Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02868


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO DE 1835.
SBBADO 24- OE JANEIRO.
millIflUIIIIIIH.....llllimiMWWMIWIHHWIWIMmiHWMII
NUMERO 588.

. k. **.
ti
'f
] 11 I

imk
ii .i r ;,nli -Jim i' .rnrif
., .
.
$ubscreve-se mensalmente a 640 reiR, adiantados. aa Tipog**fia
4d iario, pateo da Matriz d'e S. Antonio sobrado da porta larga
oode fe recebem correspondencias, e anuncios ; este insiTem-se
gratis sendo dos propnosasignantes soroente e viudo assigoados.
B

Todo agora depende de nos mesmos.da nossa prudtncia, n-
"deraco, e energa: continuemos comofcprineipinioo e sertti
apontados com admtraco entre aa Naces mais cultas.
tioclamatao da ssemblea Gtrfl -do Bra%l.
HA

ampelo em i&ernanitwco por X 3|. De Miranda falcao.

mmm=>^
DAS d>SEMNA.
e*,m****m*pmf*M*fimyim^m*(**f*'**+ .., wmmi
ti*v* $.'*$. Ildefons- Ses. da Th. P. de m. eA.do J.
de Orfos, de t.
Sabb*do S. Babilas Re. de'ro. e aud do Vig G. de
t.
Domingo -*-. O SS. Nome de Jeaus
PROCLAMARES.v
. UeRNAMBUCANOS! Huma farreo desorganita-
dora inimig di tranquih'dade pnblioa arabia de ppa-
f recer ras ras desta Cidade, capitaneada por Francis-
r
por
eo Carneiro Machado Rios, que pretende depr o Go-
/ ?erno da Provincia, e no seu frentico delirio ousou
proclamar ao Po.vo concitinilo-o n tomiir parte em seus
desalios, tendo ja eoberto d* consternarn, e d luc-
io as familias dos Cidados par i fieos Pernambucanos!
O rebelde no- sen furor grit* contra a tirania, invoca o
doce nome de liberdade, e Patria ; sagrados nomes
querelle ultraja, sendo seu mais raneoros o int-
naigo / Nao he possivid, nao consintis Pernambuca-
nos, que htim punhado de bwdidoi atropellem assim
a* Lci^ mt'iioscabem as Authoridades, e consigan der-
ramar o innocente sangue dos verd+d>'iro Putriotas,
que se nao nutrem da desorden), e > no renanso da
paz vivem contentes
Pernambucauos eorrei,' reni-vos ao vossO Presi-
dente, e vamios oVbellar os rebeldes /!
Palacio do Governo de Pernambueo em 21 de Ja-
neiro de 1 835.
Mvnoel ^fairvaho Paes de Andrade.
t
P
_ ERNAMBUCANOS! Os satellites d'anarehia,
que sb a direceo de Antonio Carneiro Machado Rios,
e Francisco Carneiro Machado Rios ouzaro derramar
o susto e ador no seio de vossas innocentes familias ar-
vorando o estandarte da desordem, acabo de aban-
donar vergonhosimenle 6 campo, que oecuparo por
quasijvinte horas. Tranquilisai-vos -pois, que a espi-
da da Le recen te me rite, triunfante vai severamente
punir to extranho, e atroz aUentado. Repel pir-
ra longe.de vos todo o sentment de huma baixa vin-
ganca, e nao murheis os louros, que gloriosamente
abamos de rolher. Contituai as vossas laboriosas
oceupacofs, e confiai na solicttude coin que o Governo
incesantemente veija na segu ranea de vossas vidas e
Pfopriedades, e ta garanta de vossoa sagrados dire4
tos. Viva a Constituirn, Viva a Assemblea Legista-
iva, Vivao-Snr. O PedroII, Viva a Regencia do
Imperio, e Vivao os Pernambcanoa Amantes e Sus-
tentadores da Ordem.
.
Palacio do OoVrn de Pernambuco em de Ja
nerodl835.
