Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02941


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Full Text
\NNO DE 18.15. QIMRTA FEJRA
W
I .

26 DE AGOSTO. N. I5&
1
*#%
DIARIO DE PERNAMBUCQ.
Prjikbco, KiTvr. de M. F. deFARi*- 1833.
DAS DA SEMANA.
4 Segunda >(c S. Bartholomeu. La novo u i h. d n.
S| Terfa S- Luic Rci de F. Re. de m: and Jo J. de O. d t.
26 Quarta S. Zifirino P. M. sess&o da T- Pub.
tT Quinta S. Joze de Calacana Ral d m., aud. do Juiz do C. de
m. e de t
W Sexta S. Agastinho B. essao da T. P. [de m. e aud. do J.
de O de t.
19 Sabbadn. Degolacao de S- Joao Bap." Relacao de m. e rud. do
V. G. de t. em Oliada.
90 Domingo S- Roza de Lima. Qnarto cresa, ai 10 h. e .11 min.
dat
Tudo agora depende de nos raesmos. da aossa prudencia, mode
racao, e energa: continuemos com* principiamos, e eremos a-
panudo cam admiracao entre as Nac,5es mais cultas.
Prtclammfo da ininilM Btral do Braxil.
Sabscreve.se a 1000 rs. meanaes pago adiantados qesta Tipogra-
fa, e na Praca da Independencia V. 57 38 ; onde se receben
correspondencias legalisadas, e annu i >s: inserindo-se estes gra-
tis sendo dos propriosassigoantes, e viudo assignados.
PARTIDAS DOS CORREIO*.
Olinda Todos os dias ao mcio tn%.
Goiana, Alhandra, Paraiba, Villa do Conde. Mamanguap'e, Pi-
lar, Real de S. Joo, Brejo dAreia. Rainha, Pnmlial. Nov '
Souza. Cidad do Natal, Vils de Goinni'nhag e Nova da Prinee
t.ai Cidade da Fortaleza, Villas do Anuirs, Monte n>r novov
Aracatv Cascavcl, Canind, Granja, Imperatriz, S. Bernardo.
S. Joo do Principe. Sobrar. Novad'ElRev, Ico, S. M atheus. **
acho do sangue, Santo Antonio do Jurdim, Qnexcramobim, e Par-
naibaSegundas e Sextas feiras ao meio dia.
Santo Anlao Todas Garanhuns e Bonitonos dias Q c 23 do mez ao meio dia.
Flores no dia 13 de cada mez ao meio dia*
Serinhaem, Rio Formzo, e LimeirasSegundas, Quartas, c
extas feiras ao meio dia.
Continuado do N. antecedente. i
X. AS pouco a Metrpoli abunda va re horados eru-
ditos ; fui o mtsmo Mrquez do Pembal. quero leve a
lembranca de reformar Universidad* de Coimbra,
e de chamar a'gtim sabios deoutros paizet para coad-
javar a grande empresa de regenerar as scieocias em
Portugal. ExistiaS era verdade alguna homens, que
merecia5 com justo titulo a denominaos de sabios;
porem delles naS resta mais que huma memoria est-
ril ; si perguntarmos Europa inteira que idea fax da
literatura Portogueza, ella responder roe ronhere a
Cames e ao Abkade Correia. Nos dirS talves, que
em algumas obras estrangeiras se encontraS fragmen-
tos de varia escritos portugueses; porem i^to deve
considerar-se como ragos histricos de pbilologia e sci
encas de antigedades; como bem se pode ver em
B oulerWetk, Sisrnondi, Balbi, eootrosque citie pe-
dacos curiosos de Gil Vicente, Ferreira, D. Pedro 1.,
Bi-po de Sylves, Cont, Barros, Bcc, ice.Nenhu-
ma NaeaS tee tantos viajantes noseculo 16 como os
Portuguesee; mas n5 taS exagerados, e taS cheios
das afeicSes do seu paiz natal, que passaS hoje por
ingulares, pela maneira com que desrrever-5 a Po-
tos e paites que vit.taiae ; do que he hum exeroplo
FernaS Mendes Pinto, que se reputa classico ; o mes-
mo JuaS de Barros, chamado o Tito Livio Portugus,
nao est sent desles defeitos, dominado sobre todo
pelas ideas religiosas d'aquelle tempo.
Si por literatura entendemos o Corpo de doutrinas
qee professa huma Naca6. podemos assegurar, sem
aer contestados, que os Portugueses nunca possuraS
nenliuma das sciencias, qae os literatos chamaS de
utihdade; porem si, para darmos hum sentido ma-
is concreto nalarra, seguimos a classificacaS que
fasem dos conhecimentos humanos os Bibligrafos,
enla he mister confesar qae os Portugueses fem hn-
ma literatura, que Ibes be propria, p de algum modo
original. A claasificacaS mais peral dos livros. que
trataS das sciencias e das artes, he eencebida nestes
termos ; Sciencias : abstracta, positivas, exactas, ex
perimontaes e nataraes; Literatura : Gramticas, Di-
cionarios, Classico da lingoa, Retorica, Eloqnencia,
Poesa, Historia, e todo quanto se eomprehende na
denominecaS de Bellas letras e Humanidades ; ueste
caso he megavel qae os portugueses florecer nos
scalos i5 e 16 na Poesia, e mesmo na Histeria ; e que
forao os primeiroa qae dera6 passo aos outros povos
paraad.anlarem-ae, ficando elles estacionario.- Ca-
mes he o coloco da literatara portuguesa, be o Ho-
mero dos tempes modernos ; em 011!roa eneros tam-
bera florecera Ferreira, Miranda, Gil Vicente, Fal-
rao, ice.; e depoU da decadencia das letras, o inmi-
tavd Diniz, GarcSo, Quilo? Francisco Manoel e Bo-
cage- Em Historia frerio homens de hum genio fe-
cundo ; Joio de Barros pasca pelo Decane dos histo-
riadores do serbio tfi. ufo sabemos porque motivo;
quemtirer lido o Bispo de Sylves, o despreocupado
Owji-o, achara, comparando-o com Barros, boma s-
perioridade, que o crloca sobre todos os Classicos do
en lempo. As suas Cartas, a sua interesssnte Vil-toi ia
do reinado d'el Bey D. Manoel, hoje trduzida pelo
Padre Francisco Manoel, dio a idea mais exacta do
saber profundo, d'ulma nobree desinteresada daquel-
]e exceilente ese plor ; nnieo que pode coroprar-se
ao Bispo de Chispa.
repois da decadencia das letras m Portugal apare-
ce So ainda varios escritores, que passo por classicos;
entre elles se distingue Jacinto Freir d'Andrade. Em
fosso conceite nenhumyoutio podia com mais ]uslo
titulo restabelecer as bellesss da lingua portuguesa,
ou restaurar o credilo da sua literatura ; vida de D.
