Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02959


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Full Text
ANNO DE 1835. QUINTA FEIR/*
17 DE SKTEMBRO N. 1/5.
t
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Pbnambuco, h* Tvp. de M. F. deFAB*- 1835-
OAS da semana-
114 Segunda ExaltacaS da S. Cruz- Aud. dos J*. do C. de m- e de
I t tes. da The-a. P. Chauc. de t.
115 Ter^a S- Domingos eco Soriano. Re. de m: aud. doJ. de
O. de t Quarto Min?. a 1 h- c 34 m. da m. *,,.
16 Quarta Temp. jej. S. Cornelio e Cipriano JbT. sesso da T> Pub.
7 Quinta S. Pedro de Arbues Re de m., aud. do Juii do C. de
18 Sexta Tam. jej. S.Joae de Cup. sessao da T. P. de m.
eaud. do J.deO det >
19 Sabbado. Temp. jcj. S. Januano.'Relacao de m. e aud. do V.
O. de t ora Olinda.
f Domingo Festa das Dores de N. Snra.
Tudo agora depende de nos mesmos, da nossa prudencia, moda-
racSo, e energa: continuemos come principiamos, e seremos
pontados com admiradlo entre as Nacoes mais cultas.
Proelamajo da AnembUa erol 4* Brasil.
Sabscreve-se & 1000 rs. mensaes pagos adiantados nesta Tipogra-
fa, e na Praca da Independencia N. 37 e 38 ; onde se receben)
correspondencias legalizadas, e annunoios inserindo-se estes gra-
tis sendo dos propriosassignantes, e viudo assignados.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda Todos os dias ao mel dia.
Goiana, Alhandra, Paraiba, Villa do Conde Mamangnape, Pi-
lar, Real de S. Jlo, Brejo d'Areia, Ralnha, Pomhal, Novn d-
Souza, Cidade do Natal, Villas de Goianninha, e Nova da PrinM.
tai Cidade da Fortaleza, Villas do Aquirs, Monte mor or
AracatT, Cascare!, Canind, Granja, Imperatris, S. Bcraar4*c
S. Joao do Principe, Sobrar, Nora d EIRey, Ico, S. M atheus, i
acho do sanguc, Santo Antonio do Jardim, Qncxerainobiin, e Par*
naiba Segundas e Sextas feiras ao meio dia.
Santo Antao Todas as quartas feiras ao mcio dia.
Garanbuns, e Bonito nos dias 9 e 23 do mea ao meio dia.
Floresno dia 13 de cada mez do meio dia.
Serinhaem, Rio Formozo, e LimeirasSegundas, Quartas.
extas feiras ao meio dia.
EDITORIAL, i
Continuado do N. 174.
J| J'.Io que antecedentemente acabamos de expOr,
v-se claramente : i.* que este dialogo he em parte
moral e em parte poltico ; qne o designio de platao
nao foi formar hurn plano de governo, como miiitos
iupem, engaados pelo titulo da obra, que nad he
conhecida se nao pela Repblica de platao ; mas sim
apresentar hum quadro do hornera justo, virtuoso, e
perfeito, comparando-o com huma forma de governo
ta5 excelente em seu genero, como pode sel-o o cora-
do do justo; vulgarmente se diz, que o homem he
hum mundo em miniatura, e Pialad quit, que elle
fosse huma pequea Repblica : 2. que a hipotese de
huma Repblica perfeita nad he mais quimrica,
que a do homem perfeito, e que si Pialad nad tivesse
frito entrar no seu governo os sonhos da comunidade
das mulberes, e outras extravagancias desta especie,
o que elle diz nao seria mais impossivel, nem menos
praticavel respeito do governo, do que respeito
do homem justo, ou do verdadeiro filosofo : 3.* que
Platao foi bastante sensato par* crer, que nem a sua
Repblica nem o seu Justo podessem existir taes, quaes
elle os imaginou ; e assim se explica no livro 5.a
para dar huma idea dos efeitos da justica e da in-
justica era mister ter diante dos olhos dous modelos
completos, hum da bondade, outro da maldade; que
elle nao pretende, que semelhantes modellos possao
aiistir, porem, que quanto mais o homem se aproxi-
me de hum ou de outro, tanto mais feliz ou desgra-
cado ser, &c.
Recalcamos hum pouco mais esta exposicaS, por-
que tamos notado que muitas pessoas, alias de algn-
ma habilidade, nad tem apreciado o sistema de Pla-
tao pelo lado, que deve ser considerado ; este pro-
fando filosofo nao pode ser bem entendido sem ser
muito estudado e meditado. Cada vez que lemos os
seus escritos, acharaos novas belesas, novas ideas, que
antes nos havia5 escapado; quera tiver lido Plutarco,
Xenophonte, Aristteles, e Platao, possuir sem do-
vida huma masa de conbecimentos, superior aosque
podem proporcionar todos os modernos juntos, que
bajad tratado da poltica, da moral, e da historia;
depois delles somente echamos originaes, entre os la-
tinos, de nad menor interesse ; e pesar do augmenf
to progressivo dos conbecimentos humanos depois dos
seculos tenebrosos, que sucederad invasaS dos bar-
baros do Norte, nem Juad de Barros, Mariana, Hu-
me, Maquiavelo, Gasanova, Daru, firc, ainda pode-
rlo equiparar Tito Livio, pesar dos seua impo-
tentes esforcos para imita-lo na diccad e na belesa
A exeepcad das sciencias exactas, fsicas ou naturaes,
ainda hoje os modernos na5 adiantara hum passo,
alem daquillo que nos legara os antigos j e sem em-
bargo blasonamos do nosso profundo saber, e despre-
samos as mximas d'aquelles homens, que souberad
mais que nos, somente por que sao, ou nimiamente
sublimes para a nossa inteligencia, ou pouco confor-
mes com a ndole actual do nosso secuto.
He pois nos filsofos antigos, que os nossos jovens
Oradores, que quiserem constituir-se os orculos da
tribuna, devem meditar a'sciencia dos governo* ; el-
las devero lembrar-se de que todas as questes concer-
nentes amoral dosPovos civilisados, que ainda hoje
se dilucidad, se achad todas resolridas mais de 20
seculos pelos filsofos Gregos, e que os grandes Orado-
res Ingleses brilharaS aempre pelo estudo das antigui-
dades. Os famosos Sheridan, Pitt, Fox, Stalord,
Canning &c, que fora6 o modelo da oratoria im-
provisada, marcbaraS sempre pela senda dos anti-
quarioi, e encheraS de espanto seus contemporneos
pelas don trinas, que propagara 5 na tribuna ; o ulti-
mo, (Mr. Canning) sustentando na Cmara dos Cora-
muns a necessidade de protegar a Constituicad de
Portugal, provon, que a Inglaterra por huma alian-
ca de muito mais decem annos com aquello estado, se
acbava no oasus fcederis dos antigos, e tronce para
isso a historia da liga dos Acheos, e successivamente a
de todas as ligas at os nosios dias, sem que os mes-
reos principios houvessem nunca sido interrompidos
per mais de 3 scales de Nacsd Nacad, de Povo
Povo ; este brilhante discurso, onde reina a erudicaO
mais profunda, produsio a eoncessad dos meios necea-
aarios para a desojada intervencad
Dexemos esta digressad, que deve ser fastidiosa
para muita gente, e proveitosa para ain^uero ; e vol-
vamos ao meacionado artigo da Revista tnmensal, ca-
de acharemos hum menso material para o nosso
projecto-Qual seja o carcter da Monarqua heredi-
taria, bem se deixa ver pela per manea cia dos ge ver-
nos monrquicos em todas as pocas do mundo co-
nhecido; ao mesmo tempo, que os (ovemos de elei-
$a5 popular quase sempre tem sido de traasicad. C5
sideremes taS somente os dous mais notaveis da anti-
guidade e vejamos de que lado se acka a vantsgem.
