Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02946


This item is only available as the following downloads:


Full Text
A>NO DE 1835. TERA FEIRA
i-^.
1. OE SETEMBRO N. I O-
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Panambdco, ha Tvr. de M. F. de Fama- 1835.
ioa
das da semana.
,, Secunda fc Raimundj Aud. dot J. do C. de m. d. Mi
' Te'/pmeio de S.tembroS- Egidio^Ak. Ral. de- -< aud-
diJ-deO. d-i.
5 Quarta S. Esterao Ra ieo d T< Fab-
, *, Eufemi V. M- Re He m., ud. do Jo d. C. d
m. e de t
4 Ee* Ro de Vir. .eMo d. T. P. de m. e aud. do J.
i,r0 t*\ ... ;M n-i..s m. rud. do V. G. det.
5 Sabhado. ?. Antonio M.
em Olinria.
A Domingo S. l.ibania .
T.ido agora depende de n* meamos. Ha nossa prudencia,
racao, e energa: continuemos com Principiamos, e er
poaiado com adrairacio eutre as Nacoe mus cultas.
mode-
remos a-
PrclamMfo da AittmbUa Qtral i BtmI.
SaWrevw-ae a 1000 r. raensae* paros adiantados nesta Typogra-
fla. e na Praca da Independencia V. 37 e 38 onde se recebem
correspondencias lejralisadas, e annurcios: inserindo-se estes gra-
tis sendo dos propriosassignantes, e rindo assignadot.
SHOKS
"DIARIO D PERNAMBUCO.
GhfgOU o Paqna e do Pa.i nao pode nada augmentar sobre o seu estado:
,io de igual dada as pessas do Vinag.e. que trans-
creve o Ecco do Norte, eos documentos Officiaes que
vamos publicando. Tudo ali continuava no mesmo
v; o Vinagre na Capital, o entro sem o reconhe-
cer; e as embarcares de guerra ero htim anc.radou-
r0 fora da cidade. A expedico do Rio tinha levado
a eu bordo 110 pracas de capadores do Maranhao e
esses mesmos mulo costo, porque os padiinhos do
Vinagre tinheo assoalhado huma revolla da esclava-
tura, ds qual se nao fallo ruis depois da sabida da ex-
PeV4nagre nos seos prnclaraasj nio inyncca a liber-
dade; j no be a tirannia o pretexto de seus sacrili-
cios a prol da humanidade : despotismo, escravidee,
recolonis^", restaurado &c &r. tudo isto sao cou-
sas velhas, s5o bixas queja n&o pegUo-.e o creo
doNoitedis: Esercilo da Legalidades Deflensor da
Legaldade, Ordem e Legalidade, be o que escrevem
e falam os gaiete'.ros, a Regencia e o Vinagre ....
Ecomonioserassim, se no Brasil todo- entender
por tegalidade o seu interesse, como outr ora cada
hiim tomava a liberdade poltica por a esecucao des
seus cap. ixos ? O cazo he que, por meio da Legali-
dade nos vemos na mesma confuiSo que no tempo em
que a liberdade era o Santo do da das rusgas. Quan-
do a civlisacio discipar as srtimanhas das facetes
deparando-nos huma tranquildade permanente ?
Os Estados Unido e o Presidente Jathson Conti-
nuado do n. 159.
N
AS dando o Governo federal, k ronlade de Jac-
kson, ordene rpidas e positivas para rechacar, ou
anspender estas hostilidades, tomou o Major General
tudo sobre si, marebou sem ter recebido orden, as-
senboreou-se de Pensacola, e expellio os ludios. En-
eaiTeeado em i8i4 na qualidade de Major General
da defender a Nova Orleans contra os Inglese?, des-
pregou a mesma severidade seguida de igual xito ;
no meiode huma populacaS hostil ou indifferente;
collocado longe do centro do Governo, foi lhe de novo
mister oapossar-se da authoi jdade, e exceder varias
vezes os limites de seos poderes. Conhecem todos
que em huma Repblica mui ci..sa do privilegie indi-
vidual dos Estados e dos horneo*, teme o Poder Execu
tivo comprometter-se e dar naostras de querer uMirp*r
a tyrannia ; daqui nasce apathia e fmuxidaS de movi-
mentos rom incei i* perigosa ; n5 hesitoj Ja kson;
siispendeu elle o habeos corpus, e proclaiuou a lei
marcial. O hbil empn go que fvz 'a pouca Tropa
que tinha sna dispoaicao, conteve os Ingieres, e sua
firmeza encheu de lerrou os habitantes, que de boa
vontade teriSo evitado a guerra, c que se lancaria
nos bracos dos Ingleses. A 8 de Janeiro de i8i5,
3,700 homens hisouhos da Milicia, mas conimanda-
dos por Jarkson, e antigos OPficiaes Francezes, austeo-
traS o choque de i0,000 veteranos que havia feito
todas ascampanhasde Wellinglon : alcancoo Jackson
a victoria. Os habitantes contra quem elle tinha sido
forrado a sei apero, o prorlamira sen libertador,
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda Todos o das ao meio di.
Ooiana, Alhandra, Paraiba, Villa do Conde. Mamanguape, Pi-
lar, Real de S. JoS, Brejo d'Areia, Hsinha, Pomhal, o d-
Soaaa, Cidade do Natal, Vil'as de Goianninha, e Novada Prinee,
ja: Cidade da Fortaleza, Vi|Ja do AqnirSs, Monte mor novo,
Aracatv Cacavel, Canind, Granja, Impeatriz, S. Bernardo*
S. Joado Prncipe, Sobrar, NovadRIRe.r, Ico, S. M atheus. r
aeho do sang na! I>aSecunda* e Sextas feiras ao meio dia.
Santo Antio- Todas a* quartas feiras ao mel dia.
Garanhuns, e Bonito nos dia 9 e 23 do mea ao meio da.
Floresno dia 13 de cada met ao meio da.
Sarinhaem, Rio Formozo, e LimtirasSegundas, Qnarnw, e
las feiras ao meio dia.
e o Congresso cujas ordens elle havia pu prevenido ou
desp> esado, lhe deoretou huma medalha emblemti-
ca deouro. Sincu'ar inriderifye liga a esta victoria
e merece ser referido. Hum fin da Nova Orleans,
que seoppunha s med fas militares tomadas para
defe.a da Cidade, e que havia sido desterrsdo por or%
dem arbitraria de Ja kson, ocitou pe-aule seu Tri-
bunal, ena6 obstante traUl-o de salvad-r da Patria,
oconderonou a i,000 dollars de multa: abriu se huma
snbsrripcaS, mas Jackson a rerusou, e o libertador
da Nova Otleans pagot sua costa a multa de 1,000
dolis por haver tomado as nicas medida*, que pode-
ria salvar a Cidade.
