Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02756


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Full Text
ANNO DE 1837. TERA FEIRA
26 DE SETEMfiRO. N. 207;,
I
PERN. ka TYP. oM. F. d/FARIA. 1837.

DIA9 DA8BMANA-
25 Sejrnnd ?. Firmino b. M. And. Ao juiz do,
Gf. de de t. sen. da T. Publica.
26 Terca S. Cipriano m. llel.. de m. e aud. do
J. dos O. de i. ..
27 Unan S. Cosme c Djjiao nim. Se*. daT. P.
28 Quinta S. Venceslao Duque. Kcl. de man cto.
h. e 34 min. da tarde. .'.,.,
2g ?**ta f S. Mig-el Arcanjo. La Nova asS.h.
e 4o min. d tarde-
30 sanado S. Gi-ronhno Doutor da Jg. Re. de m.
and. do V. t. de em 'Mimla.
1 de Outubra: Domingo o S. Rosario de N, S.
inare' cheia para o dia 26 de etembro.
s 2 horas e 6 m. da in 1 h- Su m. da tarde.
Ttdo agora depende da not njasmoa da notaa pra-
denca. modaracio, e ertergiaicomioueoios com
priiicFpiamoi. seremos apontadoa qom admira
o atura aa Na(6ei maitcu llai.
SuliiereTe-ie a lOOOrs.m&naaea pagoiadiantadkii
nesta Tipografa, ra das Cruzes D. 3, e na Pre-
?a da Independencia ti. 37 e 38 ; onde e receben)
correspondencias legalisadas.e annuncinai inscrin-
do estes gratis sendo dos proprios assif nantes,
viudo asstgnados.
CAMBIOS-
Setcmbro 25.
J40ndre* 30 l|2 a 3o Ds- Si. poi I, ced,
Lisboa65 por o|0 premio, por metal, Noto.
Franca 316 a 320 Hs. por tranco
H io Je Jan. < p. de prem.
Moedas de 6.400 15 0U0. as velbas, novas 13,000
4,000 T.000 a7.2(JO "
Pezos Colunares 160'
ditto Mexicanos 1,560 1,590
l'atacOesBrasileiros 1,600
Prendo ila leu ra,, por mes I 1|4 por po
Cobre a par das scdulas
PARTIDA DOS CORKHIOS. .
ajOlinda _Til is un das ao meio dia.
0)in, Alliandra,-Paraiba, Villa do Conde. Mi-
mas guape. Pilar,'Real de S. Joio. Brejo .l'Aia.
Hainlia, Pombal. Nova de Souza.Cidade do Nal; I.
Vl'a de Goiadninha, e Nova da Princesa, Cidada
da Fortaleza. Villa* do .Amura, Monte mor noto.
Aracatv, Ca-icsvel. Caiiiiid. Otanja, Iniperairi*'
8- Bernardo, 8. Joio do Principe, Sobral, Novado
BlUrv, Ico, S. Matbeus, Reacbo doaiine, S.
Antonio do Jardim, Qiieseramobim. e Parnab'ha
Secundas e Sexta leiras ao meio dia por via Paraiba. Santo antio-Todas as quiis (eiiuao
meio dia. Oaranbuns. e Bonito-nos dia 10 e 2.4
de ada inra aomeiii dia. Floresno dia 13 da
cada mes ao meio dia- Cilio,Seriiiliaeiii, Hio Foi-
mozo, Porto Calvo- nos das 1, 11, e 21 de esda
mes- ____________,. .
PAUTE 0FFICIAL.
PERNAMBCO.
* OOVBRNO DA PROVINCIA!
Ex pe dita te do di* a 5 de Setembro.
OITii j Ao Commandante das Armas
reapondendo-lhe que com o parecer"
no iba enva do Procurador Fiscal, ficasf
selvidaa as duvi las apresentadas em sao
cilicio de 11 do Agosto ultimo.
Dio Ao mesmo cotomunicando ibe
que De terminando o Decreto do i. de
Juihodel83o que as Juntas de Ju-tiya
constem sempre de 6 Vogaes [lectivos ,
enmure qua face dar exeme-a a este De-
creto pelo qua diz respailo aos Vogaes Mi-
litare que devoran ser oa de maiore*
Patentes como heexpresso oa Le de 13
de Outubro de 1827.
DitoAo Inspector da Theaouraria
para mandar pagar a Jos Joaquim da
Costa o frete que justamente Ibe pertencer
pela conduako do armamento que em sua
c noa ti'ooxe do Rio Formoso.
Dito A Ernesto Schramm respon-
dando-lbe que ficad expedidas ai precisa*
ordena, para ter alie reconhecido Vice
Con.-u1 Interino da Sardenba nasta P10-
viocia durante a aazaocia de Mr. A. S-
chramm ; equanto a audiencia que pede
podera' tdPlugar a utq.i hora da tarde do
dia a5 dquaror rente.
D'to Ao Inspector d Thesooraria ,
communicando Ibe ter o Regente em Nome
do imperador annuidoa que durante a
ausencia de Mr. A. Schramm Vico Cn-
sul da Sardenba ne.tafProvincia iiqua
encarregado do Vica Consulado Mr. Er-
nesto Schramm.
Igual communicaqa foi erigid* ao
Inspector da Alfandega Administrador
da Mesa das Diversas llandas, e Inspector
do Arsenal de Marioha.
Diio Ao Director do Cur*o Jurdi-
co da Olinda comraunicando Ihe que
leudo o Regente em Nome do Imptrador
Ttiolvido quesupposlo n5 haj* expres-
ea probibicaque i ni pepa aos Lentes do
Curso Jmidico da Cidada de Olinda re-
zidirem na do Recife, coart tudo para
boa execuc5 da Le de n de Agosto da
1827 o do Decreto de 7 de Dovembro de
i83i na6 podem residir fot* da referi-
da Cidade de Onda os Lentes e mais
iirnpiegados do Curso; cumpee qua assim
o laca constara quem comptttir.
Dito Ao Inspector G*;ral das Obras
Publicas para por em basta Publica para
,-er arrematada a obra da ponte do Vara-
douro a vista do respectivo orituentoq'
i'oi ippio.vado^
Dito Ao Bacharel Joaquim Jorge dos
Santos Promotor Publico de Santo Aotio
respondendo Iha que a Presidencia fie a
srienle'doachar-se alte 00 exercicio de
Prcfeilo Iutetioo.
Dito Ao Commandante Superior da
G. N. deGoianna, respondendo Ibe, q'
para a PreaidaQcia resolver acerca do q >e
representou *m olcio de 11 do crtente
sobre oCapilao' do 1. Bstalhao' Antonio
Joza Salgado, rnisler se faz qua'ovio o
Cooselbo de Desciplina a que se pieca-
deu.
Dito Ao Chefe de Legiao' das G. N.
de Nasaiet raspn de ndo-lba que poda
engtjar p^ra o E^quadro de Cavallaiia
nm dos Cornetas damittidos dos Batalho-
es, e (sel o marchar para esta Cidade a
fim de ser instruido nos respectivos to-
que".
Dito Ao Dou(or Jos Rento da Cu-
nha e Figuervdo enviando-lh* por copia
o Aviso d Secretaria ri'Estado dos Nego-
cios do Imperio, de 26 de Agost ultimo
pelo qu.l vera' o que esolveo o Regente
atu Nome do Imperador aobro a ua re-
preseutarpao' do l. de Junho do crtente
armo.
Dito -a Inspector da Allandega, reajet-
tenoo-Ihe copia do'ofilcio do Vica Cnsul
do Brasil em Harta, ni que pait-cipa q'
o Bcigntim Sirdo Smsous.ira de Cette
com destino a esta Provincia, haven'do-se-
Iba recusatfo algalisc6 dj mauife^to das
fiSendas que carregai a pilas rasoens ex-
pemiidas no me-moollicio ; a fim de que
tome a este re gar convenientes.
Dito Ao Director do Corso Juridiro
de Oliqda enviando-lhe em virtude do
impeii.il a.''so da 26 de Agosto do cor-
rete auno, a reprosenlacao* do Dr. Jost;
Bento da Cunlu e Figueiredo Lente do
mesmo Curso, a fim de que responda so-
bre oa tactos llegaos de que uella he argi-
do.
Dito A Cmara Municipal de Limo-
eiio, paitcipjndo-lbe ademissaS do Pa-
dre Jos Pedro Bandera de Mello do exer-
cicio da Cadena daGr.niniaiica Latina
daquella Villa por se echar cumpienendi-
do na d'sposicad do Artigo 3, do Cap.
3. da Lei Provincial N.f 43.
Portara Ao Inspector da Alfandga,
ordenando que d'ora etn diante quando
algum Navio tivar de cairegar pnlvora es-
ta seja smente ea barcada no momento
departida; e que na Reparticad compe-
tente se passe a guia de tal genero na oc-
casiad e.n que se tiier o despacho para o
Guarda proceder a conferencia a bordo, e
entregar a Commandante do Navio, ou
ao sen propasto a Guia que deve ir fecha-
da no caso de adiar tudo exacto.
waes Poiuria. lori derig'dis ao
Inspector do Arsenal de Marinha, ao Ad-
ministrador da Meza das Diversas Rendas ,
e ao Commandante da Fortalece do Bi uo.
Dita Ao Inspector da Allandega para
ordenar ao Commandante do Cter Es-
perance de Bebfribe, que passa a facer o
Registo do Porto durante a ozeocia da
Escuna Victoria. i '
Dita Ao Director do Arsenal de Guer-
ra para receber-de Augelo Custodio do
Sacramento o armamento remettida palo
Prtfeito da Comarca do Rio Formoso.
EDITAES

Achsndoi-ie vagas as Cadeirasde Gram-
tica Latina das Villas do Limoero, Beni-
to e Bieio ; manda S.. Exc. o Sor.
Presidente assim o lser publico a fim de
q os CadaSs Brasileiros, q' aellas pre-
tenderem oppor-se haja de apresentar
o seu) requerimeotos instruidos com os
documentos do etilo no praso du 3o
das contados da data deste,para seiem
habilitados para o Concurso.
Secretaria da Provincia de Pernambuco
2o de Setambro de 1837.
Maooel Paulo Quintilla.
