Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02942


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Full Text
T"
ANNO DE 18.35. QUINTA FEIRA
27 DE AGOSTO. N. 158.
DIARIO DE PER IV AM BUCO .
Priasibuco, naTyf. deM. F. de Paria. 1835.
DAS DA SEMANA.
94 Segunda >jfc S. Bartholonieu. La doto a* 2 li. da ni.
25 Torqa S- Luiz Rei de F. Re. de m: aud d J. de O. de t
S8 Quarta S. Zifirino P. M. sesso da T- Pub.
IT Quinta S. Joze de Calazans Re de m., aud. do Juiz do C. de
m. e de t.
28 Sexta S. Agostiuho D. sessSo da T. P. Tde ra. e aud. do J.
de O de t.
V> Sabbado. Depolacao de S. Joa5 Bap.J Relarao de m. e rud. do
V. G. de t- em Oliada.
30 Domingo S- Roza de Lima. Qnarto crese-as 10 h. c 31 min.
dat.
Tdo agora depende de nos mesmos, da nossa prudencia, mode
rac,ao, e energa: continuemos com* principiamos, e remos a-
pontados cwm admiraqao entre as Nacoes mais cultas.
ProclantKftto da Jsiemblea Otral do Bratil
Siibscreve.se a 1000 rs. mensaes pagos adiantados iwsta Tvpogra-
fia, e na Praca da Independencia N. 37 e 38 : onde e receben)
correspondencias legalisadas, e annu i >s ; inserindo-se estes gra.
tis sendo dos propriosassignantes, e vindo assignados.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda Todos os dias ao meio dia.
Goiana, Alhandra, Paraiba, Villa do Conde. Mamanguape, Pi-
lar, Real de S. Joo. Breio d'Areia, Rainha, Pombal, Novit d'
Sot.za. ( ,dade do Natal, Villa de Goianninha, e Nova da Prinee
za: C.dade da Fortaleza, Villa* do Aquirs, Monte mor novo-
Aracaty, Cascavel, Canind, Granja, Imperatriz, S. BeraaHo,
3. Joaodo Principe, Sobrar. VovadElRev, Ico, S. M atheus, i-
ac.ho do sanjrue, Santo Antonio do Jardim', Qnexeramobim, Par
naiba- Segundas e Sextas feiras ao meio dia.
Santo Antao Todas as quartas feiras ao meio dia.
Garunhmis, c Bonito- nos dins 9 e 23 do mez ao meio dia.
Flores no dia 13 de cada mez ao meio dia.
Serinhaem, Rio Formozo, e Limeiras-Segundas, QuarU, e
extas feiras ao meio dia.
El
Continuado do N. antecedente.
iNtre os Brasleiros lem havdo alguns hornera dis-
tintos pelo seu saber ; porem o mesmo sucede seu
respeilo, que com os Portugueses ; a apata he o nos-
so cunho nacional. O mais interesante das no-sas
productSeg he tem duvida o D ccionario classico da
lingua Portuguesa por Antonio de Moraes Silva, na-
tural do Rio de Jneiro; elle he superior todo en-
carecimento. O Dr. Arruda (Manuel) deixou incom-
pleta asna Flora-Pernarobncana ; Fr. Leandoapenas
deixou de ruis utilidade a sua memoria sobre a pre-
paracaS do Cha; o Padre Caldas legou-nos algumas
poesas sacras de gosto original ; o Dr. Marreiro, al-
gunas memorias pooco lemhradas ou mohecidas;
Mello Franco hum ensaio sobre as febres intermiten-
tes, mais algumas produccsdrs'eteor, Ve. &c.
porm na6 existe huma sobra clssica, de que pos-
tamos gloriar-nos, em neohnm ramo das Sciencias
positivas, exactas ou experimentaeg.
Hum dos Brasi'eiros, que mais tem escrito, he sem
duvida o Visconde de Cay ; assim mesmo he taS
pesado, indigesto, e de mo gosto, que apenas ha urna
ou oulroBiasileiro, queronheca o. leia os seus escri-
tos O mesmo Sur. Joze Bonifacio na5 trro correspS-
diilo yatida do seu imenso saber ; e deixaria hum
memuiia estril e passaijeia nojmmdo srientico si
naS tivesse hgado aos B asileiros a mortal obrada
sua independencia ; em hem poucos armog elle ser
mais conhecido como poltico do que como literato
Os Snrs. Antonio Carlos, Martim Francisco, Cusa
Agmar, Marqueies de Biependy, e Paranagu,* va-
rios illtistres Brasikiros, sao outros tantodocumentos
vivos do nosso desleiio e abandono. NaS he, nem
pode ser uos'sa intensaS ofinder a ningoem ; longe
de nos a p.rteiica5 de menoscabar o crdito de huma
porcaS de hoinens, a quem respeitamos por infinitas
rases, e sobre ludo pelo seu saber ; os cilames como
hum doloroio exemplo da nussa aptiia ; e Deus per-
mita que esta Ii;a6 nos sirva para c^rreglr-nos, e p^ra
conhrcer nos, fi.n de que n*8 adianlemos hum pas-
co sem milita preiaucaS.
Porem nao devemos por isso entristecernos, vito
que tambem tivemos alguna PoetHs ; aioda hoje sao
conhectdos pelos .seus lituluso Caramur, o Uruguay,
a Marilia de Drcco, Ve, al tivemos huma Epopa
em lingua latina ; desta gloria passageira aioda a-
gora noi resentanos, por isas, que ainda conservamos
a mana de Poetas. Ha 25 annos que temos huma
Academia militar, composla de inumeros precepto-
res j e excepca de Manoel Ferreira de Aran jo, que
escreveo hum tratado de Aslronomia, nao liouve to-
dava quem se lembrasse de rdigir hum compendio
d'doutrinas proprias parabaIquer dos ramos das
cienciasexactas, que ali ae ensinaSSei pois por
incaparidade ou por ignorancia ? n5 ; he por incu-
ria, por d sleixo, por apathia e por proguica. Quem
ignora o saber profundo de Fr. Pedio de Santa Mara?
Leccionou por espaco de 20 anuos o segundo anno ma
temtico; tem de t> todas as formulas inventadas,
as teoras mais recnditas de todos os clculos ; ima-
gmaveis, he hum poco de conliecimenlos ; e sem em-
bargo, o que tem at agora publicado hum hornera,
quem n6 se p.>de negar os requisitos necesarios pira
fazel-o ? Ja d>semds que entre n existen algni)
homeniquei-b-m, porem quaae nenhum que e d
a traban de luati uir osootrosHVagora qna e Sr.
Calmon se lembrou de illu.trar os seos compalri ts
brindando- Ibes duaj interessintes memorias, que ta-
to honr.i6 a seu autor, quanlo versa sobre objecios
de primeira utilidadeNa5 menos digno de elogios
se faz o Sor. Candido de Deus e Silva pelas suas tradc-
eles correlas, e corn bem acertada escolha ; oxal
continuem ambos com a farefa encelada ; e que seus
nobrese patriticos esforcos sejaS premiados pelos vo-
tos de grapa de seus Concidadios.