Nosacontecimentos que temos referido se bosquea
bem o carcter de Jackson ; ha neste moderno Ame-
ricano alguma cousa do patricio Romano. Qaando
em i855 elle foi pronosto pela Legislatura de TMinee-
see como candidato stres'd*ncia doa Estado Unidos,
op,>osero contra elle waua^cU e resides de seu ca-
rcter. Seu concurrente Adama preferio a hnm ho-
mem a quem afFectava chamar Chefe Militar, para o
desacreditar a-solhos de hum povo parifico. Quan-
do Adamsesuaincapacidade e nullidade deixara a
presidencia, Jarkson, levado desovo por seus con-
cidados candidatura, foi eleito por maioria de i75
votos contra 84. Detde sua entrada no poder, reco-
aou elle obstinadamente applicar os dinhetroa pbli-
cos a melhoramentoa interiores Rob dirergao do Go-
rerno fderal ; e sustentando ostensivamente os prin-
cipios de J.fferson, afastou se por grao-, corno temo
dito, da ardente e lyrannica demagogia, b. bida na
escola de Robespierre e de Marat. Todava, homem
d'accafi, energa esagacida.de, foi sempre Jarkson o
homem do povo, eo mais bello penhor d aferr que
deu a esta causa, he a recente lula que sostentou com
tanta po.fia e zelo contra as naurpayoea do Banco.
Hum ambicioso, emseu lugar, faria causa communa
com esta Corporacafi, quel para o diante servira de
escabello para chegar Dictadura; masentendeoel-
le os perigos que corra a liberdade Americana nesta
insttuica5, epreferiodenuncia-la publica opimao,
antes do que ve -la servir algnrn dia d'inst. tmenlo de
dcspolismoosdepostari-.g do poder menos ntegros
que elle. A causa r- al destas dissenses na he anda
muitoconhecida da Europa j i.s a Tamos desenvol-
H* verdadeiro substancial da questaS, a luta se-
rreta d-isdou* poderes que subsistem no seio do Ls-
tado, ou antes da NacaS, e que se desenvolvem em
diiMh'nhas parallelas e hnatis : ascendente da rique-
za d'bum lado; igualdade democrtica doutio. A-
qu, como sempre, encobre o f.cto material huma i-
deia m-is profunda, huma p.ixaS mala enraizada do
que se er : aqu, como sempre. hay dos dous lados,
direilos reaes, queiaas verdaderas/ e mutuas sem ra-
s6es Oorgulhoda supremasia financeir deixou-se
levar mui longe, a ir.itabiu.fcde popular esqueceo
servcos feitos. Posto que ha}a*o Banco sido muito u-
til ao commercio da Pensylvania e da Europa, bem
que sobre tudo deva a Pensylvania ao Banco suas 400
lecuas de canaes e de camiohos de ferro, suas poiit-s
de madeira esuas estradas, (i) sublevou-se^opmio
TiTjKs-tqi as utilidades d'bum Banco. Contra
ellas se^eclara os que se oppoem a semelhante esta-
belecirPbto entre n5s.
Tiaductor.
MUTILADO
de suas massas com exeessiva violencia contra a aris-
tocracia do dinheiro. O poro com seu grosseiro in-
tincto, conhece mui bem queso tem que.temer des-
potismo desta parte ; e or issoo grito de reuniaS do
partido popular he :N bank, dovrn wMi lhe b.i.k,
no rage money, nada de Banco, abis.) o Banco,
nada de papel-moedHl
Correra, sem contradigafiygrandes perigos a li-
berdade poltica, ae Jackson se bou vera alliado ao no-
vo poder, que em piis eommercal e industrioso, de-
ve ter necesssriamente rauito peso. O Banco, uni-
do ao Presidente, o Poder Executivo alliado forca
do dinheiro, poderia faier pender a balanca de modo
formdavel, e tomar quasi de asjallo todaa as posices.
Antesquii J^ck>on com generosa energa declararse
contra o Bmco. He certo que se, por huma parte
entrava em lula e enflaqueca o seu poder, augmen-
lava, por nutra sua popularidade e alucia va a sua cau-
sa toda a maata de democracia flactuante. Comecou
o combate por misquinharias e teimas. Tendo a
Cmara dos Representantes nomesdo huma Commia-
sio d'investigaca para examinar oslivros do Banco,
recusou se este a motra-los senaS em presenca de se-
us Offioiaes, grande desaso ; comecou logo o povo a
diter que recusava o mon.stro deinr penetrar as vis-
tas da Aulhoridrfde nos mysteiiosos escondrijos do seu
covil- J'U 11J
Em consequencia deste mesmo systema d hostilida-
de, d o Presidente ordem ao Secretario do Thesouro,
que tire do Banco oscapitaes quepertencem ao Esta-
do. Neg se o Banco a islo, o administrador que
transmittio esta negativa he demittido e substituido
por ou tro que obedece a Jark-on. OOffiial nome-
ado pelo Presidente dirige ao Congresso buma expo-
sca6 dos motivos que jussiflcaS seu p.ocediraento.
Entretanto na6 fica o Banco atrax. Era elle aqui-
ridor do crdito coi.trahido para com a Administra-
c5 Americana pelo Govemo Francs, divida que
na8 foi p gundo elle diti?) por causa de.sla falta d^ pagamento;
e na5 duvidou reter os dividendos que tocavaS ao Go-
verno federal como accionista do B^nco. Huma vez
aticadas as paUS-s, ja na5 faltava ao cmbale sena6 a
ntervenca5 do Senado. .Dec.ido-se eate logo em fa-
vor dasfinancas, como a Cmara dos Representantes
havia tomado partido contia. Declarou pois o Se-
nado que o procedimento do Presidente havia sido
inconstitucional, proleslou este contra a declaraca5 do
Senado que, ditia-elle, se constitua Tribunal sem
ter direito para is>o, e dava huma aentenca humilhan-
te sem ter ourido o acensado. E aqu temos buma
massa de interesses que se poem em entraste* bero de-
cidid-s : d'humlado, o Poder Esecut.vo, a Cmara
dos Representantes, e massa popular ; d outro, os
grandes Financeiros, o Banco e o S.nado. Lm pas
onde a Soberana do povo se na6 poem em queslao,
forca e futuro pertencem evidentemente ao maior nu-
mero. Resta saber se achara o poder finanqeuo meio
de restabelecer o equilibrio em seu favor, e de bater o
interesse democrtico. Que o commercio representa-
do pelo Alto Banco fose vencido na Nac,6 s ruis
commercial do mundo, he hum daquelles phenome-
I nos que os Filsofos na6 toma6 a fadiga de explicar.
Aqui acha-se s e*plcaca toda na esaencia das ideas
Americanas.
ConUnutr-te 4.

i


tfW
.Hit"'.. n
l
17
RIO DE JANEIRO
CMARA nos DKPutADOS.
Extrato da Sess&o em 6 de lunho
Presidencia do Snr. Araujo Lima.
~
n
V Ella a chamada pelas dez horas da manh, ca-
chando-se sessenla Depuledos, o Presidente declaiou
ahvi'iaa sessa, e li atetada antevi dente foiappro-
da. O segundo Secretario seivindo de primeiro,
den ronla do expediente.
O Sr. Henriques de Rezen.le reraetteu mesa hum
acaso tem jurisdicca sobre Cidadios Brazileiros, ele.
Earcu Ci dscis.iG o requerimento.
O Sr. Paim disse que talvez os membros desta Ca-
njsra, rnsi* habilitados na materia que o Ilustre De-
putado, Ihe pudessem dar as informar, 6es que elle
rtquer; e enta passando o Ilustre orador a dar os
esclarecimientos sobre o objecto, demonstrou que
qnando se tratou do Cdigo do Prcess<>, houvera
desejos de saccar essa Conservatoria, porm que o
Ministro Ieglez nao se dando por contente nm o Juizo
substituto que se Ihe apresenlava, nao qtu'i annuir,
e que por tanlo nao houve outro remedio seoafl con-
tinuar a dita Conservatoria; que finalmente ella anda
sub istia, porque o GoVeruo Britannico anda se nao
den por satisfeito, etc.
O Sr. Henriques de |leknde sobre o que ex ge em
su Wquerirnento, deu todas as explicaces que
jtlfgou necessarias.
Depois de rallar sobre a maieu'aoSr. Souza e O-
reia, queden lodosos esclarecfmcntoy, e demons-
trou queo Juizo da Conservatoria Ing'eza ainda exis-
tia, enapodia deixarde existir, em consecuencia
do tratado, julgou-te a materia sufliei'enlemente dis-
cutida, e posto o requerimenlo votac nao pas-
OU.
Julgnu-se objecto de deliberacao luim projecto do
Sr. Barbpza Cordeiro.
Leu seejulgouse objecto de deliberacao hum pro-
jecto de deliberacao do Sr. Rafael de Carvalho.
Leu se e fo apoiado hum projecto de reforma da
Constituidlo, do Sr. Antonio Feratira Franca, rea
tiro a eleices.
Leu se e foi apoiado outro Projecto de refirma do
arf. I21 djConstituivlo, do Sr. Antonio Ferreira,
Franca, declarando que o Imperador he menor na'
idade em que os Outros cidados sao menore.
Lero-se e jugra5 se objecto de deliberacao mais
dosProjeclos do mesmo Mustie Depuiado.
N-s julgou cota tulo conler materia de delibe-
racaS outro Projecto lo Sr. Ferreira Franca em que
se declara, que ficara livres da data da presente le
os pardos que uascarem no Brazil, etc.
O Sr. Rafael de Carvalho obtendo a palavra, ds que os Representantes da Naca ria erfn responsa-
vei.HporsuasopiniHS, mas que o Supino Pontfice
tinba feito respons-ilvel a hum de ses Representantes,
o q' julgava ser hum alt- ufado conira a Naca; e por
isso offerecia consider;c-5 da Cmara o seguate
projerto.
Pule o Diario N 124 onde foi j transcripto o
celebre projecto de detl,gnCa5 da Igreja Romana,
e o mais interessante da discucaS que se (he segua
ORDEM DOUIA. S
Continuou a discusscS sobre o s-gundo artigo do
proj cto aceica do nleio circulante.
Tcndo sido enrgicamente sustentado o parecer da
Coinmissa, pe. s Srs. iiacie! Manteiro, Souza Mar-
tina, e HollaiEda Cavalcanle, ficou a discussa adia-
da pela hora.
O Ministio da Fazeuda rro-se com a mesma for-
malidadecoro que entrou ; e o Presidente deu para
ordem do da 10, a mesma materia'de hoje, e levan-
tou a sesss depois das duas horas da tarde.
GOVERNO da PROVINCIA
ContinuacaS do Expediente do dia 27.
_vO Juit-de Direilo Chefe de Polica, remetiendo
Ibe p' Ihe dar o competente destino um officio do Ju
iz Municipal da Villa do Cabo, acompanhado de ou-
tro do Juiz de Paz de Porto de Galinhas inrluindo
um Termo que affirma ua se ter feilo n'aquelle Por-
to o contrabandode Africanos, que se denunciou.
Ao Exm. Cornmaridahte das Armas, dizendo-
Ibe que o Govorna convem em que o 4. c Corpo de
Ariel, fica eVrcicio de fogo no campo dos coqueiroa,
como requisita o Commandante do mesmo Corpo.
Portara ; Ao Inspector do Arsenal de Guerra,
para mandar eprompiareinco anobns de c< bre m fo-
lhas de tres palmos e nn io de romprido e dous e me o
de larguia, prepras prs fabrico de Cornetas de to-
que, e entrgalas ao Alferes Antonio A'ves de Paiva
encarregado pelo Exm. Prrzidente da Parahiba nqueziuu esterobre para os receber, e ctnduzir a
aquella PreviaeV
Dia 28.
Agraden el me fci a noticia, que Tin. me da
cm seu cilicio de ig'deste mez ele gozar esss Villa de
bastante socego, indo gradualmente a eessar a intri-
ga. Simpre qoeas Authoridades livercm por nor-
te dos s(0* actos a l.eiA e somenl a Le, tornando-se
albdia; e indiferentes a partidos e Intrigas a ordem
se mantera, e os seos inimigos, ci.jo numero hes> m-
pre o menor, cei tosquefssa Le se executa e as pe-
nas por ella impostas ter. efbciiyiddc, cnuVio de
viver segundo a norma po1 a mesma prescripta.
Desneces-ario me parece angmentar-se por ora o
Destacamento, e qnando seja isso prerizo reqne-ita-
r, como Ihe ordenei gente da G. IV. do Batalh- de
Gaianinha, a qu.d quaudo for cu pregada em servigo
activo ter o mesmo sold que vencem as pyicas de
primeira Linha.
' Remella Vm. para esta Capital os dois sentencia-
dosagalez, qnealii exi>lem, a fim de que sejaS aqni
empregados nos trabalhos pblicos : n'essa mesma oc-
cazia mandar os reci uta-- que exibtirem.
Dos Guarde a Vm. Palacio do Governo de Per-
nambuco 28 de Agento de.1835., Francisco de Pau-
la Cayalcanti (rAlbuquerque. Sr. Urb.u.o-Sabi-
no Pessoa de Mello, Juiz de Uireko Interino da Com-
marca de Goianna.
Tendo o Tentnte Coronel do Engenheiros Fer-
mino Hercnlano de Moraes Ancora contratado com
Manoel da Cunha de Miranda alugar aslojas do sobra-
do grande da Magdalena pelo prec de eem mil res
ahnuaes, fazendo o Governo as obras que Ihe convie-
rem para recolher os piezos, que tem de ser empre-
gados no trabalho das estradas, vista a insuficiencia
da caza deZumbi, e inconvenientes que so opervceai
para re-forcal-a conforme reprezent.i o m- ncionado Te-
nenie Coronel ordeno a Vm. que entendendo-se rom
elle faca lavrar os competentes termos do contracto,
e Ihe forneca os mateiiaes que requisitar para as obras
que for necesario ftzer para acmmodar, e segral-
os prezos.
Dos Guarde a Vm. Palaeiio flo Governo de Per-
na'mbuco 28 de Agosto de i835. Francisco de
Paula Cavalcantid'Albuquerque. Sr. Amaro Fr-
ci blicas.
Officio ; Ao Teente Coronel Engenbeiro Fer-
mino lleiculanode M. Ancora, communicamlo-Ihe
o cohtbeado do precedente officio para sua inleligen
cia e execucaS pela parte que Ihe toca.
Aproyo que seja arrematada a renda do arma-
zem por baixo do sobrado junto a frej deS. Sebas-
t>5, que sendo oreada era 26,^400 rs. chegoa a
30^500rs. Igualmente approvo que as afnicoens,
repezo dos A Porcos sejaS administrados, visto que, como infor-
ma essa Cmara, nao apparecera arremattante, assim
como para a obra da Cadeia, que dever ser adminis-
trada tahero.