A primeira forma, aob a qual se apresante o gover-
no Ateniense, he a de huma monarqua suave e mo-
derada ; a invasaS Doria tinha dado novo impulso ao
genio do Povo, e sem embargo as ntueancas, que se
fserad, nad fora5 precipitadas, nem violentas; ha-
vendo Codro perecido por huma coasagracai patri-
tica, Atenas aboli o norae, e a dignidade de Rey,
porem a autoridade suprema foi conservada na sua
descendencia debaixo do novo titulo de Archonte.
Passara5-se annos debaixo desta forma de governo,
que assegurou o repouso e a prosperidade dos Ateni-
enses, porque a mudanca, que se tinha efeilaado no
seo astado poltico, era mais nominal do que real;
vejamos agora de que modo se operou huma reforma
muito mais importante e vital, e a transicaS inevi-
tavel de todos os governos subsequentes.
Pela extincad da dinastia dos Medontida ( era es-
te o nome da raoa de Codro), a dignidade de Ar-
chonte passou de vitalicia dezenal, e de hereditaria
i electiva entre as familias de origem nobre ; medi-
da, que altern a tranquillidade publica, e qae apenas
durou 7O sanos, avanzando sempre para a demo-
cracia ; entao o numero dos Archentes foi elevado
dez, e a duracae de suas funces ao limitado tempo do
hum anno. Desde esse momento comecou a san-
grenta luta entre as faecdes, em que se divida a peo'
pulacad; de hum lado a tendencia irresistivel das
classes populares, e de outro a reacca de huma a-
ristocracia disvirtuada e desunida ; a sediccaS, a
guerra civil, e todos os males, que acompaahad as
discordias intestinas, causarad a desolaead de Atenas^
at que o povo cansado dos terriveis efeitos do seu
proprio orgulho, vendo dissolverem-ie cada aasse
todos os elementos da ordem social, delegou Soln
a empresa de regenerar o Estado. A melhor orgsni-
sacad, que aquelle sabio legislador pode conceber, foi
huma especie da timocracia, m qn as difvraates
classes dos Cidadios forad destribuidas segundo certo
censo, quepagavad; e para contraholanoar as influ-
encias da nquesa e dos talentos ambiciosos, criou es-
sa Cmara alta, ou Senado, conhecido pelo nome
ainda famoso de Areopago, composta dos horneas
maissabioi eexperimentados, e autorizada rever,
impedir, e rechacarjas inovaces imprudentes, que
nsd estivessem de acord com os principios fimda-
mentaes da Coastituicao. Bsm diferentes daquelles
que para improvisar sistemas polticos nad contad
com os usos, costumes, lugares, hbitos e pessoas.
Soln disia nad fiz as melhores leys, porem fiz a-
quellas que mais convinhad aos Atenienses.
Era tal a potencia dos prineipios vtaes, que aqvel-
le Legislador infundio em suas instituiedes, que nad
podara! ser alterados pelo governo absoluto de Pi-
sistrato; ellas estavao calculadas pora recober todas
I as modif cacos salutares no poder Executivo4ob
o imperio desta admira vel Constituicad, tornou re-
viver o genio prodigioso dos Atenienses, dando im-
pulso as artes, cujas maravilhas ainda hoja admira
a posteridade; ella desenvolveu as virtudes austeras
de Milciades e de Aristides, os talentos polticos da
Themistocles e de Periclea, o genio de Eschyles e de
Sophocles, e o d'aquolle sabio, cujas doutrinas a-
charad tad eloquentos interpretes em Platad e Xeno-
phonteParece pois impossvel, que aquelles mes
mos homens, cujas preeminencias erad mais garanti-
das, fossem os primeiros, que violassem a carta de
seus proprios direitos, destruindo os fundamentos da
Saprema ley do Estado; a historia nos diz (e nad ha
a meaos importante de sua sabas ligues) que as medi-
das, que destruirad esse soberbo edificio social, o que
neutralisarad o poder conservador do Areopago, trans-
ferido o poder supremo para urna dilirante dema-
gogia, forad inspiradas por PericlesO homem que
acabou com a Aristocracia, que entregou os ricos a
embicad e avaresa dos proletarios, era o mais nobre
de todos os Atenienses, designados pelo seu mesmo
naseimento o pelos seus talentos para Chefe da Socie-
dado, que elle destruaDespojada a Constituicad
de ostabilidade, que lhe havia imprimido o genio de
Soln, Pericles a entregou ao capricho popular.
Examiaemos os motivos,que obrarad mais encasllen-
te na conducta daquella demagogo, para poderosos
avahar o carcter publico de todos os nossos polticos
pasudos, presentes e futuros.
Continuar- se-.
RIO DE JANEIRO.
AMAR* nOS DIPUTADOS.
Estrato da Sess&o em 50 de lunho. N
Presidencia do Snr. Araojo Lima.
.T Eita a chamada pelas 10 horas da raanh, e log >
que se reunirad cincoenta e hum Deputados, o Pre-
sidente declsrou aberta a Sessad, e lida a Acta da
antecedente, foi approvada.
O primeiro Secretario deu conta do expediente
lendo hum officio do Ministro do Imperio remetiendo
o requerimento do Coronel Vicente Jokc da Costa <
A Impida, Chefe da Commssad encarrrgada do levan
4


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DIARIO DE FEflNAAJBUCO.
tamento.'da Caila Twpographica deata Provincia, que
por si, e em Dome eos Orbciais de que se conpoeni
a dita CoinraissaS, pede que sejao contemplados cona
gratiu-acaS addicional marcada na Le do i. de
Outubro do anuo paaaad : l.rcera Commissa de
Pairada.
Outro do mtsmu Miuitro paiticipando que a co-
iihciiuoIo da Secretaria da repartifaS a seu cargo,
nao i bigamo os ralelos que o Governo fez ou 09
uiidaenas que o determinaras a establecer o nu-
mero dos Deputade* de>ignado pera cade humadas
l'i ovio.-..-, as inslruccOs que arornpauhei a5 o De-
creto de 16 de Marco de i8Si : a Commissa ficou
ialeirada.
Oulro do mesmo Ministro remetiendo homa Re-
preseetuv de Aesrmbla Legislativa de Provincia da
Paralaba sobre o meio circulante.
Foi reroettida terceira Commissa da Fazenda.
Outro do mesmo Miniktro enviando o Requerimen-
le do Meslres de S. M. o Imperador, e de suas Au-
futias limas, em que peder qneseja elevado quan-
in de lium cont e duzentos mil rs. o veacimenio,
que ora im de setecentes, e cineoenta mil rdis, sen-
do 1 potado ordenado: a Commissa de PensSes e
Ordenados.
