Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02816


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Full Text
r
r**m~- T^pjajapa-
A\NO
TERQA FEIRA 14 DE JNHO.
NUMERO ia5
MAM 12 PMHAWKG
Subscreve-se mensalmente a 6/fo res, pagos adiantados, em caza do Editor, ra Direita N. afi7 ; onde se recebem correspondenci-
as, e anuidos ; este* insere n-se gratis sendo dos proprios assignantes somente, e vindu assigaados, e serio publicados no dia immcdi*
tu ao da entrega, sendo esta feita ate o meio dia e viudo rezinuidos e bem escriptos.
fi
m
Tudo agora depende de nos mesmos, da nona prudencia,
moderacao, e energa ; continuemos eom
pncipiamos,
Os annuneios, que nao forem dos assignantes deverao, a- 1
lem das d mais condicoes, pagar por cada linha impressa seremos' a panudos "com admiracio entre as Naces mais cntas"
4* rei. I
Proclamacao da JssembUa Gtral do Braail.
PERNAMBUCO; SA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA, RA DAS FLORES, V. l8. l83l.


Qaartcl do Contmando das Armas de
Pernambuco l\ de Junlw d' 1831.
ORDEM DO DIA.
i 1 Anclo publicar as tropas da Gnarnieao
desta Praea e para que ten ha o seo devido
cuiaprirnento as Portaras de o, e 10 de
Maio p. p. expedidas pela Secretaria de Es-
tado dos Negocios da Guerra.
Porta lias.
Devendo em conforrnidade do Artigo
5, dai |,e de a4 de Novembro de 183o
ter o Governo exactas iuformaces das cir-
cnnstancias em que se aclio os Ofieiaes
de Estado Maior do Exercito, e do Corpo
d* Engenheiros, para o Servico que se hou-
ver de exigir delles ; Resolveo a Regen-
cia Provisoria em nome do Imperador, que
os referidos Ofteiaes do Estado Maior do
Exercito, e do Corpo de Eugenheiros, re-
mettao ao Quariel do Commando das Ar-
mas da Provincia em que se a< harem, pa-
ra d'ahi serem remettidas a Secretaria de
Estado dos Negocios da Guerra, declara-
ces por escripto, do estido em que cada
hum se julga, para ser empregado, ou ex-
cluido de aetividade ; coutendo i*emelhan-
tes declarad-oes os seguintes Artigos : i.
& estSo prontos para huma completa acti-
vidade em tempo de Paz, ou de Guerra.
2. se nao existem em estado de se
em prega re m activamente em operaces de
Campanlia, ou marclias trabalhosas, 3
Gnalente se so podem prestar servico de
residencia, ou ordinario de Guarnicao. O
que se partecipa pela Secretaria de Estado
tos Negocios da Guerra, a o Coro mandante
das Armas da Provincia de Pernambuco,
pira seu conhecimento e execuco na par-
te que Jhe toca, fazendo-o publicar na Or-
dern do Dia. Palacio do Governo em 9 de
^laio de i83i --- Joz Manoel de Moraes
Havendo a Regencia Provizoria em No-
me do Imperador, por Decreto de seis do


