Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02917


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Full Text
rfNO IbEIfl35.
SEXTA FE
asfc
24 DE ABRIL
NUMERO 64.
.,-'
DE PEHNAMBUCO.

das da emana.
'lO Segunda >fc 1. Oiiava S. Ignez.
'\ Tr$ ? 2>Oitava S. Anselmo.
2 Quarta S. Soler, e Caio Mm. Se?, da Thez- Pub. Abren>se
osTrib.
lj Quinta $. -Jorge M- Re. de ra. aud- o J. do C. de m, e de
larde.' ,
04 &>xta S. Fiel de Sigmaringa. Se*, da %h, P. and. do J. de O.
de.
55 Sabbado S- Mafcos Evang. Re. de m. aud. dp Vig. G. do .
era Ol. -.
31 Domingo dar Pasoa. Fgida de N- 5.
s
Ttidoagora depende de nos mesmos, da nossa prudencia, mode-
racao,. c energa: continuemos como principiamos c seremos -
pontados com admirativo entre as Nacocs mais cultas.
Proclamado da Jssemblea Geral do Bratil.
SubsereTese a (VIO reis mensaes pagos adiantados nesta Tvpopa-
ta, e na Praca da Independencia N. 37 e 38 ; onde se recebem
correspondencias legalisaOas, e annuncios-, inserindo-se estes gra-
tis sendo dos propriosassignantes^e vindo assignados.
Pernambuco na Typ.DEprxiiEiiio & Faria; Pateo da ^Iatriz de Santo Antonio.
BS^^23K^S,#^g^'3 -4SSS3E
Noticias do Para.
JP"' AUmiido-nos a rmessa dos Peridicos do Norte e
noqerendo nos aventurar noticias sobre informa-
c(>s inexactas, extrabimos da Voz do Bebiribi as no-
vas ottfe o Para: seu Redactor como natural daquel-
la Provincia tem constantes communicacocs, e a sua
expozlcao he a mais 'fiel. Pernambucahos ouvi o
fim re Malcher : elle Coi eommura ao de todos os revo-
lucionarios. O sangue do Bravo Santiago principia a
*er vingado.... Triste Vinagre f...
'Esgracus sobr de^gracas se amontoam sobre o
iTialfadado Par / De iovo o sangue correu em
oros por snas desoladas ras, e o estrondodas armas,.
e gritos1'dett agonisantes se fez sentir por 48 assusta-
doi^ horas desde as 11 ci dia 19 de Fevereiro the
meip da do'dia 21 em que cessou o combate,- mas
aitfa. no'a carngem! A reacio foi forte e terri-
vel, e operada por um dos >t;oprios agentes do dia 7
de Janeiro p seelerato Vinagre hoje Prezidente e
Commandante das Armas e 200 a 3oo pessoas foro
victimas desla nova dezordem. A Provincia foi no-
vamente. tgeila ao "Rio a quem pede o Prezidente
sucessor 1 que seJTi eHe conservado na Comandan-
cia das Ai-mas. cabou se a Federaco que tan-
tos gabos tibie ve da Senlinella daLlberda.de; masas
ruinas, o singue derramado, a desolacao geral atlestao
ainda o heroico patriotismo, e merecem Sen-
tinea novo canuco em louvor. Ensalmos urna
breve noticia de to horrorozas sce.nas. Elevados' a
Prezdencia Malcber e ao Commando das Armas o
Vinagre crepoi dos assassinios do dia 7 de. Janeiro,
pbuco lempo vivero condrdes e ja noticiamos
divergencia de opiniao entre'elles, e ordetn de demis-
sao
do i.ap 2. sobrestada por entao por n-
tervencao d'lgumus pessoas. Desde logo a divizao
ap'pareceu as fileiras dos dezordeiros o se uniu a
Vinagre a gente, que o ti Ma acompanhado contra
Cicha ; 'a mais nfima plebe desta e alguns sol-
dados," o 'Malcher parte da trppa de linba Munici-
pWs:; G.'Sacinos TVlarinhagem, conservndo-
se neutra e apalhica a boa gente que com tudo
pareca propender para1 este ultimo nV^d?v* J0^
tras, de querer sustentar a brdem. na vera? e
essas jWreciao as intenses de Malcher'5 mas pro-
curando cohibir os excessos da gentalha enlre&ou-se
totalmente ao furor de seu genio em extremo vingatic
tro, fez inauditos exforcos por capturar Camecram ,
Queiros Damasceno e putros bom'tziados, cercou,
quarteiroes nteiros de Cazas deu buscas em mu-
tas e por vezes na do Cnsul Francez e fez sahir
um Navio de Guerra em seguironto d'umEstrangeiro
em que se dizia terem partido alguns fugitivos.
