Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02925


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Full Text
ANNO DF, HM& -TERCA FEIRA
AUOSTO.
5
DIARIO DE
Pniaevnucn, na Tvp.'nr. PiNitRiRo cFabm. 1835.
NiPjirtwiril
DI AS DA SEMANA-
fl Segunda S Ectevao P. M. And. dos J. do C. de m. c de t. se*,
da T. T. Ch. de t.
Tere S- Domingos de Ousm. Tlel. de m: and do J. de O. de t.
Qitarta N. S. da Neves. serano da T- Pub.
Qninla Tran*ft|riirac5o d." Cr. Re de m., and. do Juiz do C. de
. m.('(lL >jt na Prejiiezm da Si'--
Seatt S. Casiano ewo da T, V. de ni. e and; do .1. de O.
8 Sabbado. Jejnm Ciraco. ITclacSo-de'm. e nid. do V. Q.
de t- (ni Oliwla. Lita ch. a 1 h. e 1U.0. da i. ,
0 Domingo S- UomHo
Tmlo a?ora depende de no* mrsrao, da. no**a prudencia, mode
raciTo. eenergia: continuemos rom priiicipiainos, e seremos a-
pontadoscom :i Proelamn^o da JnumbU* '0rnl do Rratil
StMcr'eve. fa, e IMI Praca da Independencia N. 37 e3: onde erecohem
MtfeTpndcncisalceafinfuis eananelo hwerndo-se ete* gra.
tis'sendo dos iironrioassignaiiles, e viudo awignndos.
PARTIDAS DOS CORREIO?;
OlindA;_Todos os das ao meio di.
Goiana, Allia'ndra, Paraiha, Villa"do Conde. MamanMrape, ri-
lar. Real de S. Joo, Brej*-4'Areia, Rainha, rntajNn. Ro
Soasa, Ciilade do Natal. VN'a de Goianninha, e JiovardaTnmrea.
zai CidapVda Fortaleza, Villa do AquiraV, Monto njor novo-
Arncatv. (~a>ci.v-l, (enrod, Grh.-'n. Imru-ratrlz, 9- Bernardo,
S. Joaodo Principe, Sobrar. Nvad'KlRev, Ico, S. M atheaa, 'i-
hc.Iio do Miiigge, Santo Antonio do Jardiui. Quexcramobm, e 1;
n.-iiba Segundas e Sextas feiras ao meio dia.
Santo A ritan- Todas as quartas feira an meib dia. .
Garanlums, e Bonito- oos niiak 9 e 23 do mes ao meto (Ha.
Flore* no dia 13 dcada diez at^ meio di*-
Serinhem, Rjo Formozo, c Limeirs-Segunda, Qurtae,
extH feiras ao meio da.
nanriian
vamimmn

Resposta V07. do RlMi-il'C N.* a0 sobre a questaS da
desapVopriacIo dos be-ns da Ordena "Religiosas, e
exlincco desta.
A.Nl de entrar na materia seja-me dado advertir
VoB doBbiribe, que se re*endo sempte cora
caracteres Ilaliros a palsvra Benedictinos, leva a mi-
ra nuhsairar-ine dealgunut ski le; engaare com-
pt.-tamenle ; porque se la rousa, de qo'e me eu liu-
iv, e glorie lie de t>r >ilo Benedictino, Ordem res-
pciUvel, a quem as Letras san devedora* de relevan-
tes servicos, o que nao deixou de confessar o mesmo
Voltaire : e como qoer que circunstancias da vida me
forcassem a secularitar-me, son tanto menos suspeito,
quatido defeiido as Gt>rporac5 nao pertenco a nenluima, neni dt-llas pesso coher van-_
t.gi-m algnma. Falla pro n.im a roinricicio, falla em'
miro o amor da verdad, o interesse, que tonto pe-
la prosperidade lo Br**21, roioha Patria; p.sst esiar*
engaado ; inas uio seda etn raitn carencia de boa f.
Mas vamos ao especial.
Comeca a Voi hum sofisma, qtte chamio as Escolas--Cum hoc, er-
so proptei mee ; cojo .-y!ogism( vem a ser este Hea-
paiih*, e I'oitugal esto limito pobres, emi*eraveis:
l existenimoiios Concentos de Frades; lofto osFra-
des sio a raxiosafficienle dapobr-ta, e decadencia
d'aqneltes doua Reinos E que dir a VozdoBibr-
bef selbe eo m-islrar, que Hespauha, e Portugal ]
torio mu ricos, e florecente na epoclia precisamen-
te,, en que contagio maioi' tuimero rleFradesP Os
Reinados de C-rlos 5 e o de P. Manoel foro os
lempos de mais riquea, prosperidade, eglotia des*e.s
douj Reino. O priroeirn jonton a Coroa de Hes-
panba ao Imperio da Alemanha : fo senhor da Ita-
lia, fez tremer a mesma Franca, pxtendeo o sen po-
dr pela Amei ica, donde Ihe io frotas, e frotas car-
regadas de oo.ro. Florecerio entio em Hespanba as
Arles, e ciencias ; fui finalmente o Reinado de Or-
los 5.* para Castella o que foi para Roma n Reinado
de. Augusto,, e para a Franc-a oda Lu''. i4: prde-se
dizer, que foi aijuelle o secuto dos Frades. Levan-'
tavo-se Conventos em todas as partes, e todo o Novo
Mundo ais foi conquistado com a cruz, e Breviario
dos Frades, do que peLs armas dos ReisCalholico, e
Fidelsimo. Tul era em fin o espirito Fradesco d!;
rqwclles lempos, que o mesmo Carlos 5.* aeabou, fs-
zendo-se Frade noMorteiro deS. Insto.
Quem ignora as grandezas de Portugal no feliz Rei-
nado de D. Manoel, conhecido pelo sobre-nome de
venturoso ? Foi enlaS que se fiseraS os grandes des-
cobrimt'iitos d'^ia, e America : foi enia que Por-
tugal a>SL'imoreou-sc dos paizes mais importantes do
Oliente, conquistou a frica, e fez-sesenhor do Br. -
sil. As 3uas esquadras qualhava os mares, e erio
respeiladas das maioivs Polenrit*. EntaS apparece-
ra os grandes EsTtptores de Portugal, as Artes, e
Sciencias comt-garaS a medrar : bavia muita riqueza,
gente para todos os mUere?, era geral a prosperida-
de e nao tero cotila o numero de Frades, que enlaS
exis virem catbequisar osiudigen8S do no;-so Brasl, dou-
trina-lo, e instru lo. Logo se val o argumento da
Vo/.doBbiiibe; eu posso ret-rquilo, e dizer coro i-
gualraaS- Nos Reinado de Cat los 5.* e D. Manoel
havU grande quantidade de Frades em Hespanba, e
Portugal: estes piizes entlo IWeriaG muilo, lg<
todo foi evido aoa Frades. Qne tal acharia a Voz
do Bihiribeo agambito de hum retrogrado, que
(lissesse porex. N despolisnw, nao havia tantos rouho*; n5 appareeia
tanta insubordnac*5. tapta desotdem, cori:o agora:
agora ha ConslitoicaS ; logo a causa le todos essts ma-
les he aOonstiluicaS? Nem mais, nem menos be o
sylogismu da Voz do Bihirihe.-
" Em quesi'S de Tac tus, k5 estes deaem ser produzi-
dos; eiid6ptoosc5.svagas, d prova, que na5 >ej.i a a>s< rca de hum individuo,
muitas vezes .paixonado : ecnriipre qne a Voz do
Rihiribe nao decida tanto (festalo sol e fado*, decn-
i" veracidad trao nos cita, se na5 a su palavra hon-
rada Em que he, que os Frades do Brasil tem' sido
pezados a<.'Thez'ur Nacional? ApparecaS as pro-
vas disto. E.Ihs : e si5 taes, que bem most.a a h;.
