Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02906


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Full Text
^NN0DE1835. QUINTA FEIRA 9 DE ABRIL NUMERO 54
DIAKIO ftK PERNAMBUCO.

DIA5 DA SEMANA.
6 Segunda S. Marceelino d. dos Juizes do C.de m., e de
t-ses- da Thez. Publica, Chae- de t.
7 Terca S. Epifaneo (Grande G;) nao ha desp.
8 Quarta S- Amnelo B. ss. da The* Pub.
9 Quinta S- Demetrio Re. de m. aud'. do J. do C. de me de t
10 Sexta As Dores de. S. Sessao daJT/hez. Publica de m. e aud.
do J. de O. de t. Procissao dos Passos
11 Sabbado S. Leao P Re- de m. e aud- do Vig. G. de t.
em Olinda.
12 Domingo De Ramos S. Vioior M.
--------r-
Tudo agora depende de nos mesmos, da nossa prudencia, mde-
racao, e energa: continuemos como principiamos, e seremos a*
pontados cora admiracao entre as Nacoes mais cultas.
Proclama$ao da Asscmblca Geral do Bratit.
Subscrevese a 640 res mensaes pagos adiantados nesta Typ^ogr'
fia, e ha Praca da Independencia N. 87 e 88 ; onde se i*ecebem
correspondencias legalisadas, e annuncios; inserindo-se estes gra-
tis sendo dos proprios assignantes, e viudo assignados.
Pernambuco na Typ. dePinhjeiro & Faria; Pateo da Matriz de Santo Antonio.

lwO Colegio Eleitoral do Recife obtivero votos pa-
ra Regente do Imperio os
Senhores
ANtonio Francisco de Paula e Holda Cavalcante 80
Padre Diogo Antonio Feij 43
Pedro d' Araujo Lima 25
Arcebispo da Bahia 24
Martim Francisco Ribeiro de And rada 15
Joze da Costa Carvalho 9
Cypriano Joze Barata de Almeida 9
Manoel de Carvalho Paes de Andrade 7
Doutor Antonio Ferreira Franca v 5
Joao Braulio Moniz 3
Bento Barrozo Pereira 2
Geavazio Pires Ferreira 2
Francisco de Paula Cavalcante de Albuquerque 2
Miguel Calmon du Pin e Almeida 2
Antonio Carlos Ribeiro d'Andrada Maxado e Silva 1
Lucas Antonio Monteiro de Barros 1
Dexerabargador Joaquina Joze PinheirodeVascoucel-
los. 1
Ernesto Ferreira Franca 1
Manoel Zefirino dos Jautos 1
Paulo Joze de MeLo 1
No de Olinda.
Os Senhores
Antonio Francisco de Pauta e Hollanda Cavalcante 15
Martim Francisco Ribeiro d'Andrada 8
Pedro d'Araujo Lima 7
Diogo Antonio Feij 7
Arcebispo da Bahia 5
Vigarip Francisco Manoel de Barres 1
Francisco de Lima e Silva *
Mrquez de Caravellas 1
Joze Martiniano d* Alencar 1
I
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedienle do da o de ubiii.
fjFficio ao Commandante das Armas approvando

a dispensa de ejercicio no Batalhao7. do Capito J-
J. da Costa, como requisitara, avista da conducta que
tem appresentado.
- Portara ao Commndante das Forcas Martimas
ordenando que do armamento que existe abordo do B.
Barca S. Christovo mande ametade para bordo da Es-
cuna Victoria, ametade para a Fortaleza do Brum.
Ao Commandante do Brum mandando receber
o referido armamento e conservar com seguranca.
Da 6.
Ao Commandante das Armas mandando mar-
char urna guarda para a Procissao das Chgas no dia
12 do corrente.
Ao Chefe da 3.' Lego mandando noroear oa-
tro Capito que nao seja suspeito de conivente com os
sediociosos, pira commandar o Batalbo de Olinda.
Ao Commandante de G. N. de Nazareth man-
dando suspender o M=jbr Antonio Aureliano Lopes
Coutinho eCapilo Antonio Joze Campelo, ambos do
mesmo Batalbo.
Ao Juiz de Direilo de Nazareth mandando pro-
ceder por conivencia com os sediciosos aos OfReiaes
constantes do officio supra.
