Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02957


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Full Text
P '"""" "-?' -
'" ^-'
ANNG DE 1835. TER^A FlflIA
15 DE
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Pihiiiin, ka Ttp. o M. F. it Fiai*. 1835.
DAS DA SEMANA.
14 Secunda ExaltacaS da S.Cru. Aud. do. Js. do C. d ao
t se. da The*. P. Chauc. de i .,.,.
15 Terca S- Domingos em s>onano. He I. de m: and- do J.
O.det Qaarto Mn?.a 1 h.e24m. d*.
10 QuarU Temp. jej. S. Cornelio e Cipriano M. seaseo da T- Puo.
17 Quinta S. Pedro de arboee Re d as., aud. do Jai* do C. do
18 Sexta Tam-jej. S. Jodo,Cup. tessio da T. P. a.
eaod. *o Jde O det ..'" j* *
10 Sabbado. Temp. jcj. S. Januario. Relo$ax> do as. a asi '
O. de t em Olinda.
SO Domingo Festa ds Doret de i. Sara.
Tudo agora depende de nos meamos, da nossa prudencia, mode-
racSo. e energa: continoemos como principiamos, tertmoi a*
pontadot com admiracSo entre aa Nacoes mais cultas.
Pre(omoca do J.mhU. Gara I do raatl.
SuboerTe.ae a 1000 rt. aensoea paros odlantaaoa aosU Typogra.
fio, o na Praca da Independencia N. 87 o Sf onde se cebem
correspondencias legalisadas, e onnnaeio insenndo-so sitas grav
til sondo dos proprios asignantes, o Tindo aasirnadoo.
Partidas dos corriios.
Olrada-Todos os das ao meio da. .
Goiana, Alhandra, Paraiba, Villa, do Coodo. Matnangnapo, a%
lar. Real de S. Jlo, Brejo d"Arela, Rainha, Poeahal, Noto
Soasa, Cidade do Natal, Villas de Ooiauuinba, o Noto da PHaoo,
a; Cidade da Fortalea, Villas do .Aquira*. Monto mor ave.
AratT, CascareU CaniudfOWj.J-W** **?*"
S. Joto do Pnncipe. Sobrar. VoraofBRoT, fa, 8. M Mhw, I
ocho do sangue, Santo Antonia do Jardn*, QnexarasaooisE, a Ttt'
naiba- Segundas e Sextas feira ao atrio da.
Santo Antao-TodaaoqoaTtMlWriamol*ita. .
Garanhuna, e Bonito-nos dias 9 o t| do moa ao molo 41a.
Plores- no dio l o coda me* ao a*efoia. JA ^ .
Serinhaem, Rio Formo-, o Limeirat- oraadao, t
extas airas ao snoio da.
INTERIOR.
Aurora n. i073 transcreveo o Projecto quo na
Cantata doi Depotados passou em terceira dUcussa,
como remedio ao mu alado era qoe se acha o uosso
Meio Circulante, e as reflezSes que a este resp> ito
expendeu, faz voltos para que tal Projecio seja ado-
ptado pdos oulros Ramos do Poder Legislativo. En-
tende pois a Aurora que esse renudio he capuz de sal-
var-nos da criie actual. Na5 sendo eosr a minha o-
pinio, p.rmitla me ella que eu faca algris reparos
acerca doPiojecto, violo |ue da discuso^St^iasre a
verdade. O Publico, em presenta do pi e do con-
tra, decidir.
Quaes 8 lante ? Creio que dois :ser fJsificavel e fWtuaiite ;
por quanioelle se compSe de diversos papis fiducia-
rios, e de cobre com bum valor nominal muilo cima
do valor metlico, e que assim tem a mtureza do pa-
pel fiduciario. Se pois, o Meio Ciirulanle be falsi-
ficavel, niaU ainda pela imperfeiga desses papis e
dos cutidos disiecobiv ; ae he fluctuante, mais ainda,
porseiem csses papis provine iacs, e por isso limita-
do o campo da suo circiildQa, variando o seu valor
segundo a maior ou menor som<7ia das transatrSe* de
cada Provincia j o que noscumprefazer ? '1 rahalhar
porque o nosoo Meio Circulante se torne, quanto for
possivel, infdlsificavel e fizo. Se podessemoa conver-
tel-o tm oiro e prata, deixando-se o robre s para oa
pequeos trucos, e ainda assim, com hura valor no-
minal em piopoicao con o seu valor metlico, renol-
vido eslava o problema. Sendo porem evidente a
impo-sibilidade deasa conversad; reala fazermos o
quemis couvem neste caso. N-5 ha ouiro meio,
se iiu procurar que baja hum s papel moeda no
Imperio, e esti-, o menos fa'Mficave qoe possa ser,
e que o cobre e limite s funct6es de troco, com
hum valor nominal em proporcaS com o seu valor me*
taltico. Ht isto o que se leve em v-.la no Projecto
de que trato; mascon>eguio-se V Cxaminemo*.
Determina-se no Pi ojelo que circulem no Impe-
rio s a Notas de 100J rs. para cima, devendo res-
tiingir-se circuidlo dcada Provincia as de menor
q lamia. Daqui necessai iamente resulta que tendo a-
(jiullas por Campo do sen giro todo o Impprio, e nao,
S huma Provincia, sem duvida serao mais aprecia-
das do que as ouiras, por isso que ve6 ser a uni^a Mo-
eia nacional. Ei->j< nlrorhixida de novo a fluctua-
ja do no-so Meio Circulante, lato he, ei ja renas-
Cendoo mol que perlend. m"S remediar. E observt-
e quetae NoUoforina dp'as a leica paite da t->-
taiiiladedja que be tem dt emitir, e que por conse-
g'iinie muito maior ser a flactuacn6 dos preces, e
e>pecialmenie as epochas em que tem lugar as tran-
aacedeade humas pira outras Provincias. Se lal dis-
Sos9a8 fosse limitada s Molas de i^J), 2^, e 5^, a
uciuaca5 fia menos sensivel; nio porque a ne-
cesaidade dos trocoa as torna eff'ctivamente provinci-
ae, como porque, formando ellas a ter$a parle da
totalidade da emissaO, ficavad duas tercas partes para
faxerem as funeces de Moeda nacional. Sn he pois
hum mal, como se recoohece, a fluctuafaft do Meio
de circulaca5, claro esta qoe a esse mal ua6 ae arudiu
com remedio, e que elle vai continuar. E porque
rasa5 se cousenle que conlinuem ? Sem duvida por-
que sereceia que haja maior perigo de falsificaca5 as
Nolai de lOOJ^rs. para baixo, sendo a oirculacao
getal e na6 provincial. Mas observe se que se oi
culacaS fosseciieunscripta a huma s cidade, de fa
oir-
.Jpta ahumasctlane, oe fac-
to se poderla mais fcilmente conhecer (na5 d-go e-
vitar) a fal>ificaca5 ; mas sendo aquella ampliada a
cada Provincia, e eslns; como sa6 realmente tao vas-
tas, d-ie na med da adoptada n)esmo perigo que ha
na gener*lis3c5 das Notas. O nicoe^p-cificocon-
tra a falsificis heter hnmPapelomais b-m Feto
qnrjfur po-sivel, e na5 o conservar por muito lempo
em ciccnl.ica6.