Fez-se tambem celebre, pelos, patronatos, e arbitra-
riedades. Demitiu novos Empjegados, creou Empre-
gos, e fez reviler ja extinctos augmentou ordenados,
probibiu ao Commandanled1 Armas a entrada no Cas-
tello da Cidde de que fez sua praca forte; preocleu.
umofficial, que o deixou entrar, e mais pairos,
entre elles o Major Cetanp Alberto, desta provincia,
que dizia entrado^ em planos com o Goiam^icla^lp,
d'Armas para odemiltirem o tendo d>.dp tambem
ordem de prizo contra este no da 19 de Feverei-
ro, apareceu a rusga. Correu Vinagre para o Trem fe
testa d'alguns Soldados, e reunindo a plebe ah so
fez forte. Malcher o cerco com duas pegas dar-
tilharia e fez fogo por algQm lempo ; mas >dezem-
parado pelos Municipaes, cjue do seu Quarlel Contiguo
ao Trem se foro unir ao Vinagre se emtyarcpu
ara bordo dos Navios de Gueira donde contioupui
dar ordens e retirou para o Castello da Cida-
dea sua gente ; que enlao conslava da tr.ipulaco
dos Navios d Guerra, e Mercantes d'algns Na~
cionaes da Cidade, e de fora e tambem Paisanas,,
que cercados pelo Vinagre rezistirao alhe o da 21
em que foro vencidos e entrado o Castello, por
tralco dizem alguns d'm Sargento de G. J.,
Mprrerao de 200. a 3oo, parte afogados no Rio donde
se laocarao ero Castello eso conhecidos e de jo-
me, que saibamos o Oficial de W(axioha Ubedo,
Commandante tfelte Ponto. Morreu em urna Caza
onde eslava escondido o Tenente Coronel Gaio, no
Seminario o Mestre, que ahi foi morto por urna
bomba lhncada dos Navios contra Ierra e foi tambera
morto o Commandante dos Manicipaes Antonio de
Souza Gomes. O Bispo, e, SeminarisUs forp.obri-
di mudar d'habitacSo ; porque do Seminario, e
Palacio aliravao sobre o Castello: e Joo Pedro Gon-
clves Campos, Sobr,inho do Copego Baptisu e
principal a/ente do di*. 7 de Janeiro, tendo fgido
Castellp foi dejado em ^eu Sitio defronle da
MUTILADO l


"*"!
CTT
r-
(8)
I
/
Ciflade O Prezidente Malcher lendo sido prezo a bor-
d ( d'uma embarcaco de Guerra e sendo man-
nao desu nO da 26 para outra fondeada distan-
te da Cidade foi no caminho assacinado com tiros
desferidos de ierra dizem uns e que por gente
armada de urna Canoa que a bordou a lancha sem
que esta fizesse rezstencia dizem outros. Seu
<;orpo foi trazldo a Cidade, e arrastado pelas ras
serviu de ludibrio populaos. A Cidade ficou de
pois entregue a canalba, as familias e pessoas d'al-
gujna consideraco esto fgidos 011 retirando-se
para Mararihao e ninguem salvo os sicarios, se
encontra nas ermas ras. Eis a sorle que nos es-
pera so unidos ao Governo nao susleutarmos a order,
nossas vidas e as de nossas familias. Malcher
ter-se hia sustentado e rfom elle contavao os Cida-
dios pncificos, se contendo os excessos, nao perseguis-
se os amigos de Lobo desde sua morte homiziados;
mas prendendo por um Indo os oais furiozos a nar-
quislas e dando continuas buscas nas Cazas de Ca-
mecram e d'outros fugitivos armou contra si os
dois partidos e apressou a reacao que foi dirijida
por seu consocio Vinagre e baqueou, e foi morto.