geireza, e snperficjalidade, com que ese Peridico
vntra em Vmelhmlen mat i as. O Convento do Car-
ino deOhnda retobia da Thezouraria 4.t annuar :
100^) Os <'e-GoaiiOR, e Re.-ife, 90^ os Benedicl.no.s
de Olind). (a cuja Ord*m tive a l.strncta honra de
perlVnce,)&v-. Q'iie eab-dal ettorqni!* a N-cao K
sale a Vot.lri Ribiribe p qne e.a da4os rssea vrn
tehziMbos? Os antig..s Reis, como Gif s-Mealres
deChiislo. as-en'ar.6, qnedvinSfomecer degmza-
mentos sigilas do Brasil, i toV ; dodiubp" *
fieienle para virfh', ls"rias, e Tr}bs p..ra as MkSW,
vto percberem os diiimo^: e*ta esm.tla f conce-
dida a umitas Igrejas ; e bem se que t. 5 diminutas
quantias nao'er.5 cerlamerlte pata suientacao, e roa-
nutencaS dos Frades : e sr cri.ne reatar qnalqwer
quiln, qne gr.t mento tirouaos Frades essea pingosde rra, que fa-
litnQ o grande dficit do Thwooro, e essas con-ulera-
veis somas talvez sirva5 para aroortizaga da divida
Inglaterra-, e'o* Ffade nao seqneixra5 disso : mas
porque na5aponta a Voz d. Bibiribe os centenares
decontos de reis, que os Benediclmo* e Carmelas
tem dado voluntariamente para as preci-o sdo Esta-
do? Qoal re o subdito Brasileiro, por mais rico,
qneseja, que possa competir em donativos para as
necessitlades publicas com os Alonpes de S. Bentq/
Nada di-lo val, nada ,s absolve doanalhema : e*q
se toe por diante os tristes 90^). dadoa annualmenle
para guizamento da IgrepiP Saiba a Voz do Bibi.ibe,
de os mesmos Benedictinos chegara5 a fazer a s,a
custa hnro Tasto aquartelamento, que derao ao-Estado,
e hura Palacio para o Bei na llha do Governador; e
na guerra ta Independencia contra o Madeira d rao
liberdade a hum na5 pe os ecravos, e asserrtara&lh p-aca para defenderem
a Causa Nacional. Aonde e>ta5 os SnM. Seculares,
qUH lenhao feito nesn o dizimo ? Hum onheco eu
na5 poueoabastado, que gasta sua prezmnpeao de
Patriota, e na5 dispensou o mesquinho honorario de
15, ou 16 dias, que estere Depulado,- A rasiode 4)fa
r^is por dia Todos papaguelo em Patriotismo ; to-
dos I.menta5 o misero estado das rendas publicas :
mas lodos furta6 o corpo a acrifieios de dinheiros,
e netibum sabe imitar a generosidade dos Frades, que
sao os primeiros contribuir, quando o Estado pre-
cisa, sem outrs esperanca mpN do qne os sarcasmos
dos reformistas, e as invectivas I robic-a.
Na5 h/stroem, q un tito a mim, direito de pro-
priedade dos Frades as Leis antigs, e modernas, que
Ibes prohbeos a compra, venia, 8ev. de b.-ra de rata
sem previa brenca lo Soberana. Essas Leis tinhS
evidentemente em vista cottarcm o pauso a ess
Corporac5esdeeetiquererem em demasa, e esta
bidrucr huma exceesiva de>Riialdsde de fot tuna a res'
peito los mai subditos; porque be prspr.io d* twls
is corpos colectivos procurarea dar ensancJ* ao.seu
poler, consideraca, riquezas, tcr. : roa* essas m-
didas restringem, e na5 d.stroem o ssg.ado direito
de propriedade, ta5 citado a cada passo, gararrtidrt
em toda a sus pleilude pt?laGmstituig6, e so ta6
men to di homBm Fradc !
Jlgo excusado tvp'odnzir outros miutos argu-
mento-.m favor da joslis/uu* causa, que dafrndu |
p >r que j os tenho cfferecido por muis vezes ho
Re pcitavel PuSro. A Voz do Bebfribe na6 sdian-
la Imni. pa>so-, piza, e recias no mesmo Ierren}'
amarvada, e asidaao sen fabo supposto, i*to be ; qud
qaiantoslinspos&nemlioieos Frades foraft Ibesdotv-
dos p-lo GoverVto, e por paiticularet. lasa/JlB, que
en neg ; por que f^lso. O Govern tespeilo dos
Frades do Btazil nunca foi leador, *e n,6 de>fru.ct*-'
dor : alguns particulares (Ieixrii5.O8C>0vente es-
nol"t e'egadoa: roas o que r5 essas deixaa?.Erl
matages. er.. rbarhaeaa, qtie s Frailes ciiltivr*5,
e linnarao faz en las preciosas : na6 tera.5 alies li-
reitoso menes a Untas bemMtorias? E de mais quem
constituioao Govetno herdefro dessea bens prinfti-
va, doadospela piedade dos fiis ?. Estes factos be,
que a Voz de Bil>ninebve rombater, e rstruir c-m
ou tros factos, e ua5 com hum I o decisivo, corftoSe
te Iractasse de materias dgmaticas. As esmolaa fo-
r. 5 dadas, com esmolas, islohe; sem condicao al-
gnma. Os Ivmena d'aqneHlestemp"s dera5 sosCon-
venles esla, ou aquella porca5 de ierre,' que era sua;-
porque muilo quizer5oom o ovsmo direile, com'
que liojequalquer pode dar a oulrem o que be se!:
deraS Ibes sem nenlruma resinccaS ; por que ast.m
Ibes ap'ronve, e ninguem cm JHstica pode tomr
c seus bns, hnma ves que com kso nao pe turbem a
ordem rfublica. Outras ierras Ihes foia doadas com
tes e tees obriga?5es Beligisas, prehenebidas ef-
tas.naS b direilo de Ibes tomar contas do quefczem
d'-s producios dessea bens. &pponhamos, que o
Governo-era o Teslamenteiro Universal, ohrrgado a
velar na observancia las condic-Ses de todos os testa-
mentos ; e que os Frades nao MtAcsaS as pen>5es
dos sens legados o qne he, que dict'6 a rasaS, ea
ju-stica ? Que o TstamenUro empolgue os bens,
chame-os a si pa*-a os rpartir pelos eus nunca fin-
loanfilhados, ou que abrigue os Fiades a cumpriros
itii>ain legados ? Esta medida be fundada emitida
a juslica : a pi iroeira he tactioa di cova de Gil-Blas.
Mostr'a Voz do Bibiribe, que o Governo be se-
nhor .dos dos paniculares, que pode disp&r dellesa
aeu talante, que eu me convencere! das mas rasos :
mjs quanto extinecaS das Ordena Relig.osas enm-
ure que a Voz do Biribe prove, nao com sa-ercOes
vagas, mas com fictos, ou auctoridadea respeilaveis,
que os Fradesse6 prejudiciaes a Poltica, ou a Re-
ligiaS: prove com factos, que os Frades do Brasil
tem tramado revolui-S*, on se oppozeraS nossa In-
dependettera, e Couslituig.i5. Ah! I>em longe disso
quam lacil me seria indigitar Vos do Bibiribe oser-
vic>s, que muilos Frades Brazileiros tem prestado a
Causa' da Liberdade patria Prove cora lados, que
riLEGVEL (JMUTILADO


%
~
DIARIO DE PEBiNAMBUCO.