Manoei de Caralho Paes de Andrade.
IV,
A3 erao os Restauradores os mais perigosos inimi-
gs daprosperidade do Brasil : sectarios de humPrin -
cifi Innato e cruel eHes linho de cbmbater a maioria
da Naci; que conhecelora do carcter do Duque de*
Rrganca e das vantagens, que consguio com a sua
bem merecida queda, jamis poHa tolerar que impu-
nemente se tramarse contra a Revoluglo de 7 de Abril
de 1831. Geralmpnte cohheridos ou pela indiferen-
ca com que principiarlo a encarar os nosos negocio*
Pelicos depois rlaqnelle grande e glorioso da, ou pe-
la man'ira rom que a hartamente promovan os inleres-
ses do Tiraran, de Wfj > pezado jugo sudozos se lem-
brav,o, os Rerta 11 radores, nem podiio i ludir nin-
guem a-cerca dos seos damn-dos projr-los, pdr erem
asss oonluri'las ns sua* intense*, nem embair o povo
de suas dontrina*. por serm t palpaveis as vanta*
ff", qu ao Brasil frouxe a abdicaban de D. Pedro
! que nem hnm hnmem, apenas dotado de senso
commun^ poda dn h'>a f tleixar de cOnheirlas. Assim
pois nos contavam* com o triumpho da Liberdadeen
qualquer parte do Brasil q'o Despotismo ousasseergue
o hediondo eolio. Os anarquistas porem, ou aquet-
les, que possuidos de huma msacirtbilidade poltica,
procura'o a rada momento mudara marcha dos nego-
cios do Estado, e desmoronar todo o Governo por jus-
to e liberal, que se ja, s porque com taes muda ricas e--
perlo bter algnm pingue rTmprego, que os posSa lo-
cupletar, ainda que commettendo as maiores indigni-
dades, sao os mais pe-igosos inimigns, que tem o Brai-
zil, e o fllagello maior, que podeter qualquer Naci.
Com especiosas teorias, e pretextando a cada momento
o maior desinteresse pessoal e o mais dicidido amor da
Patria e Liberdade, cujos doces omes nao tiro doa
labios, conseguem militas vezesilludir o incauto Povo,
sempre cubicoso de mudaneas no seu Governo e aser
trab.-illi.ir nos seos mteresses, homens, que, alias do-
tados da mellinr boa f, e animados do mais nobre de-
sejn de ver melhorada a sorte da sua Patria, jlgio sa-
crificarse pela prosperidade della, pela feli seos caros conciladaos. Taes homens pois como aca-
bamos de dizer soexcessivamente perniciosos a Socie-
dade porque sendo de ordinario incapar.es deoecupar
empregn algum em que pnssao sarjar sua desregrada
cubica, ou pela fraquea das suis fatuidades inteleettt-
aes ou pela? prevarracSeeseom que-reclamo logo so-
bre si ocuidados da Justica, raras vezes se acho satis-
feitos; e estando sempre prmptos a combater hojea-
quillo que pertinazmente dflend^ro hontem, com-
lanto que desta inconsequencia posso a prove! ar alg^-
'


tm coma, sao materia diiposta para todas as. perlur-
hscoes, para todos os crime*. Morto o Duque de
Brnganea, vemos ambilado oseo partido e destruido
/jualquer receio, que dos se^3 salelites tinhamos. Mu-
dado porem, como querera os anar,chistas, o Govproo
, de 7 de Abril, ficario elles Satisfeilos, e OJrasil dea-
caneado ? ror certo que nao; porque nem taes homens
secontnto com couza alguma, que nao for entabolar
iHisgM a cada momento, nem a arvore da Liberdade
fructifica sob Inim Governo facciozoe ilegal.
Pernambuco, que to consideravelmenle tem sofri-
do todos os males, que tm pesado sobre o Brasil a-
raba de offerecer-nos huma prova coTfcludente de tu-
do qnanto vimos de dizer. Os Snrs. A. Carnero e
P. Carneiro, que depois da abdicaco de D. Pedro
J. to celebres se tem tornado pela irpu'iKucia com
que tem procurado partido na classe mais rdesprezivel
daSocieda le, lisuog-ando, do modo kmais indecoroso
as suas desregadas paixoes e apresentado-se a frente
da gente a quem lodo o.negocio Ut cotila, para per-
Jar Bar o scego publico, causando a esta Provincia.de
quem se disem to afeicoados, os incalculaveis males,
que sao ioseparaveis de taes movimeptos, ac bao de
levantar.oestandarte da desordom nesta. Cidade, eat
indo, com as armas ma mp a subMiinico' do Fxm.
Manoel de Carvalho.(ha. pouco por ,elies mosmos di-
gitado como o salvador da .Provincia, amigo da-Li-
berdade da Patria.Je a mudanca da forma de Gever
no, que a Naco discretamente adoptou.
Pouco contentes com o estado de rinlltade a que
pom razio, estavo condcmnados, procnravo com a
maior solicitude hum entejo hvoravel para alcancarem
tal vez olgum Eroprego rendozorfqoe podesse substituir
o sen patrimonio dissipado esuprir ns despezas, que
ero obrigados a fazer. Assim pois desengaados de
que com o Gover.no.actual nao podio conseguir o que
aspi.ravo tenlain todo?-os ovios den hincar por tr-
ra, sendo hum dYlle* a crea, n ..de sociedades secre-
tos, n maueira las dos J cobioos e Cordellers, que era
1792e 93 hnuvero ern-Frano*. e nn* quaes lomando
ellesa ljijo*fem dusH hers, T..bi. Coll.-t d'Herbnis
eoutros, piejfaes, prega van,as doolrinas rmerrne-
as e peiig.i.sis, ttro'luzio srfgizmenle o schisnn enlre
OS h,roeps de cor, e procuravan d'est'arle adquirir
partido entre aquel Jes que sendo de huma esphera in-
ferior a sna e acrFdUando cerniente no que elles dis-
sessctn se resol vossera a derribar o Gov-jmo, e ajuda-
los no que o'Jsa>sem fj/er. Fi .em hu-
ma dela homem t<> desamado, que proposesse a converso dos
fundos da sociedade em puohaes, que repartidos-pelos
socios, potfatupm.dea. a raerte < tristes victimas, que
l|es lussem ndguadas. O Governo linlia noticia de
taes movimeulos, porem privarlo dos ovios neressari-
ospara fazer abort.r to damnados projeetos, cont^n-
tou-seemdar como devia, a$ .preciis providencias
para que fossem suplantados les sicarios uonas se ar-
rojasscm a aparecer em campo, 00 de qualqoer o:;tro
modo principiar o seo movimento o*tencivo.
Supo Jo tcr j'i dispnslo <\\Cmieute.mente os nimos,
e.adqniiido hum numeroconsi leravd de p'^so^s, que
se quw'Ssrm sacrificar para servir as 8U< desregradas
paixc.s, osiors. (.'arnriros marcaro o da e lugar do
rnmpiuicnlo. Tpozero em pratica os meios, que a seo
a lea nce estavo pira se gura re m o seo terrivel golpe.
Chegando porem aoconhecimento do Exm. Presiden-
te a pioximid*de daaparico da conspiracSo. orde
au elle s 11 horas da roanjia do dia 21 do crreme
a todososCommandantes dos Corpos de G. N. d^esta
Cidade, que muidassem mediatamente notificar os
Gijirdas de seos respectivas Bataihdes, em quemis '
confiassem, e cora elle8.t.comparecessera na frente do
Palacio do Governo; e continuava Sua Exc. a tornar
as medidas, que a seguranca da Cidade eiigia quando
pelas 2 horas da tarde ouvio-se o.sotn de huma girn-
dola de foguetes, largada da caza doSnr. Francisco
Carneiro. Ento pingueni maisduvidou que a senlw
da conspiraco eslava dada, e que hiamos prezenciar as
terriveis scenasda guerra intestina. O susto quedo.
minara huma parte dos hsbitaotes do Recie d'esd a
chegada da noticia da estupenda insubordinadlo da
Forca d'Alagoa dos Gatos, at pouco tempo comman-%
dada pelo Sor. Antonio Carneiro, tornou-se quasi ge-
ral, e oGoverno mando tocar alarma na Cidade.
Poucos instantes depos da aparico da girndola de
que vimos dr faltar o Snr. F. Carneiro fardado, ape-
zr de se achir suspenso do exerricio do posto de Te-
netite Coronel e Commandanle do Batal-ho da G. N,
t^r proclamado ao seo Bitdho na parada do dia 2 de
Dezembro para a pea re m da Presidencia o Exm. Snr.
Carvalhoe prVib Commando das Armas o/1'enents
Coronel Seara, aproximou-se Bcompanhado apenas de
10 a 12 homens armados, a maior parle dos quaes es-
tavo de jaqueta edscalsos, do Quarlel, croque sea-
chava destacadajiuma Forca da G. N. debjixo do C5-
commando do Snr. Capito Silveira, e aproveitando-
se nao sabemos de que circunstancia favoravel
cooseguio leva-la consiga, declamando contra
a pessoa do Exm* ^rendente, ameacando de
mandar fazer fogo a aquelles, que obedientes ao.Go-
verno e.lem'brados dos seos deveres, o nao quizessem
acompanliar, ou tentassem a menor, oposico. Agita-'
da como se k ha va a Cidade, os Snrs. Juizes de Paz
tratro logo de por os seos Oestriclos no melhor esta-
do, que podessem, e oceupado de taes funcies esta va
O Snr. Antonio da Silva Gnsmo, Jui de Paz dol.*'
Desricto do Colirio, na Praca do Livramento, quan-
do vio pasar o Snr. F. Carneiro com a g^-nle, que<
trazia do Qoaitel. Nao <;e intimidando o Snr. Gus-
roo pelo que Ihe pe-dia fazer o Snr. F. Carneirc, a
pezar de estar i-, por nao ter aind* reunido qs seos
dislriclanos, dirigi se a elle e revestido de huma no-
bre coragem, nao Ihe fez ver a criminalidade de
seo prccedimenlo, e os males, que hia derramar sobre
Pernambuco, como al fiel aos devepes do seo cargo
Iheintimou,ordem.de pri/.o da parle do Exm. Prezi-
deote da Provincia. Os de/ ou doie compatvkeiros
do Snr. F. Carneiro indignados pela coragem do Snr.
Gu-mo Ihe apont.rio midintiment. as suas-espingar-
das e te lo hio sem duvida morto a nao srr o raesmo
Snr. Carneiro, qnn os emharacou de cometter mais
este atienta do*, e os (}. Nacin aes. que linho sido sur-
prehendidos no'Quarld aproveitaro se da desordem,
que a'i enlao apareceo. 'fugiru e forao e utiir as fi-
leiras dos amigo* da ordeVii e d--fensores do Governo.
Em quano islo se ptssava n> Bairro de S. Antonio,
oSr. Antonio Carneiro, que havia reutiido ja a-lgn-
ma gente a >eo favor na ll>a '. i>iri marcha com ella pa- '
ra Santo Antonio acompauha'o dw seos iro.ns Joo, '
e Joaquim, os Alferes da G N. IMircclino Joz.cLo-
pes. Jh'Si Baptista, Joaquim Joze Ferreira, conhecido
vulgarmente por Joze da Penha, o Capito Antonio'
Prisco daF-j-nce, eo Tenente Joaquim Joze de Amo-
rim, os quaes unise o Tenente Raimun-
do di Silva Maia que abandonou vergpnhosa-
mente as fileiras do Governo onde at ento se conser-
vou para se bandear aos sediciosos. Tendo deixado o
Snr. Joo Carneiro commandando hum pi.fuete, que
havia posto na Ponte d Boa-vista o Snr. Antonio Cr
neiro tomoucom sua gente as imidae6?s do Palacio
do Governo para impedir, que se Ihe uuissem os ami-
1.
\
M 1
t
,- ?
f



i
V
{jSjJfl .ordena. Nosla occasio correo o Exm. Manoel
de (Sfrvalbo o mais roinenle perigo : apenas com hu-
ma guarda de 30 Muoepaes;elle dar as ordens pre-
nsas para iivrar a ,Ciunue do fuFoi danarch;a, quari-
do se vio sitiado pela gente doSnr. Antonio Carneiro.
Sem se,,aterrarcom; ranear cqm, que taes homns pre-
tedio arraocar-lhea ,propm existencia, elle manda
fazee fogo sobre os sitiantes, que nao ouzavo tomar
aoffensiva por nao seremos G.' N. que acompanbava
oSnr. A. Carneiro da confianca d'elle por haverem
sido apanhados incautos e postas por assim dizera for-
ca,,na* ftleiras dos re-bnldes. Nao fui porem executada
a ordem Uo Exm, Presidente porque o Sur. Antonio.
Carneiro fugio rpidamente e os Munieipaes, que
gardavo o Palacio ero. poucos para..persegulo.
Neste lempo aproxima-se da praia huma lancha vin-
da da Escuna Bnazileira, que trazia algnma gente, que
o Exm. Majioel de Carvillio havia mandado desem-
barcar. Gs sediciosos aaproveito-se d'este ensejo para
peoelamarem ao Poyo, que o Presidente manda va des-
embocar a tripulaco dos Navios para dar roste na sua
liberdide, afim de o tornarem assim odioso, e lirar-
Ihe oareios de osoflfender e pedem entretanto que nao
consinti que elles, y-dentes, e zelosos defensores d'ella
fossem balidos e aniquilados por vis mirinheiros. Nao
foro, como era de esperar, ouvidas as suas vozes, e
apenas hum faecinoroso chamado Francisco da Paz deo
hum tiro paia os marujos, que desembarcavao, e par-
fo a perna de hum d'elles.
D'esta sorte gastou-se a tarde, e o Governo ainda
nao linha forca suficiente para tomar a offensivj : as 7
horas dj nqile porem chegou a tropa dos Afogados
commnd&da pelo valente e ps.tr iota Tenente Coronel
Batalho da Varzea Joaqnim Canill de Figueredo,
enc'orporada as duas Compartidas da Caza Forte sob as
ordens do IWajor Masca re nlias, e parte da Guarda
Municipal, que l se aehava e que se portou com.
toda a dignidade. Com a clwgada de to valente
evonslante gente os sediciosos perdern a qtiele gaz
qnixolal, que at ento mostrarn, e fngiro pura a
Boa-yista sem animaren a -dar hum s tiro.
Dur.ijite a imite o-Governo den as ordens precisas
para ala< nr os facciosos no (lia st^uinte, as suas mes-
mas triiK h.'iis. eiO ainanhccer do (lia'22 o Exm. IMa
noel de laiva-lbo fui pt ^soalmfnte dar o ata ue. A-
penas porem fui a nos*a grote dnooherti pelos revol-
tosos, <|uh H.sies po.-suidos do mais vergonlinzo terror
ugiro ''pavnritlos n.i mais perleitz dt bandada, nao
podendo p>r falta de c^valeria, servm alc^nsados pe-
los amigos da ordem, queavamaio at o, Poco da Pa-
nella, onde os sediciosos se haviau dispersado comple-
tamente.
T;.j fui o Psp"ctacu!o, que al antes d'hontem ofe-
receo rtla Ci Mul ; por oe p >dem os incrdulos va-
ciar a capacid4.de eopariidn t'os Snrs. Carneiros, que
ha temaos tra/em ngmada hum-< parle dos nossoscon-
eiilxlaos. .Ajuizem pois. avista da con duela, qn a-
cabo de ler Idea, hmeos, os seos mais ardentes def-
ensores a cerca da .pureza das suas intences, e vejo
ii elles, que ag ir proclaman a queda do Exin. Car-
vallo, que como nos sabemos, o Pernambucano,
que n astes ufliinpg lempos tero servido mais sua Pa-
tria, e cujas virtudes cvicas bastantemle conhecemas,
ko, como se inculco, amigos do-Brasil, tramando con-
tra os seos mais caros interesses, Perdambucanoslivres,
querendo xper sua Patria aos furores da anarqua,
n verdadeiros Repulicaaos offendendo a sociedadecom
*tf crimes naais revoltozos. Os disvarios de taes homenjL
fto indubitivelmente mais nocivos a liberdade do BralV
ztl do que a pertinacia dos mais raucosos restauradorear
INBICA^OES DB TILIDADE PBtICA.
Continuado do 'PT. 587.
12. x&. Cada una dos colonos se sbonarSo : .* ai
quantiasque na forma dos'1 e 2 elle, ou atgum bem
eitor por fell'e, houver pago para sua sstentaco na
colonia; 2.* as que elle ganhar pelo seo trabalho, a-'
valiado pela pauta de que tracta o 11 3. os juros
que corresponderem squantias que na forma dos do-
is nmeros precedentes se I Ife ti verm abonado. e-
bitar-serllie-ha : 1. a diarif tfue para a sua suatenta-
co estiver arbitrada pelos regulamentos fia colonia;
2. a quota dos juros que corresponderem ao que elle
tiver successi va mente recebido desde a sua admisao,
quer seja em dinheiro, quer seja em quaesquer outros
valores; 3.# as quantia's que se houver determinado
para a successiva e moderada ambrlisaco dos adianta-
mentos qie se Ihe tiverem feitn ; 4.* as sobras que,
depois d'ab aludas squantias mencionados nos trez ar-
tigos precedentes; restarem por saldo d bala neo cora
o total das quantias que le houverem sido abona-
das.
13. Ser determinada pelo regulamenlo a porgo*'
do saldo liquido a favor do colono qu se Ihe pora stm,.
disposieo ficando o resto em reserva para d'elle poder
dispor em maior ou menor jquanlia, segundo as.pro-
vas que der-a direceo de que farb om uso d'esse pe-
culio, para acoramum ulilidade, tanto de sua propria
familia como dacolonia.
14. Acontecendo queesaldo dobtlanco menciona-
do nos paragraphos precedentes seja a favor da caxa,
de-ver a direccao examinar se isso provem de forca
nuior ou derasoes imputaveis o colono. Provindo
de-forca maior, saldar-se-lhe-ha a conta do anno, dan-
do a respectiva divida por paga, quer seja na su tota-
lidade, quer seja soraente em parte, segundo as cir-^ i
cunstancia* do caso e as leis da equidade prescreve-
rem.
15. Lojro que as colonias dYxpiayo ou presidios
os condemnados houverem salisfeilo a totalidade dosA-
diantarnentos e despezas com elles feitas desde o mo-
mento da sua entrada na custodia, e tiverem lem d'is-
so o cajiital preciso para comprarem, um predio na
eolnnia de correceo, podero ser para all transferi-
dos, se as autoridades incumbidas da direreo e ins-
peceo dos presi-lins 08 nlgarem assaz fortes no propo-
sito de bm compurtamenlo que afi inc a tranquilidade
da colonia.
16 Do mesmo modo ser licito passar das colonias
de correceo para as de refugio, d'nde o regresso pa-
ra o seio da nacn ser livre urna vez que o colono ad-
qoira a'goma propriedade ou, olTereca bstanle caucSo,
de como lem m'eios de proyer sua sub>i>lenciae
da sua familias sem comprometter o socego da so
cied-tfdt*. /
Tudo quanlo nesta indiraco temos expendido se ap-
plica igualmente ao Brasil como a Portugal. Agora
ac< re.tcenlaremos, relativamente ao primeiro deste*
paizes, algumas rtflexes sobre as colonias dos liber-
tos. '
Parece-nos pois que conviria escolher no norte do
"Brasil urna regio onde se estabeiecessem colonias, ta-
to de refugio como de correceo e d'expiacao, para a
classe dos homens de cor e particularmente dos liber-
tos. .'
Talvezconviesse combinar oestabelecimento destas
colonias com o de aldeas de indgenas, para o fim de
promover a mistura d'estas duasclasses e vir a obter
por este modo ao cabo de duas ou trez geracoes a ex-
tineyo da .fatal dissenclo proveniente da dififeienca de
coros. Tanto maisque ao mesmo tempo se poderii
*
**f


>rr
promover os pasamentos entre os cofbfbs brincos e
pardos, animndose a tendencia que felisroente ja se x
% notando para a extincco do prejuizO que antes di- '
viiiia estas dnas casses.
, Conlornie pois a estes principios, o governoescolhe-
rj.i iljvf rsos sitios appropriados para o estabeleciment
de colonias, tanto de eorreeco, como d'expiaco er-
ejusvanu ote destinadas para homens de cor vagabun-
dos e condcmnados a degredo.
.Ao mismo lempo asdirdccoes das colonias agrcolas
.st'btM.veriyo outras pa*#fs sectSes da mesma classe
H,ie angiriiiile.nl-na* diversas provincias do Brasil, do
mesmo modo que cima diremos a respeilo da forma-
do ^a* colonias da.chisse branca, tanto nacional, co-
ipe estrangeira.
E>tas colunias poderiio contribuir eficazmente pa-
ra que a suecessiva extinecio da escravatura se (Sodesse
j)fiar mui inconveniente para o Brzil. E eis aqu
como n> entendemos qne se poderia proceder.
Cdd- um dos senhores drveria distribuir em duas
clBSsesos escravos que actualmente possue, a saber:
uteis e imitis. Os uteis subili vidir se-hiam em trez
c,lasses, segundo o lucro que de cada nm d'lles, pro-
3orco da sua'capaeidade, o senhor houver verifica-
o, por um calculo medio que se poder tirar animal-
mente. \ .
. O iuuteis deverao tambem ser repartidos em duas
elassts, una .que por itifermidade nao deixam esperan-
za de virem jamis a poder fazer servico : outros que
opm o lempo podero entrar em alguma das ciasses de
Otis que cima bu vemos mencionado.
(.EsMuas ciasses 'invlidos podemos senhores,
quertiidoconvencionarcom as di rece Oes das colonias
agrjcolas, p?r o fina de Serem al admitlidas, median-
te uro contiTbujcu anneal que Ibes saia menos pesa-
da do que se hooveafttm dos conservar em suas casas.
,Alemde que os ditos senhores entrando, por eflVito
d'aquellas contribuicoes pngass direccoes d*s coloni-
as, na calegoria de alienistas, viriam alomar parte
nos dividendos j e ento em vez dos ditos escravos Ibes
serem de opus, Ibes viriam a producir umeerto lucro.
Quantoaos escravos ule, parece-nos que conviria
adoplar-sealgum meio de realizar a extinecio- da es-
clavatura, sero prejuizo dos senhores ; e eis-aqui um
expediente que nos parece se poderia pralicar cora uti-
lidad e.
Cada um dos senhores abrira urna conta correte a
eada um dos eos escravos, lancando-lhe ero divida
tudo quauto por forma de orcamenio poder calcular
que tem cora elle despendido desde o dia em que elle
^eio para o seo poder, querseja por compra, quer por
qualqueroutro modo, e quanto com elle houver gas-
to em comida, vestuario, molestias, &c. Nao con-
tando porem as despezas feitas com as respectivas rou-
Iheresc fllhos, porque sendo tambem escravo* cada
um d elles tem sua conta corrente parte.
Por outro lado o senhor abonara a cada escravo o
?|ue, tambem por forma de orcaroento, poder caleu-
ar que elle Ihe tem ganhado desde que est em casa,
seguudo aquella das trez ciasses de "que cima fizemos
mencao.
Logo que se verificasse que o ganho total do escravo
excede ao total dos desembolsos feitos pelo senhor, este
o declarara liberto ; mas ficando emseo servico a sala-
no, se nao poder achar quem melbor preencha o seo
logar.
Ha vendo porem suficiente numero de bracos livres,
como ha de ha ver medida qu se-forero multipli-
cando as colonias eslrangeiras, as direccoes das colonias
agrcolas tecebero da mo dos Senhores os escravos li-
bertose os fara'o passar para as colonias que julgarem
raais conveniente dVeordocom osmesmos senhojes,
qu por esse- facto ficarao sendo considerados como
accionistas e abonados nos livrs de direceo rom urna
o raais aoes, segundo o numero e capacidade dos
escravos que bouverem dado para a cotona.
A legislacao poderia contribuir muilo para o aug-
mento d'aquellas colonias, e por conseguiute para a
extincco da escravatura, onde sobretudo convem que
ella s acabe quartto antes, isto he as cidades t p-
V0ac6es ero geral, aggravaftd os iropdstos sobre olu-
xo dos domsticos escravos ealliviando es dreilos da
venda dos que se destinassem para a lavira e servico
de minas: meio este que se deve proporcionar im-
portaco de colonos que forem vindo poderem subs-
tituiros escravos, tanto como officiaes das diversas ar-
tes e offieios, como no aervico domestic'; tanto maja
que a par dos colonos he foreso que v augmentando
o numero dos naeionaes que se consagren} a estes 4r-
versos misteres^ de cuja profisso nicamente os alas-
tava at agoj- a a natural repugnancia de deverem con*
correr com os escravos.
( Continuarse- hd.)


o
atrigo* Do Correto.
Correio Terrestre de Garanhuns, parte hojead
meio dia, conduzindo tobem as correspondencias do
Bonito.
IL
enDa*.
I\f' roolato eseravo sapaeiro, muito fiel, e muilo
conhecedor de dinheiro de cobre: na ra do Colle-
gioD. 10 primeiro andar.
D
abtsos particulares
vEzejase fallar com o Senhor ,Ma noel Fernandos
da Percincula, na ra do Vigario ii. 16, 2. andar.
&&" O Juiz de Paz do Terceiro Drslricto da Ma-
dre de Dos do Bairro do Rfcife faz sciente a quem
Ihe faltar urna grande porei de roupa lavada, que se
dirija a casa da sua residencia, que dndoos signaes
certos Ihe ser entregue, que suppue ser furtada
alguma lavad eir.
^y Joaquina Joze Ferreirra faz sciente aosCollec-
tores que cobro os di ni tos das agoardentes, que
de hoje em diante nao vende mais dito genero najsuaa
venda as 5 Ponas D. 17.
*T^ Quem annunciou querer comprar um braco
de balanza grande, e pezos ; dirija-se Velha D'
19.
M
<&xavo* flgiDO?
.Aria do Carmo, nacao rebolo, estatura eegular,
rosto eonprido, denles limados, cabeca pequea, ore-
lhas tambem peqnenas, cor fda, cabell corlado, tem
urna marca de talho no rosto do lado esquerdo perto
do olho, peitos pequeos e alguma couza cabidos, pes
coropridos esecos, e quando anda curva as peritas dos
pes para denlro, beni explicada na falla, representa ter
20 a 25 annos; levou vestido de chita branca com ra-
magens encarnadas, e pretas, e um pand da costa j
uzado ; fgida no dia 22 do corrente : osaprehende-
dore levem-a a Joze Vieira de Figueredo atraz da
^atriz da Boa-vista casa nova do Cardozo, que sero
recompencados.
Pern. na Tup. do Diario 1835+


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E991GIDKL_QDKTNZ INGEST_TIME 2013-03-27T17:18:29Z PACKAGE AA00011611_02868
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES