Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02794


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Full Text
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*

QUINTA FEIRA IS DE FEVEREIRO NUIV1E0319.
3?
**~^*+*~~*n~^^*~2~*~-*~*^^^^-~~~-~*~-------------m*m*mm**
*V MWVMWOV

T Vr'JT MatnZ dc S' A"U>"'" -,,,,rai;'' '" Mona W"
Cracia wndo do., proprios *Aftacea rnente e viudo assi^ados.
mso*
Tildo aOra depende de nos mesnios, da npasa prudencia, mo
deracao, e eiu-r-ria continuemos como prinei jiianits e .-.erenio.-
aj>ontadoa com auimracao entre as N'a^ei mal eukat.
fiocLumu'.o ta Asstunblen Gem du Bi
irazt
Impreco em $eniamtouco por 3]o?c atctonno tie &bteu.
DAS da SEMANA.
5*-S. G'w^ono-Rel. de m., Aud. dos I.' do Civ.
de m. e de t., e Ch. Pr. as 7 h. 42 m. da m.
6.*-5. C//o Ses. da Thez. P. de m. e Aud. do
^ J. de Orfos de t. Pr. as 8 h. 30 m. da m.
Sahhado-S. Moyss- RI-* de m. f aud. do Vi.
G. de t. Preamar as 9 h. 18 m. da m.
Dom. S. Appolonia-Preamnr as 10 h. 6 minutos
da m.
*. .*^*,
%** ,,*, ,*,,.. .
* ^^,,,
CORRESPONDENCIA.
Snr. Redactor.
TArdo, mas nao falto. Li a carta do Senhor Ba-
charol Joaquim Teixeira Peixoto de Albuquerque
fcmseuD.aroN.28l de 2 de Janeiro correle, em
desposta a nuuha ; e sou a responder-Ihe. As sensu-
r*s do Senhor Bachare! ex Ouvidor Peixoto ao Snr.
Antonio Joaquim de Mello, actual Presidente da Pro
vincia da Parahiba, bem como tudoquanto disser res-
peto a defesa deste, e sensura daquelle, sao assumn-
jos de mteresse publico, porque consistem em mani-
testar as conductas officiaes de dous Empreados to
considerave.s, ambos hoje Depurados eleitos por esta
hermea Provincia. Por tanto espero ser por Vmc
sempre aeolh.do; accrescendo nuis, para assim rogar-
Ihe, oempenhoemquemeacho, e o enoite que se
me taz. >
Sim ser oraaior dos despotismos o negar ao oppri-
m.do toda a hberd.de de queixar se ; mas Ufo bem se-
ra grande esc, avido o tolerar indiforente falsas quei-
xas, e calumnias, e assim negativamente anidar osen
triunfo com dcpresso do verdadeiro mereeimento.
Quexe-se o Senhor Peixoto todas as ve/.es que Cor re-
almente opprim.do, mas nao arme castellos d* oppres
soes aereas nemavancando sandices, lluda-se.' pen-
sando fazello ao Publico Ilustrado, e adquerir com
tao contrarios meios os gabos, e laureola d- sem-par
Magistrado, e Patriota porque a tanto nao delxarei
ja inais de responder, e fiuer-lhe caridoxa anato-
ma.
Diz o Senhor Peixoto em sua dita cartame vejo
a seis para sete mezes esbulhado, e fora do meo em-
prego pelas injustieas notorias do Snher Mello, e
isto disse-o em 24 de Dezembro p. p., data expressa
nesta carta Ora o senhor Peixoto foi suspenso em 4
de Julho (Documento 1.); e deste dia a 24 de De-
zembro vo 5 mezes, e 20 dias. Como logo eslava
esbulhado e fora do -,eo emprego a 6 para 7 mezes?
Mas uando se elle na Villa de Souza, distante da
Capital mas de cem legoas, quando foi neslas suspen-
so peloGoverno, o deranlado esbulho nao pode ju-
mis datar do acto oficial da suspenso, vendo-se de
mais que exerceoa bondadosa jurisdico ainda em 19
m
de Julho (Documento 2.); e deste dia a 24 de De-
zembro vo 5 mezes, e 5 dias. Como ento estava
esbulhado a 6 p' 7 mezes do seo emprego? O Snr.
Peixoto conservou porem a vara de Ouvidor at qu-
do mullo quiz, pe!: demasiada condescendencia do
Senhor Mello ( que bem fcito a este seja ) qual a-
quelle chaina com razio injustica notoria : entregan-
do-a somente a 22 de Agosto (Documento 1.') e tanto,
nue neste mesmo d;, fez requesicoes do Presidente da
Provincia na qualidade de Ouvidor, e bem do ser-
vico Publico (Documento 3.): e de 22 de Agosto a
24 de Dezembro vo apenas 4 mezes, e 2 dias. Co-
mo logo diz, que est esbulhado e fora do seo em-
preo a sois para sete mezes ? Como he isto, meo
senhor? Como escreve para o Publico com tanta inex-
actido ? Efe isto liviandad?, ou malicia? QualqiiT
aellas he milito pripria de hum Magistrado que faz
timbre de ter honra.
Escrevendo, e firmando o senhor Peixoto em 24 de
Dezembro p. p., que at este dia estava a seis para se-
te mezes esbulhado, e fora do seo emprego, he evi-
dente 1., que filia de hum nico emprego, e2.*que
este esistia ainda em 24 de Dezembro. Mas qual he
este seo emprego? A Ouvidoria da Comarca. E
(pieria que esta durasse at Dezembro, e sem fi'm, e
so na Parahiba. eso para elle, estando j desde 9 de
Maio a unid Comarca dessa sua Ouvidoria dividida
em 3, e desdi- 2 de Setembro em exercicio n huma
dcllas o Juiz de Direito? E escrevendo o senhor Pei-
xoto em 1 1 d'Abril ao Presidenteas leis t?m seo vi-
gor logo que sao sancionadas, e publicadas eompe-
tentemene \ o Cdigo do Procedo foi publicad- na
Secretaria ,\ JuStica a 5 d" Dembro do armo findo ;
elle extingui n lugnr de Ouvidor ; logo de Direito
nao existe til emprego; por que mgica tomou elle
a existir em Dezembro, e s na Parahiba, e s para o
senhor Peixoto? Ora !raduzo-me este engrimanso,
eonsiliera-me estas galimatbiaS jurdicas do senhor Pei-
xoxo, e mostrem-me, que elle se nao tem a (fasta do da
boa f, e sinceridade, da sisudeza, e do verdadeiro
mrito, ou que nao percebe o que escreve, e faz ;
bem que qualquer destas conzas em nada he revoltan-
w para hum coradlo Patriota, e para hum Magis-
trado que faz timbre do. ter honra.
Mais lindo ainda he o dizer do Senhor Peixoto, que
pelas injuslicas notorias do Senhor Mello he que se v
esbulhado do seu empiego. Este senhor foi que u
removeo ? Nao. Foi que o suspndeo ? Nao. Quem
o removeo foi o Ministro da Justica ; quem o suspn-
deo foi o Conselho Administrativo, materia emque
o Senhor Presidente Mello nao chegou a votar. Se
estff factos sae injuslicas notorias, por que notoria jus-
tica, o senhor Peixoto absolve. os seus autores, e os
iijWa ao senhor Mello?Ah Este nao quiz sobres-
tr\na execuco do Decreto, que me removeo.E o
Coiselho nao resol veo tamhem, que o senhor Peixoto
obdeceise a csse Decreto? O Senhor Mello mandour
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c o Conselho nao o sir>-
, i'oi era virtude da suspenso, e nao db
Processo, que largou a vara.Como pois (pergunta-
re ainda) pelas injusticas notorias do senhor Mello o
senhor Peixoto esteve privado do seo emprego (so-
nliado) a seis para sele mezes ? He assim, que ao libe-
ralismo a toda prova do senhor Bacharel se v, para
cumulo da perfeico, unida huma alma extraordina-
riamente recta !
Viciar hum discurso alheio, mutilando-lhe mem-
bros, sem a unio dos quaes se faz dizer ao seo autor
o contrario, 011 mais, ou menos do que na verdade
t disse, he maldade grande, he traico imperdoavel
e se hum tal prime for commetlido por quem aspira a
ser explicado!* da Lei, e director de juizes, eelle mes-
rao juiz, indigno se faz de hum tal ministerio; des-
granadosos Povos, que o tiverera 9 soffrer! O se-
nhor Peixoto na carta, de que tcnho tractado, diz o
seguinteO Senhor Mello omito amigo do Anuo do
Nascimento de Nosso Senhor Jezus Christo, e muilo
duvidoso q' posso continuar essas Inslituicoes Consti-
tucionaes,, como Conselho do Govorno, Cmaras Mu-
iiicipaes, Juizes de Paz, Promotores Pblicos, e at
Juizes de Direito, quando substituidos pelos Juizes
Municipaes, tudo popular,, segundo avancou em sua
Arenga na abertura do Conselho Geral de Provincia.
Mas porque razo o senhor Peixoto, copiando O que
fica transcripto, omitlio as clausulas modificativas an-
tecedente, e subsequenles, com a unio das quaes o
Sor. Presidente Mello disse menos do que o senhor
peixoto maliciosa, e detestavelmente o faz dizer? De-
poisde expor o Snr. Mello a nullidade a que julga es-
tar reduzido o Emprego de prndente da provincia,
disseHuma tal situado e Conselho do Governo,
Cmaras Municipaes, Juizes Criminaes e de Polica,
promotores pblicos, e at Juizes de Direito, quando
substituido, pelos Municipaes, tudo popular, sem
correctivo algum, e no meio da revoluco moral,
que nos revolee, e confunde, duvido que possa con-
tinuar, sem continuar lambem o risro da ordem pu-
blica, &c.Porque pois o senhor peixoto omiltio as
trez importanlissimas hipothesishuma tal situaran
sem correctivo algumeno virio da revoluco
-moral que nos confunde, se com a existencia de'llas
he que o presidente duvida poderem continuar aquel-
las lusliluiooes, sem continuar tambem o risco da or-
dem publica ? Porque substitutoJuhcs Criminaes,
e de Polia-por Juit.es de Paz ? Tazvez nao conre-
ba a differenca essencial mas sobre isto l se avenho.
Ah malicia Malicia! Se assim o senhor Peixoto
cafilla face do Brasil inteiro, qual ser a sua con-
ducta, como Juiz de Direito, quando quaesquer moti-
vos particulares o combalo, no limitado recinto de
umJury, entre Povos idiotas, e inexpertos? Que
tractos, que golpes nao dar no Direito para nleijar
*ua feico, e proveito !
Com estas reflexoes somente carta do Snr. Peixo-
to, tenho provado Snr. Redactor, o que disse na mi-
nha primeira, sto he, que o Snr. Mello fez hum ser-
vico a Parahiba em conseguir apartar dell i o Snr. pei-
xoto, e que este he hum Magistrado que faz em ver-
nade honra sua classe. Nao deixarei porem o
campo com to pouco. Sou
J)e Vm. muito venerador e criado.
C,.. .
DOCUMENTOS.
Io Certifico, que das Actas do Conselho do Ex'rK
Governo desta provi
ficiaes respectivas coi
marca o Bacharel Jo
querque foi suspenco em quatro de Julho do crtente
avista do Avizo Imperial pelo Ministerio da Justica de
4 de Junho antecedente, que o declarou cabido em
crime, e mandou responsabelisar por se oppor t De-
creto que o remo veo para a Ouvedoria do Rio PTeflrty:
que entregou a Vara ao Vereador Joo Coelho Bastos
em 22 d'gosto: que foi pelo Conselho o mcsm.e-
Ouvidor designado Juiz do Cive para a Comraarca
desta Cidade em 11 de Setembro, tudo do correte an-
no : e desde o dia cima dito em que entregou a Vara
em virtude da suspenco at o prezente nao exercitou
Magistratura. Secretaria do Governo da parahiba 23
de Dezembro de 1833No impedimento do Secreta-
rioAntonio Joaquim Fe reir Maiques~0fiicia\
Maior.