os Frades do Brazil prega, ou en^inaB o Malerialis
ijk ^Athe>mo, e a Moral de Epicuro. Sim sao os
W%} do'Brazil, que lem derramado pelo Peno o
Systema da NAarea, o Bom senso, o Giudo**de P-\
gol-le Brum, Ca la de Talleyrand ao Papa, a The-
reza Filosofa, o Templo de Jalaba, e oulos rauitos
l"v.- 5m> .. ;;-- f..K.. .Ia innnnM.iln O
35 -.^.w, ^%.- icui HIHUI.UIVIHV.---------------c. -
virus corrosivo da IrreligiaS em os eutr'ora innocen-
tes habitadores do Brazil: sa6 os Frsdes, que nos
tem innundado de. Novellas seductora.', q;.enodou-
rado copo de hum*ajlQ agradavel,. tem Inigamenle
propinado o veneno 3a immoralidade : s6 os Fra-
des os auctores, e propagadores desses quadros lasci-
vos, dessas pinturas toipis-imos, que de publico se
de-pachu* as nossas Alfandegas, e de publico se ven-
den! por toda a parle: s&8 os'Frades finalmente os
que lerantaS Projectas para que se pe do Trono ao
Sr. D. Pedro a. reduzindo-se o Brazil a huma
Democracia de compadres, eboas laminas, e que se
d cabo da Santa ReligiaS de nossos Pais : os Frades
emsuroraa lew engenhos, fazendas, escravos, pre-
dios uifcanos, prta, e oaro, e conseguinlemente tem
lodos esses crimes mu sobejos >.para deverem ser ex-
tinelos } por que laesbenssa milito cebicados por
varios patriotas, a quena compre arranjar, e conten-
tar. Que be feito de tanta riqueza, que se lomou
os Jezuitas ? O mesmo anda haver quero perpunte
, respeito dos bens dos Benedictinos, e Cairaestas,
se estes sufrer m o mesmo golpe, dado pelo philan-
tropo, e liberal Governo do Brazil.
Admira-me cei lamente o desfaslio, e seguridade,
com que a Voz do Bibiiibe diz, tinha a appresenlar
( mas naappiesenla ) os as^inios, as intrigas, e
mil cu}roa crimes, deque tem sido culpados os Fia-
des, j ni Europa, j na America em MU descoberla,
no Paraguay, e no proyrio Par nos seus prmeiros
tempos ...'., e que se6 elles a cansa do estado irreli-1
gioso de parte da nos* populacaS. h-ie de acre-
ditar toda essa catilinaria sem outra prova mais, do
que assercaS afirmativa da Voz do Bibiribe? Que
rer ella concluir dos iros, desvarios, ou rimes de
alguns Frades a culpa de todas as Ordena Regulares ?
Se he esle oseuar^uraeuio, naoh classe na socieda-
de, que n'a6 de va ser ex I neta ; por que em todas
houve, lii, e ha de haver individuos corrompidos, e
perversos.
Jemsido ludo isso os Frades na Europa, no Pa-
raguay, &. simple-mente por que assim o afirma a
Voz do Bibiribe. En vou'produzir da assersao con-
traria aucloridades reipct..bilissimas, e nao suspei-
tas, aucloridades naS de Frades, mas de Filsofos, e
Filsofos da encola moderna. O Publico judicioso,
e imprcial decidir quaes merecem mais crdito, se
sabios la abalizados, e couliecidos, se as graciosas
inveclivasdt Voa do Bibiribe. O Doutor Wjlliam
Roberlson, Si cicdadeReal de Londies, da Academia R al de Ma-
drid, e da Imperial de S. Peter/sburg, grande Filoso-
fo, da Sceila Presbylerana em a s:>a Hi-toria d'Ame-
rica, vol. 4- ,' exprime-se desta sorle a respeito
das Mistos* Os Frades misionarios Hespanhoes,
longa de oppi imirem os pavos, foraS sempre para os
indgenas rainitros de paz, e con-tantemenle. se es-
forcara por arrancar das mios de seus oppressore.s a
. vara de ierro, tanto que por sua uiediac-iS he, que
os Americanos obtiver8 todas as leis, que se enrle-
ressava a docar o ri^or da mi soite. Buflbn, o
sabio, e espantoso Buffon no tomo 8. c da sua H sto-
ria Natural, diz desta maneira. As Miss5es "( o-
hra do animal Frade) suhnvltera mais homens
em asNacBes barbara-, do que os exordios victorio-
sos dos Principes, que as subjugia ; neiu d'outra
guiza foi conquistedo > o PARAGUAY, a A docu-
ra, o bom exemplo, a caridade, e exercieios da vir-
tud* (dos taes Frades asgassftios, intigantes, e
irandes crnanosos ) constantemente platicados pe-
os Missionarios ( a canalha Fradesra ) fizera
impressafi nesses selvigens, e vencera neIIes a des-
confianza, e ferozidade. Muitos foraS por seo p
em busca de huma lei, que tornava Ia5 peifeitosos
homens, ea ella se subniettera, e se reimira era
aociedade. Nada mais honro o Religia ( a Re-
ligUo Catbolica, que deseja ver ex tela o Sr. De-
futado Rafael de Carvalho : quem sabe, se elle he
Vade ? ) nada mais honroso Religia, do queter
civilisado asNacoes, e lanc'adoos fundamentos dehum
Imperio, sem ou tras ai mas mais, do que aa da vir-
tude.
ltimamente Mr. Matier na sua obra publicada
em i8ia, intitulada Influencia dos coslumes
sobre as leis, das leis sobre os coslumes, obra pre-
miada pela actual Academia Franceza com Ofy
francos, na pagina 298 pensa desta maneira Em
verdade appareceo no mundo moderno huma Corpo
racad Religiosa, famosa -em os annaes dos ltimos s-
calos (talla dos Jezuitas ) a qual concebeo o pro
jeclo de crear huma ospecie de congregapad, ou ii-

ero cuja evccucaC desenvolveohum raroconhecimen-
iodos iulerefses'moraes, e polirico*da bumanidade .
De*la soite o PARAGUAY fiereceo a mais es-
pantosa das creacSes modernas, huma Repblica flo-
recenle uo meio dos defertores, bomens felizes
. ( aeeljes tinhaS por niestre Frades asassiuos, n-
ii-ioanip.. p ^'erados ) com mais completa sub-
mi's vuntade deseus ebefes. Huma t palavra
na
explica este fenmeno- e vem i ser ; a l n'alta,
immrnsa -[.perioridade dos mestres ( Frades assas-
sinos, e l&tiinorosos), dos legisltdores, e conce-
heiros,;a quem e.'S's povoac5e confiavaS o seu des-
tino. Parece-me, que auclridade deRobertsoij,
de Buffon e Matier podem contrapor-se aos dictas
singulares' da nossa {?azeta Voz do Bibiribe. Ainda
poder citar-lbe obitbio Anquetel na sua Historia U-
niversal, onde ?e transporta de admirap;5 vista do
sabio governo d<.s Jezuitas no Paraguay : jjodera ap
presentar Voz do Bibiribe a auoioridade de hum
Bocha Pita, de hum'Castrioto Lusitano, de hum Vas-
ron callos as suas Historias do Brazil, e a de D.
Francisco Manoel em huma das suas Epanaphoras; e
veria, como todos referem os importantes servicos,
que os Jesuta?, Benedictinos ( os meus predilectos
Benedictinos) Carmelisths, e Franeiscanos fizera8
ao Brazil desda epocha do seu descobrimenlo : mas
isso excedera muilocuileza de hum Peridico; e
esta Correspondencia ja va i enfastiando de proJixa.
Concluirei pois aconcelhando Voz de Bibiribe,
que ero quesloes de facto na8 prefira sentencas desti-
tuidas de provas, de testemunhas, e auctoridades fi-
dedignas, sob pena de a niuguemconvcucerem os suas
propc ices. Extinga-se muito embora os inno-
centes Ordens Religiosas do Brazil, sejaS empolga-
d ctivas contra os Eradrs, desapparcc.6 muilo embora
do Imperio da Santa Cruz essas Corporaces presta-
das, e caridosas, votads a J. C, ao mesmo passo
que se v.-8 ellas estabelecendo nos Estadas Unidos
( cojo Governo he' hum piegss, que nada conhece
ilos seu iitFhsse8 ) ; d se esse ultimo golpe lano
desejad ; por que em Gm ha-se de cumplir o proje-
clo do Filosofismo ; pore'm quem viver para esses
tempos, ver o destino, e applicac-<8 desses bens, as-
sim como baje estamos vendo o fin, que levia8
as ta exageradas riquezas dos Jesutas. Hojex-
lincuem se os Frades ; p'br que sao ricos t. obem sao
vadi-'-, ludrSes, assassinos, eo que quizerem ama-
nhi car;ii8 os Padres, ed'elles dira8 o mesmo, que
dos Frades; fra com tudo, que he coroado, fra
com Culto Calholico, que de ve ser substituido pela
ReligiaS da Nal meza, cujos Apostlos sa6 os He-
brei'o-, os Diderots, os Rou?seaus, os Boulargers, os
Volheys, Os Dupuys, eo grande Patriarca de Fer-
nry : os finetas seraS os mesim.s, que colheo a Fri-
ca das sanctas doutriuas desses Douclores. Chamem-
me embora hypocrhas ; pois o nao sou, e internis
se! tis DeasJ maso que po--so asseverar he, que quem
nao uve Missa, iu8 se ronfessa, nem rumpre as o-
brigac6."S exlernas da Religia. pelo menos merece
o rp'thi lo de muito inau Christa.
T' ni respondido por esta vtz Voz do Bibiribe.
O Esctiptor do CarapucciiQ.
*
RIO DE JANEIRO
Assemhlea Geial Legislativa.
C4MABA DOS SENADORES.
Seso em 23 de Maio de 1835.
Presidencia do Sr. Benlo Barrozo Pereira.
Wl Elas io horas emea sendo presentes 29 Senado-
res, declarou-se aberla a sessio, leu-se eapprovou-se
a acta da anterior.
O 1. Secretario deu conta do seguinta eipedi
ente: <
ORDEM do DA.
Conlinuou a 3,* discus*a5 do artigo i. do pro-
jecto, que prohibe o estabeleciroenlo de Morgados,
Capella8, &e. diado pela hora na t-esso anterior.
O^ Snrs. Saturnino e Visconde de Ca. ihu continu-
rao a combater a disposicao do artigo, fondando-se
em que nenhum mal po vem da existencia d<> vincu -
los, por isso que elle no Brazil se nio arillo no mes-
mo caso que na Europa; e furo contrariados pelo
Snrs. Paula Souza, Vergueiro, Borgea e Carneiro de
Campos.
Dando se a final O ai ligo por discutido, posto
volacao foi appi ovado.
Eulroo ern 'llscusso o artigo 2. coro a emenda
deredaccio aj provadaem segunda ili-cu.sslo, sem ob-
jeceo alguma, deu se por discutido e foi approvado
aonformt o vancido.
Entrando em discus-lo o artgo3. s f >i a final ap-
provado conforme o vencido na segunda di Discusslo doarWgo4. com as emtndasappro.
vadas em segunda d-.scnsso.
SofTreu alguma.s reflexes relativas a redaeco, p6r
cui'o motivo oPresidenle lembrou, que para 'ha Ver i-
des nova era necessario fazer-se emenda, oornue
Commissio de redadlo linhaj de limilar-s ao venci-
do na casa.
O Sor.' Carneiro de Campos mandn jnesa ase-
guinte emenda ." .
Tica em viger a abolico dos vincules em poder
dos administradores dativos, ou legtimos cabidos
<4 emeommisso: salva a redaeco.
Foi apoiado e dando-.-e a materia por discutida
posto o ai ligo vot.-co salvas as emendas, foi appo-
vado, assim como a emenda do Sur. Vergueiio que
passeu a segunna oisCUs^, se ao mesmo arrigo efferecida } appiovando.se a nova-'
mente offeiecla peloSnr. Carneiro de Campos.
Seguio-se a discusso do artigo additivo offerecido
em segunda diseusslo pelo Sur. Malta Bacellar.
. A elle offereceu o Sur. Borges a segunde emenda :
^ Diga-se, bens doados, em lugar de vinculados.
Foi apoiada, entrando em discusso, o Snr. Malta
Bacellar mandou mesa esta emenda : Depois das
palavia~aoapn/ica m do culto divino; o mais como n< arligo: Sendo
apoiada deu a hora, em consequencia do que ficou a
mal' 1 ia adiada.
O Presidente d< u para qrdem do dia da sessio de
25, a materia adiada, e a discusso do projec'lo sobre
os Commandantes das Armas e trabalhos de Coramis-
t8es e levantou a sesso pelas duas horas da tarde.
'
CMARA OOS DEBUTADOS.
Extrato da Sess&o em 23 de Ma.
Presidencia do Snr. Araujo Lima.
M. Eila a chamada pelas dez horas da manh, e a-
chando-se presantes cincoenta e dous Diputados, o
Presidente decfarou aberla a sessaS, elida a acta da
antecedente fo approvada. O i. Secretario deu oon-
t< do espediente.
O Sur. lenrique de Resende o'itendo a pal.vra
disse que lnha apparecido no Jornal do Commercio,
a noticia deque no Para hornera huma nova revolu-
;o em que fra morlo o novo Presidente e militas
pessoa* que em vi.^ta pois de snielhaute noticia nao
sabase era honroso para sla Cmara e me-mo para
todo o Brazil, o continuar-se 110 mesmo silencio, que
se tem ale aqu continuado a se niel han te respeito; e
notara que se tem mostrado certa cei ta lrieza para
com os crimes, a par de lano fervor a respeito dos cri-
minosos ... (Apoiado) que.havio duas cousas a
observar, e vjm.o asir, senos podemos punir cri-
mes de sedicio e revolucio, ou e apenas temos huma
forca ideal; se podemos com effeilo punir, eternos
forca, he preciso emprega-la as circunstancias neces-
sarias; e se acaso nao podemos punir os criminosos,
melhor seria lirar- mu-nos da trela de governr;" e he
por isso que requeiro Cmara que se pecio ao Gj-
verno informac,8es sobre o e-lado do Pai, as provi-
dencias que lera dado a semelhante respeito, e as cir-
cunstancias em que ltimamente lem estado aquella
Provincia.
O Ilustre Deputado remeltea hum requerimiento
' mesa para que se pecio ao Governo ioforma;6es so-
bre as coiisas do Pai e as providencias dadas e qua
se pretende dar tal rtspeilo.
Enlrou em diseusslo.
O Snr- Macel Monleiro oppz se asegunda parte
do requerimento; em consequencia dos termos em
que es I concebido.
O Snr. Henriqu^e de Resende concordou em qne
havia falta deredaccio na segunda parle do seu reque-
rimento.
Julgatido-se discutido o requei ment, foi poslo
volac at as palavras providencias dadas e ap-
provt>u-se. A segunda parle loi regeitada.
Leu-se eapprovou-se o seguinle requerimento do
Snr. Figueii a de Mello.
Declai "U-se ficar o negocio adiado, e decidi se
Eor volacio da Cmara, que se imprimase o parecer,
>-m romo a caria co Sur. Honorio Hermeto Coraeiro
Lelo.
ORDEM DO DIA.