Outro do Miniatro da Fazenda remeltendo lium
Omcio do Presidente da Provincia de Pernambuco e
iua.1 papis, a respeito de ter sido a Faienda Nacio-
nal coudemnada a pagar ao negociante pnrtuguez
Joa J-aquim Carneiro Leal 7:680$tOO re"is, mpor-
lancia de 1,60o alqaeires de farinha que Ibe fora to-
jaade j por ordem do intruso governo de Pernambuco
eua 1817: a 3" Gatnmiau de Fazenda.
Oulro de mesmo Ministro remetiendo as copias
aufheotkas dos contratos eslabelecidos com Joo
Miis em ti de Abril, e 3o de Dezembro de t34,
cerca do pagamento e collocaca da machina de cu-
nboa ora elle rontrahid; e igualmente huma repre-
seetaca do dito Miera, e ioformacoes do Coroael
rie Engenheiros, Director das Obras Publicas, e do
. rnvedor da Casa da Moeda, tudo a respeito da refe-
1 i* collocacie: a Secretaria para ser presente a quem
taz a requi-ice.
Fez-ae menca de vaiis requermentos de partes
que fonad s (Jommisses respectivas
Foi lido, e fieou adiado hum parecer da Commis
*6 de Cunetituica sobre a indicsca do Sr. Goncal-
ves Martina requerendoque siga os tramitas da huma
I.ti ordinaria na conformidade do artigo I78 daCons-
liiuicaS, o projecto de Le offereeido a esta augusta
Cmara pelo Sr. Barbota Oordeiro, para se decretar
que a aessa Imperial da abertura da Assetnbla Ge-
ral seja tados os anuos no da a 5 de Marco, revogando
aasira o artigo 18 da Conetituica; e a commissa he
de perecer, que appiovando se a piim* ira parte da in-
iccaSdaSr. Goncalve-s Blartins, o sobredito pro-
,-. 1 ;o de l.ei offereeido peloSr. Beibosa cordeiro, si-
ga s termos marcados no regiment in'erno deite Ca-
irrara para as Leis que nao contem reforma da cons-
t !uiea8, etc.
lau-se o parecer da Oommis^o de redacQ. sobre
a |> do Reeru lamen lo. Havendo huma grande dis-
. .)*s..6 de ordem, em que alguns Debutados fora de
-i intao que havia absurda no vencido, outros que *
havia inconveniente na execuea da Lei, e outros que
nab havia nem hurnecouea, aem outra, deu-se a ma-
tara par discutida, e consultada a cmara sobre se
havia absurda, decidise que satn,
Foi apoiado hum artigo substituitivo oflerecido pelo
Si. Sonta Martina, para que no caso em que se nao
posea veiificar o engajamento voluntario, tenha lugar
o tecrutaueeto Toreado distribuido pelas Provincias
na proporcaS do9 seus respectivos L'eputado.
leudo occorrido dnvidea de alguns Deputadosa-
errea detta emenda, uto he, se ella deria ou nao ser
discutida, o Presidente consultou a Cmara, sobre
e|uei ia qne continuasse a discu sao a respeito da
emenda apoiada, e decidi que nao.
. Foi apoiada huma emenda de suppressa do artigo
segundo do projecto, remedida mesa pelo Sr. Luiz
Cavalcaute.
Foi apoiada huma emenda de suppressa do artigo
primeiro da Le, offerecida pelo Sr. Henriques de
Kesende.
Houve huma longa dscusSAem que alguns Depu-
lados se pronuncira contra o engajamento volun-
tario, per difficildse realisar, e contra a Lei por
denecesaaria; e outros declerraS queadscusseS a se
devia limitar a desf*zar-se o absurdo que havia na
Le, enaS se podiasupiimir o que se havia tomado
por base no vencida, qual era engajamento volun-
tario.
A dikeassaS ficou a diada pela hora.
O Presideate den pare ordem do da primeiro de
Jolho, a asesase materia dada para boje, e levan tu
a s's'eS depoit da* dees horee da tard.
GOVERNO da PROVINCIA
Expedient de di* i2.
M.L1.00. Sr. ruspondendoaoefficio de V. S. com
data de 1O do corrate pedindo algn-, esdsrerimcn-
tos sobre o desposto em o meu Afino de 5 do mesmo
raez ; cumpie dizer-lhe que posto que o A viro por
V. S. citado auctorisasse esta presidencia para ero-
pregar tados os recursos tendentes a concluir a guer-
ra de Pane lias e Jaci.ipe, com todo julge que tal aB-
toi isaca nao se pedia estender nomeaes de Offici-
aes de Commissa veocendo sold e commandar-do a
Oifieiaesde maior patente, por ir de encontr com as
Leis estabelecida, e mesmo com a boa ordem e di*c-
ilina dos Corpos ; e que pxir tanto devem cessar as
uncoens e veacimentos de taes Officiaes,.sendo-lhes
cacadas as suas nomeacoens, principiando e.-tadter-
minaea a ter o leu devido efleito d'ora cm diante.
Dos Guarde a V. S. Palacio do Governo de Per-
nambuco i? de S fembro de i835. Francisco de
Paula Cavalcanti d'Albuauerque. Sr. Joze da Cos-
ta Rebtllo Reg Monteiro, Cf mmandante das Ar-
mas.
Como nao haja car^a para Macei, segundo
informa o Administrador do Correio, e tenha de sa-
bir bre emente o Estafeta de trra para as Alagoas,
ordeno que o Paquete Leopoldina deixe de tocar no
Poitode Jai agua, e d'este singrar em direitura ao
da Baha dt todos os Ssntos no dia i5 do corrente, fi-
cando sem eflPtito a ordem anterior para fazer-e de
vella uo dia 13. O qne commnnico ao Sr. Com-
mandante respectivo pira sua inteligencia execueaS.
Dos Guarde a Van. Palacio do Governo fdi Per-
nambuco il de Settmbro de i835. Francisco de
Paula Cavalcanti d'Albuquerqwe. Sr. Commsu-
dante do Paquete I eopoldma.
Oficio; Ao Administrador do Correio no sen-
tido do^officio precedente para sos sciencia, e gover-
no.
Ao Com mandante das Armas, nviando-lbe os
5 Processos do CapitaS Vicente de Moraes e Mallo,
i. Tenanted'Aielheria loaSRibti 10 Pessoa dela-
rerda, Alf< res Ajudante Francisco Ferreira d'Alean-
tara Barros, Sargento Honorato Joaqnim Borges, ta-
dos de primeira Linha, e do Sargento Francisco Fer-
leira de i-ieitas Padilha do BatalhaS 54 de segunda 1-
nh, jolgados pela Junta de Jnstica, a fina de que se
cumpram as sentencs n'ellea proferidas;
Portara; Ao Inspector do Arsenal de Mari-
nba para foraecer urna luz dealeaterna todas as noi-
tes a Galera S. JoaS Baptista que artualmente serve
de priza para que 1 guarda ali existente aaS aerma-
neca, como atlgora as escuras.
Ao mesmo para mandar fazer no Paquete Pati-
gonia o concert que for indespensavel, efim de po-
der seguir viagem para o Para.