Ju'S de Castro behum modelo em.todos "8 eneros
da historia profuia. Brito, Sonza, Vieira, Macedo,
ice, pas'o igualmente por mestres da lingua no es-
tilo e arte oratoria. Como Polgrafos o P >rlueueses
podem mencionar dous escritores : o celebre Fjan-
ciscano Macedo. conhecido pelas suas eonclnsSes em
Venesade omi re scrlil--e cuias obras tem cado
em completo olvido ; e o Abade Coi rea da Serna, in-
signe naturalista, estadista, e humanista Do primet-
ro existem muitos e grossos volumes, qnas lodos ig-
noiados pela sua nenhuma atilidade; e osegnndo a-
penas deixon algumas obras consignadas as Memorias
d'Arademia Real, aem embargo de haver escrito milito
em diversos periodos estrangeiro*, tanto em Franca
como em Inglaterra, e Eslados-tJnibos ; as Transa-
cSes filosficas de Lopdres encerro excelentes arti-
go d'aquelle erudito Portugus. Quando recorda-
mo? a sorte que tiveraS o Doutor Jos Anastaco. o Pa-
dre Franrinco Manoel, o Abhade Correia, o Hiplito
e outros muitos Portugueses desta ordem, nos admi-
ramos de que ainda podesseaohar-se em Portugal hum
homem que raciocinasse Que se poderia esperar
de huma NacaS que corra com as sciencias?
O* Portugueses, antes do roeiado do seculo pass&do,
nnB tinhsS hum corpo de doutrinas, que Ihes fosse
proprio ; fui no Reinado de D. Mara 1.', e debaixo
da influencia do Duque de Lafoens, que se criou a A-
cademia Beal das Sciencias ; desde entaS comecara
reunir, e recolher tudo quanto havia escrito : e o
mesmo Abhade confessa na sua analise sobre o estado
das sciencias no ultimo meio seculo, que pouco ha-
via que merecessecitar-se. A Academia dividida em
3 seccSes, trabalhou incesantemente prara descobr^r
materiaes, e apenas prehencheo e scu objecto em qe-
lo 2. ciaste, que tratava da lileratuia ; assim rries-
mo nunca p&de concluir o grande Diccionario da
lingoa Portuguesa, cu jo 1. tomo apareceo em i793.
He a GatcaS Stockler quem se dar o q-ie aparece
de mais til em sciencias exactas, e ao Abhade Cor-
reia o que ha sobre sciencias naturaesPode citar-se-
nos o prodigioso catalogo dos autores, de que a Aca-
demia fez alardes; porem nos que temos examina-
do a cousa fundo com escrupuloso, esmero, podemos
assegurar que os Portuguezes nunca sobresairao as
scieneias de ulilidade ; neste caso nos decidimos pelo
que confessaS Storkler, Correia da Serra, e AragaS
Morato sobre os diferentes ramos das sciencias, de que
se ocupara em seus ensaios.^-
O monumento do saber dps Portugueses esl todo
fundado as Memorias da Acadtimia Real das Scienci-
as ; salvo o que dellas consta, existe huma ou outra
obra classica sobre algum ramo scientifico, ito he,
sobre Medicina, ou legislacaS, onde de vemos colocar
a interessante historia do direito civil Lusitano por
Pascoal JoZe de Mello, e algumas compilacS?s, no
que ellas nao sao nriginnrsAnda mesmo em tempo
da maior liberdade de Portugal, ludo quanto exisle
he formado sobre o que elles podiso apanbar dos Es-
pan hoes ; os seos cdigos foraS lodos copiados ou re-
copilados das leys das 7 partidas ; as mesma Corle?
de Lam go, siexistiraS em realidade, ou apcrifas
como muitos supem, sio hum verdadeiro arremedo
das Cortes de Arag'S, depois da elev cao ao trono
godo da rapa de PeUyo. Si existe alguma cousa d
mais proveito, desejaramos sabel-o ; porque at a-
gora temos-feito hum estudo particular da tiossa lite-
ratura, e naS pedemos dar hum p3Sso mais adiante ;
charosmo-lhe nussa, porque anda houtem eramos
Portugueses (com quanto nos pe-e); e si regeitarmos
a literatura portuguesa, Gcaremos rednsidos bttm
condQkS quasi selvag m.
NaS sabemos poique falalidade os portugus illirs-
trados naS sed^dicava escrever, nem mesmo os
Brasileros, excepcaS de algumas obras em poesia,
ou alguma compilado fastidiosa ; huns e oh Iros me-
recen igualmente o despreso em que era8 lidos como
literatos. O que lia de JoZe Monteiro da Rorha, c
de outros sabios que honraraS a nivcr-idade de Co-
imbra ? algumas memorias quo repousaS em silencio
pela nudade da sua importancia \ o mesmo Joze A-
naslacio he mais conhecido pala liberdade le suas op-
nioes religiosas, que pelo seu tratado de Maternal cas
puras. Stockler he o primeiro Matemtico Poi'tu-
guez, ou o primeiro conhecido como tal; nisto nao
pode haver equivocacaS, ocorrendo para desengaar-
nos sua mesraa ntereasante historia das Matemti-
cas; alguna couza mais, que existe, be integramente*
desconhecida ; o que se observa pela criacao da Aca-
demia militar do Ro de Janeiro, em que para orga-
nisar compendios se lancou maS das doutrinas de Biot,
La-Crosx, Le-Gendre, Francceur, prony, Bossut,
La-Caille, Marie, La-Place, La Lande, Tevencau,
ice. ice, porem us de Porluguez algum que tvease
escrito, ainda que D. Rodrigo fosse todo aferrado
literatura do seu paiz.
He agora que comeca rviver o espirito publico,
e que se desperta a capacidade de hum Povo, colocado
em huma posicaS vantajesa, para todos os ramos das
sciencias e das arles. J-i vemos produccoes inleres-
sanies, queasseguraS hum porvir mais lisongeiro ;
ib""
nheiro, a muito conhecido na Repblica das letras,
passa hoje por bum publicista de primeira ordem ;
Giraldes, Cardoso, Borges, ice, tero honrado igual-
mente a sua Patria com interessantes trabalhos ; po-
rem tudo isto chega tarde para ni outros ; ja agora
temos de carregar cora toda a ignorancia, que nos le-
gara 8 nossosPaes; cuidemos tnicamente ero emen-
dar a raaS, educando os nossos filhos, e dn grade-
os pelo caminbo das sciencias e das arles.
Continuar-soh*
RIO DE JANEIRO
CiMARA 008 UBPTADOS*
Extrato daSesso em 3 de Junho.
CMARA DOS SFNADORB.
Presidencia do Sr. Benlo Barroso Pereira.
I Elas i horas e meia achando-se presentes a7 Sa-
nadores, o Conde de Valenca por convite do Sr. Bar-
roza oceupou a cadeira da Presidencia ; e declaran-
do aberla a^sessa, foi lida e approvada acia da an-
terior.
OSr. Cosa Barros na qualdade de t Sccrean
interino leu hum Offico do Conde de Lajea coininu-


I
DIARIO DE PERNAMBUCO.
r


nicando, que por incommodado nao pude compare-
cer: ficou eSenado inteirado.
Ficara sobre a mesa as folhas do snh-Mo dos Sena-
dores e desneza da rasa.
ORDEM DO DA.
Sendo a primeira parte a discussa de parecer'!
nao mpressus, enira por sua ordem fin discu?so
e foryo-approvados os pareceres inserios no Jornal
do Commercio de 27 e 29 de Maio; excepca de hum
da Commissa sobre o iequeiimento de Felippe An-
tonio Cardozo queixando-se do Presideule da Provin-
cia de Goi..z o Padre Jos .Rodrigues Jardim, o qual
nao fui tomado em considraca.