Enlrou em diseusslo o pi ojelo e emenda do Se-
nado, relativo s formulas que se devem seguir a res
peilo das ptssoas, que devio ser julgddas 110 Sena-
do.
O Snr. Paula de Albuquerque pedio licenca para
retirar a emenda que tinha offerecido na sessio de boa-
MUTILADO


DIARI OE PBRNAMBUC
3,
lem, eaprrsentar oiftra a lodo o projeclo. Foi-lbe
comedida a (crica, eo Ilustre Depu'ado remelteu
mesa huma nova emenda, qu f>' apoida.
Pedi-sc o adianienlo.da materia para re mpiitnir
a emenda rom urgencia, e sendo apoiado, foi afinal
approvado.
Fnlnii em dlMrnssfn a resolucln adiada de hon-
lem sobre os empegados no Arsenal doExercito.
A emenda do Sur. Paim ao aitigo, para que
a disposiciu de>-presente fb>se extensiva ausemprega-
dos de todos os Arsenaes do Brazil; e que os porteiros
presta.ssem huma Banca p- los objertos confiados sua
guarda, foi retirada a pedido de seu autor.
Julgou-se a molera discutida, e o 2. aitifo da
resolucio Ibi approvado, bem como a emenda do Snr.
Rodrigues Torres. A rexiluco foi adoptada, e pas
sou Commissio de redarlo.
Leu-se o parecer da Commissio de" Poderes sobre
a iudienco do Snr. Cornelio l'\ahca para que sejio
.mamados como Depulados Suppleiiles pela Provincia
da B ihia, os Snrs. Monteznma, e Juio Joz de Oli-
v plnte pela falla do Snr. Manoi 1 Alves Bianco; ea
Commissio depois de referir as razOes em que se fun-
da, conclue que nSo | de ter lugar ntmhuma das pre-
tenc s cuntidas na indicaco do Snr. Coruelio Fian-
9a, &c.
Forlo apoiadas as segaintei emendas ao parecer ;
al.* do Snr. C'-rnelio'Franca para que se chamem os
Sopphmtes, pela Provincia da Baha, os Snrs. Monte-
zuma e Junqueira, qne existern na Corte; e se proce-
da eleico.do Supplnte na vaga do Snr. MtfBoel Al-
ves Braneo.
A 2/ do Snr. Paulo Aranjo, para que apassar a
emenda do Sur. Coruelio, se chame ao Snr. Manoel
Joz de Aranjo Jnior, Deptjlado Supplnte pela
Provincia do Cear.
A 3.* do Snr. Odorico Mendes, para que a pissa-
rem as emendas o Ser ec i das, se chame aoSnr. Paulo
Barhoza, epulado Supplnte pela Provincia de Mi-
nas Geraes. ?
Depoi> de hnrrr-vivo debate'sobre a materia, jul-
gou-se Miffifieiit-mente discutida, e posto o parecer
voleco, foi approvado por b\ votos..
Todiiss emendas fiVaro prejuVlicada.
O Presidente dcu pata ordeni do dia 25 a 3.' dis-
cusso dafixacio das forcas de Ierra, a di cu.-so de
cutios piojelos, e tevantou a sesso depois das duas
horas da tarde.
O
GOVEUNO da PKOVINCIA.
Expediente do 1. de Agosto
'Fpico A' Cmara de Serinhaem, em ie*pos-
la ao neo ofliciode 24 do passado, dizendo-lhe que
por yv/.er tem o Governo ordemnadolhe que provi-
dencie elU a cerca da ponte do Aojo pondo em exe-
cuc.5 a Le de 2o, de Agos'o ere 1828, corno- isltima:
wetAe se In^oVdepynou em 9 de Agesto de j83.
Portara. Ao Comm.ndanle do Paquete
Conceica para rernetter ao Gommndaute do Paque-
te l'Vliz os dous Marmheisos que troce a seu bordo
ptMiencent.s a Fragata Campista;e E-eftna Rio da
Praa. *
-__Ao Commaudante do Paquete Feliz para trans-
portar o Para oh a Mrinheiros de que traeU.i fre-
cetlente P01 taria."
__ A o mesmo para transportar ao. Porto de seu
destino 0.1. Tenente Carlos flodrigms.
-
n
DIVERQA5 REPARTICOENS.
CMARA MUNICIPAL n'oLIMJA.
8..' Sessao ordinaria da 7 de -Fevereiro de i35.
<&
Piezidencia do Se. Peixolo.
^BErta a Sessa coinparecerafi os Srs. Doulor Cha
gas, Azee-lo, Faria, _Cola, Serpa, e Passos, faltan-
do com cauza os Srs. Oliveira, e Fe reir.
onou
O Secretario dando cunta do expediente menei-
u humofficiodo Juiz de Paz do 3. Dfstricfo re-
metendoa propo>ta de E-crvi5 na pess<>a de Salaste
ano Jozi* Cezar e Mello, e varios individuos para
Inspectores de Quaileiroens; a Cmara o* houve pt*r
aprovadoe que fosse officiado dio Juiz de P.(z" para
mandal osque venh 5 preciar o competente jm amen-
to. Nesla.Ses.sa6 o Procurador aprezenlon s<>as con
las do trimestre prximo passado remetida a Com-
mis>ao do r. Cosa, e Oliveira para o aeu eXame.
Ordenidodia. Conlinuou-.se na reviza das Listas
parciaea dos J'iizes de Faci deste Municipio coma
jesistencta dos Juissea de Paz e Parocho, revndo-se
apenas o 1. e 2. Dittriclof. Houver6 varios
reqnerimenlos de partes, e por dar a ora o Sr. Pre-
sidente hfcuvc a e.s.-a6 por feixada e fis esta acta em
que ass'gnaia. Eu Manoel da Motta Sikeira Se-
cretario da Cmara a iscievi. PeXoto, Vttl.
Ateredo Faria Cosa Serpa Pasios.

Rendimento dm jiljandega de Pernambuc, no mez
de Julho ultimo \ asabcr:
FIREIT08 de i5 por/........ 86:ia#73i
Premio de /, por / sobre os Despa-
chos a prase.................. i:77o#)4
Expediente 1 /, por -/............ 9:,88^767
Armazenagem /4 poi /........... i:5i4%5oa
Direitosda Plvora 5o p. /....... 8-8$9o6
Ditos (ieReexpoi tacio 2 p^/....... 338^989
Multas impostas pelo Regulamenlo.. 999$974
Sello dos papis do' expediente..... 1 i-$a4o
ioo:8a4^)34r
Restituido de Direitos...... 689^577
Liquido R". 100:13^764
O Esc ivlo
Manoel Gregorio da Silva.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do N.' 138.
O
CORREIO.
Brigue Escuna D.e'aid, de que CapitaS Joze
SilveiraVilla-nova Jnior sai para o Rio Grande com
escala pelo Rio de Janeiro no dia i3 do corente.
-v A Sumaca Conreiga6 Flor do mar recebe a mal-
la para o Aracaty boje (4) as 10 horas da manha.
COMMUNICADO. j
A. MultidSo dos Escriptoros oV-tejozos de (dcncar
reputaco he a cauza de termos huma infenidade de
jornaes chaos de repelicoes, inutilidades, inepcias, e
absurdos. Bem sei, queesje he hum dos melh"ies
monumenlos, que un bornem pode deix-ir depois de
si ; principalmente,'sendo a escolha dos discursos que
empregar, de hum modo utl Religi", e a patria.
Mas, o eni^enho, que cada hum tem d'aparerer,
com o sep pe iodieo, para divulgares suat singula-
ridades, ou os seos Sonhos, tem contribuido para se
(ormar'hum deluvio delles, que para os uomeajc a to-
dos mtster' huma memoria mui aguda.
