Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:03040


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Full Text
ANNO DE 1837. SEGUNDA FE1RA
J>'
2 DE JiNEIRON. I.
1*1-1 ji.
flRKtagooo, Tt.iii M f. de P i n n IK.'Sf..
DIAS DA semana.
% id'
2 Segunda s. Izidoro B.
3 Terca s. i>. prigio h.
4 Quarta a. Tito M.
5.Quinta semeao Estelita.
6 sexta 4* Dia de Rei (EiphaniaJ Liia n. s 0 h. e
26 ni. da t
7'atibado $. Thoohoro M. abrem-a os Trlbuusea
Ral. de m. eaud da Vi*. < det oro. Olinda.
8 Douiiujo S. Lourunfo Jtutiniano.

Tirio agoradependi- de no meninos Ha nou prn-
leuc-a. inodtraco. e eni..ricia:cnntinuemo rom*
(irui.-ii'iHiiiiv. ffrcii'> poiiiadok cma admira.
in entre a* Nacoes mais cultas.
Preclamrfo da ttr.mblia Qtral lia Brasil
Siil>sorve-se / IDOOrs. mentira pa^na adi.intadns
nema Tv (lograra, ra das Cruces I). 3, e na Pra-
1* da Independencia M. '7 e 38 onde se ree.ehem
correspondencias legalizadas, e annunctosi nterin*
do e ate urrni leudo don propriOB astifnailtes,
viudo malignado!. 41
CAMBIOS.
Dntmbrt 30.
Js-iOndre*37a37 l|'-' Di. St. po lcd. ou prata a
50 porceuto de premio Nomina.
Lisboa ftfi por o|o premio, por metal, Nora.
rranca 255 Ra. por franco
Hio de Jan. 6 p. e. di- prcm. >
Moedas de (..400. IS.,200 II..400
4000 6,.700a 6800
Pezos I ,,440
Premio da prata 50 p, c.
., d-ie lettra.a. por mea 1 2 por o|0
Cobre 25 por cunto de ui-nuno
partida' nos con k ros.
Olmd _Todos o rilan ao nielo da.
(''Miia. A'lhar.dra. I'arailia. Villa do Conde, Ma-
manfuape, Piar. Re*, de S. JoSo. Mrejo d'Areia,
Ka'iiha. I'ombal. \.>va de Sousa, C i rinde do Natal.
Vil'aj de Goiaiininha. e Nova da Prineesa, Cidde
da Fortaleza, Vi!Jasaf> Arjuira, Monte mor nom,
Araratr, Cascafvei, Caniidc. (irania. ImperatriX-
S- Bernardo, S. Joao do Prinripe, Sobrar. Nova
Klllev. Jco, S. Mathetis, le echo do aangne. S
Antonio do Jardim. Quexeramohiin. e Parnahl a
~ Secunda* e Sextas reir* ao mein .fia por via da
Paraiba. Santo A nt2oTodas na quintas felras ao
meio dia. Qaraiiiiuns, o Bonitonos da* 10 c 24
ilc i :id.i un. / -i.i :n i da Flores no dia 13 da
cada moa ao meio din. Cebo. Serinliaem, Rio l'or-
moa o, e Porto Calvo noa diaa l, lie 21 de caita.
O ANNO DE 1836.
Ao'entrarmos no Anno de i837 ciiiii-
pre satisfast r hura costme, que o tizo
tero trnalo obrigalorio. Fazendo hu-
ma resenta suocinta dos factos mais sali-
entes do auno de 1836, oFereremos aos
nossos Ltilores algumas meditares sobre
o anno prjimo lindo no piadro poltico
que apresentio aquellas Naces com quem
temos ligaces p htico-commerciaAs. B m
adheiosde perlender daroctinho da infal-
libilidade a esla paite do presento artigo,
pelo contra-ato coiu iodo a amgrleza sub-
mettemos na5 so as noseas ida.a cortee-
ja5, e melhor tino dos e- uditus, como
tambero o encadeametilo dos factos qual
quer de roais fiel recordaea.
-* Njturaes, e residentes em Pernambucn,
he d'elle que alongando nossas fistas so-
bre o resio doBrail, por toda pane lubri-
camos com iliil'-micas un'Cjmenle aci-
cidenles, qasi a mesaia scena em polti-
ca) em roo- al, agricultura, commercio, e
artes; ese Pt-rnauburo ja' alrazado em
eatabclecimenlos em grande ponto, em
fabricas, rn obras publicas, coll-gios, &c.
o que alias j fflue n'outras Piotinrias,
he tambem inegavel, que o seu commcr-
cio tem corrido parrlbas, e Conseiv.ido o
mrsmo equilibrio com es?as Proini is
mais be-ii montadas do Imperio: sua ci-
vilisaca tem meiids de invejar a da Capi-
tal: se menos parece, be pr q' aquio Inxo
t n.i5 tem aitida sacrificado a hunestidade in-
lfteiramente, na5 he mais conheci )a por-
que os Peruambucanos s 5 pouco ambi-
ciosos de apiegoar o que fio. lia niato
na vt-rddde bum misterio, qoe se na5 pn- '
de be' explicar, se cingindo-nvs rao
tle ta o nad atiibuirmos ao ti nscendeiile
peijio P iTianibncn.i. II" a me>ma ac
tividodo, que t>e notta, e.ajue he g-ralm< me
confessado por grandes Ifomens a respailo
do- Biasileii'os em paralello a illustraca
eur'>pea. ^-
O liasil nast ido apenas a i4 annos pa-
ja a p"l tica, para a civiluacn, pata -i, e
pua o Mundo, aeria mais que phenome.
no >e apresentas-e huma es eres-os sollidos kera ioten upca, e sem
dchfjlque>- Emquanto tutelado pelo co
so Portugal, era-lhe vedada a escolla d*
civilisaga; o mesmo Portugil nao era
huma dss miis po'iiits: oe.stddo dpoli-
tira equivala hura ciime no lempo Colo-
nial: Pr l*r, podemos com ufana dizer,
qoe todo quanto oBraS.l tem avanesdo
tm ociabilidade de?e-o a sim mesmo. Sa
tem reiebido impres>6es externas, se tem
algunas Teses cedidov forca dessas jm-
prt'tl5e>, he huma con-equenria inevitave!
tle r.tiuus rel.cfles com as N..'f;5es mais
picponderanlca ; por >.mro lado, be o ef-
feit*> do ultra.liberalismo. Nao ba hoto
que ni histeria da Ma emanclpaca nao
aprsente crisej muito mais vilenlas, do
que to r,o, visto no Brasil : tsto tn6 *erte
para d Mirar nos-as liviandades, era a-
liviar o horror de (antas aediegSes fligella-
doras e i i licul.is : mas he para dizer, q>ie
mesmo debaixo desso aspecto BO-ubrio,
nenhom p.iz em circunstancias Ues of-
fereceo melhore garantas ai> commercio,
nem mais lisongfias espi-rancas civiliza
cao, A historia do anno de i836 be a
prova mais recente do que acab*>n<>s de
dizer. Entrando nelle com duas g' an-
des sedieces bracos nos extremo* do
Imperio, e por sua influencia pesft-ra,
rtoiatldo de que lavrassem la5 funestos
desasten-, entre o dessocigo geral, ma!
podia o anno firido ser pata o Bi*sil hum
periodo do apeifeicoamentos, tam pouco
o podia ser de prygressos industr aes, e
agrcola*. A industiia apenas rscente
entre ti<, e t. 5 pequenina, asustada e
indecisa pelos etiagos das levobas, ape-
nas *eronse< vu : a agiicnltura, reaten
ti tirio -se st mpi'fdo mo metlicdo. dos ore-
juitos rolnt iros, d^ prasuica qoe a ea-
craridad provoca, I i anda desfalcada em
muitos b'aco, quef.i mister arrancar-lhe
para arodir a saliag 5 da Patria.
