Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02792


This item is only available as the following downloads:


Full Text
<\
*NNOUE18:*-i
TKICAFLIRA II DE FEVEREMO
*"*-%***
-, .,* -*. *. --.v **,. *-*%^ *'*'.,
I DE FEVEREMO NUMJCR0317.
wm*uinnn.q%
Subscreve-se mensalmente att40 re, adianta^o. w.-i TiiK>frr>.fia
flt> Diario. pateo ca Matriz de S. Antonio sobrado 'la pona larga
nde H vecetoem correspondencias, e anuncios; esees i finir tn-se
cratis sendo dos proprios aatirnanie nonuiite e vincio assignados.
Tmio affora depende de no9 mesmos. da n-*sa prudencia, ma
derac*ao, e energa: continuemos como prineipiaraas e seremos
aponiados com admirarlo entre as Nados niais cultas.
Ptoclama^ao da Asttmbltn Geral du Bratil.
2ntpjre00o em $ewambuco por go?e atctovmo De abreu.
DAS da semana.
:vee. .'_". !!>* 8^ **=== 02=
3.a- S. Zafirino- Re.* de m., e auif. do J. dos
Orlaos de t. P. as 6 h. 6 m. da m.
4.a S. Eulalia-Sos. da Thezouraria Publica. Pr. as
6 h. 54 m. da m.
*>.*-S. G'(>gono-\\v\tm de m.. And. dos J.* do Civ.
. de m. i de t.. e Ch. Pr. as 7 h. 42 m. da m.
8.*-S. Ci/o-Ses. da Thez. P. de m. e Aud. do
J. ele Orlaos do l. Pr. as 8 li. 30 m. da m.
Sabb.vlo-'. Moyss- Rl.'* de m. t aud. do Vig.
G. de i. Preamar as 9 li. 1S m. da m.
Do'ii". .S'. A/jpo/orcia-Preamar as 10 h. fi minutos
da ni.
COMMUNICADO.
COntiiniemos com a tarefa de responder as demais
impulaeoes ao Exm. Presidente da Provincia da
Parahiba o Senhor Antonio Joaquim de Mello pelo se-
uhor ex Ouvidor Bacliarel Joaquim Teixeira Peixoto
d'Albuquerquc em sua denuncia impressa em supple-
mento ao Diario N. 273.
Resa a denunciaAlem dM0 o mesmoConselho sa-
bia mijito bem que o queixoso se achara no goso de se
us dircilos polticos, ecivis, pois liavia sido absolv-
do pelo supposto crime de desobediencia pelo Juil
de Paz de Campia Grande, como most.rou por do-
cumento, julgnu por tanto que faz a justica nomeando
0 Juiz de Direito do Civel desta Cidade, sem que o
queixo.-o requeresso este lugar. O Exm. denuncia-
do pori-m.... mandou processar segunda vez ao
queixoso contra n expressa letra do Art. 327 do Cod.
do Proe. Crim. I'azendo reviver esse proeesso findo
com notavel infraeco do Artigo 179 12 da Consti-
tuidlo.
Como lie i O Conselbo declarou-lhe, que devia obedecer : como,
desobedecendo, a desobediencia be supposta? O Co-
ncilio nao Ihe merece censura, era denuncia. Mas
o senhor Peixoto nao se enlacou somente no crime
de desobediencia, cabio no do Art. 140 do Cdigo
Criminal ; e por este foi que o Presidente obslou
conlinuaco do exercicio do senhor Ouvidor de fado
i na Parahiba. (Documriito l.) Este crime he de
responsabclidade: se os Cktvidores ero por qualquer
ronza empregados previlefwdos, os Juizes de Paz nao
^ro jamis competentes pfi os coudemuar, ou ab-
solver ; e se nao ero previlegiados, pelo Cdigo do
ProoMso Criminal, que o Senhor Poixoto diz ter seo
e'ejifc desde que foi publicado na Secretaria da Justi-
ca (menos par* xlinguir a Ouvidoria da Parahiba) a
aecusaco dos Empregados pblicos nao previlegiados
de ve ser feita peante o Jury competente : como logo
o Juii de Paz abselveo o Senhor Ouvidor? O que a
tal Juiz compelia era formar a culpa, prender em fla-
grante, e admettir, ou nao anga ; mas absolver, ou
eondemnar, isso nunca. Pois o Senhor Peixoto, Ba-
eharel, Ouvidor, Juiz especial do Civel designado,
nao v em tal julgado huma to palpavel incompeten-
cia de Jurisdicao ? Julga-se de veras absolvido, ou
zomba ? Se o que diz he a sincera convieco de sua
alma, digo-lhe, que he notoriamente inepto, e que o
Governo nao o deve jamis empregar em Magistrado :
se porem diz o que nao sent, e s para Iludir, digo-
lhe, que tem toda a disposico para faltar em todos os
tempos, e em todos os lugares verdade, atropelar a
innocencia, e commetter as maiores prevnricaces;
pois que em hum impresso, que assigna, e que tem
de girar o Brasil todo, e em que tracta de mostrar o
seo mereciment, honra, e saber, como Magistrado,
patenlea-se a todas as luzes despresador de tudo isto.
