Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02873


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Full Text
ANNO DE 1835. BEXW FERA 30 DE JANElKu. NUMERO 5
mi%>*>*miM**m-iwi nniHn
Mino 01 iiautio>

S-S
Sutscreve-se mcnsalmente a 640 res, adiantados. na Tipografa
4o Diario, pateo da Matriz de S. Antonio sobrado da porta larga
onde se recebem correspondencias, anuncios; estes insirem-se
ratmendo dos proprios aguijonantes somenie e vindo ^asignados. .
Tudo agora depende de nos mesmos. da nossa prudencia, mo- j
dercuo, e energa: continuemos como prineipiamos e scremo
apontados cum admiracao entre as Na^es mais cultas.
Proclama fio da Atttmblta Oernl do Bratil.
JimptMo emjtanumtiracnjHw a. % o e fitrattta jfalca'o-
.
I
DAS da SEMANA.

6.' -S. Jacintha- Ses. da Th. I>. de ra. eA.doJ.
de Orlaos de t.
Sabbado-S. Pedro N.-Rel. de'ra. e aud do VigG. de
t.
Domingo S. Ignacio.
GOVERNO DA TRDVINCIA.
o,
Contimiac&o do expediente dodialft.
'Fficio ao Commandante do Paquete Leopoldina
ordenando que v receber do Inspector da Thezoura-
ria seis contos de reis, que conduzir a Porto de Pe-
drs, fazendo delles entrega &o Commandante em Che-
fe das Forcas em operac5es Joaquina Joze Luiz de
Souza.
Ao dito dem que se faca de vella para os Portos
doSul, no dia l,* de Fevereiro, devendo tocar em
Porto de Pedras a entregar ali o dinheiro, que leva
ordem do Commandante em Chefe ; prevenindo ao
Administrador do Correio, para fdzeros annuncos.
Ao Inspector do Arsenal de Marinha mandando
salisfazer as requisicoes do Commandante do Paquete
ConsUnca, para que possa seguir seu destino nopri-
meiro de Fevereiro prximo.
Ao Commandante do Paquete Conslanca orde-
nando, que nao se fac de vella para os Portos do Nor-
te, se nao no dia 15 do prximo Fevereiro, fazendo
este avizo ao Correio.
Ao Commandante da Escuna Brazilia ordenando
que se faca de vella para os Portos do Norte no dia 2
de Fevereiro prximo.
Ao Commandante do Paquete Leopoldina man-
dando receber seu bordo, e transportar para a Cor-
te o Capito Francisco Fernandes da Costa.
Ao dito mandando dar passagem para o Rio de
Janeiro ao 1. Tenente de Arlilheria Joao da Silva Pe-
dreira, que vai mandado em servico pelo Exm. Pre-
zidente doCear.
Ao Director do Arsenal de Guerra mandando
trocar por outrasem bom estado, ou povas, as corne-
tas, que Ihe orem remettidas pelo Commandante do
Batalho de G. N. do Cabo.
CMARA MUNICIPAL.
Sess&o ordinia do da 26 de Janeiro de 1335.
Presidencia do-Snr. Oliveira.
Vd" Omprecerao os'Snrs. Souza, Gusmo, JozeJoa-
quim, e Costa, faltando eom cauza os Snrs. Oliveira
e Souza, Ferreira,, e Camello, e sem ella o Snr. Dou-
tor Mavigner. '
Aberta a sesso e lida a acta da antecedente foi san-
cionada por estar conforme.
O Secretario dando conta do expediente meneionou
os seguintes officios : hivn do Juiz de Paz do 3." Des-
trioto do Carmo com huma lista dos qualificados para
Jurados: inteirada.
Outro do Juiz de Paz do 2.9 Destricto de S. Lou-
renco com igual lista : inteirada.
O Snr. Gusmo ppresentou seu parecer acerca do
exame das contas do ultimo quartel do anno financei-
ro findo da receita e despeza da Cmara, o qual foi
por ella approvado e se mandou remetter ao Snr. Fer-
reira para organizar o ballanco eorelatorio qu deve
ser appreseuado a Assemblea Provincial.
Mandou-se pagar ao Fiscal da Boa-vista 2$ reis
em que importou a despeza feitacom o concert do as-
sougue ca Boa-vista.
O Snr. Barata Fiscal deste Rairro e Cordiador do
Municipio representou contra a pratica abusiva e per-
niciosa estabelecida neste Municipio de se nao poder
faser demolir o edificio que se esti'ver fazendo ou ree-
dificando lora do plano da Cidade, contra a licenca da
Cmara, e nao conforme a cordiaco como expressa-
raenle determina o Tit. 3. 3.a das Posturas em vi-
gor, sem serem chamados ante o Juizo de Paz os pro-
pietarios dos mesmos d'onde tem resultado que at
boje nem hum ha sido demolido porque os Juizes nun-
ci a isto os tem obrigado, continuando entretanto a se
desformosear a Cidade com a construeco de taes edi-
ficios ; a vista do que resolveo e determinou a Cma-
ra que de boje em diante nao s elle Barata, porem
cada hum dos outros Fiscaes tivessem todo o cuidado
de ver que se nao edifcasse e reedificasse predio al-
gum se nao conforme a cordiaco dada o novo plano
da Cidade, e licenca da Cmara e que aquello que fos-
se echado nao conforme a cada huma destas couzas ;
isto he contra o plano da Cidade, licenca, e cordia-
co os fizesse demolir sera mais precedente do quefa-
zer com testemunhas o termo deaxada chamando para
esse fim os necessarios Pedreiros. e vendo cada hum
em seu Bairro fazera demolico do edificio para nao fi-
car Iludida a referida delerminacac do Til. 3. 3..
das Posturas a qual deve ser literalmente executa-
da.
Authorisou-se ao Fiscal deste Bairro para mandar fa-
ser os soquetes para arquiados de ferro pra se poder
fazr os cOncertos e reparos de que precizo os leitos*
daquellas ras que nos trez Bairros de ta Cidade sao
calcados e os pas.seios da Praca da Independencia cujas
lujes precisio de ser retelhadas, assim como a Ribeira
do pexei, e praca da farinha deste Bairro retelha-
mento que mandar fazer dando depois a conta, e.
tobem do mais.
MUTILADO L


^. >
f*
De^erminpu a Camara-ao Fiscal da Boa-\islaquein-
, dagasse a quem pert^nfeia hum viveiro que se^ est fa-
xendo junto a nontf do Msu^gnipho, e co que. he.en-
ca se esl elle- fazendo, assim como, que se chamassrm
dous Venadores para *>uprirem as fallas do Snr. Fe**
reir, e Qliyeira e Souza por estar em do#n tes. E por
ser dada n.hora a.levantou*se vares Gorras da Fonceca Secretario a escrevi Ovei-

. ra, PresidenteGusmaoOliveiraSouzaCosta,

EDITA ES.

s
Jacinlho Alvr.s Braneo Muniz Barretlo, Capito-
'j enante d"Armada Nacional e Jnspecloi do Ar-
seuai dafflfwinifa dnsta Provincia pf.la Regencia
cin Nemcda Imperador o Snr. D. Pedro 2. &c.
-JFAc sheratodasas pe^sons jfce rnstmriSft a peaca-
rem com fuxos dentro do Mosqueiro deste Porto que
alesde boje fica vedada a rfwira de s azerem semi-
lhaiitus -pescaras pelo Aamno que pode idealizar as Em
harraeocs bnilipdfls-ftb h**B'mo Mosqueiro. R para
i|U luio aleguen) ignorancia no caso de seren punidas
*>otuo Irrijfrellorall das orden* eftfafcelmdas a bem da
Poiicia do Porto, deque rneacho enr&rr^gado, m^n-
orle lavrar o presente qe ser pubeado |>e'la Iir.pren-
fi. Arenl da tM.jrinha Pernambuco l'TuJa-,
belfo de 1-S.V*.
Jacinlho Avives Braneo Muniz Baircto.
i

/-
Felipp* Lopes iVelo Juiz.de Paz Sopplent'e r!$ 2. DVs-
tricto do Sacramento do Rairro de 'S. Antonio em

:! Az'-saber acudas pessoas que vierem morar neste
I)isti:iok>,' ou nelle du qurrlquer modo demorar-sr, que
prevj.-unente Ihe pnrlecipen, ou avizem aos respecti-
vos Inflexiones de Qnarteiro, a fia de se prehenrher
*) dsMatt no artigo 2. do Je ere lo de 29 de Ra reo de
1833.
Outro sim :aia que pas
I-e i de 6 de Junbo de 1831 acerca dos ajuni.imentos
noel u reos de h, ou mar* pes^oas as ras, considera-
dos iWteitos peta citada Lei ; e para que ningnem pre^-
lexte ignorancia, manda publicar esle pela Im prensa.
>." Destripo 3 de Janeiro de 1835.
Felippe Lopes Netto.
.
CORRESPONDENCIA.
P
Snr. Redactor.
Ezando sobremaneira a minha reputaco, e de-
v'no a presentar aos meo* eoneidadaos os motivos,
que m? loreara a acompanhar por diurnas horas no
da 2hiU) corenle ao chefe dos sediciosos Francisco
Carneiro Machado Ros, (acto que bastante disfigurado
vem no seu Diario N. 588, eu o passo a fazer corr >i-
gele/a, e vnrdade, esperando que Vmc. de pnhcida-
e em *ua mesma folha como eseriptor imparcial.
Ai-nava-me-no exerrino deMajor de Legiao, e pre-
paravi-rne para comparecer na Parada em frente de
Palacio, em virtude (ja-? ordens do Exm. Snr. Presi-
dwie, '^uoAdosoou o si^nal da revdlta : nesse mesmo
lamp4h -para-me ir aprcsent-ir-ao chele de Lrgiao,
encontrando ja no lal Campo dos Canecas, que mes-
,mb em mmha'porta portto nao pequea de gente ar-
mada, con* ella--ovdo Franeiseo- Carneiro, o qnal
vendo-me diriftio-se a mim, con estas formaes pala-
bras V. nao Major de Lefjio ?Resprrtti-the que
cita va exercendo est.e ln{ar-*^Pois ento acompauhe-
meConfesso, Snr. Redactor, que faltn-me a ne-
cessaria presepca d'espiritp, e corceo dote que a
natureza nao deo a todos, para responder-lhe como
devia ; mas d'um lado a presenca de um homem furi-
oso respirando s vingancas ; d'outrO lado vendo-me
cercado d'assassinos* a" seu mando, fizerao que eu o
obedecerse, e acjimpajaiasse>. -Xni com elle ao Quarlel
dosMunicipaes, de la ao largo de Palacio, e na cena
que leve lugar entre elle, e o digno Juiz de Paz, o
Snr. Gusmao (que se^ujjdo me consta om dos meus
maiores perseguidores nSo sei porque.. .) fui eu,
e nao o dito Carneiro quem vedei a que atirassem no
Senhor Gusmao. Voltamns ao. tal Cam^ e nni no-
dendo Iludir vigilancia do Cbefe de* sediebsos, me-
-me* em^mivha caza ofde.n.'indp a minha:familia, qe
se alguem me procurasse dicesse que ainda nao tinlia
vollado. Nao fui a Roa-vis, rvem aeorpajuj)^ ao ou-
tro Cbefe A. CarneiroeoWO'Vfne; amanea. E"s--pu-

ra
d
1 verdade. E poderei.s*r crimin^*o por ter sido con-
oxido a forra as fileiras dos rebeldes ? Nao estivero
ali tobem pox igual modo mullos inffenioraL
JN., hoje1 desembaracados. e at aquartelados \
e G.
prestan*
mo tal uhicament? ehtrei a ser mais conbecido. Nao
sierp quepude.desafiar a colera de um punhado de
inimigos gratuitos, que. nao ce*s5o Je accsar-tty1, 1-
gu^ns' .dosquiaes talvez prctencessem ao numero dos re-
beldes, mas que sendo dos que gosto de tirar a sardi-
nha com a mao do gato, e vendo, que o nvgoco gorou
lo.rn3o-se boje vis denunciantes dos seus rpmpanbei-
ros'; e outros dos que chamando por quanta esqua
ha nesta Cidade a favor do Governo, e contra os a-
narquistas tivero a cautela de dias antes porem os se-
us. corpinbos a salvo occivUando-se.
T^nhb con luido, Senhor Redactor, minha fiel cx-
posico : ac!
juizos em me
V. &c. sem ter cometido crime ; porem fiado em
qiK: a verdade, to clara como a luz meridiana, por
si mesma se hx eonbecer espero, que ella subir a
Tribunal.da Razo, e da Opinio Publica, e que' en-
tao se far a juslica deque credor o acusado serr. cri-
nie.
Squ,, Snr. Redactor
DeUmc.
Aliento Venerador e Criado
Antonio Piuco da Fonceca Carneiro-
II IUIUU| l/I.IIIIUI 1V...C.VH. .......... ....... .
ho-me oceulto, so fren do nao ppqueoos pre-
jeusinteresses. auzente de minha familia
Publhaco d pedido,
REGULAMJENTO DAS ALFANDEGAS.
CAiPITI-0 VJ.
Das obrigacoes dos Commandantes das Embarcar
coes. '
A.
_Rt. 87. O Commandanle de Embarcaco mer-
cante nuo enlrar em algum porto do Imperio, onde


ra
bouver Alfandeg, alm das obrigacoes que Ihe forera
impostas pelo Regulamen do respectivo Porto, deve-
r :
. 1. Seguir c0:a:su:En*MHra?5o em direitura
desde a barra al ancorar na franqua. Se por cjfuui
4e-raar, e vcnlo eonlraiio> ou ouiro quaquer justo
motivo, ft>r^ri#*|do a-surgir antes d'ahi cfeegar, ese
4ePMrar: fondeada. l horas depois de cessarehias l-
las ceusat (*ha o cisoi 4o quarcatena) pagar huma
mulla de 100$000, e ser obrigado pela Fortaleza,
ou Embarcaco d Guerra Naermal, que lhefiear mais'
prxima, a seguir immfdiatamente para a franqua.
. 2. Nao consentir que atraque a seu bordo J|e-
jijium pco> dequala/jar 4^0nAcSo qu- g*ja," nem
-ntrena sua Embanaco, ou saia della pessoa aiguma,
antes da visita da Alfandeg, excepto a da Saude, e o
Piloto, ou Patro Mor da barra,' se o houver, e o ca-
zo de naufragio, e de salvaco de vida. *
, 3. Mesnio depojs da. visita de eritrada at a de
descarga, nao deixar.entrar na Embarcado pessoa
algumasem leeca por esrripto do Inspector da A-
fandega; esta licenca s ser concedida nos nicos rasos:
1. De precisaremos compradores ira'bordo exami-
nar OcarregimentO que.queiro comprar, q.uando Je n"o poss vira trra a mostras sumMentes pira exa-
me: 2. Dp prerisar-se & bordo de tral^ihadores, ou
operarios para qualqnr concert, ou beneficio da car-
ga, tomando nestes rasos as cautelas neeesan;is para oue
sejao examinados na ida, e volta.' No caso de infrac-
co dos cloiis 5 antecedentes, pagar huma .taulla de
100$a 200$000, porcada barco que atracar, e de
6O$0OO porcada-ppssoa que entrar, ou sabir de bor-
do, sem licenca, nao sendo da tripulaeao, e passngei-
eada ppssoj que entrar,- nu.fftjgjg^ pagar tain-
ros
hem 100<$000 de multa, devendo ser retido" em cus-
todia at pagar : a^.* parte di mulla nestes, casos, se-
r dividida pelos Emprgdos da viga, ou ronda, que
fizercm a reten cao do infrator.
. 4. A presentar ao Guarda Mor na visita da en-
traba osen Passaoorte, e.Livro da Carga.,
; 5. Enlreg.vr ao Commandante da Barca da
Guarda fora do Porto, bavendo-a, ou a da franqua,
re lambem a houver, o Manis-feslo de que Irata o Ar-
tigo 88.
. 6. Dar entrada na Alfandega dentro.de 24-bo-
fas depoi* da visita que I.he fuer o Guarda Mor, nao
'ontados os dias em que a Alfandega estiver fechada ;
e preseutar-se o Inspector, e peranle elle.prestar ju-
rament^ ou aBrmar (sea sua crenca nao permillir
juramento) que nao traz a seu bordo nutras mercado-
ras, uem tem a azer nutras UeclaracVs alm das que
constao da va do Manifest, que ali ihe deve entregar;
se nao Jer a entrada dentro das 24 horas, pagar
JOO^OOO de mulla por cada da qu mais se demorar.
. 7. Nao demorar a sua Embarvaeio em qualquer
dos Ancoradorsmais de 24 horas, depois que Jhe
lor intjmado pelo Guarda Mor, ou qu-m susis vezes
zer', que saia delle : alias pagar 10Q$000 por dia
que rxreder aquelle prazo.
S. Providenciar que se nao desembarque de
seu bordo mercadoria alguma sem ser de ordem por
rscfjptp do Inspector da Alfandega : se desembarcar
sem ella pagar 100$000 por volume.
9.a Dar parte ao Escrivo da Entrada e Descar-
ga, que est dcscarregada a sua Embarcaco de todas
as mercadorias que Irouxe, e isto logo que acabar a
descarga. Dejxando de dar csa parte nesse mesmo
dia, para se proceder logo competentente visita, paj
gara a multa de 100.$000.
Arj. $8. O Commindante da Embarcaco, que se
dirigir com carga para o Portos do Imperio, dever
trazer duas vias do Manifest, em Judo guaes (#le>
-d\o$.7)quem\erw:
S- ts Vjnpfffifi cbisse,, e(a.rve/geW ,4 ambrelo.
$v2. nome do Comn^.dfme, je,i^p &m a tJa^a,
e fl^uglufa do mesmo,
. 3." ) Porto em que rec^o, a carga .^W^
IVIanifesfo.
4." O Portq, oji-PoMos:, a qqe vem dirigida.
J; 5. As marcas, contramarca^ e muero dqs vo-
lames, esuas denominacfes, como fardos, caixas, pir
3.6\pclar;aWP,dA mercadorias'decada. volume, u.de mu los homog-
neos chmesrua marca, e das que trouxe a granel.
''Os nonaes d?s nessoajia q.oeai vem consignar
das, ou ordem : e ludo ser eseripto por qxleuso,
exceptu os nmeros dos vplum<;s.
Art. S9. (guando huma Km'bircaco tivr re?cb
do carga em m-*is de hum porto, trar tantos Maniles-
tos, quanlps o -por^ ep>-que tiver carreg,>tio
Art. 90. No fim dv^ IM a infestos dedaia.ra o. Corar
mandante, o numer Je Passageiros,, quer da Cama7
mnra, quer arra.nol^c^s coma tripulaco o aba^a-
gem do uzo part-ular u\e cada hum alm destas, fa,-
r todas as. maj.jd^cl^r^co^tj-ie ent^nfler convenienles
para sua seguranca, e boa fe, mesmo aceitando al-:
guns VTumes que Ihe faflem, ou rresclo no' Manifest,
justificando a cauza da diminuidlo, ou accrescimo, na
certeza de que nada poder depois allegar, que o re-
leve da responsabilidad-e 5 porem nao o isento as dc-
claracSes vagas deque uso, que nao responder por
faltas, .ou diferencas.
Art. 91. O Commandaute de..qualqucr Embarcaco
que se destinar para este Imperio, logo que no Porl.#,
ou Portus, d'onde deve sabir, tiver compjetado p *eu
carre^amenio, e feito o Monjf^lo pelo mpdo(prescr,p-
lo no Art. 88, a presentar as vias Jell** ao Cotisyl Ijra-
zileiro residente nesse Porto, pu.aquem suas vezts.fi-.
zer, para o.aulhenliear, np r,aso de conlerem asde-
; clarajcoes, e solemnidades-exigicas ueste Regu^meuto,
' Art. 92. Nos Ppitos pude nao bou ver CunsAil, litar
zileiro,. ouxjMcra sgas vez'.^s fma, ser o Manifest au-
thenticado por dous Ne^Qcjia^Ue^ \Brasileiros ah resi-
dentes, e nao 0$ haveodo, ,por dous JNcgpcjdeles to
proprjo Paiz ; e as assignatu.ras .tanto de huns, como
dos outros. sero reconhecidas pela Authoridade lo-
cal a quem competir.
Art. 93. Verifieando-se.que a Embarcaco trpu-
xe maior quanlidade de mercadorias, do que as cons-
tantes do Manifest, e das deelarayoes nelle accrescen-
tadas pelo CommanJante,, serao apprehendidas as que
de mais se acharem, e divididas, pelos aprehensores,
pagando o Commandante a multa igual melade do
valor dellas, e pagos por aquelles, es direitos corres-
pondentes.
Art. 94. Achando-semenor qnantidade de merca-
dorias do que as constantes do Manifest, e das deca-
racoes nelle acrescentadas pelo Commandante, se re-
putars extraviadas ; e pCommandinte perder o s,cu
valor para os que derem.pela falta, e melade delle de
muUa para a Naeo j .e estas condemnacoes tero lu-
gar pelo simple ficto da acjiada de mais, ou de menos,
aindaque nao se prove de outro modo o extravio.
Art. 95. Por cada dfferen<;a de qualidade do vo-
lume, ou de marca, pagar o Commandante huma
mulla,. de2>000; aindaque em t.udo o m.ais a d^s-
cargi.confira ca,m o Manifest.
Arl. 9G. O Commandante que nao Irouxer ps se-
us Manifeslos na forma pre,s"ripta -ueste Canilulo, pa-
gar huma multa de 100$00 a 1:000^5000 a arbi-
trio do Inspector, segundo a rjualidade da falta de so-


Ctmy
lemuidade, que ell se encontrar, e s depois de pa-
gar a multa poder ser, admittido a desearregar. ,
Art. 97. No caso de qu o Comraandante nao tra-
ga Manifest ser admiltida a Embarcaco a descarre-
gar ; roas as mercadorias pagarao no acto do despacho
6 por chto sobre o sea valor, alero dos direitos esta-
tabelecidos.
Art. 98. A Embarcaco fica hypotecada s multas
por este Regulamento impostas ao Commandan-
te.
Art. 99. Para que eos Commandantes de Embar-
eaces que vierm de Portos Estrangeiros, e aos do-
nos, ou committentes das mercadorias, conste as o-
hrigacoes ns Cnsules, e Vice-Consules Brasileiros, as faro pu-
blicar nos Peridicos dos Portos do Estado aonde resi-
gas deste Imperio dous exemplares dos ditos Peridi-
cos.
Art. 100. As Embarcacoe quesahirem dos ditos
Portos hummez depois da dita publicaco, ficao sujei-
tas s referidas disposicoes.
Art. 101. Os Cnsules, e Vice-Consules, que
nao cumpri.rem o disposto neste Capitulo, fico sugei-
ios pela primeiru vez multa de 100$ 500$, e
destituicao do Emprego no caso de reincidencia.
ANNUNCIOS.
\f Illm. Snr. Inspector da Thesouraria da Fazen-
1a manda fazer publico, que por ordem do Exm. Snr.
Presidente da Provincia de 27 do correte se ha de
por a leos nosdias 30 docorrente mez, 4, e 6 de
Fevereiro vindouro para ser arrematado peranle a
mesma Thesouraria, a Capatasia d'Aifandega, comas
obrigacSes marcadas no Regulamento da mesma de 20
de aetembro de 1834, e as maisque se faro paten-
tes no acto da arrematacao. Thesouraria da Provincia
de Pejnambuco 28 de Jarteiro de 1835.
No impedimento do Official Maior
Ignacio dos Santos da Fonceca.
gr Percisa-se para o Corpo dos Municipaes Per-"
rnanentes dequarenta cavallos, capados, novos de seis
annos e nao mais, todos de urna cor, e de seis palmos
faltura, sem roanhas e sem defeitos; dar-se-b qua-
renta mil reis porcada um chegando gordos : a pessoa
que quizer obrigar-se d-los, procure o Comman-
dante Geral do mesmo Corpo, que se acba authorisa-
do pelo Governo para contratar.
atgog Do Correto.
o
Paquete Nacional Leopoldina recebe as malas pa-
ra o Rio da Janeiro, Bahia, e Macei no dia 31 do
.orrente pelas 9 horas da noite.
^fQ* OCorreio Terrestre de Limeiras, parle boje
ao meio dia conduzindo as correspondencias de Seri-
nhaem e Rio Formozo.
$^ O Correio Terrestre da Parahiba parte hoje
ao meio dia.
%& A quem convier servir de correio caminbei-
ro para conduziras correspondencias officiaes do Exm.
Snr, Presidente desta Provincia, a diversos pontos da
mesma, dirija-sc a Administraco do Correio para ser
engajado.
-:' re.
' jBabto* a carga.
Para o M aran ha o.
\J Brigue Marianna, que tem a maior parte de sua
carga prompta, e sahir at 20 do prximo Fevereiao:
quem nele quiser carregar ou ir de passagem dirja-
se aoseu CapitSo ou a Elias Baptista da Silva, ra da
Cruz.
aiiuguet*.
LLIrga-seum preto: quem o perteder dirijasea
ra Direita D. 54.
SlrrenDamento
/xRrenda-se os 3 andares da caza na ra do Qaei-
madon. 67 : na pracinha do Livramento D. 22.
%bm &atwuatzg.
" JTAbriel Antonio, retirando-se ao Rio de Janeiro
para em breve regrecar a esta Praca, feixa os nego-
cios de sua casa, a cargo de Manoel Joaquim Ramos
e Silva, nica pessoa authorisada para realisar todas as
suas tranzacoes, e s a elle podem pagar osseus deve-
dores.
S^ Quem percisar de uro menino Brazileiro de
13 annos paracaxeiro de venda de queja tem pralica;
dirija-se a ra do Aragao D. 18.
~ NOTICIAS MARTIMAS.
Navio entrado no dia 27.
RlO GRANDE DOSUL; 30 tlias Pataxo N.
S. do Monte Pernambucano, M. Manoel Marcianno :
couros, ecarne: Joze Goncalves Casco. Passagei-
ros 2.
Dia 28.
BAHA; 17 das; S. Madalena, M. Luiz Fernn-
desda Silva : varios gneros : Manoel Alves Guer-
ra. Passageiros 3.
LISBOA ; 46 dias; B. Port. InduMria, Cap.
Francisco Augusto de Sales: sal, e mais gneros:
Manoel Joaquim Ramos e Silva. Ton. 230.
GENQVA; 53 dias; B. Sardo Gracioza Tanny,
Gap. Luiz Tisgorm : varios gneros : N. O. Bieber.
Ton. 100.
T
Navios saludos no dia 27.
AMANDARE'; Lanxa Conceico da Ponte, M.
Francisco Rodrigues : miudezas.
ILHA GRANDE; S. Bella Marta Anglica, M.
Antonio Joze Louro : varios gneros, e 1:800$ reis
em cobre. Passageiros 2.
RI GRANDE DO SUL ; B. Despique, Cap. Ma-
noel Luiz dos Santos : varios gneros do Paiz.
Da 28.
PHIL ADELPHIA ; Pataxo Americano Pedroza, M.
William Wtleph : assucar.
Perti. nu Typ. do Diario l$35,
x


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