Nenhuma pessoadebom senso deixar de se enjo-
ar avista de hum tecido de descompostura*, que Taz
vergonba, principalmento de hum povo livre, e on-
de o Eseripfor Honrado, e de educaco de.ve ser im-
parcial, e nao escravo de partido. Seria para deze-
jar, que esa multidio se reduzisse, smente a ,ham
ou dou,(pois- seria bastante) ee reslaute se queimas-
se.
Oeng^nho be como hum rio, que, em quaulo riso
trasborda, derrama a a'egria, e fecundida.de j arrui-
na hum paU, quando sabe do eo leito, e cauza in-
nundacoens.' Asim vimos ,-ahir a Filo'zopbia do cir-
culo,.quea sbedoria eterna Ibe pre-eieveo, e estn-
der-se a couzas que absolutamente nao sao da sua ju-
ris lico.
Com razo. pois se deve di'ef, que nio ha cauza
peior, nem melbor, doque a liberdade de imprensa,
e enconseqnencia os peridicos, pois por meio delles;
que se corriges os abusos e eu me lastimo quaudo
considero esse grande num-ro cheio de doutruns de
to'la a especie que ullcajo os eostnmes. e verdade
? orronipendo a moral puldiea ; e lastimo ai oda mal
a esses Escriplores, pela m parte sem emprego, e
semloituna, que pe teniendo camrarem decivilsa-
dos, se azem celebres por suas loiicuras, sendo, o
receptarulo de huma infiuiHde d-^ onini< t > pfri-
gokal co 10 repiclas: e fio-lmenie o deporto do-.
ei ros, e mximas eseandJosas. pie ^ pe Veiwdu*
de do coraeo humano he capaz de imagina-. -B m
sei, que hum, ou dous Meelenlesjon-is. q e lemo>
desvanece isto em Iguma mne.r. } HWS quauto nao
aflige a razo Ver lautos maos mislwr idos com ti |>ou-
cos l>ons ? Assim diremo, que os jornaes de Per-
nambu o, (e lalvez divtodo > Imperio) >e podemeom-
p^iar aquellei jardins agrestes, em qu no meiu de
hu na mullido de espinh.-s, se veem a'gumas flores,
ou se iliviiio algn arbusles por eqfe garcas, e pe
dras; etambem juellas boticas, em que com os ve- '
nenes esto misturadas a milboroi drogas.
Eu quizera nio tocar nos nomes desses jomis, e
deixar a cada hum delles a escolha da carapnca que
roelbor Ibes assenta-se, porem como eptre elles l-
-guns ha, que raerecem huma que seja talhada por
mais largo, bem como seja para o Velbd Pemambuca-
no 5 (que milhor Ihe assentaria o menino de.) Sim
nee, que a or!o e a direito se tes las'ntunhfido a
honra alheia, calumnianda-se Cidados respcilaveis,
por suas virtudese qoalulades, isto s porque nfo sfb
do circulo do Velbo f., i>esse jornal, que se procu-
ra desacreditar as atithoridades, & porqua Dio me-
recen a sua confianca, descarregando Ihes o desSpie-
dado golpe de hum partido agonizante, de que o
inteprete.
Outros muitos h, bem come a Goaj-da aVaocada' do
Norte, mas eu me atrevo a esperar, que esse jornal
bemdeprcssa procurar alimpar as paginas do seo i.*,
eS.* n.*supia com a lamacaria da descompostura, e
prccurai empregar se de hum modo n.ais til a Pa-
tria.
Exulte o Aristarco j porque as suas p ginas lmpi-
das tem merecido o conreito da gente de bem, e r
quanto Ibe basta para fazor oseo inteire elogio. De
hum lempo a esta parle igual coneeito tem merecido
o Diario de rernambuco. x
CORRESPCNDENCIA.
Sm'$. Redmcrltcs.
\j Orno me tetiho visto perseguido no ultimo Apuro,
pelloa meus gratuitos inemigos, que valendo-se da
mais baixa vinganga, metem querido deSgracar ; e
quem sao estes? Sao elles ? sa6 aquelles mesmos que
(levia Co-operar para meu sussego ? ? sao el/es o Sr.
Juiz de Has Manoel Corris MacieJ, e seu Inspector'-
o Sr. Beuto Gomes Percira, pessoas aquem nunca of-
fendy uem por pensilmente; eslts Snrs. valerido-se
da autbordade deque se acha revestidos, nao pondo
duvida em ultrajalla, paasara a.por. c-m Semna, os
mais horrendos fe i tos 110 dia i3 de Junho p. p.,
pata perseguiris! meu Amigo Liz Jos Marques, e
seus caixeiros de quem elles se declarao* sanguinos I-
neuiigos t<>6 somente por elle nao querer fazer as Ron
d.s Noturnas, pois que na qtialidade de estrangeiro
nao pode ser obrigado a isso ; foi esU^aatanle RazaS,
para elles prencepierem seos etzecraveis feitos, e a mim
m diase por dive/ssas veaea o Si'- Inspector qu cerno
meu Amigo naft qurriaroadr elle o baria de per-
seguir, nao deixando parar pinguera Comprando em
sua Caza quando elle andasse de ronda, e o musi
Sr. Juiz Maciel, disse bastantes vpzes a meu AmMo
que visto elle na& queFer rondar (I) elle havia de I-
zer junta de Inspectores, e dar ordm que nao ncu-
dissem a desordens algumas que se fisesse.m em Cazas
dos Papeletas, e que tal Sr. Redactor, que eizeuiplo
de hunla autboei passo a expor o eiaeorsvel atentado da Noute do dia
i3, Conutidofierlo SiMK-iospeetor.Beutp (Jomes Pe-
reira, e aprovado pello Sur. Maewfca. aue^n Ju^go pri-
meiroomulor. '^W
Andava o Snr. Iuspsctor rendando na Noute da
dia 13 de Junho p-p. e a7 horas imcorppieas nas-
sou im venda de meu Amigo 'Luis J^oze Marques, e es-
lavj ness oCazia varias pessoas Compratidq, etam
lien alguns peetos Captivos, fazendo ao todo o nume-
ro de 6 00 7 pessoas, chega o Sua:. Inspector', e man-
da por sua ronda aerear-a reuda, e grita em alias vo-
2,'Sque gente'heesta-Sr. MarioIreiroesta conde-
nado por ter mais it pe*aso venda-? toc.t. e ai-
sim prencepiou e'mai* sua ronda, a, espaptar ludo
sem eisetuar pessea alguma^ quer fosse orra ou Ca-
ptiva ; quemepareee^o'Sar. Inspector n^. estar Au-
tlmrizado para e*panear, a este-, e muilo menea-a-
ijuell.-s: esteva eU nettai oGasia^ napracinha de li-
bramenlo na venda tiFrancisco Joaqoim da Gosta
de Cuja s'u Admioistrador, fui chamado para ver o
acontecido, e psssudotudoisto ( depos do Sr. las-
pectoe dar as mais iudeccentes raies ao meu Amigo
que Ihe preguntara qual o motiv de assim O Utacar )
olhei para o relogio era* f horaa menos 5 m nutoi;
disse meu Amigo qu sequwii bir queixar, ao Juiz,
porem iois bomeis qub ahy se acharad, Ihe obsla-
ra6 dehie ilizen.b. que o Juii Ibe ua8 prestava aten-
c 5-a(gum#1 antes loiivaria munto o acontecido; eu
ineaaso Ihe rlfsae quehera bom fater ver ao Juiz o
ataque queaofreo em sua propiedade, final mente n a6
sa r. zolveo a hir, torne* eu roltar para o livrame th-
tu, e f. xei a porta as 7 horas e meia, pois regeava rw-
eebee igual insulto, e fui-ma lembrando logo do Pre-
varbio que diz quando vires aa barbas de leu vezinho
ardendo poem as tuas de molho ; vira para caza de
(I) Nuie-se que em quanto elle estara requerendo
seu direito dsva hum homem em seu lugar para e
ronda.