Todava o nosso saber na5 guarda proporcaS com o
estado actual da ilustraci do mundo, nem com as
necessidades de huma popnl.icao nacente, poim vi-
gorosa e cheia de ervo, que precisa desenvolver toda
a sua capacidade; os nossus conliecimenlos no Brasil
desaparecen! no meio da impericia da multida ; na6
possuindo homens abalisadoa naswiencias de utilida-
* de, ti6 pouco os possuimos as de gosto e de ornato.
He miater confessarmos, qtieem tudo somos medio-
cres e escassos, ainda mesmo no numero ; apenas ro-
tamos meia dusia de yelhos, cuja existencia vai toca-
do o termo da vid, e de qnem ja pouco devemos es-
perar ; e alguns mais mocos que nsqnerem desen-
gaar se, de que as scienria- se nvenlara para pro-
veito dos homens, e n.6 para ornato de huma cabe-
ca, ou psra li-ong'-ar o amor proprio d'aquellas que
as profi-ssaS ; nesle caso a fama do sabio, que sabe
para m t, he como o relmpago que passa, deixando
tras s astrevas da ignorancia. Entretanto, que espe-
rances podemos couceber dosnossos eslabelecimenlos
scienlificos ? Que nos dga de boa f sses faluos en-
comiadores do nosso saber, o que ha de esperar das
nossas Academias, dos nossos CURSOS, e dos noesos
Seminarios, no estado em que se acha montados?
Qnal he a escola que promete entre nos hum lesul-
tado lsongeiro? Qual a instituidlo que anuncia hu-
ma collieita d** homens sabios ?
Os Brasileiros comecarao por onde devia5 acabar;
trataraS dassrencias maiores sem cuidar da inslruc-
caS primaria. Bolvar pelo rontrario, antes de re-
lartnir as Universidades de Colombia, convidou ao
celebre Joze Lancaster para vr e.stal)elecer em Cara-
cas huma encola normal, e divulgar o seu methodo
de en-ino mutuo, fasendo-lhe presente de 20 mil pe-
sos (p.$ contos de rei-) do s<-u proprio peculio para
gastos de viagem, e of recendo-lhe hum grande subsi-
dio durante asna residencia em Venesuela ; onde es-
leve dous annos, deixando hum vveiro em toda a
Repblica de muitos homens aptos para divulgar a
inslrucca elementar. Os Estados Unidos servindo-
se do mesmo methodo, e ainda aperfeeoando-o, tem
levado a edueacaS-primaria hum ponto de perfec/S,
que causa inveja ao vi-Iho mundo. DigaS nos agora,
o que se lem feito no Brasil ete respeilo ? Temos
muitos Advogados, mnitissimos CirurgiSes, a muitos
mais aspirantes lugares de Magistratura ; e sem ero-
kargo, lodos os dias pedimos Deus, nos livre de que
a nossa honra, a nssa vida, e a no>sa fasenda, passem
por semelliantes mos. A classo mais til, a classa
mais iuteressante, aquella'que conslue o Estado, taz
toda na mais completa ignorancia ; queramos cadei-
ras e maiseadeiras, cursse mais cursos, prebendas
e mais prtbendas, e na5 temos hnma escola normal
em nenlium ramo de publica utilidade.
O que acabamos de diser he huma seta hervada, qu
vai feir muilo amor proprio exaltado; sabcmos,'co-
mo de certo, que naS escaparemos pecha de detrac-
tore.i -r conlar-se h5 palos dedos os sabios de todo
Brasil, e os progressns que as sciencias tem feito, des-
de que tivemos a dita de obter hum ttulo de Dutor
desle lado do Atlntico ; sabemos, que vamos ser la-
chados de inimigos do nosso crdito literario, e que
naS seremos perdoados pela audacia com que ferirnos
o orgnlh* dos diolas, paciencia ; ludo sto entrn no
nos-o alculo, tuda eslava previ lo quando nos lamba-
mos as aguas de huma critica rasoavel e comedida ;
por n n.-5 consentiremos, que se abuse da nossa boa
f, atiibuindo-nos designios alheiosdo inleres.se naci-
onal ; suplicamos por tanta todos os nossos leitores
a indulgencia, que muito bem merece hum escri-
to desla ordem ; e quando a r< fleceo os tiver desabu-
sado de todas assuas prevencoes, se comencero de
que o nosso objecto (i nicamente de-pe tar aquella
consciencia, que nos obriga conhecer-nos, bem
nosso pesar. Tornamos repetir que lemos alguna
homens, que honra5 a sua patria como literatos, po-
rem elles apenas constiluem honrosas excepcSes em
meio dessa turba empii caNaS ha, nem pode havef
ofensa pessoal, quando nao liouve designio de ofen-
der.
Conhecamo-nos pelo amor de Deus, sejamos sin-
ceros, gi queremos quinos tenhaS se quer em coula
de hum Povo civlisado ; ja que naS podemos aspirar
a honra de -ermos contemplados no numero daquellas
NacS-"*, que se tem por Ilustradas. Nao engaemos'
o Povo, nao digamos que elle *e acha adianlado, fa-
sendo-lhe ronceber huma falca idea da sua capacidade;
o carcter do sabio consiste emde*con6ar do seu sa-
ber ; aquelle, que ci, que tudo sabe, nao procura
mais nstruir-se. Descendentes de lumia NacaS mes-
quinha em conhecimenlos. pobre de sciencias e der-
te, naS podemos (levar-no* categora de outros Po-
vos educados no centro de huma vasta erudicaS. J
que isemos huma experiencia proficua, ja que em
i82a a Providencia nos colocou em huma posicaS va*
(ajoga, naS abusemos da sua infinita hondade, anula-
do os vaslos designios da sabedor.t ineriata ; sigamos
imperturbaveis a nossa'marcha, dtspresemos o cauto
dessas Sen y.is, que nos fazem perder o rumo, que
temos levado al hoje; e demos ao mundo hum fot-
mal desmentido do pouco caso com que somos con-
siderados, e dos prono-ticos da nossa dissolucaS. Re-
chassemos com indiguacaS as lisongeiras promessas
desses lobos carniceiro, que vvem cusa da NaQaS,
e que Ihe roem asentranhas devorando a substancia
publica ; e quando algum malvado ouse alentar contra
a dignidade do Povo, ou contra o voto nacional, fa-
camos-lhe morder o inesmop, que pisa sua planta
iniqua.
Pela serie defectos e de doulrinas, que lemos enun-
ciado, poderemos dedu.sir as seguntes coosequencias,
recapitulando tud) quanlo at agora temos di-
to:
i.* que sendo nos outros descendentes dos Portu-
gueses, nos ochamos por esta causa muilo mais atrasa-
dos em conhecimenlos do que os nossos conterrneo*,
e somos por isso mesmo o Povo mais ignorante do
Continente ameiicano :
2.' que sendo a nossa populacho composta de cinco
distintas familias, quatro das quaes s5 inimigaa e i i-
vaes humas das outras, naS possuimos verdadeii o ca-
rcter nacional, o qual coniste na un foranidade dtr
toleraste*, e na homogeneidade da lodos os caradora
individuad :
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8
DIARIO DE PEBNAMOUCO.