Ni"goe'ti dovida que quanto antes se deve taxer a
suHslituicaS dos pap.-is adualmenle circuanles, a
fim de se evitar a sua fUificac-o que ja comee* a ap
parecer. MaRiia8 poder sin effeluar-se com. a dou
trina do Projecto, altento o pequeo numero le pes-
.ss a cujo cargo fi^.5 as asignaturas. Determina o
Projecto que seja avignado pelos Membro da Com-
mi.^a6 da Corte tod.. o F pe que dee entrar na cir-
culacuft geral, eoque bouver de circular nesta Cor-
te e Piovincia, Ora, elevar.do-se a mais de vinte
mil conlos de reis o papel que tero de emitirse na Cor.
te e Provincia, devendo e-ta quantla ser representa-
da, segundo a rlassficaca& de valores das olas no-
vas, porroais dequatro milh5esdell-s, sendo mmto
provavel que cada Membro da Commissa6 assigne a-
penaa 600 por da, e sendo os Memb .s 5 ; segue-se
que se assignnr5 diariamente irez mil Notss e que se-
r6 precisos ufOO dasde trabalho, isto he talve* 5
annos, pra se dar principio sulstituica6. Nem en-
irou nesle calculo o tempo necessario pnra a asigna-
tura das Notas geraes. O mesro< emharaeo se dai a ras
Provincias. E c uvir is-o? N5 he Isso anmiiltr
qoasi de todo o beneficio que da Le se espera ? Kal-
U8 Umbem no rrojecto providencias, para eviia-
rem-se os abusos que se poden c.mroeUer na entra-
da, sahiJa esub^ri,.9H5 das Notas, bem com- ao
recolher ed-monelizr os papis ora exiotenles; o
que tudo lie mister acautelar-se. Faltou na6 m.-noa
fixar prazos, d.-.ilio doa quaes se ultime a operac5
dosuhstituic 6 penas para ocaso contrario. S-es-
ta precauc^ na6 for tomada, na6 he t*& cedo que
se terminar a operc*6, como ja vimos com a aobs-
|tuioa8 das antigs Notas do exiindo Banco ; e toda
a demo.a he de grave inconveniente. Eis as consi-
deraces que me occorrero, quanlo a parte do Projec-
lo vencido na Cmara d'. Dep-lados, que traa do
papel cirruNr.te; passemos quelle que pertence i
M<-eda de cobre.
. Determina-se no projecto hum novo resgate de Mo-
eda de obre; ordena-ae Mue quera otiver, possa ou-
t. a vez leval-o s Estac.5 s de troco, a fim de ser con-
venido em Papel, t isto as epochas que para cada
Provincia se mercarem. Bera ; mas os possuidores da
Moeda de cubre ou a levarse ao re g^tetoda, ou nafi.
No primeiro caso, a circulapa fica em moeda de
troco, e por consegunte o mal empeiora, devendo
recear-se at exceso 4a popula?a5, moi mente dt-
quella parle da popolac*8 que compra para comer.
E na8 sendo possivel que bum povo subsista sem mo-
eda de troco ; segu-ae, que o cobre subn de pi eco^
ati que baja na circulacaO a somma necessarta para
encher o tacuo, e convidar os ambiciosos so con-
trabando, por tanto lempo quanlo decorra para su-
perabundaren! essa moed de troco. Foi ja bum
nhenomeno semelhanle presenciado na B-hia q"1*0
eoperou em i8a8, o primeiro resgale da moedada
aobre: tsnderao-se anta as pecas de or ra. em cobre, aliavaKaenesa|olamaii slo iM
rs.Se pelo contraro os possuidor dacohra na$
leva6 ao troco, tem>i)dore nludoi que ponderal,
segue-se que se fax boro bancarrota moisrarado ; po-
is forca-se a popolacafi a fier h com a meiade doa
valores que antes possuia. E sebe is>so mesmo o que
se perlende, prefeiivel fora o plano proposto pela
Commiss .8 especial, 086*6 pelo mrito da franqueza,
como porque reparta a perda entre rouitos, sendo
depreciado lenta, e na8 sbita conioag.ua. Obser-
ve-se ainda, que seb-isiir a mesma confusaB de Mo-
edas que oa existe, eque tanto diffioulU aa transac-
c8es, sendo rra a que -em repugnancia he recebida-
porlono>. Aoqne -leve ajimUr se qie, havendo
Boada* legaes de cobre (como as de S. Paalo, Guias,
eCwiai') c< m valoi nmuioal muito cima da do Rio
de Janeiro, ainda quanlo fiquem pela metade deas*
vlor noo.n-l, darlo hura lucro de lOO e mais por
i00, iolroduzidas por contrabando.
Ora, sendo ta8 H -za a baze do projecto qusatq
ao colue, como lenho feto notar ; pois deve produ-
irou maior intioducc,.6 de aeinelnante moeda fal-
os, ou huma bancarrola mascarada ; escuxado mf
parece tocar em ou'ros defeitos que ahi e encontrad.
Direi smente que na6 s--i como ha-de efivituar-h a
emss..6 dos 48 conlos de nova moeda de cobre qua
se manda fazer ; oque cumpiia dfclarar-se. Se h*
para com esta emi*<8 remir o cobi a exiotente na eir-
culdcaS depoi do resgate determinado no art. 5o
oa& devera ler sido filada a somma, porque ae igno*
ia a quanto montara o cobre restante ; se he para qne
o Govcrno o v emil^indo nos seu* pagamentos, seo-
do em cada hum destes permittida apenas a quantia
dei^Jrs. de cobre, fica evidente que Ul emissaB so
na6 podar verificar, sena8 em dezenss de snnoe.
Suppoudopoimque esses 48 conlos de cobre sao
para dar em troco da moeda aetual, na otcaziaS do
re gate esUbelecido no art. 8. a que bi por ins-
dveriencia se disse que a substitdioao dever ser fei
em papel, tambem o remedio *ni a ser pouco efli-
ca, em .aza6 da grande demora na sos txtca^O
Segundo as nforrascBes que se lm no Corre,~ 0f"
ficial de a9 do crrente, tal somma n*8 pode a-
prontar-se em menos de o annos, as antgas ma-
chinas da caza da MoeJa, e em menos de 4 snnos, as
novss machinas de o stiers : antes de 6 meses cons-
ta que estas se na8 poder*8 por a trabalhar, devem
cunbar ao menos han quarto daquclla computo em
moedasde io rs.
Acci esce que devendo sta noeda ser cunhsds na
rsza8de64o rs. a libra, e na8 podendo o cobro,
mandado vir de Inglaterra para esse fim, ncar aqoi
por menos de 48.. ieis a libra, cakulsdo o cambio
4o ps. per i# rs., o G verno carecera de gastar
3Jooo conloa para a eXeroc-6 desta parle da Le.
Ora, como na8 se Ihedra8 fundos para isso, segua-
se que neo ae podia sprontaf tsH mooda, e que be lU
lusoria a medida. Nem -e diga i* do cobre Telho
ja recolbidoe que se recolher, pdem tiraf ae atea
lundo.) jo.?t. 5. deo diftnalan apDlicafa8ao
seu producto, finiendo pois q.e sa8 fMmooloa oa^w-
conveniente, e defeitui do Projecto^ na partep**
i moeda de cobre: e que, ae ee eier a ter foros do
Lri, aexacutar.telitteralnlente, P*'Jn.,b,Ili^R"
moa circunstancias do qoe antea, ti dr-se-Ibe -
teUisJencla due aCabtf de atlribuir-lba, he inniiiV J
s p.U demora, am p* fcH. de h**^ *^


2
DIARIO DE PCR,\A.\inUCO.
Lfc
9
GOVERNO da PROVINCIA
Cntinuaqa do Expediente do da 11.
o
Ffm'u : A'Camaja da Villa do B
iejo,
coromu-
nicandorlhe o conlheudo do precedente officio, a6m
de que comlemple no primen o Consellio os Jurados
da Vil fe de Simbies.
Ao Juiz de Direito da Corumarca do Bn o,
cwmmurjioando llie as desposicoens, que constam das
precedentes pecas.
