Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02773


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Full Text


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Sulissreve-se ineiisaliiiente a 646 re*. ,-nanUil :.-, a TiWjjrfcfia
' '.'';ii i.inz de S. A iitoiiio sobrio da puf la lar^a
e se reccSmu correspondencias, e anuncios ebte iiircia*9fl
ix elida itn \>cr>\>fog assiguanes tornate e rindo assfgaaduB.
Tuda rnr dtrpende de nos ateamos, la nana prudeiu in, '"
ii.-ia<;a<>, o el! ui;:: continuemos como principiamos o neFcnu
lifjoitaiio.-i coni udiniraco ful re as Nacas mais curta
l'invltimai.'tio da Aswii.bU* Citrnl <-'' limiil.
*OMnesacssw^^MMMxsBiW^<
)mpjre09 tin pzvimnwc por 3c?e ictorino De ftbuu.
de
DAS da SEMANA.
2 ', /3o -And. dcw J.' da The*. P., eCh. det.-P. as 10 h. 6 m. d m.
3.* S. izabo.l- lel."'" de m., e au.l Orfos de t. P. as 10 h. 54 m. da m.
A.'-S.Fe/is-SvssAo da The*. Pufelicu. Pr.
Ii. 52 m. da m.
h.*-S.Colombiano- Re."" d m., Aud. dos J.'.d C.
ihiB. e de t, eh. Pr. aos 30 m. dat.
0.'-\ Gertrufles-Scs. da The. P. dem.eAud.de
I de Orlaos del. Pr. al li. e 18 m. da t.
S:|)!)ado-.S. Victorino- Rl de m.
(r. de l. P rea mar as 2 h. 6 m. da t.
as 1
ii destruirn da trra, que infelismente Ihes (leu ser,
eosbens, e vidas nossas. E para concluir, he mis-
te'-, que ellos pedio, e entreguen! as afinas, ou alias,
que sjfo destruidos. O nteres-fe, e a honra p;i Pro-
vi viocid. e Central devem prestar toda a attenr.au is
t negocio.
.VHVittIM
i aud. do Via;.
I>.ir,r\ S. Jo'ao da Cruz.
m. da t.
Pr. as 2 horas 54
Ao somos partidarios de amnistas, ao contrario
! s as admillimos oni mui rarssimoscasos ; porque
< las trto a certeza das penas, e 'avorecendo a impu-
nidade sao causa de corinnados (Times, como entre
nos acontece, que impunes os restauradores lodos os
dius entre nos tramo; e a experiencia lem mostrado,
que I o n {je de cederem, c se emendaren! rom a inag-
uanimidade do perda'o, os malvados cada ve/, se tor-
no mais audazet, e despejados. Sobre ludo as re-
provamos a respeito de malvados taes como Pinto M-
deira, Vicente de Paula, e toda a mais cfila dos Che-
Ifs- dos salteadores. Mas nao podemos apezar disso
k'ixar de aprovara medida tomada pelo Governo de
oferecer amnista aos salteadores de Panellas, que se
a presenta rom, e deposerem as armas. To longa, e
prolongada lem sido esta guerra, lano sangue se lem
iiella derramado, e lo avaros somos nos do sangue
Drasiiciro, que mui de bom grado aprovamos todos'
oa meios, de que se possa tancar mo para a concluir
sera e'uso do sangue de nossas tropas, e \ninda mes-
mo dessa misera ve gente, que a instiga ci de malva- i
dos tem tornado salteadores, e assassinos de seos Con-
cidados. He verdade, que a ser ella aceita teremos
de ver impunes muitos facinorosos, cuja vida he um
pezo nara a Socedade, e cuja existencia nesta Provin-
cia caTisar sempre receios mas por outro lado lam-
bem se poupo muitas vidas nossas, e as grandes des-
pezas de que est sobrecarregada a Provincia. Cons-
ta, que o Governo tem tomado a peito acabar eom a-
quelta guerra (o que desde muilo devefa ter fetlo) e
que apoz a amnista vem ordens, munices, e tropo,
da Babia para atacar os rbanos do lado das Alagoas,
e sendo assim justo he, que primeiro se Ihes olereea
amnista, e perdo, c que a nao querendo sejo leva-
dos a ferro, e fogo. e mister porem que islo nao
passede palavras, e que se imprudentes nao aceitaren!
EXtiuctamos de folhas Ingleza<, < Fftfncezas algu-
iias passagens, em que ellas f;.Ho sobre a impo-
sihilidade de nutra vez ser D. Pedro Imperador do
Brasil, ufo para adormecer nossos Concidado, e os
dissuadir de tomarem medidas contra os Restaurado-
res ; mas pura mostrar estes, que embalde contra
nos tramo pira a vindn de seu Senhof, e que toda*
suas intrigas, e tram;s podendo nos causar grandes
males, e anda maiores .-i elles, nunca pdero conse-
guir a segura reintronisaco de D. Pedro no Bra-
sil.
O Courier Inglez julga mui natural, que os Bra-
sileiros receiem os projectos de restaUraco, que se a-
trihuem a.o Pai de O. Mara ; mas anda, que seja sa-
bido, que as duas Potencias alijadas reconhecem a I).
Pedro como huma pessoa sem lugar nos negocios d<
Portugal, nao se segu*, que se Ihes possa atribuir in-
rencoes de cooperar para o seu restabeleciment sobre
o Throno do Brasil. Por este lado sao exagerados os
receios de seus antigos subditos.
O Tempo, Jornal Francez, diz D. Pedro parece
dicidido a finar em Portugal nao obstante os ex/oreos,
que se tem ?ito para o apartaren]. Jlle ja convocou
Corles Extraordinarias para Ihes submelter entre ou-
tras questes importantes, a da Regencia do Reino, c
casamento de D. Mara. Supoem-se-lhe projectos am-
biciosos sobre a Hespanha, sohre ludo depois, que o
Brasil rom pe u cem o Ministro da Rainha, e que. se
lem turnada impraticavel urna restauracao na Ame-
i ica.
A Tribuna pretende, que D. Pedro, regeite o
protectorado de Inglaterra. He mister, que elle se
apoie no Saldanha, o amigo do Povo Portuguez. De
mais o' lu^ar do ex Imperador do Brasil, he talvez em
Hespanha : elle nao pode mais voltar America, e w>
acontecimentos o forco a se fixar na Europa.
tv*v% v<%%*%%v* %%%>
ALAGOAS.
Artigo d'Officio.
REkKtto V. S'. a rellaeao de todos os objeetbs,
que Ihe l'oro mandados pelo yale de Seiastio
Jo/e dos Santos, e Canoas que o acompanbaro com
Cem alqueires de farinha, e eera arrobas de carne sec-
C. Agora pela Lancha que conduz mais trezentos
alqueires d<- farinha, e tobem mais tent e oincoenla
o perdi, se tornera todas as medidas para de urna xvr. i urrhas de carne secca Ihe vo remellidas duas Reamas
acabar eom feras, que athe agora tem mostrado, e de papel de pezo, frustro ditas de Almaco, e seis de
mostrara com este passo (se o (l-rem)quc s qerein c'arluxinho ; juntamente hum Barril de Plvora lina
trytg-
*


V.
x<

, I
5
eom neoenla libras, deque me disse o Capitn Mi
uot'l Joaquim da Costa ler V. S. neccssidade. Eu ni
me descuido hum s momento do provr, e mesmo de
(troveras (altas que potan experimentar o Aeampamen
t > pn? ven indo-as immcdiataroenle. E posso asseverar
V. S. que uos nejfocios desta assolladora Guerra j;
to demorada, eatio emiwregados os meos mais acema-
do di-vi-Hos; que nao me poupo a lr;bdhos, e vigili-
as, deque bem recompensado me baverei se conse-
guir, como esporo derrotar o nimgo selvagem, e
cruel ; e se restituir par, a abundancia, o prospe
ridade desta Provincia digna d'a gozar, e rom lodo-
os. recursos para a desenvolver. Temi n estes ulti-
tios i.is reeebido varios Offieios seos, sendo os mais
( .iicaos oilo. que irouxeo Capitn Marmol Ioaqurm
12, Lr, 1,', e 10 do correte, entregues a 17. Lis-.,
ii tido de lulo o que nV4.'s relata tenho tomado na
devida concideraro t providencias que lembra, eque
sao eapazes de levar h offeilo a ruina, e estrago dos
Salteadores, e dos nietos que elles posso obter pan
itinuar a guerra. Oppoi tunamente ir V. S. ven
do que ellas se vo pondo cm exoeuco, podendo Y.
S. fazer peu alguns dias remover d'ahi a Escuna se ju!
gar profi ua ma ausencia aos fins, a que se propoem.
islou de aocordo com V. S., e muilo folgo que si na
que garanlindo->e os direitos individuaes, e de pro
priedade de lodo, aitnU mesmo dos inimigos, ho se-
guro meio di* so olU-s.rcfugiarem nos nos-os Acampo-
metilos, e procuraren? a clemencia, e proteceo do
Cioverno, abandonando os (heles, que os Iluden), e
a vida e a commoda, perigoza, e enante que p:svio.
Sempre puis e cm lodos os easos, e circunstancias re-
commendo-lhe muilo que esses direitos sojao rcipeita-
dos, e garantidos em toda sua exlencao. E m mais favoravel rezultado da eorrespondenci t de V. S.
vmi c>sc homem perseguido, e contra o qual s apare-
em suspeifes; e todos nos sabemos que militas vezes
dios, e ving*uca particulares se atavian com as ves-
' tes do bem Publico, Salvaco do Estado, para per-
seguir, e perder Cidados pacficos, amantes da paz,
da Ordem, alias timoratos de se Bpprezentarem em
campo para defender essa Ordem, e essa paz quando
sao atacadas. Stnto, e me afino sobremeira com a
ontinua dsercao dos Guardas Naeionaes, e Paizano?,
que tem sido mandados para o Acampamento ; e nao
sri como |ossa obstar esse i nfraqu cimento das nossas
fu reas. rdeuei que do Penedo marcl.asse cem Guar-
das tSacionaes, s viero dezoito boratos ineluzive
bum Capilo, e hum Tencnle, n este vilmente, e sem
ver^ouha alguma desertan de caminho, e levou eom
sigo Irez Soldados, (le seduzio : que infamia para
hum Ofti ial Guarda Nacional! Reiterei minhas or-
den*, no lente Coronel Commaju'andanle do Bala-
Iho determinando lbe, que marchasse elle mesmo, c
lodos os Offi'.ivPS para que lo mal di-cipliiiavao. Tenho outro sim Orde-
itadu que de S. Miguel, do Poxinj, da Anadia, e do
Taip m irchem alguns iiomens, e lenbo igualmente
exigido (ios Deshielos dos Indios de S. Amaro, de
Palmeira, e do Collpgio, que me mandem aprezentar
de cada Aldeii, trinta a quarenta homens ; e conlo
fase bum Corpo de quaze quairorentos homens para
lbe ser apprezcnlado. Logo que tomei n administra-
lo dos negocios desta Provincia reprezentei ao Govor-
. a uceesp dude-que linhm .S de lorias de oulras Pro-
vincias para eoadjuvar nos, e mesmo porra it ti-me lora-
brarilgti:u dos BatalhSes de 1." Linjba s;iz. me s- i-fi/.i rao os senlimenlos de V. S. em mu dos
i taiios Uticios >ros, c o pro(elo que faz t!e em pregar
-. n!' i o iiiimigo tadas as sna > i'eaSj e facilidades, e
' S.iv/.er erua guerra om quanto n sea lado ti/
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i-.- Soldados. Esta be i lingoagem do verd^f%Tr
v
'atrio!.;, do Militar Cidado, a quem 1^- .aro o doce
o ne de Patria, (\.\ qual he Soldado, e nao de ^'1'!*k.HC
ios,'< Despulas. sandoV. S. a.--.iim animado \ ltVp^
lo cu jurado de dar fim a esl i lu-la, e SPfrd coadju-i
ado pelos bous Patriotas Alagoanos. n'mhuraa duvi-
da re>ta de que o Lriunpbo le nossn ; transado 6 qual
insiarei co'.n o Governo Sup/emo para passar mats
hbil Administrador a Provincia, que por a minha
raquera fiziea, e moral na p- da. O L---U- -torio (Pesia Villa, (pie esta boje entrav
Tue a hum Militar h 'tirado, e de eonffanca trballia
en ressar mi l'nser eartuxame; e todava eu tenho
itesmo ido xaminar a qualidade da jtolvora, pape!,
&e. J fiz proceder criminalmente peio cartuxarae
decarvio, e lanja, que d'.^qui se remelUa paja o A-
*
vm)\n-.< uto pm lugar de plvora, que era trocada,
u inrlada. ebrev* couliecer se-a o.infame, e dupli-
ami'iiio criminozo, qu? a vil interesse seo saerrfieava
a noSsa Cnuza, e icos patneio^ nao podenuQ na v-r-
dade pr s ir mame auxilio aos salteadores. Tiulio
r eco ni m< nda '> muilo aiis Juizes de Paz toda a vegi-
lancia, i-aulella, e mesmo p-sqizas acerca da venda
da plvora, de niunices, e de armas que tem sido ex-
!r;;\ iadas. Xas sabidas desta Villa tenho enllocado Pi-
quetes, que ngtstao iodos os comboins ; e a poucos
das o .luiz do Paz deJarafjn < fea aprehenso de deza*
cele Barris de Plvora, que passato por contraban-
da. Rcmetlo-lhe agora huma Caiga de f. iros, e ins-
trunientos Cirurgieos.. que acompanha oulra de pa-
nos, e lencoes para o "lospital. Vai igualmente ludo
oque pedio o Cirurgiao mor, o qual nao sei para
quequ Sezoens no Acampamento: mais ahi as remello, nao
morra bum s hoinim ponjue o Prezidenle d.i Pro-
vincia nao mandn tildo qu.inl'o se lbe requititou. Pa-
CCt-me que com e=ia remessa de farinha, e carne, c
or. que de ve ai nda la existir, lera a Tropa suppn-
nento para dois mezes : e se fallar V. S- -me atizar
eoiu.tempo; e entretanto pode combar ahi mesmo a
arinba por vinte patacas, que sai mais em ron la do
que a comprada i'qui por esse mesmo preco, e que en-
carecce eom a despeza da condueco. Pode V. S.
mindar alionar o Sold de Alfcres Quartel Meslre que
requizila par o Cidadao Joze Carlos Aceiole Lius, o
qual se acna empregado n.este exereieio desde de.mu*
to lempo, e liemo destvnpcnha segundo V. S. inlor-
m i Com o Ajudaiitc Luiz Gomes, e Alferes Secrc-
.rio Caldas se Ihe apprezenlara o Tenente Goneallo
Pereirad'Olivcira para ser empregado. O Alfvres
Caldas servir de muilo. pela sua habelidade, e in-
teligencia como Secretario.
Lenlio sido assas exlenco ; mas ereio quu nao deva-
gu-i, e que preei/.o era locar em todas as coizas sobre
que escrevi. Fico esperando boas noticias do ultimo
ataque anunciado. Paco ir a nres*Hca de V. S. o Al-
feres Joze Porfirio Tcixcira de Meitdonca,''J qu.il
nao obstante estar de liccnca nao rec.uzou lazer o ser-
vico, que delle exig, e que he dar V. S. boma ex-
arta iiuormaco dos Pontos, c localidade do centro,
onde elle eslc.ve dista; ado, e commandando o Roca*
dinbo, d'ohde acaha de eheg-ir, sendo rendido (icio
Major Monteiro, e dos quaes Pontos, e. localidade;
tem p-rfeiio conhecimento. Elle leva hum M.qipu to-
pogr.ffi 'o da Provincia, que aqi| aeiiei, e que me pa-
recen, que lbe servira de algunia utilidad*: para re-
gular ^ua. ordeus, .- operae5"S, e vai com hum ap-
pendi'., que fez o Major Bloem, que aqui passou
para n |{o de Janeiro, e que notando algttmas ine.x-
aciides, e mcjiuo Piros no referido M

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uppa, com

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^inMt.:Ii;.il>ili(iule do coslunv, e son amor ao Iraba-
frjffrnp'cgou as poucas horas que aqai so demorou.
scar o app'iidecc. O Alferes Porfirio deve vo-
,ir. Yo aisida bornaes, moxihs, e cantis. Tudo
consta das rellaces incluzas.Heos Guarde a V. S.
Palacio do Goveruo das Alagoas em Macei 19 de Ou-
tubro do 1833Vicente Thomaz Piros do Figueredo
Ca margoS.cnhor Joaquina Joze Luiz de Souza, Ma-
|or fiommandanlo Geral das Fon-as desla Provincia
# ConformeNo impedimento do Secretario-Antonio
i,uiz d'Aranjo, O.Tieial Maior.
Illtt^VIVItl
correspondencias.
Snr. Redactor.
COr.o o Sr. Carneiro no Diario da Administradlo
n.' 153 tornoua renovar a polemjca ta ponte da
Magdalena, di/.endo que o espirito da intriga, e vil
interess pii, tlcular,. v nao o patriotismo, e amor do
Bem publico he rfUo dirija a p do Diario 5 nos que, ipesar de nao sermos algum
d'ellos, nao ficamos satiieilos com a resposla, por nos
parecer mais dpatinadla a insultar 80 que a justificar;
procuramos instruir.-nos de lodos os passos desse ne-
gocio, e agora, que nos oigamos suffirente mente
instruidos, o vamos a presentar ao Publico para que
coui p'lcito confieeimenlo do cauzn possa decidir
quem beque se tem dirigido pelo vil intontsse parti-
cular ; se os perdn (adores, se o Sr. Carneir. --
Jos Ta va res Gomes da Fonoeca Secretario da C-
mara Municipal da Cidade do Recife e r.cu termo era
viiludo da Lei. Certifico que Fulo padio-me por
Cerlulao o auto de arrematacao do theor seguinte
Auto ile arrematarlo feito por Antonio Carneiro Ma-
chado Rios, da con.lruco da Ponte da Magdalena por
a quanlia de quinze contos quinhetos trinta e oito mil e
oitenta e seis ress--Anno do JXascimento de NossoSc-
nhor Jc-susChristo de mil oito contos c trinta e dous,
aos quariose dias do mrz de agosto do dito anuo nesta
Cidade do Recife de Pernambnco na casa da Cmara
dellaaondo se nchavoo Presidente Jos Antonio esle-
ves, o\ creadores ahaito assignados; nlii depois de
se haverem praticado as solemnidades da Lei e estillo,
arrematou Antonio Carneiro Machado Rios morador
no l.iirro da Roa-visla, a factura da nova ponte da
Magdalena por a quanlia de quinse contos quinhetos
trinta c oito mil e oitenta eseis reis debaixo das se-.
guintes instrucoes e oondicoes primeiro -
Todas as madeiras serao das qualidades de-
clarndas no oreamento fe!o por o Eengenhei-
ro Fe'inino Ilcrculano de Moraes .Ancora debaixo de
cuja inspeccio deve a mesma ponte ser feita ; e tam-
be m ck pu ferro verdadoiro coraco de negro,
pin santo, jitahi, pnu d'arco, e sapucaia de pilao, e
ncnhuma oulra mais Segundo As madeiras sero
desempeadas, c lavradas a enx em esquadria de
quina viva, livres de fenda, furos, piolhos, blancos
c brozio, e as demencoes mencionadas em dito Or-
eamento e na forma indicada no plano -- Trrceiro
O Arrematante formar bum estaleiro coberto para
resguardar do lempo as madeiras, a fim de nao raxa-
reni, on impenarem, e de nao serem precizos mais
pregos, ou cavilbas para as levar ao seu jugar, do
que os oreados. Tera taohem a sua cunta a guarda ne-
cesaria para evitar qnalquer incendio durante a fac-
tura da obra Quarto As cavilbas, argollas, estri-
bos e mais ferragem sero de ferro de Suecia, c fei-
tos com muita per fe cao, e exactamente as porpocoes
marcadas nos Y." quatro c cinco da planta Quinto-
O calafate das juntas do laboado, e topos das madre?
ser executado, por tres vcsfcs antes do concluir a obn
e sobre elle Se dar tres de mao de unto de galla pre-
parada com as materias indicadas no oreamento. -- A
ponte ser feita debaixo da direceo e inspeccao do
Teriente Coronel de Engenheiros Fermino Hercula-
no de Moraes Ancora, na conformidade do plano,
oreamento, e instrucoes aqui exaradas, sendo o arre-
matante obrigado a fazer o qua por elle Ibe for d--
termihado no que respe ta tanto a factura da ponte,
como as qualidades das madeiras. A importancia da
arrematacao ser entregue ao Ajomalante era diws
porcoes a paimeira de dous lercos d'aquella importan-
cia trinta dias depois do acto d'arrem itacao, a segun-
da logo que a obra estiver concluida, e terceira, a C-
mara entregara mais ao arrematante a quanlia de rpis
qiiinbentos vinte nove mil o quatro erutos, par) a fac-
tura de bum macaco de ferro segundo o desenlio, o
oreamento apnresenUdo por o arrematante com a mo-
dnBcaco lembrada pelo Tenenle Coronel de Ege-
nbeiro Ancora, fieando to os os coneerJos deque pre-
cisar a cargo do Arrema' inte, que devora entregal-o
a Cmara, quando n' for mais neressario, no mes-
mo estado em que o receber. O arrematante desman-
char a sua custa a ponte reina, arrancando tolos os
esteios, que existen), e comprando para esse Cut bo-
ma corrente de ferro, que depois da obra feita' entre-
gar a Cmara, e ludo o mais, que necessario for pa-
ra o desmancho da vclha, e factura da nava ponte.
Em relribuico a Cmara cede ao Arrematante a ma-
deira da ponte, a excepcao de bum torco dos esteios
os quaes serfio repartidos em propon-So pelo que res-
peita ao seu estado de conservarlo. He porem abso-
lutamente prohibido ao arrematante o empregar ra
nova ponte alguma madeiri daquella. A Cmara nao
ser obrigada a dar couza alguma ao arrematante pa-
ra a obra da ponle, alen? do que j fica declarado. O
Arrematante concluir a ponte at o ultimo de Aril do
mil oito rentos trinta e Irez, sob pena de perder bum
cont de reis beneficio do cofre das obras publicas
da Cmara, c de ser acabada a obra por administracao
a rusta do mesmo Aarrematante. O Arrematante pres-
tar fianca edonia pela quantia de dezejete rontds se-
centa
pois
e sete mil quatro centos oitenta c mis neis.
de ultimada a arrematacao nao t'-r. diroi
De-
de ultimada a arrematacao nao t'-r > diroilu o
Arrematante de exigir ndemnisaco algima soh qual
quer pretexto, salvse por occazo de guerra, ou
inundaco for arruinada a obra feita, offerecendp or
seu fiador Manoel Joze da Costa casa lo, e morador no
Bairro da Boa-vista, que a Cmara o reconh-ceo como
pessoa edonea, o qual disse que por sua pessoa, e bens
se obrigava na fdta do seu fiado a cumpr.r todas as co
dicoes impostas por a Cmara, e por o Arrematante
aceitas, pelo que a Cmara houve a arrematacao por
feita, e mandou faser este auto em que assignou com
o arrematan!. Fiador, e Portelro. Eu Joze Tasa-
res Gomes da Fonceca Secretario o cscreviEstevts
Pro Presidente Albuquerque Mello Ldicro
MonteiroOlireiraCosta JniorAntonio Carnei-
ro Machado RiosManoel Joze da CostaO Porlei-
ro Amaro Antonio de FariaRecife 24 de Outubro
de 1833Est conformeJoze Ta vares Gomes da
Fonceca.
Por este auto se ve, qie o Senhor Carneiro arre-
matou a obra da ponte em 14 de Agosto do anuo pas-
sa
C
ado pela quantia de 15:538^080; obrigando se a
Cmara a dar ll.e alem disto 529^)400'res para bum
macaco, o qual ll.e devia ser restituido, Conchuda que
fosse i obra.
Que se obrigou mais a entregar-lhe dentro em tnn-
U dias dous tercos do preco da arrematacao. que r_


-


.
/.- \

\

i;
iOli?
*
hha a i=iIU:3d8$724, $ o resto s depois de con-
cluida a obra.
Que o Senhor Carneiro da sua parle secomprome-
leu a dar a ponte concluida at o ultimo du mvz de
Abril deste anno, recebendo por isso o primeiro pa-
gamento tmente.
Vejamos agora o que lem acontecido, e para isso
ponhamos n vista a corita assignada pelo Procurador
da Cmara em 13 de Setembro do annno passado, im-
pressa, e distribuida com hum dos Diarios.
Nella, e na columna das despezas se encentra o se-
guidle lancamentn"1832 Setembro 5tem a An-
tonio Carneiro Michado Rios arrematante da ponte da
Magdalena jwra prehenchei a quantia de 6:529$400
res, dous tercos do orcamento em viriude do man-
dado doc. n. 340 1:685$058.
Daqui se infere que o Senhor Carneiro tinha ]a re-
bido 4:844$342 *, poisque eta quantia unida aquel-
la, prefaz a dos ditos 6:529^)400, isto he ; 6:000$
para a ponte, e 529$400 para o macaco.
Devia a Cmara entregar mais ao Senhor Carneiro
4:358$724 at o dia 14 do mesmo mez para inleirar
os dous tercos do preco da arrematreo; oque nao fez;
talvez por falla de dinheire. Que devia pois fazer o
Senhor Carneiro ? Ou compellir a Cmara p los mri-
os legres a inleirar lhe os ditos di seo a tos ; ou desistir
do contracto, eniregando-lhe o que havi recebidn.
Fez o Senhor Carneiro isto ? Wo. Deixou se fi-
ear com o dinheiro, e em nuda menos rnidou do que
na ponte, at que a Cmara urgida pelo Governo pa-
ra dar cotila dos diuheiros, que Ihe linho sido con-
fiados para as obras publicas chamou o Senhor, Cir-
neiro queappareceo na Cmara no dia 1.* do corrente auno, e em vez de dizer, que finha em-
pregado todo o dinheiro, que havia recebido em ma-
trriaes para a ponte, e que eslava prompto a meter
mi a obra, e conclui-laquauto antes; pois j nao
lhe ero neeessarios tanto mezes para fazer a obra
porque os empregos e'tavao feitos (que s assim salva-
ra a sua honra, e fartaria a suspeita de haver-se ser-
vido desse dinhe'ro para outros fins) declarou C-
mara, que estav; desobrigado do contracto por isso q'
a Cmara nao Itoe ti "ha inteirado em tempo os dois ter-
co do preco da arrematacao, e otlereceo-se a entrar
em novo contracto, apresentando as seguintes condi-
coe?, que transcrevemos do Diario N. 148 de 11 de
Julho deste anno ipsis ve/bis.
O Arrematante da Ponte da Madalena chamado pa-
ra dar as rarrs por ue a mesma nao ficou pronta no
ultimo de Abril na forma da tracto, declarou a Cma-
ra as i zoes : e disse que julgando se em consequeucia
desonerado daquella onrigaco agora s se eneprrega-
r t da construeco da dita ponte debaixo das condl^-
0 seguiite.
1." Dar a Ponte pronta fora do assoalho hum anno
depois do acto da arrematacao, sen&o houverem des-
orden s ou perlurbacoes na Capital, < suas immedia-
e6esy em cujo cazo se descontar deste prazo o dobro
do lempo, que ellas deixarem.
2.* Dar pronto o assoalho em seis mezes alem do
praio marcado no art. I.-, se continuar a guerra ci-
vil as frontriras da Piovincia com a das Alugoas.
3.a Completar a Cmara o 1.a pagamento a que se
ohrigou pelo 1. contracto dous mezes depois de se ce-
lebrar o actual.
4.* Sugeito-mea todas as maisrondices do 1.a con-
tracto, que nao esliverem em contradicao com as trez
aqu exaradas : a Cmara tomando em consideracao
ditas cendi^oes, e o rxpoalft por o dito arrematante,
em consequeucia da seguinta proposta Proponho,
que se nemei huma Commissao para examinar a pro-
posta do arrematante, e dnr seu parecer a respe
Peregrino Maciclresolvi na forma da mesma
meando o Sur. Prezidente para a Commissao os
Mello Cavalcunti, Oliveira, e Engenheiro Fermina
Herculano.
Ah Senhor Carneiro Quanto melhor fora, que
nunca aparecesse escriptas taes condi Que querem ellas dizer se nao ; que o |Snr.
Carneiro tendo-se servido do dinheiro recebido fiara
outros firis, precisava agora de mais tempo para o ha-
ver, e poder fazer a obra, porque mui pouro ou na-
da tinha prompto para ella ; e que qunndo assim mes-
mo nao a podese concluir dentro do anno e meio, que
exigia deprecara ao Dos das rus gas tantas quantar
lhe fossem percisas ? f
Se o Sur. Girneiro tivesse empregado os dea e seis
mil cruzados cento e vinte e nove mil e quatro ceios
reis, que rereb*o (pequea bacacatelia) em oblee-
ros s relateos a ponte, nao podr a agora, recebend^
os quatro conloa de res, conclu la em menos lempo
rio que aquelle porque se hava obrigndo a da-la feta,
quando tudo lhe falta va !
Se Sr. Carneiro com os dez contos de reis se tinha
julgado habilitado a dar a ponle concluida, como com
os seis coritos recibidos nao a levou a mais iJei
meio ; pois que seis con tos he mais de metade de de/?
Einfm, se o Snr. Carneiro nao se servio do dinheiro,
e o lem prompto, porque nao dice Cmara, quando
taes condedes lhe propzSe isto, que vos piopo-
n/o, vos nao convem, eu vo entregarei o dinheiro
que receffi ?
A juize agora o Publico arista desses factos incon-
test.iveis, seo Snr. Carneiro cedeo, ou nao tentar
desse vil s-ductor, que diz ter dirigido a penna dos
pergnntadores, talvez mais instruidos, do que nos ea>
tavamos; e se sao elles os que por suas perguntas me-
recem os lizongeiros epithelos com que o Snr. Carnei-
ro os tem mimoztado ; que nos temos fixado o neis.
juizo.
C.
Snr. Redactor.
APergunta do Seo assignante inserida no Diario
N. 247 me desafia a f'aser a seguinte n flexo.-
O Snr. Prezidente da Relaco nao pode conceder li-
cencenca a algum individuo para advogar noRecife e
Olinda avista do 5.a do art. 7a. do Rrgulamento de
3 de Janeiro de 1833, que so' lhe d esta regalia, ha-
vendo falta de Bachareis Formados. Desta disposico
metio parecem isei.tos os Estudantes que hcuvcrenrj
j (requentado o 4.a armo jurdico, porque a Le nao
faz excepeo. F, sequsermos atlender a letra, e espir
rito do art. 44 do Cod. do Proc. Cr. diremus, que
conceder-Ihes taes lirencas nada menos importa, do
que Iludir a Lei. Ham Estudante, que no 4.a armo
gasta para cima de 12$ reis em huma Provirlo, nao
tem outras vistas, senao empolgar o logar de Juiz de
Direito, apenas sabir dos bancos da Academia, rom a
fieco de ter praticado o anno. Mas quem nao sabe
que em 4 mezes de ferias nao se toca ao menos [no l-
miar da complicada praxe do Foro? Se me pergun.
tarem porque nao poderao elles continuar a rabular
pelo anno lectivo em diante, responderei, que a posti-
lla Ibes nao d tempo. E tanto assim pensou o Le-
gislador, que se saptisfez com a pratica do processo,
me, (segundo os Estatutos) se estuda no 5. anno.'
Podemosbindajacrescentar outra razo mrt/casim, po
rem de algum peso; e vem a ser : que se o Sr. Pre.
ridente da Relaco der Provizo aos Estudantes, tal-
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vento a ser a cauza romo?.. (segunncr diz<
n ..M.? .
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Tm^>logos)|d i peeeado de/> /,,'./, que s$o mu
ugeitos os Ministros de Eslado, quando querem ar-
ptaniar algum afiliado, que se len^a formado hum, ou
Jeous anuos depnis de outrem. que murtos mezes rom
o seo pergaminho choramga na Corle por desoaxo.
As veces a Lei fica nesses risos m;.is torcida, do que
Fiun sacarrolhp. O direilo ii, o Snr. Prezidenfe da
Rellacao conceder Prbvizo de advogar; porque te-
mos bastantes formados. Se S. F,x>\ ja romecoo a a-
OU/ar da faculdade, que Ihe roncrd.? o dio ^ rilado,
met.hor lie nao continuar para lugir do peccado da
.//.:.ame',i. Ad os, Snr. Redactor; affie sempre.
Seo assignanle
Hum Estudantc sent Padiinho.
CAMAMA MUNICIPAL.
*
*,V Sess&o Ordinaria de 3 de Setetnbro de 1833.
Pesdewcia do Sr. Estevf.s.
1 Omparctt-ro os Srs. Doulor Mavignier Came-
jlo Gn-'mo e Olivcira faltando com causa os
Srs. Doulor Maci'el Monleiro, Mello- e Silva. O
S m .'tai i o fez a leituca do Expediente : Hum officio
do I'xm. Presidente da Provincia de que acompanhan-
do 96 circulares para seren destribuidqi pelos Jui-
/es rio Paz do Municipio. fiezolveo a Cmara que
no respndese ao mesara Exm. Pi-e/identc que passa-
va a razer iminediilamcUe a distribuidlo exigida. Ou-
Iro do mes ni o Exm'. Presidente exigindo que a C-
mara Ihe declaraste se esta arrematada a ponte da pas-
sngem da Magdalena, eessa arrematadlo fot fella por
esta Cmara, ou p?la Fasenda Publica, e as condiedes
Jo contracto.Addiado, e que se clmmasse o Fiscal
da Boa vista para i d'ormar a semelhanle respeilo.
Otitro do mcmo Exm.0 Presidente respectivamente
as obras da ponte do Reeife, Addiado. Ontro do
.Tu i/, de Paz d#Varzea requizitando um livro de 100
l'olhas para os termos das fnicas. Addiado.
Bezo!veo a Cmara que fosse ebamado o Procura-
dor para comparecer aprezentar a conlacorrente que
ialtava para se podrrem remetter as coritas ao Exm.
Prezid-ule da Provincia.
Despacharose alguns requerimentos e por ser
dada a lina levantou o Sr. Presidente a Sesso. Eu
Francisco Antonio Rabello de Carvalhb Secretario
interino a escrevi. Esleves Pro Presidente, Cusino,
Oliveira, Doutor Vfavignier Camello.
**v *% v*%
EXTERIOR.
^Isem que o Paei do Egypto rezolveo-e a man-
MJFdara Londres hum agente eneirregado de conli-
iiu# com urna Companhia Ingleza a- retacos, lia
lempo principiadas, a respeilo do Canal projeclado
de-do o Islhmo de Suez at ao Ndo.
-- O Di|que do Rovigo, o ex Governador d'Argel,
morreo depois do urna tongae doloro-a enfermidade.
A colera appareceo era Badajo?, e litros pontos
la fronte ira Custclhann.
( Do Jornal do Commercio.)
<*%*%#
Rk
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V
%
EMED10 CARA COA'SF.lVA '. O LEITE.
O :N ser va-se o Leite de te modo. Tomem-segtr-
rafas de ama capreidade ordinaria, encbSo-sc de
lei le fresco, ta peni -se com rollias de corlca, qucciu
Subes ) e segurem-se as rol lias com rame de ferro.
Tmese depois um ealdeiro, no fundo tioqu.-.l pon ha urna po-ura de ffilha, sobre a qual se swruniem
as garrafas, c cacando os intersticios com mais pa-
ma, encha-se o caldi iro de agua, ponha-se en lo ac
turne, e tanto que comecar a ferver a agoa ; relire-sr
o lume o Caldeirao, e deiche-se esfriar para pe lira-
reotaas garrafas com o Leite, cjue assim preparado se
conserva por muitotempo, isto he, por um uno ou
a,i no e nieia.
Do Jornal da Socicdtu!".
,*,,
ftieiode dar promptaniente ao vhiho. novo O tuali-
dades de vinho velho.
< t
O vinho novo, eosoulros licores feitos de pou"
co lempo, contem todos urna pequea quanlidade
acido actico, que perdem envelbecendo ; e como is"
to concorre singularmente para a sua bondade. li'r
conveniente accelernr esta poca por um meio arlifici"
al: elle consiste era neutralizar o acido, dcitando-lhe
algumas gotas demoniaco liquido.
OutrojTMo nao menos fcil e efficaz de dar a agoa
uniente nova, e aos oulros licores, as qual i da des que
cosliimao adquirir com o lempo, lie meter os vasos,
que os contem, em um banlio de gelo, e deixal-os ali
por 36 ou 48 horas. O fri obra accelerando a com-
binacao intima- de seus elementos ; e, por este pro-
cesso to simples, chega-se a coarmunicar lli todas
asqualidades de que sao devedores a velhioe.
Do mesmo Jornal
%,,*%%
R ESPOSTA.
A O Sr. Admirado responde, Jium amijffO do Sr. (
Im Juiz de Paz Joze Antonio da Silva Grilo. que a-
ponlando a lei, rjue ixenta aos Melilurcs de seren con-
ridoti pelas Aulhoridades Policiaes, huma vez que
suspeilem traserem armas curtas, ser saptisfeila a sua
pergunta inserta neste Diario N.' 251.
7
RApe' Princeza ltimamente chegado a libra 'iO,
dito da Rahia s libras, e s oilavas, vhi hisson
da primeira sorte a 1600, dito perola ou Imperial a
1920, tinta de es< rever a 160 a garrafa, e bixas gra-
des por preco commodo : na praca da l nio loja n.
20.
. %Cp* Urna escrava qne sabe emgomar tizo i invi-
nlia o diario de urna casa, ensaboa e lava de vareL:
na cua do Rangel N. 7.
EScravos para fora da praca, de 10 a 20 anuos,
tanto com vicio*, como sera elles, e paga-se em
prala : na ra da Cadcia velha n. 61, 2. andar, de
meio dia al as i da tarde.
&2P" Sinos quebrados : no Armasem da fundtc&o
dos sinos : ndverle-se que se alguma Irmandade os ti-
ver com o intuito de fundillos, que ja se ns reerbem
sinos quebrados, para se Ihe faserem outros comal-
gum abale no preco correnc.
t*m*-t* i\ *
/
-f


r^fca*
Wi
auusuct^.
w~
fcOr anuo, ou para passar a festa arrenda-:e um
fi. sitio com huma gratule Vaza de pedra, e cal e
bom vivciro, arvoredos c baxa para c;ipim no lu^nr
da povoaco da Magdalena, quem pcrtender dirija-
se a Roa-vista ra do Assougue velho casa N.* 21, qud
achar com quem tratar.
furto.
mtO sitio que de Joao Carrol na ponte do O
i^icha furtaroo segurtnte. --
Huma caixa de custureira, huma carteira pequea
invernizada om cartas dentro do mesmo, 3 sinetes de
ouro lendo em um as letras C. S. urna bandeija pe-
quea de thesoura para espcvitar vella, 1 jarro peque-
no domado, varias chaves pequeas em urna argola
Quem souber deste furto eo queira entregar, ou
denuncalo dirija-se a ra da Crus n. 27 Io andar,
que sendo tudo entregue em boa osdem recebero
50$ rs de gralificacao.
^y No da 15 do correnle feriarlo do pcscosso de
urna menina na ra do Colegio as 5 horas e meia da
tarde hum cordo de ouro com 2 varas pouco mais ou
ienos e um ponteiro tambem de ouro trocido ; roga-
se a quem lor offerecido o queira tomar do vendedor
ou sendo que tei.ha comprado o querendo restituir
dando se o emporte da compra leve a ra do Rosario
Botica de Joo Pereira da Silva ou na ra do Colegio
no Sobrado por cima da loja de Cera.
r v V%%"%%
Jer&a0.
PErdeo-se desde a ultima casa da ra do Palacete,
ao adro do Corpo Santo hunjcoraco de ouro la-
vrado, que tem de peso |3 a A oitavas ; a pessoa que o
tiver achado, querendo restituir dirija-se a mesma
casa que ser generosamente recompensado, assim
como sendo offerecido a venda a qualquer pessoa ha-
ja de o comprar e levallo a mesma casa que ser pago
da importancia, e renumerado teu trabalho com ge-
ii'-rosidade.
%%"%*-******
flcijafto-
Chou-se no dia 16 docorrente hum negrinha an-
idando pela ra sem saber onde morava quem lor
seu dono ou dono dirija-se a ra do Amorim sobrado
N. 107 no Forte do mato que dando os signaes ser
ser Tufme publicado pelan 'olhr.y. Adverie-sc
rem ja se saber quem Ibi; tanto por ser visto y
tobein leudo procurado o dono dos mencionados s-
seutuu no intimo de sua alma conduzil os sera o me-
nor contenso OU fraflqocsa em carregar o que Ihe
pcrlciice c por este ihe avisa
O vcrgonho.w l l .
^- Quem precisar de um pardo ido/.o, para 'ei-
"lor de sitio, ouengenho, que se sugeila a todo o ser-
viro dirija-se a esta Tipografa.
ggr Quero asuociou por este Dwno precuar d<*
cinco conios de res rom hipoteca em propriedades,
dirija-se a loja de lirros da Praca da nio.
yy P'recisa-se de urna negra cativa para .servir ;i
urna pequea familia, pagando-sc o oluguel que .ac-
recer : na ra do Rozario estrella defronte do Escri-
vo Pinto 1. andar.
^ O Senhor Joze Gomes da Silva queira ir bus-
car urna carta em Olinda ra do Amparo 70, viu
da da Baha. ,
^Em tempo eu estavaainda (Sr. das Tornabas./
de uzar do judicioso proverbio Sapienlis mulare
consilium- desdisendo-me daquillo quv,j.i Ihe fu sa-
bedor; poremeomo isto nao importa va menos, do que
coincidir com o que diz Vm., nao sem alguma injus-
tica, rincnsideraco por me ouvir por esta ultima vez, o que Ihe passo a diser,
e depois reflila sobre o caso, e decid*, como a boa ra-
uta preserva : Assim, si por hum homem ser fallo de
f e deslizado no cumprimento de. seus deveres, segue-
se, que nao exista outros de boa f e respeiladores de
suas promessas ? Porque o Sur. Carvalho nao cuna*-
prio a sua palavra para com o Compositor, de quem
Vm. fala, segu se que nao exisla outra pessoa capaz
de cumprir-lajingajando outn qualquer hbil na pro
fissoo dejcomposiloria, o qual tenha bons costumes i'
E se toda a soeiedacle nao cuoprio a sua palavra par-
te a cumprir, e isto mesmo confessa Vm. pelo voca-
bulo ,, excepcao. ,, Por tanto, Sr. das Torrinhas,
era melhor deixarmos polmicas, nao querendo Vi.
lanear o odioso a huns homensque gosao do concuito
e eslima dos seos Contenamos : he o que Ihe pede
O Riograndense.
^^ A pe?soa que reside em Olinda na ladeira da
ribeiraque anunciou no Diario de 16 do crrente N."
251 ter hum escravo canoeiro sem vicio no valor de
36O$0O0 rs. declare por esta folha se tem boa canoa
e se vem incluido na quantia a cima, para ser pro-
curado.
entregue.
MVM*** V* \
9m?ea particulares.
PRECizA-se de um bom padeiro : quem estiver nes-
tas circunstancias, e der fiador a sua conducta,
dirjase ao fim da ruaVelha pateo da S. Cruz sobra-
do ii. 104.
^y Precisa-se de um caixeiro abil para urna ven-
da, (ue de fiador a sua conducta : na mesma caza a-
eima.
^3* Tirou-se por engao docorreio una carta pa-
ra Antonio Joaquina Rodrigues Lima ; o seu dono po-
de procural-a no Porto das canoas.
*^ O Sr. que leve a audacia de car regar do por-
to da ra nova seis corrimoes tnha a bondade entre-
tallo? ou mandar na mesma ra D. 33 do contrario
* %%% 1* fc*V%^%'***'%V'*V* %*%%
n
NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados no dia t5. #
10 DE JANEIRO 5 28 das B. BraaHeiro Intpe-
^radoi feliz Cap. lose Alves da Silva : farinba ,
a Rosa e Braga passageiros De potados Rm. Padre
Ignacio Joaquina da Costa, Francisco Joaquim dcSou-
sa Compeli, Jacome Geraldo Lumaquc de Mello,
Lui/. Gonnalves da Silva, o Joo Antonio.
- TERRA NOVA ; 38 dias Patacho Ing. Aic.el,
Cap. John Anlhau Mann ; Bacalho, a Cockshoott
&C
ag'-fi

.,!..!<..<.
tJKit.\". jta Typ. no Diento IB.H.'j
%
1
'


Full Text
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