Quanto aos rendimentos das Balancas que sendo
oreadas em 2'533$6{ rs., apenas appareceu quem
ofFrecesse i:000^)000 rs., julgo acertado, e ordeno
que sejaS novaroente posto era Praca porem separa-
damente. Reapondendo ao officio d'esss Cmara de
26 do correte he o que me cumpre dizer.
Dos Guarde a Vm. Palacio do Governo de Per-
nambuc.028 de Agosto de i835. Francisco de
Paula Cavalcanti d'Albuquerque. Sis. Presiden-
te e Membroa da Cmara Municipal de Onda.
Officio ; Ao Commandante Superior das G. N.
d'ea/e Municipio paraordemnar que 5, ou 3 Cirur-
gioens dos Corpos de seu Commando se aprezentem
no da 15 do prximo futuro, mez perante o Jury
de rev.sta, para Lzer. m os exames, e insp. ccoens
ordenadas por lei, como requesta 0 Juiz de Direilo
Chile de Polica.
-- Ao inspector do Arsenal de Marinha, aulbori-
sando-opara mandar f..zer a tapigem do Arsen-1,
conforme o orcamento que rem-tleu, e que rheea
quantia de l55^i30 rs.
Ferreira, Azevedo, e Faria, faltando cauza es Srs.
Doolor Ghngas, l'eixoto, e Passos.
O Secretario dando eonU do expediente mencio-
nou hum requirimenro do Piofes>or das primeiias
Letras de Paratibe em que requisita ao Exm. Presi-
dente 3 mezes de licenca para se curar, < m que o mes.
rao Presidente rmndou informar a Csmir que logo'
se informou que de facto dito Professor percia\a du
dila licenca.
llura officio do Juiz dePasdo 5. D.tt'ilo de~Ma-
rangoape nmetendo a lista dos G. Nacionaes do seu
Districlo : pelo que a Camaia rfeliberou que se orga-
nizass'e 2 Companhias, huma sef a sua parada no pa-
teo da Igreja, eonlrasera sua parada no lugar do
Jang no pateo da Igreja da Capella de N. S. da Con-
eeica, _e qee se Ihe respondesse nest mesmo sellli.
lo.
Outioiciodo Saigento-mr Dionisio de Souza
Magalhaens pai ticipandoseachar em ser vico de seu
Posto, e que na6 poda ser Juis de Pa Suplente do
i. Dstriclo, pelo que foi xcuzo, ese rezolveo que
se ebamas-e o mediato que era o Cdadud Jote Eloi
Serpa para prestar juramento.
Outro officio do Juiz de Paz de B. birihe remet'Tfdo
acopiada Acta do Conselho de QoalificacaS para
Guarda Nacional : a Cmara rezolveo que se Ihe exi-
gUsea formados Guardas Nacionaes q je compoem
dra Companhia.
Outro ollicio do Juiz de Paz do 7. Distiiclo pa-
ra que se diamasse dous mediatos a firn de seren ju-
ramentados pelo impedimento dos Suplentes o Sjr-
g> nto Luis Antonio Alves Mascarenlias seo Coronel
Francisco Jacinto Pereira : inteirada assim foi resol-
vido, e que -e chamasse os mediatos aprazando-se-
Iheo dia 28 para virem prestar competente jura-
mento.
Outio ofiuio do Elli tor pela Freguezia da Sd-o
Reverendo Mano I Rodrigues d'Araujo que elle
est a seguir viagetn para a Corle visto ser Deputado
por tanto n>5 poda assisiir a reunia do Collegio f',1-
eitoral no dia 7 do seguinte Abi il a fim de se chamar
o ime mentOs de Partes, e por dar a ora o Sr. Presidente
houve a Scs?n6 por feixada, efisesla Acta em queas-
sigiiara. Eu Manoel da Motla Silveira, Secretario
da Cmara oescrevy. -- Pro-P. Serpa; Oliveira }
Azevedo ; Faiia; Ferreia ; Costa.
polica.
X Efdo-se evadido era a tarde de hontem o preso
Felippe Arias, Hespanbol, pronunciado no 4* c Des-
liictO da Riheira, por '-rime le tentativa de morte :
compre que Vv. Ss. procedaS a todas as ndigi9ej,
afim de ver-sese descubrimos aoade se axa oculto di-
to Hespanhol.
Dos Gaarde a Vv. Ss. Recifc 28 de Agosto de
1835. Joaquiui Ni.nes Maxsdo, Chefe de Poli-
cia. lllms. Srs. Juizes de Paz desta Cidade.
Manoel Correa Maciel, J. de Paz do 4- Destricto ;
Rodolfo J. Barata de Mendoneja, J. de Paz do 5.
Desrielo ; Joa Manoel Pereira de Abreu, J. de PaZ
doi. Derrito do Colegio ; Liandro Jos Ribeiro,
Juis de P. S. ; Jos Ignacio da Cmara, J. de Paz
do a. Oestriofo do Recife : Francisca Rodrigues
Machado, J. de Paz do 3.- Destricto do Recife;
Jos Felis de Souza, J. de raz do 3. c Destricto de
Santo Antonio ; Joa Manoel Mendes da Cunha e A-
zevedo, Juiz de Paz Supplente ; Jos Bernardo da
Gama, Juiz de Paz Suplente do Primeiro Destricto
da Boa-VMa ; Joaquim Francisco do Reg, J. de Paz
do 2. Destricto do Bairro de Santo Antonio do Re-
cife ; Joa ot dos Anjos Pereira, Juiz de Paz Su-
plente do 3. c Destricto da Instancia.
JUIZO DE ORFAS DE OL1NDA.
!
DIVERSAS REPARTICOENSi
AMARA MUNICIPAL b'OLIXDA.
Seuad extraordinaria de 24 de Marco de i835.
Presidencia do Sr, Serpa. 0
ixBErtaa SessaS eompancera os Srs. Oliveira,
Llm. Sr. Era resposla ao officio de V. S. fa-
lo de hontem, no qual, respon "
2O do mez prximo passado, inTort
tondendo ao meu de
.brma- me V. S. que
os Orfus ezi lentes no Seu DUtricto sao mal tratados,
e mal administrados os seus bens tanto movis, como
de raiz, offfrece-se-me rogar a V. S., queme infor-
me quem seja es Tutores, ou Curadores, por cuja
culpa, ou negligencia isso accontece 5 observando o
mesmo respeto d<> pais, mies ou atejs, que, ten-
do sob sua ltela filhos, ou nettos, constar a V. S.
que nsfi tem feito inventarlo de seus bens perante este
Juizo, ou que, tendo-o feilo, sonnegia alguns,
Dos Guarde a V. S. Onda 5 de Ayoslto de
i835. -- Hlm. Sr. Francisco Velho do Reg Bar-
ros, Juis de Paz de Paratibe. -- Dr. Lourenco Trigo
de Loureiro, Juiz de Orffos e Municipal.


DIARIO )E PERNAMIWCO
S<
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do N.' 158.