# Pelas 11 horas e mc-ia passara os Senadoaes a Ira-
balharem eiftstu* gabinetes auspendendo-se para esse
Hm a sessa, pelas duas horas continuou a sessa, o
VicePresidente deu para ordem do dia da sessa se-
guinte, a discussa da resuluca approvando* o tra-
tado celebrado cora i Blgica, e trabalhos de Com-
misses.
Sessa em 4 de Junho de 1835.
Presidencia do Sr. Beuto Barrozo Pereira.
OENdo presentes hora do co-tume 27 Senadores,
fui declarada aberta a sessao, lida e approvada a acia
da anterior. O primeiro Secretario deu cunta do
expediente :
O mef^mo primeiro Secretario observou que tendo
de expedir para a Cmara dos Deputados o prujecto
do regiment commum de ambas as Cmaras, estava
em davida sobre o modo de dirigir o adresfe ; que
quando a unir Cmara dirigi no Senado e projecto
sobre as attribuiceas da Regencia (que nao tere Sane-
cao) n5 veio acompanhado de adresse, e s de offi-
cio ; assiin entrando em duvida submeltia au tenso
do Senado a maneira da remessa.
O Presidente declarou, que sendo a duvida sobre
o regiment dever ou nao ter Sancca, ficava para se
decidir em lempo opportuno.
Fora approvada as folhas do subsidio dos Senado-
res, e despeza da casa.
Sr. Rodrigues de Carvalho obtendo a palavra,
baseou a seguintc proposica que mandn a mesa :
Propondo que se nomeie huma Commissa de cin-
co membros, para examinar e dar o seu parecer
sobre o Cdigo do Commercio, queja foi distii-
buido.
Eoi apuiada, e pedindo seu autor a urgencia, e
sendo apoiuda e vencida entrou em discusa.
O Marques de Inbambupe : A Commissa para
e a revs&6 do Cdigo do Commercio seja composta
das Commsses reunidas de Commercio e Legis-
n laca.
Dando-se por discutida a proposic& e suas eraen-
#das, o Presidente fez as seguintes proposices : Ne-
mear-se-ha huma Commissa para rever o Cdigo do
Commercio? Venceu-se que sim. -- Esta Commis-
sa sei especial ? Venceu se pela afirmativa. Se-
r composta de cinco membros ? Venceu-se que nao.
Ser coaiposta de tres ? Venceu-se que sim.
Julgou-se prejudicada a proposica do Maiqu-s de
Jnhambupe
a. Proposiea : Que se nomeie huma Commis-
sa de cinco membros para exiu inar os differentes
projectos de correcca ao Cdigo do processo crimi-
nal, e disposica provisoii que extem distribuidos
no Senado. E que se convide a Cmara dos Deputa-
dos para nemear outra de igual "numero, e conjunta-
.racnte trabalbarem no exame ; e darem seu parecer
a ambas as Cmaras. Foi apoiada ; e pedida e ven-
cida a urgencia ent ou em diasa.
OSr. paula Souza propz que a Commissa fo-se
de 3 membros. Foi apoiado. Dando se por discuti-
da a materia, foi approvada a proposica eom a emen-
da de Sr. paula Seuza.
ORDEM do DIA.
Primeira discussa da resoluca vinda da outra C-
mara, que declara approvade, nos termos em que he
concebido, o tratado celebradado entre o Brazil e a
Blgica.
Foi approvada, e passou para a segunda que teve
lugar immediatamente, e sem impugnaca foi igual-
mente approvada, e passou para a ultima.
Ao meio dia o Presidente convidou os Senadores a
trabalharem em sen* gabinetes por ser a ultima par-
te da ordem do dia trabalhos de Commis;es, e sus-
pendeu a sessa.
Pelas duas horas continuou a sessa, o Presidente
deu para ordem do dia da segointe, a ultima discus-
sa (fas indiracSes do Sr. Rodrigues de Carvalho,
ultima dita da resoluca que concede amnista s Pro-
vincias de Minas Geraes, e Rio de Janeiro; ultima
dita da resoluca relativa aos terrenos de Marinha
concedidos Cmara Municipal com as emendas ap-
provadas em segunda discussa e a primeira e se-
ronda discussa da resoluc,< *nda da outra Cma-
ra sobre as revistas dos procesin, concedidss pelo
Supremo Tribunal de Jaslica, e levantou a sessa,

DIVERCAS REPAltriCOENS.
IUIZO DE ORFAS DE OLINDA.
MLlm. Sr. Parttcipoa V. S. que nesta data hei
remedido a todos os Juizes de Paz de.ile Municipio co-
pla do Avizo da Secretaria d'Estado dos Negocios da
' Justica de 9 de Maio prximo passado, que V. S. me
remetiera (para esse effeito em aO do correte.
Igulmente partecipo aV. S. q' no dia a4 deste mes-
mo corren te mez remetti ao Promotor Publico Inte-
rino, juramentado a 23, os documentos, que em 9
V. S. meenvirra.(porser euanda eota Promotor
deste Municipio') para com ellesinstruir denuncia con-
tra a Cmara Municipal desta Cidade, a qual, como
ja em oatro disse a V. S., nao apresentei logo em
Juizo, por me ser necessario obter primeiro do Se-
cretario della urna lista exacta de seus Mcmbrost tran-
sactos, eactuaes.
Dos Guarde a V. S. por rauitos annos. Olinda
26deJulhode i835. Illm. Sr. Dr. Joaquim
Nunes Machado, Juiz de Dreito Chefc de Polica.
Dr. Louren9e Trigo de Lourciro, Juiz de Orfaos e
Munipal.
Deveudo-se tomar contas aos Tutores testamen-
tarios e legtimos de quatro em quatro annos, e aos
dativos de dousemdous annos, ebem assim em todo
o lempo, em que conste que uns, ou otros adminis-
tras mal os bens dos O. fas, ou na cura como devem
do bem-ser dos mesmos Orfdfts entregues sua tutela,
ou cratela, convem que Va. me informe se alguna
Tutores, ou Coraderes ha no Termo desta Cidade,
que por alguma das mencionadas razes estejao no
cazo de se Ibes dever tomar contas; e bem assim me
informe de ludo que intender que se deve facer em
beneficio dos diclos Ortej, cujo bem estar nao so en,
mas tarobem Vm., temos de obrigc6 promover.
Dos Guarde a Vm. Olinda 26 de Julho de i835.
Sr. Manoel Jos da Motta, Escriva de O. fas deste
MunHpio. Dr. Lourenco Trigo de Loureiro, Ju-
iz de Orfa-, e Municipal.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he amesma do N.* 150.
COR RE 10.
. Sumaca Emilia, de que he Mestre AntonioLe-
onardo de Mendonca, P3 o Aracaty no dia a
de Silembro. ,
__ A Barca Peruambucana de que hd CapilaoL-
Ibilio Juze d'Oliveira, sai para o Porto no dia 10 de
Setembro. '
__ O Brigue Sociedade Feliz de que he Capitao
Joze Cardozo de Lira, sai para Lib a no dia iO de
Selembro.
Documentos Officiaes relativos Provincia do
Para
Sessa extraordinaria da Cmara Municipal em a3'
de Abril de i835.
Presidencia do Sr. Furtado.