r
4 '

DIARIO DE PERNAMBU0.
roca A ni-go {rom quem e.stou a hutn Armo e Untos
tneze*) serio 7 horas -3 cuartos; e estava-mos rom-
hersando, qnando vr o grande motim na rua diego a
Janella, e vejo a venda serrada pella palmilla eo Sr.
In-peclor grilaodo com grandes alai dos, c me nia-
iao, j* e-tou morto ? peguem oMariuheiro... sa
elle correr atirem ihc manda o men Amigo (que tam-
bem se achava em caza) hum Caixeiro ver o que era,
e rnegando l logo o prenderlo tiosomente porque el-
lesqneriio entrar no Interior da caza, eelle IhedUse
que nao entrevio sem ordem do Snr. Juiz de Paz,
iassadd omaior motini, ped<-me men Amigo que eu
osse ver a cauca daquolla dezordem-, fui e pregun-
tando aoLnr. Inspector, oque era aquillo respondeo-
me elle por estas funnaes palavras." Snr. Joio reti-
re-se que Vra. pira miro no be .mais nada-," peadeo-
ne ludo ocpnseito, e por isso nao quero satisfacoens,
retir*-ae, prenrepvi averiguando o cazo pellos Es-
pectadores e fui informado do Acontecido ; o que pas-
so a ex por.
Estarlo se fechando as prrtar, e tnlia huma ain-
na tneia Aber.la, e estaro dentro 55 pessoasaea tiendo
le seren Abiadas; Choga o Sr)r..ln.-pethr com seus :
Improperio, espantando damc-sma forma em vettnde '
duque hum pardo que ahy se achara,'.depois de*e
f er perseguido pegn em liuma faca de sima do bah-io
^laca do uzo da venda) aabancou pata sima do Snr.
Inspector dizendo que nmbem eru liomcm, o Cai-
xeiro que ve isto puxou por pile parasqiie nao offendes-
sc o Snr. Inspector qne de facto o no olFende, e pos-
se o dito pardo em Inga pella caza dentro sahindo pel-
la quintal; da mesma forma o Caixeiro que ouvio a
neacar assua eizisleticia pella niesm runda, tainbem
evadi, pois irnba ja vislo %oeizemplp no outro Cai-
xeiro que estara prezo, poistinha a sido espantado
_poi humda mesma RonJa,, e lodos, I be chama vio, co-
nivente com o tal pardo (a essessio de. Alguna quo ru-
nlicciio a injuslica) sendo elle Caixeiro huma Cri.mca
tic lA Anuo I.., disse-memaifl o lu espaciador, que
se. esperara pello Juiz,ou por sua tudem para- Sehir
Correr o Interior "da Cata; he qnando chega oemi'-
>ario quetinha hido buscar a ordem,,'fediz-, o Sur.
Juiz marida dizer qne ja devia tet! dorrido a Caza,
pie nio prreisario esperar sua oi'ilem, qne prendi
ObCaixeii ose dono da Caza, e Consta me que dissera
mais, que os mataasem a todos que estavo bem mor-
ios que elle respondera por is-0 prenrpptnrio a
Correr Caza que eitava entregue dezolnco, estar
eu nete lempo converssando com o Snr. Roma, qnan-
do e>tc Snr. roe dsie que ubi.se com elle enrsua Ca-
za, onde suby e la es i i vemos Conhe r>s*tif lo, e (tJt.cn-
ilo rt flessoius sobre o pewimo proceiiirneiiLo ai oiiiex i
do muntode prnpozilo.
Coneiio a caza como llie parecen edep. is delles
aturen) mandou mea Amigo fexar aposta ; Clirgado
i di i aehuinte a* 7 horas da mauh entra o Snr. ns-
pector pella porta dentro e dmme a roa de prezo__
4iroguute-lbc o motivo, e prencepiou a blasfemar
contra o roi que se pode imaginar, e eu me envergonho publical-
las, puxando logo hum Punhaicomo por indicar res-
peiroe com elle d^cmhaiidiado na rolo prmcipioo a
diitrimproperios, assim como dizendo qne eslava
milito arrependido ufo ter corrido todas as .Cazas ve-
zmhojem* noule Antecedente 8zt. cVo. ESzigi 6rdem
por escrita de Autboiidade competente pois que nio
podia *ei" gceao sem culpa formada, e que eu Ignora-
va o motiva deminha prizio, em fira por Ih rogar
mosto malevou emeaza dSnr. Juiz Macielj* aoude
t esperara espordhe minbas justas Razo iris,' (Rnga-
nei-me) ele Snr. rinda me rerelieo rtiais imprndenie-
mente nao me Ademetind a dar-llie razio alguma,
pois mensas me AsUtilo; detatendeo-tne tamberu
com uoiua> iuderoroaos, a de mais mandando por-
nie no seguro da Cadeia, e quejendo que ejt fcse I
conduxido por huma palrulha, e ni., somente peHo
Inspector, ena Cadeja ase tero *4-dias, em enjo lem-
po lallou a verdade a todas as Authoridades Superio-
res t'porsuos falcas Inforniacoins) nunca me deu nocta
da Culp, e Kin me chamou para ver Jurar Testemu-
nlias.
Sor*, Redactores por heje basta amanhi eu conta-
re! niaiao que se pasaou depois de eu slfr4>re7.o, e pel-
lo que p^sei pudra o respeilavel puMico a Juizar
qual o procedimenio que tem lido o Snr. Maciel eseu
inspector a mea respeito, ese com taes Autboridades
qode haver Aziho coru ceguran5a, pois que aquelles
que deuo tazer segurade-a a propriedade sio os pro-
pina a violar o A7.i!o do Cdado cornada cazas as 8
para a> 9 horas da noile, epreudendo sem Culpi for-
mada iiem formalidada alguma, e temdo-t>s de mais
presos p lempo que Ibes parece e assim persuada-se o
respeilavel publicoque comalas Arbitrariedades ain-
guim se pode julgar em seguranca e nem liara de hir
i como aconle.-se a meo Amigo Luis Jozo Marquesque
se acha oculto a mais de hum mez, auas irauzasoius
paralitadas, mu Caaos de Neg9o estiverao fexadas
lidias, epor i. so qnando forfo A bertas aparecerio
mensos gneros cui rulos; sua eizeslenria ai he sme-
acada pella Injusta pers'-puiclo do Snr. Machi. Snr.
Redactores tenha a bond-ide d dar ao prello estas mal
tracadas para dezomaenbo demw carcter, jiara que
demim nio fassa mau conceito quemi-t^nr^'istomeus
traba'hos. sem saber n motivo delp?., ennulo obli-
gado Ihe fiear o seu Aledf iozo
AssignaVite
Joo da Silva Oveim.
Est conforme, o. original.*
...

' i
VARIEDADES.

Enigma Republicano.
\jHegou finalmente a epoea adrr.iravel fin aconte-
cimentos extraordinarios. Um poder colnsial, um
imperio gigantesco acabou. O imperio de Bonaparte
fidectrido, p to-dos liomens, ea liberdadedos Pcvos%3*qneo h-
viio cimentado, e sido os primairos elementos daqnel-
le coloss.>.a5Jl Ali! Bonaparte, tu que podas dar a
piz ao mundo, e por um freto a ambivao de todas as
N.tciVs, nio fizeste se nio males, tu es anda mais cul-
pado pe'o bem que podas fazefc, e nao Bzeste, do que
pe'os males, que cauzaste. No* manguemos mais nos-
sos coracoes com lembrancas tio apprihensvas e dolo-
rosas, peis" inda terems de ler a narrrarSe dephi-
rnvcl ila cegueira dos pnvos e tvranias dos Res.