2." Os ditos das testemunhas inqueridas na presen-
te Devassa obrigao a prisao, e livramento por.serem
(abocas echefes da sedicao que leve lugar nesta Villa
de Souza a Joze Dantas Roteia, Joze Francisco d'A-
zevedo, Joo Baptista da Silva, e Joo Correia de
Queiroga ; e por serem cmplices, e cooperadotes
indirectos da mesma sedicao o Vigario Claudio Alva-
res da Costa, Padre Galdino da Costa Vilar, Padre
Antonio Alves Pimenlel, Eugenio Joze de Almeida,
Major Francisco Sergio d'Oliveira, Ajudante Francis-
co Joze do Rosario, Antonio Borges da Fonceca, e
Luir Joze da Cunha ; igualmente obrigao a prisao, e
livramento por haverem commetlido os assassinos em
consequencia da inferida sedicao constante dos cor-
pos de delicio a Alexandre de Montes por antonomasia
Alexandro, Ignacio Jacinto, Manoel Carduza, e
Francisco Bat gado. O Escrivo lance seus no mes no
rol dos culpados, fosen do delles remessa para o Juizo
de Paz, e passe as ordens necessarias para serem pre-
sos os referidos culpados em segredo de Justica. Vil-
la deSauza ern Correicao aos 19 de Julho de 1833
f'ei.rofo.
3. A bem do servigo Publico, e para meo governo
requisito a V. Exc. por copia o Avizo, ou Decreto da
Regencia em Nome de S. M. o Imperador em que
me dispensa da remocao desta Onvidoria para a do
Rio Negro. Dos Guarde a V. Exc. Parahiba 22 de
Agosto de 1833Il'.m. e Exm. Senhor Antonio Joa-
quim de Mello, Presidente desta Provincia.Joa-
quim Jc.ixeia Peixoto de Albuquerque Ouvidor
da CommarcaReconhecido pelo Tabelio Vctor.
% v% V%%%' v
EXTERIOR.
H
Urna nova revoluco, mas esta, mais mansa, e
menos cnsangueutada do que oulras, substituio
no governo de B. Ayres Viamont a Balearse. D.
Juan Ramn Balearse, Governudor e Capito ge-
neral da Provincia, vendo-se scrcado na Cidade por
huma forea muito superior, cornmandada pelo general
Pinedo, e talvez conhecendo que o povo llie nao era
livoravt'l, pedio a sua demisso, a qual Ihe foi con-
cedida pela Sila dos Representantes. Passando-se no
dia 4 do torrente a nomear novo Governador, obleve
17 vottos o general Juan Jos Viamont, e 13 o ge-
ne/ al Manuel G. Pinto. Logo depois das salvas e
cumprimentos do estilo, huma eommisso da Sala dos
Representantes parti para o campo do general, Pi-
nedo, a participar Ihe esta noticia, que foi rebebida
com vivas de alegra naquelle acampamento. Entre-
tanto, 100 Olficiaes pertencentes ao Governo desanido
embarcavo para a Colonia, na escuna de guerra Sa-
vineia, e das correspondencias of^ randy. O general Pinedo entrou em B. Ayres freu-
onsta, que o ex-Ouvidor desta C ledo 6 mil homens de cavallaria, e mil de infanlaria,
oaquim Teixeira peixoto d'AlbuJ- | que se retiraro ao depois para differentes pontos, de-
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^do-se ao publico que a guerra civil eslava ac-
boa?, e que cada hum devia vir entregar as armas
que selhes tinhlo confiado. Hura decreto em data
e 6 de Novembro, nomeou o Snhor Manoel Gar-
I Sf M P*sla.s,das fin^ncag e do interior, e o gene-
MI Inoroaz Guido para os ministerios de estranfpi-
fos, guerra, e marniha. Estes Senhores aeccita'ro
arriscada honra a que foro elevados pela 3/ ou 4.'
ver. ; O'QcneralMancila, nomeado Chefe da repar-
W da, P?,,c,a acce,ilou mprego por 4 metes,
lodo este dramma poltico foi entresachado de pro-
cbmacoes das autoridades dimiltidas, e de fresco no-
meadas em que todos elles annunciavo que o nico
povd das uas accSes he o bem da Patria, &c. O
Jenhor Bdearse l.sonjea-se de nao haver pedido po-
frrrf^uT'T' ^Urante seu averno, ape-
T da d.lficu dade das circunstancias ^ue se vio
Oocado. Nnsahpmn. ..,>__n i _..
iNao sabemos o que em B. Avres se enten-
der/*^'ordinarios, a vi.ia das ultimas
tiel.beraces que sob esse mesmo Chefe se havio ado-
ptado acere,, da imprensa peridica. No entanto, o
pertettl Rozos, em hum despacho de 27 tle Outnbro,
entre'ournsargu.voesfcitas il0 rgimen de Balearse
da como huma das pnnapaos, ler elle sido -causa de
que- a .mprensa desse aberta as paixoes mais licen-
UOsas, e a toda a especie de mmoralidade._Assim,
B. Ayre pela v,gPSSjma rrz mm,;, de govePno s,m
que nessas muJancas deixc jamis de ter intervindo n
SS? : YU" P,0sPl''i.'';'de, a sua popuhco eslo con-
..deruvelmente reduz.das, a con fia ne, no futuro per-
dida, oslacosque prendem governantes e govern /dos,
que mantemmesmo a Sociedade poltica, eslo fro-,i'
xos equas.de todo solvidos. A repblica armada e
vaciante assemelha-se a hum pacholicato da Turquia,
onde a anarqum ludo assola, e tiranniza, desde o
palacio do Governador al a ultima ehoupana do po-
bre, mais do que a hum estado regular. Sua impaci-
enc.a a versal.udade de alguns espiri.os, o amor da
novjdade levou os Argentinos a este abismo, e hum,.
ndadeque sob o rgimen de Ribadavia floreseia e
bnlhava em cmlisaco e polidez Europea, ha anuos
so ouve o estrondo das armas departidos que se ba-
tem, eque rasgao as entranhas da patria; Nao po-
derao suportar governos imperfeitos, e sempre apoz
mm phantasma de melhoramento, os Argentinos, a-
bas dignos de melhor sorte, chegaro quelle estado
em que a forca decide de tudo, em que se apetece o
lugo de um despota ; porque se espera achar ah buma
hora de repouzo. Nao percamos estas licoes que se
uao as nossas portas ^
(Da Aurora.)
-*ot
l
Mxima e Pensamento.
QUando apenas se sabe aquillo que se aprendeo,
pode-se ser hum erudito e hum tolo : cumpre a-
i"f saber o que se adtinhou.
AVIZOS.
A Viramos aos nossos Concidados Brasileiros, que
corre por certo que sta a chegar das Brcas a esta
Cidade, os dous bem conhecidos Portuguezes Fran-
cisco FnanqueHtn, e Antonio Donngues, estes Hous
Martos tem sentimentos de negros novos, nao ha Na-
co, que a elles Ihe agradem para screm Subditos,
quando sallaro em Portugal ambos botaro o luco Mi-
gueliata, e quando o Duque de Braganca entrou em
Lisboa, elles tiraro, e butaro o laco Brazileiro sem
(27)
Ihcs perlencerem- Estes dous Camellos sao to auda
zes que chegaro a dizer que hio para Portugal, por
nao quererem estar no Bsazil, que era trra de cai-
bras, e molatos. Brazilleiros estes dous Portuguezes
estpidos so* nascero para serem escravos, sao instru-
mentos para toda obra olho vivocom elles que sao bem
conhecidos, e mais a comitante caterva.
^&" Corre o boato que o bem conhecido portuguez
Andrade, facanha, quer mandar cometer o horroro-
zoprojecto de mandar assacinar, ou pelo menos esp-
callo o auetor do avizo feito no Diario de terca feira
11 docorrente, desde j o mesmo auetor afirma ao di-
to facanha, que elle nao o teme, e nem ao seu assaci-
nio, e sim a traieo, e quando seje assacinado, ou es-
paneado, que elle o faz a hum Brazilleiro jiato, e co-
mo tal deve ficar certo que elle ser despicado. Bra-
zilleirs ainda este portuguez pencar que est no tem-
po de D, Pedro J. como se engaa, pois o lempo he
o mesmo, e o Gverno he outro.
UU11XVUV
ai)t0C0 Do Corrno.
AEscutfa Bomfim de que he Mestre Izidro Domin-
gos dos Passos sai para o Rio de Janeiro o dia
(22) do eorrenle.
fit^* O Correio Terrestre de Santo Anto parte bo-
je (13) ao raeio dia.
M/%V*V
s
j->cTiio.3 a Carga.
Para Genova.
Ahir al o fim do mez de Marco a Galera Sarda
'Aurora Capilao F. Risso, recebe carga por frete
commodo.
O Caixa da mesma Galera offerece faser adianla-
menlo de dois tercos do valor dos gneros que qual-
quer earregador quizer consignar a sua casa no dito
por lo -^ dirija-se abordo da mesma Galera ou na pra-
ca do Commercio ra do Trapixe o. 5.
Letlao'.
JOnes & Wynne fasem leilo hoje 13 docorrente
de diversas fasendas limpase avariadas, na caza de
sua rezidem ia ra da Cruz n. 43, principiar pelas
10 horas da manh.
SAecas com farinha do Rio de Janeiro de muito boa
qualidade, e barris com muito boa manteiga : n
armazem de Goncalo Joze da Cosa e S no caes d'Al-
fandega.
^^* Urna mulata de 14 para 15 annos, sabe lavar
engomar lizo, e rendeira : na ra de Ortas D. 68.
^5^* A pezo urna volta de cordo de ouro, grosso
para relogio ; na ra de Santa Rita nova casa do ulti-
mo lampio D. 21.
$^ Bicos pretos de Lisboa, largos e estreitos, cal-
cado para Senhora de setim, e duraque, pentes de ma-
ca ahertos, e travessas de tartaruga bem fornidas, mei-
as de seda curtas e eompridas, luvas para Senhora, se-
lins pretos, e de cores e outras galantarias pertencen-
t^s a Senhora : na ra do Crespo loja do Serafim.
y ^y Um moleque de 20 a 22 annos oficial, de sa-
' pateiro para lora da Provincia : na ra da Conceicao
da Boa-vista D. 21 lado direito.
^C^ Vinhosde todos as qualicladts, genobra em
9


^
(12/6
i
frascos, conservas, e fariha em sacos de alqueire : nrf
ra da Cruz armazem n. 53.
$3* Um negro de 28 annos, crilo, de bonita fi-
gura : no atierro da Boa vista n. 36.
&3^m Umcavallo muilonovo, mui bonita figura, e
principiado em carrego, apparelhado ou por apare-
Ihar : na ra da Guia estribara de Antonio Lopes.
yjp' Serveja em barricas, graxa em ditas, man-
teiga nova, farinha em sacas, farinha de trigo nova,
charutos de Habana, pennas, barra de vinho de p r r,
cafe, lona, queijos, e conservas : no armazem de Jo-
ao Stteal, narua da Cruz n. 24.
^~ 2 alambiques de cobre, e 20 a 30 sacas de
fejo com principio alocar o bixo a 12$ res a saca :
na ra Nova D. 17.
MMMMMV
Cotupras
Ma canoa aberta em bom estado, que carregue
800 a 1000 tijolos de alvenaria, a dinheiro, ou a
troco de tijolo de qualquer qualidade e telha bom ma-
terial : na ra Nova D. 17.
$3* Um berco em hom uzo, um par de mangas
de vidro lizas, ou lapidadas, e um par de casticaisde
prata : n0 armazem de Goncalo Joze da Costa e S.
fc3- Urna obra de Garaninga, e urna dita de Pena-
fiel; anuncie.
/f
^WfMVtV^
arrcnDamcno.
ARrenda-se, e tambem se vende um silio sem casa
de vivenda no lugar do Arraial denominado o ser-
r d agoa fra ou sitio das Mangabeiras com Ierras bas-
tantes de capueiras incultas que occupo perlo de sin-
coenta enxadas, boas de mandioca, e bastantes arvo-
res de fructo, e muitas mangabeiras, coqueiros, jaquei-
ras, cajueiros, e outras mais arvores: fallar com An-
tonio Joze de Sa Araujo na pracinlia do Corpo Santo
n. 67. '
1MWM%,V,
JOze Camello do Reg Barros em resposta ao anun-
cio inserido no Diario da Administraco N. 31 por
parte dosSnrs. Empregados na Secretaria do Gover-
no, tem a responder aos mesmos Senbores, e ao Res-
pcitavel publico, pela ultima vez, que nao foi elle q -
dice ter um Empregado da Secretaria avizado em se-
grego ao Capito Toneo, e sin, o Snr. Thomaz Lins
Laidas, que poder melhor respoder aos Senbores Em-
pregados na Secretaria do Governo.