CMMUNIC\D.
f
lOnos lia instados pelo E>eriptor do Carapuceiro
que demos aulhuridade a algti i.as propozi* oes, que
havem< aventurado sobre as Ordena Religiosas, que
nao podemos dexar de Ihe dar ela gostinho, ni obe-
lante nio ter elle combatido nOasoa principios, eso ter
laucado mi de propozicSes incidentis, que amplifica
a seu modo, e rom a iinica mira de nos loinai' odioso
asparle incauta da populacio Brasilea. Dissemos,
por ezemplo, era respes! a a su asaoi io de que o n-
gresso de novos Frades, produzva grandes vantagtns
ao Brasilque en'iio serilo felires Po,'tug,'t ^es~
panha, queostinhio em numero excesivo; eeisque
nem absolutistas como na d'Europa ; nio tem'e les nos
ullimos lempo e iuvolvido em part os, cometido
cilines, salvo udivduos em particular-; m-s sio to
prejudiciaes, quati co.o aquelle*, ifaligito, sos
querem conservados, e era por e lado, que Os eu-
caravamo. B>ns, ou maos, sabios, ou ignorantes
em outro lempo, nio era por sso, que luere'eriio
ser boje conservados; mas ja que trazem a forca em
sen Lvor faclosanligos, consinti, que algn apre-
zen temos contra, e ver-e-ha para que lado pende a
balarte. Em nesM opimo o espirito individual tem
feito urdir de sea seio algumas boas obivs. Como
homensalgunsso patriotas, esenlem como qualqoer
outro a forca irresistivel das paix* nluraes. do
patriotismo, -pliilanrropia re te. Mas como R. li-
giozos sao Entes egostas, e ambiciosos ; e o espirito
da Ordem lula constantemente contra as inlencoes do
hemem, e rh? ordinario as adormece, esubjuga. El-
le leude constante ao poder, e riquezas, separa, para
logo o Su i-. Es'criptoi'abandona todos os outros nossos Mp conseguir, oa interesses doCeo dos interesses do
argumentos, esahecom o sofi-ma ru"1 'll,c 'g>
propicr hoc. Dissemos por ventura, que os Frades e-
raxTa nica cau^a das desgracas de Por tiiga'i e Hespa-
nha ? E nao diremo> verdade, se Ihe atlribuir-mos
Helias a principal parle? Nio he exacto, que hou-
vessem naquelle Reinos'tantos Religiosos Ira 3 secu]os,
quantos estes ullimos lempos: equando o fosse ; se
us inconvenientes 5 gradualmente se forio senlindo
atbe loen- o auge.- Nio he no cortieco, que mais de-
1 elilao um-corpo as m .e.tas; e a epidemia "radesca
tfei cantando lanos mais estragos, quaulo mais dura,
guardadas as proporcS 8.
Dissemos inris, que podramos aprezentar osassa-
cinios as intrigas re. rr. commetdas pelos Frades em
todos os lempos, eislo em opozico as vantagens, que
dellesse decanlfo; eeis logo oSnr. Es riptor claman-
de, que chamamos assacinos aos Frades, excitando as
paixes do vulgo, e quazi, queabradar s nrraascon-
tra os que si-guem iiossa opiu o, coiim ja o fez contra
o Sur. Depulado Rafael-de Carvalho,'por seu, alias
censuravel, projecto. He este por ventura o meio de
discutir questes? lie apellando para as paiies po-
pulares, que se dtscubrir a v< rdade, ese far aoerro,
quando aparecer, f arica; e vantajoza opozco? Se
losemos pelo menos DepuUdo, quesem ter consulta*
do a opirrio .publica propuzesse ama desss medidas
de grande importancia; justo seria arguir-nos sua i-
noporlunidade, seohouvesse; e nos por contra a
mesma opiuio publica. Mas somos um simpbs Es-
crisers, e solado, que reconhecendo proprio o en-
tejo para discutir queslio, nos mellemos aisso;
longe de nos confutaren], nos insulto Sio por ven-
tura convicios os uniros argumentos fortes, que nos
tem oppor ? Philosofante, ou herege, empnlma-
dor, ou ladino (trate favorita de Joie Agosiiuho de
Mitcedo, que mais do que nisto ha imitado) alo os
valen tes raciocinios, que se nosopuem. Ladrio mas
fique para seu tempo este tpico.
Nao sio todos os Frades assacinos ; porqae alguns
cemettero estecrirae; concordamos, e he esle osen-,
lido, quedemos as uoSsas etprssue*. Mas tambem
nao sao sabios, industriozos, probos r<\ porque 'al-
guns o foio, e enre elle Gaigamefri, que extinguu
os Jesutas. Chinn-Ios sa!>ios a todos, seria s mais
completa mangacio, e athe esse ponto nao subimos
uo>. Sabios, e verdad iros Reli^io/os tem brillado
em tudas as Ordens, e na de S. Bento, cujo elogio
deixou incompleto olllustre Escritor. Forio Iraba-
Iho sen todas as obras primas do Sectilo de Augusto,
ex.epgio de Cicero, e outro ; e omitliu olllusire
Eseriploi1, que O.dem Benedictina devemos as ex-
cedentes prodcOes, que atiribu.m os ignorantes
Virgilio, Horacio, Salu^io, Ovidio re. O Jezuita
Harduino o di, e a opiniio d'um Jeiuita deve mere-
cer inteiro CTedito.
O odio casta, sella-s, Sociedades, Nacoes,
compoJade indi*-idHros derentea, bons, mos, sa-
bios, e estultos, probos, e vt'lhacos, he senio prova
demalvadeza, signal evidente de irtesquinhez de es-
pirito. Nos o nao temos, e he embalde que o preten-
de lazer crer o 9hr. fistriptor. Somos de opinito,
qneaexlincio das Ordens FUigiozas sera mui profi-
cua a nosso Faiz ; mas nao temos averso ao? Frades
como individuos. Religi/.os conhecemos nos, e
d outro. temos noticia, que honrio o habito, que Tes-
tem, e do gloi-iaao Fdiz, que os ViU rscer, ouqirt
os sustenta. Sio ptimos Religizos, serian ptimos
Cidadios, Pais; Maridos, Amigos Te.: o hlito nie
he que os toma honrados, se lo-hit aihda quando
Seculares, e rauito mais uteis ao Estado. Sirvi de
exemplo, entre outros, um Fr. Carlos, actual Regen-
te do Colegio d'Orfios em Olinda, homem desaher,
e virtudes, geralmenle'i'econlieHdas : um Fr. MoU-
talverne, laeuudo Orador do Rio de Janeiro, e ver-
dadero Patriota. Sioe.-tei, e rarissimos outros, mu-
do vituperio de muitos Irmos scus.
Nio po osReligiozos do Brasil, nem dezordeiroi,
Mundo, e ai dos Povos ondearrora sua preponderan-
ria '
era
Vamos aos faci, e para sua vrrificaco remette-
moso Sur. Escriptor Historia Universal de Millo, e
parlicularmente ao Tomo 6. Cap. 12. da 4/ E-
poca, e S. o e 9. da 5/ EpOha ; Voltaire, que
como Historiador vale bem 2o Anquetis, em toda sua
obra Ens-iio sobre os co costrrmes da Europa ; a Con-
t no Tom. 4. Cap. ult. de sen Tratado de Legisla-
co, e finalmente a quazi lodos os Esrriptores Moder-
nos. Desde qisazi sua in.slituicio na Europa, que oa
Frades a trouxeiio pertrbala, divididos em partidos
uns contra os outros, e fazendo-se reciprocamente
crua e le rivel guerra. Ora erio o> Regulares contra
os Monges, ora os AJonges Negros contra os Monges
Blancos, que dispntavio sobre anliguidade, e maior
perfeicio j^ depois os Dominicos contra os Francisca-
nos, cujas dispulas se fizerio sentir alhe no Concilio
de Treuto. Os Franciscanos brigavio contra os Ca-
puxinhog quem d'spu'tav a qualidade d<- filhos de
S. Francisco ; estes com os Recoletos sobre feitio dos
hbitos; e os Povos he qne'm sofi'iio com estes escn-
dalos, eperturbeao. A disputa porem dos Agosli-
nhos contra os Dominicanos, e.por cauza da pregado
das Indulgencias, e venda das bollas, cousedida a es-
tes, foi mais seria, ,p produzio um terrivel s< isma.
