Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02785


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Full Text
*m*mm*B
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/ annuul: I34.
MaUtDA Pllft V f DE FEVEREKfO ^IvffcRO 3LP
___________________i--------~~<----------SA^,------|M~~~~:**~-
MUSO $S tM.*titwcQ*
V .
Subscrevs-se uiensalmeiite a'i-iOrei. jr;.tia
>* Diario, pateo da Al.-orir. le S. Aiuouio sobrado puna tarja
lid* se recebein correspondencias, c anuncios; .tes Misrni-se
flan sendo do oropcios aaaiyiiMiteaoinente e vindo assi puados.'
Todo utrora depend; deracao, e ene-rjria: continuemos come pTDCipiaras e seremos
allomados com admirado entre s Naques ma cultas.
>*c/< SjmprcMo em #errcnmwca por 3o?e Victorino ne atoren.
DAS d semana.
2.'-. Troz.-ud'. dos J.' do Cdem;, edet.,Ses.
d'aThez. P ., eCli. det.-P. as 11 H. 42 m. da m.
3. S. Andre- Re.* de m., c aud. do J. dos
Orlaos de t. P. aos 30 m. da t.
4.* S. A^/m/Aj-Scs. da Thezouraria Publica. Pr. a
ib. 18m. dar.
5.*-S. DojotJina-Re\."* de m., Aud. dos J.' do Cit.
de m. e de t., te Ch. Pr. as 2 h. 6 m. da t.
6"-.V. V/o-Se*. da The/.. P. de m. e Aud. do
.1. H? Oria os dct. Pr. as 2 ll. 54 m. da t.
Sabriado $. Moyscs- R!."" de ni. < aud. do Vig.
G. de .. PivanW as3 b. 42 m. da t.
Dom. .V. A/i/jfl^onia-PrjBamar as 4 h. 30 minutos
da (.
t i.v* .%** s .
E\I n;;-so S.Z07 demos extractos da diversas fo-
llias do Riq de Janeiro, que narrao os aconten- J
minios ;;i passados em o mez <[ a Nacionalidade oTendida fez sentir sed .vigor SOS mi-
seraveis, que por tanto tempo a ouzaro atacar, mos>-
traiidu-lhcs en um momento, que. ellesnada vnlem ; e
em (jin: o Governo sahindo do circunscripto circulo,
que a si mtamo tinhi deselllo saptisfez os velos do
heroico Povo do Rio de Janeiro, e do Brasil, quo ha
iiiuitn lempa brada fela demisso do Tutor, dUso|u-
to
do
Sociedad .Miiilar poizana, que } orea va por 1000
Membros, contando coui a maioria do Povo miudo
forra, os Caramurrs do Rio de Janeiro se mostrarSo
timidos cordeiros, RSBm a menor resistencia, como ja
oulrora no da da abdica cao de seu Senhor, deixarao
d'isslyr o seu club de gratas esperancas, suspender
seu Cfiefe e primeiro protector, e suportarlo a alien-
ta de em suas prnpri as barbas er tuneada ra a mo-
hilia-de sua Sinagoga, e destruidos pm parte os tipos
da Paraguass, e Dirrio do Rio, germens fecundos de
calumnias, insultos, e falstda.des. Excessos sem du-
vida estes ltimos que bem longe estamos de aprovar;
mas de que se nao podern queixar es*e* insolentes pro-
vocadores de reaeeops populares. El I es Ibes do moti-
vo, e eausa, sofro-nos pois; e nos que sentimos taes
exoessoj, ainda mais sentiramos a continucid dos in-
sultos, que ihes dero cauza. As reunioes de Povo-
desarmado nos das 2, e 5 que enderessou urna repre-
sentaco ao Governo pedindo a dissoluco da Sbcieda-
de Militar, e suspenso do Tutor, o actfvou, e U-/.
decretar a dissoluco daquella ; mas foi so depois, que
sfrios receios houveraode urna rusga, cu o foco era a
Quinta da Boa-vista, que a suspenslo do Tutor foi de-
cretada, Falla-se tambero, que urna disputa sobre
reparficao d'empregos entre o Coronel Lemeuba, e
o General das massas, dera 'u^ar a se despostar est,
quenspirava ao Ministerio da (Guerra, c denunciar
so Governo o trama. Si isto nao be verdico, tem
pelo menos fuuttarncofa na Carta do General das mas-
uts eu rmft em (jue se quexa da arnhico de lu-
l daSoeic.ide Militar Caramuruam, e renreasto ares, quo devora todei os chefes Caramuruanos ,
S restauradores. Teros de suas P.rcas confiados na eiva de que est el!.-is?nto ; pois que apenas se con-
tenta com a pasta da Gera, asstm como a os Aoradas
basta a Regencia, e Tutora, e. Montezuma, May
&e. qualqner das outras pastas. Tao insnltuosos se ti-
hio tornado por ultimo os Cramurus da Corte, to
emprehendedores, e ameacantes estavSp, que todos os
(lias esppravamos nos, na noticia de sua quedj, ou de
da Capital, os Restauradores j se ju'gavo vencedo-
res, in*uk.ivo, m^reavo os destinados ao suplicio,
repartido o> despojos-, e lugares (no que se diz ter ha-
vido dissencio) e s esperavao o sinal para d'um go-
j-os porerq
dacipsii (sptT.inc.i, e bastou um pequeo areno do
l'ovo do nio de Janeiro, e 2 ou 3 decretos da Regen-
cia para desazer em fumo tao agigantados projectos,
apara mostrar aos Caramurs, que ainda mesmo no
Rio de Janeiro onde existe seuQuartel General elles
nada valcm coutra a opiniao Nacional, desen-vnlvida,
t pronunciad.i contra a restanracio de Pedro-1.' A
Socicdade Militar foi dissolvida, algnns membros seos
presos, e mandados sabir da Corle, e Joze Bonifacio,
rsse vullio decrepto, membro d'uma familia conspira-
dora, e conspirador elle mesmo, suspenso da Tutora,
que lauto contra os interesses da Na cao Brasileira, e
ilireilos do Senhor D. Pedro 2. desempenhava, tra-
mando contra o proprio, que incumbido lbe fora gui-
ar. To altivos, e (brav.iteiros) quando nao encon-
trao opo>icao e resistencia, quo fracos e cobardes,
io n-or dse uvol vi ment d energa, eaparencia de
do se comeca a desculpar, devem perder as esperan-
cas de to cedo (ornar a erguer o eolio. Foro dis-
persos, e desalojados; mas foi mister, que o Povo do
Rio de Janeiro mostrare atlilude ameacante para ru
o Governo sahisse do lelhargo, que j boje nao ten
lugar, eq.ne nao far c nao perder nos continuar.