3. que naS havendo afinidade entre os oterMtra
individuaes, taS pouco pode baver inleresse geral/
fundado na participacao de toios na publica adrai-
niktracaS, porque cada classe ou familia quere-
r a primaba ;
4*. que naS podendo verficar-se a pai iei acsS de
todos na publica administrabas, est destruido o
demento democrtico, que consiste na igualdade de
n dircitos para todos os cargos da Repblica:
5*. que estabelecida a igualdade de direitospara to-
dos os cargos da R> publica, todas as classetpoderio
aspirar ao mando supremo de Estado:
G\ que qnalq'uep exepcaS desta garanta jn lium
huma parte da sociedade oprime as nutras paites:
7\ que para establecer o eqnilbrio entre as diver-
sas classes da Sociidade, n;;S se tem encontrado at
boje outro remedio s nao a MONARQUA, nico ex-
pediente que pode aplicar-se com feliz successo para
chamar hum centro comum os elementes deseucon-
tradosde hum Povo heterogneo:
8.* que as diversas naturesas da nossa populacho
reclamad huma concentracaS mais vigrela, que naS
p..de dar se, sem incorrer na perda da liberdade,
senaS em huma Monarqua constitucional :
o,.* que, segundo Maquiavelo, nenhum Povo po-
de conservar-se, cotn seguranca de nao cair eni ti-
t rania, senaS por meio da estabilidade das Ordenado
Estado, que aquelle polilico entend, que sao as dife-
rentes classes da Sociedade ? cujos dire'tc-s devera
ser respeitados reciprocamente :
10.* que huma Repblica democrtica no Brasil
nao poderia existir sem degenerar em Oligarqua,
i*to he, sem que participaste do mando supremo hu-
ma porcaS de bomens de todas as classes para e-
(uipuar a desven'agem da nossa heterogeneidade :
i i.' que esta pai tieipaca seia impossivel pe-
los zelose rivalidades, que existem, entre aquellas
mesmas u classes; e por consequencia a guerra ci-
vil seria inevtavel :
12*. que independente da nossa diversidade de ra-
millas, temos ainda contra nos outros a ignorancia
e atraso na sriencia de governo, n vindo por este meio
estabelecer-se mui pronto a accao material contra
a arcaS intelectual, a forca contra a rasaS:
13*. que nao sendo justo, nem possivel, pri-
var uenhuma case do direlo de elegibilidade,
aquella que for mais numerosa, ser sempre prepon-
derante, e os negocios pblicos lhe serS subordina-
do?, assim como os interesses das outras classes:
14". que na colisa de huma preponderancia tira-
nica, ou de huma exepcaS odiosa, todas as ca
ses cuidarao de elevar-se hum numero suficiente
para ganhar a-cendencia as vdtacoes, ora ligndose
duas classes contra as outras, ora oferecendo vm
tagensquell'i que ceder de suas pertencSe; em cu jo
caso derrota de humas trar a victoua das outras,
que participaras, como todos os vencedres, dos des-
p'ijos da bata!ha:
i5\ que naS ixistindofinalmeute nenhuina raso
de estado, que guie a hum Povo turbulento, qnando
os seos interesses nao estaS a cordes, o resultado ser
( e o tem sido .-empre ) /o lan$arem-se nos bracos
debuma au'oridade tutelar, que salve a todos da
anarqua, cohrindo-os com a pahua da Dictadu-
ra. Eis ahi as causas primarias dos Dictadores de
Roma, e dos que oferece presentemente a historia da
America meridional; pis ahi com nulhores elemen-
tos os horrorosos Irofos das Repblicas Inglesa e
Francesa soh as Dictadims de Cromwel e de Napoleo.
O noaie do D.T FRAILA he OMINOSO na America;
querer acaso redusir-nos condicaS do Paraguay?
He hum vclho de 79 annos, quem diiige os de-tinos
d'quelle piiz, talvez o exemplo estimule a amhicaS
do caduco parlamentar; Deus nos preserve de se-
mefhante aborto.
Huma vez provada a impossibilidade al>soliiti
de ham governo democrtico no Btasil, passemos
demonstrar as ventage/is do governo monrquico.
Printipiaremos'pois pela origem da Monarqua, e o
quedeveoser no principio das Sociedades esta forma
de Goretno.
Continuar-se-d.
RIO DE JANEIRO
cmara nos DEPUTADOS.
Extrato da Sessao em 4 de Junho
Presidencia do Snr. AraujoLiraa.
Mj Eita a chamada pelas drz horas da manh, cachn-
dose presentes cincotnta e cinco Deputados, o Pre-
sidente derirou a berta a xessaS, e lida a acta da an-
tecedente fii aj'prdVada. O 1 Secretario deu cotitu
expediente.
Leu se c approvou-seo segrate requerimento :
te Requiiro que pela ReparticaS competente sepe-
l caS ao Governo inforraacSes sobre o estado das Fa-
bricas de Estampara e papel em Andarahy, eso-
a bre a applicacaS do produrtodas Loteras coocedi-
das em bemficio dts ditas Fabricas.
Paco da Cmara dos Deputados, 4 de Junho de
1835. Mes>as de LeaS.
LersS-se, e tiveraS q conveniente deslino diversos
pareceres da Commis8a6 de Peu.-Ses e Ordenados, e
da CommissaS de InstruccaS Publica.
O Sr. Baptista de Oliveira, como mimbro da
CommissaS do Orcamento observou qtre no bala neo
enviado Cemara naS apparece a receita e despeza
Provincial, e que julgando necessario que ella viesse
incluida, faria hum requerimento a respeito ; e disse
mais que rom esta exigencia naS tratara de censurar
oThesouro, e taS smente de obler as informalS s
necesarias.
O Illustra Deputado remetleu mesa o seguin'e
reijueiimenlo :
a Rtqueiro que se pecaS ao Governo as seguintes
informacSesde que carece a CommissaS do Orea-
ment: 1. huma tabella especificada da receita
rffectiva Provincial cor responden te ao anuo finan-
te ceiofindo com distiuceaS de Provincias; 2 ~ o
total da despea effectiva provincial relativa ao mes-
i mo anno, deduzidas as despezas com os Presiden-
tes, e rom os extiniloa Conselhos Administrativos
eGeraes, guardada a me*ma distincia5 de Provin-
cas. Baptista de Oliveira.
Entrou em disrussaS.