Ao Commandante de G. N. dito dizendo, que
nao pode aceitar a sua demisso, e que elle deva reu-
nir o Batalhao de seu commndo, mostrar-lhe os seus
deveres, e promover a sua subordinadlo. -
Ao Juiz de Paz de Goianninha respondendo ao
seu cffici de 3 do corrente em que comrounica a crimi-
nosa reunio que fez Ignacio Xavier Carneiro da Cu-
nha com o intento de invadir a Villa de Nazareth,
que constando estar essa reunio dispersada, convem,
que elle deaccordo com o Commandante de G, N. d'
aquella Povoaco faca dispersar qualquer outra reuni-
o quepossa ainda existir ou aparecer : communican-
do outro-sim a marcha do Teuente Coronel Mascafe-
nhas.
__ Ao Inspector do Arsenal de Marinha remetien-
do 6 planes do porto do Cear, para serem divididos
pelos Correios do Norte.
_ Ao Capito TenenteJ. A. Branco M. B. man-
dando legalisar a sua pirte de doente.
Ao Delegado de S. Exc. Revm., Presidente da
ReiacSo c Ccrpo Diplomtico, ronvidando-os para as-
sistir grande Parada do dia 7.
*. Ap Commandante das Armas ordenando que G>


Commandante do Batalho 7. entregue a o do Cqrpo
dos.Wunicipaes V. as armas que houver recebido dV
Arsenal com a marca daquelle Corpo.
Ao Commandante Geral do.Corpa de Munici-
paes P. con^Tnunicj*hdo-lhe a providencia constante do
officio supra.
- Ao Inspector da Tbesnuraria respondendo sa
exigencia sobre a Comp*nhh d* Fernando com officio
incluso do Commandante das Armas,' ero qu diz que
a |ucl! i Companhia criada somante para goarnicio da
Ilha aggregada ao Gorpo deCaeadores da mesma I-
Iha.
-- Ao Director do Jardim Botnico mandande por
n disposiyodo Lente de Botnica urna das sillas do
msmo Jardm para servir de aula.
Ao Professor de Botnica communicando a pro-
vuieivcia. supra.
A' Administracao dos bensdos Olaos communi-
Commarca do Rio Formozo.
cando a nomeaelo do Doutor S. A. Mayignier para RELATORIO.
Presidente da nova Adminktracao, e de VI. A. de
MLlm. e m.'S'nr.Cumprindo as determinacSes
"de V. Exc. exaradas no Officio de 6 do, corrente : eu
vou aprezentata V. Exc. por hora breve relatorio o
estado de minha Cotamarca, suas precizes mais ur-
gentes, e os remedios, que efundo pens podem de
prompto acudir as mesmas precisoes : se alguma omis-
$o houver da minha parte se deve aUribuir antes so
poueo lempo qu lenhaqoi habitado insuficiente sem
duvida para se adquirir hum perfeitq eonhecimento
da localidade, populaco, e riquezas deste lu^ar, do
. que a falta de respeito que consagro aos meus devem,
e que Me ho|e lano me tenho empenhado cumprir.
Dos Guardea V. Exc. Rio Formozo 15.de Marc de
|835-I!1m. "e Exm. Snr- Manoel de Carvalho Paes
(l'Andrade Presidente, da provincia. Manoel Tei-
xeira PeixotoJuiz de Direi^ e Che fe de Polica da
/
Barros Correa para Fornecedor, pelas demis>5es dos
primeiro* nomcados. :J'.TW..
Portaria-ao Director do Arsenal de Guerra ma-
daodo.fornecee o u cabrio para a iluminato b
Brum no dia 7 do corrente.
Ao Commandante das Forca's Martimas man-
dando dar. previdencias pra q-ic a, 2.a sal Va dos Na-
vios (Te Guerra manlisea daua ao mesmo t.mpo que
a da Ai'tilheria de t rra.
Ao dito xnandando render por a goarnicao de
oritrp navio de Guerra a que se acha a bordo da Pre-
m ganga, eque perteore ao B. Barca.
Ao Inspectorr das Obras Publicas mandando ti-
rar o plano e orcamenlo da obra da Pcesiganga, que
deve ter prisco solitaria, enfermara, e oflicina's.
Nome&co ao Dodlr Simplicio Antonio Vlavig-
nierde Presidente da Administrado do Patrimonio
dos Orfos.
Dia 8.
Officio ao Commandante das Armas mandando
expedir as s*ias ordens para que n Ttenle F A da
Saveira comimie no exercieio de Instructor das G.
N. do Poco da Pane'la, de que tora, suspenso.
Ao Commandante das dijas G. N. coromunican-
do a resolucao supra.
A, Inspector da Thesouraria mandando pa^r
n b. U, ;anao 750$ res, importancia de 25 bois.
que venden pan a Forca da Direita.
Commandante, Geral dos Municinaes P.
mandando recolber ao Deposito Geral o cavalio laso
aprehendido aos sediciosos, deque irada em seu of-
icio de boje.
-. A Cmara M. (Testa Cdade remetiendo a lista.
do Eleitos pela As. Leg. Prov. para servirem de Vice-'
Fresidenles.
Ao Commandante das Armas respondendo, que
v.sta a necessidade de Offices para osdous corpos de
1. L.nna, ron vero que lance ipo dos dos avulsos, re-
'-uiiiiiit'nuando a boa escoiba.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do N. 50.
9
/
Admmhtracao da Justca.
Encarregado da' Policia'desta Cornmarca por Decre-
to d'ff 17 de Abril de 1 S34, que considera Chees de
Polica os Juizes de Direito, que sao nicos em suas
Commarras, eu tenho'encontrado travoes no cum.
f rmenlo dos de veres Policiaes, os quaes nao t m si-
do remediados nem.por este mesmo Decreto, nem pelo
Cdigo do Processo Criminal, nem pelo Decreto de
99 de Marco de lg33, e nem finalmente por qutrot
mnitos' Decretos posterioresao primeiro. V. hxc sa^
lv% que a Lci me incumbe a obV^acSo de confiar
huma continuada coromnrico cOm os -Jows de.Paz
de ninha Cornmarca. e esta brgac30'bke do Aiti-
go46do Cdigo do ProcVsso Criminal, e do Decreto
de 29 de Mrco de 1833 ; mas a distancia dos L)s-
rictos'estabelece a dificudade de.se poder maiiter a
mesma communicaco-, Verdade estaque secomprova
com p experiencia de todos os das em' minha Com-
roarca, porque enviando os meos officios aos oulros
Jtlizes de Paz por intermedio do Juiz de Paz do 1."
Destricto tem acontecido, ou nao serera entregues,
aoparecerem os maes, que accarretao crimes, qe
nac sao prevenidos, o punidos, ou serem retardarlos
osofficiosde tal maneira, que mais depressa sabem a-
quellessobrequem vao recabir as mriTias dctermina-
c5es, e se sonego n*la fega s primes, que,meretM-
damente devio sofrer ; do que os Juizes a quem, sao
remettidos; assim j' acQnleeeu nesla Cornmarca,
quando por denuncia vocal officiei ^ hum'Juiz de PdZ
pira perseguir huma qnadrilha de facinerosos, que
apos;sando-se dos meus officios sonbero primeiro do
que o proprio Juiz de-Pa.z das suas determinaos. A
presteza, aVguranca, vtsegredo sao os nicos mpio<,
'que pfxlem levfir a effeito semelhflntes dele'rminacops;
(l'ellas parle principalmente a boa l^lici, que nao
pode ser por mim exercitada sem que V. Exr. me
conced.i huma Ordenanc a eivallo p^ra s'roelhaiilfi
fim, reouisico, que j iz a V. Exc, e que nfo prc-
duzio effeito por nao haver Lei^ que o determinase.
Eulembro denovo a V. Exea, a mesma Ordenanca;
porq)i a Assemblea Provincial pode concede-lo aos
Juizes de Direito.
Huma forca Policial estacionada na cabeca da Co-
marca sobasminhas ordens, e prompta a escorara exe<
cuco das ordens Jwdiciaes, e Pociae?, e que sirva
ao rnesmo tempo de guarda aos presos da Cadeia ly ae
suma importancia ; principalmente, porque IW> *?
conseguindoa execucao da Le sem huma- forca, qur.
obrigue, torna-se rediculo aquelle que encarregado do
sua execucao se v na necessidade de soffrer calada-
mente o dispreso da mesma Lei. ,
Exm. Senhor. Anda, que o Decreto de 29 de


(3)
Margo de 1833, accumulou-nos Escr.ivaes, que.ser*
vem persnte os Juizes Municipaes, e de Direito as es-
crituracoes Polipiaes ; todava e pens, que se deve
marcar huma gralificco-, ou aos mesmos Eserives,
ou a qiialqar individuo, que se sobr carrejar da
dita escritnrco, que he sem duvida milito penosa.
He gerlmente'sabido, que os emolumentos, que
percebem os Ecrivaes das Villas na Ihes chega para a
maiscur^ sbisfencia, e que por isso custa-se acpar
quein queirs servir semelhantes lugares, e quando os
servcm vivera continuamente disgotosos. Como pois
Exm. 5n>. fazer pesar sobre semelhantes individuos
mais obrigvoes gratuitas, e exigir ao mesrao tempo
hum exacto desempenho as mesmas obrigaeoes ?, De
qualqu'er forma por que continuar a pertencer ao Es-
crivao semelhantes deveres hade necessariamente so-
l'rcrg S. P. porque ou o servico ser retardado, e o.
Jujz obrigado a se conformar a vnntade do Escrivao,
ou nao se conformando cpm o Escrivao exige o servico
em da, e ueste caso arredar as pessoas que.servem
nos mesmos lugares, e que nao reeebem huma paga
proporcionada ao seo trabalho. Demonstrada a neces-
sidade da gratificado deque venho de fallar a V. Exc.
eua imploro, on para os Eserives, cu para hum A-
manuense, que a este trtbalho se d>.
' Cmara Municipal.
As dispezas inherentes a todas as Ornaras, e que
devem de ser snprdas pelo Patrimonio das mesmas
tem sido nesta Villas supridas athe b^je par particulares,
porque a Camara/jo tem Patrimonio, e nem outro qual
quer lucro done^ possa tirar o dnheiro necessario pa-
ra a ccmpra dos Livros das s.uas actds, tinta, papel e
penas, e 6najmente os ordenados.3e seos empregados,
que athe hoje tem servido gratuitamente.
Quando empossci-medp-lugar de Jaiz re Direito
destar Villa eosturnava a Cmara Tazer suas Ses'-oes na
Sacriatid d.i Ca pella, desta Villa.; mas foro forcodos

a nao continuaren! as mesmas Sestoes em roose-juen-
cia dos muitos cadeveres,, que se^ enterravo diaria-
mente naquelle Iiigar, e que podio o(Tender-,!hes a
saude. A semelhante respeito representei a V. Exc,
e fui ento authorizado por offieio do Io de Julho d
anno passado arrendar ma casa apta para a3 Ses'-o.-s da Carmr-., e dos Jura-
dos, paraas Junlasde Paz, e iguaiinte pra huma
pequen* ca quantno fossem remeltidos para a cadeia de Seri-
nhaem.
A caza que podemosobter nesta Villa, depois de de-
orrido seis mezes da anlhorisca, qne ti verbos, nao
pode di.pensar alcjuns eoncertos, e estes senao podem
'hVituar por falta de hum pequeo capital* que a
Cmara nao o tem, assimeomo tobem precisa de ipo-
bilia &c. Eu me encarre0 de pedir a Cmara hum
rcamento das suas Jwrw, que seno tem txecrtado athe hoje pela prohi-
hieo da Uespluco da Assemb'ea Geral de 25 de Ou-
tldro de 1831.
A Camtii-atla Villa de Serinhaem nao tem menores
fecessidadt-s, que a desta Villa, e nem maiores rend-
anlos. A sua caso he sofrivel, mas a cadeia se acha
bastantemente arruinada, os presos se teavpor immen-
f vezes evadido, e os que o nao fazem, he mais pe-
!i fslta de resoiuco, do que pea seguranca da mesma
oadeid, a qal he alem disto immunda, e por isso ne-
Ctssita de concert, e aceio para aleviar de alguma
maneira a si te destacada dos miseraveis prezos, A
'iossa Const. recomienda no 21 do Art. 179 o acem
das cadeias, e isiodeve merecer a particular atlenco
da Assemblea Provincial. En me incumbo d pedir
* Cmara de-Serinhaem o orcamento de^ua d speaas,
e por esta occaziao lembro a V. Exc. a aprovacao de
suas Posturas, que foro a muito tempo remecidas ao
ConselKo do Governo.
Instiucoao Publica. "~\;
Esta Villa, que vai augmentando consideravelmentR \
em populaco nao deve continuar a sofrr a privaco l
daquillo, qpe fie h concedido a outras de menor po-
pulaco. En fallo de huma cadeira de primeira letras
para.osexo feminino, que se v condenado a ignoran-
cia por falta dos meios necessarios.
Da mesma forma eu lembro a V. Exc. a transferen-
cia da cadeira de Latim, que existe na Villa de Seri-
nhaem para esta Villa, porque alem. de ser a popula-
co daqi maor do que daquella Villa estou suficiente-
mente instruido, que he muito diminuto o numero de
discpulos, queconcorr#m para aquella aula, e que
a sua frequencia nao he assidua, o que nao acontece-
r aqui certamente.
Obras Publicas.
Eu deixo de f.ijlar sobre as estradas desta Vil-
la ; porque sei que sendo este o particular ohjeclo da
Assemblea Provincial, esta Villa tobem gozar d
algum beneficio em suas estradas, que devem concor-
rer para o augmento da nossa agricultura, que faz a
nossa riqnea^ Existe na Villa de Serinhaem huma
Ponte inteiramente arruinada, qaa foi leita pelo Ge-
neral Luiz do Reg, e a qual se, r agora concertada
poder consumir 500$ a 60$000 reis, cuja quantia
ser duplicada se acaso se.demorar o concert por mais
hum"anno.\
. Brezo.s lloares.
Esa cbsse de horoens, que em todos os Paizes mere-
ce o nraioF cuidadi), e que sobre a proleco das Leis,
gozo de todos os rommodos, parece entre nos nao
pertencer a especie-humana.
Admira ver o modo deplcravel, a que se vem re-
ducidos os prezoc, que aqui exis^eni, usr morios a
fome, da sede, de noite as escuras, e dependentes de
mesquinhas esmolas, que alguns pirliculares, que an-
da se regro por principios de humanidade Ihes offe-
recem. Eu vi, Exm. Snr. ludo quanto venho de
expr, e pedindo a Cmara providencias sobre tal ob-
jecto, respondeo-me a mesma Cmara, quenco tinha
Patrimonio donde podesse tirar dinheiro para taes
dispezas,tambera sobreisto representei a V. Exc, a
live em resposla, que a qnaptia margada pela Lei do
Orcamento para o sustent dos prezos pobres, apenas
chegdva paraos da Capital, que ero em numero" con-
sideraveV .
Divisoes dos Destelos.
Os conflictos de Jurisdigao, que tem apparecido, en-
tre os Juizes de Paz desta Vilja,,e a de Serinhaem e do
Cabo reclamo huma prompta determinaco de lmites.
Todas estas Villas tem duvidas sobre os seos limites,
isto serve de obstar grandemente a Administradlo da
Justica ; por que existindo na Villa de Seri-
nhaem seis Destrictos, e havendo duvidas sobre o 5.
Destrictos, acontece, que nao posso extender asminhas
delerminac^sat aquelle Destricto porque o Juiz do
Paz me tem voltado os officios sera que lhe d execuco
privando-me desta arte de perseguir criminosos, que
me consta existirern ali.
Sao estas, Exm. Senhor, as necessidades, que de-
mnndo mais prorfipfo remedio sao estas as inforroa-
ces, que tenho podido obter, e que evo ao conheci-
ment de V. Exc, e as ques suponho, que sero at-
tendidas pela Nossa Assemblea Provincial.
Rio Formozo 15 de Marco de 1835.
Manoel Teixeira Peixoto.
, i


w
CORRESPONDENCIAS.
Snrs. Redactores.
liEndooseu Diario de Pernambuco de terca feira
24 do correte mez de Marco, nell encontrei a gran -
de falla que fax o bem digno Commandante Geral dos
Permanentes louvandn a boa conducta dos seus subor-
dinados, daqual muito gostei por achar doces expres-
soes'e ser louvavel bum tal Patriotismo. Porem Snrs.
Redactores, admifou-me o feixo de huma tao Eroica
Obra e he o cazo : qaal e quaes as Testmunhas, que
rirSb o Soldado da 6.' Companhia de Permanentes
Francisco Antonio da'Silva, introducido no Partido
Anrquico. Esta he boa,! assim como he isto he ma-
is tdo. Agora porem afirmo ao Snr. Capito Felici-
ano, (que segundo consta fora quero instara com o Sr.