Cem tudo, sa as tempestades do auno
de i83t no Pa.-, e no Rio Guinde do
Sul ; te algans nevo iros leliaoiente des-
vanecidos emoalras part parlamentares, que dealguma so te nni-
eiara o Coverno, e as Cmara, estagnan
do acc 5 dea nbos, octasionaudo a iih-
disuia do auno 36; devenios ai'jda sim
exultar sobre elle agr.ukcendo ao Todo
Poderoso a I.*'QiintQi dos grandes pori-
gos, amossadores da integridade (!o Im-
perio, de ena existencia. As Proeiiiciai
do Pai, e do RoGiti le Ho S-iP voltaraS
ao gremio Bia^ilii o seni ser misler o em-
prego de exiraoedi'iarioj maleria>s, pro-
va exuberante do enraizamemo de noaaas
itisiitnces : arossados por es as sed rces,
nao obstante o rend m. rito de no sas al
fandegas augmentou, e na6 nicamente
porque a arrecadsga he em verda te ma-
is exacta, e mais minuciosa, mas po- qoe
a impoiUr;a5 tem augmentado eni tea'-
d.ide, e a industria estian^cira cha per-
muta, e segu idade. Oxi qoe cutas I
causas no oppos?ts-m bairaii(Osa> cmn-
mercio Oxa! que a fraqoeza da moeda,
flagello de taii'o lempo, e cujo reparo es-
t ain.la t<> remoto, n.iO irrogs-se huma
quebra em nossa exportado, e noa fundos
do arculto: ; que o tianuto intei ior
facilitas** as lianzictes, e Pies dse ma-
is latitude! A remoca total destes incon-
venientes est mui eatraurtada ooftaloru;
mas eoaipaiativamriite aos anuos denosso
ser poltico, de nenhuma forma se deve
chamar para o Brasil o auno de 1836 hum
anno estacionario: nos o chamarem's
conserTador, e diremos, que /.emos mui
to, porque conserTar do meio de perig >s,
de grandes ameacaa, equivale tanto como
auginenlar. Sja dito, que o auno findo
nao fui de linm seguro progresso liberar;
msese eclypse de longe sobre n lan-
ga Mas trovas ; bum pouco de pruden-
cia, de firmeza, e de bom senso far'te-
mover sua denaidade. Volvamos os olhos
Europa, e observemos cono ali os suc-
cessos infloem t-xteiiormente, e como as
grandes Naces arrast<5 tmstu giro a sor-
te das menores.
Na Europa o anno de i836 fui mui
pouco pro-pero em a ontecitnentos po-
litices, oi mesmo ,de furc^toi tymptomas
p ra a causa da Llbr-rdade. Envolta anda
na guerra civil em Hespauha, combalen-
do aqui oabsoluiiimo, aqu, e em Portu-
gal re^i-tindo a anarqua ; debellando as-
t a-si nos em Franca, i espira no sollo Bi i-
tanico escodada no 'gor das leis ; nao es
t decidido o seo estahelecimento na Bel
g:c, porqoe na Europa a Liherdade tem
de ano lar a'gun a roma miis do que pre>
COjceitns : i-to be, exercitos, e oa cnte-
,dos da diplomacia. A po'itica da Euro-
pa, o. de-t nos dospovos que el'a ?bivn-
g<-, persisiia indei iso* em lodo o decur-
so de 1836 : as revoluc-s de Portugal, e
de Hrs|n!ia, em Rosso entender deraba-
lo p-tigossmente a soberana popular.
Ate" sntes dessa pocha o triunfo entre r.g
t!ou< grandes prne'plos ptoclamados, i-em
duvida deppndeo l'oma lest.Iuca vigo
rosa do Gi-verno Fianccz rssa reaolneaO
MpasS0tt-te muito, o Rei Luiz Pbolippe
jamis resolvo se as>r victima da Lber-
dade, ou da L"citimidade. Sua interven-
r;io j ayoia seria leac'ioiaria pera elle
meneo de-vantajosa, humilhaute, e o sig-
ii.i! da ronflogiacio europea i nicamente
os sc.-sos da (ierra repor em sua dextra
a chave da L.b-rdade. No entanto foi elle
quem-b.mlonou fot tuna das armas a
caun d* bumanidade Mas nao lerta lie
motivos tam*'em jusl ifi- aveis de sua inao-
c*6 T Oa a-stssinos, que sobie o Rei Ci-
da-.tso tero di-pa" do t:as praras da sua Oa-
pilal, mesmo a portarlo sen Palacio, to-
dos sei'i/em republicanos, C vingadoies
do parti 'o libeia Qoanto se confun-
dero anda a- verdadeiraj ideas liberaes
eolivpov* llus'rados! Luiz Phelippe
pois ja rin6 parece ta re5pon>avel, nem
a posuri lude ojolgar com rigor: sua po-
ltica doutiinaiia tero p.-to menos servido
pata elle, e para a Fianc-*. Se ee conhe-
ceo km, o qt;. ." "-i5 pode negar,-r
esta J.i precario dj-> .legocios de Hespitilia,
nao ignora o no* r !ie prepara ao norte,
conforme a prepon .erancia dos principios
contestados oa Pennsula ; e quando *Te
diz (ue esta dat ament sentado sobre
hum bsrril de plvora, be claro, que esta
plvora tem por mistos a iiberdade, e a
legitimidade.
Ao Iravezdas floridas djlamaces, e des
rodeios da imprensa libeial la Europa,
corn facilidade se reronbeie a favor d^
quem sedecltra a fbrtun nos negocio*
e na g-ieria civil de Hespanha. Equecor)^
seto merece'u earriptores, (os hespanbo*.
es) que consag'a as ievolu;5-s, e tem em
pouco as divises intestinas ? Na pliraso
de a'guns delles, he mais perigoso, do qoe
toda a divisio, a inercia, iucapatilade a
pe filia doGoveina, que nad sabia nena
qoeria la/er a gne'ia aos Carlistas Bella
elogio sua amada Rainha Christiua, na
paite que ella tinha nesse mesmo Oo-
verno 1 A tevoluco (d/iem elles) foi hu-
ma decisa terminante para di-pe tar, pa-
ra dar energa tudo o que dorme. CitaO
qtie a Franco nao temeo de se dividir em
presenca dos exercilo- da Emopa.: he ver-
lde, que a Franca triunfou neSse pe-
riodo, mas qoerera s hespanhoes ter ca-
ses soceeshOS d Franca, e as suas conse-
quencias? Isto he muito preciso ter ern
memoria. A F. .ropa na comhater a Fr-
ca, a Franca tinha em seu seio motos ge-
nios de Napo'eaS ; a Heipanhtt combate
a Heapanba, e a htierdude hespanbola m>5
teta cot-a rimhuma no seus Minas.
As tres grandes Nnes do Norte eatendera
a ma, gui5 l). Carlos, e na5 o'c. ult.>6
sua eympathia : o Gan-te Francez, (
o disMMtios) isperou muito pr htma una-
Ointdde le se ern fim rom o testatvent i de Fernando
7., com as man<>bt para aisegurar se ta B-^encia, ea vett-
gem revi lucionaria alagniido tudo de-de
Cdiz, e Malaga, a os pea da mesrna
Franca, at huma rombioaraS diplomtica fos-o seni
repugnancia abracada pelo (ioverno 1 ran-
rez, seahoori, e o pavilha Britnicos
nao slivc.-sem de permeo, e nad ,e a-
cha-sem compromettidus na quesU hes-
pinliola, ao niesmo teropo, que Unb m
espcculaS. Porem, que importa -todo o
poder Bi tnico? P. de elle transformar
o caiacter dospovos? A H'-panda nao
pode ronei var B Constitucao de i: se.
ella for tai modificada, qse se aprixim<)
aoE-latuto Real, achar-se-h.5 ha me-ma
puni tenlo desoiipto bumciiculo pei-
g'so ; e eis ah teremos outra veZ a ni"
fidia, e o somno na Administraca, e u<
vas tentaii'ai revolucionarias. S<<5ns<-!>.
ciip'oics bespanhorea cheios do seu natu-
ral o guillo, que pi'ofaretn o seguinte ap-
plo B0S Seas mr-smos, j. p uro ronfi-
a dos no auxilio Fi gle! : He preciso que no m o , topa dis Res, a liHerd.de h' pinhola a-
pt'S.nte bum g-anJe apaio-, e este a-,
MUTILADO
. i-
-
. ,*


. 2
d i a ai o
.........mumii
D R P
fnr
EltN AJIilUCO.
poio s pode J.tr se na uiosrm Nica. .,
Ver 'i Je incontesavel se a Nac-' estives-
se sol id.-i ; mas as trites ulleragSes da
13 36 lo nara lo duvidosa a sirte de
II spmn, que o propro Lid Palaers-
gm consulta lo s.bii a na 11 rusa de ai*
bina garaniia que podesse dar aost-
, r'inadivs d> hura enprestimo Ra-
li.bel, respioJeo que ru podi
lais, do q' u na garanta moral. H-*
o uiesino que Lord Palraerstou poieria
respon ler a respailo do Pretndanle.
Na PininsuU se hu discutido em
todosos lempos com as armas (-scieveu
luim dos Minintros dep istos em Franca)
as .j.ie.slSds mais iaip irtantes para a trio
quiliJade exropea ; e hum famoso publi-
v cista Me. de C uteauorian l, annuuciou
prophethamen'.e nos priineiros dia< de
L>? Carlos X( propheticaroentedjssem a n>;
realmente prophetico I ) que tambera se
disemina em seu territorio o gran proble-
ma poltico, que devide o mundo. Acos-
tumados os povos a ver como se decide n a-
(i .-lia glorosajarena, se hade teiuar sobre
elles Roma ou Cartago ; Julio C zar ou
pompeo; o Israaelistm ou o Evangelno ;
e Inglaterra ou Nopuliio; nada estranha-
riu que em ultima apdlacio se resol va ali
mejfflo se bao de e.-tab ler se nas Naces as
eternas bases de huma poltica moderada e
parternal, ou as bates pouco estarcid de
huma democracia, anda que b. ilhante,
de&soeegada e turbulenta. Pelo menos ha
huma tantagem em que seja a Hespanba o
theatro ord. se levem o cabo lio consi-
deraTeiscontendas, tal he a confianca, que
iupira o raracteijgiavee ctudodos hespa-
nhoe-, os quaes a rol o por instincto a urdem
social, a antiguidade das dynalias, e o
fermosac'iraa;1|a sua Patria. Nada, na-
da resta a adeionar exactido dos racioci-
nio de Mr. Chateaubriand Observemos
o ifluxo deste estado de cousas da Europa
tocandbo Brasil em i836.
Quer nos consideremos o Brasil em suas
aliancas polticas com estas NacSts em ci se
na Europa, aqu iocluimos a mesma Fran-
ca onde os assassiuos contra o Rei, su-
pi em a guerra, e a rebeliliio contra a
conslituica : ou consideremos o Brasil
aliado por Iratciados de commercio, ou
por lellacfies de dynastia seja como for,
fui asiavvesivel em l836 o contado po-
ltico. He o mesmo contacto de Julho de
\830 em sentido oppuato. O anno pas-
eado sustt litando a qui o jornalismo a
questio de direito sobre regencias, discu-
to ao-.-e eom grande fogo principio*, em
que entravio os ellementos, que litigio as
armas na Europa. Questo u'apparen-
ca esquecida e abmdonada mas que
nio morreo,e talfez agurdeos resultados
triHs-atlanticos. Em Pnitugal onde pa-
reca nao haver mais nada a f>ser, se
nao consolidar e picificar-se, la fora
arrastrados no turbilha he.'panhol :qui-
a r>6 de novo principiar e hesabido que
qum principia inda ganha e tanto nao
ranhar, que segundo as ultimas noticias ,
vo-te a por em estado de perder nao
too todo de i82a, como liorna grande par-
le do que ja pos^ia, pela caria. E quaes
ft.ra ali os pi ec. dentes da revoluco ?
O iiieima que no Brasil vimos em 56 : a
opp^ica desviando a coulianca publica
de fixar se no Governo com a diffe-
repca sirogu'av, que ali M aecuzava o
Governo de iniiincbeirar-se na aristo-
cracia ; aqui, de ser o fautor da demo-
;-.w a Piecindsroos se he pussivel,
dessas rtcordaces melanclicas, penetr-
monos em t da a piofundidade rJeties
principios do Dr. Smith, j citados n'hum
jornal scientifico da Balita : ,, Part e-
levar hum estado ao cume mas superior
deoppjlencia, aio-|hes preciaos pz, mu.
deradus mpoal-.-s; eliuma toUravel admi-
nslrcio de juslica ; racios fulficientes
para se obter esie imprtenle objecto,
poique tudo mais veno p-.lo decuiso natu-
ral <1a-. rouZas. ,, Ap-eciadores doss'-nti-
menlos philosolioosde Ba; on, cumpre-d
vertir *0' Bra-ileiios que o teropo
lia o ms desiro melhoiador das cou-
zs;. ti Temerario he (iu elle) tentar
expeii. n- i->s nocoipo poltico sem que
a oertsudade o requeira ou a ulilidade se-
ja evideute. ,,
i
Dirigndo a patarra aos nossos dgaos
Assignantes, Ihe dedicamos nos os oum- *l
primentos felicitando o em seus recceioi
na c irrente l'e.ta que acab o auno d
i836. e por todas as felicidids qae Ibe
apetecemos perene-neotje a\ entrada, e
em todo o curso de 18.17. A paz a uni-
io, a fraternidad-, enissqiii tolos os
Pernambucan #s n'humas l'ami.i ; o pa-
triotismo seja para nos riaflhurna eapeou-
lacaS mas sim bum despertador d< aas-
sos deveres para c >m a Pat-ii, n5 res-
tring los i pessoas, s comas de hum
p..rtiilo ; mas geralmente como Pernam-
bucan >s amentes esempre Geispropu-
goadoies das instituig5es que nos regem ,
e a quera o 15 a it he caro. A gratida'5
he o garante desta lin^uagem : a grad*5
he geialmente entre nos os Brasilirs o
raais forte motivo da conse vaga deste
antigo i',tume dos bons annos, ta sagra-
do ntreos Romanos, dos quaes o herda-
ra8 nossos Piogenitores, e sobre qu<>, j
historiemos o anno p-s^ado. No Brasil
nio he a vassalagem quem o exprime,
nem o senhorio quem oeX'ge; a estima, a
aroisade, e a gratidao quem Ihe di va-
lor.
* Passando a objectos peculiares de nos-
sa leJacca annunciamos ,aos Surs. A-i-
gnantes, deque ter enirequecid< de
mais o nos8o Diaiio com a pub!ioac.a5 in-
teressante do expediente do Commando
das Armas, acesdendo o actual Exm.
Comraandante nost-a solicitu le : assim
como, q' continuando a redacad na mesma
estrada da mparcialidade e fauque^a, a-
Iheios ao espirito de partido, e fingidos
sempre a Terdade sem ambecionar a
din-c.' dos negocios pblicos, nunca re-
citaremos da publicacio dos'factos sobre
os quaes he que a Popilac-'- deve formar
seu juis'j. Quando elles se fundad na o-
pinio de j>rn* listas raras veses segu a
a imparsialidade. Algu-. m nos ouve aqu
ein Pernawbuco....
Munidos de bons maieriaes, p*darnos
assegurar da nao repeiice dos inconve-
nientes que afectaran o Diario m-s prin-
cipios do anno findo, sobre mo pjpel,
e mal impres.sa : seremos incansaveis em
por os me ios de bem'agradar, procuran-
do sempre augn.eota o publico inte-
rese da oossa foiha.
Os R. R.
PARTE OFFIC1AL.

RIO DE JANEIRO.
iSSI'.MBI.IU GERAL LEGISLATIVA..
CMARA DOS DEPTJTADOS.
Sesso de 6 de Out ibro.
Vicc-Presdencia do Sr. Araujo Vion-
na.
Depoisdasdei horas da m.Mihi, abre-se
a s- 8-ao, e lida a acta da antecedente e
bem aspira a do da em q>-e nio bou ve ses-
so ficio approvadas.
O Sr. Asi/. M iscrenhas servindo de
p'imciri Sacretaiio, d conta do cipedi-
*nte, tacendo menQio de que se remeite
Couimisso do Oicsmento a tabella de-
n.onstrativa da numeraco das notas do
novo padiio.
Le hum offi io rio Ministro do Impe-
rio, em que participa que o Reiieo'e, em
rime do Imperador o Senhor D. Pedro
II, leceber b"je seis do correle pelo
meiodu, no Pa<;o da Cidade a Depula-
cf > que tem de apresentar a sanc<;io* le
sobre a su-penso de garantios pira a l'ro-
vincia de 5. Pedro de llu Grande do
Sol : ca a Cmara inteirada.
Oulro do Secrelari do S.-nado, par-
t' ipando que o me-mo S'nado a:iopiou ,
e vai dii igir sanela imperial a> emeo-
das desta Cmara feitas pop >sta do >it-
verno sobre o ci edito de dou- mil cont*
de res : fica a Camar-i inteirada.
Outro do mesmo Secretario acompa-
ando as emendas feilas a approvadas pe-
lo Senado as que esta Cmara fet o or-
camento para o futuro anno finxiiceiio :
a imprimii com urgencia.
(Julio do mismo Secretaio psitic-
pindo que o Senado adopteu e \i dirigir
a sanoc&V imperial as resoluc5e< desta
Caraira que .-pprorgn as peos5'!S concei-
da a Pedro Lidatut e a D. Tbereza Del-
fiaa Rita de Lomos e A.o ral : fica a Ca-
inin ni eir i.
O tro do Ministro do Imperio remet-
teodo a authograpHo da re-olocio 'da A-s-
aemblea Gerai-Legisla ti va que approva
a tanca de d uzea tos e viite mil reis, con-
cedida ao Coronel Jos Feneira da Cunha;
para o Archivo.
Faz'se meu<;io de requerimientos de pr-
tes, que lera o conveniente declino ; e fi-
ca sobre a mesa o reqoerini'Mit de I). Ma-
ra Joaquina de Azev<.do Barroso acerca
d'as notas do an'igo padVio do extracto
Banco do Bratif,
I.i; ni-se e approvo se as ivd.Kc5es de'
diflfei entes resol ics.
Le se a lei que tem de subir sanecio.
O Si*. Vice Presidente noma para a
Depucio, o Sr.^Parauhos e o Sr. Sa-
ra.
O Sr. Sousa e Oliveira pide a piavra
para fater hum requeriinento paia que
sa chamem os Supplcntes inmediatos em
votos que existen na Cite paia >upprir
a falta dos Deputados que se ausentrio ,
e a razio porque faz hum tal requerimen
to hepors\etque a (J-mara se acha pro-
rogada e a falla que ha de Deputado*.
Esiamosftodos os das expostos a nio haver
M'siu por f.dta de membios ; e como o
Governo a prorog >u aior nio terem entra
do em di>cussio as prrp sa e as providencias sobre o meio circu-
lante, entre tanto que nio ha providen-
cias algumas prnpostas na casa, em estado
de ^e fazerem entrar em dscusso, porque
o Sr. Ministro da Fazenda nio tem jul-
gado urgente propr cousa alguna a ac-
melhante respeilo nem a 3.aCommiasio
de Farnda elle, Deputado, aceita de
moia boa Tontadersta prorogacio e to-
das que o Governo julgir conveniente para
se tintar de taesobjo tos : mas quera que
o Goveino fosse de boa f pois o que o
Governo qufr que'aconte.v>,'*beqve a C-
mara se dissolva por si. O orador obser-
va que exstindo nestaCite Supplentes
que sio immediatos em votos se devem
chamar o que esto nts circunstam ias de
serem convidados pare tomareni'. asaento
na casa e i-to torna a repetir para nJo
aconleier o que parece se quer que aconte-
ea, que he encerrar se a ses.-o por nio
haver numero sufficienle de Deputados ;
parece-lhe ualm-nte que nao be preciso
pedir urgencia para que o seu rerjue-
pment enlie em discussio porque,
me -mo pela natureta delle, se deia ver
he urgente.
O illustre Deputado remelle & mesa o
seguinie :
" Requeiro que se convide a tomararo
assenlo na cas^i os Deputados Supplentes ,
por'quaes qoer Provincias, que se acha-
rem na Corle e forem imuieditosem vo-
tosatao numero dos que estiu axei^tes
por enda Provincia sendo a Commisniu
dos Poderes incumbida de examinar ata-
das, e apresentar a relacao nominal dos
ditos Supplentis que esli nas circuns-
tancias indicadas para se.era convidados ,
etc.
O Sr. Vice-Presidente declara que o re
queiimeulo vai Commissio de Constitui-
dlo.
O Sr. Salurnino pela ordena decla-
ra que o seu requeiimeot) hegeral, e de-
ve ser dcutido prmeiramente para de-
pois de approvado remeUei seComoiis
sio comj.etente pai a ella eiilio examinar as
a lis, e ver os Deputados que falli poi-
cada urna das Provincias quaes os toas
S'ipp'eot'-s pira serem convidados oa
que se achartm na Corte e tomaren as-
8 uto o que'alver. produzir hura b m
resnllado, cuno seja o tiataiem-sa os ne-
g >cios que se schvd na casa. Nad foi sua
otenoaO, qmndo apie.eniou oreque
ment que p im-ir.unt nte fosse remed-
do Coiumisso mas sim depors da id
V-ncida a qual he geral p.ra todas as
Provmci s e nao para hum ou outro in-
dividuo para boma ou O itra Provincia;
e se [M'a que o requerimentoeutre j em
di-icosa, he uece.-saii urgencia o no-
bre orador a propoi;
O Sr. Vice-P rendente -I --VaiCom-
missad de Constituvo.
O Sr, Eroesto Franca roga aoSr, Vice
Presidente convide a CommissaSde Cods3
iituic-' para com urgencia dar o sen pare-
cer pois da approvaga de huma tal idea
talvez b >ns resultados provenh.id ao paia.
O Sr. Vice Presidente : Va com ur-
gencia Commissa6.
O Sr. Carneiro La observa que o Sr.
Vice-Presidente he memhro da Com mis-
sao; e era con->equncia d>sta ob>ei-vacad
he nomeado para preencher etta falta o
Sr. Saturnino.
O Sr. N.buco demoistta os'-relevantea
.erticos que na Provincia do Pai prastou
i causa da legalidade o Paare Prudencio
Jos das Marees Tavares por cuja razad
pedea urgencia da resolUja6 que approva
a pen>a de 6o t$, que Ihe foi concedida
pelbG 'Vemo.
a urgencia pedida he apocada e posta
em discussa eteudo approvada pde-se
em dicus.--a a dita resoluca a qual he
approvada e adoptada.
Entra em*primera digoussa he nella
^^pprovada egunda o projocto de
e ldecreto declarando nullas as seniencas que
ao lempo em que se proclamou a Indepen-
den; ia poltica do Imperio nas Provincias
do Cea Piauhy, Maranha5 e Giam
Paia', foraS p-ofeiidas pelos tribunaes Je
Lisboa sobre recurses lotrposos das au-
toridades judiciaes destas Provincias.
Prope-se a urgencia deste projecto a
fim de ser dado paraordem do da da se-
guate sessa; a urgencia he apoiada,
posta emdiscussaS, e approvada.
I'.ntia em discussado a resoluQa5 fqae
approva a tenca annual de lao^J) rs. con-
cedida por deoreto de al de M..iodel835,
ao Tenente Coronel reformado de primal
lalinh-j, Selwitia Novarro de An-Jra-
de.
O S. Vice-Presdante pe s li lioras
e 5o niinutos ,. convida a de.seropenhai em a
sua mi-sados rr.emboos da deputac5 que
tem de apresentar ao Gove no o pi ojelo
de le adoptado pelas Cmaras, c suspende
a beasafi.
Pouco depos do meio da continua a
Ifiuff
O Sr. Paraohos o''tem a pila vi a peta
ordem e declara que a deputa<,a5 foi ra-
cebida comas formalidades do etilo, a
tendo apresentado o projecto de lei de que
lora eucarregada, o Regente declara que
o Governo o tomara em considtra^a : fi-
ca a Cmara inteirada.
D-se por discutida a resolucad cima
mencionada, e posta a Vutos fica appio-
vada-
Tem lugar couinu.- da urgencia pedida pelo Sr. V..aeoncellos,
par que entre em discus.-. a resoiucaS
relativa a f >rm (*b da culpa a qu.ri haa
ficado adiada para ser preseute a dicussa5
o Mi i-tro da Ju^ica.
Dando- e a uigencia por discutida, pos-
ta a votos fica approvada, e continua a
discusssd da dita resolucaO no ai ligo se-
gundo.
He hda e apoiada a oeguinta emenda do
Sr. Vasconcellos: --?'Accie*< entese no
fim do artigo a'. inte, posto pelas pai tes
com suqieiiaS. -- ,t
Depois de fallaiem oa Srs. Vasconcell >
eSousa eOlivrira o Sr. Vi. e-Presidnte
observa que nao ha numero sufioiente
para formar casa e votar-e. Levanta por
tanto a 8es>a5 a huma hora da larde de-
po'sdemaicar |wioo ri.m do dia, ao
meio da Cntittuaca da discus ad adia-
da e sntea diato* a segunda discussa do
pr j-cto o. l4i de 18i ; ete houver tan-
po, a materia dada para hoja ... e a discos-
8*5 das resoluces ns. j7, 146, 162, i7f,
359, dv i835, i7oe i56desieaauo.
DIVERSAS REPARTl^OENa
i-'vhuh....... !---**
MES\ D1S DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do N. a76.
PREFE1T0RA D\ COMARCA DO RECIFE.
Parte do dia a9.
Partecpoa V. Ex. que oSub Prefecto
da Fregutsia da de Olinde. menciona
k 0
MUTILADO
/">



SJM
iw9^rmm
TT
I A
safe
em fu paite de hoja ter sido assas-inadu
ho-'iftn pelas 11 horas da noite na ra de
S. I'"1 .'ijcisi o rom urna f.cada o corneti do
Batal^S Je Guarda Nacional de Olnda ,
de nome Manoel Luiz por Antonio So- -
ares de Queroz em companla de Aoto-
iiind'Suzi Luna, Alumnos da Arde-
nta de ciencias Ju Ldicas, e Socios d'a-
quella Cidade, osquaes seacha ja preoa
e recolhidos a Cadeia deata Cidade. Par-
te' ip raais quepiend, e mando recollier
ao callabouc-o do C< po de Polica d'onde
tivera destino Manuel do Sacramento
Jnior e Jos Alexo Borges, pardos,
p<>r,encontral-os as duas horas da ma-
n.i na lugar do Porto das Canoas aem
deslino. O Commisaa-rio de Polica do
deslrictu do Porto das Canoas paiiecipuu-
nie ter prendido igualmente a minha or-
dena e lecothido ao dito Callabuuco
Fraaci co Jos do Rosario, Mauoel Fran-
cisco do Nasciraeolo e Francisco de
S rasa Pontea, pa.r ios, por teiem sido en-
contrados juntos arnumados, e incul*
cando-se de ronda de policio sob-cujo
pretexto insahavio a queni por ali pas-
ea vs.
N..da mais consta.
Dos Guaide a V. Ex. Secretaria da
Preleii.il da Comaica do R.cife a9 de
Dezembro de i836. II m. e Exm. Sr.
Francisco de Paula Cavalcanli de Al'-u-
queique, Presidente da Provincia. Ma-
nuel do Nasciinento da Cosa .Vlonteiro.
Pai te do dia 30.
lllm. exm. Snr.
Ds partes recebidaa consta Dad lia-
ver n iVda i-.
Dos Gnarde V. Ex. Secretaria da
Prefectura da Commaira da Kecife 3 >
de Deaembro de 1836. lllm, Exm. Sr.
Francisco de Paula C qurique, Presidt-nie daPiOviacia M. do
. da G. Monteiro
CAMAR MUNICIPAL DO RECIFE.
3." Sessa Ordinaria de xa deOutubro
de i836.
Presidencia do Snr. Silva,
Compai ecera o* Senhores Guaro >5 ,
Mamede, Pessoa, Souza, Cmara, e Sm-
p .o, faltando com cauza os mais Snrs.
Aberta a Sessa, e lda a Acia da an
tecedenle fo sanecionada por estar con-
forme.
OSecrecretario dando coma do expe-
dente meoci uiot o segrate oficio :
Do Exm. Presidente padecipando ha-
ver ti atufe, ido .i Elleico do da iG do
fc'oirente da Igieja Matriz da Freguesa
da Varzea para a de Nossa Seohora da
Paz na Povoaca dos Afogados, em ra-
zad de se achar aquella Igieja em uij es
lado ; e estar o Parodio a mais de tres
anoos exeicen io suaa l'unc,es nesta I-
tima Igreja : Cmara resol veo ofiiciar-
te ao Exm. Presidente com aresposta do
Juiz de Paz da Varzea.
Contimiou-se com a apuraciodos votos
para Veri.dores,
Despacha)6-SB algn* requerimentos.
Eporserd'da a hora, lev.mlou se a Ses-
"*&', -. mandiraS faser aprsente acta ein
que asaignaraQ. E cu Fulgencio 1 .Lu-
de. Albuquirque e Mello Secretario da
Cmara a ese-revi. Suya Pro-P. Gu>-
mio, Mamede, Cambra, Peoaoa, Soua,
eS.iuipai.
gentalha de Liboa, tivessem prestado ser-
vicos a Patiia qnando um punhado de
valeoles se arrojou a salval-a das mos
anata meamos que no dia io do rot rente
deilaram abaixo o Cdigo sagrado de D.
Pedro, e que ento davo cacetadas nos
inalh.idos pelas ras de Li.boa : devo, po
rem deciarar-lhe que nao foi minha
inlencio servr-me dtssa circuntaoria era
prova da sua covardia. A revolucio ac-
tual d a raso porque elles nao pegaram
na espiugird nem na espada vingandp-
ra d. Gula: E poique nao queriam
esta ; E porque dizeu lo que esta victi-
ma da Patria o Duque de Braganca era
um despota que nosqueiia escravi.-ar e
rouhar a Coroa Rain ha (paL.vrs que
sahidas das bocas dos patriotas, muitas ve-
zes onvi ra tumbar nos pasnvatoiios da
emigrivo e li era impiessos d-Sse ten p )
seria contradiseiem se o combaier o la*
do desse traidor e perverso : poique,
sendo irmios e compadres dos megnelis-
taa (segundo, ha pouco declarou
Tro moda em um dos seus nmeros) seria
com.i eiler frairecidioc lingir as mi* no
sanguedos malvados. Nao os homens
da revuuco nao foram contradictoi ios.
Um b dilles tara de apagir ofeirete de
haver combalido pela Rariha e pe..
Garla: mas espero que os seusaciuae-
ser vicos ao sem-cuequisoaao Uvero da to
vituperosa nodua.
Como estamos em correspondencia a-
berta, cidadio redactor, e he piovavel
que para g nhar oseu empiego Vru. as-
Msiisssa a grande baialha d-. Tecreiro do
Pac.o que os vadios de Lisboa ganharam
contra a Carta peco-lhe rae diga po.lo
que vou lora doa^umplo se he v ida
de o que corre aqu pedo Poito que nel-
la se derara morras ao Duque da Tercej
ra ? Ist,,, se assim foi he muito bem
feto. O Duque he um dos homens mais
digno dp odio desju gente. Tal vez entre
os que invocaram a inorte paia o iraca
lin da Villa da Praia, para o traid-r da
Asseiceira, se contasae Igum honrado
voluntario realista que niolhelendo po-
dido melter urna baila no coi po, 'em mais
de vintecomhates que este Gneral ga-
-W
i
r
ca soube oque era fugir. Confe-so qn-ao
ousir di->'r (|ue se'< Lmara moile
sobre a cabeci do Doque da Terceira, o-
lliei pua a minlin v Ihi eqiingarda e as
lagrimas me r*b'.'iitiram dos olhos
Duarte Pacheco moireu de miseiia em
un calabouco; n.>5 fura muilo que o
vencedor da Asseiceira morrece ao.s gol-
pea do punhal de um sieaiio mnsaquelle
pereceu nao v,ngdoe a este nao sucede
ria o mesin >.
( D Revista. ")
VARIEDADES.
EXTERIOR.
Peridico dos Pvbres do Porto N. 23i.
E digna de ler-se a carta dirigida ao r.
do Diario do Go vorrio por muilo ex I-ri-
sa auo traslad irnos toda, mas nao po-
demos deixar de transmettir aos nossos
laitores a copia de parte della. ,, Ci-
dadio redactor Qoando Ihe esrrevi a
minha p imetrt earta, reptiii a idea p >r
Vm. emeitida de que os homens dos fu-
guctesa da visiuhanca, os coudvllieri da
nhou contra osinimigoi da Carla (pro-
vavelmente porque o cidadio ex-volun-
tano eora rtspeitavel sero-cueras, faria
fogo de muito long.) quiz ver se o mons-
trocaia aos golpes de algum setaiio E'
na Vfrdade urna .Afronta para a turba
auti-calista de L;sboa a *x jlencia do Du-
que. A' fente de i5.>o soldado-, que
eslavam bem longede valer o que valera
os Ilustres amotinados do dia io, elle
venceu os bravos deCaSsilba, eapoieiru-
sede Lisboa sem que os enclenos pi-s-
sem. Couzaasla que osCidadjos sem-
cuecas dcveeitar alt.e.s.a.la nag-ganla;
poi (jueemseu lugar tao bem en nagos-
lariada graoa : mas, Sm. Redacior, (di-
go-lb'o em segredo para me ni<>compro-
inettei) em8 de Julho de i83 n'nm
sitio chamado mimlelo, que Vm. pro-
vaveluiente na5 sabe onde daiia eu
ao:ooo caadas de vinho a vinfe mil va-
leutes com^ os do Teireiro do Paco -e na-
quelie areal fo sem capazes de dar es-e in
lame grito. Pelo* Oiaosdoi maily es que
deram teslemuiiho do santo auioi da Pa-
tria em tantas pelejas contra a lyranni* s
poraeu sanyue que regou lo.Ls as pro-
vincias do Reino, e,n lucta de um con-
tra oiit.-o, Ihejuio, que seos deminutos
restos dos setes mil equinhentos ifut, atil-
dados dos seus camai adas do Porto, deci-
diram asurt de Portug I, podessem na
noqie do da io istar anda, como um
muro de bronze a roda do throno, di
Raioha as bo cas vis que derara o arito do assassi-
nio contra o nosso aotigo General, ou an-
tes CQmpanheiro e amigo, em breve se
caljana.u para sempre. Sr. Redactor a
fiateimdade dos velhos soldados de D.
Pedio e adehomens que assaz motra-
ram rijo lemerem a moite; a os vadios
dos botequins e tabernas da Cap tal nao
seiiam capases se qoer de filar tiles a vis-
ta no dia do seu furor,
r. Eslranhas liie sera estas palavits seve-
raaj bem sei que Vm. um canapato
que nao as vale : mas, era fim, sao desa-
bfo, de ura callista q' moo Duque muilas
veses a sua frente no meio de chuveiros
J de hallas t e q ie por elle conJudo, mu-.
A Academia Fianceza propoz para as-
sumplo do concurso do auno de i836oe-
h-giodo Chanceller Gerson por moca
fe.la por Mr. Cousin e adoptad* unanime-
meota pela academia. Ha va annos que
se i inha renunciado a esta ciaste de cora-
posiqes pelo inconveniente de que os elo-
gios produjera declamoces, a mi ido elo-
quent'S, mas que na5 tinham resultado
nem influencia alguma sobre o publico.
A academia tornando boje a adopta-la ,
elegeo discretamente ura aiguaiento que
pod: dar logar a consideraces da maior
importancia, e que bem manejado forma-
ra' um discurso ioteirameute diverso dos
penegyricos commutti.
O uome de Geison como o di-se Mr.
Villeniain ao annunciar a decis.5 da Ac-
deran miis r<-speitado que celebre ; e K
tem alguma ronaideraca popular s em
razad dse tir aitribuido eqaivocad^uien
le a Ge*son o lirro do Imit.cad de Jpsus-
Ghiisto. Segundo as uliimsa averigua-
Ves resulta que ete li vio nem leGerson
uem de Thomaz Kernpis, mas vim de um
mongo Piara jutez chamado J->a5 Gersen. \
similba^cu dos simes e a conformid.de
eui algumas doutrmas de ambos os au< t-
res lizeriui que seaitribuisse este lifro ao
Chanceller da Universidade de Pars. Si-
milhanieiquiocaca ja' urna homena-
gem tributada ao .-eu genio, e aio la quan-
M na5 fosse credor esta gloria ba.-ta
riam us demais ttulos que tem agialid-d
da huuunidade para immortalisar seu no-
me.
Nada lem de estranbo qur as obras de
Garson nlo tenh..m 00BM1 vado urna con-
aderaca popular. CrM>u n6 cuidou
do estilo nem soube ..presentar seus pen-
smenlos com aquellas vaniaen extei io-
lesque.-a necesgaias pualbea dar v.
lor. Es( reveo n'aiu eslilo duro, que se
rsenle a cada psso d > man gosto, n bar
baridade do seclo 14. E' hqaenle qusn-
do expressa o p.olundo anirvancmantn
leligio oqueo anima ; po:m as formas
com que levesteseus p. nenenlos si f.e-
queaUiBnte fi*is incorrectas e des-
cuidadas. Por outia paite Gersm es-
crevouem latun e soas pro-iucvSea lve-
ram a mearna son que as de t .dos os es
cripto^dos phiMsopbos da idade media ,
doslivros de Eraamo deMuo, eoulros
rauitos auctores eojas obras fo.am popu-
lares na. pucha em que se publicaram e
que u. Osaja p,>r nad serem escripias
em lingos vulgar.
Gersoii sem disputa o phi'o ior dose. ulo i4 c Gbntinunsj a obra de
Joa5 de Uccacnp, mas la5 superior a es-
le como ora utrfurmaalor a ura revoluciona-
rio. Oc amp um intiovjdor ativvid >
quosedeixou precocupar de um desvjo iu-
sua-ato dadest uiC', a appl.cou o n^r-
t< lio ao edificio da idade media sea co-
nhcctT o ijue aquella grande epoclia tinha
da elevado e duravel em eus piin. ipios.
Gersoii pelo c iniraii cura reforma-
dor prudente que poz o dedo as chagas da
sociedade do se. ulo i4- indicoa o re-
medio e ijiia a t.er n\d> ^e teriaro evta.
do o9 sa. uJimtnlus polticos e r.Iigiosoa
que ag.taram posteriormente a Europa.
Geraou o mais iliustre lepreaenlanta
que leve a pri.in.ita corporacio scrutitca
da idaJe media a Universidade da Paris.
Cuns.rvou sempre na sua ca reir pol tica
a independencia que coiivm semp.e a ura
homem estudioso e pensidor. Nunca a-
dulou nem os Res n-m os Povo. Teve
que se occultarem Paris dmaule u.n mo-
UiU para se sublrahir a vinganca da popu-
laba j posta ioimente teve timbera que es-
conder-se, econ-sgrar os ltimos anuos
de sua vida a um piofiasioobscura e ira-
baihoa.i pira se livra> da vmginya dos So-
ber^nos e nio so^cumbii ap.b sa.
Durante a vida do Duque J-: Ui leans ,
protestou ener^ic mente con a as su*s
prettncOes inju5U-e tyaoi- equando
aqnelle Principe cah'u vi .'.n .. pm as-
sissino Gerson foi quem re*pr>nuu< unir
V co. lezio do Ra de Franca, que V
^>a-
va de dar luz urna pol >g;.t do iegiuu.0)
e sua voz eloqnente aualheuialisoa io in-
fame doutiina era rr.in.-di Umversidade e
da Igieja. Como filosofo unu-se Ger-
son ao iiovimeito que saina da iicola no*
minali-la, e que impellla eolio os ,...i um
paia a destruicio da lilo-olia escoL-tica.
Reconhacia sem embargo disij o mei i
lod (ucll.i filosoria, e adopt-iv atgur.s
dos seus principios. Pode coasid > -se
tambera a Gcrson coran o COttlioaatlOi
deba xo de oulro a-pedo de alios -os
lilo-ofbs da dada media, e sobre tu i., do^
filsofos rnysiicos, comoSccto, E igem ,
e S. Roavrutura. Sua alma lerua e'pi.
edosa, o inciin..va ao mysiicism-j p-.rm
nao aquelie royslicisroo supeisli .jao q.ie
ob cuicceu a fama de seu predecesor Pe-
diod'Aiiiy. Gersou distinaa o my ii-
etsmo filosofiodo my.licisrno gros-eiro e
popular, ee un dos quemis cout.ibui-
i a ni para a destruicio das auperaies da
idade madia, piotestando contra ellas, com
toda a euthoitJade que Ihe coocil-ava a
sua pieda .' e o seu s.ber.
Gereon adquiriu como ih?ologo pr'nri-
p-lmeale direitoa eternos graudro hi-
I m. Gerson" um dos padres a \g\ aja
Galiieaia ; p ole t o vhemen'timate
coat a asexessivae pretencSes da Ca. te da
Roma e co iipiehendeu admirave.menta
que a lgreja GatholL-a para conservar |e!u
podar sobre os nimos deve ser tima mo-
iLirchia cus nacional e nio urna m-
narekia absoluta. Foi a alma do Concilio
deCoostancd no qu%l se procUmaiam oa.
verdadtiros principios do catholicisjo %
apezar das preien\6.s ultraniuotaoas-.
Mais adianto se coi i'ompeu de novo a di.--
cipina da Igieja ; os Papas do'seco lo 15.*
tornaram a lomar a auiborida 'e de Ilimi-
tada, que Ihes llnhaiti tirado os Bispos da
Consiaic, e assim n^5 tardou a Chris-
tandade em upe imentar divides que a-
cre. litar., m os vticinios de (ivison. [fo
seculo 16. suoceatu a rtfirma triste
i'O-ia. qa- nca da or up.f da d sciplin e
das desoneos que pr! duaii.-. Hi jirts
a rulos qu-i o protestantismo se susien a na
Europa, ese m tutea a tanto q salo du-
ittm as p.etenves inl deraoie do absolu-
tismo uiiraiiioniariu ; ese rttisfer recor-
rer se algum da ao< principios >e Ger-
sou como aos qi.e eucetiaiu tod) o lo-
iuo leligiosa e civil.
(LsPaix.)
(Do Diario do Governo de Liob,ja.
aaaa
Quando nio exi-te vardadalro amor do
bem publico, quando oGovcrm. be per-
verso edam f, anida muilo mais urge.
que a Naci rOolurCM a verdadtira natureza
daseousa>, e saib qua> s sao os .-o- v-.-ida- -
deirosinier-sse-; de oulro modo ell.< sof-
f e em sabei que cou.-as deve stliibuir
seos pade. imeiito-, ou dt'ibuii.do-se a nio
veidadeiras cousas, >o divergeiit! as vistas
do bem pnbl co, os estorbos sao isola. os,
f.lla firmeza -.-da um paiticlai yoe
que se nio v apoi do e media o desuo-
ti m ; ouentao, se a N.ci, muito un
govemada se aborrece, rcula c-nselhos
pe niciSjs, e muda o na Systen.a de a J-
uiinislracad era oulio peior.
( J. B. Sny.)
O orgplho be ura mendigo que
grita ta alto romo u nccts.-id.de ; mas q'
be iofiiilaaiente mais msaciavel.
(Frai,klia)
O ambicioso.... Que idea foimaea
v-d'um ambicioso; isU. he, do humen
preocupado do de.-ejode elevar-.se, e lazar-
se grande ? Se eu vos oi -tase, que he un
homem inimigo por pr. fi a oe lodos os
outros ; quero oi-er c'e todos aquella,
com quera elle pote ter alguma lelodEu de
irreirs.-e) quepuaelle a pfopriedade de
cutrem be umaupplicio; que elle uepo;
/


^
DIARIO D* PERNAMBCO.
dea saogue filo encarar o me|to alheio,
sem detestar, e sem mesmacombater O ob
jeoto dee mrito; que elle nio tem nem
l, oorn sinceridade ; que est sempre
piompto, era raso de concurrencia, tra-
liir un, suplantar outro, desacreditar
este, e perder aquelle, por menor que
seja o proveit'i que elle espere tirar;
que da t>UJ pretendida grandeza, e da sua
fortuna ,-e faz, ou forma uim divindade,
qoal nao baamisade, nem reronhecimento,
nrm consideraco, nem dever, que elle
nio sacrifique, sem que desprese manejos
e disf..rces especiosos para o faser mestno
honestamente, segundo os principios do
chamadomundo ; eni urna palavre, he
um ser,Fque ninguem ama, e que de nin-
guem pode ser amado. Se, pois, eu assiro
vl-o Bgurasse, por ventura nio diris vos,
que o horneo que deste mod vos tenho
pintado, he um monstro na Ordem Soci-
al?! E, tudavh, por j-ouco que vos deis
ao trahalho de n fledir sjbre quanto entre
vos se pa^a confesareis, sem exitar, que
sioesUs as vfciddeiras fvic5e, e a exacta
piatoia da Ambicio(piando ella be anda
asprame, o.no aps um flu, que se ba
propona i.ble-,
O ambicioso nio conhece, nem res-
peita oulra lei, se nao aquella, q' o favore-
ce. Ocrime, que. o eleva, he para elle
como urna virtude, que o enobrece e il-
luslr. Amigo infiel, a amisade nada mais
he para elle, e deixa nleirameiite de exis-
tir, quando ella pode ser um nb'tacu'o
ua forlnna (alias sios iiier esses). Mo Ci-
dado; a veidade so' Ihe parece estima,
vel, quaudo Ihe pode ser til ; o buril,
que com elle enlra -m concurrencia, he
am inimigo, aoqualelle denenhum mo-
do perd.i ; o seu interese pessoal he sera-
preaale posto no interet.se Publico; elle
desvia Cidadioa pn b >s, para cotiocir se
em lugar driles; sacrifica aos seos ciumes,
aua emuJaco a Salvacio do Estado, e ve-
ria (oh maldade! ) com menos pesar, e
toe.-mo com horrivel indifferenca antes pe-
recoreth entre as .saas mi os os negocios pu-
blhos, do que os salvassem os cuidados e
as luzes de um outro.
(Do Diario da Babia.)
CONRSPONDENCIA.
Si s. Redactores.
Apparecendo dias publicado em hum
dos nmerosda'folhti Con lituicio e Pedro
a., os nomes daquclles Snrs. Depuiados,
que v. t.uam pro e contia o tratado da
Portugal, tfpparecem igualmente. p<.r bai-
xo a seguala notaSahiiaro pa nio vo-
lar o- Snrs. Figueira de Mello, e Jone Ma-
ra Ildefonso. O a cu, que me nio teubo
eladoa ler essa follia, chegando a loja do
Sor. Figueroa, fui advertido, do que ella
Continua? Ecertamente nio acreditara a
nio le- a tal lilcelo, que de mim fez. Di-
ceentio pata os circundantes; queaquil-
k> a meu respeitoera fabo, por nio ter eu
assislido na Cmara nesse dia; ao que eu
responden quando estivesede pochorra;
agora que esta me rhegou, rogo aos Snrs.
Redactte* o favor de me darem hum lu-
garem o seu Diaiio, onde poresta occasiio
quero advertir ao Redactor da (al I'. Iba,
ou ao autor de tal publicacio, que nio se-
ja fcil ero avancac cousas, que ihe diiem,
para nio pa-s.ir pelo desgoslo, como egora,
de ser conti adicto porque certamenie jul-
go, qoe ruiiguem h*, que se nio envergo
rie i -o: p>r tanlosaiba o seu autor, que
? ii ti p > lia -ahir para nio volar, quando
eu "i h faltis Cmara p r mo'estia.
E-ce s r o motivo, porque esta nio
he u, li'ij HM< ca-o he, que sendo
hum I.. ,-ubli' o p.ssado a poucos dias
pi.d .st^do por lanos Couipanhei-
ro (,"_ n ; -e acbio em Fernambuco,
principal mente cofn os que se sen i o ao
p de mim ; e sealgum houver, que ouze
allirmar iu onl io, o que he impoSsivel
(poisi.s nio unho por mentir oxosj lar-me-
na o tavor d p.iblior o su nome para
aer contiadito por todos os raais daqui, da
parahiha, do Cear, da Cmara toda, ea-
tnporfelo.', te fossera piecis/os. Qcat
Snrs. Redactores, quando eu vi' publica-
da essa votacio, ihferi logo, que era sea
para intriga, poique nio tend sido ella
nominal, nico caso, em que se turnio 08
nomes, ese p ubi icio com as Actas, eop-
parecer ella aqu publicada, j se deixa
ver, que ata curiosidade de se estar ao de-
poisa lembrar de quem votou, e de quem
nao votou; foi para isso; noque eu de-
via entrar ainda que fosse em quanto nio
appareciaa verdade ; como tem succedido
em outras, que nio sao publicadas era'To-
Ihas; e hesomente por S80 que eu todava
agradeco esse Sor., como mais franco,
que me deu lugar a contesta-la ; o que nio
surerdea respeito daquellas, cu jos autores
sio in visiveis, porque ternera serem des-
mentidos. Sou, Snrs. Redactores, com
toda silencio de Vmcs.
Muito venerador e circunspecto criado.
Joze Vlaria Ildefonso Jrome da Veiga Pes-
toa.
Midalena a9 de
Dezembro de 1836.
AVIZ'S PARTICULARES.
O abaixonssignado fa scienteao respei
tavel publico, que desde odia 31 de Ue-
7cobro de 1836 deixa de sercaixeiio do
Sur. Antonio Martins de Cotilo Viauua.
Jote Djmingues de Sooza.
No dia '18 de Dezembr-> de i836,"
pela urna hora da noite mais ou menos fui
encontrado o meu l'edagugo que viuba da
casada Am. nos trajos segualesc misa
e siroul.*, pauzinho na mi, e sem chapeo;
e como nio se hio de matar os Educan-
do !
11 um Educando licenciado.
Trocio-sepataces por cobre raui-
lo bom a quatro e doze : na ra de Hortas
D. 65.
6^* Aloga se urna morada de casa ter-
rea no Bairro de Santo Antonio, que te-
nha quintal e nio exceda de 8$ res,
dando se um anno adiantado; quem qui-
zer annuncie.
k-&~ D-se a premio de 2 porcento ao
mez al* a quantia de 1:000& reis: quem
Ihe ronvier procure na ra do Livramen-
to taveina D. 10, que se Ihe dir quem os
d.
>^ D sediaheiro a juros com penho
res de ouro, ou |>rata, em pequeas qum-
lias; na ra de Orlas D. 64, ou na Typo-
grafia Fidedigna se dir quem o d.
kjh Troca-so por rnoeda de prata com
o premio correte 800 pecas de 6$00, a
i4ft000 reis; quem quiser esle negocio,
dirija-se a ra da praia, serrara junio ao
tanque d'ag- a.
y A (ministradora dos tertenos de
Santo Amaro, e fora de Podas, pertencen-
tesaoPiar, faz cente aos seus afore i ros
que, n'estes quinze dia, hajio de Ihe apre-
zentarein seus papis d'.if .raroento, o jun-
tamente os recibos a quem tem p'go os fo-
ros do.-diios terrenos; para o quese hio de
d'igir sua casa'in Sanio Amaro ; adver-
lindo que, aquelle que durante este lempo
o nao i' r, ser para isto obrigado na
forma da Lei.
\rjT Precisr-se alugar um primeiro
andar de>ob>ado, ou mesmo de dois anda-
res que lenhio bastantecemodes, em qual-
queriu>, a nio s> r esquisita, com prefe-
rencia sendo no Bairro de Santo Antonio
e promele-se caso agrade pagar-se bem
por ntez ; quem o (ver dirija-se as 5 Pon-
las D. 4^1 ou annuncie.
*j tenha pouco tempo de ierra, a< 14 annos
de idade, que saiba 1er, escrever, e contar
alguma couza para- ser empregado em hum
armazem, quem estiver neitas cii constan-
cias, pode liiigii-se ajrua da Praia em a
senaria junto ao tanque d'agua, que adia-
r rom quem tratar.
jr^P" Joio Toralo Lopes com Depozito
de rap Princeza da Fabrica da Babia na
piaqa do Comercio defronte do Corpo San-
to casa n. a piimeiro andar, continua a ler
no seu Uepos-to domeSoio rap Prnicezj
nliirnamente chegado da dita Fabrica no
Brigue Escuna Cariora, e-t^ndo da raesma
man-ira pron>pto a incumbir-se de qualq'
encomenda do sobredito raij tanto para
esta Provincia como pr fora d'ella ; as-
simeomo continua a trocar qualquer por-
cio nio estando em bom estado e que per-
tenca dita Fabrica.
jrjr O abaixo assignado fas sciente ao
respeitavel publico q' Joaquim Antoniode
S. Tiago Uj deixou de ser seo caixeiro
00 ultimo de Dezembro do anno p. lindo
de 1836.
Joaquim Pereira Xsvier d'Oliveira.
#^ A pessoa qoe Ihe faltar am aI6ne-
te d' ouro lavrado; dando os siguaes Ihe
fer entregue; porem adrertindo-se que
nio foi achado, e sim sendo offerecido por
huma pes'soa, que vendo-se o preco ser
deminuto julgou-se ser furtado, oqual a-
cha-seem poder do Snr. Abreo, na roa
direita.
NAVIOS A CARGA.
Para o Maranho
O PataXo Venus, muito velleiro, forra-
do de cobre, pi-riendo sahir para aquelle
porto por todo mezde Jann'ra : quera qui-
zer carregar de frete, dirija-se a loja do
Burgos ronce de Len, na pracinha do Li-
vramenlo, ou abordo com o Capillo Fran-
cisco Gregoi io de Assis, e tem bons com-
ino los para passageiros.
COMPRAS.
*- .
a ou 4 Bois mancos : na raa da Cadeia
velha o. 60.
LEILAO.
A. Schramm faz leilio Terca feira 3 de
Janeiro pelas 11 horas da manhi, de 24
caixascom queijos flamengos que estio no
aimasem de Antonio Joaquim, echegados
ltimamente de Hamburgo.
VENDAS.
Folinhas de Algibeira a dose
violen? e de porta a seisvintens :
Na Pra$a da Independencia loja
de livros n. 37 e 38, na loja do Sr.
Antonio Jos Bandeira de Mello ,
ra do Cabug na rua dos
Quarteis venda D. 2, e defronte
da Igreja ta Madre de Dos, ven-
da que foi do Rezende.
/^ Urna negra sem cria, e com bom
leite : quem pet tender annuncie.
W&* Duas moradas de casa no B.-irro
da Boa-vista em muito bom lugar, chios
proprios, e livres e desemba acadas : na
rua do Cabug loja D- 4, ao p do Snr.
Bandeira, queseHi quem vende.
WT Urnas cbias bixo muito boas:
na rua do Jardim do lado do nascente D
18.
UF O Bi igne Americano Andes de lo-
te del 72 touelladas, forrado e cavilhado
de cobre e prompto a seguir viagem : os
pert-ndentes dirijo se ao ^eu consignata-
rio Joio Mathoes na roa da Cruz n. 56.
%&~ Sal de Setnbal, e saccas de f rinha
de mandioca, ullimamenie chegada por
preco cmodo: em c-isa de Jos pereira da
Cunh;>, rua da cadeia do Recite.
%&* Duas pipis vazias, rebatidas no-
vamenle, com os seus arcos de ferro, pro-
| lias para levarern azeite : na rua das A-
goas verdes confronte aporta da'sacsislia
de S. Pedro D. a3.
da Independencia n. 3y e 38.
Wk^ Uma escruta preta da ci-sta, boa
figura, com tima filha idade de a me zea ;
a preta tem b tstaula leite propria para cri-
ar meninos ; nio foge, nio bebe agoarder}
te, e he muito fiel ; eso' temjo om\o da/
vender na rua : na pracinha doL;vrmeiM
to loja nova de Manoel Franriscoda SilvaJ
onde ha tambera para se vender um mow
Iqueifii ial de pedieiro, com idade de 2J
annos, o qual bem procedido.
ffl^ 6a 7 lijollos de alvenaiia roca
batida : na Otaria do sitio Chacn no po.
co da Panela, e tambera se poi nos loga-
res, que bem con vi. rao comprador: quem
o pe tender dirija-se ao dito sitio a traotsr
cora o feilor do mesmo.
je*- Capim de planta a 3ao reis posto
as casas (dezmadas pelos compradores:
quero pertender annuncie.
j^ Bisas do Porto grandes e peque*
as, pre-unlode Lisboa, vinbo PRR,sal-
picoens, e pai-a novos, as im como maij*
effeitos de venda por preco muito cmo-
do : na Prca da ti a-vista D. io junto e
Botica do Braulio.
a/jp Sal de Lisboa : abordo do Brigue
Sueco Biger Jai I.
ypf Rap Princesa de Li.-boa em libras
ecilavas, dito Priuceza da B^hia, dito
areia preta, cha isom da primeira torle j
dito perola, dito algofar, diKTimperial em
camnhasdedtirs librts e eie, tinta de es.
ci-ever em garrafas eicelente pululas de
familia em Irascos de 5o e de cem com o
competente falheto hum rico sortimento
decpalos para uiiniuasde todas asco-es e
de todos os tamanhos ate para meninos de
um mez tuperiores bixas ltimamente
chegadas do porto pelas e muito grandes
ludo por preco com modo m Praca da Iu-
dependeni ia loja n. ao.
-y Urna negra, e orna muala am-
bas mopa, e de bonitas figuras ; sem vi-
cios, nem achaques: a negra he boa co-
sinheira e sabe todo o mais arranjo de vu
macasa: a mulata engoma bem, e roso
com perfe.cio. Os pretndenos dirijio-
sea rua da Crus o. i7, a fallar com A-
lexanl. e Tavares de Mello.
H
v
4
ESCRAVOS FGIDOS.
No dia 25 de Dezembro fugio do beco
da Bjrreiras no Bairro da Boa-vista uma
escra.a crioula de nome Florinda, de i8a
20 annos de idade, bem parecida e sera de-
feitoalgum, e he bem conhecida no dito
lugar por vadia confiada e ru-gnenta, le-
tou ve.-iido de xila azul novo e pao da
costa enxuvalhaJo, Cuja escrava de Igna-
cio Kranci'-co de M*lo< Vaiejio morador
nos Remedios para onde consta ter ido :
porem est hipotecada em poder do annun-
cianle, e he ornadas condicSe* peder ha-
vellaem qualquer parle onde ella enteja ; e
por isso quem della tiver noticia ou pegata
paiticip.ndo ou lvala no d:to beco das
barreas segunda casa terrea ser bem re-
compensado.
Fugio no dia j5 do correnle uma negra *
dd neme Uelfina, i3ade it anno-, seca do
corpo, baixa, cara redonda, oora pinos
vermelhos pelo corpo, a saber um granja
as cosas, e mais um em cada braco, e ou-
tro pequeo na cara, e o raaior signal
uma feridariebaixo do dedo grande do p
eaqueido que a p. iva de andar direilo, as-
sim como o p im io virado, e tem es-
te mesmo p bastante tnxado, e um pao
por sima do mesmo : os aprehendedores
levera-na a rua de Manoel Couco em rasa
de Joze Ignacio Ribeiro que sei re-
cornpen-auo.
>
Taboas das mares chelas no Pono d+
fernambuco.
26-Segunda 5
-" 27T: l
?3 28 Q:
-S29-Q;
* 1S"
3 2-S:
3 D-
2h. 3 m
318
4- 6 a
54
6-6
6-54 *
7- 4a
I Man.
pbRbj., sa Tip. uk M. F. Faria Ibjb.
miitii Ano L


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