Iudispestos os Agostinhos mandar io pregar contra a-
quelles por Mailin Luihero, Frade Agostinho eesta
simpb'S despata de Frades acabou em herezia tal, que
por annos assolou a Europa, e roubou aoCathocis-
mo um grande n. de Estados.
Por toda os Frades se notabizavio pelo seu espi-
rito de dezordem, e relaxacio. Immensas reformas
forio tentadas; mas sempre infrucliferas, quazi que
apenas duravio com a vida dos Reformadores. A que-
da de D Sancho 1. Rei de Portugal foi em parte de-
vida ellos. S. Fernando Rei d'Hespanhr, que o pre-
tenda gocrorrer, vio seu Exercito disperso por Urna
Bulla porelles pregadas. S. Luiz Rei de Franca te-
ve menso trabalho em conter os Franciscanos, e Do-
minicos, que perturbado a Universdade de Pars.
Na Suissa, e particularmente em Berne triunfou a
Seta Calvinista, e Luinglista por cauza das intrigas
entre Franciscanos e Daminicos. Em toda* as de-
zoiden inte-lmas daJ'ranca na menoridade de Carlos
9. c no lempo de Henrique 3. c da Liga dos 16 re.
os Frades se lornario celebres, e tomarao parle activa
nedlas, ponto de armar o Jesuta Figri, segundo o
couessa em sua hi loria o Jesuta Jouvenci, os Novi-
cos de que era superior, e os reunir a um Exercito
Eslrangeiro, que entrou em Franca, e cometeu 11.il
atrocidades.
Continuar-se-d.
EXTERIOR.
MADRID l5 DEJUNHO.
Recomposico do Menisterio.
DECRETOS REAES.
\J Marqut 1 de Las Amarillas he nomeado glande
de itespanba da 1.* classe cora o ttulo de Duque de
Ahumada, em recompensa de cus bons e Lcaes ser-
vicos.
Aranjues 16 de Junho.
Conde de Toreno, presidente interino do Con-
selho de Ministros he defiflitivamente nomeado para
este cargo.
O Vlarprnez de Las Amarillas (D. P. A. Girn) he
nomeado ministro da guerra, em logar do General
Valde O motivo deste Decreto he por esle General
em estado de enlregar-se inteiraniente s funcSea do
conmando do Exercito confiado aoaen aelo, i Ma
lealdade e deyocio pela Rainba Izabel.
D. Joio Alvares e Mendizabal he orneado Minis-
tro 4 Patead, em logar do Conde de Toreno.; o
qual ron-e. vara esta psta interinamente, em quauio
nao ornar possp o novo nomeado.
D. Va noel Garca Herrn, Ministro do Cdn se-
ibo Real d'Hespauha e das Indias, he nomeaJo Mi-
nistro da JriBtic.), em h'gar de Mr.de la Dehes.
O Tenenle General D. Miguel Ricardo De lava,
he nomeado Ministro da Marinha em lugar de D. Jo-
t Vasquea d'Figuoroa. O Ministro da Guerra, Mr-
quez de Las Amarilla, he encaregado interinamenta
da pasta da Marinha, em qutfnto nao tomar posse o
General lava.
D. J. Alvaie. Guerra, Ministro do Conselho Re-
al de Hespsnha e das Indias, he nomeado Ministro do
Interior, em logar de D. Diogo Mediano.
Mr. D. Joio de la Dehesa he nomeado membro do
Conselho Real de Hespanha e das Indias, Sessio da Jus-
lica, em logMr de D. Manoel Garca Herrero. Mr.
de la D. hesa he igualmente nomeado Gran Cruz da
ordem Americana de Izabel a Calholica.
P. Diigo Vledrono he nomeado membro do Con-
selho R.al de H-spanha e das ludias, Sessio do Inte-
rior, em logar de D. Joio Alvares Guerra, e Gran
Cruz da Ordm de Isabel. Es'es diversos Decreto
tem a data de 13 de Junho de i835.
A L"giio esti-angera offerecida p ceita. Osengajamrntos de voluntarios lngkzes se Cj
zeaa com a approvacao do nos-o Governo, e 7000 Pr-
tuguets, sedispoem a entrar nqnos.so lerriloi*io: es-
tas tropas devein oceupar Valladolid. E-tas demos-
tracSea de nossos alliados, estes socorros postos noa-
sa dispozico, provfio que nos tinhamos razio de con-
tar com elles : porem para libertar o Paiz do inimigo
que o devasta, o Ministerio conta ainda mais com o
concurso dos hons cidadiosj e para que elles possfa
immediatamente ajuizar das suas nlenc6est elle j
lhes fez conhecer por m io do seu pi ogramma official.
Redigidopor Mr. Alvares Guerra, e Garca Herrero,
este pro^ramma foi approvado por M. M, de 'lorene
e de las Amarillas. Eloaqui:
i. diurna latitude mais extensa ser dada l-
berdade da imprensa, que sei para o faturo livre d>
re-trices qae tem pezado soWre estediieito eseencial.
a. Serio organizadas immediatamente juntas
provincaes ; ellas prezidirio ao armamento da tot-
eas divizionaras, qnedevero augmentar o Exercito j
e vellario sobre a defeza do territorio, da mesma ma-
neira que se praticou em j8o5 com tanto successo pa-
ra a cauza nacional.
3. O' Jezuistas e as ordens monsticas serao su-
primidas. O Decreto das Corles de i8ao, rrUtro
venda dos bens nacionaes, er posto em vigor, ese
proceder immediatamente restituico dos vendidos
em 187.2 e em i83.
4. A ametade dos baldios ser abandonada ae
povoa titulo de donativo.
5. A milicia Urbana ser aumentada: Urna
parte desta Milicia deve ser nobilizada.
6. O Governo confiando no patriotismo dosli-
beraes, est decidido a invocar os seus sentimenlos da
naconalidade, estando igualmente revolvido a obrar
com a maior energa contra lodos osCarlistas. (Se*
guem-se as qualidades indviduaes de eada hum dos
Ministros novamenlenomeados.)
(Le Temps).
Piecos dos Gneros.