Commadante Geral para este fim') E por isso recom-
raendo-lbe, que seria melhor nao ser tao intrigante, e
cuidar melhor no desempenhode seu lugar que nao
hetaopouco. Estas linhas Snrs. Redactores, nao he
mais do que, para desengaar a alguera do Publico que.
acredite ero tal calumnia, asseverando Ihe eu, que o
dito Soldado, durante todo o tempo do barulho, este-
re era sua caza, como provar quando for a Conselho
com Testmunhas Idneas, e de melhor crdito,
qu,.____quem quiser que entenda. Tobem pro-
meto au dito Snr. Capito, que se o Soldado o nao cha-
mar a Jurados, euochamarei como iniraigo que sou
decalumnias ; e no roais, Snrs. Redactores at o dia
do Conselho que l estarei pois que sou &c.
Huira das Testemnnhas*
na caza de sua residencia ra da SeuzalTa velh D. 1
A^ Lista dos nmeros premiados hontem na Lote
(nono di.), e continua-se a vender as dpi primeirc
hesta Tipografa, e na Botica da ra do Collegio D.
e emOiinda ra do Bom-fim N. 2 =
fcfr;. m piano novo com muito boas vozes: na r.
Nova leja franceza D. 1.
H
THEATRO.
J.Oje 5." feira 9 de Abril nao pode baver Theatro
por se estar aprontando a grande pessa-^-Passagem do
Mar vermelho.

atuso* t>o Corrcto.
Ai
arreniatnento
prendase um sitio no lugar do Arraial com bo-
caza de vivenda, com commodos para urna grand
familia, e ida cosinha separada para escravos, que a
lera disto tero bastantes arvoredos, a saber larangei
ras, ps de iaqueiras, eoqueiros, roangabeiras, eou
tras mais, o qal tobem se troca por alguma proprie
dade de catas, citas nos tre* bairros do Recite : n
praca do Commercio ao p do Corpo Santo na caz
que fic por cima do botequira deAntonio Lopes.
ANNUNCIOS.
fi A' sahiu o 2. n. Extraordinario da Bussola, e a-
en-se a venda nos logaras do costme a 80 res.
JC^- Sahiu hoje a !z o 6. N. da Voz do Bebiribi
contando os seguinles artigos O dia 1 .* e 7. de Abril
Dev-se, ou nao exigir inteira exaclido de nome
nos votados para qualquer emprego electivo.- O Para,
e o 7 de Abril -A guerra dos CabanosO Jurado da
Capital da Provincia. Vende-se na loja do costme,
e nellase troca pelo 1. N. desta mesma folha.
\J Correio Terrestre de Garanhuns parte amanh
ao meio dia ; conduzindo tobem as correspondencias
do Bonito.
ft^- O Correio Terrestre de Santo Anto parte
hoje ao meio dia.
Lelao'.
lEnrique Forster & Comp. fazem leilo no dia S-
bado onze do corrente as dez horas da naanh de 80
barricas coro farinha de trigo (pouco mais ou menos)
variada chegada ltimamente dos Estados Unidos ;
M
at)0D j&arttculareg.
J Esta Typografia existe urna carlr para o Snr. Fer-
nando Pereira Reeo, Vinda de Maragi.
y Dezeia-se fallar a viuva do falescido Francisco
Cabral, filha de Venceslao de Tal que morou em al-
bura tempo na Matriz da Varzea, para negocio.de seo
interesse, declare sua morada, ou dirija-se ao atierre
da Boa-vista D. 7, passando o beco do ferreiro.
$y Aviza-se a todos os Snrs. que pertendem re-
meter, ou levar em sua companhia escravos, para c
Rio de Janeiro na Escuna Maria da Gloria ; de deixa
remos competentes Documentos no escnptorio deKo
zas & Braga at o da dez do corrente, a fim de se po-
der Efectuar a conferencia exigida na Meza das Di
versas Rendas. t
^> Quem anunciou querer 250$ dando penn<>
res, dirija se a ra do Rozario que vera de P-lacu
venda D. one.
NOTICIASMARITIMAS.
Taboas das mares ckeias no Porto de Pernambuco.
9
Q
9Segunda
10T:-
11Q:----
12Q:^-
13S:
14-S:----
15-D:
Q.
t
-o
2
o
K
11 h. 42 ro.
. 0 30 .
. 1 18
- 2 6
-2-54 ))
-342
- 430
Manh.
Tarde.
Hontera nao entrou nem sabio embarcarlo alguma.
G<
Enaid no Diario n- 53,
tL01. 3.' lin. 22 em lugar deihe risco-leia-se-hc
roico.
Pern. na Tijp, do Diario 1835.


Full Text
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