ACo:mniss.5 de Cou.tituica5 prestou a devida
atter.c>i5 indlcapaS do Deputado Belizario, exigin-
do o s'eu parecer sobre o formulario que se deve ob-
servar na communicncaS desta Cmara com o Sena-
do, e com o Poder Moderador, quando se approvem,
ou regeitem as razSes, que este teve para deixar de
sonecionar tal ResolucaS ou Decreto. Considerando
a CommissaS, que a Const'tuicaS n*<5 fez differenca
na formula de communicaQaS com os outros ramos do
poder Legislativo, quando pela segunda ou terceira
vez se adopte huma ResolucaS ou Decreto, a que o
Imperador tenha denegado a sanc^aS, entende que o
me.mn se deve pYatiear no tempo da Regencia com as
modificacSes da Le dd 14 de Junho de 183i ; e por
isso he de parecer, que no c.iso de se approvarem as
razSes da denegacaS da sanccaS, he sumeiente que
isto se participe ao Senado, e ao Ministro de Estado
respectivo por ofieio do primiro Secretario deata
Cmara ; e no caso de se regeilarem, deve usar se-da
formula estabelecida na Le, como se pela prmeira
vez fo-se adoptado o Acto Legislativo naS saneciona-
do, parti-pando a rege9a8 no officio que acompa-
nhar a formula diigida ao Snado, e remeltendo-se
com elle copia da exposicaS dos motivos para serem
ali discutidos na forma da Lei.
r Pa9<>da Cmara d i835. C. J. de A. Viimna. Luiz Cavalcan-
li. Carneiro LeaS.
ORDEM DO DA.
Coutinuou a sessaS de artigo 3. e f m ndas ao
projeeto do ;*ystcma monefaiio.
Foi introduzido na sala com as formalidades do es-
tilo o Ministro da -Fazenda, e oceupou o competen-
te lugar.
Depois de julgada suffi* ientemente discutida a ma-
teria do artigo terceiro foi posto votac.iS, e appro-
vado. ^
A emenda do Sr. Rafael de Ca va^ho naS passou ;
e a do Sr. S.mza Martins >6 se approvou a u'tima
p irte que declara : O contorno das moedas de ou-
10 e prata ser guar.ecido de huma sertilha, etc.
Os artgos 4 e 5 do projecto foraS approva-
dos sem emenda.
Passoiwe a discutir o artigo sexto.
Tendo-se apoiado a emenda a este artigo, julgou-
sea final discutido, e posto votacaS foi approvade,
com huma emenda que diz : Accre.-cente-se n> fim
da artigo, alm das despezas de afinaca6, etc.
Passou se a discutir o .rtigo stimo.
Foi apoiada huma emenda do Sr. Henrique de re-
zende, que declara : Que o cunho da ruoeda de
cobre fi^a livre aos particulares.
Depois de discutido o artigo e a emenda, foi posto
a vuto e approvado, ea esrenda ficou prejudicada.
PasTOu-se a discutir o artigo oilavo, ao qual se of-
ferecraS difFerentes emendas que foraS apoiadas,
sendo huma do Sr. Cunha Vasconcellos, a desup-
pressaS do artigo.
Dando-se por finda a discusaS, o artigo approvou-
se, e bem assim huma emenda de redacgaS, que de-
clara : Os pagamentos que haS de ser feitos em rao-
da deouro oa de prata, etc. As outras emendas
naS passraS. Apprvou-se o pro/erso em segunda
di-cucsa8, e passou j'ara tero i'
Coutinuou a discussaS do primiro artigo do pri/s
jerto sobre o Meio Circulante.
Depois de se julgar surficientemen'te discutido o ar-
tigo primiro, foi approvado sem emenda alguma.
Entrou em discussaS o artigo segundo que ficou
adiado pela hora. #
Ten do se retirado o Ministro da Fazenda" com a
mesma formadade com que entrou, o Presidente
deu para ordem do dia 5, a routinuacaS da mesma
meteria e levautou a sessao pouco depois das duas
horas da tarde.
GOVERNO da l'troVldA #
Expediente do dia 21.
VyFncio ; Ao Administrador Fiscal das Obras Pu-
blicas, dizendo-lhe que as contas que aprezentar
Thezouraria dever fazer declaracaS das despezas fri-
tas com reparo e construcaS de Cadeas a fim de que
sejam alli e.slremadas as despezas obras Publicas Pjp-
vinciaes a cargo da respectiva AdministracaS.
Ao mesmo, dizendo-lhe que os Militares que
tem, e honverem de ter ejercicio na ReparticaS das
obras publicas receberaS pela mesma ReparticaS o
vencimeuto que Ibes for, ou estiver marcado a titulo
de gratficacaS, continuando a receber o sold de suas
patentes pela Thesoraria Geral.
Portara; Nomeando o Doutor Luiz deCarva-
Iho Paes de Andrade CirurgiaS Mor das G.'N. do
Municipio do Recife.
AoJuiz de Paz do Poqo Francisco Duarte Coe-
Iho para ordemnar ao EscrivaS do seu Juizo que
communique ao Tenente Coronel Commandanle do
Batalhao da G. N. do mesmo lugar as alleracoens qua
em consequencia do Art. 17 da Le de 18 de Agosto
de i83i o mesmo Juiz liver Rito no livro da Matri-
cula Geral.
Nota ; Ao Consol Inglez, communicaudo-lbe
que o Governo receber ao meio dia d 22 o Com-
mandanle da Nao de guerra Ing'eza, cuja introdu-
cs o meSmo Cnsul annuncia.
Dia 2a.
OBcial; Ao Admini-trador Fiscal das Obras Pu-
blicas, communicando-lbe que ao Inspector do Ar-
senal de Guerra se ordemnou, | ara lhe entregar 0.1
objecl09 que em seu poder tem constantes da relacaS
queenviou pertencenKs a Admin'utracaS das obras
Publicas.
A' Joze Gabriel Pereira de Lira dejiensando-o,
vista dasrazoens que allegou para naS continuar
a servir, do lugar .de Promotor Publico do Municipio
deNazarelh, e dizendo-lhe que Cmara respectiva
seofficiou para fazer nova Proposta na forma da Lei.
A' Cmara de Nazanth para fazer nova Pro-
, posta de Promotor Publico, pela razaS expendida no
cfllcio antecedente.
portara ; Ao Inspector do Arsenal de Guerra,
para entregar 50 Administrador das Obras Publicas
os objectos contantes de urna relacaS, e que per len-
cera ReparticaS das mesmas obras.
DIVEBQAS REPARTIGOENS.
JUIZO DE ORFASs DE OLINDA
JLllm- Sr. Sendo passadus mais de oilifHlias quj
os nrezos da Cadeia dtsta Cidade principiaras novo
rombo para se evadirem, e tendo eu sido informado
no da segrale ao desta tentativa que o Juiz de Paz
do 1. Dislrieto diste Municipio acabava de riquisi-
lar essa Cmara o concert do dicto rombo, cons-
ta-me agora que tal conceito ainda naS fra feito, no
que ha sem duvida grandissima omis.-a5 taires da
parte do Procurador dessa Illma. Cmara, pelo que
dirijo-me a V. S. r gando-lhc me informe sobre es-
se negocio.
Dos Guarde a V. S. por muilo3 annos. Olinda
a8deJulhodei835. Ulna. Sr. Ignacio Antonio
de Barros FalcaS, Presidente da Cmara Municipal
desta Cidade. Doutor Louienco Trigo de Loure-,
10, Juiz de O: faSe Municipal.