43tLgodo papel..................... 12$80O
prata..................... 6$400
O Algodio da Sena vale menos 1^)200 1^300
Arroz.............................. 1&00O
Farinha de mandioca.............640 700
Mdho.......................1^280 1JJ600
Couros de Boi f...................... 140
Atlanados .....................18O e 200
Vaquetas............................ 2^000
Azeite de carrapato............... 280 320
Dito d#Gerzelin.........-........ 800 1#00
Premio do colve 30 poreento
Dito da prata 90 p. %
Dito de cdulas miudinhas 26 p. */
Publicaco d pedido.
iFlz o Capito Pedro Ve I lio Brrelo, que a bem seu
precita q1 V. S. Ihe atieste, (querendo) elle no dea-
empenho do lugar de Juiz dos Orios (substituido por
V. S.) romp io com, seus deveres ; se fez entrega do
cofre fielmente, sem nada Ihe faltar, se fex al^ons
inventarios gratis, em raso da peauinez da f.rzanda,
muitos Oifos no casal; se a legi'una de duasJOrfl
i
i
<

ILE6IVEL




-*-
W"
BIARIO DE PKRNAMBL'CO.
Sniazedelapidadas por seu Tutor, elle supp'icante a
es por em boa arrecadacio, e lhes dea novo Tutor
sustentando tima d'ellai a sua cuita" por no tercm
aeaa bens rendimente para isto. Portarrto P. ao II-
luslrissjmo Snr. Juiz Municipal, e dos Orfios*, Ihe
Ueste com verdadeo que souber a respeito do que le-
ra dito de queE. R. M.
Informe o Eacrivio. Villa do Groo 5i de Jalao de
i855.Reg Dantas.
iUustrissimo Snr. Bacharel Juiz de O. foaTudo
quanto o supplicaote espoem em sua pet cao he ver-
dade; tendo de mai feilo algnns Inventarios gratis
como diz em a raesma petico, portando-ae assiro com
outros'Jnveotroa pobres, isto he, fazendo-ospoupar
quanto Ihe eslava ao alcance a bem dos Orfoa.
He pois quanto tenho de informar a V. S. Cabo
31 de Julho de 1835. O Eacrivio de Orfos Joze dos
Reis Gomes.
Atiento que tudo quanto o aupplirante alega he ver-
dade pois me fez entrega rm Juizo do oolre de Or-
phios semqae houvease falta. Al*m de que segando
a enforraacio do Rscrivfio consta, que tem feito in-
ventarios gratuitos e outras muitaa couzas em benefi-
cio dos Orphos e independeotes, e por ser verdade
assigno a presente. Villa do Cebo 3i de Julho de
l83i. Francco Eliaa do Reg Dantas.
THEATRO DO RECIFE.
.^Speasoaaque pertenderem, e saque j tem pe-
dido camarotes ebilhetes para oa dias de galla 7e 8
de Setembro para ver as duaa p paeio,eRestauracio da Hha peloa Liberaes podis
dirigir-se aoThestro a fallarcom Theodoro de Almei-
da Goata o qul por nao ter cobrador entregar os
competentes bithetea a quem Ihe spresentar o impor-
te, e para evitar qualquer auspeita de monopolio, s-
prerenta oa precoa abaixo declarados, recetando s
prata n 5 patacas oada pataco.
Camaroteade lado da I. orden para 5 noitea 6pa-
tac&es, para urna so 4 putaces, ditoa de frente para
al duss noitea 9 patacSes, para ama s 6 patae6es,
camarotes nobres de lado para as dua* noites 9 pata-
cSes, psrs urna s 6 patacSes, dito de fi ente dita pa-
rs as duu noitea 12 patacSes, para urna s 8 patacSes,
camarotes de 3. ordem de lado para as a noites 3 pata-
co*, para ama >6 % paUcSea, ditos de reote dita para
5 noites 4 patacSes, p*ra urna >4$000, plateia pa-
ra as duas noitea 1$920 para urna t um palacio, va-
randa iima pataca em prala; Na auzencia do annnn-
ciante far suas vezea oSr. Joaqaim Maris Eaeriplu-
rario do Theatro.
AVIZOS PARTICULARES.
Erciza-ae de serventes para trabalbarem com pe-
dreiro, e paga-se a sello por dia : na caaa D. 8 em N.
S. do Terco.
Ijrgr Quem tiver para alugar um primeiro oa se-
gundo andar de um sobrado, cu enteja j vasio, ou pa-
ra vagar por todo mes de Setembro, e principio de
Outubro, que teuhs commodo sufficiente para urna
grande familia, e com cacimba, em qualquer dos trez
Bairros, ou anoancie por este Diario, ou dirija-se de-
fronte da Igreja da Conceicio na Boa-vista D. 1 que
se ajustar s aatisfacio do dono da cass.
sjry Hum pertendenTe s cazas do Snr. Caetsno
Pinto de Veras, pede que (para de fucturo evitar cori-
teatacSes) lbe declare se oa alugueia das mesmas casas
anda se acbio hipotecados para paggmento de urna
divida do Sur. seu cunbade, como a pouco elle ms-
alo afirmara ; em tal cazo qaer-ae saber com qaem
se dever cootractar o arrendamento dellas: se tem
4 ae pagar alguma bem feitoria oa ssteio interno das
ditaa casas, e no caso de afirmativa, a quem : e final-
rocote se depoia de arrendamento feito, o Snr. Veras
passar a contratar com ouira qualquer pessoa, urna
vez que esta lbe adan te a quanlia, que pertende so-
bre as mesmas cazas, segundo consta, e que por este
motivo dassea ser encornudado novamente.
O Pertendente.
ajry A pessoa que rnnuncioa no Diario N. i39 ter
perdido am par de butSes de um punho de tamiza do
Miso ds Assumpco st as cinco pontas no dia 23 pa-
ra a4 do correle com s firma d proprietario M. T.
A. C. seodo os ditos de ouro e ou vados ; roga a quem
osacbou e quereodo os vender dirija-se a casa do
proprietario as cinco ponas D. 54, que al.11 de fi-
car ob< gado lbe guardar todo segilio.
%W A pessoa que snnunciou no Diario de a7 do
correte mea querer sforar oa comprar am terreno
perto da Praca, e com porto &c. ; dirija-se ao pateo
da Santa Cruz sobrado de doia andares que fies con-
fronte ao oitfo da Igreja.
Precisa-se deuma pessoa que lea com todo
desembarace, para ponto do Thealro com o venci-
roento de duzent*s mil reis por dez mezes da Empre-
sa : a fallar com o Director do mesmo Theatro.
sjry Quem tiver para alagar um sobrado de um
andar, ou urna casa terrea, que sej* grande, sendo
n Boa-vist, snunrjp.
Ipf* Precisa-se de um menino para rsixeiro da
venda, que d fiador s sua conducta ; as 5 pentas
venda da esquina do Peixoto casa do Vuniz.
a/y A pessoa que annuneioa no Diario de Sabba-
do 29 do crrante prximo passado queier i50$ reis
sobre hipoteca em escravos, dirija-se a loja de marci-
neiro na ra Nova D. 26 que dir quem quer faaer ea
te ajuste.
/y Precisa-se d'um preto que entenda de cos-
nhar para urna casa de pouca familia ; no largo do
Livramento loja francesa D. 5.
y Aviza-seao Snr. procurador de Antonia Vi-
eira do Carmo, viuva de Joze Teixeira Maxade, que
v entregar a carta com a letra de 8$000 reis, pas-
sada por elle de resto de uro papel, que Ihe fez o E*W
crivio de Orfos de Santo dirigida ao Sar. Caetano
Joze de Siqueira, pararecebero importe da dita le-
tra e se nao o fizer em lempo breve e.ise pagamento,
declarar-se-h a seu nome.