Dia if.
lento Deali icto, pois que V art. do C. do P. e do Da
lo de ag de Marco 1833 que marceo as atribuieea
dos Chefes de Polica, no se pode colliglr que ellf
pe te 1:co passar mandado de busca, mas sim aoi Ju;
xes dt Paz pela inteligencia do ait. 195 do Cod. do
P. e a disp-ico do art. a49, rogo a V. S. queabem
di Servco Publico haja de esclnrecer-me aobre a le
gsincio em que se fundn para tal pratrar. Apro-
veitoe ocasiio para dirigir a V. S. os ineus protestos
de estima, e considerarn.
Dos Guarde a V. S. Rcfe 11 de Setembro 1835.
Ao Illual. Snr. Jiz de Di re t o e Cbefede Polica Dr
Joaqim unes Machado. Dr. Elias Coelho Cintra
Promotor Publico.
Peante V. S. Snr. Juii de Paz do S.'Desiric.
to daa Cineo-pontas denuncia o Promotor Publico de
LusTbomaz .opes em virtude do art. a7 1 do C-
digo do Processo Criminal, e o motivo da sua denuQ.
cia he o seguinte :
Que sendo forras as duas pretas Joanna Mara do
Espirito Santo, e Felicianna Mara do Espirito Sinto
como proveo as documentos juntos mostrando que
a sua falecida Senhora Mara do Rosario Ibes passra
em 14 de Abril de 1851 ca ta de Liberdade pela qoan-
tia de 115^55 rs. paga por cada huma deltas, o Acu-
sada^na qualdade de herder da dita Mara do Posa-
1 io prendeu-as como suas eacravaa, e as cenaarvou ca-
tivas como proveo as testemunhas abaxo declaradas.
Pelo que est o Acusado incurso no art. 1^9 do
Cdigo Criminal ; e V. S. autoada esta e prestado o
juramento, prorodei 1 na forma da Lei. Recife i4 de
Setembro de 1835.
Dr. Elias Ceelho fintre.
Promotor Pnblieo
Com 5 T.st*munh-s.
Pela iaformaea inclusa da Secretaria de Go-
verno se v que foi menos eerdadeira a queiaa da Car-
ceiairo da adeia dessa Villa de que na m*sma Secre-
taria ee Ihv esigioquarenta e tantos mil rs. p lo Ti-
tul de Carcereiro. Por conseguinte nenbuma ou
Ira providencia tenho a dar, vista do ofici dessa
Cmara de 2 do corrente, sena dizer Ika que orde-
ne a esse Carcereiro de soHicitar o seo Titulo, ou que
nomeie outro.
Dos Guarde a Vms. Palacio do Governo nambuco 15 de Setembro de i835. Francisco de
Paida Cavalcanti d'Albuqucrque. -- Si 9. Prezidente
e Vei adores da Cmara da Villa do Cabo.
Illm. Sr. Envo a V. S. os oito Procesaos
do CapitaS Joze Joequim da Costa 1. Sargento Jo-
ze Thorcaz dos Santos, Cabos Juvencio Vieira da
Luna, Antonio rraneisc.0 dos Santos, e Soldados Jo-
a Martins de Miranda, Joao Joze de Soma, Antonio
Gomes da Silveira, e Pedro Rodrigues d Queiroz,
todos julgados pela Junta de Justica. '-
Deus Guarde a V. S. Palacio do Governo de Per-
nambuco 15 de Setembro de 1835. Francisco de
Faula Cavalcanti d'Albuquerque. S. Joze da
Costa Rcbello Reg Moeteiro, Cmmaadante das Ar-
mae.
Cenliaumr-re .
JLI/O DK OIIFAe DK OI.lKDi;
JUiXistiido no Cofre dos Olaos una jastificacaSde
D. Joaquina Mara de Moraes, em virtude da qaal
mand-ju-sr-lhe dar ero 30 de Abril de i83i a juros
de 5 por cento, a quanti de 259#oo6 rs. perten-
eente a varios Orlaos, e constando-me que nai a
di"cta D. Joaquina Mara de Moraes, mas tambem
as testemunhas da referida justificabas, sao geralmen-
te desconhecidas; occorru-me, q', tefido'sido Vm.
Procurador da referida justificante para O fim de
ha ver do Cofre dos O. f.s a mencionada quaatia, na
deizria de conh'ecer a dicta justificante, e de saber
onde elle reside; pelo que rogo a Vm. que a besa dos
miavraveis Orf -, cuja propriedade est assira em
risco de nao ser mis arrecadada, digne-se informa 1-
me por escripto de tudo quanto souber a respeito.
Dea Guarde a Vm. por mullos anuos. Olinda
10 de Agoito de i835. Sr. Jazc Justino Fevn'andee
doSouz. Di-. Loureaco Trigo de Loneiro, Jais
de Orfes.
I
Jmue d'Qfa6i do Brejo d* Mmdre de Deot.
9
ib del
D1VEHCAS REPARTICOENS.
Promotoria.
awxAia si-Mt queV. S. na qualdade de Ju-
DireitoeChefe de Pulida em 1. de Jomo de-
ferir juramento ao Acusador Joaqun Ignacio Loiol-
I, e aeaaara mandado de hueca as casas a pobladas pe-
lo a< asador; e paTcetido-me que V. S. neo 4
praticsr, m#s sim ordentr alais de P t
Lr.m. i' F.xm Sr. Julgo de meu rigoroso de-
ver participar a V. Cz., que me acho empossado dos
lugares de luiz de Orfat, e Muncipal deta Villa, e
queobom acolhimento com que- me receberaS os seus
bab'ahles he huma prova evidente do respeito, que
co'nsegra as Leis, e as Aulhoridades por ellas creadas.
En ton principiar a exercicio de ranhas funcescom
lodo o disvelo, principalmente na parte relativa 09
Orlaos-, que merecem com justica nossos cuidados.
Dos Guarde a V. Ex. por yuiitos annos. Villa
do Brejo 8 de Agosto de i835. Illm. e Exm. Sr.
Franciseo de Paula Cavalcanti d'Albuquerque, Pre-
sidente de. Millo, Juizde OrfaSs, e Municipal.
Circular aoi JuU'es de Paz do Termo.
Encarregdo pela l.ei de velar na coneerTacao
dos Orn&i desla Villa, e derendo com duplicada ra-
zaS consagrar meus cuidados, e disvelas a aquellea,
que destituidos dos bens da fortuna se achaS expostos
a sofrer erneis privacSes, tornando-sena primeira i-
dede victimas da mendicidade, c drpois cometendo
crirhs a que s arrastra a pobreza, eo dezejo de vi-
verem oficiosos ; e naS poaende obter huma relaca
nominal, e exacta dos OrfaSs pobres, que existem em
seu'Destrelo, sem qne intervenha V. S. era seme-
lhante objecto, com a que far favor a mim, e ser vi-
sa hmsnidde, por sao Ibe rogo queira encarre-
ar-se do hibalho de endagar o numero de taes Infe-
lices, as casas, e companhias em que habitaS, eque
idad de traternento, e ensino recebem das pes-
u>as com quem vive.
Igual recomendaba fac/1 a V. S. a respeito da ...