A.S nove horas da aanham procedeo se a cluma-
mada, e achara-se prezentes os Srs. Vereadores Jo-
ze Raimundo Furtado, Nicolau Vicente de LeaS,
Francisco Soa 1 es da Costa Corte Real, o Padre la-
doro Serafim de Olveira, e Joa Augusto Correia,
fora prezentes os Srs. Juizes de Paz des Desti icloa
desta Villa, e Padre prudencio Jote das Mercz Juiz
de Paz da Cabeca do Termo, Pedro Paulo de Figuei-
redodol.0 Destricto, Ignacio AntuneaSacramento,
de3. Destricto; Joze Antonio da Silva do A.
e bem assim o Sr. Juiz Municipal, Manoel Goncal-
ves de Aguiar. Aberta a Sessa foi lida e aprovada
a acta da antecedente. Dcpoia de feita a lekura do
oGcio do Sr. Commandante da Forga Martima sur-
ta no Para, Pedro da Cunha, que acompanhau por
copia osofficios do di'o Commandante, a Francisco
Pedro Vinagre, ea res posta deste, tu do de dacta de
18 do crranle, relativamente o tn gar-se a entrega da Presidencia como a estada da Fi a-
gatalmperatriz no Porto da Capital. OSr. Presi-
dente declarou achar se em discussa, e depois dos
Srs. Vereadores fazeiem varrtS reflexoeos sobre a
materia do mesmo oflicio e copias de unnimes ocor-
do das Autboridades electivas rezolveo, qae iato
principiar-se a alterar a paz no seio da CapUal como
se colige do mesmo offi'io de Francisco Pedro Vina-
gre ao Commandante da forca Martima, Camet to-
ma a attitude, quelhe compete no circulo das lea*
coadyuvando a lorce da legalidade que se acha estacio-
nada no Porto da Capital desta Provincia, m defe-
za da ConstituQa, Raca, e Umanidade, para cu-
jo effeito ordenou-se que se reuni-se 9 Balalha de
Guardas Narionaes, e que os Juizes de Paz passassem
os Cidados Paizanos que eao as circunstancias de
pegar em armas, e que os mais abastados proprieta-
rios, conessem a litar-se as fileras da honra, e da
legalidade, a fim da forca auxiliadora ser compoala
de Hroes, e dignos filhos da Patria, e da Victoria.
Rezolveomais que ae reqoizitase a forca"Naval qua-
tro sentas armas, rom a neoessaiia munica para ar-
mar-se Guardas Naoionaes que ora esta sem arma-
mentos, bem como huma emba cacao de menor pol-
te com a sua competente artilharia para fiear estacio-
nada neste Porto, \Mo para conservar a ordem. co-
mo para inspirar'respeito aos anarchstas debandados
que por ventura queira tentar qualquer reaca no
interior. Rezolveo mais que se mamfestasse a Forca
NavalasaptisfacaSque produzira nos coracoens do
potoCametaenseasPatnotcas exprecoena diijgidas*
esta Cmara, pelo seu Benemrito Commandante, e
que se Ihe patenteasse ao mesmo lempo o sentmento
que tem est* Cmara, e maisiAuthoridades de nao Ihe
ser possivel fazer marchar j a forja auxiliadora em
raza de ser precizo svizar-se o Poro que aproveitan-
do-se da paz que reina eetre nos tranquillo vive por
longiquos Deslrictos; espera enlre lanl mesma
Cmara, e Autboridades, que o prudente Comman-
dante da Forpa Naval, ponha toda a cautella; que
sugerir a sua madura experiencia para que nao en-
tre na Capital recursos alguna que possa dar aliento
aosanarchistasquecomevidez roem as entranhasda
carinhoza patria, eque nt exponha nenhuma vida;
em quanlo nao chegar a Furc Auxiliadora, pois que
esta dezeja partilhar, os encomodos, e perigosde
seus Benemritos Concidados, ficando todava per-
suadida a Forca Naval que ella se pora em marcha lo-
go que chegue a embarcaca com os armamentos. A
huma hora e tres quartos da Urde, o Sr. rezidente
levanten a Sessa, e declarou que a Cmara, se con-
servarla em sessa Permanente por assim urgir a se-
urnnea do Estado. De que para constar fiz esta
acta. Eu Joze paulino Cordeiro dos Pastos Secreta-
ro da Cmara a escrevi. Joze Raimundo Forte-
do, P-; Isidoro Serafim de Olivera ; Sicolau Vi-
cente de Oveira ; Joa Augustioho correia 1 Fran-
cisco Soares da Coala Corte Real; Manoel Goncalves
de Aguiar, Juiz Municipal ; Prudencio Joce das Mer-
cz Tavares, Juiz de Paz ; Ignacio Antones Sacra-
mento, Juic de Paz ; Pedro Paulo de F.gueiredo,
Juiz de Paz; Joaquim Gonoalves de Aguiar, Juiz
de Paz ; Joze Antonio da Silva Juiz de Pac
Continuar-se ~d.
DIARIO DE PRNAMBUCO.
O
, Author do Communcado da Quolidiana de ao do
corrente que nota, tante o nlo se aecuzr agora o Ex-
cel. Sur. Presidente Francisco de Paula Cavalcanti
d'Albuquerq'ue por ter mandado os presos da Cadea
para bordo da galera S. Joa Baptiata, como porque
ninguem por este facto txa a S. Ex. de arbitrario, e
desptico, como outr'hord sefzcomoEx-Preziden-
te oSnr. Manoel de Carvalho, parece que pretende
acreditar a Adminislracao Provincial transada preju-
dieando a actual: nos porro, que nio estamos do-
minado pelo espiito de partido, e que nao pretende-
mos, ntm augmentar o crdito da Administiaco pas-
eada, e lio pouco diminuir o da prezente (empieza
bem difcil, anda ao mais refinado calumniador, em
quante S. Ex obrar como legalmente tem obrado, e
como com olidos fundamentos todos esperara) vamos
eacrever sobre o objeclo, porque tendo nos parte na
redaccio d'esla faina que publica os trabalhos de
Governo, eraos por ialo conti abido o dever- de de-
fender os seus setos, quaodo maliciosamente envene-
nados. Conbect mea quanlo inhbil somos para -
ma tal empieza; mas como ella he umdever quecum-
primos, tranquilla fica noasa coiiscieucia quando fa-
zemos quanto nossas forcas permtem; e nern a mais
nos podamos comprometter.
He veidadeque muilo a Cadea, esse sepulcbro
de vivos, que cauza horror e d ao entrarse pela
porta, est armiadsima; he tobem verdade que
muitas vezes tem sido arrombida; mas ella jamai e-
xigiu um reparo como prez intrnente. Quaodo tem
carecido concert mudara se os presos da divizao em
que elle deve ter lugar para onde o nao preciza, e
d'esla sorte sem que os presos evacuem a Cadea, ella
se tem concertado, mesmo com elles dentro; agora
porem outra he a qualidade do concert. A Cmara
donosso Municipio, cujo notavel desleixo nocum-
primento de um dos deveres (o concert, e reparo das
^risoena) que a Lei Ihe empoem, he a cauza principal


, .V ",!.(,.......
DIARIO D PERNAMBUCO
i \ W_
que reduziu Cadeia ao estado de ruina em que est,
acordou de leu letargo, e delerrainou reedifical-a.