%y Na venda do lampiio no principio do Atier-
ro dos Afogados, lado esquerdo, preciza-se um cai-
xeiro que tomeeonta por balanco, dando fiador a
traclar com Victorino Francisco dos Santos, na mes-
is venda.
/y Precisa se de um feitor, que trabalhe de en-
xada para um sitio na Madalena -, ns rus d'Agoas
verdea obrado D. aO.
NAVIOS A CARGA.
JsT Ara carregar, oa fretar para qualquer poi to da
Europa o Brigue Escuna Dinamarquez Esperimen-
to limito novo, velleiro, efoirado de cobre de Lote
de i5o Tonelladas ; quem pertenderdiiiia-se sos seus
ConsignatsriosN. O. Bieber c Comp. ra da Cruz,
N. 63.
-^
COMPRAS.
Um caxorro atravesado, sendobr^bo para vegia de
casa : quem tiver annuncie.
J3F* Urna morada de casa terrea, ou de sobrado de
ora .- andar, e que tenha quintal, as ras de Ortas,
Agoaa-verdes, oa Martirios: a fallar no primeiro so-
brado janto ponte dos Affogadoa, lado esquerdo.
VJ" Alguma obra de ouro, como seja oordo,
trsncelim, anelio, ou ouro para desmanchar : na ru
da Florentina na carreira das casas novas de Joio Zur-
res, na segunda casa.
jcy Um negro cbsinheiro : na ra do Collegio D.
9 1. andar.
VENDAS.
D.
M cavado novo, carregadoraae esquipador ; que
veio docer'io de eucomenda, e como no se achasse
maisem Olinda a pessoa para quem veio; por i-so se
vende pelomesmo dinheiro que l custou : na Bua-
visla defronte da Igreja da conceicio casa de ranxos.
fcs? Para fora da provincia urna negra de naci
de bonita figura, de 16 annos, com principio de tu-
do, engoma peritimamente toda qualidade de roupa,
e at lava e engoma tudo quanto obra de fil de li-
nho que parece novo : na ra da Florentina na car-
reira das casas novas de Joo Zurrele, na segunda ca-
sa
jtjr* Vinho da porto muito antigo engarrafado,
diteem caadas egar., dito de Lisboa tinto e braneo
de superior qualidade, dilo dito mais ordinario, agur-
dente de aniz, queijoa bons, charutos de Aavana, ba-
tatas inglesas, e ou tros gneros de molhado por com-
modo preeo: na venda D. 1 da pracinha do Livra-
mento esquina que volta para a ra do Rmgel.
jr^T 4 viosde caxilhos deamarellocom 7 palmos
de altura, e 5 de largura : na ra do Cabug loja de
Joaquim Jos da Costa.
jLa^ Aa seguintea obraa em portuguez : viag-na
de Gulliver; Besout; Algtbra, e Calculo; Grsm-
matica Franceza : na ra da cadeia armazem n. 59.
jcy Um moleque de i4 para i5 annos proprio
para sitio ou traba lio de campo, por preco como-
do : na ra Nova n. 5 e 6.
t/9* Urna escrava de angola de 17 a 18 annos, bo-
nita figura, sdba,cosinhare lavar : no ate#o da Boa-
vista loia de trastes.
U'.u escuro ds benita figura de i2 a %i an-
nos, muito robusto e proprio para todo servico : na
ra Nova oja de caldereiro D. 14.
/y* A obra intitula Floa Sanctoram em 3 volu-
men, por preco commodo : no sobrado junto a esta
Tipografa.
jrjr Bixas do Porto grandes e pequenaa de 160 re.
a 480 cada urna ; verdadeiraa pillas de familia em
pequeas e grandes porcSes, com o seu competente
folheto : ne ra estreita do Rozara botica de Joao Pe.
reir.
jcy Um pedaco de trra no aterro dos Afogados
do lado da mar pequea, com cem palmos de frente
fondo at a baixa mar do Capiharibe, o qutl confron-
ta com o Coelho, e he de propriedade : na rus d'Agoas
verdea sobrado D. 2O.
tr^p Urna escrava moca, cose, engoma, e cosinha
o ordinario de urna caza, e lava, e duas vacas mansas
do p.'Slo pajidaa de pouco. tempo : nos Afogados em
casa do Juiz de Pax do mes'nio lugar, onde se dir o
motivo da venda.
jt^ Duas pretas robustas para o servico de campo,
lavio debarrtlla, e vendem na ra : no principio do
atierro dos Affogadoa ra do Muniz, casa de Jos A-
polinario. -4
ALUGEIS.
Ij^Uem pertender alugar o sobrado altos e baiios,
cilos rra roa Nova ao p da Ponte da Boa-vista aonde
morn o Maza, sendo com tempo prefixo, dirija-se
a tractar do seu ajuste com Antonio Luiz Ribeiro de
Brito, visto o'actual rend iro axar-se a concluir o seu
en ga jamen lo, e nao ter trac lado deoatro, e se asar o
mesmo fora da praca.
ACHADOS.
<^9k Senhors Anns Marcallina, viuva de falescido,
Vicente Joze de Mello, procure uos papis de seu
interesse, no pateo do Hospital do Paraso, casa de
duas portas verdes.
ESCRAVOS FGIDOS.
1VJL Anoel, crile, de 15 annos de idade, estatura bai-
xa, groco do cor po, rosto liso, e redondo, com todos
os denles, olhos grandes, bvea e nariz pequeos e um
pouco fula ; fgido no dia 29 de Agosto p. p. : osa-,
prehendedores levem-o s ra larga do Rozsrio D. i,
primeiro andar que serio bem recompencados.
IjLs? Marsinho de naci mocambique, de boa es-
tatura, denles limados, cara escamada, desapareceo
no dia Sexta fe ira i4 de Agosto: adverte-se mais,
que o referido esersvo veio do Rio Furmozo allugado
para esta Praca, para iato supe-se ou estar prezo, oa
estar furtado; por ser o referido escravo do mato,
por i-so rogase a qualquer pessoa, que o aprehen-
der, ou delle tiver noticia dirija-se a ra do Fagun-
des lado direito, sobrado de um s andar D. 7, que
ser generosamente recompencado.
NOTICIAS MARTIMAS.
Taboas das mares cheias no Porto do Fornombueo
8Segunda i 10 h. 54 m. i.. ,.
106:> S. 0-3t
uQ: 1 -11
a
-o
12S:
,3_S:----
14-D:
0 -- 30
18 v
- 2 -- 6
fe 8 4a
Tarde.
* 4-30
Navio sabido no dia 31.
LIVERPOOL; B. Ing. Maris, Chillo James La-
irh : algodio. Tasaageiro 1.
Observa^aS.
Jav Undiou no Lameiro um Brigue Inglez.
N. B. O Paquete anunciado hontem, he Con. >
ceicio, e nfo Constanfa.
ANNNCIOS.
kj Ahio honiem o 8. N. da Guarda A vaneada :
vende-ae nos lugares do costume.
Pern. na Typ. rfo Diario 1835


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EVNGMOXWS_39KFOF INGEST_TIME 2013-03-27T16:27:29Z PACKAGE AA00011611_02946
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES