Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02805


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Full Text
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ANNOE 1854 QUINTA FKILIA 27 DE FEVELIEMO NUMERO 3.30
k %****fc^*'***'*-v*^
k**v%*** ***%%**'*%*'%%** "*fcW'V-J
HIAftiO Q !M&ttMGQ.
Subficrevf-ve iiirnmlinrme a 640 res. adiautado&, ha Tipgrafo
Diario, pateo ua Matriz de S. Amonio lolirado da porta lar^a
omie se receltcn correspondencias, e anuncios,- estes insirem-se
ralis sendo dos propnos assijjnanies gomen Ce e viudo axsipnadOft.
Tudo agora depende de nos mesmos. da 0*na prudencia, m
deraciio, e energa: continuemos como principian* e crenoa
;i[i-.iilados com admiraban entre as Nacoes mais cultas.
Pioclumatao da Jsscmblea (iera'l do lirazil.
ampjrewo em j&ernamiuico por fj?e aixtonno Dc^breu
DAS da SEMANA.
**-V% *V% V% *%(%^^**//%V* 1
5.*-S. Leandro- Re.*" d m., Aud. dos J.* do Civ.
de m. c; de t., e Cli. Pr. a 1 h. 18 m. da t.
6.-$. Rnm)- Ses. da The/.. P. de m. e Aud. do
J. de Orlaos de t. P. as 2 li. 6 m. da t.
Sabbado-S. A///-rao Rl."" de m. / aud. do Vig
G. de t. Preamar as 2 h. 54 m. da t.
Dom. S. "i/n/j/i'cib-Prearnar as 3 h. 42 minutos
da t.
RIO DE JANEIRO.
Decretos.
A Regencia em Nome do Imperador oSenhor Dom
Pedro Segundo, Ha por bem Dispensar do Lu-
gar de Vogl do Conseibo Supremo Militar, oCbefe
ue Esquadrn Rodrigo Antonio de Lama re. O mesmo
Conseibo o tenba assim entendido, e expela em conse-
quencia os Despacbos necessarios.
Paco em desenove de Dezembro de mil oito ceios
trinta e tres, dcimo segundo da Independencia, e do
Imperio.
Francisco de Lima e Silva.
Joo Braulio Muniz.
^nteio Joz Ferveira de Brilo.
A Regencia em Nome do Imperador o Senhor
Dom Pedro Segundo, H por bem Dispensar dos Lu-
gares de Vog.il, e de Secretario do Conseibo Supremo
Militar, o Brigadeiro Joo Valentina de Feria Souza
Lobato. O mesmo Conselho o tenha assim entendido,
. e expeca em consecuencia os Despaehos necessarios.
Paco em deseno ve de Dezembro de mil oito centos
trinta e Irez, dcimo segundo da Independencia, e do
Imperio.
Francisco de Lima e Silva.
Joo Braulio Muniz.
jintero Joz Feneira de Brito.
CORRESPONDENCIAS.
Snr. Redactor.
T^rA fi s em Olinda que-aparecero sedutores a
X^ffim de nao marcharem os G. N. contra os caba-
llos : nesta Freguezia tobcm os houvero, e tendo j
49 G. prontos a marcharem, desaparecern 16*, a
despeito dos sacrificios do honrado Patriota Juiz de
Paz Francisco Cezario de Mello, e alguns desses que
se ocuitaro be fama correnle que o fisero em caza do
energuxeno Luiz Antonio Al ves Mascarenhas, ho-
mem anda mais intrigante, e corrunda do que tem
dito o Capito Florencio. Mas como os meos cama ra-
das se deixansem Iludir por esse Mascarenhas, justo
he que eu Ibes advirta, que sabio ordem do Exm. Sr.