Demos porem, que o Juiz de Paz foi competente
para essa absolvicao; vejamos a sua integra. (Docu-
mento 2.) Est na tal sen tenca do competente Juiz
expresso o seguintejulgo que o referido Joaquina
Teixeira Peixoto d'Albuquerque he legitimo Ouvidor
desta Comarca, e como tal deve exercer as funeces
do seo Em prego t a ultima decizio da Regencia,
ou ds semblen Legislativa.Chegou depois a deci-
zao da Regencia no Avizo de 4 de Junho (i publica-
do com o nosso primeiro communicado) peloqual de-
clarando que o Senhor Peixoto estava comprehendido
em crime, e que nao poda continuar na jurisdicao de
Ouvidor na Parahiba, mandou proceder contra elle,
remetlendo-se ao Promotor Publico os papis respec-
tivos. Segue-se por tanto incontestavelmente. que
sendo aquella absolvico, temporaria, e condicional
at ultima deciso da Regenciae verificando-se
esta eondico, e pela criminalidade a inimilavel, e
guapa absofvic&o desappireceo, e ficou presistindo a
responsabelidade. E presistindo esta, e em cumpri-
meuto do Aviso mandando o Senhor Mello fazella ef-
feetiva, como culpallo demandar processar segunda
vez ao Senhor Peixoto ? Onde, e como fez o senhor
Mello reviver o proeesso findo, com notavel infrae-
co do Art. 179 12 da Consiituico ? O caso he, que
o senhor Mellho s remetteo os papis, e copia do
Avizo ao Promotor Publico em 12 de Outubro (Docu-
mento 3.) parece que quando j nao teve outro reme-
dio, pelo que eensuravel antes deve ser neste negocio
de remisso, e muito, do que de perseguidor. Mas
o senhor Peixoto s v nelle esta qualidade, ao mesmo
tempo que confessa, contradictoriamente, em sua Q-
nunca, que o deixou exercer jurisdidio a sua viS(a,
e face, e que partecipou logo a Regencia a desirrna-
cao que delle fizera o Conselho para Juiz do Civej^ ^
fim de quanto antes obter resolucio de ser ella exeqUi-
velv ou nao. Bem feito seja s demoras, econtempo-
risacoes do senhor Mello Mas nao permita Dos,
que nos felicite tanta rectido, e scieneiu do senhor
Peixoto.
Piosseguirem
V
/
T
m> m


V (1266)

Documentos.
'!." OB.ichard Joaquim Teixeira Feixoto d'Albu-
querque j nao lie Ouvidor desta Commarca, por
quantrt por Desvio de 16 de Dezembro p--.p- foi re-
mpvido para A.da Provincia do Rio Negro, do que
elle ja est sciente por partecipac-ao do Exm. Ministro
.e Secretario d'Esiado dos-Negocios da Justica, emi-
nha. Portanto se no Deshielo de Vm. elle appirecer
exercitando jurisdicSo, Vm. immediatamente proceda
contra elle como comprenerulido em flagrante delicto
vi>t i do Art. 140 do Cdigo Criminal, e Ihe forme
a culpa, como Ihe compete pelo Art. 12 4., e Arts.
228, e 325 do Cdigo do Processo; para o que inclu-
so achara copias do predito Dei reto, do Aviso de 5
de Janeiro do corrente, 'da ordem que exped Cma-
ra desta Capital, e da resolucao-do Conselho, ue, em
dsprc/o das filiis representacies do di o Hachare!,
nlgiui dever este obedecer ao Decreto. Oque Vm.
cumplir deb.iixo da sua mais restricta responsabeli-
dade, sem se Ihe admittir ohjeccoes, ou reclamacoes
nenhumas suspensivas, que nao sejao fundadas em or-
dem contraria da Regencia. Beos Guarde a Vm. Pa-
lacio do Governo da Parahibi 10 de Junho de 1833
Antonio Jcuiqnin de MelloSenhor Juiz de Paz
da Villa da Campia.
2. N istos estes Autos, ofRcio do Exm. Presidente
da-Provincia, resposta do Ouvidor da Commarca Jo-
aquim Teixeira Peixoto de Albuqnerque, e ditos das
lestemunhas inqueridas no presente proeesso, &c. De
tudo se colige que o referido Ouvidor da Commarca
fem procedido deconformidade com a Le attentn o
Art. 154 da Constituirn, e 155 2 do Cdigo Crimi-
nal, e deliberacSo ci Exm. Conselho Presidencial de
8 de Miio do corrente anno, pelo que jnlgo que o re-
ferido Joaquim Teixeira Peixoto de Albuqnerque he
legitimo Ouvidor desta Commarca, e como tal deve
exercer as funccSes do seo Em prego th a ultima De-
eisao da Regencia, ou Assemblea Legislativa na forma
da mencionada Deliberaco do Fxm. Conselho. O
Esrrivao faca remessa destes autos, Meando o traslado
ho Cartorio, para o Tribunal competente, a fim de
hi determinar-se oque for de Direito, e Justica. Vil
la de Campia Grande 21 de Junho 1833Antonio
de Barros Levos.
3.* Transmiti a Vm. por copia o Imperial Avizo
expedido pela Secretaria d'Estado .los Negocios da
Justica em data de 4 de Junho do corrente, e os de
Olis papis inclusos, para que Vm., em cumprimen-
to Via mesma Imperial Determwaclo, aprsente Peli-
cao de Denuncia peranle a Authoridade competente
contra o Barbare) Joaquim Teixeira Peixoto de Alhu-
querque, ex Ouvidor desta Commarca. e os Venado-
res da Cmara Municipal desta Cidade pelos dimes
em que se nchao comprehendidos. Dos Guarde a
Vm. Palacio do Governo da Parahiba 12 de Outnbro
.de 1833Antonio Joaijiiim de MelloSenhnr Silve-
rio da Costa Sirne, Promotor Publico desta Cidade.
7*
RIO DE JANEIRO.
DE Campos, de Goiaz, de S. Paulo, de Minas e de
outros lugares do Imperio, que noticias nos dio o-
caramurs as suas folhas ? Que as pessoas das pi-
meiras familias e d'instrucco soabi mudas espectado-
ras, porque tudo esta entregue a gente que, sem talen-
tos, virtudes, reputacn, ou mesmo riqueza, priman
em tudo. saude do glorioso, cnchendo o papo da
hydropisii de figwarein que Os Honrados Paes
de familia sao sacrificados san ha de descarados i|l5-
,es jjj(cundados por huma corjade rapazes estonleados
fr
que os bons cidados sao perseguidos e corridos de
lugar, em lugar, adiando contra.si as aulboridades lo-
caes, filhas da calilla republicana &c.O que quer
dizer tudo islo ? Que osqaramur.s e.sto sem influen-
cia alguma as provincias, que em toda a parte o seu
nome he tido em abominaco; q.ue os homens de elei;
cao popular sahem todos do seio da Opinio liberal,
que nao pode simpalhisar com os objectos retrgrados.
A confissao dos peridicos caramuns he dolorosa pa-
ra el les ; mais he fundada em fados e demonstra a
inexequibilidade dos [danos restauradores. Quando
sob a capa ile inimigos do arbitrario, de propugnado-
res das liberdades publicas, de generosos adversarios
do Poder, os retrgrados nao tem conseguido, fra da
Babilonia da Corte, conquistar hum palmo de trra,
o que ser, logo que de todo se desmascarem, e Ibes
appirecao a$ marcas de servidlo com que os Liberaes
desda, longo tempo os haviao estigmatizado? As mos-
mas pedrasse levantarlo contra elles, e acaburo a rui-
na desta escravatura mal agradecida.
Enlende o Jrerdadeiro Caramur que he mito
glorozo para o Sur. D. Pedio l.ser agora conhe-
eido em Minas pelo nome deMiguel TeixeizM:-
gud 'J'eixeia Coi em Minas, segundo nos eonlo,
hum militar de milito m conducta, cobrador de di-
zimos e cujas tra paca ras ficro all em proverbio.