Vinagre agora Aulhoridade Civil, e Militar da Pro-
vincia emprega em seus officios a lingqagem da
legnlidade, e da ordem, sugeita-se em ludo ao Rio de
Jineiro pede a Regencia sucessor a Prezdencia ,
hc.indo elle Commandante das Armas e se inculca-
defensor da ordem; mas quem o acreditara ? Quem
se fiar em seus protestos ? Em o N. seguinle re-
flexionaremos sobre lio estrondozos acontecimentos.
(DaFozdoBebiribi.)
Exposicao do Prezideute da Provincia do Para aos
seus Concidados.
M ARAENSE51 Desde o momento, em que co-
nheci os vossos dezejos, acceitei e jurei sacrificar-me
pela Liberdade legal do nosso Paiz, Liberdade, que
faca grata, e prospera a ulterior felicidade da nossa
chara Patria.
Huma penosa experiencia do frreo governo, que
ha pouco sentimos me condurio a adoptar a adminis-
trarlo, da Provincia, que de tobom grado me outor-
gasteis na mente de promover vossos interesses com
justica, e equdade Quem delem agora nossos p*s-
sos ? Quem intenta percipiar-nos na vereda contra-
ria P
Colbcado frente de huma "Provincia magnnima e
Livre, cujo bem be o alvo de todos os meus cuidados
contemplo opporluno dar-voshuma voz de paz e con-
fianza, que/eja ao mesmo lempo hum avizo saudavel
aos maquinadores, que o aproveitem para evitar-fe
hum emarnecimento. Debalde pertendero descul-
par-se logo com erros de opinio. Sea indulgencia
^eapplieayel a estes, nao menos appcavel deve sero
castigo aos delictos.
Acaba de dar-se hum grande exemplo, hum d'aquel-
leS xemplos, que provo muilo mais do que todas as
declamaeoes da Oratoria, quaes sao ts verdadeiros ser -
tmenlos do Poyo, e Tropa Paraense.
Se por azar apparecer entre nos algum traidor, eu
de prompto vo-lo annunciarei Paraenses; eu que tan-
tos dissabores he soffrido dos que iinho em aeco o
restituir-vos completamente ao vilipendioso regimem
absoluto (que DOS aaste), e que nao posso tolerar
em silencio o vosso menor sacrificio.
As penas que a lula dos das 19, 20, e 21 do mrz
crremeproduz ntreos fiihos da Patria sao demasia- I
do publicas, e horrorosas para que eu deixe de as de- J
nunciar espada da Opinio publica, e de eoncitar
ajusta indignacao de quantos se prezf o do Wjwnie
Brazileiros Patriotas Lioeraes. ^ %
Vos fosteis testemunhas orcuiares aos e*cesp,
poder que no decurso de 45 das pjaticou sobre rwP
exlincto Presidente Flix Antonio Clemente MalcMer
esse a quem vos cora risco das proprias vidas libertW;
teis da escura prizo, e Ihe confiasteis o governo o^|
voso Estado: esse hornera ingrato retribulo vossos
exforcos com odio, e persegicap furiosf, estjueceoas
fadigas dos seos libertadores generosos, e cnverteo-se
em fro verdugo de nossas pessoas, seus Patricios! \
Inve.tido eu por esses mesmos dias no Gommundo
das Armas lentei por todas as roaneiras de brlndura e
persuaco desviar o attribilario Presidente do perigo o
despenhadeiro poltico a que aceleradamente hia pre-
cipitar-se : foro porem baldados meus bon officios;
frustradas forominhas deligencias; e at parece o-
ro o incentivo maior de nao querer tile escotar outra
voz, que a de seu capricho nem ceder ao freib sauda-
vel da Li ; e ero finalmente depr suas ruicSes cri-
minosas no altar da Patria.