Illtu. Sr. Os Tiabalbos dessa Thezouraiia,
que tem de ser reo etlidosao Tribunal do Thezouio
Publico Nacional para com elle se formartm os ba-
lancos, e orcamentos, que liad-de ser aprezentados
A-semblca Geral Legislativa no principio da futuia
sessa, devera ser dirigidos Secretaria desla Pro-
vincia ateo da i. de Dezembro ; sob peni de ser
V. S. su;.penco, ebniassiin o Contador em confot
midadeda ordetn que me f.. expedida pelo mesmo
Tribunal em dala de a4 de Julho findo. O que cum-
pre paitiiipar-lhe para sua inlellig. ncia.
Dos Guarde a V. S. Palacio do Governo de Per-
nanbucon de S lembro de i835. ~ Francisco de
Paula Cava lean ti d'Aibuquerque. Sr. Joa Gon-
salves da Silva, Inspector da Theaourai ia.
I-lm. Sr. V. S. lera prom)tos os fundos
pjra pagamento do Emprestimo Portuguez a cargo
do Brazi!, que dte eflfoiluar-se no i. de Derembro,
conforme a ordem do Tiibunal do Thezouro Publico
N cioiidl, fien de seren remettidos pelo piimei-
ro Paquete Ingle.
Df;os Guarde \. V. Palacio do Governo da Per-
aa*nbucail deSelembro de 1-835. Francisco de
Jgaula Cavalcanii d'Aibuquerque. Sr. Juao Gon-
ajve* da Silva, Inspector da Thezeuraria.
( Estando a ebegar aqui o Biigue Sardo Rus-
tico com parte das maderas, que se encommendt.-
ram.fara a pa?p4 do Htcifr, eeonvjr.do.que elle faca
ncm exequivel. Resta-me dizrr alguma roa sobre
a amortizuca decretada no ai t. 3. do Prjeitn.
SpVq quj^os cont%|rp^Xtfl:rj:r.m6-ro.s do Papel
m1Pfi%* l**"* otea ^ jorque a eaialeuca deste he -j
spmpre hum mal, ou mabr ou menor, rao fica du-
viduzo que quar.to ir.ais cedo i'vcrmos ano> tizado o
nosse papel, tanto mell.r tenderemos o fim a que
nos propona". Qual he pois a razi porque no Pro-
jecto se qur que tudo quantose possa applicar sua
arnortizaca, --ja empregado em fundos pub icos pa-
ra ganba era juros, .accuiuulando se aiuda estes juros
Ve. ? Em que psideisso influir para o melboramen-
todo Meio circuknte ? JV*6 < posso romprehender.
Se o fim da medida adoptada heTlarJgaranlid ao Pap< 1
niotda. se-melhante fin nao e eonsegue; i. poique
hujn c toWtfWde do papel eci.bre circulante, nao he o que
Ihe ha-de servir de garanta, porm .mu a fe e pala vra
Nacional, 2." poique csse me.-mo centessimo pode ser
diairabid^ paraoutios mlere., c drixar de ter aquel
le destino, como por veies lem accunteciJo em ca.os
idnticos, na Inglaterra eem en tros paites livres, e
porconsrquencia esta dispeica legislativa nao ins-
pira confianej alguma. Se. istose faz para bir ajuntan-
do capitaes que por conta do Governo devao ..entrar
no novo Banco, tanto peior: i. porque nunca se
installer tal Banco, eos-quanto m fr revogada a
]>i que o. crcou; Zt' gorque a le,i de crearle bum
Banco, o Governo nao devei ter parte oelh; 3.
porque estando j as_Aplices por preco subido^que
ni ais. se ehvar na hypoteze dada, muito limitado se-
r luo de semelheale opeteeno, e por isso, trele,
muito tarde se aecumu'ara capital com que se obtenba
huma amorlizaco influente. E isu>, quando o capital
nao fosee antes distialiido para cutns fias, como he
quasi certo. Se porem o -fim desta di-posica he .' fa-
zer subir o preco das Apolices, bem se v que ella
nada teru de commum com o Meio ciiculante. (que
he de que se trata ) o -que me dispen-a de entrar na
queslao de saberse des.se modo obter-se ha a eleVdc.'O
do preeo, e dado o caso, se por entura nos convm.
A' vista de.-tas reflexes persuado me que a Au-
rora ficar convencida de que longe de ser hii.n bem,
hura mal ser e grande que os oulros Ramos do
Poder Leg'slativo adopten o Projecto vencido no C-
mara dos Deputados, sem consideravtis alteracts.
Quando eu esteja em erro, oque he possivel, dezijo
que me illusti em a resptito. Entreutanto paro aqui,
reservando para outra occaziao o desenvolvimento
das ideas que me occorrem, afim de que o projecto
emendado se torce til ao fim pro posto, bem como
sobre outras medidas subseqaentes, ao meu ver in-
dispensaveis para curar-se radicalmente a enfermida-
deque nos alige, no que pertence ao Meio circulan-
te 4fc-
( Conmuiiicado da Aurora Fluminense N.* 1O75. )
a sua descarga rom a manir brevidade possivel, cum-
prc que Vm.E.ca aprontar por esse Arsenal as lan-
chas neressarias para Ihe serem fornteidas, logo que
elle entrar.
Dos Guarde a Vm. Palacio do Governo de Per-
nsmbuco il de Se temo ro de i855. Fianrisco de
Paula Cavalcanli d'Albuquei que. Sr. Jacinto AI ves
Bramo Muniz Baneto, Inspector do Arai nal de Ma-
linhj.
Officio; Ao Inspector dd Tht-zouraria. com-
(nunicando-lbe o conlheudo do precedente olBiio,
expedido imconseqoem ia de sua requisica.
Ao mesmo, tr.-nsn eitindo-lhe as ordens do
Thezouro Publico Nacional de numero 78, a 85, e
de 87 a 88, a fim de que Ibes faca dar a devida exe-
cuca.
DIVEBCAS REPARTICOENS.
CAUARA MUNICIPAL D'oi.XDA.
6.' Sessa" ordinaria de 2 de Maio de i835
Prezidencia do Sr. Barros Falca.
A,
Bei ta a sessa comparecers os Srs. Costa, Ba-
rata, Ferieira, Oveira, e Azevedo, faltando con?
cauz 1 os Sr.-. Passos, e Velhz por ainda nao ter to-
mado p-sse.
O Stcretario dando con'a do expediente mencio-
jnetj bum cilicio do Exm. Preiid' nte para que a C-
mara informe sobre os logares que ueste Municipio
dev m se e t bel'Cir Cadenas das primeiras letras,
lem como so'.re a- q"e exi.-t. m criadas, e que p< la
falla de alumnos devaS ser suprimidas : a Cmara li-
rn nh irada, e re/olveu que osse a Conimisssd dos
Srs. F/rias, CosU, e Azevedo.
O; tro ollk in do Juiz de Paz Suplente de V biribe,
participando fazer o pea 5 deste cargo em que se acha-
va, e renunciava o rargo de Venador, pelo que a
Cmara rezolveu se cliamasse o imediato que era o
CidaddS Doulor Pedro Aulran da Mata Alliuqurr-
que, para tomr pos-e na primeii a sessaS dest.i c-
mara.
Hum officio do Juiz de Oifoa interino o Doutor
Eduardo Soares de Albergara, participando se achar
d> ente para que se nomiasse outro interino, pelo que
a Cmara o bouve por excuzo, e nmiou interina-
mente pelo Proprietario ao Sr. Padre Mestre Joa-
quim Francisco de Faria, o qual se achava prezente
pelo que logo presin o juramento do estillo.
