Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02836


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Full Text
ANNO DE 1835. QUARTA FEIRA 11 DE FEVEREIRO NUMERO 8
DE
das da semana.
; 9 Sexuada S. Apollonia V. M. Aud. dos Juizes do C de.m., e de
t. ses- da Thez. Publica, Cfiajic. de t.
Terca S. Escolstica V.: Re- d m. and. do Juiz dos Orfaos
det.
Quarta S. Lzaro B-: Sessao da Thez. Publica.
J Quinta S. EualiaV. ; Re. de m- aud. do Juiz do C. de m.,
ede t.
Sexta S. Gregorio 2. o Papa Sesslo da Thez. Publica de
m. e aud. do J. de O. de t. La ch. as 8 h. 39 m. da m.
Sabbado S. Valentim M.: Re!, de m. e aud. do Vir. G. de t era
Olinda.
15 Domingo da Septuagsima. Tral. de S. Antonio.
Tudo agora depende de nos roesmos, da nossa prudencia, mode-
racao, e energa: continuemos como principiamos, e seremos, a-
pontadoscom adraira<;ao ontre a9 Nacoes raais cultas.
Proclama^ao daAsstmblca Geral do- Brasil.
Subscrevese a 640 reis mensaes pagos adiantados nesta Typogra-
fia, e na Praca da Independencia \. 37 o 38 ; onde se rece\>cm
correspondencias legalisadas, eannuhcio=; inserindo-sc estes g a-
tis sendo dos proprios assignantes, e viudo assignados.
FfRNAMBUCO NA TyP. DE PlNHEIRO & FaRIA; PaTEO DA MaTRIZ DE SaNTO ANTONIO.
'S- INTERIOR.
Baha 3 de Jane'uo a 18 3 5.
ILlm. c Eim. Snr.-- A petar de estar V. Exc scien-
efcadodos aeontecimentos que tiveram lugar ri'esla
Jjidade da noite 24 para 25 da corrente em diaute,
tmpre-mecom tudo fazer urna suscinta exposicaojlo
ie lem chegado a meo conhecimento, para que em
iroso ponto de vista V. Exc. possa inteirar-se das
>rovidencias que cumpre adoptar simlhante respei-
0, para Crahquitdade da Provincia. Comas denun-
cias, mil ftftes felzes, que V. Exc. receben na noite
de 24 dn correte, de que os Africanos, particular-
mente os Nagos, deviam insurgir-se ao toque de arvo-
rada, lancndo ao mesmo trapo fogo a diversos sitios
da Cidade, e atacando 03 Corpos de Guardas, os Jui-
zes d Paz se poseram na ra, convocaram logo os C-
dadosparaa Polica da Cidade, e os Corpos e Guar-
das, estiveram emietamente debaixo de armas; desta-
cando o Corpo dos Permanentes para diversos luga-
!rgjS (oreas capaces de rebter qualquer principio de
'tentativa da parte dos ditos Africanos. Ten do rece-
ido o officio de V. Exc. pelas onze horas da noite,
depois |de haver vir.iudo alguns pontos, ter dado al-
gmsordens, drigi-me Ladeira da Praca, onde,
segundo s denuncias, deviam estar reunidos, em al- !
guns cazebres, grande parte dos insurgentes; e achei
aJi os Juizes de Paz dos dois Destrictos da S,: com
alguns Cidadps, e Municipas, a dar busca emal-
'guns dos ditos lugares. Ento em cumprimenlo das
ordens de V. *Exc, e echando qu nem um perico po-
derla haver no centro da Cidade, no meio dos Quar-
fes, e Corpos de Guarda, e principalmente estando
todos prevenidos, e o alarme dado; depos de fazer
algumas requisicoes, que achei emporrantes, fui em
direitura Ca vallara, que achei preparada, dando
ordena para que um Piquete me seguisse para o lugar
do Bomfim, immedialamente corr para o dito lugar
ir quautb s centava o Piquete, prterner, queqoal- '
T^er demora poderse ser funesta a tantas Familias des-
iirmadasecoHocadaslalvez na peior pozicao para um .
similhante laque, 'jtfja prftpriidade dos Engenhos, e
5Pparat;ada grandeforca da Povoaco. Apenas li-
ona dado algumas ordens tendentes a acautelar o pe-
n0o, Teio lodogalope, jjooa Patrulha de Cavllaria
annunciar-me, que os Africanos havo atacado algu-
ma dei ordem a um destacamento Municipal de 18 ho-
mens, que estava no lugar do R jmfim, para que em
caso de perigo fizesse entrar as Familias para a Igreja,
, e ahi se conservasse defendendo-se dequalquerataque,
at que eu podesse socorrer. Vottando a Cava Hara
pelas 3 horas da noite ache-os em alarme, urna Torca
montada, eoulra a p, com alguns G. N., e reco-
Ihendo-se logo estes no mesmo Quartel, pira defender
aporta, e fazer sobre os Africanos fugo pelas janellas,
a Ca Vallar i a espern no larg para os atacar.
Em poneos minutosappareceram com efft-ito em n.#
de 50 60. armados de espadas, e alguraas langas, e
faesmo pistolas, oolras armas. Recebidos a tiro de
pistollas, edefuzil dos dasjaneMas do Quartel, ivan-
caram furiosos, oquedeU causa aCavallaria s deban-
dar em seu seguini^nto, para que nao se escapassem
pelocaminho do Noriciido. A este tempooCom-
mandante da Cavallara, Capitao Carvalhal, que os
eperou a p, fui ferido, ese viaforcado a recollier-Se.
Vohindo eu com algun'< avalloi pira a porta do
Qhajlel, a carregar sobre os Africanos, que anda
por afi estavam, estr-s s debanfaram, seguindo-os
essa porro de cavaliaria, ao passo que a outra os con-
tina va a perseguir. Entretanto apparecendo ainda
at|uns Africanos, e anzente o resto di Cvallara, en-
trei para o Quartel, donde continuava o fugo por es-
paco de um quarto de hora, t que de todo sucumbi-
r ;n, deVendo-se o principal fsforco Carallaria mon-
tada, que os carregou com valor. orenndo-os a se l/n-
carem- ao mar, ou a se esconderem nos vsinhos mon-
te?, coberlos de capoeiras"tjeixando alguns 17 mortos,
outros feridos e prezos, afora ranitos, que se afoga-
ran!, ou'feridos, foram perder a vida entre as ondas ;
tendo-^m constado, que tra aparecido alguns em di-/
versos sitios. Dissipado o perico, c receando eu aH^
gum ataque no lugar do Boenfim, depois de saber :
que o 1 estante da Cidade estava livre dos ataques, fui
cm a CaVallaria a Co'nceicao d.n Paia, onde lomando
urna forja de 40 homens, marchei pelo Quartel da
Cavllaria', e al)i deixando alguns Guardas JNacionaes
parareforcar a mesma, 'fui com a Cavllaria, e a forra
dita, ja ntao unida a 30 Naeipnaes, gue V. Exc. me
havia mandado, commsndados pelo Ajudante Mun-
dim, ao lugar to Bmfiwj jW* csltve at que souW


de que nosengenhos vizinho? n?o tiiiha havido movi-
m ntoalgum/ Na volta que era j bastante da, en-
contrei no.Quartel daCavallaria 40 hc-mensda Fraga-
ta, que V. Exc. raandava por as minhas ordens, dos
quaes mandei que 16 fossem embarcados para o sitio
de Ilapagipe, e ali permanecessero at restablecer
tranquidade. Depois pelas partes recebidas, seube,
que no acto da busca em nina casa junto de Guadalu-
pe, ladeira da praca, por^denuncia particular, quan-
do quizentrar o Juiz de Paz, nao Ihe quiz abrir a por-
ta urna parda, diaendo, que ali nao havia pessoa al-
Kuma ; e como se desposesse o Jiz a arrombal-a, a-
brio-a, ao passo que outra se feixou. Mas, cressendo
adesconianc, e entrando o commandante da Com-
panhia dos Permanentes o Tenente Lzaro Vieia do
Amaral ; repentinamente a uro signal dado, dizem pe-
la referida parda, abrio-se a porta, sahindo de dentro
ura tiro de acamarte, e a pos d'elle um grugo de 60
pretos, pouco mais, ou menos, armados de diversas
armas, principalmente de espadas, os quaes desper-
sa ram a peque iva forea suprehen^ida, ferindo grave-
mente ao referido Tenente Lzaro, e a outros que fo-
rano encontrando em sua passagem. Este grupo se
dirigi por N. S. da Ajuda, ao largo do Theatro, on-
de (ti recebido com urna descarga dada por 8 G. Per-
manentes, commandados pelo Ajudante do mesmo
Cor-po, os qu8es foram dispersados pelos Africanos,
depois de ficarem feridos 5 : d'esse lugar correrqm em
altos gritos pela ra debaixo, matando e ferindo os
que encontravam ; consUndo-me terem feito 2 mor-
tes em 2 pardos, e foram direitos ao Quartel d'Arti-r
Iberia, tulvezcom o fim de fazerem alloma punicao
da 'parte de Victoria como depois se verificou. Pr-
ximos ao Quartel mataram um Sargento N. do 2.' Ba-
talhaochamado Tito, o qual bindo em companhia do
seirj. de Paz, quando este prccurou o amparo da For-
taleza, ficQiiium pouco atraz para lhe dar 1 tiro. Tor-
nando atacar a Artilheria voltaram pelo mesmo cami-
nho, e brevemente fneram a juncgao com outro gru-a
po, viudo do lado dt Victoria, e que atravessou a es-
trada nova do Forte, nao obstante o fogo, que lhe
fizeram. Reunidos foram atac.ir o Quartel dos Per-
manentes, onde apenas existio 12 Soldados, por te-
rem sido prestados os demais diversas requisieoes.
Ahi, depois de algum fogo, fcixado o portao do
Quartel, e depois de terem perdido 2 dos seos, ten-
do outros feridos, tomaram pelo lado da Barroqninha, ,
e vienam sabir segunda vez no 'sitio da Ajuda, d'onde
seguirn) para o Collegio, e atacaram a Guarda, a
qual se recolheo fazendo fogo sobre ogrupc um refor-.
co de Permanentes que aliseachava. N'esse lugar
.mataram um Soldado d'Artilheria que vinha buscar o
Saulo, o qual antes de cahir ferido, defendeo-se cora-
' josamente, e, matou um com um tirp, ferindo a outros
rauitos. Na desrida peta baixa dos Capateircs mata-
ram hum pardo, e dizem me, que aincla outro, se-
guindo depois para os Coqueiros, d'onde sahirara pa-
ra atacar a CavMIaria, como j refer a V. Exc. De-
pois do destroco., que recebera,m oesta ultima paragem,
nica que tomou a ofensiva nunca mais se reuniram.
m Esquecia-me dizer a V. Exc., que na noite da in-
surreico, se me apresenlou igualmente o Teoe.nte Co-
ronel Manoel Antonio da Silv >3 Instructor Geral dos
G. N., a quem enearreguei algumas Commissfs;
bem como devo comniunicar a V. Exc. que a parda da .
caza onde se achsvam os pretos, e seo marido, eslo
prezos ; havendo motivo para os suspeitar coniventes
0u sabedores. Desde o Quartel de Ca vallara, ateo
porte de S. Pedi foram echados muitos Africanos
raortos, ou feridos, e poucos prezos no acto do ataque.
^alclo o n. de morios achados em todos os lugares,
e mesmo entre as ondas a 50 ; havendo porem leridos,
que decerto nao escaparo^attenta a gravittjjeoos fc-
riroentos, e 0 uropo decoiHdv^rimeiro 4*e fossero
tratados; existindo estes no Hospital, para onde os
mandei conduzir, eos outros na Fortaleza do MbtJ
Pela manha foram achados algunS pelos matos vizi-
nhos, bailados, ou entilados, dos quaes^alguns pro^
curavam escaparem-se com desfarces. A s seis para
selle damanha, de casa de JoSo Frandisco Rales, -"
hiram repentinamenfe seis pretos seus, armadas de
espadas, pistolas e punhaes, vestidos em trages de
guerra a maneirk sua, e depois de lancarem' fogo a
caza do Snr., correram em busca de Agoa de Meni-
nos, sendo logo morios no caminho. He de presumir,
que estes livessem no plano, forcm.ignorannm o re-
sultado da madrugada, pois que foram jorcados a rort-
per antes de lempo os 60 da casa corrida a Guada-
1 lupe. Tem sido dadas por mim as providencias nece-
sarias, para serem corridas todas as cazas de Africanos,
sem destincao alguma, e o resultado sera^ prezent a
V. Exc. em lempo competente-, podendo desde ja aj-
sevar^ra V. Exc. que a insurreico eslava tramada de
muito tempo, coro um segredo inviolavel, e debaixo
de um plano superior ao que deviamos esperar de sua
brutalidade, e gnoran^a. Em geral nao quasi todos^
sabendo ler, e escrevr em caracteres desconhecidos,
que se assemlham ao rabe uzado entre os Ussz.fque
figuram terem hoje combinado com os Nags. Aquel-
la N Provincia por varias vezes, sendo depois ubsli'uida
pelos Nogs. Existem mestres que dao coens, e trar
tavam de organizar a insurreico na qual entravamj
'muitos forros Affionos, eat ricos. ^
Tem sido encontrados muitos livros, alguns dos \
quaes diz-se serem preceitos religiosos tirados de mis-
turas de Seitas, principalmente do Alcorzo. O certo
beque a Religio tinha sua paite
Chefes faziam persuadir aos mi
na snblevaoao, e os
;sera veis, que^ cerlos
papis os livrarim da morle, donde vem encontrar-se
nos Cor pos mortos grande poreo dos ditos, e as ves-
timentas, ricas, e exquisitas, que figuram perlencer
aos Chefes, eque foram a< badas em lgumas busoas.
Tt.bem se notou, que urna quantidade grande de in-
surgentes eram escravos dos Inglezes, e eslavam rae-
Ihor armados, devendo-se alribuir estas 9rcunstanci-
as menor coaco em que sao tjdo* por estes Etsran^
geiros habituados a viverrm com homens livres. Alem
da morte do Sargente de Guarda Nacional, do Solda-
do d'Artilheria, de 4 pardos, e dos 2 Permanentes,
segundo se me informa, honveram muitos outros fe-
rimentos, e alguns graves. CeHamenle,' Exra. Snr.,
se as denuncias nos nao livessem prevenido o resulta-
do seria final, sem duvida, o mesmo : porem es
estragos muito superiores ;,, pelo que, a bem da segu-
ranca nossa, convinha premiar as pretas denum iantes
dando Ibes aliberdade,( se ellas a nao livessem, ou uro
premio rasoavel. As providencias contjnuain a ser
dadas com calor, e porrudos os Deslriotos se Irata de
um Pro* esso, por onde se possa descobi ir os culpados
ainda existentes, para emsuas pessobs dar se um ex'
emplo efficaz a esses Africanos e para melhor o con-
seguir, tenho procurado eniaminhar os Processos de
urna maneira uniforme e regular. Depois ;de taes suc-
cessos, he bem notavel, que hajo abu^n*, e estes tem
existido a um ponto tal, que hoje ] dq motivos suf-
ficientes queixas bem fundadas, pois q,u^ os Solda-
dos prendem, espancam e ferem, e mesmo matam aos
escravos que por mandado de seos Snhores vo a ra.
Sobre esleobjecto tenho oficiado a V. Exc, e tenho
dado as providencias a meo alcance. Presentemente
tudo mais est tranquillo, a teremos lempo- de, por


C3>
-MasLegislatimBrovmciaes;, providenciar de m&-
ira qu nosja segunda Tez preciso lucar com tal
gente, e raito menos com Afrieonos forros, quequazt
todos,' no gozo da liberdade, tmem o ferrete da es-
cravido, e nao utilisatn nada oPaizcom sua estada.
Dos Guarde a V. Exc.-Bahia 29 de Janeiro de
1835;--N1*- e Exm. Sr. Przidenle da Provincia.
francisco Goncalves Martins, luiz de Direito e
Chefe de Polica.
(Do Diario da Baha.)
Jiendimento da Mesa de Diversas l{endas de Pei-
nambuco em o mez de Janeiro prximo pas-
sado. A saber.
D
^'Izimo do Assucar desla Provincia 28:384^372
dem do Algodo de dita 3:477$808'
dem deMiuncas 7$200
Meio por % dos Assignados 24o$602
Direitosde 2 por % de exportaco 8:182$ 139
Imposto de 50 reis pnr couro ,239$350
dem de 40, e 20 reis por Marca e Pe-
zo das Sacas ^ 48$360
dem annual das Embarcacoes 459$200
Contribuico de 100 reis por saca de Al-
godo 2O5$50O
Dita de 20 reis por couro e vaqueta 12$580
Dita por descarga dos Navios 28$500
Ancoragem- 1:216$970
Farol 361 #000
Sello dos documentos dos Passaportes, e
Despaxos. 32&750
Impostos da Saude 34$O0O
Emolumentos de dita l47#)G00
Refiimentos de diversas Provincias.
Dzioio do Assucar das Alagoas
dem do lgodo do Rio,Grande do
Norte 15$968
dem do dito da Parahiba 247$562
Mei por /o do dito 2$038
44:356^127
O Administrador
Miguel Arcan jo Monteiio de Andrade.
872$628
EXTERIOR.
Lisboa 3 de Dezembro
Discurse dirigido a S. M. F. pelo Cvputado Manoel
Goncalves de Miranda como Orador da Deputacao '
da Cmara dos Snrs. Depria-los.
SEJNHORA.
A
. Deputacao da Cmara dos Deputados da Naco
Portugueza, a cuja frente tenho a honra de apresen-
tnr-me, vem, em rime da Cmara felicitar a V. M.
pelo Faustsimo Consorcio de V. M. com Sua Alteza
Real o Duque de Leuehtemberg.
Este Consorcio era dezejado por toda a Nacao Por-
tugueza como complemento da consolidado do Tro-
no de V. M e da Carta Constitucional : e boje que
V. M. to graciosamente recebe os Parabens, francos,
eeordaes, de tudos os Portuguezes, Digne.se V. M.
accltar os nossosem norae da Cmara dos Deputados,
eacolher benignamente a espresso do vivo interesse
que a mesma Cmara toma por tudo quanto pode con-
correr para a felicidade de V. M., felicidade, que he
inseparavl do bem estar, e prosperidade da Nacao
Portugueza.
ifc-il
S. M. Kespondeu:
As xpress5es, que acabaesd dirigMvme.envnorot
da Cmara dosSm-s. Deputados, .sao dignas, dos Re-
presentantes dd Nnco, e confirman o justo .cpnceito,
que faxio do seu zelo pela prosperidade publica, e pe-
la Minha pessoal felicidades Eu agradeco Cmara- :
e confio na proteccao da Providencia, (Jue os successos
futuros ho de corresponder aoa Meus desejos, e as
esperancas da leal* e brioza Naco Portugueza.
(Gazeta do Governo.)
Londres 10 de IJezembro.
Sr Robert Peel, na audi*n< ia que teve Jo Rey,
declrou que estava prompto a obedecer sordensde-
S. M, encarregando-se da formaco de huma nov^|
administrado. O honrado Baronet aceitou as fu neo -
es de primeiro Lord da thfzouraria e de chanceler do
thezouro. O Duque Wellingtn presura o seu pode-
roso poio administraco do seu honrado ami#o, a-
ceitando a pastada Secretaria da Rcpartico dos nego-
cios estrangeiros. Lord Lyndhurst encarregado ago-
ra interinamente do grande Svlo; ser Lord Chance-
ler. Haver hoie no;Palazo S.-James, hum conee-
Iho, noqualcad* hum dos Ministros, que acabamos
denomear, receber os Selos da sua reparticao. .
Escritorio do Standard, 3 boras.
Hoje.delwma para as 2 horas Sir Robert. Veel
prestou juramento, de primeiro Lord da Lhezoura-. .
ria e Chanceler do thezouro. O Duque de Wel.ng- ,
ton prestou juramento, como principal ^el^Qf
Estado dos negocios Estrangeiros Lord Ly>dhurst ,
tenrfo dado a sua demisso do logar de pr.me.ro Baiaa,
prestou luramento como Lord grande Chanceler. 2>.c
James Scarlelt succede a Lord Lyndhurst no logar de
primeiro Bario do thezouro. Nao ba por ora conoe-
cida nenhuma outra nomeacSo, nem o sera ale a res- .
posta de Lord Slanley que se espera esta noitev, Aulr,
Lse que Lorde SUnley, posto que deva prestar hum
Cordial appoioao ministerio, recusara ao^^
agora, fazer parte delle ; porem ha grande,pp ran
cas ^e ver Si J. Grahim juntar-se ao novo Gabinete
ematncoaLordStanlef Ser ^!"
os boatos em circulado sobre a cj,7os^0t^nGr"er
,e. Bastar der que nenhum-deste.s boatos.pode ser
authentico, nem justificar-se por nenhum mto plau
sivel, nem provavel. O Duque de/Vel,ngtonjeu
nioesta noiie huma numerosa Sociedade em Ap.ley
House- ^Standard)
HESPANHA.
Madrid 2 de Dezembro.
Receberao-se das Provincias do norte **-
de Mi importancia au todo O Mto Ujjj
do at que mais ampios detalhes nos tenlao cfeg4
Eis a noticia : Asseguro que hum corre.o chegado
ho,e ao Ministerio tronce a not.ca de que o, CM
. haiao repentinamente mudado o seu campo^ Zuma
la-Carreguy, frente de 13 Batarhoes de ^'^.
dodisem! a Navarra e encamiuhou-se >^Jgg'
ates de decidir se a entrar em huma^ ro,-;
elle arrazou completamente o frorle ae n
\
monteadas, elle se dirigi a Argn ;
nos aiuntare-
montoadas, elle se au>r,' *>" ;' ffi ,.:.
mos que ,Ma noticia, qe^oran.ob^.^
cula entretanto por toda a parle, e em todos off^luga
res ; aquelles qe aadmitt.nl como ^%^^\
terminaco de Zumalacarreguy hum indicio de que a
sua Po^Cao na Navarra he iususte,Uvel,
Madrid, 6 de Dezembro -No*^2?e. cJ
comboio de dinbeiroque se ^;J^tp^
sem nerieo a Pamp ona, hav-ndo os tactiosos p
as'alefperangasVos acertados mpvimenlos das di-


-*-#
(*)
T
frentes DevjsSes dtieroildl jWra proteger a sua
marcha, tudo em virtud^-das ordens do General Mi-
.afr, que pF4 % mesmo fim sahio de Pamplona com
hura carpo de Infantaria Cavalara. Tiobem he
oerto que em consequencia das nova disposicSes que
tem adoptado o General Mina para a exterminaco dos
facciosos da Naiarra e das perdas que elles tem ulti-
mamente experimentado, o General Manso recebeu
ordem para retirar-se outra ver ao destricto que est
confiado aoseu zelo e vigilancia, nao sendo a sua coo-
' pera cao na Navarra ja necessarta.
Nao temos recebido nenhum officio directo do Ge-
neral Mina depois do successo d'Ora, de que falla vo
gotera diversas cartas da Navarra. O Correio de hon-
tera annunciou que algun3 Bata!h5es da facco de Zu-
nwla-Carregy^e dingio sobre Villa Franca. Nos sa-
bemos que do lado do Aragn os habitantes imnifes-
to o maior enthusiasmo, e se dispoem a resistir aos
Facciosos, se, perseguidos eeapulsos das,suas posices,
eMestentarem penetrar esta Provincia.
Allemanha.
He tal fc recelo que os Daapotas do Norte tem da
propagaco dos principios liberae?, e especialmente de
tudo quando sao associaces, que a Dieta Germnica
obriza aos estudantes que requerem ser inscritos nos
registros de qualquer das universidades Aiemas a su-
bscreveras seguintes obrigarons.
Ru abaixo assignado me obrigo pela minha honra
conciencia : l.A nao tomar parte em nenhumaas-
soci^co prohibida, sobre tudo a nenhuma burschen
soiiaft a nao me associar pormaneira nen huta a hu-
ma semilhante reunio, nem contribuir para a sua pro-
pg* cao.
2.* A nao toe reunir, nem como fim de deUberal,
era com mu m sobre as Leis existentes, nem no de des-
obedecer s disposicot-s decretadas pelas autoridades.
No caso contraro eu me submeto a todas as consequen-
cas sem fazer a menor bjeeo.
(Do Tempojf. 1882.)
lina Cap. Joze "Vicente Perfci*4 ^fW ;j\o, ^es^o q_
zer quizer carregar dirija-se ao mesmo Cap ti o ou &a
Escriptorio de Manoel Joaquina Ramos e Silva.
Junes & Wynne fazem leilao 5.1 leira 1$ do cor.
rente de Fazendas limpafc e avariadas, em caza de s
residencia ra da Cruz n. 43. Principiar pelas lo
horas ila man ha.

XX Encllente propriedade de casas, novas e bem
construidas, de trez andares, e so, citas na ra do
Vigario n. 16 com frente para a misma ra, e fu do
Patrao mor e de Burgos, com varndas de ferro no
primeiro e segundo andar : quemas pertender dirija*
se a fallar com Antonio Joze d'Amoriro.
J3?* Urna negra moca, bonita figura, boa ngo-
madeira, lava de sabfio, cosinha, e faz doces de va-
rias qtsalidades, e muito propria para servico de casa ;
nao vende-se por defeito algum, s<5 sm por nao que*
rer servir ao seu senbor : no aterro da Boa vista n.
29.
Urna poreo de Caixoes para assucar, novos
A
PROMOTORIA PUBLICA.
norprecocomraodo : na ultima serrara pasando a
Ribeira do peixe defronlc de um sobrado que se est
azrndo.
$cy Arroz v'ermelbo muito graudo a 9$ res o al-
queire medida velha : na pracinha do Livraraento
venda D. 25.
?" tJma morada de casa as 5 Pqntas : no fim da
ruado ftangel sobrado D. 32, 1 andar do lado es*
quei lo, das 9 horas da man ha, as 2 da tarde.
tjCSj^ Umescravo do genrio de Angola, de 2'6 afi-
nos, ganhdor, e muito gil para o servico de cam-
po, e tambem se troca puf una negra de todo oservi*
c: na ra Dreila 54, junto ajgreja de N. S. do
Terco.
Bem do servico publico peco a V. S. que me
informe com a possivel brevidade se tem ou nao pro-
cedido, como Ihe compre, contra os auctores da se-
dicco, que apareci nesta Cidade no dia 21 do pr-
ximo passado mez de Janeiro. Dos guarde a V. S.
Recife 8 de Pevereiro de 1835Illm. Snr. Juiz de
Paz do 3. Destricto do CarmoFelipe Lopes Neto
Jnior, Promotor Publico interino.
No mesmo 4heor oficiuu a lodos os Juizes oVPaz da
Cidade.
O
3bt0o$ do Correio.
Hiate Ninfa de que Capito Francisco Ferreira
da Silva, sai para o Maranbfio no dia 19 do corrente.
I------------------------------4
s
9abtp0 a Carga
Para Genova.
furto.
\0 dia 6 do rorrente no lugar d'Agoa fra do Bibe^
ribe, passando o riacho do mesmo sitio a direila quem
vai da praca, furtaro um cvalo russo, que tem pa-
; ra mais de 6 palmos, e 12de comprido pouco mais ou
menos, e com urna marca na peina esquerda : quem o
achar pode apanhallo que ter de gratificaco cincu-
enta mil reis, e iaobem se d a mesma (juantia a quera
dennniiar quem forao os ladrSes, que com certeza se
possa azer a aprchenso no dilocavdllo, clirigindo-se
a ra dasTritueirasD. 12, a falarcom Joze Elesbo
Ferreira, ou no becb das Barreiras.
i
! NOTICIAS MARTIMAS.
Taboas das mares cheias no Porto de Pevnambu<>.
'Abe athe ofim docorrente omuitoconhecido Bri-
gtie Sardo 5. Joze Fortuna, Cap. S. Sardi.
' Para treta r ou car regar.
^9" O Brigue Dinamarquez Amicilia Cap. Scb-
"inidt forrado de cobre e muito velleiro. A tratar com
cMjonaignalniodosmesmos A. Schramm.
Pira o Rio de Janeiro.
tr^*Segue viagom o muito velero Berga,ntim Caro-

=5
9
en
a
12Segunda
13.T:. .
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15Q:
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Tarde.
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Pern. na T0^a ^


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