.Secretario Interino.
par a V. Exc, para qne se digne fase-lo
constar, em todas Eitaces Publicas da
Provincia a cargo de V. Exc. Deo
Ge/rde a V. Exc. Rio de Janeiro a9 de
JutVo de 1857. Illm. e Exm. Sr. Presi-
dente da Provine'" da Pernambuco. 0
Director S<:crtaiio Jos Jacqaes da Silva
Lisboa. *
.1
S. Exc. o :f Prndente manda faxer
publico pare conhecimento dos Emprega-
d-;s PubliefPda Provincia o officio iiue
Ibe foi deiigid,o pelo Director Secretario
da DiiecceS nomia dos Servidores do Estado o qual
Vai b#Xi> tiaosoripto.
Secretaria d Provincia de Pernambuco
ao de Sttembro de 1837.
TVlanool Paulo Quintella,
Sicretario iuterino.
a
pim. e Exm. Sr. A Direcca do Mon-
te Po Gi al de Economa dos Servidores
do pstado cumprindo-lhe providenciar,
qunnto a se alcance esleja para a esta-
hebdade, e prosperdade de duro Estabe-
lecimento que torna a< familias dos seus
Contribointes tetia feliae-, ao menos
livaes d.s (Ij vi la ; lem acordado unanimida-
de de votos, etn Meza Pleca, como Ihe
he facultado pelos *rts. 4. e 3o do Pla-
no que nos Hege que de boje em dian-
te Mns matriculen ren neste E.tabe
l cimento, os Empegados Pblicos que
oeraSja, at 3 > de Junbo p. p., de 60
annos inclusive pira mais, e que os que
tenba 5 a anuos imlusive at tocarem os
60, rnenle icja admittidos se assim
o quizerem, al 3o de Junbo do futuro
annodei833, Uquedeordem da ines-
ma Direcca, taot)o< aliona de partec-
COBfMANDQ DAS ARMAS.
Expediente do dia 22 de Seterabro.

Qffieio Ao Exm, Presidente djien.
do-Ihe q'o novo documento q' o Sup-
plicante Alfredo Leopoldinu de (JarvUn
juntavaaoseo requei imento satfas{a do
alguma s-irte a exigencia qua .havia feito
em a imformaca ja dada em la do cor-
rete, peloq'ep. credUto q'Ihe meiecia o
mesmo dpcqiiiento tinn.dii por pessoa
rujo carcter a Authoridade respeitava ,
se pronunciava ora pela afirmativa de su*
pieteocaS.
Dito Ao mesmo Exm. Sor., infor-
.jpando favoraveluente o requerimento de
(m-icelino Jos Ferreira que pe lia demi-
ca para seo filho do mesmo nome Sar-
gento do liat.iiha 7. de Cassadoies,
-por s r menor de 18 anns. .
P-irtaria Ao Major Commandante
do Batalb-5 7. de Cassadoies, mandan-
do demittu o Sargento Marcelino Jze
Fereir Jnior por ser menor de 18 an-
nos e assim o determinar o Exm. Sur.
Presidente em seo despacho de boje.

Expediente do dia i3.
Officio Ao Tcnrnte Coronel Cornr
maodante da 3. Classe le.pondendo a
o seo ollicio de aa e disendo-lhe, que e
liceoca concedida ao M-'jor \1. M. da S.
Santiago pelo Goteruo Imperial era com
todo o soldle contada do] dia em que
fnalisou a ptroiira ficaudo em entilo
n. qae abteve ltimamente do Gveroo
P.ovincial.
Dito Ao Major Commandante do B.
7. de Cassadoies, reimltendo-lhe para
serem ai chivados 03 Processos feitos aos
soldados do seo B.Ualha cujas 9* menea*
tmliao' sido publicadas em Ordem do Dia
a2 cor ente.
Dito Ao C.ipita5 Commandanta inte-
rino do 4- Corpo de Artilbera remet-
iendo- llie para teien archivados os Po*,
t-essos felos eos soidadtfs dq seo Corpo ,
coi s sent ticas loirto publicados em Ordem
do Dia al do correte.
Dito Ao mesmo, disendo-lbe, qua
vndo no ronhecimeiito pela leituta do seo
fficio de nonnm data.t., que o soldado
hto Vicente Neto sendo natural da Bab


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1
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pra cora ludo praca ds'a Provincia ,
nao poda-ter lugar a sua hila para al)
romo pedia, por tr de ser oorn oulios
propesto pira Reforma, fiando a sua
pitt ncio' esperada pra occasia5 cppnr-
tuna.
Portara. Ao Major Cdtamandatite do
Ratalh*5 7. de C-s.adores, rundolo
t'emittir no soldado Alfreda Leopoljmo
de Carvalbo por ler ju--lilicad eer ca-
sado e atUf o determinar o Eiui. Sor.
Pre-iJeote eui fceo despicho- do aa ^do
c.'iute.
DIVERSAS RBPARTICOIKS.
MEZA DAS DIVERSAS RESIDAS.
A paula be a mesis do N. ia5.
CORREIO.
O Pataxo Mara Lu-* recebe a mala
p-a o Aiarty hi.ju 26 as 11 boras da
manota.
O Brigue E-cuna Portugus Flor rie
Liib a de qic be G-pita Vicente Anas-
ttcio Rodigues sai. p.ra Lisboa no dia
2 de Outubro.
PREFEITtIRA.
Parte do dia a3 de Salembro.
Uim. e Exm. Snr. Parteripo i^V.
F.xm. qu esta manbla fui adiado o*a-
dater do Por'tguez Antonio Leite dos
Santos, o q .al foca moflo, e laucado na
Cacimb de sua taberna, cita na ruar Di-
leita, por mhi Caixeiro J > Aottmio
Vieira tambara Poi luguaA, que pie^o
fora de miaba ordem DOrtn Yi do corr ri-
le por desconfiar de urna proonraea a
urna caria d'ordens, qa-elfo' me apnre-
zcnlou disendo*sara asignatura dVlla,
de seu PatraS a qual depois se ver-ificc-u
ser falsa;-lando se-(be appiehendid to-
da.a roopa'do dito fallsriuo PatTa pe-
Ja qu*I e pela confissai.' p( blira que
fez perante mim e ari?s pes presentes se adiajra o'i.-ta Secretaria ,
nio' resta a menWduvia de ler sido elle
assassino do refi>rido sen pitra leodo-
se de tudo procedido a Auto qua voo
reo e te* ao Promotor Publico, para pro-
seguir-se nos termos da Lei.
Paitecipo igualmente a V. Ex." que
forao' presos a minba ordem a que
Terao' ocompettnta de lino : Lourenc
prtio Scravo de Joaquina Pt-reira Ras
tus, pela 1. patrulha do Districto da !\U
die ci Dos, por ler qoerito dar com*
i'mi garrafa na mesura patrulha; .lote
Francisco Goncalres, pardo peto Sub-
Prefeilo do Recie por detfordeiro ; An-
lonio Morera, branco, marujo pela
patruiba da Lingueta, por ter'sido encon-
trado em boras incowpi-Untes ; Manoel
Francisco, pardo, peta patrulha do Sa-
cramento de Sar.ito Antonio por suspef
t de ser elle desertor de Mariana ; Jote
Ignacio Preira, tambero paulo, pelo
Sob-Prefeilo da mes ra Frcguesia por
estar crahuscado para assa.sinar a ootrern;
Antonio Josa d\ 'Sra igualmente pardo,
pelo C'-mm^sario de Polica da Boa-vista,
por furto de estallo ; e Juipo d> O' da
Costa, lamben! pardo, peWSub P>efeito
de Maiargaape por estar era circuns-
tancia de aer recrntido.
Ka6 consta que occorresse miis novi
da de.
Daos Guarde V. Ex. PrelVitura da
Comarca do Recie a3 de Sotemb. de 1837-
]llm. e Exm. Senbor Vicente Tho
maz Pires de Figueredo Cimargo.rPie.
bidente da Provincia Francisco Antonio
de Sa' Brrelo, Prefeiloda Comarca.
ra e Paulino J>*e Ta vares gardos, pe-
la p.itrulha do Destrirto do taimo, por
es ha ver cootiado*rojra de horaa 5 Fiv-ri-
ci-c Antonio do Amor Divino, olcado!
rio UiUlha 7^ lie CaSiadure, pelo Of-
| (ricial da 2. rfiffla de Polica por hasel o
eucontra-io asa I) ras da man'iaa ; Jei>o-
niroa do M nte Baptista, e Mara, prtAfcs,
ma e^cravii eTno rna5 pela I. patiullia do Defltrioto da
Glora por desorden) idaqual a ul^irjj
leve a oabec quebrada ; Bapliota e En.
sabio, laibom pretos, oste e#(-iavo de
Lourenco de S Albuquarque lemet-
l lid" px>r rci'ii por exiar fugado e iquilla
[ pelo Sub-Piefciio do Recife por ler que-
brado a r.-beca a auna menina.
Ka5cenata que bouvessa mais novida-
de.
Dos Guarde a V. Ex. P re le tura da
Comarca doRcile a4 de Seteniirode 18.37.
-- IHm. e Eirn. s^nhor V^enl Tbo-
rnas Pina de Figuerado Carnario Pre-
> dente d.i Pioviucia -.-- Fraoci'-co Anto-
nio de S B>rreto, Piefvilo da ComaT-
ca.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
3. S -sao Ordinari 1 de a8 de Agosto de
i837.
Presidencia do Sor. Silva.
Comparecers os Snr-. B-nros ^ Doutor
Cintra, P>ssoa e SoUia ; faltando coro
cacAa os ruis Senhor^s.
AberiH a Se.8.n* e lida"ct da an*-
codrme foi approvada. O (Secretario de-
clarou nao h. A Commi^a tnrsrregada de examinar
as conian do Fiscal Raala, acerca dos
conferios fritos da Cadeia de-ta Cidade
tende a" ach.'do cpnf rme,foi de parecer
que se llie nandas^e passar m.in-Jado da
quantia de 56oo rais ,'qoe te Ibe eslava a
dever.
A C-Jinmissa encarregada de fxamintr
acanta da receita ,e desposa do 3. tri-
mestre do correte anuo fiuanciiro apre-
zentada pelo Procurador achou confor-
me.
Uro raquorioaoto* de Joa5 Antonio
Goncalvis \Jao, que preiende h>8r
vid p.isacii.-so 110 Porto das Canias do
Bairro do Rec-fe deixando por baixo
um cano para qne pos<6 correr as a>o-
as de chova foi a CoqimissiS dos Sur-.