.. Bolleza dem.
Esta pintura aqui iracada paito da nofaa mngi-
nacio, 8 filha da razio, esta nica guia da felicidade
geral.
(Do Republicano Federativo.)
*,
THEATRO DE OLINDA.
Or cauza da Muzica fic^ o Beneficio da Joven-Ca-
roliia transferido para Sdbbado 8 do con ente.
ANNNCIOS.
.
\ Brava P01JTE DA BOA-VISTA n.' 7 deu Aje
a luz ao toque d'ajvoiada, como ja onlem annuncie-
rhosi e acha-se enda n,os|pgares do rostume. Gran-,
des clicas So-de fofrer lertos, Benemerilos com lei-
InradVIU, rom um purgante de La Roy les a-de h-
zer tanta revolucp 0'-* maquina !
rjr* Para oservfco ra Alfandega desti Cidadepre-
cizii-se dou.sLauxoes, o dvarengas pequeas : quem
as lirer para vender oonipareaja.na dita Repai ticio a
tratar com o Inspector delta.
...
AVIZOR PARTICULARES.
jFt novo se faz'avizo quem quer que he o pro-
curador, ponta^ 1). 25 queira vir, ou mandar intender-se com
o Rendeiro do sobrad solire os' singuis da dita ali-
as. ... :
yfr> Na cfdade'da Pr*tiba acha r nm molatn,
buscando n cabr, alio e S"Co, peinas lirias, falto de
den tes adianto, tem um dedo da mo esquerda toilo,
cabello lem |>egdo a casco, por nomo Antonio : sa-
be-se que seo senhor mora no Sul; qnem qoer que
el te ~e ja drrija-se a> Mundo noro D. 18.
J^ Pcrciza-sc algar una preta qne saiba cosi-
nhar: delraz da Matriz de Santo D. 3: n mesma
casa tambem se precia de quem a forne?a diariamen-
te de leite. j
%C^ Ignacia .VIra|Joaquma Cavaleante, ft scien-
te|M rApeitavel^Pubrid) que mise responsabiliza por
divida alguma qu fizer seo marido Joio Valenlim
Falri, tanto n'eita praca como Cara della, por se
achar desapartada d'elle cuidaridoem seo Desquite.
JW Preciza se de dois Europeos inda mesmo
niosabendo ler, para serviris de liitores,' seis le-
gos distante da Piaca : na venda da esquina da rua
do Fagunds fallar com Antonio Pe eir da Silva.
*3^ A o ionio da Silva Ramos comprou a sen hora
Mariana da Purincario, a posse da Ierra coro as fren-
Uiras, e trazeiras de pedra ecl no lugar do Bomfim;
lac aJgiiem se achar prejudicatlo, aonuhcie no prazo
de oito das.
X^ Preciza-se de urna preta captiva, que emen-
da de ro.siuha ecomprar na rua, pagundo-se ?.\Q por
dia, e o sustento; na rua do Pagando D. J.
NAVIOS A CARGA.
Para a Babia.
l^Egue viagem rom toda a brevidade possivel o Bri-
gte Dinarm-rqnez Concordia, bem velleiro, dobrad
e forrado de cobre: quem ntlle quizer canvg.r
ir de pasagem, dirija-se aos seus consignatarios Jaeob
Le Solle 8c Comp. rua da Cruz n. ,\.
COMPRAS.
:
U Va negra que seja, on sirva para qnitmdira
que nio beba muito, nem fu ja : na ras das Ag'oas ver-
des sobrado L). 3 junto ao beco.-
Jr^ Urna porcio de vnfio de caj: quem o tiver
anrnmcie.
XaT* Escra vos ladinos sadiose mocos que sirvi pa^
ra Irabalhos de Engenho : em casa de Jos Xavi.r
Carneiio da Cunha rua dS cruzes D. i3 i.audr da
manila at as 10 horas, e de larde at as 4.
VENDAS.
T.
__d
Rcz e-craroa, um bom canoeiro de liarra &mm, e
desle porto, outro bom para ludo ser ico. de urna ca-
za, eum cabrinba de 12 anuos, bonita ligura, muito
yiv.i, proprio para pagem, e pa,rn qualquer servieo,
c-u i.fficio : na rua das Crn7.es 3. andar por cima do
Eserivio Handi ira.
uty Um habito que serve pafa um Tereeiro de
S. Francisco.: na rua do Cabug loja n. .
JTJP Urna canoa nova de amarello de um t pito,
de 60 palmos de comprido e ti ez e meio de boca : no
Forte do Mattos n.. 7.'
do Azeite de peixe 20.
fT^ Urna escra va crila de 22 anuos, bonita fi-
gura, sabe bem engomar, co/inlmi' ordinario, fazer
(loco, e retinar assucar: na roa de Orias sobrado vei-
de D. 35. *
f/^ Urna burra de ferro, e una baca de lati em
bom uzo e por preco commodo: na rua do Vigario
L). 9.
Vrjh Potassa de superior qualidade em barris de
4 arrobas : em caza de JoaS Rufino da Silva Ramos
rua da Larangeira D. 6.
IT^P* Sacras dealqueire da medida vcllia de supe-
rior arroz brance e vermelho, sendo o branco a 10JJ
reis, e o vermelho a 8^500, a moeda de cobre testa
liza, assim como tiobem se vende por retalho : na
venda do paleo do carmo D. 3.
frjp Arroz de casca a 2%J)560 rs. o alqueire, co-
bre testa liza, e 2$ res em prata, e carne do R
Grande a 2^24, cohre testa liza, e prata a l$g20:
na sua do Coilegio armazem D. 9.
|ry Urna farda nova eiu uzo algum pora Guar-
da Nacional de muito bom pao: na roa do Quei-
mado-venda D. 8. ~
. }fiF Urna escrava anda mossa, muilo possante pa-
ra todo ser\ ico.: na rua de Hurtas venda delronte da
Igreja dea M-rtii ioj^;
Umescnnrflo'nacjo, de 40 annos, proprio
o servieo : na rua do Cotovello D. 6.. .
Senlinella da Liberdade vende-se tambem
na BapFtm Senhor Bandeira Jnior.na rua do Cahu-
gi, e na loja do Snr. Gad Fraucez, rua do Ltvra-
mento.
Vy* 2 quartaos novqs e grande: na roa Nova no
sobrado ao p da pon te da Boa-vista D. 30, 3.a andar.
rjr* Um ecravo bastante robusto com idade de
21 a 25 annos, proprio para todo o servieo : na praca
da Boa-vUta no segundo andar do sobrado D. ~~~ ~ ^WOTlClASiaARITlHAST^"55555' "
Tabeas das mares chelas no Pert de Pernambvco
9
-3
-
-o
01
m
a
loSegunda
U*-T::
.2-0:
13-Q:-----
,4S:-----
,5^-S:-----
IG-D:
0 h. 30 m.
i 18 a
2 6
2-54
5-42
4 30
5--42 a
Tarde.
Navio entrado no dia 3.
BoSTON ; 47 das; B. Amr. Ceglem, Cap. F.
VV. Welck: fazendas. e dinheiro de prata.
ObservqO.
Fundiou no laroeirio o Paquete Inglez vindp ao
Rio de Janeiro em 20 das.
Fez-sq de vella o Bergantim Diuamarqoez que se
achava ftinHjmlo no Lameirio.
ii'ii .j_.]i i mili ii i _^.j.. ...!
Pern. na Typ. do Iharin 1835

J Kt\ UHR FYFMP


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