Vice Presidente para que todos os G N. que se oc-
cuitaro sejo presos logo que apjrecereni, e remeti-
dos em escolta para o Acampamento, ou sofrerem de
8 me/.es a 2 nnnos de priso como manda a Lei. Por
tanto meos camaradas nao vos illudaes com esse Mas-
carenhas : marcha i ao reclamo da Patria, e do Gover-
no. O Mascarenhas s sabe servir ao partido Portu-
guez como fez em 1822, em que ia dormir todas as
noites no Quartel do Batalho do Algarve : elle be
to inimip.o da cauza de Abril, e do Trono do Senhor
D. Pedro 2., que dice quando aqu ebeguou a noti-
cia da sahida do Portugucz D. Pedro, que bia vender
a sua olaria, pois que nao se poda mais habitar no
Brasil, visto que sahira quem o segurava. Mais in-
nocentes Torno outros para Fernando ; e quem avisa
a seus cpanheiros e est pronto a provar nos Jurados,
he
Hum G. N. da 2.a Compartida da Freguezia do
Poco da Panella.
*.\\\\.\\\. v%%l
Snr. Redactor.
VEndo em hum dos seos Diarios huma correspon-
dencia em defeza do constante, e intrpido ofici-
al o Tenente Pedro Ivo Velozo da Silveira, em que
se mostra relevantes servicos prestados por este ofici-
al contra os malvados cabanos desejava que o publico
soubesse mais que indo este official ao Acampamento
de Alagoa dos ffatos com quarenta pracas, que linho
de ficar naquelle acampamento, devendo voltar logo,
q'findasse a comisso de q' bia encarregado, ao contra-
rio sabendo, que o ponto de Panellas se axava cercado
pelos cabanos ofereceu se voluntariamente para os hir
bater de retaguarda, que de faci foi. Pergunto ago-
ra Senhor Redactor, quem assim obra ser cabano ?
E conhecendo o Senhor Promotor este official devia
por huma simples carta feita por hum ladro, e des-
ertor denuncial-o d'e ser conivente com os cabanos sem
que fosse primeiramente reconhecida a letra ? Senhor
Redactor estas coisas sao arranjadns de proposito para
disgostar a briosa classe Militar, porem debalde, por
que os honrados officiae Militares a pesar de todas as
calumnias, daro sempre a vida pela liberdade de sua
Patria.
Quanto ao Capito Cezario Mariano sempre dir
alguma coisa. Este official no lempo em que
por seducSes de maos conselheiros seguio o partido a-
bsolulista, eu era o maior inimigo seu, porem hoje
que estou intimamente convencido, que o Capito Ce-
zario conhecendo o erro em que laborava, dedicou-
se ao partido liberal, e que est pronto a defender a
liberdade de sua Patria, jamis darei crdito a huma
tal calumnia. Senhor Redactor, a carta em questo
foi feita por hum particular de Artilheria de Milicias,
que desertando do Ponto de Capoeiras, tendo rouba-
do antes a seus camaradas foi pelo Tenente Pedro I-
vo preso, o que deu motivo a aparecer esta calumnio-
sa carta.
Queira inserir em sua folha estas rabiscas em deJi-

2-
4
MM


'1318
za de lium bravo oficial, no que milito Ihe agradece-
r
O Imparcial.
Snr. Redacto/
i
B Amanteniente poderosa he a arte sophistica que me
nao be l'esconhecida, mas que nao faca tizo della;
onfiado efe seo auxilio o Senhor C.....tem desem-
penhado os deveres de bom Amigo, e de bom defensor
do Senhor F.xm. Antonio Joaqe.im de Mello. Des-
envorvendo ptimamente os principios luminosos de
oa sapientsima erad/cao, levantndose do letargo
em que jazia, talvez com a xegada do seo Amigo, elle
tem Janeado mo de tudo. j da arte cronolgica, j
de minuciosidades, i de documentos que nada provo
do sf(\emp*mho, e, j finalmente da nogenta arma do
- ii ('ismii (da qual nunca uzei, encm uzarei pelo abor-
:>.-rimt:uto que tenho a fila por principio, eeducaco)
a fi.m Je levara sua avante. Senbor Redactor, pego
na ponna pora liser-lhe que s por esta ultima vez o
Hnqonunooo, e para discr a csse Senbor, qupm quer
que elle seja, que com tanto afn me tem desafiado,
o ira travarmos polmica sobre o procedimiento do Exm.
Senhor Mello, e sobre o meo, (o qual foi conforme a
nsinuaco (jue tive de Pessoa de alto Colhurno, e -iquillas mesmas que boje me fasem a guerra, como
ppderei mostrar por documento) que nao apaiiho a
luva por nao saber.r/im juem me bato, deca re-se, ;-
> ireca; e nao tema a luz do da, siga o meo exemplo,
que enlao verei si be pessoa idnea para essa po'emi-
ea, porque estou persuadido que si for pessoa que te-
nha alguma educarn hade querer a presentar se em
publico com aquella decencia devida ao mesmo publi-
[0, e nao ridicularisando-o com baldos, e sarcasmo,,
o emiiiario protesto que un i s) palavra nao darei em
respo>tj. ^ Pode pois o Senbor C..... e Compsnhn
aOOnima inventar tudo quanlo qniser, aproveitar ludo
quanto suas ferteis immaginares Ibes dictar, pois o
impo onde vivera, e pasto bomens taes, quesque-
rem defender a torto, e'a direilo a pessoas de quem
dependem, ou pretenden depender, lie vasto, porerr
lembrem-se que temos Lcis, e Tribunal competente
onde bo-de responder por tudo. Aqui paro, Snr.
Redactor para desempenbar o promettido. Sou com
rrspeito
Seo atiento venerador
Joaquim Teixeira Peixoto de Albuquerque.
\ Snr. Hedaclor.
^^"^L'eirn por obsequio inserir em sua bem conceitu-
^^ada lulba estas duas iinbasein favor do meo ami-
go, o Senhor Pedro Ivo Velnso da Silveira, preso, e
n-ciisado de restaurador, vulgo calmuo.
O riQsso genio, a nossa posic.o geogrfica, a illus-
traco do seeulo, OS'nossos rosto mes, militas outras
ireunstancias nos vai condusindo liberdade por urna
groluaco de acontecimentos bellicos, onde se nao tem
podido ocultar o vicio, e a rirtude !
y Apenas as facilidades de meo amigo se desenvolvio,
o seo 'spirito se oceupavo das tri-les ideas de urna
priso, e exterminio dequasi quatro unos, que aca-
pavSe de sofl'rer seo caro pai, e avo por amor i pa-
tria, e liberdade; e ento volado ?>s armas desde a
mais tenia idade da impubrrdade seo credo polilico
foi vir.gar seos pies, Ma ntria prpl (!i liberdade.
Si.O seo nome, e sua idade anda pequeos Ihe nao
'Jo jos honrosos lit'dos de virtude, se US fados sem-
pre patentes o alasto to tobem dos verg tobosos epi-
thetos do vicio- Eu niovenho, Senhor Redactor [a-
er a apologa do meu amigo, seria faltar as regras da
modestia, e desconfiar da irapircialidade de un povo
iusticeiro, que tantas vezes tem feito coroar nno-
cenca pelas mos de seo;, proprios oppressores. iVias
urna justa deftesa, urna vendta calumnia, em les-
temnnbo da sincera verdade, sao cousas iiuli>pene-
vis desmanchar as primeiras impressoes das ideas
recebidas, que he mui propenso, quando nao o to-
do aos menos a maor parte dos homens, mxime pia-
do estas ideas Ibes nteresso.
' O meo amigo Senhor Redactor, pedio, si me nao
engao, para marchar ao Cear contra a revolta d
Pinto Madeira, e voltando de urna to longa viagem,
qu fez por trra na ida, p volta, trnsendo preso O
mesmo chefe Madeira, ento Ihe posso afirmar que
nao pedio, mas sim instou para marchar ao acampa-
mento le Panellas em companhia de sen pai, o Illm.
Senhor Sargento mor Pedro Antonio Veloso da Sil-
veira, onde no espaco de mais de um anuo se tem dis-
tinguido contra o inimigo, om o carcter si nao de
um verdadeiro militar, com tudo que o parece imitar.
Seo afinco liberdade, cpo amor a ordem, sua con-
ducta moral, tudo me abona urna in misa de perpetua
estas hordas, que degredados do ser humano, mais
parecen) feras. do que gentes.
Urna carta (triste invenco) faz o onjecto da aecu-
saro, que, segundo disem, forn eseri|>la simblica-
mente, e com letra estranba da do meo amigo, sendo
assignada por elle. Que mysterio, ou ignorancia
Pois si meo amigo huscava pnvinir. que quando a-
conteoesse ser a panhada esla carta, nao se pndesse eo-
nh-eer o seo 'onteudo, como pois nao !emia elle ser
conhecida sua firma em urna caria uspeila em semillia-
te tempo? para que nao nsou elle dos mesmos earacl.
res, le que esta va misturado o corpo da carta, na as.
signatura? Isto he nada em comparadlo outros in-
dicios anda mais conducentes.
O intitulado portador da carta, e denunciante, sub-
dito do denunciado na qualidad-e de sargento destaca-
do no mesmo ponto, de que era eommandanle e meo
amigo, tevp a expeliente abilidade (no que era grande)
de tirar a firma de seo enmmandanle, o que se mani-
fpsta com a licenca fingida, le quando desertou d9
acampamento, rom urna outra carta, em qual pe-
dia familia do meo amigo trinta palarot; c anda
mais corrobora esta verdade practica de diversas fir-
mas, que tirou, entre as quaes i do Senbor Joaquim
Siriaco, fuo, e.fuo, cujas testemunhas sao fuao, e*
uo.
Sendo pois oque vimos de dser provas sufficientes
para urna complreta aecusaco. oque se nega, acres-
ce que houve incuria, ou malicia na accepeo de si-
milhante aecusaco 1. por que na averiguado feita
peante o juizo de Paz do t. desti'iclo de Santo Anto-
nio do Recife, se conhece /|U' a carta pela sua, dala
existia em mo do denunciante a mais de 6 meses, e
que nao tendo todo este lempo ero denunciado, nem
entregue aqulle para |uem viulia, fiei evidente a
sua falsidade. 2. porque sendo elle descrlou, o sub-
dito do denunciado dquem dependa urna iuforint-
caq para a explii-aco do castigo, que deveria solrer,
bem se va a necessid ide do 'inbuste. 3." poique
nao havemlo ficto*, donde -e ppdsse presumir motivos
concomitantes. objectoda denuncia, que nao mais
do pie um indicio ; manifest, que a balanca das
provas pendil para o Inilo do meu amigo.
!\las a penna fica aparala, esperando o resultado d'
esta famosa aecusaco, que ce rumen te a inquisi(:o de
execranda memoria tant,) nao praticou.
Sou ,&c. Amigo
Antonio Jote Pereira.
)
" *%%
/
/


Snr. Ilr./irtoi.
LKihlo i o seo Di.ii 10, de -2:> desie corrate mei,
8 atino nelle. vi o elogio que me fizerl alguns pa-
trmtas de esquina -segundo me dizem um 'delles o
Sur. Capitao JoreGoivcalves Servira. Ora bem Snr.
Capitao, nao se engaen cotnigo sobre o meu pensar,
poisde eerlo o Snr. nao mais Patriota do que eu,'
nem teria mais animo para marchar, e fique certo que
Sj mpre eslive prompto nao para me oi'erecer, mais
>im para niarxar quando o Exm. Snr. Vice Preziden-
te assim me o d.t.rminasse, mais o mesmo Exm. Snr.
eonhece que nao me era possivel fazer semilhante mar-
xa. pelo grande transtorno que me cauzava, e junta-
'mente deveria eu ser censurado se assim oobrasse, ma-
is como nao tenho o n,beca ouea, nem ntorrioada eis o
motivo porque nao me ofereci, nem me offereco para
manijar.
.^la^ tambem devo notar que o Snr. Capitao sabe
I nbrar os (pie nao podem marchar tanto pelos omba-
rmpa que tem, romo oor nao estarem no caso que a lei
marca, como esta o Snr. Capitao, que solteiro com
diierentes ramos de negocios, capitalista, pois d di-
nhetrosa premio, e juntamente filho de pas bastante
lieos razo.nsolas si pe rb hundan tes por onde se conlle-
ve nao srr penoso ao Snr. Capillo marxar para a A-
campamento d'Agna Preta.
Exm. Sr. Vice Presidente nada m.-iis inst.-i e de rc-
ta jostrado que V. Exc. mandar marchar para o A-
rampajiieuk) d'Agoa Preta aoSnr. Capit Servira por
nelle nao so occorrerem lodos os qimitos, como pn;i >e
neostumar a fallar verdade rto publico, pois Y. Exc.
millior f|iu: ninguem sabe (pie me nao oflbreci para
marchar, assim como taobem nunca me negara se V.
Exc. me tivesse mandado marchar.
Joze Thoniaz de Campos Qua C.y\\)
-* Xt.\ -.. V
Srtr. Redactoi.
TEndo ludo eu, com um trwo Amigo no rlia 17 do
correte ao campo da honra, a ver a grande Pa-
rid;! dos G. N., e quando principiou a < xecmo d t
alraz.de urna escolta, e quando rhogo no largo lo Pa-
rai/.oahi !omo> amiacados pelo Capitao de;6. N. o Sr.
Santiago, com empurroens, e desembainhando su.i es-
p.-nl para nos espancar sem baver motivo algum.
Eia poisStir. Redados destis e nuir.vs insolencias a
Consliluico nao manda (pie hum Cidadao sofra pu-
blicamente, como pralieao esses Liberis exactos oxa-
la Snr. Redactor, talvez que o Snr. Capilo nao acer-
t como punho de sua espada, quando se vi ein lan-
ces nao esperados; eemerizes aperladas; cerlamenle
a Reira mullo perde nao se lembrar desse grande H-
roe, para devorar os insurgentes de Jacuip-, e Pane-
las ; he o (fuanlo meofierece a levar respeitosamente
ao r-speitavel Publico, por inlervencao de &0 Diario;
e ereii que sou com resp ito s-o amigo e Patricio.
* *
%%V%M^
LEMBRAN^A.
LEmLraseaS. Exe. o Snr. Vice Prezidente, que
a bem do Thezouro da Provincia, chame os Of-
fieiaes licenciados na forma da Lei, aim de serem m-
pregados contra a Cabaada. '
AN.NCJ.
OGommandante Geral dos Municipaes Permanen-
tes Icmbr.i ao Senhor lembrador do Diario de
i'ernambuco l\. 328, qoe se elle em 10 de Janeiro
deste anuo, assim como assegurou ao Governo que
poda contar com o corpo de seu Commando, o oflfe-
recesse para marchar contra os lamosos de Pan-das,
elle estarja prompto como esteve sempre desde o ru-
messo da Guerra mas que nao sendo o mesmo eorpo
de offereci meatos, e sim de cumprir ordens de setas
superiores, escusado era fazer-se ofJTerecimentos d-
quillo mesmo de que o Governo dispoz erar 5 de A
gesto de 1832 expedieionando 100 pracas, em 14 de
Setembro do mesmo auno, expedieionando 120, em
2G de Oulubro do mesmo anuo, expedieionando 80,
em Agosto de 33, distacando 70, em Dezcmbro do
mesmo 60 &c. &c.
Alem disto nergtinte o Senhor Lembrador ao Exm.
Senhor Vice Presidente se o Commandanle Geral Ihc
offereceo oil nao sua pessoa, ha di,i> apesnr das tristes
-circunstancias em que sua lmiliu se aclia pela falla
saude de ?ua molher.
V.%%._-
A
Escuna Maaia da Gloria recebe a ma.Ha para a J.i-
hia no dia A de Marco.
sa
Para (innova, com escala poi Lisboa.
SEgne viagem o Brjgue Pnrtuguez Lio, Capitao
Ricardo Xavier da Cunha : quem no mesmo qui-
zer car regar, ou hia de, passagem para o segundo por-
to, pode entender/se com o dito Capitao, ou com An-
tonio Jo/.e de Amorim.
Para a Balda. ,
j^T?* Sahir pozilivamente no dia A do .prximo
me/ de Marco a Escuna Nacional Alaria da Gloria |
(piem na mesma quizer car regar, ou iir de passagem,
dirija-se a seos consignatarios nozas & Braga, no lar-
go do Corpo Santo n. -
JOhnston Paler & Comp.faz leilo de azendas lim
pas e avariadas liojei27 do corrente na casa da sua
rezidencia, ra da Madre de Dos.

QAit;:s de milho de superior quadadc chcgndo.nl.-
lis^li na mente sendo branco a pre.co de seis mil rofc
0 alqueire da iMedida velha, amarello a selle mil reis,
e em porco.se dar mais em cotila : no armazemde
Goncalo Joze da Costa e S, defronte do caes dAlfan-
dega.
^^* Urna preta mossa, boa figura, sabe engomar,
oosinhar, cozer, e hbil para todo servico de urna ca-
za : na praca da Bo.i-vista D. 5.
^3!* 11 grozas de botoens de linlia para carniza,
30 e meia duzias de botoens prrtos, para cazacu nu ja-
quela, 3 duzias de ditas para farda, ou jaqu, o du-
zias de ditos de tape, 1 duzia de pares de borlas 0i>|
eidas, prctas para botins : na ra d Cadeia loiaiT*
AO.
y^ Um pn to de 20 anuos, bem parecido, hbil
para lodo servico, Bem vicio, ou achaque : as 5 pon-
las ao s,,ir ao I r;jo da Fortaleza no armazem de sal D.
A.\.
tC3" Um berco em bom uzo : na messna casa ci-
ma.
^T^~ Fcijao molatinho novo em alqueires,, e quar-
tas por preco commodo : na ra do Crespo D. 5.
tT^* Um prelo de 26 anuos, proprio para qual-
ILE6IVEL


(1320)
ter servico com preferencia ao de campo : na ra do
Queimado luja de ferragens de Joao Ferreira dos Sa-
to-.
^ Capim de plaa arroba a 200 reis : no Ape-
pucos olario de Joaquim do Rogo.
fc^~ 400 plhas de coco a 1000 o cento: na ra
Direita D. 30.
&3P- Vinte meios de sola, e mais algumas couzas
pertencent.s aloja de couros, e um papagao bem
Calador : no largo do Terco, esquina do beco do Lo-
bato segundo andar por cima de urna loja de ferra-
gens.
$^- Pentes de lelha, e de bico de pato : na ra
do Rangel l). 7.
$^" Urna escrava para todo servico, e um jaqu
novo de panno fino para qualqucr dos cor pos de pri-
meira Linlia, ou Guardas Nacionaes: na ra do Ara-
gao n. 194.
T^* (imeineri, Pirrito publico ecclesiaslico 3 vo-
lumes Pereira e Souza, primeiras lembraneas do
processo crinal 2 ditos; dito, classes de crimes 1 dito-,
Gouvca Pinto, Manual de apelacoese agr vos 1 dito;
dito Memoria sobre odireilo e pralica das lieitacoes 1
dilo ; peculio de uulos e termos civis e crimes 1 dito ;
J. B. Say, economia polica 3 ditos; Yatel, direilo
dilo ; dito, Resumo do direito das gentes 1 dito; Be-
caria, Tratado dos diluios e penas 1 dilo ; Ganilh, e-
conomia politica 2 ditos; Matbus, economia poltica
4 dilos, Barbyrac, Moral dos padres 1 dilo, Guizot,
Tratado da penademorte 1 dito; Vallin, ordenacoes
da Marinha franceza 2 dilos; Monlesquieu, obras, 8
ditos ; Meissel, curso de estilo diplomtico 2 dilos;
Filangieri, obras com comentario 6 ditos : na ra da
Cadeia loja u. 19.
v*v%*v*
Compras
DInheiro cbancban : na ra do Rozario eslreila D.
28.
$^" Urna duza decadeiras, e d'uas bancas em bom
uzo: no largo do Cocpo Santo loja de cabos N. 5, ou
anuncie.
^er&ajs
DE bordo do Brigue Bella Maria pernambucana ca-
bio- de noite ao mar no dia 24 do correte urna
escada de portlo t quem a tiver achado, e a queira
entregar pode dirigir-se a caza de Manoel Joze Goncal-
res Braga, junio ao arco de Sah'o Antonio, ou rbor-
do do mesmo Brigue (undiado defronle do Forte do
Malos, e em qualquer das parles receber a reeom-
peusa do seu trabtlho.
MMMMMt
i$i?os particulares.
QUuem quizer dar 400$ reis a juros sobre hipote-
ca em urna casa : anuncie.
\S^ Percisa-se de um rapaz de 12 a 14 annos pa-
ra caixeiro ; na venda no arco do Bom Jezus das por-
tas.
IT^ Alluga-se um negro, que entenda do traba-
)ho de padara; na aua da Senzala velba padaria n.
29.
\y O abaixo assignado pede mu encarecidamen-
te ao Sur. M-t noel Joze Teixeira Bastos dignissimo Al-
teres do Batalho de G. N. de S. Antonio do Recie,
que quanto i lites esclareca ao publico a conducta civil
e moral do abaixo assignado, e em particular ueste'
Deslricto das f> Ponas onde o abaixo assignado mora a
mais de dez annos, ficando certo o Snr. Baslos que se
assim o nao fizer o abaixo assignado protesta a face do
publico que o far a seo respeilo, poisns nos conhe-
cemos, para que o mesmo publico ajuize qual de nos
merecemos juslica, e islo faz o abaixo assignado por o
Snr. Bastos dizer perante o anunciante e algumas pes-
soas que a conducta do abaixo assignado nao era capaz
de ser igual em tudo por ludo a delle Bastos, (apoia-
do) ecomo dezejo saber o que quer dizer tudo e por
tudo ; espera o abaixo assignado antes de ir para o A-
campamenlo de Panellas decidir este negocio, islo se
o Snr. Bastos e nao se largar para osCoqueiros da Boa-
viagem, Apipu os, ou Varzea, en-tende-me, e fica a
espera da resposta.
Joze Mara de dmorim.
%^~ Quem anunciou querer vender banba de
porco; dirja-sea Botica da ra do Rozario D. 7.
^l3" Quem percisar de um caixeiro portuguez pro-
prio para ra, armazem deassucar, ou ontra qualquer
couza ; anuncie.
f^* Perciza-se de quatro officiaes de sapateiro, e
dois de seleiro para trabalharem fora da praca ; as
pessoas que sequizerem utilizar do servico, dirijo-se
as 5 ponas D. 6.
* AHuga-se urna prela lvre para servir, e-cosi-
nbar a um bonicm solteiro ; no forle do Mallos ao pe
do lanoeiro Manoel Esteves D. 12, de manila ateas 8
horas, e detarde at as 3. ,
f^* Quem percisar de um caixeiro Brazileiro pa-
ra ra, ou armazem deassucar, o qual d fiadora sua
conducta : anuncie.
^3"" Percisa-se de um rapaz pequeo para urna
padaria ; no fim da ra da Florentina na casa da es-
quina que tem lampio, confrontando o palacio velho.
$^f Troca-se por boa moeda, conhecimentos do
Thezouro de dnbeiro aecolhido ao mesmo: no allerv
ro dos Afbgados logo no principio ao p-doviveijo do
Muniz em um armazem de couros.
^T^- Quem tiver para allugar pretal, ou- moleques
para ventlerem boliubos na ra, pagando-se 4 Tnteos
de cada urna pataca ; drija-se a ra das Trincheira
D. 18.
$C^" Roga-sea pessoa que tomou um camarote com
o Snr. Padre Florencio baja de o vir pagar alias ser
seo nome publicado, pois nao lano pelo diubeiro, e
sim pela mangaco.
^3* No Diario de 6.' feira dice o marieiro Gam-
boar que meo senhor Victorino Joze Carneiro Mon-
teiro rnandasse entregar a roupa do Tbeatro que Ibe
alugou ; e como seja isso huma mentira do marieiro,
e o dito meo senhor nao se dera abaxar a responder-
Ihe, eu tomei a rezoluco de dizer a esse meo parcei-
ro Gamboa que nao seja calumniador e lrevidor e que
respeilea quem nao he como nos, vindo-os na taboar
e sugeilosao calabrote do Guardio.
Joaquim Cacan-ge.
lUiUUV^V
.11
Ccra^os fugiDos.
A noel, cabra, 18 a 20 annos, sem barba nenhu-
ma, nariz xato, todas as mais feices regulares,
com o signal de urna fistola na testa de fogo desde pe-
queo sobre o olho direilo ; fgido no dia 24 do cor-
rente, com calca, e aqueta azul bastante apagado:
s cinco ponas em casa de Simo Corrcia Cavalcanli
Macambira.
j
I
l'sfjr. a" 'i'yp. do Ui^Hio 1.843.
i
./


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