Eta obra, qoe tem de tocar quaze em todo o edificio
qtfe ameaca eminente ruina, nlo s-e podendo fazer
conservatido-se presos na prmeira e segunda or-
den) depiizoens, deu lugar que a mesma Cmara
eligase que e>tas cazas fossem evacuadas. Avista po-
is, nio s Ho estado do edificio, como dos diversos
ai-rombos que sedescubriram, e anda mais da exigen-
ra da Cmara, de quera cumpre remover todo o.pre-
texto, o Sor. Or. Juiz de Direito Chefe de Polica re-
qaereu a S. Ex. o Sur. Prezidente Ihe facultaase cazas
seguras em que recolhesse os presos, lembrando como
lugar mu adpiad", a galera em questio. S. Ex. po-
rem, querendo providenciar com a presteza que o ca-
zo pedia, sem todava uzar da embarcarlo lembrada,
mandou um dos Ofilciaes que eslo as suas ordens exa-
minar a capacidade e estado deseguranca de todas as
prizoens das Foiuiezas e do Quariel ua Polica. Cus
prida esta ordem mediatamente conheceu-se que to-
das as prizoens das Fortalezas do Municipio, e do
Quarlel bem apinhodas nlo-podiam conter mais de no-
unta prezos, alem das que ja tinhara. Ora os prezos
que devora evacuar a Cadeia eram pelo menos 160,
onde pois recolher os 70 que nao rabam as prisiones
de trra? Umadeduas* ou a Cad> a nao se bavia
concertar e os prezos deveriam n'ella p^imanecer pa-
ra se evadircm quando bem Ibes parecesse pelos mui-
tos rombos que lhe fizeram, e que ltimamente se des-
cubrirn), ou os meamos prezos d'-vera m ir para al-
guma parle. Nao sendo admissivel a primeira bypo-
llreze; na segunda oque fazer dos prezos? Man-
dal-os paia bordo das embarcacoens de guerra? Nao
as havia, nem ba, por que a nica que existe no Por-
to he a pequea escuna Viitoria. Para ende eolio?
Foi s nVslas circunstancias apertaclas, que o Excel.
Sor. Prezidente, vencendo a repugnancia que tinha
deoccupar a mencionada galera S. }>>ioBptis'a, con-
senta emqOe para ella se rejnove.-sem es prezos, si
riiocoubessem de alguma sorte as piizoens de trra,
mandando previamente limpar, e lavar a emborracho,
e a rejal-a por meio de ven lilla dores. Eis o que bou-
re.
Or responda nos a srmgue fri, ser isto n vi ver a
pruzganga? Em verdade e de boa f ninguem oaf-
firmar.
Si a galera S. Jlo Baptuta j estivesse vendida,
nao se veiia o Governo as eircunil ocias que (emos
exposto, obligado a alugar alguma embarcacio a fim
de servir para o que aquella e.-t servindo, visto que
s no mar (por nossa iufelicida.de) se podero conser-
var com segurarla tantos facinorosos fora da Cadeia,
juico edificio, que apezar de seu estado be assim mis-
ino o que o fie rece alguma seguranca para contar cen-
tenas de criminosos, que a denaniai'eio-ir pela Cida-
de poriam em continuo su>lo e risco todos o- st-us ha-
bitante*? Re'-pouda-nos.
Nao existe pois presganga, essa prizio contra a
qual tanto se decamou, e declama, eque nos pelo
contrario adiamos dez mil vezes melhor, do que a
melhor das nossas horrendas prizoens de trra; esto
sim os prezos recolhidos a borJu de S. JoSo Baptista
em quanto se conrela a Cadeia, assim como estariam
em outra qualquor erabjrcacio, s aqutlla* nao tivesse
sido comprada com o dinlieiro do Estado; ou abordo
de embarcacoens de guerra, .-i o Excel. Snr. Preziden -
te Ca valcant tivesse sua disposico dois Brigues Bar-
cas, alem de outros vazo?, como seus Predecessores
tiveram. ^^
A.Quotidana de 21 do corren te tras oulro
coromun.icado, que pelo^eu conlheudo e estila raostra
AlltllO

-___" *
*
dio si tal'coHimisso continuasse sob asrdeos de
r quem omecou. Vamos ver quem tem razio; e j
que Aulhor docommunicado tocou sobre a guerra
de Panellas, permifa-nos que Ifobem sdftre ella algu-
ma couza digamos, que nos parece vir a pello.
A guerra de Panella consumiu o dinheiroque tem
consumido, e chegou ao auge a que chegon, por do-
enderecar-se ao-rocino fim, e ser obra do
r do
primeiro, que acabamos de contestar. Alli seceusura
o Excel Snr. Presidente por ler de-pensadcPo Sur.
Coronel de Guardas Nncionacs Francisco Antonio de
Souza Leodo comiuatido da forca etnpn gi.la em des-
truir o quilombo do Catue, e encarregado d'esle ser
vico o Snr. 'Pnenle Coronel do Exercito Francisco da
Rocha Paes Bar ret a quem se derara mais outros of-
ficiaes para screm con ven ien tmeme em pregados. O
Aulhor do cummunicado, eojo fim he s censurar,
seja como for, os actoa da actual Administraco Pro-
vincial nao tendo a que pegar-se, arvorou se em zel-
lador dos diuheiros Pblicos, e sera se dar aotrabaaho
(para poder fallar com conhi cimeutu de caaza) de exa-
minar o astado do quilombo,, o resultado das opera-
coens do Snr. Coronel Ledj^Tfinalmente si o tal qui-
lombo merece ou nio mais alguma attencio, comeca
por urna Geremiada lamentando o nio estar ainda a-
cabada a guerra de Panellas, e ja se preparar urna
outra no Catue conclnindo esta lamentacao comaffir-
mar que alli apenas exslem aquilombades um peque-
o numero de pretos, cuja des per si o eaniquillamen-
to se consegueria com brevidade (1) e menos despen-
(1) Dois mezes nao ser mais que lempo suficiente
para se despersar um pequeo numero de pretos es-
cra'vo ? Mas o Sur. Coronel Lea nio o conseguiu, 4
cipio foi traetado sempre aoavesso do que deveria ser.
Siem vez de para alli se mandar Soldados, e favonear
perseguicoens contra alguns individuos, se estendesse
um braco consilador; si o mesmo espirito de tole-
ranea, e fra tmida de, que reinoo em Pernambnco
de Abril al Agosto de i83i continuasse a reinar; em
verdade tal guerra de Paridlas nuora teria avullado,
e tal vez que nunca a ordem se perturbasse: mas in-
felismente o genio do mal nos perseguiu, e alguma
indiscricoens e pacos precipitados deram comeco a es-
o cs > 4'**'cm u ucsiuiSi iK.sss p^puia^s",
deu lugar a que de ambos os lados se praclicassem bar-
baramos que fazem arrepiar. Deixemos,porem estas
censderaeoens dolorosas, e vamos tractar do segundo
motivo a que atribuimos ochegar a gaerra ao que che-
gou, que be o que nos serve de argumento para o ob-
jecto principal do prezente artigo.
