Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03058


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Full Text
ANNO DE 1837. TERA FEIRA
24 DE JANEIRO N. 19.
PBftAMBtioo, Tt r. ni M. F. de Paria- Ua7-
DIS DA SEMANA-
23 Sepnnda S- Raytuundo Aud. dos Juixe*. do Cr..
de ni. de i. e. d.i Tliezourana l'ul.lu.i e
Clianc. de t.
24 l'er<;a .*. Themoteo n. Hel- de ui. e aud. do J. de
O. de t-
!5 Uiihii. S. Ananis Ses. da Tli.
P.
C, Qniiiu PoHcarpo b- m. Re. da m. aud. do J. do
0. de m. e Ch. de t
27 Sexta S. Joao Chris-stoini ee. da Th. Puto. and.
V do J. d<-O. de t. Restaurarlo de Pernambuco do
V peder RollaiideK.
28 sbado firvllo b. Re. de m. c aud.
do V. (4. de t ein Dunda.
li Donvng-o da sex-i,festina & Francisco de Sald-s
b. Quarto m. as 3 h. e 9 in. da t.
Tt. do agora depende de no* nieemoe da no> prn-
dencia. mu.Ir ria, e eiiericiaicoiitiiitieiiioK coiiim
principiamos, < eramne apuntado* com admira.
r,io entre ae Nacoe maie cultat.
truclatnnct da JifmbUa Qtrai de tfrael'
Jul)Bcree-i nesi % T > ii., r ,i f; ;i. rua das Cruzes D. 3, e na Pra-
ca da Independencia N. .<< a.tS : ndec reeobem
correspondencias le|raiiaaaa, e annuiicios: insenn
di.-" -ii-i ; .i i t?\\ Jo doe |>ro|iriog a>if;nanirt,
a rindo risig-iiado*.
CAMBIOS-
Janeiro 23.
JLiOndres38 Ds. t. por l cid. ou prata a 30 por
cento de preir.io Nomina.
Lisboa 55 poro|o premio, por metal, Nom.
KraiKjd '55 Ks. por Tranco
Rio ilc Jan. (i p. c- de prem.
Moedas de 6..400 I3..200 I34)0
40 (..TOOa 680O
Pozos I ,,440
Premio da prata 50 p. c.
,. dn ledras, pormexl 2 por o|0
Cobre 25 |>orci'Dlo de uesconto
P UTJI)A DOS COKII ROS.
Ohnda _Tcd n oe das ao meio da.
Goiana, liandra. I'araiha. Villa maiiguape, Hilar, Rea. de S. Joao. Rrejo d'Areia,
Hainha, Pninhal, Nom de Sonsa. Ciclad* d. Natal,
ViPas de Ooiauninha. e Nova da Prineeta, ('id.da
da Fortaleza. Villa do Aquirns. Monte mor nom,
Aracatv, Cascavel. Canind. ranja, Imperatris.
S. Bernardo, S Jlo do Principe. Sobrar, Nora
RlKei.U-o. S. Matheus, Rcaehodo antige. S.
Antonio do Jardim. Qtiexerainoliim. e Parnahi a
Segundas e Sextas teiras ao meio dU por via da
Paraiba. Santo A lilaoTodas a quin'i feiras a
meio da. Garuiiliune. e Bonito no .lias 10 e *4
le tada mez an meio da. Floresno dia 13 de
rada mea ao meio dia. Cali. Serinliaem, IIn Per'
mozo, e Porto Calvo nos dia I, I le 21 de caiU
mez-
PARTE OFFIC1AL.

PERNAMBUCO.
GOVERSODA PROVINCIA.
Expediente do dia 23.
OFFICIOS.
Ao Commandante das Armas, man-Jan-
do pioieder, romo f>r de Direilo, contra
o Cadete Manuel Josquim Monteiro,
Insiiucior do pi imtiro Batalha de Guar-
do Ni-ciuiiaes de iMasaretli por malver-
s*i.5s que te ni r.oinaiettido ; a vi-U da
prt3pa> > do Instructor Geial d'aqueU
11 Lumm.'Kii e informarles do Inspec-
tor da Toesouraiia e Official da Con-
tbilidade Miliar.
Ao Inspector Geral das Obras Pabli
caa, mandando piocider ao O Sanenlo
da ubi a precisa fio arqueductO da estra-
da de Santo Amaro.
. Ao mesrde, convindo eo que o
Meslre, pedieiio, e contra-mestre Car-
pina daquella reparlicio, percebo muis
a roeUoe de seus jornaes quendo esli-
verem empr> gados em exam s de Obras
Publica ora da Citiade.
PORTA PA.
Ao Inspector do Arnenal de Marinha
nii.ii.iru.il> pagar 001 mez de odo a Uuar-
nicao do Paquete Bella Americana,
na fonua de t>oa nfuriuac.io.
Navios Despachados no dia u3.
Sumaca, Conceigio Flor do Mar, Mes-
tie M. paia o A i ata i y.
Barca Iiigleta, Mar.", Meslre Roper,
para Live pool.
DIVERSAS REPARTICOENS.
CORBEIO.
O Bripue Ri Duro retebe a malla pa-
ra Augola boje (a4) as ciuco horas da
tarde.,
A Erscnna Carioca, de que be Capilao
Florencio Feneir de S. Aunoa, sae para
o Aracaty no d a 28 do lorente.
MESA D1S DIVERSAS RENDAS.
A pauta be a mesma do N. a76.
I'IIKI KITRA D.V COMARCA DO RECIFE.
Parte do dia 1%.
Illm. e Exm. Snr.
D<8 partes lecebidis consta n. baver
novidde.
Dos Gnarde V. Ex. Secretata da
Prefeitura da Commarca do Recite aa
de Janeiro de 1837. IHm Eim. Sr.
Francisco de Paula C.valcanli de Albo-
q un que, Presidente da Provincia M. do
N. da C. Munleiro
Parte do dia a5.
II!m. e Exm. Sr.
Mandei rerolher em custodia a Ro-
mo dos Sanios Suoto, crioulo, menor,
a itv(ui icio de seu Tutor, par se ha ver
autentadode casa. ,'
Porafi presos, e recoolidos ao Callabou-
co de Polica, d'onde seguira o con-
veniente dest'tio Hvnriqoe Audi ens ma-
nijo do Berganlim ingle/. Emilia, n-met-
litlo pe i Cornmatidante da Patrulha que
ondou no desii icio d Corpo Smto, por
ter sido encontrado [* dez h>ras da ncite
cun hum t'iu.hele, que o acompanhou :
Luiz de Brito preto Liberto, por tam-
bera ter sido encontrado pelo Coromissa-
lio de Polica do 1. Dialricto com u-
ma faca de pona, com a qual potnieu
issassinar a Jo.5 Baphsta do Sacrnmulto,
crioulo, Francisco Rodrgoes da Cunta,
pardo, por ter estado em alia noite ilei-
lado nos arcos da Ribeira,profeiindo pa-
lavias obsenas e ler Ui;cado m ba-
inela de um soldado, perlericenle a patru-
lha rondante do dito lugar, para feir ao
Sai genio Commandante dalla por este o
ha ver advertido se ,4' conlivesse ; Jone, ra-
in a, Jojquun e Antonio, prelos es^ravos
do Doolor Elias Coelho Cintra, e Fran-
cisto t-mbem preto, eseravo de Mayio-
el Antonio de Jesu, por serem encon-
trailos em des .1 dem 111 1 ua do queirnado ;
Beuedielo da Costa, e Cyprianno, pe-
toi, eate e-cravo de Rus ell, por biiga
no lugar do largo do Carooo ; todos re-
mtttidos pelo S ib Prefeito interino da
Freguesi< de Saoto Antonio : e !o>e Lou-
r0OfO| H'-^piiihol remraettido pelocom-
maudaule da guarda da R.beira da B a-
vista, por estar ebrio, e em desordem
n'uun taberna; a M.noel Felis: da Cu-
una Cavalcauu, iuiio, ntuiracttido do
Pao amarello, por se fazer suspeito no di-
to lugar.
Nada mais con-l.
De.is Guaide a V. Ex. Sprretaria da
Prefeitura da Comarca do RiCif*23de
Janeiro di i836. IHm. e Eira. 8r.
Fr.incisro de P.iula Cavalcanli d-' Alhu-
querque, Pri sidente da Provincia M.
do N. da Costa Mooteiio.