Illm. Sr. A vista da resposta de V. S. ao
meu officio era data dislfcfferece-se-me dizer V. S.
que Cmara Municipal compete providenciar de
modo, que seu Procurador curapra exacta e prora-
plamente ascuas decisSes, fazendo lhe effectiva a res-
ponsBbilidade, e deratlindo-o de tal cargo no caso,
que o naS faca, bem como compete lamben^ a V. S.
como Presidente della actva-!o na execufaS daquil-
lo, que por ella lhe foi determinado. Se pois esse
PiocuradornaS tem al5 h.je mandado concertar o
rombo da Cadeia, como lhe foi ordenado em Sessao
de 22 do corren le segundo V. S. me informa, pa-
rece que a V. S. incumbe excita-loa que o finiqui-
to antes.
r


DIARIO DE PERNAMBUCO
| Oeos Guarde a V. S. por inultos atino. Olinda
38 de Julho de i835. Il!m. Sr. Ignacio Anto-
nio de Barros Falca5 'President* da Cmara Muni-
cipal desla Cidade. Doutor Loutenco Trigo de
Loureii'o, Jij de Orfios e Municipal.
EDITA ES.
Rodolfo Joto Barata de Jlmeida, Fiscal do Bair-
ro de S. Antonio do Recife Sfc. ^
JT Az saber a todas as pessoas>, que tiverm madei-
JS, canoas, p.-dras, 011 ontro quaes quer objectos
/depositados na Praia da Colegio, empedmdo o transi-
( lo Publico, que deverao removellos d'aquelle lugar no
1 eifixo termo de 3 dias contados da dacta desle, sol
pena de sereno removidos sua cuito, e multados ua
conformidade das Posturas a tal resp.ilo: e para ter
sua inteira observancia,, e em lempo algum pretexta-'
im ignorancia, manda affixar o piezente nosluga-
resmas pblicos da referida Fregueza, e publicar
pelos joinaes da Provincia. Francisco Anuncio Mar-
tiuS Ajudanle do Po teo, da Cmara Municipal o es-
creveo, a os 25 de Agosto de 1835.
Rodolfo Joo Batata de Almeida.
O mesmo <$ c.
r Ac saber a os que este virem, que pela segunda
vezia publicar pela Imprenta, que no rente Agosto fura preso, e recollmlo a Cadea deba
Cidade o pelo Joio, qu anda va procurando pela ra
daacinco-ponas, quera o comprase, oqual dtzia ser
tscravo de Joze Francisoo morador n'Agoa-Preta, e
que hav.a sido preso por chano; e para que chegue
a noticia de quem perlenccr o dito escravo, m-ndei
publicar o presente, as.ira como lorio aprehendidos
ontem a5 do corrtifte dous cavallos easlanho caro
com 3 ps calcados, e f> ente aberta, e outro ainda pol-
dro, ruso carda, tomado de hum'ado, bum pe cal-
cado, eestrela 11a lesla, cujos cavallos dicm tercra
sido furtadosdeS. Francisco da Vanea : quem for
seos donos dii ija-se a este Juiao. 5 Destriclo 26 de
Agoalo i83. Manoel Luc dos Santos d'Oavena,
lisciivao o cscri vi. ^
Rodolfo ivo Barata de Almeidti. m
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A nauta lie a mesma do N.* 150.
COR11E10.
, Sumaca Oliveira recebe a malla para o Rio de
Janeiro boje 27 do torrente as 5 horu da larde.
VARIEDADES.
DO CLERO. *
Contrastes dos destinos dos Bis'pos. Necessidade
do Clero. Celibato religiozo. Propriedade
do Clero.
JPfOS fados offerecem contrastes mais maravllho-
sos que os dos Bip.,5. Na origem do CliriaUaiiiMiio
vmo-los pregudore; no eculo quinto, poca de tro-
vas, elles sao quaze lodos po principes soberanos, e accabo por ser corUzas, e
homi'iis de sociedade.
lambem uo carcter bem notavel o de Bi.-po no
tempo da fundacio da monarqua Franceza. Hbil
nos negocios do mundo, elcito pelo povo no momeo
to do perigo, vivendo no estado de matrimonio, seu
poder era ao mesmo lempo o de padre sobre selva-
gen, e o de chefe de partido eun urna Sociedade que se
rcnova sua ambicio era um verdadeiro beneficio
n'esses lempos barbaros.
Desde Lulz XIV al e momento da revolucco, o
Clero Francez olftrece um espectculo nico na histo-
ria da civilizarlo. Por espaco decent, ecincoenta
"annos, esta clas-e sccompSe sem interrupeo de ho-
mens notaveis j por genio, virtude, e honra; j por
aquellas grandes maneiras cuja tradiccao parece per-
dida. Qumdo foi forcozo faltar aseus juraroenlos,
ella nao achou senio um pequeo numero de traeos:
filhos deum sectil hivolo, alguns deslcs Bspos pode-
ro dezerlar da virtude, mis conservarlo a honra ;
bem difluientes de seua succesaorea sob Bonaparle os
quaes mais irreprehen>iveis talvezj conservario muito
menos dignidade.
Voltaire em urna de snas obras as mais vilenlas
contra o Christianismo, reconhece todava a necessi-
dade do Sacerdocio, e combatte este bello syslema de
nao o confiar sonio aos pais de familia. A nossa
Sociedade, diz elle, (1) tal qual nio permiti se-
melhante mudanca : u pens que neces-saro auoit li-
tar padres para serem os mestres dojroslumes. A
Theopbilantropia urna das loucuras revolucionarias
que elle condemnou.
Independentemenle de sua sublimidad, o celiba-
to religioro offerece um freio moral, e o nico poisi-
vel (a), a e.sse excesso df populad", olhado com
horror pel-Afspiritos Iluminados; elle cutio mu
ulil dbaixo*da relado econmica, e poltica, apezar
dos systemas contrario. A propriedade do Curro
oulro prin- ipio nio menos conforme razio d que
a sua caslidade. O hornera que reerbeo o Sacerdecio,
nio pode mais como o Soldado, o artista, ou qualquei'
outro asalariado, cazar-se, ou exercer um estado'
mecnico; elle deve couseivar a dignidade, e a de-
cencia do seu carcter, e este carcter indelevel.
Se nao se lhe oflerecer entrada de sua carreira urna
garanta, invariavel, e sagrada de existencia tal como
a propriedade; elle se achara, por sua isolsco, ex-
poslo a mil vezes mais necessidades do que alguma ou-
tra classe de homens. As consideracSes polticas de
que muito se tem rallado, sao lalvcz menos solidas, do
que este simples motivo de moral, e de humandade.
A propriedade, por seu effeito moral, convni muito
bem ao ministerio eccleziastico. Debaixo d'esta re-
lacio, diz Hume (3), mesial' lecimentoseccleziasti-
eos, que a<> principio lorio fundados com vistas reli-
giozas, accabio entreunto por servir vantajozamente
aos intersea polticos da Sociedade.
(Traduzido de Valery).
Jantares do Cardeal de Richelieu, no seo castello
de Ruel.
JLFEsde largo tempo que um velho militar vivia re-
tirado em urna Ierra na Normandia. Alguns nego-
cios havendo-o trasido a Pars, eslava bavia a.-
guiM dias nesta capilal, quando urna larde, entrando
na sua hospedaria, achou sobre a meza um bilhete e=-
cripto pela propria mo do cardeal de Richelieu, que
oVonvMava a virnodla seguinte, j-ntar aoseocas-
tllo de Ruel. A boma de um convite tal surpreen-
deo-o. No dia seguinte deo-se pressa a partecipalo
aos seus amigos. Concordaram todos em que elle se
poriaacaminho-, eiloaqui encaroiuhaudo-se so ea
J para o castello de Ruel. Chegando a altura de
NeuMy, vio otras de si um carrinho a cordCes que o
alcanvou 1-em depreca. O Individuo que oconduza,
e que se achava > nelle, pergunlou-lhe onde a. A
Ruel, respondeo-Iheelle. = Multo bem; que.is >os
tomar logar na minha cairoagem t eu liobem you pa-
ra l; e faremos juntos a jornada. A propoacao loi
acceila. A conversacao rolou logo sobre os mo'.vos
da viagem. Eu vou jantar em cua do Snr. de Hi-
ehelieu, dsse o indiuduo que iinha admitido junto a
.si o velho militar. Eu da mesma forma, respondeo
osle ultimo. V- idea jantar em raza lo cardeal!..
Sim, senbor, e vou chamado por um convite dos
mais afectuosos, que recebi hontem alarde de sua
excel.; convite que me honra no ulumo ponto, mais
queme admira um pouco, eu vo-lo confesso, porquo
nunca live velado alguma com o pnmeiro ministro,
e at nem o couheco.... Como, senhor, replicou
vivamente o conductor do carrinho a cordes, vos
nunca eonh- cestos o cardeal, e estaes convidado para
ir a sua casa Que tendea? a vossa phy.sionomia
se altera, as vo sus fticoe .... Chamal bem toda a
vossa memoria, eu vos conjuro senhor. Com eifeito
nada tendes a deslindar com o cardeal ? No me lem-
bro Rflecti ainda um pouco ; esta cncunstancia he
mais importante do que parecis julgar. Snr. vos
atemorisaes-me. Pesquisai bem a vossa consciencia;
por exemplo, nunca algumz* pequeas coplas-----
Ah! perdoai me, agora melembio que ha lempos,
(1) Exame importante de Milord Bolingbioke,
proemio.
() Esle freio moral pesqi.izado com bastante ira-
balhoporM. Malthus na obra sobre o principio da
populacio. M. de la Mentais (Ensaio sobr^ a indit-
fereuca; I.I, p-316) defeude a caslidade por razoea
todas materiaef. Elle cita como regia oexempo da
caslidade dos aniuiaes f.a das necessdades da repro-
duado porque o hornera c sociavel, porque elle
lera paixdes, e vaidade qua ella se torna difficil em u-
macivilisacio-adianlada; ella seria fcil se, como uo
animal, nao livesse a corabatlor srnlo o malmeto na-
tural.
(3) Historia d'Inglalerra.
l na corta, eu atrevi-me a fazer, a respeito doseubor
de Richelieu, algumas canconelas, um tanto degene-
rando em epigramticos, que alcanQarara fortuna.
Eis bastante ; sabei senhor a sorle f..clal que vos esla-
va reservada. Eu su... o algoz, e nio venho nina
vez .- a Rui 1, que o cardeal, terrivtl as suas vin-
gancas, nio tenha algum crime a executar.. V3s eris
boje a vkSi e eu deu-me por Wu poder salvar
vossosdiis. Fugi____ Porem, senlur, como re-
conhec.r____? .Fugi, vos digo eu; nao vos pesso
mais senio que vos lembreis de mira. 0 militar
dtisceo incontinente do carrinho a cordoes ; vollou a
Pars, e lortiou immediatamcnte pira a sua trra 11a
Normandia. Pouco tempo depois teve a sapfad0
d saber da moite do cardeal, e de tornar a encontrar
o seo libertador.
Eis aqu o histrico daquelles jantares particula-
res de Ruel. Tres convivas : o cardeal, o carrasco,
e a victima. Meza lauta ; e alegria durante todo o tem-
po da comida. Depois de jantar, sua excel. propu-
nha de passar a urna peca visinha; elle entrava pri-
meiro, depois o carrasco, eem fira a victima, que se
via tragada por um subterrneo praticadodebaixO'do
soalho, o qual o algoz levantava per meio d'uma mo-
la, c cujoalcapio se fechava no mesmo instante.
J. L. S. M.
CORRESPONDENCIAS.
I^Nrs. Redactores. Tem apparecido em seu ^
Peridico perguntas feitas ja por bum Theologo en- y
lioso, ja por hum novo Douloral (quem llusenco-
mendou, que Ibas pague) das quaes talvez algam in
discreto me de por author; declaro em alto, e bom
som, que nio sao minhas taes perguntas; olbo com
muitissima n reger Freguezia os meus amigos, e bons Parocbia-
nos, que de mais perto me conhecem, digo. aeeu
teaho muito interesse em aeraelhante parochialida-
de. Se o meu Reverendo Vigario em sua sabedoria
achou mais acertado authoi isar ao Reverendo Prioste,
por isso nao me amofino, e nem pei^endo inquieta-b
em sua velhice, apesar da nunha ProvUio me qualiff-
car verdadeiro Parocho Coadjuctor; e a Constituido
do Bispado dizer em o N. 54o que os Vigarios e os
Coadjutores slo ambos culpados, quando n'buro. e
n'outro bou ver negligencia na administrado parocki-
al; do que se pode tirar esta illaclo, que quem &>t
sugeito s mesmas penas, niC||pode deixar de estar
munido de iguaes poderes; basta, queja me vou pa-
recendo discpulo do theologo curioso, e do novo Dou-
loral. Snrs. Redactorts, quando eu escrevesse para
ojudicio.o Publico, nunca lancaria mo de nomes
suppostos, sim do que uso, e cora que sempre se as-
sigtiou
Manoel da Fonceca e Silva.
Coadjutor de S. Antonio.
^Nrs. Redaclores.Rogo-Ibes o obzcquio de rae
responderem ao que Ibes passo a ptrguntar. Se sera
possivel em um Districtoda praca, ser administrada a
justica de Paz por um Cdado, que somente teye
- Hum Voto-para Juiz ; (advino aos Snrs. Redacto-
res, que esta pe gunta se faz, por existir no." Dis-
Irielo da Estancia exercendo o dito lugar o Snr. Joao
Joze dos Anjos Pereira, o quals obteve dos morado-
res do dito Dial rielo Hura Voto.) Que desgraca I ja
um voto ba*tante para se sernr um logar de tanta
importancia. ...i
Roro-lhes mais, hajio de despertar as Autoridades
a quera competir o conhecifaent das escusas dadas
por alguns Cidadios, que oblive.io bastantes votos
ara Juizes de Paz, pretextando cusas pelas quaes
nonodem, ou para melhor dzer nSo querem hervir
lio honorific- lugar ; pois eu julgo que a mtior par-
te das escuzas niosio bem exactas, e que reconheci-
das nio justas as ditas escuzas apprezentadas, deverao
serem compellidos a servirem ; fim de se evitar ser-
virem Cidadios queso tiverem "btido dos asas Dis-
trictanos Hura Voto. Ao me-rao lempo ser bom,
nueVmcs. Snrs. Redactores, rognem a alguns Snrs.
Facultativos de Cirurgia e Medecma niosejo tao f-
ciles em nltestarem molestias, qae nio existen com-
prometiendo a suapalavr. de honra, e jurando em
& ,ln seu K'o, fazendo com isto um grande mal a
Liedle, ^ando-a dos servico. de C.dadio, bas-
uTnteuteis. Sou com respeito Snrs. Redactores seu
constante leitor. Q p.ja ^^
i


THEATRO DO RECIFE.
rlOjE 27 do correte, a Benrfi iode ).>!? Baptut
------^


-
pg-------
*W
\
4
DIARIO DE PERNAMBUCO.
* i
Lopes Guimafiea, ae repre-entar um Magnifico, e
Pompozo Expectaculo da maneira seguinte: dar
principio ao divertimento a bellssima overtora o en-
cano FORTUNATO; seguir-se-b a repretentacio da
muilo 'relente, e aplaudida Peca PAL\FOX em
SARAGOCA, ou a B \TAtll A de i o pe AGOSTO. --
wo nm da Peca a airiz Caelana Mara i GonceiC-c
que nesla noite vera fzer parte das paizanas de Sara-
goca, cantar com o Ben ficiadn o Duelo o Joga-
dor, soguir-se-ha cantado por outra Dama, e o Be-
neficiado o Duelo do Calador ; remataudo todo
o Experteculo com o Entrems astucias de ZN-
guiz\rra. OExpeclaculo principiar chegada
da.-. Aulhordadcs, que o Beneficiado espera nao des-
piezars o seu sincero convite.
Adverie-se a todas aquellas pessoas que quizerem
ganhai- 32o rs. compareci no mesmo Theatro as 6
horas da larde.
;
ANNUNCIOS.
OAho o a.'N." do Escudo da Monarehia constitu-
cional. Vende se o i.% e a.* N.# na praca da Inde-
pendencia loja deEncadernador D. 26.
fc9 D*o hoje luz o 3.* n.* da Cova da Onca.
S com a vista se poder saber o que ella contm!
Vender-se-, alera dos lugares j annunciados, na Ty-
pografia Fidedigna, ruadas Flores.
%j|V- A Thesouraria da Fasenda desta Provincia
lem de fretar urna Embarbarcacio para remelter a
Londres 1:400 quintaes de pao Brazil existentes nos
Armazcns desta Cidade, e 2;000 nos da Provincia
da Parahiba.
Os Gommerciantes tanto Naconaes, como Estran-
g> ii os, que tiverem a sobredi ta Embarcado, e a qoi-
serem frear, dirijao-se a mesan Tbesouraria nos di-
as, e horas do sen Expediente para ae proceder ao
preciso ajuste.
Secretaria da Tbesouraria de Pernambuco 26 de
Agosto de 1835.
Joaquim Francisco Bastos,
Oficial Maior.
AVIZOS PARTICULARES.
Recixa-se de 200$ reis a juros de dois por cenlo,
em sedulas, com hipoteca em um moleque: quera os
quizer dar annuncie para ser procurado.
ffl^ O Snr. Manoel Adianno d'Albnquerquc Mel
lo, queira procorar na ra da eadeu do Recife, cata
n. 44, urna carta que Ihe dirige seu mano, Antonio
Joaquina d'Albuquerque Mello, Juis de Direito do
Brejo d'Areia.
ia^ O abaixo assignado roga ao Snr. M. R. do P.
queira Ihe mandar saptisfazer a quantia que deve, pois
j nao pode mandara sua casa por nunca se o adiar,
e quando se acha h sempre disculpa.
J. A. O. S.
jry O abaixo assjgnado faz publico que lem com-
prado a Ignacio Joze de Mello, a parte de um sitio de
trras na Peiroba, e a escrava Rila que anda ausente
nao Ihe obscuro aonde existe, e por isso protesta
h.t ver todo o seu direito de quem a ti ver acollada, e
nao duvida vender huma ejouira couza ha vendo quem
queira.
Antonio Joze Gomes d'Arantes.
/y Quem tiver, equizer alugar por tarde duas
pretas, para venderem aseite de carrapato, dando-se
320 reis, por caada, sendo fiis, e responsabizan-
do-se o -enhor pelas fallas das mesmas, dirijo ae a
ra da- Flores D. 5.
t^* Precisa-se de urna pessoa para tomar conta
de uira venda, e que d fiador a sua conducta : em
fora de portas venda da garapa que l achara com
quem trartar.
j^ Quem precisar de um rapaz hbil para todo
o aervico de urna casa ; annuncie a sua morada para
er procurado.
jt^ Preciza-sede m ca'ixeiro que enlenda algu-
nia coiza de Botequim : a quem convier procure no
Bofeqnim da porta larga na ra do Rozario.
%3p Grande a luz do da, que tendo visto no
Diario de Pernambuco N. n7de i2 de Agosto do
corrrnle anno rima con espondcncia feita por Feli.s Ma-
ri iho Falcao. aonde cavozaiin nte alega q'ue lem u-
nia serrara na ra da praia e mai> hens do casal : eu
dezejaria que e.-le senhor para e.-clareciraenio do pu-
blico mo-tr*e urna cerlido de casamento para con-
firmacJo dos.-rusalegados bena, poisem quanto apie
zenm, eu vou acabando a minba larefa.
Urna menina da Escolla.
tr^T" Aluga-se omi casa com bastantes commodos
para passar a frita no Poco, Mooteiro, ou C.tldeirei-
ro : quem a tirer annuncie a ana morada.
- O Admiuiradii Fiscal Jas Obras Publicas
faz scienle ao pnhjico que nio se podando realisar no
dia 26 do con ente compra em hasta publica dos ma-
lei ups necessarios para obra do caes e Trapiche do
algodo, que annunciou no Dia. io n. 153 do dia 20
do correnle Agosto por motivos imprevisto ; que este
negocio lera lugar no dia 31 do dito mes; podendo
o-pcricnuciiis ni h saiin ua roesma AiimiiU'iySc
tomar nota das dimencis qualidades, e roais circuns-
tancias das ditas mndeiras.
$^ Quem pi erizar df um rapaz Brazileiro de 18
anuos de idade, quv d fiador asna conducta, para
caixeiro de ra ouarmazem, ou outra qualquer >c-
cupacio excepto venda ; dirja-se ao pateo do Carmo
venda D. 7, ou annuncie.
' %r^T* Quem annunciou querer 100 Aa/eis sobre hi-
poteca em um escravo ladino; dirija->e a ra Nova
loja de marrineiro D. 26, que l se dir quem o lem.
\&- Roga-se a pessoa que no Diario N. 149 annun-
ciou querer fallar fa Manoel Joaquim Pinto Machado
Gumaraens 'se dirija as 5 ponas venda D. 10, ou an-
nuncie a sua inorada.
NAVIOS A CARGA.
Para o Cearu.
kjEgueviagemcom brevidade por ter parte da carg
i rom pa a Sumaca Concecio Felicidade do Brasil ;
quem na mesma quizer carregar dirija se ao M estro e
dono, Manoel Domingues Gomes.
co algum, e muilo fiel: na pracinha do Livramento1
101 R u, o.
*ry Urna escrava crila que representa ter 4o
lanl.jsanno,, propria para o servco domado: na
ra da Guia sobrado n. 7, demanhi ate! as 9 horas ,
.*?.}"* i'"3 as6, C nq* Do,UL"8s e di San-
CS a |iaj-* i.'j Ci' iiuiit. %
Urna preta crila moca, bonita figura e com
muito boas habilidades: na ra do Fugo aubrado d?
fronte do heco da B.mba.
O* Urna propriei- de Ierras com rasas de viven
da, j algumas I. uteiras na Comarca do Limociro pro
prispara planlacio de algodo, mandieca, e mais la
vouras, distante da Vi la 2 1'goas : na rqa Velba D
29, ou annuncie. t '
V-t Coniinua.se a receber valles; na Pad.rir da
ruada Larangei.a, D. i3.
R
PER DAS.
COMPRAS.
i
_ Ma preta mossa que seja boa engomadeira, e que
cosa hofrivelmente, exige-ae que seja negra recolhida,
e nocoslumadaa'andar na ma, tendo todas estas qua-
lidades d-se por ella a quantia de 500^ reis : na ra
do Crespo D. 8, lado do su i.
fc^ Boas taccas de leite que eslejo paridas de
prximo : em Olinda loja de Oliveira.
%9 2, ou 3 cabras (bixo) : na mesma casa cima.
tJP Urna escrava de 16 a 25 annos de dade pou-
co mais ou menos, com habilidades, ou spm ellas, com
tanlo que nio seja viciosa : na ra da Cabug primei
ro andar do sobrado encarnado defronte da loja de
cera.
}f^ Compra-ae, ou afora-se um terreno que sir-
va p*ra se edificar um .sito nio sendo muito distante
drsia praca, e leudo porto de embarque : quem ti-
ver annuncie por esle Diario para ser procurado.
*9* Um negro de i5 para 25 annos : na ra da
cruz a. 60.
LE LA O.
Manha 27 do corrente faz-se leilio na rua da
Cruz n. 10 aruiazen de Joo DawsIVy de urna por-
cio de maiteiga lugl'za por conta de quera perlen-
cer, pelas 10 horas do dia.
FURTO.
jlrAndo-se para lavar urna Irouxa de ronpa a uma
preta forra de nome Francisca, lorta de um olho es-
ta tem vendido parle da dita roupa, como seja um
vestido de bertanba novo de lavarindo largo, e bico
por baixo, e sem mangas, mas 5 lencos nov'os todos
de preco, nma camisa de hornera, e fora o mais qQe
se nio trata: qualquer pessoa qu souber deslas pe-
cas, ou tiver comprado, ou empenhado se Ihe dar o
importe, as 5 pontis D. 3a.
F.
ESCRA VOS FGIDOS.
VENDAS.
Otassada prm.ra quali.laderh-gda ullm.men-
te da America : na rua da cruz D. 56
**" Algumas obras de Di.dio Civil, e Cannico,
e de oulras (acuidades que foo do fallecido Bacharel
Firmado J..ze da N.liv.dade Saldanha : no sobrado
ao p do Corpo Samo, 2. andar, por cima do escri-
torio de Joo B.plUa B anco, das duas horas da tar
datasseii; adverte se que se dio por preco com
niodo.
yfW Uma escrava da costa mossa, lava de barrella,
ensaboa, cosmha o diario e vende na rua, sada, e
sem vicio, e tambera paguen,na ; adverle-scque se
vende por se precisar de sedulas: no nixo do Nuia
D. 25.
T" tTma escrava de angola dr- 35 annos, lava de
sabio, coMoha o dia. io de casa e muilo ag pra todo
servco de rua e de casa : na mesma casa cima.
W Ura cavallo de est..aria hora andador, e
mu.tonovo.de cor rotanh, em boa gordura, uma
can oca para s-rvi?o de sino, propria para cavallo, al-
guns move de casa, bem como cadeiras camas, c-
modas, e guarda louca, tudo em bom uzo : no so-
brado, na estrada que v*da soledade para o Mangui
nho def.onte do fe.rero Caplio Bra, todos os dias,
a qualquer hora.
ffl^ Uma morada de casa terrea cita no beco da
Bomba D. a, eom parte do neiriul para se levantar;
adferte-se que lohe.u se troca por nutra vo't.n Jo-se
o que for de razio : nesta Typografu.
Uui p. elo de navio de a a 30 annos sera vi.
Lorinda crila alta de corpo, beics e fa'a groea
gaga, tem os dedos das mios um tanto lolhida, e o
minimo do petquerdo cortado a unha ; h-vou vesti-
do s*ia (ffe xila branca, e outra dita roxa desboladas
fgida na noile de 24 do corrente. Presume-se etar
acolada, e do que ja ha denuncia, e por isso a verifi-
carse o faci, pro estase uzar de lodosos recursos da
le: -a levar na Praca da Independencia n. 37 e 3S.
, ^F" Mara de navio Angola, reprezenta ter a7an-
nos, alia, che* do corpo, cara redonda, beyoa grocos,
peilosiegnlare-, e jiiefos era p; lem as costas um
maliime de calomhosdes'ia terrd ; levou varia roupa
della, e natuial qze ande calcada para pasaar por
forra, por ler g.ardado em .Igjma caza de mulher
al : osaprehendedores l.vem-a a rua da Guia so-
brado n. 7 ao seu actlhor, que serio pagos com gene-
roidade ; adve.le-se que fugio na madrugada de 23
do correnta mee, eella sabe todos os caminhos do
mallo &<-.
NOTICIAS MARTIMAS.
Taboas das mares cheias no Parto de Pernambuco
0
O)
-9
- 5 h. 18 m.
- 6 6
- 6 ~ 54
-7 42
- 850 >
-9 18
10- 6
)
Manbi.
H
Navio entrado no dia 26.
AVRE; 50 dias ; G. Francexi* Camocns, Cap*.
Maniere: di versos gneros: L. A. Dubourcq. Ton.
300. Passapeiro o Doulor Classem Zutlu.
hoga-seau Su.s. Negociantes que tiverem
de mandar imendas ao preco correnle semanal, o fa-
ci as quintas Airas de cada semana, loja de li vi os
da Praca da Uniio n. 37 e 38, afim de se combina-
ren), e f >t mar-se o preco correnle geral, e nio por
uma ou outra (ransacio.
)
H.OGA-SE a pessoa que na noite de Domingo pa-
r-Segunda fera achou a tabolta do Juis de Pas do
2 Destriclo do Colegio, q6e por mal segura iulg'a-se
caheria da varanda, haja de a mandar levar a caza do
mesraoJuis, que ser generosamente recompensada.
i'ern. na Typ. de Diario 835
-*
K^\ UnD CVITN^DI A


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