Hum officio do Juiz de Paz do 5. c Districto re me-
t n Jo a proposla dos Inspectores de Quarteires para
aprovaga oa Cmara : foi a C< rom'.ss..
O Sr. Pasjosrcquereu 4 mezes de licenca foi diferi-
do, e que sechamasse o imediato que' era o CidadaS
Juze Ignacio Xavier para tomar posse na primeira
se-s5.' O Sr. Faiias aprezenlou hum projecto a res-
peito dos Ordenados dos Empregados da Cmara, e
dassuas atribuices, e outro sim para que houvesse
bum Solicitador dos nego.jos forences. A Cmara ari-
nuio, e que se remetesse a Assemblea Provincial.
Nesta sessa o Procurador a prezentou bas rontas
que foraS remitidas a Commias. 5.
Houvera varios requeriniPiitos de partes. Bezolvcu
a Cmara finalmente que o Sr. Veriador Azevedo
de inteligencia com o Fi ral examinas;^ a madeira q'
fstivesse podre na ponte do Var.dor para ser nidi-
fi.ada, e que o Procurador fizesse as despozas necea-
sai as. E por dar a ora o Sr. Prezideute houve a
Se>s.:6 por leixada, issim como as prezente s Oidens,
e fiz esta Acia em q' As-ignaru. Eu BLnoel ta Mol-
la Silveira, Secret. da Cmara o escrevy. Declaro
que o projecto a ima foi com o parecer da Comisso
dos Sis, Faria-i, Azevedo, Costa, visto se Ihe ter re-
metido hui reprezenlaca do Secretario dtsta Cma-
ra a respeilo dos Ditos E-np.egados. Eu dito Secreta,
rio odeclarei, Barros FalgaS Presidente, Faria, Fer-
reira, Azevedo, passos, Costa, Barata.
tendo ja sido cbamado para Juiz de Psz Suplenle
do 2." Di-trieto pelo que fazia ppfio do cargo de
Venador/SRenunciava o cargo vde Juiz de Pa pe)0
que tomou ssr-nto na prezente Sessio, e juroan
competente LIvro remo determina a la y : E0 j\ja_
da Motta Sil'pire, Secretario da Cmara n f
Berros FalSo, Azevedo, Costa, Faria Ba-
Xavier.
noe
ere vi
rata,
Promotor! a
Erante V. S. Snr. Ju'z de Paz do i. Dealrielo de
S. Jcloda Varzei denumia o Promotor Publico do
ex-Juiz de Paz Antonio Corris Gomes, e o motivo
da sua denuncia he o seguinte :
Tendc o Acusado em 3 de Agnin Ao nnno psssa
do cortado a caza de Lniz Gonzaga Ferreira pardo
cazado, Ihe tirn 10^000 rm dinbeiro, e doas caval-
los, que empregou em seu servico at o presente sem
dar cuntas driles seu dono, ti que . testemubbasabaixo declaradas E tes actos reprehen
sireis em qualquer particular, o sao ainda mais em
urna autoritfnde instituida para proteger, e nao para
perseguir, e maltradar os Ci'lados, e seu crime se
torna tanto mais agravante quanto teve por objecto
un Midividuo desprotegi-lo, pobre, e lem sido re-
petido centra ftutros diverto.
Pelo que esl o Acusado incurso as penas dosar-
ligos 145e 269 do Cdigo Criminal, e obrigado em
vii tude rfoait ai do dito Coligo a sali^fa/er ao dono
a quanlia roobadi, a de scenla mil reis valor dos oa*
vallos, e juntamente a rfd seis Ceios e quareata reis
diarios pelo servico dos ditos.
V. S. aut ada esta, e prestado o juramento, pnce-
der na forma da Le, alendendo o art. 160 do
Cdigo do Processo Ciimina'. Recife ndeSetem-
bro de i835. Doutor Eli s Coelho Cintra, Promotor
Publiio.
Peranle V. S. Snr. Juiz de paz do 5. Destric*
to das cinco-pontas denuncia o Promotor publico de
hum peloe-cravo de Innoceneie Gomes Pinto domi-
ciliario em a.* Destricto da Santa Cruz Freguezia da
Boa-vista, e o motivo da sua denuncia he o seguinte:
Correndoa cavalle a toda a brida em o da i3 de Ja-
neiro do corrente anno ura moleque'e cravo do citado
Gomes alropelou em o beco do Peixoto a Francisca
Roza de Faria, e de ul sorte a mallraclou, que ainda
em dias de Julho jazia em urna cama, e por informa-
dles q' tenbo ainda boje continaa a molestia, Seu es-
tado de miseria, e desprole co provada perante mim
me aulori-o proceder ne ta acusaco em virtude
do art. 37 do Cdigo do Proceso Criminal, e a pro-
curar conseguir nao 6 a punico do criminoso ; mais
ainda a salisfacfo do damno causado, que nada me-
nos tem sido que a inhabitacio da offendida athuje.
Est pois o Reo escravo ineurso no art. 205 con.bina-
do com o art. 60 do Cdigo Criminal; e cabe ao Sr.
a salisfacfo do damno em virtude do art. 28 1.* do
dito Cdigo avahada pela offendida na quantia de
cento e trala e cinco mil e quinientos reis. Oque
se prova com os documentos juntos, eas lestemunbaa
abaizo declaradas. V. S. autoa la esta e prestado o
juramento proceder na forma da Lei. Recife 11 de
Setembro de i835. Doutor Elias Cuelho C motor Publico.
Com 4 Documentos.
----------..... -------
, IIZO DE ORFA DE OL1NDA.
SessaS extiaoidiara de 26 de Maio de 1835.
Prezidencia do Sr. Barr. s Falcad.
ViOasparereiio os Surs. Azevedo, Cesta, Ferias, e
Barata, filando com cauz.. os Srs. Ferreira, Xavier,
eGuedes, por nao ter tomado posse o Snr. Presidente
bouve a Sessio por alierta. O Snr. Preiidente decla-
tou aero motivo da Sea ao parase remeter conta fi-
nanceira para Assemblea Provincial, as im como o
Oicamente das despezas Municipas. O Sar. preziden-
te houve a Sessio por feucada. Declaro que a conta
fioaoteira do anno de i833 at1 o utiioio de Setem-
bro de 1834- Ntsta Sessio se apieeentou o Vena-
dor ellito Joxe Ignacio.Xavier, e reprezeotou que
lindo sido chamado pan lomar asseoto de Veriador, I
JLLi.ti. Sr. Pode V. S. mandar entregar aos por-
tadores destes o prezo Fiaucisco de Paula, Indio, o
qual, tendo requerido este Juizo O'dem de Babeas
Corpus, deve ser ouvido juntamente com o Carcerei-
ro da Cadcia desta Cidade, para se Ihe deferir como
fr de Juslica.
Deus Guarde a V. S. por mu tos anuos. Olinda
8 de Agosto de 1855. Illm. Sr. Joa6 do Bego
Barros, commandante da Fortaleza do Buraco.
Doutor L-jurenco Trigo de Louieiro, Juiz Munici-
pal.
Illm. Sr. O Indio Francisco de Paula aca-
ba de me requerer Ordem de Habeas Corpus, alle-
gando que, tendo sido preso por V. S. em I7 de
Julho prximo passado, e remedido para a Cadeia
desta Cidade no dia 18 do mesmo mez, nao s na5
se Ihe litera contar dentro do prazo da Lei o motivo
de sua priza, eonome de seu arcusador, mas at
nao se ihe tinha al boje formado culpa : pelo que na
conformidade do art. 555 do cdigo do Processo cri-
minal requUito a V. S. todos os esclareciraentos, q'
podem provara legalidade daquella prisa, e espero
queV. S. o far com a maior brevidade.; pois que
nisto a Lei nao soifre demoras.