>
OBRAS rUBLCAS.
A Repartici.5 das Obras Publicas preci-
ta deoffioiae d^ Caepiriteiro, Carpina,
e l'tdrero, assim como de serventes : quem
quiser trabalhar ero qottquer dades ser-
vicos podem ap:eientar-se ao respectivo
M'Stres, <|"e tem ordem para os lereber.
Iospecea Has Obras Publicas i9 de
Janeiro de 1837.
Moraes Ancoia.
CAMARi MUNICIPAL DO RECIFE.
Sessa de 1. de Desembro de
1836.
Presidencia d Sur. Silva.
Comparecera os Senhores Gutmarj,
Meona, Oliveira, Sampiio, Sousa, e Ca
niara, fallando com cauzas os mais Se-
nhoies.
Aherta a SessaS e lida a acta antere
dente f-i sanecionada por estar confor-
me.
O Secretario dando conla do expedien-
te menciooou os ollicios seguinte-.:
Um do Exm. Presidente ordenando
ijue a Ctmars mande remover a pedras
que axislem no Cozeiro de S. Francis-
co do lado do Tneatro para que ua6 estro-
vem o alioba/nento das Tropas que 00 dia
2 de Desembro tem de se formar em gran-
de Parada : a Cmara fu ou in eirida, e
deu o'dens precisas ao Seuhor Fiical.
(Julio dj Tenerle Coronel de Engo-
nbeiro Firmino Herculanuo de Moraes
Ancora pediudo que a Cmara ruja, de
endicar com antecipacio o dia em que de
vera' comparecer para examinar a nova
estrada da Magdelena ; que se officiasse
designando o dia 6 pelas qnatio horas da
tarde.
Outrosdos Scnhores Jiaquim Bernardo
de FiS'iereio, Doular E as Coelho Cin-
tra, u Francisco C Jos Pinho Borge-, e Jos Machado Freiie
Pereira da Silva, Vereadores elleitos pa-
ra a nova. Cmara remeteod) os saus De>
plomas na ronformidade do artigo 16 di
Carla ds Lei do prioeiro de Outobro de
182, a Cmara deliherou que t>e ciciasso
us no vos Vereadores para comparerem
no dia 7 de Janeiro prximo vindouio a-
linn de prestar juramento e turnar poste
do Caigo de Vereadores.
O.i 11 o do Fiscal do Rerill- pediodo a
quanlia 4^9- rs- proveniente da des-
pega que lei em sepultar hum corpo que
apaieceu alogido junto ao trapixe do pe-
lutirinho.
A Cmara resolveu qua extraicea con-
la do que ha prodnziilo o Emposlo de
que pagad os Mascalis, e hoi teiras para
^e remelter cora hura ofli-io ao Btm.
Presidente em virtude da Ordem etn seo
offiio datado de 3o de Jutihodo corren-
te anuo.
A Caroaia deliherou que se passaso
mandado da quanlia de qu*renla mil mis
ao Padre MinoeJ da Fonreca Silva pro-
venientes da Or.no racitada no dia da
reunia do Collegio Eleilur.1l drsta Ci-
dade.
Mandou-ee passar mandado da quant'a
de 2 ^5)9rJ"j rs. a Jos Ribeiro Simona pro-
veniente de diveisov objet tos que ven J.o
par estas ultimas elleices.
A Cmara deliberuu que os S?nhorps
Fiscaes fcassem eucanegados de fasrrent
enterrar lodos os Corpos que te m Inssem
o orto.".
IIum rcqueiimentode Ignacio da Roza,
requeiendo licenra paia taser com urna
s frenle o sobrado que na rua direila no b cu do Se-igado ; f \
comedida a iiceuca, sendo vencidas o Sis.
Silva eOliveia.
A Cmara deliberuu que se tflioiasse
ao Exm. Presidente, para que desse as
rdeos necissin.i- a fim de ser entregue
a casa dos Jurados a esta Cmara en-
vegando'se a chave di mesma ao seu
Procurador.
A Cintura ordenou que se Lineaste na
reta, que no a/oramento fti'o por ella
Antonio Jos de M<*galhe- Basius, do ter-
reno juuto ao arco de S.nto Antonio
o Sor. Vereidor Miranda as ignou
vencido.
For. 6 despachados varios requerimen-
tnv de pjites, e por ser Hada a I.oa o Snr.
Presidente levantou a Ses-a fiz esta
A la em que as ign;ia. E eu Fulgen-
cio Infante de Albuquetque e Mello, Se-
cretario escre?i. Si'va Pro-P., Gusma
Oliveira, Souza, Menua, Cmara, Sjoi-
paio.
INTERIOR.
{ando a LegisUraS be filha da rasad



w
DIARIO DE PERNAMBUGO.
!
e da jusiica, quan lo ella he d murada pe-
lo' trabalho, e pela expeiiencia dos pre-
juis"s, e dos ei ros dd frgil e misera hu-
manidades feila pelo consenso da maio-
ria, e para o bem geral; pira o desenvol-
? tn en lo da Lei do Creador, a perfectibi-
lijada da nossa natureza ; eutad ella pre-
side aos destinos da S>i> iedade, dirige as
auaa acedes, c ordena as relato a das di*
?irsis parles entre si, har-noniss, equili-
bra ospodere-, eleva aN c. aquello
fastigio de graod/.a e de felicidad, que
co-np >r(a a noss. natureza, e esteodea sua
salutar infl cenca al os ltimos memb os
da Siciedade, assim como a arvore envia a
Ma tincante ser al s mais remotas
falhnhas dos aeus galbos.
Mis quinto lempo na5 he preciso para
chegar este culminante ponto de pros-
pei idade ? por que duros tramites nao
pasa huma Nacad, p gi-lacad conducente ai bem geral? quan-
10 nao he preciso hitar contra a i yranuia,
contra a igoo an -ia, e contra a corrup-
cad, para chegar ao luminoso sanctuaiio
da verda le, d v.rdadera sciencia, e da
^tuie? Ali he necessaiio, que os h>-
inens, queama<5oseu pix, cropreguem
todos os esLri,os para conseguirem este al-
to fino !
O iti 'ora a Legislacad era manipolada
na ulica estancia doS.beraio absoluto,
que reassomia tm si o poder de legislar,
de executar, de lulgar, e a'gumas vezes o
Supremiu Sacerdocio, e t -da feita no n
teresse do pequeo numero dos pievlegia-
dos, e dirigida contra o pov>, que ella
con inhj no ominoso otado de ilhotisooo
ede iscravida, que o linhid redundo a
ig'io ancia e a ra'Ivadeza dos mais fortes,
coabsauas com o egosmo de algn ener-
gumetips da classe do povo, q >e mais es-
partos arrenegavad a causa de seus uni-
os, por hum empugo, hum titulo, o i
huma fita. Hoje, poieni, fgsacas ao sys-
tema representativo) as leis s.d elaboradas
pelos del gados do povo os quaes devem
prestar atlanlos Ouvidos aos mus quexu
mes, empiegu- toda a solicilude para me-
lhorar asm lorte, e preenober a h nrosa
missad de apetfeicnar a. leis a tuaes e dar
mil ai justa e salutarea : entre elles eleve
triunfar a Justina, a razad, e os intereses
dos seus constituales. Para secunda-los
nassi diflitil tarefa, heraister lambemque
os bons Gidadi >a, como dis emos, chamem
a ci'lcnc-6 dos Legisladores sob e arefor-
ma aquellas leis, que a pratica tem in-
digitado como deleiiuo-as, e que o lempo
com as auas lines, tem mostrado preci
aarem de alterarles. De certo, que aasim
faz, quem esta la, compulsa as leis do seu
paiz, pesa os beneficios e os males, que
el as cauaa5, no intento de achar hum
remedio, quasane todos os prejuizo-, qua
ellas accarretad, d huma prova de pa-
triotismo ; e que conluce, ep-opde hu-
ma medida coosenlaoea com o bem de sua
patria, d huma prova de illustragad e
catea os louvores doshomensjusta*.
He nosso prp i-ito fallar aqu de huma
memoria sobre a reforma do Jury, re-
centemente pub irada pelo Dr. Manoel
Ribeito da Silva Li boa, porque simpati-
samos com umitas dis ideas nella exa adas;
reconhecemos a magnitude da materia e
a necessida-ie de conigir este iam-> danos-
sa legisl-e-S, e aprovamoa e>la manera
de discutir huma quese, que he uecessa-
rio illucidar.
Decoropondo tsteesCripto, para melhor
mostrar as douliinas, que elle ronlem,
nos trataremos dos delei'os const lutivos
o orameos do no-so Jury, mencionados
pelo autlior da memoria, e depois d'aquel-
lea peculiares e relativos ao proceiso : os
da i. classe tad: o i. o raudo de elegibi-
lidad-, que o uthor da memora prop5e
de sub tituir pela tleipad dir- ta ; 3. o
Jm y de Accusacad, que o autbor pmp5e
de supiinsir, edepieencber a .-ua lacuna
por hum conselho de Magistrados ; 3. a
pequea extenca territorial, da qual sad
tirados os Jurados, para conbecerem dos
delii los e crimes commetlidos dentro des-
eas oei tos limites, que oaut'ior da Memo-
ria aconseiha deampliir, sff rtando at-
sirn o conhecimento d'e-ses rimesju-
ies do-uiciliados mais ionge do lugarem
que forad commetlidos: 4- P'O-ligiosa
uqautidade da tribunaes do Jurados, que
ouretiui diminuir: os da a. cas e %k : i.
a incapacidade de Juizas populares para
insttuirem o proeesso; 2. a faciilada coa
que o ni imi'i o C nselho jii'ga piooedente
ou uprocedetita a quexa.
He notorio todos, qoe a Instiluitja do
Jory pouco tem-fruido no B asil, e.qie
poucas rantagens ella temtraiido a esle
paiz, de taas precosisad.s, e q-ie outras
nares tem aeludo pa aoa platica ; assim
como todo; ouvem de t d >s os lados see-
levarem vozes, que reclamad .a tua re-
forma. Seria bom as-ignar as causas^ que
tem para is-o contt ibui o, entre as quaes
consideramos a cuita existencia desla Ins
titub no nosso paiz. O Julgamento
par Jura los exi te em Inglaterra e
na Pranga de terop > immemorial. Antes
da conquista da Inglatena pela Norman-
! dos, em 1O66, j ex j t-iil. 5 g-ivt rnaOo pelos Res Saxonios, os
l Pares, q>e conliecia dos delirios comme-
i i.los p los haie- e Sin s. dos feudos; a
Magna Ca, la depois e-tendeo esta iegaa
a todas es clas.^es, esiabelecen lo, no sen art.
aO, que ninguem p^dia er condeatnado
se n5 pelo verdicto de do/.e homens di
visinhanca, tec. nhecidos p>rpiobosede
b a reputacaS. Suctts-ivainente depois
esta IiisMuiea se fol nitlboiando, obten
do no reimdo de Maris, q ie os acensa-
dos fi/.essem ouv r testemunh >.s, e lives-
seni hum Conselheiio, ohiendo, p lo Es-
tatuto 7, de Guilherroe 3 huma organi-
saca judicial ia, mais completa; e uo M
anuo do reinado de Ai n < (juasi ,toda^ as
f rtnas com q >e hoje se rege alii, excep-
to que naqui-lle lempo o ShetilT he que
cscolhia osJarados, em quanto que hoje
elles s.-i5 soi tetdos. A Franca de-de 1187,
que leve Juiaes populare! ou Jurad-s,
tjue conhecia dos d<-hctos do povo, como
a corte dos Bn5s mf.accS^s
s leis feita- por estes; todava etta e ou
tras garantas pop hus tinha pon. o
pniiio-iio invadidas pelo poder d--s Res,
al que a gloriosa Coostituiute res'ab le-
ce.se ejle anlgo dieilo, com a le de 29
j*e Siembro de l79t, alguna dos m.-tn-
Bros de*ta precla.-sima As.emhlea queri-
do esteuder o julgamento por Jurados at
as cansas MfU } mas prevaleceo aop'ni-
a5 de limital-o- aos crimes, que a le pu-
ne c< 111 penas aflettivas e infame*; de-
pois disso, ella tem 11 Id diversas aliera-
edes uaquelle paiz, como nos o faremus
ver.
Ora, se entre pnvi-s ta esrlaiecido*,
e-sa Iiistin.icaS tem tido carencia de tan-
tos seclos pira -e enraizar do koI, e i
denlifi, ar-i-e com os rostumes de eua ha
hitantes; romo entre n-, itie n.6 p'ssui-
mos os elementos tle civilisuu daquellas
uaedes, pbisica e no almenle fallando,
ella ha de ser ja p> if iia, t-ndo apenas
quatio anuos deensao? N he po.-sivel
i-so, mornente quan io se applicid hum
paiz as Iris copiadas dos paizes et'angei-
tos, lindo se em pouc eonsideract o es-
lado de e iuc.ica de seus habitantes e a
diminuta forca phisica e moral do Poder
executivo, que, fazeudo e.-perar a impu
nidada aos ciiminos, abala o animo dos
cidados chamados condemnar os delin-
quentes, con a espe laliva da vinganca, e
f*z as-im cahir hum verdh lo de absolv-
c sobre crimes, que sobr manen a im-
poita s redade punir. Masa pxcellen-
cia da Insii'ui-a, na sua essencia, nin-
guem a p-ti-
ta .-os outttis meios de rouhfcer os cul-
pados e dist ibuir a Justica ; he sim mis-
ler mo'lilital a, aclimatal-a no. n sso pa-
iz, a fim de qoe ella brteos fruclos que
mos mais prud-ulea tem sabido c->lher :
lie animado d'e.sl.s (Jestj;>s, que o autbor
da Memoria proj 6e algumas medida pa*
ra o imlhoiaM ento ('esta lnstituic*6.
A ele 19 directa do- Jurados, ce forme
indica o aulbot ser s-m duvida hum dos
mellioiai.ent .s mais proficuos, com que
se pode remediar os mahs, que tem na-
cido daadmissad nos cooselhos de todos
os cidados, que g i-a dos din ilos polti-
cos, eque tem bum-< pequen* renda ; a-
conl' C'ndo, que raulos dc-t.s nao tem a
preiiaa inaependenci.t e fi meza pua nao
cedereni nisinuai5e.sde outios, e nao tem
a necessaiid mslmcva pata avali.-rein os
aiteiiioms sophismas a ardis dos advoga-
dos; oque se pode dar, sendo a eleicad
feita pelo povo, ou-ao menos sendo a
designaca do Jais de Pas circuosciipta
dentro de hum circula mais estreitado
por quahdades, que guran'aS sociedade
o bom de-oropenbo de*uas l'uncces. Em
apoio d'esta opitii>>5, nos liaremos o ej-
emplo da Pranea, onde *<5 entra na lista,
que d o.Peifeilo o departam'nto, no 1.
de Agosto de cada huid : 1. aquelles que
sa5 eleitores; isto'h?, os que pagad aOO
flancos decO'it> ibuic s directas; 2. os
empregadoa publico", n -meados pelo Go-
lerno, e ex-icetido funcedes gratuitas; 5.
osofli iacs reformadas do exercito de ier-
ra e do mar ; 4. os Uoatores e Barbareis
das faculdadea de Direito, Sciencias, Le-
tras, os Doutores em Medicina, os Mem-
bros do Instituto, e de todas as Socidadea
scientificas, leconhecidas pelo Rei; 5. os
Tal llae", mas smente d p-s de trez
anuos ie'?xercicio. O Peileito compd-
desia clas.-e de Cidados huma lista de 60
nomes, que manda ao Presidente da Cor-
te Real, oqual, antes da lei de 5 le Feve-
rtiro de 1827, cscolhia desloa 60 nomes
36, que ormava oConsdho; mas de-
p is desla lei sao tirados sotte os 36.
No lempo da Ri publica os Juizes de Paz
he que fasiad a designacud, como boje se
pratica enlre n-, caliendo aos Admns-
tradoics de diputiment", que er.d eleilos
polo povo, o f zer a escolba. Nap-ilead
que usi'i'pou muitas das regalas do povo,
deixou de substituir esta deMgnaca feila
pelos Adminislradores de depailamento,
nomeados por elle, e suas cteaturai. No
me-mo lempo da Repubbca a lei prevn-
do a incapacidade de nimios Jurados, para
decidirera da vida e atvnda dos sus C6
cidados, em certos casos, cieou Jurys es-
peciaes, para conhecerem de certos cri-
mes partcula-es; Nap lead aboli no s u
Cdigo de 18O8 .-.les Juiys.
Como &- o cdigo fmncez estreita
o c nulo dos ilegivfis, conforme com a
opiniud de Beijamim C- n tatii. Hum
celebre criminalista, Mr. Aignan, preeo-
nisa muto a escolba dos Jurados feita pe
los E'eilores, que riomesd os Diputados,
forma que quis-ramos que se ad ptasse pa-
ta a nossa lei, nad.giadar a idea |ecad imme-!iala, e nad se adoptar tam
bem o exemplo do co ligo fiancez, que li-
mita a eacolha re tas capacid ides.
A suppiess.-d d<> Juiy de Accusacad he
outra importante reloima que -fferece
o autbor da Memoria e a que mais deve
oceupar a attenQad dos Legisladores e
d'aquelles que sabera, que nd be bastan-
te rrciuenar e ler prohidade para aquali-
lar na b linca de Thenis a accusacad con -
tra o innocente levianamente perseguido,
e os atyumTit is produzidoa em levor do
s> lealo que quer escapar a vendicta da
Jusiica. Heassim preciso examinar hum
processo e pronunciar o acensa lo aer
versado na Juuspt'ideo'ia e p'ist-ir co-
nheementos p a os que orientem o
h unen no labet tino de documentos, o da
linguagem ditfusa do nosso foto onde a
cbicana he hum ninho de gumi lio em o
q-.al cortos advocados se apia-em tiran-
do d lia Os seus argumentos capco-os ,
sorprendern os mais sagaeg ju-isR-msul-
los. Por isso conhecerem os Legisladores
fra (cares he quo substituirad o J iry de
Accusacad por Magistrado- da C-te Re-
al que em cada ses-ad dos Jjtados pfo-
tnimi- oteo, formad com aqu II s o que
alli se chama o tribunal das A-sises e as-
sisledl ai o lim todos os tramites do pro-
cesso. O projeclo do auth -r di Refirma
nos parece sanar os graves inconvenientes,
que temos expet mentado com o nosso a-
clual sv tema de Cooselho de Pronuncia.
A nece. idade de ^ff^ctar o conhi-ci
ment dos processos Jurados de luga tes
mas distantes, daqu Me em que se com-
m tle o diliol-j tem huma ut lidade que
salla aos olhos e vera a ser, de tomar
o julgam nto imparcial e independ nle,
cotiliaiid-i-o a homens (pie n 5 e-tijad
sib a influencia das alfetcdes locaes, as-
qaat-s d-uninad sobre oj.iiso d qaase to-
cio homens: aqu* He que, vai julgar o
seu vis'tiho com quem tem vivido, com
quem hale continuar a viver, protegido
minias vesos por a>gum g'o senbor cantad de quem se teme a vinganca ,
nad esta' d certo n'um verdadeiio estado
de independencia, e pnisso, hequemui-
tos prefi-rem aer antes multados do que
0111 parecerm as Sessdes. He veidide,
que os Juises de ficto devein ser da vi-
snlunga e essa he a dotttrioa do Jur
inglez ; mai*nesse mesmo paiz por in*
tei'pritates subsequents tem-se alargado
os limites que alli se achavad marcados
para eet visinhanga ; e se n'aquella
nacad houeie o motivos para assim se
praticar, quintos nad mellitam para
que o mesmo se faga na nossa? As ra-
ides que o autor da Memoria allega em
favor de.-ta necessidade, sad mui juditio-
t-as.
A outra de limitar-se o numero dos
ronselhos a cer'os lugares, trara' o
effeito, quo indicamos no antecedente,
e ass-gurata' a sessad para o lempo mar-
ca-Jo, ptrque entre hum maior oumeio
de candi latos seach-rad sempre sullici-
entes Jurados para aSs^ad; o que n..d
se d hoja pela multiplicidade dos Conse-
Ih-s qudevem muitas eses se reunir
lugares qoe nad pol.m ajuntar o nu-
mero suflicienle e dar aquellas garanta
que a lei exigP.
Quanto 0* defeitos da segunda classe,
a incapacidade dos Ju'Se de Paz, para
a instruccio do Processo he visivel pata
quem sabe de que importancia he e.-ta
base, st-b e a qual se apoia a pronun-
cfa e nos recommendamus a leitura ,
d moria tobre este inconveniente, que el-
le aconselha de remediar,..confiando aos
Juises Municipaes a in trueco do proces-
so. Na Frang* ha Juises formados e no-
meados pelo (joVernO a quem esto' c- n-
fiado o cuidado de preparar o pmcesso,
os quaos sad chamados Juises d'instiuc-
C d. Assim como recommendamos a lei-
tura das reflexdes, que o anlhur faa res-
peilo da Piouoncia doaacluaes Conselbos
de Acrusacdes.
Taea sad os principaes topicoa da Me-
moria onde se ac bao conbtCimento! ju-
rdicos, lgica, concisd e hum arden-
te dezejo de trahalhar a ptol da Patria.
Os limites d'este Conimunicodo, nosim-
pedem de analtsal-a mais onoc-osa-
mei te,
( Do Diario da B.hia).
(Paquete do Rio).
EXTERIOR.
HESt>AMlA.
Madi-J, 1. de Dasen>bto.
Partes r-cebdaa na Secretaria de E-lado,
edo Despacho da Guena.
Divis.-d di Guarda Real Fxm. Sr. :
Ao Evm. ar. General Dura lisi iro A-
laix puteepu lu-sta data o Seguiu^e :
-Exm. S.ir. : Osininigos foram per-e-
guid >s ne.-tes dias detxaii io-nos 56 pii
sioneiros varios nmitos, e a'guns pas-
sados : tom-sram a direco de -Alcal lio-
j- cheios de cansaco e iadiga, e como o
Brigadeiro Narvaez devia achar-se eni
Algar segundo eu Ibe tmha dito dee
ter se batido em Alc-l, e confirma se es-
la, idea pelas nolicias ipie acabo da re-
Ce'ber deque esta taidei se tgn ouvido
no dito ponto descargas e tiros de ar-
l heiia. Se a el v 1 -.-o eslvse reunida,
>eguetia a mitin 1 marcha ; porem che-
gou latde a vanguai da e o resto tarda-
ra muio em sabir dos inmensos denos, aem embargo disso contiouarei
anles deamanbecer.
Ma julgo que a fortuna lenha sido in-
grata ,- nos-as armas uo eoconiro com
Narva a; ms de qualquer modo sei
mui conveniente |ue V. Ex. avance so-
bre Uurique para alien ler pa ssagem
que ha. as auas imediaedes em direceo
oe Gausin. > Ubrique, se os inmigostem
sido balidos como jdg', pode V. Es.
seguir a directo que Ibe parecer mais con-
veniente paraevitar que os seus resto! se
escapm da nossa perseguirlo, perseg- do-os V. El. al quaoda a ocasisoselhe
proporcione. O que transmiti a V. E.
para Ihe dar conhe-imento do catado das
ujieraces do rebelde Gmez.
Dos Guaido a V. Ex. mutos snnos.
Acampamento de las Ventas del Castauuo,


DURIO BE I K K N K VI B II C O.
24 de Novembro de i836, oito horas
da noite.^ Exm. Snr. Filipe Ri-
vero.
(Gazeta de Madrid).
(Do Din o do Governo de Lisboa.)

VARIEDADES.
Coniinuio es asneiras do n. anlere-
denle.
0 conde de F.... era um cavalleiro
de S-iui Louis que tinba servido no re
gimenio de meo pai. Meu pai fazia a con-
deca de F... e emprestava d nheiio a seo
muido. O conde de F.. nanea sol
tiln lembrado de pagar urna pistola a uto
p*, e fi>i para mim uaia felii idade. Gui-
do loltei di ero grafio, achei miaba ruu-
Iher ui-t.ll-d.t nos meos bens, e casada
com um conven ionalj; eu uio tnlia um
aoldo de meo ; o conde de F... pagi.u me
0 sua divida, e a c mdeca deo me um quar
lo em sua c>sa em Pars.
A condeca de F.. linln 70 annis,
gostava muitode tabaco, e de cachorri-
nlios. Seo^marido usiva de rabil bo e
1 (i- andava direito como um june e
sempre a j porcau-a da siude, e bar-
peava-se a si mesmo pur philosofia.
Nem elle nem sua mulber t uho emi-
grado ; eiio muito ricos, s.us Blbos e
(inhio a melhor meza de Pars, deipois
dasdemr. de la R< ynire e o ministro
Talleyraud.
Eu janlava tolos os das era ca da co-
dera de F... Eis-aqui qualera a minba vi-
da 1 nlo.
Levantava-me ao mcio dia almocava
no meo qnarto ea raesmu lempo lia os
joruaes. O criado do conde de F.... vi-
i)In pcniear-me urna hoia 6 as duas ,
eu desoa para o sali da condeca de F.... ,
onde a actuva > com o seo caclion inho.
Be'janJo-lbe a mo, eu Ihe pergunta-
vacomo passava depois af.gnva Me'lor
que ladrava ; assentava-me entio; filia-
ra da chova do boaa temp > ; a condeca
meconiavaa sua apre-en ac.o co Louis 15, a cor eoleitio doaeo vestid
de casamento ejurava que a Fianca s-
tinha perdido desle o dia em que o conde
de Ai tois tinba g >vernado a carroagem da
r.ii ilu fedo cocheiro : ao que eu resp in-
dia Sim senhora! lem aiuita ra/Jo ,
pe fritamente i\.iio. ,, E eu fazia testa a
Al' dor que me morda os cpalos e os lu-
vas. As (re hars viuha gente, e eu
tiulia a iniiiha liberdade l ojaular que
era ex cliente e onde eu coma por qua-
tro. Depois do jantar vollava-se para o
sali. A condena de F... tinba soboiiib-a
que cantai io, e t x a vio piano : conve -a-
va-se, ra se, e nio se falla va em poltica-
por causa dos espides. Preparavo-se
mesas de jogo. A condeca de F... jogaTa
o reo bostn os mocos o viute eum ou
3j e 4o e eu fazia a partida do trie trac
cuoi o velho conde de F...
A meia noite lodo o mundo se retira-
v ; a Condece de F... nio se deilava se-
nioi 3 huras, e eu tica va com ella para
Ihe t.ier a leiiur < e eacutar as suas tarja
iGrs de Louis i5, e do conde de Artoi-.
1 enh experimentado b atantes exi-ten-
cias diversa e p >sso aseverar que e-ta
he senu a mais bella ao menos a atis
tlil.
Eu nio obrava eu nao pwosava ; escu-
tava e coma. Tinba iniuha hoia pta
comer e nimba, tiora para escutar : i-to
taiava regulado por urna outra vontade ,
que nao era a minba. A llicida Je pois
consistira em nao queier, nio ohr-r,
nao pensar. Ha urna rouza que vale mais
do que ser I. li ; heaer homem.
Algumas v cencias de hir ao tbeaho Francez ou
Feydeau ; eu bia sempre ao seocaniaiole ,
e dava-lhea mao ao entrar para acarroa
geni. AdmiciV muilo T.ilma e 111 >le-
inuizel'e Dui h<*uois ; mas nunca pule gos-
lf d'E'.eioU, ueui deUailin ucm tio
fl n Ama da opera com a ; a Alemaoba
a Italia me tinho mal acostumado.
A condeca tinba urna mana ; eKa que-
ra P.orar. Seos lacaios es'avio sempre
vestidos como principes; ella reprehenda
seo maiido quaodo mjava as mangas j an-
dava vestida como ama divindade e gos-
tava que Ihe riisae>sem que o seo saia
( era o m., elegante de Paiia.
1^ Pela minba parte eu fazia todo o meo
pos>ivfl pai a aodar uro pouro aceado ; mas
tinba um lendira-nlo to delgado quea-
pezar d^todo o- irnos esforco para oes*
tirar, niuitas vezes elle meanieacav. de
nio tiingir o fim do anno.
Um dia me apeicebi que os meos cal-
ces mais novos eslavio bem maduros ,*e
a minha melhor cazaca ja mostiava ascos
turas....
Nesse dia a condeca olhou para mim
mus vezes quede ordinario ; ella olha-
Va orava, He pois tornava a olbar ,
continuavd a olbar e eslava s<.mpre olhi-
do para mim.
Deo meia noite. Nos firamos sos ao
p um do outro. Tcraei um livro e puz-
me a lee. A condeca eslava disliabida ,
pieo'-upa'a pensativa; eu a snrprehen-
dia com os ulhos filos em mim com una
txpressio cxMaordioaria i-to durou toda
a noite.
No dia segunde fo a mesma couza ; eu
a nio s bia oque pensasse. O que .' disse
eu comigo.... Sn po-sivel ? madama de
F.-.. com 7o ano's..... cuidar ella ?.....
A ti p b e Sai u I Barh
Apenas acabava esta ex lamacio vejo
entrar no qua'to o meu alfaiate.
Eis aqui Sr. Bach um colele urna
cauca eunscalces que eu acabo de a
promptac para vid,
('orno be iso P exclamei en.
Foi a Sra. condena quem mos enco-
mendou.
Porem id- u caro....
E quem mos pagou.
Cahi dos nuvens. (ou se quiser, fiqoei
en.basbacado.)
A tarde quatdo eu desci com o meo f.<-
to novo os olhos da condega resplan -
deceri de al g'ia.
Como es: eucantador me disse ella em
voz b xa ; se soubes^e como goslo deo
ver as-im ?
Ah o>eo D os pensei eu qua hei de
fa/er 1 como me esquivar.
Resolv de evitar o mais po-siiel o ficar
mos sos; tiz-medoente e oceupado, re-
tireime como todos os mais roei noi-
te, e nio de.-ci mais sei > para o jantar ;
finalmente nolei cono piazer que a con-
deca olbata mnito menos para mim. e uoe
j nio su-pirava quando me via ; qoiK a-
1 abar a cura e fui pas*r oito dias em S.
Ge in-in, em casa de um dos meos ami-
gos v. II10-.
Era um amigo no quetario qae tinht e*
migrado. Vivamos ali cuco ou sei que
b-biamos .--o comamos salgado, nion-
tavamoa cavalloa tarde, e carava.11 os le-
brea pela manhi. Su cedeo-me cahir
n'uro pm'tano com a minha casaof e 10-
p no* espinbos os meos calces.
Voliei para Pari; tornei a vestir os me s
ralcSes velhos a minha casaca rapada e
fui saber noticias da c mdeca de F.... nm
chei a mais pens-tiva .je triste do que nun-
ca. Olhava para mim e suspirava ; eu
eslava n'um de-preao. Para a ditiab'r ,
puz-me a co.liar Iba a minha queda d<
challo e a caiastropheda ca/ac*, no qu
ella tomou um interes-.e exiiaordmario.
Ao depois levantou->o ahanou-se, ba-
teo na caixa de labaco e de.i todos os s g-
naes de urna grande agitagio.
Para cumulo da degraca o con 'e de
F..... tinha sahilo; jantamos pois -s e
a condeca dis^i-me que aquella uoiie ella
ni 1 esprala pessoa alguma.
Proionuei o jantar at o mais tarde pos-
si vel. Fallei sobre Loui> i5 sobre ma
dama de Pompadour m.dme de Chate.
auiO' x os j-suilas, Volt ir e sobre os
parlamentos. Nio me bmitei s a escutar,
discut. Ms ah! pibre de mim, f
precito levantaimo-iios da meza dar o
braco a condesa e passamos para o sa-
la".
Madama de F...., a.-sentou-ae soltando
um suspiro ; eu fiq-iei da p encastado a
t hamiu, e o mais longe po-sivel.
H uve uro mam* n'o de ilencio. Bem
se via que para ambos a hora era solemne.
Oh Ceos, pensei eu que vai ser de
mim ?. Mas he orna cous- terijvel !..
Esta mulber nio se leiubra que eu sou o
filho... que meo pai... Ah l meo Dos,
ei-la tomando tabaco.
A condena, evidenlemenle e>tava na
mais viva agilacio ; ella pareca ter a'gu-
ma cou.-a a dizer-me e cecear de fallar-
me.
Senhor disse ella....
Nossos olhos encoutrario se eu abaixei
rs meos, e corei. Conheci que eslava
pe Una lo, e de tal m-n-ira que vi me
obriga Jo a asentar-roe.
Sr. disse a-condeca eu nio sei......
mas..... vosso semblante.... vo-so emba-
raeo.... Adiinhai me t.lvez ? Q e que-
ris ? Nos mulberes.... temos nos-as fla-
quezas e eu sinto.... que ser preciso
confi ssir-vns....
Senhora exclamei eu na maior ago-
na !...
Nio voi atasteis Sr. du Bach! deve-
ras eu estou toda enver^onhada.... e nio
hm como vos explique.
Sen lio. a condeca... por misericor-
dia !....
E-cutai ds vos todos os betis ; se esta bole.....
A e-tas plavrsnio me pude mais con-
ter ; levantei-me api'O'imei-me de ma-
dama de F... e com um toiu pathetico
Ihe disse.
Teitdes me |em birlo de favores Sra., e
toda a minha vida vos amare poiem
S a. eu nio posso ter p*r voz.... Pen-
s-ii na amisade que me tem o Conde de
F**! Seria honiv-l da minha paite
se eu msnchasse.... A condeca nio pode
-usier urna grande riada eu parei estu-
p facto.
MasSr.... aquella confissio, esta bol-
sa...
Q ieria pedir-vos qu coraprasses urna
casca nova.
Pbilosophia.
Nio ousei mais apparecer Cond'-ca de
F** ; e fugi para a outra exlremidade
de Pars iell.. tinilo na minba n es-
trella que me in-piras-e sempre urna to-
lice no momen'o em que a aorta oiesoc-
conia um pou.o. J nao tinha mais a
boamezapaia jantar, a boa cama paia
dormir nem creados para me (rastren
osjinae-, ef.isaiem me acabelleia; *o
tinha uns cales v pada, e Mita bolsa vasia. Entretanto ad-
mirti me de ai bar me mais lesto e bem
di posto do que nunca ; pareria um estu-
daiite q'ie otha para o sol, n'um dia feria-
di. Eu perttnria rae a mim mesmo, e
via-meobiigadoaobrar ea querer meo
-angue b tter com violencia as art; ras ,
111111 ha- deas se pieciptvio no errebro ;
ou sentia urna cousa mais viva que a felui-
d.'d seniia me existir.
Nesse momento btanle pbilosopbias
sonheitu. Beconheci o Bada do que mu
da no homem e a grandeza de que nelle
i.ada pode mudar. Passei ero revista lo-
dasasphae-da minha vida; 01a me via
com as sallas vermtlhas do coi tezio ora
rom a pl..na do fidalgo camponez ; via-me
fugitivo, tocador de rebeca, mestie de
msica, eniinando lingoaa e commensal
do conde e 1 ondeca de FY* ; e depois,
debaixo destas diversas foi tunas, cu re-
conhecia esle eu que as revest todas como
se fo-sem casacas. Isto me animou e fiz
pooco caso des'as formas passageiras ,- vi
tu que o roracio nad tinha participad".
Ora vamos, disse com'go, Srouel ^
Bario de Bch he pieciso com' Qnrea um
nova exi Inicia e em cons'quem ia tu
me coirttor de Typographia.
Os B. f>rmadores.
O dinhe;ro que eu ganhava na minha
Typograpbia junto ao pequeo ren ii
intuio que tinba, dava me pna viver
confoi t.vilmente. Soube criar roe urna
solido, e una ob-coridade ho meio
drste tui blenlo, e bi ilhante Paria ; o que
he muito fa. it eali philo-ofava a minha
vontade. Para quem tem urna certa ele.-
va<,io de espirito nada toma tio d siveis, e-sas ba^atellas porque su-pira as
amiiices vulgares, como o tel-as tido em
suas mos.
Apreciando pois o valor das dislincSes
sociaes, coaaprehendi que a verdadeia
,-ociadade, nio exislisse srnio entre as in-
telligencius, e que debniodesta super-
ficie douraJa da vida humana existia u-
ma outra vida, qae era a nica real aos o-
Ibosde Deo*. Toda a cri*co material e
sensivel, toda a configuiagio visivcl e
exlerna das sO'-iodades naforab teit'a8'se-
n. para servirera ao desenv.,lviient
desta vida miste. 10 a que be a do espiri-
to edocorasa. P01 tanto na5 seoli o
grodegeraiquia mesquinba deque tinha
descido se assira eu poda cle-
*ar-me um grao mais alto paca a con-
templacada |usti<;a e da verdade. Fu
mesmo mais. Capitalizei o meo pequeo
rendimento, compiei urna patente de 1-
vreiio, e um fundo de livraria ; arrati-
gei um gabinete de leitura eescieii por
cima da mesma porta : Samuel Bach. Li-
vreiro ; assim como Mirabeau, meicador
de panos.
Agora mesmo que ten fio 'adqlrrido uro
certa fortuna giag^s a providencia da
meo negocio, eu nao guereria tornar'o
entrar no mundo e reasumir o meo tia
tulo a BaraS ue Bach. Estou velho ; te-
nho meos costumes ; julgo os bons e
quero os conservar. Domino do alto o
movimenlo dos e-piritos com elle te faz
no DOaao lempo ; na (.lulos .phia e na ac
le. Os livros que sad a sua expresst ,
vendem-se na minha liviana, ou se Uem
no mee gabinete de leitura e oaauthorca
amoiitoa-se 111 minha aute Canaca co-
ufo na de um VImi tro.
( Do Correio Mercantil. )
Pnblicaco Literaria.
Diverlimento Campestre Simples, ou
Drscobrimcato da sorte de cada pe-.-oa, q'
aqui/.er liiar. |Vende se na Pra^a da Iude-
pendeiuia J..ja de livros N. 37 a 38 -por
duas palacas cada hum.
rgr^ai
AVIZOS DIVERSOS.
Januario Alexandrino da Silva Fabello
Caneca, profe-sor de desenlio no I,i- c 1 se-
gunda vez se propoem ensiguar em sua ca-
za (ra do Livramento .sobra lo U. 14) a al-
guns meninos a ler, escrever, e cootar do
prefixo lempo de um anno, recebe meni-
nos de ambos os.-exosde 6 anuos de idade
pelo menos, depois de examinar por dias o
tlenlo do menino entio t> artai do ajuste
com a p>ssoa, que o dominar, e o trato
nduz se a nada leceberda dda pessoa se o
menino nio se aprontar no dito anno.
tjrJJP" Quero anoumou no Diaiio de 19
do mez de Dezembro do anno p. p., que-
rer fallar a gn ci Joze Pesiara, dirija-se
a praca da Independencia toja ?. 37 e 38.
jEgp Precisa-se de urna pe-soa, que
saiba ensignar bem Grammatica latina, e
tiaduzir coro peifeicio a mesma, para en-
sillar n'e.-ta Cidadea uns meoino3 ; e sen-
do pessoa desembarreada, d:r se-lhe-b
casa, e o necessario, t se pagar por mes
oque for r.soavel, com pieferencij a al>
gum Sur. Sacerdote, ain?Ja roasmo sendo
Porluguez ; quem esijvc-r em tsescircuus-
t'iicias, e quizer faser este DPgo' io annun-
ci a sua moraba.
|Bj*> Nesta Prasa deseja-se fallar com o
Sur. Manoel da Silva Pones, e ao Snr.
Joio Antonio de Audrsde, a .legccio, quei-
lio dtclarar aspu-s morads.1 por esle Diario
para se Ihe- fallar.
* C#* Quem precisar de nm Brasil, iro
de ao anuos de idade paia cixciio de 1 na,
ou dequalquer aima.-e0, escreer em cu lorio, dirija-se a ra do
Nogu ral). i9, lado dos -i, onde .edia
^ueni sto .-e prope.
rr^ Quem qmser dar costuras grecas
e finas tanto de heme/j como de mulber
para coser, e tambem escraio- para pie-
henderem a engomer rnn (oda a perfcicio,
dinja-sea 1 ui da Sanzalla nova lado do po-
cote i b a do D. 5 pi imeiio andar q' acha-
la com quem ti acta:.
/jr Quaiquer nr. Uabitanta desta
provincia, qua se quise.- utilissr 60 diaem-
peuho da faculdatii.edica, ou C'ii urgir,
por paga, e sea ella, dirija-se aOlinda la-
deira da bica de S. Pedro; c subida, a d-i
1 vita, ca.-a n. O, que aet servido.


4
m
D 4 I R I O DE P B B N A M IJ U f! n.
\
Diz< j -se fallar cono o Snr. Jos
Bento do Res morador na Mu ibera, ou
quem suas vetes fi.er : anauacie paia sa
lbe Miar.
&&* Dezeji-ser.ll.tr cora o Snr. Joo
Jo Njm-m ento Btrata ; aiinuncio.
**JP* O Snr. F aorUco Lopes de Aran je;
anauacie sua inorada para se 1 lio fallar.
*J3P" Deseja-se fallar ion o' Snr. Amo-
nio Joze Lopes : aonuacie para ser piocu-
rado.
9QC*> O Snr. que annunciou querer
comprar as < bras do Padre J.>te Agoslinho
de AJacedo, dirija.se ao Contento dn S.
Francisco que abi achara com qu-. m tra-
tar.
tty A'uga-se ura 1. ou mesmo a an-
dares de sobrado, que tenbio bstanle com
nodos, em qualquer rm, nao sendo esta
e^quizito, com preferencia no Bairro de
Santo Antonio prometes .pagar bem,
coao agrade: a tratar as 5 Ponas D. 48.
JOP" O Piufessor deGeometiiadoCol-
legiodas Artes do Curso Jtnidico abaixo
assignado avia a quem c.nvier, qae desde
30 des!e mez at o ultimo de Morco, na
rasa de sua asilencia defronle do Jardim
Botnico, demanbi, e tarde al as 4 ho-
ras matricular para sua Aula.
Joze Pedro da Silva.
qoem a ti ver pode se di i igir amado Cres-
po D. 7, lado do sul.
IfW Perdeu-se uro mtio bilbete da
Loteiia do Seminario de Olin la desta Pra-
ca al he os aff gado< de n. 5o6 ; pede-se
a qi.'< m n axar o leve a loje de roiudezas
de Fuzcbio Pinto S* C. roa do Quemado
D. 5 que sei recompensado. Roga se
ao S<. Manoel Caetano da Silva Teiouni-
ro da mrsma que no razo decebir premia-
do o nao pag>.e se nad ao aba xo assign ido.
Antonio Jos Fernandes [da Co>ta.
Quem qui^er arrendar a ra*a terrea
( ptima por SU* posic*5 p za ) rom sr>t*m cita na tua Nova defrontH
do beco da Camboa do Carmo onde < st
urna loja de chapeos, dando dois ceios
de rs. adiantado- ( para remir a hynntbe-
ca feila a-> S'. Tlion s de Aqoir o Fon ce-
c )a fim de dehcoulsr e-sps dois contos de
r., no-, lgubres advertindo que e da-
r re ais anuos a quem m Ihor negocio of-
forp,-r dirija re a roa de S. Cruz n.
a3g. 0. aiaiallarcom o proprietario da
referida casa.
NAVIO A FRETE.
Frta-se pira qualquer porto da F.uro-
pa o omito v-l'eiio Brigue Dinamarqii'Z
Sirios He lote de 250 t mellado*, Omiti
H. Sihmids da p imeira cla*?e forrado, e
ra vi Ida do de robre, est prompto para re
ceborcaigj ; quem o pertender f>etar di
rija s'aoseu consignatario A. Schramm,
ra da Cruz n. 1j.
LEILAO.
Amanli a4 do Correntefaz se leilio de
50saccas rom am>z vindo do Maranhao
por conta de qinm perl ncer.
Na padaria nova e refi naci do
Forte do .Maltes D. 43 prera-se de um
bouiem farro, ou captivo, para tr..b*lhar
na inaceira.
ICT* Piecisa-se alagar um prelo para o
servico de casa, e se agradar tamb m be
-compra, e oH':*iece-se bom aluguul: na
tnesina padaria cima*
X#" Pieciz-ae de urna grande quan-
tidade de liinoi iros queso vio para cerca;
quem osliver annunce o logir e o preco
por quanto rende o cuto, ou diri-
ja-sea Pracada Independencia loja n. 4*
rjr** Quer-se cubrir um chapeo de sol;
quem quiaer se iucumbir dete tr. bilho ;
tonal ocie.
%^ Qjero precisjr de nm caizeiro
para esciituracio, loja, ou na, que sabe
escrever, e contar com peifeicio, e da os
milhoies conliecimentos de sua conducta;
anuuncie a s da, oudirija-sea la do Rangel, penlti-
mo sobrado defronte da casa do Sello, que
achara com queui tractar.
J^ Precisa-se alugar um moleque de
12 a 14 anuos, o qual he para servir em li-
ma loja do chapeleiro, com a cond cao de
&e Ihe ensinar o offi io igualmente : a fal-
lar na Praca da Independencia D. 3i.
XaT* Qailquer pessoa q'lhe|for|oiTereci-
da urna ca xa pequea com 50 a 60 oita-
vas de prata de beiras r n rfa em a noite do dia 22 do coi rente da
I^reja da Soledade, entregar ao Thezou-
reiru da misma I*;r.j, ou na ra da Ca
deia n. 53, quesera recompensado.
jry Precisa se de u na casa era nma
das prinoipaes ras do Rccifa e quem a qui-
zer alogar dirija-se a roa da Cruis n. 60.
W Precita sede 6 serventes para pe-
dreiio : quera os livor e os queira flugar,
diiija-seao Forte do IVIattos na prenca de
JoioManoeldeJtzus da Malta a ti atar com
0 mesmo assima. .
HP Precisa-se da urna criada para ca-
za,que sejaasaeiada, entenda de cosinha e
zellosa no cumprimento dos seos deveres :
na Pracinlia da Independencia loja n, 3y e
38 *edii quem pre< isa.
%3y A pessoa que pr.-isar de urna a-
raa p.Ta todo o ser vico de ama casa de por-
tas para dentro de tudoque Ihe convier e
for de sua olirigaco, procure na ra Di-,
1 eita sobrado que bota para a ra da pe-
nba defronte do -obrado que se esta fasen-
do, do Sor. QointeJIa.
a?' A'uga-se um sobrado de dois an-
dares e loja, sito na roa velha da Boa-vista:
quem o perten ler po~ie fallar na praia do
Collegio armasem de Franciso Joaquim
da Costa : eso' sealuga todo.
*jP' O Snr. nogociante, qae recebeo
da B.ihia urna carta de Francisco Antonio
Ribciro, com ordem de eotregir a um es-
tufante de Olinda ootra carta do mesmo
Francisco Antonio com 30$ res, queira
i.ser o^f ivorde declarar sua morada para
aer procurado. *y O Palazo Americano JVeptnno de
JT^ Prerisa-sede urna ama de leite lote de i55 tonel'adas, construido em
paja criar ama c*-ianca, forra oe uva j j i834, forrado de cobre do noro, em Agos-
COMPRAS.
Um relopio de parede, dos de pau ; qoem
o tiver annanrie.
HP Um .noli que de 1G a 20 annos, de
bonita figura,sem vicio algum, e que te-
nd principios de sapateiro, ou sem e-tes ;
piefei indo seo de Angolla ao cr 'o: i|uem
o livvr annunrie com brevidade, poia se
promete pagar bem.
VENDAS.
Folinhas de Algibcira a dose
vintens de pc>rhi a seisvintens, e
de Padre a pataca : Na Praca'da
Independencia loja de livros 11. 37
e 38, na loja do Sr. Antonio Jos
Bandeira de Mello ruadoCabu-
gk na na dos Quaflete venda
. 2, na Ttavessa do Roza rio pa-
ra eQncimadoloja 11. 7, e defron-
leda Igreja da Madre de Dos,
wnda quefoi do Rezende.
ffTP Um cazal de molequnhoa, t< ndo
de i tale rada um d'elles 6 para 7 anuos :
na ra Direita l). 4.
jrjr* Urna semva moca de naci An-
gol!., lavado sabio e varreila, cosinha to-
da qu.-li tade de comer, engoma, rose, e
vende; por preco ommodo : no H .spicio
passindo 0 cj.d de Joze de rinho Boiges no
primen o portio.
t^r* Urna porgio de barricas vasias :
em Olindi na padaria da ra do Aropaio.
%&' Urna escrava, que cosinha,-engo-
ma, laliil para todo o servico, e bem pa-
recida : na tua da Cadeia do Recife loja
o. 19.
flp Um cava'lo de rstribria goido,
bom carregador.eesquipador; na ra do
Livram-Tito venda deCardial O. 1.
to do tniio passado, prompto a seguir via-
pem para qualquer porto: os perlendentes
dirijio-se sos consignatarios Heiiriq e
Forster 8c Comp.
Xa?" Cartas de silabas, e taboadas (bons
methodos) para iinnin dos na roa do Nogueira 0. g, lado do
tul. ,
jrjP* Duas canoas de carreira com 3a a
33 palmos de cu prido e 1 e meio de bo-
ca, e orna grande com $7 de cumprido e
3 palmos 11 for gados de bocea de amaiello
niuitobem endicionads : quem perten-
der diri-.-e a ra D^reila padaria D. 33.
jr^ F^rinha de trigo de superior (|U*-
lidnde por pre o cmodo em barucas j-r n-
dtse p quenas; na pienca de Antonio J-
ae Pe eir de Mend'.-nca.
Uman.gra da Costa, tem muito
bom leite, sabe engomar li-o,cosinhar so-
fiivente, ensiboar, e muito boa venda-
deira : no aferr da B a-visti n. 99.
JF Umi prela Ha Costa de 30 annoa
de ida de, s.. be cosinhar o diario de ama
casa, e lavar de sabio, evai-rella, boa qui-
tPiHeira e entend* do servico do campo:
do beco da Po' s.b ado D. 1, no piimeiio
andar.
tW A Polaca Brasil, ira Cathaiina, an-
corada na piaia do Collegi, dd lote de 120
tonelladas : a tractar com o Capilio abor-
do, ou rom o consignatario A. Schramm.
jTaT* Por prego ommodo dois biomlos
muito bons cantad-.res : no pateo do Ter-
co venda junto a Igreja D. 2.
>TW Urna han la de seda nova, borlas
d'ouro, por piego muito c*. minado : as 5
pontas D. 48.
\& Um elavinrite francs, com muito
pouco uso, por pi eco commodo : quem o
pertender aununcie.
ESCRAVOS FGIDOS.
No da l6dororrente mez de Janeiro
futri um molerlo ciiuulo <(R i-I de al-
faiaie, idade 24 annos, rom o, signaos se-
guintes : de bo estatura, bem prelo, ros-
to cun prido, cabello p^-nliado, urna cer-
cadura na testa de um tilho, nariz filiado,
dentes .iberios, beicos tinos, 1 i e dedos
cumpiid!>: levou vestido calca le riscadi-
no azul, vesta de xita de palma, levou ma-
is ca'g.i e jaquel de setineta branca, t.ez
camisas de paninho de m-ntaiia boidada,
umatb rta u duas feixadas, ludo novo e
xa peo lino de cepa em meio uzo : as pes-
soos q je do r-'fei i lo e~ciavo liverem >ot-
ci.^s o p. ileio *prelieoder e con imir no
sitio x\a estrada que vai do Hospicio (hoje
quartel de Tropa) para Stnto Amaro, pu-
-andodois sobrados, oprimeiro poilao im-
mediato, serio bem g'alionados, pelo seo
traba'ho.
Ijry Fugio qu-si a um mez urna preta
ciioula de nomeGermana, com os sigoaes
seguidlesbaixa e seca do coi po, falla bem
ezp'icada, desdentada, e com ura dente
da parte debaixo alguma cousa deitado
para um lado; advrtimio, que ella cos 11
m 1 mudar o nome para o de Rom ..ni, esa-
be-se que lia acha-se presentemente aqu
na rr.ca ; qu ruados Martirios casa D. 15 quase defronte
do beco do Marisco, que sera recompensa-
do.
lejr Fugio em ltimos dias do mez de
Outubro de i836 umescravo de nome .M-
ximo, ci ioulo, official de carpina, do En-
genho Genipapo na freguezia de S-nlo Ao-
lio, de esta 1 ura mediana, iJ.de 30 e tan-
tos annos, bem barbado, e encahellado
por peitoe pero.s, cara redonda, o me-
mo olhos e cab-ca, fumador, pronto m
fallar, portra>so e t.mido l'oge, procu
raudo quera o compre, cazad > e tem fi-
Ibos no mesmo Engenbo ; cus'tima pro-
curar lug e de servi<;o de seo ollicio, pelo
que tem sido conservado com recato pelo
iiitereS'e, ei.mii fosse no Cabo Eugeoho
M -ribequinha, e no Craval cima d San-
to Antao iro Eng-nho Verteute: comem-
peuho peJe-se seja apiebeudido, da que se
da. a boa gralificacio al I002) res levan-
do-st ao mesmo Eagenho Gampapo, ou no
Recife noattei 10 da Boa-vis'a 0. 7 ao pro>
pnetario do mesmo Eugeoho Lourenco Jo-
ze de Carvdlho.
I6j^ No dia 8 de Janeiro do prezente
auno fugio una negra da Cija de de Oa-
da de nome Label, do gr ntio de Angola
idade aa ant.os, levou veslido de rirad(f
(izuleam balde decarregar agoa : quema
pegare recolber a cadeia da mesma rectbe-
lado carcereiro 20JJJ rtis.
yy No dia 18 do coneate, fugio da
Tugar do Montt-iro um esciav. ce uume
Joaquim, naci Angolla, levand vestido
camisa e clca corta d'algodio da tena, es-
l.tura regular, um pouco secco do corpo,
tem una pequea falta de cabello na ci 1
da cabuca da c ntinuacio drregir pe.. :
qualquer Capitao de campo 0 aprehender
e o lerar aquelle lugar, ou a tua da (a-
d ia velha do Recite n. 7 que seigratili-
cad.i.
?jcy Beniduo o. gro de naci Angolla,
estatura e corpo regular com uro (albo na
face sqoerda, e oulro na Cabeva, na uaiu
esqneida tem o segundo d.do cortado pe-
lo m>'io; fu/io 110 dia 2a do correte le-
vando camisa e calca de bi im de vella : os
apiehendores l-vem-no a casa de Santos
Braga, ra da Moeda n. i4l, que rece-
bi rao 203J res.
XJP* ru^io no dia 29 de N ivembro do
anuo p.s-ado um negro de nome L-.urtico
de naca C 1. bar representa ler 3j a 4J
annos de idt.de levou vestido < a mi/a e si-
lo u 1 a de a I god .6 e bono de mai ujo ; Itu -
ra regular olhos regaUdo, sem barba,
odedoiudex da mad diieita cortado, fal-
la bem fui maiinheiro, e ltimamente
oceupata se ora no seivico do sitio e ora
no de ganhador na ra consta ler andad
pelo roco da panela caa fjrte, e onirus
lugaies a titulo de forro tr. euxada eci lando Icnha e capimpaia ven-
der no R cif ; r-.ga-ae aos Capilaens de
campo ou ouirasquaes quer pe>soas prU-
culies de pegartm 'e traserem na tua do
Vigirio 11. 21, ou no cilio da 'Viovado
Miguel Fe reua de Me,lj no Salgadinho,
queser hem recempensados ; ssim co-
mo se roga aos Srs. Sub Prefeitos e Coin-
niissaiios de Polica o nao deixem troaw-
ar de mis pai a outros de^tl icio*; e aos Srs.
Cap su-nn de embarcagad o nao lectba a
aeo bordo antes o pieodao e remeta aoj
lugar s cima menciouados que te paga
r toda a despeza.
Tuboas das mares chetas no Pono ce
Per numbuco.
^ i7-*Segunda | 7h. 4a m
18 T:
J 19 Qj
4! 20-g:
aiS:
q aa-S:
a3 -:
a
tr
-8-30
-9-18
- 10 6
- 10 54
-11 4a
- 0- 30
Van.
:
I Tarde
&
NOTICIA8 M ARITluAS.
Navios entrados no dia a a.
Jersey; {34 das; Barca Ing. Janvrin,
Cap. J. l'dou: bacal bao; Clirislophers
5c Koope. Ton. a05.
Havre ; 28 dias ; Barca Franceza Came-
ba, Cap. Guilbert: f-zeudas : Fug. t &
Comp.
Dia 23.
Halifat; 39 das; B. Ing. Ltdy Cahp-
man. Cap. John Gilbert : btcalho :
Cbristopbers Sr Ronpe. T01. 102.
Liverpool; 61 dias; B. Ing. ludan,
C-p. Cabs Bethevi-lc: fazendas : Hsr-
rissun L tliam & llibert.
Safados no mesmo di.
Trieste ; B. I-g. Emraa, Cap. Robcra
tson : assucar, e couio-.
Babia ; Pataxo Ing F-lc-, Cap. Pialt:
ba. alho.
Trieste } B. Iog. Irish Lass, Cap. Gran-
dy : asaucar.
fERif., HA TIP. OB M. F. Fabja l83j.


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