Eu fui o primeiro individuo, a quem essa authori-
dade insensata mais incommodou com mil insultos par-
ticulares, e pblicos em despeitb de minha pessoa, e
qualidade, que representava. Em proporclo de mi-
nha humilde tolerancia duplicava oirrefleclido Presi-
dente seus frenticos despropsitos, fazendO prender
a bordo das erobarcacoes de guerra, e na fortaleza da
Barra, e masmorra, da Cidade, Officiae^ de mar, e
Ierra, e apaizanos conspicuos pelo simples motivo de
serem amigos de minhas puras intencoes : Obrigou a
que os Juizes de Paz fizessem buscas cora apparaiode
, tropa, e beleguins no interior das Cazas de farr-i'ia
respeitaveis a pessoas sem crime julgado ; postergando
assim com zomharia a Lei explcita do Imperio; nao
exceptuando as propriedades extrangeiras*, e em e-pe-
ciala do Vice^Consul de Franca, a cuja deligencia, as-
sim como a outras acSpanhou pessoalmente mdado r -
vi*tar o sagrado de sua habitaco, viulando atrozmen-
te os Tratados de huma Potencia alliada, noattenden-
do a declaraco solemne, que equelle Rf prezentante
Ihe fez sub palavra de honra desua Na:ao deque na
sua Caza nao existia nenhum daquelles que S. Exc.
mentionava (o que se verificou depois de concluida a
violenta|e criminosa busca).
O genio do mal de continuo inspira mais diablicos
delirios a este hornera imprudente : elle manda condq-
zir hum parque de artilheria, de Palacio para o Castil-
lo, e alli faz postar huma forca coroposta de Guardas
Nacionaes, e de outras pessoas em aplitude hostil con-
tra seus concidados, que no momento que se congra-
tulavo ainda por gozarem de huna mais | lena liber-
dade, e segurancaindividual, henf?sse aesrao lempo,
que se cobrem de pavor, e susto e todos receio pela
sua existencia.
Gr&ve pezar senta no meu eoraco por ver aquella
homem desvairado, e a quem ainda vota va ami/ade ca-
var de minuto a minuto o seu proprio abismo, mas
senta, e callava, pois ja haviaesgotado todos os meios
de cncilacao para com elle.
Desponta o dia infausto 19 de Feverero, e lego pe-
la manfla decreta o acelerado Pre/idente prizo a meus
Ajudantes de Orden, a meus Irmos,e amigos, o
que leve prompto efleito, eso huns, e outrps legados
com escarneo par diferentes lugares ; pela vojta das
10 horas soube que igualmente se havta decretado a
minna prizao, e o encarregado de capturar-me, e
sucesivamente assassinar-me era o ento Commandan-
te da Guarda Nacjona o sempre memorando Jo?o Pe-
dro Goncalves Campos: Convencido de qtfe i tJ era
real pelos avizos que felizmente tive a terapo evitei es


golpe de ignomia publica, retirando me anressada
rena M.fer para o Quartel da tropa? &uTp.!
Ll Rr.MiiUerraSed ^ 'g"s soidadoa cao-
ore, e ertilheiro,, aoride me'postei com mianaco
'de obstar qo.nlo foe possi.el, Pue o8 pTrtil78e !
' ajaaseo, no conflicto de arma, na' mi : % 1,7ofe hT
ras tu o despota Presidente marchar 3 pecas de cam
p.,h. sobre annelle edificio, com .s ,? meTe
vivo fogo, e meuacam-arad.,. Foi este o signa! indicativo^ 7m
alarme gera!, de.mprovo se unen, a mim center,
de Odadios, Guarda, Municipal, e TP f
entao necessano em defea. nalur'al opf0T ^'J
t, 2,!rif H-deSa6a^ 9anS"e exhaosto H 'ffrimen.
hum 1 3t Tr'pa ^ me lade"a """cao a
morieran HreSeUrSgre8SOres' pccuculo da
Capital.' Uurou o conflicto 48 horas, e a Providen-
Z7a rd'u C6nlr mons,ro Presidente qe
51 n eS!haV,a feit" onecer durante o triduo
eZZf Prh;m pa,id0 inadido "rra, assim
como das torcas de mar
.^h,er f VClma de SUa branda, ecrroinosis-
dl n^ T' prV0C0U e deu ^rinciPio a fu^ra
de jm t.dos, fe/, armar, e combar Pas contra filhos,
mu.losed.fico* documentou em summa seus crimes
com todo o genero humano de desgrrcas, que por lon-
go lempo nos consternarlo V
Paraenses o assumpto deste doloroso quadro he
Uo claro, e se representou vista, acompanhado de
UoconvementesprovHs, que eu at estara persuadido
damul.hdade de vo-lo expor, se nao fiase indinen-
wvcis que nos momentos do ctise, se observara to-
a> a* formalidades, para roolnr, que eu, at na ho-
r do maisimrmnente perigo nao me deixei arrebatar
pela violenc.a das paixo,s, antes sim proced com a
prudencia, e sangue (rio, que se requer. Convem
por tanto, que eu faca a breve recapitulado de tars
tactos acontecidos, naos para cabal cohhecimento dos
qoedepertoobservHrSo, e sehlirao seus eTeitos, mais
oiui pa.titularmente -pnra dar aos habitantes de fora
(3)
\
\
i |" "> au.T na ni id nica ur iui a
Uos nossos muros huma explcita idea da nos CirasitUdcoactaJ porcaura mesmo destes ltimos
incidentes, que com r..zo 4evem cauzar grandes re-
celos ; mas que ao mesmo-tempo pode ser summaraen-
le proveitoso causa de nossa Patria.
Paraenses! he prenso, que a nossa conducta nao se
csenvolva por illuci possa IranMorar-se o fim da grande obra, a nossa Li-
i^erdade Legal.
llliolres Ha^iuWs desta Capital, Nacionaes, e
-* rangeiros, todo o temor, qualquer rereo qualquer
leiCofidncH he mal fundada : os dias de luto, e pran-
.' deoPpreS5o, e dor desapparecero j : he o Pre-
ziuentedo Para quem vos aftUnca tranquilidade, har-
mona, e paz. A* viossiludes la guerra civil" lermi-
"araq, eaboa ordem admirav^lmente substitue a cri-
smaisarr,^^ Viva a Religio Cat'holica Aposte
,lca Ro^f,a- 'Vga a Regencia em Nome do Impera-
dor. Ti.vaoSnr. D. Pedro Segundo. Viva a As-
sembiea Geral Legislativa. Viva o PoK e Tropa P-
rafnse.^ amigo do Secego.. e tranquilidade da Patria.
Para no Palacio J35.

Francisco Pedro Vinagie.
COMMUNICADO;
\

O me;o dos rodopos populares, por que lem ol-
Mjafliente passado es'ta malfadada Provincia talvez
aJSuns, dos meus desaffeicoados me tenho lancado a
qe^ar o mau silencio, quem atribuindoo amachiave-
lismo, quem a iudiflFeren(a dos males pblicos, quem
finalmente ao haver eu pescado empregos, como al-
guns dizem. EnganO-se de plano quantos de mim
azem esse juize. Eu nao sou egosta, nao dou ca-
bida em meu coracio perniciosa.mxima d'aquelles
zanges do eortipo social, que nos mais vitas negocios
da Patria dizemEu n&o me quero compwmetter,
eapathicos fieo agaardan*do>a decoeco dos aconteci-
mentos humanos. Ojtros defeitos tenho, menos o
jesuitismo poltico.
Motivos de Diaria occupaclb, junta ao meu estado
valetudinario me inhibiro de proseguir na carreira do
Jornalismo, que nunca desampare! nos ensejos de
maior perigo; e por isso vendo, que os meus pobres
escriptos podem hoje fazeralgm bem a Pemambuco,
destramando asurdimalas dos espiritos ambiciosos, e
turbulentos, apezar da minlia tarfa quotidiana^ ape-
i\v da minhasaude pouco segura rompo o silencio e
saio a campo, nao para defender pessoas, porem cou-
zas, nao para lisonjear paixSes, se nao para fallar a
meus caros Patricios a lingoagem da candida verdade,
e do publico interesse.
Todos sabem, que nunca entrei na roda dos amigos
S. M. de C., ex-Prezidente desta Provincia:

nunca fui seu parazita, nem seu adulador ; porque
anda o nao fui de dolos mais campanudos ; pelo con-
trario combat em meusescriptos a sua imprudente,
e quixotal confederaco do Equador em -a4, pelo que-
anda hoje sou ojbado com desaleicao por moitos dAa-
quelles que entrarlo nessa encarnizada, os'quares lenda
hojecahido em si, e seguindo nova estrada segura,
e carreteira, devro fazer justica s boas intencSev
e approvar as boas ideas dos meus escriplos daquelle
tempo : roas trahit su quemque voluptas.
Nestas lutas, uessas seaicoes contra o SnT.M. de
C. so huma co,usa me pasma alem de todo o encarec -
ment, e vem a ser. A mor parte d'aquelles que bo-
je voroilo ehorros de baldes e assaco inveterados cri-
mes contra ese CidadacT Senador, sao aquelles raev-
mos, que o levantaro cima dos* Franktins, eWat-
ihgtons, ependeozarSo estpida, e miseravelmente, e
quando? Em 1824, quando oSnr. C, destituido de
luzes, como he, irreflexico, e levado por cabecas ve?-
tiginosas, louqueaya desteroperadamente, querendo
erigir em Pernambucot e deste at o Para o Gverno
Republicano .contra a torrente da opiniio geral, con-
tra as ideas, hbitos, interesses, e preconceitos dosj
Povos. EntSo era o Sor. C. o Anjo Tutelar do E-T
quador, era o Guilherm Tell desses novos Bitavos,
era o sabio, o poltico, o Estadista, o General, o lu-
do da palhacaria republiqucira : mas como hoje, es-
carmentado dos trahalbos, amestrado por mais alguns
annos, e pela experiencia, ej bem pode ser que me:
Ihor aconcelhadp, trocou as roaos-, desceo-se de suas
ventoinhas democrticas, e assentou de seguir, e sus-
tentar o systema abracado, e jurado, pela Naco; he
hum demonio o Snr. C, he hura monstro decrimes,
he o peor 4e todos os homens ; eludo porque? Por
que d accordocoio hum pugilb de loucos huns, e
outros ambiciosos especuladores de revolucoes pisca-
rejas, nao conyeio na desmembracao desta Provincia,
as horriveis scenas do Para ees preclara*r-se a in=
terina Repblica palhaya, engendrada as cabecas
i volcnicas de hum velbo da Montanha, que jubiluu
r
~*\
MUTILADO
\


(i)
agoga, e de mea duzia de rapazolas inexpen-
e estouvadoi.
onge. e mnito lonjre estdS de querer, que corra
r mtnha conta a apologa da Adrainistracao do.SoT.
. d^Ci Todossabm, que este la,o'& hfe desti-
tuido de luzes, e at d'aquelle bbm Senso preczo para
qs mesmos negocios domsticos: arem disto era ho-
rneadas primeiras inlbfmttoes, por falta do devi-
do criterio materia disposta* para toda a lata de intri-
ga. .
.ftzem es:queorodefo, gqvernador en-tendo, nunea poder ser capaz. Com
todos esses defoitos, que erros nao cometteria, que
despropalos nao farra o Snr. M. de C. Mas elle
nao era mais, se nao muito menos asizado em 24.
Todavaquando o vejo manter-se no posto, que a
Regencia lrie, confiara, quando o vejo fazer frente
revolta, que pertejida desmoronar o sumptunSQ edi-
ficio da nosaa Qrganizaco Poltica, quando o vejo re-
pellir .-os repetidos assaltos da demagogia, que busca-
va, realizar por meio da voragem dn narqia a des-
roembracao do Imperio, a fim de sobre as quentes cin-
a deste colocar horrivel esqueleto de huma Demo-
cracia sanguinaria, e.efmera; enlo eu o.saud, eu
Ibe irihuo respeitas, etiolouvo, e aplaudo*, porque
jamis capttularei cora desordeiros.
Tobem muito longe estou dereprovar a OpposicSo
leguima, e-ilegal* ella he a alma evida dos Governos
Represervtativos, ella he huma Atalaia dos sagrados
direitos dos Povos : mas he precis, para ser proficua,
e respeitavel, que a Oppoziefo nao trasponha as ba-
lizas da razo, ^ prudencia, e da Le. O Governo
eomelle rros, e malversarles -b'go toquemos a reba*
te, soltemos todas as pandes, anarquitemos os Povos,,
e corramos o ensanguentado, e luctuoso curso das re-
revolucues? Jsto he querer curar huma flogoze local
com todos os dcaslcos, e estimulantes da Medicina.
A verdadeir Oppozico deve ser moderada, circuns-
pecta, e prudente. Deve dar desoontos a fr;quea
dpos homeps*partndo sempre do; principio ncon-
testavel, quenao ha Administraefo perfeia as cousas
sublunares-, finalmente a Oppozc5o proveitosa cifra-
se tpd, quanto a mim, no cumprimento daLej, nao
danao execmjfio as Aipetoridades subalternas a ordens
illegaes, que Ibes venhaVdas'sperirVs.
Eu no meu pequeao cirenfo^iim tenho pratca-
dp. Ppeos dias depois de empossado na Directora
Interina ^k Academia Xoridia recebi huma Portara,
_..~ ;.1___4_: _.______ i i *t. ir
daifcde vier.
gum illegl
Se est neu pr^ced'mnlo desagradar
M> foder Supremo, dimttaf-me-'toda vez que quizer;
pfli/i sejve- d rauit glotis,' j bnr o ser desped-
dodplftUDi empreo por tafo1 nbbre motivo. Prome-
dio lodos assira, xos. Finalmente a>Wrt **' ti. fedr^o desprendeo
np nosso Brazal a bydra d demagogia*- que jaaa em mpHorra, aorda, sacorle a
furiosa grenha, e busca per-S em campo. He lem-
po de unireirr-se todo* os borfsV todos os qu tem que
perder para reduzir rbita tos seWiieveres, e pozi-
coes sopiae os matfeftotes,' os turbulentos, os prole-
tarios, os vadis,- a rasgada. Continaaf a escre-
ver neste sentido o
Ilcctelor dv Catapucro.
llO Diario N. G2 nao podemos dar boma santjsla-
co ao nosso Cornespondeete e''ssfgtiante o Iflm. Sr.
4 Ivs Branro, de omitirnos insercio da cotrespon-
\
denca que nos dirigiyV|na qu*l faz suaa; queixas
hosso C.o4lega o Snr. R. d>Q^o,Udia^ coimo di
eucSpuMtncia nos prigaisas,se. exp/eoea .^ue
jlgaiiQS merecer da benignidade doSfir. Branco, i
da mais nos acanhemos. Haja S. S. dennos aceitar es-
te* pequeo ^ignal de modestia. '
Qs II R.
MEZA PA$ myERSAS;R^^AS*
A pauta he a mesma do N. 55.
ANNUNGIO.
J% Irmandadedo Glorioso S. Jqo Baptihla Padroei-
rodos Militares Artilheiros desta Provincia lndo con.
Sa
dado j as Muito Illuslres Irmandades dp Biirrode
^anto Antonio desta Cidade para em Procissao condu-
xlrem em o da 15 do mez p. p. pelas 4 horas da tarde
o mesrao Glorioso Santo d Igreja de S. Francisco pa-
r a sua deNossa Scnhora da He^ba, ,e nao tendo sido
posivel .naquelle dia fazer a mencionada, Procusto,
convida de novo as mesmas Illuslres Irmandades para
que Domingo 45 do corrente pelas mesmas horaa te-
nh1 lugar aquelle convite, e espera para misexpleB*
dor Ve honrem este acto com sua assistencia.
A mesma Irmandade nao Ihe sendo possivel dirigir-
se a cada hum'dos Irmosem particular, nes.ta occasi-
o convida-os para que.no mesrro da 26 do Cocrente
I pelas 3 bores da larde eompareco na Igreja de N. S.
da Penhae de S. Joo para em comunidade sahirem
para o fim acma uito e espera do zello dosjraesmos Ir-
ruios a sua assiatencia. i
' Antonio Do mellas Cmara.
Esciivao.
--iLSO^KggJ-Li
- atufos Do Covrcto.
O Correio Terrestre de Lirneiras parte ho]e ao meio
dia conduzindo tobem as correspondencias dd Rio
Formlo e Serinhaern. .
^3T O Correio Terrestre da Parahiba, parte hoje
ao meip dia.
-+

absoa particulares
PRecisa se para caixeiro de huma loj de roiqdezas
e ferragens hum horoem que entenda, e segundo o seu
merecimeto se Jar o ajuste : nesta Tipografa se di-
r quero pertemde.
NOTICIAS MARTIMAS.
Taboas das triares ckeias no Porto de Pernambuco.
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23Segunda
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h. 18,m.}Manna.
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1 --42
2 30
3 18
4-6




Tarde.
Pern. na Typ. do Diario 18.^5.
^


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