Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02757


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Full Text

B 37.
m
#

i*.
%1 DE SETEMBRO. N. 208.
i-Xx-^W
*
PERN. ka TYP.
=*=
MANA.
SejmndaJ
.iinta]
h.eS*
1 .le O
ITldo [on depende d nonnfimoi d non* pra-
riancia. m,,dra<;*o, 4nergia:cf>iilinuemo* com
Vf .saraiiros puntado oom admira
ra ai Naroe maiicullii.
troolamn^i da jtfmbt ral i Irnl
{ as i he
1-
Salnerere-nea IOOOr.menae Pagotadiantadn.
asta TypoKraBa. ra e* I). 3, e na Pra-
? di 3H ; onde e recelir/n
corr' i-gaiitada,,*: annuncioft; inseriu-
d< *( icratit sendo los pro pita* ai>ignanies,
indo..___._
CAMBIOS.
Setcmbro'46.
jLOndres 30 1|2 a S Di- St. poi I, ced.
Lil>oafi5 noro'ii premio, por metal, No.
Franca 31(> a -S0 lia. por tranco
Rio de Jan. r p. c-de prcm.
Moeda de 6.400 15 0)0 as vellia, novas
4.000 T.000 .a 7.200
JPesso Colimares 1.60'
dilto Mexicanos 1,560 1,590
P.itacoes Bra-silci-roa 1,60o
Premio/la lellra. por mas 1 til por o|0
Cobre apar da* Sdalas
18,000
f**HTII)A DOS CORK ROS.
Olinda _Todos os da m oieio da.
Goiana, Uta mira, Parait.a, VlfJ* do Conde, M-
uiaiguape, Pilar, liefti de.S. jK rejo
Ramlia,Jpindar, Vosa Je SoSBRidade do Nat'. I.
Vil'a dsHfniaiininlia. e Nova d* FortaTsa. Villa do Anuirs, Monte mor noru
A racal Cancavel, (.anind, (irania, Imperatrix.'
S- Bernardo, 8. J.So do Pnrrc.ipe, Sobral, Nova la
Her. Ic^S, Matheua, Heacho dosaaenr. S.
a>
RTE
1G I LM
PERNAMBUCO,
GOVF.RNO DA t INCIAJ
Expediente do dia 5 de Setembro.
Otcio Ao Commandnnte para informar se na Fortaleza do Bru
ha logar em que se posea eetebellor pa
Enfermarla para os presos dejuti
tem de r passados para as pii-e
referid* Portales*.
[)iio Ao meslo, commumci
llie que>|pdo d< sadoaparaa
la lena xi-terrj
'Cadeia desia ( il vai ser ai
matada cumpf|^^^HvLibor tente na masla i /rtalesa saja ieni
para a do-Buraco como a polrora
de Y>r ella se aciar deposi-
tada; i ara' ser tito cam as preci-
sas
Uito esmo comiBunicindo
Ihe q entrado em duvda se os
Militares iodicidos em crimajfcivi- devem
"ser presos as Cadeias o Fortf-
letas, resolved o Regente, em Non>e do
Irfjpen
to do correla anno tomada a< olla
do Consslho Supremo Militar de io de
Julho o rrimes em q'
nser-
l 'arlis e Fo dem
Dito Ao Promotor Publico da Co-
marca, par.tecipando-lbe quefica suspen-
sa asaida'do Capit-5 Teen te An
Pedro de Carvafhoato rastillado r!
nuociaque contra o mesmo tem de apre-
Zen-tar pelo crirne de peculato.
Poi taria-- nraandsnte da Char-
ra Tiinta fifet> P r" suspejjfcr a
saida da rnescl gunda oroaV da
Presidencia.
DitahML do Arsenal d Guer-
ra p*ra foroecer as canoas que fttfAai
preci aseara a conducao' da
railuxroe, o ra*\i objectos exisii
Laboratorio t-e PaipfS da Fortalesa do
Bn que Vd5 ser removidos para a
do Bu ra
Oficio Illm..e Etna. Snr___Era
conformidad? da Porlfria da V. Ex. da 18
do correle fui ao sitio do Ar'raial com
aos BiigadeiroB aiodaque reformados An-
ionia^>r^es Lial, a o \a lili scido Jos C*-'
------"essoa a Mcio; q'estes aa eacusaraO'
a prefexto de molestia devendo porissa re-
cahir, nos Teneotes Coronis q' tem tfc-
cl i va menta servido como mtis anligo,
e habelitados por L*i. Que e-la foi 8a
conducta que nao ttuba ido alterada,* te
nao quando por impedimento de moles-
tia, ou exercicio de Preaideotas em al-
guos dos Conselbos, tinba por amor disao
rariado.
Dlq- Ao Exm. Tresidente da P o*
tiricia do P.ra', rerumetondo-ibe a guia
dos v .tos que por esta Proi*i-
c|a tinha recebido o primeiro Teoeyte Fe-
liz Dearado naquella .destacado
i a que a mas a; a guia des** o con ten en-
destino.
. Dito -r-Ao Comnandsnta das Armas.da
Babia reme ten do Ibe a guia dos veoci-
mentoj adiniados que por e-ta Pro-
seabonario *# piimairo Strgeuto
IHay, Icj., S Matheua, Heacho dos**giir. S.
Anti.i iim, Qneiernmoliim. a Panihhrb
Sejunfli e Se*tt>feiran ao nirio diapar via da
~o Toda
I, lUoin
m
jTJSJS/di
Par*Tl>a. Santo Antao- Todas a* quitil fciraaao
meloda. Oaranliuiis.^Boiiito nos diat K e i
de ad niel ao nievo, J Milare no dia 13 da
cada mea aonieio dia'l___J.Serinliaeni. Uio r/or-
lo Calvo5
i rearmo
i9 com
^^H foi
iHite do Crime das
Comarcas da Pro
Dito Ao Cbefe da Laglto daffG. N.
da Garanhuris communicaii' u,.
^ode
3. ^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^|
to i
Dito llandtga coro-
municsndo-lhe que Plvora dos partico-
jatos depositada oa Fortalesa do Brum Tai
er removida pira do Buraco.
Ij^ual comnacnicaoaS foi faita ao Ins-
pector ojo Arsenal de Maemha a ao Ad-
ministrador da Meza JalDversas Ren-
das.
fJtto Ao Csp'itaR Tenente Antonio
P"edt q, de Carvalbo cpmmuriirando-llie
fi tendo o Promotor Pubfcco da apre-
tantar nesta data urna denuncia contra el
fe par crime de peculato segurado acaba
de partecipar /eqajsitando a auspensa da'
<,ua vitgenf para o Para' at o resallado
da teferrda denuncia ;^ cumpr que aa
JWfeceber segunda or-
encontr! nesta operapao se nao
mu to na supencie da larra froxa mai
do que pequeos pedscos mu destacado^,
intinuacao' alguma. Maleado
ar as scava^ons al ^ palmos,
paraceo ao memornis lee infi-
ci de ha ver carvaS e tfbixQU-se logo Var
urna laje da pedra arasr. lia ; a vsla do q'
suspend o trbalo. N'aqurllea lugares
quaodj hera cobertos de m^ttss cota-
mava os moradores a faser carvao' de
madeira e minha opiniaO he que os
ftagmentos, que por ais ficarao' coberlo
pela trra depois de mnJtos anuos toma-
r.i o carcter de carvao! de pedra coro
qual nuiosaa ^ernelba mas que neto
pouco pejo nenhuma solidez., e otras
ni itas circunstancias, que bem se deix*5
ver, poam em dovida aaant>em.
Dos Guarda a V. K%. taria das
no a5 do
i'ho-
Pre-
sidente da Provincia. Hemeterio Jos
Velloso da Silveira, a. Tenante da S.ma-
na asOrdens.
8 trabalhadores fasendorocar o matto no *"
logar onde se dasia hayer carvao'de pe- do tercairo Batalhio de Cassad.ires de
mande\ abrir vsrias escavcoens e piimeira nha daqu'etla Guarnicn,
>el Luciano da Cmara Guaran',
gressido tffiira', aGm deque hoa-
? d- Brdens, para *erem te-
es v ntadov. Qoe coli-
dc humdosCoireios
i nlo estar airtda em execues
Piovincia do Par*' asdUposicdes do 2.
jo arribo i. do D
I
,i
r
, queeoncaq
a a que t"-
!>na-
nh*
gva dev
tio para que este lud
se q lilao qup linba gatillo a CD>ta
mtiores sai rifit
DIVERSAS REPARTjgORNS.
alfa:
DAS FAZRNDAS.
a f ga o seu ttcsltno
COHMANDO DAS ARMAS.
Expedienta do dia 25 de Setembro.

Ollicio Ao Exm; Presidente disen-
do-lhe que nos primeiros das de sua ad-.
io avia recoobecido a necesi-
dada de fasar nomeiar como devia os of-
ficiaas de mdior gra JuacSo qu* ttnht em
riitude da Le de compor a ju
Justica de q'S. Es. tractava em seu oflioio
de 3*3'do corren'te, convidando para isVo
O Brigue Inglea Cecy vjndode Ser-
ra Nova entrado em 26 do corrate ,
CapitaS Jims Luthetidy consignado a
Cabtree Hy woi ths e Gotnp.
Manifestou o' seguinte.
23oo Birricls com Bcalho ; a caixas
coa arenquts.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a meema do N. ia5.
CORREIO.
Brgiie Herculet recebe a m*li para,
MUTILADO
as 1. II, e 21 de cada
Lisboa no dia aSaslr libras'da manhfi.
O Brigue Escana Potlguei FltV ^e
Lisboa de qoe he Capitn Vicertte Anas-
Jacio Rod igues', sai pira Lisboa no da,
2 de Outubro.
OBRAS PUBLICAS.
Nos fijas 9, 1! e 13, do prfxi
futuro me oe Oulubio se proceder'a ai-
reinaiayao' da ponte do Varadoiuo eno Ci-
liada nvaliada em i:01a)53a re*. 0
lecit.anle, sao* convidads'n comparecer
competan tmenle habilitados de fiado es
idneos em os referidos, das a darem os
seus lancean Repartica das Obras Pu-
blicas onda esta' ptenle o respectivo or-
camento piii ser- examinado pelo Pe ten -
deutes emqualquer dia til as huas lo
expiidieute.
, lnspecca>e|das Obns Publicas a5 de,S>i- "
tembro de i837. i
dMoraei Ancor
ARSENAL
ora.
DE MARINHA*
Precisase para o,for.necimp'iit? dos r-
maseos dc=te Ais-nal dos gneros se^mn-
tes.
('arrie .viga da bacalbo, error., ci-
jo', 'aseite doce pr* rae..', e lusea,
viuagia virfho at;oa-arJeiile > cf as-
suo*r farinba e sal.
A peaoaaque tiverfii taes gerJros e
os quiser ven^ei*., comparepao' fiesta Re-
psrticao' no d a 3o do correte pelas 11 0-
ras da maobfa.
lospctio do Arsenal de Marinhi 26 de
SelemHro de 1837.
iranciaco i'Assis Cabra! de Teivc.
Inspector do Arsenal
UUI.
PREFEITURA.
Parle do dia a5 de Setembro.
Illm. exm. Sor. Fra8 presos a n-ir
nhaordem, e tiverG destino : Antonio ,
pelo., escravo de Joa5. josb Rodrieuea
LofFar., pela 1 patrulha do Corpo Santo
por ter aspancado a urna ff*t'; ouim
pelo do mesmo ame escravo de Casia-
no Patena G>onQalvc9^ per ebrio ; Joi>
Mai calino dos Reia, Attd.' Fiencisco de
Lima ,e Jos Felippe de. Mello pardos
pelo Sub-Pfefeito deSunto Anlouio, p.jr
occiosos ; Lui Partir deCaiTillio,
dado do 4. Corpo de Aitijbtri, Fio
rencio Diaa Lima prdo e IVfanoel,d*
Silva preto,, palo, roearoo 5ob-jPiefeil
o primeito por tr encontrado a pirdaa'


i
DUIIO
i
PIMNAMBUCO
e sfni destino ; o segundo, por fiser alari-
do pelas'f uas ; o ultimo por ter cspn-
cado a urna mulher, quarendo eutiar
rom violencia em seo mucambo no atter-
ro dos Aftogsdos ; Joa5 lambam preto,
es- raro do 15. J. Aires pelo dito S ib Fre -
frito, por ebrio; Joaquina pardo es-
4 ravo de Mara Isabel, por dois Obasde
Policai, por ebrio, e insultos um Caixri-
i o de taberna ; Jos preto, escravo de
Manoel Jos Vivir pila I. patrulba do
Sacramento de Santo Antonio por ser
encontrado a dormir era urna cauca,
ter insultado a mesme patrulba; Andr
Vi.ira, pudo, pala dita patrulha por
fjer dado urna ca elida m um *ugei:o era
a ra do Cano ; Joaquim Chrisostomo
Mooteiro pulo, pela patrulha do Sacra-
mento da Boa-vista, por sa Ihe ter -ppc,e-
bendeido urna pistola, comaqail dispa-
rara dois tiro? pelas duas horas da ma-
tibia os quaes oreo' ouvidos pela roes-
rr.a pilrullia ; e rsula Mara Mara Ce-
lar Francisca de Jezus, pardas, pela mes-
na patrulba por seren encontradas cow
grandes voserias pelas ras.
K5 consta que occorre'sse ruis noti
dade.
Dos Guarde a V. Ex. Prefeitura da
Comarca do Recife a5 de Setemb. de 1837-
llTm. e Exm. Senbor Vicate Tho-
maz Pires de Figueredo Camrgo, Pre-
sidente da Provincia Francisco Antonio
de Sa' Balelo, PmMio da Comarca.
eto, Fcafci
Paite do
da a6.
Fora
;#
Iilm. e Exm. Sur. t'oraO presos
minha ordem e tiveraS destino : Jos
Soares, branco, Jorge Rodrigues Maxadu
pardo Antonio Francisoo preto e Boa
ventura tambera preto pelo Sub-Pre-
feto de Santo Antonio o i." por ser en-
contrado era sucias em horas de silencio;
o a- pelo mesmo motivo ; o 3.a e 4.*
por occiosos : Manoel Jos Caravana ,
branco, caixuro pela patrulba de Polica
das 5 Pont..s por t era horas incompetentes; Frauci>c<> Jo*e
Delem, tu)h'.-ai braneo pelo official de
Estado do dito Corpo per Ihe ser appre-
hendida urna faca de pinta com aqual
eslava armado em estado de embriaguez
c insultau Jo a sua sogra, e mulber ; Ma*
'a preta escrava de Francisca de til
pela patrulha d' atierro*da Boa-vis'a ,
por suspeta de estar fgida ; Pedro, pre-
to escravo de Manerl G' icalvees mo-
rador em Tigipio remet.v por roiai ,
p.'te dexar furtar e vender "crao esc. de
Marcos Antonio de Carvauo, pardo, o
7'iaLjgu luanle t*m- tli preso porree ir
eflerefcaca. venda o dko -pelo ; e Damin-
ros da S Iva Coel'no branco pelo Sub-
Prefeito de S. Lourenco da Marta, por us-
peita de ter feito urna morle.no Caarial
de seo sitio.
NaO consta : que bouvesse msii novida-
de.
Dos Guarde a V. Ex. Prefeitura da
Comarca do Recite 26 de Seterabrode 1837.
Illm. e Eira. Senbor Vicente Tbo-
roas Pires de Figueredo Camargo, Pre-
sidente da Piovncia Francisco Anlu-
nio de Si B rreto, Piefeilo da Comar-
ca.
Outro do Fiscal deste Bairro parlecipan-
do augmentarse cada vez mais a necessr-
dade de se concertar o Alsougue Nacional
e o Matadouro, e ijuea esta Cmara cum-
pre remediar c mal, a fim de que se na5
torne roaior e igualmente a espeito d'es-
ta Cmara assonhoi ir so totalmente do
menino Assogue para poder enla5 ppr em
arr^ndamento os saos l.tlhos : em quanto
o Mata iouro deliberen a Cmara q' na-
da t>e lisesse em quanto a Commissa res-
pectiva nad apresentasse o parecer de que
eU'em can egida :_em quanto ao mais
que se nomeasse urna Cummi.is. cora
pos'a dos S s. Pessoa e Souca para dar
seo parecer a respeito.
Igual deslino teve um outro officio do
Procuiador acerca dos mencionados ta-
inos. .
Outro do mesmo Procurador remetien-
do a avaliacao' da Cadeia desta Cidade que
sendo feita judicialmente gastou 16$ rtm,
e que esta Cmara baja de mandar passar
mandado da referida q;ianta : em quanto
a piimeira parle, que se publicasse Edi-
Uei; em quanto a segunda qoe se pacas-
ss mandado.
Qtro do Fiscal do Bairro do Rec'feexi-
gindo a quantia de 32oo re-, que dispon-
deo com urna corrida que fez com o
D utor Felippe Neri Rodrigues de Carva-
Iho no dia3ide Agosto: que se pacasse
mimlado.
A Cmara delberou queso cfich'sa
ao Proprietaiio das casas que est edifi-
cando no ai tarro da Boa-vista para com-
pareceMfm casa desuas Sessoensa manha
pelas 1T horas a fitn de tractar negocio ,
quelbe diz respailo.
De>pachar5 ee algans requer mentas ,
e por ser dada a hora levanlou-te^at Ses-
sao e mandarao' fasi-r a presente em que
agsignaraS. Eu Fulgencio Infante de aI-
buqaerque e Mello Secretario a escre-
vi. Silva, Pru Presidente, Barros, Dr.
Cintra Passoa Fonceca e Soasa.
mandou afixar o presente que'vai assigna-
nadoe sellado com o sello da Cmara.
Olmda em Sssade 19 de Setembro de I
83? "
Jos Joaquim de Almeida Guedes.
.Presidente. .
Joso Joaqoip de Figueredo.
Secretario
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
4.

.--.la Ordinaria do i. de Seiembro
de i837.
Presidencia do Sor. Silva.
Compirccera5 os Ser?. Barros Doutr
Cintra, Pessoa Fonceca, eSuiita ; lab
tando com causa os mais Senbor. s.
Abena a Se s.i<>' e lida act da ante-
cedrnte foi sancionada. O Secretario
dando conta meocionou os seguintes ol-
fi OS.
Um doJuis de Dreilo da a." Vara
do Crime apretentado pelo Sur. P-esi-
dente partecipsndo-lhe hater marcado o
da a5 do presente nrez pelas lo Horas da
manlia para ao reumr o Constlho dos
Jurados qnodeve servir na'piestnte Ses-
sa Ordinaria : a Cmara dcliberou que
ce officiasseao Doutor Piomotor para com-
parecor a manhia ptlas 11 horas a fim de
,ep.der faserextraes daa Sedu'i?.
EDITAES.
A Cmara Municipal da Cidade do Re-
cifa.
Faz saber que d'ora era diante sarao'
arrematados os talhos dos Asaougues dos
Bairro de Santo Antonio e Boa-vista ,
por serem pertenceotes ao seo Patrimonio;
devendo por tanto sob contracto relativo
a Pulicia que de vara' haver nos meamos
Assougues ser feita a'arremaUca de cada
um do no da 28 do corrente : os pretenderles
comparece!d competentemente habilita-
do-.
E para que-possa Vallar se passou o
presente qye aera' publicado.
P Recfe 14 de Seterubro de i837. *
Jos Msxado Freir Pereira da Silva.
Pto- Presidente.
Fulgencio Infante de Albuquerquae Mello?
Secretario.
A Cmara Municipal da Cidade de Olioda
em virtade da Le.
Faz saber que nos das 4t, e 3o do cor-
reate anda continua a ai rematar por quem
m-is der os contratos seguintes pe lncen-
les ao Patrimonio d mesma q' tara' prin-
cipio no 1. de Olub-n findara* no ul-
timo de Seleonbro de 1838*
O rendimento das balances dos Tr^pi-
xps na prac do Recfe.
O rendimentodae Alil.>coens e reviioens
dos pesos e medidas.
O reudimanto dos pesos e repesos dos
acougius do' Municipio.
O 1 endito.* n'o do sobsidio dos porcos de
aoo ros por ctbect. .
O Rendunenrt) das casiftliaa da Ribeira.
O Rendimentod s dous Armasen por
baixo do sobrado junto a Igrrja de S. Se-
bali >5. Suas avaliacoens constad do es-
cripto do Porlero: quem nos niwi us
quir Uncar comparee-i nos das cima
munidos de fiaoca idneas aa forma da
Le
E para qucbeguea noticia fie odoate
CARTAS MARTIMAS.
N. 2.
i
Pora que o governo conheca melbor e
saiba remover as disvantagens debaixo das
quavs labora alualmeota a nos-a marinh*,
julgamos q' urna das mais esceociaes me-
did que se devia adaptar seria que quan-
to antea se formassem tin todos os poitos
.principis do imperio, associac.5es 00
commin-es de passoac inteligentes da ma*
teria que de accordo entro si podessem
nem so averiguar as alleraces e modifica-
c5es quo jolgas-em necesario, coma pro-
por tambera roai* ficiUnente ao governo
meios vantajosos e uteis a fim de seobte-
rem os melhoramentos uecessarics a bene-
ficio da oo>sa navegaiio quast extinctaej
formando de.-te modo rgularaentos apro-
priados aa circunsttncias actuaes do paiz.
Nao he possivel fallar em objeclos con-
rerneotes a raarinha sera que como por
itiMincto se volvi os olhos para a Ingla-
terra. Esta NacJodevidamenterolloCdda
a testa da civ'illisaco do mundo, conven-
cida de que a mirinha mercante be o ma-
is fecundo e solido apoio da de a^rra se-
us p> imeiros cuidados foiio .augmentar e
esteoder quanto fbs>e possivel o dominio
daquella. A vantagem que esta potencia
lem colhido da adopciodeste plan 1 he tio
consequente queosreus reauUados so por
todos ni conhecidoi e aaliadoH.
Por maisabilmente que o governo de-
zeje desempenhir as suas funccSes be-lbe
i'i ca'iifpmo em parlicuiHkda adoiinislra-
co, mormente andanmllsla como al a
qui, sempro entregue a ros extranhas,
e a>iim podendo o govarno ernter dtssas
(iffpfrtnles commisses a inforrafcio pie-
cisa leria muitos meios de poder obrar
com aceito, promovondo a* que julgasse
raais aceUada, prom iveria sem duvida
alguma o augnento do comroercio bra-
sik-iio, e por coasequencia a riquesa do
nosso piz.
Hum dos antraves bastante prejocial a
nossa navegacio, eTjue beldamos da ma-
rinba poi tuguea so as desnecessirns e
avuliadas despesas anexas a ella, em par-
te originadas da certas propinas antigasa-
inda em uso. A numerosa eqoi-
pagera e oflicialidade a borda dos nos-
so navios accumula dispesas mui supe-
rioras a que se pagio em 'uniros pases.
O excesso da despesa de um navio bra-
fcileio comparado com nutro estraogeiro
de igual lotelo, quivalle muitas vese- ao
lucro com qne este se contentara no fim
da viagem. Parecenos por tiuto que em
quanto os nosso cooimerciantes nio re-
duzremas de.pasas dosmvios nacionaea
a meama igualdad' daquelles que com-
peler com nosco, seguir-se-ha eridente-
men't que o carregador tempre preferi-
r' o navio que Iba poder conducir o ge-
nero mais'barato e somente o privelpgio
conredido ao eommercio de cabolagem
ofo bastara' para sua susteutacio, a nos-
sa marinba se atruinara' progressiva-
mente por falta de emprego.
Deagracadamento inda he uzo entre
nos levararn praticos da costa todos os
navios que navegad para ctrlos poitos do
imperio, e o governo he oprimeiro a dar
este exerrplo to pernicioso corao deg< a-
mate. Na inatituicio do Paqoetes do
Norte, cffawce o governo a< fo va. men-.
caes como gratificacio a lodo com mn-
denle ou oficial qua tomar a sea cargo a
praticagem da coata', devendo notar moa
que laaeodo-se a viagem ledonda em 4
meses, (se tanto) gasia o governo no en
gsged^praticos 3oo a 4o oflerece 80 sos cummandmtes dos Paque-
tes .' Mo seria mais conveniente que o
governo preferisse smpre paralaos com-
inandos aos officiaes que se eogarregassem
da praticagem da costa, estimulo esla my
is quaanficienle para o adiantameolo e
progresso de nossos officiaes, e ao mesra
lempo provetoso ao estado ? De qu
aerviiio 09 praticos [aos nanfragadoa Pa"
quetes Feliz e Atalante ? Nao he i-to um
augmento dediej>esa daoecessaria que al#
desacrelta a naci ? Ao Maranb% che-
gio constantemente navios dosEsiadot
Unidoa, e Portosde Ioglaterr* cujoaca-
pities nunca la estiverio e l ch*gaf>
em outra asistencia que a dos mappas,
e com passos. Os aconiecimentos whastosr
nio lem sido freqnente entre navio< e*-
trangeiros que e"1'9 tsem proporco ao*
seu' crtat ido numero e de nio terem prati"
nos a bordo.
Outra dspesa que tambera julgatttor
eoperflaa be a da enorme qointidade de"
aobrecellentes, de que oa nossos navios a-
bundio.e a ial ponto esi entrodozido este
abuzo*, que qoalquer navio ettrangairo
be prepara geraldaiate com metaile da dis-
pesa, ecomo por fim estes chogio a sal-
vamento e nio sentem faltas prova heq'
o excesso desla dnHa acorrida nos nos-
soa navioa he desnecessaria e ae deve e-
vitar.
re lastime, que se obrigue sinda os
navios uacionaes a darem noticia de^sua
sabida aocorreio 15 das antes do deter-
m nado, sem o que nio c-btiaa licenca pasa
sabir Esta medida be ngorosissioj e
prejudicial: que hura navio qoe recebe
carga da praca leve as cartas docoireio
be inuito. justo a mesmo regular que a
capillo seja obrigado a bir bscalas antea
de dispachar porem que ee demore pa-
ra semelhante fim he bum novo impassi-
lho ao desenvolvimento de nosaa*nevegi-
cio. Lemos em o jornal do commercio
huma enrgica represtnta^io da com-
mio administrativa da praca doco'm-
meicio do Rio de Janeiro sobre semelban-
,te abozo, e nio nos consta que fossem a-
tendidos. Oraajquelles que querem es
crever devam iilormar-se do dia da sa-
luda edeitar as cartas ne correio, sem
obrgaiem o nvia a dar-lbea easa parii-
cipacao e deter-se por ella, visto que cir-
cunstancias podem occorrer que obi i^u;m
aabir antes o que com tal ordem nio
podaf.ser; aeesta medida be nociva
vatios eom carga da praca, taolo rdaiso
devera' ser psra aquelles que quiserem,
sahic em lastro. He IVeqieule na Ingla-
terra o uzo dos freta men lo quefeilos pe-
la maulii fioa o navio prompt* e dispi-
chilo para sabir a tarde; poder se-ha fa-
ser o mesmo no Jirasil, e porque nio ?
Sendo a alma do negoeio o segredo, ao
negociante sobre vem repentinamente a-
contecimentos que ex^em huma parteci-
paco amediata t lembrara' de frelr bum navio Brasileirn
quando e-te preci-a a lem dos das gasto
em dispachos, os i5 de partecipacio ao
correio ? Cada vez mais nos capciUmua
que de proposito se trabalba por aniquilar
a* destruir a,nossa marinba mrcenle, a
fim de que com ella pereca a do estado.
He evidente que toda a propriedade u-
geita a caprixos de ootros deve furiosa-
mente ser menos valio-a que outra que
o nfo he e se o governo actual do Bra-
sil esta' persuadido sarde ulerease publico
animar, conservar, e manter a raafjun.
jjzlitar, deve cuidadosamente empregar
os oa meios para abollir ose torvos que
tanto intorpecem o desenvolvimento da
nossa marinba mercante, pondo-a ao rae-
nos era igual p de privilegios que gozo
os ex tea ngei re 8 no nuao proprio paiz.
BARRETE CaRDINaUClO.
Alberooi, homem venal,
%k Roma vendau Hespaulia:
Qual ofiode tanto mal?
Empregou la6 vil raaranha
S para aer cirdeal.
lop. str. 5. *
Publicou-je e dastribuio-ie na cmara
do9 dputados hum discurso queodxra.
arcebispo da Baha pretenda improvisar
quando selratasse, o que era bem natu-
ral, da ijuestao das nossa infelices desa-
venfas com a curte de Roma. Muito de
certo perdeu este auno a opposca que
o mo estado de saude udd paimiitiise a
)
*l
MUTILADO



DIARIO DE P R R N A M B C O.
f
f
/
S. Exc. tomar parte mais activa nos seus
trabalhos, contentndose em dar alguna
are* desua graca apparectndo como por
indulgencia na cmara que pertencia :
rumio mais perdera a religia, ou antes
as pretendes so-o nobre pelado nao
nos hrinda-sa cora o excellente e emiueri-
tissimo eisqajfcp a que nos lefurimos.
Cuati a cr^r e por veres nos parece I
luso ptica, o qsae temos (liante dos olhos!
"Como coitceber que' se n5 quizesse dei-
xir no silencio lium discurso qae nem im-
provisado se poderia deaculpar? Que idea
t^ro os theologos e camaristas do mundo
civilizado dos prelados da igreja brasilea,
se os avaliarem por osla peca, digna ape-
nas dos padreada meia i Jada, quando se
bavia csquecido a doutrina da igreja a
eicriptura a tradica, os santos padres?
Pensamos qae o meemos curibalas se pe-
jar8 de terem por defensores e sectarios
aquelle* que comprometiere a sua causa ,
defendeudo-a la miseraTolmente. Muito
nos pesa que na6 caiba as estreitas co-
lumnas do Parlamentar huma ana'yse ri.v
gorosa de todas as proposicdes emittidas
no discurso do Exm. metropolista ; espe-
ramos todava olaiecer aos nossos leitores
huma dssartaca tbeologico-cauonica, que
nada dexai a desojar sobre o assumpto ,
e ah encontrar o nobre orador a mais
completa rcfu tacad da sua doutrina ; e o
Brasil ioteiro se convencer da rasad e jus-
iiva quaj^tem o governo, em non.e do Se-
nhor Diedro II, de pugnar pilas pre*
rog imperial, escolhereraos, 'entretanto, al*
guias das proposicdes que se encontrad
no tal discoi so e passaramos hum rpido
lauco d'olbos sobre as observares que S.
Exc. diz bubmtliar a Ilustrada considera
cad do nobre minisflro da jUalica qua
(aote-sa bem) tantos de-ejoi tem mes*
dado de sustentar e mauter a religia do
imperio.
A primeira observaca he que segando
a natureza do oh jacto a competencia 'do
juizo sobiea idonaidade cannica de hutn
hispo aleito juizo inteiamente privativo
do poder espiritual, he segundo a disci-
p'iua universal da autotidade ejurisdic-
ca de primado, que o su ramo pontfice
ex rea era toda a igieja. Pergnutaremos
ao nobre prelado : esta aatoridada ejaris-
diccad do primado he hura direito essen-
cal, ou huma usurpacad iotroduzida cora
as colebies reservas, fructo da absurda
dontriuados decretalisUs? Foi essa juri-
du 5*5 exercitada pelo ^pontfice romano
desde os primliros seculos da igreja,
em todo o 01 be catholico introduzida
depois dos seculos XII e XIII? Pausa-
mos que assympatbiaa pala curia, romana
nad avaucara a tanto que se ouse negar
o que a hutoria da igreja atiesta com Us-
temunhorirrefragaveis. Se pois o direi
..to da confirmar os bispos nao he essencial
do primado segu se que da natureza
mes rea do objecto ua5 se pode dsduzir que
o pontfice romano a exerce em toda a
igreja. He regia sabida por todos os que
tem lidp alguma cousa de dirito cannico,
que s he easmi 4 ao primado aquilio ,
sera otque nao se hade manter a unidade
da ig'eja, aquilio qua semp e e constante*
mama tem sido exercido pelo chefa visivel
da igreja ; ora, o direito de conlii mu os
bispos ni foi seropre exercido pelo ponti-
fica romano: nos doze grimeiros seculos
da igreja tal direito ua6 Ihe pertenela, e
a unidade da igreja ae minteve, e c#m to-
ldo o seu esplendor. Logo este direito nao
he esaencial ao primado. Pode o pontifi-
romano deTxar de exerce-lo sem quebra
unidade calholica, e por conseguint
sem quo por isso venha o schisma ou a he-
reaia.
Mas concedamos que, segando a disci-
plina vigente, he ao pontifica romano qua
compete a confirmado d/w hispas : ser
e, le direito ai biliario aer exercido se*
pundo os caprichos da curia romana ou
ha regras finas e determinadas pelos c-
nones com as quaes se deva conformar o
poder confirmador ? Eytas regias exis-4
tem e seria absurdo suppor o contrario ,
sari* mesmo destruir a independencia dos
padres seria eslabelecer huma luta inter-
miuavel entre o eleitor e confirmador das
hispoa, em pura perda da igrejr, oque
us foi nem podia ser a mente do legisla-
dor ebrittad, porque nad defera resultar
nao s a destruca da unidade como a
perpetudade da igreja o que he haietico
suppor. O poder de eleger os bispos ,
bcra como o de confirma-loa, na5 he ab-
soluto nao he arbitrario. Tanto hum
como outro deajem ser exercidos segundo
os caones. Aquello nomean lo sujeito
idneo e este recusando o que nao ti ve-
as habilitares cannicas. Donde o circu-
lo dos etegiveis est circunscripto pelos ca-
ones, asbitn como o dos confirmandos.
Quando o eleitor sabe fra do circulo o
confiHhador na5 deve conformar se com a
eleice pois que ha o fiscal dos caones.
Mas seo eleitor na5 sahe de sua rbita,
seoeleito lie idneo, o confirmador'nao
p Je deixar de aceitar a nomeacad alia*
violara hum direito do eleitor, far Ihe-
ia huma injuria. lito posto be eviden-
te, cjue p-la natureza e ndole dos dous
padres nad se pode recusar a confimacad
dos bispos eleilos, quando estoa o sid ca-
nnicamente. Deseamos da these hypo-
rfese. O governo imperial nomeoa para
a diocese do Rio de Janeiro ao Sr. Dr. A.
M. de Moura. Obispo eleito tem todas
as habiliUces cannicas, he mesmo mu
to digno de oceupar a cadeira episcopal,
isto reconheee o Exm. arcebispa e o tem
confessado publicamente em seus discur-
sos na cmara dos depulado, tratando
deste objecto na sessad de 1836. Se pois
o hispo eleito nao tem inhabilidade can-
nica se o pontfice nad pie reru-aj- a
confirmaca aos cannicamente eleilos,
segoe-se necesea ra mente qae a pertinacia
da curia romana em negar as bullas ao
bispo eleita nao he fundada em direito ,
n5 tem appnrencia alguma de ra/.6 e
por consequencia he injuriosa ao governo
de S. M. I.
O nobre pielado, mais devoto das pre-
tences dos curiaes, do que /eloso dos di-
reitos d > Imperad-ir'do Brasil, e dos prin-
cipios consagrados na constituidas do esta-
do que est obrigado a guardar por hum
juramento solemne repetido tantas vetes
quantas tem tido a honra de sentar se en-
tre os legisladores bfazileiros, arteramen-
te quer inlrincbeirar-se as palavraa do
g.-verno quando disse que sua santdade
obedeca sua consciencia. Mas ignora
S. Exo. que posto se n. possa forfar a
oonsciencia todava pode ser ella escla-
recida ? O que he a consciencia mais do
que a razad instruida pela lei ? Por ven-
tura a coflvicca n.6 pode ser modificada ,
abalada, destruida, quando radas mais
fortes apparecem e convencen de erro a
opiniaO alias mais intimamente arraigada ?
Desconhece o illu&tre metropolita a dou-
trina dos moralistas, inclusive o padre
Larrsg, que admitiera, na sua divisj
de couociencia a errnea e ensinaS que
esta deve ser esclareciJa e deposta ; qae
ella na5 haw como impropriamente cha-
mad, re|F Se aca; que mesmo nao
escusa de peccado, quando se nao bu-cao
todos os meios possiveis de esclarece la ,
de rectifica la ? Sendo isto assim como
se naS pode negar, be claro que os nos-os
agentes diplomticos pdeme devem achar
os meios de Ilustrar a consciencia de sua
santdade que se nao for pertinaz a ter-
co na6 podar recusar-se a dar ao go.
verno imperial a satisfaced qae Ihe he de-
vida, mandando passar ao bispo eleito a
bulla de confirmacaS na forma ordina-
ria. *
Mas, concloa o Ilustre orador, pre-
tender que ella (o papa) ceda ou renuncie
a esta prerogativa obrando contra a sua
consciencia e contra os caones suia fal-
tara todas as regras da equidade e ds jus
4ica. Pedimos instantemente a S. Exc.
que declare se ba alguma irreglaridade
na eleica do 6r. Dr. Moura ; se ella na6
be o candidato digno como S. Evo* j o
affirmara, e sem duyida se lera em seus
di.-cursos impressos, para pdennos con-
cordar coro S. Exc., que o pontfice ro-
mano nad pode cader ou renunciar nao
a esta prerogativa mas a esta sua injusta
pretenpiS. Pqis que se elle sedespir de
todos os pr.juizos, de odas as preven-
idas com que huma miseravel intriga,
grosseiraanente manejada, tem consegui-
do irnbair a sua boa f ct-rto na5 te recu-
aaiaaoseu dever pastoral de aiteuderas
preciades da igiaja fluminense, que ba
mais que muito airasta o crep da viuvez.
A seguuda observaga qae fas S. Exc., |
ba para destruir a idea que ordinariamen-
te se forma da poltica da curia romana ,
suppondo*se que ella est prompta a sacri-
ficar mesmo os interesaos da religia,
qnairdo lie assim preciso para extender o
sea poder, eos direitos da sua soberana
temporal e conciliar a proteccad dos g<>-
veruos, qae mais podem influir sobre el-
la. Ha cousas qua he melhor nad fallar
nellas : lmbra-las be o raaior mal qua se
pode faser causa que se defende. Como
obscurecer-se, que essa tem sido a marcha
desgracadamente seguida pelos curiaes,
marcha, q' titos males tem feito religio
e tantas ovelhas tem roubado gre catbo-
lica? Examtnem-se os testemunbos da
historia ; loiad-se os esoriptores os raau
imp reines e mais amantes da doutrina da
i^ieja; oucad*se os dojorosos lamentos
com qua chorad a perdamos bens espri-
tuaes, a preferencia quena caria se d
aos caducos bens terrestres. Ahi estad a-
inda na memoria de todos as contestaedes
entre os p*pas e os impera lores d* Alie-
mauha;" ainda nad esquecerad as suas loo-
cas prt-tences de depr os res, escom-
rouuga-los, dispensar aos seus vassallos
do juramento de fidelid'ade; as celebres
quesldes das investiduras. Ah estad bem
consignadas as iutrigas dos devotos do po-
der papal as paginas da historia dos con-
cilios de Constenca Piza e Batiliea e de
que nad foi i-ento o mesmo concilio de
Trento. Abi estad os fictos bem recen-
tes r.*.i poltica romana, com Portu-
gal Hespanha aples, Auatria Pru-
na, e c#m a desgranada Polonia. Abi es-
tad os negocios de Boma escriptos pelo ce-
lebre abhade La Mennais, hum dos maio-
resenthrusiastas dos nosaee das, pelo po-
der espiritual do papa. Longo e muito
longo seria o desenvolvimento deste nego-
cio.
A lerceira observagad be relativa s
prerogativas da eoroa em que, segundo
S. Exc., muito se tem fallado. O Par-
lamentar acceita o protesto qoe S. Exc.
faz, de que no momento em que da coi te
de Roma sahissem preiences que feris-
sem anda levemente as prerogativas da
coroa cont o governo que, salvo o res-
pei'o e obediencia fililevida ao chefe da
igreja S. Exc. seria o priraeiro em des
approva las, dando a Cesar o qoe be de
Cesar, e a Daos o qae ha da Dos. Nad
se ai repelido S. Exc. do protesto : cumpra
come he do seu mais rigoroso dever. E
que melhor ensejo que o presente ? Advo-
gue a causa do trono de S. VI. I.; faca va-
ler o seu crdito junto cort de Boma ,
pira esclarecer a consciencia de sua sant-
dade ; aca-lhe ver que obispo eleito do
Fio de Janeiro be hum sacerdote da ins-
trocead e de virtudes digno em firo do
episcopado, como S. Exc. tem confessa-
do em sena discursos na cmara j a que
ambos pertencem. Isto nad he f hura
obsequile fae ao seu collega be hum
tributo^ fcatica qua paga verdade, he
huai real lite ser vico que faz i igreja e
ao sea psiV. Muito mais nos confirana-
mos na nova opniad quando vemos o
argumento com que S. Exo. advoga a cau-
sa do primada. S. Exc. estabelece hum
argumento de menor pirarmeior, e diz
Pode hum hispo, como Ixtfcpresso no
concilio Trideotino nes smJj cap-13
o i5 cap. 9 de R-.-format, submetter a
exame hum parocho apresentado pelo so-
berano padroeiro, e negar-lho a institu-.
cadeanouica, seo nadjulga idneo, sem
qiea oantigo gnvernese desse por ofiendi-
do desta repulsa : e nad poder o chefe da
gceja universal usar no mesmo direito na
confirmacaS de lium bispo ? Sim acei-
tamos o argumento. Peguntamos, po-
rem a S. Exc. : se o bispo com frivo-
los pretextos negar a iostituicad oanoni-
ca a hbm parocho idneo, na forma de
direitu, recqaando a apresenticad do so-
berano padroeiro; nad far huma injuria,
e injuria graviasima ao soberano ? So/frer-
la-ha este de hora grado ? Cumpnr o
bispo o seu dever? Nad ser tad ieponsa
vel, dando- instituido cannica ao in-
digno como negando-a ao digno ? Bes-
ponda da boa f o nobre prelado.
Finalmente, lamenta-sa o Ilustre ora-
dor, de qne o governo tenha privado o
recurso Santa S, no caso de impedi-
mentos matrimooiaes, com o pretexto de
que taes dispensas podem sor concedidas
pelos ordinarios. A S. Exc. nad pode ser
desconhecida a deutriua doajpelhore the-
ologos e canonistas a esteaflpeito, e bas-
ta terlido, entre outras oowsf orlhndcxes,
a Tentativa Theologica do celebie Pereira
da Figueirtdo para desvanecerem se to-
das as duvidas, acabsrem-se iodos os es*
crupulos. O direito que o governo -xer-
oe em negar ou conceder licenca para se
obierera gracasespirituaes, nad ha hum
arbitrio^ ha a execuyad do que determina
o.art;g"cji do cdigo ciiminal, que reco-
nheee como crime o recurso autoiidade
strangeira residente dentro ou forado
imperio, sem legitima licenca, para im-
pe(racdes das giacus erairituaes. Logo ,
be a ki que reconheee a uecesaipade de ex- .
amnarem*se as circunstancias que podem
justificar a necessidade do recurso. E a
lei confiou sabedoria-do governo, en6
a qualquer outro o desempenho desse de-
Vcr. Ogovemo, por tanto, usa iidle
caso do seu direito e p conviria demonstrar qae elle abusa va e
nad coiitentar-se com declamaces vagas ,
contradictorias mesmo quando te reco-
nheee que o nobre minstro dajusca*
isto he o gove no (sad palavraa copiadas
do discurso do nobre orador, que temos
Vista) tantos desejos tem mostrado de
sustentar e manter a le'.igia do imperio.
Nos concordamos inteiramante com o
reverendo prelado era que o governo do
B asi 1 deseja snstentar a religia do impe-
rio ; a d.flWtuca consiste, em que buns, *
por hypocrisia e por iuteiesse, identificad
com a i eliganos erros, aainvasdes, os
caprichos dos*-cui alistas; e nos queremos
a religia tad pura como foi estabelecid
pelo seu divino fundador.
(DoVarlaraentai)
CORBESPONDENCU.
Srs. Bedactores. Depoisf-que o Inspe-
ctor da Alfandega maruou-uie ajorar a
carnesecca, esgotei lodos os recursos de
peticlo a S. S. para rae franquar a es-
cotilha aberta, desde qua se abrase a Al-
fandega at as 5 horas a fim de os com-
pradores a poderem ver a os carpiteiroa
continuarem a obra da embarcaco ; re-
qaaieudo, replicando, e treplicanilo &c.
cujos despachos senipre foro proferidos,
comaquella phiiosophia jurdica, que o
caracteiisa; e o ultimo lu, que lo'so-
mente insudara abrir quando tivesse
que ver e pesar carne ; mas de obra da
embarcacio nada, nada e nada : nesta
cohsao, quizarmar-lhe urna estrangeiri-
nha a qual foi quando apareca com-
prador, hir pedir-lha para maudar-me
abrir, e no entanto qua se conservasse
aberta podei eraos olficiaes tomar suas
med.das e embaracarem os cahecoe por
dentro, purera ,JlSurs. Bedactores, o
Magana tem bom olfato, cheirando-lhe
logo a m nha expertesa uza commigo de
outra maioi a qual Ibe vou contar.
Vou para a AllVndega as 9 horas;
porem como o Chafe se deve destingaic
o Olficiaes, chega mais tarde recebe
usdevidos comprimentos e manguinhos
que Ihe fazem por delraz alende e desa-
tendeas partes que o espeio e iu, go-
mo Marinheiro aguardo para o ultimo pa-
ra o neo pertubar ; peco-lhe por l**as|| o
que tem de obrigago con eder-me ,Tica
aCampanfaia, chamase o G. M. chega,
da Ibe suas ordena o io il horas; a
prompta escalrr junta reuieios no*
meia Guarda chego a borio ao meia
da, a cujas horas ja os ofliciaea vio jan-
lar, e eu tico perdeude 1,000 de cada um ,
por que ganhio a,ooodiaiio9; mando cha-
mar oa compradores, chego*, agrada nao
agrada a justa nao a justa seo duas ho-
ras: vamos a pezar, diz o Guarda, que
euslenho ordem par tomar sentido,
emquauto pata pezar deve Vmc. hir a
Alfandega buscar confsrente com ja
esta feixada ficam s' chuptndo no deJo 1
Oh Srs. Redactores saja ou nao sera',
Judeu tal Inspector Pois na he Juden ,'
la-;mos-lhes justiga por quauto esta tro-
cadilbas de Guarda e Conieren'es, he so
por economa; por que o Guarda fazendo
algumseivifo a bordo ganha urna pata-
ca e por isso o manda'i tumarsentido ,
porem para pezar deve hir o Confercnte ,
pcy :*iui, ainia que stja supsrfulo-o oo?


DIARIO D*B PER
A
M BUCO.
BbSbbbciss
cupar dois QUicius vioga-sa de num,
so mesmo taqug ateta urna pataca em
s c< tes da Naca e padec quein pa-
decer. Srs. Rededores nio. dtvei>' es*
te giande'hc-mem ser chamado a Coi le
para cairelar a Pasia da Fazenda? Te-
j ha a honaade ile publicas; esta incipda
harrecio despeusarem a ftca do seu As-
Mnajtte o
9 Marinhtiru.
AVIZOS DIVERSOS.

OCartoriodas llrputhecas ma-
dou-se para a ra do Fagundes t). 7.
cy Precisarse da uto cozmhvii o : na
atierro da Boa-vista defronte d Mt>iz no
Mitrado piotado deamarello no terceivo
andar.
8=3 Achou-se dois p^s lavradoa em 4
faca, na fortaleza do Buraco ; qmm uj
- per leu dirija-se a niesma fortaleza qua
dndoos sig ises eertos e pagando a.-, des-
pegas Ihe erao entregues.
I*y Quem annunciou que er 100$
res a premio de dois por 1 etilo ao nuez,
dirija%e ao paleo do C.'i rao 1). 1.
|5y Precjsa-se de 25> J)joo a premio
de dois]por ceuto com by'potheca em
orna casa terrea quem os.quizer d..r au-
muncie.
Vy Tirou-se por engao do eorreio
orna carta de norae Jos Ribeiro, vin'da
do porto pelo Biigueemportador; a quem
esta preteocer dirija-be a praca da lude-
pendencia O. 2.
tDW* No da 21,do cor rente searhou i
bulto de ouro j quem for sen dono, di
'lija sea ra da Madre de Dos a. a/f. que
dando os signaos oei tos Ibe sei entregue.
Jjy Os Srs. Jos Alvesde Souta Ran-
gel, Ignacio de Barros Vieira Cajueiro,
Antonio LuirRibeiro de B'ita, Antonio
RibeiiQde Moura Jnior, Antonio da C< s-
ta Laudatorio, Francisco C.tlho de Mo
raes Ma noel Al ves Monleiro D. Fran-
cisca Duartes da SiJa Joaquina Thoma.
a, Anna Clara Joaquina da B.a Mor te ,
Jernimo L-itio e Igeero Peix lo ;
queirio dirigir-seso principio do alieno
dos affogados sobrado de Joao Bapt sta Coi-
re id N11 res, a fin de i*ceb ree urna
cartas vjndas da provincia dan Al.goas.
VW Preciaa-ae de alagar uro sitio que
teolia capacidade para.ter Tai Cas de leite
quem o tiver annuncie.
6^ O lbos ou berdeiros. da Cos-
todio des Santos Castro" a pouco falleci-
do na Cidade do porto, qnenio piocurar
na loja da quina da Ra do Crespo, que
Yira para* o Queimado certas, u mais
p.'peis pertencentes a quede fallecido.
sjty Quem precisar da urn p.ijueuo
para caixeiro, annuncie.
WW* Alug\-se um escravo e um mu-
la rae para o tervico de uma casa ; qua.m
03 precisar annuncie.
C^> Constando ao abaixo asignado,
que Joaquim Jo de Bttancuri ( apelli
dadoo raaneite) anda com urna ralac'o'
cobrando dividas; adiarte segunda veza
todos os seus devedoie* que nio Ibe pa-
pxgoem divida alguma pcrieucents ao bai-
ignado pcisqueodito 15 (ai u ( ,
Poiciaes pessoas particulares, que son-
be rem ou virem urn mulaque de ni me
Valentim, cacao costa de i4 a i7annos
de idade e cora os signaes segnintes : cor
pret coi po secco altura proporcional
a idade, cebaea eorellias pequeas, olho*
grandes e abugslhados e iridios veig >s ,
nariz niais afila Jo duque chato, boca abi-
rudada dentis ai-angulados pescOco
comprado, paito ouvado, mos "e pes
proporcional peras fines leou vesti-
do seroula de algodao i rl trans do e ja-
qaeita de rrscidinbo, *upp5em-se estar
fin lado, o qual desaparecen em 10 de
Abril d > Crrenle anuo o. mande pren-
der e levar atraz de Matriz da Boa vista
seguida cas a entregar a Manoel E'ias
de Moura, <)ne gratificara' generosamente.
9^ Mi. "VaIli ttndo de tprezentar oscu
piMiniro Expectacu'o de Puizica dia de S.
Miguvl sista ieira i9 do correi\te como
este espectculo he inteiramenle novo e
de feerile de gran por is-o perleude es-
clirecimeoto dos Srs. que tomario cama-
rot-M nos expertaculos anterioras se Os
querern ou se podam dispr pira vendellos
a outros Srs. que os pirtendem : espera
que os Srs. *eu-> assignantes lhe raandem a
res;m-ia na qu &3* Francisco de Freilas Gamboa nao
tendo cmrado u hentficio da Peca 3o n
nos ou a vida do Jugador por militas a
f.zere, passa a fizer a sua cbranca- de
h >je em di>nte : espira que todsosS.g.
que o obezequiarao na recepcio dos bilhe-
tes, e camarote,- se d gnem deixar%m soas
casas ^ cazo so para fura ) o qie lhe di-
ctara liondsde do espectculo e s ga-
narczidade.
19" A!liga-se ama casa terrea tm u-
tna das piincipaes ras doBairro do Saii-
t- Antonio, ou niesnio um andar de So-
brado : annuncie o'u venha aestaTpo-
gra, que se dir' quem o pVcteade.
YJT Quem precisar de htlm Capef'o
nesta pra^a, dirij.i-se a esta Tipografii ,
que sabara' quera ella be, e onde asante,
uu annuncie. *
COxMPRASa
as Ci-
ras Ta"raf~ci-iotilas de proiimo
paridas, e que da n 4 garrafas de leite o
manoseada urna ; quim as ti ver dirija se
a ra 11 Floientina em apenuliime casa ,
lado conorta, que achar com quera tratar.
Jr* A olra de l). QueXote em fran-
rez: meta Typog-efia.
nr Una escrava que tenha feite, e
que esta ro seja milito velho : na prica
da Boa-vnta L). i4.
(C#* A obra da Volter; quem tiver an-
nuncie. .
ftjs Peala velha para obras conforme
a qualulade : 111 >ua doeabug loja do Si.
Btndaira. ^
%&" Kmantos de Idelo*,
quem .tiver auuuuuie sendo
VENDAS.

r Trecyj
obi.
Aoaajjjg
dealam
da JHi
deftSu de aereen caixeire desde o dia
da Julho de te corrente anuo cono ja ez
publico em um dos Diarios do mencionado
mu, e como ni#consla que este Sor.
tenha tido negocio para ter cebranca a
lazer ; por nao ter questo para o futuro
com pessoa alguma faz o presento.
Joze Maria d'Amorim Jun or.
t3P" Perdeu-se uma chave de nala de
3'quioas j da ra Direila al o Jequi ;
<|0 Queimado botica D. 8, que receber o
aiindo.
*JT Na can D. K no atierro dos aff >-
gados defronle do viveiro do Munie ron-
tiiiUi se e tirar uaa.-apoi-r.es, fui has con i-
la m
. modo.
das guias da Jllanaaga 9 por preco com-
No dia ii do corrrnte perdeu-se
nma pulceire d'euro esmaltad d-utro da
Jgreja do Corpo Santo: a pessoa vj' a achou
qareodo restituir levem-a a iua da
Cruz casa n. 3, que reccbsia' 2 ^000 i,
de gra tfica vio.
/JT" Roge-se aos Srn. S>h Frcfeitos ,
desU e mus Comarcas, Authondaic-
O iVuinero 47 do CaRAPUCF.iao ; 'na
praca da InJ'-ueudtficia luja de livios nu-
meios 7 u^.
<5lJT l.rajPCer.iL' da Loteiia do Livra-
mento a 320 cada urna ; na ra do Livra-
menlo toja d.j encadarua Jor U. 6, o na pra
ca da Ind -p-'udem;ijljja de Iivros na J7 e
88.
vy Urna casa nova e bom coostruUa
no bairro da Boa-vista por preco comino
da e urna espingarda de dois canos no
atierro d.s Ainados lado equerdo casa
de.du.is poitas D. 1a.
y Uu eilirn ein bom ozo, e urna
coiX' enjarnaia : na ra nova D. a6.
fcPVChales de ni i ri da ultima moda,
ccmi.raia de Linho Deas, e lencos de al-
gibeira de dita : pe lu/a franceza na quina [ loja de ivros numirj 37 e 38, ruado Go-
da ra do cabug, que Vulu para a dis
tiiucheiras.
jr Duas escravas, una de 16 anuos
cozioha engoiuma coze qutra de 3 anaos co'ti as mesuias habelidads, na ra
uo Fugo D. 11.
XT" Urna semva de naci angola cent
19 a 2j annos propria pa,a todo o ser vi^q;
na ruj Uireita U. 2 >.
UuJaterreuo com 3oo palmos de frenU>
na e.-ti ada de 5. vmai in' o ja livre do agua
ealgada ; na jua do Crespo D. fl
^ B.-ai bixa.s, vdIiu do sete, dito
roais inferior, dito mal vasiuba, ditobran-
ce licores de Li.-boa e de superior
qualidada dito da trra chocolate ,
e todos os mais gns nerla'irerttes a
Venda: na ra do Livramenro D. 2., ao
pe da botica do Braulio.
y Um* nrmacJode vnnda com pezos
e medidas de folha 3 >o butjis vazias e al-
guxn haris vazioi : na ra velha de baizo
do -lirado do Suuhr Antonio Cordei'ro
D. 32.
?J^ Ou troca-se por um negro de na-
ci, um negrada naci qua saibs ca-
zinliar,, engornuiar vender na ra e la-
vadas bSo : na ra da.sanealla velha n.
2<>, no .-egundo andar.
^ Um muleque de i2 anuos *de ida-
de : na ra nova I). 13.. .
fc^ Uu/rnto^ c. uios de cabra curtidos
16 ditos de bizerro cu tiJos, urna arroba
de pennas de eroi mi de pau, 35a ponas
de bois ,' ludo por preco cumiando ta ra
de Cacimba n 1 venda da quina que volta
para o Forte do mato.
Uy O Hiate Pureza da Maria Anco-
rado na escadinha ao peda Alfradega :
por piego comtuodo na ra da Cruz do
Recite n. 24.
trSJP* U(ua canoa pequea de 35 palmos:
na l'raciuba do Liviamnito na loja de fa-
zendas I). a8.
tCST" Urna parda escura de idade de 18
anuos sabe cozer e coriuhar : na ru dj
Q leimado loja 1). 6 011110 atierro da Bja-
viata em casa de Beruado Joa Canreiio
Mnteirn. #
WWP Um relogio Iuglez dcima de mesa
mni bom reguUdor, e novo pelo pico de
25 rs. e um par de espor-s d pota de cor-
rete com o pezo de iao oitsvas sem de
tito, apero: em a 1 ba da Florentina ,
em iipeiiuUma casa*, do lado do norte.
Ipy Alugaise para pas-er a festa urna
boa casa a vidracada com poitio de um la-
do no lagar da ca-a roi te por prego
cemmodo quem apprehaudcr pirija-se
a ra da Florentina %m apenulttma basa
do lado do norte.
Vy No aimazem de Domigos Jote Bu-
diiguez de Azevedo j de rnadeiras ao en-
trar na ra das Floios esa nova que inda
est encaixo ende Diariamente capim
em bons feixeeem cunta.
ry Um piannoem muito bom uzo,
por preco commodo : na ra df Laian-
geira I). 6.
afc> Um negro de bonita figura e mul-
lo bom engommador : na 1 ua do Crespo
na loja da casa D. 5 lado do sul.
|ry Duas canoas de 4o palmos propi i -
as parase abrir na ra do Collegio D. 5.
jiy U.o cirro de 4 rodas de b mito
mold, t bem mi miro ; na roa nova co-
xeira do segeiro Augusto-
y Um ascravo paido ffuajfcprez'enta
4o anuos piwprio para o servido do cam-
po e com principio de caoueiro e ama
vacca parida de pouco, quero pretender
dirija-se a ra do Queimado loja D. 8.
JK^ Duas partes em urna fazenda de
ttado denominada Caiueira cita na Ri-
b ira do Assu rom bastante*gndo vfcum
e cavalar a melhur da qualla iViheira ,
lem aasudepua o.Vejura muito frtil em
pasto, tendo de mais a rnais a va;iinge de
>er situada em um lug difcil penetrar roca c o mal epedemico ,
tem casa sercado &c. a dinheiro ou a
prazo com boa fima: um caldfiro de
cobre gran Ja prop i o pVra coz nhar para
esi ravatura om alguma Fabrica : um Ora-
torio cara diluie-it- s Iu agtiis de vulto mai-
or e menor ludo ua ra do Vigario o. 2i
premeiro andai.
^y Listas ao* nmeros premiados sa-
bidos ||pntern (6. diaV da Lotera do
Seminario de O una, a 4o tais nos luga-
res segnintes: Praga- da Independencia
l^gio Bolica D. 5, no Recite ra da Cruz
por detras do Corpo Santo numero 3o,
.Ateiro da Boa-vi la Bitici numero 4o, O-
hoda na iu
o Nicolao
tribuido!es do Diario.
a dos qnitro (Judos loja dn Jo- mAn,.nv J
, ne-t, Typografia, e peles des- **"?****
e muito reate, tem em umi dos m5s 2
carocos estatura ordinaria : os appre-'
lieudedores levem-o ra do Livramenlo
I). 18 quesera bam recompensado.
jry No dia 4 do corrente, fugio ora
preto por nome Malheus U|^o loanda,
e com os sigues seguintaM Rtura pro-
porciona* grps:0 do corpq^pes grande^,
hem fallante e barbad *ev'ou vestido
camisa de bro clsa ae ganga azul \
os appiehendedores queopega'r, quena "
levar no atterro da Boa- vista loj < 'de.
Joaquim deOliicir Soza q ie graii-
licara' com 3oJoo ,
tpy S.bb'Jo 3 do corrente pelas 7
horas da noit dezaprece um hegr nln
vinio da ra do Padre Flrianuo para a
ruadoJardim de nthe Claurjin de na-
idade um tanto de-carnada cara peaei
pesa p-"!',etados alguu.ts sarnas pelos bra-
cos e pesrjysso, vistido de tilla azul,, qual
qurf pcai a que a ihcm'rar ou soobr o
logur de onde se. ai ha di: iji-se ao largo
do Terco loja de fazendi D. l4 cu n ra
do Jardim U. lo queseiio ganerozamen-
le recompensado.
1C&*. Fugio ou furlario rio da 16 do
corrente a Joaquim Freucisco de Mell
Cv lcii.ted um cscravo de nome Francis-
co do gento de angola com 01 siguaea,
seguinle, estatura ordinaria cor preta ,
ps grandes olho papudos e brancol denles
pumo a bar tos de idade d 18 a 20 ainoi
pouco mais ou menos, os appreheudero-
reslevlr 6 a ra da Aurora, que ser bem
recompensado.
jrjy Dezapar.ceuno d a 2o do corren-
te as 5 liaros da tarde de um sitio da Es-
tancia um moleijujade nome Joaquim ,
de naci angolla : quem do mesmo s-mber
podera entregullo a Rozas rmio e Rocha ,
1 ua da Cruz no Recife que tecebei de
giatificacio i5 ^joo rs.
|cy Fugio em ftlarco d'este a,nno da
Villa eSousa Provincia da Parahiba do
Noite um escrava do Padre Jos Antonio
Marques da Silva GuirnaiSes, Vigario da-
quejla mesma Villa sendo o nome e sig-
uaes cara, terislicos do dito escravo o so-
guintes .' Thaodozio ci ionio muito pre-
to, cara muito bexigosa caugot grosso,'
estatura ordinaria cheio do corpo de
idade poifco mais ou menos de 3o airaos,
l eaacieve toca violla gosta de dan-
ces tem principios da rarpina taz lo-
do servifo rural. Este escravo j fui visto
emtioiannacom de aoannoa pouco niais ou menos, capti-
vo de Saturnino de tal mpiador timbera
ua Villa de Soo'za official de ourives se'
co fargola, amante d>- dancas, tocador
derabec5, e violla, elaiuda qua mal.
Roga-se pois s Authoiidades reepectiva,
e mesmo as pessoas, que liverem noticia
dos ditos escra ves, que hajaS de ran J-
los capturar remetindoos ou para a
Villa deSoza arrera entregues aos re-
feridos Setihor es, ou pija a ('idade de O-
liuda cntrtsga-los a Benedicto Marques
da Silva Acalioi estudante dp Curso Jun-
dico, e Procurador dos ditos Senbors,
devendo licar Ceitas dtas Aulliorides, ipiu
capturaren! os mencionados scravos, qu-;
s indemnzala toda e qualqner riespeza
leita pai'aaquelle fira, havendo de urais
quanto aaprimeiraa que os prendeim,-
uma recompensa generosa de seu traba-
Ibo.
- y
JOVIMEIVTO DO PORTO
Navio entrado fi di a5,
LIVERPOOL ; 48 das, Brig Ligl
Rrfpid com a55' T. M. Serruju c.r
gi lazcnda: a tbert.
VWL'RIA ? indias, Sumaca' Flor d
Victoria', M. LuizIVIait'iiH, carga lani
riba e Vanea em'nulhos: ao Caijca a bor-
do.
(ahido no dia 2t3
\
;
ESCRAVOS FGIDOS.
Fugio na noite do dia aidcor-
' rente um preto de nato cambinda Ce
66 a 38 anuos, cabello coi lado de novo ,
la'aca Feliz Americana
Mi Jos Antonio Gomes ,- arga' vanos
gneros, p-ssgrOfol
Patacho'Maria Luiza,- M. Antohiodi;.-
Santos Lopes Jnior carga Vario, g-
neros passageiro .
S. CATHARINA; Brigue Nac. Dcspiqdr ,
M. Man< el Lni/. d< s SVtos*, car^a <\
.', ... '
IKKN. NA I |r VE M, ft 1'iUlA 1887,
1
y
1 J
1 1 1.
MELHOR EXEMPL


Full Text
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