$3 Quem percizar de um rapaz portuguez pro-
pno para caxeiro de ra, ou mesmo para armazem de
assucar: anuncie.
r ^"nR5,"Se a Senhor Comraandante Geral do
U M. Permanente, que haja de esclarecer a ordem
quedeoparaodiscontodaMuzica, porque o abaixo
ass.gnado a0 p tende dap cosssma .
Muz.cos do d.to Corpo, porque gostode passar a es-
la, deixando o quartel sem toque de Msica, e em fim
sao mu.to insubordinados. Eis o motivo porque na-
da perlende dar, nem 10 reis, principalmente man-
dando que se disconte. Islo nao, e nao.
s-^. r\. ^ Amigo Jo direito. S-
^* u botequim da ra do Rozario D. 6 preciza J
za de um preto para servente de cosinha : no mesmo-
}jote(|mm.
Precisa-se de 200$ reis a premio de 2 por
rento por espaco de 6 meees sobre hipoteca de 2 es-
cravos : anuncie?
^* Precisa-se de um menino de 12 annosju te-
nha pratica de venda : na esquina da ra do Araglo
que volta para a Santa Cruz D. 22.
$3* Quem anuncioa querer hipotecar um scra-
vo por 100$ reis por tempo de 6 mezes a 2 por cen-
to ao mez, sendo dito escravo mosso, sem vicios, e
desembaracado, dirija-se a ra do Fogo n. 361 ao
meio dia, ea noite das 8 horas em diante.
%^- Precisa-se de urna ama deleite: no pateo de
S. Pedro caza terrea D. 4.
OFScrayos fugr&c*.
MA noel, denaco, porem parece crilo por falar
bem, alto, seco, ps grandes, tem varias cica-
trues na cabeca de ferida que j esto cobertas de c-
belo ; anda vestido de caica e jaqueta, com chapeo
de braga, e as vezes outro de couro olado : venda
da ra dos Quarteis D. 2 que ser bem recompensa-
do. r
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NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados no dia 11.
GOIANA ; 15 dias; E. Conceicao, M.Antonio
Joze Ferreira : peixe seco. Passageiros 10.
ASSU'; 13 dias; S. S. 4ntonioTriunfo, M. Joze
Marques de Souza : sal. Passageiro 3.
DITO; 16 dias; S. Santo Antonio Vnncedor,
M. Francisco Gomes de Figueredo : sale peixe. Pas-
sa ge i ros 5.
Dia 12.
ACARACU'; 43 dias; S. Estrela Matutina,, M.
Joo Baptispta dos Santos : vaquetas, e couros.
Navios saludos no dia 10.
RIO GRANDE DO SUL ; S. liainha dos Anjos,
M. Mauoel Joze Fernandes Jnior : sal, e assu-
car. Passageiro BentoJozeda Costa Arauio.
SANTA CATHARINA 5 Pataxo Beta Marilia,
Cap. Joaquim Hiplito da Fonceca : sal, vinho, fari-
nba de trigo, e sabo : o mesmo Capito.
Dia 11.
GOIANA ; S. S. Benedicto, M. Sabino Joze de
Andrade : lastro, e 65 barricas de bacalho. Passa-
gc-iros 2.
LISBOA; B. Emprehendedor, Cap. Bernardino
da Silva : varios gneros do paiz. Passageiros Joa-
quim Joze da Costa, com sua Senhora, e 3 filhos me-
nores.
LIVERPOOL; B.Ing. Lidian, Cap. Borthusi*k :
algodo.
RIO GRANDE DO SUL: Pataxo N. S. do Mon-
te Pernambucana, Cap. Joze Antonio de Souza : sal,
e assucar.
Dia 12.
BARCELONA; E. Hespanhola Caiolina, Cap.
Ventura Brotran : algodo.
ERRATAS.
J^rO Diario d'hontem, na 2.* col. da primeira pag.
IUlinha l.'-sobre-leia-sesobj-linha 24-de im-
por temosleia-se de impostura.
>ja vv\ jvv 7V/ do'D/^b/o 1X34.
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