Deus Guarde a V. S. por muitos anuos. Olinda
8 de Agoto de 1835. Illm. Sr. Juiz de Paz de
Paratibe. Doutor Lourenco Trigo de Loareiro,
Juiz Municipal.
vi


' y i^ni ^ifi. W1*
W """'
inJ^fco
DEPERNAMRUCO
3
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do V. 170.
COKRF.I0.
Palaxo Herona -ai para a Babia no da 45 do
ente.
- A Sumaca Conceicio Febcidat
para o Oir no dia 21 do coi rente.
Icorrente. ,..,, i i
A Sumaca Conceicio Febcidade do Draz:i sai
DIARIO DEPERNAMBUCa
S. ANTAO II DE SfcTEKBRO.
I
I'IUmi nova prora do estado horroroso de corru-
pc-5 em que exi-le o nosso povo ; huma nova de-
nionstraca5 da desarmonia de noaso costuraos com
nossaaintiluc6eia<*aba de perpetrar-a- na Coromar-
ca di Santo Antad ; e com verdade, na5 se pode
encontrar a causa motril de tantos crimes, sena na
garanta que a legi laca ofteiere ao pe verso Q'
vemos par toda a parte, 8 que sa de todos ngulos
do Brail ? Correr o sangue das victimas e osseus
gemidos baldados ante a relaxado das mollas sociaes.
No turbilha medoubo das desgrao*S va5 de envol-
la os acusados e os jolgadores ; os patronos, e os cli-
entes, e viitnobO e o malvado ; ninguem se pode eon
iar seguro anda no centro lo seu domicilio, porque
a pena que devia ser emanada d* Authoridade era vir-
tiide da le, c>t cometida ao arbitrio particular, e as
p.iix s nao escrupolisa6, nem ja escolhem victimas.
Matar e rouhar, Tal-o quem quer e pode, com hura
dislemor pouco coromum entre povos. Conslerna-
ta ol dor! Em n do corrente foi assacinado
pelas 5 oras da t.rde, o Doutor Joie Alves da Silva
Freir prrto da Villa de Santo AnUS, hindo para o
Eiigenlio Palmeira onde era cazado. Os Inventarios,
que e.-liva fazendo, as con tas exegidas aos antigos
Teslamenteiros, o m.5 le* se di brado por empenho
e dinheiro o-rt eido raotivaraS a sua infeliz mor-
ir He esta a informaca que temos Durante o lem-
po de sua Magistratura foi dcil com as paites; foi
honi adissimo, e manejava com vigor as i-.-is : hia in-
sensivelmete desmasearando os velhacos, faseno ber
neiicios aos misera veis OiTiws que rauito poder, O
i a quem assim go venia hoje em dia, deve mmrer, e
islo acontecen Tristes honrados Juiz .% a vo-sa ex-
irtencia he asss inserta no Paiz da Liberdade F.is
o premio d>i mrito.... Morreo a sacinado o Juz Mu-
nicipal e de Orlis da V. de S. Anla, sera6 puni-
dos ossaus assacinos ?... Amanha n'nguemfa'a mais
nisso. Aleita, alerta contra o Governo.....
COMMUNICADO.
Continuado do ldiario V. i70.
JjLE mu ctdica talica indispor aquelle cujos argu-
mentos se nao pode combate;, e concitar es prcon-
ceitos populares contra opiniSes, que se nao g"-ta ;
mas nao se pode confutar, He, b prebxto de R-li-
gio, que muitos abuzos tem sido sempre sustentados,
fe que entre nos algnns se defendem, Dos sabe com
q'fim. Era o Altar, eo Throno a toadilha de colum-
na, equalquer principio, por menos hvreque fosse,
era uro ataque ambos. Querer destruir a Religo,
e Realeza, grilavio em continuo chota aquelle* velha-
cos, eosajudou bater Escritor do Carapureiro:
hojeempn-ga q.,azi a niesnia toadln. D.Miguel
ouviu Mi.-sa todos os din, confessava se todas as
semanas, eslava sempre ladeado de Fiados, e era em
honra de Dos, e para sustentacio do Throno e do'Al-
tar, que ptrseguiuasideaslibe'raes, e ahgou poitugal
de sangu-'. a Hespanha se faz o mesmo; os nossos
Lobaus tniho aprendido a lingoagem ; muitos outros
a emprego ; mas os factos, as obra, que falli mais
alto, que as palavras, tem-nos araesirado em distin
guir o falso do verdadeiro heato.
Na Franca, e em Inglaterra se observa o mesmo, e
aera dos Tai tufos nao he de todo passada. Ese lu-
glez Cobelt citado, digno d'imitacao, na volubilidade
com qne muda d'ideas, e he ora Utig, ora Torie, ora
Radical, ora Conservador, uza boje, e sua sucia a mes
ma lingoagem contra a r forma proposta ao Estado, e
ajgreja. pjs0 ne 0 poVOi lz 0 Spoctator de 26
d Abril desteannocrreme, que impelle seuschefes
peleija do fanatismo, e corrupco ; mas os partidarios
d'uma faci vencida (os Re rogados Ioglezes) que ten.-
tio servir-se contra os Catholicos dos reatantes precon-
ceitos populares, como meio de se elevarem ao poder.
Seufim be palpavel: eu xeilo pela Religo hipocri-
na, ardil, falaidade completa. O que tiles busrlo he
o continuicio no gozo dos bens pblicos. Etanza
magoa aos bonfens de probidade, que elle9 se sirvi
do respeito d \\dp Religo para mascara debaixo da
qual conspira"o rontra a felicidade publica. E na ver-
dade a corrupco. e desvergonha devem serrnnserva-
Hos na Igreja, e Estado para maior honra, e gloria de
Deo3.
Se fosse licito comparar cobs pequeas as grandes,
a coaxaco das rans cofh o sonoro ranto do galo, nos
diriamos, que alg'iroacoiza se trama contra nossa liber-
dade, eq'ie esta lingoagem, estas siodades dosJesui- .
tas, este empenho de ver resUbelecidos estes, e au-
mentadas asOidens Religiozas, so precursores de mais
serios ataques nossas InstiiuitSfs livres : ludo coin-
cide com os preparos de tentativa na Europa ; menos
a possihili ;ade da victoria. Du Pradt espirito obser-
vador, e penetrante, CsmpeSo da liberdade dos 2
Mundos, viu sempre no engrandecimento dasOrdms
Religioza*, e restahelerimento da preponderan! ia Je-
sutica os primeiros passos para a contra revoluco, e
para preraiditados ataqueo contra a liherdade de qual-
quer Povo, e seus progno>ticos foro sempre verifica-
dos. Lco-se as anas obras, e p rticiilai mente o C.
i T-'fflo 2.* da inliroladaA Europa, e America de-
pois do Congresso de Aixlacbapede. O Autor an-
nimo de um e-boco d\ historia da Revoluco France-
sa de Julho de 1830, obra publicada entre as meditas
de Beniham, e Duinonr, descrevendo as couzas que
Ihe deilo lugar, pinta os preparo, para urna tentativa
eontra aConstituicoFranceza, e entre outros, a Car-
los 9 dominado pelos Frades, os Jesnilas gnhando
preponderanria na Corte, dominando em ludo, nao
obstante a opin'iop'-hlica, que o- repela ; ceremonias
religiosas, jubileos, missoes, milagrea, postos em vo-
ga para iliudir o povo, e como rezultado de toda esta
hipocrrzia, um trami dsposto Contra a Naqio, que
comecoua desenvolver-ae, e a pr-se em execuco, e
3ue seria levado 6m, se nao fosse a heroica oposicio
o Povo Paziziense, que nos memoraveis dias de Jalho
m >strou ao Mundo que era capas de defender sua li-
berdade ainda contra os ataques da forca armada, e
tramas de falsos Ministros da Religo. A lingoagem
he entre nos a mesma; serio os idnticos os fins ? O
lempo o mostrar !
Continuar-se-d.
Discurso recitado pelo Presidente da Soeiedade
Ttrpsichore no festejo do dia 6 dm Setembro.
VJOmo Presidente, Senhores, de ta Sociedade Tr
psichore, eo me vejo ligado ao justo dever de ser o
orgio dos sent raen tos, que hoje a dominio. Mas ah !
minha capicidade circunscripta em lio estrelles limi-
tes me dixa confuso ealheio. Eu sou um fraco orgio
de fortes sentmenlos ; recenhco e renonciai a larefa
lio pesada, cora que fra-piii meus deheis hombros,
se nfo me desse audacia um ni.) >< i que de extraordi-
nario que d'enlro em mira sinto. Eser possivel que
e ta dcee vehemente emocio que me ngila, e tanto
me arroja, vos nio transporte tiohem, e vos nio pre-
fina raen favor ? Eu acredito; rio vos possivel
notar as lacunas do roen discurso, sentir a fraqueza
da minha fraze no mcio desse suhline enthiiMa qu vos arr. \ula. Permilti (|ueeu me songeie ,* tai-
vez que esse enthuziasmo, que em v< tanto se pro-
nuncia, tendo com o raro sua\e consonancia, vosen-
duza achar forca nos meus termos carecen tes de ador-
no e de expressio ; tal vez mesmo os acheis com graca
e cora escolha. Tanto Ilude a sympalhia de sen ti
menlos S-nhores, a Rhetorira me nio dtu aqu se-
us prereitos, eujomente recebi de vos mesmos litos
de amor ao meirTaiz, e foi nicamente no meu cora-
do, que eu fui huscar a smo exprs oes, enm que
tentaste dar conta da minha superior comis o. E po-
is a vossa costumada indulgencia, levada ao seu pon-
to culminante, o segundo principio animador, que
melera a expressir entre va os grandes, ejustssi-
m ludo nio me parece dd.locado, que eu vos exponha
qual a origen, e fundamento desta Sociedade deno-
minada Terpsiibore, a quem prestaes boje a honra da
vossa piezenca Alguns Mancebos apreciando as van-
tagns, que a danca offjri ce ao ente social, quer como
urna das Mas artes, quer como uro exercicio corp-
reo, tratirio de organisar esta reunio, que a razio,
e a experiencia lheap'>nta>o como p oveitoaa. Na
verdade, amando o homem por sua naiureza o prazer,
porque conveniente ao seu ser, isto ; a sua orga-
nisacio, ao seu temperamento, ordem nece.-saria
sua conservacio, nio se lb pode contestar o direilo de
procura-lo. Mas quem diria Urna Moral houve
fero!'. e repugnante, que ihe impulou um crime no in-
^odezejo de suavizar sua misera coudico, median-
te os prazerei com que a natureza piliga nos brin-
da. Mas se o homem lem semclhanta direito, goaan-
do ao raelmo ter-gpo de muitos sentidos necessita que
elles s^o alternativara ole exercidoa, sera o que se
apossio delle o langor, e o disgo^o, e por it rois-
ler que elle variando seus prazeies, nio seja movido
constantemente por sencaces uniformes. Giacaa
civilifacio, que derramando o go^to dos bellas ai le,
t- m sabido ao mesmo lempo apeifeicoa las; grapas as
bellis artes que divoisifitando os gz tem dianlado os progrtssos da civili-agio :
.innegavel porm, Senhores, que entre ellas lena
lugar distinti a Danca. Aposentando aos nossos 6-
lhos curiosos sempre rpidas variadas figuras, ranos
deleita, ora nos admira ; equal aquelle, que Rucian-
do braco a bapocom as ondas esfumantes, j cohia
esperanca, j quase desmaia, poi m em fim ae jul-
gand mais qne nunca venturoso, fi ma salvo o p na
enxuta praia, tal o mudo expeclador dos exercicio
de Terpsirhore, ora plido aqui v perd:do o lu-mem,
que andar l vai tran por Harreiras ; ( > lamenta) Or
ra extaiadoalm o v seguro, mofando dos perigos,
e das barreiras. Cobrado d'um susto, j outro o aro-
me! te, mas deixando sempre a pos si o doce prazer do
feliz naofragante. Porm, se este a tal proco nio de-
zeja comprar semelhanle vmtura, aquelle abandona
fcaodoso seus temores, e contente volta sempre a seus
internos combalea. Arte admiravel! Quem nao a-
preciar os encantos e gracas que derramas nest< \id
tranzitoria. Quem ente paaaaff as horas no inlvo dos
exer. icios que drijs compasso, e ao som melodioso
dos instrumentos, queafagmdo osouvidos, Iramborr
dio o coracio de decura .
Sepo'i, Serhores, fora deduvida quio grande
seja o agrario da distraco produaida pela Danca, nio
menos manifest o qiianlo ella p ie contribuir para
congrafar os nimos discordes, e promover o.espirito
de associacio. E eu para nio m.er-vos com um lon-
go D srurso omittirei es excellentes b' ns que ella gira
como exercicio corpreo. Mal seria possivel, que no
meio de nossos innoc ntes e uteil dere lmenlos fos-
semos ex'ranhos ao regozijo commum ? Tudo hoje
respira praser; nossos Concidados mutuamente se
dio os parabens, suas mef-as carregio com opparo
manjares; adornadas com os raais deliciosos fructo
dePomona, e dons de Flora re.-eudem com o mais
ag< adavel aroma ; os au.igos se renen; e lodo o Po-
vo se const.lue hoje de amigos; ningu m j s^be de
que modo d mais claras mostras do seu sbito con-
tentamento. Illuminadaa ricamente nos a, ras mr
sencivel tornio a auzencia do dia ; e suroptuosos es-
pectculos offerecem aos nossos olhos, nos'as bella
Patricias vagueando em lindos grupos aformoscio nos-
sas Pracas, e oaffoto Mancebo arremessa aos ares es-
trepitosas giran lolas, com que desabafd stu peito as-
soberbado de jubilo. E qual o justo motivo deste uni-
versal aplauso, e de tamaito moviraento ? Ah Se-
nhores, nstodosoconhecemos, poii que elle com
igual forsa obra ero nos lodos.
DI A 7 DE SETEMBRO dia p imeiro -no anea
da Santa Cruz ; oh fausto dia Que coracio Brasei-
rode:xar deenthuzissmar-se, quando na succeso
doi tempos te cabe palentiar la luz brilhante !
Quinto- bens valiosos nio brotaste Comtigo o
Brasil iro lucrou urna Patria, e com ella seus direitos
espeiinhados, ou desconheridos. E na verdade, po-
deiia elle dizer que linha Patria, guando vegeta va
deb lito da oppresso, qmndo a sua industria feTo-
peada Ihe poda apenas forneeer o simples alimento,
qUando a seguranc pessoal Ihe era concedida como
urna graca, e nao romo o reconhecimento de um di-
reit er s'-guranga de escravos quando sua mes-
quinha propriedade seach^va peudenie dos caprixos
e.antios de Reguos, que seu salvo se cevava na
pregos do Estado n i5 o mrito, nao a virtude, mas
o favor, a cabal., a intriga j quando o filho do Bra-
sil era olha lo com despreso, e como utios seus ser-
vicos e merecimentos, qn tudo, era urna palavra, o
Brasil mesmo era considerado como o patrimonio, e
Feitnria de um Senhor igo-ra, o vrenlo, e sanhn-
do? Nio. Pernambucanos, na5 tinha-mos entio
l'a'r'a ; ella aexalc onde bajnstica, boa fe, concor-
dia, e vrtude ; enllo ^ tinha-mos ferro, e todas as
calamidades da escravido, e escarneo, a pobreza, e
amafia aviltadr depressio. E que! *tinha-mos
ferros? Nio: Tambera tinha-mos direitos. Oh Sa-.
grados direitos daNalureza Direitos inanferiveis Em-
Dir vis Despotas vos desconhecio, vos fallaes ao
homem no fundaWo coracio, v6* Ihe manifestaes sua
dignidade pessoal, ecedo ou tarde a forsa cedendo
razio, o triunfo vosso.
Temos pois, Srs., e sempre I vemos direitos oo
Cod'gd da Natureza, mas s deveres e incargo na
LegUUcio dos Tuanno.
Porm n'aquel'e augusto dia que amanhi renova
fizem >s \aler ba i3 auno nossos loros, e o echo-- In-
dependencia Independencia foi oannuncio de to-
da as nossas venturas.
Conhecia-mos, ( certo ) que o Cidadio deve su-
portar os inconvenientes da vida social, e partilbar
com seus Con'cidadaV o reveses, que Ihe lio ine-
i


*
IIARIO BE PKRiNAMjffcO.
I
parareis; mas poderia-mos, e deveria-mos prescindir
doHireito que ti'ihu-rno- de renunciara associacio e
dominio da Metropole, qnando ella constantemente
Vi>s uega va as vautageus, que cora justica aguarda-
vo-mos ? Consetos, que o Patriota nao deve soifer
ein seo Puiz Pder algum que pretenda elievar-se ci-
ma das L->ya da felicidad*: pobi ca, impossivel nos era
adoptar as mximas d'ums obediencia cga, e pasaiva
as extravagancias de nm Despotismo diltenle. Se-
melhante sorte est resecada 011 estpidos, que
descotiltecem seus proprios intere-ses, on a esc favos
q' merecem sopportar toda a vida o peso de seus fef i os.
pois, Sentimos, este dia memoravel, que deve-
nios o exeicicio de nossas Liberdades, ou gozo de to-
dos o*|no.'sos direitos, devemos nossas garautias, de-
vemos. Seria un no acabar, se eu perlendesse
referir os innumeros bens, que dirivro de nossa
regeneracio pulitica. E de mis para que ? se vos
senciveluiente os conbeeeis, e penetrados de sua ex-
cedencia boje tanto os aplauda E quanto n<> leriio
ellit anda mais medrado, se um Principe lio infeliz,
quanto estouvado..... Ab Poupemos a memoria
dos morios ; se nosas divlsoens, .*e nossos erros.....
Crlo-me, que nao convera que turvemos a pureaa dos
nossos praxeres coin tri>tea recordac,5cts.
Vou Senbores, terminar o meu discurso, talvez
demaxiado longo. Tenbo expendido os ponderosos
motivos da hodierna alacridade, deque se acha possui-
da esta Suciedode Tensichore, e parece-me ter ao
mesmo lempo pintado os patriticossentimentos que
abuudo em tossos coracSes. Ora, se inderecando
esta Suciedade Terpsichore|a Dance, e tendo esta por
origem, efim o prser; que occasiio mais opporluna
so p.'deria oflerecer, p.ira nos dar a engrapada Ueosa
suaa qroficuas lines do que esta em que o nosso con-
ten lamento nao tem limite:.? Ros por tanto appre-
sentaremos vossa atlencio o espectculo de nossos en-
saios, e desde j vos pedimos a indulgencia de*da ao
nosso tirocinio. E de que modo poderia-mos mais
dignamente soleronisar a memoria deste grande dia do
que procurando a honra da vossa prezenca, do que
jtintaudo os nossos sos vosos applausos, do que final-
mente nos congratulando cm vosco ppla feliz inde-
pendencia da noasa billa Patria? Ella foi, como mos-
treio comsso da nossa ventura, e agora direi em con-
dumio com a A>semblea Geral Continuemos, como
pi inci.iemo-, e seremos aponlados com aduracio en-
tre as Noyes mais cultas.
VIM.
ca activa com D. Carlos, proroettenao a seus parti-
distas huma sub'evaci geral nal Provincias do meio
dia, se os Carlistas vencerem ; os quaes servirS ento
de Hase insurreico meridional, entretanto que o
norte da Franca seria ameacado pelas exigencias das
potencias absolutas. Porem para trecular este plano,
que dizem fora submetido ao Principe Real da Prus-
sia, a Mr. de Matu-rnich, e ao Imperador Nicolau,
o- quaes, ou se fzerio Sordos*/ ou deiio i espostas e-
vazivas, seria necessario huin suces-o decezivo a favor
de O. Carlos, e por isso a mu te de Zumalaca reguy
fez verter multas lagrimas nos Palacios de Bohemia.
Entretanto o agente de D. Carlos quechegou para o
mesmo fim por via de aples a Berln, nao lem podi-
do, nein obter huma audiencia de Mr. Ancillon,
ministro dos negocios es'rangeiros, ero entregar pes-
9oalmente as cartas escritas por D. Carlos ao nos-o 8o-
b'M.mo, o qual inda ha pouco encarregou aoMare-
chai M-ison na sua p^ssagem por Berlin de fazer t
Re dos Franceses, os mais sinceros e affectuozos coro-
primrntos da sua parte.
Cari. sX. shbendo que es 3 Soberanos do Norte
devio minir-se nesta Cidade, ahio da sua Coi te de
Praga e veio estacionar-se aqtH para espralos. O
Rey da Prussia, sendo o i. que son be da sua chega-
da mandou-lhe dizer que a sua residencia aqui cora,-
premetia os 3 Soberanos, e que houvesse por Unto de
retirar seootra vez a Praga, oqne Carlos X fez im-
medialaraente.
(Le Temps).
PARA.
EDITAL.
Jacinth Francisco Lope, Cidadio Brszileiro, Juiz
dos Odios, Defuntos e Aazenles, Interino dos lu-
dios, e Depulado da Asseuiblea Provincial, seu
Termo &c.
X En de entrar para o Cofre da Nacao Bento Manu-
el d'Oliveira, Curador das Herancas dos Fale idos ex
Prezidenlc Bernardo deSuza Lobo, eoex Corn-
mandaote das Armas Joaquina Joz deSantiago com
a quantia 2:298$ res em pTata grossa, e miuda ; e
mais em mueda de ouro 26 pessas de 6#4 ma'
isem ouroonze moedas de 4$ res-, 270 o lavas e
meia de ouro era p ; 2 barras de ouro com 19i o-
tavas- 4casticaes, 1 salva, 1 bulle, 1 cafeieira, 1
leiteira, 1 assucareiro, 1 tigella de lavar, 2 salvas rom
thizouras de espevitar vellaa, ludo nov; e mais pia-
ta velha, 2 casticaes pequeos, 1 salva pequea, 1
colher de sopa, 15 colheres de meza, 11 colheres de
cha, 1 culher de tirar assucar tudo com o pezo de
2441 oitavas de prata : E pertencente ao ex Preziden-
te Bernardo de Souza Lobo, 25"$ rs. ero papel, 4
casticaes, 1 salva, 1 espevilador com seu prato, 1 co-
lher de tirar arroz, 1 colher delirar peixe, 5 co-
Iherea de meza, 5 colheres de cha, ) colher de tirar
assucar, 1 par de apuras, tudo com o pezo de. 9 .9 oi
tavaa de prata, o que tudo pertence o-- Auzentes.
O Sur. losp- clor a bem do aervico Publicu reo be aos
Cofres da Naci t que tenha sua divida soluci", dan-
do su as oecessarus Gu.as ao mesmo Curador para as
apreienlar a e>te Juizo. Pai 4 de Maio Je 1835. E
eu Valenlim Antonio Borges, EscrifJ Ajudante a ea-
crevi. Jacintho Francisco Lopes.
Tudo ato dezapareeeo dias antes da entrada do
Excel. Snr. Marachal Manoel Jorge Rodrigues.
f
AVIZOS PARTICULARES.
Jt\Oga-se ao snr. 2. Tente de Marinha Manoel
Colho Cintra, ou aquem, suas vezes fizer, que tenha
a bondade de mandar entregar na ra do Fagundes,
sobrado de um andar D. 7, ou na ra do Queiroado
loja D. 11, uns papis, que fez o favor delrazerdo Rio
de Janeiro para Antonio Buarque de'Gusmo, e que
tal *ez nao os tenha entregado por no saber da sua
morada.
jg Preciza-se de urna ama forra, ou cativa ten-
do bons costumes, e sabendo bem engomar, e cosi-
nhar pode ir ao a.* andar do -obi ado defroute do Tbea-
tro onde se promete boru ordenado.
jtJT* A pessoa que an'nnnuo querer ser ama ale
casa maradora em cruz de Alma, dirija-se a casa on-
de foi Hospital do para izo, que l achara com quero,
tractar.
_3P Roga-se oa Snr. D. J. S. que por sua hon-
ra baja de pagar urna conta de cartas de'jogar que to-
meu, em urna das lujas da| ra do Cabug do con-
l trai io ... 3a sabe.
jrjp- A Cmara Munnicipal desta Cidade aviza
aos habitantes deseo Munnicipo, que do dia 22 do
correle em diante far suas sesses na ra do Col-
legio, no 1.a andar do sobrado n. 8, era que morou
Joaquim da Silva Salles, e que nesse dia serio ar-
rematados a quera mais der a renda das cazas da
Praca da Independencia.
^CW Precisa-se de um preto, ou preta para vender
pao diariamente: no atierro da Boa-vista O. 63 j na
mesma casa.veude-se bolaxa muito boa a 2400 a arroba
dinheiro testa lisa, assimeomo farinha a 100 rs. a li-
bra.
H3ff" Quera anunciou querer comprar um terre-
no com 60 palmos de frente, dirija-se s 5 pontas
loja de fazendas 0. 10.
Jty* Quero quiser dar 350$ reis a juros sob e hi-
poteca, auun< ie a sua morada, ou dirija-se a rus do
Jardira. D. 16.
COMPRAS.
U M canteiro para pipas, em bom estado, e junta-
mente urna meza grande de jactar, com as competen-
te aparadeiias, eum par d armarios oiiavad<>s para
cantn desala : no B Uquiui e casa de pasto da ra
do Rozario L). 6.
?jg^ Urna escrava, que nio sendo viciad, tenha-
a abilidade de bem engomar, e co-inbar, e prouiete-
se bom dinheiro : na ra larga do Rozorio Botica D.
o se dir quem compra.
VENDAS.
U M escravo crilo de idade 28 a 30 annos, boa
carreiroeboa enxada, e proprio para todo servico do
mallo : na roa do Vigario n. 30.
J3P- Um Vanguervipor precocommodo: na r
do crespo loja do Fabio.
TJCP Urna preta rauito sadia, e'boa figura, sa
cosinhar^ ensaboar e vender na ra : na lojaD. irtJ
ra do crespo. f
*W fin cvalo castanho andrino, fazendo a ulti-
ma muda, com bons andares baixos, em boas carnes,
e preco coinmod", e urna tipoia en bom uzo, com
duas redes, e tornos de marfim: no sobrado novo de-
fronte do fefYeiro, na estrada que vai da solidada par*
o manguinho, a toda a hora do dia.
ley m ptimo molecio, que representa ter 14
ou 15 annos de idade : enlende bem do arranju ea!
Sfiod'uma saha ; e'd'uma meza; lambem enfeude de
Coralina; e roze rt'alfaiate ; afianca-se a sua conducta
sobre os 3 vicios de b^ber, fugir, e fui lar, porque
nenhum J'ell. s tero; porem vende-se para fora da
Provincia por motivo paiticular, que se dir ao com-
prador : por detraz da Igreja dos Martirios, ra do
Caldeireiro, sobradod'Aua.Publica de primeiras lc-
lr* D a, das 8 horas da manh at as 11, dos a da
tarde at as 5.
Vy Urna porcao de tabeas de pinho: na casa de
Henrique Forster 8c Comp., ra da Senzalla velha
N. 1.
trjr* Um preto da costa corpolento de bonita figo.,
ra, entendepeifeiamenie da padaria por ser osea
oficio: na ra do Amorim D. 54.
Um bom piano : na mesma casa cima.
Um Dicionario de Fouceca, portuguez e La
tino : na esquina da ra do Nogueira, caza de rotulas
verdes D. i.
|ry Cspim diariamente bom e novo por preco
commoilo : no mundo novo armazem de Joze Mar-
ques; e igualmente 30 milbeiroi de lijlos dealveua-
ria.
/^ Urna bandeja grande de prata, obra de bom
gosto ; bons aderecos de Senhora de filagra cora flores
de cabeca ; brincos de brilhantes, e aneis de bom gos-
to : no atierro da Boa-vala caza de Joaquim de Oli-
veira e Souza.
ICgr* Urna canea grande, nova, e pronta de em-
bonos, velas, e todos os mais preparos para navegar,
propria para conducao de caixas do Sul, ou oulro qual
quer rarregamento : na ra da Florentina maguada
caza defronte do muro de S. Francisco onde msra Jo-
aquim Mauricio Wanderley.
%Jf Urna escrava mossa, que cosinba o ditrio de
orna casa : na ra do Rangel 0. 4.
ALUGUEIS.
Lugio-se escravos para o aervico de qualquer ca-
za, tanto para dentro como para fora : quem os per-
Vtender aununcie a sua morada.
ACHADOS.
\ Cbou-se urna letra de 200<^ sacada por Joze An-
tonio Fi eires, em o dia 9 de Selembro : quem fot >eu
dono pode procurar no lugar da Cab.mga a Jo.-quim
Viegas que lhe dando o seu adiado llie sei entre-
g"-_______________
NOTICIAS MARTIMAS.
Taboas das mares eheias no Htrto de ternambuce
9
1
m
22 Segunda 5 10 h. 30
23T:----- 11 18
a4Q: i 0 6
2ft -Q: 0 -- 54
2(5 -S:----- 1 42
27 -S:----- 2 50
a8-D: I 3-18
Manhf.
A
EXTERIOR.
Toplitz (na Bohemia) 5 de Julho.
LEILAO.
Mt
_, Duqueza de Berry entretem por meio dos seus a
feutes no naci da da fianza, hums corresponden
A noel Osarte Rodrigues faz leilfo no dia qninta
feira 17 do crtente as 10 horas do dia, de 100 Bar-
ricas de farinha de trigo e 35 Barra de manteigj%io
arnuzfm de Vicenta Teixeira Coimbra, ra da Sen-
zalla Velha n. 80 ojos gneros serio vendidos impre-
ter belmente nesta occaziio. 0 *
Navio entrado no dia i3.
J\l\CEIO*; 30 horas; Hi a te Santo Antonio Flor do
M. FranciscoGon^alves: couros: ao mesmo
1*8 ZI
B.
Mestre. Ton. 5i.
Sahido no mesmo dia.
.AMANDXRE'; Escuna de Guerra Fluminense,
Cora, o x." Tenente Francisco de paula Ozono.
Hontem no entrn, nem sahio Embareacio algi4
ma.
Pern. na~Typ. d Diari* 1835.


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