Os actosindescretos queem globo acabamos de no-
tar, a toa t, a perfidia, e tiranas platicadas em i83a
contra inermes e fugitivo matulos tiraran toda a es-
peranca de conseliacao e tornaram orestal>elecimen-
to da ordem dependente das armas. Deviasepots n'ea-
te estado a que nos redusiram inexpertos Pilotos, e al-
guns e-peculador. s tomar-se urna atitude inteiramen-
te opposta quea prntrencia aronselbava em princi-
pio. Urna loica resp< itavel sedevia ter fetemarchar;
enlo deviam se abrir os cofres, e todo o sacrificio fa-
zer para matar no naseedouro urna Hra que nos ame-
ac va devorar; mas o que se fez? Enviou-.se sob o
pretexto de economa, em *et de urna forca queem-
pozesse respeito, e aterrasse os sublevados, urna pe-
quena expedi'cao : depnis que e"la nada pode faxer
enviuu-se outra, e assim mandando-se pequeas ex-
pedicoi ns gasiou-se ke verdade pouco dnheiro com-
eada uma ; mas era conclusio gastafam-se com todas
sommas avultadas, sem que por te deapondio seoo-
Ihesse o menor fruto. A maior parte d'eatas expedi-
coens, ou se cooservaram acantonadas, ou foi am ba-
tidas j obtendo n.*a alguna vantagem quando ellas
se reuniam: os nossos bravos fizeram prodigios de va-
lor, mas faltando-lhe o numero para fazerem face ao
inimigo, nao fizeram mais do que encoraja!-o. D'eata
sorte, aob pretexto de economa, abriu-se a porta ao
mais espanlozo desperdicio. Finalmente dois annos
passaram se n'este sistema de guerra, at que o Snr.
Manoel deCarvall apossado de Pievidencia, toman-
do enrgicas medidas, deixou o trilho errado de seus
Anteceasores, marchou com uma forca respeitavel,
(esta gloria 1 i iguem com justica Ih'a pode contestar)
a abateu o inimigo, que jamis seria ouzado si os Pre-
decessores d'aquelle Kx Presidente livesaem fcito o que
elle fez. Gastou-sa pois muito dmheiro com a guerra
dePanellas, perderam-fe routas centanas de vidas;
mas tudo is'o aconteceu porque, quando se per-
deram as esperaneas de eonsiliaco nio se gastou com
mi larga algum dnheiro, para rio se gastar muito
mais, como sem remedio se gastou, ea.nda esta gas-
tando. O qn<> acabamos de notar a respeito da guer-
ra de Panelas nfalvelmente acontecer com o Cata-
c, si o Ezcel. Snr. Prezidenee nao tomasse, como to-
niou, em con.-ideraco ese quilombo, com cuja ani-
qulaco gastando hoje algutnaa patacas, poupa ao
cofre o muito que gaslar para o futuro, si aquilloen-
rossar, como est eng ossando.
^Na he agora o quilombo do* Catue am simples
coito de poneos pretos, (como diz o commonicado) os
quaes para furtarem-se ao servicr de seus Snrs., alli ae
va azilar; pelo cotrariooon-ta, que, alem de escla-
vos cujo numero allii mam exceder ce, se lhe tem
juntado amitos faccinorosos, que to*rnam aquelle coi-
to mais consideravel do que se penca. Ainda a bem
poucos diasa Fregeza dailPoap da Panella foi amea-
c,ada de ser atacada e roubao'a, de tal sorte' que afim
de prevenir este insulto pSra all marchou uma forga.
Em as estradas prximas ao Catue tem sido atacados
os viandantes ; propried.'des da mesma maneicar tem
sido atacadas ; em fim aquelle coito ameaca os pro-
pietarios, o moradores de sua cercunvisinhanci. Eis
o pequeo numero de pretos, cuja despercao he f-
cil!
* Nao duvidamosdos bons decejos do Sr. Coronel
Lea, e nem que muito se tem esforzado para ulti-
mar a taivfd de que se encairegou ; mas infelismenle
S. S. nada pode couseguireni dois meze, ou mais,
o que bem prova que sua desposiea nao tem os re-
cursosqueoCommunicfldo lhe descobre, tanto mai*
quanto ae vio, que tndoS. S., alem d'esses preco-
nisadoa recnrsoa, um destacamento da Guarda Poli- *
eia! nada conseguiu, a exrepcaS da priza de Acia
duzia de pretos, que tabem podiam ser capturados
per qualquer Capita de Campos. Os bona dezejos
do Sr. Coonel Lea, ata Patriotismo, e desenteres-
is motivos: Primo. Porque aquelle negocio no prin- | ae nada deixam a desejar ; mas estas hejlaa qualidade
tendo, alem dos recursos que lhe descobre o Snr.
CommunicaQte, um destacamento do Corqo Policial,
que teve um soldado estrepado n>s fojos arranjados
poraquellespretinbos, cuja desperslo he mui fcil!!
de S. S. nao tem sido bastantes para reunir um Cor-
po com que posea dar um corte desecivo; precito he
por tanto que outras sejam as providencias, e que
aquelle negocio ae entregue a deaposica de um mili-
lar, la proprio para este servico, como o Sr. Te-
nent Coronel Brrelo.
S. Ei. pois tomando em considerado a seguranca
das vidas e pro;-rdades ameacadas pelo quilombo
do Catue, deu uma forma regular a Forca que o tem
de aniquillar : he verdade que com este aparato ne-
oesssris ae fas algusa d*peza; mas n'is'o mesmo os-
fraS. Ex. genio econmico, e que muito dezeja naS
desfalcar os cofres Pblicos, por quanto, si agora gai-
ta v. g. quatro, he para d'aqai a poneos mezea na
ae ver forcado a gastar 40, ou 50, depois de correr
muito sangue, e hiverem imensas desgranas, como
aconteceu com a guerra de Panellas, que he um ex-
emplo bem recente, que na se deve deaprezar.
Continu S. Ex., como Pernambnco espera, a to-
mar estas, e outras medidas, e deixe os zoilos mor-
derem-se, e no furor de seus delirios, pretenderem
desci.brir defeitosonde os nah.
m.
Publiea$&9 d pedido.
x\Io Grande do Sol. A Assemb'a Legislativa Pro-
vineial findou os seus trabalhos dirigindo aoa seos
Comprovincianos o Manifest abaixo transcripto. Nos
o publicamos tal qualfbi approvado, e de tanto mais
bem grado, quanto maior foi a opposiclo, que na
Avemb'i fz o partidoFarropilha-Lavallejista, para
que nio constasse que o Exm. rrezidenle mereca a
cenfisnea da Provincia, cajos deslinos rege; confian -
ca tanto niais certa por aer pronunciada pelo orgo le-
gitimo da Representarlo provincial.
A Assembla LegisUtiva provincial do Rio Grande do
Sul seus Comprovioaianos !
Ro-Graodanses Totsos Reprexentantea se acha-
vio reunidos eoa virtude da Lei de i2 de Agosto do
anao p. p., a solcitos anhela vio pelo momento de
mostrar praticsaaente huma parle dos beneficios, que
da judiciosa, e poltica reforma do nomo racto Funda-
mental, determinada na sobredita Lei ha de necesa-
riamente provir esta provincia, assim como a todas
ai aulras partes do Grande Imperio Bratileire. Cum-
prio-se a disposicio do Arl. da Lei das Reformas : *
Administrador Provincial *eio instrair a Assembla
do Estado dos Negocios pblicos ; a cutio acabamos,
que huma conspiracio te trama va para fazer eclipsar
do pevilhio auri- verde a ftrella Rio-Grandene.
Teria Cbefo poltico da Provincia as Lea existen-
tes meios bastantes para fcier abortar to arfando pla-
no?
