Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02903


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Full Text
^HtoUE'IK35.
^"M ww*"WWft***>iii>iw>MtlMltW|t
SEGUNDA FERA 6 DEAB'^TL
iv*>>wmii. i-------------- _______ r..
*yiMIMI>WM %%,l fui, '
NUMERO 51.
DIARIO DE PlftNAMBUCO.
^fliBllTaBBK1
DAS DASIVAN-A.
^godai $ Maroaefcio A "* Terca S. Eurjaaeo (Grande G.) nao ha desp. i
8 Quarta S. Afrisoci ft <* d Tbpa Pufi. |
i-itH ^^f^ ftH. de U'nd/doJ. ddO.de-m-tde t.
i
10 Sexta As Pores deN. S. Sean.da The,zi Puticade m-.e:aud.
do J. de O. e t. Prc.s&o' dos Pas '
H SaMmdo'S- Lcr?oP lto!. de m. e ndd- .,rtn Ofirula, ,.. ,.
jj Domingo De Hamo S. V'icjor M,

m
t Tudo agora depe de denos nr\esmos,, da nnssa prudehcja, >mo-
' racSo;'a? energa': continuemos como principiamos, ,e seremos/-
poitadosoiii atlmijicao entre s Piaches ihs etltas.

Proclamaba* da Jssemblea Geral do Brw*.
(%i j ^^ '
M*crcve*Fe a &$$ menees pa-osa-antado.'nesta T.Vpo--
fis, enn Pmc da Ind.penkkMicia N. 87 e 8 ; onde *e rvcettem
corre-pondeneas 'lega^as, ^.uiinuncios : inserindo^sc etAes'grn'
tis sendo dos pVopnos.assienantes, e vindo assjgnaatos.

ftRNAMiyC^'NA TYP. DEpfNHEiaO & FaR; PaTEO DA MaTRIZ DE SANTO-Xn^NIO.
I
Illms. Snrs. IVIembros da Assroblea rovincial.
Cbei.o do mairr jubilo e prazei-, qopcumpnndo
de-ver, que.me impon o Art. 8 o da L > de a3 de
Agosto de, 1834, eu venho abrir prim.-ira .fyssiq da
.primeira Assnmble Legislativa de-ta. Provincia. Rste
da, que marca unja novaepx:ln di? ft'oru nos Fastos
de Per nrm buco, para mim um objeto de. t*mhiisi-
'asojo, p>r. ver melle realsdo o m is beMo triunfo dos
principios qaeprb&MOi por ver n'elle firmad, a mais
segura garanta do progreso das luzes,. e do incremen-
to da prosperidade Publica. De R'ssagem. Snrs, eu
me congratulo corn voseo por to fetis aceonteciment,
jwresta:finanla victoria, que. o espirito humana
tsmpre. em pro/jresso, sulemoemente^anifestado por
.s.eu, or^.s bullimos, al.-amcou coala* os frustraos
Slanos e ,e>f >n;os dos vllios h .bros e p'rejuizo*. Urna
ieforma da Cnustituko do Imperio, que satisfi/esse
ajaece-sid-nles das Provincia-i, que snppi in |.> a dis-
,rficia lhcs 6/.es-. s.-nlir rorca Administrativa era um ponto, era que lodosos
espiritos estavo-ivifi los. E-ta R-f>rai.i aqunos
t ouxe a Le de 23 le Af?)sto de 1834. U v^rd-dei
ramenl^ filn-t da sb'doria de nnssoa lie^isladnrfs, e
:llaJa rom olcuril') U rn.,\* perfeita Naei injlid.i.le.
A jora de nussa patte releva, que faeamos fructifera
esja deeiso, qu-1 em s^U alto'jui/.o tomn a A^senri-
blea Geral dNaij, da mugir por que tena de-
pi)sitado cuj rmss.s mos a djVeccS > especial dos npgo-
cos da nos^ii Provincia, o o cxcrcicio parcial desta
fraeyo de S ib'rania- dy Povo lirasileiro.- Km voseas
mos Snrs., se acbo afj-ora os dstipo dos vnssns Con-
cidados, que enni razo d** vwsppiio todo o bem,
que vossa sibjdo(ia, e prudenoia Ihes profjnosliro.
Para ajudar-vos a satisfa/.fr io s-grados empunhos
oGoveruo da Provincia, vos oflerece, como lh* cum-
Pre, todas as informal o'S, e e-*e!areimentos, que a-
lem dos reldtnrios, e documentos, que da Secretaria
vos se rao qua tito antes renjHtti los, vos jul^trles ron-
veniente exigir. Entretanto eu p-sso a instruir-vos
dos estado dos negocios Pub^-os, e das providencias,
deque mais precisa a Provincia p."asteo melhoramen-
.
/T-.lnfeliment, Snrs,,- minha Ad i"istra<;o come-
cou no meio de perturbaces e translnrno da ordem
Publica. A revolu, que Ija trez anuos se tfnha levsn^
i<
5 .