I I
un


DIARIO DE PRYUIBLC O
3

cl,,iibens de Ausente, mu por ventura aparecer
.osja Da Detriclo, esmerando, que me avise de
mi parica, aseim como, quefar prompta aprenhen-
i naquelles, que v'r correm risc0 ^e se e*lrav-
aiem em quanto me ehega a noticia. Aproveitb a oc-
ruzitt para proteslar-lhe roeus respeitos, e conside-
Villa do Breje 18 de Agosto de i35. Felia Pei-
xoto de Brito e Mello. Illm. Sr. Juiz de Paz &.
__ Uluis. Srs. Atizado or officio do Juiz de
Direiro de&ta.Comarca de i9 dd cor-ente mez para
ubiiituil o pelo lempo, que tem de estar ausentado
aatr em virtude de licenca, que obtivera do Gover-
ao e .to conforme e disposica do i. do art.
35'do Cdigo de Processo Criminal, e nao lendo a
soasa Lei Provincial de 30 de Maio desle anno pro-
videocitdo o modo por que devem ser feitas as subs-
titicGes das Varas, que forr por ella anida*, e as
,, id exerco nesta Villa- inferido, que nos flevera
euiai a letra do inesmo Cdigo de Processo no art. 35
relativamente a Vara de Juiz Municipal, porque s
,.,-lla se pode encontrar alguma mompat.bihdade sen-
do exercitada cumulativamente cotti a de Juiz de Di-
reito, eporisso a nomeacr de hum Juiz Munici-
pal he a nica substituido, que pesso a Vv. Ss., dei-
xandq todava as euai judiciosas inteligencias, e psn
sar, o que^ulgarem mais conveniente.
Dos Guarde a Vv. Ss. por muitos anuos. Villa
do Brejo20de Agostodei835. Mms, Srs. Pre-
ridute, e Siembros da Cmara Municipal. Felie
Peixoto de Brito e Mello, Ju!z d'Orfas, e de Direito
Interino.
EDITAL.
0 C'iefeJfo Joze Bernardo da Gama Jui de Paz Sup-
liente do i. Destricto do Sacramente da Boa-vil-
ta 4c.
FacO s*b< r que o Jais de Dirtito e Chefe de Polica
dista Cidade convocou a Sesse da Junta de Pas desta
Freguezia no prejente mez para o da a3 do corrente,
p me cMermnou titease os competentes visos aos Jui-
tes, e interesados por meio de Officios, e Editaes, o
que fa.co pelo prezenie as paites interessadssque tive-
retn p.ocessos recorridos para a dita Junta as quaes
dev.r compare x no mencionado dia, a horas
d* rnanhi no Concistorip da Mati iz sob as penas de
Art. sai do Cod. do Proc. Crim. E para que legue
aoconheciinento de .todos mandei afixar o prexente
nos lugares mais pblicos desta Freguezia, e publ-
eall oto* Impreriaa. Boj-vista i5 deSeptembro de
i'35, eu Francisco Cae tao Pereira Gimaraensj
Eserivio oes r.;vi.
Joze Bernardo da Gama.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A p*uta he. ameima do N. J7#.
CRRBIo.
4oV Barca foituf esa tella remanbucana recebe*
..u.la para o porte no di- 19 do crrente as 4 horas
* Ur!9t'- l 1
yn A Sumaca Felicidade do Brezil reesbe e nal-
li; p,ua o Ceara no 18 do corrente as 10 horas da
manlis.
_ fjr- A Eseuoa Fiticeira recebe a malla para Ben-
guslla no dia i9 do corrente as 4 horas da tarde.
rn fcstabeleceude se novamente por determma-
codeEzui. Governe desta provincia de acord com
o 4? Alagoas huma regular commuaicacak) terrestre
entre esta e aquella provincia em das certos e deter-
minados : noticia-se pois em consequencie per esta
Aduiiniatracio do Crreio, que nos dias i.',lIi e ai
de eada mez ao neio dia, partir hua postilho com
todas as correspondencias para a referida.provincia,
entregando-as porem a Agencia na Villa do Porto Cal-
vo donde serio imediatameate conduzidas por
outro ali enviado do Correo das Alagoas que no.raes-
mo dia tem de ali se encontrar com o das Alsgoas pa-
rs veiificaclo da troca das menciouadaa correspon-
dencias. O primdro postilho partir jmpreterivel-
ente desta Administrara na'segunda feira 31 do eor-
rente 1 indicada hora tocando, e entregando igual-
mente as Agencias intermediarias das Villas do Ce-
DOt Seria86 Rio formse, Agoa preta, as cor-
rtBpondencias ellas dirigidas, fszeewlo a mesraa
isarcha n" s*u regresso daquella Villa do Perta Calve
a eta Cidae. As cartas deverio ecb^ar-se na Admi-
nistraeieekas 11 hora-dos dias aesima designados.
*--------
A
Poucos remimente procurio o leu interesse.
r

1
__FiRiia-se quasi sempre,. e toma-se por cerj^que
tdos procur&o o ssu ntresse, entre tanto e-te axio-
ma tiocommum he de continuo desprez'ado na prati-
ca. Se todos oe homens procurassem o seu interesse,
v-los-hiamos cumprir sempre seus deveres, pois que
nesta vida mesmo elles achariao huma segura, e pron-
ta recompensa. Observemos por exemp'o, (juanto
nlo augmentara os seus intei essis o oihcial de offici*
que em ei de faltar sua palavra, e tentar defraudar
o que delle exige qualquer tarefa, fosse exacto e ver-
dadeiio procurado por lodos, recebendo maior esti-
pendio que nunca lhe faltara, em breve obteria hum
lucro cem vezes superior a esta raesquinha ganancia
que momentneamente lhe ofterece huma ou outra
falsidade.
O que dizemos do official de officie, se pode igual-
mente entender do Artista, do Negociante, do Ad-
vogado, em fim de todas adfferentes oceupsces da
vida : conceituados todos pelo seu bom comporta-
ment, gozando da estima a confianza de todos os se-
us Concidadios, elles seriio procurados com an'Welb,
seus bens rpidamente se augmentariio, suas familias
possuiriio^ as precisas commodidades, e por natural
consequencia gozariio mais sande e alegra, e huma
vida mais longa. Ab de quantos beneBcios se privo
aquelles que ahandonando-se a huma vil inercia, per-
dem todos os sentimentos de elevscio, e f dezejio
vivar envolvidos na mais vergonhoza erapula Abor-
recidos de seus semelhantes, s sio procurados na fal-
ta absoluta de qem melhor preencha as oceupsces a
que sio chamados : e habituados ja a huma vergonho-
za ociosidad, elles anda assim se prestio de tio m
\ ontsde, e tanto ten to desgostar os que os procurio,
que parecem querer vingar-se de os arrancaren do
embrutecido somno emquejstiio. Quantos vemos
nos que dedicados a hum trabalho til, ou mesrao
sendo activos no officio que exercem, poderiio prestar
a si, e as suas familias o precizo sustento e vestuario,
vegetando ignobilmente pelas portas das tvernas, en-
gaando a necessidade de seus ettomagos com bebidas
destruidoras, e entretanto stias dsgracadas Lmilias
abandonadas, sem o menor vislumbre de educace,
carecendo dosobjectos deprimeira necessidade lanca-
rem-s,no pelago dos mais hidiondos vicios, e em bre-
ve acaharem brutal e de.-gracadamente huma vida in-
feliz, deixandoem legado, a seus misero filhos os hor-
rores da miseria, ignorancia e immoralidade E se
fugimos destes exemplos mais terriveis, mas por in-
felicidad* betn vulgares ; quantas pessoas ^emos que
por desleixo deixlo de promover honestamente a fe-
licidade de suas familias, e dentro em pouco avruino
razas que promeliio alias nio pequeos sugmentos ?