Que grande honrara faz ao ex-Imperador o Vcida-
d'-i.ro Caramiir,- referindo que nessa provincia se
Ihe d o apnellido de Miguel Teixeira afia ha
prior que luim ignoiante amigo.
...*.*..
MISCELLANEA.
OS Caramuns eslao enfurecidos contra o Juiy, por
acondemnaco do celebre, pseudo-baro de fiu-
lo\v : a absolvico do Snr. Huet Bacellar nao os re-
ooncilliou com a instituido: elles pressentem que nao
serao niquelle Tribunal protegidos seus crimes,como
tem sido na Rel.icao, ou no Consflho supremo Militar.
A severidad? que o Jury tem mostrado contra os la-
droes de esclavos e fabricante* de moeda falsa, tam-
bem irrita muito a cerlos influentes do partido, os
quaestalvez carecen) recursos extraordin ir ios par* ma-
|. r oexercito. O que he certo, e se pode averiguar
vendo os registrots da cada, he que os falsos moedei-
ros, e roubadores de negros, aprehendidos at agora,
pertenec quazi todos ao bando retrogrado. Honra
seja dada aos Liberaes !O juizo nacional tem sido
sempre desfavoravel aos caramurs. Baltidos as e-
leicoes, baltidos pelos Guardas Nacionaes, batlidcs no
Jury, elles s appello para os grandes Tribunaes, pi-
ra os Cnrpos privilegiados, ou se refugiao no Bfitil
de 1824. O de 1833 os condemna sem appdlaco
nem recurso.
Grandes augmentes tem tido a Sociedade Mili-
tar. Desta maneira, eclipsa ludo, e o seu nome far
tremer quanto Cbimango ha espalhado por csse mundo.
A Sociedade Militar do Rio de Janeiro deo hum pa-
recer (pie si; imprimi, retiqb'-o huma caria compr-
menleira da S. Militar da fcibia, e fez cantar hum
Te-Deum na igreja dos'Odkeiroc do Carmo.Com
bem ponen se exalta o anitujldos Cara mu rus conspira-
dores He para redigir fttVceres, receber corlas de
corlezia, e (azor cantar T*Deums que elles .lano se
afadigao ? E na rusga para que CrtiivUlio os seus solda-
dos, sem nenhum elfeilo, ha mais Ficon adiada para a volta do Fiedemptor.Ja se^tenii
feito notar o pbenomeno que apparece no Rio de "Ja-
neiro respeito da falsificaco da moeda de cobre ;
sao os Moderados os que fasem cobre falso, e he sobre
os cuamuns que cabe o raio, logo que se aprehende
alguma fabrica fraudulenta. He sempre hum digno
J



HlSSHl
HMMHVM
(1267)
*r**ta arador eja he a'panhada, e que vai par,i acadeia
acompanhar os cunlios que em sua eaza se achaco. O
3ue porem ainda se nao fez observar, he que as ca-
das os caramurs lom huma superioridade numri-
ca indizivel. ^Calcula se que 19 vicsimos daquella
populaeo Ihes pestpncem ; alli nao se leem se nao as
fochas restauradoras. Nao he hum epigramma, que
fozemos; he facto este averiguado, e que deve dar
melhorida di rooralidadee simpathias dos nrtssos re-
trgrados. Todavia, tem elle nisso huma vantagem
grande: em qualquer cazo urgente, ahrindo as pri-
soes, conlocom hum exercito de auxiliares, pronto
a ajudal-os na grande cauza da libertacao da Patria.
He talyez para ,1er sempre em hom animo semelhantes
auxiliares (pie a oja do V,echwi\ o Esbarra, o La-
fuenle 8ie. adoplaro a-lingoagem cinica, atroz, e in-
munda de que se eneilo as suas paginas.
(aurora.)
+
e* I rvcessos, cotidemnacocs, e exconiunhies contra
animaes. Ai t. traduzido por *
TEmposhouve em Franca, que os tribunaes pro-
nunciavo condemnacoes contra animaes acusados
de critos deliclos, e que a Authnridade Ecclr-siaslica
fulminava exeomunhes contra insectos dam-ninhos.
Este uso da Justica Divina e humana lem parecido lab
monstruoso as geracoes novas, que a principio nao Ihe
quiscro dar fe; porem anilicniicos documentos (azem
quono seja duvidoso. Assim, imiilos mannsc pos
conservados na biblioteca Real, mi em poder de sabi-
os, ontem as disnosicoes desses Juisos, e at a.memo-
fia das costas com a execuco das senlenoas pronunci-
adas. Durante hum muito longo periodo da idaole
Vdida, o pegamento desugeitar a aecao da Justica
odos os fictos eondemnaveis, de qualquer ser, que
-rovenho, longe de ser ridiculo, tem sido geralmcn-
e em voga.
Chassanne, celebre Jurisconsulto do XVI seculo,
ompoz muitos conselhos ; e no primeiro, depois de
Ver examinado osmios de citar em Justica .i certos
nimaes, elle indaga quem passa legalmente defendel-
*, e diante de que'Juiz devo comparecer.
O seguinte extracto d orn a indicaco dos escrito-
res, que nos servem de auctoridades, a poca dos
processos e Juisos pronunciados em causas as mais sin-
gulares, osriornes dos animis, os motivos que o fi-
sero ser processados, assim como as datas de muitos
mathemas Eecleshsticos.
1120Os Argartar.es, e as Lagartas foro exeo-
tiungadas pelo Bispo de^aon, (Sainte-Fuix.)
1386Huira Poica fui mutilada na perna, e na
beca, depois enforcada, por ter espedacado emor-
) hum menino, por sentenca do Juiz de Falaise.
'taletique de Falaise.)
1394Hum Poico foi enforcada .por ter maltrata-
Jo e morto hum menino na Parochi .de Roumaigne,
iicondado dn Mortaing. (Sentenca manas cripta.)
1474Hum Galo eondcmriddo'a ser. (|uejmado por
entrica do Magistrado de Bale, por ter posto hum
to. (Promenadc d fale.) 's
1488Beemares (especie de gorgulho) : Os Vi-
garios Geraesd'Autum ordenarlo aosvCuras das Paro-
chia* dos arredores de Ibes intimar, durante os offi-
cios Divinos, e Proeissoes, quecessassem os .seus es-
tragos, e que alias os exeomungassem. ^Chassane)
1499Toiio conjjemnadn forca por sentenca de
hum Bailio da Abbadia de Beaupr ( Beauvaes ) por
ter em sch furor morto hum rapaz. ( D D. Jvrand
ct Martenne.)
Pi principio de XVI seeyloSentenca do ficial
contri} os Gorgulhos, e/Gafanltots, que ascoalha-
*o o territorio de Miliere (Cotentin.) (Theop. Rav-
naud:) J
1554Sanguiclmgas excommungadns pelo Bispo
(le Lanzanne, porque destruio os peixes. (Aldro-
vantfe:)
1583O Vigario Geral de Valence faz citar as
Lagartas asna presenca, da Ibes hum Procurador,
que as (lefenda, e por ultimo as condemna sahir da
sua Dioecse. (Chorier.)
Huma resenba distes Juizos, appresentada Socie-
dade Real dos Antiqunrios por VI. Berrial Saint Prix
laz ebegar oseo N. perto de 90, das quaes 37 per-
tenem ao XVII seculo ; e s huma be do seculo se-
guinte, em 1741, contra huma Vaca.
(Crrelo Ojflcial.)
AVIZO.
tVizamos aos nossos Concidadaos Brazeirosque he
( begado da Santa terrinha de Portugal, a esta Ci-
dade, em 9 do corrrnte vindo na alera Bella Per-
nambucana, o bemeonheeido facanha Andrade, Aju-
dante d'ordens do Brigideiro Lemos, este Por tuguez
he antigo Columna, e un ranoorozo carrasco contra
os Brazilleiros pela surdina, e pelo posto que tem de
Collumna hade ser Caramur, Restaurador, e Caha-
no porque tem muito geito para i>to. Snrs. Juizes de
Paz, olh vivo com a comitante oaterva.
^\\X x-
abtojs do Corrno.
A Sumaca Rainha don Anjos receben malla para o
Rio Grande do Sul boje ao meio da.
^r^ O Correo Terrestre de Garanhuns parte bo-
je (11), e o de Paja5i amanha (12) todos ao meio da.
^5^- O Pataxo N. S. do Monte Pernambucana re-
nbe a malla para o Rio Grande do Sul boje (11) as
11 horas da nianb.
>vm v*v.
acnia^.
FArinhni de mandioca de superior qualidade, vin-
da de S. Calbarina ensicada, ou sem saco, com
alqueire de medida ve I ha : no armazem do Trapixe
(i'Alandega relba, ou a tratar com Bernardo Antonio
de Miranda
$3" Compendios de potica, obra bem rezumida,
e por proco commodo, e urna obra de Soares Barboza:
na ra da praia D. 15.
$^?* Um mulato para fora da Provincia, de 18 an-
uos, bom official de carpira ; no principio da ra das
Trincbeiras D. 25, 2. andar.
^3* A posso de 100 palmos de terreno alagado no
lugnrde S. Amaro coma frente para a estrada velba,
com 550 palmos de fundo pouco mais ou menos, fo-
reirasao Veiga : na ra da S. Cruz lado esquerdo D.
14. ^
^3- Urnas poucas de arrobas de polpa de tama-
rindos, j proraptos, e embarrieados para embar : na
roa daCiileia velba n. 53.
5T^* Dous macacos de superior eonstrncao e muito
fortes, por preco commodo : na ra da Senzalla ve-
llia n. 4.
$?<$- Cauces para embarque, palha para crenas de
embarracoes : no atierro dos A tingados defronte do
Vlveiro do Muniz era casa de Joze Goncalves de Fa-
rias.
'^^" Urna Selecta, um Cornelio, urna Fbula, 3
tomos de \ irgilio, um Cicero, um Terencip, urnSa-
..
"**!
7


\-
(1268)
/>
lustio, um"Ovidio, e2 tomos de Horacio : na ruado
Raet D. 16. N
*$-&* Azeite doce caada pela medida nova 1$ rs.
garrafa 280, vinho de Lisboa velho e claro caada di-
la 800, garrafa 200, dito branco muito bom e claro
800, garrafa 200, dito tinto de Lisboa caada 600,
garrafa 160, dito 410, garrafa 140, dito caada 400,
dito moscatel caada 800, garrafa 240, dito doce qua-
ie branco 800, garrafa 220, manteiga inferior pro-
pria para todos os temperos libra 220, em barris 180,
dita superior libra 540, caf de primeira sorte libra,
240, cha hisson libra 1700, chocolate libra 320, sper-
macete de 5 e 6 em libra 680, cravo da India 800,
pimenta dita 240 libra, queijos muito novos 900, tou-
cinbo de Santos bom libra 320, prezuntoa 300, e pa-
pel almuco azul da primeira sorte resma 3840 : na
ra do Livramento esquina do beco do Padre D. 1.
Cotoprajs
<^ Arrafas vazias sendo de contaa 60 reiscada urna :
fna ra dos Quarteis D. 11 das 9 horas da man ha
at o meio dia, e das 3 as 6 da tarde.
ntincie.
ailuguetg.
o Llugo-se roupas para Bandos e masca rados de
aLenlrudo : no Oltel Theatro junto da caza da Ope-
ra a fal com Andr Tubino.
\u,tm.i%i
^crDag.
PErdeo se no lugar da Caza Forte para o Poco da
Pauella um alfineile de diamantes cravado em pra
ta. com urna volta de cordo bastantemente fino : quem
rlelle tiver noticia, ou for ollrecido queira-o tomar,
e namlo-lo entregar as cinco Pontas D. 54, quese-
ra beiD recompensado.
*-*.v %t. %%,
&&1502 particulares.
FIliciana Mi-juelina Cavalcanti de Albuquerque,
moradora no Engenho Caixoeira, Commarca de
Santo Anto, como Tutora de seus uetos, fillios do
falescido Joo Paulino de Oland Cavalcanti, aviza aos
credores do caza I do referido Joo Paulino, que no
pra/.o de oilo dias venho justificar suas dividas, pois
que pelo Juizo de Orlaos da dita Commarca se passa
a proceder no Inventario dos bens do casal.
^3" Alluga-se um andar de um sobrado no Bair-
ro do Rtcife para urna familia que nao exceda de 12$
res mensa s : fallar com o Prioste do Corpo Santo.
^^B' O Sur. A. S. F. que deve a 8 mezes a quan-
lia de 5$64o reis procedios da despeza que lhe to-
cou, e nadamais se explica pois que nao perciso, por
que para o bom entendedor, bastante, porem se o
nao fuer dentro de 3 dias, se declarar o seo nome
e tudo oais, que agora se nao diz pois j nao pela
quanlia, mas sim pela manga cao com que tem tratado,
devendo esta quanlia ser satisfeila antes de se lhe pedir
como dos Es. da S.
t?3" Quem aiiunriou querer dar 100$ reis a ju-
ros de 2 porcentocom hipoteca em urna escrava, por
lempo de um anno ; dirija-seo ra da Sania Cruz la-
do da Ribeira D. 14.
$C^* Quem anunciou querer fallar com Mariano
Gomes da Silva, procure-o em Santo Amarinbo em
"m silio que tem u^ma, ea/.inha, na estrada.
Jf
|rjp Pelo Juizo de Paz do 5." Destricto deste Bair*
ro de Santo Antonio se acha depositado um cavallo la-
zo que fora furtodo, ena cadeia se acha o preto Mau-
ricio que diz haver sido escravo do falescido Joaquim
Muniz da Cidade da Parahiha : as pessoas a quem
pertencer dirijo-se ao dito Juizo afim de ihes ser en-
tregues.
\&" Pergunta-se aos Snrs. Officiaes que foro no-
meados para disporem os instrumentos da muzica do
BatalhSo N. 55 da Cidade de Olinda se nao fazem ten-
cao de decidir este negocio para com este dinhtiro pa-
garen) um resto que o Butalho ficou devendo, que ha
bastante lempo se espera, ou se querem que ex-
ista osj instrumentos em mo de urna pessoa para [sem-
pre andarem emprestado como lem andado que qu-
do se vier a dispor j nao tem valimento.
jt?" Um morador nos Bairros baixos pergunta ao
Snr. Domingos com tenda de tanoeiro as 5 pontas,
se o lugar Bairros baixos praia para o dito Snr. e
mais alguns moradores seus vizinbos botarem lixo na-
quelle lugar, e fallarem de boca xeia que aU nao lem
quem o governe eque hade mandar botar at quando
muito quizer, se este Snr. nao est lembrado que an-
da anles de festa o Snr. Major Faria morado no mes-
mo lugar, mandou pelos seos escravos alimpar aqucl-
le lugar, que j estava peior do que a praia, p assim a-
viza-se ao dito Snr. Domingos que se immonde de tal
modo de proceder, lembre-se que mora entre gente, e
nao entre porcos, e que nao tem criado para o aturar.
^3P Quem quiser trocar um moleque ou negro
que nao tenha vicios por urna negra mossa que lava,
engoma, e cosinha o diario de urna casa : -anuncie.
fy Perciza-se de um rapaz de 18 annos que soja
dezembaracado, e que tenha eonhecimentos de ven-
der em venda, para tomar conta de urna dando fiador
de sua conducta : uefronte da Ribeira da Baa-vista D.
30.
a.%%^%%%%%%%%

PEdro, naco Songo, 16 a 18 annos, alto e seco,
bem parecido, e muito ladino ; levou calca bran-
ca, carniza de algodozinho, e chapeo de palba : ra
da Senzalla velha D. 30.
$f Francisco, naco Angola, o qual foi com o
ferro no pescoco, c casado, estatura e corpo pronor- '
cionada, 35 a 38 annos, e tem o rosto abocetado, e
pouca barba, com todos os dentes, e os de cima lima-
dos, as cadeiras tem duas barrocas pequeas e sig-
nal de sicatrises, o qual entende de padeiro, e foi es-
cravo de Pedro padeirohoje morador na Cidade de O-
linda, trabalha bem de machado, e bom serrador \
fgido no dia 8 de Janeiro p. p. : o p do arco da
Conceico em caso de Joo da Cunha Magalhaens.
^y Um preto, estatura regular, corpo algum tan-
to rvforcado, rosto largo e redondo, com signaes de
ferro as fontes ; fgido no dia 8 do corrente, com
calca e carniza de hamburgo, e colete de riscado :
Botica da ra do Rozario D. 7.
ERRATAS.
myO Supplemento ao Diario de honttm pag. 3 col.
i\| 1., lindas 51temeridade leia selenatidade
pag. 4 col. K* linhus 3-seo offuioieii-semeo of-
ficiopag. 6 col. 1.' linhas 23 examinasseleia-se
examinar.
Pbbjt. j*' Trp do mbo 1834.
/


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EY8H27A3X_JA0I27 INGEST_TIME 2013-03-27T14:19:09Z PACKAGE AA00011611_02792
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES