Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02790


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Full Text
MM.
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(

ANNOE 18.34. SABBADO 8 DE FEVEREIRO
, wwiwmiMiiMiMwMWwww*"t">"'**""
N(JMEl0.315.

_l."lll. I". I m JMSI IIIIIIPWSJSMSl.MIWj
Snlisureve-se mensalmente a 640 res, adtantatln*. > i Tipografa
n Diario, paleo da Matriz de 8. Antonio sobrado da porta larga
ende se receocm correspondencias, e anuncios i estes insirem-se
gratis sendo dos proprios designantes rnente e vindo assigfnadoS.
Tudo-ajrora dependo de nos meamos, da nwssa prudencia, mo
deracao, e enerpia: continuemos como principiamos e seremos
upen lados com admiroslo entre as Nacoes mais cultas.
t*tOelmtafUo da jitiemble* Oernl do Braiil.
V
3mpj:c00(5 em peniamtwco por 3o?c (Htctorino fteflbreu.
. /
DAS n* SEMANA.
Sabhado-5. Moyses- Rl.'* de m. f aifH. do Vig.
G. de t. Prcamar as 3 h. 42 m. da t.
Dom. S. Appolonia-Pronmar as 4 h. 30 minutos
da t.
,
***%*%^%/ a**<%t ** -*%**
ARTIGO D'OFFICIO.
COonstarulo-me que allomas pessoas, seja por im-
pulso de hura zelo desmisiirado pela Caliza Publi-
ca, seja por outro algum motivo, tem aprezentado re
laroens em que se con tem nomes de pessoas que elles
tacho de coniventes com o execrando partido da res-
lauracao, do que j se tem seguido o destiento de mui-
tos individuos, que alias devem gozar da garanta que
a Lei ilics outorga ; e podendo seguir-se de tal proce-
dimiento eleilos terriveis, eeom tudo nao proveilozos
conservacao da Cauza Publica ; para os obviar muito
positivamente recommendoa V. S. que se baja a esse
respeilo com a maior circunspecto; tendo V. S. em
vista a determinadlo dos Arts. 78, e79jloCod. doProc
Crim. pargrafos 1., 3. 4., 5., e G rujo cumpri-
mento eu muito espero da sin probidade, pira que
uem a cauza Publica seja prejudieada, e nem o Cida-
do innocente seja a presado calumniador.Dos Gu-
arde a V. S.Palacio do Governo de Pernambuco 3
de Fevereiro de 1834Manoel de Carvalbo Paes d'
AndradeSnr. Juiz de Paz do l.8 Destricto desta
Freguezia.
Ufftcios de igual theor no precedente, fot co
dirigidos a todos os Juizes de Paz esta Cidade.
A ncoessidade das providencias tomadas no offi-
co, que cima levamos transcripto he de primeira in-
tuico, c nos, tecendo encomios ao Exm. Senhor Vi-
ce Presidente pelas ha ver determinado, o invocamos
a queponha todos seus exbreos em vel-as executadas
nao so na Capital mas anda nos suburbios. He boje
mu azado lempo para se cevarem antigos, e rancoro-
sos odios, e umita gente ha que a todo o custo, e por
todos os modos se procura pingar fie seus desafectos.
E que mellior modo para fazer odioso, e perseguido a
qualquer individuo do que o taixar de cubano, nome
sob o qual se designa ludo qumito de mau, e perver-
so-ha? Nada ha mais justo, ( c necessario as circunSj
tancias acluaes do que pronto castigo para osreconhe-
cidamei\te cabaos, ou pelo menos remooao para lugar
donde nao posso se communicar, e municiar os do
'entro; porem nada mais injusto, e ao mesmo passo
impoltico do queinvolver pessoas de cujas maldades
nao ha certeza, e outras, que ainda que de suspeilas
opinies, ha certeza de que se conservo socegadas, e
nada traman. O castigo dos piimeiros diminue as
torcas dos malvados, desanima os seus cmplices, e a-
corocoa os patriotas; masquando se procura involver
com o culpado o inocente, nem hetam sensivel o cas-
tigo quelles, nem a sancao moral os persegue como
devera, temeroso o espirito publico de se pronunciar
contra pessoas, que ainda se nao decidi a julgar ma -
vadas, e criminosas. Demais a incerteza desanima a
todos, e todo a melle que tem inimigo acrrimo, e p -
deroso, teme, se nao ser involvidn na desgrana, pe o
menos, que padesca seu crdito. Os irritaveis, e mlal
seguros em suas opinioes polticas se torno mos so
porque os suspeitao, o os que se conservavo a patneos
?e lanco na crena, se Lornq inimigos activos, e em-
prehendedores. Acresoe mais, que nao os castigan-
do as authofidades s:n certeza de crime, elles sao pe-
la perseguico lancados d'entre os bons, e ficao aptos,
e prontos para coadjuvar os mos. Muitos sao por al-
guns taixadns de cabaos, que alias sao mui bons pa-
triotas, outros, q no ten do sido carcundas tem-se. me-
tido nasencolhas, e nenhum signal dao de quererem
outra vez aparecer na scena poltica : qual disto o re-
sultado? Alienar os es pi ritos de huns, crear novos ini-
migos, e tornar desesperados quelles, de quem nada
havia temer. Bastantes inimigos temos para que mn-
is (levamos angariar, e se, a juslica exige que se nao
invotva inocente com o culpado, a poltica ensina a
deixar de man aquellos, que nos nao fazem actualmen-
te mal, que nao dao signaes de se prepararem para o
fazer. Nao se persuada ninguem, que levamos mal
as prizoes, rjnn se teni fe.ito, e remessas para Fernan-
do ; talvez tenho sido el'as ainda menos do que se ha.
mister, e que muitos que bem mereciao para l hir a-
inda entre nos nasseiem. Nos reconhecemos a neces-
sidade que as exige, e s censuramos a imprudencia
d'alguns que tem feto listas de cabaos, incluindo por
desaPeigao pessoas, que ludo sero menos calanos,
tratemos de reconbecer os verdaderamente mos, e os
entreguemos ao rigor das leis, e medidas de preven-
cao; mas fujamos de laucar a terrivel, e odiosa pecha
de cabino a pessoas de quem nao temos inteiro conhe-
ciment. Lembremos-nos ainda, que assim como no
Pi de Janeiro os Caramnrs para alienaren! dos Bra-
zilciros, e lancarem o odioso sobre alguns adoptivos, e
Portllguezes. que bem se comportavo, os alcunha-
rSo.de garrafistas de Marco, e fizerao aparecer seus
nomes em listas, que dellws fazio ; assim tambem po-
dem aqui os proprios ca baos para augmentar sru nu-
mero, taixar de seus cmplices ao* que Ibes parecer a-
fim de que manchados, e perseguidos se vejo obriga-
dos se Ibes unir. Em lempo, como o em que esta-
mos, toda a cautclla, e poltica he pouca.
lMUl\11lt
CAMABA MUNICIPAL.
50.* Ssso Ordinaria de 17 de Dezembro de 1833.
Pbkc.toencia no Snu. Fsteves.
COMPAipcsaA os Snrs. Camello, Silva, Doutor
Mivignier, Peregrino Maciel, Souza, Oliveira,
e Gusmao, faltan \o com cauza o Snr. Costa.
T


F
4-
(-1258)
A berta a*sessoe Nda a acta da antecedente foi san-
. donada por estar conforme. O Secretario dando par-
t' do expediente mencionou osseguintes officios : hum
de Joo Correia (lomes dizendo que por estar doente
nao podn vir tomar posse do cargo de Juiz de Paz do
W Destricto de S. Joao que se cliamasse o immediato.
Oiitrodo Cidado Rento Joze da Costa dizendo que
era razo de suas molestias nao poda comparecer pa-
ra tomar posse. de Conselhciro de Provincia: que se
fne dicesse que ao Conselho Geral e nao a Cmara lie
pue de va apn-senlar Oj motivos de esouza.
Outro do Juiz de Paz do 1. Destricto do Sacramen-
to da Roa-vista com a nota que se llie linlia pedido acer-
ca dos Inspectores de Quarteircs e Escrivo: reme-
tido ao Sur. Gusmao paiadar seu parecer3 vistoso
ferem dado de snspejtos os Snrs. Silva, e Oliveira.
Outro do Fiscal do Recife remetendo a conta das
despezas feitas com o enterramento de varios corpos,
montando na quantia.de 3680 rcis; que a Cmara m-
dou b^ar, e que se recommendasse ao Juiz de Direi-
fo Chelo de Polica o enterramento dos Corpos que
ipparecerem em qualquer ponto desta Capital.
Outro do Juiz Municipal Firmino Pereira Montei-
ro dizendo ha ver passado a vara de Juiz de Diretto
desta Comarca ao Doutor Antotonio do raujo Per-
reir Jacobina eque por estar molesto nao tinha j to-
mado conta da vara de Juiz Municipal que interina-
mente estservindoo Doutor Henrique Felis de Duia:
inteirada.
Outro de Manoel Joaquim Antones Correia dando
as razoens porque nao vinha tomar posse do cargo de
Juiz de Paz para que lora convalido : que se clnmas-
se o Padre Joze dos Santos Frafjz.
Outro de Elias Riptista da Silva participando estar
no eiercico da vara de Juiz de Paz do 2.' Destricto
do Corpo Santo : inteirada.
Outro de Bernardo Antonio de Miranda participan-
de que hia para o Engenho do Rrum afiffl de m'elho-
rar de saude : inteirada.
? Outro do Juiz de Paz do 5." Destricto de Bonifica,
representando sobre objectos de Guardas Nacionaes :
addiado.
Outro do Fiscal deste Bairro reprezentando sobre o
mo estado do atierro dos A Bogados : que a Authori-
dade competente requeress huma vesturia assistindo
elle para depois se requerer poros meios competentes.
A n-querimento do Snr. Silv mandou-se publicar
Editaes e convidar aos Parachos, e Juizes de Paz res-
pectivos para na forma da Lei assi>tirem a ultima e flo-
ra! a pura cao dos Jurados que deve principiar pelo
Destricto do Pilar no dia 8 de Janeiro do atino que
phtra.
Mandou-se pagara Manoel Antonio Cardozo a qu-
l i de do 3$ 120 reis de cera que vendeo para a aber-
tura do Conselho Geral.
Tendo o Snr. Oliveira sido convidado para servir
de Juiz de Paz do 1." Destricto da Roa-vista em lugar
de Manoel Joze Martins declarando que optara servir
o cargo de Vereador : em consequencia a Cmara re-
zolveo que se chamasse o inmediato.
Recebero-se algumas Lea remetidas por o Exm.
Prezidente.
O Snr. Camello pedio que seibo mandasse dar cer-
tidoens do quanto tinho de ordenado o Crurgio
Peixoto, e Medico Felippe Neri, que forlo do parti-
do da Cmara Saude : que o Secretario desse as cer-
tdoens-
O Snr. Peregrino Maciel fez a srguinte proposta
Nao se tendo anda assignado, e monos remedido ao
Exm. Ministro do Imperio a infonnaco do requri-
mento do Cidado Vicente Ferreiru dos Guimaraens
Peixoto, e devendo esta Cmara consignar nella certas
ideas que me parecem importantesProponhoQu
a referida informacao me se ja de novo conferida para
que cu apre/ente de novo a esta Cmara.O Verea-
dor Peregrino Maciela qual proposta foi approvada.
O Procurador poz na cofre da Cmara como deposi-
to, a quantia de 876$274 reis em bilhetes, 290$ rs,
em mouda de cobre de que nao se fez termo de entrada
por certas razoens que foro prezentes a Cmara. Des-
paxaro-se alguns re.querimentos e por ser dada a ho-
ra alevantou-se a sesso. Joze Tavares Gomes da F-
ceca Secretario a escreveo. Esteves Pro P, Doutor
Peregrino Maciel, Gusmao, Oliveira, Camello, Sou-
za, Silva.
Mfc **v** %v
CORRESPONDENCIA.
. Snr. Redactor.
I~y M o N. 305 do seu Diario de 28 do corrente li
Ja correspondencia do Senbor imparcial, em que
aprovando a nomeac.o para Instructor do meo Bata-
lliaona pessoa do Tencnte Fernando Francisco de A-
guiar Montarroios por ser este Ajudante de 21 Linha
e como tal preferivel pela Lei, desaprova, e chama
Incompetente a que havia sido feita no Senbor Alferes
Manoel da Porcinncula, e que em consequencia da
qual fleou de nenhum efeit ; grapas ao patronato
escandaloso que desgracademente existe entre nos! A-
na sernos hum pouco a apologa feita ao tal Senbor
Montarroios ; esse bravo militar, cuja pericia tanto de
campo como de gabinete tanta falta nos faz no Acam-
pamento. Quando se tratava da nomeaco de Ins-
tructor para o meo Ratalho havia chegido do Acam-
pamento o Senbor Tencnte Ajudante Silveira que sa-
hendo da nomeaco feita no Senhor Porciuncuia, re-
querco ao Exm. Senbor Presidente fundado no Art.
\K\ da Lei das Guardas Nacionaes, julgando ser pr-
vido em razo da preferencia que I lie d a Lei; po-
rem o despaxo que teve foi ser nomeado para Instruc-
tor do Poco da Panella ; e nem por ser ju--la a sua
pertcnco, foi removido o Senbor Porciuncuia, alcm
de (pie se olbarmos para o que se tem pralicado acha-
remos at offiejaes de Cavallaria, e muitos joutros de
1.a Linha que nao ero empregados em Milicias scr-
vindo de Instructores, quando muitos preferidos pe-
la Lei haxo-se desempregados. Todavia como con-
veio ao Senhor Montarroios o vir para Olinda, re-
quereo sem se lembrar que aquelle lugar eslava ocu-
pado, e logo foi preferido e que tal ? daqui .1 pouco
convir ao Senhor Montarroios servir no Recife, e
poder requerer at o lugar do Senhor Joze Joaquina
Coelho, de maneira que ne hum oflicial est seguro
em empivgo, ou comisso com esse Senhor. Diz o
Senhor imparcial (pie foi incompetente a nomeaco
do Senbor Porciuncuia : se assim o julga qucixe-se do
Govrno ; entretanto he foca de toda a duvida que a
nomeaco do Senbor Montarroios foi incompetente a-
lem de impoltica, e que finalmcnto pode atrar funes-
tas consequencias. Se a incompetencia da nomeaco
est em nao ser o Senbor Porciuncuia .Ajudante de
2.a Linha, temos muitos exemplos como aca-
bamos de dizer eoGoverno he cauzador disso ; e se
be como diz o Senbor imparcial por ser oflicial de In-
trpidos, esse facto nao tira de ser elle officil de I.- Li-
nha, e muito menos de ter agilidade, e a instrueco
necessaria, por quanto deve saber o Senhor Montar-
nos, (pie o Senhor Alferes Porciuncuia, tendo ser-
vido no corpo de Intrpidos passou depois para o 1.
Balalho deque era ento Commandante o Senhor Co-
ronel Aleixo, e tem sempre sido escollado para dive-r-
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. sascommisses pela su.i agilidadr. Nio-foi preciso
pois que este official so valesse dos seos amigos a quera
insina para a representado que s*evou a presen.-.,
do hxm. Senhor Presidente: as boas qualidades do
Senhor Pornuncula, a familiaridade queja linliacom
o officiaes do meu BtalhSo fisero com que anda des-
sernos aquella demonstrar de estima para eom um
digno Militar. J\unca se diga que a representadlo '.,i
intempestiva, e oeciosa nos uzemos de hum direito
mauLrivel garantido pelo nosso Cdigo Fundamental,
recurso este que oCidado probo de Ve procurar, e
se acaso nao acharaos remedio, para o nosso mal deve-
nios-nos queixar das novas Autboridades, que por
condescendencias, odios, e amisades atropelo os nos-
-os direitos e abusao do que as-Leis Ibes concedem.
Di/, mais o Senhor Imparcial que osautores da repre-
seutnco olendem o merecimenlo do Senbor Montar*
roios. Ja se disse que o Senbor Alleres Torcinncjlla
tendo ganhoa amisade dos officiaes do meo Batalhao,
todos os me ios devia-se procurar para a sua conserva-
cao, e com isto nao se ofendeo ao Senbor Ylonlarroios,
c se com todo esse Senhor xocou-s por aquelle proce-
dimento, sedo, e eommuito pouco seoffende, e mili-
to bom seria ue elle fosse vencendo a sua gratificaco,
e nos deixasse em paz. JNo duvidamos que o Senhor
Monlarroios fenba oceupado altos empregos, e al
prestado relevantes servicns no lempo da 'columna,
(segundo disem) e por sso ten ha merecido elogios
de seos superiores como do celebre restaurador Fran-
risco Sote Martins, porem era melbor que fosse aju-
dar ossenscompanbeiros, e nao se queira a prove lar
desta evasiva. Porcm Senhor .Redactor para que nos
caneamos quando o mal he quasi insanavel. As nos-
sis Auihoriiades nssim o querem, e aproveitao se da
regala que as Les Ibes concedem para oprimirem a
Imns. eapatrocinar aoutros. Se a Le nao deixasse
ao arbitro dos Presidentes fazer a nomeacao de lus-
tradores, e reraovelos quando qoreessefn, se o Exm.
Senbor Presidente se lembrasse que a nomeacao do
Senbor Porcincula bera obra do seo antecessor, e que
devia conservar ao menos por politic, nao havendo
circunstancias extraordinarias de certo nao seriamos
mal servidos, com a nomeacao do Senhor Montarroi-
os, era este Senhor se ofendera ; en hora tivesse a
seo- favor a protectora informacao do Senhor Joze Jo-
aquina Coelho ; que nao ignora que o Senhor Alferes
Poreiuncula se achara em semelhante commiso, assim
como nao ignora" o mesmo que o Major Francisco Jo-
aquim Pereira Pereira de Carralho he restaurador
(como he publico) e nao quiz marchar para Fernando,
< por que ? dieanti paduni. Em fim seremos mal
servidos em quauto tolerarmos essa laia de gente. e
em quanto nao conhecermos a joia to gabada que go-
za da opinio de muita gente, porem nao da de hum
Guarda Nacional de Olinda.
**%% **v
flbtcs do Crreio.
** V%**v*
jijaiitofl a Carg
Para Macei.
SEgue viagem at o dia 12 do corrente o Hiate S.
Joze Brasileiro : quem nelle quizer carregar ou
hir de passagem dirija-se a Praea da Unio n.' 31, e
32.
Ma negra de Angola, mossa e possar.le, lava, cosi-
nha, engoma, sabe vender na ra, e sem vicio :
na ra Nova D. 6, defronte,do oilo da Matriz.
V^* Urna venda em Olinda defronte da cadeia. a
dinbeiro, ou a prazo por dois mezes dando boas fir-
mas: na ladeira da Piibeira sobra n. 18.
^y Bixas novas e grandes : na praca da Unio
loja n. 20.
^3?" Viohosde todas as qualidades, genebra, con-
servas, charutos da abana, e farinha da trra em"
sacas de alqueire, ludo por preco commodo: no ar-
masen] da ra da Cruz n. 56.
^3" Pipas >om vinagre de Lisboa de muito boa
quadade, por preco commodo : na ra da Cruz n.
42.
^3?" Urna porcao de barricas com bolaxa America-
na da 1. e 2." qualidade muito superior, carne salga-
da uiuito boa e chegada ltimamente : no armazem in-
gle/, da ra do Trapixe n. 3.
^y" Um relogio de parede, por preco commodo :
na ra da Cruz ti. 36.
$C^" Vende-se, ou troca-se por qualquercasa na
praca um bom sitio na estrada do Arraial; com dnas
casas de vivenda, a saber urna grande e nova de pe-
dia e cal, com muitos commodos, e outra de laipa :
mu i tas e boasarvores de ructo, com ptima lavagem
de roi.pa dentro $ na ra da Cadeia do Recite n. 51.
fc^- Urna canoa d'goa nova que leva 4$500 rs-
d'agca : na ra do Liviamento D. 14 loja de couro.
^CT* Xillas escuras a 140, 160, 180, e 200, lilas
lisas, e trancada a 240, cassas para babados, e decores
para cortinados, a 1600, e 1200 a pessa, gangas es-
curas, e brim trancado lambem escuro, xitas para lu-
to, e de ramagens para co berta, e um violo em bom
uzo : no largo do Livramento D. 7.
^C?" Continua se a vender banha de poico sem
xeirocm libras : as das 5 pontas D. 14 2. andar.
Cotopras
E Sera vos de ambos os sexos, e que sejo de pouca
idade, nao servindo de obstculo o terem vicios,
e assim mais algtimas molatinhas de 14 araos : na ra
do Rozario estreita na esquina do beco junto.a Igreja
2. andar D. 16.
^3* Urna escrava mossa que saiba cosinhar, e en-
gomar : ne-sta Tipografa.
<5l3 Urna venda com poucos fundos, e em bom lu-
gar : anuncie.
fc^~ 3 cadeiras pequeas proprias para meninas
de escolla, com assento de madeira ; ou palha ; novas
ou eom algum uzo : na ra da Cadeia do Recife n.
51.
OBriguc BrazileiroNovo Emprebendedor de que .
be Capito Bernardino da Silva sai para o Porto /%.
no dia 10 de corrente as 10 horas da man ha.
<>>>.v> ,
Llnga-se annual, vende-se, ou troca-se por urna
cas. nesta praca um sitio 110 largo da Igreja Caza-
lorie cerrado de limao com casa de pedra e cal eom c-
modos para grande familia, eom estribada, pouco com
muito boa agoa de beber, com arvoredo de fruto : na
ra do Cotovello n. 380 a fallar a Joo Chrisostomo
Ferr ira Santos.
$^- Alluga-se para ama de lee urna preta mossa
bem sadia, e parida de poucos dias; na ra Velha D.
2, perto do pateo da Santa Cruz.

TT,
t


(1260)
arrcnuamento.
ARrenda-se e tambem se vende um sitio eom casa
de vvenda no lugar do Arraial denominado o
Serr d'Agoa fria, ou sitio das mangabeiras com torras
bastantes de capoeiras incurias, que oceupo perto de
cincoenta enxadas, boas de mandioca, bastantes arvo-
res de fruto, muita mangabeiras, coqueiros, jaqueiras,
cajueiros, e outras mais arvores : fallar com Antonio
Joze de S Araujo na pracinha do Corpo Santo n. 67.
%*%v%v
3bt5Q3 particuinres.
OJuiz de Paz do 3." Destricto do Recife faz publi-
co para conhecimento de quem pertencer, que se
acbo recolhidos na Cadeia desta Cidade os pretos Fr-
ciscoque diz ser escravo do Major Costa Mouteiro,
Manoel, de Joze Maria Callado de Pirangi, e Anto-
nio, de Ignacio Brando de Bebiribe.
CT* Perciza-se allugar urna ama de leite, a quem
se far boa conveniencia, pela perciso que h ; na
ra do Queimado sobrado D. 1, que tem um tabolei-
rode miudezas na escada.
^^ Quem percisar deentulbo, e quizer desentu-
lhara sua custa os quintaes do Quartel.do Corpo Mu-
nicipa Permanente, onde h porcao de calica, e de
estrume, dirija-se ao Commandante Gem do mesmo
Corpo.
K?" Alluga-se para o servico de urna casa urna pre-
ta, ou um moleque ; na ra do Cotovello n. 380.
^^* Quem anunciou percisar de 100$ reis, por
tempo de 6 mezes. bipoleeando-se um escravo ; diri-
ja-se a ra da Senzala sobrado de 3 andares que fica
por detrae da casa do Coronel Bento Joze da Costa.
fc^ Roga-se ao Redactor da Quotidiana mande,
querendo, receber urna assignatura da sua folha na
ra da Cadeia do Recife n. 51, 2. andar: pela ma-
nhal as 8 horas, e de tarde das trez em diante ; e
adverle se que de ve mandar os nmeros que tiverem
sabido no correte mez de Fevereiro.
^Qf" Da-se a uros at a quantia de um cont de
rcis em moeda de prata, com hipolheca em cazas, es-
cravos, ou letras de boas firmas : na roa da Praia no
sobrado que foi do falecido Luiz de Mello defronte do
Marroquim.
T^ Quem anunciou querer augar um sitio ner-
to da Praca, dirija-se a ru i Nova caza de Calder'eiro
D. 13.
&^* Quem precisar de um caixa Portuguez para
ra, anuncie.
^T^ Quem anunciou querer comprar urna cabra
mansa para criar, dirija-se a Na do Padre Floriano
D. 6.
Wh Precica-se de um oficial de barboiro, e de
um fetor para um sitio perto da praca : na ra Direi-
ta D. 38.
KP* Precisa-se de um caixeiro abl de boa conduc-
ta para armazem : no aterro dos Afogados armazem
de couros.
$r^ Urna molber preta, e forra se oferere a ser-
vir em caza de pouca familia ; obrigando-se a fa?er
alguma compra : defronte do hoco do Serigado D.
30.
^^* Quem anunciou querer bipolbecar um escra-
vo por cen mil n is por tempo df G mezes, pirijn-se a
ra da Praia sobrado que foi do falecido Luiz de Mel-
lo d< fronte do Marronquim.
fimos, e com preferencia se for escrava : no pateo de
S, Pedro D. i.
Lrr
^^ Quem tiver, e quiser allugar urna preta para,
vender limas decheiro ; dirija-se a ra do Padre Flo-
riano D. 5, n. 4#6.
^3* Alluga-sft urna ama de leite para criar um me-
nino : no porto das canoas por cima da venda de Joao
Leite.
fcJP Pergunta-se a um G. N. da 2.* CompanhiV
do Recife, se a farda honrosa deG. N. libr de cor-
rector, para o mesmo andar com ella, e armado de
baioneta correntando cargas de algodSo. Senhor Se-
te d com o tal sugeitinho no Quartel, j que tanto
gosta de andar fardado Se quiser saber quem elle
procure no forte do Mattos ao
dguenta.
^p^* Quem precisar de urna ama de leite, que sabe
tratar e zelar de urna enanca, procure no Poco da Pa-
nella na caza de Felippa Ribeira Padilba, que tem
copial.
PRfiCOS CORRENTES.
DOS GNEROS DE EXFORTAC-lo.
Pernambuco 8 de Fevereiro de 1834.
GNEROS
PRECOS
POR
Agoardente de cana.....I64o000 a 70o000
de cachaca .
Algodao de Pernambuco.
da Parahiba... .
Assucar hranco sob o fer.
Mase.'vado.....
Azeite de carra palo.....
Couros...............
Ipicacuanba...........
Mel.................
Meios dr sola..........
Pon tas de Boi..........
Peles de viado.........
de cabra.........
Vaquetas..............
64o00 a 663000
7o800 a
70000 a
13400
10400
10920 a
135 a
80000
7o300
2o 100
140
10920
lo600 a
Nao h
2o400
7o500 a 120000
Nao h
240 a 320
2o000 a 2o200
P
Huma
arroi
CAMBIOS.
32
Londres......... .60 dv.
Pariz
Rio de Janeiro
Balda
Moedas de 12$800-28$000
Moedasde 6$40O-16$O0O
4#000- 8<)000
Pezos lespanhoes. 1$650
Prrmio sobre prata 65 a 70 pr. 100
Letras 1 / a 2 pr. c.
FUETES.
Inglalerra-Algodo ar. 320
Asentar 2 a 10 s.
Franca-AIgodo ar. 400
Assucar nominal
lamburgo-Assucar portn. 3
H'illanda-Assucar por
Trieste- A sanear por ton. 3-10
Portugal-Assucar ar 250
Algodoar. 600
6/s por rento
nominal.
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Pejjv. w Vvp. do D'iahio 1831.


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