Pe^soa e Sousa para dar seo parecer.
Depaobara5-8c algons reqnPCJBeritfis ,
e por er dada a hora levantou-e a Ses-
sa e mandar!.' faser a praxinte em qua
asiifjnaia. Eu Fulgencio Infanta de aI-
buquerque e Mello Secretario a escrc-
vi. Silva, Pro Presidente, Barios, Dr.
intra Pfisxia eSiuza.
anat> i.Miim-ir^ia 'usaunmmiaiini
A CaQiara Municipal da Cidadede Olioda
un virlude da I.ei.
Faz saber q' h je i, e nos dias 18, e 3o
do correnta d* ai rematar por quem
m is (he os cmtraloJs seguiajjp perteucea-
les o Patrimonio d' mesaos q'lar* prin-
cipio no 1. deOutuh n findara* no ul-
mn de Selemhro de i858-
O rcndirnini. il.'s balancas doi Tr.yi-
Xe8 na prao* do R-cif*.
O reodimeotflds Alila^oenso retisoenj
rjofl ilesos e medirias.
O f endimanto dos pesos e repesos dos
acr>ugii>sdo Municipio.
O r n'l;m- ni. do sobsidio dos porcos de
aoo reis por cabecs.
O Ren'-'liaifito das ca-ia!iH da Ribeira.
O Rcndj|^entod s doiiM Armasen por
barxo dosonrado jurito.a Ir*ja d^ S. S-
DakliaS. Suas VaTacoens 'fcnsta do.es-
cripto do Porteiro : quorn nos meamos
q 11.-r hogar cnmparea.<5 nos dias cima
munidos de fianca idneas na forma djn
Lei
E p'i-a quecheguea noticia de todos se
m.nd.'u afi.xar o pn sanio que Tai a^igoa-
narlo e sellado rom o sello da Cmara.'
Ol.nda eo3 S.'ss.i de 19 de Setembro de
i837
Jos Jnaquim de Almcida GueJes.
Presidente.
Jos Joaquim de Fgueredo.
Secretario
;.aajg^-i.v.-:iffiaau.J:a'ar-5aKJaiaa
da cmara da capital refere as persegui-
ces que spparecerao contra os cid daos,
que rilo coraBinafo com os influentes
dePim e Souza, t assemblea piovin-
cibanos diz que bum maero considera-
vel de li^-ts f.Ua^te lancarao as amas,
que fraudes se urdro para se nio nce-
berem os Tolos dos ridadios corn quem
se nao cbntava e que na leitura das listas
seotultatio nomes. qua se substiti.iio por
oulros nio centijos nellas. Finalmente,
cni todos os cilicios ds autl-oridades da'
Pariba, que fira5 submetidos' ao exame
da corimisio, se enconlro suplicas e
instancia da remedio prompto conira 09
monstruosus ?buzos ali platicados, as'
elleigoes p-rra deputados geraes fl prov.-j-
ciaes, nao duvidando av^nfar que ilics
smeacavlo a guerra civil na proTincfa.
11 Na provincia de Sergipeainda jiorna-
ores os absurdos que as suas oleics un
enconlri5. Di^pomio ali dous paitidosa
victoria das urnas eleitaraes saltar o. em
sen 1 delirios, por cima de todas as bis, e
ssebfarfo dedaspfesar os pequeos mei >s
para laucar so mo de medidas capases d >,
produzirum resultado deciz!vo. Na Para
iba, anda saprocurou cohonestar o ex-
agerado numerosa eleitores com os falsos
airolamaots dos paroclios ; em Seigipe,
precindio-se de.isa formaliduda, eosc^rn-
TQTO EM SEPARADO.
EDIFAES.
A Caraira Municipal d^t/Ci
rife &c.
I
e do Re-
a Nao poden do concordar com a mai-
oria da cor.mnisSo espacial da que sou
raembro, a que ae nomeio'u para interpor
o seu parecer sobre a denuncia dada con-
tra o ex ministro do imperio, rumpre
me allegar as raines que tira para juigar
queuao obrou sem arthoiidade legal, ntm
uzurpoii huma attrbclo desta cmara
o referido ministro, quando xpalio os
aviso de 9 de janairo e 6 de Marco do cor-
rete aur.'O ; declararido oollas as ellei -
c5es de Sergipa e Paraib, apandan-
do proceder a novas. Primeramente as-
tah#)lacrrai os factos a circunstancias que
orcorrerSo nessas elleicS's, -pa qua me-I Lagarto, qae rom fi>o foi viciad*, cou-
pees dos partidos o que, a seu aibitrio,
rnarcaio esse ouicero ; e foi logo l > ra-
sado o primeiro aibinameoto qua a
provincia, que d tmeme dona deputa-
dos, apreseotou-se com miis de J,2.jo 1-
leit >res. S o colegio do Larg.ilo onde
pi incipalmente dorninava bniu dos par-
tidos cuntendanles, poz tm raixfpo 36o e-
leilores quanlo dmenle 3/ liavia dado
para -a presante legislatura. Todava,
longe esta vio ainda da supoor os influen-
tes desle pjitido, que os snis adversarioi
usando ainda com roaior imrnorali lado
do rae-mo estratagema, tambera or col-
legios em q*e infliro, 'augieritavio es- i
candalosam'tn'e o numero doseb'itores e
apreentavao ja candidatos com 96*4 vntos
eleitoraes. Foi quando ist en. gou ao
conhic manto daquclles quo eolio foi
elles resolvido, para cobric esse nu-
il com urna snperi indade inveocival,
viciar a acta do mencionado eolhgio do
Par ti do 'dia zf\.
IiIoj. e Exm. Snr. Fora5 presos a m-
nha ordem, e liveraS o complante desli-
lao; Flix.Marques, Joaqaiai Joie Biser-
Fa?5 saber que no dia a8 do corrente
lera' principio a aninut c, por ven-
da do edificio da actual C'dtia e sua* de
pan leticia*, as quaes sa5 comprehendi-
d-js os terrenos dos 2 becoj contiguos que
forman' divi*a5 do n.esHo edificio j
cuja arrem-tac> be fff'tua.ia por dt-li-
bersa;a5 do Governo da Piomih-m sibre-
pra-anUca d^ (Cenara e de conformida-
de cm o art. 4i da Lfi Pioviocial' de g
de Junbo do coi rente armo: os pn lendeti-
tes de vara 5 comparecer compeienternen-
te hahilit -dos na casa de aas Se-.soens ,
para que segundo as condicoens que fo-
rero acceitas s* posia realisar o contracto
a vftta ou a prsso.
E para rpie ebegue a noticia dos mes-
moi si pisiou o prsente que ser pu-
blicado.
PaO" di Cmara Municipal da CUIade
df R cile 6 de Se'embrode i837.
' Joze Alachado F-eire Pereira da Silva.
Pro Prefldenle.
Fulgencio Infante d'Alouquerqae e Mello.
Secretaiio.
Ihor se possa deduzir o direti come*
arei pela provincia da Pjraiba.
0< offi-.nos do presidenta da provincia,
da assemblea provinci.l,' te da cmara mu-
nicipal da capital, coucordlo em diser
que a maior parle dos collegios eleitora-
es apparecerlo com" hum numero de a-
leilores superior ao que juntamente de-
viio epreseolar, de modo que a provincia,
que havia dado ^45 elleitore-) para a-
ctad legislatura, apresentou 706 para a
seguinie iito he, bumaccres< imo de 5n
leitores, que tuopoz'hum augmento iri
po ni sua populadlo, sem ter hafido p-
en ela emigracio alguma qua podtSico-
lurar -s-e augmento extraordiuario ali-
as impossivel de conseguir-se palo curso
natur.il.da ronzas, ainda em lugares e tem-
poy da ruaior abundancia a pui-perida-
de. O muimos citados docurtrenio*, e
cutros qoa tambam torio presentes catn-
musi, alem da generalidade desta escan-
daloso abuzo fa-em delle particular men-
cio a rejpeito dos collegios da Campia
Grande, Sotiza e Piaric. referiado que
aqaelle, ten io dado a3 elleitores para a le-
gsl-liir preste, apresentou 8a pira a
piox.rna futura, e osde Sousa e Pianr,
que tnhadado ia cada hura, aparece
ti o primeiro rom loo, e o segundo com
a5o. Para este abuzo corista que corjer-
rerio milito osp-cpi'io-i parcbos, exa-
gerando sobremanaira o numero do fo-
gos de auas freguesas talvcz com o
proposito de tirarem vantagera daselei
ccs, poi* be notorio*que deus delles sa-
hiro vleitos com huma qua>i unanimi-
dade uaquelles colegios, e f ro o paro
cho da villa deSuza, que sobio elleito de-
putado Geral a o de Pianc sjio depu-
lado provincial.
Tainbem dos m-smo documentos se
depreheude que as elec5es se fiera' com
irregularidades e tomultos, o qoa alias be
j atleslado-peio iilicilo numero dee'ei-
totes que a ellas concorrera. Himolfi-
rio da Cmara municipal dffllLa das ba-
naneiras faz mencio da desorde'ns, otitro
vertendo-se aj centenas em milfxtras e
esrrevendo se em vez de 36a 3.6'jo vo-
tos ; e tal fai o modo porque e;te partido
leve a coragerada apresentar as seus can-
didalo^nomeados com 3 ()65 rotos, que
somadoscom os da chapa opposta, supp*-
ftn na provincia de Sergipe perto d
5,ooo eleitore.
a Os olficios que a commissio lea sobra
as eleicas dnsta provincia, f >sem todos
rnaiicio He tumultos ou de des :rde lo ma'S >eri. srjoe a- da Paraiba. Ellas re-
ferera que candidatos houve que seapre
sentara c m gente armada na occasiio d<-s
elicllei ; las'.n meneso de encontros o
ataques as villas de Sanio Amaro e L-
tete ; si cmara muriirip! di villa da
Eitmci, que derigio huma reprefeota-
io a S. M. o I operador se ex prima
aes'e regpeito pela mmeira sesu n'e : A
ambnaS, que nunca s apreiaaatou mais
owsada nos circuios electivos, anno do
imperio de algumas proTnoisrdi'1 ne-
tamente da de-Seigipe, para a fuctura le-
gislara, accnmmujou cx-ressos *obre ex-
cesio, e ilegalidades huma sobre outras,
de modo que t#n a^-sombrado con
seus resultadol e feito treraer a Provin-
cia amearada de cpprassio ; e ne jo a faz Intir ja com a guerra civil. Com
estes me-mos recejas, sentimentos e e-
piesies concorda bum otlicioda Cam-sra
da Villa de-Santo Amaro da mesma pro-
vinria.
Em fim, tentones eler.5-s deSorgi-
pe emo as-da Paraiba, conten obrr-
var he que for5 conivant'e ou consenti-
dores dos excelso q' commatajrio muitos
cus parochos, mesas pirochiseic oloitora-
rs, e al algumtjuises da paz e camaiamn-
nicipats. Huma differenca porem *e no-
la, que lalvez nio convenba om.ttr-set
e vem a ser que as Ilegalidades dsellei-
c?s da Paraiba paraso na cmara muni-
cipal da capital, a qual, movida d? bum
*eut:mento de patriotismo, que eu nio
pojso deitar de'louvar, e di espeito \ *
leis que vio to ultra; id iccuiou pas-


^ggaHBBaatai.;,.MtjtBjiAJiauay" ivrf-"1! rnir
DIARIO DI? PERNAWBCO,
:/*.- a. ./* j.
Wi
mi- diploma os deputados eleitos, at
<|ueo governo g< e-se respeito. lio piotcdeu, p nema, do
rnesrn tnodoa. cmiaia dr capital de Ser-
g'pe, que leafjeiveu expeJir diplomas aoi
t-Jtito-.
a Iv-.tabeUcidos assim os principies fa
rtoa e eircunstartcias ta* eloicas, segun-
do consta dos documento qae foiio os
ji'dsd'conirnifsio, releva agora inves-
tigar se o ministro do imperio a vista da
lej>!slacio existente, poda ou nao man-
dar proceder a novas eleices uas provn-
cias da Paraiha a Sergipe declarando ou
havendo a- piimeias como nuitaa, ou
corno se nao tivessem existido.
* A minhaopiniaose nio cooforma',
estempeito, coto n qoe fui railtida pelos
tu* os honrados colUgaj da commis-ao ,
porq* estou convencido de q' na legislarlo
existente nio ba disp isir.ie} algurua queso
posea allegar cura fundamento, como con
traria a deliberado .lo un& pelo ministro
no caso d que trata. O artigo 21 da
< ousttuicio citado pela commi so no
sen parecer estatae que a cmara dos
depolados, a simeemo ao sead*, com-
peta a verificarlo dos poderes de srus
njembros ; purera nio me persuado* que
se posnRaten )er esta dposicio aoi casos
da eleiges da que tratamos sem pec-
car-'e contra a obvia e literal intelligen-
ria das pala vi as des-*e artigo; pois qua
horaacouza be verificar os poderes de
sem raenibros, contra cousa be o direi-
to Je julgar elleices con exeluzo de todo
e (jualquer outro Juiso. Todo o coaagre-so
ou ajuntamento de mand--tirios tem o di-
reito que aquella artigo da a cada huma
das c.iourjs, para ser regulado pelos seus
regiment miarnos ; porque todo o con-
grego ou remito do mandatarios, verili-
va com effeito oj poderes ou mandatos de
cad.i hura de aaus membros parasaberse
esto em regra, tem tor por isso o direito
dojulgar de suas qualificaces : isto h?,
vei ifica sa os mandilo* sao autnticos e
regalares, nio se os mandatarios sao oh
que cumpria nomeiar. P< |o citado arti-
gi da constiluicao compele inconteatavel-
menta a cada huma das Cmaras Vd i rei-
to de rgptllii de seu seio a qualquer mam-
b o qlr te aprsente com poderes falsos
ou ii regulare* mas be esta e smente es-
mo direito que aqnelle artigo Ibes d,
segundo asna literal inteligencia.
Quando huma roiistituico quer qua
a caoura ou cmaras legislativas tioli.i
exclusivamente o diraito conatilulbnal que
a comm.ssao julga conter-se no "dito art.
2a nio diz (como materia a regularle
pelos seus- regimentoa interna**) que lhes
compela a verilicacio dos poderes deseos
meovbros ; dizsim clara a positivamente,
como a seucio quinta art. 1. da constitu-
cao dos estados Unidos : Cada huma d is
enmaras he o .luir Jas uleices das actas de-
las edasqualiticacesdetCs membro*.
Mas onstticio do Brasil nio be repu-
blicana nem o providente dos estados U
nidos lema proiogativa qu compete ao
Imperador fio Br.nil de convocar 1 m-
sBWea geral, isto he, de chanHr, para
que i-e reuni, os vedsdeiros deputados
a* naci, e uoos Deptados de boma la-
ceo.
Tmbera a oommis'So cita o c '
4-
cap. a dp regula ment de 26 da ivl^roo
, ,, _._._..
delSaq, que di2 a,sirn : Lavada a ac'a
desta riomepc.io, perguntai o presidente
se algum dos circunsiajnies soube ou tem
da denuoci-M' sub orno ou conloio para
que a eleiga-i ecaia em pessoa ou p?asoas
determinadas. VeriSan-'o-?e por.examc
publico e verbal existencia do fcto (se
tiouver a/guici) perder o ocurso o di-
reito activo e pas-ivo do voto por esta vez
smente. A mesma pena si*ffrer ornlurn-
nindi.r (azendo*a)ie de todo hum acto rom
todis a$ circun taricns psra .-er em seu
dtvido teitipo api es-.Titado assembia na-
cional e *e tomarem a tal raspeito as me- *
didas que em casos U01 se poasa5 cffer*,**
cer licando silvo a<> mi* ixo-o odirctodo
pelica. Com o que --e acha as^im dis-
puso ne-la lei conspira o decrato de 29
de jullio de 1828 qua, tambem .citado
no pjrecer*dacmmi9HaO, cootem no seu
7. huma disposica semelhante, ex-
ajressa pela seguinie maneira : To-ias as
riuvidas ou quejtes sobra a idoneid.ide
ua ulegivei, ou s'jbom, relativa ios
senadores 011 diputados sern decididas
p ps colUgij eleitoraes, s-es remelte-
io o termo que de tu do se de ve lavrar ,
com as neressarias clarezas, s'resp'ctivas
camiras*lt''.M,|,'tiva8,'para ju'g.i'rain cieti-
niiivanianie, *
S^-, vista destas lea, a rommissa qui-
zesse est'belecer smente que a carnea
tem direito de ju'gar a liuul quaesquai'
questSis jobie as eleicoei de seus m-m-
>ro, eu a U'5 contradira, porque, tam-
bera me persuado que a cam*ra deve ter
essadiieito; roas querer rejeitar' toda a
intervinija do governo concluir que
elle usurpou n prerogativa da cam-na na
vendo por nuiles as eleic?s de Surgipe e
Farabiba para mandar proceder a oras,
he no qac en nao poeso concordar. As re
feridas I is determina o modo de proce-
der nos ca^o* de soborno Tjonloio e ido-
neid lictos nao empeca nem viciem aseleices,
ordena que as roelas paroebiaes ou cole-
gios eltitoraes os julguem provisoriamen-
te e que os tei rnos oBBirocessos q*io di*
sofizerem, sfjm remWtidas < cmaras
para estas os ulgoc^m final. Ora, se
nos casoe da que te trata as mesas pro-
chiaas e collegr'oe aleitoraes tive*-sem satis-
feito a seus devares remo vendo as illaga-
lidides por meio da sus julgimeutos, e
remetten ;)o os termos de todo as respecti-
vas cmaras, em taes circunstancias, se o
gov rno arrogaste a ai o direito de conhe-
oer ^lesses.termos e ulgasse nullas as e-
Ieiv5?s', era clar que tinha usurpado a
prerogativa da cmara. Penen isso f i o
qua se nao verifico ; na5 soorganit a5
os termos 011 procesara ordsnaos ; as ille
galidadts viciarao completamente seJei-
yas ; e oslaste fizarao turou tuarimiente,
sendo co'inivcnles ou con antidoras d su-
as desordensns mesm8 auto" id *d*.'s que as
devia lemovr. Por cous* uinte nao
sendo ejecutadas as leis qoe istatuirao ao-
bre casos'era que suppoaerm a'ua execn
C5, segueie que na6 si6 appPoave
a<-m Ibatitei eleii;',s am qusenaS p le
em boa justic e poltica recusar iuter-
vna5 do governo. ,
Em Inglaterra sao 09 actos crimi-
nosos de que fallad as citadas leis de 26 de
marco e 29 <'e julho qusi todos da com -
patencia do poder judiciario, a em Fran-
ca onde alegislacaS tal respeito roais
se nsseiuelba qua temos, sa6 tambero
osses arto1* jolgados proviaoriameote pel>a
mesas dos collados eleitoiaes, ou pelo pro
feito em consalho de prefeitura e ao da-
^ois s>5 decididos a final, huns pelos tri-
bunaes outros pelo conseibo de estado ,
e cutios em fim pela cmara doi deputa-
dos. Porero quando o caso |ie de e'eices
tumultuarias onde se po*>terga5 as leis e to-
das as Mas formalidades nao poda entrar
em duvida que o goemo compre inter-
vir, como o encan egdo f tnanter a paz
publira, eviiar nobre-aboa execuca
das leu. Km Iogla'erra os tumultos tor-
nan nullas as eleices para deputidos se-
gundo nos informa Bb kslmie es6'cha-
mados os agentes rto poder quando a ar-
dera publica assirH o exige. Km Franca
tambera a lei de il de outnbro de 1820
irope aos presidentes do*< collegios eieito-
r a int.ervenca do govemo. E antie t:*
poder-ae-h negar ao governo essainler-
vencao em circuntaoia femelbaftes?
Nao certamenle ; elle a deve'ter nao (
por soa natureza porque be tambero res-
ponsavel da pz e ordem publica como
por lei expressa, pois qoe l est o art go
1. do citado decreto de 29 dcjulbo;
que at commina graves penas ao minis-
tro do imperio eaos presidentes de pro-
vincia qne na6 de 1 em m providencias
que rojivM-.em para qoe as eleices se con-
c|aa lagalmente. E .-e be issim manii^s-
to qua o governo tioha direito de intervir
na occasia das eleices tumultuarias; te
elle podia dissolver aqutlles ajun'amentos
illicitoa de fil-oa eleitores para qu ?-
tassem. snmenle os veidadeiius, y elri-
ccs coroecss*?ra de novo, ese i-oncluis-
sem lega'.mente como be que Ibe havemoa
de descoohecer esse direito, s poique,
mediou kura iotervallo de tempo entre o
corametiimcnto o mal e applicatad do te-
modio ?
Demis a estas onsideraces que
me parece deduzi-'emso da niturea do
objecto, ern favor da intcrveuca do po-
te; no om '.-Uig-'s de me ni fes t* nuil df.'e ,
creio cu que te pod^m ajiiular a** (UspOM*
Cea dpa.erligos 101 a. e 10a I.6
da (.o-ituiya qu* r.cvestir5 a 1 oro* da
nrerog^liva de convocar a assembia gearal'
P <3 .vezes illusor ia s*; o governo nao ti-
ves'-e a facublade de jalgar semel.hautaa e-
leices em qanto a cmara o mo'ur-a
se; poi* convocar a asitmbla gpral'be
chamar, para qoe se reuoa, o* varda-
rfeiroa representantes da naca ; mas os il-
Ifg!monte elei.ti.s n6 t*a5 representantes
da nica, nem se devera considerar como
chamados pala coroa ; por couaegoiolo re-
diizir o governo em t-as casoa a modo es-
pectador, aeri.i dcslruir o fim para que
Ibe foi conferida aquella prerogativa, e
encarregi-lo iaeffimmente de chimar os
membio- da assembia geral. Masas'rn-
ples ineificac.ia desta p<<>rogativa nao he o
inconveniente mais grave qua de-ta dou-
trine e seguira.
He pratica estabelecida nesta casa re-
ferir (is qm jias sobre l?ire9 de BCJU8
membros cmara da respectiva legislatu
ra, porqueaa-im aa tera procedido em va-
rios casos precedentes. Esta pialica me
parece fundada na lei de 26 de marco de .
1824, e( vsta Helia, se nos ex luisse-
moa.todo o juizo do gova no em ekives
nullas, para mandar proceder a novas, I
resultara dahi qua em quanto estas ques-
tessena decidis-.etn ou em quanto se
nao fizessem novas eleices, sendo as
questes decididas pela rejeica dos elcitos,
bcaiii no presente caso as duas proiu-
>-* oe Sergipo e Parahiba sem represen- ,
tac5 na cmara o que nao s he contra-
rio aos interesas deseas provincias, como
me parece opposto ao espirito das nossas
iuslituKea. Alem de que, tambem se '
nao deve reputar impossival que, em^eZ
da du*s, dez ou do/.e provincias ou tan-
tas quantas *ca huma maioria nesta ra-
mar ti* j 5 seus deputados pela mantira
de Sergipa'a Parahiba e enta sendo el-
les mesnos os qua tem d* conbecer da vali-
dade de suas eieices, certamenle que as
nao reprovar e o resultado ser huma
cmara falta a anarchic.i que sfi apresenta-
no Brasil para exerceras alia luneces
de legisladora.
Portento, do que fica ex pasto te-
nbo de concluir que todas as vetea que aa
eleices de alguma ou a'gumas provincias
ihvolveiem la manifestas nulhdades que
0 governo possa juatarjnente presumir qoe
a decisad da respectiva cmara ba de ser
contra a admissa dos representantas as-
sim eleitos elje deve emiltir provisoria-
m- rite o sen jaizo para mandar proceder
a novas eleices a fim de que se n* ve-
liique os graves inconveniente* que tenbo
expendido, e comoea.-esen juizo naex-
clue nem jnejudica o que acamara tera
de emittir em ultimo lugar, he claro que
ce nao deve recear, n.m que a cmara
fique por tal juiso dep-m euta do governo ,
nem qua se au elej < para seus membros
sena < Ksta be adoutrini que sobre, semslhanie
materia me parece mais fundada em juU
cae nrts inailiincoes que tamos, efoiella
a que seguio oajx-ministro do im- .
peno quando pelos avisos de 9 de Janei-
ro e 6 de marco do con ente anpo, julgou
nullas as eleices de Sergipe e Paralnia ,
para mandar proceder a oras. Elle nao
usurpou a aiiiibuca da cmara nem
t>mhem so pode aflirmar que obrasse sem
utoaidade legal; aa suas intehees fora
1 oclas a a sua mtdida de publica utilidade.
Peiuesou de parecer que sejulgueim-
proeafnenle a denuncia.
Paco da Cmara dos Deputados 19
de agosto de 1837.-Jos de Araujo Ri-
beiro.
(Do Pailamentar)
a .
?'h
correspondencia;
Sra.-Redactor-s. Objecto de ni pe-
mtia monta, convida-me boje a fer
urna pequea, mas lotoeu ve- interes-
saote reflaxa ; e darme-h'ei por pago se
por acaso ella (teDinito do Criroe daComaica dol'uo
Foimosr*. Eu flb do ten po marwido
10 I.IC
mkc
para segunda S^sa dos Jurados daqu*. lia
(iomarca. O clamar a repeito dosgian-
des inconveniente* regultaritea d$S '-ro*
po em qua tem os&nhores de Engenhoi,
e Lavradores (que forman a.taotfa dos
Jurados dtqueia Comarc-) de deiX^ie/n
por mais de quinte das a ad'niniati 'Ci
da seus Erganbose lavouras, me tem fe-
iidoos ciivijos aromo nao seje iudile-
rento ao bem ou mal de aneo. s*a>elh'aot- ,
por i-so chamo s-ibre ejie nao pequeo
[objecto, oda sttenca do me*ma Sr^Llr.
Juiz dt Direito do (;iirnp. N*5 ha a^prtn
ignore, qne o lempo uiai< ore upado para
os Sra. de Rigen bes, eeLavrudores lie o
do roez da > t'inbro tempo em que *-t
n'odmini trira de suas plantagis cera i
preparatorios para rouagern de eea' Eogt-
nhos ; c que por isso *n -dedicar se bao
exclusivamente a prehericher aa obiiga-
coea de Jurados a enta biacos perdidea
p.na lavoura ; ou d prehencbeio eisae
'brigaces e enta hum mos L'uncio-
narios; e a (nal a Cauza Publica padece,
assim como os inleress'a individnaes.
nao he boma rojotica chamar-se a res-
pousabilidade taca homens por pquilloqu*
lhes ere impossirel fazer? Algunsqueia
OTi< iaes deGoards Nacional bf lm bu-
ma injuslica ameacar-$e-lbe a perda do
Posto? Ena he contra os principios de
economa, arredar por esta tempo tantos
hmeos oceupados eflt soas lavouras, que
poHi emoutr.i oernaie cumprirem Com
as funces de Jurados ? Por tanto par-
ce que a rtflexa nao be roa. Permita os
Ceoa-que ella seja proficua, como que
muito me pagarei.
Pigmeo.
~ '~'i ;*
THEATRO.
Terca faira 26 de Setembro a benefi-
cio de Eufemia Uaria da Silva Actrit do
encamo Tbeatro subir em scena om sh-
blime, e variadoexpectaculo da maneira
(guite. Os Professores da orchestra d'a-
tempaubario una das melboies overluras.
Seguir so-ha a eaccelleote Pepa denomina-
da A entrada do exercilo libertador na
Vi|la de Sanlarem, ou a vergonhoza fu-
ga dos Miguelistas. Esta exeellenta Faca
fela primeira vez repiatentada n'esta Pro
vincia merecer dos vardadeiros Consii-
tucionaes, o mesmo aplauso, que tem
merecido em todos os mais Tbeatro da E.
nio s pelo sea anctor q' bem ,conhecido
nome Luiz Jos Baiardo .romo pelea Sce-
nas mais agradaveis da amdr e ocosidadea
com que a enriqueceu e atavi* que a
pos a cima dts suas malhores composices:
No fim da peca Madama Luita cantar
o Dueto o Csmbio do papel. Dr fim*
espectculo com o muito exceliente en-
trems \nda nao representado n'este
Tbeatro o qual se intitula O aprendiz do
ladreo.
He este o deertimento com que a Bene-
ficiada grata ao ramto que ja devo aos
Sra. Espectadora* o. convida para esta
noite, e a quera implora a sua genero**!
protecq .
Mr. Valli, tendo executado no Theatro
da po. t,i de S. Marieta a Pariz a Phizica es
perimental vai nesta O. do R. pola pri-
meira vez por em pialica taes Jogns ra-
que espera obter do aprecia ve 1 Publico
desta Cidade os rnesoocs aplauzos que re-
cebeu naquella grande Capital da Europa:
e como Ibe consta que muito a graou
aqu Mr. fvitauslas est ci rto que a res-
peiiavel publico amador-da Phiziu-r nao
deixar d* concorrer exta lira 29 de Se-
tembro a um expctacalw inteiramente no-
vo a assaz divertido ,#que deixar Saptis-
loito 9 1 elpeitavel Publico ueste 3- grau
da seus Expetarulos.
AVIZOS DI V i; USOS.
Quem pr%. isar de um hornero,
br.'Slaiio para caij^iro do cngvuho perto
da praca dirija se ao atierro dos affo-
gadnsderjnle do vivero do Munia casa
. 10.
%JF' Deteja- e saber a moradia do cor-
respondente do Senbor Feli da Ci.nba
Navarro Lir.s, antuncie p\ra ser procu-
rado.


DI1RI0 DE PIIIaMBCO:

a/ja A pessoa qoc precisar de utn ho-
rnea para ensinsr primeiras letras com
parfeica, por casas particulares a seos li-
Ihos ou flhas annuncie por este diario.
*- Na ra da Cruz do Recife caza D.
53 no es riptoiio rl>ateco-io Uilheles d<*
Alfandega a bum por cento.
Jflp" O Commandante da 5. classo fz
eciente aos Srs. Oj&ciaes da mesma que
vio ass'goar a folba a casa do Quartel Mea-
tre na roa de S. Rita Nova t>. a4-
f^ Urna mulber prope-ae a lavar
roupe, tanto de barreda como de sabio,
<:oiu todo asseio e pe fcicio quem a pre-
cisar dirjate a ra da Domingos Pires
9W Urna malher parda, viuva, e com
bous costurnes a ptimo leile a sem
ria j oldKca-.se para criar -t quem
precisar annuncie.
|rjp Precha.se de ama ama de leile ,
e que sej escrava iniinmie.
9^ A pessoa que pnci-a de 5oo$ooo
rs. a prern o aouoncie a sua morada.
^ Terca le ira 26 do con ente lia ses-
sio da Sjciedade Euterpina.
fflsv* Roga-se aos Sis. Prefeitos e Sub-
Prtfaitoi C.missarios, e mai as Autho-
ridadas Policiaca, e pessoas paiticala.au
. oobeteqaio deapreenderem a pretos, i."
de nome Luiz a ionio, estatura me^taua
cor retiota anda sempr* com a cabera btia
e por essa raiio meio carcundo, testa gran-
de de cantos com am dedo da iuo dirai
ta cortado eos ps tomado de calor de
figudoqije parece formigueiro he bem co-
nbecido as Villas de Sr. Antonio Muie-
beca e cabo por Luiz Antonio Vanguarda ,
com titulo de torro, 3." iVlartiuho crou-
lo de mediana estatura Tola naris chato
arregazado com muita faltas de dentea prio
cipalmente na frente no ombro dirrito
vm iumbinbo peadurado os p- a plbe-
tadoa ambos de 4 a 5o annos fugiio jun-
toa no dia 17 de Setembro do aitio do Ar-
xaial do abaixo aisigaado gratifiej-se
quena der verdadeirai notioias de elfes na
esquina da Praoioha do Livramento na
luja de Jlo Carlos Pereira He Burgo.
fJ9* Preciea-se de houaem para
aiapiaistrador da urna oilaria que saiba
Jer e arja citado e com poura familia ;
quem nestas circumstanci^s esliver, di
rifa se a ra da Aurora n. 9.
UP No dia 2a do correte pelas 6 ha-
ras da tarde fugio do 2 andar do eobredo
eito najroa Direita na esquina do beco do
Sirgado utn papagaio talador : quera o
tiver pegado, e Juiaer restituir pode-u
levar no mesmo sobrado que aei gene-
rosamente recompensado.
# O Sr. Felippe de Barros Bandeira
queira annunciar a sua morada ,: para ne-
gocio da sen intere-se.
jrjp Desapareceu um cavallo do lugar
da Monttiro no dia 2 do corrente com
oa signaes seguietes: castanbo escuro ,
paqueuo, a carnudo, dinas aparadaa,
cauda Curta os deis pe*, calcados, carie-
gabaixo, eesquipa al o sucio; roga-se
a qualquer pessoa que dellesouber, upo-
dei entregar 00 mesmo lugar as cavas
de Miguel da Costa Pereira ou no Reci-
fe na loja de Enzebio-p. e Companbii, que
receberio de gratficaco auooora. e
a mesma quetia seda a quilquer pessoa
queodenunciar eprometiendo-so guar-
dar segiedo.
rjr Precisa-se de am c?xeiro para
urna venda que se pretende abrir de do-
to que d fiador a i>ua conducta : a
fallar do beco largo venda de garapa.
Oa-se a premio l:4oo$ooo de Joh por
j centcaomez, por lempo de 8 a 10 me-
as, com firmase contento, ou hvnotbe-
ca em predios; quera oeprecUer otrija se
ru da Cadeia do Recife Toja n. if}, que
aJira' quem os d.
ttP" Quem precisar de ama mulber
forra, para ama de casa, coziuha en-
gamma e eojaboa dirija -se a 1 na do
cano n. 10.
jCeT" Quem precjsar dt um< ama de
Jeitej"dinja-se ao pateo de S. Jo D. 14.
fJJJr* Quem precisar de folhas corri-
das e pasea portes de Polica e do Go-
verno e despacho de qoalqner autl 01 ida-
de OU tribunal com brevidade e pre-
co commodo ; quem o pretender din
ja-ee a roa de Saota Rita Nova D. 28.
sr Anua Joaquina de Jess do O', re*
eidtgtt o ra da Sauz alia oora caza .
1 primeiro andar, na Freguesia do Re-
cite continua a ensinar as primeiras Le.
tras, cuser, e bordar, convida aos Srs.
Paisde familias que se quizerem utistr
do seu prestimo para com auas filhas, quu
ella est com Aula aborta.
jtjr* Arread a-sea casa terrea na ra
velba P. 2i: na pracioha do Livramento
O. a2.#
i> O Bacbarel formadado Jos dos
Aojos Vieira d'Amorim, annuncia ao
respeitavel publico, que as pessoas qua
de seu leuiitado pre-timo rucessitaiem ,
lauto piraoCivel como para o Crime ,
o podem procurar em casa de seu Pae Mi-
guel Bernardo Quinteiro em a ra nova
D. Sa ; primeiro andar.
W" Quem precisar de urna ama p-ra
cervipu diario de orna ras de pouca fa-
millia : dirijvse a ra Direila n. 307.
jtajTEsia Esencia ha muito tempo po<-
sue urna grande celebridade na America e
em toda a Inglaterra. Os seus prodigiosos
elTaitoi lera provado soas boas qualidades
de u'ii modo incontestavel. Os maravi-
Ihozes bons successos que ella-obtem to-
dos qs das, em Franca, nio djalo ja
mais duvida nenhnma na sua eflcacia e
elle provio de urna maneiro irrevega-
vel, quenioezistepreparacio algumaque,
I* possua qualida 'es lio eminentemente de-
purativas com esta Essencia.
A E-sencia de Salsa-parrilha reconcen-
trada he o depurativo no sangue por ex si-
lencia verdadeiro e & especifico para as
duencas secretas, ou inveteradas, sobre
tudopara as pessoas que temein o meicu
rio ou as quaes se lem mal ministrado ,
ou dado era quantidsde muito gran-te, que
ex pe rimen to dores de ca beca iusoffi i veis,
com queda eencanecimento dos cat ellos,
dores nocturnos nos membros ; que tem
ulcerces na palle ou as membranas mu
cosas, excrescensias, corrimentos, gln-
dulas obstruidas tumores duros nos ossos
iuchacao on rijeza as ai ticulacas.
Esta Essenria boje gerslrncole preferida
aos banhos de vapor aos suceoa das her
vas as preparaQes sulfreas, a toda qua-
lidade de fonaent humaefiicacia onaiavilboza em todas as du-
ensas, raantidas por um virus qualquer ;
as duencas da pella, as impingeos ou
lierpfl as sarnas velbas ou repercutidas
as cores da gola, rehumatcas as ra-
ch:tis, nos escorbutos, as oseioful-s
(humores fri-), fiaalmenteemtodaacri
mooia do s*ngue, que e-i annunciada
por cnmichdea, ardores dies pungentes ,
piesdas, maacbia amarellas, pintas ver-
melha', ei upces no corpo, bemorrhoi
dasfrunclcs pstulas 00 rosto, aphias ,
boloes na lingua, enfermidades na boca
ou oa garganta a rr do resto livida ,
chumbada ou cheia de hostellss os |olhos
ve pelo corpo chlorosis, idade cntj'a das
malheres, males dos neivos irritabilida-
de, humor triste e melanclico &c. O
uzohab'tual desta Essencia mantem fresca
a cor d j rosto m escuza dos vesicatorios ,
dos sedenbos e dos cntenos. He vi<-to
que esta Esencia de Slsa-parrilha convem
n muts affeicSes aeiiuanniozai queno
sao das qoe tom bum dncter su"aitos...
A Medicioa poaiiue poucos remedios que te-
lo tanta virtude e que estera na posse
de ma lio grande e lio justa -elebridade :
vende-sena ruada Cruz botica Franceza
54.
COMPRAS.
JO*" A obra de Volter; quera tiver aj
nftocie.
Prata velha para obras conforme
aqualidade : uarua docabugi loja do Sr.
Bandeira.
VENDAS.
jjr" .islasGeraes da Lotera do Livra-
mento a 329 cada uuia : ua ra do Livra-
mento loja dsencadernador L). 6, e na pra
ca da Independencia loja de livros na '-j e
38.
s/y* Listas dos niinercM premiados sa-
bidos hontera (6. dia) da Lotera do
Seminario de Oiuida, a 4o res us luga-
res seguinies U Praca da Independencia
1 )ja dejaros numirj 37 e 38, ra do Co-
legio San i ca 0.5, no Recite rut da Cruz
por detrs do Corpo Sinlo numero 5o.
Aterro da Boa-vi la B tici numero 4o,X)
linda na ra dos qnatro Cantos loja do J-
lo Nicolao, nesta Typogrfia, e pelos des-
liibaidoiei do Diario.
%30" Chales de m'riti da ultima moda,
cambraia de Liuho finas, e leudos de al-
gibeira de dita : n* I >/a franceza na quina
xia ra du cbug, que volt* pira a das
trincheras.
*X9* Urna e^crava mota boa lavadei-
ri : na ra DirtLia sobrado de dois anda-
res D. 3-
J> Um pfelo cozinheiro ; e urna ne
grintia de 12 annos de idade : na preciaba
do Livramento D. 2o.
Jfjp* Um ptimo escravo proprio para
todo o servico de campo : n.i ra dos
Quarteis Q. 4.
JCJT Un ptimo sobrado de um andar
com grandes rommodos quintal com ba-
nbeito pe pedia e cal sito no lugar do
varadouro junto ao balde na ra dos Qu-
arteis D. 4-
/3a (Jm avrdsjp> de prata para cfa
rom 6 pessas do ultimo gosto urna salva
de 6 chicar se de 3 cope* coiber.es' pa-
ra sopa ditas para cha, conloes de ouro
de uieia oitava o palmo tudnobra do por-
to ; no atterro da Boa vista D. 5o.
1/9" Una preta da naci cum 18
annos de idade sabe engommar, cozi-
nhar e faz todo o servipo de urna casa ;
com a condicie de ser pera fora da pro
vincia : um muleque de 18 annos de ida-
de eoutro dito de u annos : no atier-
ro da 15 .avista D. 18, no s-igundo andar.
ajt4aft>aUma mulatinha de i4 annos de
idade, com principio de costura e en
gommadd : urna negria de 9 annos de
idade, com as meamas habelidades : ai
ra Direila D. lo.
tW Um .palanqun grande proprio
para j laier umo cadeiiinha : na ra de
S. Tbereea D. 10 para ver, e para se a
ju-lar na roa docabug luja de Jos dos
Sanios Naves e Companbia.
JV Urna escrava d'augola de 18 a
2o annos da idade cose, e engoma, e
boa cozinbeira ; urna rica mubilha de Ja-
caranda conlendo uro comrnoda com 6
s-'gredos um rico sofla, e ia cadeiras
de goato moderno, e tudo a>or preco com-
modo : na ra do cahug lojj do B.ndei-
ra do Rap.
WW Tresenias barrise abatidas ; de
muito boa qualidade e mais urna canea
aberta muito.boa propria para carca e
familias : dirijan se ao Atterro dos sil ga
dos sobrado ou armasem de Nascimento
e Comp. logo no principie do mesmo at-
terro.
frja* Una barretina de pello e ou-
tra deoliado, e um banda de iam para sar-
gento de G.N.e um refe novo, com os
seus perteuce tudo em muito bom esta-
do na ra Direita casa D. 28.
99> Urna ueg'a de naci idade 18 an-
nos engorme e cozinha o diario de nma
casa e i;om principio d costura: na ina
de S. Thereza D. a7.
f/Jr Potassa nova da primeira sorle ,
ebegada prximamente dos E-tadus Uni-
do bairis grandose peladnos, laboado
de pinho americano de superior qualidade
e proprio para furo, portas e janellas :
a (aliar e L. G. Fereir 8c Mantiield.
\$W Uoo umltquQ cieoulo de 15 an-
nos de idade : na ra do Queimado D-
cima 8.
> Presunto de sal a arroba 64oi ,
eem libra 24o, touciuh de Lisboa, pre-
zunto de calda paios lioguissas sei-
tedeLisboa a 2880 a caada, agarrafa a
36o superior graixa inglesa a a6oo a du-
Ha e pot a 34 : na ra nova venda D.
a5 por baixu do ob.ado onde mora o%Si.
Doator Panlo.
aEnv* Un t< rreno com ao palmos de-
fienleejoo de fundos, com pcanr de
larangeiies, sendo esta a maior paite de
embigo o seleta no sitio da trompe que
tica a esquerda que segu para o mondego;
adveitc-so que lambem se vende eru por-
fes de 5o palmos pirase fazer casas: a
Untar no menino sitio.
asV^" Ou troca-e por a negros, dus
eseravas creoulas, urna dejao annos de
idade sabe coser engommtr lavar de
saba co/.iatiar, e fa^er diverges quali-
dades de doces oorn perteico e a outra
faz tudo ojmais que a piimeira, comta
dilr-.i'eaaa de |rar tampom d barrilla ;
ni ma Direita sobrado de 3 andar, no
segundo andar por cima da botica de Igna-
cio Neri da Eonseca.
^> Hua escravo de nac'5 Angola,
com aoannoe de idade sem vicio algum ,
bonita figura proprio pira pagem
para qualquer ecenpaes: na ra de San-
ta Rita Nova coulronte algieja na caza,
D. 3. .
ESCRA.VQS FGIDOS.

Uuia negra por nome Mara, ja.
velha, e pucha por orna perna e be la-
vadei ra os apprheudedore8 em a pegan-
do l.vemaao atierro da Boa-vista loja de
Joaquim deOliveira e Souza que grati-
ficara' gsneroiamente ; sssini como a ou -
tro preto por neme Felipe ja velho,-o
com oaesc otlos crecido.
jqp Fugio no primeiro do coneit?,
urna escrava de nome BeaeJicta de boa
estatura com 3a annos de idade per-
tencente a Senhora de engeuho Varzea
grande; os apprehendedorts a le venia
|ii enea de Carneiro Monttiro a fallar com
a gjnro da mennia Senhora deeogeesno.
a/jaa Fngio em Marc d'este auno da
Villa' de Souza Provincia da Paiahiba do
Noite um escrava do Padre Jos Antonio *
Marques da Silva Guimai5es, Vigaiioda-
quulla mesma Villa sendu o nome e sig -
caes caractersticos do dito escravo os se-
guinles ; Tbeodosio crioulo muito -pre-
to, cara muito bexigosa cangole grosso,
estatura ordinaria cheio do corpo de
idade pouco mais eu menos de 3o annos,
l eescieve loca violla gosta de dau-
CS tem principios de ca pina e fas to.
do servico rural. Ete escravo j fui visto
em Goianna com um molalo cUro de idade
de aoannos pouco mais o menos, capti-
vo de Saturnino de tal morador lambem
na Villa de Sonza offioial de ourives sa-
co,' farcola, amante de d*nca, tocador
derabecaS, e violla, e laiuda que mal.
Roga-se pois s Authoiidades respectivas,
e meamojs pessoas que tiverem noticia
dos ditorfscravos, que haja6 de mnda-
los capturar remetiendo os ou pvn a
Villa de Sonta seren entregues aos re-
feridos Senhores oa para a Cidade de O-
liuda entrega-Ios a Benedicto Marques
da Silva Acahu estudanle do Curso Jur-
dico, e Procurador dos ditos Senhores ,
devendo liar Cei tas d tas Authorides, qu
capturaren os mencionados escravo*, que
e indemnizar toda e qualqner despeze
feita paraaqueile fim, bavendo de mais
quanto as primeiras que os prendeiem,
urna recompensa generosa de seu traba-
Iho.
MOVIMENTO DOPORTf^
Navio Saludo no dia 2.{.
AR^CAT^ Sumaca Flor do Mar, M.
Manuel ^o Sacramento, caiga vhio'
gneros.
Entrado no dia a4.
MALGA; 3o das, Patacho Hespaarbsl
Feliz Theodora com 72 T. M. Jeroui-
rov Alves, carga varios gneros: a J
t. deLemos.
RIO DEJANEIRO; ao das P. t.cho Ner
M. Jote Antonio de Souza taiga it-
rio* gneros : ao Meslre pa-sag. iros i.
CRAVELAS 5 14 dias Sumaca N. S- da
Ajuda rom. 34 T. M. Luiz da Silva ,
care'farinha : a M. J. R. e Silva.
S. CATIIARINA; 52 dia|. Patacho B.
4 de Maio, M. Izidif Domingos do*
Passos, carga varios gneros : a Joa-
quim Gonsalves Ferreira.
PORTO ; 43 diae Brigue P. Importador
M.Joaquim Marques da Silva, carga
vaiios genoros a M. J. R. e oilva.
Sahido no dia 25
RIO DE JANEIRO; Patachu Nao. Sarai-
va, M. Joze Pereira S>raiva, caiga
varios gneros, passsgeiros 8.
MUC AMBIQUE: B.igue E. Portugue*
omiugues, M. Francisco Isidro Mon-
leiro, carga varios gneros, passagei-
rts a.
Pbkn, WT||f 0K M, F. rAHJA 183^




CORRESPONDENCIA
4tmiWllH<|liS$iMMtMIUvH

Snrs. Redactores
Diz um Proverbio Que. quem por
si se julga amim me nao ofende. --
A mentira n Calumnia, a baixa lisonja a
hvpocresia e a impostora devero recular as aco
es dsquelle que dcsconhecendo os deveres e rel-
lacoes que o ligo na sociedade para com seus semo-
lliantes, constitui-se vil detractor da repularo alheii.
Nao admira que uro tal humeo) despido de hones-
tos sentimentos procure, militas vezes para melhor
satisfazcr suas grosseirns inclinacoes knihair a credu-
lidade inexperta daquelle a quem illude para
desl'arle possur urna boa vacca de leile. Na verda-
de Sor. Redactor outro motivo nao vejo para
que o Snr, supposto morador de S. Anlo gratuita-
mente quisessa menoscabara Lea) recoohecida intei
reza e reciido do Snr. Juiz do Civel Francisco
E'ias do Kego Dantas. Com quanto se esforseo au-
thor da correspondencia e supplemento ao iario
i). 180 provar com a sua luz meridiana a razo ,
que assiste ao contendor do Snr, Capito-Mr Ma-
noel Thom de Jess na possesso dss trras em
queslo ; nSo passari de urna Chimara a confuso
de suas ideas embdra com vagas as9ercoes arteira ,
e manhosamente queira impingir galo por lebre.
Nao be desfigurando mentindo e calumniando ,
que se chama a nltenco do Respeitavel Publico que
pouco on nada se deve cnterecar com atjiiesto de do-
us particulares os quaes s por meio da Lei, e da
Justiea d>*vem mohecer deseo direilo : nena lamben
supponha o aulhnr da citada correspondencia ao lte>-
peitatel Publico lio insensato e ignorante para se
deixar levar de sihs artificiosas palavras com que ,
nos pretende advogar a causa de seu proprio tute*
resse com nutrir o seu genio intrigante procu-
rando vilipendiar a pessoa do Sr. Doulor Dantas. E
quem nao v ao primeiro laoce de vista que tanta
mordaridade e malcriadez s be efeito de um es-
pirito mal formado que en vez de crdito e con-
seito so roe iisse desprezo e overso ?.'! Segundo o
ronceilo do Snr. fingido morador de S. Anlo, nao
so Sur. l)"Ulor Danta*, ccfmo tambem os Minis-
tros que bao profferido cu dillirido nao menos
de onze l*nt*ticas a favor do Capitam Mor Manoel
Thom sao injustos e fallos de consciencia ou
em termo claros velhacos ; por que s a sua luz
meridiana enxergou a razao do Snr. Estevio : ora
temos que san prevericadures da Lei o Doulor Dan-
tas o Doulor Telis e os Ministros da Rellaco ;
iras como teuha aquella queslio de ser removida em
ultimo caso para o Furo Contencioso da Gr-Brela-
ulia de cito nao deixaro os Ingleses de dar valor
n luz meridiana do inieressado do Snr. Estevao... .
Forcozo be reincidir sobre as pizadas do author di
Correspondencia e como quer que o Kespeitavel Pu-
blico acredite as suas razoes patgunla a minha cu-
riosidade se devria o mesmo Respeilavel Publico oc-
cupar-sc de esquadrinhar todas as circunstancias de
arrancadelas oceultas de marcos e oulros moilos mo-
tivos que occasionro aquella conlenda entre os
dous para assim njuizar qual ceja o doloso so Ma-
noel Thom ou o Estevao ? Islo he o que Taremos
nao para roubirir.os o precioso lempo ao Kespeitavel
Publico com narracoes lao enfadonhas e enjoali-
vas ; porem para desinascarai mos as falsas arguiedes
d'essc tunante que a ludo se aventura. Entremos na
qncsto, por que del I a sei, e he o caso. Constan-
do ao Capito-Mr Manoel Thom ler o Estevas se
upossado de parte de suas Ierras sero seu consent-
ment para efeito de urna levada eossude q,a el-
le Kstevio inlencionava a abrir ou dora couaeco ,
dirijio-se aquelle em bous termos a este fizendo-lhe
ver que se enganava pois que aquellas Ierras llie
pertencio, o que fcilmente se podciii conhecer [ior
meio do mesmo Piloto que par pailp do vendedor
Penlo Joze da Costa as ha-va demarcado o que lu-
do se podero fazer amgavelmenu-. A islo annuio o
mesmo Estevao, teudo convencionado com o ( api-
to-Mr viro Piloto, e leslemunbas, que presencias-
sen a avivenlacao do anligo ruano por onde havia si-
do demarcada aquella tena piincipiando do maico
das quebradas -- do Riacho Faustino, de Sul a Nor-
te romo se cba disposto na escrptnra do primeiro
possuidor Lindoso a quem se relrere o segundo
vendedor liento Joze da Costa ; mus assim nao acon-
leceo por nao ler comparecido o mesmo Sr- P.stevao no
din e lugar aprazado para aquella convenco ; final-
mente aronselhado por um ladro digo por um Letra-
do (que Dos o tenba em gloria^ de ame Uxa, bem
conhecdo por seus sublimes fe i tos na talica Forense ,
dera principio aquesto judicial de que se Irala. Des-
te primeiro passo visivtlmenle so conheee a m f do
contendor Estevao o qual continuando sua levada
ero trras do Capito-Mr obtivra este mandado
Judicial para o dtmolir o que ps em execucao. A
vista dislo requereo o Estevao urna visloria, em aqual
se acharo ambos os contendores havendo o mesmo
Estevio nomedo por seus Louvatiosa Bellarmino
d'Arruda Camera e Manoel Alexandie de Souza ; o
em prezenca una dos outros, litigantes, louvados e
espectadores enlrou se na materia. Priucipioo a fal-
lar o Snr. Capil5o-Mor Manoel Thom e lendo fei-
lo a sua defeca couleslou com documento* Ustemu-
nhas e niais provas todas as conlraiedades e falsa
f com que arrogava a si o seu contendor a posse
de um terreno, que llie nao perlencia ; e appresen-
tando ernfim o ligilimo titulo isto he a Escriplura
do Lindoso primeiro possuidor da quellas Ierras %
disse Eu nao quero nem mais nem menos do
que se deba declarado nesla Escriplura por ser quem
deve tirar toda a dvida a nossa queslo Enlo o
Snr. Bellarmino que se havia t ali conservado
mudo especlador vendo que o homem a favor de
quem represenlava, nao havia appresentado a menor
pro vi em opposico ao ex posto pelo Capilo-Mr e
antes afrroado lude quanto elle Capilam-Mr duia ,
levantou-se, e disse para o Sr. Eslevio Sr. Estevao ,
esta Escriplura he verdadeira? Conforma-se Vm. com
)


(O
Ha ? D;i peto que ella diz ? le verdade o que tem di-
to o Snr. C;ij>il3in..Wr ? Tem Vm. alguma cousa
que contrariar ': Rosponrieo que nao e que ludo era
verdadeiro; que a Escrip!ura era legitima, que rom
ella se conlormava e nem oulra cousa pretenda.
F.nlao est por si mesmo concluida aquesto e netn
aei por que qinslionavo Vms. disse o Snr. Bel-
larmino. E pegando este da Kscriptura lendo-a ,
vo!lou-se para c mesmo Estevo e pergunlou-lbeM
era daqnce rorsmo marco do Riacho do Faustino ,
qne deverifio partir mi linha recia a medir meia legoa
de Sul a Nortea nutro ponto dado conforme a Es-
cripiara ; respondi o mesmo Estevo que sitn mas
que deveria todava ir ter a direcao daquelle rumo ao
marco de sua duvida e sobre o qual basiava sua
pretencio : demaneira que reduzia-se a questo a
urna contradieo manifesta do mesmo Estevo tor-
nando de iipnhum efeito a letra da Escriptura, fazendo
igualmente desapparrcer a linha recia, o rumo de Sul
a Norte. &. &. O Sr. lidlarniino nosuppondo fosse
aquio por efeito de vclhacaria ou dio da parte do
Snr. Esteva), mas sim por ignorancia do mesmo,
disse !he que o nao entenda porem esperava que
?Mitre dona Propietarios vizinhos e amigos ludo aca-
basle em bem, e propo que nomeasse cadaum delles
uin Piloto, e dous Luuvados, que segurado a Esc/ip-
Ittra corresvetn o rumo rom tanto que, nem o Snr.
Capitam-Mr e nem o Sr. Estevo so entromettes-
fem oais na quella avventuco, dando estes por bem
ffeito ludo quauto fi/.essem iqu-lles em favor de s-us
Constiluinte; noque de boro grado anuoo Sr. Capi-
tm-Mr,e amis conveio o Sr. Estevo. Estranbou o
Sr. Helliirniino no Sr. Estevo um procedimento
to desconforme a rilis ajustada razo, e levado
dos sentimentos. q'caracterizoo homem fin parcial no
conbecioiento dos deveres do mesmo homem pro-
curou harnvoniz-los convencido da razo do Capi-
tam-\!r e muito mais d*sejoso em conseguir de
anihos urna honrosa concordia. Excitando entre ri-
les os estmulos mais vehementes com que muito se
deveria ennohrecer o Homem de bem rebateo cnm
forea o horrendo monstro da terrivel, e negra Dis-
cordia que desune os H orneo* tarnando-os ini-
migos em vez de amigos ; e revestndo-se de pre-
senca de espirito em urna questo que deveria ter
abandonado nada pmb-ndo conseguir para consoli-
dar a paz entre aquelles dous contendores virou-se
para o Capitan-Mr dizendo-lhe que o suppunha
Homem de bem ; e que por tanto confiava houvcsse
de se comp'r com o Snr. Estevo por quem elle se
compromeltia pelos meios que a indicar. Respon-
deo odpitam-Mr que sim que em ludo convria
com o Sur. Bellarmino^, afina de que se acabasse
ero paz aquella questo. Ohservou-lhe o Sur. BlI-
larminoque aquella torra, por que despulavo, desne-
cessariu se fazia para o sen Engenho, e queso de
utidade servia ao Sur. Estevo por via de tornar o
sen d'goa : por tanto que elle Bellarmino tanto
confiava da generosidade de sua alma que reconhe-
cendo o Estevo perlencer aquelle terreno a elle Capi-
tara-Mr mandasse este reparar o mal > que lhe
bavia feito no assude e levada ficando elle Este-
vo utilizando-sv da mesma trra a consenso do Capi-
tam-Mr e que deste modo dessem por finda aquel-
la questo. Conveio o Capitam-Mr prometien-
do nao s mandar por no seu utei ro vigor a leva-
da como de dar consenlimcnto g ralis co mesmo
Snr. Estevo no uzo daquella trra em quanto muito
qoizesse com tanto que reconheeesse peilencera
elle Capt.-im-Mor. E qual foi a resposta do Snr.
Estevo ? Que nao eslava por iss> que bstanle di-
nheiro (riba para gastar cem demandas, de qua
muito goslava e que em firo com os glandes se que-
ra topetar. A vista do exposto despedio-se o Snr.
Bellarmino, e continuarn ellos sua questo. Pa-
semos a segunda parte. Rcproduzio aquella conten-
da diversas Demandas sobre o mesmo ohjeclo das
quaes teve o Snr. Capitam-Mr cinc sentcncas a fa-
vor, dadas pelo Doutor Joz Tciis de Menezes: del'as
appellou o Snr. Estevo para a Rellaco onde igual-
mente sabiio afavor do Capitam-Mr : appellou o
mesmo Snr. Estevo da primeira para o Supremo
Tribunal de Revista do Rio de Janeiro e ali tam-
bem sabio a favor do Capitam-Mr Mandou,
ltimamente a Rellaco por Accordo que se avi-
ventnsse o rumo em virlude do Termo de Conclidio
ft-ila pelos lilgaules ruja avivcniaco havia sido iu-
terrompda por Snr. Estevo. E epprezentando se
o Snr. Doutor Daulas, Juiz na quella causa depois
de um escrupuloso exmc sobre o* marcos titules e
testemunhas informantes prosegua na aviventacao ,
principiando do marcadas quebradas co Riacho Fa-
ustino de Sul a Norte, como era expresso na Escriptu-
ra concluida aqual ]u!gou por Sentenca. Mas co-
mo nao sahisse a contento do Snr. Estevo duvi-
da ueuhuma padece seja de evidencia fsica inventa
rcm-se mil pretestos capciosas para Iludir e ofus-
car a razo, e a verdade, PieUndeo o digno substi-
tuto do falecido Cxoa se fizessem nova demarcaci s ,
e vindo com embargos a aquella aviventacao quera
se correase oulro rumo sobre um marco chamado
do Pao Serco -, o qual havia sido arrancado pe-
la Snra. do Engenho Marmajudas com quem traz
iguaes Demandas o mesmo Kstevo a nao menos de
oilo anuos e por elle lora enincado as trras em
questo do Capitam-Mr tendo em vista ali fazer
aquelle assude e levada ; e como a isso nao annuisse
o Snr. Doulor Dantas por lhe nao competir es o
nicjlivo da evidencia isica do Snr. Morador de S.
Anto. Nole-se que depois daquella aviventacao em
favor do Capitaro-Mr apparceco outra vez o marco
enancado; pergunta-se quem o anancQU? Seria o
Capitam-Mr lendo do seu lado a razo ? E ser e
Capitam-Mr o doloso? Oulra vida Snr. oviden
cia fsica : nao torca aqueslo e nem queira com so-
fismas dessa natureza tirar de si o que lhe he proprio,
para dar a outiem s lembrando-se do Quem por si
se julga a mim me nao fende. Soja o Doutor Dan-
tas palhaco jeja Africano, ou gento; e soja o Sr,
morador de S. Antu a Densa Minerva ou Mercurio
em pessoa (Test, bien Indiffrimt, Que seja o Snr.
morador de S. Anlo voidndeiro Homem qu;:si
que o nao duvidaiuos mas que seja Homem verdo*
deiro, he o que jamis poderiamos alirmar visto
nao ser este o meio de defender ou advogar a causn
de outrem. Hasta Snr. Redactor ; que a osfrega,
nao foi pequea para quem nao o dezejarn tan lo in-
comodar.
O Jm-parctitU
Pern, Na Typ. de M. F. de arias. a5 da Setemhro 1837.


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