Precizaria elle de medidas Legis'ativat ao alcance da
Assemblt'a Provincial?
Eis aqui, Rio Grandeoses, as questes, que natu-
ralmente ae ofFereeio eonsideraclo de vossoa Repre-
sentantes, em cojo espirito a mais penosa sensaeio era
causada pela terrivel idea de que bouresse algum Bra- #
zileiro assaz desnaturasado para tentar tio horroroso
orime. Casos extraordinarios exigen medidas fora
do andamento ordinario das cousas. A Assembla
convidou o prezidente da provincia a depositar pessoal-
mcnle em seo aeio tudo quanto pensava acerca da in-
dicada conspiracio, e o presidente da Provincia nio
hestou hiim momento en*annuir aos desejos da As-
sembla Aqui declaroo queseo ze!o, e solicilude
pelo bem Pablico, e pela Integridade de Imperio o "
hnviio movido a fazer a Assembla sciente das noti-
cias, qie da conspiracio tinhio ehegado ao seo conhe-
cimento : que julgava ter ns>o obrado cera honra, a
lealdade cumprindo ham dever ; e qae se persuada
de qae no caso de com effeito existir conspiracio o al-
vitreeda fazer publica era Iconselbado pela poltica,
pois que de ordinario conspiraees se dasman< hio s<5-
mente com a publicidade da existeacia del las. Ter-
minou o Administrador Provincia! asseverando, qoe
em todo o caso achava as L-is existentes os meios, de
que poderianecessitar, mas que hojees convencido
de que a conspiraci nlo existe; e queja antis poder
tomar vulto algum plano igual vista dos briosos, e
patriticos sentimenlos dos Habitantes da Provincia
do Rio Grande do Sul.
Aiviados pois, Rio Grandenses, os vossoa Repre-
zentantes dos seotimentos de anciedade, e afniccio
que os opprimiio, persuadidos de q1 iguaei senti-
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DIARI* W PKRNAMBeo.
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meatos terio talve affectado voasos coracSes, julga-
rio de see dever dirigir-vos o presente Manifest, oh
Esposicio de quanlo ba passado a tal respeito, e da
onvieco. em que Machio com o Presidente da Pro-
vincia de que a conspiradlo nfo eaisle, exhortando wo
a conservar intactos os sentimentos de uniio, e ver-
dadero biuot a Patria assim como a necesaria confian-
za na pureea e intences, na boa f, no patriotismo
do presdanle da rrovincia.
Paco da Assembla 19 de Junho de i835.
CORRESPONDENCIA.
^Nrs. Redactores.Consta que Inspector do Ar-
eenal de Marinha o Snr. Jacinto Alves Brance Moniz
Brrelo, tem concluido bum Regulaanento para e nos-
so Porto, que por tempt inmemorial esteve seo el-
le ; por hum tal servido louvores sejo dados ao Snr.
Inspector, a quera rogamos que seja hum dos artigos
a remocio das Alvarengas para outro lugar, visto que
onde < s o animadas impede nio s o livre transito as
embarcacoens miudas, como que he prejudicial ao
forto, e a raeie he lio sabida que nio valle a pena
menciona-la, e parece que Uto mesmo j fe* ver o Sr.
Inspector aos propietarios.
Outra medida sabemos que vai tomar o Snr. Bran-
co, e he de supor que ser de aumma utilidade para a
Navegado desta provincia : he o projeclo de mandar
enllocar boias no Banco do Ingles e as Barras deste
porto: se louvores forSo dados ao Snr. Branca pelo
Reglame rito : mil Ihe sejo dados por esta ultima
lembranca. V S. Seuhoria faxendo deslas obras que
muilo Ihe grangeo a estima dos horneas de bem ; nao
sedisgoste, eceutinue a disprezar como tem feito os
aarcasmos cora que o lem brindado seas inimigos, que
sendo os que se supoem bem longe de o desacreditar
antes muito o louvio. Ouvimos dizer, e lemos na
Quotidiana que o Snr. Inspector disgoslozo, pedir a
sua dimtelo, sentimos, e como. Amigo do Snr. Ins-
pector sem alb o conbecer, pessoalmente Ihe rogamos
que no d esse gostinho a ceria gente, e que conclua
o projecto que nos consta haver concebido da co'luca-
(,-io las boias que muito concorrer para o augmento
da JNavegaezo da nossa Provincia.
Snrs. Redactores dignetn-se inserir estas toscas li-
abas em seu sizudo, e patritico Jornal, por cujo ob-
sequio mu reconbecido Ihe ficar
O Defensor do meritto.
THEATRO DO REC1FE.
Pvinta feira27 do corren te a beneficio de Joio
Bautista Lopes Guimaraens ter lugar sttbre a scena
hum grande ataque de fogo entre infantera e caval-
laria na grande reca Palafox em Saragoca faz-se este
annuneio para nio causar espanto o ruido dos tiros
que serio das dez para as onze da noile, assim como
para acienficar aos amadores da scena.
AVIZOS PARTICULARES.
O
. Snr. Carcunda caixeiro de urna das Lojas da Ra
Nova, abstenha-se de levar do Theatro as vellas de
espermacete, que talvez maoomonado com outrem
manflas apagar nuprincipio dos expecla- ulos: mais de
treztestemunhae de to briozo facto, e lembre-se que
quasi sempre quem vai vela volta a remos : faz-jhe
este avizo o -
Illuminador doThiatro.
tym Pergunta-se ao Sur. Reverendo Vig rio de S.
Antonio, ) qtse o Reverendo Snr. Gama dorme, se
he por alguma Theologia*moral, que authorizou a
eeo Sacristio pata reger a Freguezia, devendo por di-
reitoegratidio entrgala ao seo Reverendo Coadjutor,
que no seo Ministerio tem -hum grande dejeito, que
he (fa'la-se irnicamente) nio saber tosquiar as Orci-
nas?
O Novo Douteral.
fjrm O Snr. Joio Profiri da Motta morador na
Provincia deCear, suhe-so que e>t agora aqu nesta
prtca, dezeja-se fallar com o ditopara negocio de seu
interesse, para urna restituice, procure em qualquer
das lejas de Silvestre GoncaIvs, ra da Concedi ao
p da ponte.
jy Luiz Joze de Souza faz sriente ao publico,
que desde o dia 24 do corren te deixou de ser socio na
..Lujada ra do Crespo D. 2 com o Snr. Joaquina Ce-
lestino Goncalves por convenci que houve entre am-
bos.
try Ignacio Xavier Orneiro da Canha, tem a-
justsdo e>m os herdeiros do finado Joio Nepomoce-
no Carnero da Cnnba, o Engenho Mossupe, no ter-
mo da Villa de Iguarass : toda a pessoa, que tiver
aJircito ao referido Sngeubo como credor, hir reque-
rer oseo direilo pelo cartorio do Fscrivlo de Orfas
da Villa dtaUguarass, aonde se acha o Inventario do
mesmo finado Joio Nepomoceno ; Uto no prazo de 30
dias, efindoeste, sejulgar odito Engenho livre,e
desembaracadn sen responsabilidade do comprador,
ficando sem efivito os avizos inseridos nos Diarios N.
i44, e i45 de 7 e 8 do corrente Agosto.
%JT Dezeja-se fallar com o Snr. Antonio Gomes
da Cunha a interesse seo : annuncie.
trtp- Precisa-sede urna pessoa para lomarconta de
urna venda pnr bataneo, dando fiador: na ra Nova
sobrado D. 32, 2." andar.
yy R..ga-se por obzequio ao Snr. Manoel Antu-
nes morador na Varze que quando vier a praca, falle
no atierro da Boa-vista D. 63, a negocio que o mesmo
Snr. nio ignora.
jgsj Precia-sede 100$ reis a premio, cem hi-
poteca em bonsEscravos ladinos : quem os quizer dar
annuncie a sua morada para ser procurado.
/y O^fuiz, 'ihesoureiro, e Procurador do Patri-
monio da Confiara da Senhora do Rozario desta C-
dade, abaiio assignados, avizao aos nquilinos dos
Predios da mesma Confraria, que nio paguem alu-
gueis a Manoel da Paixo Paes, Escrivio e Perturba-
dor da mesma Lmandade, por nio ser pessoa para
isso competente, nem ao inlruzo Thezoureiro Bene-
dicto dos Pfazeres, para nio se exporem a pagar se
gunda vez: os ditos alugueis serio procurados pelo
Procurador, respectivo em lempo opportuno. Recife
ao de Agosto de 1835.
Manoel de Barros Pessoa.
Joze da Silva Cotillo.
Por Anlonio Miguel Calistro Fereira.
^^^ flSsa*w%w^e^
COMPRAS.
.
_ M Vanguerve ; quem o tiver dirija se a praca da
Indi pendencia loja de livros n. 3? e 38.
|rfljp Urna escrava que nio tenha vicio, alguni.
e que saiba engomar, cosinhar o diario de una casa,
e lavar de sabio ; tendo estas habilidades nio se olha
a preco: na ra Direita D. 27 segundo andar.
A/y 2 mezas de amarello, que sejo pequeas, co-
mo tambem 6 cadeiras americanas, ludo era bom u-
asoj jantamente-cobre Imperial, moeda de 80 reis:
na ra do Fagundes D. 7 lado direilo tendo pela ri-
beira.
\jm* Urna Lazarina demea coronha, e de espole-
ta: no ra Nova N. a3.
AMAS DE LEITE.
%3em precisar de urna ama parda, com muito, e
bom leite, dirija-se ao sobrado de um andar pegado
a Matriz de S. Antonio.
VENDAS.
JVlitoboa bolaxa a 2$400 (dinheiro testa liza) a
.arroba, earetalho a 80 rtis a libra: no atterru da
Boa*vista D. 63.
yy Superior bolaxa a 2$560 a arroba, a cobre
testa lisa, bolaxinha a 3$840, ptimo pin, barricas
de f-rinha a 7&500, e meias ditas a 4^500 rs.: na
ra Direita padaria de Joo Frederico Abreu Reg.
& 1J) barriz d^ma^asde varias cores pela im-
t tde de seu valor : na ra que fica por detraz do ca-
labouco Tellio D, 11.
l^r Um relogio de pnrede : em Olinda junto a
casa (|ue f"i urroaclo na campia 1I0 Carme n. 2.
^CJP Um prrto mosso de bonita figura, pro-
prio pira palanquira, o\i troca-se por outro que
tenha principios de a'faiate, e que seja t>bem mosso :
na ra do Crespo D. 8, fiflo do Sul.
yy Bixas de boa qualidade: na ra Nova D.
27. .
Jf^ Hum trancelitn para relogio com sua chave
de ouro : na venda da ra do Azeite de Pcixe N. 1.
B5C
terobro p. futuro em vante: a quem coavier enten-
da-se cora seu prop ietario Caetano Pinto de Veras na
i.ua Direita D. 11 3.* andar.
PERDAS.
R
_Oga-se a pessoa que na noite de Domingo pa-
ra Segunda fe ira achou a tabolta doJuisdePas, do
2 Destriclo do Colegio, que por mal segura julga-se
caheria da varanda, haja de a mandar levar a caza do
mesmo Juis, que ser generosamente recompensaba.
X^ No dia a3, para a4 do corrente, desapareceu
do Campo de Palacio velho, dous cavallos, sendo um
de sella, caslanho claro frente aborta cora hum s fer-
ro; e outro poldro de prioaeira muda, grande, ruco
escure, com afrente aborta, com hum 5 forro;
quem delles so"ber, os levar a ra da Cadeia velha,
lojaN. i7; quesera bem recompensado.
Ify No dia segunda leira p.-l.is seis e meia hoiflis
datarde sumio-se um violo com um saco de haeta
verde doroito da ra Nova at a roa das Larangeiras
e sup5e-se desencaminhadd por um dos pretos ga-
nh idores quecoiiduziio os trastes para a dita caza da
ra da Larangeiras : quem descubrir ou mesmo le-
var na pracinlia do Livramento loja de Amaro Gon-
calve* dos S.inlos, que l Ihe entregars 2JJ reis de
gratificacio e guardar um inviolavel segredo.
ACHADOS.
Ni
O dia 22 do corrente foi acbada una canoa de car-
regar agoa que ia sem canoeiro : quem for seo dono
dirija-se ao atierro dos Afogadossobrado do Lima que
l fallar com quem a pegou.
ESCRAVOS FGIDOS.
Ntonio, com apelido de congregado, Naci
Congo, estatura biixa, corpo regular, una careos u
rosto de um e outro lado, que rtprceenia barrug.-'s"
liarbdo, com sissas, e fdto de dentes na frente em
b.iixo eemsima, idade 30 e tantos arinos, o>'jo es-
cravo venda pi dariaraent<' ; fgido no dia 19 do
corren i e levando 7$560 de pi, com camisa e siroula
de algodiozinho, e h noticia que foi encontrado
em certa parta com o Snr... que por modestia nio se
diz, o que se far se uio aparecer; e roga-se que por
obzequio o mande trazar por qualquer pessoa, ou
quem oentontrar que ser gratificado com 50$ tei**
no Aterro da Boa-vista D. 65.
NOTICIAS MARTIMAS.
Taboas das mares cheias no Porte do Fernombuc*
\'<
ALUGUEI&.
,A.Lagao-se duas camarinhas na loja pegada ao Ora-
torio da cadeia: quem as pertender dirija-se a mes-
ma loja.
T
M
Manhi.
ARRENDAMENTO.
*%. Rrenda-se a casa de sobrado D. 55 cita n ra
Direita deste Bairro de Santo Antonio, de 10 de Sa-
Navio entrado no dia 24-
IJoSTON--; 42. dias; B. Amr. Florida, Cap. N.
P. Smitb : diversos gneros : Fe reir &Manfiald.
Ton. 196.
Erratas dos Cambios de Sabbado 22 do corrente.
Londres, 4t4a Ds. St. por 1$ contra cedata
39 /jo praUNom.
Lisboa, 40 p. /. <*e fajaio, por prata Non.
Franca, 230 a50 reis por franco.
Rio de Janeiro, ao par.
Moedas de 6$400, 13&300 12&800.
de 4^000, 7^400 7^000.
Pezos Espanhoes 1&540 1$>80.
Premio da prata 60 a 65 p. /. em pagamentoa.
47 50 conli a cdulas.
dasLettras, por mez i a 2 p.#/.-
Cobre i$ p. '/ ue descont.
Pern. na Typ. do


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