Cumpre, que continu o Governo a obra encetada,
que faca sentir aos restauradores o pezo d indignaco.
e tomeexemplo o desta Provincia, que brae<)5 com a
inimigo est no caso de empregar toda a energa neces-
saria sua salvaco. A nnsso posco he extraordina-
ria, e circunstancias e males extraordinarios s me-
didas extraordinarias cabem. Tome-as elle, pretina
pxcessos d'um Povo justamente indignado, e sblve os
escriplores da legalidade. e ordem da coliso de, ou
apoiarem exigencias illegaes, ou censurarem transpor-
tes de patriotismo. Ninmiem pode deixar de simgt-
7

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\_______: -a1:" '
thistr com medida?, que o patriotismo dicta, e a cri-
se se nao'exige, pelo menos desculpa, e impoltico lo-
ra prasma-las quandn depois d exigidas, e pansa Jas.
ja nao tem remedio: ento o futuro eleve oceupar nossas
ateruoes, o os nossos xforcos encaminharem se a des-
viar os motivos, que d'outras que taes podem ser cau-
za.
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PROMOTOR PUr.LICD.
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Oficio.
ILliti. Snr.Tendo-se esla manh por order do
Exm. Viee'Prndente da Provincia, e a minha re-
quizico (eito abertura da malla viuda do Rio de Ja-
neiro na Escuna Rom fim chegada liontem a tarde do
Rio de Janeiro; e tendo-se ueste arto, a que ass'istio
\ S. adiado na dita milla huma carta com sobae es-
cnploajoo Sevcriano Heuriques da Costa, e outra
Corroa da Graca, requer a S. Ex. o Snr. Vice Pre-
zidenle para que se me entregassem noCorreio asmes-
mas caitas as quaes, junto com o Auto de Abertura
da referida malla, remeto a V. S. a quem requeiro,
que a bem da cauza publica, e da estabelidade do
Trono do Joven imperador o Snr. D. Pedro 2 inmi-
nentemente em perigo, baja de proceder a abertura
judicial das referidas cartas dignando-se V. S. desig-
nar-me a hora emque devo comparrer mandando de-
pois a pencar as mesmas, os auelos He abertura, e es-
leOffici aos da denuncia,'que dei de Luiz Ignacio
RibeiroRoma e seus irmaos por erime de conspiraco,
e restaraco do Governo do Duque de Bragancai
)cos guarde a V. S. Recfe31 de Janeiro de 183-4.
Illustrissim Snr. Juiz de Paz do 1. Dest rielo do
CollegioJoze Tavares Gomes da Fonceca, Promotor
Publico.
*%%****%.
CAUTA.
MEu querido Luiz 20 de* DezembroTe escre-
vo com esta data sob o norae por ti ltimamente
convindo de Antonio Gabriel Correa da Graca 5 bus-
ca-o na listaEsla s serve para anunciarte que he a
ultima em que me sirvo do nome de Joo Severiano
&c. &c. teu amigoJoze.
-- Meu querido Luiz : Rio 20 le Dezebro de 1833.
Como est anunciada pira amanha huma embarcaco
para Pernambuco, queroeserver-te quatro palavras
para quesaibas de mim. Eu cstou melhnr d.iminhi
molestia, porem metido smpre dentro de casa sem
sair porque temo huma provocaco da g-mte do Go-
vernoA nica cousa qe hoje da aballo ao Govenno
he n minha presenca. e nao sabem como descartar-de
d mim ; diz o Regente Lima que ti sou o inimigo
muis poderozo que tem Lodos os partidos, e que Go-
verno se salvou porque os Caramuns preferirn o
L-imenlu para Chefepur tanto lral.10 agora de pro-
; nunciaa-me na Devassa que os .Moderados estao tiran-
do em S. Christovo ; e como os Car amuras tem tido
muitos traidores; alguna dos quaes sabiao que eu fui
quem comprci o armamento, e fz lser as municoes
(ue elles tinho, nada he mais fcil do ue adiar 2
teslemunhas, c prouunciar-me; e entilo dao eomigo
na cada legalmenle ; alm dfc'so, logo qc rosseis so
pronunrias-em l, e chegueaqni 11 noticia seria sufici-
ente para que me pusesseui a ipo por cima por medi-
da de precauco 5 por tanto hoje uiesmo pertendo mu-
(l.ir-me para eas.i de hum amigo de confianca, e de
CQpservar-roe cto nejh at receher noticias tuas, ou
que a^ cousas aqui possao tomar, onlra dirrean, por*
que oeullo posso iralr-ilhar melhor ; com aff< ito muito
tem perdido o Gov#rno com o passo de pr.rancar o Im-
perador a forca armada, e de prender o Tutor; e a-
gora melhor to (pie nunca esla madura a bn ha, vamos
pois tentar novamente ; porem s tentar, e nao te d
cuidado o resultado, visto que nunca me exporci Lr-
ponto de perdela.
Reeebi as tuas mu a precia veis de 23 o 28 de No-
vembroe de fl de Dezembro ; e anda que ness.i ultima
me dizes teres-me e>crplo estensamenle na vespera,
nao recebi til carta, nem 'julgo corno possa extraviar-
se entre 2 cartas de contiguas datas como as de 28 de
Nvembro e 5 de Dezembro, outra de dita interme-
dia ; talvez alguma embarcaco que saio no mesmo dia
5 a traga. Pela la referida de 5 de Dezembro mo
das entender que recebestes as minhas d 20 e 30
de Oulubro, visto que me dis s nao havires ainda re-
cebido a de 23 do mesmo mez. I-'ico ansiando por sa-
ber o que se pissou na iuUalacio da So. iedade mili-
tar de Pernambuco, que me nao parece d feliz ngou-
ro, segundo a qalidade de seus membros, eoss'u$
Estatutos,* nao le nundo o Exemplar do Estatuto des-
ti daqui queme pedes, porque os nao ten lio e a So-
f ciedade, .assim como os socios, se evaporou, nao se
sabe por onde ando Isto parece tranquillo porque
ninguem falla, ninguem escreve, e todo o mundo es-
t fugiiido fi'O sciente do novo nome adoptado de
Antonio Gabriel Correada (iraca ; e esta vae ja assim,
e seguir em (liante a nossa correspondencia, e somen-
le te advertirei isso mesmo em huma pequea carta
com o nome anterior por ullim vez. Muito me ale-
gro dos suecessos do Cear, e dos da Escada poique
sao mais immediatos; em fim parece que me nao en
garui quaudo paz os olhos as Provincias do iS^irte'
e Dos permita que tu chegues al o centro dos Gba-
nos, e possas dispor dessa gente, como eu espeTe me
figuro. Em fim nada mais ha de novo que mereca a
pena de referir-te. Nao le assiistes ptda minha surte
porque en muito ganhei com os ltimos acoutecimen-
tos ; e dos mens inimigos, os que nao estao prezos,
e^to fugindo, e arreptiididos como nao fazes idea
A Dos. Recebe hum. abraco de leu Irmo do Cora-
caoJozeP. D. No mez de Nvembro te escrevi
com dacta del.0, 15, 18, 29 u no crrente com
data de 12, 14, 17 e agora esta prezente.
\
EDITAL.
Clemente Joze Ferreia ifu Costa, Juiz de Paz Su-
pente Jo segundo f'estricto de S. Pedro Mrtir
da Cidade (V O linda &c.
FAco saber a todow os habitantes do meo destricto,
que para conserrar o socego, e tranquilidade. e a-
cabar ecm o escndalo de ditos, palavras ndeCenUMj
[lelas ras, e reprimir o indecente u/.o de se banha-
rem publicamente no varadouro com escndalo das fa-
milias honestas que tinnzi(u), com prejuizo da sau-
d dos habitantes que bebem agua d'al condu/ida, po-
pel em rigorosa execucao, segundo me imcumbo o
. 7." do art. 12 do Cdigo do Processo Criminal: as
Posturas 9.a 14.1 e 20 da Cmara Municipal delta Ci-
dade, que imp* pena de pri/.ao, e mulla ri* pessoas
que se banharem desdi? o Paradouro at o Pizi da
parle do rio.que proferirem em altas, vozes palavrjs
obscenas, laeo netos taes, dig.io injurias atrozes, e
reprezentem figuras contrarias amoral publica,e le-
vantem vozearias depois das nove horas da noite at
demanha, que encommodem o socego, e ofendi a mo-
ral publica : o (pie tudo fac publico por este presente
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/{ Kdital, e pela Imprensa. Olinda 29 de Janeiro de i e os leigos.vo.aperreando mui'o fmrpgra a esges per-
Ia,4' tendentes rxclu-ivos da scen k. da LcgMacio Patria,
Clemente Jozc Fmrreita da Costa- que nao admite o jog rdos Iiilblio>; do Direito Roma-
*%%<*%
- ^
CORRESPONDENCIA.
Snr. Redactor.
V,-
h

MUrro mordido 9 acha o Senhor inimigo dos fa-
auiahs (Dos o l.ic.i inimigo dos faquist it) contra
o probo, o honrado, e benemrito Promotor Publico,
que eom preereneia a dois Hachareis he o Senhor Jo-
ze Tavares Gomes da Fonceea He contra este cora-
joso,. <: d.siimido Patriota, que se dirige toda a sanh-a
do amor propro, edo pequeoorgnlbo ofendido: e
ou o Senhor Viras he hum mero pretexto aparente
pira .fu insultar ao Promotor, ou o S*enhor inimigo
dos laqiti>tis nao pissa de hum miseravel, e dispre-
siv-1 estpido, e ignorante fue pertende campar de
Bjehjiiel Lnroado reprimindo o mrito, e a virtude
porque e\i>em em hum que foi aprendiz de sirigne-
ro, que loi Procurador, eeserevente deCartorio, Fe
lizine-nle, a honra fia pira o Senhor Tavares, o dis
.prezivel zoilo nao Ihe pode assicar outros defeitos,
nao ihe pode chamar nem venal, nem corruplivel,
nem ladro: o seucrimo he ser inaereisvej irpeita, e
ao soborno, e alear ocrinv.ii prevn cacao, *o pecu-
lado, a eon-usso, estejao ek-s aoudo'e-a'iveroin, sea
io, ou baixo, gordo, ou magro, pifi, ou earrapeta
O IraiKgrrssor das Li s como lalvez tenha experimen-
tado o Senhor inimigo dos faqui-ta*. Feli bem para o Genero humano o s: gredo da ab-lha est
d.scoberlo, e os misterios da chicana revelados a qual
quer l nao lie huma anarqua, huma con'uso de Babel', com
pie os'Ministros ila Deosa Chicana barullvao o mu-
do, e impunemente op'rimiao a fizrnda, a honra, a
vida dos Cidados. Ffoj qualquer, ja nao digoleigo,
porem Donato pode dar sofreada nos burros, que a
titulo receber as Ik oes, e ns logros de qualquer Escrevente
de Carlorio, que com 0 nome de Pratica do Foro da-
vao pallia as carradas a otes Senhcres B.chareis to
ulanos como ero de haverem dormido manhes in-
teiras ilehaixo dos bancos da Universidad de Coim-
ora, e i llimamenle dos Cursos Jurdicos de Olinda, e
S. Paulo, e que 'ormigo como pruga por esse mundo
de meo Dos.
Faliando assim eu nao pertendo ferir o mer(to de
muitos dos Baehareis formarlo, CUJA nproveitada a-
pheaco, e reeonhecidashi7.es fasem honra a seus Mes-
ires, eaoseu Paiz : cu so quero rednzir ao seo ver-
dadeiro mentido a presunco desboscada de certos Ba-
ctiareisiniios, que nada mais apresento em sen abono
se nao insignificante pergaminho. linchareis couheci
en (jue advog.iodo. ou pertcndendfi advogar direito
l.is pules fasio tal maxinifada, que ninguem depois
entenda, e nem achare camieho, nem earreira para
*ur ilo laherntho ; alias dsia-se que o Doutor Gai-
nho havia sido aplicado cm Coimbra. Oulro passou pe-
lo desgoslo de ver proferir em hum requerimento (ci-
to por elle o seguinte despacho Requeira por
AdvogadoTal Magistrado IWharel houve, e talvez
exi>la ainda, que nunca soubc comprchender ;i\ dife-
renca que ha entre agravado, e /Igravante pela c-
lunsoque Ihe fazia a expressao los Acordaos<4-
gravailo he n AgravanteEm fim a historia dos Bi-
chareis he pelo menos to burlesca romo n dos Lcigos,
e boje [iriucipa'.menle a maqr zanga nasce de que se
lem posto as coizas, como l disem cm pratos Umpos
no, p da ronba de rubrigitds .Criminalistas : o Cdi-
go Criminal cabe em huma algib. ira, e o do Processo
em onlra, e todo mundo he Dputor ; qualqu.r Jui/
de futo est dando agoa pe fvuln aos novicos Baeha-
reis. L e tadas de todo tam inho ao Juiz de Direito d.iqiulla Co-
marca ; e o mai^ lie que o T^eigo tem.razo.,
Vollando porem ao Inimigo dos (aquistas, insisto em
que he elle hum dispresivel estpido, e ignorante at
dos primeiros. Artigo* do Cdigo do Procedo, po-
is que o Art. -36 nao d prefereucia aos Bichareis, mas
sim aos instruidos as Leis, que nem serapre sao Ba-
ehareis, nem he preciso que o sejo, pois que nao se
tracta do Direito Natural, nem das Gentes, nem do
Direito Publico Particular, ou Universal, nem de
outros principios eslranhos.a Legislaco Patria que he
o que o Art. refcrido_exigc, e esta tal vez baja por ah
mnitoquem como o Senhor Tarares saiba nielhor do
que certos Baclnreis : assim o enlendeo a Cmara. Mu-
nicipal, queoelpgeo em primeiro lugar, e o Exm.
Presidente nao fez mais do que escolher o que leve
m/iior numero de votos, porque outros muilos requi-
sitos occorrero no Senher Tavares, que ainda se nao
sabia se com ffeito existo ao menos em grao lo su-
bido nos- oulros dois propostos. O Senhor Tavares
eonheee perfeitamente o risco, em que anda, mas elle
he o Procurador Nacional, e no eumprimenlo de cus
deveres nem teme bravatas, nem mendiga favores a
obsequios ; mais meia duzia de Promotores, como el-
le, e o cano lude r tomando o seu trilho, ainda que
com iliHculdade, porque os velhaeos tem muilos apa-
niguados, pi o numero dos ron descendentes, (^ cobar-
des he infinito. He por isto que o Inimigo dos fa-
quistas, tema Titania de Ihe chamar ma[sim crea-
do e conserrado para satisfaxer o odio, e a intriga de
hum rel dispresirel, ou o maior ignorante ; e sae
com hum aranzel de principios geraes, e abstractos,
com huma geririgonca.de, pedante ehcaneir, em se
lembrar que s obrigacoes do Promotor sao mq.iio po-
sitivamente marcadas nos Ai tigos .37, e'38 do Cdi-
go do Processo, e o 73 s Ihe impomo deven dein-
tent.ir queixa em offensas paniculares, quando o of-
fendido for to pobre, e em circunstancias taes que nao
possa perseguir o offensor em Juizo. Ora o Senhor
Figueredo para nao ser pobre basta ser Empregado
na Allandega de Pernambuco, ao que tal vez se dere
n zanga, que oinduzio a provocar ao Senhor Veras. s
Se os principios que o inimigo dos faquistas quer ar-
bitrariamente estabeleeer, fossem verdadeiros, cnto
o Se.nhor Tavares era obrigado a queixar-se, ou de-
nunciar tambem ao tal. Figueredo por ter chamado
ladrao, como se dis ao Senhor Veras, e nao vejo ra-
zao. porque s este e nao aquello deva ser denunciado.
Porem isto he huma venicaco do que pilos Diarios
se. tem t'Io ao Senhor Veras acerca da sua queslao da
laeraco dos navios: todo o individuo publico ou par-
ticular, que se meter a denunciar prevaricaces dos
Em prega dos deve estar disposto a ser linm Mrtir da
legalidad-. Certos Empregados uzeros, e vaseiros
eoncus-o, e ppeulato vivem coactos com o Senhor
Tavares, cuja corajosa vigilancia faz estremecer a-
quelle, q"Ne liavia oferecido quatrojeelos mil reis pa-
re certo arranjo. O Artigo 74 do Cdigo do Proces-
so he huma arma lerrivel na mo de hum homem da
firmeza, e decisao do Senhor Tavares.
Ainda o Inimigo dos /aquista'; mostra sua ignoran-
cia, e estupidez, quando pertende a loica de insuleu-
cias violentar o Promotor-, Publico do Municipio do
N
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A
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(2jp>
T
Recite a q-iie v se intromeler em denuncias que per-
lenoen ao Promotor de Olinda, a cujo Municipio per-
tence o Monleiro; onde esl a casa do Bento Joaquim,
a cuja porta dizemque suceder o caso do Snr. Veras
com o tal Figueredo ; nem eu sei, salvo se o Iuimigo
os fquistas rae ensinar com a Lei na mo, que os
Promotores tenho jurisdicocomulativa, como os Jui-
zes de Paz. De resto, Snr. Redador, eu ignoro in-
teiramenlequat he essa rel, qual he essa horda de in-
trigantes, a quem segundo o Inimi'go dos fquistas, e
nao dos fuqueiros, o Snr. Tavares procura satisfazer.
Eu sou, e prezo me de ser amigo do Snr. Tavares,
porque nelle reconheco virtudes, que nao brilho na-
quelles, que o pertendem injustamente depremir; e
se por isso pertenco a rel, essa rel me hemuilornais
aprteiavel do que essas gralhas infunadas as plunas
io Povo, aos qnaes falta o garbo, o decoro dessa Ave
real. Quanto a mim os inimigos do Snr. Tavares co-
mo Promotor Publico sao ou Empregados prevaricado-
res, c eoneussionarios; ou d'cspresiveis Zoilos, que
nao podem ver, sem que se Ihes desfemhrem os olhos,
virtudes, e mererimentos; que sobro do Snr. Tava-
res, e que fafecem a esses miseraves corrompidos.
?fada acharo contra o Snr. Tavares, se nao o defrilo
de nao ser nem Promotor de Olinda; e aecuzador de
ofFensas particulares. Que Bachareis !
O Inimigo dos exclusivos.
*
t>ij5O0 Do Correto.
OBrigue Portuguez Constante de que he Capilo
Sabino do Cabo e Almeida sai a 5 do corrente pa-
ra Li>boa.
^r^ O Hiale Jovina recebe a malla para o Ala ra-
nino hoje (3) pelas 9 horas da manh.
\5l^ OCorreio Terrestre d'Agoa Preta parte hoje
(3) ao meio da.
^3* O Correio Terrestre da Parahiba parte hoje
(3) ao meio dia.
??3" O Patacho Bella Mar a de que he Capilo Joa-
quim Hiplito da Fonceea sai para Santa Calharina no
dia 6 do toe rente.
ffe!Q3 a Car&i.
Para Iamhure,o.
RAhir at o fim deste mez a Calera Hamburgueza
IXrothea Wilhemine, muito velleira e forrado
de cobre : quem quizer carregar n'ella a frete cmodo,
tlirja-se nos consignatarios J. H. & F. H. Luttkens.
dleiiDa*.
Pira fora da Praca ou da trra urna escrava de bo-
nita figura, robusta, e mossa, sabe engomar lizo,
easinhar, e capaz para todo o servico : na ra Ve-
Iha junto a casa do Ferro D. 94.
^ry* liinha de porco sem xeiro por preco comrao-
do em libras ou arrobas : na ra das 5 Pont.is D. 14
2. andar.
^ry Urna morada de casa terrea de pedra e cal,
com Instantes commodos, no Poco da Panella, a mar-
gem do Rio Capibaribe, que devide pelo nasecnte com
o sobrado de Joaquim Letnos, c pelo poenti com a
easa terri;i de Andr de tal: na ra do Palacete, no
ultimo sobrado ta parte direila, que va i dos Alartiri-
o para o atierro.
$3" Urna casa terria no Bairro de Santo Antonio :
na ra do, Rozario estreita no 1. andar do sobrado
D. 20.
\py Urna Barcaca nova, e bem construida, que
pega dex a doze caixas de assurnr, por um cont de
reis, em moeda de prnta pelo cambio correle, e sus-
pensorios finos dealgodo : na ra do Queiinado lojc*
de fazendas D. 2.
V

r~'-A
\% %-\% v%*%v
&fc!?03 prncularif*.
Miguel CoFreia de Miranda, nao tem expressfr
com que agradeca o grande favor que Ihe fize-
ro, na parte que d'elle dero por doente ; asseveran-
do porem a essa pessoa quem quer que he, que se Ihe
assistisse as impofias de imperar, ou faser disso ramo
de negocio, ^o que nao combina com o seo modo de
pensar) la usara mo dos meios que Ihe compelem a
fim de se impossar do lugar que he querem uzurpar.
O-mesmo pede incarecidameftle a quem entrar no co-
nhecimento deste inigma, que nao O'dechirem, pois
n'isso Ihe fazem especial favor.
^f^ Dezeja-se allugar a caza de sobrado da ra de
S. Bentor que lem um dos lados confronte ao Palacio
velho, e como se ignora quem seja o proprictario, ro-
ga-se-lhe que ira anunciar sua morada.
^l2P Joze de Ritancurt Amarante, faa cenle ao
publico que pciiende hir a Capitana de Sanios, dei-
xando sua casa de negocio na ra do Rozo rio debaixo
da mesma firma, deixnndo por scus procuradores es
Surs. ManoekTeixeim Bacelar, e Joze Joaquim Alve>
Teixeira.
$C^" Precisa-se de um caxciro para urna loja
eouros, que tenha alguma pratica d e.sle negocio, i
que de fiador a sua conducta : na rita Dizeila pailari <
D. 33.
*8l^ Percisa-sedc um bom padeiroa quem se pro-
melte pagar cooi generosidade : na ra Diroile pada-(
ria D. 33. *
*%** ?*.
IGnncio pT apelillo papuda, baixo, grosso, Marcni*
de hexigas falta de uu tfente, um talho na barbo
fgido a 5 de De/.e.r-hco d<> auno panado: ao patwo
de S. Joze D. 3.
-i.**.%.v% \*vv%\w%it.*x \%* %**/*%<.**%*V%*
^*^-v.* %%%
NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados no. dia 31.
RIO FORMOZO ; 12 horas; S. S. Jos Viajan-
tes M. Henrique Carneiro de Almeida : autocar.
SERINHE.W ; 12 horas;. S. S. Jom Vencedor,
AI. Antonio Joze da Silva : assucar. Passageiros An-
tonio da Silva Soares, com sua familia.
Saludos no niesmo dia.
PORTO ALEGRE; Patato Awvr* Cap. Theo-
tonio Joze Ferreira : sal, a*sucar, e agoardente.
PARAHIBA; Hiale i"raseres Parahibano, M. Jo-
ze Soares : varios gneros.
ILHLA DE FERNANDO ; B. Barca de guerra S.
CruZy Com. Joo Bapli.ta de Souza. Passageiroso
Tenente Coronel Manoel Joze Marlins Commandnnlc
da mesma Ilha, Oficiacs para seren empregados na
mesma Ilha, o Tenente Antonio Marcelino de Mello,
com sua Senhoia, e 4 fillios*menoros, o Ajud.inle Ala-
noel Concia da Silva, Joo Dias de Aloura, e o Ca-
pelo Fr. Alauoel de S. Felis : e 1G Oftirhcs, pre/os,
3 Negocionles, 49 malulos cabauos, e urna mulher.
w**'*rtmc*imi*m
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Pmajk. XHJfitio IX'J k
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AO DIARIO W. 3io.
Impkesso km Pbrnambuco for Joze VicTokino de Abr.
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-

CORRESPONDENCIA.
As3 Nr. Redactor. Dois intitulados ami-
gos do Cidadao Caetano Pinto aje Veras,
tem sabido a terreiro acons!hando-o mal e
individamente para que desista da Repre-
sentado que fez subir a Thesouraria da
Provincia, a fim de que fosse abolida a re-
particao do Sello na lacracao dos Navios q'
en trio neste porto; q liando bem pelo con*
trario o deveriab ajudar para leyar ao fim
tio justa representado, a qual tira a ma.
minha a poucos, e faz bem a muitos, nao
fallando no enorme dispendio da Fazenda
publica, que em tempos calamitozos como
o actual de pouco rendimento, e devasta-
dora guerra contra os Cabanos, toda a e-
conomia he pouca. Destes falsos amigos,
lia muitos, e verdadeiios que o defendi e
protejao bem poucos; o que assaz se evi-
dencia pelo Communicado transcripto no
Diario d'Administracao N.' 17assignado
por hum que nao carece cTum faquista pa-
ra defeza* En porem que nao me conside-
ro no numero dos ntimos amigos do Sur.
Veras, nao pude a sangue fri deixar pas-
sar pela malha tao infamante libello famo-
zo, que mais parece obra d'encommenda
que de consciencia ; e de mais perante o
Jury se conhecer o sen author, que mili-
to hei de folgar conhecer; que pelo que
apparece, bem se conhece d*onde emanou.
Diz o tal encapotado que o Snr. Veras lie
tacinoroso, e que devia ser accuzado pelo
crime de assacno perpetrado na pessoa do
Snr. Figueiredo no lugar do Caldereiro, e
que alem disto he guarda costas dos Snrs.
J. L. C. e J. T. fcr. da F. Qualquer des-
tes tres quesitos he mais que sufficiente pa-
ra levar hurn homem forca ; porem veja-
mos se o que se diz tem o cunho da verda-
de, ou he verosmil acreditar-se. O caso do
Monteiro podenilo ter graves consequencias
ficou em agoa de varrella, e o Snr. Figuei-
redo sao que nem hum pero, e o ser amigo
deste ou d'aquelle, nao he ser guarda cos-
tas, e menos o pitheto.de faccinorozo, q*
pelo menos me nao consta at a data d'ho-
je; porem que o meu amigo he homem,.e
capaz de cortar a lingoa a qualquer defa-
mador que ouzar manchar sua bem mere-
cida reputacio, nao padece duvida, e se o
quizerem experimentar, tanto o Snr. Joa*
quim da Fonceca Soares de Figueiredo, co-
mo o author do communicado, apparecao,
que estou certo nao Ihes ha de virar as cos-
tas. Enchem o meu amigo de baldoes, co
mo o* a cima referidos, por que he escravo
da Ley, respeitador do Governo legal, co-
mo o tem mostrado des de qu appareceo
na scena politica, conservando o mesmo ca-
racter e credo; sendo porem certo, que se
trilhasse o caminho diametralmente oppos-
to, nao duvido que losse tido e havido por
milito bom homem........
Tambem querem mal ao Snr. Veras, por
que na sua prezenca ninguem he capaz de
aleivozamente abocanhar a reputacao dos
seus amigos, pelos quaes nao duvida sacri-
ficar-se; e sendo isto huma virtude, os in-
vejozos dizem que he hum crime. Parece
me que o meu amigo nao duvidar convi-
dar a campo com documentos ou testemu-
njias perante qualquer Tribunal, e mesmo
perante o Promotor Publico, todo aquelle
que dellesaibaalgumfactocriminozo, mor-
mente o que diz respeito alvarenga, cuja,
historia ha de ser galante de saber se.
O annimo sempre foi a balda dos ni-
gentos pescadores sem carcter, a vento-
reros desgranados, sem crdito nem repti-
tacao publica ou privada, e pela lingoa
destes podem dizer do meu amigo o que
quizerem, por que tem que con er, ganha-
do com honra, e nao com as indignidades
d'aquelles que pelas suas costas Falli de
publico contra, ficando certo o aulhor do
communicado infamatorio, que o meu ami-
go he Patriota no campo a bem da Orden),
e sempre contra a desorden! como o fez ver
na mesquinha rusgumha de 15 a 17 do
corrente Janeiro reunindo-se ao ponto do
Monteiro, em favor do Governo, e contra
os desordeiros; o mesmo que patentearsfc
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*)


- \.
contra os Restauradores, Catinos, e mir migo, Hie provena de h*v concomitante caterva de pescadores ; e bem dega, porem elle nada mais fes que activar
assim pronto adesdfrontar-so/JeMweq^al- Jiun^ ojelo, qucem 8 d'Outubro de 1832
quer ataque, que qualqu<>r trfewdo ouzar, njereeeo a attencao deste Governo e vem /
v. g. como o cazo do Sor. Figueiredo. He transcripto no seu Diario de 2 de Novena *%
dcil o meu amigo, prudente, e be ufoz^jo; bro N. 512 (1) e quanlo ao que se pratr-
porem he semelhante cobra cascavel, que oa n'Alfandega escandalosamente, haja \is- *
em a pizando, d despacho "de'moi t- ron- ta ao que di'sse o Investigador no seu Dk-
tra o atrevido,, anda que nunca se Ihe o- rjo de 21. d'Agosto .de 1832 N. 455 {2)
ferecesse occa^iSes^ de o paleutear. Veras lempo em que o meu amigo anda nao em
tem ccatrizes, e he ahijado 'por b?m de Empreado naquella Repait cao.: Logse
sua chara Patria, e seus detractares s* s< r- o mal j vem de longe, que motivos'lmvei'
vem para gamenhar, quan.'lo a Mi Patria para o arguirem to ale iv<>zament ; eos
u^rand^s gemidas reclama sua coadjuva- que duvidnrem te sua bem merec la ivpu-
(,ao. Em fim o meu amigo, hehome'meG- _______ __________________
trrjci ao carache* dos indigit idos nos cazos \) Sendo este Govenu, informlo de j '
wguintes. anda voga o tenivrl abuz, rfe se At|a-
i. Aima nao recebo din|*iro da Nacao, rem d-noie os s< l!os das Embarres, que
e deixasse de cumprir o ohjecto para se* achao descarga, com o veo da ueces-
o qual o recebeo, e menos perseguir a sHade de. carregar .i< alv.rengas para p -
quem se negou de assignar a fianea. derem ch -gar celo Aliando,o que uo
*. Anda nao uzurpou emolumetosdoCor- so he omitan > ao eVt.betecimenio'dosello,
o XTl)0 d0 Commei'cio contra a Ley. porem huma larga ostra la, pin o, rxtra-
. l\ao esteve em Ponta de Pedias a. epe- vios ordeno ao S-nhor Juiz nterin da
ra do ultimo suspiro do Papal Brtgue, mesrna Afand >ga, nue de hum vez fcy
como rstivero.os Snrs........ panza, r semelhante abozo, del, rmioan lo a
4. Anda nao apatTCiiu Brazileiros do tolos os guardas e Patres de esca-eres, q*
4-, e menos^ Portuguezes pordinheir >, aprehendan como extraviados, todos osgv- '
como fizerao os Snrs.........n'A* ero, que denoite se tiverem dsemharo ^
. *j~ do' para as alvarengas e lanxas, faz nlo-
o ixao deve ao? mesmos couza alguma' os recolher a lfandega, para serencon-
m de promover rusgas em que sejo sincerados 6rHt furtados aos ireilos. eos
laucados para fora. Guarde a V. S. Palacio do Governo de
" ^ a.Prehendeo escravosde contra-ban- Pernambuco 8 de Outubrode 1832.- Ber
do pertencentes a.............pa. ardo Luiz Ferreira, Vice Presidente.'
7 X ra/6Ce^er......' (2) S>tr. Redactor Urna nova sotie-
/. Ainaa nao pmmoveo rusgas contra o dade exihte ( diz-se de publico ) na nossa
governo e a Ley. Altandega das Fazendas, de q' sao socios a
o. i>ao lie Patriota de hngoa pnra pescar maior parte dos prmeims Empregados d'es
a opimao popular^ e ser Jufc d'Alfan- ta Rcparticao, e btrqs individuos indisplm-
(ega; Guarda Mor; envctivo Com- saveis para bom andamento dos neoocius,e
mandante de quahjuer rnsga iljegal ; seguridade as industriosas opera9ties qSe
ou elleito Commandanle de Corpo ; e Uxefo o ohjecto da sociedade, cujos lucros
nienus pedir indoce a huma tetra de (ninharas) tao diminutos sao, que,, (di-
Ks.......a Joaquim da Silva Pe- zem) ella jiilgau mui sufficiente para os
o nmre conterdousCoresinlus pertcncente huma
^ Vue dizendo-se Patriota em 24 oi Con., meza da Estiva, nutro da Abertura ; nos
mandante de Polica para amarrarse* quaes sao rcolhidos todos os productos da
us Patricios. surripiadora industria at que se divdao
Em fim sena nunca acabar se quizesse pelos Ilustres socios na rdzao do maior, ou
enumerar as altas a^anhas dos antagonis- menor grao do Emprego de cada hm.
tas do meu ami^o, odeado tao somente pe- Estou mu longe d"dar por verdadeiras
los invejozos e criminozo*, porem resper- coozas de que nao tenho a maior certeza ;
tado pelos homens de bem,' anda que estes qllanto aqui digo, he siiu o que se diz pu-
sendo em menor numero relativamente aos nucamente va I ha a verdade
primeros. A maior inimizade do meu a '. iz-se mais 4 alguma couza cerca da
#
/

^



-/taca
(3):
'
tac,ao quer civil ou militar, recorrao a elle, Cavalcanti Lms t No Cat, ou em Goia-
tpie coiii a maior evidencia ara vir Docu- na ? Ein que freguesia? A ser verdica a
imnlos c|ne abnno sua conducta. Feliz denuncia dada pelo sen correspondente do
^ seria o nieu amigo aos olhos dos Ladroes se Diario N* 207 o Parahibano espantado,
Tritli use diferente vereda; porein oliomem por que nao sao processados? Hoc opus,
honrado quasi sempre he victima dos mal- hic labor est. Ha vera neste negocio al -
vados, e tremao est<*s se offenderem o nieu guia contemplac.ao! nao sei. Quem sao
amigo, por que ento mais claro que a luz el les ? nao sei. Por que houve tanta dili-
meridiana, p.itentearei ao respeitavel publi- gencia em atabafar os fardos de fasenda e
co, quem sao os corifeos e seus crimes ne- nao a estes? tamban nao sei Quaes sao
raudos* para o que j fico aparando pen- os Juizs de Paz de (oianna ? Sao Ca ra-
nas e d brando papel : vejan que nao ee- nitus ou Lib^raes? disem que sao dosLi-
tou folgado, em quato tempo arr#pe-lao- beraes. Verdadeiroi, ou falsos? nao sei.
se, mudcm de rumo ; alias nao se queixm. Por que nao se prendem a estes dessipado-
Digne se, Sur. Reductor, dar lugar na res dos ireitos Nacionacs? Por que nao
k
sua bem conctiluada folha ao exposto, no
que muito obligar ao
Amigo de Veras.
-..**-
&
'A'/?. Redactor. Anude etf o Rev-
rendissimo De puta do Joo Barboza Cor
se quer. E p r que nao se quer? nao sei.
Os Lib raes lambem sao philanlropos ? As
vrz'.s. Teao medo do bacamarte ctn q'
S. Exc. Pairan, o Teen te Coronel Man
Cara lea ii ti d'Albuquerque, percorre a ras
da Y.ii.i r 11 rao medu dos rugidos di lr<>r!
Os Ju zea de Paz de Goianna l saheinon-
deiro, c o sea digno socio Antonio de Sd de Hit* ..pe tu a ivella: quem es ao kiO
___________________________________ge i.o fioJe canicular o modo que incidi
prxima irivmataco da Uipatl)aia d'Al- as anoten, de Junho, os orados quem
fandega ; isto he, chaman apcrifo ao no- vera l! faca alto! se nao......dos sen-
vo arrematante, como dando a entender, tin< lias as pecas de chita do naufragado
que o verdadeiro lie sim a mesma socieda- Brigue Inglez. Todos falo, todos falao,
de; mas que nao podendo fiVurar em tal todos censuran; porem venhao a.ser Jui-
negocio nenhum dos seus socios ali empre- Bes de Paz com taes criminozos, e vero o
gados, ella resolver nornear aquelle agen- quanto custa........nao he mais doq'
te quem como j- disse chamo arrema- prendrsela hum Reverendissimo Deputa-
)
a
den em demonstrares matliematicas das Municipal! e a volta ; eu nao me quero
quaes se nao pode duvidar, todava ellas comprometer.
apprezento mais ou menos materia de fun- Como o Snr. Redactor escreve para o
(lamento, ou esta seja verdades averigua- Publico, eu lhe pesso pelas almas de seus
das, ou simples conjecturas. Alemdeque defuntos, que grite commigo, e gritemos
citan se fctos, que a seren verdadeiros, todos, a ver se as Authoridades acordo;
so por si provo asss a existencia de tao por que se as couzas continuaoassim, adeos
vergonhosa, qno criminosa sociedade. uzes que se apagao as candeias. Passe por
E' por ora Sur. Redactor quaanto me l muito bem, at breve, pois tenho ainda
cumpre dizer a semelhanterespeito; queira a contar-lhe huma historia d'uns boisinhos
por tanto dar pubcidade estas linhas q' mortos a bala, pelo pai do nosso Lins ; isto
me parecem conter materia transcedente forei se nie deixarem falar, pois agora nao
sem embargo do total desarranjo d'ellas. passo d'um pobre diabo, mas sempre quero
ser, seu amigo e P.
O Investigador. O Dnro.
C
>
mm
&nmmbuco; m Ctpogra^a do diario. 1834.
T


Full Text
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