lado nos lima*s d'e>ta com a Provincia <\n% Alagos, a
guerra-de Pinellas < Jjeuipe, que, como sabis, 'por
tinto -lempo resistir aos iesforcds do Governo^ ^ p^'-
prova todos os recurso*' da Provincii^ appr um a^pe-to am^aendor ; urna ami>tia lim poot e-
temporane,e por ai-oda rteet .da, 4avia ie-a^juma
sorte aleado o p^rtjjjo docrim*-; os esni-rilof{n'Csta
G'ipitaJ se achavaoni mi me'nt' ferm^ntids -por d"es-
confjmca terror ; tu loem 'fin pr*s!igv*a b -^rigo f
d' urna confl^rflcofteral, qu.m lo ui el^v-ado'-. eSt^J
logar. V. lo debiixo Lercolloeado no(iov**rno d.-ta Provin--ii! Ilfjgdidb
por to I os os tropc o, qu,j n,aq4iellascirciin>taici's eip-
b.iracavan a A ImiiUtraeo, e obrigulo s*alJ!^Her o
emoenbo de trilbar a veredi en eta la ; 'tendo 'Ute um
lad> rn'vio de s.ltar por cima de-alfjumas for*ma^c*ade3,
que embrrgavo o passo, e de oitru a rveeessid'fde de
salvar Pernambuco, eu prefer antes ejep r-rne lo-
dos os perigrs, que pode soa,, nreferi a ^'ocia de serificar-me p^Ij-'ve'o'fura d'
e.te.Pirz, sucj-ilar lo-me (oda responsabibdade, que
po iessem rr^us actos a-arrc'ar, ao ^czar rftvoon'em-
nlar dcima d > G >vctna a conlinuaco do teriirel fi-
gelo da fjuerra civil.
Qualq\i'r -*)ulro-na ariua conjunctura,-etti <|ue m
eu vi ; qua'qner um de vs# Snrs, coIIom<{o em mi-
4ihe -arriscada posioao, com um eonj.ao puramente
Pernamb'icano, e corh a necessaria forca d'affl pjra
saber sa'-rifi-ar osseU-i ir.Uress'^ pelos de s-us,.(Jonci-
d.'fos, fafia o mesmo que eu fiz : emprenten os pffe*-
cisos.meios,-le vif;or, queMX<>dvse.m..resla.b -'eccj., a px
s^m l-sdouro \a diftn;-M** d^ prim^iro eW.-'cnor das
L"is. E>tas m-olidas reclamadas p*la dura lei da neces-
sidade, e jusliiead^^ pelo suceesso, eu nao ves occul-
tarei. fm -ido laxada,de nimiamente ejccessvase Vi -
violentan eain^la ms a't mente <*.i<;-ra..Tr* pMo g;e-
nio d dioso. Porn, q.mlq'icr (j.i" possa ser o r> xo, que
na-alma da< p-ixS-'s a'^ho no uvzo uba A Imifi-traca', orna idea me li-on, e faz mi-
nha consciencia mu tranquilla ; e que a deSwbi(fo-
r% juerra de Ptnella^ e Jaenipe, 'essa puerrad'rrive^
qoe. esffoiou o Thesourn, d'miiiuio as rendas publicas,
consumi riquezas paru'cu'ares, eceif.oi tantas vidas
de pVirir.tns illu^ir'erf. leve so'Ur terreo q&tvr cfomp^^L
p:.
no meo
bo
verno.
N rerdade, 8&r, 'lWi

ENCONTRADO L


^
v.
<*>
findadi, logo que o perigo desapar^eeo; se reetopve-
.garao os necesarios metos de branduraa .se conseguir,
. ^oe deixando a vida de bandos de salteadores, podeH-
setn aquellas infelizes victimas da regueira creduli-
dadc voliar antiga paz de sus casa. Para se alean
?ar este fino ainda a!i seconservo as Foreas.
^Ofiel cqmprimento do dever, que me impoe a .Lei
nao tolera, queeudeixe em silencio a exposicao de al-
guns arcoule< mentes, que por raai* notaveis mere-
cen) a vossa attem-fo. Eu nao callare, Snrs., o pe-
ng[> ^era que por algumas vezes tem corrido a Ordem
Publica deser transtornada. Uro e'cmento de per-,
rtibaco, que se linha tornado poderoso pela fraque-
xa rf.a* Aurlordades, lenv pe tendido levar de roio esta
rr)vifi,|,, ao dgro extremo da ananhia; e quva o ti-
?es?s conseguido a nao aehar residencia no bnm sen-
so dos Pertiambucanos, e energa rom que o Governo
selhe t-m opposto. Apenas o aniquil ment dos re-
v liosos de Panellas deixava bfilhar no nosso horisnn-
te esperances de paz, de que tanto carecem.os espiri-
tos extremamente exacerbados rom tantas desorden?,
quando a 2 de Deztmbro do anno p: p: na grande pa-
rada dirco, que nao tare effeito. A falha d'esta preparou
.segumla, eosde>oideirosaproveituulo-se do favora-
vel ensejo, que Ibes rtwvto os movimentos sed i re i osos,
que tiverao log r no Aeamparaento das nossas Foreas
.?*laeionads n'A'agoa dosG. tos, a 21 de Janeiro p: p:
-fceio novas leril-.tivas, leudo o arrojo de qnererera
.aurprtheiider o Palacio to Grverno. Por esta vez Ib-
.rao iluda malogrados seos desejos, e se virio Toreados
* fgida. Quando euidei, quea ioutilidade de ten-
ias tenitativs contra a Ordem Publica, contenendo-
.04 da in-,bil..vel firmeza, em que eslava o Governo d
UM0utar a Le, e da impotencia, em que ero iulga-
,dps shus e>lorcos, nsnVsse (re*eorocnar, e orrultar no
retiro o pejo de Untas maquina, o -s contra a Patria a
,d>spcito de lodos os clculos do mais ajustado rartsri-
,nio, .vimos no dia 17 do pastado aparererem de no-
voem campo esses mesmos scdiei i<,os. oue ia poi du-
*** TW^n^O com desar empenludo seus esforcos con-
tra o Governo.
