sobre boas firmas, procure na ruaja Cadei vt-lha
a casa n. 10 primeiro andar.
^3f" O abaixo assignado laz ver ao respeitevel pu-
blico, que elle nao tem ordens i^em blietes fora por
pagar, eque toda etjualquer ordem cu bi'hele que a-
par'ecrr f->lso, e tao falso'ronjo'om, que ainda a pou-
co apresenlaro aosSnrs. L^sserre V Comp. que ja
nao pagou por conhecer n falsidade, p por issojdesde
j assevera nao pagar toda ordem ou bilhele que tiver
'assignatura c
Antonio Jore de Albuquerque.
^ry Oservhor Antonio d'Almeida Jnior nao he
mais caixeiro dos abaixo assignado.
John Oldham & Comp.
^T^ Precsa-so de um menino pardo, ou prelo rom
preferencia, e q' tfnlin u/.o de venda: q.mestivcr nestas
circunstancias, dirija se no atierro dos A (Togados logo
ao principio lado direito venda do lampio p do, ajuste.
CO^JPRAS.
%W Livro intitulado Mostr Franrez ainda sendo
bastante uzadp e se paga bom : na ruada praia de-
fronte do armazem do sal D. 6, ou annuncie.
py 2 arrobas decapim ou mais, posto a porta : no
principio do atierro dos A fogados armazem de couros.
$Ch Urna venda sendo em bom rugar de negocio,
prefere-se no B'irro do Recie, d-se luvas, ou gra-
lificapo', quem a'tiver annuncie.
^^ Compra-se, ou arrenda-se um sitio para as
partes da Boa-vista nao sendo mais de duas legoas Ion-
ge da praca, tendo o dito capacidade para se trabalhar,
e ler vacas de leite : na casa junl-a ao porlo o Jardim
, D. 12, ou annuncie.
t5C^" Urna estanie envid/acada para livros, que cs-
Ipja em bom uzo: na ra das Cruzes por cima da
Tipografa.
3" Urna canoa de carreira que cslfja
em bom uzo, eque sirva para lavar de 4
a 6'pessoas : na ra da Catlcia deftonte do
beco larg n. 12. .
VENDAS.
W Inho d,e Bordea cm barrjs, e manleiga de supe-
rior qualidade'em narris'de 10 e 20 libras a 260 reis:
na ra da-Cruz n. 5.
*CW 4.nartelfi um sitio pprtn da eidnde di'dMin-
da, a dinheiro oua prazo com boas Grmas : na Cida-
de de Olinda, rua.de Malinas Ferreira sobrado D. S7*,
se dir qurm vende.
^^" A Polaca Sarda S. Salvador ancorada na praia
do co!legio^jndc carne nova de Monte-video a tro-
' co do asscar, tflgodo, ou couros : a tratar com o
Capito abordo, ou com o seu consig. A, Schramm.
$r3~ O Brwue Sardo Rustico, ancorado na praia
do Collegio vende carne nova de Monte-video a moe-
da de cobre que nao tiver de.fuito visivel a cxeepcSo d,
de X L somente at o dia 12 do corrente : a tratar com
o Cap. a bordo, ou com o consignatario A. Schramm.
*&' Um molequeda 14 annos, sem vicio algum :
na ra do Qjeimado D. 11.
tfy Farinha de trigo nova, ltimamente chegada :
cmeasa de Jorge Brocklehurst & Comp. ra ds Cruz
I n. 7.
^FJ" I duziasde Jacaranda por moda" de cobre
legal, o qual se acha recoihido no armazem do senhor
Joze Hyginio de Miranda : na ra da Crazes,por ci-
ma da.TypograG ..
^y* 20 arrobas de capim de planta diariamente
a 100 reis a arroba : na estalagem da Floresta em O-
linda.
\f^- 500 oitavas de prata velha : na ra do Areite
de peixe frito n. 17.
t9* Rapi; princeza muito bom, chpgado prxi-
mamente, por preco commodo as libras : no atierro
da Boa-vhta loja de miudeza D. 2.
^^ Urna eserava para fora da Ierra: aa rna de
S. Bento.em Onda n. 1G.
tTS^ 3 Jmagens urna do senhor cruciucado, outra
de nossa senhora, e outro de S. "Jora, todas trez de
ponto alto : na ra do sebo-so." rado de um andar cora
varandas encarnadas.
*s3f Um caixo pa.ra ourives, urna taboleta, um
relogio de cima de meza,'e 7 panellcs de fulba para
vender azeite: na ra das Flores D,
V5T Uma casaeila cm Onda cm a ra do Ampa-
po-a,. 70, livres, sem obilaculo algum : na mesma.
' <&" Uns poucos de pos de coqueir's, e larangei-
ras, propiias para.qucmquizer fabricar algum sitio de
novo : quem as pertender annuncie.
. $3?" Cpntinua-se a vender por toda a moeda de
cobre tendo c [teto r5o obsiaijl; ser g'- v*q msr;;!
rap Princeza da B*fiia, < lia hissoh, dito perola, tinta
de escrever, bixrfs grandes c meiaen, eoutras miude-
zas por preco commodo : na praca da Independepen-
deiH'ia loja u. 20.
\p^* Fazendas, tanto cm per.oes, como a retalhos,
e por precos commodos : na ra do Queimado D. 11
por toda moeda de cobre que tenh V pezo sendo
taqueada, ou fundida.
t2^" Buis mancos para carro : quem pertender an-
nuncie para ser procurado.
$3?" Batatas Inglc-zas chegadas ltimamente por
preco de CiO reis cm gigo tomando p.rco .' na ra
doTrapixe da Alfandiga D. 3.
^p3^ Caxilhos e portas tudo em bom uzo, e por
preco corrmodo : na casa de Antonio Joze de Magalhes
aktos na rna do Queimado.
^CS?- Vende-se, ou arrenda se um silio per lo, por
ser.pouco adianle da "reja doi Aflictos, com chao
preprio, frente murada, e lodo o mais cercado de l-
m5o,'decente casa de vivtinda, com soto, e sufliiien-
les commedos para familia, toda envidracad.i, boa san-
zala de prelos, coclu-ira, casa para feUor, e cavalarica
para trez cavallos, tudodepedra e cal, mullos arvore-
dos de fruto em aliihamento, assim como vend<-se
com o mesmo, ou separado um carrinho com todos apa-
rellics ainda novos, seu competente cavallo, muito man-
co, e manteudo : na roa do muro da penha sobrado de
dois andares D. 18 das3 oras da tarde em diaute.
{f-y- Urna eserava de iia^-o Angola 25
a 2) anuos ; na rna do Vicario vench n.
23.
G^3" Uina eserava, cosinha o diar;o, la-
v,, e 6 boa (juilandrira: na Pracinla do
Livrambnto L). 20.
03* Urna e.-crava do genlio de atigola
sem vicio al^-nm, eje 15 a \G anuos, sabe
cosinharo diario de urna casa, eng )ina i-
zo, ecos, nao com pereieo: na ra da
Cadeia dironle o beco largo n. 12.
&^* Barricas cont balaxa Ipgleza can
duas arrobas a ,3^200 a barrica, em li-
bras a GOjr'isj.caixas com manas partid;:
a 4$ reis, e g-ig;os con batatas, a 560 : na
rna dos Quarteis venda D. 2.
ESCRAVOH FGIDOS.
Li
|Uiz, mualo quasi cabra, baixo, pernos oiri tan-
to medidas para denlro, pea apallietados," falla fina
como mulher, cheio do corpo, idade de 30 annos pou-
co mais ou menos : os aprehendedoros levem-o a ra
Direito D. 40, 2. andar.
ry Fugioum negro crilo ofRcial de sapiteiro,'
alguma cousa (ula, denles limados, 20 a 22 annos ; ie-
vou um ferro no p : os aprehendores leveto-o a ra
do Cabuga loja de ourives D. 1.
NOTICIAS MAMTIMAS.
Taboas das mares cheias no Porto de Pernambuco.
a
-O
si
.2
Q
15Segunda
16_T:----
]7_Q:_
18-Q: A
19S: 4
20S: g
51-D: S
4 h.30 m.
5 42
630
7-18 .
8 -- 6
864 >i
9 42
Tarde.
Navio sahido no dia 9.
BAHA.; S. Feliz Deslino, M. Joze Mara Ribei-
ro de Cario : varios gneros. Passageiros 5.
LISBOA B. S. Joze Triunfante, M. Jo3o Gonal-
ves da Rocha : varios gneros. Passageiros 3.
MARANHA, pelo Cear ; Pat. 5anto Anteoio,
Cap. Juaquim Duarte dcouza Aguiar : varios gc #
ros. Passageiros 6.
Obscrvaccs.
Acha se de quarentcm um'Brigu; Hcspauhol.
Pan. a Typ. d&Diario 18.^5.


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