Quantas vezes vemos chefes de familia que cansados
do desalinho, indolencia e m ordem de suas cazas se
Unci no abyimo do ci ime, tentando assim cobarde-
mente furtar-se aos crueis desgostos que os accompa-
nhio ? E quantas mais vezes vemos ainds esposas in-
felizes, presenciar seus prodigse indolentes mandos,
disipar rpidamente o que aseusPaes tantos suores
havia custado, e deixar seus miseros filhos nio so po-
bres, mas ignorantes, ineptos e impregnados do cruel
exemplo, e habito da ocio.idade ? Entre tato nao
sabemos por que faUlidade, lie tristes, e continuos
txemplos parecem nio fazer sobre nos a devida sen-
sacic
Nio desconhecemes que alguma coisa se ba me-
morado a tal respeito, que o espirito de Independen-
cia e Liberdade trooxe por necessaria, e forcoza eon-
sequenca, algnm augmento de vida na industria, mas
mu longe nos achamos inda por esta lado do ponto a.
que podei iamos ter atingido, vista da liberdade que
gozamos e do slo abencoados eonde a Providencia
nos collocou. Ahi se v inda o Pee de familia que
alguns bens da fortune poesue, negar suas filhas nio
a precita instruyo, nio s a leitnra (pnmeira
base de todos os coahecimentos, e necessaria a todos
as estados da vida) come at as prendas domesticas,
que sssconcorrena a aliviar, e a tomar doce e feliz
o jugo do Matrimonio, e conserva-las ou n'uma es-
tpida apathia, ou em trabalhos grosseiros, a despi-
dos at de qualquer verdadeira utilidade : ah se ve
inda o Pae de familia, a quem a sorto ha favorecido,
e que pode de antemio tracer a carreira que deseas
seguir seus filhos, cneerva-loe em vergonhosa eciosi-
dade. Encontra-se, digamo-lo assim, a cada esquina
hum vadio que na idade perigoae das psixes procu-
ra os meios mais iguobeis de satisisae-las, e para
quem a fintaeio, o furto, e outras snmelhantet *-
gmfllai, ja seo usuaee na toara idada, em ouaato
anciozameate casta oe dias desee Paa infolu, o dovara
desda ja as beas que o mesaa* poesue, e que em sua
desregrada idea figurado-oe immonsa, maiaas veees
o conduaem, oh horr6r a odiar, o daaeiar emorte
do eutor aW seus dias. Alen deetee, muifcao vojmaa,
que nio sendo rios, mas posteado com algara oa-
o. iicio dar a seus tlbos ao asnos a Instruceato pn-
------ _.f!
maria, e plantar dest'arte em seus teios coras oes, o
germen de mil virtudes, liatio com despreao cst
devr sagrado, e atiaem asim sobre elles desgraess
qasi inevitaveis, nicamente por poupar se a pe-
queos encommodos. E sera aaim que melborare-
n:os a nossa sorte, a soiie de nossos tuO .
Paes de familia '. he a vos, que principalmente no
dirigimos, dai ouvidos a esie sntimento natural q'
talla era vosos rocaces a favor de vomos fijlms,
efuif j-vos por dar boa conta desse deposito temo,
e sagrad, que vos foi confiado, mas meditai so-
bre tudo, que a ignorancia, e a ociosidade deaiui-
ro em vossos filhos todas as vrtAides e t per-
mltiio.a entrada a vicios, de que seris respoiua-
veis para com Dees ej os homens,, se Iho| verde
deixado ese dous funestos gvrinens da todos os ci ra-
mea.
(Opiao Campsnhsnse)
EXTERIOR.
FRASC*-
%
.Inda, hum novo attentado !----- Para os Cajis-
tas todos o meios sio bons, para slcancer seus fin,
embora padeca oinuecente-, para elles nio ha consl-
deracio nenhama que meieea a sua contemplacio.
Nio reina Carlos X, pereca a Franca !.....
No dia aodeJuIho, anniversario da gloriosa re-
volucio de 183o, no momento em que Luiz Philippe
pa^aava revista aos Sessenta mil cdadios,_que cooip6e
a Guarda Nacional de Pai iz, hum| descarga de espin-
gardas falta de huma das cazas que dio nos Boulevsrds,
ferio levemente, e mstou-lbe o cavallo, e o do> Duj-
que.de rleans, Prncipe peal, roas nio ferio a este ;
igual felicidade nio teve o Marechal Ubau que foi
morto, ollaiechalMorter, Duque de palmada,, e
outros generaes que se acbevlo ao lado do Re. Di-
zem que entre morios e feridos no ha menos, de 5o
a 4 pessoas. -
Ceicou-se inmediatamente s caza, e preodeo-se o
morador ao momento em que se ba escapando, bem
que bastante mutilado, pela jauella da parte de detras,
por meio de homa corda que a ella tinha atado; a-
choa-se, escondida na salla por detras d'huma Vene-
eians, humabattaria de 5 espingarda com huma me- --
cha de communicaeio para que o fugo atrtisse de to-
das ao mesmo lempo; felizmente s 17 be que 6s*rio
fogo, a dcima 01'tava espingarda lendo arrobentado,
as que a seguio ficaro carregadas ; n'ellas achou se
alem de bailas inteiras outras em guarios.
Westa triste ciicunstanoia a Guarda Nacional e so
tropas de linha derio as mais evidentes prove de ad-
hesioe estima que conssgrio dinasta deOrleaas,
as nstituiqes que regem a Franca ; e apetar de dos-
contentamento d'alguns contra os ministres Doutri-
naros, nio houve huma s pessoa de bem, qualquer
que fosse sua opinio, que nio se indignaste por to
nefando attentado, e que nio lastimases ai victimas de
hum tio triste e,extraordinario acontecimento. Por
hum s instantes, nio foi a-orden perturbada. Ls-
iz Felppe niostrou neste triste lance huras grande
presenca de espirite : elle monten em outso cvalo e
continuou ns eemessada revista. A trsps e pove fa-
ziio ressoar nos ares repetidos vivas so Re o a familia
Real mostrando date modo a alagria do que eatsvlo
possuidos por ter escapado raortsoRe da ssa esco-
As folhas Iagleaas que eheglo ate f do amado
Agosto referindo-ee a noticias rseebidaa de Madrid di-
zem ter havido em fins de Julh|huna grande bataltaa
junto a Puente Le Rey na, entre o Btercite da Raiahs
e o Carlista, coja baulba durara dofi das, aendo o
resultsdo final a favor doexeecito da lamba que se,
apoderou da arlilheria e bagagtns dos Carlistas do
qnaes muitos haviie dezei lado pata o exercito Lons-
titucional. Todos os diu estavle entrando na Hespa-
oka novas tropas auxiliares estrangeiras, o que mi-
to tinha concorrido pira dezanimar o partido Carlista.
J tinha sabido o Decreto da Rainha paca aextraeao
dos Conventos, e dizem que excede ao n.* de 9vo, os
auaes vio a ser estratos. .,
- AsnotciasdePortogalsche^siSdeJolbo,
. nada co.*m de interema.te se nio a /'"*
sido chamado Jo da Silva Carvalhe p.r. tomar outrs
vez conta da pssU do nejoeios da Fazenda.
Publicaes ptido.
O
IlI. eExaa. Sar.-Devalvendo o oneie W. 4> *
Inpo.tordaThetouravia da rrovinrao^ Alabea;
toanTa commssioar sV.Bi, quesea One es do x
^oita avulsoa, e unprefed< na fserra de Jeeuipe
a en amUquer deaneaasonta, tsm apresta a fnin> )
cao addicional marcada na Le de 1* de Outel* *
I
ad cMrnMTDAnn


-~m
1
DIARIO DE PfiUiNAMBCO.
I
1834.Dos Guarde a V. Exc. Paco em 3 de Agosto
de i835--Baro de Itapicurtnirim-Snr. Manuel do
Nasctmento Castro e Silva.
(Do Correio Official N.3i Vol. 5.)
I)
THEATRO DO RECIFE.
'Omiogo i3 ehoje i7 nao pode haver expeclacu-
lo por se estar apromptando a grande peca NovaO
Realce do patriotismoe a brilhante Danca que gra-
tuitamente vem eiecutar no dia SO em beneficio de
Theodoro de Almeida Costa, os meamos Jovens Brazi-
leiros que fe>tejirfo nos dias 6 e 8 no Tbeatro o an-
niversario da Independencia : aquellas pessoas que ti-
verao bilbetes fiquem scienles que este grande Expec-
taculo se executar no Domingo 20 do corren te.
ANNUNClOi.
h^Abbado sair a lu um novo Peoiodieo intitulado
O Misquita de capote. Vende-ae na laja daSr.
Baneira Jnior, ra do Cabug, pelo preca de 40
reis.
AVIZOS PARTICULARES.
IXUm noaso correspondente o Snr. Frederico Au-
gusto pamplona, Estudante do Curso Jurdico, ret-
nndo-separasua Patria, o Aracaty, dirige huma a-
fectuesa despedida todos os seus amigos, a pessoas
que o forio visitar em sua ultima enfermidade (ata-
ques cerebrais)e juntamente dos que o felicitarlo por
aeus desposorios ; rogando hajo de aceitar suas gra-
cas, e despedida, par meio desta declaracJo, pois que
nSo pode camprimentar a todos pessoalmente.
ajtja Pieciza-se alugar urna casa terrea, ou sobra-
do de um andar qaa tanba commodos em qualquer
das mas das 5 pautas, Direita, Hortas, Salta There-
xa, Afoas verdes, S. Pedro, rateo do Carmo palace-
te Ac., com instancia : quera tiver anauncie.
%Jf A pessoa que anaunciou ter escravos para a-
lugar, sendo que tenha um que seja fiel ejentenda al-
guma coisa de cosinha, procura no Consulado de
Franca, ra da crux no Recife.
|rm Na ra do Livrameoto sobrado novo D. I7,
lado do nascente percisa-se de urna mulherque seja ca-
paz para andar com urna preta vendendo fazenda, pa-
gando por mex, ou fim da semana.
tjpm No Botequim detraz do Corpo Santo n. 66
percisa-se de um prto para todo o servico.
aj^ O ahaixo assignado participa ao respeitavel
publico que no dia a5 de Agosto lbc fugie um negro
do oficio de padeiro, ese desconfa estar traba l han do
em alguma padaria ou casa particular; por isso ro-
ga-sea qualquer senhor que o tenha, participe ao
senbor do dito negro no pateo da Santa cruz venda de-
baixo do sobrado da esquina da ra Velha ; o negro
baixo, e representa 40 annos por nome Joaquim.
Maooel Ferreira Fiallo.
VW Precisa-ie e um homem hbil para urna pa-
daria, ao qual se pagar bem, ejbom pasto: quem
estiver na circunstancia exigida, procura na esquina
da ra do collegio, casa de quantro andares, no pri-
meiro andar, a Goncalo Joze Affenso.
arjT" A procuracie bastante que o abaixe assigna-
do fez a favor de Guilherme Garduer, he de hoje
em diante nulla, e sera vigor.
^ Thomai Garduer.
fc9 Quem precisar de urna ama para servico de
casa, dirija-sa a raa da Penha 3.* caja depois do heco
doCarcereiro.
NAYIOf A CARGA.
Para Gaaava.
kjAbe at fim do mez a Polaca Sarda Diana,
cap. Mazzioi : quem nella qaiser cairegar, dirija-sa
ao sau consignatario A. Schraaam.
i V*
ci.
COMPRAS.
a rede do Maranhio nova: quem a ti ver anan-
V9~ Um taxo de faier varrella e este que seja gra-
de, a venda-ae aem feitio: na ra do Livramento so-
brodo noro D. if, lado do nascente.
"^r* QfFerece-se boa paga por urna escrava sem vi-
cios, e qae tenha a habilidade de ser boa cosiobei-
I, e engoraadejra : na a. andar do sobrado D. 11
na ra da cadeia em Santo Antonio, das 6 da manhfa
as 9, e de urna da tarde s 6 acharo com quem ajuj-
tar.
taaP* Um ntgro cosinheiro : na ra do collegio D.
9, 1.a andar.
Mi
LEILO.
.Haoel Duarte Rodrigues faz leilo hojeas 10 ho-
ras de dia, de 10i Barricas defarinha de ?trigo e 33
Barriz de manteiga, no armazam de Vicente Teixei-
ra Coimbra na ra da Senialla velha n. 80.
BaT" Diogo Halliday faz lilo de um ferro de
navio com 11 qnintaese 76 bracas de corrente ama-
nhfi sexta feira 18 do corren te, pelas xo horas da
manli, no Trapixe do Rei, por conta dequemper-
tencer.
VENDAS.
O,

Plimos licores de diversas qualidades a 200 res
a garrafa em porcfies grandes e pequeas emban ica-
da e prompto para fora da Provincia : na ra da Ro-
da D. 15 das 9 horas da manha em (liante,
fgy Um moleque de idade i3 annos muito hbil
Eara tudo: no pateo de S. Pedro, casa de 2 portas
1. 7.
fcja Brincos de filagri grandes e pequeos,"ditos
de diamantes, rezetas esmaltadas com brilhante no
meio, ditas com diamantes, anelles esmaltados com
diamantes, dito sem esmalte, ditos sem diamante, no
centro tudo de gosto moderno : naloja de Joze Esta-
yes Vianna, esquina do beco da Congregarlo D. ai.
19 a escravos um crilo, e outro do gentio de
Angola, ambos de 20 a 22 annos de bonitas figuras, e
habis para todo servico, sendo um bom serrador:
na venda da ra da cacimba que faz esquina para a
ra do eorduniz.
|p^P Coatnua-se a vender por toda a moeda de co-
bre Imperial X X e de L e X, carimbada, e Baiana,
miudezaa, smenles de ortalice, bixas do Porto, tudo
por preco commodo: na praca da Independencia
oja n. 20.
IV Um moleque de 16 annos de bonita figura:
na mesma toja cima.
9* Um moleque canoeiro, e para servico de en-
xada, aadio : na Botica de Miguel Joze Ribeiro Jni-
or na ra do Queimado, se dir quem vende.
fc^ Ossegaintes livrosJoio Baptista Say, curs
d'Economie Politique 7 vols., rardessus Droit com-
incrcial 5 vols., Burlamqui Droit de la Nature e des
\Geas 5 vols., Montesquieu obras completas 8 vols.,
Felice Licons de Droit 4 vols., Vattal Droit des Gens
a vols., Silvestre pinheiro Doit Publique 2 vols., fu-
fendoif Devoirs de l'homma 2 vols., Bentham Tatica
das Assembleas2 vals., Fritot Esprit du Droit z vol.,
Dowray de BrieTheorie des Lois socialis 1 vol., Poli-
tica natujal 2 vols., pags Droit rolitique 1 vol., Op
pusculo de Pages, Rousseau contracto social 1 voh,
Resumo de Burlaque 1 vol., Mertini De jure Nature
2 vols., Fabulesde La Fontaine 2 vols., Lunadas de
Cames 2 vols., Compendio de Direito Natural por
Autran z vol.: emOlinda, ra da Boa-ora D. 23, ou
annuncie.
^th Nove pipas de agoardente muito boa de ma-
is de ao graos, por preco commodo: na ra Nova so-
brado ao p da ponte D. 32,3. andar, de urna hora
da tarde at as 4-
1& Urna escrava de naci com oficio de lava-
deira, e cosinha o diario de urna casa, para fora da
Provincia : era Fora de portas a rallar com Luiz Go-
mesde Figueredo defronte do sobrado do Constancio.
V9" Cobre marcado por prata, ou sedulas, e um
casal decarneiros sondo femia e macho mozos: no n-
xo do Noia D. 25.
ro, e propria cadeira: no forte do Mallos, ra da La-
pa D. i69.
fc^ Urna carraca com um Boi manso do pasto,
pronta de tudo: no pateo da Santa crux venda de-
baixodo sobrado da esquina da ra Velha-
1a^ Urna commoda de amarello nova e enverni-
aada, par preco commodo : na ra do Aragio D. 34.
fflp Umapropriedade mui perto da praca com
as malhores Jproporcea para um bom Engenho at
d agoa : eateada-se cam Antonio da Silva GusmSo,
na ra do Queimado, que Ihe dir aa noces percisM.
F Urna preta de naci de idade de a4 a a6 an-
aes, e um filho paqueno: cosiaha o diario de urna
casa lava de sabia, a boa vendedeira, sem viaio : na
ra do Fogo lado do nasaeute D 11
9 Sarja preta de seda a 144o e 16OO, pessas de
adapaloaa. a 3200, ^ 5tao, 6^, e 360 a jarda!
pern. de ch.ta. finas v g^t 7^ 57o, e 4800 pe.I
saadepamohoaaSSO, 3500, 4^, Pko de ljnhP0 ,
todas as qualidades, setineta a 3ao e 480, franrUl !
1440, panos finos a 640>4800, fa 3*ao, e SJo*
monno supanar a ia80, bartanhas de roll a pessas de chitasfianceza a i700, el500: recelw
toda e qualquar moeda de cobre da Nacao tend
paso : na esquina da pracinha do Livramento loia8|
Burgos ponce de Len. ^ Jo
%^ 9 Pipas de agoardente muito boa: noRecif
ra do Aztite de Peixe em caza de Fraucisco Joio 3!
Souza Braga. ae
t^ Um preto mosto, bom carreiro, sem vicio-
na ra da Gloria na caza junto a fabrica de Gerva
zio.
Wk* Urna negra mossa, que cosinha odwriode
urna casa, e lava varrela, e sabio ; na ra de Hor-
tas D. 4i, das 6 as^i horas da manhfi, e das 2 as 5
da tarde: adverte-se que tambem se troca por omra
com cria, ouprenha. '
ypf Urna escrava mossa, que cosinha o diario de
urna caza na rna do Rangel D. 7.
U
PERDAS.
O dia 0 do corrente, prdeu-se uaaa sedula de
20$ reis, da Casa forte at a Cidade de Olinda: quem
a achou e a quisar restituir dirija-sc ao sitio da Ja-
queira no Arraial qua receber a raetade do valor da
mesma.
ARRENDAMENTO.
Rrenda-se a propriedade do Ucha velbo, con
bastantes trras para plantaces, e um trapixe com to-
dos os seos pertences, urna canoa de carregar caixas,
e avamentos de fazerfarinha : quem a perlender di-
rija-se a ra Nova sobrado D. 3a ao p da ponte 3.!
andar que achara com quem tractar.
yfW Arrendase um sitio no lugar da Piranga, com
muito boa casa grande de pedra e cal, estribara para
cavallo, urna boa sistema de agoa de beber, mui tos
arvoredos de fruto que dio bailante, 70 ps de co-
queiros que todos dio bastante, e terreno suficiente pi-
ra piantaciode rossas, e o mais que se queira, que tu-
do produz Lelamente pelo dito sitio ser em trra fres-
ca : quem o per tender dirija-se a ra do crespo loja
HT^ A rrenda-se a Olaria de Joaquim Josa de
Mello ciia ao p do Giqui e na mesma se vende va-
cas de leile, Bois de carro, e para carroca, e g ido para
assougue, e cavallos para carga.

ESCRAVOS FGIDOS.
.Aria ama, meia fulla, de naci cassange, idade 16
aanos, altura regular, magpa, evou vestido de ris-
oado azul de linho; fgida no dia 11 do corrente do
Moadego : osaprehendedores levema a ra da cruz
n. 11. que serio bem recom peagadoa.
f/^ Joio, naci congo; 28 aanos, estatura regu-
lar, bem fulo da "or, qoando anda une as coxas, falla
bem explicado, olhos um tanto vermelhas, denles li-
mados, cbeca e rosto redondo, com urnas sicatrizes
na .face, e pamas qua nio aatiosaens, intitula-Ge for-
ro; fngido no dia 13 do corrente levando vestido ca-
misa de riscado asul e calca de ganga asal: os aprt-
hendedoreslevem-o a roa da cadeia D. a, que serio
bem recompensados.
NOTICIAS MARITIltAS.
Tabeas das mares cheias no Pwio da Par/iamAuco.
22Seganda i - 10h.30 m.
* a3-T:* . 1118
0 V a4Q: a5Q:_ . 0 6 0-54 a
a 26-: 4 . t42
Q 27S:---- m - 250
28-D:^, | - 3i8
Manhi.
B
Navios entradas no dia 16.
lalORDEAUX; 38 dias; G. Franc. Genovava, Cap.
Giqucaux : vinho, e mais gneros: Lenoir Besu-
chet & Puget. Ton. 38o. Passageiroa 16. Este
navio era destinado para Valparaso e Lima, arribou
aqui com agoa aberta.
Pern. na Typ. cfo Diario 18567
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