Alacaro oCoramandanle dos Guardas Nacionaes
do Poeo da Panella, tomaio armas, mnnicSes, e lo-
go que souherio, queforeas do Governo o ia Macar
debandaro-se, e foroaparerer na Vil'a de Goianna,
onde urna pequen, forca I he resisticrino pode, e por
fias retirsa-ce abandonando-lhes a Villa.
O Governo pondo em movimento s forras, que |
nba asua disposico, ordenou a marcha de urna Ex-
pedup, e (omellas asrdeos neressarias par* sufocar
de novo o espirito de sedico. f+ln forra m marcha,
encontrando um poueo alem da-Villa de I*uarass u-
magMeirillia dos sediciosos, que j vinho em d-
rerfo de*la Capital, desliocou-a completamente ; o
segutndo o movimenlo, que aquella tooavo depo-
is dote novo desastre, couseguio -finalmente que se
elle* debdassero em perfora desorden) 2 legnas ds-
tajiCe desU Cidade na Povnacao de B-b ribe, sera efu-
Zto de sangue. Al^nns destes tem sido presos, e v0
vao ser entregues espada daJuslira, e providencias
tem sido -dadas flm de que os outros nao eseape m
o;u?loca.t.godasLeis. Snr.., deb.ixo da capa de
depor o Presidente da Provineia mpos.ivel que et-
les possio por mais lempo encobrir os verdadeiros mo-
Uvos, que delerminao a vontatle tos desordeires. O
impo *a ron ven. er de qUe n'esse desejn ardente de
tanlt desordem, se oceullao fins, q.ie see^ndem a-
lem d e<|eSjde re.islirem 4 mjna Administrado, n,,a.
.Jenspawa. Estes desejos se tem facilitado pelo der-
ifanoaaieutj deihjuiriria fdUas, esubversi
vas no meio
da pbpujacap, pelas upu|a4"oes~com qu> ipre f4.
z^^i o Goye^no causa de todos os males, pe,, poy^
intpresse, que, aos homens que mais deviao, iaipHa
ter pela conservio da Ordem, pelo desleixo, econi-
venca de algumas Auctoridades subalternas, pel cri-
minosa conducta com que aquelles quem a'Le con*
fiou asarmasp*rasuadefeza, (fallo da Guarda Nocio-
nal, com rarus, e honrosas excep< 6es) abandono sea
posto nos momentos ms calamitosos \ e finalmente pe-
lo clcalo, com que se entrego s desordens, onda
neohom ma! entra na balat* 'h nerde.
De minha parte, Snrs., tenho feito quanto cabe oaj
minbas foreas para conservar illeso o deposito, qu de
mim confioii a Lei, a manulcnco da tranquillidade
Publica. Nao foi o dse jo de Governar, que me fez
por mais algum lempo procrastinar minha retirada
para a Corte, onde me chara o honroso logar de Se-
nador do Imperio, que me confiri a Provim ia da
Parahiba; foi sim a necessidade deopor-me esse par-
tido desorganisador, fimdeque em minha cqndes-
cendencia nao podesseelle acbar novas foreas de tor-
nar difficil, e arriscada a posico d*a.|uelle, quetives-
se de succeder me: foi para lirar aos amotinadores a
esperanca. que poderio conceqer,/sera um exemplo,
que Ibes"fizessa imprimir no animo a forca do Gover-
no. Felismente as cousas nao tiverSq as consequen-
cias, que se receavo, a tranquilidade Publica con-
tinua : o que resta para consolida-la est em vossi
maos, no exerrjrio das atlribuicSes, que vos eonfera
a Lei. A vos, Snrs. est, eu confio, reservada a
gloria de promover o augmento, e proSperidaded'es-
t'a Provincia, de curar os males, que peso sobre ella ;
a Admini^traco prestar vossas resolu^es todo o -
poio, e cooperario. f
Sinlo o m.iior pe?ar de nao poder dizeralguroa coti-
za de sati>falorio a respeito das rendas da Provincia
per nao cstarem ainda devidiimfnte clarificadas, e por
que aquellas, que o orcamento de 1833 a 1834 decl-
rou serem Provineiaes erapem si meamas insufi ien-
tes ainda com boa arrecadato, e nao produzirlo si-
nao Reis 73:904.^)147, tendo sido oreadas em Res
253:683^000, de maneira. que ainda sendo a des-
peEi ef.ctiva de Reis 19G 847$830 inferior a filad*
de 270:617^000 ha na receila efectiva um deficH da
Reis 122:843^683, que teve de ser suplida pelos
cofres geraes em conformidade do mesmo ortamento.
Rnt-ndo Snrs., que esta fuso dedinheiros he incoro-
pativel com as vantagens, que se desejo tirar da for-
ma Federativa : he da maior urgencia extremar nio
s a es*'ripluraco, porero os cofres, easEstaioes fis-
caes, sem o que nenhum me'boramento be pratfcivel
nesta parte, apezar dos vossos melhores dezjos. ^ nt
de esperar, que a Asscmblea Geral com promptiuo
faca a clacificaco do que he receila geral, par* <|u
vos posaes tomar p em ponto de rectita e despe*
Provincial, e faier nesle ramo de vos>as atribuiiftf*
ludo quunto exige o bem ser de nossa Provincia. Ge-
ralmente fallando as rendas da Provincia tanto parti-
culares, como gerars, tem milito sofrido pela m le-
gislarn a respeito, e aindamis pelos busos, que?"
tem introduzido as gentes da arrecadaco. Ai",>*
queem regra eu nada tenha que dttff vos d'aquluo,
que pertence as rendas geraes que sV da competen-
cia da Asemb!ea Geral, com ludo a fu*i<>, e a coniu-
so deque cima vos falo, exige, que submela a vot
consider;-co os Bal^ncos de todas us receil.Js, e despe-
sas do auno anterior, com os orcamenles, e tabeltas
para o anno seguintc, para avila de lodos clle vos
poderdes orientar na* vossas deliberaf 5?s. Tudt vos
ser remettirlo prontamente com as informates, e re-
latnos dos Chefes das Reparlicoes para ao menos


(3>

I
, presentac5es a que estis authorisados pela Lei. A
ndssa Provincia ler recursos inesgotaveis, que s de-
mauuo i!a vossa sabedor!*, medida ?prcpriadas p.ra
presenlarem com o seu desentolvimento a sua espan-
tosa riqueza.
Depoi das Rondas Publicas,, que se considero ob-
ipt-to & principal cuidado, oulro, Snrs., que eu
'0 ju|g0 de menor importancia merecfe 'vos*a atten-
cao pda influencia que exerce na sorte do Estado:
vou fallar da Inslrucco Publica. Permitli, Snrs..
me e 'a-time rom vd'seo o atraso, cm que seacha es-
importante Ramo d nossa Publica Administra-
do e estado stacionaro, em que ella se conserva
vista do progressivo desenvolvimento do espirito hu-
mano. a verdade este objeclo nao tem lidodos lios-
as Le{Vs!adre edoGoverno pela parte que IHe to-
' ulso, .que deve merecer.
irso, une ucr un-icv.m \J$ nossos estbele-
cimentos svientifi ;os flef parados no meio da carrei-
fa que levo as ideas do fceulo. E' lempo nrs., de
,', a lustrucci Publiea do uoso Piiz mereca o cui-
dado mais particular d'Adirriiiistracao, como o mais
poderoso elemento para futura grandeza, e prosperi-
dad do Estado. Vossas luzes, vos lhoramenfo, eu
dfjpimsp de lembrar meios de melho
me cinpirei ao trabalho de dar-vos i inform ai oes pre-
cisas a fim de que sobre eflis possais bizer vo crtadis resolocJs. A Iostrueeo Publica dfestfc Paiz
se pode dividir em duascasses, a InstrjecSo primaria,
e Seindafia. A Seundaria compoe o Seminario de
/ Olin-da, e* Liceo desia Cidade : o primis por urna
prposta do extinct > Coselho Geral de provincia p-assou
para Colegio das Artes do Curso Jurdico de Oii la.
Osefunrlo' sendo e.stabeleci ment propriamente Pro
vi.rici'al est debaixo da esfera devisas altr fbuic SS1
elle consta de treze. Cadniras de diferentes en si nos,
inclusa a do ensino mutuo," que nesta Provincia pou-
r-o ou nada tem medrado. A de Inglez, e Fraocez O Qoverno da Provincia vio-se na ecessitjade de
pila reduzida a Francez por se nulo en-JOiWrtM' um es'tabelecer, e conservar a Repartico das Obras pbli-
homem qu rioSsa ensiiiar ambas as 'linjpis, oa por ;'caa, que bavia sido abolida por dispozho legislativa;
.porque a Cmara j>lir
ir d'esta inSfiecc >.
P
at a Vlhdo Pod'Alho, a
fTpta;' EstOvdjM aplica veis. ao iffl$&
de que necessitamos. jSfn resultado p*ra ?os (rm-
nar este, artigo Kto,4fce? que a Imdruea Publica
nesta Provincia custa Ka. 33:595j$140, o que sera f
na verdade mdico si seu,emprego rendesseum resal- /
tado seguro, e um producto certb. *^
Os bens da extinct Gongrp^ac do Oratorio, pro-
dzem urna renda de R*. 8:6>!^0, os quaes tem
sido declinados para a manutencSojdoCoJlegio dos Or-
fos. O dos meninos est em andamento no Conven-
to, que foi dos Padres Theretoi4; mas a sea respecto
nada se pode .inda dizer alera do que diz a Admini-
Iraco em seu relatorio, e que os Estatutos ncessitao
receber d'esta Assemb'a algtins melhoramentos. Nao
se tem anda instalado o Coegjo das meninas Oras
por falta de casa.
O.diFerentes Hospilaes, que exisliao nesta Cidadf
s tem por Lei reunido em Hospit-l Geral no conven-
t do Carmo, menos o do Lazaros, que se conserva
em sua antiga Caza. Porem estes est^belecimentos es-
to longe delerem conseguido o seu fim. Eu nao sou
opposto a estas casas de azilo e caridade, mas creio
que ellas devem ser milhr montadas, e chamo Sobre
. ellas a vossa attencao para Ihe d*rdes mifhores meios,
e milhor direcao, se os ach'ardes proveitosos, como os
acha a Administraco Provincial. Sobre o Hospital
de Nossa Senhora do Parazo se tem levantado -pret'en-
c5ps d.i parte do actual Mrquez do Recita, que domo
Administrador do Morgado do Cabo se julgicom di-
reito a contiiuaco do padreado d'aquelle Hospital.
Este negocio iendo sido affedto. Assembla Geral veio
para esteGoverno informar ; como este assumpto hoja
He da vossa competencia, sobre elle deliberareis como
entenderdes. '-----
O Jardim Bolanico cpsta 1:419^840 re's e a follar^
a rerdade asna utiidade nesta Provincia he desconfe- j
cida.

que o ordenado nao he sufficieiYte, ou porque real-
mente nao hi um iiomem hfbilita.lo fiara sso.
