Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02820


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Full Text
------
ANNO t)E i83r.
SABBADO AS* DE JNHO.

NUMERO laq.
MAM BB P BINABA BUG
SunscreTe-se mcnsalmente a 6-fo reis, pagos adintado, en caza do Editor, ra Direita If. ,67 ; onde te recebera correwondenci.
lo ao da eDtrega, sendo esta frita ate o meto da e rindo rezumidos t bem escriptos. F nraeai
M
O* annuneiot, que nao fnrem dos assignantes deverao, a-
ein das de maU condices, pagar por cada Jimia ienpressa
4* rei.

Tudo agora depende d nos mestnos, da nossa prudencia ,
moderacao, e energa ; continuemos eomo pricipiamos,
f seremos a pantados com admiracao entre as Nace* niai cultas..
Proclamacao a JtiembUa feral peunambco; ffA typografia fidedigna, rija das flores, n. 18. i83i.
-'___________
L
cos. He precizo pois disenganar afos tollos,
e faser-lhes ver, que prfido D. Pedro
perdeo o Brasil para sempre nao so de fic-
to, como tambem de direito'. Quanto ao*
veHiacoa, que espalhlo essas proficias as-
sustafloras nos lhes asseveramos qne a su
felicidade he nao se poder sso verificar ;
porque se assira acontecesse, elles serio os
primeiros, que devio ser passados a o de
espadas para ficarem quietos e nao se me-
cherem. D. Pedro, a quem o Brazil fez
Imperador com a condico de manter *
Independencia, e inteira separaco de Por-
tugal, e Constituicao do Imperio, atraico-
ou-nos escandalosamente : champ a si,
rodeou-se. e servia-se de quanto Portuguez
tinha pelejdo contra nos, e se mostrava
mais inimigo.do Brasil rcom estes todos, e
alguns Brasileiros degenerados aduladores,
viz, e infames organisou a facanhosa soci*
edade dos Columnas, destinada a destru-
ir a Constituicao, e proclamallo absoluto,
como seu Pai ; porque de tal Pal tilfilho se
espevava. Por consequencia D. Pedra
perdeo a Coroa ; por isso que quebrantou
o pacto solemne, que fez com o Pvo Bra-
zileiro: abdieou-a na Pessoa de seu Filho,
que os Cos permittao, nao saia com as
ms manilas da sua raca. Estes principios
tem'sido reconhecidos, e applicrdos por
todos os Povos, que ho gosado de agunia
liberdxde. Se remontamos ao mesmo P-
vo de Dos veremos, que era permetlido
at)s Hebreos escolhet Rei com a condicao,
que sepia escolhido a entre seus irmos que
a Nat mesma o^ escolhera ; que o Re
nao tena muitas mulheres, nem enthesou-
rara. nem teria amitos Cavnllos, nem ele-
varia oeoraca a cima de seus irraos ( Deu-
teronam Cap. 17) O Sa'io Judeo Flavio
Joseph, explicando este lugar, accrescenta :
o Rei nada far seni o parecer do Sinhe-
drim ; e se o fizer, o Voso se lhe oppor,
Sedecias dizia aos Maioraes da Naeao' o
Rei nada pode faser sem vos Em suinma
_ (Jando o furioso despota t). SebastiSo
de Portugal deo cabo de si, e di melhor
parte da N^co nos campos d'frica, os Je-
zuitas, que em tudo se mettiao, sempre
coma mira em seus proveitos, e grangea-
rias, inventarao, que D. SebastiSo nao
morrra na bata l ha, e que Dos conserva-
va aquelle estovado, como a Elias, e Enoc,
afim de que a seu tempo venha tomar con-
ta dos seus Estados etc. etc. Os velhaces
-engendraro profeca ( porque nada ha ma-
is fcil ), acharo em Esdras e outros livros
oa Escriptnra tudo quanto quiserao a res-
f>eito de D. Sebastio, e d'ahi se formou
huma aceita de mentecaptos, e velhaces
eonhecidos por S bastianistas, que todos
os dias d.sem, que esperao a suspirada vin-
da do Encoberto para endereitar o mundo.
Nova sceita de tollos, e espertalhoes se le-
vanta nomeio de nos. Os Columnas an-
da nao perder&o as esperancas ; e espalho
principalmente pela pobre gente dos ma-
tos, que D. Pedro fo ali a Londres buscar
urna esquadra, e muita somma de bata-
llioes para retomar o seu Brazl, e tirar as
cabecas a todos os Calangros, e farroupi-
llias : isto dizcm, isto apregoo, e nao se
envergonhao de tanta estupidez, ou de tao
grosseira malicia Temos pois esses noves
basbaques que bem podemos chamar Pe-
dristas. Esto em Inglaterra huns pou^os
de Despotas desthronisados : la est o Re
dos Jezutas, Carlos, que foi 10, est de-
fronte de Franca, e so separado pelo Ca
nal da Mancha ; levon cabedal immenso,
olha para a Franca com os olhos, e devo-
ra-a com a testa ; ainda nao acbou um so
soldado para recobrar o seu Reino : o Prin-
cipe D. Pedro, apenas chegar a Inglaterra,
aeha esquadras Inglesas as su as ordens e\-
erejtos, etc. etc. para bloquear todo o At-
lntico, e subjugar o Brasil na distancia
de quasi 3ooo legoas de mar! Fra pa-
palvos, fra bajoujos, fra asnos, e velha-
mji. 1
p



^
.
(534\
fca mesma lei Judaica o Rei fsia ejecutar
a le, e nao' se liie obedeca, se *iao' guan-
do o que elle manda va nao' era Goitraro
h mesma le. poder executivo cutre
aqueMea rovo* era liuii verdadeiro
contracto. Entre os (iermaiios diz-
nOs o judicioso Tcito nao se quera
saber que parte do poder o Reis coneedo
ao Povo ; porem sim que auctoridade o Po-
vo da va a os seus Ileis. Marina em urna sobra
intitulada 7"fteora das Ldiies, depois de
haver estabeleeido que os Reis perdein
a quHdMe eanetoridade, log que trans-
grideiii as Leis fundamentaes do Estado ,
iirma-se na sentenca de Santo Izidoro, que
diz,, Reges a recteagenda vocati sunt: ideo
que vecte fhcieii'lo regs no me n teetur; pee-
<:>indoaniiltitur Rei quer dizer obra meta-
mente; por isso o Rei, que eitmpre coni
a le, hejegilim; o que a quebranta, per-
deodiito, edeixade serRci,, (Liv.das
Seat.* liv 3. Gap. i.c): o mesmo Santo
Bispo en outra parte diz( Eiymol. liv. 9. c
(Op. 3. Apud vetares tale eral ptoverbium
Hez cris, sirede facas ; si nn^'efis. Nos
teaipos antigos passava por proverbio : se-
rs Re em quanto procederes na forma
das leis; era faltando a estas nao seras
mais Rei. Muito farropillia era o tal Santo
Izidoro I Luiz de Franca, que he do San-
to tempo da Amorosa tambera dizia
Quando os Reis ou Principes nao res-
peitao a lei perdein o nonie de Reis .,
feralmente em todos os antigs Estados da
Europa o Reinado nao era primitivamente
se nao urna delegado revogavel segundo
a voitade Nacional nos caaos de indignida-
de ou iucapacidade. Q\undo os Monarcas
fJtavo as suas promessas os subditos erao
desonerados do juramento de fedelidade ,
' vid. Colee, das Coiisttt. Toin. 5. c ) e
DeUemos poii a estuprada dputrina da
obediencia passiva par a as bestas de carga,
e nao para iyn Povo brioso e honrado :
sebe virtud* em hura homem ( as vezes he
fraquea) sofrer pacientemente 0 latego de
seus superiores; he o cumulo da ignorancia,
e covardia em umPovQ o sofrer a tyrauia das
suas nieiai creaturaa d acuelles, que hada
serian se o Pavo os nao fizesse tildo o que
Bao na oritem poltica ; e em quanto os cs-
tupidas Pedritas esto a espera do bloqueio
Londrino e da ressurreicao da Columna ,
vamos tractindo de consolidar o systema
Constitucional, e de fazer vigorizar a arvo-
re beueca da berdade, cuja sombra
tudo prospera. Cuide a Assembla quanto
antes de formar o pa no das Guardas Naci*
naos ; sejao logo creadas por todas os Pro-
vincias ; e desaba'fem os muero* columnas
com quantas paranhas qui/erem. Unto O,
obediencia a lei, amor nos develes, edirei-
tos e deixemos andar a au.
O phadelphio.
LOTERA.
Resumo dos premios saludos no 8. da.
Premios grandes.
estabeleci&o o governo que julgavo ser
conveniente. Oucamos finalmente o vir-
tuoso Massilon 'tallando na Cadeira da
\erdade ao orgulloso Despota Luiz i4 ,
Sim Sr., a escolla da Naca o ib i que*m a
prencipio {poz a Coroa naa raaos dos
voos Maiores; ella foi que os elevot sobre
o escudo militar e osproclamon Reis.
O Reino tornou-seaa depois urna heranca
de seus suceessores: mas elles o deverio ori
aiiirbmertte ao conseusojivredos subditos:
em huma palavr como a primeira fonte
da s;ja authoridade vcio de nos os Reis nao
deveen fazer uso della se nao para nos.,,
(i)anerhor Ministro que tem tido 03 Reis o
virtuoso Mal&herbs dizia o mesmo por
outras palavroa,, A causa, que boje defen-
demos he de todo o Pcvo por quera ,
e {MWR quain vos reinaea
Nmeros
108- .
&:
3o54 .
.6.6 .;
Premios
. ,.........i55#ooo
.........20^000
, ........lOi>^O00
.V;....... 4^ooo
.........600^000
3|...........5ofcOO
i4i8.......... 20^000
3iJi ,.........lOjjooo
4565..........2oj(ooo
3r3()........ 20^000
43........ riaoo
l73a..........10^000
4I9D..........1:000^000
919 .........ai*"
E mais i3i premios de 8^000 ra.
PROSPECTO.
XJE Cra novo Peridico sob o titulo- Jor-
ual Mercantil, que dever sabir todos os
dias uteis das 9 horas da manila por dian-
e contera varios objectos, todos relati
<
te

vos ao Commercio, divididos pelos artigo
seguintes. ^^^
i. Cambios, em que se dir o valor das




5SE
mm
i .hhhwi i

*
.
niadas metallcas acio:iaes, eestrangeiras,
c o proco corrente doscanbios cora ai prin-
cipa es pravas.
a,? Atiuiicoirelativos a embarca oes seja/
para froten passagtros, soja para venda
ote. o do leiloes pblicos, arrematac&es
judiciacs etc. etc. os dos Assignantes serao
publicados gratis v e cot a brevidade pos-
sivel ; os de mais pelo que se a justar.
3. ieis Voviooes e Decretos relati-
vos ao. Com(nercio ? ou interessantes ein
freral: providencias do Governo Provinci-
al que igualmente digo respeito ao Com-
werco.
4. Noticia* estrangeiras, o naoion*aes
coni preferencia a que forero mercan-
til.
5. Correspondencias sobre bjectos de
Commercio, e Agricultura: a* dos asignan-
tes gratis; as cubas pelo que sea justar.
6. Importaca, e Exportarlo de todos
os navios entrados, e^sahidos deste Porto,
e annaalmete hum mapa geral e exac-
to.
7. Anuncios em geral, quer de Repar-
tios quer de particulares, Espetaclos,
vendas, compras, etc. etc- : os das Repar-
tieses e signantes gratis; os de qualqer
outro pelo que se ajustas Os de eseravos
fgidos so teraO lugar sendo de Assignan-
tes.
8 Noticias Martimas (o Porto desta
Cidade e do de qialquer outra, que jioss
ser interessante ao Commercio desta.
o. Posto ScHptum, que contera o resu-
mo das ultimas e mus interessantes no-
ticias, que tiverem chegad?, ou houverem
do pAt.
(53:"i)



Proco da Subscripcao.
Por trimestre 3a*o Adiantados.
C-ida (billa avulsa 80
Por agora receben! se somente os nornes
do3 Sen boros que quierem assignar para
esta folha ; o dinbeirosera cobrado depois
da publicara o do .1. N. vista de recibo
dos Editores pelos destribidoies. Rece-
bem se as assignaturas no Recite no Arma-
zem do Sr. Ricardo Doyle, ra dff^fuz
N. 9. etnS. Antonio ira caa deLivreiro
do 8r. Abren ,' ra dimita', 1. andar do
sobrado, em que morOu o Editor do Diario
onde taobem se recebem o* anuncios'.
Este Peridico sal ir a luz no 1. de
Junlio se as Assignaturas tiverem a esse
tempo coberto as despezas indispensayeis.'
As correspondencias seraO remet idas
*em carta feixada aos Editare* do Jornal
^Mercantil as cazas mencionadas.
THEATRO.




A.Manba 19 se representar depois de u-
roa excellente sinfona a nova comeda, che.
gada ltimamente da Corte, eque tem por
titulo O ASTlClOZO No fira do t. Q
acto o actor Zacaras de Campos cantar
com Madama Prima o Dueto quando
seu ra roi car lusco Nofim. do a. An-
u Mara do Carava cantar com o actor
Antonio Mara de Castro o Dueto dos
'ouaitftwsNofim do Xo acto o actor
.Jleniique Carlos cantar com urna nova
Dama o Dueto intitulado pela boca mor-
re o peixe No fira da pessa se executa-
r o'amito excelente pantomimo o aman-
ta estatua.
LEIUO'
Si
, Hgunda foira 20 de Junho no arraasem
de.Agnstiuho Eduardo Pinna junto a Al-
fande^a nova, de quareuta caixa de cha uxin*
e soquim em lotes de duas*cixas, principi-
ar as 10 horas da manh.



YENDAS.
O
Engenho S Francisco d'Aninga, moen-.
te e corrente, na Ribeira de Cruang, ter-
mo da Villa de Goiana, distante desta Pra-
ca vinte legoas ; no Aterro da Boa-vista,
em casa de JOaO Pires Ferreira.
Urna preta, que cosinha, lava, e engo-
ma, e um negro, bonita figura : no primeiro
sobrado D. 27 : largo da Santa Cruz.
Urna frte de uti sobrado na ra no-
va, defroofe da Matriz, D. 4 : na roa do
Rosario D. 4 2- andar
Um esoravo padeirO: as Sinco pos-
tas, loja D. 18.
lima escrava sem vicio, 19 anuo, en-
goma liso, e tem principio de costara : na
ra de Vtanoel coco D. 3.
Duna negras, e um moleque do gerv
to de angola ; na \end* defronte, do The-
atro t). 10.
Uixas ; na mesma cima.
Licoros Iranoezes de todas as qualida-
dm na rwada Aurora O. -
Urna venda de ponadi fundos, ebona
cmodos : na ra Nova N. 23.
Urna botica na ViHa de Goiana com
boa louca a su), vidros, armacSo moderna,
epwituj mcdicaTnentos : na ruado Rosario
H>. 1 i;, ou m Goiuft na botica de Joaquim
da Silva Barbosa.
Urna taxa grande de cobre com o pe-
Wii 1 lili"!'!
I I
PP


*o de 9 arroubas, puco'tizada ; acha-se em
Nasare Termo (^ Goiana : na ra do Ro-
sario botica D.-II.
Um raoleque, bonita figura ; na ra
Direita N. 18.
Urna mulata, cosinha, engoma, e cose :
a rufl Nova D. 2G i. andar.
Una morada de casas de sobra um andar, com sotao, envidra jada ; tres ca-
sas anexas a mesma ; com quintal murado,
arvores de fruto, coxeira estribara etc. ao
pe da ponte dos Afogados ; duas vacas de
leite ; madeiras para obras de marcenara :.
na ra Direita D. H 3. andar ;
Rap Princeza em libras, chegado
proximanente de Lisboa e por preco como-
do em caza de Lima Jnior, Braga e
C, junto ao Arco de Santo Antonio.
Um escravomoco na ruado Livramen-
to Botica D. 11.
Livros encadernados, tanto de Scien-
cas, como histricos e poticos ; es-
criptos as lingoas Portugueza Franceza,
Ingleza, Latina Italiana e Hespanhola:
Praca da Uniao'N. 3o.
Um preto mogo trabalhador de enxa-
da e foice e sabe carrear; 4abenise troca
por Iiu.na preta sem defeito na ra das
Llores D. 12.
Una armac/ de um botequim e seus
pertenses ra do Amorim nb forte do
mattos N. 101 ou na ra do Vigario loja
*le Barbeiro N. 27.
.
(536)
..

COMPRAS.
D
Esde o t. N. do Popular ate o N. 62 :
defronte do Livramento D. 21 2. andar.
Urna cama uzaaa de amarelo, com ar-
macao : na ra do Bairo baixo, lado direi-
to. b. 3.


.
ALUGEIS.
-



ARRENDA MENT.
fc
A. metade do sitio Paulista ribeira das.
Piranhas que serve para criar gado: no
Aterro da Boa-vista casa de M a noel Rodri-
gues do Passo, e na villa do Pombal ao
Capito mor Gonzalo daCosta Barbosa.
AVISOS PARTICULARES,

H/Stabeleceu-se urna Aula de Piimeiras
Letras para meninas no Forte do Mattos,
ra do Amorim, 1N 122, 2. andar onde
tao'bem se ensina a Lingoa Ingleza, mar-
"car. bordar, etc.
Capim de planta posto a porta para
hum cavallo 200 rs. por dia Trata-se do
cavallo, pelo mesmo preco, e mandase tra-
zer, quando o seu dono queira, avisando
no da antecedente at as 9 horas da ma-
nila' : no botequim da ra das Cruses D. 3,
Se bcuier al^um Seihora de boa
conducta, que queira fasercompanhia a ou-
tra Senhora, desta Cidade de Pernambuco
para Lisboa, se Ihe da passagem de gra-
ta : a que se achar as circunstancias de se
aproveilar deste offerecimento pode fallar
com a brevidade possivel : na casa N. $
ruado Vigario i. andar.
Quem precizar de urna pardinha for-
ra, e com bom leite para criar, dirija-se ao
principio da ra de Hartas, viudo do Car-
mo, lado direito, no primeiro sobrado.
Quem quiser dar ioo^ooo rs. a premio
de dois por cento com boa firma, o&epo-
tecando escravo, anuncie.
Francisco Pereira Pinto, necessitando
ir a Europa avisa, para inteligencia daa'
pessoas a quem deva.
Quem quizer dar a juros ioojJooo rs.
por espasso de sei smeses com hipoteca de
um escravo annuncie.


A.Luga-se ou vende-se m preto canoeiro
ao annos, e juntamente urna canoa de car-
reira, que conduz 12 pessoas; na venda
de garapa a entrada do porto das canoas.
2 pretos do servico de campo : na ra
do Rosario botica*!). 11.
'oftoc
1 ESCRAVO FGIDO.
I ligio no dia 25 do eorrente Junho, o es-
cravo Joze, nacao angola, z5 annos, estatu-
ra mediana, pouca barba, cbelo exado,
bastante ladino ; leva vestido urna oalqa de
brim groqo, e camisa de algoda fino :
a Manoel Gonsalves da Silva, ra da Ca-
deia velha.




9
iqo^i



PERNAMBUCO NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA.


. 1
V




I
I
OTHEIOT A MMI
i


N.
O
129.




Pernambuco; na Typ. Fidedigna, R. das Flores, C. N. 18. i83i.
.____ *- *' '------------------------- ---------------------* "
>


'
Senhor Editor.
A omissao de exame dos documentos que
ncompanho os requerimentos dos particu-
lares tem sido quasi sempre a origem das
injmticas dos governantes: 'he este hum
mal to amigo, que por essa "pernicioza pre-
guica p imperador Theodisio 2.poz-
Como pe.le t= em hum requerimento onde se
Ihe pedia a acSo de sua propria mulher. Se
nao foi esta vergonhoza inexactidao ni-
camente o espirito de apoio de corporacoes,
corporacoes tai) alheio as mximas da
Sanjuanea', ocasionou a resoluto do Excel-
lentissimo Governo em conselho sobre o
requerimento do abaixo assignado recor-
rendo da arbitrariedade coro que a Cmara
Municipal do Kecif o explicou desptica ,
e caprixosamente do lugar de Fiscal da
Freguezia da Boa Vista : seja hum ou ou-
tro o motivo deste mcomprehensivel pen-
sar da mnioria do Conselho do Governo ,
a vista dos documentos que baseio e jus-
tifico a minha queixa eu sem pertender
menoscabar o bom conceito que todos de-
vemos t'r da madureza do Conselho ouzo
afirmar sem nemhum fumo de vangloria ,
que jamis lhe pode ser airozo. Entremos
na materia. Dous sao os pontos em que o
Conselho firmou a sua resolucao : i.que
lhe pareca nao ter a Cmara feito-me njus-
tica altendendo son.ente a economa de
suas rendas ,a.ao bem do servico publi-
co. Ora quando em huma estancia superi-
or ( 1 ) sobre huma materia de acto e
direito -. se diz ~ parece-me que sim : pa-
rece-me que nao: da se bem a perseber que
ou nao se entende ; ou nao se atnde deixe-
mos porem isto que s de ve pezar as cons-
ciencias de cada hum. O Conselho tendo
em vistas nicamente a celebre res posta da
Cmara s queixas do abaixo assignado,
<;essa resposta tao tarda, to rechiada de
fieldades e de inepcias redegida huma
vez e depois abandonada urgida de no-
vo e de mo em mao imcumbida quem
mellior sufisticasse parou a final naquelle
que brilhando pouco as Prezidencias Pro-
visorias, bilha- anda mais pouco no circulo
<( .) Como se nao pode negar ser o Conselho
do Governo.
Jurisprudente. '( 2 ) Sao 4 os pontos cor-
diaes da resposta da Cmara aos reiterados
despaixos do Governo os quaes sendo a
requerimentos raeos a Cmara comessou a
sua resposta confundindo logo miseravel-
mente o negocio, izendo que hia dar a ra-
zao por que tinha demetido os 3 Fiscaes dos
qtes eu era hum isto para me fazer car-
ga das faltas alheias: chicana mizeravel,
que com documentos irrefragaveis sera des-
truida. Transcrevo as razoes dadas na res-
posta : primeira por nao terem dezempe-
nhado a escolha da Cmara: segunda por
terem abuzado dos seus Erapregos : tercei-
ra por ser necessario economizar as rendas
da Cmara : quarta por ter paressido a C-
mara ter jurisdico para o fazer. Como a
resoluco tomada em o Excellentissimo Con-
celho 'firma-se sobre o 3. ? ponto das
razoes das Cmara corroborada pela mris-
diccao que se arroga e faz a sustancia da
quarta sobre estas duas he que dire alguma
couza nesta correspondencia., que nica-
mente se dirige a fazer suspender o juizo do
respeitavel Publico e dos meus amigos a
quen rogo este obzequio at que *u apre-
zente pelo prelo a supradita celebre e fal-
ca resposta da Cmara : acompanhada dos
Documentos que me justifico e do-pezo
a minha queixa ; e que desmentem huma
por huma das acerces da resposta que
Sesmascarao huma por huma das falcidades
de que he rechiada ;e provao que a leyeza da
resoluto do Excellentissimo Conselho em
iukar que nao havia njustica nicamente
motivou o nao olhar para elles o que co-
mo ja disse nao lhe pode ser airozo.
Eu serei concizo por agora pois que os
Documentos sempre muito mais fortes que
razoes e argumentos provao melhor as
verdades em direito: a Cmara pagava aos
3 Fiscaes 55oooo rs. annuaes: no mesra
dia em que por espirito de economa e
tambem por sua interpretado a Ley Re-
meti os 3, criando hum so Fiscal com o
ordenado de 4<>oooo rs., nesse da au-
mentou aos dous Ajudantes do Porteiro a
cada hum cincoenta mil res, resta pois pa-
ra aeconomia nicamente Dormiris^
( 2 ) Este be o momissiino Artvogado Francis-
co de Paula Gomes dos Santos.



a nova in> e temi sitio o-resto da relacao' aprescntada
Venci de hum lemhra'do eitor para o pelo Fiscal quasi toda absorvida pelos Juizes de
novo Fiscal (3 ) se por mu desparato- Paz> a vista das Ilegalidades das condemna-
cocs. e defeza dos multados. A vista disto a
"testes mesmos .tenuo icio pan
V
( 3 ) se poi
sa essa proposta, nao onvesse repugna-
do os outros Vereadores, ora dado que c:" .* cmn o ovo dentro anula da gali-
ozelle econmico indusio a Cmara a rfin- gi isto he dentro do ventre do vellio Fiscal.
diremhum, os H Fiscaes, nao' era de injustica ^brV T PMa que escolhesse de entre os 3 o mais probo e Conselho tanto parece que attendeo, respon-
o mais apto para o empregar, e L>*hir bus- <1U( J* J" me **"* .0
car Lm anillado fora ho.ne.n sessegenario C.oseliu G^al rano: pois que ? a Cmara quer illudir ao (,;,, Soverno e ao respeitavel Publico afirman- nao Pod.e. ser despojado sem ser ouvido e
lo que hum vclho dcsempenha completamen- convencido em Juizo, e por culpa que ahi se
e hum trabalho que repartido por 3 era con- reC(>nheca e o inhabilite : este principio nao'
mais pequea doze de senso pensara' o con- f.e;mP de duracao', constituem para o Cida-
trario pois que ? a Cmara quer illudir ao ao^ que os exerce huma propndade, da qual
d(
te hum trabalho que repartido por .
sideravl ? Cerlamente o Publico que esperi- so consentaneo com as regras da Justa com-
menta penca o contrario. Mais diz a Cmara u!ativl1 Porem te dedsdo dos principios
que a' 3 seculos bastava hum so' Almotace' S ,cJaes le 4uf P*gia o liecorrente para
para iscalisar toda a Cidad o que se fazia "no, ser despojado do cargo de Fiscal como
sem daino do publico: ora eis huma razao' ^ ^ntio do tempo do sen titulo e cora of-
que neubuui jurisconsulto da' volta: hum iensa d sse direito, que faz indispensavel-
exemplo de 3 sectils tein escamas como tu- mente m tlas garantas dos Governos li-
barao'! Pois como bem se iscalisava a' 3
seculos com hum so', e quando a Cidade era
miuto menos de metade assim agora (iscalisa
hum que ja'temle idade perto de hum se-
culo Que tal ? a Cmara brinca. Porem a
Cmara : diz na sua rer.posta que logo, da
cria cao' dos 3 Fiscaes, ferverao' queixas e
mais queixas : falta verdade pela minha
vres por tanto a jurisdieao' da Cmara : fo-
ra d estes principios de direito patrio, forado
espirito da Ley do i. de Outubro de i8a8
Art. ^4 > he dispotica e arbitraria he injusta,
revoltante, e atentatoria do systema que feliz-
mente nos rege : e como disse o Conselho do
Coverno que llie pareca nao' haver injustica !
quando nao' houve economa e houverao' mil
"""' ijuiimo urna i^i .uw |-\,i* ""* f I 1 1 11 -------- -------
parte ; diz a Cmara que alguns Fiscaes rece- ulades na celebre resposta cuja evidencia
terao' dinheiro por ingresses das Posturas ; ^ra -palpavel a vista do Documento ? Ja sei :
foi por loe parecer que nao' devia examinar:
a Regencia pois o decidir.' "Basta por agora,
remetto a attencao' do Publico para resposta
da Cmara, edos meus Documentos : Quena
como nao' me faz cmplice disso essa aecu-
sacao' nao' me complica, e se o redactor da
resposta ou a mesnia Cmara teve isso em
juizo, digo-lhe que lamben) falta a verdade ,
alias aprsente documento se he capaz: diz
a Cmara : que eu Ihe requ^erera augmento de
ordenado, tambembe falcissimo : A Cma-
ra diz que popou na reforma dos Fiscaes
i5oooo rs. mas na realidade so' 5oooo rs*,
por que os cem se repartirao' pelos dous A
judantes do Porteiro. Eis-aqui outra falci-
dade na economa.
Nada porem mais ridiculo como affrmar a
Cama : que o actual Fiscal tera dado de mais
4*endimento ao Cofre para cima de 4oo>>Q rs.
Sendo o que derao' os antigos em a a t4 tne-
Snr.' Edictr publicar a presente Carta que
a seu constante amigo,
muito obrigara
lanoe da Fonceca Silva.
AVISO PARTCULA L.
Il botequim e caza de pasto da roa do
zes a quantia de rs. a:3556oo : e o actual fgo acaba de fazer-se huma grande refor-
em trez mezes de execcio rs. a:8o3ooo. Te- rna para commodidade das pessoas que
nho por firma do actual Procurador da Gama- all se quizerem servir de bous refrescos
ra Documento que desta quantia ate' *o de hacend alguns arranjos uo interior da roes-
Majo p. p. so'se tem cobrado i35,,ooo res (4)
na caza para hum ou mais reguezes a
quem agradar o retiro: preprao-sc anta-
es para fra por preco mui commodo e h.i
(3) EsRi celebre lembranca foi do martipe
da Patria Joze Joaquim Bizerra Cavalcante.
(4) Adverte-se que tiesta quantio esta' in buhar arranjado tao bem de novo ganio,
cluidamultas ; anda dos tranza tos Fiscaes. etc.
-fc.
Peenambu; na Typograpia Fidedigna R. das Elores C. N. i8. 1831 -
-


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