corrente mez, Demittido do servico do Ex-
ercito na conforrnidade do Artigo dcimo
da Carta de Le de 24 de Novembro do
armo prximo passado, o Tenente Coro-
nel do Estado Maior do Exercito, Joo
Francisco de Chaby, o Major Graduado do
Corpo de Eugenheiros, Joo Bloern, e o
Alferes do Corpo da Policia de Pernambu-
co, Manoel Joaquim do Reg Barreto ; as-
sim o Manda, pela Secretaria de Estado
dos Negocios da Guerra ; commnnicar ao
Commandante das Armas interino da Pro-
vincia de Pernambuco para seu conheci-
mento, e pontual execuco n,i conforniida-
de das Ordena estabelecidas. Palacio do
Governo em 10 de Maio de i83i Jos
Manoel de Moraes Assignado Francisco
Jacinto Pereira, Commandante das Armas
interino.
Est conforme.
Fernando Francisco d'guiar Monteiro.
Quarteldo Commando das drmas de Per-
nanbuco 26 de Maio de i83i.
ORDEM DO DA.
L Endo-me representado o Snr. Comman-
dante interino do Regiment 27 de Cava-
laria, que existem alguns Soldados nos Cor-
pos de p com possibilidades, e que que-
rem servir no seu Regiment ; e attenden-
do o nfto haveraonde se recruteendeviduos
em idnticas circunstancias, ordeno aos
Snrs. Commandante* dos Bb. 53, 54, e b5
faco constar esta ordem, e informem os
requerimentos daquelles que quizerem pas-
sar, declarando se estn as circunstancias
por anas possibilidades de servirem na Ca-
vallaria. Assignado Francisco Jacinto
Pereira Commandante das Armas inte-
rino.


-KA.
9
<*V


.'i'
Mal
mmm

(Si
RO DE JANEIRO.

Jp Elo qite lemos na Aurora de 3o de Mao,
cujo artigo abaixo transcrevemos, osocego
da Capital tem sido perturbado ; e ainda
que ella senao explique sobre os motores
das desordens, pelas noticias que ja dantes
tullamos, podemos atinar eom elles, sobre
os qua es com tudo nos callaremos a^
inda. Seja porem quem quer que for o in-
teressado ein taes desordens o Rio da Ja*
neiro governado pela OrJcm, ou por um
partido, deve ser reflectido : se os respeita-
dores da Le se deixao dominar pelos anar-
chistas, os amantes da ordem as outras
Provincias nao querero sugeitar-se, e com
jsf razao dispresarao a quem nao faz sacri-
ficios-para sustentar a honra e dignidade da
INucao a que pertence : o Brasil so pode
ser uiiido pela Constituico, ella infringida
no seu esseneial, as Provincias offeudidas
i*n seu decoro, a dos unio, ainda que
tambero a dos Brasil! As Provincias do
Norte, com dor o diseaos, olhao coro ci-
ume e desconfianza para o Sul, este ciume
e desconflauta bem ou mal fundado, justo
oii injusto, so pode ser desvanecido pela
fraternidade e mais leal, pela execuc$o e
respeito a Lei ; se os anarchistas Flumi-
nenses entendem, que elles podem fzer
tudo, quanto o Tiranno fasia em seus deli-
rios, se engano ; ou se julgao ero crcuhs/
tancias de por si sos fazer um Estado inde-
peudente : e nem se confiem nos seus si mi-
niantes do Norte; esses ni es m os; quando
por riossa inf'eieidacle dominassem, seriao
os proprios ejecutores da tremenda scizao.
Nos nao a pregaraos, nem a desejamos ; ate
porque os columnas (donde por certo nos
\em-todas essas perturbacoes) sao agora os
prega dores dessa federaqo do Equador,
Contra a qttl tanto gritaro, quando ella
era justissinia, e santissima, e a custa de
cujos ejecutores ganharao postos, cargos,
empregos, ttulos, hbitos, cruzes, etc. etc.
etc.: mas se nos (brigarem a isso, -quem
poder conter a torrente geral ? En todo
o cazo iquem os culumnas certos, eertissi-
nos, que nao ganliarao, nem figura rao por
muito tempo entre nos, ueui elles nem
esses aristcratas, uns e outros trahidores
sempre encapados outros desoobertos. As
chagas, que elles abriro nos coracoes dos
Liberaes, ainda gotejao sangue, os seus
tramas, insolencias, perjuros, desvergonha,
e servilismo ainda estao tab recentes qe
elles podem contar pela maior telicidade a
sua seguranza, e tranquilidade. Pernam-
bucanos livres, olhai para os exemplos fu-
nestos da anarqua A Corte e a Sabia pa-
8) '" fc*lC
1
decem ja os seos trriveis efeitos ; a Para*-
biba os vae sentindo, e Pernarabuco ser:
feliz, e ganhar a custa dessa,s se continuar
a gozar de tanta ventura.

INTERIOR.


A Ordem publica tem sido infelizmente
perturbada nestes ltimos dias. Terca fe-
ra passada, o terror se havia derramado
na Cidade ; dizia-se que havia quem tro-
masse a queda da-Regencia, que se pedia a
expulso dos Portuguezes e mesino a disso-
lucao da Cmara dos Deputa dos. Com ef-
feito, por todo o dia se fizero espalhar,
como he costume em tempos de revolu-
cao, as mais grosseiras calumnias contra
iomens, reconhecidamente inimigos da
anarchia, e se convidou gente moca e ar-
dente com o pretexto de exigirem a de-
portado dos papeletas. Afirmao-nos que
as authoridades toma rao entao providen-
cias para assegurar o socego publico, ou ao
menos ps.ra impedir que se podesse che-
gar a excessos deploraveis. A'noiteetfec-
tivamente. bum magote de mais de du-
zentas pessoas quasi todos de nfima con-
digao, correrao varias ras da cidade, dan-
do gritos de morrao os chumbos, vwao
os Hrasileiros, fra os papeletas, apedreia-
ro differentes janellas, e pozero os cida-
dos tranquillos em consternarlo e susto.
Nos dias seguintes, nao se tem repetido as
mesmas scenas, porem rara he a noite que
nao tem sido assignalada por algum dis-
turbio, violencia, ou mesmo por ferimentos
e assassini s. Dahi tem procedido o terror
em todas as classes de homens bons e ami-
gos das Leis, a par.ilisaca do commercio,
e dos outros ramos da industria, e huma
triste desconfianza entre os cidadaos, que
alias desejando os mesmos fins, todava se
nao entendem, e parecer reciprocamente
suspeitar-se.
Nos bem vemos que depois de huma
revoluca e na deficiencia em que esta-
mos de boas leis policiaes, he quasi im-
possivcl que deixem de haver Igumas
perturba cj&e, e que entafc os movimentos
populares, devidos ou a exigencias in-
justas, ou a receios mal fundados, costu-
ma sempre aparecer debaixo desta ou
daquclla face. Porem no nosso paiz alguns
elementos ha na populacao que devem re-
ceiar-se muito em taes circuustsncias : esses
elementos se desenvolvem com rapidez ;
e o que mais intimida be ver que sistema-
ticamente se espalhao voses aterradoras,
oa falsas, tendentes a deprimir no concei-
;


* f
%*$
(5; 9)
wm
?>
\
to public todas as autoridades, todos os
objetos em que repouzava a confiauca do po-
va e a concitar as paixoes mais violentas
^ sanguinarias ; he ver que a impunidade
los que vioia as leis nesses ajuntarnentos
ilcitos, nessas violencias perpetradas contra
ouem quer que seja aenuncia as antho-
ridades, ou huma fraqueza, ou huma des^
contianqa das proprias forcas, que pode
trazer comsigo effeitos bem funestos.
Ora se faz correr por entre as classes
trabajadoras que estao sofrendo privares,
q.ie os taberneiros se ligaro para altear
0 agio do cobre, quando he sabido cjue
ijsla moeda ter sempre hum prego maior
do que o papel banco, por isso que gosa
do mais extenso mercado, por isso que o
<:obre irrua no Brasil todo, e o papel
iju.is exelsuivamente no Rio de Janeiro ,
c>ra, que os caruiceiros se derao as mas
para elevar o preco da carne, quando isto
besomente devido aos flagelos da natu-
reza, epidemia do carrapato; e a outras
cousas concumitantes que occasionarao gra-
ve prejaiso aos fasendeiros e os toreara
a exigir maior sooima por cada huma das
reses que remettem capital. Isto nao basta;
contra a Regencia, contra a Cmara dos
Oeputados circulad boatos calumniosos que
a paixao fcilmente accredita, e era que
s,e reconhece hum fin sinistro, hum pla-
no de agitadores, e: perv,ersus que nao es-
ta contentes com a actual ordem de cou-
sas, e que nao ficara satisfeitos sem que
corra o sangue humano, e.os partidos,
como gruppos de animaes feroses se lan-
cera huns sobre outros. Ora, o Governo
he acusado porque nao tem feito punir
ip e ja os que off'endera a Brasileiros uas
'melanclicas noites de Marco, sem lem-
brar que estamos debaixo do rgimen cons-
titucional : i]\ie ao governo nao resta ar-
bitrio para faser castigar este ou aquelle
pulpado, e que nao o pode faser, sen- pe-
los meios que a le Ihe subministra,
com processo regular, e pelas authoridades
Competentes que safe as que compc o Po-
der indiciarlo. As mesmas grarantias que
protegen a esses homens contra qualquer
violencia, protegem-nos tambem a nos e
seaeasojulgamosque as formulas garantido-
ras da liberdade sao nocivas fazemos
desde logo o panegrico do despotismo e
do rgimen arbitrario, ou nos declara-
mos inhabeis para sermos livres. Nos tam
bem quererte que esses que delinquir
paguen os seus delitos, mas com procedi-
ments legitimos, sem que se atfribua ao
Governo ou a quem quer que s?ja o ch-
reito de julgar o Cidadao' sem respeito as
formulas. Embra se abrevie d'entre estas
o que for jnlgado intil; embora se^ feche
a porta a chica na e as (felongas, porm is-
so deve ser feito sem irregularidad por
acto do Poder Legislativo e abrangendo
a todas as classes de individuos. De ou-
tro modo cahimos infallivelmente no des-
ptisnlo.
O que se tem inventado contra a Cmara
dos Oeputados ? Esse balnarte da ordem,
e da libexdade, tm estado ltimamente ex-
posto a todos os embates da perversidade ,
la credulidade, e do enthusiasmo- phrene-
tico. Os discursos as palavras as opi-
nioes dos membros que a compe sao' en-
venena los de hum modo indigno altera-
dos mesmo imputan lo-se-lhes o que nao*
disserao' uem podiao' dizer sem serem ra-
cionavelmento tidos como dementes. Tal
exr te que se expoz sempre ao odio do par-
tido re^olonisador, que era todas as suas
moe&es e ideas se mostrou sempre eminen-
temente nacional e aquem hoje per-
ten le11 insensatos aecusar de que se acha
ligado com os inimigos da patria. De balde
se estorbo para isso. Os intrigantes pro-
curarlo aproveitar o entasiasmo da gente
rao^a; sabetp que a nacionalidade he o lado
mais sensive em qualquer povo e be por
ahi que procura ferir o crdito dos bons
patriotas, fazendo assim injuria ao boni
seuso e natural penetracao do espirito Bra-
silero. r. r'
Nao seremos por agora mais longo, neo*
entraremos em detalbes que n'outra occa-
sio talvez apresentaremos. A Cmara dos
Deputados en sua sabedoria assentou que
a melhor medida a tomar contra os anar-
chistas, era organisar quantoantesas Guar-
das Nacionaes: para esse fim foi nome-
ada huma Commissa que dentro de 5 (lias
aprsente hum projecto sobre o qnal se
delibere por adopcao ou rejeioaO sem
que se entre na longa e morosa discussao
dos detalhes. Esta e outra providencia
sahiraO do seio da Assemhla geral com a
maior brevidade ; e necessano he que o
Governo emprgue tambem todos os meios
sua disposicao para conter excessos cri-
minosos que podem ser o preludio de mil
desastres, se nao se atalho a principio.
Nos convidamos desde ja os cdadas na
forma do que determina o Cdigo penal,
a prestarem-se proraptos ao chamado dos
Juizes de paz a fim de ronda rem em os
respectivos districtos. Se nao qmzerem
fozer agora algum sacrificio talvz ao de-
pois ja seja tarde e que lastimera em vao
a sua meara e desleixo. Cumpre que nos
unamos todos quantos queremos orden

un i i n


"w-^lf^l
%
lei e liberdade para defendermos sob o
mando das authoiLlades legitimas nossas
propriedades e vidaN, que nao se defendem,
fechando-se cada cid*dao tmidamente em
ana caza sena comparecendo todos
voz dos magistrados e fazendo causa com-
inun para esse fim.
(Jurora)
CORRESPONDENCIA.
C
^R. Editor Venho fatigado ; por ora
eommunicir-Ihe hei somente sem que
publique a ra/o da minha caneeira e se
depois me parecer conveniente eu a darei a
saber ao mundo. Vamos acaber com o ne-
o Sr. M. J. reputava-se tal e eixou-se
ficar entre os nossos inimigos logo ha-de-
nos conceder urna de duas : ou um Mili-
tar cobarde e infame, e como tal nao deve
continuar a servir; ou Portuguez, to
Portuguez como D. Miguel por exemplo-
O que o Sr. M. J. pensara com outros mui.
tos, era que aquella questao da Indepen-
dencia sendo urna guerra a Coostituicao
de Portugal, opaimais offilho, eofhlhomais
o pai acabando depois tudo embera ficava
tudo e como dantes e por isso iriimigo
destas cousas de fogo e ferro deixou-?e ficar
boqui-aberto entre os Lisboetas, ate que se
acabasse a questao; acabou-se, ora vivorio;
veio em direitwa e aqu temos o Bra/i-
leir Alferes M. J.: isto que finura '
gocio do Sr- Manoe) Joajuim pois estou E o caso que assim mesmo havia de ficar
ancioso por passar ao do Sr. Chabi, sobre 0 negocio se todos os Brazileiros tivessem
por p
o qual diz-me o meii amigo Doutor que
bieve me enviara as suas refleces. Falta va -
me pois t. e ultimo tem. Este tracta
do excesso do prazo da licenca sobre o
qual houve s. m. o. i. ( D. Pedro de Al-
cantara Braganca Bourbon) por bem man-
dar que se nao proeedesse per esta falta t
por ser determina cao cor rente, que o Ofpi-
C!AL que esta' na CoBTE nao corre o tempo
di licenca para se Ihc dar ern falta ele.
Eisaqui todo o fundamento da Justificando
do Sr. M. J.; s. m. o. i. (oureferido Bonrjon
de Braganca ) mandou, que nao fosse con-
tado comodisertor nem como Portuguez;
por tanto deve-se cumprir; por que s. m.
o. i. manda e deve ser obedecido e disse
o Sr. M. J., e est dicto; ora adeos. Con-
cedo o principio de que o Oftieial na Corte
nao corre o tempo da licenca; mas em
que Corte ? na de Lisboa, Berln, Pariz,
ou S. Petjrsbourg o Officta Brazileiro
nao corre o prazo da licenc,*? E nao rio
a custa do requerimento e razo do Snr.
Ala noel J.! Nao doutrina mais corrente,
e correntissima que logo que urna NaqSo
se cha em guerra com outra os subditos 4e
cada urna despejo o territorio da outra?
Eque se se conservo torno-se suspeitos
a urna ou outra ? Respondo-me todos
os Jurisconsultos, Diplomacas Polti-
cos, todos os homens que tem senso com-
mum, e entendimento claro. Isto s o nega
o diabo. Ora as circunstancias do Bra-
zil e Portugal a cousa mais melindroza
o primeiro tratava da sua independencia,
o segundo do seu metropolitanismo; ha-
viao sido chamados todos os Brazileiros, e
servido as vistas iniquas do malvado,
que tramara continuamente contra o Brazil;
mas comolhe sahio o anno bissexto, elevou
com a tjboa, transtornou-se o plano do
Sr. M. J., e de muita gente boa. Entre-
tanto para o Sr. Manuel Joaquim nao ficar
desarraigado, como ja sao passados 5ani;os
dpois da sua retirada de Portugal ja se
ho de ter acumulado outra vez os negocios
da sua caza em Lisboa vae novamente ate
la arranjalos e vivono Porque a cou-
siuha de direito de Cidadao Brazilheiro nao
chucha; e se chuchar ? ... .Se chu-
char ? .. para c Dio venha que isto
nao negocio de Comadres nem nos esta-
mos trabalhandopara dar de comer Po-
tuguezes. La se foi o mais ladro, que c
tem \indo, oque mais suores e sangue
nos arrancou com elle devem ir todos os
que querem ainda ter dinheiro da Nac,ao
Brazileira por que esta nao quer susten-
trselo os sens ilhos. Va o Sr. M. I. plan-
tar canas no seu Engenho e d gracas a
Dos que assim muita gente o faz.
Agora direi as lestemunhas da justificacao
do Sr. M. J. ; aos trez Protuguezes que
se dexein de prestar destes servidos aos seus
Compatriotas ; por que muito fejo ; ao
Brazileiro adoptivo se o que euide
em si que nao to pouco; e ao meu patri-
cio que a cabe de formar a seu juizo que
tempo : estas condescendencias sao in-
desculpaveis, se nao crminozas. Adeos.
met caro amigo e Sr. Editor. Fica alerto
.
O Sentinella Pernambucano.
Pkrnambuco; ya Tvp. Fidedigna Ra. um Flor-es C. E! 18. i83



"

w# 0 *
PerNamBco na typografia fidedigna.
mm
' \ .
Senta* Edito*.
\>OMO fosse cu testemttba occular do e'sta
do desgranado em que actualmente se acha
a capital da Provincia d Pqraiba d'onde che-i
gnei no dia 8 do corrente mez e da maneira
arbitraria por que all procedan o novo Com-
mandante das Armas o Tenente Coronel de
seguida Linha Francisco d'Avila Bitancourt^
e o Presidente Joze Thomaz Nabtico de Arau-
jo escudando-se este em todos os sus actos ,
eom o conselho do Governo que a mor par*
te se acha em perfeita coaccao Como ouv de
alguns (ios conselheiros; rogo-lhe, Sr. Editor*
o favor de dar em sua folha publicidade as se^
guintes pecas officiaes das quaes o Kespeita-
vel Publico coligira a verdade do que arabo
de referir, pedindo-1 be igualmente Sr. Edi-
tor faca sobre as mesmas pecas as suas fcos-
turnadas e judiciozas reflexoes em quanto
en llie jlou em detalbe circunstanciado os
ltimos acontecimentos, que tiverao lugar
n'aquella Capital nao esquecendo advirtir ao
Sr. Bitancourt; e gente da faccao desorga*
nisadora d'aquella Provincia ( que nao se com-
pe da gente Liberal, ) que Pernambnco he
Patria de Hroes e o berco da Liberdade
Brasileira e nao paiz de degradados para man-
darn por motivos de huma vil, e baixa vin-
ganca osseus, eptaos Patricios Brasileiros
natos e homens de merecimento pelas suas
conductas, e adhesao a cauza da Liberdade.
Sou Sr. Editor com toda a veneraca seu
agencioso assignante.
Beltarmino a" Anuda (amera.
Illustrissimo Senhor.
A bem do servico e convindo a tranquilida
de publica e mesmo a seguranca da pessoa
de V. S ; que sou obrigado a garantir-lhe; or-
deno que passe a residir na Provincia de Per-
nambuco athe que acalme a effervecencia dos
espirites agitados pelos ltimos acontecimen-
tos que tiverao lugar nesta Cidade deixan-
do procurador para o recebimento dos Seus
vencimentos que pela Lei, Ihe sao concedi-
dos e por esta Provincia lhe devem ser pa-
gos; assiiu lhe ordeno como medida neces-
saria a bem dos objectos asslma declarados ,
equeoexecute athe o (Ka (\ do corrente pela
man ha. Quartel do Commaodo das Armas da
Provincia da Paraib* do Norte, i de Junho de
i83i, Illustrissimo Sr. Trajano Antonio Gon-
^alves de Medeiros, Coronel da primeira Li-
nha. Francisco Joze d* Avila Bitancourt,
Commandante das Armas Interino.
illustrissimo Senhor.
T
I^AO' sendo aprovada pelo Presidente eni
Gonselh a minh deliberado de deixar V. S.
procurador nesta Cidade para receber os seus
sidos, como me oi Comunicado por officio
da data de boje que acompanhou a copia da
acta do mesmo Conselho e sim que s abone
a V. S; nicamente dois meses de sold para
seu transporte ate o Rio de Janeiro para on-
de deve V. S. ir, assim o comonico a V. S.
. par ficar certo e solicitar da Fazenda Publi-
ca os dois mezes de sold. Dos Guarde a V.
8. Quitel do Commando das Armas na Ci-
dade da Paraiba do Norte 3 de Junho de i8ji.
Illustrissimo Sfehor Coronel Trajano Antonio
Goncalves de Medeiros. Francisco Joze d
Avila Bitancourt) Commandante das Armas
Interino.
De igual theor se explicao as mesmas da*
tasao Major Joaquitn Joze Luiz.

Senhor Eaitor.

JDEpois de haverem ja 17 pretendentes ao
Lugar vago de i. Escriva da Meza grande
da Alfandega, e ja em estado de rcebereni de-
ferimento, apparecera rnais 3 Supplican.es que
tao bem querem, e por isso paralizou aquelle
deferimenfe; o que nao demira, porque sa-
bido he que todo o pretndente supoem-s sem-
pre comjs graca que pede, e ningem ha
que se julgue sem merecimento; mas incon-
testavel he, que a Aucthpridade respectiva fi-
ca a obrigarlao d inquerir, s o'querequer
tem os rquezitos necessarios, entre estes,
hoje, he excencialissimo saber-s s o pretn-
dente he amigo da Constituicao do Impe o,
athe mesmo para cumprir ordns positivas, e
a esse flm derigidas. Dous dos 3 ltimos Sup-
plirantesj e principalmente hum que ja foi ca-
pataz, parece qu nesta parte o-vita et mori-
bus nao lhe he mui favoravel; porque toi
milito onido em sentimentos patriticos com os
Srs. Thomaz Xavier, e Lamenha e tanto ba-
ta ( desprezada toda via a sua conhecida ina-
belidade ) para nao ser preferido ao que me-
Ihores provas tem dado, e melhor fora que
fosse percebende caladinho o seo ordenado de
5ooooo; visto na? fa/erem cazodelle ( certa-
mente por sua habebdade ) na reunia das 2
Mezas do Assucar, eAlgodao, do que pre-
tender o lugar que por direito de accesso na
RepartkuO fundado em Lei expressa perten-
ce a outro: tem de que yiver e de rcais a
mais a esperanza de erdar hum Engenho.
MI


Se elle, Si*. Edito*, sejufga purificado do
algiius pecados cometidos naquelle bom tem-
po por ter agora revelado certos segredos ,
depozitados entre os Feiticeiros Columnas (que
cahiraO para sempre; por que o noss*o Anjo
da Guarda fez negocio com o Diabo protector
dessa gente para mtela no abysmo e como
patrono fraco e inconstante annuio e pou-
co I he importa que tanta gente boa se perdes-
se ) entao lhe responderemos como certo
Portuguez, Menistro de Estado respondeo a
hum Juiz de Fora que se tiuha justificado in-
nocente de certas culpas que no exercicio
do seo lugar cometer o qual pretendeiido
novo lugar, disse ao MinistroSur., aqui
estou purificado, e nos termos de ser des-
pachado. S Magestade (lhe disse o Ministro )
em quanto tiver Magistrados puros, que os em-
pregue no seo servido, ja mais despachar a
Magistrados purificados. Assim pode ta bem
a Junta daFazenda responder-lhe Em quan-
to houver pretendente puro, ja mais poder
preferir o purificado.
Eis Snr. Editor, o que eu quero ver ve-
rificado a respeito deste homeui e do outro ta
bem, pois que de todos os outros ja habeli-
tados na5 na nesta parte que dizer. Insirin*
do estas lindas no seo estimavel Diario, obli-
gar por certo ao seo constante Leitor.
necer oseo temor, pois isto nao. pnssa por
desgosto passa por moda; pois desde a mor-
te doVigario Antonio Gomes Coelho, que su-
cedeo em 18 i6 tem vido uaquella Freguezia
n Vigarios e nao ser aceito o 8. nao he coiza
tie ademiracab?
Diz mais que tena muito boas informacoes
do sobredifeo P. Affonco de Albuquerque e
Mello o que se sepile d'ahi he o Sr. Redactor
do Constitucional ter hum traste que ninguem
tem ; mais isto se evita mandando-lhe correr
folha aqui 011 no Rio de Janeiro ou na falta
tire por Certidao a parte que contra elle deo
oC. Mas isto talvez nao agrade, por cau-
za da despreza e como diz que esta' infor-
mado eu temo que nao seja a primeira por
que sempre temi horneen da primeira infor-
mac^o o melhor ser para evitar de longas
que se torne 9'informar ; por que com isto se
alcanca diias grandes utilidades: A primeira
nao passar o Publico pelo descosto de ver hum
Escritor centenciar sem conhecimento de cali-
za ; e a segunda nradizeremque anda he do
tempo dos Affoncinhos.
Queipa o Sr. Editor dar na sua estimavel
folha publicidade a estas poucas regras devidas
a pura gratidao, e protesta uao o infadr mais,

O Olho vivo.
T

t
Seo Venerado,r
D. J. da Silva.

.
T,
Sr. Editor.
ENdo lido no Constitucional N. 45 de Se-
gunda feira'6 do corrate huma o<>ta em que se
falla no meo Emprego nao posso deixar de
mostrar os puros votos de estima e grati-
dao pela onra que merec no fim de 15 an-
nos que abito nesta Provincia; apezar de que
aiada seoa falla em meo nome, porm tudo
nao se alcanca, a hum tempo.
Diz este Snr. que entre as pessoas que Io-
nio suspencas de seos Empregos fora o Vi-
gario das Alagoas, e que segundo as milhores
noticias nao era dos mais amantes do Brasil;
isto vsse se hura joguiuho de palavras da in-
ventad de Mr. Espertlho, de que se servio
quem lhe do a noticia : a regra deve ser esta
Provar factos chamar o homem a face da
Ley pois quem soube que traba chegado o
Vigario das Alagoas tambera pode saber oo-
de mora o Padre Domingos Joze da Silva, seo
procurador bastante que me persuado ter
Documentos suficientes para provar o con-
trario.
Diz mais que Sua Ex. Reverendissima po-
de passar pelo desgosto de lhe nao aceitarem
outro Vigario que nao seja o Padre Affonco de
Albuquerque e Mello sobre isto pode desva-

LEILAO' hoje.
I-
iiz Goir.es e Mansfield, fasem leilao bo-
je terga feira i4> de urna porgo de algo-
dozinho, madapoloes e sedas, e outras fa-
seudas que serao presentes no acto do mes-
mo leilao


VENDAS.
UM sitio em Itapecima destricto de Igua-
rac com mais de cen mil pez de coquei-
ros, trras suficientes para rossa, duas fon-
tes muito abundantes d'agoa, e terreno de
salinas com praso : em Olinda Jadeira da
Ribeira casa de Beato Ferreira Mendes.
Urna preta da costa, g annos, cosi-
nha engoma lizo, e tem pratica de vender
na ra : no largo de S. Pedro D. 4.
Urna crila, 19 annos : na ra da Ma-
dre de Dos, N* 8.
-y- Bois mangos de carro,0 garrotes pas-
tados : na ra ireita N. 3 dar.
PERNJMBUCO NA TYPOGRAFU FIDEDIGNA.


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