"XTaita de nexo, eurna orJem combnala si licamente, que formem um curso de estados comolet^
o ensino das materias, que s-jo susc.epliveis de me
llior appli-'ac-o, sao os principies vicios, li qie s^
res'nle este estabeecimento. A eseOlna de Mudos,
bazeada sobre a neessidade ds dil'rnles pTofi>'5H-
da nossa vrda civil, urd corpo de mil.'riasqne en'Wy'
rmmediata relacio.com as rifes** preei>S-s lo-aes, ls
sao o* me llorme otos deque elle sasceptivel. Dfr
vos depende esta utilissinpa reforma. Nao menos
digno des lastima o estado, da W.rueco 'Primaria :
PSti3 preleminar de toda edueaeo Publica e f'eilo
Mi
M
unicipalnao se'pdde mais encarre*
.Antes dislo se bavia j dado
principio a abertura de Urna estrada desde a Madalena
1 t .
em hido progredin
do"nofn ;l|jnrna'lentidao, e seria da raaor Vantagem,
que ella todesse tr ms rpido progresso.para seno
nir arruinando tt prporcao do vagar com que vai
hiudojmas v5, Shhores, daris a esta obra o im-
I pulso, que cfH/l%@lilUal. Prmili, que' insista so-bre^
{ o pohto (Jas Eitrada, e que excite o vosso patriotismo
sobre este artift'v c'o d< ponles, jaque vos naopoiso
nio tem aindapp^ido entre os Brazileirbs mas
ser imtosi've'l fLe^isltura Provincial1 fazer n
nao
aseer
ment. Rsas ra/6'S levaro o GovCr.o a usar de
um mio, que nem por isso dexa a esperar um gran-
de resulla do : este meio consiste n* fiscalizado P^>r
mpio de Visitadores, na forma da L>- ; depois que os
diferentes relatorios deiteschegarem ao eonliecimeutO
dbGoverno, elies vosserao apresetifados, como da-
dos rnais seguros; sobre os
plano d dar este ramo da'x
froramento de me' for llttMfMf H^em lacla a Cidade^ pla/it.da de modo, ^e, eHas Formao, ou
/Provincia 6*;adeirs de primeira letras. Gabfe: rf?ui leT.rap formar o seu prtroeiro ornamento; mas O
I tobfm diremos, Wde^l xiAeta dV LfngOa* Ltflba :
e-uin em', que s proiwt dlTndif ts'ebhhfe''
cimentos uu, parec temifziadro num^W' errl Pernanibucb .ss espirito, e dar-lhe incremento.
He humi idiV q^ andj associada a de Estradas, a
das Ponles, e ste artigo, Senbores, est em um esta-
do, qqe cau^ verg >nha : independente mesmo.' da
quaes: pederis conce*ber o sua necessidade p.ra o transito do Povo, e o transpor-
Instruceo P^Wc, o'me-! |j te dosgneroV, qrf formo a nossa riqueza,, a aossa
V
MUTILADO


(O
forma ds nosso- Poyo, ou de se^'^yarna i) les amis
laslimoza ideia : pobres, on incapjfcidadtt, e prera-
ricaco sao as ideias, que jhe devem oeporrer., A C-
mara Municipal tiih arrem-siH.dn as .intAs do Reci-
te, A (Togados,' Motpcolomb, e Magdalena, porem
* v sabis o sjeu esiado, e escusado por tinto dilatar
i* me sobre esleobjecto : nao sei si no presente estado
cUs coalas deverei lembrar-vo.s, que. ppr conla do
Governotaes obras podem ter borairesultado, e quie
por menos dos seus'brcementos.
A agricultura, que.be, e ser por longos annos a
indiisirj essencial ijo nosso Solo, e que forma a nossa
mais solida, e permanente riquesa reclama de vos, Se-.
nheres, o maior impulso e prteco, e 6 primeira de
todas he, sem duvida nenhuma, o fcil trajecto dos lu-
gares longiquos para o mercado geral : hoje o atraza-
ment da uossa agricultura est a par das diflculdades
dos caminhos, e quanto mais se desenvolver, mais do-
lorosa se far a falta das estradas, e das puntes. era
niesmo o uso das maquinas, quev poupem os bracos, e
facilitemos meios da produeco seria de grande pro
veito, se os gneros nao aeharem por onde sabir ao
mercado: alivui mesmo as impjsicSes, que pezo so-
brea industria agrcola, deixai porem as estradas,
e feixado ludo ser completamente intil,
Como o Commercio externo be o primeiro movel
para o tfesenvolvtmente da riqueza, a industria de
qualquer Paiz, resulta que as Cidades martimas levo
sempre vantagem sobre asqueesto situadas no inte-
rior das trras, e neste caso qm bm porto he da
maior importancia. A Provincia de Pernambuco nao
seria a terceira do Brazil, se como o Rio de Janeiro, e
m Baha o seu poroto fosse de fcil accesso, e admiiisse
erabarcacoes de todo porte, e em qualquer numero,
que fosse; porem o acanbamento de nosso ancoradro
torna-s'e anda pior por se acbar obstruido por um
Banco de areia, que obriga a que todas as embarcacocs
de maior.porte fiquem fundidas no L^meiro desa-
brigadas, e sofrendo grandes incoraroodos, e despe-
tas, e mesmo perigos para carga, e descarga dos ge-
ierosjde commercio. Difieren les planos se tem apta
tentado, nao so para remover aquelle obstculo mas
at para augmentar a eapacidade do aneoradoro,
ainda que este objecto pareca ser da competencia da
Assemb'a Geral da Naco elle est (Jo intimamente
ligado com os inleresses da Provincia, que neta por
um momento nos he licito duvidar, que essa compe-
tencia deve ser cumulativa cora a da Legislatura Pro
^vincial, aqaal devedar impulso pronta remoco d'a-
quelle banco. .. ,
Lembro-vos, Senhores, os inconvenientes de estar-
nos em um Paiz como o nosso consuraindo madeiras,
i
e taboados de outras Nacoes : nossas malas tem sido es-
tragadas sem piedade a ponto de tomar-se demasiado
escassas as madeiras de construeco : be urgente tomar
medidas para a conservaco das matas, .que ainda ex-
istem, e a planlaco de bosques artificiaos.
Muifas pessas tem sobre este objecto levantado cla-
mores contra os Colonos do Catuc; nao sei at q' pon'o
estes clamores podem ser justos,; mas o certo be, que
na fundaco desta Colonia mais seattenjo a certas cir-
cunstancias do tempo, do que aos verdadeiros inleres-
ses, e a natureza de semelhanles eslabelecimentos : em
minha opinio a Colonia deve ser removida para ou,-
tra parte aonde a natureza do terreno pOssa dar-lhe to-
do o desenvolvimenlo, e importancia, que se procura
atm fundacSes deste genero.
ra a adminislrac<
gumas pretentes, 0 choques d jurisdico se tem
-originado dadiviso actcl. Parase uto bern reme-
diar he necessaria umi exacta demarcado dos'limites
ida nossa Proviacia com as limitrqfes, e sobre ludo a
formaronronriae regular do cadasiro de sus ponu-
jaco classificada, e mesmo o .calculo aproximado ao
menos de suas differentes produccoes, e ramos"de in-
dustria : entendo ser isto necessario, nao s para o
^ajenio, da representaco poltica, e administrativa da
Provincia, porem mesmo para vos orientar, e a vos-
sos successores ero quaesquer providencias, edelibera-
toes, que julgueis conveniente tomar.
Ainda que p*la nossa Legislai-o as Parochbs nao,
eslivessem enlrelacadas, no >ysteroa de representaco
Nacional, e das Eleicoes, e mesmo no do Poder Ju-
doiario pelo modo com que estes objectos se acho or-
ganizados, ellas sempre reclamario yossa atteneao, nao
so porque a Regio Catholica Romana he a Relipo
do Esta/Jo, e por elle protegida, como porque ellas
tem sido origem de muitas dissenc.oes, e desordena
Em a'gnmas d'elfas 03 Povos, ou parles deUes influidos
por pesjis, que corno os Juizes de Paz, mais obn'ga-
(?o tem de manter o socego pubico, tem querido
chamara si o direito al um certo ponto da nomea-
co dos Parocbos, qe pela Consfituico compela ao
Qoverno Central, e hoje pelas reformas aos Presiden-
tes- E^ta materia pois cabe em vossas atribui^oes le-
gislativas,; eu reclamo de vos em. beneficio de nossa
Provincia, que prestis vossa attengo a este objecto,
e que organizesas suas diviMes de modo que ellas
melhor coincidao cornos districlos dos Juizesde Paz.
; Como vos dice, se tem criado Villas', e Comarcas,
era execucao do Cdigo do Processo Criminal, que es-
to providas das competPntesAulhoridadesJudicinrias,
e onde se tem posto em andamento o mesmo Ccdigo ;
mas tudo isto est muito mal montado por cauza da
falla absoluta de Cadeias qpaesqaer^ qi^anto mais de
casas de correceo, e de pritio.com trabalhos.
As prisSes, queexisttjm, lem de sua insufficieneia
servemmais de ve.rgonba ao Estado, qae asconserv,
do que de caslsgo, correco ou seguranca dos crimi-
nozos, que o mo estada de nossa eduraco publica, a
a deep^aca da bumanidade todos os das acumula, ou
que deixa impones, porque parece, que a sensibilida-
de se arrepia de mandar horaens para semeibanles fu*
6arS- /
A AdministracSp da Juslica publica, e o melhora-
ment da moral de nossas Concidrtdos, reclamo por
este lado vossoscuidados, e disvellos. E j que infe-
lizmente os meios indirectos, que por meio da Intruc-
co Publica, influencia da Religio, o aplicaco i
artes, que formo a excellencia da jusli?a preventiva,
nao tem ainda podido", reformando nossa moral Publi-
ca, e privada, brotando os sentimentos da virtude no
coracao dos individuos, diminuir a pauta dos nos-
sos criminosos*, jaquea Juslica repressiva anda en-
tre nos urroa necessidade, convera ao menos, que no
emprego Helia nao estejao ausentes de nos os sentimen-
tos geraes de simpalhia, que nos prendem nossos si-
melhantes. Levado por estes prinqipios, na falta de
prizoescommodas, e da maneira recomendada pela
Constituico do Imperio, eu me vi for9ado, Senhores,
a comprar o Navio Sao Joo Raptista para servar de
presiganga por 7 000^000 de reis, despeza nica pos-
sivel no estado do Tbesoqro, e infinidamente inferior
a nuR spria necessaria s para a Cadeia/ desta Cidade.
Esta medida tem excitado o clamor d'aquelles que to-
rnSo por habito pnvepenar todos os actos da Adminis-
tr-icio; mas ninguem de boa fe ousar negar, que u-
raa prizio abordo de um Navio sufieiente arejado, s
bem tratado, he muito prefrive|;-a das nossas Cadeias,
alan ds maior seguranca, e dificuldade de arroroba-
MUTILADO


J
V)
tntos Unas res pratieados na Cadeia d'esla Cida-
de, outras muitas. Se esta medidade nao m>r.r
a vdssa approvacio, da *ossa parte est criar os fundos
neeessanos para a edifi.iacio de prz5* apropriadat
aos actuaes Cdigos do Processo, e Criminal.
A Secretaria da Presidencia da Provincia est a o
/..comwjwterapodGovernodo Capitaes G-ntraes >
amque oi criada ; e nio podendo por'mVii tempo
Subsistir rieste estado, cumpr que a organueis. quan-
toantes, owno he mister, dando a seus mpregados,
ojo numero deve ser au&menhdo, pelo aeiius coro
dotis ra iis, ordenados capazes d subaistirem decente-
,mente.
Sendo necessario, e mesmo indispensavel haver,
piando se instalasse a Assembla Provincial, quem
tscrevesse todo o expediente, copiasse, e registre
seus trabalhos em todo o tempo de suas SessSes, a
Administraco actual da Previncia considerando-se
competentemente authorizada, orgaimou sua Secreta-
ria iioro-ando urn l.'OfficHlcnm 600#000 res por
anuo, trez segundes com 400#000 re* cada um,
um Porteiro rom 300^)000 res, dous Ajtidautes ca-
da um com 25#QOO reis por cada me* somante em
rae Ifub^lhassea Assemb* : esta orgsnizci provi-
no riV es pera que seja por v<5* approvada.
Finalmente, Senhores, um mal antigo, e inv* tera-
do introduzi lo pelo erros, e prevaricares do antigo
Governo, nutrido, e alimentado pela mmoradade
He corrompidas,, e perversos especuladores continua a
fagelaresta Provincia : fallo da moeda de cobre. Com
-manto esta materia, como dvgeral interesse pertenca
a Aisemba Geral da Naci, todava enfeudo, que
a Legislatura Provincial pode representar, e lembrar
* Assemfrt Gen! aquellas medidas, que Ihe parece-
rem conducentes a eliminar, ou ao menos minorar o
msl. A Lei d 3 deOutubro de 1833 posto que im-
perfeta, po.lia ter rauto remediado, se nao enron-
trasse na corrupeo, e iromoralidade dot especulado-
res, pna infraccio da p^rte d'aquelles a quem eum-
pria fielmente exeeuta-las, urna opozico embaraco,
^m de tola a inutiliza rao. Hjn he preciso esperar
da Assembh-a Geral medidas completas ; mas urna opi-
mo da Legislatura Pro* luial nao seria estril para
om aquella Assemb'i: lembroisto nicamente por-
que o mal etttt**, e as |rehens5o das altribuic-s da Assembla Provincial, e
ius daiao mals prestigio, e furca de cooperacie a
quaesquer medid.sq.jesejio decretadas.
Ei.-aqui, Senlioies, quanto me lem parecido ne-
*ssario^ipnr..voa n-sta prrmeira reunio da Assem-
e Legj^iajiya pr0vinrl : vos sois todos Pernambu-
a.no-i, vnssu comprt-benso, vussas luzes, e vosso pa-
triotismo enc1ier5 as Leonas, que acaso possaes encon-
ar era minha expusico. Os Pernambucanos tem os
"nos sobre v>, e eu tenho o pra*er de acreditar, qoe
sua espHciaco ser por vr> plenamente satisfeita.
Os Ce(,s abencoem os vossos trabalhos.
E>< abert^ H Sesso. Recife de Pernsmbuco 1.* de
Abnlde 1835.
Manoel de Carvalho Facs d! Andvade.
COHUESPONDhNCIA.
Snrs. Redactores
O
v^Uoiiv;o tora bondade-de inserir noseti
Ulano o Iheor do Decreto por o qual eu
Ni proyido no lugar de I. Escripjuraw
da Airaodega desla Cidade, e o mais que
depois delle esli eacripto, que nisso omito
obrigar ao seo
ltenlo Venerador
Manoel Claudio ds Qveir&s.
A Regencia em Nom do Imperador o
Senhor Dom Pedro 2. attendendo boa
informado 'da Commiisao de exame dos
E npregados da Alfandegade Pernambuco,
Ha por bem Nomear para o lugar de Pri-
m-iro Escriplurario da dita Alfandega a
Manoel Claudio de Queiroz. Manoel do
Nascimeto Castroe Silva Ministro e Secre-
tario Estado dos Negocios da Fazendd,
e Prezidente do Tribunal do Thezouro
Publico Nacional o tenba assim entendido,
e fatja exectitar com os despacfios necessa-
rios. PaJacio do Rio de Janeiro em 17 (Jt
Outubro de 1834 dcimo terceiro da Inde-
pendencia e do Itnperio. Francisco de Li-
ma e Silva= Joao Braulio Mun*KZ=: Mano-
el do Nascimento Castro e Silva= Cunia
pra-se e registe-se. Rroem 17 de Outu-
bro de 1834. Castro e Silvas
He incon testa re, que fui prvido era
consequencia densa boa informacao de'(|e
Iracta o Decreto, a qual leve lugar por
aef eu antes da reforma da AlfamU ga an-
tigo empregado della, e era de esperar com
bem fundada razo, que sem justo moti/o*
e manifesla culpa nao se esvaecesse lo de*
pressa aquella ltenlo que me deo frca
e jtiz para o Governo conferir me este' no-
vo Em prego. Mas o contrario soccedeo;
porque tendo eu nicamente 2 mezes e 23
lias de exercicio fui por elle dennttido, e o
lugar dado a oulro.....Vejao os Empre-
giulos Pblicos e,eslao seguros com lim
exemplo de^tes, e se o Governo pode esca-
par da justa censura, que huma tal volubi-
lidade o faz credor, a qual, ainda mesmo,
no antigo Governo, que nos comjustjca
chama vamos Desptico, foi pouco vista,;
e pouco exercilada. Ainda que eu c ca, que presentemente o Emprego Publi-
co nHolie Propriedade de ninguem, eque
o Governo por virtude da Lei teto o Direi-
to de remover os seus Empregados ; toda-
va espanta e faz admirar, que elle demita
hum Empregado com tao pouco tempo de
exercicio, sem motiv orte, que poder te-
nha para tanto. eosjio acuda onos^de
quem melluuMios geverne.
No momento em quTansava estas ulti-
mas linhas, chegou-me a noticia de que
'


>u
tfQ
tsta diwis&o .tijera origen) na queixa, que
4e mim fisura para a. Corte o Inyector da
Aifarideg Manoel Zeerino dos Sanios por
tfer eu*n dia 7 d Janeiro lo correte au-
to, 1. = do meo novo exereicio arqella
gaza, mostrado disgusto por o modo incivil
com que! elle me recebera, nao deixar
pa^ar a occaziao d por meios decentes,
iA lcitos mostrar meo recentimento desaggravo. He custoo accredii4ar*se, que
, o GovernoSupremo assim proceda Co-
lo encapar elle, apezar dessa -.causo, de
:ser taixad de pouco prudente por ter da-
do tanta importancia e pezo a essa queixa,
sendo to trivial conceber, que Tumi Em-
, pregado em primeiro dia de .sua poste
nao podia cometer erro's . cessem fruira to prompt depozico ?
-Crt-wi que nao podei escapar ajusta cen
aura por ter dado hum pa'sso"to precipita-
do, e de pora leviandade ; pois que devia
lembrar se, que a nao estar o Empreado
infeiramente alienado das suas facilidades,
jnentaes jamis podia cometer actos crimi-'
liosos, que o levassem a hum tal fim E
para que o Governo arrcdsse de si a in-*
justj'ya (je praticara cumpria llie indagar
primiramente de caso por via de outra
T auctoi idade para bem assentar sua nova
rezoluclu); e se a isso se determinare ou-
tra seria, por certo, a deciso porque en-
tao conhecefia por meio de prova, que esse
Inspector falta vrdade quando ?>e empe-
nlia enredar alguetn ; que tem natural ten-
dencia para intrigar, cuja ma qualidade
era mUi acil provar. O cazo segunte faz
huma pro va' do que avanzo. Quando Pre-
sidente desla Provincia intrigouse por ef-
leito do seo ualfazejo animo com o honra-
do, e sempre lembrado Com manda nte das
rmas o Tennte Coronel Santiago com o
intento de o latear daqui para fora por lhe
azer grade sombra, pois que por umitas ve*
zes elle fez inutilizar seos''dispot i eos golpes
Prezidenciaes, e tanto enreclou para ^
Corte, at qu conseguio remove-lo dota
dita Provincia para do dxgrarado Parit,
onde a final pereceo entre as mos de furio-
zos e damnados Vndalos ; de cujo as-a^-
siinio elle -fui por as suas intrigas o indi rec-
to auclor, e coperou puro principio expen-
dido para morte de hum Bravo Mihtar
Pernamhucano, que tantos servidos fez ao
Brasil, e cuja perda Elle tem de chorar
por multo tempo. Se nao fora tal mudan-
ca, por certo, qu. teriamo Id anda vivo
prestando bous e rellevantes sea vicos a Cw
a Publica. Seria -me finalmente mui fa-
eii inostraT d onde >r.ascia a ^laindisposivdu
paracomigo; mas como Governo n5o
leo occasao para isso, contentme ero, re-
petir o que cima disse- Jep^jios de quem
melhor tos goTerne, e no^k'gare jna t
trr^nimr.50 hinn Heirnte em ofll
"Brast possa descansar; porque entao a eT-
Yr^o^rerpara > ser reintegrado, Harneo
luear que com a niaicr injustica fui dlle
privado.
m
Antonio Pereira da Cun\a fai leitfo faam
porco dt>s*cc*%d$ amo* e fcijo, o dia 7 to corrate
.pelas 10 horas da naanh, no ar rua da Srnzala. i
fcy. HarrisonsLatbam & Hibbert .forero leilao ho-
ie Se,guiida feira 6 do corrente as .10 horas da manlif,
na esw'dinha da Alandega ; de urna porco de ^ri-
cas de Bacaliiu chegada ltimamente de Halifa*
Patocho Igl Hibbert N. Banney.
abto jftawculrcsf..'
O^ Administradores da casa de Smith & LpnfMter
avizo todos os Sors. ciedures da m'esm'a casa para
rorhpareoerem na casa da Adminiatraiip segun
.feir6dororr^te as onze horas para tr ata re m nego-
cios tendentes a dita casa.
(f3 Precisase de um cahceifo Portu-
para urna venda, que de .fiador ajua
ca: na rua do C.iKereiro n. 25..
juez
concluct;
ce
s
J
-o
en
Tara
NOTICIAS MARTIMAS
Taboa* das mares chelas no /JdWo de Pemmbum.
* 9Segunda i -II h. Al m.jManha.
^-T:-- ^-0-30 |
n_Q:__ % -1-18
12_Q:_ a 2- 6
1^S: 5. 2 -54
J.4-.S: 3 -4*2
15-^D: I 4-J3 w.
$ avos entrados no da A.
IXIO FORMOZ ; 21 lloras ; &:':Ro
F so.car : a Louenc,o Joze das Nevefi. f ou.
59. Passiigeiros Francisco do Reg Bar-
ros Falcan coto sua familia.
DITO DITO ; Lanxa Carvalho S*m
Cruz, M, Joaquim MonUiro Pereira : a*-
sca r,
Navio saludo no dia 5.
JL ORTOS DO SUL; Paquete N--J-
cuipe, Com. o 2; c Tetvmle Uaael LPP
dos aojos. Pas-o-mn 9.
Pern. na Typ. do l itrio i-^-
*


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